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ASSINATURA 51 3710.4200 51 99352.6402
ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR Quinta-feira, 24 de setembro de 2026 | Ano 25 - Nº 4188 | R$ 5,00 (dia útil) R$ 9,00 (fim de semana)
Espaço inspira negócios e retomada MATHEUS GIOVANELLA LASTE
BERÇÁRIO INDUSTRIAL
Com investimento de R$ 1,49 milhão, a estrutura atende empreendedores de Encantado que deixaram área de risco e alia o apoio a pequenas empresas à construção de moradias sociais. Nesta etapa são sete empreendimentos e novas vagas serão preenchidas via edital CADERNO | RA
GESTÃO E NEGÓCIOS
DESOCUPAÇÃO DE IMÓVEIS
FUTURO DO TRABALHO
Dália projeta Peso da folha e do envelhecimento crescimento de 6,5% em 2026
LAUTENIR JUNIOR
Faturamento deve chegar a R$ 2,3 bilhões Apesar da superoferta de suínos no mercado, mudanças na cadeia de lácteos e desafio de ampliar o abate de aves, a Dália Alimentos estima um resultado melhor neste ano, com avanço de R$ 2,16 bi-
lhões para cerca de R$ 2,3 bilhões. A cooperativa reúne 3,2 mil funcionários e 2,2 mil famílias associadas. Como desafios para crescer, juros e logística gaúcha são as principais barreiras. PÁ G I N A | 6
OPINIÃO | RODRIGO MARTINI
“Teu Voto, nosso Vale” CIC-VT lança hoje campanha que estimula população a participar do processo eleitoral e escolher representantes locais.
Economista Oscar Frank alerta sobre o impacto da alta carga tributária na folha e a transição demográfica no país. Com custo de mão de obra acima de 70% e queda populacional no RS, o especialista defende o aumento da produtividade para manter a competitividade das empresas. PÁ G I N A | 7
Lajeado estima três anos para remover famílias até cota 24 Estratégia reduziu pela metade o uso de abrigos municipais e prevê criar “parques esponja” nas áreas de maior risco para inundações. PÁ G I N A | 3
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E D I TO R I A L
A B R E A S PA S
O custo do futuro
O
debate sobre o custo do trabalho expõe um problema que vai além da realidade das empresas. A elevada carga incidente sobre a folha, somada à baixa produtividade e às dificuldades educacionais, impõe barreiras à geração de empregos, à competitividade e ao crescimento econômico. É um cenário que exige menos simplificações e mais disposição para enfrentar causas estruturais. O desafio se torna ainda maior diante da transformação demográfica. O Brasil terá, nas próximas décadas, uma proporção cada vez menor de pessoas em idade ativa para sustentar uma população mais idosa. No Rio Grande do Sul, o envelhecimento ocorre de forma ainda mais acelerada. Isso terá reflexos sobre a Previdência, a saúde, a arrecadação e a própria oferta de mão de obra.
“A restauração é a preservação de memórias” ACERVO PESSOAL
Gustavo Henrique Scattola, 49, é natural de Lajeado e reside em Encantado. Comerciante, encontrou na restauração de objetos antigos um hobby que une trabalho manual, dedicação e, principalmente, paixão pela história de cada peça. Motocicletas, bicicletas e balanças antigas estão entre os itens especiais que ele revitaliza Matheus Giovanella Laste matheuslaste@grupoahora.net.br
O Brasil terá, nas próximas décadas, uma proporção cada vez menor de pessoas em idade ativa para sustentar uma população mais idosa” Não há uma solução isolada para esse quadro. Reduzir distorções tributárias, melhorar a qualidade da educação, estimular a inovação e elevar a produtividade são frentes que precisam avançar simultaneamente. Também será necessário rever a estrutura do gasto público para ampliar a capacidade de investimento do Estado. Os números apresentados no encontro da CDL Lajeado servem como alerta. O país não pode adiar indefinidamente decisões que terão impacto sobre as próximas gerações. Transformar o diagnóstico em medidas concretas será o verdadeiro teste para empresas, sociedade e poder público. Filiado à
Fundado em 1º de julho de 2002 Vale do Taquari - Lajeado - RS
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Como esse ofício começou?
A restauração iniciou como um hobby. Gosto de pegar algo que está parado, desgastado ou esquecido e tentar devolver a ele as características e a beleza que tinha originalmente. Não é algo específico para um único tipo de veículo. Gosto de restaurar diferentes objetos e peças antigas. Cada item tem suas particularidades, e justamente esse desafio é uma das coisas que mais me atrai na restauração.
Como você define esse trabalho?
A restauração é a preservação de memórias. Porque, além de recuperar o objeto, existe toda a história que vem com ele. A restauração é a arte de dar novamente vida a objetos que, em algum momento, fizeram parte do dia a dia de alguém, permitindo que suas histórias e memórias sejam preservadas e eternizadas.
O que mais lhe dá satisfação na restauração? Ver o resultado final. Começar com uma peça que muitas vezes parece sem condições de recuperação e, depois de muito trabalho, vê-la nova-
mente funcionando ou com a aparência que tinha no passado é muito gratificante. Mas existe também a satisfação de saber que aquela peça não foi simplesmente descartada. Ela ganhou uma nova oportunidade e continuará contando a sua história por muitos anos. Para mim, restaurar é devolver vida ao passado para que ele continue fazendo parte do presente.
Como é o processo?
Geralmente, a parte mais trabalhosa não é a pintura, mas a recuperação mecânica e a preparação. Retirar anos de sujeira e oxidação, desmontar sem quebrar, encontrar peças originais, fabricar componentes que faltam e fazer o mecanismo voltar a funcionar pode consumir muitas horas. E existe uma parte que não aparece no resultado final: pesquisa e paciência. Às vezes, uma pequena peça ou uma informação sobre como determinado objeto era originalmente montado pode levar muito tempo para
ser descoberta. No caso de motocicletas, bicicletas e balanças antigas, por exemplo, uma boa restauração procura equilibrar três coisas: funcionalidade, estética e preservação da história da peça.
Qual foi a restauração mais marcante para você?
Da Yamaha RD 200 – 1975. Começou com uma avaliação cuidadosa de todas as condições da motocicleta. Antes de desmontar, foi necessário observar cada detalhe e identificar aquilo que ainda mantinha suas características originais. Ferrugem, desgaste, sujeira acumulada e peças danificadas exigiram muitas horas de limpeza, desmontagem, ajustes e acabamento. Para quem restaura, a maior recompensa é ver uma motocicleta que um dia esteve parada ou deteriorada voltar a funcionar e despertar novamente a admiração de quem a vê. Restaurar é ter paciência para recuperar o passado e dedicação para mantê-lo vivo.
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APÓS ENCHENTES
Plano de desocupação reduz desabrigados em áreas de risco DIVULGAÇÃO
Iniciativa avança entre imóveis situados nas cotas 20 e 21 metros. Em três anos, administração espera zerar presença de famílias em casas abaixo da cota de 24 metros Mateus Souza
mateus@grupoahora.net.br
LAJEADO
A
recorrência e a intensidade das cheias levaram os municípios do Vale a mudar a estratégia de prevenção e proteção da população. Em vez de concentrar investimentos em grandes estruturas físicas de contenção, a administração de Lajeado aposta na retirada gradual de moradias localizadas em áreas de risco. A iniciativa estabelece metas por cotas de inundação e prevê transformar os espaços liberados em áreas de absorção de água. A
proposta é reduzir a exposição de famílias às enchentes e, ao mesmo tempo, diminuir a necessidade de abrigos e operações emergenciais durante eventos extremos. As ações avançam de forma escalonada conforme a elevação do rio. Conforme a prefeita Gláucia Schumacher, as famílias que viviam abaixo da cota de 19 metros já foram retiradas. A desocupação dos imóveis situados na cota 20 metros está em fase de conclusão, enquanto as equipes concentram os esforços, atualmente, na faixa de 21 metros. A meta da administração é zerar, em até três anos, a presença de moradores abaixo da cota de 24 metros. Em uma perspectiva de longo prazo, o planejamento prevê ampliar a desocupação até a cota
Além da questão de segurança, a estratégia também considera o impacto financeiro provocado pelas cheias. A cada evento de maior proporção, o município avalia gastar entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões com abrigamento, limpeza urbana, atendimento às famílias e outras ações de resposta.
Áreas livres
Parte das áreas alagáveis nas cotas mais baixas já não tem moradores
de 28 metros. A redução do número de pessoas expostas já tem reflexos durante as cheias. Nas enchentes anteriores, o número de pessoas acolhidas no abrigo municipal do Parque do Imigrante caiu de cerca de 600 para 260. “Com o avanço do programa,
enchentes de menor proporção vão provocar principalmente impactos temporários na mobilidade, sem a necessidade de grandes operações de retirada de moradores”, destaca Gláucia. A estratégia busca reduzir situações de emergência e, principalmente, preservar vidas.
Outro desafio é evitar a reocupação dos imóveis desocupados. Para isso, a prefeitura promove fiscalizações semanais e adota a demolição de estruturas como uma das medidas para impedir que as casas voltem a ser utilizadas ou alugadas irregularmente. Os proprietários podem autorizar o desmanche das construções e permanecer com a posse dos terrenos, mantendo também o direito a eventuais indenizações previstas no processo. “Iniciamos o plantio de grama e árvores em algumas áreas. A ideia é formar os chamados parques esponja, que sejam capazes de absorver parte do volume de água durante as inundações”, pontua a prefeita.
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“TEU VOTO, NOSSO VALE”
Setor produtivo entra na briga por RODRIGO MARTINI candidatos da região Leite retorna rodrigomartini@grupoahora.net.br
“O
Vale do Taquari precisa ser ouvido, representado e a imprensa tem papel fundamental para levar essa discussão à comunidade”. Foi com essa mensagem que a Câmara da Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari (CIC/VT) convidou os veículos de comunicação para uma entrevista coletiva na Cacis de Estrela na tarde de hoje. No encontro, a entidade que representa o setor produtivo da região vai apresentar oficialmente a campanha “Teu Voto, nosso Vale”. Segundo o presidente da CIC/ VT, Ângelo Fontana, o propósito é instigar o debate sobre a representatividade política do Vale do Taquari, estimular a participação da população no processo eleitoral e reforçar a importância de conhecer, comparar e avaliar propostas relacionadas às demandas da região antes, durante e após as eleições. “Em poucos dias vai chegar a hora de cumprirmos a missão mais importante da democracia: escolher quem irá nos representar como cidadãos pelos
próximos quatro anos”, reforça. Fontana também faz um alerta aos riscos da criminalização da política e dos políticos. “Nessa hora, é comum ouvir aqueles discursos pessimistas de que políticos são todos iguais, ou aquelas teorias de quem não acredita ser possível mudar a história do país. Não caia nessa conversa. Se realmente estivermos preocupados com o desenvolvimento de nossas cidades, do nosso estado, com o aquecimento da economia e o fortalecimento dos negócios, é preciso abrir mão da zona de conforto, unir forças e buscar caminhos que levem a esse desfecho.” Por fim, o presidente reforça a importância do eleitor do Vale do Taquari observar e apostar os candidatos locais. “Um dos percursos mais assertivos é, sem dúvida, eleger candidatos que representem bem a sua região. Candidatos locais com bom histórico, condutas corretas, competência política para legislar e que tenham de fato envolvimento e compromissos com a sua terra”, finaliza. E eu assino embaixo!
ao Vale
O governador Eduardo Leite (PSD) chega ao Vale do Taquari na manhã da próxima terça-feira, 29. A agenda completa ainda será divulgada pela equipe do Palácio Piratini. Por ora, está confirmada a passagem dele em Bom Retiro do Sul e Lajeado para oficializar a entrega de novas casas populares às vítimas das enchentes.
TIRO - Não é coincidência o reaparecimento de determinados artistas que dormiam em berço esplêndido justamente neste momento que antecede o primeiro turno das eleições. Quando se trata de manifestação política/ideológica, não existe coincidência. - A câmara de Lajeado será palco de duas audiências públicas em outubro. No dia 7, o debate é sobre o estacionamento rotativo. E dia 15 o embate é sobre a polêmica equiparação entre monitores e professores da rede municipal. - Em Santa Clara do Sul, o prefeito Márcio Haas (PP) também precisa descansar, saiu de férias e quem assume até dia quatro de outubro é o vice-prefeito Claudir Bald (PDT).
R$ 4,5 milhões em três enchentes O governo de Lajeado despende, em média, R$ 1,5 milhão dos cofres municipais a cada nova enchente só com os chamados “gastos ordinários”. Incluem-se a limpeza da cidade e eventuais consertos e manutenções em equipamentos públicos, a alimentação dos desabrigados, insumos dos caminhões, horas extras dos servidores e equipes de segurança e atendimento nos abrigos. Em 2026, já foram três enchentes, representando algo em torno de R$ 4,5 milhões.
NOVA PONTE NA TANGARÁ
Governo de Estrela estuda contratação emergencial A prefeita Carine Schwingel (União Brasil) tem pressa para iniciar a construção da nova “Ponte da Tangará”, no Arroio Boa Vista. Com a recente destruição do antigo pontilhão, que sucumbiu à enchente desta semana, o governo estuda formas de antecipar o início das obras por meio de uma contratação emergencial, já que um processo licitatório tradicional só deve ocorrer no mês de novembro. A obra está orçada em R$ 5,1 milhões e os recursos são do governo federal. Aliás, e após recente reestudo, a nova travessia de concreto e duas vias, pode ficar R$ 1 milhão mais cara.
O peregrino das quintas-feiras subiu o morro em Marques de Souza e fotografou o belo cenário em Linha Alto Tigrinho. Após a chuva de sábado, a cerração no domingo.
Lajeado vai terceirizar projetos do financiamento A câmara de Lajeado aprovou os dois projetos de lei que autorizam o município a buscar R$ 100 milhões em operações de crédito. O governo pretende utilizar o recurso para executar
23 obras estruturantes de forma concomitante. E, para agilizar os processos, o Executivo vai contratar uma consultoria terceirizada para realizar os projetos executivos.
Jonas Calvi assumirá Amat Prefeito de Encantado e já cotado para concorrer a deputado nas eleições de 2030, Jonas Calvi (PSD) será o presidente da
Associação dos Municípios do Alto Taquari (Amat) em 2027. Ele é o atual vice-presidente da entidade.
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GESTÃO E NEGÓCIOS
Dália projeta R$ 2,3 bilhões de faturamento no ano
ARQUIVO
Cooperativa de Encantado busca ampliar escala na produção de aves, enquanto excesso de oferta reduz a margem dos suínos. No leite, produtividade avança com a concentração em menos propriedades
PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA DÁLIA
Não adianta fazer número. Queremos saber quanto deixa de resultado e quanto melhorou a vida das famílias do campo.”
NÚMEROS DO ANO
Filipe Faleiro
Faturamento projetado
filipe@grupoahora.net.br
próximo de R$ 2,3 bilhões
VALE DO TAQUARI
A
Dália Alimentos projeta encerrar 2026 com faturamento próximo de R$ 2,3 bilhões. O resultado mantém a expansão da cooperativa, que reúne 3,2 mil funcionários e 2,2 mil famílias associadas, mas esconde desempenhos diferentes entre suínos, aves e leite. Na suinocultura, a queda dos preços neste ano interrompe a sequência de margens elevadas de 2024 e 25. A avicultura encontra mercado para ampliar as vendas, porém depende de aumento da criação nas propriedades. No leite, a produção se concentra em menos famílias, com mais escala, tecnologia e produtividade. O presidente do Conselho de Administração da Dália, Gilberto Piccinini, afirma que a diversificação ajuda a atravessar as mudanças em cada cadeia. “O mercado é muito dinâmico. Se este ano está muito bom, faça reserva, porque o próximo pode não estar.” A estimativa de faturamento representa um pequeno avanço sobre o ano anterior, segundo Piccinini. Mais importante do que aumentar a receita, afirma, é garantir margem para manter os investimentos e remunerar associados e funcionários. “Não adianta fazer número. O
GILBERTO PICCININI
Funcionários
3,2 mil que queremos olhar não é faturamento. Queremos saber quanto deixa de resultado e quanto melhorou a vida das famílias do campo”. A estratégia da cooperativa, frisa Piccinini, rejeita um crescimento acelerado apenas para ampliar a participação no mercado. Limites territoriais, custos logísticos e o vínculo com os associados impedem que a cooperativa replique o modelo de grandes grupos instalados em diferentes regiões do país. De acordo com ele, a alternativa está nos produtos de maior valor agregado, na diferenciação e no aproveitamento das três cadeias. A Dália completa 80 anos em 2027 e, conforme Piccinini, precisa preparar as decisões para as próximas décadas.
Excesso de oferta A suinocultura apresentou um resultado próximo do histórico em 2025. A abertura de mercados, com destaque para as Filipinas, aumentou as exportações e ajudou a equilibrar os efeitos
das enchentes sobre os demais negócios da cooperativa. Em 2026, o cenário mudou. “Ano passado foi muito positivo por causa da suinocultura. Agora mudou tudo”, afirma Piccinini. Segundo ele, as margens positivas estimulam a produção no Brasil e em outros países, enquanto conflitos e restrições comerciais reduziram alguns canais de venda. “Quando está bom, cresce o olho. Entram novos produtores, outros ampliam e, depois, temos uma superoferta.” Mesmo com mais exportações, a oferta adicional derrubou os preços. Entre janeiro e agosto, o Brasil embarcou 1,057 milhão de toneladas de carne suína, crescimento de 8,9%. A receita alcançou US$ 2,447 bilhões, alta de 4,8%. Na semana de 18 de setembro, a Associação de Criadores de Suínos do RS (Acsurs) indicava preço-base de R$ 4,75 pelo quilo do suíno vivo. Para os produtores independentes, a referência estadual era de R$ 5,23. Análise do Itaú BBA calculou
Cooperativa tem 2,2 mil famílias associadas e com produção ativa. Número de funcionários alcança 3,2 mil
custo de terminação próximo de R$ 6,30 por quilo em agosto, diante de um preço médio de R$ 4,78. A diferença representava prejuízo estimado em R$ 180 por animal.
Mercado para avançar Na avicultura, a Dália identifica espaço para ampliar as vendas de produtos congelados e temperados. A cooperativa processa cerca de 55 mil aves por turno e pretende alcançar 70 mil. A estrutura atual do complexo avícola emprega cerca de 530 pessoas. “Se tivéssemos mais frango, teríamos mercado para vender”, afirma Piccinini. O limite começa fora da indústria. Para aumentar o abate, a cooperativa precisa ampliar o número de aves alojadas e, portanto, financiar a construção de novos núcleos nas propriedades.
Famílias associadas
2,2 mil CADEIAS PRODUTIVAS Suínos Preços abaixo dos custos após o aumento da oferta. O preço-base da integração da Dália estava em R$ 4,75 por quilo em setembro. Aves Processamento de 55 mil animais por turno, com perspectiva de alcançar 70 mil. O avanço depende de novos núcleos nas propriedades e de mão de obra. Leite Menos produtores e maior concentração do volume. Cerca de 80 propriedades entregam 70% do leite recebido pela cooperativa.
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CENÁRIO DESAFIADOR
Custo do trabalho e envelhecimento desafiam economia VINI BILHAR
ADULTOS ATIVOS A CADA IDOSO
Os desafios para as próximas décadas
24,2
6,9 2
Os efeitos são amplos. O envelhecimento pressiona a previdência e a saúde pública, reduz a entrada de trabalhadores no mercado e gera ociosidade em estruturas como escolas e universidades, elevando custos. Soma-se a isso um orçamento público rígido, que limita a capacidade de resposta do Estado.
Especialista aponta como o impacto tributário sobre a folha de pagamento sufoca empresas e trava geração de empregos em momento de transição demográfica Vini Bilhar
vinibilhar@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
O
economista-chefe da CDL de Porto Alegre, Oscar Frank, foi o convidado do Café da Manhã da CDL Lajeado, encontro que reúne associados e lideranças empresariais da região. Recebido pela presidente da entidade, Giselda Hahn, o especialista abriu sua apresentação com um tema recorrente, mas ainda pouco compreendido em profundidade: o impacto tributário sobre a folha de pagamento. Frank apresentou comparativos entre diferentes faixas salariais e evidenciou o peso real da
mão de obra no Brasil. Em um dos exemplos, um funcionário com salário nominal de R$ 16.951,10, que recebe líquido R$ 12.481,90, representa um custo total de R$ 29.353,70 para o empregador. A diferença entre o valor pago pela empresa e o montante efetivamente recebido pelo trabalhador chega a 42% e reflete o impacto da elevada carga tributária sobre o trabalho formal. Ao ampliar a análise para o cenário internacional, o contraste se torna ainda mais evidente. Nos Estados Unidos, o custo adicional de um trabalhador gira em torno de 13,7%. No Brasil, esse percentual alcança 73,2%, segundo o estudo apresentado. A diferença impacta diretamente a competitividade das empresas, a geração de empregos e o crescimento econômico, ainda que o comparativo não leve em conta aspectos econômicos e sociais comparativos entre os dois países. Segundo o economista, esses números também se refletem em
PROJEÇÃO POPULACIONAL DO RS 11,2 milhões
-18,9%
em cinco décadas
9,1 milhões
Economista da CDL Porto Alegre palestrou para associados e empresários em Lajeado
indicadores mais amplos. Dados recentes do Pisa, que avalia o desempenho de jovens de 15 anos, colocam o Brasil em 71º lugar em matemática, 67º em ciências e 52º em leitura, entre 91 países avaliados em 2025. O desempenho educacional, nesse contexto, está diretamente ligado à produtividade e à capacidade de inovação.
Envelhecimento da população Outro ponto destacado foi a transição demográfica. A queda da taxa de natalidade, somada ao aumento da expectativa de vida, altera de forma significativa a estrutura da população. Em 1960, o país tinha 24,2 pessoas em idade ativa para cada idoso. A projeção para 2069 é de apenas dois ativos por idoso. No mesmo período, a taxa de fecundidade cai de seis para 1,5 filhos por mulher, enquanto a expectativa de vida sobe de 76,7 para 84 anos. A população brasileira, hoje estimada em 212,6 milhões, deve iniciar um processo de redução nas próximas décadas. No Rio Grande do Sul, esse movimento ocorre de forma mais acelerada, com pico populacional em 2026 e queda a partir de 2027, passando de 11,2 milhões para pouco mais de 9 milhões até 2069.
Diante desse cenário, o aumento da produtividade surge como uma das principais alternativas. Produzir mais, com maior eficiência e valor agregado, deixa de ser uma estratégia e passa a ser uma necessidade. Para Giselda Hahn, o momento exige debate qualificado, especialmente em um contexto pré-eleitoral. “Entender o real custo do trabalhador é fundamental para o empresário. A CDL está atenta a esse cenário”, destacou. Mais do que números, o desafio está em transformar dados em decisões. A compreensão dos fatores tributários, demográficos e estruturais será determinante para o futuro da economia e para a construção de um ambiente mais competitivo e sustentável.
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Dália acompanha Docile lança marshmallow tendências globais no Agro Summit 2026 para assar no churrasco vinibilhar@grupoahora.net.br
VINI BILHAR
A
tradicional brasa do churrasco ganha uma nova função com a collab inédita entre a Docile e o 20Barra9. As marcas gaúchas lançaram o Marshmallow para Assar Docile + 20Barra9, edição limitada que propõe levar a sobremesa para o ritual do fogo, prolongando o encontro após a refeição. A iniciativa parte de um hábito simples: aproveitar o calor da brasa após o preparo das carnes. Com o mote “Depois do Churras, vem o Marsh”, a campanha reforça o conceito “O Fogo Une”, já associado ao 20Barra9, ampliando seu significado para além do prato principal. Desenvolvido especialmente para assar, o produto chega em embalagem de 135 gramas, acompanhada de quatro palitos, e terá venda exclusiva nas lojas Zaffari. A proposta também
FOTOS: DIVULGAÇÃO
busca aproximar o consumidor brasileiro de um costume já consolidado em outros países. Segundo as empresas, a parceria nasce da conexão entre posicionamentos e da valorização
de momentos de convivência. A collab ainda deve se desdobrar nos restaurantes 20Barra9, com o desenvolvimento de sobremesas e ações de exposição do produto nas unidades.
A 3ª edição do Bradesco BBI Agro Summit 2026 reuniu lideranças do agronegócio em São Paulo e contou com a participação do presidente executivo da Dália Alimentos, Carlos Alberto de Figueiredo Freitas. O evento, realizado no dia 10 de setembro, teve como foco inovação, mercado e os desafios estruturais do setor. Convidado pelo Bradesco, Freitas destacou a relevância dos debates, especialmente para a cadeia da proteína animal. Entre os temas centrais estiveram o posicionamento do Brasil no cenário global, os gargalos logísticos e os impactos das chamadas “canetas emagrecedoras” nos hábitos de consumo. A abertura do encontro ressaltou a necessidade de planejamento financeiro diante da alternância dos ciclos econômicos do agro. Já no painel sobre o cenário internacional, foi destacada a importância da atuação institucional e da presença do Brasil em fóruns
globais. Outro ponto de atenção foi o avanço dos medicamentos da classe GLP-1, que já atingem cerca de 6% da população adulta brasileira e movimentam R$ 20 bilhões ao ano, com potencial de alterar padrões de consumo e impactar a cadeia produtiva.
Arla Cooperativa celebra 88 anos A Arla Cooperativa comemora hoje 88 anos de fundação, consolidando sua atuação no fortalecimento do agronegócio regional. Ao longo do dia, a entidade promove ações junto a associados e clientes, marcando a trajetória construída ao lado do produtor rural. Segundo o presidente Orlando Stein, a cooperativa mantém o foco na qualidade dos serviços e na ampliação do quadro social, especialmente entre pequenos e médios produtores. Atualmente, cerca de 3 mil associados integram a Arla, que oferece suporte técnico e soluções voltadas ao aumento da produtividade e à sustentabilidade
das propriedades. Dados da assembleia de 2026 apontam resultado líquido de aproximadamente R$ 6 milhões em sobras, reforçando a solidez da gestão. Desde 2017, a Arla a atuar dentro de um sistema cooperativo, ampliando sua capacidade operacional. Em um cenário em que o agronegócio segue como um dos pilares da economia brasileira, mesmo diante de desafios climáticos e financeiros, o papel das cooperativas ganha relevância. A Arla reforça esse movimento ao manter o olhar atento às demandas do campo e ao desenvolvimento regional.
Indicadores Dólar: R$ 5,16 Ibovespa: 185.814,10
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REFERÊNCIA NO SETOR
Vinícola Aurora destaca inovação, cooperativismo, e expansão na Acil MAIRA SCHNEIDER
Diretor de Marketing e Vendas da cooperativa apresentou resultados recordes e perspectivas para o centenário da empresa durante reunião-almoço Maira Schneider
mairaschneider@grupoahora.net.br
LAJEADO
A
trajetória de 95 anos da Cooperativa Vinícola Aurora e os desafios para os próximos anos foram tema da reunião-almoço promovida pela Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil). O encontro reuniu empresários e lideranças para conhecer a experiência da vinícola e discutir cooperativismo, inovação e gestão de pessoas. Para o presidente da Acil, Eduardo Gravina, a escolha do tema buscou aproximar diferentes formas de atuação coletiva. “Pensamos na conexão entre cooperativismo e associativismo, trabalho que depende de muitas mãos para acontecer e geralmente leva ao sucesso. A ideia é essa, uma palestra que traz uma empresa, uma cooperativa de sucesso para a reunião-almoço.” O diretor de Marketing e Vendas da Aurora, Rodrigo Arpini Valerio, apresentou o processo de transformação da cooperativa, que completou 95 anos em fevereiro. Segundo ele, a organização passa por uma
reestruturação com foco na sustentabilidade e na preparação para o centenário. “Apesar de ter feito 95 anos, a Aurora passa por transformações muito profundas, mirando sempre o centenário e a sustentabilidade do seu negócio.” A cooperativa reúne cerca de 1,1 mil famílias associadas e mais de 500 funcionários. Em 2025, registrou faturamento recorde de R$ 874,8 milhões. A safra de 2026 também alcançou marca histórica, com o processamento de 93 milhões de quilos de uva. “A Aurora, quando começa a se explorar, por mais que se entenda que é uma cooperativa, ela é uma grande empresa,” destacou Valerio. O executivo também ressaltou a modernização do setor vitivinícola, com uso de drones e novas técnicas de manejo. “Hoje existem técnicas muito mais modernas, como drones e aplicações muito mais efetivas, que levam esse novo passo que a Aurora está dando para um novo patamar, cada vez mais digital e levando tecnologia para o campo.”
Liderança de mercado A Aurora lidera o segmento de sucos de uva e detém cerca de 36% do mercado brasileiro de vinhos finos. “A cada três garrafas de vinho fino brasileiro consumidas no país, uma é da Aurora”, afirmou. Segundo Valerio, a valorização das pessoas também é um diferencial. “É uma cooperativa feita de pessoas, com o social muito exaltado e cada vez mais
Encontro na Acil reuniu empresários e lideranças do Vale para conhecer a trajetória da Aurora e discutir cooperativismo, inovação, gestão de pessoas e os desafios para os próximos anos
RODRIGO VALERIO DIRETOR DE MARKETING E VENDAS DA COOPERATIVA VINÍCOLA AURORA
diferenciado. O que faz diferença no mercado hoje é a gestão de pessoas.”
Preparação ao centenário Entre os desafios estão as mudanças no comportamento dos consumidores, sobretudo em relação à saúde e ao bemestar. “O mercado está passando por uma mudança muito forte comportamental, principalmente na gestão da saúde das pessoas. Estamos atentos a isso e trazendo novidades para conversar com esse novo público.” A cooperativa também estuda a construção de uma nova planta industrial, com capacidade para receber até 100 milhões de quilos de uva por safra. “Temos a pretensão de construir uma nova planta fabril para o recebimento de até 100 milhões de quilos de uva. O projeto está em fase de elaboração e deve fortalecer ainda mais a cooperativa nos próximos anos”.
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Quinta-feira, 24 de setembro de 2026 ARQUIVO/FILIPE FALEIRO
Indicador considera desempenho em português, matemática e aprovação no ensino fundamental. Resultado também interfere no rateio do ICMS Karine Pinheiro
karine@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
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os 38 municípios do Vale do Taquari, 24 superaram a média estadual do Índice Municipal da Educação do Rio Grande do Sul (Imers), calculado em 66,97. O índice é calculado a partir do desempenho dos estudantes das redes municipais nas provas do Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Rio Grande do Sul (Saers). Com nota 83,9, Vespasiano Corrêa alcançou a décima maior média entre os municípios gaúchos. O resultado supera em 16,93 pontos a média estadual. O desempenho do segundo ano teve participação no resultado, sobretudo na prova de português, em que o percentual de estudantes classificados no nível avançado cresceu quase 50%. Além de Vespasiano Corrêa, outros quatro municípios do Vale aparecem entre as 20 maiores médias do Estado. Progresso ocupa a 11ª posição, Marques de Souza a 12ª, Dois Lajeados a 18ª e Fazenda Vilanova a 20ª. O levantamento aponta nota máxima nos índices de qualidade da alfabetização e de aprovação entre os municípios. Na outra ponta, Taquari ocupa a 480ª colocação e registra a menor posição entre os municípios do Vale. A distância entre as posições também mostra mudanças em relação ao resultado anterior. Ilópolis avançou 385 posições e alcançou o 48º lugar. Capitão subiu 354 e aparece em 137º. Dois Lajeados avançou 203 posições, enquanto Paverama teve alta de 134 posições. Segundo a secretária de Educação de Vespasiano Corrêa,
No Vale, 14 municípios alcançaram posições mais elevadas no índice
REDES MUNICIPAIS DE ENSINO
Vale tem 24 cidades acima da média estadual no Imers Marina Brustolin, o resultado está relacionado à organização da rede, ao planejamento e às condições de trabalho oferecidas aos profissionais. “O foco é no aluno. Conseguimos olhar para cada estudante de forma individual, para perceber as dificuldades e o que pode ser melhorado”, afirma. O município também oferece atividades extraclasse, com o objetivo de facilitar a aprendizagem e fortalecer o raciocínio. “A gente trabalha no nível máximo. Nossa meta é ser melhor todos os dias”, afirma a secretária. Segundo ela, as metas são avaliadas diariamente e os dados são analisados pela equipe. “Estamos felizes e comemorando esse resultado”, pontua.
Indicadores A composição do Imers reúne dados de aprendizagem e fluxo escolar. As provas do Saers avaliam português e matemática em diferentes etapas do ensino fundamental. A taxa de aprovação também integra o cálculo do indicador. A metodologia permite acompanhar o desempenho das redes municipais a partir de resultados de aprendizagem e aprovação.
Reflexo nos cofres públicos Além de medir o desempenho da educação municipal, o Imers passou a ter efeito sobre a distribuição de recursos aos municípios. O indicador integra os critérios utilizados no rateio de uma parcela do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A educação passou a ser considerada no cálculo da arrecadação deste ano. Com isso, o desempenho registrado nas avaliações passa a ter relação também com a distribuição de recursos entre as administrações municipais.
MELHORES COLOCAÇÕES 10º Progresso – 11º Marques de Souza – 12º Dois Lajeados – 18º Fazenda Vilanova – 20º Vespasiano Corrêa –
PIORES COLOCAÇÕES 401º Pouso Novo – 403º Canudos do Vale – 405º Cruzeiro do Sul – 413º Taquari – 480º Roca Sales –
MAIOR VARIAÇÃO POSITIVA +385 Capitão – +354 Dois Lajeados – +203 Paverama – +134 Ilópolis –
O que é o Imers? Indicador criado pelo governo estadual para medir e acompanhar a qualidade do ensino fundamental nas escolas da rede municipal. É
calculado pelo Departamento de Economia e Estatística, em parceria com a Secretaria da Educação. Os dados de aprendizagem têm como base o Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do RS.
A HORA | 11
Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Hospital conquista sete leitos psiquiátricos GABRIEL SANTOS
Habilitação representa a primeira referência estadual do São Gabriel Arcanjo e amplia atendimento em saúde mental no Vale Mateus Souza
mateus@grupoahora.net.br
CRUZEIRO DO SUL
O
Hospital São Gabriel Arcanjo avança no processo de consolidação regional com a habilitação de sete leitos de saúde mental. A conquista representa a primeira vez que a instituição passa a integrar uma referência em nível estadual e abre caminho para a ampliação dos serviços oferecidos à população. De acordo com o diretor administrativo do hospital, Ramon Zuchetti, a aprovação é resultado de um processo iniciado anos atrás, em contato com a estrutura regional e trabalho conjunto com a Secretaria Estadual de Saúde. A demanda ganhou força diante da existência de filas para atendimento psiquiátrico, que, segundo ele, já chegaram a reunir entre 40 e 50 pacientes. “Em função de nós estarmos já há mais tempo solicitando, pedindo e nos organizando para isso, até em função das obras que vinham sendo feitas nos últimos cinco, seis anos, nós estamos hoje fisicamente aptos para poder receber esses leitos”, explica. A previsão do hospital é que os atendimentos comecem em novembro, após o cumprimento das etapas necessárias para a habilitação. O processo passa pela Comissão Intergestores Bipartite (CIB), responsável pela discussão de políticas de saúde pública no estado, e posteriormente pela emissão de uma resolução. A estrutura física também já foi vistoriada por equipes estaduais. Segundo Zuchetti, o espaço destinado aos novos leitos corresponde a praticamente metade do hospital. Algumas adequações ainda serão feitas, mas são consideradas intervenções rápidas. A expectativa é concluir essa etapa e avançar na formação da equipe.
Viabilização A confirmação dos leitos permite agora ao hospital formalizar a contratação dos profissionais necessários. A instituição já conta
Casa de saúde passou por melhorias diversas nos últimos anos. Plano da direção agora é buscar recursos para ampliação física
com psicóloga, que atua há quatro anos no local, e deve retomar as tratativas para definir a participação de médico, técnicos e demais integrantes da equipe. Para Zuchetti, a habilitação também confirma uma transformação iniciada nos últimos anos. O hospital passou por obras e melhorias sem interromper o atendimento aos pacientes. O processo envolveu adaptações estruturais e investimentos que prepararam a instituição para atender às exigências necessárias à manutenção dos serviços de saúde. “Para nós foi uma vitória nesses cinco anos de obras, de melhorias e de buscar referências para encorpar mais os atendimentos médicos que o hospital hoje oferta”, afirma. A direção do São Gabriel Arcanjo trabalha para que a conquista dos leitos psiquiátricos seja apenas uma das etapas de expansão. O hospital já possui pedidos de habilitação para serviços de reumatologia, pneumologia e endocrinologia. A intenção é ampliar a participação no atendimento regional. “Nossa ideia é tornar uma referência regional pra gente estar no mapa do estado”, resume.
Outro projeto em discussão é a ampliação física da instituição. A direção busca recursos para uma obra de aproximadamente 100 metros quadrados, o que, conforme o diretor, praticamente dobraria o tamanho atual do hospital. A iniciativa prevê duas salas cirúrgicas, permitindo que procedimentos hoje encaminhados para outras instituições possam ser realizados na própria estrutura.
RAMON ZUCHETTI DIRETOR ADMINISTRATIVO DO HOSPITAL
Para nós foi uma vitória nesses cinco anos de obras, de melhorias e de buscar referências para encorpar mais os atendimentos médicos que o hospital oferta hoje.”
12 | A HORA PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS
www.coquetel.com.br
Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
© Revistas COQUETEL
Gênero de Injeção Chapa Augusto de Tipo dede (?), forma usada por Campos extintor de pena incêndio pintores de carros (Lit.) de morte Prenome do paisagista Burle Marx
Desordem Ações de grupos cototal mo ISIS e Al-Qaeda Editores Excessivamente (abrev.) condescendente (pej.)
Jiraya, Jaspion ou Ultraman (TV)
Caravana proporciona diversão e aprendizado
Gogó da (?), antigo símbolo de Maceió Isolado Unidade de venda da pipoca Cidade da Colômbia Riscos em documento
Flor símbolo do Escotismo Após
Característica de quem tem pureza Rumava; caminhava Tagarela (fig.)
Vazia Mar que virou deserto (Ásia)
Ofídio peçonhento comum no Cerrado
FOTOS: LUCIANE ESCHBERGER FERREIRA
Perdem a galhada após o verão (Zool.) Medida de filmes fotográficos Modelos
Notícia típica do meio financeiro
Banda holandesa de metal sinfônico Tubo que leva urina do rim à bexiga Renda (?) capita, item de censos Acolá Traje do Carnaval baiano
Guarda contratado por moradores
Agir como o professor em sala de aula
Irritadiças "(?) o Homem", frase de Pilatos
Cavalo de (?), manobra com carros
(?) de disco, indicação da acupuntura
Veste de indianas (?) para si: julgar
Atriz de "Feitiço da Lua" Conhece
Nilton Santos, exjogador de futebol
Membro para natação, no siri
Tarso Genro, político
Área de escape de circuitos da F1 Vistas panorâmicas leves e frescas (fig.)
3/abc — ema — per. 5/épica. 6/ureter. 9/aquarelas. 11/paleta de cor.
BANCO
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Solução H C P P A L E T A D E CO R R O B E R T O E M A S O P T R E C AT O S L I S C A L I I A J A R A R A CA A C S M A T R A C A L E C R P O S E N T B O A T O U R E T ER E N S I N A R P E R C P E A L I O E C HE R N R V O S A S E I S B S A R I T G P A T A N S C A I X A D E B R I TA A Q U A R E L A S 23/09 - 22/10
Virgem: Organize finanças. Bom momento para contratos, acordos e oportunidades de aumentar rendimentos.
23/10 - 21/11
23/07 - 22/08
Leão: Relacionamentos ganham destaque. Conversas fortalecem vínculos e decisões práticas trazem mais conforto.
22/11 - 21/12
21/06 - 22/07
Câncer: Cuide da família e das finanças. Resolva pendências e fortaleça bases materiais e afetivas.
Sagitário: Novas amizades e grupos ampliam possibilidades. Cooperação ajudará seus planos.
22/12 - 19/01
21/05 - 20/06
Gêmeos: Novas experiências, cursos e viagens ampliam horizontes. Criatividade e comunicação favorecem seus planos.
Escorpião: Resolva assuntos delicados com discrição. Família e finanças pedem calma e privacidade.
Capricórnio: Visibilidade profissional favorece propostas e negociações. Organize a rotina.
20/01 - 18/02
20/04 - 20/05
Touro: Apresente projetos, ganhe visibilidade e avance no trabalho. Bons negócios e mudanças positivas à vista.
Libra: Mais brilho, vitalidade e poder de negociação. Projetos, estudos e viagens favorecem um novo ciclo.
Aquário: Viagens, cursos e novas experiências renovam planos. Use a criatividade e explore possibilidades.
19/02 - 20/03
21/03 a 19/04
Áries: Fortaleça parcerias, avance em planos e esclareça expectativas. Novas amizades podem abrir portas.
23/08 - 22/09
HORÓSCOPO
Peixes: Converse sobre dinheiro e responsabilidades. Apoio familiar traz segurança para decisões.
Apresentação teatral e oficinas temáticas envolveram 111 estudantes da Emef São Judas Tadeu Luciane Eschberger Ferreira luciane@grupoahora.net.br
VENÂNCIO AIRES
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iversão e aprendizado marcaram a apresentação da peça teatral “Educa-me, por quê?”
A iniciativa do Grupo A Hora, por meio do Programa Educação Ambiental na Escola (Educame), contemplou 111 alunos do 1º ao 5º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental São Judas Tadeu. As atividades ocorreram ontem pela manhã e contaram com a presença das assessoras pedagógicas da Secretaria Municipal de Educação, Jéssica Priscila Campos da Silva e Luana Cristine Klafke. Para as profissionais, a apresentação é uma forma de estimular a reflexão sobre o tema meio ambiente. Elas ainda observaram a importância de incentivar as novas gerações a ter cuidado e pensar no futuro com responsabilidade. “A escola tem um papel fundamental, porque é aqui que as nossas crianças aprendem a olhar para o lugar onde elas vivem e compreender que suas atitu-
Personagem “Por Que?” chamou a atenção sobre o meio ambiente
des fazem diferença”, destaca Luana. Ela ainda acrescentou que cada um pode contribuir para a construção de um mundo mais sustentável e que pequenas ações podem se transformar em grandes atitudes no futuro. Logo depois do teatro, as crianças conheceram a mascote do programa Leia, de incentivo à leitura, também do Grupo A Hora. Nara, a capivara leitora e o personagem “Por que?” tiraram fotos com todas as turmas. Em seguida, a turma do 4º ano participou de oficina sobre o tema “Água”, e o 5º ano, “Repórter Mirim Ambiental”. A Emef São Judas Tadeu atende 111 alunos em tempo integral. Todos os estudantes prestigiarão a apresentação teatral.
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Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
LUTA CONTRA SÉRIE B
REPRODUÇÃO FGF TV/DIVULGAÇÃO
INTER ANUNCIA EDUARDO BAPTISTA ATÉ O FIM DO BRASILEIRÃO
Treinador deixa o Criciúma e chega a Porto Alegre com a missão de salvar o clube do rebaixamento
DIVULGAÇÃO
Protocolo antirracismo foi ativado pelo árbitro Jean Pierre Lima aos 44 minutos do primeiro tempo após denúncia do lateral Márcio Duarte
CLUBE IRÁ RECORRER
TJD MULTA LAJEADENSE EM R$ 20 MIL POR SUPOSTO CASO DE RACISMO
Caetano Pretto
caetano@grupoahora.net.br
O
Internacional anunciou na manhã de ontem a contratação do técnico Eduardo Baptista. O profissional assina contrato com o Colorado até dezembro de 2026 com a grande missão de salvar o clube do rebaixamento à Série B. Eduardo Baptista estava no Criciúma antes de acertar com o Internacional. O treinador chega acompanhado do auxiliar técnico Julio Cesar Schiavon e do analista de desempenho Lucas Brito Sousa. Na equipe catarinense, chegou a liderar a segunda divisão do Campeonato Brasileiro, mas atualmente convivia com críticas devido ao baixo desempenho no segundo turno. O Criciúma ocupa a sexta colocação da competição. Antes de treinar a equipe catarinense, Eduardo Baptista acumulou passagens por Sport, Fluminense, Ponte Preta, Palmeiras, Athletico, Ponte Preta, Coritiba, Vila Nova, CSA, Mirassol, Juventude e Novorizontino. Aos 56 anos, Eduardo Baptista não faz um trabalho na Série A desde setembro de 2022, quando foi demitido do Atlético-GO depois de seis jogos. São apenas três títulos conquistados na carreira. Um Campeonato Pernambucano (pelo Sport em 2014), uma Copa Verde (pelo Remo em 2021) e um Brasileirão da Série D (pelo Mirassol, em 2020). Para contratar o técnico, o Inter pagou a multa de R$ 300 mil ao clube catarinense. Baptista já comandou o treino do Colorado ontem, no CT Parque Gigante. Agora o técnico terá o período da
data Fifa para organizar e colocar em prática o seu estilo no Inter. A estreia será no dia 7 de outubro, contra o Corinthians, no Beira -Rio. Apesar do acordo com o treinador, o clube acumulou rejeições de outros profissionais do mercado antes para assumir a equipe na reta final do Brasileiro. Luís Zubeldía, Jair Ventura, Diego Aguirre, Rafael Lacerda e Maurício Barbieri foram alguns dos nomes contatados pela direção.
10º TÉCNICO EM SEIS ANOS O treinador será o 10º da gestão Alessandro Barcellos, presidente do clube desde 2021. Antes de Eduardo Baptista, o presidente trabalhou com Abel Braga, Miguel Ángel Ramírez, Diego Aguirre, Alexander Medina, Mano Menezes, Eduardo Coudet, Roger Machado, Ramón Díaz e Paulo Pezzolano. De 2021 para cá, nenhum
Eduardo Baptista comandava o Criciúma na Série B do Brasileirão
técnico conseguiu começar e terminar a temporada no Inter. O mais longevo da atual gestão colorada foi Mano Menezes, que comandou o Inter em 81 jogos durante as temporadas de 2022 e 2023, seguido de Roger Machado (74 jogos) e Eduardo Coudet (62 jogos). O novo treinador terá como primeiro desafio o Corinthians, no dia 7 de outubro, no Beira -Rio. Depois, segue para uma sequência de confrontos diretos fora de casa contra Grêmio e Mirassol. Nas sete últimas rodadas, enfrenta Botafogo (casa), Fluminense (fora), Coritiba (casa), Vasco (fora), Vitória (casa), Bragantino (casa) e Cruzeiro (fora).
O Lajeadense foi punido pela Justiça Desportiva em decorrência de um relato de injúria racial registrado durante a disputa da Divisão de Acesso do Campeonato Gaúcho. O suposto caso ocorreu na Arena Alviazul, em Lajeado, na partida contra o União Frederiquense, no dia 9 de setembro. Na ocasião, o árbitro da partida, Jean Pierre Lima, relatou detalhadamente em súmula a paralisação do confronto após a denúncia do atleta Márcio Duarte aos 44 minutos do primeiro tempo. Segundo o jogador, um torcedor proferiu a frase “vai comer farinha, negão de merda.” Ainda na súmula, consta que de acordo com o atleta, a frase foi dita de maneira reiterada e ostensiva. Após o jogo, o árbitro havia sido informado que o referido atleta não daria prosseguimento à denúncia e que houve
uma conversa e acerto entre ambos os clubes. Em virtude do episódio, o Lajeadense foi denunciado por infração a artigo que pune condutas discriminatórias relativas a preconceito de raça, cor, etnia ou religião. O clube acabou condenado ao pagamento de uma multa de R$ 20 mil, cabendo recurso da decisão ao Pleno do Tribunal de Justiça Desportiva. O julgamento ocorreu nessa terça-feira, 23. Durante a sessão, foram ouvidos dois atletas da União Frederiquense, além de um gandula e um segurança do Lajeadense, como testemunhas. Procurado pela reportagem, o Lajeadense afirma que irá recorrer da punição. O clube se comunicou por meio de nota logo após o ocorrido afirmando que as informações referentes ao caso não procediam.
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por Luciane Ferreira
Municipalização do porto era pauta na região
Reuniões entre autoridades e estudos de viabilidade buscavam municipalizar o porto de Estrela. O administrador, à época, afirmava que a estrutura e equipamentos eram viáveis, mas dizia que faltava cultura de usar aquele tipo de transporte de carga.
Transporte portuário era viável, mas tinha baixa demanda
Legislativo testava transmissão on-line A Câmara de Vereadores de Encantado testava a transmissão on-line da sessão ordinária, que ocorria nas segundas-feiras. A intenção era oportunizar que a população acompanhasse os debates e as votações sem precisar sair de casa. Além de assistir ao vivo, os cidadãos poderiam acessar as reuniões anteriores.
Cidadãos poderiam assistir simultaneamente ou as sessões gravadas
Água chegava à Vila Conventos A administração de Lajeado entregava à comunidade o serviço de abastecimento de água na Vila Conventos. O sistema compreendia um reservatório com capacidade para 150 mil litros e rede de 4 mil metros de extensão. O então prefeito Alípio Hüffner abriu o registro e ao jorrar água a obra foi dada como inaugurada. Prefeito abriu o registro e fez jorrar água, inaugurando a obra
Senai formava 48 alunos O Centro Tecnológico de Gemologia Senai formava 48 profissionais por meio de convênio com o Ministério do Trabalho e a Secretaria de Mão-de-Obra. Entre as formações estavam: eletricista, instalador, assentador de tijolos.
Hoje é Dia Nacional do Mototaxista Santo do dia: Nossa Senhora das Mercedes
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Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
FILIPE FALEIRO Jornalista colunafaleiro@grupoahora.net.br
B
O cortiço paga a conta
ertoleza acordou antes do sol. Encheu um balde na bica coletiva, abriu as portas, acendeu o fogo e começou mais um dia a serviço para João Romão. Em algum canto do cortiço, uma tela anunciou que o planeta precisava da colaboração de todos. A recomendação era simples: tomar banhos mais curtos, separar o lixo, apagar as luzes, reduzir o uso do ar-condicionado e deixar o carro na garagem. Bertoleza olhou para o balde. Não tinha chuveiro elétrico, ar-condicionado ou automóvel. Também não produzia lixo suficiente para separar em tantas cores. Mesmo assim, recebeu uma parte da culpa pelo aquecimento da Terra. João Romão ouviu a mensagem e aprovou. A responsabilidade pelo planeta seria coletiva. O lucro continuaria particular. Essa cena não existe no romance “O Cortiço”. Tal adaptação poderia fazer parte do livro de Aluísio Azevedo, publicado em 1890. Talvez uma releitura para os tempos atuais. Na história original, João Romão explora empregados, moradores e a própria Bertoleza, a amante. Criou moradias para baixa renda. Economiza no conforto alheio enquanto multiplica os quartos. Aluísio descreve uma terra “encharcada e fumegante”, onde as casas surgem espremidas e os moradores disputam a água, as latrinas e algum espaço para res-
IMAGENS GERADAS POR IA SOBRE FOTOS DE FILIPE FALEIRO
pirar. O ambiente insalubre serve de moradia para quem precisa permanecer perto do trabalho e não tinha outra escolha.
Acredite, você é culpado Ainda que seja uma obra literária, O Cortiço permanece atual e possível de analisar frente ao conceito de (in)justiça ambiental. Há quem tenta convencer o cidadão de que a crise climática é responsabilidade de todos. Claro que economizar água, reduzir o consumo e separar os resíduos são atitudes necessárias. O problema aparece quando a responsabilidade individual serve para esconder a dimensão do sistema.
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, os 10% mais ricos do planeta respondem por quase metade das emissões globais. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas afirma que as comunidades que menos contribuíram para o aquecimento são as mais atingidas pelos efeitos. Em resumo, a conta vai para a população que emite menos, consome menos e ocupa menos espaço. Ainda assim, está sujeita ao temporal, ao calor extremo, à inundação e à falta de saneamento. Grandes poluidores do mundo, em especial a China e os EUA, pouco fazem para reduzir as emissões de gases do efeito estufa. Para os poderosos do mundo, pouco importa a transição energética ou as metas climáticas.
EVIDÊNCIAS COMPROVAM INJUSTIÇA • China e Estados Unidos concentram cerca de 45% das emissões anuais de CO2 fóssil. • A metade mais pobre da população mundial produz apenas 12% das emissões. • Entre 3,3 bilhões e 3,6 bilhões de pessoas vivem em contextos de alta vulnerabilidade climática. • Países em desenvolvimento precisam de até US$ 365 bilhões por ano para adaptação até 2035. O financiamento público internacional ficou em US$ 26 bilhões em 2023.
ARTIGO
CARLOS CYRNE Professor
No salto em distância: eis o planejamento empresarial
N
o salto em distância, o movimento que leva o atleta mais longe começa antes da corrida. Antes de acelerar, ele precisa se posicionar. Isso significa afastar-se da tábua de impulsão, marcar sua referência e criar o espaço necessário para ganhar velocidade. À primeira vista, esse movimento pode parecer um recuo. Mas, na lógica do salto, afastar-se do ponto de decisão não significa perder terreno. Significa preparar as condições para avançar mais. Nas empresas o planejamento deveria cumprir uma função semelhante. A pressão por resultados cria a sensação de que é preciso estar sempre avançando, decidindo, executando e acelerando. Parar para rever uma escolha, questionar uma prioridade ou reconstruir um plano pode ser interpretado como hesitação. No entanto, assim como no salto em distância, há situações em que dar alguns passos para trás é o que permite chegar mais longe. Planejar não é interromper o movimento. É organizar o impulso. É criar distância suficiente para enxergar o caminho, compreender o contexto e transformar intenção em direção. Uma empresa que revisita suas premissas, observa mudanças no mercado, escuta clientes, analisa resultados e reconhece aquilo que não funcionou não está voltando ao ponto de partida. Está preparando o próximo movimento com mais consciência. Durante a corrida de aproximação, o atleta precisa manter ritmo, equilíbrio e precisão. Pequenos ajustes fazem diferença. Se percebe que a passada não está correta, adapta o movimento para chegar à tábua em condições de saltar. O objetivo permanece, mas a forma de alcançá-lo pode mudar. É assim que o planejamento empresarial precisa ser entendido: como um processo vivo. Um plano não deveria ser um documento produzido em determinado momento e seguido cegamente até o fim do ano. Ele deve funcionar como referência para orientar decisões, sem impedir que a organização aprenda com aquilo que encontra pelo caminho. Planejar é estabelecer uma direção, definir prioridades e criar hipóteses sobre o futuro, sabendo que a realidade continuará oferecendo novas informações. Quando essas informações aparecem, revisar o plano não é sinal de fracasso. Pode ser sinal de maturidade. Persistir em uma estratégia apenas porque ela foi aprovada meses atrás pode significar confundir disciplina com rigidez. Organizações maduras preservam sua ambição e, ao mesmo tempo, adaptam seus movimentos. Sabem distinguir aquilo que não deve mudar — propósito, princípios e objetivos essenciais — daquilo que precisa permanecer aberto à revisão — prioridades, iniciativas, recursos e formas de execução. Também existe um momento em que o planejamento precisa dar lugar ao salto. Nenhum atleta ganha uma competição apenas preparando a corrida. Em determinado ponto, é necessário transformar preparação em ação, assumir risco e sair do chão. Para as empresas, isso significa reconhecer que planejar não pode se tornar uma desculpa para adiar decisões. O valor do planejamento está em aumentar a qualidade do movimento quando chega a hora de executar. Depois da aterrissagem, o processo recomeça. O atleta observa a marca alcançada, identifica o que funcionou, corrige o que pode melhorar e prepara uma nova tentativa. Nas organizações, cada ciclo de execução também deveria gerar aprendizado para o próximo ciclo de planejamento. Resultados não são apenas um placar; são informações sobre as escolhas realizadas. Talvez essa seja uma das principais lições do salto em distância para a gestão: avançar não significa estar permanentemente indo para frente. Às vezes, é necessário criar distância para ganhar perspectiva. Às vezes, é preciso desacelerar para ajustar a passada. E, em determinados momentos, é preciso recuar para reconstruir o impulso. O planejamento estratégico não aprisiona a empresa a uma trajetória. Ele cria condições para que ela se movimente melhor. Mantém o destino visível, mas permite que o caminho seja corrigido. Porque chegar mais longe não depende apenas da força do salto. Depende da qualidade da preparação, da capacidade de ajustar o percurso e de reconhecer quando um aparente passo para trás pode ser o começo de um avanço maior.
Quinta-feira, 24 de setembro de 2026 Fechamento da edição: 18h
MÍN: 6º | MÁX: 26º
As temperaturas ainda ficam baixas ao amanhecer, e há condições para formação de nevoeiro em alguns pontos do Vale.
FOTOS: MATHEUS GIOVANELLA LASTE
REGIÃO ALTA |
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Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Novo Berçário Industrial marca retomada de empreendedores Espaço tem 13 módulos e recebe sete empresas que ocupavam o antigo prédio, no bairro Navegantes Matheus Giovanella Laste matheuslaste@grupoahora.net.br
ENCANTADO
O
Novo Berçário Industrial de Encantado foi inaugurado na quarta-feira, 23, no bairro São José. O ato estava previsto para a última segunda-feira, mas foi adiado por causa das condições climáticas. A estrutura tem 1.080 m² divididos em 13 módulos e recebe, nesta primeira etapa, sete empreendedores que ocupavam o antigo Berçário Industrial, no bairro Navegantes, imóvel de 500 m² cedido para a construção de um prédio com 32 apartamentos destinados a famílias atingidas pelas enchentes, dentro do programa Minha Casa, Minha Vida, na modalidade Calamidade. A transferência integra a Lei Municipal nº 5.326/2026, sancionada em 12 de agosto, que revogou a legislação de 1993 e criou um novo regime de concessão para os módulos. Os sete empreendedores remanejados
Integrantes do governo municipal junto dos empresários que receberam as chaves dos módulos do novo berçário
Reconstrução JONAS CALVI PREFEITO DE ENCANTADO
As empresas recebem um espaço maior e muito mais seguro, com apoio temporário para que cresçam, se desenvolvam e permaneçam no município, gerando emprego e renda.” têm permanência garantida por até três anos, sem disputar edital (uma exceção prevista para quem deixou o espaço anterior para viabilizar a obra habitacional). As seis vagas restantes serão preenchidas por edital público, com pontuação que beneficia empresas atingidas pelas enchentes, tempo de atuação no município e a condição de Microempreendedor Individual. Quem for selecionado pelo edital poderá ficar por três anos, prorrogáveis por igual período, totalizando até seis anos.
Para o prefeito Jonas Calvi, a entrega representa mais do que um espaço para pequenas e médias empresas. “Encantado se reconstruiu de uma forma geral. A gente determinou em alguns lugares que não poderiam mais ter habitações, construímos residências em lugares seguros e também com essa visão de que precisamos construir casas, mas não podemos parar no desenvolvimento das pequenas, médias e grandes empresas”, disse. Segundo o gestor, o governo entrega “um espaço maior e muito mais seguro” para as empresas que estavam no Navegantes, com apoio temporário “para que cresçam, se desenvolvam e permaneçam no município, gerando emprego e renda”. Entre os empreendedores que retornam à atividade, Gabriel Vargas da Silva, da GVtec Automações, destaca a segurança do novo local. “Antes a gente tinha um espaço limitado e não tão seguro quanto o berçário hoje, com espaço fechado, cercado e com monitoramento por câmeras”. Ele também projeta expansão: pretende montar painéis elétricos para vender pela internet em todo o Brasil, com a expectativa de dobrar o faturamento.
Interior de um dos três módulos maiores do berçário, com 120 m² cada
Longe da enchente Johnny Christoff, da Galileu Móveis, lembra do apoio do governo desde o antigo berçário. “Quando a gente teve que se desfazer, a prefeitura realocou todo mundo. E agora vamos recomeçar com pavilhão novo, com energia renovada e longe da enchente”, salientou. Ele espera que a mudança seja uma renovação” para todos os novos ocupantes do espaço. Já Volmir da Silva, da VV Serigrafia, resume a expectativa após a espera. “Foi uma espera difícil, mas agora estamos em um lugar seguro e com certeza com um futuro melhor pela frente”. O investimento total na obra foi de R$ 1,49 milhão, executado pela empresa Ação Edificações por meio de licitação pública.
Quando a gente teve que se desfazer, a prefeitura realocou todo mundo. E agora vamos recomeçar com pavilhão novo, com energia renovada e longe da enchente”, salientou. Ele espera que a mudança seja uma renovação” JOHNNY CHRISTOFF DA GALILEU MÓVEIS
2 | A HORA Região Alta
Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Santa gigante de Anta Gorda na Europa
diogofedrizzi@grupoahora.net.br
DIOGO FEDRIZZI
As Metas Fiscais e os números da Saúde
O
presidente da Associação Amigos Mãe Protetora de Anta Gorda organiza um tour pela Europa até o final do ano. A missão de Gustavo Arossi será apresentar o projeto do monumento gigante de Nossa Senhora de Lourdes a fim de viabilizar recursos via fundos europeus. No roteiro estão agendas com lideranças da Igreja Católica na Itália, além de visitas na Alemanha, Portugal, Espanha, Bélgica e França. Ele já articula contatos para conversar com pelo menos três cardeais: os italianos Pietro Parolin e Matteo Zuppi, e o português Tolentino de Mendonça. Como é secretário de Turismo de Anta Gorda, Arossi vai aproveitar o período de férias para a viagem. As despesas serão custeadas por ele mesmo. O projeto da Mãe Protetora está em fase de conclusão da doação da área de terras pelas famílias Moretto, Culau, Fiorese
e Traversi, além dos encaminhamentos para os licenciamentos ambientais e operacionais. O futuro empreendimento turístico da região alta já desperta o interesse de empresários dos setores hoteleiro e gastronômico.
A audiência pública de prestação de contas das Metas Fiscais e da Saúde do segundo quadrimestre de 2026, foi realizada na Câmara de Vereadores na segunda-feira, 21. No balanço orçamentário, o município arrecadou R$ 148,6 milhões, o que equivale a 83,5% da receita prevista para o ano (R$ 178 milhões). As despesas liquidadas somaram R$ 111,3 milhões e o resultado primário ficou positivo em R$ 9,66 milhões. Esse saldo indica que o município arrecadou mais do que gastou em suas atividades operacionais, e cumpriu o princípio do equilíbrio das contas públicas. Encantado atingiu todos os limites legais da Lei de Responsabilidade Fiscal. As despesas com pessoal fecharam em 41,39%, abaixo do teto de 60%. Até agora, os investimentos em Saúde chegaram a 19% (mínimo é 15%) e os da Educação ultrapassaram 28% (mínimo é 25%), ambos acima dos pisos constitucionais. Mas o que mais impressiona são os números da Saúde. De maio a agosto, o município registrou 19,6 mil consultas com clínico geral, 1,4 mil com pediatra, 719 com ginecologista, 1,2 mil com psiquiatra, quatro mil com odontologia, 314 com nutricionista, 659 com psicologia e 5,1 mil atendimentos no posto do Centro. Um alerta antigo voltou à cena: os prejuízos financeiros das faltas não justificadas dos pacientes às consultas agendadas.
. A aproximação entre a vereadora do PSDB de Encantado, Aline Ganasini, e o candidato a deputado estadual do PT, Maneco Hassen, movimentou os bastidores da política local na semana. Até foto rendeu durante a caminhada do petista pelas ruas da cidade. E, para ser sincero, Aline nunca escondeu o apreço pelo trabalho de Maneco, independentemente da cor partidária. . No legislativo de Encantado, os projetos de lei da concessão do ginásio de esportes do Parque João Batista Marchese e de ampliação do estacionamento rotativo na área central da cidade estão com pedido de vistas de dois vereadores progressistas. Diego Pretto quer mais informações do texto da concessão e Daiane Bergamaschi do rotativo. . Ainda na Câmara, Claudinho Neto (MDB) e Mariane Almeida (PSDB) sugerem a criação do Programa "Made In Encantado". A proposta busca valorizar a produção local, estimular o desenvolvimento econômico e incentivar as empresas do município a participarem dos processos de compras públicas da prefeitura. O projeto prevê ações de orientação, capacitação e apoio técnico para preparar os fornecedores locais quanto às exigências das licitações.
Duas locomotivas no Trem dos Vales Estamos em contagem regressiva para ouvir de novo o apito da locomotiva nos trilhos do Trem dos Vales até o final do ano. Aliás, serão duas locomotivas nesse novo formato de passeios entre Muçum e o Viaduto 13, em Vespasiano Corrêa, uma em cada ponta da composição. Enquanto uma máquina puxa os vagões no trecho de ida, a outra assume a condução no retorno, uma vez que não haverá condições de fazer a manobra dos vagões para inverter o sentido da viagem. E mais, o trajeto de cerca de 36 quilômetros vai incluir a passagem sobre a icônica ponte Brochado da
Rocha, cartão-postal do nosso Vale, e avançar quase um quilômetro após o V13. Duas horas é o tempo estimado da viagem. Vai ser bonito!
Eu pergunto A pouco mais de uma semana do primeiro turno da eleição, você já decidiu em quem votar?
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Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
EMPREENDEDORISMO RURAL
Família Senter inaugura granja avícola com 130 mil aves na Linha Caçador DIVULGAÇÃO
Estrutura conta com dois aviários no sistema Dark House e capacidade para alojar cerca de 130 mil aves NOVA BRÉSCIA
A
família Senter inaugurou uma nova granja avícola na Linha Caçador, em Nova Bréscia. O empreendimento, dos irmãos Marcos e Marciano Senter, é formado por dois aviários construídos no sistema Dark House, com capacidade para alojar aproximadamente 130 mil aves. A inauguração contou com a participação do prefeito Angelo Barbieri, do secretário da Agricultura, Diogo Meneghini, e do chefe de gabinete, Marcos Giovanaz. A Administração Municipal também participou da implantação do empreendimento por meio da execução dos serviços de terraplanagem necessários para a instalação da estrutura. O investimento amplia a capacidade produtiva da propriedade e reforça a participação da família Senter na atividade avícola, uma das
principais atividades econômicas do setor primário de Nova Bréscia. Para o prefeito Barbieri, a implantação de novos empreendimentos demonstra a importância de manter políticas de apoio aos produtores rurais. “Nós temos o compromisso de apoiar os produtores e criar condições para que novos investimentos possam ser realizados no interior. A agricultura tem papel fundamental na economia de
Nova Bréscia, gerando trabalho e renda e movimentando uma série de atividades ligadas ao setor. Investimentos como o da família Senter contribuem para fortalecer a produção e manter as propriedades rurais economicamente ativas”, destaca.
Potencial econômico O município ocupa posição de destaque na produção avícola
do Rio Grande do Sul. Dados apresentados na Radiografia da Agropecuária Gaúcha 2025, elaborada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), colocam Nova Bréscia na primeira posição entre os municípios gaúchos destacados pelo efetivo de galináceos. O levantamento aponta um efetivo superior a 5,5 milhões de aves, número que coloca Nova
Construção dos aviários tiveram apoio do município com serviços de terraplanagem
Bréscia à frente de cidades como Tupandi, Marau, Estrela, Boa Vista do Sul, Westfália, Marques de Souza, Progresso, Venâncio Aires e Fagundes Varela no ranking estadual. A atividade é desenvolvida principalmente por produtores integrados às agroindústrias e representa uma importante fonte de renda para as propriedades rurais. A cadeia envolve, além da produção nas granjas, serviços de transporte, fornecimento de insumos, assistência técnica, mão de obra, equipamentos e processamento industrial. A instalação de novos aviários, como os da família Senter, contribui para ampliar a capacidade produtiva das propriedades e manter recursos circulando no município. O sistema Dark House, adotado nos dois novos aviários, permite maior controle das condições internas de criação, como iluminação, temperatura e ventilação, sendo utilizado para aumentar o controle do ambiente de produção.
PROMOÇÃO 45 ANOS
Sicredi Região dos Vales terá primeiros sorteios em outubro Primeira rodada da campanha de aniversário distribuirá 108 prêmios de R$ 5 mil cada REGIÃO ALTA
Com o propósito de celebrar seus 45 anos de história ao lado dos associados e apoiar a economia local, foi lançada, em julho deste ano, a Promoção 45 anos Sicredi Região dos Vales. A campanha distribuirá 450 prêmios, com valores entre R$ 5 mil e R$ 20 mil, totalizando R$ 4,5 milhões na região. A primeira rodada de sorteios ocorrerá entre os dias 13 e 23 de outubro, em todas as agências da área de ação da Instituição Financeira Cooperativa. Nesta etapa, serão distribuídos 108 prêmios de R$ 5 mil cada. Participam dos sorteios os associados que realizarem os seus negócios com o Sicredi Região dos Vales e depositarem seus cupons nas agências até a data do sorteio.
DIOGO FEDRIZZI/ARQUIVO A HORA
Datas dos sorteios e agências 13 de outubro: Anta Gorda e Vista Alegre do Prata 14 de outubro: Doutor Ricardo, Guaporé (Centro) e Guaporé (Avenida) 15 de outubro: Putinga, União da Serra e Nova Bréscia 16 de outubro: Ilópolis e São Valentim do Sul 19 de outubro: Roca Sales e Vespasiano Corrêa 20 de outubro: Relvado e Dois Lajeados 21 de outubro: Coqueiro Baixo, Arroio do Meio (Centro) e Arroio do Meio (Centro Histórico) 22 de outubro: Capitão e Muçum 23 de outubro: Encantado (Centro) e Encantado (Cidade Alta) Lançamento da campanha ocorreu no mês de julho em todas agências da cooperativa
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APRESENTADO POR:
Recursos mais perto da escola fortalecem gestão democrática Descentralização prevista em lei amplia autonomia das unidades e aproxima escolas, famílias e Secretaria de Educação das decisões sobre investimentos
Descentralizar recursos é conf iar em quem está dentro da escola” JONAS CALVI (PSD),
PREFEITO DE ENCANTADO
Diogo Daroit Fedrizzi diogo@grupoahora.net.br
ENCANTADO
C
omprar materiais para atividades pedagógicas, criar uma sala de vivências, fazer pequenos consertos e responder a imprevistos, como danos causados por um vendaval. Em Encantado, essas são algumas das ações que a descentralização de recursos já permite às escolas da rede municipal. Amparada pela Lei nº 5.038/2023, que instituiu a Gestão Democrática do Ensino Público Municipal, a medida dá às unidades mais autonomia para definir prioridades e aplicar o dinheiro. A proposta contempla as escolas de Educação Infantil e Ensino Fundamental e
envolve diretores, professores, famílias, Círculos de Pais e Mestres (CPMs) e Conselhos Escolares nas decisões. Para o prefeito Jonas Calvi (PSD), a mudança aproxima o investimento público de quem conhece a realidade de cada educandário. “Descentralizar recursos é confiar em quem está dentro da escola. É permitir que diretores, professores e famílias participem das decisões e que o investimento público chegue mais rapidamente onde ele é necessário”, afirma. Na EMEF Mundo Encantado, a diretora Kaíse Radaelli percebe a diferença no cotidiano. Segundo ela, a equipe consegue definir as prioridades a partir das necessidades que surgem ao longo do ano. As decisões passam por conversas com os profissionais da escola e pelo CPM. “Quem mais conhece a escola do que quem vive
nela?”, questiona Kaíse. Para ela, essa proximidade permite atender tanto necessidades previstas quanto situações inesperadas. “A gente consegue investir naquilo que a gente sonha, naquilo que a gente tem definido como uma necessidade, e também naqueles imprevistos que acontecem no dia a dia de escola”, acrescenta. Um exemplo é a manutenção do prédio. Se um vendaval causar danos, a escola pode usar parte do recurso para responder ao problema. O mesmo vale para materiais pedagógicos solicitados pelos professores. “De forma ágil, a gente consegue buscar esse material e atender aquela demanda que apareceu nesse momento”, relata a diretora. Kaíse também destaca a possibilidade de planejar o ano com a garantia do repasse. Parte do dinheiro pode atender necessidades conhecidas, enquanto outra
fica reservada para imprevistos. “É feito um planejamento no início do ano, pensando a execução desse recurso”, explica. Para ela, a autonomia também ajuda a transformar projetos em ações. “A gente consegue, hoje, realizar muitos projetos com esse planejamento e com a certeza de ter esse recurso. Faz a diferença no dia a dia da escola”, completa.
Participação das famílias A presidente do CPM da EMEF Mundo Encantado, Débora Regina Blau, vê a participação das famílias como parte importante do processo. As reuniões com a direção tratam das necessidades da escola e das demandas apresentadas pelos professores. A partir dessas informações, CPM e equipe escolar definem as prioridades. “Tem algumas
Na EMEI Lago Azul, parte dos recursos é investida na organização da Sala de Vivências
Na EMEF Mundo Encantado, a equipe consegue definir as prioridades a partir das necessidades que surgem ao longo do ano
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Quinta-feira, 24 setembro 2026
Conseguimos investir naquilo que a gente sonha, nas necessidades e nos imprevistos que acontecem no dia a dia de escola” KAÍSE RADAELLI,
Olhando para a criança e vendo as necessidades, as potencialidades e as singularidades, esse dinheiro é muito bem aplicado” CLENIR DE SOUZA BERTOZZI,
DIRETORA DA EMEF MUNDO ENCANTADO
DIRETORA DA EMEI LAGO AZUL
demandas que não podem esperar. E, estando conosco esse recurso, é muito mais fácil, é muito mais rápido”, reforça. Segundo Débora, a descentralização não elimina as exigências administrativas. A escola precisa buscar orçamentos e contratar empresas aptas para os serviços. A diferença está na possibilidade de a própria comunidade escolar indicar onde o recurso deve ser aplicado. Na EMEI Lago Azul, o recurso também se transforma em materiais e espaços para as crianças. A diretora Clenir de Souza Bertozzi cita a Sala de Vivências, criada para atividades de experimentação e pesquisa. A escola adquiriu mesa de luz, cavaletes, FOTOS DIOGO FEDRIZZI
espuma, farinha e outros materiais. Também montou uma brinquedoteca com brinquedos de madeira e jogos pedagógicos. Materiais de higiene completam parte das despesas. Para Clenir, a escolha dos investimentos deve partir das necessidades de cada criança. “O recurso da gestão democrática para a nossa escola é de fundamental importância, pois é por meio dela que nós buscamos garantir uma educação de equidade”, destaca. Ela ressalta que a proposta permite olhar para diferentes aspectos do desenvolvimento infantil. “Olhando para a criança e vendo as necessidades, as potencialidades e as singularidades, esse dinheiro é muito bem aplicado”, afirma. Entre os exemplos está a própria Sala de Vivências. “É um ambiente onde eles podem experimentar e precisa de muito recurso para que essas atividades aconteçam”, explica Clenir. Segundo ela, os materiais adquiridos permitem que as crianças façam experiências, pesquisas e diferentes atividades. A presidente do CPM da EMEI Lago Azul, Ana Paula Moresco, também aponta a participação conjunta entre famílias, professores e escola como um ganho da proposta. “Os pais também se envolvem. Eles fazem parte da escola”, salienta. Os recursos são usados nas atividades ao longo do ano. “É um recurso a mais que a gente pode utilizar nas atividades e nos planejamentos”, explica Ana Paula.
Autonomia com controle
A autonomia das escolas segue regras de planejamento e prestação de contas. Cada unidade elabora um plano de aplicação e uma planilha orçamentária com as prioridades para o ano. O material passa pela Secretaria de Educação antes da execução. A agente administrativa da pasta, Fernanda Cappelari, explica que o primeiro repasse ocorreu em 2024.
Tem algumas demandas que não podem esperar. E, estando conosco esse recurso, é mais fácil e rápido” DÉBORA REGINA BLAU,
PRESIDENTE DO CPM DA EMEF MUNDO ENCANTADO
Em 2026, o sistema chega ao terceiro ano. Após a análise da Secretaria, ocorre o empenho e o repasse. Fernanda aponta que uma das principais mudanças está na possibilidade de as escolas atenderem pequenas demandas sem depender de um novo encaminhamento para cada caso. “As escolas passam a ter mais autonomia na aplicação do recurso para as pequenas coisas do dia a dia, as pequenas reformas, os pequenos consertos”, comenta. Conforme Fernanda, a Secretaria também atua como parceira. Se uma escola precisa de material para uma pintura, por exemplo, a equipe informa a demanda, escolhe os produtos disponíveis e a Secretaria providencia os itens. A unidade coordena a execução do serviço. Os valores dos repasses variam conforme o número de alunos matriculados. Os recursos podem ser usados na compra de bens de consumo, mobiliário e equipamentos, além de
As escolas passam a ter mais autonomia na aplicação do recurso para as pequenas coisas do dia a dia, as reformas, os consertos” FERNANDA CAPPELARI,
AGENTE ADMINISTRATIVA DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO
Os pais também se envolvem. Eles fazem parte da escola” ANA PAULA MORESCO,
PRESIDENTE DO CPM DA EMEI LAGO AZUL
obras de conservação ou ampliação predial e contratação de serviços especializados. A prestação de contas precisa ser aprovada pelo Conselho Escolar.
O que prevê a Lei Municipal nº 5.038/2023 Gestão democrática
Participação da comunidade escolar, transparência, eficiência no uso dos recursos e valorização dos profissionais da educação.
Autonomia
As escolas têm autonomia relativa nas áreas administrativa, financeira e pedagógica, sob responsabilidade da Secretaria de Educação e do prefeito.
Gestão compartilhada
Direção, Conselho Escolar e Círculo de Pais e Mestres (CPM) participam da administração escolar.
Repasse
O Município faz repasses mensais a partir de março. O valor varia conforme o número de alunos da unidade: até 100, 150, 200, 250, 300 ou mais estudantes.
Aplicação
Os recursos podem ser usados para bens de consumo, mobiliário, equipamentos, conservação ou ampliação predial e serviços especializados.
Planejamento e controle
A escola, o CPM e o Conselho Escolar definem as prioridades. O plano de aplicação passa pela análise da Secretaria de Educação, e a prestação de contas precisa ser aprovada pelo Conselho Escolar.
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Quinta-feira, 24 de setembro de 2026 LUÍS BETTINELLI/DIVULGAÇÃO
Percurso previsto terá cerca de 36 quilômetros (ida e volta) e duração próxima de duas horas
VOLTA DO TREM DOS VALES
Com três equipes na ferrovia, trecho fica pronto em novembro Governo do Estado repassou R$ 6,34 milhões à ABPF para as obras, e Amturvales estima que a retomada pode beneficiar mais de 350 empreendimentos na região
Matheus Giovanella Laste mateuslaste@grupoahora.net.br
REGIÃO ALTA
O
passeio do Trem dos Vales, entre Muçum e Vespasiano Corrêa, pode ser retomado em dezembro, segundo o coordenador da atração turística e presidente da Associação dos Municípios de Turismo do Vale do Taquari (Amturvales), Rafael Fontana. A data depende da vistoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), responsável por avaliar e liberar oficialmente a retomada das operações.
“Estou trabalhando com a data de dezembro. O dia certo eu ainda vou precisar de mais alguns dias para confirmar, depois da vistoria, para anunciar oficialmente”, afirma Fontana. Para viabilizar a recuperação, o Governo do Estado destinou R$ 6,34 milhões à Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), por meio de termo de parceria. A obra é coordenada pelo diretor executivo da entidade, Marlon Ilg. Segundo o gestor, as obras de recuperação do trecho avançam conforme o planejado, com três equipes atuando na limpeza da ferrovia, na retirada de terra
de pontos de deslizamento e na colocação de dormentes e trilhos. A expectativa é de que a via esteja em boas condições até novembro. Falta remover um grande volume de terra próximo ao viaduto V13, serviço que deve levar cerca de três semanas (prazo que pode variar de acordo com as condições climáticas).
Cronograma da obra Fontana avalia que o viaduto entre Muçum e Vespasiano Corrêa, totalmente refeito pela concessionária Rumo, está em condições superiores às anteriores e oferece maior segurança. “Os trilhos já foram testados por uma locomotiva no trecho”, garante. O percurso previsto terá cerca de 36 quilômetros (ida e volta) e duração próxima de duas horas, partindo da estação de Muçum até a ponte Brochado da Rocha, sobre o rio Taquari, com passagem pelo V13. Segundo estimativa da Amturvales, a operação do trem está associada a mais de 350 empreendimentos e a mais de 2 mil postos de trabalho na região.
RAFAEL FONTANA PRESIDENTE DA AMTURVALES
Estou trabalhando com a data de dezembro. O dia certo ainda vou precisar de mais alguns dias para confirmar, depois da vistoria da ANTT, para anunciar oficialmente.” Em longo prazo, a meta é viabilizar o trajeto turístico completo até Guaporé, somando 46 quilômetros, 23 túneis e 15 viadutos. Para a guia de turismo Rafaela Roman, proprietária da agência Vem Comigo Turismo, a expectativa de retomada já movimenta o setor. “Era um passeio já bem consolidado, bem requisitado por todos que já conheciam o potencial. Com essa expectativa de retomada, o público já começa a se organizar”, afirma.
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Obras das novas escolas de Relvado chegam aos 60% de execução FOTOS: MATHEUS GIOVANELLA LASTE
A nova Emei Amiguinhos da Natureza terá capacidade para atender até 94 crianças
estruturas trazem diferenças em relação às condições atuais das duas escolas, especialmente na Emef Santo Antônio. “Ela terá uma estrutura bem diferente do que temos hoje, principalmente pela organização. Apesar de contar com praticamente os mesmos espaços, ela vai ter uma quadra coberta
EMEI Amiguinhos da Natureza e EMEF Santo Antônio têm prazo de entrega em dezembro; novas estruturas ficam fora de área de risco de alagamento Matheus Giovanella Laste matheuslaste@grupoahora.net.br
RELVADO
A
s obras de construção das novas escolas de Relvado atingiram 60% de execução e devem ficar prontas até dezembro, segundo a secretária de Educação, Cultura e Desporto, Andressa Venço Giacobbo. O investimento de cerca de R$ 12 milhões, com recursos da Defesa Civil Nacional, vai erguer novas estruturas para a Emei Amiguinhos da Natureza e a Emef
Santo Antônio na área do antigo campo municipal, fora da região sujeita a alagamentos. As escolas atuais, que atendem hoje 70 crianças na Emei e 87 alunos na Emef, ficam em áreas suscetíveis a enchentes. As estruturas foram atingidas pela enchente de maio de 2024, o que exigiu meses de recuperação e limpeza. O novo endereço foi escolhido por ser seguro e livre do risco de alagamento. Para viabilizar o acesso às novas escolas, o município também precisou adquirir um terreno vizinho pertencente à Mitra. A nova Emei Amiguinhos da Natureza segue o projeto Proinfância Tipo 2 e terá capacidade para atender até 94 crianças em período integral, em uma área construída de 891 m². Já a nova Emef Santo Antônio poderá receber até 175 alunos, também em tempo integral, ocupando 2.935 m² de área construída.
EMEF Santo Antônio terá uma estrutura diferente da escola atual, com uma quadra coberta e salas em organização diversificada
Obra no cronograma “É uma grande obra para o município. Estamos muito satisfeitos com a construção dessas duas novas escolas. Estamos dentro do cronograma previsto pelo FNDE e pela equipe de engenharia, mas o tempo em alguns momentos está dificultando um pouco, o que é natural. Temos um prazo para entrega no final do ano, mas dependemos das condições climáticas”, afirma a secretária. Além da mudança para uma área fora de risco, as novas
grande, que hoje não temos, e algumas salas organizadas de forma diferente. Mesmo sendo padrão FNDE, tanto a escola nova quanto a atual foram organizadas de maneira diferente pelo Governo Federal. Já a Emei é uma estrutura muito semelhante à que temos hoje, com metragem bem próxima”, explica a secretária.
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365 VEZES NO VALE
Patrocínio
365vezesnovaledotaquari@gmail.com
FÁBIO KUHN
Pinguela símbolo da reconstrução ganha novas cores
@rogesgheno O Roges Gheno sempre capta os melhores cenários de Pouso Novo como esse céu cheio de cores. Um verdadeiro espetáculo da natureza. Use a #365_vezes_no_vale e compartilhe as belezas da região conosco!
Q
uem viu a pinguela da Barra do Zeferino em 2024 não imaginaria que em dois anos aquele ponto do rio Guaporé se tornaria novamente um grande ponto turístico. De fato, a ligação entre Doutor Ricardo e Vespasiano Corrêa pode ser classificada como um dos grandes símbolos da reconstrução regional. A ponte rústica de madeira e espias de aço foi reinaugurada em novembro do ano passado após um investimento de R$ 580 mil custeado pela Defesa Civil Nacional. Isso foi apenas o começo de toda a transformação daquela área. No lado de Doutor Ricardo se estruturou um empreendimento. O Giardino di Felicitá (Jardim da Felicidade aportuguesado) oferece lazer, gastronomia e espaço para eventos, além de futura estrutura de hospedagem. Mais recente, os pilares da pinguela ganharam as cores das bandeiras do Rio Grande do Sul e Brasil, transformando-se num verdadeiro cenário de fotografias.
Vazão impressionante As chuvas que chegaram a incríveis 150 milímetros em menos de 24 horas em alguns locais do Vale transformaram os cenários nas cascatas. Recebemos fotos da Colônia Jardim (Boqueirão do Leão/Progresso) e Cascata do Moinho/Sítio Campiol (Progresso). São fotos que chamam atenção pela potência das águas e pela exuberância natural.
Pinguela famosa A construção original da pinguela ocorreu em 1983, na época com objetivo de ligar as comunidades divididas pelo rio. Mas as suas características acabaram
chamando atenção de turistas que passavam para ir até o Viaduto 13. Entre os famosos que já cruzaram a pinguela está Michel Teló. O cantor sertanejo, que tem raízes no Vale, tirou foto com familiares no local em 2015.