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ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR Quarta-feira, 21 de outubro de 2026 | Ano 25 - Nº 4208 | R$ 5,00 (dia útil) R$ 9,00 (fim de semana)
OBRAS NO PASSO DE ESTRELA
Desvio provisório em área de futuro parque
FELIPE NEITZKE
INFRAESTRUTURA VIÁRIA
Aporte às rodovias preocupa Parcela do Funrigs para 2027 gera reação e líderes cobram prioridade para duplicações Emenda ao orçamento estadual propõe R$ 375 milhões para rodovias do Bloco 2, um quarto do aporte previsto. Representantes do setor produtivo, prefeitos, conselho de de-
senvolvimento e o deputado eleito Roberto Lucchese defendem ampliar o valor para concluir duplicações em três anos. Texto da emenda prevê reparos, sem citar duplicações.
PÁ G I N A | 6
CADERNO | G8
Início do bloqueio viário marca primeira etapa das obras de memorial, projetado como área esponja contra novas enchentes. Espaço deve ficar pronto em outubro de 2027. Investimento público chega a quase R$ 50 milhões
ESTIMATIVA DO FPM
IDESE
Vale espera quase R$ 1 bi
Região melhora no índice estadual
PÁ G I N A | 3
PÁ G I N A | 7
OPINIÃO | VINI BILHAR
OPINIÃO | RODRIGO MARTINI
OPINIÃO | KARINE PINHEIRO
De Lajeado para o mundo
E os R$ 1,5 bilhão do Funrigs?
Conveniência de não questionar
Presente em mais de cem países, Docile participa de evento global na França.
Líderes regionais clamam para destinação do recurso às rodovias do Vale do Taquari.
Entre bolhas digitais e a vigilância de certezas, o pensamento crítico exige coragem. FILIPE FALEIRO
MUDANÇA DE ENDEREÇO
Prinz inicia produção em Estrela Após três enchentes, a indústria centenária deixa a sede histórica em Lajeado e passa a produzir perto da BR-386. O investimento se aproxima de R$ 35 milhões, com novas máquinas e mais automação. A unidade tem capacidade para até 35 mil frascos de vinagre por hora. A Prinz soma 68 funcionários diretos e abre vagas para ampliar a equipe. PÁ G I N A | 5
Em Estrela, nova sede recebe a produção antes instalada em Lajeado e amplia a automação na fábrica de vinagres
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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026
E D I TO R I A L
A B R E A S PA S
Compromisso com a região
O
Vale do Taquari precisa acompanhar cada decisão sobre os recursos do Funrigs destinados às rodovias. A garantia verbal de que o dinheiro permanecerá vinculado às obras tem importância política, mas precisa se traduzir em prioridades, projetos, contratos e prazos. Na troca de governo, quando equipes e programas são revistos, a atenção regional deve ser ainda maior. O que hoje aparece como compromisso pode perder espaço diante de outras pressões. A proposta de reservar R$ 375 milhões para 2027 merece esse acompanhamento. O valor representa um quarto do aporte previsto para o Bloco 2 e será disputado por diferentes regiões.
Qualificar as rodovias e a capacidade de circulação faz parte dessa resposta do fundo. O peso eleitoral de uma região ou a proximidade com o governo não pode substituir esse critério”. Diante do argumento da capacidade de contratação do Estado, tem-se uma limitação e aceitá-la como justificativa permanente significaria prolongar os gargalos que a reconstrução deveria ajudar a superar. A região precisa conhecer o cronograma completo, mesmo que as obras ocorram por etapas. Fundamental que todo o Estado entenda: o Funrigs nasceu para responder às consequências de uma catástrofe. Essa origem precisa orientar a escolha dos investimentos. No Vale, os danos atingiram ao mesmo tempo moradias, empresas, serviços e ligações viárias. Qualificar as rodovias e a capacidade de circulação faz parte dessa resposta do fundo. O peso eleitoral de uma região ou a proximidade com o governo não pode substituir esse critério. Filiado à
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“A prevenção é o primeiro passo” Nutricionista Kiara Radaelli destaca a importância do cuidado alimentar a partir dos 35 anos, do acompanhamento profissional no emagrecimento e da preservação da massa muscular para uma vida mais saudável. Com mais de 21 anos de formação, ela atua nas áreas de saúde da mulher, nutrição funcional e integrativa e salienta que o objetivo deve ir além da perda de peso e priorizar a saúde a longo prazo Henrique Pedersini
henrique@grupoahora.net.br
Como mudou a relação das pessoas com a alimentação e a procura por nutricionistas nos últimos anos?
Antigamente, as pessoas procuravam o profissional para tratar problemas como diabetes, pressão alta e colesterol elevado. Hoje, elas buscam prevenção. A alimentação impacta a vida desde a gestação e influencia a saúde na fase adulta. Ao mesmo tempo, o mercado oferece produtos e modismos que exigem cautela. Temos muita informação, mas nem sempre sabemos utilizála. Por isso, é importante buscar orientação profissional para identificar o que realmente é adequado.
O que torna estratégica a nutrição para mulheres a partir dos 35 anos? Essa é uma fase em que muitas
ACERVO PESSOAL
medicação não substitui os hábitos saudáveis.
Por que a balança não é suficiente para avaliar os resultados de um processo de emagrecimento?
Precisamos avaliar o peso, as medidas, o percentual de gordura e a massa magra. O objetivo é entender o que a pessoa está perdendo. Quando há redução muito rápida do peso, pode ocorrer perda muscular, o que compromete a saúde. Também é fundamental monitorar a alimentação e a hidratação. Algumas medicações reduzem a fome e podem diminuir a percepção da sede. Por isso, o acompanhamento permite identificar problemas e ajustar a estratégia para que a perda de peso ocorra com preservação da saúde. mulheres têm uma rotina intensa, dividida entre trabalho, estudos, filhos e relacionamentos. Também começam mudanças hormonais sutis. Se não houver cuidado, o processo pode se tornar mais difícil na menopausa. A proposta é trabalhar a prevenção, avaliar vitaminas, minerais e exames, além de organizar a alimentação e a suplementação, quando necessária. Muitas mulheres relatam cansaço e falta de energia. O objetivo é promover o autocuidado para que cheguem às próximas fases da vida com saúde e qualidade de vida.
As canetas emagrecedoras podem contribuir para a saúde ou exigem cuidados específicos?
Essas medicações podem ter efeitos positivos quando prescritas e acompanhadas pelo médico. Mas o tratamento precisa envolver uma equipe multidisciplinar. Não podemos pensar apenas em emagrecimento: é necessário trabalhar o comportamento alimentar e ensinar a fazer boas escolhas. Sem acompanhamento, há risco de perda de massa muscular, deficiências nutricionais e efeito rebote, com recuperação do peso. Também é preciso avaliar exames e verificar a necessidade de ajustar vitaminas e minerais. A
Qual é o papel da atividade física nesse processo?
A atividade física precisa começar durante o tratamento, e não apenas depois que a pessoa emagrecer. A caminhada e os exercícios aeróbicos são importantes, mas o treino de força também é fundamental para preservar a musculatura. O músculo contribui para a mobilidade, a energia e a autonomia ao longo da vida. Esse cuidado deve continuar mesmo após a retirada gradual da medicação, quando indicada pelo médico. Também precisamos observar o comportamento: algumas pessoas podem substituir a comida por outras formas de compensação, o que exige atenção.
Qual deve ser a principal preocupação de quem deseja mudar a alimentação e emagrecer?
É preciso olhar para a saúde como um todo. Não se trata apenas de perder peso, mas de avaliar as necessidades de cada pessoa, acompanhar os resultados e construir hábitos que possam ser mantidos. Alimentação, atividade física, exames e comportamento precisam estar alinhados. A prevenção é o primeiro passo. Com orientação e acompanhamento, conseguimos buscar resultados que contribuam para a qualidade de vida no presente e no futuro.
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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026
FUNDO DE PARTICIPAÇÃO
Vale projeta R$ 966,7 milhões em repasses para 2027 FELIPE NEITZKE
Estimativa aponta crescimento de 3,7% nos recursos líquidos do FPM e da compensação do IPI destinados aos 39 municípios da região Mateus Souza
mateus@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
O
s municípios do Vale do Taquari devem receber R$ 966,7 milhões em repasses líquidos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e da compensação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em 2027. A projeção, elaborada pela Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) com base em dados da Secretaria do Tesouro Nacional, representa um crescimento de 3,7% em relação aos R$ 932,5 milhões previstos para 2026. Os valores já consideram a dedução de 20% destinada ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). O resultado positivo depende da compensação prevista na lei complementar que prevê a recomposição de perdas tributárias relacionadas ao Imposto Seletivo. Sem esse recurso adicional, a arrecadação líquida do FPM na região apresentaria redução em 2027. A estimativa para o FPM, isoladamente, é de R$ 918 milhões. A compensação do IPI (substituição do Imposto sobre Produtos Industrializados pelo Imposto Seletivo) acrescenta R$ 48,6 milhões aos cofres municipais e garante o crescimento projetado para o conjunto das prefeituras.
Lajeado no topo Entre os municípios da região, Lajeado tem a maior previsão de receita, com R$ 89,15 milhões líquidos em 2027. Venâncio Aires aparece na sequência, com R$ 75,14 milhões. Estrela e Teutônia têm projeção de R$ 47,55 milhões cada, enquanto Taquari deve receber R$ 41,6 milhões. Arroio do Meio e Encantado, que estão na mesma faixa
Lajeado deve arrecadar quase R$ 90 milhões com o FPM em 2027
de coeficiente do FPM, têm estimativa de R$ 35,66 milhões por município. Já Arvorezinha, Bom Retiro do Sul, Cruzeiro do Sul e Roca Sales devem receber R$ 23,77 milhões cada. Na listagem da Famurs, Venâncio Aires aparece com um asterisco, o que indica que o município sofre a aplicação dos redutores de transição por readequação de coeficiente populacional. Por conta desse redutor, o FPM isolado do município registra uma queda nominal de R$ 72,48 milhões para R$ 71,36 milhões. Contudo, ao adicionar a compensação do IPI (R$ 3,77 milhões), a receita total supera essa perda e alcança o crescimento padrão de 3,7% registrado nos demais municípios da região.
Recursos importantes A manutenção dos coeficientes de distribuição do Tribunal de Contas da União (TCU) também favorece os municípios de menor porte. Conforme o levantamento, nenhuma das 39 cidades da região está sujeita aos redutores de transição previstos na Lei Complementar nº 198/2023, o que contribui para a projeção de crescimento de 3,7% nos repasses líquidos. Nos 28 municípios enquadrados no coeficiente 0,6, a estimativa passa de R$ 17,2 milhões para R$ 17,83 milhões por prefeitura. A diferença representa um acréscimo de aproximadamente R$ 630 mil para cada município.
Quanto os municípios devem receber em 2027 LAJEADO
R$ 89,1 milhões VENÂNCIO AIRES
R$ 75,1 milhões ESTRELA e TEUTÔNIA
R$ 47,5 milhões TAQUARI
R$ 41,6 milhões ARROIO DO MEIO e ENCANTADO
R$ 35,6 milhões ARVOREZINHA, BOM RETIRO DO SUL, CRUZEIRO DO SUL e ROCA SALES
R$ 23,7 milhões DEMAIS CIDADES DO VALE
R$ 17,8 milhões Os valores servem de referência para o planejamento orçamentário das administrações municipais e podem contribuir para a previsão de investimentos e o custeio de serviços públicos, especialmente nas áreas da saúde e da educação. As projeções, contudo, não representam garantia de recebimento exato dos valores estimados, uma vez que os repasses efetivos dependem da arrecadação e dos critérios legais de distribuição.
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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026
TIRO
O QUE FALTA, EDUARDO LEITE?
- Ainda sobre o futuro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), e conforEntidades, deputados e me expectativas, o conselheiro Alexandre Postal deve ser o presidente sucessor do futuro presidente Edson Brum a partir de 2030. Ou seja, líderes regionais clamam Brum comanda em 2028 e 2029, e passa o bastão ao amigo no ano RODRIGO MARTINI seguinte. pelos R$ 1,5 bi do Funrigs - E ainda sobre Roberto Lucchese e a eventual presidência da Assembleia Legislativa em 2029, uma curiosidade: não é incomum Fragilidade o governador e o vice saírem de férias em um mesmo período. E isso, todos sabem, quem assume o Estado por alguns dias é o institucional com presidente do parlamento. Já pensou? rodrigomartini@grupoahora.net.br
Os líderes regionais do Vale do Taquari atuam de forma exemplar e propositiva desde o início do derradeiro e mais recente debate sobre concessões de rodovias estaduais. E o primeiro governador reeleito em solo gaúcho na era moderna, Eduardo Leite (PSD), sempre tratou o assunto com muita seriedade e, principalmente, proximidade com as demandas, anseios e exigências da região. O problema é que essa relação mudou após o insucesso do leilão. E tá difícil “realinhar as órbitas”. É sempre bom lembrar: assim como a conquista da Ponte dos Vales e outros tantos investimentos estaduais, a idealização do modelo free flow de pedágio e da divisão mais justa da conta – sem impactar só Encantado e Cruzeiro do Sul – foi coletiva. Não era um modelo perfeito, eu sei. A instalação de pórticos de cobrança entre cidades (entre Arroio do Meio e Lajeado e entre Teutônia e Estrela, por exemplo) e o valor ainda alto da tarifa sempre foram motivos de discórdias. Mas previa bilhões em obras de duplicação e só por isso já era melhor do que o atual sistema estatal da EGR. Feita a ressalva, o fato principal é que a insegurança jurídica e eco-
nômica do futuro contrato tomou conta do ambiente e o leilão foi um fracasso. Nenhuma empresa apresentou propostas ao bloco 2 das rodovias, que envolve as principais e desafiadoras artérias estaduais do Vale. E pasmem. Isso ocorreu no início de junho. Faz quase cinco meses. Desde então, os recursos previstos pelo Funrigs ao bloco 2 repousam nos cofres do estado. Falamos de R$ 1,5 bilhão. É “pila” suficiente – ou de sobra – para duplicar os trechos mais movimentados da ERS-130, ERS129, ERS-128 e ERS-453. Não bastasse o apelo natural por se tratar da região mais impactada pelas catástrofes climáticas de 2023 e 2024, há um inusitado consenso entre diferentes partidos e ideologias. Todos defendem a aplicação direta dos R$ 1,5 bilhão na malha rodoviária. Hoje todos defendem que o estado utilize o Funrigs para duplicações, viadutos e afins e só realize um novo processo de concessão após a conclusão dessas obras. É um consenso entre direita e esquerda, PT, PL, PP, MDB e tudo mais de antagônico que o brasileiro tem experimentado. E a pergunta é: o que ainda falta, governador?
Além de aumentar em 15% o Bolsa Família às vésperas das eleições, o governo Lula (PT) resolveu, sob sigilo, antecipar o pagamento do benefício já reajustado. Era pra ser dia 30 de outubro. Mas o presidente e candidato decidiu pagar na semana que antecede o dia da votação. É só mais uma mostra do uso desavergonhado do Estado para fins eleitorais. Uma mostra da nossa fragilidade institucional, vergonhosamente incapaz de conter os evidentes abusos. Mas cuidado. Hoje “os fins justificam os meios” à esquerda nacional. E como será o amanhã?
AL/RS E TCE/RS
Lucchese e Brum no comando em 2029? Deputado eleito e ex-deputado estadual, Roberto Lucchese (MDB) e Edson Brum podem estar à frente de importantes instituições gaúchas em 2029. Lucchese foi o mais votado do MDB gaúcho na composição da próxima legislatura da Assembleia Legislativa (AL/RS) e quer ser o presidente em 2029. Já o ex-deputado Edson Brum atua hoje como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e deverá ser eleito – no fim do ano que vem – presidente para os exercícios de 2028 e 2029.
Ponte “nova” em breve... Não é uma ponte nova, como já nos prometem faz décadas. Mas a reforma da travessia sobre o Rio Guaporé deve ser finalizada nos próximos dias e isso já é um alento e tanto à região e ao Estado.
Vergonha alheia O Brasil do futuro ainda sentirá vergonha de muitos (pseudo) intelectuais, artistas, músicos, jornalistas e outros que invocam fantasmas já enterrados no
passado para colocar medo nos eleitores e convencê-los de que uma evidente catástrofe institucional e econômica é a verdadeira democracia.
Duplicação é até Encantado! Não há como deixar de fora das reivindicações regionais a luta pela duplicação o trecho da rodovia estadual entre Arroio do Meio e Encantado. Os encan-
tadenses pagam a maior fatia da conta dos pedágios desde 1998. É inaceitável que a região alta “fique para depois” nestas negociações.
EX-VEREADOR
Carlos Ranzi (MDB) voltou à câmara
Um ano e dez meses após deixar a função de vereador em Lajeado, Carlos Ranzi (MDB) voltou ao plenário lajeadense na terça-feira. Após concorrer a prefeito em 2024 e a deputado federal em 2026, o experiente político foi à tribuna para falar
sobre o estacionamento rotativo da cidade, durante audiência pública organizada pelo Legislativo para tratar do novo modelo de concessão do serviço. Ele matou a saudade do microfone. Aliás, não deve ser fácil pra ele ficar longe daquele microfone...
A HORA | 5
Quarta-feira, 21 de outubro de 2026
NOVA SEDE
Prinz transfere produção para Estrela FOTOS: FILIPE FALEIRO
acompanharam a instalação das máquinas e a preparação de cada setor. A aprovação dos testes orientou a sequência da mudança, para que a produção em Estrela pudesse assumir o atendimento antes da parada em Lajeado.
Mais automação
Indústria deixa endereço histórico em Lajeado e opera nas proximidades da BR386. Nova fábrica tem linhas automatizadas, capacidade para até 35 mil embalagens por hora e vagas abertas para ampliar a equipe Filipe Faleiro
filipe@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
A
Vinagres Prinz transfere a produção de Lajeado para Estrela. As linhas de produção, as áreas de expedição, comercial, gestão de pessoas e administração estão na nova sede faz menos de duas semanas. “Estamos de casa nova. Muito motivados para crescermos, gerarmos mais oportunidades e alcançarmos novos mercados”, afirma a diretora comercial, Janaína Koller Martinez. A indústria centenária deixou de produzir no prédio da rua Osvaldo Aranha, atingido por três inundações históricas entre setembro de 2023 a maio de 2024. “Depois de tudo o que aconteceu, estar em um prédio novo, com equipamentos novos, nos traz esse sentimento de que há muito pela frente”, realça o presidente da indústria, Walter Koller.
Nas proximidades da BR-386, o parque recebe equipamentos novos e outros recuperados da antiga unidade. A mudança ainda envolve o transporte de tanques e a organização dos setores, destaca. Conforme a diretora financeira, Jônia Koller, o investimento entre equipamentos, instalação e construção da nova sede se aproxima de R$ 35 milhões. Desse montante, entre R$ 10 milhões e R$ 12 milhões correspondem às máquinas e aos equipamentos. “Do passado ficam algumas lembranças boas e outras bem amargas. Nós saímos de um Fusca para pegar uma BMW”, brinca Koller. Para ele, a diferença aparece na organização dos espaços, na automação e nas condições de trabalho. “Muito mais conforto, uma empresa funcional e moderna”, acrescenta Janaína. O projeto ocupa uma área de 60 mil metros quadrados, com cerca de 12 mil de construção. A transferência mantém a atividade industrial no Vale e encerra a produção no endereço ligado à origem da empresa, fundada em 1925 às margens do rio.
Produção funciona na nova sede há menos de duas semanas. Transferência de tanques e ajustes dos equipamentos ainda fazem parte da rotina da indústria
transferência dos demais setores. O planejamento buscou evitar falta de produtos aos clientes na aproximação do verão. Segundo a direção, a produção quase dobra no período de maior procura por vinagre. A intenção era concluir a mudança durante o inverno, mas atrasos na obra e nas entregas de fornecedores alteraram o calendário. “Nosso objetivo era fazer a mudança acontecer no inverno para que no verão estivesse tudo 100%. Não foi o previsto”, diz Janaína. Reuniões semanais entre direção, equipes e líderes
Entre os investimentos está uma linha completa de envase, com uma paletizadora robótica na etapa final, responsável por organizar as embalagens nos paletes. A indústria também adquiriu tanques de inox e ampliou a estrutura de armazenamento. “São tanques de 400 mil litros cada um. Montamos dois aqui”, explica Walter. Outros reservatórios vieram da sede antiga. Parte deles ainda estão em instalação e havia unidades a transportar de Lajeado. A comparação entre a capacidade antiga e a atual exige distinguir as linhas. Antes, a produção de 18 mil garrafas por hora. Agora, a estimativa de até 35 mil embalagens por hora considera todas as linhas funcionando ao mesmo tempo. Conforme Janaína, a estratégia é duplicar a produção a cada ciclo de cinco anos e aproveitar cada vez mais a unidade fabril. “Isso tudo depende de pessoas. Para crescermos, temos que acrescentar profissionais e esse tem sido um desafio.” Hoje a empresa tem 68 funcionários diretos, distribuídos entre produção, administração, logística e transporte. Com prestadores de serviço e profissionais indiretos, passa dos 150 empregos.
Sem interromper as entregas A saída de Lajeado ocorreu por etapas. Antes de desligar a produção na antiga fábrica, a equipe testou uma linha nova em Estrela. Com os equipamentos aprovados, começou a fabricar no novo endereço e liberou a
Presidente, Walter Koller e as diretoras Janaína (e) e Jônia (d) almejam duplicar produção de vinagres na nova sede. Hoje, marca está presente em todo o país e na América Latina
O que muda na fábrica Endereço: produção transferida da rua Osvaldo Aranha, em Lajeado, para as proximidades da BR-386, em Estrela. Estrutura: terreno de 60 mil metros quadrados, com cerca de 12 mil de área construída. Capacidade: até 35 mil garrafas e outras embalagens por hora, com todas as linhas em funcionamento. Empregos: 68 funcionários diretos e vagas abertas. A empresa oferece transporte para trabalhadores de Lajeado.
Da beira do rio à BR-386 1925 Joseph Martin Prinz funda a indústria em Lajeado, às margens do Rio Taquari. 1995 A família Koller assume a empresa e inicia a renovação dos equipamentos e da operação comercial. 2023 e 2024 Três inundações atingem a fábrica. A direção calcula perdas de cerca de R$ 28 milhões, incluindo danos materiais e vendas não realizadas. Outubro de 2026 A produção passa para Estrela. A transferência de tanques e os ajustes da nova unidade continuam.
Prejuízos de R$ 28 milhões A nova fábrica sucede um ciclo de recuperação financiado, primeiro, com recursos próprios. Segundo Jônia, a empresa bancou a retomada após as enchentes de setembro e novembro de 2023. “Mantivemos com o que tínhamos de economias. Nas duas primeiras enchentes, fizemos reformas no prédio, nas máquinas. A inundação de maio de 2024 destruiu tudo. Já não tinha como continuar.” Foi depois da grande inundação que tiveram acesso a financiamentos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, a partir da modelagem elaborada pelo governo federal, com juros subsidiados. Para manter a indústria, o processo de retomada de mercados foi fundamental. A Prinz ampliou o leque de atuação no país e na América Latina. Hoje está em processo para vender aos Estados Unidos.
6 | A HORA
Quarta-feira, 21 de outubro de 2026
APORTE PARA RODOVIAS
Proposta de uso de R$ 375 milhões gera desconforto FILIPE FALEIRO
CINTIA AGOSTINI PRESIDENTE DO CODEVAT
Precisamos acompanhar esses movimentos para que a verba prevista para as rodovias não vá parar em outras regiões.”
Zucco. O argumento relaciona a aplicação do Funrigs aos danos provocados pelas enchentes e à necessidade de melhorar a infraestrutura regional. “O Vale foi o mais atingido pela inundação. Sabemos que o Norte precisa de melhorias nas rodovias, mas eles não tiveram prejuízos devido ao episódio climático extremo. Então, o lógico seria aplicar na nossa região. Esse foi o propósito do próprio fundo”, sustenta.
O que a emenda contempla
Parcela prevista para 2027 equivale a um quarto do aporte do Bloco 2. Líderes defendem mais recursos para acelerar duplicações Filipe Faleiro
filipe@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
A
proposta de reservar R$ 375 milhões do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) para rodovias do Bloco 2 no orçamento de 2027 gera preocupação. O valor corresponde a um quarto do aporte de R$ 1,5 bilhão previsto para o conjunto de estradas. Durante reunião na noite de ontem, representantes do setor produtivo, de associações, do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat) e o deputado estadual eleito Roberto Lucchese (MDB) discutiram os efeitos desse encaminhamento sobre as obras reivindicadas pela região. Na análise do grupo, é preciso assegurar os recursos e um cronograma que permita concluir as duplicações em três anos. A preocupação envolve a demora nas intervenções e o destino do dinheiro ainda sem previsão de aplicação no próximo orçamento.
“Precisamos acompanhar esses movimentos para que a verba prevista para as rodovias não vá parar em outras regiões”, destaca a presidente do Codevat, Cintia Agostini. A Emenda nº 250/2026, do deputado Joel Wilhelm (PP), direciona R$ 750 milhões já previstos na programação do Plano Rio Grande, por meio do Fundo da Reconstrução (Funrigs) para dois grupos de rodovias. Segundo o deputado Guilherme Pasin (PP), a proposta passa pela Comissão de Finanças antes da votação em plenário. Para ele, a parcela inicial visa respeitar a capacidade do governo de preparar projetos, contratar empresas e acompanhar os serviços. “Não adianta destinar R$ 1 bilhão em obras e chegar lá no fim e não conseguir usar. Foi a maneira mais responsável que encontramos para garantir um ciclo de obras”, afirma.
Posição do Vale O encaminhamento dos deputados ocorre enquanto representantes do Vale articulam uma posição conjunta. O encontro na noite de ontem abordou quais as prioridades regionais, bem como o modelo de diálogo o futuro governador,
Durante reunião na noite de ontem, representantes do setor produtivo discutiram os efeitos de encaminhamento sobre as obras reivindicadas pela região
Luciano Zucco. A mobilização regional pretende obter um compromisso antes da troca de governo. A divisão dos investimentos entre diferentes anos considera a capacidade do Estado de preparar projetos, contratar empresas e acompanhar os serviços. Na posição regional, é preciso um plano claro de duplicações por lotes, para manter frentes de trabalho contínuas, sem abrir intervenções desordenadas ao longo das rodovias. Com o alinhamento, o grupo pretende solicitar uma audiência com o atual governador, Eduardo Leite, e também com o eleito. O objetivo é obter um encaminhamento que preserve os recursos para ampliar a capacidade de tráfego das rodovias. “O que não podemos é ficar sem obras. É ver esses R$ 1,5 bilhão serem usados em um monte de pequenas intervenções por todo o Estado”, afirma Lucchese. O deputado eleito já apresentou a demanda a
O texto apresentado por Wilhelm especifica obras de “conservação, reparação e recomposição da infraestrutura”. Não menciona duplicações nem identifica os primeiros trechos que receberiam investimentos. A ampliação da capacidade das estradas permanece como reivindicação regional. A emenda mantém os recursos na Secretaria da Reconstrução Gaúcha e na mesma programação orçamentária. O que muda é a especificação do destino de R$ 750 milhões, sem aumento da despesa total prevista. Na justificativa, o deputado relaciona as intervenções aos danos das enchentes, como destruição de pontes e bueiros, rompimento de aterros, erosão e comprometimento do pavimento. O documento também aponta prejuízos à circulação, ao transporte da produção e ao acesso das comunidades a serviços. A abrangência descrita é maior que os 409 quilômetros do projeto de concessão do Bloco 2. Segundo a justificativa, as seis rodovias do segundo grupo somam cerca de 897 quilômetros sob administração estadual. Os segmentos concedidos à iniciativa privada ficam excluídos.
Contratações só em 2027 Apesar da busca regional por um compromisso ainda na gestão
O que está em disputa Valor para o primeiro ano A emenda no projeto do orçamento estadual de 2027 propõem R$ 375 milhões para o Bloco 2. A mobilização regional defende ampliar os recursos disponíveis para acelerar as duplicações. Prazo das obras O Vale busca concentrar as intervenções em três anos. Na Assembleia Legislativa há uma perspectiva de cinco anos, conforme a capacidade de contratação e avanço dos serviços. Destino do saldo Líderes temem a dispersão dos recursos. Conforme os deputados, o aporte de R$ 1,5 bilhão permanece vinculado às rodovias do bloco, pois estão previstos no Plano Plurianual. Responsabilidade pelas intervenções EGR e Daer são alternativas. A criação de um fundo ligado à EGR também integra as discussões.
Trechos prioritários Venâncio Aires a Arroio do Meio: 43,1 quilômetros pelas rodovias RSC-453 e ERS-130. Estimativa de R$ 610,5 milhões. Arroio do Meio a Encantado: 13,6 quilômetros na ERS-130. Estimativa adicional de R$ 336 milhões. Teutônia a Fazenda Vilanova: 16,3 quilômetros da ERS-128. Estimativa de R$ 189,4 milhões. Total: cerca de R$ 1,14 bilhão, sem incluir a ligação entre Estrela e Teutônia pela RSC-453. Em análise: Estrela a Teutônia, 16,3 quilômetros, sem estudo prévio de orçamento.
Leite, o deputado Guilherme Pasin destaca que a destinação orçamentária para esse modelo de obras públicas e as licitações não são possíveis de fazer agora. “O atual governador não previu no orçamento essa dotação. Não tem como contratar. Por isso, o parlamento fez as emendas, para garantir obras com recursos do Funrigs que iam de patrocínio para uma concessão.” A definição de quem conduzirá as intervenções também permanece aberta. EGR e Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) estão entre as possibilidades.
A HORA | 7
Quarta-feira, 21 de outubro de 2026
DESENVOLVIMENTO REGIONAL
Vale avança no Idese e ocupa a 8ª posição no RS DIVULGAÇÃO
Índice chegou a 0,664 em 2024, com alta de 0,043 em relação a 2022. Saúde concentra o melhor resultado da região, enquanto diferenças entre os municípios apontam
IDESE
POSIÇÃO ESTADUAL
VESPASIANO CORRÊA
0,755
6º
ANTA GORDA
0,737
12º
COQUEIRO BAIXO
0,718
27º
ARROIO DO MEIO
0,713
30º
COLINAS
0,712
32º
BOM RETIRO DO SUL
0,599
312º
CRUZEIRO DO SUL
0,585
342º
TABAÍ
0,576
362º
PAVERAMA
0,568
382º
TAQUARI
0,518
460º
o planejamento considera a estrutura das escolas, os processos de aprendizagem, o atendimento em sala de aula e a formação de professores. A presidente do Codevat ressalta que o avanço nesses campos depende da articulação entre municípios e dos recursos estaduais e federais. “Não é uma dinâmica com total autonomia. Por isso, olhamos de forma regionalizada, em busca de apoio. É um trabalho contínuo”, pontua.
Karine Pinheiro
karine@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
O
Vale alcançou índice de 0,664 no Índice de Desenvolvimento Socioeconômico (Idese) em 2024 e ocupa a oitava posição entre as 28 regiões do Rio Grande do Sul. O resultado representa um avanço de 0,043 ponto em relação a 2022, conforme dados divulgados pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE). O indicador reúne informações sobre educação, saúde e renda para acompanhar as condições de desenvolvimento dos municípios e regiões. A presidente do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat), Cintia Agostini, diz que a região permanece entre as primeiras colocadas desde a criação do indicador. Para ela, o resultado permite acompanhar parte das condições de vida da população, embora não contemple todos os fatores que interferem no desenvolvimento. “É uma métrica que tenta quantificar a qualidade de vida e o desenvolvimento. É um parâmetro que deve ser acompanhado ao longo do tempo”, avalia.
MUNICÍPIO
Vespasiano Corrêa aparece entre dez melhores no RS
Saúde concentra melhor resultado Os três blocos que compõem o Idese apresentaram avanço na comparação com 2023. Em 2024, a Saúde alcançou 0,789, a Educação chegou a 0,659 e a Renda registrou 0,543. A área da saúde ocupa a terceira posição entre as regiões gaúchas, atrás apenas do Nordeste e do Noroeste Colonial. Os resultados permitem identificar os campos em que o Vale apresenta indicadores mais elevados e aqueles que exigem atenção no planejamento de políticas públicas. Na avaliação de Cintia, os números precisam ser considerados em conjunto com as características de cada município.
A composição econômica, a oferta de serviços e as condições de acesso da população influenciam a leitura dos indicadores. “A qualidade de vida aumentou com base nesses indicadores avaliados, mas o índice não dá conta de todos os aspectos”, explica. A economista cita a renda como exemplo de dimensão que exige cuidado na interpretação, sobretudo em municípios com atividades agrícolas.
Meio, com 0,713. Na outra ponta, Taquari registra o menor índice regional, com 0,518. A classificação geral, porém, não permite identificar, isoladamente, quais fatores explicam a distância entre as cidades, diz Cintia. Para isso, é necessário observar os resultados de cada bloco e os indicadores que compõem o cálculo.
Diferenças entre municípios
O desempenho nos três blocos também se relaciona às prioridades previstas no planejamento estratégico do Vale do Taquari. Conforme a Cintia, a dimensão da renda envolve o fortalecimento das cadeias produtivas, a inovação, o empreendedorismo e a criação de negócios. Na saúde, a regionalização dos serviços está entre os temas que exigem atenção. Na educação,
A classificação municipal mostra que 12 cidades do Vale aparecem entre as 100 primeiras posições do Estado. Vespasiano Corrêa lidera na região, com índice de 0,755 e sexto lugar no ranking gaúcho. Anta Gorda ocupa a 12ª posição, com 0,737, seguida por Coqueiro Baixo, com 0,718, e Arroio do
Planejamento
Revisão metodológica A edição de 2026 do Idese apresenta uma série revisada, com resultados de 2022 a 2024. A metodologia incorporou novas bases de dados, entre elas o Censo Demográfico de 2022, o Cadastro Único e o Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do RS. O indicador mantém os três blocos de Educação, Saúde e Renda, organizados em seis sub-blocos e 17 indicadores. A mudança exige cautela na comparação com edições anteriores, pois os critérios de cálculo foram revistos. Para Cintia, o Idese oferece uma referência para o acompanhamento do desenvolvimento, mas não substitui a análise de outros aspectos que afetam a realidade local.
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vinibilhar@grupoahora.net.br
VINI BILHAR
Docile busca ampliar mercados internacionais na França DIVULGAÇÃO
evento com foco na prospecção de negócios, no fortalecimento da marca no exterior e na ampliação da presença em mercados estratégicos. Com 60 anos de história, a feira
A Avenida do Turismo será um dos destaques da Expovale Construmóbil 2026, com atrações culturais e gastronômicas de cerca de 80 municípios de 12 regiões do Rio Grande do Sul. O espaço reunirá representantes de praticamente todas as cidades do Vale do Taquari, além de comitivas de outras localidades do Estado. A programação inclui grupos de dança, orquestras, corais, comidas típicas e divulgação de eventos regionais, como Suinofest, Festival do Chucrute, Natal de Lajeado e Natal no Morro, de Arvorezinha. A
proposta é promover o turismo, o intercâmbio cultural e novas oportunidades de negócios. Com aproximadamente 450 metros quadrados, a Avenida do Turismo ficará entre os pavilhões 1 e 4 do Parque do Imigrante e contará com cinco ambientes temáticos, dedicados à cultura, à gastronomia, à história e às experiências sensoriais. A Expovale Construmóbil ocorre de 12 a 15 e de 18 a 22 de novembro, em Lajeado. As feiras são realizadas pela Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) e pela Prefeitura. DIVULGAÇÃO
A
Docile participou da SIAL Paris, uma das maiores feiras de alimentos do mundo, realizada na França entre os dias 17 e 21. A empresa esteve no
é uma das principais plataformas globais para negócios e relacionamento nos setores de alimentos, varejo e food service. Nesta edição, a expectativa era reunir mais de 8 mil expositores de 130 países e cerca de 295 mil profissionais. Segundo Cristian Ahlert, diretor de Exportação da Docile, a participação permite ampliar conexões comerciais, apresentar o portfólio a potenciais clientes e acompanhar tendências de consumo. Atualmente, a marca está presente em mais de 100 países. No último ano, ampliou sua atuação na Europa, passando de cinco para mais de 20 países, além de registrar crescimento expressivo nas vendas para a China. A empresa também ingressou em mercados como Austrália, Japão, Cuba e El Salvador, reforçando a estratégia de expansão internacional.
Expovale Construmóbil reunirá atrações de 80 municípios
CONEXÃO APL
Senai amplia suporte às indústrias O Senai Lajeado estrutura o Instituto em Tecnologia de Alimentos e Bebidas para ampliar o suporte às indústrias do Vale do Taquari. À frente da iniciativa está Everton da Paz, químico especializado em alimentos, que assumiu a função há cerca de 45 dias, com a missão de aproximar a estrutura tecnológica da instituição das demandas do setor produtivo. Com experiência em diferentes empresas da indústria alimentícia, Da Paz chegou ao Rio Grande do Sul
após atuar em São Paulo. Sua vinda a Lajeado ocorreu a partir de uma demanda do Arranjo Produtivo Local (APL) de Alimentos e Bebidas do Vale do Taquari. O instituto oferecerá orientação tecnológica, assessoria em assuntos regulatórios e suporte ao desenvolvimento de produtos e processos, desde a pesquisa até a prestação de serviços tecnológicos. A iniciativa já contabiliza visitas a 15 empresas da região, com o
objetivo de identificar necessidades e oportunidades de atendimento. A articulação entre o Senai e o APL é pioneira: Lajeado é a primeira unidade regional a contar com um profissional dedicado especificamente a essa conexão. As indústrias de alimentos e bebidas são convidadas a conhecer o instituto e apresentar suas demandas, fortalecendo a inovação e a competitividade do setor. Os contatos são via Senai e APL.
PAULO CARDOSO
Indicadores Dólar: R$ 5,01 Ibovespa: 208.295,98
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Transformações na av. Benjamin acompanham crescimento da cidade JHON WILLIAN TEDESCHI
Histórico de modificações No recorte de 15 anos, em outubro de 2011, o trecho a partir da rua Oswaldo Mathias Ely sequer era asfaltado. O primeiro trecho, até a rua Waldemar Schossler, no Moinhos D’Água, recebeu pavimentação a partir daquele ano. Em 2017, foi concluído o asfaltamento até a avenida Carlos Kronhardt, no bairro Conventos, em trajeto já duplicado à época.
Com diversas intervenções em andamento, avenida que conecta o Centro ao bairro Conventos recebe prioridade pela necessidade de maior segurança e fluidez. Trecho no bairro Montanha tem projeto para alargamento e duplicação do trecho restante em Conventos está nos planos de longo prazo Jhon Willian Tedeschi jhon@grupoahora.net.br
LAJEADO
U
ma das mais importantes avenidas do município, a Benjamin Constant passa por permanentes modificações. A mais recente é o recapeamento do trecho no bairro Montanha, entre as ruas Paulo José Schlabitz e Irmando Weissheimer, que iniciou na segunda-feira, 19, e deve prosseguir durante a semana. Ao longo do ano foram instaladas rotatórias e reconfigurados alguns cruzamentos. Entre os objetivos, melhorar a mobilidade e ampliar a segurança de quem trafega pela via. O secretário de Planejamento, Urbanismo e Mobilidade, Alex Schmitt, cita duas intervenções como as principais feitas na avenida nos últimos anos. Uma delas foi a implementação do projeto Sinal Verde, o que permitiu a sincronização dos semáforos desde o eixo que inicia na BR-386, na avenida Senador Alberto Pasqualini, até a sede da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil).
“Isso oportuniza que o trecho desde a entrada da cidade até a Acil possa ser percorrido com uma velocidade segura de 45km/h em pouco mais de três minutos”, relata. Já a outra melhoria mencionada foi a ampliação de uma pista no Montanha, no sentido Centro-Bairro. “Essa intervenção resolveu o maior gargalo que tínhamos na mobilidade urbana em horários de pico, dando fluidez e segurança para quem se desloca da região central para os bairros Montanha, Jardim Botânico, Moinhos D’Água, Bom Pastor, São Bento e Conventos”, acrescenta Schmitt. No fim de agosto iniciaram obras com foco na segurança dos usuários. No planejamento estão a construção de cinco retornos, nas proximidades da avenida Carlos Kronhardt e das ruas Selma Weissheimer, 25 de Fevereiro, Zeno Schmatz e Hermes Jaeger. O cronograma prevê o término dos trabalhos para fevereiro de 2027, com investimento de cerca de R$ 1,2 milhão. Foram fechados sete cruzamentos no mesmo trecho, ao considerar pontos onde a visibilidade dos motoristas fica
prejudicada e aumenta o risco de acidentes. “Essa intervenção prioriza a segurança do trecho que tem a maior gravidade da acidentalidade da cidade”, comenta o titular da Seplan. O município ainda planeja a instalação de lombadas eletrônicas para controle de velocidade. “Essas medidas tendem a diminuir consideravelmente a ocorrência e a gravidade dos acidentes no trecho. A intervenção vai sacrificar um pouco da comodidade em prol da segurança, o que a justifica”, pondera Schmitt.
Projeto de alargamento O trecho que recebe o recapeamento está na mira para uma futura ampliação. Após a autorização para um financiamento de R$ 100 milhões para obras de infraestrutura, avança a perspectiva de dois alargamentos na avenida, que fazem parte do planejamento da administração municipal. Um deles, entre as ruas Oswaldo Mathias Ely e João Sebastiany, tem cerca de 320 metros de extensão. O outro, da avenida João Alberto Schmidt até a rua Irmando Weissheimer, possui 270 metros. De acordo com Schmitt, está em andamento um levantamento topográfico para alargar o trecho considerado mais estreito da via.
Dois anos depois, foi aberto mais um trecho da avenida, até a rua Guilherme Armange. Hoje, a Benjamin está asfaltada até a rua José Franz, com um trecho de 2,5 quilômetros ainda sem melhorias deste tipo. Schmitt sinaliza que, dentro do planejamento de longo prazo do município, está a duplicação do trecho faltante em direção a Conventos.
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“Depois de 43 anos, a gente “Eu não conseguia me continua no estilo artesanal, imaginar fazendo outra coisa” mesmo em escala industrial” ENTREVISTA | MARTIN, TASSIANA E LUCAS ECKHARDT - DIRETORES DA SORVEBOM
Com mais de quatro décadas de história, Sorvebom alia crescimento industrial à seleção criteriosa de ingredientes e ao controle de cada etapa da produção FOTOS: DEIVID TIRP
Rogério Wink - Como é ser filha do Martin Eckhardt? Tassiana Eckhardt - É uma responsabilidade. Temos bons exemplos de casa e procuramos seguir e levar com a gente os valores que temos de berço.
Wink - Qual a importância dos exemplos e desse ambiente familiar para a história da Sorvebom? Lucas Eckhardt - Sempre digo que meu maior desafio é criar meus filhos da forma como fomos criados. Trazer esses valores que o pai e a mãe sempre nos ensinaram no dia a dia. A gente sempre foi uma empresa familiar. Então, obviamente, vivemos juntos, convivemos e passamos os dias juntos. Somos realmente muito gratos pelo que o pai e a mãe nos ensinaram: os valores e sobre ter uma vida correta.
Jéssica R Mallmann
jessica@grupoahora.net.br
A
história da Sorvebom começou em 1983, com a abertura da primeira loja em Estrela. Logo depois, a marca chegou a Lajeado, onde a trajetória de crescimento ganhou novos capítulos. Mais de quatro décadas depois, a empresa reúne produção industrial, lojas, franquias e logística própria, mantendo um princípio que acompanha sua evolução: a qualidade não é negociável. Ao longo dos anos, a expansão veio acompanhada de investimentos em estrutura e segurança alimentar. Em 1994, a unidade da Benjamin Constant, em Lajeado, passou a oferecer um bufê completo de sorvetes, iniciativa pioneira no setor. Em 2003, a empresa conquistou certificações de qualidade e segurança dos alimentos, reforçando o cuidado com os processos. Hoje, a Sorvebom se destaca pelo controle de todas as etapas, da seleção dos ingredientes à distribuição em caminhões com temperatura monitorada. A atenção começa na escolha dos fornecedores e se estende aos equipamentos e às análises de qualidade, realizadas também em parceria com o Unianálises, da Univates. Segundo o diretor Martin
Lucas, Tassiana e Martin Eckhardt participaram do programa “O Meu Negócio” dessa segunda-feira, 19
Dica de livro Hit makers: Como nascem as tendências - por Derek Thompson
Eckhardt, alguns fornecedores acompanham a empresa há décadas. É o caso do ingrediente usado no sorvete de baunilha, adquirido do mesmo parceiro há 43 anos. A fidelidade às matérias-primas, aliada à evolução dos equipamentos e ao controle rigoroso da produção, permite ampliar a capacidade sem perder as características que acompanham a marca desde o início. “Mesmo depois de 43 anos, a gente continua no estilo artesanal, mesmo em escala industrial”, afirma.
O sucesso de um filme, música ou aplicativo raramente acontece por acaso. Em um mundo marcado pelo excesso de informações, por trás de cada fenômeno cultural há uma combinação de influência, conexões e comunidades de fãs que impulsionam sua popularidade. Mesmo as ideias mais inovadoras podem passar despercebidas quando não encontram o público certo. Nesse processo, tão importante quanto conquistar os primeiros consumidores é alcançar as pessoas que fazem parte de suas redes de contato. Em Hit Makers, Derek Thompson, editorsênior da revista The Atlantic, investiga os fatores psicológicos e econômicos que ajudam a explicar nossas preferências e a moldar o mercado cultural.
Wink - Me lembro do início da empresa lá em Estrela. Me conta um pouco mais sobre isso. Martin Eckhardt - O negócio começou em 1983, através de uma oportunidade que Deus nos deu, de forma meio inusitada. Eu trabalhei na Costaneira onde aprendi muito na área comercial. Através da Costaneira, fiquei dois anos em Lajeado, dois anos em Cachoeira do Sul e depois fui para Novo Hamburgo. Nesta última cidade, nossos primeiros clientes da loja eram pai e filho sorveteiros, que queriam comprar material de construção para reformar uma casa no centro de Novo Hamburgo, para montar uma sorveteria. Dois ou três meses depois, eles nos convidaram para a inauguração e, com isso, fizemos uma grande amizade. Eu e o Tadeu, foi uma coisa bem espontânea. Lembro-me que, em 30 de dezembro de 1982, estávamos na casa dele para comemorar o ano novo, quando o pai do Tadeu faleceu em um acidente. O senhor tinha uma pequena sorveteria em Carazinho, chamada Sorvebom. Após o ocorrido, a família não quis continuar o negócio e me perguntou se eu não queria comprar. Eu recém tinha casado, não tinha dinheiro nenhum. Brinco que tinha meio Passat, pois eu tinha comprado meio a meio com o meu gerente. Cada um usava em uma semana. Esse meio Passat foi o início da Sorvebom. Wink - Como a Dona Tânia reagiu quando tu conversou com ela sobre a sorveteria? Martin - Ela estava junto no mo-
mento e aceitou bem. Mas depois se arrependeu um pouco, pois achou que nós tínhamos feito uma loucura. Ela estava em um emprego bom em Novo Hamburgo e eu estava na Costaneira, sempre almejando novos passos. A gente decidiu abraçar essa oportunidade. Wink - E a marca veio junto? Martin - Sim. Por que ficamos com a marca Sorvebom? A gente buscou tudo em Carazinho e trouxe para Estrela. A gente não veio para Lajeado, pois na época havia uma empresa muito grande, a Urso Branco, e tínhamos um respeito muito grande por eles. Colocamos em Estrela, porque não tinha uma sorveteria clássica. Abrimos no final de janeiro de 1983 a primeira loja. Para a nossa surpresa, a gente detectou que a maioria dos clientes que tínhamos lá eram de Lajeado. Daí fomos ver que a gente conseguiu fazer um sorvete bom e diferente: abacaxi com pedaço de abacaxi, morango com pedaços de morango… minha sogra ajudou muito para entender os processos, pois ela era doceira. Até nós nos surpreendemos com a nossa performance no início, não tendo nenhuma experiência. Wink - Tassia e Lucas, vocês poderiam ter dado outros caminhos para a vida profissional de vocês. O que foi importante para que vocês se dedicassem também à organização? Tássia - Eu costumo dizer que a história da empresa se mistura com a história da nossa família. Desde muito pequenos vivemos esse negócio, crescemos no meio da sorveteria. Nós crescemos enxergando o pai e a mãe construindo essa história e se apaixonar pelo sorvete, pelo produto e o negócio. Quando chegou o meu momento de decidir eu não conseguia me imaginar fazendo outra coisa. Lucas - A gente foi criado ali. Lembro que tínhamos um “chiqueirinho” (cercadinho) para os bebês ficarem. E ali a gente cresceu. Quando eu era um pouco maior, as pessoas chegavam na loja e falavam: “Nossa como tu cresceu”. Sempre fez parte de mim. Foi, realmente, uma decisão super tranquila. O pai nunca nos obrigou a nada, ele sempre foi muito aberto. Mas a gente estava ali no dia a dia, desde sempre, ajudando. Nas férias de verão, no dia a dia, final de semana… a gente sabia como era e aprendeu a amar aquilo ali.
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VISÃO INTEGRADA
Região mapeia projetos para se preparar a novos eventos extremos DIVULGAÇÃO
Iniciativa da CoalizãoRS em parceria com órgãos locais, mapeamento reúne projetos dos municípios, aponta entraves e indica o apoio necessário para que as iniciativas saiam do papel
VALE DO TAQUARI
S
erá apresentado hoje, às 10h, no auditório do prédio 11 da Univates, o Mapeamento de Projetos Estruturantes para a Reconstrução e Resiliência Climática do Vale do Taquari. O levantamento reúne projetos cadastrados pelos municípios e busca construir uma visão integrada das iniciativas em andamento ou em desenvolvimento na região, seus principais entraves e as necessidades de apoio para que possam avançar. A iniciativa é da CoalizãoRS, em uma articulação multissetorial pela resiliência climática do estado, ao lado do Ministério Público, Univates, Associação dos Municípios do Alto Taquari (Amat), Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat) e Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Taquari (Consisa). O mapeamento busca identificar o que cada município precisa para tirar seus projetos do papel. A partir dos obstáculos e das demandas apresentados neste primeiro levantamento, poderão ser estruturadas estratégias de apoio em cinco frentes: apoio institucional, capacitação de lideranças e gestores locais, documentação técnica e processos de aquisição, elaboração de estudos técnicos e projetos e busca de financiamento.
A proposta é aproximar essas necessidades das capacidades que já existem em instituições públicas, universidades, organizações da sociedade civil, empresas e potenciais financiadores, fortalecendo uma agenda regional coordenada. Com o apoio dos atores, o levantamento reúne informações sobre o escopo de cada projeto, o tipo de intervenção, a abrangência territorial, o estágio de desenvolvimento e os principais obstáculos e necessidades para sua execução. Para participar do levantamento, os municípios preencheram um formulário desenvolvido pela CoalizãoRS e cadastraram projetos e iniciativas que já estavam em execução ou em fase de planejamento, estruturação ou captação de recursos. As propostas foram então classificadas em diferentes áreas de atuação, como reconstrução ou recuperação de infraestrutura afetada, adaptação às mudanças climáticas, prevenção e preparação para desastres e retomada econômica e social.
Na prática De acordo com Hipárcio Stoffel, head de projetos da CoalizãoRS, além de organizar os projetos por área de atuação, a iniciativa busca entender o que cada município pretende fazer na prática. “Por isso, classificamos os tipos de intervenção propostos, como obras e infraestrutura, estudos, diagnósticos, planos e projetos técnicos ou aquisição de equipamentos. Isso ajuda a perceber em que ponto cada projeto está e que tipo de apoio ele precisa para avançar”, completa. Outro aspecto analisado é a abrangência territorial de cada iniciativa, ou seja, se ela beneficia apenas um município, vários municípios ou toda a região. A leitura permite identificar projetos que, mesmo executados em uma cidade, ultrapassam seus limites e envolvem diferentes localidades, como pontes e estradas. “O encontro marcará a apresentação do mapa, construído a partir das necessidades apontadas pelos próprios
municípios. O momento permitirá uma leitura conjunta das prioridades identificadas e deverá orientar os próximos passos de articulação em torno dos projetos considerados estratégicos para a reconstrução e a resiliência climática da região”, finaliza.
Eventos climáticos, como enchentes, se tornaram recorrentes na região
HIPÁRCIO STOFFEL HEAD DE PROJETOS DA COALIZÃORS
Serviço Evento: Apresentação dos resultados do Mapeamento de Projetos Estruturantes para a Reconstrução e Resiliência Climática do Vale do Taquari Data: Hoje, às 10h Local: Auditório do Prédio 11 da Univates Realização: CoalizãoRS, Ministério Público, Univates, Associação dos Municípios do Alto Taquari (Amat), Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat) e Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Taquari (Consisa).
O momento permitirá uma leitura conjunta das prioridades identificadas e deverá orientar os próximos passos de articulação em torno dos projetos considerados estratégicos para a reconstrução e a resiliência climática da região”
PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS 12 | A HORA www.coquetel.com.br "Eu tenho a (?)!", lema do He-Man
Anexado
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© Revistas COQUETEL
NOVA CAMPANHA
Verbo modal em in- Duas proposições glês que indica uma básicas da obrigação incisiva Geometria Naturais ou uma dedução Euclidiana
Peça de metal com rosca interna
Família lança rifa de terreno para custear tratamento de Léo
Pó metálico usado em artesanato "Vou de (?)", sucesso de Angélica Tecidos usados para secar suor e lágrimas Que tem eixos coincidentes
"A (?) da Guerra", livro chinês
Grande porção de coisas Que exprime admiração (fem.)
Tecido resistente Vagaroso Base do caviar Gafe (bras.)
Rio que foi afetado pelo desastre de Mariana Maior mamífero da Terra, ameaçado de extinção pela caça indiscriminada (pl.) Ir plantar (?): parar de incomodar
Valor a ser pago Dez, em inglês
Falhas; defeitos A ação da vitamina K
Tempero evitado por hipertensos Goma de mascar Saque sem defesa Sufixo de "glorioso"
Clube de maior torcida no Brasil (fut.)
A letra da vaia
FOTOS: MAIRA SCHNEIDER
Localizado no loteamento Jardim Conventos, imóvel avaliado em R$ 105 mil é o principal prêmio de uma rifa com números a R$ 20
A (?) nu: sem o auxílio de lentes
Maira Schneider
mairaschneider@grupoahora.net.br
Seguir; partir
LAJEADO
Nativo Partes que formam a corola da flor
Elias Canetti, escritor búlgaro
A
Uma vez, em inglês (?) Mahler, compositora austríaca
Pode ter fundo falso Padres; reverendos
3/ten. 4/alma — must — once. 6/chicle. 7/coaxial.
BANCO
8
Solução F M A O P U R P U R I N A L E N Ç O S T A XI N A R T E T O S E C B R I M C A X I A L O V A O D C E E R R O S O C N A S E L O T B A T A T A S T A C E FL A M EN G O L A U O L H O P E T A L A S I R A O N C E I I N G A V E T A A L MA S A C E R D OT E S
23/09 - 22/10
Virgem: Organize tarefas e revise mensagens com atenção. Mudanças na rotina podem melhorar a produtividade.
23/10 - 21/11
23/07 - 22/08
Leão: Parcerias exigem equilíbrio e escuta. Converse com calma sobre assuntos familiares e aproveite reencontros.
22/11 - 21/12
21/06 - 22/07
Câncer: Emoções intensas pedem diálogo e carinho. Priorize o essencial nas finanças e evite conflitos familiares.
Sagitário: Reflita antes de revelar segredos. Organize ideias, ouça conselhos e avalie os custos de viagens.
22/12 - 19/01
21/05 - 20/06
Gêmeos: Organize o trabalho sem deixar os estudos de lado. Evite discussões por opiniões e aproveite o clima romântico.
Escorpião: Conversas sinceras ajudam a superar mágoas. Uma boa notícia profissional poderá surgir.
Capricórnio: Organize as finanças e corte excessos. Negócios bem planejados trazem prosperidade.
20/01 - 18/02
20/04 - 20/05
Touro: Decisões profissionais exigem maturidade. Ouça quem está ao seu lado e preserve a harmonia.
Libra: Revise despesas, evite compras impulsivas. Autoconfiança e novas amizades estão em alta.
Aquário: Valorize sua independência sem confrontar superiores. Boas notícias podem fortalecer parcerias.
19/02 - 20/03
21/03 a 19/04
Áries: Amizades ganham força. Esclareça acordos financeiros e aposte na sinceridade para fortalecer o amor.
23/08 - 22/09
HORÓSCOPO
Peixes: Organize prioridades e cuide da saúde. Evite decisões precipitadas e preserve sua reputação.
família de Léo Wolschick lançou uma nova campanha para arrecadar recursos destinados ao tratamento do menino. A iniciativa prevê o sorteio de um terreno de esquina no loteamento Jardim Conventos, em Lajeado, avaliado em R$ 105 mil, além de outros quatro prêmios em dinheiro. Cada número da rifa custa R$ 20, e o sorteio será realizado em 19 de dezembro, por meio de uma transmissão ao vivo na página de Léo nas redes sociais. Segundo a mãe, Cândida Wolschick, a iniciativa surgiu como uma alternativa para ampliar a arrecadação e mobilizar novos apoiadores. A família também busca alcançar pessoas de outras regiões do país. Os números podem ser adquiridos diretamente com a família, por meio do Instagram, e há a possibilidade de colaborar com a venda dos blocos da rifa. Cândida destaca a importância da solidariedade recebida ao longo da mobilização. “É o povo pelo povo”, resume. Ela também agradece às pessoas que contribuíram com a causa e seguem acompanhando a família na busca pelo tratamento. A nova campanha ocorre diante da necessidade de ampliar a meta financeira, que passou de R$ 8,6 milhões para aproximadamente R$ 9,2 milhões, conforme a estimativa apresentada pela família. Apesar da mobilização, Léo ainda não recebeu a terapia gênica. Cândida ressalta que é importante esclarecer a situação à comunidade, já que muitas pessoas acreditam que o procedimento tenha sido realizado. “O Léo não recebeu a medicação dele. Os processos judiciais relacionados ao plano de saúde e à União continuam em andamento, sem uma definição que tenha garantido o acesso ao tratamento.”
Terreno localizado no loteamento Jardim Conventos, avaliado em R$ 105 mil, é o prêmio principal da campanha
Família busca através da rifa arrecadar recursos para tratamento do menino Léo
Com o encerramento, em agosto, do prazo de dois anos mencionado pela família, foi necessário buscar outros profissionais especializados, hospitais e clínicas que pudessem realizar o procedimento. A mãe relata que a família ainda avalia as alternativas disponíveis. Um dos orçamentos obtidos ficou em torno de R$ 820 mil para a realização do procedimento em um hospital particular. Outra proposta ficou em torno de R$ 200 mil, mas em uma estrutura que não é hospitalar. A escolha ainda não foi definida.
Do diagnóstico ao tratamento Léo foi diagnosticado com Atrofia Muscular Espinhal (AME)
tipo 2 em junho e começou, uma semana depois, a utilizar diariamente um medicamento (evrysdi) em forma de xarope. Conforme Cândida, desde o início do tratamento, a família não observou novas perdas motoras e percebeu pequenos avanços. Atualmente, o garoto consegue engatinhar, mas não tem força suficiente para ficar em pé ou caminhar sem sustentação. A rotina inclui fisioterapia e acompanhamento de diferentes especialistas, entre eles profissionais das áreas de fonoaudiologia e pneumologia, devido aos possíveis comprometimentos respiratórios associados à doença. Segundo a mãe, o quadro respiratório está bem, e os avanços na coordenação motora representam um alívio para a família.
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Exportações são suspensas para cinco países China, México, Chile, Malásia e Cazaquistão iniciam restrições sanitárias após identificação do vírus de Newcastle em Santa Catarina, principal Estado prejudicado DIVULGAÇÃO
Caso foi confirmado na segunda-feira, em uma criação comercial de perus em Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina PAÍS
O
foco da doença de Newcastle identificado em uma criação comercial de perus em Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina, provocou restrições às exportações brasileiras de produtos avícolas em cinco mercados internacionais. China, México, Chile, Malásia e Cazaquistão adotaram medidas sanitárias, mas com diferentes alcances territoriais. A China decidiu limitar a suspensão das compras ao território catarinense, conforme informou no fim da manhã dessa terça-feira, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Augusto Billi. A medida atinge 14 estabelecimentos de Santa Catarina habilitados a exportar carne de frango para o país asiático. No Brasil, 61 unidades mantêm autorização para atender esse mercado. A decisão reduz o impacto sobre o comércio brasileiro, já que Santa Catarina responde por pouco mais de 20% das exportações nacionais de carne de frango, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O protocolo sanitário entre Brasil e China prevê a suspensão preventiva dos embarques quando há identificação de uma doença infecciosa aviária. Após receber as informações técnicas do governo brasileiro, as autoridades chinesas definem se a restrição será mantida em âmbito estadual ou ampliada para todo o país.
Foco mobiliza vigilância sanitária O caso foi confirmado na segunda-feira, em uma criação comercial de perus em Nova Itaberaba. O estabelecimento foi interditado pelo Serviço Veterinário Oficial, com suspensão da movimentação de aves. As autoridades iniciaram ações para conter e erradicar a doença, além de reforçar a vigilância em propriedades da região. O monitoramento epidemiológico abrange Nova Itaberaba e os municípios vizinhos de Coronel Freitas, Nova Erechim e Águas Frias. A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que afeta aves domésticas e silvestres. Em aves infectadas, pode provocar manifestações respiratórias, nervosas e digestivas. Em humanos, o contato com o vírus pode causar, em casos raros, conjuntivite transitória. A transmissão não ocorre pelo consumo de carne de aves ou ovos.
Histórico de restrições Em 2024, após a identificação da doença de Newcastle em um estabelecimento avícola de Anta Gorda, as exportações brasileiras de carne de frango também sofreram restrições. Cerca de um mês depois, a China retomou as compras de outros estados, mas manteve o bloqueio às empresas gaúchas da área afetada. As restrições ao Rio Grande do Sul foram retiradas em janeiro de 2026.
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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026
OBITUÁRIO ADILAR WOLFART, 63, faleceu ontem, 20. O velório ocorre na Comunidade Evangélica Salen de Pontes Filho, em Teutônia. O sepultamento ocorre hoje, 21, às 9h, no cemitério da mesma comunidade. IRENE GOMES, 78, faleceu ontem, 20. O sepultamento ocorreu no Cemitério da Linha Pinheirinho, em Roca Sales. DALILA HEMMING, 74, faleceu na segunda-feira, 19. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico de Arroio Grande Central, em Arroio do
Meio. ALEXANDRE DE ALMEIDA, 51, faleceu na segunda-feira, 19. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico de Capitão.
Publicações Legais FAÇA SUA
ASSINATURA 51 3710.4200 51 99253.5508
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GABRIEL SANTOS
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Nova travessia a partir de segunda ESTIVA NO FORQUETA
IRICA HAMMES, 95, faleceu na segunda-feira, 19. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico de São Luís, em Capitão. ODILA BETINARDI DE SOUZA, 82, faleceu na segunda-feira, 19. O sepultamento ocorreu no Cemitério do Santo Antão, em Encantado.
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Obra idealizada pela EGR,
“passagem molhada” deve
melhorar fluidez no trânsito
OPINIÃO | RODRIGO MARTINI
OPINIÃO | FABIANO CONTE
Pressão permanente
Gusttavo Lima na política?
Rio Taquari esmoDebate sobre nova ponte no apresentar projeto. receu. É preciso correr para
a presidente “Lançamento” de candidatura todo o país. faz músico virar assunto em FUTURO DA MÃO DE
entre Lajeado e Arroio do
Meio
OPINIÃO | VINI BILHAR
Retomada em locais seguros
enchentes proEmpresas castigadas pelas sedes em 2025. jetam recomeço com novas
OITO MESES DEPOIS
OBRA
ano e a esperança
Novo abrigo Quais as profissões mais para 25 famílias em promissoras de 2025
BIBIANA FALEIRO
Mundo
em tecnologia até do trabalho procura de analistas
Uma cação técnica e superior. Faltam pessoas com qualifi do país. empresas do Vale, do RS e máxima ouvida dentro das pela tecnologia e pelas O mercado de trabalho impulsionado enfrenta um vácuo que da sociedade mudanças nas demandas
pedreiros
Em 2025, profissões em endificulta a expansão das empresas.saúde e educação estão entre genharia, TI, energia sustentável, apontam a necessidade de as mais procuradas. Especialistas para atender às novas exigências. formação e requalificação
PÁ G I N A S | 12 e 13
JOAQUIM E MARIA CECÍLIA
APÓS CHEIAS
PIB gaúcho dá sinal de recuperação
Os primeiros bebês da geração Beta
PÁ G I N A S | 8 e 9
PÁ G I N A S | 18 e 19
PÁ G I N A S | 6 e 7
(51) 3710-4200
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SERVIÇOS URBANOS
Trabalhadores encerram paralisação e retomam coleta de lixo após um dia Reunião com a empresa e o Ministério Público do Trabalho deve discutir reivindicações da categoria
GABRIEL SANTOS
Gabriel Santos
gabriel@grupoahora.net.br
LAJEADO
O
s coletores de lixo de Lajeado encerraram ontem a paralisação e retomaram a coleta de resíduos na cidade. Os caminhões saíram da sede da empresa no bairro Moinhos e seguiram para as rotas de atendimento no município, após os trabalhadores decidirem voltar às atividades diante do acúmulo de lixo nas ruas. A retomada ocorreu após um pedido da prefeitura, que esteve reunida com os colaboradores na segunda-feira, 19, e também da própria empresa responsável pelo serviço. A paralisação começou na segunda-feira, quando os funcionários deixaram de realizar a coleta e anunciaram um movimento com duração prevista de três dias. Apesar da retomada, as reivin-
Trabalhadores e caminhões interromperam trabalhos por apenas um dia
dicações dos trabalhadores ainda devem ser discutidas. Uma nova reunião está prevista para esta terça-feira, com a participação dos coletores, da Severo Gomes Infraestrutura e Limpeza Urbana e do Ministério Público do Traba-
lho (MPT). O encontro deve tratar das demandas apresentadas pela categoria. Entre as principais cobranças estão melhorias nas condições de trabalho, fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPIs) e uniformes, condições dos caminhões utilizados na operação e possíveis pendências nos depósitos do Fundo de Garantia
do Tempo de Serviço (FGTS).
Surpresa A Severo Gomes Infraestrutura e Limpeza Urbana, anteriormente conhecida como Fênix, assumiu a coleta de resíduos em Lajeado em dezembro de 2025, após vencer uma licitação. O município é responsável pela fiscalização do
contrato de prestação do serviço. A administração de Lajeado se manifestou sobre o caso. Em nota, informou que mantém todos os pagamentos à contratada rigorosamente em dia e que cobrou providências para o restabelecimento da coleta. O município declarou ainda que atuou junto à empresa desde que tomou conhecimento da paralisação. Também em nota, a Severo Gomes afirmou que foi surpreendida pela paralisação, pois, segundo a empresa, não houve anúncio oficial prévio do movimento nem da interrupção das operações. A direção reafirmou que está em dia com as obrigações financeiras e trabalhistas. Sobre as reclamações envolvendo o FGTS, a empresa informou que solicitou uma apuração dos dados e que eventuais regularizações devem ocorrer no prazo máximo de 48 horas. A nota não detalha quais pendências foram identificadas, se houver. Em relação às condições de trabalho, a Severo Gomes destacou investimentos recentes na modernização da estrutura e na aquisição de novos equipamentos. A empresa classificou o episódio como pontual e afirmou que a diretoria acompanha a situação para restabelecer a rotina regular das operações.
REPERCUSSÃO PÓS-RETORNO
“Fomos surpreendidos na sexta por uma matéria em um blog”, diz diretor da Severo Empresa aponta que não houve comunicação formal da greve iniciada na segunda-feira, 19. Serviço voltou ao normal na terça-feira Eloísa Silva
eloisa@grupoahora.net.br
LAJEADO
A diretoria da empresa Severo Gomes Infraestrutura e Limpeza Urbana — anteriormente conhecida como Fênix — esclareceu, em entrevista à Rádio A Hora, o contexto da paralisação dos trabalhadores que afetou a coleta de lixo em Lajeado nessa segunda-feira, 19.
Conforme a gestão, a concessionária foi surpreendida por matérias e divulgações no fim de semana apontando para a paralisação, sem que houvesse qualquer comunicação prévia e formal por parte de sindicato ou comissão de funcionários, como exige a legislação. O serviço foi totalmente retomado na manhã desta terça-feira, 20. Segundo o diretor executivo da empresa, José Alexis Carvalho, a falta de notificação antecipada impediu o alinhamento prévio, mas a direção esteve nas primeiras horas desta manhã ao lado de lideranças municipais para garantir a saída dos caminhões e a normalização das rotas. “Nós fomos surpreendidos na sexta ou sábado com uma matéria em um blog que dizia que teria uma greve. Legalmente a greve
não pode ser dessa maneira”, destaca Carvalho.
quinto dia útil, e a prefeitura também não nos deve nada”, ressalta o diretor.
ELOISA SILVA
Impasses resolvidos Durante o debate sobre as pautas apresentadas pelos trabalhadores, a direção esclareceu que pontos centrais como o recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e a entrega de equipamentos de proteção individual (EPIs) encontramse resolvidas ou encaminhadas. Em relação à demanda sobre o adicional de periculosidade levantada por alguns funcionários, a empresa pontuou que a atividade de coleta urbana opera sob o regime de insalubridade previsto em lei (40% para garis e 20% para motoristas), enquanto a
José Alexis Carvalho, diretor executivo da Severo Gomes
periculosidade é restrita a funções específicas, como a operação de postos de abastecimento internos. “Todos esses pontos estão muito bem esclarecidos e 100% quitados. Não temos hoje, há 10 meses, nenhum problema de pagamento. Pagamos sempre no
Ampliação da frota da coleta seletiva O panorama da reciclagem e da coleta seletiva no município também foi avaliado pela concessionária. De acordo com os dados apresentados, os volumes de materiais separados têm registrado crescimento contínuo, superando as estimativas iniciais dos estudos técnicos. Enquanto a projeção mensal base era de 1,9 mil toneladas, os índices recentes alcançaram marcas superiores a 2,1 mil toneladas de resíduos recolhidos. Para otimizar o atendimento e incentivar ainda mais a separação domiciliar, a empresa projeta para o mês de novembro a inclusão de um segundo caminhão dedicado exclusivamente à rota seletiva, viabilizando turnos noturnos de recolhimento e ampliando a cobertura nos bairros de Lajeado.
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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026
Grupo chega ao torneio após garantir as vagas no Campeonato Brasileiro de Canoagem Maratona
CANOAGEM
AECA EMBARCA PARA MUNDIAL A NA ARGENTINA
Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br
Francisco Lepkoski, Théo Carracedo e Larissa Ahlert representam o Brasil na competição de maratona, que reúne atletas de diferentes países entre os dias 22 e 25 de outubro
canoagem do Vale do Taquari ganha projeção internacional nesta semana. Três atletas da Associação de Ecologia e Canoagem (Aeca), de Estrela, participam do Campeonato Mundial de Canoagem Maratona, em Gualeguaychú, na Argentina. Francisco Lepkoski, Théo Carracedo e Larissa Naiara Ahlert integram a delegação brasileira. A competição será realizada no Rio Gualeguaychú, entre
CEAT PROMOVE PENEIRA PARA EQUIPES MASCULINAS devem realizar a inscrição até o dia 31 de outubro, por meio de formulário on-line. O processo oferece uma oportunidade para atletas da região demonstrarem seu potencial e buscarem espaço nas equipes competitivas do colégio. Mais informações podem ser obtidas com Robson Leal dos Santos, pelo telefone (55) 99670-3448, ou com Cristian Andrade, pelo número (45) 99948-4240.
Júnior e campeã na K2 Misto da mesma categoria.
PROVAS EXIGEM ESTRATÉGIA Diferentemente das competições de velocidade, a canoagem maratona exige que os atletas mantenham um ritmo consistente durante trajetos extensos. Nas categorias Sênior, as provas podem chegar a 21 quilômetros, enquanto Larissa, na categoria Júnior, terá um percurso de 17 quilômetros. DIVULGAÇÃO
VOLEIBOL
O Colégio Evangélico Alberto Torres (Ceat), de Lajeado, promove no dia 4 de novembro uma peneira para selecionar atletas para as equipes masculinas de competição de voleibol. A avaliação está marcada para as 15h, nas Quadras do Livro, junto à instituição. A seleção é voltada a jovens nascidos em 2010, 2011 e 2012 que desejam integrar as equipes e desenvolver suas habilidades na modalidade. Os interessados
quinta-feira, 22, e domingo, 25. O grupo chega ao torneio após garantir as vagas no Campeonato Brasileiro de Canoagem Maratona, disputado em Curitiba, entre o fim de fevereiro e o início de março. A classificação para o Mundial veio acompanhada de bons resultados no cenário nacional. Chico Lepkoski e Théo Carracedo conquistaram a medalha de prata na prova K2 Sênior, disputada em dupla. Théo também ficou com o segundo lugar na K1 Sênior, enquanto Larissa Ahlert foi vice-campeã na K1
Serviço Data: 4 de novembro, às 15h Local: Ceat – Quadras do Livro, em Lajeado Público: nascidos em 2010, 2011 e 2012 Inscrições: até 31 de outubro Processo oferece uma oportunidade para atletas da região demonstrarem seu potencial e buscarem espaço nas equipes competitivas
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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026
REPRESENTAÇÃO INTERNACIONAL
DUPLA DE SANTA CLARA DO SUL É CONVOCADA PARA O PAN-AMERICANO SÊNIOR DE PADEL Daian Heissler e Zilomar Nagel disputarão a categoria 35 anos B, em novembro, no Paraguai
DIVULGAÇÃO
Ezequiel Neitzke
afinidade dentro e fora das quadras ajudou a consolidar o objetivo de buscar uma vaga na seleção brasileira. “São duas pessoas muito competitivas, que gostam de ganhar e estavam lutando pelo mesmo objetivo. Acredito que o ponto forte nosso é isso: os dois querendo ganhar o tempo inteiro e lutando juntos”, avalia.
ezequiel@grupoahora.net.br
ROTINA ENTRE TRABALHO E QUADRA
O
trabalho de quatro anos dentro das quadras ganhou um novo capítulo para o empresário Daian Augusto Heissler. Ao lado do parceiro Zilomar Nagel, ele foi convocado para representar o Brasil no Pan-Americano Sênior de Padel, que será disputado em novembro, em Assunção, no Paraguai. A dupla competirá na categoria 35 anos B, em um torneio que deve reunir representantes de cerca de dez países. A convocação é resultado de uma temporada marcada por bons resultados e pela dedicação ao esporte. Em 2026, Daian e Zilomar participaram de quatro etapas do Campeonato Gaúcho, conquistando três títulos e um vice-campeonato. No circuito brasileiro, foram dois vice-campeonatos. “É a realização de um sonho. Mostra que o trabalho foi bem feito e que, nesses últimos tempos, nos dedicamos em busca desse objetivo. Acredito que tem muitos que lutam por isso e gostariam de estar ali”, destaca Heissler. A pontuação acumulada ao
longo das competições colocou a dupla na segunda posição do ranking brasileiro da categoria.
PAIXÃO QUE VIROU OBJETIVO A trajetória de Daian no padel começou há aproximadamente quatro anos, na Sociedade Olímpica de Venâncio Aires (Sova). Na época, ele já tinha familiaridade com o tênis e recebeu o convite de um amigo para experimentar a
Convocação coroa temporada de títulos no circuito gaúcho e vicecampeonatos brasileiros
modalidade. A primeira experiência despertou rapidamente o interesse pelo esporte. Com perfil competitivo, passou a se dedicar aos treinamentos e à evolução técnica, até transformar a prática em um projeto de alto rendimento. A parceria com Zilomar se fortaleceu nos últimos dois anos. A
A caminhada até a convocação exigiu organização para conciliar as competições com as atividades profissionais. Além de ser empresário, Daian ministra aulas de padel na Arena Santa Clara. Zilomar também trabalha com aulas da modalidade em Venâncio Aires. A participação nos circuitos levou a dupla a diferentes cidades, como Rio Grande, Santa Maria, Santana do Livramento, Balneário Camboriú, Ijuí e São Borja. Os deslocamentos, somados aos jogos e aos horários das finais, tornaram a rotina desgastante. Em algumas ocasiões, os atletas encerraram partidas decisivas no domingo à noite e precisaram retomar o trabalho já na manhã seguinte. A preparação ocorre nos intervalos da rotina profissional, com jogos, exercícios técnicos e aperfeiçoamento de golpes. “É uma correria, porque preciso conciliar tudo com o meu trabalho do dia a dia e com as aulas que dou. Mas, como a gente estava focado
em chegar nessa convocação, tudo valeu a pena no final”, afirma.
INVESTIMENTO DO PRÓPRIO BOLSO Além do esforço físico e da disponibilidade de tempo, a participação nos circuitos representa um desafio financeiro. Segundo Daian, os custos com transporte, hospedagem, inscrições e alimentação ficam por conta dos próprios atletas. Embora contem eventualmente com o apoio de amigos, a dupla não recebe auxílio financeiro das federações para disputar as competições. Para participar do Pan-Americano, a estimativa é de um investimento entre R$ 6 mil e R$ 7 mil por atleta, considerando inscrição, deslocamento, hospedagem e outros gastos. A previsão inclui despesas extras com estadia antes da competição, em função da cerimônia de abertura.
EXPECTATIVA POR UM LUGAR NO PÓDIO Apesar dos desafios, a dupla chega à competição internacional com ambição. A meta é terminar entre os três primeiros colocados da categoria. Os confrontos ainda dependem da definição dos participantes e do sorteio das chaves. Na avaliação de Daian, Argentina e Paraguai aparecem entre os adversários mais fortes, enquanto o Brasil buscará espaço na disputa pelo título.
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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026
por Luciane Ferreira
Feira unia educação e saúde em Forquetinha A 1ª Feira do Livro de Forquetinha recebeu a visita de mais de cem pessoas, entre estudantes, professores, pais e comunidade. Além da programação voltada à leitura, um dos incentivos era adquirir livros com preços a partir de R$ 0,50. A Secretaria de Educação distribuiu marcadores de páginas
e adesivos com o slogan “Escola em ação com livros na mão”. No estande da saúde foram oferecidas medição de pressão e orientações sobre saúde bucal e prejuízos do uso de fumo, álcool e drogas à saúde. Na mesma semana, o município iniciava a organização da Gincana
pela Vida. A ideia do prefeito Lauri Gisch era reduzir os índices de hipertensão, diabetes, depressão e obesidade. Para tanto, as agentes de saúde formariam equipes nas suas áreas de atuação e estabeleceriam ações para uma vida mais saudável.
Preços acessíveis colaboraram para venda de livros
Voluntariado em alta Lajeado sediava um encontro dos jovens que participaram do Fórum Tribal Regional 2006. Troca de experiências e análises de resultados de ações voluntárias realizadas ao longo do ano estavam na pauta.
Jovens voluntários dos vales do Taquari e Rio Pardo se reuniram em Lajeado
Campo Branco inaugurava ginásio A localidade de Campo Branco ganhava um ginásio de esportes. A solenidade contou com a presença do prefeito de Lajeado Alípio Hüffner, do sub-prefeito de Progresso, Valdomiro Sartori, entre outros convidados.
Em tempo Na época, Progresso era um distrito de Lajeado. Novo espaço seria usado para prática de esportes e reuniões da comunidade local
Unibanco lançava concurso de literatura O Unibanco, com agência em Lajeado, lança concurso literário em conjunto com a Editora Abril e a TV Globo. O banco ainda promovia a campanha “Ler é Viver”, também em caráter nacional.
Hoje é - Dia do Podcast - Dia do Ecumenismo - Dia Nacional do Economista Doméstico Santo do dia: Santa Úrsula
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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026
KARINE PINHEIRO
ARTIGO
Jornalista
ARTIGO
O Grande Irmão sempre está do outro lado?
A
manipulação da verdade não começa quando alguém inventa uma mentira. Começa quando deixamos de questionar uma informação porque ela confirma aquilo em que acreditamos. Quando aceitamos uma versão sem verificar a origem, ignoramos uma contradição por conveniência ou tratamos qualquer contestação como um ataque pessoal, abrimos mão de parte da nossa capacidade de pensar por conta própria. É nesse comportamento que 1984, de George Orwell, encontra uma das questões mais incômodas. A facilidade com que identificamos a manipulação no discurso alheio e a resistência que demonstramos quando ela favorece nossas convicções. Publicado em 1949, a obra apresenta uma sociedade submetida à vigilância permanente, à censura e ao controle da informação. O Grande Irmão representa um poder que acompanha os cidadãos, invade a intimidade e interfere na maneira como as pessoas compreendem o mundo. O Partido não quer apenas obediência. Quer controlar os limites do pensamento, estabelecer o que pode ser dito e determinar quais versões dos acontecimentos serão aceitas como verdadeiras. No Ministério da Verdade, documentos são alterados para adequar o passado aos interesses do presente. Registros desaparecem, informações são substituídas e contradições deixam de existir. A memória se torna território sujeito à intervenção do poder. Se os fatos podem ser modificados e as provas desaparecem, contestar a versão dominante se torna uma tarefa cada vez mais difícil. A força da obra está na percepção de que o controle da realidade depende também da disposição das pessoas para aceitar aquilo que lhes é apresentado. A vigilância impõe limites externos, mas a manipulação alcança uma dimensão mais profunda quando o indivíduo deixa de confiar na própria capacidade de avaliar os
Nenhuma informação deve ser aceita apenas pela autoridade de quem a apresenta”. fatos. A dominação se completa quando a dúvida perde espaço. O Grande Irmão é uma figura fácil de reconhecer quando aparece sob a forma de um inimigo declarado. A dificuldade começa quando seus métodos são reproduzidos por quem consideramos confiável. Quando uma informação nos favorece, a disposição para questioná-la diminui. Quando ameaça nossas convicções, procuramos falhas, intenções ocultas e motivos para rejeitá-la. Esse comportamento pode surgir nas relações cotidianas, nos grupos dos quais fazemos parte e nos ambientes em que a discordância provoca desconforto. A pressão para concordar e o receio de contrariar interferem na maneira como recebemos informações. Aos poucos, a busca pela verdade cede espaço à defesa de uma identidade. O problema não está em desconfiar. O pensamento crítico exige perguntas, confronto de versões e verificação. Nenhuma informação deve ser aceita apenas pela autoridade de quem a apresenta.
Comportamento das redes Nesse processo, as redes sociais ampliam esse comportamento. Uma frase retirada do contexto, um vídeo ou um dado sem explicação podem sustentar uma narrativa inteira. O conteúdo circula, recebe aprovação e ganha aparência de fato. A repetição produz
MAURO FALCÃO
Publicado em 1949, 1984, de George Orwell, retrata uma sociedade marcada pela vigilância, censura e manipulação da informação.
familiaridade. A familiaridade alimenta a confiança. A confiança dispensa a pergunta: de onde veio essa informação? A velocidade da circulação também reduz o espaço para a reflexão. O impulso de compartilhar surge antes da verificação. Quando alguém apresenta correção, a informação original já pode ter alcançado centenas ou milhares de pessoas. A retratação raramente recebe a mesma atenção que a acusação. Existe outro aspecto na relação com a verdade: a maneira como tratamos quem discorda. Em ambientes polarizados, a divergência pode ser interpretada como deslealdade. A pessoa que questiona uma informação passa a ser vista como adversária. A conversa se transforma em disputa, e a possibilidade de rever uma posição começa a parecer uma ameaça. Quando as convicções se tornam intocáveis, qualquer evidência contrária exige uma justificativa. A dúvida passa a ser um sinal de fraqueza e a mudança de opinião vira motivo de constrangimento. Em vez de reconhecer a revisão de uma ideia como parte do aprendizado, tratamos a coerência como obrigação de defender para sempre aquilo que dissemos no passado. É uma armadilha. A coerência não exige fidelidade ao erro.
Advogado e escritor
Vorcaro despiu a República Em 1501, Roma teria testemunhado um dos episódios mais escandalosos do Renascimento: a realização de uma orgia dentro do próprio Palácio Papal, oferecida por César Bórgia, filho do papa Alexandre VI, a clérigos e nobres romanos. O episódio representava a máxima dessacralização da Santa Sé, embora a exatidão de alguns detalhes permaneça controversa. Mais do que o escândalo sexual, importa compreender o que ocorre quando o poder se rende aos próprios excessos: a intimidade converte-se em vulnerabilidade, o segredo ganha peso político e a reputação passa a valer mais do que o ouro. Cinco séculos depois, o Brasil oferece um espetáculo com figurino atualizado. Daniel Vorcaro, pivô central em uma crise que sacudiu o mercado financeiro e levantou suspeitas sobre sua proximidade com figuras influentes, converteu-se no símbolo de uma inquietante questão: até onde pode chegar o poder de quem conhece os segredos de quem governa? As investigações sobre suas conexões exigem apuração rigorosa. Não se deve confundir suspeita com prova, tampouco transformar insinuações em sentenças. Mas seria ingenuidade imaginar que o poder se sustenta apenas em cargos e discursos oficiais. Há também os ambientes reservados, os favores discretos, os benefícios generosos e as relações cuja exposição pode provocar constrangimentos monumentais. Se, no episódio atribuído aos Bórgias, o prazer teria sido parte do espetáculo, no Brasil contemporâneo a questão ultrapassa o sexo. Dinheiro, influência, viagens, contratos e acesso privilegiado podem compor uma teia de dependências muito mais sofisticada do que qualquer banquete renascentista. O mecanismo é elegante em sua perversidade: primeiro, oferece-se o privilégio; depois, cobra-se a fatura. Por fim, o beneficiado descobre que aquilo que parecia uma vantagem se converteu em vulnerabilidade. Nem sempre é necessário pronunciar uma ameaça. Às vezes, basta que os envolvidos saibam o que pode vir à tona. Um silêncio oportuno pode valer mais do que uma ordem explícita. Então, homens acostumados a exigir explicações dos outros passam a evitar que alguém lhes faça uma pergunta. O escândalo dos Bórgias, verdadeiro em todos os seus detalhes ou não, atravessou os séculos como advertência sobre a fragilidade da autoridade moral. No Brasil, velhos cenários históricos ganham novos protagonistas e uma plateia atenta ao que ocorria nos bastidores. Sem criar novos métodos, a crise de Vorcaro reafirma uma antiga máxima do poder: quem distribui privilégios acumula influência sobre aqueles que os recebem. E chegamos à imagem que melhor traduz esse teatro republicano: uma corte inteira preocupada com as próprias vestes, enquanto alguém permanece ao lado, segurando o cabide. Resta saber quem realmente comando o banquete — e quem apenas pensa que é dono da própria vontade. Porque, quando as luzes se acendem, o problema já não é quem estava nu. É descobrir quem segurava as roupas, quem pagou a festa e quem pretende apresentar a conta à República.
A crise de Vorcaro reafirma uma antiga máxima do poder: quem distribui privilégios acumula influência sobre aqueles que os recebem”.
Quarta-feira, 21 de outubro de 2026 Fechamento da edição: 18h
MÍN: 9º | MÁX: 26º
O tempo permanece firme na maior parte do dia, com sol e variação de nebulosidade.
GABRIEL SANTOS
Boqueirão do Leão • Canudos do Vale • Cruzeiro do Sul • Forquetinha • Marques de Souza, Progresso • Santa Clara do Sul • Sério
Quarta-feira, 21 de novembro de 2026
Obras do parque Passo de Estrela alteram ligação com Lajeado Motoristas devem utilizar um desvio alternativo de 600 metros pela Rua da Divisa. Parque terá investimento de R$ 48,5 milhões e conclusão em 2027 Gabriel Santos
gabriel@grupoahora.net.br
CRUZEIRO DO SUL
A
ligação com Lajeado passa por alterações em razão das obras de construção do Parque Ecológico Memorial Passo de Estrela, no local onde ficava o antigo bairro devastado pela enchente de maio de 2024. O bloqueio da Rua Ruben Feldens começou nesta segunda-feira, 19, com a instalação de tapumes para delimitar a área de intervenção. Para manter a circulação entre os municípios, foi organizado um desvio pela Rua da Divisa, na
região entre o Morro 25 e o antigo Passo de Estrela. A mudança no trânsito é necessária para viabilizar a execução do projeto, que prevê a transformação
de uma área de 267 mil metros quadrados em um espaço de lazer, convivência e preservação ambiental. A conclusão das obras está prevista para outubro de 2027.
Autorizadas em agosto deste ano, as obras integram o plano de reconstrução do Vale do Taquari após os eventos climáticos de 2024. O investimento previsto para a implantação do parque é de R$ 48,5 milhões. O projeto executivo foi desenvolvido pela empresa Embyá Paisagismo, Urbanismo e Arquitetura Ltda., contratada pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedur). A proposta prevê a criação de um parque com características de área esponja, planejado para conviver com as cheias e contribuir para a adaptação do território aos eventos climáticos extremos. Entre as estruturas previstas estão pergolados com churrasqueiras, espaços para eventos, mirante, playground, cais, estacionamento, quadras de areia e poliesportivas,
Alteração no tráfego entre Lajeado e Cruzeiro viabiliza início de obra de 267 mil m² projetada para conviver com cheias no Vale
campos de futebol, canchas de bocha e ciclovia. O projeto também contempla áreas verdes e banhados, com o objetivo de combinar lazer, convivência comunitária e resiliência ambiental. A implantação do parque faz parte de um conjunto de ações voltadas à recuperação da região atingida pela enchente. Paralelamente, o Estado autorizou o projeto habitacional do Novo Passo de Estrela, destinado ao reassentamento das famílias que viviam na área de risco. A iniciativa prevê investimento de R$ 82,4 milhões para viabilizar moradias em um local seguro. Durante o período de bloqueio da Rua Ruben Feldens, os motoristas devem utilizar o trajeto alternativo pela Rua da Divisa e observar a sinalização instalada no local.
2 | A HORA
Quarta-feira, 21 de novembro de 2026
Nova escola em Forquetinha terá investimento de R$ 21,5 milhões Obra financiada pelo Funrigs prevê capacidade para até 500 alunos; município também planeja melhorias viárias, na saúde e no turismo
DIVULGAÇÃO
PAULO CARDOSO
Ezequiel Neitzke
ezequiel@grupoahora.net.br
FORQUETINHA
A
construção de uma nova escola para atender ao ensino fundamental e médio está entre os principais investimentos previstos pelo município. Com recursos de R$ 21,5 milhões do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), a administração pretende substituir a atual Escola João Batista de Melo, frequentemente atingida por enchentes. O projeto prevê capacidade para receber entre 450 e 500 estudantes, além de ginásio poliesportivo e quadra coberta. Em entrevista ao programa Conexão Regional, o prefeito Vianei Noll destacou que a conquista representa um investimento histórico. A atual instituição foi afetada por inundações em 2001, 2010, 2013, 2023 e 2024. Por ser a única escola do município, a transferência para uma área segura é considerada prioritária. “Conseguimos conquistar R$ 21,5 milhões para a construção de uma escola nova para o ensino médio e para o ensino fundamental”, afirmou Noll. Para viabilizar o empreendimento, a prefeitura investiu R$ 1,2 milhão de recursos próprios na aquisição de terrenos. O projeto está em fase de encaminhamento do convênio com o Estado e deverá ser executado por módulos, para acelerar a construção dentro do prazo do programa, previsto para novembro de 2027. A escola também atende mais
Prefeito informou que os cofres municipais possuem R$ 11,4 milhões
de 150 estudantes de Lajeado. A partir de 2027, a oferta de um curso técnico em agronegócio deverá ampliar as possibilidades de formação. Com a mudança, a intenção é manter o ginásio e o campo de futebol da estrutura atual abertos à comunidade. A destinação do prédio escolar ainda será definida.
Pavimentação e novos acessos Entre as obras em andamento está a pavimentação de 1,2 quilômetro nas localidades de Vila Prass e Vila Haas, com investimento de R$ 3 milhões. A administração também projeta melhorias na Avenida Martin Luther, com calçada para pedestres e acostamento em um trecho de 1,5 quilômetro. A estimativa de custo varia entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões. Outra prioridade é a pavimentação do Travessão, acesso de aproximadamente dois quilômetros que liga o município à BR-386, na divisa com Lajeado. A obra depende de uma parceria entre as duas administrações e prevê a construção de uma ponte sobre o Arroio das Antas, seguida da pavimentação dos trechos ainda sem asfalto.
Segundo Noll, a melhoria deve reduzir a poeira para os moradores e estimular novos empreendimentos. “Temos empresas e loteadoras querendo se instalar no bairro Vila Storck, aguardando essa pavimentação e a municipalização da ERS-421”, destacou. A prefeitura também aguarda a tramitação, na Assembleia Legislativa, do projeto de municipalização de um trecho de 2,2 quilômetros da ERS-421, entre o Travessão e a entrada da Vila Storck. A proposta recebeu aval do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) e busca reduzir as restrições de recuo viário, que dificultam a implantação de empresas e loteamentos.
Saúde e situação financeira Na área da saúde, está previsto um investimento de cerca de R$ 300 mil em melhorias na estrutura central. O projeto inclui pavimentação do entorno, construção de garagem para os veículos da secretaria e ampliação do espaço de atendimento, com recursos próprios e federais.
O prefeito informou que os cofres municipais possuem R$ 11,4 milhões. Desse total, aproximadamente R$ 1,7 milhão está vinculado à saúde e à educação, enquanto cerca de R$ 9 milhões são recursos livres. O orçamento deste ano é de R$ 30 milhões. “Conseguimos isso porque cuidamos do dinheiro, investimos onde precisa e cortamos o que não é necessário”, afirmou Noll. Com cerca de 2,5 mil a 3 mil habitantes e localizada a poucos minutos de Lajeado, a cidade busca atrair novos moradores por meio da qualidade de vida e dos serviços públicos. Na saúde, mantém entre quatro e cinco médicos em atendimento e oferece academia gratuita à população. Na educação, o prefeito destacou o desempenho local no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
Turismo e comércio O turismo é outra aposta para diversificar a economia, especialmente diante das mudanças previstas pela Reforma Tributária. Conhecida pela arquitetura enxaimel e pelo estilo de pequena cidade alemã, a administração investe
Atual instituição foi afetada por inundações em 2001, 2010, 2013, 2023 e 2024. Por ser a única escola do município, a transferência para uma área segura é considerada prioritária
na capacitação de moradores para desenvolver atividades ligadas ao turismo rural, à gastronomia, às trilhas, às cascatas e aos meios de hospedagem. “O turismo é essencial, principalmente pensando na Reforma Tributária”, afirmou o prefeito. A proposta é organizar propriedades rurais para receber visitantes e oferecer experiências relacionadas à cultura local. A administração também apoiou a retomada da Associação Comercial e Industrial de Forquetinha (ACIF), que passou de quatro ou cinco integrantes para 34 associados. A prefeitura ofereceu espaço e apoio administrativo para incentivar a reorganização da entidade e fortalecer o comércio. Na segurança pública, o município mantém há cerca de cinco a seis anos um sistema de cercamento eletrônico com leitura automática de placas nas entradas e saídas, integrado à Brigada Militar.
Trilha das Bromélias reúne jipeiros no fim de semana Evento ocorre nos dias 23 e 24, com percurso para veículos 4x4, 4x2, quadriciclos e UTVs, além de estrutura para alimentação e camping FORQUETINHA
O Jeep Clube Forquetinha promove, nos dias 23 e 24 de outubro, a 23ª edição da Trilha das Bromélias. O encontro reúne apaixonados pelo off-road para dois dias de aventura, integração e contato com a natureza. As atividades ocorrem na sede do clube, com percurso destinado a veículos 4x4, 4x2, quadriciclos e UTVs.
A estrutura preparada para os participantes inclui café da manhã, lanche durante a trilha, almoço com churrasco, espaço para camping e apoio ao longo do trajeto. O percurso também contará com desvios nos obstáculos de maior dificuldade, permitindo alternativas para os participantes. Para participar, é obrigatório que os veículos estejam equipa-
dos com gancho e pneus off-road. As inscrições antecipadas custam R$ 250, com alimentação por R$ 80. No dia do evento, o valor da inscrição será de R$ 280, enquanto a alimentação custará R$ 100.
Programação Na sexta-feira, dia 23, a recepção dos participantes começa às
17h. A retirada dos kits e as inscrições serão realizadas a partir das 18h30. No sábado, dia 24, as inscrições abrem às 7h30. O café colonial será servido entre 8h30 e 9h, horário previsto para a saída dos veículos para a trilha. Mais informações podem ser obtidas com Nandria, pelo telefone (51) 99886-1953.
A HORA
Quarta-feira, 21 de novembro de 2026
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Nova ponte de Sampainho custará R$ 1,4 milhão Estrutura será mais alta e terá pista dupla, além de acessos pavimentados para melhorar a mobilidade e reduzir riscos durante as cheias SANTA CLARA DO SUL
A
construção da nova ponte de Sampainho teve início autorizado com a assinatura da ordem de serviço em 13 de outubro. O ato contou com a presença do prefeito Márcio Haas, do vice-prefeito Claudir Bald e de outras autoridades. A obra receberá investimento de aproximadamente R$ 1,4 milhão e será executada pela Matt Construtora Ltda., vencedora da
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licitação. O projeto prevê uma estrutura com 12 metros de comprimento e 10 metros de largura, com pista dupla para ampliar as condições de circulação. A nova ponte também ficará 1,5 metro acima da atual, medida que busca aumentar a vazão da água e diminuir o risco de alagamentos na travessia durante períodos de cheia do arroio. Além da construção da ponte, serão pavimentados 150 metros nos acessos às cabeceiras. A previsão é de que os trabalhos comecem nas próximas semanas.
Desvio em preparação Enquanto aguarda o início da obra, o município finaliza a preparação do desvio que será utilizado pela comunidade durante a execução dos serviços. A via passa
O projeto prevê uma estrutura com 12 metros de comprimento e 10 metros de largura, com pista dupla para ampliar as condições de circulação
por alargamento para oferecer melhores condições de tráfego no período. Segundo o prefeito Márcio Haas, a intervenção busca ampliar a segurança de quem utiliza a tra-
vessia diariamente. “Essa é uma obra que significa mais segurança e tranquilidade para quem passa diariamente por Sampainho”, afirma. Haas também destaca que a
elevação da estrutura, a pista dupla e a pavimentação dos acessos devem contribuir para melhorar o deslocamento dos moradores e reduzir os transtornos provocados pelas cheias.
Santa Clara do Sul autoriza ampliação da UBS Obra prevê 257,34 metros quadrados de área adicional, com novas salas para reorganizar os serviços e ampliar a capacidade de atendimento
A assinatura da ordem autoriza a empresa a iniciar os trabalhos conforme as condições previstas em contrato e o cronograma de execução
SANTA CLARA DO SUL
A ampliação da Unidade
Básica de Saúde (UBS) foi autorizada pela Prefeitura de Santa Clara do Sul com a assi-
natura da Ordem de Início dos serviços, realizada na manhã de 13 de outubro, na Secretaria Municipal de Saúde. O projeto prevê investimento de R$ 459.850 e acréscimo de 257,34 metros quadrados à estrutura da unidade. A obra será executada pela empresa Arco Arquitetura Ltda., vencedora do processo licitatório. Com a ampliação, a UBS contará com novos ambientes destinados aos serviços de saúde, o que permitirá melhorar a organização dos atendimentos e oferecer mais espaço para pacientes e profissionais. O prefeito Márcio Haas destacou que a intervenção busca acompanhar o aumento da demanda pelos serviços públicos de saúde. Segundo ele, a ampliação deve proporcionar melhores condições de trabalho às equipes e ampliar a capacidade de atendimento à
comunidade. “Com essa ampliação, teremos mais salas, mais espaço para os profissionais e condições de ampliar os atendimentos oferecidos à comunidade”, afirmou. A secretária municipal de Saúde, Ana Paula Bald, também ressaltou os reflexos esperados na rotina da unidade. De acordo com ela, os novos espaços devem contribuir para a organização dos serviços e garantir mais conforto e privacidade aos pacientes. A assinatura da ordem autoriza a empresa a iniciar os trabalhos conforme as condições previstas em contrato e o cronograma de execução. A conclusão da obra deverá permitir que a UBS disponha de uma estrutura física mais ampla, criando condições para a expansão dos serviços prestados à população.
4 | A HORA
Quarta-feira, 21 de novembro de 2026
Sistema digital moderniza processos administrativos
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Vigilância reforça que a borrifação é uma medida complementar e não substitui a eliminação dos criadouros do mosquito
Borrifação reforça combate ao mosquito da dengue Aplicação de inseticida é realizada em escolas, prédios públicos, igrejas e centros comunitários para reduzir a presença do Aedes aegypti CRUZEIRO DO SUL
A aplicação da técnica de Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI-Aedes) começou no dia 9 de outubro para reforçar o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. A estratégia, recomendada pelo Governo do Estado, utiliza um inseticida com efeito residual em superfícies internas onde os mosquitos costumam repousar. A ação é desenvolvida pela equipe da Vigilância Sanitária de Cruzeiro do Sul, vinculada à Secretaria Municipal de Saúde e Saneamento. Os trabalhos priorizam locais com grande circulação de pessoas, como escolas, prédios públicos, igrejas e centros comunitários. Os agendamentos estão em andamento, e alguns espaços já receberam o produto. As equipes também atuam em pontos estratégicos de monitoramento. O objetivo é reduzir a presença do vetor e complementar as medidas preventivas realizadas no município.
Cuidados durante o procedimento O inseticida é aplicado em superfícies adequadas, como paredes de concreto e madeira, especialmente em ambientes onde as pessoas permanecem durante o dia. A técnica não é realizada em cozinhas, copas, banheiros ou superfícies revestidas com azulejos e cerâmicas. Durante a aplicação, ninguém sem os equipamentos de proteção individual (EPIs) pode permanecer no ambiente. O retorno ao espaço tratado é permitido somente após uma hora da conclusão do procedimento, quando o produto estiver completamente seco.
Prevenção exige atenção semanal A Vigilância Sanitária reforça que a borrifação é uma medida complementar e não substitui a eliminação dos criadouros do mosquito. Por isso, a orientação é que os moradores vistoriem semanalmente casas e quintais, eliminando recipientes que possam acumular água parada. A participação da comunidade é considerada fundamental para prevenir a dengue e outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, contribuindo para a proteção das famílias e de toda a população.
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Adesão ao RS+Digital prevê implantação do SEI RS Municípios, com foco na agilidade, na segurança e na transparência dos procedimentos internos SÉRIO
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Administração Municipal iniciou a implantação do Sistema Eletrônico de Informações (SEI RS Municípios), por meio da adesão ao programa RS+Digital. A iniciativa busca modernizar a gestão pública, aprimorar os processos administrativos e ampliar a eficiência dos serviços prestados à população. Com a adoção da ferramenta, documentos e processos passam a contar com recursos digitais que favorecem a organização, a integração entre setores, a rastreabilidade das informações e a segurança dos registros. A mudança também busca agilizar
a tramitação de demandas e ampliar a transparência das atividades administrativas. A implantação inclui capacitações e orientações aos servidores públicos, com o objetivo de facilitar a adaptação às novas ferramentas e preparar as equipes para utilizar o sistema na rotina de trabalho. Além de modernizar os procedimentos internos, a digitalização permite reduzir o uso de papel e otimizar recursos, contribuindo para uma gestão mais organizada
A iniciativa representa mais uma etapa no processo de transformação digital da Administração Municipal
e alinhada às possibilidades oferecidas pela tecnologia. A iniciativa representa mais uma etapa no processo de transformação digital da Administração Municipal, com foco na integração das informações, na qualificação dos serviços e na melhoria do atendimento às necessidades da comunidade.
Criminosos usam CNPJ de paróquia para fraudar lojas no RS Pelo menos seis empresas procuraram a Paróquia São João Batista após falsas negociações de compras de alto valor em diferentes municípios gaúchos BOQUEIRÃO DO LEÃO
A Paróquia São João Batista foi alvo de um golpe que utiliza indevidamente o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para realizar compras de alto valor em estabelecimentos comerciais do Rio
Grande do Sul. Até a manhã de sexta-feira, 16, pelo menos seis empresas haviam entrado em contato com a instituição religiosa para relatar negociações fraudulentas realizadas por criminosos que se identificavam como representantes da paróquia, vinculada à Mitra da Diocese de Santa Cruz do Sul. De acordo com o vigário paroquial, frei Franklin Freitas, as primeiras irregularidades foram identificadas no dia 9 de outubro. Desde então, novos casos continuam sendo comunicados à instituição.
O golpe já atingiu estabelecimentos de diferentes regiões do Estado, com registros de ocorrências envolvendo comércios de Arvorezinha, São Leopoldo, Novo Hamburgo e Vacaria. A utilização indevida dos dados da paróquia faz com que os estabelecimentos acreditem estar negociando com uma instituição religiosa legítima. Diante da situação, o caso serve de alerta para empresas e comerciantes, que devem redobrar os cuidados na confirmação da identidade de clientes e na validação de pedidos de compra realizados em nome de entidades.