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A Hora – 1º E 02/07/2026

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ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR

Fim de semana, 1º e 2 de agosto de 2026 | Ano 25 - Nº 4150 |

OPINIÃO RODRIGO MARTINI

Começa a corrida dos candidatos do Vale pelos votos

OPINIÃO

V INI BILHAR

PA+ prepara início das atividades na unidade de Lajeado

DRAMA SEM A PONTE

Ponte fechada amplia pressão sobre a rotina e a economia da Região

Alta. Cenário acende debate sobre preparação de vias alternativas no Vale

Novas trincas mantêm a travessia entre Muçum e Encantado bloqueada. Desvios aumentam custos, sobrecarregam estradas e alteram o deslocamento de moradores, trabalhadores e empresas enquanto a região cobra uma alternativa provisória.

PÁGINAS | 6 e 7

PÁGINAS | 18 e 19 LAUTENIR

DESENVOLVIMENTO REGIONAL

Produtos do Vale são destaque na Ásia e Europa

Premiações conquistadas por azeites, queijos e cachaças impulsionam cadeias produtivas, agregam valor à produção local e reforçam o Vale como referência em alimentos de qualidade.

ECONOMIA E TRABALHO

Os custos de produzir no RS

Estado perde espaço e competitividade enfrenta gargalos

Distância dos centros consumidores, rodovias defasadas, escassez de mão de obra e baixa formação técnica ajudam a explicar por que o RS perdeu ritmo na economia. Estudo mostra que o estado teve

o menor avanço do PIB do país em 20 anos. No Vale, empresários buscam soluções por automação dos processos, mais qualificação profissional e menos entraves para competir. PÁGINAS | 10 e 11

Logística e produtividade

Acompetitividade gaúcha depende de indústria forte, produção diversificada, mão de obra qualificada, ambiente empreendedor e capacidade de conexão. Empresas crescem quando conseguem produzir, contratar, escoar, receber insumos e acessar mercados com previsibilidade.

Em 20 anos, a produtividade do RS perdeu espaço. O estado foi o que menos cresceu no Produto Interno Bruto entre as 27 unidades da federação. Muito desse resultado se deve a logística.

No Vale do Taquari, a precariedade das rodovias serve de exemplo. Neste momento, sem ligação direta entre Muçum e Encantado, há uma evidência da fragilidade na qual a sociedade está exposta.

O bloqueio sobre o Rio Guaporé, na ERS129, afeta deslocamentos, impõe desvios, encarece o transporte e interfere na rotina de trabalhadores, transportadores, empresas e moradores.

Todo o RS convive com respostas lentas diante de obras essenciais. O tempo da burocracia custa caro quando a infraestrutura falha”

Pontes, acessos e rodovias devem ser tratados como ativos econômicos, sociais e de segurança. O debate sobre competitividade precisa se converter em cronograma, projeto, orçamento e execução.

Todo o RS convive com respostas lentas diante de obras essenciais. O tempo da burocracia custa caro quando a infraestrutura falha. Em duas reportagens especiais desta edição, tem-se a confirmação de que o custo da inoperância cobra um preço alto na geração de renda, na consolidação dos negócios e na qualidade de vida de toda a comunidade.

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Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. Impressão Zero Hora Gráfica

“Faço tudo com carinho. Isso me traz alegria e satisfação”

Depoisdeumavida dedicada ao trabalho, Celso Aloísio Morschbacher encontrou na zeladoria do Centro Administrativo deTeutônia uma forma de servir à comunidade. Aos 62 anos, o morador do bairro Canabarro cuida diariamente da jardinagem,dalimpeza, daconservaçãoeda manutençãodoespaço, quesetornouumdos principaispontosde convivênciaevisitaçãodo município

O que o trabalho representa para o senhor?

Trabalhar sempre foi uma coisa muito importante para mim. Nasci na roça e fiquei na agricultura até os 24 anos. Depois fui para a construção civil e trabalhei cerca de dez anos como pedreiro. Em 2000 comecei em um curtume, onde permaneci até 2014. Quando surgiu a oportunidade de entrar na prefeitura de Teutônia, abracei essa nova etapa. Cada trabalho teve seu valor e me ensinou alguma coisa. Sempre gostei de estar ocupado e de fazer o serviço da melhor maneira possível.

Como é essa rotina no Centro Administrativo?

O nosso trabalho é bem variado. Fazemos jardinagem, limpeza, conservação, pequenos consertos e serviços de hidráulica quando é preciso. Todo dia tem alguma coisa para fazer. Eu gosto bastante da jardinagem e da limpeza,

porque é um serviço em que a gente consegue ver o resultado. Quando o lugar está bonito e organizado, dá uma satisfação muito grande.

O senhor acompanhou a transformação desse espaço. O que mais mudou nesses anos?

Mudou bastante. A gente até comentava entre os colegas que aquele espaço antigo precisava de melhorias. Hoje o Centro Administrativo está muito mais valorizado, bonito e agradável. É um ambiente onde as pessoas gostam de caminhar, participar dos eventos e passar um tempo com a família. Ver essa transformação e saber que faço parte da equipe que cuida desse é um orgulho.

O que sente quando vê tantas pessoas aproveitando um espaço que o senhor ajuda a manter?

É uma alegria muito grande. Nos eventos a gente vê famílias reunidas, crianças brincando e muitas pessoas visitando o Centro Administrativo. O espaço virou um ponto turístico e recebe moradores e visitantes. Saber que eles encontram um ambiente limpo, bem cuidado e acolhedor faz a gente perceber que todo o esforço vale a pena.

O senhor costuma dizer que faz tudo com carinho. De onde vem esse jeito de trabalhar?

Sempre pensei que qualquer serviço merece ser feito com dedicação. Procuro fazer tudo com carinho, porque isso me traz alegria e satisfação. Quando a gente trabalha com capricho, o resultado aparece. É bom chegar no fim do dia, olhar o que foi feito e sentir que deu o melhor de si.

Quem é o Celso quando termina o expediente?

Sou uma pessoa simples. Moro no bairro Canabarro há quase 40 anos e construí minha vida em Teutônia. Tenho um filho, uma nora e um neto, e gosto muito de estar com a minha família. Eles são a minha maior alegria e me dão forças para continuar trabalhando todos os dias com disposição e vontade de fazer sempre o melhor.

Filiado à
Fundado em 1º de julho de 2002
Vale do Taquari - Lajeado - RS
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Vale chega a 13 candidatos à Assembleia e ao Congresso Nacional

Apouco mais de dois meses do aguardado dia 6 de outubro, o Vale do Taquari deve iniciar a próxima semana com ao menos 10 candidatos a deputado estadual e três candidatos a deputado federal. Serão 13 postulantes em uma região com 294 mil eleitores aptos ao voto, e que não elege representantes locais desde o pleito de 2014. Até o momento, já foram homologados pelos respectivos partidos os nomes de Maneco Hassen (PT), Luís Benoitt (PL), Ramatis de Oliveira (PL), Juliana Cuccioli (PL), Airton Artus (PDT) – que possui “meio pé” aqui e “um pé e meio” no Vale do Rio Pardo –, Marcos Kayser (Novo), Darlã Bellini (PSDB) e Fabiano Diehl (União Brasil) como candidatos à Assembleia Legislativa,

e Enio Bacci (PDT) e Bolacha Melo (PL) na luta pelo Congresso Nacional. Por fim, e neste sábado, será a vez do MDB homologar as candidaturas a deputado estadual de Roberto Lucchese e Mateus Trojan e a deputado federal de Carlos Ranzi. São as opções de momento ao eleitor regional. Direita, esquerda e centro. Há novos e velhos agentes públicos na busca pela reconquista do espaço e da voz política do Vale. Agora é conquistar o eleitor!

rodrigomartini@grupoahora.net.br

ENCHENTE E LOGÍSTICA

Martírio na ERS-129. Martírio em Travesseiro...

O Vale do Taquari precisa de ajuda. Estado, União, Exército Nacional. A região precisa de auxílio para agilizar a reconstrução da ponte entre Marques de Souza e Travesseiro, e, de forma ainda mais urgente, reconstruir o pilar da ponte da ERS-129, entre Encantado e Muçum. É preciso fazer tudo que precisa ser feito e muito mais para acelerar os cronogramas técnicos. Além disso, o Estado, a União e o Exército Nacional precisam auxiliar os municípios com as soluções paliativas já existentes ou em fase de estudos. É o caso da “estiva” no Rio Forqueta, entre Marques de Souza e Travesseiro, que carece de manutenção constante – e custosa – nas cabeceiras, e também da proposta de uma outra “estiva” próximo à ponte da ERS-129, em Encantado. Aliás, moradores de Muçum também sugerem uma balsa ou até mesmo o uso das passadeiras do Exército naquele ponto do Rio Guaporé.

COMARCA

DE LAJEADO

“Um juiz para 12 mil processos”, alerta OAB

Representantes da subseção da OAB em Lajeado protocolaram junto ao Tribunal de Justiça do RS o pedido pela abertura da 3ª Vara Cível na Comarca. E não faltam argumentos. Amparados por entidades e magistrados, citam o alto número de processos ativos nas cidades de Lajeado, Cruzeiro do Sul, Santa Clara do Sul, Marques de Souza, Forquetinha, Sério, Canudos do Vale e Progresso; São 39.394 processos ativos, dos quais 12.035 tramitam na 1ª Vara Cível e 12.172 na 2ª Vara Cível, totalizando mais de 24 mil processos concentrados em só duas unidades. Segundo o presidente da OAB Lajeado, Ronaldo Eckhardt, o pedido precisa ser aprovado no TJ/RS e na Assembleia Legislativa. “Não temos mais estrutura em Lajeado para que os processos tramitem na velocidade que a sociedade precisa. Há um juiz para aproximadamente 12 mil processos cíveis”, alerta.

- Presidente da Câmara de Lajeado, Neco dos Santos (PL) apresentou projeto de lei para criação do programa “Valoriza Motoboy”. A proposta visa a criação de pontos de apoio aos profissionais que utilizam motos, bicicletas, ciclomotores e afins. E a ideia é propor estruturas com banheiros, bancos, acesso à internet, bebedouros, micro-ondas e pontos de recarga para veículos elétricos.

- O pedido do PL de Lajeado para comandar a Secretaria de Obras parece ter esfriado. E, por ora, o atual secretário (e o atual diretor) permanecem no comando da sempre cobiçada pasta.

- Suplente de vereador em Lajeado, Mozart Lopes oscila no PP. Ora anuncia a intenção de sair, ora anuncia a intenção de assumir a presidência do diretório. E a tendência sempre é permanecer.

- O governo de Muçum cancelou um dos mais tradicionais eventos do Rio Grande do Sul. A Semana Farroupilha do município não ocorrerá este ano em função dos gastos com as enchentes e, também, o bloqueio total da ponte da ERS-129, na Barra do Guaporé. É uma pena...

- Ainda sobre a ponte bloqueada na ERS-129, e a necessidade do Estado apresentar alternativas viárias ao Vale, o presidente da CIC/VT Ângelo Fontana afirmou, em entrevista a Rádio A Hora, que a presença de candidatos nas conversas com o governo estadual poderia atrapalhar o processo.

- Aliás, a EGR também deverá reanalisar as estruturas de outras pontes. Um trabalho de rotina, sim, mas cuja periodicidade precisa naturalmente aumentar a partir dos novos eventos climáticos.

- Por falar em pontes, a “velocidade” da obra da Ponte dos Vales no Rio Taquari, entre Estrela e Cruzeiro do Sul, preocupa líderes regionais. É uma obra de três quilômetros. E sequer iniciou!

- Nenhum deles é candidato. Mas, a projeção é que o julgamento em segunda instância de Elmar Schneider (MDB) e Ernani de Castro (MDB) só ocorra no TRE após as eleições. Eles foram denunciados pelo MP por abuso de poder político e econômico em Estrela na campanha de 2024.

- É preciso falar: tem candidato visivelmente descompromissado com a própria candidatura. E eu só torço para que o eleitor saiba diferenciar quem de fato está comprometido com o Vale do Taquari!

- Secretário Nacional de Defesa Civil, Wolnei Wolff visita o Vale do Taquari na próxima quinta-feira, dia 6. E a expectativa é pelo anúncio de novas obras e pontes na região.

vinibilhar@grupoahora.net.br

PA+ inicia atendimentos 24 horas em Lajeado nesta segunda-feira

Lajeado passa a contar, a partir desta segunda-feira, 3, com um novo serviço de pronto atendimento médico privado. O PA+ inicia suas atividades às 7h, na avenida Senador Alberto Pasqualini, nº 151, esquina com a rua Bento Gonçalves, no Centro, em espaço que abrigava o antigo cinema.

A unidade oferecerá atendimento clínico geral 24 horas por dia, além de consultas pediátricas mediante agendamento. Entre os serviços disponíveis estão exames, medicina do trabalho, atendimento domiciliar e remoção de pacientes por ambulância. A estrutura inclui estacionamento exclusivo, ampliando a comodidade e a segurança dos usuários. Para marcar a inauguração, o PA+ promove programação especial entre os dias 3 e 7 de agosto. Durante o período, pacientes poderão utilizar transporte gratuito de ida e volta até a unidade. Também haverá campanha voltada a profissionais do comércio

e serviços, que terão acesso a descontos mediante apresentação de crachá.

No mesmo endereço, funcionará ainda uma unidade da Farmácias Associadas, garantindo praticidade na aquisição de

medicamentos. Com operação contínua, o PA+ busca ampliar o acesso à assistência médica imediata, com foco em atendimentos de urgência e baixa complexidade, tanto particulares quanto por convênios.

Brenner Veículos aposta em lançamentos no segundo semestre

A Brenner Veículos projeta um segundo semestre de maior movimento no mercado automotivo do Vale do Taquari, impulsionado por lançamentos nas duas marcas que representa. De acordo com o supervisor de vendas do grupo, Sidnei Bisol, o período tradicionalmente concentra o aquecimento nas vendas de veículos, com maior procura por novidades e condições comerciais. Entre os destaques está a chegada da Kia Tasman, prevista para agosto. A nova picape cabine dupla a diesel promete competir com modelos consolidados do segmento, como Hilux, Ranger e Triton. Segundo Bisol, o veículo se diferencia pelo alto nível tecnológico, proposta inovadora e design arrojado, além de eficiência no consumo. O profissional participa, na próxima semana, de treina-

Fundo Social da Sicredi Ouro Branco destina R$

A Sicredi Ouro Branco RS/MG destinou R$ 2 milhões pelo Fundo Social em 2026, apoiando 392 projetos no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais. As iniciativas beneficiam diretamente mais de 267 mil pessoas e ampliam o alcance para mais de 738 mil atendidos pelas entidades envolvidas. Os recursos, provenientes do resultado da cooperativa, são reinvestidos nas comunidades em áreas como educação, saúde, cultura, esporte, meio ambiente

e inclusão social, fortalecendo instituições e ampliando oportunidades. Em relação a 2025, houve crescimento de 21% no número de projetos e de 24% no volume destinado.

Desde a criação do programa, já foram contempladas 1.658 iniciativas, com mais de R$ 9,2 milhões investidos. Segundo o presidente Neori Ernani Abel, o Fundo Social reforça o papel da cooperativa como agente de desenvolvimento regional e transformação social

mento em São Paulo, etapa que antecede o lançamento oficial. Já pela Mitsubishi, a novidade é a Triton BFMS, série especial limitada desenvolvida em parceria com influenciadores do universo 4x4 do Mato Grosso do Sul. O modelo aposta em identidade visual exclusiva e forte apelo ao público do agronegócio. A versão já está disponível na concessionária e deve impulsionar o fluxo de clientes ao longo de agosto.

2 milhões a projetos

Interdição da ponte muda rotina e pressiona economia regional

Novas trincas mantêm ERS-129 interditada e forçam moradores e empresas a percorrer trajetos mais longos. Desvios sobrecarregam estradas, elevam custos logísticos e alteram a rotina de trabalhadores, transporte e serviços de saúde

Karine Pinheiro karine@grupoahora.net.br

Matheus Giovanella Laste matheuslaste@grupoahora.net.br

Para moradores, um percurso de dez minutos que agora chega a duas horas. Na logística, trajetos que, somados, aumentam em centenas de quilômetros. O bloqueio da ponte sobre o Rio Guaporé deixa de ser apenas problema de mobilidade entre Muçum e Encantado. Com a descoberta de novas trincas no pilar, a interrupção da ERS-129 passa a pressionar rotas, empresas e transporte.

Os danos no pilar da ponte foram revelados em 23 de julho, após a cheia que impactou o Vale. Desde a redução do nível do rio, outras avarias foram identificadas, enquanto a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) faz avaliações técnicas e projeta a reconstrução da estrutura. No cenário de duas

comunidades divididas, moradores e empresas se adaptam aos impactos do bloqueio.

Trajeto aumenta

A interdição atinge uma das principais conexões da Região Alta. Para quem precisa sair de Encantado em direção a Muçum, o caminho que antes era feito pela ERS-129 agora exige uma volta por Roca Sales. Com isso, a alternativa chega a cerca de 25 quilômetros de percurso, em trajeto que pode levar uma hora.

Na prática o tempo de viagem é maior. No centro de Roca Sales, os danos nas vias urbanas são perceptíveis. As maiores dificuldades de circulação, no entanto, surgem nas estradas do interior. Buracos, pontos de atolamento, paralisação em curvas, trechos estreitos e moradores que passaram a conviver com tráfego intenso. Outros motoristas ampliaram o percurso por Anta Gorda. Segundo o comandante do 2º

LUIS

FERNANDO

VANACOR

PRESIDENTE

DA EGR

AMARILDO

BALDASSO

PREFEITO DE MUÇUM

Batalhão do Comando Rodoviário, Capitão Tiago Nunes, a EGR aumentou o efetivo no pelotão de Encantado devido ao bloqueio da ponte. O objetivo é ampliar a sinalização no trecho para que os motoristas tenham conhecimento de rotas alternativas.

Pressão sobe

A interdição intensifica as dificuldades nas empresas instaladas às margens de ERS129, desde o deslocamento de funcionários até necessidade de reorganização. Na Decibal Móveis, em Muçum, parte dos trabalhadores mora do outro lado do rio e perdeu a passagem que, antes, podia ser feita a pé. Num primeiro momento, a empresa contratou transporte para garantir o deslocamento. O percurso que era curto agora pode levar até uma hora e meia. “A estrada não comporta tanto movimento”, afirma o diretor da Decibal, Nelson Civardi.

A empresa busca alternativas, mas classifica o cenário como caótico. O problema também se estende à logística. Toda a matéria-prima utilizada chega pela ponte. Com os desvios, alguns fornecedores precisam percorrer

Impactos

- No desvio por Roca Sales, percurso soma aproximadamente 25 quilômetros

- Fluxo de veículos pelo interior de Roca Sales mais do que triplicou em uma semana

até 200 quilômetros a mais para entregar os materiais.

Parte das empresas se recusa a assumir o trajeto, enquanto as que aceitam cobram mais pelo transporte. O impacto também aparece na saída da produção. “Mais de 90% dos produtos seguem por carretas ou bitrens. Corremos o risco de ficar sem material. Isso se torna incalculável ao longo do tempo”, desabafa. Para o empresário, a preocupação vai além dos custos. “Ainda enfretamos as

consequências das enchentes e agora precisamos lidar com restrições. Estamos pedindo socorro”, frisa.

A busca por uma solução também mobiliza outras indústrias. O presidente do Curtume CBR, Nilton Rodrigues da Rosa, defende a criação de uma alternativa para a travessia de trabalhadores enquanto não há uma definição sobre a recuperação da ponte. Uma das possibilidades, ele avalia, é a construção de uma passarela. Apesar da preocupação com o

Ponte sobre o Rio Guaporé permanece fechada após novas trincas serem identificadas no pilar da estrutura
Condições da estrada e o encontro entre veículos pesados dificultam a circulação em pontos do desvio

escoamento, Nilton afirma que a prioridade imediata é garantir o deslocamento das pessoas. “Antes, atravessavam em cinco minutos. Nossa prioridade é resolver isso. Depois fica mais fácil ajustar outras necessidades”, destaca.

Trajeto estendido

A interdição também obrigou a Dália Alimentos a ajustar a logística. O principal impacto é o desvio por Anta Gorda, que acrescenta cerca de 60 quilômetros

Com a interdição, os horários precisam ser reorganizados dia após dia.

A falta de previsibilidade, para ela, é uma das principais dificuldades. Sem saber por quanto tempo a ponte permanecerá fechada, Deise afirma que fica difícil planejar a rotina. “É um dia de cada vez”, afirma. Quando precisa utilizar o carro, há ainda o custo adicional com combustível.

O bloqueio também transformou a rotina do mecânico Heitor Rodrigues, morador da Barra do Guaporé e proprietário de uma oficina mecânica em Muçum. Sem a ponte, o caminho até o trabalho passou a exigir rotas alternativas mais longas. “Eu não fui nenhuma vez por Roca Sales. Precisei buscar uma peça e fui pela pinguela na Barra do Zeferino, em Doutor Ricardo”, relata.

Sobrecarga

O movimento de veículos que utilizam as estradas em Roca Sales aumentou mais de três vezes. São mais de 200 veículos por dia em uma malha viária que não foi dimensionada para receber esse volume. O prefeito em exercício, Henrique Pivatto, afirma que o município tenta manter as estradas em condições de uso com os recursos disponíveis.

Da cheia ao bloqueio

23 de julho

EGR idenfica danos em pilar de sustenção da ponte sobre o Rio Guaporé, na ERS-129, após cheia

Estatal inicia contratação emergencial para recuperar estrutura danificado

24 de julho

Pista da ponte apresenta rachaduras e EGR anuncia avaliação técnica

25 de julho

EGR libera passagem de ambulâncias e avalia outros veículos

26 de julho

Municípios aguardam laudo sobre possivel liberação parcial da ponte da ERS-129

28 de julho

por viagem. “Considerando 20 caminhões que utilizam o trajeto, o aumento chega a 600 quilômetros adicionais por dia”, afirma o presidente Gilberto Piccinini. Pela rota interrompida circulavam diariamente cerca de 180 mil litros de leite, além do transporte de ração e de animais. Na avaliação de Piccinini, a interrupção evidencia um problema histórico de infraestrutura.

O presidente defende que pontes e rodovias sejam planejadas para suportar eventos climáticos. “A região precisa alternativas que garantam a circulação em situações extremas. Se uma estrada para por um dia porque uma ponte ficou interditada, toda a economia sente os efeitos”, reforça.

Rotina impactada

A distância também ganhou outra dimensão para quem faz o trajeto todos os dias. Moradora de Encantado e gerente de uma empresa em Muçum, Deise Buseti tinha uma rotina de deslocamentos.

A Secretaria de Obras fixa equipes nos trechos críticos, com manutenção e reparos emergenciais. Ainda assim, a estrutura começa a apresentar sinais de sobrecarga. “Não temos condições de oferecer a trafegabilidade necessária para a demanda atual”, afirma Pivatto. O problema se concentra no interior, onde caminhões precisam se cruzar em trechos estreitos.

O município aguarda do Estado o envio de horas-máquina para reforçar a manutenção.

Para Pivatto, a situação reforça a importância das rotas alternativas para a região. Roca Sales possui diferentes vias que funcionam como ligações em momentos de interrupção. Em 2024, o município também recebeu parte do fluxo regional, no limite com Colinas.

Quanto tempo dá para esperar?

A recuperação da ponte ainda depende de uma série de etapas.

A EGR prevê até 5 de agosto o projeto para reforço do pilar e

Saúde em alerta

A interdição da ponte obriga o Hospital Beneficente Nossa Senhora Aparecida, de Muçum, a rever protocolos de atendimento. Segundo o diretor administrativo Cristian Barossi, procedimentos mais complexos que antes dependiam do Hospital de Encantado agora precisam ser reorganizados, aumentando a distância e a necessidade de estrutura para deslocamentos. Entre os serviços afetados estão tomografias, avaliações de traumas e atendimentos a gestantes. O hospital também monitora o abastecimento de insumos. A previsão é de que não faltem materiais, mas algumas entregas podem sofrer atrasos. A instituição afirma que não houve falta de médicos, mas restringiu o atendimento aos casos urgentes.

Roca Sales alerta para interrupção e danos em rotas do interior 29 de julho

Risco de colapso causa bloqueio total e proibição de navegação

EGR estuda escoramento metálico para reforçar estrutura do pilar 30 de julho

Entidades criam comitê para cobrar obras na ponte da ERS-129

Estatal avalia liberação para pedestres e carros leves 31 de julho

Confirmação de que o projeto deve ser finalizado em 5 de agosto

Novas rachaduras e mais uma elevação do rio ampliaram bloqueio a pedestres

trabalha com uma estimativa de 40 dias para a execução. O prazo, porém, pode ser ampliado conforme as condições encontradas na estrutura.

O diretor-presidente da EGR, Luis Fernando Vanacor, afirma que a decisão de bloquear completamente a ponte ocorreu por segurança. A nova elevação do rio agravou as condições da estrutura e impediu uma avaliação completa. A EGR agora avalia a integridade da estrutura.

A proposta prevê o reforço do pilar e a adoção de um escoramento provisório para reduzir o risco de colapso enquanto a solução definitiva é executada. A intenção é retirar parte da carga concentrada sobre a estrutura fragilizada.

Conforme o avanço da obra, a EGR deve avaliar a possibilidade de liberar, de forma pontual, a passagem de veículos leves e pedestres. A medida ainda depende das condições da estrutura e não representa uma previsão de reabertura. “Não queremos criar expectativa. Nossa preocupação é salvar a ponte”, reforça Vanacor.

O custo da intervenção será definido após a conclusão do projeto e deverá ser pago com recursos próprios da empresa.

O que vem pela frente

- Amat cobra cronograma e plano concreto da EGR

- Previsão de conclusão do projeto de recuperação até 5 de agosto

- Após o projeto, definição do custo e contratação da empresa

- Execução estimada em 40 dias, sujeita a alterações

- Durante a obra: possibilidade de avaliação para liberação de pedestres e veículos leves

- Paralelamente, Amat solicita ao Ministério da Defesa estudo para uma alternativa provisória

Alternativa

Enquanto a EGR trabalha na recuperação, prefeitos e entidades regionais pressionam por uma alternativa. A Associação dos Municípios do Alto Taquari (Amat) decidiu encaminhar ao Ministério da Defesa um pedido para avaliar a possibilidade de instalação de uma estrutura provisória ou outro meio de passagem sobre o Rio Guaporé. O prefeito Amarildo Baldasso diz que a interdição representa um dos maiores desafios que Muçum enfrenta. “Cada dia gera impactos que vão além da mobilidade. Seguimos buscando alternativas de passagem sobre o rio para minimizar os impactos para a população”, conclui.

MATHEUS LASTE
GABRIEL SANTOS

Convenções do fim de semana definem cenário das eleições

Em nível regional, mais três nomes devem ser oficializados à disputa. Na quinta-feira, vereador de Estrela foi homologado candidato. Número total deve chegar a 13 representantes no Vale

Com 10 nomes locais já confirmados à disputa eleitoral no RS, o período de convenções partidárias entra na reta final neste fim de semana. A expectativa é de que mais três políticos com domicílio eleitoral no Vale do Taquari sejam homologados para disputar cadeiras nos parlamentos estadual e federal.

Na convenção do MDB, que ocorre neste sábado, 1º, a partir das 8h30min, em Porto Alegre, devem ser oficializadas as candidaturas de Roberto Lucchese e Mateus Trojan a deputado estadual, e de Carlos Ranzi para deputado federal. Assim, a região vai saltar para 13 representantes no pleito de outubro.

Estreante nas urnas, Lucchese é empresário e um dos sócios da Lyall Construtora e Incorporadora, sediada em Lajeado. Ganhou notoriedade após, em junho de 2024, liderar o grupo que atuou na reconstrução da Ponte de Ferro, destruída pela enchente histórica do Rio Forqueta de maio daquele ano.

Trojan construiu toda sua trajetória política em Muçum e teve rápida ascensão como liderança no município. Eleito vereador em 2016, com apenas 22 anos, conquistou dois mandatos de prefeito, em 2020 – sendo um dos mais jovens de todo o RS – e 2024, ocasião em que se elegeu com 80% dos votos válidos.

Já Ranzi é bancário e disputa eleições em Lajeado desde 2008, quando concorreu pela primeira vez a vereador. Foi eleito nos três pleitos municipais seguintes, sendo o mais votado na cidade em 2016, e na eleição de 2024, concorreu a prefeito. Somou quase 20 mil votos e ficou em segundo lugar. Também foi presidente do MDB na cidade.

Vereador de Estrela

Entre os cerca de 50 nomes homologados na convenção da Federação PSDB/Cidadania para a disputa aos parlamentos, um representa o Vale. O vereador estrelense Darlã Bellini, 56 anos, é mais um candidato local que almeja cadeira na Assembleia Legislativa, na sua primeira eleição geral. Natural de Muçum e advogado por formação, Bellini construiu

RAUL PEREIRA/DIVULGAÇÃO

toda a trajetória política em Estrela. Estreou nas urnas em 2012 e elegeu-se pela primeira vez a vereador em 2016, ainda no PSB. Não conseguiu a reeleição em 2020, pelo PSD. No entanto, em 2024, já filiado ao PSDB, conquistou uma cadeira no Legislativo ao somar 386 votos. Durante parte do primeiro ano da gestão de Carine Schwingel no município, Bellini foi secretário municipal de Cultura, Esporte e Lazer, mas retomou o mandato na câmara ainda em 2025.

Pleito estadual

O fim de semana também marca a homologação da candidatura de Gabriel Souza (MDB) ao Piratini. Atual vice, ele conta com o apoio do governador Eduardo Leite e terá, na sua chapa, Ernani Polo (PSD) de vice. Germano Rigotto (MDB) e Frederico Antunes (PSD) são os nomes indicados ao Senado. Até o momento, já foram oficializadas as candidaturas de Luciano Zucco (PL), Juliana Brizola (PDT), Marcelo Maranata (PSDB) e Priscila Voigt (UP). Ainda a confirmar, há também o nome de Rejane de Oliveira (PSTU).

Candidatos da região confirmados

Deputado estadual:

• Airton Artus (PDT)

• Darlã Bellini (PSDB)

• Fabiano Diehl (União Brasil)

• Juliana Cuciolli (PL)

• Luís Benoitt (PL)

• Maneco Hassen (PT)

• Marcos Kayser (Novo)

• Ramatis de Oliveira (PL)

Deputado federal:

• Bolacha Mello (PL)

• Enio Bacci (PDT)

A confirmar:

• Carlos Ranzi (MDB) – federal

• Mateus Trojan (MDB) – estadual

• Roberto Lucchese (MDB) – estadual

Maioria dos candidatos da região busca um lugar na Assembleia
Mateus Souza mateus@grupoahora.net.br

CONSULTA POPULAR

Agricultura e turismo ficam com R$ 2 milhões

Consulta teve 2.333 votos no Vale, menos de 1% do total de eleitores. Coqueiro Baixo registra maior participação dentro da área do Codevat

Filipe Faleiro filipe@grupoahora.net.br

OVale definiu os dois projetos regionais que receberão recursos da Consulta Popular no

orçamento estadual de 2027. A proposta mais votada foi o fortalecimento da agricultura familiar e das pequenas propriedades rurais. O projeto recebeu 650 votos e ficará com R$ 1,1 milhão. A exe-

Com pouco 650 votos, projeto voltado para o fortalecimento das cadeias produtivas em pequenas propriedades foi o primeiro lugar na Consulta Popular deste ano

cução ficará vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural. Em segundo lugar, com 598 votos, ficou a criação da Rota das Agroindústrias “Sabores, Cultura e Natureza”, proposta de inte-

gração entre cultura, natureza e turismo. O projeto receberá R$ 925,7 mil, por meio da Secretaria de Turismo.

A disputa pela segunda vaga foi apertada. O plano regional para coleta, transporte e destinação final de resíduos sólidos domésticos somou 594 votos, apenas quatro a menos que o projeto de turismo. A proposta de fortalecimento da Defesa Civil Municipal teve 491 votos e também ficou fora da distribuição dos recursos.

Baixa participação

O resultado mostra pouco engajamento dos eleitores. Das 285 mil pessoas aptas a votar, nos 36 municípios do Codevat, foram 2.333 participantes, o equivalente a 0,82% do eleitorado.

A adesão foi desigual entre os municípios. Lajeado teve o maior número absoluto de votos, com 475 participações, mas isso representou 0,74% do eleitorado local. Estrela registrou 363 votos, com 1,47%, enquanto Arroio do Meio chegou a 235 votos, ou 1,35%. Em percentual, o maior engajamento foi de Coqueiro Baixo, onde 72 dos 1.353 eleitores participaram da consulta, índice de 5,32%. Marques de Souza teve 105 votos e 2,98%. Nova Bréscia registrou 79 votos, com 2,81%.

VALE DO TAQUARI
DIVULGAÇÃO

ECONOMIA E TRABALHO

Produzir melhor vira chave para

Estudo mostra que o RS teve o menor avanço econômico do país entre 2002 e 2023. No Vale, empresários relacionam baixa produtividade a gargalos de mão de obra, logística, educação, infraestrutura e ambiente de negócios

Entre os 27 estados do país, o RS teve o menor crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em duas décadas. Esse é o resumo da primeira fase do diagnóstico do Instituto Fecomércio de Pesquisa (IFEP), publicado nesta semana. No país, entre 2002 e 2023, a média de avanço do PIB foi de 58%. Já o estado atingiu 34%. Percentual bastante inferior na comparação com os vizinhos, Santa Catarina teve 65% e o Paraná 55%.

Em resumo, produzir no RS exige mais esforço, poder de adaptação e mais custos para competir. A região reúne indústria, agroindústria, construção civil,

comércio, serviços e transporte. Também convive com estradas precárias, escassez de mão de obra e necessidade de mais pessoas com formação técnica.

O presidente do Sindilojas e empresário do varejo, Renan Borelli, traduz o problema na lógica do custo. Para ele, produzir ou vender a partir do RS exige compensar desvantagens que outras regiões não enfrentam com a mesma intensidade.

“Tudo que sai daqui e precisa ir ao centro do país tem que percorrer mais quilômetros e, muitas vezes, com rodovias defasadas. Para competir, temos que produzir melhor e ainda manter preços no patamar dos concorrentes”, resume.

Esse quadro geral de logística tem relação com o trabalho. Neste quesito, os percentuais gaúchos também estão abaixo na comparação com as demais localidades do país. Conforme a pesquisa do IFEP, a produtividade do trabalho tem uma média de 0,65% de crescimento ao ano. Ritmo inferior ao visto no país, com 0,94%.

Coordenador da pesquisa, o diretor executivo do instituto, Lucas Schifino, aponta que o estudo avalia o desempenho econômico gaúcho em três fatores: população, proporção de pessoas trabalhando e aumento da produtividade.

“A causa de crescermos menos não é o fato de sermos um estado mais envelhecido ou atrairmos menos pessoas, mas sim o fato de a nossa economia não melhorar na mesma velocidade que a de outros estados”, afirma.

Neste contexto, avalia Schifino, há uma mudança de paradigma

sobre como a economia gaúcha se sustentou ao longo das últimas décadas. “O RS não pode esperar crescimento sustentado pela entrada de mais gente no mercado. Com menos jovens, população envelhecida e dificuldade de reter

talentos, a saída passa por produzir melhor com a força de trabalho disponível.”

A pesquisa faz parte da série “Estudos em Crescimento Econômico e Produtividade”, do IFEP. A primeira etapa avalia a trajetória do PIB, da população, do emprego e da produtividade entre 2002 e 2023.

Qualidade da educação

Na avaliação de empresários do Vale, a perda de produtividade aparece primeiro na contratação. Faltam trabalhadores para funções básicas, técnicos para áreas específicas e profissionais preparados para lidar com tecnologia, gestão, atendimento e processos mais complexos.

Presidente da Câmara da Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari (CIC-VT) e vice-presidente regional da Fiergs nos vales do Taquari e do Caí, Angelo Fontana, relata um mercado interno cada vez mais pressionado. Empresas do mesmo território disputam os mesmos profissionais. Quando surge alguém qualificado, a concorrência ocorre entre vizinhos. “Há quase um leilão para tirar o trabalhador de um lado e levar para outro. Isso cria um ambiente de disputa muito ruim entre as próprias empresas”, observa. Junto com isso, para vagas com menor exigência, a falta de

qualidade da educação básica fica evidente. Para ele, parte dos novos trabalhadores chega ao mercado sem formação suficiente para acompanhar a velocidade exigida pelas empresas.

Como forma de aproximar as expectativas de empresa e sistema de ensino, a Fiergs tem como meta 10% dos alunos gaúchos com formação no sistema Sesi, afirma Fontana. “O modelo combina turno integral e atividades voltadas ao desenvolvimento de aptidões, como robótica, música, comunicação, gestão e tecnologia.”

Em cima disso, a estratégia a partir de agora é atender o máximo de localidades possíveis. “A ideia não é construir novas escolas, mas aproveitar prédios disponíveis. Seriam parcerias com municípios e com o Estado.”

Nestes convênios, o sistema industrial faria o aporte para equipes e materiais pedagógicos. Uma articulação nessa linha está em elaboração para atender Encantado e a Região Alta, a partir do Encanta Hub.

Mais automação

O combo de estradas defasadas e escassez de mão de obra exige

Filipe Faleiro filipe@grupoahora.net.br
Estradas precárias elevam custo logístico e interferem na competitividade

para superar desafios

Reversão da pirâmide etária obriga que empresas adotem processos mais automatizados e tenha de requalificar profissionais

mais produtividade. Para tanto, o caminho é a automação. É o que afirma o presidente do Sindilojas-VT, Renan Borelli. “Mais do que nunca, será a tecnologia, os sistemas automatizados que poderão aumentar produção e reduzir custos”, projeta.

Esse movimento já ocorre em diferentes setores. Automação, sistemas de gestão, venda digital, controle de estoque, eficiência energética, treinamento interno e redução de perdas deixam de ser diferenciais e passam a condição de sobrevivência. Produtividade vira proteção contra frete alto, mão de obra escassa e margem apertada. Para Borelli, a mudança demográfica aparece nas contratações. “Muitas empresas estão buscando profissionais mais experientes, sabendo que só com jovens não será possível atender os objetivos.”

Requalificar

Com diferentes gerações nas equipes, cada vez mais será necessário atualizar conhecimentos, frisa o presidente do Sindilojas.

Inclusão de conteúdos voltados ao desenvolvimento de habilidades técnicas está entre as soluções para elevar a qualidade dos futuros profissionais

RS tem o menor crescimento do PIB do país

“No varejo, funções antes que eram analógicas passam a ter mais sistemas. Caixa, crediário, estoque, venda, atendimento, entrega e gestão de pedidos passaram a exigir conhecimentos sobre plataformas, leitura de dados”.

Por vezes, o profissional que já está no mercado, diz Boreli, resiste a aprendizados. “Eu sempre fiz assim, não é agora que vou ter que mudar. Ouvimos bastante isso dos trabalhadores com mais tempo no mercado. É preciso enxergar que a reciclagem passa a ser uma exigência frente a um ambiente profissional cada vez mais dinâmico.”

Estado dividido

Outra barreira vista pelo setor

•

ENTREVISTA

LUCAS

SCHIFINO

“Daqui para frente, crescer vai depender cada vez mais de produzir melhor”

A Hora – O estudo mostra que o estado teve o menor crescimento econômico do país entre 2002 e 2023. O que explica esse desempenho?

Lucas Schifino – Para entender isso, aplicamos uma metodologia que decompõe o crescimento em três fatores. O primeiro é o crescimento populacional, ou seja, mais gente produzindo. O segundo é o aumento da proporção de pessoas trabalhando. O terceiro é a produtividade, que é a economia funcionando melhor.

tros estados e outros mercados.

– O estudo aponta gargalos em educação, infraestrutura e ambiente de negócios. Qual a relevância desses fatores?

empresarial está na dificuldade de construir consensos sobre projetos estratégicos. “Precisamos ter a capacidade de entendimento. Há muita litigância. Não conseguimos pensar de maneira coletiva para o desenvolvimento do estado”, realça o empresário do setor da construção Civil, Joni Zagonel.

O RS, diz, é mais resistente aos projetos, mais desconfiado sobre investimentos e preso a disputas internas. Essa postura interfere no ambiente de negócios e na imagem transmitida para fora, acredita o empresário.

Para ele, quando parte da sociedade reage de forma sistemática a empreendimentos, cria-se a percepção de que investir no Estado exige atravessar barreiras

O que o estudo revela é que a causa de crescermos menos não é apenas o fato de sermos um estado envelhecido ou de atrairmos menos pessoas. O ponto central é que a economia gaúcha não melhorou na mesma velocidade que a de outros estados.

– Quando se fala em produtividade, muitas vezes parece um conceito distante. Como isso aparece na vida real das empresas?

Schifino – É a capacidade de produzir mais e melhor com os recursos disponíveis. Isso aparece em tecnologia, em gestão, em infraestrutura, em educação, em qualificação da mão de obra e também no ambiente de negócios.

Quando uma empresa perde tempo com burocracia, isso afeta a produtividade. Quando uma estrada ruim encarece o frete, isso afeta a produtividade. Quando o trabalhador chega ao mercado com deficiências de formação, isso afeta a produtividade.

No fim, o efeito aparece na renda. Quando a produtividade cresce devagar, a economia gera menos renda e tem mais dificuldade de sustentar crescimento. A indústria sente isso de forma direta, porque compete com ou-

adicionais. A crítica não mira apenas legislações governamentais ou de entidades.

Reação

Como o RS enfrenta antes de outros estados os efeitos do envelhecimento e da perda do bônus demográfico, a pressão pode forçar mudanças mais rápidas em tecnologia, gestão, formação e novos modelos de produção, acredita Zagonel.

Schifino – São três frentes importantes. Na educação básica, os resultados até avançam, mas abaixo da média nacional. Como a educação pública forma a maioria dos trabalhadores, isso aparece depois na produtividade. Na infraestrutura, temos um déficit grande, resultado de décadas de subinvestimento. Esse é um preço que o Estado paga por problemas fiscais acumulados. Infraestrutura ruim aumenta custo, reduz eficiência e tira competitividade.

E há o ambiente regulatório. No diálogo com a Assembleia Legislativa, por exemplo, vemos a criação constante de regras, obrigações e dificuldades para a rotina das empresas. Toda vez que se cria uma dificuldade para uma empresa produzir, cria-se um gargalo de produtividade.

– Como avaliar o estudo e quais os caminhos para reverter essa tendência?

Schifino – O diagnóstico é duro, mas ele serve para orientar a discussão. O Rio Grande do Sul tem capital humano, empresas, tradição produtiva e capacidade de organização. Mas precisa melhorar a velocidade com que transforma isso em crescimento. A produtividade passa por decisões de longo prazo. Educação melhor, infraestrutura mais eficiente, ambiente de negócios mais simples, mais tecnologia e mais capacidade de adaptação das empresas. O ponto é entender que o modelo anterior perde força. Daqui para frente, crescer vai depender cada vez mais de produzir melhor.

“Os países que deram saltos de desenvolvimento fizeram isso por necessidade. Vimos isso no Japão, na Europa pós-guerra e em outras nações”. Para ele, o Estado precisa transformar o desconforto em decisão.

“A perda de dinamismo pode virar ponto de virada se empresas, governos e sociedade aceitarem mudar processos, acolher investimentos, qualificar trabalhadores e reduzir a cultura de impasse.”

diretor executivo do Instituto Fecomércio de Pesquisas (IFEP)
FOTOS FILIPE FALEIRO

Resiliência climática entra na pauta com foco em prevenção e adaptação

Debate reúne especialistas e gestores para elaborar documento com propostas aos futuros representantes estaduais e federais. Prevenção, habitação segura e fortalecimento da Defesa Civil aparecem entre as prioridades

As recorrentes enchentes e deslizamentos que atingem o Vale do Taquari colocaram a resiliência climática entre os principais temas do projeto Pensar Eleições 2026, iniciativa do Grupo A Hora que reúne especialistas e lideranças para construir um documento com demandas estratégicas aos candidatos nas eleições deste ano. O último painel da série debateu caminhos para reduzir os impactos dos eventos extremos, tendo como referência a experiência de Santa Catarina e os desafios enfrentados pelos municípios da região. Entre as propostas estão o fortalecimento da Defesa Civil, investimentos permanentes em prevenção, melhoria dos sistemas de monitoramento e políticas para retirar famílias das áreas de maior risco.

O coronel da reserva de Santa Catarina, César de Assunção Nunes, apresentou o modelo catarinense, considerado

Sul (CodeSul).

referência nacional. Segundo ele, a criação de uma Secretaria Estadual de Proteção e Defesa Civil deu autonomia administrativa e financeira para desenvolver políticas permanentes de prevenção. “O desastre não escolhe fronteiras. Por isso, os estados precisam atuar de forma integrada”, afirmou, ao defender uma participação mais intensa do Rio Grande do Sul no Conselho de Desenvolvimento e Integração

Nunes destacou que SC mantém orçamento anual específico para a Defesa Civil, investe em radares meteorológicos, barragens de contenção de cheias e programas de educação. Entre eles está o Defesa Civil na Escola, que pretende alcançar 100 mil estudantes até o fim de 2026. “A prevenção começa pela informação. Quando a população entende os riscos, ela responde melhor aos alertas.”

Novo cenário

No Vale do Taquari, os gestores destacaram que as

mudanças climáticas alteraram o comportamento das enchentes, tornando os eventos mais intensos e menos previsíveis.

Secretário de Segurança Pública de Lajeado, Paulo Locatelli lembrou que a Defesa Civil deixou de ser um setor secundário para assumir papel estratégico na administração pública. “Hoje é uma das áreas mais cobradas pela população e precisa estar preparada para responder rapidamente às emergências.”

Coordenador da Defesa Civil de Lajeado, Marcelo Maya afirmou que a região já contabiliza mais de 200 registros históricos de inundações, mas os eventos recentes demonstram

uma realidade diferente. “O aquecimento global mudou o padrão das cheias. Precisamos tomar decisões mesmo quando não existe uma certeza absoluta sobre o comportamento do rio”. Outro ponto levantado durante o debate foi a necessidade de desenvolver um modelo meteorológico brasileiro, adaptado às características geográficas do país. Para os participantes, a dependência de sistemas internacionais reduz a precisão dos alertas e dificulta o planejamento das ações preventivas.

Encantado e Roca Sales

A experiência de Encantado foi apresentada como exemplo de adaptação. O município reduziu significativamente o número de famílias em áreas vulneráveis por meio de programas habitacionais e também investiu em tecnologia para enfrentar as crises, com unidades de comunicação via Starlink, geradores de energia e a plataforma de inteligência artificial voltada à ampliação da capacidade de previsão das cheias.

Já em Roca Sales, o coordenador da Defesa Civil, Alexandre Gerhardt, alertou que os deslizamentos passaram a representar ameaça tão grave quanto as enchentes. “Os movimentos de massa hoje são um dos nossos maiores desafios. Precisamos de recursos disponíveis imediatamente quando ocorre um desastre.”

VALE DO TAQUARI
Último painel da série debateu caminhos para reduzir os impactos dos eventos extremos
Mateus Souza mateus@grupoahora.net.br
EDUARDO MARQUETTE

Consumidores de Estrela e Arroio do Meio aguardam

há semanas

pela instalação ou substituição de medidores

após abertura de protocolos

Moradores de Estrela e Arroio do Meio relatam demora para conseguir a ligação de energia elétrica em imóveis onde deveriam residir.

Os dois casos envolvem clientes da RGE que afirmam ter realizado os procedimentos solicitados pela concessionária, mas que permanecem aguardando a instalação ou substituição dos medidores de energia, conhecidos popularmente como “caixinhas de luz” ou relógios.

Em Estrela, o caso de Astor Winter, 46 anos, morador da Linha Wolf, começou ainda em maio. Ele possui um sistema de geração de energia solar e,

INSATISFAÇÃO

Moradores relatam demora da RGE para ligação de energia elétrica

segundo relata, identificou um problema relacionado à ligação com a rede elétrica. Após a análise da situação, a RGE teria solicitado

a substituição de um dos medidores. De acordo com Winter, o serviço depende da concessionária e,

desde então, foram realizados três protocolos para solicitar a execução do trabalho. Mesmo após meses de espera, a substituição do

equipamento ainda não teria sido realizada.

Prazo esgotado

A demora também é enfrentada pela moradora de Arroio do Meio Solange Nunes, 45 anos. A família foi atingida pela enchente em 2024 e, recentemente, ela conseguiu uma nova residência por meio do Aluguel Social. O imóvel está localizado na rua Visconde do Rio Branco. No dia 2 de julho, Solange encaminhou o pedido de ligação de energia elétrica e apresentou a matrícula do imóvel, conforme solicitado. Segundo ela, a previsão inicialmente informada pela concessionária era de até cinco dias úteis para a análise e realização do serviço.

O prazo, entretanto, passou e a ligação ainda não havia sido realizada. A situação preocupa especialmente porque Solange reside no imóvel com três netos, de 1, 5 e 9 anos. A família permanece na casa sem energia elétrica enquanto aguarda a conclusão do serviço.

Sem posição

A reportagem procurou a RGE para obter esclarecimentos sobre os dois casos, os motivos para os atrasos e os prazos previstos para a execução dos serviços. O espaço permanece aberto para manifestação da concessionária.

Solange e Winter: cidades diferentes, mesmo problema

Depois dos transtornos causados pelas inundações registradas nas últimas semanas, a rotina da população volta a normalidade. Por outro lado, o receio de novos eventos faz pessoas permanecerem nos abrigos e mantém o alerta na região

Em meio à retomada da normalidade no Vale, após as duas enchentes de julho, as comunidades se reestruturam ao mesmo tempo que a preocupação com novos eventos se mantém. Ainda que a previsão seja de volumes de chuva menores em relação as duas últimas semanas, a perspectiva de novos transtornos climáticos mantém o alerta na população. De acordo com informações da MetSul Meteorologia, há um episódio de vendavais esperado para o sábado, 1º. A projeção é de rajadas de vento que podem atingir os 100km/h na região. O comunicado aponta que o vento poderá causar queda de árvores, postes, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia e danos a estruturas.

Embora com a ressalva que o vento não esteja diretamente relacionado à chuva em um primeiro momento, a instabilidade retorna ainda no sábado. Ao longo das próximas semanas, até o dia 10, o acumulado de precipitação deve

PÓS-CHEIAS

Desabrigados intensificam retorno para casa, mas preocupação persiste

se aproximar dos 60mm, mas de forma mais distribuída. Na região de cabeceiras dos rios o volume deve ser menor, o que afasta a possibilidade de novas cheias.

Sobre a condição do Rio Taquari, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) previa o retorno ao nível rotineiro, abaixo da cota de atenção, ainda na sexta-feira, 31. A tendência, mantido o ritmo de recuo, é que no sábado as condições estejam normalizadas. No entanto, a entidade pondera que a projeção está baseada em modelos hidrológicos, mas que o cenário pode se alterar diante das chuvas previstas.

Em nota, a SGB reforça que “o monitoramento das chuvas, dos

níveis dos rios e da evolução das condições hidrológicas permanece contínuo para reavaliar as condições dos rios com base em novos dados hidrometeorológicos observados”.

Rotina de receio

Moradora do Centro de Lajeado há quatro anos, Liciane Caroline da Silva, 27, convive com a possibilidade de enchentes sempre à espreita. Ela conta que desde que foi morar na parte baixa da rua Alberto Torres, passou por pelo menos sete enchentes. Desta vez o apartamento não foi atingido pela

água, mas o medo é uma constante.

“Na primeira enchente eu fiquei ilhada, porque estava um andar acima. Como falaram que esta seria grande, vim para cá”, lembra, junto da filha de quatro anos.

A dificuldade para conseguir um lugar mais seguro, segundo ela, está no preço dos aluguéis, que impedem uma condição melhor.

Um ponto que leva esperança para a jovem é a inscrição para ganhar as casas destinadas pelo governo e poder sair da área de risco. “Isso não é vida, a gente

Ainda paira sobre as famílias o medo e o receio de uma nova inundação, mas aos poucos vão retornando para suas casas.”

não vive, né? Quando começa a enchente, fico com crise de ansiedade, não consigo dormir, não consigo comer direito. A neném tem ansiedade, fica nervosa”, diz.

A volta para casa

Com a perspectiva de normalização, iniciou o retorno das pessoas desabrigadas para casa. Cruzeiro do Sul e Arroio do Meio, por exemplo, já desativaram os abrigos. Outros municípios tratam o processo com mais cautela, mantendo acolhidas algumas das famílias que vivem em cotas mais próximas ao Rio Taquari.

Em Estrela, o objetivo é que até a próxima segunda-feira, 3, todas as famílias consigam deixar o abrigo no Centro Comunitário Cristo Rei, enquanto a equipe da Secretaria de Desenvolvimento Social auxilia quem precisa encontrar imóveis. Enquanto isso não ocorre, o ambiente passou por uma reorganização, com os espaços divididos com lonas para maior privacidade às famílias. Cerca de 100 famílias ocupavam os pavilhões do Parque do Imigrante, em Lajeado, até a sexta-feira, 31. Ainda na quinta as primeiras famílias começaram a sair do local, enquanto outras permanecem, pela possibilidade de chuva na semana que vem.

O retorno para casa se iniciou na quinta, mas se intensificou na sexta, quando Liciane Silva deixou o abrigo no Parque do Imigrante
JHON WILLIAN TEDESCHI

APRESENTADO POR:

O fôlego do professor que ensinou jovens a cantar o tradicionalismo

O instrutor de música Dério Marchi tem um fôlego de invejar qualquer garoto de 20 anos. Acostumado a tocar em bailes, o gaudério aposentado ensinou jovens a cantar e a dominar instrumentos, em Canudos do Vale.

andreia@grupoahora.net.br

Amúsica está presente na vida de Dério Marchi, 77, desde os tempos de guri. Conversador e bem-humorado ao receber visitas, ele segura a sanfona com a destreza de um músico experiente, apesar do reumatismo que fez com que diminuísse o ritmo.

Abre o fole com carinho e canta, com orgulho, as canções nativistas que tanto entusiasmaram os dançarinos de bailes passados.

Em Canudos do Vale, a população o conhece como “o professor”. Tocou nos grupos Sentinela,

Yankees e Garotos do Pampa. Tem a garganta afinada e fôlego para assobiar por horas. Fôlego também para ser voluntário musical.

Marceneiro de mão cheia, Dério lixa as madeiras de lei e dá os contornos das cadeiras e mesas onde os alunos sentam e treinam. E assim faz com a música. Ele diz: “Tudo tem de ser bem feito”. Começou a tocar acordeon aos 15 anos. Desde os anos 1980, faz o trabalho voluntário de levar a tradição às crianças: canto, gaita, violão. “Eu sentia aquela vontade de fazer algo para manter nossa história.” Além dos instrumentos, Dério ensinou a técnica vocal a vocalistas que iam até sua casa, em Canudos, para aprender a arte. Até hoje passa exercícios

de dicção pelo WhatsApp, a quem o chama. Calcula ter ensinado centenas de pessoas, dos 6 aos 80 anos, entre canto e instrumentos.

Paixão

pela tradição

O amor pela tradição vem de berço. Quando surgiram os grandes músicos gaúchos, ele se apegou ao canto tradicionalista.

Apaixonou-se pela história do RS, pelos costumes, pelas maneiras e pelo respeito por cultivar as raízes. Achava bonito e queria perpetuar esse

valor entre os mais jovens. “É muito lindo, porque a tradição mostra que temos disciplina e respeito.”

Ele então decidiu fazer uma catequese de música para a gurizada. Ensinou o básico inicialmente: violão, escaleta e o canto. Preparava os jovens para a primeira voz. “A gente fazia os ensaios aqui em casa e eu também ia às comunidades. Criamos corais e participamos de missa televisionada.”

Foram inúmeros Natais em que ele levou crianças para cantar para multidões. Na igreja, nos eventos e nas praças.

Andreia Rabaiolli
Em 2012, Dério transformou a garagem em centro de arte nativa e deu aulas a centenas
Nas paredes do centro de tradição, centenas de fotos registram o professor com artistas e alunos

O centro de arte nativa

Um dia, resolveu transformar a ferraria que existia na garagem da casa em um centro de tradições. Criado em 2012, o espaço nasceu para conservar a cultura gaúcha e virar um ponto cultural no município. Hoje é referência para colégios e tradicionalistas.

Nas paredes, centenas de fotos registram seu Dério tocando com artistas e alunos. Ali também descansa a gaita que foi companheira dele por 60 anos. É com ela que ele

Dério e a esposa Nadir, parceira de jornadas musicais: ela garantia o lanche

Percebi que as raízes da nossa história estavam se perdendo. Por isso, decidi ser voluntário tradicionalista.”

DÉRIO MARCHI, INSTRUTOR E TRADICIONALISTA

ensinava. “Essa é minha parceira”, diz, e olha para ela com gratidão. O centro de tradições é anexo à casa: foi sala de aula e palco de suas memórias. As crianças que ensaiavam ali tinham palestras, orientações sobre cultura e lanche assegurado. Boa parte dessa fartura saía do forno de Nadir, a esposa, de mão cheia para bolos de laranja. A habilidade ajudou a alegrar os estudantes que iam à casa treinar e cantar.

Para Dério, a música gaúcha tem valores, promove a disciplina e o comportamento ético. “Resolvi ser voluntário porque via que estava se perdendo muita coisa das nossas raízes, da nossa história.” Quando via seus alunos no encontro de arte tradicionalista, ENART, emocionava-se. “Era lindo demais.”

“Muitos se tornaram profissionais. Hoje, estão animando os

eventos, as celebrações das comunidades deles.”

Um tônico para a alma

ESCANEIE O QR CODE E ASSISTA A HISTÓRIA DE DÉRIO MARCHI

Dério pega o acordeon antigo e toca as melhores notas, relembrando os áureos tempos da escola. A música é um tônico para a alma, garante ele. Nadir, parceira de tantas jornadas, acompanha a cena com o chimarrão. A neta Mariana o ouve, orgulhosa do avô que faz escola no tradicionalismo. “Cantar é principalmente o mesmo que telefonar para Deus.”

O que Dério ensinou gratuitamente a gerações de músicos

Canto e técnica vocal

Violão

Escaleta

Acordeon

PARA ALÉM DO VALE

Produtos regionais ampliam mercados e fortalecem a economia

Azeite de Teutônia é o mais recente produto do Vale premiado fora do país

Premiações conquistadas por azeites, queijos e cachaças impulsionam cadeias produtivas, agregam valor à produção local e reforçam o Vale do Taquari como referência em alimentos de qualidade

Junior lautenir@grupoahora.net.br

VALE DO TAQUARI

Quando um produto regional conquista reconhecimento nacional ou internacional, o resultado vai além da propriedade rural ou da agroindústria. A premiação amplia mercados, fortalece cadeias produtivas, incentiva investimentos, e atrai consumidores.

O azeite elaborado no Sítio Colina das Caturritas, em Teutônia, premiado recentemente em concursos realizados na Itália e na Turquia, representa um dos exemplos desse movimento que reúne empreendimentos do Vale do Taquari em diferentes segmentos.

Para a economista, mestre em Desenvolvimento Regional e presidente do Codevat, Cíntia Agostini, esse processo tem

origem na própria formação socioeconômica da região.

Segundo ela, o Vale do Taquari se desenvolveu a partir de pequenas propriedades familiares, com forte valorização do trabalho, responsabilidade sobre o negócio e compromisso com a qualidade da produção.

“O comprometimento aparece tanto nas commodities quanto nos produtos artesanais. No leite, no frango e no suíno existem um padrão de qualidade reconhecido. Nos produtos de nicho, como azeites, queijos, vinhos e doces, esse cuidado aparece de forma ainda mais evidente.”

Cíntia afirma que uma premiação representa muito mais do que o reconhecimento de uma marca. O resultado projeta o Vale do Taquari para novos mercados e fortalece todos os segmentos envolvidos na produção.

“Quando um produto conquista um prêmio, ele qualifica toda a cadeia. O fornecedor de matéria-

Guia de produtos premium do Estado

marcas de outras regiões do Rio Grande do Sul produtos do Vale reconhecidos pelo Estado

50 de marcas reconhecidas pelo Sebrae,

10 são produtos do Vale do Taquari.

prima, quem produz embalagens, quem presta assistência técnica e quem comercializa também passa a fazer parte desse reconhecimento. Isso gera melhores negócios e fortalece a imagem da região.”

Ela destaca que consumidores de produtos premium procuram alimentos com origem conhecida, história e qualidade comprovada. Esse movimento amplia oportunidades para restaurantes, empórios especializados, mercados e também para o turismo, que incorpora esses produtos como atrativos ligados à identidade regional.

Reconhecimento impulsiona desenvolvimento

O fortalecimento de produtos com identidade local integra

A trajetória do azeite produzido no Sítio Colina das Caturritas começou há cerca de 14 anos durante uma viagem de Marco Antônio Fontana à Itália

Quando um produto conquista um prêmio, qualifica toda a cadeia. O fornecedor de matéria-prima, quem produz embalagens, quem presta assistência técnica e também quem comercializa.”

políticas do governo do Estado voltadas ao desenvolvimento econômico. A estratégia busca agregar valor à produção gaúcha, ampliar a competitividade das agroindústrias, manter renda nos municípios e incentivar cadeias produtivas ligadas ao meio rural. Além do retorno econômico, a valorização desses produtos preserva conhecimentos transmitidos entre gerações,

Foi na Itália que nasceu a ideia de plantar oliveiras. Lá participei da colheita e da extração do azeite. Quando voltei, comecei a transformar aquela experiência em um novo projeto.”

reduz a disputa baseada apenas em preço e cria diferenciais para pequenos empreendedores. A secretária-adjunta de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Mariela Portz, afirma que uma premiação internacional representa o reconhecimento da capacidade do Estado de competir entre os principais produtores mundiais de alimentos e bebidas.

MARCO ANTÔNIO FONTANA PROPRIETÁRIO DO SÍTIO COLINA DAS CATURRITAS
Lautenir
FOTOS LAUTENIR JUNIOR

“Quando um produto gaúcho recebe uma medalha, ele demonstra a capacidade da nossa região de produzir alimentos e bebidas que competem entre os melhores do mundo.”

Segundo Mariela, o azeite produzido em Teutônia representa anos de investimento em tecnologia, manejo, qualificação e busca por excelência. Ela lembra que a Secretaria mantém o programa Produtos Premium Origem e Qualidade RS, que certifica setores como azeite de oliva, carne bovina, carne ovina e cachaça.

“O selo gera confiança para o consumidor e valoriza toda a cadeia produtiva. Não reconhece apenas o produto final, mas todo o trabalho realizado até ele chegar ao mercado.”

Sabores do RS

No Sebrae RS, a valorização dos produtos ligados ao território também integra as ações de desenvolvimento regional. A gerente regional Liane Klein afirma que produtos com identidade local transformam características próprias de cada região em diferencial competitivo.

Em 2025, o Sebrae lançou o Guia Sabores Únicos do Rio Grande do Sul, reunindo 50 produtos premium. Cerca de 20% pertencem ao Vale do Taquari.

A entidade também acompanha projetos de Indicação Geográfica, o que amplia a competitividade e abre novos mercados para a produção regional. “Cada vez mais o consumidor procura produtos locais que contam sua história.”

Também na microrregião de Teutônia, as marcas queijaria Dorf, na Linha São Jacó, e a Cachaçaria Wille, em Poço das Antas, somam premiações

Produtos com identidade local transformam características próprias de cada região em diferencial competitivo.”

Caminho e perspectiva da produção do azeite

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O plantio de azeitonas na propriedade da família Fontana, na Boa Vista, em Teutônia, já soma anos desde o início da ideia

1

4,2 15 tonelada toneladas toneladas primeira safra safra atual meta da propriedade

Da experiência na Itália ao azeite de oliva premiado

A trajetória do azeite produzido no Sítio Colina das Caturritas começou há cerca de 14 anos durante uma viagem de Marco Antônio Fontana à Itália.

Ao visitar a casa de um fabricante de máquinas, o produtor participou da colheita de azeitonas no pomar da família. Depois acompanhou a extração do azeite em um frantoio e provou o produto recém-elaborado com brusquetas. A experiência despertou o interesse pelo cultivo das oliveiras.

“Foi na Itália que nasceu a ideia de plantar oliveiras. Participei da colheita, acompanhei a extração do azeite e provei o produto recém-feito. Quando voltei para Teutônia, comecei a estudar e adaptar a propriedade para transformar aquela experiência em um novo projeto”, diz. Hoje, a propriedade possui cerca de 30 hectares. Cinco deles são destinados ao cultivo de aproximadamente 1,3 mil oliveiras. O azeite Blend de

Campo reúne principalmente as variedades Arbequina, responsável por cerca de 70% da composição, Koroneiki, com aproximadamente 20%, além de outras cultivares em avaliação.

A produção cresceu ao longo dos anos. As primeiras safras registraram baixo volume. Até então, o maior resultado havia alcançado aproximadamente uma tonelada de frutos. Neste ano, o sítio colheu 4,2 toneladas de azeitonas, resultado atribuído às condições climáticas e ao manejo adotado.

O processamento ocorre na Azeite Milonga, em Triunfo. Após avaliação técnica e análise sensorial, o produto foi inscrito em concursos internacionais. O Blend de Campo conquistou medalhas de ouro na Itália e na Turquia e passou a receber procura de consumidores de diferentes regiões. Antes das premiações, a comercialização concentrava-se entre amigos e conhecidos. Agora, a família estrutura a ampliação das vendas e projeta alcançar 15 toneladas por safra.

O reconhecimento de produtos ligados ao território também aparece em outros empreendimentos da região. Em Teutônia, a Queijaria Dorf acumula medalhas no Concurso de Queijos Artesanais do Rio Grande do Sul e no Prêmio Queijo Brasil. Entre os destaques estão o queijo autoral Lavanda, vencedor nacional na categoria de maturados temperados, o Colonial Maturado e a linha Hundert Tage. A empresa também participa de feiras como Expointer, Expodireto e Expoagro Afubra.

Segundo o proprietário Jacson Klein, o diferencial está no controle de todas as etapas da produção. “Produzimos desde o alimento para os animais até o queijo pronto para o consumidor. ” Em Poço das Antas, a Cachaçaria Wille também soma premiações na Expointer com cachaças envelhecidas e cachaças prata. O licor de morango com pimenta tornouse um dos produtos de maior procura durante a Festa de Maio de Teutônia e ampliou a visibilidade da agroindústria.

Quando um produto gaúcho recebe uma medalha, ele demonstra a capacidade da nossa região de produzir alimentos e bebidas que competem entre os melhores do mundo.”

LIANE KLEIN

UMAS & OUTRAS

CIRCULANDO POR AÍ

Em números absolutos municípios maiores, com mais densidade demográfica e projeção político-econômica costumam concentrar as atenções.

É natural, devido às proporções, mas em números relativos a leitura da realidade objetiva dos fatos pode mudar muito.

Alguma tragédia climática que afete dez por cento de um centro urbano de um milhão de habitantes tem muito mais repercussão do que outra que afete cinquenta por cento de uma pequena comunidade de cinco mil pessoas, que também merecem as devidas atenções.

A PRINCESA

DAS PONTES

Com o devido respeito a todas as comunas diretamente atingidas pelas intempéries recentes, talvez caiba destacar que o bravo município de Muçum continua

SERVIÇO DE INUTILIDADE PÚBLICA

sendo a que mais precisa de apoio.

E justamente quando a autodenominada Princesa das Pontes sofreu e sofre com base em seus maiores troféus: travessia rodoferroviária do Taquari, viadutos da Ferrovia do Trigo, ponte da ERS-130...é uma bangornada atrás de outra!

Está no hino municipal e torcendo para assim continuar no futuro: “Venha de onde vieres, chegarás aqui. Por terra, viadutos, pontes, ou pelo Taquari”. Relembrando tempos de infância e de mui gratas lembranças por ali vividas: que não falte coragem pra resiliência e reconstrução.

FORTES E LIVRES

Essa história é antiga, já passa de cem anos. O Esporte Clube Fortes e Livres foi criado em 1916, cuja denominação foi inspirada numa citação de Giuseppe Garibaldi durante a Revolução

Do jeito que a coisa vai, não vai ou pelo menos não acaba bem. Qual instituição vai sobrar com alguma credibilidade nesse entrevero? E quem inventou de gerar relevantes protagonismos políticos de “deseleitos” na ordem do dia?

Pelo jeito qualquer autoridade constituída pode disparar seus cartuchos para algum determinado lado, conforme seja convenientemente acionada, sempre cobertos pelo manto dito constitucional e do tal Estado Democrático de Direito. Hoje em dia não se pode e nem se deve mais citar apenas a “Justiça”, o STF, MPF, PF, TCU e tutti quanti como referência absoluta, é preciso analisar qual ou quais os operadores ou grupos específicos atuando em cada instituição republicana.

Como a coisa chegou nesse nível de desconfiança são outros quinhentos, mas até em respeito à grande e respeitável maioria silenciosa que atuam nesses importantes órgãos de estado, sempre com muito espírito público: favor não generalizar, muito menos em primeiras, segundas e até determinadas terceiras instâncias.

Farroupilha: “preciso de homens fortes e livres!”

Hoje em dia, para ser politicamente correto e também justo com a história, certamente Garibaldi incluiria as mulheres e sua valorosa Anita. Eram outros tempos e afinal no meio da peleia e de entreveros brabos a “sina” não mudou muito: primeiro se protege crianças e mulheres.

MALHANDO EM FERRO QUENTE

Bom saber que vai acontecer um evento focado no turismo regional e até estadual lá pelas bandas de Venâncio Aires, a Turisvales.

Iniciativas semelhantes já aconteceram por essas bandas no passado e muito bem sucedidas por sinal, pelo menos em duas edições.

Que cresça e reapareça, porque é rara com esse foco no estado, se é que existe.

O Império das Narrativas (duplo com) Me Enrola Que Eu Gosto!

Falhas na comunicação...

Nôno voltando do armazém, trazendo seis pães. A nona berra na roda:

- Falei para tu trazer doze pães!

- Sim, tu falou prá pegar doze, mas se também tivesse ovos era para trazer seis!

- E aí?

- Não tinha ovos...

ARTIGO

MARCOS

Cinco perguntas para Muammar Gaddafi

“Se Hussein (da Jordânia) não tivesse entrado em guerra em 1967, a Cisjordânia estaria sob seu controle. Se Hafez al-Assad não tivesse entrado em guerra, as Colinas de Golã pertenceriam à Síria. Se Gamal Abdel Nasser não tivesse entrado em guerra em 1967, o Deserto do Sinai e a Faixa de Gaza estariam sob seu controle.”

Golda Méier, ex-primeira ministra de Israel.

Em 1969, Muammar al-Gaddafi subiu ao poder na Líbia através de um golpe militar, depondo o rei Idris. Controverso, ele governou a Líbia com mão de ferro até sua morte em 2011.

A ideologia política de Muammar Gaddafi, muitas vezes referida como Gaddafismo ou a Terceira Teoria Internacional, era uma mistura de nacionalismo árabe, socialismo islâmico e democracia direta. Descrito em seu Livro Verde, rejeitou tanto o capitalismo ocidental quanto o comunismo soviético, defendendo um “Estado das Massas” sem estado e antiimperialista (Jamahiriya).

Em 2008, na reunião da cúpula árabe, em um discurso improvisado e forte, Kadafi criticou a falta de união e a inação dos governos árabes. Dezoito anos depois ainda vale a pena ouvi-lo.

A Palestina consiste apenas na Cisjordânia e na Faixa de Gaza? “Se sim, significa que os israelenses não a ocuparam em 1948. Eles (os israelenses) a deixaram para vocês (árabes) por vinte anos, então por que vocês não estabeleceram um estado palestino? A Faixa de Gaza não fazia parte do Egito e a Cisjordânia não fazia parte da Jordânia? Os judeus os deixaram para vocês por vinte anos,de 1948 a 1967. Se essa é a Palestina, por que vocês não estabeleceram um estado lá? Qual é a justificativa para todas as guerras, os sacrifícios e o embargo econômico a Israel antes de 1967? Os israelenses podem processar os árabes agora e exigir bilhões ou até trilhões em compensação pelos danos causados a ele”

Como eram as negociações no início do estado de Israel (1948)?

“Os judeus costumavam dizer: “Reúnam-se conosco apenas uma vez para negociações diretas, e resolveremos essa questão.” É o que eles costumavam dizer nas décadas de 1950 e 1960. Eles costumavam dizer: “Por favor, árabes, sentem-se conosco apenas uma vez, e nosso problema acabará.”

Os países árabes são expansionistas?

“Nós, árabes, nunca ocupamos nenhum país. Bem, ocupamos a Andaluzia injustamente (em 711 d. C), e eles nos expulsaram, mas desde então, nós, árabes, não ocupamos nenhum país. São nossos países que estão ocupados. A Palestina está ocupada, o Iraque está ocupado, e para as ilhas dos Emirados Árabes Unidos... Não é do interesse dos árabes que a hostilidade se desenvolva entre eles e o Irã, a Turquia ou qualquer uma dessas nações. De forma alguma é do nosso interesse virar o Irã contra nós. Se realmente houver um problema, devemos decidir aqui encaminhar essa questão para a Corte Internacional de Justiça. “ Qual é a razão para a invasão e destruição do Iraque e para a morte de milhões de iraquianos?

“Que nossos amigos americanos respondam a essa pergunta: Por que o Iraque? Qual é a razão? Bin Laden é iraquiano? Não, ele não é. Aqueles que atacaram Nova York eram iraquianos? Não, eles não eram. Aqueles que atacaram o Pentágono eram iraquianos? Não, eles não eram. Havia armas de destruição em massa no Iraque? Não, não havia. Mesmo que o Iraque tivesse armas de destruição em massa - Paquistão e Índia têm bombas nucleares, e também a China, a Rússia, a Grã-Bretanha, a França e os Estados Unidos. Todos esses países devem ser destruídos? Tudo bem, vamos destruir todos os países que têm armas de destruição em massa.”

Como é o mundo árabe?

“Somos inimigos uns dos outros, lamento dizer. Todos nós nos odiamos, nos enganamos, nos alegramos com a desgraça uns dos outros e conspiramos uns contra os outros. Nossas agências de inteligência conspiram umas contra as outras, em vez de nos defender contra o inimigo. Somos inimigos uns dos outros, e o inimigo de um árabe é o amigo de outro árabe. Se ao menos usássemos essa ferocidade contra o inimigo.”

Rodeio do Piquete Morro Santo projeta mais de 8 mil pessoas em Lajeado

Evento iniciou nessa sexta-feira com show de Baitaca e Jonathan Pacheco. Programação segue até domingo, com provas campeiras, retorno da gineteada, atrações musicais e premiação de até R$ 9 mil

LAJEADO

OParque do Piquete Morro Santo, em Lajeado, recebe neste fim de semana a oitava edição do Rodeio do Piquete Morro Santo. Consolidado como um dos principais encontros tradicionalistas da região e do estado, o evento deve reunir mais de oito mil pessoas ao longo dos três dias de programação, com competidores de diversas regiões do Rio Grande do Sul, provas campeiras, shows e atrações para toda a família.

A abertura oficial, na sexta-feira, 31, foi marcada pelo show de Baitaca, seguido da apresentação de Jonathan Pacheco. No sábado, 1º, a programação musical

continua com os shows do Grupo Levada e da banda Tchê Chaleira.

De acordo com a organização, a expectativa é de grande público durante todo o fim de semana no Parque de Eventos Rogério Henz. “Esperamos cerca de oito mil pessoas. Se chover, que seja pouca chuva, mas estamos preparados para receber o público com conforto”, afirma o capataz do rodeio, Ricardo Paludo.

Entre os destaques das competições está a Taça Morro Santo, que distribuirá R$ 9 mil em premiações, divididos entre as categorias A, B e C, com R$ 3 mil para cada força.

Modalidades

A programação campeira contempla diversas modalidades de tiro de laço, como Laço Dupla, Laço Quarteto, Laço Quarentão e o tradicional Duelo das Prendas, que deve reunir entre 60 e 70 competidoras, reforçando a participação feminina nas provas. As atividades iniciam às 8h no sábado e no domingo, com classificatórias no primeiro dia e finais no encerramento do evento.

Outra novidade desta edição é o retorno da gineteada ao rodeio. A prova terá classificatória na noite de sábado, com a participação de

25 ginetes, enquanto a grande final ocorre no domingo na pista principal. A modalidade resgata uma tradição importante do meio campeiro.

Melhorias no parque

Para receber visitantes e competidores, a organização investiu em melhorias na infraestrutura

Estamos há mais de 30 dias trabalhando na preparação do parque para oferecer uma estrutura adequada e receber bem todos os visitantes.”

do parque. Foram instalados pavilhões cobertos, reforçada a drenagem da pista, ampliada a iluminação e disponibilizados banheiros públicos e químicos. O espaço também contará com praça de alimentação, expositores e segurança com mais de 30 profissionais, além de um pavilhão fechado. “Estamos há mais de 30 dias trabalhando na preparação do parque para oferecer uma estrutura adequada e receber bem todos os visitantes”, ressalta Paludo.

O rodeio reúne participantes do Vale do Taquari, Vale do Rio Pardo, Serra Gaúcha e de outras regiões do Estado.

Semana Farroupilha é cancelada após decisão conjunta

Comissão Organizadora, administração municipal e câmara de vereadores definiram em consenso pelo cancelamento da edição de 2026

MUÇUM

A 35ª Semana Farroupilha de Muçum, prevista para acontecer em setembro deste ano, foi cancelada. A decisão foi construída em conjunto entre a Comissão Organizadora, a Administração Municipal e a Câmara de Vereadores, após uma avaliação do momento vivido pelo município e das prioridades para as próximas semanas e meses.

Antes do anúncio oficial, a decisão foi apresentada aos proprietários das barracas em reunião realizada nesta quinta-feira, 30. O encontro teve como objetivo explicar os motivos que levaram ao cancelamento e reforçar que a definição foi tomada de forma coletiva, considerando a realidade do município.

Nas últimas semanas, Muçum mobilizou grande parte de sua estrutura para atender às demandas provocadas por dois eventos climáticos registrados em um curto espaço de tempo. Segundo o secretário de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, Wagner Deconto, a decisão está diretamente ligada à necessidade de manter as equipes dedicadas às demandas atuais do município.

“Nas últimas semanas, nossas equipes estiveram envolvidas em diversas frentes de trabalho, desde o atendimento às famílias até a recuperação de acessos e da infraestrutura do município. A montagem da estrutura da Semana Farroupilha exige tempo, equipamentos e servidores, e entendemos que neste momento esses esforços precisam permanecer voltados às necessidades da comunidade”, afirmou o secretário. Além da disponibilidade das equipes, também pesaram na decisão a interdição da ponte da ERS-129, que impacta a mobilidade regional, e a previsão de um período de maior instabilidade climática nos próximos meses. Para o presidente da Comissão Organizadora, Fabrício Scottá, a

dos

decisão foi tomada com responsabilidade e pensando no interesse coletivo. “Entendemos que neste m omento, o mais responsável é

concentrar nossos esforços nas demandas da população, para que possamos voltar a realizar a nossa Semana Farroupilha com toda a dedicação que ela merece”, ressaltou o presidente da Comissão.

Toda a programação ocorre no Parque de Eventos Rogério Henz
CICERO COPELLO
DIVULGAÇÃO
Um
motivos que pesou na decisão foi a interdição da ponte da ERS-129

Novo chefe assume comando de delegacia da PRF em Lajeado

Roger Lemos comanda a unidade desde a quinta-feira, 30

LAJEADO

Após publicação de Portaria no Diário Oficial da União, o policial Roger Lemos assumiu oficialmente, nessa quinta-feira, 30, a chefia da 4ª Delegacia da Polícia Rodoviária Federal, em Lajedo. Lemos assumiu o lugar do inspetor Marcos César Barboza, que exercia a chefia desde setembro de 2023 e que agora passará a desempenhar outras funções na corporação.

Natural de Nova Santa Rita, Lemos possui dez anos de carreira na PRF, tendo exercido anteriormente a chefia da Divisão de Pronta Resposta Federal da PRF, em Brasília, além de já ter atuado no Serviço de Operações na Superintendência da PRF do Rio

Grande do Sul, período em que trabalhou nas ações de prevenção e enfrentamento da tragédia climática de 2024.

O novo chefe é bacharel em Direito, além de possuir especialização em Pedagogia pela PUC -RS, e em Operações Especiais e

Intervenção em Crises, estas duas últimas pela Universidade Corporativa da PRF.

Antes de ingressar na PRF, ele também já atuou por 10 anos na Brigada Militar, no município de Porto Alegre, onde foi instrutor de mergulho e salvamento aquático

no Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul.

Sobre a corporação

A 4ª delegacia da Polícia Rodoviária Federal em Lajeado tem circunscrição nas BRs-386,

entre os quilômetros 199 (divisa de Santo Antônio do Planalto e Vitor Graeff) e 439 (divisa entre Nova Santa Rita e Canoas), e 470 (trecho sul) entre os quilômetros 321 e 340 em Triunfo. Além disso, atua em áreas e assuntos de interesse da União.

Futura sede

Um dos desafios do novo comandante será acompanhar o avanço nos trâmites para a construção da nova sede da PRF em Lajeado. Desde 2024, o órgão federal está instalado em uma estrutura provisória às margens da BR-386, no bairro Imigrante, após a demolição da antiga sede por conta das obras de duplicação da rodovia.

Pelo contrato de concessão, está prevista a construção de um novo espaço no quilômetro 338,7, próximo à divisa com Forquetinha. O projeto arquitetônico já foi elaborado com participação da PRF, que contribuiu com informações técnicas para garantir que a futura estrutura atenda às demandas da corporação. No entanto, ainda não há data oficial para o início das obras.

Sede atual da PRF está localizada no bairro Imigrante
ARQUIVO A HORA

CIC Teutônia aproxima candidatos ao Piratini do empresariado

Encontros buscam aproximar empresários das propostas para o Rio Grande do Sul e apresentar demandas prioritárias do Vale do Taquari

Prioridades

TEUTÔNIA

ACâmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) Teutônia dará sequência ao ciclo de almoços empresariais com os principais pré-candidatos ao governo do Rio Grande do Sul. A iniciativa, organizada pela Diretoria de Serviços da entidade, busca criar um espaço de diálogo

entre o setor produtivo e os postulantes ao Palácio Piratini, além de apresentar as principais demandas do Vale do Taquari. A programação teve início em 21 de julho, com a participação do ex-prefeito de Guaíba Marcelo Maranata (PSDB). Os próximos encontros já confirmados serão com Juliana Brizola (PDT), no dia 7 de agosto, e com o vicegovernador Gabriel Souza (MDB), em 14 de agosto. A entidade ainda aguarda a confirmação da participação do deputado federal

Em cada encontro, a CIC entrega aos pré-candidatos a Agenda de Prioridades Eleições 2026, documento construído a partir das contribuições de empresários e lideranças regionais. O material reúne reivindicações consideradas estratégicas para o desenvolvimento do Vale do Taquari e para a melhoria do ambiente de negócios. Entre os temas apresentados estão investimentos em infraestrutura logística, ampliação da capacidade da saúde regional, fortalecimento da educação e da

As reuniões-almoço ocorrem na sede da CIC, às 11h45, sob o valor de R$ 90 para não associados e R$ 75 para associados. Reservas devem ser feitas pelo (51) 9 9250-1992.

inovação, além de ações voltadas à competitividade das empresas e à resiliência dos municípios. Também fazem parte da pauta a conclusão da Ponte dos Vales, a duplicação da ERS-130 e da RSC-453, a implantação de uma Unidade de Terapia Intensiva, a consolidação do Polo de Saúde de Teutônia, melhorias em rodovias estaduais, a retomada do frigorífico de suínos de Poço das Antas e políticas públicas de incentivo ao desenvolvimento regional. O presidente da CIC Teutônia,

Jairo Sperotto, afirma que a entidade procura garantir um espaço democrático para que o empresariado conheça as propostas dos principais nomes que disputarão o governo estadual.

“Nosso papel é aproximar o setor produtivo dos précandidatos e apresentar, de forma organizada, as demandas construídas pela região. Queremos que quem pretende governar o Estado conheça as prioridades do Vale”, destaca.

Luciano Zucco (PL).

Estado entrega dez moradias a famílias atingidas pela enchente de 2024

Vítimas receberam oficialmente, na tarde desta sexta-feira, 31, as chaves das novas residências

MARQUES DE SOUZA

Dez famílias de Marques de Souza receberam oficialmente nesta sexta-feira, 31, novas residências, após serem atingidas

pelas cheias de maio de 2024. “Muito gratificante. Depois de todos os traumas que a gente viveu, receber as casas e com qualidade é gratificante. Eu estou muito feliz na minha casa nova”, comemora Clair Haas, que é uma das contempladas.

As casas foram construídas por meio do programa estadual

A Casa é Sua – Calamidades, financiado pelo Governo do Estado, por intermédio da Secretaria Estadual de Habitação e Regularização Fundiária (Sehab).

A iniciativa tem como objetivo oferecer moradia às famílias que perderam suas residências em decorrência dos eventos climáticos extremos que atingiram o Rio Grande do Sul. “Essas casas estão sendo entregues às vítimas das enchentes de 2024. Foi uma força tarefa do governo com o município. Esse é um projeto que neste momento está sendo concluído para que eles possam ter um novo projeto de vida”, comenta Valdener Mendes, diretor da Secretaria de Habitação do Estado.

Para o prefeito em exercício de Marques de Souza, Lairton Heineck, a entrega é um alívio. “São famílias que saem da zona de risco, estão longe da água e com expectativa nova de futuro”, diz. O investimento é de R$ 1,5 milhão e as dez casas ficam no no loteamento Morada do Vale, no bairro Cidade Nova. Cada unidade possui 50 metros quadrados de área construída, distribuídos em sala de estar, cozinha, banheiro e dois dormitórios.

HOSPITAL MOINHOS DE VENTO

Projeto Recomeçar ultrapassa 900 atendimentos a vítimas da enchente

Iniciativa via PROADISUS alcança 19 municípios e já soma 94 protocolos de atendimento finalizados, com nova expansão de equipe prevista para agosto

Oprojeto Recomeçar RS, promovido pelo Hospital Moinhos de Vento por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), atingiu a marca de 917 sessões de apoio psicológico finalizadas. Voltado à recuperação emocional das populações atingidas pelas enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul, o projeto já conta com 94

Atuação de campo já abrange 19 municípios gaúchos

pessoas que concluíram o ciclo completo de atendimento psicológico e 182 participantes que iniciaram o acompanhamento.

A atuação de campo já abrange

19 municípios gaúchos. O fluxo de atendimento começa com a busca ativa e a identificação de pessoas com sintomas de ansiedade, depressão e estresse pós-traumático

nas comunidades, trabalho que já contabiliza 575 triagens finalizadas. A população interessada pode se inscrever no site.

A metodologia do Recomeçar RS inclui um rastreamento ativo da população afetada, com aplicação de questionários para identificar sintomas de ansiedade, depressão e estresse pós-traumático, além de coletar informações sobre determinantes sociais de saúde. A partir dessa triagem inicial, as pessoas que apresentarem sintomas serão convidadas a participar de um programa estruturado de apoio psicológico baseado em evidências, com sete encontros semanais que utilizam um protocolo da Organização Mundial da Saúde.

Expansão e capacitação

Para sustentar a meta de levar atendimento às comunidades mais vulneráveis, a iniciativa investe na ampliação contínua

de sua rede de apoio local. A operação conta atualmente com 8 supervisores treinados e 18 facilitadores capacitados.

Além dos atendimentos diretos, o projeto também oferecerá um curso on-line de capacitação para profissionais de saúde, focado no cuidado em saúde mental em contextos de desastre. Na quarta-feira, 29, uma nova etapa de formação técnica foi iniciada com o objetivo de capacitar mais 30 facilitadores ao longo do mês de agosto, ampliando a capacidade de atendimento do projeto para os próximos meses.

O psiquiatra do Hospital Moinhos de Vento e coordenador da iniciativa, Christian Kieling, ressalta a relevância da metodologia aplicada nas comunidades. “O protocolo oferece uma abordagem de curta duração e com base em evidências internacionais. É uma ferramenta prática para ajudar as pessoas a gerenciarem o estresse e a lidarem com o impacto psicológico do pós-desastre, além de ser uma oportunidade fundamental para estruturarmos estratégias de cuidado em saúde mental no Brasil”, comenta.

Com previsão de duração de dois anos, o Recomeçar RS une assistência, educação e geração de conhecimento para subsidiar futuras políticas públicas de saúde mental em situações de emergência climática.

DIVULGAÇÃO

O carro com o teto removível Fragmento de

Conterrâneo de Camões

Termo de Ajustamento de Conduta (abrev.)

Animação (fig.) Brilhar; cintilar

Sistema político no qual coexistem diversos partidos A 9ª letra do alfabeto

A cidade dos objetos gigantes (SP) Estabelecimento onde se tingem tecidos

Relativa à idade (?) abaixo: desabar

Lente Social

Livro celebra a trajetória de Nestor Heineck

livro da Bíblia Ferramenta do coveiro (pl.)

Átomo, em inglês

Primeiro elemento de uma série Motivo de desgaste do lápis

Solução

Para celebrar os 35 anos de história, a Docile, uma das maiores fabricantes de guloseimas do mundo, realizou um encontro com imprensa e parceiros na sede da empresa na terça-feira, dia 28. Para deixar a data ainda mais marcante e um significado ainda maior, lançaram o livro “A força da gentileza – Vida e Obra de Nestor Heineck”, que resgata a trajetória do patriarca da família e fundador da empresa. Na foto, registro da família Heineck.

Áries – Cuide de si e desacelere. Organize a casa, fortaleça laços familiares e o amor pode surpreender.

Touro – Amigos e novas conexões movimentam o dia. Apoio da família favorece mudanças na carreira e no lar.

Gêmeos – Viagens, cultura e novas experiências inspiram projetos. Renove ideias e fortaleça os vínculos familiares.

Câncer – Planeje investimentos e pense no futuro. Boa proposta profissional pode surgir; comunicação em alta.

Leão – Amplie horizontes, estude e compartilhe ideias. Conversas importantes abrem portas para novos caminhos.

Virgem – Reavalie prioridades e organize as finanças. Mudanças positivas fortalecem a segurança e relacionamentos.

Libra – Parcerias ganham força. O diálogo favorece acordos, aproxima pessoas e impulsiona projetos.

Escorpião – Organize a rotina e cuide da saúde. O trabalho rende mais com foco e disciplina.

Sagitário – Criatividade, romance e diversão marcam o dia. Aproveite para viver bons momentos.

Capricórnio – Mudanças ficam mais claras. Oportunidades, viagens e boas conversas ajudam nas decisões.

Aquário – Resolva pendências e amplie contatos. O dia favorece negociações, estudos e oportunidades.

Peixes – Valorize seus talentos e cuide das finanças. Confiança abrirá espaço para novas conquistas.

Feira consolida município como destino de turismo e sabores

A 7ª Feira Gastronômica – Sabores de Arroio do Meio movimentou grande público na cidade e consolidou o município como destino de turismo e sabores. O evento ocorreu nos dias 25 e 26 de julho, na Rua de Eventos e Praça Flores da Cunha, e

com mais

de 30 expositores, atrações culturais, musicais e espaços dedicados ao turismo local. A feira foi promovida pela administração municipal, com o propósito de valorizar a gastronomia, a cultura e o empreendedorismo local. Nas fotos, alguns registros.

Lisi Costa Leila Franz
contou
CAROLINA LEIPNITZ/DIVULGAÇÃO
Anelise Feil, Diane, Daiane e Dilson Henicka
Princesa Cíntia Aislin Ferreira, rainha Daniela Branchi e princesa Thaís Bruissman
Ricardo, Isolina, Nestor, Fernando e Alexandre Heineck
Maria Luisa Dalpian Villa Rainha Infantil da Expointer, Maica Viviane Gebing coordenadora do evento e os símbolos da feira Toss Mann e Toss Frau

Certel anuncia reajuste tarifário a partir de agosto

contrato de permissão

Haverá incremento médio de 21,86% nas contas dos consumidores da cooperativa

Apartir de agosto, os associados da Certel irão perceber uma variação no valor pago pela energia elétrica, fruto da revisão tarifária determinada na quinta-feira, 30, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O reajuste ocorre anualmente e visa garantir o equilíbrio econômico-financeiro do contrato de permissão, e pode resultar em aumento ou redução na conta de energia, dependendo de fatores como variações nos custos de energia e mudanças regulatórias. Neste caso específico, haverá um incremento médio de 21,86%,

atribuído principalmente à instabilidade vivida por grandes comercializadoras de energia elétrica que solicitaram recuperação judicial, à elevação nos custos de transporte e conexão com a rede da concessionária supridora e ao aumento dos encargos do setor elétrico, fatores que resultaram nesse aumento. Outro aspecto é a insuficiência da infraestrutura de transmissão que, muitas vezes, impede que a energia mais barata, produzida em outras regiões, chegue ao Sul, tornando necessário o despacho de usinas térmicas, de maior custo. As oscilações do dólar e do petróleo, até em razão das guerras atuais, também influenciam os custos do setor.

Abaixo da média

Vale ressaltar que a maior parte desse acréscimo não fica com a cooperativa, mas serve para cobrir tributos, encargos setoriais e despesas de permissão, pois o reajuste dos serviços de operação e

ERINEO JOSÉ

DA

Continuaremos dedicados e muito atentos em sempre oferecer uma energia de qualidade e venha a atender com agilidade e segurança às demandas dos nossos associados”

manutenção que fica com a Certel é de apenas 4,12%.

“Apesar desta alta, a tarifa praticada pela Certel ainda deve permanecer cerca de 6% abaixo do valor cobrado pelas demais distribuidoras. Continuaremos dedicados e muito atentos em sempre oferecer uma energia de qualidade e que venha a atender com agilidade e segurança às demandas dos nossos associados, reafirmando nosso compromisso com a eficiência operacional, a gestão responsável dos recursos e a busca permanente por soluções que minimizem os impactos desses fatores aos associados”, observa o presidente, Erineo José Hennemann.

Reajuste ocorre anualmente e visa garantir o equilíbrio econômicofinanceiro do
DIVULGAÇÃO

DIVISÃO DE ACESSO

LAJEADENSE INICIA MAIS UMA CAMINHADA RUMO À ELITE GAÚCHA

Em sua décima temporada consecutiva na Série

A2, Alviazul estreia em casa, diante do Pelotas neste domingo

Caetano Pretto caetano@jornalahora.net.br

Ajornada do Clube Esportivo Lajeadense para chegar à elite do futebol gaúcho começa mais uma vez. Pelo décimo ano consecutivo, o Alviazul disputa a Divisão de Acesso em busca da sonhada primeira divisão. A estreia é neste domingo, contra o Pelotas, na Arena Alviazul, às 15h30min. A Rádio A Hora transmite o confronto. No ano passado, o sonho do acesso acabou nas quartas de final, quando foi eliminado para o Aimoré. Por cinco vezes, o clube chegou até a semifinal e ao jogo do acesso.

Assim como nos últimos anos, o Lajeadense precisa se desdobrar para montar um time competitivo. Conta com figuras conhecidas da torcida, como o técnico Serginho Almeida, o zagueiro Diego Clemente, os laterais Léo Medeiros e Christian, o volante Júlio César e os atacantes Cadinho e Gian Luca Almeida. Entre os jogadores identificados com a região, estão o zagueiro Marco, ou “Marquinhos”, como é conhecido. Natural de Cruzeiro do Sul, o jogador atuava no futebol amador no primeiro semestre e agora embarca na experiência profissional. No ataque, uma das opções é Eliéser, de Lajeado, e que aos 35 anos atuará pelo clube pela

Experiente Júnior Viçosa é o grande nome do Lajeadense para a disputa da Divisão de Acesso

primeira vez.

O grande destaque do time é Júnior Viçosa, de 37 anos. O atacante ganhou notoriedade quando jogou no Grêmio, entre 2010 e 2011. No total da carreira, marcou cerca de 200 gols.

Para a estreia, o possível time tem: Railson; Pedro Henrique, João (Marco), Kevin e Christian; Julio Cesar, Thauan e Eliú; Cadinho, Da Silva e Júnior Viçosa.

INGRESSOS A PARTIR DE R$ 10

Os ingressos antecipados custam R$ 10 para a arquibancada geral, R$ 30 para a arquibancada

na Divisão de Acesso.

AGENDA

social e R$ 50 para as cadeiras. Crianças de até 12 anos têm entrada gratuita.

Os torcedores podem adquirir os ingressos antecipadamente de forma online através do site Eleven Tickets ou nas lojas DMF Esportes do Centro e do Lajeado Shopping. No dia da partida, os bilhetes também estarão disponíveis na bilheteria da Arena Alviazul pelos mesmos valores.

PELOTAS FORTE

O Lobo optou por não jogar a Copinha para concentrar investimentos no acesso. A equipe é comandada pelo ex-treinador do Lajeadense, Daniel Franco, de sucessos recentes

A equipe iniciou a pré-temporada no dia 1º de julho e teve o acréscimo de outros jogadores ao longo do mês. Cinco atletas vieram do São Luiz após a eliminação da equipe de Ijuí na Série D do Brasileirão: Lucas Hian, Lucas Hulk, Mauri, Brandão e Thiago André. A presença dos cinco é dúvida para domingo, pois eles chegaram nesta semana.

O provável time titular tem: Milton Raphael; Adson, Cristian Lucca, Júlio Nascimento e Fabinho; Lucas Hulk, Geovane e Vitor Oliveira; Mauri (João Lenger), Thiaguinho e Lucão (Thiago André ou Brandão).

MODELO DE DISPUTA

O Gauchão Série A2 tem grupo e turno únicos na primeira fase.

Divisão de Acesso

1ª Rodada Sábado

15h – Santa Cruz x Glória

15h – Gramadense x Veranópolis 17h – Esportivo x Guarani

Domingo

15h – Brasil de Farroupilha x Aimoré

15h – Brasil de Pelotas x Gaúcho

15h – Passo Fundo x Apafut

15h – União Frederiquense x Bagé 15h30min – Lajeadense x Pelotas

Os 16 times jogam 15 rodadas, totalizando 120 jogos na fase classificatória. Os oito melhores se classificam às quartas de final, repetindo a fórmula de 2025. Os dois últimos colocados serão rebaixados para o Gauchão Série B 2027. As quartas de final, semifinais e finais serão disputadas em jogos de ida e volta.

Serginho Almeida é novamente o comandante do Alviazul FOTOS
AMORIN/DIVULGAÇÃO

DOMINGO DE MATA-MATA

ENTRE A PRESSÃO

E A ESPERANÇA

Dupla GreNal

volta atenções à Copa do Brasil

Em meio à luta contra o rebaixamento no Brasileirão, a dupla GreNal muda o foco para retomar a disputa da Copa do Brasil. Caso avancem, cada um embolsa R$ 4 milhões.

Os dois entram em campo neste domingo, 2, nas partidas de ida das oitavas de final. O Grêmio visita o Mirassol, no interior paulista, enquanto o Inter recebe o Corinthians, no Beira-Rio.

O Colorado vem de um empate com boa atuação diante do Flamengo na última rodada do Brasileirão. Mais uma vez jogando em casa, Paulo Pezzolano deve manter a equipe que jogou a última partida. O jogo ocorre às 19h30min.

O goleiro Rochet e o volante Thiago Maia, lesionados, seguem fora. Assim como o zagueiro Victor Gabriel, que foi punido pelo Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pela falta em Gabriel Pec, meia do Cruzeiro, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro.

O provável Inter para o jogo tem: Matheus Cunha; Bruno Gomes, Mercado, Maripán e Matheus Bahia; Villagra, Bruno Henrique, Vitinho e Bernabei; Alan Patrick e Carbonero.

O Corinthians preservou titulares no último jogo do Brasileirão, para priorizar a Copa do Brasil. O técnico Fernando Diniz utilizou apenas Hugo Souza, Raniele e Ma-

theuzinho entre os 11 no empate em 0 a 0 com o Furacão.

Para este jogo, o centroavante Yuri Alberto, ex-Inter, é dúvida. O atacante deixou o jogo contra o Athletico-PR com dores na coxa e será reavaliado pelo departamento médico.

GRÊMIO EM

CRISE CONTRA O MIRASSOL

A permanência de Luis Castro se torna cada vez mais criticada pelos torcedores. O Tricolor enfrenta o Mirassol logo após ser eliminado pelo Bolivar nos playoffs da Sul-Americana. A partida ocorre às 18h, no Estádio Maião.

De boa estreia contra o Flamengo, Matheus Cunha deve permanecer titular da meta colorada

Copa do Brasil –Oitavas de final

Sábado

17h30min – Vasco da Gama x Fluminense

19h30min – Atlético-MG x Juventude

21h – Santos x Remo

Domingo

16h – Palmeiras x Fortaleza

18h – Mirassol x Grêmio

18h30min – Chapecoense x Cruzeiro

19h30min – Internacional x Corinthians

Segunda-feira 21h – Athletico x Vitória

Para o jogo, o treinador português não poderá contar com o zagueiro Kannemann, expulso contra o Confiança-SE na quinta fase da Copa do Brasil.

O provável time titular tem: Weverton; Diego Caito (Pavón), Gustavo Martins, Luís Eduardo (Wagner Leonardo) e Marlon; Villasanti, Noriega e Nardoni; Amuzu, Carlos Vinícius e Tetê.

O time do interior de São Paulo venceu o Remo na última rodada do Brasileirão, e deixou o Z-4 após quatro meses. O goleiro Walter volta à titularidade e o técnico Rafael Guanaes não poderá contar com Aldo Júnior, que teve uma grave lesão muscular. Eduardo deve ser o substituto no meio de campo.

Ausência contra o Bolivar, Carlos Vinícius volta ao time neste domingo

RICARDO DUARTE/DIVULGAÇÃO
LUCAS UEBEL/DIVULGAÇÃO
Caetano Pretto caetano@jornalahora.net.br

Regional Copa Certel/ Sicredi começa neste domingo com a disputa de nove partidas

Uma das maiores competições do futebol amador gaúcho começa neste domingo, 2. Organizado pela Associação de Ligas do Vale do Taquari (Aslivata), o Campeonato Regional – Copa Certel/Sicredi reúne cerca de 1,7 mil atletas de 31 clubes. Ao todo, serão 50 equipes distribuídas entre as categorias titular, aspirante e veterano.

Na última semana, dirigentes, atletas e representantes de clubes participaram do lançamento oficial da competição, realizado no Clube Teutoniense, em Teutônia. Durante o evento, o presidente da Aslivata, Vianei Hammes, destacou a importância do campeonato para fortalecer o futebol amador e integrar as comunidades da região. “Trabalhamos muito para deixar tudo bem organizado. Dedicamos um bom tempo à elaboração do regulamento. Quanto mais jogadores renomados participarem, maior será o prestígio e o alcance do campeonato. Isso atrai patrocinadores, mobiliza torcedores e movimenta os estádios”, afirmou.

FÓRMULA DE DISPUTA

Na categoria principal e aspirante, os 19 clubes integram um grupo único. Cada equipe disputa seis partidas na primeira fase, sendo três como mandante e três

FUTEBOL AMADOR

UM CAMPEONATO QUE PULSA PAIXÃO E TRADIÇÃO

JOGADORES

RENOMADOS

ELEVAM O NÍVEL TÉCNICO

como visitante. Os 16 melhores avançam às oitavas de final, com confrontos definidos pelo ranqueamento: o primeiro enfrenta o 16º, o segundo encara o 15º, e assim por diante.

Os clubes com melhor campanha decidem a vaga em casa. Em caso de igualdade em vitórias, a classificação será definida nos pênaltis. A equipe com melhor índice disciplinar ao longo da competição receberá um bônus financeiro.

Até dezembro, o Regional terá cerca de 200 partidas nas três categorias. Os veteranos estreiam em 17 de agosto. Aspirantes e principal começam neste fim de semana, às 13h30min e às 15h30min, respectivamente.

O Campeonato Regional volta a reunir atletas com passagem pelo futebol profissional, uma marca da competição ao longo de sua história. Em outras edições, nomes como Iarley, Carlos Miguel, Tarcísio Flecha Negra e André Döring disputaram o torneio.

Nesta temporada, os destaques são Roberson, ex-Grêmio, Internacional e Juventude; Fred Xavier, campeão da Copa do Brasil pelo Grêmio; Fernando Miguel, com passagens por Vasco, Ceará e Fortaleza; Ivo, ex-Palmeiras, Juventude e futebol chinês; e Vitor Júnior, que atuou por Internacional, Corinthians e Botafogo. Além dos nomes mais conhecidos, 12 dos 19 clubes inscreveram

atletas que disputaram competições profissionais no primeiro semestre. São os casos de Léo Gaúcho (Estudiantes), Alisson Daniel (Serrano), Christian Barbosa (Minuano), Beléa (Guaporé), Márcio Jonatan (Brasil), Ramiro Fortes (11 Amigos), Vitor Júnior (Poço das Antas), Ivo (Gaúcho-Teutônia), Anelka (Gaúcho-Progresso), Matheus Cândido (Boavistense), Gustavo Henrique (Cruzeiro) e Jean Lucca (Tiradentes). Levantamento realizado com base nos registros da Aslivata e do portal oGol aponta que 201 atletas inscritos possuem passagem pelo futebol profissional.

ATUAL CAMPEÃO

BUSCA O BICAMPEONATO

Campeão em 2025, o Taquariense inicia a defesa do título com

a missão de conquistar o bicampeonato. Diretor esportivo do clube, Chico Donida acredita que a conquista fortaleceu o projeto e aproximou mais pessoas da equipe.

Mesmo reconhecendo o equilíbrio da competição, ele considera a manutenção da base campeã um dos principais trunfos. “Não lamentamos as saídas, valorizamos as permanências”, resume. Na montagem do elenco, o clube priorizou atletas que, além da qualidade técnica, contribuam para manter um ambiente positivo dentro e fora de campo.

GAÚCHO E BRASIL SONHAM COM O TETRA

Campeão em 1987, 1989 e 2009, o Gaúcho, de Teutônia, entra na disputa em busca de um tetracampeonato inédito. Presidente do clube e comandante da campanha vitoriosa de 2009, Gerson Leonhardt aposta na combinação entre elenco qualificado, estrutura e mentalidade vencedora.

Para a temporada, o clube reuniu atletas experientes como Ivo, Fernando Miguel, Thiago Dutra, Carlos e Fred Xavier. Apesar do currículo dos reforços, Gerson acredita que o sucesso depende da formação de um grupo comprometido. “Estrela nem sempre ganha jogo”, afirma. Outro diferencial apontado pelo dirigente é a estrutura oferecida pelo clube, que ajudou a manter atletas e atrair novos reforços. O Gaúcho também investe na modernização da sede, com nova iluminação e o lançamento do projeto “Gaúcho 100 anos”. Outro tricampeão que sonha com o tetra é o Brasil, de Marques

Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br
Tiradentes, do atacante Teteu, entra na competição como um dos favoritos ao título
ANTONY CONTE /DIVULGAÇÃO

Atual campeão, Taquariense investiu em melhorias no estádio para melhor receber o público

de Souza. Campeão em 1991, 1992 e 1993, o clube reforçou o elenco para esta edição com jogadores como Márcio Jonatan, Mateusão e Fogaça.

TRANSMISSÃO

A cobertura especial do Regional continua em 2026. Além da tradicional jornada esportiva da Rádio A Hora, uma partida por rodada terá transmissão ao vivo no canal A Hora Esportes, no YouTube.

Neste fim de semana, a equipe acompanha São Luiz e Estudiantes, no estádio Luizão, em Santa Emília, Venâncio Aires, a partir das 14h.

Grupo A Hora estará presente em todas as rodadas do Reginal Copa Certel/Sicredi

AGENDA

1ª RODADA DOMINGO

Westfália – Juventude x Imigrante

Taquari – Taquariense x Gaúcho-Teutônia

Lajeado – Internacional x Boavistense

Guaporé – Juventude x Gaúcho-Progresso

Teutônia – Canabarrense x Serrano

Venâncio Aires – São Luiz x Estudiantes

Canudos do Vale – Nova Berlim x Tiradentes

Cruzeiro do Sul – Cruzeiro x Brasil

Poço das Antas – EC Poço das Antas x Minuano

Comissão

pressionava para ampliar a duplicação da BR-386

Retomada na produção refletia na contratação de funcionários

A Comissão Pró-Duplicação da BR-386 apresentava uma lista com 16 razões pelas quais era necessário duplicar o trecho de 38 quilômetros da rodovia entre Tabaí e Lajeado. O projeto inicial previa a obra entre Tabaí e Estrela. O movimento ganhava força e apresentava mais argumentos para reivindicar a execução da obra. Um material publicitário foi amplamente distribuído para reforçar a campanha pela duplicação.

Avipal retoma produção

Depois de amargar dois meses de queda brusca na produção, por conta dos casos de gripe aviária, a Avipal teria voltado a contratar. O frigorífico havia demitido 320 funcionários da unidade de Lajeado. A recuperação do setor era aguardada, especialmente, pelo município de Nova Bréscia. À época, era o maior produtor de frangos da região.

Empresa fazia primeira remessa à Alemanha

A Indústria de Pedras Arroio do Meio, a Inpedral, fazia a primeira remessa de sua produção para o exterior. O carregamento de 5 mil kg de pedra ágata industrializada seguiria para a Alemanha. As pedras ágatas da variedade calcedônia, com camadas distintas coloridas se prestavam para manufatura, por isso o interesse de países europeus.

Sábado é

- Dia Nacional do Selo

- Dia Nacional do Maracatu

- Início da Semana Mundial do Aleitamento Materno

Santo do dia:

- Santo Afonso Maria de Ligório

- São Pedro Fabro

Movimento buscava aumentar para 38 quilômetros o trecho duplicado

Carregamento chegava a 5 toneladas de pedras ágatas

Técnica de inseminação de suínos era exemplo

O trabalho desenvolvido na Estação de Inseminação de Suínos, localizada em Estrela, seria apresentado no Congresso de Medicina Veterinária, no Rio de Janeiro. O trabalho era pioneiro e digno de ser apresentado aos representantes dos estados que participassem do evento.

HENRIQUE PEDERSINI

Jornalista

Lajeado debate futuro do aterro sanitário

Situado no bairro Conventos, o espaço que recebe as toneladas de lixo produzidas diariamente em Lajeado está sob análise da gestão da prefeita Gláucia Schumacher. E faz sentido. Com o crescimento da população, aumenta também o volume de resíduos gerados, embora o local conte com a triagem dos materiais recicláveis.

A informação trazida pelo secretário de Meio Ambiente, Valmir Zanatta, revela que o município contratou uma empresa para avaliar as alternativas. Por enquanto, uma nova área foi adquirida e licenciada para armazenar os resíduos. Entretanto, essa medida não representa uma solução definitiva. O levantamento técnico deverá apontar se o melhor caminho é transferir o

lixo para aterros como o de Minas do Leão ou investir em uma alternativa sustentável dentro dos limites do próprio município. Não é um tema que desperte a mesma repercussão de outros investimentos públicos, mas exige atenção sob os aspectos ambiental, urbanístico e de planejamento. Afinal, novos loteamentos se aproximam da área com a expansão do bairro Conventos.

Os R$ 100 milhões em detalhes

O projeto de maior impacto em análise na Câmara de Lajeado terá um capítulo importante na segundafeira, 3. O secretário da Fazenda, André Bücker, e outros integrantes do governo apresentarão aos vereadores

detalhes dos projetos que preveem a contratação de um financiamento de até R$ 100 milhões para obras públicas.

A apresentação ocorrerá durante a reunião das comissões permanentes,

a partir das 8h30min, e servirá para responder aos questionamentos dos vereadores sobre a capacidade de endividamento do município, as taxas de juros e outros aspectos relacionados à contratação do crédito.

São 13 os candidatos Rapidinho...

É esse o número de nomes do Vale credenciados para disputar as eleições de outubro. São nove candidatos a deputado estadual e quatro a deputado federal. Importante destacar: entre esses 13 nomes, os três representantes do MDB ainda serão homologados na convenção deste fim de semana. Há quatro anos eram 21 candidatos. Na prática, o Vale reduziu o número de opções locais. O resultado das urnas mostrará quem realmente tem densidade eleitoral para representar a região na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados e quem ficará pelo caminho, seja como aventureiro, soldado de partido, interessado no fundo eleitoral ou já de olho na disputa municipal de 2028.

• O PSDB terá Marcelo Maranata como candidato ao governo do Estado. Como será a adesão dos tucanos do Vale? Há filiados que demonstram interesse em apoiar Gabriel Souza, do MDB, e até Luciano Zucco, do PL.

• Cresceu o número de vereadores de Lajeado que não defendem a assinatura imediata do aditivo contratual com a Corsan/ Aegea. Carlos Reckziegel (PSDB) sustenta que a empresa deve realizar investimentos antes de qualquer prorrogação do vínculo.

• Na segunda-feira, o Estado convocou uma entrevista coletiva para assegurar que o Vale não seria impactado pela enchente. Horas depois, os municípios já haviam ativado seus planos de contingência e, desta vez, sequer houve o disparo do alerta nos celulares.

• Movimento político ou não, muita gente demonstra pressa para resolver o problema da ponte bloqueada na ERS-129, entre Encantado e Muçum. Quem não aparenta a mesma urgência é a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR).

ARTIGO

ROGÉRIO WINK

Empreendedor e comunicador, apresentador do programa “O Meu Negócio”, da Rádio A Hora 102.9

Alcance ou resultado?

Nunca foi tão fácil colocar uma empresa diante das pessoas. As redes sociais mostram números para todos os lados. Basta abrir um relatório para ter a impressão de que tudo está funcionando. E, sem perceber, muita gente entra na corrida pelos cliques, como se atenção fosse sinônimo de sucesso.

Mas a pergunta continua sendo outra: isso trouxe resultado?

Tenho visto empresas comemorando números impressionantes nas redes sociais. O entusiasmo, porém, costuma diminuir quando a conversa muda para faturamento, novos clientes e crescimento do negócio. Afinal, quantas dessas pessoas realmente compraram?

Toda empresa precisa ser vista. Ninguém compra aquilo que desconhece. O problema surge quando aparecer passa a ser mais importante do que vender, atender bem e construir uma marca respeitada.

Esse comportamento não acontece apenas no mundo dos negócios. Basta olhar à nossa volta. Vivemos uma época em que a exposição constante cria uma sensação de autoridade. Quem aparece muito acaba sendo tratado como referência, mesmo sem entregar resultados que justifiquem esse reconhecimento. Confundimos visibilidade com competência. E isso vale para empresas, profissionais e até para opiniões.

No ambiente empresarial, a lógica é parecida. As plataformas digitais premiam aquilo que desperta curiosidade, emoção e interação. É fácil acreditar que milhares de visualizações representam sucesso. Nem sempre representam. Muitas vezes, dizem pouco sobre a saúde financeira da empresa. Por isso, o empresário precisa fazer perguntas mais importantes do que simplesmente acompanhar gráficos. Quantos clientes novos chegaram? Quantos pedidos de orçamento foram gerados? Quanto custou conquistar cada cliente? O investimento trouxe retorno? A marca ficou mais forte ou apenas apareceu mais? Empresas que estão começando realmente precisam ganhar visibilidade. Já aquelas que construíram uma boa reputação costumam crescer fortalecendo o relacionamento com seus clientes, incentivando indicações e entregando conteúdo que gera confiança. Autoridade não nasce da frequência com que uma marca aparece. Nasce da consistência com que ela entrega valor.

Em muitos casos, investir algumas horas por mês com a orientação e apoio de um bom profissional externo, além da capacitação quem cuida da comunicação, traz muito mais retorno do que simplesmente aumentar o orçamento das campanhas.

Outra prática inteligente é observar quem faz um bom trabalho. Visitar empresas, trocar experiências e aprender com boas referências custa pouco e, muitas vezes, ensina mais do que qualquer relatório cheio de números.

Criar o hábito de avaliar mensalmente os investimentos realizados, faz diferença. Em vez de gastar energia contando curtidas, vale responder perguntas muito mais importantes: vendemos mais? Conquistamos novos clientes? O dinheiro investido voltou? Nossa marca ficou mais forte? O que precisa mudar?

O alcance abre portas. Mas é o resultado que mantém a empresa de pé. No fim das contas, não é o algoritmo que paga as contas. É o cliente. No fim das contas, não é o algoritmo que paga as contas. É o cliente.”

DIVULGAÇÃO

Fim de semana, 1º e 2 de agosto de 2026

Fechamento da edição: 18h MÍN: 17º | MÁX: 30º O dia começa com tempo firme e o sol predomina na região.

Fórmula adaptada a cada necessidade

Manipulação permite desenvolver fórmulas com diferentes concentrações, combinações de ativos e formas farmacêuticas, sempre a partir de uma indicação profissional

Leite materno promove benefícios que vão além da nutrição do bebê

Além dos efeitos positivos para o bebê, amamentação também oferece benefícios importantes para a saúde da mulher

Especialista, Joanna Moraes, explica como a amamentação protege a infância, beneficia a saúde da mulher e pode ser mantida mesmo diante dos desafios da rotina

Antes mesmo de aprender a reconhecer o rosto da mãe, o recém-nascido encontra no leite materno a primeira fonte de proteção fora do útero. Rico em nutrientes, anticorpos e substâncias bioativas, ele fornece tudo o que o bebê precisa nos primeiros meses de vida, fortalecendo o sistema imunológico desde o nascimento.

É para reforçar essa importância que, entre 1º e 7 de agosto, é celebrada a Semana Mundial do Aleitamento Materno, principal mobilização internacional da campanha

Agosto Dourado. Neste ano, o tema “Amamentação para um começo de vida sustentável: fortalecer o que funciona” convida a ampliar políticas públicas, serviços de saúde e iniciativas que demonstram resultados na promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno.

O Ministério da Saúde orienta que o bebê receba exclusivamente leite humano durante os primeiros seis meses de vida. Depois desse período, a recomendação é manter a amamentação associada à introdução da alimentação complementar até os dois anos ou mais.

De acordo com a pasta, o aleitamento materno pode reduzir em até 13% as mortes de crianças menores de cinco anos por causas evitáveis. Também está associado à redução do risco de infecções respiratórias, diarreias e outras doenças frequentes na infância.

Além dos efeitos positivos para o bebê, a amamentação também oferece benefícios importantes

Na amamentação acontece a liberação de hormônios, que fortalecem o vínculo e promovem bem-estar.”

Joanna Moraes consultora de amamentação

para a saúde da mulher. Segundo a consultora em amamentação Joanna Moraes, o processo favorece a contração do útero após o parto, reduz o risco de hemorragias e contribui para a recuperação do organismo. Em longo prazo, estudos também apontam redução do risco de câncer de mama e de

ovário, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. “Além disso, durante a amamentação acontece a liberação de hormônios, como a ocitocina, que fortalecem o vínculo entre mãe e bebê e promovem sensação de bemestar”, acrescenta.

Para muitas mulheres, no entanto, um dos principais desafios começa com o fim da licença-maternidade. A especialista explica que, com planejamento, é possível manter a amamentação mesmo após o retorno ao trabalho.

A orientação é iniciar esse preparo algumas semanas antes da volta às atividades profissionais, aprendendo a fazer a extração do leite, formando um pequeno estoque e oferecendo ao bebê da forma mais adequada. Durante a jornada de trabalho, realizar ordenhas em intervalos regulares e quando está em casa, oferecer o peito em livre demanda também é importante para manter a produção e evitar desconfortos.

Outra dúvida frequente entre as mães diz respeito à produção de leite. Segundo Joanna, a sensação de produzir pouco leite está entre as maiores

causas de insegurança durante a amamentação, embora, na maior parte das vezes, não corresponda à realidade.

De acordo com a especialista, os principais sinais de que o bebê está recebendo leite suficiente são o ganho de peso adequado, a quantidade de fraldas molhadas ao longo do dia, evacuações compatíveis com a idade e a evolução esperada do crescimento.

Em contrapartida, mamas menos cheias, ausência de vazamento ou a vontade frequente de mamar não significam, necessariamente, baixa produção.

“A produção de leite funciona pela lei da oferta e da procura: quanto mais o bebê mama e remove leite da mama, maior tende a ser a produção. Antes de concluir que há pouco leite, é importante avaliar toda a mamada e, quando necessário, buscar orientação profissional”, orienta.

Apesar dos benefícios e de todos os avanços no incentivo ao aleitamento materno, a amamentação nem sempre acontece sem desafios.

Dor, fissuras nos mamilos e ingurgitamento mamário estão entre as queixas mais frequentes nas primeiras semanas após o parto.

Entre os erros mais frequentes estão posicionar o bebê distante do corpo da mãe, oferecer apenas o mamilo e não observar sinais de sucção e deglutição eficazes. A consultoria explica que uma boa pega é aquela em que o bebê abre bem a boca, abocanha uma boa parte da aréola e não apenas o mamilo, mantém os lábios voltados para fora e realiza sucções profundas, intercaladas com pausas curtas para engolir o leite. Outro problema recorrente é quando as mamas ficam excessivamente cheias, endurecidas e doloridas. Nesses casos, corrigir a pega, orientar posições mais confortáveis, garantir o esvaziamento adequado das mamas e recorrer, quando indicado, à ordenha, massagens e compressas frias após as mamadas costumam aliviar os sintomas.

ENVATO

Mais do que tratar sinais já instalados, a estética regenerativa busca preservar a capacidade natural da pele de se renovar ao longo dos anos

fibras de sustentação e ainda intensifica o processo de glicação, potencializando os danos à pele.

O consumo frequente de bebidas alcoólicas e o tabagismo também contribuem para esse cenário ao aumentar o estresse oxidativo e favorecer um ambiente inflamatório que dificulta a renovação celular. Até mesmo a baixa ingestão de água e uma alimentação pobre em proteínas, vitaminas e minerais podem limitar a produção de novas fibras de colágeno.

“São diversos fatores que, quando somados, fazem toda a diferença na saúde da pele e nas principais queixas estéticas”, resume a especialista.

Prevenção

Para quem já percebe sinais de flacidez e envelhecimento cutâneo, a alimentação também pode influenciar a resposta aos tratamentos estéticos. Segundo a especialista, os procedimentos realizados em consultório funcionam como estímulos

Além da idade: os hábitos que comprometem o colágeno da pele

Especialista explica por que alimentação, sono, estresse e exposição solar influenciam a firmeza, a elasticidade e o envelhecimento da pele

Por volta dos 25 anos, a produção natural de colágeno começa a diminuir gradualmente. Com o passar dos anos, esse processo fisiológico reduz a firmeza e a elasticidade da pele, tornando mais perceptíveis alterações como a perda de definição do contorno da mandíbula, a menor sustentação do pescoço e a diminuição da densidade cutânea.

Mas a passagem do tempo não é a única responsável por essas mudanças. Fatores relacionados ao estilo de vida também interferem na qualidade da pele e podem acelerar o envelhecimento cutâneo. Um dos principais processos que explicam a relação entre hábitos alimentares, especialmente o consumo excessivo de açúcar, e a saúde da pele é a glicação.

Nessa reação, moléculas de glicose se ligam a proteínas como o colágeno e a elastina, formando compostos conhecidos como produtos finais da glicação

avançada (AGEs). Segundo a esteticista e educadora Fernanda Beuren, esse processo compromete a qualidade das fibras responsáveis pela sustentação da cutis.

“Quando isso acontece, essas fibras, que deveriam ser flexíveis e elásticas, podem se tornar mais rígidas e frágeis, reduzindo sua capacidade de resistência. Com o passar do tempo, essa alteração reflete no rosto: a pele perde viço, apresenta uma textura mais opaca e favorece o surgimento de rugas finas e alterações na firmeza”, explica.

Inimigos silenciosos

Além da alimentação rica em açúcar, outros hábitos cotidianos também comprometem a qualidade do colágeno. Fernanda ressalta que o estresse crônico e o sono desregulado elevam os níveis de cortisol, hormônio que favorece a degradação das fibras de colágeno e interfere na capacidade de regeneração dos tecidos.

Uma alimentação rica em antioxidantes, proteínas de boa qualidade e hidratação adequada favorece a produção de novas fibras de colágeno e contribui para resultados mais consistentes e duradouros”

Fernanda Beuren, esteticista e educadora

Exposição excessiva ao sol também permanece entre os principais fatores associados ao fotoenvelhecimento. A radiação ultravioleta estimula a formação de radicais livres, acelera a degradação das

para que o organismo produza novas fibras de colágeno, mas os resultados dependem, em grande parte, das condições biológicas do paciente.

“Se o organismo estiver inflamado por uma dieta inadequada, a resposta celular ao tratamento será muito mais limitada. Quando o paciente passa a ter uma alimentação rica em antioxidantes, proteínas de boa qualidade e hidratação adequada, criamos o ambiente biológico ideal para a regeneração da pele. Isso potencializa a produção de novas fibras de colágeno e torna os resultados mais bonitos e duradouros”, explica. Essa compreensão também mudou a forma como os tratamentos estéticos são conduzidos. Se por muito tempo eles eram procurados apenas quando rugas e flacidez já estavam instaladas, hoje o foco está na prevenção e na preservação da qualidade da pele ao longo dos anos, conceito conhecido como estética regenerativa.

Rigor técnico transforma fórmulas em tratamentos personalizados

Manipulação de fármacos alia conhecimento técnico, controle de qualidade e tecnologia para desenvolver soluções adaptadas às necessidades de cada paciente

Diferente dos medicamentos produzidos em larga escala pela indústria farmacêutica, que seguem apresentações padronizadas, a manipulação permite desenvolver fórmulas com diferentes concentrações, combinações de ativos e formas farmacêuticas, sempre a partir de uma indicação profissional.

“O medicamento manipulado é preparado dentro das necessidades individuais do paciente. A partir dessa avaliação, o prescritor identifica o que a pessoa precisa e desenvolve uma fórmula específica para aquela condição”, explica a farmacêutica e sócia-proprietária da Personallis Farmácia de Manipulação, Isaura Heineck.

Essa possibilidade de adaptação atende diferentes áreas da saúde, como dermatologia, endocrinologia, pediatria, homeopatia e nutrição. Na prática, a manipulação permite ajustar não apenas a concentração dos componentes, mas também a apresentação do medicamento ao paciente. Cápsulas, cremes, xaropes, suspensões, tinturas e outras formulações podem ser

preparadas conforme a indicação do profissional responsável.

Limitações

A flexibilidade, no entanto, não significa que todos os medicamentos possam ser manipulados. Existem limitações relacionadas tanto à estrutura necessária para a produção quanto às características de determinadas substâncias. Medicamentos injetáveis e colírios estéreis, por exemplo, exigem ambientes específicos que nem todas as farmácias possuem. “Também existem medicamentos, como alguns antibióticos e substâncias de baixo índice terapêutico, que exigem um rigor ainda maior por causa da pequena margem entre a dose adequada e possíveis alterações no efeito”, explica Isaura.

Além disso, a manipulação depende da disponibilidade das matérias-primas. Algumas substâncias não estão disponíveis para esse tipo de preparação, seja por questões regulatórias, seja porque ainda estão protegidas por patentes ou não possuem fornecedores qualificados para o uso magistral.

Controle rígido

Apesar de muitas vezes levantar dúvidas sobre a confiabilidade, a manipulação de medicamentos segue uma rotina técnica e regulamentada. O setor é fiscalizado pela Vigilância Sanitária e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com normas específicas para garantir a qualidade e a segurança dos produtos preparados.

Desde quando começamos a Personallis, nossa missão sempre foi promover a saúde de uma forma ética, transparente e com confiabilidade.”

Antes de uma fórmula ser produzida, a prescrição passa por uma avaliação farmacêutica para verificar se as doses estão adequadas, se existem possíveis incompatibilidades entre os componentes e se a composição está de acordo com referências técnicas.

Dentro do laboratório, cada etapa é registrada e acompanhada. Equipamentos passam por calibração, matérias-primas são avaliadas e os produtos seguem controles específicos, como análise de peso, pH e características físicas.

“Não é uma questão de escolher ingredientes e misturar. Cada substância tem uma especificação, uma concentração adequada e critérios técnicos que precisam ser seguidos para garantir a qualidade do

Farmácia de manipulação acompanha novas demandas de saúde, como longevidade e cuidados preventivos

medicamento”, destaca a química e também sócia-proprietária da Personallis, Marissonia Emmendorfer Kieling.

A estrutura também é dividida conforme o tipo de preparação, com laboratórios específicos para diferentes áreas da manipulação e um setor dedicado ao controle de qualidade.

“Tudo que fica pronto vai para a conferência. O peso médio é analisado, as embalagens também são verificadas. Existe um processo para cada etapa, tudo tem registro e acompanhamento”, explica a especialista.

Para as sócias, a preocupação com a qualidade faz parte da

própria história da empresa. “Desde quando começamos a Personallis, nossa missão sempre foi promover a saúde de uma forma ética, transparente e com confiabilidade. Desde o início, tivemos a preocupação de construir uma equipe qualificada para que todo o processo fosse realizado com muita responsabilidade”, afirma Isaura.

Combate a desinformação

Se antes o desafio era popularizar o conceito de manipulação, hoje é separar

informação científica de tendências que viralizam na internet. Informações sobre medicamentos, suplementos e substâncias passaram a circular com rapidez, muitas vezes acompanhadas de promessas de resultados rápidos ou generalizações que não consideram as necessidades individuais de cada pessoa.

Na rotina da farmácia de manipulação, esse comportamento já é percebido. Pacientes chegam em busca de produtos que foram indicados por influenciadores, acreditando que determinada substância pode ser a solução para um problema específico.

“Às vezes, a pessoa chega com uma foto de um produto e pergunta se nós fazemos. Ela já vem acreditando que aquilo é o melhor que existe, porque viu alguém falando. Mas nem sempre aquele produto é adequado e seguro para aquela pessoa”, explica Marissonia.

Segundo ela, o papel da

manipulação não é apenas preparar o medicamento, mas também orientar. “Muitas vezes, a informação chega distorcida.

A pessoa não sabe quem passou aquela orientação, de onde veio aquele conteúdo ou se existe um profissional envolvido. A nossa função é ajudar a filtrar essas informações e trazer segurança para o paciente”, destaca a química.

Evolução

Quando a Personallis iniciou suas atividades, há 30 anos, o conceito de manipulação ainda era pouco difundido no país. Naquele período, a atuação estava mais concentrada em áreas específicas. “A maior procura vinha da dermatologia, com soluções que não existiam nas drogarias”, relembra a farmacêutica. Com o passar dos anos, o perfil dos tratamentos também mudou. A manipulação passou a atender novas áreas da saúde, como nutrição, endocrinologia e medicina

Segundo Isaura, esse movimento acompanha uma mudança na própria medicina, que tem ampliado o foco na prevenção e na longevidade. Mais do que tratar doenças já instaladas, a busca tem sido por identificar riscos, melhorar hábitos e preservar a saúde ao longo dos anos.

“O mercado da longevidade é promissor. A medicina está caminhando para a prevenção, para olhar os exames, entender as tendências do organismo e agir antes que a doença apareça. Não é apenas viver mais, mas viver melhor, com qualidade de vida e energia”, afirma.

Além da expansão da suplementação e dos tratamentos voltados à longevidade, a evolução da ciência farmacêutica aponta para novas possibilidades de terapias mais direcionadas.

Entre as tendências acompanhadas pelo setor estão os peptídeos, moléculas formadas por fragmentos de proteínas que

Cada substância tem uma especificação, uma concentração adequada e critérios técnicos que precisam ser seguidos para garantir a qualidade do produto.”

preventiva, acompanhando uma busca maior por suplementação, fitoterápicos e estratégias voltadas à qualidade de vida.

apresentam funções semelhantes às de estruturas presentes no organismo humano.

“Eles estão entrando em diferentes áreas da medicina, porque a indústria farmacêutica busca cada vez mais desenvolver medicamentos que cheguem de forma mais direta ao local de ação, com maior precisão”, explica Isaura.

Segundo a farmacêutica, esse movimento representa uma nova etapa na evolução dos tratamentos, com foco em terapias mais específicas e direcionadas. Nesse cenário, a manipulação mantém seu papel como uma alternativa de adaptação terapêutica, especialmente pela proximidade com pacientes e profissionais de saúde.

“A evolução da manipulação caminha justamente nessa direção: transformar conhecimento técnico em tratamentos cada vez mais próximos das necessidades de cada paciente”, conclui.

Controle de qualidade faz parte de todas as etapas da manipulação, desde a preparação até a entrega do medicamento
Marissonia Emmendorfer Kieling química
PAULO CARDOSO

Atraso na descoberta afeta 80% dos tumores de cabeça e pescoço

Sinais como rouquidão persistente, feridas que não cicatrizam e caroços no pescoço costumam ser ignorados. Diagnóstico precoce aumenta as chances de cura e reduz impactos sobre fala, deglutição e qualidade de vida

Nem sempre o câncer de cabeça e pescoço se manifesta com dor intensa ou sintomas incapacitantes. Na maioria das vezes, os primeiros sinais surgem de forma discreta e podem ser confundidos com alterações comuns do dia a dia, fazendo com que muitos pacientes adiem a busca por avaliação médica.

Segundo o cirurgião de cabeça e pescoço Marcos Seferin (CRM 29.300 | RQE 22.048), rouquidão persistente, feridas na boca que não cicatrizam, dificuldade para engolir e o aparecimento de uma íngua ou caroço no pescoço sem causa aparente estão entre os principais sinais de alerta.

“Muitos pacientes acreditam que se trata de uma situação corriqueira e acabam adiando a procura por atendimento. Em muitos casos, a ajuda médica só acontece quando o desconforto já interfere em atividades básicas, como comer, falar ou engolir. Por isso, qualquer sintoma que persista por mais de três semanas deve ser avaliado por um médico especialista”, explica.

A demora em reconhecer esses sinais aparece nas estatísticas. Um estudo do Instituto Nacional

Qualquer sintoma que persista por mais de três semanas deve ser avaliado por um médico especialista.”

Brasil deverá registrar cerca de 17,2 mil novos casos de câncer de cabeça e pescoço por ano no triênio 2026–2028

de Câncer (INCA), que analisou casos registrados no Brasil entre 2000 e 2017, revelou que 78,2% dos tumores de cabeça e pescoço foram diagnosticados apenas nos estágios III e IV da doença. Os maiores índices de diagnóstico tardio foram observados nos tumores de hipofaringe (91,3%), seguidos por orofaringe (86,6%), cavidade oral (75,1%) e laringe (69,5%).

Segundo estimativas do instituto, o país deverá registrar cerca de 17,2 mil novos casos de

câncer de cabeça e pescoço por ano no triênio 2026–2028, um crescimento de aproximadamente 10% em relação à projeção anterior.

Durante décadas, os tumores de cabeça e pescoço estiveram fortemente associados ao tabagismo e ao consumo excessivo de álcool. Esses fatores continuam entre os principais responsáveis pela doença: estima-se que entre 70% e 80% dos casos estejam relacionados a esses hábitos.

Nos últimos anos, porém,

outro elemento passou a modificar o perfil dos pacientes: o papilomavírus humano (HPV).

O subtipo 16 está associado principalmente aos tumores de orofaringe, região que inclui as amígdalas e parte da garganta.

Diferentemente dos casos relacionados ao cigarro, que costumam surgir após anos de exposição aos fatores de risco, os tumores associados ao HPV têm sido observados com maior frequência em pessoas mais jovens, especialmente homens entre 40 e 55 anos.

A transmissão acontece principalmente por contato sexual, mas a presença do vírus não significa, necessariamente, o desenvolvimento de câncer.

Na maioria dos casos, o sistema imunológico consegue eliminar a infecção naturalmente.

“O HPV está presente em uma parcela importante da população, mas apenas uma pequena parte das pessoas infectadas desenvolverá um tumor. A resposta do organismo e

outros fatores associados também influenciam nesse processo”, explica Seferin. A prevenção envolve medidas já conhecidas, mas ainda fundamentais: abandonar o cigarro, reduzir o consumo de bebidas alcoólicas, manter uma alimentação equilibrada e realizar a vacinação contra o HPV quando indicada.

Segundo o especialista, a combinação entre tabagismo e consumo excessivo de álcool pode elevar em 30 vezes o risco de desenvolvimento desses tumores.

Evolução do tratamento

Quando identificado em estágio inicial, com tumores menores e sem disseminação para os linfonodos, o câncer de cabeça e pescoço pode apresentar taxas de cura superiores a 80%. Nesses casos, os tratamentos tendem a ser menos agressivos e permitem maior preservação de funções essenciais, como fala, alimentação e deglutição.

Nos últimos anos, a especialidade passou por uma transformação importante: além de combater a doença, o objetivo dos tratamentos passou a incluir a redução de sequelas e a manutenção da qualidade de vida dos pacientes.

Segundo Seferin, novas tecnologias tornaram os procedimentos mais precisos e, em alguns casos, reduziram a necessidade de cirurgias mais invasivas. A evolução da radioterapia e da quimioterapia, com abordagens cada vez mais individualizadas, também contribuiu para diminuir os efeitos sobre tecidos saudáveis.

Entre os avanços está a cirurgia robótica, que permite acessar regiões profundas da garganta com menor agressão aos tecidos, favorecendo a preservação de funções importantes, como fala e deglutição.

Marco Seferini, cirurgião de cabeça e pescoço
ENVATO

Sua saúde digestiva depende da alimentação

Oestilo de vida mudou. A rotina ficou mais acelerada, o estresse aumentou, as refeições passaram a ser feitas com pressa e nosso corpo também sente essas mudanças. Embora muitas pessoas associem a digestão apenas ao intestino ou a sintomas como azia, gases e estufamento, a verdade é que praticamente tudo começa pelo trato digestivo. A digestão é um processo complexo e integrado que envolve a mastigação, o estômago, o fígado, o pâncreas e os intestinos. Cada um desses órgãos exerce uma função essencial para transformar os alimentos em nutrientes que serão absorvidos e enviados para todas as células do organismo. Da mesma forma, o trato digestivo também é responsável por eliminar aquilo que o corpo não precisa mais, mantendo o equilíbrio do organismo. Imagine o corpo como uma grande máquina. Quando as engrenagens principais começam a falhar, todo o sistema perde eficiência. Com o organismo acontece o mesmo. Se a mastigação não é adequada, se a

produção de ácido no estômago está reduzida ou se o intestino não funciona bem, a digestão e a absorção dos nutrientes também podem ser comprometidas. Com o tempo, isso pode refletir em sintomas digestivos, alterações nutricionais e prejuízos para a saúde como um todo.

Além de fornecer energia, os alimentos oferecem proteínas, gorduras, carboidratos, fibras, vitaminas, minerais e compostos bioativos, como os polifenóis presentes em frutas, verduras, legumes, ervas e especiarias. Esses nutrientes não apenas alimentam o corpo, mas também ajudam a manter saudável o próprio trato digestivo, criando um ciclo positivo: quanto melhor funciona a digestão, melhor ocorre a absorção dos nutrientes; e quanto melhor a alimentação, mais eficiente tende a ser esse sistema.

Um exemplo é a vitamina B12. Sua absorção depende de diversas etapas do processo digestivo funcionando adequadamente, desde uma boa produção de ácido no estômago até um intestino saudável. Por isso, nem sempre consumir alimentos ricos nesse

Salada colorida para sua Saúde digestiva

Ingredientes

2 xícaras de folhas verdes (alface, rúcula ou espinafre)

½ xícara de repolho roxo fatiado

1 cenoura pequena ralada

½ xícara de brócolis cozido no vapor

1 xícara de frango desfiado

¼ de abacate em cubos

1 colher (sopa) de sementes de abóbora

1 colher (chá) de sementes de chia

Salsinha e temperos a gosto

Molho

2 colheres (sopa) de azeite de oliva extravirgem

Suco de ½ limão

1 colher (chá) de mostarda (opcional)

Uma pitada de cúrcuma

Pimenta-do-reino e ervas secas a gosto

Modo de preparo

Misture todos os ingredientes delicadamente. Prepare o molho separadamente e adicione apenas na hora de servir.

Um olhar sobre nosso maior patrimônio

nutriente é suficiente quando a base da digestão não está funcionando bem.

A ciência também mostra que a alimentação é um dos principais fatores modificáveis para a prevenção de doenças crônicas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, hábitos como alimentação inadequada, sedentarismo, tabagismo e consumo excessivo de álcool estão entre os maiores fatores de risco para doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer. Isso reforça que é possível alimentar tanto a saúde quanto a doença por meio das escolhas que fazemos diariamente.

Outro ponto importante é sair da monotonia alimentar. O corpo foi feito para o equilíbrio e se beneficia da variedade. Quanto mais colorido o prato, maior a diversidade de vitaminas, minerais, fibras e polifenóis consumidos. Um objetivo simples é incluir, ao longo do dia, pelo menos cinco cores diferentes de frutas, verduras e legumes, favorecendo também uma microbiota intestinal mais diversa e saudável.

365 VEZES NO VALE

365vezesnovaledotaquari@gmail.com

Casa & Fogo transforma clássico uruguaio em xis gaúcho

Xisvito. Essa é a mais nova aposta da Casa&Fogo, em Bom Retiro do Sul. O lanche é inspirado no tradicional chivito, considerado o sanduíche símbolo do Uruguai e conhecido pela combinação de carne, queijo derretido e ovo frito.

Na adaptação criada pela hamburgueria, o chivito ganha características típicas do Rio Grande do Sul. O pão é prensado, deixando o sanduíche muito semelhante ao tradicional xis gaúcho, mas sem ingredientes como milho e ervilha. O Xisvito está disponível nas versões carne, frango e parrillero, preparada com linguiça.

Outra novidade recente do cardápio é a batata palito artesanal, que passa a integrar as opções de acompanhamentos ao lado da batata rústica. A Casa&Fogo também oferece 12

opções de hambúrgueres, além de tábuas, assados, saladas e sobremesas.

O atendimento ocorre de terça a domingo, das 19h às 23h30. Mais informações podem ser obtidas pelo Instagram @casaefogo.

Mudança de nome

A Casa&Fogo foi o primeiro empreendimento a apostar no bairro Cidade Baixa, há cerca de três anos. O restaurante está instalado em uma residência histórica de 1948, localizada na Rua Senador Pinheiro Machado. Os traços da arquitetura portuguesa foram preservados e se integram ao ambiente modernizado da hamburgueria. Entre os destaques estão o deck iluminado e a cozinha aberta, que permite aos clientes acompanhar o preparo dos pratos e o trabalho

na churrasqueira. Até abril de 2026, o estabelecimento operava com o nome Ferro e Fogo Hambúrguer e Grill. A mudança faz parte do reposicionamento da marca, que também possui uma unidade em Lajeado, chamada Alto do Fogo. Além de facilitar o registro da marca, a nova identidade reforça o conceito de uma cozinha especializada nos sabores do Sul.

Patrocínio

@brubsfotografia

A Bruna de Quadros eternizou o charme da cascata da Colônia Jardim, um dos cenários mais exuberantes da região com água cristalina unida as paisagens interioranas de Boqueirão do Leão e Progresso.

Use a #365_vezes_no_vale e compartilhe as belezas da região conosco!

@carimarques23

Com as chuvas dos últimos dias, a cascata na Gruta Nossa Senhora de Lourdes de Relvado se transformou devido à alta vazão. O registro foi feito pela jornalista Carina Marques.

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