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A Hora – 22/09/2026

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ASSINATURA 51 3710.4200 51 99352.6402

ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR Terça-feira, 22 de setembro de 2026 | Ano 25 - Nº 4186 | R$ 5,00 (dia útil) R$ 9,00 (fim de semana)

Famílias vivem drama outra vez Teutônia debate REGULAMENTAÇÕES

GABRIEL SANTOS

novas regras no transporte

Projetos sobre aplicativos, motofrete e táxis estão nas comissões da câmara. Ciclomotores e motoelétricas seguem sob regras federais. PÁ G I N A | 12

OPINIÃO RODRIGO MARTINI

Renovação do Funrigs é fundamental ao estado

FORA DE CASA

Chuva de 200mm em um dia faz rio subir e mobiliza autoridades para remoção de moradores em áreas de PÁ G I N A S | 6 e 7 inundação. Serviço Geológico do Brasil projeta nível acima dos 25 metros em Lajeado

Presidenciáveis precisam se comprometer de forma aberta com a destinação de recursos bilionários para a reconstrução do RS. PENSAR ELEIÇÕES

Urnas recebem dados para votação no dia 4 MAIRA SCHNEIDER

FERROVIA E SEGUROS

Vale entra no futuro da Malha Estudo iniciado ontem inclui cargas e turismo da região no modelo da próxima concessão

Equipamentos passam por carga de sistemas, testes e lacração antes da distribuição às seções eleitorais. No cartório de Lajeado

são preparadas 321 urnas para os oito municípios da regional, além de 100 equipamentos de contingência. PÁ G I N A | 5

Análise contratada pelo BRDE considera o potencial logístico do trecho e a exploração turística, hoje sujeita à autorização da concessionária para operar. Relatório preliminar sai em dezembro e a versão final

em julho de 2027. Os estados do Sul usarão o documento para negociar mudanças na proposta federal. Junto com isso, governo gaúcho lança R$ 402 milhões em fundos para seguros e empresas. PÁ G I N A | 3

Ramatis defende uso de impostos para infraestrutura Candidato à Assembleia Legislativa pelo PL se declara contra o atual modelo de concessão de rodovias e tem na agropecuária outra das principais pautas de campanha. PÁ G I N A | 5


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Terça-feira, 22 de setembro de 2026

E D I TO R I A L

A B R E A S PA S

Alerta que se repete

M

ais uma vez, o Vale do Taquari acompanha a elevação do rio com apreensão. Em poucas horas, a chuva intensa provocou alagamentos, bloqueios de estradas e remoção de famílias. A previsão de que o Taquari supere a maior cheia registrada em 2026 reforça uma constatação que a região conhece há tempos: eventos extremos deixaram de ser exceção. A resposta imediata das Defesas Civis mostra a importância do monitoramento e da preparação. A retirada preventiva de moradores, a abertura de abrigos e a interdição de áreas de risco evitam que uma situação potencialmente grave se transforme em tragédia. O trabalho das equipes municipais e estaduais, nesse contexto, merece reconhecimento.

As chuvas dessa segunda-feira mostram que não existe intervalo confortável diante das mudanças no comportamento do clima” Mas cada nova cheia também expõe o quanto ainda há por fazer. O Vale não pode se limitar a reagir quando o rio sobe. É preciso avançar no planejamento urbano, no reassentamento de famílias em áreas vulneráveis, na recuperação de encostas e estradas e, sobretudo, em sistemas cada vez mais eficientes de prevenção e alerta. As chuvas dessa segunda-feira mostram que não existe intervalo confortável diante das mudanças no comportamento do clima. A reconstrução da região precisa incorporar essa realidade. Preparar o Vale para a próxima enchente não pode começar quando a água já estiver subindo.

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Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. Impressão Zero Hora Gráfica

Diretor Executivo: Adair Weiss Diretor Editorial e de Produtos: Fernando Weiss

“Uma tradição que começa na natureza, gera sustento e chega à mesa” ARQUIVO PESSOAL

Bárbara Moisinho, da Agroindústria Favo de Mel, de Marques de Souza, compartilha a trajetória da família na apicultura e a importância da atividade para a geração de renda e a preservação ambiental Maira Schneider

mairaschneider@grupoahora.net.br

Como começou a história da família com a apicultura?

A nossa história começou há cerca de 35 anos, com nossos avós, inicialmente para o consumo da família. Também tivemos a influência de um vizinho, um dos precursores da atividade na região, que incentivava a comunidade a plantar diferentes espécies para garantir alimento às abelhas durante todo o ano. Essa prática colaborativa tornou-se parte da nossa cultura e permanece até hoje. Na vida adulta, a apicultura ganhou ainda mais significado por meio do meu pai, que manteve a tradição da família. Assim, passei a me envolver com a atividade e, posteriormente, com a comercialização dos produtos da nossa agroindústria.

O que a produção de mel representa para a família?

A produção de mel é muito importante para a nossa família, inclusive financeiramente. Hoje, três núcleos familiares dependem diretamente dessa atividade, que também envolve amigos que se tornaram parte dessa história. Para nós, a apicultura une sustento, trabalho coletivo e preservação ambiental. Todos participam, desde o plantio e cuidado com as árvores até o manejo das colmeias, colheita, beneficiamento e comercialização. É uma tradição familiar que começa na natureza e chega à mesa do consumidor, e que queremos preservar para as próximas gerações.

Quais são os principais produtos da apicultura que vocês produzem?

Hoje, o nosso principal produto é o mel,

que é o carro-chefe da nossa produção, tanto o mel com favo quanto o mel sem favo. Além do mel, também trabalhamos com própolis, que é outro produto importante da nossa linha de produtos da apicultura.

Como funciona o trabalho da família, da criação das abelhas à comercialização?

O trabalho é bastante coletivo e envolve vários familiares. O manejo dos apiários, o plantio e a preservação das árvores, a colheita e a limpeza são realizados com a participação de sobrinhos, irmãos e outros familiares. Já a parte mais direta da produção e da comercialização fica principalmente sob responsabilidade da Zilda e de seus dois filhos, que também atuam na embalagem dos produtos e nas entregas aos clientes.

Quais cuidados garantem a qualidade do mel e dos produtos?

A qualidade do mel começa com a saúde das abelhas e o ambiente onde vivem. Por isso, é fundamental ter vegetação diversificada, boa oferta de flores e água de qualidade, fatores que influenciam diretamente na produção. Também fazemos o manejo adequado das colmeias, com suplementação quando necessário e uso correto dos equipamentos de proteção. Após a colheita, mantemos os cuidados com a higienização dos utensílios e o armazenamento e transporte adequados do mel.

Como a família mantém a atividade ao longo das gerações? O trabalho coletivo e o respeito pelo meio ambiente. A produção de mel é a principal fonte de renda de nossas famílias, garantindo sustento, estudo e qualidade de vida. A participação de mulheres e jovens também é fundamental, trazendo novas ideias e formas de trabalhar e comercializar os produtos. Além disso, buscamos diversificar a produção para enfrentar a sazonalidade e manter as vendas durante todo o ano. Assim, preservamos uma tradição familiar que gera renda e pode seguir para as próximas gerações.

O que a participação na Expointer representa para a família e os produtos?

A participação na Expointer foi uma oportunidade de fortalecer a confiança dos clientes e apresentar não apenas o nosso mel, mas também a história por trás dele. No Pavilhão da Agricultura Familiar, pudemos aproximar o meio rural do urbano, conversar com os consumidores e mostrar todo o processo, do cuidado com o meio ambiente até o produto chegar à mesa. Também valorizamos a participação das crianças, para aproximá-las da apicultura e incentivar o consumo de produtos naturais. Temos orgulho do Vale do Taquari, que oferece condições favoráveis às abelhas e à qualidade do nosso mel. Por isso, somos gratos à Fetag pela oportunidade de apresentar nosso trabalho e representar a agricultura familiar na Expointer.


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Terça-feira, 22 de setembro de 2026

SEGURO E LOGÍSTICA

Governo lança R$ 402 milhões em fundos e inicia estudo da Malha Sul FILIPE FALEIRO

Plano gaúcho amplia seguro contra enchentes e cria mecanismo para financiar empresas. No transporte, BRDE e os três estados do Sul iniciam diagnósticos para sobre ferrovias para modificar o modelo federal

Entenda os planos Fundo Gaúcho de Riscos Climáticos O que é: reserva pública de R$ 102 milhões para os riscos financeiros das enchentes. Para que serve: estimular seguros contra inundações e ampliar os recursos para indenizar moradores e proteger prédios públicos.

Filipe Faleiro

filipe@grupoahora.net.br

ESTADO

O

governo do Estado apresentou dois fundos públicos com R$ 402 milhões e um estudo próprio para interferir na próxima concessão da Malha Sul. O detalhamento ocorreu em cerimônia na manhã de ontem, no Palácio Piratini. As medidas tratam da proteção contra enchentes, do financiamento às empresas e da recuperação ferroviária. Com relação à Malha Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul contratam uma análise independente para levar à União uma proposta conjunta. “Queremos ter mais estofo nos estudos para articular aquilo que defendemos junto ao governo federal”, afirma o governador Eduardo Leite. Conforme ele, os estados decidiram “pensar juntos e defender juntos” os interesses do Sul. O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) financia o estudo sobre operação, investimentos, regulação, gargalos físicos e acesso aos portos. O consórcio reúne Alvarez & Marsal, EC Projetos e Machado Meyer. “Buscamos atender aos interesses dos estados, não ao da concessão”, sustenta o diretor do BRDE, Leonardo Busatto. O plano de trabalho sai em 30 dias, o relatório preliminar até dezembro e a versão final em julho de 2027. Como a concessão da Rumo será prorrogada de março de 2027 a março de 2029, o governador considera possível incorporar o diagnóstico, basta transferir o leilão para dezembro de 2027. Em um primeiro momento, o governo federal pretende lançar o edital da concessão no primeiro semestre do próximo ano.

Como funciona: compra Letras de Risco de Seguro emitidas por seguradoras. Sem enchente, o dinheiro rende pelo CDI, acrescido de um prêmio. Com o desastre previsto no contrato, absorve parte das perdas.

Críticas ao modelo federal O secretário estadual dos Transportes, Clóvis Magalhães, rejeita a divisão federal da malha em três lotes. Afirma que os números indicam baixa viabilidade e deixam de fora cadeias produtivas gaúchas. “Não é um ato de vontade, de ser contra ou a favor. Trabalhamos com dados efetivos.” Segundo Magalhães, a concessão terá 30 anos e precisa recuperar o acesso ao Porto do Rio Grande e os trechos atingidos pelas cheias. Até agora, há obras em 18 quilômetros entre Vespasiano Corrêa e Muçum, necessários à retomada do Trem dos Vales.

CLÓVIS MAGALHÃES SECRETÁRIO ESTADUAL DOS TRANSPORTES

O modelo do Vale já faz parte do estudo. O trecho ainda tem capacidade logística, não apenas para o turismo, mas também para o escoamento da produção”

Olhar para o Vale De acordo com Magalhães, o estudo também incluirá o trecho do Vale do Taquari. A região defende que a exploração turística conste no edital, sem depender de uma autorização da concessionária para cada passeio. “O modelo do Vale já faz parte do estudo. O trecho ainda tem capacidade logística, não apenas para o turismo, mas também para o escoamento da produção”, realça Magalhães. Linhas sem perspectiva imediata para cargas também poderão receber projetos turísticos, opina.

Governador, equipe de governo e BRDE apresentaram plano com três eixos: seguro para áreas com risco de enchentes, financiamento para empresas e estudo sobre a ferrovia

LEONARDO BUSATTO DIRETOR DO BRDE

Menos de 10% dos prejuízos cobertos A enchente de 2024 deixou 184 mortos, 806 feridos, 2,4 milhões de pessoas afetadas e 581,6 mil desabrigados. O Estado calcula R$ 25,2 bilhões em danos materiais, R$ 30,5 bilhões em perdas produtivas e R$ 8 bilhões em prejuízos habitacionais. Apesar do recorde de indenizações, os seguros cobriram menos de 10% desse impacto. “Para ampliar a segurança das pessoas, criamos o fundo climático”, realça o governador. Neste primeiro momento, o aporte será de R$ 102 milhões para ampliar a oferta de apólices, primeiro para residências e prédios públicos. O modelo prevê a compra de Letras de Risco de

Fundo Fácil RS O que é: fundo de R$ 300 milhões que compra títulos de dívida de empresas gaúchas. Não é repasse sem devolução. Para que serve: ampliar o acesso ao mercado de capitais e substituir parte dos incentivos de ICMS. Como funciona: investidores privados precisam adquirir pelo menos 60% dos títulos. Depois, o fundo pode comprar até 40%, limitado a R$ 30 milhões por operação e nas mesmas condições do mercado.

Estado entra com até 40% EDUARDO LEITE GOVERNADOR

Queremos ter mais estofo nos estudos para articular aquilo que defendemos junto ao governo federal” Seguro emitidas por seguradoras. Sem enchente, o dinheiro rende pelo CDI, acrescido de um prêmio. Com o evento previsto no contrato, o fundo assume parte das perdas e reforça as indenizações.

Em outra frente, o Estado elaborou o Fundo Fácil RS. São R$ 300 milhões como alternativa aos incentivos de ICMS, que diminuem 10% ao ano entre 2029 e 2032 e terminam em 2033. O Estado passa a comprar títulos de dívida emitidos pelas empresas. A operação depende da compra de ao menos 60% dos títulos por investidores privados. O fundo entra com os 40% restantes, limitado a R$ 30 milhões por operação. O programa atende empresas gaúchas com faturamento anual de até R$ 500 milhões. Mais de 500 foram mapeadas.


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Terça-feira, 22 de setembro de 2026

PRORROGAÇÃO DO PRAZO

Luta pelo Funrigs precisa ser pública e notória

rodrigomartini@grupoahora.net.br

RODRIGO MARTINI

O

governo federal suspendeu a cobrança da dívida do Estado com a União em maio de 2024, e a medida é válida até maio de 2027. O acordo inicial, balizado pelo Congresso Nacional, era suspender a dívida por três anos. E isso vai gerar algo em torno de R$ 14 bilhões para investimentos em resiliência climática e reconstrução. Boa parte desses bilhões já foi investido, e outra fatia está designada para projetos ainda sob análise. E mesmo assim os investimentos ainda são insuficientes. Diante do quadro, é vital que o

próximo presidente se comprometa com a prorrogação do prazo do Fundo de Reconstrução do Rio Grande do Sul, o “Funrigs”, alimentado com os recursos bilionários da suspensão temporária da dívida. Há quem diga que os dois principais candidatos, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), já sinalizaram aos principais candidatos a governador (a) do RS que, sim, o Funrigs será renovado. É um alento, sim. Mas ainda é preciso garantir o comprometimento público e notório por parte dos presidenciáveis. E antes do dia 4 de outubro, de preferência!

Candidato sob risco no Vale A corrida de Tenente Hampel (Democrata) por vaga na Câmara dos Deputados sofre um duro golpe. No domingo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou o indeferimento do registro de toda a chapa proporcional do partido Democrata no Rio Grande do Sul – a origem da pendência legal remonta ao início de agosto, e decorre da ausência de prestação de contas relativas aos exercícios de 2018, 2019 e 2020. A sigla ainda dispõe de instrumentos legais para tentar reverter o impedimento. E Hampel, que não teve nada a ver com a pendência, dependerá do recurso para seguir na luta.

LOGÍSTICA AÉREA

Semana decisiva ao Aeródromo Regional de Estrela O governo de Estrela quer finalizar nesta semana um modelo de parceria público privada para a pavimentação do Aeródromo Regional. A ideia é firmar acordo com empresa para aplicar a chamada “excepcionalidade do ICMS”. Ou seja, o ente privado investe o valor necessário à obra de pavimentação, e na sequência o mesmo valor será abatido do imposto devido ao Estado.

É o mesmo sistema do Programa de Incentivo ao Acesso Asfáltico (PIAA/RS), que permite às empresas e cooperativas a destinação de até 5% do seu ICMS devido para financiar e executar diretamente obras de pavimentação e melhoria em estradas estaduais e municipais. E se a parceria não sair do papel, o governo quer usar dinheiro do recente financiamento para executar a obra.

MARQUES DE SOUZA

Prefeito observa vizinhos e estuda contratar financiamento A administração municipal de Marques de Souza iniciou estudos para verificar a possibilidade de contratar operação de crédito para obras estruturantes. O movimento ainda é incipiente. Mas o prefeito Fábio Mertz (PP) confirma diálogo

com a prefeita de Estrela, Carine Schwingel (União Brasil), que já finaliza os trâmites para assinar um financiamento de até R$ 150 milhões com o governo federal. “A equipe está trabalhando para ver se nos enquadramos e qual o limite”.

EM SOLO ESTRELENSE

Todos de olho no comando da federação “União Progressista” Prefeita de Estrela, Carine Schwingel é filiada ao União Brasil, partido que consolidou uma federação com o PP – a “União Progressista”. E, como todo bom estrelense já sabe, o PP é a principal sigla adversária da administração municipal. Os dois únicos vereadores de oposição são do PP, por exemplo. Além de outros correligionários que são adversários ferrenhos da gestora. Pois bem. Ocorre que alguém precisa coordenar a Federação em âmbito municipal. Carine não quer perder a oportunidade, e tampouco ficar nas mãos do “inimigo” – e isso vale aos Progressistas, também. A escolha será por votação. E quem pode definir é a alta cúpula do PP. Ou seja, sai na frente quem estiver mais próximo e alinhado com os líderes Progressistas no RS.

TIRO - Em entrevista ao programa Frente e Verso, a prefeita de Estrela afirmou que um agente ligado a um partido adversário teria realizado movimento para impedir o envio de uma emenda já prometida ao município. Carine Schwingel (União Brasil) não citou nomes. - Ainda em Estrela, o governo municipal finaliza os trâmites para conquistar R$ 150 mil em patrocínio da Caixa Econômica Federal para a realização da programação de Natal. - Será necessária uma nova enchente para muitos candidatos – e candidatas – voltarem a debater sobre a vulnerabilidade de centenas de municípios gaúchos? Aliás, não estamos gastando muita energia com STF e Banco Master e pouca energia para debater os nossos problemas locais? - Em tempo, nem é preciso ocorrer uma enchente para nos relembrar os problemas de assoreamento de córregos e arroios, falta de drenagem pluvial, encanamentos entupidos e etc. Bastam as chuvas! - Ontem, na Rede Record, uma cena rara: Juliana Brizola (PDT) e Luciano Zucco (PL) também participaram do debate entre candidatos a governador do RS. - Sobre o debate, chamou a atenção uma fala do também candidato Gabriel Souza (MDB) sobre a coligação de Juliana: “O PT é como uma pantufa. Confortável para usar em casa, e feio para sair na rua”. Ela não respondeu.

Univates em Salta Já visitei duas vezes a belíssima e histórica cidade de Salta, no noroeste da Argentina. Tenho um carinho especial pela capital da província homônima, por onde recentemente peregrinei e conheci novas culturas e sabores em muito boa companhia. Um apreço que aumentou com a possibilidade de uma cooperação institucional entre a Universidade Católica de Salta e a Univates. O pré-acordo é voltado à área da Arquitetura e Urbanismo. Aliás, a cidade argentina, apelidada de “La Linda”, se destaca pelo

valioso conjunto de construções coloniais, neoclássicas e heranças andinas. E tomara que inspire estudantes, docentes, empresários, gestores, profissionais, articulistas, vereadores...


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Terça-feira, 22 de setembro de 2026

Cartório Eleitoral prepara urnas para votação em oito municípios MAIRA SCHNEIDER

Urnas eletrônicas passam por preparação e testes. Em Lajeado, ao todo, 421 equipamentos serão preparados para as eleições de 4 de outubro

Equipamentos passam por carga de sistemas, testes e lacração antes da distribuição às seções eleitorais Maira Schneider

mairaschneider@grupoahora.net.br

COMO FUNCIONA

LAJEADO

Carga Sistemas e dados da eleição são inseridos nas urnas. Testes Equipamentos e informações passam por conferência. Lacração Após a verificação, as urnas são lacradas e ficam prontas para a votação. Distribuição Os equipamentos são encaminhados aos locais de votação.

O

Cartório da 29ª Zona Eleitoral, com sede em Lajeado, iniciou a preparação das urnas eletrônicas que serão utilizadas nas eleições de 4 de outubro. Ao todo, 321 equipamentos destinados aos oito municípios da zona eleitoral, além de 100 urnas de contingência, passam pelo procedimento até sexta-feira, 25. A preparação inclui a geração das mídias, carga dos sistemas e dos dados necessários para a votação, conferência dos equipamentos, testes operacionais e lacração das urnas. Conforme o técnico judiciário do Cartório de Lajeado, Júlio César Cirolini, o trabalho é realizado no cartório e envolve diferentes etapas de verificação para reduzir o risco de falhas. “Cada eleitor apto no fechamento do cadastro em maio terá os seus dados carregados no sistema da urna da seção em que vai votar. Contamos com o apoio de auxiliares que nesse período próximo às eleições ajudam nesse processo, até porque a conferência precisa ser feita por mais de uma pessoa em momentos diferentes para não deixar passar nenhum erro durante o processo de preparação das urnas”, explica.

CALENDÁRIO NA REGIÃO Preparação por município Para facilitar a organização, os equipamentos são separados conforme o município de destino. Lajeado, que concentra o maior número de urnas, terá o procedimento realizado entre quarta e sexta-feira. Após a carga dos sistemas, os equipamentos passam pelos testes e pela conferência final. Na sequência, são lacrados e acondicionados nas caixas que serão encaminhadas aos locais de votação. A distribuição começa no sábado pela manhã, dividida em 12 roteiros.

Orientação aos eleitores JÚLIO CÉSAR CIROLINI TÉCNICO JUDICIÁRIO DO CARTÓRIO ELEITORAL DE LAJEADO

Orientamos os eleitores a levarem anotados os números dos candidatos escolhidos para evitar esquecimentos diante da urna e agilizar a votação”

Cirolini também orienta os eleitores a levarem anotados os números dos candidatos escolhidos. “Que as pessoas levem uma “colinha” com os números para que não ocorram esquecimentos em frente à urna e para agilizar o processo de votação”, reforça. A preparação ocorre em todas as zonas eleitorais do Rio Grande do Sul. Conforme o cronograma da Justiça Eleitoral gaúcha, a carga das urnas deve ser concluída até 28 de setembro.

67ª Zona Eleitoral – Encantado Iniciou na sexta-feira, 18 21ª Zona Eleitoral – Estrela Iniciou ontem 29ª Zona Eleitoral – Lajeado Iniciou ontem 125ª Zona Eleitoral – Teutônia Inicia hoje 56ª Zona Eleitoral – Taquari Iniciou ontem 93ª Zona Eleitoral – Venâncio Aires Iniciou ontem 104ª Zona Eleitoral – Arroio do Meio Iniciou ontem 145ª Zona Eleitoral – Arvorezinha Inicia hoje


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Terça-feira, 22 de setembro de 2026

TERCEIRA DO ANO

Modelos da Defesa Civil projetam maior cheia de 2026 na região Quantidade registrada nas primeiras horas da segundafeira nas cabeceiras do Taquari aceleram subida no nível do rio e indicam inundação que deve ultrapassar maiores marcas registradas no ano. Primeiras famílias foram retiradas de casa ainda na tarde de ontem Karine Pinheiro

karine@grupoahora.net.br

Jhon Willian Tedeschi Colaboração

VALE DO TAQUARI

U

ma nova elevação do Rio Taquari volta a mobilizar municípios do Vale. A cheia ocorre sob uma dinâmica marcada pelo elevado acumulado de chuva intensa que atingiu o estado nessa segunda-feira, 21, com impacto em diferentes regiões da bacia hidrográfica do TaquariAntas em menos de 24 horas. Foram registrados alagamentos, interdições e retirada de famílias em áreas de risco. A Defesa Civil estadual coloca a região da bacia do Rio Taquari como área com risco de inundação, em aviso publicado no início da noite de ontem. De acordo com a projeção hidrológica, o nível do Taquari deve ultrapassar o maior evento de cheia de 2026 – no mês de julho. O comunicado vale até quarta-feira, 23, e também abrange as bacias dos rios Jacuí, Caí, Paranhana e dos Sinos. O Serviço Geológico do Brasil (SGB) iniciou as publicações de boletins de alerta sobre os níveis

do Taquari ao meio-dia dessa segunda-feira, 21. O mais recente, antes do fechamento desta edição, emitido às 18h, indicava uma projeção onde o rio chegaria a 22,13 metros até à meia-noite desta terça-feira. A MetSul Meteorologia foi na mesma linha de indicar possibilidade de transtornos no Vale. A análise compreende, além do volume de chuvas registrado desde as primeiras horas da segunda-feira, a vazão nas estações da Ceran, na Serra Gaúcha. O balizador está na Usina Castro Alves, que abrange o curso do Rio das Antas. A diferença está nos rios Carreiro e Guaporé, que apresentam fluxos menores. Coordenador regional da Defesa Civil, o coronel Ivan Alves projetava ao longo da segunda que o nível do Taquari, pela medição de Lajeado, superaria a marca de inundação. “Vai depender ainda da quantidade e o período da chuva. Nós tivemos muitas chuvas nas cabeceiras, então estamos trabalhando com a cota acima da marca de inundação.” Outro fator de atenção está no risco de movimentação de terra. O coordenador regional pontua que Muçum é um dos municípios que pode ter situações do tipo. Em

CORONEL IVAN ALVES COORDENADOR REGIONAL DA DEFESA CIVIL

Já entramos em contato com cada município referente à suas localidades. Cada coordenador municipal sabe os locais e sabe de que forma tratar o assunto” nível estadual, foram emitidos alertas de risco moderado para Lajeado, Estrela e Arroio do Meio. “Já entramos em contato com cada município referente à suas localidades. Cada coordenador municipal sabe os locais e sabe de que forma tratar o assunto.”

Famílias em abrigos Em Lajeado, a Defesa Civil iniciou no fim da tarde a remoção de moradores que ainda residem em cotas de 20 e 21 metros. Cerca de 70 famílias, que somam aproximadamente 170 pessoas, foram incluídas na mobilização. O

Rápida elevação das águas surpreendeu a comunidade regional

abrigo foi montado no pavilhão 01 do Parque do Imigrante, no Bairro Alto do Parque, mesmo local onde fica a base da Defesa Civil de Lajeado. A Defesa Civil de Estrela também manteve atenção sobre moradores a partir da cota de 21 metros. A estimativa inicial apontava dez residências e cerca de 40 pessoas na área que poderia ser afetada. Já em Encantado, famílias residentes na cota de 12 metros – início da cota de inundação no município – foram removidas de forma preventiva. Uma família em Teutônia foi retirada de casa no bairro Teutônia, após o avanço de águas que colocavam os moradores em risco. E em Cruzeiro do Sul, a administração municipal iniciou a remoção de pessoas que residem nas cotas 24 e 25 do Rio Taquari.

Chuva eleva níveis

Em Lajeado, remoção de famílias que residem nas cotas mais baixas iniciou ainda na tarde de ontem

O volume de chuva foi elevado em diferentes pontos da bacia do Taquari-Antas. Os maiores acumulados foram registrados em cidades da Serra Gaúcha, como Caxias do Sul, com 217 milímetros, e Flores da Cunha, com 200 milímetros. No Vale do Taquari, Muçum e Arvorezinha acumularam mais de 160 milímetros. Além da chuva, o Vale do Taquari teve registros de queda de granizo, vendavais, descargas elétricas e fortes rajadas de vento.

Impacto na mobilidade Nas primeiras horas da segunda-feira, a chuva intensa provocou bloqueios em diferentes pontos da região. Além de vias municipais impactadas por transbordamento de rios e arroios, passagens em estradas estaduais e federais também foram interrompidas. O acesso a Marques de Souza, pela BR-386, ficou inviabilizado pelo acúmulo de água. A travessia pela ponte baixa entre Marques de Souza e Travesseiro também foi interrompida devido a elevação do Rio Forqueta. Outra passagem impactada pela subida do Rio Taquari, foi a ERS-129, na região de Colinas. Já em Encantado, a queda de uma barreira na Subida da Lagoa da Garibaldi, que dá acesso ao Cristo Protetor e a Capitão, bloqueou a via. Em Estrela, a ponte da Tangará, sobre o arroio Boa Vista, em Novo Paraíso, foi interditada pela Defesa Civil. A estrutura funciona como rota alternativa à BR-386. A passagem foi bloqueada após o arroio ultrapassar o limite de segurança. A elevação de arroios também interrompeu acessos entre Roca Sales e Muçum e entre Muçum e Santa Tereza. Moradores de Guaporé precisaram deixar as residências com auxílio de máquinas devido aos alagamentos. A água avançou sobre áreas residenciais e


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Terça-feira, 22 de setembro de 2026

Acumulados de chuva na bacia do Taquari-Antas (entre meia-noite e 18h de ontem) Caxias do Sul – 217 mm Flores da Cunha – 200 mm Farroupilha – 195 mm Santa Teresa – 193 mm Bento Gonçalves – 187 mm Guaporé – 169 mm Muçum – 167 mm Arvorezinha – 161 mm Ilópolis – 141 mm Marques de Souza – 137 mm Boqueirão do Leão – 136 mm Dois Lajeados – 131 mm Arroio do Meio – 122 mm

Previsão do tempo

FOTOS: GABRIEL SANTOS

atingiu imóveis. Equipes locais atuaram no auxílio às famílias e no monitoramento dos pontos afetados. O transbordamento de arroios alagou vias e cobriu trechos de estradas.

Duas mortes no RS Os efeitos ultrapassaram os limites do Vale, com registros de morte na Serra Gaúcha e na Zona Sul do estado. Em Pelotas, a Polícia Civil confirmou a morte de um motociclista que teria colidido contra um fio que atravessava a rua. O óbito foi relacionado aos eventos do Aviso Hidrometeorológico e incluído no balanço de danos humanos. Os temporais provocaram ainda feridos e danos em diferentes

áreas da cidade. Um homem ficou gravemente machucado após cair de um telhado durante um reparo, enquanto outras tiveram ferimentos leves. O Samu recebeu pelo menos 57 chamados e fez 12 atendimentos. O município também sofreu com desabamento e danos em outros imóveis. Em Caxias do Sul, o Corpo de Bombeiros Militar localizou o corpo de uma mulher após um veículo ser levado pela enxurrada. Duas crianças que estavam no automóvel ainda não haviam sido localizadas. Na Serra, a corporação também faz buscas por outras pessoas desaparecidas. Também houve ocorrências em Nova Petrópolis, Gramado, Canela e Bento Gonçalves.

Terça-feira Instabilidades se afastam do Vale. Em função disso, o dia começa com nebulosidade e ainda pode chover de forma fraca e irregular na primeira metade do dia. Mas, conforme o ar mais seco e frio ingressa no Estado, o tempo melhora e o sol volta a aparecer na região. Com a atuação do vento sul as temperaturas diminuem gradualmente, e a mínima deve ser registrada à noite. Min: 10 ºC Máx: 18 ºC Quarta-feira O tempo fica firme no Vale devido a aproximação de uma massa de ar mais seco e frio sobre o Estado. O dia começa com temperaturas baixas, principalmente nos pontos mais altos da região. Ao longo do dia, o sol aparece acompanhado de nuvens, mas as temperaturas não sobem muito e proporcionam uma tarde amena na região. Min: 8 ºC Máx: 18 ºC


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Terça-feira, 22 de setembro de 2026

DIVULGAÇÃO

vinibilhar@grupoahora.net.br

VINI BILHAR

Complexo comercial com agência da Sicredi projeta operação até 2028

U

m novo complexo comercial está em desenvolvimento e promete ampliar a oferta de serviços e estrutura para associados e comunidade. O local é o antigo campo do Lajeadense, no bairro Florestal. O endereço já recebe o Via Atacadista desde dezembro de 2025. A estrutura prevê edificações de até nove pavimentos, com um andar dedicado a estacionamento e os demais voltados a atividades comerciais. Entre as obras em andamento está o Anexo Via, com 3.220,19 m², que abrigará operações como Calçados Pittol e Bazar Rodrigues. Já o edifício da Sicredi, somado a duas lojas, totaliza 1.214,84 m² e teve as fundações concluídas em setembro. Também está em fase de estudo

DIVULGAÇÃO

Medical San celebra 32 anos

um prédio comercial de cerca de 12 mil m², com estrutura pré-fabricada, ampliando o potencial do empreendimento. O complexo contará com mais de 150 vagas externas de estacionamento, além das vagas já disponíveis no telhado do Via Atacadista e no interior dos prédios.

A nova agência da Sicredi terá cerca de 700 m² e busca oferecer mais conforto, segurança e praticidade, fortalecendo o relacionamento com os associados. A previsão é de conclusão das obras até o fim de 2027 ou início de 2028.

A Medical San comemorou 32 anos na quarta-feira, 16 de setembro, com uma trajetória iniciada em Lajeado e consolidada hoje com uma moderna sede, em Estrela. A celebração reuniu colaboradores, sócios-fundadores e direção, destacando o crescimento e o impacto da empresa ao longo de mais de três décadas. A sócia-fundadora Ivanir dos Santos ressaltou a importância da fé e das oportunidades que impulsionaram o negócio, além das

conexões construídas em diferentes regiões do país. Já Mauro dos Santos relembrou os primeiros anos marcados por trabalho intenso, aprendizado e relacionamento com clientes e parceiros. Presidente e CEO do grupo, Mauro dos Santos Filho destacou a dedicação integral à empresa desde o início da carreira, afirmando que o crescimento superou as expectativas iniciais. Ele enfatiza que o projeto segue em evolução.

Indicadores

Dólar: R$ 5,10 | Ibovespa: 186.595,60

Propósito Jovem conecta estudantes ao mercado de trabalho CLARISSA JAEGER/DIVULGAÇÃO

Foi lançado na sexta-feira, 18, o Propósito Jovem, iniciativa da CDL Lajeado Jovem que busca aproximar estudantes do mercado de trabalho e desenvolver competências técnicas e comportamentais. O projeto é desenvolvido em parceria com o Senac Lajeado e a Sicredi Integração RS/MG, reunindo 22 alunos do 1º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Irmã Branca. A formação prevê 12 aulas gratuitas, realizadas às sextas-feiras à tarde, no Senac, com conteúdos como vendas, comunicação, atendimento ao cliente, tecnologia e desenvolvimento pessoal. A pro-

posta surgiu a partir da demanda do comércio por mão de obra qualificada e da busca dos jovens por oportunidades de inserção profissional. O Senac é responsável pela condução pedagógica, enquanto aSicredi apoia a iniciativa por meio do Fundo Social. A CDL Lajeado Jovem atua na articulação entre empresas e instituições. Durante o lançamento, lideranças destacaram a importância da qualificação e da integração entre escola e mercado, reforçando o papel do projeto na formação de novos talentos e no fortalecimento do comércio local.


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Terça-feira, 22 de setembro de 2026

“Parte do valor do IPVA os países de primeiro deve ficar reservado para a “Todos mundo funcionam sem pedágio” modernização de estradas” ENTREVISTA

RAMATIS DE OLIVEIRA • candidato a deputado estadual

Candidato a deputado estadual pelo PL defende criação de uma meta orçamentária para a infraestrutura regional, o fortalecimento da agropecuária e a reestruturação da Defesa Civil gaúcha

AMANDA CABRAL

Mateus Souza

mateus@grupoahora.net.br

LAJEADO

D

epois de estrear nas urnas em 2024, garantir uma suplência no Legislativo municipal e ter a oportunidade de exercer o mandato por pouco mais de um ano, Ramatis de Oliveira agora quer dar um novo salto na política. Candidato a deputado estadual pelo PL, quer representar o Vale do Taquari e lutar por melhorias em diversas frentes. Oliveira foi entrevistado na tarde de ontem, no programa “Conexão Regional”, dentro do projeto “Pensar Eleições 2026 – Desperta Vale do Taquari”. Durante a sabatina, apresentou suas diretrizes e pautas prioritárias para buscar uma cadeira no parlamento gaúcho. Entre os destaques da conversa, estiveram os gargalos logísticos e a infraestrutura do Vale do Taquari. Segundo o entrevistado, a ausência de vontade política do governo gaúcho e a falta de recursos têm impedido obras urgentes na região, como a duplicação das rodovias ERS130 e RSC-453, além de atrasar a expansão da malha ferroviária para o transporte de cargas e passageiros. Além da mobilidade, Oliveira apontou a defesa do setor primário como a principal bandeira de sua candidatura, lembrando que o segmento gera 80% da riqueza regional. Suas propostas incluem a revisão de alíquotas fiscais para conter o impacto do leite em pó importado, o apoio a incentivos para

T R A J E TÓ R I A Aos 46 anos, Ramatis de Oliveira nasceu no município de Piratini, no Sul do RS, mas mora há anos em Lajeado. Farmacêutico, também é professor universitário. Ingressou na política em 2024, quando concorreu a vereador e somou 579 votos, ficando na primeira suplência da bancada do PL. Assumiu como titular no começo de 2025 e ficou no Legislativo até março deste ano. Ganhou notoriedade ao presidir a CPI que investigou irregularidades em obras públicas executadas pela gestão municipal.

a permanência do jovem no campo e o socorro às pequenas propriedades. Foram abordadas ainda ações práticas para a qualificação profissional por meio da compra de vagas técnicas em universidades

Candidato a deputado pelo PL apresentou propostas

AGENDA Próximas entrevistas

HOJE 8h30min Airton Artus (PDT) AMANHÃ 15h30min Neide Teutônia (PSDB) QUINTA-FEIRA 8h30min Mateus Trojan (MDB)

como a Univates, o fomento ao turismo via fundos regionais das associações de municípios e a criação de uma secretaria de Defesa Civil com orçamento próprio para o enfrentamento de eventos climáticos.

A Hora: Se eleito deputado estadual, o que está no seu planejamento para propor pelo Vale do Taquari no aspecto logístico? Ramatis de Oliveira: Tenho um projeto muito prático que quero tentar implementar nos primeiros anos. Quero propor uma meta orçamentária, onde vamos pegar 25% do valor do IPVA que vai ao Estado e colocar dentro da Lei de Diretrizes Orçamentárias, para que fique exclusivamente reservado para ser aplicado em modernização de estradas.

AH: Qual o seu posicionamento sobre os pedágios e qual seria o modelo ideal para a região? Oliveira: Nós somos contra esse modelo de concessão. Praticamente todos os países de primeiro mundo funcionam sem pedágio ou com o modelo free-flow. Nos Estados Unidos, paga-se pouca tarifa por vias duplicadas com quatro pistas. Se for um sistema free-flow com cobrança justa e sem a carga tributária atual, esse modelo me serve. AH: O que pode ser feito a curto e médio prazo para ajudar as empresas na qualificação de mão de obra? Oliveira: Temos que aumentar a participação das instituições de ensino, como a Univates. É muito mais fácil o governo comprar um curso técnico e oferecer essa vaga dentro da Univates, do Sesc ou do Senac para quem está interessado, do que simplesmente criar uma nova estrutura para qualificar pessoas. AH: Qual a sua principal proposta para socorrer o pequeno produtor e a cadeia

leiteira da região? Oliveira: É a grande bandeira da minha candidatura, pois 80% da riqueza do Vale vem do setor primário. Hoje, se eu produzir leite aqui pago 17% de imposto. Se importar de fora, paga 4%. A conta não fecha. Minha proposta é inverter essa tabela: cobrar 4% do produto gerado aqui e 17% do leite importado de outros países. AH: Quanto à resiliência climática, qual sua proposta para mitigar enchentes e temporais? Oliveira: Primeiro, fazer com que a Defesa Civil vire uma secretaria e tenha orçamento próprio garantido para planejamento e prevenção. Segundo, dar suporte às cidades menores do Vale, onde a maioria das defesas civis atua com apenas um funcionário. AH: Qual a sua prioridade número um no primeiro ano e como o eleitor poderá cobrar o seu mandato? Oliveira: A ação concreta é aprovar a lei da meta orçamentária, pois sem recursos nada é feito, além de garantir representatividade política para o Vale na mesa de negociação. E o eleitor pode me cobrar na rua, no supermercado ou na pizzaria, porque eu moro aqui e minha família está aqui.

O eleitor pode me cobrar na rua, no supermercado ou na pizzaria, porque eu moro aqui e minha família está aqui”


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Terça-feira, 22 de setembro de 2026

APRESENTADO POR:

ESTUDIANTES CELEBRA 57 ANOS DE UMA HISTÓRIA CONSTRUÍDA EM COMUNIDADE Festividade reuniu famílias, associados e torcedores em uma programação com futebol, integração com a Caravana Sicredi e música Jéssica R. Mallmann

jessica@grupoahora.net.br

O

salão da Comunidade São José, em Conventos, ficou movimentado no domingo, 20, para a celebração dos 57 anos do Esporte Clube Estudiantes. Mais de 800 almoços foram servidos durante a festa, que reuniu famílias, associados e torcedores em uma programação que começou com futebol e seguiu com almoço e música. A expectativa do clube era receber perto de mil pessoas ao longo do dia. No tradicional almoço, foram servidos churrasco e carreteiro. Logo após, a Caravana Sicredi 120 anos promoveu brincadeiras e atividades com a comunidade, em especial com as crianças. No resto da tarde, as bandas Destinos, Pérola Negra e Modelo comandaram a festa.

Para o gerente da agência Sicredi Integração RS/MG do bairro Conventos, Davi Bremm, estar presente em momentos como esse reforça a proximidade construída com o bairro. “Não só o Estudiantes, mas todas as comunidades de Conventos são muito engajadas. As famílias participam e têm vivo esse sentimento de pertencimento. É muito bonito”, observa. “E para nós, do Sicredi, é com gratidão que a gente participa e quer estar dentro da comunidade, desenvolvendo-a, tanto econômica como socialmente”. A festa, porém, vai além da comemoração de uma data. Para quem acompanha o Estudiantes há décadas, o clube se tornou parte da própria história de muitas famílias. Foi assim com o presidente, Ricardo Grunewald. Há mais de 20 anos, ele chegou ao clube ainda menino. Hoje, ocupa a presidência e acompanha uma nova geração que começa a construir

É com gratidão que a gente participa e quer estar dentro da comunidade, desenvolvendo-a, econômica e socialmente.” DAVI BREMM GERENTE DA AGÊNCIA DE CONVENTOS

a própria relação com o Estudiantes. “Para nós, esse evento tem uma importância muito grande. É a festa do ano, a festa dos sócios. É quando toda a comunidade se une em prol do clube”, afirma. Grunewald conta que o Estudiantes foi fundado em 1969 por um grupo de jogadores que veio de outro clube do bairro. O nome escolhido para o time foi inspirado na equipe argentina que vivia um período de destaque no futebol. Desde então, a trajetória foi marcada por mudanças, conquistas e, principalmente, pelo envolvimento de quem encontrou no clube um espaço de convivência.

Uma história que passa de pai para filho

Outra história que também se confunde com a do próprio clube é a de Mateus


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Terça-feira, 22 de setembro de 2026

FOTOS: LUISA HUBER

Mais de 800 almoços foram servidos, com os tradicionais churrasco e carreteiro

torno das partidas do Campeonato Regional e das próprias festas do clube.

Um clube feito por muitas mãos

Arthus. Filho de um ex-presidente, ele conta que cresceu entre os campos e as atividades da sede. Antes de integrar a diretoria e também assumir a presidência, passou por praticamente todas as funções possíveis. “Eu estou no clube desde que nasci, pois meu pai foi presidente por dez anos. Comecei pequenininho, juntava a bola que saía do campo, depois fui jogar, treinei, fui presidente e hoje sou vice. Fiz de tudo nesse clube”, conta. A relação também chegou à vida adulta e à família que formou. Hoje, os filhos de Mateus frequentam a escolinha e acompanham os jogos. É uma repetição de um movimento que ajudou a manter o clube ativo ao longo dos anos. “É que nem um encontro familiar. Domingo a gente se programa para estar aqui,faz parte da rotina”, relata. Esse vínculo também ajuda a explicar o movimento dos 130 associados em

Entre as pessoas que ajudaram a construir essa trajetória está Loreno Hermann. Morador de Conventos desde 1991, ele ocupou diferentes funções no clube, inclusive a presidência. Depois de deixar o cargo, continuou envolvido com as atividades e acompanhou a chegada de novos dirigentes. Para ele, o Estudiantes é mais do que um espaço para a prática esportiva. “Para mim, isso é uma terapia. Eu gosto demais do esporte. É lazer, é saúde. O Estudiantes é uma família”, define. A esposa de Loreno também participou por anos da rotina do clube, especialmente nas atividades da cozinha e em auxiliar na lavagem dos uniformes. A filha mantém a ligação com o Estudiantes e é casada com Mateus, atual vice-presidente. Assim, a história do clube continua atravessando as relações familiares. É justamente essa continuidade que os integrantes da diretoria querem preservar. Ele defende que as crianças tenham espaço dentro do clube e sejam incentivadas a participar do futebol. “Eu acho que todo mundo deve pensar nisso. O esporte só tem que agregar. Não vai tirar nada, só agregar”, afirma.

A agência do bairro Conventos

A agência de Conventos é uma das sete agências de Lajeado. Inaugurada em

Caravana Sicredi 120 anos participou da programação com brincadeiras

Ricardo (e), Loreno e Mateus integram diretoria do E.C. Estudiantes

julho de 2015, ela pertence ao bairro mais populoso da cidade, e conta com mais de 4,8 mil associados e 13 colaboradores. Entre as curiosidades, a agência Conventos foi o local onde o associado

n° 120 mil abriu conta, em abril deste ano. Na ocasião, foi feita uma surpresa para ele na agência, como parte das celebrações dos 120 anos da Cooperativa.


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Terça-feira, 22 de setembro de 2026

REGULAMENTAÇÕES

Município debate novas regras para serviços de transporte LAUTENIR JUNIOR

Projetos sobre aplicativos, motofrete e táxis estão nas comissões da câmara. Ciclomotores e motoelétricas seguem sob regras federais

Transporte por aplicativo A proposta cria regras para o funcionamento do serviço em Teutônia, incluindo cadastro dos motoristas e veículos, requisitos para os profissionais e condições para a prestação do transporte de passageiros.

Motofrete Define regras para quem trabalha com entregas por motocicleta, incluindo cadastro, condições dos veículos, equipamentos de segurança e requisitos para os profissionais.

Lautenir Junior

lautenir@grupoahora.inf.br

TEUTÔNIA

O

avanço de novas modalidades de transporte coloca em discussão a necessidade de atualizar as regras para o setor em Teutônia. Em julho, o Executivo encaminhou à câmara de vereadores três propostas que tratam do transporte por aplicativo, do serviço de motofrete e da atividade dos táxis. As matérias seguem em análise nas comissões do Legislativo e devem avançar para uma nova etapa de discussão com a comunidade. O transporte por aplicativo está entre os serviços que podem ser disciplinados diretamente pelo município. Um dos exemplos é o Andaê, criado em Teutônia pelos sócios Gilmar Godoy e Fabiano Feine. Conforme a empresa, são mais de 6 mil corridas realizadas por mês no município. A plataforma também atua em Lajeado, Estrela, Encantado e Roca Sales e neste mês avançou para Paverama. Para o diretor do Departamento de Trânsito, Roger Augusto Lagemann, o desafio não está em impedir o funcionamento do serviço, mas em estabelecer parâmetros para uma atividade que já faz parte da rotina da cidade. “O aplicativo veio para facilitar a vida de quem não tem veículo ou precisa desse tipo de transporte. O nosso papel é garantir que o município tenha condições de saber quem está fazendo esse transporte e que o passageiro tenha segurança”, pontua.

O que está em discussão

Táxis Atualiza as regras municipais para a atividade, com critérios para permissões, veículos, identificação, funcionamento e prestação do serviço.

Ciclomotores Ciclomotores não estão entre os projetos encaminhados, mas já preocupam o setor público diante do crescimento

Debate com a comunidade A presidente do Legislativo, Cláudia Frigo (PP), afirma que a discussão não deve ficar restrita ao Legislativo. A próxima etapa será a realização de audiências públicas. A definição das datas das

A proposta prevê a criação de um cadastro municipal e estabelece requisitos para motoristas e veículos. O objetivo é dar ao poder público informações sobre os profissionais que atuam no segmento e criar parâmetros para a prestação do serviço. O projeto de motofrete trata dos serviços de entrega feitos com motocicletas, enquanto a proposta relacionada aos táxis atualiza regras para a atividade. As três iniciativas foram encaminhadas pelo Executivo e permanecem em análise no Legislativo.

audiências ficará a cargo da câmara. Até que as propostas municipais sejam analisadas e eventualmente aprovadas, permanecem valendo as regras vigentes.

ROGER AUGUSTO LAGEMANN DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE TRÂNSITO

O aplicativo veio para facilitar a vida de quem não tem veículo ou precisa desse tipo de transporte.”

Crescimento dos ciclomotores A movimentação dos três projetos ocorre em um momento em que também cresce a presença de outros meios de transporte: os ciclomotores e motoelétricas. Para Lagemann, o avanço desses veículos já é perceptível nas ruas e na expansão do comércio especializado. “O município tem preocupação com isso, mas existe uma limitação porque a regulamentação desses veículos não depende somente de nós.” Dados do Senatran apontam 49 ciclomotores registrados em Teutônia. O número representa 0,9% dos 5.177 veículos de duas rodas registrados no município. Contudo, o diretor aponta que o número se baseia apenas nos registrados e não condiz com a

49 8,7 mil registrados em Teutônia

registrados no estado

realidade vista nas ruas. No Rio Grande do Sul, são 8.732 ciclomotores com registro. A regulamentação desses veículos é definida principalmente em âmbito federal. A Resolução 996/2023, do Conselho Nacional de Trânsito determina exigências específicas para registro, licenciamento e condução dos ciclomotores. Lagemann destaca que o município acompanha a situação, mas não possui autonomia para estabelecer sozinho as regras de circulação desses veículos. Segundo ele, a discussão também envolve uma realidade de mercado que avançou mais do que a regulamentação.


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Terça-feira, 22 de setembro de 2026

Semana Farroupilha encerra com desfile e parque lotado Após dez dias de atividades e shows, sétima edição é avaliada pela organização como a maior já feita no município

FOTOS: MATEUS SOUZA

Mateus Souza

mateus@grupoahora.net.br

climáticas favoráveis e ao envolvimento da comunidade. Segundo a prefeita, o resultado também é consequência do trabalho conjunto entre entidades tradicionalistas, piquetes, CTGs e comunidade. A avaliação é de que o evento ampliou a presença regional, com visitantes de outros municípios ao longo dos dez dias. “É uma construção aqui de muitas mãos. Várias pessoas pensando nesse evento e, no final, comemorando com toda a nossa população”, pontua. A programação contou ainda com apresentações artístico-culturais, ações de mediação com escolas e uma sequência de shows. Entre os artistas que passaram pelo palco estiveram Renato Borghetti, Cleverson Oliveira & Família, Walther Morais e Os Monarcas. Para a prefeita, a diversidade da programação ajudou a ampliar o público e deixa um legado para as próximas edições. “Fica o desafio para as próximas edições. A gente tornar esse evento ainda maior”.

LAJEADO

Próximos passos

7ª Semana Farroupilha de Lajeado chegou ao fim nesse domingo, 20, com o Parque dos Dick lotado e uma programação que reuniu tradição, apresentações culturais e shows ao longo de dez dias. O encerramento oficial ocorreu no fim da tarde, com a extinção da Chama Crioula, seguida pelo show de Os Monarcas. O último dia começou com o tradicional Desfile Farroupilha. Mesmo com o amanhecer marcado pela alternância entre aberturas de sol e chuva fraca, dezenas de pessoas já se organizavam por volta das 8h. O grupo saiu próximo ao Parque Ney Santos Arruda, percorreu ruas da região central e chegou ao Acampamento Farroupilha. Conforme a organização, o desfile foi o maior feito até agora dentro da programação da Semana

O presidente da Associação Municipal Tradicionalista Gaúcha (AMTG), Ademir Forster, também destacou o crescimento da estrutura e do público. Para ele, a ampliação dos ranchos e do espaço destinado aos shows acompanha a evolução do evento. “Conseguimos ampliar a estrutura, os ranchos, e também o espaço do Lonão de shows. E isso é consequência do sucesso do evento”, frisa.

A

Desfile percorreu ruas da cidade e reuniu mais de 300 tradicionalistas

Farroupilha. A atividade reuniu quase 400 tradicionalistas, segundo atualização da organização, e encerrou o percurso em frente ao pórtico do acampamento. Entre os destaques esteve o cavalo Percheron WB Baron, da Cabanha Henz, de Travesseiro. Com cerca de 1,70 metro de altura e uma tonelada, o animal de dez anos cha-

mou a atenção do público durante o trajeto. Tricampeão da Expointer, com títulos em 2023, 2024 e 2026, além do bicampeonato em 2025, o garanhão levou ao desfile uma referência da criação de cavalos de tração do Vale do Taquari.

Avaliação positiva Para a prefeita Gláucia Schumacher, o encerramento representa o resultado de uma programação que cresceu em estrutura e participa-

Programação encerrou com parque cheio e show de Os Monarcas. Evento retorna em setembro de 2027

ção. Ela destacou a presença do público no último dia e atribuiu parte da movimentação às condições


14 | A HORA PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS

www.coquetel.com.br

© Revistas COQUETEL

Desejo de quem cursa Artes Cênicas O cão preparado pelo adestrador Problema O clima capilar cauda região sado por amazônica estresse

Modelo de cuidado médico que considera diversos fatores Emma Thompson, atriz

Inscrição Região do na Cruz Brasil mais atingida pela escassez das chuvas

Minas (?), estado da Região Sudeste

Recipiente usado no batismo católico Erva para espantar mau-olhado (Folcl.)

Formato do palito de dentes

Estande da feira livre

Os regimes criados por nutricionistas "Cão que (?) não morde", dito Membros da Comuna de Paris (Hist.)

Gás nobre radioativo (Quím.)

Peixe que possui ferrão na cauda

A região afetada pelas hemorroidas

Sintetiza proteínas na célula (sigla)

A família de Wandinha (Cin.)

Postura da ioga Homem elegante

(?)/DC, banda de rock

Sílaba de "disco" Orelha, em inglês

Banda que gravou "Tarde Vazia"

Euro (símbolo) Museu de Niterói (sigla)

3/ear. 5/dândi. 6/ássana — sandro. 11/socialistas.

BANCO

Os artigos de luxo, por seus preços

Publicações Legais

Símbolo do anseio de voar (mit. grega)

Apelido de Rosângela

Curso mais avançado que o mestrado Aqui; neste lugar (?) Botticelli, pintor italiano

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Solução A B I P T R E I N A D O E Q U A T O R I A L U A P I A I R G G E R A I S R D R I C A R O B A R R A C A A N D O U T O R A D O D S O O D E A C A A S S A N A S A N D R O D I S B AL A N C EA D O S E N I R A E L A D R A M A C S O C I A L I S T AS 23/09 - 22/10

Virgem: Negociações financeiras trazem soluções. Valorize-se, cuide da saúde e reorganize recursos.

23/10 - 21/11

23/07 - 22/08

Leão: Divulgue seu trabalho e amplie contatos. À tarde, parcerias e acordos ganham força.

22/11 - 21/12

21/06 - 22/07

Câncer: Carinho e conversas motivadoras abrem a semana. Contratos, trabalho e ganhos avançam.

Sagitário: Amigos e contatos de longe trazem boas notícias. Esclareça valores e divulgue seu trabalho.

22/12 - 19/01

21/05 - 20/06

Gêmeos: Otimismo, viagens e novas experiências movimentam o dia. Cuide do corpo e amplie conexões.

Escorpião: Conversa reservada abre caminhos na carreira e nas finanças. À tarde, família e casa ganham foco.

Capricórnio: Esclareça expectativas, organize recursos e avalie propostas para fortalecer a carreira.

20/01 - 18/02

20/04 - 20/05

Touro: Conversas de trabalho trazem soluções e melhoram a rotina. A carreira ganha destaque, favorecendo talentos.

Libra: Oportunidades surgem na carreira; avalie relações e investimentos antes de decidir.

Aquário: Comece com calma. À tarde, a Lua em seu signo favorece iniciativas e alianças.

19/02 - 20/03

21/03 a 19/04

Áries: Amigos impulsionam projetos, e propostas criativas fortalecem o amor e os acordos.

23/08 - 22/09

HORÓSCOPO

Peixes: Evite conflitos; à tarde, desacelere, cuide dos sonhos e planeje os próximos passos.


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MUDANÇA NO BEIRA-RIO

INTER TROCA DE COMANDO PARA TENTAR EVITAR O REBAIXAMENTO

Colorado aposta em um fato novo para reagir na reta final do Brasileirão e tenta definir o novo treinador durante a Data Fifa RICARDO DUARTE/DIVULGAÇÃO

Caetano Pretto

caetano@grupoahora.net.br

O

Internacional apela para o fato novo na busca pela permanência na primeira divisão do Campeonato Brasileiro. Restando dez rodadas pela frente e afundado na zona de rebaixamento, o Colorado opta pela demissão do técnico Paulo Pezzolano. O anúncio do clube foi feito em nota divulgada às 23h12min desse domingo, 20. O auxiliar técnico permanente Pablo Fernandez comandará as próximas atividades no CT Parque Gigante. No total, Pezzolano comandou o Inter em 46 jogos entre Gauchão, Brasileirão, Copa do Brasil e Recopa Gaúcha. Foram 18 vitórias, 12 empates e 16 derrotas. O próximo profissional será o 10º técnico do presidente Alessandro Barcellos. Antes de Pezzolano, o dirigente trabalhou com Abel Braga, Miguel Ángel Ramírez, Diego Aguirre, Cacique Medina, Mano Menezes, Eduardo Coudet, Roger Machado e Ramón Díaz.

BUSCA POR NOVO COMANDANTE A decisão do Inter sobre a negociação para contratar um novo técnico é não fazer nova investida em profissionais que pediram valores altos ou que não demonstraram interesse em treinar o clube. O objetivo é contratar um técnico que encare os últimos dez jogos da temporada como uma grande oportunidade da carreira, e que acredite no potencial do grupo para escapar do Z4. Entre domingo e segunda-feira, o clube conversou com Maurício Barbieri, atual treinador do Juventude. A multa rescisória de R$ 2 milhões e o interesse do técnico em permanecer em Caxias do Sul inviabilizam a contratação. Livre no mercado, o argentino Luis Zubeldía também foi procurado, mas esbarra em questões financeiras. Um nome que não é descartado nos bastidores é o de Jair Ventura, que sofre forte pressão no Vitória após os últimos resultados

negativos. Caso seja demitido do clube baiano, o treinador deve ser procurado pelo Inter. A direção colorada trabalha para tentar fechar a contratação do novo técnico o quanto antes. O novo comandante aproveitará a data Fifa para colocar em prática o seu estilo de trabalho. A estreia

Pezzolano comandou o Inter em 46 jogos entre Gauchão, Brasileirão, Copa do Brasil e Recopa Gaúcha. Foram 18 vitórias, 12 empates e 16 derrotas

será no dia 7 de outubro, contra o Corinthians, no Beira-Rio.


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Terça-feira, 22 de setembro de 2026

TERCEIRONA EM 2027

DEZ ANOS DEPOIS, LAJEADENSE AMARGA NOVO REBAIXAMENTO DIGUE CARDOSO/DIVULGAÇÃO

Derrota por 2 a 0 para o Aimoré, em São Leopoldo, confirma a queda do Alviazul após dez temporadas na Divisão de Acesso. Capitão Diego Clemente e técnico Serginho Almeida apontam falta de investimentos como principal causa da queda Caetano Pretto

caetano@grupoahora.net.br

A

história de 115 anos do Clube Esportivo Lajeadense ganhou um dos capítulos mais dolorosos no fim de semana. A derrota por 2 a 0 para o Aimoré, no Estádio Cristo Rei, em São Leopoldo, confirmou matematicamente o rebaixamento do Alviazul para a Terceira Divisão do futebol gaúcho em 2027. Com apenas cinco pontos em 13 partidas, o Lajeadense permanece na lanterna da Divisão de Acesso e já não consegue alcançar os adversários diretos na luta contra a queda. A equipe deixa a competição exatamente dez anos depois de ser rebaixada da elite estadual e passa a disputar, pela primeira vez em sua história recente, a terceira divisão do Rio Grande do Sul. Em campo, o Aimoré definiu o resultado ainda na etapa inicial. João Pedro abriu o placar e Araújo ampliou antes do intervalo. Foi a décima derrota do Alviazul na campanha. Os resultados paralelos completaram o cenário que decretou o descenso com duas rodadas de antecedência.

FALTA DE INVESTIMENTO Após a confirmação do rebaixamento, o capitão Diego Clemente lamentou o momento vivido pelo clube e fez um desabafo sobre a realidade financeira enfrentada pelo elenco.

Segundo o zagueiro, o grupo jamais deixou de competir, mas enfrentou limitações estruturais durante toda a temporada. Para ele, o futebol profissional exige investimentos compatíveis com a competição. “É uma vergonha para Lajeado o time que leva o nome da cidade ter tão pouco investimento”, afirmou. “Futebol é coisa séria, precisa de investimento. Lutamos contra equipes com muito mais capacidade financeira. Quem faz futebol aqui trabalha com muito amor, mas com muito pouco.” Mesmo diante da queda, Clemente ressaltou que acredita na recuperação do clube. “O Lajeadense não vai acabar. Vai lutar no ano que vem e, se Deus quiser, voltar para a Divisão de Acesso.”

“O LAJEADENSE ESTAVA CAINDO HÁ CINCO ANOS” O técnico Serginho Almeida afirmou que o rebaixamento é consequência de um processo que se arrasta há vários anos e defendeu o trabalho realizado dentro das limitações financeiras do clube. Segundo ele, o Lajeadense convive há meia década com a menor folha salarial da Divisão de Acesso e, em alguns momentos, chegou a investir menos do que equipes do futebol amador da região. “O Lajeadense não caiu hoje. Estava caindo há cinco anos”, resumiu. “Fazemos futebol profissional com dinheiro de amador. Permanecer na Divisão de Acesso durante tanto tempo já foi praticamente um título.” O treinador também saiu em defesa da direção, da comissão técnica e dos jogadores, ressaltando que muitos profissionais permaneceram no clube por comprometimento e paixão. “É uma covardia dizer que os culpados são os que estão aqui. Tem jogador que veio pela oportunidade, gente que trabalha por amor. Essa direção luta para pagar as contas e ainda carrega dívidas de gestões passadas.” Apesar do cenário, Serginho demonstrou confiança na reconstrução do clube e fez um apelo para que a comunidade

Rebaixamento foi confirmado após derrota para o Aimoré em São Leopoldo SERGINHO ALMEIDA TÉCNICO

Fazemos futebol profissional com dinheiro de amador. Permanecer na Divisão de Acesso durante tanto tempo já foi praticamente um título” regional participe desse processo. “Meu sonho é ver a região unida em torno do Lajeadense. Que as empresas olhem para o clube, ajudem a quitar as dívidas e fortalecer o futebol. O Lajeadense tem 115 anos porque sempre

DIEGO CLEMENTE ZAGUEIRO E CAPITÃO

Futebol é coisa séria, precisa de investimento. Lutamos contra equipes com muito mais capacidade financeira”

pelas chuvas, problemas físicos e a dificuldade para manter o padrão de jogo ao longo da competição. “Demoramos demais para ter brio. Perdemos muitos jogadores por lesão e a competição foi muito problemática para nós. Agora temos duas partidas para honrar a camisa do Lajeadense e, depois, começar a pensar no retorno em 2027.”

DOIS JOGOS PELA FRENTE encontrou pessoas apaixonadas. Enquanto existir essa paixão, o clube continuará vivo.” O treinador ainda reconheceu que fatores esportivos também pesaram na campanha, citando uma pré-temporada prejudicada

Mesmo rebaixado, restam apenas dois compromissos para encerrar a temporada. O time volta a campo amanhã, diante do Veranópolis, na Arena Alviazul. Na rodada final, enfrenta a Apafut, em Caxias do Sul, no sábado, 26.


A HORA | 17

Terça-feira, 22 de setembro de 2026

FUTEBOL AMADOR

SERRANO GARANTE LIDERANÇA NA COPA CERTEL/SICREDI Rodada desse domingo teve definições importantes na parte de cima das tabelas e confirmou os primeiros classificados no Veterano

EZEQUIEL NEITZKE

RESULTADOS PRINCIPAL Serrano 1 x 0 São Luiz Brasil 0 x 0 Tiradentes Taquariense 4 x 1 Nova Berlim Imigrante 0 x 2 Gaúcho Teutônia

Ezequiel Neitzke

ezequiel@grupoahora.net.br

A

fase classificatória da Copa Certel/Sicredi se aproxima da reta final e a rodada desse domingo, 20, foi marcada por definições importantes nas três categorias. No Principal, o Serrano confirmou a liderança geral ao vencer o São Luiz por 1 a 0, com gol de Willian Dresch. O resultado, combinado com o empate sem gols entre Brasil e Tiradentes, garantiu a primeira colocação à equipe. Em Taquari, o Taquariense manteve vivo o sonho de avançar às oitavas de final ao superar o Nova Berlim por 4 a 1. Pipe foi o destaque da partida e marcou os quatro gols da equipe. Com três pontos, o Nova Berlim encerrou sua participação na fase classificatória e ainda depende de uma combinação de resultados para avançar: precisa torcer por uma derrota do Minuano e por um resultado favorável no confronto entre 11 Amigos e Canabarrense. O Gaúcho de Teutônia também fez sua parte e venceu o Imigrante por 2 a 0, com os dois gols marca-

ASPIRANTE Serrano 5 x 4 São Luiz Brasil 0 x 1 Tiradentes Taquariense 4 x 1 Nova Berlim Imigrante 1 x 4 Gaúcho Teutônia VETERANO Cruzeiro Arroio do Meio 2 x 1 Projeto Guarani

dos por Rodrigo. Com os resultados, Serrano e Brasil somam 14 pontos, seguidos por Tiradentes, com 12. Gaúcho Teutônia e Juventude de Guaporé têm 10 pontos. Na sequência aparecem Gaúcho de Progresso e Boavistense, com nove; Poço das Antas, Estudiantes e Juventude de Westfália, com oito; Imigrante, Internacional e São Luiz, com seis; Taquariense e Cruzeiro, com quatro; Nova Berlim e Minuano, com três; Canabarrense, com dois; e 11 Amigos, com um.

ASPIRANTE A categoria Aspirante conheceu

o primeiro eliminado da competição. O Nova Berlim perdeu para o Taquariense por 4 a 1 e encerrou sua participação com apenas um ponto. O Gaúcho Teutônia, por outro lado, confirmou a classificação ao derrotar o Imigrante por 4 a 1. Em Encantado, o Serrano venceu o São Luiz por 5 a 4 em uma partida de nove gols. O duelo também teve um dos lances de maior destaque da competição até aqui. Josué Almeida, o “Gu”, marcou após perceber o goleiro adversário adiantado. Depois da saída de bola no meio-campo, o jogador arriscou de longa distância e encobriu o arqueiro.

Em Encantado, Serrano venceu o São Luiz por 1 a 0 na Principal e por 5 a 4 no Aspirante

Flamengo 1 x 1 Picada Flor Cruzeiro Santa Cruz do Sul 0 x 2 Concórdia Ribeirense 2 x 6 Rudibar

Restam duas vagas em disputa na categoria. Canabarrense, Minuano, 11 Amigos e Gaúcho Progresso seguem na briga pela classificação.

VETERANO No Veterano, a rodada confirmou os primeiros classificados às quartas de final. Atual campeão, o Rudibar garantiu a vaga ao golear o Ribeirense por 6 a 2, em Teutônia. O Cruzeiro, de Arroio do Meio, também avançou. A

Floriano 1 x 1 Grêmio 5 de Junho

equipe recebeu o Projeto Guarani e venceu por 2 a 1. A classificação é liderada por Cruzeiro de Arroio do Meio e Rudibar, com dez pontos. Grêmio 5 de Junho, Cruzeiro de Santa Cruz do Sul, Floriano, Penharol e Assespe têm sete. Picada Flor soma cinco; Concórdia, quatro; Projeto Guarani, três; e Ribeirense e Flamengo têm um ponto.


18 | A HORA

Terça-feira, 22 de setembro de 2026

por Luciane Ferreira

Imagem inusitada da torre da igreja A torre da Igreja Nossa Senhora da Conceição, no bairro Moinhos, precisou de reparos por conta de infiltrações. O corajoso pedreiro Silvino Hammes abraçou a cruz para poder executar o serviço, o que gerou uma imagem inusitada registrada pelo fotógrafo Caco Konzen.

Ceat/Bira ganhava novos patrocinadores O time de basquete Ceat/Bira ganhava dois reforços importantes fora das quadras: o patrocínio do Grupo Charrua e da Univates. O time de basquete fez história na região ao ser Campeão Gaúcho e da Região Sul. Equipe de basquete fez história em Lajeado e na região Sul do país

Hoje é - Dia do Contador - Dia Mundial sem Carro - Início da primavera no Hemisfério Sul - Dia Nacional do Atleta Paralímpico: celebra os atletas paralímpicos do país. - Dia da Juventude do Brasil

Santo do dia: São Maurício

Acsurs promovia Feira de Reprodutores

Vila Fão ganhava ginásio de esportes A prefeitura de Lajeado inaugurava o ginásio de esportes de Vila Fão. Entre as autoridades estavam a professora e coordenadora da 3ª Delegacia de Educação, Ruth

Markus Hubber. A programação ainda contou com apresentação da banda marcial da Escola Normal Madre Bárbara. Ao meio-dia foi servido um churrasco.

Festejos e presença de autoridades marcaram a inauguração da obra

A Associação dos Criadores de Suínos do RS (Acsurs), com sede em Estrela, promovia a 24ª Feira de Reprodutores, nos pavilhões do Parque Centenário. Os organizadores da feira estavam otimistas e pretendiam ultrapassar as vendas do ano anterior que somaram Cr$ 50 milhões.


A HORA | 19

Terça-feira, 22 de setembro de 2026

HENRIQUE PEDERSINI

FERNANDO RÖHSIG Conselheiro de Administração

Jornalista

Ferrovia e a guerra Governança

de narrativas

O

governador Eduardo Leite colocou o “bode na sala” no assunto da futura concessão das ferrovias e criticou o ministro dos Transportes, George Santoro. Chamou de “falácia” a informação de que houve tempo hábil para os estados se manifestarem sobre o modelo pensado pela Infra S.A e pelo governo federal. “Pedimos por inúmeras vezes os estudos que seriam usados para a concessão e nunca fomos atendidos”. A afirmação do chefe do Piratini ocorreu na manhã de ontem, 21 de setembro, durante apresentação

do futuro diagnóstico sobre as ferrovias. Financiado pelo BRDE, o estudo foi pedido pelo RS e também pelos governos de Santa Catarina e Paraná. A ideia é buscar informações sobre cargas, rotas potenciais para escoamento da produção, recomposição dos trilhos após décadas de subinvestimento, aporte pós-catástrofe, e desenhar um formato capaz de garantir a retomada das locomotivas e os investimentos para os próximos 30 anos. Quanto ao governo federal, em entrevista há 15 dias, o ministro afirmou que não há tempo suficiente para um novo estudo e também

questionou: “qual a credibilidade de um estudo feito em pouco tempo? O nosso foram no mínimo dois anos de levantamentos, de busca de experiências em países da Europa, da Ásia e dos Estados Unidos.” A batalha de narrativa está posta. Para entendermos: o governo federal quer dividir os cerca de sete mil quilômetros de ferrovias entre os estados do Sul em três lotes. O governo gaúcho avalia dois riscos: a falta de uma ligação direta entre os estados (pois seria necessário negociar entre diferentes operadores) e o desinteresse em pegar a malha gaúcha frente aos anos de ociosidade.

Impositivas e inaceitáveis Desta vez foi na câmara de Porto Alegre que o Ministério Público atuou sobre desvios de recursos a partir de emendas impositivas. Conforme o MP, há fraude por um vereador, assessores e outros envolvidos. No Vale, não há conhecimento sobre este tipo de desvio, mas há

municípios em que os orçamentos reservam recursos para vereadores direcionem como fossem gestores dos municípios. E há quem ‘bata o pé” e insista que a prática é benéfica. Falácia! Fica bem melhor se cada um atuar na sua atribuição. O vereador fiscaliza e analisa projetos,

Cutucada na Secretaria de Obras Líder do governo de Gláucia Schumacher na câmara, Lorival Silveira (PP) não titubeia ao cobrar mais agilidade pelo secretário de Obras, Genésio Kamphorst. O mais experiente integrante do Legislativo quer uma reposta mais rápida e chegou a dizer que a pasta está “em primeira marcha” ao questionar o ritmo de alguns trabalhos. A pasta é uma espécie de “calcanhar de aquiles” dos últimos governos e de tempo em tempo recebe duras críticas quando não vira alvo de CPI, denúncias e outras polêmicas. Há pouco tempo, cogitou-se uma possibilidade do PL para assumir a secretaria, o que não evoluiu.

quem gere os valores públicos é o prefeito. Emendas impositivas têm se caracterizado a versão municipal da compra de votos legalizada. Mesmo “modus operandi” dos deputados que condicionam emendas aos apoios nas respectivas campanhas.

Rapidinho… - Os quatro candidatos ao governo gaúcho participaram ontem de debate na região metropolitana. Ficou compreensível por que dois deles evitaram o máximo possível participar de debates. - A câmara de Lajeado pode aprovar hoje a autorização para o governo financiar mais R$ 60 milhões e converter os valores em obras de infraestrutura. Outros R$ 40 milhões já receberam o “ok”, da maioria dos vereadores. - Percepção: Ao analisar vídeos, discursos, entrevistas e outros materiais dos 19 candidatos do Vale para deputado estadual ou federal encontra-se poucas menções ao setor agrícola. Dada a importância, do agronegócio na economia do Vale, o tema merece mais atenção.

não é palco

O

ambiente empresarial brasileiro vive uma explosão de comunidades, tribos e redes de relacionamento que prometem conexões, crescimento acelerado e oportunidades de negócios. O problema não está em reunir empreendedores. O problema começa quando a lógica do espetáculo substitui a lógica da construção de valor. A governança corporativa enfrenta hoje um desafio semelhante. Durante anos, acreditou-se que boas estruturas, políticas, comitês e códigos de conduta seriam suficientes para garantir organizações sólidas. As pesquisas mais recentes mostram outra realidade: as maiores falhas surgem justamente na distância entre a decisão e a execução. O mesmo acontece com a liderança. Quando a exposição pessoal passa a consumir mais energia do que o fortalecimento da empresa, o networking deixa de ser um instrumento estratégico e transformase em consumo de status. A imagem do dirigente cresce enquanto a capacidade competitiva da organização permanece estagnada. Conselhos de administração e consultivos, investidores e financiadores não procuram celebridades corporativas. Procuram empresas capazes de executar estratégia, administrar riscos, preservar caixa, inovar e gerar A autoridade de resultados sustentáveis. A autoriuma liderança dade de uma liderança não nasce não nasce da da frequência com que ocupa os palcos, mas da consistência das frequência com que decisões que produz. ocupa os palcos, Compliance, ESG e inteligência artificial ampliam esse desafio. mas da consciência Nenhum desses temas será das decisões que resolvido por discursos inspiraproduz” dores ou relatórios sofisticados se a organização não possuir uma arquitetura de governança capaz de transformar decisões em execução. Transparência sem entrega torna-se retórica. Prestação de contas sem capacidade de agir transforma-se em burocracia. Empresas longevas não são construídas pela estética da liderança, mas pela substância de sua gestão. O Brasil precisa de menos vaidade corporativa e de mais líderes que compreendam que governança não é uma vitrine de reputação; é a disciplina silenciosa que conecta estratégia, pessoas e execução. A imagem pode abrir portas. Mas é a substância da governança que mantém a empresa relevante quando os holofotes se apagam.


Terça-feira, 22 de setembro de 2026 Fechamento da edição: 18h

MÍN: 10º | MÁX: 18º

Instabilidades se afastam do Vale. Em função disso, o dia começa com nebulosidade variada e ainda pode chover de forma fraca e irregular na primeira metade do dia.


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A Hora – 22/09/2026 by Jornal A Hora - Issuu