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A Hora – 29/10/2026

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ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR Quinta-feira, 29 de outubro de 2026 | Ano 25 - Nº 4215 | R$ 5,00 (dia útil) R$ 9,00 (fim de semana)

OPINIÃO RODRIGO MARTINI

Política nacional e os exilados

Ponte reconecta setor produtivo FÁBIO KUHN/365 VEZES NO VALE

“Viagem” de Flávio Bolsonaro e familiares aos EUA é só mais um episódio do qual o brasileiro já está acostumado: perseguições ideológicas e políticas.

DISPUTA PELO FUNRIGS

Fundo tenta preservar verba do Vale Projeto passa por análise de comissão da assembleia Um projeto na Assembleia propõe reservar R$ 1,5 bilhão para rodovias. Chamado de fundo Vale do Taquari aguarda parecer da Comissão de Constituição e Jus-

tiça. Medida vai ao encontro de interesse regional, mas deputado eleito, Roberto Lucchese adverte que mesmo aprovada, medida precisa de aval do Executivo.

PÁ G I N A | 3

Granja investe em energia a partir de dejetos suínos

C A D E R N O | RA

Primeira etapa do projeto de biodigestor em Cruzeiro do Sul prevê investimento de R$ 500 mil para gerar fertilizante. Segunda fase inclui duplicar o aporte para também gerar energia elétrica. PÁ G I N A | 7

MUÇUM/ENCANTADO

Liberada para transporte de cargas após reconstrução de pilar, travessia na ERS-129 encerra trajeto alternativo que ampliava distâncias em até 35km


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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

E D I TO R I A L

A B R E A S PA S

Obra precisa sair do papel

O

nome do Fundo Vale do Taquari precisa virar investimento. Talvez o projeto em análise na Assembleia possa representar uma segurança em termos de salvaguardar o aporte do Funrigs, mas ainda não define o destino do dinheiro. A sociedade regional precisa de garantias. Saber onde, quando e como serão feitas obras fundamentais para o avanço logístico da localidade que foi o epicentro das grandes tragédias ambientais de 2023 e 2024. De todas as perdas humanas, patrimoniais e na infraestrutura, o quadro só não foi pior por que a ponte da BR-386 resistiu. Do contrário, toda a comunidade estaria até agora com imensas dificuldades.

Seja qual o próximo passo, se um fundo específico ou repasse à EGR. O resultado disso precisa vir acompanhado do compromisso formal com as obras.” Do montante do Funrigs, os aportes que iriam às concessionárias estão no centro de uma disputa estadual. Não é possível abrir uma competição destas. Os políticos esqueceram para que foi criado o fundo da reconstrução? Como abrir disputa com localidades que, sim, tiveram algumas perdas, mas de ordem secundária frente a grande inundação. A defesa regional tem fundamento justo por isso. As enchentes destruíram acessos, interromperam o transporte e expuseram a fragilidade de uma malha já insuficiente. Reconstruir exige ampliar a segurança e a capacidade das ligações das quais dependem trabalhadores, empresas e serviços. Seja qual o próximo passo, se um fundo específico ou repasse à EGR. O resultado disso precisa vir acompanhado do compromisso formal com as obras. Sem essa definição, a troca de governo pode devolver o Vale ao início de uma discussão que já consumiu tempo demais. Filiado à

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Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. Impressão Zero Hora Gráfica

Diretor Executivo: Adair Weiss Diretor Editorial e de Produtos: Fernando Weiss

“O movimento 4-S significava saber, sentir, saúde e servir” Aos 79 anos, Otávio Deves preserva as memórias de um movimento que marcou o desenvolvimento rural de Arroio do Meio. Uma das lideranças do antigo Clube 4-S, ele esteve entre os homenageados pela Câmara de Vereadores na última semana, em reconhecimento à trajetória e à contribuição à comunidade. O movimento começou a ganhar força no município em 1963, com a mobilização de jovens agricultores e o apoio do Serviço de Extensão Rural da Associação Sulina de Crédito e Assistência Rural (ASCAR). A iniciativa levou à criação dos primeiros clubes, à formação de novas lideranças e à organização de atividades voltadas à produção agrícola, à educação e à integração das famílias do interior Gabriel Santos

gabriel@grupoahora.net.br

Como surge o movimento 4-S e de que forma ele chegou a Arroio do Meio?

As primeiras notícias sobre os Clubes 4-S surgiram em 1963, a partir da iniciativa do jovem agricultor Silvério Thomas, que trouxe o engenheiro agrônomo Ciro Nunes, do Serviço de Extensão Rural da ASCAR de Estrela, para uma reunião com os jovens rurais da Barra do Forqueta. Mesmo morando distante daquela localidade, despertei para a iniciativa. O movimento ganhou força nos meses seguintes. Em abril de 1964, foi confirmado o Clube 4-S Sempre Avante, o primeiro do município, e também criado o Unidos Venceremos, em Forqueta Baixa. Depois, outros clubes surgiram em diversas localidades do interior.

Qual era o significado do Clube 4-S?

O 4-S significava saber, sentir, saúde

Luiz, junto com a jovem Fátima Hammes. Foi uma experiência que marcou minha vida e reforçou o compromisso com o desenvolvimento das comunidades rurais. Seguimos usando até hoje a camiseta que nos ensinou e nos fez ensinar e trabalhar por um mundo melhor para os jovens rurais e suas famílias. O movimento representava esse compromisso coletivo com o futuro.

Até onde chegou o trabalho desenvolvido pelos clubes?

e servir. Tínhamos um lema que muitas vezes era lido nas reuniões dos grupos. Prometíamos usar nossa inteligência para melhor saber, nosso coração para melhor sentir e nossa saúde para servir a Deus, à pátria, à comunidade, à família e ao clube. Também assumíamos o compromisso de trabalhar com os companheiros pelo desenvolvimento rural. Era uma forma de reforçar os valores do movimento e a responsabilidade de cada jovem com sua comunidade.

Quando os clubes passaram a ter uma organização conjunta no município?

Em setembro de 1967, na sede do Clube Esportivo Arroio do Meio, com a presença de muitas caravanas vindas do interior, foi criado o Conselho Arroio-Meense de Clubes 4-S. A organização fortaleceu o trabalho desenvolvido nas comunidades e ajudou a ampliar a atuação dos grupos. A estrutura permitiu dedicar mais atenção à formação dos jovens e à criação de novos clubes, sempre vinculados ao serviço de extensão rural do Estado.

Como começou sua própria trajetória no Clube 4-S?

Iniciei efetivamente minha trajetória quatroessista colaborando com o movimento e, depois, criando o nosso clube em São

O movimento alcançou mais de 30 localidades de Arroio do Meio, incluindo comunidades de Pouso Novo, Travesseiro e Capitão. No município, chegamos a ter cerca de 40 clubes. Foi um trabalho que envolveu muitos jovens, famílias e lideranças, com reflexos na formação das pessoas, na produção agrícola e na organização das comunidades.

Qual era o principal objetivo dos clubes?

Na época, havia uma preocupação com a necessidade de ampliar o desenvolvimento rural em Arroio do Meio. A proposta era incentivar os jovens a buscar conhecimento, melhorar a produção e encontrar alternativas para as famílias do interior. Foram desenvolvidos projetos de produção de leite, ovos e grãos, como milho, soja e feijão. Também houve iniciativas de recuperação do solo, que contribuíram para melhores colheitas. Os clubes ajudaram a levar conhecimento às propriedades e estimularam os jovens a participar mais ativamente da vida comunitária.

O movimento também contribuiu para a formação de lideranças?

Sim. Surgiram extensionistas rurais, padres e vereadores que passaram pelos clubes e depois assumiram diferentes funções na sociedade. O movimento ajudou a preparar pessoas para participar da vida pública e contribuir com suas comunidades. Acredito que essa foi uma das grandes contribuições do 4-S: além de trabalhar pelo desenvolvimento rural, ajudou a formar pessoas que levaram adiante o compromisso com a coletividade.


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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

DESTINO DO R$ 1,5 BI

Fundo para o Vale aguarda parecer da assembleia FOTOS: FILIPE FALEIRO

Projeto elaborado após CPI dos Pedágios quer reservar o aporte do Funrigs para infraestrutura regional. Texto está na CCJ, sob relatoria de Beto Fantinel (MDB) Filipe Faleiro

filipe@grupoahora.net.br

VALE DO TAQUARI

A

criação do fundo “Vale do Taquari”, voltado para preservar R$ 1,5 bilhão do Fundo da Reconstrução (Funrigs) para obras rodoviárias depende de análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa. O projeto foi elaborado por Miguel Rossetto (PT) em agosto e está sob relatoria de Beto Fantinel (MDB), a quem foi distribuído em 10 de setembro. O encaminhamento coloca em discussão a viabilidade de separar o dinheiro antes de definir as obras. Embora denominado “Fundo Rodovias Vale do Taquari”, o instrumento também atenderia às regiões da Produção, Norte e Serra. A proposta autoriza o Executivo a criar uma conta específica, com gestão pelo Daer ou pela Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), para financiar obras nas estradas. O projeto se aproxima da reivindicação regional de impedir a dispersão do aporte previsto para o Bloco 2 das concessões. Entretanto, não determina quanto cada região receberia, quais duplicações seriam executadas ou o prazo das intervenções. A

Em 20 de outubro, líderes regionais, prefeitos e o deputado eleito Roberto Lucchese trataram das estratégias para defender investimentos na infraestrutura regional

reserva do dinheiro e a escolha das obras são etapas distintas. O deputado eleito do Vale do Taquari, Roberto Lucchese (MDB), trata do assunto com os parlamentares Rossetto e Fantinel. “Conversei com eles ontem (terça-feira). O ponto mais importante não é a criação do fundo, mas o alinhamento com Leite e Zucco sobre a destinação do recurso”, afirma.

Como aplicar O texto em análise autoriza a criação do fundo, mas não o coloca em funcionamento nem transfere os recursos. Além da tramitação legislativa, a implantação depende de providências do Executivo e da elaboração de um plano de aplicação. Pela proposta, os valores ficariam em conta bancária separada, com contabilidade própria. Daer ou EGR seriam

responsáveis pelo planejamento, pela fiscalização técnica e financeira e pela prestação de contas ao Comitê Gestor do Funrigs e aos órgãos de controle. Também está prevista a participação de entidades, agentes públicos e moradores na definição e no acompanhamento dos investimentos. O projeto proíbe a aplicação fora das quatro regiões contempladas, mas não estabelece prioridade entre elas. Assim, sua aprovação não assegura o aporte integral ao Vale do Taquari.

Os R$ 375 milhões desse grupo correspondem a um quarto do aporte previsto para o Bloco 2. O texto especifica conservação, reparação e recomposição da infraestrutura. Não menciona duplicações nem distribui valores por trecho. Esse desenho provoca preocupação entre representantes regionais, que reivindicam mais recursos para acelerar a ampliação das pistas. “Precisamos acompanhar esses movimentos para que a verba prevista para as rodovias não vá parar em outras regiões”, afirma a presidente do Codevat, Cintia Agostini. “Precisamos de obras para ter mobilidade, segurança e redução de custos logísticos. Os acidentes estão aí para demonstrar o quanto precisamos. Fomos a região mais atingida pelas tragédias e precisamos de mais recursos para nossas estradas.”

Negociação Associações dos municípios (Amvat e Amat), dos vereadores (Avat), do setor produtivo (CIC-VT), o Codevat, junto com o deputado eleito Roberto Lucchese, avaliam as alternativas em tramitação. Conforme Lucchese, o repasse direto à EGR aparece como possibilidade, sem depender da criação de um novo fundo. “Não precisamos utilizar necessariamente o fundo. Poderíamos inclusive destinar direto via EGR”, relata. Segundo ele, essa alternativa também foi discutida com Rossetto. Ainda não há definição do Executivo sobre o formato. A prioridade regional é duplicar a ligação entre Venâncio Aires e Encantado. Nas ligações de Teutônia, o grupo discute a escolha entre a Via Láctea, contemplada no levantamento da EGR, e a Rota do Sol, entre Estrela e Teutônia. O movimento pretende obter um compromisso antes da troca de governo. A estratégia defendida pelas entidades prevê obras em lotes, com diferentes empresas, para concluir as intervenções em três anos.

Risco de divisão do recurso Outra proposta na Assembleia segue um caminho diferente. Dentro do projeto do orçamento gaúcho de 2027, a emenda de Joel Wilhelm (PP) direciona R$ 750 milhões do Funrigs dividida para os Bloco 1 e 2.

Para os setores políticos e produtivos da região, forças locais devem pressionar os governos e fazer com que o dinheiro da reconstrução seja aplicado onde houve mais prejuízos das inundações


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FLÁVIO “VIAJA” AOS EUA

TIRO

Um país preso aos exílios, fugas e RODRIGO MARTINI revanchismos políticos rodrigomartini@grupoahora.net.br

- Segundo a prefeita de Lajeado Gláucia Schumacher (PP), há investidores interessados em projetos de concessão de espaços em parques municipais. E eles são de fora do Vale do Taquari. - Por falar em concessões, o governo de Lajeado lançou edital de licitação para a nova concessão onerosa de uso da copa/cozinha e da quadra esportiva do Centro Esportivo Municipal (CEM) Mário Lampert, no bairro São Cristóvão. - Prefeito de Fazenda Vilanova, Amarildo da Silva (PDT) aguarda definições sobre o projeto de duplicação da ERS-128, a Via Láctea. Há bons espaços para novas empresas às margens da rodovia. - Em Estrela, grupos de oposição à gestão da prefeita Carine Schwingel (União Brasil) buscam um candidato com perfil “empresarial e associativista” para concorrer a prefeito em 2028. E há nomes.

Exilados no Brasil O Brasil também é ou já foi destino de exilados e refugiados (e procurados) de outros países. Entre os nomes mais conhecidos, o ex-membro dos Proletários Armados do Comunismo (PAC), o italiano Cesare Battisti; o exditador paraguaio Alfredo Stroessner; o ex-senador boliviano Roger Pinto

A

viagem à francesa do senador Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos é só mais um triste capítulo de uma política nacional frágil, rudimentar, revanchista e cuja regra é o “toma lá dá cá”. Não é de hoje. Guardadas as devidas proporções e com o máximo respeito histórico aos contextos sociais de cada época, a verdade é que o brasileiro já está acostumado com o termo “exilado” e as constantes perseguições políticas e ideológicas no país. Há casos pregressos. Mas o antagonismo e os levantes contra o regime instaurado pelo golpe civil-militar de 1964 promoveram a maior onda de fugas e/ou exílios de brasileiros. Um movimento que iniciou na década de 1960 e só arrefeceu em agosto de 1979, quando o presidente general João Figueiredo assinou a Lei da Anistia para milhares de presos políticos, políticos cassados, estudantes expulsos de universidades e brasileiros exilados pelo mundo e até mesmo banidos do país. Após a controversa anistia, que também livrou suspeitos de crimes graves em ambos os lados, muitos exilados retornaram ao Brasil, incluindo personagens políticos que eram inimigos declarados do regime militar. Entre eles, Apolônio de Carvalho, Francisco Julião, Miguel Arraes, Luís Carlos Prestes, José Dirceu, e, claro, o gaúcho e ex-governador Leonel de Moura Brizola, que passou mais de 15 anos no Uruguai, EUA e Europa. E, assim como hoje, alas ideológicas divergiam sobre o adjetivo correto

para classificá-los. Afinal, eram fujões ou exilados? Heróis ou vilões? Pois bem, a redemocratização enfim chegou e praticamente colocou um fim nos infelizes movimentos de migração forçada de políticos, artistas, músicos, pensadores, jornalistas, ativistas e afins. Salvo um ou outro caso muito esporádico – e eu confesso não recordar –, a paz reinou por quase quatro décadas. Até o ressurgimento da polarização ideológica e o advento das redes sociais. Aí o negócio desandou. Longe de lembrar o período militar, é claro. Mas já está fora de controle. Desde a eleição de Jair Bolsonaro (PL), em 2018, diversos personagens que são conectados com a política deixaram o país. Cada qual com seus contextos, razões e propósitos. E quase todos ligados à direita. Entre eles, os ex-deputados federais Eduardo Bolsonaro, Carla Zambelli, Alexandre Ramagem e Jean Willys – o único ligado à esquerda –, além dos blogueiros e jornalistas Allan dos Santos, Rodrigo Constantino e Paulo Figueiredo, e também a ex-juíza Ludmila Lins Grilo. A maioria está nos EUA. E “sob olhar” do ministro do STF Alexandre de Moraes. O último caso, que também envolve Moraes, gerou ainda mais impacto mundo afora. Três dias após conquistar 60 milhões de votos na eleição presidencial, e após ordem do STF para entregar passaportes em função de investigações controversas,

Molina; e mais recentemente a exprimeira-dama do Peru, Nadine Heredia, que está no país desde abril de 2025. Ela foi condenada a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro em um caso envolvendo a empreiteira Odebrecht – vejam só –, e foi “resgatada” no Peru em um avião da FAB.

Presidentes presos Tensão internacional

A crise moral e institucional é profunda. Desde o fim do mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em 2002, o Brasil elegeu três diferentes presidentes da República. E todos foram ou estão envolvidos em graves denúncias. Lula (PT) e Jair

Bolsonaro (PL) responderam e foram parar atrás das grades pelos crimes de corrupção, no caso do petista, e de tentativa de golpe, por parte do líder da direita nacional. E Dilma Rousseff sofreu impeachment por “pedaladas fiscais”.

Na carta divulgada ontem, Flávio Bolsonaro agradece Milei e Trump após sair do país, denuncia suposta fraude na vitória de Lula, afirma que atuará como “líder do Brasil” e da oposição a partir dos EUA, e reforça a narrativa de que seria utilizado pelo STF como “moeda de troca” para evitar processos contra ministros. Por ora, é só um desabafo. Mas pode virar um grande problema se o discurso convencer outros líderes mundiais.

Flávio Bolsonaro desembarcou com a esposa e as duas filhas em Miami (EUA) e lançou nota nas redes se autodeclarando “líder do Brasil” – o texto original, editado antes da publicação, falava em “o verdadeiro presidente”. Antes disso, cruzou o país e a fronteira com a Argentina sem ser notado pelas autoridades. Um enredo de Hollywood. Há quem aposte em novas “viagens” nos próximos meses. E com razão. Afinal, vivemos em um país que voltou a naturalizar as perseguições políticas.

O peregrino das quintas-feiras sempre traz um pouco de leveza à página. Ainda mais em tempos de tensão coletiva. E hoje a imagem é cascata em Linha Picada Cornellius, em Marques de Souza.


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CRÉDITO E CONSUMO

Endividamento de risco cresce 75% em cinco anos e pressiona famílias FILIPE FALEIRO

Em Lajeado, CDL aponta avanço da inadimplência e destaca o cartão de crédito entre os fatores que dificultam a recuperação financeira. Economista alerta para os reflexos no comércio e nos serviços do Vale

Cenário nacional – 20,3 milhões: em situação de endividamento de risco – 75%: crescimento do

contingente entre junho de 2021 e junho de 2026

– 17%: participação dos

Karine Pinheiro

devedores de risco no sistema financeiro

karine@grupoahora.net.br

– 42%: comprometimento da

VALE DO TAQUARI

renda entre pessoas que ganham até dois salários mínimos

O

endividamento de risco alcançou 20,3 milhões de brasileiros em junho de 2026, alta de 75% em cinco anos. O dado do Relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central (BC) expõe o avanço das dificuldades para equilibrar o orçamento familiar. No Vale do Taquari, a percepção de aumento da inadimplência nos últimos anos também preocupa, enquanto consumidores buscam alternativas para renegociar débitos e recuperar a capacidade de pagamento. Em Lajeado, a diretora executiva da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Soraide Graf, cita o cartão de crédito entre os principais fatores de agravamento das dívidas. Segundo ela, o atraso no pagamento e a incidência de juros podem multiplicar o valor devido. A estimativa apresentada é de que uma dívida não paga possa quadruplicar em 12 meses. “É um bom produto, mas precisa de responsabilidade para usar”, afirma Soraide. Quando o consumidor perde a capacidade de pagar a fatura integral, o crédito rotativo pode elevar rapidamente o saldo devedor. A orientação da dirigente é interromper o uso do cartão e concentrar esforços na quitação do débito, conforme a capacidade financeira disponível. A executiva também destaca

– 15%: parcela da renda dessa faixa comprometida com dívidas no cartão de crédito

– 18,6%: comprometimento Cartão de crédito é apontado com um dos principais causadores de dívidas

que a inadimplência nem sempre decorre de decisões deliberadas de consumo. Separações, problemas de saúde e desemprego aparecem entre as situações que desorganizam o orçamento doméstico. Uma despesa inesperada ou a redução da renda pode comprometer o pagamento de parcelas contratadas, mesmo quando existe emprego formal. A entidade observa que consumidores procuram alternativas de renegociação. Para Soraide, a iniciativa de buscar o credor é importante para encontrar condições de pagamento. Segundo ela, as empresas costumam demonstrar abertura para acordos. A entidade também atua com informações sobre o histórico financeiro dos consumidores, em parceria com a Equifax. Os dados auxiliam empresas na avaliação do risco de crédito e na análise do comportamento de pagamento. A dirigente defende,

total da renda entre quem ganha mais de dez salários mínimos

ainda, a educação financeira como ferramenta de prevenção.

Pressão sobre o orçamento Para a economista Fernanda Sindelar, o crescimento do endividamento resulta de uma combinação do aumento das despesas básicas, custo elevado do crédito e facilidade de acesso a empréstimos e limites préaprovados. Instabilidade de renda e ausência de reserva financeira também contribuem para que dificuldades temporárias se transformem em compromissos de longo prazo. “Ter renda oferece previsibilidade, mas não garante que ela seja suficiente para cobrir todas as despesas”, explica. O cenário se agrava quando o crédito passa a financiar despesas recorrentes, diz a economista. O relatório mostra que o comprometimento da renda com dívidas chegou a 42% entre pessoas que recebem até dois salários mínimos. Nessa faixa, o cartão de crédito responde por

15% da renda. O grupo reúne 61,2 milhões de pessoas. O Banco Central considera quatro critérios para classificar o endividamento de risco: atraso superior a 90 dias em parcelas de crédito; comprometimento de mais da metade da renda mensal com dívidas; uso simultâneo de cheque especial, crédito pessoal e crédito rotativo; ou renda restante, após o pagamento das dívidas, abaixo da linha de pobreza. O avanço das dívidas também pode alterar o comportamento de consumo no Vale do Taquari. Conforme Fernanda, quando uma parcela maior que renda fica comprometida com obrigações financeiras, sobra menos dinheiro para compras e contratação de serviços. As famílias tendem a adiar a aquisição de bens duráveis, reduzir despesas adiáveis e procurar alternativas baratas.

Renegociação A economista ressalta que a reorganização financeira também exige controle dos gastos e interrupção da contratação de

Quando a dívida vira risco? – Atraso superior a 90 dias no pagamento de parcelas.

– Mais de 50% da renda mensal comprometida com dívidas. – Uso simultâneo de cheque especial, crédito pessoal sem consignação e crédito rotativo. – Renda restante, após o pagamento das dívidas, abaixo da linha de pobreza. * A CLASSIFICAÇÃO DO BC EXIGE PELO MENOS DOIS DOS QUATRO CRITÉRIOS

novas dívidas. Diante do avanço do endividamento de risco, o Banco Central anunciou novas medidas para restringir ofertas inadequadas de crédito e ampliar a proteção ao consumidor. As instituições financeiras deverão oferecer mecanismos para bloquear publicidade e propostas ativas de empréstimos. Para consumidores considerados vulneráveis, ofertas dependerão de autorização prévia. As regras de bloqueio entram em vigor em 31 de março de 2027.


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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

ECONOMIA E NEGÓCIOS

Transporte “Custa mais caro não ter busca acordos para estradas de qualidade” reorganizar jornadas ENTREVISTA

FÁBIO NICARETTA, DIRETOR DA NIMEC LOGÍSTICA

DIVULGAÇÃO

Empresários de logística discutem como adaptar viagens e equipes à escala 5x2. Diretor da Nimec defende negociação com motoristas e vê na reforma tributária uma oportunidade de reduzir a concorrência desleal Filipe Faleiro

Então, precisamos ter um meio termo”, afirma. O Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística (Setcergs) promove encontros para levantar os impactos nas empresas. Depois da reunião de 20 de outubro, a entidade teve outra rodada ontem, em Santa Cruz do Sul. Entre os temas estão os custos com pessoal e o diálogo com os clientes que contratam o transporte.

Empresa fundada em 1975 atua em todo o país e tem três centros de armazenagem e distribuição em São Paulo, Santa Catarina e no RS

Tributos e concorrência

filipe@grupoahora.net.br

VALE DO TAQUARI

C

omo distribuir as folgas dos motoristas, manter as entregas e absorver os custos da redução da jornada? Essas questões mobilizam transportadoras na preparação para a escala 5x2. O setor busca reunir informações sobre as operações antes de negociar com os representantes dos trabalhadores. Para o diretor da Nimec Logística, Fábio Nicaretta, as decisões precisam considerar tanto o funcionamento das empresas quanto a remuneração dos profissionais. “O transportador está tentando entender, o motorista quer entender, sentar e conversar. Não sabemos para que lado vai. Mas, se for ver, o caminhoneiro não vai querer ficar ocioso quando estiver em uma viagem. E caminhão parado é prejuízo às empresas.

Diferenças do setor Nicaretta defende que empresários e sindicatos dos motoristas examinem as particularidades do trabalho antes de definir a organização das escalas. Na avaliação dele, uma mudança que reduza a capacidade de transporte sem ajustar a operação pode afetar o rendimento dos dois lados. A primeira etapa, explica, é compreender as necessidades das empresas. Depois, o diálogo com os representantes dos trabalhadores deverá buscar alternativas para distribuir os períodos de trabalho e descanso. Na Nimec, a discussão alcança uma operação com 150 funcionários e centros de distribuição no RS, Paraná e São Paulo. A empresa trabalha com coleta e distribuição de cargas fracionadas nesses estados, armazenagem no RS e transporte de cargas completas pelo país.

Enquanto a jornada ainda provoca dúvidas, Nicaretta vê perspectivas favoráveis na reforma tributária. “Acredito que o novo sistema vai ampliar a exigência nas relações entre empresas e vai reduzir a vantagem de quem cobra menos por descumprir obrigações. A reforma tributária vem para proteger quem está correto e diminuir a sonegação e a concorrência desleal”, sustenta. Segundo ele, a disputa pelo frete é prejudicada quando empresas deixam de recolher tributos ou de cumprir compromissos com os funcionários. O preço praticado nessas condições passa a servir de referência nas negociações, mesmo sem contemplar todos os custos do serviço. “Estamos concorrendo com quem faz errado. Eles puxam a régua lá embaixo e as empresas sempre querem pagar o mínimo, pois tem outro que aceita”,

A Hora: Qual é a principal dificuldade do transporte hoje? Fábio Nicaretta: É a baixa remuneração. A margem é muito pequena. Queremos usar caminhão tecnológico, ter um bom ambiente de trabalho e dar conforto. Mas não há como pagar tudo isso se não houver frete condizente. Temos estrutura, sala de descanso e caminhões de primeira linha. Tudo tem preço, e o cliente não paga mais por isso. A relação entre qualidade e preço é complexa.

Como isso interfere na contratação de motoristas? Nicaretta: O setor, como um todo, tem dificuldade de encontrar motoristas. Junto com isso, há um envelhecimento destes profissionais. Na nossa realidade, temos bastante busca e quadro completo. Aquele que é profissional quer estar em um bom lugar para trabalhar. E a empresa oferece condições. Nas estradas, temos uma questão de insegurança. O motorista vai parar em um posto e não sabe se vai acordar. Então, sempre procuramos deixar em locais mais seguros, em pousadas, em pontos para evitar riscos. O motorista trabalha porque gosta de caminhão e pelo dinheiro. E as condições das estradas? Como estão pelo país em

critica. Nicaretta relaciona essa expectativa à experiência nas negociações com grandes clientes. Segundo ele, comprovar o cumprimento das obrigações fiscais e trabalhistas ajuda a conquistar contratos. “Fazemos contatos e mostramos tudo em dia. Conseguimos muito mais clientes. Grandes indústrias, empresas de grande porte do Brasil vão querer fazer negócio com quem atua de maneira correta”, afirma. De acordo com ele, a Nimec analisa os efeitos da mudança com apoio da contabilidade e das informações do sistema de gestão. “Com todos os dados de hoje, os indicativos mostram que pode ser muito positivo para nós”, afirma. Trata-se de uma expectativa sobre a operação da empresa, ainda dependente da aplicação das novas regras.

comparação com o RS? Nicaretta: São Paulo é outro planeta. Parece a Europa, com estradas duplicadas, sem buracos e com capacidade. É um Brasil diferente. O Rio Grande do Sul está abaixo do nível crítico. Sem capacidade de investimento, devido ao endividamento, tudo fica mais difícil, inclusive negociar com as concessionárias. São Paulo, Minas Gerais e Paraná conseguem investimentos e concessões mais bem negociadas. Pelo setor de transportes, apoiamos as concessões previstas pelo governo. Preferimos pagar mais e ter estradas. Custa mais caro não ter estradas de qualidade do que pagar um pedágio. É segurança e infraestrutura. Mas as concessionárias querem contratos longos e fazer as obras depois. O Estado precisa ter condições de negociar. Sobre os R$ 1,5 bilhão do Funrigs, não sei como estão os projetos. Vai haver uma disputa entre várias áreas e regiões. Agora, precisamos de união para mostrar aos governantes a necessidade de melhorar a infraestrutura. Para ir a Encantado, não tem como ultrapassar. Só com melhoria de infraestrutura podemos atrair investimentos. Isso traz retorno para a comunidade no longo prazo.

Custos em acompanhamento O diesel permanece entre os fatores que exigem atenção. Após receber volumes inferiores aos pedidos, a Nimec percebe melhora no fornecimento, embora ainda encontre algumas restrições, conforme Nicaretta. A redução dessa dificuldade ajuda a organizar as viagens, mas não elimina a preocupação com os preços. Para o diretor, o frete precisa comportar combustível, impostos, manutenção e remuneração dos profissionais. Essa composição orienta tanto a negociação com os clientes quanto a avaliação dos efeitos das novas jornadas.


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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Granja de suínos inicia construção de biodigestor GABRIEL SANTOS

Estrutura terá capacidade para tratar até 60 mil litros de dejetos por dia. Investimento inicial é de R$ 500 mil, com previsão de chegar a R$ 1 milhão com a futura geração de energia elétrica

Investimento inicial

R$ 500 mil Investimento total previsto

R$ 1 milhão Suínos alojados

8 mil Dejetos tratados por dia

50 a 60 mil litros Capacidade da lagoa

Gabriel Santos

gabriel@grupoahora.net.br

1,8 milhão de litros

CRUZEIRO DO SUL

A

preparação do terreno para a instalação de um biodigestor em uma granja de suínos começou nesta semana na localidade de São Bento, no interior de Cruzeiro do Sul. O projeto do produtor rural Humberto Persch prevê investimento inicial de R$ 500 mil para a implantação do sistema de tratamento de dejetos, com possibilidade de ampliação para R$ 1 milhão caso seja instalado, em uma segunda etapa, o sistema de geração de energia elétrica a partir do biogás. Os trabalhos de terraplanagem contam com maquinário do Consórcio de Municípios do G8 e são coordenados pela Secretaria Municipal da Agricultura. O secretário da pasta, Gerson Kolling, acompanha a execução dos serviços. Na manhã dessa quarta-feira, 28, o vice-prefeito de Cruzeiro do Sul, Carlos Spiekermann, também esteve na propriedade para acompanhar o andamento dos trabalhos. A granja mantém atualmente cerca de 8 mil suínos alojados e trabalha com o sistema de recuperação de animais para

Área da lagoa

836 m²

Geração de energia

uma empresa integradora. Os suínos chegam à propriedade na fase inicial de criação e, posteriormente, seguem para a etapa de terminação. A instalação do biodigestor busca solucionar um problema ambiental antigo da propriedade, o forte odor provocado pelos dejetos da atividade. A estrutura permitirá o tratamento dos resíduos e o aproveitamento posterior do material como fertilizante em lavouras e áreas de pastagem.

60 mil litros por dia A primeira etapa do projeto prevê a construção de uma

lagoa com quatro metros de profundidade e área de 836 metros quadrados. O sistema terá capacidade para tratar aproximadamente 1,8 milhão de litros de dejetos, com estimativa de recebimento diário entre 50 mil e 60 mil litros. Conforme Jairo Buss, representante técnico da Bio Fronteira Biodigestores, empresa de Dionísio Cerqueira (PR) que acompanha a execução do projeto, a estrutura permitirá o tratamento dos resíduos produzidos na granja. Após o processamento, o material poderá ser utilizado como fertilizante em áreas agrícolas, especialmente nas pastagens, com redução do odor característico dos dejetos suínos.

Primeira etapa do projeto contempla investimento de R$ 500 mil e há possibilidade de ampliação

O projeto prevê a cobertura da lagoa com uma lona para permitir a captação do biogás produzido durante a decomposição da matéria orgânica. O processo ocorre por meio da biodigestão anaeróbia, em que microrganismos decompõem os resíduos na ausência de oxigênio, com produção de biogás e de material residual que pode ser aproveitado na agricultura, desde que receba o manejo adequado.

Após a conclusão do sistema de tratamento, o produtor pretende avançar para a instalação de equipamentos destinados à geração de energia elétrica. A proposta é aproveitar o metano presente no biogás como combustível para motores conectados a geradores. A eletricidade produzida poderá atender ao consumo da própria granja. Conforme a configuração do empreendimento e o cumprimento das exigências técnicas e regulatórias, também poderá haver possibilidade de injeção de energia na rede da concessionária. A instalação dos geradores dependerá de uma nova etapa de investimentos. Por isso, o custo total estimado em R$ 1 milhão considera a ampliação do projeto para incluir o sistema de geração elétrica.


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CONEXÃO APL

vinibilhar@grupoahora.net.br

VINI BILHAR

Certel é um dos melhores lugares para trabalhar no Brasil

A

Certel conquistou, pela segunda vez consecutiva, o Prêmio Lugares Mais Incríveis para Trabalhar 2026, na categoria médio porte. A cerimônia ocorreu em São Paulo, no Expo Barra Funda, e foi promovida pela FIA Business School e pelo jornal Estadão. Nesta edição, 489 organizações participaram da premiação, que contou com 210 mil respondentes, representando 700 mil colaboradores. O vice-presidente da cooperativa, Daniel Luis Sechi, recebeu a distinção acompanhado pelo superintendente, Ilvo Edgar Poersch, e pelos representantes de Recursos Humanos Wilfrid Dannebrock e Andréia Hauschild. Sechi destaca que o reconhecimento reflete as iniciativas voltadas à valorização dos profissionais e à manutenção de um ambiente organizacional positivo. Segundo ele, equipes qualificadas e motivadas contribuem para a excelência dos serviços prestados aos associados e clientes, nas

áreas de energia elétrica, estruturas de concreto e comércio de eletromóveis. Poersch ressalta que a valoriza-

ção dos colaboradores está alinhada aos princípios cooperativistas, que orientam a trajetória da Certel há sete décadas.

Chiamulera investe em inovação e amplia presença internacional A Bebidas Chiamulera foi destaque do programa Conexão APL, com a participação da coordenadora de marketing, Délis Bianchini. Há 40 anos instalada no bairro Montanha, em Lajeado, a empresa mantém toda a produção no município. Com 29 marcas, possui 190 itens para o mercado nacional e 160 para o internacional, alcançando 33 países. Em 2025, a produção chegou a 20 milhões de litros. Após registrar demanda superior à capacidade de atendimento no último verão, a indústria investe na modernização de equipamentos para ampliar em 80% sua capacidade produtiva. A inovação também orienta o desenvolvimento de produtos. Desde agosto, foram nove lançamentos, entre eles a We Mix, bebida que combina vodca, chá e frutas, com menor teor de álcool e açúcar. A marca recebeu por dois anos o Top de Marketing do Rio

apresentam aos alunos costumes e tradições de outros países. A proposta é ampliar horizontes e enriquecer o aprendizado de idiomas por meio de experiências práticas. Neste ano, a programação envolveu as unidades de Lajeado e Teutônia. Em Lajeado, a festa ocorreu na noite de sexta-feira, enquanto Teutônia promoveu atividades na tarde e na noite de sábado. A iniciativa tam-

Grande do Sul. A Chiamulera integra o Arranjo Produtivo Local (APL) de Alimentos e Bebidas. O ingresso ocorreu durante a busca por acesso ao Fundopem, aproximando a empresa da iniciativa. Desde então, a participação tem fortalecido a troca de conhecimentos e o acesso a cursos e capacitações.

Indicadores

Dólar: R$ 5,34 | Ibovespa: 171.006,10

Halloween amplia experiências culturais em escolas do Vale A celebração do Halloween tem conquistado espaço no Brasil e também mobiliza escolas e empresas do Vale do Taquari. Tradicional nos Estados Unidos, a data tornou-se uma oportunidade de aproximar diferentes culturas e proporcionar experiências que vão além do aprendizado em sala de aula. Na Wizard, a imersão cultural integra a metodologia de ensino, com atividades que

PAULO CARDOSO

bém levou um grupo de estudantes a Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, para participar do Halloween no Vilarejo de Integração, na noite de sexta-feira. As atividades combinaram diversão, convivência e aprendizado, reforçando a importância do contato com diferentes tradições para o desenvolvimento cultural dos estudantes.


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Equipamento proporciona alternativa de comunicação em desastres climáticos Estação movida a energia solar oferece internet e telefonia via satélite para resgates em áreas atingidas por enchentes. Tecnologia ainda permite emitir alertas e disponibiliza espaços para recarga de dispositivos

JHON WILLIAN TEDESCHI

Forma de aquisição

Jhon Willian Tedeschi jhon@grupoahora.net.br

VALE DO TAQUARI

A

Defesa Civil de Lajeado sediou ontem um encontro regional com municípios vizinhos para apresentar a Blue Station, uma estação autônoma desenvolvida após as enchentes de 2024 para suprir falhas de comunicação e energia durante desastres climáticos. O equipamento, alimentado por energia solar, funciona como um provedor de internet para até cem pessoas, recarrega múltiplos dispositivos simultaneamente, possui câmeras de monitoramento, sistema de som para alertas e

comunicação”, lembra. Ele ainda considera fundamental uma opção deste tipo para manter contato com as estações que ficam na parte alta, e poder fazer projeções a partir da evolução no nível do rio.

disponibiliza telefone via satélite. A tecnologia já foi testada em outras regiões afetadas por tragédias, como o Paraná e Minas Gerais, em hospitais de campanha e áreas isoladas. Desenvolvedor da tecnologia e CEO da empresa, Luciano Frizon destaca que a tecnologia busca solucionar um dos principais problemas enfrentados pelas equipes de socorro durante eventos climáticos extremos que é a interrupção das comunicações. “Durante as enchentes de 2024,

percebemos que a falta de energia e comunicação dificultava ainda mais o trabalho das equipes de resgate. Em uma situação de desastre, a comunicação precisa continuar funcionando para que os órgãos públicos possam coordenar as operações e atender a população”, explica.

“Única solução” Para o coordenador da Defesa Civil de Lajeado, tenente-coronel Marcelo Maya, nenhuma outra

Municípios passam a estudar a compra do equipamento que permite manter a comunicação em eventos como enchentes

alternativa para minimizar os problemas de comunicação foi levada ao poder público. “Na verdade é a única solução que se apresentou para nós nessas características. Nas inundações de 2023 e 2024 caíram as redes de telefonia celular, e a população ficou completamente sem

As autoridades avaliam a aquisição das unidades por meio de emendas parlamentares ou recursos próprios para garantir a resiliência regional. Maya entende como melhor solução a aquisição das tecnologias, com um contrato de manutenção mensal. “Pelo que comentaram, se fizer só a locação, ficaria em torno de R$ 16 mil por mês. Se fizer a compra, a manutenção mensal cai para cerca de R$ 2 mil a R$ 3 mil mensais”, pontua. A sugestão inicial feita por Frizon foi de um contrato por 24 meses, com a possibilidade de renovação. Maya ainda sinaliza a ideia de agregar um movimento regional para as compras. “Agora vem a motivação aos gestores dos municípios, aos prefeitos, e quem sabe o Estado ou a coordenadoria regional, que talvez tenham mais capacidade para adotar a nível de Vale do Taquari”, conclui.

Brasrede investe em 30 km de fibra óptica em Lajeado ELOISA SILVA

Empresa projeta entrada em dois novos municípios para o próximo ano e atua no suporte às tecnologias 4G e 5G Eloisa Silva

eloisa@grupoahora.net.br

VALE DO TAQUARI

A Brasrede projeta instalação de 30 quilômetros de novas redes de fibra óptica até o final do ano. A expansão é direcionada principalmente a Lajeado, com forte concentração no bairro Conventos e em novos loteamentos residenciais, além de aportes pontuais em Arroio do Meio. A iniciativa visa atender à demanda imediata por conectividade, que hoje engloba desde o monitoramento por câmeras durante o período de obras até o provimento de internet fixa residencial. Em paralelo, a

empresa mapeia a entrada em dois novos municípios gaúchos a partir do próximo ano, estruturando o avanço do serviço para cidades em que a fibra serve, inclusive, como suporte fundamental para alimentar as antenas e torres das tecnologias móveis 4G e 5G. O plano de investimentos da operadora é dimensionado entre R$ 75 mil e R$ 85 mil por trecho inicial de infraestrutura, valor que se multiplica à medida que a base de clientes é ativada em cada localidade. A ampliação acompanha a consolidação das 14 cidades atualmente atendidas no estado. “A cidade cresce e os loteamentos novos acabam necessitando dessa conexão. Nosso objetivo é chegar a todos os cantos do Vale do Taquari”, afirma o diretor de operações da Brasrede, Marco Antônio Barth.

Remoção de fios obsoletos Além dos investimentos em expansão, a Brasrede atua na linha de

frente do ordenamento da rede aérea urbana, incentivando as ações do projeto “Poste Limpo” em Lajeado. Com a retomada dos mutirões pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos nesta semana, a empresa defende a criação de um cronograma fixo e contínuo de intervenções para eliminar cabos inativos e corrigir instalações irregulares, modelo que já vem sendo adotado em municípios vizinhos como Teutônia. A iniciativa visa mitigar o acúmulo de fiação acumulada em áreas de alta densidade populacional, onde a frequente troca de endereços e a falta de fiscalização sistemática geram sobrecarga nos postes. Para a diretoria da concessionária, o engajamento contínuo dos órgãos públicos e das empresas ocupantes é indispensável para evitar que a poluição visual retorne e para garantir a integridade dos serviços prestados. “Nós fomos pioneiros na pauta de limpeza dos postes e seguimos incentivando as prefeituras a falarem sobre esse tema. Além da questão visual e estética da cidade, o ponto mais importante é a

Marco Antônio Barth, diretor de operações da Brasrede

segurança da comunidade, pois um cabo baixo ou mal instalado repre-

senta perigo real para motoristas e pedestres”.


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LAJEADO PARCERIAS

Município lança site para apresentar oportunidades Entre as possibilidades apresentadas estão propostas de qualificação de espaços públicos, como os parques Histórico, Ney Santos Arruda e dos Dick

LAJEADO

A administração de Lajeado lançou um site exclusivo para o programa Lajeado Parcerias, iniciativa que busca aproximar o poder público e a iniciativa privada para desenvolver projetos de interesse no município. A plataforma reúne informações sobre o programa, as regras, oportunidades de investimento e orienta empresas e interessados sobre como participar. O site tem como objetivo ampliar a divulgação do Lajeado Parcerias. O site funciona como um ambiente de conexão entre a administração municipal, empresas e demais agentes interessados em contribuir com o desenvolvimento de Lajeado. A ferramenta sugere oportunidades em áreas como turismo, gastronomia, lazer, urbanismo, espaços públicos, tecnologia e inovação. Entre as oportunidades apresentadas estão propostas de qualificação de espaços públicos, como os parques Histórico, Ney Santos Arruda e dos Dick. Também são apresentadas iniciativas relacionadas ao mobiliário urbano, à adoção de praças e à modernização da iluminação pública e dos serviços digitais. O site reúne ainda informações sobre o funcionamento do programa, as etapas de estruturação das parcerias e os procedimentos para manifestação de interesse. O programa foi estabelecido pelo Decreto nº 14.415/2026, que regulamenta os mecanismos de participação da iniciativa privada na apresentação de propostas e no desenvolvimento de estudos para projetos de interesse público. Com o Lajeado Parcerias, a administração busca ampliar a capacidade de realização do município, aproximando as demandas do poder público da experiência, do conhecimento técnico, da tecnologia e da capacidade de investimento do setor privado. A proposta é criar condições para desenvolver projetos que contribuam com a qualificação dos espaços e serviços públicos e com o desenvolvimento econômico e social da cidade.


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LUTA CONTRA O REBAIXAMENTO

SEQUÊNCIA INÉDITA PARA RESPIRAR NO BRASILEIRÃO LUCAS UEBEL

Grêmio recebe o Athletico nesta quinta-feira tentando vencer duas partidas seguidas pela primeira vez no Brasileirão e ganhar fôlego na luta contra o rebaixamento

CLASSIFICAÇÃO Equipe

PG

V

E

D

GM

GS

SG

Flamengo

70

21

7

4

64

27

37

Palmeiras

69

20

9

3

56

22

34

Cruzeiro

54

16

6

10

51

46

5

Athletico

54

15

9

8

50

38

12

Fluminense

51

14

9

9

50

41

9

Atlético-MG

50

14

8

10

44

38

6

Bahia

50

13

11

8

45

40

5

Caetano Pretto

Santos

46

12

10

10

49

47

2

caetano@grupoahora.net.br

São Paulo

43

12

7

13

37

36

1

Bragantino

41

11

8

13

39

38

1

Botafogo

39

10

9

13

44

51

-7

Coritiba

39

10

9

13

38

50

-12

Vasco

38

10

8

13

39

45

-6

Vitória

38

10

8

14

35

46

-11

Mirassol

37

9

10

13

37

45

-8

Internacional

35

8

11

13

36

40

-4

Grêmio

34

8

10

14

35

44

-9

Corinthians

33

8

9

15

34

42

-8

Remo

26

5

11

16

34

50

-16

Chapecoense

21

4

9

18

32

63

-31

E

mbalado pela primeira vitória como visitante no Campeonato Brasileiro, o Grêmio entra em campo nesta quinta-feira, 29, diante de uma nova oportunidade para ganhar fôlego na luta contra o rebaixamento. Às 21h30min, contra o Athletico, o Tricolor busca engatar duas vitórias consecutivas pela primeira vez na competição e abrir distância do Z-4. Passadas 32 rodadas o Grêmio ainda não conseguiu

Sob o comando de Renato, Grêmio bateu o Coritiba por 1 a 0 na rodada passada e finalmente ganhou a primeira como visitante no Brasileirão

engatar sequências positivas no campeonato. Chegou a ficar invicto por quatro jogos entre as rodadas quatro e sete, mas nunca venceu dois seguidos. Em retrospectiva, a última vez que conquistou o feito ocorreu entre os meses de maio e junho de 2025, quando venceu Bahia e Juventude

na edição passada. Novo êxito é fundamental na luta do time contra o rebaixamento. Ao entrar em campo, o Tricolor já saberá o resultado do Internacional, que atuou na noite de ontem. Caso o Inter não tenha vencido o Fluminense, vitória simples tira o

Grêmio do Z-4. Para o confronto, Renato Portaluppi tem um retorno e uma baixa. Kannemann cumpriu

suspensão e é opção na zaga. O técnico não indicou se manterá o esquema com três zagueiros. Caso opte, o zagueiro argentino disputa posição com Balbuena ou Gustavo Martins. Wallace é o único zagueiro garantido. Na direita, Diego Caito tem lesão muscular confirmada e está fora. João Pedro deve seguir titular após entrar só seis minutos no jogo contra o Coritiba. O provável Grêmio para o confronto na Arena tem: Weverton; Gustavo Martins, Balbuena (Kannemann) e Gustavo Martins; João Pedro, Noriega, Villasanti e Marlon; Pavón, Amuzu e Carlos Vinícius. Comandado por Odair Hellmann, o Athletico é uma das sensações do campeonato. Vindo da Série B, o clube paranaense entra na rodada ocupando a quarta colocação e briga pela vaga direta à Libertadores. O grande destaque do time é o atacante colombiano Viveros, goleador do Brasileirão com 21 gols. No entanto, o centroavante saiu lesionado no último jogo e é dúvida. O provável time titular tem: Mycael; Baldini, Aguirre e Esquivel; Gilberto, Portilla, Luiz Gustavo e Mendoza; Leozinho, João Cruz e Viveros (Kerwin Vargas).


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por Luciane Ferreira

Imigrante na rota do turismo O município de Imigrante passava a integrar o roteiro turístico Delícias da Colônia. Os pontos de visitação começavam em Estrela, com passeio de barco pelo rio Taquari, seguia com visitação ao Alambique Berwanger, restaurante Carpas&Cia e Sirlei Chocolates. Em Colinas, os pontos eram de venda de artesanato e produtos coloniais. Juntava-se ao roteiro o município de Imigrante, com visitação ao Cactário Horst. Na época, o local mantinha mais de 400 espécies.

Cactário Horst integrava o roteiro Delícias da Colônia

Crônica “Café com Neruda” vence concurso literário O então estudante de jornalismo Emílio Rotta foi o vencedor do concurso de crônicas Neruda Lá, Eu Aqui. A iniciativa foi do Bistrô Neruda, de propriedade de Laura Peixoto. O prêmio foi R$ 150,00. Rotta entre a proprietária do Bistrô, Laura Peixoto, a artista plástica Desiree Histenkauf e a jurada Nelly Scherer

Hoje é Dia Nacional do Livro

Santo do dia: São Narciso de Jerusalém

Schunemann, de Lajeado, foi um dos vencedores

Concurso Literário para “Velhinhos” O Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) promoveu o “Concurso Literário para Velhinhos”. Poderiam participar pessoas com mais

de 60 anos. Os classificados nas diversas categorias tinham entre 60 e 78 anos. De Lajeado, Albino A. Schunemann conquistou o 3º lugar na ca-

tegoria “contos”, com o texto “Filosofia de um Louco”. Os trabalhos vencedores foram publicados no jornal Correio do Povo.

Troféu recebido pela terceira colocação


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FILIPE FALEIRO Jornalista colunafaleiro@grupoahora.net.br

O voto do Nordeste,

A

sozinho, não explica

tribuir a reeleição de Lula apenas aos programas sociais e à maior dependência de parte da população nordestina pode explicar uma parcela do resultado. Só que a virada também passou por outro movimento: Lula aumentou a votação onde já tinha vencido e avançou sobre o adversário nos territórios onde havia perdido. Entre os turnos, Lula adicionou 10,38 milhões de votos e Flávio Bolsonaro, 3,72 milhões. Juntos, receberam 14,1 milhões de votos adicionais. Conforme a análise do estatístico José Carlos Sauer, diretor do Instituto Methodus, a redução das abstenções, dos brancos e dos nulos explica 4,78 milhões de votos. Os demais candidatos,

por sua vez, tinham recebido 9,32 milhões no primeiro turno. O movimento também aparece longe das bases tradicionais do PT. No Rio Grande do Sul, Flávio venceu, mas Lula avançou em 529,8 mil votos entre os turnos, contra 300,6 mil do adversário. No Vale do Taquari, onde perdeu nas 39 cidades, o petista cresceu 24,9%, enquanto Flávio avançou 9,5% entre um turno e outro. A diferença regional caiu pouco, 615 votos, mas confirma a tendência. Mesmo que todos os eleitores que voltaram às urnas ou deixaram de votar em branco e nulo tivessem escolhido Lula, ainda faltariam 5,59 milhões de votos para completar o crescimento do petista. O que é curioso está

na tendência de que 60% dos eleitores dos demais candidatos migraram para Lula. Isso desmonta a tese de que os votos de Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e Augusto Cury seriam transferidos de forma automática para Flávio (ou pelo menos a maioria). Parte desse eleitorado havia procurado uma alternativa aos polos. Obrigado a escolher, decidiu pela rejeição. A vitória de Lula não tem apenas uma causa. Não está só nos votos dos mais pobres, dos assistidos pelo Bolsa Família ou que foi convencido pelas benesses durante a campanha. Também conseguiu vencer pelo voto de quem não queria ele, mas queria ainda menos o adversário.

Despedida de um ícone Falar de esporte não é minha praia. Como jornalista há mais de 20 anos, poucas vezes trabalhei nesta área. Mas comunicação, jornalismo e crônica estão no dia a dia. Ontem foi um dia triste para quem gosta de rádio, de jornal e, mais recente, de online. Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, era daquelas vozes reconhecidas por todos. Colorado que tinha admiração dos gremis-

O lado da democracia

O tradicional evento “Tá na Mesa”, da Federasul, se propôs a debater o papel da sociedade civil e do jornalismo profissional neste pós-eleições. O encontro de ontem vem justo neste momento de medo, desconfiança institucional e dificuldade para aceitar o

resultado das urnas. Em meio a listas de boicote, movimento para demitir trabalhadores que escolheram o PT, há um esquecimento coletivo sobre o que é democracia. Esse conceito descarta o pensamento único e protege o cidadão para ter a própria escolha.

Mestre em Psicologia – UFRGS

Presenteísmo no trabalho: quando estar presente não significa estar bem

P

resenteísmo no trabalho acontece quando a pessoa comparece e continua executando suas tarefas, mas está física ou emocionalmente sem condições de trabalhar bem. Significa estar no trabalho apesar de uma condição de saúde ou de bem-estar que reduz a capacidade de desempenhar as atividades habituais. Nesse sentido, uma pessoa pode cumprir o horário inteiro e até entregar parte das demandas, entretanto, precisa de mais tempo, comete mais erros, evita decisões complexas ou gasta toda a energia apenas para aparentar normalidade. É importante não confundir presenteísmo com um dia naturalmente menos produtivo, o que é completamente esperado pela execução humana, conquanto exista sinais de alerta que, sendo persistentes, precisam serem cuidados. A questão do presenteísmo figura-se num aspecto mais que complexo, porque muitos dos sinais podem atentar para o presenteísmo como: aumento de erros, retrabalho, esquecimentos e atrasos; respostas automáticas; dificuldade para decidir; sensação de estar no “piloto automático”, entre outros importantes sintomas de cunho psíquico e emocional, principalmente. Esses e outros sinais acabam por comprometer a qualidade de vida e a interpretação lúcida da realidade, o que acaba por recair na desestrutura da personalidade e seu processo de individuação como ser em sociedade. Além disso, trazer o presenteísmo para ao diálogo salutar nem sempre cabe dent4ro de um acolhimento verdadeiro dentro de uma empresa. Muitas pessoas funcionárias de empresas têm medo de perder o trabalho ou sobrecarregar colegas, já que o problema não é a falta de resiliência, mas sim o desenho de trabalho sem margem para imprevistos humanos. Portanto, o presenteísmo reveste-se de uma condição negativa em relação ao mundo do trabalho. É importante que as instituições e as empresas fomentem espaços de acolhimento e comunicação assertiva com seus liderados, a fim de que se preserve as saúdes mental, emocional e orgânica e, principalmente, a percepção que o ser humano tem de si e seu entorno.

O presenteísmo reveste-se de uma condição negativa em relação ao mundo do trabalho”

tas. Começou no turfe, passou pelo jornal impresso e encontrou no rádio esportivo o espaço para combinar informação, opinião, sarcasmo e bom humor. Como é difícil conseguir agradar polos distintos. Ele conseguia. Falava de maneira simples e com sacadas únicas. A comunicação perde uma personalidade e, como colega de profissão, fica a minha reverência.

SÉRGIO GONZÁLEZ/DIVULGAÇÃO

ARTIGO

CAROLINE LIMA SILVA

Neste campo, o debate de ontem no Palácio do Comércio, em Porto Alegre, avançou sobre o papel das mídias e do jornalismo profissional. Nesta quadra da história onde se confunde o trabalho de jornalistas como se fossem militantes, em que narrativas tortas viram informações para criar teorias da conspiração, se cria um imaginário de que tudo pode ser falso, de que há sempre interesses escondidos. Em uma sociedade que desconfia de tudo, em que não aceita uma verdade baseada em evidências, todos estão em risco. Na função jornalística, na produção de notícias, é preciso sempre apurar, ouvir o contraditório, corrigir erros e responder pelo que foi publicado. E a audiência acredita mais naquilo que lhe agrada do que na verdade factual.


Quinta-feira, 29 de outubro de 2026 Fechamento da edição: 18h

MÍN: 14º | MÁX: 23º

O dia começa com tempo firme, sol e variação de nebulosidade, com possibilidade de formação de nevoeiro em pontos isolados.


FOTOS: MATHEUS GIOVANELLA LASTE

REGIÃO ALTA |

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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

OBRA CONCLUÍDA

Ponte entre Encantado e Muçum volta a operar sem restrições Estrutura sobre o Rio Guaporé, na ERS-129, foi liberada após mais de três meses da interdição inicial após obra de R$ 4,9 milhões da EGR Matheus Giovanella Laste matheuslaste@grupoahora.net.br

REGIÃO ALTA

D

epois de mais de três meses de restrições, a ponte sobre o Rio Guaporé, na ERS-129, entre Encantado e Muçum, foi totalmente liberada ao tráfego na quarta-feira, 28, inclusive para veículos pesados. A liberação, anunciada dois dias antes pelo governador Eduardo Leite (PSD) na rede social X, foi marcada por um ato no local com a presença de prefeitos, lideranças regionais e representantes da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), responsável pela obra. A recuperação recebeu investimento de R$ 4,9 milhões. A estrutura estava interditada desde 24 de julho, quando foram identificados danos e rachaduras em um dos pilares.

Liberação total do tráfego de veículos na ponte retoma logística e desenvolvimento regional

Com a instalação de um sistema de escoramento, a passagem de pedestres e de veículos leves foi retomada em meia pista, no sistema pare e siga, mas o transporte de cargas seguia suspenso até a reconstrução do pilar. Segundo o presidente da EGR, Luís Fernando Vanacôr, as últimas concretagens foram concluídas no sábado 24, e os dias seguintes serviram para garantir a resistência do material. “O pilar

ficou até mais reforçado, tem capacidade superior à que tinha até então”, afirmou. De acordo com ele, os demais pontos da ponte também foram examinados, e a estrutura seguirá sob manutenção e acompanhamento da empresa. Vanacôr salientou a rapidez da resposta: o projeto ficou pronto em 5 de agosto, a obra começou no dia 12 e o escoramento foi concluído em menos de 30 dias. O cronograma, porém,

foi prejudicado pelas quatro elevações do nível do Rio Guaporé registradas em setembro. “As pontes sempre são úteis porque transpõem os cursos d’água, e cada vez que uma ponte dessas tem algum problema, acaba trazendo transtorno para as comunidades locais”, disse.

Fim da necessidade do desvio Para o prefeito de Muçum (município mais prejudicado pela interdição), Amarildo Baldasso, a aguardada liberação já é um momento histórico, já que a ponte é a única ligação direta com Encantado. Durante o bloqueio para veículos pesados, o trajeto precisava ser feito por Roca Sales. Baldasso agradeceu ao prefeito Mazinho pela parceria em manter a via de desvio aberta. “Hoje é um dia muito importante, um dia muito feliz. Quando acordei de manhã, vim aqui ver a ponte logo que saí de casa”, relatou. Ele lembrou o impacto sobre famílias e empresas, que cobravam diariamente a liberação. “Para Muçum, a Lajeado, de 40 quilômetros, você tinha que fazer 200, dependendo da rota. Imagina uma empresa que transporta 10, 15 caminhões por dia, quanto mais custo tinha”, exemplificou. Para o prefeito, a reabertura beneficia não apenas Muçum e Encantado, mas toda a região, ainda mais enquanto a ponte entre Anta Gorda e Guaporé segue interditada.

Ato reuniu prefeitos, líderes regionais e representantes da EGR

AMARILDO BALDASSO PREFEITO DE MUÇUM

É um dia muito importante e feliz. Toda região vai sentir o impacto do retorno completo dessa travessia”

Esforço conjunto O prefeito de Encantado, Jonas Calvi, ressaltou que o município, mesmo menos atingido, participou da busca por soluções durante todo o período. “Em nenhum momento a gente se furtou de estar aqui presente, de buscar soluções, seja na reconstrução da pinguela, seja na reconstrução dos acessos, do barquinho que tivemos aqui”, relembrou. Calvi também reconheceu a atuação do deputado estadual Roberto Lucchese (MDB), das entidades comerciais, da associação de moradores de Muçum, da entidade Recupera Muçum e dos prefeitos da Amat e da Amvat, alguns deles presentes no ato para comemorar o que classificou como uma grande conquista.


2 | A HORA Região Alta

Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Roca Sales do futuro

O

diogofedrizzi@grupoahora.net.br

DIOGO FEDRIZZI

evento comemorativo de dois anos da Associação Amigos Reconstruindo Roca Sales (AARC) chamou a atenção pela exibição de um vídeo com destaque para as ações já realizadas e os novos projetos. A parte final da produção, narrada pelo presidente da

entidade, Eduardo Salgado, impactou aqueles que acreditam em dias melhores na Cidade da Amizade. As imagens projetavam a Roca Sales do futuro, com áreas urbanas revitalizadas e adaptadas às elevações do Rio Taquari, novos prédios e pontes, além de espaços de arborização. As imagens encerraram com

o movimento de pessoas em direção ao alto do morro, local da imponente Arca de Noé, empreendimento turístico idealizado pela Associação. Sem dúvida, cenas que trazem esperança para os rocasalenses, que sonham com novas oportunidades para prosperar e uma cidade mais moderna e preparada para o futuro.

“ESPERANÇA AOS ROCA-SALENSES”

ESTAÇÃO FERROVIÁRIA E ACESSO À SERRA Além dos projetos já encaminhados, como a ponte da rua da Beira Rio, com acesso à rodovia 129, e a revitalização da área conhecida como Feijão Queimado, com a construção de parques de esporte e lazer adaptados para o escoamento da água, a Associação de Roca Sales também se movimenta para recuperar a Estação Ferroviária. A entidade ainda se coloca à disposição do governo municipal como parceira para viabilizar a pavimentação asfáltica do trecho de cerca de 13 quilômetros que liga a Coronel Pilar, uma rota estratégica que encurta a conexão com a serra. O pessoal está motivado!

Foi forte o discurso do prefeito Jones Wünsch, o Mazinho (PP), no evento da Associação Amigos Reconstruindo Roca Sales. O gestor de primeiro mandato adotou um tom conciliador e implorou pela união das entidades, lideranças e população, no sentido de convergirem as ideias e ações para a recuperação do município. “Assumimos uma cidade devastada, com uma imagem muito negativa. Estamos trabalhando juntos na reconstrução. Somos incansáveis na busca de novos projetos para dar esperança aos roca-salenses”, disse.

SALTON NO GOVERNO DE JONAS CALVI O advogado e ex-vereador Roberto Salton assume a coordenação do recémcriado Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) de Encantado. O espaço amplia a rede de proteção social e atendimento às famílias e pessoas em situação de risco ou com direitos violados. Exemplos são violência física, psicológica ou sexual, além de abandono, exploração e trabalho infantil. Salton ingressa no governo de Jonas Calvi (PSD) após ter se afastado por um período da vida pública. Vereador eleito pelo PDT em 2020 com 338 votos, ele mudou para o PL após atritos com os trabalhistas em 2024. No mesmo ano, concorreu à reeleição e alcançou 358 votos, mas não se elegeu. Deve tirar de letra a nova função, pois já teve experiência como conselheiro tutelar, secretário municipal em Santa Maria e servidor na Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio Grande do Sul (FASE), além de liderar o debate de agendas voltadas à assistência social e ao cuidado com crianças e adolescentes.

Turismo em alta em Guaporé

Guaporé inaugurou um novo empreendimento turístico, a Estação do Chimarrão Garden. Idealizado pela família Pulita, com apoio de empresários, o espaço integra o

complexo Viva Guaporé, às margens da ERS 129. A área também integra o Bellas Shooping, o Hotel Monaro e o quase finalizado Museu do Chimarrão

Eu pergunto Quando será anunciado o primeiro representante do Vale como secretário no governo de Luciano Zucco?

. Vespasiano Corrêa e Anta Gorda estão entre os 10 municípios do país com o maior percentual de votos para Flávio Bolsonaro no segundo turno. A cidade do prefeito Tiago Michelon (PL) ficou em segundo lugar com 87,82%, ou seja, 1.817 eleitores digitaram o 22. Apenas 252 votantes (18,18%) escolheram o petista. O município governado por Xico Frighetto (Republicanos) ficou em nono com 85,02% de votos para Flávio, ou seja, 3.507 eleitores. Lula recebeu 618 votos (14,98%). . Entre os 19 municípios que integram a Amat, as maiores votações de Lula foram em Travesseiro (35,31%), Roca Sales (30,79%) e Encantado (28,96%). . Em Vespasiano Corrêa, se intensificam os preparativos para a 2ª edição da Vila Esperança, evento marcado para 18 de dezembro, com atrações culturais, gastronômicas e esportivas. Uma das novidades busca atrair os atletas corredores para a 1ª Esperança Night Run. . O CEO da Heineken Brasil, Mauricio Giamellaro, é o convidado do Sicredi Região dos Vales para mais uma edição do evento Experiência Empresarial. A palestra será apresentada nos dias 16 e 17 de novembro, às 19h30min, em Encantado.


A HORA Região Alta | 3

Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

MEMÓRIA PRESERVADA

Fotos resgatadas da enchente voltam restauradas às famílias FOTOS: MATHEUS GIOVANELLA LASTE

Famílias de Encantado, Roca Sales, Lajeado e Arroio do Meio receberam as imagens em formato físico e digital

IA com revisão humana

Quase 1,5 mil imagens danificadas pela água e pela lama em 2023 foram limpas, digitalizadas e reconstruídas pela Divisão de Perícias do tribunal e entregues em Encantado

Matheus Giovanella Laste matheuslaste@grupoahora.net.br

VALE DO TAQUARI

Q

uando a família de Mariana Fachini voltou ao que restava da casa em Roca Sales, depois da enchente de setembro de 2023, ela recolheu do barro as fotografias que conseguiu encontrar, colocou tudo dentro de uma

sacola e pensou que, de alguma forma, daria um jeito. Três anos depois, aquelas imagens voltaram às suas mãos restauradas. Mariana esteve entre as pessoas que participaram, na sexta-feira, 23, da cerimônia em que o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS) devolveu 1.483 fotografias danificadas pela água e pela lama. A entrega ocorreu na sede da Vara do Trabalho de Encantado. Participaram famílias de Encantado, Roca Sales, Lajeado e Arroio do Meio, que receberam as imagens em formato físico e digital. Os registros mostram casamentos, batizados, aniversários e encontros de família. Em muitos casos, são as únicas lembranças visuais de pessoas que já morreram ou de casas levadas pela cheia. No álbum de Mariana estão a avó e a tia, ambas falecidas. “Essas fotos eram, na verdade, as únicas lembranças que a gente tinha da nossa família, todo mundo junto”, conta. Ela lembra que a família descar-

Mariana Fachini confere as fotos restauradas de sua família

tou parte do material logo após a enchente, porque acreditava que não havia mais o que fazer. Soube da possibilidade de recuperação pelo Facebook. “Por incrível que pareça, eu tinha pego as fotos no barro ali mesmo, porque tinha na minha cabeça que ia conseguir restaurar, nem que fosse em casa, lavando. Ter essas memórias conosco novamente representa tudo para nós, porque a gente não tem nada, não sobrou mais nada”, revela.

Origem da iniciativa Segundo a corregedora do TRT-RS, desembargadora Maria Madalena Telesca, a ideia surgiu quando o tribunal levou doações à região no pós-enchente. “Em conversas, as pessoas que tiveram suas lembranças, suas fotos, seus livros atingidos queriam saber como é que poderiam recuperar”, conta. O tribunal ofereceu então o trabalho da Divisão de Perícias. O setor foi criado para a perícia grafodocumentoscópica e hoje também recupera áudios e documentos. A Justiça do Trabalho recolheu as fotos em suas unidades no Vale. Em poucos dias, mais de 2 mil imagens chegaram e seguiram para Porto Alegre. Desse total, 1.483 puderam ser recuperadas. As demais passaram por higienização e acondicionamento antes de voltar às famílias.

O chefe da Divisão de Perícias, Marcelo Lucca, explica que a primeira etapa foi totalmente manual. “Todo o material chegou muito coberto de lama, alguns ainda úmidos. Eles podiam estar contaminados, devido a terem ficado muitos dias sobre o barro”, descreve. As fotografias foram desinfetadas, lavadas com água destilada, esterilizadas sob luz ultravioleta e secas em sala com baixa umidade. Parte não resistiu. “Infelizmente, não pudemos recuperar muitas, devido ao estado de decomposição”, lamenta. Na segunda fase, cada imagem foi digitalizada em alta resolução e reconstruída com editores de imagem e recursos de inteligência artificial. Lucca garante que a tecnologia não substituiu o olhar técnico. “A inteligência artificial é ferramenta, ela não é fim, ela é meio. Em nenhum momento abrimos mão da revisão humana”, afirma. Segundo ele, um profissional habilitado conferiu cada resultado para assegurar fidelidade ao original. A equipe fez o trabalho de forma complementar à rotina da divisão, conforme sua disponibilidade e sem prejuízo às perícias dos processos judiciais. Para Lucca, a experiência também qualificou os servidores. O que mais marcou o grupo, porém, foi a proximidade com histórias que conheciam apenas pelas imagens. “Quando a gente entra na casa de alguém, para demonstrar um grau de intimidade, a pessoa nos mostra o álbum de família e conta as histórias. Durante todo esse tempo, nos sentimos muito aproximados das pessoas”, diz.


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Quinta-feira, 29 outubro 2026

APRESENTADO POR:

Alunos transformam curiosidade em pesquisa Cerca de 150 alunos da rede municipal investigaram problemas do cotidiano e apresentaram projetos na 2ª Mostra de Iniciação Científica de Encantado Diogo Daroit Fedrizzi diogo@grupoahora.net.br

ENCANTADO

O

pensamento crítico, a investigação e a busca por respostas a problemas reais da comunidade deram o tom da 2ª Mostra de Iniciação Científica da rede municipal de Encantado. O evento reuniu cerca de 150 alunos do 6º ao 9º ano das quatro escolas de ensino fundamental: Mundo Encantado, Érico Veríssimo, Batista Castoldi e Centro Municipal de Educação “Encantado”. Após a realização da primeira edição em 2023, o município retomou a iniciativa com a proposta de consolidar a pesquisa como ferramenta pedagógica contínua, explica a secretária de Educação e Inovação, Stéfanie Casagrande. “A Mostra desempenha um papel essencial no amadurecimento intelectual dos jovens. Ela tem uma importância imensa para desenvolver nos nossos alunos o pensamento crítico, o olhar para os problemas, para as soluções e o pensamento científico”, salienta. O protagonismo infanto-juvenil e a autonomia na escolha dos objetos de estudo foram o principal ponto de partida das pesquisas desenvolvidas desde os primeiros meses do ano letivo. Para a diretora do Centro Municipal, Gabriela Baggio, a valorização do empenho demonstrado pelos alunos fortalece o compromisso com a

É importante que esse protagonismo seja validado, que a gente realmente reconheça o trabalho e o desenvolvimento deles, até para eles serem fonte de inspiração para outros estudantes” FERNANDA OST,

COORDENADORA DO ENCANTA HUB E UMA DAS AVALIADORAS DA MOSTRA

Todo esforço e dedicação que eles tiveram durante a pesquisa fizeram com que se sentissem importantes e especiais” GABRIELA BAGGIO,

DIRETORA DO CENTRO MUNICIPAL

aprendizagem. “Todo o esforço e dedicação que eles tiveram durante a pesquisa fizeram com que se sentissem importantes e especiais”, afirma. Na prática das salas de aula, a preparação

Mostra de Iniciação Científica mobilizou cerca de 150 estudantes com apresentação final dos trabalhos no Encanta Hub

envolveu docentes de diversas áreas na orientação das etapas metodológicas. A professora da Mundo Encantado, Fabiana Demiquei Piovesana, destaca que a liberdade de escolha estimulou o engajamento dos alunos em projetos que variaram da sustentabilidade e astrofísica a temas sociais sensíveis. Ela observa que presenciar os estudantes assumindo o controle das próprias buscas investigativas gerou surpresas positivas. “Quando são trabalhos que eles têm interesse, eles fazem essa busca com mais entusiasmo e empolgação. E o resultado chega a nos surpreender”, comenta Fabiana. No Centro Municipal, por exemplo, o direcionamento das pesquisas privilegiou a territorialidade e a identidade local. A professora Caroline Medeiros detalha que os grupos foram incentivados a refletir sobre dilemas cotidianos da própria cidade de Encantado, com abordagens desde variações meteorológicas e vestuário das

Trabalhos finais foram apresentados no Encanta Hub e avaliados por uma comissão

Soberanas, até a integração de imigrantes haitianos matriculados na instituição. Ela destacou que o processo gera um impacto direto no comportamento dos alunos em sala de aula. “A gente vê até o aluno que não prestava tanta atenção em aula, agora focado, preparado, dando o máximo dele. É um processo transformador”, diz Caroline. Uma das avaliadoras da Mostra, a coordenadora do Encanta Hub, Fernanda Ost, destaca que a qualidade dos relatórios, dos cartazes e das defesas orais comprova que a iniciação científica não está isolada dos grandes debates contemporâneos. Fernanda enfatiza que a validação pública do empenho dos estudantes fortalece o ecossistema de inovação do município. “É importante que esse protagonismo seja validado, que a gente realmente reconheça o trabalho e o desenvolvimento deles, até para eles serem fonte de inspiração para outros estudantes”, ressalta Fernanda.


A HORA Região Alta | 5

Quinta-feira, 24 outubro 2026

Os vencedores Os melhores trabalhos foram premiados em evento realizado na sexta-feira, 23, no Encanta Hub.

9º Ano 1º lugar: Tá tudo bem mesmo? Saúde mental na adolescência sem filtro (EMEF Batista Castoldi) 2º lugar: Encantado Digital: o impacto do Instagram e do TikTok no turismo e no comércio local (EMEF Mundo Encantado) 3º lugar: As redes sociais na saúde mental dos adolescentes (Centro Municipal de Educação "Encantado")

8º Ano 1º lugar: Ecologia da Saúde Mental dos Adolescentes: a influência da família, da escola e da comunidade no bem-estar emocional dos jovens (EMEF Batista Castoldi) 2º lugar: "O brilho da corte": um estudo sobre os estilos e significados dos vestidos das soberanas de Encantado (Centro Municipal de Educação "Encantado") 3º lugar: Separação de resíduos sólidos: atitude e protagonismo juvenil na EMEF Mundo Encantado (EMEF Mundo Encantado)

6º e 7º Ano 1º lugar: Consumo consciente: como os estudantes utilizam o seu dinheiro? (EMEF Mundo Encantado) 2º lugar: Violência contra a mulher e feminicídio: uma investigação do conhecimento dos estudantes (EMEF Mundo Encantado) 3º lugar: Excesso do uso de aparelhos eletrônicos e as consequências na visão e na audição dos alunos do 8º e 9º ano da EMEF Batista Castoldi (EMEF Batista Castoldi)

Diversidade de abordagens Pesquisa da Mundo Encantado sobre consumo consciente venceu a categoria 6º e 7º anos

Os projetos apresentados pelos estudantes impressionaram pela diversidade de abordagens, desde métodos de investigação social, experimentos químicos e preservação cultural. Confira alguns exemplos.

Conscientização sobre o uso do celular

Preocupados com o cansaço dos colegas em sala de aula na Érico Veríssimo, o estudante do 9º ano, Davens Alcine e seu grupo investigaram a relação entre as horas diante das telas e o rendimento escolar. A partir de questionários aplicados a colegas do 6º ao 9º ano, constataram que muitos dormiam de madrugada devido ao uso frequente de celulares. Para reverter o quadro, propuseram alternativas longe das telas. "A solução era ficar menos tempo no telefone e também fazer algumas atividades, tipo ler livro, ajudar os pais ou jogar bola, sair da tela", explica Davens.

Física aplicada com foguete caseiro

Vencedor na categoria 9º ano, trabalho da Batista Castoldi abordou a saúde mental

Na Mundo Encantado, a aluna Sophia Blau da Costa e sua equipe do 9º ano buscaram uma forma prática de demonstrar princípios teóricos de física. Utilizando garrafas PET, fita, bicarbonato de sódio e vinagre, construíram um foguete impulsionado por reação química. Apesar dos desafios técnicos nos testes práticos, o grupo aprofundou os conceitos da dinâmica. "O nosso trabalho estuda a terceira lei de Newton, que é para toda ação, tem uma reação", conta.

Cosmético natural e tradição familiar

Bianka Viana Gomes, do 6º ano da Batista Castoldi, buscou inspiração nas receitas caseiras da avó Noeli para desenvolver um hidratante facial à base de babosa e mel. Ao lado dos colegas, Bianka testou a formulação durante três meses e pesquisou os procedimentos de segurança, como a remoção da aloína e da espuma inicial. "A gente usou por bastante tempo e sentiu que a pele fica mais densa, mais suave e melhor", comenta.

Resgate patrimonial e azulejaria

Mais uma pesquisa sobre saúde mental também premiou apresentação da turma do 8º ano da Batista Castoldi

Manuela de Lima Bianchini, do 7º ano do Centro Municipal, uniu conceitos da aula de Artes com a arquitetura local ao pesquisar a tradição da azulejaria portuguesa. Durante a investigação, o grupo identificou a presença dessa manifestação artística na própria cidade. "Aqui em Encantado, do lado da prefeitura, tem a escadaria de azulejos. O material foi doado pela própria comunidade", afirma.


6 | A HORA Região Alta CRUZADAS DIRETAS PALAVRAS

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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

© Revistas COQUETEL

Gênero de Injeção Chapa Augusto de Tipo dede (?), forma usada por Campos extintor de pena incêndio pintores (Lit.) de carros de morte Prenome do paisagista Burle Marx

FOTOS DIVULGAÇÃO

Desordem Ações de grupos cototal mo ISIS e Al-Qaeda Editores Excessivamente (abrev.) condescendente (pej.)

Jiraya, Jaspion ou Ultraman (TV)

Gogó da (?), antigo símbolo de Maceió Isolado Unidade de venda da pipoca Cidade da Colômbia Riscos em documento

Flor símbolo do Escotismo Após

Característica de quem tem pureza Rumava; caminhava Tagarela (fig.)

Vazia Mar que virou deserto (Ásia)

Ofídio peçonhento comum no Cerrado Perdem a galhada após o verão (Zool.) Medida de filmes fotográficos Modelos

Notícia típica do meio financeiro

Banda holandesa de metal sinfônico Tubo que leva urina do rim à bexiga

Nova ponte terá 67 metros de extensão, 12 metros de largura e 14 metros de altura

Renda (?) capita, item de censos Acolá Traje do Carnaval baiano

Guarda contratado por moradores

Agir como o professor em sala de aula

Irritadiças "(?) o Homem", frase de Pilatos

Cavalo de (?), manobra com carros

Veste de indianas (?) para si: julgar

Ponte entre Relvado e Encantado chega a 70% de execução

Atriz de "Feitiço da Lua" Conhece

Nilton Santos, exjogador de futebol

Membro para natação, no siri

Tarso Genro, político

INFRAESTRUTURA

(?) de disco, indicação da acupuntura

Área de escape de circuitos da F1 Vistas panorâmicas leves e frescas (fig.)

3/abc — ema — per. 5/épica. 6/ureter. 9/aquarelas. 11/paleta de cor.

BANCO

18

Solução H C P P A L E T A D E CO R R O B E R T O E M A S O P T R E C AT O S L I S C A L I I A J A R A R A CA A C S M A T R A C A L E C R P O S E N T B O A T O U R E T ER E N S I N A R P E R C P E A L I O E C HE R N R V O S A S E I S B S A R I T G P A T A N S C A I X A D E B R I TA A Q U A R E L A S 23/09 - 22/10

Virgem: Uma proposta profissional pode abrir caminhos. Renegociações, comunicação favorecem seu crescimento.

23/10 - 21/11

23/07 - 22/08

Leão: Amizades e novas conexões animam o dia. Organize documentos e resolva pendências para ter tranquilidade.

22/11 - 21/12

21/06 - 22/07

Câncer: Reflita sobre seus objetivos profissionais. Projetos pessoais e conversas familiares favorecem soluções.

Sagitário: Conversas ajudam a alinhar expectativas no amor. Uma amizade pode trazer acolhimento.

22/12 - 19/01

21/05 - 20/06

Gêmeos: Criatividade e comunicação estão em alta. Amigos e equipe ajudam a desenvolver projetos.

Escorpião: Diálogo ajuda a organizar despesas. Confiança e compreensão emocional ganham força.

Capricórnio: Organize tarefas, esclareça dúvidas e fique atento a oportunidades profissionais inesperadas.

20/01 - 18/02

20/04 - 20/05

Touro: Planejamento pode abrir novas fontes de renda. Parcerias e cuidados com a saúde merecem atenção.

Libra: Notícias inesperadas ampliam horizontes. Conversas e oportunidades financeiras movimentam o dia.

Aquário: Invista em projetos pessoais. Criatividade e relações afetivas ganham destaque.

19/02 - 20/03

21/03 a 19/04

Áries: Conversas e contatos trazem boas ideias. Negociações financeiras e esclarecimentos ganham destaque.

23/08 - 22/09

HORÓSCOPO

Peixes: Diálogo familiar e organização financeira favorecem mudanças. Revise planos de viagem.

Nova estrutura sobre o Arroio Jacaré, na ERS433, terá 67 metros de extensão e tem previsão de entrega até o fim do ano RELVADO

A

construção da nova ponte sobre o Arroio Jacaré, na ERS-433, entre Relvado e Encantado, chegou a aproximadamente 70% de execução. A obra avança agora para a montagem da superestrutura, etapa que compreende a instalação das vigas pré-moldadas e das pré-lajes, que servirão de base para a concretagem da laje da ponte. De acordo com o engenheiro civil Dailson Horbach Rossner,

da Sogel Construtora, empresa responsável pela execução do projeto, após essa fase serão realizados os serviços de construção do guarda-rodas e os acabamentos finais. A previsão é de que a nova estrutura seja concluída até o fim deste ano. Atualmente, cerca de 20 profissionais, entre trabalhadores diretos e terceirizados, atuam na obra. Os trabalhos começaram em abril, com a assinatura da ordem de início, e avançaram em maio, quando ocorreu a demolição da antiga ponte para dar lugar à nova estrutura. O prefeito de Relvado, Carlos Luiz Fraporti, ressalta a importância do investimento para a mobilidade e a segurança viária na região. “Essa é uma obra muito importante para Relvado e toda a região. Estamos acompanhando o andamento dos trabalhos e esperamos que, em breve, a nova ponte

esteja concluída, garantindo mais segurança, melhores condições de tráfego e mais tranquilidade para quem utiliza esse acesso diariamente”, afirma. A nova ponte terá 67 metros de extensão, 12 metros de largura e 14 metros de altura. A estrutura é considerada estratégica para a ligação entre Relvado e Encantado, contribuindo para melhorar as condições de circulação de veículos e o deslocamento de moradores e usuários da rodovia. A ponte antiga foi demolida em consequência de estar interditada após sofrer danos estruturais causados pelas enchentes de 2024. Atualmente, a conexão entre os dois municípios é feita por meio de uma estiva (passagem molhada), próxima da obra da nova estrutura. Entretanto, o local fica à mercê das chuvas para ser utilizado; com frequência a passagem fica inundada após o nível do rio subir.

A estiva que conecta os dois municípios é o acesso principal desde a demolição da antiga estrutura


A HORA Região Alta | 7

Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

TALENTO ESTUDANTIL

EMEF Madre Assunta conquista o segundo e o sexto lugar na categoria Anos Iniciais, enquanto crianças da EMEI Criança Feliz participam da Mostra Kids

EMEF Madre Assunta apresentou sete trabalhos na Univates

Atividades proporcionaram às crianças momentos de exploração e descobertas

NOVA BRÉSCIA

Alunos de Nova Bréscia participaram da 8ª Feira Estadual de Ciências da Universidade do Vale do Taquari (Univates), realizada nos dias 22 e 23 de outubro, em Lajeado. A EMEF Madre Assunta apresentou sete trabalhos e conquistou duas colocações de destaque na categoria Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Já as turmas do Jardim e do Pré da EMEI Criança Feliz participaram da Mostra Kids, voltada à Educação Infantil. Entre os projetos da EMEF Madre Assunta, o trabalho “Alimentação Saudável”, desenvolvido pelo 5º ano, conquistou o segundo lugar na categoria. A pesquisa “Pedras Preciosas”, da turma do 3º ano A, ficou na sexta colocação. Os resultados reconhecem o envolvimento dos estudantes com a pesquisa e a investigação científica, além do trabalho desenvolvido pelos professores orientadores, pela equipe diretiva e pelas famílias.

Ciência desde a infância A participação da EMEI Criança Feliz na Mostra Kids proporcionou às crianças uma experiência de contato com a ciência por meio da curiosidade, da exploração e da descoberta. A atividade permitiu ampliar conhecimentos, conhecer novas ideias e estimular o interesse pela investigação desde os primeiros anos escolares. A iniciativa também reforça a importância de incentivar a criatividade e a imaginação na Educação Infantil, com experiências que contribuem para a construção do conhecimento. A Secretaria Municipal de Educação de Nova Bréscia destaca o incentivo a ações que ampliam as oportunidades de aprendizagem e fortalecem a qualidade do ensino. A participação das duas escolas na feira evidencia o envolvimento da comunidade escolar em atividades que valorizam a pesquisa e o protagonismo dos estudantes, destacou o governo municipal.

Cacau inspira descobertas na escola

A

curiosidade sobre a origem do cacau levou crianças da turma do Pré da EMEI Imigrante, de Encantado, a uma investigação que integrou diferentes áreas do conhecimento. O projeto foi tema do 53º episódio do Segredos da Infância, programa transmitido direto do estúdio da Rádio A Hora, em Encantado. Participaram da conversa a diretora da escola, Karen Padoan, a professora Aline Konrad e os alunos Isabele Passos Arcari, Inácio Leniel de Bonna Batista, Isis Spader e Heitor Alba. A mediação foi de Ana Fausta Borghetti, facilitadora de processos de inovação. O trabalho começou durante a merenda escolar, quando as crianças questionaram de onde vinha o cacau utilizado no leite e nos bolos. A pergunta motivou a professora a organizar uma investigação sobre o fruto, que não é comum na região. “Percebi ali uma excelente temática de investigação. Tivemos que estudar juntos”, relatou Aline. A partir daí, os alunos conheceram o cacaueiro, entenderam as condições climáticas necessárias para o desenvolvimento da planta e exploraram as características do fruto. “O nome da árvore é cacaueiro”, explicou Isis. “O cacaueiro nasce no calor”, contou Isabele. A turma teve contato com o cacau in natura, observou sua estrutura e experimentou a polpa. “A gente trouxe a fruta do cacau para a sala, cortou e provou”, disse Heitor. A experiência permitiu conhecer o fruto de perto e perceber diferenças entre o cacau natural e o chocolate consumido no dia a dia. A mãe de Heitor informou à professora que havia cacau à venda em um mercado de Lajeado, o que permitiu levar a fruta para a sala de aula e aprofundar a investigação. Em uma visita à fábrica da Divine, as crianças conheceram parte do processo industrial e observaram os cuidados de higiene adotados pelos funcionários. Também aprenderam

Patrocínio:

sobre os nibs de cacau, obtidos a partir das sementes processadas, e a manteiga de cacau, utilizada em diferentes produtos. “Na fábrica, aprendemos que os funcionários precisam usar luvas e toucas”, explicou Inácio. Na sala de aula, os alunos produziram tinta à base de cacau para trabalhos artísticos e prepararam panquecas para o café da manhã. O projeto também envolveu conhecimentos sobre geografia, clima, ciências e linguagem. Ana Fausta destacou que a proposta permite trabalhar diferentes conteúdos de forma integrada, sem separar o conhecimento em disciplinas isoladas. “Na Educação Infantil, entender onde está o interesse genuíno da criança é o que as leva a investigar e DIOGO FEDRIZZI

Escolas de Nova Bréscia se destacam na Feira de Ciências da Univates

realmente aprender”, comenta. A observação do ambiente contribuiu para novas descobertas. Durante um passeio pelo Parque João Batista Marchese, os alunos encontraram um fruto semelhante ao cacau. De volta à escola, pesquisaram e descobriram que se tratava do fruto de uma árvore de algodão, que não é comestível. Para a diretora Karen, a experiência reforça a importância de considerar os interesses dos alunos no planejamento pedagógico. “A aprendizagem só se consolida quando faz sentido para a realidade das crianças”, enfatizou.

Assista ao programa

Karen, Aline e Ana Fausta com as crianças Isabele, Inácio, Heitor e Isis

Realização:


8 | A HORA Região Alta

Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

365 VEZES NO VALE

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FÁBIO KUHN

Jardins de Vós valoriza paisagismo e fortalece o turismo em Forqueta

Noite do Peixe em Colinas O Camping Paraíso Santo Antônio, de Colinas, abriu a temporada da Noite do Peixe na semana passada. Os eventos que devem ocorrer no primeiro sábado de cada mês tem os pescados como prato principal (peixe na grelha, filé de peixe e peixe frito). O cardápio ainda conta com arroz, massa com molho, purê de

batata, polenta e batatinha frita, além de saladas. A sobremesa é cortesia. As noites ainda são animadas por música ao vivo. Próxima edição prevista para o dia 5 de dezembro. Mais informações na página @ campingparaisosantoantonio no Instagram ou pelo WhatsApp 51 99551-4676.

Cristo Protetor de Rosa Valorizar a cultura local, embelezar os empreendimentos turísticos e fortalecer a identidade do distrito de Forqueta, em Arroio do Meio. Esses são os principais objetivos do projeto Jardins de Vós, iniciativa que une paisagismo, capacitação e participação comunitária para qualificar os espaços ligados ao turismo local. A iniciativa reúne 18 participantes, entre representantes dos empreendimentos do Roteiro Caminhos da Forqueta e moradores da comunidade. Ao longo de 2026, o grupo participou de encontros com atividades práticas de ensino no manejo do solo e cuidado com as flores. A programação também incluiu uma visita técnica aos municípios de Picada Café e Morro Reuter, proporcionando contato com outras experiências e referências para a qualificação

dos espaços. A última etapa do projeto está prevista para 3 de novembro, quando os espaços floridos pelos participantes serão visitados. Na ocasião, cada local receberá uma placa de identificação, que funcionará como selo de participação no projeto. A proposta foi idealizada por Rosemere Telöken Ruppenthal, da HOP Turismo, e Viviana Casaril, presidente da Associação de Turismo Caminhos da Forqueta. Contou com apoio do governo de Arroio do Meio (estrutura, materiais, maquinário e transporte), Emater (capacitação teórica e prática dos participantes) e Sicredi (apoio financeiro). A iniciativa também obteve reconhecimento da cooperativa de crédito e foi apresentada como um dos destaques em seu encontro anual.

Espaços floridos pelo projeto Jardins de Vós serão apresentados no dia 3 de novembro

A iniciativa reúne 18 participantes, entre representantes dos empreendimentos do Roteiro Caminhos da Forqueta e moradores da comunidade.

O registro feito pela assessoria do Cristo Protetor de Encantado mostra toda a beleza do complexo turístico com o monumento iluminado de rosa. Essa é uma das ações alusivas ao Outubro Rosa no município.


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