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ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR Terça-feira, 13 de outubro de 2026 | Ano 25 - Nº 4202 | R$ 5,00 (dia útil) R$ 9,00 (fim de semana) PRÊMIO DA FAMURS
FOGO EM LOJAS
Seis projetos da região Prejuízo e espera no estão entre os finalistas centro de Encantado Iniciativas de Lajeado, Estrela e Arroio do Meio concorrem em cinco áreas
da gestão pública. Vencedores serão anunciados no dia 30. PÁ G I N A | 3
MATHEUS GIOVANELLA LASTE
OPINIÃO | MATEUS SOUZA
O Vale do Taquari precisa se reunificar Declaração de deputado eleito em assembleia da Amvat faz todo o sentido. Resta saber se os prefeitos entenderam o recado.
INVESTIMENTO EM RODOVIAS
Plano suspenso põe recursos em disputa Líderes temem divisão do Funrigs e pedem obras ao novo governo Sinistro na tarde de domingo, 11, atingiu loja de móveis e outros dois estabelecimentos, além de deixar
oito famílias fora de casa. Moradores relatam danos e temem perda total PÁ G I N A | 9 nos apartamentos.
Os R$ 1,5 bilhão previstos para o Bloco 2 não têm parcela garantida ao Vale. Por isso, representantes locais buscam diálogo com Zucco para
assegurar obras. Debate também inclui como as estradas serão administradas e conservadas após os investimentos iniciais. PÁ G I N A | 5
Estrela projeta o Vale ao balonismo DANIÉLY SCHWAMBACH
TURISMO DE EVENTOS
Festival no porto ativa vocação turística com voos e atrações às margens do Rio Taquari. Programação retorna nesta sexta-feira com balonismo e shows. Iniciativa movimenta o comércio local, atrai visitantes e abre novas perspectivas para o desenvolvimento da região PÁ G I N A | 7
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Terça-feira, 13 de outubro de 2026
E D I TO R I A L
Transição de governo e as estradas O Vale do Taquari precisa entrar na transição estadual com prioridades e compromissos a negociar. Depois de cinco anos de discussão sobre a concessão das rodovias, a mudança de governo exige preservar estudos, assegurar recursos e estabelecer prazos. Recomeçar a negociação tem um custo para quem enfrenta congestionamentos, pontes com restrições e trajetos inseguros todos os dias. A região conhece os problemas e agora questiona quando e como estes problemas serão enfrentados. Os R$ 1,5 bilhão do Funrigs previstos para o Bloco 2 oferecem uma possibilidade de investimento. O dinheiro, porém, foi vinculado a um conjunto de rodovias que ultrapassa os limites do Vale. Nesse cenário, prefeitos e entidades empresariais precisam sustentar uma agenda comum, apoiada em projetos,
O resultado esperado dessa transição deve ter endereço, orçamento e prazo: quais trechos receberão obras, quanto será investido e quando começarão os serviços” volume de tráfego, segurança e importância econômica de cada trecho. A aplicação de recursos públicos antes de uma futura concessão merece avaliação. Reconstruir sem reduzir a vulnerabilidade das estradas expõe a população e a economia a novas interrupções. O governador eleito terá a oportunidade de rever o modelo de concessão e a responsabilidade de apresentar uma solução executável. À região cabe preservar a articulação e transformar a experiência acumulada em força. O resultado esperado dessa transição deve ter endereço, orçamento e prazo: quais trechos receberão obras, quanto será investido e quando começarão os serviços. É por essas entregas que o próximo governo deverá ser cobrado. Filiado à
Fundado em 1º de julho de 2002 Vale do Taquari - Lajeado - RS
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A B R E A S PA S
Da sala de aula à direção, Grazieli Winkelmann construiu uma carreira dedicada à inclusão e ao desenvolvimento das pessoas com deficiência. Hoje, coordena o trabalho da Apae de Venâncio Aires em diferentes áreas de atendimento
“Educação Especial é amor puro” ACERVO PESSOAL
Maira Schneider
mairaschneider@grupoahora.net.br
Como foi sua trajetória até a direção da Apae Venâncio Aires?
Iniciei meu trabalho na Apae de Venâncio Aires em abril de 2013, como professora regente. Sou formada em Pedagogia, com pós-graduação em Educação Especial, com ênfase em Deficiência Intelectual, e Psicopedagogia. Antes de ingressar na instituição, trabalhei por 13 anos na Educação Infantil e em salas de recursos de escolas regulares. Meu interesse pela Educação Especial surgiu ainda na infância, após assistir a uma apresentação da banda musical da Apae. Em 2019, fui convidada pela diretoria a assumir a direção da entidade.
Qual momento mais marcou sua trajetória na Apae?
Dentro da Apae, todos os dias são especiais, pois aprendemos a valorizar cada avanço e conquista. Acompanhar o desenvolvimento dos atendidos e receber seu carinho é muito gratificante. Assumir a direção foi um marco na minha carreira, por representar o reconhecimento e a confiança no trabalho que realizei.
Alguma história da Apae marcou sua vida?
Cada história é única e envolve também as famílias, que muitas vezes precisam de orientação e apoio. Ver os atendidos conquistarem autonomia e independência é muito gratificante.
Destaco também os casos de inclusão no mercado de trabalho, que demonstram o potencial de cada pessoa e representam grandes conquistas.
Qual é o maior desafio em estar à frente da entidade?
Meu maior desafio é administrar as três áreas da Apae de Venâncio Aires: educação, saúde e assistência social, que atuam de forma integrada. Atualmente, a instituição atende cerca de 280 pessoas com deficiência intelectual e múltipla de Venâncio Aires, Mato Leitão, Passo do Sobrado e Vale Verde. Por isso, minha função vai além da direção escolar, abrangendo a administração de toda a entidade.
O que mais lhe dá satisfação como diretora da Apae? Oportunizar, juntamente com toda
a equipe e diretoria da instituição, oportunidades e possibilidades para melhorar o desenvolvimento e a vida das pessoas com deficiência e suas famílias. Enfrento os desafios com calma, empatia, paciência e muito estudo. A Apae também me ensinou a conhecer, compreender e me conectar com as pessoas, fortalecendo as relações humanas.
Que conselho daria à Grazieli do início da trajetória?
Você escolheu o caminho certo, não tenha medo e tenha coragem sempre! A Educação Especial é amor puro!
O que espera da Apae e das famílias para o futuro?
Uma Apae ainda mais fortalecida, com ampliações para atender cada vez mais e melhor a quem dela precisa.
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Terça-feira, 13 de outubro de 2026
DIVULGAÇÃO
Lajeado, Estrela e Arroio do Meio concorrem em cinco áreas da gestão pública. Vencedores serão anunciados no dia 30 de outubro Mateus Souza
mateus@grupoahora.net.br
ESTADO
P
rojetos desenvolvidos por três municípios do Vale do Taquari estão entre os finalistas do 8º Prêmio Boas Práticas na Gestão Pública Municipal, promovido pela Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs). Lajeado, Estrela e Arroio do Meio somam seis iniciativas selecionadas em cinco áreas, com propostas voltadas à mobilidade, segurança, desenvolvimento econômico, habitação, esporte e inclusão social. A premiação busca reconhecer ações inovadoras das administrações municipais que contribuam para melhorar a qualidade de vida da população. Nesta edição, foram inscritos 514 projetos de 192 prefeituras gaúchas. Os vencedores das 18 categorias serão conhecidos em cerimônia marcada para 30 de outubro, às 14h, em Nova Petrópolis. Lajeado concentra o maior número de indicações regionais, com três projetos finalistas. Na categoria Esporte e Lazer, o município concorre com o Campeonato Piá de Futsal, que chega à 37ª edição. A iniciativa representa a aposta na prática esportiva como parte das políticas públicas locais. Na área de Mobilidade Urbana e Trânsito, a disputa é com o projeto Educação para o Trânsito. A proposta está relacionada à conscientização sobre o comportamento nas vias e à importância de atitudes seguras no deslocamento de motoristas, ciclistas e pedestres. Já na categoria Segurança
BOAS PRÁTICAS
Vale tem seis projetos finalistas em prêmio de gestão pública Pública, Lajeado apresenta as Operações Integradas, iniciativa que destaca a atuação do município, por meio do poder de polícia administrativa, no enfrentamento de crimes de menor potencial ofensivo.
Desenvolvimento e reconstrução Estrela tem dois projetos entre os selecionados. Na categoria Desenvolvimento Econômico, o município concorre com o programa Estrela Mais Desenvolvimento, voltado à área econômica. A iniciativa representa a presença da pauta de desenvolvimento entre as ações reconhecidas pela premiação
estadual. Na categoria Habitação, o destaque é o projeto Estrela Resiliente: da maior tragédia climática à reconstrução integrada de uma cidade resiliente. O trabalho aborda o desafio de reconstruir o município após os eventos climáticos extremos e incorporar a resiliência ao planejamento urbano e habitacional. Arroio do Meio completa a participação regional com o projeto Escuta Afetiva, finalista na categoria Melhor Idade 60+. A proposta utiliza grupos de convivência como espaços de cuidado, proteção e inclusão da população idosa.
Sobre o prêmio A iniciativa destaca a impor-
tância de ações que promovam vínculos sociais e atenção às necessidades das pessoas com mais de 60 anos, segmento que demanda políticas públicas específicas para garantir participação, acolhimento e qualidade de vida. Ao todo, o prêmio vai reconhecer 54 iniciativas distribuídas nas 18 categorias. “Esse é o grande objetivo do Prêmio Boas Práticas: reconhecer projetos e ações que impactam positivamente a vida das pessoas, das comunidades, e incentivar que essas soluções transformadoras sejam replicadas e que mais pessoas sejam beneficiadas”, destacou o presidente da Famurs e prefeito de Imbé, Ique Vedovato.
Em 2025, projetos de Lajeado e Venâncio Aires obtiveram reconhecimento no prêmio da Famurs
IQUE VEDOVATO PRESIDENTE DA FAMURS
Esse é o grande objetivo do Prêmio Boas Práticas: reconhecer projetos e ações que impactam positivamente a vida das pessoas, das comunidades.”
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Terça-feira, 13 de outubro de 2026
DEDO NA FERIDA
Lucchese está certo. O Vale precisa se reunificar
A
primeira assembleia da Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat) após o primeiro turno das eleições, na sexta-feira, teve como grande destaque a presença de Roberto Lucchese, deputado estadual eleito com votação histórica. E o parlamentar aproveitou a boa presença de prefeitos para “colocar o dedo na ferida”. Para quem não lembra, em 2022 as discussões sobre a localização dos pedágios nas rodovias do Vale resultou na desfiliação de municípios da região alta e a posterior criação da Associação dos Municípios do Alto Taquari (Amat). Uma entidade com importante atuação na microrregião, diga-se. Mas a cisão na Amvat evidenciou um “racha” no Vale, que ecoa até hoje. A provocação de Lucchese faz
mateus@grupoahora.net.br
MATEUS SOUZA interino FOTOS: JHON WILLIAN TEDESCHI
TIRO
total sentido. Ele não foi eleito para representar somente uma das duas entidades. E, sim, para defender os interesses de todo o Vale do Taquari. É mais fácil contarmos com uma região unificada do que fragmentada para pleitearmos investimentos aos nossos municípios. Um Vale unido terá muito
mais voz e vez no Piratini. As falas do deputado eleito, por óbvio, causaram certo desconforto nos gestores municipais presentes na assembleia em Arroio do Meio. Mas, convenhamos: alguém precisava se posicionar desta forma. As vaidades precisam ser deixadas de lado.
– Em entrevista ontem à Rádio A Hora, Alceu Moreira não escondeu sua insatisfação com as escolhas do MDB gaúcho nos últimos anos. Em uma das falas, disse que o partido, com toda a sua estrutura e tradição de ter governado o RS por quatro ocasiões, se juntou a um “partido nanico e a um candidato nanico”, se referindo ao governador Eduardo Leite e sua antiga sigla, o PSDB; – O titular deste espaço, Rodrigo Martini, retorna de férias e reassume a página 4 a partir de hoje. E eu volto a escrever colunas nas edições de sexta-feira. Agradeço a quem me acompanhou nesses dias de interino.
AGENDA NESTA QUARTA
Flávio Bolsonaro retorna ao RS
APÓS O 1º TURNO
Com apoio de estudantes, PT se remobiliza em Lajeado
Depois de ficar atrás de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, Lula tenta uma inédita virada no segundo turno no país. Em sete ocasiões desde 1989, nunca o segundo colo-
cado venceu o pleito presidencial. Para isso, o PT se remobiliza nas cidades e tenta conquistar o voto daqueles que se abstiveram no dia 4 de outubro, além de apostar na
campanha do “vira voto” nas ruas e nas redes sociais. Em Lajeado, a sigla, em conjunto com movimentos estudantis e grupos ligados à esquerda, promove movimento batizado de “Mobilização Democrática”. As ações nos últimos dias incluíram a confecção de materiais e bandeiras no comitê do diretório municipal e culminaram com uma manifestação na tarde de ontem, que iniciou no Parque dos Dick e percorreu ruas da área central da cidade, com a participação de centenas de pessoas. Lula fez 13.299 votos em Lajeado no primeiro turno, ou 26,57% dos votos válidos. O desempenho na cidade foi inferior aos 16.705 votos conquistados no primeiro turno das eleições presidenciais de 2022.
Candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL), retorna amanhã ao Rio Grande do Sul em nova agenda de campanha. Os compromissos serão em Porto Alegre, Alvorada e Canoas. Flávio estará acompanhado do governador eleito Luciano Zucco (PL) e de outras lideranças políticas, entre elas o prefeito da Capital, Sebastião Melo (MDB), o governador reeleito de Santa Catarina, Jorginho Melo, e o governador eleito no Paraná, Sérgio Moro. A programação terá início a
partir de 12h, no bairro Sarandi, na Zona Norte de Porto Alegre, onde Flávio e Zucco visitarão a região do Dique, nas proximidades da Vila Brasília. Às 13h30min, a comitiva seguirá para Alvorada, onde está prevista uma caminhada. Às 15h, Flávio estará em Canoas, em agenda a ser detalhada. O último compromisso será às 17h, no Centro Histórico de Porto Alegre. A programação prevê uma mobilização em trajeto ainda a ser confirmado.
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INFRAESTRUTURA VIÁRIA
A preocupação está no montante. “Pelo que ouvi, o governador eleito faria uma aplicação inicial de R$ 350 milhões no Vale. No meu entender, esse valor é insuficiente. Precisamos, no mínimo, de R$ 1 bilhão para duplicações.”
Troca de governo reabre discussão sobre rodovias
Depois das primeiras obras
FILIPE FALEIRO
Obra prioritária da região é garantir que o trecho de Venâncio Aires até Encantado seja duplicado
Destino dos R$ 1,5 bilhão do Funrigs mobiliza representantes regionais. Investimento público antes da concessão recebe apoio, mas o valor destinado às obras e a futura administração das estradas geram dúvidas Filipe Faleiro
filipe@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
Aplicar recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) nas obras mais urgentes e, depois, conceder as rodovias. Esse caminho recebe apoio de representantes empresariais do Vale do Taquari diante da decisão de Eduardo Leite de deixar os encaminhamentos do Bloco 2 para o próximo governo. Para líderes regionais, a alternativa exige assegurar investimentos na região e definir como as estradas serão administradas após as primeiras melhorias. A presidente do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat), Cintia Agostini, defende que as prioridades do Vale orientem essa conversa. “Precisamos de obras para ter mobilidade, segurança e redução
contemplaria trechos dos vales do Taquari e do Rio Pardo e do Norte gaúcho, sem reserva exclusiva para a região. CINTIA AGOSTINI PRESIDENTE DO CODEVAT
Vamos querer uma concessão apenas para manutenção? Ou teremos também um cronograma de novas ampliações? Para mim, vamos reiniciar o debate sobre a gestão das rodovias. Não começamos do zero, mas é um recomeço.” de custos logísticos. Os acidentes estão aí para demonstrar o quanto precisamos. Fomos a região mais atingida pelas tragédias e precisamos de mais recursos para nossas estradas.” O aporte de R$ 1,5 bilhão foi previsto para o conjunto do Bloco 2, que reúne 409 quilômetros de rodovias em 32 municípios. A aplicação estava prevista como estímulo para a iniciativa privada e
Disputa pela fatia do Funrigs Integrante do Conselho do Plano Rio Grande e vice-presidente de Infraestrutura da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil), Nilto Scapin acredita que o governador eleito, Luciano Zucco, priorizará obras com recursos públicos. Ao mesmo tempo, prevê uma disputa pela distribuição do fundo. Scapin aponta as ligações entre Venâncio Aires e Encantado, Estrela e Teutônia e a parte baixa da Estrada Pão e Vinho, entre Santa Tereza e Muçum, como prioridades. “Acho que os R$ 1,5 bilhão do Bloco 2 vão ser espalhados. Teremos que batalhar muito por isso. Outras regiões também têm suas necessidades. Penso que só depois virá a concessão.” O representante da área de Infraestrutura da Câmara da Indústria e Comércio (CIC-VT), Leandro Eckert, considera sensata a decisão de Leite de discutir os encaminhamentos com o sucessor. Também avalia como positiva a possibilidade de antecipar as obras urgentes com o Funrigs.
A sequência esperada por Scapin também é defendida pelo diretor de Infraestrutura da Federação das Transportadoras do RS (Fetransul), Paulo Ziegler. “Desde o início, sempre achei que seria melhor investir primeiro o recurso do Funrigs e depois fazer uma concessão de conservação das rodovias e/ou ampliação onde ainda fosse necessário.” Ziegler relata ter ouvido de representantes empresariais dúvidas sobre a capacidade de execução do governo. A baixa eficiência da EGR, avalia, alimenta essa desconfiança. Isso não altera sua crítica ao projeto levado ao mercado. “Sempre achei muito caro esse modelo de pedágio do governo Leite.” A presidente do Codevat, Cintia Agostini, lembra que, durante a campanha eleitoral, Luciano Zucco criticou o modelo apresentado pelo governo estadual. “Fica claro que esse plano não será levado adiante. Agora, o que precisamos é ver qual alternativa para responder pelo funcionamento das rodovias em longo prazo.” Na avaliação dela, adiar a escolha mantém as estradas sob uma estrutura conhecida. “A modelagem do que fazer já está posta, que é a EGR, que não consegue dar conta de ampliar a infraestrutura.” Em resumo, considera a partir de agora três movimentos: o quanto será aplicado do Funrigs, quais obras podem ser feitas e, por fim, qual modelo para uma futura concessão. “Vamos querer uma concessão apenas para manutenção? Ou teremos também um cronograma de novas ampliações? Para mim, vamos reiniciar o debate sobre a gestão das rodovias. Não começamos do zero, mas é um recomeço.”
Articulação regional A prefeita de Lajeado, presidente da Associação dos Municípios do Vale do Taquari, Gláucia Schumacher, antecipa que os prefeitos tentam uma agenda com o governador eleito Luciano Zucco. “Tanto a Amvat quanto a Amat (Associação do Alto Taquari) reiteram o pedido feito ao atual governo: que os R$ 1,5 bi do Funrigs
GLÁUCIA SCHUMACHER PREFEITA DE LAJEADO E PRESIDENTE DA AMVAT
NILTO SCAPIN DIRETOR DE INFRAESTRUTURA DA ACIL
Acho que os R$ 1,5 bilhão do Bloco 2 vão ser espalhados. Teremos que batalhar muito por isso. Outras regiões também têm suas necessidades. Penso que só depois virá a concessão.” sejam aplicados nas obras que estavam previstas na concessão”. O encontro ainda não tem data confirmada. “Pretendemos nos reunir nos próximos dias”, realça a prefeita. Na visão do vice-presidente da CIC-VT, Adelar Steffler, a urgência dos investimentos fica evidente diante do desenvolvimento econômico regional. “Temos problemas de congestionamentos, além das dificuldades em pontes e acidentes.Tudo isso traz um custo financeiro muito alto para toda a sociedade. ” Steffler defende a participação pública e privada e cobra agilidade nas negociações. “Precisamos continuar o nosso trabalho com o novo governo para que não aconteça de perdermos estes recursos.” Na primeira reunião da transição, na sexta-feira, 9, Zucco afirmou não ser contrário às concessões e prometeu examinar os estudos preparados pelo Estado. “Vamos avaliar o que avançou e, no momento oportuno, vamos nos posicionar.” O material inclui a modelagem de um contrato de 30 anos, com R$ 6 bilhões em investimentos, obras, conservação, guinchos, ambulâncias e cobrança eletrônica sem cancelas.
RESUMO DA NOTÍCIA Representantes do Vale apoiam o uso do Funrigs nas obras antes de uma possível concessão. O aporte de R$ 1,5 bilhão foi previsto para todas as regiões do Bloco 2. Não existe uma perspectiva de quanto seria para os trechos do Vale. Os setores produtivos cobram infraestrutura preparada para novas enchentes e uma definição sobre investimentos após as primeiras obras. Depois das intervenções, o governo gaúcho pretende fazer uma nova concessão. A região considera que é necessário um modelo que vá além da manutenção.
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Terça-feira, 13 de outubro de 2026
GOVERNANÇA CORPORATIVA
Como aplicar IA nas empresas sem perder o controle humano IMAGEM GERADA POR IA
Com a consolidação da tecnologia nos negócios, o conselheiro de administração Fernando Röhsig aponta diretrizes para integrar ferramentas analíticas sem perder o julgamento crítico e a responsabilidade das decisões corporativas
FERNANDO RÖHSIG
CONSELHEIRO DE ADMINISTRAÇÃO
A IA não vota. No conselho de administração ou na liderança, quem delibera e responde legal e institucionalmente pela decisão é a pessoa humana.”
Felipe Neitzke
felipeneitzke@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
A
transformação digital acelerada pela inteligência artificial (IA) impõe uma reflexão profunda aos conselhos e diretorias executivas: como adotar novas tecnologias de forma eficiente sem comprometer a estratégia e o capital humano? Ao analisar os impactos da inovação no ambiente de negócios, o conselheiro de administração Fernando Röhsig adverte que a tecnologia amplia a capacidade de análise das organizações, mas não substitui a experiência e a responsabilidade final dos gestores. “A IA não vota. No conselho de administração ou na liderança, quem delibera e responde legal e institucionalmente pela decisão é a pessoa humana”, resume o especialista. Para evitar automatizações precipitadas ou o isolamento de iniciativas digitais, Röhsig destaca que as empresas precisam sair da reação defensiva e construir um modelo sustentável de governança. Como encaminhamento prático para as companhias, Röhsig recomenda a criação imediata de um Comitê de Inteligência Artificial, reunindo a alta administração e os principais gestores para estruturar um plano de trabalho institucional com foco em segurança, produtividade e governança. Outro ponto de atenção ressaltado pelo conselheiro é a retenção do conhecimento. Prompts, metodologias e modelos desenvolvidos com IA devem pertencer à organização e compor o patrimônio intelectual da empresa, evitando a dependência de indivíduos específicos.
Ser humano na liderança O avanço acelerado da inteligência artificial e a pressão contínua por resultados no ambiente corporativo não anulam o fator central dos negócios: o capital humano. Essa foi a principal tônica das discussões do 27º Congresso do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), realizado na capital paulista com o tema “O ser humano na liderança da transformação”. Entre os participantes, o conselheiro de administração Fernando Röhsig destacou que a consolidação da IA nas empresas exige supervisão ativa e ética por parte dos conselhos de administração. Para o executivo, embora a tecnologia amplie a capacidade analítica e transforme modelos de negócio, o julgamento final e a responsabilidade pelas decisões seguem estritamente humanos. “A tecnologia pode ampliar nossa capacidade de análise, mas não substitui o julgamento humano, a experiência e a responsabilidade de quem decide”, avalia Röhsig. Ele aponta que cabe aos conselhos garantir que a inovação venha acompanhada de avaliação de riscos, capacitação e alinhamento aos objetivos estratégicos das companhias.
Saúde mental Outro ponto central do encontro abordou o impacto das metas de curto prazo sobre a saúde mental dos executivos e das equipes. A tese defendida no evento é que a
busca por rentabilidade precisa ser contrabalanceada pelo desenvolvimento de ambientes de trabalho baseados na confiança e na preservação da capacidade decisória. Citando a participação de Miguel Setas, CEO da Volkswagen do Brasil, Röhsig reforçou que o papel dos conselheiros vai além dos indicadores financeiros imediatos. A sustentabilidade dos negócios, segundo ele, depende da habilidade de conciliar desempenho econômico com a gestão eficiente e empática de pessoas. A governança corporativa moderna, conclui o conselheiro, exige visão de longo prazo e diversidade de competências para enfrentar as transformações tecnológicas sem perder de vista o fator humano.
Atrofia cognitiva “Ao discutirmos o avanço da tecnologia nas empresas, a neurocientista Heather Collins alerta para um risco silencioso”, observa Röhsig. A terceirização excessiva do raciocínio para a inteligência artificial pode comprometer a capacidade de pensamento crítico, de julgamento e a capacidade de interpretar contextos. “A IA pode tornar os processos mais eficientes, mas não necessariamente mais inteligentes.” A principal provocação dirigida aos conselhos e líderes empresariais é que não basta perguntar o que a tecnologia pode fazer. “A pergunta estratégica fundamental é outra: o que os seres humanos precisam continuar fazendo para que a tecnologia seja uma aliada, e não uma substituta do bom senso?”, pondera o conselheiro de administração.
Terceirização excessiva do raciocínio para a inteligência artificial pode comprometer a capacidade de pensamento crítico, observa Fernando Röhsig
Confira a entrevista na Rádio A Hora 102.9
AS 6 PERGUNTAS ESTRATÉGICAS PARA OS CONSELHOS Com base na jornada de transformação digital e nas discussões sobre o papel do ser humano na liderança, Röhsig estrutura seis questionamentos centrais que devem orientar as reuniões de conselho e diretoria:
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Os dados têm dono claro? É preciso saber quem responde por qualidade, acesso e uso das informações. Estamos criando pilotos ou capacidade? Ferramentas isoladas aumentam a complexidade, já plataformas e método reutilizável permitem criar escala. Quem está construindo? Se apenas a área técnica constrói, a adoção não escala. Os especialistas do negócio precisam codificar os próprios métodos e colocar a mão na massa. Estamos automatizando um processo bom ou acelerando um erro? O uso da IA exige redesenho, sem apenas imprimir velocidade sobre processos já quebrados. Onde fica o humano? É preciso definir quais decisões precisam ser automatizadas, revisadas ou proibidas, e quem continua responsável por cada frente. Conhecemos o custo real de operar IA? Tokens, nuvem e manutenção são despesas recorrentes e voláteis, e precisam de gestão contínua.
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Terça-feira, 13 de outubro de 2026
TURISMO DE EVENTOS
Festival revela vocação de Estrela FÁBIO KUHN
Com voos sobre a região e programação diversificada, iniciativa transforma o Porto em ponto de encontro e projeta novos caminhos para o turismo regional
ATIVIDADES A DIFERENTES PÚBLICOS
Daniély Schwambach
centraldejornalismo@grupoahora.net.br
ESTRELA
O
Vale ganhou novas perspectivas a partir do festival no Porto de Estrela. Do chão, muita gente parou para acompanhar os balões colorindo o céu. Lá de cima, o Rio Taquari desenhava o caminho entre as cidades, os prédios diminuíam e a paisagem mudava. Foi nesse encontro de olhares que Estrela recebeu os primeiros voos do Festival de Balonismo e Manobras Radicais, que retorna ao Porto nos dias 16, 17 e 18 de outubro. A estreia reuniu grande público às margens do rio e transformou o espaço em ponto de encontro para moradores e visitantes. Além dos balões, o Porto recebeu praça de alimentação, parque de diversões, manobras radicais e uma feira com sete microempreendedores individuais e 11 artesãos de Estrela. Entre os personagens da primeira edição está Deyverson Leffa Pereira, 44, natural de Torres. Piloto há cinco anos, ele soma cerca de 300 horas de voo e cresceu acompanhando o tradicional festival da cidade onde nasceu. “Desde muito pequeno eu acompanho. Quando tinha uns dez anos, o festival de Torres já existia e eu me apaixonei pelo balonismo ainda criança”, conta. No sábado, Deyverson comandou o voo inaugural, que saiu de Estrela, passou por Lajeado e pousou em Arroio do Meio. Para ele, cada cidade oferece uma experiência diferente. “Aqui tem o rio, tem a natureza. Cada cidade tem suas peculiaridades e cada
Estrela recebeu os primeiros voos do Festival de Balonismo e Manobras Radicais, que retorna ao porto na sexta, 16
Responsável pela organização por meio da Point Produções, Talles Martins destaca que a proposta é oferecer uma experiência de entretenimento completa, aproveitando o potencial turístico do Porto de Estrela e reunindo diferentes gerações em um mesmo ambiente. A programação foi organizada para contemplar diferentes públicos, com atrações infantis, apresentações musicais, atividades de aventura e momentos de convivência familiar. Segundo Martins, o objetivo é proporcionar uma experiência marcante aos visitantes e fortalecer o município como destino de eventos e lazer. Na sexta-feira, 16, o festival também terá atividades especialmente voltadas à terceira idade, ampliando as possibilidades de participação da comunidade. DANIÉLY SCHWAMBACH
voo acaba sendo diferente do outro”, relata.
Como o balão encontra o caminho
Ao contrário de outros meios de transporte, o balão não decola com um ponto exato de pouso definido. O piloto controla a altitude, enquanto a direção depende das correntes de vento. “A gente decola de um lugar e não sabe exatamente o terreno onde vai pousar. Sabe a direção, conhece mais ou menos as áreas de pouso e vai acompanhando. Quem leva é o vento”, explica. Durante o percurso, um GPS indica direção, velocidade e altitude. Em terra, a equipe acompanha o deslocamento e mantém contato com o piloto por rádio até o pouso. “A equipe vai seguindo. Eu passo as coordenadas e eles acompanham por onde estamos indo”, diz. O piloto conta que o encanto permanece ligado à paisagem e à reação de
quem embarca pela primeira vez.
Novas experiências A programação retorna nesta sexta-feira, 16, com novos voos e atrações. Entre as possibilidades está o voo cativo, em que o balão permanece preso ao solo por cabos e sobe cerca de 30 metros. O valor gira em torno de R$ 79 por pessoa. Já os voos livres partem de cerca de R$ 500, com possibilidade de parcelamento em até dez vezes. Outro destaque fica para as manobras de avião, que estavam previstas para o primeiro fim de semana, mas foram transferidas devido às nuvens baixas. A apresentação ocorre no domingo, 18, às 15h, desde que as condições de visibilidade e segurança permitam. A decisão de adiar a atração ocorreu justamente para evitar riscos durante a operação. Com isso, o espetáculo aéreo passa a integrar o último dia da programação. No sábado, 17, a Oktober da Acerva se integra ao evento. A
Ventiladores enchem o envelope com ar frio antes de os queimadores aquecerem o interior. O processo dá forma ao balão até que ele esteja pronto para deixar o solo
agenda ainda reúne balonismo, manobras de motos, Night Glow e show da banda Maskavo. DANIÉLY SCHWAMBACH
DEYVERSON LEFFA PEREIRA PILOTO
A gente decola de um lugar e não sabe exatamente o terreno onde vai pousar. Sabe a direção, conhece mais ou menos as áreas de pouso e vai acompanhando.”
Pereira, 44, comandou o voo inaugural que saiu de Estrela, passou por Lajeado e pousou em Arroio do Meio. Piloto soma cerca de 300 horas de experiência
DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO Sexta-feira, 16 14h – Abertura do parque 15h – Baile da terceira idade 17h – Voo cativo 20h – Balão Palhaço 21h – Balão Gaúcho 22h – Banda 6 Sábado, 17 11h – Oktober da Acerva 16h – Balonismo 19h – Manobras de motos 20h – Night Glow 23h – Maskavo Domingo, 18 15h – Manobras de avião 16h – Voos de balão 16h30min – Balão especial 17h – Manobras de motos
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Terça-feira, 13 de outubro de 2026
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VINI BILHAR
CIC Teutônia reúne mais de 100 participantes em convenção DIVULGAÇÃO
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5ª Convenção da CIC Teutônia reuniu mais de 100 participantes no dia 8 de outubro, com o tema “Conexões que movem resultados”. O encontro contou com palestras de Arthur Gubert, Fran Rabuske, Ronan Mairesse e Daniel Keller, que abordaram comunicação, vendas, liderança e desenvolvimento profissional. Arthur Gubert abriu a programação com reflexões sobre oportunidades, mudanças e relações
Medical Premium debate gestão e empreendedorismo O Medical Premium reuniu mais de 350 empresários e profissionais da medicina e da estética no dia 7 de outubro, no Hotel Holiday Inn, em São Paulo. Promovido pelo Grupo Medical San, o evento teve como tema “Os segredos da mente bilionária”, com foco em empreendedorismo, vendas e mentalidade empresarial. A programação contou com palestras de Mauro dos Santos Filho, presidente e CEO do grupo, e Flávio Augusto, empresário, investidor e palestrante. Os conteúdos abordaram estratégias de negócios e a aplicação de conheci-
mentos na rotina profissional. Entre os participantes, o empresário Luiz Henrique destacou a ampliação da visão sobre empreendedorismo. A médica Juliana Cari ressaltou a importância da cultura organizacional, enquanto a empresária Laís Montanari enfatizou as reflexões sobre comportamento, crenças e identificação de oportunidades. O encontro promoveu a troca de experiências e incentivou o desenvolvimento de competências empreendedoras, com foco no crescimento dos negócios e na aplicação prática dos conhecimentos.
Sesc Lajeado na Semana da Alimentação humanas. Fran Rabuske destacou a importância da comunicação clara, da escuta ativa e da coerência para melhorar o alinhamento das equipes. Na sequência, Ronan Mairesse abordou a psicologia das vendas, enfatizando o comportamento dos consumidores e a construção de relacionamentos com os clientes. Daniel Keller encerrou o evento com uma reflexão sobre maturidade nas relações de trabalho, defendendo uma gestão
baseada em responsabilidade, autonomia e clareza. Conduzida por Fran Rabuske, a convenção também promoveu networking e troca de experiências entre profissionais de diferentes setores. O evento teve patrocínio das cooperativas Certel e Sicredi Ouro Branco e do Sebrae RS, além do apoio do Quiero Café. A iniciativa integra as ações da CIC Teutônia voltadas à capacitação profissional e ao fortalecimento dos negócios locais.
O Sesc Lajeado, por meio do Programa Mesa Brasil, promove, de 14 a 16 de outubro, atividades alusivas à Semana da Alimentação 2026, cujo tema é “Inovar Hoje Para Nutrir o Amanhã”. A programação busca incentivar escolhas alimentares conscientes e destacar o papel da ciência e da tecnologia na alimentação. No dia 14, será na Escola de Educação Infantil do Sesc, com famílias participantes do projeto Crescendo com Saúde. A atividade aborda saúde e alimentação de forma lúdica. No dia 15, das 9h às 16h, a ação “15 Minutos na Cozinha” oferecerá uma oficina culinária aberta à comunidade, na cozinha pedagógica do Sesc, na Rua José Schmatz, 1478, bairro Moinhos. Encerrando a programação, em 16 de outubro, Dia Mundial da Alimentação, a Roleta da Saúde estará no Sesc Lajeado, das 14h às 16h. Informações podem ser obtidas pelo telefone (51) 3748-4644 ou WhatsApp (51) 99002-3148.
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Terça-feira, 13 de outubro de 2026
INCÊNDIO EM ENCANTADO
Prejuízo e oito famílias desalojadas FOTOS: MATHEUS GIOVANELLA LASTE
Maristela Vargas na janela de seu apartamento observa a destruição
Bombeiros seguiam no rescaldo da estrutura na segunda-feira, 12. Depósito da Zaspel foi todo destruído
Fogo começou em loja de produtos de limpeza, se espalhou por depósito, restaurante e loja de móveis e mobilizou bombeiros por cerca de sete horas. Ninguém ficou ferido Matheus Giovanella Laste matheuslaste@grupoahora.net.br
ENCANTADO
U
m incêndio de grandes proporções atingiu estabelecimentos comerciais no centro de Encantado no domingo, 11. O fogo começou por volta das 15h na loja Brasil In Box, que vende produtos de limpeza e embalagens, na Rua Barão do Rio Branco, e se espalhou para o Restaurante Central e para o depósito e a loja da Zaspel Móveis e Eletrodomésticos. Não houve feridos. O combate mobilizou o Corpo de Bombeiros, com apoio da Brigada Militar, do Samu e de bombeiros voluntários. Conforme o sargento Cattani, os trabalhos se estenderam até depois das 22h, cerca de sete horas, e as chamas
foram controladas durante a noite. Mais de 50 mil litros de água foram utilizados. Na segunda-feira, 12, a vistoria seguia em andamento. As causas e o modo como o fogo começou ainda são desconhecidos. Oito famílias que moram em apartamentos na área atingida ficaram desalojadas, segundo o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil. Uma está no ginásio e as outras sete em casas de familiares. O prédio foi interditado no domingo até o controle total do fogo, e por isso os moradores não puderam acessar os imóveis.
Famílias deixam suas casas Miguel Lamothe, 45, morava havia cinco anos em um dos apartamentos. Natural do Haiti, vive em Encantado há 13 anos e mora sozinho. Ele dormia quando um vizinho bateu à porta para avisar do incêndio. “Quando abri, olhei para trás e vi muito fogo e fumaça. Levei um susto, voltei para casa, peguei só meus documentos e deixei o apartamento”, conta. Segundo ele, a água usada no
combate e o desabamento de parte do teto de gesso molharam os pertences que ficaram no imóvel. “O gesso estava muito quente, desabou e, até agora, continua caindo água dentro do quarto. Molhou todas as minhas coisas”, diz. Na noite de domingo, foi abrigado na casa de um amigo. Na segunda, voltou ao apartamento e viu rachaduras nas paredes. Sem avaliação técnica, teme não poder retornar. “Não sou especialista em construção, mas acho que não vou conseguir morar aqui agora”, afirma.
A moradora Maristela Vargas, que vive no prédio há cerca de 20 anos, ficou no local durante o incêndio, até tarde, à espera de liberação para subir ao apartamento. Na manhã de segunda, encontrou o imóvel danificado. “Cheguei e me deparei com essa situação: paredes rachadas, teto, roupas de cama, colchão, tudo estragado. Acabou tudo, ar-condicionado, tudo”, relata. Ela mora com a filha e o marido.
Zaspel perde quase toda a estrutura Na Zaspel Móveis e Eletrodomésticos, cerca de 95% da estrutura e dos materiais foram atingidos pelo fogo ou pela água usada no combate, segundo um
dos proprietários, Jairo Zanchetti. Ele e o sócio estavam fora da cidade durante o feriadão e souberam do incêndio por telefonemas de amigos. “Foi um choque muito grande. Foi muita correria, muita loucura na hora. A gente veio para cá e foi bem drástica a coisa”, relata. O depósito anexo, que abastece outras filiais, perdeu tudo. “Todo o estoque do depósito foi totalmente perdido. Não sobrou absolutamente nada”, afirma. Nos fundos da loja, o fogo atingiu a estrutura; na frente, os danos vieram principalmente dos jatos de água. Sobre o futuro, Zanchetti diz que a reconstrução depende de análise. “Agora é reconstruir, talvez. Vamos pensar como vamos fazer isso. Se for possível, sim”, conclui.
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Terça-feira, 13 de outubro de 2026
© Revistas COQUETEL Carlos Augusto (?), arquiteto
Ver o (?) Dois estados da região pegar fogo: Norte do Brasil que assistir pas- Quadro; não fazem sivamente pintura divisa
Tradicional instituição de ensino federal (RJ)
COTADO A MINISTÉRIO
Unidade de medida agrária Marsupial australiano Gruta natural
Cometa engano Nome da oitava letra do alfabeto
Sal, em francês
Mamífero similar ao coelho Até (pop.)
Saco de couro que transporta líquidos
Abertura em blusa ou vestido Desaparecida Embarcação de luxo
Marinheiro inexperiente (pop.)
Urso, em inglês
Carla Akotirene, escritora
Marca do Zorro Recruta (bras.)
Sistema da Apple (?) model: modelo
Prefixo que indica oposição (Gram.) Professor (pop.) Desprendidos
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D C C C O L O R I S T R A I L E R C A E R R E O M A G A R S E L I N T E D E C O T E P R D I E B E M A R I D O A B E A R P R T O R I A A E C A I O S A N T I T E T I O P OL A D E S P O J A D
T A E M L A A P A O E D A R M E A Z R O E N C A O S 23/09 - 22/10 23/10 - 21/11 22/11 - 21/12
23/08 - 22/09
Virgem: Uma mensagem pode reavivar amizades. Abra espaço para o amor, passeios e novas descobertas.
Sagitário: Descanse, desacelere e escute sua intuição. Evite conversas delicadas por mensagens.
22/12 - 19/01
23/07 - 22/08
Leão: Reencontros e lembranças emocionantes favorecem a reconciliação. Cuide da família e pratique exercícios.
Escorpião: A intuição estará forte. Um reencontro pode esclarecer o passado; valorize sua beleza.
Capricórnio: Amigos trarão alegria e ideias profissionais. Aproveite o ar livre e estabeleça metas para o futuro.
20/01 - 18/02
21/06 - 22/07
Câncer: Família e criatividade em destaque. Avalie investimentos com cautela e busque estabilidade financeira.
Libra: Novas experiências renovarão suas ideias. Fortaleça vínculos afetivos e evite gastos excessivos.
Aquário: Uma ideia pode renovar sua carreira. Proteja a reputação, ouça conselhos e dedique tempo à família.
19/02 - 20/03
21/03 a 19/04 20/04 - 20/05 21/05 - 20/06
Gêmeos: Aproveite o feriado para resolver pendências, avançar em projetos e ouvir conselhos de amigos.
ESTADO
Dança polonesa de caráter pomposo
HORÓSCOPO
Touro: O amor ganha força e a carreira pode mudar. Invista no bem-estar e fortaleça os laços afetivos.
mateus@grupoahora.net.br
Adolescente, em inglês
Solução
Áries: Reflita sobre mudanças, aprofunde conversas amorosas e faça planos a dois. Paixão em alta!
Mateus Souza
Educação a Distância (sigla)
3/arm — sel — top. 4/bear — preá — teen.
BANCO
Braço, em inglês Ficar (?): ficar irado
Conjectura; hipótese Erva-doce; pimpinela
Peixes: Viagens, arte e novas culturas inspiram você. Leituras e filmes despertarão boas lembranças.
DIVULGAÇÃO
Reeleito com 217 mil votos, deputado classifica ida para a Agricultura como “especulação” e prioriza pautas econômicas e socorro a dívidas do Rio Grande do Sul na Câmara
Mãed'água (Folc.)
Homem que contraiu matrimônio
Letra que indica a classe mais alta (Econ.)
Moreira descarta convite e define metas ao 5º mandato
Gênero de Djonga (?) Danson, ator
O deputado federal Alceu Moreira (MDB), reeleito para o quinto mandato com 217 mil votos, nega ter recebido convite para integrar um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). Cotado para assumir o Ministério da Agricultura, o parlamentar afirma que não fez movimentos para ocupar cargos e que sua participação no Executivo dependeria de uma iniciativa do próprio governo. “Essa conversa de ‘fulano vai ser ministro’ ou coisa parecida, nunca houve nenhum cochicho me convidando para nada, não é verdade”, declarou em entrevista ao programa Frente e Verso, da Rádio A Hora 102.9, nessa segunda-feira, 12. Moreira, de 72 anos, não descarta aceitar uma eventual indicação. “Essa missão em política, missão dessa natureza, a gente nunca diz que não”, afirmou. Apesar disso, ressaltou que a possibilidade permanece no campo das especulações. Caso ele vá para o alto escalão federal, abrirá caminho para Carlos Ranzi, primeiro suplente da bancada do MDB, tomar posse na Câmara. O deputado defende que o Rio Grande do Sul tenha representação na Esplanada dos Ministérios, independentemente de ser ele o escolhido. Entre as pautas prioritárias, cita a renegociação da dívida estadual, a criação de um fundo constitucional para os três estados do Sul e soluções para o endividamento dos produtores rurais e das famílias atingidas pelas enchentes. “Eu só estarei no governo se o governo achar que eu sou uma ferramenta necessária para estar em alguma posição e aí sim me convidar”, disse. Segundo ele, não haverá exigências para ocupar um cargo. O parlamentar também afirma que pretende manter atuação no Congresso e
contribuir com pautas de interesse regional.
Recuperar o protagonismo Além das perspectivas em Brasília, Moreira avalia que o MDB precisa rever sua estratégia política após o desempenho eleitoral no Rio Grande do Sul. Para ele, o partido deve recuperar a capacidade de mobilização e apresentar propostas próprias, em vez de concentrar esforços na ocupação de cargos governamentais. “Se o MDB tiver juízo, o MDB não pede absolutamente nada”, afirmou, ao comentar a possibilidade de participação da sigla no governo estadual de Luciano Zucco (PL). O deputado diz que pretende conversar com o governador eleito e colaborar com a articulação política, mas sem buscar contrapartidas. Na avaliação de Moreira, a votação expressiva que recebeu está relacionada à atuação independente dentro do partido. Ele defende uma agenda que combine incentivo ao empreendedorismo, qualificação profissional e políticas sociais.
Prioridade às rodovias Para o Vale, Moreira coloca a infraestrutura rodoviária entre os
principais pontos de atenção. O parlamentar defende acelerar a duplicação de estradas e melhorar as ligações regionais, com investimentos diretos antes da concessão dos trechos à iniciativa privada. Favorável às concessões, ele pondera que o modelo não pode encarecer o transporte de cargas e comprometer a competitividade das empresas. A proposta é executar as obras com recursos públicos e, posteriormente, transferir à iniciativa privada a manutenção das estradas, com pedágios mais baixos. “Esta região já pagou pro estado não sei quantas vezes essa estrada. Então agora é hora de fazer a estrada”, afirmou.
Eu só estarei no governo se o governo achar que eu sou uma ferramenta necessária para estar em alguma posição e aí sim me convidar.”
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FORÇA DO SETOR PRIMÁRIO
Feira Agrícola encerra com integração e valorização do meio rural em Forqueta Retomada após sete anos, quarta edição do evento reuniu mais de 50 expositores, negócios, atrações e a comunidade ao longo de três dias
FOTOS: JAQUELINE MÂNICA/DIVULGAÇÃO
ARROIO DO MEIO
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ais de 50 expositores, negócios, troca de experiências e atrações para diferentes públicos marcaram a 4ª Feira Agrícola de Arroio do Meio, ocorrida de sexta-feira a domingo, na Associação Esportiva Forquetense, em Forqueta. Com entrada gratuita, o evento retomou a programação após sete anos e promoveu três dias de integração comunitária e valorização do meio rural. Ao longo da feira, os visitantes puderam conferir máquinas, equipamentos e insumos agrícolas, conhecer produtos da agricultura familiar e do artesanato e aproveitar as opções de alimentação. Um dos destaques da programação de encerramento foi o desfile que reuniu diferentes segmentos do distrito, em uma manhã de integração e valorização dos negócios, entidades e organizações comunitárias de Forqueta. A participação da comunidade reforçou o envolvimento local e a importância da feira como espaço de encontro e reconhecimento das potencialidades do distrito e do município como um todo. O prefeito Sidnei Eckert avaliou positivamente a retomada e agradeceu a todos que contribuíram para a realização do evento. “A feira superou nossas expectativas. Foram três dias muito positivos, com expositores satisfeitos e a comunidade aproveitando a programação. Nosso agradecimento à comunidade de Forqueta, à Associação Esportiva Forquetense, à comissão organizadora, liderada pelo presidente Estevão, aos patrocinadores, expositores e a todos os visitantes que fizeram desta retomada um grande evento.” O presidente da comissão organizadora, Estevão Oscar Storck, também agradeceu o empenho de todos os envolvidos na preparação
Visitantes puderam conferir máquinas, equipamentos e insumos agrícolas, conhecer produtos da agricultura familiar e do artesanato
SIDNEI ECKERT PREFEITO
e realização da feira, bem como a participação dos expositores e visitantes. “Nosso muito obrigado a todos que participaram e contribuíram para que a feira acontecesse. O envolvimento de cada um foi fundamental para o sucesso desta edição.”
Integração comunitária A família Weide, de Rui Barbosa, participou do desfile e, na sequência, visitou a feira. Acompanhado da esposa, Elisandra, e do filho, Arthur, Elemar Weide destacou a importância da iniciativa para dar visibilidade às potencialidades locais e aproximar a comunidade. “Gostei muito do que vi. A feira está muito bonita, porque mostra os potenciais de Forqueta e de Arroio do Meio, além de reunir expositores de fora. O desfile foi um momento importante, valorizou a integração de toda a comunidade”, avaliou.
Foram três dias muito positivos, com expositores satisfeitos e a comunidade aproveitando a programação”
zler. Entre os produtos mais procurados pelos visitantes estavam as cucas e o pão de milho. O encerramento, neste domingo, contou com o Desfile das Riquezas, o Giro Cultural, apresentação da Orquestra La Montanara e o encerramento com o DJ Tampinha, concluindo três dias de atividades dedicadas à produção agrícola, ao empreendedorismo e à integração da comunidade.
Bons resultados No espaço dedicado à agricultura familiar, o clima entre os expositores era de satisfação, com relatos de boas vendas durante os três dias. “Para nós, a feira foi muito boa. Vendemos muito bem. Superou nossas expectativas”, afirmou Denilson Luiz Kunzler, da Agroindústria Familiar Kun-
Família Weide, de Rui Barbosa, comemorou sucesso do evento
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DIVULGAÇÃO
FUTEBOL AMADOR
VETERANOS TÊM GOLEADAS E DEFINEM CLASSIFICADOS ÀS QUARTAS DE FINAL Cinco partidas foram disputadas nesse domingo, apesar da chuva que provocou o adiamento da rodada da Série A Ezequiel Neitzke
ezequiel@grupoahora.net.br
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chuva alterou a programação do Campeonato Regional Certel/Sicredi nesse domingo, 11, mas não impediu a conclusão da primeira fase da categoria Veteranos. Enquanto os jogos de ida das oitavas de final da Série A foram adiados para 18 de outubro devido ao acúmulo de água nos gramados e à previsão de novas precipitações, cinco partidas movimentaram a rodada decisiva dos veteranos e definiram as oito equipes classificadas. O principal destaque foi o Rudibar, de Bom Retiro do Sul,
que goleou o Cruzeiro, de Arroio do Meio, por 6 a 0, e terminou na liderança, com 16 pontos. O confronto valia a primeira colocação, já que os dois times iniciaram a rodada com 13 pontos. Douglas Bruski, Davi, autor de dois gols, e Brilha, também com dois, participaram da goleada que garantiu a liderança isolada. O Cruzeiro encerrou a fase classificatória em segundo lugar. Outros resultados expressivos marcaram a manhã de domingo. Em Lajeado, o Penharol venceu o Flamengo por 9 a 1. Já o Concórdia, de Roca Sales, superou o Picada Flor por 4 a 0. Em Santa Cruz do Sul, o Cruzeiro local derrotou o Ribeirense por 3 a 1. Em Venâncio Aires, a Assespe venceu o Floriano por 3 a 1, resultado que garantiu a terceira colocação à equipe. Os dois clubes chegaram à rodada com possibilidades de melhorar suas posições na tabela. A disputa pelas últimas vagas envolveu cinco equipes. Concórdia, Cruzeiro de Santa Cruz e Penharol venceram e chegaram
aos dez pontos, enquanto o Picada Flor garantiu a oitava posição, com oito. O Grêmio 5 de Junho, que não jogou nesta rodada, permaneceu com sete pontos e ficou fora da próxima fase.
Caio Cavalheiro completou os 250 metros em 27s70, recorde nacional na categoria
QUARTAS DE FINAL Com o encerramento da etapa classificatória, a classificação final ficou a seguinte: Rudibar (16 pontos), Cruzeiro de Arroio do Meio (13), Assespe (13), Concórdia (10), Cruzeiro de Santa Cruz do Sul (10), Floriano (10), Penharol (10), Picada Flor (8), Grêmio 5 de Junho (7), Projeto Guarani (3), Ribeirense (1) e Flamengo (1). Os oito classificados se preparam para os confrontos eliminatórios. A projeção inicial da tabela aponta os duelos entre Rudibar e Picada Flor; Cruzeiro, de Arroio do Meio, e Penharol; Assespe e Floriano; além de Concórdia e Cruzeiro de Santa Cruz. Os cruzamentos ainda dependem de confirmação oficial da Aslivata. DIVULGAÇÃO
Atual campeão da categoria, Rudibar, de Bom Retiro do Sul, avançou ao mata-mata na primeira colocação
ATLETISMO
ATLETA DE TEUTÔNIA É CAMPEÃO BRASILEIRO E RECORDISTA NOS 250 METROS SUB-16 O atleta e estudante Caio Cavalheiro, de Teutônia, conquistou o título brasileiro dos 250 metros na categoria Sub-16 e estabeleceu um novo recorde nacional na manhã desse domingo. Ele completou a prova em 27s70, durante o Campeonato Brasileiro Interclubes Loterias Caixa de Atletismo, realizado no Estádio Ícaro de Castro Mello, em São Paulo. A possibilidade de superar a marca anterior orientou parte da preparação de Cavalheiro, que manteve uma rotina intensa de treinos ao longo dos últimos meses. O trabalho envolveu exercícios de força e aprimoramento técnico, além do desafio de preservar a regularidade. “Sempre pensei no recorde, mas sabia que era muito difícil. Quando acabei batendo, me senti muito feliz”, afirma. O desempenho na pista confirmou a evolução construída nos treinamentos. Segundo o atleta,
aos 100 metros de prova já estava na liderança e percebeu que poderia vencer. A confiança aumentou porque o trecho final é um de seus pontos fortes. Ao olhar para o cronômetro instalado no fim da pista, confirmou que havia superado a expectativa. Com o título nacional e a nova marca, ele já projeta os próximos desafios. Ainda neste ano, pretende disputar os Jogos da Juventude, competição nacional de uma categoria acima da sua. A participação representa uma oportunidade de melhorar o próprio desempenho e tentar estabelecer o recorde estadual Sub-18, diante de atletas mais velhos. A meta de longo prazo, porém, vai além das conquistas nas categorias de base. Caio quer chegar aos Jogos Olímpicos e, se possível, conquistar uma medalha de ouro. Consciente da dificuldade do objetivo, afirma que não pretende desistir.
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ARTES MARCIAIS MISTAS
COM 80 ATLETAS E 40 LUTAS, TEUTOFIGHT SUPERA EXPECTATIVAS Oitava edição do evento contou com representantes de países vizinhos e consolida Teutônia no cenário do MMA gaúcho Lautenir Júnior
lautenir@grupoahora.net.br
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noite de sábado levou a Teutônia mais uma edição do Teutofight, evento que reúne atletas e admiradores das artes marciais na Associação Pró-Desenvolvimento de Languiru. A oitava edição amplia a dimensão da competição, com representantes de diferentes regiões do Rio Grande do Sul e de países vizinhos. Ao todo, foram 80 atletas em 40 combates, distribuídos entre disputas amadoras e profissionais. O card inclui jiu-jitsu, muay thai, boxe e MMA. A presença de competidores da Argentina e do Uruguai reforça o alcance do evento, que reúne diferentes modalidades e níveis de experiência. Idealizado pelo atleta e treinador Dirlei Broenstrup, conhecido como Mão de Pedra, o Teutofight conquistou espaço no calendário esportivo de Teutônia. O organizador destaca a dimensão alcançada pela
LAUTENIR JÚNIOR
iniciativa. “O Teutofight cresceu em estrutura e em nível técnico. Recebemos muito interesse de academias e atletas de todo o estado”, afirma. Broenstrup também relembra o início da competição e a motivação para levar as artes marciais ao município. “Não imaginava que chegaria até aqui. Começou como uma brincadeira, mas quis trazer a arte para a minha cidade, não promovendo a violência, mas sim o respeito, a família e a dedicação”, relata. A edição deste ano conta com confrontos de destaque no card profissional, entre eles a luta entre o brasileiro Sebastião Ferreira e o uruguaio Marcos Díaz. A programação também inclui a disputa de cinturão no MMA entre Ariel Jaeger e Rickson Thomet, de Passo Fundo, além do duelo de boxe profissional entre Henrique Klamt e Lucas Kunrath. A programação começou à tarde, com o GP Kids de jiujitsu, voltado aos atletas mais jovens. Na sequência, o público acompanhou combates de MMA amador, muay thai, boxe profissional e MMA profissional. A variedade de modalidades permite reunir diferentes públicos em torno das artes marciais. Além da competição, o evento busca aproximar a comunidade do esporte e ampliar as oportunidades para os atletas demonstrarem suas habilidades. “Nosso
objetivo sempre foi trazer as artes marciais para a região e dar oportunidade para os atletas mostrarem seu trabalho”, destaca Broenstrup. Com oito edições, o Teutofight fortalece o cenário das artes marciais no Vale do Taquari e
projeta Teutônia como ponto de encontro para competidores de diferentes localidades. A participação de atletas de outros estados e países amplia a dimensão da iniciativa e reforça o espaço conquistado pelo evento no calendário esportivo regional.
Combates foram distribuídos entre disputas amadoras e profissionais
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Terça-feira, 13 de outubro de 2026
por Luciane Ferreira
Lions entrega prêmio a Ney Santos Arruda
A Associação dos Engenheiros Agrônomos do Alto Taquari festejava o Dia do Engenheiro Agrônomo com torneio de futebol e um churrasco. A celebração integrou também os representantes do Núcleo dos Engenheiros Agrônomos do Vale do Rio Pardo.
Em tempo O Dia do Engenheiro Agrônomo no Brasil é comemorado em 12 de outubro, data que marca a regulamentação oficial da profissão no país por meio do Decreto nº 23.196, assinado em 1933. Já no dia 13 de outubro é o Dia Mundial do Agrônomo, celebrado internacionalmente para valorizar a atuação do profissional no setor agropecuário.
Santo do dia Dia Nacional do Fisioterapeuta Hoje é
Dia do Terapeuta Ocupacional Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres
Clube de serviço reconhecimento aos profissionais da educação
Os Lions Clube Lajeado-Centro e Lajeado-Florestal concederam ao advogado Ney Santos Arruda o título “Lions Educação”. A distinção se estendia à esposa Geny Rotta. A distinção tinha o objetivo de reconhecer o desempenho e amor pela área educacional.
Como criador do prêmio, Arruda explicou o objetivo do título. “Percebíamos que os mestres se aposentavam e não recebiam o reconhecimento necessário. Era uma injustiça com os minigênios” - adjetivo usado por Arruda ao se referir aos professores.
Jovens discutem o futuro da agricultura Jovens moradores de oito comunidades rurais de Santa Clara do Sul reuniam-se para discutir o futuro da agricultura. O encontro contou com a presença de representantes da
Emater/RS-Ascar, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e da Administração Municipal. Entre os temas abordados estava a dificuldade de subsistência. Filhos de agricultores se reuniam para debater a sucessão rural
Santo Eduardo o Confessor
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Terça-feira, 13 de outubro de 2026
MAURO FALCÃO
ARTIGO
Advogado e escritor
Quem controla o teu medo controla o teu voto
O
escrutínio das urnas trouxe mais do que uma escolha política: revelou o resultado de uma intensa disputa de emoções. Indiferente do campo ideológico, os discursos que prevaleceram foram aqueles que rugiram mais alto, operando através do mecanismo mais primordial do psiquismo humano: o medo. Para compreender as dinâmicas sociais contemporâneas, é preciso encarar uma verdade desconfortável: não somos seres puramente racionais que sentem, mas seres emocionais que pensam. Na arquitetura cerebral, o medo não é uma escolha, é uma resposta de sobrevivência. Diante de uma ameaça — real ou imaginada, circuitos cerebrais assumem o controle, ativando respostas de “luta ou fuga”. Esse sequestro emocional reduz drasticamente a capacidade de reflexão, afunilando a visão de mundo em termos maniqueístas: nós contra eles, a segurança contra a ruína. Sob pressão, podemos privilegiar informações que confirmam nossas crenças e rejeitar evidências que desafiam aquilo em que já acreditamos. O medo, portanto, não precisa eliminar a razão para influenciar uma escolha. Basta ocupar espaço suficiente para que a razão passe a trabalhar a seu serviço. Nesse cenário, o instinto de sobrevivência atravessa e molda nossas escolhas. A evolução humana demonstra que aquele que não procurou o escudo coletivo dificilmente conseguiu sobreviver à selva. O pertencimento ao grupo oferecia proteção; o isolamento significava a morte. No entanto, o que serviu para nos proteger na pré-história tornou-se a maior armadilha da era moderna. Na sociedade contemporânea, o fator tecnológico das redes sociais catalisa e amplia essa vulnerabilidade. Algoritmos desenhados para capturar a atenção priorizam conteúdos de alto teor emocional — e nenhum afeto engaja mais rápido do que a neofobia e o pânico moral. A tecnologia atua como uma câmara de eco que propaga uma avalanche de perturbações, transformando o medo em um ativo político altamente lucrativo e manipulável.
ARTIGO
Ambos os lados da disputa utilizam gatilhos mentais semelhantes: o viés de confirmação, a aversão à perda e o pânico do inimigo comum. É nesse ponto que a filosofia resgata a nossa humanidade. Como alertavam os estoicos, em especial Marco Aurélio e Sêneca, a verdadeira liberdade não consiste em controlar o mundo externo, mas em dominar as próprias reações internas. Ser evoluído significa manter-se firme diante das tempestades, exercendo a ataraxia — a serenidade da alma, mesmo que estejamos sós diante da maioria engolida pelo pânico coletivo. A história também nos ensina que o verdadeiro líder não é aquele que se alimenta da histeria ou que oferece ilusões de proteção em troca da submissão da consciência. O líder autêntico fornece o exemplo a ser seguido e desencadeia resistências racionais contra a manipulação. A grande lição que as urnas nos deixam supera qualquer resultado eleitoral: enquanto permitirmos que nossas decisões sejam pautadas pelo medo, seremos meros reativos no jogo daqueles que dominam a arte de nos assustar. Superar essa armadilha exige desarmar as defesas instintivas e resgatar o pensamento crítico. Afinal, a verdadeira coragem da maturidade democrática não é combater o medo com a raiva, mas enfrentá-lo com a razão.
Escritora e terapeuta integrativa
O lugar que a infância ocupa em nós
U O líder autêntico fornece o exemplo a ser seguido e desencadeia resistências racionais contra a manipulação”
TAS CAMPOS CORRÊA
m dia depois do Dia das Crianças, compartilho com os leitores do Grupo A Hora aquilo que me move como escritora: as histórias, as pessoas e essa necessidade tão humana de sermos reconhecidos sem precisarmos deixar de ser quem somos. Sou Tas. Muitas crianças me chamam de Dona Rosa. Conto histórias, mas aprendi que, enquanto escutam, elas também nos contam as suas — mesmo quando não dizem uma palavra. Encontro nos projetos LEIA e Educame, do jornal, algo que também cultivo: o desejo de aproximar crianças dos livros, da descoberta e do cuidado com tudo o que vive. Ontem foi Dia das Crianças. Hoje, quero falar do que permanece quando a infância acaba. Há uma criança morando em cada adulto. Às vezes, aparece numa lembrança feliz. Outras, no medo de incomodar, no esforço para agradar, na sensação antiga de estar sobrando. Mudamos de casa, de cidade, de idade. Mas certas perguntas atravessam o tempo conosco: alguém percebe quando chego? Posso ser quem sou aqui? Se eu me calar, ainda vão me enxergar? As crianças perguntam de outro jeito. Puxam nossa roupa para mostrar um desenho. Pedem mais uma história. Querem saber se amanhã poderão voltar. E nós, tão ocupados em lhes ensinar o mundo, por vezes esquecemos que também estamos ensinando como o mundo as receberá. Uma criança pode esquecer o brinquedo que ganhou, mas guardar por décadas a lembrança de alguém que se sentou ao seu lado e, sem olhar o relógio, a escutou. Quando conto histórias, vejo crianças que se aproximam correndo e outras que permanecem na beira da roda. Algumas precisam falar; outras, primeiro, precisam confiar que o silêncio também tem lugar. Foi pensando nisso que nasceu o jardim das histórias de
Dona Rosa. Não apenas para plantar sementes, mas para que ninguém tivesse de florescer antes da hora, pedir licença para existir ou se parecer com outra flor para merecer a luz. E penso em quantos adultos ainda atravessam a vida à procura de um jardim assim. A infância fica guardada onde menos esperamos. Num cheiro de terra molhada, numa voz, numa fotografia esquecida. Até que abrimos uma gaveta procurando qualquer coisa e encontramos uma época inteira. Quero que as crianças de hoje possam, quando a vida pesar, voltar por dentro a algum lugar onde foram vistas sem precisar provar nada. Um lugar pequeno o bastante para caber numa lembrança e grande o bastante para acolher quem se tornaram. E que, quando abrirem as gavetas da memória, não encontrem apenas brinquedos e fotografias. Encontrem a certeza de que, um dia, houve um lugar no mundo onde puderam ser exatamente quem eram.
Há uma criança morando em cada adulto. Às vezes, aparece numa lembrança feliz. Outras, no medo de incomodar, no esforço para agradar, na sensação antiga de estar sobrando”
Terça-feira, 13 de outubro de 2026 Fechamento da edição: 18h
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