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A Hora – 20 e 21/06/2026

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grupoahora.net.br

Fim de semana, 20 e 21 de junho de 2026 | Ano 23 - Nº 4121

DESASTRES CLIMÁTICOS

Estudo revela avanços na prevenção

Risco permanece elevado, mas preparo dos municípios evoluiu, aponta levantamento

Relatório do Adapta Cidades aponta que municípios mais expostos às cheias concentram maiores índices de preparação para enfrentar eventos extremos. Indicadores reforçam necessidade de incorporar o risco climático ao planejamento urbano.

PÁGINA | 20

CULTURA

E GASTRONOMIA

Suinofest vive último fim de semana de atrações

PÁGINA | 14

| R$ 5,00 (dia útil) R$ 9,00 (fim de semana)

PÁGINAS | 6, 7 e 8

INFRAESTRUTURA

Levantamento do projeto Vale Vivo confirma como inundações mudaram os deslocamentos entre cidades e comunidades do interior

Carreira para além da formação

Com mais de 5 milhões de brasileiros atuando fora da área de formação, mudanças no mercado e novas formas de construir carreira impulsionam trajetórias como as de Anderson Machado, que deixou a logística

OPINIÃO | MATEUS SOUZA

CDL Lajeado celebra 60 anos

A instituição é peça fundamental no desenvolvimento econômico e social do Vale.

para atuar no mercado imobiliário, e Felipe Dalla Vecchia, formado em Engenharia Mecânica, que encontrou no empreendedorismo e na gastronomia um novo caminho profissional.

PÁGINAS | 10 e 11

OPINIÃO | RODRIGO MARTINI

A lacuna dos selos de origem Vale do Taquari ainda explora pouco certificações que agregam valor aos produtos.

OPINIÃO | HENRIQUE PEDERSINI Um acesso sem lógica

Estrutura improvisada na ERS-129 levanta dúvidas sobre segurança viária.

Reconstrução ainda atravessa o Vale

Olevantamento do A Hora, por meio do Vale Vivo, dimensiona uma das marcas mais profundas deixadas pelas inundações de 2023 e 2024. Foram 141 pontes, pontilhões e galerias destruídos ou danificados no Vale do Taquari. Cada passagem interrompida alterou trajetos, isolou comunidades, encareceu o transporte e atingiu serviços básicos.

A destruição expôs a dependência regional de poucas conexões. A queda simultânea da Ponte de Ferro e da travessia da ERS-130 separou a parte alta e a parte baixa do Vale. Em outros municípios, uma ponte rural definia o acesso ao transporte escolar, à produção de leite, ao hospital ou ao comércio.

Concluir as obras pendentes e criar rotas alternativas será decisivo para que um novo evento extremo não volte a romper o território”

A resposta mobilizou governos, empresas, entidades e moradores. Pontes foram reconstruídas em poucos dias. Outras exigiram contratos milionários, projetos complexos e longos processos de licitação. O resultado aparece em dezenas de acessos restabelecidos e em obras que ainda seguem abertas. Grandes ligações permanecem em execução, algumas com frentes de trabalho interrompidas e outras ainda precisam de análise técnica ou liberação de recursos. O prazo contratual precisa ser acompanhado de presença nos canteiros, fiscalização e informação clara à população.

As novas pontes também precisam responder ao aprendizado deixado pelas enchentes. Cotas mais altas, vãos maiores, cabeceiras reforçadas e alternativas de circulação passaram a integrar os projetos. Reconstruir com os mesmos limites anteriores manteria comunidades e corredores econômicos expostos. Concluir as obras pendentes e criar rotas alternativas será decisivo para que um novo evento extremo não volte a romper o território.

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Impressão Zero Hora Gráfica

“Acreditar nos alunos faz brilhar os olhos deles”

OprofessorAndréLuís

Tanski Azeredo, 42, conquistouoprêmio gaúchodeEducador Transformadornacategoria MetodologiasAtivas,do Sebrae.Elecriouumjogo de tabuleiro chamado “Brincando com a Geometria”,paraaproximar os alunos da matemática de forma lúdica. Ele é professorhá22anose atuanaredemunicipalde ensino em Bom Retiro do SuleEstrela.Eleaplicou ainiciativacomoquarto anodaEmefPedroJorge Schmidt,naLinhaDelfina, emEstrela.Apropostaera despertarnosalunosa criatividadeeaconfiança, alémdeaproximá-losdos conceitos matemáticos do currículo.Ojogousacores, percursoefiguraspara ensinar de forma lúdica

sala de aula de hoje. Então, em cima disto, a gente pensou nos jogos.

Como você conseguiu obter a adesão para os jogos?

Os alunos se motivaram e começaram a construir alguns jogos. Elaboramos um jogo com a ajuda do aplicativo Canva. Trabalhamos em equipe. Eles precisavam resgatar a autoestima. Fizemos um combinado: trocar o “não consigo” por “eu posso”. A mudança, abriu espaço para que a turma se sentisse mais livre para criar e jogar.

O que mudou em sala de aula?

templado com o primeiro lugar estadual na categoria Metodologias Ativas, do Educador Transformador.

Depois do prêmio estadual, você concorreu a uma etapa nacional?

Na etapa nacional, recebi o destaque da Região Sul, sendo o único professor do RS a receber esse reconhecimento.

O que significa ser professor?

Como você teve a ideia de criar um tabuleiro para estimular a matemática?

A ideia era fomentar nos alunos toda a questão da criatividade, da autoestima, e fazer com que conhecessem os conceitos matemáticos. Então, através dos jogos, eu trouxe para eles diversos conceitos. Eu tinha muitos alunos com dificuldades, o que é comum na nossa

O que fez os olhos dos alunos brilharem com esse projeto foi alguém acreditar neles. Foi alguém acreditar que era possível acontecer algo de transformação. Então foi isto, este olhar que eu tive. Eu acreditei que era possível. E aí a gente transformou as nossas aulas. Os alunos se engajaram totalmente. E eu acho fundamental a questão de aprender brincando. Eles aprenderam com o tabuleiro. O projeto foi apresentado na mostra pedagógica da escola e, depois, os próprios alunos sugeriram inscrever a iniciativa no prêmio do Sebrae. Eu inscrevi e fui con-

Para mim, significa promover mudança na vida das pessoas. O professor é um agente dessa mudança. Nós temos esse poder nas mãos e precisamos tentar fazer sempre o melhor possível, dentro daquilo que temos e no lugar onde estamos.

Como estimular o aluno a acreditar nele mesmo?

Primeiro, precisamos atuar na autoestima deles. Eu trabalhei essa característica com alunos que não confiavam na própria capacidade. Então, combinei com eles trocar a frase “vamos tentar” por “vamos conseguir”. Isso passou a valer para todas as questões em sala de aula.

Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores.
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ACERVO PESSOAL

PROTAGONISMO E VALOR AGREGADO

O Vale do Taquari precisa investir e apostar em “Selos de Origem”

Aprovocação é antiga. E os avanços são lentos. O fato é que o Vale do Taquari, já reconhecido nacionalmente pela riqueza na produção de alimentos e bebidas e também pela força da agroindústria familiar, ainda não percebeu a importância de investir e apostar em “Selos de Origem” para os mais variados produtos comercializados Brasil e mundo afora. Afora o importante movimento realizado com a erva-mate na região alta do Vale, onde entidades, associações e o poder público municipal de sete municípios buscam faz mais de três anos uma Indicação Geográfica (IG) exclusiva junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), analisando um conjunto de fatores como solo, clima e tradição, não há outro movimento semelhante

em nossa rica e pujante região. E as oportunidades são diversas. Carne suína, de frango, lácteos, refrigerantes, hortifrutigranjeiros, cachaças, vinhos, guloseimas e os mais variados produtos típicos coloniais possuem mercados e características suficientes para também lutarem pelos chamados “Selos de Origem”. Um caminho traçado há séculos em países da Europa – onde o vinho talvez seja o principal expoente – e que ainda engatinha em âmbito estadual ou regional. Muito além de proteger a cultura, a singularidade e os sabores locais, os selos agregam valor, enriquecem a região, evitam o êxodo rural e ajudam a vender toda uma cadeia de outros produtos e serviços ligados direta ou indiretamente às regiões delimitadas pela indicação geográfica. Em síntese, todos ganham.

rodrigomartini@grupoahora.net.br

TIRO

- Secretário Nacional de Defesa Civil, Wolnei Wolff estará novamente na região na próxima sexta-feira. E, entre as principais demandas previstas para encaminhamentos durante a visita do agente do governo federal, destaque ao provável anúncio oficial da nova ponte sobre o Rio Forqueta, entre Arroio do Meio e Lajeado, ao lado da antiga Ponte de Ferro.

- Em Encantado, o lançamento oficial da Suinofest 2027 deve ocorrer no mês de agosto. Em tempo, neste fim de semana ocorre o encerramento da tradicional feira gastronômica deste ano, lá no Parque João Batista Marchese. E a edição de 2026 tem sido um verdadeiro sucesso de público.

- Na próxima terça-feira inicia a série de sabatinas da Acil de Lajeado com os pré-candidatos ao governo do estado. O primeiro será Marcelo Maranata (PSDB), ex-prefeito de Guaíba. Ele aparece na última colocação em todas as pesquisas. Mas, há quem aposte em uma virada histórica, tal como já ocorreu com ex-governadores em passados não muito distantes.

PARA RECOMENDAR O VALE
Mais um “famtour” para vender a região

“Famtour” é o termo utilizado para denominar uma “viagem de familiarização”. Em síntese, é uma ação estratégica para atrair agentes de viagens, operadores de turismo ou influenciadores digitais para vivenciar um destino, um hotel ou atrações turísticas de determinada região. O objetivo é fazer com que conheçam a infraestrutura e os serviços na prática, para futuramente “vender” ou recomendar a respectiva região em seus pacotes, canais de conteúdo e outros. E foi isso que um grupo de 40 pessoas de diversos pontos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro fez nos últimos dias aqui mesmo no Vale do Taquari. Orientados pelo ex-presidente da Amturvales e empresário, Charles Rosner, e organizados pela equipe do Monaro Hotel, de Encantado, eles visitaram vinícolas, moinhos e cafés coloniais, destilarias, restaurantes, parques temáticos, o Cristo Protetor e o Viaduto 13, entre outros pontos. Foi a quarta edição deste movimento organizado pelo hotel e que precisa ser cada vez mais difundido na região por outros empreendedores e gestores públicos. Acima de tudo, é dinheiro novo entrando no Vale!

EM CAXIAS DO SUL…
Guarda Municipal vai a júri por morte em abordagem

A justiça de Caxias do Sul determinou que vá a júri o Guarda Municipal (GM) acusado de matar com um tiro um jovem de 21 anos durante operação realizada para dispersar aglomerações na pandemia, em junho de 2021. O réu responderá em plenário pelo homicídio qualificado (por motivo fútil e

com uso de recurso que dificultou a defesa) com dolo eventual, e por dois homicídios tentados contra outros dois homens que estavam no automóvel dirigido pela vítima. E é importante acompanhar tais fatos já que Lajeado deve insistir na criação da Guarda Municipal Armada nos próximos meses.

Aliás, e ainda sobre esse tema, a Guarda Municipal de Santa Cruz do Sul, cujo modelo (e legislação) que transformou os antigos Agentes de Trânsito em GM e serviu de exemplo a Lajeado, também enfrentará uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) por parte do MP.

MATEUS SOUZA

Interino

60 ANOS CDL Lajeado busca fortalecer marca junto à comunidade

ACâmara de Dirigentes

Lojistas (CDL Lajeado)

celebra seis décadas de fundação neste sábado, 20. Em meio a programação especial para marcar a data, que teve início durante a semana, a entidade mantém um papel protagonista na região, sendo peça fundamental no desenvolvimento econômico e social do Vale do Taquari.

Nesses 60 anos, a CDL tem atuação focada no fomento ao comércio e aos serviços, setores essenciais à economia local, e estimula empreendedores a buscarem crescimento e inovação constante em seus negócios. Um trabalho que extrapola os limites da entidade, mas nem sempre com o devido reconhecimento.

A presidente Giselda Hahn, em seu segundo mandato, destaca a importância de fortalecer a marca da CDL junto à comunidade. “Nós ainda percebemos que algumas pessoas não

conhecem a nossa função. E a entidade vai muito além das campanhas. Nos envolvemos em muitos movimentos regionais. Então queremos mostrar para a comunidade lajeadense e regional quem é a CDL”, frisou, em entrevista à Rádio A Hora. As comemorações iniciaram com a edição especial do “Vamo

pro Corre”, na última quartafeira, 17. Neste sábado, 20, será oferecido um passeio gratuito de Cedelinho aos associados, às 10h, com saída junto à sede da entidade (rua João Batista de Mello, 361, Centro). O ponto alto será na quinta-feira, 25, com a 23ª Convenção CDL Lajeado, no Clube Tiro e Caça.

Senac oferece capacitação gratuita a vendedores

O Senac Lajeado está com inscrições abertas para o curso gratuito “Marketing pessoal para vendedores: você é o seu melhor produto”, oferecido pelo Programa Senac de Gratuidade Mais Comércio em parceria com o Sindilojas Vale do Taquari. A qualificação inicia em 3 de agosto e é voltada a vendedores e profissionais das áreas de vendas, marketing e gestão comercial. Com carga horária de 15 horas, o curso abordará temas como comunicação assertiva, tom de voz

adequado no atendimento e técnicas de marketing pessoal. O objetivo é auxiliar os participantes a fortalecer a imagem profissional, atrair e fidelizar clientes e desenvolver diferenciais competitivos no mercado.

As inscrições podem ser feitas pelo site ou diretamente no Senac Lajeado, localizado na avenida Senador Alberto Pasqualini, 421, bairro Americano. Informações pelo telefone (51) 3748-4644 ou WhatsApp (51) 99377-7103.

Docile investe em experiências do consumidor nos pontos de venda

A Docile, uma das 100 maiores empresas do mundo no segmento, apresenta a campanha Gentileza Muda o Jogo, com um conjunto de ativações e soluções desenvolvidas para impulsionar a venda no varejo durante o período de Copa do Mundo. O objetivo é fortalecer a conexão com consumidores, impulsionar resultados no canal e transformar sazonalidade em oportunidade comercial por meio de experiências inspiradas em celebração, torcida e brasilidade.

De acordo com um estudo publicado pela PwC Brasil sobre as tendências apresentadas na NRF 2026, as lojas físicas estão evoluindo de simples espaços de compra para ambientes de experiência, conexão e construção de marca. Em um cenário em que consumidores buscam cada vez mais vivências compartilhadas e momentos de conexão, o ponto de venda ganha papel ainda mais estratégico na decisão de compra e na construção de marca.

“Quando conseguimos conectar propósito, visibilidade e experiência, criamos jornadas mais relevantes para o consumidor e contribuímos para fortalecer a categoria como um todo. É dessa forma que buscamos transformar as celebrações sazonais em oportunidades de resultados consistentes para nossos parceiros e gerar conexões genuínas com as pessoas”, diz Adriana Donelian, diretora Comercial e Trade Marketing da Docile.

Indicadores

Dólar: R$ 5,16

Ibovespa: 168.333,61

Vale encara reconstrução de 141 pontes

Levantamento do projeto Vale Vivo identifica pontes, pontilhões e passagens destruídas ou danificadas.

Reconstrução avança em ritmos distintos entre obras entregues, estruturas em execução e projetos ainda sem recursos

Filipe Faleiro filipe@grupoahora.net.br

Colaboração

Cícero Copello

Entre pontes de concreto sobre rios e pequenas passagens do interior, as três inundações históricas deixaram 141 estruturas destruídas ou com danos graves no Vale do Taquari. O levantamento feito pelo projeto Vale Vivo, do Grupo A Hora, mede as perdas viárias causadas pelos eventos climáticos extremos. O diagnóstico reúne pontes urbanas, ligações intermunicipais, pontilhões rurais e travessias que sustentavam o transporte escolar, o deslocamento até serviços de saúde e o escoamento da produção. Em alguns pontos, a entrega de uma nova estrutura encerrou meses de desvios, como no caso da Ponte de Ferro entre Lajeado e Arroio do Meio. Em outros, balsas, passagens molhadas e pontes provisórias ainda fazem parte da rotina, como na serra, entre Santa Tereza e São Valentim do Sul.

As obras também mostram uma mudança no modo de reconstruir, com um novo parâmetro de resiliência. São necessárias construções em cotas mais altas, com vãos maiores, cabeceiras reforçadas e menos obstáculos no leito dos rios. O conceito de engenharia busca reduzir o risco de que a reposição das pontes mantenha fragilidades expostas pelas enchentes.

Pelo mapa regional, Imigrante concluiu nove pontes e duas passagens molhadas. Canudos do Vale entregou três estruturas no Centro, em Baixo Canudos e

ANGELO

Pensamos formas de ajudar as comunidades e atender demandas econômicas da região, em especial da cadeia produtiva de proteína animal.”

Pinheirinho. Progresso reabriu travessias em Lajeado do Meio e Barrinha, além da conexão com Boqueirão do Leão. Em Santa Tereza, cinco pontes municipais voltaram a funcionar, mas a principal conexão sobre o Rio Taquari, na ERS-431, segue em construção e tem entrega projetada para 2027. A reconstrução combina recursos da União, Estado, municípios e da iniciativa privada. O modelo depende do porte. Pontes em rodovias estaduais ficam sob coordenação do Daer ou da Empresa Gaúcha de Rodovias. Estruturas municipais receberam verbas da Defesa Civil Nacional. Em áreas rurais, empresários e entidades de classe financiaram projetos para reduzir o isolamento e recuperar rotas ligadas ao agronegócio.

Marco da reconstrução no RS

A Ponte de Ferro, entre Lajeado e Arroio do Meio, se tornou uma das imagens mais conhecidas desse processo de reconstrução. A passagem histórica caiu em 2 de maio de 2024, no mesmo dia em que a ponte da ERS-130 foi levada pelo Rio Forqueta. Com as duas conexões interrompidas, a parte alta e a parte baixa do Vale ficaram separadas no principal eixo de circulação entre cidades que compartilham trabalho, saúde, comércio e serviços.

Trinta e sete dias depois, em 9 de junho, uma ambulância abriu a passagem pela Ponte de Ferro reconstruída por empresários, trabalhadores e moradores. Com a coordenação da Construtora Lyall, o serviço foi feito em 15 dias, restabeleceu o tráfego de veículos leves e alterou o ambiente regional. A travessia passou

a operar com semáforos e fluxo intercalado. As filas continuaram, mas o deslocamento deixou de depender apenas de botes, passadeiras ou desvios por estradas rurais.

Mais ligações

O fluxo entre Lajeado e Arroio do Meio, como eixo para a parte alta e baixa do Vale, ganhou outra etapa em agosto de 2024, quando o Exército liberou uma ponte metálica de 60,96 metros e capacidade de até 80 toneladas. A passagem devolveu uma rota direta aos caminhões. Depois veio a galeria instalada pela EGR para dividir o fluxo, até a entrega da nova ponte da ERS-130, em 10 de abril de 2025.

A estrutura definitiva encerrou quase um ano de soluções provisórias. Com pistas nos dois sentidos e maior altura em relação à ponte anterior, a travessia restabeleceu o eixo oficial de uma

das rodovias estaduais com maior movimento no Vale. A sequência mostrou o peso de cada etapa: a Ponte de Ferro devolveu o acesso imediato, a estrutura do Exército sustentou a logística e a ERS-130 recuperou a capacidade plena.

Frentes em Lajeado

Há três projetos para ampliar a segurança das travessias e criar alternativas ao sistema viário atual. O plano inclui a reforma da ponte sobre o Arroio Saraquá, entre o Centro antigo e o bairro Conservas, a participação municipal na nova Ponte do Exército e uma nova ligação sobre o Rio Forqueta, próxima à Ponte de Ferro. No Arroio Saraquá, um laudo contratado pelo município indicou a necessidade de reforma da estrutura atual. Conforme o vice-prefeito Guilherme Cé, a ponte não apresenta risco estrutural imediato, mas precisa de intervenções para ampliar a vida útil.

O projeto está em elaboração e será encaminhado para licitação após a conclusão técnica. A obra também prevê uma passarela para pedestres ao lado da estrutura, como forma de separar o fluxo de veículos dos deslocamentos a pé. Outra frente envolve a futura Ponte do Exército. A construção da travessia ficará sob responsabilidade de Lajeado e Arroio do Meio, como contrapartida às obras dos acessos financiadas pelo Funrigs.

O projeto básico da ponte está orçado em R$ 7,5 milhões. Desse total, R$ 5 milhões caberão a Lajeado e R$ 2,5 milhões a Arroio do Meio. O Estado financiará os acessos e a pavimentação nos dois lados. Em paralelo, o município busca

Em Roca Sales, ponte na Av. General Daltro Filho está em fase final, e custou R$ 14,1 milhões, com recursos da Defesa Civil Nacional
Nova ponte entre Lajeado e Arroio do Meio, no local onde estava a estrutura do Exército, é um dos projetos de travessias no Rio Forqueta

viabilizar uma nova ponte sobre o Rio Forqueta, próxima à Ponte de Ferro. O projeto executivo já foi aprovado pela Caixa Econômica Federal e passa pela análise final da Defesa Civil Nacional.

A expectativa é de que o investimento seja confirmado nas próximas semanas, o que permitirá abrir o processo de licitação. O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, estará na região no dia 26 de junho, quando é esperada a formalização da obra.

O projeto prevê duas pistas para veículos de todos os portes e passagem para pedestres. A estrutura deverá suportar caminhões e criar um novo corredor logístico entre Lajeado e Arroio do Meio, hoje dependente da ponte da ERS-130 para o tráfego pesado.

O investimento é estimado em R$ 25 milhões. Cerca de R$ 13,5 milhões correspondem ao vão da ponte, R$ 3,5 milhões às cabeceiras no lado de Lajeado e R$ 8,1 milhões aos acessos e cabeceiras em Arroio do Meio.

LIGAÇÕES INTERNAS

As 141 pontes danificadas têm mais impacto sobre grandes ligações, pois interferem na circulação de diferentes localidades gaúchas. Em termos de números, são pontilhões e galerias no interior que redefiniram as condições para escoar a produção agrícola.

Em muitos municípios, uma estrutura com 12, 18 ou 30 metros dificultaram a chegada de caminhões para recolher o leite nas propriedades, se o ônibus escolar completa a rota ou se uma família alcança o posto de saúde sem percorrer dezenas de quilômetros.

Imigrante apresenta um dos estágios mais avançados. Nove pontes e duas passagens molhadas foram concluídas. O conjunto recuperou acessos rurais e industriais que haviam sido interrompidos por enxurradas.

Em Progresso, as entregas alcançaram Linha Moisés, Lajeado do Meio e Barrinha, onde as pontes Danilo Borghetti e João Rabaiolli restabeleceram a circulação de famílias e da produção.

Canudos do Vale reconstruiu a ponte central, com 70 metros e investimento superior a R$ 3,2 milhões. Também entregou as travessias de Baixo Canudos e Pinheirinho.

Em Coqueiro Baixo, voltaram a operar as pontes da Barra do Fão e Linha Alegre Baixa. A passagem da Estrada Geral de Arroio da Laje recebeu investimento superior a R$ 375 mil.

Taquari elevou em 1,5 metro a ponte da área de camping, no acesso ao Caramujo. A extensão passou de 15 para 18 metros e a largura aumentou de cinco para sete metros, com espaço para pedestres.

Em Poço das Antas, a Ponte do Cafundó foi entregue com 30,55 metros e capacidade para 24 toneladas. A obra recebeu cerca de R$ 1,1 milhão da iniciativa privada. Outra estrutura, na comunidade Mãe de Deus, está em construção com recurso federal de R$ 1,59 milhão.

Capitão recuperou a conexão com Arroio do Meio pela Travessa Júlio Schnack e

voltou a acessar Encantado pela ponte de Palmas. As estruturas atendem uma área com produção de leite e suínos, onde as perdas viárias atingiram diretamente o transporte de ração, animais e insumos. O município também articula duas novas pontes e melhorias de macrodrenagem.

Em Pouso Novo, a entrega de uma ponte metálica reduziu em quase 20 quilômetros o desvio dos produtores de Picada Taquari.

Anta Gorda recuperou as travessias de Linha Meca e Linha Miguelzinho. Doutor Ricardo recebeu uma ponte metálica na Linha Sangão e mantém processo para quatro estruturas de concreto no interior.

Ilópolis concluiu as pontes de Linha Terceira, Linha Peca e Linha Terceira Alba, embora uma conexão na divisa com Arvorezinha ainda dependa de solução definitiva.

PELO VALE

Em Relvado, o município concluiu as pontes Moinho, República, Carlos Gomes e Cuias, além das cabeceiras da Avenida Independência. A conexão estadual pela ERS-433 ainda está em reconstrução. A nova ponte sobre o Arroio Jacaré terá 67 metros de extensão, 12 metros de largura e capacidade para 45 toneladas, frente às 24 toneladas suportadas pela antiga. O investimento chega a R$ 7,45 milhões.

Forquetinha concluiu a Ponte do Bauereck, ligação entre a ERS-424 e comunidades como Jammerthal e Picada Hermann. A obra foi contratada por R$ 3,91 milhões.

Em Teutônia, a reconstrução da ponte entre Linha Pontes Filho e Linha Clara avançou com a instalação das vigas. O projeto substitui uma passagem de faixa única por uma estrutura com duas pistas.

Putinga entregou uma ponte metálica pelo programa Reconstrói RS, mas apontou outras cinco travessias do interior que ainda precisam de solução.

Arvorezinha trabalha na ligação sobre o Rio Guaporé com Itapuca e mantém intervenções em pontilhões das linhas Quarta e Quinta.

Associativismo garante 15 pontes

A participação da iniciativa privada na reconstrução viária do Vale começou com a entrega de dez pontes em localidades do interior. Agora, a segunda fase do Reconstrói RS inclui outras cinco travessias, o que amplia para 15 o número atendido pelo modelo de associativismo. Na primeira fase, dez pontes foram viabilizadas pela Câmara da Indústria e Comércio (CIC-VT), Federasul, institutos Ling e Floresta, com recursos de empresas doadoras. O investimento aplicado chegou a R$ 7,88 milhões. As estruturas metálicas têm até 12

GUILHERME

CÉ

VICE-PREFEITO DE LAEJADO

Será uma nova alternativa de mobilidade sobre o Rio Forqueta, com capacidade para veículos de todos os portes. Hoje, o corredor logístico depende da ponte da ERS-130.”

metros de vão, via única e capacidade para 45 toneladas, dentro dos critérios adotados pelo Daer e pelo Dnit.

As travessias foram escolhidas pelo impacto sobre o transporte escolar e o escoamento de leite, aves, suínos, grãos e insumos. Os municípios ficaram responsáveis por licenciamento, sondagem de solo, topografia, içamento, cabeceiras, pista e proteção lateral. As entidades e empresas financiaram os projetos executivos, as peças metálicas e os sistemas de fixação.

A segunda fase acrescenta cinco pontes dentro de uma carteira mais ampla de obras de reconstrução. Uma delas está no Bairro Fátima, em Muçum, onde a execu-

ção já começou. Em Roca Sales, o programa prevê novas estruturas nas linhas Parobé e Campinhos. As demais dependem do avanço dos projetos e da validação do comitê técnico.

Segundo o presidente da CICVT, Angelo Fontana, a definição considerou os prejuízos causados às atividades econômicas do setor primário. “Pensamos formas de ajudar as comunidades e atender demandas econômicas da região, em especial da cadeia produtiva de proteína animal.”

Com capacidade para 45 toneladas, as pontes permitem a passagem de caminhões de leite, ração e transporte de animais. Continua>

Obra de R$ 12,6 milhões parada

A construção da ponte definitiva entre Marques de Souza e Travesseiro está sem avanço há duas semanas. A interrupção aumenta a preocupação dos dois municípios diante da proximidade do período de mais chuva e da dependência de uma passagem provisória que fica submersa quando o Rio Forqueta sobe. A nova passagem tem 161 metros de comprimento, 10,4

metros de largura e investimento de R$ 12,6 milhões, com recursos federais, por meio da Defesa Civil do país. A previsão contratual é concluir a obra até 22 de outubro, mas a redução do tempo disponível eleva a cobrança sobre o ritmo dos trabalhos.

Prefeito de Marques de Souza, Fábio Mertz, afirma que a ponte baixa construída por moradores mantém a ligação com Traves-

seiro, mas oferece uma solução limitada. “A ponte precária está suprindo a necessidade. Mas, se chover um pouco mais, fica interrompida e causa transtornos. A previsão do El Niño está aí e, sem dúvida, teremos problemas.”

A licitação e a fiscalização da obra definitiva ficam sob responsabilidade de Travesseiro. Conforme o prefeito Gilmar Southier, a paralisação ocorreu porque um equipamento usado nas perfurações dentro do rio precisou passar por manutenção. “A informação que temos é de retorno com força máxima no início de julho”, afirma. Southier mantém contato semanal com a Zanco Construtora e que o cronograma segue dentro

do prazo contratual. “Está no nosso radar. A empresa apresenta os cronogramas e afirma que consegue fazer um mutirão para entregar dentro do previsto.”

Segundo o prefeito, a construtora atua em outras obras e deslocou equipes para outros municípios durante o período de interrupção. “Eles têm outras obras e, por vezes, abraçam muitas coisas. Estão finalizando um trabalho em Erval Seco, mas afirmam que não deixaram esta ponte de lado.”

Maior projeto do Funrigs

A construção da Ponte dos Vales teve o contrato assinado em dezembro. Desde então, a empresa executou estacas-teste e serviços preliminares na área entre Estrela e Cruzeiro do Sul. A obra física teve validação técnica dos projetos pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer).

Contratada em regime integrado, a mesma empresa responde pelo projeto executivo e pela construção. Com investimento estimado em R$ 288,5 milhões, a Ponte dos Vales é a maior obra financiada pelo Funrigs. O projeto prevê 3,1 quilômetros entre a travessia e os acessos elevados, sendo cerca de 1,2 quilômetro sobre o Rio Taquari e a área de inundação.

A nova ligação conectará as rodovias ERS-129 e ERS-130,

entre Cruzeiro do Sul e Estrela, com acesso à BR-386. O estudo de tráfego estima movimento próximo de 11 mil veículos por dia. Também foi projetada em cota superior às marcas registradas nas grandes enchentes. Além de garantir uma nova rota em períodos de bloqueio, a ponte deve retirar parte do tráfego pesado que hoje atravessa Lajeado pela BR-386. O atraso em relação à previsão inicial aumenta a atenção sobre o prazo legal do Funrigs. Pelo modelo estadual, as obras financiadas pelo fundo devem ser executadas até o segundo semestre de 2027. O governo afirma que o cronograma contratual permanece dentro do período e mantém a conclusão prevista para o próximo ano. Para o prefeito de Cruzeiro do Sul, César Marmitt, a ponte é um projeto regional, pois “transcende as barreiras e interliga os vales do Taquari e Rio Pardo”.

Uma estrutura robusta reduz custos de transporte e cria melhores condições para empresas que buscam expandir...”

CÉSAR MARMITT
PREFEITO DE CRUZEIRO DO SUL

DIPLOMA FORA

DA PROFISSÃO

Descompasso entre ensino superior e o mercado de trabalho

Com mais de 5 milhões de brasileiros atuando fora da área de formação, especialistas e profissionais apontam mudanças no mercado, excesso de graduados em alguns setores e novas formas de construir carreira

Fazer uma graduação que leva, pelo menos, quatro ou cinco anos para ser concluída e, ao final, não atuar na área para a qual se formou é uma realidade cada vez mais comum no Brasil. Dados da quarta edição da Pesquisa de Empregabilidade, realizada pelo Instituto Semesp em parceria com a Workalove, mostram que 25,9% dos profissionais com ensino superior trabalham fora da área de formação. Outros 4,7% ocupam funções que sequer exigem graduação. O cenário também aparece em levantamento da consultoria IDados. Segundo o estudo, 5,4 milhões de brasileiros com ensino superior completo estavam empregados em funções que não exigiam sua qualificação ou não tinham relação direta com a formação acadêmica. O número equivale à população da Noruega. Apesar disso, o ensino superior ainda é visto como ferramenta importante de ascensão profissional. A vice-reitora da Universidade do Vale do Taquari (Univates), presidente do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat)

Por que profissionais trocam de área?

Busca por maior realização pessoal

Melhores oportunidades

financeiras

Flexibilidade de trabalho

Interesse em empreender

Novas demandas do mercado

Falta de vagas na área de formação

O que explica o descompasso

expansão do EAD; crescimento maior de graduados do que de vagas qualificadas; excesso de formados em algumas áreas; mercado concentrado em funções de menor complexidade; mudança na relação dos jovens com a graduação.

e economista Cíntia Agostini aponta que 75% dos jovens brasileiros consideram a graduação fundamental. Dados analisados por ela mostram que a renda média de quem conclui o ensino superior dobra em praticamente todas as áreas. Nos últimos 25 anos, a proporção de brasileiros com diploma universitário passou de menos de 7% para cerca de 20% da população. Parte dessa expansão ocorreu por meio do ensino a distância (EAD), que ampliou o acesso à graduação em diferentes regiões do país.

“O principal problema não está no aumento do número de formados, mas na falta de alinhamento entre a formação e as necessidades do mercado. O país ampliou o acesso ao ensino superior sem que houvesse crescimento proporcional de vagas em setores de alta qualificação, como tecnologia, engenharia, serviços especializados e economia digital”, pontua. A economista também aponta uma concentração de empregos em áreas tradicionais, com menor complexidade tecnológica e menor exigência de formação superior.

O resultado é um aumento da chamada subocupação de graduados. Atualmente, 38% dos profissionais formados atuam em funções abaixo do nível de qualificação obtido na universidade.

O país ampliou o acesso ao ensino superior sem que houvesse crescimento proporcional de vagas em setores de alta qualificação, como tecnologia, engenharia, serviços especializados e economia digital.”

superior. “Isso mostra que o problema não está no excesso de graduados, mas na falta de compatibilidade entre formação e desenvolvimento econômico”, enfatiza.

Outro ponto destacado por Cíntia é a desigualdade entre áreas. “Enquanto setores como saúde, engenharia e ciência de dados enfrentam falta de profissionais, cursos como administração e parte das licenciaturas acumulam excesso de formados”, avalia.

Ela também avalia que a rápida expansão do EAD trouxe impactos para a qualidade da formação. Segundo a pesquisadora, houve democratização do acesso, mas nem sempre acompanhada de qualificação efetiva.

Para a vice-reitora, o Brasil ainda está distante de países em que metade da população possui ensino

Ela defende políticas públicas voltadas ao desenvolvimento produtivo e tecnológico do país, além de maior integração entre universidades e setores estratégicos da economia.

Da logística ao mercado

imobiliário

O corretor de imóveis Anderson Machado, 34, é um dos profissionais que construíram carreira fora da área de formação. Graduado em Logística, ele trabalhou durante dez anos em uma multinacional de Teutônia, atuando na logística de

Áreas comerciais exigem atualização constante e desenvolvimento de competências que vão além da graduação”

CINTIA
Lautenir Junior lautenir@grupoahora.net.br

coleta de leite de produtores rurais para a indústria.

Anderson conta que o interesse pela logística começou cedo, ainda aos 16 anos, quando iniciou estágio na área. Com o tempo, porém, passou a sentir desmotivação e a perceber que buscava novos desafios profissionais.

Felipe Dalla Vecchia deixou o diploma em engenharia mecânica de lado e, há seis anos, é sócio-proprietário da pastelaria Vamô Pastel, em Encantado

Machado conta que a mudança também representou uma saída da “zona de conforto” construída ao longo de uma década na mesma empresa.

Sucesso no ramo da pastelaria

O acesso a novos formatos de aprendizado e o crescimento do empreendedorismo mudaram a relação das novas gerações com o ensino superior.”

SÓCIO PROPRIETÁRIO DE UMA PASTELARIA, FORMADO EM ENGENHARIA MECÂNICA

O engenheiro mecânico Felipe Dalla Vecchia, 33, também seguiu caminho diferente da formação acadêmica. Depois de concluir a graduação em Engenharia Mecânica, decidiu empreender no ramo alimentício e abriu uma pastelaria gourmet em Encantado.

A escolha pela engenharia surgiu pela relação com a empresa da família, ligada à tornearia mecânica. Felipe trabalhou com o pai dos 15 aos 24 anos e iniciou a graduação pensando em atuar no negócio familiar.

negócio, Felipe começou a desenvolver o projeto em um espaço de nove metros quadrados na casa da irmã.

O casal apostou em uma proposta de produto diferenciado. “A massa utilizada no pastel foi baseada em receita da família de Mayara e se tornou um dos principais elementos da marca”, lembra.

Nos primeiros meses, os dois mantiveram empregos paralelos enquanto estruturavam o negócio.

Ao concluir a faculdade, Felipe trabalhou na empresa do ramo da família e, em meio à pandemia, decidiu, junto da namorada Mayara, empreender com uma pastelaria. No início, em um espaço de nove metros quadrados

A transição aconteceu após convite de um amigo de infância, proprietário de uma imobiliária. Há cinco anos e meio, Anderson atua na corretagem de imóveis. Ele afirma que não considera a graduação um desperdício. “O período na logística serviu como aprendizado e ajudou a desenvolver habilidades que utiliza atualmente, principalmente negociação e relacionamento com pessoas”, diz. Anderson também avalia que o diploma universitário deixou de ser diferencial e passou a representar o mínimo exigido pelo mercado. “Cursos de idiomas e capacitações complementares passaram a ter peso importante para diferenciação profissional. Áreas comerciais exigem atualização constante e desenvolvimento de competências que vão além da graduação”, avalia. Hoje, diz se sentir realizado na nova profissão e destaca o crescimento profissional alcançado nos últimos anos.

O curso, no entanto, levou mais tempo do que o previsto. Antes de concluir Engenharia Mecânica, ele passou por disciplinas em Administração e Nutrição. Ao longo do período, amadureceu o desejo de ter o próprio empreendimento.

“A ideia da pastelaria surgiu em 2020, durante a pandemia, após uma conversa informal entre amigos”, conta.

Ao lado de Mayara, então namorada e hoje sócia no

Com o crescimento da empresa, passaram a atuar exclusivamente na pastelaria.

Hoje, o empreendimento soma dois espaços físicos, totalizando 160 metros quadrados.

Mesmo fora da engenharia, Felipe afirma utilizar conhecimentos adquiridos na faculdade no dia a dia da empresa, principalmente em processos, organização, padronização e gestão de qualidade.

Ele expõe que a graduação também ajudou a desenvolver

capacidade de raciocínio, organização e resolução de problemas, habilidades que hoje aplica na gestão do negócio. “Muitos jovens escolhem uma graduação ainda sem clareza sobre o que realmente desejam para a vida profissional. O acesso a novos formatos de aprendizado e o crescimento do empreendedorismo mudaram a relação das novas gerações com o ensino superior”, opina.

O empreendedor enfatiza que as universidades ainda focam majoritariamente na formação para carreiras corporativas tradicionais e oferecem pouco incentivo ao empreendedorismo.

Ânderson se tornou destaque em vendas de imóveis

FELIPE DALLA VECCHIA
Após sair do emprego em uma multinacional, na área logística,
FOTOS: LAUTENIR JUNIOR

NEGÓCIOS E GASTRONOMIA

Suinofest chega ao último fim de semana

Após atrair mais de 10 mil visitantes, evento encerra edição que reforçou o papel de Encantado como vitrine do turismo e da produção regional

Paulo Cardoso centraldejornalismo@grupoahora.net.br

ENCANTADO

ASuinofest 2026 entra nos últimos dias de programação neste fim de semana, 20 e 21, em Encantado. Consolidada entre os principais eventos gastronômicos do Rio Grande do Sul, a festa combina a tradição da culinária italiana, agroindústrias familiares, artesanato e atrações musicais.

Com mais de três décadas de história, o evento recebeu mais de 10 mil visitantes nos dois primeiros finais de semana desta edição. Segundo o presidente da Amturvales, Rafael Fontana, cerca de 66 caravanas foram confirmadas, com grupos vindos de diversos municípios gaúchos e catarinenses. O crescimento está associado a uma estratégia de promoção turística conduzida pela Amturvales. A entidade pretende ampliar a presença do Vale do Taquari em feiras e eventos especializados pelo país, criando oportunidades para apresentar destinos, experiências e empreendimentos da região.

Edição anual

Esta é a primeira edição

realizada na sequência imediata da anterior. Segundo Fontana, a mudança busca atender uma demanda observada entre visitantes, expositores e agências de turismo.

“A cada edição observamos o comportamento dos visitantes e buscamos implementar melhorias que qualifiquem a experiência”, destaca. Além do salão gastronômico, a programação conta com uma feira que reúne 20 agroindústrias familiares e 38 expositores de artesanato.

Uma das novidades desta edição é o empório da Suinofest, espaço criado para permitir que

os visitantes levem para casa produtos comercializados durante o evento.

Vinhos, queijos, embutidos, chás, pães e outras iguarias produzidas pelas agroindústrias participantes passaram a ser vendidos também para consumo posterior.

Conforme Fontana a iniciativa amplia as oportunidades de comercialização para as comunidades envolvidas na produção dos alimentos e atende a um pedido recorrente do público, que buscava adquirir os produtos degustados durante a festa.

Quando um evento mobiliza a comunidade dessa forma, ele ajuda a preservar a cultura, o saber-fazer e os valores transmitidos pelas gerações anteriores"

Os queijos somam cerca de meia tonelada, enquanto o consumo de carne suína ultrapassa três toneladas.

A cada edição observamos o comportamento dos visitantes e buscamos implementar melhorias que qualifiquem a experiência"

Tradição

Presente desde 2002 na organização, Airton Facchini acompanha de perto a evolução do evento e a mobilização dos voluntários da comunidade do Jacarezinho.

O consumo de alimentos impressiona. A estimativa é de cerca de 800 gramas de comida por visitante ao longo da permanência no salão gastronômico. Entre os itens servidos estão mais de 60 pratos e bebidas.

Somente de polenta, são produzidas aproximadamente uma tonelada e meia durante o evento.

A renovação das equipes também chama atenção. Hoje, a terceira geração de famílias da comunidade do Jacarezinho participa da organização. “Quando um evento mobiliza a comunidade dessa forma, ele ajuda a preservar a cultura, o saber-fazer e os valores transmitidos pelas gerações anteriores”, afirma Facchini. Além da programação gastronômica, a Suinofest também abre espaço para discussões sobre desenvolvimento regional e o futuro das cadeias produtivas do Vale do Taquari. Um dos temas que voltou à pauta foi a criação de um selo de origem para produtos da região, proposta que busca valorizar a identidade local e ampliar o reconhecimento dos empreendimentos do Vale em mercados e eventos turísticos.

Para o presidente da Sicredi Região dos Vales, Ricardo Cé, o momento é favorável para retomar iniciativas que reforcem a imagem regional. “Temos uma história rica, produtos reconhecidos e uma identidade que merece ser valorizada”, afirmou. Na avaliação do diretor-executivo da Dália Alimentos, Gilberto Piccinini, a Suinofest ultrapassou a condição de evento gastronômico e passou a funcionar como uma vitrine das potencialidades econômicas do Vale do Taquari. Segundo ele, a festa tem capacidade de aproximar diferentes cadeias produtivas e fortalecer a conexão entre produção, cultura e turismo. “Estamos reunindo um setor que gera emprego, renda e oportunidades. No próximo ano a Dália completa 80 anos, então teremos ainda mais motivos para celebrar nossa história e discutir os próximos passos”, conclui.

AIRTON FACCHINI  ORGANIZADOR
RAFAEL FONTANA PRESIDENTE DA AMTURVALES
Cerca de 66 caravanas foram confirmadas para este fim de semana, com grupos vindos de diversos municípios gaúchos e catarinenses
FOTOS: ANA JULIA GONZATTI

Ela se habilitou a estar presente nas horas vulneráveis de mães solo

Cláudia Mara

Cortina da Luz Pinto administra o grupo

Mais Amor Fazendo o Bem, um time de mulheres que faz socorro emergencial a mães solo, pais desempregados e famílias desamparadas. O auxílio ocorre de forma anônima, sem postagem em redes sociais

Andreia Rabaiolli andreia@grupoahora.net.br

Cláudia Mara Cortina da Luz Pinto, 54, sempre acreditou que, se cada pessoa assumir parte do cuidado coletivo, a sociedade evolui para melhor. Ela topou fazer sua parte. Começou no trabalho voluntário há 13 anos, em Arroio do Meio, auxiliando menores da AMAM. A experiência abriu caminho para a atuação social que ela mantém hoje no grupo Mais Amor Fazendo o Bem, de Lajeado. A iniciativa reúne oito mulheres que atendem, de forma emergencial, mães solo, que precisam de leite, fraldas e alimentos.

O trabalho também alcança famílias que enfrentam necessidades urgentes. O grupo começou em 2024, após as grandes enchentes. O núcleo fica no bairro Montanha, mas as demandas chegam de diferentes regiões, por meio de assistentes sociais e grupos de WhatsApp. “Chegam demandas de todos os bairros. Quando surge

uma necessidade, as agentes nos chamam. Entre as principais necessidades está o leite para crianças”, informa Claudia.

Após a enchente, as mulheres perceberam que haviam muitas pessoas em situação de dificuldade extrema. Além das mães solo, o grupo também atende pais desempregados

que precisam garantir alimento para a família. Nestes casos, os pedidos costumam envolver cestas básicas. O auxílio ocorre por doações via Pix ou por parcerias com supermercados e empreendimentos comerciais. Claudia é responsável por mobilizar os doadores. Ao longo dos anos, formou uma rede de contatos que ajuda quando surge uma urgência. “Eu os chamo e peço as doações. Com o dinheiro, compramos os alimentos. Depois, presto contas. O sistema funciona na base da confiança. Eles me conhecem e, por isso, ajudam.” O grupo conta com um regulamento para que todas as integrantes entendam como as doações funcionam. Uma das práticas centrais é manter o anonimato. Por isso, o Mais Amor Fazendo o Bem não possui redes sociais. “Nós fazemos o bem por solidariedade, não para aparecer”, justifica Cláudia.

Auxílio na hora da urgência

As contribuições são modestas, mas resolvem necessidades imediatas. As voluntárias verificam se as famílias já contam com apoio institucional. Quando não há atendimento em andamento, elas se mobilizam para buscar o amparo necessário até que os órgãos competentes consigam atender.

As agentes de saúde nos procuram. Entre as principais necessidades está o leite para as crianças”
Cláudia acredita no poder do voluntariado para transformar a sociedade

Na casa de Cláudia, há um ambiente especial onde são armazenadas as doações

O grupo existe justamente para cobrir esse intervalo. Nas instituições públicas, há burocracia, e ela é necessária para garantir o uso correto dos recursos. Mas, até a doação chegar, existe um bebê sem fralda, uma criança sem leite, uma família sem comida. No momento mais vulnerável, elas estão presentes.

Voluntário não deve ter vergonha de pedir

Cláudia defende a presença de voluntários sociais nos bairros. Para ela, o Estado e os órgãos governamentais não conseguem absorver toda a gama de necessidades da população. “Com o pouco de cada um, construímos um mundo melhor”, ressalta.

O cerne do voluntariado, segundo ela, é não ter vergonha de pedir. Sempre haverá pessoas dispostas a ajudar. É preciso fazer o movimento de buscar, chamar e solicitar as doações.

“Ser voluntário é ter compaixão e amor pelas pessoas”, frisa Cláudia.

O apoio jurídico da amiga

Maria de Fátima Abreu, amiga voluntária e aposentada, é o braço

direito de Cláudia. Ela apoia o grupo na área jurídica e também ajuda na busca de doações e nas entregas. Cláudia funciona como uma canalizadora de contatos. É ela quem administra os recursos, conversa com os parceiros e aciona a rede quando aparece uma necessidade urgente. “O trabalho de articulação da Claudia é muito importante. Ela consegue conversar com as pessoas de um jeito que só ela tem. Por isso, está na linha de frente”, salienta. O trabalho de mobilização de Cláudia aumenta o número de parceiros importantes, como o mercado do bairro que auxilia com frutas e itens alimentícios. Aos poucos, o grupo ganha reconhecimento na comunidade e fortalece uma rede de apoio em torno das urgências mais imediatas.

O grupo faz socorro imediato para necessidades básicas, como alimentação, fraldas, leite, roupas e apoio emergencial.

A iniciativa atua de forma anônima e não publica as ações em redes sociais.

O auxílio pode envolver cesta básica, frutas, verduras, aconselhamento e apoio às famílias em situação vulnerável.

O grupo não está vinculado a nenhuma entidade religiosa, partido ou instituição formal.

Características do Mais Amor Fazendo o Bem Produtos mais demandados

Leite para crianças de mães solo Fraldas

Cestas básicas

Roupas de bebê

Roupas para adultos

Cláudia e Maria de Fátima: uma ajuda a outra na busca e entrega de doações

REUNIÃO-ALMOÇO DA CACIS

“Brasil está entre os países mais ansiosos do mundo”, alertam especialistas

Encontro reuniu cerca de 130 lideranças em Estrela e destacou como sono, alimentação, atividade física e equilíbrio emocional influenciam produtividade, relações humanas e resultados dentro das organizações, além de celebrar a conquista da marca de 400 associados da entidade

ESTRELA

Em um cenário cada vez mais marcado pela velocidade das mudanças, pela pressão por resultados e pelos desafios da vida moderna, cuidar da saúde deixou de ser apenas uma questão individual. O tema ganhou espaço nas

estratégias das empresas e esteve no centro dos debates durante mais uma edição da Reunião-Almoço da Câmara de Comércio, Indústria, Serviços e Agronegócio de Estrela (Cacis), nessa sextafeira, 19.

Com o tema “Saúde que transforma – prevenção, equilíbrio e bem-estar para pessoas e organizações mais fortes”, o encontro reuniu cerca de 130 empresários, gestores e lideranças regionais na

Società Italiana Fiori Dei Piani. A programação ocorreu em parceria com a Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo e contou com palestras da médica Helena Ederich e do psicólogo Ezequiel Calegari. Além da discussão sobre saúde física e emocional, o encontro também marcou um momento importante para a entidade. Durante a programação, a Cacis comemorou a marca de 400 associados, número tratado como meta para este ano.

Pequenas escolhas

A médica Helena Ederich abriu a programação convidando o público a refletir sobre prevenção, longevidade e qualidade de vida. Especialista em Medicina de Família e Comunidade, ela destacou que a construção da saúde ocorre diariamente e depende muito mais da constância dos hábitos do

que de medidas adotadas apenas quando surgem problemas. “A saúde é construída todos os dias. Não existe fórmula mágica. Existem escolhas que repetimos ao longo da vida”, afirma. Segundo Helena, quatro pilares sustentam a longevidade e a qualidade de vida: movimento, alimentação, sono e conexão social. Embora amplamente conhecidos, esses fatores costumam ser deixados em segundo plano por profissionais que enfrentam jornadas cada vez mais intensas. “O sono talvez seja um dos aspectos mais negligenciados atualmente. Dormir bem influencia a memória, o humor, a imunidade e até a capacidade de tomar decisões”, destaca.

Outro ponto abordado foi a importância das relações humanas para a manutenção da saúde física e emocional. “Conexão social não é um detalhe. Pessoas que mantêm vínculos familiares, amizades e participação comunitária apresentam melhores indicadores de saúde ao longo da vida”, ressalta.

A médica também reforçou a importância dos exames preventivos e do acompanhamento médico periódico. “Muitas doenças podem ser evitadas ou identificadas precocemente. Por isso, prevenção continua sendo uma das ferramentas mais importantes para a qualidade de vida”, afirma.

Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br
Palestra dessa sexta-feira lotou as dependências da Società Italiana Fiori Dei Piani
DANIELY SCHWAMBACH

LIÇÃO DAS CHEIAS

Vale amplia capacidade de adaptação, mas risco de inundações permanece alto

Levantamento do Adapta Cidades aponta que municípios mais expostos às cheias concentram maiores índices de preparação para enfrentar eventos extremos. Indicadores reforçam necessidade de incorporar o risco climático ao planejamento urbano

Asucessão de enchentes alterou a forma como os municípios do Vale do Taquari tratam o risco climático. Dados da plataforma Adapta Cidades, desenvolvida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, mostram que as cidades mais expostas às inundações passaram a estruturar melhor as políticas voltadas à prevenção e à resposta aos desastres.

O avanço aparece no índice de capacidade adaptativa, embora a ameaça das cheias permaneça elevada em parte da região. Os indicadores analisam duas dimensões. A primeira mede a ameaça de inundações, enxurradas e alagamentos a partir de fatores como relevo, proximidade dos cursos d’água, tipo de solo, uso da terra e intensidade das chuvas.

A segunda avalia a capacidade de adaptação, que reúne aspectos relacionados ao planejamento urbano, governança, investimento público, gestão de riscos e políticas setoriais. A combinação permite identificar municípios mais vulneráveis e aqueles que ampliaram a preparação para enfrentar eventos extremos.

Os resultados confirmam a influência da geografia sobre o comportamento das cheias. Estrela e Lajeado registram índice de ameaça de 0,82, classificado como muito alto. Encantado e Roca Sales aparecem na sequência, com 0,61, enquanto Cruzeiro do Sul, Teutônia e Taquari apresentam ameaça média. Os dados refletem a localização junto ao Rio Taquari, onde o relevo favorece o transbordamento.

A ocupação das planícies amplia a exposição da população. Mesmo com obras de proteção, sistemas de alerta e reorganização territorial, o comportamento do rio continua sujeito ao volume de precipitação e

Após desastre, municípios qualificam ações de resposta aos eventos extremos

Os extremos

Maior ameaça

Estrela – 0,82

Lajeado – 0,82

Encantado – 0,61

Roca Sales – 0,61

Maior adaptação

Encantado – 1,00

Estrela – 0,94

Arroio do Meio – 0,86

Lajeado – 0,86

Precisam de atenção

Roca Sales

Taquari

Teutônia

Paverama

Cruzeiro do Sul

O que mudou após as enchentes

- Atualização dos mapas de risco

- Revisão dos Planos Diretores - Fortalecimento das Defesas Civis

- Monitoramento do Rio Taquari

- Sistemas de alerta

- Soluções baseadas na natureza

O que mede a ameaça

Entre as principais ações estão a realocação de famílias que viviam em áreas de risco.”

TANARA SCHMIDT

TÉCNICA DE MEIO AMBIENTE DE CRUZEIRO DO SUL

à resposta da bacia.

Resposta ao risco

Os índices de adaptação revelam um movimento distinto. Encantado alcança a pontuação máxima, com índice de 1,00. Estrela aparece com 0,94, enquanto Arroio do Meio e Lajeado registram 0,86. O desempenho sugere que os municípios mais atingidos aceleraram medidas voltadas à gestão de riscos.

O cenário contrasta com municípios localizados em áreas de menor ameaça. Arvorezinha, Forquetinha e Imigrante apresentam risco baixo de inundações, mas permanecem com índices reduzidos de adaptação. A condição indica menor estrutura para enfrentar eventos extremos.

O cruzamento dos indicadores aponta um cenário de vulnerabilidade superior ao observado em cidades que enfrentam maior exposição às cheias, mas investiram na preparação institucional.

Muitas dessas áreas concentram residências, atividades econômicas e infraestrutura urbana.”

EMERSON MUSSKOPF

SECRETÁRIO DE PLANEJAMENTO DE ESTRELA

O resultado evidencia que a adaptação depende de planejamento contínuo.

Ações desenvolvidas

Em Encantado, a ampliação do monitoramento hidrológico, a atualização dos mapas de inundação e o aprimoramento dos sistemas de alerta explicam o desempenho registrado. O coordenador da Defesa Civil, Loivo Dezordi, destaca que o planejamento passou a considerar cenários climáticos mais extremos, com foco na redução dos impactos.

“O desafio agora é consolidar essas ações no planejamento de longo prazo da cidade, tornando Encantado cada vez mais preparada para enfrentar eventos climáticos extremos. A adaptação climática precisa ser tratada como política permanente”, afirma.

Já em Estrela, o secretário de Planejamento, Emerson Musskopf, atribui o avanço à revisão das estratégias. Entre as ações desenvolvidas estão a atualização

O desafio agora é consolidar essas ações no planejamento de longo prazo da cidade.”

LOIVO DEZORDI

COORDENADOR DA DEFESA CIVIL DE ENCANTADO

dos mapas de risco, levantamentos de campo, banco de dados sobre os eventos de 2023 e 2024, elaboração do Plano de Drenagem, revisão do Plano Diretor e projetos voltados à ampliação das áreas permeáveis. O conjunto passou a orientar decisões relacionadas ao crescimento urbano. Segundo Musskopf, o principal desafio permanece na ocupação das áreas sujeitas às inundações. “Muitas dessas áreas concentram residências, atividades econômicas e infraestrutura urbana, tornando complexa a implementação de medidas de redução de risco”, diz

A adaptação, segundo ele, exige investimentos, integração entre diferentes setores e incorporação das informações ao planejamento.

Evolução de resposta

Com índice de adaptação em 0,51, Cruzeiro do Sul avança em iniciativas mais estruturadas para enfrentar os eventos extremos. Segundo a assessora do Departamento de Meio

A ameaça é modelada a partir da interação entre os eventos climáticos relacionados a inundações, enxurradas e alagamentos. Consideram-se as características topográficas, geológicas, fatores humanos e as características meteorológicas.

O que mede a adaptação

O índice é resultante da composição de capacidade de investimento público; governança e gestão de risco de desastres de inundações, enxurradas e alagamentos; e capacidade em cidadania e políticas setoriais.

Ambiente, Tanara Schmidt, a cidade avançou na reorganização territorial, promoção da habitação e na construção de projetos que conciliam proteção ambiental.

“Entre as principais ações estão a realocação de famílias que viviam em áreas de risco, a implantação de programas habitacionais, a recuperação das áreas atingidas, além da execução de obras de infraestrutura e mitigação de riscos”, explica Tanara.

A assessora também destaca o andamento do Parque Ecológico Memorial Passo de Estrela, que deve transformar uma área impactada em um espaço de preservação.

ALDO LOPES/ARQUIVO
Karine Pinheiro karine@grupoahora.net.br

VAREJO EM ALTA

Inverno começa domingo intenso e aquece expectativas

Com previsão de madrugadas geladas, lojistas de Lajeado registram aumento na procura por produtos típicos da estação e projetam crescimento nas vendas

LAJEADO

Oinverno começa às 5h24 deste domingo, 21, no horário de Brasília, e a chegada da estação é recebida com otimismo pelo setor lojista. Com previsão de madrugadas geladas, o comércio já registra aumento na procura por itens típicos do período, como mantas, cobertores, aquecedores, pantufas e roupas mais quentes.

O início da estação também marca o solstício de inverno, com dias mais curtos e noites mais longas. Segundo a meteorologia, o frio mais intenso deve ocorrer nas próximas semanas, com possibilidade de geada no Sul.

O cenário de baixas temperaturas impulsiona principalmente os segmentos de vestuário, calçados e artigos para o lar, com expectativa de crescimento nas vendas que pode chegar a 30%.

Aquecimento nas vendas já começou

O gerente da loja Certel, do bairro São Cristóvão, Júnior Heisler,

afirma que a procura antecipada exigiu preparação de estoque. “A gente se programou para ter estoque, porque o cliente quer comprar o produto e levar na hora”, afirmou.

Segundo ele, aquecedores portáteis lideram as vendas, seguidos por calefatores. “A gente acredita que as vendas devem melhorar ainda mais nos próximos dias que prometem ser bem gelados.”

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Lajeado) e Sindilojas Vale do Taquari acompanham o movimento e promovem ações de incentivo ao setor. A presidente da CDL, Giselda Hahn, avalia que o frio antecipado já impulsionou o comércio. “Com a chegada do frio intenso antes da data prevista, as lojas já estavam preparadas com estoques adequados. A expectativa é bastante otimista.”

Estratégias do varejo

Para o empresário Vanderlei Pohl, as vendas dependem diretamente do clima. “A expectativa é boa, mas dependemos muito do frio. Se o clima colaborar, as vendas tendem a se manter no nível do ano passado.”

Na loja, segundo Pohl, os produtos mais procurados são jaquetas, tricôs e peças térmicas. Para atrair a clientela, Pohl investe em estratégias digitais e preços competitivos.

A gerente das lojas Dullius, Arilete Lippe também destaca o desempenho da estação. “É a estação que a gente mais gosta de vender, deixando as pessoas bem vestidas e confortáveis. Temos marca própria, com lã, alfaiataria, calçados e acessórios.”

Lojistas apostam na variedade de produtos, preços acessíveis e opções de pagamento

A gente se programou para ter estoque, porque o cliente quer comprar o produto e levar na hora”

Segundo ela, os descontos progressivos e a produção própria fortalecem as vendas. “As expectativas são muito positivas. Focamos no cliente e no atendimento.”

O IBGE aponta crescimento de 1,8% no varejo ampliado no acumulado do ano, apesar de oscilações mensais. Já a IEMI estima movimentação de R$ 63 bilhões na temporada outono-inverno de 2026 no país.

Dia mais curto do ano

O início da estação também marca o solstício de inverno, com dias mais curtos e noites mais longas. Segundo a meteorologia, o frio mais intenso deve ocorrer nas próximas semanas, com possibilidade de geada no Sul.

Lojas de eletrodomésticos apostam na venda de aquecedores e fogões à lenha para a chegada do inverno
JÚNIOR HEISLER GERENTE DA LOJA CERTEL

domingo com previsão de frio expectativas do comércio

GISELDA

Com a chegada do frio intenso antes da data prevista, as lojas já estavam preparadas com estoques adequados. A expectativa é bastante otimista.”

Previsão de temperaturas baixas para os próximos dias aquecem as vendas no comércio local

SETORES MAIS IMPULSIONADOS

- VESTUÁRIO E CALÇADOS: casacos, peças térmicas e calçados fechados

- ARTIGOS PARA O LAR: cobertores, mantas e edredons

- AQUECIMENTO: aquecedores, fogões a lenha, calefatores

FOTOS: MAIRA SCHNEIDER

Gasoduto ligará polo petroquímico aos Vales

Obra inclui mais de 190 quilômetros de rede subterrânea

entre Triunfo, Lajeado e Santa Cruz do Sul

Garantir maior segurança energética é o propósito do investimento anunciado pela Sulgás. O projeto estabelece a interligação do polo petroquímico com os vales do Taquari e Rio Pardo por meio de gasoduto. Serão construídos mais de 190 quilômetros de rede subterrânea de gás natural.

A previsão é que as obras iniciem em novembro deste ano e fiquem prontas em até dez anos.

O projeto atende à crescente demanda de indústrias e comércios das regiões e fortalece a segurança energética em áreas que foram fortemente impactadas por enchentes, contribuindo para a retomada econômica e atração de novos investimentos.

A Sulgás planeja investir R$ 163,7 milhões em 2026, o maior volume da história da companhia. O valor recorde para um único ano. Em 2021, sob gestão estatal, o investimento foi de R$ 46 milhões. Além do começo da expansão para os Vales, a companhia ampliará os dutos nas regiões em que já atua.

“O novo patamar reforça o papel estratégico da companhia no desenvolvimento econômico, na segurança energética e na transição para uma matriz mais limpa no estado. A companhia passou por uma transformação, e está ainda mais moderna e eficiente, respeitando sempre a nossa licença para operar: a segurança”, afirma o CEO da Sulgás, Marcelo Leite.

Sulgás em Lajeado

Lajeado entrou no mapa de investimentos da Sulgás em 2022, com aporte inicial de R$ 2,6 milhões. No modelo atual, o gás chega até a tubulação local por meio de transporte rodoviário. A partir da implementação do gasoduto, o combustível chega de forma direta para os clientes.

Neste momento, o foco da expansão permanece no setor industrial, com previsão de avanço posterior para segmentos comercial e residencial.

Atualmente, o atendimento se concentra em áreas próximas à BR-386, com maior presença industrial. A expansão futura depende da demanda e da viabilidade de novos investimentos.

Com cerca de 6,2 quilômetros de dutos em operação e mais dois quilômetros projetados, o município integra a estratégia de interiorização da companhia e o plano de fortalecimento dos Corredores Verdes.

Polo de biometano

A Sulgás amplia seus investimentos em energias renováveis, entre eles, o primeiro hub de biometano do estado. Em abril, a companhia lançou o edital que vai

selecionar produtores interessados em fornecer biometano ou em utilizar a infraestrutura do ‘Sulgás BioHub’, que será instalado em Esteio, na Região Metropolitana. O projeto terá capacidade para injetar até 30 mil metros cúbicos de gás renovável por dia na rede da companhia. Atualmente, a

Vamos começar ainda neste ano as obras no trecho de Charqueadas. Depois, avançamos para o projeto dos Vales. O gasoduto que vai chegar a Lajeado e Santa Cruz do Sul.”

usina da empresa Bioo, localizada em Triunfo, fornece diariamente 30 mil metros cúbicos de biometano à rede da Sulgás. A intenção é ampliar o uso do energético nos próximos anos.

Já em Passo Fundo, a empresa avança no projeto da primeira rede local no estado abastecida exclusivamente com biometano. O traçado preliminar prevê a construção de 19 km de gasodutos subterrâneos.

A secretária do Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann, destaca que o RS avança em passos consistentes ao estruturar um modelo que combina investimento privado com diretrizes públicas claras.

“Com a privatização, a Sulgás ganha agilidade e amplia sua capacidade de investimento, sem perder o alinhamento com as diretrizes do Estado. O governo atua de forma permanente na regulação, por meio da Agergs, e na aprovação dos planos de investimento pela Sema.”

Felipe Neitzke felipeneitzke@grupoahora.net.br
GASODUTO PREVISTO
CHARLES NETTO GERENTE EXECUTIVO DA SULGÁS
Companhia também trabalha para ampliar rede interna de Lajeado, no bairro São Cristóvão
GABRIEL SANTOS

Evento ocorre nos dias 20 e 21 de junho, no Parque do Imigrante, com disputas classificatórias para o Enart e programação voltada para toda a família

LAJEADO

OParque do Imigrante, em Lajeado, será palco, neste fim de semana, 20 e 21, do 35º Rodeio Artístico da 24ª Região

Tradicionalista (RT). Promovido pelo CTG Tropilha Farrapa e pela 24ª RT, com apoio da Prefeitura de Lajeado, o evento reunirá cerca de mil artistas de aproximadamente 30 entidades tradicionalistas da região em uma grande celebração da cultura gaúcha. Além de definir campeões em diversas modalidades, o rodeio tem papel fundamental no calendário artístico do tradicionalismo por ser uma das etapas classificatórias para o Encontro de Artes e Tradição Gaúcha (Enart), considerado o maior festival de dança amadora da América Latina. A programação começa às 8h de sábado com as competições artísticas. A cerimônia oficial de abertura está marcada para as 13h. Durante os dois dias serão realizadas disputas nas modalidades de Danças Tradicionais, Danças Gaúchas de Salão, Declamação, Intérprete Solista Vocal, Instrumentos Musicais, Causo, Trova e Chula.

Segundo o diretor artístico do CTG Tropilha Farrapa, Bruno Martini Pavoni, o público encontrará um espetáculo preparado ao longo de meses pelos participantes. “Todos os artistas se preparam muito para este evento. Além das competições, teremos praça de alimentação, expositores de artigos gaúchos e brinquedos para recreação das crianças”, destaca.

TRADIÇÃO GAÚCHA

Rodeio Artístico da 24ª RT deve

reunir mais de mil competidores

Para Pavoni, o principal legado do rodeio vai além das disputas. O evento representa um momento de integração entre os grupos artísticos da região e fortalece o tradicionalismo. “A principal importância é reunir todas as entidades da região que possuem departamento artístico. Essa convivência fomenta a troca de experiências, estreita laços de amizade e confraternização entre municípios e fortalece ainda mais a cultura gaúcha, conquistando novos adeptos e simpatizantes”, afirma.

Por ser classificatório para o Enart, a expectativa é de apresentações de alto nível técnico. Conforme o diretor artístico, os grupos investem constantemente em renovação e aperfeiçoamento. “Todos os anos existem surpresas. Os grupos estão sempre buscando evolução, enquanto os competidores das modalidades individuais também intensificam os ensaios e contam com orientação de especialistas. Com certeza teremos grandes espetáculos durante todo o final de semana.”

Estrutura para os artistas

Receber aproximadamente mil competidores exige uma organização cuidadosa. Segundo Pavoni, o principal desafio foi garantir que todos os detalhes estivessem preparados para oferecer conforto e boas condições aos participantes.

“O maior desafio foi não esquecer de nada para que todos sejam bem recebidos e encontrem uma estrutura adequada para desempenhar da melhor forma possível suas apresentações. São muitos detalhes que surgem ao longo da organização.”

Outro diferencial apontado pelo organizador é o espírito que marca o Rodeio Artístico Regional. Diferentemente de outras competições que oferecem premiações em dinheiro, o evento prioriza a integração entre as entidades.

“Foi criado com o intuito de reunir todos os artistas da nossa região para um momento de integração e confraternização. O clima é de união familiar, de ami-

Evento reunirá cerca de mil artistas de aproximadamente 30 entidades tradicionalistas da região em uma grande celebração da cultura gaúcha

zade e de valorização do talento dos nossos artistas.”

Expectativa de grande público

A organização acredita que Lajeado, por ser um dos principais polos do Vale do Taquari, receberá visitantes de diversos municípios do Estado durante os dois dias de programação. A expectativa é de um público superior a três mil pessoas. “Nós acreditamos que Lajeado vai receber muitos espectadores de diferentes municípios. Estamos preparados para receber mais de três mil pessoas durante os dois dias do evento”, projeta Pavoni.

Além das apresentações artísticas, o público poderá aproveitar a praça de alimentação, feira de artigos tradicionalistas e espaços

Essa convivência fomenta a troca de experiências, estreita laços de amizade e confraternização entre municípios e fortalece ainda mais a cultura gaúcha, conquistando novos adeptos e simpatizantes.”

de recreação infantil. O estacionamento será gratuito, enquanto o acesso ao Parque do Imigrante terá ingresso de R$ 10 por pessoa, por dia.

Mais do que definir classificados para o Enart, o 35º Rodeio Artístico da 24ª RT promete transformar Lajeado em um grande palco de valorização das tradições gaúchas, reunindo artistas, famílias e admiradores da cultura regional em um ambiente de integração e celebração das raízes do Rio Grande do Sul.

Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br
Fogo de Chão
O programa Fogo de Chão, apresentado por Claiton Miranda, será direto do Parque do Imigrante, a partir das 10h, em live na página do A Hora TV no Youtube e no 102,9 FM.
BRUNO PAVONI DIRETOR ARTÍSTICO
DIVULGAÇÃO

FERNANDO RÖHSIG

Conselheiro de Administração

Governança climática começa pelas pessoas A boneca e o escritor

As enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul deixaram uma lição que não pode ser esquecida. Eventos climáticos extremos não afetam apenas estradas, pontes, galpões, lavouras ou cadeias de suprimentos. Eles afetam pessoas. E quando as pessoas são impactadas, o trabalho, a produtividade, a continuidade dos negócios e a própria capacidade de resposta das organizações também são colocados à prova. Neste mês, dois movimentos significativos fortaleceram essa reflexão. De um lado, o Governo do Estado lançou o programa Prepara RS, voltado à preparação dos municípios para eventos climáticos extremos. De outro, o IBGC e a Chapter Zero Brasil divulgaram o caderno Princípios Orientadores para a Governança Climática e da Natureza: Aplicação no Contexto Brasileiro, alinhado ao framework global do Fórum Econômico Mundial. O documento reforça que riscos climáticos e ambientais devem ser incorporados à estratégia, à supervisão do conselho, à gestão de riscos e à alocação de capital. O avanço é relevante. Mas ainda existe uma lacuna importante no debate empresarial: a preparação das pessoas. A literatura de governança mostra que conselhos

Eventos climáticos extremos não afetam apenas estradas, pontes, galpões, lavouras ou cadeias de suprimentos. Eles afetam pessoas.”

mais preparados formulam perguntas mais relevantes e antecipam com maior eficácia os riscos emergentes. Mais do que discutir infraestrutura, seguros ou planos de contingência, os conselhos e a alta administração precisam questionar como a organização protegerá seus colaboradores diante de enchentes, ondas de calor, estiagens prolongadas e interrupções de mobilidade. A teoria dos stakeholders, desenvolvida por R. Edward Freeman, ensina que empresas criam valor sustentável quando consideram os interesses de todos os grupos impactados por suas decisões, incluindo empregados, comunidades e fornecedores. Na prática, isso significa que go-

vernança climática não pode ser tratada apenas como uma agenda ambiental. Trata-se também de uma agenda de pessoas.

Empresas resilientes precisam mapear riscos climáticos sobre sua força de trabalho, estabelecer protocolos de proteção, revisar políticas de trabalho remoto, desenvolver planos de comunicação de emergência, capacitar lideranças para gestão de crises e apoiar colaboradores e suas famílias em momentos críticos.

O próprio caderno do IBGC destaca que o conselho é o guardião da resiliência e do valor de longo prazo da organização. Essa responsabilidade não se limita aos ativos físicos. Inclui preservar o capital humano que sustenta a operação. A governança corporativa do século XXI exige que os conselhos ampliem sua visão. Preparar prédios é importante. Preparar processos é necessário. Mas preparar pessoas é indispensável.

A próxima crise climática não perguntará se a empresa possui uma política ESG. Ela testará, na prática, se sua governança foi capaz de proteger pessoas, manter operações e preservar valor para a sociedade. Essa talvez seja a mais importante responsabilidade fiduciária dos líderes empresariais de nosso tempo.

“A arte existe para que a realidade não nos destrua” Friedrich Nietzsche

Oescritor Franz Kafka morreu um mês antes de completar 41 anos e mesmo com uma existência tão curta, ceifada que foi pela tuberculose, legou uma obra que o imortalizou.

Seu trabalho funde elementos de realidade e de fantástico. Normalmente apresenta protagonistas isolados enfrentando situações bizarras ou surrealistas e situações sociais incompreensíveis frente aos poderes da burocracia como narrado na primeira frase de seu livro “A Metamorfose”: “Uma manhã, ao despertar de sonhos inquietantes, Gregor Samsa deu por si na cama transformado num gigantesco inseto.”

Nos dias atuais ficou consagrado o termo “kafkiano” para descrever situações absurdas, inclusive muitos fatos recentes em nosso país.

Mas não é esse o motivo de ter invocado a presença de Kafka, o objetivo é contar uma história que aconteceu no último ano de vida do escritor, em um parque de Berlim. Enquanto caminhava pelo Parque Steglitz, como costumava fazer todos os dias, ele encontrou uma menina chorando de desespero: ela havia perdido sua boneca. Kafka ficou muito impressionado com a forma como a menina estava desesperada e com a intensidade de sua dor. A boneca não foi achada, mas ele inventou uma forma única de consolar a criança. Escreveu uma carta escondido e disse à menina que era da sua boneca amada, Brígida tinha ido viajar, mas teve sorte, porque ele era o carteiro da boneca.

O escritor Franz Kafka morreu um mês antes de completar 41 anos e mesmo com uma existência tão curta, ceifada que foi pela tuberculose, legou uma obra que o imortalizou.”

“Por favor, não chore, fiz uma viagem para conhecer o mundo, vou te escrever e contar sobre minhas aventuras”, dizia a carta. Em seguida, durante vários dias Kafka seguiu narrando aventuras imaginárias, viagens e fantasia. Elsi, lendo aquelas palavras sugestivas que a mandaram de volta a lugares distantes, imediatamente se sentia consolada.

Por fim, o escritor deu a ela uma nova boneca, claramente diferente da perdida. Mas sua aparência diferente era justificada por uma nota: “Minhas viagens me mudaram”.

Alguns anos depois, a menina encontrou um bilhete bem dentro de sua boneca que dizia: ‘tudo o que você ama muito provavelmente você vai perder, mas eventualmente o amor vai mudar para uma forma diferente.’

Essa história, foi contada pela companheira de Kafka, Dora Diamant, e mais tarde se tornou um livro ‘Kafka e a boneca viajante’ escrito por Jordi Sierra I Fabra e contém uma ponte entre o mundo dos adultos e o das crianças.

GERADO POR IA

Acesso da ‘Goleirinha’ recebe nova sinalização e faixa elevada

Intervenções no quilômetro 71 da ERS129 atendem a uma demanda jurídica por mais segurança no trecho

ENCANTADO

Quem trafega pelo quilômetro 71 da ERS129, em Encantado, já encontra alterações no fluxo e reforço na segurança. Ao longo desta semana,

o ponto conhecido popularmente como “Goleirinha” recebeu um pacote de melhorias viárias executadas pela Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), que concentrou frentes de trabalho no local desde a quarta-feira, 18. As intervenções no trecho

incluem a instalação de 16 novas placas de sinalização vertical, o reforço da sinalização horizontal (pintura de pista) e a implantação de uma travessia elevada para pedestres nas proximidades do acesso.

O objetivo imediato das mudanças é organizar o fluxo de entrada e saída da via, forçar a redução da velocidade dos veículos e ampliar a proteção de motoristas e pedestres que circulam diariamente pelo local.

Resposta à ação civil pública

As obras foram anunciadas oficialmente no último dia 12 de junho, durante reunião na sede da EGR, em Porto Alegre, que reuniu o prefeito de Encantado, Jonas Calvi, o chefe de gabinete Valdeci Gonzani, e a defensora pública Isabel Rodrigues Wexel Maroni. O acesso à “Goleirinha” é alvo de uma ação civil pública que

determinava ao município de Encantado a apresentação de uma solução técnica para o entroncamento. Originalmente, as melhorias estavam em compasso de espera devido ao processo de concessão da ERS-129 ao setor privado. Como a privatização da rodovia não foi concluída, a EGR assumiu a responsabilidade direta pela execução dos serviços.

O diretor-presidente da EGR, Luís Fernando Vanacôr, explicou em comunicado que as medidas visam aumentar a percepção de risco por parte dos condutores. “Queremos organizar os movimentos de entrada e saída do acesso e reduzir o potencial de conflitos entre veículos e pedestres”, afirmou Vanacôr. O dirigente ressaltou ainda que a autarquia continuará monitorando o trecho após o término dos trabalhos para avaliar a eficácia das medidas.

A defensora pública Isabel Rodrigues Wexel Maroni reiterou que o projeto atual é um passo inicial para uma solução definitiva. “Ainda serão feitas outras ações no decorrer desse trabalho. Temos uma previsão de um projeto para detalhar melhor o que pode ser feito, mas o importante é que as mudanças estão sendo feitas e assim vamos conseguir tornar o trecho um local seguro”, salientou.

Intervenção de maior impacto é a instalação de uma faixa elevada na rodovia
MATHEUS GIOVANELLA LASTE

Intervenção no entroncamento entre a ERS-130 e a ERS-129 recebe investimento de R$ 1,5 milhão para melhorar fluxo e segurança na região

As obras para a implantação da nova interseção no quilômetro 97,27 da ERS-130, no acesso à cidade de Roca Sales, alcançam a marca de 50% de execução. O projeto, sob responsabilidade da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), prevê uma reformulação geométrica no entroncamento com a ERS-129. O objetivo principal é organizar os movimentos de conversão de veículos, reduzindo os pontos de conflito e o risco de acidentes em um dos trechos mais movimentados da região. Com um investimento estimado em R$ 1,5 milhão, oriundo dos recursos da própria concessionária, a intervenção impacta diretamente a logística e o cotidiano do Vale do Taquari. Até o momento, as equipes de engenharia já concluíram as etapas de terraplenagem, drenagem e movimentação de solo. Os trabalhos agora avançam

SEGURANÇA VIÁRIA

Obras no trevo de acesso a Roca Sales atingem 50% de conclusão

para as fases de pavimentação e sinalização da nova estrutura viária.

De acordo com o diretor-presidente da EGR, Luís Fernando Vanacôr, a obra qualifica um ponto estratégico para a economia regional. “Estamos qualificando a conexão entre a ERS-130 e a ERS-129, proporcionando mais segurança aos usuários, melhor organização dos fluxos de tráfego e mais eficiência para o desloca-

mento de pessoas e o transporte de cargas”, destaca Vanacôr.

Impacto local e liderança municipal

A readequação do trevo era uma demanda antiga da comunidade local e de motoristas que utilizam a rota diariamente para o escoamento da produção e acesso aos municípios vizinhos. O governo

de Roca Sales acompanha de perto o andamento dos trabalhos na rodovia.

“São importantes essas intervenções, pois refletem realmente o crescimento da demanda de fluxo principalmente motivada pelas obras da ERS-129. Por isso comemoramos a cada avanço na região. Será fundamental para a redução de acidentes e fluidez do trânsito”, comenta o prefeito Jones Wünsch, o Mazinho (PP).

Obras se intensificaram nesta semana com a presença de operários e máquinas na pista. Imagem do projeto detalha como ficará o novo trevo após a conclusão dos trabalhos

Atenção aos motoristas

Em função do fluxo contínuo de operários e maquinários na pista, a EGR alerta os motoristas para que redobrem a atenção ao trafegar pelo trecho. Estão previstas intervenções pontuais e bloqueios parciais no trânsito ao longo das próximas semanas. A recomendação é respeitar a sinalização temporária para evitar acidentes e garantir a segurança dos trabalhadores.

MATHEUS GIOVANELLA LASTE

Bergamotas voltam ao protagonismo

em evento na Bela Vista do Fão

Festividade criada em 1976 chega à 47ª edição neste domingo e projeta reunir 3 mil visitantes

MARQUES DE SOUZA

Acomunidade de Bela Vista do Fão, em Marques de Souza, promove neste domingo, 21, a 47ª Festa da Bergamota, no Grêmio Esportivo Guarani, um dos eventos mais tradicionais do Vale do Taquari. Criado em 1976 para celebrar a colheita da fruta e preservar as tradições locais, o evento deve reunir cerca de 3 mil visitantes. A programação inicia às 6h e inclui exposição e concurso de bergamotas, feira de produtos coloniais, gastronomia típica, atrações culturais, apresentações artísticas e baile. A Cooperativa

Sicredi participa mais uma vez por meio da caravana, espaço de integração, entretenimento e distribuição de brindes para crianças e adultos.

Iniciada de forma simples pela comunidade antes mesmo da emancipação do município, a Festa da Bergamota se consolidou ao longo das décadas como uma das principais celebrações da região. O evento nasceu para homenagear a produção da fruta, abundante na localidade, e preservar os costumes trazidos pelos imigrantes italianos que ajudaram a construir a identidade não apenas da comunidade, mas do Vale do Taquari.

Segundo a integrante da comissão organizadora, Lisandra Brunetto, a expectativa é receber visitantes de diferentes municípios, incluindo de outras regiões do Rio Grande do Sul. “Vêm pessoas de toda a região do Vale e até de outras partes Estado. Espaço temos para todos”, afirma. Para esta edição, a comunidade e a administração municipal

realizaram melhorias na infraestrutura do ginásio que recebe as atividades. As intervenções buscam ampliar o conforto e a segurança dos visitantes. “Vamos conseguir receber mais pessoas e de maneira mais adequada. Sem o apoio do governo municipal e dos patrocinadores, a festa não seria possível”, destaca Lisandra.

Exposição valoriza a produção local

Uma das atrações mais aguardadas da programação é a tradicional exposição de bergamotas, que destaca a qualidade e a diversidade da produção local. A mostra reunirá conjuntos das variedades Comum, Ponkan, Do Céu, Morgote, Dancy e Montenegrina, permitindo ao público conhecer algumas das principais cultivares produzidas na região. Cada participante deverá apresentar um conjunto composto por 15 frutas para avaliação. Além disso, outras 15 bergamotas serão doadas e distribuídas gratuitamente aos visitantes durante o evento.

A exposição integra a programação desde as primeiras edições da festa e busca incentivar a citricultura, valorizar os produtores e destacar uma das culturas agrícolas mais representativas do município.

Gastronomia, cultura e tradição

Além da exposição, a programação preserva elementos que

marcaram a história da festa ao longo de quase cinco décadas. Entre eles estão o concurso de derivados da bergamota, com avaliação de receitas preparadas pelos moradores, como cucas, bolos, sagus, ambrosias e pudins.

A gastronomia típica italiana também terá espaço de destaque, com almoço baseado em receitas tradicionais, incluindo sopa de capeletti, polenta, massas e outros pratos coloniais. A feira de agroindústrias e de produtos coloniais permitirá aos visitantes adquirir alimentos produzidos por famílias da região.

As atividades culturais incluem celebração religiosa, apresentações artísticas e a participação do Piá e da Boneca da Festa, personagens tradicionais do evento.

Ao longo do dia, entre 50 e 60 tendas estarão comercializando produtos diversos, fortalecendo a economia local e proporcio -

nando uma ampla variedade de opções ao público.

Sicredi participa com caravana

Parceira da festa desde 2023, a Cooperativa Sicredi volta a marcar presença por meio da Caravana Sicredi. O espaço foi planejado para promover integração entre os visitantes e oferecer atividades recreativas para diferentes faixas etárias.

O gerente da agência Sicredi de Marques de Souza, Felipe Hempel, destaca que a iniciativa busca aproximar ainda mais a cooperativa da comunidade. “Vai ter muita diversão. Quem não for, vai se arrepender”, afirma.

A animação da festa ficará por conta de apresentações musicais e do tradicional baile, que reunirá as bandas Kamarillia, Negão e Banda e Banda Rosa’s.

Estevão Heisler projetoagro@grupoahora.net.br
Exposição integra programação desde as primeiras edições e busca incentivar a citricultura na região
FOTOS: ESTEVÃO HEISSLER

Sete em cada dez prisões da BM são por violência doméstica

Maioria das detenções está relacionada a agressões contra mulheres e descumprimento de medidas protetivas

sa quarta-feira, no salão social da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil).

VALE DO TAQUARI

Aviolência doméstica se tornou uma das principais preocupações da Brigada Militar no Vale do Taquari. Atualmente, cerca de 70% das prisões realizadas pela corporação nos 20 municípios atendidos pelo 22º Batalhão de Polícia Militar (BPM) estão relacionadas a esse tipo de crime. O dado foi apresentado pelo comandante do batalhão, tenente-coronel Fabiano Henrique Dornelles, durante a cerimônia de comemoração dos 21 anos da unidade, realizada na manhã des-

O evento reuniu autoridades, representantes da comunidade, policiais militares e empresários, além de contar com homenagens a integrantes da corporação e empresas parceiras pelos serviços prestados à segurança pública da região.

Durante entrevista à Rádio A Hora, Dornelles destacou que o enfrentamento à violência doméstica tem exigido cada vez mais atenção e investimentos da Brigada Militar. Segundo ele, o aumento expressivo das ocorrências levou a corporação a ampliar em 50% o efetivo da Patrulha Maria da Penha, responsável pelo

acompanhamento de mulheres vítimas de violência.

Atualmente, somente em Lajeado, 121 mulheres são monitoradas de forma permanente pela Brigada Militar. O trabalho inclui visitas periódicas às vítimas, acompanhamento dos agressores e contato com outros integrantes da família, buscando prevenir novos episódios de violência.

“O combate à violência doméstica é um dos grandes desafios da segurança pública atualmente. A Brigada Militar vem se especializando cada vez mais para atuar nesse tipo de ocorrência e fortalecendo parcerias com instituições que oferecem suporte às vítimas”, ressaltou o comandante.

Mais de 900 prisões

O comandante apresentou ainda um panorama das ações realizadas pelo 22º BPM ao longo dos últimos 12 meses. No período, foram registradas 938 prisões nos municípios atendidos pelo batalhão. Cerca de metade das ocorrências criminais ocorre em Lajeado, principal cidade da área de abrangência da unidade. Para atender a demanda, o município conta com reforço de equipes especializadas, como a Rocam (Rondas Ostensivas com

Em Lajeado, 121 mulheres são monitoradas de forma permanente pela BM, conforme comandante do 22º

Apoio de Motocicletas), Patrulha Comercial, Patrulha Escolar e a própria Patrulha Maria da Penha. Além das prisões, a Brigada Militar realizou aproximadamente 32 mil atendimentos no último ano, o equivalente a uma média de 90 ocorrências por dia. O comandante também chamou atenção para os riscos enfrentados pelos policiais durante o trabalho, revelando que 17 militares ficaram lesionados em serviço no período.

Gabriel Santos gabriel@grupoahora.net.br
Batalhão

Excepcionais Trans(TEA) e Atenção em com a em possuem acomatividades Secretaria projeto vagas

Ingrediente do brigadeiro (cul.)

CRUZADAS

O Presidente, em relação à Federação (BR) Sucesso de Caetano Veloso (1977)

Estrutura como a mitocôndria

Precede o cifrão no valor em dólares

Ao (?): em torno; à volta

Banhos públicos

Profissão de Lula, antes da carreira política

(?) da Silva, papel de Zezé Motta no Cinema

(?) Johnson, ator

Magistrado supremo da Roma Antiga

Apelido do time da Portuguesa (fut.)

Lentidão

Condição dos implicados no crime de formação de quadrilha

Feche hermeticamente Disparos

"O (?)", ópera de Carlos Gomes

BCG, Sabin e tríplice viral (Med.) Detidos

OBITUÁRIO

Secretaria de Assuntos Estratégicos (sigla)

Víscera, em inglês

Autor de "Cândido ou o Otimismo"

Diz-se do período de maior progresso

Alumínio (símbolo) Variedade de cação

Fileira Viagem de circum-navegação Fox (?), raça canina

Classe (?): a elite econômica

Instituição responsável pela aplicação das decisões do parlamento da UE 3/gut — udr. 5/odara. 7/terrier. 8/voltaire.

Urânio (símbolo) Forma de venda a prazo (pl.)

Núcleos Regionais de Educação (sigla) Ponto máximo de uma órbita (Astr.)

União Democrática Ruralista

Canos

Atração de Barretos (SP) Sovina

Trabalho duro; labuta

Abreviatura do livro do Apocalipse

Variante simplificada do esperanto Saudação informal A firma com ações no mercado (abrev.)

HORÓSCOPO

ÁRIES: A vontade de mudar os rumos da sua carreira deve falar alto e você pode traçar seus próximos passos.

TOURO: Nos estudos, sobretudo na faculdade, o desejo de aprender e aprofundar seus conhecimentos pode falar alto.

GÊMEOS: Tá na pista? Deve dar match num crush com quem tenha afinidades, e há sinal de romance à distância.

CÂNCER: À tarde, associações de trabalho talvez fiquem mais profundas e você faça uma aliança de sucesso.

LEÃO: À tarde, as emoções tendem a se transformar e você deve se preocupar mais com os outros e com seu futuro no serviço.

VIRGEM: Se estiver na pista, há chance de se envolver com um colega de trabalho ou alguém da chefia.

NOEMIA SCHVUCHOV, 79, faleceu na sexta-feira, 19. O velório ocorre no Memorial Costa, em Taquari. O sepultamento ocorre neste sábado, 20, às 10h30min, no Cemitério Ecumênico Luterano, em Taquari.

RITA NOELY PEGORER ZORTEA, 85, faleceu na sexta-feira, 19. O velório ocorre na Igreja Santo Antônio, da Linha Braz Charléu, em Muçum. O sepultamento ocorre neste sábado, 20, às 9h30min, no cemitério da mesma comunidade.

ANTÔNIO ROCKEMBACH, 71, faleceu na sexta-feira, 19. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico de Capitão.

CLARA DULLIUS PETTER, 89, faleceu na sexta-feira, 19. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico de Linha Lenz, em Estrela.

NADIO EGON MESSER, 69, faleceu na sexta-feira, 19. O sepultamento ocorreu no Cemitério Evangélico da Beija Flor Costão, em Estrela.

SELIRIO HUNSCHE, 78, faleceu na quinta-feira, 18. O sepultamento ocorreu no cemitério da Comunidade Evangélica da Paz do Bairro Teutônia, em Teutônia.

IVANI TEREZINHA THOMAZI, 64, faleceu na quinta-feira, 18. O sepultamento ocorreu no Cemitério Santa Lúcia, em Doutor Ricardo.

CLARA EDITE SILVEIRA DE SOUZA, 83, faleceu na quintafeira, 18. O sepultamento ocorreu no Cemitério da Pedra Grande, em Paverama.

LIBRA: Se tem um empreendimento em casa ou trabalha em home office, deve contar com um ambiente agradável e confortável.

ESCORPIÃO: A tarde será perfeita para reuniões, negociações ou entrevistas de emprego, já que conta com talento para as palavras.

SAGITÁRIO: A tarde traz energias transformadoras, e a sua relação com o dinheiro tende a mudar, trazendo maior apego e preocupação.

CAPRICÓRNIO: Com seu jeito mais charmoso e sociável, pode ganhar a simpatia das pessoas e conseguir o que quer, inclusive favores.

AQUÁRIO: À tarde, pode rolar uma reviravolta em suas emoções, um sinal de que os seus sentimentos ficarão mais profundos.

PEIXES: Já no romance, há boas chances de ir

CRUZADAS

Lente Social

Inspiração italiana

Empresária do ramo da beleza e bem-estar, Fernanda Beuren esteve recentemente na Itália, na região da Sardenha, onde participou do Congresso Longevity Beauty. O evento abordou as mais recentes inovações em regeneração, longevidade e tecnologia estética. Para apresentar os novos protocolos, ela organizou na quinta-feira, 18, uma noite especial para seus pacientes, trazendo novas experiências com ciência, sensorialidade e cuidado.

Sabor artesanal em Lajeado

Inaugurou na quinta-feira, 18, uma nova opção em pães de fermentação natural, a Predebon Panetteria, que leva a assinatura do chef de cozinha Fabiano Leandro Predebon. Para trazer o conceito de alimentos mais saudáveis e de muito sabor, o novo espaço oferecerá as opções em pães de fermentação natural Sourdough tradicional, misto, multigrãos, baguetes, ciabatas, focaccias e brioches, além de pães tradicionais como pão francês, milho, panetones, colomba pasqual, pandoro e cucas. A padaria fica na rua José Schmatz, 469, bairro Florestal, em Lajeado, e atenderá das 17h às 19h, de segunda a sábado, e aos domingos, quinzenalmente.

Conexões e oportunidades

Na terça-feira, 17, a Construtora Diamond organizou um encontro com autoridades e líderes regionais para apresentar e despertar novas possibilidades a partir da transformação que o novo Aeroporto dos Imigrantes vai impactar no Vale do Taquari. O evento ocorreu nas dependências da Central de Vendas da Diamond, no bairro Americano, e contou com a presença da secretária-adjunta de Turismo do RS, Cláudia Borges, que enfatizou sobre as novas possibilidades de conexões com o turismo de negócios, de gastronomia e enoturismo, transformando o aeroporto num novo ela para o turismo regional.

Lisi Costa Leila Franz
Beatriz Vieira e Magali Ludwig Postal
Equipe Fernanda Beuren Clinic
Sidnei Schmidt e Claudia Mara Borges
Adriana Nunes Machado e Mariana Betti
Daniel, Sidnei, Hugo e Gustavo Schmidt

COPA DO MUNDO

Alemanha tenta dar sequência ao bom início de Copa do Mundo. Espanha precisa apagar má impressão deixada na estreia. Fim de semana tem oito jogos

A Copa do Mundo de 2026 chega a um dos momentos mais importantes da fase de grupos. Após as estreias que apresentaram surpresas, goleadas e muito equilíbrio, os grupos E, F, G e H voltam a campo neste fim de semana para a segunda rodada. Oito seleções podem dar um passo decisivo rumo à segunda fase, enquanto outras entram em campo pressionadas pela necessidade de pontuar para seguir sonhando com a classificação.

A abertura do fim de semana ocorre no sábado, 20, pelo Grupo F, com o duelo entre Holanda e Suécia, às 14h, no Lumen Field, em Seattle. A seleção sueca chega embalada pela goleada por 5 a 1 sobre a Tunísia e aposta na boa fase dos atacantes Isak e Gyökeres para tentar surpreender os holandeses.

A Holanda, que empatou por 2 a 2 com o Japão na estreia, busca sua primeira vitória na competição. A equipe comandada por Ronald Koeman tem em nomes como o zagueiro Virgil van Dijk, o volante Frenkie de Jong e o atacante Cody Gakpo suas principais referências para conquistar um resultado que pode ser decisivo na luta pela classificação.

Na sequência, pelo Grupo E, a Alemanha encara a Costa do Marfim às 17h, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Depois da goleada por 7 a 1 sobre Curaçao, os alemães chegam como um dos times que mais impressionaram na primeira rodada.

O destaque fica para a nova geração alemã liderada por Jamal Musiala e Florian Wirtz, responsáveis por dar criatividade e velocidade ao setor ofensivo. A Costa do Marfim, por sua vez, aposta no talento do atacante Yan Diomandé para tentar surpreender a tetracampeã mundial.

Fechando o dia, Equador e Curaçao se enfrentam às 21h, no SoFi Stadium, em Los Angeles. Depois da derrota para os marfinenses, os equatorianos depositam suas esperanças no atacante Ex-Inter Enner Valencia e em uma boa geração, enquanto Curaçao tenta

se recuperar após sofrer a goleada diante da Alemanha.

A madrugada de sábado para domingo tem, à 1h da manhã, Tunísia e Japão, no AT&T Stadium, em Arlington, pelo Grupo F. A=

RECUPERAÇÃO

Às 13h, pelo Grupo H, Espanha e Arábia Saudita entram em campo no Levi’s Stadium, em Santa Clara. Os espanhóis decepcionaram ao empatar sem gols contra Cabo Verde e agora têm a obrigação de buscar a vitória.

A equipe do técnico Luis de la Fuente conta com a experiência de Rodri no meio-campo e o talento da nova geração formada por jogadores como Lamine Yamal e Pedri para destravar o sistema defensivo saudita.

Mais tarde, às 16h, Bélgica e Irã se enfrentam no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, pelo Grupo G. Os belgas ficaram no empate por 1 a 1 com o Egito na estreia e buscam aproveitar a qualidade de jogadores como Kevin De Bruyne, Jérémy Doku e Romelu Lukaku para conquistar a primeira vitória.

O Irã chega confiante depois do empate em 2 a 2 contra a Nova Zelândia e aposta na experiência do atacante Mehdi Taremi para tentar surpreender mais uma seleção europeia.

Agenda do fim de semana

Sábado

Grupo E

17h – Alemanha x Costa do Marfim 21h – Equador x Curaçao

Grupo F

14h – Holanda x Suécia

1h – Tunísia x Japão

Domingo

Grupo G

16h – Bélgica x Irã

22h – Nova Zelândia x Egito

Grupo H

13h – Espanha x Arábia Saudita

19h – Uruguai x Cabo Verde

O Grupo H volta ao gramado às 19h, quando Uruguai e Cabo Verde duelam no Hard Rock Stadium, em Miami. Após empatar com a Arábia Saudita, a equipe sul-americana precisa transformar o favoritismo em resultado. O técnico Marcelo Bielsa conta com o talento do uruguaio Federico Valverde e com a capacidade ofensiva de Darwin Núñez para buscar os três pontos. Fechando o domingo, às 22h, Nova Zelândia e Egito se enfrentam no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. Depois de empates na estreia, as duas seleções sabem que uma vitória pode deixá-las em ótima situação antes da última rodada.

CORRESPONDENTE

DA

Filadelfia pintada de Verde e Amarelo

ACopa do Mundo tem me levado a lugares que, até pouco tempo atrás, eu conhecia apenas pelos filmes. E os últimos dias foram um exemplo disso.

Antes de seguir para a Filadélfia, tive a oportunidade de conhecer um pouco o Harlem, um dos bairros mais emblemáticos de Nova York. Berço de importantes movimentos culturais e da história da comunidade negra americana, o Harlem preserva uma identidade única. Entre ruas movimentadas, casas típicas e uma vida cultural intensa, é impossível caminhar pelo bairro sem sentir que ali existe uma história sendo contada em cada esquina.

Nossa hospedagem fica justamente em uma daquelas tradicionais casas que parecem cenário de filme americano. E será para lá que retornarei após mais uma jornada acompanhando a Seleção Brasileira. A viagem até a Filadélfia começou cedo. Primeiro, o metrô até a rodoviária de Nova York, depois, um ônibus e por fim, a retirada do carro que nos acompanharia no restante do percurso.

Dirigir pelos Estados Unidos é uma experiência à parte. Chama atenção a quantidade de veículos de grande porte circulando pelas estradas. SUVs e caminhonetes dominam o cenário. As rodovias são largas, bem sinalizadas, contam com excelente infraestrutura e, ao longo do trajeto, a sensação é de que tudo foi planejado para facilitar a vida de quem está na estrada.

Depois de algumas horas de viagem, finalmente chegamos à Filadélfia. E a recepção não poderia ter sido mais simbólica. Logo na chegada, um dos primeiros destinos foi a famosa escadaria eternizada pelos filmes de Rocky Balboa. Sentado em frente ao Museu de Arte da Filadélfia, observando turistas repetirem a tradicional corrida pelos degraus, comecei a escrever esta coluna.

ENQUANTO ISSO, A EXPECTATIVA SÓ AUMENTA

Daqui a pouco estarei a caminho de mais um jogo da Seleção Brasileira e quando estas linhas forem publicadas, o resultado já será conhecido pelos leitores. Mas, neste momento, tudo o que existe é expectativa.

A expectativa de ver uma boa atuação, uma grande partida e, quem sabe, uma vitória convincente do Brasil.

A Copa continua. E a estrada segue me levando para novos cenários, novas histórias e novas experiências que espero compartilhar com todos vocês ao longo dessa jornada.

JOÃO LUCAS FELDENS CATTO

ALÉM DAS QUATRO LINHAS

ENTRE FIGURINHAS E HISTÓRIAS, VALE VIVE A MAGIA DA COPA

Coleções de figurinhas, álbuns personalizados, festas temáticas, projetos escolares e ações solidárias mostram como o Mundial movimenta famílias e comunidades do Vale do Taquari

de nove, que ajudam a manter viva uma paixão iniciada ainda na adolescência.

Participação

Oálbum da Copa do Mundo de 1994 continua guardado entre as lembranças mais especiais de Guilherme Rupp Barth. Foi naquele ano, aos 14 anos, que o estrelense completou a primeira coleção de figurinhas de um Mundial. O Brasil conquistava o tetracampeonato e o futebol ocupava as ruas, as conversas e a rotina de milhares de brasileiros. Trinta e dois anos depois, aos 46, o cirurgião-dentista segue acompanhando cada edição da competição. O que mudou foi a companhia. Hoje, a tradição é compartilhada com a esposa, Steli Locatelli Barth, de 40 anos, e com os filhos Athos, de 12, e Bruno,

A relação com as figurinhas começou antes mesmo dos álbuns da Copa. Apaixonado pelo futebol e torcedor do Grêmio desde pequeno, Guilherme frequentava bancas de revista em busca de coleções do Campeonato Brasileiro. Com a chegada do Mundial de 1994, decidiu completar o primeiro álbum da Copa. A experiência marcou tanto que se transformou em tradição.

Entre todas as edições acompanhadas, a Copa de 1994 ocupa um espaço especial na memória do estrelense. Ele lembra das ruas decoradas, das pessoas reunidas em frente às televisões e da mobilização que tomava conta das cidades durante os jogos da Seleção.

“Era um clima diferente. As pessoas viviam muito a Copa. As

ruas eram pintadas, muita gente parava para assistir aos jogos e o Brasil realmente mobilizava todo mundo. Quando veio o título, foi uma festa enorme”, conta. Com o passar dos anos, a coleção deixou de ser apenas um hobby individual e passou a fazer parte da rotina da família. A esposa, Steli, acompanha os jogos, participa dos momentos de troca de figurinhas e ajudou a transformar a Copa em um evento esperado dentro de casa. O envolvimento aumentou quando Athos e Bruno passaram a colecionar.

Os dois começaram a montar álbuns durante a Copa de 2022. Desde então, participam de encontros de troca, levam as figurinhas para a escola e acompanham de perto a missão de completar cada coleção. “Eles gostam muito. Fazem trocas com os colegas, participam dos encontros e sempre chegam em casa contando o que conseguiram. É legal ver eles criando as próprias lembranças”, destaca Guilherme.

Mais de três décadas depois, a coleção continua crescendo e compartilhando histórias.

Equipe lança álbum próprio

O clima de Copa do Mundo inspirou uma iniciativa da Associação Coringa de Esportes, clube amador de Lajeado que possui atividades no Clube Sete de Setembro. Aproveitando a popularidade dos tradicionais álbuns de figurinhas, a diretoria lançou o Álbum das Lendas do Coringa, reunindo 13 atletas que ajudaram a construir a história do clube, além do elenco da temporada 2026.

Segundo o responsável pela associação, Luís Ferrarini, a ideia surgiu para criar uma forma diferente de reconhecer quem vestiu a camisa do Coringa ao longo das últimas duas décadas e meia. “O objetivo foi valorizar os nossos jogadores e fazer algo diferente dos outros clubes”, destaca.

As ruas eram pintadas e o Brasil realmente mobilizava todo mundo. Quando veio o título, foi uma festa enorme”

GUILHERME RUPP BARTH

DENTISTA

A escolha dos homenageados seguiu critérios definidos pela diretoria. O principal deles foi o desempenho dentro de campo: dos 13 atletas selecionados, nove ultrapassaram a marca de 50 gols pelo Coringa. Também foram considerados a relevância histórica e a identificação construída com o grupo ao longo dos anos. Inicialmente, a proposta previa apenas dez homenagens, mas a lista precisou ser ampliada. Entre os destaques está Maurício, apontado como a “lenda máxima” do Coringa. O jogador atua pela equipe há cerca de 20 anos, soma 148 gols e protagonizou episódios que simbolizam seu comprometimento. “Quando morava em Porto Alegre, ele vinha de ônibus só para jogar. Sempre se doou pelo time e foi campeão. Isso a gente valoriza muito”, afirma. Cada página reúne informações como número de jogos, gols marcados e temporadas disputadas com a camisa do Coringa, preservando parte da trajetória dos atletas. “A ideia é fazer um álbum em todas as temporadas. A galera curtiu muito e outros times até entraram em contato para saber como produzimos as figurinhas.”

Caetano Pretto caetano@grupoahora.net.br
Daniély Schwambach, Ezequiel Neitzke e Lautenir Júnior
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DANIÉLY SCHWAMBACH

Figurinhas viram solidariedade

Uma iniciativa que une educação ambiental e solidariedade mobiliza a comunidade de Venâncio Aires. Os alunos do 4º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Alfredo Scherer promovem, até o dia 30 de julho, uma campanha de arrecadação dos versos das figurinhas do Álbum da Copa. Todo o material coletado será encaminhado para reciclagem e o valor obtido será revertido ao Instituto do Câncer Infantil.

A ideia surgiu durante as atividades sobre reciclagem desenvolvidas em sala de aula.

A aluna Anita Henz Olhweiler, de 9 anos, foi quem apresentou a proposta à turma após descobrir, por meio da mãe, que o papel utilizado na parte traseira das figurinhas, conhecido como liner, pode ser reciclado por uma empresa especializada.

“Minha mãe achou essa informação na internet e, como

a gente estava trabalhando sobre reciclagem, achei legal trazer essa ideia para a turma”, conta Anita. Segundo ela, os colegas abraçaram rapidamente a proposta. “Todo mundo está gostando. A gente até participou de uma palestra sobre meio ambiente e contei sobre o projeto. As pessoas gostaram e divulgaram para outros lugares onde também acontecem trocas de figurinhas.”

Dentro da escola, uma urna foi instalada no corredor para receber o material. Além da Emef Alfredo Scherer, a comunidade também pode entregar os versos das figurinhas na Livraria Castelo, na Brincasa e na Emei Pingo de Gente.

Após o encerramento da campanha, todo o material será enviado para a empresa Polpel Fibras, responsável pela reciclagem desse tipo específico de papel. O liner será transformado em novos produtos, como papel-toalha e cartões, enquanto os recursos arrecadados serão destinados ao Instituto do Câncer Infantil.

Em Teutônia, Copa mobiliza alunos

A Escola Estadual Bento Gonçalves, em Boa Vista, Teutônia, desenvolve dois projetos ligados à Copa do Mundo: um álbum de figurinhas e uma gincana escolar.

A professora Cristiane Frühauf explica o projeto do álbum de figurinhas com alunos do quinto ano. O material reúne figurinhas dos próprios estudantes e de uma Seleção Brasileira formada por 11 jogadores escolhidos pela turma. Há também a “Profifigura” e a figurinha do Neymar.

Segundo Cristiane, os alunos recebem figurinhas conforme participação nas aulas, realização de tarefas e comportamento. As trocas de figurinhas repetidas fazem parte da dinâmica entre os estudantes.

A professora Taís Rejes coordena a gincana escolar. A atividade envolve alunos do quinto ao nono ano do turno da manhã. As tarefas incluem conteúdos de

geografia, conhecimentos gerais e linguística, com temas dos países da Copa do Mundo. As equipes reúnem alunos de diferentes

séries e as atividades seguem até o fim da competição. A escola também mantém decoração com tema da Copa do Mundo.

Futebol inspira ensaio fotográfico

Desde os 2 anos, a bola faz parte da rotina de Matheus Henrique de Castro. O menino, de Bom Retiro do Sul, que completou 7 anos, transformou a paixão pelo futebol em tema de aniversário e viveu um momento especial ao participar de um ensaio fotográfico no estádio do Lajeadense. A iniciativa reuniu esporte, família e a admiração que ele nutre pelo pai, Richard Mayer, uma de suas maiores inspirações.

Segundo a mãe, Simone Pertile de Castro, o amor pelo futebol surgiu ainda na primeira infância. Pouco depois, Matheus escolheu o Grêmio como time do coração e, aos 4 anos, passou a acompanhar a Seleção Brasileira com ainda mais entusiasmo após uma atividade realizada por uma professora na escola.

Hoje, o menino acompanha lances de diversas seleções e tem seus ídolos bem definidos.

“Neymar e o meu pai Richard”, afirma Matheus. Aluno da escolinha AFAB, de Bom Retiro do Sul, ele também guarda um sonho especial para o futuro, crescer e dividir o campo com o pai.

A escolha do futebol como tema da festa partiu do próprio Matheus. Ele quis que a comemoração refletisse aquilo que mais gosta e também servisse

O principal objetivo foi realizar um sonho dele. Quisemos criar uma festa que tivesse a cara dele e que marcasse esse momento tão especial”

como uma homenagem ao pai, jogador amador. Entre os detalhes da comemoração, um pedido arrancou sorrisos da família. Matheus quis que todos os convidados comparecessem usando camisetas de seus times favoritos. E, quando questionado sobre o que não poderia faltar na festa, respondeu sem hesitar: “O campo de futebol”. Antes da festa, a família fez um ensaio fotográfico no estádio do Lajeadense.

SIMONE DE CASTRO MÃE DO MATHEUS
EZEQUIEL NEITZKE
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LAUTENIR JUNIOR

FUTEBOL AMADOR

EX-PROFISSIONAIS REFORÇAM EQUIPES NO REGIONAL ASLIVATA

Alexandre Camargo, Japa, Felipe Gedoz, Laércio e outros nomes conhecidos do futebol gaúcho integram os elencos e aumentam a expectativa para a edição de 2026

Os estádios lotados ficaram no passado. Os holofotes diminuíram, a rotina de viagens deu lugar aos treinos durante a semana e os gramados agora são os das comunidades do Vale do Taquari. Mas a essência permanece a mesma. Depois de encerrarem a trajetória no futebol profissional, diversos atletas seguem escrevendo novos capítulos da carreira no futebol amador e prometem elevar o nível técnico do Campeonato Regional Aslivata de 2026. Com o período de inscrições em andamento, os clubes começaram a divulgar os primeiros nomes dos elencos das categorias Principal, Aspirante e Veterano. Entre os destaques estão jogadores que construíram carreira em clubes tradicionais do Rio Grande do Sul, passaram pelo futebol nacional e até por equipes do exterior. Na categoria Veterano, a principal movimentação da semana foi da Assespe, de Venâncio Aires. A equipe confirmou a contratação de Alexandre Camargo, conhecido como “Canhota Mágica”. Ídolo do Avenida, de Santa Cruz do Sul, o meia disputará pela primeira

vez o Regional Aslivata e vestirá a camisa 10 da equipe. Ao seu lado estará Jonas Bouvié, o Japa, meia com passagens por Aimoré, Lajeadense e clubes do futebol internacional.

Além da Assespe, já divulgaram seus elencos para a categoria Veterano Ribeirense, de Teutônia, Cruzeiro, de Santa Cruz do Sul, e Grêmio 5 de Junho, de Boqueirão do Leão.

PRINCIPAL REÚNE NOMES DE PESO

Se no Veterano os holofotes se voltam para Camargo e Japa, na categoria Principal a lista de ex-profissionais também chama atenção.

Atual vice-campeão, o Poço das Antas confirmou o centroavante Tcharles como ficha pro-

Em Encantado, o Serrano mantém Rondinelly, ex-Grêmio e Palmeiras. Outros nomes conhecidos do futebol profissional também estarão em campo no Regional, como Léo Korte, no Gaúcho, de Progresso; Cleiton Velasquez, no Gaúcho, de Teutônia; e o trio Alan Schons, Gabriel Lagoa e Rodrigo Sirena, que defenderá o Imigrante, de Nova Bréscia.

Também já apresentaram os primeiros nomes de seus elencos São Luiz, 11 Amigos e Minuano.

Na categoria Aspirante, até o momento divulgaram seus elencos Estudiantes, Imigrante, Gaúcho de Progresso, 11 Amigos, Poço das Antas, Serrano e Minuano.

fissional. O atacante disputou o primeiro semestre pelo Costa Rica, no Campeonato Sul-Mato-Grossense, e na temporada passada atuou pelo Glória, na Divisão de Acesso do Campeonato Gaúcho.

No Brasil, de Marques de Souza, um dos destaques é o atacante Flávio Torres, ex-Avenida e Lajeadense. Já o Estudiantes aposta no experiente goleiro Carlão, com passagem pelo Ypiranga.

Quem também montou um elenco recheado de nomes conhecidos foi o Juventude, de Guaporé. Entre os inscritos aparecem o lateral-esquerdo Bruno Colaço, ex-Grêmio, meia Felipe Gedoz, com passagens por Defensor, Club Brugge, Athletico -PR e Seleção Brasileira de base, os zagueiros Micael, ex-Lajeadense, e Laércio, vice-campeão da Libertadores pelo Santos, além do goleiro Léo Sulzbach, que integrou a Seleção Brasileira de base.

A presença de ex-profissionais se consolidou como uma das principais características do Regional Aslivata. Depois de defenderem clubes tradicionais do futebol gaúcho e até do exterior, esses atletas passam a vestir as camisas das equipes das comunidades, levando experiência, liderança e qualidade técnica, fatores que costumam elevar o nível das partidas e atrair ainda mais público aos campos da região.

SAIBA MAIS

Na Principal e Aspirante, 19 clubes disputarão o título. A abertura do campeonato será no dia 26 de julho, no Estádio Marques da Cunha, em Taquari, entre o atual campeão Taquariense e o Gaúcho, de Teutônia.

Já o Veterano contará com dez equipes. A competição começa em 2 de agosto com o clássico entre Rudibar e Floriano. A primeira rodada será completada em 16 de agosto, quando Picada Flor enfrenta o Cruzeiro, de Santa Cruz do Sul; Penharol recebe o Cruzeiro, de Arroio do Meio; Flamengo encara o Projeto Guarani; Grêmio 5 de Junho enfrenta o Concórdia; e o Ribeirense recebe a Assespe, em Teutônia.

Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br
Micael, Felipe Gedoz, Rondinelly e Alexandre são jogadores que atuarão no Regional Aslivata em 2026
FOTOS: DIVULGAÇÃO

FUTEBOL AMADOR

DECISÕES MOVIMENTAM A REGIÃO NESTE FIM DE SEMANA

Copa Vale do Sampaio e Municipal de Bom Retiro do Sul definem os campeões, enquanto Cruzeiro do Sul, Capitão, Intermunicipal e Boqueirão do Leão recebem jogos decisivos

Faltando pouco mais de um mês para o início do Campeonato Regional da Aslivata, o futebol amador do Vale do Taquari vive mais um fim de semana de decisões. Enquanto duas competições conhecerão seus campeões, outras iniciam ou encaminham a definição dos finalistas.

Em Bom Retiro do Sul, o campeão municipal será conhecido no Bairro Goiabeira. Rudibar e Laranjeiras voltam a se enfrentar após a vitória do Rudibar por 3 a 1 no jogo de ida. Com a vantagem, o tradicional clube joga pelo empate para levantar a taça. Já o Laranjeiras precisa vencer no tempo normal e também superar o adversário na disputa por pênaltis para conquistar o título.

Em Venâncio Aires, a primeira edição da Copa Vale do Sampaio também terá seu desfecho. A decisão ocorre em Vila Terezinha, onde a AERT recebe o Avante.

Entre as finais previstas para o fim de semana, está a Copa Vale do Sampaio, em Linha Terezinha

Depois da vitória no confronto de ida, a equipe da casa precisa apenas de um empate para ficar com o título. O Avante, por sua vez, necessita vencer no tempo regulamentar e também nos pênaltis.

IDA DA FINAL

EM CRUZEIRO

Além das decisões, outras competições entram em fase decisiva. Em Cruzeiro do Sul, Cruzeiro e Canarinho fazem o primeiro duelo da final do Campeonato Municipal, no Centro. A partida terá transmissão ao vivo pelo Grupo A Hora, a partir das 14h, na página do AH Esportes no YouTube e também pela rádio 102.9 FM. Os municipais de Capitão e Intermunicipal também promovem os jogos de ida das finais.

BOQUEIRÃO DO LEÃO E ESTRELA

Já em Boqueirão do Leão, o São Roque recebe o Juventude, em Linha Araçá, no sábado, precisando apenas de um empate para garantir presença na final. No domingo, em Costão, Estrela, serão disputados os confrontos de volta das semifinais da categoria Prata.

SÁBADO

Boqueirão do Leão –semifinal/jogo de volta

Linha Araçá – Juventude x São Roque

DOMINGO

Copa Vale do Sampaio – final/jogo de volta

Linha Terezinha – AERT x Assoessa

Bom Retiro do Sul –final/jogo de volta

Bairro Goiabeira – Rudibar x Laranjeiras

Capitão – final/jogo de ida

Brasinha – Brasinha x São Luiz

Taça Intermunicipal –final/jogo de ida

Westfália – Flamengo x Canabarrense (principal) Westfália – Gaúcho x Canabarrense (aspirante)

Cruzeiro do Sul – final/ jogo de ida

Centro – Cruzeiro x Canarinho

Estrela – semifinal/jogo da volta Série Prata

Costão – Alto da Bronze A x Delfinense

Costão – Atlântico x Amigos Dossul

Noite de Engenho premiava Roque Lopes

O Rotary Club Lajeado-Engenho realizava a 11ª Noite do Engenho, no Clube Tiro e Caça de Lajeado. A tradicional noite tinha como premiação destaque o Prêmio Excelência Profissional que, naquele ano, seria dedicado ao empresário Roque Lopes, pelo trabalho que desenvolvia junto à Clínica de Recuperação Central (hoje Centro Regional de Tratamento e Recuperação de Alcoolismo).

O prêmio foi criado em 1997 pela en-

tidade para reconhecer os profissionais que realizam trabalho social de repercussão para a comunidade. Os agraciados eram escolhidos por meio de uma votação em assembleia do Rotary. A renda arrecadada com o jantar seria destinada para a sala de música da Apae Lajeado, duas estufas agrícolas da Saidan e ainda um notebook para a Escola Municipal Campestre. A 28ª Noite do Engenho ocorre neste sábado, 20.

Convenção CDL abordava relacionamento

A 6ª Convenção Lojista Regional era promovida pela Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Lajeado. Na época, o tema focava no desenvolvimento das relações para alcançar maiores resultados nos negócios. Cerca de 350 pessoas participaram da programação, recorde de público na época. Neste ano, a Convenção ocorre no dia 25 de junho.

Rainha dos Estudantes era de Roca Sales

A terceira edição do concurso

Rainha dos Estudantes dos Vales do Taquari e Rio Pardo ocorria em Venâncio Aires. A vencedora de 1976 foi Oimara Gheno, estudante do Colégio São José de Roca Sales. Como princesas, ficaram as representantes de Venâncio Aires e Candelária. Em 1977, no ano seguinte, Roca Sales sediaria o concurso.

Oimara Gheno

Sábado é Domingo é

- Dia do Revendedor - Dia do Vigilante - Dia do Refugiado - Dia do Advogado Trabalhista

Santo do dia 21: São Silvério

- Dia do Mídia

- Dia do Profissional de Mídia

- Dia do Aperto de Mão

- Dia Mundial do Skate

- Dia do Intelectual

- Dia Internacional do Yoga

- Dia Nacional de Controle da Asma

- Dia Mundial da Girafa

Santo do dia 22: São Luís Gonzaga
Roque Lopes

HENRIQUE PEDERSINI

Gol contra em Encantado…

São dois postes e um travessão. Dessa forma prática, porém estranha, há muitos anos se acessa o Centro de Encantado a partir da ERS-129. Isso quando se consegue atravessar as pistas. Muitas foram as vezes em que motoristas e passageiros ficaram pelo caminho em graves acidentes.

Hoje, o QG deste colunista é em Lajeado. Porém, por muitos anos, meu posto de redação ficava a menos de 500 metros da “go-

leirinha”. E não foram poucas as coberturas de acidentes, alguns com mortes, inclusive. Nos últimos dias, a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) iniciou obras para melhorar a sinalização e tentar diminuir a velocidade dos veículos que transitam pelo trecho. O pedido foi da Defensoria Pública. Na verdade, o mais correto seria fechar definitivamente a goleirinha. Por segurança, essencialmente.

A ERS-129 tem algumas coisas esquisitas. Esta é uma delas.

Um acesso com três madeiras e nenhuma organização para quem está ou quer entrar na rodovia. Na mesma via, há uma sequência de quebra-molas em plena ERS pouco antes de Roca Sales.

Em tempo: há acessos seguros, iluminados e bem sinalizados para o Centro de Encantado pouco antes do ponto abordado por esta coluna. Tornar mais sinalizado um acesso estranho não o torna melhor. A goleirinha em Encantado representa um gol contra, e daqueles bem bizarros!

São 23 investimentos necessários

Nesta semana, Lajeado viveu um momento político importante e até um tanto histórico. No gabinete da prefeita Gláucia Schumacher compareceram os 15 vereadores. O tema foi o cronograma com 23 obras ou estudos que se justificam. Isso não se debate. Devido aos altos valores e ao iminente

financiamento que Lajeado terá de contratar (cerca de R$ 100 milhões), será necessário escolher os investimentos mais urgentes, pois importantes todos são.

Aos vereadores, maturidade no debate e muito espaço para as comunidades. Não é assunto para misturar com mágoas políticas,

próximas eleições ou outros projetos do governo. É preciso ser pragmático. São mais de duas dezenas de projetos e um recurso que não contempla todos. Por enquanto, um elogio para todos os integrantes da Câmara que entenderam a relevância do encontro com o governo.

Normalizar a fiscalização no serviço público

Há proposta até para criar uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara de Lajeado para apurar possíveis irregularidades em contratações de CCs no Executivo e no Legislativo de Lajeado. A proposta é de Éder

Spohr (MDB) e tem fundamento. É verdade que o emedebista errou (e assumiu o erro) na história do seu assessor que vendia imóveis em horário de trabalho no parlamento. Porém, Spohr cita anomalias na rotina de alguns servidores do governo de Lajeado. E nada mais normal do que fiscalizar. Aliás, precisamos normalizar o olhar atento e vigilante sobre os processos públicos, mesmo que com conotação política. É público, é de interesse da coletividade.

Rapidinho…

• Vinícius Renner, ex-coordenador de trânsito de Lajeado, permanece na Secretaria de Segurança Pública do município. Desta vez, atuará na organização de serviços voltados à Defesa Civil.

• Em Estrela, Volnei Zancanaro (PP) quer abrir uma CPI para investigar mais de 40 supostas irregularidades do governo atual. Ao mesmo tempo, há gente de olho em um processo para retirá-lo do cargo de vereador.

ARTIGO

Empreendedor e comunicador, apresentador do programa “O Meu Negócio”, da Rádio A Hora 102.9

O valor de dizer não

Algumas das decisões mais importantes da vida não acontecem quando dizemos sim. Acontecem quando aprendemos a dizer não.

Na juventude, normalmente respondemos sim para quase tudo. Sim para convites, projetos, reuniões, oportunidades, trabalhos e relacionamentos. Existe uma razão para isso. Queremos crescer, aprender, construir conexões e ocupar nosso espaço. O “sim” abre portas, aproxima pessoas e cria oportunidades que ajudam a construir nossa trajetória.

Quem empreende conhece bem essa realidade. Poucos negócios se desenvolvem sem uma boa dose de disposição para aceitar desafios. No início, muitas vezes assumimos mais compromissos do que gostaríamos porque precisamos conquistar clientes, ganhar mercado e construir reputação. Faz parte do processo.

Com o passar dos anos, porém, a experiência ensina algo importante: nem tudo merece nossa atenção, nossa energia ou nosso tempo. É nesse momento que surge uma das formas mais valiosas de maturidade. Entender que dizer não também é uma ferramenta de crescimento.

Dizer não para pessoas que apenas consomem energia sem oferecer reciprocidade. Não para ambientes tóxicos. Não para relações desequilibradas. Não para atividades que comprometem a saúde e roubam a tranquilidade. Não para compromissos que ocupam espaço, mas não agregam valor.

Curiosamente, muitas pessoas acreditam que dizer não tem um custo financeiro. Na maioria das vezes, porém, o verdadeiro custo é outro: a coragem necessária para estabelecer limites.

Na maioria das vezes, porém, o verdadeiro custo é outro: a coragem necessária para estabelecer limites”

A maturidade traz um entendimento simples, mas poderoso. Prioridade não é aquilo que dizemos valorizar. Prioridade é aquilo para o qual entregamos nosso tempo. E o tempo passa muito mais rápido do que imaginamos.

Por isso, torna-se fundamental escolher com mais cuidado onde investir nossa atenção. Nem toda discussão merece resposta. Nem toda oportunidade merece aceitação. Nem todo convite exige presença. E nem todo ambiente merece permanência.

Essa reflexão vale para empresários, profissionais, líderes e para a vida pessoal. Quem ocupa posições de responsabilidade convive diariamente com demandas. Além disso, vivemos em uma era de hiperconectividade. Sem filtros, acabamos absorvendo problemas demais e dedicando energia a questões que pouco contribuem para nossa realização.

Com o tempo, percebemos que qualidade vale mais do que quantidade. Que paz vale mais do que aparência. E que estar verdadeiramente presente nas coisas certas produz resultados muito melhores do que tentar participar de tudo.

• No Vale existe de tudo: filiado do PP que apoia Gabriel Souza (MDB) nas próximas eleições. Tem nome forte do PDT regional que ignora a candidatura de Juliana Brizola, pré-candidata ao governo do Estado pela sigla. E assim por diante…

A experiência mostra que a vida se torna mais leve quando aprendemos a proteger aquilo que temos de mais valioso: nossa saúde, nossa energia e nosso tempo. Como ensinava o escritor Brian Tracy, “quem controla seu tempo, controla sua vida”. A verdadeira liberdade está justamente nisso: escolher conscientemente onde investir os dias que recebemos.

Porque, no fim, maturidade não é dizer sim para tudo que aparece. É saber escolher aquilo que realmente importa. E dizer não para o que nos afasta dessa escolha é uma das formas mais sinceras de dizer sim para nós mesmos.

ROGÉRIO WINK
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Fim de semana, 20 e 21 de junho de 2026

Fechamento da edição: 18h

MÍN: 10º | MÁX: 15º

Áreas de instabilidade ainda atuam na região na madrugada e primeiras horas do dia, mantendo a cobertura de nuvens e a condição para pancadas de chuva isoladas.

Além da balança

Obesidade avança no Brasil e muda a forma de encarar o emagrecimento. Especialistas defendem acompanhamento individualizado, combate à automedicação e foco na saúde para resultados duradouros.

“A estética tem potencial de ser uma fonte de inspiração para a saúde"

ACERVO PESSOAL

Com mais de 15 anos de atuação na área, Fernanda Beuren é esteticista especialista em Estética e Saúde, mentora e gestora clínica. Com formação voltada à estética tecnológica e integrativa, além de especializações em saúde integrativa, construiu sua trajetória unindo ciência, tecnologia e saúde celular para promover resultados que vão além da aparência.

O que te fez escolher a profissão e como foi esse início?

Eu sempre gostei de cuidar das pessoas e de conseguir fazer a diferença na vida delas de alguma forma. Também sempre fui apaixonada pela área da saúde. Quando eu iniciei na estética, foi através de atendimentos a domicílio para fazer consultoria de cosméticos de home care. Depois, entrei na faculdade e então abri o meu espaço posteriormente. Eu não imaginava o quanto a estética tinha capacidade de cuidar da saúde das pessoas. Eu tinha uma pequena noção, mas hoje eu vivo diariamente e percebo o quanto a estética tem potencial de ser uma fonte de inspiração para o cuidado com a saúde. Porque queixas esté-

EXPEDIENTE

ticas estão totalmente conectadas a questões de saúde, de disfunção, emoções metabólicas, sendo fundamental um cuidado com rotina, hábito, sono, alimentação, emoções, para que a gente tenha resultados expressivos utilizando as técnicas dentro da clínica.

Quais os maiores desafios da profissão hoje?

Entre os maiores desafios da profissão atualmente, acredito que esteja o mercado da estética, que está em expansão de forma muito acelerada. Isso é muito bom, porque nos traz oportunidades de novas tecnologias, novos cosméticos, novos protocolos a todo tempo. Porém, o desafio é nos mantermos atualizados na velocidade que o mercado caminha e também lidar com todas as informações que as redes sociais levam aos pacientes. Muitas clínicas vendem protocolos prontos ou vendem determinado equipamento, enquanto o correto é acolhermos, olharmos para a queixa que ele traz e utilizarmos o que nós temos.

Como você percebe a área

Textos e fotos: Paulo Cardoso

hoje e o que nota como evolução daqui pra frente?

A estética está cada vez mais vinculada à saúde, não tem mais como fugirmos disso. Ela deixou de ser um embelezamento, então há a necessidade dos profissionais de buscar conhecimento cada vez mais avançado em saúde integrativa, em questões hormonais, metabólicas, para que nós consigamos, através do nosso conhecimento, olhar para a queixa do paciente de forma completa e trazer a ele consciência de tudo que está envolvido. Acredito que a estética vem vinculada a esse conceito de saúde celular, onde os tratamentos estão cada vez com mais responsabilidade, cada vez mais aliados à saúde metabólica. Percebo que os pacientes também já têm essa consciência.

Lembra de algum momento marcante de algum paciente que passou por você?

Quando eu penso em pacientes que marcaram a minha trajetória, me vem muitos pacientes na cabeça. Felizmente, diariamente, eu me conecto com os pacientes e é muito nítido o quanto a estética tem um papel na vida deles, não só de embelezamento, mas de inspiração para mudanças de vida. Então, eu vejo mulheres com a sua autoestima renovada, mulheres que vieram buscar uma melhora da celulite, da flacidez e saíram daqui com muito mais consciência, com inspiração, para cuidar da sua rotina, para retomar exercício físico, para cuidar da sua alimentação. E em busca de melhorar a queixa estética, tiveram benefícios que impactaram na sua vida, no seu bem-estar, na autoestima, que reflete no trabalho. Trabalho que reflete no seu relacionamento. Então tenho uma paciente em especial que veio para tratar um melasma que já era um incômodo de muitos anos e ela reorganizou toda a vida dela. Hoje, tem uma qualidade de vida muito melhor e o despertar dela aconteceu numa consulta estética para um tratamento de melasma.

Textos: Bibiana Faleiro

Diagramação: Lautenir Junior Coordenação: Felipe Neitzke

EDITORIAL

O peso que não aparece

Durante muito tempo, emagrecer esteve relacionado à aparência. Uma meta para o verão, um número desejado na balança, uma roupa que deveria voltar a servir.

A obesidade, por sua vez, foi reduzida a uma escolha individual, quase sempre acompanhada por julgamentos.

Os dados mostram que, quando mais de 60% da população adulta apresenta excesso de peso, como apontam os levantamentos nacionais,estamos diante de um problema maior. De uma questão de saúde pública. E, talvez, um dos maiores desafios seja justamente compreender que o excesso de peso é resultado de uma combinação complexa de fatores biológicos, emocionais, sociais e comportamentais.

A popularização de medicamentos para emagrecimento tornou essa discussão ainda mais urgente. Pela primeira vez em muitos anos, a medicina dispõe de ferramentas capazes de produzir resultados significativos no tratamento da obesidade. Isso é uma boa notícia. Mas também trouxe um efeito colateral preocupante: a ilusão de que existe um atalho.

As redes sociais estão repletas de relatos sobre perdas rápidas de peso. O assunto ganhou espaço em conversas de família, grupos de amigos e consultórios. O que raramente aparece é a parte menos atraente da história: a necessidade de acompanhamento profissional, a mudança de hábitos, o controle dos efeitos adversos e o cuidado para evitar que o peso perdido retorne meses depois. Existe um detalhe importante nessa discussão. O principal problema da obesidade não é o que ela mostra no espelho. É o que ela

esconde. A gordura visceral, por exemplo, aquela que se acumula ao redor dos órgãos, não aparece necessariamente nas fotos nem nas medidas da roupa. Mas está diretamente associada ao aumento do risco de infartos, AVCs, diabetes e outras doenças crônicas. Em muitos casos, o corpo que pode preocupar pela estética não é o que oferece o maior risco à saúde.

Por isso, talvez o maior avanço dos últimos anos esteja na mudança de perspectiva. Cada vez mais profissionais têm insistido que o tratamento precisa ser individualizado. Que não existe fórmula universal. Que perder peso é apenas uma parte do processo.

Os relatos de quem recupera a disposição para caminhar, volta a praticar exercícios ou consegue realizar atividades simples sem limitações ajudam a lembrar que o sucesso de um tratamento não se mede apenas em quilos eliminados. Mede-se em autonomia, mobilidade e qualidade de vida.

Também chama atenção outro fenômeno, como o aumento da procura masculina por acompanhamento especializado. Tradicionalmente mais resistentes a buscar ajuda para questões relacionadas à saúde, muitos homens passaram a procurar tratamento não por estética, mas porque perceberam os impactos do excesso de peso sobre a pressão arterial, o colesterol, o sono e a capacidade física. É um sinal de que a discussão está amadurecendo.

A obesidade não começa em uma refeição. E dificilmente termina em uma aplicação. Ela se constrói ao longo dos anos e é ao longo dos anos que precisa ser enfrentada.

Boa leitura!

Por que o Ayurveda continua atual após mais de 5 mil anos?

Tradição indiana propõe uma visão integrada da saúde e ganha espaço em meio ao aumento das doenças relacionadas ao estilo de vida

Em uma sociedade que convive com estresse crônico, excesso de informações, sono insuficiente e uma crescente incidência de doenças relacionadas ao estilo de vida, uma tradição criada há mais de cinco mil anos segue encontrando espaço nas conversas sobre saúde e bem-estar.

Originário da Índia, a Ayurveda é mais do que um conjunto de práticas terapêuticas, tratase de uma filosofia que busca compreender o ser humano de forma integral, considerando corpo, mente, emoções, ambiente e hábitos cotidianos como partes inseparáveis da saúde.

Segundo a nutricionista Ana Paula Dexheimer (CRN 4544), a principal contribuição dessa tradição está na capacidade de olhar para além dos sintomas. “O Ayurveda valoriza a observação dos sinais do organismo e propõe ajustes no estilo de vida para restaurar o equilíbrio de forma individualizada”, explica.

Além da alimentação

Embora muitas pessoas associem apenas à alimentação, o sistema também valoriza a qualidade do sono, a digestão, o gerenciamento do estresse, a atividade física adequada, os ritmos biológicos, a conexão com a natureza e o equilíbrio emocional.

“O princípio central é que a saúde resulta da harmonia entre diferentes aspectos da vida, e não apenas do que colocamos no prato”, ressalta a nutricionista. Entre os benefícios mais relatados por quem adota princípios ayurvédicos estão melhora da digestão, redução do inchaço abdominal, aumento da disposição, sono mais reparador, maior clareza mental e sensação de equilíbrio emocional.

Muitas pessoas também relatam uma relação mais consciente com a alimentação, passando a reconhecer melhor

os sinais de fome, saciedade e bem-estar.

Equilíbrio

A digestão, aliás, ocupa um lugar de destaque dentro dessa filosofia. Para o Ayurveda, ela representa muito mais do que a simples absorção de nutrientes. É considerada uma função central para o equilíbrio do organismo.

Hoje, a ciência reforça essa percepção ao demonstrar que o intestino participa da regulação imunológica, da produção de neurotransmissores, do controle da inflamação e de diversos processos metabólicos.

“Quando a digestão funciona adequadamente, o corpo aproveita melhor os nutrientes, elimina resíduos com eficiência e mantém mecanismos essenciais de proteção e reparo”, afirma Ana Paula.

Equívocos

Apesar da crescente popularidade, ainda existem equívocos sobre a prática. Um

dos mais comuns é acreditar que o Ayurveda exige mudanças radicais ou rotinas difíceis de seguir. Segundo a nutricionista, acontece justamente o contrário. “Pequenas adaptações consistentes costumam gerar resultados mais sustentáveis do que transformações extremas. Ajustar horários das refeições, melhorar a qualidade do sono, reduzir excessos alimentares e aprender a observar as necessidades do próprio corpo já são formas de incorporar essa filosofia ao cotidiano”, explica. Para quem deseja começar, ela recomenda uma atitude simples, mas frequentemente negligenciada na correria do dia a dia: prestar atenção ao ato de comer. Fazer refeições sem telas ou distrações, mastigar adequadamente e respeitar os sinais de fome e saciedade pode gerar impactos positivos sobre a digestão e o metabolismo antes mesmo de qualquer mudança significativa na alimentação. Outro mito recorrente é associar o Ayurveda exclusivamente a dietas vegetarianas ou veganas. Na realidade, a escolha dos alimentos leva em consideração fatores como constituição individual, idade, digestão, clima, estação do ano, rotina e estado de saúde.

“O Ayurveda não é uma filosofia alimentar baseada em exclusões”, explica. Também é incorreto afirmar que seus ensinamentos não dialogam com a ciência. Para Ana Paula, o Ayurveda pode complementar abordagens modernas de promoção da saúde quando aplicado com conhecimento técnico e responsabilidade.

Método Ágape

Na prática clínica, esses conceitos fazem parte do Método Ágape, desenvolvido pela nutricionista a partir da integração entre nutrição moderna, funcional e Ayurveda. A proposta é traduzir conhecimentos ancestrais para a realidade contemporânea sem rigidez ou extremismos. “Nunca teremos controle sobre todos os fatores da rotina, mas podemos fazer escolhas mais alinhadas às necessidades do organismo. Reservar alguns minutos para uma refeição tranquila, priorizar alimentos de verdade, respeitar os horários de descanso e cultivar momentos de pausa são atitudes simples que geram grande impacto na saúde”, afirma.

Ana Paula Dexheimer nutricionista
Escolha dos alimentos leva em consideração fatores como constituição individual, idade, digestão, clima, estação do ano, rotina e estado de saúde
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Emagrecimento além o espelho

Acompanhamento especializado ganha espaço no combate à obesidade

Aobesidade deixou de ser uma questão apenas estética e, hoje, é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença crônica, complexa e multifatorial, associada a outras condições, como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer. Nesse contexto, clínicas especializadas em emagrecimento e reeducação alimentar têm assumido um papel cada vez mais relevante na busca por qualidade de vida e bem-estar. Dados do Vigitel, sistema de vigilância do Ministério da Saúde, mostram que 62,6% dos brasileiros apresentavam excesso de peso em 2024. No mesmo período, a obesidade atingiu 25,7% da população adulta, mais que o dobro do registrado em 2006. É diante desse cenário que a unidade da Magrass de Lajeado chega aos 10 anos de atuação. Segundo a gestora Simone Bertolotto da Rosa, a trajetória da clínica é marcada por uma proposta que busca integrar saúde, estética e qualidade de vida.

“Quando as pessoas chegam até nós, muitas vezes elas acreditam que estão procurando apenas emagrecimento. Mas, na verdade, existe uma questão de saúde, autoestima e bem-estar envolvida. Nosso objetivo é

Muitas pessoas chegam acreditando que têm apenas gordura localizada. Quando avaliamos, encontramos alterações que vão muito além da estética e exigem cuidado com a saúde."

Fernanda Jaqueline consultora da Magrass Lajeado

entregar resultados duradouros e não apenas uma perda de peso rápida”, afirma. Ao longo da última década, milhares de atendimentos passaram pela unidade. Embora não exista um levantamento oficial sobre a quantidade total de peso eliminado pelos pacientes, Simone destaca que os resultados

OBESIDADE EM NÚMEROS

62,6% dos brasileiros apresentam excesso de peso. 25,7% da população adulta vive com obesidade. A obesidade mais que dobrou no país entre 2006 e 2024. No mundo, uma em cada oito pessoas vive com obesidade. Em 2022, cerca de 890 milhões de adultos eram obesos globalmente.

FONTES: MINISTÉRIO DA SAÚDE (VIGITEL) E ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE.

mais significativos não são medidos apenas pela balança.

“É muito gratificante ouvir relatos de pessoas que voltaram a brincar com os filhos, amarrar os próprios tênis ou simplesmente recuperar a disposição para viver. São histórias que mostram como a saúde influencia diretamente a qualidade de vida.”

Atendimento personalizado

A individualização do tratamento é uma das estratégias apontadas como diferencial pela equipe. Antes da definição de qualquer protocolo, os pacientes passam por avaliação detalhada.

Segundo Simone, muitas pessoas chegam procurando soluções para questões específicas, como gordura localizada, mas acabam descobrindo outros fatores que precisam ser trabalhados.

“Nem sempre aquilo que incomoda visualmente é o principal problema. Muitas vezes encontramos gordura visceral elevada ou outros indicadores que exigem atenção. A partir disso, é elaborado um plano personalizado.”

A clínica conta atualmente com equipe formada por nutricionista, biomédica e profissionais da área estética. O acompanhamento ocorre de forma integrada, buscando associar mudanças de hábitos, orientação nutricional e procedimentos complementares.

Além da aparência

Impulsionados pela popularização de medicamentos que prometem perda de peso acelerada, milhares de brasileiros

têm recorrido a tratamentos para combater a obesidade e recuperar a autoestima. No entanto, especialistas alertam que acompanhamento profissional, a reeducação alimentar e a avaliação individualizada continuam sendo fatores decisivos para resultados duradouros e seguros.

Na Magrass Lajeado, a consultora Fernanda Jaqueline acompanha diariamente histórias de pessoas que chegam à clínica após diversas tentativas frustradas de emagrecimento. Segundo ela, a principal missão é compreender a realidade de cada paciente antes de indicar qualquer tratamento.

“Cada pessoa chega com uma necessidade diferente. Algumas procuram ajuda porque já não conseguem realizar atividade

física devido ao excesso de peso. Outras têm dificuldades para perder gordura localizada. Há também quem venha encaminhado por médicos por conta de problemas de saúde relacionados à obesidade”, explica.

Um dos primeiros passos do atendimento é a realização da bioimpedância, exame que permite avaliar a composição corporal do paciente.

De acordo com Fernanda, a tecnologia ajuda a compreender aspectos que nem sempre são perceptíveis visualmente.

“A partir dos dados, conseguimos determinar o tratamento mais adequado, o tempo necessário e os objetivos reais para cada paciente. Não trabalhamos com achismos, mas com informações concretas.”

EXCESSO DE PESO AFETA SUA SAÚDE

Dificuldade para praticar atividade física.

Falta de ar em pequenos esforços.

Pressão arterial elevada.

Alterações nos níveis de colesterol.

Diabetes ou pré-diabetes.

Dores articulares frequentes.

Apneia do sono.

Acúmulo de gordura abdominal

O papel da tirzepatida

Entre os tratamentos que mais despertam interesse atualmente está a tirzepatida, medicamento originalmente desenvolvido para o controle do diabetes tipo 2 e que passou a demonstrar resultados expressivos na redução de peso corporal.

Fernanda explica que o medicamento atua em diferentes mecanismos do organismo.

“Ele age tanto no cérebro quanto no estômago. De um lado,

aumenta a sensação de saciedade. Do outro, torna a digestão mais lenta, fazendo com que a pessoa permaneça satisfeita por mais tempo.”

Com a redução do apetite, surge também a necessidade de uma atenção ainda maior à alimentação.

“Como o paciente passa a comer menos, é fundamental garantir que os alimentos consumidos tenham qualidade nutricional. Não basta ingerir pouca quantidade; é preciso consumir proteínas, vitaminas e nutrientes suficientes para manter o organismo funcionando adequadamente.”

A consultora alerta que a popularização do medicamento trouxe um problema crescente: a automedicação.

“Hoje vemos muitas pessoas comprando medicamentos por conta própria, sem avaliação médica ou acompanhamento nutricional. Isso pode trazer prejuízos importantes para a saúde.”

Segundo ela, a dosagem inadequada é uma das principais

É muito gratificante ouvir pessoas dizendo que voltaram a brincar com os filhos, amarrar os próprios tênis ou recuperar a disposição para viver."

Simone Bertolotto da Rosa, gestora da Magrass Lajeado

causas dos efeitos adversos mais intensos relatados por alguns usuários.

“Quando o tratamento é conduzido corretamente, os efeitos costumam ser leves e transitórios. O problema surge quando as pessoas utilizam doses superiores às recomendadas ou fazem ajustes por conta própria.”

Recentemente, a OMS publicou diretrizes reconhecendo os medicamentos da classe GLP-1 como uma ferramenta importante no tratamento da obesidade, desde que utilizados dentro de programas abrangentes de cuidado e acompanhamento de longo prazo.

Embora a discussão sobre obesidade seja frequentemente associada aos riscos físicos, Simone observa que os impactos emocionais também existem.

Quem não pode utilizar

Apesar dos resultados positivos observados no tratamento da obesidade, a tirzepatida não é indicada para todos os pacientes.

Fernanda destaca que pessoas com histórico de câncer de tireoide ou pancreatite, por exemplo, precisam de avaliação criteriosa e, em muitos casos, não podem utilizar o medicamento.

“Por isso a consulta médica é indispensável. Existem contraindicações importantes que muitas vezes são ignoradas por quem busca a automedicação.”

Ela ressalta que o tratamento realizado na clínica segue protocolos que envolvem avaliação médica, acompanhamento nutricional e monitoramento constante dos

resultados.

Benefícios

Uma das transformações mais percebidas pelos pacientes ocorre na melhora dos indicadores de saúde.

Segundo Fernanda, é comum observar redução dos níveis de colesterol, melhora do controle glicêmico e diminuição da necessidade de alguns medicamentos utilizados para doenças associadas à obesidade.

“Muitos pacientes chegam usando medicações para pressão alta, colesterol ou diabetes. Com a perda de peso e a melhora dos hábitos, vários desses indicadores evoluem positivamente.”

Outro benefício frequentemente relatado é o retorno da capacidade funcional.

“Tem pessoas que chegam sem conseguir caminhar por muito tempo, praticar exercícios ou realizar tarefas simples do dia a dia. À medida que o peso diminui, elas recuperam mobilidade e qualidade de vida.”

Ansiedade e alimentação

Durante os atendimentos, Fernanda percebe que a alimentação emocional aparece

como um fator recorrente. “O estresse e a ansiedade têm um papel importante no ganho de pesol.” Ela observa que a rotina acelerada, a falta de tempo para refeições adequadas e o consumo frequente de alimentos ultraprocessados contribuem para o agravamento desse cenário. “O que vemos diariamente é que a má alimentação continua sendo um dos principais fatores relacionados ao ganho de peso.”

Reeducação

Outro ponto enfatizado pela consultora é a importância da manutenção após o emagrecimento.

Segundo ela, o tratamento não se encerra quando o paciente atinge o peso desejado.

“Existe um processo gradual de adaptação. Em muitos casos, é realizado um desmame, com redução progressiva da frequência das aplicações e acompanhamento contínuo para evitar o reganho de peso.”

Esse monitoramento inclui uma nova avaliação corporal ao final do tratamento, permitindo comparar indicadores iniciais e finais.

“O objetivo não é apenas perder peso. É melhorar a composição corporal, a saúde e garantir que o resultado seja sustentável.”

Amígdalas aumentadas podem comprometer o sono

Avaliação especializada ajuda a diferenciar casos que respondem ao tratamento clínico daqueles em que a cirurgia pode trazer ganhos para a respiração e a qualidade de vida

Avaliação especializada ajuda a diferenciar os casos que podem ser tratados clinicamente daqueles que exigem intervenção cirúrgica

Durante anos, a mão de Maria Claudia Junqueira, 04anos, estranhou o cansaço constante que fazia parte da sua rotina. Mesmo após passar horas na cama, despertava sem disposição. A dificuldade para respirar era frequente, a boca amanhecia seca e a sensação de descanso nunca chegava.

A explicação surgiu apenas após uma avaliação especializada: o aumento das amígdalas estava comprometendo a passagem de ar durante a noite. Responsáveis por integrar uma das primeiras linhas de defesa do organismo contra vírus e bactérias, essas estruturas localizadas no fundo da garganta também podem provocar impactos importantes quando aumentam de tamanho, comprometendo a respiração e a qualidade do sono.

A trajetória de Maria Claudia ilustra uma condição mais comum do que se imagina. Embora muita gente associe as amígdalas apenas às amigdalites e outras infecções bacterianas, elas também podem estar relacionadas a distúrbios respiratórios do sono, como ronco, respiração oral e apneia.

“Somos respiradores nasais por natureza desde o nascimento.

A associação frequente ou o predomínio da respiração oral traz prejuízos em todas as idades, especialmente na população

A indicação cirúrgica é considerada quando não há resposta satisfatória às medidas conservadoras ou quando o quadro apresenta critérios específicos para o procedimento”

Vanessa Schmitz Reis

infantil, em que o sono de qualidade é fundamental para o desenvolvimento neurológico e o crescimento das crianças”, observa a otorrinolaringologista

Vanessa Schmitz Reis (CRM-RS 40187 | RQE 37887).

Nesses casos, a avaliação com um otorrinolaringologista é fundamental para identificar a origem dos sintomas e definir a conduta mais adequada, que pode variar desde o acompanhamento

clínico até a remoção das amígdalas.

Segundo Vanessa, a cirurgia não costuma ser a primeira opção. Conforme a especialista, o tratamento clínico deve ser priorizado inicialmente, com avaliação individualizada das queixas e sintomas de cada paciente.

“A indicação cirúrgica é considerada quando não há resposta satisfatória às medidas conservadoras ou quando o quadro apresenta critérios específicos para o procedimento”, explica.

Retirada das amígdalas

Além dos casos em que o aumento das amígdalas compromete a respiração e o sono, a amigdalectomia também pode ser indicada após episódios de abscesso amigdaliano e em situações recorrentes de amigdalite bacteriana.

No entanto, um dos principais equívocos é acreditar que qualquer infecção de garganta pode resultar na retirada das amígdalas. Vanessa explica que os quadros costumam se apresentar de duas formas distintas.

A primeira é semelhante a uma gripe, acompanhada por sintomas como coriza, tosse, dor de cabeça,

Recuperação

cansaço, febre e dor de garganta, geralmente com duração entre cinco e sete dias. Já a segunda condição caracteriza-se pela ausência de sintomas gripais, além de dor localizada na garganta, febre alta e presença de placas nas amígdalas.

Segundo a especialista, é principalmente nesse segundo cenário, geralmente associado a infecções bacterianas, que pode existir indicação para o procedimento. Ainda assim, a avaliação médica é indispensável para diferenciar os casos e definir a melhor conduta para cada paciente.

A amigdalectomia é considerada um procedimento seguro, com baixas taxas de intercorrências. O sangramento é o evento que exige maior atenção, podendo ocorrer em até 3% dos casos. Por esse motivo, o cumprimento das orientações médicas no pósoperatório é fundamental para reduzir riscos e favorecer uma recuperação adequada.

O período de recuperação varia conforme a idade do paciente e o motivo da cirurgia. Em crianças, a recuperação costuma ocorrer entre 10 e 14 dias. Já nos adultos, o processo geralmente leva de 14 a 21 dias.

Segundo Vanessa, apesar da melhora que pode proporcionar, a retirada das amígdalas não é considerada uma cirurgia de urgência. Trata-se de um procedimento eletivo, realizado de forma planejada após avaliação médica e definição criteriosa da necessidade do tratamento.

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Após diagnóstico raro, família mobiliza campanha para ampliar tratamento

Menino de 1 ano e 10 meses, portador de AME tipo II, busca acesso a terapia gênica avaliada em R$ 7 milhões

Léo Wolschick Soares nasceu saudável e apresentou os principais marcos do desenvolvimento infantil dentro do esperado, como rolar, sentar e engatinhar. Nos primeiros meses de vida, seu crescimento seguia o curso considerado normal para a idade. Mas, quando chegou a fase dos primeiros passos, algo começou a chamar a atenção da família. Atentos a cada nova conquista do filho, Cândida Wolschick e Giovane Espindola Soares perceberam que a evolução motora avançava em um ritmo diferente do esperado. Em novembro, a família iniciou acompanhamento semanal com a fisioterapeuta Mariele Caxambú (Crefito-5 90817-F). Apesar do acompanhamento, em janeiro Léo apresentou uma nova regressão motora. “Nesse momento, a fisioterapeuta nos encaminhou para uma neurologista pediátrica”, recorda a mãe. Entre fevereiro e maio, as perdas tornaram-se mais evidentes. Léo deixou de conseguir subir escadas, permanecer em pé com apoio e dar alguns passos segurando-se. Após uma série de consultas e exames realizados ao longo dos últimos meses, a família recebeu, na quinta-feira, 11, o diagnóstico de Atrofia Muscular Espinhal (AME) tipo II.

Conforme a fisioterapeuta, a Atrofia Muscular Espinhal (AME) tipo II é uma doença genética

rara e degenerativa que afeta os neurônios motores, causando fraqueza e atrofia muscular progressivas.

Em crianças pequenas, a AME pode dificultar habilidades importantes. Além das limitações motoras, a doença também pode comprometer funções essenciais para a vida, como a respiração, a mastigação e a deglutição.

“A fraqueza dos músculos respiratórios é uma das maiores preocupações. Com a progressão da doença, a criança pode apresentar dificuldade para tossir e eliminar secreções. Em casos mais avançados, pode haver necessidade de suporte ventilatório”, ressalta.

Fisioterapia

Hoje, a rotina de Léo já inclui sessões semanais de fisioterapia e natação. Com a confirmação do diagnóstico, o tratamento será ampliado e passará a envolver uma equipe multidisciplinar. No caso de Léo, o tratamento terá como foco a preservação de funções motoras e respiratórias essenciais para sua qualidade de vida. O acompanhamento busca manter o controle de tronco, as reações posturais, a mobilidade articular, a força muscular e a independência funcional nas atividades do dia a dia. Na área respiratória, o trabalho é voltado à manutenção da capacidade pulmonar, da mobilidade torácica e da eficácia da tosse.

Um olhar sobre nosso maior patrimônio

Família mobiliza uma campanha para ampliar as possibilidades de tratamento e conter a progressão da doença

“É importante compreender que, na AME, muitas vezes o maior ganho não está apenas em adquirir novas habilidades, mas em manter aquelas que a criança já conquistou. Preservar a capacidade de sentar, brincar, alimentar-se ou respirar com mais eficiência representa uma vitória para a criança e sua família”, salienta.

Tratamento medicamentoso

Apesar da gravidade da doença, os avanços da medicina têm transformado o prognóstico de muitas crianças com AME. Na quinta-feira, 18, Léo recebeu a primeira dose de Risdiplam, medicamento que aumenta a produção da proteína essencial para a sobrevivência dos neurônios motores.

Segundo a família, o objetivo do tratamento é evitar novas perdas motoras e retardar a progressão da doença. Ainda assim, a esperança permanece voltada ao Zolgensma, terapia gênica considerada uma das principais alternativas terapêuticas para crianças diagnosticadas nos primeiros anos de vida. Com custo estimado em R$ 7 milhões, o medicamento está

entre os mais caros do mundo. A corrida contra o tempo é um dos principais desafios enfrentados pela família. Estudos indicam que a terapia apresenta melhores resultados quando administrada precocemente, antes que a doença provoque perdas irreversíveis. No caso de Léo, há ainda um prazo determinante: ele completa dois

anos em 22 de agosto. Diante da urgência do caso, familiares, amigos e voluntários iniciaram uma mobilização para arrecadar recursos e ampliar a divulgação da campanha. As doações podem ser realizadas via Pix, utilizando o CPF de Léo Wolschick Soares: 048.286.900-34.

ARQUIVO PESSOAL

365vezesnovaledotaquari@gmail.com

FÁBIO KUHN

Uma cabana cheia de conexão te aguarda em Venâncio Aires

Vista panorâmica, banheira de hidromassagem e privacidade numa das localidades históricas de Venâncio Aires. A Cabana Conexão é a nova hospedagem turística dos Vales, feita para proporcionar experiências exclusivas, em especial, aos casais.

O destino fica na Vila Deodoro, próximo de outros pontos turísticos como o Mirante Lauro Erdmann (200 metros de distância) e da Figueira Centenária (cerca de dois quilômetros). A distância para o centro de Venâncio Aires é de 18 quilômetros. Em um dos pontos mais altos da comunidade, a hospedagem ostenta uma vista panorâmica de 180 graus. O sol nasce de frente para a cabana, proporcionando um amanhecer inesquecível. Se tiverem sorte, os hóspedes podem até vivenciar o fenômeno conhecido como “mar de nuvens”.

A cabana tem sala e cozinha integradas com lareira e fogão de indução. Todas as refeições podem ser preparadas e consumidas no local. Há um quarto

com banheiro ao lado, onde está a banheira de hidromassagem e o aquecedor de toalhas. Os dois ambientes têm piso aquecido

Na área externa, destaque para a sacada com vista para as montanhas da Vila Deodoro, o fogo

de chão e um balanço que rende ótimas fotografias.

A diária custa a partir de R$ 650,00. Mais informações podem ser obtidas no WhatsApp 51 99716-6657 ou pelo perfil @ cabanaconexao no Instagram.

Café da manhã

A parte da diária, os hóspedes podem optar por dois tipos de café da manhã com produtos coloniais. A Cesta Amanhecer tem pães, cucas, palitos de queijo, bolos, frutas da estação e demais complementos.

Já a Cesta Conexão vem mais

completa com o acréscimo de pães de queijo, rocambole, cuscuz, tapiocas, salame e queijo. Devido à quantidade, pode até render para mais de uma refeição.

Em junho, quem se hospedar na Cabana Conexão ganha a Cesta Amanhecer de brinde.

A história da cabana

Ligiane Weber é a responsável por tirar do papel a Cabana Conexão. O empreendimento surgiu do desejo de uma renda extra, sendo planejado desde 2023. No ano seguinte, Ligiane adquiriu a área de terras na Vila Deodoro e iniciou as obras em 2025. As primeiras diárias

foram registradas em abril deste ano. O nome “Conexão” vem do contato direto com o ambiente proporcionado pela cabana, além de uma aproximação consigo mesmo. Um espaço criado para desacelerar e proporcionar momentos únicos aos visitantes.

Use a #365_vezes_no_vale e compartilhe as belezas da região conosco!

Cabana tem sala e cozinha integradas
Cesta de café da manhã é produzida por Crísney Állef e Anderson Posselt

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