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A Hora – 31/07/2026

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ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR

Sexta-feira, 31 de julho de 2026 | Ano 25 - Nº 4149 | R$ 5,00

IMPASSE EM LAJEADO

Corsan deve explicar plano para cheias

Agergs e MP apuram motivos da falha e preparam lista de cobranças

Após bairros ficarem até três dias com instabilidade no abastecimento, agência reguladora (Agergs) abre processo e exige relatório sobre causas, qualidade da água e medidas preventivas.

OPINIÃO | RODRIGO MARTINI

Cheias no centro do debate

Pesquisas eleitoras também revelam uma das preocupações dos gaúchos.

FUTURO DA FERROVIA

produtivo pressiona por novo modelo de concessão

Município cobra antiga captação, poços profundos e plano para eventos hidrológicos. Corsan diz ter feito ajustes e promete mais equipes e equipamentos para evitar interrupções.

PÁGINA | 6

OPINIÃO | VINI BILHAR

Volta às águas

Escola Fliper de Natação adapta operação e prepara ações ao segundo semestre.

Audiência em Porto Alegre amplia críticas ao fatiamento da Malha Sul e reforça pedido para adiar o leilão até estudo do BRDE.

PÁGINA | 7

Indústria puxa criação de vagas

A ferrovia que o RS exige de volta

Adiscussão sobre a nova concessão da Malha Sul ultrapassa o debate técnico entre ANTT, Ministério dos Transportes, governos estaduais e concessionárias. O que está em jogo é o futuro logístico. O RS não pode aceitar mais três décadas de contrato sem garantias claras de recuperação, integração e uso estratégico da malha ferroviária. Há um cenário de constante desmanche. O estado já teve mais de 3,2 mil quilômetros de ferrovias e hoje opera apenas 921 quilômetros. Como consequência, alto custo do frete, na dependência das rodovias, perda de competitividade e isolamento.

A cobrança não é por privilégio, mas planejamento, respeito federativo e recomposição da infraestrutura degradada por décadas de subinvestimento”

Por isso há tanta contrariedade sobre a proposta de fatiamento em três corredores. Sem obrigações firmes para ramais internos, conexão entre modais e atendimento a regiões menos rentáveis, o modelo pode repetir a lógica que esvaziou a ferrovia nos últimos 25 anos.

Trechos lucrativos tendem a atrair interesse. Linhas estratégicas, mas de retorno mais lento, correm o risco de permanecer fora da prioridade. Para o Vale do Taquari, essa preocupação envolve também a Ferrovia do Trigo e a segurança jurídica do Trem dos Vales.

Dito isto, o governo federal precisa assumir a responsabilidade, pois a ferrovia cumpre um papel econômico, estratégico e de segurança. A cobrança não é por privilégio, mas planejamento, respeito federativo e recomposição da infraestrutura degradada por décadas de subinvestimento.

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Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. Impressão Zero Hora Gráfica

“Não sei o que seria de mim se não fosse a arte”

Desdeainfância,oartista eprodutorculturalSérgio Rosa, deVenâncio Aires, encontrou na escrita e nodesenhoosprimeiros passosdatrajetória. Anosdepois,eleassina umaproduçãohistórica paraocinemaregional, olançamento,nesta sexta-feira,31,deum média-metragemsobre astradiçõeslocais.Aobra éaprimeiraproduçãode ficçãodoBrasilgravadano dialeto alemão

De onde vem essa vontade de contribuir para além da produção de filmes?

Não sei quem eu seria se não fosse a arte. Comecei aos 15 anos no teatro comunitário, e desde então não parei mais. Tenho participações em coletâneas de livros e estou lançando meu 18º filme independente. São produções comunitárias, com a participação da população. Hoje comando a produtora Negrejar Arte e Cultura, que circula com espetáculos pelo RS e fora dele.

Como surgiu a ideia do filme sobre tradições alemães ?

Nasceu a partir da família Bach, de Santa Cruz do Sul, que faz sucesso na internet com vídeos da filha falando no dialeto alemão. Para realizar o sonho deles de resgatar essa história, assumi o roteiro e a direção ao lado dos parceiros Felipe

Bach e Maicon Bach. É uma obra pioneira, a primeira média de ficção no dialeto alemão do Brasil. É uma produção feita no interior gaúcho, mas que ultrapassa fronteiras por representar a identidade de diversas famílias da região Sul.

Por que contar a história sobre tradições alemãs agora?

Muitas pessoas me perguntam por que eu, um homem preto que sempre trabalhou a pauta racial no audiovisual, decidi dirigir um filme sobre outra comunidade e em um dialeto que não é o meu. Esse registro é fundamental porque o dialeto alemão está se perdendo. Mostrar uma criança de dez anos que entende a importância de manter essa tradição viva é um recado para a sociedade de que precisamos valorizar quem somos.

Na sua opinião, o que falta para que a cultura tenha mais espaço e incentivo na região?

Falta respeito. O artista ainda é visto como preguiçoso, mas o palco é a menor parte do trabalho. Para mudar isso, precisamos de três pilares: validação profissional, apoio do setor público e investimento privado. Investir em cultura é investir em educação, saúde pública e prevenção à violência. A arte salva vidas. Ela gera emprego, renda e precisa chegar a todos.

Quais são os próximos projetos que já estão no horizonte?

Atualmente, estou trabalhando em alguns projetos digitais e também escrevo um espetáculo sob encomenda para o Clube União, de Santa Cruz do Sul. Além disso, sigo em turnê pelo RS com a minha parceira de palco, Jacque Santos. No campo literário, pretendo transformar em livro a Coluna Aiyómi, que reúne narrativas de pessoas pretas. Por fim, buscamos patrocínios para realizar um documentário sobre o autismo.

Filiado à
Fundado em 1º de julho de 2002
Vale do Taquari - Lajeado - RS
Diretor Executivo: Adair Weiss
Diretor Editorial e de Produtos: Fernando Weiss
Contatos eletrônicos:
Eloisa Silva eloisasilva@grupoahora.net.br

MEDIDA EMERGENCIAL

EGR avalia usar escoras de metal para reforçar ponte da ERS-129

Empresa decidiu dispensar a realização de sondagens que ocorreriam ontem e optou diretamente pela reconstrução do pilar

Empresa analisa escoramento para evitar colapso e permitir passagem de veículos leves. Projeto será concluído até 5 de agosto

Gabriel

VALE DO TAQUARI

AEmpresa Gaúcha de Rodovias (EGR) confirmou ontem que o projeto executivo para a reconstrução do pilar comprometido da ponte sobre o Rio Guaporé, na ERS-129, entre Encantado e Muçum, será concluído e apresentado até o dia 5 de agosto. A estrutura permanece totalmente bloqueada por tempo indeterminado após a identificação de danos estruturais agravados pelas recentes chuvas e pela elevação do nível do rio.

A interdição foi adotada de forma preventiva depois que uma

inspeção técnica identificou, no último dia 24 de julho, uma fratura em uma das paredes da estrutura de travamento dos pilares. Desde então, o monitoramento permanente realizado pelas equipes de engenharia constatou a evolução das trincas e o surgimento de novas fissuras, o que levou a EGR a rever a solução inicialmente prevista.

Com o agravamento do quadro, a empresa decidiu dispensar a realização de sondagens que ocorreriam ontem e optou diretamente pela reconstrução do pilar, substituindo a alternativa de recuperação da estrutura.

Em paralelo, a EGR mobiliza empresas especializadas para elaborar estudos visando à instalação de escoramentos metálicos no tabuleiro da ponte. A medida busca garantir a estabilidade da estrutura, evitar um eventual colapso e avaliar a possibilidade de restabelecer, de forma controlada e segura, o tráfego de veículos leves e a circulação de pedestres enquanto a reconstrução é executada.

Após a conclusão do projeto, prevista para o dia 5 de agosto, a expectativa da EGR é de que as obras sejam realizadas em aproximadamente 45 dias, prazo que dependerá das condições climáticas.

Liberação

A liberação total da ponte ocorrerá somente após a conclusão dos trabalhos e a comprovação das condições de segurança da estrutura. O presidente da EGR, Luis Fernando Vanacôr, afirmou que todas as medidas estão sendo tomadas para garantir a segurança da população. “Estamos trabalhando com prioridade máxima para concluir o projeto executivo da reconstrução do pilar até o dia 5 de agosto. Também estamos avaliando a implantação de escoramentos metálicos, que poderão assegurar a estabilidade da estrutura e permitir, se houver condições técnicas, uma retomada parcial e segura da travessia. Nossa prioridade absoluta é preservar vidas e restabelecer o tráfego no menor prazo possível, sempre respeitando os critérios de segurança”, destaca.

Enquanto a ponte permanecer interditada, o bloqueio segue valendo para todos os veículos, inclusive de saúde e segurança, além da circulação de pedestres. A orientação é para que motoristas utilizem as rotas alternativas e respeitem integralmente a sinalização instalada no local.

GABRIEL SANTOS

A enchente está no centro do debate

rodrigomartini@grupoahora.net.br

Pesquisa Quaest divulgada na quinta-feira mostra empate técnico na disputa ao governo do Rio Grande do Sul. Juliana Brizola (PDT) aparece com 24% das intenções de voto no 1º turno, e Luciano Zucco (PL) com 22%. É o chamado “empate técnico”. Atual vicegovernador, Gabriel Souza (MDB) tem 6% e Marcelo Maranata (PSDB) tem 3%. Os candidatos Cesar Pontes (PCO) e Rejane Oliveira (PSTU) aparecem com 1%. A pouco mais de dois meses do dia do pleito, muitos descartam reviravoltas no cenário. E outros se esquivam dos extremos e depositam fé no histórico recente do eleitorado – vide as surpreendentes vitórias de José Ivo Sartori e Germano Rigotto, do MDB.

Mas, se tem algo que não deve sofrer reviravolta até o dia seis de outubro é a angústia do eleitor. De acordo com a mesma pesquisa Quaest, as principais preocupações dos gaúchos são a enchente (34%), a saúde (18%), a economia (11%), a educação (6%), a violência (6%), a infraestrutura (4%), a corrupção (3%), o desemprego (2%), a pobreza (2%), e outros. É fato. A enchente assusta e machuca os moradores e os negócios locais. Os prejuízos foram bilionários. E as políticas públicas ainda estão debilitadas e os poucos projetos estruturantes podem afugentar novos habitantes e investidores. É uma faca no pescoço dos gaúchos. Logo, é justo estar no centro do debate.

Vereador defende Geisel

Único vereador sem filiação partidária em Estrela, Felipe Diehl encaminhou indicação ao Executivo para utilizar “em todas as publicações, matérias institucionais e divulgações oficiais referentes ao Porto de Estrela, o nome oficial do local, conforme denominação instituída por lei

municipal, qual seja ‘Complexo Presidente Ernesto Geisel’”. O debate surge em meio às recomendações do Ministério Público Federal, baseadas na Comissão Nacional da Verdade, e que visam o fim das homenagens públicas aos ex-presidentes do período militar.

Uso racional em tempos de crise

Além de cobrar (e com absoluta razão) soluções mais eficazes dos governos e concessionária para evitar o desabastecimento de água nas enchentes, o cidadão também precisa fazer sua parte dentro de casa. O racionamento e o uso consciente da água durante e após eventos climáticos são essenciais para evitar a sobrecarga das redes de esgoto, reduzir riscos de conta minação e garantir o abastecimen to mínimo a você e seus vizinhos. Mas sem deixar de cobrar, reforço!

Mais de 500 agências e operadores na TurisVales 2026

Presidente da Amturvales, Rafael Fontana anuncia números impressionantes sobre a TurisVales 2026, agendada para os dias 6 e 7 de agosto, em Venâncio Aires. Segundo ele, até o momento já são 573 agências e operadores de turismo de 44 cidades. E o número pode aumentar. São empresas e profissionais ávidos e atentos aos novos e futuros produtos e roteiros turísticos. Eles querem vender. E os empreendedores do Vale do Taquari devem aproveitar o encontro para ofertar.

- A Polícia Civil de Venâncio Aires concluiu investigação sobre falsos atestados médicos para justificar faltas ao trabalho. Duas mulheres foram indiciadas. A investigação iniciou após uma médica da UPA denunciar que atestados emitidos em nome dela eram falsos.

PONTE NA ERS-129

Uma semana e poucas respostas

Sete dias. Lá se foram 168 horas e o Vale do Taquari ainda não recebeu as respostas e projeções oficiais e necessárias para garantir um pouco de alento aos moradores da região alta. Separados pelo bloqueio total da ponte da ERS-129, entre Muçum e Encantado, trabalhadores e estudantes enfrentam sérias dificuldades e desafios diários.

Mudanças na Sicredi Ouro Branco

Com mais de 27 anos de atuação na Cooperativa Sicredi, e atuando como gestor da segunda agência instalada em Estrela desde 2010, Claus Wallauer deixou a função de gerente neste mês e a partir do dia 10 de agosto assume como gerente regional de Desenvolvimento (GRD) da Sicredi Ouro Branco. Com isso, Cíntia Sulzbach deixa a gerência da unidade de Colinas para assumir a agência estrelense, e Michael Rodrigues assume o comando da agência colinense.

As vias alternativas são encardidas ou longas. E não sobra tempo suficiente para seguir com a rotina de outrora. Alias, médicos já cancelam consultas e atendimentos em função do tempo. Não existe mais aquele “bate e volta” entre as cidades. A mudança é brusca. As empresas também já sentem o baque. E já passou uma semana...

Indústria impulsiona novas vagas, aponta Caged

Região cria 2.438 empregos formais no primeiro semestre. Lajeado concentra quase metade do saldo positivo em seis meses

OVale do Taquari encerrou o primeiro semestre de 2026 com saldo positivo de 2.438 empregos formais, conforme dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho. Entre janeiro e junho, os 38 municípios da região contabilizaram 35,5 mil admissões e 33,1 mil desligamentos e consolidam um cenário de recuperação do mercado de trabalho após os desafios enfrentados em 2023 e 2024.

O resultado demonstra a capacidade de reação das empresas e acompanha o desempenho nacional. No mesmo período, o Brasil registrou saldo de 921,6 mil novos empregos com carteira assinada e elevou em 1,96% o estoque de trabalhadores formais. No Vale, o saldo representa a manutenção de um ciclo de crescimento observado desde o início do ano, sustentado principalmente pela força da indústria e pela retomada das atividades de serviços.

A indústria foi a principal responsável pela expansão do

emprego formal na região. O setor gerou 1.171 vagas no semestre, o que corresponde por quase metade de todos os postos criados entre janeiro e junho. O desempenho reflete a retomada da produção em segmentos tradicionais do Vale.

Os serviços aparecem na sequência, com saldo de 744 empregos. O comércio também encerrou o semestre no campo positivo, com a criação de 238 vagas. Construção civil e agropecuária completam o balanço favorável, com saldos de 158 e 127 empregos, respectivamente.

Municípios em destaque

No recorte municipal, Lajeado segue como principal polo econômico do Vale do Taquari. O município respondeu por 1.129 dos 2.438 empregos gerados na região e concentra praticamente metade do saldo positivo do semestre.

Estrela aparece na segunda posição, com saldo de 254 vagas, seguida por Arroio do Meio (246), Teutônia (165) e Encantado (118). Os resultados evidenciam que a geração de empregos ficou concentrada nas cidades mais populosas,

com maior diversificação econômica e presença industrial.

Na outra ponta, poucos municípios encerraram o semestre com saldo negativo. Muçum apresentou a maior retração, com fechamento de 110 postos de trabalho. Também registraram perdas Dois Lajeados (-15), Progresso (-11), Arvorezinha (-9) e Colinas (-8).

Sequência positiva

O desempenho de junho reforça a tendência observada ao longo de 2026. O Vale do Taquari criou 378 empregos formais no mês, resultado de 5.496 admissões e 5.118 desligamentos. Foi o sexto mês consecutivo de saldo positivo. Mais uma vez, a indústria liderou a geração de vagas, com saldo de 182 empregos. O comércio veio na sequência, com 100 postos, seguido pela construção civil (34), serviços (41) e agropecuária (21). Embora os serviços tenham apresentado crescimento mais moderado em junho, o setor segue como o segundo maior responsável pela criação de empregos no acumulado do ano.

MAIORES SALDOS NO SEMESTRE

Município Saldo

Lajeado +1.129

Estrela +254

Arroio do Meio +246

Teutônia +165

Encantado +118

MENORES RETRAÇÕES NO SEMESTRE

Município Saldo

Muçum -110

Dois Lajeados -15

Progresso -11

Arvorezinha -9

Colinas -8

EMPREGOS POR SETOR

Setor Junho Semestre

Indústria +182 +1.171

Serviços +41 +744

Comércio +100 +238

Construção +34 +158

Agropecuária +21 +127

Total +378 +2.438

VALE DO TAQUARI
Mateus Souza mateus@grupoahora.net.br
Setor da indústria foi responsável por 1.171 postos abertos em 2026 na região

IMPASSE EM LAJEADO

Agergs cobra plano da Corsan para cheias

Reguladora abre processo regulatório após falhas na semana passada e questiona sobre causas, qualidade da água e medidas preventivas

Filipe Faleiro filipe@grupoahora.net.br

LAJEADO

As dificuldades no abastecimento de água em Lajeado durante a enchente da semana passada avançam sobre a cobrança institucional. A Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do RS (Agergs) exige da Corsan um relatório sobre a instabilidade registrada depois da cheia do Rio Taquari, bem como detalhes sobre o plano de contingência específico para o município.

Junto com esse movimento, o Ministério Público também acompanha a prestação de serviços da companhia. De acordo com o promotor João Pedro Togni, consumidores procuraram o MP e relataram falta de água em diversos períodos. “Vamos aproveitar essas reclamações para instaurar um expediente visando acompanhar e verificar se tem um plano de contingência”, antecipa Togni.

Em alguns bairros, o abastecimento levou três dias para voltar. Conforme a Corsan, galhos, entulhos e madeiras levados pelo Rio Taquari atingiram os equipamentos de captação, causaram desbalanceamento das bombas e agravaram a instabilidade. Na sequência, a bomba principal e a reserva apresentaram falhas. Nesta semana, com a segunda elevação do rio, não houve o mesmo impacto abastecimento. Mesmo assim, o promotor Togni destaca que isso não encerra a discussão. “Pelo contrário, reforça a necessidade de identificar o que foi corrigido e quais medidas serão permanentes”, diz e complementa: “considerando que Lajeado deve enfrentar outras situações similares, reforçamos a necessidade de ter um plano de contingência.”

Exigências

A resposta da Agergs foi encaminhada ao prefeito em exercício, Guilherme Cé. No documento, a agência reconhece que a cheia pode ter imposto dificuldades operacionais à captação e ao tratamento da água. Mesmo assim, a permanência de interrupções e instabilidades por vários dias faz com que a Corsan tenha de informar a situação atual do abastecimento, as causas prováveis ou identificadas, a estimativa de economias atingidas, o percentual de impacto sobre a base atendida, o status operacional e as medidas adotadas para reduzir os efeitos nos próximos episódios.

A agência também pediu dados sobre a qualidade da água captada e tratada durante a ocorrência. Entre os pontos cobrados estão os impactos da alta turbidez, os ajustes no tratamento, os controles acompanhados e as condições de potabilidade.

Soluções estruturais

Para o governo municipal, a resposta da Agergs demonstra que a gravidade do problema foi compreendida. O prefeito em exercício considera amplo o conjunto de informações solicitadas à Corsan, mas sustenta que a solução depende de investimentos.

“Agora aguardamos o retorno da Corsan, tanto ao município quanto à própria Agergs”, afirma Guilherme Cé. Segundo ele, a expectativa é receber medidas capazes de aumentar a segurança e a resiliência do sistema de abastecimento.

A administração municipal pediu à Corsan a avaliação e implementação de três frentes: restabelecimento operacional da antiga estação de captação, diversificação das fontes de abastecimento com poços tubulares profundos e elaboração de um plano de contingência específico para eventos hidrológicos.

Na leitura do município, a antiga estação poderia funcionar como alternativa em situações de indisponibilidade da captação principal. Já os poços profundos reduziriam a dependência exclusiva do Rio Taquari em momentos de cheia,

Medidas

Para aumentar a confiabilidade do sistema, a Corsan anuncia a instalação de válvulas de proteção nos grupos motor-bomba da captação do Rio Taquari, 11 novos equipamentos para acelerar o bombeamento e 11 pontos de monitoramento de pressão para acompanhar a rede em tempo real.

Outra medida prevista é a setorização da rede. Com a divisão em trechos menores, obras ou manutenções poderão interromper o abastecimento apenas na área necessária, sem comprometer outras regiões da cidade.

Cobrança

Plano para cheias

Agergs e Ministério Público querem verificar se Lajeado tem protocolo específico para alta do Rio Taquari, turbidez elevada, alagamentos e falhas na captação.

Causas da falha

A Corsan terá de detalhar o que provocou a instabilidade, quais estruturas foram afetadas e quantas economias ficaram sem abastecimento.

Qualidade da água

A agência pediu informações sobre turbidez, ajustes no tratamento, controles realizados e manutenção da potabilidade durante o episódio.

alta turbidez ou risco de falha no bombeamento.

Resposta da Corsan

O gerente institucional da Corsan na Região Central, André Finamor, realça diversos ajustes após a instabilidade. Entre as medidas, estão mudanças na estação de tratamento de água, operação contínua dos recalques, manobras hidráulicas, monitoramento dos reservatórios e reforço no controle da qualidade.

“Também foram realizadas medidas corretivas, como substituição de rolamentos, troca do conjunto girante da bomba reserva, recuperação dos sistemas de bombeamento, correção de vazamentos e recuperação do primeiro recalque.”

A companhia também mobilizou quatro caminhões-pipa para abastecimento alternativo. Sobre o planejamento para novas cheias, Finamor sustenta que a Corsan dispõe de Plano de Emergência e Contingência para Lajeado, com previsão para cheias, inundações, alterações na qualidade da água bruta e riscos à captação.

“A companhia está aprimorando continuamente seus protocolos com base nos eventos recentes, reforçando a prevenção e a capacidade de resposta operacional de abastecimento frente a futuras ocorrências”, acrescenta.

Captação alternativa

O governo municipal cobra avaliação para reativar a antiga estação de captação, como opção em caso de falha na estrutura principal.

Poços profundos

A administração também defende estudos para reduzir a dependência exclusiva do Rio Taquari em períodos de cheia.

Medidas Anunciadas

Proteção das bombas

Corsan prevê válvulas de proteção nos grupos motor-bomba da captação do Rio Taquari.

Mais bombeamento

Companhia anuncia 11 novos equipamentos para acelerar a operação do sistema.

Monitoramento da rede

Serão instalados 11 pontos de medição de pressão para acompanhar o abastecimento em tempo real.

Setorização

A rede será dividida em trechos menores para limitar interrupções durante obras ou manutenções.

Atendimento emergencial

Empresa cita caminhões-pipa, manobras hidráulicas, equipes de reparo e monitoramento dos reservatórios.

Entre as cobranças do governo municipal de Lajeado, está o uso de mais formas de captação de água
FILIPE FALEIRO

FUTURO DA FERROVIA

Críticas e preocupação marcam projeto sobre Malha Sul

Audiência pública em Porto Alegre expõe divergências frente à proposta da ANTT. Estado e Federasul cobram adiamento do leilão e revisão do modelo apresentado pelo governo federal

ESTADO

Contrariedade. Essa palavra resume a posição do setor produtivo gaúcho e dos três estados do Sul frente ao formato pensado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres para os próximos 30 anos de concessão da malha ferroviária.

Em audiência pública na capital gaúcha, representantes das empresas e dos poderes públicos de SC, PR e RS rejeitam o fatiamento da malha em três corredores e cobram adiamento do leilão.

O presidente da Federação das Entidades Empresariais (Federasul), Rodrigo Sousa Costa, considera que o RS foi vítima de uma concessão mal concebida, que reduziu um patrimônio ferroviário de mais de 3,2 mil quilômetros para apenas 921 quilômetros operacionais.

“O Estado está desconectado

do resto do Brasil por uma concessionária que trata extremamente mal os clientes, operando com locomotivas obsoletas a 12 quilômetros por hora e tratando os clientes como se fossem reféns.”

A proposta federal prevê a reconfiguração da Malha Sul em três corredores independentes: Paraná-Santa Catarina, Rio Grande e Mercosul. A concessão teria prazo de 30 anos. Conforme a ANTT, o modelo busca atrair operadores com perfis compatíveis com corredores de diferentes densidades de carga.

Para representantes gaúchos, o risco é o oposto. A avaliação é que esse modelo pode concentrar investimentos nos trechos mais rentáveis, deixar ramais internos sem recuperação e repetir problemas do contrato atual, hoje operado pela Rumo Logística. “Fatiamento talvez seja o termo que melhor define o que fizeram ao longo dos últimos 25 anos: fatiar é o jeito mais fácil de arrancar os pedaços e desmantelar”, critica Costa e complementa: “infelizmente, isso vem acontecendo sob o olhar complacente da ANTT”.

A etapa em Porto Alegre integra o cronograma de audiências públicas. A próxima reunião presencial ocorre hoje, em Florianópolis. Depois, a ANTT recebe contribuições pelo portal até 10 de agosto, consolida as manifestações, elabora a versão final do edital e encaminha o projeto para análise do Tribunal de Contas da União. A definição dos critérios e da data do leilão depende dessa tramitação.

Estados pedem mais prazo

Governos do Sul defendem o adiamento do leilão até a conclusão de um estudo técnico contratado pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). A intenção é usar o levantamento como contraponto ao estudo da Infra S.A., base da proposta federal.

O secretário estadual dos Transportes, Clóvis Magalhães, avalia que a modelagem apresentada subestima o potencial de movimentação de cargas, desestimula investimentos e ignora projetos em andamento capazes de alterar a demanda ferroviária nas próximas décadas.

“Queremos de volta o que é nosso”

O presidente da Federasul cobra responsabilidade do governo federal pela situação atual da ferrovia. Para ele, a União, o Ministério dos Transportes e a ANTT foram omissos diante do desmonte da malha ferroviária ao longo de 25 anos.

“Não queremos subsídio cruzado do Paraná, não queremos esmolas. Queremos de volta o que é nosso e o que nos foi tirado.”

O presidente da Federasul também alertou à falta de participação dos estados na construção da proposta. Segundo ele, secretários estaduais não tiveram oportunidade de acompanhar a elaboração de um projeto que define o futuro ferroviário.

“Exigimos que o governo federal assuma sua responsabilidade pela complacência com que tratou esse contrato por 25 anos. Que nos tratem com respeito, ouçam os secretários e permitam que os estados participem da construção do projeto.”

Para o setor produtivo, a discussão vai além da troca de concessionária. O novo contrato precisa definir como a ferrovia será integrada a rodovias, portos, polos industriais, regiões produtoras e corredores nacionais. Sem isso, a avaliação é que o modal continuará sem cumprir papel relevante na redução dos custos logísticos.

Custo logístico

No Vale do Taquari, representantes frisam a preocupação tanto para redução dos custos logísticos, quanto para o turismo e integração regional. Para o presidente da Câmara da Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari (CIC-VT), Angelo Fontana, o formato apresentado não resolve os problemas estruturais da malha.

“Temos um risco de ver avançar um projeto que vai deixar as ferrovias sucateadas”. Para ele, o Rio Grande do Sul precisa interligar modais, com caminhões em percursos curtos, ferrovias conectadas a outros estados, ao Mercosul e aos portos, além de hidrovias internas navegáveis.

A proposta federal parece reproduzir a lógica apresentada pela própria concessionária no

Ao todo, foram 50 manifestações na audiência com seis horas de duração. A maioria contra o formato elaborado entre Infra S.A e ANTT

SAIBA MAIS

O QUE ESTÁ EM DISCUSSÃO

Nova concessão da Malha Sul, hoje operada pela Rumo Logística. O contrato atual vence em 2027.

MODELO FEDERAL

A ANTT propõe dividir a malha em três corredores independentes: Paraná-Santa Catarina, Rio Grande e Mercosul.

C RÍTICAS

Governos do Sul e setor produtivo dizem que a proposta foi construída sem participação suficiente dos estados.

PEDIDO

Adiar o leilão e aguardar estudo técnico contratado pelo BRDE para contrapor a modelagem federal.

NO RS

A malha ferroviária gaúcha tinha mais de 3,2 mil quilômetros. Hoje, apenas 921 quilômetros seguem operacionais.

NO VALE

A preocupação envolve a Ferrovia do Trigo, o Trem dos Vales e a necessidade de garantir uso turístico no edital da nova concessão.

passado, sem enfrentar o abandono de trechos internos, diz. “Parece que pegaram o projeto lá do passado e apenas replicaram nessa nova concessão. Algo parece direcionado para manter como está, ou para atender a empresa, sem pensar estrategicamente a ferrovia.”

Filipe Faleiro filipe@grupoahora.net.br

vinibilhar@grupoahora.net.br

Escola de natação Fliper aposta na “volta às águas”

ma das pioneiras da região, a Escola de Natação e Hidroginástica Fliper, no bairro Americano, adapta sua operação à sazonalidade e já organiza ações para o segundo semestre. A chamada “volta às águas” busca estimular a permanência dos alunos em um período marcado por mudanças no comportamento dos clientes.

Segundo a sócia-proprietária, Taís Prinz Cordeiro, Profissional de Educação Física e mestre, o inverno provoca uma rotatividade natural: parte dos alunos se afasta, enquanto outros ingressam. Ainda assim, há um público fiel, crianças, adultos e idosos, que frequentam a escola ao longo de todo o ano. As férias de inverno, inclusive, elevam a procura, impulsionada pelo ambiente aquecido, com água e vestiários preparados para baixas temperaturas.

Localizada em uma das regiões com maior crescimento imobiliário da cidade, a escola também enfrenta desafios como estacionamento, especialmente devido à grande demanda de construção de prédios na região. A estrutura conta com duas piscinas de diferentes profundidades, nove níveis pedagógicos infantis, além de aulas para adultos e hidroginástica. Com 12 professores, atende cerca de 700 alunos ao longo do ano.

Durante o inverno, a Fliper intensifica avaliações pedagógicas, orientadas pelo método Gustavo Borges, que norteia os trabalhos da escola. Além disso, a Fliper realiza eventos com famílias, reforçando o vínculo com os alunos e incentivando a continuidade das atividades.

Expovale + Construmóbil reforça diálogo com vereadores de Lajeado

A Expovale+Construmóbil 2026 promoveu encontro com a

câmara de vereadores de Lajeado para apresentar o evento e ampliar

o diálogo na fase de preparação. Promovida na Associação Comercial e Industrial de Lajeado, a reunião destacou o impacto da feira na economia e na comunidade.

O presidente da Acil, Eduardo Gravina, ressaltou a importância de aproximar instituições. Já André Damiani defendeu a participação do Legislativo na construção do evento.

A presidente Adriana Nunes Machado apresentou o tema “Somos a nossa terra” e ações para ampliar o engajamento. O evento ocorre de 12 a 15 e de 18 a 22 de novembro, no Parque do Imigrante.

Com o retorno do ano letivo se aproximando na próxima semana, as escolas de Lajeado ajustam os cronogramas para os próximos meses. No Colégio Sinodal Conventos, a movimentação durante o recesso foi intensa, combinando atendimento aos alunos e preparação da infraestrutura.

Durante as férias, a instituição manteve o atendimento no turno oposto até 18h30min. “As crianças ficam no colégio, recebem alimentação, lanches e contam com monitoras que cuidam delas ao longo do dia”, destacou o diretor Rui Griesang. A rotina incluiu higienização completa e dedetização de salas, banheiros, cozinha, refeitório e áreas administrativas. Áreas externas também ganharam melhorias,

como a cobertura da escada de acesso às salas.

A principal novidade é o início das obras do novo prédio, planejado para ser concluído em um ano pela empresa Artem. A estrutura abrigará um auditório para 400 pessoas com palco amplo, nova biblioteca, sala dos professores e sanitários. Nesta etapa inicial, foram feitos os ajustes no terreno e o alinhamento com a comunidade para permitir a entrada de caminhões. As ferragens chegam nesta semana, junto com os pilares pré-moldados. A empresa já está instalada e inicia a fundação, com armação do ferro e concretagem, a partir da próxima semana no pátio delimitado, destacou o diretor. A obra deve ficar pronta em um ano.

CLARISSA JAEGER/DIVULGAÇÃO
ARQUIVO

DESPEDIDA DE JOSÉ KATZ

“Os pacientes sempre estiveram em primeiro lugar”

Reconhecido como um dos pioneiros da psiquiatria na região, médico foi lembrado pela família pelo compromisso com a profissão e pelo atendimento humanizado

LAJEADO

Ovelório do médico psiquiatra José Katz reuniu familiares, amigos, colegas de profissão e pacientes na manhã de ontem, em Lajeado. Pioneiro da psiquiatria no Vale do Taquari, Katz morreu na noite de quarta-feira, 29, aos 80 anos.

Durante a despedida, ocorrida na Capela C do Memorial Jardim da Montanha, familiares lembraram a trajetória do médico e a forma como exerceu a profissão ao longo de mais de cinco décadas. A filha, a cardiologista Luciana Katz, destacou que o pai foi sua maior inspiração para seguir a

carreira na medicina. Segundo ela, o compromisso com os pacientes, a ética e o amor pela profissão foram exemplos que acompanharam toda a sua formação pessoal e profissional.

O irmão, o empresário Léo Katz, também relembrou a dedicação de José à psiquiatria. Conforme ele,

a medicina sempre foi a grande paixão da vida do irmão, que tinha nos pacientes sua principal prioridade e era reconhecido pela atenção, pelo acolhimento e pelo respeito com que tratava cada

pessoa. “Os pacientes sempre estiveram em primeiro lugar”.

Trajetória

Natural de Encantado, José Katz formou-se em Medicina pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), onde também concluiu a especialização em psiquiatria, em 1972. Dois anos depois, mudou-se para Lajeado, passando a integrar o corpo clínico do Hospital Bruno Born (HBB), onde ajudou a estruturar o atendimento psiquiátrico no Vale do Taquari e tornou-se uma das principais referências da especialidade na região. Nos últimos anos, enfrentava uma doença degenerativa. Internado no Hospital Bruno Born, apresentou falência múltipla dos órgãos e morreu por volta das 21h de quarta-feira.

Os atos fúnebres ocorreram ontem, no Memorial Jardim da Montanha, e após o translado até o Crematório Jardim Montanha dos Vales, em Santa Cruz do Sul.

Gabriel Santos gabriel@grupoahora.net.br
Despedida ocorreu na manhã de ontem, em Lajeado
GABRIEL SANTOS

TURISVALES 2026

Venâncio Aires sedia encontro que projeta destinos dos Vales

Evento reúne especialistas, feira de negócios e rodadas comerciais nos dias 6 e 7 de agosto, com expectativa de superar mil participantes

Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br

ACapital do Chimarrão será palco, nos dias 6 e 7 de agosto, da TurisVales 2026, evento que reunirá profissionais, gestores públicos, empreendedores e representantes do trade turístico para discutir tendências, promover negócios e impulsionar o desenvolvimento do turismo regional. A programação contempla palestras, feira de negócios, rodadas comerciais, treinamentos e espaços voltados à integração entre os Vales.

Ao longo dos dois dias, seis especialistas apresentarão conteúdos voltados à inovação, comunicação, marketing e comportamento do consumidor, temas considerados estratégicos para o fortalecimento dos destinos turísticos. A proposta é oferecer ferramentas que auxiliem municípios e empreendedores a ampliar a visibilidade de seus atrativos e qualificar a experiência oferecida aos visitantes.

Na quinta-feira, 6, a programação inicia com Sara Bodowsky,

SERVIÇO

Evento: TurisVales 2026

Data: 6 e 7 de agosto de 2026

Local: Venâncio Aires

Programação: palestras, feira de negócios, rodadas comerciais, networking e capacitações

Público-alvo: gestores públicos, empreendedores, agentes de viagens, operadores de turismo, estudantes e profissionais do setor Expectativa de público: mais de 1 mil participantes

Inscrições: seguem abertas no site oficial da TurisVales.

que abordará a importância das histórias e da identidade local na construção de destinos turísticos. Em seguida, Ivane Fávero apresentará reflexões sobre a experiência do visitante como fator de competitividade, enquanto Cláudia Mara discutirá o papel da comunicação na valorização dos atrativos gaúchos.

No dia 7, Filipe Pereira compartilhará estratégias para ampliar o alcance orgânico nas redes sociais. Anelise Zanoni trará uma análise sobre a influência das mulheres nas decisões de viagem e consumo, e Vanessa Schardong encerrará a programação de palestras com orientações para transformar ações de marketing em resultados concretos para os negócios.

Além do conteúdo técnico, a TurisVales terá feira de expositores, encontros de networking e rodadas

comerciais que aproximam empreendedores, agentes de viagens, operadores de turismo e representantes do poder público. A expectativa da organização é reunir mais de mil participantes. A promoção é da Associação dos Municípios de Turismo da Região dos Vales (Amturvales), da Associação de Turismo da Região do Vale do Rio Pardo (Aturvarp) e da Prefeitura de Venâncio Aires.

Nova rota turística

Venâncio Aires passa a contar com mais um roteiro turístico voltado à valorização das potencialidades do município. A rota Caminhos da Cuia foi criada por um grupo de empresários do município com o objetivo de integrar diferentes empreendimentos e proporcionar aos visitantes uma experiência completa, reunindo história, natureza, cultura e sabores da Capital Nacional do Chimarrão.

O roteiro contempla cinco pontos de visitação: a Igreja Matriz São Sebastião Mártir; a Figueira Centenária, em Linha Silva Tavares; a Uvas de Mesa Vom Hügel, em Linha Olavo Bilac, a Vinícola São Pedro, em Linha Grão-Pará e o Ponto do Chimarrão, em Linha Monte Belo, cartão-postal que abrigará a Cuia Gigante. A proposta é incentivar que moradores e turistas conheçam diferentes atrativos em um único percurso, fortalecendo o turismo local e regional.

Ao longo dos dois dias, seis especialistas apresentarão conteúdos voltados à inovação, comunicação, marketing e comportamento do consumidor

VALES DO TAQUARI E RIO PARDO

SERVIÇO

MILITAR

Cinquenta anos depois, amigos do quartel se reencontram

Veteranos da turma de 1976 voltaram a se reunir em Westfália para recordar a passagem pelo Exército, as dificuldades dos primeiros dias longe de casa e as amizades construídas em Jaguarão.

Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br

WESTFÁLIA

Omês de julho marca os 50 anos de uma viagem que mudou a rotina de mais de 120 jovens da região. Em 1976, eles deixaram as famílias e percorreram centenas de quilômetros até Jaguarão, no extremo Sul do Estado, onde cumpriram o serviço militar no 33º Batalhão de Infantaria Motorizado. Meio século depois, fotografias, documentos e histórias daquele período voltaram a aproximar os antigos companheiros.

O 13º Encontro de Veteranos ocorreu em Westfália e reuniu integrantes da turma incorporada em 18 de julho de 1976. Ao redor das mesas, carteiras militares, retratos amarelados e registros das atividades no quartel abriram caminho para lembranças que misturam saudade, dificuldades e situações bem-humoradas. Embora o encontro tenha reunido moradores de diferentes municípios, na época da convocação grande parte deles ainda pertencia a Estrela. O território estrelense incluía localidades que, com as emancipações das décadas seguintes, passaram a integrar municípios como Teutônia, Westfália, Imigrante e Colinas.

Reinoldo Schwambach, 69, morador de Arroio do Ouro, conta que os jovens partiram de diferentes comunidades do interior, mas todos eram identificados como moradores de Estrela. Para muitos, aquela foi a primeira viagem para tão longe de casa.

“Estrela era grande. Teutônia, Imigrante e Colinas ainda faziam parte do município. Todo mundo saiu do interior sem conhecer quase nada. Fomos meio chorando para o quartel, porque nunca

Hauschild, Mallmann e Schwambach exibem fotografias e documentos preservados desde o período do serviço militar, em 1976

tínhamos saído de perto da saia da mãe”, recorda. As fotografias levadas por Reinoldo ajudam a mostrar como era a rotina em Jaguarão. Os registros guardados há cinco décadas retratam soldados em formação, canteiros de flores, a preparação de um campo de futebol e momentos de descanso entre as atividades.

Entre marchas, caminhão e histórias do quartel

A adaptação exigiu esforço de jovens com 18 e 19 anos. Armin Francisco Hauschild, 68, de Novo

Paraíso, lembra sobretudo das longas marchas sob o sol. Em uma delas, o grupo percorreu cerca de 56 quilômetros carregando mochilas e enfrentando areia dentro das botinas. “Não foi fácil. Tinha sol quente, areia nas botinas e bolhas nos pés. Mas passamos por tudo, aprendemos muito e a amizade continua até hoje”, afirma. Além dos treinamentos, cada soldado recebia funções dentro do quartel. Alguns trabalhavam na cozinha, outros cuidavam dos canteiros, auxiliavam na manutenção dos espaços ou acompanhavam o transporte dos mantimentos.

Pedro Canisio Mallmann, 69,

dos talheres, roupas e demais materiais recebidos. Caso algum item desaparecesse, poderia ter que pagar pelo prejuízo.

“Roubaram os meus talheres e eu acabei pegando outros para não precisar pagar. Mas a gente não pegava de um amigo”, brinca. Apesar do tom descontraído, ele lembra que, se a situação fosse descoberta, o soldado poderia receber punição.

Outra história ocorreu após uma ida ao cinema. Uma confusão fez parte do grupo deixar o local antes do fim da sessão. Na volta ao quartel, o oficial quis saber qual filme havia sido exibido. Quem não soubesse responder corria o risco de ser punido. Canisio conseguiu explicar e escapou da cadeia militar.

As lembranças mostram que o período não foi formado apenas por treinamentos e disciplina. Entre uma atividade e outra, os jovens criaram vínculos, dividiram dificuldades e encontraram espaço para brincadeiras que seguem vivas nas conversas cinco décadas depois.

Amizade preservada pelo tempo

Registro da turma de 1976 durante o serviço militar em Jaguarão, reunindo soldados, comandantes e demais militares da unidade

de Estrela, chegou a Jaguarão com carteira de habilitação para caminhão. Mesmo ainda jovem e com pouca experiência, passou a conduzir o veículo utilizado durante as marchas. Enquanto os colegas seguiam a pé com as mochilas, ele transportava alimentos e outros materiais necessários ao grupo. “Eu era responsável pelo caminhão e levava o rancho e os mantimentos. Nas paradas, a gente se reunia novamente”, conta. Canisio também recorda uma regra que exigia atenção aos objetos distribuídos aos soldados. Cada integrante precisava cuidar

Depois do serviço militar, os integrantes retornaram às comunidades de origem e seguiram caminhos diferentes. As emancipações municipais também mudaram os endereços. Companheiros que partiram identificados como moradores de Estrela passaram a viver oficialmente em cidades distintas, embora a história compartilhada permanecesse a mesma.

Os reencontros começaram anos mais tarde e se transformaram em tradição. A cada edição, veteranos e familiares voltam a se reunir para recordar os colegas, mostrar fotografias e atualizar as histórias construídas desde 1976.

Na edição dos 50 anos, o tempo apareceu em cada documento preservado, nos rostos jovens das fotografias e nas lembranças contadas por quem viveu o período. Mais do que celebrar a passagem pelo Exército, o encontro em Westfália reforçou uma amizade iniciada quando aqueles jovens deixaram o interior, muitos pela primeira vez, e seguiram juntos para Jaguarão.

DIVULGAÇÃO

Reconstrução da ponte baixa terá início após avaliação técnica

Dano maior está nas cabeceiras da estrutura. Nível do rio dificulta trabalhos

Oprefeito em exercício Lairton Heineck e o secretário municipal de Obras, Márcio Busch, informaram que a reconstrução das cabeceiras da ponte baixa será iniciada assim que o nível das águas baixar e a equipe técnica concluir a avaliação das condições da estrutura.

A medida é necessária para definir a melhor forma de execução da obra e garantir segurança durante

todo o processo. Conforme Busch, os trabalhos serão complexos e exigirão um período prolongado de execução devido aos danos causados no local.

Enquanto a reconstrução não é iniciada, a administração municipal pede a compreensão da comunidade, destacando que a segurança dos trabalhadores e dos usuários deve ser prioridade.

“O transtorno é grande e sabemos da importância desta ligação para a comunidade, mas não podemos colocar vidas em risco. Vamos iniciar a reconstrução assim que houver condições técnicas e de segurança, trabalhando com responsabilidade para devolver esta travessia à população o mais breve possível”, afirmou Heineck.

Rotas alternativas

Como rotas alternativas, pedestres e motociclistas podem utilizar a pinguela, sempre com atenção redobrada durante a travessia. Já os demais veículos podem acessar a Barra do Fão, seguir pela subida de Pouso Novo e, posteriormente, pela BR-386. Outra opção é utilizar a ERS-130, passando por Arroio do Meio, Distrito de Forqueta e Linha Cairú.

MARQUES DE SOUZA
Ponte baixa segue bloqueada por conta do nível do Forqueta. Ainda não há previsão de quando será liberada
GIOVANE WEBER

ATLETISMO

CAMPEÃO GAÚCHO É CONVOCADO PARA OS JOGOS ESCOLARES BRASILEIROS

Aluno da Emef Santo Antônio de Pádua, de Mato Leitão, representará o Rio Grande do Sul no JEBs 2026, em Brasília, após conquistar o título estadual no Hexatlo

Oatleta Eric dos Santos da Silva, aluno da Escola Municipal de Ensino Fundamental Santo Antônio de Pádua, de Mato Leitão, foi convocado pela Federação do Desporto Escolar do Rio Grande do Sul para integrar a delegação gaúcha nos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs) 2026. A competição será realizada entre os dias 11 e 26 de setembro, em Brasília.

A convocação ocorre após o desempenho de destaque no Campeonato Estudantil do Rio Grande do Sul (Cergs), disputado no último domingo, 26. Eric conquistou o título de campeão gaúcho na prova de Hexatlo, garantindo vaga na equipe masculina do Rio Grande do Sul, que contará com 17 atletas na competição nacional.

O estudante integra a Oficina de Atletismo desenvolvida pela Administração Municipal de Mato Leitão e amplia a lista de talentos esportivos do município com resultados em nível estadual.

O Hexatlo é uma prova combinada que exige desempenho em seis modalidades: 100 metros com barreiras, salto em distância, arremesso de peso, salto em altura, lançamento de dardo e corrida de 800 metros.

Os Jogos Escolares Brasileiros Sub-14 reunirão estudantes -atletas de 12 a 14 anos dos 26 estados e do Distrito Federal. A edição de 2026 contará com disputas em 19 modalidades esportivas e é considerada a principal competição escolar do país.

Convocação ocorre após o desempenho de destaque no Campeonato Estudantil do Rio Grande do Sul

EZEQUIEL NEITZKE

ezequiel@grupoahora.net.br

ALTERNATIVA AO FUTEBOL NO SEGUNDO SEMESTRE

As últimas semanas voltaram a expor uma fragilidade que o Vale do Taquari conhece bem. A chuva elevou o nível dos rios, provocou alagamentos, colocou comunidades em alerta e, mais uma vez, interferiu na rotina da região. No futebol, o reflexo foi imediato. A abertura da Copa Certel/Sicredi precisou ser adiada, repetindo um roteiro que já deixou de ser exceção para virar quase uma tradição. Quando o assunto é Campeonato Regional, o clima insiste em entrar em campo.

Neste sábado temos nova previsão de instabilidade no Vale. A situação preocupa os clubes mandantes pois eles trabalham a semana toda para organizar o jogo e receber bem os visitantes.

Ano após ano, o maior adversário da Copa Certel/Sicredi não veste uniforme e chega todos os anos com a mesma força: o inverno do Vale do Taquari. A última partida de estreia ocorreu em 2024, em Conventos, com o confronto entre Estudiantes e Nova Berlim. O Regional evolui em organização, qualidade técnica e visibilidade, mas basta uma sequência de chuva ou alguns dias de frio intenso para o roteiro se repetir, como gramados encharcados, rodadas adiadas, arquibancadas vazias e prejuízo para todos. É um problema previsível. E, justamente por isso, precisa ser enfrentado. Inclusive, alguns clubes não sabem se conseguirão jogar em casa a competição neste ano, caso do Cruzeiro, de Cruzeiro do Sul, na Série A, e o Rudibar, no veterano, por conta das recentes cheias. No lançamento da competição, uma provocação foi feita pelo Taquariense. Apresentada pelo diretor esportivo Chico e idealizada pelo presidente Evandro, merece muito mais do que um comentário de bastidor. Merece entrar na pauta oficial da Aslivata. A proposta de adotar um calendário semelhante ao europeu, iniciando a competição mais tarde e encerrando-a entre fevereiro e março, não é devaneio dos dirigentes. É uma demonstração de que alguém resolveu olhar para o problema sem medo de questionar um modelo que se repete há anos.

O CALENDÁRIO PERFEITO NÃO EXISTE

É claro que a ideia também tem seus pontos de atenção. Janeiro e fevereiro são meses de férias, período em que muitas famílias deixam a região em direção ao litoral. Isso pode significar arquibancadas menos cheias, menor arrecadação e até dificuldade para mobilizar jogadores, dirigentes, voluntários e patrocinadores. Trocar o inverno pelo verão não elimina todos os obstáculos, eu sei.

Mas existe uma diferença importante. As férias acontecem todos os anos nas mesmas datas. Clubes, torcedores e patrocinadores conseguem se organizar. Já o clima não oferece essa previsibilidade. Ninguém consegue planejar uma enchente, uma semana inteira de chuva ou sucessivos adiamentos que comprometem o andamento da competição e desgastam todos os envolvidos.

Existe um apego quase automático à tradição. Mas tradição, quando impede a evolução, deixa de ser virtude e passa a ser obstáculo. O futebol amador de hoje não é o mesmo de dez ou vinte anos atrás. Os clubes investem mais, contratam jogadores com currículo profissional, estruturam transmissões, mobilizam patrocinadores e movimentam milhares de pessoas. A competição deixou de ser apenas um campeonato de comunidades. Tornou-se um produto regional. E todo produto precisa pensar no seu público. O Regional vive do torcedor. É ele quem enfrenta estrada de chão, paga ingresso, consome nos bares dos clubes e transforma um domingo de futebol em encontro da comunidade. Quando o clima afasta esse público, todos perdem. O espetáculo perde. Os clubes perdem. Os patrocinadores perdem. A Aslivata tem diante de si uma oportunidade para a próxima temporada, discutir o futuro antes que a próxima chuva obrigue todos a discutir apenas o próximo adiamento. Não existe calendário perfeito. Existe o calendário mais inteligente para cada realidade. E, hoje, talvez seja mais sensato lidar com um público reduzido por causa das férias do que ver estádios vazios porque a bola sequer conseguiu rolar.

DIVULGAÇÃO

Plantar, colher e saborear

A Escola Municipal 25 de Julho, de Cruzeiro do Sul, desenvolvia o projeto de horta escolar. Estudantes e professores semearam e cuidaram das hortaliças, que foram reforçar a merenda escolar. Uma das intenções era melhorar as escolhas, deixar de lado os doces e salgadinhos para acrescentar frutas, verduras e legumes. A ação na escola ia ao encontro do programa da Secretaria de Educação “Aprendendo a comer bem com as nutriamigas”.

Estudantes participavam do plantio, da colheita e do consumo

Parceria para pavimentar

a

Rua da Divisa

Uma parceria entre as administrações de Lajeado e Cruzeiro do Sul viabilizaria a recuperação do calçamento na rua da Divisa. No total seriam investidos R$ 18 mil.

Via estava em péssimo estado de conservação

Lista telefônica ou 102?

A telefonia fixa dava ao usuário duas opções para acessar informações de assinantes e respectivos números de telefone. Poderia optar pela lista telefônica de papel ou o acesso gratuito ao 102.

Cine Avenida anunciava o fechamento

A mais antiga casa de espetáculo, à época, anunciava o seu fechamento para 2 de agosto de 1976. O motivo seria os cons-

Hoje é

- Dia Mundial do Guarda Florestal - Dia da Campanha do Quilo

Santo do dia:

Dia de Santo Inácio de Loyola

tantes déficits devido a pouca presença de público. Antes do fechamento, no dia 1º, domingo de kerb, seria exibido o último filme.

O Cine Avenida abriu suas portas em maio de 1949 e funcionou por 27 anos.

Com o encerramento das atividades do Avenida, o cine Alvorada tinha a promessa passar por reformas e exibir filmes do circuito nacional.

A intenção era reinaugurar em setembro daquele ano com a exibição do filme “Inferno na Torre”.

Reabertura do cinema Alvorada seria com a exibição do filme Inferno na Torre

MATEUS SOUZA

Jornalista

OPAULO KOHLRAUSCH

Gestão não é sobre números. É sobre pessoas ERS-129: a conta chegou

bloqueio total da ponte sobre o Rio Guaporé, na ERS-129, entre Encantado e Muçum, pegou a comunidade regional de surpresa. Foi um baque para o Vale, tão impactado por tragédias e eventos climáticos extremos nos últimos anos. Até então, não se discutia qualquer possibilidade de que isso ocorresse. Não havia indício algum de um problema estrutural grave.

De fato, liberar qualquer tipo de travessia por ali é temerário, mesmo a pé. Creio que nem as autoridades municipais e estaduais, nem profissionais da área de engenharia assumiriam esse risco. Cruzei a ponte no sábado passado com um certo receio. Porém, é preciso falar também deste assunto sob outra ótica. Falamos de uma rodovia projetada há meio século, em tempos onde o fluxo de veículos era significativamente menor. De uma ponte que tem facilmente mais de 40 anos desde sua construção. E que, suponho, nunca passou por uma grande reforma estrutural em sua história.

Por esse ponto de vista, o bloqueio não surpreende. E diz muito sobre a nossa infraestrutura logística. Mesmo as principais rodovias apresentam trechos com problemas ou defasagem estrutural. São rodovias do século passado, mas que não avançaram para o século XXI. No caso da 129, a

conta chegou no pior momento possível. Agora precisamos arcar com as consequências.

ALIÁS

Há anos (ou décadas, como comprovam recortes antigos de jornais da região) se fala em modernização da nossa malha viária, por meio de duplicações, novas pontes, viadutos e etc. É um assunto importantíssimo, mas que quase nunca sai do lugar. Além da BR-386, que foi duplicada entre Estrela e Tabaí na década passada, e entre Lajeado e Marques de Souza nos últimos

tão contestado Plano de Concessões foi uma (válida) tentativa do governador Eduardo Leite

cinco anos, qual foi a obra de grande impacto na mobilidade regional recente? (Excetuando aqui a ponte da ERS-130 e as demais travessias reconstruídas por conta das catástrofes climáticas). Ok, tivemos uns trevos novos aqui, interseções ali, viadutos. São obras importantes, porém em sua maioria isoladas nas rodovias estaduais. Elas possuem um grande impacto local, mas pouco interferem na dinâmica regional. E, a julgar pela dificuldade do governo estadual de avançar em projetos estruturantes, seguiremos por um bom tempo sem essas intervenções.

plano de obras consistente. No entanto, dos três blocos, apenas o 3 (na Serra) avançou para as últimas etapas e efetivamente saiu do papel.

Já o bloco 2 começou a ser estruturado em 2021, ficou em banho-maria devido a campanha eleitoral de 2022 e não avançou em 2023 e 2024 por conta das enchentes. Em 2025, as discussões ficaram mais tarifa do pedágio e a implementação do sistema free flow, mas pouco se debateu da importância da execução das obras previstas. E, de novo, o plano subiu no telhado.

Não cabe a mim julgar se esse plano é o ideal ou não. Deixo essa análise para líderes regionais, gestores municipais e especialistas. O que me preocupa, de fato, é com as condições das nossas rodovias. Vamos ficar mais 50 anos parados no tempo? Essa, definitivamente, não é uma opção.

Essa frase pode parecer óbvia para quem trabalha com liderança há anos, mas a verdade é que muitos ainda confundem essas duas coisas. E isso explica por que tantas organizações, sejam prefeituras, empresas ou comércios locais, enfrentam uma crise silenciosa: a falta de mão de obra qualificada e a ausência de novas lideranças.

O paradoxo do momento

Vivemos um momento curioso. As organizações têm hoje mais tecnologia, dados e sistemas do que nunca. No entanto, faltam pessoas preparadas. Faltam líderes. E, quando faltam as pessoas certas, nenhum relatório financeiro salva um negócio.

Conheço essa realidade de perto. Passei 16 anos à frente de uma prefeitura e, depois, vi o mesmo padrão se repetir em dezenas de municípios e empresas: gestores em busca de profissionais qualificados, equipes desmotivadas e um vazio na liderança.

O problema central raramente é a falta de dinheiro ou de processos. É a falta de gente qualificada e de gestores dispostos a desenvolver suas equipes.

A tríade da gestão

Toda organização que funciona depende de três pilares: estratégia (saber para onde ir), processos (saber como chegar lá) e pessoas (ter quem faça a caminhada).

Você pode ter a melhor estratégia e processos impecáveis, mas, sem as pessoas certas, a engrenagem trava.”

Você pode ter a melhor estratégia e processos impecáveis, mas, sem as pessoas certas, a engrenagem trava. Em Empresas Feitas para Vencer, Jim Collins faz uma pergunta essencial: “Primeiro quem, depois o quê?” Antes de definir os objetivos, você precisa garantir que tem a equipe certa no barco.

Por que isso importa agora?

A escassez de profissionais não é um acaso; é consequência de anos sem investimento no desenvolvimento humano. Quando a empresa não cria espaço para o crescimento, os talentos buscam outros caminhos. Tentar resolver isso apenas aumentando salários é tentar consertar, com dinheiro, um problema de gestão.

Uma liderança eficiente foca no essencial: recruta pessoas com boa atitude, capacita continuamente, comunica-se com clareza e reconhece o valor de cada integrante da equipe. Quando isso acontece, os resultados vêm naturalmente, e os processos fluem.

A pergunta que importa:

Se você lidera um negócio ou uma equipe, a pergunta principal não é “Como estão meus números?”, mas sim: “Tenho as pessoas certas ao meu lado e estou investindo nelas?”

A crise de mão de obra é uma oportunidade para mudar a forma de liderar. Gestão de verdade é aquela que desenvolve pessoas para alcançar resultados e, ao mesmo tempo, formar novos líderes. É isso que transforma empresas e fortalece a nossa região. Que tipo de gestor você escolhe ser?

Indicação bibliográfica: Empresas Feitas para Vencer, de Jim Collins.

MATEUS SOUZA

Sexta-feira, 31 de julho de 2026

Fechamento da edição: 18h

15º | MÁX: 29º

Antigo Sesi dá espaço a complexo

Adquirida no ano passado por mais de R$ 900 mil, antiga área do Sesi passa a receber obras do Complexo Esportivo Teutônia. O investimento no espaço é de R$ 1,5 milhão. Projeto contempla quadra de futebol society e basquete, playground, pista de caminhada.

NOVA GERAÇÃO |

Fundado em 13/1/1966

Avulso: R$ 5,90

Sexta-feira, 31 de julho 2026 | Ano 60 | Edição nº 3130

Frigorífico Estrela volta

a leilão em Bom Retiro

LAUTENIR

O complexo do Frigorífico

Estrela, em Bom Retiro do Sul, voltará a leilão no dia 13 de agosto. Esta será a terceira tentativa de venda do imóvel, após certames realizados em 2022 e 2025. O lance inicial é de R$ 5,3 milhões, enquanto o valor de avaliação chega a R$ 8,855 milhões.

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Habitação reduz o impacto das enchentes

As cheias voltaram a atingir Estrela e Colinas em julho, mas o número de famílias removidas apresenta diminuição. O avanço dos programas habitacionais, aliado aos planos de contingência, começa a reduzir os impactos das inundações.

Indústrias e obras aquecem mercado

Mais de 100 vagas de emprego estão abertas em Teutônia, com destaque para a indústria e a construção civil. O movimento acompanha o bom desempenho do mercado de trabalho: segundo dados do Caged, o município encerrou junho com saldo positivo de 45 empregos formais.

Caravana NG celebra junto à 27a Festa do Colono e Motorista

O cenário é impulsionado pelo aumento dos investimentos, novos empreendimentos e pela expansão do setor industrial. Com a demanda por trabalhadores em alta, a administração municipal também amplia a oferta de cursos gratuitos de qualificação para preparar profissionais.

Complexo

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Estrela • Teutônia
Bom Retiro do Sul • Fazenda Vilanova
Colinas
Imigrante

CAFEZINHO COM

Moradora de Estrela desde a infância, Sabrina Bruxel Sulzbach, 48, assumiu recentemente a presidência do Lions Clube de Estrela para o ano leonístico 2026/2027. Integrante da entidade há alguns anos, ela fala ao Cafezinho com NG sobre a trajetória no voluntariado, os desafios da nova gestão e as ações que o clube prepara para os próximos meses.

Como começou tua trajetória no Lions Clube e o que te motivou a permanecer no voluntariado?

Sabrina: Minha história com o Lions começou depois que meu marido visitou uma exposição sobre o clube no Memorial de Estrela. Ele conheceu melhor o trabalho desenvolvido pela entidade e chegou em casa falando sobre o propósito do Lions. Aquilo despertou nosso interesse e fizemos juntos a inscrição pelo Portal Internacional. Permaneci porque encontrei no voluntariado uma oportunidade de fazer a diferença na vida das pessoas. Participar das ações, trabalhar em equipe e contribuir com a comunidade reforça, todos os dias, meu compromisso com o lema do Lions: “Nós Servimos”.

O que representa assumir a presidência nesta gestão?

Sabrina: É uma grande honra, mas também uma enorme responsabilidade. Recebo essa missão com gratidão e com o compromisso de dar continuidade ao excelente trabalho realizado pelas diretorias anteriores. Espero fortalecer ainda mais o espírito de união entre os associados, ampliar os projetos do clube e incentivar novas pessoas a participarem. Acredito que liderar é servir, por isso quero conduzir esta gestão com diálogo, respeito, cooperação e trabalho em equipe.

Quais são as principais metas para este ano leonístico?

Sabrina: Nossa prioridade é fortalecer o Lions Clube de Estrela, incentivando a participação ativa dos associados e ampliando as ações voltadas às áreas da saúde, assistência social, educação e meio ambiente. Também queremos aproximar ainda mais o clube da comunidade, mostrando o impacto do voluntariado e atraindo novos integrantes para dar continuidade a esse trabalho.

Quais ações a comunidade já pode esperar nos próximos meses?

Sabrina: Teremos uma agenda bastante intensa. Em agosto participaremos do Festival da Cerveja Artesanal, com

arrecadação de alimentos, e também do Festival Brasa e Prosa. Em setembro acontece o tradicional Sarau de Damas, neste ano com o tema “Aloha – Festa do Havaí”. Em outubro estaremos na Oktober da Acerva com mais uma campanha solidária, celebraremos os 68 anos do Lions Clube de Estrela e receberemos a visita oficial do governador do Distrito LD-2. Todas essas ações têm como objetivo fortalecer o voluntariado e beneficiar a comunidade.

Qual é a importância do trabalho voluntário desenvolvido pelo Lions em Estrela?

Sabrina: O Lions vai muito além da realização de eventos. Nosso propósito é identificar as necessidades da comunidade e desenvolver ações que realmente façam a diferença. Ao longo de quase sete décadas, o clube construiu uma história baseada na solidariedade, no companheirismo e no compromisso com o bem comum. Projetos como o Música na Escola e o Velhos Amigos mostram que o voluntariado transforma vidas em diferentes fases da vida. Quem serve também cresce como pessoa.

Que mensagem tu deixa para quem deseja conhecer o Lions?

Sabrina: Gostaria de convidar todas as pessoas a conhecerem o Lions Clube de Estrela. Somos formados por pessoas de diferentes profissões e histórias, mas unidas pelo mesmo propósito: servir ao próximo. Nem sempre é preciso fazer grandes coisas para transformar uma vida. Um gesto de solidariedade ou algumas horas dedicadas ao voluntariado já fazem diferença. O clube está de portas abertas para quem deseja contribuir e ajudar a construir uma comunidade cada vez mais humana, solidária e participativa.

Duas cheias em julho reforçam desafios na microrregião

Estrela e Colinas reduziram o número de famílias desalojadas nas duas elevações do Rio Taquari, mas centenas de moradores ainda vivem em áreas vulneráveis enquanto aguardam soluções habitacionais definitivas. Municípios ampliam investimentos em prevenção, tecnologia e adaptação climática diante da previsão de novos eventos extremos

ESTRELA/COLINAS

Ointervalo entre as duas cheias registradas em julho foi de poucos dias, mas suficiente para testar novamente a capacidade de resposta dos municípios mais atingidos pelas enchentes no Vale do Taquari. Se em 2024 o desafio era retirar milhares de pessoas em meio ao avanço rápido da água, um ano depois a prioridade passa a ser outra: reduzir os impactos de uma realidade que tende a se repetir.

Em Estrela e Colinas, as equipes voltaram às ruas para monitorar o nível do Rio Taquari, orientar moradores e organizar remoções preventivas. Embora as

duas ocorrências tenham provocado transtornos, os números ficaram muito abaixo dos registrados em enchentes anteriores com cotas semelhantes. O resultado é atribuído ao avanço dos programas habitacionais, ao aperfeiçoamento dos planos de contingência e ao investimento em monitoramento e prevenção.

Os avanços aparecem nas estatísticas, mas também revelam o tamanho do desafio que ainda permanece. Em Estrela, pelo menos 235 residências seguem localizadas entre as cotas 23 e 25, faixas suscetíveis às inundações.

Ao mesmo tempo, o município concentra o maior programa habitacional da região, com 1.669 moradias previstas por diferentes iniciativas públicas e privadas.

Em Colinas, cinco casas já foram

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Reportagem: Daniely Schwambach

Após a tragédia de 2024, famílias sonham em deixar áreas alagáveis no passado

entregues às famílias atingidas pelas enchentes e outras 17 unidades aguardam a conclusão dos trâmites para receber os novos moradores.

A redução no número de remoções demonstra que a reconstrução começou a alterar a dinâmica das cheias, mas também evidencia que centenas de famílias continuam convivendo com o risco enquanto aguardam uma solução definitiva.

Menos remoções, resposta mais rápido

A principal diferença entre as duas cheias registradas em julho está na quantidade de famílias retiradas das áreas de risco.

Em Estrela, enchentes com cotas semelhantes chegaram a desabrigar quase 600 famílias. Nas duas ocorrências deste mês, pouco mais de 50 famílias precisaram deixar as residências. Segundo a prefeita Carine Schwingel, o resultado é consequência das ações adotadas após

DANIÉLY SCHWAMBACH
Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br
Imigrante
Teutônia
Em 2024, saímos só com a roupa do corpo. Perdemos a casa, perdemos tudo. Os bichos ficaram lá”

O município também aperfeiçoou o Plano de Contingência. Na segunda cheia de julho, utilizou inteligência artificial para cruzar informações da Defesa Civil com os dados enviados pelas equipes em campo, ampliando a precisão das remoções preventivas.

A operação contou ainda com apoio de voluntários, servidores e empresas, que disponibilizaram caminhões, máquinas e equipes.

“O maior desafio nas enchentes é obter informações cada vez mais precisas para comunicar a comunidade e dar uma resposta rápida às famílias que precisam ser retiradas”, afirma Carine.

de chuva, biovaletas, calçadas drenantes, Caminhos do Rio, Parque Linear Moinhos e Zigue-Zague.

Aprendizado refletiu em Colinas

Colinas também enfrentou a segunda cheia do mês em cenário diferente do registrado em anos anteriores.

O MEDO CONTINUA MORANDO AO LADO DO RIO

A placa de “vende-se ou troca” em frente à casa resume o desejo de Rosimere de Aquino, 49 anos. Depois de perder tudo na enchente histórica de 2024, quando morava no Bairro Moinhos, ela sonha em deixar para trás o medo que passou a fazer parte da rotina da família.

Há cerca de dois anos, Rosimere vive ao lado da Ponte Baixa com o marido e a filha, Evilyn Sofia, de 13 anos. Na casa atual, a água não entrou durante as duas cheias registradas em julho. Ainda assim, cada previsão de chuva faz o trauma voltar. “Saímos só com a roupa do corpo. Perdemos a casa, perdemos tudo. Os bichos ficaram lá”, lembra.

Na primeira cheia deste mês, a família preferiu dormir na casa de conhecidos. Na segunda, permaneceu na residência, mas praticamente não conseguiu descansar. “O sentimento é de muito medo e preocupação.” Segundo ela, qualquer mudança no tempo desperta a lembrança da enchente de 2024. Por isso, decidiu colocar o imóvel à venda. Mais do que mudar de endereço, a família procura tranquilidade. Enquanto acompanha diariamente o comportamento do Rio Taquari da varanda de casa, Rosimere resume em poucas palavras o sentimento de muitas famílias que ainda aguardam uma oportunidade para recomeçar. “Isso não é vida.”

a enchente histórica de 2024, principalmente a retirada gradual de moradores das áreas mais vulneráveis e o avanço dos programas habitacionais.

A nova sede da Defesa Civil, equipada com georreferenciamento das manchas de inundação e cinco estações meteorológicas via satélite, reforçou o monitoramento do Rio Taquari. O município também aposta em projetos de adaptação climática, como jardins

Na primeira elevação do rio, oito famílias deixaram as residências preventivamente. Apenas uma permaneceu no abrigo municipal. Dias depois, quando o Taquari voltou a subir, somente duas famílias precisaram ser removidas.

Para o prefeito Marcelo Schröer, o resultado demonstra a evolução do Plano de Contingência e dos treinamentos realizados após a enchente histórica. “Conseguimos mostrar para a população que o Plano de Contingência de Colinas

funcionou. Nossos treinamentos, nossas ações e preparação foram fundamentais”, destaca.

O município mantém atualizado o cadastro das famílias residentes nas áreas suscetíveis às cheias e segue investindo em programas habitacionais desenvolvidos em parceria com os governos Estadual e Federal.

Apesar da resposta mais rápida

às cheias, os dois municípios reconhecem que a reconstrução depende do avanço da política habitacional.

Em Estrela, as 1.669 moradias previstas representam a maior frente de reconstrução da região. Já em Colinas, cinco famílias receberam novas casas e outras 17 unidades aguardam apenas a entrega oficial.

Acesso a Colinas pela ERS-129 foi liberado no fim da tarde de ontem
DANIÉLY SCHWAMBACH

Cenário econômico e desafios estruturais pautaram reunião da CACIS

EM SINTONIA

Areunião-almoço da CACIS (Câmara de Comércio, Indústria, Serviços e Agronegócio) de Estrela. Reuniu cerca de 140 empresários que participaram do evento na Società Italiana Fiori Dei Piani, o convidado foi o diretor de Relações Institucionais da Randoncorp e presidente do Conselho do Banco Randon, Joarez José Piccinini, que abordou o cenário econômico nacional e internacional.

O palestrante abordou temas como a relação comercial com a China, educação e infraestrutura. Ao final, reforçou o otimismo com o potencial do país,

ANIVERSARIANTE, da semana

1º/8 – Conpasul (42 anos)

1º/8 – Mecânica

Rio Branco (36 anos)

1º/8 – Morelli Mat. Construção (35 anos)

Sua empresa também pode ser mencionada neste espaço, envie a sua data comemorativa! Parabéns e um cordial abraço a todos.

destacando que o cenário futuro estará diretamente ligado às decisões políticas a partir das eleições de outubro. Com ampla experiência de mercado, o executivo apresentou dados e análises sobre os principais indicadores econômicos, além de compartilhar sua visão sobre os desafios estruturais do país. Entre os pontos destacados, esteve a taxa básica de juros. Segundo Piccinini, o Brasil poderia ter hoje uma Selic em torno de 4,5%, resultado de uma política monetária e fiscal consistente entre 2016 e 2022. Para ele, uma taxa equilibrada, capaz de estimular consumo e

AGENDA

investimento, deveria girar em torno de 8%. No entanto, com maior disciplina fiscal, o país poderia operar com juros entre 5% e 6%. Outro tema relevante foi a judicialização das relações de trabalho. Piccinini ressaltou que o Brasil figura entre os países com maior volume de ações trabalhistas, o que gera insegurança jurídica. Como comparação, citou um caso que presenciou na Inglaterra, onde um desligamento foi formalizado em um acordo simples, “de dois parágrafos, sem margem para litígios futuros”. No Brasil, segundo o executivo, uma empresa de 10 mil funcionários tem entre 2 e 3 mil processos trabalhistas.

Dia 4 a 7 de agosto: 8h: 27º Feira Internacional Construção - Construsul, em Porto Alegre.

Dia 6 de agosto: 11h30: Reunião Almoço da ACIL, em Lajeado.

Dia 8 de agosto: 15h: 9º Festival de Inverno ACERVA, em Estrela.

Dia 10 de agosto: 19h: Capacita CACIS, em Estrela.

Dia 12 a 16 de agosto: 8h: 20º Feira do Livro, em Lajeado.

Dia 28 a 30 de agosto: 19h30: 2º Festival Internacional do Folclore, em Imigrante.

Veja as matérias completas no site: grupoahora.net.br

- Foi lançada na semana anterior, dia 21, no auditório da Prefeitura de Lajeado, a programação da 20ª Feira do Livro, que reuniu autoridades, patrocinadores, apoiadores e parceiros responsáveis pela realização da feira, que ocorre de 12 a 16 de agosto.

- A CACIS, trará para o programa Capacita CACIS, no dia 10 de agosto, um novo curso tendo como pauta “Novas receitas no digital”, com a especialista Estevão Calheira sócio-diretor da

- O Fundo Social da Certaja Energia destina R$ 75 mil a entidades de sua área de atuação. Na edição de 2026, 52 projetos foram inscritos e 15

contemplados, valor aprovado na Assembleia Geral da cooperativa.

- Confira diariamente o quadro OPORTUNIDADES do rádio 102.9 e portal do Grupo A Hora, vagas de empregos disponíveis na região, as seleções estão abertas para todos os níveis de experiência. Acesse o link QR CODE acima.

- A campanha segue, a família de Léo Wolschick Soares, diagnosticado com AME tipo II, com movimentos de entidades, voluntários, e até manifestação que buscam sensibilizar a Justiça para garantir o medicamento de R$ 8,6 milhões. Contribua você também pelo pix 048.286.900-34.

A Univale promove noite de homenagens

A Univale Distribuidora de Bebidas realizou, no dia 11 de julho, na sede da AMBI, em Estrela, um evento especial alusivo ao Dia do Trabalhador, reunindo colaboradores, clientes, parceiros de negócios e diretores em uma noite marcada por reconhecimento, integração e celebração. Um dos momentos mais marcantes da noite foi a entrega das homenagens aos colaboradores pelo tempo de empresa e pelos destaques em seus setores, além da premiação “Melhores

do Ano”, concedida a colaboradores e clientes parceiros que se destacaram por sua dedicação, parceria e resultados ao longo do último ano.

Na ocasião, os diretores Rui Grave e Marília Barghouti compartilharam mensagens de agradecimento aos presentes. Rui destacou a conquista do Selo de Sustentação do DPO, enquanto Marília reforçou o propósito da empresa, expresso no sonho da Univale: “Trabalhar feliz, vendendo mais e gastando certo”.

Construção civil e indústria aquecem mercado de trabalho em Teutônia

Sine do município tem vagas de emprego para contratação imediata em várias áreas, ao tempo em que Teutônia registra recorde de alvarás habitacionais e amplia cursos de qualificação para atender à demanda das empresas

Lautenir Junior lautenir@grupoahora.net.br

TEUTÔNIA

Mais de 100 vagas de emprego estão abertas em Teutônia, impulsionadas principalmente pela indústria e pela construção civil. O município registra aumento nos investimentos, avanço do mercado imobiliário e maior procura por profissionais qualificados. Para atender à demanda das empresas, a administração municipal amplia a oferta de cursos gratuitos de formação profissional. O cenário acompanha indicadores positivos da economia. Dados divulgados pelo IBGE apontam crescimento de 1,4% da indústria no acumulado do ano. Na construção civil, mais de 149 mil vagas foram abertas no país nos últimos 12 meses. Em Teutônia, o potencial de consumo de R$ 1,99 bilhão e os investimentos em novos empreendimentos reforçam a necessidade de mão de obra.

Construção civil

impulsiona investimentos

O setor da construção civil ganhou força em Teutônia com novos empreendimentos residenciais, comerciais e

Números

Mais de 100 vagas disponíveis no Sine

627 alvarás habitacionais emitidos em 2025

R$ 1,99 bilhão de potencial de consumo estimado para 2026

1,4% de crescimento da indústria brasileira no ano

149 mil vagas abertas pela construção civil no país nos últimos 12 meses

Cursos gratuitos: eletricidade predial, construção em alvenaria, pintura em obras e instalação hidráulica predial

industriais. O secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Valdir Griebler, destaca o aumento dos investimentos no município.

“Hoje Teutônia vive um momento de muitos investimentos. Temos novas construções, prédios, salas

comerciais e empreendimentos em diferentes pontos da cidade. A construção civil está muito aquecida e movimenta diversos segmentos da economia”, afirma.

O avanço também aparece nos números da habitação. Em 2025, Teutônia emitiu 627 alvarás habitacionais, o maior número da última década. Em 2020 foram 518 registros; em 2021, 489; em 2022, 540; e em 2023, 489.

O crescimento do setor aumentou a procura por profissionais.

“O maior desafio é encontrar mão de obra. Temos empresas contratando e obras acontecendo. Por isso estamos investindo em qualificação para preparar profissionais e atender essa demanda”, destaca Griebler.

Para ampliar a oferta de trabalhadores preparados, o município aderiu ao programa

Qualifica R.S., em parceria com o Governo do Estado. Estão disponíveis cursos gratuitos de eletricidade predial, construção em alvenaria, pintura em obras e instalação hidráulica predial.

Indústria concentra oportunidades

A força industrial de Teutônia se reflete na oferta de empregos. Conforme a coordenadora do Sine de Teutônia, Ana Paula Ahlert Severino, o município mantém uma das maiores disponibilidades de vagas da região.

“Teutônia possui um parque industrial muito forte. As indústrias de calçados, laticínios, móveis e metalúrgicas concentram grande parte das oportunidades e fazem com que o Sine esteja frequentemente entre os primeiros colocados da região em quantidade de vagas disponíveis”, afirma.

Além das áreas industriais, há oportunidades nos setores administrativo, estoque, vendas, vigilância, cozinha, comércio e construção civil.

“Quem procura uma oportunidade deve comparecer ao Sine com um documento de identificação com foto. Fazemos a consulta das vagas disponíveis e o encaminhamento para entrevistas conforme o perfil de cada candidato”, explica Ana Paula.

45 novos postos em junho

Em maio, Teutônia registrou saldo negativo de 33 vagas formais no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o pior resultado do Vale do Taquari no mês. Em junho, o município abriu 45 postos de trabalho e se firmou na 3ª posição positiva da região.

A economista Fernanda Sindelar avaliou que o Caged mensal não pode ser analisado de forma isolada.

Segundo ela, períodos anteriores e posteriores precisam ser considerados para compreender o cenário, já que oscilações mensais podem representar apenas um recorte específico e não um retrato completo da economia.

O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h30 e das 13h às 17h, no Quadrante do Lago, junto ao Centro Administrativo.

As indústrias fazem com que o Sine esteja frequentemente entre os primeiros colocados da região em quantidade de vagas disponíveis.”

ANA PAULA AHLERT SEVERINO COORDENADORA DO SINE TEUTÔNIA
Município oferece cursos gratuitos voltados à construção civil devido o aumento da demanda por mão de obra
Lactalis é uma das indústrias com vagas abertas. Interessados devem procurar o Sine de Teutônia
LAUTENIR JUNIOR
DIVULGAÇÃO

Mais de R$ 3,5 milhões ampliam qualidade de vida em Teutônia

Centro Administrativo e antiga área do SESI recebem investimentos para uso comunitário, com novos espaços esportivos e melhorias na estrutura para eventos

TEUTÔNIA

Mais de R$ 3,5 milhões na ampliação da infraestrutura voltada ao esporte, lazer e convivência comunitária em Teutônia. Os recursos envolvem a revitalização do Centro Administrativo, a implantação do Espaço Esportivo Comunitário na área do antigo SESI e a aquisição das benfeitorias do complexo, que passaram a integrar o patrimônio público municipal.

As intervenções ampliam os espaços destinados à prática esportiva, atividades culturais, encontros comunitários e realização de eventos. Os investimentos estão concentrados em áreas de uso coletivo que recebem programação ao longo do ano.

O Centro Administrativo passa por obras de requalificação em uma área de 6.611 metros quadrados. O projeto contempla melhorias na pavimentação, iluminação, paisagismo,

mobiliário urbano, calçadas, drenagem e acessibilidade.

O espaço, que abriga a sede do poder público municipal, também é utilizado pela comunidade para diferentes atividades. Ao longo do ano, recebe feiras, apresentações culturais, encontros comunitários e eventos de maior porte, como a Festa de Maio e o Festival de Canto Coral.

Espaços para uso coletivo

Na área do antigo SESI, o município iniciou a implantação do Espaço Esportivo Comunitário, primeira etapa de um novo complexo voltado ao esporte e ao lazer. O projeto prevê campo de futebol society com grama sintética, quadra de basquete 3x3, pista de caminhada, playground infantil e iluminação em LED.

O investimento nesta fase é de aproximadamente R$ 1,5 milhão. A implantação do complexo foi possível após a aquisição das benfeitorias da antiga estrutura do SESI, em um investimento de R$ 927 mil. Com a compra, a área passou a integrar o patrimônio público municipal.

O local também prevê espaço para uma futura pista atlética. O projeto está em fase de elaboração

Obra no Centro Administrativo avança em todos os quadrantes. Governo projeta conclusão nos próximos meses

Com essas melhorias, o Centro Administrativo passa a oferecer melhores condições para receber moradores e visitantes. Já o complexo esportivo amplia as opções para a prática de esportes e para o lazer.”

Feirão de Negócios

e busca ampliar a estrutura disponível para treinamentos e competições de atletismo e corrida. “O Centro Administrativo concentra eventos e atividades da comunidade. Com essas melhorias, o espaço passa a oferecer melhores condições para receber moradores e visitantes. Já o complexo esportivo amplia as opções para a prática de esportes e para o lazer”, afirma a secretária de Juventude, Cultura, Esporte e Lazer, Vanessa Carniel.

Somados, os investimentos na revitalização do Centro Administrativo, na aquisição das

benfeitorias do antigo SESI e na implantação da primeira etapa do complexo esportivo ultrapassam R$ 3,5 milhões.

As obras aumentam a capacidade do município para receber competições esportivas, eventos culturais, feiras e encontros comunitários. A estrutura também cria novas opções para caminhadas, atividades ao ar livre e uso da população. A futura pista atlética deve complementar o complexo e ampliar os espaços destinados aos treinamentos e competições esportivas.

Além de concentrar serviços públicos, o Centro Administrativo de Teutônia também é utilizado para a realização de eventos que reúnem a comunidade. Ao longo do ano, o espaço recebe feiras, apresentações culturais, encontros e atividades abertas ao público.

Neste fim de semana, o Pavilhão Multiuso da Prefeitura será palco da segunda edição do Feirão de Negócios da Cresol. O evento ocorre nos dias 1º e 2 de agosto, das 9h às 18h, sem fechar ao meio-dia.

A programação reúne centenas de veículos de diferentes modelos e marcas, com condições especiais de financiamento por meio da Cresol. A entrada é gratuita.

VANESSA
Lautenir Junior lautenir@grupoahora.net.br
FOTOS LAUTENIR JUNIOR
Projeto na área do antigo Sesi prevê campo de futebol society, quadra de basquete 3x3, pista de caminhada, playground infantil e iluminação em LED

Frigorífico Estrela vai a leilão pela terceira vez

Complexo industrial tem lance inicial de R$ 5,3 milhões. Venda ocorre em processo trabalhista e está marcada para 13 de agosto

Lautenir Junior lautenir@grupoahora.net.br

BOM RETIRO DO SUL

Ocomplexo do Frigorífico Estrela, em Bom Retiro do Sul, voltará a leilão no dia 13 de agosto. Esta será a terceira tentativa de venda do imóvel, depois de certames realizados em 2022 e 2025, que terminaram sem interessados.

O lance inicial foi fixado em R$ 5,3 milhões, cerca de 40% abaixo do valor de avaliação,

estimado em R$ 8,855 milhões. O leilão integra um processo que tramita na 2ª Vara do Trabalho de Estrela, movido por um grupo de 32 ex-funcionários contra o Frigorífico Estrela Ltda. Os lances poderão ser feitos de forma eletrônica e presencial, às 15h, em Erechim. O imóvel possui área de 57.256,40 metros quadrados, às margens da Rodovia Lindolfo Leonhardt, no bairro São João. Além do terreno, o edital inclui todo o complexo industrial, formado por dezenas de edificações e estruturas que, durante décadas, sustentaram uma das principais atividades econômicas de Bom Retiro do Sul.

Estado de deterioração

Durante a vistoria realizada por oficial de Justiça, também foram identificados cerca de 22 prédios distribuídos pelo terreno,

totalizando aproximadamente 3,6 mil metros quadrados de área construída. O relatório aponta, entretanto, que praticamente todas as edificações apresentam avançado estado de deterioração Conforme apontamento da prefeitura, o espaço contrariava normas de limpeza urbana, saúde pública e proteção ambiental. A atividade frigorífica no local começou no fim da década de 1970 e, ao longo dos anos, o empreendimento passou por diferentes administrações até ser assumido pelo Frigorífico Estrela, nos anos 2000.

Durante décadas, a planta foi uma das principais empregadoras de Bom Retiro do Sul e movimentou a economia do município e da região. As operações, porém, estão paralisadas há mais de dez anos. Desde então, o complexo tornouse símbolo do abandono industrial no município. Moradores relatam que o espaço sofreu sucessivos furtos, atos de vandalismo, retirada de equipamentos e intenso processo de sucateamento, situação que contrasta com a importância econômica que o frigorífico teve para a história do município. Com a nova tentativa de leilão, a expectativa é que o imóvel finalmente encontre um comprador, encerrando um longo período de abandono e possibilitando uma nova destinação para uma das maiores áreas industriais do município.

Espaço foi alvo de roubos e vandalismo ao longo da década, conforme a comunidade

Avançado estado de deterioração e processo trabalhista acompanham a planta desativada há mais de dez anos

Projeto transforma antiga área de metalúrgica em espaço turístico e esportivo

esportivas e investimento de R$ 1 milhão

Lautenir Junior lautenir@grupoahora.net.br

IMIGRANTE

UGERMANO STEVENS PREFEITO DE IMIGRANTE

ma área de quatro hectares no Centro de Imigrante, que pertencia à Metalúrgica Hassmann, dará lugar ao futuro Parque Poliesportivo do município. A prefeitura deve iniciar nos próximos meses a primeira etapa do projeto, com a construção de cinco quadras esportivas. O investimento previsto é de R$ 1 milhão, com metade dos recursos financiada pelo programa Avançar + Esporte, do governo do Estado, e o restante com recursos próprios.

O terreno passou a integrar o patrimônio do município após uma permuta entre a metalúrgica e a administração. O espaço será destinado a atividades esportivas, culturais, turísticas e de lazer, com a proposta de concentrar diferentes estruturas em um único local.

A primeira etapa prevê a construção de duas quadras de areia, um campo de futebol society, uma quadra poliesportiva para basquete, handebol e vôlei e uma quadra de tênis. A previsão é concluir essa fase até o fim do ano, caso as condições climáticas permitam. Segundo o prefeito Germano

Conseguimos uma área central, com quatro hectares, que dificilmente estaria disponível novamente para o município. A ideia é transformar esse espaço em um parque para uso da comunidade.”

Stevens, a aquisição da área representa uma oportunidade para ampliar os espaços públicos de convivência.

“Conseguimos uma área central, com quatro hectares, que

dificilmente estaria disponível novamente para o município. A ideia é transformar esse espaço em um parque para uso da comunidade.”

O projeto contempla novas etapas de implantação. Entre as estruturas planejadas estão pista de caminhada, ciclovia, espaço para camping e motorhomes, concha acústica para eventos e áreas destinadas à instalação de serviços por meio de concessão. Parte dessas intervenções deverá contar com recursos de emendas parlamentares.

Além do uso esportivo, a prefeitura pretende transferir para o local eventos promovidos pelo município. A área também será integrada à barragem municipal, ampliando as possibilidades de utilização do espaço.

Stevens afirma que o parque será construído de forma gradual, conforme a disponibilidade de recursos. “Não é uma obra para um mandato. A estrutura será implantada por etapas, conforme os investimentos forem acontecendo.”

Área de quatro hectares foi adquirida pelo município por meio de uma permuta com a Metalúrgica Hassmann
Objetivo é que o novo espaço concetre eventos tradicionais da cidade
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Festa de São Cristóvão reúne cerca de 900 pessoas em Fazenda Vilanova

Celebração serviu cerca de 830 almoços e mobilizou voluntários da comunidade. Recursos arrecadados serão destinados à recuperação da fachada da capela, com o objetivo de aproximá-la do projeto original FAZENDA VILANOVA

Fé, tradição e integração comunitária marcaram a 27ª Festa de São Cristóvão, promovida no último domingo, 26, em Fazenda Vilanova. Cerca de 900 pessoas passaram pela programação ao longo do dia, que reuniu missa, procissão, bênção dos veículos, almoço da festa, baile e atividades promovidas pela Caravana NG. A programação começou pela manhã, com a missa em homenagem a São Cristóvão, padroeiro

permaneceu acompanhando a programação da festa durante todo o dia.

Encerrada a carreata e a bênção dos veículos, a comunidade seguiu para o CTG Pousada dos Tropeiros, tradicional palco da festa, onde foi servido o almoço. Conforme a coordenadora da comunidade, Janete Rodrigues, foram servidos cerca de 830 almoços. Considerando também crianças e visitantes que participaram das demais atrações, a estimativa é de que aproximadamente 900 pessoas tenham passado pelo evento.

Durante a tarde, a programação teve sequência com o baile animado pela Banda Doce Desejo, reunindo moradores e visitantes em um momento de confraternização que encerrou a celebração

União fortalece a tradição

Para a coordenação, um dos principais resultados da festa foi o envolvimento da comunidade. Além dos moradores de São Cristóvão, comunidades vizinhas e entidades participaram das missas preparatórias e colaboraram com a organização da programação. Janete afirma que a união entre os voluntários e a participação da comunidade mantêm viva uma tradição construída ao longo de 27 edições. “Precisamos destacar a união da comunidade, a participação das comunidades próximas e das entidades que participaram das missas em preparação à festa. Outro ponto ressaltado pela coordenadora foi o trabalho voluntário. A preparação começou dias antes do evento, com a montagem da estrutura, organização dos espaços e preparo dos alimentos. No domingo, dezenas de voluntários se dividiram entre a cozinha, o serviço do almoço, o atendimento nas bebidas, a limpeza e o apoio às demais atividades. “Precisamos agradecer e elogiar o trabalho e a dedicação dos voluntários na preparação da festa, além de todos que ajudaram a preparar e servir o almoço e as bebidas.”

Além de preservar uma tradição religiosa, a Festa de São Cristóvão representa uma importante fonte de recursos para a comunidade

Parceiros fazem premiações ao longo da programação do Caravana NG

Caravana NG amplia a integração com o público

A programação deste ano também contou com a participação da Caravana NG, projeto do Grupo A Hora voltado à aproximação com as comunidades da região. Ao longo da tarde, a equipe promoveu brincadeiras, desafios e distribuição de brindes para públicos de diferentes idades. Crianças participaram de atividades recreativas, enquanto homens e mulheres disputaram provas e a tradicional dança da cadeira, reunindo dezenas de participantes. Além das brincadeiras, a Caravana NG realizou homenagens especiais durante a festa. Os aniversariantes do dia receberam lembranças da equipe. Também foi presenteada a única mulher presente que possui habilitação para dirigir caminhão, em reconhecimento à participação feminina em uma atividade ainda marcada pela maioria masculina. As ações movimentaram o público ao longo da tarde e complementaram a programação religiosa e festiva, reforçando o caráter comunitário do evento.

Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br

Recursos serão destinados à recuperação da capela

Além de preservar uma tradição religiosa, a Festa de São Cristóvão representa uma importante fonte de recursos para a comunidade.

Conforme Janete, o valor arreca dado nesta edição será destinado à recuperação da fachada da capela. Segundo ela, a frente da igreja apresenta diferenças em relação ao projeto original e a intenção é recuperar essas características.

“Nosso objetivo é fazer com que ela fique o mais próxima possível da planta original.

A coordenadora destaca que as melhorias executadas na área externa já contribuíram para reor ganizar os espaços internos da ca pela, mas a comunidade pretende dar continuidade às intervenções.

“Com a estrutura externa conse guimos organizar melhor o espaço interno. Hoje, o espaço ainda é o nosso maior desafio.”

Para a coordenação, a expres siva participação do público demonstra a força de uma cele bração que atravessa gerações. Mais do que arrecadar recursos para a comunidade, a Festa de São Cristóvão mantém viva a devo ção ao padroeiro dos motoristas, fortalece o voluntariado e reúne famílias de Fazenda Vilanova e da região em torno de uma tradição que chega à sua 27ª edição.

FOTOS: DANIÉLY SCHWAMBACH

Frigorífico expande produção em Bom Retiro

A JBS segue com oportunidades de contratação e investe na qualificação profissional como forma de desenvolver seus colaboradores e atender à demanda por mão de obra. A empresa oferece possibilidades de crescimento interno, mudança de função e incentiva a participação em cursos de capacitação Para as vagas de produção, o processo seletivo inclui entrevista e uma visita técnica à unidade. O objetivo é permitir que o candidato conheça o ambiente de trabalho e a rotina da fábrica antes da contratação.

A psicóloga organizacional Kethreen Minarini explica que a iniciativa busca aproximar o candidato da realidade da função. “A pessoa participa da entrevista e também conhece o ambiente de trabalho. Assim, ela consegue avaliar se a atividade faz sentido para o seu perfil antes de assumir a vaga”, afirma.

A empresa também investe na automação de parte dos processos produtivos, mas considera que a tecnologia não substitui completamente a mão de obra humana. “A automação vem para auxiliar em algumas atividades, mas as pessoas continuam sendo essenciais para

a operação”, destaca Kethreen. A unidade conta com atendimento de psicólogos, técnicos de enfermagem e médicos, além de convênios de saúde. Segundo Kethreen, o cuidado com a saúde física e mental faz parte da estratégia da empresa.

MEMÓRIAS DE aepan.ong@gmail.com

COM AIRTON

O primeiro milhão de Estrela no pós-guerra

Em 29 de outubro de 1945, poucos meses após o fim da Segunda Guerra Mundial, Estrela também olhava para o futuro. Naquela data, o prefeito Augusto Frederico Markus assinou o Decreto-Lei nº 10, que estabeleceu o orçamento municipal para o exercício de 1946.

Pela primeira vez, o orçamento municipal ultrapassava a marca de 1 milhão de cruzeiros. A receita e a despesa foram fixadas em Cr$ 1.070.000,00, demonstrando

equilíbrio financeiro e confiança no desenvolvimento econômico do município.

A principal fonte de arrecadação era a receita tributária, com destaque para a Taxa Rodoviária, responsável por Cr$ 350.000,00, evidenciando a importância das estradas para a agricultura, o comércio e a integração entre a sede e as comunidades do interior. Também se destacavam o Imposto de Licença e o Imposto sobre Indústria e Profissões.

Estradas, pontes e luz: as prioridades do município

O orçamento de Estrela para 1946 revela claramente quais eram as prioridades da administração municipal. A maior parcela dos recursos foi destinada às Obras e Melhoramentos Públicos, que receberam Cr$ 287.200,00, cerca de 27% de todo o orçamento. O maior investimento era destinado à conservação de estradas e pontes, com Cr$ 177.800,00. Em uma época em que o transporte terrestre assumia papel cada vez mais importante para o desenvolvimento regional, manter boas estradas significava garantir o escoamento da produção agrícola, fortalecer o comércio e aproximar

as comunidades do interior. Outro destaque era a infraestrutura urbana. O município destinava Cr$ 150.000,00 aos serviços de Luz e Força e previa arrecadar Cr$ 217.000,00 com os serviços públicos industriais, como o abastecimento de água e a iluminação pública.

Educação, saúde e assistência: investindo nas pessoas

O desenvolvimento de Estrela não se limitava às obras públicas.

A administração também investia nas pessoas. Foram destinados Cr$ 192.600,00 para educação, saúde, assistência social e estatística. A maior parcela ficou com a Instrução Pública, que recebeu Cr$ 120.200,00 para o pagamento

de professores, manutenção das escolas e aquisição de materiais. Na área da saúde, o orçamento previa Cr$ 15.100,00, enquanto a assistência social contava com Cr$ 30.000,00, valores significativos para a realidade da época. Outro dado interessante é a destinação de Cr$ 11.000,00 ao Serviço de Estatística.

A administração e a gestão de Augusto Frederico Markus

As últimas páginas do orçamento de 1946 mostram como funcionava a administração municipal de Estrela. A estrutura era simples, porém organizada, destinando Cr$ 266.600,00 ao funcionamento da Prefeitura.

O Gabinete do Prefeito, a Secretaria e a Contadoria concentravam os serviços administrativos. Também havia recursos destinados às Subprefeituras dos distritos, aproximando o poder público das comunidades

do interior em um município de grande extensão territorial. Outro aspecto moderno para a época era a autorização para contratar operações de crédito de até Cr$ 107.000,00, exclusivamente para antecipação de receita, garantindo equilíbrio financeiro durante o exercício. Assinado pelo prefeito Augusto Frederico Markus em 29 de outubro de 1945, o Decreto-Lei nº 10 constitui um importante retrato da administração municipal no imediato pós-guerra.

PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS

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Série de filmes

Grito de entusiasmo no flamenco Cosmético usado como realçador de cílios

"Triticum", em relação ao trigo (?) Santana, cantor de "Escreve Aí"

A geração de pessoas nascidas entre 1981 e 1995

Início de poemas Unidade molecular Neurologista (red.)

Quark up (símbolo)

Componentes do ecossistema (Biol.)

(?)-bumbá, encenação folclórica

Mastro de bandeiras Obras distribuídas pelo PNLD (BR)

Programação da paróquia

PARÓQUIA EVANGÉLICA

Muito (apócope) Queijo de soja

"Máximo", em MDC Indicado como útil "Você", em chats Enfeita; adorna

São oferecidas no bufê

Tribunal de Contas da União (sigla) "(?) Viva", sucesso de Chico Buarque

Partido de Lacerda Artigo indefinido (pl.)

"(?) Teológica", obra de Tomás de Aquino

Mascote dos Jogos Olímpicos de 2020

Gênero musical de Amália Rodrigues

Peça que mata vampiros (Lit.)

Produto da cevada usado na cerveja

BANCO

Posição de Beyoncé, para a música

Utensílio para modelar biscoitos (Cul.)

Observatório Nacional (sigla)

(?) free: grátis (ing.)

Ate; aperte

Capital peruana Título (abrev.)

Game (?): fim de jogo, em inglês

Império que conquistou Constantinopla

(?)-pronóbis, planta comestível

Saco de couro para líquidos

Principal curso fluvial da Itália

Taxa acrescida à poupança (sigla)

Cobertura rústica de casas

Unidade de venda da pipoca

O paciente da cirurgiã bariátrica

3/for — udn. 4/over — suma — tofu. 5/malte. 7/otomano. 9/miraitowa. 11/millennials.

HORÓSCOPO

ÁRIES: Conversas em família resolverão antigos conflitos. Encontre seu lugar e assuma novos desafios. No amor, vire o jogo e reformule planos de moradia.

TOURO: Encontros do dia terão um caráter transformador. Você poderá formalizar uma parceria ou firmar um acordo comercial, converse sobre detalhes.

GÊMEOS: Será um bom momento para finalizar um projeto e iniciar outro com melhor perspectiva de retorno.

CÂNCER: Se estiver planejando uma viagem, aproveite o período da noite para encontrar boas condições.

LEÃO: Aproveite este momento para conversas importantes com a família. Reencontros trarão revelações e entendimento de experiências passadas.

VIRGEM: Uma nova jornada começará com bons acordos e relações estimulantes. Conversas de hoje poderão mudar sua opinião sobre alguém.

Sábado – 1º/8

14h30min: Grupo de Senhoras de Novo Paraíso.

Domingo – 2/8

9h30min: Culto em Novo Paraíso. 19h: Culto em Estrela, com Santa Ceia.

Terça-feira – 4/8

9h: Reunião da Diaconia. 15h: OASE, em Estrela. 18h: Ensino Confirmatório – 1º ano.

19h30min: Encontro de Famílias, em Novo Paraíso.

Quarta-feira – 5/8

18h: Ensino Confirmatório – 2º ano.

Quinta-feira – 6/8

14h30min: OASE da Comunidade

São Lucas, em Linha Wink. 19h: Culto no Bairro Pinheiros. 19h: Reunião da Diretoria Sinodal. 19h: Homenagem aos Pais da Creche Colmeia.

Sexta-feira – 7/8

15h15min: Culto na Vovolândia.

Sábado – 8/8

8h15min: Ensino Confirmatório na Comunidade São Lucas.

Solução

LIBRA: Aproveite uma oportunidade de se associar ou de renegociar um contrato profissional e pense a longo prazo. Sucesso!

ESCORPIÃO: Conexões com estrangeiros, mestres e autoridades estarão aquecidas. Repense objetivos e determine prioridades do orçamento.

SAGITÁRIO: Aproveite o dia para circular, descobrir novidades, surpreender em entrevistas ou reuniões de trabalho e implantar novos conceitos.

CAPRICÓRNIO: Assuntos financeiros pedirão calma nas decisões e visão estratégica, evite repetir erros do passado, pense diferente.

AQUÁRIO: Se puder, tire um tempo só para você. Será bom momento para renovar sua imagem e encerrar processos do passado.

PEIXES: Valerá fazer terapia e atividades que promovam equilíbrio emocional e bem-estar. Portas se abrirão na carreira em breve.

Pedalando na Fazenda prepara sexta edição

O esporte integra as ações de incentivo ao empreendedorismo e à realização de eventos em Fazenda Vilanova. Entre as iniciativas coordenadas pela Secretaria Municipal de Esporte e Turismo está o Pedalando na Fazenda, que chega à sexta edição em novembro, dentro da programação de abertura do verão.

9h30min: Ensino Confirmatório em Novo Paraíso. 20h: Baile do Dia dos Pais, em Novo Paraíso.

Na edição de 2025, mais de 150 ciclistas participaram do passeio. Para este ano, a Administração Municipal conta outra vez com a parceria da RS Bikers na organização da atividade, que oferece opções para diferentes perfis e faixas etárias.

OBITUÁRIO

RITA TERESINHA HOMMERDING

O percurso de três quilômetros será aberto a todas as idades. Já os ciclistas mais experientes poderão escolher entre os trajetos de 14 quilômetros, com 240 metros de altimetria, e 37 quilômetros, com 750 metros de altimetria. Os percursos ocorrem por estradas municipais, sem trechos de trilha.

A largada será no Parque Municipal Encanto da Fazenda, espaço que integra os atrativos turísticos do município. A partir do local, as rotas passam por diferentes pontos e empreendimentos ligados ao turismo rural, histórico e cultural. Entre os locais contemplados nos trajetos estão a Lagoa da Fazenda Juliana, o Casarão e Museu Histórico da Juliana e o Morro da Cabrita.

BELARMINO ZACARIA DA SILVA

Morreu na quinta-feira, 30, aos 87 anos. Será sepultado no Cemitério Católico da Linha Arroio Galdino, em Sério.

ERMILO ANTÔNIO LAVALL

Morreu na quarta-feira, 29, aos 82 anos. Será cremado no Memorial e Crematório Jardim Montanha dos Vales, em Santa Cruz do Sul.

JOSÉ KATZ

Morreu na quarta-feira, 29, aos 80 anos. Foi cremado no Memorial e Crematório Jardim Montanha dos Vales, em Santa Cruz do Sul.

LOURDES MEZZACASA

Morreu na quarta-feira, 29, aos 84 anos. Foi sepultada no Cemitério Católico de Batuvira, em Progresso.

JOSE THEOBALDO GREGORY

Morreu na quarta-feira, 29, aos 84 anos. Foi sepultado no Cemitério Cruz das Almas, em Bom Retiro do Sul.

EVERTON BRESCIANE BECKER

Morreu na quarta-feira, 29, aos 45 anos. Foi cremado no Memorial e Crematório Jardim Montanha dos Vales, em Santa Cruz do Sul.

ODILLA LUCIETTO SAUTER

Morreu na quarta-feira, 29, aos 88 anos. Foi sepultada no Cemitério Católico da Hidráulica, em Lajeado.

Morreu na terça-feira, 28, aos 67 anos. Foi sepultada no Cemitério Católico de Estrela.

MARIO GUILHERME HOPPE

Morreu na segunda-feira, 27, aos 79 anos. Foi cremado no Memorial e Crematório Jardim Montanha dos Vales, em Santa Cruz do Sul.

MARIA CARNIEL DEMARCHI

Morreu na terça-feira, 28, aos 99 anos. Foi sepultada no Cemitério Católico de Xaxim, em Progresso.

SENILDA AULER

Morreu na segunda-feira, 27, aos 83 anos. Foi sepultada no Cemitério Evangélico Velho, em Marques de Souza.

ORNÉLIO ONOFRE FAGUNDES

Morreu na segunda-feira, 27, aos 94 anos. Foi sepultado no Cemitério Ponte Queimada, em Venâncio Aires.

LENI MARIA PORTZ

Morreu no domingo, 26, aos 80 anos. Foi sepultada no Cemitério Católico da Linha Arroio do Ouro, em Estrela.

LENITA MARIA BIERLMEIER

Morreu no domingo, 26, aos 80 anos. Foi cremada no Memorial e Crematório Jardim Montanha dos Vales, em Santa Cruz do Sul.

OSCAR LUIS HIRT

Morreu no domingo, 26, aos 88 anos. Foi sepultado no Cemitério Luterano do Florestal, em Lajeado.

IVO AVELINO KUHN

Morreu no sábado, 25, aos 94 anos. Foi sepultado no Cemitério Católico de Picada Augusta, em Cruzeiro do Sul.

ISOLDE MARIA SCHVAHN

Morreu no sábado, 25, aos 79 anos. Foi sepultada no Cemitério Católico de Estrela.

NINA SCIASCIA DA SILVA

Morreu no sábado, 25, aos 95 anos. Foi sepultada no Cemitério Católico do Florestal, em Lajeado.

ILDO ROHRIG

Morreu no sábado, 25, aos 66 anos. Foi sepultado no Cemitério Católico de Canabarro, em Teutônia.

FAZENDA VILANOVA

Firma é um dos clubes que estreiam neste sábado. Time encara o Cevaria às 14h50min

Copa de Inverno terá estreias e oito jogos na segunda rodada

Cinco equipes fazem o primeiro jogo na competição neste sábado; programação inicia às 12h30min na Soges

Zique Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br

ACopa de Inverno de Futebol 7 da Soges prossegue neste sábado, 25, com a disputa da segunda rodada. A programação reúne oito partidas, a partir das 12h30min, e marca a estreia de cinco equipes na competição. Entre os debutantes, Cevaria e Firma se enfrentam em um confronto que coloca frente a frente duas equipes que iniciam a caminhada no campeonato. Outro duelo de estreantes será entre Brocadores e Ambeve. Já

o Renegados faz sua primeira partida diante do Revoada, que busca a segunda vitória consecutiva.

A rodada acontece após um início de competição marcado pelo alto número de gols. Dos oito confrontos disputados na abertura, seis terminaram com vantagem de três ou mais gols para o vencedor. O principal destaque foi a goleada do Celtic sobre o Knecus VG por 9 a 0, o placar mais elástico da primeira rodada. O Bud FC também largou em alta ao vencer o Tsunami por 6 a 2. O Knecus/Uninter superou o Barcabier por 5 a 2. Outras duas equipes venceram por 4 a 1. O Galácticos bateu o Thundercats, enquanto o Capote derrotou o SPC. O Só Resenha também estreou com vitória ao fazer 4 a 1 sobre o Tricolor. Nos jogos mais equilibrados da rodada inaugural, o Revoada venceu o Demonhos Jr por

Agenda

Campo 1

12h30min – Tricolor x Capote

13h40min – Só Resenha x SPC

14h50min – Cevaria x Firma 16h – Brooklyn United x Celtic

Campo 2

12h30min – Galácticos x Knecus/Uniter

13h40min – Renegados x Revoada

14h50min – Sombras x Tsunami 16h – Brocadores x Ambeve

2 a 1, enquanto Sombras e Brooklyn United empataram em 2 a 2, único empate da primeira rodada. Com a sequência da competição, as equipes buscam consolidar posições na tabela e manter vivo o objetivo de avançar às fases decisivas.

FUTEBOL 7

CANOAGEM

AECA busca apoio para levar atletas ao Mundial de Canoagem

Quatro atletas de Estrela representarão o Brasil na Argentina e associação lança campanha para arrecadar R$ 35 mil necessários para a viagem

um custo de R$ 35 mil.

AAssociação Ecologia e Canoagem (AECA), de Estrela, iniciou uma campanha para arrecadar recursos que garantam a participação de quatro atletas e um dirigente no Campeonato Mundial de Canoagem Maratona da Federação Internacional de Canoagem (ICF). A competição será disputada entre os dias 22 e 25 de outubro, em Gualeguaychú, na Argentina.

As vagas foram conquistadas em fevereiro, durante a Copa Brasil, resultado que colocou a equipe estrelense como a única representante do Rio Grande do Sul no Mundial. Para viabilizar a viagem, hospedagem, logística e aluguel de embarcações, a associação estima

Segundo o diretor administrativo e financeiro da AECA, Edson Carvalho, a classificação representa um momento histórico para a entidade e para a canoagem gaúcha. “É um feito muito grande. Entre todas as equipes do Rio Grande do Sul, apenas a AECA terá atletas representando o Estado no Campeonato Mundial. Estamos muito felizes, mas esbarramos na questão financeira”, afirma. Para mobilizar a comunidade e o empresariado, a entidade lançou uma campanha com três modalidades de apoio. O kit Torcedor custa R$ 50 e inclui uma caneca temática. O kit Remador sai por R$ 150 e oferece camiseta e caneca personalizada com o nome do apoiador ou

da empresa. Já o kit Embaixador, no valor de R$ 300, garante o kit completo e a inserção do nome da empresa ou apoiador em um banner que acompanhará a equipe durante

a competição, além de divulgação nas redes sociais e na imprensa. Carvalho destaca que o envolvimento da comunidade será decisivo para transformar a classificação

em participação efetiva no Mundial. “Os atletas estão treinando forte e a expectativa é muito boa. Conseguir uma medalha para o Vale do Taquari em uma competição mundial seria algo histórico. Agora precisamos da força da comunidade e das empresas para tornar essa viagem possível.” O dirigente também ressalta a tradição da modalidade na região. “A canoagem no Vale do Taquari começou aqui, em Estrela. É o berço da modalidade no Estado. Mesmo com essa história, ainda enfrentamos dificuldade para conquistar patrocinadores. Por isso estamos buscando esse apoio coletivo.” Interessados em colaborar podem adquirir um dos kits da campanha diretamente com a AECA, por meio das redes sociais da associação, ou ainda fazer um pix no CNPJ da AECA: 88664024000196. A expectativa é reunir os R$ 35 mil necessários antes do embarque da delegação para a Argentina.

Zique Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br
As vagas foram conquistadas em fevereiro, durante a Copa Brasil, resultado colocou a equipe como a única representante do RS no Mundial
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