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A Hora – 08 e 09/08/2026

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ASSINATURA 51 3710.4200 51 99253.5508

ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR Fim de semana, 8 e 9 de agosto de 2026 | Ano 25 - Nº 4155 | R$ 5,00 (dia útil) R$ 9,00 (fim de semana) DIOGO FEDRIZZI

TRAVESSIA NA 129 AINDA

SEM SOLUÇÃO OPINIÃO | RODRIGO MARTINI

OPINIÃO | VINI BILHAR

Estado, União e Exército: apresentem-se!

DNW celebra resultados do semestre

Já se passaram duas semanas do bloqueio da ponte da ERS129. E até agora, não temos respostas suficientes e concretas.

Encontro valoriza desempenho dos corretores e parceiros que se destacaram na primeira metade do ano.

FUTURO DO TRABALHO

profissionais experientes preservam atendimento, memória de processos e relação com clientes, enquanto os mais novos chegam com domínio digital e outra visão de carreira.

PÁ G I N A S | 6 e 7

PÁ G I N A S | 1 0 e 1 1

DOCILE E BEIRA RIO

reconhece Empresas encaram Prêmio força de indústrias choque geracional na exportação Levantamento com 7 mil jovens dos Vales e da Serra feito pela Univates mostra estudantes cansados, hiperconectados e mais seletivos sobre trabalho. No mesmo mercado,

Após tentativa frustrada do uso de uma balsa, comunidade segue com desafios para cruzar o Rio Guaporé, entre Muçum e Encantado. Expectativa agora é pela construção de uma ponte pênsil. O projeto é liderado pela CIC-VT, Amat e iniciativa privada. Estrutura emergencial também depende de licenças. Enquanto isso, líderes locais elevam tom das críticas pela demora do Estado em apresentar alternativas até a reconstrução do pilar na ERS-129.

EMPRESAS DO VALE

Empresas figuram entre as 64 organizações premiadas pela ADVB/ RS em cerimônia que celebra o potencial da indústria gaúcha no mercado internacional.

Pesquisa revela cerca de 90% sem registro de marca

PÁ G I N A | 14

PÁ G I N A | 28


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Fim de semana, 8 e 9 de agosto de 2026

E D I TO R I A L

A B R E A S PA S

Experiência e juventude como ativo

N

unca houve tanta diferença de idade, repertório e expectativa dentro das empresas. O mesmo ambiente de trabalho reúne quem construiu carreira pela estabilidade, quem aprendeu datilografava e foi para o computador. Do novo, estão aqueles que cresceram com a internet e hoje usam a inteligência artificial, as redes sociais. Para tudo isso, mudanças na relação com tempo, com a geração de renda e propósito. Como pano de fundo, jovens esgotados, hiperconectados e mais seletivos. Por mais que haja uma disputa geracional, pesquisa da Univates mostra que essa nova força de trabalho entra no mercado mais cedo do que se imagina.

A empresa que aprende com diferentes idades aumenta sua capacidade de inovar, atender melhor, formar pessoas e permanecer relevante. E a jornada é dupla. A maioria trabalha e estuda. Muitos carregam preocupações financeiras antes mesmo de escolher uma profissão. Ao mesmo tempo, exigem escuta, sentido e clareza sobre o caminho dentro das organizações. O desafio das empresas está em transformar a diferença etária em força produtiva. Trabalhadores mais experientes dominam a relação presencial, a leitura do cliente, a memória dos processos e a paciência construída pelo tempo. Os mais jovens trazem familiaridade digital, velocidade de adaptação e novas formas de enxergar consumo, tecnologia e carreira. No fim, um precisa do outro. Por isso, o futuro do trabalho será menos sobre escolher uma geração como modelo e mais sobre organizar o encontro entre elas. A empresa que aprende com diferentes idades aumenta a capacidade de inovar, atender melhor, formar pessoas e permanecer relevante. Filiado à

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Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. Impressão Zero Hora Gráfica

Diretor Executivo: Adair Weiss Diretor Editorial e de Produtos: Fernando Weiss

“Ler mudou a forma como enxergo o mundo e me fez querer compartilhar essa paixão com outras pessoas” A empresária Sabrina de Azevedo Maehler, 38 anos, decidiu expandir sua paixão por livros e reuniu amigas para fundar o “Página 1”, clube do livro que pretende realizar encontros mensais em Lajeado para compartilhar experiências de leitura. Joilson Pereira

centraldejornalismo@grupoahora.net.br

Qual é a sua relação com a leitura?

A leitura sempre foi um refúgio para mim. Em meio à correria do dia a dia, os livros me permitem desacelerar e viver histórias. Nos últimos anos, comecei a tratar a ansiedade e a leitura voltou a ser uma companheira, porque é o momento que eu consigo relaxar. Gosto de ler histórias que vão me entreter. Me faz feliz. Ler mudou a forma como enxergo o mundo e me fez querer compartilhar essa paixão com outras pessoas.

Quando e como surgiu a ideia de criar um clube do livro?

A ideia surgiu porque eu queria ter com quem conversar sobre os livros que eu lia. A leitura é muito mais divertida quando a gente pode trocar ideias, descobrir novos autores e ouvir pontos de vista diferentes. Pensei que se eu sinto essa falta, provavelmente outras pessoas também sentem. E foi assim que, em junho deste ano, nasceu o clube.

Quantas pessoas fazem parte?

Hoje somos nove integrantes. A proposta é manter um grupo peque-

no para facilitar os encontros presenciais e garantir que todas consigam participar das conversas. A ideia é realizar os encontros mensais em diferentes cafeterias de Lajeado.

O clube tem nome?

O nome do clube é “Página 1”. A inspiração é que toda história começa com a página 1, e, às vezes, a primeira página é o que define se vamos gostar daquela história ou não. E o clube de leitura, é o início para nós leitoras termos um lugar de encontro, de poder compartilhar histórias.

O clube é aberto?

Sim, estamos com vagas abertas, a ideia é que o grupo seja pequeno, para que possamos nos juntar com mais facilidade. O grupo está aberto para quem gosta de ler e está interessado em conhecer novos estilos literários.

Como vai funcionar a dinâmica de leituras e encontros?

Nosso primeiro encontro foi para esse grupo se conhecer e falar dos tipos de li-

vros que gostamos. Em conjunto decidimos como serão os encontros e quais serão os livros. Cada uma levou sugestões de livros e decidimos por sorteio. O primeiro livro é “As Gêmeas de Auschwitz”, de Eva Mozes Kor. Os encontros serão mensais, e temos um grupo no WhatsApp para troca de ideias, agendar encontros e organizar as próximas leituras. Os livros são escolhidos por sorteio nesses encontros presenciais.

O que você diria para quem quer começar o hábito da leitura?

Que procure histórias que tenham a ver com o teu gosto. Às vezes a gente acha que precisa ler só para se instruir, para aprender alguma coisa, e na verdade a leitura não serve só para isso, ela serve também para entretenimento, para conseguir se acalmar, fugir um pouco da realidade. Muitas vezes a pessoa gosta muito de um filme que adapta uma obra, normalmente o livro vai ser melhor que o filme. Mesmo que seja para entretenimento, você sempre vai aprender alguma coisa e a leitura vai te fazer bem de outras formas.


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Fim de semana, 8 e 9 de agosto de 2026

BLOQUEIO NA ERS-129

Vale pede socorro ao Estado, ao Governo Federal e ao Exército RODRIGO MARTINI rodrigomartini@grupoahora.net.br

L

á se vão duas semanas e o Vale do Taquari ainda não recebeu respostas suficientes e alternativas viárias para compreender e enfrentar o bloqueio total da ponte sobre o Rio Guaporé, na ERS-129. Prefeitos, empresários e estudantes pedem socorro. Estão cansados. Os municípios ainda enfrentam os resquícios sociais e financeiros das tragédias de 2023 e 2024, e agora são obrigados a custear soluções viárias em função da inércia que predomina nos gabinetes de cima. E o trabalhador? Impedido de ir de forma digna ao trabalho, à escola, ao atendimento médico, à casa dos amigos e familiares. E as empresas? As indústrias? A chegada do insumo? O escoamento da produção? Catorze dias já se passaram desde a detecção do problema no pilar da ponte e os nossos agentes públicos, líderes regionais, empresários e trabalhadores só ouviram promessas, “prazos estimados”, intrigas eleitoreiras e discursos pró-governo. Não dá

“THE BOOK IS ON THE TABLE”

Mais um “tema de casa” ao turismo regional

mais. O Vale do Taquari, ainda combalido por 2023 e 2024, precisa seguir como prioridade em tempos de campanha eleitoral, também. Paralelo a isso, as soluções paliativas são desestimuladas por questões burocráticas que desprezam a urgência. E quem se envolve de forma proativa ainda enfrenta críticas injustas e invejosas nas redes sociais. Diante do quadro, o Vale pede socorro. Ao Estado, à União e ao Exército. Apresentemse, enfim!

A segunda edição da Turisvales demorou 13 anos para sair do papel. E voltou cheia de provocações. Entre essas, a necessidade dos empreendedores, gestores públicos e trabalhadores e empresas do nosso trade turístico aumentarem os índices de fluência em línguas estrangeiras. Isso vale para quem fala com o turista, óbvio, e se estende à sinalização viária dos roteiros e produtos, aos cardápios e anúncios, as páginas nas redes sociais e sites institucionais e empresariais, e aí por diante. “Precisamos superar o ´the book is on the table´”, alertou a representante do Sindiomas/ RS. Aliás, e além do “inglês universal”, o espanhol, o italiano e o alemão também devem fluir no Vale.

“Passadeira” e/ou “pinguela” no Rio Guaporé

TIRO - Na quinta-feira, durante o breve temporal ao meio dia, o governo de Estrela monitorou os espaços do novo Zigue-Zague e do Caminhos do Rio, intervenções públicas em construção e cujo objetivo é absorver água da chuva e mitigar alagamentos. E as primeiras respostas foram animadoras. - A Defesa Civil de Lajeado colocou um barco a motor de oito lugares à disposição da Defesa Civil de Muçum para auxiliar na travessia do Rio Guaporé, durante o bloqueio da ponte da ERS-129. Aliás, tá na hora de outros municípios do Vale do Taquari também se mobilizarem pela causa.

Quem tem chance de ser eleito (a)? E por que concorrem? A presença de candidatos (as) pouco conhecidos (as) ou com chances risíveis de vitória nas urnas é algo natural em eleições e está dentro das quatro linhas. As razões são diversas e nem tudo é publicável. Mas, seria muito prudente o eleitor “desnaturalizar” um pouco a presença desses “paraquedistas” e buscar respostas. Afinal, qual a real intenção de alguns candidatos (as) e, sobremaneira, qual a chance de vitória nas urnas? Não se trata de deslegitimar toda e qualquer candidatura com baixa visibilidade. Todo político enfrenta uma “primeira vez”, certo? No entanto, e diante da dificuldade do Vale do Taquari eleger representantes locais, talvez seja hora de avaliar melhor as motivações por detrás das urnas.

Richter Gruppe confirma hotel na BR-386 Entre outros tantos pedidos a diferentes entes, a Associação dos Municípios do Alto Taquari (Amat) vai solicitar ao Exército a instalação de “passadeiras” no Rio Guaporé, e assim garantir travessia de pedestres durante o bloqueio da ponte da ERS-129, entre Muçum e Encantado. Não

é novidade no Vale do Taquari, todos lembram. Durante a reconstrução da ponte entre Lajeado e Arroio do Meio, na ERS-130, a ferramenta foi utilizada por milhares de pessoas. E quebrou um baita galho. Paralelo a isso, um grupo de líderes regionais projeta a

construção de uma tradicional “pinguela”, uma solução caseira, prática e que vem “quebrando galhos” há mais de século aqui na região...

A Atlântica Hospitality International definiu, em parceria com a Richter Gruppe, o lançamento de mais uma unidade da bandeira de hotel Transamerica FIT. O empreendimento será construído em Estrela, no espaço 386 Business Park. A inauguração está prevista para 2028. E o investimento é de R$ 35 milhões será o primeiro empreendimento da bandeira no

estado. O hotel contará com 102 unidades habitacionais e estará integrado ao já existente Pátio Strip Mall, fortalecendo o complexo como ponto estratégico para viajantes em trânsito, seja para hospedagem, eventos de negócios, descanso ou alimentação. É uma notícia e tanto para o trade turístico do Vale. E também para o setor de eventos.


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vinibilhar@grupoahora.net.br

VINI BILHAR

Clube Conectar DNW celebra resultados do semestre

O

Clube Conectar DNW promoveu, no espaço Altos da XV, um evento de encerramento do primeiro semestre, reunindo corretores e parceiros que se destacaram em vendas no período. A noite foi marcada por reconhecimento, integração e estímulo para os próximos meses. A programação iniciou às 19h, com pronunciamentos de convidados e dos diretores da DNW, André Damiani e Marcos Nesello, que destacaram a relevância da parceria e do desempenho coletivo. Na sequência, ocorreram as premiações, com entrega de troféus do terceiro ao primeiro colocado, além de reconhecimentos especiais ao top 3. Todos os participantes que realizaram vendas ao longo do semestre também foram chamados individualmente para receber um troféu simbólico, reforçando o sentimento de pertencimento ao grupo. Durante uma dinâmi-

Indicadores

Dólar: R$ 5,08 | Ibovespa: 172.513,42

CBM celebra 37 anos

ca, cada integrante recebeu uma mochila executiva com incentivo voltado ao segundo semestre. Após as atividades, os convidados participaram de um coquetel

com espumante, cerveja e churrasco. O encontro consolidou-se como um momento de valorização dos resultados e de motivação para novos desafios.

Dale Carnegie abre primeira turma em Estrela A Dale Carnegie inicia na próxima semana sua primeira turma em Estrela, em parceria com a Cacis, reunindo 32 empresários. A iniciativa marca um novo avanço na qualificação de lideranças no Vale do Taquari. Segundo Beatriz Müller Vieira, diretora da Dale Carnegie Vale do Taquari, o momento exige preparo das empresas. “Em um cenário em que engajar, desenvolver e reter pessoas é cada vez mais decisivo, a formação de líderes”, afirma.

O presidente da Cacis, Rodrigo Tomasi, destaca que o contexto atual é de transformação. “Vivemos um período de inovação e transição tecnológica. Precisamos estar preparados e motivados para enfrentar esses desafios”, ressalta, acrescentando que a parceria contribui diretamente para o desenvolvimento regional. A empresária Sandra Bispo, da RS Data, reforça o impacto da capacitação. “Foi uma experiência enriquecedora fazer

o LTR. Um líder nunca pode parar de aprender”, afirma, celebrando a participação de novos integrantes da equipe no curso. Para Jeovani Ogliari, da Rota Home Center, investir em pessoas é estratégico. “As empresas são reflexo de quem as constrói no dia a dia”, pontua. Com mais de 25 anos de atuação na região, a Dale Carnegie projeta ampliar sua presença e levar formação a novas lideranças de toda a região.

A CBM completa hoje 37 anos de atuação em Lajeado, consolidando uma trajetória marcada por adaptação e crescimento no varejo regional. Segundo o diretor Marcos Mallmann, três fatores foram determinantes nessa evolução: o avanço da tecnologia, a constante adequação às mudanças na legislação e no cenário econômico e o fortalecimento do relacionamento com o cliente. Com cerca de 15 colaboradores, estrutura de aproximadamente 2 mil metros quadrados e mais de 15 mil itens, a empresa ampliou seu portfólio ao longo dos anos. Inicialmente voltada a materiais de construção, e depois especiali-

zada em material elétrico, a CBM evoluiu para um modelo próximo ao de home center, incluindo linhas hidráulicas, iluminação, segurança, ferramentas e energia solar. O atendimento ultrapassa Lajeado, alcançando o Vale do Taquari, outras regiões do Estado e clientes de fora do Rio Grande do Sul por meio das vendas online. Para Mallmann, o cenário futuro exige cautela. Mudanças tributárias e maior competitividade demandam planejamento, eficiência e investimento em conhecimento. Ainda assim, o propósito permanece: crescer, gerar empregos e manter a qualidade no atendimento ao cliente.


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Cinco gerações no mesmo turno Pesquisa da Univates mostra jovens cansados, conectados e seletivos. No comércio, na indústria e nos serviços, empresas tentam combinar troca de experiências, uso de tecnologias e constante aprendizado Filipe Faleiro

filipe@grupoahora.net.br

Vini Bilhar

vini@grupoahora.net.br

ESPECIAL

E

laine Maria de Castro, 72, conhece os corredores, os produtos e o jeito de atender quem chega no supermercado. Recepcionista na unidade do Imec no centro de Lajeado, ajuda clientes a encontrar itens, orienta idosos e trata o contato direto como parte essencial do trabalho. “Gosto de trabalhar com gente. Nada de ruim acontece quando a gente trata bem as pessoas”, ensina. No mesmo ambiente de trabalho, está Bryan Luís Labres dos Santos, 18. Começou no emprego faz uma semana. Natural de Lajeado, entra no mercado em um período de transformação acelerada, com novas tecnologias, outras formas de comunicação e uma relação diferente com carreira, tempo e expectativas. Entre Elaine e Bryan, são cinco décadas de diferença. Período de mudanças profundas na vida, nas relações interpessoais e na forma de enxergar as profissões. O exemplo da dupla serve para consolidar a evidência dita nas áreas de desenvolvimento humano das empresas: nunca houve tantas gerações distintas no mesmo ambiente de trabalho. Nas corporações, convivem trabalhadores formados pela estabilidade, pela hierarquia e pelo contato presencial; profissionais que passaram pela chegada dos computadores e da

O que mostra a pesquisa Sete mil ouvidos Levantamento da Univates pesquisou estudantes do Ensino Médio nas regiões dos Vales e da Serra.

24 escutas qualitativas Foram 16 entrevistas em profundidade e oito grupos em quatro escolas da área de atuação da universidade.

44,5% Jovens que dizem

que adultos não entendem a pressão que sentem.

A diferença aparece na conversa com as pessoas, na relação com chefias, no uso da tecnologia, no tempo de permanência no emprego, na busca por propósito, na ansiedade sobre o futuro e até no silêncio dos mais jovens diante dos mais experientes.” CINTIA AGOSTINI DOUTORA EM DESENVOLVIMENTO REGIONAL

52,4% Parcela que passa mais tempo no TikTok, plataforma que assumiu a atenção digital desse público.

61% Jovens que ainda querem fazer um curso superior.

4,3% Considera a faculdade suficiente para se preparar totalmente para a vida.

54,9% Jovens que trabalham e estudam

27,4% Estudo é a atividade exclusiva.

internet; adultos que construíram carreira em meio à automação; jovens que nasceram conectados; e adolescentes que crescem com inteligência artificial, telas sensíveis ao toque e uma infância marcada pela pandemia. Conforme a vice-reitora da Univates, a doutora em Desenvolvimento Regional, Cíntia Agostini, a diferença aparece na conversa com as pessoas, na relação com chefias, no uso da tecnologia, no tempo de permanência no emprego, na

busca por propósito, na ansiedade sobre o futuro e até no silêncio dos mais jovens diante dos mais experientes. Algumas dessas relações estão na pesquisa da Univates, apresentada na quinta-feira, 6, na Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil). O estudo ouviu 7 mil jovens do Ensino Médio nas regiões dos Vales e da Serra, com 16 entrevistas em profundidade e oito grupos em quatro escolas da área de atuação da universidade. O levantamento compara mudanças percebidas entre gerações e jovens em formação. Os dados mostram um deslocamento relevante em três anos. A ansiedade sobre o futuro, associada à Geração Z, dá lugar ao cansaço mental do presente. Entre os jovens analisados, 44,5% dizem que adultos não entendem a pressão que sentem. Outros 39,6% marcam cansaço mental e intelectual como traço do cotidiano. Unir o conhecimento dos mais jovens sobre tecnologia com a capacidade de comunicação dos mais experientes é um dos caminhos para reduzir barreiras geracionais nas empresas

Vice-reitora da Univates, Cintia Agostini, e o responsável pelo Marketing, Daniel Wallerius, apresentaram a pesquisa sobre trabalho, pirâmide etária, renda e formação durante evento na Acil

Disputa por atenção e espaço de fala Os nativos digitais estão atentos às redes sociais e dispostos a compartilhar experiências do cotidiano na internet. Em três anos, o Instagram perdeu a liderança. No estudo anterior, 29,2% dos jovens usavam a plataforma.

Agora, o TikTok passou a concentrar 52,4% do tempo de consumo digital. A preferência por vídeos curtos chega a 47,6%. Na visão sobre faculdade, 61% ainda querem fazer graduação, mas só 4,3% consideram que o Ensino Superior prepara para a vida real. Conforme o gerente de Marketing e Relacionamento da Univates, Daniel Wallerius, a pesquisa não substitui a escuta


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Fim de semana, 8 e 9 de agosto de 2026 VINI BILHAR

VINI BILHAR

Bryan dos Santos, 18, e Elaine de Castro, 72, encontram cenários diferentes no ambiente de trabalho. Pesquisa comprova que pela primeira vez empresas têm tantos perfis diferentes

dentro das empresas. Porém, indica onde estão parte dos ruídos. “O jovem quer ser ouvido, mas escolhe melhor quando, onde e com quem fala. Trabalha mais cedo do que muitos adultos imaginam, carrega preocupações de renda e tempo, e entra no mercado com repertório digital avançado em algumas áreas, mas desigual em outras.” Para Cíntia Agostini, a convivência entre gerações vira uma questão estratégica para empresas do Vale do Taquari. O desafio passa por unir quem sabe atender, negociar, lidar com pessoas e resolver problemas presenciais com quem domina ferramentas digitais, redes e novas linguagens de consumo.

Perfis distintos No varejo, essa diferença aparece todos os dias. O presidente do Sindilojas Vale do Taquari, Renan Borelli, observa que trabalhadores de gerações anteriores costumam ter mais desenvoltura no relacionamento presencial, na conversa com o público e no atendimento direto. Quando a interação exige novas ferramentas, plataformas digitais, e-commerce e dispositivos tecnológicos, esse grupo encontra mais dificuldade. Entre os mais jovens, a lógica se inverte. A familiaridade com tecnologia é maior, mas nem sempre vem acompanhada da mesma segurança na abordagem presencial. FILIPE FALEIRO

A tecnologia ajuda a vender, mas a confiança ainda nasce no contato humano. O atendimento presencial segue como vantagem competitiva.” RENAN BORELLI PRESIDENTE DO SINDILOJAS VALE DO TAQUARI

“O ganho está na combinação dessas capacidades. O trabalhador mais experiente ajuda a preservar vínculo, escuta, paciência e leitura do cliente. O mais jovem amplia a velocidade de adaptação aos canais digitais. A empresa precisa criar processos de qualificação e requalificação para que um conhecimento não anule o outro.” Para Borelli, entre um perfil e outro, o empresário precisa equilibrar acolhimento e agilidade. “A tecnologia ajuda a vender, mas a confiança ainda nasce no contato humano. O atendimento presencial segue como vantagem competitiva”.

jovens é positiva. O caminho, diz, está no entendimento. “Eu aprendo com eles e eles aprendem comigo. Tendo respeito, a idade deixa de ser uma barreira.” A trajetória de Mélanie Flach Sippel, 21, mostra outra entrada na mesma lógica. Ela está há quase seis anos na Certel. Começou pelo programa Aprendiz Cooperativo, passou pelo setor de Planejamento, Qualidade e Proteção de Dados e hoje atua no Recursos Humanos. Para ela, a presença de novas gerações renova ideias e garante continuidade à organização. A permanência, avalia, depende de oportunidades, ambiente de acolhimento e percepção de crescimento.“Isso permite evoluir na carreira profissional e também na jornada pessoal.”

Juventude e trabalho Uma das evidências mais relevantes da pesquisa desmonta a imagem do estudante com tempo livre integral. Entre os jovens das regiões do Vale e da Serra, 54,9% trabalham e estudam. Quando

Quatro décadas na empresa Na Cooperativa Certel, Wilfrid Dannebrock, 62, acompanha a transformação do trabalho por dentro da mesma empresa. Entrou em 1º de dezembro de 1986, aos 22 anos, no setor de faturamento de energia. A primeira função envolvia máquinas de datilografia e contas de luz produzidas em outro ritmo. “Uma das perguntas para ser admitido foi se eu tinha curso de datilografia”, relembra. Quase 40 anos depois, associa a maior mudança à chegada da internet, do celular e das ferramentas digitais. Mesmo com a diferença de idade, a convivência com os mais

entram os estágios formais, quase dois terços conciliam trabalho e formação. Apenas 27,4% têm o estudo como atividade exclusiva. Na análise da vice-reitora, esse recorte ajuda a explicar parte do comportamento dos adolescentes e jovens adultos. A ausência em cursos técnicos, atividades extracurriculares ou formações complementares nem sempre decorre de desinteresse. “Muitas vezes é falta de tempo mesmo”. Nas rodas de conversa feitas pela Univates, estudantes indicaram esse limite de forma direta. A pergunta sobre cursos técnicos recebeu respostas ligadas à rotina. O jovem estuda, trabalha, se desloca, ajuda a família e tenta manter algum espaço para si.

WILFRID DANNEBROCK COLABORADOR DA COOPERATIVA CERTEL HÁ 40 ANOS

Uma das perguntas para ser admitido foi se eu tinha curso de datilografia. Hoje, eu aprendo com os jovens e eles aprendem comigo. Tendo respeito, a idade deixa de ser uma barreira.”

As gerações na empresa Mais experientes Tendem a ter mais desenvoltura no atendimento presencial, na relação direta com clientes e na leitura de situações do cotidiano. Geração intermediária Costuma ocupar funções de liderança, gestão, supervisão e mediação entre culturas de trabalho diferentes. Mais jovens Entram com maior familiaridade digital, rapidez na adaptação a plataformas e outra relação com carreira, tempo e propósito. Desafio da gestão Combinar experiência, tecnologia, escuta, cobrança e formação contínua. Ponto de atenção Conflito de gerações cresce quando empresas confundem diferença de linguagem com falta de compromisso.


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A Hora passa a incluir candidatos de Venâncio Aires e influenciador digital que reside em Lajeado na sua cobertura para o pleito de outubro

Fim de semana, 8 e 9 de agosto de 2026

ELEIÇÕES 2026

Lista de candidatos locais ganha mais cinco nomes MATEUS SOUZA

Mateus Souza

mateus@grupoahora.net.br

VALE DO TAQUARI

15 DE AGOSTO Sábado – Último dia para partidos políticos, federações e coligações requererem o registro de candidatos e candidatas ao pleito

C

om a consolidação das candidaturas no período de convenções partidárias e proximidade da campanha eleitoral, prevista para iniciar no próximo dia 16, A Hora atualiza a lista de nomes que irão representar a região no pleito do dia 4 de outubro, quando serão conhecidos os novos deputados federais e estaduais para os próximos quatro anos. O reposicionamento ocorre de forma estratégica, ao considerar a relevância de Venâncio Aires para o contexto regional. Embora esteja no Vale do Rio Pardo, o município faz divisa com diversas cidades do Vale e integra entidades como a Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat), a Associação dos Vereadores do Vale do Taquari (Avat) e a Amturvales. Além de Airton Artus (PDT), que tem vínculos familiares no Vale, a Capital do Chimarrão conta com outros quatro candidatos: a vice-prefeita de Venâncio Aires, Izaura Landim (MDB), os empresários Felipe Força Tarefa (Podemos) e Paulinho Zinn (Republicanos) e o vendedor Samuel Maciel (Novo). Destes, Paulinho e Samuel são estreantes em eleições. Venâncio Aires tem 53,3 mil eleitores aptos a irem às urnas no pleito deste ano. No Vale do Rio Pardo, tem o segundo maior

PRÓXIMAS DATAS DO CALENDÁRIO ELEITORAL

16 DE AGOSTO Domingo – Início da propaganda eleitoral, inclusive na internet 20 DE AGOSTO Quinta-feira – Último dia para requerimento, alteração ou cancelamento da habilitação para votar em seção distinta da origem 28 DE AGOSTO Sexta-feira – Início do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão

Atualização inclui nomes da Capital do Chimarrão e influenciador digital

contingente. Na área de cobertura do A Hora, fica atrás apenas de Lajeado, que tem 64,3 mil.

Morador da região Outra novidade na lista é a inclusão do influenciador digital Matteus Amaral. Candidato a deputado federal pelo PP, o ex

-participante do reality show Big Brother Brasil (foi vice-campeão em 2024) é natural de Alegrete, onde possui domicílio eleitoral, mas reside em Lajeado desde o começo do ano e namora a médica Anna Júlia Ferreira, com quem está junto há mais de um ano. Estreante em eleições, Amaral tem mais de 4 milhões de seguidores no Instagram e frequentemente faz publicações sobre a vida em Lajeado e também dos passeios na região. Em entrevistas e postagens nas redes sociais, também já afirmou o interesse de defender os interesses do Vale,

caso seja eleito. Os cinco nomes de Venâncio Aires e Amaral se juntam a outros 14 candidatos que possuem domicílio eleitoral no Vale do Taquari. Com isso, a cobertura jornalística do A Hora passa a agregar 20 postulantes aos parlamentos. Lajeado é a cidade com mais candidatos locais: seis nomes. Na sequência aparece Estrela, com três. Os demais municípios representados (Arroio do Meio, Muçum, Taquari, Teutônia e Vespasiano Corrêa) tem um concorrente, cada.

TODOS OS NOMES HOMOLOGADOS Deputado estadual: Airton Artus (PDT) Darlã Bellini (PSDB) Fabiano Diehl (União Brasil) Juli Cuciolli (PL) Luis Benoitt (PL) Maneco Hassen (PT) Marcos Kayser (Novo) Mateus Trojan (MDB) Paulinho Zinn (Republicanos) Ramatis de Oliveira (PL) Roberto Lucchese (MDB) Samuel Maciel (Novo) Deputado federal: Bolacha Melo (PL) Carlos Ranzi (MDB) Enio Bacci (PDT) Felipe Força Tarefa (Podemos) Izaura Landim (MDB) Matteus Amaral (PP) Neide Protetora (PSDB) Tenente Hampel (Democrata)

Histórico recente O Vale do Taquari não elege um deputado genuinamente local desde as eleições de 2014, quando Enio Bacci foi eleito para seu primeiro e único mandato na Assembleia Legislativa. Em 2018, Edson Brum, que possui residência no Vale, mas cujo domicílio eleitoral está em Santa Cruz do Sul, foi o único eleito com vínculo regional. Entre as décadas de 1970 e 1990, o Vale viveu períodos áureos na representatividade política. Em 1978, por exemplo, cinco candidatos foram eleitos – quatro para a Assembleia Legislativa e um para o Congresso. Foi o auge da ainda chamada região Alto Taquari. Municípios como Lajeado, Estrela, Arroio do Meio e Taquari emplacaram seus representantes. Nas eleições seguintes, a região mantinha cadeira cativa na Assembleia e voltou a ter representante no Congresso a partir de 1994 até 2015.


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PEDIDO DE SOCORRO

Após duas semanas, nenhuma solução definitiva à travessia sobre o Rio Guaporé Ponte pênsil, proposta pela iniciativa privada, surge como alternativa para pedestres, enquanto EGR prevê recuperação do pilar em até 45 dias. Eventual liberação de pedestres e veículos leves será avaliada em 30 dias Karine Pinheiro karine@grupoahora.net.br

ANGELO FONTANA PRESIDENTE DA CIC-VT

Não podemos esperar mais de 40 dias por uma alternativa.”

Jhon Willian Tedeschi jhontedeschi@grupoahora.net.br

VALE DO TAQUARI

P

assadas duas semanas após o bloqueio da ponte sobre o Rio Guaporé, na ERS-129, nenhuma solução definitiva para retomar a travessia, tanto de pedestres quanto de veículos, foi apresentada. No entanto, expectativas foram renovadas a partir do avanço dos estudos para instalação de uma ponte pênsil e da utilização do barco entre Encantado e Muçum. O cenário ainda causa apreensão, inviabiliza a rotina de milhares de moradores e gera grandes impactos econômicos. Entre os avanços, a Marinha liberou a operação de um barco de alumínio para a travessia. O serviço começa na manhã deste sábado, 8, e será uma alternativa para moradores. A embarcação foi instalada na Barra do Guaporé. A estrutura tem capacidade para cinco pessoas por viagem, sendo quatro passageiros e um tripulante. Equipes posicionadas em cada margem do rio devem orientar os passageiros sobre os procedimentos de segurança. O uso de coletes salva-vidas e equipamentos de proteção individual são obrigatórios. Entre outras opções avaliadas, o transporte por balsa ainda depende de avanços burocráticos, enquanto a instalação de uma passadeira é analisada pelo governo federal. Quanto a reconstrução do pilar da ponte, a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), responsável

pela via, afirma que o cronograma da recuperação deve se estender por cerca de 45 dias a partir da contratação da obra. A liberação para travessia de pedestres e veículos leves pode ser avaliada no período de 30 dias.

Ponte pênsil como alternativa Uma ponte pênsil entrou no conjunto de opções em análise para restabelecer a travessia sobre o Rio Guaporé entre Encantado e Muçum. A proposta parte da iniciativa privada, Associação dos Município do Alto Taquari (Amat) e Câmara de Indústria e Comércio (CIC-VT), e está em fase de conclusão de projeto. A estrutura seria uma possibilidade enquanto o Estado trabalha na recuperação da ponte. A proposta é tratada como uma forma de reduzir os impactos da interrupção da rodovia, sobretudo para moradores que precisam se deslocar entre as cidades diariamente. O presidente da CIC-VT, Angelo Fontana, defende que ao solucionar a travessia para pedestres, a resolução também se estende a parte das empresas locais. O presidente estima que a estrutura provisória possa entrar em funcionamento no prazo de sete a 15 dias após a definição do projeto e das condições. A avaliação, no entanto, depende das condições do rio, das estradas de acesso e das liberações necessárias. “Não podemos esperar mais de 40 dias. Temos que resolver pelo menos para o

pedestre”, frisa. O prefeito de Muçum, Amarildo Baldasso, ressalta que os municípios também terão participação na execução das cabeceiras e no acesso da estrutura. Ele também frisa que os projetos foram detalhados para autoridades ambientais, com a finalidade de agilizar os trâmites burocráticos caso o projeto avance. Além da ponte pênsil, caminhos alternativos para veículos também entram em análise, explica Fontana. Uma das possibilidades é direcionar parte do trânsito para outras regiões e manter mais de uma rota em operação. A prioridade, segundo ele, está em manter as boas condições das entradas usadas para desvio.

Contagem regressiva A EGR definiu a estimativa de tempo para que a ponte que divide Muçum e Encantado seja liberada. A previsão é que em até 45 dias a passagem possa ser utilizada por todos os tipos de veículos, afirma o presidente Luís Fernando Vanacôr. Após os estudos, iniciados

JONES WÜNSCH PREFEITO DE ROCA SALES

Se fechar, tranca a região. Se deixar a circulação, atrasa a minha obra.”

JONAS CALVI PREFEITO DE ENCANTADO

Quero saber em quanto tempo as pessoas poderão passar pela ponte.”

na identificação do problema no pilar, em 24 de julho, foi desenvolvido o projeto. “Todo o tempo que estávamos em elaboração do projeto, preparamos todos os documentos para o processo licitatório, enquanto aguardamos o orçamento e o custo da obra”, explica Vanacôr. Por outro lado, o dirigente não confirma os valores previstos para o conserto da ponte. As empresas que pretendem participar da concorrência foram comunicadas da necessidade do cumprimento

dos prazos. A legislação permite que obras emergenciais sejam concluídas em até seis meses, no entanto o plano da EGR é cumprir com a projeção de um mês e meio. Existe a perspectiva de, cumpridas as previsões, poder liberar a passagem a pedestres e veículos leves em até 30 dias. “É o nosso objetivo, de ter o pilar escorado e poder aproveitar os benefícios. Não vamos liberar para veículos mais pesados, por causa da segurança dos funcionários que trabalharão no local”, acrescenta Vanacôr. O diretor-presidente pontua ainda sobre a mobilização necessária para as intervenções, que ocorrem sobre as águas, com o auxílio de um flutuador junto ao pilar, que terá maquinário embarcado e será removido todos os dias, para evitar danos pontuais.

Instalação de ponte pênsil depende de licenças IMAGEM GERADA POR IA


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Fim de semana, 8 e 9 de agosto de 2026 DIOGO FEDRIZZI

Cenário ainda causa preocupação Até o momento, a tentativa de criar uma travessia provisória pelo Rio Guaporé esbarrou em limitações técnicas e burocráticas. O prefeito de Encantado, Jonas Calvi, relata que uma balsa chegou

a ser colocada na água com acompanhamento da Marinha. Após os testes, no entanto, foi constatado que o motor não tem potência suficiente para garantir a travessia. A situação frustrou a expectativa de colocar uma estrutura em operação. Uma passadeira também é estudada pelo governo federal.

Calvi também cobra do Estado seguimento no cronograma para a recuperação da travessia Segundo ele, o mais importante é saber quando cada etapa será executada. “Não quero saber que tipo de concreto e armação serão usados. Quero saber em quanto tempo as pessoas poderão passar pela ponte”, pontua.

Recuperação em Roca Sales Enquanto Encantado e Muçum buscam alternativas para os pedestres, Roca Sales também enfrenta dificuldades na rota alternativa. O município mantém ações de recuperação da estrada para garantir a circulação pela região. O prefeito Jones Wünsch diz que acompanhou o sistema de pare e siga em um trecho com menor dimensão. Segundo ele, alguns pontos ficaram em condições ruins e precisam de intervenções. Entre as ações previstas está o alargamento da estrada e a qualificação dos trechos com atoleiros. O município recebeu horas-máquina do governo estadual para executar os serviços. A recuperação exige bloqueios neste sábado, 8, das 8h às 12h e das 14h às 18h. No entanto, a necessidade de manter a estrada aberta enquanto os serviços avançam cria um dilema para o município. Conforme Wünsch, a obra da nova ponte na área central da cidade precisa de bloqueio, mas a interrupção completa afetaria o deslocamento regional. “Se fechar, tranca a região. Se deixar a circulação, atrasa a minha obra”, afirma o prefeito.

Apoio na região O aumento da pressão sobre o governo recebe suporte de

Alternativas em estudo Barco: Embarcação, com disponibilidade para quatro pessoas, foi liberada pela Marinha nessa sexta-feira Ponte pênsil: Proposta da iniciativa privada, Amat e CIC-VT para atender, inicialmente, a travessia de pedestres Balsa: Municípios tentam viabilizar uma alternativa pelo Rio Guaporé, mas enfrentam entraves técnicos e documentais Passadeira: Estrutura para pedestres é avaliada pelo governo federal Rotas alternativas: Estrada de Roca Sales recebe máquinas e serviços de recuperação para absorver parte do fluxo regional

entidades, como o Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat), que se mantém à disposição do pleito da região alta, mas sem reivindicar protagonismo. Mesmo assim, o entendimento e a avaliação são de precariedade das estruturas logísticas diante de eventos extremos.


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Fim de semana, 8 e 9 de agosto de 2026 RODRIGO GALLAS

as redes dos Estados Unidos.

Mais de 17 mil pares em 2025

Diretores da Calçados Beira Rio na cerimônia de premiação das marcas destaques em exportação no RS. Evento promovido pela ADVB/RS

SETOR INDUSTRIAL

Prêmio exalta exportações da Docile e da Beira Rio Empresas figuram entre as 64 organizações premiadas pela ADVB/RS em cerimônia que celebra a força da indústria gaúcha no mercado internacional Rodrigo Gallas

centraldejornalismo@grupoahora.net.br

ESTADO

A

Docile e a Calçados Beira Rio S.A. foram agraciadas na 54ª edição do Prêmio Exportação RS. Iniciativa da Associação dos Dirigentes de Marketing e Vendas do Brasil no Rio Grande do Sul (ADVB/RS) reuniu mais de 800 pessoas em cerimônia na capital. Ambas as empresas foram contempladas no segmento “Destaque Setorial | Indústria”, refletindo a relevância da produção gaúcha em frentes diversificadas. A Docile reafirma sua presença internacional com a distribuição de doces e confeitos em dezenas de países, enquanto a Calçados Beira Rio S.A. mantém sua posição de liderança no setor calçadista, levando moda e inovação para o exterior. O volume de premiados nesta edição superou o ano anterior, subindo de 60 para 64 empresas reconhecidas. A premiação abrangeu setores estratégicos

como Agronegócio, Tecnologia, Economia Criativa e Serviços de Suporte à Exportação. Além dos destaques setoriais, o evento homenageou o CEO da Nelogica, Marcos Rafael Boschetti, com o título de Personalidade Competitividade Internacional 2026, marcando a primeira vez que uma liderança da área de tecnologia recebe a distinção.

Nove troféus consecutivos A Docile recebeu pelo 9° ano consecutivo o prêmio pelo desempenho nas exportações. Com sede em Lajeado, a marca do setor de doces também integra lista das 100 maiores do mundo.

Cristian Ahlert, diretor comercial de mercado externo da Docile

“Temos muito orgulho em receber este prêmio novamente, num momento muito especial para a Docile. Celebramos 35 anos e mantemos uma crescente no mercado internacional” afirma o diretor comercial de mercado externo da Docile, Cristian Ahlert. Cristian ainda pontua que desejam cada vez mais se inspirar no mercado global e também surpreender os clientes que abrem as portas para os produtos. Hoje, a exportação é responsável por 35% do faturamento da Docile. Entre os marcos conquistados, está a entrada no mercado da China e México, que fez com que a marca passasse a estar presente em todos os países das Américas, incluindo

“Conseguimos nos inserir cada vez mais em um mercado competitivo. É um momento do novo, mesmo turbulento, mas não podemos deixar diminuir essa força e esses resultados que aparecem e nos fazer seguir avançando.”

A Calçados Beira Rio S.A. exportou 17,2 milhões de pares em 2025 e movimentou R$ 785,5 milhões em vendas externas. Com matriz em Novo Hamburgo e origem em Igrejinha, a empresa gaúcha consolida presença em mais de 115 países e reforçou a estratégia de levar ao mercado internacional não apenas calçados, mas marcas, campanhas e suporte ao varejo. O volume embarcado ao exterior cresceu 2,64% sobre 2024. Em valor, a alta foi de 2,25%. O faturamento direto da área internacional chegou a R$ 689,9 milhões, avanço de 0,84% na comparação anual. Os principais destinos foram México, Argentina e Peru. O mercado mexicano liderou as compras, com 1,87 milhão de pares. A Argentina recebeu 1,74 milhão. O Peru completou o grupo dos três maiores compradores, com 1,33 milhão de pares. A operação internacional ocorre em um momento de disputa por espaço em mercados mais exigentes, com concorrência asiática, barreiras comerciais e

consumidores influenciados por preço, marca e sustentabilidade. Para a Beira Rio, o desempenho passa pela combinação entre escala industrial, portfólio amplo e presença das marcas em eventos de moda, beleza, entretenimento e varejo.

EM NÚMEROS DOCILE

1,7 MIL funcionários

80 PAÍSES com produtos Docile 35% representa a exportação nas vendas

BEIRA RIO

11 FÁBRICAS no RS 9 MIL funcionários R$ 785,5 MILHÕES em vendas externas (2025)

RECONHECIMENTO “Hoje você tem uma demanda muito grande e tem pessoas, empresas competindo, por exemplo, no Nordeste, tem mais vantagens do que nós. Então você tem que equilibrar isso. E como se equilibra isso? Redução de gastos, eficiência, produtividade e muita tecnologia e investimento no treinamento de pessoas.” Clóvis Gruhlke, diretor administrativo e financeiro da Beira Rio “É uma satisfação imensa mais uma vez esse reconhecimento que a Calçados Beira Rio recebe. É gratificante porque é um reconhecimento de uma empresa calçadista que tem a fabricação 100% no RS, fomentando a indústria gaúcha, valorizando a mão de obra local.” Vinicius Argenta, conselheiro comercial da Beira Rio “A Beira Rio trabalha com exportação há 50 anos, desde a fundação da empresa. E aí a partir do ano passado, lançamos o livro da empresa que conta o método de trabalho. Durante as feiras internacionais distribuímos o livro, que chegou a ser traduzido para o árabe.” Marcelo Argenta, segundo vice-presidente da Beira Rio


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FORÇA DO ASSOCIATIVISMO

CDL Lajeado celebra 60 anos de representatividade no Vale VINI BILHAR

Ex-presidentes foram homenageados no jantar dessa quinta-feira

Evento confirma protagonismo regional da CDL e do comércio Vini Bilhar

vini@grupoahora.net.br

ESTADO

A

Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Lajeado celebrou, na noite desta quinta-feira, 6, o aniversário de 60 anos com um evento que reuniu associados, ex-dirigentes, autoridades e representantes de entidades de toda a região. A data oficial, completada em 20 de junho, foi comemorada em uma cerimônia no salão panorâmico do Clube Tiro e Caça, marcada por homenagens, discursos e momentos de confraternização. A presidente da entidade, Giselda Hahn, anfitriã da noite e em segundo mandato à frente da

CDL, recepcionou os convidados e conduziu a programação. Em seu discurso, destacou o significado histórico da trajetória da entidade. “Seis décadas não são apenas um número. Elas representam a força de uma caminhada iniciada em 20 de junho de 1966, quando um grupo de visionários compreendeu que o comércio local não precisava caminhar sozinho”, afirmou. Giselda reforçou o papel do associativismo como base do desenvolvimento da CDL e do comércio regional. Segundo ela, desde a fundação, a entidade tem sido sustentada pela união dos empresários.

“Os primeiros líderes perceberam que juntos seriam mais fortes. “O varejo não é apenas a compra de bens e serviços, mas o pulsar do coração de muitas pessoas que dão vida à nossa cidade e região. Cada vitrine iluminada ao longo dessas seis décadas carrega o trabalho de uma família e representa o sustento de muitos lares”, destacou. A dirigente também relembrou os desafios enfrentados ao longo da história, como crises econômicas, enchentes e a pandemia, ressaltando a resiliência do setor. “Chegar até aqui exigiu raízes fortes. A força do associativismo nos estimula a seguir em frente e a lutar pelas melhorias necessárias ao crescimento e desenvolvimento da classe varejista”, pontuou.

Schumacher, e o presidente da Câmara de Vereadores, Neco Santos, também participaram do evento, reforçando a parceria entre o poder público e a iniciativa privada. Em fala, a prefeita Gláucia destacou o momento de desenvolvimento vivido pelo município e as ações voltadas à integração regional. Segundo ela, investimentos em infraestrutura, como pontes e acessos, têm facilitado a mobilidade e fortalecido o comércio local. “Queremos proporcionar um ambiente seguro e atrativo. Lajeado se consolida como uma cidade boa de viver, o que contribui para atrair moradores e consumidores da região”, afirmou.

Representatividade

Na sequência, o presidente da Federação Varejista do Rio Grande do Sul, Vilson Noer, ressaltou a atuação da CDL Lajeado em pautas estaduais e o protagonismo da entidade nas discussões do setor. Ele também abordou o cenário político, destacando a importância do discernimento no processo eleitoral e a necessidade de qualificação das propostas dos candidatos diante dos desafios futuros do Estado, que segundo o dirigente já estarão à porta em 2027. A programação incluiu homenagens a ex-dirigentes, reconhecimento a lideranças e o tradicional corte do bolo de aniversário, seguido de jantar.

Durante a solenidade, Giselda destacou ainda a representatividade feminina na entidade, sendo a terceira mulher a presidir a CDL Lajeado. Ela mencionou a trajetória de lideranças anteriores e enfatizou o protagonismo empresarial aliado à participação comunitária. Também agradeceu o trabalho de ex-dirigentes e colaboradores que contribuíram para a construção da história da instituição. Ao lado da presidente, estiveram representantes de entidades como Ivandro Rosa, da Federasul, e Angelo Fontana, da CIC Vale do Taquari. A prefeita de Lajeado, Gláucia

Protagonismo

NO 386 BUSINESS PARK

Estrela terá primeiro hotel da rede Transamerica FIT no RS Empreendimento terá 102 apartamentos e investimento estimado em R$ 35 milhões. Inauguração está prevista para 2028 ESTRELA

Um novo hotel será construído às margens da BR-386. O empreendimento, da bandeira Transamerica FIT, será o primeiro no Rio Grande do Sul e tem inauguração prevista para 2028, com investimento estimado em R$ 35 milhões. O projeto foi definido pela Atlântica Hospitality International, em parceria com os grupos desenvolvedores Franscisco

Freitas e Jean Branco, do Paraná e Santa Catarina, e a Richter Gruppe. A unidade estrelense integrará o Pátio Strip Mall e fortalece o complexo localizado junto à rodovia como um ponto estratégico para viajantes e empresas. Com 102 unidades habitacionais, o Transamerica FIT Estrela busca atender principalmente à demanda do turismo de negócios na região, oferecendo estrutura para hospedagem, descanso e alimentação aos usuários da BR-386. O empreendimento também fará parte do ecossistema do 386 Business Park, espaço que já reúne empresas como STW, Medical San, Posto Rodoil, Sicredi e Parrillero 386. A chegada do hotel amplia a oferta de serviços e reforça o potencial de desenvolvimento econômico do eixo rodoviário.

DIVULGAÇÃO

A unidade será a primeira da bandeira Transamerica FIT no estado e integra o plano de expansão

da rede hoteleira, voltado a cidades com crescimento econômico e localização estratégica.

Empreendimento terá 102 unidades habitacionais


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A P R E S E N TA D O P O R :

PAT R O C Í N I O :

Curada do câncer, ela decidiu levar alegria a pacientes do hospital Duda Kolling é conhecida em todos os grupos de combate ao câncer de Lajeado. Primeiro, como paciente. Depois pelo ativismo com a causa. Hoje curada, ela trocou a dor pelo sorriso e virou "clown", palhaço de hospital. Andreia Rabaiolli

andreia@grupoahora.net.br

E

duarda Zanata Kolling, 28, acredita que o riso ajuda no processo de recuperação de doenças. E isso se comprova pelas suas fotos em álbuns e redes sociais. Basta um clique e ela sorri: com as amigas, na formatura, em uma viagem diferente. Duda aprendeu a esbanjar risada como uma forma de descontrair nos ambientes de saúde que frequentava desde menina. Aos 6 anos, foi diagnosticada com meduloblastoma, um câncer raro

que se origina no cérebro e, no caso dela, já havia se espalhado até a coluna. Com o tumor disseminado, o tratamento foi mais difícil. Foram 14 anos de idas e vindas em consultas e exames. Em 8 de fevereiro de 2019, veio a notícia que ela lembra com nitidez: estava curada. Continuou estudando, fez amigos e estreitou os vínculos no Colégio Evangélico Alberto Torres (Ceat), onde se formou no Ensino Médio e agora atua ali mesmo, como auxiliar administrativo. Fora do trabalho, Duda atua como voluntária palhaça de hospital. “Eu sempre me senti muito ajudada, então entendi que eu também poderia ajudar”, salienta.

ribuir o apoio la é uma maneira de ret A personagem Tagare tra o câncer con o ent estava em tratam que recebeu quando

A retribuição

Duda sempre se envolveu em questões voluntárias no Combate ao Câncer. Aos 20 anos, recém-liberada pelos médicos, Duda fortaleceu seu laço na Liga de Combate ao Câncer. Retribuir o apoio que recebeu durante o tratamento é o que a mantém engajada. A arte da palhaçaria veio mais tarde, justamente durante uma caminhada da Liga, quando percebeu que poderia fazer os outros sorrir. Decidiu então se candidatar a uma vaga de “clown”. A Univates mantém um projeto de extensão em que promove o voluntariado por meio do teatro e da comédia. A ideia e levar acolhimento e bem-estar em ambientes hospitalares. Duda passou pelo processo de seleção, fez o treinamento e se formou em 2021, com outras voluntárias. Desde então, se vê em cena: sorrindo, improvisando, conhecendo pacientes e levando a humanização hospitalar. “Acredito que gentileza gera gentileza”.


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Personagem Tagarela leva sorriso aos hospitais

Sou extrovertida desde pequena. A Tagarela leva alegria para todos os lugares” DUDA KOLLING FOTOS ANDR ÉIA

RABAIOLLI

Quando coloca o nariz vermelho, o avental branco e meias listradas, Duda se torna a personagem Tagarela. Demorou a achar um apelido que lhe ficasse bem, até que lembrou de uma característica sua, fortalecida na casa dos avós. Tagarelava tanto com a avó que o pai a ouvia lá da esquina. “Sou extrovertida desde pequena. A Tagarela leva alegria para todos os lugares”, comenta. A voluntária monta a personagem com base na escuta ativa do paciente. Ela sabe que o trabalho envolve a empatia. Precisa usar os sentidos, revezando a comédia, o silêncio ou os gestos. “Tem dias que a gente escuta mais”. Nos hospitais da região, passeia pelos corredores levando a arte do improviso, uma frase engraçada, para incitar o riso. “No voluntariado do clown, não é só o paciente que recebe o carinho, mas também o familiar, a enfermeira e o médico. Todo mundo merece um sorriso”, declara.

Importância do voluntariado

Duda acredita que o voluntariado é uma forma de doar amor. E pensa que realmente recebe mais do que dá. Ao arrancar uma gargalhada, mesmo em um momen-

Duda entrou para o gru

po de Clown da Univa

tes em 2021

to difícil da vida de alguém, compreende que cumpriu seu papel social. “Todo mundo, em algum momento da vida, vai precisar ser ajudado. Eu acho sensacional poder retribuir”. As intervenções em hospitais reduzem o estresse de pacientes e equipes médicas. O curso de clown na Univates ensina o fortalecimento da relação com os pacientes, o poder da empatia e a melhor forma de se conduzir dentro de um hospital.

Conheça o Projeto Clown, onde a Duda se formou

O projeto “Clown - E seu sorrir!?” nasceu em 2015 na Univates com a proposta de levar descontração ao ambiente hospitalar por meio da palhaçaria. Com música, esquetes e shows de mágica, os palhaços transformam a rotina de quem está internado. Até 2025, a universidade capacitou mais de 150 estudantes para atuar de forma humanizada na área da saúde. Um deles foi a Duda, a voluntária desta matéria. Entre uma piada e outra, os doutores palhaços afrouxam tensões e arrancam sorrisos de pacientes, familiares e equipes. O grupo recebeu o Oscar do Voluntariado, concedido pelo Programa Sesc de Voluntariado, reconhecimento pelo trabalho em hospitais da região.

ESCANEIE O QR CODE E ASSISTA A HISTÓRIA DE DUDA KOLLING


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TURISMO REGIONAL

TurisVales consolida protagonismo no setor e projeta novos negócios Feira encerra edição com avaliação positiva, conexões entre empreendedores e possibilidade de novas ações para aproximar os destinos dos Vales e de outras regiões do Estado Ezequiel Neitzke

ezequiel@grupoahora.net.br

VENÂNCIO AIRES

A

retomada da TurisVales, 13 anos após a primeira edição, termina com um sentimento de avanço entre organizadores, empreendedores, agentes de viagem e representantes de municípios. Realizada em Venâncio Aires, a feira aproximou destinos, abriu espaço para novos negócios e colocou os Vales do Taquari e do Rio Pardo no radar de profissionais ligados ao turismo de diferentes regiões do Rio Grande do Sul. Para o presidente da Amturvales, Rafael Fontana, o resultado superou as expectativas. A programação reuniu treinamentos, palestras, painéis, troca de experiências e uma feira de negócios.

O público não ficou restrito aos dois Vales. Representantes de outras regiões do Estado também participaram das atividades e buscaram conhecer os produtos turísticos apresentados. Um dos principais resultados apareceu nos contatos comerciais. Segundo Fontana, já no primeiro dia houve relatos de fechamento de pacotes para grupos com datas futuras. A feira também criou uma aproximação entre expositores que ainda não tinham contato e que, a partir da TurisVales, passaram a identificar possibilidades de parceria e indicação de clientes. “Super positivo. Os expositores que nós conversamos já estão pedindo qual é a próxima data”,

Programação lotou as dependências do Parque do Chimarrão

resume Fontana. A definição sobre a periodicidade da feira ainda será avaliada. A organização pretende analisar os resultados desta edição antes de decidir se a TurisVales terá formato anual, bianual ou outra configuração. Uma certeza, porém, já aparece entre os organizadores. A próxima edição não deve esperar outros 13 anos.

Além da feira A experiência em Venâncio Aires também abriu espaço para discutir novos formatos de promoção turística. Segundo Fontana, municípios menores já manifestaram interesse em receber eventos semelhantes. A ideia pode passar por uma grande feira regional associada a ações menores em diferentes cidades. O objetivo seria manter a aproximação com agentes de viagem e compradores, ao mesmo tempo em que os municípios apresentam seus próprios produtos e experiências. Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de Venâncio Aires, Marcos

RAFAEL FONTANA PRESIDENTE DA AMTURVALES

Evento voltou ao calendário regional depois de 13 anos. Expectativa é que próxima edição tenha um intervalo bem menor

Os expositores que nós conversamos já estão pedindo qual é a próxima data”


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Fim de semana, 8 e 9 de agosto de 2026 FOTOS: EZEQUIEL NEITZKE

Conexões que atravessam os Vales

Hüttmann, a feira mostrou a força da cooperação regional. Na avaliação dele, os municípios precisam superar a lógica de trabalhar apenas a própria divulgação e criar produtos integrados. A estratégia pode aumentar o tempo de permanência dos visitantes e distribuir o movimento entre diferentes cidades. Venâncio Aires já conta com a Rota do Chimarrão e o Caminhos da Cuia. “Quanto mais empreendimentos e mais atrativos no nosso Estado e na nossa região, mais vamos movimentar as economias e crescer mais rápido”, destaca Hüttmann.

A presença de representantes de outras regiões mostrou que a TurisVales não ficou limitada ao território do Taquari e do Rio Pardo. Caxias do Sul foi um dos destinos que participou da programação e sinalizou interesse em ampliar as parcerias. O secretário municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico de Caxias do Sul, Felipe Gremelmaier, considera estratégica a aproximação entre a Serra e os Vales. Segundo ele, a proximidade geográfica permite criar um fluxo de visitantes entre os destinos. “É fundamental unir a Serra com o Vale do Taquari. São dois públicos que têm possibilidade de chegar muito rápido, e essa proximidade cria um movimento muito positivo. É um ganha-ganha que pode beneficiar todas as comunidades.” A agente de turismo Vera Reis, de Santana do Livramento, viveu um simbolismo especial ao retornar à região. Ela participou da primeira TurisVales, há 13 anos, e voltou para esta edição com a agência Corticeiras. Na avaliação dela, o turismo depende da união entre os diferentes atores. A feira serviu para reencontrar parceiros, conhecer novos empreendimentos e levar produtos dos Vales para outras regiões do Estado. “Turismo não se faz sozinho. Ele é coletivo”, resume. Além dos contatos comerciais,

O QUE FICA DA TURISVALES Reportagem ouviu empreendedores e voluntários sobre o que esperam a partir do evento:

Marilda Pedó Representante dos empreendedores de turismo de Ametista do Sul

“Avalio como positiva. A feira nos surpreendeu positivamente. Trouxe um resultado bom no sentido de negócios, mas também de treinamento e inovação. Acredito que vai trazer bons resultados e espero que se torne grande o suficiente para que outras regiões também participem.” a TurisVales também deixou uma provocação para os municípios: a necessidade de ampliar a estrutura para receber visitantes. O coordenador do Centro de Atendimento ao Turista de Venâncio Aires, Maicon Ehlert, aponta demanda por novos

Joner Kern Empreendedor

“Não tenho dúvida de que isso chegou para fazer a diferença. A diferença para a união dos dois vales e, acima de tudo, para os empreendedores mostrarem a quem trabalha com turismo o que nossas regiões têm. É um diferencial.” restaurantes, cabanas e outros empreendimentos ligados ao setor. Para ele, os contatos realizados durante a feira podem gerar investimentos no futuro. A assessora técnica e turismóloga da Aturvarp, Claudiana Y Castro,

Paulo Blessmann Empreendedor e presidente do Conselho de Turismo de Vespasiano Corrêa

“Foi uma ótima experiência. Espero que aconteçam mais feiras desse tipo. É uma maneira eficiente de aproximar compradores e vendedores, interligando quem oferece os produtos e quem vai trazer os turistas.” reforça que o empreendedor ocupa posição central nesse processo. Para ela, o fortalecimento do turismo passa pela participação das famílias, propriedades e empresas que transformam os atrativos em experiências para os visitantes.


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Juliana Brizola defende revisão das concessões ARQUIVO A HORA

Candidata do PDT ao Piratini participou de reunião-almoço da CIC Teutônia, defendeu a revisão do modelo de pedágios e criticou as privatizações

JULIANA BRIZOLA CANDIDATA AO GOVERNO PELO PDT

O governo não pode conceder o serviço e depois deixar de cobrar o cumprimento do contrato. É preciso fiscalizar e garantir que os investimentos aconteçam”

Lautenir Junior

lautenir@grupoahora.net.br

Outros temas abordados

TEUTÔNIA

A

revisão do modelo de concessões rodoviárias e do sistema de pedágio free flow esteve entre os principais temas da reuniãoalmoço promovida pela CIC Teutônia, nessa sexta-feira, com a participação da candidata ao Governo do Estado pelo PDT, Juliana Brizola. Em entrevista ao A Hora, ela afirmou que pretende rever os contratos de concessão e defendeu que qualquer modelo de cobrança esteja vinculado à execução das obras, tarifas justas e prestação de um serviço de qualidade. Juliana criticou o atual formato das concessões e afirmou que o

Candidata afirma que o modelo de concessão precisa ser revisto principalmente em relação às taxas e à fiscalização

Estado precisa exercer um papel mais ativo na fiscalização dos contratos.

Revisão das concessões A candidata afirmou que pretende discutir o atual modelo com a sociedade e as concessionárias. Para ela, as concessões devem garantir LAUTENIR JUNIOR

Evento reuniu líderes regionais e empresários da região. Entidade entregou à candidata um documento com as prioridades do Vale

retorno efetivo aos usuários, com obras, manutenção das rodovias e tarifas compatíveis com a realidade da população. “O governo não pode conceder o serviço e depois deixar de cobrar o cumprimento do contrato. É preciso fiscalizar e garantir que os investimentos aconteçam”. Na área econômica, Juliana garantiu que não pretende elevar a carga tributária caso seja eleita.

Críticas às privatizações e ao déficit do Estado A pedetista também criticou as privatizações realizadas pelo governo estadual e afirmou que a venda de estatais não resolveu o problema das contas públicas. Mas não descarta que o formato seja necessário. “Venderam a CEEE e a Corsan para zerar nossas contas, deixar as contas em dia. Eu vou assumir com déficit de R$ 4,8 bilhões. Fizeram tudo isso e a gente ainda está devendo. Essa dívida é impagável e parece que a gente nunca vai conseguir pagá-la”, declarou.

Prioridades A CIC entregou à candidata um documento com pedidos elencados como essenciais para o Vale. O Polo de Saúde do Hospital Ouro Branco e a Ponte dos Vales, entre Estrela e Cruzeiro do Sul, são os principais temas abordados. Gabriel Souza já confirmou agenda na CIC para a próxima sextafeira, 14. O objetivo é entregar os mesmos pedidos a todos os candidatos ao Governo do Estado.

Juliana também voltou a defender que serviços essenciais, como água e energia, devem ser fiscalizados de forma permanente para garantir qualidade e tarifas justas à população.

Identidade trabalhista Em relação a composição política de sua chapa afirmou que, apesar da aliança com o PT, o PDT mantém identidade própria, baseada na tradição trabalhista de Getúlio Vargas, João Goulart e Leonel Brizola.

Saúde • Aponta a redução das filas do SUS como prioridade. • Cita que mais de 800 mil pessoas aguardam consultas e cirurgias no Estado.

Educação • Defende a ampliação das escolas de tempo integral. • Afirma que educação deve ser política de Estado e relaciona o modelo à formação de mão de obra qualificada.

Segurança • Defende previsibilidade nas políticas públicas. • Cita a redução dos índices de violência como resultado de políticas contínuas, e põe o feminicídio como tema central da área.


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Fim de semana, 8 e 9 de agosto de 2026

Hospital planeja atender 400 alunos com projeto oftalmológico Iniciativa será voltada a estudantes de escolas municipais e deve começar os atendimentos em setembro

GABRIEL SANTOS

Eloisa Silva

eloisasilva@grupoahora.net.br

CRUZEIRO DO SUL

O

Hospital São Gabriel Arcanjo, de Cruzeiro do Sul, prepara o lançamento de um projeto de saúde ocular voltado a estudantes da rede pública de ensino do município. A iniciativa prevê cerca de 400 consultas e procedimentos oftalmológicos gratuitos ainda este ano, com pre-

visão de início dos atendimentos para setembro. A ação é fruto de uma parceria viabilizada por emendas parlamentares de vereadores locais e conta com o suporte técnico

Triagem das crianças será feita diretamente nas salas de aula, com o auxílio dos professores

do Instituto de Oftalmologia de Encantado, que instalará um consultório com equipamen-

tos completos na estrutura do hospital. A triagem das crianças será feita diretamente nas salas de aula, com o auxílio dos professores, para identificar os casos de maior urgência. Segundo o coordenador do hospital, Ramon Zuchetti, o objetivo é garantir assistência integral aos alunos, que inclui a busca por parcerias com entidades locais para o fornecimento dos óculos aos estudantes que apresentarem necessidade. “Não adianta avisar que a criança precisa usar óculos se a família não tem condições financeiras de comprar. Queremos que o aluno faça a consulta, saia com a receita e já com o recurso para confeccionar os óculos”, destaca Zuchetti. A intenção da administração da casa de saúde é dar continuidade ao programa nos próximos anos, cobrindo gradativamente toda a

rede municipal. “Não se resolve 100% dos gargalos da saúde, mas temos como minimizar as filas de espera com projetos focados como este”, pontua.

Equilíbrio nas contas Apesar de manter as contas em dia e não acumular dívidas ou financiamentos, a direção da casa de saúde alerta que a saúde financeira da instituição trabalha no limite. Após investimentos recentes na reforma do segundo andar, que elevou a capacidade de internação de cinco para 26 leitos operacionais, a margem de caixa reduziu. Zuchetti aponta que as recentes mudanças nas regras para aplicação de emendas parlamentares estaduais e federais trouxeram dificuldades adicionais à gestão hospitalar. “Antes, se recebia uma emenda de custeio, era possível usar 100% do valor para pagar insumos como farmácia e oxigênio. Hoje, a legislação exige a compra de serviços. Essa mudança engessou os recursos e foi um duro golpe para os hospitais”, explica o gestor.


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LEGADO

Casa de Cultura homenageia pioneira da dança folclórica alemã MAIRA SCHNEIDER

Novo espaço leva o nome de Irma Goellner e busca preservar a memória, incentivar a leitura e ampliar as atividades culturais no município

MARQUES DE SOUZA

A

valorização da história e da cultura local ganhou um novo espaço em Marques de Souza. A prefeitura inaugurou na sexta-feira, 7, a Casa de Cultura Irma Goellner, destinada

O prédio recebeu o nome de Irma Goellner em homenagem à moradora reconhecida como uma das precursoras da dança folclórica alemã na cidade e pela atuação em entidades comunitárias. A homenagem simboliza o reconhecimento à contribuição dela para a cultura, a educação e a vida comunitária. Durante a cerimônia, o prefeito em exercício, Lairton Heineck, destacou a importância do novo equipamento público para a preservação da identidade local. “A expectativa é que o espaço seja utilizado pela comunidade e incentive as novas gerações a conhecer e valorizar a história do município.”

Prédio de 1939 dá espaço à Casa de Cultura, preservando a memória e histórias do município

Estrutura reúne diferentes equipamentos culturais

à preservação da memória do município, ao incentivo às manifestações culturais e ao desenvolvimento de atividades educativas.

A implantação da Casa de Cultura concretiza um projeto desenvolvido pelo município nos últimos anos. De acordo com o coordenador munici-

pal de Cultura, Jéferson Schaeffer, o imóvel escolhido, construído em 1939 e pertencente à família Goellner, reúne características históricas e localização estratégica no centro da cidade. “Após mudanças na propriedade, o prédio foi incorporado ao projeto municipal de criação de um espaço de referência para a cultura e a memória. Além de preservar a arquitetura histórica do imóvel, a estrutura concentra diferentes serviços e ambientes culturais.” Entre eles está a Biblioteca Pública Municipal, reinaugurada durante a cerimônia após ter sido destruída pela enchente de 2024. “A recuperação do acervo e da estrutura contou com apoio da Secretaria da Cultura do Rio Grande do Sul e do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas.” A Casa de Cultura também abriga um espaço museológico, que recebe uma exposição inaugural aberta à visitação nas próximas semanas, além do Arquivo Municipal, salas para estudos, oficinas e atividades educativas, compondo um centro voltado à pesquisa, preservação documental e formação cultural. Para a secretária municipal de Educação, Cultura, Desporto e Turismo, Sibele Thiele, a expectativa é que o local se torne uma referência para ações culturais e educacionais, oferecendo oportunidades de leitura, pesquisa, oficinas e aprendizado para moradores de diferentes faixas etárias.


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JUBILEU DE 100 ANOS

Bela Vista do Fão celebra um século de presença franciscana DIVULGAÇÃO

Programação neste sábado, 8, reúne comunidades e visitantes para marcar a trajetória dos religiosos que contribuíram para o desenvolvimento local

PROGRAMAÇÃO 6h – Alvorada Festiva 9h – Recepção com chimarrão 9h30 – Acolhida das capelas e paróquias 10h – Celebração Jubilar 12h30 – Almoço 14h – Reunião Dançante

Maira Schneider

mairaschneider@grupoahora.net.br

MARQUES DE SOUZA

A Comunidade de Bela Vista do Fão resgata a trajetória dos religiosos e a contribuição para o desenvolvimento local

chegada dos freis franciscanos a Bela Vista do Fão, em 1926, será lembrada neste sábado, 8, com uma programação especial alusiva ao Jubileu dos 100 anos de presença religiosa na comunidade. O encontro reunirá moradores, representantes de comunidades, religiosos e visitantes em uma celebração de fé, fraternidade e valorização da história local. A presença franciscana teve início com a chegada dos freis Tiago Scheffer e Floriano Groen,

enviados da Holanda a pedido do bispo da época para ampliar o atendimento religioso no Vale do Taquari e contribuir para a formação de novas vocações no Brasil. Após uma viagem de cerca de dez horas desde Lajeado, os religiosos encontraram uma pequena comunidade formada por descendentes de alemães e italianos. O trabalho dos freis, porém, ultrapassou a atuação religiosa. Com o crescimento da população e da paróquia, que abrangia inicialmente localidades como Canudos do Vale, Sério e Progresso, os franciscanos ampliaram a presença nas comunidades do

entorno. Além da evangelização, participaram de iniciativas ligadas ao desenvolvimento local e prestaram assistência em momentos históricos, como a Revolução de 1932.

Legado construído com a comunidade Segundo a comissão organizadora do jubileu, a trajetória dos franciscanos está ligada ao desenvolvimento de Bela Vista do Fão e da região. Para Lisandra Brunetto, integrante da organização, a missão dos religiosos está baseada no serviço ao próximo e no exemplo de São Francisco de Assis. “A essência da missão franciscana é o serviço ao próximo e a evangelização. Assim como São Francisco renunciou às riquezas para seguir seu propósito, os franciscanos dedicam-se a acompanhar e orientar a comunidade, valorizando o bem comum.” O prefeito de Marques de Souza, Fábio Mertz, destaca que a celebração representa o reconhecimento de uma trajetória construída ao longo de um século. “Este é um momento histórico que faz parte da cultura, da identidade e da trajetória de Bela Vista do Fão e de Marques de Souza. Celebrar 100 anos de presença franciscana é reconhecer a fé, o trabalho comunitário e os valores que ajudaram a construir nossa história.”


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SEGURANÇA JURÍDICA

Pesquisa revela que 90% das empresas da região não têm marca registrada Levantamento cruzou dados de 23.021 microempresas e empresas de pequeno porte com a base do INPI e identificou que apenas 2.362 possuem registro da marca. Especialistas alertam para o risco de perda do nome empresarial e prejuízos financeiros

Percentuais do levantamento MARCOS NESELLO SÓCIO-PROPRIETÁRIO DA DNW CONSTRUTORA

Lautenir Junior

lautenir@grupoahora.net.br

VALE DO TAQUARI

A

maior parte das microempresas e empresas de pequeno porte do Vale do Taquari desenvolve suas atividades sem o registro da marca. Levantamento realizado pela Marcauten cruzou a base de 23.021 empresas ativas da região com os registros do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), autarquia federal responsável pela concessão das marcas no Brasil. O estudo identificou que 2.362 empresas possuem marca registrada, enquanto 20.659 não contam com essa proteção, o equivalente a aproximadamente 90% do universo pesquisado. O levantamento considera apenas microempresas e empresas de pequeno porte, sem incluir os microempreendedores individuais (MEIs). Segundo a especialista em registro de marcas da Marcauten, Camila Brunetto, a proposta foi medir um cenário frequentemente citado no meio empresarial, mas que nunca havia sido quantificado na região. “Todo mundo no setor repete que o empresário não protege a marca, mas ninguém tinha colocado número nisso aqui na região. Queríamos saber o tamanho real da exposição do parque empresarial do Vale e ele é maior do que imaginávamos.” Camila destaca que a pesquisa não utilizou entrevistas, mas sim análise documental. “Nenhuma empresa foi entrevistada. Cruzamos a base de empresas ativas com a base de titulares do INPI. Não é

CAMILA BRUNETTO ESPECIALISTA EM REGISTRO DE MARCAS DA MARCAUTEN

A marca pertence a quem registra primeiro. Duas empresas podem chegar ao mesmo nome de forma legítima. A lei precisa de um critério objetivo. O critério é a data do pedido no INPI.” uma amostra. É um cotejo documental. Não existe margem de erro estatística. Existe o dado.”

CNPJ não garante a propriedade da marca Um dos principais equívocos entre empresários, segundo a especialista, é acreditar que a abertura do CNPJ, o registro na Junta Comercial ou a criação de um domínio na internet asseguram a propriedade do nome da empresa. No Brasil, isso não ocorre. O direito sobre a marca nasce apenas com o registro no INPI. “O empresário abre o CNPJ, registra o nome na Junta Comercial, compra o domínio e garante o perfil nas redes sociais. Conclui, com toda lógica, que o nome é dele. Não é. Enquanto não há registro, a empresa usa o nome, mas não é dona dele.” A consequência pode surgir anos depois, quando outra

Segurança para expansão

2.362

com marca registrada (10,3%)

20.659

sem marca registrada (89,7%)

23.021 total pesquisado empresa registra a marca primeiro. “A marca pertence a quem registra primeiro. Duas empresas podem chegar ao mesmo nome de forma legítima. A lei precisa de um critério objetivo. O critério é a data do pedido no INPI.” De acordo com Camila, nesses casos o maior prejuízo não é uma ação judicial, mas a necessidade de reconstruir uma identidade já consolidada. “Trocar de nome significa trocar fachada, embalagens, rótulos, domínio, redes sociais, frota, uniformes e material de venda. Mas o maior custo é reconstruir a memória do cliente”, frisa.

Patrimônio da empresa Além da proteção jurídica, o registro transforma a marca em um ativo empresarial. DNW Construtora é uma das empresas do Vale que optaram pelo registro de marca

Quando percebemos a longevidade da empresa e a força que a marca estava ganhando, entendemos que era o momento de registrar. É um investimento para proteger aquilo que a empresa construiu.” “Sem registro, ela não entra no balanço da empresa, não pode ser licenciada, franqueada, transferida ou herdada.” O processo de registro ocorre junto ao INPI. Após análise técnica e concessão, o certificado tem validade de dez anos e pode ser renovado indefinidamente. “O registro protege enquanto a empresa mantiver o uso da marca e realizar as renovações.”

Entre as empresas da região que optaram pelo registro está a DNW Construtora. O sócio Marcos Nesello afirma que a decisão ocorreu quando a empresa percebeu que a marca passava a representar um patrimônio do negócio. Segundo ele, o registro acompanha a estratégia de longo prazo da empresa. “Quando percebemos a longevidade da empresa e a força que a marca estava ganhando, entendemos que era o momento de registrar. É um investimento para proteger aquilo que a empresa construiu.” Nesello avalia que o registro deve fazer parte do planejamento desde o início das atividades. “O Vale cria muitas empresas que crescem e alcançam outros mercados. Quanto antes a marca for registrada, menor é o risco de descobrir, no futuro, que será necessário trocar um nome já consolidado”, conclui. ARQUIVO


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VARIAÇÃO CLIMÁTICA

Florada precoce gera preocupação em produtores de frutas ESTEVÃO HEISLER

Temperaturas elevadas das últimas semanas favoreceram início das florações, sensíveis a eventuais geadas tardias Estevão Heisler

projetoagro@grupoahora.net.br

ESTADO

A

s temperaturas acima da média registradas no Rio Grande do Sul nas últimas semanas anteciparam a floração de diversas espécies frutíferas, sobretudo pessegueiros, ameixeiras e citros. O fenômeno, observado ainda em julho em diferentes regiões produtoras, acende um alerta para as próximas semanas com a possibilidade de ocorrerem incursões de ar polar com formação de geadas capazes de comprometer parte da safra. Segundo o engenheiro agrônomo do escritório regional da Emater/RS-Ascar, Cezar Burille, a antecipação da brotação e da floração é uma resposta natural das plantas aos períodos de calor durante o inverno. Nos citros, o aquecimento estimula inicialmente a brotação, seguida pela emissão das flores. Já nas frutíferas de clima temperado, como pessegueiros e ameixeiras, a floração ocorre antes do surgimento das folhas. Embora seja um comportamento considerado normal, a principal preocupação está na possibilidade de geadas tardias. Se ocorrerem episódios de frio intenso após a abertura das flores ou no início da formação dos frutos, as perdas podem ser significativas, especialmente nas variedades mais precoces. O risco decorre do congelamento da água presente nas células dos tecidos florais e dos pequenos frutos. A formação de cristais de gelo rompe essas estruturas, provocando o aborto das flores ou a queda dos frutos recém-formados, reduzindo diretamente o potencial produtivo dos pomares. Burille explica que os pessegueiros e as laranjeiras costumam estar entre as primeiras espécies a florescer e, por isso, ficam mais

Episódios de frio intenso após a abertura das flores ou no início da formação dos frutos podem causar perdas significativas, especialmente nas variedades mais precoces

expostas aos efeitos de uma eventual geada. Conforme o agrônomo, a flor suporta relativamente bem temperaturas baixas, mas a sensibilidade aumenta consideravelmente quando o fruto inicia seu desenvolvimento. “O pêssego pequeno é muito mais sensível do que a própria flor”, destaca. O extensionista ressalta que, para a maioria dos produtores da região, praticamente não há medidas capazes de reverter esse cenário após o início da floração. Existem produtos utilizados para induzir a quebra de dormência das plantas, porém seu uso é restrito e não faz parte da rotina dos pomares da região, além de depender das condições climáticas para apresentar resultados. Com isso, o desempenho da safra dependerá, principalmente, da evolução do clima nas próximas semanas. Caso o inverno termine sem episódios de geadas fortes após a floração, a antecipação do ciclo tende a não causar prejuízos. Por outro lado, a ocorrência de

frio intenso em setembro ou até mesmo em outubro poderá comprometer a produção de frutas em diversas regiões do Estado.

Frio volta fim de semana Ao longo das últimas semanas foram diversos os dias em que a temperatura ultrapassou a marca dos 30 graus, com mínimas igualmente elevadas. Contudo o calor precoce tem data para acabar. O tempo deve voltar a apresentar características típicas de inverno a partir do fim de semana com o avanço de uma massa de ar frio, segundo dados da MetSul Meteorologia. Apesar da redução das marcas, as mínimas a partir de sábado no Vale do Taquari estão previstas em cerca de 6ºC, o que não deve resultar em formação de geada. No entanto, o vento mais gelado ainda pode prejudicar as plantas e as respectivas florações.


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TRANSTORNOS

Vendaval provoca destelhamentos, queda de árvores e falta de luz Rajadas de vento mobilizaram equipes de emergência em Estrela e Lajeado. Defesa Civil também confirmou tornado em Pedro Osório, no Sul do estado

GABRIEL SANTOS

SITUAÇÃO EM LAJEADO – Destelhamento do Cras do bairro Santo André – Destelhamento na rua Giuseppe Garibaldi, Santo Antônio – Destelhamento na rua Arnoldo Uhry, Jardim do Cedro – Destelhamento na rua 19 de abril, Santo Antônio – Destelhamento na rua Irmão Emílio Conrado, Florestal

Cicero Copello

cicero@grupoahora.net.br

VALE DO TAQUARI

Quedas de árvores estão entre os principais problemas ocorridos após o vendaval

s fortes ventos provocados pela passagem do ciclone bomba pelo Rio Grande do Sul mobilizaram equipes da Defesa Civil e dos serviços de emergência na manhã da sexta-feira, 7, em municípios do Vale do Taquari. Rajadas superiores a 100 km/h foram registradas na região ainda na noi-

te de quinta-feira, 6, provocando destelhamentos, queda de árvores, interrupções no fornecimento de energia elétrica e danos pontuais. Conforme dados da estação meteorológica da Defesa Civil instalada no topo do Hospital Bruno Born (HBB), em Lajeado, o pico de vento chegou a 105 km/h. Em Estrela, as rajadas atingiram 98,2

O

km/h. Em Lajeado, os principais registros são de destelhamentos em imóveis e equipamentos públicos. Houve danos no prédio do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do bairro Santo André, além de ocorrências nas ruas Giuseppe Garibaldi e 19 de Abril, no bairro Santo Antônio, Arnoldo Uhry, no

QUEDAS DE ÁRVORES/GALHOS – Queda na rua Pedro Albino Muller, Florestal – Queda de galho na avenida dos Ipês, Montanha – Queda na rua Norberto Domenico Schmatz – Ainda tem quedas de fios de energia elétrica em alguns pontos

Jardim do Cedro, e Emílio Conrado, no bairro Florestal.

Também foram registradas quedas de árvores e galhos na rua Pedro Albino Müller, no Florestal, na avenida dos Ipês, no bairro Montanha, e na rua Norberto Domênico Schmatz. Equipes ainda atendem ocorrências envolvendo queda de fios de energia elétrica.

Estrela Em Estrela, a Defesa Civil informou o registro de um destelhamento na rua Coronel Brito, no bairro dos Estados, onde o telhado de uma oficina foi arrancado pela força do vento. Além disso, escolas da rede municipal enfrentam falta de luz, entre elas as Emefs Odilo Afonso Thomé e Leo Joas e as Emeis Arco-Íris e Arroio do Ouro. Apesar da situação, as aulas foram mantidas normalmente nesta sexta.

Sul do RS No Sul do estado, a Defesa Civil confirmou a ocorrência de um tornado no distrito de Matarazzo, no interior de Pedro Osório. O fenômeno provocou destelhamentos. Este foi o segundo registro de tornado no Rio Grande do Sul em pouco mais de uma semana. No dia 28 de julho, o fenômeno também foi confirmado nos municípios de Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho, na região Noroeste.


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MEIO AMBIENTE

ano e meio de vida útil estimada, fator que reforça a importância de iniciar o planejamento da solução que será adotada nos próximos anos.

Município contrata estudo para definir melhor destinação dos resíduos sólidos Noventa Azimute, mesma que fez diagnóstico para coleta de resíduos em 2025, será a responsável pelo material

LAURA MALLMANN

LAJEADO

A

Secretaria de Meio Ambiente, Saneamento, Sustentabilidade e Bem -Estar Animal (Sema) contratou empresa para elaborar um estudo que apontará a melhor alternativa técnica, ambiental e econômico-financeira para o tratamento e a destinação final dos resíduos sólidos urbanos do município. O objetivo é planejar o futuro da gestão de resíduos em Lajeado para garantir soluções mais eficientes e sustentáveis. O trabalho será desenvolvido pela empresa Azimute Soluções Sustentáveis para Engenharia, Saneamento e Meio Ambiente, a

No estudo, será feito um diagnóstico completo da estrutura existente do aterro sanitário

mesma que, em 2025, realizou um diagnóstico dos serviços de coleta de resíduos sólidos em Lajeado, apresentou propostas para tornar o sistema de recolhimento de lixo mais eficiente e embasou uma nova licitação. No estudo, será realizado um diagnóstico completo da estrutura existente com a avaliação

operacional e ambiental do aterro sanitário municipal, levantamento da capacidade de operação, análise da vida útil do empreendimento e estudos sobre alternativas para o tratamento e a destinação final dos resíduos. Também serão avaliadas tecnologias, modelos de gestão, custos de implantação e operação, e de

experiências adotadas por outros municípios. Ao final, será entregue um relatório com recomendações e a indicação da alternativa considerada mais propícia para o município. A equipe técnica da empresa já fez uma visita ao aterro sanitário de Lajeado. Atualmente, a estrutura possui aproximadamente um

toneladas Segundo o secretário de Meio Ambiente, Saneamento, Sustentabilidade e Bem-Estar Animal, Valmir Zanatta, a contratação faz parte do trabalho permanente para qualificar os serviços públicos e ampliar as ações voltadas à sustentabilidade. “Estamos investindo continuamente para a melhoria da gestão dos resíduos sólidos. Esse estudo nos permitirá planejar com antecedência os próximos passos que o município deve seguir para o tratamento e a destinação final dos resíduos sólidos. Atualmente, o aterro sanitário recebe mais de 90 toneladas por dia de resíduos, sendo que apenas 3,2% da totalidade é separado e encaminhado para reciclagem. Precisamos de alternativas, do apoio e da conscientização da comunidade para mudar este cenário”, explica. A primeira etapa do estudo deverá ser concluída entre 60 e 90 dias e servirá de base para definir a solução mais adequada para a gestão e a destinação final dos resíduos sólidos urbanos.


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MARCOS FRANK

ARTIGO

UMAS & OUTRAS

Eleições a vista

CARLOS MARTINI Administrador

CIRCULANDO POR AÍ

D

á gosto de ver o capricho que as municipalidades da região, como regra geral, dedicam as estradas do interior. Apesar de constantes estragos provocados por enxurradas e enchentes não costuma demorar muito para ver patrolas e caminhões operando na recuperação dos trechos prejudicados. Quem circula rotineiramente também por outras querências interioranas do estado observa acentuadas diferenças nesse importante serviço prestado. É bem verdade que há diferenças relativas, tipo longos trechos de pirambeiras e com baixa densidade de propriedades. Por aqui uma estrada de 10 quilômetros muitas vezes atravessa um município de ponta a ponta, dá acesso a uns 200 produtores e já se engata com outra bem conservada de um município vizinho. Lá pras bandas da fronteira em muitos casos essa mesma distância pode nem fazer cócegas socioeconômicas na ordem do dia.

EMERGÊNCIAS VICINAIS Além do mais, em muitas situações emergenciais os parques de máquinas municipais também são acionados para prontas desobstruções/recuperações de trechos de estradas vicinais sob responsabilidade estadual, mas que exijam ações mais imediatas para garantir a segurança do trânsito. Acontece em todos os

municípios e esse certamente também é o caso de Roca Sales, que em muitas situações localizadas teve que segurar algumas barras no osso do peito, tanto por ocasião da queda da ponte sobre o Forqueta, na RS-130, quanto agora com o bloqueio da ponte sobre o Guaporé, na RS-129.

FALANDO NISSO A julgar pelos estudos iniciais divulgados, aparentemente “apenas” um pilar foi seriamente danificado, os demais e a plataforma permanecem em bom estado. Se confirmados, o prazo para recuperar a passagem do trânsito pela ponte do Guaporé deve durar menos em comparação com a do Forqueta e a rodoferroviária do Taquari. Tomara que assim seja e a travessia possa ser restaurada no menor tempo possível. Não serve de consolo e nem diminui as grandes dificuldades a serem enfrentadas pelos usuários, mas já é um alento, afinal dos males o menos pior. Cabe destacar os esforços já realizados e os em andamento para destacar a absoluta prioridade que deve ser concedida a essa obra, bem como as iniciativas para agilizar a implantação de meios de travessia emergenciais seguros pelo menos para os pedestres que por ali precisam cruzar. A parada não vai ser nada fácil para eles nesse período, hora de mãos se unirem em apoio e solidariedade.

ROTAS E TRANSPORTES ALTERNATIVOS De um jeito ou de outro transportes coletivos, formais ou informais, logo podem ser implantados em situações emergenciais. Aí incluídos ônibus, vans, Ubers, e até veículos particulares temporariamente compartilhados na base do racha nas despesas.

IPÊS ANTENADOS Os ipês amarelos costumam ser um dos primeiros a apresentar prenúncios primaveris, se antecipando até do vento minuano, que, como reza a tradição, sopra anunciando o último inverno. Esse ano os ipês até meio que madrugaram.

BEM LEMBRADO Alguém já refrescou a memória recentemente, mas cabe reforçar. No próximo mês de dezembro os ilustres e históricos Ignatius, Canísius e Caecilia, completam 100 anos de instalação. Vieram da Alemanha, em 1926, conforme registro no livro Grão de Mostarda – Caminhada da Paróquia de Santo Inácio do sempre mui prezado professor e historiador José Alfredo Schierholt. São os três imponentes sinos que badalam até hoje na Igreja Matriz de Lajeado e que resistiram até ao incêndio ocorrido em 1953. Com certeza as respectivas cordoalhas serão puxadas com muito vigor e as badaladas vão soar de forma mui vibrante no dia 2.

SAIDEIRA LIVRE PENSAR O sucesso tem muitos pais, o fracasso é órfão. (Autoria incerta)

Médico Neurocirurgião

CINE BRASIL APRESENTA Situações Difíceis de Explicar (duplo com) 100 Anos de Sigilo, Urgente!.

Nôno ligando de sacanagem para o açogueiro: - O senhor tem orelhas de porco? - Tenho sim. - E focinho de porco? - Também tenho. - E pescoço de porco? - Sim, com certeza. - E rabo de porco? - Também... - Mas então tu deve ser um cara muito feio!!! (E desligou rápido, para não ouvir os palavrões...)

“A linguagem política destina-se a fazer com que a mentira soe como verdade e o crime se torne respeitável, bem como a imprimir ao vento uma aparência de solidez.” George Orwell

N

o mundo da política é difícil perceber onde a verdade termina e onde começam as mentiras. Por isso, para os políticos, muito mais importante que a verdade, é ter uma narrativa que pareça verdade e que convença os eleitores a se manterem fieis ao partido ou ao político. A chave para entender esse jogo são os sentimentos e não a razão. Afinal, não são os fatos e sim os sentimentos que interessam nesse tipo de campanha. A política moderna segue trazendo conceitos do passado, mas os embala digitalmente e utiliza ferramentas modernas de comunicação. Um desses conceitos antigos que segue funcionando é a criação de uma visão falsa do mundo. Para que isso ocorra é necessária uma divisão simplista do mundo entre “nós” (totalmente bons) e “eles” (totalmente maus). Também é preciso simplificar, reduzindo problemas sociais complexos a vilões únicos e soluções fáceis. Com relação a linguagem, nos discursos se torna necessário o uso de eufemismos para suavizar erros próprios e termos pejorativos para demonizar os rivais e finalmente é conveniente ampliar o medo, a raiva e a esperança utópica sobre os dados lógicos e estatísticos. Não nos esqueçamos ainda que forças corrosivas também fazem parte do jogo, como a raiva e o ressentimento. A fragmentação das fontes de notícias tão comum nas redes sociais, criou um mundo no qual as mentiras, rumores e fofocas se espalham com uma velocidade alarmante. Mentiras que são amplamente compartilhadas online dentro de uma rede, cujos membros confiam uns nos outros mais do que na imprensa, podem rapidamente assumir a aparência da verdade. A campanha está começando e o país segue dividido, não se esperam atos generosos ou nobres. Lembrem que a política é a guerra com roupas civis.

A campanha está começando e o país segue dividido (...) Lembrem que a política é a guerra com roupas civis.”


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PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS

www.coquetel.com.br Polos de uma pilha

© Revistas COQUETEL

Animação (fig.) Brilhar; cintilar

Opção de Período de resposta orações contrária com 9 dias a "falso"

Sistema político no qual coexistem diversos partidos A 9ª letra (?) abaixo: Relativa do alfabeto desabar à idade

Procon de Lajeado terá novo endereço no Shopping

A cidade dos objetos gigantes (SP) Estabelecimento onde se tingem tecidos

O carro com o teto removível Fragmento de objeto desbastado com lima

Antônimo de "concentrar"

Atendimento será transferido para o mezanino do 3º pavimento, com possibilidade de instabilidade durante a mudança

"A Festa no (?)", fábula infantil

Edward Albee, dramaturgo

SERVIÇO AO CONSUMIDOR

Nervosa; irritada Intervenção

DIVULGAÇÃO

Propaganda (?): é proibida por lei

(?) de contas: retaliação Célula fertilizada do peixe

(?) fogo: agir como o incendiário

Medida que equivale a 100 m2

Certa zona erógena feminina Dono do cavalo Pé de Pano (TV)

Pôr em lugar secreto Medicina (?): estuda as doenças dos idosos Legalizar (um documento)

Nascido no Velho Continente

Hiato de "dieta"

Junto de, perto de (latim)

O uso tradicional do traje preto (BR)

Unidade da taba (bras.)

Negro; escuro

Conterrâneo de Camões Modelo; exemplar Material de cintos

Ferramenta do coveiro (pl.)

Termo de Ajustamento de Conduta (abrev.)

Atendimentos contemplam consumidores que adquiriram produtos ou contrataram serviços em Lajeado

Átomo, em inglês Primeiro elemento de uma série

LAJEADO

Motivo de desgaste do lápis

4/apud — atom — atro — nuca. 7/pica-pau. 10/ingerência. 17/pluripartidarismo.

BANCO

"(?) dos Apóstolos", livro da Bíblia

Solução GA P V P C O N V E R S I V E L S O B R A I T U I V D I S T R A IR A L T E R AD A I R P I N G E R E N C I A O V A I A T E A R O A R E U U T N I E S C O N DE R E G A P U D EN G E R I A T R I C A A U T E N T I C A R A T R O O A A I L S O P A S T I PO U V E T A C A TO M C O U R O A U S O

23/09 - 22/10

Virgem: Uma oportunidade pode mudar sua vida. Propostas financeiras e novos caminhos favorecem evolução.

23/10 - 21/11

23/07 - 22/08

Leão: Brilho, convites e novidades marcam o dia. Oportunidades surgem; planeje viagens e acerte documentos.

22/11 - 21/12

21/06 - 22/07

Câncer: Novidades de amigos agitam o dia. Finanças podem melhorar com ajustes, enquanto equilíbrio ajuda a a carreira.

Sagitário: Decisões a dois e viagens ganham força. Cursos, novas conexões e expansão profissional.

22/12 - 19/01

21/05 - 20/06

Gêmeos: Emoções e novidades movimentam o amor. Saia da rotina, aproveite encontros inspiradores.

Escorpião: Acordos, dívidas ou investimentos podem ser resolvidos. Privacidade, disciplina e foco nas soluções.

Capricórnio: Portas se abrem na carreira. Projetos, alianças e propostas prometem mudanças positivas.

20/01 - 18/02

20/04 - 20/05

Touro: Boas ideias podem melhorar os ganhos. Negociações fluem, e ajustes na rotina trazem mais conforto.

Libra: Vênus aumenta seu brilho e poder de conquista. Amizades, estudos e viagens trazem boas oportunidades.

Aquário: Amor, lazer e projetos ganham destaque. Parcerias podem crescer, trazendo boas propostas.

19/02 - 20/03

21/03 a 19/04

Áries: Harmonia nos relacionamentos favorece novos encontros, parcerias e fortalecimento dos laços afetivos.

23/08 - 22/09

HORÓSCOPO

Peixes: Família e assuntos domésticos movimentam o dia. Finanças trazem soluções e fortalecem sua posição.

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O

Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de Lajeado passará a atender em um novo espaço no Shopping Lajeado. Atualmente localizado junto ao Tudo Fácil, no térreo, o serviço será transferido para o mezanino do 3º pavimento. A mudança está prevista para

ocorrer neste sábado, 8. O novo local poderá ser acessado por uma escadaria ao lado da Praça de Alimentação. Para garantir a acessibilidade, um elevador também está sendo instalado. A transferência acompanha a mudança do Tudo Fácil para o mesmo pavimento. Segundo o coordenador do Procon de Lajeado, Pedro Rodrigues Dourado Bezerra, a troca de ende-

reço pode provocar instabilidades temporárias no atendimento devido à desmontagem e reinstalação da estrutura, mobiliário, computadores, rede de internet e demais ajustes necessários. Vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Inovação e Agricultura (Sedei), o Procon atende de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h, e aos sábados, das 9h às 13h. As reclamações são registradas exclusivamente de forma presencial, por ordem de chegada, mediante apresentação da documentação necessária. O atendimento é destinado a moradores de Lajeado ou consumidores que tenham adquirido produtos ou contratado serviços no município.


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Fim de semana, 8 e 9 de agosto de 2026

A PARTIR DE DOMINGO

Rua Borges de Medeiros será interditada para montagem da Feira do Livro DIVULGAÇÃO

Durante o período de interdição, o trânsito será desviado pelas ruas Bento Gonçalves, avenida Décio Martins Costa e rua Capitão Leopoldo Heineck LAJEADO

A

s ruas Borges de Medeiros e uma das pistas da Júlio de Castilhos, no entorno da Praça Marechal Floriano Peixoto (Praça

da Matriz), em Lajeado, serão interditadas a partir das 8h deste domingo, 9, para a montagem da estrutura da 20ª Feira do Livro de Lajeado. O fechamento será necessário para a instalação das estruturas que irão receber o

evento, que ocorre de 12 a 16 de agosto. A interdição da Borges de Medeiros ocorre na quadra entre as ruas Bento Gonçalves e Júlio de Castilhos. E a parte da Júlio de Castilhos é no trecho entre as ruas Borges de Medeiros e Marechal Deodoro, no sentido Centro-Rio Taquari. Durante o período de interdição, o trânsito será desviado pelas ruas Bento Gonçalves, avenida Décio Martins Costa e rua Capitão Leopoldo Heineck. Governo municipal orienta os motoristas a utilizarem essas rotas alternativas e redobrar a atenção ao circular na área da Praça da Matriz. A previsão é de que a via seja liberada após o encerramento da Feira do Livro, no dia 17 de agosto, uma segunda-feira. Todo entorno da praça deverá ter atenção especial dos motoristas. O local terá circulação de estudantes que participarão da Mostra de Trabalhos das Escolas Municipais, realizada no Salão

Paroquial e também de oficinas que ocorrerão no Colégio Estadual de Ensino Médio Presidente Castelo Branco (o Castelinho).

20ª Feira do Livro A 20ª Feira do Livro de Lajeado ocorre de 12 a 16 de agosto, na Praça da Matriz, com realização da Prefeitura de Lajeado e do Sesc Lajeado. Com o tema “Há

20 anos celebrando histórias que nos conectam”, a edição comemorativa celebra as duas décadas do evento e convida a comunidade a vivenciar a literatura por meio de uma programação diversificada. A programação contará com comercialização de livros, encontros com escritores, espetáculos, oficinas, contação de histórias e diversas atrações culturais gratuitas para toda a comunidade.


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Fim de semana, 8 e 9 de agosto de 2026

Encontro Farroupilha lança programação neste sábado Evento ocorre de 11 a 20 de setembro, no Parque João Batista Marchese, com atrações culturais, música e atividades tradicionalistas ENCANTADO

A

programação do 13º Encontro Farroupilha de Encantado será apresentada oficialmente neste sábado, 8, às 9h30min,

no Porão 73, localizado abaixo da Keko Sorvetes. O lançamento marca o início da contagem regressiva para um dos principais eventos tradicionalistas da região. Durante a apresentação, serão divulgados os detalhes da programação, os piquetes participantes e as camisetas oficiais da edição 2026. Também serão abertas as inscrições para o Torneio de Canastra e apresentadas informações sobre o Costelão Farroupilha e a organização do Desfile Farroupilha. O 13º Encontro Farroupilha ocorre de 11 a 20 de setembro, no Parque João Batista Marchese. A programação reúne atividades

FOTOS DIVULGAÇÃO

voltadas à valorização da cultura gaúcha, com tradição, música e integração entre os participantes. A realização é da Gaita Produtora e da Prefeitura de Encantado, com apoio cultural do CTG Giuseppe Garibaldi e do Grupo de Artes Nativas (GAN) Anita Garibaldi.

Programação será detalhada, com o anúncio dos piquetes participantes

DTG Piazito da Tradição prepara pré-estreia da Invernada Mirim Evento ocorre neste sábado, 8, no Galpão do DTG, com jantar campeiro, apresentação dos pequenos dançarinos e uma surpresa que será revelada durante a programação

DTG de Venâncio Aires contará com novo grupo artístico

VENÂNCIO AIRES

A cultura gaúcha ganha um novo capítulo com a pré-estreia da Invernada Mirim do DTG Piazito da Tradição. O evento ocorre neste sábado, 8, a partir das 19h30min, no Galpão do DTG, no Parque Municipal do Chimarrão. A programação reúne familiares, amigos e a comunidade em uma noite dedicada aos pequenos tradicionalistas. A atividade marca o resultado de um período de ensaios, aprendizado e convivência entre os integrantes do grupo. A apresentação será uma oportunidade para os jovens demonstrarem os conhecimentos adquiridos e compartilharem com o público o gosto pelas danças e pela cultura do Rio Grande do Sul. Além da apresentação, a programação terá jantar campeiro, preparado para reunir os participantes em um momento de confraternização. O cardápio inclui arroz, massa, polenta

frita, aipim, batata caramelizada, molho, farofa, porco, galeto, salsichão, carne de rês e saladas. Os ingressos custam R$ 55 para adultos e R$ 25 para crianças de 6 a 12 anos.

Surpresa A programação também guarda um mistério. O convite traz a frase “Vamos brincar na rua, porque o tempo enfim se abriu! O mistério será revelado…”, o que aumenta a expectativa entre os participantes para o momento reservado pela organização. A noite pretende valorizar o trabalho dos jovens dançarinos e reforçar o papel das entidades tradicionalistas na formação das novas gerações. A comunidade é convidada a prestigiar a pré-estreia e acompanhar de perto o talento dos integrantes da Invernada Mirim do DTG Piazito da Tradição.


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Fim de semana, 8 e 9 de agosto de 2026

DIVISÃO DE ACESSO

LAJEADENSE TENTA DEIXAR A LANTERNA CONTRA O ESPORTIVO KAREN RODRIGUES/ACESSO IMAGENS/DIVULGAÇÃO

ele, jogadores que ficaram à disposição no decorrer das primeiras rodadas ampliam as opções para definir o time que enfrenta o Esportivo. “Precisamos colocar a melhor equipe possível para buscar a vitória, mas também para ser forte defensivamente. O futebol da Divisão de Acesso é erro zero, os detalhes resolvem muito”, ressalta. O treinador reconhece a dificuldade do início de campanha, mas mantém confiança na reação. Para ele, o grupo precisa encontrar equilíbrio para transformar o trabalho realizado em resultados dentro de campo. “Precisamos dar liga logo, porque senão vai ficando um pouco perigoso. Mas eu acredito na força dos meninos. É possível buscar os pontos que precisamos para ter uma alavanca no campeonato.”

ADVERSÁRIO INVICTO Time busca os primeiros pontos na competição neste domingo, na Arena Alviazul, após duas derrotas nas rodadas iniciais Ezequiel Neitzke

ezequiel@grupoahora.net.br

O

Lajeadense busca a reação na Divisão de Acesso do Gauchão 2026 neste domingo,

9. Ainda sem pontuar, o time recebe o Esportivo, de Bento Gonçalves, às 15h30min, na Arena Alviazul. Depois das derrotas para Pelotas e Bagé, a equipe precisa da vitória para iniciar a recuperação no campeonato. Apesar do início negativo, uma vitória nesta rodada, combinada com alguns resultados paralelos, tira o Lajeadense da lanterna e pode até colocar a equipe na zona de classificação para as quartas de final. O técnico Serginho Almeida destaca a necessidade de somar pontos e alerta para a importância de corrigir os erros apresentados nas primeiras partidas. “Nós precisamos somar

No meio de semana, o Lajeadense jogou em Bagé e perdeu por 2 a 0

bastante pontos para conseguir essa classificação. Mas também é importante somar de 12 a 13 pontos para fugir da dificuldade de ficar correndo o risco de cair para a terceira divisão”, afirma o treinador. Serginho também projeta mudanças na escalação. Segundo

O Esportivo chega para o confronto sem derrotas. A equipe de Bento Gonçalves empatou na estreia com o Guarani e repetiu o resultado no meio de semana diante da Apafut. Serginho destaca a força defensiva do adversário, que ainda não sofreu derrota na competição. A missão do Lajeadense será encontrar espaços para construir a primeira vitória.

INGRESSOS Os ingressos estão à venda nos pontos físicos da DMF e do clube, além da opção on-line pelo link disponível no destaque “Ingressos” no Instagram do Lajeadense. Os valores são de R$ 10 para a Arquibancada Geral, R$ 30 para

AGENDA 3ª RODADA - SÁBADO

15h 15h

Aimoré x Glória Santa Cruz x Brasil Farroupilha

DOMINGO 15h 15h 15h 15h 15h 15h30min

Guarani Passo Fundo Pelotas Gramadense Apafut Lajeadense

x x x x x x

Veranópolis Brasil Pelotas Bagé União Frederiquense Gaúcho Esportivo

CLASSIFICAÇÃO Equipe

PG

V

SG

Passo Fundo

6

2

2

Pelotas

6

2

2

Brasil Pelotas

4

1

2

Veranópolis

4

1

1

União Frederiquense

3

1

2

Gramadense

3

1

0

Bagé

2

0

-1

Esportivo

2

0

0

Aimoré

2

0

0

Santa Cruz

2

0

0

Brasil Farroupilha

2

0

0

Gaúcho

1

0

-1

Apafut

1

0

-1

Glória

1

0

-1

Guarani-VA

1

0

-2

Lajeadense

0

0

-3

a Arquibancada Social e R$ 50 para as Cadeiras. Crianças de até 12 anos têm entrada gratuita na Geral e na Social.

ARBITRAGEM Tiago Clasen será o árbitro da partida. Paulo Ávila da Silva e Rodrigo Maia Tedesco serão os auxiliares, enquanto Lucas Klein Nunes atua como quarto árbitro.


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Fim de semana, 8 e 9 de agosto de 2026

DIVULGAÇÃO

AVENTURA SOBRE DUAS RODAS

A expectativa da organização é reunir dezenas de praticantes do motociclismo off-road para uma noite de integração

TRILHÃO NOTURNO PROMETE REUNIR PILOTOS E AMANTES DO OFF-ROAD EM WESTFÁLIA Evento promovido pela Equipe Tatutrancado será realizado neste sábado, com percurso de 60 quilômetros, trilhas para motos e quadris, churrasco de confraternização e estrutura para receber participantes. Ezequiel Neitzke

ezequiel@grupoahora.net.br

A

cidade de Westfália será palco de mais uma edição do Trilhão Noturno, promovido pela Equipe Tatutrancado. O evento chega à sua quinta edição no sábado, 8, e reúne pilotos de diferentes regiões para um desafio em meio às trilhas do município. A largada está marcada para as 17h30min, tendo como ponto de encontro o Esporte Clube Juventude, que também receberá toda a estrutura do evento. Os participantes irão percorrer aproximadamente 60 quilômetros de trilhas leves e intermediárias, em um trajeto preparado para motos e quadriciclos. A organização destaca ainda que o percurso para os quadris será

realizado sem desvios, garantindo uma experiência completa aos participantes. Além da aventura, o evento contará com churrasco de confraternização, amplo estacionamento e chuveiros quentes, proporcionando mais conforto ao público e aos competidores. As inscrições antecipadas custam R$ 100 e podem ser feitas pelo site Trilha in Foco. No dia do evento, o valor será de R$ 120. A expectativa da organização é reunir dezenas de praticantes do motociclismo off-road para uma noite de integração, esporte e adrenalina, consolidando o Trilhão Noturno como um dos eventos tradicionais da modalidade na região.


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Fim de semana, 8 e 9 de agosto de 2026

CICLISMO

DIVULGAÇÃO

DESAFIO DA FÉ ESPERA REUNIR 600 CICLISTAS EM AGOSTO Prova de mountain bike terá percurso de 60 quilômetros, 1,1 mil metros de altimetria e passagem pelo Cristo Protetor; inscrições são gratuitas

R

oca Sales recebe nos dias 15 e 16 de agosto o Desafio da Fé de Mountain Bike, evento que une esporte, religiosidade e turismo em um percurso de 60 quilômetros pelas cidades de Roca Sales e Encantado. A largada ocorre no domingo, dia 16, às 8h, em frente à Igreja Matriz de Roca Sales. A prova terá percurso único, com 1,1 mil metros de altimetria. O trajeto será formado, em sua maior parte, por estradas de chão, além de trechos de asfalto e paralelepípedo. Um dos destaques será a entrada no Cristo Protetor, em Encantado, com acesso gratuito para os participantes. As inscrições eram gratuitas e limitadas a 600 ciclistas com idade mínima de 14 anos e foram preenchidas em menos de 72h. Além da participação na prova, os ciclistas terão direito a café da manhã gratuito, seguro atleta e kit com camiseta, boné, squeeze, adesivo, placa de atleta e certificado. Todos os 600 participantes receberão medalha, enquanto os vencedores de cada categoria serão premiados com troféus. A estrutura contará com equipes de apoio, carros de resgate, ambulâncias de UTI e remoção, sinalização ao longo do percurso, água, frutas e lanches. Também haverá distribuição de fitas religiosas em pontos estratégicos

do trajeto. A entrega dos kits ocorre no sábado, dia 15, das 14h às 18h, em Muçum, e no domingo, a partir das 6h. O evento terá transmissão ao vivo pelo site oficial e contará com fotógrafos em diferentes pontos do percurso. O Desafio da Fé é organizado pela Associação Brasileira de Esportes Radicais e Cultura (ABERC) e pela Ciclos no Vale, de Encantado. A realização é da Pró-Esporte RS, com apoio do Governo do Estado e das prefeituras de Muçum, Roca Sales e Encantado.

Caminho até o Cristo Protetor está no roteiro, que passa por Roca Sales e Encantado


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Fim de semana, 8 e 9 de agosto de 2026

FUTEBOL REGIONAL

11 AMIGOS ESTREIA NA ELITE NO ANO DOS 70 ANOS LUIS FERRARINI/DIVULGAÇÃO

poucos clubes do interior que nunAtual campeão da ca fechou as portas. As pessoas Série B, clube de abraçam o clube e fazem de tudo Poço das Antas volta à para mantê-lo vivo, superando as dificuldades de cada temporada.” principal divisão após dez anos e aposta em JUVENTUDE COMO jovens para competir ESTRATÉGIA no Regional Com menor capacidade de Ezequiel Neitzke

ezequiel@grupoahora.net.br

O

fim de semana de Dia dos Pais marca o retorno do 11 Amigos, de Poço das Antas, à Série A da Copa Certel/Sicredi. Atual campeão da Série B, o clube recebe o São Luiz, de Venâncio Aires, em Boa Vista, pela segunda rodada da competição. A rodada terá oito partidas, com os aspirantes às 13h30min e os principais às 15h30min. A volta à elite ocorre em um momento simbólico para o clube, que completa 70 anos de fundação. A última participação na principal divisão ocorreu em 2016. Para o presidente Rogério Wilhelm, a decisão de disputar novamente o Regional atende a um desejo antigo da comunidade. “O clube fez 70 anos e era um anseio da nossa comunidade voltar à Série A. Vamos encarar esse desafio e tentar fazer bonito.” Mais do que os resultados em campo, Wilhelm destaca a trajetória de resistência da agremiação. Desde 1992, o 11 Amigos participa de competições nos dois semestres do ano, uma realidade cada vez menos comum entre os clubes do interior. “A nossa comunidade inspira futebol. O 11 Amigos é um dos

investimento em relação a outras equipes do campeonato, a diretoria optou por montar um elenco com jovens em busca de espaço no futebol regional. A ideia é encontrar atletas com potencial e disposição para ganhar visibilidade no Vale do Taquari. “O campeonato mostrou que nem tudo é dinheiro. Procuramos jogadores que queiram aparecer no Vale do Taquari e que tenham o perfil do clube. É a forma que encontramos para sermos competitivos.” Entre os nomes contratados está Guilherme Biteco, que defendeu o Tiradentes na temporada passada e acumula passagens por Grêmio e Vasco. Outro destaque é o meia Ramiro Castilho, que disputou a Copa FGF pelo Monsoon.

REENCONTRO NA LIDERANÇA Um dos principais jogos da rodada ocorre em Nova Bréscia, onde Tiradentes e Poço das Antas se enfrentam. As duas equipes venceram na estreia e dividem a liderança. Uma nova vitória deixa o vencedor mais próximo da classificação às oitavas de final e da disputa pela melhor campanha da primeira fase. O confronto também reabre uma história recente entre os

clubes. Na temporada passada, após dois empates, o Poço das Antas avançou à final da categoria principal. A partida terá transmissão do Grupo A Hora, pelo YouTube do A Hora Esportes, a partir das 14h30min. Outro duelo de destaque ocorre em Encantado, entre Serrano e Imigrante. O jogo marca o reencontro de Lisandro Lourenço, o “Marrom”, ex-diretor do Serrano e atual treinador do Imigrante. No aspirante, Estudiantes e Taquariense fazem um confronto direto pela liderança. As duas equipes venceram na rodada de abertura.

Oito jogos ocorrem nesta segunda rodada, com início às 13h30min (aspirante) e 15h30min (principal) DIVULGAÇÃO

AGENDA DA RODADA Marques de Souza Brasil x Internacional Poço das Antas 11 Amigos x São Luiz Lajeado Estudiantes x Taquariense Canudos do Vale Minuano x Juventude Guaporé Encantado Serrano x Imigrante Boa Vista do Sul Boavistense x Nova Berlim Nova Bréscia Tiradentes x Poço das Antas Progresso Gaúcho x Canabarrense

11 Amigos retorna para primeira divisão apostando em uma base local. Equipe é a atual campeã da Série B


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Fim de semana, 8 e 9 de agosto de 2026

BRASILEIRÃO 2026

DUPLA GRE-NAL BUSCA REAGIR NO BRASILEIRÃO

Inter tenta se afastar do Z-4, enquanto Grêmio quer deixar a zona de rebaixamento; rivais têm 22 pontos

RICARDO DUARTE/DIVULGAÇÃO LUCAS UEBEL/DIVULGAÇÃO

A

22ª rodada do Campeonato Brasileiro coloca Grêmio e Internacional diante de desafios distintos na luta contra a parte de baixo da tabela. Os dois clubes somam 22 pontos, mas o Colorado leva vantagem nos critérios de desempate e ocupa a 16ª posição, enquanto o Tricolor aparece em 17º, dentro da zona de rebaixamento. O Grêmio entra em campo neste sábado, 8, às 16h, na Arena, em Porto Alegre, contra o São Paulo. No domingo, 9, no mesmo horário, o Internacional visita o Palmeiras, líder do campeonato, em São Paulo. Além da necessidade de pontuar no Brasileirão, os dois gaúchos chegam ao fim de semana após classificações às quartas de final da Copa do Brasil. O desafio agora é transportar a confiança do mata -mata para a competição por pontos corridos.

GRÊMIO TENTA SAIR DO Z-4 O Grêmio ocupa a 17ª posição, com cinco vitórias, 22 pontos e saldo negativo de quatro gols. A equipe está empatada em pontuação com o Internacional, mas aparece atrás do

O meia croata Filip Krovinovic segue fora. O jogador aguarda a conclusão dos trâmites para obtenção do visto de trabalho e a publicação da documentação no Diário Oficial da União

rival pelos critérios de desempate. A vitória por 1 a 0 sobre o Mirassol, na quarta-feira, 5, garantiu a classificação às quartas de final da Copa do Brasil e trouxe alívio ao ambiente tricolor. No Brasileirão, porém, a equipe vem de empate com o Fluminense e precisa voltar a vencer para deixar a zona de rebaixamento. O adversário deste sábado é o São Paulo, 12º colocado, com 26 pontos. Uma vitória pode tirar o Grêmio do Z-4 e aproximar o time da parte intermediária da classificação. O técnico Luís Castro ainda avalia a condição física do elenco, mas a tendência é pela manutenção da base que enfrentou o Mirassol. O meia croata Filip Krovinovic segue fora. O jogador aguarda a conclusão dos trâmites para obtenção do visto de trabalho e a publicação da

documentação no Diário Oficial da União. A expectativa é pela estreia contra o Atlético-MG, no dia 16.

INTER QUER ABRIR DISTÂNCIA O Internacional chega à rodada em situação também desconfortável. Com 22 pontos, cinco vitórias e saldo -4, o Colorado ocupa a 16ª posição e está fora da zona de rebaixamento. A diferença para o Grêmio é apenas de posição, mas o cenário pode mudar com os resultados da rodada. Por isso, pontuar contra o Palmeiras ganha peso na tentativa de abrir distância dos concorrentes diretos. O Colorado chega embalado pela classificação às quartas de final da Copa do Brasil, após eliminar

Após classificação para as quartas de final na Copa do Brasil, equipe quer se recuperar no Brasileirão

o Corinthians. A equipe de Paulo Pezzolano, porém, terá pela frente o líder do Brasileirão. O Palmeiras soma 47 pontos, 14 vitórias e saldo positivo de 22 gols. O Verdão tem oito pontos de vantagem sobre o Flamengo, segundo colocado, e aparece como o grande favorito ao título neste momento. O desgaste após a partida da Copa do Brasil pode provocar mudanças no Inter. Alan Patrick e Bruno Henrique estão entre os jogadores que podem ser preservados.

DISTÂNCIA CURTA NA PARTE DE BAIXO A tabela mostra equilíbrio na luta contra o rebaixamento. Grêmio e Inter têm 22 pontos, enquanto o Vasco e o Remo aparecem logo atrás, com 21 cada. A Chapecoense ocupa a última posição, com dez pontos.

Acima da dupla Gre-Nal, o Mirassol soma 23 pontos. Santos tem 22, enquanto São Paulo e Vitória possuem 26. O Coritiba, por sua vez, tem 27. Isso significa que uma vitória pode representar um avanço importante na classificação. Ao mesmo tempo, um tropeço pode fazer com que os concorrentes diretos se aproximem. A distância para o grupo que hoje ocupa a parte de cima também ainda é relevante. O Bahia, quinto colocado e primeiro time na zona de classificação para a Libertadores da América, soma 32 pontos, dez a mais que Grêmio e Inter. Caso não consiga vencer no fim de semana, a dupla pode terminar a rodada junta na zona de rebaixamento. Para isso, basta que Vasco e Remo vençam seus jogos contra Bahia e Atlético-MG, respectivamente.


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Fim de semana, 8 e 9 de agosto de 2026

por Luciane Ferreira

Sábado é - Dia do Pároco - Dia Nacional de Combate ao Colesterol - Dia Nacional da Pessoa com Atrofia Muscular Espinhal

Escola Tancredo Neves inaugurava novas instalações A Emef Tancredo Neves inaugurava as novas instalações e a reforma no prédio, localizado no bairro Novo Horizonte, em Arroio do Meio. No local, funcionava a escola e também a Associação dos Menores

Santo do dia: São Domingos de Gusmão

Domingo é Dia Internacional dos Povos Indígenas Originárias

de Arroio do Meio (Amam). Estudantes e professores comemoravam o investimento de R$ 90 mil na ampliação de salas e reformas na estrutura. A instituição atendia cerca de 200 crianças e adolescentes.

Santo do dia: Santa Teresa Benedita da Cruz

Projeto de leitura promovia gincana literária O projeto Lajeado Leitor de incentivo à leitura promovia a Gincana Literária. As tarefas eram passadas às equipes pela Secretaria de Educação ao longo do segundo semestre. No total, 24 escolas participavam da competição – 18 da rede municipal, quatro estaduais e duas particulares. Comunidade escolar celebrava a ampliação da escola

Lajeado sediava o encontro regional das Apaes A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Lajeado sediava o encontro regional das Apaes. A atividade, na sede social do Clube Tiro e Caça, teria reunido representantes das instituições co-irmãs de Encantado, Venâncio Aires e Porto Alegre. Entre os palestrantes estavam o 3º vice-presidente da Confederação Nacional das Apaes, Dario Rodrigues da Silva, e a supervisora do Ensino de Excepcionais da 3ª Delegacia de Ensino, Eva Rech. Na época, o conceito de “excepcional” referia-se ao indivíduo que se desviava física, social, emocional ou mentalmente da faixa considerada normal”.

Em tempo A Apae Lajeado iniciou suas atividades em 1971, em sala cedida pela comunidade. Em 1974, passou para sede própria, um terreno com um chalé (foto), que posteriormente deu lugar à atual estrutura na Rua Washington Luiz, 270, no bairro São Cristóvão.

Primeira sede própria da instituição, adquirida em 1974


A HORA | 43

Fim de semana, 8 e 9 de agosto de 2026

HENRIQUE PEDERSINI

ROGÉRIO WINK

ARTIGO

Jornalista

Ao menos no caos,

prefeitos!

FOTOS DIVULGAÇÃO

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altou um movimento contundente da Associação dos Municípios do Vale, a Amvat, sobre o bloqueio da ponte na ERS-129, em Encantado. Mesmo que os prefeitos da parte alta tenham se “divorciado” durante aquele debate dos pedágios, cabia um reforço “da turma de cá” na mobilização contra a inércia do governo estadual. Ficaram os prefeitos da Amat

quase em um clamor por auxílio. E olha que os gestores têm articulação, mas um movimento com a chancela de outros 20 municípios poderia até despertar a atenção do governador Eduardo Leite. Este, por sua vez, sensível a outros pedidos do Vale, desta vez priorizou trocar vídeos com o deputado federal Paulo Pimenta (PT) nas redes sociais. Quem é o humilde jornalista

“na fila do pão” para dizer o que experientes e qualificados prefeitos devem fazer? Mas fica o sentimento: o ideal seria retomar uma associação forte, unida e com atuação conjunta nos debates estruturantes. Se “não dá mais” para ser assim, que se construa uma frente única em cenários de crise, como o atual, em que a logística regional e a rotina de toda uma cidade ficaram abaladas.

Mais gente no trânsito O papo São cerca de 30 agentes de trânsito ativos no departamento liderado por Álvaro Medeiros, em Lajeado — a transformação em guardas municipais não ocorreu. A linha de raciocínio aqui é sobre o déficit de profissionais. Em 1998, Lajeado criou o setor dentro da administração. Conforme dados da época, o contingente era quase o mesmo para uma população de 60 mil pessoas. Pouco

menos de 30 anos depois, são mais de 100 mil habitantes na cidade e uma elevada frota diária oriunda de outros municípios por diferentes circunstâncias. E tem mais: muitos estão próximos de completar o tempo necessário para a aposentadoria. Um novo concurso público para o setor, seja para agentes de trânsito ou guardas municipais, precisa entrar na lista de prioridades da gestão.

que rola nas redes... Confesso: invisto um considerável tempo na análise de comentários de notícias e demais publicações nas redes sociais. Não são todas, mas as estratégicas. Os internautas têm aderido às postagens dos agentes públicos da região, em especial. Sobram broncas, acusações e ofensas, mas também aparecem elogios e algum apoio. Evidentemente, circula ali muita militância política. Dito isso, fica uma provocação: um posicionamento online direto dos candidatos do Vale sobre temas estruturantes da região. Afinal, política também é defender teses. A logística, a partir da polêmica concessão de rodovias, pode ser uma boa temática para testar o engajamento.

Empreendedor e comunicador, apresentador do programa “O Meu Negócio”, da Rádio A Hora 102.9

A conta invisível

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articipei de uma reunião em Lajeado-RS que me fez olhar o desenvolvimento econômico por um ângulo diferente. O assunto era a atração de investimentos, mas a discussão acabou revelando algo muito maior. A apresentação foi conduzida por uma empresa especializada na estruturação de territórios de investimento. O trabalho consiste em organizar, integrar e preparar os agentes públicos e privados para que uma cidade, uma região se torne elegível e atrativo para receber novos investimentos. Utilizando método científico que a empresa desenvolveu e deseja rodar aqui. O modelo funciona de duas formas. Na primeira, de maneira passiva: o território apresenta indicadores tão favoráveis que o próprio empreendedor identifica as oportunidades e decide investir no local. O método organiza e apresenta os dados e articula os agentes envolvidos. Na segunda, de forma ativa: por meio de ciência de dados, indicadores e metodologia, é construída uma verdadeira radiografia do território, identificando suas vantagens competitivas. Com essas informações, o agente público ou uma agência de atração de investimentos passa a buscar empresas cujos negócios tenham aderência às vocações locais. O método já vem sendo aplicado em diversas Em outras palavras, cidades brasileiras com qualidade de resultados bastante anivida no local é madores. Durante a apresentação competitividade. fiz uma pergunta que [...] O território está despertou minha curiosidade: afinal, quais análises tornando-se mais um investidor faz antes atrativo na disputa de decidir instalar uma por empresas...” operação em determinado local? A resposta foi reveladora. Segundo eles, normalmente existem duas grandes contas. A primeira é a financeira pura: investimentos, custos, receitas, infraestrutura, logística, impostos e retorno esperado. A segunda é a conta do impacto e do custo social. Essa que mais chamou atenção. Além da viabilidade econômica, as empresas avaliam quanto precisarão investir para compensar deficiências do ambiente onde pretendem atuar. Entram nessa análise fatores como segurança jurídica, disponibilidade e qualificação da mão de obra, mobilidade urbana, segurança pública, logística, educação, saúde e estabilidade institucional. Tudo isso entra na conta. Quando esses indicadores são ruins, o custo da operação aumenta. Muitas vezes, mesmo que a matemática financeira seja positiva, o investimento deixa de acontecer porque o ambiente social apresenta riscos elevados ou exige gastos adicionais elevados para funcionar. Em outras palavras, qualidade de vida no local é competitividade. Um território que investe em educação, segurança, mobilidade, planejamento urbano, qualificação profissional e governança não está apenas melhorando a vida de seus cidadãos. Está tornando-se mais atrativo na disputa por empresas, empregos, inovação e desenvolvimento. Talvez esse seja um dos indicadores mais relevantes e menos divulgados nas decisões de investimento. Isso nos leva a uma questão inevitável. Como estão os indicadores do Brasil? Do nosso Estado? E do nosso território? Afinal, estamos reduzindo esse custo invisível ou aumentando, o preço que pagamos pelas oportunidades que escolhem outro destino?


Fim de semana, 8 e 9 de agosto de 2026 Fechamento da edição: 18h

MÍN: 6º | MÁX: 19º

Uma massa de ar seco e frio se instala sobre o território gaúcho e favorece o predomínio do sol no Vale durante boa parte do dia.


A HORA | 8 AGOSTO DE 2026

Da adolescência ao longo da vida Urologista destaca a importância do acompanhamento, da prevenção e da orientação durante as transformações da puberdade


Ritos tibetanos unem movimento e autocuidado em busca de longevidade ENVATO

autonomia, aos relacionamentos, à saúde e à capacidade de permanecer ativo”, comenta. Dentro dessa perspectiva, os exercícios são apresentados como uma ferramenta entre outras para a construção de hábitos mais saudáveis. Alimentação equilibrada, sono adequado, acompanhamento médico, atividade física e convivência social também fazem parte de uma rotina voltada ao envelhecimento ativo.

Começo gradual

Juarez mantém a divulgação da prática por meio do projeto Ritos da Longevidade. Conteúdos estão nos perfis @antoniojuarezdasilva e @ritosdalongevidade

Prática inspirada em tradições orientais ganha adeptos com a promessa de estimular vitalidade e bem-estar

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busca por mais qualidade de vida durante o envelhecimento leva muitas pessoas a incorporar atividades físicas e práticas de autocuidado à rotina. Entre elas estão os chamados Ritos Tibetanos, uma sequência de cinco exercícios popularizada no Ocidente a partir do livro A Fonte da Juventude, publicado em 1939 pelo escritor norte-americano Peter Kelder. Na obra, o autor conta a história do coronel Bradford, personagem que teria descoberto os exercícios durante uma passagem pelo Tibete e retornado ao Ocidente aparentando ser muito mais jovem. Embora os relatos sobre rejuvenescimento estejam ligados à tradição e à divulgação da prática, os ritos passaram a ser procurados por pessoas interessadas em

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melhorar disposição, mobilidade e bem-estar. É o caso do jornalista Antônio Juarez da Silva, 67 anos. Ele começou a praticar os exercícios aos 60 e, desde então, incorporou a rotina ao dia a dia. Juarez atribui à prática parte da disposição que mantém atualmente e defende o autocuidado como uma das ferramentas para envelhecer com mais qualidade de vida. “É uma prática que exige disciplina. O resultado vem com a continuidade e com a mudança de hábitos”, relata o praticante, que se tornou conhecido na cidade pela atuação de 20 anos na Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) e, agora, é um disseminador da prática.

Movimento e respiração Os cinco exercícios são frequentemente associados ao yoga dinâmico e combinam movimentos, controle da respiração e concentração. Na tradição dos Ritos Tibetanos,

É uma prática que exige disciplina. O resultado vem com a continuidade e com a mudança de hábitos.” Antonio Juarez da Silva

patricante

os exercícios estão relacionados aos sete chacras, considerados centros de energia do corpo. Na abordagem contemporânea, os praticantes destacam principalmente os efeitos relacionados ao movimento corporal. Entre os benefícios atribuídos à rotina estão melhora da circulação, fortalecimento muscular, estímulo à mobilidade e maior consciência corporal. Também são citados

efeitos sobre o equilíbrio emocional e a disposição para as atividades cotidianas. No entanto, alegações como rejuvenescimento, desintoxicação de órgãos, prevenção de doenças e regeneração do organismo não devem ser tratadas como efeitos comprovados exclusivamente pela prática. A atividade física regular, de maneira geral, tem benefícios reconhecidos para a saúde. A recomendação, porém, é que qualquer exercício seja adaptado às condições individuais, especialmente entre pessoas idosas ou com doenças preexistentes.

Oito dimensões A experiência de Juarez deu origem ao projeto Ritos da Longevidade. A proposta amplia a prática dos exercícios para uma abordagem de autocuidado que considera diferentes aspectos da vida. “O projeto trabalha com oito dimensões do bem-estar: emocional, física, intelectual, social, espiritual, ambiental, ocupacional e financeira. A ideia é que longevidade não esteja relacionada apenas à quantidade de anos vividos, mas também à

Para quem deseja experimentar os Ritos Tibetanos, a recomendação dos praticantes é começar de forma gradual. A sequência tradicional prevê a realização de até 21 repetições de cada exercício. Para iniciantes, a orientação é começar com três a cinco repetições e aumentar progressivamente, conforme a adaptação do corpo. “A prática costuma ser realizada diariamente, preferencialmente pela manhã e em ambiente ventilado. Mais importante do que atingir rapidamente o número máximo de repetições é executar os movimentos corretamente e respeitar os limites individuais”, lembra Juarez. Os cinco exercícios são conhecidos como Giro, Elevação de Pernas, Arco Reverso, Mesa ou Ponte e Cobra e Montanha. Eles envolvem movimentos de rotação, flexão, extensão e sustentação do próprio peso, com participação de diferentes grupos musculares. Apesar de serem exercícios de baixa complexidade aparente, os movimentos exigem atenção à execução. Pessoas com problemas de coluna, hérnias, hipertensão, doenças cardíacas ou outras condições de saúde devem buscar orientação profissional antes de iniciar a prática. Gestantes também precisam de avaliação específica. A principal recomendação é não encarar os ritos como substitutos de tratamento médico ou como uma fórmula para interromper o envelhecimento.


ENVATO

por receio de não conseguir acompanhar as conversas, sente cansaço ou exaustão após interações ou perde o interesse por atividades que antes faziam parte da rotina, especialmente aquelas que envolvem contato social, esses podem ser sinais importantes de que a audição precisa ser avaliada”, ressalta a otorrinolaringologista. Além disso, pessoas com histórico familiar de alterações auditivas devem manter atenção redobrada e buscar acompanhamento especializado. A identificação e a intervenção precoces podem melhorar a qualidade de vida, preservar a comunicação e reduzir possíveis impactos associados à perda auditiva.

Audição e autonomia Acompanhamento especializado ajuda a identificar alterações precocemente e preservar a qualidade de vida

A saúde auditiva é parte fundamental de um envelhecimento saudável, contribuindo para manter a autonomia, os vínculos

sociais e a qualidade de vida ao longo dos anos. A especialista recomenda a realização de avaliações otorrinolaringológicas e exames auditivos periódicos, especialmente a partir dos 50 anos, para identificar precocemente possíveis alterações e iniciar o tratamento adequado quando necessário. Os cuidados também envolvem hábitos que protegem tanto a audição quanto a saúde cerebral, como o controle de doenças crônicas e a redução da exposição prolongada a ruídos intensos sem proteção adequada, incluindo o uso frequente de fones de ouvido em volume elevado. “Atividades como leitura, aprendizado de novas habilidades, jogos de memória e outras práticas de estímulo cognitivo ajudam a fortalecer as conexões cerebrais. Da mesma forma, cultivar a vida social, participar de grupos e manter vínculos afetivos contribuem para o bem-estar emocional e cognitivo”, conclui.

Perda auditiva adquirida pode elevar o risco de demência Especialista alerta que o diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem contribuir para preservar a função cognitiva, reduzir o isolamento social e promover um envelhecimento mais saudável

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perda auditiva deixou de ser vista apenas como um problema de comunicação. Nas últimas décadas, evidências científicas demonstraram que, quando não tratada, ela também pode repercutir na saúde cerebral, sendo reconhecida como um dos principais fatores de risco modificáveis para a demência. “Essa relação envolve uma combinação de fatores, especialmente o isolamento social. Muitas pessoas com perda auditiva passam a evitar interações por conta da dificuldade em acompanhar conversas, o que reduz a estimulação cognitiva”, explica a otorrinolaringologista Bruna Butzke (CRM 39838 | RQE 31820). Além disso, a especialista acrescenta que a menor entrada de estímulos auditivos pode levar o cérebro a passar por adaptações, com possíveis alterações nas conexões neurais e no funcionamento de áreas

relacionadas ao processamento dos sons. Pesquisas recentes também têm destacado a importância da reabilitação auditiva como parte das estratégias de prevenção do declínio cognitivo. Segundo a médica, a melhora da capacidade auditiva pode contribuir para reduzir os impactos associados à perda auditiva, especialmente quando a intervenção ocorre de forma precoce.

Sinais que exigem investigação É comum associar a perda auditiva ao envelhecimento, mas a alteração não deve ser encarada como uma consequência inevitável da idade. Segundo a médica, existem sinais específicos que indicam quando a dificuldade para ouvir merece atenção e precisa ser investigada. Entre os principais alertas estão a dificuldade para compreender o que as pessoas dizem, mesmo

Muitas pessoas com perda auditiva passam a evitar interações por conta da dificuldade em acompanhar conversas, o que reduz a estimulação cognitiva” Bruna Butzke, otorrinolaringologista

quando os sons são percebidos, a necessidade frequente de pedir que frases sejam repetidas, o esforço para acompanhar conversas em ambientes ruidosos e a presença de zumbidos. “Quando a pessoa passa a evitar situações sociais

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Cuidado deve iniciar antes da vida adulta Adolescência reúne mudanças físicas, emocionais e sociais e abre espaço para acompanhar o desenvolvimento, prevenir problemas e construir hábitos que podem repercutir na saúde ao longo da vida

esse comportamento para toda a vida”, afirma. O especialista recomenda que a primeira consulta ocorra entre os 10 e os 11 anos. “O ideal é que o primeiro contato com o urologista aconteça antes da adolescência propriamente dita. Isso permite criar uma relação de confiança com o adolescente e a família. Depois, um acompanhamento periódico, geralmente a cada dois anos, é suficiente para avaliar o desenvolvimento e oferecer as orientações necessárias.”

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Novos desafios

nquanto as meninas, após deixarem o acompanhamento pediátrico, costumam manter uma rotina de consultas voltadas à saúde da mulher, entre os meninos o acompanhamento preventivo especializado ainda é menos frequente. Um levantamento da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), com base em dados do Sistema de Informações Ambulatoriais do Ministério da Saúde, revela que jovens de 12 a 18 anos consultam o urologista 18 vezes menos do que garotas da mesma faixa etária recorrem ao atendimento ginecológico. Para o urologista Ezequiel Mattos (CRM 38708 | RQE 36423), esse cenário evidencia a importância de aproximar os adolescentes dos serviços de saúde. Segundo ele, a adolescência representa uma oportunidade para orientar hábitos de prevenção, acompanhar o desenvolvimento e identificar precocemente alterações que podem repercutir na vida adulta. “É um período de intensas transformações físicas, hormonais e emocionais. Quando o jovem cria, desde cedo, o hábito de cuidar da saúde, tende a levar

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A puberdade é o momento em que o corpo masculino começa a passar por uma das maiores transformações. Sob o comando de sinais enviados pelo cérebro, o organismo intensifica a produção de testosterona, hormônio que participa de mudanças como o aumento da massa muscular, o surgimento de pelos, o engrossamento da voz e a maturação do sistema reprodutor. No entanto, as mudanças não se restringem ao corpo. Adolescência também é marcada pela construção da identidade, busca por pertencimento, desejo de independência e pelas inseguranças em relação à própria imagem, fatores que tornam essa fase especialmente sensível. Segundo Mattos, é comum que os adolescentes comparem o próprio desenvolvimento ao de outros jovens da mesma idade. Nesse contexto, embora a internet facilite o acesso à informação, ela também pode alimentar a ansiedade. A grande quantidade de conteúdos sem respaldo científico e a exposição constante a padrões estéticos muitas vezes inalcançáveis fazem com que muitos jovens criem expectativas irreais sobre o próprio corpo.

É justamente nessa fase que o adolescente está construindo a própria identidade e a relação com o corpo. Um problema íntimo, mesmo sendo simples de tratar, pode gerar insegurança e acabar deixando marcas.” Ezequiel Mattos

urologista

Adolescentes não passam pelas transformações da puberdade ao mesmo tempo; diferenças individuais fazem parte do desenvolvimento

“Cada criança tem um ritmo de desenvolvimento diferente. Não é porque um irmão ou um colega passou por determinadas mudanças em uma idade específica que o mesmo acontecerá com outro adolescente. Por isso, diferenças no tempo de desenvolvimento são esperadas e, na maioria das vezes, fazem parte da normalidade”, salienta. No entanto, após os 13 ou 14 anos, a ausência dos primeiros sinais da puberdade merece atenção. Mattos explica que, se o adolescente ainda não apresenta mudanças características, é indicado

investigar um possível atraso puberal. A avaliação é importante para descartar alterações hormonais, metabólicas ou genéticas que podem interferir no desenvolvimento. Para o médico, o pai também exerce um papel importante durante a puberdade do filho, tanto como referência quanto como fonte de orientação. O urologista explica que algumas características do desenvolvimento podem se repetir entre familiares, o que torna útil conhecer o histórico da família. Além disso, ele considera que um diálogo aberto sobre as transformações ajuda a diminuir

inseguranças e incentiva o jovem a falar sobre o próprio corpo e buscar ajuda quando necessário.

Prevenção A consulta com o urologista também permite identificar alterações que podem comprometer a fertilidade no futuro. Mattos cita que algumas condições relacionadas ao desenvolvimento dos testículos podem ser diagnosticadas ainda na infância ou no início da adolescência e, quando tratadas precocemente, reduzem o risco de consequências na vida adulta. “Como, nessa fase, os meninos


PAULO CARDOSO

ainda não pensam em ter filhos, esses problemas costumam passar despercebidos e, muitas vezes, só são descobertos anos depois, quando o homem enfrenta dificuldades para engravidar a parceira”, comenta. Outra queixa frequente no consultório é a fimose. O especialista explica que, conforme os meninos ganham autonomia para tomar banho, muitos pais deixam de acompanhar a higiene da região genital e alterações podem passar despercebidas até a adolescência. Nessa fase, são os próprios adolescentes que costumam perceber a dificuldade para expor a glande e passam a relatar desconfortos. Segundo o urologista, o excesso de pele ou o estreitamento do anel prepucial pode dificultar ou até impedir a retração do prepúcio, provocando atrito, dor, pequenas fissuras e sangramentos durante a ereção ou as relações sexuais. Além disso, a dificuldade de higiene da região favorece o acúmulo de secreções

e aumenta o risco de infecções locais e infecções sexualmente transmissíveis. “Por isso, eu recomendo que a consulta seja feita um pouco antes da adolescência. Se existir alguma alteração, conseguimos resolvê-la antes que ela cause impacto emocional. É justamente nessa fase que o adolescente está construindo a própria identidade e a relação com o corpo. Um problema íntimo, mesmo sendo simples de tratar, pode gerar insegurança e acabar deixando marcas.”

O especialista menciona que não existe um medicamento capaz de eliminar o vírus do organismo. O tratamento consiste na remoção das verrugas, geralmente por meio de cauterização química ou elétrica, permitindo que o sistema imunológico controle a infecção e reduza o risco de novas lesões. Para o médico, a principal estratégia de prevenção continua sendo a vacinação. Disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina é recomendada para meninas e meninos de 9 a 14 anos, preferencialmente antes do início da vida sexual, quando ainda não houve contato com o vírus. “Nessa faixa etária, o sistema imunológico responde melhor à vacina, oferecendo uma proteção mais eficaz. Além de prevenir as verrugas genitais, a imunização reduz o risco de cânceres relacionados ao vírus, como os de pênis, ânus e orofaringe.” Recentemente, o esquema vacinal foi atualizado pelo Ministério da Saúde e passou a ser realizado em dose única. Além disso, para ampliar a cobertura e reduzir a circulação do vírus, jovens de 15 a 19 anos que não foram vacinados na idade recomendada ou não possuem comprovação da imunização também podem procurar as unidades de saúde para receber a dose de resgate.

PRIMEIRA CONSULTA COM O UROLOGISTA • Quando procurar: entre os 10 e 11 anos, antes do início da adolescência; • Por quê: a consulta permite acompanhar o desenvolvimento, orientar dúvidas sobre as mudanças da puberdade, criar um vínculo de confiança com o jovem e identificar precocemente alterações que podem impactar a saúde no futuro.

VACINA CONTRA HPV • Vacinação: indicada para jovens de 9 a 14 anos, preferencialmente antes do início da vida sexual; • Por quê: nessa fase, o sistema imunológico responde melhor ao imunizante, que reduz o risco de verrugas genitais e de cânceres relacionados ao vírus; • Onde fazer: a vacina está disponível gratuitamente nas UBS.

Como, nessa fase, os meninos ainda não pensam em ter filhos, esses problemas costumam passar despercebidos e, muitas vezes, só são descobertos anos depois, quando o homem enfrenta dificuldades para engravidar a parceira.”

Casos de HPV Entre as infecções sexualmente transmissíveis, o HPV está entre os diagnósticos mais frequentes no consultório do especialista. Mattos explica que as verrugas genitais são comuns principalmente entre homens jovens e, embora raramente evoluam para formas graves da doença, favorecem a transmissão do vírus aos parceiros.

O diálogo aberto entre família, adolescente e especialista ajuda a identificar alterações e torna o cuidado com a saúde mais natural desde cedo

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A saúde de quem está na linha de frente ENVATO

o bem-estar, favorecer ambientes de trabalho mais saudáveis e assegurar uma assistência segura, qualificada e humanizada à comunidade”, destaca a coordenadora. Para a professora, o diferencial do projeto está justamente em transformar os trabalhadores em participantes ativos desse processo. Ao serem ouvidos, eles se sentem reconhecidos e passam a contribuir para a construção das próprias estratégias de melhoria. A escuta também permite identificar precocemente situações de sobrecarga, conflitos, dificuldades organizacionais e outros fatores que podem comprometer o desempenho profissional e a convivência no ambiente de trabalho.

Investir em ações de valorização dos profissionais Espaço de constitui uma transformação estratégia essencial para fortalecer O impacto do projeto ultrapassa os trabalhadores atendidos. o bem-estar, Para os estudantes envolvidos, a favorecer ambientes extensão universitária representa de trabalho mais uma oportunidade de aproximar conhecimento acadêmico e saudáveis e realidade social. assegurar uma As intervenções são planejadas assistência segura.” e executadas pelos estudantes Patrícia Fassina Cé coordenadora

Iniciativa acompanha a equipe multiprofissional da ESF do bairro Santo Antônio, em Lajeado

Projeto de extensão “Cuidando de quem cuida”, da Univates, escuta trabalhadores do SUS e cria ações voltadas à qualidade de vida e ao ambiente profissional

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rotina de quem trabalha na atenção primária é marcada pelo contato constante com as necessidades da comunidade. Entre atendimentos, demandas administrativas e situações que exigem decisões rápidas, profissionais da saúde convivem com jornadas extensas, alta responsabilidade assistencial e uma intensa carga física e emocional. Esse cenário, marcado por estresse, ansiedade e diferentes fatores de risco, muitas vezes faz com que esses trabalhadores deixem as próprias necessidades em segundo plano. A dificuldade

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em conciliar as exigências do trabalho com descanso adequado, alimentação equilibrada, atividade física e acompanhamento da própria saúde pode comprometer a qualidade de vida e favorecer quadros de desgaste, fadiga e adoecimento. Foi a partir dessa realidade que surgiu, em 2019, o projeto de extensão “Cuidando de Quem Cuida”, da Univates. A iniciativa acompanha a equipe multiprofissional da Estratégia de Saúde da Família do bairro Santo Antônio, em Lajeado, e busca fortalecer o bem-estar físico e emocional dos trabalhadores, além de estimular relações mais colaborativas no ambiente profissional. Coordenado pela professora Patrícia Fassina Cé, com participação do professor Rodrigo Lara Rother e da bolsista Greice Maria, o projeto desenvolve ações construídas a partir da realidade vivenciada pelas equipes. Segundo Patrícia, o primeiro passo para definir as atividades é a escuta. “As ações são estruturadas a partir de um diagnóstico participativo, construído por meio da escuta ativa dos trabalhadores. O processo

permite identificar necessidades e demandas específicas das equipes, garantindo que as intervenções estejam conectadas à realidade vivenciada no cotidiano dos serviços”, explica. A proposta considera que o ambiente de trabalho exerce influência direta sobre o processo de saúde e adoecimento. Por isso, as atividades não se limitam aos aspectos individuais, mas também envolvem relações interpessoais, organização das equipes e condições presentes na rotina profissional.

Proposta considera que o ambiente de trabalho exerce influência direta sobre o processo de saúde e adoecimento

Necessidade de acolhimento Além dos impactos pessoais, o desgaste dos trabalhadores pode repercutir diretamente na assistência oferecida à população. A sobrecarga pode afetar a atenção, a produtividade, a qualidade do atendimento, a empatia e até a segurança dos pacientes. “Nesse sentido, investir em ações de valorização dos profissionais constitui uma estratégia essencial para fortalecer

voluntários sob orientação dos docentes, estimulando autonomia, liderança, tomada de decisão e responsabilidade social. “Esse processo favorece o desenvolvimento da autonomia, da capacidade de liderança, da tomada de decisão e da responsabilidade social dos acadêmicos, que assumem papel ativo na construção de estratégias de promoção da saúde”, ressalta Patrícia. Com caráter multiprofissional e interdisciplinar, o grupo reúne diferentes áreas do conhecimento para elaborar ações fundamentadas em evidências científicas. A experiência permite que os acadêmicos compreendam os desafios concretos dos serviços de saúde e desenvolvam competências técnicas, éticas e relacionais.


sistema imunológico. A vitamina A também é importante para a manutenção das barreiras naturais do corpo, como pele e mucosas. Ela pode ser encontrada em alimentos como cenoura, abóbora, mamão e vegetais verde-escuros. Outro nutriente essencial é o zinco, presente em carnes, ovos, leite, queijos, feijão e castanhas. Ele participa da produção e da ação das células de defesa do organismo. Além dos nutrientes, a saúde intestinal merece atenção. Grande parte das células relacionadas à imunidade está associada ao intestino. Por isso, consumir alimentos ricos em fibras, como frutas, verduras, legumes, aveia e feijões, contribui para o equilíbrio da microbiota intestinal e para o bom funcionamento das defesas do corpo. Durante o inverno, também é importante manter uma boa hidratação. Mesmo com menos sensação de sede, a ingestão

JULIETTE CARVALHO CRN-2 12330

Alimentação e imunidade: como fortalecer as defesas do organismo no inverno

adequada de água auxilia no funcionamento do organismo e na manutenção das mucosas respiratórias. Vale lembrar que a imunidade não depende apenas da alimentação. Dormir bem, praticar atividade física regularmente, controlar o estresse e manter a vacinação em dia são hábitos fundamentais para a saúde. Mais do que buscar alimentos “milagrosos”, o segredo está na combinação de hábitos saudáveis construídos diariamente. Pequenas escolhas feitas de forma consistente podem contribuir para um organismo mais preparado para enfrentar os desafios do inverno. Inclua pelo menos três cores diferentes de frutas e vegetais nas refeições ao longo do dia. Quanto mais variada for a alimentação, maior será a oferta de vitaminas, minerais e compostos bioativos importantes para a saúde.

ENVATO

Creme de abóbora com gengibre

Ingredientes 500 g de abóbora descascada e picada 1 cebola pequena picada 1 dente de alho 1 colher (chá) de gengibre ralado 500 ml de água Sal e temperos naturais a gosto

Modo de preparo

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om a chegada das temperaturas mais baixas, é comum o aumento dos casos de gripes, resfriados e outras infecções respiratórias. Embora nenhum alimento seja capaz

de prevenir doenças sozinho, uma alimentação equilibrada desempenha um papel importante no fortalecimento do sistema imunológico. Alguns nutrientes merecem destaque por participarem

Um olhar sobre nosso maior patrimônio

diretamente das defesas do organismo. A vitamina C, encontrada em frutas como laranja, bergamota, kiwi, morango e acerola, auxilia na proteção das células e no funcionamento adequado do

Refogue a cebola e o alho, acrescente a abóbora, o gengibre e a água. Cozinhe até a abóbora ficar macia. Bata tudo no liquidificador ou mixer até formar um creme. Ajuste os temperos e sirva. Dica da Nutri: A abóbora é fonte de vitamina A, nutriente importante para a manutenção das barreiras de defesa do organismo.

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365 VEZES NO VALE

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FÁBIO KUHN

Calor antecipa floração de ipês em avenida de Lajeado Mais capelas sagradas de Muçum Conhecemos na semana mais três capelas sagradas de Muçum. A Capela Santa Lúcia (templo religioso que divide cenário com as grandiosas estruturas da Ferrovia do Trigo até o caminho do Viaduto 13), a Capela São Romédio (uma das poucas do Brasil a homenagear o santo italiano) e Capela Nossa Senhora do Rosário (construção centenária localizada na comunidade de Dom Luiz Felipe de Nadal). Nas redes sociais do 365 vezes no vale, temos um carrossel de

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uito mais do que uma importante via alternativa para quem se desloca ao Universitário, a Avenida Alberto Müller encanta quem trânsita por ela. Isso graças aos canteiros centrais formados por ipês amarelos. A formosura das árvores ganha destaque na primavera com a floração. Neste ano, com o calor fora de época, já é possível se admirar com esse fenômeno natural em pleno inverno. As flores já desabrocharam e mudam o cenário local. O ipê-amarelo é considerada a árvore símbolo de Lajeado. Foi eleita em votação popular há mais de dez anos. É muito comum ações para plantio de ipês em praças e espaços públicos de Lajeado. Uma cultura que embeleza a cidade.

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A árvore que pode chegar até a 20 metros de altura também é símbolo do Brasil. Prova de ser uma espécie nacional é o

fato de sempre estar florida no dia 7 de setembro e trazer cores (verde e amarelo) que lembram a bandeira brasileira.

fotos reunindo os três destinos religiosos.

Veja mais imagens da capela de Muçum

Mascotes de pontos turísticos Duas ovelhas ganharam lar em pontos turísticos do Vale do Taquari. O Jack do Perto do Céu, em Teutônia, e a Milka, da Cabana da Ilha, em Estrela. Em ambos os casos, as mães dos filhotes morreram e eles precisaram ser alimentados com mamadeira de três em três horas nas primeiras semanas de vida, cuidado que acabou gerando um apego dos animais aos seus tutores. A Milka (foto) tem até página oficial e está ficando famosa nas redes sociais. Para quem quiser seguir: @milka. ovelhadailha.


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