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A Hora – 11/09/2026

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ASSINATURA 51 3710.4200 51 99352-6402

ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR Sexta-feira, 11 de setembro de 2026 | Ano 25 - Nº 4179 | R$ 5,00 (dia útil) R$ 9,00 (fim de semana)

Parque dos Dick vira centro da cultura gaúcha FELIPE NEITZKE

FELIPE NEITZKE

Lajeado abre hoje à noite a 7ª Semana Farroupilha com 10 dias de atrações e 38 piquetes. Shows tradicionalistas, oficinas e gastronomia são destaques Cerimônia oficial com acendimento da Chama Crioula ocorre no domingo, às 9h. Evento homenageia Keko Munhoz como patrono e traz nova disposição do palco principal para ampliar espaço dos visitantes. PÁ G I N A | 9 Estruturas e piquetes recebem os últimos ajustes no Parque dos Dick para o início do evento cultural

OPINIÃO | VINI BILHAR

OPINIÃO | RODRIGO MARTINI

OPINIÃO | MATEUS SOUZA

De olho no mercado internacional

Bicicross no Parque dos Dick

Competição desleal

Cervejaria Salva completa dez anos e mira novo ciclo de crescimento e diversificação.

Iniciativa une o esporte à necessidade de ocupar áreas alagáveis de forma inteligente.

Deputados federais que buscam reeleição somam R$ 50 milhões em receitas de campanha.

FINANCIAMENTO DE R$ 40 MILHÕES

Lajeado detalha obras prioritárias

ESTRELA

Nova ponte reconecta comunidades do interior Travessia destruída nas enchentes de 2023 e 2024, entre as localidades de Linha São Jacó e Novo Paraíso,

foi inaugurada ontem, 10. Desvio anterior obrigava motoristas a trafegar 6,5 quilômetros a mais. JHON WILLIAN TEDESCHI

Primeira etapa de pacote contempla recapeamentos e intervenções viárias Os primeiros R$ 40 milhões incluem reparos nas ruas Pedro Theobaldo Breidenbach, Coelho Neto e 25 de Julho, rótula no bairro Olarias e reforma da Ponte do Saraquá, com passarela. Banco deve liberar o crédito no fim do ano.

A execução começa em meados de 2027 e vai até 2028. Outros R$ 60 milhões aguardam votação na câmara de vereadores para asfaltar a Hermes Jaeger, alargar a Benjamin Constant e executar drenagem no São Cristóvão.

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AÇÃO SOCIAL

PENSAR ELEIÇÕES 2026

Parceiros Voluntários destina R$ 500 mil ao Vale

Kayser defende estrutura estadual de combate às cheias

CIC-VT pré-seleciona projetos sociais em nove municípios atingidos pelas enchentes históricas.

Candidato do Partido Novo aponta atuação conjunta na Assembleia para definir diretrizes de atuação.

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N E S TA E D I Ç Ã O | NG


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E D I TO R I A L

A B R E A S PA S

Mobilidade com planejamento

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autorização para Lajeado contratar os primeiros R$ 40 milhões em financiamentos destinados à mobilidade urbana representa um passo importante para transformar demandas antigas em obras concretas. O pacote prevê recuperação de vias, melhorias em ruas, uma nova rótula e a reforma da Ponte do Saraquá, com passarela para pedestres. A segunda etapa, de R$ 60 milhões, amplia o alcance do plano com intervenções estruturantes, como drenagem, abertura e alargamento de vias. São investimentos necessários para uma cidade que cresce e enfrenta desafios cada vez maiores de circulação.

Ainda são necessários projetos, contratação dos financiamentos, licitações e organização dos cronogramas” O ponto de atenção, porém, está na execução. A autorização legislativa não significa que as obras começarão imediatamente. Ainda são necessários projetos, contratação dos financiamentos, licitações e organização dos cronogramas. Cada etapa precisa ser acompanhada com transparência. O município também deve manter critérios claros de prioridade. Contrair R$ 100 milhões em crédito só faz sentido se os recursos resultarem em infraestrutura de qualidade e benefícios duradouros para a população. Lajeado tem uma oportunidade relevante para avançar na mobilidade. O desafio agora é transformar o financiamento em obras bem planejadas, executadas com responsabilidade e capazes de preparar a cidade para os próximos anos. Filiado à

Fundado em 1º de julho de 2002 Vale do Taquari - Lajeado - RS

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Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. Impressão Zero Hora Gráfica

Diretor Executivo: Adair Weiss Diretor Editorial e de Produtos: Fernando Weiss

“O CTG contribui para tirar o jovem da frente da tela” Rangel Caio Gugel é coordenador da Invernada Adulta do CTG Tropilha Farrapa. Começou no tradicionalismo aos seis anos e, há mais de quatro décadas, mantém o estilo de vida campeiro, com muito orgulho. Ele encontrou nas tradições o que chama de “elevação do ser”. Para ele, a expressão significa construir laços fortes com a família e os amigos, além de desenvolver a empatia e o senso de coletividade. Uma das características mais importantes do tradicionalismo na era das redes sociais é justamente favorecer as relações presenciais, seja nas invernadas, nos rodeios ou em eventos como o Enart Andreia Rabaiolli

centraldejornalismo@grupoahora.net.br

Como você iniciou no tradicionalismo?

Eu tinha seis anos e vivo o tradicionalismo há 42 anos. Meus pais me trouxeram ao CTG ainda quando não havia o galpão do Tropilha Farrapa. Fui dançarino de invernada e declamador quando era adolescente.

O que o CTG ensinou de prático na sua vida cotidiana?

ARQUIVO PESSOAL

Primeiro de tudo, a entender e a gostar de história. Na adolescência, descobri a história do RS, o que me levou a querer entender a história brasileira, desde o descobrimento do Brasil até a história mundial. Depois, compreendi a importância do espírito de união. No CTG, um grupo é um coletivo de pessoas: não há dançarino sozinho. É preciso estar com o colega. Eu chamo de esporte coletivo. Quando há uma deficiência, todos trabalham em conjunto.

Quais os valores inquestionáveis que foram influenciados pelo tradicionalismo?

O lado familiar é muito forte. O CTG acolhe a família inteira. O adolescente pode frequentar o baile com os pais, diferentemente de uma balada. Você não leva os filhos a uma casa noturna, por exemplo. Existe um sentimento de pertencimento muito forte. Todo ser humano necessita pertencer a um grupo e, aqui, as amizades nascem, se fortalecem e são duradouras.

O que o movimento tradicionalista pode fazer pelos jovens?

Tenho certeza de que o CTG contribui para tirar o jovem da frente da tela. No momento em que ele vem para dentro do galpão, começa a ensaiar e, normalmente, as danças duram três horas. Mas não é apenas isso. Depois, há os encontros e as competições, como o Enart, que fortalecem os vínculos. A gente sabe como um grupo é importante na vida de um jovem e, no CTG, eles se identificam com os amigos que os acolhem, para a festa de rodeio, a noite do pijama e as invernadas. O tradicionalismo tem a capacidade de enturmar aquele adolescente envergonhado. Assim, o CTG tira o protagonismo do celular. No sentido físico, a amizade é o que mais perdura. A minha filha mora em Florianópolis, ela começou a dançar na Mirim e mantém até hoje o grupo de amigos do CTG, mesmo não dançando mais. Eles se encontram e isso é muito bacana.


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RESILIÊNCIA, OCUPAÇÃO E LAZER

Governo projeta (também) uma pista de bicicross no Parque dos Dick

TIRO rodrigomartini@grupoahora.net.br

RODRIGO MARTINI

Gabriel otimista O MDB segue confiante em uma nova reviravolta nas eleições estaduais. As últimas pesquisas mostram crescimento de Gabriel Souza na intenção de votos. E a expectativa é repetir as ondas que levaram Germano Rigotto e José Ivo Sartori ao segundo turno. ESTRANGEIROS E UNIVATES

O

Parque Professor Theobaldo Dick, o popular “Parque dos Dick”, foi pensado e executado entre o fim da década de 80 e os primeiros anos dos 90. Entre desapropriações e recursos públicos, o governo também enfrentou, à época, alguns poucos questionamentos acerca dos altos investimentos em uma área historicamente alagável da cidade. Para muitos, não fazia sentido gastar dinheiro do contribuinte em uma região pouco (ou mal) frequentada, e cuja população evitava em função da insegurança e falta de estrutura. Hoje, acredito eu, poucos lajeadenses arriscariam criticar a decisão tomada há quase 40 anos. E penso que poucos criticarão os novos investimentos na área de lazer. É fato. Diante das recentes tragédias climáticas, restou mais evidente a necessidade de desabitar certas regiões da cidade. Entre essas, o popular “Cantão do Sapo”, uma área de rápido alagamento e que já está praticamente anexada ao território do Parque dos Dick. E a proposta do Executivo é a mesma:

- Em resposta ao vereador Vavá (MDB), o governo de Lajeado informa que as obras do empreendimento habitacional Novo Horizonte, no bairro Igrejinha, estão 63,9% concluídas. São 68 unidades populares com recursos federais. E o prazo de conclusão é janeiro de 2027. - Perguntinha: será que os vereadores Vavá (MDB), Waldir Blau (MDB) e Ederson Spohr (MDB) votarão contra o empréstimo bancário de R$ 60 milhões? Eles já votaram contra o empréstimo de R$ 40 milhões, mas a maioria aprovou. E a prefeita já anunciou as obras e regiões beneficiadas.

BAIRRO FLORESTAL

Sicredi divulga imagem da nova agência em Lajeado

Vale pode construir um projeto regional de inclusão desapropriar imóveis, indenizar as famílias e avançar com a área de lazer. Com auxílio financeiro do governo estadual, o movimento já iniciou pelas casas que estão na cota 19 e avançará até a cota 24. E, entre as novidades previstas ao Parque dos Dick, o governo já anuncia a construção de uma pista de bicicross nas proximidades do extinto Bar do Gão e do campo do São José. Não será a primeira pista municipal de bicicross no município. Lajeado já contou com estrutura semelhante e que por coincidência – ou não – também ficava em área historicamente alagável e isso nunca impediu o bom uso e até mesmo a realização de eventos estaduais e nacionais na pista – essa estrutura ficava nos fundos do Supermercado STR, entre a avenida Décio Martins Costa e a rua Capitão Leopoldo Heineck. É a mesma lógica das pistas de skate, de patinação e das quadras de basquete e vôlei no Parque Linear do Engenho. É o mesmo modelo do Parque Ney Arruda. Uma ocupação inteligente e resiliente. E já copiada por outros municípios margeados e suscetíveis ao Rio Taquari.

Secretária de Desenvolvimento Social de Lajeado, Eliana Heberle concedeu entrevista nesta semana para falar da parceria com a Univates e a nova frente de atendimento voltada à população migrante do município, envolvendo também as unidades dos Cras, Creas e Cram. Em resumo, o plano é dividido em fases e ações para orientação jurídica, busca ativa e iniciativas voltadas à inclusão no mercado de trabalho e qualificação profissional. Tudo para promover um atendimento humanizado e integrado, e garantir autonomia e acesso a direitos. Com suporte de recursos federais, o plano vale aos próximos seis meses. Após o período, é preciso renovar o convênio e buscar mais recursos. Um movimento indispensável, diga-se de passagem. E mais. Eliana aproveitou os microfones da Rádio A Hora para lançar uma provocação aos municípios vizinhos: a criação de um plano regional de acolhimento, orientação regularização e inclusão dos migrantes em todo o Vale do Taquari. Uma missão à Amvat, Amat, CIC/VT, Codevat e afins. E sempre com o especializado suporte da nossa Univates.

A construção da nova agência do Sicredi no bairro Florestal, nas proximidades do Via Atacadista (na área do antigo estádio do Alviazul) já iniciou e a previsão é inaugurar até o fim de 2027, ou mais tardar no início de 2028. A informação é do presidente da Sicredi Integração RS/MG, Luiz

Mario Berbigier. A nova unidade substituirá a atual, localizada na esquina da avenida Benjamin Constant com a rua Natalício Heineck. O espaço de 700 metros quadrados vai oferecer uma estrutura mais ampla e qualificada – e com estacionamento – para atender mais de cinco mil associados.

ÁREA AZUL

Horário ilimitado no rotativo de Lajeado? A câmara de vereadores de Lajeado recebeu ontem a visita do Secretário de Planejamento, Alex Schmitt. Em pauta, o projeto de lei com mudanças no estacionamento rotativo e a proposta de tornar ilimitado o número de horas nas vagas da área azul. A ideia é inovadora. E simples. Em resumo, a partir da segunda (e tradicional) hora o valor

aumenta de forma um pouco mais acentuada. O objetivo é “cobrar bem” para não incentivar a permanência por três, quatro ou mais horas, e ao mesmo tempo garantir um tempo maior durante eventuais urgências ou compromissos, e sem que isso represente multas ou infrações de trânsito. Faz sentido. Mas precisa funcionar, é claro.


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DIVULGAÇÃO

AÇÃO SOCIAL

Vale terá R$ 500 mil para projetos sociais Parceiros Voluntários destina recursos a iniciativas de municípios atingidos pelas enchentes. Câmara da Indústria e Comércio (CIC-VT) coordena a seleção das propostas e aplicação dos valores Filipe Faleiro

filipe@grupoahora.net.br

VALE DO TAQUARI

A

Parceiros Voluntários do RS garante R$ 500 mil para financiar projetos sociais no Vale do Taquari. Os recursos serão aplicados em iniciativas ligadas à educação,

ao acolhimento de crianças, à proteção de mulheres e ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade. Conforme o presidente da Câmara da Indústria e Comércio (CIC-VT), Angelo Fontana, a região foi escolhida pela credibilidade das instituições e pela organização das associações do setor produtivo. “Fomos contatados dessa possibilidade da doação e mobilizamos as associações empresariais filiadas para identificar demandas nas cidades próximas ao Rio Taquari, com prioridade aos municípios mais afetados pelas enchentes.” Como critério, as organizações sociais beneficiadas não precisam ter sofrido danos diretos nos desastres. “O requisito é apresentar uma proposta compatível com as áreas definidas pela Parceiros Voluntários.” Nesta etapa, foram cadastrados dez projetos em oito cidades. “Encaminhamos para análise

da instituição. Precisamos agora detalhar objetivos, orçamento, formas de execução e resultado esperado”. Este primeiro conjunto de propostas foi encaminhado para a proponente e terão uma pré-análise, diz Fontana. Nesta etapa, o intuito é verificar se os projetos atendem os requisitos. Como os documentos ainda são preliminares, beneficiários, valores e objetos poderão mudar antes da aprovação.

Aporte de R$ 50 mil A relação reúne demandas de Muçum, Encantado, Roca Sales, Lajeado, Arroio do Meio, Colinas, Estrela, Bom Retiro do Sul e Cruzeiro do Sul. Em Muçum, o projeto prevê a ampliação de uma Escola Municipal. Como o orçamento supera os R$ 50 mil solicitados, será necessário assegurar uma fonte complementar. Cruzeiro do Sul

propõe destinar o mesmo valor à Casa de Passagem. Encantado apresentou duas iniciativas e Bom Retiro do Sul, três. Roca Sales e Estrela encaminharam demandas das Apaes. Em Colinas, a proposta envolve a troca do telhado de uma escola. Também foram incluídos projetos da Associação de Menores de Arroio do Meio (Amam), e da Sociedade Lajeadense de Atendimento à Criança e ao Adolescente (Slan). Após a análise inicial, as entidades deverão ajustar os

Ações sociais da Slan integram projeto para receber recursos via Parceiros Voluntários RS

documentos e encaminhar a versão definitiva. A resposta da Parceiros Voluntários é esperada para as próximas semanas. Com a aprovação, ocorrerá a entrega oficial dos projetos e a definição do repasse. A CIC VT também ficará responsável por acompanhar a execução e fiscalizar a aplicação dos recursos.


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“É preciso criar uma porta de saída dos programas sociais” RODRIGO GALLAS

ENTREVISTA | MARCOS KAYSER • CANDIDATO A DEPUTADO ESTADUAL

“Não adianta dizer que vou fazer sozinho, porque não vai acontecer.” A Hora – Qual será a principal prioridade caso seja eleito? Marcos Kayser – A principal ação concreta será estruturar o que o Vale do Taquari e o Estado não têm hoje, uma estrutura de prevenção aos eventos climáticos. É necessário construir isso em conjunto na Assembleia. Não adianta dizer que vou fazer sozinho, porque não vai acontecer. Não sou um soldado sozinho. Minha responsabilidade será unir os representantes antes que a população gaúcha sofra novamente.

Candidato do Novo, Marcos Kayser aponta infraestrutura, concessões rodoviárias, programas sociais, turismo e endividamento rural como prioridades. Também criticou modelo de concessões e defendeu uso de recursos do Funrigs nas para obras Karine Pinheiro

karine@grupoahora.net.br

Para o candidato, os planos municipais de prevenção existentes antes das cheias não tiveram aplicação suficiente

T R A J E TÓ R I A Marcos Alexandre Kayser tem 37 anos, é empresário e filiado ao Partido Novo. Natural de Alto Feliz, tem domicílio eleitoral em Estrela e possui trajetória dentro da política. Ele disputa uma vaga na Assembleia Legislativa pela primeira vez, mas na eleição de 2024 concorreu a vereador e somou 465 votos. Mesmo como sexto mais votado, não foi eleito pela falta de votos do partido na legenda. Também disputou uma vaga na Câmara em 2020.

AGENDA Sexta-feira, dia 11 15h30min – Paulinho Zinn (Republicanos) Segunda-feira, dia 14 15h30min – Bolacha Melo (PL) Terça-feira, dia 15: 8h30min – Carlos Ranzi (MDB)

VALE DO TAQUARI

A

criação de uma estrutura estadual de prevenção a eventos climáticos é a principal proposta apresentada por Marcos Kayser (Novo). Candidato a deputado estadual, ele defende uma atuação articulada entre representantes do Vale e demais parlamentares para estabelecer medidas antes da ocorrência de novas enchentes. O candidato participou da série de entrevistas do projeto “Pensar Eleições – Desperta Vale do Taquari”, promovido pelo Grupo A Hora. A iniciativa busca dar visibilidade aos candidatos federais e estaduais ligados ao Vale do Taquari,

além de estimular o debate e a conscientização dos eleitores. Para o candidato, os planos municipais de prevenção existentes antes das cheias não tiveram aplicação suficiente. A proposta é levar o debate para a Assembleia Legislativa e criar uma comissão para tratar do tema em todo o Estado. Kayser afirma que a resposta aos desastres não pode começar apenas após a ocorrência. A infraestrutura também aparece como ponto central. Ao tratar da logística regional, o candidato critica o modelo de concessões rodoviárias adotado pelo Estado e defende o uso de

recursos do Funrigs para obras. Também questiona o sistema de cobrança automática nas rodovias e cita multas geradas pelas praças de free flow como exemplo de problema no modelo atual. Na área econômica, Kayser defende a redução da carga tributária e afirma que o Estado deve atuar como parceiro da iniciativa privada. Para os programas sociais, propõe maior supervisão e mecanismos que facilitem a transição de beneficiários para o mercado de trabalho. Ele também aponta a necessidade de ampliar a fiscalização sobre políticas públicas.

AH – A logística é um dos principais gargalos do Vale. Como pretende atuar nessa área? Kayser – O gargalo logístico sempre foi um tema sério. Durante muito tempo, o Vale não participava dessas discussões. A comunidade começou a integrar esse debate anos depois. Sou favoráveis às concessões, mas não da maneira como estão sendo feitas pelo Estado. Temos um problema de infraestrutura para resolver e existem recursos no Funrigs para resolver o problema das obras que estão sendo propostas. Quanto mais rápido esse aporte for utilizado, mais rápido chega o retorno para o Estado. Também tem o projeto de free flow, que da maneira como foi concebido, é uma fábrica de multas. O Estado não arrecada apenas com a tarifa. Em dois anos, seis praças de free flow geraram R$ 1 milhão em multas. Imagine com 58 praças, seria mais de R$ 1 bilhão. Não há controle sobre o sistema. AH – Qual deve ser o papel do Estado na geração de emprego? Kayser – O Estado não tem que servir de guarda-chuva para resolver todos os problemas demandados. Tem que ser parceiro da solução, com um grupo forte suficiente para fiscalizar resultados. Há pessoas que pedem contratação sem carteira assinada para continuar recebendo benefícios do governo. Isso não pode acontecer. Têm pessoas disponíveis para trabalhar, mas não há mecanismo do Estado que faça essa fiscalização. É preciso ajudar a fiscalizar e criar uma porta de

saída dos programas sociais. AH – O turismo pode ser uma alternativa de desenvolvimento? Kayser – Precisamos usar o que temos no Vale. Temos um comportamento diferente do observado no restante do Estado, com empresas e pessoas se unindo para fazer as coisas acontecerem. O Cristo Protetor, por exemplo, foi feito em conjunto. As pessoas se uniram, entre iniciativa privada e poder público. Temos o Rio Taquari, com muitas atividades que podem ser aproveitadas. Talvez seja necessário até um incentivo fiscal do Estado. AH – O que precisa mudar na prevenção a enchentes? Kayser – Sabemos que todos os municípios da região tinham planos de prevenção, mas eles nunca eram colocados em prática. Agora, todos discutem esses planos e as pessoas seguem sem atendimento. Essas discussões precisam acontecer antes de uma cheia. É necessário ter representantes na Assembleia para tratar desse tema. Isso precisa ser projetado em conjunto. Uma possibilidade é a criação de uma comissão dentro da Assembleia para discutir a prevenção de eventos climáticos em todo o Estado.

Temos um comportamento diferente do observado no restante do Estado, com empresas e pessoas se unindo para fazer as coisas acontecerem. O Cristo Protetor, por exemplo, foi feito em conjunto. As pessoas se uniram, entre iniciativa privada e poder público. “


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R$ 40 MILHÕES

Governo prioriza recapeamento e obras viárias com primeiro pacote Recurso inicial foca na recuperação de ruas e na reforma da Ponte do Saraquá. Verba complementar de R$ 60 milhões para intervenções estruturantes aguarda votação no Legislativo Mateus Souza

mateus@grupoahora.net.br

LAJEADO

C

om a autorização da câmara de vereadores para a captação dos primeiros R$ 40 milhões em operações de crédito, a administração de Lajeado deu o primeiro passo em seu plano de investimentos em mobilidade urbana. O montante é a primeira fatia de um pacote total de R$ 100 milhões e será destinado priorita-

riamente a obras de menor porte e à recuperação de vias. Segundo a prefeita Gláucia Schumacher, a divisão do montante global em duas matérias ocorreu devido às exigências específicas de cada linha de crédito. “São dois projetos porque são dois financiamentos diferenciados. Cada financiamento comporta um tipo de obra”, explica. Entre as intervenções prioritárias mapeadas para esta etapa está o recapeamento do trecho existente da rua Pedro Theobaldo Breidenbach, no bairro Conventos, além da recuperação da rua Coelho Neto, no bairro São Cristóvão, entre a avenida Piraí e a Fábio Brito de Azambuja, no acesso à futura sede da Central de Polícia. O planejamento abrange também melhorias na rua 25 de Julho, no bairro Florestal, a construção da rótula de acesso ao bairro Olarias, nas proximidades do campus do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul), e a reforma da Ponte do Saraquá, entre os bairros Centro e Conservas,

KARINE PINHEIRO

gente apenas ganhou uma autorização da Câmara para fazer o contrato com o banco. Aí agora o banco tem que liberar este valor.” A expectativa é que o recurso seja liberado no fim do ano, com execução prevista a partir de meados do próximo ano e distribuição até 2028 na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). “É um cronograma natural, são 100 milhões, tu não vai executar isso de uma vez só”, salienta a prefeita.

Segunda etapa

acompanhada da instalação de uma passarela para pedestres.

Trâmites Apesar do aval parlamentar, o início das intervenções passará por trâmites burocráticos e

Entre as prioridades, estão melhorias na rua principal do bairro Conventos

elaboração de projetos executivos. A prefeita pontuou que a votação autoriza a formalização da operação com a instituição financeira. “Nós, com esse projeto de lei, a

A segunda parcela do plano de mobilidade urbana, orçada em R$ 60 milhões, aguarda deliberação dos vereadores após pedido de vistas na Casa. Diferente do primeiro lote, este financiamento exige a realização de intervenções de maior porte estrutural. “São obras mais estruturantes que o próprio financiamento exige que a obra contemple maiores requisitos, como por exemplo, não consigo fazer um recapeamento dentro daqueles 60 milhões, eu tenho que fazer uma obra mais estruturante, com drenagem, abertura de vias”, detalhou Gláucia. Esse segundo pacote abrange o asfaltamento da rua Hermes Jaeger, no bairro Bom Pastor, o alargamento da avenida Benjamim Constant e grandes obras de drenagem no bairro São Cristóvão.


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vinibilhar@grupoahora.net.br

VINI BILHAR

Salva projeta expansão internacional ao completar 10 anos

A

cervejaria Salva, de Bom Retiro do Sul, chega aos dez anos em meio a um novo ciclo de crescimento e diversificação. Segundo o CEO da empresa, João Giovanella, o mercado de cervejas artesanais amadureceu no período, com consumidores mais informados e exigentes. “Hoje há mais cobrança por qualidade, preço e consistência. A Salva acompanhou esse movimento, profissionalizou a operação e definiu melhor seu posicionamento”, afirma. A empresa adotou como estratégia não seguir modismos, mas entender o comportamento do consumidor e identificar demandas reais. Esse processo resultou na ampliação do portfólio, entrada em novas categorias e consolidação da marca sem perder identidade, destaca o executivo. Para a próxima década, o foco está na expansão para outros mercados, especialmente por meio das exportações. Giovanella destaca que a alta carga tributária no Brasil limita o crescimento, enquanto o mercado externo

DIVULGAÇÃO

Dólar: R$ 5,10 | Ibovespa: 188.268,60

Imec reforça presença na Semana Farroupilha de Lajeado

abre oportunidades para a cerveja brasileira. Entre os marcos da trajetória, o CEO cita a rápida adaptação durante a pandemia, quando a empresa migrou para garrafas PET diante da escassez de embalagens, movimento que se tornou referência no setor. Outro ponto foi a transformação da produção para cervejas sem glúten, reposicionando a marca. Mais recentemente, a Salva alcançou reconhecimento

global ao conquistar, em 2025, o título de cerveja mais premiada do mundo, fato que consolida sua presença no cenário internacional. Neste final de semana, a empresa começa a nova trajetória no Brasil Beer Cup, evento onde a Salva tenta o bicampeonato na competição. A expectativa é que, ainda no domingo, o resultado coloque pelo segundo ano consecutivo a cervejaria como a melhor do Brasil.

Sindilojas analisa projeto do estacionamento rotativo A diretoria do Sindilojas Vale do Taquari avaliou nesta semana, o projeto de lei que trata do estacionamento rotativo em Lajeado. A entidade discutiu pontos da proposta e irá encaminhar sugestões à câmara de vereadores.

Indicadores

Entre as preocupações da entidade, está a garantia do caráter rotativo do sistema, evitando foco arrecadatório e priorizando a circulação e o acesso ao comércio e serviços. Também foram debatidos temas

como cobrança em cheias acima da cota de 21 metros, vias incluídas, formas de pagamento, tempo de permanência, fiscalização e penalidades. O Sindilojas reforça que busca contribuir para uma legislação equilibrada.

O Grupo Imec confirma, mais uma vez, o patrocínio à 7ª Semana Farroupilha de Lajeado, que inicia hoje e segue até 20 de setembro, no Parque dos Dick, com entrada gratuita. O evento, viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura do Estado, reúne atrações culturais, musicais e tradicionalistas, promovendo a valorização das tradições gaúchas. Entre as ações da empresa, destaca-se o Costelão ao fogo de chão, neste sábado, 12, em parceria com o Paleta Atlântida, na rua Santos Filho. A degustação será realizada mediante retirada antecipada de vouchers na loja Desco

Lajeado, além de disponibilidade limitada no local do evento. Durante a programação, o Grupo Imec também marca presença com ações voltadas ao público infantil, com a participação dos mascotes Super Desco e Imequinho, que irão promover atividades de interação e distribuição de brindes. Segundo o CEO, Fabiano Pivotto, a iniciativa reforça o compromisso da empresa com a comunidade e a preservação da cultura regional, fortalecendo o vínculo com o público em um dos principais eventos tradicionalistas do município. DIVULGAÇÃO


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MAIRA SCHNEIDER

Semana Farroupilha reúne 38 piquetes e dez dias de programação Evento começa hoje e segue até 20 de setembro, no Parque dos Dick. Entre os destaques, estão shows musicais, apresentações de CTGs, tertúlias, oficinas culturais e gastronomia Maira Schneider

mairaschneider@grupoahora.net.br

LAJEADO

S

erão dez dias de programação gratuita e 38 piquetes instalados no Acampamento Farroupilha. A programação inclui shows de música gaúcha, com apresentações de Renato Borghetti, Joca Martins e Mauro Moraes, além de atividades de CTGs, tertúlias e oficinas culturais para estudantes. A 7ª Semana Farroupilha começa na noite de hoje, 11, e segue até domingo, 20, no Parque Professor Theobaldo Dick. A abertura oficial, com o acendimento da Chama Crioula, ocorre no domingo, às 9h. Segundo a secretária da Cultura, Esporte, Lazer e Turismo, Mariana Heemann Betti, o evento reforça a cultura como elemento de identidade e convivência entre a comunidade. “O Acampamento Farroupilha é o momento em que Lajeado reafirma sua identidade, memória e orgulho da cultura gaúcha. Ele representa um ponto de encontro entre gerações, onde a história, a

música, as danças e o convívio comunitário ganham vida no Parque dos Dick”, afirma.

Integração entre entidades A Associação Municipal de Tradicionalistas Gaúchos (AMTG) é parceira da organização. Para o presidente da entidade, Ademar Foster, a Semana Farroupilha representa um período de integração entre os grupos tradicionalistas. “Como patrão da entidade, a Semana Farroupilha para nós tradicionalistas é de extrema importância porque é o momento que a gente tem para desligar um pouquinho do corre, aquele momento que a gente usa para festejar, para se juntar com as demais entidades.” A expectativa para esta edição é de aumento no movimento. “Casa cheia. Eu sempre falo como patrão, sempre gosto de ter casa cheia. Então aqui como estando na organização do evento, tendo a casa cheia sempre é um sinal de trabalho bem feito”, projeta. Nesta edição, são três piquetes a mais do que no ano passado. A gastronomia também deve ser destaque. “Nós já temos ovelha reservada, nós temos o porco e costelão reservados. Então tenho certeza que vai ter muita culinária, muita coisa boa para comer por aqui”, acrescenta Foster. O marceneiro Rafael Leandro Senger, do piquete Curva de Rio, espera repetir a movimentação da edição anterior. “Com muito churrasco de novo, muita comida

no fogão campeiro, muitos amigos em volta, muita festa.”

Mudanças na estrutura Uma das novidades é a mudança de posição do palco principal, que ficará voltado para a Rua Santos Filho, com o objetivo de ampliar o espaço destinado ao público. A Secel também terá um espaço na entrada do pórtico para receber moradores e visitantes, divulgar empreendimentos turísticos e oferecer atividades para crianças e para a comunidade. Mariana Betti destaca ainda os reflexos da programação nos diversos setores. “Movimenta

Tradicionalistas finalizam detalhes para ornamentação dos piquetes, às vésperas das festividades

a economia local nos setores de comércio, gastronomia e serviços, dá palco aos nossos artistas e CTGs, e oferece à população um espaço seguro e gratuito de lazer em família.”

Patrono O patrono da 7ª Semana Farroupilha é Marco Aurélio Rozas Munhoz, o Keko Munhoz. Ele foi patrão do CTG Bento Gonçalves em 1999, integrou o Conselho de Vaqueanos da entidade, atuou no Conselho de Ética da 24ª Região Tradicionalista e fez parte do Conselho Diretor do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG). “Recebi com alegria esse convi-

te para ser o patrono desta edição. Eu acho que na realidade essa função de patrono não é de uma pessoa em si só, mas são de todos os envolvidos no tradicionalismo lajeadense”, afirma. Para Keko, o evento ganhou maior dimensão nas últimas edições e passou a ocupar um espaço de destaque na programação tradicionalista do município. “Acredito que, cada vez mais, está se tornando um evento grandioso, sólido e bonito. Há anos os tradicionalistas de Lajeado pediam uma programação à altura da cidade, como a capital do Vale do Taquari merece, e acredito que a Semana Farroupilha alcançou esse porte.”


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Sexta-feira, 11 de setembro de 2026

PUBLICAÇÕES LEGAIS

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ANÁLISE, CURADORIA Fim de semana, 4 e 5

janeiro 2025 | Ano 22

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Nova travessia a partir de segunda ESTIVA NO FORQUETA

PÁGINA | 11

Obra idealizada pela EGR,

“passagem molhada” deve

melhorar fluidez no trânsito

OPINIÃO | RODRIGO MARTINI

OPINIÃO | FABIANO CONTE

Pressão permanente

Gusttavo Lima na política?

Rio Taquari esmoDebate sobre nova ponte no apresentar projeto. receu. É preciso correr para

a presidente “Lançamento” de candidatura todo o país. faz músico virar assunto em FUTURO DA MÃO DE

entre Lajeado e Arroio do

Meio

OPINIÃO | VINI BILHAR

Retomada em locais seguros

enchentes proEmpresas castigadas pelas sedes em 2025. jetam recomeço com novas

OITO MESES DEPOIS

e a esperança

OBRA

s Novo ano abrigo Quais as profissões mai para 25 famílias em promissoras de 2025

BIBIANA FALEIRO

Mundo do trabalho procura

de analistas em tecnologia

Uma cação técnica e superior. Faltam pessoas com qualifi do país. empresas do Vale, do RS e máxima ouvida dentro das pela tecnologia e pelas O mercado de trabalho impulsionado enfrenta um vácuo que da sociedade mudanças nas demandas

até pedreiros

Em 2025, profissões em endificulta a expansão das empresas.saúde e educação estão entre genharia, TI, energia sustentável, apontam a necessidade de as mais procuradas. Especialistas para atender às novas exigências. formação e requalificação

PÁ G I N A S | 12 e 13

APÓS CHEIAS

PIB gaúcho dá sinal de recuperação PÁ G I N A S | 6 e 7

JOAQUIM E MARIA CECÍLIA

Os primeiros bebês da geração Beta PÁ G I N A S | 18 e 19

PÁ G I N A S | 8 e 9


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DIVULGAÇÃO

Acsurs alerta para margens negativas na suinocultura Maior oferta de animais no mercado pressiona cotações e reduz valores pagos aos produtores gaúchos. Custos mantém estabilidade nos últimos dois anos DIVULGAÇÃO

No mercado à vista, produtores seguem resistentes aos valores oferecidos pelas indústrias

Mercado do arroz perde ritmo no RS Estevão Heisler

projetoagro@grupoahora.net.br

ESTADO

A

suinocultura do Rio Grande do Sul enfrenta um período de margens apertadas, com o preço recebido pelos produtores abaixo do custo de produção. O cenário é atribuído, sobretudo, ao aumento da oferta de animais e à desvalorização do suíno ao longo de 2026. Os dados são da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs). De acordo com o presidente da entidade, Valdecir Folador, o problema não está relacionado a uma alta expressiva dos custos, já que os preços do milho e do

Perspectiva para os próximos meses é de alguma recuperação, sobretudo com o aumento do consumo no fim do ano

farelo de soja, principais componentes da ração, permaneceram relativamente estáveis nos últimos 18 a 24 meses. O principal movimento ocorreu nas cotações do suíno, que perderam força a partir do segundo trimestre. Para Folador, a produção avançou acima da capacidade de absorção dos mercados interno e externo. Na semana de 4 de setembro, a cotação do suíno independente no Rio Grande do Sul estava em R$ 5,02 por quilo vivo. A perspectiva para os próximos meses é de alguma recuperação, sobretudo com o aumento do consumo no fim do ano e uma possível melhora das exportações.

A Acsurs, porém, não projeta uma valorização suficiente para recompor integralmente as margens no curto prazo. No mercado externo, os embarques brasileiros de carne suína cresceram 10% nos primeiros sete meses do ano, segundo Folador. As Filipinas, um dos principais destinos, reduziram as compras, mas há sinais recentes de recuperação da demanda e dos preços. Para o presidente da entidade, a redução da oferta será gradual, devido ao ciclo produtivo da atividade. Enquanto isso, o excesso de animais mantém a pressão sobre as cotações e dificulta a recuperação da rentabilidade nas granjas.

Maior oferta de animais no mercado pressiona cotações e reduz valores pagos aos produtores gaúchos ESTADO

As cotações do arroz em casca continuam em alta no Rio Grande do Sul, mas os reajustes perderam intensidade nos últimos dias. Segundo boletim do Cepea divulgado nesta quinta-feira, parte das indústrias reduziu a procura por novos lotes após reforçar os estoques nas últimas semanas. No mercado à vista, produtores seguem resistentes aos

valores oferecidos pelas indústrias e, principalmente os mais capitalizados, aguardam preços maiores para vender. Em alguns casos, porém, a necessidade de cumprir compromissos financeiros levou vendedores a ampliar pontualmente a oferta. Entre as indústrias, algumas consideram suficientes os volumes já adquiridos e diminuíram o ritmo de compras. Outras mantiveram as propostas, enquanto parte realizou apenas pequenos reajustes. Para os pesquisadores do Cepea, a diferença entre os preços pedidos pelos produtores e os valores oferecidos pelos compradores continua limitando os negócios. A concorrência também aumentou em algumas regiões com a procura de indústrias de outros estados, como Goiás.


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Sexta-feira, 11 de setembro de 2026

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FUTEBOL FEMININO

JOVENS DE LAJEADO GANHAM ESPAÇO NO INTER

EZEQUIEL NEITZKE ezequiel@grupoahora.net.br

OLHAR PARA OS GAROTOS DA REGIÃO DIVULGAÇÃO

Maria Heckler e Júlia Trojack, ambas de 13 anos, assinam contrato de formação com o Colorado após trajetória em equipes da região Ezequiel Neitzke

ezequiel@grupoahora.net.br

D

uas jovens atletas de Lajeado estão perto de realizar o sonho de vestir uma das camisas mais tradicionais do futebol gaúcho. A zagueira Maria Luiza Heckler e a goleira Júlia Trojack, ambas com 13 anos, foram efetivadas pelo Internacional e devem assinar contrato de formação com o clube. A confirmação chegou às famílias nesta semana e representa mais um passo na trajetória construída pelas meninas em escolinhas e equipes da região. Maria já era acompanhada pelo Colorado há algum tempo. Filha do ex-atleta profissional Roque Heckler, começou a formação nas escolinhas do Rui Barbosa e do Sete de Setembro. A goleira Júlia Trojack também foi aprovada pelo Internacional e terá a oportunidade de seguir a formação dentro do clube. As duas têm uma ligação em comum que é o trabalho desenvolvido pelo técnico Jonathan Bomm. O treinador acompanhou as atletas em diferentes momentos da formação, passando pela Fevat, Guarani de Venâncio Aires e, mais recentemente, Aimoré. Para Bomm, a chegada das meninas ao Internacional é motivo de orgulho e também a confirmação de um trabalho que começou ainda na base. Ele destaca a dedicação de Júlia e a evolução apresentada ao longo deste ano. “A Júlia é uma guria muito dedicada e comprometida com a família. Todo o esforço dela sempre foi levando a família junto. Ela se desenvolveu muito neste ano, no Gauchão Sub-15”, afirma.

A zagueira Maria Luiza Heckler e a goleira Júlia Trojack, ambas com 13 anos, foram efetivadas pelo Internacional e devem assinar contrato de formação com o clube

“MENINA FORA DA CURVA” O treinador também recorda que Maria demonstrava potencial desde muito cedo. A zagueira chegou a disputar um Gauchão Sub-15 com idade abaixo da categoria. “A Maria é uma menina fora da curva. Desde que começou comigo, eu sabia onde ela chegaria. Desde muito nova já jogava um Gauchão Sub-15, na época recém tinha completado 12 anos”,

lembra. Bomm entende que o papel de quem trabalha na formação vai além de ensinar aspectos técnicos e táticos. Para ele, é preciso preparar os jovens para os desafios que encontrarão ao longo da carreira. “Esse é um dos meus trabalhos: desenvolver essas meninas para o mundo, trabalhar e lapidar elas para grandes equipes”, destaca. Agora, Maria e Júlia iniciam uma nova etapa em Porto Alegre.

A

fala do dirigente do Imigrante, Fernando Radaelli, durante a transmissão da Copa Certel/Sicredi merece ser retomada. Não apenas pela crítica ao custo cada vez maior das equipes, mas principalmente pelo alerta sobre a falta de oportunidades para os jogadores da região. Essa é uma discussão antiga. O futebol amador já tentou, em diferentes momentos, criar mecanismos para valorizar os pratas da casa. Algumas propostas avançaram, outras não. O fato é que o problema continua aparecendo temporada após temporada. Radaelli toca em um ponto importante. Alguns clubes investem em escolinhas e aspirantes, mas, quando chega a hora do time principal, muitas vezes buscam fora aquilo que já possuem dentro de casa. O garoto treina, disputa o aspirante, mostra qualidade, mas acaba vendo a vaga ser ocupada por um jogador contratado de outro município. E aqui é preciso fazer uma ressalva. O aspirante não deveria ser apenas uma competição paralela. Ele também tem uma função de formação. É justamente ali que o jovem precisa ganhar experiência, amadurecer e mostrar que pode, no futuro, vestir a camisa do time principal. Não se trata de defender que os clubes sejam proibidos de contratar. O futebol competitivo também precisa de reforços. A questão é encontrar equilíbrio. Se há bons jogadores na região, por que não dar a eles uma oportunidade real? Há ainda um aspecto que vai além das quatro linhas. Quando uma comunidade arrecada, promove festas, vende rifas e mobiliza voluntários para manter um clube, é natural que queira ver esse dinheiro ajudando também a desenvolver o futebol local. Quanto mais recursos circularem entre atletas e profissionais da própria região, maior tende a ser o retorno para essas comunidades. Valorizar a prata da casa não significa baixar o nível da competição. Pelo contrário. Pode significar criar um caminho para que o nível continue alto sem que o custo fique cada vez mais pesado. Talvez seja hora de retomar essa velha discussão com uma pergunta simples: estamos formando jogadores para que, afinal?

UM OLHAR ESPECIAL PARA TABELA No último fim de semana, estive em Nova Bréscia para a transmissão do jogo entre Imigrante e Estudiantes. Na praça esportiva do Imigrante, em Tigrinho Alto, alguns torcedores questionaram o fato de o Tiradentes também atuar em casa. Os campos ficam a apenas cinco quilômetros de distância. Os números ajudam a entender a preocupação. Nos jogos realizados em Nova Bréscia, a média foi de 250 pagantes. Já na rodada em que os dois times de Canudos do Vale atuaram em casa, em 16 de agosto, separados por apenas 2,7 quilômetros, a média ficou em 200 torcedores. Não se trata de apontar culpados, mas de defender um olhar mais atento na montagem da tabela. Evitar confrontos de mandantes em locais tão próximos pode ajudar os clubes a preservar público e renda. Uma competição forte também se faz com clubes financeiramente saudáveis. E, nesse sentido, cuidar da tabela é também cuidar dos clubes.


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por Luciane Ferreira

Movimento pedia legendas em filmes nacionais Durante o Festival de Cinema de Gramado, grupos de deficientes auditivos de todo o estado fizeram uma manifestação para pedir legendas nas produções nacionais. Um grupo de Lajeado participou do encontro. A intenção era ter mais acesso à cultura e ao lazer.

Deficientes auditivos buscavam inclusão

Dez anos criando histórias infantis A escritora Lenira Almeida Heck celebrava 10 anos de dedicação às letras. A autora de livros infantis levava personagens e histórias às escolas e em eventos culturais. Na época, estava prestes a lançar o título Borboleta Azul. A autora assinava com pseudônimo Julia Vehuiah.

Hoje é - Dia Nacional do Cerrado

Santo do dia: João Gabriel Perboyre

Autora contava histórias para grupos de crianças

Intenção era quase triplicar o número de mudas

Lajeado planejava plantio de macieiras Reunião com o prefeito Alípio Hüffner, técnicos agrícolas e engenheiros agrônomos definia o plantio de macieiras para 1977, na

zona alta. Na safra de 1976 teriam sido cultivadas 25 mil mudas. A intenção era aumentar para 60 mil a quantidade de pés da fruta.

Diretoria da União dos Clubes de Mães tomava posse A diretoria da União Lajeadense dos Clubes de Mães tomava posse. Integravam o grupo de Helga Reckziegel, Geni Arruda, Iria Brener, Giselda Müller, Sônia Hillesheim, Selma Predigfer, Suely Duraisky, Etalina Oliveira, Julieta Ribeiro,Therezinha Schmidt, Irma Machado, Lídia Corbelini e a mãe do ano de 1976 Irma Lenhardt.

Integrantes da diretoria e a “Mãe do Ano de 1976”


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MATEUS SOUZA

A

Médico Anestesiologista

Jornalista

ARTIGO

Desequilíbrios na campanha

Liberdade sem rumo

atualização dos gastos de campanha, a partir da plataforma DivulgaCand, confirma o quão difícil é para candidatos novatos alcançarem os parlamentos. Na situação do Vale do Taquari, cuja representação atual inexiste, o cenário é ainda mais dramático. E os números ajudam a traduzir esta dura realidade. Aproveitei um momento na manhã de ontem para pesquisar quanto os deputados federais e estaduais, em pleno exercício do mandato, já receberam. As despesas incluem as doações dos partidos – com o chamado Fundão – e também os repasses de pessoas físicas, pois desde 2016 está proibida a doação de empresas em eleições. Bom, o cálculo fala por si. Juntos, 26 deputados federais que buscam a reeleição já

No Vale

RODRIGO DAOUD

receberam pouco mais de R$ 50 milhões para a campanha. Recurso aplicado em propaganda de rua e nas redes sociais, no impulsionamento de conteúdo, em aluguel de comitês, agências de publicidade e locação de veículos, entre outros. Vejam só. Os parlamentares já contam com um montante expressivo de emendas parlamentares a disposição durante os quatro anos de mandato. Recursos que chegam aos municípios, fortalecem as bases e fidelizam eleitores. Aí, na campanha, ganham mais uma bolada. “Ah, mas fulano tem méritos em receber mais recursos, pois puxa votos para o partido, e está há tantos anos no Congresso.” É um argumento válido. Mas, para quem está começando do zero, não tem histórico anterior ou um bom padrinho político, o caminho é sempre mais longo.

Dos 19 candidatos vinculados ao Vale do Taquari, cinco ainda não registraram receitas e despesas de campanha. A primeira prestação parcial de contas sai na próxima segunda-feira, 14, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral

ALIÁS Na corrida para a AL-RS, a situação não é muito diferente. Enquanto deputados que tentam novos mandatos dispõem de doações significativas dos partidos, outros que estreiam na vida pública ou que almejam um lugar no Legislativo gaúcho pela primeira vez enfrentam mais dificuldades para emplacar. Alguns nomes bem conhecidos do eleitorado regional já passam dos milhões recebidos para a campanha. Outros, que possuem domicílio eleitoral aqui, convivem com as migalhas e se viram nos 30 para ganharem alguma visibilidade dentro e fora do Vale. Não vou aqui dizer que os candidatos estreantes não tem chances no pleito de outubro. Já vimos exemplos de vitórias surpreendentes na história das eleições gaúchas. Mas, sem dúvidas, o desafio é bem maior.

(TSE). O montante total de receitas dos 14 que declararam ingresso de recursos é de pouco mais de R$ 2,2 milhões. Isso é menos do que o recebido por dez deputados federais candidatos a reeleição.

OS DEPUTADOS QUE MAIS RECEBERAM RECURSOS PARA A CAMPANHA

QUANTO OS CANDIDATOS DO VALE RECEBERAM PARA A CAMPANHA*

FEDERAIS

Bolacha Melo (PL) – R$ 100 mil

Giovani Cherini (PL) – R$ 3,2 milhões

Enio Bacci (PDT) – R$ 400 mil

Bibo Nunes (PL) – R$ 3,1 milhões

Felipe Força Tarefa (Podemos) – R$ 33 mil

Marcelo Moraes (PL) – R$ 3,1 milhões

Matteus Amaral (PP) – R$ 850 mil

Osmar Terra (PL) – R$ 3,1 milhões

Neide Teutônia (PSDB) – R$ 25 mil

Denise Pessoa (PT) – R$ 2,9 milhões

Airton Artus (PDT) – R$ 260 mil

ESTADUAIS Guilherme Pasin (PP) – R$ 1,2 milhão Kelly Moraes (PL) – R$ 1,2 milhão Prof. Cláudio Branchieri (PL) – R$ 1,2 milhão Joel Wilhelm (PP) – R$ 1 milhão Luciana Genro (PSOL) – R$ 1 milhão Fonte: DivulgaCand, plataforma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Juli Cuciolli (PL) – R$ 100 mil Luis Benoitt (PL) – R$ 105 mil Maneco Hassen (PT) – R$ 167 mil Marcos Kayser (Novo) – R$ 500,00 Paulinho Zinn (Republicanos) – R$ 20 mil Ramatis de Oliveira (PL) – R$ 100 mil Roberto Lucchese (MDB) – R$ 80 mil Samuel Maciel (Novo) – R$ 13 mil (*) Carlos Ranzi, Tenente Hampel, Mateus Trojan, Fabiano Diehl e Darlã Bellini não prestaram contas à Justiça Eleitoral até o fechamento desta edição.

O

tema é antigo: liberdade. Dostoiévsky foi quem melhor imortalizou-o na forma de narrativa em sua parábola do Grande Inquisidor. Nela, Jesus Cristo volta ao mundo dos vivos na idade média e é preso pelo cardeal chefe da Igreja local, conhecido como Grande Inquisidor. Pela segunda vez, Jesus é interrogado pela autoridade mundana. Ela o condena por Ele ter recusado as tentações do diabo no deserto em prol de dar aos homens a liberdade. Para o cardeal, o homem preferiria pão, milagres e uma autoridade ao livre arbítrio para trabalhar, crer e decidir. O filósofo teuto-coreano Bayunh-Han enxergou, como consequência da dissolução das sociedades disciplinares, quando os arranjos sociais eram menos livres, o surgimento de um esgotamento psíquico: passamos a sermos seres multitarefa. As possibilidades são muitas e estamos sempre buscando estar em mais de uma opção ao mesmo tempo. Paradoxalmente, quanto mais livre, mais dificuldade de escolher um caminho. A multitarefa nos fez perder o elemento contemplativo da existência. Focar e contemplar foram evoluções para a espécie, que deixou de dividir atenção entre satisfazer suas necessidades enquanto atentava para a proximidade do predador. Passamos a ser explorador e explorado na mesma pessoa. O idioma alemão já reconhece a diferença: vivenciar, erleben, possui o verbo leben, de viver. Ele cede lugar ao experimentar, o erfahren, que contém o verbo fahren: de algo que vai, se mexe, mas não permanece. Em conseguinte, adveio uma crise do processo narrativo. Nele, as estruturas de uma sociedade são moldadas. Perdendo-o, nas palavras de Han, perde-se junto a capacidade de nos enxergamos como integrantes de uma história perene. Tal declínio, somado ao acima exposto, contribuiu para o crescimento vertiginoso dos grandes males da mente característicos dos nossos dias: a ansiedade e depressão. Originam-se, não da repressão, típica das sociedades estanques do passado, mas de um esgotamento (erschoepfung), quando estamos tão saturados que o próprio criar (schoepfen) não é mais possível. A transitoriedade constante, o excesso de informação que rapidamente perde validade, o fluxo intenso que mantém tudo no presente nos tirou a narração. Han aponta no crescimento do capitalismo e das redes sociais os grandes responsáveis do processo. Sir Roger Scrurton, pensador britânico, enxerga o fenômeno de uma perspectiva um pouco diferente. Vê esses atores como seus veículos. Eles seriam como a versão moderna da sereia Loreley. Ela atraía os navios com seu canto para as pedras do rio Reno. Mas somente àqueles que não tinham ouvido as narrativas dos seus feitiços. O canto da sereia ficou mais alto e mais atrativo, mas ainda sim possível de ser desviado pelos avisados. Para o britânico, a alta cultura – sua transmissão – é parte importante da nossa narrativa como sociedade. Ela seria o aviso que nos protege das pedras. Não que não devamos experimentar, apreciar e escutar as mais variadas formas de arte que nos cercam. Mas, assim como depois do choque de inúmeros elementos ao longo dos anos, planetas se formam dessas colisões e serão eles os que ficam; os que podemos olhar e contemplar e a nos servir de guia espacial. O que sobrou do processo se perde no espaço. A alta cultura seria como os planetas resultantes, aquilo que ficou de coeso depois que a poeira se dissipa. Ela retira o excesso de sentimentalismo focado apenas no ego, clareia a virtude e nos brinda com o belo. Jesus declinou o diabo por que Ele havia mostrado o caminho, cabendo as pessoas segui-lo ou não. A alta cultura serviria como tochas desse caminho.

Paradoxalmente, quanto mais livre, mais dificuldade de escolher um caminho.”


Sexta-feira, 11 de setembro de 2026 Fechamento da edição: 18h

MÍN: 15º | MÁX: 22º

Uma área de baixa pressão avança sobre o Estado e mantém o tempo instável no Vale.


ESTRELA

Qual o futuro do vale-alimentação? DANIÉLY SCHWAMBACH

Avulso: R$ 5,90

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Estrela • Teutônia • Bom Retiro do Sul • Fazenda Vilanova • Colinas • Imigrante

Sexta-feira, 11 de setembro de 2026 Ano 60 | Edição nº 3136 | Fundado em 13 de Janeiro de 1966

COMUNIDADE

Caravana NG chega em Colinas no domingo A Comunidade Católica de Colinas promove festa anual neste fim de semana e recebe a Caravana NG. O projeto celebra a tradição do evento. PÁ G I N A | 11

PÁ G I N A S | 6 e 7

O debate sobre o formato de uso do vale-alimentação dos servidores municipais volta a ganhar repercussão. Enquanto o caso segue em análise no Ministério Público e ainda não há

definição final sobre o questionamento, Executivo, vereadores e a Câmara de Comércio, Indústria, Serviços e Agronegócio de Estrela (Cacis) apresentaram novos posicionamentos.

VITRINE REGIONAL

INFRAESTRUTURA

Estrela entrega ponte e reconecta localidades

Multifeira projeta atração nacional e amplia gastronomia

JHON TEDESCHI

A feira coloca Estrela e região em destaque no cenário estadual. A próxima edição ocorre em 2027, no Porto de Estrela. PÁ G I N A S | 8 e 9

SERVIÇO PÚBLICO

Teutônia mira quatro frentes e reforça atuação na saúde mental PÁG PÁ G I NI NA A S || X5X

A nova ponte sobre o Arroio Estrela, entre São Jacó e Novo Paraíso, foi inaugurada nesta quinta-feira, 10. A estrutura substitui o acesso comprometido pelas enchentes de 2023 e 2024 e reforça uma rota importante para moradores, produtores e prestadores de serviço do interior. A obra

recebeu R$ 862,6 mil da Defesa Civil Nacional e tem 22 metros de extensão por cinco metros de largura. A ponte anterior passou a apresentar limitações para o tráfego de veículos de maior porte, o que dificultou o deslocamento de caminhões e máquinas utilizados nas propriedades rurais.

Além do Caps, a rede conta com unidades de saúde, apoio do Hospital Ouro Branco e assistência social. Somente em atendimentos psicossociais, o município já ultrapassa mil pacientes por mês. PÁ G I N A | 10


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Sexta-feira, 11 de setembro de 2026

FINANÇAS PÚBLICAS

CAFEZINHO “Se fosse outra pessoa, já teria desistido dez vezes” DANIÉLY SCHWAMBACH

Há mais de quatro décadas, Nilvi Albring Gomes encontrou no comércio um caminho para construir a própria história em Estrela. Aos 71 anos, ela segue à frente da Floricultura e Bazar Nilvi, no Centro. Entre plantas, flores e artigos diversos, acompanhou mudanças no consumo e atravessou períodos difíceis sem abandonar o negócio iniciado em 1983.

Estrela detalha prioridades aos R$ 150 milhões Projeto ainda será analisado pela Câmara. Executivo projeta refinanciar cerca de R$ 58 milhões e aponta cinco obras entre as prioridades para novos investimentos

Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br

Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br

O que te trouxe para Estrela ainda jovem? Nilvi - Sou de Daltro Filho, que na época pertencia a Garibaldi e hoje faz parte de Imigrante. Lá trabalhávamos na colônia, em uma região de muito morro e pedra. Era um trabalho pesado. Eu tinha cerca de 20 anos e pensava que precisava fazer alguma coisa para mim. Minha irmã já estava em Estrela e acabei vindo também, em busca de oportunidades. E como foi começar uma vida nova aqui? Nilvi - No início, várias gurias alugavam uma casa juntas e dividiam as despesas. Logo consegui emprego na antiga fábrica de bolachas Lauter. Depois trabalhei por quatro ou cinco anos como costureira em uma fábrica de calçados. Mas sempre tive vontade de ter alguma coisa minha. Quando o comércio entrou na tua vida? Nilvi - Em 1983. Sempre gostei de coisas diferentes e de plantas, e era uma opção mais acessível para começar. Não foi fácil. Fiquei no primeiro endereço, algumas quadras abaixo daqui, até 2006, quando vim para este ponto. Sempre foi um comércio pequeno, mas fui seguindo aos poucos, aguentando os trancos e barrancos. E a loja também mudou junto contigo? Nilvi - Muito. Já trabalhei mais com produtos de mercado, depois coloquei roupa de cama e outras coisas. Fui mudando conforme as pessoas procuravam. Hoje saem mais plantas e flores. A gente vai percebendo o que funciona e se adaptando. Nunca pensou em desistir nesses mais de 40 anos?

ESTRELA

Nilvi - Muitas vezes. Comércio é difícil e tive momentos de bastante decepção. Se fosse outra pessoa, já teria desistido pelo menos dez vezes nesse meio tempo. Mas eu pensava que precisava continuar. Então fui lutando, procurando uma saída e dando a volta por cima. Depois de mais de 40 anos, como tu olha para tudo que construiu? Nilvi - Foi tudo pouco a pouco. Nunca tive um comércio grande, mas fui seguindo e me adaptando conforme as coisas mudavam. Já trabalhei com diferentes produtos e hoje tenho mais plantas e flores, que sempre gostei. Foram muitos anos de trabalho e uma história construída aqui. Então sigo assim, procurando novos caminhos e fazendo aquilo que gosto.

A

ntes da análise da Câmara sobre a operação de crédito de até R$ 150 milhões, o governo de Estrela detalhou as condições pretendidas e as obras que podem receber recursos caso o projeto avance. A proposta autoriza uma ou mais contratações junto à Caixa Econômica Federal para infraestrutura e, quando houver vantagem econômica e enquadramento legal, refinanciamento de dívidas existentes. O valor representa o teto máximo de autorização e não obriga a contratação integral. O texto cita linhas como Avançar Cidades – Mobilidade Urbana e Pró-Transporte e prevê recursos para pavimentação, drenagem, infraestrutura viária, acessibilidade, transporte coletivo, ciclovias, máquinas e equipamentos. “Mandamos para a Câmara um projeto de até R$ 150 milhões. Não quer dizer que vamos utilizar o valor global”, afirma a prefeita Carine Schwingel.

Dívidas e carência Comércio é difícil e tive momentos de bastante decepção. Se fosse outra pessoa, já teria desistido pelo menos dez vezes nesse meio tempo. Mas eu pensava que precisava continuar. Então fui lutando, procurando uma saída e dando a volta por cima.”

A justificativa encaminhada ao Legislativo informa R$ 72,79 milhões ainda a amortizar no conjunto das operações de crédito

já contratadas. Carine afirma que cerca de R$ 58 milhões estão entre os financiamentos que o governo pretende incluir em uma possível reestruturação. Segundo a prefeita, a condição em negociação trabalha com taxa próxima de 8% e quatro anos de carência. O projeto, porém, estabelece que juros, prazo, carência e demais encargos serão definidos somente no processo formal de contratação. Conforme Carine, os financiamentos atuais exigiriam cerca de R$ 26 milhões do caixa municipal em 2027. Caso o refinanciamento ocorra nas condições projetadas, o desembolso poderia cair para no máximo R$ 9 milhões, diferença de aproximadamente R$ 17 milhões. “Isso nos dá o fôlego que precisamos para dar conta dos investimentos de reconstrução”, afirma.

Cinco prioridades A Secretaria de Planejamento trabalha com cerca de 20 projetos, ainda sujeitos à discussão com a comunidade e os vereadores. A Estrada Municipal da Boa Vista prevê dois quilômetros de pavimentação, com investimento estimado em R$ 5,1 milhões. A via conecta a RSC-453 à ERS129, cria rota alternativa à BR386 e reduz o fluxo pesado pelo bairro Boa União. Na Estrada Fridolino Wietholter, entre Linha Geralda e Costão, faltam 2,2 quilômetros, estimados em R$ 4,7 milhões. A Rua Albino Horn, entre Alto da Bronze e Imigrantes, tem 800 metros pendentes, com previsão de R$ 2,3 milhões. Já a Estrada João Pedro Mallmann, pela Delfina, contempla um quilômetro e investimento de R$ 2 milhões. O maior valor entre as cinco

prioridades está no anel viário interno, calculado em R$ 8,5 milhões. A proposta cria uma rota pela Ponte Baixa, Oriental e Moinhos até o Bairro das Indústrias, pela Avenida Augusto Frederico Markus, para reduzir a concentração de tráfego na

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Sexta-feira, 11 de setembro de 2026

DANIÉLY SCHWAMBACH

Câmara decide

GABRIEL SANTOS

Carine afirma que cerca de R$ 58 milhões, referentes a operações de crédito já contratadas, estão entre os financiamentos que o governo avalia incluir em uma possível reestruturação

NÚMEROS DA OPERAÇÃO Até R$ 150 milhões – teto máximo de autorização

R$ 72,79 milhões – Avenida Rio Branco.

Aeródromo O aeródromo municipal também aparece entre os investimentos em estudo, mas não como destino já definido para a operação de crédito. Segundo Carine, o primeiro caminho é viabilizar a obra por meio de incentivos de ICMS e apoio de empresas parceiras O projeto completo é estimado em R$ 16 milhões e pode ser executado em etapas. A prioridade está na pavimentação da pista, com custo projetado entre R$ 6 milhões e R$ 7 milhões. Caso a captação por meio do ICMS não alcance o valor necessário, o financiamento aparece como alternativa. “O plano B é incluir no financiamento”, afirma a prefeita.

saldo a amortizar nas operações atuais Cerca de R$ 58 milhões – valor que o Executivo pretende refinanciar

R$ 26 milhões –

pagamentos projetados para 2027 nos contratos atuais

Até R$ 9 milhões –

projeção após o refinanciamento

8% – taxa mencionada

pelo Executivo, ainda sujeita à contratação

Quatro anos – carência

pretendida, também dependente das condições finais da operação

A aprovação do projeto não representa contratação automática nem liberação imediata de R$ 150 milhões. Cada operação dependerá de análise da Caixa, capacidade de pagamento do município, limites de endividamento e demais exigências fiscais, jurídicas e financeiras. Para Carine, a contratação de crédito deve ficar ligada a intervenções capazes de melhorar infraestrutura, logística e atividade econômica. “Sou a favor de financiamento desde que seja utilizado para infraestrutura, logística e para gerar mais retorno”, afirma. A proposta segue para análise dos vereadores. Somente após autorização legislativa e as demais avaliações o município poderá avançar na contratação.


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VISÃO

Fabiano Petter

EMPRESARIAL

Veja as matérias completas no site:

grupoahora.net.br

comercial@jornalng.net.br

Direção da Cacis Estrela faz balanço do ano e planeja 2027

SINTONIA

- A 49ª edição da Expointer encerrou no domingo, dia 6, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, circularam aproximadas 909.036 pessoas pelo parque durante a feira. O número representa uma redução em relação ao público de pouco mais de 1 milhão de visitantes registrado no ano passado. A 50ª Expointer será realizada de 28 de agosto a 5 de setembro de 2027, novamente no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. - A Supera Estimulação Cognitiva chega a Lajeado, a unidade atenderá públicos de diferentes idades com uma metodologia voltada ao desenvolvimento da memória, concentração, raciocínio, criatividade e foco, coordenada por Joice Capoani, o novo espaço está localizado na Rua Pedro Albino Muller 860, bairro Florestal. Mais informações pelo contato (51) 98040-1133. Boas vindas à equipe e sucesso. - O Colégio Teutônia e a FAHOR (Faculdade Horizontina) apresentaram, o MBA em Gestão Industrial e Eficiência Produtiva. O anúncio ocorreu durante café da manhã com representantes de indústrias, parceiros e imprensa, destacando a proposta de aproximar a formação acadêmica das demandas do setor produtivo. Com carga horária de 360 horas, o curso será dividido em seis módulos e quatro projetos integradores, com aulas presenciais em dois encontros mensais. - As obras da Certel junto a Hidrelétrica Vale do Leite avançam no Rio Forqueta, entre Pouso Novo e Coqueiro Baixo. Conforme o coordenador de engenharia, Felipe Drebes, o cronograma da obra está seguindo o que foi planejado e já chega a 53% de execução. - Confira diariamente o quadro OPORTUNIDADES do rádio 102.9 e portal do Grupo A Hora, vagas de empregos disponíveis na região, as seleções estão abertas para todos os níveis de experiência. Acesse o link QR CODE acima.

A direção da Cacis de Estrela, se reuniu no dia 1º de setembro, para avaliar ações realizadas em 2026 e alinhar o planejamento dos próximos meses, com foco também na organização da agenda de 2027. Registrando positivamente o crescimento no quadro associativo, passando de pouco mais de 370 para 420 empresas Além da análise das atividades em andamento, a reunião avançou

sobre temas que já fazem parte da preparação do próximo ano. A renovação de contratos e parcerias, a elaboração das campanhas de comércio e o planejamento da Multifeira 2027 estão entre os assuntos que exigirão mobilização antecipada. A intenção é evitar que projetos estratégicos sejam tratados apenas quando seus prazos estiverem próximos, permitindo que a entidade tenha

maior capacidade de organização, negociação e construção das próximas agendas. “O momento exige equilíbrio entre a execução da agenda atual e a preparação do futuro. A direção mantém o foco em concluir com qualidade os projetos previstos para 2026, ao mesmo tempo em que antecipa discussões e decisões que serão determinantes para a atuação da Cacis no próximo ano”, pontua Rodrigo Tomasi.

AGENDA Dia 17 de setembro: 17h: 1º Conselho 360 - Univates, em Lajeado. Dia 19 de setembro: 20h30: Festa/Show, Poesia e Companhia - Soges, em Estrela. Dia 3 de outubro: 19h: Jantar Baile de Kerb da Lenz, em Estrela. Dia 11 de outubro: 8h: 1º Festival Balonismo, em Estrela.

Escola de idiomas Yellow.72 sorteia viagem ao Chile A Yellow.72, é uma Escola de Línguas que aposta em metodologia prática, aulas on-line e formato intensivo que resultam no aprendizado com mais rapidez e confiança, empresa que amplia sua atuação regional e transforma o ensino de idiomas, com foco em conversação e resultados. E apresentam, a partir desde mês a novidade: “O Yellow on the Road”, com um sorteio especial no final do ano, entregando à um aluno, uma viagem exclusiva para o Chile. Acompanhe o Instagram da Yellow.72 e confira como participar. Sócios Vanderlei Frantz e Sabrina Hinnig

ANIVERSARIANTE da semana 8 de setembro Perfitec (20 anos) 9 de setembro – Rota Inox (16 anos) 10 de setembro Colégio Martim Luther (122 anos) 12 de setembro Prost Bier (20 anos) 12 de setembro CTG Querência da Amizade (68 anos) Sua empresa também pode ser mencionada neste espaço, envie a sua data comemorativa! Parabéns e um cordial abraço a todos.


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INFRAESTRUTURA

Nova ponte fortalece ligação entre São Jacó e Novo Paraíso DANIÉLY SCHWAMBACH

Estrutura sobre o Arroio Estrela foi inaugurada nesta quinta-feira, 10, após danos provocados pelas enchentes. Investimento de R$ 862,6 mil reforça rota utilizada por moradores, produtores e veículos pesados no interior

fazer as adequações e entregar.”

Uso começou antes da cerimônia

Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br

ESTRELA

A

nova ponte sobre o Arroio Estrela, entre São Jacó e Novo Paraíso, foi inaugurada nesta quinta-feira, 10. A estrutura substitui o acesso comprometido pelas enchentes de 2023 e 2024 e reforça uma rota importante para moradores, produtores e prestadores de serviço do interior A obra recebeu R$ 862,6 mil da Defesa Civil Nacional e tem 22 metros de extensão por cinco metros de largura. A ponte anterior passou a apresentar limitações para o tráfego de veículos de maior porte, o que dificultou o deslocamento de caminhões e máquinas utilizados nas propriedades rurais. Vice-prefeito Márcio Mallmann destaca que a necessidade de uma nova estrutura aumentou com as mudanças na atividade produtiva da região. “A produção aumentou, os veículos estão cada vez maiores e a

Nova estrutura reforça uma ligação importante para o interior de Estrela, utilizada no deslocamento de máquinas, caminhões e no escoamento da produção agrícola

comunidade precisava de uma ponte melhor”, afirma. Localizado na Estrada Jacob Müller, o trecho faz parte de uma ligação interna utilizada entre diferentes comunidades. Conforme Mallmann, o acesso também facilita o deslocamento de maquinários de produtores que prestam serviço em outras propriedades e reduz a necessidade de trajetos por rodovias de maior circulação. Os recursos federais contemplaram a reconstrução da ponte. Ao município couberam intervenções complementares, entre elas as rampas de acesso e a sinalização viária. Na manhã da entrega, equipes ainda concluíam os últimos serviços no entorno. O secretário

NÚMEROS

R$ 862,6 mil recursos da Defesa Civil Nacional

22 metros

Apesar da inauguração ocorrer nesta quinta-feira, a ponte já era utilizada havia cerca de três a quatro semanas. Segundo o vice-prefeito, o município aguardou antes da entrega formal para acompanhar o comportamento das rampas executadas sobre aterro novo. “Não queríamos entregar antes porque essas rampas de acesso são um aterro novo. Agora já houve circulação, o terreno assentou, passamos o rolo e está em bom estado para uso”, explica Com a conclusão da obra, o acesso volta a atender com melhores condições uma região marcada pela circulação de veículos ligados à atividade rural. Para o Executivo, a entrega também integra o processo de recuperação da infraestrutura atingida pelos eventos climáticos. “Conseguimos agora oferecer segurança. Nosso objetivo é entregar qualidade de vida e condições de produção para a comunidade”, afirma Mallmann.

extensão da nova ponte

de Infraestrutura, Humberto Canigia Rerig, acompanhou os trabalhos.Agricultura, Infraestrutura, Trânsito e a equipe de engenharia participaram das adequações necessárias. Mallmann também ressaltou

que o encaminhamento do recurso federal ocorreu ainda na gestão anterior. “Não é A, B ou C que deve receber o mérito. É a comunidade. É um recurso federal que foi encaminhado pela gestão anterior e agora conseguimos

MÁRCIO MALLMANN VICE-PREFEITO

A produção aumentou, a comunidade precisava de uma ponte melhor.”


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SERVIDORES PÚBLICOS DE ESTRELA

Vale-alimentação segue em debate Caso segue em análise no Ministério Público enquanto Executivo, vereadores e Cacis voltam a se manifestar sobre a regra que restringe o uso do benefício ao comércio local Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br

ESTRELA

A

discussão sobre o vale-alimentação dos servidores municipais voltou a ganhar repercussão nesta semana. Enquanto o caso segue em análise no Ministério Público e ainda não há definição final sobre o questionamento, Executivo, vereadores e, nesta quinta-feira, 10, a Câmara de Comércio, Indústria, Serviços e Agronegócio de Estrela (Cacis) apresentaram novos posicionamentos. A regra completa cerca de um ano de aplicação.

Aprovada em setembro de 2025, restringiu o uso do benefício a estabelecimentos credenciados no município. Desde então, o tema divide opiniões entre a prefeita Carine Schwingel e os vereadores Eder Follmann e Volnei Zancanaro, ambos do Progressistas, que defendem liberdade de escolha aos servidores. Carine voltou a sustentar que, no entendimento do Executivo, a norma permanece em vigor enquanto não houver decisão definitiva. “Tem uma liminar. Mantém-se ainda, porque tem que esperar a decisão no final”, afirmou. A prefeita também diferencia

o benefício do salário. “Valealimentação é um benefício, não é salário. Jamais qualquer pessoa pode querer dizer onde a pessoa vai gastar o salário.” Atualmente, cerca de 1,2 mil servidores recebem R$ 600 mensais, além de R$ 50 do Vale-Feira. Conforme o governo, o benefício movimenta aproximadamente R$ 8,4 milhões por ano.

R$ 2,5 milhões O principal argumento do Executivo permanece relacionado ao impacto econômico. A prefeitura calcula que cerca de R$ 2,5 milhões passaram a circular a mais em Estrela depois da restrição. Segundo Carine, o levantamento considera o movimento dos estabelecimentos credenciados.

Atualmente, cerca de 1,2 mil servidores recebem R$ 600 mensais, além de R$ 50 do Vale-Feira


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DANIÉLY SCHWAMBACH

ENTENDA O CASO Regra: aprovada em setembro de 2025, restringe o uso do valealimentação a estabelecimentos credenciados de Estrela. Benefício: R$ 600 mensais por servidor, além de R$ 50 do ValeFeira. Servidores: cerca de 1,2 mil recebem o benefício. Movimentação: aproximadamente R$ 8,4 milhões por ano. Impacto: Carine estima que R$ 2,5 milhões passaram a circular a mais no município após a restrição. Moradores de fora: cerca de 25% dos servidores residem em outros municípios, conforme o Executivo.

CARINE SCHWINGEL

EDER FOLLMANN

PREFEITA

VEREADOR

São R$ 2,5 milhões a mais que circulam no município. O que for decidido pela Justiça, vamos seguir. Mas vamos defender isso à Justiça.”

Nós não somos contra o comércio de Estrela. Somos contra transformar o servidor em obrigado a gastar onde o Executivo determina.”

Cacis se manifesta

Questionamento: Eder Follmann e Volnei Zancanaro defendem liberdade de escolha e participaram do movimento levado ao Ministério Público. Situação: não há decisão definitiva. Executivo e vereadores apresentam entendimentos diferentes sobre os efeitos da liminar.

“Tem empresário que aumentou em R$ 10 mil por mês a rentabilidade depois dessa mudança. Dez mil reais num mercado é a diferença da sustentabilidade ou não desse mercado.” A prefeita informou ainda que cerca de 25% dos servidores residem fora de Estrela. Para ela, manter parte maior desses recursos no município ajuda empresas, empregos e arrecadação, principalmente no período de reconstrução após as enchentes. Carine afirma que o Executivo apresentará seus argumentos no processo e cumprirá a decisão definitiva. “O que for decidido pela Justiça, obviamente, vamos seguir. Mas vamos defender isso na Justiça.”

Vereadores mantêm posição Eder Follmann sustenta entendimento diferente sobre os efeitos da decisão judicial. Segundo ele, a Justiça acolheu o pedido de suspensão da restrição enquanto o mérito segue em discussão. “Nós não estamos dizendo que o processo terminou. Estamos dizendo que a Justiça, neste momento, acolheu o pedido de suspensão da restrição”, afirma O parlamentar também rejeita a interpretação de que a posição contrária à regra represente oposição ao comércio local. Para ele, o fortalecimento das empresas não deve ocorrer por meio da obrigação de utilizar o benefício exclusivamente no

Nova repercussão: nesta quintafeira, 10, a Cacis divulgou nota favorável à manutenção dos recursos na economia local, sem entrar no mérito jurídico ou político.

município. “Nós não somos contra o comércio de Estrela. Somos contra transformar o servidor em obrigado a gastar onde o Executivo determina. O vale é para o servidor se alimentar, e defendemos que ele tenha liberdade para escolher onde utilizar esse benefício.” Follmann e Zancanaro afirmam que participaram do movimento que levou o questionamento ao Ministério Público. O caso segue sem decisão definitiva.

Nesta quinta-feira, 10, a Cacis também entrou no debate. Em nota oficial, declarou posição favorável a iniciativas que incentivem a permanência dos recursos destinados ao consumo no próprio município. A entidade reconhece a importância da legislação aprovada em 2025, mas ressalta que não pretende ingressar no debate político ou jurídico e que respeitará as decisões do Poder Judiciário. Segundo a manifestação, o consumo em estabelecimentos locais pode fortalecer empresas, empregos, arrecadação e fornecedores ligados à economia

estrelense. “Fortalecer as empresas locais é também fortalecer a economia de Estrela, criando melhores condições para a geração de negócios, empregos, investimentos e oportunidades”, diz trecho da nota. A Cacis também defende que qualquer medida relacionada ao tema seja apresentada de forma clara e orientativa aos trabalhadores, empresas e estabelecimentos credenciados. Com entendimentos distintos sobre os efeitos da liminar e novos posicionamentos públicos, o valealimentação segue no centro do debate econômico e político do município.


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ESTRELA COMO VITRINE COMO REGIONAL

Multifeira entra no radar e mi Planejamento antecipado prevê reforço da gastronomia e busca por show nacional. Balanço de 2026 aponta crescimento no quadro associativo, cinco reuniões-almoço, mais de 300 participantes em capacitações e novas ações até dezembro Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br

ESTRELA

A

inda faltam mais de 12 meses para a próxima Multifeira dos Vales, mas os primeiros movimentos para a edição de 2027 já começaram. Previsto para novembro, no Porto de Estrela, o evento multissetorial deve ganhar uma área gastronômica ampliada e pode receber uma atração nacional. A preparação integra o planejamento antecipado apresentado pela Câmara de Comércio, Indústria, Serviços e Agronegócio de Estrela (Cacis) junto ao balanço parcial de 2026. A Multifeira reúne negócios, comércio, indústria, serviços, agronegócio, turismo, cultura e entretenimento em um mesmo espaço. Além da exposição de empresas, a programação costuma atrair famílias e visitantes de diferentes municípios ao Porto, que volta a aparecer como palco central da edição do próximo ano. Presidente da entidade, Rodrigo Tomasi afirma que a intenção é ampliar o alcance regional. “Ela acontece em Estrela, é do nosso chão, mas queremos receber todo mundo do Vale do Taquari aqui para consumir dentro do município.” A organização já trabalha na captação de recursos e na formatação das primeiras novidades. Uma delas será um espaço gastronômico com maior destaque, participação de chefs e propostas que complementem a culinária local. A iniciativa acompanha a aposta em eventos do segmento promovidos no município nos últimos meses. Outro objetivo é incluir um show de projeção nacional. A atração ainda não está definida e depende da estruturação financeira, mas já faz parte das tratativas para a próxima edição. “O espaço gastronômico diferenciado vai acontecer. Também esperamos trazer um grande show nacional. São duas novidades que estamos formatando e trabalhando forte para acontecer”, adianta o presidente

RODRIGO TOMASI PRESIDENTE DA CACIS

Conseguimos fazer acima do esperado em termos de resultados. Ainda temos algumas ambições importantes até o fim do ano, e chegar aos 500 associados é a nossa grande meta.”

Crescimento acima do esperado O planejamento para 2027 ocorre em meio a um balanço positivo dos primeiros meses deste ano. O quadro associativo passou de pouco mais de 370 empresas no início de 2026 para 420. A meta agora é alcançar 500 até dezembro. “Conseguimos fazer acima do esperado em termos de resultados. Ainda temos algumas ambições importantes até o fim do ano, e chegar aos 500 associados é a nossa grande meta”, afirma Tomasi. Cinco reuniões-almoço já foram promovidas, com público médio de 150 pessoas em cada edição. As campanhas comerciais ultrapassaram 80 mil cupons distribuídos e preenchidos, enquanto mais de 300 participantes passaram pelos cursos gratuitos do Capacita Cacis. Também integraram a agenda ações do Cacis Mulher, Viva Taquari Vivo, Dias D de Descarte, encontros com a RGE e participação em iniciativas como Feira MEI, Brasa e Prosa, Paleta Atlântida Estrela, Seminário

Porto de Estrela volta ao centro do planejamento da Multifeira dos Vales, que deve ocorrer em novembro de 2027

Sustentável de Turismo, Fórum da Competitividade e Festival de Etnias. Entre os fatores apontados para o crescimento no número de associados estão a aproximação com empresários e a oferta de serviços. O pacote inclui consultas e análises de crédito, soluções financeiras, parceria com a Sicredi Ouro Branco, capacitações e oportunidades de relacionamento entre empresas.

Inspiração A agenda de 2026 ainda concentra ações nos próximos meses. Em novembro, o evento Inspiração ocorre dentro da Semana do Empreendedor e será aberto aos associados e à comunidade. A proposta é reunir palestrantes que abordem negócios, trajetória profissional, desenvolvimento


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ira show nacional

FÁBIO KUHN

pessoal e novas perspectivas para empreendedores. Ronan Meiresse já está confirmado, enquanto um segundo nome permanece em negociação. Antes disso, a programação inclui campanha de Dia das Crianças. Na sequência, as atenções se voltam à Estrela Premiada e às ações de Natal. Para o fim do ano, a entidade trabalha em conjunto com o

município em iniciativas para fortalecer o comércio. Entre elas está uma capacitação sobre vitrines, inspirada em uma aproximação com Dois Irmãos, apontado como referência nesse tipo de ação. A ideia também inclui projetos de decoração e recursos visuais para tornar as lojas mais atrativas durante o período de maior movimento. RODRIGO ANGELI/DIVULGACAO

2027 já começa a ser construído Além da Multifeira, a reunião colocou em pauta renovação de contratos, ampliação de parcerias e planejamento das campanhas do próximo ano. Tomasi avalia 2027 como um período de mudança para Estrela e cita projetos como a revitalização da Polar e a Ponte dos Vales entre os movimentos que podem contribuir para uma nova fase econômica. A estratégia, segundo ele, é evitar que decisões importantes sejam tomadas apenas perto dos prazos. Enquanto conclui o calendário deste ano, a direção pretende avançar nas negociações necessárias para chegar ao próximo ciclo com projetos estruturados.

Cacis inicia o planejamento de 2027 com novas atrações e ações voltadas ao fortalecimento do comércio e dos negócios locais


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Sexta-feira, 11 de setembro de 2026

SERVIÇO PÚBLICO

Teutônia reforça rede de saúde mental Município atua por meio de quatro frentes: O Caps que atende mais de mil pacientes, as unidades de saúde, hospital, além dos atendimentos de assistência social Lautenir Junior

lautenir@grupoahora.net.br

TEUTÔNIA

O

Setembro Amarelo reforça em Teutônia a importância da prevenção ao suicídio e do acesso ao atendimento em saúde mental. O município mantém uma rede integrada para acolher pessoas em sofrimento, com participação do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), das unidades básicas de saúde, do hospital e dos serviços de assistência social. O principal desafio é alcançar quem precisa de ajuda, mas ainda não procurou atendimento.

Mais de mil pacientes O CAPS, localizado no bairro Canabarro, atende mais de mil pacientes. O serviço oferece atendimento individual médico e psicológico, oficinas terapêuticas,

DAIANA BUENO COORDENADORA DO CAPS

A gente conta com o Caps, com serviços de unidades básicas de saúde, com o hospital e com os serviços de assistência social para o usuário. Tem uma rede muito bem articulada aqui em Teutônia.”

grupos coletivos e terapêuticos, atendimento de enfermagem e suporte aos familiares. A unidade funciona no sistema de porta aberta. O usuário pode procurar diretamente o serviço para receber acolhimento e avaliação. Em situações urgentes, o atendimento ocorre de forma imediata. A estrutura também permite encaminhamentos conforme a necessidade de cada paciente. A coordenadora do CAPS,

Daiana Bueno, destaca a integração entre os diferentes serviços como um dos principais pontos da assistência municipal. “No Caps a gente tem mais de mil pacientes, mas a gente tem uma rede muito bem articulada aqui em Teutônia. A gente conta com serviços de unidades básicas de saúde, com o hospital e com os serviços de assistência social para o usuário.” A atuação conjunta faz com que o cuidado não fique concentrado no CAPS. As unidades básicas também participam do atendimento em saúde mental, com acolhimento, acompanhamento e encaminhamento dos casos quando necessário.

Quem precisa Para o subsecretário da Saúde, Natanael Anastácio, o desafio está em ampliar o alcance da rede e identificar as pessoas que enfrentam sofrimento emocional e ainda não buscaram auxílio. “Nós conseguirmos chegar nas pessoas que realmente estão em sofrimento, que estão precisando nessa questão de saúde mental.”A busca por atendimento não precisa ocorrer apenas em situações extremas. Familiares e pessoas próximas também podem procurar orientação ao identificar mudanças de comportamento ou sinais de sofrimento emocional. LAUTENIR JUNIOR

Caminhada integra ações Uma das ações realizadas pelo município neste mês foi a segunda edição da Caminhada pela Vida, nessa quarta-feira, 9, no bairro Canabarro. A atividade reuniu a comunidade e representantes de diferentes setores para reforçar a valorização da vida e divulgar os serviços disponíveis


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Colinas celebra festa e tradição familiar FOTOS ARQUIVO

Caravana NG integra programação da comunidade católica de Colinas, que terá missa, almoço, sorteio e baile Lautenir Junior

lautenir@grupoahora.net.br

COLINAS

A

comunidade católica de Colinas promove, neste domingo, 13 de setembro, mais uma edição de sua tradicional festa anual. A programação reúne famílias e visitantes com missa, almoço, sorteio e baile. Neste ano, o evento também recebe a Caravana NG, projeto que leva brincadeiras e momentos de integração para festas de comunidades da microrregião, com apoio de parceiros. A programação começa às 10 horas, com a tradicional missa. Na sequência, será servido o almoço, que também representa uma das principais formas de arrecadação da comunidade. A participação é vinculada à rifa comercializada pelas famílias que integram a igreja. Cada número dá direito a um cartão para o almoço e concorre aos prêmios do sorteio. À tarde, a programação segue com baile ao som do Musical Star 3. A festa é organizada com o envolvimento dos moradores e mantém uma tradição que,

segundo a tesoureira da comunidade, Cristiane Lutz, atravessa gerações. “Essa festa é uma festa anual tradicional, que já é feita há vários anos. A gente faz uma rifa e cada família que é sócia da igreja recebe para colaborar ou vender. Essa rifa dá direito a um cartão de almoço. Depois tem a missa, o almoço e, à tarde, o baile”, explica Cristiane. A organização deste ano ocorre em um momento diferente. A comunidade está sem presidente após o falecimento do último responsável. Com isso, Cristiane e o marido passaram a dividir as responsabilidades pela condução das atividades. Tesoureira há nove anos, Cristiane conta que o envolvimento com a comunidade começou há cerca de 25 anos, quando conheceu o marido, cuja família já participava

das atividades da igreja. Ela, que antes seguia a religião luterana, passou a participar da comunidade católica. “Essa tradição vem mais da família do meu marido. Quando comecei a namorar com ele, isso já fazia parte da vida deles. A gente acabou começando a se envolver e praticamente a vida inteira está dentro da comunidade, ajudando sempre de alguma forma”, relata. Depois de tantos anos de trabalho voluntário, até participar de uma festa sem precisar trabalhar causa estranhamento. A presença da Caravana NG amplia a programação para as famílias e as crianças, com atividades recreativas e de confraternização. A festa também contribui para a manutenção da comunidade por meio da arrecadação com a rifa e o almoço.

A festa é organizada com o envolvimento dos moradores e mantém uma tradição que atravessa gerações


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Sexta-feira, 11 de setembro de 2026

SAÚDE EM IMIGRANTE

CULTURA EM FAZENDA VILANOVA

Novo convênio com Hospital Estrela amplia atendimento Acordo garante serviços médico-hospitalares e amplia a oferta de procedimentos e exames à população IMIGRANTE

Um novo convênio entre a município e a Sociedade Sulina Divina Providência Hospital Estrela amplia a oferta de serviços médico-hospitalares aos moradores de Imigrante. O acordo garante a continuidade dos atendimentos por 12 meses, com possibilidade de prorrogação. Entre os serviços previstos estão atendimentos de urgência e emergência, plantões médicos presenciais e de sobreaviso, consultas, procedimentos clínicos e cirúrgicos, exames e outros atendimentos hospitalares. O novo acordo também inclui procedimentos e exames que não faziam parte do convênio anterior. Os atendimentos ocorrem no

Programação ocorre no Parque Municipal Encanto da Fazenda

O novo acordo substitui o convênio firmado em 2021

Hospital Estrela, em Estrela, e podem ser encaminhados para outras unidades mantidas pela Sociedade Sulina Divina Providência, conforme a necessidade. Os custos ficam sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Saúde e Assistência Social e do Fundo Municipal de Saúde. O paciente não terá cobrança no momento do atendimento. A secretária de Saúde e Assistência Social, Joice Cristina Horst, destaca a ampliação dos

serviços. “Além de garantir a continuidade dos atendimentos, ampliamos o rol de procedimentos e exames disponíveis, o que representa um ganho real na qualidade da saúde oferecida aos moradores de Imigrante”, afirma. O novo acordo substitui o convênio firmado em 2021, que atingiu o prazo máximo previsto pela legislação. A renovação permite manter os serviços hospitalares disponíveis aos moradores e amplia a cobertura em relação ao contrato anterior.

Festa celebra 31 anos de emancipação FAZENDA VILANOVA

Uma programação com atrações culturais, música e atividades para as crianças marca os 31 anos de emancipação de Fazenda Vilanova. O evento ocorre no sábado, 17 de outubro, no Parque Municipal Encanto da Fazenda, com atividades a partir das 14h30. A festividade começa com ações alusivas ao Dia da Criança. Às 17h30, ocorrem

apresentações culturais. A partir das 19h, a Orquestra Henrique Uebel se apresenta no parque. Às 21h, o PF do Bailão assume o palco. O encerramento está previsto para as 23h30, com o show do Grupo Samba Bom. Durante o evento, também ocorre o sorteio da Campanha Nota Premiada. A programação é aberta à comunidade e integra as comemorações do aniversário do município.


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Sexta-feira, 11 de setembro de 2026

DE

MEMÓRIAS

Transformar o Rio Taquari

Airton Engster

aepan.ong@gmail.com

A visão ministerial de 1976 e o futuro de Estrela Em janeiro de 1976, Estrela viveu um momento importante para sua história econômica. A cidade recebeu o ministro dos Transportes, Dirceu Nogueira, que veio acompanhar as obras do Entroncamento Rodo-Ferro-Hidroviário de Estrela. O ministro percorreu o complexo e recebeu informações sobre o andamento dos trabalhos. O projeto tinha uma dimensão impressionante para a época: integrar rodovias, ferrovias e a navegação pelo Rio Taquari. A intenção era facilitar o transporte da produção do interior gaúcho, reduzir custos e conectar a região aos grandes centros e portos do Estado. A localização de Estrela, às margens do Taquari e próxima de importantes vias de transporte, era considerada estratégica. O empreendimento representava uma visão de futuro. Estrela poderia se transformar em um importante ponto de distribuição e escoamento de mercadorias.

Para colocar em funcionamento o Entroncamento Rodo-Ferro-Hidroviário, não bastava construir o porto. Era necessário preparar o próprio Rio Taquari para receber embarcações de maior porte. O projeto exigiu importantes trabalhos de engenharia para garantir o calado necessário à navegação. Entre as intervenções estavam a escavação do leito, drenagem e a retirada das

ensecadeiras utilizadas durante a construção do cais. O objetivo era transformar o rio em uma verdadeira estrada de água, capaz de transportar grandes volumes de mercadorias com custos menores. O Taquari, que já havia sido utilizado historicamente como via de transporte, voltava a ocupar uma posição central nos planos de desenvolvimento econômico de Estrela.

O colosso de grãos e o entroncamento rodo-ferro-hidroviário

Engenheiro Portella - um gigante da construção pesada Construir o Entroncamento Rodo-Ferro-Hidroviário de Estrela era um grande desafio de engenharia. O projeto precisava integrar diferentes meios de transporte e criar condições para a movimentação de grandes cargas pelo Rio Taquari. Entre as empresas envolvidas estava a Sultepa. A reportagem da época destacava o engenheiro José Portella Nunes. O projeto previa um cais com 1.000 metros de extensão. Em pouco mais de dois meses, cerca de 400 metros da infraestrutura já estavam em fase de conclusão, demonstrando o ritmo acelerado dos trabalhos. Por trás dos grandes números estavam engenheiros, técnicos e trabalhadores que ajudaram a transformar em realidade um dos maiores projetos de infraestrutura da história de Estrela.

O Entroncamento Rodo-Ferro -Hidroviário de Estrela também previa uma grande estrutura para receber e armazenar a produção agrícola, especialmente a soja. O Conjunto Graneleiro, construído pela Brasília Guaíba Obras Públicas S/A, possuía um Silo Elevador com capacidade para 40 mil toneladas, além de um armazém auxiliar para outras 15

mil toneladas. A ideia era receber a produção por rodovias e ferrovias, armazená-la em Estrela e depois encaminhá-la pela hidrovia. O complexo seria um importante ponto de apoio e retaguarda para o chamado Super-Porto do Rio Grande, aproximando a produção do interior gaúcho dos grandes mercados e portos.


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Sexta-feira, 11 de setembro de 2026

PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS

www.coquetel.com.br

© Revistas COQUETEL Fio, em O fruto da nogueira, Projeções financeiras essenciais inglês no planejamento de empresas de casca dura e lenhosa, muito co- Epopeia de Camões que narra Suga; mum na ceia de Natal as glórias do povo português chupa

(?) marinha, espécie de contrabaixo antigo, de só Pisciuma corda cultura Malfeitores Comunidade religiosa

PROGRAMAÇÃO DAS PARÓQUIAS PARÓQUIA SANTO ANTÔNIO

Id (?): isto é (lat.) Parte dos óculos Ciência que investiga as leis do universo

Palavra empregada no fim de orações Podem ser de queijo ou integrais

Sexta-feira, 11 15h30min – Missa São Pedro, na Vovolândia.

51, em algarismos romanos

Sábado, 12 10h – Missa São João Batista e Festa do Coral, em São João. 15h30min – Missa São Pedro Apóstolo, em Delfina. 17h – Missa São José, no Hospital. 18h30min – Missa Santo Antônio, no Santuário. 18h30min – Missa Nossa Senhora Auxiliadora com Primeira Eucaristia, em Auxiliadora.

Catarro

Sílaba de "casarão"

Estro Sufixo de "nanico"

Dário Lourenço, treinador (fut.)

Cobra 502, em romanos Fêmea do bode Elemento de origem mineral que previne cãibras, presente na banana

Aragem; brisa

Maça; porrete (?) amarelo: atitude forçada

Abóbada Submeter; impor

Economiza; guarda Sintoma de gripe

Domingo, 13 8h30min – Missa Santo Antônio, no Santuário. 8h30min – Missa Santa Rita de Cássia, em Santa Rita. 10h – Missa São Francisco Xavier, em Glória. 10h – Missa São Tiago Apóstolo com Primeira Eucaristia, em São Jacó. 19h – Missa Santo Antônio, no Santuário.

(?) Pitt, ator Jornal argentino Fase difícil em processo evolutivo Aviso luminoso no estúdio de rádio (?) Ciata, sambista El. comp. de "urologia"

Candelabros de vários braços

Organização das Nações Unidas Grito irônico da torcida (fut.)

Passado Duas vezes Burro; jerico Edwin van der (?), ex-goleiro holandês Habitual; (fut.) cotidiano

(?) inglês: jogo de sinuca

3/est — sar. 4/wire. 5/clava — reuma. 6/clarín. 8/priorado.

BANCO

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Solução T W E C R I M I N O S O S P RI O R A D O E S T A M E M Z A L I Ç B A F R E U MA P Ã E S I C O S T D I I P O T A S S IO D A E I C L A VA E A R C AD A D S P O U P A B R A D F E B R E C R I S E L G I R A N DO L A S X I T I A O N U J E G U E R O O C S A R B I L H A R R O T I N E I R O 23/09 - 22/10 23/10 - 21/11

Virgem – Reavalie prioridades e organize as finanças. Mudanças positivas fortalecem a segurança e relacionamentos.

22/11 - 21/12

23/07 - 22/08

Leão – Amplie horizontes, estude e compartilhe ideias. Conversas importantes abrem portas para novos caminhos.

Sagitário – Criatividade, romance e diversão marcam o dia. Aproveite para viver bons momentos.

22/12 - 19/01

21/06 - 22/07

Câncer – Planeje investimentos e pense no futuro. Boa proposta profissional pode surgir; comunicação em alta.

Escorpião – Organize a rotina e cuide da saúde. O trabalho rende mais com foco e disciplina.

Capricórnio – Mudanças ficam mais claras. Oportunidades, viagens e boas conversas ajudam nas decisões.

20/01 - 18/02

21/05 - 20/06

Gêmeos – Viagens, cultura e novas experiências inspiram projetos. Renove ideias e fortaleça os vínculos familiares.

Libra – Parcerias ganham força. O diálogo favorece acordos, aproxima pessoas e impulsiona projetos.

Aquário – Resolva pendências e amplie contatos. O dia favorece negociações, estudos e oportunidades.

19/02 - 20/03

21/03 a 19/04 20/04 - 20/05

Touro – Amigos e novas conexões movimentam o dia. Apoio da família favorece mudanças na carreira e no lar.

23/08 - 22/09

HORÓSCOPO Áries – Cuide de si e desacelere. Organize a casa, fortaleça laços familiares e o amor pode surpreender.

Segunda-feira, 14 19h – Reunião do Conselho Paroquial (CPP), na Secretaria.

Peixes – Valorize seus talentos e cuide das finanças. Confiança abrirá espaço para novas conquistas.

Terça-feira, 15 18h30min – Missa Santo Antônio, no Santuário. Quarta-feira, 16 18h30min – Missa São José, no Hospital. Quinta-feira, 17 18h30min – Missa Santo Antônio, no Santuário. IGREJA EVANGÉLICA Sexta-feira, 11 14h30min – Caminhando Juntos e Oase. Domingo, 13 10h – Culto com Santa Ceia. Terça-feira, 15 15h – Oase. 18h – Ensino Confirmatório do 1º Ano.

Quinta-feira, 17 10h – Culto no Lar Vó Eli. 13h30min – Grupo Saúde Capa na Comunidade São Lucas, de Linha Wink. Sexta-feira, 18 15h15min – Culto na Vovolândia. 19h30min – Lelut. PARÓQUIA SÃO CRISTÓVÃO Sábado, 12 18h – Missa na Matriz São Cristóvão. 19h30min – Missa São José, em Linha São José. Domingo, 13 8h30min – Missa na Matriz São Cristóvão. 10h – Missa Sagrado Coração de Jesus, em Colinas, após Festa Anual Comunitária. 19h – Missa Nossa Senhora Aparecida, no Bairro das Indústrias.

Quarta-feira, 16 18h – Ensino Confirmatório do 2º Ano. 19h – Reunião da Diretoria da Comunidade Estrela.

Segunda-feira, 14 Reunião do Clero para formação, até quarta-feira.

MARIA LILLI BRUXEL Morreu na terça-feira, 8 de setembro, aos 88 anos. Foi sepultada no Cemitério Católico de Bela Vista, em Arroio do Meio.

CIRILO MERLO Morreu na segunda-feira, 7 de setembro, aos 78 anos. Foi sepultado no Cemitério Evangélico do Bairro Aimoré, em Arroio do Meio.

EROCI DE MOURA VON MÜHLEN Morreu na terça-feira, 8 de setembro, aos 86 anos. Foi sepultada no Cemitério Católico de Bom Retiro do Sul.

HELENA PAULINA WERNER Morreu no sábado, 6 de setembro de 2025, aos 101 anos. Foi sepultada no Cemitério Católico, em Santa Cruz do Sul.

Quinta-feira, 17 19h30min – Escola Bíblica na Matriz São Cristóvão, com padre Neilor Schuster.

OBITUÁRIO VERA MARIA HEUSER Morreu na quinta-feira, 10 de setembro, aos 84 anos. Foi cremada no Memorial e Crematório Jardim Montanha dos Vales, em Santa Cruz do Sul. EVA MARIA GONÇALVES NETO Morreu na quarta-feira, 9 de setembro, aos 71 anos. Foi cremada no Memorial e Crematório Jardim Montanha dos Vales, em Santa Cruz do Sul. EGON RAFAEL SCHUCK Morreu na quarta-feira, 9 de setembro, aos 45 anos. Foi cremado no Memorial e Crematório Jardim Montanha dos Vales, em Santa Cruz do Sul. VITOR GUILHERME BRUST Morreu na quarta-feira, 9 de setembro, aos 73 anos. Foi cremado no Memorial e Crematório Jardim Montanha dos Vales, em Santa Cruz do Sul. NAIR THEREZINHA EIDELWEIN MALLMANN Morreu na terça-feira, 8 de setembro, aos 87 anos. Foi sepultada no Cemitério Católico de Linha Santa Rita, em Estrela.

HERBERT CARLOS LOHMANN Morreu na segunda-feira, 7 de setembro, aos 85 anos. Foi sepultado no Cemitério Evangélico do Florestal, em Lajeado. ADELINA SIRLEY XAVIER Morreu na segunda-feira, 7 de setembro, aos 89 anos. Foi sepultada no Cemitério Católico da Hidráulica, em Lajeado. EMMA ALBERTON Morreu na segunda-feira, 7 de setembro, aos 96 anos. Foi sepultada no Cemitério Católico de Bela Vista, em Arroio do Meio. SELMIDA REX Morreu na segunda-feira, 7 de setembro, aos 101 anos. Foi sepultada no Cemitério Evangélico, em Teutônia.

JOSÉ ALTEMIO FERNANDES BORGES Morreu na sexta-feira, 5 de setembro de 2025, aos 76 anos. Foi sepultado no Cemitério Parque da Figueira, em Ibiúna, São Paulo. ALDO HUGO PEDRO DIETRICH Morreu no sábado, 5 de setembro, aos 85 anos. Foi sepultado no Cemitério Católico de Arroio Grande Central, em Arroio do Meio. CLAUDIO PAULO COLOMBO Morreu na sexta-feira, 4 de setembro, aos 66 anos. Foi cremado no Memorial e Crematório Jardim Montanha dos Vales, em Santa Cruz do Sul. ALZIRA DELAZERI Morreu na sexta-feira, 4 de setembro, aos 92 anos. Foi sepultada no Cemitério Católico, em Nova Bréscia. NELSON CHRISTOFF Morreu na quinta-feira, 3 de setembro, aos 76 anos. Foi sepultado no Cemitério Católico de São Pedro, em Encantado.


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Sexta-feira, 11 de setembro de 2026

FUTEBOL SOCIETY

Soges define campeões da Taça de Inverno neste sábado EDU MOURA/DIVULGAÇÃO

Capote busca o título da Série Ouro. Adversário é o Bud FC

Após sete rodadas, três finais movimentam a sede campestre a partir das 13h, com disputas pelo bronze, prata e ouro Zique Neitzke

ezequiel@grupoahora.net.br

A

Taça de Inverno da Soges chega à decisão neste sábado, 12, após sete rodadas de disputas. A sede campestre recebe as três partidas que definem os campeões das categorias Bronze, Prata e Ouro de 2026. A primeira decisão ocorre às 13h, entre Brooklyn United e Sombras, pelo Bronze. As equipes já se enfrentaram na competição, no dia 18 de julho, em um duelo equilibrado que terminou empatado em 2 a 2. Na campanha até a final, o Brooklyn United marcou 11 gols e sofreu 15. O Sombras balançou as redes 14 vezes e sofreu 24 gols. Na categoria Prata, a decisão está marcada para as 14h10min,

entre Firma FC e Tsunami. O Firma chega à final com 19 gols marcados e 22 sofridos. Já o Tsunami tem o melhor ataque entre os dois finalistas, com 20 gols, além de 20 gols sofridos. O título da categoria Ouro será definido às 15h20min, no confronto entre Bud FC e Capote. O Bud chega à decisão com 36 gols marcados e 14 sofridos, enquanto o Capote anotou 25 gols e sofreu apenas seis. A equipe também possui a melhor defesa da competição, com média de um gol sofrido por partida.

Além das decisões, a competição também terá a definição dos destaques individuais. Na categoria Ouro, o artilheiro é Rubiel Sulzbach, do Bud FC, com nove gols. Na Prata, Mathias Fensterseifer, dos Galácticos, lidera com oito gols. No Bronze, Rodrigo Flor, do Demonhos Jr, é o goleador, com quatro gols. Entre as melhores defesas, além do Capote no Ouro, a Ambeve se destaca na Prata, com média de 1,8 gol sofrido por jogo. No Bronze, o Brooklyn United tem a melhor defesa, com média de três gols sofridos por partida.


Sexta-feira, 11 de setembro de 2026 Fechamento da edição: 18h

Liga Sul-Riograndense em Estrela DIVULGAÇÃO

Rodada reúne quatro equipes neste domingo e coloca jovens atletas de quatro municípios em quadra ao longo de seis partidas Zique Neitzke

ezequiel@grupoahora.net.br

O

futsal de base ganha espaço em Estrela neste domingo com uma etapa da Liga Sul -Riograndense Sub-16. A programação inicia às 9h e reúne quatro equipes de diferentes municípios: Construindo Sonhos, de Estrela, Camangang, de Arroio do Tigre, ASF, de Venâncio Aires, e AES, de Sobradinho. Ao todo, serão seis partidas ao longo do dia. O time da casa abre a rodada diante do Camangang. O confronto está marcado para as 9h e será o primeiro compromisso do Construindo Sonhos na etapa. Às 10h20min, a ASF entra em quadra para enfrentar a AES. Após o intervalo do meio-dia, a

competição retorna às 14h, com o duelo entre Construindo Sonhos e AES. Às 15h20min, Camangang e ASF se enfrentam. Na sequência, às 17h, a AES encara o Camangang. O encerramento da programação ocorre às 18h20min, com o confronto entre Construindo Sonhos e ASF. Além da disputa dentro de quadra, a etapa representa uma oportunidade para os jovens atletas ganharem experiência competitiva e ampliarem a convivência com equipes de outras regiões. Para os projetos envolvidos, os jogos fazem parte do processo de formação das categorias de base.

Aposta na formação

A etapa representa uma oportunidade para os jovens atletas ganharem experiência competitiva

Anfitrião da rodada, o Construindo Sonhos mantém um trabalho voltado ao atendimento de crianças e adolescentes por meio do esporte. O projeto atua com jovens dos 5 aos 16 anos e, atualmente, reúne cerca de 132 crianças. De acordo com o coordenador da escolinha, Luis Carlos Machado, o “Machadinho”, o projeto

conta com os professores Alan Menezes e Cândido. A escolha pela categoria Sub-16 para a participação na Liga ocorre por ser a faixa etária que apresenta maior preparação para competições. “Ela está mais preparada. As outras categorias a gente está preparando, está lapidando”, explica Machado.

Fundador da escolinha, o coordenador destaca que o trabalho vai além da preparação esportiva. A proposta é utilizar o futsal como ferramenta de formação e convivência, com atividades que auxiliem no desenvolvimento das crianças dentro e fora das quadras. “Além de preparar elas para o futuro, a gente prepara para a

sociedade”, afirma. O projeto mantém ações sociais há cerca de cinco anos e também promove atividades de integração. Em 2025, uma das iniciativas de maior alcance levou ex-jogadores para uma ação com crianças no Parque Princesa do Vale. Entre os participantes estiveram nomes como Valdomiro, Índio e Perdigão.


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