FAÇA SUA
ASSINATURA 51 3710.4200 51 99352.6402
ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR Quarta-feira, 30 de setembro de 2026 | Ano 25 - Nº 4192 | R$ 5,00 (dia útil) R$ 9,00 (fim de semana)
Exportação projeta o Vale GABRIEL PERETTI/DIVULGAÇÃO
RODRIGO MARTINI
Eleitores estão de olho VINI BILHAR
Semana decisiva ao Vale KARINE PINHEIRO
Pergunta que atravessa gerações PROMESSA DO GOLFE
Jovem de Lajeado no pódio pela Seleção Brasileira
DÁLIA NA CHINA
Cooperativa obteve aval para exportar carne de frango ao exigente mercado asiático. Primeiros embarques devem ocorrer entre o fim de outubro e o início de novembro. Movimento exalta dinamismo da economia regional PÁ G I N A | 7
Vicente Caliari, de 15 anos, termina no 10º lugar individual e ajuda o Brasil a conquistar a terceira colocação em torneio disputado na Argentina. PÁ G I N A | 16
Mercado formal reage e abre 159 vagas em agosto
Justiça eleitoral alerta para mudanças em locais de votação
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C A D E R N O | G8
TEU VOTO, NOSSO VALE
Movimento engaja eleitores pelo voto em candidatos locais Campanha da CIC-VT amplia debate sobre representação política e incentiva escolha de concorrentes da região Iniciativa fortalece a luta do Vale do Taquari para retornar aos parlamentos. Lideranças defendem que deputados ligados à região podem facilitar a articulação por
obras, investimentos em saúde, prevenção de desastres e recursos para infraestrutura. Entidade pretende manter a mobilização após a eleição.
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E D I TO R I A L
A B R E A S PA S
Voto exige compromisso
A
mobilização lançada pela CIC-VT em defesa de maior representação política do Vale do Taquari recoloca em pauta uma discussão recorrente na região: a capacidade de transformar demandas locais em decisões, investimentos e obras. Em um território marcado por desafios de infraestrutura, saúde e prevenção de desastres, parte relevante das soluções depende de governos e recursos que estão além das administrações municipais. O movimento “Teu Voto, Nosso Vale” acerta ao organizar prioridades objetivas. Rodovias, recursos de emendas, proteção contra eventos climáticos, hospitais de referência e articulação regional formam uma agenda que não termina com a eleição. Ao contrário, exige acompanhamento permanente e cobrança dos representantes eleitos.
O voto pode abrir a porta para essa interlocução, mas a cobrança é o que deve mantê-la aberta” Os números ajudam a dimensionar o desafio. Desde 2023, o Vale recebeu mais de R$ 330 milhões em emendas parlamentares, mas o valor representa apenas 6% do total destinado ao Estado. Mais do que discutir apenas a quantidade de recursos, é preciso avaliar a capacidade de articulação para que as necessidades regionais tenham espaço nas decisões. Representação, contudo, não se resume à eleição de nomes da região. Deputados, prefeitos, entidades e comunidade precisam manter uma atuação coordenada, com transparência sobre compromissos e resultados. O voto pode abrir a porta para essa interlocução, mas a cobrança é o que deve mantê-la aberta. O Vale precisa de voz, mas, sobretudo, de resultados. Filiado à
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“Acordo brincando e sempre acho um jeito de fazer graça” Caminhar dez metros ao lado de Eduardo da Silva Chiarelli significa parar a conversa pelo menos três vezes. Sempre há um aceno e um “aham” que já virou marca registrada. Ele calcula cumprimentar mais de cem pessoas por dia em Lajeado. Aos 56 anos, ele tem uma grande quantidade de seguidores nas redes sociais. A maior parte chegou na enchente de 2024, quando ele atuava como um repórter informal digital: repassava as medições do rio a quem estava preocupado com o nível do Taquari. O título de influenciador veio depois. O bordão “Aham” foi parar na camiseta, que usa sorrindo com a confiança de quem sabe que fazer amigos, é influenciar pessoas Andreia Rabaiolli
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Sua forma extrovertida de ver a vida é a característica mais evidente. Você a traz desde criança?
Sim, mas minha história não começa em Lajeado. Nasci em Porto Alegre e fui adotado por uma família daqui. Meu pai era bancário e a gente mudava de cidade com frequência. No colégio, eu precisava ser rápido. Chegava no meio do ano numa escola nova e pensava: até o recreio, tenho de fazer duas amizades. E fazia. Sou assim até hoje.
ANDREIA RABAIOLLI
Como o influenciador nasceu?
Fui levado pelas circunstâncias. Minha esposa enfrenta um câncer de mama e o cuidado com ela exige muito. Eu era representante comercial, não conseguia mais cumprir metas e me afastei da empresa. Vídeos e fotos eu já fazia. Sempre fui desinibido e as pessoas me conheciam de outros projetos, então a transição foi natural. Deu certo porque as empresas apostaram na ideia.
De que forma você mostrou a realidade das enchentes nas redes sociais?
Além de trabalhar com marcas, procuro mostrar coisas que as pessoas não veem. E também ser um porta voz e acredito que isso aconteceu nas grandes enchentes. Meu perfil cresceu na rede em 2024, fazendo vídeo das cheias. Mostrava a situação real das pessoas. Às vezes, as pessoas querem mostrar a situação do buraco que não tem conserto e isso eu também divulgo. É uma forma de ajudar.
Quem é o Chiarelli fora das redes sociais?
Eu sou um eterno palhaço, mesmo passando uma situação complexa como a que
estamos enfrentando em relação à saúde de minha mulher. Eu gosto de estar em casa, mas também preciso conversar com pessoas. Acordo brincando e sempre acho um jeito de fazer graça. Sou uma pessoa que acaba olhando o mundo com outros olhos, porque se a gente não se esforçar para empreender, acaba desempregado. Então, tenho de fazer meu dia acontecer. Às vezes, a oportunidade está próxima. Não conseguimos estar alegres 24 horas, mas eu me esforço, até por minha história ser diferente.
De onde vem esse jeito de olhar as pessoas?
Na maternidade, fui roubado dos braços da minha mãe e acabei adotado pelo meu pai, Chiarelli. Mas essa é outra história. Cresci olhando para as pessoas e pensando: essa poderia ser minha mãe. Será que meu pai não está ali? Então eu cumprimentava todo mundo. Fui corretor de imóveis por 20 anos e sempre trabalhei com vendas, onde conexão é tudo. Mas a lição maior é outra: todo mundo é igual. Num velório, isso fica evidente. Todos seremos enterrados. Então, a lição é que devemos ter empatia, conversar, sorrir e não se sentir melhor do que ninguém.
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ASSESSORES NA CÂMARA DE LAJEADO TEU VOTO, NOSSO VALE
Spohr apresenta novas denúncias e RODRIGO MARTINI confronta Reckziegel NAS REDES... rodrigomartini@grupoahora.net.br
O eleitor já observa quem faz campanha para candidato de fora... Se não quer ajudar, não atrapalhe!
T
enho recebido diversos prints e mensagens relacionadas aos políticos e agentes públicos do Vale do Taquari que realizam campanhas para candidatos de fora do Vale do Taquari. Para início de conversa, é sempre bom lembrar que a livre escolha precisa ser resguardada e respeitada. No entanto, é preciso destacar que essa prática comum também em outros pleitos passados – e cujo resultado todos conhecem – tem sido bem mais observada, criticada e contestada pelo eleitor local. Aliás, a impressão nos bastidores – principalmente nesta última semana e após o lançamento
do movimento da CIC/VT “Teu Voto, Nosso Vale” – é que os próprios políticos e agentes públicos estão percebendo o despropósito e a contradição e muitos já estão um tanto constrangidos com as recentes postagens e posicionamentos. E o mais positivo deste enredo é que ainda há tempo para lutar e se posicionar pelos candidatos do Vale. É só mudar a escolha!
“CAFÉ COM MARTINI”
“Já fui engraxate e entregador de jornal”, lembra Maranata Ex-prefeito de Guaíba e ex-presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Marcelo Maranata (PSDB) se posiciona como uma “quarta via” ao quadro de candidatos a governador e governadora do Estado. E enaltece a experiência à frente do município nos períodos mais turbulentos da pandemia e das enchentes de 2023 e 2024.
Além disso, e durante entrevista ao quadro “Café com Martini” que foi ao ar nessa terça-feira no rádio e no YouTube (acessar pelo QRCode ao lado), ele fala um pouco da infância e das primeiras experiências de trabalho. “Já fui engraxate e entregador de jornal”, afirmou ele, que mais tarde também se tornou presidente do Sindilojas no município e virou empresário.
Não só prefeitos, prefeitas e muitos vereadores e vereadores trabalham contra os candidatos locais. Nas redes sociais, e muitas vezes na falta do que fazer ou escrever, a crítica vazia de alguns internautas não constroem nada e só atrapalham a luta da região pelo protagonismo nos parlamentos gaúcho e federal. Há críticas e críticas, é bem verdade. Muitas são construtivas. E ninguém está obrigado a gostar dos nossos candidatos. Mas eu reforço: na falta do que fazer, não prejudique!
TIRO - A lógica do “voto útil” sempre ganha força quando as pesquisas tornam mais clara a disputa entre os candidatos mais competitivos. Isso funciona mais com as majoritárias, claro. Na luta pelas vagas de deputado, a percepção do eleitor comum pode ser influenciada pelo sentimento e pela emoção. - E por falar em pesquisas, os principais institutos indicam desde o início da campanha uma definição única aos segundos turnos no Rio Grande do Sul e no Brasil. Em âmbito nacional, a previsão é repetir a polarização. Em solo gaúcho, a projeção é retomá-la. - Em tempo, a “divisão” do Fundo Eleitoral continua sendo orquestrada e por quem está em Brasília. E teve muita gente na nossa aldeia – e no Rio Grande do Sul – que literalmente ficou a ver navios enquanto os poderosos articulam as respectivas reeleições.
O clima esquentou de vez entre os vereadores Eder Spohr (MDB) e Carlos Reckziegel (PSDB). Na semana passada, e em resposta a uma denúncia do emedebista sobre suposta ilegalidade em um contrato firmado entre a Secretaria de Cultura de Lajeado e uma empresa de eventos, Reckziegel – que é ex-secretário de Cultura – disparou contra o colega vereador. “Isso é uma retaliação pelo fato de eu ter feito uma representação contra o senhor, referente ao episódio do seu assessor que foi flagrado trabalhando em outra função durante o horário de serviço”, afirmou Reckziegel. E o tucano não parou por aí. Além de sustentar que nenhuma irregularidade foi apresentada pelo denunciante, Reckziegel
cobrou a renúncia do colega. “O senhor não foi homem para renunciar. O senhor feriu o Código de Ética”. Na sessão de ontem, Spohr sustentou a denúncia – que também foi entregue ao MP – contra a empresa contratada para ao menos cinco eventos, lamentou um possível teor machista na fala do colega vereador, e ainda questionou o serviço prestado por uma atual assessora de Reckziegel. “Eu mesmo filmei ela malhando em uma academia em horário de serviço”. Diante desses recentes fatos, e dos novos capítulos que provavelmente virão a público nos próximos dias, é prudente que a Comissão de Ética reavalie o silêncio dos últimos meses...
A base vem forte Suplente de vereadora e presidente municipal do PT em Lajeado, a jovem Luiza Bassegio tem se apresentado como uma das principais apoiadoras do candidato a deputado estadual Maneco Hassen no Estado. Além de ser uma das principais vozes entre os jovens que lutam pela reeleição de Lula e a vitória de Paulo Pimenta na briga pelo Senado. E ela não está sozinha. Pelo contrário. Nesta semana, a jovem política chegou a 100 mil seguidores no Instagram.
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MERCADO DE TRABALHO
Vale retoma geração de empregos e abre 159 vagas em agosto
saldo positivo de 79 vagas. O desempenho representa uma mudança em relação ao mês anterior, quando a cidade havia fechado 53 postos. A diferença entre os dois meses chega a 132 empregos. O segundo maior saldo foi registrado em Bom Retiro do Sul, com 44 vagas. Encantado e Roca Sales aparecem na sequência, ambos com 26 novos postos. Santa Clara do Sul abriu 16 empregos, enquanto Boqueirão do Leão teve saldo positivo de 12.
LAUTENIR JUNIOR
Desaceleração Na outra ponta, Teutônia apresentou o maior saldo negativo do mês, com 26 vagas fechadas. O município havia liderado a geração regional em julho, quando abriu 55 postos. A mudança representa uma diferença de 81 empregos. Estrela também passou de um resultado positivo para negativo. Depois de abrir 49 vagas em julho, fechou agosto com 23 postos a menos. Westfália teve saldo negativo de 19 empregos, seguido por Mato Leitão, com menos 14, e Muçum, com redução de 11 postos. Fazenda Vilanova fechou oito vagas, enquanto Cruzeiro do Sul e Pouso Novo tiveram saldo de menos sete cada.
Resultado interrompe retração registrada em julho e eleva para 2,5 mil o número de postos criados na região em 2026 Karine Pinheiro
karine@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
O
mercado de trabalho formal do Vale do Taquari voltou a registrar saldo positivo em agosto. Conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), os 38 municípios analisados fecharam o mês com 159 vagas a mais.
Foram 5.344 admissões e 5.185 desligamentos. O resultado representa uma reversão em relação a julho. Com o desempenho de agosto, o saldo acumulado nos oito primeiros meses do ano chega a 2,5 mil empregos formais. O resultado mensal também interrompe a sequência negativa registrada no mês anterior, quando o Vale teve o primeiro saldo abaixo de zero em 2026,
Indústria impulsiona retomada na geração de empregos no Vale
após seis meses consecutivos de geração de postos. A recuperação, no entanto, não ocorreu de forma uniforme entre os municípios. Dos 38 analisados, 22 tiveram mais admissões do que desligamentos em agosto. Outros 13 encerraram o mês com saldo negativo e três registraram equilíbrio entre contratações e demissões. Lajeado concentrou a maior parcela do resultado regional. O município teve 2.048 admissões e 1.969 desligamentos, com
Comércio volta a contratar O principal movimento setorial do mês ocorreu no comércio. Depois de encerrar julho com saldo negativo de 67 vagas, o segmento abriu 55 empregos em agosto. A diferença de um mês para outro chega a 122 postos e representa uma das principais mudanças no comportamento do mercado de trabalho regional. A indústria apresentou a maior geração entre os setores, com saldo positivo de 136 vagas. Em julho, o segmento havia aberto 25 postos. A construção também mudou de trajetória, passando
Melhores e piores do Vale Lajeado: 79 Bom Retiro do Sul: 44 Encantado: 26 Roca Sales: 26 Santa Clara do Sul: 16 Teutônia: -26 Estrela: -23 Westfália: -19 Mato Leitão: -14 Muçum: -11
de uma perda de 13 empregos para a abertura de 55 vagas. Com isso, os cinco grandes segmentos econômicos apresentaram melhora na comparação mensal.
Cenário nacional A retomada regional ocorre em um mês de aceleração do mercado formal brasileiro. Conforme o Ministério do Trabalho e Emprego, o país registrou 165.827 novos postos em agosto, resultado de 2,29 milhões de admissões e 2,13 milhões de desligamentos. No acumulado de janeiro a agosto, o Brasil soma 1,13 milhão de empregos formais. Os cinco grandes setores tiveram saldo positivo em agosto, com destaque para serviços, que abriu 110.346 vagas. A construção criou 20.848 postos, enquanto indústria, comércio e agropecuária registraram saldos de 16.613, 16.565 e 1.452 empregos, respectivamente.
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“Somos o mesmo “A gente tem que povo, o que falta falar sobre obra, não para nos unirmos?” sobre concessão” ENTREVISTA
ROBERTO LUCCHESE • CANDIDATO A DEPUTADO ESTADUAL
AMANDA CABRAL
Empresário e candidato a deputado estadual pelo MDB, Roberto Lucchese defende o fortalecimento regional, com mais diálogo entre cidades para buscar prioridades comuns. Primeiro passo começa com a duplicação das rodovias estaduais, mais dados técnicos para enfrentar as enchentes e escolas voltadas à formação profissional Filipe Faleiro
filipe@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
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mpresário de Lajeado, Roberto Lucchese concorre pela primeira vez a um cargo eletivo. Aos 41 anos, o candidato a deputado estadual pelo MDB apresenta a experiência na reconstrução da Ponte de Ferro como referência para defender a união comunitária nas decisões regionais. Lucchese foi entrevistado pelo Grupo A Hora. A sabatina integra o projeto “Pensar Eleições – Desperta Vale do Taquari”, promovido pelo Grupo A Hora para incentivar candidaturas locais e recuperar a representatividade política da região nos cenários estadual e federal. Na reta final da campanha, o
candidato compara a eleição a uma plantação cujos resultados serão colhidos pelos próximos quatro anos. Também elogia o movimento “Teu Voto, Nosso Vale”, lançado pela Câmara da Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari (CIC-VT) para estimular o voto em nomes da região. A infraestrutura ocupa o centro do plano apresentado por Lucchese. Ele defende a duplicação dos principais corredores do Vale, com orçamento e cronograma antes da discussão sobre o modelo de concessão e a cobrança de pedágios. Para o candidato, os congestionamentos e as condições das estradas limitam o crescimento regional. O plano inclui ainda a qualificação profissional por meio de escolas técnicas, inclusive voltadas à agricultura familiar,
As estradas, as nossas artérias, estão entupidas” ROBERTO LUCCHESE CANDIDATO A DEPUTADO ESTADUAL
TRAJETÓRIA Natural de Marques de Souza, Roberto Lucchese tem 41 anos, é casado e mora em Lajeado. Empresário dos setores da construção civil e imobiliário, disputa pela primeira vez um cargo eletivo. Concorre a deputado estadual pelo MDB. Lucchese ganhou projeção regional após participar da mobilização voluntária que reconstruiu a Ponte de Ferro entre Lajeado e Arroio do Meio. Mais de 300 pessoas participaram dos trabalhos concluídos em 15 dias após as enchentes.
e melhorias nos acessos aos atrativos turísticos. Na prevenção às enchentes, Lucchese cobra dados técnicos, sistemas de alerta confiáveis e ações conjuntas entre os municípios.
A Hora – Como está a reta final da campanha? Roberto Lucchese – Substituí a palavra eleição pela palavra plantação, porque neste domingo vamos plantar para os próximos quatro anos. Podemos colher alguém que encontramos na rua, no aniversário do filho, que é da região e passou nos últimos sete dias por todos os municípios do Vale do Taquari. Quem vai estar aqui nos momentos difíceis, de chuva, também estará nos dias de grama verde e céu azul. Espero que a gente plante em pessoas nossas, que vão brigar por nós e que estiveram nos momentos mais difíceis. – O que ouviu da população sobre os problemas de infraestrutura do Vale? Lucchese – Se tivesse que extrair um sentimento, diria que o Vale do Taquari é um corpo que cresceu, mas cujas veias continuaram apertadas. As estradas, as nossas artérias, estão entupidas. Muita gente fala sobre duplicação, mas não é só falar. Quem fez um orçamento? Quanto custa a obra? Quanto tempo demora? Todos queriam fazer uma ponte, mas ninguém apresentou orçamento ou cronograma. Como dizia meu avô, temos que ser bons de iniciativa, mas melhores ainda de acabativa. – Qual é sua posição sobre as concessões e os pedágios nas rodovias estaduais? Lucchese – A gente tem que falar sobre obra, não sobre concessão. Faz 20 anos que buscamos uma obra e não sabemos quanto custa. Se não sabemos o valor, falar que somos a favor da duplicação é uma palavra vazia. Estamos falando em cerca de R$ 800 milhões entre Venâncio Aires e Encantado e R$ 115 milhões entre Estrela e Teutônia. Primeiro precisamos executar as obras. Depois de prontas, discutimos o pedágio. O Vale já pagou essa duplicação. Está na hora de acontecer. – Como pretende atuar na
prevenção e no enfrentamento das enchentes? Lucchese – Quem é daqui entende o nosso problema. A enchente pode não chegar às cotas mais altas, mas a informação e o medo chegam. O nível da água não é um sentimento, é um dado técnico. Precisamos de seriedade, informações, pessoas e recursos para entender como funcionam as cheias. Não é apenas o Rio Taquari. Temos o Forqueta e o Guaporé. Na Assembleia, vou cobrar dados técnicos para que a Defesa Civil forneça informações corretas e os sistemas de alerta funcionem. Também precisamos unir os municípios. O povo é o mesmo. – O que um deputado pode fazer para ampliar a qualificação e manter os jovens na região? Lucchese – Sou filho de professora e posso falar com propriedade. Por meio das escolas técnicas, vamos qualificar os jovens da cidade e do campo. O jovem de Ilópolis que vê o pai colher erva-mate quer aprender e dar o próximo passo na atividade da família. Uma escola técnica voltada ao agro e à agricultura familiar é fundamental. A principal obra do Vale do Taquari são as pessoas. Precisamos manter aqui a mão de obra entre 18 e 42 anos que pensa em ir embora. A política tem que mostrar que vale a pena permanecer na região. – Por que quer ser deputado estadual? Lucchese – O Vale do Taquari precisa voltar a ter voz. Precisa ser escutado, cobrar e trazer investimentos. Escolhi o número 15386 porque a BR386 é a artéria que nos liga a Porto Alegre. Minha festa será no Vale do Taquari e vou continuar morando em Lajeado. Estarei em Arroio do Meio, Encantado, Estrela, Teutônia e em toda a região. O voto é contado um a um. É o voto de quem está nos escutando que pode fazer a diferença, e vou trabalhar muito por essas pessoas.
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Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
DO VALE AO MUNDO
Dália na China impulsiona o potencial exportador Habilitação da unidade de Arroio do Meio abre as portas do exigente mercado chinês. Cooperativa prevê salto de 500% na valorização de produtos avícolas e fortalece a relevância do Vale DIVULGAÇÃO
locais experientes, que operam paralelamente em outros mercados globais. Essa estrutura é vista pela direção como um passo importante para diversificar os destinos comerciais e mitigar riscos pontuais do mercado internacional. O credenciamento da planta de Arroio do Meio fez parte de um pacote de liberações anunciado após inspeções de missões sanitárias chinesas no Brasil, que auditaram 17 estabelecimentos do setor produtivo. No segmento avícola, além da Dália, apenas a Avivar Alimentos (MG) obteve o registro, válido por cinco anos.
Próxima fronteira: miúdos suínos Dália trabalha na adequação das embalagens, tradução de especificações técnicas e etiquetagem dos lotes Estevão Heisler
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Vini Bilhar
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VALE DO TAQUARI
A
Cooperativa Dália Alimentos, com sede em Encantado, conquistou uma habilitação histórica e passa a ter acesso ao mercado chinês para a exportação de produtos avícolas. A autorização foi oficializada ontem pelas autoridades sanitárias da China e representa a primeira habilitação para vendas a um dos mercados mais disputado, exigente e de difícil acesso do mundo. Com os primeiros embarques projetados para ocorrer entre o fim de outubro e o início de novembro, o movimento injeta novo dinamismo na economia regional. Reforça a relevância das cadeias produtivas integradas para a geração de valor local. O frigorífico de frangos foi habilitado para exportação de todos os cortes que produz.
Todavia, a oportunidade inicial da cooperativa concentra-se no envio de pés de frango, produto de altíssima demanda na gastronomia chinesa, onde os preços são superiores aos praticados em outros países. A demanda de um país altera no decorrer do tempo, o que significa que outros cortes deverão, ao natural, serem exportados, dependendo sempre de qual mercado melhor remunera. Do ponto de vista econômico, o grande trunfo da negociação está no salto do valor agregado. No mercado brasileiro e em diversos destinos ocidentais, itens como os pés de frango são tratados majoritariamente como subprodutos de menor rentabilidade. Na China, no entanto, a alta procura permite negociações em patamares financeiros substancialmente superiores. De acordo com o vicepresidente executivo da Dália, Igor Estevan Weingartner, a destinação da produção ao mercado chinês pode elevar em
até 500% a receita obtida com o item, quando comparada às alternativas comerciais utilizadas atualmente. “Isso agrega muito valor. Recupera muito valor”, resume o executivo, ressaltando que a cooperativa também avalia a viabilidade para o envio de outros cortes específicos.
Diversificação de mercados Apesar de a habilitação já estar formalizada e do registro de origem poder ser emitido via plataforma do Mapa, a operação exige o cumprimento de rígidas etapas operacionais antes do despacho dos contêineres. A Dália trabalha na adequação das embalagens, tradução de especificações técnicas e etiquetagem dos lotes conforme os regulamentos do país comprador, processo estimado em 30 dias. Para atuar com eficiência em solo chinês, a Dália já firmou parcerias com compradores
Paralelo às operações de aves, o setor produtivo do Vale do Taquari acompanha com otimismo os desdobramentos da assinatura dos novos protocolos sanitários entre Brasil e China para a abertura do mercado de miúdos suínos. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta que a liberação desse segmento pode direcionar mais de 100 mil toneladas anuais de miúdos suínos brasileiros à China, gerando um incremento superior a US$ 100 milhões em receitas para o país. Somente no Rio Grande do Sul, o potencial estimado supera 40 mil toneladas anuais. A Dália já busca a habilitação de sua unidade para buscar o credenciamento necessário e aplicar à cadeia suína a mesma lógica de aproveitamento máximo da carcaça.
Ecossistema exportador gaúcho A inserção internacional impulsionada pela Dália reflete diretamente na consolidação do Rio Grande do Sul como um
IGOR WEINGARTNER VICE-PRESIDENTE EXECUTIVO DA DÁLIA
A destinação ao mercado chinês pode elevar em aproximadamente 500% o valor obtido pelo produto em relação a alternativas atuais.” dos motores das exportações nacionais. Apenas no primeiro semestre de 2026, as vendas estaduais ao exterior atingiram US$ 9,8 bilhões – com avanço de 4,9% –, impulsionadas pelo agronegócio, que responde por cerca de 70% da pauta gaúcha. No segundo trimestre do mesmo ano, as exportações do estado somaram US$ 5,4 bilhões, com alta de 16,3%. Embora os dados oficiais de comércio exterior sejam computados predominantemente em âmbito estadual e federal, o Vale do Taquari desempenha um papel central na composição desses indicadores graças à forte concentração de agroindústrias, cooperativas e empresas do setor de alimentos e tabaco. Para o monitor do Projeto Extensão Industrial Exportadora da ApexBrasil, Eduardo Albuquerque, a expansão das empresas regionais rumo ao mercado externo é um caminho sem volta. “Hoje, não podemos mais nos limitar às fronteiras geográficas. As conexões globais permitem que empresas regionais alcancem novos mercados com mais facilidade”, destaca. Albuquerque observa ainda que a agilidade das indústrias locais em se adaptar a exigências internacionais é o grande diferencial para contornar barreiras e capturar novas oportunidades globais.
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ARQUIVO
vinibilhar@grupoahora.net.br
VINI BILHAR
Semana para decidirmos
o futuro do Vale RODRIGO ANGELI/DIVULGAÇÃO
Paverama anuncia programação da 7ª Paveramafest Paverama lançou ontem a noite a programação da 7ª edição da Paveramafest, que marcará os 39 anos do município. A festa ocorre de 15 a 18 de abril de 2027, no Ginásio Católico, na área central do município, reunindo atrações culturais, econômicas e gastronômicas. Entre os destaques estão os shows nacionais já confirmados. Na sexta-feira, 16, sobe ao palco o grupo de pagode Chocolate. Já no sábado, 17, a principal atração será a dupla sertaneja Júnior e
A
Câmara da Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari (CIC-VT) lançou a campanha “Teu Voto, nosso Vale” com o objetivo de estimular a participação política e fortalecer a representatividade regional. O anúncio ocorreu em Estrela, reunindo lideranças empresariais e entidades filiadas. A iniciativa surge em um cenário econômico desafiador, especialmente com projeções para os próximos anos, e busca colocar em pauta questões estruturais que impactam diretamente o ambiente de negócios e o desenvolvimento
regional. A realidade regional requer debates como estrutura rodoviária, visto o polo de empresas que aqui se instala, o debate permanente da qualificação e diversificação da mão de obra e os fatores econômicos relacionados às questões climáticas. O movimento também chama atenção para as transformações no padrão de consumo das famílias, ao mesmo tempo em que aponta oportunidades que exigem atuação estratégica das lideranças políticas. Todos nós precisamos reforçar a necessidade de representantes
Indicadores
que conheçam a realidade do Vale e atuem de forma efetiva na defesa de seus interesses. Cinco municípios da região integram o grupo dos 100 maiores PIBs gaúchos: Lajeado (liderando na 18ª posição estadual), Estrela, Teutônia, Arroio do Meio e Encantado, segundo dados do IBGE, com no ano de 2023. Este dado, por si só, reforça a força econômica da região e seu protagonismo. A proposta é ampliar o debate e incentivar escolhas mais conscientes, fortalecendo a presença da região nas decisões políticas e econômicas em nível estadual e federal.
Dólar: R$ 5,21 | Ibovespa: 183.827,60
Cézar. O evento também valoriza o potencial econômico e as raízes culturais do município, emancipado de Taquari no fim dos anos 1980, com forte influência açoriana e alemã. Educação e vocação para o trabalho integram as comemorações. Com localização estratégica, Paverama vem atraindo investimentos, como a unidade da Fruki, instalada às margens da BR-386, que se tornou um dos cartões-postais no principal acesso à cidade.
CONEXÃO APL Empresário destaca papel do APL e desafios da construção civil Ivandro Carlos Rosa foi o convidado desta semana do Conexão APL, reforçando sua atuação no associativismo regional e na liderança da Fabricato Pré-moldados, de Teutônia. Com trajetória em entidades como CIC Vale do Taquari e CIC Teutônia, ele destacou o Arranjo Produtivo Local (APL) como um importante espaço de integração entre empresas e fortalecimento regional. A Fabricato atua na construção de pavilhões industriais, com foco em estruturas para armazenagem de alimentos, incluindo câmaras frias. Segundo Rosa, o cenário econômico é desafiador, principalmente pela alta nos custos de insumos, com destaque para o cimento, que
PAULO CARDOSO
impacta diretamente o setor. O empresário também ressaltou o avanço da tecnologia na construção civil, que tem ampliado a eficiência e reduzido riscos operacionais. A tendência, segundo ele, é de estruturas mais altas, voltadas à estocagem vertical.
A HORA | 9
Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por que é importante votar em candidatos do Vale do Taquari? Campanha coloca representação regional no debate eleitoral. Dezenove candidatos do Vale disputam vagas na Assembleia e na Câmara
Lautenir Junior
lautenir@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
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busca por maior representação política do Vale do Taquari ganhou espaço na campanha eleitoral deste ano com o lançamento do movimento “Teu Voto, Nosso Vale”, da Câmara da Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari (CIC-VT). O argumento das lideranças empresariais é que parte dos principais problemas do Vale depende de decisões tomadas fora dos municípios. Obras rodoviárias, investimentos em saúde, prevenção de desastres e recursos para infraestrutura passam por governos estadual e federal e, em muitos casos, exigem articulação política para avançar. Para o presidente da CIC-VT, Ângelo Fontana, a representação deve aproximar o setor privado dos governos. “Nós temos que ter representatividade, porque a união do público com a iniciativa privada é o que vai nos auxiliar a fazer o atendimento das demandas de forma mais equilibrada e coerente.” A entidade pretende manter a mobilização depois da eleição. A relação entre representação e defesa das pautas regionais também é destacada pelo advogado e comentarista do A Hora, Mauro Hauschild. “Não tem como pensarmos em não ter pelo menos um deputado estadual conectado com a nossa rotina, com a nossa realidade.” Hauschild também relaciona o mandato parlamentar à articulação de recursos e projetos. “Você pode ter mil razões pessoais para não votar no candidato A, B ou C. Mas, na questão da política, para trazer recursos, definir projetos e atuar na defesa, precisamos olhar para os candidatos daqui.”
ARQUIVO A HORA
Demandas do Vale Rodovias — garantir investimentos em infraestrutura, além de acompanhar a revisão da concessão e a aplicação dos recursos previstos.
O Vale do Taquari chega à eleição com 19 candidatos ligados à região. São 12 concorrentes a deputado estadual e sete a deputado federal. Para a Assembleia Legislativa, estão na disputa: Airton Artus (PDT), Darlã Bellini (PSDB), Fabiano Diehl (União Brasil), Juli Cuciolli (PL), Luis Benoitt (PL), Maneco Hassen (PT), Marcos Kayser (Novo), Mateus Trojan (MDB), Paulinho Zinn (Republicanos), Ramatis de Oliveira (PL), Roberto Lucchese (MDB) e Samuel Maciel (Novo).
Recursos — ampliar a participação do Vale nas emendas parlamentares, Desde 2023, a região recebeu mais de R$ 330 milhões, mas o montante representa apenas 6% das emendas destinadas ao estado no período.
Para a Câmara dos Deputados: Bolacha Melo (PL), Carlos Ranzi (MDB), Enio Bacci (PDT), Felipe Força Tarefa (Podemos), Matteus Amaral (PP), Neide Protetora (PSDB) e Tenente Hampel (Democrata).
Prevenção — garantir recursos e articulação para obras de proteção, e resiliência climática. Saúde — fortalecer hospitais de referência e ampliar o acesso regionalizado aos serviços.
Qual o papel dos eleitos?
Representação — manter atuação conjunta entre deputados, prefeitos e entidades.
Deputado estadual Atua na Assembleia Legislativa, criando e alterando leis estaduais, votando o orçamento do RS e fiscalizando o governo estadual. Também pode articular demandas dos municípios e buscar a destinação de recursos estaduais para obras, serviços e programas.
MAURO HAUSCHILD ADVOGADO E COMENTARISTA DO A HORA
Para trazer recursos, definir projetos e atuar na defesa, precisamos olhar para os candidatos daqui.”
Quais são os nomes da região?
Deputado federal
Infraestrutura aparece como uma das principais demandas do Vale de acordo com lideranças políticas e empresariais do Vale
Atua na Câmara dos Deputados, votado leis nacionais, fiscaliza o governo federal e participa do orçamento da União. Também pode articular recursos federais para estados e municípios, por meio de emendas.
O Vale opina Joice Cristina Horst
O Vale tem que ter um representante para valorizar mais as questões da nossa região. Precisamos de atenção no que tange à saúde pública e também fortalecer as nossas obras.”
Elaine Wegner
Hoje precisamos nos unir para eleger um representante para ajudar nas nossas demandas. Saúde, educação, reconstrução... por isso é preciso apoio coletivo em busca dessa representação.”
Joice Pinheiro
Acredito que o Vale tenha muitos desafios para resolver. E por isso é muito necessário que tenhamos uma representação direta tanto na Câmara como na Assembleia Legislativa.”
Camila Backes
Nossa região carece de alguém daqui com um olhar bem atencioso e que contribua significativamente com a educação, com maiores recursos, mais infraestrutura e recursos humanos.”
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Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Ter capital de giro é desafio para empraesas que buscam crescer
FOTOS: DEIVID TIRP
Jéssica R Mallmann
jessicamallmann@grupoahora.net.br
C
rescer faz parte dos planos de qualquer empresa, mas o caminho até lá exige mais do que boas oportunidades. É preciso saber quando investir, quanto é possível comprometer e, principalmente, se haverá caixa para sustentar as decisões tomadas hoje. Na Girando Sol, esse planejamento acompanha a empresa
ENTREVISTA
há duas décadas e envolve uma parceria próxima entre gestão e conhecimento técnico. No quadro “Direto ao Ponto”, do programa “O Meu Negócio”, o diretor da empresa e produtos de limpeza, Gilmar Borscheid, e o professor e consultor de empresas, Valmor Kappler, falam sobre fluxo de caixa, capital de giro e os desafios financeiros que surgem à medida que um negócio cresce.
Gilmar Borscheid e Valmor Kappler participaram do programa “O Meu Negócio” dessa segunda-feira, 28
GILMAR BORSCHEID - diretor da Girando Sol VALMOR KAPPLER - professor e consultor de empresa
“Como se mede e gerencia o capital de giro é o desafio” Wink - Gilmar, apresente o Valmor. Por que a Girando Sol, em praticamente duas décadas, conta com um profissional externo? Qual a diferença que ele faz na organização? Gilmar - Na época, estávamos pensando em um projeto de unificação. Tínhamos três unidades alugadas, um faturamento relativamente pequeno e o nosso projeto de unificar essas três unidades era um desafio arrojado. Em nossas reuniões, sempre se debatia o fato de que não tínhamos condições de analisar a viabilidade dentro do faturamento, considerando os próximos 10 anos e precisávamos de uma pessoa qualificada, que tivesse conhecimento sobre fluxo de caixa, lucratividade e crescimento. Foi quando descobrimos que esse profissional estava em Lajeado e o trouxemos para dentro da Girando Sol. O Valmor está conosco há 20 anos já. É um pai de economia e contabilidade, uma pessoa a qual tenho profundo respeito e admiração pelo ser que é, e o conhecimento que tem. Wink - Valmor, qual a diferença entre faturamento, lucro e caixa? Valmor - Essa é aquela situação que pode te levar ao sucesso e ao fracasso. O grande problema, hoje, é que às vezes tu encontra pessoas que acham que é só faturar mais, sem olhar a qualidade
do todo. E aí vem um ponto muito sério: o item mais importante que vai fazer um negócio crescer, nem sempre é o dinheiro que eu preciso para colocar de pé um prédio e as máquinas. O item mais importante no negócio é a necessidade de capital de giro para mover aquele gigante. Porque o tamanho das máquinas e prédios eu sei quanto é, vou financiar e fazer prestações. Mas como se mede e gerencia o capital de giro é o desafio. Wink - Então tu precisas ter dinheiro para vender mais? Valmor - Sim, sem dinheiro tu não vendes mais. Tu pode até conseguir vender mais, mas não vai gerar dinheiro. Daí, para fazer dinheiro e pagar as contas, tu vai entregar o recebíveis em uma negociação bancária, às vezes há uma taxa que o lucro não foi do tamanho da taxa para pagar e conseguir antecipar os recebíveis. Assim se cria ilusão se cria: mais venda, mais volume e sem geração de caixa. Wink - A Girando Sol é uma empresa que está sempre em processo de crescimento. Na indústria tem que ter recurso para investir em máquinas, tecnologias, mas também tem que ter capital de giro para ampliar. Como a Girando Sol se organizou para continuar nesse processo contínuo de investi-
Muitas vezes, quando tu não tem aquela habilidade de saber jogar a dívida no tempo, tu começa a perceber que o negócio não dá lucro...” GILMAR BORSCHEID DIRETOR DA GIRANDO SOL
mento e crescimento? Gilmar - Desde o início, lá em 1991, eu tive esse sentimento de que ter dívida dói. E, muitas vezes, quando tu não tem aquela habilidade de saber jogar a dívida no tempo, tu começa a perceber que o negócio não dá lucro. Outras vezes ele tá dando lucro, mas você não está enxergando a cor do dinheiro. Então, aprendi a necessidade de planejar. E planejar com antecedência. Por exemplo, na Girando Sol já temos no radar o ano 2041. Ou seja, daqui a 15 anos, se crescermos assim, eu sei quanto vou precisar de caixa; quanto vou precisar de retorno; e se eu quiser fazer um investimento, de que forma a minha
rentabilidade e a margem vai ser suficiente para a minha prestação caber dentro do orçamento do negócio. A gente planeja. Estamos concluindo agora o investimento de R$ 100 milhões em máquinas, equipamentos, e prédio. Mas esse investimento já vem de três anos atrás. Então, tem uma série de coisas que a gente vai agregando e jogando ao longo do tempo para entender onde vai ser o pico da prestação ou do financiamento. Wink - Onde está o furo, normalmente? O que as pessoas não sabem sobre o seu negócio? Valmor - Em uma analogia: Não se mexe em um avião enquanto não tiver plano de voo. Eu ainda hoje tenho clientes que não estão e nunca vão se organizar nesse sentido. Porque muitos negócios preferem seguir a onda: “ah, hoje apareceu uma oportunidade de comprar máquinas novas, pois o preço está bom”. Ok, mas o que é o preço bom? O preço bom é o que cabe dentro da minha capacidade financeira. Não tem outro preço melhor. Wink - Em determinado momento da vida de empreendedor, não dá vontade de seguir o feeling e fazer diferente do que o Valmor indicou? Gilmar - Sim, isso acontece seguidamente. Mas para isso há os indicadores e eu respeito
muito esses dados. Não só eu, mas toda a equipe. Eu considero que cada setor da Girando Sol é uma empresa dentro da empresa. Todos nós temos um orçamento, e sabemos o que pode e não posso fazer durante os 12 meses, bem como o limite de gastos. Quanto ao feeling, é mais ou menos você ter uma ideia; ver se os números te dizem que a ideia é incrível e maravilhosa; mensurar o quanto ela vai custar, para então jogar a execução dela para o ano seguinte. E quando a ideia é muito boa e incrível, a gente trava um projeto para criar outro. A exemplo do amaciante “Coco e Baunilha”. Era uma família de novos produtos que exigia certo investimento. Não é que paramos os demais, a gente pegou uma parte do investimento e incrementou mais na nova linha e jogou outro projeto para o longo do tempo.
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DA CASA PARA O ABRIGO busca Região sofre com quarta Em de recomeço enchente em dois meses RAFAEL GRÜN/DIVULGAÇÃO
Evento teve menor impacto na comparação com outras ocorrências, mas demandou retirada de famílias e mobilização regional Jhon Willian Tedeschi jhon@grupoahora.net.br
Colaboração Maira Schneider
VALE DO TAQUARI
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chuva registrada desde domingo, 27, até as primeiras horas da terçafeira, 29, elevou o nível dos rios na região e voltou a exigir um trabalho de monitoramento e alocação de famílias em abrigos. A cheia foi a quarta em 2026, a segunda em uma semana. No maior nível, a cota do Rio Taquari chegou a 21,79 metros no início da noite de ontem. O volume de chuva na região das cabeceiras ultrapassou os 150 milímetros, com impacto inicial no Forqueta e posterior nos rios Carreiro e Guaporé. O aumento
Mobilização se intensificou ao longo dessa terça-feira, com retiradas em Lajeado de pessoas residentes até a cota 22 metros
no nível do Taquari se deu em dois momentos: entre a noite de segunda e madrugada da terça, e a partir do fim da tarde de ontem. Em relação a outras inundações ao longo do ano, esta foi de menor expressão, mesmo assim houve mobilização de espaços que
receberam famílias, em especial no Parque do Imigrante, em Lajeado. As remoções iniciaram ainda no início da noite de segunda, 28, e avançaram para a cota 22 ao longo da terça. Até o fechamento desta edição, o local havia recebido 39 famílias, o que totalizou 98 pessoas.
Uma dessas pessoas foi a dona de casa Elisabeth Viana, 63 anos. Ela relata ter perdido as contas de quantas vezes precisou arrumar os pertences, deixar a casa e procurar abrigo por causa das enchentes em Lajeado. Só em 2026, foram quatro episódios em que a água invadiu o imóvel onde ela mora desde os sete anos, no bairro Hidráulica. Nas últimas duas semanas, foi a segunda vez em que precisou sair de casa. A repetição das enchentes também significa perdas. A cada cheia, móveis, objetos e outros bens conquistados ao longo dos anos ficam pelo caminho. Para Elisabeth e o marido Waldemar, o sentimento é de impotência. Desta vez, porém, a família tem uma perspectiva diferente. Elisabeth está entre as 10 pessoas que serão contempladas com uma moradia construída pelo governo do Estado no bairro São Bento. A entrega das casas está prevista para os próximos dias. Enquanto permanece no abrigo, ela aguarda o momento de retornar à antiga residência para buscar o que restou e, depois, receber as chaves do novo endereço.
PREVISÃO DO TEMPO Quarta-feira, 30 Mín. 14°C | Máx. 21°C Áreas de instabilidade se afastam gradativamente do Estado. Em função disso, o dia começa com nebulosidade variada e ainda pode chover de forma fraca e irregular na primeira metade do dia. Mas, conforme o ar mais seco e frio ingressa no Estado, o tempo melhora e o sol volta a aparecer na região. Com a atuação do vento sul as temperaturas diminuem gradualmente, e a mínima deve ser registrada à noite. Quinta-feira, 1º Mín. 13°C | Máx. 22°C O tempo melhora no Vale devido a aproximação de uma massa de ar mais seco e frio sobre o Estado. O dia começa com temperaturas mais baixas, principalmente nos pontos mais altos da região. Ao longo do dia, o sol aparece acompanhado de algumas nuvens, mas as temperaturas não sobem muito e proporcionam uma tarde agradável.
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Maranata defende renegociação da dívida e investimentos no estado DIVULGAÇÃO
Candidato do PSDB ao governo do Estado propõe renovação do Funrigs, mudanças na política de concessões rodoviárias e ampliação de aportes em saúde, habitação e proteção contra cheias Karine Pinheiro
karine@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
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capacidade de investimento do Rio Grande do Sul e a situação da dívida com a União estão entre os principais pontos abordados por Marcelo Maranata (PSDB) na disputa ao governo do Estado. O candidato defende a renegociação, a renovação do Funrigs e plano de desenvolvimento com foco em infraestrutura, prevenção, habitação e saúde regionalizada. Natural de Camaquã, Maranata iniciou a trajetória profissional em atividades na barbearia da família e na entrega de jornais. Depois, se tornou lojista em Guaíba, cidade onde também cursou Direito. A atuação empresarial o levou à presidência do Sindicato do Comércio Varejista e da Câmara de Dirigentes Lojistas do município. Na política, foi vice-prefeito de Guaíba, e, em 2020, assumiu a prefeitura. Após dois mandatos, deixou o cargo para disputar o Palácio Piratini. “A liderança sempre esteve presente. Na escola fui presidente do Grêmio Estudantil. Na faculdade fui presidente do Centro Acadêmico”, conta. Ao recordar a passagem pela prefeitura, cita enchentes e pandemia entre os desafios da gestão.
Dívida limita investimentos A discussão sobre a dívida com a União é tratada pelo candidato como uma das prioridades. Maranata defende uma nova negociação e a renovação do Funrigs. A intenção é apresentar ao governo federal um plano de desenvolvimento. Entre as prioridades de infraestrutura
estão a duplicação da BR-290, a conclusão da BR-116 e a extensão da BR-448 até Estância Velha. O candidato também defende investimentos em aeroportos, ferrovias e hidrovias. A avaliação apresentada é de que a ampliação dos modais de transporte pode reduzir custos logísticos e melhorar as condições de competitividade do Estado. Na área aeroportuária, a proposta inclui um novo aeroporto e melhorias nos acessos às estruturas existentes. A política de concessões rodoviárias também é alvo de mudança. Caso o Funrigs seja renovado, Maranata defende que não sejam feitas novas concessões. Para ele, a cobrança deve ficar restrita à manutenção das estradas e ao atendimento aos usuários. Obras como duplicações, iluminação e viadutos, na avaliação dele, devem ser executadas com recursos públicos.
Prevenção Na habitação, Maranata propõe ampliar o uso do Banrisul como instrumento de financiamento. A ideia é criar um fundo garantidor para facilitar o acesso ao crédito para construção da casa própria, aporte aos agricultores e pequenas empresas. “Vai ser um fundo para quem quer buscar, além dos programas sociais que vezes não tem entrada, uma outra alternativa”, afirma. Maranata também defende
Candidato tem como prioridade atração de investimentos e regionalização da saúde
a atualização dos projetos de proteção das bacias hidrográficas e maior uso de tecnologia no monitoramento. Segundo o candidato, quatro das cinco bacias citadas contam com projetos que precisam de atualização. “Esse investimento deve ir para tecnologia, para que possamos dar precisão nas informações”, diz.
Especialistas mais perto Na saúde, a proposta é descentralizar o atendimento especializado. Maranata cita mais de 50 mil gaúchos à espera de atendimento com especialistas e defende a presença desses profissionais nas sete regiões. O candidato também defende a criação de uma Tabela SUS Gaúcha como política de Estado e mudanças no sistema de regulação. O modelo prevê parte das decisões para estruturas regionais. “O objetivo é que a regulação não seja central. Que seja regional e conduzida por pessoas que conheçam a realidade de cada local”, frisa. Maranata cita ainda mais de R$ 500 milhões em gastos municipais com transporte de pacientes e relaciona a descentralização à redução desses deslocamentos.
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Publicações Legais
(51) 3710-4200
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MEIO AMBIENTE
Escola Érico Veríssimo recebe a Caravana Educame ARQUIVO A HORA
Programa Educação Ambiental na Escola estimula a consciência e a preservação do ambiente natural Luciane Eschberger Ferreira luciane@grupoahora.net.br
LAJEADO
E
scola Estadual de Educação Básica Érico Veríssimo, em Lajeado, recebe hoje a 29ª edição
JOSÉ AMBREU DIEDRICH DIRETOR DA ÉRICO VERÍSSIMO
A sustentabilidade é bastante trabalhada nas disciplinas de projeto integrador. Inclusive trouxemos pessoas que trabalham essa temática para falar com alunos do noturno”
deste ano da Caravana Educame. A atividade integra o programa Educação Ambiental na Escola, uma de iniciativa do Grupo A Hora. Desde o início do ano, 28 escolas de diversas cidades do Vale do Taquari receberam a programação. Já são 5,1 mil estudantes impactados. Na Érico, a caravana chegará nesta quarta-feira, no turno da tarde, com apresentação teatral e oficinas temáticas. Conforme o diretor José Ambreu Diedrich, a escola tem projetos voltados para a sustentabilidade e preservação ambiental. “Isso é bastante trabalhado nas disciplinas de projeto integrador. Inclusive trouxemos pessoas que trabalham essa temática para falar com alunos do noturno”, destaca. Ambreu conta que entre as atividades desenvolvidas com os alunos está o plantio de árvores frutíferas e chás. “Além disso,
Instituição mantém diversas ações voltadas à sustentabilidade
vários trabalhos na mostra científica abordaram essa temática”, ressalta. Conforme o diretor, trabalhar temas, como meio ambiente, de forma lúdica contribui para a aprendizagem dos estudantes. “Fizemos dois projetos de teatro no ano passado na escola e o resultado foi muito bom”, exemplifica. Quanto a receber a Caravana Educame, o diretor diz que é sempre positivo para a escola, pois os estudantes passam a ter a visão de quem não está no dia a dia da instituição. “A diversidade de opiniões é essencial para os nossos estudantes.” No total, a Érico Veríssimo atende, nos três turnos, 770 alunos.
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PROMESSA DO ESPORTE
GOLFISTA DE LAJEADO FECHA SUL-AMERICANO NO PÓDIO POR EQUIPES A
Vicente Caliari, de 15 anos, termina em 10º lugar individual e ajuda o Brasil a conquistar a terceira colocação no torneio disputado na Argentina
ARQUIVO PESSOAL
Vicente Caliari (1º esq.) encerrou participação com a 10ª colocação individual e 3º por equipes com o Brasil
os 15 anos, o lajeadense Vicente Nietiedt Caliari encerrou sua participação no 39º Campeonato Sul-Americano Pré-Juvenil de Golfe com dois resultados de destaque. Representando o Brasil na competição disputada no El Terrón Golf Club, em Córdoba, na Argentina, o atleta terminou na 10ª colocação individual e integrou a equipe brasileira que conquistou o terceiro lugar. O campeonato reuniu jovens golfistas de até 15 anos dos principais países da América do Sul. Para Vicente, a competição também marcou a primeira oportunidade de defender oficialmente o Brasil em um torneio internacional da categoria. A convocação veio após uma temporada de bons resultados no cenário nacional. Em 2026, o atleta terminou na segunda colocação do Ranking Nacional da Categoria C da Confederação Brasileira de Golfe (CBG), desempenho que garantiu a vaga na equipe brasileira para o Sul-Americano. Além do resultado individual, Vicente teve participação na campanha que levou o Brasil ao pódio por equipes. A
experiência serviu para colocar o jovem atleta em contato com adversários de diferentes países e ampliar sua vivência em competições de alto nível. “Foi uma experiência muito especial representar o Brasil. Fico muito feliz com o 10º lugar individual e, principalmente, por fazer parte da equipe que conquistou o terceiro lugar. É um resultado que me dá ainda mais motivação para continuar trabalhando e evoluindo”, destacou Vicente. A família Caliari agradeceu ao Clube Esportivo Lajeadense pela parceria, além do Santa Cruz Country Club, da Federação Rio-Grandense de Golfe (FRGG) e da Confederação Brasileira de Golfe (CBG) pelo apoio ao desenvolvimento do atleta. O desempenho em Córdoba representa mais um passo na trajetória de Vicente, que já acumula experiência em competições nacionais e agora soma ao currículo uma participação internacional defendendo a Seleção Brasileira. Aos 15 anos, o golfista também leva o nome do Vale do Taquari e do Rio Grande do Sul para o cenário sulamericano da modalidade.
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Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
TRÊS PROVAS EM UMA
ATLETA DE COLINAS CONQUISTA QUINTO LUGAR GERAL NO MUNDIALITO DE TRIATLO ARQUIVO PESSOAL
Simone Knop representou o Vale do Taquari na tradicional competição realizada no litoral gaúcho
A
educadora física Simone Knop, de Colinas, conquistou o quinto lugar na classificação geral do Mundialito de Osório 2026, competição de triatlo ocorrida no domingo, 27, em Osório, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Considerado um dos eventos tradicionais do triatlo gaúcho, o Mundialito integrou a 3ª etapa do Circuito Tri Sul e reuniu atletas em diferentes modalidades. A competição contou com as provas Fast, Sprint e Longa, com diferentes distâncias de natação, ciclismo e corrida. Simone esteve entre os desta-
Simone esteve entre os destaques da prova ao garantir a quinta colocação na classificação geral
ques da prova ao garantir a quinta colocação na classificação geral. Para ela, o resultado representa o desempenho e o esforço feito ao longo do ano em uma competição que reúne participantes de diferentes regiões e integra o calendário do triatlo no Estado. A prova ofereceu três desafios: a categoria Fast, com 350 metros de natação, 10 quilômetros de ciclismo e 2,5 quilômetros de corrida; a Sprint, com 750 metros, 20 quilômetros e 5 quilômetros, respectivamente; e a Longa, com 1,5 quilômetro de natação, 60 quilômetros de ciclismo e 15 quilômetros de corrida.
ATLETA TREINA NO RIO TAQUARI Apaixonada pelo esporte e pela promoção da qualidade de vida, Simone incorporou à rotina os treinamentos de natação em águas abertas no Rio Taquari,
uma prática ainda pouco comum na região. Para conciliar os treinamentos, Simone mantém uma rotina intensa ao longo da semana. São duas sessões de corrida, com distâncias entre 10 e 21 quilômetros, dois treinos de natação — um em piscina e outro em águas abertas, ambos com cerca de dois quilômetros —, além de três sessões de musculação e dois treinos de ciclismo, com percursos mínimos de 25 quilômetros cada. A experiência no Rio Taquari também despertou um novo objetivo. A intenção é desenvolver um projeto voltado à prática esportiva em águas abertas, incentivando a comunidade a se aproximar do rio de forma segura e saudável. “Quero incentivar mais pessoas a praticarem esportes na água e se integrarem ao Rio Taquari. As pessoas precisam conhecer os benefícios que o rio oferece. O rio precisa ser nosso aliado e não um inimigo”, destaca.
SPARTATHLON
APÓS CORRER 236 QUILÔMETROS, ATLETA DE LAJEADO DESISTE DE PROVA NA GRÉCIA O ultramaratonista de Lajeado, Gilberto Ferreira, precisou desistir da Spartathlon nesse sábado, 26, na Grécia, após percorrer 236 dos 246 quilômetros previstos na prova. Na reta final do desafio, um forte espasmo muscular e a exaustão acumulada impediram que o atleta continuasse. Segundo a equipe, Ferreira vinha enfrentando o desgaste físico há muitos quilômetros e precisou encerrar a participação após levar o corpo ao limite. Faltavam cerca de 10 quilômetros para completar o percurso entre Atenas e Esparta, considerado um dos desafios de ultradistância mais exigentes do mundo. A Spartathlon tem limite de 36 horas e conta com pontos de corte ao longo dos 246 quilômetros. O percurso inclui trechos de asfalto, trilhas e uma região de montanha entre os quilômetros 120 e 130, com forte altimetria e queda de temperatura durante a noite. Mesmo sem completar os
últimos 10 quilômetros, Ferreira percorreu 236 quilômetros da prova e encerrou a participação após um esforço prolongado. “Eu dei o meu máximo até o último minuto e tive esperança até as últimas horas. Faltando 9 km, não teve condições mais. Não tinha mais como andar, quase desmaiei de dor”, desabafou o corredor.
Santiago, acompanhou de perto o desgaste do corredor e chegou a avaliar que a parada deveria ter ocorrido anteriormente no trajeto. No entanto, o técnico deixou a decisão final de continuar lutando até o limite extremo nas mãos do próprio esportista.
ALTA TAXA DE DESISTÊNCIA
Ao encarar o seu primeiro abandono em competições, o atleta destacou a necessidade de aprender a se reerguer diante das adversidades. Após a prova, expressou profunda gratidão às mensagens de incentivo, à família, aos amigos, patrocinadores e apoiadores que se empenharam na torcida. Em processo de recuperação física, o corredor reforçou que a experiência servirá de combustível para os próximos desafios. “Perdi uma batalha, mas não perdi uma guerra. Não é esse tombo que vai me fazer desistir dos meus sonhos.
O percurso foi classificado pelo atleta como duríssimo do início ao fim, marcado por uma altimetria acumulada imponente que variou entre 3.400 e 4.300 metros de elevação. As exigências do terreno resultaram em um elevado número de desistências, afetando inclusive competidores de alto nível. Estima-se que cerca de 49% a 50% dos participantes não conseguiram concluir a prova. O treinador do atleta, Juliano
ARQUIVO PESSOAL
GRATIDÃO AO APOIO
Com certeza vou voltar mais forte com o Juliano e nós vamos vencer essa batalha”, afirmou, confirmando o retorno em breve à rotina de treinamentos.
Mesmo sem completar os últimos 10 quilômetros, Ferreira percorreu 236 quilômetros da prova e encerrou a participação após esforço prolongado
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por Luciane Ferreira
Hoje é - Dia da Secretária - Dia Nacional do Jornaleiro - Dia Mundial do Tradutor
Santo do dia: São Jerônimo
Legislativo pedia ampliação da área de entrega dos Correios A câmara de vereadores de Lajeado, por meio do vereador Lorival Silveira reforçava a demanda dos bairros
Lorival Silveira, pedia ampliação na área de entrega dos Correios. Conforme o parlamentar, cerca de 40% dos bairros de Lajeado ainda não eram atendi-
dos, entre eles Jardim do Cedro, Igrejinha, Nações e Planalto. A reivindicação era recorrente, já que outros vereadores tinham se manifestado sobre o assunto.
Inovação na área da saúde A clínica de oftalmologia Balestro, de Estrela, adquiria aparelho para cirurgias refrativas. Em três dias, foi possível fazer 22 procedimentos. O equipamento permitia corrigir miopia, astigmatismo e hipermetropia.
Aparelho permitia corrigir miopia, astigmatismo e hipermetropia
Empresa anunciava cataventos hidráulicos
Brigada Militar criava prêmio jornalístico
Um dos anúncios que circulava no jornal de1976 era da empresa Arenhart, localizada na Rodovia Presidente Kennedy (atual BR-386), em Lajeado. A Arenhart vendia cataventos hidráulicos. “Água à vontade, sem esforço e sem gastos”, era o apelo de venda.
A Brigada Militar do Rio Grande do Sul, em parceria com a Associação Rio-grandense de Imprensa, criava o “Prêmio de Reportagem da Brigada Militar”. A finalidade era “laurear” trabalhos jornalísticos sobre atividades e assuntos da corporação em todo o estado, sua atuação no policiamento ostensivo fardado, Corpo de Bombeiros e demais serviços prestados à segurança pública. Os vencedores receberiam prêmio em dinheiro.
“Água à vontade e sem gastos”, era o apelo de venda
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LUIZ EGON RICHTER
KARINE PINHEIRO
ARTIGO
Jornalista
V
Quem contou a história?
oltei a Dom Casmurro depois de alguns anos e me surpreendi com o que permanece intacto: a dúvida. Eu já conhecia a história, já sabia da desconfiança de Bentinho, já conhecia a pergunta que atravessa gerações. Ainda assim, ao reencontrar aquelas páginas, a sensação foi de que Machado de Assis continuava me provocando pela primeira vez. Capitu traiu ou não traiu Bentinho? É uma pergunta quase banal diante da grandeza do romance, mas que insiste em sobreviver. Mudam os leitores, mudam as épocas, mudam as formas de interpretar uma história. A pergunta permanece. Há algo de desconcertante nisso. Machado poderia ter nos dado uma resposta. Não deu. Preferiu deixar uma fresta aberta. E nós passamos mais de um século tentando fechá-la. O mais provocador, no entanto, não está apenas na dúvida sobre Capitu. Está no fato de que a história inteira chega até nós pela voz de Bentinho. É ele quem lembra, seleciona, interpreta e organiza os acontecimentos. Capitu não escreve um capítulo. Não explica o próprio olhar de cigana oblíqua e dissimulada. Não apresenta sua versão. Nós recebemos uma narrativa e precisamos decidir quanto acreditamos nela. Por isso que Dom Casmurro continue contemporâneo. Vivemos cercados de histórias contadas por quem chega primeiro. Nas redes sociais, nos grupos, nas conversas, no ambiente de trabalho, uma versão dos fatos
Mais de um século depois, Capitu continua sem responder.”
O relógio que os municípios talvez não estão olhando IMAGEM GERADA POR IA
pode se espalhar antes que a outra pessoa tenha sequer a oportunidade de falar. E, em pouco tempo, o acontecimento já ganhou uma interpretação. A história já tem um culpado. O problema é que, muitas vezes, ainda não conhecemos a história. Bentinho nos ensina uma coisa incômoda sobre uma narrativa que pode ser convincente sem ser completa. Ele não precisa inventar tudo para conduzir o leitor a uma determinada conclusão. Basta selecionar, interpretar e desconfiar. Nós fazemos o mesmo. Ouvimos um amigo e julgamos o outro. Recebemos uma mensagem e imaginamos a intenção. Assistimos a uma cena e inventamos o que aconteceu. Queremos respostas rápidas porque a dúvida incomoda. Precisamos saber quem está certo. Dom Casmurro não oferece esse conforto. A literatura do século XIX encontrou uma questão que continua perfeitamente atual: quanto daquilo que acreditamos sobre alguém nasce dos fatos e quanto nasce da
Advogado administrativista e Doutor em Direito Professor de pós-graduação OAB/RS 123.819
maneira como os fatos nos foram contados? No jornalismo, essa pergunta ganha outra dimensão. Uma história começa quando alguém conta, mas a apuração não termina aí. É preciso ouvir, confrontar versões, buscar documentos, reconstruir contexto. Uma fonte pode estar dizendo a verdade e, ainda assim, não ter a história inteira. Na vida cotidiana, somos menos cuidadosos. Por isso que continuamos discutindo Capitu. Não porque Machado tenha esquecido de dar uma resposta, mas porque ele nos deixou diante de algo que nenhuma geração conseguiu resolver, a necessidade de transformar dúvida em certeza. Mais de um século depois, Capitu continua sem responder. E nós continuamos tentando responder. No fim, a pergunta mais incômoda de Dom Casmurro pode não ser se Capitu traiu Bentinho. É outra. E se a história que acreditamos conhecer for apenas a versão de quem teve a oportunidade de contá-la?
F
altam pouco mais de cem dias para o encerramento de um prazo que quase ninguém está acompanhando e cujo efeito se estenderá até 2077. A Lei Complementar nº 227, de janeiro de 2026, estabeleceu que a distribuição do produto do novo imposto sobre consumo, entre 2029 e 2077, observará um coeficiente de participação apurado com base na receita média de cada município, nos exercícios de 2019 a 2026. O oitavo e último desses exercícios termina em 31 de dezembro. Oito anos de observação para governar quarenta e nove de distribuição. O que o município arrecadou e registrou nesse período define sua posição relativa por quase cinco décadas. O desempenho posterior não altera o coeficiente. Não há cláusula de revisão periódica nem de ajuste para exercícios atingidos por calamidade pública, o que é uma observação nada trivial para regiões que enfrentaram os eventos climáticos de 2023 e 2024. Esse é o relógio que está marcando agora. Há outro, mais longo, e convém não os confundir. A reforma tributária do consumo trocou o critério pelo qual a atividade econômica de um território se converte em receita da prefeitura. Durante décadas, o mecanismo foi o valor adicionado fiscal: uma medida da diferença entre o que entrava e o que saía de cada município em operações sujeitas ao ICMS. Quem produzia, gerava índice. Quem gerava índice, recebia cota-parte. Era imperfeito, mas estabelecia um vínculo direto entre a economia local e o caixa municipal. Esse vínculo está sendo desfeito. A Emenda Constitucional nº 132, de 2023, determinou que a parcela municipal do imposto estadual sobre consumo passe a ser repartida segundo quatro critérios: 80% pela população, 10% por indicadores de aprendizagem escolar, 5% por indicadores de preservação ambiental e 5% distribuídos igualmente entre todos os municípios do estado. Produção não aparece. A troca não é imediata. O valor adicionado continua a reger a cota-parte do ICMS enquanto o imposto existir. A partir de 2033, porém, a própria definição constitucional de valor adicionado estará revogada, e os índices ficarão congelados na fotografia de 2032. A mudança não é neutra entre municípios vizinhos. Cidades que geram muito valor adicionado com população pequena, típicas de regiões com agroindústria dispersa, dependem fortemente do critério que está sendo extinto. Cidades com mais habitantes e economia diversificada tendem a sofrer menos, pois a população passa a comandar a maior parte do rateio. O RS torna o quadro ainda mais singular. O Estado vem reduzindo o peso da população em seu próprio índice de participação, à razão de 1,4 ponto percentual ao ano, até zerá-lo no sexto ano de vigência da Lei estadual nº 15.766, de 2021, isto é, em 2029. No mesmo momento em que o Estado conclui a supressão da população como critério, a União a transforma no critério dominante. São dois entes federativos legislando em sentidos opostos sobre a mesma base de repartição. Planejamento fiscal municipal, nesse contexto, consiste em três tarefas concretas: auditar a escrituração dos exercícios de 2019 a 2026, conferindo se toda a receita efetivamente arrecadada está corretamente classificada e declarada; preparar, desde já, a estrutura técnica que examinará os coeficientes divulgados em 2027 e formulará, dentro do prazo, eventual contestação; e incorporar aos instrumentos de planejamento, do Plano Plurianual à Lei de Diretrizes Orçamentárias, a projeção de um cenário em que a receita deixará de corresponder à atividade econômica local. A reforma tributária foi debatida sob a ótica da simplificação. Para os municípios, ela também é, talvez sobretudo, uma mudança silenciosa na regra que determina quanto cada um receberá nas próximas cinco décadas. O prazo para influenciar esse cálculo termina em dezembro
Quarta-feira, 30 de setembro de 2026 Fechamento da edição: 18h
MÍN: 14º | MÁX: 21º
O dia começa com nebulosidade variada e ainda pode chover de forma fraca e irregular na primeira metade do dia.
QUATRO CHEIAS EM DOIS MESES
Extremos exigem adaptação permanente GABRIEL SANTOS
Capital de giro e o futuro da empresa
Gilmar Borscheid e Valmor Kappler alertam para os riscos do crescimento sem caixa e explicam como a parceria de duas décadas estrutura investimentos milionários
com pé no chão. Em entrevista ao programa “O Meu Negócio”, diretor e consultor técnico da Girando Sol detalham como planejaram a operação até 2041.
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FRASES DA EDIÇÃO
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Para trazer recursos, definir projetos e atuar na defesa, precisamos olhar para os candidatos daqui.” Mauro Hauschild, advogado e comentarista do A Hora sobre a importância do voto local
Nova inundação provocada pelo Rio Taquari fez 98 pessoas deixarem suas casas em Lajeado. Cenário expõe urgência para realocação de moradias PÁ G I N A | 12
CIDADES DO G8
Eleitores devem ficar atentos às mudanças nos locais de votação Boqueirão do Leão • Canudos do Vale • Cruzeiro do Sul • Forquetinha • Marques de Souza, Progresso • Santa Clara do Sul • Sério
Alterações ocorrem em sete dos oito municípios do consórcio; Santa Clara do Sul não terá mudanças
Quarta-feira, 30 de setembro de 2026 Ezequiel Neitzke
ezequiel@grupoahora.net.br
MICRORREGIÃO
O
s eleitores dos municípios que integram o Consórcio Intermunicipal para Assuntos Estratégicos G8 (Cipae G8) devem ficar atentos antes de sair de casa para votar neste domingo. Em sete das oito cidades do grupo houve alterações nos locais de votação. Santa Clara do Sul é a única que não teve mudanças nas seções eleitorais. No total são 17 alterações. As alterações envolvem principalmente comunidades do interior e foram realizadas pela Justiça Eleitoral. Em alguns casos, os eleitores foram direcionados para escolas, salões comunitários ou outros espaços próximos aos antigos locais de votação. A cidade que mais teve alterações foi Cruzeiro do Sul, com sete trocas. Duas delas, as seções 31 e 419, deixam o Projeto Municipal Arthur Eckert e passam a funcionar na Comunidade Católica Santo Antônio de Bom Fim, na Estrada Geral. Outras quatro: 35, 299, 352 e 422 deixam os antigos endere-
ços, no Bairro Passo de Estrela, e passam a funcionar na EMEF Anita Garibaldi, na Rua 28 de Setembro, 15. Já a seção 412, que funcionava na Comunidade Católica de Santarém, passa para a Escola Estadual Itaipava Ramos, também na Estrada Geral. Em Boqueirão do Leão, a mudança ocorre na seção 177, da Zona 93. Os eleitores que anteriormente votavam no Salão Comunitário Alto Irerê deverão comparecer à Escola Estadual Adolfo Mânica, em Linha Araçá. Canudos do Vale possui duas alterações. Na seção 7, da Zona 29, a votação deixa o Salão Comunitário da Barra do Araguari e passa para o Salão Comunitário de Baixo Canudos. Já os eleitores da seção 89, que votavam no Salão Comunitário de Porongos, deverão se dirigir ao Salão Comunitário de Pinheirinho. Em Forquetinha, a seção 414 deixa a Sociedade de Cantores Carlos Gomes e passa a funcionar no Nacional FC, localizado na Estrada Geral, no trecho entre a BR-386 e Bauereck. Em Marques de Souza, a seção 312 deixa a EMEF Vinte e Um de Outubro e passa para a EMEF
Carlos Gomes, na Rua Erno Otto Scherer. Progresso também possui uma alteração. Os eleitores da seção 439, que anteriormente votavam no Salão Comunitário Alto Pau Queimado, deverão comparecer ao Salão Comunitário Selim, na comunidade de Selim. Em Sério, quatro seções tiveram os locais modificados. A seção 50 deixa a Comunidade Católica São Pedro de Sete de Setembro e passa para a Escola Municipal João Pohl, em Arroio Alegre. A seção 76 sai da Escola Municipal Edvino Kamphorst e passa para a Comunidade Santo Antônio, localizada ao lado da escola, na Estrada Geral. A seção 189 deixa a Escola Municipal Sete de Setembro e passa para o Salão Comunitário de Lavador, na comunidade de Lavador. Já a seção 298 deixa a Escola Municipal Onofre Pires e passa para a Associação 16 de Outubro, também localizada na Estrada Geral. A orientação aos eleitores dos demais municípios é conferir o endereço correspondente à seção antes de se deslocar para a votação, evitando deslocamentos desnecessários. MAIRA SCHNEIDER
CONFIRA AS TROCAS BOQUEIRÃO DO LEÃO Seção 177: Salão Comunitário Alto Irerê -> Escola Estadual Adolfo Mânica, Linha Araçá CANUDOS DO VALE Seção 7: Salão Comunitário da Barra do Araguari -> Salão Comunitário de Baixo Canudos Seção 89: Salão Comunitário de Porongos -> Salão Comunitário de Pinheirinho CRUZEIRO DO SUL Seção 31: Projeto Municipal Arthur Eckert -> Comunidade Católica Santo Antônio de Bom Fim Seção 35: EMEF Antônio Domingues Ciceri Filho -> EMEF Anita Garibaldi Seção 299: Comunidade Católica Passo de Estrela ->EMEF Anita Garibaldi Seção 352: Comunidade Católica Passo de Estrela ->EMEF Anita Garibaldi Seção 412: Comunidade Católica de Santarém -> Escola Estadual Itaipava Ramos Seção 419: Projeto Municipal Arthur Eckert ->Comunidade Católica Santo Antônio de Bom Fim Seção 422: Comunidade Católica Passo de Estrela ->EMEF Anita Garibaldi FORQUETINHA Seção 414: Sociedade de Cantores Carlos Gomes -> Nacional FC, Estrada Geral BR-386 para Bauereck MARQUES DE SOUZA Seção 312: EMEF Vinte e Um de Outubro -> EMEF Carlos Gomes, Rua Erno Otto Scherer PROGRESSO Seção 439: Salão Comunitário Alto Pau Queimado -> Salão Comunitário Selim SANTA CLARA DO SUL Não teve alterações nos locais de votação SÉRIO Seção 50: Comunidade Católica São Pedro de Sete de Setembro -> Escola Municipal João Pohl, Arroio Alegre Seção 76: Escola Municipal Edvino Kamphorst -> Comunidade Santo Antônio Seção 189: Escola Municipal Sete de Setembro ->Salão Comunitário de Lavador
As alterações envolvem principalmente comunidades do interior e foram realizadas pela Justiça Eleitoral
Seção 298: Escola Municipal Onofre Pires ->Associação 16 de Outubro
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Quarta-feira, 30 de setembro de 2026 DIVULGAÇÃO
Tertúlia reúne escolas e comunidade em noite de cultura gaúcha Programação teve apresentações de alunos, música tradicionalista, escolha de prenda e peão e atividades de integração FORQUETINHA
Para preencher todas as vagas, a administração municipal abriu vagas para moradores de outras cidades do Vale do Taquari
Inscrições para Carreta do Saber encerram nesta quarta-feira Treinamentos gratuitos em Automação e Indústria 4.0 e Sistemas Pneumáticos serão realizadas entre 13 e 24 de outubro
DIVULGAÇÃO
A cultura gaúcha foi celebrada em uma noite de integração entre escolas, famílias e comunidade. A Tertúlia das Escolas, realizada na sexta-feira, 25, no ginásio, reuniu estudantes da Escola Municipal de Ensino Fundamental João Batista de Mello (JBM), da Escola Municipal de Educação Infantil Brincar Construindo e da Escola Estadual de Ensino Médio Forquetinha. A programação foi marcada por apresentações artísticas dos alunos, músicas tradicionalistas e momentos voltados à valorização dos costumes do Rio Grande do Sul. A noite também contou com a participação do CTG Tropilha Farrapa e com a escolha da prenda e do peão.
Além das atividades culturais, o público teve à disposição lanches e churrasquinho, enquanto as crianças e famílias puderam aproveitar atrações como touro mecânico e brincadeiras. A programação proporcionou momentos de convivência entre estudantes, educadores e familiares. Para a diretora da JBM, Andrea Bonassina, promover atividades que envolvam a comunidade é uma forma de aproximar as novas gerações da história e das tradições. Segundo ela, a iniciativa também contribui para criar momentos de aprendizado, convivência e integração entre as escolas. A prefeita em exercício, Inês Feil, também destacou a importância de ações que valorizam a identidade cultural do município. Para ela, iniciativas como a Tertúlia das Escolas ajudam a aproximar a comunidade e manter vivas as tradições. “A nossa cultura segue viva na escola, fortalece laços e constrói memórias”, ressaltou.
SANTA CLARA DO SUL
E
m outubro, a Unidade Móvel de Automação Industrial do Programa Carretas do Saber chega na cidade. A iniciativa do Governo do Estado, em parceria com o SENAI-RS, disponibiliza 30 vagas gratuitas em dois cursos de qualificação profissional. As aulas ocorrem presencialmente de 13 a
Programação foi marcada por apresentações artísticas dos alunos, músicas tradicionalistas e momentos voltados à valorização dos costumes
24 de outubro. No turno da tarde, será oferecida a formação em Automação e Indústria 4.0, com 32 horas de duração e 15 vagas. O conteúdo inclui automação industrial, sensores e atuadores, controladores lógicos programáveis, redes industriais, Internet das Coisas (IoT), integração de sistemas e segurança em processos automatizados. À noite, outras 15 vagas serão destinadas ao curso de Instalações de Sistemas Pneumáticos e Eletropneumáticos, também com carga horária de 32 horas. Os participantes terão contato com fundamentos da pneumática e eletropneumática, componentes e circuitos, comandos elétricos, leitura de diagramas, montagem de sistemas, diagnóstico de falhas e normas de segurança.
Inscrições As inscrições se encerram nesta quarta-feira, 30, presencialmente na Sala do Empreendedor, localizada na Avenida Emancipação, 15, no Centro, junto ao Centro Administrativo. A ficha pode ser preenchida antecipadamente, mas a entrega dos documentos precisa ocorrer de forma presencial para conferência e validação. Para preencher todas as vagas, a administração municipal abriu vagas para moradores de outras cidades do Vale do Taquari. Interessados devem apresentar RG e CPF e fornecer informações como endereço, telefone, e-mail, escolaridade e situação ocupacional. Estrangeiros devem apresentar também o RNM/RNE e os respectivos dados de emissão. Mais informações podem ser obtidas pelo WhatsApp (51) 3782-2282.
Estudantes participam de formação do projeto Bombeiro Mirim CRUZEIRO DO SUL
Seis alunos de quatro escolas municipais integram turma regional do programa, que trabalha prevenção, primeiros socorros, meio ambiente e defesa civil
Seis estudantes de quatro escolas municipais participam do programa Bombeiro Mirim, desenvolvido pelo Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS), por meio da corporação de Lajeado. A turma reúne cerca de 30 crianças e adolescentes. A iniciativa tem caráter educa-
tivo e preventivo e busca contribuir para a formação cidadã dos participantes. Ao longo das atividades, os alunos têm contato com conteúdos relacionados à prevenção de incêndios e acidentes, primeiros socorros, meio ambiente e defesa civil, além de ações esportivas e de integração. Em Cruzeiro do Sul, as vagas foram distribuídas entre diferentes escolas municipais. Partici-
pam duas alunas da EMEF Jacob Sehn, uma da EMEF São Felipe, uma da EMEF 25 de Julho e dois alunos da EMEF Antônio Domingos Cícero e Filho. A seleção contou com a participação dos professores de Educação Física, considerando também as atividades esportivas previstas no programa. O município também disponibiliza transporte para o
deslocamento dos estudantes até Lajeado. Conforme a supervisora do Ensino Fundamental da Secretaria Municipal da Educação, Cultura e Esportes (Smece), Bruna Lanzini, a participação dos alunos será ampliada para ações realizadas em Cruzeiro do Sul. Ao término do programa, também está prevista uma formatura, com envolvimento do município.
A HORA
Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
APRESENTADO POR:
ESTÍMULO À LEITURA
XI Feira do Livro reúne cultura, literatura e atrações para a comunidade Programação
DIA 8 – QUINTA-FEIRA
8h – Recepção com os Vivandeiros da Alegria 8h30 – Solenidade de abertura da XI Feira do Livro 8h50 – Apresentação da Orquestrinha da EMEF Carlos Gomes 9h15 – Intervalo 9h30 – Bate-papo com a escritora Lavínia Rocha seguido de sessão de autógrafos Visitação à feira e exposição fotográfica Hora do Conto | Viola Viajante – Biblioteca Móvel do Sesc 13h30 – Recepção com os Vivandeiros da Alegria 14h – Apresentação do Coral Educanto da EMEF Carlos Gomes 14h – Hora do Conto com a escritora Cacá Mello na EMEI Brilho de Infância 14h30 – Intervalo 14h45 – Bate-papo com a escritora Cacá Mello (público: pré-escola e anos iniciais) Visitação à feira e exposição fotográfica Hora do Conto | Viola Viajante – Biblioteca Móvel do Sesc 18h45 – Recepção com os Vivandeiros da Alegria 19h – Encontro de Orquestrinhas Apresentação do documentário Resiliência Visitação à feira e exposição fotográfica
MARQUES DE SOUZA
A
XI Feira do Livro será realizada nos dias 8 e 9 de outubro, reunindo estudantes, famílias e a comunidade em uma programação especial voltada à valorização da leitura, da cultura e do conhecimento, na Rua Coberta, no Centro. O evento contará com apresentações culturais e musicais, encontros com escritores, sessões de autógrafos, contações de histórias, visitação à feira, exposição fotográfica, quiz literário, encontro de orquestrinhas, espetáculo artístico e atividades com a Biblioteca Móvel do Sesc. Para a Secretária Municipal de Educação, Cultura, Turismo e Desporto, Sibele Thiele, a leitura tem um papel fundamental na formação das pessoas, amplia conhecimentos, desenvolve a criatividade e contribui
DIA 9 – SEXTA-FEIRA
para a construção de uma sociedade mais consciente e preparada. “A feira se consolida como um importante momento de integração da comunidade, incentiva o contato com a literatura, desperta a criatividade e fortalece a formação cultural de crianças, jovens e adultos.”
Novas pavimentações recebem sinalização e reforçam a segurança viária As vias pavimentadas recentemente receberam esta semana a sinalização viária e pintura de faixas de pedestres e de quebra-molas. As intervenções foram realizadas na Rua Herbert Arthur Biehl e na Linha Atalho, garantindo mais organização, segurança e qualidade na circulação de veículos e pedestres. Na Linha Atalho, o asfalto contemplou 1,290 quilômetro, com investimento superior a R$ 2,1 milhões, enquanto na Rua Herbert Arthur Biehl foram aplicados R$ 643,9 mil em uma área de 2.193,50 metros quadrados, entre o pontilhão e a Rua Arthur Benno Brenner. Para o prefeito Fábio Mertz, é uma etapa fundamental após a conclusão das
pavimentações. "Além de oferecer melhores condições de trafegabilidade, essas melhorias proporcionam mais segurança para motoristas, ciclistas e pedestres. Esperamos que todos respeitem e evitemos qualquer tipo de acidente."
8h – Recepção com os Vivandeiros da Alegria 8h – Teatro As Aventuras de João, a Princesa e o Tapete Voador – Rococó Produções Artísticas e Culturais 8h30 – Animação cultural com os Vivandeiros da Alegria na EMEI Brilho de Infância 9h – Divulgação do resultado do concurso fotográfico Patrimônio que vive 9h30 – Intervalo 10h – Quiz literário Visitação à feira e exposição fotográfica Hora do Conto | Viola Viajante – Biblioteca Móvel do Sesc 13h30 – Recepção com os Vivandeiros da Alegria 14h – Reapresentação do resultado do concurso fotográfico Patrimônio que vive 14h30 – Teatro As Aventuras de João, a Princesa e o Tapete Voador- Rococó Produções Artísticas e Culturais 15h30 – Intervalo 15h45 – Hora do Conto com os Vivandeiros da Alegria Visitação à feira e exposição fotográfica Hora do Conto | Viola Viajante – Biblioteca Móvel do Sesc 18h45 – Recepção com os Vivandeiros da Alegria 19h – Apresentação do Grupo de Danças Folclóricas Alemãs Schön ist die Jugend 19h30 – Espetáculo Herta no Divã Visitação à feira e exposição fotográfica
Roçadeira hidráulica amplia eficiência nos serviços Marques de Souza recebeu uma nova Roçadeira Hidráulica Articulada, acoplável ao trator agrícola, da marca Monttar Agro, modelo Najja 1.5 Artic + Tela de Proteção. O equipamento amplia a frota e será utilizado pelas equipes das Secretarias Municipais de Obras e de Agricultura para auxiliar na manutenção e limpeza das vias do interior do município. Conforme o Secretário de Agricultura, Rubens Heineck, a roçadeira permitirá maior agilidade
na poda de gramas, galhos e vegetação, contribuindo para a conservação dos espaços públicos e das estradas municipais.
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4 | A HORA PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS
www.coquetel.com.br Lábio (?): lagoquilia Programa brasileiro de preservação ecológica criado em 2008 Mineral usado em vidros e cerâmicas
Gás de alto poder oxidante
© Revistas COQUETEL Práticas e tradições Base salarial incomuns de povos ou culturas de uma categoria Loja de vinhos
Enfraquecido "Ê, (?)", gíria que indica frustração
Rei do toque de ouro (mit. gr.)
Estágio de desenvolvimento do inseto Aqueles que vão se casar Doutora (abrev.) Saudação do início de e-mails
(?)-depressiva, potencial usuária de lítio Roda do amolador de facas
Bráulio Tavares, roteirista brasileiro Amado de Julieta (Teat.) Braço, em inglês Protocolo de rede
Conterrâneas de Ariano Suassuna
(?) Coralina, poeta goiana
(?) de giz, modelos de ternos "(?) de Mentirinha", filme (EUA)
Recurso de celulares Divindade egípcia Tiranossauro (?): lutou com King Kong (Cin.) Engenho como a Columbia (Astronáut.)
Apelido de Caetano Veloso Motivo
(?) Ribeiro, médico e escritor
Embalada; acalentada (?) Malfitano, ator de "Pecado Mortal"
Santo padroeiro dos ourives (Catol.)
Escola de samba da capital paulista Originaram o latifúndio na História do Brasil
Sufixo de "lagostim" Reação a ratos
3/arm — osi. 6/osíris — ozônio. 9/feldspato. 16/costumes exóticos.
BANCO
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Solução L E C F E L D S P A T O P U P A M I D A S N O I V O S B T D R A R O M E U O I P E A R M M A N I A C O N E M O R I S C A S A R A D I O E O Z O N I O R E X O S B C A S O N I N A D A P T I R A N E L O I V A I V A I A S CO S E S M A RI A S 23/09 - 22/10
Virgem: Viagens e estudos ganham forma. Negociações e pesquisas favorecem projetos e ampliam suas perspectivas.
23/10 - 21/11
23/07 - 22/08
Leão: Carreira em destaque e novas oportunidades. Tome iniciativas com confiança, mas sem exagerar nas expectativas.
22/11 - 21/12
21/06 - 22/07
Câncer: Amplie amizades. Projetos podem avançar, ganhos aumentar e a família dará segurança para crescer.
Sagitário: Organize a rotina e cuide da saúde. Viagens e estudos avançam; amigos podem trazer contatos.
22/12 - 19/01
21/05 - 20/06
Gêmeos: Diminua o ritmo e reserve tempo para você. Ideias criativas favorecem projetos; respeite seus limites.
Escorpião: Parcerias ganham destaque. Discrição ajuda em assuntos delicados.
Capricórnio: Amor, filhos e projetos ganham espaço. Atenção ao dinheiro, mas reserve tempo para prazer.
20/01 - 18/02
20/04 - 20/05
Touro: Renove a imagem, cuide da saúde. Projetos podem melhorar seus rendimentos e autoestima.
Libra: Franqueza ajuda em finanças e relações. Bons negócios podem surgir; valorize seu trabalho.
Aquário: Fortaleça a união familiar e melhore a casa. Parcerias e contatos externos ampliam horizontes.
19/02 - 20/03
21/03 a 19/04
Áries: Cuide do dinheiro, avalie investimentos e negocie. Planeje o futuro com segurança e fortaleça a cumplicidade.
23/08 - 22/09
HORÓSCOPO
Peixes: Organize finanças, cuide da saúde e fique atento a boas ideias vindas de longe.