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ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR Quarta-feira, 23 de setembro de 2026 | Ano 25 - Nº 4187 | R$ 5,00 (dia útil) R$ 9,00 (fim de semana)
ESTUDO E MERCADO
Trabalho começa antes do diploma Pesquisa com 7 mil alunos do Ensino Médio mostra como renda, experiência e carreira orientam escolhas da nova geração No Vale do Taquari, o primeiro salário divide espaço com aulas, planos de graduação e dúvidas sobre o futuro. A Univates aponta que 61% pretendem cursar uma faculdade, mas só 4,3% avaliam que ela prepara de forma plena à vida. Acompanhamento na escola técnica do Senai mostra que cerca de 20% dos jovens suspendem os cursos para assu-
mir trabalho integral. Para uns, a qualificação abre uma carreira; para outros, garante renda própria ou ajuda à família. Para pesquisadores, dados mostram que as empresas precisam ser mais claras em mostrar funções, adotar critérios de avaliação e garantir perspectivas de avanço para reter talentos. PÁ G I N A | 3
OPINIÃO | RODRIGO MARTINI
OPINIÃO | VINI BILHAR
Nova enchente e a reconstrução
STW e o futuro da intralogística integrada
Terceira cheia de 2026 no Rio Taquari reforça necessidade da aplicação de mais recursos do Funrigs no Vale.
Ecossistema une robótica, automação, software e dados em uma arquitetura única. Soluções foram apresentadas em feira.
TERCEIRA DO ANO
FELIPE NEITZKE
Três novas agências em Lajeado LUIZ SCHWARZER/DIVULGAÇÃO
Limpeza e a volta para casa após a cheia Rio Taquari alcançou pico de 24,46m em Lajeado e recuo das águas permite intervenções com liberação de ruas e preparo para famílias deixarem os abrigos temporários. PÁ G I N A | 7
ELEIÇÕES 2026
EXPANSÃO DA SICREDI Cooperativa de crédito amplia a presença com a definição de uma agência no bairro Olarias e também de duas novas unidades nos bairros onde já marca presença, em Conventos e no Florestal. Também prevê a expansão da estrutura no São Cristóvão. O movimento busca acompanhar o crescimento do quadro de associados e a demanda por serviços na região. As agências devem ficar prontas até 2028. PÁ G I N A | 6
Artus critica EGR e defende duplicações Para candidato a deputado pelo PDT, estatal responsável por trechos rodoviários no Vale deve ser extinta. Ele também reivindica reajuste da tabela SUS para destravar cirurgias. PÁ G I N A | 9
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Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
E D I TO R I A L
A B R E A S PA S
Reter talentos e integrar gerações
A
reversão da pirâmide etária alterou ideias que orientaram empresas durante décadas. A entrada de jovens já não será suficiente para substituir quem deixa o mercado. Haverá menos profissionais disponíveis, enquanto trabalhadores mais velhos permanecerão ativos por mais tempo. Formação, liderança e retenção precisam acompanhar essa mudança. Os jovens chegam cedo ao trabalho e carregam expectativas. Querem renda, experiência, autonomia e uma perspectiva de crescimento. Na outra ponta, a longevidade profissional amplia a necessidade de requalificação.
A mudança demográfica não permite escolher entre experiência e juventude” Trabalhadores experientes também precisarão aprender novas ferramentas, rever processos e acompanhar mudanças tecnológicas. Considerar esses profissionais incapazes de se atualizar desperdiça conhecimento acumulado. Cabe unir essas capacidades. Os mais jovens podem contribuir com novas linguagens, tecnologias e formas de aprender. Os mais velhos dominam processos, relações e conhecimentos construídos ao longo de anos. Por isso, reter talentos vai além de salários ou benefícios. Passa pela qualidade da liderança, pelo reconhecimento, pelas oportunidades de formação e pela possibilidade de enxergar o próximo passo. O Vale tem oportunidades, instituições de ensino e uma cultura empresarial construída pelo trabalho. Precisa transformar essas vantagens em percursos profissionais capazes de atrair interessados e desenvolver qualidades. A mudança demográfica não permite escolher entre experiência e juventude. Filiado à
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“A fotografia me ensina que o tempo é ciclo e cada novo dia é uma nova descoberta” EDUARDO BETIO
Da fotografia publicitária ao fotojornalismo, Leandro Osório construiu uma trajetória a partir de um olhar atento aos detalhes, às paisagens e às pessoas. O contato com desenhos e técnicas de representação desde a infância, somado às experiências vividas ao lado do avô, ajudou a formar a maneira como enxerga e registra o mundo Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br
De que forma sua história influencia o seu olhar e a maneira como você escolhe registrar uma cena?
A atenção nas imagens e desenhos sempre estiveram comigo durante a infância e pré-adolescência. Meu pai é técnico em edificações, então, por base, técnicas de desenhos, iluminação, sombreamento, proporções, enquadramentos e outros fatores eram parte do meu cotidiano. E nas andanças com o meu avô, as paisagens, o olhar atento à natureza eram uma forma lúdica de aprendizado. Lembro que subindo morros na Zona Leste de Porto Alegre, as dimensões do horizonte mudavam. Buscava ver, a partir de certos pontos como era a cidade vista do alto. Também brincava de buscar formas nas nuvens e, quanto mais alto ficava, mais formas eu buscava encontrar. Mal sabia que isso era um treinamento ocular para retratar de alguma forma o que eu via de forma única. A fotografia te desafia diariamente nesse sentido. Não é sobre somente mostrar o que todos estão
vendo. É sobre mostrar de outras maneiras a mesma cena de forma diferente.
Na sua visão, o que uma fotografia consegue revelar que muitas vezes passa despercebido pelas pessoas?
A fotografia tem o poder de destacar detalhes que passam despercebidos ao olhar comum. É sempre uma eterna busca de querer contar o mesmo acontecimento de outras formas visuais. Na maioria das vezes, um passo para o lado muda a ótica do que se vê. Por isso que é fascinante pensar que este é o único mecanismo capaz de eternizar um momento para contar uma história e resgatar lembranças. O olhar do fotógrafo, ou fotojornalista, é desafiado a buscar o fato e o inesperado por outro ângulo sem que ele perca o contexto semiótico e dê mais ênfase à situação presente.
Qual imagem ou trabalho mais marcou sua trajetória profissional e por quê?
É a fotografia que ainda não fizemos, por que não sabemos do futuro e nele poderá estar a melhor foto do momento.
Mas, entre tantas fotos já feitas, posso destacar não somente uma, mas uma sequência de fotos de maio de 2024, onde fotos minhas circularam em vários veículos de jornalismo, sites de notícias e jornais de grande peso como a Folha de São Paulo, O Estadão, O Globo e canais de notícias como a CNN Brasil e G1 Notícias.
Depois de tantos registros, o que a fotografia mudou na sua forma de enxergar o mundo?
A fotografia transforma o presente em passado constante para o futuro. Para lembrar, fora dos nossos pensamentos, recorremos a uma foto ou imagem que nos faz resgatar com precisão o que aconteceu. E nesse sentido a fotografia exige que a gente busque sempre olhar o mundo e as pessoas com respeito e imparcialidade sem perder o foco na verdade, no que é justo e correto. A fotografia me ensina que o tempo é ciclo e cada novo dia é uma nova descoberta. Dá para ousar em dizer que a nossa forma de ver o mundo e as pessoas é como poetas do dia-a-dia, que em vez de usar papel e caneta, escrevemos com a luz, poesias imagéticas de momentos presentes.
A HORA | 3
Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Detalhes
Mais da metade dos estudantes trabalham e estudam FILIPE FALEIRO
Pela pesquisa da instituição, jovens da região contrastam com realidade em outros estados do país
Pesquisa da Univates mostra como renda, experiência e planos de carreira antecipam a entrada no mercado. Perfil amplia o desafio das empresas para formar, orientar e reter os novos profissionais Filipe Faleiro
filipe@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
E
studar e trabalhar fazem parte da mesma rotina para 55% dos alunos do Ensino Médio ouvidos pela Univates. Antes do diploma, eles dividem o dia entre aulas, tarefas e o primeiro salário. Apenas 27,4% dedicam-se de forma exclusiva aos estudos, condição mais frequente nas escolas privadas. Os dados constam na segunda edição da pesquisa Gerações Z + Alpha Trend Report. Conforme o diretor de Marketing da Univates, Daniel Wallerius, o estudo foi criado para instrumentalizar as campanhas voltadas para atrair vestibulandos à universidade. “Quando vimos o resultado, a reitoria decidiu que eram informações muito relevantes e
DANIEL WALLERIUS
CINTIA AGOSTINI
DIRETOR DE MARKETING DA UNIVATES
VICE-REITORA DA UNIVATES
O relato dos jovens combinam cobranças escolares, início da vida profissional, dúvidas sobre carreira, exposição digital e receio em relação ao futuro.” que poderiam contribuir tanto na comunidade quanto para as empresas.” Na análise da vice-reitora, Cintia Agostini, o resultado contesta a imagem de uma geração sem interesse pelo trabalho. Ao todo, foram sete mil alunos do Ensino Médio ouvidos. A maioria do Vale do Taquari, mas também com relatórios de municípios da Serra e do Rio Pardo. A graduação permanece nos planos de 61% dos entrevistados. Ao mesmo tempo, apenas 4,3% consideram que a faculdade prepara de forma plena para a
Os jovens dizem: tenho um propósito, mas quero algo concreto. É uma visão diferente da geração anterior, daqueles que já estão no mercado e têm entre 25 a 35 anos.” vida. “Eles cobram conexão entre o esforço presente e os resultados futuros”, diz Cintia. Ao analisar as respostas, a vicereitora identifica uma mudança na forma de planejar o futuro. Segundo ela, a nova geração transforma decisões antes associadas apenas à vocação em perguntas objetivas. “Eu vou estudar, o que vou ganhar lá na frente? Vou trabalhar contigo, o que ganho com isso e onde isso vai me levar?” Na análise de Cintia, essa postura não representa falta de propósito. “Os jovens dizem: tenho um propósito, mas quero
A pesquisa entrevistou algo concreto. É uma visão diferente da geração anterior, daqueles que já estão no mercado e têm entre 25 a 35 anos.”
Entre a carreira e a renda Antes de chegar na universidade, há um caminho anterior. Em escolas técnicas, os alunos a partir de 15 anos encaram a primeira oportunidade. A coordenadora pedagógica do Senai Lajeado, Cilene Paraboa, identifica na região um mercado capaz de antecipar o ingresso profissional. “O Vale é muito rico em oportunidades. Para muitos jovens, escolas profissionalizantes como Senai e Senac são a porta de entrada para o mercado formal e para programas como o Jovem Aprendiz”, afirma. Pela experiência da equipe, sem levantamento estatístico específico, os alunos se dividem entre projetos distintos. “Cerca da metade pensa em seguir uma carreira, continuar os estudos, fazer uma faculdade e se profissionalizar cada vez mais.” Os demais ainda procuram um caminho ou precisam de retorno imediato. “A outra metade entra para experimentar uma área, conhecer uma atividade que possa fazer sentido ou ter uma fonte de renda, seja para ajudar a família, seja para ter o próprio dinheiro.” A oferta de vagas também antecipa a decisão de priorizar o emprego. Cerca de 20% dos alunos do Senai Lajeado suspendem os cursos. Em grande parte dos casos, são estudantes que completaram 18 anos e já tiveram uma formação técnica. “Eles interrompem outra qualificação para começar em um trabalho de turno integral”, realça Cilene.
Dupla jornada O ingresso antecipado no mercado ocorre ao lado de sinais de desgaste. Entre os participantes da pesquisa, 44,5% consideram que os adultos não compreendem a pressão enfrentada por eles. Outros 39,6% identificam cansaço mental ou intelectual. Conforme Wallerius, há várias causas. “O relato dos jovens combinam cobranças escolares, início da vida profissional, dúvidas sobre carreira, exposição digital e receio em relação ao futuro.” Sobre essas dúvidas e medos como causas do esgotamento também está o excesso de atividades. Pelo estudo, alunos das escolas privadas apresentam mais indícios de fadiga mental,
7 mil estudantes do Ensino Médio
Abrangência Vale do Taquari, Serra e Vale do Rio Pardo
Perfil do futuro profissional
54,9%
Conciliam estudo e trabalho
27,4%
Dedicam-se só aos estudos
61%
Pretendem cursar uma graduação
44,5%
Consideram que os adultos não entendem a pressão enfrentada
39,6%
Identificam cansaço mental ou intelectual
4,3%
Avaliam que a faculdade prepara de forma plena à vida
Quem influencia as escolhas
40,9%
O próprio jovem
29,3% A família
1 em 164
Apontou influenciadores digitais como principal referência
com 71,4% dos entrevistados alunos. Na escola pública, 45,5% destacam a pressão e a ansiedade sobre o futuro.
Mostrar o caminho Para Cintia Agostini, o desafio das empresas continua depois da contratação. “O jovem quer conhecer a função, os critérios de avaliação e as possibilidades de avanço. Quando não enxerga uma trajetória, tende a buscar outra oportunidade.” Para ela, as organizações precisam transformar promessas em etapas compreensíveis. “A transparência dessa jornada vai ser essencial. Isso inclui dizer o que a empresa oferece, quais resultados espera e até onde o profissional pode chegar.”
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Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
RESILIÊNCIA CLIMÁTICA
Vale sofre a terceira enchente no ano. E aguarda mais recursos do Funrigs O Vale do Taquari foi atingido pela terceira enchente do ano na madrugada dessa terça-feira. Novamente, e por sorte, estivemos diante de um evento de proporção “ordinária”, digamos assim. Ou seja, nada de extraordinário. Uma enchente “normal”, diante da nova realidade imposta pelas catástrofes de 2023 e 2024. Mas é uma nova enchente. A terceira em três meses. E isso precisa servir de combustível para que a temática retorne ao centro dos debates eleitorais e, sobremaneira, convença o ainda governador a aplicar mais recursos do Funrigs na região. É sempre necessário reconhecer: os governos estadual
e federal já fizeram muito pela reconstrução e recuperação do Vale do Taquari. Assim como as administrações municipais, entidades, associações, voluntários e afins. Muito, mesmo. Mas ainda é insuficiente. A terceira enchente de 2026 voltou a desabrigar pessoas, desconectar comunidades, isolar regiões, ameaçar pontes e outras estruturas, sujar cidades, entupir boeiros e por aí vai. Trouxe de volta a insegurança aos moradores e investidores. E deixou evidente a necessidade do Estado investir muito mais em resiliência climática na região mais destruída pela pior tragédia natural da história desse país.
SÍMBOLO DE LAJEADO
rodrigomartini@grupoahora.net.br
RODRIGO MARTINI
Presidência da Amvat Não há definição sobre o próximo (a) presidente da Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat). Hoje comandada pela prefeita de Lajeado, Gláucia Schumacher (PP), a entidade costuma realizar revezamento entre partidos. O ex-presidente Moisés de Freitas é do MDB. E o mandatário (a) de 2027 poderá ser escolhido entre União Brasil, PDT, PT, PSD ou PRD. Há quem torça por Carine Schwingel (União Brasil). E, por ora, ela desconversa.
CANDIDATOS EM LAJEADO
A 11 dias das eleições, só falta a visita de Juliana Brizola Três dos principais candidatos ao governo do Rio Grande do Sul já cumpriram agendas em Lajeado. Representante do PSDB, Marcelo Maranata foi o primeiro a participar da tradicional reunião-almoço da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil). O encontro foi em junho. No início de setembro foi a vez do atual vicegovernador e candidato a governador Gabriel Souza (MDB) palestrar para empresários na Acil e caminhar com correligionários pelas ruas centrais da principal cidade da região. E na semana passada o deputado federal Luciano Zucco (PL), que também concorre pela primeira vez à chefia do Palácio Piratini, se encontrou com representantes da Acil e percorreu vias centrais de Lajeado. Até o momento, portanto, três dos quatro principais candidatos a governador (a) do Rio Grande do Sul já receberam os documentos com as demandas regionais compiladas pela Acil em parceria com a CIC/VT e o Codevat. Só falta a visita de Juliana Brizola (PDT). E só restam 11 dias às eleições…
Movimento lança a “Carta Aberta pelo Arroio do Engenho”
O Movimento Pró-Matas Ciliares do Vale do Taquari encaminhou na segunda-feira uma carta aberta ao governo de Lajeado, à câmara de vereadores, Ministério Público e comunidade em geral. O documento sugere reavaliar a canalização do Arroio do Engenho, reacendendo um antigo debate sobre um dos principais e históricos afluentes do Rio Taquari. No documento, os voluntários reconhece a necessidade de melhorar o sistema de escoamento do Arroio do Engenho, mas questiona a manutenção do “tampão de concreto” construído sobre o
afluente. O movimento defende que seja aberto e revitalizado, com utilização de rochas, vegetação nativa e técnicas de engenharia natural, integradas a Soluções Baseadas na Natureza (SBN). Sobre o tema, é bom lembrar que o governo já lançou edital para obra de macrodrenagem do Arroio do Engenho, no trecho da Av. Décio Martins Costa. Serão investidos R$ 9,6 milhões de recursos federais. E a obra prevê a ampliação das galerias, a criação de ciclovia sobre o arroio e, também, a manutenção do sempre controverso “tampão de concreto”.
TIRO - Pra variar, teve candidato de fora gravando vídeo dentro d´água para tentar sensibilizar eleitores do Vale do Taquari em meio à terceira enchente do ano. Uma dica: não é bom forçar a barra. - As projeções do Serviço Geológico Brasileiro (SGB) foram assertivas antes e durante a terceira enchente de 2026. E é preciso reconhecer os avanços e os esforços dos profissionais para antecipar os eventos e garantir mais segurança à complexa Bacia Taquari/Antas.
Bilhões do Funrigs O Funrigs foi criado em 2024 e suas principais ações estão voltadas ao “restabelecimento, a recuperação, a reconstrução ou construção de alternativas para a infraestrutura logística e de mobilidade urbana e rural; para a infraestrutura dos serviços públicos, em especial dos essenciais à população, como saúde, educação e segurança”. É o resumo disponível no site do governo.
A previsão é abastecer o fundo de reconstrução com R$ 14 bilhões até o fim de abril de 2027. Hoje, o Funrigs já recebeu cerca de R$ 10,5 bilhões, e já empenhou algo em torno de R$ 10,3 bilhões em centenas de ações e projetos Estado afora. Portanto, ainda restam pouco menos de R$ 4 bilhões para aplicar em resiliência climática. E o atual governador só tem mais três meses de mandato.
A HORA | 5
Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
PACOTE DE INFRAESTRUTURA
Vereadores autorizam financiamento de R$ 60 milhões. LDO terá nova análise JHON WILLIAN TEDESCHI
Principal via do bairro Conventos será uma das contempladas com pacote de recursos
Ainda ocorreu um pedido de vistas ao projeto, negado pela maioria dos parlamentares. Valor contempla obras de maior porte estrutural. Orçamento volta à pauta na próxima semana Jhon Willian Tedeschi jhon@grupoahora.net.br
EDER SPOHR (MDB) VEREADOR
CARLOS RECKZIEGEL (PSDB) VEREADOR
A prefeitura não tem gestão. Por isso que a gente precisa recorrer a financiamento”
Vai ser o nosso papel aqui, acompanhar e fiscalizar para que tudo aconteça bem”
oposição reforçou as críticas à proposta. “A prefeitura não tem gestão. Por isso que a gente precisa recorrer a financiamento”, argumentou Eder Spohr (MDB). A operação de crédito para o valor restante está vinculada ao programa Avançar Cidades, e será contratada junto à Caixa Econômica Federal. Este segundo grupo de obras possui maior porte estrutural, como o asfaltamento da rua Hermes Jaeger, entre os bairros Bom Pastor e Conventos, o alargamento da avenida Benjamin Constant e obras de drenagem no bairro São Cristóvão. De acordo com as projeções do governo, o valor deve ser distribuído até 2028, mediante liberação bancária. A primeira parte do pacote, autorizada pelo Legislativo há duas semanas, contempla melhorias como nas ruas Pedro Theobaldo Breidenbach, no Conventos, e Coelho Neto, no acesso à futura sede da Central de Polícia no São Cristóvão.
Orçamentárias (LDO) para o ano que vem teve um pedido por mais tempo de análise. A solicitação foi aprovada por unanimidade. O orçamento para o ano que vem prevê um valor de R$ 805 milhões, cerca de 5% acima da quantia prevista para 2026. O projeto define as prioridades e orienta a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA). O documento também deve estar alinhado ao Plano Plurianual (PPA), que estabelece as diretrizes e objetivos da administração para um período de quatro anos. O financiamento de R$ 100 milhões, que terminou de ser aprovado ontem, faz parte do valor projetado pelo governo. Do total, 35% dos recursos são destinados para a Educação, enquanto 25% ficam reservados para despesas voltadas à Saúde. De acordo com a Secretaria da Fazenda, cerca de 80% do orçamento será utilizado para despesas obrigatórias, além das citadas saúde e educação, também com gastos com pessoal. O prazo final para votação é o dia 30 de setembro, portanto, a proposta entrará na pauta na sessão da semana que vem.
LAJEADO
O
projeto que autoriza a administração municipal a contratar financiamento de R$ 60 milhões para obras de infraestrutura foi aprovado na noite dessa terça-feira, 22. Após pedido de vistas na sessão do dia 8, os vereadores recolocaram a proposta em análise, e concluíram o aval ao governo para concluir o pacote que totaliza R$ 100 milhões. O vereador Waldir Blau (MDB) fez um pedido de vistas ao projeto, para que ele tivesse mais tempo para análise dos parlamentares. A votação terminou em sete a sete, com o voto de desempate do presidente da câmara Neco Santos (PL) pela negativa ao pedido. Após a discussão, ocorreu a votação da proposta, com a aprovação por 11 a três. Dos 15 vereadores, 12 fizeram manifestações sobre o projeto. Parte dos parlamentares da base de governo defenderam o projeto, com a ressalva de que haverá um olhar mais atento sobre o andamento do pacote. “Vai ser o nosso papel aqui, acompanhar e fiscalizar para que tudo aconteça bem”, indicou Carlos Reckziegel (PSDB). Por outro lado, a
Previsão de orçamento adiada O projeto da Lei de Diretrizes
6 | A HORA
Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
COOPERATIVISMO DE CRÉDITO
Sicredi prepara três novas agências em Lajeado
INTEGRAÇÃO RS/MG 130 mil cooperados
1,4 mil novos integrantes por mês
R$ 128 milhões é o resultado de janeiro a agosto REPRODUÇÃO
Cooperativa prepara construção de uma nova unidade no bairro Florestal. Com cerca de 700 metros quadrados, agência será em complexo de lojas ao lado do Via Atacadista
Unidades no Florestal e em Conventos terão alteração de endereço, enquanto no Olarias a cooperativa avança na descentralização e amplia a presença em uma região com mais de 13 mil habitantes Paulo Cardoso
centraldejornalismo@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
A
Sicredi Integração RS/ MG amplia sua presença física em Lajeado com uma nova agência no bairro Olarias, unidades em construção em Conventos e no Florestal, além da expansão da estrutura no São Cristóvão. A estratégia busca acompanhar o crescimento do quadro de associados e a demanda por produtos e serviços financeiros, segundo o presidente da cooperativa de crédito, Luiz Mario Leite Berbigier. “Nós estamos indo ao encontro dos nossos associados”, ressalta. Com cerca de 130 mil cooperados, a instituição mantém uma média de 1,4 mil novos integrantes por mês e registra avanço nos resultados. Entre janeiro e agosto deste ano, foram acumulados R$ 128 milhões, ante R$ 100 milhões no mesmo período do ano passado, conforme o diretor-geral.
Unidade no Olarias A nova agência será a oitava da Sicredi em Lajeado e ficará em uma região que reúne os bairros Olarias, Imigrante, Centenário, Campestre e Santo André. Berbigier destaca que a área concentra mais de 13 mil habitantes e ainda não conta com uma unidade da cooperativa. Local da estrutura está em fase de definição. A intenção é instalar a agência nas proximidades da Escola Nova Viena, em uma área considerada estratégica por estar na região central do bairro. A construção deve começar ainda neste ano, com previsão de entrega para 2027.
Conventos e Florestal O desenvolvimento de Conventos, aliado ao crescimento do número de associados, também exige uma estrutura maior. A unidade atual ficou pequena e não dispõe de estacionamento, o que levou a direção a buscar um novo local nas proximidades, mantendo a unidade na mesma região. “Estamos estudando a instalação da futura agência a cerca de uma quadra do endereço em que está instalada hoje. A expectativa é entregar a nova estrutura no próximo ano ou, no máximo, no início de 2028”, diz Berbigier. No bairro Florestal, a cooperativa já trabalha na construção de uma nova unidade, com cerca de 700 metros quadrados, nas proximidades
do Via Atacadista. O espaço substituirá a unidade, localizada na esquina da avenida Benjamin Constant com a rua Natalício Heineck. A previsão é concluir as obras em menos de dois anos.
Expansão no São Cristóvão No bairro São Cristóvão, o Sicredi também prepara a ampliação da agência para adequar o espaço ao crescimento da demanda. “A unidade conta com uma área de autoatendimento ampla, mas parte dela não é utilizada integralmente para essa finalidade”, destaca Berbigier. A cooperativa pretende reorganizar o ambiente e destinar uma parcela dessa dependência ao atendimento aos associados,
LUIZ MARIO BERBIGIER PRESIDENTE DA SICREDI INTEGRAÇÃO RS/MG
Nos preocupamos com as pessoas, porque é o associado que faz todo esse resultado e é importante que ele participe e usufrua das vantagens e do conforto.”
ampliando a estrutura sem impactar a área necessária para os demais serviços.
Além de Lajeado A expansão do Sicredi também avança para fora de Lajeado. Em Minas Gerais, a cooperativa trabalha na implantação da décima oitava agência no Estado, desta vez em Mariana, município com cerca de 70 mil habitantes e considerado estratégico para a atuação regional da instituição. O projeto está em fase de definição do local, com possibilidade de construção de uma nova estrutura ou negociação de uma sala já pronta. A previsão é iniciar a implantação conforme o avanço dessas tratativas. No Vale do Taquari, a cooperativa também prepara a duplicação da agência de Sério, ampliando a estrutura de atendimento no município. Para Berbigier, a ampliação da rede de agências está ligada ao próprio modelo de atuação da cooperativa, baseado na proximidade com os associados e na participação das comunidades nos resultados. “Nós nos preocupamos com as pessoas, porque é o associado que faz todo esse resultado e é importante que ele participe e usufrua das vantagens e do conforto”, afirma.
Descentralização A capilaridade e a relação de proximidade com a comunidade
DARCI HARTMANN PRESIDENTE DO SISTEMA OCERGS
A cooperativa conhece a realidade do território onde está inserida e constrói relações de confiança e de longo prazo com cooperados, produtores e empresas locais.” consolidam o cooperativismo de crédito como um dos principais motores do desenvolvimento regional no RS. Atualmente, o setor marca presença em 490 dos 497 municípios gaúchos, levando serviços financeiros e suporte técnico diretamente às pequenas e médias localidades do estado. Segundo o presidente do Sistema Ocergs, Darci Hartmann, essa expansão para municípios menores reflete a essência do modelo cooperativo. “A cooperativa conhece a realidade do território onde está inserida e constrói relações de confiança e de longo prazo com cooperados, produtores e empresas locais”, destaca o dirigente, ao pontuar que a atuação no interior representa uma estratégia contínua de fortalecimento das economias comunitárias.
A HORA | 7
Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
LAUTENIR JUNIOR
ENCHENTE NO VALE
Taquari recua após atingir 24,46 metros Nível começou a baixar em Lajeado na tarde de ontem, enquanto municípios mantêm famílias em abrigos. Recuo permite início da limpeza, mas rio permanece acima da cota de inundação Karine Pinheiro
karine@grupoahora.net.br
Colaboração
Maira Schneider e Lautenir Junior
VALE DO TAQUARI
D
epois de alcançar 24,46 metros às 12h15min de ontem, o Rio Taquari iniciou o recuo em Lajeado. Às 17h15min, a régua marcava 23,89 metros, 57 centímetros abaixo do pico. A redução permite o avanço da limpeza nas áreas atingidas, mas mantém famílias fora de casa e equipes de emergência mobilizadas. O pico encerra a segunda maior elevação do Taquari entre as três cheias já registradas neste ano. Em 23 de julho, o nível chegou a 24,77 metros. Seis dias depois, em 29 de julho, o pico foi de 23,99 metros. O novo evento resulta do volume de chuva registrado na bacia hidrográfica do TaquariAntas. Em pontos das cabeceiras, o acumulado chegou a cerca de 200 milímetros em 12 horas. O coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Luciano Chaves Boeira, afirma que o órgão acompanhava a previsão desde o fim da semana passada. A análise apontava dois momentos no sistema meteorológico: tempestades, com
LUCIANO CHAVES BOEIRA COORDENADOR ESTADUAL DE PROTEÇÃO E DEFESA CIVIL
Família havia se mudado para uma nova casa quatro dias antes da enchente
Segunda maior enchente do ano vento, e, na sequência, chuva em grande volume. A precipitação concentrada alterou, de forma rápida, o cenário nos municípios do Vale. Para o coordenador, a quantidade registrada em curto período explica a ocorrência de alagamentos, transbordamentos, enxurradas e inundações. “Nenhum lugar suporta tanta chuva em tão pouco tempo”, diz. Além do impacto na mobilidade, mais de 90 famílias, com 255 pessoas, foram retiradas de áreas sujeitas à inundação e encaminhadas ao Parque do Imigrante, em Lajeado. Em Estrela, 12 famílias, com mais de 30 pessoas, permanecem no ginásio da Paróquia São Cristóvão, no bairro Boa União. Já em Encantado, 20 núcleos foram levados ao Parque João Batista Marchese.
24,46 metros – pico do Rio Taquari em Lajeado 200 mm – chuva registrada em pontos das cabeceiras em 12 horas 93 famílias / 255 pessoas – abrigadas em Lajeado 3ª enchente – episódio de elevação expressiva do Taquari em 2026
Picos de 2026 24,77 metros
23,99 metros
24,46 metros
23/jul
29/jul
22/set MAIRA SCHNEIDER
Terceira passagem A repetição de deslocamentos aparece no relato de Liciane Caroline da Silva, 27, moradora da região central de Lajeado. Pela manhã da segunda-feira, a moradora começou a empacotar os pertences antes da água atingir o imóvel e, pela terceira vez, permanece abrigada no Parque do Imigrante. A experiência das enchentes anteriores alterou a reação aos alertas. Liciane perdeu bens na enchente de setembro de 2023 e voltou a enfrentar perdas em maio de 2024. Com uma criança de quatro anos, cada retirada exige transporte de móveis e objetos. “Está sendo bem difícil ficar para lá e para cá, carregando as coisas”, relata. Os deslocamentos também provocam danos aos móveis e dificultam a reorganização da rotina. Em Estrela, uma das famílias acolhidas é formada por Gerson Fleck, 48, Maria Cristina Schossler, 50, um filho de 10 anos e uma neta de 1 ano e quatro meses. A mudança para uma casa no Centro de Estrela ocorreu quatro dias antes da enchente. O imóvel, porém, também precisou ser deixado diante da elevação do Rio Taquari. A família deixou o abrigo e seguiu para a casa de parentes em outro município.
Moradora enfrenta a terceira retirada para o abrigo desde as enchentes anteriores
Retorno Em Lajeado, o início do recuo permite que as secretarias de Obras e Serviços Urbanos avancem com máquinas pelas áreas atingidas. A estratégia consiste em aproveitar a água ainda presente nas ruas para remover a lama antes que o material seque. Conforme o nível diminui, novas vias entram no roteiro de limpeza. A etapa seguinte será marcada pela avaliação das condições de segurança e pela retomada gradual das atividades. No Parque do Imigrante, 93 famílias, com 255 pessoas, permanecem acolhidas. Em Estrela, mais de 40 pessoas estão no ginásio da Paróquia São Cristóvão. O retorno depende das condições encontradas nas residências e nas áreas de circulação. Em Estrela, a Defesa Civil acompanha a redução do rio antes de autorizar o retorno às casas. O ginásio da Paróquia São Cristóvão integra o plano de contingência, elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania. Conforme a subsecretária, Rosângela Wülfing, o planejamento permite antecipar a saída das áreas sujeitas à inundação e organizar o atendimento. Em Lajeado, a secretária de Desenvolvimento Social, Eliana Heberle, diz que com o Rio Taquari ainda acima da cota de inundação, o retorno às áreas atingidas depende da avaliação das condições de segurança. A redução do nível permite o avanço da limpeza e a retirada gradual de bloqueios, mas mantém equipes de atendimento ativas.
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vinibilhar@grupoahora.net.br
VINI BILHAR
A
STW participa da Intra-Log 2026
STW apresentou um fluxo intralogístico completo na Intra-Log Expo South America 2026, ocorrida entre os dias 15 e 17 de setembro, no Expo Center Norte, em São Paulo. A empresa ocupou 300 m², com 200 m² dedicados a equipamentos em operação contínua durante os três dias. A demonstração central integra a Célula Robótica de Paletização, o AGV S1 1500 e o sistema MES3, responsável por monitorar e gerenciar o fluxo de cargas. O processo inclui montagem de paletes, transporte, envolvimento e expedição. O estande também contou com Shuttle Car, dois AGVs S3 4000X em operação sincronizada e o transelevador T5000, para cargas de até 5 mil quilos. O conjunto representa o Ecossistema STW, que une robótica, automação, software e dados em uma arquitetura única. Segundo a empresa, a proposta evidencia a capacidade de desenvolver soluções completas no Brasil, com integra-
ção entre equipamentos e sistemas. Durante o evento, o gerente comercial da STW Robotics, Sabrício Kühn, apresentou palestra sobre o futuro da intralogística integrada.
Empresário destaca potencial gastronômico no Vale PAULO CARDOSO
ARQUIVO
O estande, montado em 36 horas pela equipe própria, reforça o método aplicado pela empresa, com foco em eficiência e redução de resíduos.
Girando Sol amplia inventário na gestão de carbono A Girando Sol avançou em sua gestão climática ao ampliar, em 2025, o inventário de gases de efeito estufa (GEE) com a inclusão do Escopo 3, que abrange emissões indiretas da cadeia de valor. A atualização contempla bens e serviços adquiridos, atividades ligadas a combustíveis e energia e viagens a negócios, ampliando a visão sobre impactos além das operações diretas.
No mesmo período, a empresa manteve, pelo terceiro ano consecutivo, o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, reconhecimento concedido a inventários verificados e publicados no Registro Público de Emissões. A iniciativa, iniciada em 2023, vem sendo ampliada gradualmente, incluindo a mensuração de emissões associadas às matérias-primas, tanto virgens quanto recicladas.
CONEXÃO APL
Segundo a supervisora ambiental, Patrícia Aguiar, o avanço permite identificar novas fontes de emissão e qualificar a base de dados para decisões futuras. O movimento ocorre em um cenário de maior transparência no Estado: o número de empresas gaúchas com inventários verificados passou de 11 em 2023 para 25 em 2025, indicando avanço na gestão e divulgação das emissões.
O empresário Dornei Luis Delazeri foi o convidado da semana do Conexão APL e abordou os desafios e oportunidades do setor gastronômico no Vale do Taquari. Proprietário da Casa Nostra desde 1999 e, mais recentemente, também à frente do Parrillero 386, o empresário ressaltou a importância do arranjo produtivo local como espaço de troca de experiências entre negócios do mesmo segmento. Delazeri destacou o potencial gastronômico da região, mas alertou para um dos principais gargalos do setor: a mão de obra qualificada. Segundo ele, ainda há falta de profissionalização, especialmente entre garçons e equipes de cozinha, que muitas vezes encaram a atividade como renda complementar, ao contrário de polos turísticos consolidados. Na Casa Nostra, um dos dife-
renciais é a carta de vinhos, com cerca de mil rótulos. O empresário enfatizou a experiência oferecida aos clientes, com opções de países tradicionais, como Itália e França, além da valorização de vinhos nacionais e gaúchos, que também ganham destaque no cardápio.
Indicadores
Dólar: R$ 5,10 | Ibovespa: 187.422,92
DIVULGAÇÃO
A HORA | 9
Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
“Há anos a EGR arrecada pedágios sem fazer as “A região não pode duplicações necessárias” ficar enclausurada e ENTREVISTA
AIRTON ARTUS • Candidato a deputado estadual
Candidato a deputado estadual, Airton Artus defende obras de infraestrutura para a região e propõe o reajuste da tabela do SUS para destravar cirurgias
perder oportunidades econômicas”. A Hora: Como o senhor avalia a situação da infraestrutura e das rodovias no Vale do Taquari? Airton Artus: Para quem circula entre Venâncio Aires e Lajeado, o impacto do trânsito é evidente. Em 2018 defendi que a EGR deveria ser fechada por ter se tornado um cabide de empregos sem entregar melhorias. Há anos a empresa arrecada pedágios sem realizar as duplicações necessárias. A logística é o principal fator para atrair investimentos. A região não pode ficar enclausurada e perder oportunidades econômicas.
Artus foi o entrevistado de ontem no Frente e Verso
Mateus Souza
mateus@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
M
édico de formação e ex-prefeito de Venâncio Aires por dois mandatos, Airton Artus disputa pela terceira vez consecutiva uma eleição para a Assembleia Legislativa. Eleito suplente nas duas ocasiões anteriores, tendo assumido a titularidade do mandato durante boa parte desta legislatura, agora busca conquistar efetivamente uma cadeira no parlamento gaúcho. Respaldado por sua trajetória pública e ligação com os vales do Taquari e do Rio Pardo e atuação voltada às demandas regionais, Artus foi o entrevistado de ontem no “Frente e Verso”, dentro do projeto “Pensar Eleições – Desperta Vale do Taquari”. Na sabatina, o candidato apresentou propostas focadas na resolução de gargalos históricos que afetam o cotidiano da população. Entre as prioridades de Artus apresentada na conversa, a infraestrutura e a logística ocupam posição de destaque. O candidato reiterou sua posição crítica à Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), defendendo
TRAJETÓRIA Aos 68 anos, Airton Artus é um dos candidatos mais experientes da região dos Vales no pleito de outubro. Médico por formação, Artus ingressou na política na década de 1990, ao atuar como coordenador regional de Saúde. Eleito vereador por dois mandatos em Venâncio Aires (1996 e 2000), também foi vice-prefeito (2005-2008) e, em 2008, se elegeu prefeito, sendo reeleito quatro anos depois. Em 2018 e 2022, concorreu a deputado estadual, ficando na suplência da bancada do PDT nas duas ocasiões. Entre 2023 e março de 2026, exerceu a titularidade do mandato.
o fim do órgão e a garantia de investimentos para a duplicação e ampliação de rodovias vitais como a ERS-130, RSC-453 e a Via Láctea. Na saúde, sua área de atuação profissional e que recebeu atenção especial durante o período em que esteve na
AGENDA Próximas entrevistas HOJE 15h30min Neide Teutônia (PSDB) AMANHÃ 8h30min Mateus Trojan (MDB) SEXTA-FEIRA 15h30min Fabiano Diehl (União Brasil)
Assembleia, Artus defende a reorganização da atenção básica e o reajuste linear da tabela de procedimentos do SUS. O candidato também apresentou propostas para a resiliência climática e adaptação urbana frente a enchentes, além do incentivo ao turismo regional, agroindústrias e apoio aos produtores rurais. Para ele, uma representação política forte e autenticamente regional é essencial para garantir entregas e investimentos no Vale.
AH: De que forma é possível trabalhar a resiliência climática e a prevenção de enchentes? Artus: Precisamos atuar em três pilares. O primeiro envolve a agenda climática global. O segundo é técnico: exige o desassoreamento de rios, análise de vazão das bacias e intervenções até a Lagoa dos Patos. O terceiro é a remodelação urbana, adaptando bairros vulneráveis e garantindo a remoção de famílias com dignidade e infraestrutura adequada. AH: Como um deputado estadual pode atuar para alavancar o turismo regional? Artus: O turismo é a “indústria sem chaminé” e vetor estratégico. O Vale do Taquari possui rica gastronomia e forte acolhimento no interior. Devemos estruturar rotas turísticas integradas, fortalecendo o comércio, a hotelaria, a sucessão familiar e as agroindústrias locais. AH: Qual a sua proposta para resolver as filas de espera por exames e cirurgias eletivas no SUS? Artus: A engrenagem da saúde está travada. O paciente
não consegue exames na atenção básica e recorre às UPAs até precisar de cirurgias de urgência, mais custosas. Devemos reorganizar o fluxo e adotar no Estado o modelo da Tabela SUS Paulista, com reajuste linear dos repasses a hospitais. Aportando cerca de R$ 1 bilhão a mais no orçamento da saúde, os hospitais voltam a ter interesse em atender o SUS, zerando as filas. AH: Quais são suas propostas para o fortalecimento da agricultura familiar? Artus: Precisamos proteger a cadeia da proteína animal, a produção de leite e os pequenos produtores. Defendo acesso facilitado ao crédito, incentivo às agroindústrias e apoio para manter o jovem no campo com sucessão familiar. AH: Por que o senhor busca representar o Vale do Taquari na Assembleia Legislativa? Artus: Quero defender o setor produtivo, a cadeia de proteína animal, laticínios e a agricultura familiar com crédito acessível. Nossa região precisa de parlamentares presentes, que conheçam a realidade local e sustentem com firmeza as pautas e os valores da comunidade.
Aportando cerca de R$ 1 bilhão a mais no orçamento da saúde, os hospitais voltam a ter interesse em atender o SUS”.
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Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Ela chegou como cliente e, anos depois, virou “Para você empreender, que ter coragem e um proprietária da Magrass tem pouquinho de loucura” SIMONE BORTOLOTTO ENTREVISTA proprietária da Magrass Emagrecimento Saudável
Depois de conhecer a franquia, Simone assumiu o negócio e hoje acompanha de perto histórias de quem busca mais saúde e qualidade de vida DEIVID TIRP
Simone Bortolotto participou do programa “O Meu Negócio” dessa segunda-feira, 21
Jéssica R Mallmann
DICA DE LIVRO
jessica@grupoahora.net.br
H
á quase duas décadas, a Magrass faz parte da rotina de Lajeado e construiu sua trajetória com uma proposta que vai além da busca pelo emagrecimento. A clínica, que começou no bairro Florestal e hoje está instalada na avenida Senador Alberto Pasqualini, no bairro São Cristóvão, trabalha com foco na saúde, na mudança de hábitos e na qualidade de vida. À frente da unidade está Simone, que assumiu parte da empresa após uma conversa com a antiga proprietária. A decisão veio acompanhada da confiança no potencial de um negócio que ela já conhecia e pelo qual tinha grande afinidade. “Eu pensei: por que não tentar?”, conta. Para Simone, um dos diferenciais da Magrass está no acompanhamento próximo de cada cliente. O processo começa com uma avaliação individual, que dura em média uma hora e permite conhecer hábitos, histórico de saúde, objetivos e dificuldades. Na sequência, a bioimpedância ajuda a identificar aspectos como composição corporal e gordura visceral. A partir dessas informações, a equipe define a abordagem mais adequada para cada caso.
Rápido e devagar: Duas formas de pensar por Daniel Kahneman
A proposta, segundo ela, não é olhar apenas para o número indicado pela balança. Muitas vezes, a busca inicial pelo emagrecimento revela uma necessidade mais ampla relacionada à saúde. Por isso, o trabalho envolve orientação e acompanhamento ao longo do processo, com alternativas que vão desde o tratamento flex, sem uso de medicação, até protocolos que utilizam medicamentos, sempre dentro de uma abordagem acompanhada pela equipe. Ao longo dos 19 anos em Lajeado, a unidade também acompanhou as transformações do setor e a chegada de novas ferramentas para auxiliar no tratamento do excesso de peso. Para Simone, porém, a tecnologia e as novidades só fazem sentido quando estão associadas ao acompanhamento profissional e à mudança de hábitos.
Neste livro, Kahneman expõe as capacidades extraordinárias, defeitos e vícios do pensamento rápido e revela a influência das impressões intuitivas nas nossas decisões. Comportamentos tais como a aversão à perda, o excesso de confiança no momento de escolhas estratégicas, a dificuldade de prever o que vai nos fazer felizes no futuro e os desafios de identificar corretamente os riscos no trabalho e em casa só podem ser compreendidos se soubermos como as duas formas de pensar moldam nossos julgamentos. O livro oferece insights práticos e esclarecedores sobre como tomamos decisões nos negócios e na vida pessoal, e como podemos usar diferentes técnicas para nos proteger contra falhas mentais que muitas vezes nos colocam em apuros.
Rogério Wink - A família Bortolotto da Rosa é de onde? Simone Bortolotto - Sou natural de Fontoura Xavier, e vim para Lajeado quando tinha seis anos. Viviamos no interior e meu pai, desde que começou a vida, tinha um pequeno comércio, no estilo daquelas bodegas que vendiam de tudo um pouco. Além disso, ele também associava a agricultura. Tinha uma pequena propriedade em que plantava fumo e alimentos para casa. Ele vendia para as fumageiras e as demais produções eram para alimentar a família. Até o momento em que decidiu vir para Lajeado: chegou e montou um pequeno comércio de bairro, onde está até hoje. Já são mais de 30 anos nessa lida. Wink - O que você mais gosta da origem italiana e que move teu sangue? Simone - Eu acho que o lado italiano são das pessoas que acolhem muito bem, são hospitaleiras. Minha mãe é uma referência de vida para mim. O jeito que ela conduz as coisas e como trata as pessoas, é diferente. Wink - Teu pai abriu um mercado no bairro Santo Antônio. Como é tua relação com o bairro? Simone - Sou moradora de lá desde que vim para Lajeado. Hoje temos o mercado Chefinho que é o maior do bairro, com padaria e açougue. Tenho uma paixão pela região. O nome surgiu de um apelido dele, logo que a gente veio para Lajeado. Eu, com oito anos, já atendia no caixa, pois na época era um mercado pequeno. Hoje tem um porte maior. Até hoje tenho a minha rotina com eles lá no mercado. Meu pai me espera todos os dias pela manhã com um chimarrão, antes de eu me deslocar para a clínica passo lá, pago os boletos e reviso o que precisa. Ajudo na gestão financeira. Sábado e domingo estou direto com eles, não perdi o vínculo. Inclusive, houve uma época em que tivemos três mercados no bairro: eu cuidava de um, a mãe de outro e o pai do terceiro. Com o passar do tempo, e por algumas questões
de saúde, acabamos fechando e permaneceu um. Eu tinha 18 para 19 anos quando comecei a tocar o mercado sozinha. Wink - Você tem irmãos, né? Eles também tocam algum negócio? Simone - A minha irmã auxilia no mercado ainda, já meu irmão está no ramo das transportadoras, ele tem caminhões. Empreender está na família e eu sempre brinco que, para você empreender tem que ter coragem e um pouquinho de loucura. É a minha paixão. Wink - Como você teve acesso a franquia da Magrass? Simone - Houve uma época em que eu estava acima do peso. Tentei de várias maneiras perder peso, mas estava bem difícil, principalmente em função do mercado e de ter acesso fácil aos produtos. Em 2016, quando a Magrass chegou em Lajeado, procurei eles para me ajudar e nunca mais saí de lá, como cliente. Wink - Ou seja, você foi ao Magrass para buscar qualidade de vida. Este foi o teu primeiro contato? Simone - Exatamente. Na época, emagreci 20 quilos com todo tratamento natural, até porque não existia a Tirzepatida (princípio ativo da caneta emagrecedora). E nunca mais deixei de ir como cliente, seja para fazer uma limpeza de pele, um botox… eu me apaixonei, pois sempre me senti bem acolhida. Wink - Como foi a decisão de empreender? Simone - Eu fui fazer uma entrega de carnes para a proprietária da loja de Lajeado. Conversando, ela comentou que estava cansada do trabalho. Mas foi uma conversa normal, rotineira. Passado uns 15 dias, ela me ligou e pediu para conversar. Foi quando ela me fez a oferta de vender parte da empresa. Conversei com meu pai, que sempre me apoiando, disse que se fosse da minha vontade poderia tentar. Pensei: “por que não tentar? Já é um lugar que eu adoro, um ambiente que amo”. Foi então que tudo começou.
Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
A HORA | 11
ENSINO CRIATIVO
Município aposta em práticas inovadoras para ser referência em educação até 2040 Arroio do Meio leva às salas de aula princípios da educação inovadora, com práticas que já apresentam resultados positivos nas avaliações e fazem diferença no cotidiano dos estudantes que o estudante do município gosta de aderir aos livros. “As crianças namoram os livros antes, depois trazem o pai e a mãe para fazer a compra”, salienta a secretária Naiara.
Em busca de histórias
Andreia Rabaiolli
andreia@grupoahora.net.br
ARROIO DO MEIO
O
município de Arroio do Meio encontrou um jeito de engajar os alunos na leitura e aprimorar a educação de forma inteligente para se tornar referência nacional em poucos anos. O segredo está nas escolas e na didática criativa que cada uma delas escolhe para entusiasmar os estudantes. Em uma escola, a tenda literária é a atração. Em outra, a Parada da Leitura. Assim, cada uma constrói o gatilho que fortalece o hábito mais importante dos dias de hoje: ler. Desde 2025, esse movimento une estudantes, professores e pais e aparece nos principais indicadores nacionais. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado pelo Ministério da Educação em agosto, mostra que o índice do município passou de 6,5, em 2023, para 6,7, em 2025. Já nos anos finais, evoluiu de 5,5 para 5,8, confirmando uma trajetória construída pelo planejamento pedagógico, pela qualificação constante dos profissionais e pelo acompanhamento das aprendizagens. Na prática, significa mais alunos lendo, aprendendo matemática básica e encontrando prazer nos estudos. Mais pais satisfeitos e envolvidos com as tarefas dos filhos. A secretária de Educação, Naiara Regina Tres, explica que cada escola tem sua diretriz de criatividade, o que facilita a construção de uma educação comunitária e engajada. Na EMEF São Caetano, a Parada da Leitura, uma vez por semana, já está estabelecida há muito tempo. São dez minutos de leitura, da merendeira aos alunos e professores, todos lendo juntos. A escola foi ampliada em 2026, com mais salas e estrutura que melhoram o bem-estar educativo. A leitura está sempre presente em diferentes formas de motivação. Ainda no sexto ano, os alunos leem Edgar Allan Poe e organizam os textos em lapbooks, painéis
A 33ª edição da Feira de Livro levou cultura e leitura às ruas centrais
Isabela Silva: livro com 300 fotos sobre a história da Primeira Guerra Mundial
O segredo das escolas de Arroio do Meio é apostar na didática criativa para engajar estudantes
enormes com fichas grandes que tornam a aprendizagem ainda mais significativa. Outro exemplo vem da EMEF Dona Rita, que monta tendas literárias para despertar o gosto dos alunos pela leitura. Na prática, é o que o município chama de colocar a educação em movimento: a aprendizagem é dinâmica, o processo educativo está em constante evolução e acontece o tempo todo, em aula. Segundo a secretária, além das ações das escolas, o município aposta em plataformas digitais,
como a Elefante Letrado, para estimular o hábito da leitura. Cada aluno tem seu login e acessa a plataforma de casa. São mais de 800 títulos à disposição para leitura.
NAIARA REGINA TRES SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO
Nas feiras, não buscamos só números, buscamos histórias”
Escolas em constante movimento Desde 2025, o município transforma escolas em ambientes vivos de aprendizagem, com reformas em escolas-piloto, clubes de projetos no contraturno e formações docentes. Apostar na qualidade dos professores faz toda a diferença. Com essas iniciativas, Arroio do Meio projeta, até 2040, tornar-se referência nacional em educação inovadora. “A educação é uma das prioridades e queremos fazê-la cada vez melhor”, diz a secretária.
Feira do Livro evidencia a cultura leitora do município
O trabalho pedagógico do município é mostrado na Feira
do Livro. No início de setembro, a 33ª edição do evento foi uma demonstração do envolvimento comunitário. A feira chama a atenção de escolas de todo o Vale do Taquari por uma proposta pouco comum: quem vende os livros não são os livreiros, mas os próprios professores. A ideia aumenta o engajamento dos estudantes com a leitura. A diretora Cátia Fontana, da EMEF João Beda Körbes, salienta que cada escola tem uma banca e os professores atendem os alunos. Todo o lucro com a venda de livros é revertido em obras para as escolas. “A vantagem de os professores venderem o livro, e não o livreiro, é que o professor conhece os alunos e o exemplar que vende, sabe dizer o que é melhor para a faixa etária”, salienta Cátia. O público já é um leitor formado dentro da escola. Em setembro, foram colocados à disposição 15 mil livros. Mil foram vendidos no primeiro dia. No total, foram comercializados mais de 8,4 mil exemplares, prova de
Entre as atividades que se destacam na feira estão as várias oficinas, como dança de rua, grafite, música e karaokê. Essa diversidade atrai o público jovem, primeiro pelo entretenimento, mas também porque esse público já é formado dentro da escola. Na edição deste ano, os estudantes ocuparam todos os espaços do evento. Raissa Kauany Kafer Vieira comprou dois livros e participou de uma oficina de dança de rua. Isabela Silva Machado preferiu ficar no lonão, onde descobriu um livro ilustrado com 300 fotos sobre a história da Primeira Guerra Mundial. Esse formato comunitário surpreende de forma positiva. “Não buscamos só números, buscamos histórias”, salienta a secretária Naiara.
Números da educação de Arroio do Meio • 2,9 mil alunos • 13 escolas municipais • 10 escolas de educação infantil comunitárias • O Elefante Letrado está presente nas 13 escolas municipais, da educação infantil ao quinto ano.
O que é o Elefante Letrado • O Elefante Letrado é uma plataforma de leitura digital com mais de 800 títulos, uma oportunidade a mais de leitura para cada aluno. Cada estudante tem um login, que pode ser acessado de casa.
12 | A HORA PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS
www.coquetel.com.br A ajuda fornecida por ONGs no Haiti
Condição Esportista como dos países Lewis Hamilton com baixo Agudo, grave e IDH circunflexo (Gram.)
Instrumentos da bateria da escola de samba Fruto de Traço desagradável percebido ação la- em uma pessoa ou situação (fig.) xante (pl.)
Morrer, em inglês Risco da dieta hipocalórica sem supervisão médica
Caloria (abrev.) Extrai; separa
Alimentamse como o recémnascido
Espaço entre o forro e o telhado Quarto disco de estúdio de Maria Rita Surge (fig.) Autor de artigos avulsos para uma publicação periódica
Variante (abrev.) O setor industrial diretamente ligado à mineração
Dispositivo intrauterino (sigla) O tipo de paciente de Auguste Pinel
Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
© Revistas COQUETEL
MEIO AMBIENTE
Caravana Educame estará em Venâncio Aires
Maio, em francês Complexo vitamínico
US (?), torneio de tênis dos EUA
Interjeição para afugentar animais
DIVULGAÇÃO
Cosmético proibido na Europa Medieval
Opõe-se à noite Promontório
Prefixo de "bióxido" Panificadora E-mail de propaganda
Agência de notícias francesa José de (?), ator paulista
Atração do rádio Ainda; também
Aditivo de cerâmicas Transferi para depois
Goste muito de Gustav Mahler, compostor nascido na Boêmia
Roentgen (símbolo)
Código de "Guam", no endereço da web
Certo (abrev.) Juiz muçulmano
Os 111 estudantes da São Judas Tadeu vão participar da programação na manhã de hoje
Teatro e oficinas ocorrerão na Escola de Ensino Fundamental São Judas Tadeu
Rio que nasce nos Alpes bernenses
Ruminante asiático
Ondas Tropicais (sigla)
A 17ª letra
Luciane Eschberger Ferreira lucianeferreira@grupoahora.net.br
3/die — elo — mai. 4/boro — gamo — open — spam.
BANCO
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Solução S P T H U M A N I T A R I A B C A L M A MA M D I E O P E N B D E S N U T R I Ç Ã O S O T Ã O X O R E L O D I A B I N A S C E S P A M V A F P A T E C O L A B O R A D O R L B O R O A M E V A R M G R C S I D E R U R G I C O D I U L A A A R O E G A M O D E P S I Q U I A T R I CO 23/09 - 22/10
Virgem: Cuide da rotina e do bem-estar. Novas informações ajudam em decisões profissionais e financeiras.
23/10 - 21/11
23/07 - 22/08
Leão: Parcerias e acordos avançam. Conversas francas resolvem pendências e abrem novas possibilidades.
22/11 - 21/12
21/06 - 22/07
Câncer: Decisões sobre mudanças ganham força. Assuma iniciativas e aproveite oportunidades para crescer.
Sagitário: Estudos e conversas rendem. Amigos apoiam ideias novas e a vida social fica mais movimentada.
22/12 - 19/01
21/05 - 20/06
Gêmeos: Novas conexões ampliam horizontes. Estudos, viagens e mudanças na imagem favorecem o prestígio.
Escorpião: Família e assuntos antigos pedem atenção. Magnetismo em alta favorece relações.
Capricórnio: Finanças pedem escolhas conscientes. Carreira e investimentos podem ser reorganizados.
20/01 - 18/02
20/04 - 20/05
Touro: Carreira em destaque, com oportunidades, reconhecimento e chance de consolidar projetos.
Libra: Projetos criativos ganham força. Novas oportunidades financeiras e sociais surgem nesta noite.
Aquário: Emoções intensas pedem equilíbrio. Cuide da imagem e use sua comunicação para ganhar influência.
19/02 - 20/03
21/03 a 19/04
Áries: Vida social animada, novas soluções e amizades. Reveja escolhas e pense no futuro.
23/08 - 22/09
HORÓSCOPO
Peixes: Desacelere e ouça a intuição. Conexões externas inspiram projetos e ajudam nas decisões profissionais.
VENÂNCIO AIRES
A
caravana do programa Educação Ambiental na Escola (Educame), do Grupo A Hora, estará na Escola Municipal de Ensino Fundamental São Judas Tadeu, na manhã de hoje. Apresentação teatral e oficinas temáticas integram a programação que promete uma abordagem lúdica de um tema importante: o meio
ambiente. Para a diretora Lisiane Siebeneichler, a caravana Educame representa uma importante iniciativa para fortalecer a educação, promovendo a integração, a formação de educadores e a troca de experiências. “Sua realização incentiva novas práticas pedagógicas e amplia o aprendizado, consolidando-se como um espaço de diálogo e participação”, destaca Lisiane. “Receber a Caravana em nossa comunidade escolar é motivo de grande alegria e expectativa. Enxergamos essa visita como uma oportunidade única de valorizar o trabalho que realizamos, compartilhar nossas vivências e absorver novas ideias”,
complementa. A diretora espera que este encontro engaje alunos e professores, deixando um projeto enriquecedor para todos. “Acreditamos fortemente no poder das ações lúdicas para a aprendizagem, sobretudo nos anos iniciais.” Atividades como jogos, brincadeiras, contação de histórias, músicas, dramatizações e práticas de mão na massa tornam o processo educativo mais prazeroso e estimulam a curiosidade e a criatividade, exemplifica. A Emef São Judas Tadeu atende 111 alunos em tempo integral. Todos os estudantes prestigiarão a apresentação teatral. E os alunos de 4º e 5º anos participarão também das oficinas temáticas.
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Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Alta no consumo leva a produção recorde de ovos DIVULGAÇÃO
Preços apresentaram leve avanço entre o 1º e o 2º trimestre deste ano
Estevão Heisler
projetodoagro@grupoahora.net.br
PAÍS
A
produção brasileira de ovos para consumo alcançou 2,04 bilhões de dúzias entre janeiro e junho, o maior volume registrado para um primeiro semestre desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2012. O resultado confirma a expansão da atividade e ocorre mesmo com a redução dos preços médios em parte do período. O avanço foi puxado pela retomada da produção entre abril e junho, quando o total de ovos de galinha chegou a 1,25 bilhão de dúzias. O volume representa alta de 2% em relação aos três primeiros meses do ano e de 0,8% na comparação com o mesmo período de 2025. Segundo o levantamento, 82,6% seguiu ao mercado consumidor. Mesmo com a maior oferta no mercado interno, os preços da proteína apresentaram leve avanço entre o primeiro e o segundo trimestre, conforme análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O comportamento indica que o crescimento da produção foi acompanhado pela demanda ao longo da primeira metade do ano.
Competitividade No Vale do Taquari, o desempenho é considerado positivo por Juliano Wilgen, diretor da Ovos Primavis, de Cruzeiro do Sul. Segundo ele, a
atividade passou por um período de aumento da produção e de redução nos preços, mas a queda foi compensada por ganhos de produtividade e custos menores. “Foi um primeiro semestre positivo. Tivemos esse aumento de produção do setor e uma baixa nos preços, mas isso foi compensado pelo aumento de produtividade.” De acordo com o produtor, o período favorável vivido anteriormente pelo setor estimulou investimentos em tecnologias dentro das granjas. As melhorias contribuíram para elevar a produtividade e reduzir o custo necessário para produzir cada caixa de ovos. Outro fator favorável foi o comportamento dos preços dos principais componentes da alimentação das aves. Milho e soja tiveram valores mais atrativos no primeiro semestre, o que ajudou a diminuir o custo de produção.
Cautela O cenário para o segundo semestre é de maior cautela entre os produtores. A projeção considera o comportamento histórico de consumo, a maior produtividade das granjas e a elevação dos custos com alimentação, fatores que podem pressionar as margens. Segundo Wilgen, o segundo semestre apresenta consumo menor de ovos. Ao mesmo tempo, o setor chega ao período com elevada capacidade produtiva. A combinação preocupa produtores, sobretudo diante da alta recente nos preços do milho e da soja.
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Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Publicações Legais
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Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
EXPOVALE + CONSTRUMÓBIL
Avenida do Turismo terá cinco ambientes para o público visitante DIVULGAÇÃO
Espaços foram pensados para valorizar o passado e o presente e irão funcionar no corredor entre os pavilhões 1 e 4 LAJEADO
A
terceira edição da Avenida do Turismo na Expovale Construmóbil já tem seu projeto definido e promete muitas novidades para o público apreciar. Numa área de aproximadamente 450 metros quadrados serão instalados cinco ambientes com diferentes propostas: Espaço História e Cultura: Raízes da Nossa Terra; Exposição de Fotos e Espaço Sensorial – Caminho de Lourdes; Espaço Multiuso dos Municípios: Vitrine Cultural e Gastronômica; Palco de Atrações: Liberdade, Arte e Pluralidade Cultural; e Espaço Instagramável: Ilusão de Óptica e
Patrimônio Vivo. Trata-se de um circuito de experiências que apresenta o Vale do Taquari a partir de suas raízes, paisagens, sabores e manifestações culturais. Os ambientes foram pensados para valorizar o passado e o presente. Segundo a arquiteta Júlia Heydt, são áreas que vão instigar
adultos e crianças, sendo inclusive uma grande oportunidade para escolas também explorarem. É o caso, por exemplo, do carijo com o fogo de chão, que será reproduzido como forma de demonstrar o processo de secagem da erva-mate nativa colhida no Vale levada às Missões Jesuíticas.
Palco e espaço multiuso serão ocupados pelos municípios
“O espaço celebra quatro séculos desse elo histórico. Uma jornada que começou no saber ancestral dos índios e se expandiu com a chegada dos imigrantes alemães e italianos, moldando a identidade viva da nossa gente”, explica.
JÚLIA HEYDT ARQUITETA E URBANISTA
O espaço celebra quatro séculos desse elo histórico. Uma jornada que começou no saber ancestral dos índios e se expandiu com a chegada dos imigrantes alemães e italianos” A Avenida do Turismo vai funcionar no corredor entre os Pavilhões 1 e 4. O palco e o espaço multiuso serão ocupados pelos municípios, os quais têm até o dia 20 de outubro para agendar sua participação pelo WhatsApp (51) 99490-6830. A iniciativa conta com o apoio da Amturvales e as cidades confirmadas são: Anta Gorda, Arroio do Meio, Arvorezinha, Bom Retiro do Sul, Capitão, Casca, Colinas, Coqueiro Baixo, Doutor Ricardo, Encantado, Estrela, Fontoura Xavier, Forquetinha, Ilópolis, Imigrante, Lajeado, Marques de Souza, Pouso Novo, Progresso, Putinga, Relvado, Santa Clara do Sul, Santa Tereza, São Miguel das Missões, Sério, Taquari, Travesseiro e Venâncio Aires.
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Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
ATLETISMO
JAQUE WEBER FICA ENTRE AS MELHORES DO MUNDO DIVULGAÇÃO
Atleta encerra Mundial de Milha na 40ª colocação, enquanto fisioterapeuta Lisiane Lisboa integra comissão oficial da Seleção Brasileira Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br
A
região esteve representada entre os principais nomes do atletismo mundial no último fim de semana, durante uma das principais competições do calendário da modalidade, em Copenhague, na Dinamarca. Duas representantes integraram a delegação brasileira: a atleta Jaque Weber e
Jaque competiu na prova da milha, com percurso de 1.609 metros, e terminou na 40ª colocação
a fisioterapeuta Lisiane Lisboa. Jaque competiu na prova da milha, com percurso de 1.609 metros, e terminou na 40ª colocação. O evento reuniu corredoras de alto nível de diferentes países e marcou a quarta participação da atleta em um Mundial na categoria principal. Além do resultado dentro da pista, a região também esteve presente nos bastidores da competição. Fisioterapeuta de Jaque há sete anos, Lisiane Lisboa foi convocada pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) para atuar como fisioterapeuta oficial de toda a Seleção Brasileira no Mundial. A delegação contou com 13 atletas. A convocação reconhece o trabalho desenvolvido por Lisiane ao longo dos últimos anos na área da fisioterapia esportiva. Ao lado da delegação brasileira, ela acompanhou os atletas durante a competição internacional.
PRÓXIMOS DESAFIOS Com o Mundial encerrado, Jaque ainda terá mais alguns compromissos em provas de rua para fechar a temporada. O planejamento, porém, já está voltado para 2027. Entre os principais objetivos estão os Jogos Pan-Americanos e o Campeonato Mundial de Atletismo em pista.
DIVULGAÇÃO
JOGOS ESCOLARES BRASILEIROS
ATLETA DE MATO LEITÃO CONQUISTA 9º LUGAR NO HEXATLO O atleta e aluno da Escola Santo Antônio de Pádua, Eric dos Santos da Silva, alcançou um resultado de destaque nos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs) 2026. O representante de Mato Leitão terminou o Hexatlo na nona colocação geral entre 28 competidores da categoria Sub-14, em disputa realizada no fim de semana, em Brasília. Eric foi o único atleta do Rio Grande do Sul na prova que reúne seis modalidades: 100 metros com barreiras, salto em distância, arremesso de peso, salto em altura, lançamento de dardo e 800 metros rasos. Para o professor Jackson Richter, que acompanha o estudante na competição, o desempe-
nho foi positivo, principalmente pela evolução apresentada ao longo das provas. “Minha avaliação da participação do Eric é muito boa. Ele conseguiu melhorar suas marcas em quase todas as provas. Ele se superou e fez uma grande competição. Estou muito feliz com o resultado. Eric se esforçou muito, sendo muito competitivo.” Morador de Linha Dresch e estudante do 7º ano, Eric integra a Oficina de Atletismo desenvolvida pela Administração Municipal junto à pista de atletismo da Escola Santo Antônio de Pádua, na Vila Santo Antônio. O projeto tem contribuído para a formação de
jovens atletas e para a participação do município em competições de diferentes níveis.
EXPERIÊNCIA NACIONAL A participação nos JEBs coloca Eric entre estudantes-atletas de diferentes regiões do país. A edição de 2026 reúne 5.417 participantes na capital federal, representando instituições de ensino de todo o Brasil. Integrante da delegação do Rio Grande do Sul, Eric conta com o apoio da Prefeitura de Mato Leitão para a participação na competição nacional.
Eric foi o único atleta do Rio Grande do Sul na prova que reúne seis modalidades
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Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
DESPEDIDA DO TORCEDOR
ARENA RECEBE ÚLTIMO JOGO DO LAJEADENSE EM CASA NA TEMPORADA VINICIUS SCHUBERT
Mesmo rebaixado, Lajeadense busca segunda vitória para encerrar competição com dignidade
Rebaixado à terceira divisão, Alviazul enfrenta o Veranópolis e tenta conquistar uma despedida digna diante do torcedor Caetano Pretto caetano@jornalahora.inf.br
M
esmo rebaixado à terceira divisão do futebol gaúcho, o Lajeadense tem pela frente dois confrontos para encerrar a temporada 2026. Com o lema “honrar a camisa”, o Alviazul se despede do torcedor na última partida em casa. Hoje à noite, recebe o vice-líder Veranópolis, às 19h. A partida tem transmissão da Rádio A Hora. Com seis pontos a disputar, o clube do Vale do Taquari não tem mais condições de chegar ao 14º lugar e está matematicamente rebaixado. Nas últimas rodadas, além de receber o Veranópolis, enfrenta a Apafut, fora de casa, no domingo, 27. O técnico Serginho Almeida prega seriedade e diz que o time precisa lutar até o final para honrar as cores do Alviazul. “Já estamos rebaixados, mas sempre precisamos lutar por essa camisa. Temos duas partidas para honrar a camisa do Lajeadense e, depois, começar a pensar no retorno em 2027”, destacou após a derrota na rodada passada, para o Aimoré. Com apenas cinco pontos em 13 jogos, o time busca pelo menos mais uma vitória nas duas rodadas finais para encerrar o campeonato com a cabeça erguida. Em campo, o técnico deve promover alterações na equipe. Jogadores que pouco atuaram na Divisão de Acesso podem receber mais chances e atletas desgastados tendem a ser preservados. Ao torcedor que pretende se despedir do time na Arena Alviazul, os ingressos são
CLASSIFICAÇÃO Equipe
PG
V
E
D
GM
GS
SG
Passo Fundo
26
7
5
1
19
8
11
Veranópolis
22
6
4
3
11
6
5
Esportivo
21
5
6
2
15
10
5
21
5
6
2
14
9
5
Santa Cruz
21
5
6
2
12
8
4
Apafut
20
5
5
3
16
11
5
Aimoré
20
5
5
3
13
11
2
Brasil de Farroupilha
20
4
8
1
13
9
4
Brasil de Pelotas
18
4
6
2
12
8
4
Guarani
15
3
6
4
14
18
-4
Pelotas
14
3
5
4
12
15
-3
Gaúcho
12
3
3
7
10
13
-3
Bagé
12
2
6
5
9
16
-7
Glória
11
2
5
6
11
15
-4
Gramadense
9
1
6
6
8
17
-9
Lajeadense
5
1
2
10
5
20
-15
União quense
Frederi-
AGENDA 14ª RODADA - HOJE
15h 15h 19h 19h 19h 19h 19h 19h
Brasil de Pelotas Gramadense Lajeadense Esportivo Passo Fundo Santa Cruz União Frederiquense Brasil de Farroupilha
x x x x x x x x
Glória Pelotas Veranópolis Gaúcho Guarani Apafut Aimoré Bagé
vendidos a R$ 10 a arquibancada geral, R$ 30 a arquibancada social e R$ 50 a cadeira.
VELHOS CONHECIDOS Vice-líder da Divisão de Acesso, o Veranópolis não vence há três partidas e precisa dos três pontos para permanecer com chances de roubar a liderança do Passo Fundo. A distância atual é de quatro pontos. Por outro lado, uma eventual derrota ainda faria a equipe correr risco de não classificar ao mata-mata. O time é comandado pelo ídolo alviazul Gelson Conte. No elenco, tem velhos conhecidos do Lajeadense, casos dos zagueiros Odivan e Léo Santos, do lateral Dimitry e dos volantes Renan Metz e Sampson.
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Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
por Luciane Ferreira
Hoje é - Dia Nacional do Sorvete - Dia Internacional das Línguas de Sinais - Dia dos Filhos - Dia do Soldador - Dia Nacional dos Profissionais de Nível Técnico - Dia Internacional Contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças
Santo do dia: São Padre Pio de Pietrelcina
Estudantes e educadores participaram de rodas de conversa e palestras
Evento reunia grêmios estudantis O Colégio São Miguel, de Arroio do Meio, sediava o 2º Encontro de Grêmios Estudantis da microrregião de Arroio do Meio, Capitão e Travesseiro. Estudantes
de escolas públicas e privadas participavam da atividade, que tinha por objetivo “congregar os que desempenhavam papel de liderança”. Os temas abordados em
palestras foram: “Sistema educacional do município: semelhanças e diferenças entre as escolas”, “Viver com valores positivos” e “A difícil arte de liderar”.
Escritor francês incentivava a leitura O mágico e escritor francês Eric Chartiot ganhou a atenção de 300 crianças em uma edição da atividade Autor Presente, ligada ao projeto Lajeado Leitor. Na épo-
ca, fazia 9 anos que Eric residia no Rio Grande do Sul. Contação de histórias e interação com o público marcaram sua visita ao município.
Rio para praticar esporte
Mais de 300 crianças participaram da atividade
Na praia do Costão, no rio Taquari, estava prevista a primeira prova oficial de motonáutica, válida pelo Campeonato Regional da modalidade. A promoção era do departamento de motonáutica do Clube Tiro e Caça e reuniria pilotos de Estrela, Lajeado, Taquara, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Campo Bom e São Sebastião do Caí. De Lajeado, destacavam-se: Alberto Wiebusch, Giovan Azambuja, Darci e Ademar Breitenbach, Plínio Reinheiner e Wilson Lautert.
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Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
RENATO WERLE
KARINE PINHEIRO
ARTIGO
Jornalista
O repertório de quem quer representar IMAGEM GERADA POR IA
P
erguntar qual livro todo mundo deveria ler parece brincadeira. Até perceber que a resposta exige mais do que lembrar de um título. É escolher uma obra e dizer: isto aqui vale a pena ser conhecido. Foi essa pergunta que fiz aos candidatos ao Legislativo pelo Vale durante uma série de entrevistas para as redes sociais do Grupo A Hora. A Bíblia Sagrada apareceu seis vezes. Depois vieram romances, história, espiritualidade, desenvolvimento e debate político. O resultado chama atenção menos pela resposta individual e mais pelo conjunto. A Bíblia foi, com folga, o livro mais citado. É uma escolha que pode estar relacionada à fé, à formação familiar, à experiência pessoal ou à importância atribuída à obra. Não cabe transformar uma resposta em diagnóstico. Mas há uma pergunta: entre seis pessoas que indicaram a Bíblia, quantas de fato a leram? Quantas a leram inteira? Quantas conhecem o texto para além dos trechos mais conhecidos, das interpretações ou das passagens reproduzidas em sermões? A pergunta é incômoda porque vale para todas as outras respostas. Quem indica Os Miseráveis leu as mais de mil páginas de Victor Hugo? Quem recomenda Sapiens percorreu a obra de Yuval Noah Harari? Quem cita Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas conhece o livro ou apenas reconhece o título? Quantas recomendações surgem de uma leitura real, em vez de uma obra que parece adequada à imagem que se quer transmitir? Não há como responder a essas perguntas apenas pelas entrevistas. E seria irresponsável presumir que alguém não leu um livro porque
escolheu uma obra conhecida. Uma recomendação é prova de repertório ou também pode ser uma resposta de conveniência?
Perguntar qual livro todo mundo deveria ler parece uma brincadeira. Até perceber que a resposta exige mais do que lembrar de um título.” Leitura pela metade A dúvida ganha dimensão maior em um país que lê pouco. A sexta edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada em 2024, apontou que 53% dos brasileiros não haviam lido sequer parte de um livro. O levantamento considera inclusive textos religiosos. Na leitura por vontade própria, a Bíblia apareceu para 22% da população. Nesse cenário, recomendar um livro como algo que “todo mundo deveria ler” é uma afirmação forte. As escolhas feitas pelos candidatos compõem uma biblioteca heterogênea. Sapiens, de Harari, e Uma Breve História do Mundo, de Geoffrey Blainey, apontam para o interesse em compreender a trajetória da humanidade. A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende e Um Certo Capitão
Rodrigo, de Érico Veríssimo levam a conversa para a literatura. O Vendedor de Sonhos, de Augusto Cury, e A Noite que Mudou Nossos Dias, de Marisete Bronca Conzatti ampliam esse campo. É possível enxergar uma preferência por livros que prometem ensinar alguma coisa ao leitor.
Ideias e confrontos Mas existe uma diferença entre ter repertório e saber mobilizar. Conhecer o título não significa conhecer o conteúdo. Ter lido um livro também não significa ter compreendido as ideias. E compreender não significa concordar. A leitura começa a produzir repertório quando passa para a capacidade de questionar, reconhecer contradições e aplicar ideias. Essa distinção interessa quando falamos de quem pretende representar outras pessoas. Uma democracia depende de pessoas capazes de lidar com ideias diferentes, confrontar argumentos e tomar decisões. Por isso, a pergunta sobre livros é interessante. A Bíblia pode ser uma leitura profundamente conhecida por quem a indicou. Isso provoca uma próxima pergunta: “o que esse livro ensinou a você que você leva para a política?”. A resposta exigiria memória, interpretação e capacidade de relacionar leitura e realidade. No fim, o repertório de quem quer representar não está só na estante. Está na capacidade de explicar por que aquela obra importa, o que foi compreendido e como as ideias aparecem na maneira de enxergar o mundo. Uma lista de livros impressiona. Uma conversa sobre o que foi aprendido revela mais.
Médico Pós-graduado em Psiquiatria Clínica pelo Hospital Albert Einstein e Responsável Técnico pelo Serviço de Psiquiatria do Hospital Santa Isabel
O adoecimento
mental agora tem CNPJ
E
le entrou no consultório de uniforme, porque veio direto do turno. Quarenta e um anos, três filhos, quinze anos de casa e um atestado de dois dias na mão, o quarto do semestre. Disse que não estava doente. Disse que estava cansado. Levou quase quarenta minutos até chegar na frase que importava: “doutor, eu choro no carro antes de bater o ponto.” Não vou identificá-lo, e nem preciso. Quem atende saúde mental nesta região reconhece o personagem antes do fim do parágrafo, porque ele se repete com trocas mínimas de cenário. Muda o ramo, muda o crachá, muda a cidade do Vale. A história é a mesma. O que mudou, e quase ninguém percebeu, foi a lei. Desde 26 de maio deste ano, a Norma Regulamentadora nº 1 passou a exigir que as empresas identifiquem, avaliem e controlem os chamados riscos psicossociais dentro do mesmo programa onde já estão o ruído, o produto químico e o trabalho em altura. Em bom português: sobrecarga, assédio, metas impossíveis, escala imprevisível e chefia despreparada deixaram de ser tema de conversa de corredor e viraram risco ocupacional documentável, fiscalizável e passível de multa. É uma virada de chave que a medicina do trabalho perseguia há décadas. E ela não nasceu de boa vontade, nasceu de estatística. Só em 2025, a Previdência concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais, o maior número já registrado na série histórica. Meio milhão de pessoas que pararam de trabalhar porque a cabeça não aguentou. Se esse número aparecesse em qualquer outro risco, uma máquina sem proteção, um andaime mal montado, teríamos interdição, comissão de inquérito e manchete. Como é sofrimento psíquico, virou rotina. Vale dizer o que a NR-1 não é, porque já estão vendendo errado por aí. Ela não se cumpre com palestra motivacional, ginástica laboral, roda de conversa no Setembro Amarelo ou aplicativo de meditação distribuído por e-mail. Nada disso é ilegal, mas nada disso mexe na causa. A norma pede outra coisa, mais desconfortável: olhar para dentro da própria operação e admitir que determinadas escolhas de gestão adoecem gente. Quanto se cobra, em quanto tempo, com quantas pessoas, sob que tipo de liderança, com qual previsibilidade de folga. Isso é diagnóstico organizacional, não campanha. Do lado de cá, na enfermaria, eu vejo o estágio seguinte. Ninguém interna por excesso de metas, é verdade. Mas quando reconstruo a história de um episódio depressivo grave, de um quadro ansioso incapacitante, de uma recaída em álcool, o trabalho aparece com uma frequência que não é coincidência. Às vezes como causa, às vezes como gatilho, quase sempre como o lugar onde o sofrimento ficou invisível por tempo demais. O afastamento costuma chegar no ponto em que a única alternativa seria o pronto-socorro. E aqui está o argumento que eu gostaria que cada empresário desta região levasse a sério, mesmo que por interesse próprio: prevenir é incomparavelmente mais barato que remediar. Um afastamento longo custa produtividade, custa reposição, custa treinamento, custa processo trabalhista e, agora, pode custar multa. Um ajuste de escala custa uma reunião. A segurança do trabalho levou anos para convencer o país de que capacete salva vida. Levou mais anos ainda para convencer de que treinamento salva. Agora precisa aceitar a parte mais difícil: escala salva, meta realista salva, chefia decente salva. Nenhuma empresa é responsável por toda a dor que um trabalhador carrega para dentro do portão. Mas é inteiramente responsável pela parte que ela mesma fabrica.
A segurança do trabalho levou anos para convencer o país de que capacete salva vida”
Quarta-feira, 23 de setembro de 2026 Fechamento da edição: 18h
MÍN: 5º | MÁX: 18º
O tempo fica firme no Vale devido a aproximação de uma massa de ar mais seco e frio sobre o Estado.
FOTOS DIVULGAÇÃO
Boqueirão do Leão • Canudos do Vale • Cruzeiro do Sul • Forquetinha • Marques de Souza, Progresso • Santa Clara do Sul • Sério
Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Seis famílias recebem novas moradias Entrega representa avanço na redução do deficit habitacional do município SÉRIO
U
m novo capítulo começou na vida de seis famílias com a entrega das novas moradias, realizada na quarta-feira, 16. As chaves representam não apenas a conquista da casa própria, mas também mais segurança, dignidade e qualidade de vida aos beneficiários. Entre os contemplados estão Joice Sitze e Juliano Roberto
Ghiel, que receberam a residência ao lado do filho, Davi Luis. A família vivia no interior e trabalhava com o cultivo de fumo em parceria, sem possuir imóvel ou propriedade própria. “Com certeza, este é um dos dias mais felizes das nossas vidas. A partir de agora temos a nossa casa e um lugar seguro para morar. Somos muito gratos a todos que contribuíram para tornar isso possível. Começamos um novo capítulo e, com a graça de Deus, esperamos que seja incrível”, destacaram. A emoção também tomou conta de Sandra de Ávila, que chorou ao receber as chaves da nova residência. “Ter uma moradia segura, ampla e aconchegante é tudo de bom. É a realização de um sonho e
serei eternamente grata”, afirmou.
Qualidade de vida Durante a cerimônia, o secretário estadual de Habitação e Regularização Fundiária, Bruno Silveira, ressaltou a estrutura das residências e a importância da parceria entre Estado e município para ampliar o acesso à moradia. “São casas completas, construídas em um local seguro e que oferecem às famílias a oportunidade de recomeçar suas vidas. É por meio de parcerias e do trabalho conjunto que conseguimos reduzir o déficit habitacional e proporcionar melhores condições de vida à população”, afirmou. O secretário municipal da As-
Seis famílias foram beneficiadas com a iniciativa em Sério
sistência Social e Habitação, Elton Adelar Althaus, destacou que a iniciativa representa mais do que a entrega dos imóveis. “Hoje não estamos simplesmente entregando uma chave. Participamos da realização do sonho da casa própria de seis famílias. É uma alegria muito grande poder fazer parte deste momento. O desejo é de que todos possam construir aqui uma nova história, viver em harmonia, união, paz e boa convivência com seus vizinhos”, declarou.
Trabalho começou em 2022 O prefeito Moisés de Freitas lembrou que a iniciativa começou a ser construída ainda em 2022 e passou por diferentes etapas até a conclusão das moradias. “É um momento mais do que especial. Foram anos de trabalho e muitas pessoas envolvidas para possibilitar que este dia se tornasse realidade. Desejamos muita sorte, felicidade e uma nova vida às famílias beneficiadas”, afirmou. O município também projeta novas ações na área habitacional. Conforme o prefeito, outras dez famílias deverão receber moradias por meio de uma parceria com o Governo Federal. “Não vamos parar por aqui. Em breve, outras dez famílias também deverão receber suas moradias. Seguiremos
Prefeito Moisés de Freitas lembrou que a iniciativa começou a ser construída ainda em 2022 e passou por diferentes etapas até a conclusão das moradias.
São casas completas, construídas em um local seguro e que oferecem às famílias a oportunidade de recomeçar suas vidas. É por meio de parcerias e do trabalho conjunto que conseguimos reduzir o déficit habitacional e proporcionar melhores condições de vida à população.” BRUNO SILVEIRA SECRETÁRIO ESTADUAL DE HABITAÇÃO E REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA
trabalhando para que mais pessoas possam realizar o sonho de ter um lugar seguro e digno para chamar de lar”, completou. A cerimônia contou ainda com a presença da primeira-dama Cristiane, do presidente da Câmara de Vereadores, Luciano José da Silva, secretários municipais, vereadores, autoridades religiosas, servidores públicos, familiares e representantes da comunidade.
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Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Estudo técnico avalia níveis do rio Levantamento realizado pelo Serviço Geológico do Brasil busca aprimorar o monitoramento e apoiar ações de prevenção em períodos de cheias MARQUES DE SOUZA
A Defesa Civil acompanhou uma equipe do Serviço Geológico do Brasil (SGB) durante a realização de estudos técnicos sobre cotas e níveis do rio. A atividade foi desenvolvida em conjunto com o Município de Travesseiro e busca ampliar o conhecimento sobre o comportamento do curso d’água. Representando a Defesa Civil, participaram o coordenador Ricardo e a auxiliar administrativa Beatriz. O trabalho também
contou com Cristiano, do Município de Travesseiro, e Francisco, representante do SGB, responsável pelos levantamentos técnicos realizados no local. O estudo das cotas e dos níveis do rio contribui para aprimorar o monitoramento e obter informações mais precisas sobre possíveis alterações no comportamento das águas. Os dados podem auxiliar na prevenção, na tomada de decisões e no planejamento de ações voltadas à segurança da população, principalmente durante períodos de chuvas intensas e elevação dos rios. A integração entre o Serviço Geológico do Brasil, a Defesa Civil e os municípios envolvidos fortalece o acompanhamento das condições do rio e amplia a capacidade de resposta diante de situações de risco. DIVULGAÇÃO
Estudo das cotas e dos níveis do rio contribui para aprimorar o monitoramento e obter informações mais precisas sobre possíveis alterações no comportamento das águas
População tem oportunidades para retomar os estudos DIVULGAÇÃO
Parceria com o Sesi oferece EJA para maiores de 18 anos e programa de qualificação profissional para jovens CRUZEIRO DO SUL
J
ovens e adultos que desejam concluir a Educação Básica terão novas oportunidades em 2027. Por meio de uma parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi), será novamente oferecida a Educação de Jovens e Adultos (EJA), destinada a pessoas com 18 anos ou mais. A iniciativa contempla os ensinos Fundamental e Médio, com formação reconhecida nacionalmente e uma proposta que também busca preparar os estudantes para o mundo do trabalho. As aulas presenciais ocorrerão uma vez por semana, das 18h30 às 22h30, facilitando a participação de quem trabalha durante o dia. A formação será composta por 15 encontros, além de dois destinados às avaliações. Além da possibilidade de concluir a escolaridade, os participantes terão acesso a uma proposta
educacional relacionada às demandas profissionais e às necessidades do futuro.
Formação profissional Outra alternativa é o programa Seja Pró, voltado a pessoas entre 18 e 29 anos. A iniciativa combina a formação escolar com qualificação profissional para eletricista predial. Os participantes também recebem auxílio mensal de aproximadamente R$ 150. As inscri-
Os participantes também recebem auxílio mensal de aproximadamente R$ 150
ções podem ser realizadas até 23 de setembro, por meio do Portal do Aluno da FIERGS/Sesi. Também estão disponíveis oportunidades para o Ensino Médio em turno integral, com bolsas de estudo de até 100%. Mais informações podem ser obtidas diretamente com o Sesi Lajeado, pelo WhatsApp (51) 99456-8370.
Asfalto de Linha Atalho entra na fase de sinalização Trecho de 1,29 quilômetro recebeu a camada asfáltica e terá pintura e instalação de placas nas próximas etapas MARQUES DE SOUZA
A pavimentação asfáltica de Linha Atalho avança para a etapa final, após a conclusão da aplicação da camada de asfalto em um trecho de 1,29 quilômetro. Agora, os trabalhos seguem com a pintura da pista e a instalação da sinalização viária. As intervenções têm o objetivo de melhorar a segurança e a
organização do tráfego, beneficiando moradores e motoristas que utilizam a estrada diariamente. A obra representa um dos principais investimentos recentes em infraestrutura no município. O investimento ultrapassa R$ 2,1 milhões. Para o prefeito Fábio Mertz, a pavimentação
atende a uma demanda da comunidade e contribui para o desenvolvimento das localidades do interior. “Esse investimento melhora a qualidade de vida das pessoas, fortalece o desenvolvimento das comunidades do interior e oferece mais segurança para todos que utilizam essa estrada
diariamente. É uma conquista construída a partir das necessidades dos moradores e que trará benefícios por muitos anos”, destaca. Com a conclusão da pintura e da sinalização, o trecho deverá oferecer melhores condições de circulação e segurança para quem utiliza a via.
A HORA
Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
GASTRONOMIA GAÚCHA
“Maior carreteiro dos Vales” serve mais de 4 mil pessoas MATEUS SOUZA
SANTA CLARA DO SUL
M
ais de 4 mil pessoas acompanharam, no sábado, 19, o preparo e a distribuição do maior arroz carreteiro do Vale do Taquari. A iniciativa integrou a programação da 2ª Semana Farroupilha de Santa Clara do Sul e reuniu moradores e visitantes no espaço ao lado do Ginásio Municipal. O prato, com peso total superior a uma tonelada, foi servido gratuitamente ao público. Para o preparo, foram utilizados 500 quilos de arroz, 380 quilos de carne, 200 quilos de temperos e mais de mil litros de água. A produção começou nas primeiras horas do dia e se estendeu por mais de sete horas.
Certel confirma apoio a obras e eventos PROGRESSO
Uma comitiva de Progresso esteve na sede da Certel Energia, na segunda-feira, 21, para apresentar novas demandas da comunidade e tratar de parcerias com a cooperativa. Participaram da reunião o prefeito Paulo Gilberto Schmitt, o secretário de Finanças, Edegar Cerbaro, e o vereador Marino Bozzeti. Entre as solicitações apresentadas está a instalação de uma rede de energia elétrica no Parque Municipal. Conforme o município, as obras devem começar nas próximas semanas. Também foi encaminhado o pedido de uma rede trifásica para atender o poço que será responsável pelo abastecimento de água da comunidade de Lajeado do Meio. A estrutura deve contribuir para maior eficiência no
sistema de distribuição. Além das demandas de infraestrutura, a reunião tratou de iniciativas culturais. A Certel confirmou apoio ao baile de escolha das soberanas de Progresso, previsto para novembro, e também à Expofeira 2027. Neste último caso, a parceria será viabilizada por meio de recursos da Lei de Incentivo à Cultura (LIC). Para o prefeito Paulo Gilberto Schmitt, a relação com a cooperativa contribui para o desenvolvimento do município. “A Certel é uma grande parceira de Progresso. Sempre atende rapidamente as demandas da comunidade e fornece energia de qualidade para todo o município. Essa união fortalece nossas ações e garante que possamos seguir avançando em infraestrutura e também na valorização da cultura local”, destacou.
Biblioteca é reconhecida em projeto do Banrisul
Meta para 2027 é preparar mais de quatro toneladas e alcançar recorde mundial em Santa Clara do Sul
Mais de 40 voluntários atuaram no preparo da comida típica dos gaúchos e foi servida durante as celebrações da Semana Farroupilha
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A iniciativa foi idealizada pela Anacleto Klein Gastronomia e contou com a participação voluntária de mais de 40 pessoas. Conforme o organizador Anacleto Klein, o projeto começou a ser planejado cerca de 60 dias antes do evento. “Nós tivemos a ideia de projetar uma panela de quatro toneladas de carreteiro, que seria o maior carreteiro do mundo. Para o primeiro, criamos o Carreteiro dos Vales”, explica.
Comunidade envolvida A proposta também buscou mobilizar moradores de diferentes gerações. Segundo Klein, profissionais da empresa não foram convocados para a produção. A intenção era envolver voluntários da comunidade no preparo e transformar o evento em uma experiência coletiva. A filha de Anacleto, Carolina Klein, participou da organização. Para ela, o principal resultado foi a possibilidade de reunir a comunidade em uma atividade gratuita e criar memórias entre os
participantes. “O que envolve a comunidade é muito legal. É criar memórias, fazer um evento aberto ao público, de forma gratuita, para que todo mundo se sinta acolhido”, afirma. O prefeito Márcio Haas também acompanhou a preparação. Ele destacou a participação dos moradores e avaliou que o carreteiro ajuda a ampliar a programação da Semana Farroupilha, criada no município há dois anos. Para ele, iniciativas como a do carreteiro também contribuem para projetar o município para além do Vale do Taquari. “Quando você acredita no teu sonho, ele se torna realidade”, frisa. O evento de sábado também serviu como primeiro passo para desafios maiores. Klein afirma que a intenção é ampliar a produção na próxima edição e buscar o reconhecimento oficial do Guinness World Records. A meta é preparar mais de quatro toneladas de carreteiro e tentar estabelecer uma marca mundial em Santa Clara do Sul. Segundo o organizador, a ideia já foi discutida com o prefeito e está entre os projetos para a Semana Farroupilha de 2027.
CANUDOS DO VALE
Uma iniciativa que reconhece e fortalece os espaços dedicados à leitura, cultura e disseminação do conhecimento contemplou a biblioteca municipal. Além da cidade, outras 32 foram beneficiadas com o projeto Banrisul Cultural Bibliotecas. A conquista destaca o trabalho desenvolvido para incentivar a leitura e valorizar a biblioteca como espaço de acesso à informação, aprendizagem e cultura. O reconhecimento também evidencia o
compromisso com ações que ampliam as oportunidades de contato da comunidade com os livros. Mais do que a contemplação pelo programa, a conquista representa a valorização de um trabalho construído para transformar a biblioteca em um espaço de encontro, aprendizado e desenvolvimento. A administração municipal destaca que o reconhecimento reforça a importância de seguir investindo na leitura e na cultura, ampliando o acesso ao conhecimento para a população. DIVULGAÇÃO
Conquista representa a valorização de um trabalho construído para transformar a biblioteca em um espaço de encontro
4 | A HORA
Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
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Curso abordou protocolos para cenários climáticos extremos
Defesa Civil reforça preparo para acolhimento em emergências Treinamento da Famurs abordou organização de espaços e atendimento a famílias afetadas por enchentes e outros eventos adversos SANTA CLARA DO SUL
A
preparação para atender a população em situações de emergência ganhou reforço. O coordenador da Defesa Civil, Renan Hugo Richard, e a assistente social Simone Rodrigues Sousa participaram, na quarta-feira, 16, do curso Organização e Estruturação de Centros de Acolhimento, promovido pela Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs). A capacitação apresentou orientações para a organização e o funcionamento de locais destinados ao acolhimento temporário de famílias que precisam deixar suas residências durante situações de emergência ou calamidade pública. Entre os cenários estão enchentes, deslizamentos, temporais e outros eventos adversos. Durante o curso, foram abordados aspectos como o planejamento dos espaços, definição das equipes, cadastramento e recepção das famílias, alimentação, higiene,
segurança e assistência social. Também receberam atenção as necessidades específicas de crianças, idosos, pessoas com deficiência e outros grupos que demandam cuidados diferenciados. Para Richard, o investimento em conhecimento contribui para qualificar a atuação das equipes em momentos de crise. Segundo ele, o planejamento antecipado permite uma resposta mais organizada e eficiente caso seja necessário retirar famílias de suas casas e encaminhá-las para locais de acolhimento. A iniciativa também fortalece a atuação conjunta entre Defesa Civil e assistência social, setores que têm participação direta na resposta e no acompanhamento das famílias atingidas por eventos extremos. Com a capacitação, o município amplia os protocolos de preparação e prevenção e aprimora a capacidade de resposta para eventuais situações que demandem a implantação de centros de acolhimento.