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A Hora 28/07/2026

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Comitiva debate alternativa com o governador, e EGR lança contratação emergencial

Interdição da ponte da ERS-129, entre Encantado e Muçum, agrava prejuízos logísticos às empresas e dificuldades aos trabalhadores. No fim da tarde de ontem, a EGR abriu a seleção da empresa para reparar pilar com risco de queda. Prefeitos e empresários da região apresentam instalação de ponte baixa como solução paliativa.

OPINIÃO | RODRIGO MARTINI

Um pilar e a logística vulnerável Interdição da ponte em Muçum colapsa parte do Vale e ergue questionamentos sobre outras pontes.

ABASTECIMENTO EM LAJEADO

PÁGINAS | 6 e 7 Corsan promete normalidade

OPINIÃO | VINI BILHAR

Gastronomia em evidência

Setor transforma tradições familiares em negócios estruturados pela região.

OPINIÃO | HENRIQUE PEDERSINI

Descaso com a 129 não é de hoje

O problema na estrutura da ponte ultrapassa o tempo da EGR e expõe a falta de investimentos.

SEMANA DE ALERTAS

Estado considera baixo o risco de repique no Taquari

Elevado volume de chuva entre hoje e amanhã pode provocar transtornos na região. No Vale, mais de 120 famiílias seguem em abrigos.

PÁGINA

GABRIEL SANTOS

A urgência de religar o Vale

A interdição da ponte da ERS-129, entre Encantado e Muçum, expõe outra vez a fragilidade logística do Vale do Taquari. O risco de queda no pilar exige bloqueio e cautela técnica. Preservar vidas vem antes de qualquer pressão por passagem. Mas a segurança da estrutura não pode significar lentidão nas respostas.

Com a EGR que faz os estudos sobre o reparo e inicia a contratação emergencial, seriam necessários, na melhor das hipóteses, um mês. Para reduzir os prejuízos às pessoas, empresários apresentam pré-projeto de travessia provisória sobre o Rio Guaporé. A mobilização mostra maturidade regional.

Cabe ao Estado transformar essa disposição em solução coordenada. Ponte baixa, ponte do Exército, reforço em desvios, manutenção de estradas por Roca Sales, organização da balsa em Santa Tereza e controle do tráfego pesado precisam ser avaliados com

A ponte sobre o Rio Guaporé sustenta parte da vida econômica e social da região alta. Religar Encantado e Muçum com segurança é a prioridade imediata.”

rapidez. Cada caminho tem limite, custo e risco. Por isso, a decisão exige engenharia, autorização e comando público.

O Vale conhece esse filme desde 2024. Pontes interrompidas, acessos frágeis, estradas sobrecarregadas e comunidades obrigadas a reorganizar a rotina em poucas horas. A diferença, agora, precisa estar na velocidade da reação. A região não pode aceitar semanas de indefinição enquanto a produção roda mais quilômetros, motoristas esperam por balsa e municípios pequenos absorvem um fluxo para o qual não foram preparados.

A ponte sobre o Rio Guaporé sustenta parte da vida econômica e social da região alta. Religar Encantado e Muçum com segurança é a prioridade imediata.

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“Lembrar é a única maneira de romper o ciclo entre esquecimento e repetição”

Jornalistaepesquisador, LucasGeorgeWendté coautor do livro Marcas naPaisagemede projetosquepreservama memória das enchentes noValedoTaquaricomo ferramentaparafortalecer aresiliênciadaregião

Você acompanhou várias enchentes como jornalista e, depois, ajudou a transformá-las em um livro. Em que momento percebeu que aquela tragédia precisava ser registrada para além da cobertura diária?

Acompanhei as enchentes de setembro de 2023 e maio de 2024 primeiro como jornalista e, depois, como assessor de imprensa de uma instituição que esteve no centro das ações do pós-cheia. Quando o rio Taquari ultrapassou os 33 metros em Lajeado, superando toda a série histórica, ficou claro que a cobertura factual não dava conta do que estava em jogo. Das seis maiores cheias já registradas na região, quatro ocorreram em apenas oito meses. A notícia do dia se esgota rápido. A memória, não. Foi esse descompasso que nos levou a criar o livro Marcas na Paisagem e, mais recentemente, a plataforma Memória e História Hidrológica da Bacia Hidrográfica do Taquari-Antas, para consolidar essa memória coletiva.

O livro fala muito sobre memória. Por que lembrar é tão importante quando os assuntos são desastres naturais? O que uma sociedade perde quando esquece?

Lembrar, nesse contexto, é encontrar condições de resistência. A enchente de

1941 sobreviveu por décadas apenas em relatos orais e em poucos marcos físicos, o que não foi suficiente para gerar ações efetivas de prevenção. Quando uma sociedade esquece, perde a capacidade de reconhecer padrões, antecipar riscos e cobrar estruturas. A memória precisa ser organizada e compartilhada para se transformar em conhecimento coletivo.

Ao reunir centenas de imagens, houve alguma fotografia ou história que mudou a sua forma de enxergar as enchentes e o Vale do Taquari?

O próprio livro é uma dessas formas de preservar a memória, mas não está sozinho. Projetos como o documentário Doc 91, produzido por estudantes que perderam sua escola, e o Mapa Cidadão, construído com ciência cidadã, mostram que a memória do desastre também pode gerar transformação. As comunidades não

apenas sofreram, mas documentaram, interpretaram e transformaram sua experiência em conhecimento compartilhado.

O livro não retrata apenas a destruição, mas também a solidariedade e a reconstrução. O que mais te marcou nesse lado humano da tragédia?

O que mais me marcou foi justamente perceber que a memória também nasce da ação coletiva. Além da reconstrução física, surgiram iniciativas acadêmicas, comunitárias e culturais que registram o que aconteceu para evitar que esses acontecimentos sejam esquecidos. Esse movimento mostra que a solidariedade também se manifesta na construção de conhecimento e na preservação da história.

Depois de tudo o que vivemos entre 2023 e 2024, você acredita que o Vale aprendeu alguma lição ou ainda estamos vulneráveis aos mesmos erros?

Seria ingênuo afirmar que o Vale já aprendeu a lição. Avançamos muito na produção de conhecimento, com plataformas digitais, pesquisas e publicações científicas. Mas isso não substitui políticas de gestão de risco, integração entre Defesa Civil e planejamento urbano, nem o fortalecimento permanente da memória como um ato político.

Quando você imagina alguém abrindo esse livro daqui a 20 ou 30 anos, qual é a principal mensagem que espera deixar para as próximas gerações?

Espero que fique como legado a compreensão de que lembrar e refletir, de forma organizada, socialmente comprometida e institucionalizada, é a única maneira de romper o ciclo entre esquecimento e repetição. Estamos criando o que os estudos da memória chamam de “antimonumentos”: marcos que não celebram, mas provocam reflexão sobre traumas e perdas coletivas. Lembrar é uma forma de resistir.

Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. Impressão Zero Hora Gráfica
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PROJEÇÃO CLIMÁTICA

Estado detalha planos e considera baixo o risco de repique no Taquari

Defesa Civil apresentou ontem o cenário meteorológico e hidrológico para os próximos dias. Modelos indicam chuva até 10 de agosto, com incertezas sobre a distribuição dos volumes e possibilidade de novos transtornos em diferentes regiões

Após período de transtornos em decorrência da elevação rápida do Rio Taquari na semana anterior, o governo estadual apresentou ontem as projeções climáticas para os próximos dias e reforçou que a região permanece com baixo risco hidrológico neste momento. O detalhamento ocorreu em entrevista coletiva no Palácio Piratini, em Porto Alegre. A equipe da Defesa Civil do Estado destacou que as previsões apontam cenário de chuva até 10 de agosto, embora os modelos ainda apresentem divergências quanto à distribuição. O governador Eduardo Leite reforçou que episódios com acumulados próximos de 200

milímetros em curto período podem provocar transtornos em diversas regiões nas próximas semanas.

Diante das ações de proteção, o governador explica que é possível reduzir os impactos, embora seja possível eliminar completamente os efeitos de evento extremos. “O Estado está em um processo de qualificação. Sabemos da urgência dessa agenda. O objetivo é reduzir os impactos sobre as vidas. Menos famílias precisaram ser retiradas nas últimas ocorrências”, afirmou.

Chuva intensa em agosto

O meteorologista do Centro de Monitoramento da Defesa Civil, Bruno Ribeiro, frisou que as áreas de instabilidade que atuam sobre o Estado permanecem até a quarta-feira, com possibilidade de chuva intensa e temporais. Segundo ele, os modelos apresentam diferenças sobre a localização dos maiores volumes, situação considerada comum. Entre a sexta-feira, 31, e

Famílias ainda desabrigadas

Lajeado: 83

Estrela: 8

Encantado: 27

Muçum: 4

Total: 122 famílias em quatro municípios

Retorno em segurança

a segunda-feira, 3, um novo episódio de instabilidade pode atingir o RS. Ribeiro esclareceu que um dos cenários concentra a chuva na faixa central do estado, com possíveis reflexos hidrológicos, enquanto outro indica atuação mais ao sul. “O monitoramento permanece constante porque ainda existe incerteza sobre a configuração dos sistemas”, afirmou. Quanto ao comportamento dos rios, a hidróloga da Defesa Civil, Vanderleia Schmitz, reforçou que a bacia Taquari-Antas apresenta baixo risco hidrológico no cenário atual. A preocupação maior concentra-se nas regiões Oeste e Central do estado, onde existe possibilidade de elevação e repique dos mananciais.

Melhorias na resposta

De acordo com o coordenador estadual da Defesa Civil, Luciano Boeira, o Estado ampliou a capacidade de resposta desde 2024. “Não estamos blindados, mas trabalhamos na preparação e na prevenção. Hoje temos uma Defesa Civil quatro vezes maior, com mais equipes e uma política estadual de proteção”, afirmou. Boeira destacou que diferenças entre os modelos influenciam diretamente a tomada de decisões, sobretudo em bacias com resposta rápida, como a do Taquari-Antas. Segundo ele, o acompanhamento contínuo permite atualizar os alertas conforme a evolução das condições meteorológicas.

Diante do cenário, famílias ainda abrigadas planejam o retorno para suas casas. Ao todo, são mais de 120 núcleos familiares. Além de Lajeado, municípios como Estrela, Encantado e Muçum ainda contabilizavam pessoas nos abrigos até o fechamento desta edição. Na maioria dos casos, a permanência ocorre por medidas de segurança, devido à previsão de chuvas intensas.

Em Lajeado, a secretária de Desenvolvimento Social, Eliana Heberle, diz que as famílias acolhidas nos abrigos têm liberdade para deixar os locais caso possam permanecer em residências de parentes ou outros locais seguros. Por outro lado, moradores das áreas atingidas nas cotas 19 e 20 ainda não receberam autorização para retornar às casas.

Segundo a secretária, a decisão considera critérios de segurança e será reavaliada diariamente. “A expectativa é normalizar a situação até sexta-feira, mas a avaliação ocorre no dia a dia”, ressalta. Desde ontem, mais de dez famílias deixaram o abrigo montado nos pavilhões do Parque do Imigrante.

A família de Derlaine dos Santos Crispim está entre as que retornaram. Moradora de Centro de Lajeado, ela conta que precisou deixar a residência às pressas durante a elevação do Rio Taquari. A casa, localizada na cota 23, já passou por limpeza e a família retornou ao imóvel. “O medo fica, mas fomos informados de que, neste momento, não há riscos”, relata.

Governador Eduardo Leite reuniu equipe e detalhou as projeções climáticas para os próximos dias
Mais de 10 famílias deixaram abrigo no Parque do Imigrante nessa segunda-feira
JHON WILLIAN TEDESCHI
KARINE PINHEIRO
Karine Pinheiro karine@grupoahora.net.br Colaboração
Jhon Willian Tedeschi

LOGÍSTICA VULNERÁVEL

rodrigomartini@grupoahora.net.br

Um pilar pode colapsar a região alta do Vale

Étragicômico. Mas, é a mais dura verdade.

Um único pilar de uma ponte nem tão extensa da ERS-129 pode colapsar boa parte do Vale do Taquari. E o mais temeroso. A travessia sobre o Rio Guaporé, entre Muçum e Encantado, é só mais uma entre tantas outras pontes – e tantos pilares – construídas faz mais de 50 anos nas rodovias estaduais da nossa região e que possivelmente também sofreram algum impacto com as últimas enchentes. Quem nos garante que logo mais adiante uma nova enchente comprometerá outras pontes e/ou pilares? Aliás, quem nos garante que o problema na ponte da ERS-129 foi causado pela enchente da semana passada? E afinal, qual a segurança logística que o Vale do Taquari apresenta à

sua população e aos aguardados novos empreendimentos e investidores? Alguém já parou para realizar essa conta? Será que o novo

ROTAS ALTERNATIVAS

modelo de pedágio, com previsão de investir R$ 6 bilhões em uma estrutura mais robusta e resiliente, era tão caro assim?

Quem organiza a logística em tempos de crise?

A Corsan/Aegea não se ajuda...

Em meio à negociação para renovar o contrato milionário com Lajeado, a concessionária responsável pelo abastecimento deixou boa parcela da comunidade lajeadense sem água durante três ou quatro dias. É inadmissível. E o silêncio dos fiscalizadores e responsáveis nos primeiros dias foi ensurdecedor.”

Na manhã de ontem, e após três dias de intenso tráfego de veículos leves e pesados, o governo de Roca Sales encaminhou nota à imprensa e à sociedade regional para solicitar que os “veículos maiores, como carretas, bitrens e caminhões” não utilizem as rotas alternativas pelo interior do município. Segundo o comunicado, as equipes da administração municipal se desdobram para manter as vias com trafegabilidade para veículos leves, mas as condições tornam “impossível” a passagem de veículos pesados. E a pergunta é: quem organiza/define isso em âmbito regional?

“Se eles vierem, eu saio do MDB”

Vereador em terceiro mandato, Ederson Spohr (MDB) se manifestou sobre o tópico divulgado neste espaço no fim de semana que tratava de uma possível “debandada” de agentes políticos do PP de Lajeado –Mozart Lopes, Isidoro Fornari

- Vereador de Lajeado, Fabiano Bergmann (PP), o popular “Medonho”, afirma já ter sido procurado por mais de um partido. Lembrando que a janela de transferência só abre em março de 2028. - Presidente da Amat e prefeito de Doutor Ricardo, Álvaro Giacobo (MDB) pede a extinção imediata das praças de pedágio de Encantado e, também, de Cruzeiro do Sul.

- Parabéns aos prefeitos da Amat que se deslocaram ontem ao Palácio Piratini para pressionar o governador Eduardo Leite e pedir total prioridade às obras na ponte sobre o Rio Guaporé. Aliás, deveria ser uma luta dos prefeitos da Amvat, também.

e Fabiano Bergmann, especialmente. Segundo o emedebista, há comentários sobre um possível ingresso de Progressistas no MDB. “Como me considero um homem coerente, se algum desses colegas se filiar ao MDB, eu saio do partido”. Empresários

Ainda sobre o problema na ERS-129, o empresário e pré-candidato a deputado estadual Roberto Lucchese (MDB) apresentou ontem ao governador um anteprojeto de uma passagem molhada (ou “estiva”) no Rio Guaporé, ao lado da estrutura interrompida, e orçada em cerca de R$ 1 milhão. Lucchese está determinado e

costuma cumprir o que promete. Vide a Ponte de Ferro. Em tempo, a CIC/VT também participa desse movimento para construção da estiva, além dos prefeitos da região alta do Vale do Taquari. E, dependendo do tempo necessário para a EGR consertar o pilar danificado, a passagem molhada poderá ser um verdadeiro divisor de águas.

Vale já conta com nove candidatos

A primeira semana reservada às convenções partidárias confirmou uma preocupante situação no Vale do Taquari. A região já contabiliza quase uma dezena de candidatos a deputado estadual e federal. Só nesse fim de semana, foram cinco homologações (imagem). Até o momento, estão confirmados os nomes de Luís Benoitt (PL), Ramatis de Oliveira (PL), Juliana Cuciolli (PL), Maneco Hassen (PT), Airton Artus (PDT), Fabiano Diehl (União Brasil) e Marcos Kayser (Novo) como postulantes a vagas na Assembleia Legislativa (AL/RS), e de Enio Bacci (PDT) e

Bolacha Melo (PL) como candidatos a vagas no Congresso Nacional. E vem mais por aí. Na quintafeira, dia 30, ocorre a convenção do PSDB, e o vereador de Estrela Darlã Bellini pode ser homologado como candidato a deputado estadual. Além dele, os emedebistas e pré-candidatos à AL/RS Roberto Lucchese e Mateus Trojan serão confirmados na convenção do MDB, agendada para sábado, assim como o ex-vereador de Lajeado, Carlos Ranzi, que disputará uma cadeira de deputado federal. Ou seja, já estamos falando em pelo menos 13 representantes da região no pleito de outubro.

ABASTECIMENTO EM LAJEADO

Enchente danifica captação e Corsan garante volta da água

Companhia atribui instabilidade a falhas em bombas provocadas por galhos, entulhos e madeiras levados pela cheia do Taquari. Governo municipal aciona Corsan e Agergs, cobra plano de contingência, captação alternativa e poços profundos

à Corsan e à Agergs, agência estadual responsável pela regulação dos serviços públicos delegados.

LAJEADO

ACorsan finaliza a manutenção na central de captação de água do Rio Taquari. Na tarde de ontem, técnicos constataram galhos, entulhos e madeiras nas bombas. De acordo com a companhia, isso provocou o desbalanceamento das máquinas e agravou a instabilidade no abastecimento de água. Essa explicação foi encaminhada ontem ao Ministério Público. Conforme a Corsan, o sistema voltou à vazão plena às 10h de domingo, depois da substituição de peças na bomba reserva.

Os problemas começaram a aparecer durante a enchente da semana passada, e se intensificaram na sexta-feira passada. Ao longo do dia, bairros como São Cristóvão, Universitário, Alto do Parque e Carneiros ainda registravam oscilação de pressão.

Em diferentes pontos da cidade, famílias relatam dificuldade para lavar roupa, limpar a casa, tomar banho, preparar alimentos e manter a rotina. A instabilidade também gerou cobrança formal do governo municipal, que encaminhou ofícios

No São Cristóvão, uma das regiões mais afetadas, a falta de água alterou tarefas básicas. Moradora da rua Otelo Rosa, Dolores Hermann, relata que o fornecimento oscila e não permite organizar a rotina da casa. “A água vem aos poucos e logo vai. Não dá para o básico. Não tem nem para encher uma chaleira. O depósito pequeno não dá conta”, afirma.

A situação se agravou pela sucessão de previsões de normalização. Moradores relatam que a primeira expectativa era de retorno ainda na sexta-feira, 24. No sábado, o problema persistiu. No domingo, a previsão passou para a tarde e depois para a noite. Na segunda-feira, parte da população ainda convivia com torneiras secas ou pressão insuficiente.

Na avaliação do governo municipal, o transtorno provocado pela cheia precisa ser considerado, mas não justifica a permanência do desabastecimento por vários dias.O município reconhece que o Rio Taquari levou sedimentos, troncos e detritos, o que dificultou a operação. Ainda assim, sustenta que a continuidade das falhas é incompatível com um serviço essencial.

colocou em operação a bomba reserva. No entanto, a alternativa também apresentou falha. Conforme a Corsan, o grupo reserva teve problema nos rolamentos e forte trepidação, com risco de nova ruptura completa. Para recuperar a operação, a companhia mobilizou equipes extras de Cachoeira do Sul e Santa Cruz do Sul.

A força-tarefa iniciou a substituição completa do conjunto girante e dos rolamentos da bomba reserva. O serviço terminou às 10h de domingo, quando o sistema voltou à vazão plena de 360 litros por segundo.

Cobrança do município

A crise levou o governo municipal a formalizar cobranças em duas frentes. À Corsan, o município pediu normalização imediata e adoção de medidas estruturantes para tornar o sistema mais resistente. À Agergs, solicitou acompanhamento da situação, fiscalização mais intensa e providências regulatórias.

PEDIDOS DO MUNICÍPIO

Normalização imediata

Restabelecimento do abastecimento nos bairros ainda afetados.

Antiga captação

Reativação operacional da antiga estação para servir como alternativa em situações de falha da captação principal.

Poços profundos

Estudo para diversificar as fontes de abastecimento com poços tubulares profundos.

Plano de contingência

Documento específico para cheias e eventos hidrológicos, com investimentos, cronograma e protocolos.

Fiscalização

Acompanhamento da Agergs e adoção de medidas regulatórias para garantir qualidade e continuidade do serviço.

SITUAÇÃO

INFORMADA PELA CORSAN

Enchente da semana passada causou danos nas bombas de captação. Também houve aumento na turbidez da água

Falha nas bombas

A resposta técnica da Corsan detalha a sequência de problemas. O sistema de captação de Lajeado opera com dois grupos motor -bomba principais em paralelo, com vazão aproximada de 360 litros por segundo. Há ainda um grupo reserva instalado no local. No sábado, por volta das 15h, ocorreu vazamento de um dos motores-bomba principais. O problema atingiu os rolamentos externos e causou a ruptura completa da bomba. Com a perda do equipamento, a companhia

O principal pedido envolve o restabelecimento operacional da antiga estação de captação. A estrutura serviria como alternativa em situações de indisponibilidade da captação principal. Para a administração municipal, a cheia mostrou que o sistema precisa de capacidade de manter o abastecimento mesmo quando uma estrutura é comprometida. Para tanto, é necessário diversificar as fontes de abastecimento por meio de poços tubulares profundos. A alternativa poderia reforçar a segurança hídrica em situações de emergência para serviços essenciais e bairros mais vulneráveis à interrupção.

O município também cobrou a elaboração de um plano de contingência específico para eventos hidrológicos. O documento deve prever investimentos, cronograma de execução e protocolos operacionais para períodos de cheia, alta turbidez ou risco de falha na captação.

Captação

Sistema de Lajeado opera com dois grupos motor-bomba principais em paralelo, com vazão aproximada de 360 litros por segundo.

Bomba principal

No sábado, por volta das 15h, uma gaxeta apresentou vazamento. O problema atingiu os rolamentos externos e causou a ruptura completa da bomba.

Bomba reserva

O equipamento reserva entrou em operação, mas também apresentou problema nos rolamentos e forte trepidação, com risco de nova ruptura.

Causa apontada

Grande presença de galhos, entulhos e madeiras levados pela cheia. O material teria causado desbalanceamento nas bombas.

Força-tarefa

Equipes extras de Cachoeira do Sul e Santa Cruz do Sul foram deslocadas para Lajeado.

Reparo

A substituição do conjunto girante e dos rolamentos da bomba reserva foi concluída às 10h de domingo.

Vazão

Após o serviço, o sistema voltou à vazão plena de 360 litros por segundo.

Turbidez

Nos dias 21 e 23, a velocidade de tratamento foi reduzida momentaneamente devido à alta turbidez da água bruta.

Filipe Faleiro filipe@grupoahora.net.br
FILIPE FALEIRO
Noeli Guarnieri estava sem água da Corsan desde sexta-feira, 24
CÍCERO COPELLO

Risco de queda força plano emergencial

Empresários, prefeitos e Estado estudam travessia provisória sobre o Rio Guaporé entre Encantado e Muçum. Dália calcula 600 quilômetros extras por dia para transporte de trabalhadores e cargas. No trecho alternativo, Roca Sales limita caminhões e balsa em Santa Tereza pode levar mais de duas horas na ligação com a Serra

Asituação do pilar da ponte na ERS-129 é crítica, com risco de queda. Essa é a conclusão do setor de engenharia da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) e que foram apresentadas ao governador Eduardo Leite.

“Estamos fazendo um grande esforço, com levantamentos técnicos, análise sobre a chance de liberação parcial, restrita para algo excepcional, seja para atendimento em saúde”, diz.

Entre as alternativas estudadas está o uso de uma ponte do Exército. O governador afirma que essa possibilidade também exige prazo para projeto, acessos e instalação. “A ponte do Exército também exige tempo. Não se resolve em 48 horas. Em outras localidades, levou dias ou semanas para uma solução de médio prazo.”

A passagem, construída na década de 1980, foi feita a partir de

um modelo com pilares de estrutura oca. Essa técnica era comum no passado, como forma de reduzir o peso das colunas e economizar material, enquanto as paredes externas de concreto mantinham a resistência.

No entanto, o desgaste e as rachaduras aconteceram devido à pressão da água nas cavidades, que romperam as camadas externas. Uma das possibilidades para recuperar o pilar danificado é injetar concreto especial de alta resistência dentro das colunas para preencher os vãos ocos e torná-los maciços.

Enquanto o reparo não começa, a região tenta soluções. Parte do fluxo de veículos leves migra para estradas municipais por Roca Sales. Caminhões maiores buscam caminhos por Anta Gorda, pela ERS-332, ou por trechos mais longos em direção à Serra.

A balsa em Santa Tereza também passou a concentrar parte dos deslocamentos para quem precisa acessar o Norte e a região de Guaporé. Com três reboques para tentar reduzir as filas, ainda assim, motoristas enfrentam duas horas de espera.

Enquanto não houver um laudo técnico, não conseguimos planejar contratos, mobilizar estruturas ou definir investimentos.” GILBERTO

Setor privado

A principal tentativa para reduzir o isolamento entre Encantado e Muçum surgiu fora da estrutura oficial do Estado. Grupo de empresários da região trabalha com a proposta de instalar uma ponte baixa sobre o Rio Guaporé. Conhecido por liderar a reconstrução da Ponte de Ferro após a enchente de 2024, o empresário Roberto Lucchese, da Construtora Lyall, apresentou um pré-projeto para uma travessia provisória nas proximidades da ponte interditada. A estrutura ficaria perto do antigo moinho, na Barra do Guaporé, na divisa entre Encantado e Muçum.

A proposta prevê uma espécie de estiva, com acesso por estrada e estrutura de passagem para

As empresas da região, e falo pela Dália, têm muito movimento na estrada e terão que absorver esses custos.”

restabelecer parte da ligação entre os dois municípios. Pela estimativa preliminar, a abertura e preparação da estrada custariam R$ 322 mil. As galerias e a estrutura da travessia somariam R$ 640 mil. O custo total ficaria próximo de R$ 962 mil.

Com o uso de equipamentos que sobraram na ponte de Arroio do Meio, seria possível economizar algo em torno dos R$ 300 mil, calcula Lucchese. A função seria criar uma ligação provisória, capaz de reduzir os deslocamentos por Roca Sales, Anta Gorda e Santa Tereza, além de aliviar os impactos sobre trabalhadores, moradores e empresas.

A solução ainda depende de análise técnica, autorização dos órgãos responsáveis e avaliação sobre segurança em períodos de chuva e elevação do rio. A frente se une ao esforço da Câmara da Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari (CIC-VT).

Junto com parceiros técnicos, a entidade esteve no local para levantamentos topográficos e avaliações preliminares. “O bloqueio da ponte da ERS-129 impacta a mobilidade das pessoas, o transporte de cargas e a atividade econômica de toda a região. Cada dia de interrupção representa prejuízos para empresas, trabalhadores e para a comunidade”, afirma o presidente, Angelo Fontana.

Pressão no Piratini

Prefeitos da Associação dos Municípios do Alto Taquari (Amat) levaram ao Palácio Piratini a cobrança por uma solução para a ponte da ERS-129. O encontro abordou três pontos centrais: a possibilidade de alguma liberação controlada, a definição da técnica

Passagem, construída na década de 1980, foi feita a partir de um modelo com pilares de estrutura oca, comum no passado, como forma de reduzir o peso das colunas e economizar material

de recuperação do pilar e a busca por alternativas provisórias para reduzir o impacto sobre a região alta, e o empresário Roberto Lucchese apresentou o pré-projeto da ponte baixa.

Contratação emergencial

No início da noite, durante a reunião com o governador, a EGR iniciou a contratação emergencial para recuperar a ponte. Em nota técnica, a estatal manteve o bloqueio total para veículos na ponte sobre o Rio Guaporé.

“Manteremos equipes de engenharia mobilizadas para concluir os estudos técnicos e definir a solução mais rápida e segura para recuperar a estrutura”, afirma o presidente da estatal, Luiz Fernando Vanacor.

Entre as alternativas avaliadas estão a recuperação emergencial do pilar danificado e a implantação de uma passagem molhada próxima ao antigo moinho da Barra do Guaporé, desde que as condições hidrológicas e meteorológicas permitam.

Em paralelo, a EGR assumiu reformas paliativas na rota alternativa entre Encantado, Roca Sales e Muçum, com o objetivo de reduzir os impactos da interrupção da ERS-129 para moradores, serviços públicos e transporte de cargas.

Filipe Faleiro
filipe@grupoahora.net.br
Mateus Souza, Gabriel Santos, Matheus Laste
Proposta de líderes do Vale é construir uma ponte baixa ao lado da travessia bloqueada

Fragilidade estrutural

Na avaliação do prefeito de Encantado, Jonas Calvi, a situação expõe uma dificuldade antiga do Vale. “É uma semana diferente, mas com um sentimento de que já passamos por tudo isso. Sofremos há muitos anos com falta de logística e planejamento, não apenas do Estado, mas de nós, enquanto Vale do Taquari, em priorizar essas questões.”

Sem a dimensão exata do dano, diz o prefeito, os municípios não conseguem projetar medidas, contratar serviços ou dimensionar intervenções emergenciais. “Hoje ainda trabalhamos com hipóteses. Há quem fale em 15 dias e outros em até 90 dias de interdição. Enquanto não houver um laudo técnico, não conseguimos planejar contratos, mobilizar estruturas ou definir investimentos. Estamos apenas no campo das especulações.”

Mais de 600 km em desvios

A cooperativa Dália Alimentos calcula 600 quilômetros adicionais por dia em parte da logística, a partir dos desvios necessários para caminhões de ração, aves e suínos. O acréscimo é de cerca de 60 quilômetros por viagem. Como são 20 caminhões por dia, a conta se multiplica.

Antes do bloqueio, cerca de 180 mil litros de leite passavam todos os dias pela ponte entre Encantado e Muçum. Além disso, em torno de 40 funcionários trafegavam pela ERS-129 como principal acesso ao trabalho. A interrupção também afeta transporte de insumos,

animais, ração e produtos industrializados.

“É mais uma vez que estamos diante de desafios. Não adianta lamentar, tem que buscar soluções, e as soluções custam tempo e dinheiro. As empresas da região, e falo pela Dália, têm muito movimento na estrada e terão que absorver esses custos”, afirma o presidente do Conselho de Administração da cooperativa, Gilberto Piccinini.

A rota mais rápida atende caminhões menores, mas não comporta carretas e bitrens. “Roca Sales não tem como receber carretas e bitrens. Ainda há o desafio quando chove. O acesso por Anta Gorda acrescenta 120 quilômetros na ida e volta”, calcula Piccinini.

Desde sexta-feira, quando houve o bloqueio da ponte, motoristas começaram a usar estradas municipais como alternativa entre Muçum e Encantado. O prefeito em exercício, Henrique Pivatto, destaca que foram necessárias restrições para evitar danos maiores e novos bloqueios.

De acordo com ele, a área urbana de Roca Sales tem uma avenida principal e pouca capacidade para absorver deslocamento pesado contínuo. “Nossa estrutura é para manter o volume de Roca Sales, não do Vale do Taquari interior, ainda mais nessa proporção”, diz Pivatto. O município cobra apoio do Estado, da EGR e do Daer para manter os trechos usados como desvio. Entre as medidas discutidas estão

Durante o bloqueio do tráfego, opção de muitas pessoas para deslocamento entre cidades foi atravessar a ponte a pé

Rotina dos trabalhadores

A comunidade que depende da passagem entre as cidades agora precisa recalcular a rotina em horas, combustível e combinações improvisadas. Fábio Fachini mora em Encantado e tem comércio em Muçum. “É algo que ninguém estava esperando. Não temos o que fazer, agora é se preparar.”

Na avaliação dele, a ponte não atende apenas duas cidades. “É uma via principal, que leva mantimento, leva tudo para as cidades altas. É extremamente importante para todos nós.”

Rafael Conte também passou a montar alternativas. Uma delas é deixar o carro de um lado, atravessar a pé se houver ponto seguro e tentar chamar táxi, van ou parente na outra margem. O problema começa antes da caminhada: onde deixar o carro, quem busca, quanto tempo leva, se haverá transporte disponível.

ENTENDA

Ponte bloqueada

A ponte sobre o Rio Guaporé, na ERS-129, entre Encantado e Muçum, foi interditada na sexta-feira, 24, após rachaduras em um dos pilares.

Situação técnica

Laudo apresentado pela EGR ao governo estadual aponta risco de colapso. Temor com chuvas intensas nesta semana amplia o alerta

Prazo

A estimativa inicial é de 30 a 45 dias para recuperação, mas o prazo depende de projeto, contratação, nível do rio e condições do tempo.

Roca Sales

manutenção frequente, sinalização, controle de tráfego, horários intercalados e até sistema de pare e siga em pontos mais sensíveis.

A outra ponta do problema aparece em Santa Tereza. Com a ponte da ERS-129 bloqueada e a ligação entre Cotiporã e Bento Gonçalves também indisponível, a balsa virou caminho obrigatório para motoristas que precisam subir em direção à Serra.

Em dias normais, a travessia opera com demanda menor. Depois da interdição, relatos indicam espera de até duas horas. Motoristas que buscam o caminho por Santa Tereza, Santa Bárbara e São Valentim tentam alcançar a ERS-431, Bento Gonçalves, Rota do Sol e outras conexões.

“A gente tem que armar alternativas. Deixar o carro em algum lugar, pensar se não vai ser perigoso, conversar com o pessoal que mora ao redor. É um tempo que leva muito mais do que antes.”

De Roca Sales, Eliane Werner Capalonga seguiu para Muçum. Diante da condição dos acessos, preferiu deixar o carro de um lado e seguir com apoio do filho. “Nós até temos o acesso pela Linha Marques do Herval e Pinheirinhos, mas como foi meio repentino e sabemos que está bem complicada a passagem por ali, optamos por vir até aqui na ponte.”

Para Mirelli Gomes Pereira, natural de Muçum e atendente em uma farmácia de Encantado, o bloqueio atinge o trabalho. O trecho pela ERS-129 era o mais

O município passou a restringir caminhões em trechos usados como desvio, devido à falta de estrutura para receber fluxo pesado.

Balsa

A travessia em Santa Tereza virou alternativa para parte dos motoristas que precisam acessar o Norte e a Serra. Relatos apontam espera de até duas horas.

Ponte baixa

Empresários avaliam construir uma travessia provisória no Rio Guaporé, perto do antigo moinho, na Barra do Guaporé.

Reunião

FOTOS: GABRIEL SANTOS

vinibilhar@grupoahora.net.br

Gastronomia impulsiona turismo e novos negócios no Vale

Eventos gastronômicos

têm ampliado o fluxo de turistas no Vale do Taquari e impulsionado a abertura de restaurantes e novos espaços na região. Em Lajeado, o setor se consolida como polo gastronômico, com diversidade de opções e crescimento consistente nos últimos anos.

As tendências de consumo também evoluem: além do sabor, a busca por alimentação mais saudável ganha espaço entre profissionais e clientes. Em Arroio do Meio, mais de 10 mil pessoas participaram da 7ª Feira Gastronômica Sabores, realizada no fim de semana, reunindo mais de 30 expositores e programação cultural diversificada. O forte público refletiu nas vendas e na presença de visitantes de diferentes regiões, ampliando o alcance do evento.

A gastronomia do interior também ganha destaque em todo o Estado, impulsionada pela diversidade cultural de influências germânicas, italianas e açorianas. Com potencial econômico

e turístico crescente, o setor transforma tradições familiares em negócios estruturados. Ainda há desafios para atrair visitantes de fora, mas novas iniciativas fortalecem a qualidade e a visibilidade da região.

Indicadores

Dólar: R$ 5,11 | Ibovespa: 175.431,39

Fundo Social

da Certaja destina R$ 75 mil a projetos comunitários

Projetos voltados à educação, cultura, inclusão social, sustentabilidade e qualidade de vida ganham reforço com o Fundo Social da Certaja Energia. A iniciativa destina parte das sobras da cooperativa a entidades sem fins lucrativos que desenvolvem ações de interesse coletivo.

Na edição de 2026, foram inscritos 52 projetos, dos quais 15 foram contemplados, totalizando R$ 75 mil em recursos, conforme aprovado em Assembleia Geral. Antes da seleção final, as propostas passaram por análise documental e técnica, com critérios

Curtas

que incluíram número de beneficiados, impacto para cooperados, sustentabilidade e contrapartida financeira das entidades. Responsável pelo processo, a assistente de Relacionamento com o Cooperado, Luciana Dannenberg, destaca que o Fundo Social fortalece organizações locais e amplia oportunidades nas comunidades. A iniciativa também coloca em prática princípios do cooperativismo, como educação e interesse pela comunidade, ao apoiar ações nas áreas social, cultural, ambiental e de desenvolvimento rural.

Última semana do mês: O Boletim Focus indica queda da inflação para 2026, com IPCA em torno de 5,12%, mas ainda acima da meta, sugerindo convergência lenta. O PIB segue próximo de 2%, com crescimento moderado, enquanto os juros devem permanecer estáveis e em nível restritivo no curto prazo.

Docile lança livro sobre os 90 anos de Nestor Heineck

A Docile promove hoje o lançamento de um livro comemorativo que celebra os 90 anos de Nestor Heineck, patriarca da família e referência na história da empresa. Nestor completou 90 anos no último dia 21. A data também marca os 35 anos da indústria, tornando o encontro ainda mais simbólico para colaboradores, parceiros e convidados.

O evento, programado para o período da manhã, será dedicado a resgatar memórias, destacar momentos marcantes e compartilhar

a trajetória construída pela família Heineck ao longo das décadas. Reconhecida no mercado nacional de doces, a Docile consolidou sua presença com base em inovação, qualidade e gestão familiar. Além da celebração, os convidados receberão um press kit exclusivo, que inclui o livro comemorativo e itens desenvolvidos especialmente para a ocasião. A iniciativa reforça o legado empresarial e o papel de Nestor Heineck como uma das principais inspirações da marca.

JAQUELINE MANICA

Manifestação cobra agilidade para acesso a medicamento de R$ 8,6 mi

Família e apoiadores

foram a Porto Alegre para pressionar por uma decisão judicial que pode garantir ao menino o acesso ao Zolgensma, terapia gênica considerada decisiva no tratamento da AME

Paulo Cardoso centraldejornalismo@grupoahora.net.br

Cerca de 100 pessoas, entre familiares, amigos e voluntários, participaram na manhã dessa segunda-feira, 27, da mobilização “Grito pela Cura do Léo”, em Porto Alegre.

O grupo foi à Capital para cobrar agilidade na decisão judicial que pode garantir ao menino Léo Wolschick Soares, de um ano, diagnosticado com Atrofia Muscular Espinhal (AME) tipo

II, o acesso ao Zolgensma, terapia gênica avaliada em aproximadamente R$ 8,6 milhões e considerada a principal alternativa para frear a progressão da doença. Ato ocorreu em frente à Procuradoria Regional da União da 4ª Região (PRU4). A mobilização continuou ao longo do dia em outros pontos da capital, em busca

de maior visibilidade para o caso e de celeridade no processo.

Urgência é reforçada pelo avanço da doença. Léo completa dois anos em 22 de agosto, idade em que a terapia apresenta maior potencial de preservar os neurônios motores e reduzir perdas irreversíveis.

Segundo a família, a manifestação não busca privilégios, mas

o direito de uma criança receber o tratamento enquanto ainda há tempo. “Quando uma criança pede socorro, a omissão não pode ser uma resposta. Se hoje é o Léo, amanhã pode ser qualquer família”, afirmam.

Além da demora na tramitação do processo, a família relata ter enfrentado um novo obstáculo. Conforme o pai, Giovane Espindola Soares, a Justiça chegou a conceder uma sentença determinando que a terapia gênica fosse aplicada em até dez dias. A decisão, no entanto, era passível de recurso.

“A União contestou a sentença e solicitou sua anulação, suspendendo o cumprimento da medida”, recorda.

Perda progressiva dos movimentos

Léo recebeu o diagnóstico de AME tipo II em 11 de maio deste ano, após os pais perceberem que o desenvolvimento motor havia parado de evoluir e que habilidades já

adquiridas começavam a diminuir.

A doença genética rara compromete os neurônios motores responsáveis pelos movimentos voluntários. Com a progressão do quadro, a força muscular diminui gradativamente, afetando funções essenciais como sentar, engolir, respirar e tossir.

Enquanto aguarda uma definição da Justiça, o menino recebe tratamento com Risdiplam, medicamento que estimula a produção da proteína SMN e ajuda a retardar a evolução da doença. Apesar dos benefícios, ele não substitui o Zolgensma, considerado pela ciência a alternativa terapêutica com maior potencial de preservar a função motora de Léo.

Campanha mobiliza o Vale

Desde a confirmação do diagnóstico, a história mobilizou cidadãos de diversos municípios da região. Rifas, festivais beneficentes, venda de refeições e outras ações solidárias permitiram arrecadar cerca de R$ 1,6 milhão. Embora expressivo, o valor ainda esta distante do necessário para custear o medicamento. Por isso, as mobilizações seguem em diferentes frentes, combinando ações de arrecadação de recursos e manifestações para dar visibilidade ao caso e pressionar por uma decisão judicial.

ARQUIVO PESSOAL
Ato ocorreu em frente à Procuradoria Regional da União, na capital

Região já tem nove nomes confirmados às eleições

Candidaturas aprovadas por Novo, PDT, PT e União Brasil se somam às quatro indicações de representantes locais pelo PL. Para os próximos dias, tendência é de homologações no PSDB e no MDB

Com uma semana de convenções partidárias, siglas e federações já aprovaram nove candidaturas de pessoas com ligação ou domicílio eleitoral no Vale do Taquari. Só nos últimos três, cinco nomes foram homologados. E, até o fim do período previsto na legislação eleitoral, mais cinco devem entrar no páreo.

Ainda na sexta-feira, 24, em convenção virtual, o PT aprovou sua nominata de candidatos aos parlamentos. Maneco Hassen mais uma vez disputará cadeira na Assembleia Legislativa. Ex-prefeito de Taquari e ex -presidente da Famurs, ele foi o candidato mais votado do Vale em 2022, mas ficou na suplência.

Depois, atuou por mais de três anos no governo federal, sendo parte do período no comando da Secretaria Nacional de Apoio a Reconstrução do RS.

No sábado, foram mais três confirmações. Pelo PDT, Enio Bacci busca retornar à Câmara dos Deputados 12 anos após encerrar seu quinto mandato. Desde então, foi deputado estadual, foi diretor -presidente do Detran e, no último ano, presidiu o Conselho Estadual de Trânsito (Cetran). Em 2022, concorreu a deputado federal, mas não conseguiu se eleger.

No mesmo partido, Airton Artus concorrerá pela terceira vez consecutiva a deputado estadual. Ex-prefeito de Venâncio Aires, ele esteve na suplência nas duas últimas legislaturas, sendo que exerceu a titularidade do mandato durante boa parte dos últimos anos, devido ao ingresso de deputados da sigla no secretariado de Eduardo Leite.

Candidatos de Estrela

Também no sábado, o Partido Novo fez sua convenção e

Deputado estadual:

divulgou a lista de nomes para a disputa eleitoral. Marcos Alexandre Kayser, de Estrela, vai concorrer a deputado estadual. Ele fez sua estreia nas urnas nas eleições municipais de 2024 e foi o sexto mais votado na cidade. No entanto, como a sigla não alcançou o quociente eleitoral, ele ficou de fora da legislatura.

No domingo, na convenção do União Brasil, o jornalista Fabiano Diehl foi um dos escolhidos para concorrer ao parlamento gaúcho. Candidato pela primeira vez, já atuou em campanhas eleitorais como assessor. Como o partido está em federação com o PP, no entanto, ainda precisará de uma nova homologação.

Mais confirmações

Há, ainda, mais quatro pré-candidatos da região que terão suas candidaturas oficializadas até o fim do período das convenções. Na quinta-feira, 30, na convenção do PSDB/Cidadania, é esperada a homologação do nome do vereador estrelense Darlã Bellini a deputado estadual. No sábado, 1º, o MDB homologará pelo menos três nomes com ligação com o Vale. Na corrida à Assembleia, estão no páreo o empresário Roberto Lucchese e o ex-prefeito de Muçum, Mateus Trojan. De olho em Brasília, está o ex-vereador de Lajeado e candidato a prefeito em 2024, Carlos Ranzi. Caso essas projeções se confirmem, o Vale terá 13 candidaturas locais, número inferior às 21 registradas no pleito de 2022. Naquela ocasião, 21 nomes disputaram o voto do eleitorado. Ao todo, 148.578 eleitores da região votaram em candidatos locais para deputado estadual, e 56.536 nos postulantes à Câmara dos Deputados.

CALENDÁRIO DE CONVENÇÕES

30 de julho

17h - Federação PSDB/Cidadania

(Darlã Bellini, de Estrela, é précandidato a deputado estadual)

1º de agosto

8h30min - MDB

(Carlos Ranzi, de Lajeado, é précandidato a deputado federal; Roberto Lucchese, de Lajeado,

e Mateus Trojan, de Muçum, são pré-candidatos a deputado estadual)

9h – PP 17h – PSTU

2 de agosto

8h30min – PSD

A definir – UP

VALE DO TAQUARI
Mateus Souza mateus@grupoahora.net.br
Marcos Alexandre Kayser
Airton Artus
Juliana Cuciolli
Luis Benoitt
Ramatis de Oliveira Maneco Hassen
Fabiano Diehl
Bolacha Mello
Enio Bacci
Em 2022, 148.578 eleitores da região votaram em candidatos locais para deputado estadual, e 56.536 nos postulantes à Câmara dos Deputados
DIVULGAÇÃO

VOCAÇÃO LOCAL

Feira Gastronômica consolida município como destino regional de turismo e sabores

Evento encerrou nesse domingo com mais de 10 mil visitantes. Pela primeira vez, programação ocorreu em dois dias e reuniu mais de 30 expositores, atrações culturais e musicais

A feira se consolida como um dos grandes eventos turísticos da região e é uma excelente oportunidade para mostrarmos tudo o que Arroio do Meio tem a oferecer.”

A7ª Feira Gastronômica – Sabores de Arroio do Meio encerrou nesse domingo, 26, com avaliação positiva de expositores, organizadores e visitantes e um público de mais de 10 mil pessoas. Pela primeira vez promovida ao longo de dois dias, a programação ocupou a Rua de Eventos e a Praça Flores da Cunha e contou, ao todo, com mais de 30 expositores, atrações culturais, musicais e espaços dedicados ao turismo local. Promovida pela administração municipal, a feira reforçou a proposta de valorizar a gastronomia, a cultura e o empreendedorismo local, além de fortalecer Arroio do Meio como destino turístico regional. Durante o fim de semana, o público encontrou uma ampla variedade de produtos, como pães, cucas, pizzas, doces, chocolates, embutidos, cervejas artesanais, cafés e petiscos, além da participação de empreendedo-

res e entidades ligadas ao turismo. Presidente do Conselho Municipal de Turismo, Marlise Führ avalia que a feira ultrapassa a proposta gastronômica e se transforma em uma vitrine das potencialidades do município.

“É um grande evento que mostra o potencial gastronômico de Arroio do Meio, mas também valoriza a cultura, o turismo e as nossas belezas naturais. Tivemos a oportunidade de apresentar os roteiros Entre Vales e Caminhos da Forqueta, além dos espaços voltados ao turismo. A feira se consolida como um dos grandes eventos turísticos da região e é uma excelente oportunidade para mostrarmos tudo o que Arroio do Meio tem a oferecer.”

O prefeito Sidnei Eckert também destacou o sucesso da ampliação da programação e já projetou uma edição ainda maior em 2027. “O principal da feira são os expositores, os cozinheiros, aqueles que pesquisam e criam novos produtos. São eles que

atraem a comunidade. Recebemos visitantes de todo o Vale do Taquari e de outras regiões do Estado. A certeza que fica é que, em 2027, o evento será ainda melhor. Já estamos planejando começar no sábado pela manhã, com dois dias completos de programação.”

Expositores

comemoram

vendas

Entre os participantes, o sentimento também foi de satisfação. Proprietária da Panificadora

Ana Bella, Lisandra Borscheid destacou a importância da feira para fortalecer os negócios locais e aproximar os empreendedores

da comunidade. “Estamos há 13 anos no mercado produzindo diariamente uma grande variedade de produtos. Participar dessa feira é muito gratificante. Ver a praça lotada, com tantas pessoas valorizando o comércio e as atrações locais, nos deixa muito felizes e agradecidos.”

A expositora Francieli Krein afirmou que o movimento deste domingo superou as expectativas, principalmente nas vendas. “O público foi muito maior e as vendas superaram bastante o esperado. Neste ano lançamos as minipizzas, que fizeram muito sucesso, além dos nossos tradicionais pastéis de forno, vendidos assados e também congelados para preparo em casa.”

Mais sobre o evento

A programação contou ainda com apresentações culturais, música e dança, além de atrações como o Coral Municipal de Arroio do Meio (Comam), Grupo de Danças Tempo de Ações, Baile da Terceira Idade, CTG Querência

A certeza que fica é que, em 2027, o evento será ainda melhor. Já estamos planejando começar no sábado pela manhã, com dois dias completos de programação.”

do Arroio do Meio, banda Alma Nova, Orquestra Municipal, Giro Cultural com Palco Aberto de Talentos, grupos de danças Frohsinn e Helmuth Kuhn, Schtena Big Band e Super Banda K’necus.

Mateus Souza mateus@grupoahora.net.br
ARROIO DO MEIO
Durante os dois dias de programação, mais de 10 mil pessoas circularam pela rua de Eventos e na praça
JAQUELINE MÂNICA/DIVULGAÇÃO
Expositores eram todos de Arroio do Meio, caso da Panificadora Ana Bella
MATEUS

BOQUEIRÃO DO LEÃO CELEBRA A FORÇA DE QUEM FAZ O CAMPO PROSPERAR

Comunidade

de Linha Araçá recebeu visitantes com costumes herdados dos imigrantes, homenageou colonos e motoristas e contou com a participação da Caravana

Sicredi - 120 anos

Trajados como antigos colonizadores alemães e italianos, casais da comunidade recebiam calorosamente os visitantes na Linha Araçá, interior de Boqueirão do Leão. Entre sorrisos e abraços, um convite era praticamente inevitável: provar o tradicional brodo - caldo caseiro preparado com carne ou frango e legumes, típico da culinária italianaacompanhado de um gole de graspa. A recepção dava o tom da Festa Municipal do Colono e Motorista, que ocorreu no sábado, 25, marcada pela valorização das origens, da agricultura e da convivência comunitária.

Entre os anfitriões estava Leonardo Fernandes, diretor da EEEF Adolfo Mânica e integrante da comunidade desde o nascimento. Depois de sair para estudar, ele retornou à localidade, onde hoje atua como educador e ajuda na organização das entidades comunitárias. Durante a festa, vestiu roupas típicas para representar os imigrantes que ajudaram a construir a história da região.

Segundo Fernandes, a caracterização simboliza o reconhecimento às diferentes etnias que formaram a comunidade e contribuíram para seu desenvolvimento. Para ele, a

celebração mantém vivas as raízes deixadas pelos antepassados e reforça a importância da agricultura familiar para o município. “A festa resgata o trabalho, as origens dos nossos avós e dos nossos pais. Agora cabe a nós dar continuidade ao desenvolvimento da comunidade”, afirma.

Além da missa e das atrações culturais, a programação contou com a presença da Caravana 120 anos da Sicredi Integração RS/MG. A cooperativa promoveu brincadeiras, distribuiu brindes e criou

Aqui saímos um pouco do atendimento do dia a dia para confraternizar, celebrar com eles e homenagear os colonos e motoristas.”

JULIANA BERGONCI

GERENTE DA AGÊNCIA DE BOQUEIRÃO

momentos de interação com associados e visitantes ao longo do evento. Para a gerente da agência Sicredi de Boqueirão do Leão, Juliana Bergonci, participar da festa é uma forma de fortalecer o relacionamento construído diariamente com a comunidade. “Nosso papel é estar muito próximo dos associados. Aqui saímos um pouco do atendimento do dia a dia para confraternizar, celebrar com eles e homenagear os colonos e motoristas, que têm uma importância enorme para Boqueirão”, destaca. O sentimento também é compartilhado por Luiz Augusto Cassuli. Depois de estudar, prestar serviço militar e exercer cargos públicos ligados à agricultura, ele retornou à terra natal para seguir trabalhando no campo. Para Cassuli, o vínculo com a

Trajados de colonizadores alemães e italianos, casais receberam os visitantes na Linha Araçá
Jéssica R. Mallmann jessica@grupoahora.net.br

agricultura vai além da profissão. É uma escolha de vida construída pelas raízes familiares e pela convicção da importância do produtor rural. “Os agricultores são responsáveis pela produção dos alimentos que chegam à mesa de toda a população. Tenho raízes aqui e gosto desta lida do campo”, afirma.

Para ele, receber moradores de diferentes localidades na festa também desperta orgulho. “É motivo de alegria e satisfação receber tantas pessoas em Linha Araçá. Esperamos que todos se sintam bem aqui e voltem sempre às nossas festas”, completa.

30 anos de história junto à comunidade

A agência do Sicredi em Boqueirão do Leão completou 30

anos em dezembro de 2025. Como parte das comemorações, o espaço passou por uma ampla reforma e foi reinaugurado em junho deste ano, oferecendo uma estrutura mais moderna, confortável e com maior privacidade para os atendimentos.

A unidade foi a segunda agência inaugurada pela cooperativa fora de Lajeado, município-sede, e hoje é uma das mais tradicionais da instituição. Atualmente, conta com 11 colaboradores e mais de 4,1 mil associados.

No município, a cooperativa também desenvolve iniciativas voltadas à educação por meio das Cooperativas Escolares, o que fortalece desde cedo os princípios do cooperativismo entre os estudantes.

FOTOS:

Condição da obra que pode ser distribuída sem precisar de autorização

Esposa do filho Vigilante

Simbólico; representativo Neblina, em inglês

Ganhos

Terreno para cultivo Nas proximidades Iguarias mexicanas

Canção de Geraldo Vandré que se inicia com "Olha que a vida tão linda se perde..."

Peter (?), criação de J. Barrie

Presenteia

Perdão, em inglês

"Terra", em geologia Fazer-se presente

concorrente dos táxis

O objetivo do alpinista

Radioisótopo usado na esterilização de alimentos

E, em francês

Produtivo; proveitoso

Formato da janela da igreja gótica

Lista de incorreções O "T" grego

Categoria da carteira de habilitação

Formato da Lua quarto minguante

O dia 6 de junho de 1944

Mede a diferença de potencial elétrico Leon Trotsky revolucionário russo

Áries – Invista na carreira, fortaleça parcerias e tenha um plano B. Relacionamentos e poder pessoal em alta.

Touro – Planeje mudanças com calma. Criatividade, apoio da família e harmonia favorecem o dia.

Gêmeos – O amor ganha destaque. Conversas importantes ajudam a definir planos e investimentos.

Câncer – Organize a rotina, cuide da saúde e avance nas finanças. Objetivos mais claros.

Leão – Autoestima em alta.

Aproveite para criar, se divertir, fortalecer relações e ampliar amizades.

Virgem – Reencontros emocionam. Desacelere, cuide da beleza e encerre um ciclo com tranquilidade.

Solução

Libra – Conversas trazem segurança. Aprendizados e novos contatos fortalecem trabalho e relacionamentos.

Escorpião – Boas oportunidades financeiras. Lance projetos e pense positivo.

Sagitário – Invista na imagem, viaje, estude e viva novas experiências. Influência e sonhos ganham força.

Capricórnio – Relaxe, conecte-se consigo e resolva pendências. Mudanças de hábitos favorecem o bem-estar.

Aquário – Amigos trazem novidades. Discrição no amor será essencial. Planos a dois ganham espaço.

Peixes – Oportunidades de crescimento profissional. Ajustes na família e decisões fortalecem o amor.

(2ª Guerra)

ENILDA AULER, 83, faleceu ontem, 27. O sepultamento ocorreu no Cemitério Evangélico Velho de Marques de Souza.

ORNÉLIO ONOFRE

FAGUNDES, 94, faleceu ontem, 27. O sepultamento ocorreu no Cemitério Ponte Queimada, em Venâncio Aires.

OLIEDE CIVA FACHI, 82, faleceu no domingo, 26. O sepultamento ocorreu no cemitério da comunidade de Linha Segredo, em Arvorezinha.

AURELIO DALAPICOLA, 81, faleceu no domingo, 26. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico de Relvado.

ADÃO PAZ CABREIRA, 73, faleceu no sábado, 25. O sepultamento ocorreu no cemitério católico da Comunidade de Linha Barra do Zeferino, em Doutor Ricardo.

ILDO RÖHRIG, 66, faleceu no sábado, 25. O sepultamento ocorreu no cemitério católico do bairro Canabarro, em Teutônia.

NINA SCIASCIA DA SILVA, 95, faleceu no sábado, 25. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico do Florestal, em Lajeado.

IVO AVELINO KUHN, 88, faleceu no sábado, 25. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico de Picada Augusta, em Cruzeiro do Sul.

APÓS DESLIZAMENTO

Relvado interdita estrada

O governo de Relvado interditou temporariamente a estrada da Linha São João após registro de desmoronamento no trecho onde são executadas obras de reconstrução e estabilização da via. Deslizamento aconteceu em decorrência das chuvas registradas nos últimos dias. A obra é de responsabilidade de uma empresa terceirizada, que já foi acionada para fazer os reparos necessários e restabelecer as condições de segurança. Diante do risco de novos desmoronamentos, a administração municipal optou pela interdição total da estrada, medida adotada para preservar a integridade de motoristas, moradores e trabalhadores. Enquanto a via permanecer bloqueada, os usuários devem utilizar a rota alternativa pela Linha Cuias.

CORRIDA DE RUA

APÓS RECORDE EM WESTFÁLIA, CIRCUITO DOS

VALES ABRE INSCRIÇÕES PARA ETAPA DE LAJEADO

Prova ocorre em 29 de setembro e mantém expectativa de reunir milhares de atletas após a maior etapa da história do evento

OCircuito dos Vales/ Lucasa Construtora já direciona as atenções para a próxima etapa da temporada. Depois de reunir mais de dois mil participantes em Westfália, no domingo, 26, a organização confirmou que a próxima prova ocorrerá em Lajeado, no dia 29 de setembro. A expectativa é manter o ritmo de crescimento do circuito, que se consolidou como um dos maiores eventos de corrida de rua do interior do Rio Grande do Sul.

As inscrições já estão abertas para as modalidades de corrida de 3, 5 e 10 quilômetros, caminhada de 3 e 5 quilômetros e Corrida Kids, com percursos de 100 metros, 500 metros e 1 quilômetro. A inscrição para as corridas adulta e infantil custa R$ 99, enquanto a caminhada tem valor de R$ 79. O local de concentração e largada será divulgado cerca de 30 dias antes da prova, por meio das redes sociais e do site oficial do Circuito dos Vales.

RECORDE DE PARTICIPANTES

A confirmação da etapa em Lajeado ocorre logo após a maior prova da história do Circuito dos

Vales. Westfália recebeu mais de dois mil corredores na terceira etapa da temporada, consolidando o crescimento do evento e ampliando a participação de atletas de diferentes perfis.

A prova reuniu desde corredores de alto rendimento até iniciantes, famílias inteiras e pessoas que encontraram na corrida uma oportunidade para melhorar a saúde e superar desafios pessoais. Entre os destaques esportivos esteve o teutoniense Gustavo Schneider Rothmund, de 18 anos. Integrante da equipe de Atletismo Teutônia e da Team Klein, ele conquistou o título geral da prova de 3 quilômetros. Apesar da vitória, explica que a distância não é o foco principal da temporada. "A participação faz parte da preparação para as competições de pista", destacou o atleta.

CORRIDA PARA TODAS AS IDADES

Além da disputa pelos melhores tempos, a etapa de Westfália evidenciou o caráter inclusivo do Circuito dos Vales. Aos 63 anos, o teutoniense Valmir Ullrich participou pela primeira vez de uma etapa do evento e destacou os benefícios da atividade física. "É uma forma de manter a saúde. Vale a pena correr um pouco para não ficar parado. Também é um incentivo para que pessoas mais jovens comecem a participar", afirmou.

A busca pela superação pessoal também marcou a manhã da prova. Moradora de Santa Clara do Sul, Carla Schmidt participa do circuito há três anos e revelou que o maior desafio não está no percurso. "Treino bastante, mas meu maior desafio é vencer a preguiça, estar aqui e concluir a prova. O resto é lucro", resumiu.

ESPÍRITO DE COMUNIDADE

A corrida também mostrou como o esporte cria conexões entre os participantes. De Lajeado, Josué Farias conciliou a rotina de pai de um recém-nascido com a preparação para a prova e comemorou a oportunidade de participar. "Nesta etapa foi mais

desafiador. Foram menos treinos e mais mamadeiras, mas a expectativa era muito grande. O dia colaborou e a expectativa era de uma grande prova", comentou. O ambiente familiar também chamou a atenção entre os corredores. Moradora de Venâncio Aires, Ana Bárbara Simon Felten começou a correr há cerca de um ano por incentivo do marido, Gustavo, e hoje compartilha a experiência com o filho. "Somos uma família corredora. É muito legal porque reúne pessoas de

todos os perfis, todas buscando o mesmo propósito", afirmou. Mesmo afastado das competições por causa de uma lesão, Gustavo acompanhou a família em Westfália e garantiu que pretende voltar às pistas assim que estiver recuperado. "Eles me acompanhavam em todas as provas e agora sou eu quem acompanha eles. Isso incentivou minha esposa a correr e ela está empolgada para participar de todas as etapas. Assim que estiver recuperado, volto a competir também", destacou.

Mateus Souza
mateus@grupoahora.net.br
Evento desse fim de semana reuniu mais de dois mil participantes
Ullrich (ao centro) tem 63 anos e virou um participante assíduo do Circuito dos Vales
Gustavo Rothmund com o pai: jovem foi o vencedor nos 3km

DIVISÃO DE ACESSO

LAJEADENSE APRESENTA

ELENCO E UNIFORME PARA A TEMPORADA 2026

Evento reúne patrocinadores, parceiros e torcedores hoje à noite no Centro de Convivência da Sicredi

Caetano Pretto caetano@grupoahora.net.br

Um momento de celebração, integração e fortalecimento da união entre o clube, seus patrocinadores, parceiros e convidados marca oficialmente o início da caminhada do Lajeadense rumo à elite do Campeonato Gaúcho. A apresentação oficial da equipe para a temporada 2026 ocorre hoje, a partir das 19h, no Centro de Convivência da Sicredi Integração RS/MG, na Avenida Piraí. O evento é tradicional e serve

para o grande público conhecer os jogadores e comissão técnica. Também é momento de divulgação oficial dos aguardados fardamentos que serão usados ao longo da Divisão de Acesso.

A apresentação terá transmissão em live no canal A Hora Esportes, no Youtube.

ESTREIA É NO DOMINGO

A Arena Alviazul volta a pulsar neste domingo, 2, quando o Lajeadense estreia na Divisão de Acesso em jogo contra o Pelotas.

A partida inicia às 15h30min e tem ingressos à venda.

As entradas custam R$ 10 na arquibancada geral, R$ 30 na arquibancada social e R$ 50 nas cadeiras. Crianças até 12 anos não

Elenco

Goleiros: Raílson, João Vitor, Matheus Guarnieri e Pedro Zuffo Zagueiros: Kevin, Marquinhos, Diego Clemente, João Baesso, Jackson e Guilherme Fergutz

Laterais: Pedro Silva, Léo Medeiros, Christian, Victor Hugo, João Pedro e Samuel Meias: Júlio César, Thauan, Da Silva, Leonardo Silva, Eliú e Guilherme Queiroz

Atacantes: Eliéser, Wilian Gotze, Enzzo, Ricardo Maciel, Gian Luca Almeida, Samuel, Bruno Sammario e Júnior Viçosa.

pagam nos setores arquibancada geral e arquibancada social.

As vendas iniciam nesta terçafeira nas lojas DMF Esportes, do Centro e Lajeado Shopping, e direto na secretaria do clube.

ATLETISMO

JAQUE WEBER CONQUISTA BRONZE NO TROFÉU BRASIL

A atleta teutoniense Jaque Weber voltou a subir ao pódio do Troféu Brasil de Atletismo, principal competição do calendário nacional da modalidade. Representando a equipe Praia Clube/ Miller/FAB/Girando Sol/Fila, a corredora conquistou a medalha de bronze na prova dos 1.500 metros, disputada no domingo, 26, no Estádio do Ibirapuera, em São Paulo.

Jaque completou a prova em 4min22s59, garantindo a terceira colocação em uma disputa que reuniu algumas das principais atletas do país. A medalha de ouro ficou com Tatiane Raquel da Silva, que cruzou a linha de chegada em 4min19s67. A prata foi conquistada por July Ferreira Abrão, com o tempo de 4min21s46. O resultado teve um significado especial para a atleta de Teutônia. Esta foi a 12ª participação de

Jaque no Troféu Brasil, competição em que estreou justamente no Estádio do Ibirapuera, em 2013. Desde então, a corredora construiu uma trajetória marcada por finais, medalhas e atuações de destaque no principal torneio do atletismo brasileiro.

Antes da disputa dos 1.500 metros, Jaque também competiu nos 800 metros. Na quinta-feira, 23, ela garantiu vaga na final ao registrar o segundo melhor tempo das semifinais, com a marca de 2min07s97. Já na decisão, realizada na sexta-feira, 24, terminou na quinta colocação com o tempo de 2min05s94. Pós evento, Jaque destaca a alegria de poder disputar a competição. “A cada ano que volto ao pódio deste grande torneio, abro o sorriso no rosto, pois sei o desafio que é se manter já oito anos entre as melhores do nosso país nas

minhas especialidades. Este ano tem sido um pouco diferente, pois escolhemos ele também para realizar outros sonhos pessoais, como o nosso casamento no final do ano, justamente porque sabemos que os dois próximos dois serão de uma entrega mental e física absurda pensando em Jogos Pan Americanos de Lima e Jogos Olímpicos de Los Angeles, e será mais difícil conciliar outras agendas”, destaca a atleta.

Jaque completou a prova em 4min22s59, garantindo a terceira colocação em uma disputa que reuniu algumas das principais atletas do país

DIVULGAÇÃO
Semana é de treinamento visando a estreia da Divisão de Acesso
LUÍS AMORIN

CDL passava ser presidida por uma mulher

Érica Bettio assumia o cargo que até então era ocupado por Claudir Dullius

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Lajeado empossava mulher, pela primeira vez em 40 anos Érica Bettio sucedeu Claudir Dullius para o mandato de 2006 e 2007. “Agradeço a confiança e a credibilidade confiadas a mim.”, disse ela assumir o cargo. Érica fazia parte da diretoria anterior na pasta de Capacitação.

Comércio antecipava liquidação de inverno

As temperaturas um pouco mais altas para o final de julho motivavam os comerciantes a promover liquidações. Mesmo não sento o período oficial da campanha, já tradicional em Lajeado, a grande maioria dos comerciantes aderiram aos descontos para reduzir os estoques.

Dar ou não dar carona

Comum na década de 1970, muitos viajantes, geralmente jovens, colocavam a mochila nas costas e iam para a beira das rodovias pedir carona. O assunto virou tema de artigo no jornal da época, com o título: “Dar ou não dar carona. Eis a questão.” Uma série de pontos positivos foi elencada, como conhecer novas culturas, aprender novas expressões e conhecer pessoas de vários lugares

Reduzia o número de acidentes na BR-386

O Grupo de Polícia Rodoviária divulgava as estatísticas de ocorrências na BR-386, na época, chamada Rodovia Presidente Kennedy. No primeiro semestre daquele ano, cem acidentes foram registrados, a maioria apenas com danos materiais. Em 20 colisões houve feridos e 13 óbitos. A maioria dos acidentes teria ocorrido no horário das 18h às 21h.

Hoje é

Dia da Morte de Lampião

Dia da Criação do Comando da Marinha

Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais

Santo do dia 25: Santo Inocêncio

HENRIQUE PEDERSINI

Jornalista

Em rodovias, reparo não é investimento!

AEmpresa Gaúcha de Rodovias (EGR) faz o que pode. E pode pouco, na comparação com a realidade das demandas logísticas do Vale do Taquari. Em específico sobre a ERS-129, o descaso é crônico e ultrapassa o tempo de atuação da concessionária, o que

não diminui a responsabilidade pelos danos estruturais não identificados após as enchentes.

A rodovia chega até a parte alta a partir de Estrela, Colinas, Roca Sales, Encantado e Muçum, assim por diante… Quem paga o pedágio de Encantado, obrigatoriamente, transita pela ERS-129

e merecia uma atenção maior ao nada justo tributo pago, se confrontado com os investimentos aplicados.

E convenhamos: meia dúzia de redutores de velocidade, tapa-buracos ou pintura de vegetação não são bem o que a região merece encarar como investimento.

Resistência aos

R$ 100 milhões

Os projetos que solicitam liberação para contratação de linhas de crédito em Lajeado estão em análise na câmara. São dois textos e um total de até R$ 100 milhões em financiamento para execução de quase três dezenas de obras.

Ocorre que a articulação tem enfrentado resistência, e não é bem pela bancada do MDB, os oposicionistas. Mais de um vereador da base aliada tem mostrado contrariedade à iniciativa.

Será preciso mais articulação do governo e insisto: a trava não vem dos conhecidos integrantes da oposição.

Vamos combinar algo

O governador Eduardo Leite, de forma muito habilidosa, tem repetido que o número de famílias desabrigadas foi menor na cheia da última semana, em comparação com as enchentes de 2023 e 2024, e que isso comprova o sucesso de alguns protocolos adotados pela Defesa Civil estadual e replicados aos municípios. Não é bem assim… Ocorre que, em locais de grande concentração de pessoas — Navegantes, em Encantado; Passo de Estrela, em Cruzeiro do Sul; e Moinhos, em Estrela —, não se tem mais moradores. Logo, dali não saíram desabrigados. A Defesa Civil errou e pronto!

Rapidinho…

• Os vereadores de Lajeado, incluídos aqui oposição e base de governo, estão descontentes com a interlocução com o governo. Quem faz esse “meiocampo” é Mareli Vogel.

• Eu fechava esta coluna e os prefeitos do Vale se reuniam com o governador sobre a ponte da ERS-129, entre Encantado e Muçum. Como não teve tempo para

o desfecho, fica o elogio pela mobilização da parte alta. Em tempo: Amvat e Avat embarcaram nessa?

• A Corsan/Aegea recebeu um “puxão de orelha” do governo de Lajeado após os problemas que desabasteceram 13 bairros no fornecimento de água durante o final de semana. Claro que o assunto deve repercutir na sessão da Câmara desta terça-feira.

FERNANDO RÖHSIG

Conselheiro de Administração

Reforma tributária exige

das empresas mais do que adaptação fiscal: requer governança estratégica

Aentrada em vigor da reforma tributária inaugura um novo ciclo para as empresas brasileiras. Embora 2026 tenha sido concebido como um período de transição operacional, com adaptação de sistemas, documentos fiscais e processos, a definição das alíquotas de referência permanece um dos principais fatores de incerteza para o planejamento corporativo. A legislação prevê uma fase inicial de testes da CBS e do IBS, enquanto as alíquotas de referência serão calibradas ao longo da implementação do novo modelo. Para a alta administração, a questão vai além da conformidade tributária. Sem previsibilidade sobre a carga efetiva, decisões relacionadas a orçamento, fluxo de caixa, formação de preços, investimentos e contratos de longo prazo tornam-se mais complexas. Em um ambiente de margens pressionadas, a ausência de parâmetros definitivos amplia o custo da incerteza.

Parte do mercado manifesta preocupação de que, diante do desafio de equilíbrio das contas públicas, as alíquotas de referência possam ser definidas em patamares capazes de elevar a arrecadação além do estritamente necessário para substituir os tributos atuais. Essa hipótese faz parte do debate econômico e fiscal, mas sua eventual materialização dependerá das decisões institucionais previstas no processo de implementação da reforma.

Em um ambiente de margens pressionadas, a ausência de parâmetros definitivos amplia o custo da incerteza.”

Independentemente do desfecho, uma conclusão já se impõe: a governança corporativa precisará assumir protagonismo. Conselhos de administração e consultivo, comitês de auditoria e áreas de riscos devem incorporar cenários tributários às decisões estratégicas, avaliando impactos sobre competitividade, investimentos e geração de caixa.

Também ganha relevância a atuação coletiva das empresas por meio de entidades representativas e associações setoriais. O diálogo técnico e institucional tende a ser um importante mecanismo para defender previsibilidade, segurança jurídica e neutralidade tributária - princípios essenciais para que a reforma fortaleça a competitividade da economia, sem criar novas fontes de incerteza para quem produz, investe e gera empregos.

Terça-feira, 28 de julho de 2026

Fechamento da edição: 18h MÍN: 17º | MÁX: 23º A área de baixa pressão permanece atuando sobre o Sul do Brasil e, associada ao transporte de umidade, mantém o tempo instável no Vale.

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A Hora 28/07/2026 by Jornal A Hora - Issuu