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ASSINATURA 51 3710.4200 51 99352.6402
ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR Sexta-feira, 25 de setembro de 2026 | Ano 25 - Nº 4189 | R$ 5,00 (dia útil) R$ 9,00 (fim de semana)
Ouro do Sul negocia frigorífico de suínos LAUTENIR JUNIOR
A Cooperativa Ouro do Sul, de Harmonia, está em negociação para assumir o frigorífico de suínos da Languiru, em Poço das Antas. A informação foi apresentada na Assembleia Geral Extraordinária da Languiru, na manhã de ontem. Conforme o presidente liquidante, Paulo Birck, as tratativas avançaram e envolvem a documentação necessária para a transferência da planta, além das negociações com os credores que possuem garantias sobre o ativo.
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Planta está parada desde 2023. Unidade tinha capacidade para abater cerca de 1,7 mil suínos por dia. Em junho, a Justiça rejeitou o pedido da Languiru para vender o ativo por leilão judicial
INCERTEZA NO MERCADO
Pedidos por diesel superam oferta no RS
Preço externo afasta importadores e amplia a procura pelo combustível PÁ G I N A | 5
PENSAR ELEIÇÕES OPINIÃO Trojan defende RODRIGO MARTINI logística como pauta permanente União de esforços
Candidato a deputado estadual pelo MDB também cita como prioridades o turismo e a preparação ao enfrentamento a novos desastres. PÁ G I N A | 10
à representatividade Empresários e líderes de entidades aderem à campanha da CIC-VT em prol do voto nos candidatos genuinamente locais.
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E D I TO R I A L
A B R E A S PA S
Negócios precisam de estratégia, não de improviso
A
instabilidade no preço do petróleo e sobre futuro do refino para transformar em diesel se torna em um ciclo contínuo ao longo de 2026 e com tendência de permanecer da mesma forma no próximo ano. Para as empresas, o desafio está em preparar respostas para diferentes cenários. Conflitos internacionais, decisões de países exportadores, variação cambial e mudanças nas subvenções continuam fora do controle do empresariado. O combustível atravessa toda a economia e setores produtivos. Está nas máquinas agrícolas, nas frotas e na distribuição dos produtos. O petróleo também compõe embalagens, plásticos, tecidos e produtos de limpeza. Por isso, uma alteração na origem alcança diferentes etapas até chegar ao consumidor. Mesmo quem não compra diesel paga parte dessa conta no frete e nos insumos.
Para as empresas, o desafio está em preparar respostas para diferentes cenários” A dúvida fica em como planejar em um ambiente tão incerto? Mapear custos diretos e indiretos, estabelecer limites para reajustes, revisar contratos e definir investimentos viáveis em cada faixa de preço servem como pontos de partida. Em termos de país, o benefício pago na bomba reaparece no orçamento e segura os preços mais de R$ 3 a menos do que o mercado internacional. Agora, por quanto tempo? Como medida fundamental para os próximos períodos, talvez um dos caminhos seria garantir mais refino interno, para que se tenha uma oferta de diesel maior dentro do mercado interno. Filiado à
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“A dança me possibilita transformar pessoas por meio do movimento” Vitória Barbosa, 30, despertou para dança ainda na adolescência, ao assistir, com os amigos, uma apresentação de estilos urbanos. Hoje, ela é proprietária de uma escola de dança e destaca a importância de acompanhar a evolução de cada aluno
LUÍSA HUBER
Luciane Eschberger Ferreira luciane@grupoahora.net.br
Como e quando você despertou para a dança?
Meu contato com a dança começou há cerca de 18 anos. Eu e um grupo de amigos do bairro assistimos a uma apresentação de danças urbanas e ficamos encantados. Decidimos começar a praticar juntos e foi ali que conheci o mundo da dança. O que começou como uma experiência entre amigos acabou se tornando uma parte muito importante da minha vida e, posteriormente, também da minha profissão. Hoje, poder trabalhar com a dança e ter a REV Escola de Dança, em Lajeado, é a realização de algo que começou de uma forma muito simples e espontânea.
O que a dança lhe traz de melhor?
A dança me a possibilidade de transformar pessoas por meio do movimento. Mais do que aprender passos ou uma coreografia, vejo diariamente alunos ganhando confiança, fazendo novas amizades, superando desafios e descobrindo coisas que nem imaginavam que eram capazes de fazer. É isso que mais gosto no meu trabalho na REV: poder acompanhar essa evolução e fazer parte desses momentos.
Quais os ritmos que você ensina e pratica com suas alunas?
Hoje, trabalhamos com diferentes modalidades e buscamos oferecer opções para diferentes públicos. Temos danças de salão, danças populares, ritmos dance e, nas turmas infantis, danças urbanas. A ideia é justamente proporcionar um espaço onde pessoas de diferentes idades e níveis de experiência possam encontrar uma modalidade com a qual se identifiquem.
Recentemente suas alunas foram premiadas. No que competiram e quais prêmios ganharam?
Participamos pela primeira vez, como escola, do Festival Santa Maria em Dança. A REV Escola de Dança levou três coreografias: um solo, um duo e o grupo infantil de Danças Urbanas. Foi uma experiência muito especial para nós e, para nossa alegria, conquistamos o 1º lugar em todas as três coreografias.
Como você se sente com o bom desempenho delas? Fico muito feliz e, principalmente,
muito orgulhosa de ver todo o esforço e a dedicação delas sendo reconhecidos. Mas, para mim, o resultado do palco foi apenas uma parte de tudo que vivemos. O que mais marcou essa viagem foi a união entre as alunas, a equipe e os pais, que estiveram junto, incentivaram e apoiaram muito as meninas durante todo o processo. Foi uma conquista da nossa escola como um todo.
Nem todas as pessoas têm talento para dança, mas gostariam de praticar. Como você conduz isso?
Nem todo mundo começa com a mesma facilidade, e isso nunca deve ser um motivo para alguém deixar de dançar. Valorizamos muito mais a dedicação, o esforço e a constância do que um talento que a pessoa já tenha ao chegar. Cada aluno tem seu próprio tempo e seu próprio processo de evolução. Nosso papel como professores é justamente ajudar cada pessoa a desenvolver seu potencial, respeitando suas dificuldades e comemorando cada conquista ao longo do caminho. Para mim, não é sobre ser o melhor dançarino, mas sobre perceber o quanto você evoluiu desde o momento em que começou.
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Empresários abraçam luta pela representatividade política
TIRO rodrigomartini@grupoahora.net.br
RODRIGO MARTINI JHON WILLIAN TEDESCHI
- Representantes da Acil de Lajeado, da CIC Teutônia e da Cacis de Estrela participaram e prestigiaram o lançamento do movimento “Teu voto, nosso Vale”, ontem. E os discursos estão alinhados em um mesmo pensamento: é preciso deixar as “fonteiras” de lado e pensar a região. - Sobre o tópico acima, o presidente da Acil, Eduardo Gravina, lembrou que a entidade lajeadense apoiou a construção da nova ponte sobre o Rio Taquari nos municípios de Cruzeiro do Sul e Estrela, quando havia pedidos por nova ponte em Lajeado. “Pensamos regionalmente”, sintetiza. - Diretor de Infraestrutura da CIC/VT, Nilto Scapin também participou do lançamento da ação. “Não estamos olhando só para nossos negócios. O empresário precisa se envolver desta forma na política para garantir futuro melhor aos funcionários, aos familiares dos funcionários, à sociedade”. - Presidente da Cacis de Estrela, Rodrigo Tomasi também foi taxativo ao enaltecer o movimento “Teu voto, nosso Vale”. “Suamos a camiseta para trabalhar e queremos que nossos impostos retornem de forma mais justa à região. Por isso é importante alguém nos representando”. - Já o presidente da CIC/VT, Ângelo Fontana, fez uma provocação. “Se o Vale do Rio Pardo, que possui praticamente o mesmo tamanho, possui seis deputados, o que falta ao Vale do Taquari?” É uma boa pergunta!
A
Câmara de Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari (CIC/VT) lançou oficialmente a campanha “Teu voto, nosso Vale”. O movimento busca sensibilizar os empresários associados e a comunidade regional sobre a importância de
avaliar, conhecer e apostar em candidatos a deputado estadual e federal com fortes vínculos e comprometimento genuíno com a nossa região. Em síntese, o setor produtivo alerta ao iminente fim da fartura de obras e conquistas gerada tão somente pelos recursos pós-en-
Governabilidade...
Coerência X Conveniência
Mesmo em tempos de calmaria no governo de Lajeado, as especulações sobre mudanças no alto escalão não param. E a Secretaria de Obras, que segue sob comando técnico de Genésio Kamphorst, parece a mais suscetível às mudanças em meio aos insistentes burburinhos políticos e partidários.
A praga de muito brasileiro é o eterno desentendimento pessoal entre a coerência e a conveniência. Muitos não defendem o que é certo. Eles defendem quem escolheram – ou só o que preferem. É aquela história. Se quem pegou carona em jatinho ou ganhou dinheiro de fulano é do meu grupo,
chente, e reforça a necessidade da nossa região voltar a ter voz, vez e poder de influência nos parlamentos gaúcho e federal. Com um detalhe importante: o movimento inicia a apenas nove dias das eleições, justamente no período mais fértil à decisão dos eleitores.
há justificativa. Caso contrário, é crime. E sem defesa. A lealdade política transpassa os valores do eleitor. E isso pode ocorrer de forma inconsciente. O eleitor passa a defender um lado, uma pessoa ou uma torcida e esquece os próprios princípios. E isso não é um problema político. É moral.
Marcel inaugura comitê em Lajeado Deputado federal e candidato ao Senado pelo Partido Novo, Marcel van Hattem inaugurou ontem, em Lajeado, o comitê no Vale do Taquari. O espaço é compartilhado com a campanha do candidato a deputado estadual Marcos Kayser (Novo), que participou do ato. Vice -prefeito de Lajeado, Guilherme Cé (Novo) também esteve no evento que ainda contou com a presença de representantes do Partido Liberal (PL). Entre eles, o também
Os impactos do desenvolvimento Mais uma vez, a demolição de uma casa de alto padrão no valioso bairro Alto do Parque gerou comoção nas redes sociais. Tudo porque aquele terreno na atraente Av. Alberto Müller será transformado em um imponente prédio, alterando ainda mais o tradicional cenário horizontal e remansado daquela região de Lajeado. De certa forma, é compreensível a preocupação de quem vive ou circula de forma mais constante pelo bairro. A inevitável aproximação dos prédios vai aumentar a movimentação e isso sempre gera impactos à rotina das pessoas e provoca novos desafios à municipalidade.
Regras às faixas de segurança Em Lajeado, a vereadora Rosane Cardoso (PT) apresentou projeto de lei para instituir mudanças nas faixas de segurança para pedestres. A proposta é estabelecer a obrigatoridade de um recuo na localização desses dispositivos,
candidato ao Senado, Sanderson, e os candidatos da região a deputado federal, Bolacha Melo (PL), e a deputado estadual, Ramatis de Oliveira (PL).
Por outro lado, porém, é preciso compreender o desenvolvimento de uma cidade que chegará a 120 mil em 20 anos e só tem míseros 90 quilômetros quadrados de área. A título de comparação, a vizinha Venâncio Aires possui uma população menor – 93 mil contra 70 mil – e uma área de 772 quilômetros quadrados. É duro compreender o desenvolvimento, eu bem sei. Mas também é preciso prudência na análise e, sobremaneira, uma pitada a mais de harmonia no debate sobre a inevitável verticalização de uma cidade tão atraente. Além de um olhar sempre atento às novas oportunidades, claro!
distanciando-os dos limites exatos das esquinas e dos semáforos. Desta forma, justifica a proponente, o veículo poderá parar na esquina sem obstruir a passagem dos transeuntes, que terão espaço para cruzar a via por trás dos veículos.
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MERCADO E LOGÍSTICA
Incerteza sobre diesel reduz previsão para os negócios FILIPE FALEIRO
Efeito na produção
Temor diante da falta de diesel provoca disparada nos pedidos. Ainda assim, Petrobras descarta desabastecimento
Alta no preço internacional, entregas limitadas e continuidade das subvenções governamentais dificultam cálculos de custos na indústria, no transporte e no agro Filipe Faleiro
filipe@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
O
diesel disponível na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) chega em menor volume aos compradores do que o solicitado. Transportadoras, produtores rurais e revendedores antecipam pedidos e tentam fazer estoque diante da incerteza internacional. Conforme o diretor de Infraestrutura da Federação das Empresas de Logística e de Transporte de Cargas (Fetransul), Paulo Ziegler, existe uma conjunção de fatores que interferem nos setores produtivos do RS. “A informação que temos é que não falta diesel. A Refap tem condições de atender todo o estado. O que está acontecendo, é que empresas de Santa Catarina e também do sul do Paraná estão comprando combustível aqui.” Com isso, há um efeito sobre toda a cadeia. “Postos e distribuidoras estão pedindo mais do que o normal. Tudo pelo medo de ficar sem e a Refap está limitando as
PAULO ZIEGLER
VALMOR KAPPLER
DIRETOR DA FETRANSUL
CONSULTOR EMPRESARIAL
Postos e distribuidoras estão pedindo mais combustível do que o normal. Tudo pelo medo de ficar sem e a Refap está limitando as entregas”
Faltam informações objetivas e certas. Os órgãos oficiais negam o desabastecimento de diesel e há muitas denúncias de especulação diante da possibilidade de aumento do petróleo.”
entregas”, diz Ziegler e complementa: “há muita especulação. Para o setor de transportes, claro que há preocupações. Mas a questão é mais interna do que devido aos conflitos internacionais.” Em nota, a Petrobras afirma que a Refap tem volume para atender o mercado e que as entregas seguem as cotas previstas nos contratos.
Hoje, o país importa entre 20% até 30% do diesel. “Os importadores privados estão optando pelo diesel da Petrobras por uma razão de mercado. Se comprar com preço internacional, vão perder competitividade na bomba”, diz o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis (Sulpetro), Fabrício Braz. Para outubro, mês de mais demanda por causa do plantio, a companhia contratou a importação de 650 milhões de litros. Para manter os preços abaixo do mercado internacional, o governo federal usa subvenções. Os dois programas preveem benefícios cumulativos de R$ 1 e R$ 1,12 por litro.
Preço na importação A origem do desequilíbrio está na distância entre o preço da Petrobras e o custo do diesel estrangeiro. Em 15 de setembro, o valor praticado pela estatal estava R$ 3,89 por litro abaixo da paridade de importação.
O preço médio nacional do diesel S-10 chegou a R$ 7,13 por litro entre 13 e 19 de setembro, alta de 2,3% em uma semana e o maior valor desde maio. Para o presidente da Câmara da Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari (CIC-VT), Angelo Fontana, o efeito ultrapassa transportadoras e postos. “Estamos prestes a iniciar mais um período de plantio, e o diesel é um insumo fundamental para todos os setores produtivos”, afirma. O barril de petróleo tipo Brent passou dos 106 dólares ontem, com alta próxima de 3%. Junto com isso, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que pretende suspender as exportações de diesel. Em setembro, 80% do diesel importado pelo Brasil veio dos EUA, conforme a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). Para o consultor Valmor Kappler, esses sinais aumentam a insegurança. “Faltam informações objetivas e certas. Os órgãos oficiais negam o desabastecimento de diesel e há muitas denúncias de especulação diante da possibilidade de aumento do petróleo.” Além do combustível, a indústria depende de derivados do petróleo presentes em embalagens, plásticos, tecidos e produtos de limpeza. “As indústrias calculam aumentos de matéria-prima de 30% a 80% das petroquímicas. Uma garrafa de água, por exemplo, tem grande parte da composição ligada ao petróleo: embalagem, tampa, rótulo, tinta. Então, 80% do preço dela são esses itens.” Na avaliação do economista Rafael Spengler, no Vale do Taquari, o impacto pode ser
CINCO EFEITOS SOBRE AS EMPRESAS ABASTECIMENTO Não há desabastecimento generalizado, mas compradores recebem menos diesel do que solicitam. IMPORTAÇÕES O Brasil compra no exterior entre 20% e 30% do diesel consumido. Em setembro, 80% do volume importado veio dos Estados Unidos. CUSTOS O barril de petróleo tipo Brent supera US$ 106. A alta chega às empresas pelo combustível, pelo frete e pelas matérias-primas derivadas do petróleo. SUBVENÇÕES Os dois programas federais somam R$ 2,12 por litro. A parcela de R$ 1,12 perde validade em 26 de setembro, caso não haja nova decisão. INVESTIMENTOS A oscilação dificulta a formação de preços, a estratégia de entrega das transportadoras e a ampliação dos negócios. A instabilidade pode avançar por 2027.
mais intenso por causa da presença de cadeias integradas de aves, suínos, leite e alimentos processados. “O combustível é necessário para transportar ração, recolher animais, coletar leite, movimentar produtos refrigerados e distribuir mercadorias. Como são cadeias de ciclos curtos e repetitivos, uma restrição logística de poucos dias pode provocar custos relevantes.”
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TEU VOTO NOSSO VALE
Empresariado assume papel de conscientizar sociedade às eleições JHON WILLIAN TEDESCHI
Campanha de estímulo ao voto foi lançada para aproximar a comunidade da tomada de decisão e consolidar representatividade do Vale. Divulgação ocorre ao longo da semana que antecede o pleito do dia 4 de outubro
QUATRO FRENTES INTEGRADAS • COMUNICAÇÃO Produzir e veicular mensagens institucionais • MOBILIZAÇÃO Articular com entidades e lideranças regionais • INFORMAÇÃO Disponibilizar conteúdos que conscientizem e instiguem a busca por conhecimento, comparação e escolha
Jhon Willian Tedeschi
jhontedeschi@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
O
setor empresarial passa a ter participação ainda mais ativa no processo que envolve as Eleições 2026. A Câmara da Indústria e Comércio do Vale do Taquari (CIC-VT) apresentou à imprensa regional a campanha “Teu Voto Nosso Vale” nessa quinta-feira, 24. Entre os objetivos, está promover a conscientização e informação eleitoral, em quatro frentes integradas e com intensa divulgação ao longo de sete dias. A iniciativa tem o apoio de entidades setoriais da região, e ressalta as necessidades, desafios e prioridades regionais. Além disso, visa estimular ao eleitor conhecer as propostas dos concorrentes, a fim de embasar o voto no próximo dia 4 de outubro. O propósito de levar as informações à comunidade não pretende indicar nomes ou classificar os candidatos, além de se caracterizar como uma campanha “institucional, apartidária e independente de candidaturas”. “Lançamos hoje essa campanha, visando conscientizar o Vale do Taquari, não só os empresários, mas toda a população, de que nós temos que ter representatividade, porque a união do público com a iniciativa privada é o que vai nos auxiliar a fazer o atendimento das demandas de forma mais equilibrada e coerente”, afirma o presidente da CIC-VT, Ângelo Fontana.
Busca por um parlamentar Muito além da conscientização, a busca por representatividade local se intensifica a partir da campanha. Fontana critica a forma como se dão as articulações
• GESTÃO Coordenar, monitorar e controlar
Movimento para conscientizar população ao voto e buscar representatividade ocorre nos dias que antecedem a eleição
RODRIGO TOMASI PRESIDENTE DA CACIS ESTRELA
DIOGO DICKEL VICE-PRESIDENTE DE INDÚSTRIA DA CIC TEUTÔNIA
ÂNGELO FONTANA
EDUARDO GRAVINA
PRESIDENTE DA CIC-VT
PRESIDENTE DA ACIL
Conversamos com candidatos e sempre nos trazem que a escolha do voto é nos últimos 10 dias. Outra coisa que nos chama a atenção é ouvir menos barulho que em outras eleições.”
Nós com certeza apoiamos e vamos buscar mais apoio. Não é um trabalho somente para agora, mas para acompanhar depois os eleitos e trabalharmos juntos para o futuro do nosso Vale.”
Nós temos que ter representatividade, porque a união do público com a iniciativa privada é o que vai nos auxiliar a fazer o atendimento das demandas de forma mais equilibrada e coerente”
O que fica disso é a união do Vale do Taquari, sem olhar para um município específico. Tudo que está aqui é muito maior que a entidade e a cidade de cada um.”
políticas, sobretudo a partir das emendas parlamentares. “Muitas vezes essas emendas vem com valores pequenos, mas comprometem prefeitos e vereadores a apoiar candidatos de fora da região, que só aparecem na hora das eleições.” Ele ainda destaca a necessidade do Vale lutar em conjunto, evitar as diferenças entre região alta e baixa, para que se tenha alguém “enraizado” participar das decisões políticas. “Nossas necessidades são comuns, na infraestrutura, na educação, na saúde, todas elas convergem”, pontua.
Visibilidade na reta final
que em outras eleições”, explica o presidente da Câmara de Comércio, Indústria, Serviços e Agronegócio (Cacis) de Estrela, Rodrigo Tomasi.
campanha segue aberta a novos participantes. “Nós com certeza apoiamos e vamos buscar mais apoio. Não é um trabalho somente para agora, mas para acompanhar depois os eleitos e trabalharmos juntos para o futuro do nosso Vale.” Visão semelhante tem o presidente da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil), Eduardo Gravina. “O que fica disso é a união do Vale do Taquari, sem olhar para um município específico. Tudo que está aqui é muito maior que a entidade e a cidade de cada um.”
Questionados sobre os motivos pelos quais a campanha foi lançada apenas a poucos dias das eleições, os principais pontos destacados são a baixa mobilização identificada pelas entidades e a definição dos candidatos ocorrer, via de regra, nos dias que antecedem o pleito. “Conversamos com candidatos e sempre nos trazem que a escolha do voto é nos últimos 10 dias. Outra coisa que nos chama a atenção é ouvir menos barulho
União entre entidades Os representantes destacam o movimento que une diversos entes associativos da região. O vice-presidente da Indústria da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Teutônia, Diogo Dickel, ressalta que a
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RETOMADA DA OPERAÇÃO
Ouro do Sul negocia frigorífico da Languiru em Poço das Antas
AVANÇOS NAS PRODUÇÕES
FOTOS: LAUTENIR JUNIOR
RAÇÕES
A confirmação ocorreu em assembleia da cooperativa que também detalhou avanço nas negociações do passivo de R$ 1,1 bilhão e apresentou crescimento nas operações de aves, leite e rações
A produção, que opera 24h por dia, avançou de 11,97 milhões de quilos no segundo semestre de 2025, para 17,56 milhões de quilos no primeiro semestre de 2026.
LEITE
Lautenir Junior
A captação média chegou a 240.027 litros por dia no primeiro semestre. O maior volume de matéria-prima também impulsionou a produção de derivados, que passou de 76.248 para 116.828 quilos por trimestre, na comparação entre o segundo trimestre de 2025 e o mesmo período de 2026.
lautenir@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
A
Cooperativa Ouro do Sul, de Harmonia, está em negociação para assumir o frigorífico de suínos da Languiru, em Poço das Antas. A informação foi apresentada na Assembleia Geral Extraordinária da Languiru, na manhã dessa quinta-feira, 24. Conforme o presidente liquidante, Paulo Birck, as tratativas avançaram e envolvem a documentação necessária para a transferência da planta, além das negociações com os credores que possuem garantias sobre o ativo. “A negociação avançou para a parte documental. Temos ainda questões relacionadas às garantias e aos credores que precisam ser encaminhadas, mas a expectativa é concluir esse processo ainda em 2026”, afirma Birck. Além da possibilidade de mudança no controle do frigorífico, a assembleia apresentou uma atualização sobre a liquidação extrajudicial. A Languiru tinha uma
dívida total de R$ 1,1 bilhão. Desse montante, R$ 596,5 milhões já foram negociados, o equivalente a 53,38% do passivo. Restam R$ 520,9 milhões a serem encaminhados em novas negociações. Do valor já negociado, mais de R$ 280 milhões foram pagos aos credores. Entre janeiro e junho, 260 novos acordos foram firmados. Ao todo, 1.421 dos 2.883 credores não financeiros já tiveram suas dívidas negociadas. O grupo representa 49% dos credores não financeiros e corresponde a 69% do valor de face dessa categoria. A cooperativa também mantém
Movimentação à suinocultura A negociação com a Ouro do Sul recoloca o frigorífico de suínos de Poço das Antas no centro do processo de liquidação da Languiru. A planta está parada desde 30 de junho de 2023 e foi avaliada em R$ 169,8 milhões. A unidade tinha capacidade para abater cerca de 1,7 mil suínos por dia e chegou a reunir aproximadamente 200 produtores integrados. Em junho, a Justiça rejeitou o pedido da Languiru para vender o ativo por leilão judicial, o que
levou a cooperativa a retomar as tratativas diretas com instituições que possuem garantias sobre a estrutura, entre elas Badesul e Fundopem. Em agosto, o governo do Estado confirmou ao A Hora que uma cooperativa gaúcha negociava a compra da unidade e apontou as questões jurídicas como principal entrave. Agora, a Languiru informa que o processo com a Ouro do Sul avançou para a fase de documentação. Os valores da operação ainda não foram divulgados.
compromissos com 33 credores financeiros. Ao considerar as duas categorias, são 2.916 credores. Os pagamentos seguem um cronograma definido dentro do processo de liquidação. Conforme os dados apresentados na assembleia, oito parcelas já foram pagas, sendo a mais recente referente ao período de abril, maio e junho. “A cooperativa busca ampliar a quantidade de credores com acordos sem comprometer os recursos necessários para manter as atividades em operação”, diz Birck. Segundo o presidente liquidante, o equilíbrio entre os pagamentos e a manutenção das unidades
Assembleia é promovida pela cooperativa a cada dois meses, com o objetivo de elucidar ações e buscar aprovação dos associados à sequência do processo de liquidação
produtivas é uma das principais preocupações neste momento. “Precisamos continuar gerando receita para cumprir os acordos. A liquidação não significa simplesmente encerrar as atividades, porque as operações que permanecem são justamente as que permitem produzir recursos para fazer frente aos compromissos”, explica.
AVES A unidade mantém média de 141 mil aves abatidas por dia. A direção também destacou a relevância da planta de Westfália dentro da operação da JBS no segmento de frangos.
PAULO BIRCK PRESIDENTE LIQUIDANTE DA LANGUIRU
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vinibilhar@grupoahora.net.br
VINI BILHAR
Paradouro Santa Inês promove happy hour de reinauguração
O
Paradouro Santa Inês promove hoje, às 17h, um happy hour comemorativo que marca um novo momento da empresa. O momento reunirá convidados, parceiros, colaboradores e clientes. O empresário Joni Assmann, proprietário, promete que o momento se estenderá noite adentro, com o objetivo de celebrar a trajetória do empreendimento e apresentar oficialmente o espaço ampliado, com capacidade para
acomodar mais de 300 pessoas. Embora não seja uma abertura formal, o evento também resgata, de forma simbólica, a história da marca, que ao longo de quase sete anos evoluiu a partir de uma padaria menor, construída por diferentes famílias, até alcançar o atual modelo de negócio, às margens da RSC-453, em Mato Leitão. A proposta da noite inclui a experiência de self service, formato que vem sendo testado pela empresa como inovação no
FOTOS: DIVULGAÇÃO
atendimento e ampliação dos serviços. A iniciativa representa um novo desafio para a equipe, que busca aprimorar processos e qualificar ainda mais a entrega ao cliente. A comemoração contará com o engajamento dos colaboradores e deve receber um fluxo contínuo de visitantes ao longo da noite. Assmann reforça o convite para que a comunidade participe do momento, marcado por confraternização e comemoração.
Evento Conecta Business reúne networking e oportunidades A Turtle House faz amanhã, 26, a primeira edição do Conecta Business, evento voltado à geração de conexões e negócios em Lajeado. Com entrada gratuita, a programação ocorre das 9h às 22h, na sede da empresa, localizada na rua Bento Rosa, 126, no bairro Hidráulica. A proposta é reunir empresários, profissionais e interessados em ampliar sua rede de contatos em um ambiente de troca de experiências. Com o conceito “um dia para grandes conexões”, o encontro busca estimular parcerias, apresentação de ideias e oportunidades comerciais. A organização destaca que o evento será um espaço para conhecer novos projetos, se inspirar e fortalecer vínculos profissionais, com foco em networking qualificado. A iniciativa também reforça o posicionamento da Turtle House como promotora de eventos e experiências voltadas ao desenvolvimento de negócios. A expectativa é atrair público diversificado ao longo do dia, consolidando a proposta de integração entre empresas, empreendedores e diferentes setores da economia regional.
Cacis promove RA sobre propósito, liderança e governança A Cacis promove na próxima sexta-feira, 2 de outubro, mais uma edição da Reunião-Almoço (RA), em Estrela. O encontro terá como tema “Propósito, Liderança e Governança: Resultados Sustentáveis” e contará com palestra de Francisco José Diel, diretor executivo da Sicredi Ouro Branco RS/MG. A atividade inicia às 11h30min, na Società Italiana Fiori Dei Piani.
Com formação em Direito, mestrado pela PUC/PR e MBA pela FGV, o palestrante propõe uma reflexão sobre o alinhamento entre propósito, governança e liderança nas organizações. Segundo Diel, o propósito define direção e sentido, enquanto a governança conecta estratégias e decisões, e a liderança transforma esses elementos em ação e engajamento.
O executivo, com mais de 27 anos de atuação no Sicredi, destaca que o desafio das empresas é tornar a execução mais natural, mesmo diante de cenários complexos, ampliando a capacidade de gerar resultados consistentes ao longo do tempo. O evento reúne empresários e lideranças regionais e conta com inscrições abertas junto a Cacis.
Indicadores Dólar: R$ 5,19 Ibovespa: 183.965,90
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MAIRA SCHNEIDER
COOPERATIVISMO
Arla chega aos 88 anos com foco no agro e mira novos investimentos Cooperativa reúne cerca de 2 mil associados, mantém nove unidades e projeta ampliar a produção de ração e a estrutura para armazenagem Maira Schneider
mairaschneider@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
U
ma das instituições mais tradicionais ligadas ao setor agropecuário do Vale do Taquari, a Arla Cooperativa Ltda completou 88 anos nessa quinta-feira, 24. Fundada em 1938 por 71 agricultores da região, a
antiga Associação Rural consolidou ao longo das décadas uma estrutura voltada ao atendimento de produtores e consumidores, com nove unidades e cerca de 215 funcionários. A cooperativa tem hoje no setor agropecuário a principal base de atuação. Segundo o presidente Orlando Stein, aproximadamente 80% do faturamento está relacionado ao agro. A estratégia envolve atendimento técnico, oferta de produtos e acompanhamento das necessidades dos produtores, sobretudo os de pequeno e médio porte. “A Arla pertence ao associado. Ele é o nosso fundamento, que está trazendo essa trajetória até hoje, graças à nossa equipe também. A equipe unida tem um objetivo só: sucesso para todos nós”, afirma Stein. A atuação se estende por diferentes pontos da região, com unidades em municípios como General
Câmara, Vale Verde e Boqueirão do Leão, além da matriz e de outras filiais. A cooperativa mantém ainda uma equipe de campo voltada à orientação dos produtores e ao acompanhamento de tecnologias e novos produtos.
Cenário de incertezas O presidente aponta as oscilações da economia, dos preços e do mercado internacional entre os principais desafios para os próximos anos. Após um período marcado por enchentes e estiagens, a cooperativa adotou uma postura mais cautelosa em relação a investimentos e formação de caixa. “Quando a gente tem uma incerteza, a gente não se arrisca. Então, hoje, nós estamos nessa incerteza, mas isso vai passar. É ciclo!” O cenário também afeta os pro-
Megaloja no Centro de Lajeado é um dos principais destaques da Arla. Estoque total da cooperativa chega a 100 mil itens
dutores, que enfrentaram perdas decorrentes de eventos climáticos nos últimos anos. Para Stein, a dependência das condições climáticas aumenta a dificuldade de planejamento da atividade. “O produtor tem uma empresa de céu aberto. Ele depende de São Pedro para proteger a lavoura, produzir, andar e investir na produção”, ressalta.
Estrutura e expansão A Arla trabalha com um estoque de cerca de 100 mil itens, dos quais entre 40 mil e 50 mil permanecem
ativos nas unidades. A estrutura inclui farmácia veterinária, atendimento técnico e serviços voltados ao produtor rural. Para os próximos anos, a cooperativa avalia projetos de ampliação das unidades e de estruturas destinadas a receber a produção dos associados. Um dos investimentos em análise é a construção de uma nova fábrica de rações. “A fábrica de ração hoje é pequena e não está atendendo à demanda. Provavelmente vai ser um próximo investimento: colocar uma fábrica nova e moderna, para conseguir atender nossos associados, principalmente clientes.”
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“Logística é uma prioridade e vai ser pauta permanente”
ENTREVISTA MATEUS TROJAN • Candidato a deputado estadual
Candidato a deputado estadual pelo MDB, Mateus Trojan defende investimentos em infraestrutura e turismo, fortalecimento da competitividade e preparação para novos desastres AMANDA CABRAL
Karine Pinheiro
karine@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
A
plicação imediata de recursos previstos para obras de infraestrutura, melhoria da logística regional e a articulação entre municípios e Estado foram propostas apontadas pelo candidato a deputado estadual Mateus Trojan (MDB) como prioridades para a atuação na Assembleia Legislativa. Ex-prefeito de Muçum, ele participou da série de entrevistas do projeto “Pensar Eleições – Desperta Vale do Taquari”, promovido pelo Grupo A Hora. A iniciativa reúne candidatos aos cargos de deputado estadual e federal ligados ao Vale do Taquari, com o objetivo de ampliar o acesso dos eleitores às propostas e estimular o debate sobre temas de interesse regional. Assuntos como infraestrutura, logística e turismo foram relacionados pelo candidato como impulsionadores do desenvolvimento regional. Trojan afirma que a limitação das estradas reduz a possibilidade de conexão do Vale do Taquari com outros destinos e dificulta a atuação de agências e grupos interessados em trazer visitantes. Na visão do candidato, a atuação
TRAJETÓRIA Mateus Trojan tem 31 anos, possui ampla trajetória na vida pública e é filiado ao MDB. Exprefeito de Muçum, ele tenta, pela primeira vez, uma vaga na Assembleia Legislativa. Reeleito no município com mais de 80% dos votos, ele abriu mão do restante do mandato para tentar uma cadeira no parlamento gaúcho. Trojan também já foi vereador em Muçum e presidente da Associação dos Municípios do Alto Taquari (Amat).
parlamentar deve ocorrer em conjunto com entidades e movimentos estruturados. Outro tema abordado foi a competitividade regional. Trojan relaciona as dificuldades enfrentadas pelas empresas a fatores externos, como instabilidade econômica mundial, conflitos internacionais, além dos efeitos dos desastres naturais no RS. Segundo o candidato, a falta de mão de obra e a necessidade de qualificação também estão entre os principais desafios do Vale. A proposta apresentada passa pela
Ex-prefeito de Muçum tenta uma vaga na Assembleia Legislativa pela primeira vez
AGENDA Próximas entrevistas HOJE 15h30min Fabiano Diehl (União Brasil) Segunda-feira, dia 28: 15h30min Luis Benoitt (PL) Terça-feira, dia 29: 8h30min Roberto Lucchese (MDB)
ampliação da integração entre Ensino Médio e formação técnica, com incentivo ao ensino em tempo integral. A preparação dos municípios para desastres climáticos também esteve entre os temas. Ele aponta a necessidade de maior articulação regional para resolver pendências sobre reconstrução e ampliar as alternativas de deslocamento em situações de emergência. Trojan defende investimentos em rotas alternativas que não integram os projetos já previstos.
“Precismos ter um olhar voltado à articulação e resolver problemas pendentes.” A Hora – Como pretende solucionar problemas que envolvem a logística? Mateus Trojan – A logística é uma prioridade e será pauta permanente. O Estado tem reservado R$ 1,5 bilhão para as obras prioritárias e para a concessão das rodovias. Esse dinheiro está na conta do governo estadual, por meio do Funrigs, há quase dois anos. Entramos em debates ideológicos sobre o modelo de concessão e deixamos de avançar na execução. As prioridades precisam ser executadas de imediato. Quando há a perspectiva de receber os investimentos e o aporte dos recursos reservados antes do início da cobrança, com menor risco na concessão, podemos ter uma execução que seja positiva tanto para o usuário quanto para o Estado. É preciso defender a aplicação imediata dos recursos e garantir a execução das obras. AH – Como impulsionar o turismo regional? Trojan – Infraestrutura e logística são temas relevantes para a promoção do turismo. Poderíamos conectar o Vale do Taquari a outras rotas se não fosse a escassez de estradas. Existem grupos e agências de turismo que hoje não trazem turistas para a nossa região por causa das limitações logísticas. Pavimentações podem encurtar caminhos e viabilizar o crescimento e a potencialização do turismo. De modo geral, a vocação turística cresce de forma gradativa. Iniciativas como o Cristo Protetor e o Trem dos Vales puxam outros empreendimentos e geram novas oportunidades. Também podemos fortalecer projetos já existentes, além da criação de empreendimentos voltados a nichos específicos, como turismo de experiência, turismo de natureza e a Rota da Erva-Mate. AH – Como solucionar a falta de mão de obra? Trojan – Temos um problema de nível global, provocado pelas consequências das guerras. No Brasil, temos um cenário de insegurança política, que causa
retração nos investimentos. No RS, há todo o processo de reconstrução, após o impacto de sucessivos desastres naturais. No contexto local, estabelecimentos comerciais e empreendedores que ainda dependem do espaço físico para comercializar enfrentam esses fatores externos, somados às mudanças no modelo de consumo. Isso gera um impacto ainda maior. Temos ainda um desafio regional relacionado à qualificação da mão de obra e à disponibilidade de pessoas para trabalhar. O Estado tem trabalhado com algumas pautas que podem ser impulsionadas, como a qualificação dos estudantes por meio do Ensino Médio integrado à formação técnica, em turno integral. AH – O que fazer para que o Vale esteja preparado diante dos desastres naturais? Trojan – Precisamos ter um olhar voltado à articulação e resolver problemas que ainda estão pendentes. Fomos contemplados com obras em rodovias importantes, como a ERS-129, entre Colinas e Roca Sales, e a Ponte dos Vales. Mas ainda precisamos pensar em rotas alternativas que não foram viabilizadas. E é necessário ter um deputado brigando por essas pautas. Em paralelo, existe a questão habitacional. Muitas casas já foram construídas ou têm recursos garantidos, mas será necessário aproximar-se dos municípios para garantir infraestrutura para esses locais. Uma liderança regional precisa assumir essa responsabilidade, articular e participar. É importante ter pessoas preparadas, com experiência e capacidade de debater esses temas. Eu já fiz isso em grandes adversidades.
Uma liderança regional precisa assumir essa responsabilidade, articular e participar.”
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SETEMBRO VERDE
Câmara amplia mobilização em campanha pela doação de órgãos ARQUIVO A HORA
Programação neste sábado inclui caminhada e ações de saúde. Vereador compartilha experiência após transplante de coração em 2019 Mateus Souza
mateus@grupoahora.net.br
LAJEADO
A
câmara de vereadores de Lajeado promove neste sábado, 26, mais uma edição da Caminhada em Prol da Doação de Órgãos, como parte da programação do Setembro Verde. A concentração ocorre às 9h, na Casa de Cultura, com percurso pela rua Júlio de Castilhos até o Posto Faleiro. A iniciativa busca ampliar a conscientização sobre a importância da doação e estimular o diálogo dentro das famílias. A autorização para a retirada de órgãos, após a confirmação da morte encefálica, depende da decisão dos familiares. Por isso, manifestar em vida o desejo de ser doador pode facilitar a tomada de decisão em um momento de luto. O tema foi abordado no programa Pessoas e Bem-Estar, da Rádio A Hora, com a participação dos vereadores Lorival Silveira (PP) e Neco Santos (PL). Silveira conhece de perto a importância da doação. Em 2019, enfrentou uma grave condição cardíaca e chegou a receber
prioridade na fila de transplantes. “Eu já tinha me entregado e estava na cama do hospital ligado em aparelhos. A minha cabeça funcionava perfeitamente, mas meu corpo não correspondia em nada”, recorda. Dois dias depois, a autorização da família de uma mulher de 39 anos, vítima de um AVC em Bento Gonçalves, permitiu a realização do procedimento. O órgão foi transportado por via terrestre até o local da cirurgia. Recuperado, Silveira passou a compartilhar a experiência como forma de incentivar a conscientização. Segundo ele, um único doador pode beneficiar até oito pessoas. Entre as lembranças do processo está o encontro com familiares da doadora, quando uma sobrinha pediu para ouvir o coração da tia no peito do transplantado. “A infelicidade de uma família vai dar felicidade para a outra. É uma oportunidade para essa família que está em luto, triste, compartilhar esse momento de
Edição de 2025 reuniu centenas de pessoas. Caminhada neste ano inicia às 9h
felicidade do outro. De repente dá até um alívio para essa família também”, afirma.
Informação contra tabus O presidente da câmara, Neco Santos (PL), destaca a necessidade de ampliar o conhecimento sobre a morte encefálica. O diagnóstico é definitivo e segue protocolos médicos específicos, em um processo diferente do coma. Para o parlamentar, levar informação à população ajuda a reduzir dúvidas e inseguranças das famílias diante da possibilidade de doação. A câmara também defende a continuidade da mobilização nas próximas gestões. “É extremamente importante levar as informações para a família, porque muitas famílias não sabem de que maneira vão poder ser doadoras. A importância é conversar em casa com a família, avisar que quer ser doadora”, observa.
Saiba mais A programação conta com
LORIVAL SILVEIRA VEREADOR
A infelicidade de uma família vai dar felicidade para a outra. É uma oportunidade para essa família que está em luto, triste, compartilhar esse momento de felicidade do outro” apoio de mais de 16 instituições, entre elas Hospital Bruno Born (HBB), Apae, Adefil, CDL Lajeado, Fundef, Slan, Liga Feminina de Combate ao Câncer, Departamento de Trânsito e Corpo de Bombeiros. Na Casa de Cultura, a Secretaria Municipal da Saúde oferecerá testes rápidos e exames. Também estão previstas apresentações do projeto Sementes da Casa e dos músicos Douglas Bello e Jê. Em caso de chuva, a caminhada e as atividades externas serão canceladas.
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Publicações Legais
(51) 3710-4200
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RUMO A 2030
BRASIL VIRA A PÁGINA DA COPA E COMEÇA NOVO CICLO COM ANCELOTTI RAFAEL RIBEIRO/DIVULGAÇÃO
Técnico italiano aposta na continuidade do trabalho, mescla experiência e juventude e inicia preparação para o Mundial de Espanha, Portugal e Marrocos Caetano Pretto
caetano@grupoahora.net.br
P
assada a Copa do Mundo de 2026, a Seleção Brasileira inicia nesta sexta-feira, 25, um novo ciclo com um elenco renovado e a continuidade de Carlo Ancelotti no comando técnico. O primeiro passo rumo ao Mundial de 2030 será dado diante da Austrália, às 7h, no Queensland Country Bank Stadium, em Townsville, no primeiro de três amistosos da Super Data Fifa. Ao contrário da preparação para a última Copa, marcada por mudanças constantes e indefinições no comando da equipe, o Brasil inicia o novo ciclo com estabilidade. Mantido no cargo após o Mundial disputado nos Estados Unidos, México e Canadá, Ancelotti terá quatro anos para consolidar um projeto que tem como principal objetivo recolocar a Seleção no caminho do hexacampeonato, na Copa que será sediada por Espanha, Portugal e Marrocos. A primeira convocação após a Copa evidencia o início da renovação. Dos 26 jogadores chamados para o Mundial de 2026, apenas nove permaneceram na lista: Douglas Santos, Gabriel Magalhães, Marquinhos, Bruno Guimarães, Danilo Santos, Endrick, Raphinha, Rayan e Vinicius Júnior. Ao mesmo tempo, o treinador abriu espaço para uma nova geração. Foram chamados pela primeira vez os goleiros Otávio, do Cruzeiro, e Pedro Morisco, do Coritiba; os zagueiros Arthur Dias, do Athletico-PR, e Jair, do Nottingham Forest; os laterais Matheuzinho, do Corinthians, e Mauro Júnior, do PSV; e os meias
Breno Bidon, do Corinthians, e Gabriel Bontempo, do Santos. Martinelli, do Fluminense, completa a lista de estreantes após ser convocado para substituir João Pedro, do Chelsea, lesionado. A relação de convocados deixa claro que Ancelotti pretende acelerar a renovação da equipe sem abrir mão da base que disputou a última Copa do Mundo. A estratégia é utilizar os primeiros compromissos do novo ciclo para ampliar o grupo e observar atletas que podem ganhar espaço ao longo dos próximos quatro anos.
PRIMEIRA ESCALAÇÃO Como costuma ocorrer em datas Fifa, Ancelotti confirmou na véspera da partida a equipe que iniciará o confronto. A primeira formação do novo ciclo reúne jogadores consolidados da Seleção e jovens promessas que buscam espaço. O Brasil entra em campo com Hugo Souza; Matheuzinho, Marquinhos, Vitor Reis e Douglas Santos; Danilo Santos e Bruno Guimarães; Raphinha, Estêvão, Endrick e Vinicius Júnior. Entre os titulares, Matheuzinho, do Corinthians, e Vitor Reis, do Manchester City, farão a estreia com a camisa da Seleção
Treinador terá quatro anos para consolidar um projeto que tem como principal objetivo recolocar a Seleção no caminho do hexacampeonato
Brasileira. Na entrevista coletiva, o treinador italiano destacou que os amistosos representam uma oportunidade importante para acelerar o processo de integração dos novos convocados. “Temos novos jogadores, novos jovens. Não é que começamos um novo trabalho, continuamos o trabalho feito. O grupo é bom, temos jovens de qualidade. Acho que esses jogos aqui na Austrália são muito boas oportunidades para os jovens que temos aqui. Alguns deles não têm muita oportunidade de jogar e podem acumular minutos com a Seleção”, afirmou.
PRIMEIROS TESTES Os três compromissos da Super Data Fifa servirão como os primeiros testes da Seleção no caminho até 2030. Depois do duelo desta sexta-feira, o Brasil volta a enfrentar a Austrália no dia 29, em Brisbane. O terceiro amistoso será diante da Índia, no dia 3, em Calcutá, encerrando a primeira etapa de observações da comissão técnica para o novo ciclo.
EZEQUIEL NEITZKE ezequiel@grupoahora.net.br
O REBAIXAMENTO NÃO É TÃO RUIM COMO PODE PARECER
P
ode parecer oportunismo escrever este artigo agora. Alguns podem até me chamar de louco por dizer que a queda não é tão ruim quanto parece. Mas peço que leia até o fim para entender o que quero dizer. Hoje, o Lajeadense não tem apoio financeiro suficiente. O pouco que recebe está muito distante do potencial econômico da região e daquilo que o poder público pode representar para o clube. O resultado é uma dívida milionária. Uma dívida que precisa ser enfrentada, mas que não significa o fim da instituição. O clube também perdeu apelo popular. A proximidade com a Capital faz com que muitos torcedores tenham Grêmio ou Internacional como primeira opção e o Lajeadense como segundo time. São poucos aqueles que dizem torcer primeiro pelo Alviazul. Isso também precisa ser encarado quando se pensa no futuro do clube. E há outro problema: a base. Recentemente, encontrei um recorte do elenco campeão das Copas em 2014 e 2015. Mais da metade daquele grupo era formada por jogadores oriundos das categorias de base do Lajeadense. Ou seja, já funcionou. O clube já teve capacidade de formar atletas e colocá-los em um time competitivo. Hoje, porém, essa realidade é bem diferente. Mas esse assunto merece um artigo à parte. Então, por que o rebaixamento pode não ser tão ruim? Porque talvez seja a oportunidade de estancar a sangria. Disputar a Terceira Divisão custa menos do que manter uma estrutura de competição mais cara. Isso pode permitir ao clube organizar as contas, reduzir despesas e começar a atacar uma dívida que se tornou um dos principais obstáculos para sua reconstrução. E não, isso não significa fechar as portas. A história mostra isso. No início deste século, o Lajeadense também caiu. Organizou a casa, se estruturou, voltou e conquistou títulos importantes. Depois, entre falsas promessas e investimentos que não deram o retorno esperado, o clube voltou a enfrentar dificuldades.
TALVEZ SEJA HORA DE FAZER DIFERENTE A queda pode servir para reorganizar internamente o clube, negociar e quitar dívidas e buscar as negativas necessárias para voltar a ter acesso a recursos públicos dentro das regras existentes. Com as contas em dia, fica mais fácil buscar investimentos. Com investimentos, montar elencos. E, principalmente, reconstruir as categorias de base. Não se trata de defender que cair é bom. Não é, e nunca defenderei isso. O torcedor merece um time competitivo e o clube precisa voltar a ter protagonismo. Mas, diante do cenário atual, talvez insistir no mesmo modelo seja ainda mais perigoso do que aceitar um passo para trás. O que não dá é continuar batendo de frente com os mesmos problemas e esperar um resultado diferente. O rebaixamento dói. Ninguém pode negar isso. Mas ele também pode representar uma pausa necessária para reconstruir o Lajeadense de dentro para fora. O clube não precisa ter medo da Terceira Divisão. Precisa ter medo de continuar fazendo as mesmas coisas que o trouxeram até aqui. Às vezes, para voltar a subir, primeiro é preciso aceitar que chegou a hora de descer.
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Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
por Luciane Ferreira
Comissão preparava a 15ª Expovale A comissão organizadora da Feira Industrial, Comercial e de Serviços do Vale do Taquari (Expovale) estabelecia parcerias com fornecedores. Um dos contratos assinados foi com a Kastell Bier, que prometia colocar chopes de vários sabores à disposição dos visitantes, entre eles de manga e
pêssego. Estes dois, em especial, pretendiam conquistar o paladar do público feminino. Naquele ano, a expectativa da comissão organizadora era atrair 200 mil visitantes ao Parque do Imigrante em dez dias de programação. A assinaram o contrato o então
presidente de Acil, José Inácio Lenz, o presidente da feira, Oreno Ardêmio Heineck, o representante da Kastell, Wolmar Galaça, e o vice-presidente de eventos da Acil, Carlos Alberto Martini.
Representantes da Expovale e da empresa assinaram o contrato
Prefeita garantia recursos para o Lajeado Brilha A então prefeita Carmen Regina Pereira Cardoso anunciava uma verba de R$ 60 mil para a organização do Lajeado Brilha. Tradicional na cidade, o evento era organizado pela Câmara de Dirigentes Lojistas.
Decoração fazia parte dos preparativos
Lajeado teria 11 casas pelo BNH Representantes do Banrisul, da loteadora lajeadense Dez e do Banco Nacional de Habitação (BNH) assinavam contrato para construção de 11 casas “tipo médio”. A solenidade, no Clube Tiro e Caça, reunia políticos e lideranças locais. Conforme a notícia publicada na época, “a Loteadora Dez é uma empresa de Lajeado que iniciou suas ativida-
des vendendo terrenos no bairro Moinhos, transformando a fisionomia daquele bairro. Agora parte para construção de um conjunto de residências”.
Hoje é Dia Nacional do Trânsito Dia Nacional do Rádio: homenagem ao nascimento de Roquete Pinto, considerado o "pai do rádio brasileiro". Santo do dia: São Firmino
Assinatura dos contratos ocorreu no Clube Tiro e Caça
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MATEUS SOUZA
PAULO KOHLRAUSCH
ARTIGO
Jornalista
O que dá para fazer
I
com R$ 261 milhões?
nstituído por lei federal em 2017, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, também denominado de Fundo Eleitoral, ficou popularmente conhecido como “Fundão”. E, como outras expressões utilizadas no aumentativo, não necessariamente representa algo positivo ou bem-visto na sociedade. Bem pelo contrário. Embora tenha substituído algo considerado tão danoso quanto (as doações empresariais para candidatos e partidos), o “Fundão” divide opiniões desde a sua concepção. E, a cada eleição, o assunto sempre volta à tona. Afinal, é dinheiro público, custeado com os impostos pagos pelo cidadão. E é muito dinheiro! Em nível nacional, foram destinados R$ 4,9 bilhões para a campanha eleitoral deste ano. Sim, você não leu errado. São quase R$ 5 bilhões investidos em publicidade física (incluindo os irritantes windbanners) e digital, produção de jingles, aluguel de comitês, impulsionamento de conteúdo, entre outros. No Rio Grande do Sul, os números também assustam. Levantamento feito pela Zero Hora a partir dos dados do Tribunal Superior Eleitoral aponta para R$ 261 milhões repassados por partidos aos candidatos. Em um estado ainda ferido pelas catástrofes recentes, uma bolada que poderia ser aportada em obras importantes.
O VALOR DESTINADO ÀS CAMPANHAS NO RS VIA FUNDÃO: Deputado federal R$ 134,8 milhões Para 376 candidatos Deputado estadual R$ 78,7 milhões Para 484 candidatos Senado R$ 17,8 milhões Para 11 candidatos Governador R$ 30,16 milhões Para seis candidatos Fonte: Tribunal Superior Eleitoral
Aqui no Vale, por exemplo, temos necessidade de duplicações de rodovias, reforma e construção de novas pontes, só para ficar no campo da mobilidade e infraestrutura logística. Mas há outras tantas áreas com necessidades urgentes. Pensem em tudo o que poderia ser feito com essa verba...
ALIÁS Pessoalmente, não sou contra o Fundo Eleitoral. Contudo, o valor elevado distribuído por caciques políticos da forma que lhes convêm é questionável. Para além das cifras bilionárias, temos também um claro desequilíbrio nos repasses. Poucos candidatos com muitos
O montante dos recursos do Fundo Eleitoral é distribuído da seguinte forma: - 2% igualmente entre todos os partidos; - 35% entre os partidos com ao menos um deputado; - 48% entre os partidos na proporção do número de deputados; - 15% entre os partidos na proporção do número de senadores.
recursos. E muitos com pouca ou nenhuma verba disponível. Uma das justificativas apontadas para o fim do financiamento privado de campanha era justamente a da equidade, o que não era possível quando empreiteiras aportavam muito dinheiro em determinadas campanhas, enquanto outras mal tinham recursos para produzir santinhos. No entanto, quando um candidato de determinado partido recebe R$ 3 milhões, enquanto outro da mesma sigla tem a disposição apenas R$ 100 mil, o critério de igualdade vai para o ralo. É meritocracia, dizem, por conta do histórico nas urnas. Mas pode ser também influência política.
Ex-prefeito de Santa Clara do Sul e gerente executivo do Cremers
O técnico está pronto para liderar?
S
er excelente naquilo que se faz é suficiente para liderar outras pessoas? Essa é uma pergunta que muitas organizações, públicas e privadas, deveriam fazer antes de promover seus melhores profissionais. Ainda é muito comum que o destaque técnico seja visto como um caminho natural para a liderança. Se um médico é brilhante em diagnósticos e procedimentos, se um operador domina como poucos o maquinário de uma indústria ou se um vendedor bate sucessivos recordes de metas, parece lógico imaginar que também será um bom líder. Mas nem sempre essa conta fecha. Quando uma promoção acontece sem preparo, pode surgir um problema duplo: a organização perde um excelente profissional na execução e ganha um gestor ainda despreparado para conduzir pessoas. O vendedor promovido a supervisor pode continuar tentando fechar os negócios sozinho, em vez de ensinar sua equipe a vender melhor. O operador que assume a liderança da produção passa a lidar com conflitos, decisões e responsabilidades que vão muito além do domínio das máquinas. O médico que chega à direção de um serviço se depara com orçamento, processos e gestão de pessoas — assuntos que, muitas vezes, sua formação técnica pouco abordou. Na gestão pública, o desafio se repete quando profissionais altamente qualificados em suas áreas assumem secretarias ou funções de comando sem uma preparação específica para liderar equipes, administrar recursos e tomar decisões estratégicas. Isso acontece porque conhecimento técnico e liderança são competências diferentes. A formação técnica ensina ferramentas, procedimentos, normas e protocolos. A liderança exige outro conjunto de habilidades. Exige comunicação, capacidade de decisão, delegação, gestão de conflitos e visão estratégica. Liderar não significa fazer melhor do que todos. Significa criar as condições para que outras pessoas também façam bem. Aprendi, na prática, que essa transição é perfeitamente possível. Mas ela não acontece automaticamente com uma promoção ou com a mudança do cargo no cartão de visitas. Exige preparo, método e, sobretudo, uma mudança de mentalidade. O profissional deixa de ser valorizado apenas pelo que consegue executar individualmente e passa a ser responsável pela capacidade de sua equipe entregar resultados. Seu papel muda: de fazer para orientar, de executar para desenvolver, de resolver tudo sozinho para criar clareza, organizar prioridades e formar pessoas capazes de assumir responsabilidades. Há ainda outro ponto importante: nem todo excelente especialista precisa se tornar gestor para crescer profissionalmente. Modelos como a chamada carreira em Y são fundamentais justamente porque permitem reconhecer e valorizar quem deseja continuar se desenvolvendo como especialista, sem necessariamente assumir a gestão de pessoas. Afinal, liderança não deveria ser o único caminho possível para reconhecimento, crescimento ou valorização profissional. Para quem escolhe ocupar uma posição de comando, porém, o domínio técnico passa a ser apenas o ponto de partida. Sustentar equipes engajadas — seja no comércio, na indústria, na saúde ou na gestão pública — exige saber ouvir, comunicar com clareza, administrar conflitos, estabelecer prioridades e, principalmente, desenvolver outras pessoas. Por isso, antes de promover alguém apenas pelo excelente histórico técnico, talvez a pergunta mais importante não seja: “Ele merece essa promoção?” A pergunta deveria ser outra: “Estamos apenas reconhecendo tudo o que esse profissional fez até aqui ou estamos realmente preparando-o para aquilo que esperamos que ele faça daqui para frente?”
Sexta-feira, 25 de setembro de 2026 Fechamento da edição: 18h
MÍN: 12º | MÁX: 32º
O tempo continua firme no Vale. Uma massa de ar mais quente atua sobre parte do estado e favorece o predomínio do sol, acompanhado de algumas nuvens.
Avulso: R$ 5,90
51 3712.1250
51 98650.5460
Estrela • Teutônia • Bom Retiro do Sul • Fazenda Vilanova • Colinas • Imigrante
Sexta-feira, 25 de setembro de 2026 Ano 60 | Edição nº 3137 Fundado em 13 de Janeiro de 1966
Cheia testa plano por bairros
Estrela define ocupação Empreendimento com 100 apartamentos no Nova Morada atende atingidos pelas enchentes de 2023 e 2024. Obra entra na fase de acabamento e município começa, na próxima semana, o contato individual com os contemplados. PÁ G I N A | 5
Retirada das famílias avançou até a cota de 24 metros. Abrigo recebeu 42 pessoas Sistema apontado pela coordenação como pioneiro no Vale divide Estrela em oito regiões, com lideranças, equipes e caminhões definidos antes da emergência. Na cheia desta semana, moradores atendidos pela
operação deixaram as casas antes da chegada da água e a estrutura também coordenou o retorno. Ginásio da Paróquia São Cristóvão, no Boa União, voltou a cumprir a função prioritária. PÁ G I N A S | 8 e 9
OPINIÃO | FABIANO PETTER
STW leva automação integrada para SP Empresa participou da Intra-Log Expo South America 2026 com uma célula robótica de paletização.
ouros Solução à Ponte da Tangará Três para atleta BRASIL MASTER
FOTOS: DANIÉLY SCHWAMBACH
de Teutônia
Ao longo de três dias de competição, Joselaine dos Reis encarou as provas de 10 quilômetros, 5 quilômetros e 1.500 metros PÁ G I N A | 15 SOLIDARIEDADE
Caminhada mobiliza em prol do hospital
APÓS ENCHENTE
Estrutura reconstruída há mais de cinco décadas colapsou com a força do Arroio Boa Vista. Município descarta nova reforma, prepara licitação para novembro e aposta em ponte de concreto de R$ 5,1 milhões
Grupo reúne voluntárias o ano todo para transformar doações artesanais em auxílio direto aos usuáPÁ G I N A S | 2 e 3 rios do SUS.
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SOLIDARIEDADE NO HOSPITAL ESTRELA
CAFEZINHO “Às vezes parece até um dom. Não sei explicar como consigo” Natural de Três Passos, hoje Tiradentes do Sul, Jair Elton Wernuth, 55, vive em Estrela desde 1988. Chegou ao município aos 17 anos, após a família enfrentar dificuldades no campo em um período de seca. Com dois irmãos já estabelecidos na cidade, encontrou em Estrela, então marcada pela força da indústria, um novo caminho. Mecânico de profissão, há cerca de 15 anos descobriu na cutelaria um hobby que pretende transformar em atividade profissional após a aposentadoria.
Caminhada transforma novelo de lã em cuidado Quarta edição ocorre no sábado, 26, e troca a inscrição por um novelo de lã lisa. Material volta à comunidade em forma de blusões, mantas, meias e outras peças produzidas pelas 17 voluntárias do grupo Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br
ESTRELA
U Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br
Como a cutelaria entrou na tua vida? Jair - Comecei fazendo para mim e para a família, há perto de 15 anos. Não tenho uma data certa. Foi um hobby que cresceu e hoje também me dá um retorno. Trabalho como mecânico e faço as facas nas horas de folga. Quando me aposentar, quero me dedicar exclusivamente a isso e ampliar o trabalho. O que diferencia as facas que tu produz? Jair - Meu trabalho é 100% artesanal e quero sempre preservar isso. Faço desde o rebite até o cabo e trabalho a peça do início ao fim. Às vezes aproveito ferramentas antigas, porque existem aços muito bons, ou compro o aço novo e faço todo o processo. Não busco uma faca de luxo. Quero uma peça bonita, mas principalmente com qualidade de corte. Como aprendeu a chegar nessa qualidade? Jair - Às vezes parece até um dom. É suspeito falar de mim mesmo, mas tenho bastante credibilidade pela qualidade do fio das minhas facas. Primeiro vem o capricho, mas tem coisas que nem sei explicar como consigo fazer. Uma faca precisa cortar bem não
só no primeiro dia. Ela precisa continuar boa no uso. Quanto tempo leva para uma peça ficar pronta? Jair - Em média, entre duas e três horas. Faço tudo em casa e tento produzir umas cinco por semana. A maioria já é feita por encomenda, muitas vezes pela internet. Quase não tenho peças sobrando e também não costumo sair oferecendo. Graças a Deus, aquilo que faço acaba encontrando comprador. Algum pedido já te surpreendeu? Jair - Um empresário de São Paulo me pediu uma faca exclusiva, que seria a faca dele para receber os amigos e servir churrasco. Era alguém que poderia comprar praticamente a faca que quisesse, mas escolheu uma minha pelo estilo e pelo trabalho artesanal. Fiz, enviei e ele ficou muito feliz. Isso me marcou bastante. O que mais te encanta na cutelaria? Jair - É muito gratificante começar uma peça do zero e ver a faca pronta, bonita e com um fio bom. Depois, quando o cliente recebe e manda uma mensagem dizendo que gostou, é melhor ainda. A cutelaria é cativante. É isso que me faz querer continuar e, no futuro, trabalhar exclusivamente com as facas.
m novelo de lã entregue na inscrição pode virar um blusão, uma manta, um par de meias ou uma peça para bebê. No Hospital Estrela, esse caminho passa pelas mãos de 17 voluntárias que se reúnem ao longo do ano para transformar doações em produtos e recursos destinados aos pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No sábado, 26, o grupo leva esse trabalho para fora da instituição durante a 4ª Caminhada das Voluntárias. A concentração começa às 8h30min, no Calçadão de Estrela, com saída às 9h. Para participar, a contribuição é um novelo de lã lisa. Coordenadora das Voluntárias do Hospital Estrela, Gelci Thomas explica que o material arrecadado entra na rotina de produção do grupo. “Com esse novelo a gente confecciona blusões de tricô para adultos, crianças e bebês, conjuntinhos, meias e várias mantas. A gente faz muita coisa bonita aqui”, conta.
Trabalho durante o ano inteiro A caminhada é uma das ações mais visíveis, mas representa apenas uma parte do trabalho desenvolvido pelo grupo.
Os nossos produtos são feitos por muitas mãos. Cada pessoa consegue colocar as habilidades que tem em benefício do hospital.” GELCI THOMAS COORDENADORA DAS VOLUNTÁRIAS DO HOSPITAL ESTRELA
Vice-coordenadora, Janete Henz explica que as 17 integrantes atuam entre o brechó e a produção artesanal. Os encontros ocorrem nas tardes de segunda-feira, em uma sala cedida dentro do hospital. “Os nossos produtos são feitos por muitas mãos. Cada pessoa consegue colocar as habilidades que tem em benefício do hospital”, afirma. Roupas e outros itens doados pela comunidade são comercializados por valores simbólicos no brechó. A arrecadação ajuda na compra de equipamentos e materiais para os pacientes do SUS. Ao longo dos anos, o grupo já contribuiu com cadeiras para acompanhantes, aparelhos de ar-condicionado, televisores,
cobertores, travesseiros e materiais para fisioterapia, além de demandas de manutenção dos quartos. “As necessidades chegam até nós pelo hospital. Com as vendas do brechó e do artesanato, conseguimos adquirir aquilo que ajuda a dar mais conforto aos pacientes”, explica Janete.
Cuidado também chega aos quartos Em datas comemorativas, as voluntárias preparam mimos e entregam diretamente aos pacientes. Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia dos Avós e Dia das Crianças estão entre as datas que recebem ações especiais. “A gente sempre tem um mimo. Pode ser um par de meias, um avental, uma nécessaire, alguma coisa que as gurias confeccionam aqui. Até roupinha de bebê”, conta Gelci.
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Sexta-feira, 25 de setembro de 2026 DANIÉLY SCHWAMBACH
Quem quiser ajudar O espaço físico hoje limita a entrada de novas integrantes no grupo fixo. Mesmo assim, existem outras formas de participação. Pessoas que sabem costurar, tricotar ou produzir artesanato podem contribuir de casa e depois encaminhar as peças. “Nós temos pessoas que refazem roupas, confeccionam artesanato e doam para nós. Esse voluntariado externo é muito
COMO PARTICIPAR Data: sábado, 26 de setembro Concentração: 8h30min Saída: 9h Local: Calçadão de Estrela Inscrição: um novelo de lã lisa Participação: aberta à comunidade
bem-vindo”, destaca Janete. A Caminhada das Voluntárias chega à quarta edição com a proposta de unir atividade física, solidariedade e divulgação do trabalho feito dentro do Hospital Estrela. As inscrições antecipadas podem ser feitas pelo link divulgado nos canais da Prefeitura de Estrela e da Secretaria de Juventude, Esporte e Lazer.
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VISÃO
Fabiano Petter
EMPRESARIAL
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AGENDA
STW leva automação integrada à feira em SP A STW participou da Intra-Log Expo South America 2026, de 15 a 17 de setembro, no Expo Center Norte, em São Paulo. A empresa ocupou um espaço de 300 metros quadrados, sendo 200 metros quadrados destinados à demonstração de equipamentos em operação durante os três dias do evento. O destaque foi uma linha integrada de automação logística. A
operação começa com uma célula robótica de paletização, que monta a carga. Na sequência, o AGV S1 1500 faz o transporte do palete até a etapa de envolvimento, antes da expedição. O percurso é acompanhado pelo MES3, sistema de execução e gestão de armazém que monitora a operação e registra o endereço da carga a cada movimentação.
O estande também apresentou o Shuttle Car em operação e dois AGVs S3 4000X em movimento sincronizado. Outro equipamento em demonstração foi o T5000, transelevador desenvolvido e fabricado pela STW para cargas de até 5 mil quilos. A tecnologia também foi integrada ao MES3, que demonstrou a aplicação do sistema no gerenciamento do armazém.
Neste domingo, 27: 8h: 4º Etapa Circuito dos Vales, em Lajeado. Dia 3 de outubro: 19h: Jantar Baile de Kerb da Lenz, em Estrela. Dia 8 de outubro: 13h: 5ª Convenção da CIC, em Teutônia. Dia 10 a 12 de outubro: 8h: 1º Festival Balonismo, em Estrela. Dia 16 a 18 de outubro: 8h: 1º Festival Balonismo, em Estrela. Dia 17 de outubro: 14h: Dia da Criança no Parque Municipal, em Fazenda Vilanova. 18h: Oktober Acerva no Porto, em Estrela. 20h: Jantar Baile ACIAB, em Bom Retiro do Sul.
ANIVERSARIANTES da semana 18 de setembro – Estúdio Odontológico Dra Teraine Forster 22 de setembro – Visão Contábil (17 anos) 25 de setembro – Samaq Estrela (51 anos) Sua empresa também pode ser mencionada neste espaço. Envie a sua data comemorativa! Parabéns e um cordial abraço a todos.
SINTONIA - A CIC Imigrante promove a campanha “Natal Premiado”, com R$ 25 mil em vale-compras, divididos em 40 prêmios, todos revertidos em vouchers de R$ 250 para consumo nos próprios estabelecimentos participantes. A mecânica é simples: a cada R$ 100 em compras, o consumidor recebe uma cautela, que deve ser preenchida com nome, telefone e cidade e depositada nas urnas disponíveis nos estabelecimentos, para compras feitas até o fim de dezembro. - A Ditlanta Distribuidora promove durante, a semana, sua 44ª edição da feira exclusiva a lojistas da região. A programação ocorre entre os dias 23 e 27 de setembro, das 8h às 17h, na sede, em Mato Leitão. - O empresário Estevão Calheirana, deixou disponível uma ferramenta de auxílio quanto ao nível do Rio Taquari e a projeção a cada evento, atualizando a cada 15 minutos por padrão. Os usuários podem alimentar com a cota de sua casa e/ou do trabalho para acompanhar em tempo real. Assim, saberá se vai ter alagamento em suas cotas prédefinidas. Segue link: https:// adminsecure.solutions/nivel-riotaquari/
Entre as 25 empresas que mais crescem no Brasil A Medical San completou 32 anos em 16 de setembro e figura entre as 25 pequenas e médias empresas que mais crescem no Brasil em 2026, segundo ranking da Exame. A fabricante de equipamentos para estética, sediada em Estrela, encerrou 2025 com receita líquida de R$ 176 milhões, alta de 18% em relação ao ano anterior. Com presença nos 26 estados e no Distrito Federal, a empresa também avança no mercado internacional. Conforme o diretor de operações, Fabrício Maciel, os produtos são exportados para países como Estados Unidos, Chile, Costa Rica e Venezuela. O mercado brasileiro, no entanto, segue como principal destino, com São Paulo na liderança em consumo. Os resultados de 2026 também indicam avanço. Segundo Maciel, até agosto a empresa já havia alcançado faturamento equivalente ao registrado em todo o ano de 2024. A expectativa é encerrar o ano com crescimento entre 10% e 12%, impulsionado pelo aumento da movimentação comercial nos últimos meses.
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NOVOS APARTAMENTOS
Estrela publica lista das famílias atendidas no Residencial Renascer FOTOS: DANIÉLY SCHWAMBACH
Empreendimento no Nova Morada atende atingidos pelas enchentes de 2023 e 2024. Obra entra na fase de acabamento e município começa, na próxima semana, o contato individual com os contemplados
REGINA MALLMANN SECRETÁRIA MUNICIPAL DE HABITAÇÃO E REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA
“Um novo capítulo”
Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br
ESTRELA
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epois de mais de um ano entre obras, documentos e expectativa, cem famílias de Estrela passam a enxergar mais de perto a mudança para um novo lar. A lista dos contemplados com os apartamentos do Residencial Renascer, no Bairro Nova Morada, foi publicada nessa quinta-feira, 24, no site da prefeitura (www.estrela.atende. net/cidadao). As unidades atendem famílias que perderam as casas nas enchentes de setembro de 2023 e maio de 2024. Com os nomes definidos pelo processo conduzido junto ao Ministério das Cidades, começa agora uma nova etapa até a ocupação dos imóveis. Secretária municipal de Habitação e Regularização Fundiária, Regina Mallmann
Os 100 apartamentos em construção atendem famílias atingidas pelas enchentes de 2023 e 2024
orienta que os contemplados não precisam procurar a pasta neste momento. Na próxima semana, a equipe técnica começa a elaborar os relatórios sociais e entra em contato com cada família. “Sabemos da expectativa de cada família que aguarda por esse momento. Por isso, queremos tranquilizar os contemplados. Nossa equipe fará os contatos e prestará todas as orientações necessárias”, afirma.
Quem recebe as unidades A seleção segue critérios de prioridade da política habitacional, com atenção a mulheres chefes de família, pessoas com deficiência e idosos. Cada apartamento possui 46,26 metros quadrados, com dois quartos, banheiro, sala de estar, varanda, cozinha e espaço de jantar. A construção está
sob responsabilidade da Tersil e entra na fase de acabamento. A expectativa do município é entregar as unidades até o fim deste ano. Regina destaca que o trabalho não termina com a publicação dos nomes. Os próximos passos envolvem acompanhamento individual e organização da transição das famílias para o residencial.
De 2025 à reta final As obras começaram em 15 de abril de 2025. Conforme o cronograma instalado no canteiro, a conclusão está prevista para 15 de outubro de 2026. O investimento chega a cerca de R$ 19 milhões, com participação da Caixa Econômica Federal e do Ministério das Cidades. Quando a ordem de início foi assinada, o valor divulgado ficava em R$ 14 milhões. Os aditivos incorporados durante a execução elevaram o custo do empreendimento. O Residencial Renascer integra uma frente maior de reconstrução habitacional iniciada depois dos eventos climáticos. O Nova Morada passou a concentrar novos projetos e ganhou papel central na reorganização de famílias que precisaram deixar áreas atingidas.
Prefeita de Estrela, Carine Schwingel afirma que a divulgação da lista aproxima as famílias de uma etapa aguardada desde as perdas provocadas pelas enchentes. “Estamos falando de 100 famílias que terão a oportunidade de reconstruir suas vidas em um novo lar, depois de enfrentarem momentos muito difíceis”, destaca Segundo Carine, outros projetos habitacionais seguem em andamento no município. “Não vai faltar casa em Estrela. Esta é mais uma etapa importante para que essas famílias possam iniciar um novo capítulo de suas histórias com segurança, dignidade e a tranquilidade de ter um lugar para chamar de seu.” Para quem acompanhou os prédios subirem no Nova Morada desde 2025, a espera passa agora a ter nome e destino. Os cem apartamentos ainda estão em obra, mas já têm as famílias que vão chamar aquele espaço de casa.
RESIDENCIAL RENASCER 100 apartamentos
Unidades destinadas às famílias selecionadas.
46,26 m²
Área de cada moradia.
Dois quartos
Além de banheiro, sala, varanda, cozinha e espaço de jantar.
Abril de 2025 Início da construção.
Outubro de 2026
Conclusão prevista no cronograma. Cerca de R$ 19 milhões Investimento no empreendimento.
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MOBILIDADE E INFRAESTRUTURA
Dos pilares dos anos 1970 à nova Ponte da Tangará Estrutura reconstruída há mais de cinco décadas voltou a sucumbir à força do Arroio Boa Vista. Município descarta nova reforma, prepara licitação para novembro e aposta em ponte de concreto de R$ 5,1 milhões para encerrar um problema histórico Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br
ESTRELA
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madeirame desapareceu com a força da água, mas parte da história permaneceu de pé. Os pilares que ainda podem ser vistos na Ponte da Tangará atravessaram mais de cinco décadas e remetem a uma reconstrução feita no início dos anos 1970, depois que outra cheia do Arroio Boa Vista destruiu a travessia existente naquele período. Agora, depois de mais um episódio de destruição, o município não pretende repetir a sequência de reconstruções e remendos que marcou a ligação ao longo dos anos. A antiga ponte dá lugar a um projeto de concreto, mais largo e elevado, com licitação prevista para 10 de novembro e cerca de R$ 5,1 milhões já empenhados pela Defesa Civil Nacional. A travessia permanece interditada depois dos danos provocados pela cheia desta semana. O comprometimento não ficou restrito aos pranchões superiores e atingiu a estrutura, o que levou a prefeitura a descartar uma recuperação provisória. Prefeita de Estrela, Carine Schwingel afirma que uma
intervenção emergencial só poderia ser considerada caso o problema estivesse limitado ao madeirame. “Se tivesse sido só a parte superior danificada, o município poderia repor para manter o trânsito leve. Mas não foi isso que aconteceu. O dano foi na estrutura e não há como reformar e colocar a ponte novamente em uso”, afirma.
CARINE SCHWINGEL PREFEITA DE ESTRELA
Não adianta só reformar onde ela está. Toda vez que dá uma chuva forte, ela danifica e é dinheiro público que volta para o mesmo lugar.”
Uma história que atravessa gerações Um suplemento especial do Jornal Nova Geração, publicado em janeiro de 1973, ajuda a reconstruir a trajetória da ponte. No relatório administrativo da segunda gestão do então prefeito Bertoldo Gaussmann, entre 1969 e 1973, aparece o registro de que as águas do Arroio Boa Vista destruíram por completo a antiga ponte na estrada que ligava Novo Paraíso a Linha São José. O documento relata que os pilares foram novamente construídos e preparados para receber o madeiramento. Conforme o levantamento histórico encaminhado ao jornal, são estruturas daquele período que permaneceram no local mesmo depois da cheia desta semana. Registros preservados por
famílias da comunidade também ajudam a contar essa história. Fotografias da época mostram moradores envolvidos na construção da travessia, entre eles Américo, apontado como mestre de obras, além de Mazola, Orlando e Bastião. As imagens chegaram ao jornal por meio de Tiago F. Schwingel e mostram que a ponte também carrega a memória de quem participou de sua construção. Mais de 50 anos depois, o arroio volta a impor a mesma discussão sobre a travessia.
Fim do ciclo de reformas A substituição da ponte já estava em andamento antes da
cheia. Segundo Carine, desde a metade do ano passado o município trabalha em uma solução definitiva para abandonar as sucessivas reformas da estrutura de madeira. “Não adianta só reformar onde ela está. Toda vez que dá uma chuva forte, ela danifica e é dinheiro público que volta para o mesmo lugar”, afirma. A nova ponte será de concreto, com 69,45 metros de comprimento e 8,76 metros de largura total. Oito metros ficam destinados à pista, divididos em quatro metros para cada sentido. A estrutura destruída tinha cerca de cinco metros de largura e permitia a passagem de apenas um veículo por vez. Outro avanço está na altura. O projeto prevê elevar a travessia em 5,60 metros, com o objetivo de reduzir a vulnerabilidade do acesso diante de novas cheias do Arroio Boa Vista.
Projeto entra na reta da licitação
Depois de mais uma cheia do Arroio Boa Vista, madeirame foi levado e parte dos antigos pilares permaneceu no local. Município descarta reforma provisória e prepara a licitação da nova ponte de concreto para novembro
O projeto executivo foi concluído e a prefeitura trabalha com 10 de novembro para a licitação. Na etapa final, o município identificou que o custo pode ficar quase R$ 1 milhão acima do estimado no projeto básico. Segundo Carine, a Defesa Civil Nacional sinalizou que a diferença pode ser analisada mediante justificativa técnica, o que reduz a pressão por uma contrapartida maior dos cofres municipais. A prefeita também descarta investir entre R$ 500 mil e R$
800 mil em uma recuperação temporária de uma estrutura que já tem substituição encaminhada. “Vai ter um transtorno grande para a comunidade. A gente sabe disso. Mas hoje não faz sentido investir meio milhão ou R$ 800 mil em uma reforma provisória”, afirma.
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DANIÉLY SCHWAMBACH
UMA PONTE COM HISTÓRIA 1973
Suplemento especial do Nova Geração registra a reconstrução da travessia durante a segunda gestão de Bertoldo Gaussmann.
Mais de 50 anos
Período atravessado pelos pilares que permaneceram no local.
2026 Suplemento especial do Jornal Nova Geração, publicado em janeiro de 1973, registra a reconstrução da ponte depois que as águas do Arroio Boa Vista destruíram a antiga travessia. Documento relata a reconstrução dos pilares e do madeiramento
Até 10 quilômetros a mais Enquanto a nova ponte não sai do papel, moradores e produtores rurais precisam reorganizar a rotina. Uma alternativa passa pelo Bairro Boa União. Quem sai da RSC-453 segue pela Rua João Lino Braun, acessa a ERS-129 e depois chega à BR-386. O desvio acrescenta até seis quilômetros A segunda opção passa por Linha Geralda, na região do antigo Rancho Bonanza, e segue pelo Distrito de Costão até a ERS129 e a BR-386. Nesse percurso, o aumento pode chegar a 10 quilômetros. O impacto alcança ainda agricultores que dependem de máquinas e implementos. O município busca diálogo com a
Polícia Rodoviária Federal para avaliar alternativas diante da necessidade de utilizar trechos da BR-386. Além de servir às comunidades do interior, a Ponte da Tangará cria ligação entre a RSC-453, a ERS-129 e a BR-386 e tem importância para o deslocamento de moradores e para o escoamento da produção. Mais de meio século depois da reconstrução registrada no Nova Geração, a paisagem volta a mostrar antigos pilares cercados pelas marcas da cheia. Desta vez, o município aposta que a próxima travessia deixe de representar mais uma reconstrução do passado e passe a oferecer uma solução de longo prazo.
NOVA TANGARÁ R$ 5,1 milhões
Recurso federal empenhado.
69,45 metros Comprimento previsto.
8,76 metros Largura total.
Duas pistas
Quatro metros para cada sentido.
5,60 metros
Elevação prevista em relação à estrutura anterior.
Nova cheia leva o madeirame e compromete a estrutura.
10 de novembro Data prevista para licitação da nova ponte.
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PLANO EM AÇÃO
Cheia testa plano p e famílias saem an FOTOS: DANIÉLY SCHWAMBACH
Ginásio da Paróquia São Cristóvão, no Boa União, voltou a cumprir a função prioritária prevista no Plano de Contingência. Maior ocupação chegou a 15 famílias e 42 pessoas
Sistema apontado pela coordenação como pioneiro no Vale divide Estrela em oito regiões, com lideranças, equipes e caminhões definidos antes da emergência. Na cheia desta semana, moradores atendidos pela operação deixaram as casas antes da chegada da água e a estrutura também coordenou o retorno
Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br
ESTRELA
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uando o Rio Taquari voltou a subir no início desta semana, a retirada de famílias em Estrela não começou apenas com caminhões nas ruas. Antes deles, uma estrutura já estava definida: quem responderia pelas regiões, quais casas seriam atingidas primeiro, quantas pessoas seriam necessárias e para onde os moradores seguiriam. O modelo adotado pelo município após as sucessivas enchentes divide Estrela em oito regiões e coloca uma liderança de referência em cada uma delas. Entre segunda e terça-feira, 21 e 22, o planejamento voltou a ser testado em uma situação real. Conforme o coordenador das equipes de remoção, Robson Monteiro, todas as famílias atendidas pela operação preventiva deixaram as
residências antes da entrada da água. “Dessa vez não foi tirado ninguém dentro da água. Todo mundo saiu no seco e deu tudo certo”, afirma. A retirada começou pelas cotas 22 e 23 e avançou até a cota 24. Na terça-feira, o Taquari atingiu o pico de 24,46 metros em Estrela. Parte dos moradores seguiu para casas de parentes. Quem precisava de acolhimento foi encaminhado ao ginásio da Paróquia São Cristóvão, no Bairro Boa União. O maior movimento ocorreu às 4h de terça-feira, com 15 famílias e 42 pessoas.
Uma liderança para cada região Robson coordena a distribuição das equipes e veículos. Segundo ele, o modelo, considerado pela coordenação uma experiência pioneira na região, busca antecipar decisões que antes precisavam ser tomadas durante a própria emergência.
ROBSON MONTEIRO COORDENADOR DAS EQUIPES DE REMOÇÃO
Hoje eu sei quanto tempo levo para tirar uma mudança, de quantas pessoas preciso e quantos caminhões são necessários. Conforme a água sobe, a gente aumenta a nossa força de trabalho.”
Hoje, são oito líderes de bairro. A função não precisa ser exercida por servidor público. O principal critério é conhecer o território, os moradores e os pontos mais vulneráveis. “Quando o rio chega nas cotas de inundação, a gente aciona essas pessoas, faz uma reunião e combina a hora em que vamos começar o trabalho e de quantas pessoas vamos precisar”, explica. Servidores de diferentes secretarias reforçam as equipes. Cada liderança identifica as
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Saída e retorno organizados
por bairros ntes da água residências que entram na faixa de risco e repassa as demandas à coordenação, que direciona veículos e trabalhadores. A estrutura conta com frota própria e terceirizada. Segundo Robson, mais de 40 caminhões podem ser mobilizados conforme a dimensão do evento. “Hoje eu sei quanto tempo levo para tirar uma mudança, de quantas pessoas preciso e quantos caminhões são necessários. Conforme a água sobe, a gente aumenta a nossa força de trabalho.” Na Pinguela, parte baixa do Bairro Oriental, por exemplo, a operação desta semana previa três caminhões.
Abrigo também seguiu planejamento O acolhimento foi outro ponto em que o planejamento funcionou de forma diferente das últimas cheias. O ginásio da Paróquia São Cristóvão, no Boa União, é o espaço prioritário previsto no Plano de Contingência. Nas duas ocorrências anteriores, atividades da comunidade impediram sua utilização e o ginásio do Cristo Rei funcionou como alternativa.
Desta vez, o Boa União voltou a ocupar a posição prevista no plano. No momento de maior movimento, recebeu 15 famílias e 42 pessoas. Entre elas estava Solange Teresinha Ellwanger da Cruz, 47. Há seis anos em Estrela e moradora do Bairro Imigrantes, ela já enfrentou diferentes cheias desde 2023, mas esta foi a primeira vez em que precisou permanecer em um abrigo público. Nas outras ocasiões, encontrou acolhimento com vizinhos ou conhecidos. Sem familiares próximos no município, desta vez seguiu com o marido para o ginásio. “Para mim foi tranquilo, o pessoal acolhe bem e é bem atencioso. Só é triste ter que sair da nossa casinha de novo e começar tudo outra vez.” Com a redução da água, Solange e o marido já retornaram para casa. Durante a permanência no abrigo, ela resumiu a expectativa daquele momento. “A gente tenta salvar alguma coisa, mas às vezes não dá tempo. Agora é esperar, ver o que sobrou, limpar tudo e recomeçar. A gente tem fé que vai dar certo.”
A operação não terminou quando o Taquari começou a baixar. A mesma estrutura utilizada para retirar moradores também participou da volta. A Secretaria de Habitação informou os endereços que precisavam de verificação e a coordenação acompanhou as condições das residências antes de organizar os caminhões para o retorno. “A Habitação pede para nós qual casa já pode voltar. A gente vai lá, confere e informa: essa família pode retornar. Depois organiza o caminhão para fazer a mudança de volta”, explica Robson. Assim, o sistema acompanha o processo desde a saída preventiva até a retomada da rotina.
Plano sai do papel A estrutura utilizada nesta semana é resultado de mudanças aceleradas depois das enchentes de 2023 e 2024. Em julho, Estrela apresentou a atualização do Plano Municipal de Contingência, documento de 61 páginas que reúne áreas de risco, monitoramento, responsabilidades, procedimentos de evacuação, rotas de fuga, pontos de encontro e locais de abrigo. Em junho, um simulado no Bairro das Indústrias já havia colocado parte dos protocolos em teste. A cheia desta semana transformou o planejamento em operação real. Cada liderança sabia onde atuar, os caminhões foram distribuídos conforme as cotas e as famílias começaram a sair antes que a água alcançasse as residências. “É um trabalho bem
O modelo adotado pelo município após as sucessivas enchentes divide Estrela em oito regiões
complexo. A gente sabe as casas por metragem, calcula a força humana necessária e organiza tudo conforme a cota vai subindo. Depois fazemos o mesmo para a volta”, resume Robson.
Com a água novamente dentro do leito, o resultado também aparece naquilo que foi evitado: famílias retiradas de dentro da água e decisões tomadas às pressas no momento de maior risco.
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CULTURA
Município reforça título de capital do canto coral Primeira edição do Canta Rio Grande ocorre neste sábado, no CTG Rincão das Coxilhas, com grupos de quatro cidades Lautenir Junior
lautenir@grupoahora.net.br
TEUTÔNIA
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município recebe neste sábado, 26, a primeira edição do Canta Rio Grande, festival que reúne cinco grupos de canto coral de quatro municípios. O concerto ocorre às 18h, no CTG Rincão das Coxilhas, com participação do Coral Municipal de Teutônia, Coral Municipal Infantojuvenil de Teutônia, Coral Maturidade Ativa, de Bento Gonçalves, Coro Armorial, de Nova Prata, e Vocal Novo Brilho, de Travesseiro. A programação foi criada pela Secretaria Municipal de Juventude, Cultura, Esporte e Lazer, em parceria com o maestro Martin Altevogt. A proposta é reunir grupos com diferentes perfis e ampliar o intercâmbio entre coralistas, regentes e público. “A ideia é criar um momento de encontro entre os grupos e valorizar uma atividade que faz parte da identidade cultural de Teutônia. Ao trazer coros de outros municípios, conseguimos ampliar essa troca e mostrar ao público diferentes formas de fazer e viver o canto coral”, afirma a secretária Vanessa Carniel. O Coral Municipal de Teutônia tem regência de Martin Altevogt. O Coral Municipal Infantojuvenil de Teutônia e o Coro Armorial, de Nova Prata, são regidos por Marlon Gausmann. O Coral Maturidade Ativa, de Bento Gonçalves, tem regência de Cibele Tedesco, enquanto o Vocal Novo Brilho, de Travesseiro, é conduzido por Paulo Roberto Haas.
União de percepções Para o maestro Martin Altevogt, o festival também permite colocar diferentes gerações e experiências
MARTIN ALTEVOGT MAESTRO
Temos grupos com características diferentes, desde o trabalho com crianças e jovens até formações de adultos e de pessoas com mais experiência”.
musicais em contato. “Temos grupos com características diferentes, desde o trabalho com crianças e jovens até formações de adultos e de pessoas com mais experiência. Essa diversidade é importante porque mostra a amplitude do canto coral e permite que os próprios coralistas aprendam uns com os outros”, afirma Altevogt. A organização também espera ampliar a formação de público para a atividade. A presença de grupos de diferentes cidades cria uma programação que vai além das apresentações dos coros locais e coloca Teutônia como ponto de encontro para a prática. A primeira edição ocorre em um ano marcado pelos 400 anos das Missões Jesuítico-Guaranis. A música teve papel relevante nas reduções e integra o patrimônio cultural associado ao período. A programação relaciona esse contexto histórico à permanência do canto coletivo como forma de expressão cultural no Rio Grande do Sul. “Também existe uma relação importante com o momento que
Em 2004, Teutônia recebeu uma distinção do Guinness Brasil pelo destaque do canto coral. Anos depois, o projeto que buscava transformar esse reconhecimento em título oficial avançou no Congresso até a aprovação da Lei nº 13.563, em 2017, que declarou Teutônia como Capital Nacional do Canto Coral
o Estado vive neste ano, com as celebrações dos 400 anos das Missões. A música atravessa essa história e o festival ajuda a trazer essa dimensão cultural para o presente, por meio de uma linguagem que continua viva”, destaca Vanessa. A trajetória de Teutônia no canto coral também dá peso à realização.
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FOTOS DIVULGAÇÃO
Reconhecimento nacional VANESSA CARNIEL JUVENTUDE, CULTURA, ESPORTE E LAZER
A ideia é criar um momento de encontro entre os grupos e valorizar uma atividade que faz parte da identidade cultural de Teutônia. Ao trazer coros de outros municípios, conseguimos ampliar essa troca.”
O título de Capital Nacional do Canto Coral foi concedido a Teutônia por meio da Lei Federal 13.563, sancionada em 21 de dezembro de 2017 (foto abaixo). O reconhecimento formalizou em âmbito nacional uma característica cultural que já tinha expressão no município. Durante a tramitação do projeto no Senado, em 2014, foram registrados 46 corais e mais de 5 mil participantes na atividade. A cidade também já havia recebido reconhecimento do Guinness Brasil em 2004. O projeto que originou a lei tramitou no Congresso Nacional por alguns anos antes da aprovação. A legislação estabeleceu oficialmente Teutônia, no Rio Grande do Sul, como Capital Nacional do Canto Coral. A tradição envolve diferentes faixas
etárias e grupos com características distintas. O Canta Rio Grande segue essa trajetória ao reunir, em uma mesma noite, formações de Teutônia, Bento Gonçalves, Nova Prata e Travesseiro. Para Martin Altevogt, a realização do festival representa uma oportunidade de ampliar essa tradição para além das apresentações locais. “Teutônia já tem uma história muito forte no canto coral, mas um festival como este permite que a cidade também seja reconhecida como um lugar de encontro. A intenção é que os grupos venham, apresentem seu trabalho, conheçam outros repertórios e que o público tenha contato com essa diversidade”, afirma.
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DE
Airton Engster
MEMÓRIAS
Setembro de 2026: a primeira aula
aepan.ong@gmail.com
O ginásio do Colégio Santo Antônio passa a receber uma nova atividade com a criação do Jogo de Câmbio Santo Antônio. A iniciativa de Berty Bencke e Iolanda Cândido recebeu o apoio da direção da escola e busca reunir avós, ex-alunos, amigos e integrantes da comunidade em torno do esporte e da convivência. Para a professora Cláudia Argiles da Costa, a família é uma importante base da comunidade, e atividades como o câmbio ajudam a manter os vínculos entre diferentes gerações. O projeto pretende estimular a amizade, a mobilidade, a alegria e a participação comunitária, além de aproximar o grupo de outros praticantes da modalidade em Estrela.
Jogo de Câmbio Santo Antônio nasceu em Estrela Berty Bencke, 88 anos, e Iolanda Cândido, 84 anos, que já praticavam o jogo de câmbio, decidiram buscar um espaço para ampliar a prática da modalidade entre pessoas com mais de 50 anos. Foram recebidos por Cláudia Argiles da Costa, diretora do Colégio Santo Antônio, que acolheu a proposta e estudou uma alternativa para atender ao pedido. A resposta trouxe uma agra-
Colégio Santo Antônio: esporte que aproxima as pessoas
dável surpresa: o grupo poderia utilizar o ginásio do Colégio Santo Antônio e contar com a orientação do professor de Educação Física Oruam, sem custos para os participantes. Com a aprovação da direção da escola, foi escolhido o nome Jogo de Câmbio Santo Antônio, dando início a uma nova atividade esportiva voltada à saúde, convivência e integração da comunidade.
No dia 15 de setembro de 2026, às 16h15min, foi realizada a primeira aula do Jogo de Câmbio no ginásio do Colégio Santo Antônio, em Estrela. A atividade foi ministrada pelo professor de Educação Física Oruam e coordenada por Iolanda Cândido. Depois das orientações iniciais, aconteceu o primeiro jogo, reunindo 14 participantes. Segundo Berty Bencke, o primeiro encontro terminou em clima de entusiasmo e satisfação entre os participantes, que retornaram para suas casas animados com o início da nova atividade. A experiência despertou o interesse do grupo e deixou a expectativa pelos próximos encontros.
Jogo de Câmbio: esporte, saúde e convivência Para Iolanda Cândido, o Jogo de Câmbio tem entre seus principais objetivos promover a socialização, a integração e momentos de lazer, além de estimular a prática de atividades físicas entre pessoas com mais de 50 anos. A modalidade, uma adaptação do voleibol, busca combater o sedentarismo e contribuir para a qualidade de vida dos participantes. A iniciativa também pretende aproximar os diferentes grupos de câmbio existentes em Estrela, possibilitando encontros e futuras atividades esportivas. Mais do que uma prática física, o câmbio proporciona convivência, novas amizades e troca de experiências, mostrando que o esporte pode continuar fazendo parte da vida em todas as idades.
14 | A HORA
Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS
www.coquetel.com.br Polos de uma pilha
© Revistas COQUETEL
Animação (fig.) Brilhar; cintilar
Opção de Período de resposta orações contrária com 9 dias a "falso"
Sistema político no qual coexistem diversos partidos A 9ª letra (?) abaixo: Relativa do alfabeto desabar à idade
Programação das paróquias
A cidade dos objetos gigantes (SP) Estabelecimento onde se tingem tecidos
O carro com o teto removível Fragmento de objeto desbastado com lima
Antônimo de "concentrar" "A Festa no (?)", fábula infantil
Edward Albee, dramaturgo Nervosa; irritada Intervenção Propaganda (?): é proibida por lei
(?) de contas: retaliação Célula fertilizada do peixe
(?) fogo: agir como o incendiário
Medida que equivale a 100 m2
Certa zona erógena feminina Dono do cavalo Pé de Pano (TV)
Pôr em lugar secreto Medicina (?): estuda as doenças dos idosos Legalizar (um documento)
Nascido no Velho Continente
Junto de, perto de (latim)
Hiato de "dieta"
Negro; escuro O uso tradicional do traje preto (BR) Conterrâneo de Camões Modelo; exemplar Material de cintos
Termo de Ajustamento de Conduta (abrev.)
Motivo de desgaste do lápis
4/apud — atom — atro — nuca. 7/pica-pau. 10/ingerência. 17/pluripartidarismo. GA P V P C O N V E R S I V E L S O B R A I T U I V D I S T R A IR A L T E R AD A I R P I N G E R E N C I A O V A I A T E A R O A R E U U T N I E S C O N DE R E G A P U D EN G E R I A T R I C A A U T E N T I C A R A T R O O A A I L S O P A S T I PO U V E T A C A TO M C O U R O A U S O
23/09 - 22/10 23/10 - 21/11 22/11 - 21/12
Virgem – Reavalie prioridades e organize as finanças. Mudanças positivas fortalecem a segurança e relacionamentos.
Sagitário – Criatividade, romance e diversão marcam o dia. Aproveite para viver bons momentos.
22/12 - 19/01
23/07 - 22/08
Leão – Amplie horizontes, estude e compartilhe ideias. Conversas importantes abrem portas para novos caminhos.
Escorpião – Organize a rotina e cuide da saúde. O trabalho rende mais com foco e disciplina.
Capricórnio – Mudanças ficam mais claras. Oportunidades, viagens e boas conversas ajudam nas decisões.
20/01 - 18/02
21/06 - 22/07
Câncer – Planeje investimentos e pense no futuro. Boa proposta profissional pode surgir; comunicação em alta.
Libra – Parcerias ganham força. O diálogo favorece acordos, aproxima pessoas e impulsiona projetos.
Aquário – Resolva pendências e amplie contatos. O dia favorece negociações, estudos e oportunidades.
19/02 - 20/03
21/03 a 19/04 20/04 - 20/05 21/05 - 20/06
Gêmeos – Viagens, cultura e novas experiências inspiram projetos. Renove ideias e fortaleça os vínculos familiares.
23/08 - 22/09
HORÓSCOPO
Touro – Amigos e novas conexões movimentam o dia. Apoio da família favorece mudanças na carreira e no lar.
Domingo, 27 8h30min – Missa Santo Antônio, no Santuário. 10h – Missa São Pedro Apóstolo com Primeira Eucaristia, em Delfina. 10h – Retiro dos Ministros da Área Estrela, em Bom Retiro do Sul. 19h – Missa Santo Antônio, no Santuário.
Quarta-feira, 30 18h – Ensino Confirmatório do 2º Ano.
Quarta-feira, 30 18h30min – Missa São José, no Hospital. IGREJA EVANGÉLICA Sexta-feira, 25 14h – Grupo de Diaconia em Estrela. Domingo, 27 19h – Culto em Estrela com CML. Terça-feira, 29 18h – Ensino Confirmatório do 1º Ano.
Quinta-feira, 1º de outubro 14h30min – Oase da Comunidade São Lucas. 19h – Culto no Bairro Pinheiros. PARÓQUIA SÃO CRISTÓVÃO Sexta-feira, 25
17h30min – Missa de Crisma Santa Maria Goretti, em Linha Santo Antônio, Colinas. 19h30min – Missa de Crisma São José, em Linha São José. Sábado, 26 15h – Missa de Crisma Sagrado Coração de Jesus, em Colinas. 17h – Missa de Crisma Nossa Senhora do Rosário, em Linha Lenz. 19h – Missa de Crisma Nossa Senhora Aparecida, no Bairro das Indústrias. Domingo, 27 8h – Missa de Crisma na Matriz São Cristóvão. 10h – Missa de Crisma São Vito, em Novo Paraíso. 10h – Missa em honra a São Miguel, na Comunidade São Miguel, em Linha Geraldo Baixo, após a festa. 15h – Retiro dos Ministros da Eucaristia, em Bom Retiro do Sul. Terça-feira, 29 19h30min – Escola Bíblica na Matriz São Cristóvão, com frei João Osmar.
Átomo, em inglês
Solução
Áries – Cuide de si e desacelere. Organize a casa, fortaleça laços familiares e o amor pode surpreender.
no Santuário.
Terça-feira, 29 18h30min – Missa Santo Antônio,
Ferramenta do coveiro (pl.)
Primeiro elemento de uma série
BANCO
"(?) dos Apóstolos", livro da Bíblia
Unidade da taba (bras.)
PARÓQUIA SANTO ANTÔNIO Sexta-feira, 25 15h30min – Missa São Pedro, na Vovolândia. Sábado, 26 15h30min – Missa Santa Rita de Cássia, em Santa Rita. 17h – Matrimônio de Natália Firnkes e Pedro Henrique Bald, no Santuário. 17h – Missa São José, no Hospital. 18h30min – Missa Santo Antônio, no Santuário. 18h30min – Missa Nossa Senhora Auxiliadora, em Auxiliadora. 20h – Matrimônio de Letícia Maria Faoro Souza e João Luís Sulzbach, no Santuário.
Peixes – Valorize seus talentos e cuide das finanças. Confiança abrirá espaço para novas conquistas.
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Obituário GENI PICININI DE OLIVEIRA Morreu na terça-feira, 22, aos 89 anos. Foi sepultada no Cemitério Católico, em Santa Clara do Sul. ADEMAR BOTH (PUVI) Morreu na terça-feira, 22, aos 63 anos. Foi sepultado no Cemitério Católico, em Travesseiro. JOSÉ PEDRINHO SCHEREN Morreu na terça-feira, 22, aos 63 anos. Foi cremado no Memorial e Crematório Ecumênico Jardim Montanha dos Vales, em Santa Cruz do Sul.
Morreu na segunda-feira, 21, aos 100 anos. Foi cremada no Memorial e Crematório Ecumênico Jardim Montanha dos Vales, em Santa Cruz do Sul. MARKUS IGNÁCIO SULZBACH Morreu na segunda-feira, 21, aos 89 anos. Foi cremado no Memorial e Crematório Jardim Montanha dos Vales, em Santa Cruz do Sul. IRIA TERESA SULZBACH Morreu na segunda-feira, 21, aos 92 anos. Foi sepultada no Cemitério Católico, em Estrela.
NADIR GESKE Morreu na terça-feira, 22, aos 81 anos. Foi sepultada no Cemitério Evangélico de Linha Rio Grande, em Sinimbu.
EDSON FLAVIO SCHAIDHAUER Morreu na segunda-feira, 21, aos 81 anos. Foi cremado no Memorial e Crematório Jardim Montanha dos Vales, em Santa Cruz do Sul.
ARMELINDA SESTARI BIOEU
ELLEMER EIDELWEIN
Morreu na segunda-feira, 21, aos 90 anos. Foi sepultado no Cemitério Católico, em Estrela. ANTÔNIO ALVES DA COSTA Morreu na segunda-feira, 21, aos 85 anos. Foi sepultado no Cemitério Municipal, em Cruzeiro do Sul. ARI ULSENHEIMER Morreu na segunda-feira, 21, aos 82 anos. Foi sepultado no Cemitério Católico de Picada Augusta, em Cruzeiro do Sul. LUCIANE PATRICIA JUNG Morreu no domingo, 20, aos 46 anos. Foi sepultada no Cemitério Católico, em Cândido Godói. IVO ALVICIO KUSSLER Morreu no domingo, 20, aos 84 anos. Foi sepultado no Cemitério Evangélico de Beija Flor Costão, em Estrela. VERA LUCIA GOMES DA SILVA DOS SANTOS Morreu no domingo, 20, aos 68 anos. Foi sepultada no Cemitério Municipal do Florestal, em Lajeado.
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Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
ATLETISMO
ATLETA DE TEUTÔNIA CONQUISTA TRÊS OUROS NO TROFÉU BRASIL MASTER Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br
A
moradora de Teutônia Joselaine dos Reis teve um fim de semana de destaque no atletismo. Durante o XVIII Troféu Brasil Master, a corredora disputou três provas e conquistou a medalha de ouro em todas elas na categoria em que competiu. Ao longo de três dias de competição, Joselaine encarou as provas de 10 quilômetros, 5 quilômetros e 1.500 metros. O desempenho resultou em três medalhas de ouro e coroou o trabalho desenvolvido durante a preparação. “Foram três dias de muitas emoções, desafios, superação e, acima de tudo, gratidão”, destacou a atleta após a competição. O resultado também foi motivo de agradecimento às pessoas que contribuíram para a preparação. Joselaine reconheceu o papel da família, especialmente pelo apoio durante os dias de competição. “Agradeço a Deus e minha família, por serem meu suporte, cuidar da minha pequena nesse vai e vem e a todos que torceram por mim”, afirmou.A preparação contou com o acompanhamento da Global Running e do treinador Lázaro Pereira Velázquez. Para Joselaine, a orientação foi importante ao longo da caminhada até as provas. O trabalho fora das pistas também fez parte da rotina da atleta. Ela destacou o suporte do Espaço Relax Teutônia, por meio do massoterapeuta Alex Paiva, além dos apoiadores e patrocinadores que contribuíram para a participação na competição. Além dos resultados, Joselaine destacou as experiências vividas durante o evento. “Agradeço também às amizades incríveis que fiz durante esses dias. Pessoas que tornaram essa experiência ainda mais especial e que levarei comigo para além das pistas”, afirmou.
51 3712.1250
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Sexta-feira, 25 de setembro de 2026 Fechamento da edição: 18h
APÓS CHUVA, COPA SOGES RETORNA DIVULGAÇÃO
Destaques
Artilheiros: Primeira divisão Ouro: Gregori Flores (Knecus) – 9 gols Primeira divisão Prata: Alex Andrade (Brocadores) – 5 gols Segunda divisão Ouro: Mathias Fensterseifer e Rodrigo Teixeira (Galácticos) – 15 gols Segunda divisão Prata: Luis Dresch (Brooklyn United) – 11 gols Melhores defesas: Primeira divisão Ouro: Capote – 17 gols Primeira divisão Prata: Celtic – 29 gols Segunda divisão Ouro: Firma – 22 gols Segunda divisão Prata: Brooklyn United – 22 gols Disciplina: Primeira divisão Ouro: Brocadores Primeira divisão Prata: SPC Segunda divisão Ouro: Sombras Segunda divisão Prata: Thundercats
Celtic é um dos times que entra em campo neste fim de semana para duelo contra o Barcabier, pela Série Prata Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br
D
epois de uma folga por conta das condições climáticas, a Soges retoma a disputa da Copa neste sábado, 26, com o início da segunda fase. A rodada começa às 12h30min e reúne partidas das duas divisões da competição.
A partir desta etapa, as equipes passam a disputar dentro das séries Ouro e Prata, conforme a divisão. Em cada grupo, os quatro melhores colocados avançam às semifinais. A mudança aumenta a importância de cada resultado na sequência do campeonato. Um dos destaques da rodada será o confronto do Capote e Só Resenha pela Ouro, da primeira divisão. O
Capote é o atual campeão da Ouro do Torneio de Inverno. O outro compromisso da Ouro é entre Knecus e Ambeve. Na segunda divisão, os duelos são Cevaria x Brooklyn United, Demonhos Jr x Knecus VG e Tsunami x Thundercats. Na Ouro, o Firma encara o Revoada, o Renegados pega o Galácticos e o Sombras confronta o Tricolor.
Agenda Primeira divisão 12h30min – Knecus x Ambeve (Ouro) 14h50min - Só Resenha x Capote (Ouro) 16h – Bud FC x SPC (Prata) 17h10min – Barcabier x Celtic (Prata) Segunda divisão 12h30min – Cevaria x Brooklyn United (Prata) 13h40min – Demonhos Jr x Knecus VG (Prata) 13h40min – Tsunami x Thundercats (Prata) 14h50min – Firma FC x Revoada (Ouro) 16h – Renegados x Galácticos (Ouro) 17h10min – Tricolor x Sombras (Ouro)