ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR Fim de semana, 15 e 16 de agosto de 2026 | Ano 25 - Nº 4160 | Capa Promocional
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ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR Fim de semana, 15 e 16 de agosto de 2026 | Ano 25 - Nº 4160 | R$ 5,00 (dia útil) R$ 9,00 (fim de semana)
ÁGUA E ESGOTO
O que o saneamento no RJ ensina ao Vale Atendimento com esgoto supera 30% no RS. Marco legal exige 90% até 2033 Para encurtar essa distância, Corsan usa a operação da Aegea no Rio de Janeiro como laboratório e aposta em estações produzidas em módulos. O pra-
zo de implantação cai de dois anos para quatro meses. No Vale do Taquari, 14 municípios assinaram aditivos; Lajeado e Arroio do Meio, não. FOTOS: FILIPE FALEIRO
Modelo da capital do Rio, com R$ 6 bilhões em investimentos, é referência para o estado atingir meta de 90% até 2033. Corsan aposta em estações modulares para acelerar obras no Vale do Taquari PÁGINAS | 10 e 11
OPINIÃO | VINI BILHAR
OPINIÃO | RODRIGO MARTINI
Ações promocionais na região
Caminho ainda longo
Empresa do ramo de eventos comemora 15 anos com descontos para clientes que anunciam no Grupo A Hora. MEMÓRIAS E CONSTRUÇÕES
Histórias do Ceat viram livro KARINE PINHEIRO
Batalha contra as bets ganha fôlego no país. Números seguem preocupantes, mas a guerra não está perdida.
TRANSIÇÃO ENERGÉTICA
Estudo abre caminho a novos negócios Dejetos da pecuária, resíduos industriais e lixo orgânico somam potencial à energia renovável
Publicação reúne relatos de 32 famílias e registra vínculos construídos com o colégio ao longo de
décadas. Lançamento da obra ocorre neste sábado, na 20ª Feira do Livro de Lajeado.
PÁ G I N A | 20
Levantamento da Univates localiza as fontes de matéria orgânica, estima os volumes disponíveis e
calcula o potencial de geração de biogás e biometano nos 36 municípios da região.
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E D I TO R I A L
A B R E A S PA S
A energia que está no Vale
A
transição energética pressiona governos, empresas e cadeias produtivas a encontrar alternativas aos combustíveis fósseis e reduzir emissões. No Vale do Taquari, essa mudança encontra uma matéria-prima disponível: dejetos da pecuária, resíduos industriais e matéria orgânica das cidades. O potencial estimado em cerca de 290 milhões de metros cúbicos de biogás por ano dá outra dimensão a um problema histórico. Aquilo que exigiu controle para evitar danos ao solo e aos mananciais pode gerar energia. Há um mercado em expansão. O transporte pesado busca alternativas ao diesel, empresas ampliam metas de redução de carbono e tecnologias para produção e uso do biometano e biogás estão disponíveis. O Vale reúne condições de ser um expoente nacional. O diferencial agora depende da velocidade para transformar essas condições em investimento.
A oportunidade está posta: transformar um passivo ambiental em energia, renda e sustentabilidade” O Atlas elaborado pela Univates, como forma do investimento da Consulta Popular de 2022/23, entrega uma base. Mostra onde estão os resíduos e indica os territórios com mais concentração. Cabe aos atores locais, governos, entidades empresariais e investidores avançar sobre a próxima etapa, com modelos de negócio, projetos e articulação. Estudos só ganham valor quando ajudam a modificar a realidade. A oportunidade está posta: transformar um passivo ambiental em energia, renda e sustentabilidade. Em uma transição que movimenta capital e redefine mercados internacionais, sair na frente pode colocar o Vale entre as referências de uma nova economia energética. Filiado à
Fundado em 1º de julho de 2002 Vale do Taquari - Lajeado - RS
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Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. Impressão Zero Hora Gráfica
Diretor Executivo: Adair Weiss Diretor Editorial e de Produtos: Fernando Weiss
“A nossa ideia é de que a pessoa venha e se sinta em casa” No interior de Tabaí, a agricultura familiar também ganha sabor e acolhe quem busca uma experiência de contato com o campo. Na localidade de Aterrados, as agricultoras Juliana Becker e Marli Becker transformam a produção da propriedade em uma culinária caseira que valoriza os ingredientes locais e as tradições da família. No Sítio Fanuel, boa parte dos alimentos servidos aos visitantes é cultivada na própria propriedade e preparada pelas proprietárias. No café, a mesa reúne bolos, bolachas, pães, queijo, salame colonial, melado, geleias, sucos e aquele café quentinho. Para o almoço, o visitante pode escolher o cardápio e aproveitar uma refeição feita com o sabor e o cuidado da cozinha do campo Jéssica R Mallmann
jessicamallmann@grupoahora.net.br
O que as inspirou para a criação do espaço Sítio Fanuel?
Juliana: A gente sempre cozinhou para fora, gostamos de cozinhar. Mas teve um momento em que Tabaí criou o seu próprio roteiro turístico e nós entramos nesse projeto. Começamos a participar e fazer os cursos de culinária e de preparação para receber as pessoas. No meio do
JÉSSICA R MALLMANN
caminho, tivemos que parar. Mas a gente nunca desistiu dessa ideia de trabalhar com pessoas e fazer comida. Sempre recebemos pessoas próximas aqui, familiares, amigos… mas foi em 2024 que começamos a receber grupos maiores, de fora, para cafés e passar o dia. Também tinha quem vinha apenas para tirar fotos. No início fomos meio no automático, mas sempre acreditamos que o Sítio é o propósito de Deus para a gente. E de repente houve um aumento desse público.
Qual o diferencial do espaço?
Juliana: A nossa ideia é de que a pessoa venha e se sinta em casa. Sinta como se ela sempre tivesse vivido aqui. E claro, possa conhecer um pouquinho do nosso pedacinho do céu. Marli: Entre um monte de cursos que a gente fez, fizemos cursos de pães e complementamos eles. Vamos inovando para que as receitas fiquem bonitas, incrementamos com abóbora, beterraba, couve... Juliana: Cada vez que a gente aprende um prato diferente, quer colocar no nosso
cardápio para cada vez chamar mais a atenção das pessoas de querer vir e o nosso café nunca ficar igual. Sempre tem queijo, salame, chimia... mas o pão e o bolo são diferentes.
O que inspirou o nome do Sítio Fanuel?
Marli: O nome Fanuel vem de Gênesis 32:31, da história de quando Jacó lutou com um anjo, junto ao rio Jaboque. Jacó queria que Deus o perdoasse por uma coisa que fez no passado e que estava errado. Após resistir até o amanhecer e receber a bênção, Jacó chamou aquele lugar de Fanuel, que significa face a face com o Senhor. Me emociono quando conto essa passagem, porque ela também representa a nossa história, de quando eu e meu marido chegamos aqui. Sempre digo para as pessoas que vir para cá, foi obra de Deus, porque o nosso lugar é bem bonito. Antes sempre faltava alguma coisa, e a gente sempre rezava muito, junto com as crianças, para isso mudar. Quando a gente botou o pé aqui, tudo se transformou.
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LUTA CONTRA AS BETS
Cinco milhões estão impedidos de apostar. Mas, o caminho ainda é longo!
rodrigomartini@grupoahora.net.br
RODRIGO MARTINI
TIRO
A
notícia girou Brasil afora nessa sexta-feira: mais de cinco milhões de brasileiros estão impedidos de fazer apostas em plataformas online, as chamadas bets, afirma o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Os números são impressionantes e as formas para minimamente barrar o uso indiscriminado desses jogos de azar virtuais são as mais diversas. No entanto, o fato maior é que o esforço de alguns poucos é exíguo frente a este viciante e cada vez mais ameaçador buraco sem fundo. É preciso um olhar coletivo e global para enfrentar a pandemia do endividamento crônico. Houve avanços, sim. Hoje, cerca de 1,2 milhão de pessoas já optaram voluntariamente pela chamada “autoexclusão” da plataforma, uma ferramenta do governo federal que permite ao usuário bloquear o próprio acesso aos referidos sites por
Vavá e as eleições Vereador mais votado na história de Lajeado, Vavá (MDB) foi ventilado como pré-candidato a deputado. Entretanto, e por alguma razão da vida ou da política, abriu mão e hoje é um dos mais atuantes cabos eleitorais do MDB. Ele trabalha como poucos pelas candidaturas de Roberto Lucchese (MDB) à assembleia e Carlos Ranzi (MDB) ao congresso. E certamente receberá apoio recíproco em 2028. Resta saber se ele concorrerá outra vez a vereador, ou tentará a majoritária.
determinado tempo. Outras 800 mil pessoas caíram, digamos assim, numa “malha fina das bets”. Elas aderiram a nova rodada do programa federal Desenrola, iniciativa de renegociação de dívidas, e pelas regras ficam impedidas de realizar apostas online por seis meses. Bloqueio semelhante é aplicado a outras três milhões de beneficiários do Bolsa Família. Vale comemorar, claro. Mas, ainda estamos perdendo a guerra. Ano a ano e o Brasil segue registrando aumentos no número de apostadores virtuais. E diversos institutos buscam monitorar esse fenômeno. Pesquisa Quaest divulgada em abril, por exemplo, aponta que 29% dos brasileiros dizem ter o costume de fazer apostas esportivas pela internet, em bets. Na região sul, o índice é de 37%. Outra pesquisa, realizada pelo Datafolha, demonstrou elevação de 54% para 57% (entre 2024 e
junho de 2026) no número de pessoas que avaliam as apostas esportivas e jogos online como um “vício”. Já o percentual daqueles que enxergam as apostas como uma perda de dinheiro permaneceu em 30%. É complexo. Ao passo em que aumenta o número de apostadores virtuais, algumas análises e perspectivas apontam, sim, para uma percepção mais crítica e consciente da sociedade. Há luz no fim do túnel, reforço. As recentes pesquisas apontaram, por exemplo, leves quedas – ou melhor, uma estagnação – nos índices de quem busca dinheiro da poupança ou utiliza cartão de crédito para apostar. E outro dado estimulante. Embora seja um dos principais motes das campanhas federais de conscientização, é baixíssimo o índice de quem enxerga as bets como “fonte de renda ou investimento”. A batalha é árdua, sim. Mas a guerra não está perdida.
E os bilhões do Funrigs, governador? Os dias passam e o destino daqueles bilhões previstos ao bloco 2 das rodovias é cada vez mais incerto. O governador só possui pouco mais de três meses de governo e ainda quer insistir em um complexo processo de concessão. No entanto, o apoio de outrora diminui a cada dia e o Vale do Taquari quer, hoje, o investimento direto do Funrigs nas duplicações e novas pontes. Dito isso, Eduardo Leite (PSD) tem a faca e o queijo na mão para cravar de vez o nome na história.
- O TRE anuncia (outra vez) a data do julgamento do ex-prefeito Elmar Schneider (MDB) e do vereador licenciado e Secretário de Agricultura de Estrela, Ernani de Castro (MDB). Será na quintafeira, 20, às 14h. Eles respondem por um churrasco destinado a eleitores na campanha de 2024, e podem sofrer perda dos direitos políticos, e, no caso de Castro, a cassação de mandato. - Não há o que não haja. A misteriosa – e desfeita sob suspeita de fraude – filiação de Flávio Bolsonaro (PL) ao Missão (o partido do MBL) é mais um episódio tenso do sistema eleitoral. E, assim como em 2014, 2018 e 2022, o brasileiro já começa a campanha desconfiado de tudo. - Atenção, leitor. Guarde bem a figurinha de quem faz campanha para candidatos de fora. Não há irregularidade, é claro. Mas, é bom saber para que logo mais adiante esses mesmos cabos eleitorais não utilizem o nosso apelo do “voto local” em benefício próprio. Algo que já ocorre hoje, inclusive.
PONTE A ARROIO DO MEIO
Impasse levantado por prefeito gera mal-estar com Lajeado
Nova travessia será construída no mesmo ponto onde funcionou a ponte do exército em 2024
Prefeito de Arroio do Meio, Sidnei Eckert (MDB) acompanhou as negociações que culminaram na assinatura de convênio com o governo estadual para pavimentação de vias municipais de acesso à nova ponte sobre o Rio Forqueta, conectando a Estrada Geral da Barra do Forqueta com o núcleo urbano do bairro Olarias, em Lajeado. Ele participou do ato de assinatura e a foto oficial foi divulgada em diferentes plataformas. Nos últimos dias, porém, Eckert aplicou uma inusitada guinada na sua linha de ação e passou a questionar a execução e a durabilidade da ponte e acessos. É bom observar com atenção as queixas do prefeito. Segundo ele, enchentes “normais” já
poderiam danificar consideravelmente as vias de acesso e até mesmo a nova ponte de concreto. Ele inclusive solicitou novos estudos à equipe de engenharia para identificar eventuais riscos. E como se trata de investimento de quase R$ 20 milhões, todo o cuidado é pouco. No entanto, o movimento repentino gera burburinhos do outro lado do Rio Forqueta. Agente próximo ao governo de Lajeado alerta: estamos preocupados com as manifestações públicas do vizinho. Em resumo, não querem o risco de “melar” o negócio com o Funrigs. Até porque os recursos ainda não foram liberados. Aliás, a declaração do prefeito também causou mal-estar no alto escalão do governo estadual.
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VINI BILHAR
Universo das Festas comemora 15 anos com ações promocionais
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Universo das Festas comemora 15 anos de atuação em Lajeado, consolidando-se como referência regional no setor de eventos. A empresa iniciou em um espaço menor ao lado do atual endereço, na rua Pinheiro Machado, 275, e expandiu após quatro anos com a adaptação do antigo moinho do Imec em salas comerciais. No local atual, a loja está há 11 anos. Com forte presença no Vale do Taquari, atende municípios da região e realiza envios para cidades como Antônio Prado, Bento Gonçalves e Santa Cruz do Sul, inclusive por transporte rodoviário. O portfólio inclui itens para aniversários, casamentos, formaturas, chás revelação e festas pet, além de mais de 80 temas em TNT e arranjos personalizados com balões. A empresa também atua com venda e locação de fantasias,
Indicadores
Dólar: 5,22 | Ibovespa: 166.934,20
Run More lança Coleção Plena para o verão 26/27
com mais de 150 opções infantis e modelos adultos, com destaque para datas como Dia das Crianças e Halloween. Durante agosto, oferece 10% de desconto em balões São Roque, ampliado para 15% para clientes
que mencionarem anúncios no Grupo A Hora. Formandos também recebem o benefício. O crescimento do setor reflete a busca por eventos personalizados, com soluções sob medida para cada cliente.
A Run More apresentou a Coleção Plena, que une performance, bem-estar e feminilidade. Inspirada no conceito de viver cada movimento com presença, autenticidade e confiança, a linha traz peças pensadas para acompanhar diferentes momentos da rotina feminina. A proposta aposta no equilíbrio entre força e sensibilidade, com uma estética que valoriza a delicadeza sem abrir mão da funcionalidade e do desempenho. A coleção amplia o conceito de movimento
ao ir além da prática esportiva, atendendo mulheres que transitam entre treinos, compromissos e momentos de pausa. A atriz e influenciadora Giovanna Lancellotti volta a protagonizar a campanha, marcando a quinta coleção consecutiva em parceria com a marca. A campanha apresenta a plenitude como um estado de equilíbrio entre performance e bem-estar. As peças da Coleção Plena já estão disponíveis nas lojas físicas, no site oficial e nas redes sociais da marca.
Cultura Language Center amplia atuação em Lajeado Com 30 anos de trajetória, a Cultura Language Center consolida sua presença no Rio Grande do Sul, onde mantém sete unidades. Em Lajeado, a escola atua há seis anos, desenvolvendo projetos educacionais e ampliando parcerias com instituições como o Colégio Sinodal Conventos. A escola oferece cursos de inglês para diferentes faixas etárias, iniciando a partir dos quatro anos, com turmas de baby class, além de
programas de general English e inglês para negócios. Também disponibiliza ensino online e aulas de outros idiomas, como espanhol, italiano e francês. Um dos diferenciais da instituição é o programa de intercâmbio, realizado em parceria com universidades internacionais de destaque, como a Iona University, em Nova Iorque, a University of Toronto, no Canadá, e a University College London (UCL), no
Reino Unido. A proposta é integrar o aprendizado em sala de aula com experiências no exterior. Como novidade, a Cultura passa a atuar também como international school, oferecendo aulas com professores nativos, opção que se soma ao ensino com docentes brasileiros. A iniciativa amplia as possibilidades de aprendizagem e reforça o foco da escola em proporcionar uma formação global aos alunos.
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TRANSIÇÃO ENERGÉTICA
Do problema ambiental à energia que reduz emissões Dejetos da pecuária, resíduos industriais e lixo orgânico somam potencial de cerca de 290 milhões de metros cúbicos de biogás ao ano. Estudo abre caminho para biometano, novos negócios e menor dependência dos combustíveis fósseis Filipe Faleiro
filipe@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
A
té um quinto da energia elétrica consumida no Vale do Taquari tem matéria-prima mapeada dentro da própria estrutura produtiva da região. A estimativa consta no Atlas dos Resíduos e do Potencial de Geração de Biogás do Vale do Taquari. Produzido pela Univates, o levantamento localiza as fontes de matéria orgânica, estima os volumes disponíveis e calcula o potencial de geração de biogás e biometano nos 36 municípios integrantes do Conselho Regional de Desenvolvimento (Codevat). “Temos um paradoxo. O que por muitos anos foi problema ambiental, por poluir o solo e o manancial hídrico, pode virar energia limpa, capaz de colocar o Vale como um pioneiro na transição energética”, é o que afirma o coordenador da pesquisa, o doutor em Engenharia Ambiental e
ODORICO KONRAD PROFESSOR
Temos um paradoxo. O que por muitos anos foi problema ambiental, por poluir o solo e o manancial hídrico, pode virar energia limpa, capaz de colocar o Vale como um pioneiro na transição energética.” professor, Odorico Konrad. O levantamento foi custeado com recursos da Consulta Popular 2022/23. Foi um dos projetos mais votados na ocasião e teve aporte de R$ 785,7 mil. A premissa parte de algo presente há décadas no campo, nas agroindústrias e nas cidades: dejetos de bovinos, suínos e aves, resíduos do processamento
Levantamento localiza as fontes de matéria orgânica, estima os volumes disponíveis e calcula o potencial de geração de biogás e biometano nos 36 municípios da região
de alimentos e a fração orgânica do lixo. Na época, o presidente do conselho era Luciano Moresco. Ele lembra que a intenção era mais do que fazer um inventário. Consistia em avaliar o material disponível para servir de base em projetos capazes de transformar o gás bruto em energia e combustível. As enchentes de 2023 e 2024 interferiram no cronograma.
Total de biometano na coleta do Vale do Taquari poderia garantir energia para mais de 8,4 mil ônibus
Mesmo com o atraso, o diagnóstico chegou ao ponto em que o debate muda de natureza. “Temos um potencial econômico e ambiental gigante”, afirma Moresco. Materiais associados ao custo de manejo e ao passivo ambiental passam a integrar uma discussão sobre geração de energia, combustível e novos negócios, afirma a atual presidente do Codevat, Cintia Agostini. Pelo potencial de biometano identificado nas 36 cidades, algo em torno dos 170 milhões de metros cúbicos, poderia substituir o diesel para ônibus e caminhões. “Teríamos uma redução considerável na emissão de gases do efeito estufa na atmosfera”, realça o professor. Por exemplo, um ônibus escolar que percorra 200 quilômetros por dia. Durante 200 dias letivos, roda 40 mil quilômetros por ano. Conforme o professor, o metro cúbico de biometano pode garantir entre dois a três quilômetros de percurso. Com isso, seriam necessários cerca de 20 mil m³ para garantir combustível durante um ano. Nesta ordem de grandeza, o total de biometano na coleta do Vale do Taquari poderia garantir energia para mais de 8,4 mil ônibus com esse padrão de uso. “Temos um grande potencial. Ainda assim, a comparação apenas traduz a escala e não representa o que temos disponível hoje”, adverte Konrad. Para transformar os resíduos em fonte utilizável, entram coleta, transporte, biodigestão,
CINTIA AGOSTINI PRESIDENTE DO CODEVAT
Com a primeira etapa concluída, a região entra em uma fase em que os dados podem deixar o ambiente acadêmico e orientar empreendimentos.” tratamento, purificação e armazenamento.
Discussão global O tipo de energia está no centro da preocupação global pelo impacto nas mudanças climáticas. Quando se olha para o papel do Brasil, o consumo de diesel está na matriz logística, pela grande dependência do transporte rodoviário. “A transição energética precisa começar. Em especial, energias estratégicas, e o biometano é uma delas”, afirma Konrad. Para o pesquisador, com mais veículos pesados com combustível verde, as demais energias renováveis terão mais escala. “Se começarmos no transporte de cargas, os demais vêm de ‘reboque’”. Por isso, defende o pesquisador, o mercado tem respondido cada
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Fim de semana, 15 e 16 de agosto de 2026 FOTOS: DIVULGAÇÃO
Potencial anual por município
vez mais a esses movimentos globais. A demanda de empresas interessadas na substituição de fontes fósseis, seja pelo custo, seja por metas de redução de emissões, cresce a cada ano. “O mercado está sedento por biometano. Se tivesse 30 mil metros cúbicos gerados aqui na nossa região agora, teríamos compradores.”
Futuro e oportunidade Essa combinação entre matériaprima, consumo e tecnologia é o ponto que muda a dimensão do debate regional. Em vez de tratar milhões de toneladas de resíduos apenas como algo que precisa receber destino adequado, a proposta passa a inseri-los em uma cadeia que pode gerar energia dentro das propriedades e indústrias, abastecer veículos, produzir biofertilizantes e abrir espaço para investimentos. A presidente do Codevat, Cintia Agostini, vê nessa transformação uma das principais oportunidades. Segundo ela, mais do que dizer quanto resíduo existe, o mapa mostra onde ele está. Essa diferença é decisiva para uma atividade em que distância, concentração de matéria-prima e regularidade do fornecimento podem determinar investimentos. “Com a primeira etapa concluída, a região entra em uma fase em que os dados podem deixar o ambiente acadêmico e orientar empreendimentos. Agora vem a chave, o avanço disso tudo, que é a perspectiva de que
modelos de negócios e onde, em que condições há uma sugestão técnica de melhor colocação.” A intenção é oferecer condições para avaliar em que áreas uma planta encontra fornecimento suficiente e qual porte melhor responde a essa oferta. “Para o empreendedor já está dado. Se tem interesse em investir, tem, basicamente, todas as informações para poder trabalhar”, afirma Cintia.
NA PRÁTICA
Teutônia, Westfália e Estrela
poderiam ser abastecidos por um ano na equivalência feita com o potencial de biometano e a quilometragem adotada no estudo.
A distribuição municipal revela onde a concentração de rejeitos é maior. Teutônia lidera a estimativa, capaz de gerar 24,5 milhões de m³ de biogás ao ano. Westfália aparece logo depois, com 23,17 milhões, seguida por Estrela, com 21,44 milhões. As três somam perto de 69,2 milhões de m³, quase um quarto do potencial regional. A proximidade geográfica entre Teutônia e Westfália e a força das cadeias pecuárias tornam essa parte do Vale um dos pontos mais assertivos para instalar uma usina. Lajeado ocupa a quarta posição, com 13,34 milhões de m³, quase o mesmo patamar de Arroio do Meio, com 13,32 milhões. Taquari vem na sequência, com 12,49 milhões. Anta Gorda, Nova Bréscia, Marques de Souza e Bom Retiro do Sul completam os dez maiores. Esse grupo reúne pouco mais de 150 milhões de m³, ou mais da metade do potencial dos 36
20% da energia elétrica consumida no Vale Esse percentual se aproxima do potencial regional por ano em termos de biogás.
8,4 mil ônibus
40 mil km é o percurso anual usado na conta por veículo, equivalente a 200 quilômetros em cada um dos 200 dias letivos.
municípios. O próprio Atlas destaca Teutônia, Westfália, Estrela, Lajeado, Arroio do Meio e Taquari entre os territórios de concentração, resultado da combinação entre produção animal, processamento industrial e resíduos urbanos. A classificação geral, porém, esconde diferenças importantes. Teutônia, Westfália e Estrela têm o resultado sustentado pela pecuária. Lajeado chega ao quarto lugar por uma composição quase oposta.
Município
Biogás/ano
Biometano/ano
1
Teutônia
24,54 milhões m³
13,98 milhões m³
2
Westfália
23,17 milhões m³
13,42 milhões m³
3
Estrela
21,44 milhões m³
12,10 milhões m³
4
Lajeado
13,34 milhões m³
8,48 milhões m³
5
Arroio do Meio
13,32 milhões m³
8,04 milhões m³
6
Taquari
12,49 milhões m³
7,84 milhões m³
7
Anta Gorda
11,45 milhões m³
6,70 milhões m³
8
Nova Bréscia
10,97 milhões m³
5,91 milhões m³
9
Marques de Souza
10,24 milhões m³
5,84 milhões m³
10
Bom Retiro do Sul
9,27 milhões m³
5,73 milhões m³
11
Cruzeiro do Sul
8,94 milhões m³
5,46 milhões m³
12
Encantado
8,85 milhões m³
5,37 milhões m³
13
Roca Sales
8,43 milhões m³
4,99 milhões m³
14
Coqueiro Baixo
8,24 milhões m³
4,47 milhões m³
15
Capitão
8,04 milhões m³
4,71 milhões m³
16
Progresso
7,97 milhões m³
4,47 milhões m³
17
Vespasiano Corrêa 7,75 milhões m³
4,41 milhões m³
18
Imigrante
7,58 milhões m³
4,37 milhões m³
19
Dois Lajeados
6,23 milhões m³
3,39 milhões m³
20
Fazenda Vilanova
6,07 milhões m³
3,71 milhões m³
21
Relvado
6,06 milhões m³
3,38 milhões m³
22
Putinga
5,86 milhões m³
3,45 milhões m³
23
Paverama
5,49 milhões m³
3,07 milhões m³
24
Travesseiro
5,46 milhões m³
3,14 milhões m³
25
Colinas
5,04 milhões m³
2,96 milhões m³
26
Canudos do Vale
4,92 milhões m³
2,78 milhões m³
27
Forquetinha
4,51 milhões m³
2,64 milhões m³
28
Sério
3,55 milhões m³
1,89 milhão m³
29
Pouso Novo
3,54 milhões m³
2,08 milhões m³
30
Poço das Antas
3,44 milhões m³
1,97 milhão m³
31
Santa Clara do Sul
2,86 milhões m³
1,67 milhão m³
32
Arvorezinha
2,82 milhões m³
1,68 milhão m³
33
Ilópolis
2,23 milhões m³
1,26 milhão m³
34
Tabaí
2,22 milhões m³
1,26 milhão m³
35
Doutor Ricardo
2,19 milhões m³
1,26 milhão m³
36
Muçum
1,93 milhão m³
1,13 milhão m³
DE ONDE VEM O BIOGÁS Cadeia Bovinos Aves Suínos Equinos Ovinos Caprinos Total
Animais 154.304 36.528.854 1.149.167 3.931 16.389 1.039 37.853.684
Resíduos/ano 2,74 milhões t 440,6 mil t 2,05 milhões t 35,9 mil t 9 mil t 569 t 5,27 milhões t
Potencial de biogás 149,13 milhões m³ 75,62 milhões m³ 35,18 milhões m³ 2,01 milhões m³ 680,7 mil m³ 67 mil m³ 262,69 milhões m³
8 | A HORA
Fim de semana, 15 e 16 de agosto de 2026 GABRIEL SANTOS
Ideia de ampliar a capacidade da avenida que corta a cidade e passa por seis bairros resolve um dos principais gargalos do trânsito. Ao mesmo tempo, surgem questionamentos sobre impactos ao comércio e viabilidade de estacionamentos
Jhon Willian Tedeschi
jhontedeschi@grupoahora.net.br
LAJEADO
U
ma das principais e mais extensas vias de Lajeado, a avenida Benjamin Constant concentra boa parte das demandas de trânsito, em especial nos horários de pico. Mesmo com a maioria da extensão ampliada, trechos específicos no bairro Montanha geram pontos de lentidão e causam alguns transtornos aos usuários que atravessam a cidade. O alargamento está previsto para o sentido bairro/centro, em dois trechos. Um, entre as ruas Oswaldo Mathias Ely e João Sebastiany, tem cerca de 320 metros de extensão. O outro, da avenida João Alberto Schmidt até a rua Irmando Weissheimer, possui 270 metros. Até maio deste ano, o município adequou os locais para a criação de uma pista adicional, no sentido centro/bairro. A reorganização ocorreu apenas com a pintura das faixas, sem obras específicas para o alargamento da via. Além da adaptação, foram proibidas as conversões para as ruas Nicolau Junges e Paulo José Schlabitz. Por outro lado, com os planos de obter o financiamento de até R$ 100 milhões para obras estruturantes, avançou a ideia de ampliar a Benjamin. De acordo com o secretário de Planejamento, Urbanismo e Mobilidade (Seplan), Alex Schmitt, está em andamento a contratação de um estudo topográfico para fazer o levantamento do trecho. “Assim conseguiremos ter as respectivas áreas de cada lote que necessitarão ser desapropriadas”, explica. Com o detalhamento em mãos,
MOBILIDADE URBANA
Alargamento da Benjamin reforça importância da via, mas divide opiniões é possível conhecer as áreas a fracionar, ter uma ideia do que será preciso em termos de negociações com proprietários de imóveis, e também será viabilizar o projeto geométrico da pista. Enquanto isso não ocorre, o município não consegue projetar custos para a obra. A região do Montanha que receberá as obras conta com alguns núcleos comerciais, que devem ser impactados pelas intervenções. Schmitt reconhece que isso é um desafio. “Tem uma complexidade, obviamente. Não é uma obra simples, principalmente por ser obra em uma via de alto fluxo. Durante a execução, haverá bastante transtorno pra quem usa o trecho.” Para quem utiliza a via, estão previstos desvios pelas ruas transversais e paralelas, mas mesmo assim, na avaliação do secretário, isso pode gerar um incômodo aos usuários.
venção de forma integrada, com planejamento e cuidado, para que a entrada do bairro seja qualificada e não se transforme apenas em uma via de passagem rápida, sem estrutura adequada para quem mora, trabalha e circula por ali”, comenta Silvane Kohlrausch, vice-presidente da associação do Montanha. O desenvolvimento comercial do bairro aumenta a necessidade de uma visão de conjunto, nas palavras de Silvane. Ela ainda menciona que existe uma desorganização na entrada do bairro. “O crescimento do bairro é positivo, mas precisa ser acompanhado de infraestrutura e planejamento, para que esse desenvolvimento aconteça de forma organizada e sustentável.”
Necessidade de planejamento
A expectativa do alargamento da avenida gera provoca reações ambíguas na comunidade do bairro. Se por um lado ocorreria uma clara melhora nas condições de tráfego, pelo outro a questão comercial lida com os impactos. Enquanto alguns estabelecimen-
Na visão dos moradores, ampliar a avenida é importante, desde que seja de forma planejada. “É preciso pensar essa inter-
Impacto sobre os negócios
tos mudam de lugar, outros tentam se adaptar à nova realidade. Um posto de combustível na esquina da Benjamin Constant com a Paulo José Schlabitz se prepara para a perda das vagas de estacionamento que hoje disponibiliza aos clientes. Fiscal de pista do estabelecimento, Alvin Mombaque conta que o espaço também é utilizado por consumidores de outros estabelecimentos das redondezas. A impossibilidade de estacionar na própria avenida é um consenso de transtorno aos empreendedores da região. O titular da Seplan argumenta que está nos planos preservar as vagas que restam, ainda que possa ser necessário suprimi-las. “Precisamos validar com as medidas da topografia, pois será apertado. Mas pelo levantamento inicial acreditamos ser possível.”
Melhora nos deslocamentos Mombaque mora no bairro Bom Pastor, trabalha no Montanha e relata que o fluxo é intenso, ainda que os momentos de congestionamento sejam raros. Ele
Dois trechos no bairro Montanha fazem parte do projeto de ampliação da Benjamin Constant
SILVANE KOHLRAUSCH VICE-PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO BAIRRO MONTANHA
O crescimento do bairro é positivo, mas precisa ser acompanhado de infraestrutura e planejamento, para que esse desenvolvimento aconteça de forma organizada e sustentável.”
faz o trajeto no sentido ao centro no início da manhã e percebe uma melhora com as intervenções que já foram feitas na avenida, além das opções paralelas para acessar o bairro. “No fim do dia, para quem vem do Centro, a condição já melhorou muito”, conta.
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ÁGUA E ESGOTO
Como o Rio de Janeiro ajuda no saneamento gaúcho Controladora da Corsan aponta os efeitos do tratamento de esgoto após cinco anos de operação na capital do RJ. No Vale, 14 municípios assinaram aditivos e modelo de estações industriais é a aposta para cumprir marco até 2033 Filipe Faleiro
filipe@grupoahora.net.br
ESPECIAL
À
s margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, na capital Fluminense, o manancial considerado morto, começa a ver peixes, tartarugas e animais silvestres voltarem. Na orla, as pessoas fazem fotos, exercícios e pescam. Bares reabriram, vendedores ambulantes oferecem água de côco, pipoca e artesanato. Referência nacional em defesa da natureza, em especial contra a degradação naquele ponto do Rio de Janeiro, o biólogo Mario Moscatelli considera que de zero em qualidade de água, hoje a lagoa alcança oito. “O problema é que não temos mais tempo. Isso deveríamos ter feito nos anos 80. Ainda assim, temos aqui uma prova de que tratar o esgoto representa ganhos para todos.” Moscatelli acompanha há quase quatro décadas o esforço para retirar resíduos, recompor
MARIO MOSCATELLI BIÓLOGO
Me perguntam se sou a favor de privatização, concessão ou sei lá mais o quê. Para mim, o que interessa é que o dinheiro seja aplicado de verdade para aquilo que pagamos.”
a vegetação e permitir o retorno da fauna. “Me perguntam se sou a favor de privatização, concessão ou sei lá mais o quê. Para mim, o que interessa é que o dinheiro seja aplicado de verdade para aquilo que pagamos.” Justo neste ponto, o município do Rio de Janeiro concedeu o
serviço de tratamento de esgoto e distribuição de água faz cinco anos. Três empresas assumiram quatro lotes. A Águas do Rio, do Grupo Aegea, assumiu dois. Conforme a empresa, neste período foram investidos R$ 6 bilhões em melhorias. O principal foram reformas em dutos de coleta, nos sistemas de separação, na estação de tratamento e ligações nas comunidades carentes. Em números, o sistema de operações interligadas da empresa calcula que foram retirados do ambiente mais de 1,3 trilhão de litros de esgoto.
Experiência mais avançada A operação carioca serve de referência para a próxima etapa do saneamento no RS, é o que afirma o diretor de Relações Institucionais da Corsan, César Faccioli. “Esse laboratório do Rio de Janeiro nos ajuda, pois conseguimos reproduzir técnicas e estratégias dentro dos municípios que atuamos.” De acordo com ele, quando a Aegea assumiu a Corsan, em julho de 2023, o atendimento com esgotamento sanitário estava em 19%. Em cerca de três anos, o índice passou dos 30%. O avanço supera 11 pontos percentuais, mas ainda deixa o Estado distante dos 90% previstos para 2033. FILIPE FALEIRO
Às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, na capital Fluminense, o manancial considerado morto, começa a ver peixes, tartarugas e animais silvestres voltarem
“Temos um desafio enorme. Mas a empresa está preparada, temos os processos internos consolidados, e vamos conseguir”, promete. No RS, a Corsan/Aegea atua em 317 municípios. Deste total, 304 assinaram os termos aditivos após o leilão. No Vale, são 16 cidades com atuação da empresa. Lajeado e Arroio do Meio estão com contratos anteriores ao leilão.
Antes de chegar ao Rio Taquari A distância entre os contratos e a realidade desemboca no Rio Taquari. Na bacia de 1,38 milhão de habitantes, mais de 1,08 milhão estão em áreas urbanas. Sem tratamento, as análises de coliformes alcançam as classes 3 e 4. Conforme o diretor da Corsan/Aegea, os aditivos abrem caminho para os investimentos, com sistema de redes coletoras, estações elevatórias e capacidade de tratamento.
Estações industriais
No RJ, empresa relaciona o saneamento à recuperação ambiental
É nesta última etapa que a empresa aposta em um novo formato. Em vez de construir toda a estação no município, quatro empresas gaúchas produzem
as estruturas em módulos, em Canoas. As peças chegam prontas ao local da obra. No município, permanecem a preparação da área, as fundações, a montagem, as interligações e os testes. A mudança reduz de até dois anos para cerca de quatro meses o prazo previsto entre o início da obra e a entrada da estação em funcionamento. As unidades têm capacidade para tratar 2,5, 5, 10 ou 20 litros de esgoto por segundo. Os módulos podem ser combinados e alcançar 50 litros por segundo. Acima disso, a companhia mantém o formato convencional. Pelos cálculos da Corsan, a solução pode atender 294 dos 317 municípios onde a empresa opera. Depois de instaladas, as estações serão ligadas ao Centro de Operações Integradas, responsável pelo acompanhamento dos sistemas em tempo real. “Universalizar o saneamento exige novas formas de pensar e de construir. Estamos adotando um modelo que alia engenharia, tecnologia e inovação para reduzir o tempo de implantação das estações de tratamento e atender as metas do marco legal”, afirma a presidente da Corsan, Samanta Takimi. Para o Vale, falta apresentar o mapa das cidades que receberão as estações, as capacidades previstas e os prazos das obras. A escolha dos locais também terá de considerar as novas referências de inundação deixadas pelas cheias do Taquari.
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Fim de semana, 15 e 16 de agosto de 2026 SORAIA HANNA/DIVULGAÇÃO
RJ E RS SAMANTA TAKIMI PRESIDENTE DA CORSAN/AEGEA
Estamos adotando um modelo que alia engenharia, tecnologia e inovação para reduzir o tempo de implantação das estações de tratamento e atender as metas do marco legal.” obras também terão de considerar as enchentes, a movimentação de sedimentos e a exposição das estruturas próximas ao rio, destaca.
Como chegar nas favelas
SORAIA HANNA/DIVULGAÇÃO
A Águas do Rio atua em quatro complexos comunitários. Em um deles, está o da Mangueira. Conforme a presidente da associação de moradores, Angeli Miranda, o histórico de desistência obrigava muitas famílias no morro a conviver com o esgoto aberto, em frente das casas. Junto com isso, que ficava mais acima, não tinha nem água. Precisava descer e buscar de balde. “Temos um povo sofrido, muito carente, e que nem mesmo sabia a quem recorrer.” Soluções improvisadas, com dezenas de canos aéreos, amarrados entre uma construção e outra, ligados a cisternas em diferentes pontos tentam mitigar as dificuldades. Em todo o complexo da Mangueira, estima-se que são mais de 100 mil habitantes. Mais do que 80% das cidades gaúchas. “Pelo nosso acompanhamento, hoje cerca de 60% dos moradores tem água potável e esgoto tratado”, afirma Angeli.
Ligação com o território
Aegea estima investimento de R$ 6 bilhões na operação do RJ
Efeitos em cascata O diretor Faccioli sustenta que o resultado ultrapassa os indicadores de coleta e tratamento. No Rio de Janeiro, a empresa relaciona o saneamento à recuperação ambiental, à ocupação dos espaços públicos e à retomada da economia no entorno.
“O que temos aqui é um exemplo muito claro das consequências do saneamento básico para a saúde, para a economia, para a valorização, mas, em especial, no sentido de restauração da natureza.” No Vale, os resultados serão medidos pela redução dos despejos nos arroios e no Rio Taquari. As
Ruas estreitas, construções sobrepostas e redes informais dificultam a entrada das equipes. Nos primeiros movimentos, essa aproximação não foi pacífica, lembra o diretor de Responsabilidade Social, Guilherme Campos. “Os desafios foram muitos. Imagina, nunca ninguém foi lá para instalar redes de água e esgoto. Como faríamos? Não tem como entrar na casa e mandar quebrar a cozinha. Ou perfurar o solo. Tudo poderia desmoronar.” A comunicação e fazer as famílias do morro confiar tinha de vir lá de dentro. Programas testados em Manaus, em locais com moradias de palafitas,
EM NÚMEROS RIO DE JANEIRO | CINCO ANOS DE OPERAÇÃO Novembro de 2021: início da operação plena da Águas do Rio. Quatro lotes: três empresas assumiram a concessão. A Águas do Rio ficou com dois lotes. R$ 6 bilhões: investimentos informados pela empresa em água e esgoto. 1,3 trilhão de litros: volume de esgoto que, segundo a concessionária, deixou de chegar ao ambiente. R$ 65 a cada R$ 100: perda encontrada no sistema de distribuição, conforme dado apresentado pela empresa. 60%: parcela dos moradores da Mangueira com água potável e esgoto tratado, conforme estimativa da associação de moradores. Cerca de 5 mil: funcionários oriundos de comunidades, segundo a concessionária. 1,7 mil: interlocutores na relação entre a empresa e os territórios. RIO GRANDE DO SUL | META PARA 2033 Julho de 2023: início da gestão privada da Corsan pela Aegea. 19%: atendimento com esgotamento sanitário no início da operação. Mais de 30%: índice informado após cerca de três anos. Mais de 11 pontos percentuais: avanço acumulado no período. 90%: meta de coleta e tratamento de esgoto até 2033. 317 municípios: área de operação da Corsan. 304 municípios: contratos com aditivos assinados. 13 municípios: total informado pela empresa sem aditivo assinado. Sete eventos climáticos: episódios enfrentados desde julho de 2023, conforme a Corsan. Dois anos: prazo projetado pela empresa para o RS se aproximar do estágio observado no Rio de Janeiro. VALE DO TAQUARI | CONTRATOS 16 municípios: cidades atendidas pela Corsan e identificadas no documento. 14 com aditivo: Arvorezinha, Bom Retiro do Sul, Cruzeiro do Sul, Encantado, Estrela, Fontoura Xavier, Ilópolis, Marques de Souza, Nova Bréscia, Paverama, Putinga, Roca Sales, Taquari e Venâncio Aires. Dois sem aditivo: Arroio do Meio e Lajeado. 1,38 milhão de habitantes: população estimada de toda a Bacia Taquari-Antas em 2020. 1,08 milhão: moradores da bacia localizados em áreas urbanas. ESTAÇÕES INDUSTRIALIZADAS | O MODELO Quatro empresas gaúchas: responsáveis pela produção dos módulos em Canoas. Quatro meses: prazo estimado para implantar uma estação. Até dois anos: tempo necessário no modelo convencional. Até 80%: redução prevista no prazo de implantação. Quatro capacidades: 2,5, 5, 10 e 20 litros por segundo. Até 50 litros por segundo: capacidade alcançada pela combinação dos módulos. 294 municípios: cidades que podem ser atendidas por unidades isoladas entre as 317 operadas pela Corsan. Barra do Quaraí: município escolhido para receber a primeira unidade. 518 mil litros por dia: capacidade de tratamento da estação. 3,6 mil economias: atendimento previsto. Monitoramento: unidades conectadas ao Centro de Operações Integradas da Corsan.
serviram de experiência. Começa com a contratação de moradores das áreas vulneráveis, diz Campos. “Criamos oportunidades. Nossa meta para os proximos anos é ter diretores da companhia que começaram nas comunidades.” Cerca de 5 mil funcionários da operação carioca são oriundos desses territórios. Outros 1,7 mil atuam como interlocutores entre a companhia e a população. Nos primeiros anos, a mudança também alcançou a postura de
quem prestava o atendimento. “Os dois primeiros anos foram de aculturamento. Tanto para a comunidade como para quem trabalha”, relata o gerente de operações, Bruno Salles Mendonça. Funcionários chegavam de chinelo, tratavam o serviço como favor e aceitavam pequenos valores dos moradores. Em um dos episódios, o trabalhador recebia dinheiro. “Precisávamos chamar, e dizer: isso não aceitamos. Foi preciso mudar uma cultura.”
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Fim de semana, 15 e 16 de agosto de 2026
Campanha eleitoral abre neste domingo Candidatos estão autorizados a pedirem votos de forma explícita até o começo de outubro. Na região, são 19 postulantes aos parlamentos e quase 300 mil eleitores Mateus Souza
mateus@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
A
partir da meia-noite deste domingo, 16, candidatos, partidos e federações estão autorizados a pedir votos explicitamente, seja nas ruas ou nas redes sociais. A campanha eleitoral deste ano, assim como nos pleitos anteriores, terá 45 dias de duração até o dia da votação do primeiro turno, marcada para 4 de outubro. Em todo o país, são 158 milhões de eleitores aptos a irem às urnas. No Vale do Taquari, o contingente se aproxima de 300 mil eleitores, que digitarão 19 números e escolherão um deputado estadual, um deputado federal, dois senadores, governador e presidente. Sem eleger um parlamentar identificado com o Vale desde 2014, a região contabiliza 19 candidatos locais aos parlamentos neste ano, sendo 12 postulantes à Assembleia Legislativa e sete à Câmara dos Deputados. Entre eles, há nomes veteranos, alguns estreantes em eleições gerais e, ainda, pessoas
Regras e vedações
FÁBIO GISCH ESPECIALISTA EM DIREITO ELEITORAL
Não tivemos grandes mudanças no que diz respeito a anos anteriores. A campanha se mantém, sendo mais proativa principalmente nas redes sociais.”
que concorrem a um cargo eletivo pela primeira vez. Esta será a segunda eleição geral após o fim das coligações aos cargos legislativos. A medida entrou em vigor no pleito de 2020, quando eleitores escolheram prefeitos e vereadores dos seus municípios. Por outro lado, as federações partidárias se fortaleceram neste período. Em 2026, são cinco registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Não tivemos grandes mudanças no que diz respeito a anos anteriores. A campanha se mantém, sendo mais proativa principalmente nas redes sociais”, avalia o advogado especialista em Direito Eleitoral, Fábio Gisch.
Além da permissão para pedirem votos, os candidatos também podem fazer lives que promovam a candidatura e organizar comícios durante o período da campanha. Já a propaganda em rádio e televisão é permitida somente no horário eleitoral gratuito, com início previsto para 28 de agosto. As emissoras de rádio e televisão deverão, ainda, reservar 70 minutos diários para inserções de 30 e 60 segundos, distribuídas ao longo do dia. A propaganda paga na internet é vedada. No entanto, o candidato pode pagar às plataformas digitais para impulsionarem seus conteúdos, desde que não seja propaganda negativa, ou seja, pedido explícito para não votar em alguém, ofensa à honra de outro candidato, entre outros exemplos. A Justiça Eleitoral pode determinar a retirada de publicações que contenham ataques desse tipo. Quando se tratar de publicação de casos mais graves, a própria plataforma deve retirar o vídeo imediatamente, como no caso de notícias claramente falsas, discurso de ódio e conteúdo de Inteligência Artificial (IA) fora do padrão. Já a propaganda não paga, em geral, pode ser veiculada por meio de blogs, redes sociais, aplicativos de mensagem, sites dos candidatos, entre outros meios. As peças devem mostrar claramente o número do CPF ou CNPJ da candidatura, além da expressão “Propaganda Eleitoral”, assim como ocorre nos panfletos e outros materiais gráficos.
NÚMEROS 45
dias de duração tem a campanha eleitoral
955
candidatos aos parlamentos estadual e federal tiveram suas candidaturas registradas no Divulgacand até o fechamento desta edição
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partidos políticos devidamente registrados estão aptos a participar das eleições;
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federações partidárias estão registradas, com validade para os próximos quatro anos
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Fim de semana, 15 e 16 de agosto de 2026 ARQUIVO A HORA
O QUE PODE E É PROIBIDO AOS CANDIDATOS O candidato PODE: - Usar atendimento automático para conversar com eleitores, desde que informe que o conteúdo foi fabricado pela tecnologia; - Fazer parceria com influenciadores; - Distribuir camisas a cabos eleitorais, desde que não contenham elementos explícitos de propaganda eleitoral. O candidato NÃO PODE: - Usar robôs ou meios não oferecidos pela rede social ou página de pesquisa para impulsionar o conteúdo; - Contratar pessoas para comentar e curtir publicações; - Fazer propaganda em site que não seja dele ou do partido; - Espalhar material de propaganda no local de votação ou nas vias próximas; - Usar trios elétricos, exceto em comícios; - Criar artificialmente estados mentais, emocionais ou passionais na opinião pública; - Promover rifa, sorteio ou vantagens pessoais de qualquer natureza.
Até o dia da votação, candidatos terão 45 dias para convencer eleitores. A propaganda em rádio e televisão é permitida somente no horário eleitoral gratuito, com início previsto para 28 de agosto
DA REGIÃO Deputado federal: Bolacha Melo (PL) Carlos Ranzi (MDB) Enio Bacci (PDT) Felipe Força Tarefa (Podemos) Matteus Amaral (PP) Neide Protetora (PSDB) Tenente Hampel (Democrata) Deputado estadual: Airton Artus (PDT) Darlã Bellini (PSDB) Fabiano Diehl (União Brasil) Juli Cuciolli (PL) Luis Benoitt (PL) Maneco Hassen (PT) Marcos Kayser (Novo) Mateus Trojan (MDB) Paulinho Zinn (Republicanos) Ramatis de Oliveira (PL) Roberto Lucchese (MDB) Samuel Maciel (Novo)
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Fim de semana, 8 e 9 de agosto de 2026
A P R E S E N TA D O P O R :
PAT R O C Í N I O :
Ela assumiu a linha de frente da ajuda aos atingidos em Encantado Enquanto a própria família enfrentava a enchente, Joecy Fleck liderou a mobilização do Rotary Club para atender centenas de famílias Andreia Rabaiolli
andreia@grupoahora.net.br
J
oecy Fleck teve grande envolvimento nas enchentes em Encantado. Ela ainda se lembra da noite de 4 de maio 2024, quando seu pai teve de ser salvo por helicóptero e a casa da sua irmã foi inundada. Joecy ajudou-a a retirar o lodo. A imagem daqueles momentos ainda volta à sua lembrança e ela se emociona. “Lama, sujeira, era algo inexplicável”, acrescenta. Mas ela
O lado voluntário vem de casa. O pai ajudava quem pudesse e nós aprendemos desde criança” JOECY FLECK, ROTARY CLUB DE ENCANTADO
arregaçou as mangas e, depois que a família estava a salvo, foi para a linha de frente ajudar a população que precisava de auxílio. Em 2023 e 2024, Joecy era presidente do Rotary Club de Encantado, seu clube do coração. Tornou-se rotariana em 2009 e sempre participou das atividades. Acredita que o perfil de voluntária esteja estreitamente ligado a uma característica da família. “O lado voluntário vem de casa. O pai ajudava quem pudesse e nós aprendemos desde
criança”, destaca. Ainda antes das catástrofes recentes, ela lembra que, em 1988, durante uma grande cheia, uma família de Roca Sales perdeu a casa. Na época, Joecy morava em Bento Gonçalves e conseguiu mobilizar empresários e a comunidade. “Em 60 dias, montamos a casa para essa família”, declara. O trabalho voluntário é sempre feito com a ajuda do grupo. No Rotary, ninguém faz nada sozinho, e ela deixa isso bem claro. Segundo Joecy, o clube atua
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Fim de semana, 8 e 9 de agosto de 2026
Histórico de Joecy no Rotary
Liderou campanhas de arrecadação e destinação das ações de apoio a diversos municípios da região alta do Vale do Taquari durante e após os episódios das catástrofes. Ingressou no Rotary Club de Encantado em 2009. Tornou-se presidente no biênio rotário 2023/2024. Durante seu mandato, esteve envolvida em ações sociais significativas, como a doação de uniformes para os Bombeiros Civis de Encantado. Atualmente, no ano rotário 2026/2027, Joecy assumiu o cargo de Governadora Assistente da Área 13 do Distrito 4700, representando o governador distrital em cerimônias oficiais na região.
O trabalho do Rotary durante as tragédias Durante as enchentes, a atuação do Rotary Club concentrou-se na resposta humanitária imediata e na articulação de uma rede de voluntários e doadores. As principais frentes foram: Organização e distribuição de alimentos, água, roupas, colchões, produtos de higiene e limpeza. Mobilização de voluntários para separar e entregar donativos às famílias atingidas. Apoio aos abrigos e às cozinhas que preparavam refeições para desalojados. Joecy acredita que é preciso sentir o voluntariado para poder agir com o coração
o Banco Um dos parceiros importantes do Rotary em Encantado foi s doaçõe r entrega a ajudou que Alegre Porto de tos de Alimen
Articulação com outros Rotary Clubs, o Distrito 4700, empresas e entidades para ampliar a captação de recursos e materiais.
ESCANEIE O QR CODE E ASSISTA A HISTÓRIA DE JOECY
por setores. Nas cheias, grupos se dividiam para preparar o almoço, outros para triar roupas e outros para fazer as entregas. “Eu estava sempre na linha de frente, indo às casas, distribuindo doações. Ajudava nos fins de semana”, relembra. Distribuiu ranchos, roupas e móveis para pessoas ilhadas. Há poucos dias, voltou aos locais antes inundados e se lembrou de como estavam e de como estão hoje. Alguns estão irreconhecíveis. Ela deixa as lágrimas caírem. Viu pessoas lavando a louça na valeta porque era o único modo de fazer a higiene. “Foi muito triste ver as casas embaixo da água.”
A importância do voluntariado Joecy acredita que o voluntariado é algo que precisa ser propagado e vivido. E o bem que é feito retorna para quem o pratica. “Para ser voluntário, é preciso sentir. É preciso que, quando acontece algo, cada um doe um pouco de si. Porque, senão, fica pesado para todo mundo.” Independentemente de ser dentro ou fora do Rotary, a voluntária presta auxílio. “Se percebo que alguém necessita, eu faço de coração.” Joecy já foi catequista na juventude e também ajudava nas comunidades onde morou. Ela acredita que o segredo para viver bem consigo mesma é se doar e não ter medo de ajudar.
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SEM PONTE, SEM PEDÁGIO
Manifestação cobra suspensão da tarifa em Encantado Mobilização se dá pela interdição da ponte da ERS-129 que liga Encantado e Muçum. Protesto organizado pela Câmara de Vereadores ocorre hoje, às 10h, na Praça de Pedágio de Palmas
ARQUIVO A HORA
Diogo Daroit Fedrizzi diogo@grupoahora.net.br
Praça de Pedágio de Encantado tem sido palco de frequentes protestos nos últimos anos
REGIÃO ALTA
E
nquanto a ponte da ERS-129 entre Encantado e Muçum permanecer interditada, moradores e usuários da rodovia defendem a suspensão da cobrança na Praça de Pedágio de Palmas. A reivindicação será levada às ruas neste sábado, 15, às 10h, em uma manifestação com o lema “Sem ponte, sem pedágio”. O ato é organizado pela Câmara de Vereadores de Encantado e pretende reunir moradores da região afetada pelos transtornos provocados pela interrupção da ligação. A mobilização busca pressionar a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) e o governo estadual para a abertura das cancelas durante o período em que a ponte estiver sem condições de passagem. Trabalhadores, estudantes, empresários, comerciantes, transportadores e demais usuários já enfrentam custos adicionais e dificuldades provocadas pelos desvios e, por isso, consideram injusta a manutenção da tarifa, repercute o presidente do legislativo, Leonardo Lorenzi (MDB). Conforme o parlamentar, a Casa Legislativa decidiu organizar o ato de forma pacífica para ampliar a pressão sobre os órgãos responsáveis. “É uma demanda da comunidade. As pessoas acabam vindo até nós como representantes do povo na casa legislativa”, afirma. Aline Ganasini (PSDB), secretária da Mesa Diretora, destaca que os 11 vereadores estão engajados
Vereadores Aline Ganasini (PSDB) e Leonardo Lorenzi (MDB)
na mobilização. Conforme ela, a Câmara também conta com o apoio da Associação de Vereadores do Vale do Taquari (Avat) e da Associação dos Municípios do Alto Taquari (Amat). “Quem passa ali para trabalhar ou estudar já está tendo um custo a mais pelo desvio e por todo o transtorno. Não é justo terem ainda mais essa despesa com o pedágio”, argumenta. Antes de convocar o protesto, a Câmara encaminhou ofícios à EGR, ao governo estadual, à Secretaria de Transportes e ao Ministério Público. De acordo com Lorenzi, até o momento não houve resposta aos pedidos. A falta de retorno, segundo o vereador, aumenta a pressão da população e motivou a realização do ato. A discussão ocorre em meio à previsão de investimentos de R$ 4,9 milhões para a recuperação da ponte. Em entrevista à Rádio A Hora, o secretário estadual de Logística e Transporte, Clóvis Magalhães, afirmou que a arrecadação das praças é necessária para garantir recursos para obras. Para Lorenzi, entretanto, a situação enfrentada pela região exige uma medida excepcional. Ele cita a sobrecarga sobre municípios utilizados como rota
alternativa e as dificuldades de circulação em períodos de chuva. “Queremos esse alento para as pessoas enquanto a ponte estiver em obras”, afirma.
Insatisfação antiga O ato também recupera uma antiga insatisfação de Encantado com a praça de Palmas. Lorenzi afirma que o pedágio acabou criando uma divisão na dinâmica do município, com moradores da localidade mantendo relações mais próximas com o lado de Arroio do Meio do que com a sede de Encantado. O protesto será pacífico e, segundo os organizadores, não prevê o fechamento total da rodovia. Lorenzi admite a possibilidade de uma ação simbólica de 10 a 15 minutos, mas ressalta que a intenção é evitar novos transtornos aos motoristas. Aline reforça a necessidade de participação presencial da comunidade. “Não adianta dar apoio apenas pelo Facebook ou Instagram; precisamos que todos mostrem força na rua. Agora é a hora de ir para a rua”, reforça. A expectativa é reunir moradores de Encantado, Muçum, Roca Sales, Vespasiano Corrêa e outros municípios afetados pela interdição da ponte.
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Fim de semana, 15 e 16 de agosto de 2026
GASTRONOMIA EM ESTRELA
Linguiça de uma tonelada busca recorde neste sábado Peça pode se aproximar de um quilômetro se estendida e será preparada em estrutura especial no Parque Princesa do Vale. Ranking Brasil acompanha a aferição antes da distribuição gratuita de até 10 mil porções Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br
ESTRELA
U
ma tonelada de linguiça, uma estrutura de proporções pouco comuns e a expectativa de estabelecer uma nova marca gastronômica. O principal desafio do Festival Brasa e Prosa ocorre
DANIÉLY SCHWAMBACH
Dimensão da peça vai além dos cerca de 250 metros
neste sábado, 15, no Parque Princesa do Vale, onde o chef Edi Dagrê e a equipe Caçadores de Recordes comandam o preparo da Linguiça Estrela. Depois da aferição, o alimento será servido gratuitamente ao público com chucrute bávaro e focaccia. A dimensão da peça vai além dos cerca de 250 metros ocupados na estrutura preparada para o desafio. A linguiça será acomodada de
forma enrolada durante a operação e, conforme a organização, pode se aproximar de um quilômetro caso toda a extensão seja colocada em linha reta. O peso total previsto chega a uma tonelada. Parte do alimento será assada, enquanto cerca de 750 quilos passam por cozimento no estilo alemão. Grandes recipientes, sistema de aquecimento de água e equipamentos específicos foram
O QUE SERÁ AVALIADO Peso previsto para a Linguiça Estrela Quase 1 km Extensão estimada caso a peça seja completamente estendida
instalados no parque ao longo dos últimos dias. Antes do uso, as estruturas passam por limpeza, higienização e acompanhamento técnico para garantir as condições necessárias ao preparo. A distribuição começa a partir das 16h. A expectativa é servir até 10 mil porções gratuitas, acompanhadas de chucrute e focaccia.
Cerca de 250 metros Espaço ocupado pela linguiça acomodada na estrutura preparada para o desafio Ranking Brasil Responsável pela aferição e homologação da marca
Marca passa por aferição
16h Horário previsto para o início da distribuição
Antes de chegar aos pratos, a linguiça passa pela etapa que define o resultado do desafio. A aferição fica sob responsabilidade do Ranking Brasil, instituição que registra e homologa recordes brasileiros. Conforme Dagrê, a avaliação considera as dimensões e características da preparação para documentar a marca alcançada. A equipe responsável acompanha o desafio, faz a conferência e, atendidos os critérios estabelecidos, concede o reconhecimento.
Até 10 mil porções Previsão de distribuição gratuita ao público
O chef explica que o processo não ocorre diretamente pelo Guinness World Records devido aos custos envolvidos na submissão e certificação internacional. Por isso, a equipe trabalha com a auditoria do Ranking Brasil, responsável pela certificação que será buscada neste sábado. “Vai ser a maior linguiça do Brasil e do mundo. Não tem nada feito até hoje desse tamanho”, afirma Dagrê.
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Gabriel Souza defende que Bloco 2 prevê R$ 6 bilhões de investimento ARQUIVO A HORA
Candidato afirma que, em eventual governo, definição das rodovias concedidas será necessária para estabelecer onde o Estado deverá concentrar recursos; saúde também esteve entre as demandas apresentadas pela região Lautenir Junior
lautenir@grupoahora.net.br
TEUTÔNIA
O
futuro do Bloco 2 de concessões rodoviárias deverá ser considerado por um eventual governo de Gabriel Souza na definição dos investimentos em infraestrutura no Vale do Taquari. A posição foi apresentada em entrevista ao Grupo A Hora, durante reunião-almoço promovida pela CIC Teutônia nesta sextafeira, 14. O encontro reuniu empresários e lideranças para discutir demandas consideradas prioritárias para a região. Para o presidente da CIC Teutônia, Jairo Sperotto, os encontros são importantes para que as necessidades do Vale sejam apresentadas aos candidatos. Entre as pautas levadas pela entidade estão a duplicação da Via Láctea, a Ponte dos Vales, entre Estrela e Cruzeiro do Sul, e o fortalecimento do Hospital Ouro Branco como polo regional de saúde. Questionado pela reportagem se o eixo que liga Venâncio Aires a Muçum estaria entre as prioridades de um eventual governo, Gabriel afirmou que ainda não é possível estabelecer um trecho específico sem a definição do Bloco 2. “Primeiro precisamos saber quais rodovias serão concedidas. A partir daí, vamos saber quais estradas vão ficar sob responsabilidade do Estado e onde nós vamos precisar colocar
Eixo
Venâncio x Muçum RSC-453: Liga Venâncio Aires até Lajeado (passando por Estrela). ERS-130: Continua a ligação de Lajeado até Arroio do Meio e Encantado. ERS-129: Faz o trajeto de Encantado, passa por Muçum em direção à Serra.
recursos públicos”, afirmou. O Bloco 2 prevê mais de R$ 6 bilhões em investimentos nos primeiros dez anos de concessão. Gabriel defendeu o modelo como uma forma de ampliar a capacidade de investimento em infraestrutura e liberar recursos públicos para rodovias que não forem incluídas nos contratos.
Vice-governador e candidato ao Piratini afirma que para definir rodovias a receberem aportes do Estado, primeiro é necessário aguardar a resolução do Bloco 2 LAUTENIR JUNIOR
Encontro reuniu líderes políticos e empresários na sede da CIC Teutônia. O objetivo é levar aos candidatos ao Piratini as demandas do Vale
Futuro do Polo de Saúde A filas das cirurgias também esteve em debate. Segundo Gabriel, o programa SUS Gaúcho é uma das estratégias adotadas para reduzi-las. Segundo ele, houve redução de 60% nas filas de ortopedia e oftalmologia. Na região, um dos principais pedidos envolve a ampliação do Hospital Ouro Branco. A instituição é considerada estratégica por estar em uma área não atingida pelas enchentes e ter potencial para atuar como hospital de retaguarda do Vale do Taquari em situações de emergência. A implantação de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é apontada como uma das principais necessidades. A estrutura permitiria ampliar a complexidade dos atendimentos e reduzir transferências de pacientes para outros municípios.
“O governo estadual já financia, com cerca de R$ 1 milhão, a elaboração do projeto de ampliação. Assim que tivermos o custo total definido, nós vamos começar essa obra”, pontua. DIVULGAÇÃO
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Livro carrega histórias de dezenas de famílias que passaram pelo Ceat
Lançamento O lançamento do livro Memórias e Construções ocorre hoje, 15, às 8h30min, na Feira do Livro de Lajeado. A atividade reúne famílias participantes do projeto, representantes da instituição e integrantes da comunidade escolar.
por uma identidade construída ao longo do tempo.”
MEMÓRIAS E CONSTRUÇÕES
Histórias do Ceat ganham publicação especial Livro reúne relatos de 32 famílias e transforma projeto criado para marcar os 134 anos da instituição em registro da relação entre escola e comunidade. Lançamento ocorre neste sábado, 15, na Feira do Livro de Lajeado Karine Pinheiro
karine@grupoahora.net.br
LAJEADO
H
istórias de famílias que atravessaram gerações no Colégio Evangélico Alberto Torres (Ceat) passam a integrar um livro. O lançamento da publicação ocorre hoje, 15, às 8h30min, durante a Feira do Livro de Lajeado, e marca uma nova etapa do projeto Memórias e Construções, criado para registrar a relação entre instituição e comunidade do Vale do Taquari.
A iniciativa surgiu a partir da celebração dos 134 anos do Ceat e da iniciativa de contar histórias de pessoas ligadas à instituição. Ao todo, 32 famílias foram entrevistadas. Pais, filhos, netos e bisnetos protagonizam os relatos. “O projeto nasce da escuta atenta de histórias que atravessam gerações e revelam como a educação se transforma em legado”, afirma o diretor Rodrigo Ulrich. A série, publicada pelo Grupo A Hora, reúne histórias de diferentes relações com a escola. Há famílias que associam a passagem pelo Ceat à música, ao esporte,
Memória preservada O projeto nasce da escuta atenta de histórias que atravessam gerações.” RODRIGO ULRICH DIRETOR DO CEAT
às gincanas, à matemática, ao empreendedorismo e às escolhas profissionais. Em outros casos, a relação com a instituição atravessa mais de um século. A família Schwingel, por exemplo, soma 30 integrantes que estudaram no colégio desde a década de 1940. Já os primeiros integrantes da família Schlabitz chegaram ao Ceat há 110 anos.
A publicação busca preservar, além de nomes e datas, relatos sobre a formação de pessoas que mantiveram vínculos com a escola ao longo das décadas. Para Ulrich, as histórias reunidas no projeto mostram que a relação com a instituição ultrapassa a experiência escolar. “Essas memórias revelam vínculos e pertencimento”, destaca o diretor. Os depoimentos também apresentam o colégio como espaço de formação para além do conteúdo acadêmico. Segundo o diretor, os relatos mostram experiências relacionadas à convivência, à autonomia, ao pensamento crítico e à responsabilidade. “São famílias inteiras marcadas por um mesmo espaço, por valores partilhados e
Escola e comunidade As histórias também mostram como a trajetória do Ceat se relaciona com o desenvolvimento do Vale do Taquari. Os relatos apresentam famílias que mantiveram vínculos com a instituição enquanto participaram de diferentes áreas da vida econômica, social e cultural da região. Para Ulrich, a formação de lideranças aparece como ponto de conexão entre diferentes relatos. “As famílias que dão voz ao projeto compartilham trajetórias marcadas pelo protagonismo social. São cidadãos que atuam em diferentes áreas, como agentes de desenvolvimento e transformação”, frisa. A proposta é que o livro sirva como fonte de pesquisa e registro da comunidade escolar. A obra passa a integrar o acervo físico do Ceat. Com a publicação, o projeto conecta diferentes períodos da história da instituição e preserva os relatos reunidos ao longo das entrevistas. Para o diretor, a obra representa um registro coletivo da relação entre escola, famílias e comunidade.
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KARINE PINHEIRO
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PROGRAMAÇÃO
Programação segue até domingo, 16, com atividades para escolas, crianças e adultos. Organização projeta público acima de 20 mil pessoas Karine Pinheiro
karine@grupoahora.net.br
LAJEADO
A
20ª Feira do Livro de Lajeado segue até domingo, 16, com programação na Praça Marechal Floriano Peixoto. A chuva alterou parte das dinâmicas previstas, mas não impediu a presença de escolas, leitores e visitantes. A organização projeta, até o fim do evento, público acima de 20 mil pessoas, número superior ao registrado na edição do ano passado. A programação reúne venda e troca de livros, oficinas, contação de histórias, música e atividades para crianças e adultos. A proposta para o fim de semana é ampliar a permanência do público no espaço. Conforme o agente de Programas Sociais do Sesc Lajeado, Jewe Mariani, a presença do público cresce a cada dia de programação. “A Feira do Livro é um evento consolidado na cidade. Sentimos que existe essa necessidade do público em participar e se engajar com a programação”, afirma. Mariani também destaca a movimentação nas bancas. Segundo ele, livreiros relatam procura por títulos e há leitores que aguardam a feira para comprar livros. A programação do sábado e do domingo concentra parte das ações voltadas ao público infantil e também atividades no período da noite, visto que a organização busca ampliar a Feira para além
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Organização projeta público de aproximadamente 20 mil pessoas ao fim da Feira
20 ANOS
Feira do Livro mantém movimento e amplia ações no fim de semana da compra de livros. O evento ainda inclui ações culturais e encontros com autores. “Temos trabalhado muito em iniciativas para a permanência das pessoas na praça”, frisa.
Troca de livros A Biblioteca da Univates participa da feira com uma ação de troca de livros. A bibliotecária Gigliola Casagrande relata que a chuva não impediu a interação e substituição de exemplares. A iniciativa busca estimular a cir-
culação dos livros entre leitores, com uma proposta que permite entregar títulos e escolher outros para leitura. “É importante que as pessoas troquem livros. Queremos fazer o conhecimento girar e evitar que as obras fiquem parados em casa”, afirma Gigliola. A ação segue no fim de semana, com atenção também ao público infantil. A bibliotecária aponta a presença das escolas como parte da rotina da feira e destaca a relação do evento com a comunidade. “Temos o público fiel, que é for-
mado pelas escolas. Mas entre os adulto também acontece, sempre tem rostos que reconhecemos. A Feira tem essa característica de proximidade com a comunidade. A gente retoma o espaço da praça e dá vida a ela”, pontua.
Rádio A Hora na Feira A programação da Rádio A Hora deixa o estúdio hoje, 15, pela manhã e integra as atividades da feira com apresentação ao vivo na
SÁBADO, DIA 15: 8h30 – Intervenção com Vivandeiros da Alegria 9h – Lançamento de Livros com escritores locais e regionais 9h – Circuito Cultural pelas Edificações Históricas do Centro de Lajeado 11h às 13h – Intervenção Musical – MPB com Douglas Bello 13h30 – Intervenção com Vivandeiros da Alegria 13h30 – Apresentação do Coral Vocal da Univates 14h – 2º Encontro de Cosplays 14h – Oficinas Brinca Circo 14h – Teatro “O Pequeno Príncipe”, com Grupo Gompa 15h – Roda de Conversa “Traços do passado: a relação entre documento, identidade e memória no Patrimônio Cultural” 16h – Intervenção cultural com Vivandeiros da Alegria e Caça ao Livro 16h30 – Oficina “A casa do rio”, projeto Planeta Ecos 17h – Show Musical, Tributo Amy Winehouse DOMINGO, DIA 16: 9h – Intervenção com Vivandeiros da Alegria 9h30 – Sessão de Autógrafos 10h – Apresentação CTG Tropilha Farrapa 13h – Intervenção com Vivandeiros da Alegria 14h – Espetáculo Teatral com Cia Espícula, “Circolando por aí” 14h – Oficinas Brinca Circo 15h – Encontro “Memórias da Casa”, revisitando a História da Casa de Cultura 16h – Intervenção cultural com Vivandeiros da Alegria e Caça ao Livro 16h30 – Encerramento da 20ª Feira do Livro de Lajeado 17h – Apresentação da Orquestra Gustavo Adolfo/Univates
Praça Marechal Floriano Peixoto. Os programas Negócios em Pauta, Vozes & Letras e Pessoas e Bem-Estar participam da cobertura e ampliam o contato entre autores e visitantes da 20ª Feira do Livro de Lajeado.
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Safra de laranja amarga queda nos preços no RS Valor médio recebido pelos produtores mal supre a despesa para a colheita das frutas Estevão Heisler
projetodoagro@grupoahora.net.br
ARVOREZINHA
A
safra de laranja começa com preocupação entre os citricultores de Arvorezinha, maior região produtora do Vale do Taquari e terceira do segmento no Rio Grande do Sul. Depois de uma temporada marcada por preços considerados positivos, a expectativa para este ciclo é de queda acentuada no valor pago pela fruta, a ponto de a média oferecida pela indústria praticamente não cobrir o custo da colheita. Segundo o chefe do escritório municipal da Emater/RS-Ascar, Júlio Marcon, o cenário atual contrasta com o observado na safra passada. Na ocasião, problemas sanitários e produtivos enfrentados no Cinturão Citrícola, que abrange o estado de São Paulo e o Triângulo/Sudoeste de Minas Gerais, contribuíram para reduzir a oferta e elevar a remuneração aos produtores. Em Arvorezinha, o quilo da laranja Valência chegou a ser comercializado por até R$ 1,60. O bom resultado estimulou os citricultores a ampliar os pomares. Somente na última safra, cerca de 100 hectares foram implantados no município, conforme dados da Emater/RS-Ascar. A expectativa, porém, mudou diante
das condições encontradas nesta temporada. A produção é considerada, em média, boa, mas as frutas apresentam tamanho menor, especialmente pela falta de chuva em períodos preponderantes desde a floração. Ao mesmo tempo, os preços recuaram fortemente. Para a laranja destinada à indústria, a oferta inicial está em torno de R$ 0,25 por quilo da fruta. O valor é praticamente o mesmo que, na safra anterior, era destinado ao pagamento de trabalhadores temporários responsáveis pela colheita. Na prática, observa Marcon, a remuneração atual mal seria suficiente para cobrir a despesa com a retirada das frutas dos pomares. Para os produtores que dependem de forma exclusiva de mão de obra contratada, a situação é ainda mais preocupante. Já nas propriedades que utilizam mão de obra familiar, o impacto é menor, embora a rentabilidade também fique comprometida.
Menor estímulo A queda dos preços também já interfere nas decisões de investimento dos citricultores. O reflexo aparece nas encomendas de mudas destinadas à implantação de novos pomares. Se na temporada passada foram implantados cerca de 100 hectares de laranja em Arvorezinha, a estimativa para o atual ciclo é de apenas 20 hectares. Para a Emater/RS-Ascar, a diferença evidencia a cautela dos produtores diante da atual perspectiva de mercado.
JÚLIO MARCON/DIVULGAÇÃO
PRODUÇÃO GAÚCHA DA ÚLTIMA SAFRA • Área total: 22,5 mil hectares • Produção: 358,4 mil toneladas • Valor Bruto da Produção: R$ 794,21 milhões
MAIORES PRODUTORES DO RS 1º – Liberato Salzano 2º – Itatiba do Sul 3º – Arvorezinha 4º – Alpestre 5º – Aratiba
da citricultura no município.
Saiba mais Maior produtor do Vale e terceiro no ranking estadual, Arvorezinha soma cerca de 700 hectares destinados ao cultivo de laranjas, em especial da variedade Valência
A preocupação é que a combinação entre custos de produção, necessidade de mão de obra e baixa remuneração reduza o interesse pela expansão da atividade. O cenário é especialmente sensível para uma cultura que exige investimento e apresenta retorno ao longo de vários anos.
Valência concentra produção Arvorezinha possui cerca de 700 hectares destinados ao cultivo
de laranja. Desse total, em média 600 hectares estão atualmente em produção. A variedade predominante é a Valência, cuja colheita começa em setembro e segue, sobretudo, até dezembro. Em algumas propriedades, a retirada das frutas pode se estender ao longo de janeiro. O município também produz laranjas das variedades Salustiana e de Umbigo, que possuem períodos de colheita diferentes e, neste momento, estão sendo retiradas dos pomares. Para os produtores, a atual temporada representa um contraste com o entusiasmo provocado pelos preços do ciclo anterior. A expectativa agora é de que o mercado reaja ao longo da safra e permita ao menos uma remuneração capaz de cobrir os custos e preservar a continuidade
O RS ocupa a 6ª posição entre estados do país na produção de laranjas. O clima frio proporciona frutas e sucos de excelente coloração. Boa parte é voltada para o mercado de mesa. A atividade é desenvolvida, na grande maioria, por citricultores familiares. De acordo com a radiografia agropecuária gaúcha, documento elaborado pelo Governo do Estado, a produção da safra 24/25 teve leve aumento no volume em relação a safra passada que foi prejudicada pelo excesso de chuvas na primavera de 2023. Nas Regiões do Vale do Caí, Serra e Fronteira Oeste se destacam, para mesa, as variedades do grupo Umbigo: Monte Parnaso, Baía, Baianinha, Navelina e Cara Cara (vermelha) e do grupo brancas: Shamouti, Valencia, Salustiana, Folha Murcha e Céu (sem acidez).
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TRADIÇÃO GAÚCHA
Rodeio Crioulo chega à 20ª edição com programação campeira e artística MATHEUS LASTER
Evento do GAN Anita Garibaldi ocorre até domingo, no Parque João Batista Marchese, e promete reunir famílias, tradicionalistas e competidores em três dias de celebração à cultura gaúcha Ezequiel Neitzke
ezequiel@grupoahora.net.br
Matheus Giovanella Laste mateuslaste@grupoahora.net.br
ENCANTADO
O
município será palco, até domingo, 16, de um dos principais encontros do tradicionalismo regional. O Grupo de Artes Nativas Anita Garibaldi promove, o 20º Rodeio Crioulo Estadual, no Parque João Batista Marchese. A programação reúne atividades campeiras, apresentações artísticas, danças tradicionais, música e momentos de integração entre famílias e tradicionalistas. A expectativa da organização é superar o sucesso da edição anterior. De acordo com o capataz
campeiro e um dos responsáveis pelo evento, Nestor Rodrigues, o rodeio do ano passado foi considerado o maior realizado pelo grupo dentro da 24ª Região Tradicionalista. A partir dessa avaliação, a comissão organizadora trabalhou ao longo do ano para ampliar a estrutura e a programação. “Não nos acomodamos. Trabalhamos em cima disso para melhorar e, com certeza, esperamos um evento maior ainda”, destaca Rodrigues. Entre os destaques está o Duelo, que conta com premiação de R$ 20 mil, além de diferentes modalidades campeiras. O regulamento prevê provas individuais, disputas em quarteto, laço e outras categorias, reunindo competidores de diferentes municípios. A programação artística também terá papel de destaque durante o fim de semana. Conforme o cronograma divulgado pelo GAN Anita Garibaldi, nessa sexta-feira, ocorreu a Missa Crioula. No sábado, 15, a partir das 8h30min, estão previstas as atividades de Danças Gaúchas de Salão e Declamação, enquanto às 13h30min ocorre o início do Intérprete Solista Vocal. No domingo, 16, a partir das 8h30min, começam as apresen-
tações artísticas, encerrando a programação do rodeio. As danças tradicionais terão categorias pré-mirim, mirim, juvenil, adulta e veterana, com premiação para os primeiros colocados.
Música no fim de semana Além das provas e apresentações, o público poderá aproveitar a programação musical. Nestor Rodrigues explica que o parque já recebe tradicionalistas e visitantes para os eventos musicais. No sábado, a programação terá
Novos Garotos e Mário Júnior. A movimentação antecipada demonstra a expectativa da organização para o evento, que deve receber visitantes de diferentes municípios ao longo dos três dias. Para Nestor, um dos principais diferenciais do rodeio é justamente a possibilidade de reunir diferentes gerações em um mesmo espaço. Segundo ele, a combinação entre as atividades campeiras, artísticas e culturais transforma o encontro em uma oportunidade de convivência familiar. “O rodeio, a parte artística e a parte campeira fazem com que seja um evento muito familiar.
Programação ocorre no Parque João Batista Marchese, em Encantado, até domingo, 16
A gente consegue ir junto com a família, com os filhos, e estar todo mundo reunido”, ressalta. A proposta também reforça o papel do rodeio na preservação e na valorização das manifestações da cultura gaúcha. Ao reunir competições, música, dança, declamação e convivência entre tradicionalistas, o evento contribui para manter vivas práticas que atravessam gerações. “Esperamos todos para prestigiar. Será um grande evento”, reforça.
Noite das Invernadas valoriza tradição no CTG Querência do Arroio do Meio Evento ocorre no sábado, 15, com apresentações artísticas, jantar típico e integração entre as diferentes gerações do tradicionalismo
ARROIO DO MEIO
O CTG Querência do Arroio do Meio promove, no sábado, 15, mais uma edição da Noite das Invernadas. O evento inicia às 19h30min e reúne grupos artísticos, famílias e
simpatizantes da cultura tradicionalista na sede da entidade. A programação valoriza a participação das diferentes categorias artísticas do CTG, dos grupos mirins aos veteranos. As apresentações destacam o trabalho desenvolvido ao
longo do ano e a dedicação dos integrantes aos ensaios e às atividades da entidade. Além das danças e manifestações folclóricas, a noite terá jantar com gastronomia típica. O cardápio inclui galinhada, saladas e acompanhamentos.
Os cartões custam R$ 35 para adultos e R$ 15 para crianças de 7 a 10 anos. As reservas podem ser feitas com as coordenações das invernadas ou com Diomar, pelo telefone/WhatsApp (51) 99195-9454.
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MARCOS FRANK
ARTIGO
UMAS & OUTRAS
Conversando com Millôr
CARLOS MARTINI Administrador
BARCAÇA EMERGENCIAL
S
ei não, mas pela constante necessidade de promover travessias aquáticas emergenciais seguras, pelo menos para pedestres, em diferentes pontos da região, talvez já pode ser tempo de somar esforços e equipar a defesa civil regional de uma sólida barcaça própria, com boa capacidade de transportes de pessoas, com operadores treinados e devidamente autorizada a operar com segurança pela Marinha em vias fluviais e lacustres. E nem precisa inventar a roda, lá pelas bandas de São José do Norte/Rio Grande tem várias que cruzam diariamente a barra da Lagoa dos Patos, uma delas inclusive já circulou bastante por aqui.
TOLERÂNCIA ZERO! Não dá pra levar tudo à ponta de faca, na base da tolerância zero. Espera aí um pouquinho... certos graves problemas históricos ainda não resolvidos ou obras de maior envergadura ainda não implantadas, inclusive de recuperações emergenciais, tem um
determinado tempo para serem adequadamente diagnosticadas, equacionadas e resolvidas. No frigir dos ovos dá para ver que ninguém está dormindo nas palhas nos respectivos cargos e é melhor dar um pouco mais de tempo ao tempo, já que ao tempo pouco mais podemos dar. E simplesmente cair de paraquedas nessas horas complicadas, contando com a cobertura de um “velame” sem compromissos reais e imediatos, é coisa muito fácil. Aí até eu tiro de letra...
EL TIEMPO PASA Sei não... mas dá para imaginar que em muitas localidades já passou o tempo de abrigar os tais ambulantes que não ambulam, ainda mais ocupando espaços nobres de vias públicas e onde nem mesmo supostas faltas de oportunidades de trabalho, ou de locações formais acessíveis, não colam mais. Até remando contra eventuais determinadas correntes: mais uns dois anos de prazo e... deu para
APERTANDO A RÔSCA Sei não... mas parece que está ficando sempre mais complicada a coisa para o lado das pequenas propriedades rurais familiares, característica de nossa região. A cada ano que passa a barra vai ficando mais pesada em termos de legislações tributárias, trabalhistas, fiscais, ambientais, policiais, e etecétaras e tais. No meio de importantes avanços necessários surgem uns entreveros em determinados pacotes extras de regrinhas aparentemente criados por quem nunca plantou um pé de mandioca ou criou um cabrito na vida. É tanta minhoca na sopa que não é de admirar que muitos já estejam quase entrando em parafuso para ficar rigorosamente dentro da lei e não serem considerados, de uma ou outra forma, como supostos criminosos. E muitas vezes por práticas tra-
bolinha! Não vai gerar nenhuma crise social, emprego tem muito para quem quer trabalhar.
PÉ NO RABO! Uma das atrações dessa 49ª. edição da Expointer, no Parque Assis Brasil em Esteio, será uma maratona gastronômica que pretende gerar diversos recordes nacionais nas dimensões de alguns pratos já tradicionais da culinária. Um deles será o Pé no Rabo, talvez pouco conhecido por aqui, pelo menos com esse apelido, mas bastante comum nos botecos do interior de Minas Gerais e Goiás. É tipo um ensopado grosso e escuro rico em calógeno e proteínas, feito com pés de porco e rabo de boi misturados com uns nacos de mandioca e bem temperado. Nos tempos de antigamente tinha uns parecidos também pelas bandas coloniais valedoquarienses. É uma “dilícia” e ao que consta a iniciativa não tem nada a ver com as próximas eleições...
LIVRE PENSAR Quem mal não faz, mas não pensa. dicionais mantidas por gerações, que sempre respeitaram boas práticas sanitárias e conservacionistas, mas que recentes normas introduzidas passaram a considerar como irregulares. Às vezes deve dar vontade de mandar certos burocratas de gabinete de determinadas altas esferas rachar uma lenha para ver o que é bom para gripe. E de preferência às cinco da manhã de um dia frio e chuvoso de inverno. Para os menos esclarecidos e mais idosos certas regrinhas devem dar um ou vários nós na cabeça, porque fogem até da razoabilidade. Ainda bem que existem cooperativas, prefeituras e órgãos de assistência rural que procuram auxiliar nos esclarecimentos desse cipoal de regramentos cada vez mais complicados e difíceis de cumprir.
(Autoria incerta)
SAIDEIRA Neto pro nôno: - E aí, vô, como anda o teu regime? - Tá indo bem, meu plano era perder uns 10 quilos nesse ano, agora só falta 14... - Diminuiu o consumo de vinho? - Sim, agora só bebo três vezes por semana: ontem, hoje e amanhã! - Mas vi que tu saiu muito bem na foto do Filó comunitário da semana passada com a nona! - Tô nem aí, eu hoje quero mais é saber se saí bem no eletrocardiograma, na radiografia, na tomografia e na ressonância magnética. (Coisas da vida...)
Médico Neurocirurgião
M
illôr Fernandes foi um verdadeiro dilema para quem gosta de levar a vida a sério. Basicamente, ele foi um sujeito que se recusou terminantemente a ter uma profissão normal, afinal ele sofria de um caso grave de excesso de talento e, dessa forma, resolveu virar escritor, jornalista, desenhista, humorista, dramaturgo e tradutor. Tudo junto, só para humilhar os meros mortais que mal conseguem fazer uma coisa bem feita. Para ele o Brasil é um país único no mundo onde o subdesenvolvimento é planejado, a corrupção é uma instituição de caridade e onde os políticos roubam em legítima defesa. Aqui está uma entrevista imaginária com o mestre do humor ácido e da frase curta, diretamente do além-túmulo, sobre nossa eterna tragicomédia nacional: 1. Millôr, como você define o Brasil de hoje? “O Brasil é um país de grande futuro que já passou. Somos uma pátria de heróis que esperam o sinal verde para atravessar a rua. Continuamos sendo o país do futuro, porque o presente é um troço que não deu certo e o passado é um arquivo confidencial que sumiu.” 2. E a nossa classe política? Mudou alguma coisa desde que você nos deixou? “Mudar, mudou: antes eles tinham vergonha de ser descobertos, hoje têm orgulho da impunidade. O político brasileiro é um sujeito que recebe dinheiro do governo para fazer o que o povo não quer, pago com o dinheiro que o povo não tem. Eles entram na política pobres e saem milionários, provando que a política é a única indústria nacional que funciona sem crise.” 3. Mas nós votamos neles. A culpa não é da democracia? “A democracia é o direito de escolher o seu próprio carrasco. O voto obrigatório no Brasil funciona assim: você escolhe um desconhecido para roubar o que sobrou do seu salário, e se não for votar, o Estado te multa por falta de patriotismo. O brasileiro vota como quem joga na loteria, só que na loteria você tem uma chance em milhões de ganhar; na eleição, você tem 100% de certeza de perder.” 4. Como você enxerga a nossa Justiça? “A Justiça brasileira é cega, surda e, acima de tudo, muito bem remunerada. Ela funciona como uma teia de aranha: pega os mosquitos pequenos e deixa passar as grandes aves de rapina. No Brasil, o crime compensa tanto que estou pensando em abrir uma filial.” 5. Existe separação de poderes no Brasil? “Existe uma separação cirúrgica: o Legislativo cria o problema, o Executivo aumenta o gasto e o Judiciário absolve os envolvidos. Eles fingem que brigam de dia para poder dividir o Orçamento Secreto à noite. É o único casamento poliamoroso do mundo que dá certo à base de dinheiro público.” 6. Por que a corrupção parece impossível de erradicar por aqui? “Porque a corrupção no Brasil não é um vício do sistema, ela é o próprio sistema. Se você tirar a corrupção da engrenagem estatal brasileira, o motor funde por falta de lubrificante. O brasileiro não tem raiva da corrupção; o brasileiro tem raiva de não estar participando dela.” 7. Qual o papel da imprensa e das redes sociais nesse cenário político atual? “As redes sociais deram voz a uma legião de imbecis que antes falavam sozinhos no boteco. Agora eles debatem geopolítica com a mesma profundidade de quem escolhe um sabor de pizza. A imprensa oficial, por sua vez, continua informando o que o governo quer que você saiba, e omitindo o que o governo já sabe que você descobriu.” 8. Você ainda tem alguma esperança no povo brasileiro? “O povo brasileiro tem uma paciência que já virou masoquismo. É um povo que aguenta tudo, aceita tudo e ainda bate palmas se o chicote for importado. O brasileiro é um profissional da sobrevivência que morre de fome sorrindo para a câmera do telejornal.” 9. Para encerrar: qual o conselho você deixa para quem quer entender a política e a justiça no Brasil? “Não tente entender. Quem entende o Brasil corre o risco de ficar louco ou de virar ministro. O segredo é deitar na praia, tomar uma água de coco e lembrar que o último a sair não precisa nem apagar a luz, porque a Light já vai ter cortado por falta de pagamento.”
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VOCAÇÃO REGIONAL
Conversando sobre Turismo fortalece diálogo para o desenvolvimento do setor JAQUELINE MÂNICA/DIVULGAÇÃO
Planejamento de novas ações para fortalecer o setor estiveram em pauta durante a semana ARROIO DO MEIO
A
avaliação da 7ª Feira Gastronômica Sabores de Arroio do Meio e o planejamento de novas ações para fortalecer o turismo estiveram em pauta nesta semana, durante mais uma edição do encontro Conversando sobre Turismo, promovido na Casa do Museu. O prefeito Sidnei Eckert, a vice -prefeita Andréa Lange Barth e o secretário de Indústria, Comércio e Turismo, Marcelo Schneider, agradeceram a presença dos participantes e destacaram a importância do Conversando sobre Turismo como espaço de diálogo, troca e planejamento,
aproximando quem atua no setor e estimulando novas iniciativas para o turismo de Arroio do Meio. A Feira Gastronômica foi avaliada de forma positiva pelos participantes, que destacaram a ampliação para dois dias, manten-
do a identidade e as características do evento, e também apresentaram sugestões para as próximas edições. Durante a conversa, foi lembrado que a própria Feira surgiu a partir dos encontros do Conversando sobre Turismo,
Troca de experiências, avaliação e novos planos foram os destaques da reunião
como resultado do diálogo e da construção conjunta entre os participantes. O presidente da Associação dos
Municípios de Turismo da Região dos Vales (Amturvales), Rafael Fontana, frisou a importância de Arroio do Meio manter suas características. “O turista que vem para cá quer ver o que o município oferece, a gastronomia, a cultura local.”
Avaliação positiva A participação de Arroio do Meio na Turisvales, realizada na semana passada, em Venâncio Aires, também foi abordada e avaliada como muito positiva. Na oportunidade, uma equipe do município apresentou os roteiros Caminhos da Forqueta e Entre Vales e Montanhas, além de outros atrativos turísticos locais, ampliando a divulgação das potencialidades do município. Outra pauta do encontro foi a instalação de placas de sinalização turística no município, iniciativa que envolve a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Arroio do Meio (Acisam) e a Amturvales. A ação busca qualificar a orientação dos visitantes e valorizar os atrativos e pontos de interesse do município. Participaram do encontro empreendedores do setor turístico, representantes do Conselho Municipal de Turismo (Comtur), da Acisam, da Amturvales e da Administração Municipal.
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JUSTIÇA
Frigorífico Estrela não recebe propostas em terceira tentativa de leilão LAUTENIR JUNIOR
Complexo foi ofertado por R$ 5,3 milhões, mas novamente não teve interessados. Imóvel está avaliado em R$ 8,8 milhões BOM RETIRO DO SUL
A
terceira tentativa de venda do complexo do Frigorífico Estrela terminou sem com-
prador. O leilão ocorreu nessa quinta-feira, 13, mas não houve lances suficientes para concretizar a negociação. A Justiça ainda não definiu quando o imóvel será novamente ofertado. O processo tramita na 2ª Vara do Trabalho de Estrela e foi aberto a partir de ações de ex-funcionários contra a empresa. Nesta etapa, o lance mínimo foi estabelecido em R$ 5,313 milhões. Localizado no bairro São João, às margens da Rodovia Lindol-
fo Leonhardt, o terreno possui 57.256,40 metros quadrados. A área inclui os prédios e demais estruturas que faziam parte do complexo frigorífico. A avaliação judicial aponta problemas de conservação. A vistoria identificou danos na rede elétrica, retirada de fiação de cobre e equipamentos sem funcionamento. O imóvel permanece disponível para uma futura tentativa de venda, que dependerá de nova definição da Justiça.
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PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS www.coquetel.com.br
© Revistas COQUETEL
Queixa Acessório Premiado filme de Fábio Barreto com registrada de arapós condicio- Gloria Pires e Patricia Pillar roubos nado
Segmento Primeira de reta de Perto, em Pigmento esposa de poliedros inglês verde das Henrique plantas (Geom.) VIII
Lente Social
Metro (símbolo) Perfume; cheiro Ave de rapina
(?)7, portal da Rede Record de TV
Batida com frutas Placa bacteriana calcificada (Odont.) (?) privilegiado: proteção de cargos
Lisi Costa
Grande pedra de moinho
Gigante mitológico A terra do carimbó Em (?) de: em proveito de
Variante da linhagem da covid
Vale presente na maior feira de móveis de alto padrão
Órgão da ONU (sigla) É traçada no GPS
Gás essencial à vida (símbolo)
Quarto, em inglês Período da matinê Ente folclórico
Integrante do reality "A Fazenda" (fem.)
Trabalhador de batalhões
A piscina ideal para crianças
Forma do ângulo de 90 graus
A Mari Perin e a Finger Móveis Planejados, sempre em busca de novas referências e inspirações para desenvolver projetos exclusivos, sofisticados e alinhados às principais tendências do mercado, estiveram presentes na Casacor São Paulo – Edição 2026, e na Abimad. Esta é a principal feira brasileira de móveis de alto padrão, decoração e design. Reconhecida por reunir as maiores marcas do segmento, a feira apresenta lançamentos em mobiliário solto, decoração, iluminação, tapetes, obras de arte e objetos de design, além de destacar as principais tendências em materiais, acabamentos, cores e estilos.
Flor símbolo do México Além do mais Implora; roga Investiga irregularidades políticas
Sintoma de gases intestinais
Marcelo D2, rapper carioca Empréstimo (?), recurso de aposentados
Peça que fixa lembretes na geladeira (?)-7, grupo dos países ricos
Mari Perin e Caroline Piffer
4/açor — near — room. 5/delta — órion. 6/aresta. 10/o quatrilho.
BANCO
Adélia Prado, escritora brasileira
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Solução A C O C O R R E N C I A C O Q U E T E L T N U S A RO M A T A R T A R O R R T A Ç F M I F O R O O R I O N L I P R O L A D E L T A T A R DE R S A R H O A A P E O A A D O R M L C L A M A P O L I C I A L G T A P I M Ã C O N S I G N A D O 23/09 - 22/10 23/10 - 21/11
Virgem: Dia produtivo para cuidar de si. Novas amizades surgem e um ciclo termina com autoestima renovada.
22/11 - 21/12
23/07 - 22/08
Leão: Organize as finanças e evite impulsos. Um talento pode gerar renda extra e seu poder financeiro cresce.
Sagitário: Invista na imagem e compartilhe seus conhecimentos. Reconhecimento virá com consistência.
22/12 - 19/01
21/06 - 22/07
Câncer: Resolva burocracias e pendências. Conversas próximas trarão boas notícias e novas conquistas.
Escorpião: Amizades e convites trarão alegria. Ideias para trabalho e futuro surgem no relaxamento.
Capricórnio: Planeje mudanças, cursos e um fim de semana diferente. O futuro pede organização.
20/01 - 18/02
21/05 - 20/06
Gêmeos: O contato familiar trará tranquilidade, e o amor ganhará surpresas agradáveis.
Libra: Resolva pendências com discrição e cultive empatia para trazer leveza aos vínculos.
Aquário: Revise finanças e planos íntimos. Converse com clareza para resolver dúvidas.
19/02 - 20/03
21/03 a 19/04 20/04 - 20/05
Touro: Dia favorável ao prazer e família. No amor, gestos simples terão mais valor que grandes declarações.
23/08 - 22/09
HORÓSCOPO Áries – Foque no trabalho e na rotina. Organize pendências e cuide do corpo. No amor, paixão.
Leila Franz
Peixes: Encontros e acordos favorecem vínculos. No amor, romantismo aumentarão seu poder de conquista.
Lançamento do Baile de Debutantes Ocorreu neste mês o coquetel de lançamento do Baile de Debutantes do CTC 2026. Na ocasião, foram apresentados os detalhes da nova edição, a programação completa e as atividades previstas até o 17 de outubro, quando acontecerá, no Salão Social do clube, a noite mágica. Neste ano, serão 18 debutantes. Entre as atividades, estão ensaios de valsa, ensaios de desfile, aula de defesa pessoal, piquenique e uma noite na serra gaúcha. Na foto registro das debutantes.
Noite de trocas e conexões As anfitriãs e membros do Clube Paty’s, Franciele Salton, sócia-diretora da Aquece, e Letícia Kich, arquiteta especialista em sustentabilidade e proprietária do Estúdio A, receberam as integrantes do clube para uma noite de trocas, conexões e muito aprendizado sobre neuroarquitetura e o poder de uma casa que acolhe. O encontro exclusivo aos membros do clube neste mês, nas dependências da Aquece.
Letícia Kich, Franciele Salton e Patrícia Herrmann
MOCCA PHOTO
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FUTEBOL AMADOR
CHEGOU A VEZ DOS VETERANOS NO REGIONAL
Categoria inicia neste domingo com a disputa de seis partidas Ezequiel Neitzke
ezequiel@grupoahora.net.br
D
FORMATO Na primeira fase, cada uma das 12 equipes disputa seis partidas, sendo três em casa e três fora. Os oito melhores avançam às quartas de final. Participam da competição Penharol e Projeto Guarani, de Lajeado; Floriano e Rudibar, de Bom Retiro do Sul; Cruzeiro e Flamengo, de Santa Cruz do Sul;
CLÁSSICO ABRE A RODADA O principal confronto da estreia será entre Rudibar e Floriano, no Bairro Goiabeira, em Bom Retiro do Sul, a partir das 10h. O duelo reedita a final da temporada passada e coloca frente a frente dois dos principais times da categoria. Também às 10h, o Ser Picada Flor recebe o Cruzeiro, de Santa Cruz do Sul, em Marques de Souza. Em Lajeado, o Penharol enfrenta o Cruzeiro, de Arroio do Meio. O Flamengo recebe o Projeto Guarani, em Santa Cruz do Sul. Em Boqueirão do Leão, o Grêmio 5 de Junho encara o Concórdia. Já em Teutônia, o Ribeirense recebe a Assespe.
BRIGA PELA PRIMEIRA VITÓRIA NO PRINCIPAL A categoria Principal chega na terceira rodada com a metade dos times buscando a primeira vitória na competição. O destaque fica para os duelos em Teutônia e Nova Bréscia. Na Capital do Canto Coral, o Gaúcho recebe o Boavistense. Já na Capital da Mentira, o Imigrante encara o 11 Amigos. Os quatro times ainda não venceram, o Imigrante vem de dois empates em 0 a 0. O Grupo A Hora transmite o clássico entre Estudiantes, de Lajeado, e Serrano, de Encantado. O confronto está agendado para as 15h30min e a transmissão abre às 14h com o Concentração. O jogo pode ser conferido na página do A Hora Esportes no YouTube. Já no aspirante, nove times ainda não sabem o que é vencer na competição, porém o destaque da rodada fica para o confronto valendo a liderança entre Serrano e Estudiantes. Os times dividem a primeira colocação ao lado de Juventude de Guaporé, todos com duas vitórias em dois jogos.
Rudibar é o atual campeão da categoria veterano. Equipe estreia contra o Floriano, na reedição da final passada
LUIS FERRARINI /DIVULGAÇÃO
epois de duas rodadas pelas categorias Principal e Aspirante, chegou a vez dos Veteranos na Copa Certel/Sicredi. A competição inicia neste domingo, 16, com seis partidas e a participação de 12 equipes. A rodada reúne clássicos locais, reedição da final da última temporada e jogadores com passagens por grandes clubes do futebol brasileiro. Entre os destaques está o Penharol, de Lajeado, que conta com Marcelo Pitol, goleiro com passagem marcante por Caxias e Brasil de Pelotas, além de Chiquinho, ex-Internacional e Palmeiras. O Floriano, de Bom Retiro do Sul, também apresenta nomes conhecidos. Diego Torres acumula passagens por Sport, Cuiabá, Figueirense, Ypiranga e São José. Já Luiz Müller é ídolo do Brasil de Pelotas. No Rudibar, outro representante de Bom Retiro do Sul, e atual campeão do torneio, estão Davi de Jesus, que atuou pelo Coritiba e no futebol chinês, Diguinho, ex-Fluminense, e Preto, campeão gaúcho com o Novo Hamburgo. A Assespe, de Venâncio Aires, terá Alexandre Camargo, ídolo do Avenida, entre os nomes da equipe. A categoria também passa a receber, ao longo da competição, atletas consagrados que fizeram história na Principal, como Marcus Konzen, Vanderlei Pech, Tadeu Scherer, Teta, entre outros.
EZEQUIEL NEITZKE
Cruzeiro, de Arroio do Meio; Concórdia, de Roca Sales; Assespe, de Venâncio Aires; Ser Picada Flor, de Marques de Souza; Ribeirense, de Teutônia; e Grêmio 5 de Junho, de Boqueirão do Leão.
AGENDA PRINCIPAL E ASPIRANTE Nova Bréscia – Imigrante x 11 Amigos Teutônia – Gaúcho x Boavistense Canudos do Vale – Minuano x Gaúcho Lajeado – Estudiantes x Serrano Canudos do Vale – Nova Berlim x Internacional Poço das Antas – EC Poço das Antas x Brasil Cruzeiro do Sul – Cruzeiro x Juventude Guaporé VETERANO Bom Retiro do Sul – Rudibar x Floriano Marques de Souza – Ser Picada Flor x Cruzeiro Santa Cruz do Sul Lajeado – Penharol x Cruzeiro Arroio do Meio Santa Cruz do Sul – Flamengo x Projeto Guarani Boqueirão do Leão – 5 de Junho x Concórdia Teutônia – Ribeirense x Assespe
Categoria principal terá jogos em seis cidades do Vale do Taquari
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CATEGORIAS DE BASE
GUARANI E PINHEIROS ENTRAM EM CAMPO PELO GAUCHÃO SUB-17 A2 Equipe de Venâncio Aires visita o Tamoio, enquanto o time de Taquari encara o Pelotas pela terceira rodada da competição estadual
O
@ERICKPORTO.FOTOGRAFIA / DIVULGAÇÃO
Campeonato Gaúcho Sub-17 Série A2 chega à terceira rodada neste fim de semana, com Guarani, de Venâncio Aires, e Pinheiros, de Taquari, em campo pelo Grupo C. Líder da chave com seis pontos e 100% de aproveitamento, o Guarani enfrenta o Tamoio neste sábado, às 11h, em Viamão. A equipe busca mais uma vitória para manter a ponta da tabela. Também no sábado, às 15h, o Pinheiros visita o EC Pelotas, em Pelotas. Será o segundo confronto da equipe de Taquari na competição. Além do Guarani, que soma seis pontos, Soledade, Guarany, Pinheiros e Pelotas têm três pontos. Cerâmica e Tamoio ainda não pontuaram.
E-SPORTS
TORNEIO DE E-GAMES BUSCA REUNIR JOGADORES EM ARROIO DO MEIO Evento ocorre na sede do bairro Navegantes e terá disputas de FIFA, Fortnite e Free Fire, além de atividades para o público A sede do bairro Navegantes, em Arroio do Meio, recebe no dia 23 de agosto, a partir das 10h30min, um torneio presencial de e-games. A iniciativa busca reunir jogadores e admiradores dos jogos eletrônicos em um ambiente de convivência, com disputas, atividades paralelas e integração entre diferentes gerações. Organizado por Cristofher Dias, da @five051_ , o evento terá como principal atração o campeonato de videogame, com previsão de reunir entre 32 e 48 jogadores. A proposta é adotar um formato inspirado na Copa do Mundo, com fase de grupos, 16 avos de final, oitavas, quartas, semifinais e final. Caso o número de inscritos não alcance a
quantidade prevista, a competição será realizada com 32 participantes. As partidas ocorrerão de forma simultânea em quatro televisores e quatro videogames. A final será transmitida pelo Instagram da organização. Além da competição principal, o espaço terá outras duas televisões com videogames para interação do público. Também haverá mesa para jogos de canastra e espaço destinado a quem prefere jogos mobile. A intenção é atrair não apenas os competidores, mas também familiares e pessoas interessadas em conhecer o universo dos games. “Não quero trazer só quem vai jogar. A ideia é trazer todo mundo
para esse projeto, para que seja algo interessante para qualquer idade, tanto para criança quanto para adulto. Queremos pais e filhos no mesmo ambiente”, destaca Dias. A organização estima receber entre 90 e 120 pessoas durante o evento. Para os participantes e visitantes, haverá almoço ao custo de R$ 20, com intervalo entre 12h30min e 13h30min. A premiação será em dinheiro para os três primeiros colocados. O campeão também receberá um troféu, enquanto os demais classificados terão premiações e lembranças. Os jogadores que avançarem até as oitavas de final também receberão uma recordação.
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SEQUÊNCIA LONGE DA ARENA
GRÊMIO ENCARA O GALO PARA AMPLIAR DISTÂNCIA DO Z4 Embalado por duas vitórias consecutivas, Tricolor visita o Atlético-MG na Arena MRV neste domingo
LUCAS UEBEL/DIVULGAÇÃO
Caetano Pretto
caetano@jornalahora.net.br
O
Grêmio entra em campo neste domingo, 16, com a missão de manter a boa fase recente e seguir se distanciando da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. O desafio não é fácil. Às 16h, enfrenta o Atlético-MG, na Arena MRV, na primeira das duas partidas que faz em sequência longe da Arena e antes dos clássicos da Copa do Brasil. A Rádio A Hora transmite o confronto. A equipe gremista entra na rodada ocupando a 14ª colocação, com 25 pontos e distância de três pontos da zona de rebaixamento.
Meia Krovinovic teve situação regularizada e pode estrear diante do Galo
Os comandados de Luís Castro vão para a partida com duas vitórias seguidas na bagagem. Mirassol, pela Copa do Brasil, e São Paulo, na última rodada do Brasileirão. Em caso de sucesso em território mineiro, o Tricolor, no melhor
dos mundos, pularia para a 12º colocação e somaria 28 pontos. O empate também mantém o time fora do Z4. Já em caso de derrota, existe a possibilidade do Grêmio entrar na zona de rebaixamento no final da 23ª rodada, a depender de resultados paralelos.
Para o confronto, o técnico português tem novas possibilidades. Tetê, recuperado de lesão, pode retornar ao time no lugar de Jovane Cabral. Regularizado no Boletim Informativo Diário da CBF, o croata Krovinovic também é opção e pode entrar no lugar de Nardoni. O provável time titular para o duelo em Minas Gerais tem: Weverton; Diego Caito, Gustavo Martins, Wallace e Marlon; Villasanti, Noriega e Nardoni (Krovinovic); Jovane Cabral, Pavón e Carlos Vinícius.
GALO JOGOU NO MEIO DE SEMANA O Atlético-MG vem de vitória na partida de ida da Sul-Americana contra o Bragantino por 1 a 0, fora de casa, e de empate com o Remo, em casa, pelo Brasileirão. Atualmente, ocupa a 11ª posição, com 29 pontos. O técnico Eduar-
do Domínguez contará com o retorno de Renan Lodi, que estava suspenso na última partida. O time inicial deve ter: Everson; Preciado, Ruan, Vitor Hugo e Renan Lodi; Pérez, Alan Franco, Cisse e Bernard; Minda e Cassierra.
DE OLHO NOS ADVERSÁRIOS
INTER FECHA A RODADA NA SEGUNDA-FEIRA
Estádio Beira-Rio recebe na segunda-feira o fechamento da rodada 23 do Campeonato Brasileiro. O Colorado inicia a rodada como o primeiro time fora da zona de rebaixamento com 23 pontos. A margem de segurança para o Z4 é de apenas um ponto. O jogo contra o Remo, na segunda-feira, 17, é um confronto direto na tabela, já que os paraenses estão com 22 pontos e ocupam a penúltima colocação. Com o panorama estabelecido,
RICARDO DUARTE/DIVULGAÇÃO
o Inter precisa da vitória para cessar com qualquer possibilidade de voltar para a zona de rebaixamento. Em caso de três pontos somados e os tropeços de Grêmio, que possui 25 pontos, e Mirassol, com 23, o time de Paulo Pezzolano pode subir para a 14ª colocação. Em caso de derrota para o Remo no Beira-Rio, a entrada na zona de rebaixamento já estaria decretada. A piora de cenário viria com a vitória de Vasco ou Santos, que se enfrentam em São Januário. O empate também torna a situação do Inter delicada. Isto porque, em caso de apenas um
ponto somado, teria que torcer para o jogo entre Santos e Vasco terminar sem um vencedor. Para o confronto, o técnico uruguaio tem o importante retorno do volante Villagra, ausência nas duas últimas partidas. A grande dúvida recai na presença de Alerrandro. Como o confronto exige um time mais ofensivo, o centroavante pode voltar a ser titular. O provável Inter tem: Matheus Cunha; Bruno Gomes, Mercado, Maripán e Matheus Bahia; Villagra, Bruno Henrique, Vitinho e Bernabei; Alan Patrick e Carbonero (Alerrandro).
Ausência nas duas últimas partidas, Villagra retorna ao time na segunda-feira
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DIVISÃO DE ACESSO
ALVIAZUL TENTA VIRAR A CHAVE DIANTE DO PASSO FUNDO Após quatro rodadas sem pontuar, Lajeadense encara o vice-líder em confronto importante para iniciar a recuperação no campeonato Caetano Pretto
caetano@jornalahora.net.br
E
m situação crítica na Divisão de Acesso, o Lajeadense chega à quinta rodada ainda em busca dos primeiros pontos. O clube precisa vencer o primeiro confronto para iniciar a retomada que pode o manter na segunda divisão estadual. Neste domingo, o Alviazul recebe o Passo Fundo, às 15h30min, na Arena Alviazul. Passadas quatro rodadas, o clube de Lajeado amarga derrotas para Pelotas, Bagé, Esportivo e Brasil de Farroupilha. Ainda zerado, até pode sair da lanterna em caso de vitória, mas não consegue deixar a zona de rebaixamento nesta rodada, pois não chegaria aos quatro pontos do Bagé, Gramadense e Gaúcho, respectivamente 14º, 13º e 12º colocados. Dentro de campo, o técnico Serginho Almeida deve novamente promover alterações na equipe. No jogo passado, Eliéser iniciou o confronto no Estádio das Castanheiras. Júnior Viçosa deve retomar o lugar no ataque. Pelos lados, Da Silva e Samuel
CLASSIFICAÇÃO Equipe
PG
V
E
D
GM
GS
SG
Veranópolis
8
2
2
0
4
0
4
Passo Fundo
8
2
2
0
2
0
2
União Frederiquense
7
2
1
1
5
1
4
Apafut
7
2
1
1
5
2
3
Pelotas
7
2
1
1
3
3
0
Brasil de Pelotas
6
1
3
0
4
2
2
Santa Cruz
6
1
3
0
2
1
1
Esportivo
6
1
3
0
2
1
1
Brasil de Farroupilha
5
1
2
1
3
2
1
Guarani
5
1
2
1
2
3
-1
Aimoré
5
1
2
1
2
4
-2
Gaúcho
4
1
1
2
3
3
0
Gramadense
4
1
1
2
2
4
-2
Bagé
4
1
1
2
3
7
-4
Glória
1
0
1
3
1
4
-3
Lajeadense
0
0
0
4
1
7
-6
WILBER JÚNIOR/DIVULGAÇÃO
AGENDA 5ª RODADA - SÁBADO
15h 15h
Glória x Apafut Aimoré x Bagé
DOMINGO 11h 15h 15h 15h 15h30min 16h
Santa Cruz x Gramadense Brasil de Farroupilha Veranópolis x Pelotas União x Esportivo Frederiquense Lajeadense x Passo Fundo Guarani x Gaúcho
Cadinho marcou contra o Brasil de Farroupilha o primeiro gol do Lajeadense na Divisão de Acesso
Brasil de Pelotas x
também têm chance de iniciar o confronto. A equipe também deve ter alterações na defesa. Um possível Lajeadense tem: Raílson; Pedro Henrique, Clemente, Marco e Christian Silva; Julio Cesar, Thauan e Bruno Sammario; Da Silva, Cadinho e Júnior Viçosa.
PROMOÇÃO DE INGRESSOS O Alviazul faz campanha promocional de ingressos para contar com a força do torcedor. Para o jogo deste domingo, o torcedor que comprar um ingresso leva outro de brinde. A promoção é válida para todos os setores. As entradas custam R$ 10 a arquibancada geral, R$ 30 a
arquibancada social e R$ 50 as cadeiras. Idosos e estudantes com comprovante pagam meia-entrada e crianças de até 12 anos tem gratuidade no acesso ao estádio. Os ingressos podem ser adquiridos de maneira antecipada nas lojas DMF Esportes, do Centro e Shopping Lajeado, e também no site Eleven Tickets. No dia da partida, as entradas também podem ser compradas na bilheteria.
ADVERSÁRIO INVICTO O Passo Fundo mantém campanha curiosa e consistente. Em quatro jogos, são duas vitórias por 1 a 0, contra Apafut e Glória, e dois empates em 0 a 0, com Brasil de Pelotas e União Frederiquense. Embora tenha um dos piores ataques, o time mantém a melhor defesa da competição e entra na rodada na vice-liderança.
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Fim de semana, 15 e 16 de agosto de 2026
por Luciane Ferreira
Inter conquistava a Libertadores da América pela 1ª vez A conquista histórica do Internacional ocorreu após um empate em 2 a 2 contra o São Paulo, jogando no Estádio Beira-Rio lotado. Como o time gaúcho havia
vencido o primeiro jogo da final por 2 a 1 no Morumbi, com dois gols de Rafael Sobis, a igualdade no placar em Porto Alegre garantiu a taça inédita.
Cultura de diversos países foi apresentada no evento
Ilópolis recebia turistas na Festa das Etnias Milhares de visitantes prestigiaram a Festa das Etnias, realizada em Ilópolis. Apresentações culturais e gastronomia estavam entre as atrações. Grupos de dança gauchescas, alemãs, luso-açorianas, italianas, latinas, irlandesas e indígenas animaram o público durante três dias de evento na Praça Itália.
Ídolo colorado Fernandão levantou a inédita taça continental
Governador presente na festa Agricultor do Ano A Câmara Júnior oficializava o convite ao governador Sinval Guazzelli para participar do evento “Agricultor do Ano”, que seria realizado em outubro de 1976, no Parque do Imigrante. A comitiva de Lajeado era formada pelo presidente da Câmara Júnior, Ruben Zart, pelo sócio honorário da entidade Ney Arruda e deputado Antonino Fornari. O grupo foi recebido pelo governador, sua esposa Ecléia e o ex-governador Ildo Meneghetti. A Festa do Agricultor do Ano seria o maior evento do Alto Taquari em homenagem aos agricultores.
Comitiva foi recebida pelo governador entre outras lideranças
Sábado é
Domingo é
Dia da Gestante Dia do Solteiro Dia da Informática
Dia do Filósofo
Santo do dia 15: - Assunção de Nossa Senhora
Santo do dia 16: - Santo Estêvão da Hungria - São Roque
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Fim de semana, 15 e 16 de agosto de 2026
HENRIQUE PEDERSINI
ROGÉRIO WINK
ARTIGO
Jornalista
O
“70% do problema resolvido”
dado foi apresentado pelo vice-prefeito Guilherme Cé durante o anúncio do plano para remoção de famílias de locais suscetíveis a enchentes no município. Conforme a análise, realocar para áreas seguras as famílias que residem entre as cotas 19 e 24 metros representa resolver cerca de 70% dos problemas relacionados às cheias, que têm sido mais frequentes nos últimos anos. Isso permite projetar que enchentes como as registradas neste ano poderão causar significativamente menos transtornos. De forma escalonada, o plano segue até 2029 e prevê recursos estaduais e federais para garantir moradia segura a essas famílias. As casas desocupadas serão demolidas para evitar novas ocupações. Nos locais, a proposta é ampliar áreas de parques e es-
É muita burocracia!
Uma situação curiosa e difícil de compreender ocorre em Roca Sales. Os veículos da imagem foram destinados ao município pela Receita Federal. Eles poderiam reforçar a estrutura da Defesa Civil, por exemplo, mas seguem sem utilização devido à demora no processo de emplacamento junto à Secretaria
Nacional de Trânsito (Senatran). Já se passou um ano desde o início da tramitação burocrática. O prefeito Mazinho afirma que, caso a situação não avance na próxima semana, os veículos poderão ser devolvidos. Uma solução que ninguém gostaria de ver concretizada.
Rapidinho... • Neste domingo, 16, inicia oficialmente a campanha eleitoral. Ou seja, os candidatos poderão pedir votos de forma explícita. Prepare-se para uma enxurrada de vídeos, promessas e autopromoção. O desafio segue sendo apresentar propostas consistentes, viáveis e alinhadas às deman-
Sucessão e Poder HENRIQUE PEDERSINI
paços públicos. É importante não romantizar os terrenos que deixarão de ser destinados à habitação e compreender o movimento como
das do Vale. • Em Encantado, o descontentamento com a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) continua crescendo. Nada exatamente novo. A pergunta que fica é: quais são as propostas dos candidatos ao governo para o futuro da concessionária?
Empreendedor e comunicador, apresentador do programa “O Meu Negócio”, da Rádio A Hora 102.9
uma adaptação necessária aos limites naturais do Rio Taquari. Algo que, aliás, poderia ter sido iniciado há muito mais tempo.
Linguiça, queijo e polêmica Poderia ser uma referência ao evento gastronômico deste fim de semana, em Estrela, que anuncia a maior linguiça do Brasil. Ou até mesmo à Suinofest, em Encantado. Mas não. O episódio ocorreu na câmara de vereadores de Lajeado e teve como protagonistas Lorival Silveira (PP) e Éder Spohr (MDB). Spohr apresentou e teve aprovado um projeto para ampliar a transparência sobre imóveis locados pelo município. Silveira, líder do governo, questionou a efetividade da proposta. A partir daí, iniciou-se uma troca de acusações que incluiu a frase: “E o teu assessor, que passa o dia vendendo linguiça e queijo”. A declaração do emedebista arrancou risadas no plenário e expôs, mais uma vez, a necessidade de um olhar atento sobre a rotina e os debates do Legislativo lajeadense.
A
s empresas familiares sempre sustentaram boa parte da economia. Elas nasceram da coragem de quem começou pequeno, enfrentou dificuldades e transformou trabalho em patrimônio. Em muitos casos, empresa e família cresceram praticamente juntas. Há poucos dias, durante um encontro com empreendedores da nossa região, um assunto apareceu repetidas vezes nas conversas: a sucessão. Ficou claro que, para muitas empresas, o maior desafio já é garantir que aquilo que foi construído ao longo de décadas continue firme nas próximas gerações. O mundo vive uma das maiores transições de comando empresarial. Um volume gigantesco de patrimônio e decisões está mudando de mãos. Em milhares de empresas familiares, espalhadas por diferentes países e setores, fundadores passam o bastão para uma nova geração de líderes. É uma troca inevitável. Mas ela vai muito além da assinatura de um contrato ou da mudança no organograma. O verdadeiro desafio está na relação entre sucessão e poder. É comum falar de governança quando o assunto é continuidade. Ela organiza regras, define responsabilidades e cria uma estrutura para que a empresa funcione bem. Mas existe outro elemento, bem mais delicado: o poder. E ele O verdadeiro nem sempre muda de mãos desafio está na no mesmo momento. Quem fundou uma emrelação entre presa conhece cada detalhe sucessão e poder. da caminhada. Lembra das dificuldades, dos riscos É comum falar assumidos, das noites sem de governança dormir e das decisões que colocaram o negócio de quando o assunto pé. Essa história cria uma é continuidade” ligação difícil de romper. Por isso, muitas vezes, renunciar ao comando pesa muito mais do que parece. Do outro lado estão os sucessores. Em geral, chegam preparados, estudaram, viajaram, dominam tecnologias e enxergam novas oportunidades. Ainda assim, competência não basta. Liderança também se conquista no dia a dia, com resultados, confiança e credibilidade. Nas empresas do interior, esse tema ganha ainda mais importância. Elas não movimentam apenas o caixa dos proprietários. Geram empregos, impulsionam a economia local, apoiam entidades e ajudam a construir o desenvolvimento das comunidades onde estão inseridas. Quando uma sucessão fracassa, muitas vezes o problema não está na falta de planejamento. Está na dificuldade de lidar com o poder. Há fundadores que desejam continuar decidindo tudo mesmo depois de deixar o cargo. Há sucessores que querem autonomia antes de conquistar espaço. E há famílias que confundem ser sócio com estar preparado para administrar uma empresa. As organizações que atravessarem esse processo com mais segurança serão aquelas que conseguirem equilibrar a experiência de quem construiu o negócio com a visão de quem vai conduzi-lo daqui para frente. Estrutura é importante. Governança também. Mas nenhuma delas substitui maturidade para compartilhar decisões e saber a hora de passar o bastão. No fim das contas, a grande pergunta não é quem vai ocupar a cadeira de presidente. A pergunta é outra: quem realmente está preparado para preservar o legado recebido e fazê-lo crescer nas próximas décadas? Bons desafios pela frente.
Fim de semana, 15 e 16 de agosto de 2026 Fechamento da edição: 18h
MÍN: 14º | MÁX: 25º
O dia começa com nebulosidade variada e períodos de melhoria no Vale.
A HORA | 15 AGOSTO DE 2026
Quando o medo não vai embora Depois das enchentes, lembranças, insegurança e ansiedade podem permanecer. Especialista explica como reconhecer esses sinais e cuidar da saúde mental
Gordura no fígado não é apenas um detalhe ENVATO
ESTEATOSE HEPÁTICA Silenciosa: pode não causar sintomas; Sinal metabólico: relacionada à resistência à insulina, excesso de peso, alterações no colesterol e na pressão; Riscos: evoluir para fibrose, cirrose e câncer de fígado Diagnóstico: exames de sangue e imagem; Cuidados: alimentação equilibrada, atividade física e controle de peso são pilares do tratamento
A esteatose pode permanecer silenciosa por anos e evoluir para complicações mais graves
Silenciosa e cada vez mais frequente, condição está ligada a alterações metabólicas e pode evoluir para fibrose, cirrose e câncer de fígado
A
esteatose hepática, popularmente conhecida como gordura no fígado, pode passar anos sem provocar sintomas e, por muito tempo, foi tratada como um achado secundário, quase um detalhe no laudo da ultrassonografia. Hoje, porém, a ciência olha para ela de outra maneira. Mais do que um acúmulo de gordura em um órgão, a alteração pode ser uma manifestação de um desequilíbrio metabólico que envolve todo o organismo. Essa mudança de perspectiva também se refletiu na nomenclatura. Em junho de 2023, um consenso internacional de sociedades de hepatologia propôs a substituição do termo “doença hepática gordurosa não alcoólica” (NAFLD) por doença hepática
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esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD). A nova classificação procura refletir melhor a relação da doença com fatores como resistência à insulina, excesso de peso, dislipidemia e hipertensão. O consenso também levou em conta o caráter potencialmente estigmatizante de expressões presentes na nomenclatura anterior.
Desenvolvimento Conforme explica o nutrólogo Marcio Nutels (CRM 31112-RS | RQE 45264), o organismo tem uma capacidade individual de armazenar gordura no tecido adiposo, que se expande à medida que aumenta a quantidade de gordura corporal. O problema surge quando esse limite é ultrapassado e o excesso passa a ser direcionado para outros tecidos, onde não deveria se acumular. No fígado, os lipídios se depositam nos hepatócitos, as células responsáveis por suas principais funções. A Sociedade Brasileira de Hepatologia aponta a esteatose como uma das doenças hepáticas
Às vezes, o problema está mais no excesso de carboidratos do que na pequena quantidade de gordura da carne” Marcio Nutels,
nutrólogo
mais frequentes no país. De acordo com dados do Instituto Brasileiro do Fígado (Ibrafig), cerca de 30% da população brasileira apresenta a alteração. Embora nem todos os casos evoluam, a esteatose pode avançar silenciosamente. A inflamação e a formação de fibrose comprometem progressivamente o fígado e, em estágios avançados, podem levar à cirrose, aumentar o risco de câncer hepático de doenças
cardiovasculares, além de outras complicações metabólicas. A presença de esteatose pode ser identificada por exames de imagem, como a ultrassonografia abdominal. A partir desse achado, a investigação deve considerar os fatores de risco metabólicos e, quando indicado, o risco de fibrose. Exames como o FIB-4 e a elastografia, também podem ajudar nessa avaliação.
Alimentação Na alimentação, um dos principais equívocos é atribuir à gordura da carne o papel de grande vilã. Segundo Nutels, uma pequena quantidade, isoladamente, não representa o principal problema. O maior cuidado deve estar no excesso alimentar, especialmente de carboidratos refinados, presentes em produtos à base de farinha e açúcar. “Às vezes, o problema está mais no excesso de carboidratos do que na pequena quantidade de gordura da carne”, afirma. A discussão também envolve a frutose, açúcar naturalmente presente nas frutas. Na fruta inteira, ela vem acompanhada de fibras, que contribuem para a saciedade e tornam sua absorção
diferente daquela observada em bebidas. O cenário muda quando a fruta é transformada em suco. “Sem a mesma estrutura de fibras e com maior facilidade para consumir várias unidades de uma vez, a bebida pode concentrar uma quantidade significativa de açúcar”, ressalta o especialista. Por isso, para quem apresenta excesso de peso ou alterações metabólicas, o consumo de frutas inteiras tende a ser mais adequado do que a ingestão frequente de sucos, especialmente aqueles sem fibras ou com açúcar adicionado.
Tratamento Como a gordura no figado está relacionada a um conjunto de alterações, o tratamento envolve principalmente mudanças no estilo de vida, com alimentação adequada e prática regular de atividade física. Medicamentos voltados ao controle do peso e de alterações metabólicas, como as “canetas emagrecedoras”, podem fazer parte da abordagem de pacientes, mas a indicação depende das características clínicas de cada indivíduo e das doenças associadas.
DIVULGAÇÃO
relacionada apenas à sexualidade ou ao ato sexual. Ela a compreende como uma força vital, criativa e instintiva, associada ao desejo, à criação e à expressão individual. “Quando aprendemos a sentila com presença e consciência, podemos deixar de vivê-la apenas no campo do prazer físico e começar a perceber toda a potência que existe por trás dela. A parte sexual é só a cereja do bolo”, afirma. Na visão tântrica, segundo a terapeuta, essa energia pode ser conduzida e elevada simbolicamente pelos chakras, em direção aos centros superiores. É nesse movimento que, dentro dessa tradição, conceitos como expansão da consciência, clareza, percepção, intuição e conexão com dimensões mais sutis são associados à prática. “O corpo passa a ser um instrumento de escuta, mostrando quando um lugar, uma relação,
Ativação arte da energia sexual, compreendida como uma potente força de vida e criação
EFEITOS DA PRÁTICA Autoconhecimento: maior percepção sobre emoções e comportamentos; Presença corporal: atenção às sensações e aos sinais do próprio corpo; Consciência: percepção mais aguçada sobre pensamentos e sentimentos; Criatividade: estímulo à expressão e à percepção de novas possibilidades; Libido: maior conexão com o desejo e a própria sexualidade; Reconexão: aproximação com o corpo e com a própria individualidade; Desaceleração: criação de momentos de pausa em meio à rotina.
um hábito ou uma escolha já não está em sintonia com quem somos”, afirma.
Kundalini propõe reconexão com o corpo e expansão da consciência Técnica inspirada em tradições do Yoga e do Tantra combina respiração, movimentos e percepção corporal em sessões voltadas ao bem-estar e autoconhecimento
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m meio à pressa dos dias, aos estímulos incessantes e à dificuldade de concentração, cresce a busca por momentos de pausa e reconexão. Nesse contexto, a Kundalini surge como uma oportunidade de perceber as sutilezas do corpo e estabelecer uma relação mais presente com as emoções e a própria energia. Descrita nas tradições do Yoga e do Tantra como uma força vital e transformadora, a Kundalini tem origem no sânscrito e significa “serpente enrolada”. De forma resumida, trata-se, segundo essas tradições, de uma energia simbolicamente “adormecida”, localizada na base da coluna, associada ao chakra básico. Na prática conduzida pela terapeuta do Sagrado Feminino Jéssica Hamester, a ativação parte da energia sexual, compreendida como uma potente força de vida e criação. “Essa força é conduzida pela coluna, promovendo
desbloqueios, integração e uma expansão da consciência. É um processo de retorno ao corpo que, para mim, também é um caminho de expansão da alma”, afirma.
Ponto de partida O trabalho de Jéssica é voltado ao público feminino. Segundo ela, não há uma faixa etária ou um perfil específico para participar da prática. As sessões são conduzidas com atenção aos limites individuais e à percepção de cada participante. “O método que utilizo integra breathwork, contrações corporais e toques sutis em pontos específicos do corpo, sempre respeitando os limites de cada mulher e sem qualquer toque em regiões íntimas”, explica. As respostas variam de pessoa para pessoa e podem envolver diferentes percepções durante ou após a sessão. Segundo a terapeuta, o despertar dessa potência pode proporcionar novas percepções sobre si mesma,
ampliar a presença, a consciência, a criatividade, a libido e a relação com o próprio corpo. “Eu estou me sentindo tão bem. Tão leve... Parece que estou flutuando. É uma alegria tão grande dentro de mim. Cheguei a chorar agora há pouco. É uma sensação de alívio”, relata uma das praticantes. Além das sessões presenciais, Jéssica também oferece práticas para serem realizadas em casa, com o objetivo de levar a proposta para a rotina. Para ela, a continuidade permite que a experiência não fique restrita ao momento da sessão. “Não existe uma experiência igual à outra. Quanto maior a presença, a abertura e a entrega ao processo, maior pode ser a profundidade do encontro consigo mesma. É aprender a ouvir o corpo antes que ele precise gritar, reconhecer os limites e criar uma vida que esteja mais alinhada com aquilo que verdadeiramente somos”, salienta.
Além da sexualidade Dentro do trabalho desenvolvido pela terapeuta, a energia sexual não está
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As marcas da enchente na saúde mental Medo, ansiedade e lembranças do desastre podem persistir mesmo após o fim do alagamento e, em alguns casos, exigir acompanhamento multidisciplinar
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uando a água baixa, começa uma nova etapa para quem viveu uma enchente. É o momento de limpar a casa, recuperar documentos, reconstruir o que foi perdido e tentar retomar a rotina. Mas, para algumas pessoas, o fim do alagamento não representa o fim da ameaça. O medo de uma nova inundação, as lembranças do que aconteceu e as perdas vivenciadas podem permanecer por meses. Barulho da chuva, elevação do nível do rio ou até notícias sobre o volume de precipitação podem reativar lembranças do desastre e manter o estado de alerta, mesmo quando não há risco iminente de uma nova inundação. A rotina, antes marcada por atividades cotidianas, passa a ser atravessada pela expectativa de que tudo possa acontecer novamente. O corpo e a mente podem permanecer atentos aos sinais de perigo, enquanto medo, ansiedade e insegurança se prolongam. É nesse período, em que a emergência já terminou, mas suas consequências emocionais continuam presentes, que diferentes reações podem se manifestar.
Respostas do corpo A psicóloga Geli Cardoso Eidelwein (CRP 17303) explica que, nas primeiras 72 horas após um desastre, acontece a chamada fase aguda. Nesse período, estresse e ansiedade podem surgir ou se intensificar, especialmente entre
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pessoas que já apresentavam algum sofrimento psíquico. As perdas materiais, os desaparecimentos, os deslocamentos e a dificuldade de saber onde buscar ajuda também podem ampliar o impacto emocional. “São muitas situações que vão impactar a saúde mental, para além das perdas materiais e de todas as outras consequências provocadas por um desastre. É uma reação diante de algo que rompe completamente com aquilo que a pessoa conhecia até então.” Nos primeiros 30 dias, segundo a especialista, acontece uma fase de assimilação, marcada também pela revivência da experiência. Nesse período, determinadas situações podem remeter ao que aconteceu e desencadear novamente respostas de ansiedade. “Por isso, ela pode evitar determinados lugares ou situações, justamente porque aquilo provoca uma reação de ansiedade. Diante desses gatilhos, algumas pessoas também podem ficar paralisadas, sem saber como agir.” Depois desse período inicial, algumas pessoas podem continuar apresentando sintomas relacionados à experiência vivida. Conforme a psicóloga, a persistência dessas manifestações pode estar associada ao transtorno de estresse pós-traumático e interferir na vida cotidiana. “Tem toda uma série de lembranças e de perdas que ela teve. Então, aquilo continua presente, mesmo que o risco não esteja mais ali.” Segundo Geli, isso não significa, porém, que toda pessoa que passa por uma enchente desenvolverá um trauma. A resposta emocional varia de acordo com a experiência individual e com a maneira como cada pessoa vivenciou o desastre.
Estado de alerta A situação pode ser ainda mais difícil para quem permanece
Tem toda uma série de lembranças e de perdas que ela teve. Então, aquilo continua presente, mesmo que o risco não esteja mais ali.” Geli Cardoso Eidelwein
psicóloga
em uma área suscetível a novos alagamentos. Nesse contexto, cada previsão de chuva ou novo episódio extremo pode funcionar como um gatilho e reativar o medo e a ansiedade associados às experiências anteriores. Proprietária de um bar histórico no Centro de Lajeado, Alaerci Gross convive com as inundações do Rio Taquari há anos. Desde setembro de 2023, porém, sua relação com as cheias mudou. Em maio de 2024, quando uma nova grande inundação atingiu a região, essa percepção se intensificou, reforçando o medo e a sensação de vulnerabilidade diante da força da água. “Está bem difícil. Fico aflita, ansiosa e me sinto desamparada porque percebo que a cota de inundação diminui cada vez mais. Preciso estar sempre atenta para retirar todos os móveis do comércio. Nessa última enchente, às 4h, tive que sair da cama e procurar um caminhão”, conta. Hoje, a empresária mora em uma área segura e se desloca até
Vanderlei Gross aguarda mudança para uma região fora da área alagável após ser resgatado no telhado de casa na enchente de maio de 2024
a região principalmente para administrar o negócio. A mudança, no entanto, também trouxe outra dimensão para as consequências das enchentes: o afastamento de vínculos e referências construídas ao longo da vida. “Morei aqui a vida toda, conheço todo mundo e tinha meus vizinhos como uma extensão da minha família. Tive que sair da minha casa e, neste novo lugar, é diferente. As pessoas são mais reservadas e não se mostram tão acolhedoras”, relata. A situação pode ser ainda mais difícil para quem permanece morando em uma área suscetível a novos alagamentos. Nesse
caso, cada previsão de chuva ou novo episódio extremo pode funcionar como um gatilho para o sofrimento. Geli relata ter atendido pessoas que, diante da repetição das inundações, passaram a considerar deixar a região por já não conseguirem suportar a possibilidade de vivenciar novamente aquela experiência. Irmão de Alaerci, Vanderlei Gross vive a expectativa de se mudar para um local fora de área alagável, enquanto aguarda a negociação da residência. “Moro aqui há 40 anos, mas os episódios de 2023 e 2024 tornaram a situação mais preocupante. Em maio,
QUANDO BUSCAR AJUDA • Lembranças do desastre são frequentes e difíceis de controlar; • Há medo intenso de uma nova enchente, mesmo sem risco imediato; • Surgem alterações persistentes no sono ou no comportamento; • A pessoa passa a evitar lugares, situações ou atividades; • O sofrimento dificulta a retomada da rotina.
foi preciso sair pelo telhado junto com a minha família. Não tem mais como viver assim”, relata.
Cuidado multidisciplinar O impacto emocional provocado por uma enchente não pode ser enfrentado apenas pela saúde. Segundo Geli, o atendimento pre-
cisa ser articulado entre diferentes setores, como assistência social, Defesa Civil e serviços de proteção, para que as necessidades da população sejam identificadas e encaminhadas de acordo com cada situação. Nesse contexto, o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) é um dos serviços que podem acolher
pessoas em sofrimento, mas não deve ser visto como a única porta de entrada para o cuidado em saúde mental. A especialista destaca que o acolhimento no serviço não significa, necessariamente, acompanhamento permanente. Dependendo da avaliação, a pessoa pode continuar sendo atendida na
Está bem difícil. Fico aflita, ansiosa e me sinto desamparada porque percebo que a cota de inundação diminui cada vez mais.” Alaerci Gross
empresária Alaerci mantém o bar como um vínculo com a história construída no local, mesmo após deixar a área de risco
A elevação do rio reacende o medo de quem já viveu enchentes e mantém moradores em estado de alerta
atenção básica, enquanto outras demandas exigem o acionamento da assistência social ou de outros equipamentos públicos. “Quando recebemos alguém com essa demanda, precisamos olhar para a questão intersetorial: quais recursos essa pessoa precisa acessar? Se ela precisa do CRAS, por exemplo, vamos orientá-la a buscar a assistência social diante daquela situação específica. Isso também está para além do que conseguimos fazer na saúde.”
Para Geli, o cuidado precisa estar distribuído por uma rede capaz de responder aos diferentes níveis de sofrimento, sem concentrar todas as demandas nos serviços especializados. Assim, enquanto os casos mais graves podem exigir acompanhamento específico, a atenção básica e as referências comunitárias têm papel fundamental para acolher a maior parte da população e favorecer a retomada da vida cotidiana após o desastre.
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O limite entre realçar e transformar
Principais áreas de aplicação Lábios: podem receber preenchimento para aumentar o volume, melhorar o contorno ou conferir maior definição. Maçãs do rosto: o procedimento pode ser indicado para repor volume e modificar a projeção da região.
Antes de definir onde e quanto aplicar, a avaliação deve considerar o rosto como uma estrutura tridimensional” Luísa Rosa biomédica esteta
Biomédica esteta Luísa Rosa defende que a aplicação de ácido hialurônico exige avaliação individualizada para definir a indicação, evitar excessos e preservar a identidade facial
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ácido hialurônico é uma substância produzida naturalmente pelo organismo e encontrada na pele, nos olhos e nas articulações. Ele contribui para a hidratação dos tecidos e participa da manutenção de sua estrutura e volume. Com o envelhecimento, porém, a matriz extracelular da pele — uma rede complexa de proteínas e açúcares localizada principalmente na derme — sofre alterações. Esse processo contribui para a perda de espessura e elasticidade do tecido, favorecendo o surgimento de flacidez e rugas. Nesse contexto, o preenchimento com ácido hialurônico ganhou espaço entre os procedimentos estéticos
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faciais. Porém, antes de definir onde e quanto aplicar, a avaliação deve considerar o rosto como uma estrutura tridimensional, segundo a biomédica esteta Luísa Rosa (CRBM-5 8992). Ossos, músculos, gordura e pele participam da aparência facial e passam por transformações diferentes ao longo do tempo. Por isso, uma mesma queixa pode ter causas distintas e nem sempre será solucionada com o preenchimento da região apontada pelo paciente. Essa análise também ajuda a explicar por que não existe uma quantidade padrão de ácido hialurônico capaz de produzir o mesmo resultado em pessoas diferentes. Idade, estrutura óssea, distribuição dos tecidos, assimetrias, qualidade da pele e alterações relacionadas ao envelhecimento influenciam a indicação. Em alguns casos, o objetivo pode ser recuperar volume. Em outros, melhorar a relação entre determinadas estruturas ou suavizar uma alteração de contorno. Há ainda situações em que o preenchimento não é a alternativa mais adequada. “Eu acredito que o principal ponto é que nem toda queixa precisa ser tratada com ácido hialurônico. Às vezes, o
Sulcos nasolabiais: o preenchimento pode suavizar a aparência das linhas que se estendem da lateral do nariz em direção à boca. Olheiras: em casos selecionados, o produto pode ser utilizado para suavizar a depressão na região abaixo dos olhos. Mandíbula e queixo (mento): podem ser tratados para modificar o contorno e a projeção do terço inferior da face.
Avaliação facial considera proporções, volumes e características individuais antes da aplicação
paciente chega buscando um preenchimento, mas existe outra opção mais adequada.”
Preservação dos traços Para Luísa, o preenchimento não deve ter como finalidade transformar o paciente em outra pessoa, mas melhorar aquilo que o incomoda sem comprometer sua identidade. O resultado considerado natural, portanto, não significa necessariamente ausência de mudanças visíveis, mas uma intervenção que respeite as características que definem cada fisionomia. Lábios, queixo, mandíbula, nariz e maçãs do rosto não funcionam de maneira isolada. Uma alteração em determinada região pode modificar a percepção das demais. Por isso, o planejamento deve considerar a face como um conjunto de estruturas relacionadas. “O objetivo do preenchimento não é transformar o paciente em outra pessoa, mas melhorar aquilo que incomoda, fazendo com que ele continue se reconhecendo no espelho.”
Reaplicação O ácido hialurônico utilizado em preenchimentos é gradualmente degradado pelo organismo, mas sua permanência nos tecidos pode variar e, em alguns casos, ser mais prolongada do que se estimava. A duração depende de fatores como o produto utilizado, a região tratada, a quantidade aplicada e as características individuais. Por isso, aplicações sucessivas exigem uma nova avaliação. “Antes de acrescentar produto, a profissional deve considerar o histórico do paciente e verificar se ainda existe indicação para intervir naquela região”, salienta.
Pão proteico de atum
Ingredientes 1 lata de atum sólido ao natural 1 ovo 1 colher de sopa de requeijão ou creme de ricota 1 colher de sopa de gergelim 1 colher de sopa de semente de girassol 1 pitada de sal 1 colher de chá de fermento químico Temperos a gosto
Luisa Muller Arruda Nutricionista Clínica e Oncológica CRN2 11539
Proteína é tudo igual?
Preparo
Coloque em um processador o atum, o ovo, o requeijão, o sal e os temperos a gosto. Bata até obter uma massa homogênea. ENVATO
Acrescente o fermento e misture.
Despeje a massa em uma forma retangular para pão. Salpique por cima as sementes de gergelim e de girassol. Leve ao forno preaquecido a 180 °C por aproximadamente 20 minutos. Observação: o atum pode ser substituído por frango desfiado ou carne moída.
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proteína nunca esteve tão em evidência. Barras, bebidas, iogurtes e suplementos estampam nas embalagens a palavra “PROTEIN”, muitas vezes como um selo de saúde. Mas será que basta ter bastante proteína para que um alimento seja uma boa escolha A resposta é não. A proteína é fundamental para o organismo. Participa da manutenção da massa muscular, da força, da imunidade e da recuperação dos tecidos. Na nutrição oncológica, ela merece atenção especial: durante o tratamento do câncer, preservar a massa muscular é fundamental para a recuperação e a qualidade de vida. Mas existe uma diferença entre consumir proteína e escolher boas fontes de proteína. Ovos, leite e derivados, carnes, peixes, frango, feijão, lentilha e outras leguminosas fornecem proteína acompanhada de diferentes nutrientes. Estudos também sugerem que a fonte proteica e a matriz alimentar importam para a saúde, e não apenas a quantidade total de proteína consumida. O impacto metabólico de consumir proteína proveniente de um
alimento ou de um produto industrializado pode ser muito diferente. E os produtos proteicos?
Eles podem, sim, ter seu lugar. Uma bebida proteica ou o whey protein pode ser uma estratégia útil para alguém com pouco apetite, dificuldade para atingir suas necessidades nutricionais ou que precisa de uma alternativa prática. Mas atenção: além de existirem diferentes tipos de whey protein, também há produtos com diferentes composições. O problema começa quando “rico em proteína” passa a ser entendido como sinônimo de “saudável”. Ao escolher um produto, é importante olhar além das calorias ou da quantidade de proteínas. Analisar a lista de ingredientes, observando açúcares adicionados, adoçantes, aromatizantes, espessantes e gorduras, é um primeiro passo. Estudos já encontraram associações entre maior consumo de ultraprocessados e diversos desfechos negativos de saúde, embora essas pesquisas não permitam afirmar que todo
Um olhar sobre nosso maior patrimônio
produto ultraprocessado seja prejudicial ou que exista uma relação causal individual. Isso também não significa que os produtos industrializados sejam totalmente ruins. O contexto importa. Para um paciente em tratamento oncológico, por exemplo, uma bebida proteica pode ser uma ferramenta importante para complementar a alimentação em um momento de baixa ingestão. Para outra pessoa, que consegue atingir suas necessidades por meio das refeições, ela pode simplesmente ser desnecessária. Por isso, talvez a melhor pergunta não seja apenas “quanto de proteína tem?”, mas: “De onde vem essa proteína e o que vem junto com ela?” A alimentação saudável não precisa ser uma busca incessante pelo produto com mais proteína. Na maioria das situações, alimentos in natura ou minimamente processados formam a base da alimentação, enquanto produtos proteicos podem ser utilizados de forma estratégica quando fizerem sentido e houver boa indicação. Não basta colocar proteína nas refeições. É preciso olhar para o alimento como um todo.
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365 VEZES NO VALE
Patrocínio
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FÁBIO KUHN
Empreendedores de Santa Clara do Sul se unem e reativam roteiro turístico
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onhecida pelos jardins floridos, Santa Clara do Sul apresenta uma novidade no turismo regional: a reativação do Caminhos de Santa Clara, roteiro turístico que une 19 empreendimentos/profissionais e tem como objetivo ampliar o número de turistas que passam pela cidade. Entre os associados estão restaurantes, hospedagens, espaços para eventos, parques, guias de turismo, transporte, artesanato, cultura e agência receptiva. A associação é presidida por Suzanqueli Both, proprietária do Recanto Três Arroios. Uma das propostas é permitir que o visitante monte o roteiro de acordo com seus interesses. A associação disponibiliza as diferentes opções de empreendimentos e experiências e, a partir das preferências do visitante, organiza um roteiro personalizado.
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as praças, a Igreja Santa Clara de Assis, o Parque Linear e o Monumento aos Maragatos.
página @caminhosdesantaclara no Instagram ou no telefone 51 3782-2250.
Retomada dois anos pós-enchente
ATRATIVOS
O Caminhos de Santa Clara já existia, mas a associação acabou reduzindo suas atividades após as enchentes que atingiram o Vale do Taquari em maio de 2024. No ano passado, os empreendedores começaram a discutir novamente a retomada graças ao surgimento de novos integrantes e o apoio de parceiros. Antes da enchente histórica, Santa Clara do Sul já recebia de três a quatro grupos por mês, além de visitantes que chegavam ao município por conta própria. Com a retomada da divulgação, a expectativa é ampliar esse movimento. Mais informações sobre o roteiro podem ser obtidas na
Recanto Três Arroios Villa Jena Eventos Beija Flor Flores e Decoração Cabanas Johann Vila Tekohá Rafael Lima Bilhar Kondor Turismo Charles Thomas Pousada Rural Alto Arroio Alegre Mariáh Personalizados Alves Tur Selma Carolina Guia de Turismo Assarte Biergarten Pub Herrmann Haus Vinícola San Castello Restaurante Bom Tempero Recanto Verde Pizzaria Sabor do Pescado