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A Hora – 12 e 13/09/2026

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ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR Fim de semana, 12 e 13 de setembro de 2026 | Ano 25 - Nº 4180 | R$ 5,00 (dia útil) R$ 9,00 (fim de semana)

Como crescer de forma ordenada

FELIPE NEITZKE

CULTURA GAÚCHA

Região celebra tradicionalismo

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PENSAR CIDADES

Projeto voltado para o núcleo urbano do bairro São Cristóvão será apresentado terça-feira. Comitê com moradores, profissionais e empresários terá o desafio de ajudar na busca de soluções para setores diversos.

OPINIÃO | RODRIGO MARTINI

OPINIÃO | HENRIQUE PEDERSINI

Não transfira o poder de escolha do voto

Estremecimentos na câmara de Lajeado

Abstenção cresce há duas décadas e amplia o alerta sobre o afastamento dos eleitores das urnas em 2026.

Mudanças nas alianças e divergências nas próprias bancadas redesenham cenário político no Legislativo.

Monumentos criam novos eixos turísticos Impulsionado após a inauguração do Cristo Protetor, em Encantado, em 2025, movimento é aposta do Vale do Taquari para atrair visitantes e fomentar o mercado. Turismo religioso e tradicionalismo estão entre os destaques FOTOS: DIVULGAÇÃO

A Semana Farroupilha começa com programação cultural em municípios do Vale. Lajeado, Teutônia, Estrela e Taquari estão entre os destaques, com shows, música, tradição e atividades para o público. PÁ G I N A | 8

EMPRESAS FAMILIARES

Gerações moldam futuro dos negócios No Vale, empreendimentos enfrentam o desafio da sucessão entre gerações. Planejamento, comunicação e preparo dos sucessores são apontados como fatores para garantir continuidade. PÁ G I N A | 14

Em Venâncio Aires, novo projeto turístico ganha forma. Cuia Gigante integra complexo ligado à identidade do chimarrão, com monumento, mirante, gastronomia, hospedagem e lazer.

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Fim de semana, 12 e 13 de setembro de 2026

E D I TO R I A L

A B R E A S PA S

O futuro urbano sem improviso

S

ão Cristóvão oferece a Lajeado a oportunidade de crescer de forma ordenada. O bairro se desenvolve, verticaliza, atrai empresas e concentra serviços de alcance regional. Produz riqueza, aproxima moradia e trabalho. Com empresas e equipamentos que recebem pessoas de toda a região, o núcleo formado com Universitário e Verdes Vales já funciona como uma cidade dentro da cidade. Tratar esse território como simples prolongamento do Centro significa desconhecer a realidade.

O Pensar Cidade Nova parte dessa necessidade. Por meio da contribuição de moradores, profissionais e empresários, cria-se um fórum para converter diagnósticos em propostas”. Mobilidade, nesse caso, não cabe apenas na contagem de automóveis. Inclui calçadas, acessibilidade, transporte coletivo, ciclovias, estacionamento e segurança nas travessias. Uma intervenção isolada pode aliviar determinado cruzamento e transferir o congestionamento para a quadra seguinte. As respostas precisam formar uma rede compatível com o crescimento projetado para os próximos anos. O Pensar Cidade Nova parte dessa necessidade. Por meio da contribuição de moradores, profissionais e empresários, cria-se um fórum para converter diagnósticos em propostas. Filiado à

Fundado em 1º de julho de 2002 Vale do Taquari - Lajeado - RS

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Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. Impressão Zero Hora Gráfica

Diretor Executivo: Adair Weiss Diretor Editorial e de Produtos: Fernando Weiss

“Não existe coisa melhor do que acordar com vontade de vir trabalhar” LAUTENIR JUNIOR

Há décadas na Cooperativa Certel, Wilfrid Dannebrock acompanhou a transformação da cooperativa, desde a emissão de contas de energia em máquinas de datilografia à rotina marcada por celulares, internet e novas ferramentas. Para ele, a permanência na empresa é resultado de identificação com o trabalho e das relações construídas Lautenir Junior

lautenir@grupoahora.net.br

Como começou sua trajetória na Certel?

Entrei na Certel em dezembro de 1986, no setor de faturamento de energia. Naquela época, para trabalhar no setor era necessário ter curso de datilografia, porque as contas de luz eram emitidas em máquinas de escrever. Foi meu primeiro contato com a cooperativa e, a partir dali, fui construindo minha trajetória profissional.

O que mais mudou nesses anos? Sem dúvida, a tecnologia. Quando comecei, tínhamos aqueles computadores grandes e muitos processos eram feitos manualmente. Depois vieram os computadores mais modernos, os celulares e a internet. Isso mudou completamente a forma de trabalhar. Hoje temos praticamente tudo na palma da mão. Muitas coisas que antes exigiam tempo e diferentes formas de comunicação passaram a ser resolvidas de maneira muito mais rápida.

Depois de tantos anos, o que faz você continuar gostando do trabalho? Eu gosto muito do que faço e me identifico com a empresa. Para mim, não existe coisa melhor do que acordar com vontade de vir trabalhar. Sempre tive essa satisfação. Acredito que isso também tem relação com a possibilidade de crescer profissionalmente, aprender e alcançar os objetivos sem precisar atropelar ninguém.

Como é trabalhar com pessoas de diferentes gerações?

Para mim, é uma convivência tranquila. Acho que isso também depende muito da maneira como cada um encara as relações. Procuro dar autonomia para as novas gerações, porque elas têm muito a contribuir. Eu posso passar um pouco da experiência que adquiri ao longo dos anos, mas também aprendo muito com os mais jovens, principalmente quando falamos de tecnologia e das novas formas de trabalhar.

A idade pode ser uma barreira dentro da empresa? Não deveria. Quando existe respeito, a idade deixa de ser uma barreira. Cada geração tem características e

conhecimentos diferentes. O importante é entender que existe um objetivo comum. Todos acordamos e viemos trabalhar para fazer o nosso melhor e contribuir com a empresa. Se houver respeito, essa diferença de idade passa a ser uma oportunidade de aprendizado, não um problema.

Olhando para trás, como avalia sua trajetória?

Foi uma evolução gradual e tranquila. Fui alcançando meus objetivos ao longo do tempo, sempre procurando fazer meu trabalho da melhor maneira possível. Tive oportunidades, aprendi com as pessoas e também acompanhei muitas mudanças. O mais importante é olhar para trás e perceber que construí uma história da qual tenho orgulho.

O que representa a Certel depois de tantos anos?

É uma empresa com a qual tenho identificação. Passei por diferentes momentos, acompanhei mudanças importantes e convivi com muitas pessoas. A tecnologia transformou o trabalho, mas algumas coisas continuam fundamentais: gostar do que se faz, respeitar as pessoas e ter disposição para aprender todos os dias.


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Fim de semana, 12 e 13 de setembro de 2026

TIRO

rodrigomartini@grupoahora.net.br

RODRIGO MARTINI ELEIÇÕES 2026

Não deixe para depois. Não terceirize responsabilidades. Não deixe de votar em outubro

- Prefeita de Estrela, Carine Schwingel (União Brasil) abriu publicamente o voto no Instagram. Ela apoia os candidatos a deputado estadual, Dirceu Franciscon (União Brasil), e a deputado federal, Luiz Carlos Busato (União Brasil). Ambos são de fora do Vale do Taquari. - Ainda sobre a primeira prefeita na história de Estrela, já se comenta nos bastidores a possibilidade dela concorrer a deputada estadual em 2030. É cedo, eu sei. Mas Carine Schwingel não costuma “pensar pequeno”. E o Vale do Taquari nunca elegeu uma deputada. - Em Teutônia, a vereadora Neide Schawarz (PSDB) mudou o nome dela nas urnas. Candidata a deputada estadual, ela trocou “Neide Protetora” por “Neide de Teutônia”. - Lajeado possui mais de mil migrantes no Cadastro Único. Em abril, eram 1.323 de 668 famílias oriundas de 38 países. A maioria é formada por haitianos (580), venezuelanos (289), angolanos (93), cubanos (66) e argentinos (55). E, entre as 668 famílias, 275 moram no centro da cidade. - Há quem diga que o governador vai republicar o edital de concessão do bloco 2 logo após a eleição. Ou seja, a possibilidade do governo estadual aplicar aqueles R$ 1,5 bilhão do Funrigs diretamente na duplicação das nossas rodovias não passou mesmo de um “sonho de uma noite de verão”. Enquanto isso, seguimos com os velhos pedágios em Encantado e Cruzeiro do Sul... - Nessa sexta-feira, a suplente de vereadora em Lajeado, Luiza Bassegio (PT), discursou em nome da juventude do partido durante encontro com Lula, em Porto Alegre. A jovem compartilhou o palanque com o presidente e candidato à reeleição.

E a polarização?

O

possível aumento da abstenção é uma incômoda e consistente tendência às eleições de 2026. Tem sido assim nas últimas duas décadas. De acordo com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o percentual de eleitores ausentes no primeiro turno cresce de forma contínua desde 2006 e atingiu índice pra lá de preocupante em 2022, quando um quinto do total de eleitores não votou. E a realidade também é pra lá de inquietante no Vale do Taquari. Em âmbito nacional, a série histórica revela o avanço linear da abstenção. Em 2006, foi 16,75%. Em 2010, 18,12%. Quatro anos depois atingiu 19,39%, e alcançou 20,33% em 2018. No último pleito, que

registrou uma acirrada disputa entre Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL), o maior índice: 20,95%. Em números absolutos, isso significa que o contingente de ausentes aumentou de 21 milhões para 33 milhões de eleitores em 2022. E a vitória do petista foi por pouco mais de dois milhões de votos. No Vale do Taquari, o índice de abstenção ficou em 16,24% no primeiro turno das eleições gerais de 2022. No segundo turno, e já sem a necessidade de votos para deputado, um leve aumento: 17,09% de ausentes. Isso significa, na média, a ausência de quase 50 mil eleitores – à época, o Vale possuía 292,1 mil eleitores aptos. A título de comparação, e levando em conta a matemática contemporânea de muitos partidos, são votos

suficientes para eleger – alguns com certa folga – ao menos um deputado estadual. Resumindo, perdemos pra nós mesmos. A partir deste fim de semana, só restam três semanas até o aguardado dia do pleito. Até lá, a missão cidadã de candidatos (as) e partidos é compreender as diferentes razões das abstenções e tentar, sob risco de um novo fracasso, mitigar as dificuldades naturais e reverter o desinteresse, o desalento e a descrença na política. Aliás, é isso que muitos agentes públicos e privados já fazem com gosto e disposição em países muito mais desenvolvidos que o nosso – como exemplo, os Estados Unidos. Mas aqui ainda sentamos em cima das regras e acreditamos na efetividade do voto obrigatório.

Se a onda continuar... A abstenção no Brasil pode atingir índices ainda mais dolorosos em 2026. Especialistas apontam que, se a onda das últimas duas décadas continuar, os ausentes podem superar a marca de 35 milhões em outubro, em um universo de 158 milhões de brasileiros aptos a votar. E o mais instigante: a maioria das campanhas não apresenta planos para mudar a postura dos eleitores. Aliás, pouco se fala nos votos dos adolescentes e, também, de quem mora no exterior.

Há quem diga que a polarização vai reduzir a abstenção no pleito nacional deste ano. Para isso, sugerem especialistas, a disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) precisa se firmar como um “referendo” entre “continuidade e mudança” no ciclo político nacional. Se isso emplacar, dizem por aí, o resultado pode ser um engajamento maior dos eleitores. Por outro lado, o tal “referendo”

não funcionou em 2022, mesmo com Jair Bolsonaro (PL) ainda no páreo. E há teses para isso, também. Apesar de muitos perceberem que poucos votos podem definir uma disputa polarizada, já é considerável o número de eleitores que sofrem de uma certa fadiga. São os “moderados”. Eles estão cansados de tanta briga e dispostos a ignorar as curtas opções.

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Outra curiosidade. No pleito nacional de 2022, o atual presidente Lula (PT) venceu com pouco mais de 60 milhões de votos. Na mesma eleição, 32 milhões de brasileiros (ou mais da metade do total de votos conquistados pelo petista) simplesmente não foram às urnas. É curioso, não?

TURISMO REGIONAL

Trem dos Vales voltará a operar em 2026 Os trabalhos de recuperação do trajeto da Ferrovia do Trigo entre Muçum e Vespasiano Corrêa seguem em ritmo constante. Atualmente o trabalho está concentrado no km 21+500. Nesta fase, a dormentação (colocação dos dormentes) alcança 45% de conclusão, enquanto os serviços de contenção de barreiras e roçada já atingem 70%. Quanto aos prazos, informa a Amturvales e a Associação Brasi-

leira de Preservação Ferroviária, os principais responsáveis pelas obras de recuperação custeadas pelo governo estadual, a previsão é de que a frente de trabalho com os maquinários chegue ao Viaduto 13 (o popular V-13, em Vespasiano Corrêa) ainda no fim de setembro. E a conclusão integral da obra está prevista para novembro. Ou seja, teremos o retorno do Trem dos Vales em 2026.


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vinibilhar@grupoahora.net.br

VINI BILHAR

F

Negócios em Pauta na Empresa

abiane Stuermer Korte assumiu a unidade de Lajeado da Wizard em 2026. Seguindo a tradição de mais de 25 anos em Teutônia, a professora e empresária traz toda a expertise de uma das mais conhecidas escolas de idiomas do mundo. Conversamos com Fabi na sede da Wizard, em Lajeado.

percebendo uma procura significativa pelo ensino de idiomas.

Acompanhe a íntegra da entrevista no QR Code abaixo.

O inglês segue sendo o curso mais procurado? E o segundo? Fabiane - Sim, o inglês continua sendo o mais procurado e valorizado. Em segundo lugar, o espanhol.

Avalie os primeiros meses da operação Lajeado? Fabiane - Muito positivo. Estamos construindo relacionamentos, conhecendo a comunidade e

Indicadores

Qual a relação de um segundo idioma com o mercado de trabalho? Fabiane - Um segundo idioma abre portas, amplia as oportunidades e pode ser um grande diferencial profissional.

Qual a faixa etária que mais procura a escola? Fabiane - Temos uma procura bastante diversificada, mas percebemos cada vez mais famílias buscando o aprendizado desde a infância. Três fatores para quem quer aprender um segundo idioma.

CARMEN DRESCH/DIVULGAÇÃO

Dólar: R$ 5,12 | Ibovespa: 187.206,89

Fabiane - Oportunidade, constância e confiança. Oportunidade para crescer, constância para aprender e confiança para se comunicar.

Arabesco realiza Senses 2026 com foco em design e experiências A Arabesco Acabamentos promove, nos dias 15 e 16 de setembro, a 3ª edição do Senses – The Living Design, reunindo profissionais, clientes e parceiros em uma proposta imersiva que conecta arquitetura, design, inovação e estilo de vida. O evento aposta na biofilia e na experiência sensorial como forma de aproximar marcas e tendências do setor. Conforme a empresária Carmen Dresch, a programação inicia no dia 15, às 8h30, com o Senses Experience, que inclui circuito de fornecedores, conteúdos inspiracionais e apresentação de novidades. À noite, ocorre o The Living Design, desfile conceitual aberto ao público. No dia 16, das 10h às 22h, o Senses Opportunity promove conexões entre indústria e mercado, com oportunidades de negócios e condições especiais, que reforçam o posicionamento da marca.

Persch Imóveis cinco anos: relação com cliente se torna mais consultiva A Persch Imóveis completa cinco anos de atuação em Lajeado destacando a transformação do mercado local, cada vez mais dinâmico e qualificado. Segundo o diretor Paulo Persch, o avanço de empreendimentos verticais e projetos com melhor infraestrutura reflete a mudança no perfil dos lançamentos, com maior exigência por localização, área privativa, qualidade construtiva, garagem, elevador e lazer. Bairros como Conventos ganham protagonismo, concentrando novos loteamentos e o maior volume de licenças de construção em 2026. Já o Universitário se mantém atrativo pela proximidade com a Univates, impulsionando a demanda por

moradia e investimentos, reflete o empresário. Segundo o gerente de vendas, Everton Eckhardt, outro destaque é a mudança no comportamento do consumidor, que chega mais informado, compara opções e negocia com maior preparo. Nesse cenário, o papel do corretor evolui para uma atuação mais consultiva, baseada em orientação, confiança e análise de oportunidades. Além de Paulo e Everton, a equipe Persch Imóveis ainda conta com os corretores Alessandro Adams e Tabita Bitdinger. A equipe recebe clientes e amigos dia 16, das 10h às 19h para comemoração dos cinco anos.


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São Cristóvão cresce e exige novos olhares Com mais de 2,1 mil empresas e polo da construção civil e de serviços, bairro consolida importância no desenvolvimento urbano, mas carece de conexões, mais áreas de lazer e regras para o uso dos espaços públicos. Projeto do Grupo A Hora reúne moradores e especialistas para antecipar respostas sobre mobilidade, convivência e segurança

GUSTAVO LUCCHESE DIRETOR DA LYALL CONSTRUTORA

Só vamos conseguir fazer o bairro crescer e se desenvolver se pensarmos como coletivo, e não pelo interesse individual. Quem vive aqui conhece os problemas e pode ajudar a propor soluções.”

Filipe Faleiro

filipe@grupoahora.net.br

LAJEADO

O

crescimento residencial, comercial e de serviços transforma o São Cristóvão e amplia a pressão sobre acessos, calçadas, trânsito e espaços públicos, sobretudo no eixo das avenidas Senador Alberto Pasqualini e Piraí. A expansão também altera a relação com os bairros Universitário e Verdes Vales. Os três formam um núcleo urbano separado da área central pela BR-386. Para reunir os desafios e buscar soluções, o Grupo A Hora lança

na terça-feira, 15 de setembro, às 19h, mais uma etapa do “Pensar Cidades”. Batizado de “Pensar Cidade Nova”, o movimento acompanhará durante 12 meses o núcleo do São Cristóvão e as áreas próximas. Um comitê formado por moradores, empresários e profissionais de diferentes setores produzirá diagnósticos e encaminhará propostas ao poder público. O Censo de 2022 registra 6,7 mil moradores em uma área de 1,97 quilômetro quadrado. Desde então, novos prédios aumentaram a oferta de moradias. A atividade econômica acompanha essa expansão. Em julho, o bairro somava 2.190

Núcleo em expansão

empresas ativas. No entorno estão a Univates, o Shopping Lajeado, os complexos da Unimed e do Sicredi, a futura Central de Polícia, escolas, supermercados, restaurantes, ginásios e edifícios empresariais. A escolha do São Cristóvão como ponto de partida considera a velocidade das mudanças. “Essa aceleração gera gargalos urbanos e de trânsito que ainda não eram debatidos de forma preventiva”, afirma o diretor-executivo do Grupo A Hora, Adair Weiss. Além das questões de infraestrutura, Weiss aponta um vácuo de representação capaz de reunir as pautas da comunidade. “Uma das diretrizes do Grupo A

Hora é atuar no desenvolvimento das comunidades onde está inserido. O Pensar Cidades busca estimular o conceito de cidades inteligentes por meio da participação social.” Parceira no projeto, a Lyall Construtora está há 13 anos no bairro. Mantém edifícios entregues ou em construção no entorno da avenida Piraí. Para o diretor Gustavo Lucchese, o mercado imobiliário precisa ir além das entregas de empreendimentos. “Quando fomos provocados, entendemos que temos uma responsabilidade social com o bairro. O crescimento virá, querendo ou não. Precisamos recebê-lo de forma ordenada”, sustenta. Lucchese considera que a diversidade do comitê permitirá confrontar diferentes interesses. “Só vamos conseguir fazer o bairro crescer e se desenvolver se pensarmos como coletivo, e não pelo interesse individual. Quem vive aqui conhece os problemas e pode ajudar a propor soluções.”

Centralidade dividida

Além do São Cristóvão, bairros Universitário, Carneiros e Alto do Parque se desenvolvem em região separada da área central pela 386. Esse crescimento, no entanto, amplia pressão sobre acessos, calçadas, trânsito e espaços públicos

A arquiteta e urbanista Camila Mirapalhete, da Tartan Arquitetura e Urbanismo, parte da posição geográfica para explicar por que esse núcleo se desenvolveu de forma própria. “A rodovia criou pouca interação ao longo dos anos. É como se essa região estivesse separada da cidade. Hoje ainda temos apenas

CAMILA MIRAPALHETE TARTAN ARQUITETURA E URBANISMO

Falta o comércio, com lojas, fachadas e vitrines que estimulem as pessoas a caminhar. Isso faz parte da vida e da dinâmica de uma cidade. Também é preciso estimular o transporte público, para que haja mais acesso ao bairro.”

duas ligações com o outro lado”, analisa. Para ela, a transformação ganhou força há cerca de duas décadas, com a expansão do campus da Univates. Depois, a reorganização da avenida Piraí abriu espaço para edifícios residenciais, sedes empresariais, serviços de saúde e novos locais de convivência. Embora concentre serviços, Camila considera incompleta a relação do bairro com a rua. “Falta o comércio, com lojas, fachadas e vitrines que estimulem as pessoas a caminhar. Isso faz parte da vida e da dinâmica de uma cidade. Também é preciso estimular o


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Fim de semana, 12 e 13 de setembro de 2026

FOTOS: FELIPE NEITZKE

Detalhes ADAIR WEISS DIRETOR-EXECUTIVO DO GRUPO A HORA

Uma das diretrizes do Grupo A Hora é atuar no desenvolvimento das comunidades onde está inserido. O Pensar Cidades busca estimular o conceito de cidades inteligentes por meio da participação social.”

Para ele, o projeto deve transformar essas constatações em planejamento. “Precisamos imaginar onde queremos estar e como queremos conviver neste espaço daqui a cinco ou dez anos. Se não pararmos agora para pensar a partir dos dados que já temos, não conseguiremos projetar soluções para a dinâmica do bairro.”

Desafios e potenciais

EDSON WIETHÖLTER DIRETOR DO GA

Precisamos imaginar onde queremos estar e como queremos conviver neste espaço daqui a cinco ou dez anos. Se não pararmos agora para pensar, não conseguiremos projetar soluções para a dinâmica do bairro.”

transporte público, para que haja mais acesso ao bairro”, observa.

Papel do conselho O sistema viário que atende esse novo polo foi desenhado antes da maior parte da ocupação atual. “Temos um planejamento de 2005 e 2010 que já não dá mais conta do que existe. A região vai continuar crescendo. Agora precisamos criar planos e perguntar: que tamanho terá nossa cidade?”, afirma Lucchese. Entre aquele desenho viário e a realidade atual, o bairro verticalizou, recebeu equipamentos

de alcance regional e multiplicou destinos diários sem ampliar na mesma proporção as conexões com o restante da cidade. Na avaliação do empresário, o conselho do Pensar será importante para enumerar quais os desafios, as potencialidades e como encontrar respostas. “Manter um grupo para debater os problemas aproxima a própria comunidade do que se espera para o bairro e proximidades. Acredito que poderemos mitigar problemas, sugerir mudanças e corrigir rumos.” De acordo com Gustavo Lucchese, o fórum também discutirá uma nova ligação entre Florestal e São Cristóvão, o estacionamento rotativo e intervenções de sinalização ainda pendentes. Entre as instituições, o Colégio Gustavo Adolfo (GA) ajuda a dimensionar o alcance regional do bairro. Segundo o diretor Edson Wiethölter, 15% dos estudantes vivem fora de Lajeado. O movimento diário dessas famílias se soma aos deslocamentos gerados por empresas, serviços e outros equipamentos do São Cristóvão. “Hoje temos quatro acessos principais, mas dois são centrais nessa conexão. Nos horários de pico, há dificuldade para chegar ao bairro. É uma preocupação que precisa ser resolvida no médio e no longo prazo, e precisamos começar a pensar hoje.” Wiethölter também inclui entre as demandas imediatas as calçadas, barreiras à acessibilidade e a escassez de estacionamentos.

O arquiteto, urbanista e professor da Univates, Augusto Alves, considera que o estágio atual da expansão ainda permite antecipar parte das dificuldades. “Olhar para o bairro agora permite debater ações antes dos problemas. Alguns já existem, mas, como o processo ainda está em evolução, podemos sugerir melhorias.” Alves divide as prioridades em três grupos: mobilidade, áreas verdes e uso dos espaços públicos. No primeiro estão os deslocamentos de motoristas, pedestres e ciclistas. Calçadas desniveladas, trechos sem padrão

São Cristóvão em números

Pensar Cidade Nova

6.734 moradores

Primeiro ciclo Duração de 12 meses, com foco no São Cristóvão, na avenida Piraí e nas conexões com os bairros próximos

POPULAÇÃO REGISTRADA PELO CENSO DE 2022

1,97 km² área do bairro

Lançamento Terça-feira, 15 de setembro, às 19h

3.409,94 habitantes por km²

Realização Grupo A Hora

2.190 empresas

Apresentação Lyall Construtora

Densidade demográfica em 2022

Registros ativos em julho de 2026

e travessias extensas reduzem a segurança e dificultam a circulação de crianças, idosos e pessoas com deficiência. “É difícil caminhar no bairro, em especial atravessar a avenida Senador Alberto Pasqualini”, complementa. Nas áreas verdes, Alves estabelece um contraste entre a expansão imobiliária e a oferta de locais de encontro. “Temos a praça da Lyall, que é um lugar muito bonito. Mas quais são os outros? Faltam espaços mais para dentro do bairro.” O terceiro ponto envolve o uso coletivo de ruas e praças. Moradores relatam som alto, algazarra e lixo, sobretudo nos fins de semana. Alves defende campanhas educativas e presença do poder público. Como pontos positivos, o próprio crescimento do bairro, a localização e proximidade do centro. Adiciona ainda a consolidação do setor residencial. “É um bairro bem estruturado, seguro e que proporciona bemestar social.” A transferência da Central de Polícia acrescentará outro fluxo ao

Participação Comitê com profissionais e representantes das áreas de arquitetura, engenharia, segurança, saúde, educação, comércio, transporte, crédito e comunidade Objetivo Produzir diagnósticos, ampliar a participação dos moradores e encaminhar diretrizes ao governo municipal, à câmara de vereadores e às entidades locais

São Cristóvão e levará a estrutura regional da Polícia Civil para o bairro. Integrante do comitê, o delegado Juliano Stobbe levará ao debate a experiência de 16 anos em Lajeado. “Além de agente da segurança pública, sou cidadão. Com a Central de Polícia naquela região, precisamos pensar o sistema de segurança como um todo e de acordo com aquilo que o bairro passa a exigir.” Esse planejamento, afirma, não se limita à presença policial. “A comunidade precisa ajudar a compreender os problemas e a buscar respostas.”


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PROGRAMAÇÃO ESPECIAL

Mês farroupilha valoriza cultura gaúcha pelas cidades da região Cerca de 20 municípios promovem eventos voltados ao tradicionalismo ao longo de setembro Jhon Willian Tedeschi jhon@grupoahora.net.br

VALE DO TAQUARI

O

fim de semana marca o início das maiores programações tradicionalistas no Vale do Taquari. Entre atrações consolidadas ao longo das décadas e as que estão em constante crescimento, a proposta de celebrar a cultura fica evidenciada ao longo dos próximos dias. Dos principais movimentos registrados, destacam-se os mais antigos da região em Taquari e Pouso Novo, na 47ª e 46ª edição, respectivamente, e os ascendentes em Lajeado, Teutônia e Estrela, todos com 10 edições ou menos. Nos dois principais municípios da região, os eventos começaram na sexta-feira, 11. Os primeiros shows em Lajeado se distribuem antes da abertura oficial, que ocorre no domingo pela manhã, no Parque Professor Theobaldo Dick, com o acendimento da Chama Crioula. Em Estrela, a novidade é a instalação de 20 piquetes no espaço do Parque Princesa do Vale, com participação ativa dos dois CTGs da cidade, Estrela do Rio Grande e Raça Gaudéria. A proposta da edição é manter atividades ininterruptas durante os 10 dias de evento. As comemorações em Taquari

DIVULGAÇÃO

iniciam no domingo, 13, com a abertura oficial às 18h, no CTG Pelego Branco. O município tem a Semana Farroupilha mais antiga na região e chega à 47ª edição em 2026. A programação terá, entre outras atividades, o 2º Encontro de Gaiteiros, o Encontro de Música Nativista e Gaúcha, além do desfile no 20 de setembro. Ocorre uma homenagem a pessoas que iniciaram o movimento tradicionalista na cidade. Ao todo, nove personalidades que integraram o CTG Pelego Branco, e os piquetes Capitão Rodrigo, David Canabarro e Andarilho dos Pampas. “As ações integram diferentes gerações e reforçam a importância da preservação da cultura gaúcha entre crianças, jovens e adultos”, destaca o supervisor de Turismo, Márcio Rodrigues.

Crescimento em evidência Já em Teutônia, o Acampamento Farroupilha está na 10ª edição e promete entregar a maior programação da história. A abertura ocorre no sábado, 12, com shows em nível estadual e um número recorde de participantes no Pavilhão Multiuso do Centro Administrativo Municipal. Ao todo, 35 piquetes ocupam o espaço – oito a mais que no ano passado – e com a expectativa de um grande público ao longo dos oito dias. A secretária de Juventude, Cultura, Esporte e Lazer do município, Vanessa Carniel, destaca o recente crescimento dos festejos. “Nos últimos anos, o evento cresceu

Programação em Lajeado ocorre no Parque Professor Theobaldo Dick e segue até o próximo dia 20

significativamente, tanto em estrutura quanto em público e envolvimento dos tradicionalistas, consolidando-se como um dos grandes momentos do calendário cultural do município.”

Programações Parte dos municípios com programação iniciaram as atividades no começo de setembro. Vespasiano Corrêa abriu o evento no dia 4, enquanto Bom Retiro do Sul e Relvado começaram os festejos no feriado do dia 7. Na sexta-feira, 11, foi a vez de Encantado, Paverama e Progresso darem início às comemorações.

Semana Farroupilha no Vale Bom Retiro do Sul – de 7 a 27/9, no CTG Querência da Amizade Capitão – de 18 a 20/9, na Praça Municipal Cruzeiro do Sul – de 13 a 20/9, no Parque Poliesportivo Encantado – de 11 a 20/9, no Parque João Batista Marchese Estrela – de 11 a 20/9, no Parque Princesa do Vale Forquetinha – de 16 a 20/9, junto à praça do Loteamento Troller Lajeado – de 11 a 20/9, no Parque dos Dick Mato Leitão – de 14 a 24/9, em vários pontos da cidade Muçum – em 20/9, na Praça Cristóvão Colombo Paverama – de 11 a 20/9, no

Loteamento Morada Bonita Pouso Novo – de 12 a 19/9, no CTG Tropilhas da Serra Progresso – de 11 a 20/9, na rua Frei Constantino Relvado – de 7 a 20/9, no CTG Porteira da Amizade Santa Clara do Sul – de 14 a 20/9, ao lado do Ginásio Municipal Taquari – de 13 a 20/9, no CTG Pelego Branco Teutônia – de 12 a 20/9, no Centro Administrativo Municipal Travesseiro – de 14 a 20/9, em vários pontos da cidade Vespasiano Corrêa – de 4 a 13/9, no Galpão do Seu Chico Westfália – dias 12 e 13/9, no CTG Querência Westfaliana


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MONUMENTOS PELOS VALES

Novo marco turístico surge com cuia gigante

EM NÚMEROS

25 m de altura 35 hectares de área total do complexo

22 municípios avistados

20 mil visitantes por mês é a estimativa

Complexo de 35 hectares a 450 metros de altitude, “Ponto do Chimarrão” terá mirante com piso de vidro na bomba e atrativos de ecoturismo

MARCOS HÜTTMANN SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, TRABALHO E TURISMO

Ezequiel Neitzke

ezequiel@grupoahora.net.br

Diogo Fedrizzi

diogo@grupoahora.net.br

VALE DO TAQUARI

A

Região dos Vales se prepara para receber um novo símbolo monumental. Em Venâncio Aires, a Capital Nacional do Chimarrão, avança a construção do empreendimento turístico Ponto do Chimarrão. O destaque do projeto é uma cuia gigante de 25 metros de altura, que promete se consolidar como um dos principais atrativos do Rio Grande do Sul. Localizado em um ponto estratégico a 450 metros de altitude em relação ao nível do mar e 420 metros acima do centro urbano do município, o local oferece uma visão panorâmica privilegiada. Do topo da área, é possível avistar 22 municípios e 11 cidades da região, alcançando até 120 quilômetros de alcance visual em linha reta.

Estrutura e atrativos em 35 hectares O complexo ocupa 35 hectares, dos quais 34 são destinados à preservação de mata nativa e 1,5 hectare às estruturas de lazer e edificações. A cuia gigante terá quatro pavimentos. Na base e no primeiro andar, o projeto prevê um museu da erva-mate, com espaço para resgate histórico e demonstração do uso do tradicional socadouro, além de serviço de alimentação. No alto do monumento, a 25 metros do chão, ficará o Mirante da Bomba, com piso de vidro e acesso interno por uma escada tipo marinheiro. O complexo também terá um prédio de três andares para restaurantese salão de festas, com rodízio de pizzas nos fins de semana. As cabanas

Um atrativo dessa dimensão tem capacidade de gerar fluxo turístico e estimular toda uma cadeia econômica”.

de passageiros e visitantes, superando a marca de mil pessoas por final de semana para contemplação da paisagem. Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo Marcos Hüttmann, o empreendimento pode ampliar o fluxo de visitantes e estimular novos negócios. A estimativa aponta potencial para incremento de 15 mil a 20 mil visitantes e turistas por mês. “Um atrativo dessa dimensão tem capacidade de gerar fluxo turístico e estimular toda uma cadeia econômica”, destaca. O impacto esperado também alcança a infraestrutura. Desde o início da obra, o município

destinou máquinas, serviços e recursos para melhorar o acesso a Monte Belo. A administração busca recursos para pavimentar cerca de nove quilômetros ainda não asfaltados entre a cidade e o empreendimento. “Todo novo fluxo turístico cria oportunidades”, resume Hüttmann. A intenção é integrar a Cuia Gigante aos demais atrativos. Essa estratégia já aparece na Caminhos da Cuia, rota turística apresentada na TurisVales por empresários locais. O roteiro reúne cinco pontos e termina no Ponto do Chimarrão.

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destinadas à hospedagem estão com cerca de 90% das obras concluídas. Entre os atrativos de ecoturismo e lazer estão uma trilha ecológica de dois quilômetros, área de churrasqueiras junto à mata, balanço panorâmico, tirolesa, playground e uma passarela sobre uma figueira centenária. A combinação de estrutura de contemplação, gastronomia, hospedagem e contato com a natureza amplia a proposta para além do monumento.

Andamento das obras e revisão do cronograma Atualmente, as obras gerais do complexo estão entre 50% e 60% de execução, incluindo pavimentação recente de trechos internos em concreto. A previsão inicial de inauguração, marcada para 15 de novembro, foi adiada devido às instabilidades climáticas nos últimos meses, que atrasaram os trabalhos de terraplanagem e construção no terreno acidentado. Uma nova data de abertura será anunciada assim que o cronograma for reajustado. Mesmo em fase de obras, o local já registra fluxo expressivo

O empreendimento terá mirante com piso de vidro, restaurante, cabanas, trilha ecológica e outros atrativos. Mesmo em obras, já recebe mais de mil visitantes por fim de semana. A expectativa é atrair até 20 mil visitantes por mês e fortalecer o turismo e a economia regional.


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Projetos pelos Vales

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Cristo abre caminhos 1 • A construção do Cristo Protetor

Projeto de uma arca de Noé gigante

Monumento Mãe Protetora

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Modelo do rosário gigante

colocou o Vale do Taquari em uma nova rota do turismo religioso e mostrou o potencial dos grandes monumentos como atrativos regionais. Em Encantado, a estrutura de 43,5 metros de altura, tornou-se um dos principais símbolos turísticos da região. Concluído em 2022 e inaugurado em abril de 2025, o complexo conta com mirante a 33 metros de altura, elevador panorâmico, capela, praça de alimentação e loja.

2 • MÃE PROTETORA | ANTA GORDA

1 Cristo Protetor, inaugurado e consolidado como o principal cartãopostal da região, com planos de expansão como visitação noturna e memorial.

A proposta é erguer uma imagem de Nossa Senhora de Lourdes com mais de 60 metros de altura. A associação responsável finaliza a doação da área e os licenciamentos ambientais. O projeto é do escultor Markus Moura, responsável pelo Cristo Protetor.

3 • SÃO JOSÉ | SÉRIO O município prevê uma imagem de São José com o Menino Jesus, de 45 metros. O projeto está em espera diante das prioridades geradas pelas enchentes, enquanto a administração busca parcerias para viabilizá-lo.

Monumento de São José com o Menino Jesus

4 • MONUMENTO DO GAÚCHO | ARROIO DO MEIO

Bom Retiro do Sul

O projeto prevê uma estátua de cerca de 50 metros no Morro São José. O complexo privado terá pouco mais de 11 hectares, com roda-gigante, teleférico, trilhas, praça gastronômica, hotel e arena. O investimento estimado é de R$ 50 milhões.

Venâncio Aires

5 • COMPLEXO DO ROSÁRIO |

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MUÇUM

O Complexo do Rosário da Proteção será construído na Linha São Luiz. O projeto mudou de local após as enchentes e está em negociação para aquisição das últimas áreas.

6 • MAIOR BÍBLIA DO MUNDO | ESTRELA

Projeto de um gaúcho gigante

Projeção da maior Bíblia do mundo

6

O projeto previa uma Bíblia de 40 metros de altura. As obras foram atingidas pelas enchentes de 2024, e o local original tornou-se inviável pelo risco de novas cheias. A associação responsável avalia alternativas para retomar a proposta.

7 • ARCA DE NOÉ | ROCA SALES Roca Sales avalia uma réplica da Arca de Noé. A associação responsável aguarda o retorno de proprietários sobre possíveis áreas. Neste momento, prioriza projetos de reconstrução.

8 • FAROL DA LUZ

BOM RETIRO DO SUL O Ponto do Chimarrão terá uma cuia gigante de 25 metros. Proposta do farol iluminado

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O complexo turístico rural da Hauschild Agroflorestal será instalado no Cerro dos Gomes. O projeto prevê 19 chalés para duas pessoas e um farol mirante. O investimento estimado é de R$ 26 milhões


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SUCESSÃO NAS ORGANIZAÇÕES

Transição entre gerações define o futuro dos negócios familiares FOTOS: VINI BILHAR

Comunicação é fundamental para o entendimento entre pai e filhos e para levar essa relação também para o ambiente da empresa” MARINA FRANCK

Sucessão na Mega Luz em andamento, entre pai e filha

Empresas da região organizam sucessão com foco na perpetuação dos negócios Vini Bilhar

vini@grupoahora.net.br

VALE DO TAQUARI

A

sucessão familiar é um dos temas mais sensíveis e decisivos para a longevidade das empresas no Brasil. Em um país onde a maioria dos negócios nasce dentro de casa, a continuidade dessas organizações depende menos do mercado e mais de preparo, diálogo e governança. O desafio não está apenas em manter a empresa ativa, mas em garantir que ela evolua sem perder a essência. Os números ajudam a dimensionar esse cenário. Estima-se que cerca de 90% das empresas brasileiras tenham origem familiar, sendo responsáveis por mais da metade dos empregos e por parcela significativa do Produto Interno Bruto (PIB). Apesar da força, o modelo enfrenta fragilidades: apenas 30% dessas empresas chegam à segunda geração e menos de 10% alcançam a terceira. A sucessão, portanto, ainda é um

gargalo estrutural no ambiente empresarial brasileiro. No Vale, essa realidade ganha contornos muito claros. A economia regional é sustentada por pequenas e médias empresas familiares, indústrias, comércios, cooperativas e negócios do agro, construídas ao longo de décadas por empreendedores que iniciaram as atividades com poucos recursos e vínculo comunitário. Alguns exemplos locais mostram como esse processo é conduzido. A Mega Luz Luminárias, de Lajeado, é um caso de transição em andamento. A empresa, que completou 16 anos em 2026, iniciou um movimento de sucessão durante a pandemia, quando Marina Franck passou a assumir um papel mais ativo na gestão. Formada em Administração, ela busca integrar conhecimentos de marketing e gestão ao negócio da família, agregando uma visão mais contemporânea à operação. Segundo Marina, a comunicação é um dos pilares do processo. “Comunicação é fundamental para o entendimento entre pai e filhos e para levar a relação também para o ambiente da empresa”, destaca. Ao mesmo tempo, ela reforça a importância do conhecimento técnico como diferencial competitivo. Hoje, a

Leonardo e Rafael formam a 3ª Geração da AS Pneus

empresa fundada pelo pai, Claiton Franck, conta com sete funcionários e aposta na personalização como estratégia.

Terceira geração Outro exemplo é a AS Pneus, que soma 28 anos de trajetória e vivencia a terceira geração no negócio. A história começou com

Ari Barckert, em uma borracharia, e ganhou escala com o filho Juliano, que ampliou a atuação da empresa. A irmã, Claudete Barckert, também está junto na operação. Agora, o processo sucessório avança com a entrada de Leonardo, filho de Juliano, e Rafael, filho de Claudete, representantes da nova geração de empresários da família. Juliano destaca que um dos fatores decisivos para o sucesso da transição foi a autonomia concedida ainda no início do processo. “Meu pai me deu espaço para assumir responsabilidades de verdade. Eu comecei desde a base, passei por todos os setores”, relembra. A experiência, segundo ele, foi essencial para a construção de confiança e preparo. Entre os desafios, cita momentos difíceis da gestão, como decisões de desligamento e necessidade de adaptação ao ritmo mais acelerado dos negócios atuais. Apesar dos bons exemplos, especialistas alertam que o principal problema da sucessão não está na falta de herdeiros, mas na ausência de planejamento. Cerca de 24% das empresas possuem plano sucessório estruturado. Na maioria dos casos, a transição ocorre de forma improvisada.

Comunicação no processo Para o conselheiro empresarial

JULIANO BARCKERT DIRETOR DA AS PNEUS

Meu pai me deu espaço para assumir responsabilidades de verdade. Eu comecei desde a base, passei por todos os setores”. Fernando Röhsig, o sucesso da sucessão passa por alinhamento e clareza desde o início. “Sucessor e sucedido precisam alinhar expectativas e estabelecer combinados claros. A comunicação é determinante para que o processo seja fluido”, afirma. Ele compara a sucessão a uma corrida de revezamento: há um momento certo para a passagem do bastão. Segundo Röhsig, um processo consistente pode levar cerca de oito anos e deve envolver etapas de transferência de responsabilidade. “É importante que o sucessor assuma projetos, ganhe experiência e desenvolva senso de pertencimento”, destaca. A formalização também é essencial, com definição no contrato social e na estrutura de governança. Outro ponto central é a preparação dos sucessores. Assumir uma empresa familiar não pode ser apenas uma herança, mas uma responsabilidade construída ao longo do tempo. Isso envolve formação técnica, vivência fora do negócio e legitimidade perante equipes e mercado. Sem esses elementos, a sucessão tende a perder força e abrir espaço para rupturas internas.


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CONCESSÃO FERROVIÁRIA

Estados contratam estudo para contrapor a União FELIPE NEITZKE

Contrato completo de execução terá prazo de 24 meses

Contrato foi homologado pelo BRDE, com investimento de R$ 5,4 milhões. Objetivo é formatar uma versão alternativa para a proposta de divisão da Malha Sul

Filipe Faleiro

filipe@grupoahora.net.br

ESTADO

N

a semana em que o governo federal sustenta a continuidade do edital para reformular o modo

de concessão da Malha Sul, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) homologa o resultado da licitação que escolheu o consórcio responsável por elaborar o estudo contratado pelos estados do Sul. Conforme o secretário dos Transportes, Clóvis Magalhães, o estudo avaliará o projeto federal e indicará outros modelos para a rede ferroviária. Com investimento de R$ 5,4 milhões, a contratação ocorre enquanto o Ministério dos Transportes e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) preparam a nova concessão. A proposta federal divide a Malha Sul em três corredores independentes: Paraná-Santa Catarina, Mercosul e Rio Grande. Os estados contestam o fatiamento e defendem uma rede integrada. O argumento é que a separação pode concentrar o interesse privado nos trechos com maior retorno e reduzir a capacidade de financiar linhas menos rentáveis. A União sustenta que a divisão amplia a atratividade dos lotes e admite recursos públicos nos corredores com resultado financeiro insuficiente.

Primeira etapa em cinco meses O contrato completo terá prazo de 24 meses, mas as principais

análises começam a ser entregues antes. O edital determina 50 dias para a comparação com experiências internacionais. Depois, mais dois meses para o diagnóstico da rede e 90 dias para o estudo das cargas atuais e potenciais. A avaliação do projeto federal deverá ficar pronta em até 150 dias, com perspectiva de entregar o documento em fevereiro de 2027, mês previsto para o encerramento da concessão atual. O trabalho examinará trechos em operação e desativados, estado de conservação, capacidade, custos, fretes, demanda por cargas e conexão com os portos. Também avaliará direito de passagem, participação de diferentes operadores, material rodante, fontes de financiamento e alternativas de contrato. O escopo considera a chamada Malha Sul Ampliada. Além do RS, de Santa Catarina e do Paraná, inclui Mato Grosso do Sul e as conexões entre as cadeias produtivas, ferrovias e portos dos estados.

Olhar da região No Vale do Taquari, a discussão alcança a Ferrovia do Trigo e as condições para a operação do Trem dos Vales. O desenho da concessão poderá definir responsabilidades pela conservação da linha, possibilidade de transporte de cargas e regras para o uso turístico dos trilhos.


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A P R E S E N TA D O P O R :

Môci abriu o espaço há três anos na rua 19 de abril, onde os meninos jogam bola antes de irem à aula

PAT R O C Í N I O :

Quando você lê, pensa um monte de coisa boa. As crianças têm muita imaginação”

Ex-foliã do Carnaval faz da garagem a biblioteca sem portas do bairro A biblioteca sem portas movimenta a vida infantil do Bairro Santo Antônio. Môci a abriu na garagem de casa. O irmão fez as prateleiras e o filho trouxe as lonas Andreia Rabaiolli

andreia@grupoahora.net.br

B

eatriz Conceição Alves de Lima, 60, abriu uma biblioteca na garagem de sua casa há três anos, no bairro Santo Antônio, em Lajeado. Ela literalmente abriu, porque no espaço não há portas. A biblioteca permanece aberta 24 horas, faça chuva ou sol. E quando chove, há o risco de as goteiras estragarem os livros doados. Nem por isso, o lugar deixa de ser mágico para as crianças que moram nas redondezas. A Biblioteca da Môci, apelido da Beatriz, é o ponto de encontro da gurizada que joga bola, dos alunos da Slan e da Escola Estadual de Ensino Médio Santo Antônio, o CIEP.


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ESCANEIE O QR CODE E ASSISTA A HISTÓRIA DE BEATRIZ A ex-foliã confere as prateleiras que o irmão construiu

A garagem era estreita. Cabia só uma moto. Môci se questionou de que forma poderia mudar a rua e, como não tinha motocicleta, pensou em ocupar o espaço com histórias. Fez o curso comunitário no Instituto Cor e a garagem virou a janela literária da Rua 19 de Abril. O irmão fez as prateleiras, o filho trouxe as lonas para proteger os livros do vento. A biblioteca sem portas passou a ter as portas abertas para todo e qualquer vivente que passasse pela rua. Nas três prateleiras ripadas, estão à vista 200 obras, material doado pela comunidade. Tem até livros jurídicos de uma edição obsoleta. Môci acolhe. Tudo para ela é útil. Embora, claro, ela gostaria que viessem mais obras infantis que seriam para priorizar realmente o público que circula por ali. Mas na falta de livros infantis de famosas coleções e fenômenos de feiras literárias, expõe o que recebe. As meninas que perambulam pelo local apreciam a biografia da Lady Gaga. A capa vermelha com a cantora loiríssima é disputada entre as adolescentes. Outro, sem capa, edição volumosa de O Senhor dos Anéis, passa batido pela densidade das páginas, mas é ouro literário para fãs da série. “Quando você lê, pensa um monte de coisa boa. As crianças têm muita imaginação”. Ela defende o estímulo à leitura numa justificativa simples e afetiva: “coisa boa”. No pano preto que cai do teto, o nome do espaço atrai novos e adultos: “Ciranda, história para crianças”. Os netos de Môci frequentam a garagem e levam os livros para a escola. As crianças do bairro, vão para casa com livros de receita ou histórias curtinhas. Ela diz que o apelo da biblioteca para crianças é infalível. “Nas escolas também há bibliotecas, mas aqui é diferente. Eles se sentem à vontade”. O fato de ficarem sozinhos, poderem conversar livremente com o colega entre as mesinhas do local, faz o encanta-

mento do diálogo. “Aqui no ambiente cabem três pessoas, mas parece que tem dez, de tanto que eles conversam”, frisa Môci.

Crianças puxam as mães para dentro

A biblioteca é mais frequentada no fim de semana e nas saídas do colégio, as crianças puxam as mães para dentro do recinto, para que elas possam conhecer também. Em muitas ocasiões, os pais relutam em entrar, acreditam que o espaço é restrito ao público infantil. Môci faz questão de escla-

Sugestões de doações

recer: “entrem”. A biblioteca da Môci também é uma ciranda para pais, tios e quem quiser entrar no círculo. Ela se emociona. “Dia desses, vi o pai entrar para fotografar a filha com o livro na mão. Foi a primeira vez da menina no bairro e ela se encantou”. Assim, sem fazer alarde, só com a força dos livros, Môci faz as histórias circularem. “Quando eu me for, quero que meu nome fique na memória do bairro.”

Môci troca o samba pelos livros Môci nasceu em Porto Alegre, aos

Livros infantis Revista em Quadrinhos Mangás Diários de princesas Livros infanto-juvenis Séries de Sucesso: Coleções como Diário de um Banana, Percy Jackson, Harry Potter ou Querido Diário Otário.

nove meses foi morar no Bairro Santo Antônio e nunca mais saiu dali. Viúva ainda jovem, criou cinco filhos em uma época em que as redes de apoio eram insuficientes. Para dar conta do recado, trabalhou em abatedouro, foi cozinheira. Os movimentos repetitivos lhe renderam dores crônicas. Por causa disso, afastou-se das ocupações, mas não das atividades comunitárias. Ainda nos áureos tempos do Carnaval de Lajeado, Môci foi presidente de uma agremiação e grande defensora da folia popular. O Carnaval de Rua foi desativado e a “sambista” se voltou para ações voluntárias com crianças, promovendo festas e eventos comunitários em Natais e Páscoas. A criançada vive ao redor da casa . Junta-se na rua para a peleia com bola de couro surrada, antes das aulas. Môci se define como lutadora: “se precisar guerrear, eu guerreio”. Se precisar ficar quieta, fica. A sensatez aprendida na comunidade.

O que falta na prateleira da Môci

Môci recebe muitas doações, mas ela precisa realmente de livros infantis, revistas em quadrinhos, diários de princesas e histórias que façam os alunos realmente absorverem a leitura. Para estimular, a dona da biblioteca motiva: “podem me chamar, eu dou um jeito de buscar”. O sonho dela é colocar portas na biblioteca, não para fechá-las mas para aumentar a proteção dos livros. E um telhado viria bem. Quando chove, a água cai pela lona.”Bom ter pessoas que ajudam outras pessoas no bairro, porque isso vira uma história que fica para sempre.”


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Fim de semana, 12 e 13 de setembro de 2026

Evento no Parque Municipal de Eventos de Arvorezinha segue até domingo, 13, com espetáculos, agenda técnica, seminários e encerramento com show nacional de Leonardo Matheus Giovanella Laste mateuslaste@grupoahora.net.br

ARVOREZINHA

A

produção de erva-mate na região ganha visibilidade a partir da abertura oficial da 11ª Festa Nacional da Erva-Mate (Femate). O ato ocorreu na quinta-feira, 10, no Parque Municipal de Eventos de Arvorezinha. Produtores, industriais, autoridades e público lotaram a área coberta para a apresentação da programação, que segue até domingo, 13, com expectativa de reunir mais de 60 mil visitantes ao longo dos quatro dias. A entrada na feira é gratuita; apenas o show de encerramento, com o cantor Leonardo, terá venda de ingressos. Para o presidente da Femate, Eduardo Ranzzi de Oliveira, a festa reforça o papel da planta como identidade regional. “A erva-mate é a nossa bebida símbolo do Rio Grande do Sul, é a confraternização, a união das ervateiras com as pessoas, de todo o público presente, dos expositores e o carinho de Arvorezinha, recebendo toda a população aqui da região”, destacou na abertura. O presidente adiantou que a programação inclui exposições, atividades de agricultura familiar e um seminário sobre o futuro da erva-mate e os novos públicos consumidores do produto. “Temos uma pujança muito grande de indústrias, de ervateiros aqui, e queremos evidenciar ela para todo o Rio Grande do Sul”, completou. A fala reforça o discurso da organização, que projeta a Femate como vitrine da força econômica local: a expectativa de reunir milhares de visitantes ao longo dos quatro dias e uma programação que combina negócios, conhecimento, turismo e gastronomia em torno da erva-mate.

Abertura reuniu governo municipal, autoridades e representantes de entidades

ECONOMIA REGIONAL

Femate abre 11ª edição com expectativa de 60 mil visitantes lume que abastece outras cidades gaúchas e estados como Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso, além do mercado externo. Cerca de 20 ervateiras atuam no município e empregam, em média, 300 pessoas. “O nosso investimento é muito baixo pela grandeza da divulgação da marca erva-mate e da marca Arvorezinha”, disse Roman, ao convidar municípios do Vale do Taquari e de outras regiões a visitar a festa. A programação segue nos próximos dias com shows regionais, atrações de agricultura familiar e uma extensa agenda técnica, com seminários e debates sobre produtividade, exportação, sucessão rural e novos produtos à base de erva-mate. O evento se encerra no domingo, às 20h, com o show nacional do cantor Leonardo (único momento da festa com venda de ingressos).

SÁBADO, DIA 12 18h – Raja’s Band 18h – Vicio Musical 19h30min – William Vieira 21h – Pura Curtição 23h – DJ Vini Lamaison DOMINGO, DIA 13

EDUARDO RANZZI DE OLIVEIRA PRESIDENTE DA 11ª FEMATE

Temos uma pujança muito grande de indústrias, de ervateiros aqui, e queremos evidenciar ela para todo o Rio Grande do Sul.”

CLÓVIS ROMAN PREFEITO DE ARVOREZINHA

Arvorezinha hoje é o maior produtor de erva-mate do estado. Então, nós, como gestores, temos a obrigação e o dever de divulgar a ervamate daqui e o nosso município.”

FOTOS: MATHEUS GIOVANELLA LASTE

14h30min – Portela e Os Guris 19h – Moisés Damé e Gabi Kramer 20h – Show Nacional com Leonardo (show com comercialização de ingressos)

PROGRAMAÇÃO TÉCNICA SÁBADO, DIA 12 8h30min: Mesa Redonda: Mais Vida no Solo, Mais Valor na Erva-Mate – agricultura regenerativa, classificação e qualidade no Alto Taquari CONVIDADOS: Bruno Lisboa (engenheiro agrônomo SEAPI), Filipe dos Santos (Emater-RS), Luciano Vargas (engenheiro agrônomo SEAPI), Clóvis Roman (presidente da APPEMAT), Ariana Maia (integrante APPEMAT), Cléber Zortéa (especialista em educação no campo) 14h: Divulgação do Programa Nacional de Crédito Fundiário PALESTRANTES: Baltazar Coradi (Coradi Projetos Agrícolas) e Eduardo Michelon (Regional Sindical Serra do Alto Taquari)

Maior produtor O prefeito Clóvis Roman reforçou o peso econômico do setor para o município. “Arvorezinha hoje é o maior produtor de erva-mate do estado. Então, nós, como gestores, temos a obrigação e o dever de divulgar a erva-mate daqui e o nosso município”, afirmou. Segundo dados apresentados pelo gestor, Arvorezinha produz cerca de 3,2 milhões de quilos de erva-mate por mês, vo-

SHOWS PRINCIPAIS

15h: Regularização de Imóveis Rurais Larissa Barreto e Francieli Benacchio, advogadas especialistas 16h: Novos produtos de ervamate

Programação reúne produtores da região e tem objetivo de reforçar o potencial econômico da erva-mate

PALESTRANTES: Ismael Rosset (Ibramate) e Luca Predabon (analista de comportamento de consumo)


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Fim de semana, 12 e 13 de setembro de 2026 DANIÉLY SCHWAMBACH

Hospital Estrela concentra cerca de 400 pacientes à espera do procedimento, que representa metade das intervenções de alta complexidade em ortopedia Mateus Souza

mateus@grupoahora.net.br

VALE DO TAQUARI

A

regionalização do atendimento em traumatologia transformou o acesso a cirurgias ortopédicas no Vale, mas ainda não é suficiente para resolver uma das principais demandas. No Hospital Estrela, cerca de 400 pacientes aguardam pela cirurgia no quadril, e o tempo médio de espera pode chegar a três anos. A informação é do gerente administrativo da instituição, Johnnie Locatelli. Desde julho de 2023, quando o Hospital Estrela assumiu a referência regional em traumatologia e ortopedia, foram feitos mais de 3,5 mil procedimentos. A produção média é de aproximadamente 100 cirurgias por mês, acima das 88 previstas inicialmente no plano operativo do Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar do avanço, a capacidade

Apesar do avanço, capacidade disponível não acompanha a demanda por procedimentos

Fila de cirurgia do quadril pode chegar a três anos disponível ainda não acompanha a demanda por procedimentos de alta complexidade. As cirurgias de quadril correspondem a quase metade dos procedimentos desse tipo realizados pelo hospital. A instituição consegue fazer, em média, dez operações mensais. “O procedimento exige uma estrutura específica e tem duração estimada entre três e quatro horas. A equipe envolve dois traumatologistas especializados

em quadril, além dos profissionais de apoio”, frisa Locatelli. Por ser uma cirurgia invasiva, também demanda preparação do paciente e um período de recuperação mais delicado. Segundo Locatelli, a fila permanece elevada justamente pela combinação entre a complexidade do procedimento, o tempo necessário para cada cirurgia e a limitação dos recursos contratualizados. “Mesmo utilizando metade da

cota de alta complexidade em ortopedia para as operações de quadril, a quantidade ainda não é suficiente para reduzir a espera em um prazo menor”.

Mais cirurgias O cenário é diferente quando considerada toda a traumatologia. Nos primeiros sete meses de 2026, a produção do Hospital Estrela cresceu 12,6% em relação ao

mesmo período do ano anterior. A expectativa é superar 2,2 mil procedimentos até o fim do ano. Parte desse aumento ocorre por meio de programas temporários dos governos estadual e federal. Entre eles está o SUS Gaúcho, que incentiva especialidades consideradas prioritárias. Em 2026, o hospital projeta realizar cerca de 350 cirurgias de joelho além do volume previsto no contrato regular. Hoje, os procedimentos mais procurados são os relacionados ao joelho, como cirurgias de ligamento e menisco. Também há demanda por operações no ombro e quadril. A regulação dos pacientes é feita pelo Estado, por meio da 16ª Coordenadoria Regional de Saúde. Na alta complexidade, que inclui próteses de joelho, quadril e ombro, o Hospital Estrela é a única referência para os cerca de 360 mil habitantes do Vale do Taquari.

Estrutura A unidade também busca aumentar a eficiência com redução do tempo de internação. Entre 2024 e 2025, a média de permanência caiu de 4,2 para 3,7 dias. A estratégia permite liberar leitos mais rapidamente e ampliar o número de atendimentos sem necessidade de aumentar a estrutura física.


Fim de semana, 12 e 13 de setembro de 2026

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Fim de semana, 12 e 13 de setembro de 2026

Premiart atrai nova geração do tradicionalismo Festival estadual ocorre neste fim de semana, no Parque do Chimarrão, com participação de crianças em disputas artísticas e ações de solidariedade VENÂNCIO AIRES

O município de Venâncio Aires se transforma, neste fim de semana, em ponto de encontro da nova geração do tradicionalismo gaúcho. O Parque do Chimarrão recebe, até domingo, 13, a 8ª edição do Premiart – Festival Estadual Artístico Pré-Mirim. O evento reúne crianças de até 10 anos em apresentações de música, dança, declamação e outras manifestações da cultura do Rio Grande do Sul. A abertura oficial ocorre neste sábado, às 13h20min, no Ginásio de Exposições. Promovido pelo CTG Erva-Mate, em parceria com o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), a 24ª Região Tradicionalista e a prefeitura, o festival terá uma novidade nesta edição. Pela primeira vez, as Danças Tradicionais contarão com etapa classificatória e final. Conforme uma das responsáveis pela organização, Patrícia Padilha, 40 grupos disputam a classificatória, dos quais 21 avançam para a final, marcada para domingo. “O

Premiart é direcionado às crianças até 10 anos e movimenta todo o estado. É onde elas iniciam sua trajetória e acabam gostando de participar da tradição”, destaca. Além das Danças Tradicionais, a programação contempla 15 modalidades individuais e coletivas. Estão previstas disputas de Danças Gaúchas de Salão, Chula, Declamação, Intérprete Solista Vocal e provas instrumentais. Entre os instrumentos estão gaita-ponto, gaita piano, violão, viola, violino, rabeca e bandoneon. A programação começa às 8h de sábado, com as competições de declamação e Danças Tradicionais, além do Concurso Cultural Prendinha, Prenda e Piazito Pré-Mirim. Ao todo, são quase 80 competidores na declamação. As atividades serão distribuídas em cinco palcos. Entre as atrações está o Projeto K-9, com o espetáculo “Uma história boa pra cachorro”, às 14h30min de sábado, no Palco A. As Danças Tradicionais também terão transmissão ao vivo pelo canal Premiart Ao Vivo, no YouTube.

Festival nacional reúne chuleadores de todo o RS DIVULGAÇÃO

Evento recebe representantes de três estados e fortalece a preservação de uma das expressões mais tradicionais da cultura gaúcha Ezequiel Neitzke

ezequiel@grupoahora.net.br

ENCANTADO

E

ncantado se transforma, neste fim de semana, em ponto de encontro para quem mantém viva uma das manifestações mais tradicionais da cultura gaúcha. Entre sábado, 12, e domingo, 13, o CTG Giuseppe Garibaldi sedia o 2º Festival Nacional de Chula. A programação reúne cerca de 80 chuleadores do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, além de representantes da 24ª Região Tradicionalista (24ª RT). Promovido pelo CTG Giuseppe Garibaldi em parceria com a Coordenação da 24ª RT, o evento busca ampliar a visibilidade da chula e incentivar a participação de diferentes gerações. A modalidade, marcada pela habilidade dos dançarinos sobre o tablado, carrega elementos da história e da identidade do povo gaúcho e tem na transmissão entre gerações uma das principais formas de preservação. Conforme o coordenador das modalidades individuais do CTG, João Pezzini de Lima, a adesão ao festival superou as expectativas da organização. Mesmo com a realização de outros grandes eventos no Estado na mesma data, competidores de diferentes regiões confirmaram presença em Encantado. Além da participação expressiva, a edição deste ano terá

Evento busca ampliar a visibilidade da chula e incentivar a participação de diferentes gerações

novidades nas premiações. A organização também prepara uma atração especial, que será revelada somente durante a competição.

Tradição que movimenta O festival também deve gerar reflexos fora do ambiente tradicionalista. A presença de competidores, familiares e visitantes contribui para movimentar o comércio, a rede de alimentação e os serviços do município ao longo do fim de semana. Para o diretor artístico do CTG Giuseppe Garibaldi, Ismael Girardi, a realização de um evento nacional amplia a projeção de Encantado no cenário tradicionalista e demonstra a força do trabalho desenvolvido pelas entidades.

A parceria entre o CTG e a 24ª RT também tem como objetivo aproximar os jovens da modalidade. A ideia é criar um ambiente de competição saudável, estimular novos talentos e garantir que a chula continue sendo praticada pelas próximas gerações.

Programação As apresentações ocorrem na sede do CTG Giuseppe Garibaldi. No sábado, 12, as atividades começam às 9h, com as etapas classificatórias das categorias Xirú, Juvenil, Mirim e Adulta. A abertura oficial está marcada para as 13h30min, seguida pela continuidade das classificatórias, às 14h15min. No domingo, 13, a programação começa às 8h, com a final da categoria Pré-Mirim. Às 10h, ocorre a Missa Crioula. Na sequência, a partir das 11h, serão realizadas as finais das categorias Mirim, Veterano, Xirú, Juvenil e Adulta.


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OPERAÇÃO BOQUEIRÃO

Polícia prende sete pessoas por tráfico e apreende drogas, arma e munições FOTOS: GABRIEL SANTOS

Mandados foram cumpridos nos municípios de Boqueirão do Leão e Sério. Três mulheres estão entre os presos Gabriel Santos

gabriel@grupoahora.net.br

VALE DO TAQUARI

Investigação teve início há aproximadamente três meses

Foram cumpridos mandados judiciais expedidos pela Comarca de Venâncio Aires

A

Operação Boqueirão, deflagrada na manhã dessa sexta-feira, 11, terminou com sete pessoas presas, apreensão de drogas, uma arma de fogo, munições e dinheiro em Boqueirão do Leão e no município de Sério. A ação foi realizada em conjunto pela Polícia Civil e Brigada Militar. Conforme o delegado regional Jader Ribeiro Duarte, foram cumpridos mandados judiciais expedidos pela Comarca de Venâncio Aires. Ao todo, três pessoas foram presas por mandado de prisão preventiva e outras quatro em flagrante. Em Sério, uma mulher foi detida

com 15 buchas de cocaína e R$ 207,50 em dinheiro. Já em Boqueirão do Leão, um casal foi preso com porções de cocaína e outro homem acabou preso por posse ilegal de arma de fogo. Segundo Duarte, um dos alvos dos mandados já estava recolhido na Penitenciária Estadual de Charqueadas. A investigação teve início há aproximadamente três meses e reuniu provas obtidas em ações anteriores das forças de segurança, consideradas contundentes pela Polícia Civil.

Cenário diferente Outro ponto destacado pela investigação é o aumento da participação feminina no tráfico de drogas na região. Das sete prisões realizadas, três foram de mulheres. Conforme o delegado, esse cenário tem sido observado após a prisão de homens ligados a organizações criminosas. As mulheres serão encaminhadas aos presídios de Lajeado e Rio Pardo, enquanto os homens seguirão para o sistema prisional de Venâncio Aires. Participaram da operação agentes da Delegacia de Polícia de Boqueirão do Leão, da 16ª Delegacia de Polícia Regional do Interior, da 1ª DP de Santa Cruz do Sul, da DP de Venâncio Aires, da Draco, da Deam e da Brigada Militar.


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20/ 19/02 - 20/03

23/

23/08 - 22/09

www.coquetel.com.br CRUZADAS© Revistas COQUETEL Peixe amazônico apreApelido do ciado em Tradição Feitio de compositor lira antiga aquários mística Lamartine (bras.) judaica (Mús.) Babo

Continente no qual se localiza Belize Bailado folclórico típico da Bahia

Tipos de Aquele tecidos que cria muscuou produz lares

Deus grego da guerra (Mit.)

Transgride as leis religiosas Advogado de limitada cultura e chicaneiro Cólera

O povo que construiu Machu Picchu

Famoso teatro de Milão, na Itália Apêndice de absorventes femininos (?) matrimonial: casamento

A segunda opção na múltipla escolha

Obra de Noé (Bíb.) (?) Diegues, cineasta

"Tudo", em "onívoro" Cervídeo do Alasca

Pronome muito usado por sulistas

projetoagro@grupoahora.net.br

VALE DO TAQUARI

A

Cloreto de sódio Gato, em inglês

Anselmo Duarte, cineasta brasileiro

Armadilhas rústicas Laborado; trabalhado

64

3/cat. 4/adir — alce — ares. 6/rábula.

BANCO

www.coquetel.com.br / © Revistas COQUETEL

G U L E A R U L A A D A O A R C L A C E C E N A S C A T A C U T A

Anselmo Duarte, cineasta brasileiro

C A B A L A

L E T R A B

Basta; chega (interj.)

L E E S T I R N I C A A D O T E A L I A S D O

A C A R A B A N D E I R A

Solução

A M P E R I S C A C E I N T R A L

Solução

23/09 - 22/10 23/10 - 21/11

Escorpião: Renove sua imagem e preserve questões pessoais enquanto amadurecem.

22/11 - 21/12

Sagitário: Desacelere, escolha prioridades e finalize pendências. À noite, planeje novos caminhos.

22/12 - 19/01

Capricórnio: Projetos abrem novas alianças. Carreira favorecida, mas espere ter todas as informações.

20/01 - 18/02

Aquário: Prestígio em alta. Estudos e viagens ampliam horizontes; evite responder sob ansiedade.

19/02 - 20/03

BANCO

Laborado; trabalhado

Virgem: Conversas e negócios movimentam o dia. Organize as finanças e evite decisões apressadas.

Armadilhas rústicas

23/07 - 22/08

Leão: Família e afetos em destaque. Converse com carinho, evite impulsos e valorize quem está perto.

23/08 - 22/09

Pronome muito usado por sulistas

21/06 - 22/07

Câncer: Amor e projetos ficam mais intensos. Resolva questões familiares com diplomacia e espere para decidir.

"Proposta (?)", filme com Demi Moore Glândula mamária Manifestar alegria

21/03 a 19/04 20/04 - 20/05 21/05 - 20/06

Gêmeos: Renove sua imagem e rotina; família, amor e criatividade ganham espaço e trazem mais segurança.

3/cat. 4/adir — alce — ares. 6/rábula.

Touro: Transforme parcerias, organize a rotina e aproveite uma fase positiva para carreira e finanças.

Libra: Faça escolhas conscientes com o dinheiro e não deixe a pressa dos outros te afetar.

Peixes: Estudos e viagens ampliam horizontes. Esclareça questões financeiras e espere a mente clarear.

C A B A L A

Cloreto de sódio Gato, em inglês

L E E S T I R N I C A A D O T E A L I A S D O

HORÓSCOPO

Áries: Diálogo favorecido nas relações; aprofunde vínculos, cuide da saúde e avance sem pressa.

ESTEVÃO HEISLER

Estevão Heisler

Coloca em recipiente fechado Basta; chega (interj.)

"Proposta (?)", filme com Demi Moore Glândula mamária Manifestar alegria

Safra de milho deve crescer 12,9% na região Previsão de chuva acima da média, bom desempenho e demanda estimulam avanço da cultura

Entrar na posse de (herança)

0

monial: casamento

Fim de semana, 12 e 13 de setembro de 2026

PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS

G U L E A R U L A A D A O A R C L A C E C E N A S C A T A C U T A

.

PEIXES: Seus encantos vão fazer você arrasar na pista e o crush pode ficar caidinho. Romance repleto de sintonia e prazer.

L E T R A B

no nto

VIRGEM: O momento é propício para concentrar esforços em torno dos seus ideais e consoli| dar A objetivos HORAimportantes.

cidade a dois e curtir as coisas que vocês mais gostam.

A M A P E C R A I R S C A A B C A E N I N D T E R I A R L A

3, o

26

um dia produtivo, principalmente se focar no serviço.

64

área de milho deve crescer 12,9% no Vale do Taquari na safra 2026/27, passando de 75.537 para 85.285 hectares segundo projeções da Emater/RS-Ascar. O avanço resulta da combinação entre a expectativa de um período mais chuvoso, o bom desempenho obtido pela cultura na última safra e uma demanda considerada favorável. A projeção regional supera o crescimento de 7,4% estimado para o RS. Do total previsto para a região, 31.340 hectares serão destinados à produção de milho para grão, alta de 9,3%. Para a silagem, a área deve passar de 46.852 para 53.945 hectares, crescimento de 15,1%. A perspectiva de atuação mais intensa do El Niño na primavera e no início do verão é um dos fatores que influenciam a decisão dos produtores. O fenômeno deve elevar o volume de chuva durante o período de implantação das culturas de verão. “O milho demanda muito recurso hídrico e o pessoal acaba apostando em um ano que tem previsão de mais chuva”, afirma o engenheiro agrônomo do escritório regional Emater/RS-Ascar, Alano Tonin. A condição climática, contudo, não representa garantia de melhores resultados. Chuva em excesso, quando concentrada em períodos curtos, pode dificultar o acesso às lavouras e prejudicar o desenvolvimento das plantas. Ainda assim, o cenário tende a ser mais favorável ao milho do que um período marcado por estiagens. Outro fator que pesa na decisão é o resultado obtido na temporada anterior. O bom desempenho do milho reforçou a confiança dos agricultores na cultura.

Plantio com atraso Apesar da projeção de aumento da área, o início da semeadura ocorre de forma mais lenta em algumas partes do Vale. Nas regiões de menor altitude, onde o milho começa a ser implantado no início de agosto, o excesso de umidade no

Excesso de umidade presente no solo nas últimas semanas retardou preparos do solo e posterior semeadura do milho na região

solo impediu o avanço dos trabalhos em diversas propriedades. Até o momento a Emater não identifica problemas relevantes nas áreas cultivadas. Como a janela de implantação se estende até janeiro, a estimativa ainda pode sofrer alterações.

Área maior O crescimento de 12,9% precisa ser analisado também sob outro aspecto. Parte do aumento da área de milho não corresponde à incorporação de novas terras ao cultivo. Em especial na produção de silagem, é comum que a mesma área seja utilizada duas vezes no ciclo. Nesse sistema, o produtor semeia milho no início de agosto, colhe a silagem em dezembro e, na sequência, utiliza novamente o terreno para uma segunda cultura. Dessa forma, a estatística de área plantada também reflete uma maior intensidade de uso das propriedades. Em algumas situações, o milho também avança sobre áreas que anteriormente seriam destinadas à soja, principalmente diante das incertezas relacionadas ao excesso de umidade previsto para a primavera.

Soja enfrenta janela apertada A soja deve começar a ser semeada a partir da segunda quinzena de outubro, quando o El Niño tende a estar mais atuante. A preocupação, diz Tonin, é com a disponibilidade de condições adequadas de solo para a implantação das lavouras. Períodos prolongados de chuva podem reduzir as janelas de semeadura e dificultar o trânsito de máquinas. Depois da implanta-

ção, a combinação entre umidade elevada e menor luminosidade pode aumentar a pressão de doenças. Por isso, a orientação é iniciar o monitoramento desde o estabelecimento das plantas e manter atenção às condições climáticas.

Demanda Na Cooperagri, com sede em Teutônia, a procura por sementes de milho também indica maior interesse pela cultura. O diretor da cooperativa, Lício Sulzbach, observa que a tendência de plantar mais milho que soja, já tradicional no Vale, aparece de forma mais acentuada neste ano. Segundo ele, a demanda por milho é considerada boa, enquanto a procura por soja permanece fraca. A perspectiva de melhora nos preços das duas culturas também contribui para estimular os produtores. O atraso no calendário, porém, pode limitar a implantação de algumas lavouras. Nas áreas mais baixas, onde o excesso de umidade é maior, ainda existe dúvida. Se o plantio do milho avançar demais no calendário, alguns produtores podem optar pela soja para evitar uma implantação fora do período considerado adequado. O cenário financeiro também pesa. O endividamento de parte dos agricultores e a dificuldade de acesso ao crédito reduzem a capacidade de investimento e podem limitar o crescimento efetivo da área. Mesmo com essas restrições, Sulzbach identifica uma procura significativa por sementes de milho. Para ele, a confirmação do cenário climático e o comportamento dos preços nas próximas semanas serão determinantes para definir o tamanho final da safra.


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SOLIDARIEDADE

Encontro de carros antigos por uma causa solidária Mais de 160 veículos já estavam confirmados para o encontro deste sábado, 12, que terá arrecadação destinada ao tratamento de Léo Wolschick Maira Schneider

mairaschneider@grupoahora.net.br

MATO LEITÃO

M

ais de 160 veículos já estavam confirmados até a tarde de ontem para o 2º Encontro de Carros Antigos de Mato Leitão, que ocorre neste sábado, 12. A programação começa às 9h, no entorno do Centro Administrativo Municipal, e reúne colecionadores e admiradores de carros, motos, caminhões e tratores antigos. Neste ano, o encontro tem caráter beneficente, e os recursos arrecadados com as inscrições serão destinados ao tratamento de Léo Wolschick, de Santa Clara do Sul, diagnosticado com Atrofia Muscular Espinhal (AME) Tipo 2. As inscrições ainda podem ser feitas no local por meio de Pix solidário, o que pode ampliar o número de participantes. No ano passado, cerca de 300 veículos participaram da programação. Conforme os organizadores, Luis Becker e Joni Assmann, muitos proprietários deixam para confirmar a participação no dia do evento. Entre os municípios já representados estão Venâncio Aires, Passo do Sobrado, Santa Cruz do Sul, Estrela, Lajeado, Encantado, Muçum, Porto Alegre, Canoas,

LUIS BECKER

JONI ASSMANN

INTEGRANTE DA ORGANIZAÇÃO DO EVENTO

INTEGRANTE DA ORGANIZAÇÃO DO EVENTO

Começou como uma brincadeira e, no ano passado, foi um sucesso de veículos antigos reunidos”

O empenho de cada um vai fazer o sucesso do evento e ajudar o pequeno Léo em seu tratamento”

Novo Hamburgo e Selbach. A mobilização ganhou força após a primeira edição e, ao longo do ano, integrantes do Grupo dos Antigos participaram de encontros em outras cidades. “Começou como uma brincadeira e, no ano passado, foi um sucesso de veículos antigos reunidos”, relata Becker. Para esta edição, além de reunir os colecionadores, a organização decidiu direcionar a arrecadação ao tratamento de Léo. A iniciativa busca associar a confraternização entre os proprietários de veículos à mobilização de apoio à família. “O empenho de cada um é que vai fazer o sucesso do evento e ajudar o pequeno Léo em seu tratamento”, afirma Assmann.

tuita. A programação inclui bandas, praça de alimentação, copa, brinquedos e atividades para as crianças. Também estão previstos sorteios de brindes durante o dia. Os 150 primeiros inscritos receberão um brinde. Haverá ainda reconhecimento para o carro e a moto mais antigos presentes no encontro.

Programação e premiação A entrada para o público é gra-

Pix Solidário A inscrição deste ano foi por meio de Pix solidário. Conforme a organização, os valores arrecadados serão destinados à campanha de apoio ao tratamento de Léo Wolschick. A proposta é reunir veículos que permanecem preservados por colecionadores e, em muitos casos, já não circulam no cotidiano. O encontro também busca aproximar famílias e visitantes interessados na história e na conservação dos modelos. DIVULGAÇÃO

Edição de 2025 do evento reuniu cerca de 300 veículos de diferentes regiões do Rio Grande do Sul


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Fim de semana, 12 e 13 de setembro de 2026

MARCOS FRANK

ARTIGO UMAS & OUTRAS CARLOS MARTINI Administrador

CIRCULANDO POR AÍ

A

s Parcerias Público e Privadas tendem a crescer e se aprimorar paulatinamente, aí incluídos os mais diversos serviços prestados. Houve um tempo em que as administrações públicas supriam internamente todos os recursos humanos e materiais necessários para levar adiante suas atribuições, o que incluía desde um ascensorista de elevador até borracharia de patrolas. Muito antes do setor público introduzir as chamadas terceirizações, o setor privado já vinha há muito tempo concentrando seus melhores esforços com foco nas atividades-fim e contratando outras empresas para suprir suas também necessárias atividadesmeio. Vale lembrar que o que significa atividades-meio para algumas ao mesmo tempo são consideradas atividades-fim para outras, cada uma no seu quadrado e respectivas expertises. A coisa evoluiu tão positivamente que hoje em dia existem muitos conglomerados que se limitam a administrar a marca, claro que garantindo a qualidade dos serviços ao longo de toda a cadeia produtiva. E também surgiram contratações baseadas em modelos de negócio, onde basicamente se transfere conhecimentos acumulados e de reconhecido sucesso. Exemplos tem aos montes por aí, começando pelas contratações de serviços de limpeza, vigilância, manutenção, passando por franquias e seguindo até alcançar marcas de renome internacional.

PPPPPPP Interessante as iniciativas de criarem parcerias público-privadas inclusive em áreas tradicionalmente mais afetas ao setor público, tipo assim saúde, educação e segurança. Sempre assegurando a qualidade dos serviços prestados e a devida fiscalização dos recursos investidos.

NA PONTA DO LÁPIS Muitas vezes é interessante fazer a pergunta: por que se faz assim, e por que não fazer assado? No setor público é comum a resposta ser essa: porque sempre se fez assim! E sempre se fez assim porque dava e continua dando um quilo, o que é muito razoável. Mas na iniciativa privada o quilo tem que render pelo menos um e meio no resultado final. Na ponta do lápis: será que vale a pena comprar terrenos, construir prédios, fazer suas devidas ma-

nutenções, que talvez em uma década e meia ou duas possam perder suas razões basilares de existir para as atividades específicas localizadas? Será que uma contratação de locação por longo mas determinado tempo não é melhor negócio? Por outro lado, porque não aproveitar determinados terrenos/áreas/prédios públicos com utilidade já defasada ou de baixa perspectiva de aproveitamento futuro como fonte de recurso destinados a serviços essenciais, através de concessões devidamente analisadas e aprovadas com transparência, inclusive via direito real de uso que garanta a sempre necessária segurança jurídica? Barco parado não ganha frete, dizem os entendidos. E área pública virando matagal ou tapera também não.

CADÊ OS “DICUMENTOS”? Pois foi só tornar um pouco mais razoável as ditas cujas exigências legais para se obter uma carteira de motorista e a demanda cresceu mais de 200% em pouco mais de um ano. Na essência a coisa não mudou muito: nos aspectos mais relevantes as devidas cautelas na concessão da carteirinha continuam existindo, tipo avaliações em exames médicos, psicológicos, capacidade de controle do veículo, conhecimento das normas de trânsito, mas o custo que pesava no lombo do contribuinte baixou uma barbaridade! Nos tempos de antigamente era comum um pai, parente ou amigo ensinar a dirigir em um local seguro e com os devidos cuidados, para depois o novato passar pelo teste de direção e de conhecimento das regras feitos por um policial qualificado. Funcionava bem, mas hoje em dia a coisa é mais complicada, ainda mais para veículos de maior porte.

ESPERANDO PRÁ VER Pelo jeito a “praga” dos pardais fixos e móveis voltou a se proliferar por várias rodovias. Durante um bom par de anos a imensa maioria de motoristas sensatos não sentiu nenhuma falta deles, nem alteraram um milímetro a sua prudência no dirigir. Até hoje não se viu notícias sobre estatísticas específicas de aumento ou redução de acidentes em muitos locais onde existiam, deixaram de existir e agora voltaram a existir. Mas estatísticas de infrações e de arrecadação tem bastante...

SAIDEIRA

LIVRE PENSAR O bom de quando certas autoridades perdem a cabeça é que aí a gente pode ver direitinho o que tem dentro delas. (Autoria incerta)

CINE BRASIL APRESENTA Supremos Rodeios (duplo com) Estouro da Boiada!

Neto pro nôno: - Vô, porque a nona diz que o senhor é muito pão duro? - Intriga da oposição, é apenas um problema de saúde. - Que tipo? - Sou alérgico a despesas...

Médico Neurocirurgião

A sabedoria de Salomão “Generalizando-se a corrupção, restabelece-se a Justiça.” Millôr Fernandes

D

iz a tradição antiga que, nos tempos em que os reis governavam com o sopro do invisível, duas mulheres entraram no palácio de Jerusalém carregando um drama intransponível. Disputavam o mesmo bebê, ambas reclamando para si o direito sagrado da maternidade. Salomão, cujo nome carregava a promessa de paz, não recorreu a longos tomos ou a ritos burocráticos. Pediu uma espada. “Divida-se a criança em duas”, ordenou o rei, ciente de que o gume do aço cortaria não a carne, mas a verdade oculta no coração da mãe impostora. A mãe verdadeira preferiu perder a posse a ver a vida do filho ceifada; e a farsa ruiu. Séculos depois, o Supremo Tribunal Federal, sob o céu carregado de Brasília, tornou-se o cenário de uma disputa de maternidades jurídicas e políticas não menos ruidosa. De um lado e de outro, ministros empunhavam canetadas monocráticas em torno de relatórios da Polícia Federal, inquéritos longevos e até mesmo o próprio comando da segurança do Estado. Diante da ameaça de ver o tecido institucional Resta saber se o esgarçado por decisões Plenário (...) terá a conflitantes que se mesma grandeza anulavam mutuamente — num espetáculo da mãe verdadeira onde o próprio tribunal ao abrir mão do parecia o corpo prestes próprio filho para a ser partido ao meio —, o presidente da Corte, preservá-lo por Edson Fachin, ainda que inteiro. tardiamente resolveu evocar o espírito salomônico de pacificação, mas aparentemente sem a sabedoria do histórico personagem. Os atos recentes da Presidência do STF de toda forma impuseram uma trégua cirúrgica para forçar os ânimos a recuarem. Ao avocar para a Presidência os procedimentos, suspender as ordens cruzadas sobre a chefia da Polícia Federal e retirar de cena a exclusividade da condução do inquérito das fake news, Fachin devolveu a bola ao centro do gramado e pautou o julgamento para o Plenário, forçando as partes a exporem suas razões sob a luz pública e o crivo dos pares. A duvidosa sabedoria salomônica de Fachin, contudo, enfrentara o teste do tempo moderno. Salomão governava com autoridade absoluta; o presidente de uma Suprema Corte governa no equilíbrio precário de onze vaidades e convicções jurídicas profundas. Ao propor o fim dos sigilos e submeter a crise ao veredito de todos, o ministro não buscou uma solução salomônica no sentido popular da “divisão igualitária”, mas sim no sentido bíblico original: o de resguardar a integridade daquilo que corre o risco de morrer se for disputado aos pedaços. Resta saber se o Plenário, diante da criança ferida que é a estabilidade institucional, terá a mesma grandeza da mãe verdadeira ao abrir mão do próprio filho para preservá-lo por inteiro.


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Fim de semana, 12 e 13 de setembro de 2026

OBITUÁRIO VICTORIO DEMARTINI, 95, faleceu na sexta-feira, 11. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico São João Batista, em Arvorezinha.

JANDIR PETRI, 62, faleceu na sextafeira, 11. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico de Linha Bicudo, em Capitão.

LUCIA GORETTE LAGEMANN, 68, faleceu na quinta-feira, 10. O sepultamento ocorreu no Cemitério Evangélico de Linha Harmonia Alta, em Teutônia.

ANDRÉ MOTTERLE, 58, faleceu na quinta-feira, 10. O sepultamento ocorreu no Cemitério Municipal de Novo Paraíso, em Estrela.

CLEONICE REIS GRAEFF, 97, faleceu na quinta-feira, 10. Os atos fúnebres ocorreram no Crematório Memorial Kist, em Venâncio Aires.

SÉRGIO ZENI, 89, faleceu na quintafeira, 10. O sepultamento ocorreu no cemitério de Linha Arroio Augusta Baixa, em Roca Sales.

ROBINSON ANDRÉ ROSA DA CRUZ, 53, faleceu na quinta-feira, 10. O sepultamento ocorreu no Cemitério dos Almeida, em Taquari.


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Fim de semana, 12 e 13 de setembro de 2026

COPA CERTEL/SICREDI

RODADA ESQUENTA BRIGA PELA LIDERANÇA E POR CLASSIFICAÇÃO

Penúltima rodada da fase classificatória tem duelos entre equipes do topo da tabela Ezequiel Neitzke

ezequiel@grupoahora.net.br

A

reta final da fase classificatória do Campeonato Regional Certel/Sicredi promete uma rodada de forte disputa pelas primeiras posições e pelas vagas nas oitavas de final. Com apenas duas rodadas restantes, cada ponto pode alterar a composição da tabela e definir os caminhos das equipes na sequência do Regional. A liderança é dividida por Brasil, Tiradentes e Juventude de

Guaporé, todos com dez pontos. A situação é ainda mais equilibrada porque Brasil e Tiradentes disputaram quatro partidas, enquanto o Juventude de Guaporé já entrou em campo cinco vezes. O Gaúcho de Progresso aparece logo atrás, com nove pontos. Um dos principais jogos da rodada ocorre em Marques de Souza, onde o Brasil recebe o Minuano. Invicto, o time da casa soma três vitórias e um empate, com sete gols marcados e apenas três sofridos. A equipe busca aproveitar o mando de campo para permanecer na ponta e ampliar a pressão sobre os concorrentes diretos. O Tiradentes também entra em campo com a liderança em jogo. A equipe enfrenta o Internacional, em Arroio do Meio, e chega como dona do melhor ataque da competição, com 15 gols. Além disso, possui a única defesa que ainda não sofreu gols. João Moura, com quatro gols, é um dos artilheiros do campeonato. O Internacional, por sua vez, soma cinco pontos e precisa pontuar para confirmar a classificação. Em Progresso, o Gaúcho recebe o Cruzeiro. Quarto colocado, com nove pontos, o time da casa está a apenas um ponto da liderança e tem um dos ataques mais eficientes do torneio, com 11 gols. Vanderlei dos Santos Steinhorst, com quatro gols, divide a artilharia da competição. O Cruzeiro ocupa a última posição, com um ponto, e necessita da vitória para seguir na briga pela vaga. Uma derrota, aliada a resultados paralelos pode eliminar o time do campeonato. Outro confronto importante será São Luiz x Boavistense, em Venâncio Aires. Com cinco pontos, o São Luiz busca confirmar a classificação, enquanto o Boavistense ocupa a oitava posição, com

JONATHAN ROCHA/JZN FOTO/DIVULGAÇÃO

AGENDA AGENDA PRINCIPAL/ASPIRANTE Venâncio Aires São Luiz x Boavistense Teutônia Canabarrense x Juventude Westfália Encantado Serrano x 11 Amigos Progresso Gaúcho x Cruzeiro Marques de Souza Brasil x Minuano Arroio do Meio Internacional x Tiradentes VETERANO Boqueirão do Leão 5 de Junho x Ribeirense Lajeado Projeto Guarani x Cruzeiro Santa Cruz do Sul Bom Retiro do Sul Floriano x Concórdia Bom Retiro do Sul Rudibar x Flamengo Marques de Souza Picada Flor x Cruzeiro A. do Meio

Internacional pode confirmar classificação em caso de vitória

oito pontos, e precisa vencer para levar a vantagem de decidir em casa a fase eliminatória. O Grupo A Hora transmite a partida, a partir das 14h, em live no Youtube A Hora Esportes e no Facebook do Grupo A Hora. Em Encantado, o Serrano, quinto colocado e ainda invicto, recebe o 11 Amigos. Já em Teutônia, Canabarrense e Juventude de Westfália se enfrentam em um

duelo importante para a parte intermediária da tabela.

ASPIRANTE No aspirante, Gaúcho de Progresso e Minuano necessitam vencer na rodada caso queiram seguir na briga por uma vaga na fase eliminatória. Caso contrário, terão que vencer na última rodada e torcer por resultados paralelos

Venâncio Aires Assespe x Penharol

para se classificar.

VETERANO No veterano, a Assespe pode confirmar a classificação em caso de vitória em cima do Penharol. Outro destaque da rodada fica para o duelo entre os times da parte alta da tabela. Em Marques de Souza, o Picada Flor recebe o Cruzeiro de Arroio do Meio.


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Fim de semana, 12 e 13 de setembro de 2026

DE CASA NOVA

PADU É ANUNCIADO POR CLUBE DA SEGUNDA DIVISÃO SAUDITA

Centroavante revelado pelo Lajeadense deixa o futebol de Kosovo após duas temporadas e inicia nova etapa da carreira no Mudhar Club

DIVULGAÇÃO

D

epois de duas temporadas no futebol de Kosovo, o centroavante Paulo Eduardo Carvalho, o Padu, tem um novo desafio na carreira. O atacante foi anunciado pelo Mudhar Club, equipe que disputa a Segunda Divisão da Arábia Saudita. Natural de Roca Sales, Padu foi revelado pelo Lajeadense e construiu uma trajetória com passagens por diferentes clubes brasileiros e do exterior. Antes de chegar ao futebol kosovar, defendeu Avenida, Novo Hamburgo, Aimoré, São José, XV de Piracicaba, Marcílio Dias, União Rondonópolis, Fluminense de Feira e CEOV Operário. No exterior, o atacante também vestiu a camisa do Guabirá, da Bolívia. Nas últimas temporadas, atuou pelo KF Trepça, de Kosovo, onde permaneceu por dois anos. O Mudhar Club tem uma história que começou em 1970, quando foi formado a partir da fusão entre as equipes locais AlWehda e o Mudhar Club original.

Atacante foi anunciado pelo Mudhar Club, da Arábia Saudita

Ao longo da trajetória, o clube disputou a Segunda Divisão Saudita em quatro oportunidades. A participação mais recente antes do atual retorno havia ocorrido na temporada 2000/01. Mais de duas décadas depois, o Mudhar voltou a conquistar espaço na competição nacional.

A retomada começou na temporada 2022/23, quando o clube conquistou o primeiro título da Terceira Divisão Saudita e garantiu o acesso à Segunda Divisão. Agora, Padu chega para integrar o elenco que busca consolidar o clube novamente no segundo nível do futebol do país.

CATEGORIAS DE BASE

VALE DO TAQUARI ENTRA NA RETA FINAL DO GAUCHÃO SUB-17 Faltam duas rodadas para o fim da fase classificatória do Gauchão Sub-17 A2. Os representantes do Vale do Taquari voltam a campo neste fim de semana em busca de pontos importantes na disputa por uma vaga na próxima fase. No sábado, o Guarani enfrenta o Cerâmica, em Cachoeirinha, no campo do Cruzeiro. A partida começa às 15h. A equipe de Venâncio Aires ocupa a segunda posição do grupo, com dez

pontos, dois a menos que o líder Guarany. No domingo, também às 15h, o Pinheiros recebe o Soledade FC no campo do Pinheirão. Com cinco pontos, a equipe busca uma vitória para se aproximar dos primeiros colocados e manter as chances de classificação. A rodada ainda terá o confronto entre Pelotas e Tamoio, no sábado, às 15h, em Pelotas. Na rodada anterior, o Guarani folgou, enquanto o Pinheiros

empatou em 0 a 0 com o Tamoio. A classificação do grupo tem o Guarany na liderança, com 12 pontos, seguido pelo Guarani, com dez. O Soledade soma seis, Pinheiros tem cinco, Pelotas quatro e o Tamoio dois. O Cerâmica ainda não pontuou. A última rodada está prevista para 26 de setembro e terá um confronto direto entre os representantes da região. No Edmundo Feix, Guarani e Pinheiros fazem o clássico regional.


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Fim de semana, 12 e 13 de setembro de 2026

HISTÓRICO FAVORÁVEL

GRÊMIO DEFENDE ESCRITA DIANTE DO VASCO EM DUELO DIRETO Sem Marlon e com dúvidas na escalação, Tricolor tenta manter os 100% de aproveitamento em casa contra o Cruzmaltino para subir na tabela

LUCAS UEBEL/DIVULGAÇÃO

Caetano Pretto

caetano@jornalahora.net.br

E

m busca de mais um passo para se afastar da parte de baixo da tabela do Campeonato Brasileiro, o Grêmio recebe o Vasco neste sábado, 12, às 16h, na Arena, em um confronto direto na luta contra a zona de rebaixamento. Embalado pelo histórico amplamente favorável diante dos cariocas em Porto Alegre, o Tricolor aposta na força como mandante para conquistar um resultado importante e ganhar tranquilidade antes de uma sequência complicada na competição. A Rádio A Hora transmite o confronto. A expectativa da direção gremista é de público entre 25 mil e 30 mil torcedores. Para aumentar a presença nas arquibancadas, o clube lançou promoções para sócios e reduziu o preço dos ingressos para o público em geral, que custam a partir de R$ 40. Dentro de campo, a principal incógnita está no setor ofensivo, onde Jovane Cabral tenta reunir condições para voltar ao time após se recuperar de lesão. Caso não tenha condições de atuar desde o início, Krovinovic deve ser deslocado para o lado esquerdo do ataque, abrindo espaço para Nardoni no meio-campo.

PRESSIONADO NO Z4

INTER TENTA QUEBRAR JEJUM DE DEZ JOGOS CONTRA A CHAPE O momento exige reação. Após dez partidas sem vitória no Campeonato Brasileiro, o Internacional volta a campo neste sábado, 12, às 17h, diante da Chapecoense, na Arena Condá, em um confronto direto na luta contra a zona de rebaixamento. O Colorado chega pressionado pela sequência negativa e pela necessidade de somar pontos para iniciar uma recuperação na tabela. A Rádio A Hora transmite o confronto. A equipe comandada por Paulo Pezzolano ocupa atualmente a 18ª colocação, com 25 pontos, e mesmo em caso de vitória não deixará o Z4 nesta rodada. O resultado positivo, porém, pode aproximar o Inter dos concorrentes e diminuir a distância para sair da zona de perigo. Para o duelo em Chapecó, o treinador colorado deve promover RICARDO DUARTE/DIVULGAÇÃO

Outro ponto de atenção está na defesa. Luís Castro passou a alternar Gustavo Martins e Kannemann ao lado de Wallace. A disputa permanece aberta e leva em consideração as características de cada adversário. Enquanto Gustavo oferece maior velocidade e superioridade nas disputas aéreas, Kannemann se destaca pela experiência e pelos números defensivos, especialmente nos desarmes e duelos pelo chão. Na lateral esquerda, porém, o técnico não poderá contar com Marlon. O jogador sofreu uma lesão muscular e será desfalque nas partidas contra Vasco, Botafogo e Palmeiras. A comissão técnica trabalha para recuperá-lo durante a pausa para a Data Fifa, com expectativa de retorno apenas em outubro. Sem ele, Pedro Gabriel deve receber nova oportunidade

Sem Amuzu e com Jovane Cabral incerto, Krovinovic pode atuar na pontaesquerda

entre os titulares. Além da necessidade de pontuar, o Grêmio conta com um retrospecto que reforça a confiança. Desde a inauguração da Arena, em 2012, as equipes se enfrentaram nove vezes no estádio e o Tricolor venceu todas. A sequência inclui goleadas, vitórias apertadas e o triunfo por 2 a 0 no Brasileirão do ano passado, mantendo um aproveitamento de 100% diante dos cruz-maltinos em casa. A tendência é de que Luís Castro mande a campo Weverton; Diego Caito, Wallace, Kannemann (Gustavo Martins) e Pedro Gabriel; Noriega, Villasanti e Krovinovic; Tetê, Carlos Vinícius e Jovane Cabral (Nardoni).

mudanças. A principal novidade deve estar na lateral esquerda, com o retorno de Bernabei à função de origem. Após quatro meses atuando mais avançado, como meia ou ponta, o argentino volta a ser utilizado como defensor por conta das ausências de Matheus Bahia e Aguirre, ambos suspensos. Outro setor de atenção é o gol. Matheus Cunha permanece como titular mais provável, apesar das falhas recentes. Uma mudança para Anthoni chegou a ser avaliada, mas a tendência é de manutenção até o retorno de Rochet, que está em fase final de recuperação e pode voltar após a Data Fifa. No meio-campo, a principal dúvida está na formação ofensiva. Sanabria, Paulinho e Thiago Maia disputam uma vaga. A escolha deve levar em conta a necessidade de dar maior liberdade para Alan Patrick, principal articulador da equipe. A provável escalação do Internacional tem Matheus Cunha (Anthoni); Bruno Gomes, Maripán, Mercado e Bernabei; Villagra e Bruno Henrique; Vitinho, Carbonero, Alan Patrick; Sanabria (Thiago Maia ou Paulinho).

Novo insucesso pode significar fim de linha para Paulo Pezzolano no comando colorado


Fim de semana, 12 e 13 de setembro de 2026

A HORA | 33

CINCO FINAIS PELA FRENTE

FOCO RADICAL/DIVULGAÇÃO

LAJEADENSE INICIA RETA DECISIVA NA A2 CONTRA O SANTA CRUZ ITALO PHOTO/DIVULGAÇÃO

Lanterna da competição, Alviazul enfrenta o Galo fora de casa em confronto decisivo para manter vivas as chances de permanência na Divisão de Acesso

CORRIDA DE RUA

INSCRIÇÕES PARA ETAPA DE LAJEADO TERMINAM DOMINGO

Caetano Pretto

caetano@jornalahora.net.br

C

ada vez mais desesperado em busca da primeira vitória para iniciar uma retomada no Gauchão Série A2, o Lajeadense tem neste domingo, 13, mais um clássico pela frente. Às 15h, o Alviazul entra em campo no Estádio dos Plátanos, contra o Santa Cruz. A Rádio A Hora transmite o confronto. A campanha do Dense na Série A2 reflete a grave crise. Em 10 partidas disputadas, o time obteve dois empates e oito derrotas, somando três gols marcados e 15 sofridos. Restam apenas cinco jogos. Para a partida de domingo, Serginho Almeida terá de mexes na equipe. Da Silva, autor do gol diante do União Frederiquense, está lesionado. Substituto natural, Vini Leonel também lesionou na partida e fica fora. Eliu e Christian Gomes são as principais alternativas.

Etapa busca reunir tanto corredores habituais quanto pessoas que estão começando na atividade física

Equipe chega na 11ª rodada ainda em busca da primeira vitória na competição

Depois de jogar contra o Santa Cruz, a equipe ainda tem pela frente Gaúcho (casa), Aimoré (fora), Veranópolis (casa) e Apafut (fora).

CENÁRIOS DA RODADA Embora cada vez mais improvável, o Lajeadense ainda tem chances matemáticas de permanecer na Divisão de Acesso. No cenário mais positivo da rodada, a equipe alviazul vence e vê os adversários

diretos Glória e Gramadense perderem os seus confrontos. A equipe de Vacaria vai à Pedra Moura enfrentar o Bagé, enquanto o time de Gramado visita o Esportivo em Bento Gonçalves. Caso isso aconteça, a distância para o Glória cairá para um ponto, enquanto que o Lajeadense ainda estará dois pontos atrás do Gramadense. Assim, o time poderia deixar a zona de rebaixamento na próxima rodada. No cenário mais pessimista, os resultados se invertem. Derrota do Alviazul, aliada a vitórias dos adversários diretos, podem fazer o time chegar na 12º rodada com chance matemática de rebaixamento antecipado.

Interessados em participar da quarta etapa do Circuito dos Vales/ Lucasa Incorporadora 2026 têm até as 23h59min deste domingo, 13, para garantir presença na prova de Lajeado. O evento está marcado para o dia 27 de setembro e reúne modalidades de corrida, caminhada e provas infantis. As inscrições devem ser feitas pelo site oficial do Circuito dos Vales. A etapa disponibiliza corridas de 3, 5 e 10 quilômetros, além de caminhada de 3 e 5 quilômetros. Para o público infantil, a Corrida Kids terá percursos de 100 metros, 500 metros e 1 quilômetro. A organização também divulgou a camiseta oficial da etapa. A peça aposta em elementos em tom neon e integra o kit entregue aos participantes. Além da camiseta, o material inclui chip de cronometragem para os corredores, medalha de participação para quem concluir o percurso, estrutura de hidratação e frutas, além de brindes e ativações dos patrocinadores.

PERCURSOS Os trajetos oficiais das provas de 3, 5 e 10 quilômetros já estão disponíveis para consulta na plataforma Strava. A divulgação antecipada permite que os participantes conheçam os percursos e observem detalhes como distância, altimetria e características do trajeto. Os mapas podem ser acessados pelo hub digital da Lucasa Incorporadora, no Linktree.

PROGRAMAÇÃO No dia 27, a programação começa cedo. A entrega dos kits ocorre das 6h às 7h15min. O aquecimento está previsto para as 7h30min, enquanto a abertura dos pelotões ocorre às 7h45min. A largada ocorre às 8h. Cinco minutos depois, às 8h05min, inicia a caminhada. A partir das 9h15min, será a vez das provas da Corrida Kids, seguidas pela cerimônia de premiação.


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Fim de semana, 12 e 13 de setembro de 2026

por Luciane Ferreira

Acadêmico de arquitetura construía réplica do 14 Bis Em homenagem ao centenário do voo do 14 Bis e seu criador, Alberto Santos Dumont, o acadêmico de arqui-

tetura Ismael Rosset decidiu criar uma réplica em tamanho original do avião: 12 metros de comprimento e 11,5 de enver-

gadura. Morador de Ilópolis, Rosset expôs a arte na praça Itália, chamando a atenção dos frequentadores.

Nas mesmas medidas do avião original, réplica foi colocada na praça Itália, em Ilópolis

Estudantes criavam cooperativa e ajudavam meio ambiente Estudantes do Centro Municipal de Educação de Encantado colhiam os frutos da Cooperativa Spubom. Os jovens do 6º ao 8º ano aproveitavam sebo e óleo de cozinha usado na fabricação de sabão. A produção era acompanhada pela educadora Sueli Casarotto. O produto era vendido a vizinhos e amigos. O lucro era aplicado na própria escola, como a compra de bebedouro, lixeiras, jogos educativos e mudas para incrementar o pomar e a horta.

Sábado é

Domingo é

- Dia do Urologista - Dia do Operador de Rastreamento - Dia Nacional da Recreação

- Dia Nacional da Cachaça - Dia do Agrônomo - Dia do Programador

Santo do dia: São Guido de Anderlecht

Santo do dia: São João Crisóstomo

Safra agrícola daquele ano era promissora

“A base da economia de Lajeado ainda reside na agricultura, da qual depende praticamente todo o seu parque industrial.” A matéria no jornal da época se referia à indústria de transformação, que absorvia praticamente toda a produção agrícola. As perspectivas daquela safra eram boas, com destaque para as culturas de trigo, milho e feijão. As condições climáticas também eram favoráveis. Milho, trigo e feijão eram as culturas de maior produtividade


A HORA | 35

Fim de semana, 12 e 13 de setembro de 2026

HENRIQUE PEDERSINI

ROGÉRIO WINK

ARTIGO

Jornalista

Câmara de Lajeado:

ruídos em três bancadas

Empreendedor e comunicador, apresentador do programa “O Meu Negócio”, da Rádio A Hora 102.9

A solidão da caneta

FOTOS: HENRIQUE PEDERSINI

T S

er setorista da câmara de vereadores em Lajeado não é uma tarefa tão simples. Vai além de acompanhar as sessões de terças à noite e as reuniões de comissões nas segundas pela manhã. O contexto atual exige conhecer o bastidor, saber os porquês do comportamento de cada parlamentar. E aqui não se trata de nenhuma autopromoção ou tentativa de jogar confetes sobre a própria cabeça. Ocorre que as relações são dinâmicas e as configurações sobre “quem joga de cá ou de lá” estão diferentes do início da Legislatura, em janeiro de 2025. Os posicionamentos aparecem nos discursos, nas votações de projetos, e de forma muito intensa longe do plenário e nas reuniões em casas, cafeterias e grupos de WhatsApp.

Benoitt e Mano distantes

a saída dele do disputado cargo de secretário de Obras.

Novidade na atual legislatura, o Partido Liberal (PL) também tem seus problemas internos de relação. Mano Pereira subiu o tom recentemente em crítica aos oposicionistas sobre a demora na aprovação do financiamento de obras em Lajeado. Em suas críticas ao projeto, Luis Benoitt deixou nas entrelinhas um descontentamento com as frases do colega de bancada. Aliás, Mano não está entre os apoiadores de Benoitt na campanha eleitoral deste ano.

Marquinhos e o MDB

No discurso, outra versão

Em votações importantes ao longo desta legislatura, o MDB não conseguiu contabilizar o voto de Marquinhos Schefer, um de seus quatro representantes. O partido nega o distanciamento, mas não há o mesmo entrosamento do que na relação entre o trio Vavá, Waldir Blau e Éder Spohr. Um dos exemplos recentes foi na última sessão, quando ele destoou do restante da bancada em favor do projeto de financiamento de R$ 40 milhões.

Claro que não fica bom assumir o distanciamento nos três casos e não faltará quem corra para contrapor os cenários detalhados acima. Bem verdade também que não há rachas definitivos e que boas reuniões e ajustes dentro dos gabinetes podem aparar estas arestas. Além do mais, quanto mais próximo chegarmos da eleição municipal de 2028, mas acirrados estarão os ânimos dentro do Legislativo da maior cidade do Vale.

Ana da Apama distante do PP A vereadora repete críticas ao governo a partir do seu descontentamento com a causa animal, um dos seus principais capitais políticos. Suas discordâncias com o setor atrelado a Secretaria do Meio Ambiente levaram Ana a acionar o Ministério Público (MP), conforme a própria vereadora declarou. Aliás, ela mesma já manifestou sua intenção de deixar a sigla assim que abrir a janela partidária. Quem a espera de braços abertos de volta é o MDB, que formalizou convite para o retorno dela ao grupo. Há ajustes também a serem feitos na relação com Fabiano Bergmann, o Medonho. Os desdobramentos da CPI das obras públicas abalaram a relação com o núcleo forte do governo e determinaram

enho conversado com muitos empresários que lideram seus negócios. Não importa muito o tamanho da empresa. Quando a pessoa chega ao topo da organização, uma situação aparece com frequência nas conversas: a solidão na hora de decidir. CEO, proprietário. O cargo pouco importa. No final, a caneta está na mão de alguém. E precisa ser usada. Claro que existem equipes, reuniões, números, indicadores, diretorias e sócios. Mas algumas decisões importantes não permitem fugir da responsabilidade. Investir ou não. Contratar ou demitir. Abrir uma nova unidade. Fechar uma operação. Fazer uma aquisição. Endividar a empresa. Mudar uma estratégia. Nessa hora, alguém precisa dar a última palavra. E aí aparece a solidão. Quanto mais alto o cargo, curiosamente, menos pessoas existem para uma conversa realmente aberta. Nem tudo pode ser dividido com a equipe. Uma dúvida do líder pode gerar insegurança. Uma possibilidade pode virar notícia antes da hora. Um problema financeiro pode assustar. E determinados assuntos envolvendo pessoas A responsabilidade simplesmente precisam ser da decisão confidenciais. Alguns empresários continua sendo encontram dentro da própria de quem está no organização uma ou duas pessoas para essas conversas. comando. Não dá Outros conversam com amigos para terceirizar a empresários, consultores ou caneta.” mentores. Alguns levam o problema para casa e conversam com o travesseiro. A questão que tenho colocado nessas conversas é outra: decidir sozinho significa necessariamente pensar sozinho? Acho que não. A responsabilidade da decisão continua sendo de quem está no comando. Não dá para terceirizar a caneta. Mas é possível dividir o processo de construção da decisão. E talvez aí esteja uma das grandes questões: saber com quem conversar antes de decidir. Isso exige confiança, mas exige também humildade. Especialmente para ouvir alguém que pense diferente. Porque existe outro risco. O empresário montar ao seu redor um grupo que apenas confirma aquilo que ele já decidiu. Se todos dizem “acho que você está certo”, talvez ele não tenha conselheiros. Tenha uma turma de “puxa sacos”. Tenho visto empresários criarem Conselhos Consultivos justamente para isso. Pessoas de fora da operação, com experiências diferentes, que conseguem olhar o negócio sem o envolvimento emocional de quem está todos os dias dentro dele. Não para decidir pelo dono, mas para fazer perguntas, provocar e mostrar ângulos que ele não esteja enxergando. Talvez todo empresário devesse ter um encontro, uma mesa sem crachá. Duas ou três pessoas com quem possa se sentar sem precisar representar o papel de chefe. Gente, para quem possa dizer: “Não sei o que fazer”. “Estou em dúvida”. E principalmente pessoas que tenham liberdade para dizer: “Acho que você está errado”. Antes de uma decisão relevante, talvez valha fazer algumas perguntas: com quem conversei? Ouvi quem pensa diferente de mim ou apenas quem concorda comigo? Estou decidindo com base em fatos ou deixando a emoção pesar mais do que deveria? No final, a caneta continuará na mão do líder. A responsabilidade também.


Fim de semana, 12 e 13 de setembro de 2026 Fechamento da edição: 18h

MÍN: 11º | MÁX: 18º

Áreas de instabilidades associadas ao sistema de baixa pressão se afastam gradualmente do Vale.


A HORA | 12 SETEMBRO DE 2026

O avanço da ciência contra o câncer Da descoberta de alterações genéticas à escolha do tratamento, novas ferramentas ajudam a antecipar riscos, entender cada tumor e personalizar o cuidado


Dano começa no primeiro cigarro Da pressão arterial às células dos brônquios, os efeitos do tabagismo aparecem rapidamente e se acumulam ao longo dos anos. Mesmo o consumo considerado baixo e a exposição à fumaça de terceiros estão associados a riscos relevantes à saúde

ENVATO

Fumaça provoca broncoconstrição, com queda da função respiratória mesmo em pessoas saudáveis

O

estrago causado pelo cigarro começa muito antes da falta de ar, da tosse persistente ou do diagnóstico de uma doença. Conforme a pneumologista Nathália Galvagni, os primeiros efeitos adversos aparecem em instantes, quando a nicotina desencadeia uma série de respostas no organismo. “A substância atua nas terminações nervosas e pode elevar a pressão arterial e os batimentos cardíacos já nos primeiros cinco minutos após o consumo”, alerta. Nas vias aéreas, a resposta também é imediata. A fumaça provoca broncoconstrição, com queda da função respiratória mesmo em pessoas saudáveis. Alterações genéticas nas células dos brônquios também surgem após o consumo. No sangue, o cigarro modifica a atividade das plaquetas e o perfil de gordura.

Sem quantidade segura Dados de 2025, citados pela especialista, reforçam que não é apenas a quantidade de cigarros que importa. Mesmo quem fuma de dois a cinco por dia apresenta maior ocorrência de insuficiência cardíaca, arritmias e mortes por causas cardiovasculares em comparação com quem nunca fumou. O tempo de exposição também influencia: estudos mostram que manter um consumo reduzido por décadas continua associado a prejuízos à saúde, o que coloca em xeque a ideia de que o chamado “fumante social” estaria livre dos efeitos do tabaco. “Marcadores de inflamação e de doença vascular no sangue também se elevam mesmo diante de uma exposição considerada pequena”, destaca Nathália.

Fumante passivo Os efeitos não terminam 2

em quem acende o cigarro. O tabagismo passivo está associado a mais de 41 mil mortes por ano entre adultos não fumantes e figura entre as principais causas evitáveis de óbito. No pulmão, a exposição contribui para o desenvolvimento de obstruções pulmonares e da doença pulmonar obstrutiva crônica. Também está relacionada ao aumento do risco de câncer de pulmão e de infecções respiratórias. Entre os grupos mais vulneráveis estão as crianças. A exposição à fumaça dentro de casa está associada a maior probabilidade de síndrome da morte súbita do lactente, infecções respiratórias, otites e crises de asma. A médica destaca ainda que o contato não depende apenas do momento em que alguém está fumando. “Resíduos tóxicos da fumaça ficam impregnados em tecidos e continuam sendo liberados no ambiente mesmo após o consumo, prolongando a exposição”, diz.

Exposição interrompida Se o organismo responde rapidamente à presença do cigarro, ele também começa a mudar quando a exposição é interrompida. Nas primeiras horas sem fumar, a frequência cardíaca diminui e a concentração de monóxido de carbono no sangue cai. Nos dias seguintes, as alterações

A substância atua nas terminações nervosas e pode elevar a pressão arterial e os batimentos cardíacos já nos primeiros cinco minutos após o consumo” Nathália Galvagni

pneumologista (CRM 43779 | RQE 44220)

provocadas nas plaquetas começam a regredir, o que contribui para reduzir a tendência à formação de coágulos. Em cerca de dois meses de abstinência, já podem ser observadas melhoras em marcadores de inflamação e no perfil de colesterol. Com a passagem dos anos, os benefícios se ampliam e atingem justamente algumas das consequências mais importantes do tabagismo. “O risco de infarto cai pela metade já no primeiro ano de

abstinência e se iguala ao de quem nunca fumou depois de 15 anos. Da mesma forma, a probabilidade de AVC praticamente desaparece ao longo desse período. Para quem já tem doença cardíaca, parar de fumar chega a reduzir em mais de 30% a mortalidade por causas cardiovasculares em apenas dois anos”, ressalta a especialista. O momento em que o cigarro é deixado de lado também faz diferença. Quanto mais cedo ocorre a cessação, maior tende a ser o ganho acumulado ao longo dos anos: quem para até os 40 anos pode reduzir em até 90% o risco de morte por doenças relacionadas ao tabaco. Ainda assim, mesmo quando a decisão vem depois dos 65 ou 70 anos, ou diante de uma doença já instalada, o organismo continua a responder positivamente à interrupção. Esse processo, porém, não significa que todas as marcas deixadas pelo cigarro desapareçam. Lesões estruturais dos pulmões, como o enfisema e a obstrução crônica das vias aéreas, não são completamente recuperadas, embora a interrupção

PARA AUMENTAR AS CHANCES DE PARAR Tenha uma data: escolha o dia para deixar o cigarro; Reconheça os gatilhos: café, álcool, estresse e algumas companhias podem despertar a vontade de fumar; Busque apoio: familiares, grupos e acompanhamento profissional ajudam no processo; Considere o tratamento: reposição de nicotina e medicamentos podem aumentar as chances de sucesso; Se houver recaída: não significa fracasso. Retomar a tentativa faz parte do processo.

do consumo desacelere a progressão dessas alterações. O mesmo vale para o câncer de pulmão: abandonar o cigarro reduz gradualmente a probabilidade de desenvolver a doença, mas o risco pode permanecer acima do observado entre quem nunca fumou mesmo depois de décadas.


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Câncer recua enquanto a ciência avança Novos conhecimentos sobre a doença permitem identificar riscos hereditários, decifrar a biologia de cada tumor e escolher tratamentos cada vez mais precisos e eficazes

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impressão de que o câncer está cada vez mais frequente é difícil de ignorar. Os diagnósticos parecem aumentar, enquanto as mortes pela doença preocupam. Parte dessa percepção está relacionada à própria evolução da medicina e às mudanças demográficas. A população cresce e envelhece, enquanto os exames de prevenção começam mais cedo e ampliam a capacidade de identificar tumores. Os dados, porém, relativizam essa percepção. Conforme o oncologista e pesquisador do Hospital Vall d’Hebron, em Barcelona, Rodrigo Dienstmann, o quadro atual é diferente do que essa sensação sugere. “Hoje, globalmente, observamos uma redução na incidência e na mortalidade por câncer. É verdade que alguns tumores estão em alta, como o de cólon entre pessoas mais jovens. Mas, quando analisamos a doença de forma geral, a tendência é de queda”, afirma. A melhora também aparece nos resultados obtidos depois que a doença é descoberta. Novas ferramentas de diagnóstico e terapias mais eficazes ampliaram o controle de diferentes tipos de tumor e, em alguns casos, as possibilidades de cura. “Isso é muito positivo. Todo esse avanço diagnóstico e tecnológico está, sim, se traduzindo em mais pessoas curadas”, destaca. O efeito é perceptível, segundo Dienstmann, em tumores como os de mama e próstata e em alguns cânceres hematológicos, entre eles leucemias e mieloma. Nesses casos, os avanços da oncologia mudaram as estratégias de tratamento e também o prognóstico dos pacientes. A redução, porém, não ocorre

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Se identificamos uma proteína ou outra alteração que representa um ponto frágil do câncer, conseguimos bloquear especificamente esse mecanismo e interromper o crescimento do tumor” Rodrigo Dienstmann

oncologista e pesquisador

da mesma forma em todos os tipos de câncer. O câncer de pâncreas permanece entre os maiores desafios da oncologia, em parte porque não há rastreamento de rotina para a população geral, explica o pesquisador. Com isso, muitos casos são identificados apenas quando surgem sintomas, frequentemente em estágios mais avançados e com disseminação para outros órgãos.

Medicina de precisão A oncologia também passou a olhar para o câncer a partir de suas características moleculares.

Avanço da oncologia amplia as possibilidades de diagnóstico e tratamento do câncer

Segundo Dienstmann, além de identificar o órgão onde a doença se originou, os especialistas conseguem investigar alterações presentes em cada tumor e buscar pontos que possam ser usados contra seu crescimento. “Se identificamos uma proteína ou outra alteração que representa um ponto frágil do câncer, conseguimos bloquear especificamente esse mecanismo e interromper o crescimento do tumor”, explica. Essa investigação complementa o trabalho da patologia. O exame ao microscópio continua essencial para identificar o tipo de câncer, mas o material coletado também pode passar por testes capazes de revelar alterações em genes e proteínas. Em algumas situações, o acompanhamento pode ser feito pela biópsia líquida.


LABORATÓRIO OC MEDICINA PRECISÃO, ONCOCLÍNICAS & CO

Dienstmann, identificá-las ajuda a reconhecer pessoas com maior predisposição a determinados tumores e pode orientar estratégias de prevenção, rastreamento e acompanhamento. O teste genético germinativo é feito a partir de células normais do organismo, geralmente por meio de uma amostra de sangue. A investigação procura alterações presentes na constituição genética do indivíduo, que podem ser herdadas e aumentar a predisposição ao desenvolvimento de alguns tipos de câncer. Quando uma dessas alterações é identificada, a informação pode ser relevante não apenas para o paciente, mas também para a família. Familiares que não têm câncer, por exemplo, podem ser submetidos à investigação para verificar se herdaram a mesma alteração. A partir desse resultado, é possível definir medidas de acompanhamento e rastreamento mais adequadas para cada caso, explica o oncologista.

“Não é possível fazer uma biópsia do tumor por meio de cirurgia com frequência, porque é um procedimento muito invasivo. A biópsia líquida, por outro lado, é feita a partir de uma amostra de sangue e permite acompanhar as alterações moleculares liberadas pelo tumor na circulação”, explica. Esses achados podem influenciar a escolha do medicamento. No câncer de pulmão, por exemplo, Dienstmann afirma que já existem no Brasil mais de dez opções terapêuticas orientadas por características moleculares. “De acordo com essas alterações, eu posso usar um tratamento que pode ser em comprimido, semelhante a um tratamento crônico, e a proposta é controlar a doença por meio de uma estratégia diferente da quimioterapia, que é muito agressiva”, afirma. A diferença está no alvo. Enquanto a quimioterapia atua sobre células que estão em processo de reprodução e divisão, as terapias-alvo procuram bloquear uma alteração específica relacionada ao crescimento daquele

câncer. Conforme o oncologista, é possível relacionar as características da doença à escolha do tratamento que sustenta a medicina de precisão. Isso não significa, porém, que as terapias mais recentes estejam livres de efeitos adversos. Cada modalidade apresenta um perfil próprio, e a escolha precisa considerar eficácia, toxicidade e impacto sobre a qualidade de vida. Em algumas estratégias, a queda de cabelo é menos frequente. Em outras, podem surgir efeitos persistentes, como alterações intestinais. Há ainda uma frente que segue outra lógica: a hormonioterapia. Em tumores como os de mama e próstata, o crescimento da doença pode depender da ação de hormônios como estrogênio e testosterona. O avanço nessa área permitiu desenvolver medicamentos capazes de interferir de forma mais precisa nesse mecanismo. “Com novos tratamentos muito específicos para esses receptores,

Como a oncologia avançou Identificar o risco: testes genéticos podem revelar alterações hereditárias associadas à maior predisposição a determinados tipos de câncer; Entender o tumor: exames moleculares analisam genes e proteínas para revelar características específicas da doença; Encontrar o alvo: quando uma alteração que favorece o crescimento do tumor é identificada, ela pode se tornar um alvo para medicamentos específicos; escolher o tratamento: medicina de precisão combina as características do tumor com as condições do paciente para definir a estratégia mais adequada. Acompanhar a resposta: em alguns casos, a biópsia líquida permite monitorar alterações moleculares do câncer a partir de uma amostra de sangue.

a gente consegue bloqueá-los de maneira muito mais eficaz e por muito mais tempo comparado com a primeira geração de tratamentos hormonais. Isso consegue levar a um controle da doença por, às vezes, uma década”, afirma Dienstmann. Para o oncologista, a ampliação das alternativas também mudou a forma de pensar a escolha terapêutica. “Para cada tumor, a gente tem um portfólio de tratamentos, mas que cada vez mais são guiados pela combinação do conhecimento da biologia desse tumor e também, especificamente, deste indivíduo com câncer”, resume o oncologista. Nesse processo, entram informações sobre genética e fatores de risco, inclusive aqueles relacionados às formas hereditárias de câncer.

Teste genético Estima-se que alterações genéticas germinativas estejam presentes em cerca de 5% a 10% dos casos de câncer. Segundo

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Por que falar sobre prevenção ao suícidio salva vidas

Mariana Huber, psicóloga e psicanalista (CRP 30053)

ENVATO

Abrir espaço para a conversa ajuda a identificar sinais de sofrimento, combater o estigma e mostrar que há caminhos de cuidado para quem enfrenta uma crise

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quinta-feira, 10, foi marcada pelo Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. A data chama atenção para a importância de debater o tema, reduzir o estigma e ampliar estratégias de prevenção. No Brasil, a mobilização ganha força durante o Setembro Amarelo, que tem como tema “Se precisar, peça ajuda!”. Falar sobre suicídio de forma responsável é uma das estratégias de cuidado, conforme a psicóloga e psicanalista, Mariana Huber. Estima-se que mais de 90% dos casos estejam associados a transtornos mentais, muitos deles não diagnosticados ou tratados de forma inadequada. “Aquilo que parece irritação pode esconder angústia. O silêncio

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pode expressar um sofrimento que a pessoa não consegue colocar em palavras. E uma aparente indiferença diante da própria dor pode estar associada a experiência profunda de vazio”, salienta. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), de 2019, mostram que mais de 700 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano no mundo. No Brasil, são cerca de 14 mil mortes anuais, equivalente a 38 por dia, segundo estimativas recentes de estudos epidemiológicos. A psicóloga ressalta que perguntar diretamente sobre uma fala ou um comportamento suicida não induz à morte autoinfligida. Pelo contrário, pode abrir espaço para que a pessoa se sinta acolhida e consiga falar sobre a origem de

suas aflições. “Fazer a pessoa se sentir amparada não significa resolver a situação, porque isso leva tempo e muitas vezes exige ajuda profissional. Mas essa conversa abre espaço para que ela perceba que consegue dividir o que está vivendo com alguém.” A psiquiatra Luisa Lucas acrescenta que, diante de um sofrimento intenso, a capacidade de enxergar soluções para os problemas pode ficar comprometida. Nesse contexto, o diálogo aberto e acolhedor pode ser decisivo para mostrar que há alternativas para a dor e que o tratamento adequado pode ajudar a atravessar esse momento.

Estatísticas As estatísticas mostram que, entre jovens de 15 a 29 anos, o suicídio é a quarta principal causa de morte, atrás apenas de acidentes de trânsito, tuberculose e violência interpessoal.

Entre 2016 e 2021, a taxa de mortalidade por suicídio nessa faixa etária aumentou 49,3%. Enquanto em indivíduos de 10 a 14 anos, o crescimento foi de 45% no mesmo período. Globalmente, as taxas são mais altas entre os homens. No Brasil, o índice é de 12,6 mortes para cada 100 mil homens, ante 5,4 para cada 100 mil mulheres. Segundo a psiquiatra, parte dessa diferença está relacionada ao contexto socioeconômico e à forma como homens e mulheres enfrentam o sofrimento. “As mortes entre homens são mais frequentes em países de alta renda, enquanto entre mulheres predominam em países de baixa e média renda. Homens tendem a recorrer a métodos de maior violência, o que aumenta a letalidade das tentativas”, menciona. Ao abordar os idosos, sobretudo aqueles que enfrentam doenças, Luisa chama atenção para outro fator de risco: a sensação de perda de utilidade ou de contribuição para a sociedade. Segundo ela, muitos pertencem a uma geração que não foi habituada a falar sobre sofrimento emocional nem a pedir ajuda. A dificuldade de abordar o tema, associada a questões culturais, pode fazer com que essas pessoas silenciem sobre o que sentem.

Sinais de atenção O sinal de alerta aparece, conforme Mariana, quando o sofrimento deixa de ser passageiro e passa a comprometer a vida, afetando a capacidade de se relacionar, cuidar de si e manter interesse pelas atividades cotidianas. Alterações no sono e no apetite, além de uma agitação fora do padrão habitual, também merecem atenção. A psiquiatra chama atenção

ONDE BUSCAR AJUDA? CVV: Oferece apoio emocional gratuito, voluntário e sigiloso. O atendimento funciona 24 horas pelo telefone 188 e também pode ser acessado pelo site cvv.org.br. CAPS: Faz parte do SUS e oferece atendimento a pessoas em sofrimento psíquico ou com transtornos mentais. Procure a unidade de referência do município. Em caso de emergência: Se houver risco imediato, ligue para o SAMU (192) ou procure uma UPA ou pronto-socorro.

As mortes entre homens são mais frequentes em países de alta renda, enquanto entre mulheres predominam em países de baixa e média renda” Luisa Lucas psiquiatra (CRM-RS 43065 | RQE 36746)

ainda para comportamentos que podem acompanhar quadros de sofrimento intenso, como o uso de drogas, o consumo abusivo de álcool e a exposição frequente a situações de risco. Também entram nesse cenário atitudes de negligência com o próprio corpo e com a saúde. Esses comportamentos podem indicar uma relação cada vez mais comprometida com a própria vida.


Luísa Arruda Nutricionista oncológica CRN 11539

Suplementos na era da “febre das vitaminas” Quando mais não significa melhor

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RECEITA

Snack de grão-de-bico Uma receita simples para lembrar que uma alimentação equilibrada também pode incluir sabor e prazer.

Ingredientes

- 400 gramas de grão-de-bico pré-cozido por 30 minutos - temperos a gosto (alecrim, páprica defumada, cúrcuma, orégano) - sal, azeite de oliva e pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo

Pré aqueça a air fryer ou forno por 5 minutos a 180 graus. Em um recipiente grande, coloque o grão-de-bico e os temperos. Misture bem. Coloque para assar por cerca de 40 minutos. Misture a cada 10 minutos para tostar de forma homogênea.

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ma alimentação saudável não precisa ser marcada por proibições. Aprender a incluir todos os tipos de alimentos, com equilíbrio e consciência, também é cuidar da saúde. Comer é uma necessidade, mas também é prazer, afeto, cultura e convivência. Uma sobremesa depois do almoço, um bolo feito pela família ou aquela comida especial em um

encontro com amigos fazem parte da nossa relação com a alimentação, e não precisam ser acompanhados de culpa. Ainda existe a ideia de que, para cuidar da saúde ou perder peso, é necessário eliminar determinados alimentos da rotina. Porém, uma alimentação equilibrada não é construída a partir de um único alimento ou de uma única refeição, mas pelo conjunto das escolhas que fazemos ao longo do tempo.

Um olhar sobre nosso maior patrimônio

Isso significa que comer um doce em um determinado momento não “estraga” uma alimentação saudável. Da mesma forma, não é necessário compensar uma refeição mais indulgente pulando refeições ou fazendo restrições no dia seguinte. Essas atitudes podem contribuir para uma relação cada vez mais difícil com a comida. O equilíbrio está justamente em entender que existe espaço para diferentes alimentos dentro

de uma rotina alimentar. Na maior parte do tempo, podemos priorizar frutas, verduras, legumes, feijão, cereais, proteínas e outros alimentos que contribuem para uma alimentação variada e nutritiva. E podemos desfrutar de alimentos escolhidos simplesmente porque gostamos deles. Outro ponto importante é prestar atenção à forma como comemos. Sentar para fazer uma refeição, comer com atenção e perceber os sinais de fome e saciedade pode ajudar a desenvolver uma relação mais tranquila com a comida.

Também não precisamos transformar o prazer de comer em uma recompensa ou em algo que precisa ser “merecido”. Alimentação não deve ser uma sequência de regras e punições. Cuidar da saúde envolve escolhas conscientes, mas também envolve flexibilidade. No fim das contas, uma alimentação saudável é aquela que, além de nutrir o corpo, consegue fazer parte da vida real. Porque saúde não está em nunca comer um alimento considerado “menos saudável”, mas em construir uma rotina equilibrada, possível e sustentável.

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FÁBIO KUHN

Conheça a Agroecologia Ferrari, referência no colhe e pague do Vale

@caugusto_26 A Cascata Bugerfels é um dos principais destinos naturais de Imigrante. Na foto, o amigo Carlos Bergjohann mostra a vazão da queda de água após dias de chuva.

N

o pacato e charmoso distrito de Forqueta, interior de Arroio do Meio, a Agroecologia Ferrari se populariza pelo colhe e pague de frutas e verduras orgânicas. A experiência oferecida aos turistas há mais de 10 anos coloca a propriedade como um dos principais destinos rurais da região. Ao chegar, o visitante recebe um chapéu de palha e uma cesta e parte para a horta em busca das frutas e hortaliças que deseja colher. O passeio ocorre pela área certificada como agroecológica, com acompanhamento dos proprietários Márcio e Carlos Ferrari, que orientam os visitantes na escolha dos produtos no ponto ideal para a colheita. Para grupos maiores, são oferecidos sucos, bolos e outros alimentos produzidos no local. Nesses casos, a visita deve ser agendada. Outro formato de turismo na Agroecologia Ferrari é o pedagógico. O ponto turístico recebe, com frequência, escolas da região em visitas que tem como foco apresentar como é o sistema de trabalho orgânico, sem 8 uso de agrotóxicos. Os

jovens estudantes também saboreiam um banquete preparado apenas com alimentos produzidos de forma natural. Essas atividades são realizadas no quiosque receptivo, local onde também há venda de produtos como destilados e geleias. A agroecologia está localizada na Rua Henrique Bitsch, número 900. Mais informações podem ser obtidas pelo WhatsApp 51 99300-8680 ou pelo @agroecologiaferrari no Instagram.

TURISMO RURAL A relação da propriedade com o turismo começou ainda em

2013, a partir do projeto “Verde é Vida”, idealizado pela Afubra na Escola Professor Arlindo Back. A iniciativa contribuiu para o surgimento do Caminhos da Forqueta, primeiro roteiro turístico de Arroio do Meio. Assim como outros empreendimentos turísticos do distrito, a Agroecologia Ferrari passou a abrir as portas para visitantes e incorporou o turismo à atividade agrícola. A propriedade já trabalhava com a venda de frutas e verduras para o mercado. Com o desenvolvimento do turismo, hoje atua apenas na venda para o cliente final e com o público que visita o empreendimento.

@cassiosup Um dos grandes entusiastas do stand up paddle na região, Cássio Breitenbach em um dos cenários no rio Forqueta.

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