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A Hora – 16/09/2026

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ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR Quarta-feira, 16 de setembro de 2026 | Ano 25 - Nº 4182 | R$ 5,00 (dia útil) R$ 9,00 (fim de semana)

Reforço para a expansão ordenada

FELIPE NEITZKE

PENSAR CIDADES

Grupo A Hora e Lyall Construtora lançaram ontem o Pensar Cidade Nova. Na primeira ação, foi nomeado conselho permanente com dez representantes de áreas estratégicas para discutir problemas do São Cristóvão e entorno. Encontros debaterão nove eixos a fim de orientar crescimento da região PÁ G I N A S | 6 e 7

CHIMARRÃO E NATUREZA CADERNO ESPECIAL | SETEMBRO DE 202

CADERNO ESPECIAL | SETEMBRO DE 2026

6

Chimarrão decad cada dia a dia arrão de Chim Mais parte Mais do do queque parte da da tradição gaúcha, a erva-mate tradição gaúcha, a erva-mate representa uma relação representa uma relação comcom a a terra que envolve atenção terra que envolve atenção com o meio ambiente com o meio ambiente O cuidado começa O cuidado começa antesantes mesmo de a de a mesmo planta planta chegar à indústria. Para Para produzir chegar à indústria. produzir a matéria-prima do chimarrão com com a matéria-prima do chimarrão qualidade e menor impacto ambiental, qualidade e menor impacto ambiental, o manejo no campo é fundamental o manejo no campo é fundamental PÁG. 4 e 54 e 5 PÁG.

MOSTRA CIENTÍFICA

EXPERIÊNCIA

MOSTRA CIENTÍFICA

De Deolho no meio ambiente

EXPERIÊNCIA Entenda mais sobre os

olho no meio ambiente fenômenos Entenda climáticos mais sobre os Trabalhos da EMEF Santo Antônio, Trabalhos da EMEF de Imigrante Santo Antônio, propuseram soluções de Imigrante ambientais com basepropuseram nos Objetivos soluções ambientais com de Desenvolvimento Sustentável base nos Objetivos

de Desenvolvimento Sustentável

PÁG. 13

PÁG. 13

fenômenos climáticos PÁG. 6

PÁG. 6

31 ANOS

Jardim Botânico 31 de ANOSLajeado preserva natureza do Vale

Jardim Botânico de Lajeado PÁG. 10 preserva natureza do Vale PÁG. 10

Erva-mate e o papel no ambiente Planta nativa do RS faz parte da cultura e da economia dos gaúchos. No campo, o cultivo mostra que tradição e cuidado ambiental podem caminhar lado a lado.

N E S TA E D I Ç Ã O

DECOLA, CRUZEIRO

Aposta em qualidade amplia mercados Indústria de chocolates se reestrutura e cresce até 30% ao ano Após reformular sua atuação nos últimos anos, a Chocolates Haenssgen, tradicional indústria de Cruzeiro do Sul, registra crescimento anual de 25% a 30% e amplia investimentos. Foram R$ 30 milhões aplicados em logística, equipamentos e estru-

tura. Com boa parte da mão de obra originária do município, empresa também expande a linha para panificação, fortalece a presença nacional e avança no mercado varejista por meio de parceria com uma grande rede nacional. PÁ G I N A | 3

OPINIÃO | RODRIGO MARTINI

OPINIÃO | VINI BILHAR

As prioridades do eleitor brasileiro em 2026

Empresa proporciona experiência sensorial

O que vai nortear a mente do eleitor quando ele ingressar na zona de votação e escolher os próximos deputados, senadores, governadores e presidente?

Arabesco Acabamentos promove a 3ª edição do Senses – The Living Design, e reforça proposta de conexão entre pessoas, marcas, arquitetura e natureza.


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Quarta-feira, 16 de setembro de 2026

E D I TO R I A L

A B R E A S PA S

Crescimento planejado

O

desenvolvimento de uma cidade não pode ser medido apenas pelo número de prédios, empresas ou pessoas que chegam. Crescimento sem planejamento tende a transformar oportunidades em problemas. É esse o desafio colocado pelo Pensar Cidade Nova, projeto lançado pelo Grupo A Hora para discutir o futuro do São Cristóvão e das áreas próximas. Os números ajudam a dimensionar a transformação. Em cerca de dois quilômetros quadrados, o bairro reúne mais de 2,1 mil empresas e recebe diariamente mais de 20 mil pessoas. Moradias, comércio, serviços, escolas, saúde e empreendimentos de alcance regional convivem em um território que já enfrenta pressões sobre trânsito, acessos, calçadas, estacionamento e espaços de convivência.

Pensar a cidade antes de consolidar os problemas é mais barato, mais eficiente e mais democrático do que tentar corrigi-los depois” A iniciativa tem mérito ao propor um debate antes que os gargalos se tornem ainda mais difíceis de solucionar. A participação de empresários, profissionais, moradores e representantes da comunidade permite ampliar a compreensão sobre os problemas e, sobretudo, evitar que decisões sejam tomadas de forma isolada. O desafio, contudo, está em transformar diagnóstico em encaminhamento. Ao longo de 12 meses, o fórum terá a oportunidade de reunir dados, ouvir diferentes setores e formular propostas para o poder público e instituições responsáveis. Pensar a cidade antes de consolidar os problemas é mais barato, mais eficiente e mais democrático do que tentar corrigi -los depois. Filiado à

Fundado em 1º de julho de 2002 Vale do Taquari - Lajeado - RS

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Editor-chefe da Central de Jornalismo: Felipe Neitzke

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Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. Impressão Zero Hora Gráfica

Diretor Executivo: Adair Weiss Diretor Editorial e de Produtos: Fernando Weiss

“O cavalo é um ser nobre” A relação entre crianças e cavalos ganha um olhar especial durante a programação do Encontro Farroupilha de Encantado, no Parque João Batista Marchese. À frente das atividades da Equoterapia Abraço Forte, o equitador Rafael Gomes Truccolo compartilha com o público experiências de contato, cuidado e passeios a cavalo. Neste ano, ele também apresenta “Os Cavalos e a Fada do Tempo”, livro infantil que conta, de forma lúdica, a evolução dos cavalos ao longo da história. A obra foi escrita no início deste ano Diogo Daroit Fedrizzi diogo@grupoahora.net.br

Como surgiu a ideia de escrever Os Cavalos e a Fada do Tempo?

Com o apoio da Prefeitura e da Gaita Produções, organizamos atividades com crianças e passeios a cavalo no Encontro Farroupilha de Encantado. Em uma das edições, minha irmã, que também é minha sócia, me disse: “Rafa, tu vai ter que contar alguma coisa para as crianças”. Pensei em falar sobre a evolução dos cavalos, mas precisava ser de uma maneira lúdica, que elas pudessem compreender. Foi então que criei a história da fadinha, que aparece com sua varinha de condão a cada transformação dos cavalos ao longo do tempo. Por exemplo, quando eles tinham dedinhos, a fada os transformava em casquinhos. O livro retrata justamente essa evolução com o auxílio da Fada do Tempo.

DIOGO DAROIT FEDRIZZI

Como tem sido a reação das crianças?

É muito gratificante. As crianças adoraram. Modéstia à parte, o livro ficou bem bacana. Também temos o apoio de algumas lojas, que estão comercializando os livrinhos.

Quem fez as ilustrações?

As ilustrações foram produzidas com o auxílio de inteligência artificial. Foi um processo trabalhoso, porque levamos bastante tempo para chegar ao resultado de cada página. Optei pela IA porque gostei muito dos desenhos e eles representam bem aquilo que eu queria transmitir.

Qual a importância de aproximar as crianças dos cavalos?

O cavalo traz vários benefícios, desde o desenvolvimento do equilíbrio até a própria experiência de conviver com o animal, fazer carinho e criar essa integração. Os animais, de modo geral, são muito importantes, mas o cavalo é um ser nobre mesmo.

Existe algum receio das crianças quando elas têm o primeiro contato com o cavalo? Como vocês trabalham essa questão?

Sim. O contato com cavalos envolve alguns riscos. Os animais da Equoterapia Abraço Forte são muito bem treinados, mas temos uma série de cuidados. Desde o início, orientamos as crianças a não ficarem atrás ou próximas das patas dos cavalos e a não fazer carinho enquanto eles estão se alimentando. São regras simples que ensinamos para garantir uma experiência segura.

E, depois dos primeiros momentos, o medo costuma dar lugar à diversão?

Sim, o cavalo gosta de criança. Temos também uma pônei, a Amorinha. Às vezes, a criança chega um pouco receosa por causa do tamanho dos cavalos. Então apresentamos a Amorinha. Quando percebe, já está criando uma ligação de amizade com ela.


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Quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Reestruturação fortalece Haenssgen e consolida vínculo regional AMANDA CABRAL

Empresa do ramo de chocolates colhe frutos de reposicionamento e aponta crescimento anual entre 25% e 30%, além de investimentos milionários na planta produtiva Jhon Willian Tedeschi

jhontedeschi@grupoahora.net.br

CRUZEIRO DO SUL

M

arca das mais tradicionais do Vale do Taquari, a Chocolates Haenssgen acelera expansão enquanto mira novos mercados. Após abandonar o mercado doceiro popular, que tinha no portfólio a produção de balas e bombons, entre outros, a indústria de Cruzeiro do Sul vê os resultados aumentarem a cada ano. O atual planejamento estratégico iniciou há cerca de 15 anos, mas no recorte dos últimos cinco anos que se percebe uma crescente no faturamento e estrutura da indústria. De acordo com o diretor comercial, Maurício Augusto Haenssgen, o ritmo de crescimento é constante. “Vivemos um momento bom. A empresa cresce de 25% a 30% por ano.” Os aportes em logística acompanham a boa fase. Neste período mais recente, a Haenssgen investiu R$ 30 milhões, sendo R$ 15 milhões em equipamentos nos últimos dois anos. Além disso, foi construída uma subestação de energia própria e adquirida uma nova caldeira automatizada, para

Sobre a empresa

Linha de chocolates de alto padrão se destaca no portfólio de produtos

R$ 30 milhões investidos em cinco anos

R$ 15 milhões

em equipamentos nos últimos dois anos

30 toneladas

atual capacidade produtiva por dia

80% da mão de obra é originária de Cruzeiro do Sul

35 empresas

representam comercialmente a Haenssgen

potencializar a produtividade. Uma novidade está na ampliação da linha para panificação, onde a empresa fornece recheios doces para a maior parte das pizzarias da região, gotas para panetones, cacau em pó e uma linha de cremes de confeiteiro. O mercado de “food service” e atendimento industrial, na avaliação de Maurício, eliminou gastos massivos com embalagens fracionadas. No mercado de recheios, a Haenssgen é líder na região sul e atende em todo o Brasil, além de exportar para Paraguai e Uruguai. Por outro lado, segue a produção de chocolates para comercialização direta ao consumidor final. Neste segmento, a empresa se direciona para os itens de alta qualidade. A linha da marca própria tem foco em tabletes e trufas de chocolate.

Parceria nacional A marca se projeta no mercado varejista a partir do vínculo com o empresário Luciano Hang, proprietário da rede Havan. Caio lembra que não houve nenhum investimento em publicidade para a aproximação. “Tudo que ocorreu dali em diante partiu dele. Ele veio, quis nos conhecer e visitar a empresa. Foi uma repercussão muito bacana.” Em abril deste ano, oito lojas receberam os chocolates produzidos com exclusividade pela Haenssgen para a rede. As unidades estão localizadas em Santa Catarina e no Paraná, com possibilidade de expansão. “O que mais nos trouxe gratificação nisso tudo foi, vendo os comentários, que a região abraçou. Essa interação da comunidade foi algo inexplicável”, conclui Caio.

Histórico Fundada em 1895, a Haenssgen teve um período de crise e entrou em Recuperação Judicial em fevereiro de 2006, sendo a 4ª empresa do RS a recorrer à legislação aprovada em 2005. Hoje, 80% do capital pertence ao núcleo familiar da 4ª e 5ª geração, dos quais fazem parte Caio e Maurício, respectivamente. A presidência do Conselho de Administração é exercida por Isolde Haenssgen, 88 anos.


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Quarta-feira, 16 de setembro de 2026

TIRO

Vamos falar de eleições?

P

obreza, violência, corrupção, serviços precários de saúde e educação: todos são problemas graves que impactos a vida de boa parte dos brasileiros. Mas quais desses estão no topo da lista em 2026? O que vai nortear a mente do eleitor quando ele ingressar na zona de votação e escolher os próximos deputados, senadores, governadores e presidente da república? Hoje, as principais prioridades e preocupações apontadas pelos eleitores brasileiros nas recentes rodadas de pesquisas em âmbito nacional giram (na média) em

torno de três eixos centrais: segurança pública, saúde pública e combate à corrupção. Se compararmos com o período de campanha eleitoral de 2022, houve mudança na lista de prioridades do eleitor. Naquele ano, a intenção de voto do brasileiro ainda girava (na média) em torno dos efeitos da pandemia e muitas pesquisas apontavam a inflação elevada e o custo de vida como as principais preocupações. E você, caro leitor, já compreendeu as suas prioridades como eleitor? E quais as propostas dos teus candidatos (as) para enfrentar as problemáticas elencadas?

rodrigomartini@grupoahora.net.br

RODRIGO MARTINI “Muita calma nessa hora” O ditado popular brasileiro serve para pedir paciência e tranquilidade em momentos de maior crise ou tensão. Muitos também utilizam o trocadilho “muita hora nessa calma” como uma forma bem-humorada de brincar com a pressa alheia e os riscos do “agir sem pensar”. Dito tudo isso, eu sugiro o ditado popular a quem pouco entende de STF, e para quem já naturalizou os precipitados julgamentos midiáticos com base em manchetes e/ou vazamentos seletivos. É capital: antes de “julgar”, seja prudente e aguarde as cenas dos próximos capítulos e os indispensáveis contrapontos.

- O programa “ISS em Dia”, do governo de Lajeado, termina nesta semana. Os contribuintes têm até esta sexta-feira para regularizar débitos de Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) com descontos de até 90% sobre juros e multas. - Em Estrela, o óbvio: os únicos dois vereadores de oposição questionaram e muito o projeto de lei que autoriza o Executivo a contratar R$ 150 milhões em financiamento bancário. Eder Follmann (PP) cobra mais detalhes das obras. E Volnei Zancanaro (PP) lembrou que empréstimos menores foram “demonizados” em tempos passados por parte de alguns que hoje cobram a aprovação. - Um breve pitaco sobre o STF. Neste momento, não importa se o Ministro Alexandre de Moraes é culpado ou inocente. A questão, hoje, é se ele deve ou não ser investigado. E ele deve, é claro.

Ranzi cita a segurança como pilar ao desenvolvimento

Zucco atende imprensa e reforça conexão com o PP em Lajeado FOTOS: MATEUS RAUGUST

Candidato a governador do RS, Luciano Zucco (PL) cumpriu agenda em Lajeado ontem. O braço direito de Jair Bolsonaro visitou o acampamento farroupilha e caminhou com correligionários e apoiadores pelas ruas centrais. E, entre as dezenas de caminhantes que o acompanharam, destaque à prefeita de Lajeado, Gláucia Schumacher (PP), e ao vice-prefeito, Guilherme Cé (Novo). Enfim, um posicionamento claro do PP em Lajeado. Até então, o apoio era quase velado. E isso talvez seja fruto, também, da conturbada relação local entre as duas principais siglas que integram o Executivo municipal. Algo natural dentro de outras coligações, também. Por fim, cabe destacar a aproximação do candidato com a imprensa. Apesar de rejeitar o convite para o debate projetado pelo Grupo A Hora e a Folha do Mate, Zucco fez questão de visitar a nossa redação e explicar as suas razões estratégicas para, segundo ele, desviar dos “cortes” e lacrações” que sempre são gerados a partir de provocações de adversários que estão abaixo nas pesquisas.

Ex-vereador e candidato a prefeito de Lajeado em 2024, Carlos Ranzi (MDB) concorre a deputado federal em 2026. Ontem, em entrevista a Rádio A Hora, ele falou sobre prioridades em um eventual mandato em Brasília, ressaltou que o único foco é a eleição de 2026 – e não o pleito municipal de 2028 –, e tratou a segurança pública como um pilar crucial ao desenvolvimento econômico e social.

“Bolacha a, a, a, a”

FREANDO OS PEQUENOS

Sem debates. E com pouco espaço nas redes... A ausência em debates dos candidatos que lideram pesquisas em âmbito nacional e também no Rio Grande do Sul não é coincidência. Tampouco um “problema de agenda”. É

estratégia. Além de evitar ataques sem pudor por parte de quem não tem nada a perder, a ausência esvazia a audiência dos debates e limita a vitrine aos “pequenos”. É o mesmo efeito gerado pela nova

“A segurança é uma das principais questões para viver em sociedade. E não falo só de não ser assaltado. Falo de segurança ao caminhar em calçadas estruturadas. Falo de segurança alimentar, de habitação. Tudo que envolve uma comunidade é baseado na segurança”, afirmou ele. Uma conclusão que segue em consonância com o anseio da maioria do eleitor brasileiro, penso eu.

regra do TSE às redes sociais, que limita a entrega orgânica de postagens e perfis de todos os candidatos e, por óbvio, favorece quem já possuía vitrines de outrora.

Jéferson Luís de Melo não caiu de paraquedas na política. Pelo contrário. O folclórico “Bolacha” já concorreu a cargos públicos e inclusive atuou no Executivo municipal – ele foi secretário de Cultura e Turismo no início do século. E mais. Bolacha demonstra, desde a década de 1990, habilidade peculiar para criar os tradicionais jingles de campanha. Em Lajeado, quem acompanha política há mais de três décadas deve lembrar do jingle “Bolacha a, a, a, a...Bolacha a, a, a, a”, criado em 1996, na campanha a vereador – ele fez 423 votos e ficou na suplência. Pois bem. Trinta anos depois, e agora como candidato a deputado federal, ele voltou. E vejam só: a melodia ainda “cola”.


A HORA | 5

Quarta-feira, 16 de setembro de 2026

“As cheias e outras Vale do Taquari não está na intempéries mostraram “O mesa para decidir o próprio futuro” que o Vale foi esquecido” ENTREVISTA | CARLOS RANZI • CANDIDATO A DEPUTADO FEDERAL

RODRIGO GALLAS

Candidato a deputado federal pelo MDB, Carlos Ranzi cobra espaço nas decisões políticas e promete articulação por recursos. Ele também defende investimentos em infraestrutura, prevenção climática e desenvolvimento regional Karine Pinheiro

T R A J E TÓ R I A Carlos Eduardo Ranzi tem 46 anos, é servidor concursado do Banco do Brasil há 25 anos e filiado ao MDB. O emedebista tenta, pela primeira vez, uma vaga na câmara dos deputados. Ele exerceu três mandatos como vereador em Lajeado, somando 12 anos no Legislativo municipal. Na última eleição, concorreu à prefeitura de Lajeado e obteve 19.932 votos. Ele é um dos sete nomes do Vale que concorre a uma cadeira na câmara dos deputados.

karine@grupoahora.net.br

Ranzi foi o oitavo entrevistado dentro do projeto Pensar Eleições

AGENDA Próximas entrevistas Quarta-feira, dia 16: 15h30min – Samuel Maciel (Novo) Sexta-feira, dia 18: 15h30min – Juli Cuciolli (PL) Segunda-feira, dia 21: 15h30min – Ramatis de Oliveira (PL)

VALE DO TAQUARI

A

falta de representatividade do Vale do Taquari nas decisões políticas foi apontada por Carlos Ranzi (MDB) como um dos principais entraves para o desenvolvimento regional. Candidato a deputado federal, ele afirma que as enchentes evidenciaram a dificuldade da região em acessar recursos e defender prioridades. O candidato participou da série de entrevistas do projeto “Pensar Eleições – Desperta Vale do Taquari”, promovido pelo Grupo A Hora. A iniciativa busca dar visibilidade aos candidatos federais e estaduais ligados ao Vale do Taquari, além de estimular o debate e a

conscientização dos eleitores. Na avaliação de Ranzi, a região precisa ampliar a articulação política para garantir investimentos em rodovias, saúde, turismo e prevenção a eventos climáticos extremos. Entre as prioridades, ele destaca a duplicação da ERS-130 e da Rota do Sol. O candidato reforça que deputados não executam obras, mas podem atuar na busca por recursos e na cobrança de investimentos.

Turismo e trabalho na pauta O candidato também defende maior aproveitamento de

programas federais destinados ao turismo. Para ele, a região tem potencial para ampliar a atividade a partir dos atrativos naturais e culturais. Uma das propostas é criar uma estrutura regional para auxiliar os municípios na identificação de programas e elaboração de projetos. Na área do trabalho, Ranzi propõe mudanças na política de assistência social e estímulos à contratação formal. Ele afirma que empresas enfrentam dificuldade para encontrar trabalhadores e defende a criação de alternativas que conciliem qualificação, emprego e redução da dependência de benefícios sociais.

AH – Quais são as principais demandas de infraestrutura? Ranzi – Temos situações que não são recentes, como a necessidade de duplicação da ERS-130 e a Rota do Sol. Vemos exemplos em regiões que têm representantes, como o Vale do Rio Pardo. Santa Cruz do Sul recebeu cerca de R$ 30 milhões da EGR para fazer um trevo. O recurso vem do mesmo pedágio que pagamos. Precisamos desses investimentos. Não é correto dizer que um deputado vai apresentar projetos e executálos, porque um deputado não exerce função executiva. O que ele pode e deve fazer é buscar recursos e demonstrar interesse pela região. O Vale do Taquari não está na mesa para decidir o próprio futuro. E isso acontece há 12 anos. A demora na execução de serviços na região é uma demonstração da falta de alguém que esteja brigando pelo Vale. AH – Qual é a importância de ampliar o uso de ferrovias e hidrovias? Ranzi – Lajeado é a capital do Vale porque a BR-386 passa por aqui. Precisamos incentivar a ampliação da disponibilidade de outros modais. Em Cruzeiro do Sul, por exemplo, existe a oportunidade de ampliar a estrutura para que aviões possam pousar na região. Tem deputado federal que, por meio de emenda, encaminhou R$ 5 milhões para a própria cidade. Nós sofremos com a falta de recursos para garantir investimentos desse tipo. Não temos como executar diretamente, mas podemos encaminhar aporte financeiro.

AH – Como avalia a questão da mão de obra? Ranzi – A luta precisa ser pela redução do tamanho do Bolsa Família e pela transformação dos recursos aplicados no programa em empréstimos a juros baixos para empresas. Temos duas questões relacionadas: empresas que precisam contratar profissionais e pessoas que não querem assinar a carteira porque deixariam de receber o Bolsa Família. Uma solução precisa ser encontrada. Ao longo dos

últimos anos, o sistema de assistência social foi ampliado.

AH – Como o turismo pode contribuir para o desenvolvimento regional? Ranzi – Uma questão que também é impactada pela reforma tributária. Ter recursos destinados ao turismo é muito importante. É uma maneira mais simples de fazer o dinheiro circular na região sem grandes modificações, porque temos belezas naturais. Podemos ir além das emendas nesse tema. Existem programas do governo federal que podem chegar à região, mas hoje não temos ninguém olhando de forma específica para isso. O acesso depende de prefeituras se enquadrarem nos programas, e nem todo município tem uma estrutura grande para compreender o que está disponível, principalmente os recursos a fundo perdido. AH – Como deve ser conduzida a prevenção climática no Vale? Ranzi – Esse processo passa por cada município. Há 30 anos, os planos diretores não permitiam construir abaixo de determinada cota. Esse trabalho precisa ser atualizado com cada cidade. A situação tem prejudicado as famílias e a economia local, porque se perde a certeza de um lugar seguro. AH – Como pretende estruturar o trabalho caso seja eleito? Ranzi – Teremos um gabinete em Brasília e também um escritório regional, constituído por pessoas da região, porque elas entendem o que precisamos. Temos uma cobrança muito forte por resultados. Precisamos de pessoas com conhecimento em saúde, turismo e no andamento da reforma tributária. Nenhum município está preparado para essa mudança, que é mal estruturada. As cheias e outras intempéries mostraram que o Vale foi esquecido. Os recursos de grande porte que chegam à região não vêm dos deputados federais. Precisamos conscientizar a população sobre isso. Temos que evitar que o Vale do Taquari se torne um corredor de passagem.


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Conheça o projeto Pensar Cidade Nova Território inicial São Cristóvão e conexões com as áreas próximas Duração 12 meses Estrutura Fórum permanente e 12 encontros mensais

Quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Fórum abre ciclo de propostas para o São Cristóvão

Realização Grupo A Hora Apresentação Lyall Construtora Objetivo Identificar desafios, reunir diferentes setores, produzir diagnósticos e encaminhar propostas ao poder público e às instituições

Os eixos 1. Mobilidade Deslocamentos, acessos, calçadas, transporte e estacionamento

2. Segurança Prevenção, circulação e integração com a comunidade

3. Convivências Uso das ruas, praças e demais espaços públicos

4. Sustentabilidade Áreas verdes, arborização e desenvolvimento urbano

5. Cidade completa Proximidade entre moradia, trabalho, comércio e serviços

6. Economia Atividades empresariais, construção civil e oportunidades

7. Educação e desenvolvimento humano Escolas, universidade, formação e participação social

8. Tecnologia Dados e ferramentas aplicadas às necessidades urbanas

9. Futuro Crescimento ordenado por decisões de longo prazo

Projeto parte do São Cristóvão devido à expansão dos últimos anos

Projeto lançado na noite de ontem terá 12 encontros ao longo de um ano. Nove eixos orientam os debates para encaminhar sugestões ao poder público

Filipe Faleiro

filipe@grupoahora.net.br

LAJEADO

O

Grupo A Hora lançou, na noite de ontem, 15, o Pensar Cidade Nova. O projeto cria um fórum com profissionais,

Quem integra o comitê

empresários, líderes e representantes da comunidade para discutir o crescimento do São Cristóvão e das localidades próximas. Patrocinado pela Lyall Construtora, o projeto parte do São Cristóvão devido à velocidade da expansão residencial e econômica. A área tem cerca de dois quilômetros quadrados, mais de 2,1 mil empresas e recebe uma circulação diária superior a 20 mil pessoas. O território concentra moradias, instituições de ensino, comércio, serviços de saúde, cooperativas, equipamentos públicos e empreendimentos de alcance regional. Esse movimento aumenta a pressão sobre acessos, calçadas, estacionamento, transporte e espaços de convivência. “Essa aceleração no desenvolvimento do bairro gera gargalos urbanos e de trânsito que ainda não eram debatidos de forma preventiva”, realça o diretor-executivo do Grupo A Hora, Adair Weiss.

Iniciativa foi apresentada ontem à noite, em evento no Restaurante Pê05

Segundo ele, o fórum cria um espaço permanente para reunir diferentes percepções e organizar demandas antes da consolidação dos problemas. Ao longo de 12 meses, o grupo com dez integrantes participa de encontros mensais, avalia nove eixos temáticos para reunir propostas e diagnósticos sobre carências e potenciais. O trabalho será transformado em reportagens, entrevistas, podcasts, vídeos e conteúdos para rádio e redes sociais. Ao fim do ciclo, uma publicação especial e uma carta de intenções reunirão as soluções e os encaminhamentos construídos.


A HORA | 7

Quarta-feira, 16 de setembro de 2026

FOTOS: FELIPE NEITZKE

Essa aceleração no desenvolvimento do bairro gera gargalos urbanos e de trânsito que ainda não eram debatidos de forma preventiva”

Olhar diverso O fórum funciona como núcleo permanente do projeto. Os 12 encontros poderão ocorrer em diferentes pontos do São Cristóvão e da avenida Piraí. Cada reunião terá um tema central, participação de especialistas e espaço para as contribuições da comunidade.

Os nove eixos abrangem mobilidade, segurança, convivências, sustentabilidade, cidade completa, economia, educação e desenvolvimento humano, tecnologia e futuro. A proposta é observar como cada tema interfere nos demais e evitar soluções isoladas. Para o diretor da Lyall

Só vamos conseguir fazer o bairro crescer e se desenvolver se pensarmos como coletivo (...). Quem vive aqui (...) pode ajudar a propor soluções.”

Se não pararmos agora para pensar a partir dos dados que já temos, não conseguiremos projetar soluções para a dinâmica do bairro.”

ADAIR WEISS

GUSTAVO LUCCHESE

EDSON WIETHÖLTER

DIRETOR-EXECUTIVO DO GRUPO A HORA

DIRETOR DA LYALL CONSTRUTORA

DIRETOR DO GA

Construtora, Gustavo Lucchese, a composição diversificada permite confrontar os interesses de quem mora, trabalha, empreende ou usa os serviços do bairro. “Só vamos conseguir fazer o bairro crescer e se desenvolver se pensarmos como coletivo, e não pelo interesse individual. Quem vive aqui conhece os problemas e pode ajudar a propor soluções”, sustenta. De acordo com Lucchese, o grupo vai além de identificar problemas. As discussões devem resultar em propostas ao governo municipal, à câmara de vereadores e às instituições relacionadas a cada temática.

Entregas e objetivos Cada encontro dará origem a uma sequência de conteúdos durante o mês. O cronograma prevê um podcast mensal, vídeos curtos semanais, entrevistas na Rádio A Hora, um quadro bissemanal e um suplemento no jornal impresso. Reportagens, mapas, gráficos e entrevistas devem aprofundar os assuntos levantados pelo fórum. A produção também abre espaço para moradores e usuários do bairro apresentarem problemas que nem sempre aparecem nos projetos técnicos. No encerramento dos 12 meses, uma publicação especial reunirá

os temas discutidos, as soluções propostas e os encaminhamentos obtidos. A carta de intenções organizará as prioridades apresentadas ao longo do ciclo e servirá como referência para a cobrança das instituições responsáveis. Integrante da área da educação, Edson Wiethölter considera que o debate precisa partir da realidade atual para dimensionar os próximos anos. “Se não pararmos agora para pensar a partir dos dados que já temos, não conseguiremos projetar soluções para a dinâmica do bairro.”


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Quarta-feira, 16 de setembro de 2026

KARINA FLECK/DIVULGAÇÃO

vinibilhar@grupoahora.net.br

VINI BILHAR

Senses 2026: Arabesco aposta na experiência sensorial

A

VINI BILHAR

Arabesco Acabamentos promove a 3ª edição do Senses – The Living Design, em 2026, sob o tema biofilia, reforçando a proposta de conexão entre pessoas, marcas, arquitetura e natureza. Idealizado pela empresária Carmen Dresch, o evento tem se consolidado pela entrega de experiências imersivas e sensoriais ao público. Na noite de ontem, a programação destacou o The Living Design, um desfile conceitual que integrou moda, design, natureza e estilo de vida, proporcionando uma experiência estética e sensorial aos participantes. Já nesta quarta-feira, 16, a partir das 10h, ocorre o Senses Opportunity, voltado à geração de negócios, com a aproximação entre indústria, profissionais especificadores e clientes, além da

Moradora do Paraná ganha R$ 500 mil na promoção da Girando Sol

oferta de condições exclusivas. Entre as experiências, os visitantes são convidados a registrar a sensação que melhor representa a vivência no evento. As mensagens são eternizadas por um artista em um vaso que simboliza a edição 2026. Ao concluir a jornada, o

público recebe brindes exclusivos e pontuação no Hub Vínculos. A ambientação da loja também é destaque, proporcionando um mergulho em tendências, beleza e design, consolidando o Senses como uma experiência única na região.

O sonho de conquistar meio milhão de reais se tornou realidade para Jéssika S.R., de Ponta Grossa (PR), vencedora da promoção Girando Sol 35 anos. A entrega simbólica ocorreu no dia 9, na sede da empresa, em Arroio do Meio, onde ela esteve acompanhada do marido e conheceu a estrutura e os processos da indústria. Ao relembrar o momento, Jéssika destacou a mistura de emoções. “Foi desespero, alegria, tudo junto”, afirmou. O prêmio, creditado em carteira digital, já tem

destino: segurança para a família, com planos de trocar o carro, reformar a casa e investir parte do valor. A campanha distribuiu mais de R$ 1 milhão em prêmios, envolvendo consumidores de cinco estados. Foram 1,5 mil premiações instantâneas e 17 motos elétricas, além do prêmio principal. Para a empresa, a ação marcou a celebração dos 35 anos e o fortalecimento do vínculo com os consumidores, reforçando o compromisso com o cuidado das pessoas e dos ambientes.

CONEXÃO APL Nostra Gula amplia atuação e reforça conexões no APL PAULO CARDOSO

O programa Conexão APL recebeu a empresária Madalena Kuhn, da Nostra Gula, em Imigrante. A empreendedora compartilhou a trajetória da empresa, criada em plena pandemia e que completa seis anos, consolidando-se como referência gastronômica no município. Inicialmente instalada no distrito de Daltro Filho, a empresa transferiu-se há dois anos para

o centro da cidade, ampliando a capacidade produtiva e aproximando-se de um público formado, principalmente, por trabalhadores das empresas locais. Além da fábrica, o negócio passou a contar recentemente com um café anexo à indústria. Com portfólio diversificado, a Nostra Gula também produz massas caseiras, mantendo receitas herdadas das tradições alemã e

italiana da região. Os produtos já são comercializados em mercados da Serra Gaúcha. Sobre a participação no Arranjo Produtivo Local (APL), Madalena destaca a troca de experiências e o diálogo entre empresas que enfrentam desafios semelhantes no interior. A empresária projeta a ampliação do portfólio e a expansão da marca para novos mercados regionais.

Indicadores Dólar: R$ 5,15 Ibovespa: 186.502,64


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Quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Zucco recebe demandas do setor produtivo em agenda na Acil MATEUS RAUGUST

Candidato do PL ao governo do Estado defende redução da estrutura administrativa, manutenção da carga tributária e investimentos em logística e prevenção

investimentos e políticas públicas para a região. A articulação política com Brasília também foi citada como parte da estratégia de governo. Zucco defendeu maior atuação do Rio Grande do Sul junto à União em pautas relacionadas à infraestrutura, recursos e projetos de desenvolvimento. O diálogo com entidades representativas foi apresentado como instrumento para definir demandas e estabelecer prioridades.

Karine Pinheiro

karine@grupoahora.net.br

VALE DO TAQUARI

C

andidato ao governo do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL) participou de reunião com representantes da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil). O encontro ocorreu nessa terça-feira, 15, e teve como pautas assuntos relacionados a logística e carga tributária. A agenda também abordou medidas para estimular o desenvolvimento econômico do Estado. Representantes apontaram as condições da infraestrutura como um dos entraves para a atividade econômica. As limitações na logística, segundo o presidente da Acil, Eduardo Gravina, dificultam novos investimentos, afetam a competitividade e também impõem restrições ao desenvolvimento no Vale do Taquari. A pauta logística foi relacionada por Zucco à necessidade de criar condições para a retomada econômica do RS. O candidato defende uma mudança nas

Candidato do PL recebeu demandas prioritárias do Vale do Taquari

prioridades da administração estadual, com medidas para estimular investimentos, ampliar a abertura de empresas e criar empregos. A proposta inclui redução da burocracia e revisão da estrutura administrativa. Entre as medidas apresentadas, o candidato cita a redução do número de secretarias estaduais. A mudança, conforme ele, faz parte de uma estratégia de redução da máquina pública e de revisão das despesas. A proposta também prevê direcionamento de recursos para áreas consideradas prioritárias ao desenvolvimento econômico.

Carga tributária A carga tributária esteve entre os principais pontos

da reunião. Zucco reafirma a posição contrária ao aumento de impostos e defende o crescimento da atividade econômica como alternativa para ampliar a arrecadação. Para o candidato, a criação de empresas e de empregos depende de condições que reduzam obstáculos ao setor produtivo. “A carga tributária é grande e o empresário precisa de ajuda. Queremos estar prontos para auxiliar nesse período de reforma tributária”, afirma. A mudança no sistema de impostos foi citada como um dos pontos de atenção para os próximos anos. A proposta é preparar o Estado e o setor produtivo para as novas regras e criar condições para manutenção dos investimentos. A situação fiscal do RS também

entrou na discussão. Zucco cita a renegociação da dívida estadual e reforça a elaboração de um projeto de desenvolvimento econômico associado ao tema. O candidato afirmou que o Estado precisa ampliar a capacidade de investimento e estabelecer uma estratégia para a retomada da atividade econômica.

Diálogo com a região O candidato afirma que a definição das prioridades para o Vale do Taquari deve considerar as demandas apresentadas por entidades e lideranças regionais. “Precisamos aprender sobre o Vale com as pessoas do Vale”, disse. A participação do setor produtivo, segundo Zucco, deve fazer parte do diálogo sobre

Carta com prioridades As entidades entregaram ao candidato uma carta com as principais prioridades do setor produtivo para o desenvolvimento do Vale do Taquari. O documento reúne diretrizes e busca compromisso com demandas estratégicas para a região. Entre os principais pontos estão investimentos em infraestrutura, com destaque para a Ponte dos Vales. A carta também reforça a necessidade de plano permanente de prevenção às enchentes. O documento ainda aborda competitividade, simplificação tributária, modernização da gestão pública, apoio à agricultura, incentivo ao turismo regional, educação, saúde e melhorias no ambiente de negócios.


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Quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Liderança técnica e adequação ambiental sustentam crescimento de negócios Geoambiental destaca a evolução da mentalidade empresarial e a importância de consultorias especializadas para evitar multas e alavancar negócios com responsabilidade social e ESG DEIVID TIRP

Empresa nasceu da união de conhecimentos técnicos em geologia e oceanografia Mateus Souza

mateus@grupoahora.net.br

A

conformidade com a legislação ambiental deixou de ser vista apenas como um trâmite burocrático e passou a integrar a estratégia de inteligência de mercado das empresas. Em entrevista ao programa “O Meu Negócio”, da Rádio A Hora 102.9, o diretor técnico da Geoambiental Consultoria e Licenciamento, Marcelo Christ, e a gestora comercial da empresa, Camila Almeida, abordaram as transformações do setor e o papel da consultoria técnica para garantir a sustentabilidade e a expansão de novos empreendimentos. Com mais de três décadas de atuação no mercado, a Geoambiental nasceu da união de conhecimentos técnicos em geologia e oceanografia para suprir a demanda inicial de licenciamentos na área de mineração e ceramistas no Vale do Taquari. Ao longo dos anos, a empresa expandiu sua carteira para abranger o comércio varejista de combustíveis, indústrias, infraestrutura rodoviária e projetos de grande porte em todo o estado do Rio Grande do Sul e na Região Sul do país.

DICA DE LEITURA Jeff Bezos é um sonhador que transformou uma ideia ousada na empresa mais influente do mundo, revolucionando o comércio eletrônico e modificando para sempre a forma como as pessoas compram e vendem. Este livro revela as estratégias de comunicação que Bezos utilizou para alavancar o crescimento extraordinário da Amazon. Estudioso de liderança e comunicação, ele elevou a maneira como seus funcionários escrevem, colaboraram, inovam, apresentam e vendem ideias.

De acordo com a direção da consultoria, a obtenção de licenças, desde a etapa prévia até a fase de operação, exige rigor técnico na análise de entorno, planos diretores municipais e estudos de impacto, como o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA). A falta de acompanhamento nas condicionantes fixadas pelos órgãos ambientais, como a Fepam, pode gerar sanções pesadas no momen-

to da renovação dos documentos. Paralelamente à exigência legal, cresce a busca por certificações voluntárias e práticas de ESG. O mercado consumidor e os parceiros internacionais têm exigido rastreabilidade e mensuração da pegada de carbono, transformando a adequação ambiental em diferencial competitivo e vetor de atração de investimentos para os empreendimentos regionais.

ENTREVISTA | MARCELO CHRIST E CAMILA ALMEIDA

“O que era visto apenas como custo virou ferramenta de negócios” Rogério Wink – O que é o licenciamento ambiental e como ele funciona na prática para um novo empreendimento? Camila Almeida – A licença ambiental é o documento que baliza e dá o norte sobre os passos a seguir dentro da legislação. Tradicionalmente, há a Licença Prévia (LP), para aprovar a área com base no entorno e plano diretor; a Licença de Instalação (LI), que autoriza a construção com condicionantes; e a Licença de Operação (LO), emitida quando a estrutura está pronta para funcionar. Hoje, órgãos como a Fepam permitem unificar etapas em determinados projetos, reduzindo a burocracia para que o empreendedor possa construir com agilidade e segurança jurídica. Wink – Como a empresa identifica se o seu negócio necessita desse procedimento? Camila – Não se olha apenas o tipo de atividade, mas os impactos gerados, como efluentes, resíduos sólidos, emissões atmosféricas ou intervenção no solo. Desde uma lavagem de veículos até uma grande indústria ou rodovia geram impactos. Um posto de lavagem, por exemplo, exige caixa separadora de água e óleo e piso impermeável para não contaminar o solo. Já grandes obras, como a segunda ponte do Guaíba, demandam Estudo de Impacto Ambiental (EIA/ RIMA) com dezenas de técnicos envolvidos. Wink – Marcelo, como começou a atuação da Geoambiental no segmento de combustíveis? Marcelo Christ – Começou em 1996, com novas portarias do órgão ambiental para atividades potencialmente poluidoras. Havia milhares de postos no estado precisando de adequação. Firmamos parceria com sindicatos da categoria e passamos a atender o setor em todo o estado. Hoje atuamos fortemente no licenciamento e também na remediação e descontaminação de áreas para

novos usos, como a conversão de antigos postos em farmácias e prédios comerciais. Wink – O descumprimento de prazos ou condicionantes pode gerar sanções pesadas? Camila – Sim. A Licença de Operação geralmente vale por cinco anos, condicionada ao envio regular de laudos e monitoramentos. Se o empresário deixa de entregar a documentação, no momento de renovar o documento a Fepam analisa o histórico completo. Se houver passivos acumulados por anos, as multas e exigências vêm acumuladas e pesadas. Por isso, a consultoria atua no acompanhamento contínuo. Wink – Houve uma mudança na mentalidade dos empresários em relação à pauta ambiental? Camila – Sem dúvida. Nesses 16 anos em que estou na Geoambiental, percebo que o empreendedor entendeu que ter resíduos e efluentes em dia não é apenas cumprir exigências, mas agregação de valor ao produto e marketing positivo. Christ – Além da obrigação, hoje auxiliamos em demandas como o levantamento de pegada de carbono. Tivemos um cliente que reduziu drasticamente o uso de carbono na fabricação de seus produtos e utilizou esse estudo técnico como material de vendas em feiras internacionais. O mercado europeu e os grandes compradores exigem essa responsabilidade. O que era visto apenas como custo virou ferramenta de negócios.


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Quarta-feira, 16 de setembro de 2026

LEGISLATIVO DE ESTRELA

Embate adia votação de crédito de até

R$ 150 milhões DANIÉLY SCHWAMBACH

Vereadores divergiram sobre o nível de informação necessário antes da autorização. Após cinco minutos de pausa e consulta à assessoria jurídica, projeto saiu da pauta e deve retornar na segunda-feira, 21

Na Câmara de Estrela, oposição cobrou mais documentos antes de autorizar a operação, enquanto vereadores da situação defenderam o refinanciamento de cerca de R$ 58 milhões em contratos atuais e novos investimentos. Projeto deve voltar à pauta na segunda-feira, 21

Economia projetada – Pelos números apresentados anteriormente pelo Executivo, os financiamentos atuais exigiriam cerca de R$ 26 milhões em pagamentos em 2027. Com a reestruturação de parte das dívidas, a projeção do governo reduz o desembolso para até R$ 9 milhões. – As condições, contudo, ainda não estão fechadas. O projeto determina que juros, encargos, amortização e carência serão definidos no processo de contratação e condiciona cada operação às análises técnicas, jurídicas, fiscais e financeiras exigidas. – Os novos recursos também podem financiar pavimentação, drenagem, infraestrutura viária, acessibilidade, ciclovias, equipamentos e projetos.

Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br

ESTRELA

U

ma decisão importante para os próximos anos das finanças municipais foi adiada por uma semana. Depois de um debate acalorado entre vereadores de oposição e situação na segunda-feira, 14, o projeto que autoriza operações de crédito de até R$ 150 milhões saiu da pauta sem votação. A proposta não significa a entrada imediata desse valor nos cofres públicos. O limite permite ao Executivo contratar uma ou mais operações junto

à Caixa Econômica Federal. Parte da estratégia consiste em substituir cerca de R$ 58 milhões em financiamentos atuais por condições consideradas mais vantajosas. Outra parcela poderá financiar obras de infraestrutura e mobilidade. O projeto estabelece que os R$ 150 milhões são um teto e não obrigam a contratação integral. No conjunto de dívidas já contratadas, o município ainda tem R$ 72,79 milhões a amortizar. Segundo a justificativa, um eventual refinanciamento somente poderá ocorrer se

houver vantagem econômica demonstrada. Foi justamente a quantidade de informações necessárias antes dessa autorização que dividiu os vereadores.

Oposição cobra detalhamento Primeiro sorteado para a tribuna, Eder Follmann (Progressistas) pediu estudos sobre capacidade de endividamento, simulações financeiras, relação das obras,

cronograma e informações dos contratos que podem ser refinanciados. “Querem que nós autorizemos R$ 150 milhões, mas sem dizer qual obra, quanto vai custar, quanto vai pagar de juros, quais dívidas serão refinanciadas e qual será o final dessa conta para o povo pagar”, afirmou. Follmann disse não se opor aos investimentos, mas classificou a autorização nas condições apresentadas como um “cheque em branco”. Na sequência, Volnei Leandro Zancanaro (Progressistas) também concentrou a manifestação na documentação. Ele cobrou taxas, prazos, encargos, projeções das parcelas, pareceres e comparação entre os contratos atuais e uma eventual reestruturação. “Em nenhum momento eu falei que o projeto é ruim. Estou falando da falta de documentação que eles mandam para esta Casa.” Zancanaro também retomou críticas feitas em anos anteriores ao endividamento municipal e citou outras demandas, entre elas as reivindicações dos monitores da Educação. Apesar disso, reforçou que não rejeita as obras previstas. “Quem disse que o asfalto não é importante? Quem disse que a reestruturação do município não é interessante? Sem documento, não.”

Situação reage às críticas O presidente Elio Jair Kunzler (MDB) rebateu a expressão “cheque em branco”. Conforme ele, o limite seria utilizado por etapas e não representa acesso automático aos R$ 150 milhões. “É até R$ 150 milhões. Depois vai vir por etapas, conforme forem necessários os recursos”, argumentou. A reação mais calorosa veio de Daniel da Silva (MDB). Ele afirmou que o assunto já havia sido discutido nas comissões com integrantes da equipe técnica do Executivo e criticou a postura adotada na tribuna. “Eu fico abismado com a demagogia barata nesta Casa. Ali são os gatinhos e no microfone são os leões.” Daniel defendeu o refinanciamento como forma de reduzir a pressão sobre

O QUE REPRESENTAM OS R$ 150 MILHÕES R$ 150 milhões – teto para uma ou mais operações, sem obrigação de contratação integral. R$ 72,79 milhões – saldo total a amortizar nas operações atuais. Cerca de R$ 58 milhões – contratos que o governo pretende avaliar para refinanciamento. R$ 26 milhões – desembolso projetado para 2027 sem a reestruturação. Até R$ 9 milhões – projeção do Executivo para 2027 caso o refinanciamento avance.

o caixa e ampliar espaço para contrapartidas e outras demandas. “Às vezes é mais fácil gritar do que sentar, dialogar e resolver”, acrescentou. Valderes Oliveira da Rosa (PSD) também defendeu o avanço e declarou confiança na prefeita Carine Schwingel.

Cinco minutos mudam desfecho Com o aumento da tensão no plenário, Kunzler suspendeu a sessão por cerca de cinco minutos e conversou com a assessoria jurídica. Ao retornar, retirou o projeto da pauta. Logo após a sessão, em entrevista à reportagem, explicou que o pouco tempo alegado pela oposição pesou na decisão. “A princípio vou botar em votação na próxima segunda, eles terão uma semana para analisar melhor, esmiuçar mais o projeto.” A nova análise está prevista para segunda-feira, 21. Em nota, a administração afirma respeitar a autonomia e competências do Poder Legislativo. No comunicado, o Executivo acrescenta que apresentou a proposta e os detalhamentos, e que a condução é de responsabilidade dos vereadores.


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Quarta-feira, 16 de setembro de 2026 FILIPE FALEIRO

FOMENTO AO COMÉRCIO

CDL lança campanha que distribuirá R$ 95 mil em prêmios “Arroio do Meio Comprar Aqui é Show” inicia hoje e reúne 131 empresas. Sorteios ocorrem até dezembro Gabriel Santos

gabriel@grupoahora.net.br

ARROIO DO MEIO

A

Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Arroio do Meio lançou, na manhã de ontem, 15, a campanha “Arroio do Meio Comprar Aqui é Show”, voltada ao fortalecimento do comércio local.

A apresentação ocorreu durante o Café.Com, na sede da Associação Comercial e Industrial de Arroio do Meio (Acisam). A campanha começa hoje e segue até 29 de dezembro, com quatro sorteios e a distribuição de R$ 95 mil em premiações. Ao todo, 95 consumidores serão contemplados, sendo o principal prêmio um cartão pré-pago de R$ 10 mil. Participam da ação 131 empresas do município. Durante o lançamento, o presidente da CDL, Fábio Bruxel, destacou que a iniciativa busca incentivar os moradores a prestigiarem os estabelecimentos de Arroio do Meio. Segundo ele, comprar no comércio local fortalece a economia, gera empregos e mantém os recursos circulando na cidade.

Bruxel também lembrou os 55 anos de atuação da entidade em defesa do desenvolvimento do comércio e dos serviços. A campanha é uma realização da CDL Arroio do Meio, com apoio de Brasrede, Neugebauer, Sicredi e Acisam.

Convenção da CDL Além da campanha, a entidade anunciou a 1ª Convenção CDL Arroio do Meio, marcada para 27 de outubro, na Comunidade Evangélica do bairro Aimoré. O evento contará com palestras e painéis de Paulo Cesar Tinga, Fabiano Zortéa e Chico, o Vendedor Raiz, reunindo empresários e profissionais para discutir vendas, liderança e desenvolvimento dos negócios. GABRIEL SANTOS

Entre os consumidores inadimplentes, 43,3% são homens e 41,6% possuem ganhos até R$ 2 mil

Mais de 22 mil pessoas têm restrição de crédito na cidade Levantamento aponta concentração de inadimplentes na faixa de 30 a 34 anos Paulo Cardoso

centraldejornalismo@grupoahora.net.br

LAJEADO

Ao todo, 95 consumidores serão contemplados, sendo o prêmio principal um cartão pré-pago de R$ 10 mil

Lajeado tem 22.460 pessoas com algum tipo de restrição de crédito, segundo dados de julho apresentados pela supervisora da Equifax/Boa Vista, Bárbara Hubner. O levantamento considera a população ativa comercialmente com mais de 18 anos e registros relacionados a operações de crédi-

to, cheques e títulos protestados. Entre os consumidores inadimplentes, 43,3% são homens. A faixa etária com maior participação é de 30 a 34 anos, que representa 13,9% do total. Em relação à renda, 41,6% possuem ganhos entre R$ 1.401 e R$ 2 mil. Para o vice-presidente de Serviços da CDL de Lajeado, Marcelo Lovatto, o cenário reforça a importância de mecanismos que auxiliem as empresas na análise de crédito e na recuperação de valores em atraso. “A entidade disponibiliza soluções voltadas à avaliação de consumidores antes da concessão de crédito e à recuperação de débitos, com o objetivo de reduzir riscos nas operações e contribuir para uma gestão financeira mais segura dos negócios”, salienta.


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Quarta-feira, 16 de setembro de 2026

MEIO AMBIENTE

Caravana Educame vai a Vespasiano Corrêa DIVULGAÇÃO

Teatro e oficinas vão animar os estudantes da Escola Municipal de Educação Esperança Luciane Eschberger Ferreira luciane@grupoahora.net.br

VESPASIANO CORRÊA

O

s estudantes da Escola Municipal de Educação Básica Esperança recebem hoje a Caravana Educame. A ação faz parte do programa Educação Ambiental na Escola (Educame), do Grupo A Hora. Por meio de teatro e oficinas, os estudantes são estimulados a refletir sobre os cuidados com a natureza e a sustentabilidade. Cerca de 100 estudantes do 1º ao 5º ano vão participação da programação. Conforme a diretora Anna Júlia Patuzzi Pegorer. A expectativa da escola em receber a Caravana Educame é muito positiva. “Acreditamos que atividades lúdicas, interativas e práticas tornam a aprendizagem mais significativa, despertando nas crianças a curiosidade, a consciência ambiental e, principalmente, a compreensão de que pequenas atitudes do dia a dia podem contribuir para a preservação do meio ambiente.” A diretora Anna destaca que a escola Esperança, em parceria com a Secretaria de Educação e Departamento do Meio Ambien-

te, desenvolve ações voltadas à educação ambiental e à sustentabilidade ao longo do todo ano, A intenção é envolver os alunos em experiências concretas. “Entre elas, destacamos atividades de conscientização sobre a separação e destinação correta dos resíduos, preservação do meio ambiente e consumo consciente”, ressalta a diretora. Anna também destaca as ações de arrecadação e de reciclagem de materiais, como a coleta de latinhas, envolvendo os alunos e a comunidade escolar. Para diretora, além de contribuir com o meio ambiente, essas iniciativas permitem trabalhar valores como responsabilidade, cooperação e cuidado com os espaços em que vivemos. “Nesse sentido, receber o teatro e as oficinas será uma oportunidade de enriquecer e fortalecer o trabalho que já vem sendo desenvolvido pela escola, abordando a temática ambiental de maneira divertida, educativa e próxima da realidade das crianças”

Escola Municipal de Educação Básica Esperança, de Vespasiano Corrêa recebe a caravana do meio ambiente

Nesse sentido, receber o teatro e as oficinas será uma oportunidade de enriquecer e fortalecer o trabalho que já vem sendo desenvolvido pela escola, abordando a temática ambiental de maneira divertida, educativa e próxima da realidade das crianças” ANNA JÚLIA PATUZZI PEGORER DIRETORA


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Quarta-feira, 16 de setembro de 2026

PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS

www.coquetel.com.br

© Revistas COQUETEL

"Eu tenho a (?)!", lema do He-Man

Anexado

Verbo modal em in- Duas proposições glês que indica uma básicas da obrigação incisiva Geometria Naturais ou uma dedução Euclidiana

Peça de metal com rosca interna

Pó metálico usado em artesanato "Vou de (?)", sucesso de Angélica Tecidos usados para secar suor e lágrimas Que tem eixos coincidentes

"A (?) da Guerra", livro chinês

Grande porção de coisas Que exprime admiração (fem.)

Tecido resistente Vagaroso Base do caviar Gafe (bras.)

Rio que foi afetado pelo desastre de Mariana Maior mamífero da Terra, ameaçado de extinção pela caça indiscriminada (pl.) Ir plantar (?): parar de incomodar

Valor a ser pago Dez, em inglês

Falhas; defeitos A ação da vitamina K

Tempero evitado por hipertensos Goma de mascar Saque sem defesa Sufixo de "glorioso"

Clube de maior torcida no Brasil (fut.)

A letra da vaia

A (?) nu: sem o auxílio de lentes Seguir; partir Nativo

Partes que formam a corola da flor

Elias Canetti, escritor búlgaro

Uma vez, em inglês (?) Mahler, compositora austríaca

Pode ter fundo falso Padres; reverendos

3/ten. 4/alma — must — once. 6/chicle. 7/coaxial.

BANCO

8

Solução F M A O P U R P U R I N A L E N Ç O S T A XI N A R T E T O S E C B R I M C A X I A L O V A O D C E E R R O S O C N A S E L O T B A T A T A S T A C E FL A M EN G O L A U O L H O P E T A L A S I R A O N C E I I N G A V E T A A L MA S A C E R D OT E S

23/09 - 22/10

Virgem: Renegocie ganhos e organize o orçamento. Novas oportunidades na carreira podem iniciar um ciclo.

23/10 - 21/11

23/07 - 22/08

Leão: Questões familiares pedem atenção. Converse sobre expectativas e priorize o que realmente deseja.

22/11 - 21/12

21/06 - 22/07

Câncer: Organize responsabilidades e finanças. Criatividade e conquistas estarão em alta.

Sagitário: Um assunto antigo pede reflexão. Evite agir por impulso e siga a intuição para mais estabilidade.

22/12 - 19/01

21/05 - 20/06

Gêmeos: Mudanças no trabalho renovam a rotina. Propostas e projetos podem melhorar as finanças.

Escorpião: Mudanças emocionais renovam relações. Cuide do visual, contatos e aposte em novos negócios.

Capricórnio: Amizades e grupos passam por mudanças. Avalie propostas e fortaleça alianças.

20/01 - 18/02

20/04 - 20/05

Touro: Parcerias pedem mudanças e clareza. Converse sobre o futuro, evite promessas e fortaleça os vínculos afetivos.

Libra: Mudanças no amor ajudam a definir prioridades e oportunidades profissionais surgem.

Aquário: A carreira pede novo posicionamento. Ajuste expectativas, prepare-se para expandir seus planos.

19/02 - 20/03

21/03 a 19/04

Áries: Conversas íntimas esclarecerão desejos. Reveja acordos, finanças e valorize momentos de carinho e privacidade.

23/08 - 22/09

HORÓSCOPO

Peixes: Viagens e novos conhecimentos ampliarão horizontes. Deixe o passado e solte a criatividade.


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Publicações Legais

(51) 3710-4200

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CONFRONTO DIRETO

SOB COMANDO DE FELIPÃO, GRÊMIO BUSCA REAÇÃO CONTRA O BOTAFOGO Enquanto Renato Portaluppi não assume oficialmente, Luiz Felipe Scolari lidera o Tricolor em partida atrasada da 21ª rodada do Brasileirão Caetano Pretto

caetano@jornalahora.net.br

E

m meio à transição de comando entre Luís Castro e Renato Portaluppi, o Grêmio entra em campo em jogo recuperado da 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. Contra o Botafogo, no Nilton Santos, o Tricolor será comandado por outro ídolo: Luiz Felipe Scolari, o “Felipão”. A partida ocorre às 19h30min, com transmissão da Rádio A Hora.

A primeira escalação do Grêmio pós-Luís Castro ainda terá a base do trabalho do português. Felipão, que comandou a preparação entre segunda e terça, encaminhou time para o jogo contra o Botafogo com a manutenção da equipe dos últimos jogos. Sem Marlon, lesionado, e Pedrinho, suspenso, Caio Paulista assume a titularidade da lateral -esquerda. Wallace e Kannemann jogarão juntos na defesa, com Diego Caito no lado direito. O tripé de meio-campistas será mantido com Noriega, Villasanti e Krovinovic. O ataque, no entanto, terá uma mudança por opção técnica. Tetê vai para a reserva, com Pavón de volta ao time titular. O lado esquerdo terá Jovane Cabral, com Carlos Vinícius como centroavante. O time provável do Grêmio tem: Weverton; Diego Caito, Walla-

LUCAS UEBEL/DIVULGAÇÃO

CLASSIFICAÇÃO Equipe

PG

V

E

D

GM

GS

SG

Flamengo

57

17

6

4

53

22

31

Palmeiras

56

16

8

3

47

21

26

Athletico

46

13

7

7

41

31

10

Bahia

46

12

10

5

42

33

9

Fluminense

45

12

9

6

41

35

6

Cruzeiro

42

12

6

9

39

39

0

Atlético-MG

39

11

6

9

35

31

4

Coritiba

38

10

8

9

37

38

-1

Bragantino

36

10

6

10

32

29

3

Santos

35

9

8

9

39

39

0

São Paulo

33

9

6

11

31

30

1

Vitória

33

9

6

12

27

39

-12

Corinthians

32

8

8

11

28

29

-1

Botafogo

32

8

8

10

38

41

-3

Mirassol

29

7

8

12

31

42

-11

Grêmio

28

7

7

12

28

35

-7

Vasco

28

7

7

12

29

41

-12

Internacional

28

6

10

11

30

35

-5

Remo

23

5

8

14

31

45

-14

Chapecoense

17

3

8

15

28

52

-24

CRISE NO RIO Felipão comanda de maneira interina o Grêmio no Rio contra o Botafogo

ce, Kannemann e Caio Paulista; Noriega, Villasanti e Krovinovic; Jovane Cabral, Carlos Vinícius e Pavon. Como a partida é atrasada e válida pela 21ª rodada da competição, o jogo ocorre de forma isolada

neste meio de semana. Por isso, o Grêmio não perde posições mesmo com derrota. Por outro lado, uma eventual vitória pode levar o Tricolor até os 31 pontos. Neste cenário, o time passaria o Mirassol e abriria três pontos de vantagem para o Z4.

O Botafogo vem de seis jogos sem vitória no Brasileirão, o que fez a equipe perder posições. Atualmente, a equipe vem sendo treinada pelo técnico do time Sub20, Rodrigo Bellão. Na última janela de transferências, o clube carioca contratou 10 jogadores.


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Quarta-feira, 16 de setembro de 2026

RESTAM QUATRO JOGOS

DIVULGAÇÃO

LAJEADENSE BUSCA 1ª VITÓRIA PARA EVITAR QUEDA ANTECIPADA

Alviazul recebe o Gaúcho hoje à noite e precisa vencer para manter viva a esperança de permanência na Divisão de Acesso

VINICIUS SCHUBERT/DIVULGAÇÃO

CHANCE DE REBAIXAMENTO

Caetano Pretto

caetano@jornalahora.net.br

O

Lajeadense entra em campo em uma noite que pode marcar um dos pontos mais baixos entre os mais de 115 anos da instituição. Com apenas 2 pontos em 11 rodadas e vendo a primeira fase se encaminhar para o final, o Alviazul pode ter o rebaixamento sacramentado com três rodadas de antecedência caso não vença o Gaúcho. As duas equipes entram em campo às 19h30min, na Arena Alviazul. A partida tem transmissão do canal A Hora Esportes, no Youtube. Ainda em busca da primeira vitória na Divisão de Acesso, a

CLASSIFICAÇÃO Equipe

PG

V

E

D

GM

GS

SG

Veranópolis

21

6

3

2

11

5

6

Passo Fundo

20

5

5

1

14

6

8

Santa Cruz

20

5

5

1

11

5

6

União Frederiquense

19

5

4

2

10

5

5

Esportivo

18

4

6

1

13

8

5

Brasil de Farroupilha

18

4

6

1

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9

4

Apafut

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4

4

3

13

9

4

Aimoré

16

4

4

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10

0

Brasil de Pelotas

15

3

6

2

10

8

2

Pelotas

14

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3

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13

-2

Guarani

13

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Gaúcho

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3

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Bagé

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2

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Glória

9

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-4

Gramadense

7

1

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6

7

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-9

Lajeadense

2

0

2

9

4

18

-14

O provável time do Lajeadense tem: Raílson; Bruno Sammario, Kévin, Clemente e Christian; Júlio César, Cristian Gomes e Vini Leonel (Queiroz); Cadinho, Alison Daniel e Viçosa.

Equipe de Serginho Almeida ainda busca a primeira vitória na Divisão de Acesso

equipe de Lajeado precisa vencer os quatro jogos restantes e torcer por resultados paralelos para permanecer na segunda divisão estadual. Depois do Gaúcho, sai para enfrentar o Aimoré em São Leopoldo, no sábado. Na próxima semana, recebe o Veranópolis em casa e fecha a primeira fase contra a Apafut, em Caxias do Sul. Se vencer a primeira, pelo menos consegue adiar o rebaixamento e, pelo menos, manter o sonho da permanência por mais uma rodada. Para enfrentar a equipe de Passo Fundo, o técnico Serginho Almeida precisa lidar com a baixa de um importante titular. Vini Locatelli recebeu o terceiro amarelo em Santa Cruz do Sul e está fora. Cristian Gomes desponta como o provável substituto.

Toda a rodada 12 da Divisão de Acesso será disputada nesta quartafeira. Ao fim da noite, a depender dos resultados, o Lajeadense pode ter o rebaixamento confirmado. Para isso acontecer, o Alviazul precisa perder para o Gaúcho e Glória e Bagé, os primeiros times a frente da zona de rebaixamento, vencer os seus confrontos. A equipe de Vacaria recebe o União Frederiquense e o Jalde-Negro encara o Veranópolis fora de casa.

GAÚCHO ENTRE G8 E Z2 Restando 12 pontos a serem disputados, a equipe de Passo Fundo está no meio do caminho entre a classificação e o rebaixamento. Com 12 pontos conquistados, ocupa a 12ª colocação. Tem quatro pontos a menos que o oitavo colocado, e cinco de vantagem para o penúltimo.

AGENDA 12ª RODADA - HOJE

15h 15h 19h 19h 19h 19h 19h30min 19h30min

Brasil de Farroupilha Apafut x Pelotas Passo Fundo x Esportivo Veranópolis x Bagé União Glória x Frederiquense Brasil de Pelotas x Santa Cruz Guarani x Aimoré Lajeadense x Gaúcho Gramadense x

VÔLEI

Categoria 12 a 14 anos do Ceat embarca para Brasília para disputa dos Jogos Escolares Brasileiros

CEAT DOMINA O VOLEIBOL ESCOLAR GAÚCHO Colégio lajeadense venceu todos os estaduais femininos e representará o RS nos Brasileiros Caetano Pretto

caetano@jornalahora.net.br

O ano de 2026 ainda está em curso, mas todas as competições estaduais escolares da temporada já conheceram seus campeões. Foram disputas em diferentes idades, com diferentes formatos, mas uma coisa todas tiveram em comum: a mesma escola campeã, o Colégio Evangélico Alberto Torres (Ceat). No início da temporada, em março, o Ceat venceu a Seletiva RS dos Jogos Escolares Brasileiros, na categoria Sub-18. O título levou a equipe para a disputa nacional, em Balneário Camboriú, onde conquistou o título da Série Prata dos Jogos

Escolares Brasileiros. Em julho, foi a vez da categoria 12 a 14 anos, que venceu o Campeonato Estudantil do RS, onde o campeão representará o estado nos JEBs, que ocorrerão em Brasília nos próximos dias, de 20 a 27 de setembro. Já em agosto a categoria 15 a 17 anos venceu o estadual dos Cergs e também a Superfinal Escolar, classificando-se para os Jogos da Juventude, a maior olimpíada escolar do Brasil, que ocorrerá em Foz do Iguaçu, em outubro. Para o técnico das equipes femininas, professor Rodrigo Rother, os resultados colocam o Ceat numa posição de referência no voleibol escolar do Rio Grande do Sul. “Temos realizado um trabalho bastante consistente na formação de atletas. Nem sempre o resultado reflete o trabalho bem feito, mas quando ocorre com a magnitude como neste ano, vencendo todas as competições em todas as categorias, precisamos comemorar. Agora que venham os desafios nacionais.”


18 | A HORA

Quarta-feira, 16 de setembro de 2026

por Luciane Ferreira

Vale recebia, em média, 12,5 novos moradores por dia Conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a região do Vale do Taquari recebia uma média diária de 12,5 novos moradores. O incremento de julho de 2005 para o mesmo mês em 2006 foi de 4.563 pessoas. Lajeado

foi o recordista no aumento da população, com 1.179. No Estado, o percentual de aumento chegou a 1,09% e no Brasil, 1,40%. Novos moradores e lajeadenses colaboravam para um cenário movimentado na área central

Hoje é - Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio - Dia Nacional do Caminhoneiro Santo do dia: São Cornélio e São Cipriano

Edifício Centenário nos dias atuais

Vista para o rio era apelo de vendas

Era inaugurado, em Estrela, o Edifício Centenário, na esquina das ruas Fernando Abbot e Chachá Pereira. O prédio de 12 apartamentos, cada um com três dormitórios e dependência de empregada tinha um grande apelo comercial: a vista para o Rio Taquari O nome homenageava o centenário de emancipação de Estrela.

Como os imóveis de alto padrão da época, os apartamentos tinham dependência de empregada


A HORA | 19

Quarta-feira, 16 de setembro de 2026

KARINE PINHEIRO

Por que abandonamos livros?

T

Bom leitor Transformamos a leitura em mais uma tarefa a ser concluída. Estabelecemos metas, contamos páginas, registramos quantos livros lemos no ano e, sem perceber, levamos para

advogado e escritor

ARTIGO

Jornalista

enho uma pequena coleção de livros. Alguns estão pela metade. Outros avançaram poucas páginas. Há aqueles que ainda pretendo retomar e os que, depois de algum tempo, aceitei que provavelmente não vou terminar. Mesmo assim, nenhum deles parece uma leitura perdida. Acredito que toda leitura acrescenta algum tipo de conhecimento. Nem sempre esse conhecimento está no conteúdo. Às vezes, está na descoberta de que aquela história não fazia sentido naquele momento. Em outras, está na percepção de que não temos mais interesse em seguir determinadas páginas. Também pode estar na experiência de insistir, voltar depois e descobrir que o livro que parecia difícil encontrou outro leitor dentro da gente. Foi o que aconteceu com Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago, e Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. Li os dois na escola. Anos depois, já adulta, tive vontade de voltar a essas histórias. Não foi uma leitura rápida. Demorei. Parei em alguns momentos. Retomei. Mas terminei. E terminar fez diferença. Chegar à última página não é uma espécie de troféu, mas existe algo diferente em acompanhar uma história até o fim quando já não somos a mesma pessoa que a conheceu pela primeira vez. Na escola, eu estava preocupada em entender a história, os personagens, o contexto e aquilo que poderia aparecer em uma prova ou no vestibular. Adulta, voltei aos mesmos livros com outras experiências, outras perguntas e outra percepção de mundo. O texto continuava igual. Eu não. Talvez seja essa uma das razões pelas quais alguns livros merecem uma segunda chance. Não necessariamente porque tenham mudado, mas porque o leitor mudou. Mas há uma pergunta que me parece mais interessante. Por que sentimos tanta culpa quando abandonamos um livro?

MAURO FALCÃO

VORCARO: Vilão ou herói revelador?

D Penso que estamos mais preocupados em contar quantos livros terminamos e pouco interessados em perguntar o que eles fizeram conosco”. a literatura a mesma lógica que usamos para o trabalho, o exercício físico e tantas outras áreas da vida. Até ler precisa produzir resultado. Um livro abandonado parece uma pendência. Fica na estante como uma tarefa atrasada. De vez em quando, olhamos para a capa e pensamos: preciso terminar esse livro. Mas não precisamos. Existe uma ideia quase sagrada de que um bom leitor termina aquilo que começa. Às vezes, terminar um livro é persistência. Em outras, é apenas insistência. E há uma diferença. Alguns livros exigem esforço. Há textos que pedem mais atenção, personagens que demoram a fazer sentido e histórias que só revelam sua importância depois de algumas páginas. Desistir diante da primeira dificuldade pode significar perder o que tornaria a leitura especial. Mas continuar por obrigação também pode ser uma forma de não ler. Se passamos dezenas de páginas pensando no momento em que finalmente poderemos abandonar o livro, não estamos mais lendo por curiosidade.

Estamos apenas cumprindo uma tarefa. Não deveríamos precisar terminar um livro para provar que somos leitores. Existem obras importantes que não funcionaram para nós. Autores consagrados que não nos conquistaram. E tudo bem. A literatura também é encontro. E nem todo encontro precisa durar. Abandonar um livro pode ser, inclusive, uma demonstração de liberdade. É reconhecer que nosso tempo é limitado e que podemos escolher onde colocar nossa atenção. Isso não significa fechar qualquer livro diante da primeira dificuldade. Significa aprender a diferenciar o que nos desafia daquilo que simplesmente não nos interessa. Também aprendi que abandonar não precisa ser definitivo.

Última página Um livro pode permanecer anos na estante e voltar em outra fase da vida. Foi assim com Saramago e Machado. Talvez seja assim com outros que ainda esperam por mim. E essa é a beleza dos livros: eles não nos cobram uma resposta imediata. Podem esperar. Alguns ficarão pela metade. Outros chegarão até a última página. Penso que estamos mais preocupados em contar quantos livros terminamos e pouco interessados em perguntar o que eles fizeram conosco. Uma leitura não se mede apenas pela última página. Terminar um livro pode ser chegar ao fim. Outras vezes, abandonar um livro é finalmente entender o que vale a pena continuar lendo.

aniel Vorcaro, dono do Banco Master, poderá ocupar um lugar singular nos livros de história. Hoje, para muitos, representa o vilão perfeito: o banqueiro cercado por suspeitas de operações bilionárias capazes de atingir o sistema financeiro nacional e até recursos destinados à aposentadoria de pessoas humildes. Mas a história raramente se satisfaz com a primeira versão dos fatos. Se recursos foram desviados, é preciso perguntar para onde foram. Se houve favorecimentos, quem favoreceu? Se houve aliciamento, quem se deixou aliciar? E, sobretudo: quantas engrenagens de poder precisaram funcionar para que tudo isso pudesse prosperar? Dinheiro não corrompe instituições sozinho. Ele precisa encontrar portas abertas. E talvez esteja justamente aí a ironia histórica. E se Vorcaro, com sua ambição, astúcia e apetite pelo dinheiro, não tivesse levado determinadas operações até o Se as limite? Como descobriríamos investigações aquilo que permanecia oculto atrás das paredes respeitáveis confirmarem do poder? crimes, deverá Às vezes, a história necessita de personagens incômodos. responder por Não para transformá-los em eles. Não existe heróis, mas para torná-los reveladores involuntários heroismo na daquilo que uma sociedade corrupção” preferia não enxergar. A implosão, nesse caso, não teria vindo de fora. Teria começado por dentro. E quando as estruturas começam a ruir, surgem as contradições: aqueles que discursavam contra a corrupção podem ter de explicar suas próprias relações com o sistema; os que apontavam os culpados podem descobrir que estavam sentados à mesma mesa; e os que se apresentavam como guardiões da moral talvez precisem explicar por que permaneceram tão próximos das próprias sombras. Mas afinal, que figura é essa chamada Vorcaro? Como um único personagem conseguiu chegar tão longe sem que as estruturas responsáveis pela investigação, fiscalização e Justiça interrompessem antes aquilo que hoje está sendo exposto? A resposta é desconcertante: os intocáveis estavam justamente onde ninguém ousava procurá-los. Por isso, pode ser cedo demais para decidir se Daniel Vorcaro será lembrado apenas como vilão. Se as investigações confirmarem crimes, deverá responder por eles. Não existe heroísmo na corrupção. Mas existe uma possibilidade ainda mais perturbadora para a história: a de que Vorcaro não tenha sido o grande arquiteto de um sistema de poder, mas seu involuntário revelador. E então surge uma pergunta: será que a história lembrará Daniel Vorcaro apenas como aquele que teria colocado bilhões em risco — ou como aquele que, ao cair, puxou consigo o véu que escondia as entranhas do poder? Porque, às vezes, o homem que a sociedade chama de monstro não é o criador do labirinto. É apenas aquele que, ao perder o controle, acende a luz dentro dele. Talvez Vorcaro não tenha sido o autor da verdade, mas o instrumento de sua revelação. E, ao conhecê-la, talvez descubramos que é a própria verdade que nos libertará.


Quarta-feira, 16 de setembro de 2026 Fechamento da edição: 18h

MÍN: 6º | MÁX: 20º

Uma área de alta pressão favorece o tempo firme no Vale.


MARCIO STEINER/DIVULGAÇÃO

Boqueirão do Leão • Canudos do Vale • Cruzeiro do Sul • Forquetinha • Marques de Souza, Progresso • Santa Clara do Sul • Sério

Quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Alunos ajudam a transformar Parque Municipal MARQUES DE SOUZA

O Parque Municipal ganhou novas árvores e, junto com elas, uma lição de educação ambiental. Alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Carlos Gomes participaram de uma ação de arborização que uniu aprendizado, contato com a natureza e participação na construção de um espaço público que poderá ser aproveitado pelas próximas gerações. Durante a atividade, os estudantes realizaram o plantio de árvores e puderam compreender, na prática, a importância da vegetação para a qualidade ambiental. A iniciativa também buscou estimular, desde cedo, o cuidado com os espaços coletivos e o patrimônio natural do município. Além de contribuir para ampliar a arborização do parque, a ação reforçou o sentimento de pertencimento da comunidade. Para o prefeito Fábio Mertz, a participação das crianças fará com que elas levem uma lembrança especial da atividade. “Esse dia vai repercutir muito e será lembrado por terem participado desta ação, tendo a oportunidade de plantar uma árvore e fazer parte da história deste lugar. É um espaço de lazer que merece ser aproveitado e cuidado

por todos”, destaca. A professora e bióloga Elisete de Freitas, da Univates, também ressalta que experiências práticas ajudam a aproximar os estudantes das questões ambientais. Segundo ela, ao participar de iniciativas como essa, as crianças passam a compreender que também têm responsabilidade na construção de um futuro melhor. “Ao participar do projeto, os alunos passam a perceber que também são responsáveis pela construção de um futuro melhor, levando esse exemplo de cuidado e pertencimento para toda a comunidade”, afirma.

Qualificação A arborização integra o processo de qualificação do Parque Municipal. A expectativa é que, com o crescimento das árvores, o espaço ofereça mais sombra, conforto e qualidade ambiental aos frequentadores. A iniciativa também contribui para fortalecer o parque como ponto de convivência, lazer e contato com a natureza. Mais do que plantar árvores, a atividade buscou plantar uma ideia entre os estudantes: a de que o cuidado com o ambiente e os espaços públicos também começa com a participação de cada um. DIVULGAÇÃO

Ao todo, o Loteamento São Gabriel terá 97 moradias. As casas terão aproximadamente 50 metros quadrados

Loteamento avança para receber primeiras moradias Terrenos do São Gabriel passam por demarcação e preparação para construção das casas destinadas a famílias atingidas pelas enchentes CRUZEIRO DO SUL

A

cidade avançou em mais uma etapa da reconstrução habitacional após as enchentes. Na última

das ações de reconstrução destinadas às famílias afetadas pelos eventos climáticos que atingiram o município. Nesta fase, a Prefeitura participa diretamente com a equipe técnica e de engenharia, responsável pela preparação, demarcação dos terrenos e execução da terraplanagem. A infraestrutura restante do loteamento ficará sob responsabilidade do Governo do Estado. O avanço representa mais uma etapa para transformar a área destinada ao empreendimento em um novo espaço de moradia para famílias que tiveram suas vidas impactadas pelas enchentes.

Nova UBS deve ser concluída em novembro Estrutura, localizada no Centro de Marques de Souza, amplia espaço e promete mais conforto e qualidade no atendimento à comunidade MARQUES DE SOUZA

Projeto integra estudantes, amplia vínculo comunitário e promove melhorias em espaço voltado à comunidade

semana, a equipe de engenharia do município promoveu o estaqueamento e a demarcação dos platôs onde serão construídas as primeiras 20 moradias do Loteamento São Gabriel. O trabalho prepara o terreno para a execução da terraplanagem, etapa necessária antes do início das obras das casas. A expectativa do Governo do Estado é acelerar o cronograma para que as unidades possam ser entregues às famílias beneficiadas o quanto antes. Ao todo, o Loteamento São Gabriel terá 97 moradias. As casas terão aproximadamente 50 metros quadrados e fazem parte

As obras da nova Unidade Básica de Saúde (UBS) seguem para a reta final, com previsão de conclusão até novembro. Localizada na região central do município, a estrutura deve qualificar o atendimento e oferecer melhores condições para

usuários e profissionais. Conforme o engenheiro Douglas Scherer, da DGS Construtora, os trabalhos estão concentrados nas etapas de acabamento e na infraestrutura externa. Entre os serviços executados estão a finalização dos forros de drywall, o emassamento das paredes internas e a concretagem das calçadas. Na área externa, a pavimentação com concreto do espaço destinado ao estacionamento já começou. A preparação para a pintura externa também está em andamento. O plantio de grama foi concluído, contribuindo para a organização e o acabamento do entorno da

unidade. Para o prefeito Fábio Mertz, a nova UBS representa um avanço na estrutura de saúde do município. “Além de ser mais ampla e moderna, vai oferecer melhores condições de atendimento e conforto à comunidade”, destaca. A obra é financiada com recursos do Ministério da Saúde, por meio do Fundo Nacional de Saúde (FNS). A expectativa é de que, após a conclusão dos serviços e demais procedimentos necessários, a nova unidade passe a concentrar atendimentos em um espaço planejado para atender às necessidades da população.


2 | A HORA

Quarta-feira, 16 de setembro de 2026

SEMANA FARROUPILHA

Programação valoriza cultura e mobiliza comuni Municípios da micrroregião promovem eventos com música, gastronomia, cavalgadas e atividades voltadas ao tradicionalismo Ezequiel Neitzke

ezequiel@grupoahora.net.br

Maira Schneider

mairaschneider@grupoahora.net.br

VALE DO TAQUARI

O

s municípios que integram o Consórcio Intermunicipal para Assuntos Estratégicos (Cipae G8) preparam uma série de atividades para marcar a Semana Farroupilha. Entre os dias 13 e 20 de setembro, as comunidades de Boqueirão do Leão, Cruzeiro do Sul, Forquetinha, Marques de Souza, Progresso, Santa Clara do Sul e Sério terão programações que unem música, gastronomia, cavalgadas, apresentações culturais e momentos de confraternização. Entre olhares curiosos e gestos de carinho, alunos das séries iniciais das escolas municipais de Santa Clara do Sul tiveram contato com elementos da cultura gaúcha na manhã dessa terçafeira, 15. A programação do segundo dia da Semana Farroupilha incluiu uma aula de encilha

com o cavalo Trovão e a aproximação das crianças com o pônei Teixeirinha, no palco principal do Acampamento Farroupilha. A atividade foi conduzida pela Cabanha Dom Luiz R, de Santa Clara do Sul. Os estudantes puderam acompanhar as orientações sobre a encilha, observar o cavalo de perto e conhecer parte dos preparativos relacionados à montaria. Com o pônei, a experiência foi de aproximação: as crianças puderam passar a mão, abraçar e fazer carinho no animal. Antes da atividade com os animais, os alunos assistiram ao espetáculo teatral Pia Farroupilha e Outras Histórias, que apresenta lendas e histórias do Rio Grande do Sul. Para o secretário de Educação, Guilherme Johann, a programação representa uma oportunidade de aproximar os estudantes dos artistas e das tradições gaúchas. Um dos atores principais da peça é o santa-clarense Guilherme Mallmann. A proposta, segundo Johann, é apresentar a cultura gaúcha por meio de diferentes linguagens. “O intuito foi trazer para os nossos alunos um pouco da tradição da cultura gaúcha através do espetáculo que traz lendas, que traz histórias do Rio Grande do Sul e também através da montaria”, destaca.

Evento reúne 30 piquetes A segunda edição da Semana Farroupilha começou na noite de segunda-feira, 14, com a chegada da Chama Crioula ao palco princiFOTOS DIVULGAÇÃO

Progresso abre as atividades da Semana Farroupilha nesta quarta-feira

MAIRA SCHNEIDER

pal, conduzida por cavalarianos. Após a cerimônia de abertura, o cantor André Teixeira realizou o primeiro show da programação. Neste ano, o Acampamento Farroupilha reúne 30 piquetes e segue com atividades até domingo, 20. A programação inclui apresentações musicais, cavalgada, gastronomia, religiosidade e ações de integração comunitária. Entre os destaques está o Maior Carreteiro do Vale do Taquari, previsto para sábado, 19, com preparo e distribuição gratuita do prato. Segundo o prefeito Márcio Haas, o evento cresceu em relação à primeira edição, realizada no ano passado, quando contou com 11 piquetes. A estrutura foi disponibilizada aos Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) sem cobrança de aluguel. Em contrapartida, os participantes foram convidados a doar um quilo de alimento não perecível. A iniciativa resultou na arrecadação de quase uma tonelada de alimentos, posteriormente destinada a entidades. “A primeira edição, no ano passado, foi pequena, com 11 piquetes, mas foi um sucesso. Este ano, ela triplicou de tamanho. Poder trazer o tradicionalismo para Santa Clara, que tem origem alemã, superou todas as nossas

expectativas. Achávamos que não haveria tantos adeptos, mas nos enganamos. Foi fantástico”, destaca o gestor. A programação também prevê a Alvorada Festiva, a Missa Crioula e o Santa Costela – 1º Concurso de Assadores de Costelão de Santa Clara do Sul. O encerramento ocorre no domingo, às 16h, com a extinção da Chama Crioula.

Foco na culinária Em Marques de Souza, o CTG Caminhos da Serra organiza duas atividades gastronômicas. No

dia 17, haverá jantar com leitão e acompanhamentos, com recepção às 19h e jantar às 20h. O cartão custa R$ 50. No dia 20, a programação será marcada pelo costelão, com recepção às 10h e almoço ao meio-dia, também ao valor de R$ 50. Para o patrão do CTG, Irineu da Silva, manter os costumes é uma forma de preservar a identidade. “Resgatar e manter viva a cultura e as tradições gaúchas é valorizar a nossa própria história. São as nossas raízes, motivo de orgulho, e é fundamental que esses costumes sejam preservados”, destaca.

Programação em Cruzeiro do Sul reúne escolas e entidades tradicionalistas


MAIRA SCHNEIDER

A HORA

| 3

idades

Santa Clara do Sul MAIRA SCHNEIDER

Santa Clara do Sul está na 2ª edição do Acampamento Farroupilha e conta com 30 piquetes

Cruzeiro do Sul aposta em integração Em Cruzeiro do Sul, a Semana Farroupilha ocorre de 13 a 20 de setembro. Entre os dias 16 e 18, estudantes participam de atividades tradicionalistas junto aos acampamentos. Na sexta-feira, 18, a Invernada Chama no Pé se apresenta às 19h, seguida pelo show de Luz de Candiero, às 21h. No sábado, 19, será a vez da Invernada do CTG Pagos de São Rafael, às 19h, e de Madisom Motta, às 21h. O encerramento ocorre no domingo, com desfile de cavalarianos às 9h, com saída do Sítio do Inácio. Os shows ocorrem junto aos acampamentos. Em caso de mau tempo, a celebração será transferida para a igreja e as apresentações para o Ginásio Orlando Eckert. A programação será cancelada em caso de previsão de enchente. A comercialização de comidas e bebidas ficará a cargo da Apae.

Forquetinha estreia com semana própria Forquetinha realiza, entre 16 e 20 de setembro, a primeira Semana Farroupilha do município. As atividades ocorrem junto à Praça do Loteamento Troller, com apresentações musicais, recebimento da Chama Crioula, passeios a cavalo, participação das escolas e gastronomia. A abertura será na quartafeira, 16, às 19h30min, com o recebimento da Chama Crioula e apresentação do gaiteiro Felipe Krueger. Na quinta e na sextafeira, estudantes participam de atividades junto ao piquete, além de passeios a cavalo. À noite, a programação musical terá Elisandro Tatu, Daisson e Luciano, na quinta, e Pedro Sauter, na sexta. No sábado, 19, haverá costelaço ao meio-dia e carreteiro no tacho à noite, com música da gaiteira Jennifer. O encerramento ocorre no domingo, com cavalgada a partir das 9h, saída junto ao CTG Espora Nativa e encontro ao meio-

Marques de Souza

dia na praça. À tarde, Douglas Sehn e Tiago Kreutz encerram a programação.

Sério valoriza talentos locais Em Sério, a programação da Semana Farroupilha será realizada sob organização do CTG Querência do Sério, com apoio da Prefeitura Municipal. As atividades buscam reunir a comunidade na Praça durante o período dedicado às celebrações da cultura gaúcha. Todas as noites haverá atrações musicais com talentos locais, proporcionando espaço para artistas do município e momentos de integração entre moradores e visitantes. A programação também terá comercialização de bebidas e lanches, com a estrutura preparada para receber o público durante as atividades. A iniciativa pretende fortalecer a participação da comunidade nas festividades e valorizar manifesta-

ções que fazem parte da identidade cultural do município. Além da música, o ambiente da Praça deve servir como ponto de encontro para famílias, tradicionalistas e demais moradores ao longo da programação.

Demais programações Boqueirão do Leão concentra as festividades entre 16 e 19 de setembro, na Praça Central Dr. Anuar Elias Aesse. A abertura ocorre na quarta-feira, às 19h30min, seguida de show com Tibúrcio da Estância. Na quinta-feira, 17, Márcio Machado, intérprete de Teixeirinha, se apresenta às 20h. Na sexta, haverá atividades com estudantes durante o dia e shows de Beto Caetano e Luiz Caetano e Nativo Serrano, às 20h. O sábado terá Zé Gaiteiro, às 17h, e Cássio & Fernando, às 19h. Em Progresso, as atividades

também iniciam na quarta-feira, 16, com oficinas nas escolas, jantar da Noite da Ovelha e música com talentos locais. Na quinta-feira, haverá novas oficinas, ensaio aberto da invernada e jantar com entreveiro no cacetinho. A sexta-feira terá jantar com churrasco, encerramento do curso de dança e show com Lida Bruta, às 22h. No sábado, a programação inclui almoço com bife no disco, Missa Campeira e atividades culturais. O domingo, 20, Dia do Gaúcho, começa com o Desfile Farroupilha, às 9h. Ao meio-dia será servido almoço com churrasco e costelão, seguido por concurso de gaita, declamação e dança de salão. Durante toda a programação, haverá roda de chimarrão com erva da Mate Nativo. As atividades são realizadas pelo CTG 22 de Novembro, Administração Municipal de Progresso e Ministério da Cultura, por meio da Lei Aldir Blanc. O projeto prevê cerca de R$ 50 mil para a programação.


4 | A HORA

Quarta-feira, 16 de setembro de 2026

DIVULGAÇÃO

Carreta do Saber abre 30 vagas para cursos Treinamentos gratuitos em Automação e Indústria 4.0 e Sistemas Pneumáticos serão realizadas entre 13 e 24 de outubro DIVULGAÇÃO

As formações serão conduzidas por Cristiane Tolotti e Guilherme Rodrigues

Programa busca ampliar turismo e renda no interior FORQUETINHA

Propriedades rurais com potencial para receber visitantes poderão ganhar novas possibilidades de negócio. A administração municipal, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS) e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Lajeado, está com inscrições abertas para o Programa Turismo Rural – Valorizar, Diversificar, Gerar Renda. A proposta é identificar oportunidades e incentivar a criação de atividades turísticas nas propriedades, considerando as características, habilidades e vocações de cada família. A iniciativa busca diversificar as fontes de renda dos produtores e, ao mesmo tempo, valorizar os atrativos e as potencialidades existentes no meio rural. Conforme a coordenadora do Departamento de Turismo, Andrezza Favareto, o programa pode contribuir para o surgimento de novos empreendimentos e fortalecer a economia do município. “Estimular o turismo rural significa valorizar as propriedades, reconhecer as potencialidades existentes no interior e apresentar novas possibilidades de geração de renda”, destaca. O programa é voltado a produtores e trabalhadores rurais interessados em desenvolver atividades relacionadas ao lazer, experiências, gastronomia, hos-

pedagem, convivência com o meio rural e entretenimento.

Formação O treinamento começa em outubro com o curso Identificação de Oportunidades, entre os dias 13 e 15. Serão 24 horas de formação, com orientação da instrutora Cristiane Tolotti. Entre os conteúdos estão as características do turismo rural, oportunidades de negócio, potencialidades das propriedades, perfil empreendedor e elaboração de um plano de negócio turístico. Em novembro, de 16 a 18, será realizado o módulo Planejamento e Implantação de Pousadas e Restaurantes Rurais, também com 24 horas. A programação segue em 2027. Em janeiro, de 13 a 15, ocorre o curso Acolhida no Meio Rural. Em março, nos dias 1º, 2 e 3, será a vez de Cozinha Rural. O encerramento ocorre entre 5 e 8 de abril, com o módulo Os Segredos da Boa Culinária Rural, que terá 32 horas de duração. As formações serão conduzidas por Cristiane Tolotti e Guilherme Rodrigues.

Inscrições Os interessados podem se inscrever até o dia 29 pelo WhatsApp (51) 98931-8015 ou presencialmente no prédio da prefeitura de Forquetinha.

SANTA CLARA DO SUL

E

m outubro, a Unidade Móvel de Automação Industrial do Programa Carretas do Saber chega na cidade. A iniciativa do Governo do Estado, em parceria com o Senai-RS, disponibiliza 30 vagas gratuitas em dois cursos de qualificação profissional. As aulas ocorrem presencialmente de 13 a 24 de outubro. No turno da tarde, será oferecida a formação em Automação e Indústria 4.0, com 32 horas de duração e 15 vagas. O conteúdo inclui automação industrial, sensores e atuadores, controladores lógicos programáveis, redes industriais, Internet das Coisas (IoT), integração de sistemas e segurança em processos automatizados. À noite, outras 15 vagas serão destinadas ao curso de Instalações de Sistemas Pneumáticos e Eletropneumáticos, também com carga horária de 32 horas. Os participantes terão contato com fundamentos da pneumática e eletropneumática, componentes

e circuitos, comandos elétricos, leitura de diagramas, montagem de sistemas, diagnóstico de falhas e normas de segurança. As inscrições podem ser feitas de 8 a 25 de setembro, presencialmente na Sala do Empreendedor, localizada na avenida Emancipação, 15, no Centro, junto ao Centro Administrativo. A ficha pode ser preenchida antecipadamente, mas a entrega dos documentos precisa ocorrer de forma presencial para conferência e validação. Para participar, é necessário apresentar RG e CPF e fornecer informações como endereço, telefone, e-mail, escolaridade e situação ocupacional. Estrangeiros devem apresentar também o RNM/RNE e os respectivos dados de emissão. Mais informações podem ser obtidas pelo WhatsApp (51) 3782-2282.

Critérios de prioridade Caso o número de interessados ultrapasse a quantidade de vagas, o programa estabelece critérios

Caso o número de interessados ultrapasse a quantidade de vagas, o programa estabelece critérios de prioridade

de prioridade. Serão beneficiados desempregados, trabalhadores subocupados e informais, jovens em busca do primeiro emprego e mulheres. Além disso, 50% das vagas são destinadas prioritariamente ao público feminino. A realização da inscrição não garante a participação, que depende da aplicação dos critérios previstos e da validação da documentação. Com a chegada da unidade móvel, o município amplia o acesso à formação profissional voltada a áreas ligadas à tecnologia e à indústria. As capacitações combinam conteúdos teóricos e atividades práticas, com foco nas exigências do mercado de trabalho e no contato com tecnologias presentes nos processos industriais.


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A Hora – 16/09/2026 by Jornal A Hora - Issuu