ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR
Quinta-feira, 6 de agosto de 2026 | Ano
TURISVALES 2026
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Quinta-feira, 6 de agosto de 2026 | Ano
TURISVALES 2026

Programação ocorre hoje e amanhã com mais de mil profissionais do setor turístico
O Parque do Chimarrão, em Venâncio Aires, é palco da feira que busca transformar a forma como os Vales do Taquari e Rio Pardo se posicionam no turismo. A programação reúne agentes de viagens, operadores, guias e turismólogos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina,
LAJEADO/ARROIO DO MEIO

HABILITAÇÃO EM DEBATE Novas regras à CNH ampliam acesso, mas dividem opiniões
Sete meses após as mudanças na CNH, a procura pela primeira habilitação aumentou no estado. CFC’s apontam redução na carga horária da formação prática e questionam os efeitos das novas regras da avaliação na preparação dos futuros motoristas.
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Número de candidatos do Vale pode passar de 15
União garante recurso após adequação do projeto. Prefeitura prepara licitação
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Paraná e Rio de Janeiro. O evento também marca a integração entre os dois Vales, a partir do termo de cooperação entre a Amturvales e a Aturvarp. A estrutura inclui 37 espaços para artesanato, 64 artesãos; 30 agroindústrias; e 36 espaços de destinos turísticos.
PONTE NA ERS-129
Alternativa a pedestres vira prioridade no Rio Guaporé
Com projeto finalizado, EGR prepara contratação da obra para reconstruir pilar danificado. Em paralelo, Muçum e Encantado buscam colocar em operação uma balsa. Já a Defesa Civil Nacional avalia auxiliar com instalação de passadeira.
CADERNO | RA
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Vereadora de Teutônia também foi homologada candidata. Outros nomes tentam se conectar à região.

ATurisvales chega em Venâncio Aires com o sentido de aproximar negócios e confirmar os vales do Rio Pardo e Taquari como regiões com atrativos suficientes para consolidar como destino. O evento começa hoje como um movimento de tratar o turismo como estratégia de desenvolvimento. As regiões têm paisagens, cultura, gastronomia, patrimônio, eventos, produtos coloniais e roteiros capazes de atrair as pessoas. Faltava, em muitos casos, transformar esses ativos em produto organizado, com governança, calendário, venda, parceria com operadoras e presença mais firme nos mercados emissores.
O desafio está em transformar entusiasmo em política permanente. A Turisvales será mais relevante se consolidar uma cultura regional de venda, cooperação e planejamento”
De fato, os vales do Taquari e Rio Pardo compartilham identidade, história, produção rural, experiências gastronômicas e desafios parecidos. Sozinhos, muitos municípios têm dificuldade para se vender aos turistas. Juntos, ampliam escala, diversidade e capacidade de permanência do visitante. Venâncio Aires ocupa posição simbólica nesse processo. Ao sediar a Turisvales no Parque do Chimarrão e integrar as duas governanças regionais, o município ajuda a aproximar territórios que podem crescer mais quando se apresentam em conjunto. O desafio está em transformar entusiasmo em política permanente. A Turisvales será mais relevante se consolidar uma cultura regional de venda, cooperação e planejamento.

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“Quando as pessoas veem um bombeiro, enxergam esperança”
As enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2023 e 2024 mudaram a vida de milhares de pessoas. Para Diego Frederico Tessarzik da Rosa, 25 anos, elas também despertaram uma vocação. Depois de atuar como voluntário em resgates, abrigos e centros de distribuição, decidiu ingressar na corporação de Bombeiros Voluntários deTeutônia. Hoje, além de cumprir plantões voluntários, também integra oefetivodacorporaçãode Carlos Barbosa e da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR)
Gabriel
Santos gabriel@grupoahora.net.br
Como surgiu o desejo de se tornar bombeiro voluntário?
Durante as enchentes de 2023 e 2024, participei como voluntário em ações de resgate, abrigos e centros de distribuição. Nesse período acompanhei de perto o trabalho de um grupo de médicos do GRAU, de São Paulo, e essa experiência despertou em mim a vontade de atuar como bombeiro. Depois das enchentes, conversando com amigos, descobri que Teutônia tinha uma corporação de bombeiros voluntários e que havia vagas abertas. Fiz minha inscrição, participei do curso de formação e hoje integro a corporação, cumprindo uma carga mensal de 24 horas de voluntariado.

Como foi a formação? Em algum momento você pensou em desistir?
Minha formação aconteceu em Teutônia, junto com outros nove colegas. Ao longo do curso passamos por diversos módulos e, conforme avançávamos, começávamos a acompanhar bombeiros mais experientes nas ocorrências. Em alguns momentos surgiu a dúvida se aquilo realmente era para mim. Os módulos mais desafiadores foram o R.A.D.A. (Resgate em Áreas de Difícil Acesso), na Lagoa da Harmonia, e o de resgate aquático, que exige muito preparo físico e técnico. Para quem não tem tanta afinidade com esse tipo de atividade, são etapas que fazem questionar os próprios limites. Sempre que pensei em desistir, encontrei pessoas dispostas a incentivar e ajudar. O
Além de Teutônia, onde você também atua?
Depois de ingressar em Teutônia, fui conhecendo bombeiros de outras cidades e criando amizades. Em uma dessas conversas, o bombeiro José Fernando me encaminhou uma vaga para integrar o efetivo da corporação de Carlos Barbosa. Passei por todas as etapas do processo seletivo e hoje

também trabalho lá. Vestir a farda das duas instituições representa uma enorme responsabilidade. Na maioria das vezes, as pessoas nos encontram em um dos piores momentos de suas vidas. Quando veem um bombeiro, seja voluntário ou militar, enxergam esperança e têm a certeza de que a ajuda chegou.
Qual foi a ocorrência mais marcante da sua trajetória?
Uma delas foi o desaparecimento de um senhor em Poço das Antas. Passamos três dias realizando buscas com cães especializados da corporação voluntária de Nova Hartz e do BBS do Corpo de Bombeiros Militar. Foram dias de muito aprendizado e também de grande comoção. A segunda foi o atendimento a um colega durante um plantão. Infelizmente, ele não resistiu. Foi uma situação que abalou profundamente toda a corporação e nos fez refletir sobre a profissão.
Qual é o principal desafio das corporações voluntárias?
O maior desafio é garantir recursos para manter frota, bases operacionais, adquirir equipamentos e oferecer incentivo aos bombeiros voluntários. Ao mesmo tempo, somos muito gratos à população, às empresas e às entidades que apoiam as corporações voluntárias.


Especialista em direito eleitoral explica o que pode e as restrições aos candidatos homologados antes do início da campanha, no dia 16 de agosto
Com o fim do período das convenções partidárias, encerrado ontem, o calendário eleitoral entra em uma nova etapa. Até
o início oficial da propaganda, em 16 de agosto, candidatos e partidos precisam cumprir uma série de procedimentos, enquanto se preparam para a disputa pelas vagas de presidente, governador, senador, deputado estadual, distrital e federal. As regras e os cuidados neste
Apesar de homologados, candidatos ainda não podem fazer propaganda nas ruas
período foram detalhados pelo advogado especialista em direito eleitoral Fábio Gisch, em entrevista à Rádio A Hora. Segundo ele, os candidatos definidos nas convenções já podem atuar politicamente, mas ainda não estão autorizados a pedir votos de forma explícita.
“Pode fazer tudo, menos pedir voto”, resume. A utilização de número de urna, adesivos de campanha em veículos, santinhos e demais materiais característicos da propaganda eleitoral só será permitida a partir de 16 de agosto.
Enquanto isso, os partidos avançam no registro das candidaturas. Após a inclusão do nome no sistema DivulgaCand, é gerado um CNPJ específico para a campanha. A partir disso, despesas como produção de materiais e contratação de cabos eleitorais devem ser feitas pela estrutura financeira da campanha, e não pela pessoa física do candidato. A abertura de uma conta bancária específica também é necessária
para movimentar os recursos eleitorais.
Outro período de atenção começa após a publicação do edital com os pedidos de registro. A partir daí, adversários e Ministério Público têm cinco dias para apresentar eventuais impugnações.
Entre os motivos que podem levar a questionamentos estão problemas relacionados à desincompatibilização de cargos públicos e pendências em certidões criminais. Gisch explica que não é incomum que candidatos iniciem a campanha enquanto ainda respondem a processos na Justiça Eleitoral.
A internet deve ocupar espaço central na estratégia dos candidatos. Conforme Gisch, publicações orgânicas nas redes sociais não têm limite de quantidade. Já o impulsionamento de conteúdo exige atenção especial à origem dos recursos utilizados. “Não é a questão do gasto, o importante é a origem do recurso”, afirma.

Vereadora de Teutônia ligada à causa animal, Neide Schwarz (PSDB) foi homologada candidata a deputada federal. Nascida em Estrela, ela já passou pelo PDT, foi eleita vereadora em 2024 com 391 votos, e possui 4,9 mil seguidores no Instagram. Além dela, o Vale do Taquari já possui outros quatro candidatos a deputado federal e 10 candidatos (as) a estadual, totalizando 15 representantes regionais. Um número inferior a 2022, quando a região contabilizou 22 nomes.
Entretanto, essa “numerolo-
gia” toda é para lá de complexa. Afinal, sempre há outros candidatos (as) conectados de alguma forma ou outra com a nossa região. É o caso do ex-BBB Matteus Amaral (PP), que mora em Lajeado. E também da vice-prefeita de Venâncio Aires – município associado à Amvat e à Amturvales – Izaura Landim (MDB). Ambos são candidatos a deputado federal e, por conta disso, militantes físicos – e virtuais – cobram o mesmo “tratamento”. O fato é que cabe aos 15, 16 ou 17 a missão de convencer o eleitor das conexões e compromissos com o Vale.

Prefeita de Estrela, Carine Schwingel (União Brasil) participou de evento ontem em Porto Alegre com a presença do ministro do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e do secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff. No encontro com os dois representantes da União, a gestora municipal solicitou auxílio e recursos para reparos em parques, praças e vias municipais atingidas pelas enchentes, e também para construção de um novo acesso ao Rio Taquari, junto ao Parque da Lagoa. Aliás, Wolnei Wolff visita hoje o Vale do Taquari para anunciar obras – a ponte sobre o Rio Forqueta, entre Arroio do Meio e Lajeado, é um exemplo – e ouvir novas demandas. Ah, e ele também vai verificar a ponte bloqueada da ERS-129, entre Encantado e Muçum.

rodrigomartini@grupoahora.net.br
RODRIGO MARTINI
Ex-prefeito de Lajeado e ex-secretário estadual, Marcelo Caumo (União Brasil) retornou às redes sociais na tarde de ontem, após quase seis meses sem postagens em decorrência da Operação Lamaçal, a investigação da Polícia Federal sobre contratos firmados durante seu governo. Na mensagem, uma analogia entre a vida e os diferentes momentos do Rio Taquari, agradecimentos aos familiares e amigos mais próximos, e a promessa de compartilhar conteúdos e conversas com terceiros. “Volto pela minha família”, resumiu.


O peregrino das quintas-feiras aproveitou o período de sol e calor para trilhar pelas bandas de Linha Picada Hünnemeier. O ponto fica em Forquetinha, a caminho de Canudos do Vale.
- A Agergs suspendeu a nova metodologia de cobrança da Corsan/Aegea sobre empreendimentos hoteleiros. Ou seja, a concessionária de abastecimento de água não pode mais cobrar a tarifa de serviço por quarto de hotel/pousada. Mas, sim, por empreendimento. A agência reguladora deve definir agora eventuais devoluções de valores por parte da Corsan/Aegea.
- No governo de Estrela, Airton Engster dos Santos foi nomeado para exercer a Função de Confiança de Coordenador das Políticas Públicas de Memória e Preservação Histórica.
- O Crea-RS virou protagonista no bloqueio da ponte da ERS-129 ao exigir diversas ações para o início da operação da balsa de pedestres. Um papel que poderia ser melhor compreendido se o conselho, por exemplo, se colocasse à disposição para emprestar tempo, recursos e profissionais para agilizar o trâmite burocrático de segurança. Ou seja, assumir a bronca. E não só cobrar!
A
ponte e o pedágio
Um atento ouvinte da Rádio A Hora cruzou por uma praça de pedágio da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) no Vale do Taquari e fotografou o singelo recado da concessionária/estatal. “Atenção, ponte entre Encantado e Muçum interditada. Desvio Roca Sales ou por Anta Gorda”. Na sequência, o mesmo ouvinte atento dá o parecer. “Tem que rir. Única sinalização avisando da ponte interditada”. Talvez não seja a única, eu sei. E talvez a EGR não seja a única responsável. Mas, o fato é que a desorganização nas rotas alternativas, a demora dos diagnósticos finais da ponte bloqueada no Rio Guaporé, o desprezo às propostas de balsas, estivas e afins, e a sequência da

cobrança de pedágio na praça de Encantado irritam motoristas, gestores públicos e líderes regionais.
A nova edição da Turisvales começa hoje e termina amanhã. Serão palestras, workshops, exposições e rodadas de negócios entre empreendedores, roteiros e entes públicos e privados em geral. E um número impressiona. Além dos expositores locais e das caravanas oriundas de aproximadamente 50 cidades, a organização já recebeu a confirmação de
presença de 1,2 mil operadores e agências de turismo de outras regiões e estados. Eles estarão no Parque do Chimarrão, em Venâncio Aires, para “vender” o Vale a novos turistas e investidores. Ou seja, se você já investe ou pensa em investir na área da hotelaria, gastronomia, lazer e outros setores do turismo, a tua oportunidade pode estar lá!


Projeto foi reavaliado após decisão de preservar Ponte de Ferro, entre Arroio do Meio e Lajeado. Administração lajeadense fica autorizada a iniciar processo licitatório

Município está autorizado a encaminhar processo licitatório à obra
VALE DO TAQUARI
Aconstrução de uma nova ponte sobre o Rio Forqueta, entre Lajeado e Arroio do Meio, recebeu a liberação de R$ 19,7 milhões em recursos federais nessa quarta-feira, 5. O anúncio foi feito pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, durante reunião na sede do Governo Federal no Rio Grande do Sul. O valor representa uma
ampliação do aporte previsto nas tratativas anteriores. O projeto da nova estrutura passou por revisão após a decisão de preservar a Ponte de Ferro como item histórico do Vale do Taquari. A alteração exigiu atualização do orçamento para contemplar a configuração definida no projeto. Com a confirmação do recurso, o governo federal afirma que fará o empenho do valor restante e autorizou a administração de Lajeado a iniciar o processo de licitação para contratar a execução da obra. A ponte terá 124,70 metros de extensão, 10,50 metros
Gestores de Lajeado e Arroio do Meio foram informados ontem da liberação do recurso
de largura e área de 1,3 mil metros quadrados. A estrutura fará a ligação entre Lajeado e Arroio do Meio pelo Forqueta.
Histórico
A construção da nova ponte entrou na pauta após a enchente de 2024, que destruiu as duas estruturas existentes entre os dois municípios, o que impactou na logística da região. Desde então, autoridades municipais e representantes do governo federal mantiveram tratativas para definir o projeto, o modelo de intervenção e a fonte de recursos.
Durante a reunião, Góes confirmou a viabilidade do projeto e o avanço na liberação dos recursos. “Foi decidido não tirar a Ponte de Ferro. O valor foi atualizado para comportar essa mudança. Estamos empenhando o restante e liberando a prefeitura para fazer a licitação”, frisa o ministro.
Segundo a prefeita de Lajeado, Gláucia Schumacher, o projeto original previa a retirada da Ponte de Ferro. “Com a reconstrução dessa conexão histórica, o projeto foi adaptado e agora teremos uma nova ponte, ao lado, que amplia as alternativas de acesso. Todos lembram do impacto que foi ficar sem essa conexão”, destaca. O anúncio também contou com a participação do secretário federal de Apoio à Reconstrução do RS, Ramon de Jesus. Ele ressalta que os recursos fazem parte do pacote de R$ 112 bilhões destinado pelo governo federal a 451 municípios atingidos por eventos climáticos no RS conforme reconhecimento da Defesa Civil Nacional.
- Local: ao lado da Ponte de Ferro, sobre o Rio Forqueta
- Estrutura: ponte de concreto com duas pistas
- Capacidade: veículos leves e pesados
- Extensão: 124 metros
- Largura: 10 metros
- Valor: R$ 19,7 milhões
A confirmação encerra uma das principais pendências para o avanço da obra. Com a autorização e a atualização do projeto, a prefeitura deve encaminhar a licitação para definir a empresa responsável pela construção da nova ponte. A publicação do edital, o prazo para apresentação das propostas e a previsão para início da obra passam a ser os próximos marcos do processo.

Redução das aulas obrigatórias, alterações na prova prática e queda no custo ampliam o acesso à habilitação. Centros de formação alertam para os efeitos na preparação dos condutores

Sete meses após o início da implantação das novas regras para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no Rio Grande do Sul, os efeitos aparecem nos Centros de Formação de Condutores (CFCs).
A redução da carga mínima de aulas práticas, as mudanças no exame de direção e o menor custo do processo aumentaram a procura pela primeira habilitação. Ao mesmo tempo, abriram discussão sobre a formação dos novos motoristas.
As alterações começaram a valer em 5 de janeiro e tiveram implantação concluída em 10 de março. A regulamentação reduziu de 20 para duas o número mínimo de aulas práticas, permitiu a atuação de instrutores autônomos credenciados, extinguiu o prazo de validade do Renach, flexibilizou o uso de veículos no exame e alterou os critérios da prova prática.
Desligamentos e adaptações
No CFC Schneider, de Teutônia, a mudança exigiu reorganização. O diretor Jeferson Althaus afirma que a redução da carga obrigatória diminuiu a procura por aulas e levou à redução de mais da metade do quadro de instrutores.
“Foi uma mudança muito
Hoje a prova é muito mais tolerante. Até avançar um sinal vermelho não elimina mais. A preocupação é saber que motorista vai chegar às ruas depois desse processo.”

grande. Precisamos reorganizar toda a estrutura do CFC. A carga horária caiu e a demanda por instrutores também. Hoje trabalhamos de uma forma completamente diferente da que existia antes”, afirma.
A empresa substituiu os antigos pacotes por planos flexíveis. Apesar de a legislação exigir apenas duas aulas práticas, poucos candidatos optam pelo mínimo.
“O plano mais procurado hoje tem dez aulas. Temos alunos que fazem 12, 14 ou 16. As pessoas percebem que duas aulas não são suficientes para enfrentar o trânsito”, diz.
Segundo Althaus, a procura pela primeira habilitação praticamente triplicou desde a entrada em vigor das novas regras. O aumento, porém, não reduz a preocupação com a formação dos condutores.
“O movimento cresceu bastante porque o processo ficou mais acessível. Isso é positivo. O problema é que facilitar o acesso não significa formar melhor.”
As mudanças também atingiram a prova prática. A baliza deixou de ser uma etapa


REBECA
BECKER DA CUNHA ALUNA
Duas aulas não são suficientes. Vou fazer seis porque quero estar confiante para fazer a prova.”
eliminatória isolada, o limite de pontos para reprovação aumentou e situações que antes encerravam o exame passaram a integrar a pontuação da avaliação.
“Hoje a prova é muito mais tolerante. A baliza deixou de ser eliminatória. O candidato pode cometer erros que antes encerravam o exame. Até avançar um sinal vermelho não elimina mais. A preocupação é saber que motorista vai chegar às ruas depois desse processo.”
Na avaliação do diretor, o debate não está na ampliação do acesso à CNH, mas na qualidade da formação.
“Todo mundo quer que mais pessoas consigam tirar a carteira. Nós também queremos. A questão é saber se elas estarão preparadas para dirigir. A CNH não pode representar apenas aprovação em uma prova.”

Implantação iniciou em 5 de janeiro e foi concluída em 10 de março de 2026.
Aulas práticas obrigatórias passaram de 20 para duas. Curso teórico presencial deixou de ser obrigatório.
Instrutores autônomos credenciados podem ministrar aulas.
Renach deixou de ter prazo de validade.
Candidato ganhou maior flexibilidade para utilizar veículo no exame.
Baliza deixou de ser etapa eliminatória isolada.
O candidato pode concluir a prova com até 10 pontos negativos. A reprovação ocorre a partir de 11 pontos.
Regulamentação reduziu de 20 para duas o número mínimo de aulas práticas e alterou os critérios da prova prática
A aluna Rebeca Becker da Cunha considera positiva a redução dos custos. Para ela, a nova regulamentação tornou o processo mais acessível e permite que mais pessoas iniciem a formação.
Mesmo assim, ela decidiu contratar mais aulas do que o mínimo exigido. “Duas aulas não são suficientes. Vou fazer seis porque quero estar confiante para fazer a prova”, diz.
As mudanças reduziram o custo da primeira habilitação. Antes da regulamentação, o processo para a categoria B custava cerca de R$ 2,7 mil. Com o novo modelo, o valor estimado varia entre R$ 589 e R$ 915, conforme o número de aulas contratado pelo candidato.
O curso teórico presencial deixou de ser obrigatório, instrutores autônomos passaram a atuar fora dos CFCs e o Renach deixou de ter prazo de validade. Permanecem obrigatórios os exames médico e psicológico, além das provas teórica e prática aplicadas pelo DetranRS.

Programação
reúne mais de mil profissionais, amplia integração regional e aposta na geração de negócios para fortalecer o setor
Ezequiel Neitzke ezequiel@grupoahora.net.br
VENÂNCIO AIRES
Mais do que uma feira para apresentar atrativos, a Turisvales chega à edição de 2026 com a proposta de mudar a forma como os vales do Taquari e do Rio Pardo se posicionam no mercado turístico. O evento inicia hoje e segue até amanhã, 7, no Parque do Chimarrão, em Venâncio Aires, e reúne mais de mil profissionais ligados ao setor.
A executiva da Amturvales, Vanessa Spindler, define a iniciativa como um “balcão de negócios”.
A proposta é aproximar atrativos, hotéis, agências e operadoras para

ampliar parcerias, aumentar o fluxo de visitantes e gerar retorno econômico.
“A ideia é mostrar todo o nosso não só potencial, porque potencial parece que a gente ainda está caminhando. Na verdade, hoje a gente já é uma realidade”, destaca Vanessa. Para ela, o Vale do Taquari deixou a fase de expectativa e passou a consolidar atrativos, investimentos e novos fluxos de visitantes.
A programação reúne agentes de viagens, operadores, guias e turismólogos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Rio de Janeiro. O evento também marca a integração entre os dois vales, a partir do termo de cooperação entre a Amturvales e a Aturvarp.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Inovação, Trabalho e Turismo de Venâncio Aires, Marcos Huttmann, considera a Turisvales um marco para o desenvolvimento do setor na região.“É um divisor de águas. Estamos aprendendo a trabalhar com turismo, aprendendo a nos vender como destino turístico”, afirma.
Segundo Huttmann, a realização do evento representa um novo posicionamento dos dois vales diante do mercado. Ele destaca ainda o papel de Venâncio Aires na integração regional, por ser a única cidade que participa das duas entidades responsáveis pela governança turística.
“Vai ser uma divisão de águas tanto para os destinos como para os empreendedores, para entenderem como se vende um destino turístico. Estamos muito melhor e mais qualificados para o futuro”. Huttmann também relaciona o fortalecimento do turismo às mudanças na economia dos municípios. Para ele, o setor terá papel ainda maior diante das transformações provocadas pela reforma tributária. “O turismo é um dos maiores promotores do desenvolvimento social e econômico dos municípios e, agora, principalmente pensando na reforma tributária, teremos que ter esse olhar”.
O Parque do Chimarrão terá acesso gratuito durante a programação. A estrutura inclui 37 espaços para artesanato, com 64 artesãos; 30 espaços para agroindústrias; e 36 espaços destinados a destinos turísticos. Também haverá espaço de alimentação e food trucks. As atividades técnicas começam às 10h. Durante a tarde, das 13h às 18h, o foco passa para a feira de negócios, com a proposta de apresentar os produtos turísticos dos dois vales e ampliar a conexão entre compradores e vendedores. Na programação técnica, o primeiro dia terá como tema empreendedorismo e inovação.
Passeios gratuitos nos dois dias do evento, com saídas a cada 30 minutos e capacidade para 37 passageiros por viagem.
Embarque: Parque do Chimarrão
Ingressos: gratuitos, retirados na bilheteria do parque, conforme disponibilidade
Trajeto: Parque do Chimarrão
Igreja Matriz São Sebastião
Mártir Parque do Chimarrão
Acompanhamento: motorista e guia
Local: Parque do Chimarrão, Venâncio Aires
Data: 6 e 7 de agosto de 2026
Entrada: gratuita
Estacionamento: gratuito
Acesso: portão do Ginásio Poliesportivo
10h: início das atividades técnicas
13h às 18h: feira de negócios 14h às 16h: rodadas de negócios
• 37 espaços de artesanato
• 64 artesãos participantes
• 30 espaços de agroindústrias
• 36 espaços de destinos turísticos
• Praça de alimentação
• Food trucks


vinibilhar@grupoahora.net.br
VINI BILHAR

A força do associativismo ganha destaque hoje, em Lajeado. A Câmara de Dirigentes Lojistas de Lajeado (CDL) promove o jantar comemorativo pelos 60 anos de atuação, completados em 20 de junho. O evento ocorre no Salão Panorâmico do Clube Tiro e Caça (CTC) e reunirá associados, ex-presidentes, diretores, lideranças empresariais, autoridades e convidados.
A programação inicia às 19h,
com recepção. Às 19h30min, ocorre o cerimonial, que resgatará momentos marcantes da trajetória da entidade, com destaque para a defesa do varejo, do associativismo e do desenvolvimento regional. O jantar será servido às 20h30min. Reconhecida como polo econômico do Vale do Taquari, Lajeado concentra intensa circulação de consumidores. Com base em dados do PIB municipal divulgados pelo Estado e pelo IBGE, o município
figura entre as 15 maiores economias do Rio Grande do Sul.
As comemorações iniciaram em junho, com ações voltadas à comunidade e aos empresários. A força do associativismo regional pode ser contada através da longevidade de suas entidades, e sobretudo às dezenas de líderes que passaram pela gestão das mesmas em décadas. Hoje, a anfitriã da festa será a empresária Giselda Hahn, atual presidente da CDL.



A implantação obrigatória do Registro Nacional de Veículos em Estoque (Renave) promete transformar a rotina das revendas de seminovos. Com prazo até o fim de setembro, o sistema passa a digitalizar o registro de entrada, saída e consignação de veículos, ampliando a segurança jurídica e reduzindo custos e burocracia. Para orientar o setor, a Sicredi Integração RS/MG promoveu capacitação que reuniu cerca de 100 representantes de revendas. A

A Expoagas 2026 ocorre de 18 a 20 de agosto, no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre. Promovida pela Associação Gaúcha de Supermercados, a feira mantém o foco na geração de negócios, inovação e relacionamento, reunindo os principais players do setor no Estado.
Na edição de 2025, o evento registrou cerca de 60 mil visitantes e mais de 400 expositores, com geração estimada de R$ 1 bilhão em negócios. Para 2026,
a expectativa é ampliar esses resultados, impulsionada por melhorias na estrutura e na experiência do público. O Vale do Taquari terá presença expressiva, com 16 empresas confirmadas. De Lajeado participam Fruki Bebidas, Florestal Alimentos, Sorvebom, Bebidas Chiamulera, Sul Frio, Piatto Alimentos e Finopel. Também estarão Girando Sol e Neugebauer (Arroio do Meio), Salva Craft Beer (Bom Retiro do Sul), Gota Limpa (Imigrante), Divine Chocolates,
Hedera Cosméticos e Di Helen (Encantado), AC Muller (Estrela) e Klain Alimentos (Westfália). Entre as novidades, está o pavilhão externo climatizado, com sete mil metros quadrados. A feira reunirá segmentos como equipamentos, mercearia, bebidas, perecíveis, serviços, tecnologia, além de higiene, beleza e limpeza. A coluna acompanhará o evento, com destaque às empresas da região e trará todas as novidades do setor que movimenta a economia gaúcha.
condução foi de Cristiano Lemke, do Detran/RS, que detalhou as mudanças e esclareceu dúvidas. Segundo ele, o Rio Grande do Sul possui cerca de 8 milhões de veículos, com crescimento médio anual de 2,5%. São aproximadamente 200 mil novos emplacamentos por ano e 1,2 milhão de transferências, sendo 900 mil via revendas. Entre os benefícios, está a economia nas transações, que pode chegar a R$ 314 por transferência ao consumidor.
Dólar: R$ 5,12 | Ibovespa: 177.726,17


Ofício assinado por oito instituições representativas das empresas gaúchas chega ao Ministério dos Transportes. Líderes rechaçam fatiamento da Malha Sul
Obloco empresarial gaúcho protocolou documento no Ministério dos Transportes contra o modelo da nova concessão da Malha Sul. O posicionamento é liderado pela Federasul, e rechaça o chamado fatiamento da estrutura ferroviária.
No texto, as instituições afirmam que a proposta em discussão mantém uma lógica voltada às cargas existentes, sem enfrentar a recuperação integral da malha e desconsidera o potencial estratégico do Sul para o escoamento da produção, integração com o Mercosul e conexão com o Porto do Rio Grande.
Conforme o presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa, a atual gestão ferroviária é “parasitária”. “O desmantelamento da infraestrutura ferroviária gaúcha ocorre faz décadas. O patrimônio público foi dilapidado por uma empresa e, o pior, com a anuência do poder público.”
Neste sentido, defende que a recomposição da Malha Sul deve ser
Representação rejeita o fatiamento da Malha Sul. Documento foi protocolado na sexta-feira no Ministério dos Transportes
Proposta é criar um fundo constitucional para financiar infraestrutura resiliente para o Sul.
Setor produtivo defende conexão com Centro-Oeste, Mercosul e Porto do Rio Grande.
Grupo quer participação de governos estaduais, técnicos e sociedade civil na modelagem da futura concessão
tratada como ressarcimento por todo o prejuízo gerado por uma concessão mal elaborada. “Temos de tratar o modal ferroviário como um investimento estratégico para a segurança alimentar, energética e logística do estado e do país.”
Entre as reivindicações está a criação de um Fundo Constitucional para o Sul. A proposta busca garantir recursos permanentes para adaptar a infraestrutura regional à nova realidade climática, ampliar a resiliência logística e preparar o Estado para eventos extremos.
As entidades empresariais defendem que a ferrovia seja integrada ao Porto de Rio Grande, ao Centro-Oeste e aos corredores do Mercosul. O argumento é que
a reconstrução da malha pode reduzir custos, ampliar a competitividade, fortalecer exportações e abrir novas frentes de desenvolvimento para regiões hoje fora dos principais fluxos de transporte.
O Bloco Empresarial também cobra participação de técnicos dos governos estaduais e da sociedade civil organizada na construção do modelo de concessão. Para as entidades, a discussão precisa considerar usuários do transporte, cadeias produtivas e comunidades afetadas pelos gargalos logísticos. Assinam o posicionamento Federasul, Federação Gaúcha do Varejo, Associação Gaúcha de Supermercados, Setcergs, CDL Porto Alegre, Sindilojas RS, Sindienergia-RS e Sescon-RS.
Na região, o debate sobre a Malha Sul passa pela preservação do potencial turístico da ferrovia. A posição defendida pela Associação dos Municípios de Turismo da Região dos Vales (Amturvales) é que o novo edital de concessão tenha a possibilidade de exploração para passeios no trecho da Ferrovia do Trigo, onde está o Trem dos Vales.
Para o presidente Rafael Fontana, é preciso prever no contrato mecanismos que permitam operadores a manter a regularidade das viagens para turistas. A preocupação é garantir que a futura concessionária não inviabilize projetos turísticos regionais nem deixe esse uso dependente de autorizações pontuais.



Sistema observa portarias nacional e estadual e cria métricas com base em condição social das pessoas que aguardam moradia desde setembro de 2023. Ministério Público considera formato complexo, ainda assim adequado frente ao desafio de entregar 782 chaves
com a demora
CRUZEIRO DO SUL
Famílias ainda em áreas de risco, no aluguel social ou em casa temporária estão no topo das prioridades para as primeiras entregas dos quatro loteamentos habitacionais em Cruzeiro do Sul.
Junto com isso, somatórias do perfil da família, como presença de idosos, integrantes de cadastros da Assistência Social, mulheres chefes de família e outras particularidades. Cada detalhe pesa sobre a lista para contemplar os beneficiários das 782 moradias em construção. Esse foi o motivo da reunião na manhã de ontem, na Casa do Morro. O governo municipal convidou vereadores, comunidade e promotoria de Justiça para detalhar o andamento dos programas habitacionais e como foi estruturado o sistema de seleção.
“Observamos critérios legais, emergenciais, sociais
e habitacionais. Na prática, a pontuação tem o propósito de informar as famílias que estão há dois anos esperando”, realça o prefeito César Leandro Marmitt, o Dingola.
De acordo com o coordenador de Habitação da Secretaria de Assistência Social, Antônio Duarte, o Bem Bem, o sistema foi elaborado a partir das regras de portarias federal e estadual dos programas habitacionais, com o propósito de reduzir a interferência política na escolha das famílias.
“No contato com as pessoas, vemos que ainda há muitas dúvidas. Por vezes até nem sabíamos como orientar. Agora temos como levar informações”, realça. Dos loteamentos em construção, o mais avançado é o Novo Cruzeiro, do governo federal, por meio do Minha Casa Minha Vida. O governo tenta fazer as entregas das 500 casas de maneira parcial, ao passo em que as unidades são concluídas. A perspectiva é que a obra esteja pronta no primeiro semestre do próximo ano.
Assistida, com mais de 500 moradias distribuídas, Cruzeiro do Sul entregou dez casas por meio de parceria com empresas, governo municipal e Aliança Evangélica. Outras 12 moradias, ligadas à Cruz Vermelha e a parceiros privados, estão em fase final.
Referência
A Promotoria de Justiça acompanha a organização dos critérios de seleção desde o início das discussões sobre a reconstrução habitacional. “Há dois anos pedimos isso. Não por culpa dos municípios, mas pela complexidade dos programas habitacionais, feitos em tempos diferentes, por governos diferentes, em modelos diferentes e com critérios diferentes”, observa o promotor de Justiça, Sérgio Diefenbach.
Enquadrar mais de 700 famílias em empreendimentos com características distintas é um desafio, diz. “O que sempre se buscava era um critério capaz de gerar uma definição para o cidadão saber se será contemplado e em qual loteamento.”

Novo Cruzeiro
500 unidades pelo programa federal. Obras atingem cerca de 30% de execução, com terraplanagem, fundações e início das paredes de concreto.
Novo Passo
150 unidades pelo programa estadual. Prioridade para famílias da poligonal do Parque Linear Passo de Estrela e áreas de arraste.
São Gabriel
97 moradias estaduais. Prioridade para moradores em módulos, beneficiários do Aluguel Social e famílias com renda acima de R$ 4,7 mil não atendidas no programa federal.
Zagonel
35 unidades estaduais. Foco na reposição de imóveis afetados, com recorte por renda a partir de quatro salários mínimos ou classificação técnica do imóvel original.
O prefeito afirma que todas as frentes públicas estão contratadas ou encaminhadas, mas reconhece a demora para transformar projetos em chaves entregues. Para ele, a habitação segue entre os gargalos da reconstrução.
“É uma frustração. Tivemos uma cheia em maio de 2024 e estamos indo para o segundo semestre de 2026”. Até agora, além das soluções pelo Compra
Na avaliação do promotor, o modelo tem lógica, respeita prioridades e cria uma ordem técnica para reduzir dúvidas entre as famílias. “Por parte do Ministério Público, por ora, não temos objeção. Pelo contrário, temos admiração. Vamos levar a experiência de Cruzeiro do Sul para outros municípios.”
Segundo ele, a indefinição sobre o destino das famílias se repete em cidades atingidas pelas enchentes no Vale. A espera, avalia, amplia o sofrimento de quem perdeu a casa e ainda não sabe onde vai reconstruir a vida.

30 pontos
Morte ou invalidez por calamidade, área de risco com laudo da Defesa Civil, morador em módulo habitacional e beneficiário do Aluguel Social.
25 pontos
Idoso com mais de 80 anos.
20 pontos
Idoso entre 60 e 80 anos ou pessoa com deficiência com laudo.
15 pontos
Doença grave, mulher chefe de família, violência doméstica com medida protetiva, aluguel acima de 30% da renda, coabitação involuntária ou acolhimento institucional.
Até 15 pontos
Crianças e adolescentes na composição familiar, com cinco pontos por dependente.
10 pontos
Família em situação de pobreza ou com residência em Cruzeiro do Sul há três anos ou mais.
Multiplicador social
Pontuação pode ser multiplicada, conforme avaliação técnica da vulnerabilidade.

Apresentação teatral e oficinas temáticas fizeram parte da programação
De volta após as férias escolares, o programa Educação Ambiental na Escola (Educame), uma iniciativa do Grupo A Hora, levou uma programação especial para Escola Municipal de Ensino Fundamental Santo André. Na manhã desta quarta-feira, cerca de 190 estudantes assistiram à peça teatral Educa-me, por quê?”. Em seguida, duas turmas participaram de oficinas temáticas, uma sobre resíduos sólidos, com a engenheira ambiental e educadora social Luana Hermes e outra de jornalismo ambiental, com a jornalista do Grupo A Hora, Luciane Eschberger Ferreira. De forma lúdica, o personagem “Por Que?” interagiu com as crianças e adolescentes. Ele falou sobre a importância de cuidar dos mananciais, explicou como ocorrem as enchentes e estimulou as ações de preservação do meio ambiente. Quanto aos resíduos sólidos, ensinou: “Reduzir, reciclar
e reutilizar”, destacou o personagem “Por Quê?”
Depois da apresentação teatral, o “Por Que?” recebeu outra personagem, a “Nara, a capivara leitora”. Ela representa o programa de incentivo à leitura do Grupo A Hora chamado Leia.
Apoio didático
A professora de ciências Gabriela Hermes trabalha em sala de aula com o livro e a cartilha Educame, do autor Gilberto Soares. As duas publicações foram produzidas pelo Grupo A Hora e distribuídas às instituições de ensino do Vale. Conforme Gabriela, o material é utilizado com as turmas de 6º ano. “Eu trabalho com estas publicações, porque elas vão ao encontro dos conteúdos que precisamos abordar.” Ela cita como exemplo a água, desde a captação, tratamento e distribuição. “A cartilha

GABRIELA HERMES
PROFESSORA DE CIÊNCIAS
A cartilha traz conteúdo sobre a água, além da questão dos resíduos sólidos.”
traz um pouco sobre isso, além de abordar a questão dos resíduos sólidos, a separação”, cita. Gabriela conta que a cartilha tem atividades, então os estudantes podem fazer os exercícios e depois levam o material para casa, disseminando o conhecimento na família.





MARIA ADOLPHINA LOCATELLI, 98, faleceu ontem, 5. O sepultamento ocorreu no Cemitério Católico de Linha Arroio Augusta Baixa, em Roca Sales.


Quinta-feira, 6 de agosto de 2026
BENITO JOSÉ PERCISI, 64, faleceu ontem, 5. O sepultamento ocorreu no Cemitério Municipal de Guaporé.
JUSSARA SALDANHA PEREIRA, 73, faleceu ontem, 5. O sepultamento ocorreu no Cemitério dos Almeida, em Taquari.
ROSALVA AUXILIADORA TORBES ARIAS FIUZA, 62, faleceu na terçafeira, 4. O sepultamento ocorreu no Cemitério Municipal de Teutônia.
CLAUDINA RODRIGUES DA SILVA D’AVILA, 91, faleceu na terça-feira, 4. O sepultamento ocorreu no Cemitério de Santa Manoela, em Paverama.



Após vencer o jogo de ida por 2 a 0, Colorado visita o Corinthians na Neo Química Arena e pode perder por um gol de diferença para garantir classificação e premiação milionária
Caetano Pretto caetano@grupoahora.net.br
Em boa vantagem após vencer a ida por 2 a 0, o Internacional volta a campo na noite de hoje na partida de volta das oitavas de final da Copa do Brasil. O Colorado enfrenta o Corinthians, às 20h, na Neo Química Arena, em São
Paulo. A Rádio A Hora transmite o confronto.
A vantagem é boa ao Colorado.
O 2 a 0 feito na ida, em Porto Alegre, permite ao time avançar até com derrota por um gol de diferença. Ao Corinthians, vitória por dois gols leva a decisão aos pênaltis. O Timão só avança no tempo normal se vencer por três ou mais gols de diferença.
Paulo Pezzolano repetiu o time titular nos dois últimos confrontos e teve melhora em atuação e resultado. Para a partida de volta, o técnico uruguaio tem uma baixa e uma dúvida. Villagra sentiu dores na coxa esquerda e está fora do confronto. Ronaldo deve ser o substituto. Além disso, o time pode ter uma proposta mais defensiva com a entrada de Juninho no lugar de Alan Patrick.
O provável Inter para o confronto que pode colocar R$ 4 milhões no caixa tem: Matheus Cunha; Bruno Gomes, Mercado, Maripán


Segundo a entidade, as decisões foram tomadas de forma conjunta pela diretoria e pelos presidentes das equipes
e Matheus Bahia; Ronaldo, Bruno Henrique, Vitinho e Bernabei; Alan Patrick (Juninho) e Carbonero.
O Corinthians aposta na força da sua fiel torcida para conseguir reverter o placar adverso da ida. Em campo, o técnico Fernando Diniz tem uma dúvida para o confronto.
O treinador pode optar por uma equipe mais móvel, com Gui Negão, titular no Beira-Rio, ou então com um jogador mais alto, caso de Pedro Raul.
Assim, o provável Corinthians tem Hugo Souza; Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Raniele, André, Breno Bidon e Rodrigo Garro; Kaio César e Gui Negão (Pedro Raul).
A Diretoria da Liga Arroiomeense de Futebol Amador (Lafa), em conjunto com os presidentes das equipes participantes, definiu punições após analisar os fatos ocorridos no Campeonato de Veteranos e constatar uma irregularidade na competição.
Clério Sandro Varella e Eder Luis Cortolet foram suspensos por três anos das competições organizadas pela entidade. Além do afastamento, cada um recebeu multa equivalente a dois salários mínimos.
O Grupo Racen também foi punido. A equipe fica impedida de disputar qualquer competição organizada pela Lafa pelo período de três anos, independentemente da categoria.
Já o Esporte Clube Rui Barbosa recebeu multa de meio salário mínimo. Segundo a entidade, as decisões foram tomadas de forma conjunta pela diretoria e pelos presidentes das equipes, com o objetivo de preservar a seriedade, a transparência e o respeito às regras das competições.
Em nota oficial, a entidade afirmou que não tolera irregularidades e que seguirá atuando com firmeza para preservar a integridade dos campeonatos sob sua organização.


por Luciane Ferreira

A então prefeita de Lajeado, Carmen Regina Pereira Cardoso, e o secretário de Indústria e Comércio, Carlos Alberto Martini, confirmavam o apoio para realização da 15ª Expovale. A
administração municipal repassaria R$ 80 mil para Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil), organizadora do evento. Além do aporte financeiro, a administração se encarregaria de
executar melhorias na estrutura do Parque do imigrante, local do evento. A Expovale ocorreria de 10 a 19 de novembro de 2006. No encontro com a prefeita, o então presidente da Acil. José
Lenz, apresentou o presidente da Construmóbil 2007, Leandro Eckert, e destacou que a comissão organizadora já estava trabalhando para a feita do próximo ano.

Prefeita e representantes da Acil selavam parceria para maior feita da região

A campanha Estrela Premiada fazia a entrega de prêmios do primeiro sorteio daquela temporada. O prefeito Celso Brönstrup e representantes da Associação Comercial e Industrial de Estrela, Câmara de Dirigentes Lojistas e Caixa Econômica Federal receberam os ganhadores no salão nobre da prefeitura. Os prêmios eram: micro computador, televisor 29 polegadas, aparelho de DVD, forno micro-ondas e vales-compra de R$ 100.
- Dia Nacional dos Profissionais da Educação - Ataque a Hiroshima. Lembra o aniversário do primeiro bombardeio atômico da história ocorrido em 1945
Santo do dia:
Santa Maria Francisca Rubatto

A filial Lajeado do Grupo Olvebra comemorava o início da exportação de óleo de soja para o Egito. A carga tinha 3,2 mil tambores, o equivalente a 17,2 mil toneladas do produto. O primeiro carregamento de Lajeado foi acompanhado pele então prefeito Alípio Hufner.

A Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) criava um núcleo em Lajeado. A intenção era desenvolver trabalhos de conscientização com o intuito de impedir o desmatamento indiscriminado e proteger os espaços arborizados que ainda existiam. Faziam parte da primeira diretoria o presidente, professor Friedhold Altmann; o 1º vice-presidente, engenheiro agrônomo Leopoldo Feldens; e o 2º vice, Rudi Welzel.

Jornalista colunafaleiro@grupoahora.net.br

Presidente da Fuvates e professor do PPGSAS da Univates
OÍndice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é a principal avaliação da qualidade de ensino. O RS avançou. Se fosse uma nota de um aluno, o 4,7 costuma reprovar. Pelo menos para quem cresceu diante de boletins escolares em que passar por média exigia o 7. Era assim entre os anos de 1980 e 1990. Outra coisa, ficou abaixo, vai para o provão final. Não passou, repetia todo o ano. Os tempos são outros. Agora, a preocupação é manter o estudante na escola. No Ideb de 2025, mesmo com uma nota abaixo de 5, o governo gaúcho comemora. Está proibido? Claro que não. Se formos ver o copo meio cheio, a escola pública gaúcha teve o maior avanço do país.
No Ensino Médio, o índice passou de 3,9 para 4,7 em dois anos. O Estado saiu da 14ª para a quinta colocação e apresentou o maior avanço do país, ao lado do Rio Grande do Norte. Nos anos finais do Ensino Fundamental, a nota subiu de 4,7 para 5,4. Nos iniciais, avançou de 5,8 para 6,4. São os melhores resultados da série histórica da rede estadual nas três etapas. Depois de anos em que o RS aparecia abaixo de estados com condições econômicas mais adversas, a melhora merece ser reconhecida.
Professores, estudantes, direções e famílias atravessaram pandemia, enchentes, escolas transformadas em abrigos e comunidades inteiras deslocadas. Chegar a esses resultados nesse contexto acrescenta peso à conquista.
O Ideb tem importância. Permite comparar redes, observar trajetórias e identificar onde as políticas públicas avançaram ou fracassaram. Sem uma régua comum, cada governo escolheria o dado mais conveniente para contar sua própria versão.
Em 2025, o Estado implantou a progressão parcial. Pelo modelo, estudantes podem avançar de ano mesmo com reprovação em até quatro disciplinas e recuperar os conteúdos durante o ano. Quase 9,5 mil alunos passaram de ano por esse sistema. Sem a medida, conforme o governo estadual, outros 6,7% dos estudantes teriam sido reprovados.
A política tem uma justificativa pedagógica. Obrigar um aluno a repetir todo o ano por dificuldades em algumas matérias pode aumentar a distorção entre idade e série,


Anos iniciais, do 1º ao 5º ano
Ideb passa de 5,8 para 6,4
Crescimento de 0,6 ponto
Aprovação alcança 97,7%
RS avança da 13ª para a 9ª posição nacional
Anos finais, do 6º ao 9º ano
Ideb passa de 4,7 para 5,4
Crescimento de 0,7 ponto
Aprovação chega a 95,8%
RS avança da 12ª para a 5ª posição
Nota gaúcha supera a média das redes estaduais do país, de 5,1
Ensino Médio
Ideb passa de 3,9 para 4,7
Crescimento de 0,8 ponto
Aprovação avança de 80,5% para 91,5%
RS salta da 14ª para a 5ª posição
Nota gaúcha supera a média nacional, de 4,3
Alcance nos municípios
69% dos municípios melhoram
o Ideb nos anos iniciais
73% avançam nos anos finais
provocar desinteresse e empurrá-lo para fora da escola. A progressão permite preservar o vínculo e concentrar a recuperação nos conteúdos em que houve dificuldade.
Sua validade depende do que acontece depois. O estudante avançou, mas recuperou aquilo que não aprendeu? As escolas têm professores, horários e estrutura para esse acompanhamento? Quantos concluíram as atividades previstas? Quantos apenas carregaram a defasagem para o nível seguinte?
Essa é uma das limitações. O Ideb informa quantos avançaram e como os estudantes se saíram em duas áreas do conhecimento. A experiência escolar é maior. Envolve ciências, história, geografia, leitura, capacidade de argumentação, convivência, criatividade, disciplina e formação para a vida em sociedade.
Aprender também é um exercício coletivo e individual. Depende do professor, do ambiente escolar, da gestão, do transporte, da alimentação, do acesso à internet e das condições da família. Ao mesmo tempo, cada aluno chega à sala com uma história, uma dificuldade, uma habilidade e uma forma própria de compreender o mundo.
Em uma atividade do Doutorado em Ambiente e Desenvolvimento, enquanto discutíamos governança territorial, uma ideia começou a ganhar forma. Em termos simples, esse conceito trata de como governos, organizações e cidadãos decidem os rumos de uma comunidade ou região. A literatura fala dos atores da governança. Eu e os colegas nos perguntamos: não estaria aí um dos nossos maiores desafios, deixar de ser apenas atores para nos tornarmos autores?
À primeira vista, parece apenas um jogo de palavras. No teatro, o ator interpreta um papel. Pode emocionar a plateia e até dar um pouco de si ao personagem. Mas o roteiro já foi escrito. O autor fez suas escolhas muito antes de as cortinas se abrirem.
Desde então, tenho me perguntado se, na vida em comunidade, não estamos aceitando com demasiada facilidade o papel de atores. Participamos de conselhos, associações, cooperativas, entidades comunitárias, universidades e tantos outros espaços de decisão. Comparecemos às reuniões, opinamos e, muitas vezes, acreditamos que isso basta. Mas participar não significa, necessariamente, influenciar. Há ocasiões em que chegamos quando a pauta já está definida, os problemas já foram escolhidos e as soluções parecem encaminhadas. Estamos presentes no palco, mas ausentes da construção da história.
A governança democrática deveria significar exatamente o contrário. Pessoas e organizações precisam ajudar a identificar problemas, estabelecer prioridades, propor caminhos e acompanhar resultados. Não basta ouvir todos. É necessário mostrar quais sugestões foram consideradas e de que modo elas alteraram a decisão.
A boa decisão nasce do diálogo entre esses saberes. A técnica orienta; a experiência revela o que os números nem sempre conseguem mostrar”
Isso não significa substituir o conhecimento técnico por uma soma de opiniões. Decisões coletivas exigem dados, experiência e responsabilidade. Contudo, quem domina métodos, normas e informações especializadas nem sempre conhece, sozinho, a realidade vivida por quem será afetado. A boa decisão nasce do diálogo entre esses saberes. A técnica orienta; a experiência revela o que os números nem sempre conseguem mostrar.
Muitas instituições afirmam valorizar a participação, mas continuam oferecendo papéis previamente delimitados. Convocam a comunidade para legitimar decisões, e não para construí-las. Ouvem sugestões sem informar o que foi incorporado. Apresentam documentos quando já não há tempo para modificá-los. Confundem consulta com compartilhamento de poder. Nessas situações, os atores mudam, mas o roteiro é o mesmo. Também não podemos responsabilizar apenas as pessoas pela participação limitada. É comum ouvir que a sociedade não se interessa, não comparece ou não assume responsabilidades. Mas as reuniões ocorrem em horários acessíveis? As informações são compreensíveis? Os participantes conhecem as regras do processo? Recebem resposta sobre as contribuições apresentadas? Sem essas condições, abrir a porta pode significar somente permitir a entrada no palco, não na sala em que a peça é escrita. Por outro lado, tornar-se autor também exige sair de posição confortável. É mais fácil criticar roteiro pronto do que ajudar a escrevê-lo. A autoria implica ouvir quem pensa diferente, negociar interesses, reconhecer limites e assumir corresponsabilidade pelas decisões. Nem sempre nossa proposta prevalecerá. A democracia não elimina conflitos, oferece meios para tratá-los sem que a força de poucos silencie a voz dos demais. Resta, então, olhar para os espaços dos quais participamos e perguntar: estamos apenas representando papéis em uma história escrita por outros ou ajudando a construir os caminhos de nossa comunidade? A democracia precisa de atores. Mas somente se fortalece quando eles também se tornam autores.
Quinta-feira, 6 de agosto de 2026
Fechamento da edição: 18h MÍN: 16º | MÁX: 27º O tempo permanece instável na região. O dia começa com condições para pancadas de chuva, alternadas por períodos de melhoria.




Quinta-feira, 6 de agosto de 2026
EGR recebeu ontem o projeto para reconstrução do pilar danificado. Estrutura permanece interditada enquanto avançam os procedimentos para contratação e execução da obra. Intervenção pode levar mais de 40 dias

Agenda está marcada para esta quinta-feira. Cenário ocasionado pelo bloqueio da ponte sobre o Rio Guaporé foi detalhado durante reunião com o ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, em Porto Alegre. Medidas como instalação de passadeira ou balsa fixa foram discutidas
VALE DO TAQUARI
Abusca por uma alternativa de travessia entre Encantado e Muçum ganhou espaço em reunião com representantes do governo federal, em Porto Alegre. O encontro ocorreu com objetivo de debater soluções após as cheias de julho no RS. A situação após o bloqueio da ponte sobre o Rio Guaporé, na ERS-129, foi detalhada e prefeitos trataram dos impactos causados pela interrupção entre os dois municípios. Representantes da Associação dos Municípios do Alto Taquari (Amat) apresentaram o cenário ao ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez

JONAS CALVI PREFEITO DE ENCANTADO Devolver a mobilidade para que as pessoas possam atravessar a pé seria um alento.”
Góes. A entidade defende uma solução que permita, ao menos, a passagem de pedestres até a recuperação da ponte e a retoma-

da do fluxo normal pela rodovia estadual.
Entre as alternativas discutidas está a instalação de uma passadeira, com estrutura semelhante à utilizada entre Lajeado e Arroio do Meio após as cheias de 2024. Outra possibilidade é a colocação de uma balsa fixa no Rio Guaporé. A estrutura permitiria a passagem de veículos, mas depende de avaliação técnica e de medidas burocráticas antes de uma eventual implantação.
O secretário Nacional da Defesa Civil, Wolnei Wolff, assumiu o compromisso de visitar os municípios para avaliar as opções nesta quinta-feira, 5. A proposta é verificar as condições locais e definir, com as autoridades da região, qual alternativa apresenta condições para atender a população enquanto a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) busca uma solução para a ponte.
Durante a reunião, Góes afirmou que o governo federal vai disponibilizar equipe para avaliar as condições da travessia. Segundo o ministro, a análise deve considerar as demandas apresentadas pelos prefeitos e as condições existentes no local. A partir do diagnóstico, o governo federal poderá definir a forma de apoio.
O presidente da Amat e prefeito de Doutor Ricardo, Alvaro Giacobbo, afirma que a passagem de pedestres deve receber prioridade. Ele afirma que a região já solicitou apoio ao Comando Militar do Sul para avaliar a alternativa. No entanto, a instalação de uma
estrutura no Rio Guaporé, deve ser avaliada durante agenda com a Defesa Civil Nacional.
Para o prefeito de Encantado, Jonas Calvi, a interrupção da travessia afeta de forma direta a rotina da população. A prioridade, segundo ele, é garantir uma passagem para a comunidade local. “Devolver a mobilidade para que as pessoas possam atravessar a pé seria um alento”, frisa. Ele também cita a possibilidade de instalação de uma pinguela como alternativa.
O prefeito também destaca a necessidade de considerar o cronograma da EGR para a recuperação da ponte. Caso a intervenção exija um prazo maior, a região terá de avaliar outras formas de ligação entre Encantado e Muçum. A definição de uma travessia temporária, nesse cenário, ganha importância para reduzir os impactos sobre a população.
O bloqueio da ponte também afeta os municípios que recebem parte do fluxo desviado. Roca Sales é um dos pontos de passagem para quem precisa acessar a região. O prefeito Jones Wunsch diz que a administração precisa de apoio para conservar a estrada utilizada como desvio. “Não conseguimos fazer manutenção 24 horas por dia, sete dias por semana”, comenta. Segundo ele, a estrada possui cerca de cinco metros de largura e passou a receber veículos de grande porte, inclusive bitrens. A preocupação é com as condições do trecho diante do aumento do tráfego. Uma solução emergencial deve ser definida nesta após a passagem de Wolff pela região.


diogofedrizzi@grupoahora.net.br
DIOGO FEDRIZZI

Asituação da ponte da ERS-129, entre Encantado e Muçum, também está no radar do Ministério Público. Ao ser questionado sobre a atuação da instituição no caso, o promotor Heráclito Neto informou que a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Muçum já ajuizou uma ação civil pública em que cobra providências, entre
elas, a suspensão temporária da cobrança da tarifa de pedágio. O processo tem um pedido de liminar ainda pendente de análise, e o MP deverá se manifestar nos autos. Sobre essa ação da entidade muçunense, a Câmara de Vereadores de Encantado aprovou Moção de Apoio. O legislativo também oficializou a intenção de atuar juridicamente como “Amicus Curiae”
(amigo da corte) no processo, além de enviar ofícios de cobrança à Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs) e à Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) a fim de solicitar o congelamento da arrecadação da Praça de Palmas e a responsabilização civil e criminal dos gestores pela demora na solução da infraestrutura regional.
Duas pontes merecem atenção do governo de Roca Sales. A primeira fica na Rua Jacob Lang, sobre o Arroio Conventos, no coração da cidade. Com mais de quatro décadas de uso, a estrutura inspira atenção diante dos impactos provocados pelas frequentes enchentes. A segunda é a imponente construção da ERS-129, sobre o Rio Taquari, que também deverá passar por uma vistoria do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), já solicitada pelo município. Os veículos que buscam a rota alternativa com Muçum precisam trafegar pela área central da Cidade da Amizade, fato que preocupa o prefeito Mazinho (PP), uma vez que o intenso movimento de caminhões, por exemplo, aumenta o desgaste das vias e os riscos à segurança. Outro ponto no radar é a nova ponte da Avenida General Daltro Filho. Em breve, o desvio provisório precisará ser novamente interditado para a execução das cabeceiras da obra. “Essa ponte foi feita para

deixar a água passar por baixo, não para impedir a enchente”, desabafou Mazinho em entrevista à Rádio
A Hora, ao lembrar que a função da estrutura é garantir a ligação entre os dois lados da cidade mesmo após as cheias, e não conter a força da natureza.
O músico encantadense Fernando Graciola participa neste fim de semana, em Sapucaia do Sul, da 39ª Moenda da Canção, um dos mais tradicionais festivais de música do Estado.
O violonista é o autor da melodia de “Ziquizira”, empolgante samba que conquistou o terceiro lugar no Canto da Lagoa de 2025. O regulamento da Moenda aceita composições que já tenham participado de outros festivais, desde que não tenham gerado o código ISRC, identificador internacional que registra oficialmente uma gravação musical. Com ele no palco estará a intérprete Rê Adegas, que impressiona pela performance semelhante à de Elis Regina.
Graciola também integra o

grupo que apresentará “Um Navio de Cortez”, interpretada por Zé Alexandre, vencedor do The Voice e do Canto da Lagoa. O canal da Moenda no YouTube anuncia transmissão para as noites de sábado e domingo, 8 e 9. Aliás, os festivais de música, principalmente na linha nativista, têm movimentado dezenas de regiões gaúchas durante o ano. Assim como Encantado já faz com o Canto da Lagoa, penso que há espaço para outras cidades do Vale do Taquari investirem nesse formato de evento. Além de revelar talentos e fortalecer a identidade cultural, essas programações atraem público, movimentam a economia e aproximam a comunidade de grandes nomes da música.
- Em Encantado, o vereador Diego Pretto (PP) quer fazer um comparativo entre os livros que estavam disponíveis na Biblioteca Municipal em 2020 e o acervo atual de 2026. O político também está preocupado com as condições estruturais do prédio da Câmara. Por sinal, os baldes voltaram a aparecer nas sessões em dias de chuva.
- Justo o reconhecimento feito pela vereadora Aline Ganasini (PSDB) aos servidores da Secretaria de Obras de Encantado pelo trabalho nas enchentes.
- A exemplo de Muçum, Roca Sales também anunciou o cancelamento dos eventos da Semana Farroupilha. E os motivos são os mesmos: receio de muita chuva nos próximos meses e dificuldade logística.
- Em Vespasiano Corrêa, o prefeito Tiago Michelon (PL) anunciou mudanças no secretariado. Marcos Casagrande deixa a Agricultura e assume a pasta de Obras no lugar de Diego Pezzi, que vai se dedicar aos negócios particulares. Na Agricultura, o comando passa para Marcos Girardi, servidor de carreira. “São pessoas que conhecem o nosso interior. A comunidade sabe da qualidade deles”, ressaltou Michelon.
- O professor e músico Mauri Horn será o patrono do 13º Encontro Farroupilha de Encantado. Ele sucede o radialista Márcio Nunes Corrêa. Mauri é pai do Maurício, o conhecido Gaita, idealizador do evento que ocorre de 11 a 20 de setembro no Parque João Batista Marchese. A programação oficial será apresentada no sábado, 8.
Você acredita que a recuperação da ponte entre Encantado e Muçum será concluída até setembro?

EDUCAÇÃO COOPERATIVA
Cinco estudantes da EMEF Madre
Assunta participam das atividades e desenvolvem projeto ambiental
Pela primeira vez, Nova Bréscia integra o Programa Liderança Jovem, promovido pelo Sicredi Região dos Vales. A iniciativa reúne estudantes de diferentes municípios com o objetivo de desenvolver competências como liderança, protagonismo, cooperação e trabalho em equipe, sob o tema “Coragem para liderar, aprender e crescer juntos”.
Seis alunos do 5º ano da EMEF Madre Assunta representam o município e participam dos encontros presenciais acompanhados da diretora Edinara Valandro. Como desafio do programa, os estudantes precisaram criar uma ação de impacto para a escola e a comunidade.
A proposta resultou no projeto
“Óleo que Transforma!”, lançado oficialmente no dia 30 de julho. A iniciativa incentiva a arrecadação de óleo de cozinha usado, que será reaproveitado na produção de sabão caseiro. Os produtos serão comercializados e a renda obtida será destinada a melhorias na escola, como a pintura de uma amarelinha na quadra, além de outras ações voltadas ao ambiente escolar.
Além de arrecadar recursos, o projeto busca conscientizar a comunidade sobre o descarte correto do óleo de cozinha, evitando a contaminação do solo e da água por meio do reaproveitamento do resíduo.
No lançamento da campanha, os alunos produziram a primeira receita de sabão com o auxílio da ex-funcionária da escola Marli Giongo, que participou de forma voluntária, compartilhando seus conhecimentos com o grupo.
Na sequência, os estudantes visitaram estabelecimentos comerciais de Nova Bréscia para apresentar a proposta e convidar a comunidade a participar da campanha por meio da doação de óleo de cozinha usado. A expectativa é ampliar a arrecadação e envolver moradores na iniciativa, fortalecendo tanto a educação

vistaram estabelecimentos comerciais
ambiental quanto o protagonismo dos alunos na busca por melhorias para a escola.
Criado pelo Sicredi Região dos Vales e desenvolvido em parceria com as secretarias municipais de Educação, o Programa Liderança Jovem integra as ações do Programa A União Faz a Vida e conta com assessoria pedagó-
gica da Univates. A iniciativa é voltada a líderes e vice-líderes de turma do 5º ao 9º ano do Ensino
Fundamental e busca desenvolver competências como liderança, cooperação, comunicação, criatividade, protagonismo e trabalho em equipe.
Ao longo do ano, os estudantes participam de formações organizadas em módulos, que abordam temas como coragem para liderar, inovação, confiança, comunicação e desenvolvimento de projetos. Como etapa prática, cada grupo é desafiado a identificar uma necessidade da escola ou da comunidade e transformar a ideia em uma ação concreta, esti-
mulando a participação cidadã e a busca de soluções coletivas para problemas locais.
Nas últimas edições, o programa mobilizou centenas de estudantes de dezenas de escolas da região em iniciativas como revitalização de espaços escolares, implantação de hortas, campanhas ambientais, pintura de quadras e bibliotecas, instalação de lixeiras e ações solidárias. Os projetos são apresentados em um encontro anual promovido pelo Sicredi Região dos Vales, que reúne alunos, educadores e gestores municipais para compartilhar as experiências desenvolvidas ao longo do ano.
Percursos de até 39 quilômetros atraíram famílias, iniciantes e ciclistas experientes para um dia de esporte e integração ROCA
A terceira edição do Passeio
Cicloturístico Conventos Vermelhos reuniu mais de 170 participantes na manhã de domingo, 2, em Roca Sales. O número supera o registrado na edição anterior e consolida o evento no calendário esportivo e turístico do município. Ciclistas de diferentes cidades do Rio Grande do Sul percorreram trajetos de 4, 12, 27 e 39 quilômetros. Os roteiros atenderam desde famílias e iniciantes
até praticantes mais experientes, passando por estradas do interior e por paisagens que integram o roteiro turístico Conventos Vermelhos.
A programação começou com credenciamento e café da manhã organizado pela União Rocasalense dos Clubes de Mães. Em seguida, os participantes seguiram para os percursos, que combinaram atividade física, integração e contato com os atrativos naturais da região.
Além de incentivar a prática esportiva, o passeio também movimentou o turismo local, atraindo visitantes de diferentes municípios e fortalecendo Roca Sales como destino para o cicloturismo.
Promovido pelo Governo de Roca Sales, por meio da Secretaria de Esportes e Cultura, o evento contou com apoio da Emater/ RS-Ascar e da União Rocasalense

Barragem Santa Lúcia, entre Putinga e Ilópolis, rompeu em 1953 e passa agora por obra preventiva após infiltração identificada em estrutura
ABarragem Santa Lúcia, localizada entre Putinga e Ilópolis, passa por uma obra preventiva desde o início de agosto, após estudos técnicos identificarem uma infiltração em uma das bermas de equilíbrio da estrutura, construída em caráter emergencial depois das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024. A intervenção consiste no rebaixamento controlado do nível do reservatório, medida orientada pela Defesa Civil Estadual e pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (SEMA). Segundo o engenheiro civil Rogério Nichelle, especialista em barragens e responsável técnico pela obra, a irregularidade foi identificada a partir de estudos realizados ao longo do ano e comunicada de imediato aos órgãos estaduais. Em 31 de julho, representantes da prefeitura de Putinga, da Defesa Civil e da SEMA se reuniram para avaliar a situação. No dia seguinte, a Defesa Civil autorizou, o rebaixamento controlado do reservatório; a SEMA emitiu sua autorização no mesmo dia. A meta definida pelos órgãos foi reduzir o nível da água para uma cota de 3,5 metros


abaixo da crista da barragem (no início dos trabalhos, o nível estava a 2,15 metros abaixo da crista).
As equipes iniciaram os trabalhos assim que as autorizações foram emitidas e concluíram ontem, 5 . O reservatório da barragem tem área de contribuição de aproximadamente 34 hectares. “Com o trabalho finalizado e a cota atingida, a segurança está garantida quanto à estabilidade da barragem”, afirmou o engenheiro.
Para o empresário do ramo de transportes, Anderson Luís Lume, o receio em relação à barragem é antigo entre os moradores da região. “Todos da rua aqui onde moro tem medo. Ela é uma estrutura que retém muita água”, conta.
Anderson relembra o desastre climático de 2024, e como Putinga também sofreu com o avanço das águas. À época, a população foi alertada para uma possível evacuação por risco na barragem. “Uma viatura, uma sirene tocando, passando nas ruas: vamos evacuar, que a barragem pode estourar. E isso repetidamente”, descreve.
A Barragem Santa Lúcia integra a história de Putinga desde muito antes de se tornar o ponto turístico que é hoje, já desativada.
Em 12 de setembro de 1953, a estrutura, que na época servia de reservatório para a Usina Hidrelétrica Putinga S.A., rompeu e lançou grande volume de água no Arroio Putinga, que atravessa o centro da cidade. Mais de 20 edificações foram destruídas, mas não houve vítimas fatais, um desfecho atribuído ao alerta dado pelo funcionário da usina Augusto Franklin Gheno.
Gheno realizava inspeções periódicas na estrutura e percebeu movimentação de terra pouco antes do rompimento. Ao ver a
Trabalhadores finalizaram ontem, 5, os últimos ajustes na obra da Barragem Santa Lúcia
barragem romper, percorreu de caminhão o trajeto até a cidade buzinando e gritando para avisar a população, o que permitiu que moradores buscassem áreas mais altas minutos antes de a enxurrada atingir o povoado. Décadas depois, foi homenageado com uma rua batizada em seu nome e recebeu a medalha de ouro da Câmara de Vereadores de Putinga, hoje em exposição na Casa da

Com o trabalho finalizado e a cota atingida, a segurança está garantida quanto à estabilidade da barragem.”
Cultura do município. Filho do herói, Glacir Victorio Gheno, hoje com 82 anos, era uma criança na época do rompimento e guarda até hoje as lembranças daquele dia. “A barragem rompeu e desceu morro abaixo levando tudo o que tinha. Meu pai passou antes que a água chegasse e conseguiu avisar o povo para que se retirasse”, relembra. Segundo ele, a enxurrada também destruiu pontes da cidade, o que chegou a isolar um lado do município do outro por um período. A Barragem Santa Lúcia segue sendo monitorada permanentemente pela prefeitura, em conjunto com a Defesa Civil Estadual e a SEMA. Segundo o governo municipal, a obra de rebaixamento tem o objetivo de reduzir vulnerabilidades identificadas nos estudos técnicos e reforçar a segurança da estrutura, mais de sete décadas depois de marcar a história do município.

Concluídos os voos com drone e a instalação dos pontos de controle, mais de 40 mil imagens serão processadas para indicar as mudanças desde a enchente de 2024
RELVADO
Foi concluída a primeira etapa do Estudo Socioambiental que irá subsidiar o planejamento da expansão urbana e contribuir para um desenvolvimento mais seguro e organizado do município de Relvado. Nesta fase inicial, foi realizado o mapeamento da área urbana, incluindo as áreas com potencial para o futuro crescimento da cidade.
O plano está sendo executado pelo governo municipal e os trabalhos desta primeira etapa executados pela empresa Hectare do Brasil Ltda., que iniciou o projeto com a implantação de pontos de controle em solo, conhecidos como “pontos de foto”. Esses alvos, georreferenciados com equipamentos GNSS de alta precisão, servem como referência para garantir o posicionamento correto das imagens e a precisão dos produtos cartográficos que serão elaborados.
Na sequência, foi realizado o levantamento aerofotogramétrico com drone equipado com tecnologia RTK (Real Time Kinematic), sistema de correção por satélite que amplia significativamente a precisão dos dados. Durante os voos, foram capturadas imagens aéreas de alta resolução, registrando com riqueza de detalhes o relevo, as edificações, o sistema viário, a vegetação e os demais elementos da área de estudo. Com a conclusão dos voos e da im-

DIVULGAÇÃO

Mais de 40 mil imagens aéreas serão analisadas em softwares especializados
plantação dos pontos de controle, encerra-se uma importante fase de coleta de dados em campo.
Agora, o estudo entra na etapa de processamento das informações. As mais de 40 mil imagens captadas serão analisadas em softwares especializados para a geração dos produtos cartográficos previstos. Em uma fase posterior, também serão implantados marcos geodésicos, que formarão uma rede de referência para futuros levantamentos técnicos no município. Entre os principais produtos que serão entregues está um ortofotomosaico georreferenciado — uma imagem aérea única, atualizada e com precisão cartográfica de toda a área urbana. O material permitirá visualizar
a configuração atual de Relvado e registrar, com elevado grau de detalhamento, as transformações ocorridas após a enchente histórica de 2024.
Além disso, serão produzidos modelos digitais do terreno e da superfície, mapas de relevo, declividade, uso e ocupação do solo, plantas planialtimétricas e outros produtos técnicos que servirão de base para estudos e para futuras ações de planejamento e gestão territorial. O estudo socioambiental abrangerá uma área de 176 hectares, correspondente a todo o perímetro urbano e às áreas passíveis de futura expansão, servindo como base para o planejamento do crescimento do município.
A iniciativa surgiu da necessidade de estabelecer normas para o uso e a ocupação do solo em áreas próximas às Áreas de Preservação Permanente (APPs), especialmente após os eventos climáticos de 2024 e o mapeamento oficial das áreas de risco realizado pelo Serviço Geológico do Brasil. A conclusão do estudo está prevista para ocorrer em até 12 meses.
Unidade de Arvorezinha é a primeira
Espaço atenderá seis municípios da Rota da ErvaMate e é o primeiro passo da descentralização da entidade
REGIÃO ALTA
A Associação dos Municípios de Turismo da Região dos Vales (Amturvales) inaugurou, na terçafeira, 4, um escritório regional em Arvorezinha. A iniciativa integra a estratégia da entidade de descentralizar o atendimento aos municípios e ampliar o suporte técnico às administrações públicas, empreendedores e projetos turísticos da região. Instalado no Centro Administrativo Municipal de Arvorezinha, o novo escritório atenderá diretamente os municípios de Arvorezinha, Anta Gorda, Doutor Ricardo, Ilópolis, Itapuca e Putinga, que juntos formam a Rota da Erva-Mate. A unidade contará com o turismólogo Luciano Dalpont, responsável por prestar assessoria técnica, acompanhar projetos, orientar empreendedores e apoiar os municípios na estruturação e promoção dos atrativos turísticos.
A Rota da Erva-Mate reúne municípios que compartilham uma forte ligação histórica, cultural e econômica com a produção da erva-mate. A proposta é transformar esse patrimônio em um produto turístico integrado, valorizando as paisagens, a gastronomia, os empreendimentos, as propriedades rurais e as experiências ligadas à cultura da
erva-mate, fortalecendo a economia regional por meio do turismo. A solenidade de inauguração reuniu o prefeito de Arvorezinha, Clóvis Roman, o presidente da Associação dos Municípios do Alto Taquari (AMAT) e prefeito de Doutor Ricardo, Álvaro Giacobbo, além de secretários de Turismo dos municípios que integram a rota, empreendedores e representantes do setor turístico regional.
Durante o evento, o presidente da Amturvales, Rafael Fontana, apresentou algumas das principais ações desenvolvidas pela entidade e destacou que a abertura do escritório representa uma nova etapa na atuação regional da associação. “Queremos oferecer um atendimento mais ágil, acompanhar os projetos de perto e apoiar as prefeituras e os empreendedores na construção de novos produtos turísticos. O turismo se fortalece quando existe presença, planejamento e trabalho conjunto”, afirmou.
Segundo Fontana, a escolha de Arvorezinha para sediar o escritório também reforça a importância estratégica da Rota da Erva-Mate para o desenvolvimento do turismo regional. “Estamos aproximando a Amturvales dos municípios para que possamos acelerar projetos, fortalecer as parcerias e valorizar uma identidade que é única. A erva-mate faz parte da história dessas cidades e tem potencial para atrair visitantes, gerar renda e criar novas oportunidades para toda a região”, destacou.

Norteia
Punição
Mineral
Ilha da Indonésia De má qualidade
Propriedade
Hora litúrgica
Diz-se da ideia forte e inovadora
Nota do Tradutor (abrev.)
Conceituada Solenidade
Dar determinada impressão (fig.)
do Sudeste da
Sem vestes Tranquilas Antigo (abrev.) Função do macho alfa no rebanho Canção de Ivan Lins (?)-máter, a meninge mais externa (Anat.)

Impulso; arremesso Liga metálica
zônico usado em sorvetes

Áries: Revise gastos e organize o orçamento. Pense antes de assumir novos compromissos e valorize o que já conquistou.
Touro: Evite teimosia e reveja prioridades. Flexibilidade ajudará a fortalecer relações e decisões importantes.
Gêmeos: Resolva pendências e mantenha o foco. Organização será a chave para avançar com mais tranquilidade.
Câncer: Equilibre vida social e descanso. Cuide da energia antes de assumir novas responsabilidades.
Leão: Reavalie metas profissionais. Escolhas conscientes hoje trarão resultados mais sólidos no futuro.
Virgem: Ajuste planos e cuide dos detalhes. Planejamento evitará contratempos e facilitará conquistas.
Libra: Defina limites em questões financeiras compartilhadas. Clareza evitará conflitos e fortalecerá acordos.
Escorpião: O diálogo e a disposição para negociar fortalecerão os relacionamentos.
Sagitário: Simplifique a rotina e elimine excessos. Menos obrigações significam mais leveza.
Capricórnio: Seja realista no amor e em projetos criativos. Pés no chão garantirão melhores resultados.
Aquário: Mudanças familiares pedem maturidade. Liberte-se de antigos padrões e siga em frente.
Peixes: Converse com sinceridade. A comunicação direta resolverá mal-entendidos e abrirá novos caminhos
Consultorias da Appemat em parceria com o Sebrae RS integram projeto da futura Indicação Geográfica do Alto Taquari e reúnem sete empresas da região
Matheus Giovanella Laste mateuslaste@grupoahora.net.br
Quase 100 produtores rurais do Alto Taquari receberam assistência técnica por meio de consultorias promovidas pela Associação dos Produ-
tores e Parceiros da Erva-Mate do Alto Taquari (Appemat), em parceria com o Sebrae RS. A ação integra o projeto da futura Indicação Geográfica (IG) do Alto Taquari e reúne sete empresas da região: Buena, Inovamate, Mate e Vida, Lago Verde, Putinguense, Valério e Ximango, responsáveis por indicar os produtores atendidos.


O Alto Taquari concentra 55% dos produtores de erva-mate do RS e possui 73 agroindústrias do setor registradas, de acordo com dados de 2025. A região abrange os municípios de Arvorezinha, Ilópolis, Doutor Ricardo, Itapuca, Fontoura Xavier, Anta Gorda e Putinga. “Esse trabalho de consultorias é para dar assistência técnica aos produtores, para que eles possam sempre trabalhar da melhor maneira possível, para entregarmos o melhor produto para o consumidor que faz uso da nossa erva-mate. Nessa última rodada, foram 99 produtores capacitados e que serão agora responsáveis por entregar a erva-mate nessas sete empresas participantes”, aponta Ariana Maia, diretora executiva da Inovamate e integrante da Appemat.
Professora e estudiosa da cadeia produtiva da erva-mate, Ariana explica que a qualidade do produto está diretamente relacionada às características da região: “O Alto Taquari tem um terroir específico, por conta de uma composição de solos específica da região, que dão uma base bem peculiar para a nossa erva-mate. Tem toda uma questão climática que influencia também”, revela. Segundo ela, o trabalho de manejo orientado pelas consultorias busca justamente preservar essas características. Para Ariana, a iniciativa também tem o objetivo de aproximar o consumidor da origem do produto: “É importante para que o consumidor consiga observar as diferenças no trabalho de rastreabilidade, que visa fazer com que o produtor tenha cada vez mais um olhar para a agricultura regenerativa. Temos trabalhado também com a questão da microbiota do solo.”
AÇÃO COOPERATIVA
Equipamentos foram entregues para 33 instituições da região com o objetivo de cooperar com as atividades diárias
OSicredi Região dos Vales realizou a doação de computadores para 33 escolas e entidades da região. A iniciativa reforça o compromisso da Instituição Financeira Cooperativa com o desenvolvimento regional e com iniciativas que gerem impacto positivo nos municípios onde está presente.
Ao todo, foram entregues 68 computadores completos (monitores, CPUs, teclados e mouses), que passarão a integrar a estrutura das instituições beneficiadas, contribuindo para a qualificação de processos, o acesso à tecnologia e o aprimoramento das atividades desenvolvidas junto à comunidade. As entregas ocorreram ao longo do mês de julho e contemplaram escolas e entidades dos municípios de Anta Gorda, Arroio do Meio, Dois Lajeados, Encantado, Guaporé, Muçum, Roca Sales, União da Serra, Vespasiano Corrêa e Vista Alegre do Prata. Para o presidente do Sicredi Região dos Vales, Ricardo Cé, a ação é mais uma das diversas formas que a cooperativa contribui com o desenvolvimento regional. “A doação dos equipamentos para escolas e entidades da nossa região reforça o nosso compromisso com
associados e comunidades e amplia as oportunidades de acesso à tecnologia, beneficiando diretamente as instituições e as pessoas atendidas por elas”, comenta.
O Sicredi Região dos Vales iniciou as contratações de financiamento para o Plano Safra 2026/2027. Serão disponibilizados cerca de R$ 560 milhões, com expectativa de atender aproximadamente 6 mil operações de crédito nos 18 municípios da sua área de ação. Esses recursos fortalecem o agronegócio, possibilitando investimentos em tecnologia, ampliação da produtividade e contribuindo para a geração de renda. Conforme o diretor executivo, Roberto Scorsatto, a disponibilização dos recursos do Plano Safra reflete o compromisso da cooperativa com o desenvolvimento regional. “O agronegócio é um dos principais impulsionadores da economia da nossa região. Trabalhamos para oferecer aos empreendedores soluções que contribuam para o crescimento de suas atividades e para o fortalecimento do setor. Esses recursos permitem que os associados invistam em suas propriedades, ampliem sua capacidade produtiva, aumentando a geração de renda”, diz.

Aconstrução de valores sociais e o desenvolvimento humano começam na infância e dependem de uma relação sólida entre família e escola. O tema norteou o 47º episódio do quadro O Segredo da Infância, produção do Grupo A Hora apresentada no estúdio da Rádio A Hora, em Encantado. Participaram da conversa a diretora da EMEI Imigrante, Karen Padoan, e Miriam Bertelli, mãe de aluno. A mediação foi da facilitadora de processos de inovação Ana Fausta Borghetti.
Na abertura do programa, Ana Fausta destacou que a sociedade costuma defender a parceria entre família e escola, mas também questiona onde estão as falhas diante de problemas sociais e morais cada vez mais presentes. Segundo ela, é necessário retomar o debate sobre a formação das crianças e fortalecer ações que aproximem os diferentes espaços de educação.
Para Karen, a parceria vai além da participação em reuniões ou eventos escolares. Ela afirmou que educar é um ato coletivo e exige confiança, diálogo e objetivos compartilhados. “Escola e família precisam construir isso juntas. A formação dos pequenos não acontece só em casa nem só na escola”, ressaltou.
Miriam conhece essa relação

pelos dois lados. Professora e mãe de Ana, de 4 anos, ela afirma que o diálogo é o principal instrumento para superar desafios. Segundo ela, cada família chega à escola com histórias, valores e formas de educar diferentes. Por isso, conversar permite construir acordos e reduzir conflitos.
A diferença de percepções sobre uma mesma criança também faz parte desse processo. Karen explicou que, em casa, o filho ocupa um lugar de individualidade, enquanto, na escola, convive em grupo e coloca em prática habilidades sociais. Por isso, comportamentos podem variar conforme o ambiente. Em muitos casos, acrescentou, a família percebe dificuldades que não aparecem na escola, ou ocorre justamente o contrário.
Miriam reconhece a importância desse olhar complementar. Ela lembra que, em diversos momentos, professoras identificaram comportamentos e fases do desenvolvimento do filho antes mesmo da família. “Uma professora que

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fica tanto tempo com a criança precisa ser ouvida e o que acontece ali deve ser validado pela família”, defendeu.
A aproximação entre escola e famílias também ocorre por meio de projetos desenvolvidos pela EMEI Imigrante. Entre eles está a Semana do Brincar, que transforma o horário da saída em um momento de convivência entre pais e filhos. Outra iniciativa é a Biblioteca Viajante. Sem um espaço físico exclusivo para livros, a escola criou uma estrutura itinerante que chega periodicamente ao pátio. As crianças escolhem exemplares para levar para casa e compartilhar a leitura com a família. A escola também promove o projeto Avós na Escola, que convida familiares para contar histórias, ensinar receitas e compartilhar experiências. Recentemente, duas avós prepararam pão com as crianças durante uma atividade.
Ao encerrar o programa, Ana Fausta destacou que ouvir as crianças continua sendo um dos caminhos mais importantes para compreender o mundo. Para ela, a espontaneidade da infância lembra aos adultos que valores não são ensinados apenas por discursos, mas principalmente pelas relações construídas todos os dias entre família, escola e comunidade.
Assista ao programa

Realização:



Com planícies cercadas por elevações, o Vale do Taquari se torna um destino cheio de mirantes naturais. Muitos deles ainda preservam as características naturais e, sem ou com estrutura, podem ser acessados de forma gratuita. Aqui, uma lista de cinco desses pontos para quem quer contemplar belos cenários sem gastar um real.
Lauro Erdmann (Venâncio Aires)
O ponto turístico fica num dos pontos mais altos da Vila Deodoro. Da cerca que delimita o início da área até o mirante de madeira é necessária uma caminhada leve de aproximadamente 200 metros. A propriedade é arborizada com bancos na sombra das árvores. De lá é possível ter uma visão do centro de Venâncio Aires e região.
do Bicudo (Roca Sales)
Numa elevação de 450 metros, podemos observar o charme de Roca Sales e regiões interioranas em sua volta. O Morro do Bicudo se tornou famoso por permitir a prática do voo livre. O local não tem nenhuma estrutura, mas a poisagem panorâmica conquista o visitante. O acesso é feito por estrada de chão, em Lajeadinho. Dependendo o veículo, não é possível subir até o topo, apenas a pé.
Se trata de um dos mirantes naturais mais populares do Vale. O cenário com o rio Taquari cortando diversas cidades se tornou cartão-postal regional. No passado, o topo do Morro Gaúcho era uma antiga pedreira. As marcas dessa época ainda estão presentes na geografia local. O acesso pode ser feito com veículo por estrada de chão ou em trilhas em meio à mata.


Um dos pontos naturais mais belos de Taquari, o Morro da Carapuça pode ser visto da RSC 287, graças as torres de telefonia instaladas no topo por volta dos anos 70. O destino fica em Amoras, a cerca de 250 metros de altura. O cenário panorâmico charmoso se destaca por um pinheiro solitário de frente ao ponto onde o sol se põem. Um dos entardeceres mais lindos do Vale.
A famosa estátua do Cristo Redentor ficou ainda mais convidativa com o mirante de vidro recentemente inaugurado. O acesso pode ser feito de carro, muito próximo do trevo de Guaporé. O destaque, além da estátua em honra a Jesus com 20 metros, é a visão panorâmica e o nascer do sol imperdível.



