Em virtude do feriado desta quarta-feira, não haverá edição na quinta. Circulação volta nesta sexta-feira.
Esquecida
PRF conclama participação local para melhorias na BR
As condições da BR-386 inspiram cuidados. A falta de manutenção da pista, de reforço na sinalização e roçadas nas margens são alguns dos problemas apontados pela
chefia da Polícia Rodoviária Federal. Tanto que o comando agenda uma reunião com líderes regionais e integrantes de instituições públicas para debater necessidade de melhorias
pelo Estado, 130 desafia condutores
DESCASO: poucos metros depois do trecho onde o governador José Ivo Sartori inaugurou três quilômetros de asfalto, moradores da comunidade de Bom Fim, em Cruzeiro do Sul, estão descrentes de que a promessa de terminar a pavimentação até o distrito de Mariante, em Venâncio Aires, ocorra nos próximos anos.
TEMPO NO VALE
Chuva na quarta e retorno do sol na quinta-feira
Mínima: 12°C - Máxima: 24ºC
FONTE:CIH/UNIVATES
REPATRIAÇÃO
Verba destinada ao Vale supera R$ 21 mi
Recursos oriundos de impostos e multas com a regularização de contas no exterior de pessoas físicas e jurídicas podem auxiliar na situação financeira dos governos municipais neste fim de
ano. Montante pode entrar no caixa nas cidades em duas parcelas até o fim do mês. Valor bruto destinado aos 38 Executivos Vale do Taquari ultrapassa R$ 21 milhões.
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EXPEDIENTE
Geral Adair G. Weiss
REDA« O
Av. Benjamin Constant, 1034/201 Fone: 51 3710-4200
Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores.
Tiragem média por edição: 7.000 exemplares. Disponível para verificação junto ao impressor (ZH Editora Jornalística)
Aparticipação da comunidade na defesa de interesses locais é um diferencial no Vale. Por meio do voluntariado, obras importantes saem do papel. Um exemplo para todo o RS, como foi a própria construção do presídio feminino de Lajeado. Essa força do trabalho das diferentes forças institucionais faz com que a região consiga avanços importantes sem depender de recursos do Estado, União e mesmo dos municípios.
INDICADORES ECONÔMICOS
MOEDACOMPRAVENDA
Dólar Comercial3,243,24
Dólar Turismo3,183,38 Euro3,583,58 Libra3,923,92
Peso Argentino0,210,21 Yen Jap.0,030,03
Cotação do dia anterior até 17:45h, Valor econômico.
ÍNDICEMÊSÍNDICE MÊS (%) ACUMULADO ANO (%)
ICV Mes (DIEESE)09/160,035,35
IGP-DI (FGV)09/160,036,08
IGP-M (FGV)09/160,206,48
INPC (IBGE)09/160,086,18
INCC09/160,375,60
IPC-A (IBGE)09/160,085,51
Mínimo/2016 R$ 880,00
Mais uma fez essa atuação é colocada à prova. Diante da situação de desamparo da ONG Amando e Protegendo Muitos Animais (Apama), líderes locais iniciam campanha para reestruturar o local de atendimento aos cães abandonados e conclamam os organismos vivos da sociedade para mais uma vez dar sua parcela de contribuição.
A entidade cuida de 300 animais de rua. As voluntárias da ONG usam dinheiro do próprio bolso para comprar ração,
Carta do leitor
Em nome dos diretores da Control Milk – Tecnologia e Informação, gostaríamos de agradecer a oportunidade de demonstrar um pouco do nosso trabalho através do caderno
AgroNotícias e principalmente parabenizá-los pela belíssima reportagem realizada com ênfase nas tecnologias disponíveis para o campo.
Editorial
As pessoas envolvidas nesse trabalho voluntário dão uma lição de desapego. Por vezes deixam interesses pessoais de lado para garantir um cuidado humanizado para os animais.
medicamentos e materiais diversos. Também encaminham cães para castração. Contam com ajuda de veterinários, que fazem os procedimentos por preço de custo. Mesmo assim, a dívida da Apama se aproxima dos R$ 80 mil. Por parte do município, ganham oito esterilizações por mês.
As pessoas envolvidas nesse trabalho voluntário dão uma lição de desapego. Por vezes deixam interesses pessoais de lado para garantir um cuidado humanizado para os animais. Impossível não citar a frase usada para incentivar a adoção dos bichinhos abandonados: “Não compre, adote.” Uma sentença que busca conscientizar as pessoas sobre a superlotação das entidades em defesa dos animais.
Diante das experiências diversas e positivas da região, puxadas inclusive pela história dos imigrantes e seus descendentes, responsáveis pelo fortalecimento desse espírito comunitário e associativista, se mostra um caminho para
fazer as coisas acontecerem. Em um momento marcado pelo individualismo, a lição mais nobre da comunidade regional é a solidariedade. Esse perfil local de não esperar pela morosidade do poder público é uma das principais forças do Vale. A economia diversificada, mais resistente aos efeitos da instabilidade do país, ocorreu mais por iniciativa privada do que por planejamento público. Foi a visão do empreendedor que tornou a região um local próspero e aberto para aqueles que vêm de fora em busca de evolução profissional e pessoal. Com cada vez mais aperto na participação dos governos para atender as necessidades locais, se amplia a necessidade de ações pontuais das comunidades. As iniciativas ganham importância. Diante disso, o A Hora elabora mais uma edição do anuário Tudo. A publicação será lançada durante a Expovale e apresenta alternativas das empresas para o momento de instabilidade na economia.
BOLSAS DE VALORES PONTO VARIAÇÃO (%) FECHAMENTO
Ibovespa (BRA)63423-2,31
Dow Jones (EUA)181990,17
S&P 500 (EUA)2139-0,17
Nasdaq (EUA)52350
DAX 30 (ALE)106860
Merval (EUA)181880
cotação do dia anterior até 17h45min
Na rede
Comentáriosobreamatéria
“Correiosdefinemaisdemil novosCEPsparaLajeado”
Gente, finalmente Lajeado terá sistema de CEPs diferenciados. Outras cidades no Brasil inteiro com menos habitantes já possuem – me pergunto como os carteiros faziam para entregar cartas e encomendas nos últimos tempos.
CristinaLeonhardt
Fundado em 1º de julho de 2002
Vale do Taquari - Lajeado - RS
Salário
Diretor
Diretor de Conte˙do Fernando A. Weiss
Diretor de OperaÁıes Fabricio de Almeida
Criados sem estresse
PFernando Weiss fernandoweiss@jornalahora.inf.br
A farra partidária consome dinheiro público
artido político no Brasil virou moeda de troca, assentamento de compadres e comadres e aluguel disfarçado. O número de siglas partidárias disparou para 35 na última década e ficou difícil, para não dizer impossível, distinguir os propósitos e razões de existirem. Passadas as eleições municipais, volta ao debate, no Congresso Nacional, a PEC que estabelece cláusula de barreira, aprovada em setembro pelos senadores. Entre outras coisas, a PEC exige que cada partido atinja 2% dos votos válidos em todo território nacional para continuar recebendo dinheiro do Fundo Partidário e ter direito ao tempo de rádio e TV.
Conforme levantamento feito pelo jornal O Globo, se implementada a PEC, apenas nove dos 35 partidos brasileiros teriam superado o índice. Ou seja, 26 não receberiam mais as fortunas públicas do Fundo Partidário, e por consequência, teriam sua sobrevivência ameaçada.
Infelizmente, o mesmo governo que defende com ardor uma “reforma política”, com o alegado objetivo de pôr um fim a essa barafunda, é justamente aquele que, nos bastidores, incentiva os mascates da política a inventar novos partidos e, assim, ampliar as possibilidades de formar sua clientela, para depender menos ou mais deste ou daquele grupo do Congresso. Para se ter uma ideia, além dos 35 já existentes, aguardam na fila outros outros 40 para serem criados. Um absurdo.
Num linguajar econômico, dá para classificar que criar partido político no Brasil virou um verdadeiro “nicho de mercado”.
Razões não faltam: cada uma dessas legendas tem direito a um pedaço do Fundo Partidário, constituído de recursos públicos que são distribuídos a todos os partidos, mesmo àqueles que não conseguiram eleger ninguém. Ou seja, existem para fazer número e receber dinheiro. E não se trata de dinheiro qualquer. O Fundo Partidário superou R$ 300 milhões no ano passado, e os
trarmos exemplos dessa farra partidária, que só favorece um troca-troca e não representa ganho político ou social à população. Esquerda ou direita; conservador ou liberal; Impossível classificar as linhas de pensamento e as idelogias adotadas. Aliás, isso não importa.
É claro que nem todos os novos partidos não prestam ou servem ao papel de meros aproveitadores. O problema é que, com 35 partidos e outros tantos pedindo passagem, fica muito difícil distinguir quem pretende fazer política legítima daqueles que querem somente participar do feirão governista e levar vantagem. PEC neles!
do presídio feminino e a ampliação do albergue masculino. Para a Expovale, como mostrou reportagem do A Hora na semana passada, Katz organiza mutirão com mão de obra prisional, para reformar o Parque do Imigrante. Diante da agonia enfrentada pela direção da Apama, Katz reuniu um grupo de voluntários e começa a percorrer a cidade em busca de recursos e apoiadores para construir um novo canil e dignificar o espaço para os animais. Parabéns!
I“Viúvas” da Ditadura
Rodrigo Martini martini.jornal@jornalahora.inf.br lentem.wordpress.com
A PEC 241 é pouco!
nfelizmente foi necessário impor uma PEC para não deixar o governo gastar mais do que arrecada. Não adianta espernear. Faltam argumentos para decifrar o rombo e as irresponsabilidades fiscais causadas pelas últimas gestões. Mas não faltam indícios de que a proposta do governo Temer isenta dos cortes as intragáveis regalias à disposição de agentes públicos. Basta pesquisar.
Em meio a tão alertada recessão no Brasil, a Câmara Federal e o Senado garantiram R$ 100 milhões em reembolsos aos congressistas brasileiros só no primeiro semestre deste ano. Esse gasto do Congresso Nacional com deputados e senadores se refere à cota deles para o “Exercício da Atividade Parlamentar”. O famoso “cotão”. E o valor deve ser ainda maior na segunda metade do ano. No ano passado, por exemplo, a Câmara Federal nos custou mais de R$ 1 bilhão. É o preço da “democracia”.
Para quem não sabe, além do salário de R$ 33,7 mil, do auxílio-moradia, plano de saúde para familiares e verba para até 25 assessores, os congressistas têm direito a reembolsos sobre compra de passagens, materiais de consumo para escritórios, aluguéis de veículos e de imóveis, combustível e consultorias e ações de divulgação de mandato. Um pagode com o nosso dinheiro.
Mas, para piorar aquilo que já está ruim, além de preterirem
essas relevantes economias, os nossos agentes públicos conseguem tornar a realidade ainda mais indigesta. Eles insistem em legislar e decidir pensando só no próprio bolso. Causando arrepios, claro, só no bolso do contribuinte. E a cada dia, uma nova – e desagradável – surpresa.
A última veio em meio a discursos de cortes, ajuste fiscal e congelamento de recursos da saúde e da educação. O Judiciário aprovou aumento para juízes, desembargadores, promotores e procuradores de Justiça. E dessa vez não foi no salário. Foi no auxílio-alimentação, que passa a ser de R$ 884 por mês. R$ 4 acima do salário mínimo.
No mesmo dia, leio notícia sobre uma bizarra proposta dos vereadores da cidade do Rio de Janeiro. Eles querem salário vitalício. Sim. Vitalício! Hoje, cada um recebe em torno de R$ 15 mil. É ou não é de chorar!?
Mas não precisamos ir tão longe. Em Lajeado, nunca é demais lembrar que cada vereador conta com dois assessores pagos com o seu dinheiro, caro leitor, para trabalhar em prol do vereador e da reeleição.
Um dos assessores recebe R$ 3 mil. O outro, R$ 4 mil. Por vereador, o contribuinte gasta – além do salário mensal de R$ 6,9 mil –R$ 7 mil para custear a assessoria privada do parlamentar. Como são 15 eleitos em Lajeado, calcule R$ 105 mil por mês com os dois
CCs nomeados por eles.
Por ano, nós gastamos R$ 1,2 milhão com esses 30 CCs da câmara. É o custo total de uma creche. Ou de um bom posto de saúde. E é assim, tanto em âmbito municipal, estadual ou federal, que o agente público mostra as prioridades dele no momento de gastar – ou cortar – nosso dinheiro.
E veja bem. Embora o único critério de contratação desses assessores seja a idade mínima de 18 anos, não julgo a competência deles. Isso cabe ao eleitor. Acho, até, que muitos perdem tempo em tal função, diante das respectivas capacidades técnicas. Mas, se os vereadores são incapazes de, sozinhos, coordenarem os próprios mandatos, não cabe a nós, contribuintes, pagarmos a conta.
Se vereador, deputado, senador e afins gostam tanto assim dos assessores – algo “extraordinariamente” brasileiro –, que paguem do próprio bolso. Um bom salário para eles custearem isso não lhes falta. O que falta é eles valorizarem o muito que já pagamos ao invés de cortarem de quem tanto paga e necessita, ou de quem ainda vai necessitar. É simples. Se não iniciarem os cortes na própria carne – e veja o estrago causado só por uma humilde câmara de Lajeado –, qualquer malabarismo intelectual envolvendo argumentos econômicos será insuficiente para convencer toda a sociedade sobre a sisudez da PEC 241.
O enfraquecimento da esquerda mostra algo que, de início, parecia gozação. Parte da direita começou tímida. Um elogio exacerbado ao Exército aqui. Um “salve” ao Bolsonaro lá. Uma “saudação” ao Ustra. Agora, escancaram. Reapareceram as “viúvas da Ditadura”. E esses adoradores da censura e dos limites à pluralidade de ideias já compartilham, sem constrangimento, frases como: “O regime foi bom para as pessoasdebem”.Porsorte,sãominoria.
Tiro Curto
– A CPFL Energia, maior grupo privado do setor elétrico brasileiro e acionista controlador da RGE, anuncia na próxima segunda-feira a compra e a incorporação da distribuidora AES Sul ao grupo;
– Nesta sexta-feira, o prefeito eleito de Lajeado, Marcelo Caumo, vai a Gramado visitar o prefeito, o presidente da câmara e o secretário de Turismo do município. Na pauta, Turismo de Negócios;
– Durante viagem do prefeito Airton Artus a Índia, onde participa de eventoligadoaotabaco,opresidentedacâmarade VenâncioAires,José Ademar Melchior, assume a prefeitura diante da recusa do vice-prefeito, Giovane Wickert, eleito como novo prefeito em outubro;
– Lorival Silveira (PP), em Lajeado. José Itamar Alves (PTB), em Estrela. A provável presença de vereadores eleitos junto aos secretariados das prefeiturasécontroversa.Afinal,oeleitordeixoudevotaremoutrospara depositar confiança em quem não vai assumir uma cadeira legislativa;
–OMinistérioPúblico(MP)de Lajeado arquivouoinquéritocivilsobre a “ausência de área de lazer no bairro Universitário”;
– A contenção de despesas na prefeitura de Venâncio Aires segue. Na terça-feira,oprefeitoconfirmouasaídadetrêssecretários–HélioLawall (Desenvolvimento Econômico), Anduir Lenhardt (Agricultura) e Celso Knies (Planejamento) – e 14 CCs;
– Heitor Hoppe (PT), presidente da Câmara de Vereadores de Lajeado, pode estar de mudança para o PP;
– A prefeitura de São Leopoldo é a segunda no RS a anunciar parcelamento de salário do funcionalismo público. A primeira foi Fazenda Vilanova Cachoerinha, Uruguaiana e Restinga Seca também aplicarão a medida.
Encontro deve ter a presença do MPF, Dnit, Detran, líderes locais e políticos do RS
O chefe da 4ª Delegacia de Polícia Rodoviária Federal (DPRF) do Rio Grande do Sul, Ronaldo Brito, convoca representantes de entidades diversas para debater os problemas relacionados à principal rodovia federal da região. O encontro deve ocorrer na quinta-feira, 10, a partir das 9h30min, no salão de eventos da prefeitura de Lajeado. Na pauta, a conces-
são da BR-386. Brito encaminhou ontem o convite. “É muito importante a presença de todos. E a participação da imprensa é fundamental”, provoca. Segundo o chefe da 4ª DPRF, também foram convidados representantes do Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público Estadual (MPE), Dnit, ANTT, Detran, prefeitos da região e “políticos interessados no desenvolvimento do Estado”.
Conforme Brito, o “fulcro principal é a obtenção de respaldo político à liberação de recursos imediatos para a manutenção e melhoria da rodovia.” Entre os principais problemas apresentados pela equipe da PRF na região, a falta de pintura horizontal em alguns trechos, a incorreta realização das operações tapa-buracos, a ausência de roçadas em alguns pontos e falhas no traçado em “pontos de maior acidentalidade”.
“São ações de baixo custo e que podem reduzir consideravelmente o número de mortes, feridos e de danos”, descreve, no convite, o policial rodoviário.
Além desses problemas citados, a PRF apresenta outros três tópicos para debater com os participantes do encontro: acompanhamento do término da duplicação da BR-386 no trecho entre Bom Retiro do Sul e Estrela; acompanhamento da minuta da duplicação entre Lajeado e Iraí; e acompanhamento da minuta da
DUPLICAÇÃO PARADA
A obra da nova pista em 33,4 quilômetros da BR386 iniciou em novembro de 2010. A previsão era finalizar até julho de 2013. Na época, a obra estava orçada em R$ 150 milhões. No entanto, atrasos e alguns impasses com a Funai ampliaram o valor e atrasaram o cronograma de serviços. Após série de imbróglios envolvendo a construção de uma nova aldeia indígena para os caingangues, contratada por R$ 8,5 milhões com consórcio de empresas, um novo problema
concessão da rodovia federal, prevista para o ano que vem. Durante o encontro marcado para a semana que vem, Brito pretende apresentar aos representantes das entidades convidadas alguns levantamentos estatísticos referentes aos impactos e custos gerados com os acidentes de trânsito na rodovia, “além de melhorias cruciais no trecho”. “Incitamos a todos que convidem aqueles que possam respaldar ou acrescentar crédito ao debate”, finaliza o chefe da 4ª DPRF.
paralisou, de vez, as obras em janeiro deste ano. Com o corte de recursos do PAC anunciado pelo governo da ex-presidente, Dilma Rousseff, a obra foi suspensa. Hoje, está 91,6% concluída, com 22 dos 33,4 quilômetros previstos, entre Bom Retiro do Sul e Tabaí, já prontos e liberados desde 2014 para o tráfego de veículos. Para completar os sete restantes, empresas estimam aditivo de pelo menos R$ 25 milhões, e não há previsão para tal recurso.
Inscrições para Creche 12 Meses iniciam amanhã
Lajeado
A Coordenação da Educação Infantil da Secretaria de Educação (SED) está organizando a rede de atenção, mediante ofício enviado em 25 de outubro de 2016 pela equipe de transição do futuro governo, em que manifesta “interesse da próxima gestão em manter, por ora, o Programa de Férias”, o Creche 12 Meses. As inscrições abrem a partir de amanhã, 3. Fichas e cópias de termo de compromisso devem ser retirados pelos pais ou responsáveis nas escolas onde as crianças estão matriculados. Depois de preenchidos os documentos, será preciso apresentá-los na sede da SED. O prazo expira no dia 11. A partir de então, a secretaria terá
cerra nas escolas infantis em 23 de dezembro. No período de 26 de dezembro a 1º de janeiro de 2017, todas estarão em recesso para manutenções diversas. No dia 2,
as quatro escolas que integram o programa de férias serão abertas para limpeza e organização. O atendimento às crianças começa no dia 3.
AS QUATRO MICRORREGIÕES
– 1ª microrregião: atenderá na Emei Sabor de Infância e contemplará a Primeiros Passos, Pequeno Lar, Pequeno Cidadão e Doce Infância;
Após polêmica sobre continuidade do programa, SED organiza atendimento
o número exato de quantos alunos serão atendidos entre os dias 3 e 31 de janeiro de 2017. O programa de férias foi instituído pela atual gestão em 2014. Costuma ser estruturado em quatro microrregiões, espe-
cificamente nas escolas infantis Sabor de Infância, no bairro Igrejinha; Criança Feliz, no Campestre; Espaço Criança, no Florestal, e Aprender Brincando, no bairro Moinhos.
Normalmente, o ano letivo en-
– 2ª microrregião: atenderá na Emei Espaço Criança e contemplará a Risque Rabisque, Fazendo Arte, Gente Miúda, Cantinho Mágico e Mundo Encantado;
– 3ª microrregião: atenderá a Emei Aprender Brincando e contemplará a Amiguinhos do Jardim, Pequeno Aprendiz, Jeito de Criança, Criança Esperança, Oscar Koefender e Recanto Infantil;
– 4ª microrregião: atenderá a Emei Criança Feliz e contemplará a Cantinho da Alegria, Cantinho Infantil, Entre Amiguinhos e Criança Alegre.
Vale do Taquari
Entre os assuntos a serem debatidos, está a duplicação e a possível concessão da rodovia para a iniciativa privada
RODRIGO MARTINI
ARQUIVO A HORA
Procura pela cremação aumenta em até 8%
Religiosidade dos moradores do Vale interfere na decisão por cerimônia de despedida
Vale do Taquari
Milhares de pessoas vão hoje aos cemitérios para lembrar entes queridos. Na data em que os cristãos celebram o Dia de Finados, uma ação tem chamado atenção. Aos poucos, mais pessoas optam pela cremação.
Em todo país, cerca de 10% das pessoas são cremadas e no RS essa média é mais comum, com aproximadamente 18% das opções de familiares. Os números ainda estão distantes de países como Estados Unidos, com cerca de 36% de cremações, e Japão, onde aproximadamente 90% dos mortos são cremados.
No Vale, o índice ainda é pequeno, entre 6% e 8%. Mas, segundo o gerente da única funerária que presta o serviço na região, Rodrigo Piccinini, a procura vem crescendo. “No início havia um desconhecimento, com o tempo, as pessoas sabem melhor como funciona e preferem esse procedimento.”
Para Piccinini, além de mais divulgação sobre esse tipo de cerimonial, fatores como a falta de espaço para sepulturas em cemitérios incentivam a busca pela cremação. “Especialmente na nossa região, as pessoas têm a cultura do culto ao corpo, com espaço adequado para guardar
as urnas isso não se perde.”
Custos equivalentes
O forte traço religioso, marcante no Vale, já foi um dos impeditivos para que mais pessoas aderissem à cremação. Piccinini ressalta que, mesmo nesse formato, o velório e ritos religiosos ocorrem normalmente. “A despedida e celebrações com corpo presente seguem sendo feitas, a única diferença é que após isso o corpo é retirado para ser cremado.”
Como não há crematórios no Vale, os corpos são enviados para
Caxias do Sul e depois as cinzas são entregues aos familiares. Esse procedimento leva em torno de uma semana, até que as famílias recebam a urna com os restos mortais.
Outro fator levado em consideração no momento da escolha é o preço. Em média, os custos ficam entre R$ 3 e R$ 4 mil. O sepultamento é mais barato, entretanto, Piccinini destaca os gastos com a sepultura que acabam encarecendo o processo. “O gasto varia muito, mas é um pouco mais barato. Mesmo assim tem o gasto com a
RGE compra AES Sul e promete investir mais de R$ 1 bilhão
Comunicada na segunda-feira, 31, a compra da AES Sul pela CPFL Energia, dona da RGE, pode gerar investimentos no setor de energia da região. Segundo o anúncio dos compradores, nos próximos anos serão injetados mais de R$ 1 bilhão na modernização da rede elétrica.
Dentro de 120 dias, toda a identidade visual da AES Sul será trocada, e esta começa-
rá ser chamada de RGE Sul. A empresa garante que essa é a única mudança prevista para os próximos meses, e que não haverá alteração nas tarifas energéticas.
Para comprar a concessionária que atua no Vale, a CPFL desembolsou R$ 2,8 bilhões, dos quais R$ 1,1 bilhão são dívidas da concessionária. O valor investido na compra da operação foi R$ 1,7 milhão.
Com sede em Caxias do Sul, a RGE atende 1,3 milhão
de clientes em 118 municípios. Em 2015, a empresa vendeu 9 mil gigawatts e teve receita líquida de R$ 3,02 milhões. A concessionária atua faz mais de dez anos no estado. Com a aquisição da AES Sul, o grupo CPFL será responsável por 65% do fornecimento energético do estado. A previsão é que a concessionária atenda 2,7 milhões de clientes em 373 cidades. A empresa pertencia ao grupo americano The AES Corp.
padre Lucas De Osbel destaca que a igreja nunca proibiu a cremação. “É um dos costumes mais antigos da humanidade. Os povos primitivos já cremavam seus mortos.” De acordo com Osbel, a única restrição feita pelo Vaticano é quanto ao destino das cinzas. “Não havia uma regulamentação, mas na semana passada foi publicada um documento recomendando que as pessoas deixem as urnas com cinzas nos cemitérios.”
A determinação é para garantir um lugar para o culto ao corpo, fundamental na liturgia católica. No entendimento dos religiosos, o corpo precisa ser preservado pois foi “templo de Deus”. Com isso, a igreja veta que as cinzas sejam jogadas no mar ou em jardins, costume bastante comum entre familiares.
manutenção e ornamentação das sepulturas, que acaba deixando os valores próximos.”
O que diz a igreja
Por muitos anos, os católicos se mostravam receosos em cremar seus familiares. O principal motivo é a crença na vida após a morte. Os religiosos temiam que, como diz na oração do Credo, no dia da ressurreição, os cremados não seriam contemplados por não terem um corpo para o espírito.
Apesar do temor dos fiéis, o
O processo consiste em levar os corpos a fornos com temperaturas em torno de 900º. Com isso, a decomposição e secagem dos ossos, que duraria naturalmente cerca de quatro anos, é feita em duas horas.
Percentual de famílias que optam pela cremação no RS alcança 18%. Custo pelo procedimento fica em torno dos R$ 4 mil
ANDERSON LOPES
Vale do Taquari
ARQUIVO A HORA
Dentro de 120 dias, identidade visual da AES Sul será alterada para a RGE
Insatisfeitos, associados protestaram em frente à sede da cooperativa
Grupo protesta contra a Certel
Ato critica elevação na conta de luz
Teutônia
Mais de 40 pessoas participaram de protesto em frente à sede da Cooperativa Certel, no bairro Teutônia, no sábado. A manifestação é contra o aumento de 25% da cota capital que será deduzida junto com a conta de energia elétrica. A decisão da cooperativa ocorreu em assembleia extraordinária realizada em 11 de outubro, onde 250 associados representaram 60 mil e definiram a alteração. A cota será descontada por 24 meses, diante correção do IGPM. Os manifestantes não aceitam a decisão porque a dívida de R$ 12 milhões é da Cooperativa de Desenvolvimento, não sendo obrigação à Energia que tem R$ 8 milhões em caixa. Outra reinvindicação é a transparência na tomada de decisões da cooperativa. O professor de História com especialização em Sociologia, Moacir Peters, 41, que assumiu a frente no protesto, acredita que a aglomeração em frente à cooperativa tenha sido histórica. “Há desculpa de que a crise nacional levou a isso. Pelo que entendi, a dívida vem se alastrando faz anos, e inclusive em momentos de muita fartura em nosso país há alguns anos. Então, se hoje pagarmos e nada for feito para estancar a sangria, quantos por cento será no futuro?”, questiona.
Peters ainda sente falta da distribuição homogênea das responsabilidades.Paraele,osassociadospodem contribuir, mas os rendimentos de funcionários e da direção da cooperativa devem ser revistos. “Não se escuta nada em cortes ou medidas para economizar na cooperativa. Parece que o trabalho continuará igual e simplesmente se tapa o furo cobrandodosassociados”,desabafa.
Cooperativa se defende e pede apoio
Desde o anúncio de aumento na cota capital, o presidente da cooperativa, Erineo Hennemann, tem buscado canais para esclarecer dúvidas à comunidade. Sobre as decisões tomadas à frente da diretoria, salienta publicação mensal por meio do jornal O Choque que chega a todos associados no mesmo dia em que são emitidas as faturas de energia. O programa de rádio Contato Direto é outra alternativa para convidar e manter os associados cientes das decisões. Para reverter o momento delicado na instituição que acumula seis décadas de história, foram cortados programas de envolvimento social e publicidade em veículos de comunicação. A venda do provedor CertelNet foi outra medida apresentada. O aumento da cota capital é a distribuição de responsabilidade junto aos 60 mil sócios, para fazer valer o lema “A força que nos une”.
DIVULGAÇÃO
Região pode receber mais de R$ 21 milhões com repatriação
Receita Federal arrecadou R$ 50,9 bilhões em impostos e multas
Vale do Taquari
Os recursos oriundos da repatriação podem garantir fôlego para o fechamento das contas das prefeituras da região. A Receita Federal arrecadou R$ 50,9 bilhões em impostos e multas com a regularização de ativos do exterior. O balanço foi apresentado ontem pelo secretário da Receita Federal, Jorge Rachid.
As projeções indicam que cidades gaúchas receberão pelo menos R$ 385 milhões. Segundo a Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), para o Vale, o recurso soma R$ 21.373.127,99. O valor é bruto e inclui o Fundeb.
Com a ampliação do valor regularizado, a projeção indica que o montante repassado aos municípios tenha um incremento aproximado de 10%. Segundo a Famurs, a verba é tratada pelos gestores com uma espécie de salvação para o fechamento de contas dos municípios.
De acordo com o levantamento da Famurs, Lajeado e Estrela receberão as maiores quantias. Lajeado receberá R$ 1.970.569,6 e Estrela, R$ 1.212.656,83. Teutônia e Taquari são, na sequência, as cidades com maiores valores. Cada uma receberá R$ 1.061.074,27. Para Encantado e Arroio do Meio serão repassados R$ 909.491,72. Para Roca Sales, Cruzeiro do Sul, Bom Retiro do Sul e Arvorezinha o repasse será de R$ 606.330,22. Juntos, esses dez municípios somam R$ 8.640.187,57. Os outros 28 municípios receberão, cada um, R$ 454.747,66.
A lei da repatriação regulariza
País
A Petrobras reajustou os preços do GLP, o gás liquefeito de petróleo. A informação foi repassada para as distribuidoras na semana passada, como uma nova política de preços.
a volta de recursos lícitos no exterior para a economia brasileira.
Pela legislação, o contribuinte pagará 15% de imposto, mais 15% de multa sobre o total repatriado.
Segundo a Famurs, as projeções indicam que, caso não ocorra mudança no cronograma, o dinheiro entrará na conta das prefeituras até o fim deste mês.
Conforme a assessora técnica da Área de Receitas Municipais da Famurs, Cinara Ritter, desde ontem, iniciou uma cobrança para que o governo federal repasse de maneira imediata aos municípios os recursos da repatriação.
Recursos para prefeituras
De acordo com a legislação,
Artesãs se reúnem no dia 3
Encantado
Durante o Festival de Sorvete, no dia 15, na Praça da Bandeira, ocorrem diversas atividades. Entre elas, a 2ª Feira de Artesanato. Para organizar a feira, o Executivo, Emater/RS-Ascar e artesãs realizam mais uma reunião amanhã, 3, às 9h, na Sala do Sebrae, no 2º andar do Centro Administrativo. Mais informações na Emater ou pelo 3751-1707.
As informações são do blog Acerto de Contas, da Rádio Gaúcha.
Segundo pesquisa do Sindicato dos Revendedores de Gases em Geral do Rio Grande do Sul, as distribuidoras estão praticando aumentos entre R$ 1,20 e R$ 1,80 nesta
apenas o percentual de 15% sobre Imposto de Renda reincidido no montante repatriado é rateado com as prefeituras. A divisão ocorre pelos critérios de divisão do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
A arrecadação da multa de 15% sobre o mesmo valor não entra na partilha. Por isso, gestores defendem que o Congresso promova mudanças na lei e inclua o percentual na divisão.
Repatriação
Conforme a Receita Federal, o valor dos ativos regularizados chegou ao montante de R$ 169,940 bilhões. O número de pessoas físicas que fizeram a de-
claração chegou a 25,011 mil e o de pessoas jurídicas, a 103.
Lei da repatriação
A lei da repatriação vale para pessoas físicas ou jurídicas que tenham transferido ou mantido no exterior valores não declarados, ou atualizados incorretamente, e queiram, de forma voluntária, declarar ou retificar as informações ao governo brasileiro.
A norma prevê que sejam repatriados valores contidos em depósitos bancários, instrumentos financeiros, operações de empréstimo e câmbio, participações societárias, ativos intangíveis, bens imóveis e veículos em geral.
Vale do Taquari
Produtores de erva-mate, ervateiros, técnicos e viveiristas do Vale do Alto Taquari, maior região produtora do RS, recebem na próxima semana treinamento para utilizar o Geomate – aplicativo desenvolvido para gestão das propriedades e ervateiras. A qualificação inclui o uso de sistema de cadastro para levantar dados precisos da atividade. Teremos um banco com informações confiáveis sobre a cadeia para desenvolver políticas públicas, explica o diretor-executivo do Instituto Brasileiro da Erva-Mate (Ibramate), Roberto Magnos Ferron.
O treinamento será na quinta e sexta-feira, em Ilópolis, na câmara de vereadores, a partir das 8h30min. Os participantes devem levar smartphone ou computador portátil. Treinamento começa na próxima semana
cozinha em até R$ 1,80
semana. E o Singasul recomendou o repasse integral do aumento para os consumidores. Conforme a última pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, o botijão de 13 quilos de gásdecozinhacustaR$56,98noRS. A mudança na política de preços inclui taxas pelo uso da infraestrutura da estatal. Ou seja, pagarão mais caro as distribuidoras que usam tanques de armazenagem da empresa. Há duas semanas, a Petrobras anunciou nova política de preços para os combustíveis. Tam-
bém reduziu o preço do diesel e da gasolina na refinaria. No caso da gasolina, não chegou ao consumidor. Já no caso do etanol, houve aumento de preço. Embora as usinas neguem, uma pesquisa da USP confirmou a elevação do preço.
Obras reiniciam e Executivo pede reanálise
Lajeado
Aestá sob suspeita de superfaturamento. Justiça espera novo
parecer técnico
procuradoria jurídica do governo municipal segue em defesa do governo municipal no processo judicial que investiga as obras de pavimentação viária pelo PAC. Os advogados solicitaram à Justiça Federal uma nova perícia na planilha e no contrato de R$ 20,5 milhões. A análise realizada pelo Ministério Público Federal (MPF) aponta sobrepreço de pelo menos 11%.
De acordo com o advogado e procurador jurídico do município, Juliano Heisler, responsável pela defesa do Executivo no processo, a juíza já teria acatado o pedido para realizar uma nova prova pericial sobre os diversos itens do contrato.
Esse relatório, diz Heisler, será realizado por engenheiro do próprio Judiciário. O resultado dessa PAC
perícia será comparado com o contrato original, com as planilhas de custo formalizadas pela empresa e pelo Executivo, e ainda com as duas avaliações realizadas por uma servidora do MPF. Segundo o procurador, o Executivo contesta qualquer superfaturamento. Alheia ao prosseguimento do processo judicial, a Secretaria de Obras (Sosur) já reiniciou as obras
de pavimentação, que estavam suspensas desde janeiro. Conforme acordo judicial, os valores referentes aos 11% suspeitos serão depositados em uma conta aberta pela Justiça Federal, e ficarão sub judice até decisão da juíza.
Com o reinício dos trabalhos de pavimentação, o governo municipal estima finalizar todos os itens do contrato até o fim do mês de
dezembro. Em algumas vias, como a rua Pedro Petry, no bairro Universitário, a aplicação do asfalto
foi concluída, faltando apenas a sinalização horizontal e obras nas calçadas.
ENTENDA O IMBRÓGLIO
As obras de pavimentação pelo PAC iniciaram em junho de 2015. Logo em setembro, denúncias de sobrepreço em alguns itens do contrato foram encaminhadas ao MPF. O procurador da República, Cláudio Terre do Amaral, iniciou investigação e, em janeiro de 2016, a CEF atendeu pedido da promotoria federal e suspendeu os repasses de recursos.
Em maio, o MPF ajuizou uma ação civil pública pedindo o imediato rompimento do contrato e a anulação do edital. Para
Amaral, está configurado superfaturamento de pelo menos R$ 2,2 milhões sobre o contrato de R$ 20,5 milhões, além de direcionamento da licitação. Passados seis meses do ajuizamento, Executivo, MPF, consórcio de empresas e Justiça Federal chegaram a um acordo, e a juíza mandou bloquear o valor questionado, liberando o restante para o reinício das obras. Hoje, apesar do reinício dos trabalhos de pavimentação, o processo segue sob análise do Judiciário, sem previsão para julgamento.
Na rua Pedro Petry, camada de asfalto está pronta, falta apenas a sinalização
ANDERSON LOPES
Patrola estraga e prejudica manutenção da ERS-130
Moradores vivem em meio a buracos e poeira à espera do asfalto
Cruzeiro do Sul
Motorista de caminhão, Dorval de Souza, 50, vive às marges da ERS-130 desde a infância. Todos os dias, enfrenta uma rotina cheia de buracos e poeira no trabalho e em casa enquanto aguarda a conclusão das obras de asfaltamento da rodovia.
Morador da localidade de Bom Fim, perdeu a conta de quantas promessas ouviu sobre a pavimentação do trecho que liga Cruzeiro do Sul ao distrito de Mariante, em Venâncio Aires. A última vez foi no dia 1o de abril, quando o governador José Ivo Sartori inaugurou três quilômetros de asfalto na estrada.
“Demorou três anos e ainda fizeram um grande ato para uma parte tão pequena da obra”, lembra. Conforme Souza, a situação piorou após a enchente que atingiu a localidade em meados de outubro. Segundo ele, mesmo os trabalhos de manutenção do trecho de terra ficaram prejudicados.
“A patrola do Daer arrumou uns 200 metros e o motor estragou. Desde então não voltaram mais”, afirma. Segundo ele, a situação na rodovia causa prejuízos à empresa onde trabalha. Além de trocas de molas frequentes nos caminhões, diz ser necessário andar com menos peso e velocidade reduzida para evitar mais danos.
O agricultor Valdomiro Dullius, 68, percorre todos os dias cerca de quatro quilômetros a pé às margens da rodovia. Para ele, mais do que os buracos, o principal problema é a poeira. “O tráfego de carros e caminhões é intenso e estou sempre em meio a uma nuvem de poeira.”
Dullius diz ser o morador mais antigo da comunidade de Bom Fim. Segundo ele, as promessas de pavimentação são tão velhas quanto à localidade. Lembra que os primeiros prefeitos da cidade já falavam sobre ela.
“Só nos últimos anos que pararam de falar nisso, porque sabem
Orçamento triplica em sete anos
Lajeado
que não adianta”, relata. Resignado, Dullius não acredita que o trecho será pavimentado. Segundo ele, resta aos moradores se acostumarem com a poeira nos dias secos, a lama quando chove e os buracos.
Arroz com poeira
Adão Tolentino Marques, 51, mora faz 16 anos próximo à margem do Rio Taquari. Enquanto prepara o almoço, enxerga de casa o início do trecho de asfalto inaugurado por Sartori “Para cada duas xícara de arroz, meia é de poeira”, reclama. Na pequena casa de madeira, a terra levantada pelos veículos na rodovia alcança móveis, utensílios, roupas e calçados. “O pior é na hora de estender as roupas, pois só de colocar no varal já enche de sujeira.”
Marques também testemunha os prejuízos enfrentados pelos motoristas devido aos buracos. “Sempre recolho peças de veículos que passam por aqui”, aponta. Afirma ter desistido de aguardar por ajuda de políticos que, segundo ele, aparecem apenas nas vésperas das eleições.
VISITA DO GOVERNADOR
José Ivo Sartori esteve pela primeira vez na cidade em abril, para a inauguração oficial de um trecho de três quilômetros de pavimentação asfáltica.
Esteve acompanhado do secretário dos Transportes, Pedro Westphalen, do diretor do Daer, Ricardo Moreira Nunes, e do então presidente da Assembleia Legislativa, Edson Brum. A presença do governador reacendeu as esperanças da comunidade para a continuidade da obra. Passados seis meses, a obra segue indefinida. Na época, o diretor do Daer lembrou dos convênios assinados ao longo dos anos para as obras de asfaltamento, a maioria abandonados pelo poder público. “Esse teve sequência e foi concluído graças a
um esforço do governo em meio à crise.”
De acordo com o secretário de Transportes, apesar de ter diminuído o ritmo das obras, o Piratini quitou passivos com construtoras, existentes desde 2013. “Não devemos nada a ninguém.” Sartori evidenciou as dificuldades financeiras do Estado e o esforço para assegurar investimentos.
A administração municipal apresentou a proposta da LOA na quinta-feira passada, durante audiência pública no salão de eventos da prefeitura. De acordo com o documento, que ainda será avaliado pelos 15 vereadores, o orçamento estimado pela Secretaria da Fazenda (Sefa) para 2017 é de R$ 323,4 milhões, dos quais R$ 23,2 milhões se referem só ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) dos servidores. Conforme explica o secretário da Sefa, José Carlos Bulle, comparado com a LOA de 2016, que foi de R$ 279,3 milhões, haverá aumento de R$ 44 milhões no próximo ano. Já em relação a 2010, quando o orçamento do município – ainda sem a gestão plena da saúde, instituída a partir de 2013 – era de R$ 110 milhões, o montante previsto para 2017 quase triplicou. O documento será agora encaminhado para apreciação dos vereadores. Segundo a Lei Orgânica Municipal, precisa ser votado até o próximo dia 30. Pela proposta, a Secretaria de Saúde segue com a maior fatia do orçamento. Para 2017, a previsão é de R$ 107,9 milhões para pasta.Em2016,estãoprevistos R$ 99,3 milhões.
A Secretaria de Educação vai ostentar outra vez a segunda principal rubrica do orçamento lajeadense. Para 2017, estão previstos R$ 75,6 milhões para a pasta, cerca de R$ 10 milhões a mais em relação ao valor orçado para 2016. O projeto de lei deverá ser votado na sessão do dia 29 de novembro.
2009: R$ 90 milhões
2010: R$ 110 milhões
2011: R$ 124 milhões
2012: R$ 126 milhões
2013: R$ 180 milhões
2014: R$ 232 milhões
2015: R$ 267 milhões
2016: R$ 279 milhões
Adão Marques recolhe peças de veículos na rodovia. Na semana passada, encontrou um parafuso de caminhão
ANDERSON LOPES
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Congresso aborda traumas na mandíbula
Jornada Odontológica Interdisciplinar ocorre nos dias 4 e 5 no hotel Weiand
Lajeado
As consequências dos traumas na mandíbula para a saúde serão tema de Jornada Odontológica Interdisciplinar. O evento nacional ocorre nos dias 4 e 5, no Weiand Hotel, e reúne profissionais das áreas de Odontologia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Otorrinolaringologia e Ortopedia.
De acordo com o dentista Cláudio Bertella, os traumas mandibulares, principalmente os que ocorrem na infância, são responsáveis por uma série de problemas de saúde na vida adulta. Segundo ele, estima-se que 2/3 da população sofra com as consequências traumatismos resultantes de quedas durante os primeiros anos de vida.
Os motivos para os problemas são o rompimento de uma cartilagem embrionária responsável
pelo crescimento da mandíbula.
“Mesmo batidas com pouca intensidade podem levar à ruptura e deslocamento desta cartilagem, provocando a diminuição do tamanho da mandíbula”
Conforme Bertella, a primeira consequência é a atrofia da cavidade oral, reduzindo o espaço que
deveria ser ocupado pela língua.
Com isso, o músculo responsável pela fala desloca-se para baixo e para trás, obstruindo as vias aéreas e provocando dificuldades respiratórias.
“A diminuição da oxigenação do nosso organismo afeta a resistência imunológica, diminui
o rendimento físico e deixa o ser humano suscetível a muitas outras doenças”, afirma. Outra consequência do crescimento reduzido da mandíbula é a diminuição da parte inferior da face e o encurtamento dos músculos mastigatórios.
Com isso, todo o sistema mastigatório acaba alterado, provocando bruxismo, apertamento dos dentes e compressão da articulação temporomandibular.
“Como a articulação é muito próxima ao ouvido, pode causar perdas auditivas e zumbidos.”
O rompimento da cartilagem também provoca alterações no sistema nervoso central. Responsável pelo controle de funções vitais como mastigação e respiração, inicia um processo de compensação, mudando a posição da cabeça e coluna cervical de forma a permitir uma melhora no espaço das vias respiratórias.
“O problema é que essas com-
pensações provocam dores de cabeça na região lateral e posterior, pois os músculos que encobrem o crânio acabam tensionados”, relata. Segundo ele, o diagnóstico das patologias pode ser realizado por meio de exame radiográfico simples.
Pioneirismo
Conforme Bertella, o município de Lajeado é protagonista nos debates acerca do tema. Segundo ele, a Sociedade Brasileira de Patologias da Articulação Temporomandibular foi criada após um workshop realizado na cidade, em 2004.
“A partir disso, as jornadas da área ocorreram em várias cidades do Brasil, além de Argentina, Paraguai, Porto Rico e outros países da América Latina”, ressalta. As vagas para o encontro são limitadas. Interessados devem contatar pelo 3748-3100 ou atendimento@agea.com.br.
Conforme Bertella, quedas durante infância causam rompimento na cartilagem
THIAGO MAURIQUE
SPH confirma a saída de 15 funcionários
Os servidores cedidos pela Codesp custavam
Estrela
ASuperintendência de Portos e Hidrovias (SPH), órgãoligadoàSecretariade Infraestrutura e Transportes do Estado (Seinfra), confirma o fim do Termo de Cessão firmado com a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) para o aproveitamento de 15 funcionários que atuamfazmaisde30anosnoPorto de Estrela. A empresa solicita que elesseapresentemnasede,localizada em Santos, litoral paulista. De acordo com o diretor administrativo financeiro da SPH, Renato Luiz de Moura, a superintendência repassava em torno de R$ 200 mil mensais para ressarcir a Codesp pela cedência dos funcionários. Moura explica que foi concedida à SPH a competência para promover a administração e a exploração do Porto de Estrela, por meio de um “convênio de delegação” assinado em agosto de 2014. Já em março de 2015,informaodiretor,foiassinada
cerca
de R$ 200 mil/mês ao Estado
ao Estado, com ônus para a origem, mediante ressarcimento, por um prazo de um ano.
“Devido à situação financeira do Estado,oTermodeCessãonãofoirenovado, e os funcionários ficaram à disposição do empregador, que soli-
clama de inadimplência por parte do governo do Estado.
Diante do fim do convênio e da inadimplência, a Codesp encaminhou, no dia 11 de outubro, notificação aos 15 funcionários para se apresentarem à “Gerência de Car-
reira da Codesp”, em Santos (SP), dentro de um prazo de 30 dias, sob pena de rescisão do contrato de trabalho.
Ainda de acordo com Moura, os 15 funcionários eram do antigo quadro funcional da Empresa de Portos do Brasil (Portobrás), a quem pertencia o Porto de Estrela. Em 1991, no governo do ex-presidente
Fernando Collor, com a extinção da Portobrás, eles foram incorporados ao quadro da Companhia Docas do Estado de São Paulo.
Processos judiciais
No entanto, a maior parte dos servidores atua faz mais de 30 anos no Porto de Estrela. Alguns estão lá antes mesmo da inauguração do complexo, em 1977. Com carreiras e famílias em Estrela e cidades próximas, eles não querem deixar a região e entraram na Justiça para continuar trabalhando no Vale.
Em um dos casos que tramitam na Justiça do Trabalho, o responsávcel deu ganho de causa para um “guarda portuário” que atua no Porto desde 1978. Na ação, a correspondência encaminhada pela companhia é tratada como um “transferência abusiva”. Falta de condições financeiras para viajar com a família para Santos e para custeara“transferênciadedomicílio” são as principais queixas.
Maioria dos trabalhadores está aposentada. Em 2014, eram 18. Hoje, são 15 ligados à Companhia Docas do Estado de SP
RODRIGO MARTINI
Ciclone extratropical assusta os gaúchos
Moradores e veranistas relatam o fenômeno
Estado
Ociclone extratropical que atingiu o estado na semana passada deixou marcas nas praias gaúchas e na memória dos veranistas e moradores do litoral. Os ventos de até 150km/h e as ondas de cinco metros de altura destruíram dezenas de casas, levaram quiosques e passarelas, e modificaram totalmente a paisagem.
O lajeadense José Alfredo Schierholt, 82, estava chegando comamulhernacasadeveraneio, em Imbé, quando o fenômeno atingiu a costa. O fato aconteceu por volta das 10h, da sexta-feira, e os assustou.“Minha mulher não conseguia abrir o portão. Quando eu desci para ajuda-lá, a onda veio. Sorte que eu fechei rápido a porta do carro, se não tinha estragado”, conta.
A água não chegou a invadir a residência do escritor, mas dos vizinhos sim. “A construção é sobre as dunas, aí não teve o que fazer.” Além disso, ruas foram trancadas pela areia, que foi deslocada pelo vento. “Tenho casa em Imbé há cerca de quatro anos, e nunca tinha visto. Outras pessoas que moram lá há muito mais tempo também não haviam presenciado algo igual.”
Ana Lúcia Martini, 71, chegou no sábado a Xangrilá, onde veraneia faz cerca de 30 anos. A sua residência fica a quatro quadras do mar, e não foi atingida pelas ondas e ventos. Porém, ao aproximar-se da beira-mar, a lajeadense pôde ver os estragos. Assim como em Imbé, a areia tomou conta das ruas, a sujeira invadiu os quintais, e as passarelas que davam acesso à praia foram destruídas.
“Acho que a praia aumentou uns quatro metros, porque as dunas estavam bem recuadas. Comentamos que pareciam as falésias, do Nordeste, pois pareciam estar cortadas ao meio. Quem conhece vê que mudou muito”, comenta.
O policial militar aposentado, Dinarte Machado, mora em Ci-
dreira faz 12 anos. No momento em que o fenômeno atingiu o estado, estava em casa, distante nove quilômetros da costa. Mas logo após a passagem saiu para ver a situação. “A água atingiu as casas e foi arrebentando tudo, calçadas, quiosques.” Ele conta que nunca havia visto algo do tipo. Foram seis ondas sequentes, de dois metros. “O susto foi grande. As pessoas corriam. Que eu saiba não houve pessoas feridas, mas muitos animais morreram.”
Estragos
Os maiores prejuízos foram registrados na praia do Hermenegildo, no litoral sul. Pelo menos 53 casas foram derrubadas e 20 correm o risco de cair. Segundo levantamento da Defesa Civil, os estragos chegam a R$ 10 milhões.
Chuva no feriado
Nesta quarta-feira, feriado de Finados, a chuva deve voltar a atingir o Vale, sem a combinação com o ciclone extratropical. O Centro de Informações Hidromete-
orológicas da Univates (CIH) aponta que haverá predomínio de nuvens e pancadas a qualquer hora. Já na quinta-feira, um ar mais seco e frio chega ao estado. Com isso, a nebulosidade diminui no decorrer do dia e o sol aparece na região. As temperaturas ficam amenas, e no início da noite pode haver sensação de frio.
PREVISÃO
Quarta-feira chuva
Mínima: 15ºc
Máxima: 24ºc
Quinta-feira sol entre nuvens
Mínima: 12ºc
Máxima: 22ºc
Água chegou ao portão da casa de veraneio de José Alfredo Schierholt, em Imbé
Dunas foram recuadas pelo vento e aumentaram praia em quatro metros
FOTOS
Homem morre carbonizado. Incêndio pode ter sido criminoso
Mulher foi presa nessa terça suspeita do assassinar Volmir Baldo
Muçum
Um incêndio, no começo da manhã dessa terça-feira, resultou na morte de Volmir Baldo, 45. Ele foi encontrado carbonizado junto aos escombros da residência, no bairro Fátima. A polícia suspeita que o sinistro tenha sido criminoso.
A ocorrência foi atendida pelo Corpo de Bombeiros de Encantado. Após as chamas terem sido controladas, o local foi isolado para perícia. De acordo com o comandante da Brigada Militar de Muçum, Sérgio Taborda, ainda não se sabe as causas do sinistro.
Conforme ele, testemunhas viram uma mulher sair do local, logo após o início das chamas. A Brigada Militar foi avisada. A suspeita chegou a fugir a pé, mas foi detida. Segundo Taborda, por um breve momento, ela chegou a admitir a autoria do crime. O delegado da Polícia Civil pediu a prisão provisória dela, que foi recolhida ao Presídio Regional de Encantado no fim da tarde.
Conforme o soldado do Corpo de Bombeiros de Encantado, Rodrigo Moura, quando a corpora-
PRESÍDIO DE GUAPORÉ
Uma ala do Presídio Estadual de Guaporé foi destruída pelo fogo na manhã dessa terça-feira. Cerca de 30 detentos do regime semiaberto foram retirados do espaço. O fogo iniciou por volta das 8h15min e destruiu por
completo o local. As chamas podem ter origem depois de um curto-circuito. Um incêndio criminoso não está descartado. O fogo foi controlado pelo Corpo de Bombeiros. Alguns presos tiveram ferimentos leves.
ção chegou no local, a casa havia sido consumida pelas chamas. De acordo com ele, Baldo estava desaparecido há alguns dias, fato que reforça a suspeita de incêndio criminoso.
Encantado
Na madrugada de terça-feira, aconteceu um incêndio na empresa Carrer Alimentos de Encantado. Segundo o soldado Moura, as chamas atingiram o depósito de ovos da empresa. Cerca de 20 m² foram consumidos pelas chamas. Outras áreas não foram atingidas. Não se sabe quais são as causas do incêndio. Não houve feridos.
Suposta autora foi vista saindo do local logo após começo do sinistro
MÁRIO PATUSSI/AGÊNCIA CHINELAGEM PRESS
Craques Solidários
Evento beneficente confirma mais atletas
Ex-atletas, Éverton Giovanella, Patrício e Paulo Baier foram anunciados no fim de semana
Aprimeira edição do Craques Solidários, evento organizado por Richter Gruppe, Univates, Grupo Independente e o zagueiro gremista Fred Xavier, confirmou nesta semana mais três atletas para o jogo festivo. A partida ocorre no dia 10 de dezembro, no Estádio Olímpico da Univates, e destina toda a renda para a Apae de Lajeado
A organização que já tinha anunciado Fred Xavier, Bolívar, Marcos Assunção, Washington, Walter, Renan, Leandrão e o árbitro Margarida, confirmou a participação de Patrício, lateral-direito de destaque no Grêmio entre 2005 e 2007; Paulo Baier, maior artilheiro da era dos pontos corridos do Campeonato Brasileiro com 106 gols; e Éverton Giovanella, atual presidente do Lajeadense e que teve destaque pelo Celta de Vigo, da Espanha.
Ingressos
Os ingressos limitados estão à venda por R$ 20 no Posto Fascina, Posto Faleiro, Tonho Automóveis, Tokcell e Apae (Lajeado), DMF Esportes (Lajeado e Teutônia), Lojas Dullius (Arroio do Meio e Cruzeiro do Sul), Moda Esporte (Santa Clara do Sul) e Casa Ame-
ricana (Estrela). Quem adquirir o ingresso deve levar um quilo de alimento não perecível no dia do evento.
Além de concorrer a brindes, o torcedor ganha o estacionamento na Univates.
CONSELHOS SERVIÇO
O quê: Craques Solidários
Quando: 10 de dezembro, às 11h
Onde: Ginásio Olímpico da Univates
Ingresso: R$ 20 e um quilo de alimento não perecível
Pontos de venda: Posto Fascina, Posto Faleiro, Tonho Automóveis, Tokcell e Apae (Lajeado), DMF Esportes (Lajeado e Teutônia), Lojas Dullius (Arroio do Meio e Cruzeiro do Sul), Moda Esporte (Santa Clara do Sul) e Casa Americana (Estrela).
Alaf termina o torneio estadual na quinta colocação
Série Ouro
A temporada da Alaf encerrou na sexta-feira, 28, com derrota para a AGF, em Guaíba, por 6 a 5. Em 20
partidas disputadas durante o campeonato, a equipe teve 63,33% de aproveitamento, foram 12 vitórias, dois empates e seis derrotas. Durante a competição, o time marcou 72
gols e sofreu 44 gols. O artilheiro foi Rafinha.
Sub-13 busca vaga à final
Comandado por Matheus Xa-
vier Siebenborn, o time sub-13 da Alaf se prepara para a disputa das semifinais, nos dias 12 e 13, em Uruguaiana. Nesta fase, a equipe enfrenta o Uru-
guaianense, AABB RG e ACBF. Os dois primeiros colocados no quadrangular avançam para as finais, disputadas em dezembro.
Éverton Giovanella, Patrício e Paulo Baier também foram anunciados pela organização do evento
FOTOS DIVULGAÇÃO
Meia-maratona
Trajeto da prova de 21 quilômetros é definido
Percurso inicia nos Dick e passa pelas principais ruas de Lajeado
Otrajeto da segunda edição da Meia-maratona Personal Fit, que será realizada no dia 11 de dezembro em Lajeado, foi divulgado na semana passada. Largada e chegada ocorrem no Parque Professor Theobaldo Dick. As modalidades são corrida e caminhada, com distâncias de 5, 10, e 21 quilômetros. Além disso, os cadeirantes podem percorrer um trajeto de 5 quilômetros. A inscrição pode ser realizada em www.valedoespor-
te.com.br.
O percurso de 21 quilômetros inicia no Parque dos Dick, segue até a Júlio de Castilhos, passando pela Alberto Pasqualini, Avenida Tallini, e Bento Rosa. O retorno ao Parque dos Dick é pela Júlio de Castilhos.
O lote atual segue até o dia 15 de novembro, ao custo de R$ 70 (corrida) e R$ 40 (caminhada). O lote final vai de 16 de novembro até o dia 3 de dezembro e os valores são de R$ 74 (corrida) e R$ 44 (caminhada).
A prova será dividida em faixas etárias16a19anos,20a24anos,25 a29anos,30a34anos,35a39anos, 40 a 44 anos, 45 a 49 anos, 50 a 54 anos, 55 a 59 anos e 60 anos mais. Haverá premiação em dinheiro e troféu para os campeões no geral de cada percurso e também premiação em dinheiro para a categoria cadeirante. Também medalhas especiais para os vencedores nas faixas etárias, além das medalhas de participação a todos que concluírem a prova.
Prova terá 21 quilômetros. Inscrições podem ser feitas até 3 de
Pedal da República ocorre no dia 15
Santa Clara do Sul sedia mais uma edição do Pedal da República no feriado de 15 de novembro. O evento organizado por Celso Weber conta com o apoio do ValeCiclismo
Lajeado e Região. A saída ocorre às 8h30min, no Esporte Clube XV de Novembro, em Picada Santa Clara. Serão trajetos de MTB de 28 e 38 quilômetros, com estradas de terra, trilhas e belas paisagens.
A inscrições podem ser feitas
em www.bikedosul.com.brou nas lojas Ponto da Bike, Bike Mania e Casa do Ciclista no valor de R$ 25, com direito a café da manhã, placas para bike, frutas, água e apoio durante o trajeto, além de sorteios de brindes.
Hebert Pereira comemorou
dupla vitória no domingo
Motociclismo
O domingo, 30, ficará na memória do piloto Hebert Pereira. Ele comemorou o título da Copa
Yamaha R3 e o tricampeonato na GRP 250, na final do campeonato Super Bike Gaúcho, no autódromo de Santa Cruz do Sul
Santa Clara do Sul
Grêmio
Maicon treina e fica à disposição de Renato
Jogador deve iniciar como titular contra o Cruzeiro hoje à noite, às 21h45min, na Arena
OGrêmio realizou ontem a última atividade antes do confronto contra o Cruzeiro, hoje, às 21h45min, na Arena, no jogo de volta da semifinal da Copa do Brasil. Com os 2 a 0 obtidos no jogo de ida, no Mineirão, os gremistas podem até perder por um gol de diferença para avançar à final. Caso os mineiros devolvam o placar, a decisão da vaga será nos pênaltis
Com tendinite no tornozelo direito, o volante Maicon participou da atividade, que não encaminhou o time. O centroavante Henrique Almeida e o zagueiro Fred voltaram os treinos, mas não foram relacionados para o jogo.
Ao final da atividade, o elenco cobrou pênaltis. Geromel fez um gol e acertou uma bola na trave, enquanto Kannemann errou as duas cobranças. Bolaños acertou
duas no ângulo e Walace também converteu as duas. O goleiro Bruno Grassi, recuperando-se de lesão muscular, correu no gramado no início da atividade, sob orientação do fisioterapeuta Henrique Valente.
O provável time titular tricolor tem: Marcelo Grohe, Edilson, Geromel, Kannemann, Marcelo Oliveira, Wallace, Maicon, Ramiro, Douglas, Pedro Rocha e Luan.
Henrique retorna ao time do Cruzeiro
Com a volta confirmada de Henrique, volante e capitão do Cruzeiro, a delegação da Raposa viajou ainda ontem para Porto Alegre Mano Menezes deve escalar a equipe com: Rafael, Lucas, Léo, Bruno Rodrigo, Edimar, Henrique, Lucas Romero, Robinho, Arrascaeta, Rafael Sobis e Ramón Ábila.
Roth coloca William no meio e Seijas no banco
Internacional
No treinamento da manhã de ontem, no CT Parque Gigante, o técnico Celso Roth mudou a equipe do Internacional para enfrentar o Atlético-MG, hoje, pela partida de volta da Copa do Brasil. O comandante colocou o William no meio-campo e voltou a deixar o venezuelano Seijas no banco de reservas. Com isso, o experiente Ceará se mantém na lateral-direita colorada e o jovem Artur jogará pelo lado esquerdo.
Inicialmente, Roth comandou um trabalho tático no gramado do CT, ajustando a equipe para o duelo de amanhã. O time teve: Danilo Fernandes, Ceará, Ernando, Alan Costa, Artur, Rodrigo Dourado, Eduardo Henrique, Anderson, William, Valdívia e Aylon. Em seguida, parte do grupo realizou um treinamento de finalização.
O Colorado viajou para Belo Horizonte ontem à tarde e enfrenta o Galo mineiro no Es-
tádio Independência, hoje, às 21h45min. Pelo Campeonato Brasileiro, enfrenta o Palmei-
ras no domingo, às 17h, fora de casa. A partida será válida pela 34ª rodada da competição.
MAICOSUEL PODE SER A NOVIDADE
Fora de ação desde 1º de outubro, Maicosuel pode ser a principal novidade do Atlético-MG para a partida decisiva contra o Internacional. Recuperado de lesão muscular na coxa esquerda, sofrida após o jogo contra a Ponte Preta, o meia foi liberado pelo departamento médico do clube e treinou com os companheiros. O provável time que inicia a partida é: Victor, Carlos Cesar, Erazo, Gabriel, Fábio Santos, Rafael Carioca, Júnior Urso (Leandro Donizete), Otero, Cazares (Maicosuel), Robinho e Fred (Lucas Pratto).
Poupado contra o Figueirense, Maicon retorna ao time titular hoje à noite pela partida de volta na semifinal da Copa do Brasil
DIVULGAÇÃO
Willian será deslocado para o meio-campo e Ceará (foto) será o lateral-direito do Colorado no jogo de hoje à noite
AGENDA
A Copa Soges de Minifutebol entra em nova etapa neste sábado. A partir das 12h30min, as três divisões disputam as primeiras partidas das quartas de final.
Primeira divisão
Dono da melhor campanha na soma das duas fases, o Xernobyl, atual campeão, encara o Cevaria – equipe que conseguiu a vaga para as quartas de final na repescagem. Em busca do bicampeonato, o time aposta no goleiro Dener Colossi para avançar às semifinais.
O Boka Bier acredita no entrosamento da equipe para chegar entre os quatro melhores do campeonato. O adversário é o Sombras, que joga as fichas no retorno de atletas importantes (foto) para seguir na disputa pelo título inédito. O Anjos da Noite encara o Al Qaeda e o Alambique FC duela com o Sangue Frio. Xernobyl, Anjos da Noite, Alambique FC e Boka Bier têm a vantagem de jogar por dois empates por terem melhor campanha que os adversários.
Campo 1
Donos da BolaxManguaça
SmokingxHooligans
Cevaria BxSó Pela Ceva
BrocadoresxRenegados
CetudosxGunners
SokanelinhasxSuper 10
Campo 2
Bud FCxPatriots
Fúria FCxTsunami
Anjos da NoitexAl Qaeda
XernobylxCevaria
Boka BierxSombras
AlambiquexSangue Frio
Depois de vencer o seu grupo na repescagem e retornar para as quartas de final da segundona, o Hooligans tenta uma vaga na elite do próximo ano.
Terceira divisão
Com a melhor campanha na soma dos dois turnos, o Brocadores (foto) encara o Galácticos às 16h30min, no campo 1. Depois de bater na trave em 2015, o Só Pela Ceva busca o acesso nesta temporada. A partir das 15h30min, no campo 1, a equipe enfrenta o Cevaria B. Às 17h30min, o Cetudos encara o Gunners. Fechando a rodada, o Sokanelas enfrenta o Super 10. Brocadores, Cetudos, Sokanelinhas e Cevaria B jogam por dois resultados iguais.
Segunda divisão
Querendo retornar a primeira divisão, o Smoking joga contra o Hooligans, no segundo jogo do campo 1. Antes se enfrentam Donos da Bola (foto) e Manguaça. No campo 2, Bud encara o Patriots e o Fúria enfrenta o Tsunami. Smoking, Donos da Bola, Fúria e Bud jogam por dois resultados iguais.