Skip to main content

AH - Principal |12 de janeiro de 2017

Page 1


PATRIMÔNIO PÚBLICO

Lajeado, quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Ano 14 - Nº 1760

Avulso: R$ 2,00

Fundado em julho de 2002

Fechamento da edição: 21h

SEGURANÇA PÚBLICA

Prisões confirmam presença de facção criminosa em Lajeado

Entre a tarde e noite de terça-feira, a Brigada Militar deteve três homens de Porto Alegre que se identificaram como integrantes da facção Os Manos, grupo fundado por Dilonei Francisco Melara na década de 90. A suspeita é

que eles tenham participado do atendado contra Cristiano Mateus Soares, o “Bilé”, na madrugada dessa segunda-feira. Mesmo com a presença dos suspeitos, polícia não confirma migração dos grupos para o Vale.

Página 13

O Executivo de Lajeado visitou as instalações do Parque Histórico da Colonização Alemã. Cenário de abandono faz com que governoalmejeimplantarmodelo sustentável.

ATERRO SANITÁRIO

Página 6

O depósito de lixo no aterro de Teutônia está com os dias contados. Executivo tenta liberação da Fepam para ampliar limite de resíduos no local e poder usar célula até 2018.

Página 7

MERCADO INTERNACIONAL

TEMPO NO VALE

Solentrenuvens

Mínima: 19°C-Máxima:32ºC

FONTE:CIH/UNIVATES

Indústrias do setor avícola da região acompanham as informações sobre o avanço da influenza aviária na Europa, Ásia e na África. Restrições sanitárias para os países com casos confirmados abrem a oportunidade

de aumento nas exportações do produto brasileiro. Hoje o país está em 40% do mercado mundial. Por outro lado, na semana passada, registros da doença no Chile também servem de alerta.

Página 11

RODRIGO MARTINI

Diretor Geral Adair G. Weiss

Diretor de Conte˙do Fernando A. Weiss

Diretor de OperaÁıes Fabricio de Almeida

REDA« O

Av. Benjamin Constant, 1034/201 Fone: 51 3710-4200

CEP 95900-000 - Lajeado - RS www.jornalahora.inf.br ahora@jornalahora.inf.br

COMERCIAL e ASSINATURAS

Av. Benjamin Constant, 1034/201

CEP 95900-000 - Lajeado - RS comercial@jornalahora.inf.br assinaturas@jornalahora.inf.br entrega@jornalahora.inf.br

Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores.

Tiragem média por edição: 6.000 exemplares. Disponível para verificação junto ao impressor (ZH Editora Jornalística)

NEditorial Progresso só tem valor quando vem acompanhado de sustentabilidade

INDICADORES ECONÔMICOS

MOEDACOMPRAVENDA

Dólar Comercial3,193,19

Dólar Turismo3,193,37

Euro1,041,04

Libra1,211,21

Peso Argentino15,8515,86

Yen Jap.116,57116,62

Cotação do dia anterior até 17:45h, Valor econômico.

ÍNDICEMÊSÍNDICE MÊS(%) ACUMULADO ANO(%)

ICV Mes (DIEESE)10/160,375,74

IGP-DI (FGV)10/160,136,22

IGP-M (FGV)10/160,166,65

INPC (IBGE)10/160,176,36

INCC10/160,175,78

IPC-A (IBGE)10/160,265,97

Salário Mínimo/2016 R$ 880,00

TAXAS E CERTIFICADOS (%) MÊS ÍNDICE MÊS (%) ACUMULADO ANO (%) TJLP7,5

Selic14.25%(meta) TR 12/16 0,18492,0125

CDI (Mensal)11/161,036812,7333

Prime Rate12/163.253,25 (Previsto) Fed fund rate12/160.500,25 (Previsto)

Ouro (dólar) – Onça Troy – USD 1184 cotação do dia 11/01/17

BOLSAS DE VALORES PONTO VARIAÇÃO (%) FECHAMENTO

Ibovespa(BRA)62290,26

Dow Jones (EUA)1984-0,06

S&P500(EUA)2268-0,09

Nasdaq(EUA)5525-0,48

DAX30(ALE)1640,54

Merval(EUA)18551,18

o mês de aniversário de Lajeado, A Hora elabora uma série de conteúdos sobre os desafios da cidade. Começou com as reportagens nas edições desse fim de semana, terça-feira e ontem, nas quais procurou mostrar os resultados da falta de planejamento urbano no cotidiano da população. Problemas com saneamento básico, descompasso entre sustentabilidade x desenvolvimento e por fim os gargalos da mobilidade urbana dão um apanhado geral de algumas dificuldades para o novo governo. Fazer a cidade progredir não significa apenas possibilitar trabalho e renda. É preciso mais. Ajudar a garantir qualidade de vida também é missão do poder público. O início disso tudo passa pelo regramento acerca do desenvolvimento urbano.

Ler os relatos de moradores sobre como o Arroio Engenho fazia parte dos momentos de lazer das famílias, e ver hoje o curso da água degradado, mostra a desregulação entre a expansão urbana e o cuidado com os recursos naturais.

Também se confirma a defasagem latente no saneamento básico. Praticamente não há tratamento de esgoto na cidade. A Estação da Corsan, no bairro Moinhos, trata menos de 5% dos efluentes nas residências próximas.

A própria legislação municipal está ultrapassada. Para uma cidade com o perfil de Lajeado, exigir fossa, filtro e sumidouro,

cotação do dia anterior até 17h45min

Petróleo (dólar)/Brent Crude – barril – USD 5082 em 11/01/2017

mento,principalcentral.Sériede

Lajeadocresce semplanejamento.Ocenáriose agravanoverão, quandoosmora doressãoobrigadosaconviver comomaucheiro, ocaloreasensaçãodeabafa mento,principal mentenaárea central.Sériede trêsreportagens apontacarências, ouveespecialistas esugeremedudas paraqualificara

THIAGOMAURIQUE

Prioridadeaosveículos Pedestres,ciclistasecadeirantessofremconsequênciasdaausênciadeplanejamento

Inacessibilidade ParaocadeiranteDouglastolin, faltadecondiçõesdas oscalçadasederampasestáentre no.principaisdesafiosdocotidiaafirmaMoradordobairroMontanha, que maioria dos passeios intransitável. Por acabatransitandonasruas, motoristasveículos.costumam res-assim,peitarporsercadeirante,mesmo risco.”.Emdezembro, divulgou vídeonasredessozações,ciais,commaisde2,4milvisualimostrando condição calçadasdacidade asdificuldadedesenfrentadasporquemdepende cadeira rodas. Conforme Cetolin, na principal avenidaqueliga bairroMonta-

Consequênciasdafalta deumplanoordenado

ospedestressão prejudicados pela forma como a cidadeestáestabelecida. “Sãoruasenormesparaos -ros,compoucassinaleiras.Alguminutoaindaficamabertas paraoscarros poucos segundos para atravessar”, quenteaponta.Alémdisso,alegaserfretravessiadeveículosnosinalvermelho desrespeito faixas“Ruimsinalizações. mesmo dechuva,quandoseatravessamna frentecomo opedestreestives- querendo molhar”, relata.Representantecomercial,Fabrício Meneghini umentusiasta ci- clismo.Segundoele, circulação bicicletas tão maisdifícil quantoadepedestres. tínhamos“Tempiorado,poisanosatrás algumacoisadeciclo movia,queforamretiradasnoúltighini,governo”,afirma.ParaMeneaatitudecolocouLajeado na contramão do mundo. Hoje, nãovêqualqueropção incen- tivoparamelhorar mobilidade urbana cidade. ciclistaparticipavadoConse lhoMunicipaldeTrânsitoeficava impressionado com a importân Lembraciaexageradadadaaosveículos. que CódigodeTrânsitoprevêocontrário. SegundoMeneghini,nemmesmo a quedeterminadistânciamíni- ma 1,5metro carropara bicicletas respeitada.Relataqueum umamigoquebrouaclavículaporque tráfego.carroabriuaportanomeio “Andardebicicleta Laje-adoéumaaventuraperigosa.”representantecomercialafirma quealgunsciclistastambémdesrespeitam regras,andandopelas calçadas ou na contramão. Para ele, criação espaçosespecíficos paracadatipo transporte,inclu- sive alternativo, fundamental para cidade. aoOutradificuldadeéemrelação precisatransportepúblico.Sempreque empresausarônibus,ligapara para saber os horários circulação dos poucos carros com adaptação para cadeiranveículostes.Porém,alegaqueporvezesos circulação.adaptadosestãoforade Sistemaineficiente Para advogado Adriano Luiz Schwingel, 48, um principais motivospara grandequantidade decarros ineficiência sistema ônibus.Morador bairroAltosdoParque,alegaqueosveículos conforto,além não ar-condi- cionado condiçõesdelimpeza. carro“Paraqueaspessoasdeixemo emcasa, precisoônibusem condições.” acreditaJáotaxistaMárioJommertz,38, que prioridadedadaaos tenhamcarrosfazcomquealgumasruas boa fluidez, mas poucos locaispara travessiadepedestres. Ressalta asegurançanavias zadasmelhoroucomasmudançasrealiúltimosquatroanos,mas fazerlembraqueosmotoristasprecisam destinosmaisvoltasparachegaraos devido aumento de mão única. Conforme Jommertz, além excessodecarros, falta preparodosmotoristaséoprincipal problemadotrânsito.

não garante a proteção ambiental. Os reservatórios não passam por manutenção periódica, transbordam, contaminando a água subterrânea e o solo. Um dos problemas disso, talvez o menor e mais sentido pelo olfato, é o mau cheiro. E o pior, é a degradação gradual e constante dos mananciais hídricos.

Na segunda matéria da série, foi apresentada ao leitor a falta de um projeto eficiente de arborização. O centro, com sua selva de pedra, causa o fenômeno chamado “ilha de calor urbano”. No verão, a elevação na temperatura pode chegar a 10º C.

O concreto, o asfalto e a alta circulação de veículos automotores ocasionam esse fato. As árvores nas principais ruas da cidade são escassas. Onde tem, as

Faltaderampas calçadasemcondiçõessão principaisproblemasenfrentadospelocadeiranteDouglasCetolin

frequentes podas não as deixam formar sombras.

Em uma das entrevistas para a segunda matéria, chamou a atenção o relato de Carolina Emmerdörfer. A aposentada cobriu a fachada do prédio com trepadeiras. Inspirada em casas europeias construídas especialmente na Alemanha e na Suíça, traz beleza e reduz a temperatura naquele local. Ainda assim, a medida não foi bem aceita. Vizinhos se incomodam com as folhas que caem.

Esse exemplo serve para ilustrar parte da cultura de muitos moradores. As pessoas querem comodidade. Trafegar por vias asfaltadas, ir para o trabalho de carro e estacionar perto para caminhar o mínimo possível.

Diante dessa constatação,

Comentários postados na página do facebook e no site do A Hora. Participe e deixe sua opinião

outro tema abordado pelo A Hora foi a mobilidade urbana. Lajeado tem um dos maiores índices de carro por habitante do RS. Se aproxima de um veículo por pessoa. O sistema viário privilegia o automóvel. Uma contradição frente às discussões mundiais. Enquanto nos países desenvolvidos, em especial na Europa, se aposta em transporte alternativo, na maior cidade do Vale, aos poucos as ciclofaixas foram suprimidas.

Com as três publicações, A Hora traz aos leitores a discussão sobre a necessidade de um Plano Diretor amplo e efetivo para regrar o desenvolvimento da cidade. Não da forma com que está hoje, feito aos remendos, com uma lei colcha de retalhos, modificada para atender interesses obscuros.

Ao longo de janeiro, o caderno de aniversário de Lajeado aprofundará essas carências e os caminhos possíveis para a cidade. O periódico também organiza para o dia 26 um debate com especialistas e autoridades. Sobre a mesa, uma análise consistente sobre planejamento urbano.

Com isso, A Hora espera contribuir com a sociedade regional, em especial com a comunidade de Lajeado. Trazendo ao público informações relevantes para aumentar a participação das pessoas na construção de uma cidade desenvolvida e com sustentabilidade, para que o impacto das atividades de hoje não prejudiquem o futuro das próximas gerações.

Comentáriossobreamatéria:“Prioridadeaosveículostravamobilidade”

Nos últimos meses da administração anterior, foi feito o recapeamento da avenida Beira-Rio e a ciclofaixa que lá existia de fato, mas não de direito, pois nunca foi regulamentada, foi suprimida. Como citou o Fabricio, Lajeado está indo na contramão do que acontece em todo o mundo. Carlos Fernando Kieling

Eu moro em um bairro bem distante do centro, mesmo assim, se torna mais barato ir de carro. A passagem de ônibus é um absurdo. Eu acredito que em um trajeto urbano dez passageiros pagam a despesa da viagem e os outros são o lucro da empresa! Paulo Cesar

MAUCHEIRO
Fundado em 1º de julho de 2002
Vale do Taquari - Lajeado - RS

ÉAssessorias jurídicas

A proibição leva ao caos e ao terror. Mas é o cheiro da erva que incomoda

alarmante. E ainda invisível para a maioria. Uma pesquisa feita pelo Global Financial Integrity (GFI), um centro de estudos de Washington, elaborou um relatório para definir as cinco atividades ilegais mais rentáveis no mundo. O narcotráfico venceu, claro. O que chama a atenção é que a soma dos lucros anuais dos quatro crimes seguintes não atingiu o montante gerado pela venda ilícita de drogas. A pesquisa mostrou um lucro absurdo de 320 bilhões de dólares por ano para os criminosos que angariam para si toda a histórica demanda de usuários de maconha e outras substâncias. Falsificação (US$ 250 bi), tráfico humano (US$ 31,6 bi), venda ilegal de petróleo (US$ 10,8 bi) e tráfico de vida selvagem (US$ 10 bi) completam a lista. Convertido o valor, a cifra oportunizada aos traficantes com apoio maciço da sociedade – que inutilmente culpa usuários e dependentes pela desgraça – supera R$ 1 trilhão. Um trilhão de reais distribuídos para bandidos sem qualquer imposto ou retorno para a sociedade. Pior. A custo de muito sangue e horror. É esse o tamanho da tolice, do atraso e do prejuízo defendidos pelos apoiadores da criminalização. É com esse montante de dinheiro que perigosos criminosos montam todo

o poderio ofensivo que, hoje, faz frente a todas as forças de segurança no mundo inteiro e leva o pânico para as comunidades mais carentes. É assim no México. Na Indonésia. Nos EUA. Em Lajeado

Sabe-se que as crifras tendem a ser ainda maiores. E se de um lado elas só aumentam, de outro, os policiais no RS, por exemplo, recebem viaturas com avarias, armas incompatíveis com a força dos traficantes e salários parcelados. E gastam, mais de 80% do tempo, caçando esses mesmos traficantes que se multiplicam e parecem infinitos. Uma guerra absurdamente inútil.

E essa temerária desarmonia não pode e não deve ser discutida de forma leviana. Tampouco pela emoção ou pelo comodismo de quem teme a necessária mudança cultural. Esse debate, na verdade, é secundário para quem só está preocupado em evitar o cheiro de maconha nas praças. Fingem não saber que, em seis décadas, a lei não funcionou em lugar algum do mundo. O consumo só aumenta. Hoje, estima-se em 250 milhões o número de usuários de substâncias ilícitas. De 15 a 64 anos de idade. É evidente que não há forma de convencer todos a largarem seus hábitos e os vícios. Muitos querem fumar, inalar e usar variadas drogas.

Assim como tantos se drogam com vinho, whisky, cerveja e tabaco. Cabe à sociedade garantir, ao menos, acesso seguro a todas essas drogas. Ou é isso, ou o mal é potencializado.

Não quero ofender ninguém. Mas é tão óbvio que os superlativos dados sobre o fácil lucro atraem cada vez mais criminosos que fica difícil entender quem é favorável à legislação atual. E o resultado dessa obviedade é vivenciado em Lajeado. “Empresários” da capital querem, segundo a PC, tomar o comércio ilegal lajeadense. E para isso vieram matar os atuais traficantes locais.

Sei que muitos pensam: que se matem. Mas está longe de ser assim. Em Lajeado, um ciclista foi atingido durante tiroteio entre traficantes no centro. O fato ocorreu na terça-feira, faz dois dias. Em Porto Alegre, um pai de família foi morto na frente da filha de 4 anos. Foi confundido com um traficante quando chegava para fazer compras em um supermercado da zona sul.

É urgente. Pare de torcer o nariz em função do cheiro da maconha, como se isso representasse qualquer risco à SUA saúde. Quebre esse tabu. O momento exige um debate mais adulto sobre legalização e os efeitos da criminalização. E o cheirinho, com o perdão do arrojo, nem é tão ruim.

A escolha pelos assessores jurídicos em cargos comissionados (CCs) está movimentando os bastidores nos gabinetes da região. Em municípios banhados pelo Rio Taquari, eu apenas espero que servidores públicos de outros poderes não interfiram ou pressionem pela escolha de A ou B. É sempre bom lembrar que, na política, os segredos são poucos e os informantes são muitos.

Tiro Curto

– Uma boa dica para este verão: se familiarizar com o stand up paddle no Rio Taquari. Em Estrela, com apoio da Secretaria de Esportes e Lazer e sob coordenação do instrutor Chiquinho Oliveira, a ativida vem atraindo bom público;

– Em Lajeado, nenhum dos 15 vereadores abriu mão da possibilidade injustificável de nomear dois assessores. Por ano, esses 30 CCs custarão R$ 1,2 milhão aos cofres do município. É a “nova” velha política se perpetuando;

– Guardas municipais e agentes de trânsito podem ganhar direito à aposentadoria especial, com 30 anos de trabalho para os homens e 25 para as mulheres. É o que propõe o senador Paulo Paim (PT-RS). A proposta aguarda votação na Comissão de Assuntos Sociais (CAS);

– No mês de dezembro de 2016, a prefeitura de Colinas pagou R$ 29,3 mil para a polêmica empresa terceirizada de mecânico, cujo contrato já foi questionado por vereadores;

– O Detran no RS abriu mais de cem mil processos para suspender ou cassar o direito de dirigir de condutores infratores no último ano. O total em 2016 cresceu 67%;

– Sofia Duarte, uma estrelense de pouco mais de 1 ano, precisa de um leite especial para ganhar peso e sobreviver. É o Neocate LCP, que custa cerca de R$ 250 a lata e dura três dias. Faz quatro meses que o Estado não auxilia. Quem puder ajudar, o contato é 98014-7257;

– O Ministério Público do Estado recebeu representação em defesa da TVE e da FM Cultura. O documento contém 383 assinaturas de artistas e intelectuais. Para esses, a extinção da Fundação Piratini poderá causar “dano irreversível ao patrimônio material e imaterial à cultura, às artes, à comunicação social, à ciência e aos registros e documentos da memória e da identidade do RS”.

“Émaisfácilsepararaáguadovinhoqueahipocrisiadaverdadenojulgamentodasaçõeshumanas.”

Preços de materiais variam mais de 800%

Itens com personagens infantis e figurinhas são os mais caros da lista de compras

Lajeado

Aproximidade do início das aulas gera preocupação aos pais. Chegou a hora de enfrentar as compras dos materiais escolares. Em período de instabilidade financeira, a pesquisa torna-se uma aliada ainda mais importante na busca pelos menores preços.

Em três livrarias do centro, um caderno de 96 folhas, tipo universitário, tem o valor mínimo de R$ 3,20 e máximo de R$ 30. Uma diferença de 837%. As causas da discrepância de valores seriam o material usado para confecção do produto, mas principalmente as figurinhas e personagens que o caderno contém.

“Se torna sempre mais caro”, admite o proprietário de uma das livrarias avaliadas, Muriel Alexsander Blau. Os super-heróis ou as princesas chegam a deixar um estojo da loja 15 vezes mais caro. De R$ 4,50, o produto chega a R$ 69.

Mesmo assim, garante que os valores dos materiais escolares se mantiveram os mesmos em relação ao ano passado. Tudo para atender o consumidor, que tem mostrado preferência pelos menores preços. Além de deixar de lado os objetos com personagens, a solução tem sido a reutilização de materiais do ano passado, como a mochila. O que faz o consumidor gastar, no máximo, R$ 200.

Para não gerar atrito com os filhos, os pais fazem algumas propostas. A gerente Rejane Milani, de outra livraria, também percebe o mesmo comportamento na loja. Desde dezembro, os consumidores têm feito pesquisa e, em alguns casos, compram os materiais. “Se notam que o valor está mais em

conta, já ficam por aqui.”

Compra direta

No terceiro estabelecimento visitado, a situação tem sido diferente. Conforme a gerente Lilian Bald, os pais que se anteciparam não têm feito consultas antes de comprar. Mesmo assim, a preocupação com os gastos se mantém. “Já combinam em casa com os filhos, para chegar aqui e pegar o mais barato. São diretos.”

Para atrair os olhares mais econômicos, a loja colocou em promoção alguns itens da coleção do ano passado. Até mesmo objetos com personagens famosos tiveram o preço reduzido. “As crianças gostam mais, mas sempre acaba saindo mais caro.” Alta média de valores na loja, em relação ao ano passado, é de 5%.

Na contramão

A psicopedagoga de Lajeado, Sandra Lenhardt Fernandes, e a agricultora de Paverama, Luciane Marques Werlang, foram às compras. Ambas buscavam materiais para as filhas, com idades entre 8 e 13 anos. E não fizeram pesquisa prévia, pelo menos neste ano.

Sandra afirma que havia comparado os preços no ano passado, e voltou à loja com os mais em conta. “Percebi que aqui estava melhor. Não me surpreendi com os valores.” Alguns itens foram reaproveitados, mas a maioria foi comprada nova, inclusive as mochilas. Ela deixou que a escolha fosse das estudantes. “É um momento de prazer para elas. Dei liberdade.” O mesmo ocorreu com Luciane. “Tiram boas notas. Optamos por dar o melhor para que elas se esforcem durante o ano.”

Voluntários organizam mutirão para ajudar flagelados

Taquari e Estrela

Por meio de uma campanha do governo de Taquari, ainda durante o fim de semana, foram encaminhadas doações ao município de Rolante, no Vale do Paranhana. Um carro da pre-

feitura e uma caminhonete da Defesa Civil de Estrela fizeram o transporte dos materiais arrecadados até o município. Rolante foi atingida pelas chuvas e enchente no fim da semana passada, 15 mil pessoas foram atingidas, cerca de 70% da popula-

ção. A agricultura, a indústria e o comércio foram prejudicados. Na pecuária, 90% do gado foi perdido.

Na terça-feira,10, foram entregues no Centro Esportivo Cristo Rei, em Rolante, colchões, materiais de higiene e limpeza,

alimentos, roupas, louças e até brinquedos. No local, trabalham cerca de 40 voluntários que se revezam para receber, separar e encaminhar os materiais para as famílias atingidas.

A Campanha Ajuda Rolante tem um site no qual os inte-

ressados em colaborar podem conferir as informações atualizadas sobre as necessidades do município. O endereço é ajudarolante.com.br. Na página, também constam informações de números de contato e avisos à comunidade.

Sandra Lenhardt Fernandes deixou as filhas Laura e Bianca escolherem os materiais para voltarem às aulas
CAROLINA CHAVES

Gestor da 16ª quer mantê-la em Lajeado

Sede em Estrela também é cogitada

Atransferência da sede da 16ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) para Estrela ainda é incerta. A prioridade para o órgão é permanecer em Lajeado. A coordenação analisa alguns locais, mas os complexos adequados extrapolam o orçamento disponível.

A remoção das atividades para o município vizinho pode se concretizar caso não seja encontrado imóvel com valor acessível. De acordo com o coordenador regional de Saúde, Ramon Zuchetti, a transferência de sede para Estrela implica, por exemplo, na adoção de outras adaptações de caráter administrativo. Por isso, ainda buscam manter a entidade em Lajeado.

A situação financeira do Estado impede ampliar o valor destinado ao aluguel da sede. Hoje, o valor pago pelo espaço no prédio do INSS é de R$ 11 mil. Em Estrela, o local destinado pela administração municipal, no antigo prédio da Polar, será gratuito.

Falta cerca de dois meses para o órgão desocupar o prédio do INSS. Passado o período, a 16ª CRS pode permanecer no local, mas o valor da locação passa

para R$ 25 mil. Preço que não pode ser custeado pelo Estado.

Integração de regionais

Junto com a discussão sobre a transferência de sede, a unificação do órgão com a CRS de Santa Cruz do Sul voltou ao debate.

A possibilidade foi cogitada em agosto do ano passado, mas em seguida foi descartada.

Na época, prefeitos da região, por meio da Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat), organizaram uma mobilização para garantir a permanência da 16ª CRS no Vale.

Em dezembro, com a necessidade de encontrar um novo local para a sede, gestores voltaram a discutir o assunto, com a intenção de manter a 16ª CRS no Vale. Para garantir um espaço, o gestor de Estrela, Rafael Mallmann, ofereceu a área e oficializou por meio de lei. O Executivo gaúcho ainda não se manifestou sobre a proposta de transferência para Estrela.

Zuchetti acredita que nos próximos dois anos a unificação com Santa Cruz do Sul não se concretizará. “Até onde se sabe, não se evoluiu nada sobre esse tema.” Na avaliação dele, a desocupação da atual sede não deve desencadear essa possibilidade.

Vale do Taquari
Mudança de sede não deve motivar unificação com Santa Cruz do Sul

Governo almeja tornar parque sustentável

Servidores visitaram o local nesta semana. Cenário é de abandono, diz secretário

Lajeado

Aprimeira visita do novo governo ao Parque Histórico da Colonização Alemã, localizado junto ao Parque do Imigrante, foi desanimadora. Telhados com graves avarias, falta de roçada e capina, pinguela com buracos e subaproveitamento da área de lazer são alguns apontamentos verificados pela administração municipal nesta semana. A roda do moinho também está quebrada.

Instalado em uma área de 2,5 hectares, o parque foi inaugurado em 2002. Cláudio Schumacher era o prefeito na época. No local, foram reconstruídos com peças originais 17 prédios antigos em estilo enxaimel, uma característica das habitações dos primeiros colonizadores alemães do município e da região.

Durante alguns anos, a Associação dos Amigos do Parque Histórico – formada por voluntários, historiadores e professores de Alemão – auxiliou na manutenção do local. Hoje ela está inativa.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Agricultura, Douglas Sandri, o aspecto atual do parque é de “abandono”.Eledemonstrasurpresacom afaltademanutençãonolocalque, em 2014 – últimos dados revelados –, manteve uma média superior a 15 mil visitantes por ano.

“Precisamos urgente de uma limpeza geral na área de lazer. Estamos no verão, e é este o momento de maior visitação. Mas hoje, do jeito que está, não há mínimas

Entre os materiais, jornais alemães de 1914, fotografias, documentos, quadros e manuscritos produzidos há mais de 150 anos. Tudo provinha de doações de família. Já no prédio ao lado do moinho, haviam 20 máquinas de escrever no chão. Quase todas quebradas junto a placas comemorativas, vitrolas, projetores de filme e até um piano do início do século passado.

do Parque Histórico, inaugurado em 2002, chama a atenção pela beleza. Dentro da área, cenário é de abandono

condições de receber turistas”, reclama o novo secretário. De acordo com ele, a equipe de governo do prefeito Marcelo Caumo ainda finaliza estudos para verificar, exatamente, qual o custo de manutenção mensal do parque.

Os serviços de capina e roçada nas vielas, jardins e demais áreas do Parque Histórico – ou Deutscher KoloniePark–deveminiciarainda nesta semana. Para tal, o governo municipal deve trabalhar com efetivo próprio de servidores. Mesmo assim,Sandrinãodescartautilizar empresas terceirizadas. “O jurídico autorizou a retomada dos serviços de roçadas”.

Promessas há quatro anos

Em fevereiro de 2013, o então secretário de Cultura e Turismo

(Secultur), Eduardo Muller, convocou a imprensa para mostrar a situação precária em que se encontravam as instalações do Parque Histórico. Em uma sala

localizada no subsolo do pórtico, haviam centenas de documentos e livros antigos amontoados e se deteriorando em função das goteiras e da umidade.

A ideia do governo da época era fazer do local um complexo cultural, e transformá-lo em um patrimônio histórico para angariar recursos. Ainda conforme o então responsável pela Secultur, ensaios de orquestras, peças de teatro, oficinas de Artes Cênicas e artesanato, apresentações musicais e eventos diversos eram propostas para aumentar o fluxo de visitantes. Havia, até, a intenção de transmitir todas as atrações por meio de rádio e WebTV.

“É POSSÍVEL FAZER COM QUE O PARQUE GERE RECEITA [...]”

A maioria das ideias apresentadas pelo governo anterior não saiu do papel. Estudou-se, também, a transferência da Secultur para o pórtico do parque. E os investimentos foram discretos. O último, realizado em maio de 2016, consistiu na troca de parte da canalização pluvial. Sandri quer apoio da iniciativa privada e entidades civis para tornar o empreen-

dimento autossustentável.

“Há alguns prédios de entidades lá dentro, mas queremos apoio de todas, assim como de setores da iniciativa privada. É possível fazer com que o parque gere receita própria para custear a manutenção e os investimentos. Vamos aprofundar os estudos nesse sentido”, garante o secretário.

Incentivo a eventos, otimi-

zação dos custos e atração de investidores serão as primeiras medidas a serem tomadas pela secretaria. Sobre uma possível cedência de uso de toda área, tal como foi feito com o parque histórico em Nova Petrópolis, por exemplo, Sandri prefere não comentar a respeito. “Neste momento, queremos ver quais as reais possibilidades de fazer mais com menos custo”, finaliza.

RODRIGO MARTINI

Vestibular para o curso de Medicina

Lajeado

Estão abertas as inscrições para o processo seletivo do curso de Medicina referente a este semestre. São oferecidas 25 vagas, sendo até seis reservadas para ingresso via Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Para se inscrever, o candidato deve ter realizado a prova do Enem nos anos de 2014, 2015 ou 2016.

As inscrições podem ser feitas, até o dia 23, pelo www.univates.br ou no setor de Atendimento Univates (sala 310 do Prédio 9 –rua Avelino Tallini, 171), de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30min e das 13h às 20h30min, e sábado, das 8h30min às 11h30min. A taxa de inscrição é de R$ 100 e deve ser paga até o dia 24.

A nota do candidato no processo seletivo será calculada pelo sistema de inscrições utilizando-se as notas (objetivas e de redação) obtidas nas provas do Enem de 2014, 2015 ou 2016, conforme opção de cada candidato. O resultado do processo seletivo será disponibilizado até o dia 27, no site da instituição.

As matrículas dos selecionados serão realizadas de modo presencial, no Atendimento Univates, no dia 30, das 8h às 11h30min e das 13h às 20h30min, e no dia 31, das 8h às 11h30min e das 13h às 16h.

Impasse sobre licenciamento do aterro preocupa Executivo

Licença vence em 2 meses. Depósito na cidade depend

Teutônia

Oprazo para o uso do aterro sanitário encerra em março. Conforme o secretário do Meio Ambiente e Agricultura, Gilson Hollmann, foi solicitado aval da Fepam para exceder a capacidade.

A equipe acredita na aprovação da medida para aproveitar a unidade até 2018. Durante o período, pretende estruturar o setor para qualificar o gerenciamento do lixo.

O Conselho Municipal de Meio Ambiente, desativado nos dois últimos anos, deve ser retomado. O aumento na geração de resíduos exige olhar abrangente e com participação de líderes, acredita o secretário. Por meio das reuniões, deseja alinhar projetos de conscientização ambiental a serem desenvolvidos na comunidade.

O relatório apresentado pela administração anterior revelou geração de 320 toneladas de lixo por mês. O índice tende a aumentar em até 80 toneladas mensais.

Criar na população o hábito de separar os rejeitos é um desafio. Outra medida sugerida é a divulgação ampla do calendário de coleta orgânica e de lixo seco.

Problema se arrasta desde 2010

O aterro sanitário situado próximo à divisa com Estrela comporta duas valas para depósito. A primeira foi construída em

Levantamento da Secretaria de Meio Ambiente aponta que a geração de lixo pode chegar a 400 toneladas por mês

1997. A infraestrutura atendeu a demanda até 2010, mesmo ano em que a segunda unidade teve licença ambiental aprovada pela Fepam. Ela estava projetada para uso durante dez anos, entretanto, se esgotou quatro anos antes. O projeto da terceira vala foi encaminhado no segundo semestre de 2016 e ainda está em análise pela instituição reguladora.

Às vésperas de encerrar a validade do alvará, a equipe elaborou laudo sugerindo colocação de membrana nas bordas para ultrapassar a demarcação inicial. A medida paliativa foi aceita e vale até março.

A administração municipal chegou a analisar o envio de lixo a Minas do Leão. O polo estadu-

al de depósito de lixo cobra R$ 90 por tonelada. A despesa média seria de R$ 29 mil mensais. Lici-

Por meio de licitação, empresa com sistema cooperativo auxilia na separação dos resíduos. Os 15 integrantes retiram materiais recicláveis para venda. O dinheiro arrecadado é dividido entre todos, resultando em renda média de R$ 1,7 mil.

O responsável pela equipe, Francisco Leopoldo dos Santos, 31, relata que o descarte incorreto do lixo é o gran-

tação para contratar transporte foi aberta. Apesar de onerosa, a opção pode auxiliar o Executivo.

de vilão para o trabaho. Restos de alimentos, tecidos, equipamentos eletrônicos, lâmpadas, vidros e pneus chegam misturados.

A perspectiva de aumento na geração de lixo anima quem retira do lixo o sustento. Santos já estuda meios para ampliar o número de cooperados. A infraestrutura para o trabalho também carece de reformulação.

Frigorífico de Suínos da Languiru recebe habilitação para exportar a Singapura

Inauguradoem2012,oFrigorífico de Suínos da Cooperativa Languiru, instalado em Poço das Antas, é um dos cinco novos frigoríficos brasileiros habilitados para a exportação de carnes para Singapura, cidade-estado no sudeste asiático. As outras plantas industriais habilitadas no fim de 2016 são de abate de frango e estão localizadas no Paraná e em Minas Gerais. Singapura é o quarto principal importador do setor suíno para as vendas brasileiras, responsável pelo embarque de 30,1 mil toneladas entre janeiro e novembro. Também está entre os dez maiores importadores de cortes de frango do Brasil, com 89 mil toneladas de janeiro a novembro.

As autorizações foram concedidas pela Agri-Food & Veterinary Authority (AVA), autoridade sanitária de Singapura, e somam-se a outras 44 plantas frigoríficas de aves e 23 de suínos que já estavam habilitadas para os embarques de produtos congelados. “As novas plantas habilitadas deverão reforçar a presença das exportações de aves e de suínos do Brasil no sudeste asiático, o que será primordial para incrementar os resultados dos embarques de 2017”, ressalta o presidente-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra.

O primeiro embarque de produtos Languiru para Singapura ainda está em negociação. Entre eles,

cortes congelados in natura sem osso, como pernil, paleta, lombo, sobrepaleta e filé. “O Frigorífico de Suínos da Languiru já conta com habilitações comerciais para 17 países. Entre os volumes mais expressivos, destaque para negócios com Hong Kong, Argentina, Uruguai, Emirados Árabes, Geórgia, Armênia e, agora, Singapura. Para esses países, são comercializados cortes, carcaça e miudos, todos in natura”, destaca o gerente de negócios da Languiru, Costantino Marzano. Entre os principais produtos suínos comercializados pela Languiru com o mercado externo estão meia carcaça, pernil sem osso, paleta sem osso, sobrepaleta sem osso, costela, carré, lombo, barriga e demais cortes suínos que fazem parte da alimentação peculiar dos consumidores de carne suína em diferentes países.

A primeira negociação de produtos suínos da Languiru com o mercado externo ocorreu em abril de 2014, dois anos depois da inauguração do novo frigorífico em Poço das Antas. Na oportunidade, foram embarcadas 27 toneladas com destino a Hong Kong, na China. “No contêiner, mais do que produtos da integração de suínos dos associados da Languiru, iniciava-se uma nova etapa histórica da cooperativa, motivo de muito orgulho e entusiasmo para associados, colaboradores e comunidades onde a Languiru atua. A Languiru amplia

o mix de produtos comercializados com seus clientes internacionais”, acrescenta Marzano.

Frigorífico novo e moderno

Para o presidente da Languiru, Dirceu Bayer, o excelente resultado alcançado com as exportações de frango, há mais de 20 anos, credencia a cooperativa a conquistar novos mercados também para os produtos suínos. “Tudo isso é fruto do trabalho sério, da credibilidade da cooperativa e dos seus produtos de qualidade. No passado enfrentamos momentos de dificuldade, em especial no segmento da suinocultura, inclusive com a necessidade de vendermos o frigorífico de suínos da cooperativa. Mas, hoje, podemos devolver aos associados, que são os donos da cooperativa, um frigorífico moderno e habilitado para os mercados interno e externo”, comenta.

Bayer reafirma o compromisso da Languiru com as comunidades onde está presente. “O trabalho sério e comprometido de colaboradores e associados é essencial, com a cooperativa valorizando a matéria-prima oriunda das pro-

priedades rurais dos associados, agregando valor e produzindo alimentos de qualidade. Apesar do atual cenário econômico e político bastante complicado, a Languiru segue fazendo o seu trabalho, buscando novos mercados, nacionais e internacionais”, conclui.

Planejamento

campo e o desenvolvimento das comunidades onde estamos inseridos”, finaliza.

Estrutura pensada para exportação

Desde o desenvolvimento da planta industrial, o Frigorífico de Suínos da Languiru foi planejado para atender a demanda dos mercados interno e externo. Inaugurado no dia 13 de abril de 2012, o abatedouro em Poço das Antas é considerado um dos mais modernos do país, empregando tecnologia de ponta. Hoje abate em média 1,5 mil suínos por dia, com capacidade total de abate de dois mil animais/dia a partir da segunda fase. O frigorífico conta, hoje, com cerca de 650 funcionários.

Na unidade, são industrializados cerca de cem produtos, como carnes in natura, salgados, defumados e embutidos, com produção mensal de cerca de 2,8 milhões de quilos. Nos 61 anos da Languiru, o Frigorífico de Suínos foi o maior investimento da história da cooperativa.

no

O vice-presidente da Languiru, Renato Kreimeier, lembra o planejamento e o trabalho de gestão. “Contar com frigorífico de suínos próprio e poder atuar no mercado externo é fruto de um planejamento minucioso, iniciado em 2002, e investimentos em tecnologia, que agora nos permitem colher os frutos, com muita dedicação de todos os associados e colaboradores. Com isso, levamos os produtos de qualidade da Languiru para a mesa de consumidores no mercado brasileiro e internacional”, disse. Para Kreimeier, a expectativa é de que a presença da Languiru no mercado internacional de cortes suínos cresça e se torne rotina. “Precisamos estar preparados para vender o que o mercado consumidor deseja comprar. Todo esse trabalho vem ao encontro das necessidades do nosso quadro social, contribuindo para a permanência dos

jovens
DIVULGAÇÃO COOPERATIVA LANGUIRU
LEANDRO AUGUSTO HAMESTER
Conteúdo produzido pela AI da Cooperativa Languiru
Frigorífico de Suínos da Languiru está localizado em Poço das Antas. Inaugurado em 2012, foi o maior investimento da cooperativa em 61 anos de história
Na unidade, são industrializados aproximadamente 100 produtos, como carnes in natura, salgados, defumados e embutidos, com produção mensal de cerca de 2,8 milhões de quilos

Quinta – Tião se enfurece com Flávia e Helô a protege. Jéssica conta para Salete quem é o pai biológico de Flávia. Flávia discute com Tião. Salete procura a filha. Helô leva Flávia para falar com Olavo. Salete tenta fazer um acordo com Tião. Ciro procura Yara. Augusto proíbe Vitória de voltar à casa de Sílvia. Fausto se recusa a contar para Pedro sobre a ameaça de Magnólia. Bruno termina o namoro com Jéssica. Miro incentiva Tião a ajudar Cidália. Tiago não gosta de ver Tião no apartamento de Letícia. Mileide tem um pressentimento com Beth e procura Augusto. Tião vai ao hospital e Flávia fica furiosa. Fausto tenta se comunicar com Pedro.

ALeidoAmor 21h10min RockStory

Quinta – Alex se esconde enquanto Marisa fala com Gui. Marisa exige explicações de Alex. Os bandidos forçam Néia a pegar dinheiro no caixa eletrônico. Néia consegue ligar para Léo. Néia se apavora quando Diana entra em sua casa com dois policiais para investigar o sequestro. Nicolau se oferece para pagar o medicamento de Caio. Gilda vê Caio passar mal na rua e deduz que o amigo de Nicolau usa drogas. Chiara aceita ir para a casa de Léo e Diana. Nanda conta a Syl que Jorginho está no Rio de Janeiro. Laila se prepara para a gravação do DVD. Augusto procura Lázaro para falar sobre a 4.4, acreditando que ele seja o empresário da banda. Lázaro pede a Ramon que descubra tudo sobre a banda de Zac. Eva descobre que Joel tem uma filha em Portugal. Laila recebe uma ligação e fica abalada. Lázaro demonstra interesse na banda de Zac. Júlia conta a Gui que está grávida.

SolNascente

Quinta – Neide encontra Mario e o leva para o posto médico. Carol guarda seu dinheiro em um cofre no banco e deixa um bilhete para Alice. Ralf expulsa Mariano do estúdio. Sinhá manda César terminar o namoro com Paula. João Amaro é preso. Alice fala com Chica sobre Mario. Loretta exige que Nanda se afaste de Peppino. Chica tem uma visão de Alice, mas não revela à amiga. Os policiais procuram Mario na praia. Flavinha confidencia para Lenita como foi beijar Hideo. Louzada e Argemiro desconfiam de que Alice seja a chefe da organização de lavagem de dinheiro. César termina com Paula. Neide chega ao posto com Mario. Ralf avisa Alice sobre o sumiço de Mario.

Quinta – Mauro orienta Stella a procurar Joana para o que precisar. Joana se apresenta para Léo. Artur espalha para o colégio que Martinha está grávida. Tânia fica tranquila com o apoio de Jéssica, Belloto, Nanda e Jorjão a Joana. Martinha é expulsa de casa. Fábio implica com Luiza. Martinha afirma que seu filho não terá pai. Júnior convida Léo para jogar vôlei. Belloto reclama de Alisson para Joana. Léo tenta falar com Stella. Alisson enfrenta Joana. Stella vê Júnior ajudar Léo a jogar vôlei e afirma que irá tirá-lo a academia. Alisson agride Belloto e Joana interpela os dois.

Veículo em que o motorista não precisa trocar a marcha

Cosméticos para disfarçar imperfeições

Em estado de inatividade (os vulcões)

Tecido de jeans

As partes que apresentam o contrato

O gosto musical do eclético

Despida

Dança moderna de origem argentina

Qualidade ausente na pessoa corrupta Situa-se do outro lado do ringue

O estado mais populoso e mais rico dos EUA

(?) bin Laden, terrorista morto em 2011

Doce vendido em sinais de trânsito

Bicarbonato de (?), ingrediente do fermento químico Partir; quebrar

Sua capital é Sanaa (?) Espíndola, cantora

A comida temperada com páprica

Profissional que atua em ONGs

Meios em que a luz não se propaga

Aranha-(?), animal conhecido como “comedor de pássaros”

“Coragem, o (?) Covarde”, desenho

Autores (abrev.) (?) caipira, instrumento do cateretê,

Lago, em

Inclusive Água (?), bebida de drinques

Os dramas pessoais são encarados com determinação e otimismo, pois a Lua transita na quarta casa e se aspecta em trígonos com Vênus. Númerodasorte:121

Glândula que produz hormônios femininos

Terreno como a duna

BANCO 59

LOTERIAS

Dupla Sena

Concurso nº 1593

Timemania

Concurso nº 979

C O S ADVERSARIO ETAIRTLC IOVARIOI CALIFORNIA EAL

GOLACT HONESTIDADE

SIPA CORRETIVOS ADORMECI D O S BRIMETAXI PROPONENTES OEPTOT ABRANGENTE NUACÃOION

mero da sorte: 909

Lua, Vênus, Marte e Netuno se associam no circuito de crise, ajudando-lhe a en. Número da sorte: 831

21/08 a 20/09

pessoais. Número da sorte: 292

Quina

Concurso nº 4281

21/12 a 20/01

10-33-36-59-61-76-78

7 números acertados - Não houve acertador!

6 números acertados - 9 apostas ganhadoras, R$ 23.317,98

5 números acertados - 342 apostas ganhadoras, R$ 876,61

4 números acertados - 6712 apostas ganhadoras, R$ 6,00

3 números acertados - 67508 apostas ganhadoras, R$ 2,00

Sorteio

02-19-27-54-65

Quina - 5 números acertados Não houve acertador

Quadra 4 números acertados 111 apostas ganhadoras, R$ 3.959,11

Terno 3 números acertados 7814 apostas ganhadoras, R$ 84,57

Duque - 2 números acertados 165866 apostas ganhadoras, R$ 2,19

Marte e Netuno se aspectam no circuito da vida prática. sorte: 222

Peixes

21/02 a 20/03

A área social harmonizada com seu signo evidencia um período de empatia e desenvoltura para lidar com as pessoas, pois a Lua se aspecta em trígono com Vênus, Marte e Netuno. Número da sorte: 669

PEDÓ IMÓVEIS ALUGA- Loja na Júlio de Castilhos, excelente localização, 108m², vitrine, mezanino e porão. Apenas

R$2.900,00, (Creci 23.935- J). Fone: 3729-8505/ 9 8168-6400. Av. Benjamin Constant ,1737, sala 01, Florestal, Lajeado. Alugo casa ,Rua Olavo Bilac, 221, c/ 110 m², boa localização, 3 salas individuais, banh., sala p/ secretária e espera , parte inferior 2 salas e banh. , por R$ 1.800,00, percentual da imob. Incluso. Tr. : 992812881

VEÍCULOS

VENDO FUSCA ano 80,cor branca, impecável. Valor a negociável! Tr.: 9 9307-6825

SERVIÇOS

VENDE-SE e instala-se ar condicionados de 9, 12 e 18, e 24 mil btus , com garantia, ótimo

Preço. Fone: 51 99809-3546 51 98202-9712

COLOCAÇÃO De Piso Cerâmico, Porcelanato E Piso Laminado. Tr.: 9815-61145 Whats

POSTO LAVAGEM E BORRACHARIA - lavagem automotiva, camionetas, vans, jet cera, polimento, ao ladodoshowdospastéis, Bairro Industrias. TR99577-0109

Vende-se - aparelho p/ Buffet, com 16 cubas,8frias,8quentes, semi-novo, valor a combinar. TR: 37122705 / 99866-0434

Vendo mato de eucalipto, (rendimento aprox. de 1000 m3 de lenha). Valor R$ 50.000,00 com prazop/derrubadaeretiradade4 meses. Local de fácil acesso a 70 km de Lajeado. Tr. 51 992812881 (Somente interessados)

AR SPLIT Q/F Midea 9000 Btus 1000,00 e 12000 Btus 1100,00.Tr.:99811-5772 Paulo

CAMPINGECLUSA-espaço p/ barracas, cabanas, lancheria, ala minuta, pastéis, cachorro quente, porção de peixes, rampa acesso rio taquari.TR:995611334

Gavião-Carijó com asa quebrada é resgatado

Reprass encaminhou o animal para Passo Fundo

Vale do Taquari

ARede de Proteção

Ambiental e Animal (Repraas) resgatou nessa terça-feira um gavião-carijó com a asa quebrada. O animal foi recolhido a partir de uma solicitação da equipe da prefeitura de çum. A ave foi levada para Passo Fundo, onde inicia o trabalho de readaptação.

De acordo com a Reprass, após esse processo de recuperação, o gavião-carijó será devolvido à natureza, em uma área aberta no interior de Muçum. Vladimir da Silva, presidente da entidade, recomenda que as pessoas não capturem esses animais.

Gavião-carijó éumaavesilvestrequeaparececomfrequêncianasáreasurbanas

Segundo ele, é necessário um profissional especializado para o trabalho de readaptação dele.

Hoje, a Reprass tem um técnico para essa tarefa. “As pessoas precisam entender que um animal silvestre é diferente de um cachorro, por exemplo. Ele carece de cuidados para recolocá-lo na natureza e para não contaminá-lo.”

Como exemplo, Silva lembra um caso registrado em Encantado, quando um veado invadiu uma pizzaria no centro. Quando a equipe da Reprass chegou ao município, o animal estava preso junto a um canil improvisado. “As pessoas até podem estar agindo de boa vontade, mas os riscos são grandes para os animais”, reitera. Conforme o presidente, a Reprass tem sede em Teutônia, mas atende todo o Vale do Taquari. “Verificamos situações que envolvem tráfico de animais, rinhas de galo, resgate de animais silvestres, desmatamento e, nos últimos meses, também realizamos estudo sobre atropelamentos em rodovias.” Todos os recursos utilizados pela entidade são “dinheiro do bolso”, explica Silva. Hoje, a Reprass conta com sete voluntários técnicos. São eles: um engenheiro ambiental, um engenheiro florestal, uma bióloga, uma veterinária e um especialista em manejo de fauna. Quem quiser mais informações ou auxiliar pode contatar pelo 99737-4426 ou repraas@ gmail.com

DIVULGAÇÃO

Gripe aviária pode trazer oportunidade

Focos encontrados na semana passada em granjas do Chile deixam Brasil em alerta

Oavanço da influenza aviária em países da Europa, África, Ásia e no Chile pode influenciar de forma positiva no mercado nacional e beneficiar a cadeia produtiva do Vale. Essa é a avaliação da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Em alguns países produtores, aves são sacrificadas para conter a propagação do vírus. A situação sinaliza a possibilidade de o Brasil ampliar as exportações. Hoje o país atinge 40% do mercado mundial. O status sanitário e a posição geográfica podem fazê-lo ocupar vazios deixados por mercados produtores atingidos pela enfermidade.

A produção brasileira de frango atinge cerca de 160 mercados em todo mundo. Segundo a ABPA, se outros exportadores

DIVULGAÇÃO ampliar a produção para contemplar novos mercados. Segundo ele, isso exige um tempo maior e, nesse meio-tempo, a propagação da influenza pode ter passado. “Por enquanto, vamos levantar a possibilidade de destinar uma parte maior do mix para exportação.”

acreditaquerestriçõesaosoutrosexportadoresabremchancedeexpansão

forem impactados pelo vírus, podem ser suspensos e o produto brasileiro sai em vantagem.

A organização não estima um índice de crescimento, mas destaca que a cadeia produtiva avícola do Brasil tem capacidade para suprir as demandas interna e externa. “Os preços internos podem ser pressionados, mas não haverá falta de produtos.”

Impacto regional

No Vale do Taquari, as empresas exportadoras projetam um cenário positivo. De acordo com o gerente industrial do Frigorífico de Aves da Languiru, Fabiano Leonhardt, em um primeiro momento, essa situação possibilita acessar novos mercados e um aumento nos preços de forma temporária.

A cooperativa não pretende

A Languiru exporta, em média, para 40 países. Além dela, a BRF é uma das principais exportadoras da região. A empresa preferiu não comentar o tema.

Na avaliação da Minuano, a enfermidade não deve influenciar no volume exportado. A empresa envia para o exterior embutidos e não trabalha com frango in natura.

Barreira sanitária

Os focos da influenza no Chile deixaram o Brasil em alerta. A proximidade e as condições geográficas e meteorológicas semelhantes

acentuam a preocupação.

Segundo a ABPA, a cadeia avícola do Brasil é muito organizada e tem planos detalhados de prevenção e contingência. Protocolos de biosseguridade tratam de quarentenas e outras ações específicas para garantir a manutenção do status sanitário.

Além disso, as integrações de aves precisam atender a uma série de pré-requisitos estabelecidos pelo Ministério da Agricultura e das equipes de biossegurança para entrar em funcionamento.

Como medidas de segurança, nosúltimosdias,asagroindústrias produtoras e exportadoras de carne de frango e empresas produtoras do setor de ovos suspenderam as visitas de todos os clientes e fornecedores às suas estruturas e áreas com aves vivas. Na região, a Languiru cancelou visitas em propriedades produtoras de frangos e na indústria.

Languiru

Agroindústria valoriza produção de mandioca

Família processa 40 mil quilos da raiz por ano

Lajeado

Após serem empregados durante mais de dez anos em frigorífico e indústria calçadista, Rosane e AntônioLottermann,dobairroSãoBento, voltaram para o campo. Com orientação técnica da Emater, trabalham desde 2015 para legalizar a produção de aipim descascado, alimento que ao longo de 12 anos foi vendido de forma informal e ajudou a incrementar a renda da família.

Por ciclo, são cultivados quatro hectares da raiz e processadas 40 toneladas do produto ao ano. Toda matéria-prima é vendida in natura. Hoje, além da venda em pequenos mercados locais, parte é destinada a escolas por meio do ProgramaNacionaldeAlimentação Escolar (Pnae), o que garante, inclusive, melhores preços.

Antes o valor do quilo era cotado entre R$ 0,80 e R$ 1,50. Agora ultrapassa os R$ 4. Até fevereiro, a agroindústria recebe o rótulo e o selo de procedência. “Sair da informalidade ajuda a abrir novos mercados”, projeta Lottermann.

De acordo com a engenheira agrônoma da Emater/RS-Ascar, Andréia Binz, o repasse de R$ 10 mil por meio do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper) possibilitou a compra de uma câmera fria para armazenar

Além do aipim descascado, casal projeta entrar no mercado de compotas

dez toneladas do produto. O produtorpagaapenas20%dovalor. Para conseguir melhor remuneração, o casal projeta a compra de uma segunda estrutura. A ideia é iniciar a venda após a colheita, no mês de agosto, quando começa o período de entressafra. Conforme Rosane, a demanda é maior do que a oferta.

Sucessão

Na agroindústria, tudo é feito em família. Além de Antônio e Rosane, o filho Bruno, de apenas 13 anos, demonstra interesse em dar continuidade ao trabalho no campo. “Ele quer fazer o curso Técnico Agrícola”, comemora Rosane. Entre as dificuldades, destacam o crescimento do bairro e os furtos. Para incrementar a renda e possibilitar que os três filhos no

futuro permaneçam na atividade rural, o casal quer diversificar e aumentar o mix de produtos industrializados no local. “Queremos construir estufas para cultivar hortaliças e comprar uma nova área de terras para aumentar a produção de aipim”, conta Rosane. A produção de leite será abandonada no próximo ano. Para o assistente técnico regional da área de Organização Econômica da Emater/RS-Ascar, Alano Tonin, os benefícios da implantação de uma agroindústria são diversos e passam não apenas pela comercialização direta com valor agregado. “Há também a qualidade de vida, o sentimento de ser ‘dono’ de um negócio e, no caso da família Lottermann, a perspectiva de sucessão familiar”, analisa.

Abate de animais cresce 0,7%

O RS abateu quase 842,8 milhões animais no ano passado, alta de 0,7% sobre a produção de 2015, segundo levantamento realizado pelo Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa). Foram 832,3 milhões de aves, 8,2 milhões de suínos e quase dois milhões de bovinos, rebanho que teve a maior alta (4,7)%.

Os dados ainda trazem os abates de ovinos (189,7 mil) e bubalinos (11,03 mil). O levantamento

é realizado com base na emissão de Guias de Trânsito Animal (GTA) e aponta abates para estabelecimentos sob inspeção federal, estadual e municipal.

Um dos dados que chamou a atenção foi o aumento do número de bovinos abatidos sob inspeção federal (SIF). Foram mais de 52 mil cabeças em relação ao ano anterior. Abater na modalidade SIF permite que a cadeia exporte o produto para outros estados e países.

O RS aumentou a exportação de bovinos para mercados inter-

nacionais, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior, em quase cinco mil toneladas. Isso elevou o faturamento do ano passado em mais de US$ 22 milhões em relação a 2015. “A situação da economia gaúcha fez com que as empresas detentoras da inspeção federal buscassem mercados em outros países, o que acabou permitindo que o estado evoluísse, caminhando no sentido oposto ao cenário nacional, de queda”, explica o presidente do Fundesa, Rogério Kerber.

Estado

BM prende três integrantes da Manos

Homens de Porto Alegre foram detidos no bairro Conservas nessa terça-feira

Lajeado

Em menos de 12 horas, a Brigada Militar (BM) deteve três homens que se identificaram como membros da facção Manos. Todos foram encontrados nas ruas do bairro Conservas após denúncias anônimas.

As primeiras prisões ocorreram no fim da tarde de terça-feira, quando a guarnição da BM abordou Lasson Brito de Oliveira, 22, e José Luís Barreto Rodrigues, 27. Eles foram encontrados em uma casa no Conservas. Na residência, havia um revólver calibre 38 e munições para pistolas 9 mm.

Naturais de Porto Alegre, os dois declararam participar da quadrilha Manos, grupo formado pelo assaltante Daniel Francisco Melara em meados da década de 90. Eles foram encaminhados ao Presídio de Venâncio Aires (Peva).

Poucas horas depois, uma guarnição do Pelotão de Opera-

ções Especiais (POE) recebeu a denúncia de que uma dupla circulava em uma moto efetuando disparos pelas ruas do bairro Jardim do Cedro. Os brigadianos a encontraram na divisa com o Conservas. Assim que identificaram a guarnição, os dois fugiram em direção à rua 1º de Setembro. Quando os policiais se aproximaram, o carona da moto disparou duas vezes. Os brigadianos revidaram e atingiram o piloto

da moto. Ao chegar na escadaria, eles abandonaram o veículo e o carona fugiu pelo mato. Como havia sido atingido, o piloto ficou no local e foi detido. Identificado como Alan Subtil Alves, 21, o homem foi encaminhado ao Hospital Bruno Born, atendido e depois liberado. Com ele, foi encontrado um estojo com munições de pistola 9mm. Alves também é de Porto Alegre e declarou participar da Ma-

nos. A polícia acredita que os três participaram do atentado contra a casa de Cristiano Mateus Soares, 39, o “Bilé”, na madrugada de segunda-feira, 9.

“A cidade é atraente à criminalidade”

Para o diretor do Departamento de Polícia do Interior (DPI), Fernando Sodré, mesmo com a chegada de integrantes de gangues da Região Metropolitana, ainda não é possível afirmar que exista uma operação das facções na região. “Não posso afirmar que está tendo uma migração no sentido de eles deixarem a Região Metropolitana.”

Apesar de manter cautela, Sodré afirma que Lajeado é um local atrativo para as facções.

“A cidade é atraente para a criminalidade em razão do poder aquisitivo e das rotas de fuga possíveis.” De acordo com o delegado, o cenário é parecido em outros municípios do estado.

“O tráfico de drogas permeia todos os municípios do estado. Temos identificado o movimento de pessoas que não são das regiões onde são presas.” Os criminosos detidos são originários da Região Metropolitana e de outros estados.

Na tarde de ontem, outro homem suspeito de participar do ataque a Bilé foi detido. Carlos Diego de Souza Valadares, 25, conhecido como “Paraíba”, foi encontrado em ronda da BM no Conservas. De acordo com o comandante do 22º BPM, capitão Luciano Johan, Paraíba é de Lajeado e estava aliado aos três porto-alegrenses presos.

Polícia suspeita de incêndio criminoso no Santo Antônio

O incêndio que ontem de manhã destruiu uma casa na rua Zumbi, no bairro Santo Antônio, pode ter sidocriminoso. Essa é umadas hipóteses levantadas pela investigação comandada pelo delegado Juliano Stobbe. As chamas iniciaram na madrugada e até a tarde de ontem ainda havia fumaça no local. Após ouvir os donos do imóvel, Stobbe levantou a possibilidade de o fogo ter sidoprovocadoporterceiros.“Trabalhamos com a hipótese de incêndio criminoso em razão do relato do

proprietário da casa, agora estamos em busca dos autores.” Segundo o delegado, o trabalho está dificultado emrazãodafaltadeperícianolocal. “Não temos prova pericial e, pelo tempo decorrido e impossibilidade de uma vigilância no local, acredito que não haverá perícia.”

A residência pertence ao casal Noemi Silva Rech, 45, e Antenor Felício, 56. Quando o fogo iniciou, os dois estavam na casa da irmã de Felício, em Forquetinha, para onde pretendiam se mudar em algunsmeses.“Euestouaposentadoe queria ir para um lugar mais tran-

quilo, para poder plantar”, explica o recém-aposentado Felício. As vindas para Lajeado eram

frequentes em razão do tratamento médico de Noemi. O casal foi informado do incêndio por um dos

filhos e precisou voltar às pressas. De acordo com Noemi, testemunhas relataram que o local estava sendo vigiado durante a madrugada. “As crianças, porque os adultos não falam, comentaram que dois homens em um carro preto ficaram rondando a casa ontem.”

Como não estavam dormindo no local, todos os equipamentos elétricos foram desligados, o que aumentaasuspeitadeincêndiocriminoso. O prejuízo, apenas com o valor do imóvel, é de R$ 40 mil, sem listar móveis, roupas e eletrodomésticos, também destruídos pelas chamas.

Lajeado

Oito times duelam na primeira rodada

A Associação Recreativa São Caetano (Pituca) programa para amanhã a primeira rodada da Copa Pituca/Bruxellas Esportes/ Claro. Quatro jogos abrem a competição, disputada por nove equipes. O torneio é organizado por Clério Varella e conta com o apoio do Sicredi. Os Metralhas e Terça 7 disputam a partida inaugural às 19h30min na sede do Pituca, em São Caetano, em Arroio do Meio. Às 20h30min, Atrevidos encara o Patroleiros. A rodada segue com Esbórnia versus Contra Ordem 21 e Nova Geração versus Amigos do Schrek. Ostimesjogamtodoscontratodos,classificando-separaasegunda fase os oito melhores. Os jogos, com40minutosdeduração,serão disputados nas terças e sextas-feirasànoite.Osquatromelhores colocados recebem premiação em dinheiro, medalhas e troféus.

Abertão da Languiru

37a edição do certame regional inicia amanhã, às 19h30min

Campeonato reúne 44 equipes divididas em cinco categorias

AAssociação dos Funcionários da Languiru concentra a atenção dos amantes do esporte regional a partir de amanhã, às 19h30min,

quando inicia o 37º Campeonato Aberto de Verão da Languiru (Abertão). As partidas ocorrem nas quartas e sextas-feiras à noite.

Participam44timesdivididosem

cinco categorias: feminino, sub-20, veterano, máster e força livre.

As categorias feminino e sub-20 do futebol 7 terão cada uma cinco equipes em chave única. Na veterano, serão seis times divididos em dois grupos com três clubes cada. Na máster, oito clubes brigarão pelasprimeirasposiçõesemduaschaves. A categoria força livre contará com a participação de 20 equipes, quatro chaves com cinco agremia-

CHAVES

ções em cada. Haverá premiação para as equipes, destaques, goleadores, goleiros menos vazados, campeão e vice.

Mais informações podem ser obtidas no www.associacaolanguiru.com.br ou abertaolanguiru@ gmail.com. O Aberto de Verão é uma promoção da Associação dos Funcionários da Languiru com o apoio da Cooperativa Languiru e Sicredi Ouro Branco.

Feminino: Eletro Diesel Hirt, Flamengo, Mega Sports, Malaguetas e Salvador do Sul

Veterano:

Chave A: Viévi Automóveis, Amigos do Japonês e Beija Flor

Chave B: Força Jovem, Bola Cheia, Rudi Bar

Máster:

Chave A: Amigos do Léo, Amigos do Eliseu, IMEEC e Vila

Nova

Chave B: Cuecas da Soges, AABB Mundo das Cores, Ta'Lentos e Frigorífico Angus

Sub-20: Celtic, IMEEC, Karandiru FC, Saidera e Bebe Tudo

Força livre

Chave A: Juventude, Saidera, América, Unidos de São João e Bohemios

Chave B: Amigos do Corvo, Flamengo, Berlfort Sistemas de Segurança, Sakolé FC e Alambique Original

Chave C: IMEEC, Coorevat, Alambique, Rudibar e Kaxabaxa

Chave D: Fluminense, Amigos da Boa Vista, Real Madruga, Os Parças e Amigos do Léo

Primeira rodada

19h30min – Flamengo X Salvador do Sul (feminino)

19h30min – Amigos do Eliseu X IMEEC Sião (máster)

20h20min – Eletro Diesel Hirt X Malaguetas (feminino)

20h20min – Amigos do Léo X Vila Nova (máster)

21h10min – IMEEC X Karandiru (sub-20)

21h10min – Saidera X Bebe Tudo (sub-20)

22h – Real Madruga X Os Parças (força livre D)

22h – Flamengo X Berfort Sistemas de Segurança (força livre B)

22h50min – Fluminense X Amigos da Boa Vista (força livre D)

22h50min – Sakolé FC X Alambique Original (força livre B)

Atual campeão da força livre, Amigos do Léo folga na abertura da competição
Copa Pituca
EZEQUIEL NEITZKE

Adecisão da terceira divisão da Copa Soges de Futebol Sete ocorreu em dezembro. Após dez meses de campeonato entre 15 clubes, o campeão foi o Broca-

dores, de Teutônia. Foram registrados 721 gols em 140 jogos, média de 5,15 por partida. A artilharia ficou com Alex Júnior de Andrade, do Brocadores, com 30 gols. A melhor defesa foi do Brocadores

Terceira divisão registrou 721 gols em 140 jogos

Brocadores, de Teutônia, foi o campeão após vencer o Cetudos nas duas partidas
Vice-campeão, Cetudos garantiu uma vaga na segundona de 2017
O terceiro lugar ficou com o Super 10 Disciplina: Sokanelinhas
Craque: Joe Dutra (Cetudos) Revelação e artilheiro: Alex Júnior Andrade (Brocadores)
Goleiro menos vazado: Giordan Marmitt e Vitor Diedrich (Brocadores)

Lajeado, Quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Jornalismo / redação: ahora@jornalahora.inf.br

Publicidade: comercial@jornalahora.inf.br

Assinaturas: assinaturas@jornalahora.inf.br

Internacional Jogadores se apresentam para pré-temporada

William e Anderson ficam fora do grupo e devem ser negociados com outros clubes

OInternacional deu início à pré-temporada 2017. Ontem de manhã, os jogadores se apresentaram no Beira-Rio e começaram os trabalhos de preparação para competições do ano. Depois de se reunirem no CT Parque Gigante com a comissão técnica, liderada por Antônio Carlos Zago, o presidente Marcelo Medeiros e o vice-presidente de futebol Roberto Melo, os atletas participaram da apresentação na Sala de Conferência. Diante da imprensa, dirigentes e conselheiros, Medeiros projetou os desafios na temporada.

“O Inter inicia 2017 com uma missão e comprometimento que é

oretornoàelitedofutebolbrasileiro. Temos compromissos também importantes, como o heptacampeonato, protagonizar as demais competições, Primeira Liga, Copa do Brasil. Mas a volta à Série A é um compromisso de todos que estão aqui”, declarou. Mais tarde os jogadores foram até o gramado para a foto oficial da abertura dos trabalhos em 2017. Centenas de torcedores recepcionaram o grupo com cânticos e palavras de incentivo.

GRUPO DE JOGADORES

Goleiros: Daniel, Danilo Fernandes, Jacsson, Keiller e Marcelo Lomba

Laterais: Artur, Ceará e Iago

Zagueiros: Eduardo, Ernando, Léo Ortiz e Paulão

Volantes: Anselmo, Charles, Eduardo Henrique, Fabinho, Fernando Bob e Rodrigo Dourado

Meias: Andrigo, D’Alessandro, Gustavo Ferrareis, Seijas e Valdívia

Atacantes: Ariel, Aylon, Brenner, Diego, Eduardo Sasha, Nico López e Roberson

DIVULGAÇÃO

Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook