
QUE LUGAR É ESSE?
O segredo de Cruz das Almas
Lajeado, fim de semana, 30 e 31 de julho de 2016
Ano 14 - Nº 1646
Avulso: R$ 3,50
Fundado em julho de 2002
Fechamento da edição: 19h
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QUE LUGAR É ESSE?
Lajeado, fim de semana, 30 e 31 de julho de 2016
Ano 14 - Nº 1646
Avulso: R$ 3,50
Fundado em julho de 2002
Fechamento da edição: 19h

Localidade em Bom Retiro do Sul era um ponto de encontro de caixeiros-viajantes. Como ficava próximo de um cemitério e havia uma cruz, criaram o nome.
PESQUISA NACIONAL
Firjan avalia governos municipais
Leite e queijo vencidos. Água contaminada. Extrato de tomate com excesso de pelo de rato. Investigações e flagrantes de cios fazem disparar a procura por orgânicos. Consumidores mudam rotinas, fazem hortas nos quintais e aumentam a rigidez
No Vale do Taquari, Sério se destaca e ocupa a 3ª posição entre os melhores do RS.
ELEIÇÕES 2016
Mulheres
Página 8

PATRIMÔNIO DO ESTADO
são maioria do eleitorado
Total de votantes alcança 243 mil no Vale. Maioria tem entre 30 e 40 anos.
TEMPO NO VALE
Página 9
Fim de semana no Vale: predomínio do sol Mínima: 10°C - Máxima: 25°C
Escola fechada em 2015 e ocupada por uma família sem moradia foi vandalizada. Governo de Encantado solicitou ao Piratini a doação do prédio para instalar um colégio de Educação Infantil. Estado alega que período eleitoral impede negociação.
Páginas 12 e 13



Diretor Geral Adair G. Weiss
Diretor de Conte˙do Fernando A. Weiss Diretor de OperaÁıes Fabricio de Almeida Fernando A. Weiss Fabricio de Almeida Fernando A. Weiss Fabricio de Almeida
REDA« O
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Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores.
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ÍNDICEMÊSÍNDICE MÊS (%) ACUMULADO ANO (%)
ICV Mes (DIEESE)06/160,454,72
IGP-DI (FGV)06/161,636,01
IGP-M (FGV)06/161,695,91
INPC (IBGE)06/160,475,09
INCC06/161,523,80
IPC-A (IBGE)06/160,354,42
Salário Mínimo/2016 R$ 880,00
Selic14.25%(meta) TR 07/160,16211,0997
CDI(Mensal) 06/161,16056,7198 PrimeRate 07/16 3.25 3,25 (Previsto)
07/16 0.50 0,25 (Previsto)
Ouro (dólar) – Onça Troy – USD 1332.3 cotação do dia 29/07/2016
BOLSAS DE VALORES PONTO VARIAÇÃO (%) FECHAMENTO
Ibovespa (BRA)574501,38
DowJones(EUA)18.45615,16
S&P 500 (EUA)2.17017,08
Nasdaq (EUA)5.1642,81
DAX 30 (ALE)10.3383,75
Merval (EUA)15.76938,32
cotação do dia anterior até 17h45min
Petróleo (dólar)/Brent Crude – barril – USD 42,7 em 29/07/2016



Gilberto Soares gilberto@agea.com.br

OBrasil corre o risco cumprir o sonho de seus próceres e cindir-se entre Nós e Eles. Nós têm residências confortáveis, boa escolaridade, planos de saúde e grana para segurança privada. Eles pululam na periferia, viram-se pela comida diária, recebem um arremedo de educação, saúde pública pífia e agarram-se à sorte para escapar do pior da insegurança.
EQUILÍBRIO. Segundo Platão, citado por Will Durant, “Todo o mal é desarmonia: entre o homemeanatureza,ohomemeos homens ou o homem e ele mesmo”. Sentença exata para o Iraque – antiga poderosa Pérsia –, países em conflito e nossas vilas marginais. Lugares refratários ao bem-estar, fomento ao conhecimento, tecnologia e inovação.
O alerta e a verdade milenar acima dão o tom deste estímulo à reflexão. Só o pensar e o agir impede-nos de repetir o passado travestido em futuro.
Compartilho com o A Hora o desafio de fazer um jornal inovador no Interior gaúcho. São seis anos intensos para a qualificação da redação. Esforço contínuo pela independência gerada no exercício pleno do jornalismo, tão caro à democracia.
Anos de acertos e erros. De aprendizagem oriunda das dores


do crescimento. Tempo necessário para conduzi-lo à obra fundamental: ser uma instituição jornalística reconhecida pelos leitores e comunidade regional.
INCERTEZAS. Mas há outra razão para aprofundar a interação com a sociedade. O momento é de incerteza para grande parte das organizações jornalísticas – os jornais impressos, particularmente. Essas empresas, assediadas pelas mídias sociais, necessitam descobrir o valor da generosidade. Precisam criar ambientes equilibrados, humanos e assegurar a aliança social para serem essenciais.
VOLUNTARIADO. Com o projetoAssinanteSolidário,AHoraabre mão de parte de seu lucro e estabelece uma meta ambiciosa de recursos para tornar viável projetos de entidade regionais de assistência social e proteção à criança e ao adolescente. Vê o seu futuro diretamente ligado às boas ações de indivíduos e organizações para a transformação de milhares de meninos e meninas. Seria diferente e melhor, caso município, estado e união fizessem suas partes. Mas pouco se espera de um Estado viciado em chicanas para adiar ad nauseam a revolução essencial à Educação. Pior: um produtor de fardos de incompetência que não poupa os frágeis ombros das futuras gerações.
Ao projetar a maturidade, A Hora mira-se na trajetória ética e humanitária de duas organizações não governamentais com mais de um século de serviços prestados ao homem e a Terra. Lions Club e Rotary Club são símbolos de um novo tempo com a marca da solidariedade para o jornal.
EXEMPLOS. A Hora fixou-se na conduta exemplar dos clubes de serviços, garantidora de grandes programas nas áreas da saúde, educação e defesa dos recursos hídricos. Também na transpa-

rência de suas relações com a sociedade e independência de ideologias, governos, partidos e religiões.
Solidariedade não é sinônimo de caridade. Homens e mulheres solidários produzem ações positivas entre iguais, mas em situações diferentes. Caridade é uma ação entre desiguais, pessoas superiores e inferiores. Percepções clara para a cidadania e para a rede da Parceiros Voluntário regional, outro esteio solidário.
SABEDORIA. Quem integra a iniciativa do A Hora, espera chamar a atenção pela ousadia da proposta e deseja provocar empreendedores e empresários brilhantes a serem sábios. Propõe a mudança com uma dica singela: abram espaços para a solidariedade em suas organizações e ganhem a parceria da sociedade. Como parte do projeto, sinto-me muito bem e desafiado com a oportunidade de disseminar uma das virtudes humanizadoras.
EM TEMPO. Após escrever sobre crianças, construtores sociais, ética e solidariedade, deparo-me com mais um deplorável exemplo do senhor Michel Temer. Ao fato: para atenuar a imagem de “homem frio”, “distante”, Temer aceitou a sugestão da assessoria e foi buscar o filho Michelzinho na escola. Não o fizera antes; não o fará depois. Usou de malícia para induzir a imprensa a divulgar um factoide. Sabia que não estava à altura da presidência; descubro sua farsa como pai.





Adair Weiss adairweiss@jornalahora.inf.br

Aproveito a coluna de sta edição para agradecer. A gratidão e reconhecimento vão aos mais de seis mil assinantes do A Hora e àqueles que ainda farão parte da materialização do Projeto Assinante Solidário.
Com apenas uma assinatura por mês, além de ficar bem informado, o assinante A Hora contribui para melhorar a vida de 3,2 mil crianças e adolescentes da região.
De cada real pago, 8% reverte para entidades assistenciais conforme já mostrou a campanha lançada e publicada nesta semana. É com o pouco de cada um que construímos um jornal de qualidade e nos empenhamos para fazer sobrar recursos a quem precisa de apoio. É uma soma de forças e renúncias.
Infelizmente, uma criança não escolhe passar necessidades. Ela nasce em meio às circunstâncias da vida e, muitas vezes, se alguém não estender a mão, nunca ven-
A Folhito de Lajeado, em parceria com a carioca Ecometano,
cerá.
Repito o que disse na noite do lançamento, nessa terça-feira: muitos de nós, sejamos empresários, professores, pais ou mães, não teríamos vencido não fosse o apoio de alguém. Nem sempre basta a vontade.
Meninos e meninas da Slan, Saidan, Amam, FundeF e Apaes, e tantos outros, não pediram para nascer ou viver numa conjuntura desafiadora que a vida lhes impôs.
O primeiro desejo é sobreviver, mas depois melhorar e vencer na vida é o sonho vital que alimenta a esperança e o entusiasmo. Sentir-se apoiada é tudo para uma criança.
Muitos de nós, homens e mulheres desta região ou mesmo fora dela, temos histórias de luta e superação. Uns mais outros menos, mas todos tivemos um empurrão em momentos difíceis, o que fez toda a diferença.
Sei que não falo de poucos.

[...] percebo um movimento crescente de gerações dispostas a compartilhar de um novo jeito: sem muros, sem preconceitos, com mais senso de espontaneidade e pluralidade.”
Desde os primeiros colonizadores aos dias atuais, o Vale tem sido construído com muitas mãos e suor. E a solidariedade é uma de suas marcas, onde o associativismo e a cooperação encontram terreno fértil para prosperar o coletivo.
Ao lançar projeto ousado de responsabilidade social, o A Hora se engaja nos movimentos já existentes na comunidade. Poucas coisas são mais gratificantes do que ver alguém progredir com nossa força. Quando nos despimos do individualismo, e compreendemos que uma sociedade mais segura, equilibrada e feliz depende de gestos simples, evoluímos como indivíduos.
Eis o desafio: abrir mão em favor de outro. Sábio ensinamento dos nossos clubes de serviços com mais de um século de história, como bem diz o colega, Gilberto Soares,
na coluna ao lado.
Compreender que o segredo da felicidade não está naquilo que temos ou conquistamos, mas naquilo que nos faz sentir úteis, humanos.
Talvez para alguns esteja divagando. Mas percebo um movimento crescente de gerações dispostas a compartilhar de um novo jeito: sem muros, sem preconceitos, com mais senso de espontaneidade e pluralidade. Viver com mais autenticidade, sem dogmas nem preso a falsas obrigações. A tecnologia mudou as fronteiras do pensamento e da compreensão das coisas. Nascem cada vez mais movimentos do tipo Arte na Praça, Cidades Criativas, onde todos se misturam.
Um bom exercício para perceber as mudanças de comportamento nas novas gerações é prestar atenção nos sonhos que movem nossos filhos ou netos adolescentes. Boas perguntas podem nos revelar boas respostas.
Bom fim de semana a todos!
apresenta no dia 11, no Estrela PalaceHotel,oProjetoUTER–Usina de Tratamento de Efluentes e Resíduos com Geração de Biogás e Adubo Orgânico. O investimento de R$ 100 mi transformará 740
toneladas de carcaças de animais em adubo e gás metano.
Só em Estrela morrem em média três vacas leiteiras por dia, atualmente enterradas no solo. A partir da usina pronta na Linha Delfina, em área de 17 hectares, a empresa estima produzir 44 mil metros cúbicos diários de gás. Atendendo aos mais exigentes padrões técnicos e ambientais, a UTER será a primeira grande usina da região a processar esse tipo de material. Em Lajeado, a Folhito adotará um processo fabril mais refinado, agregando valor ao produto.




Sucessivos problemas com produtos industrializados, aliados à preocupação cada vez maior com alimentação saudável, têm gerado um crescimento no mercado de orgânicos. Na quinta-feira, 28, cinco marcas de molho de tomate foram proibidas de serem comercializadas por conter pelo de rato. No mesmo dia, seis pessoas foram denunciadas por venda de alimentos vencidos no Vale do Taquari, as denúncias fazem parte da Operação Lavoisier
foram realizadas com diversos mandados de busca e apreensão e mesmo de prisão.
Problemas do tipo vem sendo recorrentes no RS. Um dos exemplos é a Operação Leite Compen$ado, a qual teve a primeira fase deflagrada em 2013. Desde então, 11 etapas
Com as constantes denúncias na indústria alimentícia, a preocupação com a saúde e procedência dos produtos cvai ganhando mais espaço no país e influenciando diretamente na produção. Dados
do Ministério da Agricultura apontam para o crescimento na produção agrícola. Em janeiro do ano passado, foi registrada alta de 51,7% entre agricultores dedicados a esse tipo de produção. Isso representa um salto de 6,71 mil em 2014 para 10,19 mil no mesmo período de 2015.
No Vale do Taquari, quatro famílias, todas de Arroio do Meio, são reconhecidas pelo ministério como produtores orgânicos. Entre eles, está Márcia Ferrari. Faz quatro anos que se dedica exclusivamente ao cultivo de hortaliças sem o uso de agrotóxicos. Natural de Fontoura Xavier, ela foi criada no meio agrícola, atividade deixada de lado quando se mudou para Arroio do Meio.
No município, Márcia trabalhou como vendedora em uma fábrica de calçados, sem deixar completamente a antiga ativi-
juntamos com eles em 2003”, relata ela que integrou-se ao grupo três anos após o nascimento da filha
Nos primeiros anos, o trabalho era um complemento de renda para a família, pois o marido ainda trabalhava na cidade. Quatro anos atrás, a atividade agrícola voltou a ser uma ação de família, quando o marido também começou a dedicar-se exclusivamente ao cuidado com as hortaliças.
Inicialmente a produção era limitada aos morangos. Com o tempo, a família diversificou as culturas. “Hoje na nossa propriedade plantamos tudo que é da época, então, temos uma infinidade de hortaliças e frutas cítricas.”
Família natureba
Preocupada com a saúde dos filhos, Cloé Schneider decidiu abolir os produtos industrializados de casa. “Minha mudança
foi mesmo para proteger meus filhos. Comecei a escutar notícias de câncer, e pensei o que poderia fazer para protegê-los além do plano de saúde.”
Alimentar-se exclusivamente de produtos naturais foi um processo gradativo. “Antes do meu filho mais novo nascer eu me tornei vegetariana, e depois fomos tirando industrializados”, relata Cloé. Ela garante que os filhos Sophie, 17, Nicolas, 15, Luca, 13, e Frederico, 5, ou o marido Matthias Schneider, não têm problemas de saúde. “ Se eu investir mais na alimentação saudável vou gastar menos em planos de saúde.” Os efeitos práticos são sentidos na rotina da família. “Eu cancelei o plano porque não ficamos doentes, e com esse dinheiro economizado podemos investir em alimentação”, afirma.
Moradora de Lajeado, ela reclama da falta produtos à disposição em mercados e feiras da cidade. “Em Arroio do Meio tem uma cultura de orgânicos com incentivo do poder público e de igrejas. Ainda não temos isso em Lajeado.” Na avaliação dela, para o cenário mudar, é necessário a cobrança dos consumidores. “As pessoas precisam pedir orgânicos, porque se houver demanda vai ter oferta. Os donos de mercados precisam sentir que há demanda.”

Os benefícios apontados por Cloé também são sentidos pelo empresário e chefe de alimentação viva Gustavo Tavares. Segundo ele, a mudança de hábitos não foi difícil. “Foi bem natural, aos poucos comecei a estudar e me inteirar mais, e começaram a brotar problemas de tudo quanto é lado de produtos industrializados,” relata referindo-se as investigações na indús-
tria alimentícia.
Para ele, a nova opção culinária tem resultados práticos no dia a dia. “Aumentou minha imunidade. Tinha quadros sérios de sinusite e renite e gradativamente isso reduziu bastante.” Ele ainda ressalta outra consequência positiva da mudança. “Mudar o hábito tem o efeito colateral de emagrecer e deixar de lado o efeito sanfona.” Quanto ao investimento em alimentos
orgânicos, ele garante valer a pena. “O pessoal reclama de valores, mas com os industrializados gasta menos para comer e gasta mais em farmácias.” Para ele, o mercado desse tipo de produto deve crescer nos próximos anos, pois as empresas estão “acordando” para esse nicho de mercado.
Escolher produtos de qualidade e manter uma alimentação saudável é uma lição dada desde cedo pela comerciante Adelina Bergamaschi. Duas vezes por semana ela leva pelo menos uma das netas, Tainá, de 11 anos e Giuliana, de 11 a feira. “Estou ensinando elas a ter uma alimentação saudável, a comer coisas boas.”
Além de ensinar alimentação, a avó utiliza um método para que as duas aprendam a escolher os melhores alimentos. “Dou um pouco de dinheiro para elas e deixo que escolham verduras e frutas e assim aprendem quais os melhores produtos.”
Adelina garante que as netas entendem os ensinamentos dados nas idas semanais à feira. “Elas se viram bem, sabem escolher os alimentos e comem muitas frutas e verduras.”

AFederação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) divulga pesquisa revelando a situação financeira dos municípios. A nova edição do índice de Gestão Fiscal revela que as administrações públicas enfrentam uma das piores situações dos últimos dez anos, com 87% em condição difícil ou crítica. Na região, o destaque positivo é Sério, 3o melhor colocado no RS.
O estudo avalia cinco indicadores. Dentro dessas parâmetros, Sério, com pouco mais de 2,2 mil habitantes, recebeu nota máxima – ou conceito A, de Gestão de Excelência – em quatro deles: gastos com pessoal, investimentos, custo da dívida pública e liquidez. Apenas no quesito “receita própria” o Executivo ficou devendo, e foi classificado como gestão “crítica”. Com um orçamento anual de R$ 12,6 milhões, o Executivo precisa se ater aos projetos junto a ministérios do governo federal para garantir os bons índices. “Todas as nossas empresas são micro ou pequenos negócios. Não há empresas grandes na cidade, que gerem retorno significativo”, comenta o secretário de Administração, Odair Carlos da Silva.
Segundo o agente público, a baixa receita própria em Sério é um problema “histórico”, e perdura desde a emancipação de Lajeado, em 1992. “Não tem como buscar mais. A nós, resta cobrar e renegociar com frequência a dívida ativa, para evitar acumulação dos débitos.”
Além de seguir monitorando munícipes com dívidas junto à prefeitura, o secretário salienta a importância de realizar um novo

estudo sobre a planta de valores dos imóveis. Hoje, os índices cobrados carecem de atualização.
Mesmo assim, Silva não prevê muitas mudanças com essa medida. “Temos cerca de 600 economias na cidade. Acho que não incrementaria tanto assim”, resume.
Mesmo com essa dificuldade,
o secretário comemora o bom resultado. Isso porque, em 2010, por exemplo, o município ocupava a 119ª posição no estado. Já no ano passado, a cidade estava no 32º lugar.
Cinco maiores do Vale
Entre as cidades mais populosas,nenhumaconquistouexcelência em todos os dados verificados. O destaque negativo é Taquari. Ficou na 3.466ª posição no país, e na 448ª do estado. Em nenhum dos cinco indicadores, ela obteve classificação de excelência. O quesito “receitas próprias” se manteve crítico, assim como nos últimos nove anos.
Não há empresas grandes na cidade, que gerem retorno significativo.”
Odair da Silva Secretário da Administração de Sério
Em Encantado, chama atenção a recorrência de problemas no indicador de investimentos. Assim como ocorreu em 2014, o Firjan classifica como crítica a situação do gestor.
Em Lajeado apresentou excelência nos quesitos de “custos da dívida” – que pode aumentar em 2017 devido aos financiamentos –e “gastos com pessoal”, que não
MunicípioNacionalEstado
Sério29º3º
Estrela92º11º
Teutônia267º49º
Lajeado311º57º
Arroio do Meio386º73º
Encantado922º161º
Taquari3.466º448º
contabilizam terceirizados. Já a receita própria, a liquidez e os investimentos estão todos “em dificuldade”. O último indicador vem se mantendo baixo desde 2013, ano em que foi classificado como “crítico”.
O destaque positivo entre as cinco maiores cidades do Vale é Estrela. Com pouco mais de 30 mil habitantes, ostenta a 11ª posição estadual, e 92ª no Brasil. Apesar disso, a administração municipal só foi mal avaliada nos quesitos “gastos com pessoal” e “receita própria”. A reportagem encami-
nhou questões ao Executivo, mas não houve resposta até o fechamento desta edição.
Para o gerente de Estudos Econômicos da federação, Guilherme Mercês, uma gestão fiscal mal gerenciada pode afetar a indústria. “O panorama afeta as empresas em termos de infraestrutura, algo extremamente necessário para seu desenvolvimento, e da mão de obra que utilizam. Isso reflete em ruas esburacadas e escolas e hospitais em condições ruins.” Gastos obrigatórios com pessoal e a crônica dependência de transferências da União e dos estados são outras preocupações. Em 2015, a retração econômica, segundo Mercês, gerou a redução dessas receitas. “Ao mesmo tempo, o orçamento das prefeituras nunca esteve tão comprometido com despesas de funcionalismo.” Como resultado, cita ele, R$ 11,4 bilhões deixaram de ser investidos.
O estudo avaliou 89% da população e indica que só 12,6% dos municípios brasileiros têm situação fiscal boa ou excelente. É a menor porcentagem desde que o índice foi criado, em 2006. Essas cidades se destacaram por terem disciplina financeira, menos gastos com pagamento de pessoal e maior planejamento das contas públicas, o que aumentou sua capacidade de investimento.
Os resultados refletem as desigualdades econômicas e sociais do país, revelando discrepâncias entre os primeiros colocados no índice, concentrados na Região Sul, e os com pior situação do Nordeste.

Levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) traça perfil dos eleitores. No Vale são mais de 243 mil eleitores. Os dados apontam crescimento do eleitorado nas maiores cidades da região e prevalece um publico mais velho. Os jovens, seguem tendência nacional, e se distanciam das urnas. Quanto ao gênero, as mulheres são maioria, mas em algumas cidades da região a situação se inverte e são os homens que dominam as estatísticas.
As quatro maiores cidades do Vale apresentaram um crescimento de pouco mais de 1%, no número de eleitores, desde 2014. No mesmo período, Arroio do Meio, registrou uma queda de0,92%. O município perdeu 1.133 votantes. Nas cidades com menos de 10 mil habitantes, a redução é verificada em Ilópolis, Nova Bréscia, Paverama e Travesseiro. As outras cidades registraram pequeno crescimento.
Os dados mostram que o maior número de votantes está na faixa etária entre 30 e 50 anos. Para o cientista político, Marcelo Suano, isso não significa que esta parcela está madura, mas é mais ativa, engajada e disposta a buscar mudanças.
Enquanto isso, os jovens de 16 a 20 anos correspondem pela menor parcela de eleitores. O índice está abaixo das pessoas acima dos 70 anos. Suano afirma que esse aspecto é resultado do desencanto e da falta de formação da juventude com assuntos ligados a política.
Conforme ele, mesmo que essa parcela da população receba um número grande de informações, todas abordam como a política está contaminada. “Se compararmos a situação de crise que estamos passando, com o mesmo período do impeachment do Collor, a juventude esteve muito mais engajada naquele evento.”
Ele explica que hoje os jovens
são mais pragmáticos e estão preocupados com as ações que possam dar resultado imediato para necessidades particulares.
“Eles consideram que os temas ligados a política não podem ser resolvidos com o poder de alcance deles e, por isso, existe este desencanto.”
Gênero
As mulheres correspondem por mais de 50% do eleitorado. Na região, as cinco maiores cidades apresentam essa natureza. Mas cidades como Boqueirão do Leão, Dois Lajeados, Nova Bréscia, Anta Gorda, Capitão, Canudos do Vale, entre outras são os homens que correspondem por mais de 50% do publico votante.
Segundo Suano, é comum encontrar este predomínio no interior. Nestes locais a mulher não tem uma relação de igualdade com os homens. Ele aponta que nas capitais e, cidades de porte maior, essa realidade ganha um contexto diferente e as mulheres exercem um papel de autonomia.
“No interior a mulher vive distante da política. A cultura determina que esse não é um espaço que pode ser ocupado por ela. Mas esse contexto precisa mudar.”
O índice de pessoas com ensino fundamental incompleto domina o Vale do Taquari. Essa natureza segue o cenário nacional. No Brasil, 28,5% dos eleitores foram enquadrados neste grau de instrução.
Em algumas cidades do Vale, com menos de 10 mil habitantes, ultrapassa os 54%. Entre as cinco maiores, Lajeado chega a 31%, Estrela 36,8%, Teutônia 43,4%, Encantado 41,5% e em Arroio do Meio 39,2%.
Para Suano, isso não quer dizer que estas pessoas estão despreparadas ou desinstruídas para exercer seu papel nas urnas. “Ter instrução não significa ser sábio”. De acordo com ele, mesmo com nível baixo de escolaridade esse públi-
co tem capacidade de entender e avaliar para tomar decisões.
“Existem três diferenças: a instrução, inteligência e sabedoria. O cidadão pode não ter instrução, mas pode ser inteligente e sábio para definir o que é positivo ou não para trazer melhorias para sua realidade.”
O imbróglio que envolve a situação está ligado a manipulação da massa. Segundo ele, há situações que políticos utilizam argumentos capazes de persuadir os eleitores. A falta de conhecimento pode induzir o indivíduo. “Mas não é isso que determina as péssimas escolhas. Nosso sistema está articulado para eleger o que tem de pior.”

Teutônia
Oprofessor Celso Aloísio Forneck será o candidato do PDT para a pre-
A opção deve ser confirmada na convenção do partido marcada para domingo. A decisão ocorreu após a desistência do empresário Dinarte Brandão (foto).
Brandão era anunciado como candidato pelo partido. Segundo ele, a desistência ocorreu devido a impossibilidade de conciliar as atividades profissionais com as de campanha. “Me reuni com o sócio da minha empresa e meus familiares para tomar a decisão.”
CelsoAloísioFornecképrofessor

de história aposentado e concorre pela primeira vez a um cargo eletivo. Ele se colocou à disposição do partido como pré-candidato em novembro do ano passado e alega ter acompanhado Brandão durante a pré-campanha.
“Como ele abriu mão e eu havia me disponibilizado, o diretório decidiu fazer o convite, que aceitei com orgulho”, alega. Diante do novo desafio, Forneck diz estar preparado para alcançar o melhor resultado possível na campanha. Ele vai compor a chapa com a agricultora Sandra Tiggemann. A pré-candidata à vice-prefeita concorreu ao cargo de vereadora em 2008 pelo PDT, quando obteve 581 votos, e em 2012 pelo PP, quando alcançou 600 votos.
A coligação formada pelo PDT, PTB e PT realiza convenção no domingo, 31. O grupo se reúne no CTG Porteira dos Pampas.
Também no domingo ocorre a convenção da coligação entre PSDB e PSD. O evento ocorre às 10h, no Parque Ipê, bairro Canabarro. A tendência é que Jonathan Bronstrup (PSDB) seja confirmado como candidato à prefeito e que Valdir Amaral (PSD) concorra à vice-prefeito.
Coligação entre PP, PMDB, PPS e PCdoB confirmou em convenção no sábado, 23, o nome de Evandro Biondo (PMDB) como candidato a prefeito e a progressista Mariane Scherer para ocupar a vaga de vice.


O Executivo anunciou nesta semana o recapeamento do trecho de 850 metros da avenida 28 de Maio. Com isso, toda área de paralelipípedos na área central será pavimentada.
Está em andamento a licitação. Para tornar o trajeto mais seguro e evitar abusos de velocidade, além da pintura total, serão colocadas faixas de segurança e travessias elevadas para pedestres.
O investimento total no capeamento asfáltico se aproxima a R$ 800 mil, dos quais R$ 245.850 mil são uma emenda do então deputado Eliseu Padilha, hoje ministro da Casa Civil, e o restante uma contrapartida municipal.
Também foi anunciada a pavimentação de mais três ruas localizadas no centro. As vias beneficiadas serão a 2 de Novembro, a José Artur Braun e a Arlindo Goettems. Durante esta semana, a administração municipal se reuniu com os proprietários de terrenos das referidas ruas para esclarecer o formato do projeto e a participação que cada um terá nas obras.
Ainda estão previstas melhorias no Parque Multiesportivo Odilo Klein assim que a Caixa Econômica Federal realizar a aprovação final do projeto original. Entre os investimentos a serem efetuados, estão a construção de banheiros, melhorias na iluminação, instalação de brinquedos e de uma academia ao ar livre.
Seguem em ritmo acelerado as obras de pavimentação em Nova Santa Cruz, em trajeto de 2,8 quilômetros entre o Monumento do Arado e o acesso à estrada para Picada Santa Clara.
A Associação Comercial e Industrial (Acisc) debateu com os pré-candidatos a possibilidade de mudanças na área central e no trânsito. Com elaboração de um projeto, a ideia é criar um calçadão e tornar o estacionamento na avenida oblíquo, para aumentar o número de vagas.
Taquari
Paralisadas desde o ano passado, as obras de pavimentação entre a RSC-287 e a BR-386, trajeto conhecido como Estrada dos Aterrados, serão retomadas na semana que vem pela empresa Compasul. A decisão foi anunciada após reunião dos prefeitos de Taquari e
Tabaí com a construtora, na qual foi aprovado o ajuste de valores referente às obras.
Pelo acordo assinado em 2014, o Daer repassaria R$ 5,85 milhões, enquanto os Executivos dariam uma contrapartida de R$ 1,46 milhão. Juntos, os dois municípios pagarão R$ 1,16 milhão a mais do que o projeto inicial.
Oanúncio do sexto parcelamento consecutivo do salário dos servidores levou à adoção de Operação-Padrão na Segurança Pública.
Como primeira parcela do mês de julho, cada servidor deve recebeu R$ 650. Um dia depois, outros R$ 330. Para o dia 4, é prevista uma paralisação das atividades do setor.
A Operação-Padrão abrange todas as delegacias da região. No período, segundo a vice-presidente da União Gaúcha dos Escrivães, Inspetores e Investigadores da Polícia Civil (Ugeirm), Magda Lopes, registros físicos de perda de documentos e fatos em tese atípicos ficam suspensos. As operações, afirma, também são afetadas com a decisão. Elas passam a ser limitadas ao cumprimento de mandatos considerados urgentes e durante o horário de expediente das delegacias. A situação deve ser mantida até a normalização do pagamento. O Estado estima quitar as pendências até 19 de agosto.
No Presídio Estadual de Laje-

ado, segundo o chefe da Segurança, Eberson César Bonet, as atividades serão mantidas no cronograma normal até o início da próxima semana. A expectativa é por orientações da Associação dos Monitores e Agentes Penitenciários do Estado (Amapergs) na segunda ou terça-feira para o dia da paralisação.
Representantes de órgãos da Segurança Pública, Saúde e Educação do Vale do Taquari se reúnem nesta terça-feira, 2, na sede
do Cpergs, em Estrela. No encontro, segundo o presidente do sindicato representativo dos professores, Oséias de Freitas, serão abordadas possíveis mobilizações na região no dia 4, quando a Segurança tem uma paralisação anunciada.
Para o presidente, a situação afeta todos os setores. Freitas critica o novo parcelamento devido à elevação da carga tributária e ao acordo de não pagamento da dívida com a União. “Todas as desculpas usadas antes, agora, não têm mais validade. É um
descaso com o servidor público. O básico está sendo ignorado.”
“Evitem sair de casa”
O desacordo com a forma de pagamento está expresso em anúncio feito pelo Bloco da Segurança Pública, divulgado na quinta-feira. Ele representa Polícia Civil, Brigada Militar, Instituto Geral de Perícias (IGP), Bombeiros e Susepe. No documento, assinado por representantes de todos os órgãos, o Bloco classifica a situação como “insustentável” e define o parcelamento como “injustificado”.
Para o dia da paralisação, o Bloco sugere evitar sair às ruas, abertura de comércio e o funcionamento de escolas e transporte público. De acordo com o presidente da Abamf, soldado Leonel Lucas Lima, quartéis de todo o estado devem participar da paralisação da próxima semana e debater as próximas medidas na sequência. A associação abrange servidores de nível médio da Brigada Militar e Corpo de Bombeiros.
Para ele, a insatisfação dos servidores pode levar à greve da categoria. “Temos os nossos limi-
tes, mas quem estabelece isso é o Governo do Estado, a partir do momento que eles não cumprem com as leis, dá a chance também de não que não cumpramos as leis. Não tem como exigir qualquer coisa.”
Segundo ele, além dos impactos causados pelo parcelamento dos salários, a falta de investimentos no setor é outro agravante. Estima a interrupção de uso de 10% das viaturas da Brigada Militar na capital nessa sexta-feira, 29, por problemas técnicos ou falta de manutenção.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública Estadua, afirmou compreender a situação do funcionalismo, e reconhece a intranquilidade do setor devido ao parcelamento. De acordo com o documento, Governo do Estado não poupará esforços para que na próxima semana sejam pagas outras parcelas, atingindo valores que abrangerão grande parte dos servidores da Segurança. O posicionamento encerra solicitando que os servidores mantenham a serenidade e garantia da manutenção dos diálogos com os líderes das entidades representativas.
O comerciante Antônio Roberto da Costa, 45, chega ao local de trabalho, na Capitão Schneider em Canabarro por volta das 8h30min. Depois de circular em frente ao estabelecimento, desiste e desce até a quadra mais próxima à procura de vaga para estacionar. O problema é recorrente, especialmente durante o horário comercial. Segundo Costa, os funcionários da empresa de calçados Piccadily escolhem o centro comercialparaestacionardevidoàproximidade e à isenção de pagamento. A atitude reflete nos negócios. “Alguns clientes passam, não encontram lugar para estacionar e vão embora. Os que estacionam longe da loja também reclamam”, diz. Em Languiru, Jaime Luis Flach, 41, administra loja de bicicletas faz 7 anos. Nos últimos três anos,

notou aumento no fluxo de veículos e a dificuldade de encontrar vaga para estacionar. Para garantir local para o carro e deixar a frente da loja livre para os clientes, passou a investir em estacionamento particular.
A atendente Cintia Kautzmann, 33, trabalha desde dezembro em um bazar em frente á agência da Caixa Econômica Federal. Desde o período, o balcão de atendimento também se tornou local para comentários sobre a falta de vagas.
O impasse constatado pelos lojistas é oriundo do aumento da frota em relação aos pontos de estacionamento. Segundo o Centro de Registro de Veículos Automotores (CRVA), são emplacados 38 automóveis por mês, totalizando 466 por ano. O Departamento de Trânsito (Detran) registra 20.999 veículos na cidade.
Para atender ao clamor dos logistas o conselho municipal de trânsito quer implantar estacionamento rotativo. O processo inicial deve ser sem cobrança, apenas com sinalização e aposta na consciência da comunidade. Para a coordenadora de trânsito, Margrit Grave, existe estudo para solucionar o problema. A plataforma deve ser a mesma implantada em Estrela e Encantado. Outros detalhes entram
em análise como o formato. Hoje a Capitão Schneider em Canabarro, Major Bandeira e 3 de Outubro em Languiru são mão-única e estacionamento nos dois lados da via. Com o alargamento das calçadas de passeio, apenas um lado deve ser utilizado. O posicionamento oblíquo é outra sugestão em estudo. A administração está em processo de montagem da lei, mas não possui prazo definido para encaminhar ao legislativo.
Reportagem e fotos: Thiago Maurique
A escola Heitor Alexandre Peretti, no bairro Navegantes, é o retrato do descaso com o patrimônio público. Desativada no fim do ano passado, foi invadida por famílias carentes e depois depredada, dando fim ao projeto do município de transformar o local em creche.
Encantado
OindustriárioJoséLuft,62, sempre morou no Navegantes e estudou na escola que existiu no mesmo endereço entre 1964 e 1965. Na época,ocomplexoeracompostopor umpavilhãodemadeira,ondeficavam as salas de aula, e um segundo prédio com secretaria e cozinha. “Foi abandonado pelas autoridades”, aponta. Para ele, a ideia de transformar o espaço em uma creche impediria a depredação do patrimônio público.
Hoje, a única escola para esse público do bairro fica em área alagável. Vizinhos da Heitor Peretti lembram afirmam que a água também chega ao local, mas com menos frequência. “É uma vez a cada 30 anos”, afirma um senhor que mora desde 1981 no bairro.
Pai de três filhos alfabetizados no colégio, assistiu à redução no número de alunos que resultou na decisão de fechar a instituição, no fim de 2015. Lamenta a destruição do espaço de ensino por onde passou boa parte dos amigos e vizinhos. “Como pode isso acontecer em um lugar público e ninguém fazer nada?”
Moradora do bairro desde a infância, Iraci de Castro, 46, foi aluna do colégio e tem duas filhas que estudaram na escola até o ano passado. Lembra das primeiras reuniões com representantes do governo do Estado em que o fechamento da instituição foi debatido.
“Eles não mostraram o mínimo interesse em manter funcionando”, relata. Segundo Iraci, a pré-escola foi encerrada faz cerca de dois anos. Para ela, a decisão resultou

no esvaziamento da instituição, pois as famílias optaram por matricular os filhos em escolas com jardim de infância.
Para ela, a maior tristeza é perceber que o bairro não terá mais o colégio e ver o local ser destruído.
Em janeiro deste ano, três famílias invadiram o prédio da escola e o transformaram em moradia. Na época, alegaram se tratar de um ato de desespero diante da impossibilidade de pagar o aluguel. Moradoras do bairro, entraram na instituição ao perceber o abandono.
A história das famílias foi publi-
Neste momento os prazos da Justiça Eleitoral impedem a cedência.”
Greicy Weschenfelder Integrante da 3ª
CRE
cadanaediçãodo AHora dodia18 de fevereiro. Na época, os invasores alertavam sobre a possibilidade de depredações e alegavam impedir a entrada de usuários de drogas ou pessoas estranhas.
Como haviam crianças no local, o Conselho Tutelar contatou com a Assistência Social do município. A assistente social Valéria de Castro Caldas ficou responsável por cuidar do caso. “Fomos lá, conversamos com eles, mas a competência para tomar alguma providência era do Estado.”
Após aguardar em vão por uma manifestação do governo gaúcho, o município decidiu agir e oferecer
um aluguel social para tirar as famílias daquela situação de vulnerabilidade. “Oferecemos alguns meses para que pudessem retomar a vida e deixar a condição de invasores.”
Apesar de solucionar temporariamente os problemas das famílias, a assistente social considera equivocada a atitude de invadir o espaço. Alega que elas poderiam tem procurado o órgão e relatado a situação para evitar a transgressão das leis.
“Foi um caso excepcional, que não pode se tornar um precedente”, aponta. Conforme Valéria, a saída das famílias foi comunicada


Conforme a 3ª
retomará o diálogo com o município após as eleições
para a 3ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), junto com o aviso sobre a vulnerabilidade do local. O temor era por novas invasões ou a depredação do prédio.
Conforme uma jovem que mora a cerca de 300 metros do colégio, as famílias que viveram no local não incomodavam os vizinhos e mantinham uma organização mínima. Segundo ela, após a saída, o local foi saqueado por outras pessoas.
“Levaramportas,fios,estruturas de metal, além de quase todas as telhas”,lembra.Alegaqueosmoradores também começaram a ficar com medo de passar pelo endereço ànoite.ComoabandonodoEstado, a educação deu lugar à destruição.
De acordo com a secretária de Educação de Encantado, Roseli Soares, a intenção do município era conseguir a doação do prédio por parte do Estado para transferir a escola de Educação Infantil Navegantes, localizada no mesmo bairro.
Segundo ela, o principal motivo da transferência é a vulnerabilidade da creche atual às cheias do Rio Taquari. As enchentes chegam a cobrir o telhado do prédio.
para o município. Como a estrutura necessitaria de reformas e a lei impede a administração municipal de gastar recursos com propriedades de terceiros, o acordo não foi adiante.
Diante da depredação, Roseli afirma ser impossível aproveitar o espaço. Para ela, o vandalismo não ocorreu por negligência do município ou da 3ª CRE, pois ambas as partes manifestaram o interesse em repassar o prédio ao município. Porém, alega que a proposta ficou travada no Pi-
Apesar da Heitor Peretti também estar vulnerável às enchentes, alega que a água demora mais para alcançar o colégio, além de chegar a, no máximo, um metro e meio de altura no local. “Daria mais tempo para organizar a retirada dos móveis, eletrodomésticos e demais materiais.”
Em fevereiro, o Estado propôs um termo de cedência. A intenção é permitir a utilização do local, mas sem passar o patrimônio
Noanopassado,deputadosgaúchos se manifestaram favoráveis à venda de prédios abandonados pelo Estado para evitar medidas de contenção de despesas capazes de afetar o serviço público. Entre os parlamentares defensores da proposta, estavam Ênio Bacci (PDT) e Tiago Simon (PMDB). A discussão ocorreu em julho do ano passado, durante os debates sobre o aumento do ICMS. Para que a venda dos bens seja aprovada, é necessária a elaboração de um projeto de lei por parte do Executivo e posterior votação na Assembleia Legislativa.
Em dezembro do ano passado, o governo gaúcho avaliou a possibilidade de colocar em leilão cerca de 200 imóveis desocupados, com a previsão de arrecadar cerca de R$ 100 milhões. Ao todo, o Estado possui 11.246 imóveis. Eles serão avaliados com auxílio do Banrisul para definir quais serão leiloados, locados, doados ou ocupados para um serviço público.
Apesar do estado atual do colégio, a coordenadora da 3ª CRE, Greicy Weschenfelder, crê em nova negociação com a administração municipal após as eleições de outubro. Segundo ela, as conversas com a atual gestão para transformar o local em uma creche travaram por motivos burocráticos.
“Neste momento os prazos da Justiça Eleitoral impedem a cedência”, relata. Segundo ela, assim que o nova administração assumir o governo, o Estado voltará com as tratativas, visando liberar a
área para o município. Conforme Greicy, a invasão das famílias e os atos de vandalismo também atrapalharam o projeto. Afirma que a 3ª CRE verificou com o Piratini a possibilidade de alocar um vigilante para cuidar do prédio. “O Estado não dispõe de recursos para isso.”
Apesar da destruição da estrutura, considera vantajoso para o município assumir a área devido ao amplo terreno e à localização privilegiada. Segundo ela, a situação se repete em outros patrimônios desativados pelo Estado.

Nesta semana a comitiva, liderada pelo prefeito Sidnei Eckert, acompanhou o andamento dos trabalhos da indústria que foi inaugurada em 2012 produzindo, inicialmente, somente leite em pó. Na época, o complexo demandou investimento de R$ 65 milhões, ampliando o valor investido no ano de 2014 em uma segunda linha de produção, destinada ao leite UHT. O percurso pela indústria foi guiado pelo presidente-executivo, Carlos Alberto de Figueiredo Freitas. Após a visita, a administração municipal realizou o pagamento do incentivo no valor de R$ 214 mil, referente à segunda, de um total de três parcelas, da construção do Dália Supermercados de Arroio do Meio (contrato de 2014) e horas/ máquina para implantação do Complexo Lácteo de Palmas
(aditivo de 2014).
Eckert disse que o incentivo visa à diversificação e ao desenvolvimento econômico local.
A Dália Alimentos possui a Unidade Lácteo no bairro Aimoré com capacidade de processo de envase para 440 mil litros/ leite/dia; o Complexo Lácteo de Palmas, com capacidade de produção diária de 360 mil litros de leite UHT e de 450 mil litros de leite em pó; e o Dália Supermercados, localizado no km-79 da ERS-130.
Nós próximos meses, inaugura o Condomínio com Ordenha Robotizada na comunidade de Linha Passo do Corvo, num investimento de R$ 5 milhões. O município também sediará o Complexo Avícola, somando investimento de R$ 95 milhões, na localidade de Palmas. O complexo compreenderá um frigorífico de aves, uma fábrica de rações e uma fábrica de farinhas.
DIVULGAÇÃO



Teutônia
Diante do silêncio do governo estadual, os representantes de hospitais beneficentes, filantrópicos e santascasasiniciamclamoremprol de atenção.
O Dia do Luto ocorre nesta segunda-feira, no Hospital Ouro Branco, cominícioàs10h.Todososfuncionários usarão uma fita preta no braço, simbolizando a tensão instaurada na categoria. O objetivo do primeiro encontro é explanar sobre os motivoseaatualsituaçãodasentidades.
Hoje a casa de saúde aguarda o pagamento de R$ 1,2 milhão referente a fevereiro, março, abril e maio. A situação suspende 120 cirurgias e mil consultas ofertadas a 37 municípios.
O HOB é responsável por 87% dos pacientes atendidos pelo SUS. Como se não fosse suficiente, o governo penaliza o hospital com multa mensal de R$ 56 mil por não cumprir o contrato de atendimentos.
A direção aposta na Campanha MãosDadascomaSaúdeparamanter o hospital em pleno funcionamento.Aimportânciadadoaçãomínima de R$ 10 descontadas da conta de energia elétrica será reforçada.
Segundo o diretor André Lagemann, o empenho da população pode definir a continuidade da instituição. “A comunidade é dona do HOB e seremos do tamanho que a comunidade quiser que seja. Não temos o apoio de uma mantenedora ou entidade maior por trás para nos sustentar, mas queremos ter a melhor estrutura possível para atender aos cidadãos. Esse é o desafio maior”. Além de contribuir, os participantes da campanha concorrem a R$ 500 ofertados pela Certel. Hoje o projeto arrecada R$ 7,3 mil oriundo de Teutônia, Westfália, Poço das Antas, Paverama, Imigrante e
Boa Vista do Sul. Interessados em participar devem procurar lojas da Certel, unidades do HOB, Farmácias D'Hospital,postosdecoletaeLaboratório Ouro Branco.
No Hospital Bruno Born (HBB), em Lajeado, também ocorre mobilização. Ao chegar na casa de saúde, as portarias do CTA e na av. Benjamin Constant, os funcionários receberão uma fita preta para amarrar no braço como forma de protesto. Uma faixa também será exposta. Em horário a ser definido, eles serão chamados para uma foto oficial.
Antes de ser atingida pela crise, a direção desenvolvia projetos para qualificar ainda mais o HOB. A criação de nova área para o Serviço de Diagnóstico por Imagem, novo Pronto Atendimento de Urgência e Emergência e a construção da UTI protagonizam a lista. Todos foram aprovados pela Secretaria Estadual da Saúde e Vigilância Sanitária, mas foram paralisados devido à instabilidade econômica.
Para conter gastos, funcionários tiveram horários reduzidos e foram remanejamos. “Vivemos o caos na saúde, e não há outra opção que não o fechamento de leitos, demissões e redução na assistência se a situação atual se mantiver”, diz Lagemann.

A HORA · FIM DE SEMANA, 30 E 31 DE JULHO DE 2016

PATROCÍNIO:






Enquanto a ASTF briga para fugir do quadrangular da morte, a Alaf já está classificada à segunda fase. Neste sábado, as equipes jogam a partir das 20h. Na terceira colocação com 19 pontos, o time de Lajeado recebe a AES, de Sobradinho, no Complexo Esportivo da Univates. Ingressos estão à venda na sede social do clube, DMF Esportes, Bruxellas Esportes, Comercial São Cristóvão e Imprimix, ao preço de R$ 10. Na hora, custam R$ 15.
A direção da Alaf faz promoção para os próximos jogos em casa. O torcedor que adquirir o pacote paga R$ 30 e pode assistir aos jogos contra a AES, neste sábado, e contra ACBF no dia 11. E também pela Liga Nacional contra o Cascavel-PR nesta
Alaf e ASTF disputam ainda três partidas pela primeira fase do Estadual.
quarta-feira, 3, e o CAD-PR, no dia 6.
Para a partida, o técnico Giba pode promover a estreia do goleiro Mateus Bruxel. Vindo das categorias de base, Bruxel substitui Chico, que está lesionado. O provável time tem: Cristian, Marcelo Giba, Adriano, Batalha e Rafinha.
O adversário é o quarto colocado com 14 pontos. Se vencer, se classifica à segunda fase da competição.
Em busca da vitória para não se distanciar da zona de classificação à próxima fase, a ASTF viaja a Erechim para enfrentar o Atlântico. Com 10 pontos, o time do Vale do Taquari está a 1 ponto do quinto colocado América, de Tapera. Se vencer, o
time pode entrar pela primeira vez na zona de classificação. Para a partida, o técnico Christian Carniel não terá Dionizio, suspenso. Em contrapartida, Biel retorna. O provável time titular tem: Lucas Bastian, Karoki, Nicolas, Lelê e Biel. O adversário é o líder da chave, com 24 pontos. No primeiro turno, em Teutônia, o Atlântico venceu por 2 a 0.

Chave 1
EquipesPGJGVSG 1º – ACBF2510823
2º – Juventude2010620
3º – Alaf199623
4º – AES14946
5º – Asif 10831
6º – BGF7102-5
7º – Cachoeira Futsal0100-68
Chave 2
EquipesPGJGVSG 1º – Atlântico2410819
2º – Assoeva229720
3º – ADS141042
4º – AGF141040
5º – América 1193-2
6º – ASTF1093-5
7º – Assaf090-34
JOGOS
LajeadoAlaf x AES IbirubáAsif x Juventude
SantaCruz doSul Assaf x América
ErechimAtlântico x ASTF VenâncioAiresAssoeva x ADS


Dez equipes, representantes de nove cidades, iniciam no domingo, a partir das 10h, as disputas na categoria. A rodada de estreia tem jogos em três cidades – Teutônia, Estrela e Encantado. Os times das categoria titular e aspirante disputam a terceira rodada
OCampeonato Regional de Futebol Amador/Copa Certel/Sicredi chega à terceira rodada neste domingo com a 16 partidas. Treze municípios da região sediam os confrontos. Às 10h, jogam os veteranos. Aspirantes entram em campo às 13h30min, enquanto os titulares jogam a partir das 15h30min. O destaque é a estreia das agremiações veteranas. Dez equipes, representantes de
nove cidades, iniciam as disputas na categoria. Atual campeão, o Juventude, de Linha Frank, Teutônia, estreia em casa diante do Guaíba, de Paverama. Diretor de esportes da equipe, Jorge Benini ressalta que a comunidade e o clube estão motivados e empenhados para buscar o bicampeonato. “A expectativa é a mesma do ano passado, vamos tentar repetir a mesma campanha para que o título permaneça em Teutônia.”
Na edição deste ano, a equipe perdeu quatro atletas, Leonor, Kliks, Jaime e Chaleira, esse último disputa o Regional pela categoria titular. Em contrapartida, o time contratou Moacir, Guilherme Oliveira e Milla. “Mantivemos a mesma base do ano passado, agora é trabalhar para conseguir os resultados”, salienta Benini.
Ainda pela chave A, o Arroio do Ouro, de Estrela, encara o Pinheiros, de Taquari. A
•Guilherme Lauxen (Canarinho) – 1 jogo
•Filipi Peris de Vargas (Colorado) – 1 jogo
•Robson Horst (7 de Setembro) –2 jogos
•Jeferson Lorenzon (7 de Setembro) – 2 jogos
•João Pedro Kraemer de Borba (Forquetense) – 2 jogos
•Juliano Gerhardt de Souza (Forquetense) – 2 jogos
•Tiago Micael dos Santos Renz (11 Amigos) – 1 jogo
•Jeferson Backes (Juventude Brochier) – 2 jogos
•Tiago Unnewehr (Ecas) – 2 jogos

Reportagem:
Ezequiel Neitzke


folga é do XV de Novembro, de Sério. No grupo B, o campeão da edição de 2014 e vice-campeão na edição passada, o União, de Encantado, estreia em casa, diante do Estudiantes, de Conventos, Lajeado. Na outra partida, o Imigrante, de Estrela, recebe o Arroio Alegrense, de Forquetinha. A folga é do Águia Azul, de Fazenda Vilanova.
A fórmula de disputa da categoria veterano é diferente das outras. As equipes foram divididas em dois grupos com cinco clubes. Os times se enfrentam em turno e returno, classificando quatro às quartas de final.
Confrontos dos invictos
A terceira rodada é marcada pelo confronto das equipes invictas na competi-
ção. Das 24 partidas disputadas neste domingo, nove serão entre clubes que não perderam nas duas primeiras rodadas.
Na categoria titular, o destaque fica por conta do embate entre Saidera e Brasil, em Teutônia. Líder geral da competição, o Brasil, de Marques de Souza, busca a terceira vitória consecutiva, enquanto o Saidera, depois de estrear com vitória fora de casa, quer o primeiro resultado positivo dentro em seus domínios.
Na categoria aspirante, duas partidas valem a liderança do grupo. Pela chave C, em Arroio do Meio, o Forquetense, segundo colocado com 4 pontos, recebe o CAN, líder com 6 pontos. Pelo grupo D, União Campestre e Colorado,
ambos com 4 pontos, disputam a liderança em Lajeado.
Dois jogadores estão empatados na artilharia da categoria aspirante com três gols. São eles: Higor da Rosa (Danados) e Douglas Rodrigues da Rosa (Canarinho).
Na titular, dois atletas estão empatados com três gols, Adriano Schneider (11 Amigos) e Dudu Kaufmann (Monterey).
Cinco clubes folgam no domingo
Pelas categoria titular e aspirante, a folga é do Monterey, Rudibar e Amigos. Na veterano, Águia Azul e XV de Novembro estreiam na competição somente no próximo domingo.
Chave A
Grão Pará/Venâncio AiresAssespe x Aimoré
Boa Vista/Poço das Antas11 Amigos x 25 de Julho Rui Barbosa/ColinasRiograndense x Ouro Verde
Chave B
Centro/WestfáliaFluminense x Ser São Cristóvão Rincão/TaquariDanados x Imigrante Linha Harmonia/TeutôniaSaidera x Brasil
Chave C
Centro/ImigranteEcas x Arroio Alegrense Forqueta/Arroio do MeioForquetense x CAN Centro/BrochierJuventude x 7 de Setembro
Chave D
São Bento/Cruzeiro do SulCanarinho x Ribeirense Bairro Campestre/LajeadoUnião Campestre x Colorado Rui Barbosa/Arroio do MeioRui Barbosa x Juventude
Veterano – 1ª rodada
O quê: terceira rodada do Regional Onde: 13 municípios (Arroio do Meio, Brochier, Colinas, Cruzeiro do Sul, Encantado, Estrela, Imigrante, Lajeado, Poço das Antas, Taquari, Teutônia, Venâncio Aires e Westfália.)
Horários: veterano (às 10h), aspirante (às 13h30min) e titular (às 15h30min) Ingressos – R$ 3
Chave A
Linha Frank/TeutôniaJuventude x Guaíba Arroio do Ouro/EstrelaArroio do Ouro x Pinheiros
Chave B
Chácara/EstrelaImigrante x Arroio Alegrense Palmas/EncantadoUnião x Estudiantes


Otécnico Roger Machado ganhou dois reforços no treino dessa sexta-feira e encaminhou o time para enfrentar o lanterna América-MG. O lateral Edílson retornou aos trabalhos e, caso não sinta nada, enfrenta os mineiros no domingo. O zagueiro Wallace Reis iniciou a atividade separado do grupo, mas na parte final trabalhou com o titular Pedro Geromel. No início, os jogadores tinham que superar a marcação e fazer um passe para um companheiro que aguardava no outro lado do
gramado. Na parte final, Wallace Reis, que fazia preparação física, entrou para atuar ao lado de Geromel. Por isso, é provável que enfrente o América-MG.
A tendência é que o Grêmio atue com: Marcelo Grohe, Edílson, Geromel,WallaceReis,MarceloOliveira, Jaílson, Maicon, Negueba, Douglas, Pedro Rocha e Miller Bolaños.
O Tricolor treina no sábado, às 9h30min, na Arena. Depois viaja para Belo Horizonte. O jogo válido pela17ªrodadadoBrasileirãoocorre neste domingo, às 18h30min, no Estádio Independência.

1º–Palmeiras 321016
2º–Corinthians 30914
3º–Grêmio3097
4º–Santos29914
5º–Atlético-PR 2783
6º–Flamengo 2781
7º–Atlético-MG 2672
8º–PontePreta 247-5
9º–SãoPaulo 2261
10º–Chapecoense 225-4
11º–Internacional 2161
12º–Fluminense 215-1
13º–Vitória194-4
14º–Sport185-2
15º–Coritiba184-3
16º–SantaCruz175-2
17º–Botafogo174-6
18º–Figueirense173-5
19º–Cruzeiro154-8
20º–América-MG82-19
16hFigueirense x Vitória
18h30minSport x Atlético-PR
21hAtlético-MG x SantaCruz Domingo
11hFluminense x PontePreta
11hSãoPaulo x Chapecoense
16hSantos x Cruzeiro
16hInternacional x Corinthians
16hCoritiba x Flamengo
18h30minAmérica-MG x Grêmio
Na penúltima atividade antes da partida pela 17ª rodada do Brasileiro, o técnico Paulo Roberto Falcão fechou os trabalhos para tentar acabar com a série de oito partidas sem vitórias. Com desfalques, ausências e retornos, o treinador tem muitas opções para montar o Colorado. Mesmo com o retorno de Paulo Cezar Magalhães, a principal dúvida é na lateral-direita. Com a suspensão de Fernando Bob pelo cartão vermelho contra a Ponte Preta, Fabinho, que atuava na posição, deve jogar ao lado de Anselmo. Além de Magalhães, Falcão pode improvisar o zagueiro Rak na função. Na esquerda, Geferson substituiu Artur, com lesão no joelho,
nas últimas partidas. Mas o lateral-esquerdo Artur deve retornar ao time titular. Recuperado de torção no tornozelo esquerdo, Seijas retorna ao meio de campo, no lugar de Eduardo Sasha. Nico López, que entrou no BID, na terça-feira, deve estrear ao lado de Vitinho no ataque. Ariel, autor do gol de empate contra a Ponte Preta, em Campinas, também pode atuar. O Inter volta a trabalhar no sábado, às 9h30min. A provável escalação contra o Corinthians pode ter: Marcelo Lomba, PC Magalhães (Rak), Paulão, Ernando, Artur (Geferson), Anselmo, Fabinho, Seijas, Valdívia, Nico López e Vitinho. O jogo ocorre neste domingo, às 16h, no Beira-Rio.








turno inicial da quarta divisão da Copa CTC/Espaço3 Arquitetura termina neste sábado. Pumas e Supérfluos/TPM decidem quem fica com o título da fase e se classifica de maneira antecipada para a grande final – agendada para novembro. Comnovevitóriaseumaderrota,o Pumas ostenta a melhor campanha até o momento. Por isso, joga pelo empate no tempo normal e prorrogação. O grande trunfo do time é a defesa menos vazada – nove gols em dez jogos. Também tem o melhor ataque, 29 gols.
Na semifinal, disputada no sábado passado, o Pumas desbancou o Dream Team por 2 a 0. Lucas Dexheimer marcou os dois gols.
Supérfluos terminou a fase de grupo com a terceira melhor campanha. Foram sete vitórias, um empate e duas derrotas – aproveitamento de 73%.
Com uma goleada por 6 a 2, na semifinal de sábado passado, eliminou o Baile de Monique e avançou à decisão. Os gols foram marcados por Nando Becker (dois), Pulha, Gabriel
Zanotto, Felipe Ely e Rodolfo Lanius.
A final da quarta divisão ocorre às 15h15min, no campo C. Em 2016, as equipes se enfrentaram uma vez na abertura da fase de grupos. Vitória do Pumas por 2 a 0.
As equipes da elite disputam a última rodada da fase inicial para ver quem fica na séries Ouro e Prata. Das 12, três continuam indefinidas: Aliança, Coroas Mirim D e Reborodose (vejaclassificação).
Na quinta colocação com 17 pontos, o Aliança encara o sétimo colocado Rebordose. Quem vencer se classifica à Série Ouro. Em caso de empate, o Rebordose precisa torcer pelo tropeço do Coroas Mirim D (sexto colocado com 17 pontos) contra o vice-líder Dream Team. Para o Coroas Mirim D se garantir na Série Ouro, precisa apenas de um empate.
A terceirona também define os seis times que jogarão na Série Ouro e os seis na Prata. Na última rodada da fase classificatória, três times chegam indefinidos: Coroas Mirim D, No Migué e S.O.S (vejaclassificação). Com 14 pontos e na sexta colocação, o Coroas Mirim D só depende de si para ficar na Série Ouro. A equipe tem a mesma pontuação do sétimo colocado No Migué, entretanto, ganha por estar com melhor disciplina. Para se classificar na Série Ouro, o oitavo colocado S.O.S precisa vencer, torcer pelo tropeço dos dois adversários e também para levarem cartões.
Equipe Pontos Disciplina
1°Galera 23460
2°DreamTeam 22480
3°C.Mirim/Charrua20350
4°Banguzinho 18340
5°Aliança 17340
6°C.MirimD 17480
7°Rebordose16520
8°DonosdaBola 13570
9°EPTG 13770
10°Tocafogo6400
11°C.Mirim/Árco-Gás4410
Final da quarta
divisão inicia às 15h15min.
12°Falcatrua3360
classificadosnaSérieOuro
Primeira divisão (campo C e campo B) 13h15min – Galera x C. Mirim/Charrua 14h15min – C. Mirim D x Dream Team
12h15min – Aliança x Rebordose 13h15min – EPTG x Donos da Bola 14h15min – C. Mirim/Árco Gás x Banguzinho 15h15min – Falcatrua x Tocafogo
Terceira divisão (campo C e campo A)
12h15min – ADL1411 x No Migué 12h15min – C. Mirim D x Toca Água 13h15min – Descontrole x Lesionados 14h15min – Galera x Four 15h15min – S.O.S x C. Mirim 16h15min – C. Mirim D/Physalis x Pampero
Quarta divisão (campo C) 15h15min – Pumas x Supérfluos/TPM
Equipe Pontos Disciplina
1°Galera 23380
2°Lesionados22280
3°C.MirimD/Physalis19300
4°Pampero17280
5°C.Mirim 15290
6°C.MirimD 14220
7°NoMigué14310
8°S.O.S11360
9°Four10300
10°ADL141110420
11°Descontrole7100
12°TocaÁgua6300
indefinidoequipesqueficamnaSériePrata
Lajeado, fim de semana, 30 e 31 de julho de 2016
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