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ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR Quinta-feira, 22 de outubro de 2026 | Ano 25 - Nº 4209 | R$ 5,00 (dia útil) R$ 9,00 (fim de semana)
Funrigs não chegou. E o Vale está trancado R$ 1,14 BILHÃO O Vale do Taquari se articula para receber obras estruturais com o dinheiro do Funrigs. Duplicação de Venâncio Aires a Encantado e da Via Láctea, em Teutônia, estão avaliadas em R$ 1,14 bilhão. Ao passo que o modelo de concessão não emplacou, líderes classistas e políticos liderados pelo deputado estadual eleito Roberto Lucchesse tentam convencer o atual governa-
FILIPE FALEIRO
dor Eduardo Leite a assegurar os recurso à região mais afetada pelas tragédias climáticas. Para isso, pedem a criação de um fundo onde o dinheiro possa ser depositado. Eventual negativa do governo Leite pode levar a um pedido de judicialização do processo para que o atual governo não gaste o recurso em obras fora do Vale do Taquari.
OPINIÃO | RODRIGO MARTINI
Rodovias estaduais e o futuro do Vale Não faltam justificativas para recebermos os R$ 1,5 bilhão do Funrigs. A decisão está nas mãos do governador.
Seminário revela destaques entre alunos Concurso cultural mobilizou mais de 5,5 mil estudantes de 26 municípios da região. Evento de premiação ocorre hoje, na Univates A educação ambiental ganha espaço no Vale do Taquari com a quarta edição do Seminário do Programa Educame, promovido
pelo Grupo A Hora. Reconhecimento entre os 3,8 mil trabalhos entregues é um dos destaques da programação.
PÁ G I N A | 5
IMEC DAY 2026
Grupo mira expansão no e-commerce Modernização nos pontos de venda e foco em parcerias fazem parte do planejamento estratégico. Prioridade está na consolidação das operações recentes, enquanto opta por congelar abertura de novas lojas. PÁ G I N A | 9
Para destravar gargalos logísticos no Vale, mobilização regional cobra R$ 1,5 bi para duplicações estratégicas
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E D I TO R I A L
A B R E A S PA S
Qual o destino dos R$ 1,5 bi?
O
Vale do Taquari tem uma oportunidade de avançar em uma das principais demandas de infraestrutura: a duplicação das rodovias regionais. Mas não basta haver dinheiro previsto. É necessário garantir que os recursos sejam destinados a obras específicas, com projetos, valores e prazos definidos. Os R$ 1,5 bilhão vinculados ao Fundo da Reconstrução (Funrigs) representam uma possibilidade concreta de transformar reivindicações históricas em melhorias. O risco está em deixar a decisão para a próxima gestão sem assegurar que as duplicações estarão entre as prioridades. Previsões orçamentárias genéricas não substituem compromissos efetivos.
O exemplo da Ponte dos Vales demonstra a força da articulação entre lideranças, entidades e organizações” A mobilização regional precisa avançar com argumentos técnicos e unidade política. A duplicação entre Venâncio Aires e Encantado, assim como as intervenções nas ligações de Teutônia e Estrela, exige planejamento e definição de prioridades. As escolhas devem considerar o fluxo de veículos, a segurança e a integração logística, sem disputas que enfraqueçam a reivindicação coletiva. O exemplo da Ponte dos Vales demonstra a força da articulação entre lideranças, entidades empresariais e organizações regionais. Essa união deve ser mantida para garantir investimentos estruturais, em vez da dispersão dos recursos em intervenções pontuais. Destinar dinheiro, porém, não significa executar obras imediatamente. Projetos, licitações e fiscalização são etapas indispensáveis. Por isso, a defesa de um fundo específico precisa vir acompanhada de planejamento e transparência. Filiado à
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“O documento cuida da nossa memória e nos conta a história” KARINE PINHEIRO
A preservação de documentos históricos faz parte da vida de Álvaro Pouey. Arquivista formado pela Universidade Federal de Santa Maria, ele atua no Arquivo Histórico Municipal, vinculado à Secretaria de Cultura de Lajeado e decifra partes da formação cidadã do município. O trabalho com o acervo também aproxima a comunidade da identidade da cidade Karine Pinheiro
karine@grupoahora.net.br
Quando surgiu o interesse por documentos históricos?
Conheci uma pessoa que era bibliotecária. Comecei a descobrir e entender o que é um documento por meio desse contato. O documento cuida da nossa memória, nos conta a história. Quando entendemos o documento dessa forma, descobrimos o que é a identidade. O documento de arquivo precisa chegar à população, para que as pessoas entendam o local delas e se sintam pertencentes. Isso vem por meio da história. O documento não nasce por nada, sempre carrega um objetivo.
Como é possível compreender a história de Lajeado?
Trabalho com a memória e a história de Lajeado. Ao ler documentos antigos, correspondências, leis e decretos, é possível entender a relação que se tinha com o Estado ou outros municípios. Assim, criamos uma figura geral e percebemos como as coisas funcionavam e ainda funcionam. Percebemos o que era feito em relação à educação e ao saneamento. Há registros da abertura de um poço de “água
boa”, que era água potável. Também sobre o crescimento do movimento noturna e da necessidade de mais segurança, então foi criada a iluminação pública. Era lampião, uma ideia inovadora na época.
especial, com ar-condicionado 24 horas por dia, no escuro e com desumidificador. Para acessá-los, usamos luvas e máscaras. A digitalização também facilita o acesso às informações.
Como funciona o trabalho com o acervo?
Que registros mais chamam a atenção?
Todos os dias torço para não encontrar caligrafias e ortografias tão difíceis. Trabalho com a chamada massa documental acumulada, em que não sabemos o que há. O trabalho consiste em descobrir. Encontramos documentos de Borges de Medeiros, Júlio de Castilhos e Fernando Abott. Identifico o documento, faço um resumo e, na medida do possível, restauramos o papel, conforme o material e a tinta utilizados. Fiz quase 10 mil requerimentos que a população encaminhava à Intendência.
Como os documentos são disponibilizados ao público? Fizemos uma exposição na Casa de Cultura, com a seleção de documentos para contar pequenas histórias. Para facilitar o acesso, fazemos transcrições para a Língua Portuguesa atual, sem mudar a grafia. Os originais exigem mais cuidado, pois as folhas são delicadas. Ficam em local
A criação da iluminação pública é algo maravilhoso. Hoje, as pessoas não sabem o que é uma via sem iluminação. Não imaginam como era por volta de 1900, na penumbra. De repente, um documento oficializa a iluminação da rua. Outra coisa interessante está relacionada ao ensino e à atuação das comunidades, que enviavam requerimentos para solicitar auxílio financeiro aos professores, que na época ensinavam Português.
De onde vem a paixão pelos arquivos?
Minha mãe foi professora de História. Há um filme alemão que retrata uma cidade sem história, cujo arquivo foi apagado. A população estava desesperada, tentando compreender “de onde viemos” e “quem somos nós”. Esse fascínio vem desde lá, da necessidade de conhecer. Assim, é possível entender que crescemos nos conhecendo. Conhecimento é fundamental.
A HORA | 3
Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Mateus Souza
mateus@grupoahora.net.br
Região mantém locais de votação no segundo turno
VALE DO TAQUARI
O
Vale tem 1.188 seções eleitorais distribuídas em nove zonas e 39 cidades. Estrutura permanece a mesma para a votação deste domingo GABRIEL SANTOS
Castelinho, segundo maior local de votação no Vale, voltou a receber urnas após quatro anos
Arroio do Meio, reúne 103; a 56ª, de Taquari, possui 82; e a 145ª, de Arvorezinha, contabiliza 73.
s eleitores do Vale não terão alterações nos locais de votação para o segundo turno das eleições, marcado para este domingo, 25. A estrutura utilizada no primeiro turno será mantida, com 1.188 seções eleitorais distribuídas em nove zonas da Justiça Eleitoral que atendem municípios da região e do entorno. A situação difere do cenário nacional. Conforme levantamento divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mais de 470 seções eleitorais tiveram mudanças previstas para o segundo turno no país. O total pode variar conforme as atualizações dos tribunais regionais eleitorais. Na região, a maior estrutura está na 29ª Zona Eleitoral, com sede em Lajeado. São 326 seções distribuídas em oito municípios. A 93ª Zona Eleitoral, de Venâncio Aires, aparece na sequência, com 206 seções distribuídas em três cidades. A distribuição também revela a dimensão da logística eleitoral. A 21ª Zona Eleitoral, de Estrela, conta com 135 seções; a 67ª, de Encantado, tem 130; a 125ª, de Teutônia, soma 125; a 104ª, de
Maiores locais Entre os locais de maior concentração de eleitores, o destaque é o Ginásio da Comunidade Católica de Canabarro, em Teutônia, com 3.829 eleitores no primeiro turno. Em Lajeado, o Colégio Castelinho reúne 3.271 eleitores e voltou a receber urnas neste ano, após ficar fora da eleição municipal de 2024 por causa dos danos provocados pela enchente de maio daquele ano. Na ocasião, as seções funcionaram no campus da Univates, o que gerou transtornos a eleitores que tiveram de se deslocar. Em Estrela, a Emef Paulo Freire concentra 2.464 eleitores. Em Taquari, a Escola Estadual Barão de Antonina soma 2.573, enquanto a Escola Estadual Zilda de Brito Pereira, em Venâncio Aires, reúne 3.015. Mesmo sem alterações previstas na região, a recomendação é conferir o endereço antes de sair de casa. A consulta pode ser feita pelo aplicativo e-Título ou nos canais oficiais da Justiça Eleitoral. O TSE alerta que informações compartilhadas nas redes sociais podem ficar desatualizadas.
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FUNRIGS ÀS RODOVIAS ESTADUAIS
Vale corre risco de ficar sem R$ 1,5 bi e seguir com as pistas simples da EGR
TIRO rodrigomartini@grupoahora.net.br
RODRIGO MARTINI ÁREA AZUL EM LAJEADO
Debate sobre o rotativo já perdura faz 30 anos
A
dois meses de finalizar o segundo mandato, Eduardo Leite (PSD) pode resolver um gargalo histórico à região dos vales do Taquari e Rio Pardo e entrar para a história. Os projetos estão na mesa, o dinheiro no cofre, e os engarrafamentos e as mortes recorrentes nas rodovias do bloco 2 são justificativas suficientes para ele liberar R$ 1,5 bilhão do Funrigs e, enfim, duplicar as principais artérias viárias estaduais na região mais destruída pelas catástrofes climáticas de 2023 e 2024. Entretanto, é alto o risco do governador não aceitar os apelos de líderes e entidades e ratear aqueles R$ 1,5 bilhão – previamente destinados à concessão do nosso bloco 2 – em outros pontos do estado. O cenário é preocupante. Os deputados de outras regiões que tanto lutaram para derrubar a concessão do bloco 2 já não estão tão próximos do Vale. A eleição passou e, por natureza da missão parlamentar, muitos deles parecem mais preocupados em dividir os bilhões do Funrigs com suas outras regiões. É natural, reitero. Mas é melindroso ao nosso Vale, claro.
Não por menos. o deputado estadual eleito Roberto Lucchese (MDB) já iniciou, antes de assumir a cadeira legislativa, as tratativas com o futuro governador Luciano Zucco (PL) e com líderes e representantes das entidades regionais. Não há tempo a perder. Hoje, e com o insucesso do processo de concessão em junho, a verdade é que não existe garantia alguma de obras e duplicações em nossas rodovias estaduais. Não há recurso algum empenhado para tal. Essa é a realidade. E Lucchese vai precisar de ajuda. Prefeitos, vereadores, presidentes de entidades e associações comerciais, industriais e de serviços precisam se engajar nesta luta. A sociedade civil organizada precisa acordar para o embate. O Vale corre o risco de ficar sem R$ 1,5 bilhão – estudos apontam que R$ 1,2 bilhão já seriam suficientes para duplicar os trechos prioritários na região – e seguir com as esburacadas, sinuosas, pouco iluminadas e mal sinalizadas pistas simples da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR). E essa conta vai pesar no bolso de quem é contra ou a favor de pedágios...
O lajeadense já debate e critica o sistema de estacionamento rotativo há pelo menos 30 anos. Desde os tempos da extinta Uambla, que iniciou a cobrança no centro de Lajeado em 1996, os usuários da área azul na principal cidade do Vale do Taquari transitam entre as recorrentes queixas e alguns avanços tímidos no sistema de cobrança. O sistema de cobrança até evoluiu ao longo da última década, principalmente. Mas ainda é insuficiente. Apesar da pressão dos vereadores, alguns detalhes parecem irreparáveis. A tolerância de cinco minutos. A eventual cobrança por tempo a maior. As poucas opções de pagamento. O baixo número de cobradores. A impressão é que sempre falta algo para melhorar o acesso ao serviço. E a responsabilidade não é só da Stacione Rotativo, a empresa contratada desde 2014. Ao longo dos últimos 30 anos, o poder público sempre falhou em alguma ponta. Mas estamos em 2026 e surge nova chance para acertar. Por isso a importância da audiência pública realizada na segunda-feira e, sobremaneira, de um debate lúcido e apartidário na câmara. Com tantos erros no passado, é obrigação escolher o acerto.
- Sob a presidência do prefeito de Vespasiano Corrêa, Tiago Michelon (PL), o Consisa projeta orçamento de R$ 150 milhões em 2027 e já possui 50 cidades conveniadas - Secretário Estadual do Trabalho, José Scorsatto (ex-PDT) não descarta concorrer a prefeito de Arvorezinha pelo União Brasil em 2028. - Já o pedetista Airton Artus pretende se licenciar do PDT e dar um tempo para a política. Ele vai se dedicar à família e negócios particulares nos próximos meses ou anos. - Capitão Martin (Republicanos) para a Secretaria Estadual de Defesa Civil e Guilherme Pasin (PP) para a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico são os primeiros deputados estaduais cotados ao governo de Zucco (PL). - Lula sancionou perdão de dívidas de milhões de MEIs (leia-se eleitores) às vésperas das eleições. Assinou a lei no dia 21 de outubro, e os beneficiados vão às urnas dia 25 de outubro. E o Tribunal Superior Eleitoral e os paladinos da moralidade e da democracia dormem em berço esplêndido. - Em uma eleição tão acirrada e vigiada, era de se esperar um TSE muito mais combativo frente aos evidentes usos e abusos da máquina pública. A impressão é de algo muito insólito em Brasília. - O eleitor brasileiro merece assistir ao segundo debate presencial e ao vivo entre os dois presidenciáveis Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). E qualquer tipo de chantagem pueril para participar (ou não) do embate precisa ser devidamente classificada como uma preparação à fuga. - Rafael Mallmann (União Brasil) já pediu exoneração do cargo de assessor parlamentar do deputado federal Luiz Carlos Busatto (União Brasil) e retorna em breve ao cargo de Secretário de Planejamento de Estrela. Ele inclusive já realizou o exame toxicológico, uma exigência recente da administração aos novos CCs.
Hoje tem novo encontro entre Zucco e Leite O atual governador Eduardo Leite (PSD) e o governador eleito Luciano Zucco (PL) realizam nova roda de conversa hoje, a partir das 8h, no CAFF, a sede do poder administrativo do estado em Porto Alegre. Os temas da transição de governo serão relacionados à reconstrução, resiliência climática, e, não menos importante, o restante dos valores do Funrigs. E fica a torcida para que ambos lembrem da região mais destruída pelas catástrofes climáticas de 2023 e 2024 quando tratarem dos recursos à reconstrução.
O peregrino das quintas-feiras anda de olho nas cascatas do Vale do Taquari. Desta vez, ele conheceu essa queda d´água ao lado da estrada de chão na Picada Hünnemeier, em Forquetinha.
A HORA | 5
Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Educame amplia alcance e mobiliza escolas do Vale LUCIANE ESCHBEREGR FERREIRA
PREMIAÇÃO EM NÚMEROS • 3.851 trabalhos inscritos no concurso • 79 escolas participantes • 26 municípios envolvidos • R$ 25 mil em premiação • 5,5 mil alunos alcançados pelas caravanas, conforme os dados fornecidos
4º SEMINÁRIO DO PROGRAMA EDUCAME • Hoje, 22 de outubro • Das 13h30min às 18h • No auditório do Prédio 7 da Univates, em Lajeado • Entrada gratuita
Caravanas atingiram mais de 5 mil estudantes em 2026
Quarta edição do seminário ocorre hoje, na Univates, com anúncio dos vencedores de concurso que recebeu 3.851 trabalhos de 26 municípios Karine Pinheiro
karine@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
A
educação ambiental ganha espaço no Vale do Taquari com a quarta edição do Seminário do Programa Educame, promovido pelo Grupo A Hora. O encontro
ocorre nesta quinta-feira, 22, das 13h30min às 18h, no auditório do Prédio 7 da Univates, em Lajeado. A programação inclui a divulgação dos vencedores do 4º Concurso Educame, que recebeu 3,8 mil trabalhos de estudantes e escolas de 26 municípios. Criado após as enchentes de 2023 e 2024, o Educame busca aproximar os estudantes de temas como preservação da água, resíduos, ecossistemas e prevenção de riscos. A proposta é levar o debate para além da sala de aula, com atividades que relacionam o conteúdo escolar à realidade do Vale. O programa combina ações educativas, teatro, oficinas de jornalismo ambiental e um concurso que incentiva a produção dos alunos. Para o gestor de Projetos Especiais do Grupo A Hora, Rafael Simonis, a expansão do programa resulta da proximidade com as escolas e da compreensão das demandas regionais. “O programa nasceu de uma necessidade concreta de ampliar a conscien-
tização sobre o meio ambiente, a prevenção e a adaptação às mudanças climáticas. Desde então, vem mostrando que a educação ambiental precisa ser permanente”, afirma. O alcance do Educame também aparece nas atividades presenciais. As caravanas somam 5,5 mil alunos, com passagens por 31 escolas de oito cidades. As ações levam atividades às instituições de ensino e aproximam crianças e adolescentes de questões ligadas ao meio ambiente e à resiliência climática. “O programa não se limita a levar informação para dentro dos colégios. Buscamos proporcionar experiências, despertar a curiosidade e transformar temas que, muitas vezes, parecem distantes em situações que fazem parte da vida dos estudantes”, destaca Simonis. Segundo ele, as atividades também abordam os ecossistemas e a prevenção de riscos, com a intenção de ampliar o conhecimento e incentivar a disseminação das informações entre a comunidades.
Concurso nas escolas O concurso é outra frente de mobilização. Na quarta edição, a iniciativa recebeu 3.851 trabalhos, com a participação de 76 escolas de 26 municípios. A premiação total é de R$ 25 mil, distribuída entre quatro categorias: Ensino Fundamental do 1º ao 5º ano, Ensino Fundamental do 6º ao 9º ano, Ensino Médio e escolas. Os desafios incluíram a criação de um super-herói defensor da natureza, a composição de poesias, a produção de esquetes teatrais e o reconhecimento de projetos desenvolvidos pelas instituições. A seleção exigiu a análise de produções com formatos e propostas distintos. A jornalista Luciane Eschberger Ferreira, integrante da equipe do Educame, relata que a avaliação começa após o encerramento das inscrições. Ela faz uma triagem inicial dos trabalhos, seguida pela escolha final de uma comissão. “Não é fácil
selecionar cinco entre milhares”, diz. Para ela, a participação de estudantes e professores demonstra o envolvimento das escolas com o tema e o interesse em apresentar formas de cuidado com o ambiente. Luciane também observa mudanças na maneira como crianças e adolescentes tratam a pauta ambiental. “Percebo que as novas gerações são muito mais conscientes sobre o tema e isso me deixa muito feliz. Melhor ainda é ter esta grande adesão”, diz. A jornalista destaca que, a cada edição, os desafios mudam para estimular outras formas de expressão e ampliar a discussão sobre sustentabilidade. A categoria voltada às escolas também reconhece iniciativas desenvolvidas no cotidiano das instituições. Segundo Simonis, o envolvimento dos alunos é parte central da proposta. Na avaliação dele, a participação de diferentes municípios também amplia o alcance da iniciativa e cria oportunidades para que experiências de educação ambiental circulem pelo Vale.
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Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
RODOVIAS SATURADAS PRECISAM DE OBRAS
Como o Vale se articula pelo dinheiro do Funrigs FILIPE FALEIRO
Filipe Faleiro
filipe@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
T
ransformar a previsão de dinheiro para rodovias em recursos destinados a obras específicas. Esse é o próximo passo da mobilização do Vale do Taquari pelas duplicações entre Venâncio Aires a Encantado e nas ligações de Teutônia. Enquanto o governador Eduardo Leite mantém a posição de deixar para o sucessor a decisão sobre os R$ 1,5 bilhão do Fundo da Reconstrução (Funrigs), representantes locais tentam assegurar a reserva do dinheiro antes da troca de governo. O caminho pretendido passa pela apresentação de projetos à governança do Plano Rio Grande. Com a aprovação, o movimento busca vincular os recursos às intervenções prioritárias. “Precisamos evitar que o dinheiro destinado para a reconstrução seja distribuído em pequenas obras sem contemplar melhorias estruturais”, realça o deputado eleito, Roberto Lucchese (MDB). Em reunião na noite dessa terça-feira, 20 de outubro, representantes empresariais, associações de municípios, Conselho de Desenvolvimento (Codevat) e o deputado Lucchese debateram os próximos passos da articulação regional. A ideia é se reunir com o atual governador na próxima semana e tentar incluir os projetos de duplicação no Plano Rio Grande ainda neste ano. Segundo o deputado estadual eleito, durante encontro com o futuro governador, Luciano Zucco, teve a confirmação de que o intuito é investir nas obras prioritárias. “O que a gente precisa garantir agora não é o início da obra, é a garantia do recurso: criar um fundo específico para as obras do Vale e direcionar esse R$ 1,5 bilhão para lá”, afirma Lucchese. Hoje, os R$ 1,5 bilhão previstos para o Bloco 2 não têm parcela exclusiva para o Vale. Pela ideia anterior, seria feita a concessão de 409 quilômetros em 32 municípios, incluindo os vales do Taquari e do Rio Pardo e o Norte gaúcho.
Duplicar a ligação entre Venâncio Aires e Encantado é o primeiro objetivo do grupo. O custo estimado alcança R$ 946,5 milhões
Trechos Teutônia a Fazenda Vilanova prioritários ERS-128, a Via Láctea EM ANÁLISE
Venâncio Aires a Arroio do Meio RSC-453 e ERS-130 Extensão: 43,1km Obra: duplicação Estimativa: R$ 610,5 milhões Arroio do Meio a Encantado ERS-130 Extensão: 13,6km Obra: continuidade da duplicação Estimativa adicional: R$ 329,9 milhões
Venâncio Aires a Arroio do Meio: 43,1 quilômetros pelas rodovias RSC-453 e ERS-130. Estimativa de
R$ 610,5 milhões
Extensão: 16,3km Obra: duplicação da ligação com a BR-386 Estimativa: R$ 189,4 milhões Estrela a Teutônia RSC-453, a Rota do Sol Extensão: 16,3 km Situação: reivindicação regional para trocar no trecho da Via Láctea Estimativa: Sem orçamento previsto, estima-se algo de R$ 150 milhões até R$ 200 milhões No eixo entre Venâncio Aires e Encantado, a estratégia é dividir a duplicação em lotes e contratar pontes e trechos por licitações separadas
ALVARO PEGORARO/FOLHA DO MATE
A HORA | 7
Quinta-feira, 22 de outubro de 2026 MATHEUS GIOVANELLA LASTE
Arroio do Meio a Encantado: 13,6 quilômetros na ERS-130. Estimativa de
R$ 336 milhões
Teutônia a Fazenda Vilanova: 16,3 quilômetros da ERS-128. Estimativa de:
R$ 1,14 bilhão Este é o valor total das três obras estruturais reivindicadas pelo Vale do Taquari ao governo estadual. Elas resolveriam os principais gargalos logísticos que atualmente freiam o desenvolvimento regional. O cálculo não inclui a ligação entre Estrela e Teutônia pela RSC-453. Em análise: Estrela a Teutônia, 16,3 quilômetros, sem estudo prévio de orçamento.
Viabilidade legal Uma das possibilidades trabalhadas é destinar o aporte à Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), responsável pelo levantamento que serve de base ao pedido regional. O modelo de uso específico se aproxima do que foi feito para a construção da nova ponte sobre o Rio Forqueta, entre Arroio do Meio e Lajeado. A EGR fez os pré-projetos do que poderia ser feito com os recursos do Funrigs. Na versão mais atual, há três frentes, juntas custariam cerca de R$ 1,1 bilhão, com duplicações até Encantado e na Via Láctea, em Teutônia. Dentro do governo, há um entendimento de que a destinação por projeto é possível, mas depende de uma proposta técnica e de análise do enquadramento no Funrigs. O deputado eleito pretende
levar o pedido ao governador e conseguir apoio de mais deputados. “Agora, junto com os deputados Dirceu Franciscon, Ernani Polo e Guilherme Pasin, vamos sentar com o Eduardo Leite para entender a real intenção dele nos próximos dois meses sobre a destinação desse recurso.”
Diferentes contratos No eixo entre Venâncio Aires e Encantado, a estratégia é dividir a duplicação em lotes e contratar pontes e trechos por licitações separadas. A meta é concluir as intervenções em três anos, com diferentes empresas trabalhando ao mesmo tempo. “Esse formato permitiria acompanhar o desempenho de cada contratada e identificar atrasos sem deixar toda a obra dependente de uma única empresa”, resume Lucchese.
FILIPE FALEIRO
R$ 189,4 milhões
Escolha conjunta pelas prioridades Duplicar a ligação entre Venâncio Aires e Encantado é o primeiro objetivo do grupo. O custo estimado alcança R$ 946,5 milhões. A escolha da outra frente exige conciliar os pedidos de Estrela e Teutônia com o levantamento da EGR, que contempla a Via Láctea até Fazenda Vilanova. Integrante do Conselho do Plano Rio Grande e vicepresidente de Infraestrutura da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil), Nilto Scapin, realça o esforço pela Ponte dos Vales como exemplo para esta nova etapa. “A união de diferentes forças locais fez com que conseguíssemos a aprovação para a ponte. É isso que temos de continuar”, destaca. Dentro da proposta prévia da EGR, defende a inclusão da Rota do Sol entre Estrela e Teutônia, com base nos estudos de volume de veículos acompanhados pelo setor produtivo. “O movimento é muito maior entre os dois municípios. E ali, também se tem gargalos na entrada para Estrela.” A presidente do Codevat, Cintia Agostini, acrescenta: “a Via Láctea é quase uma rodovia urbana. São diversos acessos aos bairros de Teutônia, faz parte da circulação dos moradores. Fazer uma duplicação, fecha tudo”, adverte. No plano alternativo da EGR, os R$ 189,4 milhões correspondem à duplicação da ERS-128, entre Teutônia e Fazenda Vilanova. Lucchese explica que esse percurso favorece a ligação de quem desce da Serra em direção à BR-386 e a Porto Alegre. Ainda assim, considera possível rever a escolha com os municípios. “Se for mais importante a duplicação da RSC-453, a gente vai tomar a decisão junto, pois o investimento para duplicar de Estrela e Teutônia é muito parecido com o da Via Láctea. Essa é uma decisão técnica”, afirma.
Receio de dividir o recurso A tentativa de reservar dinheiro para as duplicações também responde a um movimento na Assembleia Legislativa. No orçamento de 2027, uma emenda propõe destinar R$ 375 milhões do Funrigs às rodovias que integram o Bloco 2. Para os representantes regionais, além de ampliar essa parcela, é preciso definir quais obras terão prioridade. O receio é que a previsão de recursos para as estradas avance sem assegurar as duplicações. A emenda do deputado Joel Wilhelm (PP) específica serviços de conservação, reparação e recomposição da infraestrutura. Não menciona a ampliação das pistas nem distribui os valores por trecho. Ao todo, a proposta direciona
ROBERTO LUCCHESE DEPUTADO ESTADUAL ELEITO
Precisamos evitar que o dinheiro destinado para a reconstrução seja distribuído em pequenas obras sem contemplar melhorias estruturais.” R$ 750 milhões, divididos entre dois grupos de rodovias. Na parcela que contempla o Vale, também estão a ERS-135 e a ERS-324, no Norte gaúcho. Os R$ 375 milhões, portanto, seriam compartilhados com outras regiões. “Não dá para falar que R$ 375 milhões sejam poucos, mas o Vale do Taquari precisa de mais”, afirma Lucchese. O deputado Guilherme Pasin (PP) defende a aplicação gradual. Segundo ele, o valor inicial considera a capacidade do Estado de preparar projetos, contratar empresas e acompanhar as obras. “Não adianta destinar R$ 1 bilhão em obras e chegar lá no fim e não conseguir usar. Foi a maneira mais responsável que encontramos para garantir um ciclo de obras.” Pasin sustenta que o restante do aporte de R$ 1,5 bilhão permanecerá destinado às rodovias do bloco e que é possível destinar para obras estruturais, como as duplicações. Para a articulação regional, porém, a garantia precisa chegar à definição dos projetos, dos valores e dos prazos das duplicações.
Recorrer à Justiça A audiência pretendida com Eduardo Leite será uma tentativa de obter esse compromisso ainda neste ano. O grupo quer apresentar as prioridades e buscar um encaminhamento que vincule o dinheiro às obras, mesmo que as contratações fiquem para a próxima gestão. Caso o governo não acolha o pedido, líderes locais consideram recorrer à Justiça para tentar impedir que os recursos reivindicados pelo Vale sejam destinados a outras obras fora da região. A possibilidade está em discussão, sem ação apresentada. Para Lucchese, a negociação precisa ocorrer enquanto há recursos disponíveis. “Não adianta a gente ir lá chorar e pedir obra quando o balde está vazio”, diz e complementa: “neste momento, a gente ainda tem essa oportunidade e, na minha opinião, depende muito do Eduardo Leite.”
8 | A HORA
Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
vinibilhar@grupoahora.net.br
VINI BILHAR
Indicadores
Dália Alimentos é reconhecida por incentivar o consumo de leite
A
Cooperativa Dália Alimentos foi homenageada, em São Paulo, pela participação no Movimento A Vida Pede Leite, iniciativa da Associação Brasileira da Indústria de Lácteos Longa Vida (ABLV). O reconhecimento ocorreu durante o jantar comemorativo aos 32 anos da entidade. O presidente do Conselho de Administração da Dália, Gilberto Antônio Piccinini, representou a cooperativa e recebeu o troféu do presidente da Tetra Pak Brasil, Tiago Cardoso. A homenagem destaca o compromisso da empresa com a valorização do leite e o fortalecimento da cadeia leiteira. Criado em 2023, o movimento busca ampliar o conhecimento dos consumidores sobre os benefícios do leite para a alimentação, destacando seu valor nutricio-
Dólar: R$ 5,02 Ibovespa: 206.420,48
DIVULGAÇÃO
Café Tributário aborda impactos da reforma em Lajeado
nal e incentivando o consumo. Segundo Piccinini, a iniciativa também promove o intercâmbio entre dirigentes e contribui para discutir as perspectivas do setor. Conforme pesquisa apresentada pela Tetra Pak, o consumo de leite aumentou 10% desde
o início da campanha. A ABLV informa ainda que o movimento alcançou mais de 2,8 mil profissionais de saúde em 13 regiões brasileiras e superou 52 milhões de visualizações nas redes sociais, ampliando a divulgação de informações sobre o alimento.
Lajeado recebe amanhã, 23, o Café Tributário, promovido pelo Sindiatacadistas RS. Gratuito, o evento ocorre a partir das 8h30min, no Senac Lajeado, na avenida Senador Alberto Pasqualini, 421. A programação abordará os impactos do novo sistema tributário, cuja transição será gradual até 2033, além de oportunidades de recuperação de tributos por meio de ações coletivas ajuizadas em benefício da categoria. O encontro será conduzido
por Rafael Borin, sócio do escritório Rafael Pandolfo Advogados Associados e consultor tributário do sindicato. O especialista apresentará orientações sobre gestão tributária e financeira, com foco nas mudanças que afetam as empresas. A iniciativa integra as ações da entidade voltadas à qualificação do empresariado gaúcho e à prestação de assessoria jurídica. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelo site do Sindiatacadistas RS.
Baldo compartilha experiência em reunião do APL Cerca de 40 empresários e voluntários participaram, no dia 19, da reunião mensal do Arranjo Produtivo Local (APL) Alimentos e Bebidas Vale do Taquari, realizada na Tecnovates, em Lajeado. O encontro contou com apresentações dos cases da Baldo e da CoalizãoRS, com foco em trajetória empresarial, inovação, acesso ao crédito e fortalecimento dos pequenos negócios. Fundada em 1920, a Baldo compartilhou sua experiência centenária no mercado de erva-mate. Presente em mais de 21 países,
com exportações para quatro continentes, a empresa destacou a diversificação de produtos, a expansão industrial e o desenvolvimento de parcerias. Entre os diferenciais estão o cuidado com a qualidade e o período de repouso da erva-mate, que varia de oito a 12 meses. A companhia também ampliou seu portfólio com chás e produtos derivados. Durante a apresentação, Josinara Won Bostel, da área de marketing da Baldo, ressaltou a responsabilidade de preservar o legado da marca e manter a qualidade ao
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longo das gerações. Segundo ela, conhecer a trajetória da empresa
reforça o compromisso de dar continuidade à história construí-
da, valorizando os produtos e a relação com os consumidores.
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IMEC DAY 2026
Grupo Imec apresenta resultados e aponta para expansão no e-commerce JHON WILLIAN TEDESCHI
Modernização nos pontos de venda e foco em parcerias fazem parte do planejamento estratégico da empresa. Prioridade está na consolidação das operações recentes, enquanto opta por congelar novas aberturas de lojas Jhon Willian Tedeschi jhon@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
O
Grupo Imec promoveu ontem o Imec Day 2026, onde reuniu fornecedores e interessados pelo negócio para uma prestação de contas e apresentar as diretrizes para 2027. O plano estratégico da empresa passa pelo fortalecimento de parcerias e gerar maior engajamento com estes fornecedores, além de um olhar mais atento ao comportamento do consumidor. O evento ocorreu no Grêmio Náutico União, em Porto Alegre. CEO da empresa, Fabiano Pivotto ressalta a necessidade de que indústria e varejo se adaptem aos novos cenários e comportamentos de consumo, e propõe que o Imec seja um elo entre fabricantes e consumidores para uma melhor leitura desse contexto. Outro aspecto citado pelo gestor foi o cenário econômico e os impactos
sobre os negócios. “Nós já adotamos estratégias assertivas neste sentido e os resultados mostram isso”, afirma. Pivotto ainda menciona o uso da inteligência artificial no processo de compra. Ele realça o desafio de entender o novo momento e fazer parte dessa tomada de decisão por parte do cliente, e o quanto o e-commerce faz parte da rotina do consumidor. E explica parte da mudança de comportamento a partir da demanda criada pela necessidade do mercado e não pelo lançamento de produtos, sobretudo no varejo alimentar, com olhar maior sobre itens mais saudáveis. “Temos que estar preparados para conversar com esse cliente de uma forma cada vez mais simples”, acrescenta.
Resultados divulgados Mesmo sem a inauguração de novas unidades físicas em 2026 e com o impacto direto da entrada de concorrentes de grande porte – entre eles dois atacarejos –, o Grupo reverteu a oscilação negativa observada no início do ano (entre -0,5% e -0,2%) e alcançou um ganho de 0,7% de market share em agosto. O market share representa a fatia do mercado que a empresa alcança. No desempenho de caixa, os indicadores superaram o mercado regional. A empresa registrou alta de 9,7% no ticket médio em setembro, contra um crescimento de 3,3% entre os concorrentes. Em outro ponto analisado, o
Evento reuniu representantes de indústrias fornecedoras e apresentou desafios para o setor
e-commerce cresceu 32% no ano e 50% no último trimestre, o que representa a consolidação do modelo e um vetor para incremento de receita. Ao todo, o varejo digital do Imec alcança 17 cidades e tem potencial para atender 2 milhões de pessoas.
Engajamento com parceiros Entre os pilares estratégicos comerciais, está o chamado Joint Business Plan (JBP), que são acordos com marcas que visam a um maior engajamento, no conceito “ganha-ganha”. Foram concluídos 25 acordos deste tipo ao longo de 2026, e 17 das parcerias estabelecidas tiveram desempenho de vendas em “patamar elevado”, de acordo com a empresa. Um exemplo recente foi a personalização da unidade Desco de Lajeado, com a identidade visual da Sadia. Para o ano que vem, está previsto um fortalecimento no modelo de e-commerce, para acompanhar a mudança de comportamento do consumidor. Além disso, a empresa prevê a implementação de uma plataforma de análise de consumo, para mapear hábitos de compra, reduzir a perda de clientes e personalizar ofertas. A estratégia de marketing também confirmou o patrocínio oficial do Campeonato Gaúcho de futebol pelo quarto ano consecutivo.
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PONTO TURÍSTICO
ARQUIVO A HORA
Centro Administrativo terá entrega da obra junto à abertura do Natal LAUTENIR JUNIOR
Programação descentralizada A entrega do complexo coincide com a abertura da programação de Natal, em 20 de novembro. A agenda terá continuidade em dezembro, com atividades previstas para os dias 5, 6 e 12. As atrações dessas datas ainda serão divulgadas pelo município nas próximas semanas. A organização também pretende levar parte das atividades para os bairros, com o objetivo de
Projeto de requalificação contempla os quatro quadrantes e busca fomentar o turismo no município
recebe eventos, apresentações culturais, feiras e encontros comunitários ao longo do ano.
Atração de turistas Com investimento de R$ 1,88 milhão, intervenção qualifica 6.611 metros quadrados do complexo. Programação natalina terá atividades também nos bairros, com novas datas em dezembro
Lautenir junior
lautenir@grupoahora.net.br
TEUTÔNIA
A
entrega das obras de requalificação do Centro Administrativo Municipal Elton Klepker, em Teutônia, está prevista para 20 de novembro, junto à abertura da programação de Natal. Com investimento de R$ 1,88 milhão, a intervenção abrange 6,6 mil metros quadrados
e contempla melhorias na infraestrutura, na circulação de pedestres e nos espaços de convivência. O projeto envolve os quatro quadrantes do complexo, com investimentos na pavimentação, iluminação, paisagismo, mobiliário urbano, calçadas, drenagem e acessibilidade. A proposta é qualificar um dos principais espaços públicos e turísticos do município, que concentra a sede do Executivo e
Para a secretária de Juventude, Cultura, Esporte e Lazer, Vanessa Carniel, a requalificação busca ampliar as possibilidades de uso do local e oferecer melhores condições para a realização de atividades abertas à população, além de fortalecer o turismo no município. “A proposta é valorizar um espaço que já faz parte da rotina dos teutonienses. O Centro Administrativo recebe diferentes atividades ao longo do ano e é o cartão-postal de Teutônia a todo
aproximar a programação das comunidades e ampliar o acesso dos moradores às atrações. “A ideia é que o Natal esteja mais próximo das pessoas. Queremos envolver as comunidades e levar atividades também aos bairros, para que mais moradores possam participar da programação. Os detalhes das próximas datas serão divulgados nas próximas semanas.”
Vale e estado”, diz. A intervenção também contempla melhorias nos ambientes de convivência, com atenção à circulação e à permanência dos visitantes. O lago e as áreas verdes integram o conjunto de espaços que compõem o complexo, utilizado não apenas para atividades administrativas, mas também para lazer e programação cultural. “Além de qualificar o espaço, o investimento busca atrair visitantes, movimentar a economia local e gerar retorno para os negócios do município, fortalecendo o turismo como oportunidade de desenvolvimento”, conclui.
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ARTICULAÇÃO REGIONAL
Mapeamento identifica 128 propostas à reconstrução do Vale MAIRA SCHNEIDER
Do total apresentado, 97 foram elegíveis para as próximas etapas, que incluem apoio técnico, estruturação de propostas e busca por recursos para obras de prevenção e recuperação após eventos extremos Maira Schneider
mairaschneider@grupoahora.net.br
Iniciativas foram detalhadas durante evento na manhã de ontem, na Univates
VALE DO TAQUARI
A
articulação regional para viabilizar projetos de reconstrução e prevenção de desastres climáticos no Vale do Taquari avançou nessa quarta-feira, 21, com a apresentação do Mapeamento de Projetos Estruturantes para a Reconstrução e Resiliência Climática da região, na Univates. O levantamento identificou 128
propostas encaminhadas pelos municípios, das quais 97 foram consideradas elegíveis para as próximas etapas. A iniciativa busca identificar prioridades, superar entraves técnicos e financeiros e aproximar as administrações municipais de instituições e possíveis fontes de recursos. O trabalho é desenvolvido pela CoalizãoRS, em parceria com o
Ministério Público do Rio Grande do Sul, Univates, associações de municípios e Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Taquari (Consisa). Conforme o head de projetos da CoalizãoRS, Hipárcio Stoffel, a apresentação marca a devolutiva do levantamento e o início de uma nova fase, voltada ao detalhamento das propostas, à capacitação de equipes municipais e à identificação de financiamentos. “O objetivo é efetivamente levarmos essas demandas em obras e execuções
para as comunidades e as cidades da região”, afirma. A etapa seguinte prevê apoio institucional às prefeituras para desenvolver os projetos, elaborar estudos técnicos e projetos executivos, quando necessário, e facilitar o acesso a instituições financiadoras. A intenção é compreender o estágio de cada iniciativa e identificar o que impede seu avanço. Para o promotor de Justiça Sérgio Diefenbach, a reconstrução exige uma mudança na forma de atuação do poder público e das instituições. “Nenhuma solução parte de um único ponto e não tem um único responsável”, destaca. Segundo ele, o momento posterior à emergência também exige mobilização, mesmo quando a percepção de urgência diminui. O Ministério Público atua como articulador dessa governança regional, sem recorrer a instrumentos judiciais ou a ordens administrativas, para estimular a cooperação em torno de objetivos comuns.
A necessidade de planejamento conjunto também é ressaltada pela vice-reitora da Univates, Cíntia Agostini. A instituição integra o movimento desde sua organização após os eventos climáticos extremos e participa das discussões sobre infraestrutura, reconstrução e captação de recursos. “Existem projetos que faltam recurso, então o Coalizão pode apoiar os municípios a captar esse recurso; existem projetos onde o recurso está disponível, falta o projeto”, explica. A proposta é adequar o suporte às necessidades de cada município, contribuindo para transformar demandas em iniciativas executáveis.
Soluções baseadas na natureza Estrela apresentou 19 propostas, das quais 16 foram consideradas elegíveis para as próximas fases, segundo a prefeita Carine Schwingel. Entre as prioridades estão a recomposição das margens do rio, a recuperação de áreas atingidas pelas enchentes e a implantação de parques resilientes com soluções baseadas na natureza. A ideia é criar espaços capazes de absorver parte da água e reduzir os impactos de futuras cheias, especialmente na área central do município.
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IMPASSE NO BAIRRO
Associação do Bom Pastor recorre à Justiça para barrar fechamento de rua Entidade busca reverter decisão que liberou interrupção de passagem junto à BR-386 e aponta que o governo municipal condicionou o bloqueio à abertura de uma nova via, ainda não implantada GABRIEL SANTOS
Morares cobram solução para impasse. Trecho é utilizado pela comunidade para acessar a BR-386 e a passarela de pedestres
Gabriel Santos
gabriel@grupoahora.net.br
LAJEADO
A
Associação dos Moradores do Bairro Bom Pastor recorreu ao Tribunal de Justiça para tentar impedir o fechamento da rua Carlos Henrique Schmitt, trecho utilizado pela comunidade para acessar a BR-386 e a passarela de pedestres. A entidade também solicitou à 2ª Vara Cível de Lajeado que reexamine o caso com base em documentos apresentados ao processo pelo Ministério Público. A iniciativa ocorre após a Justiça revogar, em 28 de setembro, a liminar que impedia a proprietária da área de bloquear a passagem. A decisão anterior havia sido concedida em favor da associação, mas foi revista após a análise de informações técnicas encaminhadas pela Prefeitura, que apontaram a localização do trecho em proprie-
dade privada e a existência de acessos alternativos à rodovia. A associação sustenta, no entanto, que documentos municipais indicam que o fechamento da passagem está condicionado à abertura de uma nova via. A nova rua foi declarada de utilidade pública pelo município em 2024, mas ainda não foi implantada. Conforme os documentos juntados pelo Ministério Público, existe desde 2018 um acordo administrativo para a abertura da nova via. A proprietária da área também teria solicitado, em 2023, uma certidão que previa a condição para o fechamento da passagem atual. Para a Associação dos Moradores, a existência dessa condição é fundamental para a análise do caso, pois a passagem atual deveria permanecer aberta até que a nova ligação viária estivesse disponível à comunidade. “A comunidade não está pedindo nada além do que já foi combinado entre a proprietária e a Prefeitura.
A passagem fica aberta até existir a nova rua. Para chegar a essa conclusão, não é preciso decidir quem é o dono do terreno”, afirma o advogado da associação, Daniel Paulo Fontana.
Ministério Público propõe mediação O Ministério Público reconheceu o interesse público envolvido na controvérsia e solicitou a realização de uma audiência de mediação entre as partes. A associação apoiou a proposta, que poderá abrir espaço para uma solução negociada. A disputa começou a ter desdobramentos judiciais em dezembro de 2025, quando moradores acionaram a Brigada Militar em razão do fechamento da passagem. Em janeiro de 2026, a Justiça concedeu liminar para impedir a obstrução do trecho próximo à BR-386, sob pena de multa diária. Em setembro, ao acolher embargos de declaração apresentados pela proprietária, a juíza Carmen Luiza Rosa Constante, da 2ª Vara Cível de Lajeado, revogou a tutela provisória e afastou a multa. Entre os fundamentos, considerou a classificação oficial da Rua Carlos Henrique Schmitt como via sem saída e a existência de rotas alternativas, como as ruas Eugênia Mello de Oliveira Kirchner e Godwin Erdmann Cremer.
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LAJEADO OPEN
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MARCELO DEMOLINER SERÁ ATRAÇÃO ESPECIAL DO LADIES NIGHT DIVULGAÇÃO
Com carreira consolidada no tênis internacional, atleta brasileiro estará presente na abertura do torneio e será uma das grandes atrações do evento voltado às mulheres
O
Lajeado Open 2026 promete movimentar não apenas as quadras, mas também proporcionar experiências especiais ao público durante a semana do torneio. Entre os destaques da programação está o Ladies Night, que ocorre no dia 19 de novembro, a partir das 18h, no Clube Tiro e Caça. A edição deste ano contará com uma presença especial: o tenista profissional Marcelo Demoliner, atleta gaúcho com trajetória consolidada no circuito mundial e que já representou o Brasil nos maiores palcos do tênis internacional. A participação de Demoliner representa um dos momentos especiais da programação, aproximando o público de um atleta que construiu sua carreira competindo entre os melhores tenistas do mundo. Natural de Caxias do Sul, o jogador é reconhecido por sua atuação nas duplas, modalidade na qual conquistou títulos no circuito profissional e alcançou a 34ª posição do ranking mundial da ATP. Ao longo de sua trajetória, disputou importantes competições internacionais, incluindo os quatro torneios de Grand Slam: Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open. O Ladies Night foi pensado para valorizar a presença feminina e
Interessados podem se inscrever até 8 de novembro, pela internet, no site oficial do Circuito dos Vales
CORRIDA DE RUA
CIRCUITO DOS VALES INTEGRA FESTA DE ANIVERSÁRIO DE CRUZEIRO DO SUL ampliar as experiências proporcionadas pelo Lajeado Open. A iniciativa busca reunir mulheres em um ambiente de integração, confraternização e aproximação com o universo do tênis, fortalecendo a relação entre o esporte e a comunidade. A proposta também evidencia o papel dos grandes eventos esportivos como espaços de convivência e relacionamento, capazes de conectar diferentes públicos e proporcionar experiências que vão além das competições. Durante a realização do torneio, o Clube Tiro e Caça se transforma em um ponto de encontro para atletas, famílias, empresários, visitantes e apaixonados pelo esporte. O Ladies Night ganha destaque como uma programação que valoriza o protagonismo feminino, incentiva a participação das mulheres no ambiente esportivo e proporciona uma oportunidade de celebrar conexões, compartilhar experiências e vivenciar de perto a atmosfera de um torneio internacional. O Ladies Night 2026 conta com o patrocínio de Ustē Cosméticos, Donatti, Rakel Miorando – Corretora Franqueada da Prudential, Glow Cosméticos e Perfumaria, Darlan Wilsmann e DNCC Estratégica, empresas que se unem à programação para fortalecer uma
Jogador é reconhecido por sua atuação nas duplas, modalidade na qual conquistou títulos no circuito profissional e alcançou a 34ª posição do ranking mundial da ATP
iniciativa voltada à valorização das mulheres e à promoção de experiências que conectam esporte, beleza, bem-estar e relacionamento.
LAJEADO NO CENÁRIO DO TÊNIS INTERNACIONAL Realizado de 15 a 22 de novembro, no Clube Tiro e Caça, o Lajeado Open 2026 consolida a presença do Vale do Taquari no calendário do tênis profissional. A competição integra o circuito mundial da Federação Internacional de Tênis (ITF), na categoria M25, distribuindo US$ 30 mil em premiação e pontos para o ranking da Associação de Tenistas Profissionais (ATP). Durante oito dias, atletas brasileiros e estrangeiros estarão em Lajeado disputando partidas de alto nível técnico, proporcionando ao público a oportunidade de acompanhar de perto o tênis profissional. Com entrada gratuita para os jogos, o evento democratiza o acesso à modalidade e aproxima a comunidade de uma competição internacional.
As comemorações de aniversário de Cruzeiro do Sul terão o esporte como uma das atrações em novembro. No dia 22, o município recebe a etapa Casa do Morro/Cruzeiro do Sul do Circuito dos Vales 2026, com modalidades voltadas a diferentes idades e níveis de condicionamento físico. A programação prevê corridas de 3, 5 e 10 quilômetros, caminhadas de 3 e 5 quilômetros e a Corrida Kids, com percursos de 100 metros, 500 metros e 1 quilômetro. A proposta é reunir atletas, famílias e visitantes da região em uma atividade que estimula a saúde, a integração e a prática esportiva. Para o prefeito César Leandro Marmitt, a realização da etapa durante o aniversário do município é uma oportunidade de aproximar a comunidade e receber participantes de outras cidades. “Mais do que uma competi-
ção, queremos proporcionar um momento de confraternização, alegria e valorização do nosso município”, destaca. Segundo ele, a expectativa é envolver moradores de diferentes faixas etárias, com atenção também ao incentivo ao esporte entre crianças e jovens. Além de promover hábitos saudáveis, o evento pode contribuir para movimentar o comércio e os serviços locais, com a presença de participantes e acompanhantes durante as comemorações.
INSCRIÇÕES Os interessados podem se inscrever até 8 de novembro, pela internet, no site oficial do Circuito dos Vales. A Administração Municipal convida atletas, grupos de corrida, famílias e demais moradores a participar das provas e caminhadas.
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por Luciane Ferreira
Horário de verão somente em novembro O Horário Brasileiro de Verão, que tradicionalmente começava na segunda quinzena de outubro, em 2006 só iniciaria em novembro. A razão era o pleito eleitoral, que previa segundo tur-
no para 29 de outubro. Naquele ano, os brasileiros – nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Distrito Federal – deveriam adiantar uma hora em seus relógios no dia 5 de novembro.
Campanha próduplicação da 386 ganhava nova adesão A empresa Expresso Azul aderia à campanha para a duplicação da BR-386, trecho de 38 quilômetros entre Tabaí e
Lajeado. Na época, a estimativa era de que 9 mil veículos circulassem diariamente pelo trecho.
A medida valeria até final de fevereiro de 2007. O objetivo da mudança era economizar energia, aproveitando melhor a luz natural dos dias mais longos de verão.
Intenção era estimular a população a aproveitar a luz natural
Hoje é - Dia do Paraquedista - Dia Nacional do Enólogo - Dia do Radioamador Santos do dia: - São João Paulo II - São Marcos de Jerusalém - São Donato de Fiesole
Encantado promovia Feira Regional do Livro O município de Encantado promovia a 1ª Ferel - Feira Regional do Livro. A abertura contaria com a presença da coordenadora da 4ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Maria Ofélia Moesch. A programação ainda previa a presença do poeta e escritor Mario Quintana e a realização da reunião da Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat). Em reunião, prefeitos decidem fazer assembleia ordinária durante a Ferel, para prestigiar o município de Encantado
Senai oferecia curso de lapidação O Centro Tecnológico de Gemologia do Senai oferecia curso de lapidador. Na época, Lajeado era uma das referências de produção de objetos com pedras semipreciosas.
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JORGE GONÇALVES FILHO
FILIPE FALEIRO Jornalista colunafaleiro@grupoahora.net.br
C
ARTIGO
A escala mudou e o trabalhador também
artada para virar o jogo, o governo conseguiu convencer o Congresso Nacional a chancelar o fim da escala 6x1. Uma medida polêmica, mas histórica à esquerda, com grande repercussão popular. Inclusive, o adversário, Flávio Bolsonaro, também votou favorável, tudo frente ao ônus político de ser contra e como poderia impactar os votos ao Planalto. Mesmo assim, a virada esperada não aparecem nas pesquisas. A mais recente, da Quaest, mostra uma disputa muito apertada, talvez a maior de todos os tempos. Flávio com 45% da preferência. Lula com 44%. Sem entrar na análise de mérito da proposta, de ser contra ou a favor o 6x1, avanço sobre o alcance da linguagem e a transformação social. O PT nasceu próximo dos
sindicatos, da indústria e do trabalhador com carteira assinada. Replica a ideia de social-democracia europeia. Corrente que aceita a economia de mercado, mas com forte intervenção estatal e impostos progressivos como forma de garantir o conceito de Estado de Bem-Estar Social. Sabe falar sobre jornada, salário, férias e direitos trabalhistas. Ocorre que uma parcela crescente dessa mão de obra está alheia a esse modelo. Sonha em trabalhar por conta própria, abrir um negócio, vender pela internet e prosperar sem depender de patrão. Antropóloga de renome internacional, a professora Rosana Pinheiro-Machado, tem estudos sobre essas mudanças e lança luzes sobre a expressão “CEO de MEI”. Uma forma pejorativa, que surgiu no ambiente digital como deboche, mas representa uma
mudança profunda nas aspirações das pessoas. O desejo da estabilidade perde espaço para a promessa de autonomia. Mesmo quando a renda pouco cresce e a jornada ultrapassa qualquer escala formal, esse trabalhador prefere se reconhecer como empreendedor. A direita compreendeu essa forma de comunicar antes, e faz isso com eficiência. A mensagem diz: “trabalhe duro e vencerá pelo próprio esforço”. Neste campo, o governo aparece como obstáculo, cobra muito impostos e faz com que esse “CEO de MEI” não prospere tanto quanto poderia. Então, a solução é “basta o Estado não atrapalhar e você crescerá”. Essa é a lógica. Do ponto de vista sociológico, pode ser uma simplificação, mas conversa com o sonho de ascensão dessa nova força de trabalho.
A revolta das geladeiras ILUSTRAÇÃO FEITA POR IA
Passamos décadas imaginando que a revolta das máquinas começaria com robôs armados, computadores assumindo governos ou uma inteligência artificial concluindo que os humanos são dispensáveis. Ninguém pensou nas geladeiras dos supermercados. Na França, semana passada,
hackers assumiram o controle dos sistemas de refrigeração de centenas de lojas, elevaram as temperaturas, estragaram toneladas de alimentos e provocaram prejuízos milionários. A autoria ainda é desconhecida e não houve pedido de resgate. Há quem levante a possibilidade do uso de inteligência artificial, mas
nenhuma prova foi apresentada. Talvez as máquinas ainda não tenham desenvolvido consciência própria. Por enquanto, basta encontrar equipamentos antigos, conectados à internet e desprotegidos. A Skynet não lançou mísseis. Apenas apertou o botão de degelo.
Presidente do IDV Instituto para Desenvolvimento do Varejo
Redução da jornada e escala de trabalho: desafios para as empresas e pressa na implantação
Q
uando temos uma festa animada, com exageros, no dia seguinte vêm as consequências, a ressaca e algum arrependimento. A PEC 221/2019 poderá gerar os mesmos efeitos de uma festa com exageros. As lideranças do varejo sempre concordaram que o volume de trabalho a que são submetidos os trabalhadores do setor de varejo deveria ser revisto, equacionado de forma que os dois lados fossem atendidos: o trabalhador e o empreendedor. O que ocorreu, em tempos de eleições, foi um tsunami incontrolável para a aprovação da PEC, sem considerar todos os estudos apresentados por dezenas de entidades de todos os setores. E acabamos tendo, entre outros efeitos: 1. Ao mesmo tempo, redução das horas trabalhadas para 40 horas/semana combinado com redução da disponibilidade do colaborador em função da escala 5x2. Algo jamais registrado em qualquer país. 2. O menor prazo de implantação das mudanças aprovadas entre todos os países estudados variava de 4 a 10 anos; no Brasil, 60 dias na primeira fase e apenas mais12 meses para a implantação total. 3. Aumento de custos por conta da redução da jornada e escala de trabalho, sem redução salarial, bem como a aumento de mais um dia de descanso remunerado, com consequente impacto nas despesas das empresas e nos custos dos produtos. 4. Cancelamento de todos os acordos e convenções coletivas, tornando quase impossível serem renegociados em curtíssimo prazo, de 60 dias. 5. Repasse do aumento de despesas gerado pela PEC 221/2019 nas empresas que prestam serviços aos governos federal, estaduais, municipais e autarquias para os contratos em vigor, logo, aumento das despesas públicas, que, certamente, será repassado à população. 6. Leis complementares ainda a serem definidas e aprovadas, bem como normas ou regulamentos, que necessitam estar prontos para a correta implantação da PEC para não gerar insegurança jurídica. Lei aprovada, lei a ser obedecida. E começam os desafios para absorver os impactos que a PEC trará para as empresas e para a economia do país. A promulgação da PEC 221/2019 em 15/10/2026 deu início à contagem dos prazos de implantação, e o impacto é imediato. As empresas que ainda não iniciaram as adaptações na operação terão que iniciar já para que no dia 15/12/2026, em apenas 60 dias, em pleno período que antecede o aumento de vendas por conta da Black Friday e Natal, cheguem na data operando com 42 horas/ semana e a escala 5x2. Não foram consideradas as consequências que a promulgação imediata da PEC trará. Nada mudaria na PEC aprovada se ela passasse a ter seus efeitos a partir de janeiro de 2027. Resta agora trabalhar para equacionar e mitigar os efeitos da PEC, que serão sentidos na economia em 2027, tanto nos preços e na empregabilidade quanto nos resultados das empresas, ou seja, na sociedade como um todo. Esperamos que não traga efeitos negativos na economia, nas empresas e na sociedade, mas que, se houver, sejam os menores possíveis. Porém, vale lembrar que nas duas outras mudanças trabalhistas, em 1962, com a introdução do 13º salário, e em 1988, com a redução de 48 horas para 44 horas semanais, o que aconteceu nos anos subsequentes foi um aumento da inflação, o pior dos efeitos para o povo. Os tempos agora são outros, e torcemos para que isto não ocorra desta vez. A conferir no futuro próximo.
Quinta-feira, 22 de outubro de 2026 Fechamento da edição: 18h
MÍN: 13º | MÁX: 29º
O dia começa com tempo firme, sol e variação de nebulosidade.
DIVULGAÇÃO
EDUARDO SALGADO PRESIDENTE DA AARRS
REGIÃO ALTA |
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Roca Sales vive hoje a reconstrução, é muita coisa para fazer. A gente quer ser um bracinho dessa retomada e ajudar a administração pública”
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Roca Sales celebra dois anos de associação e convida cônsul do Japão ARQUIVO A HORA
entendimento mútuo e confiança entre as partes”, afirma. Ao entregar o equipamento, o governo japonês enviou adesivos para identificar a doação. “Eles sempre dizem que não é uma doação do cônsul, é uma relação do governo e da população do Japão”, conta. Salgado acredita que, em um segundo momento, deve vir outro projeto japonês para a área da educação, e cita como possibilidade a doação de notebooks. A intenção é fortalecer a parceria.
Projetos já entregues
Jantar na sexta-feira, 23, apresenta cinco projetos da entidade, entre eles o raio-X doado pelo governo japonês ao Hospital Roque Gonzales Matheus Giovanella Laste mateuslaste@grupoahora.net.br
ROCA SALES
O
cônsul do Japão, Naoki Sasahara, foi convidado para o jantar que marca os dois anos da Associação Amigos Reconstruindo Roca Sales (AARRS), nesta sexta-feira, 23, às 19h, no Salão da Comunidade
Católica. A presença ainda não foi confirmada, mas é a expectativa dos presentes. O convite é um agradecimento ao apoio do governo japonês, que doou um aparelho de raio-X ao Hospital Roque Gonzales. Segundo o presidente da associação, Eduardo Salgado, o equipamento, de R$ 300 mil, veio pelo programa Assistência para Projetos Comunitários e de
Reforma completa da Praça da Matriz foi um dos projetos coordenados pela entidade
Segurança Humana (APC), de cooperação financeira do governo japonês. O processo levou seis meses, com troca de documentos, visitas a Porto Alegre e duas vindas do cônsul anterior (Shimizu Kazuyoshi) a Roca Sales, onde ele conheceu a comunidade e o hospital. Hoje, o aparelho da Siemens faz em média 350 exames por mês. “Foi um relacionamento construído com muito respeito,
O raio-X é um dos cinco projetos que o grupo de voluntários colocou no papel nesses dois anos. Três já foram entregues e dois estão em tratativas e serão apresentados no jantar. Entre os entregues está a reestruturação da Praça da Matriz, de cerca de 1,4 mil metros quadrados, adotada pela associação pelo programa municipal Adote um Espaço Público. Com 32 empresas doadoras, o investimento ficou perto de R$ 400 mil. O espaço ganhou calçadas, rampas de acessibilidade, banheiros revitalizados, brinquedos novos, espaço para idosos, academia ao ar livre, iluminação, rede de esgoto refeita, internet aberta e três câmeras de monitoramento. O terceiro projeto, “Na Solidariedade Todos Ganham/ Placas de Rua”, prevê 32 placas com nomes de ruas, fotos e biografias de personalidades da história de Roca Sales. O conteúdo é baseado em pesquisas do historiador João Manuel, e estudantes que organizaram as
Integrantes da AARRS, CIC Roca Sales e governo municipal recebendo as placas a serem instaladas
informações com inteligência artificial. A prefeitura já recebeu as placas e deve instalá-las em breve.
Ponte e parque em foco Entre os projetos a apresentar está a ponte na rua Beira Rio, no desvio de Roca Sales. A obra, orçada em mais de R$ 6,1 milhões foi validada pelo governo municipal e tem cronograma e orçamento cadastrados na Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedur). A associação pleiteia os recursos junto ao Funrigs. Segundo Salgado, a ponte pode tirar o fluxo pesado da ERS-129 do centro e melhorar a mobilidade urbana. O outro é o estudo “Um Olhar para a Cidade”, feito com a Univates, que propõe transformar o Feijão Queimado, área atingida e que não pode mais ser habitada, em um parque de esporte e lazer. “Roca Sales vive hoje a reconstrução, é muita coisa para fazer. A gente quer ser um bracinho dessa retomada e ajudar a administração pública”, diz Salgado. Também são esperados o presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa, e a Associação de Nova Roma do Sul, cuja mobilização ajudou a reconstruir a ponte da cidade, destruída na enchente de setembro de 2023, e inspirou a entidade de Roca Sales. Os ingressos custam R$ 60 e estão com integrantes da associação, na CIC Roca Sales, na Paróquia São José e no Sicredi.
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Turno único em Roca Sales
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éficit estimado em mais de R$ 3,4 milhões leva o governo de Roca Sales a adotar turno único a partir de 1º de novembro. A princípio, a medida vale até 31 de dezembro, mas pode ser prorrogada até 28 de fevereiro do próximo ano. O horário será das 7h às 13h e inclui os gabinetes do prefeito e vice, além de seis secretarias: Administração, Fazenda, Obras e Saneamento, Serviços Urbanos e Trânsito, Agricultura e Desenvolvimento, e Assistência Social e Habitação. O prefeito Jones Wünsch, o Mazinho (PP) e o secretário da Fazenda, João de Azevedo, participaram da sessão da câmara de Vereadores de segunda-feira,
diogofedrizzi@grupoahora.net.br
DIOGO FEDRIZZI
19. Na tribuna, eles explicaram que a ação é necessária devido à severa queda na arrecadação, realidade também enfrentada por outros municípios. O recuo na receita é reflexo direto dos impactos econômicos das enchentes de 2023 e 2024 no município. O projeto foi aprovado por unanimidade pelos parlamentares. Com o turno único, a Cidade da Amizade projeta economizar cerca de R$ 350 mil por mês, resultado que garante o fechamento das contas e o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal. Mazinho assegura que serviços essenciais, como Saúde e Educação, continuam funcionando normalmente.
OAB mobiliza mulheres Integrantes da Comissão da Mulher Advogada da Subseção da OAB de Encantado organizaram uma ação pelo fim da violência contra a mulher. O grupo aproveitou a manhã do último sábado, 17, para compartilhar com as pessoas que circularam pelo centro da cidade informações sobre formas de violência, canais de proteção e denúncia, fortalecimento da rede de enfrentamento e incentivo às mulheres a romperem o silêncio. Também houve a distribuição de livretos informativos nos estabelecimentos comerciais. Importante e necessário movimento!
Novas luminárias no Centro
Eu pergunto: Quem ganha a eleição? Flávio ou Lula? Lula ou Flávio?
A substituição das luminárias do centro de Encantado é mais uma etapa do projeto de revitalização que começa a avançar. Nesta semana, a equipe da prefeitura retirou parte das antigas estruturas (foto). Tornar a área central da cidade mais bonita e atraente aos moradores e visitantes é um dos compromissos do prefeito Jonas Calvi (PSD). Até metade de dezembro, além da iluminação, a intenção é concluir a rua do Esporte e Lazer, a popular Rua Coberta, e a revitalização da Escadaria de Azulejos, ao lado do Centro Administrativo, além da decoração especial para a programação natalina. Limpeza e pintura dos cordões das calçadas também serão realizadas.
. A empresa Tercon Terraplanagem Ltda, de Encantado, foi a vencedora da licitação para executar as obras dos parques de lazer e convivência, as chamadas Intervenções de Baixo Custo (IBCs), nos bairros Navegantes, Lago Azul e Barra do Guaporé. Na próxima semana, está previsto o início da limpeza desses locais próximos ao Rio Taquari, considerados área de arraste. O município firmou parceria com o governo do Estado para a execução dos serviços de horas-máquina.
Cercamento de praças O assunto voltou ao debate na Câmara de Encantado nesta semana. E um dos locais que mais tem recebido a atenção e preocupação dos vereadores é a pracinha nos fundos da Igreja Matriz, no cruzamento da rua Sete Irmãos com a Natalício Pereira. A movimentação de veículos por todos os lados coloca em risca a segurança das crianças, argumentam os parlamentares.
. De fevereiro até setembro, cerca de 350 mil visitantes circularam por Encantado. Os dados foram apurados pelos estabelecimentos cadastrados no Censo Turístico, sistema que mapeia o fluxo e o perfil das pessoas que frequentam esses locais. . Encantado planeja a construção do Caminho da Via-Sacra no novo trajeto de acesso ao Cristo Protetor. A iniciativa envolve articulações com diversas entidades e lideranças religiosas do Brasil e até do exterior. O governo municipal, a Associação Amigos de Cristo e a Congregação Scalabriniana estão envolvidas. O projeto ainda é trabalhado nos bastidores. . As entidades de Encantado já conhecem os grupos concorrentes e a ordem de apresentação da etapa classificatória nas Danças Tradicionais Força A do Enart 2026. O GAN Anita Garibaldi é o primeiro do Bloco 3 e o CTG Giuseppe Garibaldi inicia a apresentação do Bloco 5. Aliás, expectativa grande para conhecer os temas que as duas invernadas levarão para o “Palco dos Sonhos” em Santa Cruz do Sul.
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INTEGRAÇÃO CULTURAL
DIVULGAÇÃO
Municípios promovem encontros de corais FOTOS: DIVULGAÇÃO
Jornalista tem mais de 30 anos de experiência na comunicação gaúcha
PROTAGONISMO FEMININO
Roca Sales recebe evento neste sábado, 24, enquanto Muçum movimentou mais de 200 coralistas no fim de semana passado REGIÃO ALTA
A
música coral estará em destaque neste sábado, 24, em Roca Sales. O município recebe o Encontro de Coros 2026, a partir das 18h, na Sede Social do Esporte Clube Concórdia. A programação reunirá grupos de diferentes cidades e terá como um dos destaques a estreia dos novos uniformes do Coral Municipal de Roca Sales. O evento é organizado pelo Coral Municipal, em parceria com a Secretaria de Educação e Cultura. Além do grupo anfitrião, participam o Música Reservata, de Porto Alegre; o Vocal Nota Livre, de Arroio do Meio; o Coral Municipal de Salvador do Sul; e o Coral
Sefaz, também de Porto Alegre. A programação prevê apresentações musicais e momentos de integração entre os participantes. A estreia dos uniformes marca uma nova etapa para o coral anfitrião e destaca o trabalho desenvolvido pelos integrantes. Após as apresentações, às 20h, será servido um jantar de confraternização. Durante o encontro, também haverá erva-mate e água quente gratuitas para o preparo de chimarrão. Os participantes poderão levar suas cuias. Para quem não puder comparecer, o evento terá transmissão ao vivo.
Muçum reuniu 13 grupos vocais Em Muçum, o encontro de corais foi realizado na noite do último sábado, 17, e reuniu 214 integrantes de 13 corais e grupos vocais. Organizada pelo Coral Municipal de Muçum, a programação contou com representantes de diferentes municípios em uma noite de apresentações e confraternização. O evento teve patrocínio da
Apresentação em Muçum reuniu 13 grupos na noite de sábado
Coral de Roca Sales estreou novo uniforme
Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer. O prefeito Amarildo Baldasso destacou a importância do apoio público à atividade. “Quem participa do coral dedica tempo aos ensaios, se prepara e leva o nome de Muçum para outras comunidades. É um trabalho que merece nosso reconhecimento e apoio. Queremos que o grupo tenha condições de continuar suas atividades e de promover encontros como este, que fazem parte da nossa história e são importantes para a vida cultural do município”, destacou. A presidente do Coral Municipal, Mirian Pezzi, também ressaltou a participação dos grupos e o resultado do encontro. “Foi uma alegria receber tantas vozes em Muçum e ver o nosso encontro acontecer com tanto carinho e participação. Ficamos muito felizes com o sucesso do evento e agradecemos a cada grupo que esteve conosco, ao público e à Prefeitura pelo apoio. É uma satisfação para todos nós preparar esse momento e poder compartilhar a nossa alegria em cantar”, afirmou. Participaram o Coral Municipal de Muçum; o Coral São Carlos, de Encantado; o Coral Pedras Preciosas e o Coral Municipal de Putinga; o Coral do Moinho, de Ilópolis; o Coral Municipal Encanto, de São Domingos do Sul; o Coral Passione di Cantare, de Casca; os corais municipais de Montauri e Arvorezinha; o Grupo Vocal Nero Voce e o Coro Municipal de Nova Roma do Sul; o Coral Comunicação Unicanto, de Guaporé; e o Coral Novo Brilho, de Travesseiro.
Cristina Ranzolin compartilha experiências de vida em palestra Evento ocorre amanhã, às 18h30min, no Ginásio Poliesportivo Adelson Mezacasa, com transporte gratuito para moradores do interior NOVA BRÉSCIA
A jornalista Cristina Ranzolin estará em Nova Bréscia amanhã, 23, para a palestra “Comunicação, Vida e Inspiração para as Mulheres”. O evento será realizado às 18h30min, no Ginásio Poliesportivo Adelson Mezacasa, e abordará experiências profissionais e pessoais, saúde, equilíbrio e empoderamento feminino. Para facilitar o deslocamento dos moradores do interior, o governo bresciense disponibilizará transporte gratuito. O ônibus passará pelas comunidades no retorno do transporte escolar, após deixar os alunos. Formada em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Cristina construiu uma carreira de mais de três décadas na televisão. É apresentadora do Jornal do
Almoço, da RBS TV, onde se consolidou como um dos principais nomes do telejornalismo gaúcho. Ao longo da trajetória, a profissional desenvolveu um trabalho marcado pela apresentação de notícias e pelo contato direto com o público. A experiência na televisão exige clareza na comunicação, responsabilidade na transmissão das informações e capacidade de abordar assuntos de interesse da sociedade. Além da atuação jornalística, Cristina também realiza palestras sobre comunicação eficaz, credibilidade, imagem profissional, liderança e comportamento no ambiente corporativo. Nessas atividades, compartilha conhecimentos adquiridos na profissão e situações vivenciadas ao longo da carreira. Em Nova Bréscia, a apresentação terá como foco as experiências que atravessam a vida pessoal e profissional das mulheres. A jornalista compartilhará relatos e abordará questões relacionadas à saúde, ao equilíbrio e à valorização das trajetórias individuais. A proposta é promover uma conversa sobre desafios, escolhas e experiências que fazem parte do cotidiano.
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GARGALO LOGÍSTICO
Ponte fechada sobrecarrega acesso alternativo e limita produção regional Com a travessia de Encantado a Muçum só para veículos leves e a de Anta Gorda e Guaporé interditada, caminhões se concentram em estrada de chão em Roca Sales Matheus Giovanella Laste matheuslaste@grupoahora.net.br
REGIÃO ALTA
A
interdição da ponte entre Guaporé e Anta Gorda, em vigor desde segunda-feira, 19, tirou de operação uma das principais rotas alternativas de caminhões na região alta do Vale do Taquari. Com a ponte da ERS-129, entre Encantado e Muçum, ainda em reparo e liberada só para veículos leves, o tráfego pesado passou a se concentrar principalmente no desvio (em estrada de chão) por Roca Sales. O bloqueio começou às 7h do dia 19, previsto para cinco dias, a fim de executar obras nas cabeceiras da estrutura. A decisão saiu de uma reunião com o secretário de Obras de Guaporé, Ivan Celestino; o prefeito de Anta Gorda, Xico Frighetto; o presidente da Associação dos Municípios do Alto Taquari (Amat) e prefeito de Doutor Ricardo, Álvaro Giacobbo; e o coordenador da Defesa Civil de Guaporé, Rafael Pissetti. Há também um motivo de segurança. Segundo Giacobbo, funcionários da EcoPontes que trabalhavam nas cabeceiras, com muro de gabiões, foram surpreendidos no fim de semana por um deslizamento de uma área das cabeceiras. “A tentativa de abrir outro espaço para o trânsito ficou perigosa, e a passagem de caminhões pesados deixou de ser segura”, revela. O trecho precisa de cerca de uma semana para ser ajeitado e compactado.
ÁLVARO GIACOBBO
JONES WÜNSCH
PRESIDENTE DA AMAT
PREFEITO DE ROCA SALES
É um desafio atrás do outro, e cada dia é um obstáculo diferente”
A gente precisa dar condições para o Vale do crescer e continuar se desenvolvendo”
Reabertura depende de tempo firme
Anta Gorda. Giacobbo resume a situação regional. “É um desafio atrás do outro, e cada dia é um obstáculo diferente”.
Frighetto conta que do lado de Anta Gorda serão duas cabeceiras, norte e sul; do lado de Guaporé, só a sul. A meta da semana é iniciar e finalizar ao menos parte das cabeceiras de Anta Gorda, aproveitando o tempo firme. “Nós precisamos da interdição desse trecho para poder trabalhar, porque a empresa, do contrário, voltaria para São Paulo e a gente não sabe quando eles voltariam para finalizar os trabalhos”, afirma. A previsão é de que a ponte reabra na sexta-feira, 23, mas o prazo depende das condições climáticas, a interdição pode ser ampliada em alguns dias caso o serviço não termine. Frighetto reforça a preocupação já que a previsão para novembro é de chuva e o El Niño pode vir forte. A produção regional também está em jogo. O prefeito cita milho, fumo, erva-mate, suínos e ração vindos da região Nordeste do Estado, ligada à Amesne, e do Alto Taquari, ligado à Amat. “É uma via potencial que transporta a nossa produção, mas também precisamos dar condições para que haja uma melhor trafegabilidade”, disse o gestor de
Reparo da ERS-129 chega à etapa final Na ponte da ERS-129 entre Encantado e Muçum, a recuperação do pilar entrou na etapa final, segundo a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR). Na segunda-feira, 19, as equipes secavam o entorno do pilar, com uma contenção e o apoio de caminhões-tanque, para viabilizar a concretagem. A EGR prevê concluir as últimas etapas até sexta-feira, 23, e liberar totalmente a travessia até o dia 26 de outubro. O diretor-presidente da EGR, Luis Fernando Vanacôr, afirma que o cronograma foi afetado antes pela elevação do Rio Guaporé, que dificultou o acesso dos trabalhadores e danificou estruturas provisórias do canteiro. A obra, de quase R$ 5 milhões, é do Consórcio CGJB Rio Guaporé, formado pela Construtora Giovanella, de Lajeado, e pela JB Participações Societárias. A ponte foi fechada em 24 de julho, após a identificação de danos e rachaduras em um pilar, e
pedestres e veículos leves voltaram a passar com um sistema de escoramento. Para os veículos pesados, que seguem barrados nessa ponte, há duas alternativas. Uma é seguir pela ERS-332 até Anta Gorda e
cruzar a ponte para Guaporé, rota que liga a região alta à BR-386 e que está interditada nesta semana. A outra é entrar em Roca Sales e passar pela Linha Pinheirinho, nas proximidades de Muçum. Esta virou a principal.
Desvio por Roca Sales é a única rota alternativa utilizada pelos veículos pesados. Governo municipal protocolou pedidos de recuperação da estrada junto à EGR e ao Daer
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FOTOS: MATHEUS GIOVANELLA LASTE
XICO FRIGHETTO PREFEITO DE ANTA GORDA
Nós precisamos da interdição desse trecho para poder trabalhar, porque a empresa, do contrário, voltaria para São Paulo e a gente não sabe quando eles voltariam para finalizar os trabalhos”
Roca Sales absorve o tráfego pesado O prefeito de Roca Sales, Jones Wünsch, o Mazinho, diz que alertou na semana passada para o movimento que passa por ali, em “uma estrada que não tem condições técnicas de receber um fluxo desse tamanho”. Para ele, a esperança é de que não chova durante os dias de obra em Guaporé, pois “nós já vivemos o caos aqui em períodos de chuva”. O governo não têm números atuais, mas ressalta que a circulação é intensa e exige manutenções constantes.
Ponte entre Anta Gorda e Guaporé permanece interditada durante a semana para obras nas cabeceiras
Números de agosto, de quando a ponte da ERS-129 esteve totalmente fechada, ajudam a medir o problema. Cerca de 200 veículos por dia usavam o desvio antes de o pare e siga ser implantado. O trajeto entre Encantado e Muçum por Roca Sales somava cerca de 25
quilômetros, com buracos, pontos de atolamento, paradas em curvas, trechos estreitos e moradores convivendo com tráfego intenso. O impacto chega às empresas. Segundo o presidente do Conselho da Dália Alimentos, Gilberto Piccinini, o desvio por Anta Gorda acrescentava cerca de 60 quilômetros a cada viagem enquanto a ponte da ERS-129 esteve totalmente fechada. Ele informou que circulavam diariamente pela rota interrompida cerca de 180 mil litros de leite, além de ração e animais. Sem a travessia entre Anta Gorda e Guaporé, as operações agora dependem unicamente do caminho por Roca Sales.
Ponte da Daltro Filho mira dezembro Em Roca Sales, a nova ponte da avenida General Daltro Filho
Reparos no pilar da ponte que conecta Encantado e Muçum serão concluídos até 26 de outubro
avança, e a previsão do governo municipal é de conclusão em dezembro, dependendo do clima. O investimento federal passa de R$ 14 milhões. A estrutura terá 190 metros de extensão e 11 metros de largura, um metro acima da cota da enchente de 2024, segundo a prefeitura, além de gabiões, contenção de encostas e revitalização de parte da avenida.
Ponte da General Daltro Filho em Roca Sales deve ser concluída em dezembro. Investimento federal na obra passa de R$ 14 milhões
O contrato previa 18 meses de prazo, e os trabalhos começaram em setembro de 2025, após a sondagem do solo e as adequações na tubulação. Os técnicos da Traçado, empresa que executa a obra, não divulgam o percentual de execução, apenas que está dentro do cronograma. O governo municipal afirma que a obra não está atrasada. “Estamos otimistas, a empresa nos garanti o prazo e houve uma grande evolução no andamento, principalmente sem chuvas recorrentes”, salienta o prefeito. Desde o início de setembro, o trajeto ao lado da obra está bloqueado para a continuidade dos trabalhos. Veículos leves usam a rua 31 de Março até a rua Darcí Azambuja, saindo na região da rotatória; caminhões e ônibus seguem pela rua 21 de Abril. A passagem de pedestres foi mantida, só para pessoas. Três datas orientam a região: sexta-feira, 23, com a previsão de reabertura da ponte entre Guaporé e Anta Gorda; o dia 26, para a liberação total da ponte entre Encantado e Muçum; e dezembro, para a nova ponte de Roca Sales. “A gente precisa dar condições para o Vale do Taquari crescer e continuar se desenvolvendo”, resume Mazinho.
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© Revistas COQUETEL
O primeiro presidente Massas negro da resultan- África do Sul tes da explosão de supernovas (Astr.)
"(?) da Terra", filme Significado de M. Night Shyamalan do "A", na Nosso, sigla LBA Bairro carioca do morro Pão de Açúcar em inglês
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Que preenche os requisitos estipulados
Período igual a 10% de um século
Ação dificultada pela hipermetropia Salvador Dalí, pintor espanhol
Ninfa amada por Zeus (Mit.)
Amparo Irmão de Jacó (Bíblia) Verbosíntese da atitude possessiva
Flor símbolo do Socialismo
"(?) de Paris", livro de Eça de Queirós
"(?) Você", programa de Ana Maria Braga
Formação essencial à prática do surfe
Doente, em inglês
Órgão de proteção ao direito indígena
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Organização combatida pelo Capitão América (Cin.) Suporte da palafita
Reza A arte de Roy Lichtenstein
O
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"(?) Italiano", obra de Tchaikovski Baseados em conjeturas
O primo da Cuca (Lit.)
3/hot — ice — ill — our — pop. 4/ecos. 5/hidra — merci. 6/depois. 8/capricho.
BANCO
Antiga guerrilha irlandesa
Solução D A N E B U L O S A S R E P E R C U S S Ã O L O C R I O L S I S A L S D E R O S A E S T E I O N T E R E C O S E M A I S O N A D M A S S A S C A I S N F U N A I L S I B A I L E H D R A E S T A C A C N L O R A M E R CI C A P R I C H O I A S C I O I H O A H I P O T E T I C O S 23/09 - 22/10
Virgem: Mudanças profissionais podem abrir oportunidades; valorize o diálogo e a parceria.
23/10 - 21/11
23/07 - 22/08
Leão: Conversas profundas, reconciliações e decisões financeiras marcarão o dia. Reencontros surpreendem.
22/11 - 21/12
21/06 - 22/07
Câncer: Viagens, estudos e novas ideias despertarão entusiasmo. O amor e o apoio familiar trarão alegria.
Sagitário: O lar é seu refúgio. Conversas sinceras, carinho familiar e propostas inesperadas movimentarão o dia.
22/12 - 19/01
21/05 - 20/06
Gêmeos: Criatividade e cooperação favorecem a carreira. Amor, romantismo, reconhecimento estarão em alta.
Escorpião: Reencontros e novas paixões prometem emoções. Ajuste as finanças compartilhadas.
Capricórnio: Contatos e conversas abrirão portas profissionais e financeiras. Valorize suas ideias.
20/01 - 18/02
20/04 - 20/05
Touro: Amizades e reconciliações trarão boas energias. Reforce parcerias e tenha atenção aos gastos inesperados.
Libra: Uma rotina mais leve renovará suas energias. Oportunidades financeiras e cursos estão no radar.
Aquário: Novas estratégias financeiras e mudanças profissionais prometem oportunidades.
19/02 - 20/03
21/03 a 19/04
Áries: Acolha suas emoções, fortaleça o amor e resolva pendências financeiras com delicadeza. Descanse mais.
23/08 - 22/09
HORÓSCOPO
Peixes: Sensibilidade e autoestima estarão em alta. Romance e cumplicidade marcarão o dia.
FOTOS: DIVULGAÇÃO
ENCANTADO
Condição do país integrante do G7
Obrigado, em francês
Da gestão do Cristo Protetor à mobilização solidária no Vale Vanessa Goldoni Gonzatti recebeu o troféu de Personalidade em Responsabilidade Social por trajetória que reúne acolhimento de visitantes, participação comunitária e ações sociais
Instalação portuária Rebordo de chapéu Talharim, canelone e espaguete
PRÊMIO TOP 100
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trabalho à frente do complexo do Cristo Protetor, em Encantado, rendeu à empresária Vanessa Goldoni Gonzatti o troféu TOP 100 de Personalidade em Responsabilidade Social. O reconhecimento destaca uma trajetória iniciada como voluntária, em 2021, antes de assumir a gestão do empreendimento, em 2023. Para ela, a homenagem também representa o trabalho coletivo de voluntários, entidades e profissionais envolvidos no desenvolvimento do projeto. A notícia do prêmio provocou uma reflexão sobre os primeiros anos de atuação. Vanessa recorda que o local ainda em obras, no Morro das Antenas, não dispunha de infraestrutura básica quando começou a receber visitantes. Faltavam estrada, água, energia elétrica e banheiros. Mesmo assim, o público chegava, e a equipe precisava improvisar para garantir o atendimento. “Quando você faz as coisas de forma genuína e sem interesse, você realmente não espera nada em troca. Para entender a dimensão desse prêmio, precisei olhar para trás, desde quando começamos sem nem saber direito o que estávamos fazendo”, relata. As condições de trabalho exigiam
soluções práticas. Vanessa lembra que a equipe abria pequenas valetas para conter a água e colocava papelão no chão para amenizar o frio e a umidade. A estrutura inicial contava com uma mesa cedida pelo município, um gazebo do Sicredi e uma caixa de sapato usada para receber pagamentos. Por isso, ela divide o mérito da homenagem com as pessoas que participaram da construção do projeto.
Da estrutura turística ao acolhimento A dimensão do Cristo Protetor, com 43,5 metros de altura, atrai visitantes pela grandiosidade da estátua. Para Vanessa, porém, a experiência vai além da estrutura física. A percepção mudou durante o atendimento a uma família da
Vanessa com o troféu TOP 100 de Personalidade em Responsabilidade Social
cidade de São Sepé, que havia viajado até Encantado para pedir uma graça pela recuperação da mãe, que enfrentava um câncer. Atualmente, o complexo conta com cerca de dez funcionários contratados pelo regime CLT e aproximadamente 70 trabalhadores intermitentes, que atuam principalmente nos fins de semana, em escalas de 15 a 20 pessoas por dia. A rotina inclui reuniões de feedback ao fim do atendimento aos sábados e domingos. O objetivo, conforme Vanessa, é acompanhar o trabalho e as relações com os visitantes. Ela também destaca o desenvolvimento profissional dos colaboradores, incluindo jovens que tiveram acesso a novas oportunidades de estudo e carreira a partir da experiência no empreendimento. “Ninguém fica trabalhando no Cristo apenas pelo dinheiro. É preciso ter um propósito muito maior, empatia e responsabilidade pelo acolhimento”, afirma.
Mobilização
Trabalho de Vanessa no Cristo Protetor iniciou de forma voluntária em 2021
Natural de Anta Gorda e atual presidente do Lions Clube de Encantado, Vanessa também participa de entidades como a Apae, o Consepro, a Associação SOS Habitar, o Conselho Municipal de Turismo (Comtur), o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Condema) e a Associação Cultural. Também recebeu título de Cidadã Encantadense.
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APRESENTADO POR:
Esporte vai além da competição e promove inclusão socialização e o conhecimento de novas modalidades”, afirmou. Um dos exemplos citados foi a Copa do Mundo escolar, realizada neste ano com a parceria do Sesc. A programação contou com entrada das equipes em campo, músicas, bandeiras e entrega de troféu. Os times reuniram estudantes de diferentes escolas, estratégia que buscou fortalecer a integração e diminuir rivalidades. Diogo Daroit Fedrizzi diogo@grupoahora.net.br
ENCANTADO
O
esporte como ferramenta de aprendizagem, inclusão e desenvolvimento integral dos estudantes foi o tema do 10º episódio do podcast Encantado Educa. Gravado no Encanta Hub, o programa reuniu os professores Elias Canã Vichinheski, o professor Bala, Luana Câmara e Matheus Siebenborn para apresentar experiências e conversar sobre os projetos esportivos da rede municipal de Encantado. Os convidados destacaram que a educação física não se limita à preparação para campeonatos. O trabalho envolve planejamento pedagógico, respeito às diferenças e oportunidades para que todos os alunos conheçam modalidades esportivas e desenvolvam habilidades. Segundo o professor Bala, as atividades são organizadas ao longo do ano, conforme as etapas de ensino e a estrutura das escolas. As competições fazem parte desse planejamento, mas não representam o objetivo principal. “Na escola, o foco principal não é treinar o aluno para um campeonato, e sim o aprendizado esportivo, o convívio, a
Inclusão começa nos primeiros anos Nos anos iniciais, da pré-escola ao 3º ano, as atividades priorizam o desenvolvimento motor e a socialização. Luana explicou que os docentes observam as necessidades de cada criança por meio de circuitos motores e brincadeiras. A partir dessas experiências, planejam propostas que respeitam os diferentes ritmos de aprendizagem. “Trabalhamos brincadeiras de socialização para incluir todos”, ressaltou Luana. Entre as habilidades desenvolvidas estão pular corda, aprimorar a coordenação e aprender tarefas cotidianas, como amarrar os cadarços.
Na escola, o foco principal não é treinar o aluno para um campeonato, e sim o aprendizado esportivo, o convívio, a socialização e o conhecimento de novas modalidades” PROFESSOR BALA
Trabalhamos brincadeiras de socialização para incluir todos” LUANA CÂMARA
Essas práticas também contribuem para o desenvolvimento cognitivo, pois estimulam habilidades importantes para a aprendizagem. Nos anos finais do ensino fundamental, o trabalho avança para modalidades específicas, como futsal, vôlei e basquete. Para Matheus, a educação física oferece situações que ajudam os estudantes a compreender regras e desenvolver inteligência emocional. “É na educação
PROFESSORES MATHEUS, LUANA E BALA PARTICIPARAM DA GRAVAÇÃO DO PODCAST NO ENCANTA HUB
COPA DO MUNDO ESCOLAR MOBILIZOU ALUNOS DO 4º AO 9º ANO EM PARTIDAS INSPIRADAS NO MAIOR TORNEIO DE FUTEBOL DO PLANETA
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física que a criança aprende a lidar com o conflito, a derrota e a vitória”, observou. O professor também destacou a importância do vínculo construído ao longo da trajetória escolar, do pré ao 9º ano. A convivência permite acompanhar o desenvolvimento dos alunos e trabalhar valores que ultrapassam a prática esportiva.
Saúde, disciplina e novas experiências
A formação esportiva também envolve cuidados com o corpo e a saúde mental. Bala lembrou que os professores de educação física podem deixar marcas positivas na vida dos estudantes e defendeu a prática regular de exercícios como forma de prevenção de doenças e promoção da qualidade de vida. A diversidade de experiências também foi destaque no programa. No ano anterior, estudantes municipais visitaram a pista atlética da Univates, em Lajeado, onde conheceram estruturas utilizadas em provas de atletismo, como a caixa de areia para salto em distância e os blocos de partida. Encantado também conta com iniciativas de futebol, vôlei, artes marciais, tênis de mesa, badminton e jogos de tabuleiro. As atividades incluem ainda o vôlei sentado, em parceria com a APAE, ampliando as possibilidades de participação.
SOCIALIZAÇÃO ENTRE AS CRIANÇAS É UMA DAS PROPOSTAS DAS ATIVIDADES ESPORTIVAS NAS ESCOLAS
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FÁBIO KUHN
Destino de verão tradicional de Arroio do Meio celebra 50 anos de história
F
oi no Natal de 1976 que Ereneu Reockenbach começou a vender bebidas na beira do rio Forqueta, em Arroio do Meio. Uma rocha enorme movida pelos bois serviu como a primeira mesa do negócio improvisado. Mal sabia na época que essa seria a modesta origem de um dos pontos de veraneio mais tradicionais do Vale. O Camping do Irineu chega a temporada 2026/2027 celebrando cinco décadas de história e com cada vez mais novidades. As portas do espaço de lazer já estão abertas ao público nos sábados e domingos, a partir das 8h30min. Por um valor de R$ 15,00, a pessoa pode aproveitar toda a estrutura composta por churrasqueiras, banheiros, área kids, acesso ao rio e amplo espaço verde. As crianças menores de 10 anos não pagam. A mudança introduzida nesse ano será a permissão de acampamentos. O camping já permitia a modalidade com aluguel de barracas e motorhomes. Agora também libera aos campista que possuem sua estrutura própria. Na área gastronômica, o charmoso biergarten com mesas ao ar livre serve lanches, bebidas e prato feito.
Festival de Rock do Estaleiro O Restaurante Estaleiro, em Imigrante, prepara uma programação especial para o dia 24 de outubro, com a realização do Festival do Rock. A partir das 10h, o público poderá aproveitar o encontro de motos e carros antigos, além de apresentações musicais de ZZ Brothers, Paulo Bottezzini & Sérgio Horn, Tchê
Rock, Good Times Band e DJ Júlio. O ingresso custa R$ 20. Para quem deseja aproveitar o almoço, o valor é de R$ 55, com direito à entrada no evento. As reservas e demais informações podem ser obtidas pelo WhatsApp (51) 98161-2510 ou no Instagram, em @estaleiroimigrante.
Como seria o Vale em “Os Simpsons”? Interessados em saber mais sobre o ponto turístico podem acessar a página @campingdoirineu no Instagram.
Rocha usada por Ereneu Rockenbach 50 anos atrás para venda de bebidas ainda decora o camping que leva seu nome
Já imaginou como seriam os destinos do Vale do Taquari caso vivêssemos em um desenho? Pois, com a ajuda da inteligência artificial, transformamos vários pontos turísticos daqui, como a Barragem Eclusa, em cenário de “Os Simpsons”. O post completo no Instagram está disponível no QR Code.