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AH - Principal | 20 de outubro de 2016

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Lajeado, quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Ano 14 - Nº 1703

Avulso: R$ 2,00

Fundado em julho de 2002

Fechamento da edição: 21h

Terceiro dia de cheia altera rotina e afeta a economia regional

chuva não deu trégua. As precipitações resultaram em aumento no nível do Rio Taquari, que atingiu o pico de 21,8 metros na noite de ontem. O avanço da água desabrigou mais de 20 famílias e mudou a rotina de milhares de pessoas. Para estudioso da área meteorológica, Guilherme de Oliveira, a construção de novos empreendimentos que afetam o escoamento da água amplia as áreas atingidas pelas cheias. Página 6 a 8

A

THIAGO MAURIQUE

EXPEDIENTE

REDA« O

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Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores.

Tiragem média por edição: 7.000 exemplares. Disponível para verificação junto ao impressor (ZH Editora Jornalística)

AA crise na cadeia leiteira expõe a falta de gerenciamento federal

cadeia leiteira gaúcha passa por uma das piores crises da história recente. Nem mesmo as fraudes flagradas pelas sucessivas operações Leite Compen$ado impactaram tanto sobre a atividade quanto a queda abrupta nos preços registrada desde setembro. Nas últimas décadas, oscilações no preço e instabilidades acompanham produtores e empresas, mas a crise momentânea é mais aguda.

INDICADORES ECONÔMICOS

MOEDACOMPRAVENDA

Dólar Comercial3,173,17

Dólar Turismo3,113,31

Euro3,483,48

Libra3,913,91

Peso Argentino0,210,21

Yen Jap.0,030,03

Cotação do dia anterior até 17:45h, Valor econômico.

ÍNDICEMÊSÍNDICE MÊS (%) ACUMULADO ANO (%)

ICV Mes (DIEESE)07/160,214,94

IGP-DI (FGV)08/160,436,04

IGP-M (FGV)08/160,156,26

INPC (IBGE)08/160,316,09

INCC08/160,265,20

IPC-A (IBGE)08/160,445,42

O Vale do Taquari tem na produção de leite uma das principais culturas de subsistência para milhares de famílias rurais. A cadeia mantém empregos e é um dos alicerces das duas principais cooperativas da região – Cosuel e Languiru. Nos últimos anos, a partir de avanços tecnológicos e de exemplos buscados na Europa, a produção de leite saltou em qualidade e quantidade.

A sanidade, a genética e o manejo adequado começaram a integrar o dia a dia das propriedades, colocando o Vale do

Na rede

Enquanto outras nações desenvolvidas estabelecem um rigoroso modelo de controle da produtividade para evitar oferta maior do que a procura, no Brasil não há qualquer política pública. Para piorar, abriram-se as porteiras na fronteira, especialmente ao Uruguai.”

Taquari em local de destaque em âmbito estadual. Produtores se encorajaram a buscar linhas de crédito e profissionalizar a produção a partir da alta histórica nos preços, que alcançaram patamares inéditos.

A euforia e a motivação duraram pouco. Baixa de no mínimo R$ 0,40 no preço pago aos produtores motiva desistência em massa. Famílias com relação histórica com a cadeia leiteira abandonam a atividade e apostam em outras culturas.

A crise momentânea expõe a falta de gerenciamento e a ausência de uma política federal ou estadual de controle sobre a produção. Enquanto outras nações desenvolvidas estabelecem um rigoroso modelo de controle da produtividade para evitar oferta maior do que a procura, no Brasil não há qualquer política pública. Para piorar, abriram-se as porteiras na fronteira, especialmente ao Uruguai. Nos primeiros oito meses deste ano, a importação de leite do país vizinho disparou 80% em relação ao ano passado.

O Sindilat e as empresas locais apontam o aumento da importação como o principal motivador da crise atual. Dados da Fetag mostram que 25 mil famílias deixaram de produzir leite em todo estado.

Os números, aliados à crise repentina no setor, estabelecem um paradoxo: ao mesmo tempo que entidades afins e o governo do Estado incentivam a produção leiteira, cobram qualificação e gestões mais profissionalizadas, os órgãos federais e estaduais não atuam na mesma intensidade para regular a oferta e demanda no mercado.

Desde ontem, reuniões em Brasília tentam barrar a importação. Em Teutônia – um dos berços do leite no Vale – grupos de produtores, representantes de sindicatos e indústrias se reúnem hoje, a fim de mobilizar prefeitos para aumentar a pressão sobre os governos federal e estadual. Tomara que os movimentos sensibilizem e consigam tirar os gestores do Piratini e da União da aparente letargia.

Comentários postados na página do facebook e no site do Jornal A Hora. Participe e deixe sua opinião.

ComentáriosobreamatériaVereadoresdeLajeadocobram13ºsaláriode2015

Esse é o tipo de vereadores que todos nós elegemos... Infelizmente

PauloAzevedo

O meu não ta ali, infelizmente... Aliás, os que deviam estar lá não estão... O povo se vende.

ElianaLottermann

Ouro (dólar) – Onça Troy – USD 1270.8 cotação do dia 19/10/2016

BOLSAS DE VALORES PONTO VARIAÇÃO (%) FECHAMENTO

Dow Jones (EUA)18191-0,29

Ibovespa (BRA)638900,17 cotação

S&P 500 (EUA)21400,62

Nasdaq (EUA)52470,06

DAX 30 (ALE)106480,15

Merval (EUA)181911,92

Petróleo

Todos são iguais. Depois que se elegem, só pensam no próprio umbigo... só vai mudar quando o salário deles for igual ao dos professores.

AdemarObregon

Claro, agora foi as eleições, cada dia tenho mais nojo desses políticos.

MarcianoRoqueSilva

Acho que, para algumas raposas, o resultado das eleições não serviu de recado. Querem que o povo continue a pagar essa conta... O povo não aceita mais isso, está cansado.

AndréLuísScheibel

Fundado em 1º de julho de 2002
Vale do Taquari - Lajeado - RS

Rodrigo Martini martini.jornal@jornalahora.inf.br

Os vereadores na contramão da sociedade

Não faz duas semanas que o Governo de Lajeado anunciou turno único. Má gestão ou não, é fato a dificuldade financeira enfrentada pela imensa maioria dos municípios. Eis que, na contramão da economia e dos anseios populares, dez vereadores pressionam para receber R$ 140 mil – de uma tacada só – em um13ºsaláriomoralmentedescabido a eles. Um demérito!

A questão não é nova. Aliás, é bom e justo dizer que esses dez impudentes parlamentares já haviam se manifestado da mesma forma infame antes do pleito de outubro. Desta vez, eles apenas insistem no cinismo.

O pagamento de 13º salário a quem não cumpre qualquer horário e a quem não tem qualquer controle de efetividade ou presença no local de trabalho, por si só, já é um tremendo contrassenso. O benefício, conquistado lá na década de 60 durante o último governo populista antes do golpe militar, não previa como beneficiários os vereadores brasileiros.

A decisão de criar o salário extra ao trabalhador levou em conta uma prática antiga das empresas. Essas, por meio dos patrões, ofereciam a bonificação no fim do ano para valorizar, motivar e também agradecer ao funcionário pelo desempenho.

Então pergunto: estariam os contribuintes lajeadenses dispostos a “premiar”nossosparlamentaresem

Parecem, de fato, debochar do eleitor e daqueles que trabalham pela redução salarial dos 15 parlamentares lajeadenses.”

função de tanto projeto de lei para nomear ruas e diante de duas CPIs engavetadasemmenosdeumano?

Ou o salário mensal de R$ 6,9 mil já éumsuficientemotivadorpara“tamanha” produtividade?

Pelas recentes – e antigas – manifestações dos contribuintes, os vereadores estão definitivamente na contramão do povo. Pior. Parecem, de fato, debochar do eleitor e daqueles que trabalham pela redução salarial dos 15 parlamentares lajeadenses, a exemplo do que já vem ocorrendo em diversas outras cidades do estado e do país.

Caso seja efetivamente pago tal benefício, situações estranhas surgirão. Entre elas, a do vereador Carlos Kayser, do PP, que também é servidor público concursado da prefeitura. Ou seja: o contribuinte

Hora de limpar o Brasil

O juiz federal, Sérgio Moro, mandou prender o ex-deputado federal, Eduardo Cunha (PMDB), o “Malvado Favorito” de parte da população. Alas da direita e da esquerda se atacaram durante a quarta-feira, tal comoemqualquercircunstância.Parece que, mesmo quando o benefício traz boas esperanças a todos, haverá discordância. Um erro. Pois é hora de limpar o Brasil. Sem seletividade.

lajeadense vai pagar dois benefícios ao parlamentar. No mínimo, curioso, não?

É justo dizer que cinco vereadores não assinaram o requerimento. O documento, entregue nessa terça-feira ao presidente do Legislativo, exige o pagamento do benefício referente a 2016 e ainda retroativo de 2015,quandoo13ºnãofoipago.Sérgio Kniphoff, Sérgio Rambo, Eloede ConzattieHeitorHoppe,todosdoPT, e Carlos Ranzi, do PMDB, rechaçaram – por ora – os quase R$ 14 mil.

Todos os demais – entre eles, sete vereadores que se despedem da câmara no fim do ano – se acham no direito de nos tirar mais R$ 140 mil do dinheiro arrecadado com nossos impostos. Todos os dez vereadores consideram baixo o salário de R$ 6,9 mil mensais, caso contrário, jamais assinariamessetristerequerimento.

E vamos combinar: em um país onde o professor de escola pública ou um policial militar em início de carreira não recebem metade do salário de um vereador lajeadense, a decisão de pressionar por um abono de R$ 14 mil no fim do ano é profundamente inapropriada.

Uma dica aos nobres vereadores, e também aos eleitos que assumem em janeiro de 2017: já que vocês adoram falar em “representatividade” e “povo”, chegou a hora de respeitar vossa representatividade e, principalmente, o povo. E o povo, na sua imensa maioria, pede para vocês rejeitarem o 13º salário. É com vocês!

Tiro Curto

– Causou furor, mas foi só um erro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a absurda doação de campanha no valor de R$ 75 milhões, que teria sido efetuada por uma beneficiária do Bolsa Família que vive no interior do Pernambuco. Na verdade, ela doou R$ 75;

– Marcelo Caumo deve renovar em 100% o secretariado em relação aos últimos governos do PP. O prefeito eleito de Lajeado já iniciou as tratativas para iniciar a gestão. Na segunda-feira, houve a primeira reunião com a equipe de transição de Luís Fernando Schmidt (PT). A equipe de Caumo elogia a transparência e boa vontade do atual governo nesse processo;

– Parafraseando o amigo advogado, Gustavo Heinen: “Lembro que a Uambla, em tempos anteriores, comprometida com a população de Lajeado, ciente dos transtornos que a enchente causa, suspendia a cobrança de estacionamento durante as cheias”;

– Juliano Heisler, atual procurador jurídico do governo de Lajeado, é concursado da prefeitura como auxiliar administrativo. No fim desta gestão, ele deve pedir exoneração do cargo. O advogado estuda propostas para assessorias jurídicas particulares e privadas;

– Uma retroescavadeira de propriedade da prefeitura de Colinas foi roubada na saibreira, em Linha Ano Bom, interior do município. O fato teria ocorrido durante o feriado do dia 12 de outubro. A Polícia Civil investiga;

– Um alerta aos récem-eleitos vereadores: a cobrança será forte. Cada vez mais forte. E vitimismo e esquiva das discussões pode denotar, por ora, despreparo para a função. Boa quinta-feira a todos!

“OdiabopodecitarasEscrituras quandoissolheconvém”

WilliamShakespeare

Reportagem: Eduardo Amaral

Colaboração: Anderson Lopes

Operação encontra produtos vencidos em nove supermercados

Maioria dos comércios autuados havia sido notificada

Encantado

Cerca de 6,5 toneladas de alimentos impróprios para o consumo foram apreendidas em nove estabelecimentos durante ação promovida por uma força-tarefa estadual. A maioria dos produtos estava fora da fora do prazo de validade ou em condições inadequadas de armazenamento. A fiscalização, que iniciou por volta das 10h e terminou às 18h30min, contou com a participação de cerca de 20 agentes de diversos órgãos municipais e estaduais. Esta é a 28ª vez que o grupo formado pela Vigilância Sanitária Estadual, Secretaria da Saúde, Delegacia de Defesa do Consumidor e Ministério Público faz fiscalização em supermercados do estado. O promotor de Justiça, André Eduardo Prediger, decidiu convidar o grupo para fiscalizar os mercados do município após receber uma série de denúncias de consumidores.

De acordo com a fiscal municipal da vigilância sanitária, Luciana Gonçalves, a maioria dos mercados autuados ontem já havia sido advertida pelo órgão. “Muitos foram notificados e penalizados anteriormente.”

Duas toneladas de vinho

Ao longo da ação, um dos casos que chamou a atenção dos fiscais foi o mercado Varandão. No local, eram produzidos vinho e vinagre em péssimas condições de higiene. “Dentro das garrafas, haviam larvas vivas, e esse produto era vendido”, destacou o promotor de Justiça e Defesa do Consumidor de Porto Alegre e coordenador do Gaeco de Segurança Alimentar,

MERCADOS

• Bergamaschi (dois da rede)

• Conte

• AGF

• Cosuel

• Fruteira Produtos do Vale

• Varandão

• Bratti

• O Dia

conjunta dos órgãos de fiscalização do Estado e do município iniciou às 10h e se estendeu até as 18h30min. Esta foi a 28ª ação promovida no RS

Alcindo Luz Bastos da Silva Filho. O proprietário do Varejão foi o único detido durante a operação. Ele foi preso por porte ilegal de arma. Com ele, foi encontrada uma pistola calibre 32’ com numeração raspada. Segundo os autores da ação, ele foi encaminhado para o sistema prisional.

Poucos agentes

Em todo município, existem cerca de cem estabelecimentos comerciais, entre mercados, supermercados e armazéns. A fiscalização dessas empresas fica a cargo apenas de Luciana, que acumula as funções de fiscal sanitária e do

JUREMIR VERSETTI/CHINELAGEM

na para averiguar se estão cumprindo as determinações.”

Para o promotor Prediger, a chegada da força-tarefa ao município servirá de incentivo aos consumidores. “As pessoas vão se sentir mais confortáveis em cobrar os comerciantes.”

Punições

Os proprietários dos estabelecimentos vistoriados devem responder em duas instâncias. A primeira administrativamente. O município irá lavrar os autos de infração, apreensão e intimidação. Após isso, as empresas têm 15 dias para apresentar a defesa. Na sequência, a Secretaria Estadual da Saúde determina a pri-

meira punição aos infratores, que pode ir de multa à advertência. Além do processo administrativo, eles devem responder criminalmente por vender produtos impróprios para o consumo. A pena para esse crime é de um a 5 anos de detenção.

Caso algum consumidor tenha problemas de saúde por consumir os produtos fora da validade, um outro processo será aberto contra os empresários.

Peixe vencido

Entre os seis mercados fiscalizados, o AGF foi parcialmente interditado. A decisão foi tomada porque a padaria do estabelecimento estava ligada diretamente aos sanitários. Eles não poderão manusear alimentos até regularizarem a situação.

No supermercado Cosuel, um dos maiores da cidade, além de produtos fora do prazo de validade, a padaria industrializava produtos panificados sem o alvará correto. Assim como a maioria dos mercados do município, eles têm autorização para funcionar apenas como mercados.

Punição pelo crime de vender produtos impróprios

para consumo vai de um até cinco anos

Os agentes que participaram da operação destacaram o período de vencimento de alguns produtos. Nos estabelecimentos, foram encontrados desde queijos embolorados até um peixe e uma casquinha de siri vencidos há mais de um ano.

Todos os alimentos apreendidos foram inutilizados e enviados ao lixão da cidade. Novas ações do tipo podem ser feitas em outros municípios do Vale do Taquari nos próximos meses. Os agentes afirmaram que até o fim do ano mais de dez do tipo estão previstas em todo estado.

TERCEIRO DIA DE ENCHENTE

Expansão urbana amplia áreas de cheia

Previsões iniciais não apontavam enchente, mas a chuva não deu trégua e o nível do Rio Taquari atingiu 21,8 metros na noite de ontem, e Defesa Civil estima cota de 25 metros para hoje. Pesquisador alerta para empreendimentos que afetam o escoamento

Vale do Taquari

Aocorrência de inundações não é novidade para os ribeirinhos. Mas a cada enchente surgem novos pontos de alagamentos nas principais cidades da região, resultando em prejuízos para moradores de áreas seguras, ou levando transtorno para bairros que até então eram imunes a problemas maiores causados pelas chuvas. Pesquisador da Univates chama a atenção para possível influência de novas obras próximas de rios urbanos. No

fenômeno desta semana, não foi diferente. Além dos tradicionais pontos de alagamento, moradores de Lajeado reclamam de novas inundações após os 200mmm de chuva registrados desde sábado. Entre esses, trechos da av. Beira Rio, no bairro Conservas, da av. Parque do Imigrante, no Alto do Parque, e em algumas áreas no Bom Pastor, Santo Antônio e Jardim do Cedro.

Para o professor e pesquisador no Programa de Pós-Graduação em Sistemas Ambientais Sustentáveis (PPGSAS) da Univates, Guilherme Garcia de Oliveira,

Empreendimentos [...] podem e devem afetar o escoamento, aumentando a periodicidade dos alagamentos ou ampliando a área atingida.”

Guilherme de Oliveira

Pesquisador da Univates

que anunciavam pouca tendência de cheias na região, água do Rio Taquari continuava subindo às 21h de ontem, e previsão é de novas precipitações hoje. Em Lajeado, houve acúmulo de água em locais tradicionais, como o Parque dos Dick, e também foram registrados novos pontos de alagamentos. Pesquisador alerta para a necessidade de maiores investimentos no sistema de monitoramento e alerta de enchentes

tais fatos são mais perceptíveis em regiões próximas a pequenos arroios ou rios urbanos. “Empreendimentos promovidos pela sociedade podem e devem afetar o escoamento, aumentando a periodicidade dos alagamentos ou ampliando a área a ser atingida pelas águas”, sustenta. No entanto, Oliveira cita que a região do Rio Taquari se localiza em uma bacia hidrográfica predominantemente rural ou coberta por vegetação, onde, segundo o pesquisador, a tendência é de que o fenômeno seja influenciado pelas características naturais da bacia, como o relevo, a geologia, os solos e a hidrografia. “Isto é, não tem relação com as atividades do homem. Esta inundação, por exemplo, foi de magnitude média, não atingindo muitos pontos que já foram afetados em inundações anteriores”, salienta, observando novamente para áreas próximas de cursos d’água menores, onde o fenômeno ocorreu em proporções maiores em função da alta concentração de nuvens convectivas. “Mas não se pode indicar que seja em virtude de ações do homem, ou por mudanças do clima.”

RODRIGO MARTINI

Reportagem: Rodrigo Martini e Thiago Maurique

Apesar da falta de convicção demonstrada por meterologistas e equipes da Defesa Civil no início da semana, o pesquisador observa que inundações ou enxurradas sempre apresentaram essa tendência cíclica ou sazonal, tendo como período do ano mais recorrente o inverno e a primavera.

“Diques e barragens seriam ineficientes”

Faz anos a administração municipal ventila a possibilidade de investir na construção de diques ou barragens nas margens do Rio Taquari, com intuito de amenizar os efeitos das intensas precipitações verificadas – praticamente – todos os anos na região. Sobre isso, o pesquisador alerta para a ineficência da medida na bacia hidrográfica do Vale.

“Não há o que se fazer em termos de medidas estruturais. Estudo recente mostra que as medidas estruturais mais comuns, como diques e barragens de armazenamento, não seriam eficientes para o caso da bacia do Taquari-Antas, tendo em vista o relevo acidentado e a alta declividade do rio.” Oliveira observa para pequenas medidas semelhantes àquelas re-

Como se forma a enchente no Vale

de risco para locais seguros, evitando por meio de novas diretrizes urbanas a ocupação dessas áreas de risco, mesmo que isso resulte em “conflitos imobiliários”. “Outras medidas a serem ampliadas se referem ao monitoramento hidrológico e o sistema de alerta e de comunicação à população, para redução dos prejuízos.” Para o pesquisador, a estrutura de monitoramento não é a ideal. Cita que existem rios sem estações fluviométricas e porções da bacia com distribuição baixa de pluviômetros. Além disso, afirma ser necessário que os governos – federal e estadual – garantam verbas para a manutenção dos equipamentos. “Existe um custo operacional elevado para manter em atividade. Muitas estações foram desativadas, inviabilizando atividades de pesquisa por falta de continuidade de dados.”

Rotina alterada

alizadas em grandes cidades, tais como o aumento do diâmetro das tubulações, a criação de reservatórios subterrâneos ou piscinões, o uso de pavimentos permeáveis, entre outras. “São medidas a serem tomadas quando o problema for os alagamentos provocados pela ineficiência do sistema de drenagem urbana, em pequenos córregos ou arroios”, reafirma. Espaço urbano e monitoramento

Além disso, o pesquisador reitera a necessidade de uma reorganização do espaço urbano, e de remanejar a população das áreas

Após trabalhar das 6h30minàaté as 15h na cozinha de um restaurante, Maria das Lurdes, 55, não pôde voltar para casa. Ao fim do expediente, a moradora do bairro Conservas se deslocou até o ginásio do São Cristóvão onde estão guardados os pertences das 19 famílias atingidas pela cheia do Rio Taquari.

Maria enfrenta a mesma rotina faz mais de 11 anos e tenta se manter tranquila, apesar das dificuldades para executar as tarefas do dia a dia. “Muda tudo, seja o momento de fazer o café, tomar banho, cozinhar ou dormir.”

Diante do lar improvisado, a cozinheira agradece por não ter perdido pertences na enxurrada. “A equipe da prefeitura conseguiu tirar tudo antes da água chegar”, afirma. Segundo ela, outras famílias alocadas no ginásio sofrem mais com as enchentes na cidade. Morador do bairro Praia, Guilherme Dias, 18, veio na terça-feira para o abrigo. Após uma folga para retirar os pertences da casa onde mora com o pai, a mãe, um sobrinho e duas irmãs, toma café enquanto se prepara para mais um dia de trabalho na linha de produção de uma indústria avícola.

Pesquisador da Univates, Guilherme de Oliveira
THIAGO MAURIQUE
DIVULGAÇÃO
Famílias retiram móveis e eletrodomésticos antevendo elevação das águas
Quiosque no Parque Prof. Theobaldo Dick ficou submerso na tarde de ontem

“Nasci e me criei no bairro, então estou acostumado a não ter nada muito caro para não perder durante as enchentes”, afirma. Segundo ele, a família precisou sair de casa mais de 20 vezes, mas nos últimos anos os estragos diminuíram graças a maior antecedência dos avisos da Defesa Civil.

“A gente pensa em sair para um lugar melhor, mas não temos condições”, lamenta. Se a mudança para abrigos em dias de chuva forte se tornou parte da rotina da família de Dias, para o pedreiro Joelson Carvalho do Nascimento, 30, é uma novidade inesperada.

Natural de Teutônia, ele se mudou faz pouco mais de um mês para o bairro Praia. “Me falaram que pegava água, mas não pensei que seria tanto”, ressalta. Além de ser obrigado a sair de casa, Nascimento contabiliza o prejuízo pelos dias sem trabalhar.

“Recebemos conforme a produção, e com chuva a construção civil para”, aponta. O pedreiro elogia o trabalho da Defesa Civil no auxílio às famílias. Segundo ele, os moradores foram avisados com a antecedência necessária para retirar móveis e eletrônicos.

Para Diandra Machado da Silva, 24, o atendimento poderia ter sido adiantado. Segundo a dona de casa, moradora do bairro Conserva, foram necessárias cinco ligações para a Defesa Civil até a chegada de algum agente. “Sempre que o rio chega perto dos 22 metros alcança a minha casa, mas eles não se convencem.”

Diandra está no abrigo acompanhada da mãe, irmãos, cunhados e dois filhos, de 9 e 2 anos. Ela diz ter perdido a conta de quantas vezes teve que retirar os pertences de casa por causa das enchentes. A repetição faz com que conheça quase todas as pessoas alocadas no ginásio. “São quase sempre as mesmas

pessoas e todos se ajudam.”

Contemplada com um dos apartamentos do Minha Casa Minha Vida no bairro Santo Antônio, espera pela entrega da obra para não enfrentar novos problemas com

Nasci

e me

criei

no bairro, então estou acostumado a não ter nada muito caro para não perder durante as enchentes.”

as enxurradas e critica o atraso da entrega das chaves. Segundo ela, as promessas se repetem desde janeiro.

Novas remoções

Na tarde de ontem, mais famílias eram retiradas do local conhecido como “Cantão do Sapo”. Morador do bairro faz 25 anos, o caminhoneiro Siomar Pires ajudava os vizinhos a retirar os pertences. “Pelo menos uma vez por ano

a enchente bate e a comunidade se ajuda.”

Segundo ele, sempre que ocorrem chuvas fortes com pequenos intervalos, o rio alcança as casas e obriga a movimentação da comunidade. “Já vi a água subir mesmo com sol, porque depende do volume nas cabeceiras.”

Roteiro dos ônibus

A alta das águas nas ruas de La-

jeadoaindacausaalteraçõesemalgumas linhas de ônibus. De acordo comDéboraGiebmeier,responsável pela logística da empresa Scherer, os itinerários que vão para Santa Clara do Sul não conseguem ingressar na rua Carlos Spohr Filho, fechada para o trânsito.

“Os ônibus precisam subir pela João Abbott e entrar pela avenida Sete de Setembro”, explica. Segundo ela, a mudança causa um atraso de cerca de dez minutos entre o ponto inicialeofinal.Noshoráriosdepico, a diferença aumenta ainda mais.

“A principal causa é o aumento no fluxo de veículos, pois é necessário passar pelo centro”, aponta. Conforme Débora, os clientes estão acostumados com as cheias, e costumam ligar para a empresa perguntando sobre as alterações nos itinerários. Nas paradas onde o embarque fica impossibilitado, a Scherer coloca fiscais para orientar os usuários. Até o o fechamento da edição, os itinerários da empresa Ereno Dörr não sofreram alterações.

Hoje Chuva começa a perder força. Apesar do tempo nublado, há chance de uma gradual abertura do sol.

Mínima 18ºC

Máxima de 23ºC

Amanhã, Chuva para com o avanço do ar seco. Ao longo do dia, o sol aparece entre nuvens.

Mínima 18ºC

Máxima de 25ºC

Guilherme Dias
Industriário
Natural de Teutônia, Joelson do Nascimento se mudou faz um mês para Lajeado e enfrentou a cheia pela primeira vez
Família do bairro Conservas aguarda por residência do Minha Casa Minha Vida
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Produtores de leite organizam protestos

Líderes negociam com o governo redução das importações e saídas para crise

Vale do Taquari

ARegional Sindical do Vale Taquari reúne hoje produtores, prefeitos, secretários da Agricultura e demais entidades ligadas ao setor lácteo para analisar o resultado das audiências com o governo federal e traçar estratégias para amenizar o prejuízo causado pela queda brusca no preço do leite. Conforme a presidente do sindicato de Teutônia e Westfália, Liane Brackmann, a reunião ocorre na sede da entidade. “Caso o governo não anunciar medidas cabíveis para nos ajudar, iremos organizar protestos na frente das indústrias, das cooperativas e do Mapa em Porto Alegre. Se não for com diálogo, será na base da pressão.”

O preço de referência do leite divulgado nessa terça-feira pelo Conseleite indica nova queda. Para este mês, o valor é de R$ 0,95, redução de 4,58% em rela-

ção ao consolidado de setembro, que fechou em R$ 0,99. Liane critica a nova baixa e diz que muitos produtores fizeram altos investimentos em infraestrutura para aumentar a oferta e agora acumulam perdas. “Fizeram isso porque a indústria prometeu um preço estável. Agora precisam se desfazer do patrimônio para honrar as dívidas. O custo por litro

produzido passa de R$ 1,29. Quem pagará essa diferença?”, questiona.

O presidente do Conseleite e do Sindilat, Alexandre Guerra, argumenta que é preciso considerar que, na ponta, as indústrias pagam mais do que isso por litro uma vez que há remuneração adicional por qualidade e quantidade.

Guerra apontou a interferên-

cia do mercado internacional no contexto nacional e salientou que o leite em pó importado foi o “grande vilão”. “Não baixamos porque queremos. É porque o mercado se autorregula pela lei da oferta e da procura”, explica.

Formação de cartel

A Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Leite Brasil) suspeita de formação de cartel entre algumas indústrias. Segundo o presidente Jorge Rubez, o aumento da oferta e a queda de preços não justificam a importação de produtos lácteos. “Se o Brasil importa é porque falta leite no mercado. Se falta leite, as indústrias não poderiam pagar tão pouco.”

O vice-presidente do Conseleite, Jorge Rodrigues, lembrou que o aumento substancial do produto foi decorrência da falta de leite no mercado brasileiro, com picos em junho e julho, e, agora, a queda é inevitável. “O

mercado de leite é São Paulo e Rio de Janeiro. Quando começa a safra em Minas Gerais e Goiás, o volume impacta todo o mercado, o que se agrava com a importação de leite do Uruguai”, pondera.

Rodrigues disse que criar cotas específicas ao Uruguai é difícil neste momento. A sugestão é delimitar um teto para as importações nacionais, independente da origem do leite adquirido. Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, “é preciso trabalhar com o governo reforçando a questão social. Trabalhamos com livre mercado, mas precisamos de um acordo privado que limite as aquisições”, destaca. Os deputados Heitor Schuch e Elton Weber se reuniram com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, ontem. Destacaram que as importações motivaram a forte queda no preço do leite e deixaram milhares de famílias com saldo negativo.

De janeiro a setembro deste ano, ingressaram 182,23 milhões de quilos de produtos lácteos no país contra 96,62 milhões no mesmo período de 2015, um aumento de 88,6%. “A situação está crítica, um produtor que há dois meses recebia R$ 1,70 hoje ganha R$ 1,20”, comenta Weber.

O parlamentar sugeriu ao governo encaminhar um acordo comercial com o Uruguai, baseado nas importações entre 2013 e 2015, garantindo ao Brasil uma programação de produção na entressafra, o que permitiria reduzir a variação de preço ao produtor e garantiria maior renda. Outra medida seria a compra governamental para enxugar mercado.

Audiência em Brasília
Parlamentares cobram compra de produtos lácteos para reduzir os estoques
DIVULGAÇÃO

Gestores vão a Brasília por recurso para UTI

Projetos foram apresentados ontem na capital

Oprefeito, Sidnei Eckert e o eleito, Klaus Schnack, estão em Brasília em busca de recursos junto à União. O objetivo é dialogar com deputados e ministros para apresentar projetos, pleitear a liberação de verbas e solicitar emendas para os próximos quatro anos.

Um dos projetos prevê a captação de recursos para a conclusão e instalação definitiva da UTI do Hospital São José. Apesar de ser um dos mais esperados pelo município, a liberação de recursos para essa proposta, e para as demais, é esperada a longo prazo. A previsão mais otimista é que as primeiras verbas possam ser repassadas a partir do primeiro semestre de 2017.

Ontem, eles foram recebidos por deputados e por assessores do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. No fim da tarde, participaram de audiência com o ministro da Saúde, Osmar Terra.

Hoje ao meio-dia, conversam com Padilha. Os dois gestores também apresentam projetos para viabilizar obras de pavimentação de ruas. Uma delas é na via em frente à igreja de Arroio Grande Central, outras em Linha 32, em Forqueta, no Glória e Nova Bela Vista.

Um dos projetos visa a cons-

trução da calçada na rua D. Pedro II. A pavimentação na via já foi feita. Outra proposta é a ampliação do Bola Cheia, no bairro Bela Vista. Para a saúde, pleiteiam a ampliação do posto de Bela Vista.

Apesar do cenário de recessão, os gestores saíram otimistas depois das conversas com os parlamentares. “Agora o cenário está mais difícil, a situação financeira está complicada, mas o país não deve parar”, comenta Eckert. Segundo ele, nas conversas, os deputados não frustraram as expectativas. “Quando a proposta chega em Brasília, é demorado mesmo. Então esperamos que parte desses recursos venha até o fim dos próximos quatro anos.” Ele explica que, apesar de importantes, nenhuma das propostas é de extrema urgência.

Mobilização

O prefeito de Westfália, Sérgio Marasca, e o eleito, Otávio Landmeier, estão em Brasília desde domingo. Eles querem viabilizar a construção de uma creche, recursos para a ponte do Rio Boa Vista, asfaltamento de vias urbanas e rurais, além de verbas para a Transcitrus. Os gestores se reuniram com parlamentares e equipes ministeriais. Segundo Marasca, a sinalização é de escassez de recursos. Segundo ele, mesmo sabendo dos problemas econômicos enfrentados pela União, os prefeitos precisam estar mobilizados. “Sabemos da falta de recursos, mas não podemos ficar inertes. Precisamos vir para Brasília e pleitear verbas para assegurar o mínimo. Se conseguirmos, sendo otimistas, 50% do total que estamos buscando, estamos satisfeitos.”

Altmann contrapõe dados sobre CCs e FGs

Teutônia

Oprefeito de Teutônia, Renato Altmann, contrapôs dados trazidos em entrevista concedida pelo prefeito eleito, Jonatan Bronstrup (PSDB), publicada na edição de ontem. O eleito teria afirmado que a atual gestão tem cerca de 130 CCs e ele pretenderia cortar 25 a 30% desses cargos.

Na publicação, Bronstrup afirma que não tinha em mãos os dados oficiais e teria solicitado a informação durante a primeira reunião de transição, que ocorreu na manhã de terça-feira.

Segundo o prefeito em exercício, Teutônia tem 144 vagas de cargos em comissão. Dessas, 92 estão preenchidas. Entre os funcionários efetivos, 13 recebem Funções Gratificadas (FGs).

“Os 92 CCs que temos representa que estamos usando 36% a menos das vagas que poderíamos ocupar. Sempre priorizamos trabalhar com uma aenxuta. Se ele quer fazer economia com o corte que está propondo, então fizemos uma muito maior na nossa gestão.”

Conforme o gestor, os dados foram passados de forma extraoficial para Bronstrup. “Eu não quero polemizar, mas a verdade precisa ser dita. O Jonatan veio tomar um café comigo para tratar sobre a organização da transição. Na ocasião, ele pediu quantos CCs tínhamos e passei exatamente esses dados. Ele sabia o número.”

De acordo com Altmann, as informações podem ser verificadas no departamento pessoal da

Prefeito afirma que administração preenche 64% dos CCs e FGs

prefeitura. A relação foi solicitada pela equipe de Bronstrup durante a reunião de transição. “Creio que ele não deveria nem mencionar os números se não tinha certeza.”

Extinção de CCs

O prefeito disse que poderá sugerir, ainda neste ano, o envio de um projeto de lei para a câmara de vereadores propondo a extinção de parte dos CCs. “Vou conversar com o Jonatan sobre o assunto, eu mesmo posso encaminhar a proposta, já que possuímos vagas que não são preenchidas.”

Todas as reuniões de transição ocorrem nas terças-feiras, das 8h às 11h, no gabinete do prefeito. Cada equipe tem três representantes. No primeiro encontro, além da relação de CCs, foram solicitadas informações relacionadas a contratos e outros documentos de caráter administrativo.

Arroio do Meio
tentam assegurar verbas para implantar em definitiv
MAICA VIVIANE GEBING/DIVULGAÇÃO

Grêmio

Arena antecipa venda para torcida mista

Ingressos podem ser adquiridos na bilheterias do estádio desde ontem, por R$ 140

Para garantir lotação máxima no Gre-Nal 411 deste domingo, a Arena antecipou a abertura das bilheterias para torcida mista destinadas para torcedores em geral. De sexta-feira, a venda de bilhetes para o setor passou para ontem. A projeção de público também aumentou: está entre 48 e 52 mil pessoas. Antes, a expectativa era de 45 mil pagantes.

“Com isso, a expectativa é esgotar todos os ingressos até sexta-feira”, disse o presidente da Arena, Marcelo Jorge, via assessoria de imprensa.

Já foram comercializados cerca de 500 ingressos de torcida mista. Restam perto de 1, 5 mil. Cada aficionado pode garantir um par deles por R$ 140. A entrada só é permitida com os tor-

cedores identificados. O par se refere a um(a) gremista e um(a) colorado(a).

Dos 34 mil ingressos colocados à venda, mais de 30 mil já foram comercializados. Só restam os bi-

lhetes mais caros, de Camarote. Pelo lado do Internacional, os 1,9 mil bilhetes de Superior e 600 de

camarotes foram reservados pelos associados antecipadamente. O duelo entre Grêmio e Internacional será disputado neste domingo às 17h na Arena do Grêmio.

Carlos Biedermann é o novo presidente do Conselho Deliberativo

O empresário, Carlos Biedermann, é o novo presidente do Conselho Deliberativo (CD) do Grêmio para o próximo triênio. Ele substitui Mílton José Munhoz Camargo, que comandou o CD desde outubro de 2013. A eleição e a posse ocorreram nessa terça-feira à noite, no Auditório da Arena. Biedermann obteve 164 votos contra 154 de Gabriel Fadel, candidato da Chapa 1. Foi registrado ainda um voto em branco.

Time sub-20 joga por vaga nas quartas de final

O time Sub-20 está pronto para enfrentar o Corinthians pelo 2º jogo das oitavas de final da Copa do Brasil da categoria, hoje, às 21h, na Arena Barueri. O Colorado leva na bagagem a vantagem de 3 a 0 no placar agregado. Dessa forma, pode perder por dois gols de diferença, ou até três caso anote um, que ainda assim garante uma vaga nas quartas de final. Para acertar os detalhes finais, o técnico Ricardo Cobalchini comandouontemdemanhã,noCTdeAlvorada,umtreinopré-jogo,comênfase

nas movimentações ofensivas. No início da tarde, a delegação viajou paraSãoPauloondepermanececoncentradaatéhorasantesdapartida.

Francisco Carlos do Nascimento apita o Gre-Nal

O alagoano Francisco Carlos do Nascimento apita o clássico Gre-Nal 411. A escala de arbitragem foi definida nessa terça-feira em sorteio na sede da CBF, no Rio de Janeiro. Em 2012, o mesmo árbitro se envolveu em polêmica na vitória de 2 a 1 do Inter sobre o Palmeiras, no Beira-Rio, após anular gol irregular marcado por Barcos.

Com a alta procura por ingressos, direção resolveu antecipar a venda na bilheteria. Projeção é de encerrar os bilhetes amanhã
LUCAS UEBEL
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Jogo Beneficente

Craques se reúnem em prol da solidariedade

Evento

beneficente

destinará toda renda à Apae de Lajeado

Uma iniciativa do Richter Gruppe, Univates, Grupo Independente e do zagueiro gremista Fred Xavier traz a Lajedo craques do futebol brasileiro. A primeira edição dos Craques Solidários ocorre no dia 10 de dezembro, no Estádio Olímpico da Univates, e destinará toda a renda para a Apae de Lajeado. Os ingressos limitados estão à venda por R$ 20 no Posto Fascina, Posto Faleiro, Tonho Automóveis, Tokcell e Apae (Lajeado), DMF Esportes (Lajeado e Teutônia), Lojas Dullius (Arroio do Meio e Cruzeiro do Sul), Moda Esporte (Santa Clara do Sul) e Casa Americana (Estrela). Quem adquirir o ingresso deve doar um quilo de alimento não perecível. Além de concorrer a brindes, ganha o estacionamento na Univates.

Para José Paulo Richter, um dos organizadores, além de assistir a grandes ídolos em campo, o público poderá conhecer a estrutura da Univates e ajudar a Apae. “Quando surgiu a oportunidade

de fazer o jogo e transformá-lo em algo solidário e destinar para uma instituição, abraçamos logo a ideia, pois a Apae é uma referência para nós na região.”

Representando a Univates, o professor Robledo Müller salienta que o esporte é a melhor forma de mobilizar as pessoas em prol de uma

Serviço

O quê: Craques Solidários

Quando: 10 de dezembro, às 11h

Onde: Ginásio Olímpico da Univates

Ingressos: R$ 20 e um quilo de alimento não perecível

Pontos de venda: Posto Fascina, Posto Faleiro, Tonho Automóveis, Tokcell e Apae (Lajeado), DMF Esportes (Lajeado e Teutônia), Lojas Dullius (Arroio do Meio e Cruzeiro do Sul), Moda Esporte (Santa Clara do Sul) e Casa Americana (Estrela).

causa. “Se você buscar a contribuição de todos de forma espontânea, é mais difícil, mas, quando você vende a ideia de que os atletas vêm para ajudar, o projeto só cresce.”

Zagueiro do Grêmio, Fred Xavier salienta que nas próximas semanas serão anunciados outros nomes. “Será um evento solidário para ajudar quem realmente necessita do nosso apoio.”

Mais informações sobre o Craque Solidário podem ser obtidas em https://www.facebook.com/ craquessolidarios

Reunião para definir a participação

Beneficiada com o Craque Solidário, a Apae de Lajeado se reunirá com os organizadores nesta sexta-feira para definir os detalhes do evento. Segundo a coordenadora pedagógica, Tamara Dresch, a notícia foi dada pelo zagueiro Fred e deixou todos muito contentes. “Saímos de um grande evento que foi o jantar de 45 anos, agora vem outra grande festa, todos estão contentes com isso.”

Atletas confirmados

Fred Xavier: zagueiro do Grêmio que teve passagem por Goiás, Figueirense e outros clubes.

Bolívar: conhecido por “General”, está aposentado e foi um dos destaques do Internacional nas conquistas das Libertadores de 2006 e 2010.

Marcos Assunção: se aposentou nesta temporada, após atuar no Sampaio Corrêa. Teve passagens por Santos, Flamengo, Palmeiras, Roma (Itália), Betis (Espanha) e seleção brasileira.

Fernando: hoje no Spartak Moscou, o volante foi revelado pelo Grêmio e teve passagens por Shakhtar Donetsk (Ucrânia) e Sampdoria (Itália).

Washington: é conhecido no futebol brasileiro por ser o maior goleador da história do Brasileirão com 34 gols. O jogador teve passagens pelo Grêmio, Internacional, São Paulo, Fluminense e outros clubes.

Walter: centroavante do Goiás, jogador já vestiu a camisa do Internacional e do Atlético Paranense.

Renan: revelado pelo Internacional, o goleiro já atuou no Valencia e Xerez (Espanha). Hoje joga no Goiás.

Leandrão: ex-atacante do Internacional e Brasil de Pelotas, o centroavante disputa a Série B do Brasileirão com o Vasco.

Árbitro Margarida: conhecido como árbitro show, o ex-aspirante à Fifa promete roubar a cena com sua irreverência ao apitar.

Rodrigo Conte, Robledo Müller, José Paulo Richter, em parceria com o zagueiro Fred, estão à frente do jogo festivo
EZEQUIEL NEITZKE

Rústica de Fazenda Vilanova

Sexta edição reúne 400 atletas

Prova ocorre neste domingo, 23, com largada em frente à prefeitura

Asexta edição da Rústica de Fazenda Vilanova neste domingo atingiu a meta estipulada pela organização. Cerca de 400 atletas devem percorrer os trajetos de três e seis quilômetros. A larga será em frente à prefeitura, a partir das 9h. Neste ano, a coordenação da rústica optou por restringir o número de atletas para dar a devida atenção aos participantes. A corrida tem 26 categorias: nove infantis, 15 adultas e uma vilanovense – para os moradores de Fazenda Vilanova que

devem apresentar comprovante de residência no dia da prova. O percurso para a categoria in-

fantil, de 8 a 16 anos, é de três quilômetros. Já os adultos correm seis quilômetros. Conforme

o professor de Educação Física Daniel Sehn, haverá medalhas de participação para todos os integrantes. Os cinco primeiros em cada categoria recebem troféus.

A largada da categoria infantil ocorre às 9h. Para os adultos, ocorre às 9h30min. “A rústica tem como objetivo motivar as pessoas a fazerem exercício e promover a qualidade de vida. Para quem já corre, a finalidade é estimular a continuidade da atividade física”, declara Sehn. O evento também marca o aniversário de 20 anos do município, comemorado neste mês.

Evento alia atividade física e contato com a natureza

1ª Caminhada Ecológica

Promovida pela Secretaria de Esporte e Lazer de Estrela (Smel), a 1ª Caminhada Ecológica de Estrela, agendada para este domingo, é uma

oportunidade de aliar atividade física e o contato com a natureza. A saída ocorre às 8h, do Parque Princesa do Vale. Serão 14 quilômetros, passando por Arroio do Ouro até a Trans Acácia, caminhada por aquela

regiãoeretornoaoparquepelaTrans Santa Rita. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo 3981-1046 ou smel.esportes@estrela.rs.gov.br até hoje. Os participantes recebem água e frutas durante o trajeto.

A iniciativa, conforme o secretário Julio Saldanha, é também uma maneira de promover a conscientização sobre a necessidade da preservação ambiental e divulgar as belezas naturais do município.

Inscrições encerram no dia 26

Sicredi Touch Night Run

Interessados em participar da 2ª Sicredi Touch Night Run, prova de corrida e caminhada noturna, podem se inscrever pelo site Ticket Agora ou nas unidades de atendimento da Sicredi Ouro Branco até o dia 26. O período de inscrições segue ou até o limite previsto de vagas. O evento ocorre em Teutônia, no dia 5 de novembro, a partir das 17h.

A prova conta com as modalidades de corrida e caminhada, em diversos percursos, de acordo com a faixa etária. As inscrições para as corridas de 800 metros (7 a 11 anos) e 2,5 quilômetros (12 a 15 anos), além das inscrições para a caminhada de 5 quilômetros (idade livre), têm como taxa de inscrição um quilo de alimento. Para a corrida 5 e 10 quilômetros, ambas para atletas acima de 16 anos, tem uma taxa de R$ 25.

Com largada às 9h, Rústica de Fazenda Vilanova terá 26 categorias
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Chave A

Primeira divisão

A primeira divisão será a última categoria a conhecer os classificados às quartas de final da Copa Soges de Minifutebol. Os jogos deste sábado iniciam às 12h30min no campo 1. Confira o que cada equipe necessita fazer para se classificar.

Chave B

Atual campeão e único já classificado, o Xernobyl tem 6 pontos. Segundo colocado com 3 pontos, o Alambique se classifica mesmo com derrota para o Xernobyl por ter disciplina melhor que os demais concorrentes. O último classificado às quartas de final sai do confronto entre Sokanelas e Sangue Frio. Com 3 pontos,

Boka Bier e Anjos da Noite já estão classificados às quartas de final. Al Qaeda Jr e Demonhos Jr se enfrentam às 14h30min pela última vaga. Quem vencer avança. O Al Qaeda Jr joga pelo empate.

Repescagem

Com 12 pontos, o Sombras é o único garantido nas quartas de final. Segundo colocado com 9 pontos, o Cevaria joga por um empate. Derrota também garante

o time na fase eliminatória, desde que não seja punido com cartão amarelo ou vermelho.

Quartas de final

A segunda e terceira divisões já conhecem os confrontos das quartas de final (vejabox). Nessa fase, os times de melhor campanha jogam por dois empates.

Alambique

Resultados

Cinco equipes disputam as últimas vagas na elite
Terceira divisão
Ser Nata
Falkatrua
Pela Ceva
Primeira divisão define os classificados à próxima fase neste sábado. Partidas iniciam às 12h15min
Cevaria B é uma das oito classificadas às quartas de final da terceira divisão
FOTOS EZEQUIEL NEITZKE

Lajeado,

Jornalismo / redação: ahora@jornalahora.inf.br

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Quinta-feira, 20 de outubro de 2016

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