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ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR Fim de semana, 3 e 4 de outubro de 2026 | Ano 25 - Nº 4195 | R$ 5,00 (dia útil) R$ 9,00 (fim de semana)
VOTOS PARA O
Cobertura especial do Grupo A Hora reúne neste domingo mais de 100 profissionais entre 39 municípios do Vale, mais Porto Alegre e Zona Sul do RS.
somos
350 mil eleitores
VALE
TER VOZ OUTRA VEZ
OPINIÃO RODRIGO MARTINI
Com sete candidatos a deputado federal e 12 a estadual, Vale busca recuperar espaço no Congresso e na Assembleia. Entre nomes experientes e cinco estreantes, a região vai às urnas com apelo de ex-parlamentares e lideranças locais pela concentração de votos em nomes identificados com as demandas regionais.
Plantão integra rádio, portal, redes sociais e impresso. Começa às 6h e vai até as 22h. Central de Jornalismo acompanha a votação, apuração e desempenho dos candidatos locais.
Como a polarização Qual o perfil do chega ao eleitor eleitorado regional PÁ G I N A S | 14 e 15
Dia de votar pelo Vale do Taquari
PÁ G I N A S | 6 e 7
VINI BILHAR
Vibee acelera 100 startups em 2026
Conheça as regras à hora de votar PÁ G I N A | 16
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Fim de semana, 3 e 4 de outubro de 2026
E D I TO R I A L
A B R E A S PA S
Chegou a hora do voto
O
Vale do Taquari chega às eleições gerais com uma questão que ultrapassa partidos e candidaturas: a capacidade de transformar o peso do seu eleitorado em representação política. São 347 mil eleitores aptos a votar neste domingo, número expressivo diante da ausência de representantes com domicílio eleitoral na região na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. A disputa de 2026 reúne 19 candidatos identificados com municípios e demandas do Vale. São 12 concorrentes a deputado estadual e sete a deputado federal, distribuídos por 11 partidos e com trajetórias bastante distintas. Há ex-prefeitos, vereadores, empresários, servidores, profissionais liberais e políticos com experiência em diferentes níveis do poder público. Também estão aqueles que enfrentam pela primeira vez o desafio das urnas.
“Só amamos o que conhecemos” LAUTENIR JUNIOR
Aos 52 anos, Joana Paulina Sieben Kretschmann soma 19 anos de atuação na catequese e quatro como secretária paroquial em Cruzeiro do Sul. Mãe de duas filhas, ela também participa do grupo de animação das missas. Na entrevista, fala sobre fé, voluntariado, formação religiosa e o papel social da Igreja Lautenir Junior
lautenir@grupoahora.net.br
A eleição não garante que a região terá representantes, mas oferece a oportunidade de discutir o quanto o Vale consegue fazer de seu eleitorado uma força política” A diversidade demonstra que a busca por representação não está restrita a um único grupo político ou perfil profissional. O resultado, contudo, depende de uma combinação que vai além da quantidade de candidaturas: organização, mobilização e, principalmente, a decisão do eleitor. A eleição não garante que a região terá representantes. Mas oferece a oportunidade de discutir o quanto o Vale consegue fazer de seu eleitorado uma força política. Mais do que contar votos, o desafio está em convertê-los em presença nos espaços onde são definidas políticas, investimentos e decisões que afetam diretamente a vida regional. Filiado à
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Como começou sua participação na comunidade católica?
Minha família sempre esteve muito envolvida com a música. Meu pai foi regente de corais católicos e evangélicos. Em 2005, depois de um período afastada por causa dos estudos e do trabalho, voltei para a comunidade quando minha filha mais velha começou a catequese. Foi quando me tornei catequista. Em 2009, o padre Leandro me convidou para coordenar a catequese. São 19 anos nessa caminhada.
O que significa, para você, dedicar tanto tempo à comunidade?
É uma graça. É uma forma de testemunhar a fé e devolver um pouco de tudo aquilo que recebemos. Eu me sinto feliz em servir. Também é algo que gosto de fazer e que me faz bem.
Qual é a importância da catequese na formação do indivíduo? Eu acredito muito naquela frase: “só amamos o que conhecemos.” A catequese tem essa missão de apresentar Jesus e a Igreja para as crianças e os jovens. O catequista
não pode pensar que sua responsabilidade termina no encontro. É preciso dar testemunho no dia a dia e buscar preparação, porque estamos falando em nome da Igreja. Quero que as crianças e adolescentes tenham encantamento pela fé. A gente semeia, rega e nem sempre colhe os frutos na hora. Talvez o resultado apareça muitos anos depois. O importante é deixar uma semente e ajudar a formar um discipulado.
Na tua opinião qual o papel social da igreja?
A Igreja precisa ser um sinal de esperança. Em momentos difíceis, precisa levar uma palavra de fé e de força. Nas enchentes, muitas pessoas perderam tudo. Eu não fui atingida diretamente, mas procurei estar perto de quem estava desesperado e precisava ouvir uma palavra de esperança. Nossa comunidade católica atuou junto, recebendo voluntários, oferecendo suporte, sendo abrigo, mas principalmente reforçando a fé e a esperança.
Seu trabalho voluntário também faz parte dessa visão?
Sim. Acredito que os dons que recebemos precisam estar a serviço da comunidade.
Meu trabalho como secretária paroquial é remunerado, mas a catequese e o grupo de animação, com o canto nas missas, são voluntários. Às vezes alguém pergunta por que faço tanta coisa de graça. Eu acredito que a graça volta. Nunca me senti abandonada quando precisei.
Como você vê as críticas e o afastamento de pessoas da Igreja?
A Igreja é uma instituição forte. Tudo que dá fruto também recebe pedradas. Existem críticas e pessoas que se afastam, mas acredito muito na força da Igreja e na mensagem de Jesus, que ajuda as pessoas a descobrir o lado bom que existe dentro delas.
E em relação a intolerância religiosa e as divergências de fé, qual a sua opinião?
Precisamos respeitar. É como dentro de uma família: podemos pensar diferente, mas precisamos conviver com respeito. As enchentes mostraram isso. Católicos, evangélicos, luteranos, espíritas e pessoas de outras crenças se ajudaram. Naquele momento, a religião não foi uma barreira. Todos estavam unidos para ajudar quem precisava.
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“TEU VOTO, NOSSO VALE”
Domingo é o dia de eleger deputados RODRIGO MARTINI do Vale do Taquari rodrigomartini@grupoahora.net.br
Poucas vezes na história se debateu com tamanha intensidade a necessidade urgente de eleger deputados com fortes vínculos com o Vale do Taquari. Longe das decisões legislativas desde 2018 em âmbito estadual e 2014 em nível federal, a região perde força, voz e vez diante da falta de representatividade política em Porto Alegre e Brasília. Não
fossem as enchentes de 2023 e 2024 e dificilmente estaríamos no centro das atenções. E só o teu voto pode mudar essa realidade. O domingo pode ser transformador. E eu já defini minha estratégia. Meu voto vai para quem eu encontrarei no dia a dia. Na padaria da esquina. No clube esportivo ou social. Nas festas da comunidade. No Pastelão do Mário. No
restaurante. No shopping. Na Praça da Matriz de Lajeado, comendo um Carmelito. Ou no Cristo Protetor, na Lagoa da Harmonia ou em algum camping acolhedor em Marques de Souza. E lhe faço uma pergunta, caro leitor. Afinal, por que não apostar em alguém que você vai encontrar na escola ou na creche dos teus filhos, sobrinhos ou netos? Ou em alguém que estará todos os dias disponível aos veículos de comunicação da região, ou aos prefeitos, prefeitas e vereadores (as) do nosso Vale? E outra. Por que votar em alguém de fora e que só aparecerá de tempos em tempos? Neste domingo, vamos celebrar juntos essa conquista. Chega de celebrar a vitória de quem não vive e não sofre as mesmas dores e não respira as mesmas oportunidades da nossa gente. Ora, vamos celebrar em casa e confiar em quem vive em nosso quintal. O Vale do Taquari é grande demais para passar mais quatro anos distante da Assembleia e do Congresso. A hora é essa. A virada é domingo!
LUTA PELOS PARLAMENTOS
Em 2022, maioria dos votos do Vale foram pra fora O ano de 2022 não pode servir de parâmetro para o domingo. Na eleição geral passada, os candidatos da região a deputado estadual receberam pouco menos de 110 mil votos dos eleitores do Vale do Taquari. Já os candidatos a deputado federal
receberam menos de 60 mil votos dos moradores da nossa região. Lembrando que o Vale possuía algo em torno de 290 mil eleitores apto ao voto, e cerca de 40 mil não compareceram às urnas. A matemática é simples. E a chance é real.
TIRO - O único “Tiro curto” desta edição é para lembrar o eleitor: VOTE EM CANDIDATOS DO VALE DO TAQUARI PARA DEPUTADOS ESTADUAIS E FEDERAIS. E no fim da tarde deste domingo, dia 4 de outubro, vamos celebrar em casa. Boa eleição a todos!
Queremos atualizar essa foto histórica!
Foi um prazer, candidatos (as)! Tive a oportunidade de conversar com os 19 candidatos do Vale do Taquari e também da cidade de Venâncio Aires, município associado à Amvat e à Amturvales. Diferentes personalidades, propósitos e planos na política.
Diferentes percepções sobre políticas públicas já vigentes ou em vias de implementação. Diferentes visões de mundo, estado e Vale do Taquari. Foi um prazer compartilhar um “Café com Martini” com tantas personalidades distintas,
que muitas vezes abriram o coração para contar um pouco mais do lado humano, e um pouco menos o lado duro da vida política. E tudo está disponível na página do A Hora TV no YouTube. Portanto, eleitores, aproveitem e analisem!
ATENÇÃO, PREFEITOS (AS)!
Setor produtivo reforça o recado! A Câmara de Indústria e Comércio do Vale do Taquari (CIC/VT), em consonância com as principais associações e câmaras comerciais e industriais das cidades da região e representando empresas, empresários e o setor produtivo como um todo, deu o recado: vamos olhar com muito mais carinho aos candidatos a deputado estadual e federal que residam em nosso Vale. Um recado que, infelizmente, não foi absorvido por alguns prefeitos, prefeitas, vereadores, vereadoras e também alguns secretários e secretárias municipais que ainda fazem campanha para forasteiros. É bom lembrar: muitos que hoje não apoiam no movimento do “voto local” poderão concorrer nas próximas eleições gerais. E aí? O “print” é eterno...
O último programa Frente e Verso antes da votação deste domingo contou com a participação de três exdeputados estaduais do Vale do Taquari: Heron de Oliveira, Erni Petry e Hélio Musskopf. E vale a pena ouvir a íntegra da entrevista, disponível na página A Hora TV, no YouTube. Eles pertenciam a partidos diferentes, por vezes até antagônicos, e alguns inclusive dividiram o plenário da Assembleia gaúcha em um mesmo momento.
Além deles, o Vale coleciona outros ex-deputados. Aliás, estranho é o Vale não ter representantes nos parlamentos. Diante disso, é já na próxima segunda-feira, o nosso desejo é por uma foto semelhante a essa que ilustra o artigo, mas desta vez com os novos deputados estaduais e federais eleitos em nossa região. Chegou a hora. Eu estou confiante. Os nobres exparlamentares que ilustram esta foto histórica, também. E você, caro eleitor?
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vinibilhar@grupoahora.net.br
VINI BILHAR
O
Negócios em Pauta na Empresa DIVULGAÇÃO
Vibee Unimed VTRP fechará 2026 com um marco importante: mais de 100 startups aceleradas. O programa, iniciado em 2020, chega à 10ª turma ainda neste ano, com inscrições abertas. Conversamos com Rafael Zanatta, Gerente de Inovação do Vibee. O vídeo na íntegra, está no QR Code e no canal A Hora TV.
O que representa o marco de 10 turmas no programa? Rafael Zanatta - Muito importante para nós. Chegar à 10ª turma significa também ultrapassar a marca de 100 startups aceleradas e mostra que estamos construindo um programa consistente e relevante para o ecossistema de saúde. Onde se identifica uma startup promissora? Zanatta - Mais do que em uma boa ideia, em um problema real, um mercado relevante e, principalmente, na capacidade do time de executar e aprender rapidamente.
Indicadores
Dólar: R$ 5,21 | Ibovespa: 192.114,55
Evento destaca cases e lideranças do Vale
O movimento de inovação e startups tem crescido no Brasil? Zanatta - Na minha percepção, sim. O ecossistema brasileiro amadureceu bastante nos últimos anos e hoje temos mais startups, investidores, empresas e conexões acontecendo. A inovação definitivamente passou a estar mais presente na agenda das organizações porque é capaz de elevar as empresas para outro patamar. Como o Vibee se insere neste contexto de inovação? Zanatta - Conectando startups, empresas e o ecossistema para gerar inovação em saúde. Ace-
leramos startups, promovemos conexões e também realizamos um trabalho muito forte para desenvolver a Cultura de Inovação dentro da própria Unimed.
A Associação de Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil no Rio Grande do Sul (ADVB/RS) promoveu na noite de quinta-feira, 1º, a 43ª edição do Top de MKT, premiação que reconhece os destaques da comunicação de marcas em 24 categorias. Com recorde de inscrições, a edição reuniu 66 cases finalistas de 47 empresas na cerimônia realizada no Vista Pontal, em Porto Alegre. Durante o evento, o fundador e presidente da Rede de Farmácias São João, Pedro Brair, foi homenageado como Personalidade de Marketing e Vendas do Ano. Entre os premiados com atuação regional, foram reconhecidos a WEMIX – Bebidas Chiamulera, na categoria Drinks, Bebidas & Hidratação, e a Univates, em Educação, Conhecimento & Formação.
Qual sua dica para quem vai se inscrever? Zanatta - Essa dica vai para todo mundo que deseja empreender: tenha clareza sobre o problema que você resolve, conheça seu mercado e esteja disposto a ouvir, testar e evoluir. Aproveite o programa não só para desenvolver o negócio, mas também para ampliar seu conhecimento e conexões.
Certel premia associados com sorteios de seguros Os seguros oferecidos pela Certel aos associados seguem ampliando benefícios às comunidades da região. Por meio do Energia Seguro de Vida e do Energia Seguro Residencial, em parceria com a Axa
Seguradora, a cooperativa garante apoio em situações adversas e ainda possibilita a participação em sorteios mensais. Os prêmios são definidos com base nos resultados da Loteria Federal e podem chegar a
R$ 5 mil e R$ 10 mil. Nos meses de julho e agosto, dois associados foram contemplados com R$ 5 mil cada. Em julho, Dirce Maria Weizenmann, de Arroio Grande, em Arroio do Meio, foi
premiada com o Número da Sorte 25.308. Ela destacou a satisfação com os serviços da cooperativa e afirmou que o valor já tem destino definido. Em agosto, o contemplado foi
José Nilson Perreira de Souza, de Campo Branco, em Progresso, com o número 24.139. A família relatou surpresa com a premiação e reforçou a confiança nos serviços prestados pela Certel à comunidade.
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Mais de 340 mil votos em jogo
FILIPE FALEIRO
JHON WILLIAN TEDESCHI
Vale do Taquari chega às urnas neste domingo com o desafio de eleger representantes
Jovens avaliam pontos como economia e combate à corrupção ao escolher candidatos
Faixa etária e escolaridade
Região chega ao pleito deste domingo com 347,8 mil eleitores aptos e tenta transformar tamanho do eleitorado em representação na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados Karine Pinheiro
karine@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
S
ão mais de 347 mil eleitores, mas nenhuma cadeira ocupada por um representante com domicílio eleitoral no Vale do Taquari na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputados. Neste domingo, 4, a região volta às urnas com uma nova oportunidade de alterar esse cenário. O número equivale a cerca de 3,5% do eleitorado do RS. Os eleitores têm a missão de, em seis votos, definir o futuro do Vale do Taquari, do estado e do país. A eleição ocorre quatro anos depois de a região terminar o pleito de 2022 sem eleger representantes com ligação regional. A pulverização dos votos entre diferentes candidaturas esteve entre os fatores que
marcaram a disputa pela representação regional. O tamanho do eleitorado não se converte em representação. Em 2026, a região tem 19 candidatos na disputa por cadeiras no Legislativo. Destes, 12 concorrem a deputado estadual e sete a deputado federal. O cenário coloca novamente em discussão a capacidade da região de concentrar votos em nomes locais e ampliar a presença nas decisões estaduais e federais. Serão escolhidos, por ordem de votação na urna, deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente. A votação ocorre das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, em todo o país. O eleitor deve apresentar documento oficial com foto e pode levar uma colinha em papel com os números dos candidatos. No Vale, a eleição mobiliza 518 locais de votação, distribuídos
em 1.185 seções, por 39 municípios. Com a votação encerrada às 17h, começa a transmissão e a totalização dos votos. Os resultados podem ser acompanhados durante a apuração feita pelo Grupo A Hora, por meio da Rádio A Hora e pela página no YouTube A Hora TV.
Perfil do eleitorado O Vale chega às urnas com 347.877 eleitores aptos. Mas o tamanho do eleitorado não se distribui de forma uniforme. Lajeado concentra o maior número, com 64.300 eleitores. Na sequência aparecem Venâncio Aires (53.374), Teutônia (25.659), Estrela (24.693) e Taquari (19.347). Juntos, os municípios somam 187.373 eleitores, o equivalente a 54% da região. As mulheres são maioria no eleitorado regional: 180.528, o equivalente a 51,8% do total. A predominância, no entanto, não se repete em todos os municípios. Em 21 das cidades do Vale, os homens são maioria entre os eleitores.
LARISSA ESPINDOLA MESÁRIA
Como é minha primeira vez, tenho diversas dúvidas, mas com o treinamento estou tentando aprender”
A distribuição por idade concentra o maior contingente entre 40 e 59 anos. São quase 70 mil eleitores nessa faixa. O grupo reúne uma parcela significativa dos votantes em todas as cidades. Na outra ponta, os eleitores mais jovens têm participação menor. O voto é facultativo para quem tem 16 e 17 anos, faixa que reúne 2.394 pessoas. A escolaridade também revela concentração em níveis mais baixos de formação. Quase 35% dos eleitores declararam ter o ensino fundamental incompleto, maior percentual entre as categorias registradas. O ensino superior completo representa quase 10% do eleitorado, enquanto 1,56% declarou não saber ler e escrever.
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DISTRIBUIÇÃO POR ESCOLARIDADE
MAIOR COLÉGIO ELEITORAL GINÁSIO DA COMUNIDADE CATÓLICA DE CANABARRO Bairro Canabarro, Teutônia: 3.829 eleitores
MENOR COLÉGIO ELEITORAL SALÃO COMUNITÁRIO DE SÃO MIGUEL Linha São Miguel, Travesseiro: 69 eleitores
Eleitorado com peso dos mais velhos DISTRIBUIÇÃO POR GÊNERO
DISTRIBUIÇÃO POR FAIXA ETÁRIA
A composição etária ajuda a compreender a relação do eleitorado com o processo eleitoral. Do total, cerca de 104,2 mil têm 60 anos ou mais. Já os jovens de 16 e 17 anos representam 0,69% do eleitorado, enquanto a faixa de 18 e 19 anos reúne 7.138 pessoas. A presença de eleitores mais velhos ganha relevância porque, a partir dos 70 anos, o voto deixa de ser obrigatório. A participação eleitoral, no entanto, atravessa gerações. Marcus Aurélius Schneider, aos 19 anos, participa de uma eleição pela primeira vez. “É uma experiência nova e espero que eu escolha a melhor opção”, diz. Ao escolher os candidatos, ele afirma que estudou questões como economia e combate à corrupção. Aos 18 anos, Larissa Espindola também vota pela primeira vez e atua como mesária. Para ela, a experiência representa uma oportunidade de participar das decisões, embora a quantidade de candidatos e propostas gere dúvidas. Ela pesquisou as atribuições de cada cargo e buscou entender o funcionamento da votação. O contato com o processo eleitoral também ocorre pela
atuação como mesária. Larissa passou por treinamento e considera a função uma oportunidade para conhecer as etapas da eleição e compreender as regras que envolvem a votação. “Como é minha primeira vez, tenho diversas dúvidas, mas com o treinamento estou tentando aprender como funciona o passo a passo”, relata. Aos 87 anos, o ex-deputado estadual Hélio Musskopf representa outra geração de eleitores e traz para a discussão a experiência de quem acompanhou a presença de parlamentares da região na Assembleia Legislativa. Entre 1986 e 1990, segundo ele, o Vale chegou a ter cinco deputados estaduais e um suplente, o equivalente a 11% dos integrantes da Assembleia. A trajetória política leva Musskopf a relacionar a participação eleitoral com a representação regional. Na avaliação dele, a região tem potencial para eleger três deputados federais e seis estaduais, desde que haja mobilização dos eleitores. “Precisamos eleger um deputado que se comprometa com a região”, defende.
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Vale leva 19 nomes à disputa por cadeiras na Câmara e Assembleia Candidatos ligados à região reúnem diferentes gerações, trajetórias políticas e profissionais. Cinco estreiam nas urnas em 2026 Mateus Souza
mateus@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
A
região chega às eleições gerais de 2026 com 19 candidatos identificados com demandas e municípios da região na disputa por cadeiras no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa. São sete concorrentes a deputado federal e 12 a deputado estadual, em um grupo marcado pela diversidade de trajetórias e pelo contraste entre nomes experientes na política e estreantes nas urnas. Os candidatos estão distribuídos por 11 partidos e representam diferentes municípios do Vale. A relação reúne desde quem acumula décadas de atuação política até empresários, servidores públicos, profissionais liberais e candidatos que fazem a primeira tentativa de chegar a um cargo eletivo. Entre os candidatos, há nomes com longa experiência parlamentar, incluindo mandatos na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa. O grupo também inclui ex-prefeitos, exvice-prefeitos e atuais vereadores. Há quem tenha exercido funções em entidades representativas dos municípios e ocupado cargos importantes nas esferas estadual e nacional. Outro perfil recorrente é o de candidatos que já tiveram experiência no Legislativo municipal. Há representantes que estão no primeiro ou segundo mandato como vereador e outros que passaram pelo cargo em eleições anteriores antes de tentar uma vaga estadual ou federal.
Cinco estreantes Apesar da presença de nomes experientes, cinco dos 19 candidatos chegam às urnas pela primeira vez. O grupo é formado por concorrentes à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados. Entre eles estão empresários,
um jornalista e um vendedor. As idades dos estreantes variam de 30 a 45 anos, o que também ajuda a renovar o perfil etário da relação de candidatos ligados ao Vale. No outro extremo, o grupo reúne candidatos com 60 anos ou mais e trajetórias políticas consolidadas. A diferença entre o mais jovem e o mais velho é de 39 anos: o primeiro tem 30 anos, enquanto o candidato mais velho tem 69.
Força política Histórico por sua relevância econômica e social no RS, o Vale enfrenta no pleito deste domingo o desafio de recuperar seu protagonismo. A região, que na legislatura de 1986 a 1990 chegou a contar com seis parlamentares simultâneos, viveu nos últimos anos um vácuo de representação direta. Diante de um eleitorado regional de quase 350 mil eleitores, a
DEPUTADO FEDERAL
Enio Bacci PDT – 1277 68 anos Advogado
Felipe Força Tarefa Podemos – 2023 38 anos Empresário
Neide de Teutônia PSDB – 4575 54 anos Vendedora e vereadora
Carlos Ranzi MDB – 1555 46 anos Bancário e empresário
Bolacha Melo PL – 2255 58 anos Servidor público estadual
Matteus Amaral PP – 1133 30 anos Empresário e influenciador
Tenente Hampel Democrata – 3567 59 anos Policial militar
união em torno de candidaturas locais é apontada por ex-deputados como o caminho indispensável para garantir voz ativa na destinação de recursos e nas decisões estratégicas do Estado. Para o ex-deputado Hélio Musskopf, o momento exige mobilização consciente para
conter a abstenção e combater a pulverização de votos em candidatos externos à região. “Saiam com a sua colinha prontinha de casa, leva no bolso e vá lá na urna. Pratique o seu direito. Não anule o seu voto. Não vote em candidato de fora”, adverte, ressaltando que o eleitorado do Vale possui
PAULO CARDOSO
EX-DEPUTADOS DO VALE ESTADUAIS Oscar da Costa Karnal (Lajeado) Décio Martins Costa (Lajeado) Bruno Born (Lajeado) Mário Lampert (Lajeado) João Batista Marchese (Encantado) Dalton de Bem Stümpf (Lajeado) Guido Lermen (Arroio do Meio) Valdir Antônio Lopes (Cruzeiro do Sul) Antonino Fornari (Arroio do Meio) Elton Fensterseifer (Roca Sales) Guido Moesch (Arroio do Meio) Élio Corbellini (Lajeado) Gabriel Mallmann (Estrela) Hélio Musskopf (Estrela) Heron de Oliveira (Lajeado) Antonio Lorenzi (Encantado) Gleno Scherer (Venâncio Aires) Luiz Fernando Staub (Venâncio Aires) Erni Petry (Lajeado) Selvino Heck (Venâncio Aires) Luis Fernando Schmidt (Lajeado) Elmar Schneider (Estrela) Marquinho Lang (Bom Retiro do Sul) Ênio Bacci (Lajeado) Sidnei Eckert (Arroio do Meio)* Airton Artus (Venâncio Aires)*
volume suficiente para eleger ao menos três deputados estaduais e um federal. A importância da identificação e da confiança entre a comunidade e seus representantes é destacada pelo ex-deputado Erni Petry, que construiu sua trajetória na liderança do movimento sindi-
FEDERAIS José Bonifácio Cardoso Fregapani (Taquari) Guido Moesch (Arroio do Meio) Ênio Bacci (Lajeado) Daniel Fontana (Lajeado)* Márcia Scherer (Arroio do Meio)*
(*) Suplentes que assumiram mandatos em algum momento das legislaturas
Oliveira, Petry e Musskopf: ex-deputados com domicílio no Vale defendem voto em representantes locais
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cal rural e no Executivo municipal antes de chegar ao parlamento. “Quando o povo é assim simples e humilde, e confia numa pessoa, enquanto ele não perde essa confiança, ele sempre aposta”, frisa. Já o ex-deputado Heron de Oliveira enfatiza que ter parlamentares próprios transforma o parlamento em um canal permanente de acesso e acolhimento para prefeitos, lideranças e cidadãos do Vale em Porto Alegre. “A nossa região precisa ter assento na Assembleia, precisa ter representação qualificada porque teremos um local para onde nos dirigirmos”, argumenta.
Airton Artus PDT – 12012 69 anos Médico
DEPUTADO ESTADUAL
Roberto Lucchese MDB – 15386 41 anos Empresário
Luis Benoitt PL – 22888 43 anos Químico e vereador
Maneco Hassen PT – 13700 46 anos Advogado
Darlã Bellini PSDB – 45800 56 anos Advogado e vereador
Marcos Kayser Novo – 30100 37 anos Empresário
Mateus Trojan MDB – 15999 31 anos Empresário
Ramatis de Oliveira PL – 22233 46 anos Professor de ensino superior
Fabiano Diehl União Brasil – 44333 52 anos Jornalista
Paulinho Zinn Republicanos – 10555 40 anos Empresário
Samuel Maciel Novo – 30888 45 anos Vendedor
Juli Cuciolli PL – 22030 45 anos Servidora pública municipal
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Cartórios ajustam os últimos detalhes antes da votação
SEÇÕES ELEITORAIS POR ZONA ELEITORAL
Substituições de mesários, mudanças em locais e distribuição das urnas concentram os trabalhos na reta final para o primeiro turno
22ª ZONA ELEITORAL Sede: Guaporé Cobertura: Dois Lajeados* Total de seções: 8 Maior concentração de eleitores: Colégio Estadual Vicente de Carvalho (1.609 eleitores)
MATHEUS GIOVANELLA LASTE
21ª ZONA ELEITORAL Sede: Estrela Cobertura: Bom Retiro do Sul, Colinas, Estrela e Fazenda Vilanova Total de seções: 135 Maior concentração de eleitores: Emef Paulo Freire, em Estrela (2.464 eleitores)
29ª ZONA ELEITORAL Sede: Lajeado Cobertura: Canudos do Vale, Cruzeiro do Sul, Forquetinha, Lajeado, Marques de Souza, Progresso, Santa Clara do Sul, Sério Total de seções: 326 Maior concentração de eleitores: Colégio Castelinho, em Lajeado (3.271 eleitores) 56ª ZONA ELEITORAL Sede: Taquari Cobertura: Tabaí e Taquari Total de seções: 82 Maior concentração de eleitores: Escola Estadual Barão de Antonina, em Taquari (2.573 eleitores)
Mateus Souza
mateus@grupoahora.net.br
Matheus Giovanella Laste matheuslaste@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
A
poucos dias do primeiro turno das eleições, marcado para domingo, 4, os cartórios eleitorais do Vale entram na fase final de organização da votação. Enquanto urnas já passaram pelos procedimentos de preparação, equipes concentram esforços na logística, na distribuição dos equipamentos, na orientação de mesários e nas últimas alterações necessárias para garantir o funcionamento das seções. Em Encantado, a reta final ganhou um componente adicional. A 67ª Zona Eleitoral ainda trabalhava, na véspera da eleição, na substituição de mesários e responsáveis por prédios, além de reorganizar seções afetadas pela presença de famílias desabrigadas após a enchente recente. Conforme a chefe do cartório, Luciana Inês Gheno, somente
no dia foram necessárias mais de cinco substituições de mesários. A demanda ocorre, principalmente, por situações pessoais ou de saúde que impedem o cumprimento da função. “É bem corrido para conseguir substituições na última hora, porque tem gente que acaba tendo que fazer cirurgia ou um familiar, então pedem para a gente trocar. Só hoje já foram mais cinco”, relatou. Além dos mesários, dois administradores de prédios também precisaram ser substituídos no mesmo dia. A mudança exige trabalho adicional da equipe, que precisa orientar os novos responsáveis sobre os procedimentos do domingo.
Enchente muda locais Em Encantado, uma das principais preocupações está relacionada aos locais de votação. O Salão Comunitário do bairro Nossa Senhora Aparecida receberia duas seções, mas passou a ser ocupado por famílias
Em toda a região, são mais de 1,1 mil seções eleitorais espalhadas pelos municípios
atingidas pela enchente. Por isso, as duas seções foram transferidas para a Emei Navegantes, onde outras duas já estavam previstas. Com a mudança, quatro seções funcionarão no mesmo endereço. A concentração pode provocar maior movimentação, especialmente porque parte dos eleitores não está habituada ao novo local. “Isso pode dar um pouco de tumulto, porque é muito eleitor, tudo no mesmo local. Eles não são acostumados a votar lá e não sabem qual é a sala deles”, ponderou Luciana. A equipe pretende permanecer no local para orientar o eleitorado e indicar as salas correspondentes a cada seção. A Justiça Eleitoral recomenda que o eleitor confira o endereço antes de sair de casa. O TRERS reforçou a orientação
67ª ZONA ELEITORAL Sede: Encantado Cobertura: Doutor Ricardo, Encantado, Muçum, Relvado, Roca Sales, Vespasiano Corrêa Total de seções: 130 Maior concentração de eleitores: Escola Estadual Souza Doca, em Muçum (2.259 eleitores)
nesta semana, destacando que alterações de locais podem ser consultadas pelo e-Título e pelo Portal do TSE. Outro ponto acompanhado pela 67ª Zona Eleitoral é a ligação entre Encantado e Muçum. A ponte opera em sistema de pare e siga e continua com restrição para veículos pesados. Para Luciana, porém, a situação não deve interferir na votação nem na distribuição das urnas, desde que o trânsito permaneça liberado para os veículos autorizados.
Castelinho de volta O trabalho dos cartórios envolve uma estrutura distribuída por nove zonas eleitorais que atendem municípios do Vale e do entorno. Juntas, as zonas
93ª ZONA ELEITORAL Sede: Venâncio Aires Cobertura: Boqueirão do Leão, Mato Leitão e Venâncio Aires Total de seções: 206 Maior concentração de eleitores: Escola Estadual Zilda de Brito Pereira, em Venâncio Aires (3.015 eleitores) 104ª ZONA ELEITORAL Sede: Arroio do Meio Cobertura: Arroio do Meio, Capitão, Coqueiro Baixo, Nova Bréscia, Pouso Novo, Travesseiro Total de seções: 103 Maior concentração de eleitores: Colégio Bom Jesus, em Arroio do Meio (2.208 eleitores) 125ª ZONA ELEITORAL Sede: Teutônia Cobertura: Imigrante, Paverama, Poço das Antas, Teutônia, Westfália Total de seções: 125 Maior concentração de eleitores: Ginásio da Comunidade Católica de Canabarro, em Teutônia (3.829 eleitores) 145ª ZONA ELEITORAL Sede: Arvorezinha Cobertura: Anta Gorda, Arvorezinha, Ilópolis e Putinga Total de seções: 73 Maior concentração de eleitores: Instituto Estadual de Educação Felipe Roman Ross, em Arvorezinha (2.654 eleitores) (*) Cidade pertence ao Vale do Taquari, mas está em zona eleitoral de outra região.
listadas concentram 1.188 seções eleitorais, com diferentes níveis de movimentação conforme o tamanho dos municípios e dos locais de votação. A maior estrutura está na 29ª Zona Eleitoral, com sede em Lajeado, responsável por oito municípios e 326 seções. O Colégio Castelinho, em Lajeado, concentra 3.271 eleitores e figura entre os maiores locais de votação da região. A instituição de ensino volta a sediar uma eleição após quatro anos. Em 2024, as urnas foram realocadas para o campus Univates porque o prédio estava fechado após a enchente de maio de 2024. O maior colégio eleitoral do Vale está em Teutônia. O Ginásio da Comunidade Católica de Canabarro receberá pouco mais de 3,8 mil eleitores.
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Forças de segurança reforçam operação para garantir tranquilidade no pleito JHON WILLIAN TEDESCHI
Polícia, Ministério Público, Justiça Eleitoral e órgãos municipais articulam ações para o dia da votação. Trânsito também terá atenção especial em Lajeado
DIEGO PRUX PROMOTOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO (MPRS)
Trabalharemos desde as primeiras horas da manhã, circulando e monitorando as seções de votação, justamente para garantir a tranquilidade aos eleitores”.
Jhon Willian Tedeschi
jhontedeschi@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
O
dia do pleito mobiliza uma operação conjunta de diferentes órgãos para garantir que a votação ocorra com segurança, tranquilidade e respeito às regras eleitorais. Em Lajeado, além da atuação das forças de segurança e da Justiça Eleitoral, a organização envolve o planejamento do trânsito e da circulação de eleitores nas proximidades dos locais de votação. Uma reunião entre todas as forças de segurança envolvidas, ainda na terça-feira, 29, alinhou as estratégias para o decorrer do domingo. O planejamento envolve toda a área de cobertura da 29ª Zona Eleitoral, a maior do Vale do Taquari, que abrange oito municípios. A principal atenção está para eventuais crimes eleitorais, como aglomerações em locais de votação, por exemplo. “Nesse sentido o desafio é organizar o fluxo dos trabalhos e estabelecer as competências de
cada um”, ressalta a juíza eleitoral Débora Gerhardt de Marque. No âmbito do Ministério Público, a avaliação é de normalidade nos preparativos, conforme o promotor Diego Prux. E garante uma grande mobilização de todos os envolvidos na segurança para o domingo. “Trabalharemos desde as primeiras horas da manhã, circulando e monitorando as seções de votação, justamente para garantir a tranquilidade aos eleitores”, acrescenta. A delegada regional da Polícia Civil, Shana Luft Hartz, sinaliza
que haverá um reforço no efetivo, com rondas nos locais de votação. Por sua vez, o comandante do Comando Regional (CRPOVT), coronel Samaroni Zappe, endossa a estratégia, que terá 255 profissionais nas ruas na área de abrangência. “Teremos um emprego máximo dos recursos operacionais, visando um pleito com ordem e segurança a todas as pessoas.”
Mobilidade urbana Em relação ao trânsito,
ARQUIVO A HORA
SERVIÇO ESPECIAL Lajeado vai contar com ônibus urbanos que atendem a todos os bairros ao longo do domingo. As primeiras linhas começam a circular às 7h, com a linha que vai do Montanha ao Conventos, enquanto a última linha sai da Univates até São Bento às 18h. Não haverá cobrança de passagem.
Cartório Eleitoral de Lajeado conta com um esquema de isolamento específico por parte do Departamento de Trânsito
as estratégias envolvem o Departamento de Trânsito de Lajeado e a Polícia Rodoviária Federal (PRF). O coordenador do setor, Álvaro Medeiros, comenta que a atuação eleitoral fica mais restrita, apenas com o isolamento das imediações do Cartório Eleitoral. Já a PRF emitiu uma nota onde destaca que “equipes vão reforçar todo o trecho no Estado, com foco na fluidez do trânsito”. Além disso, ocorrem rondas em locais de alto índice de acidentes e as equipes rodoviárias estão habilitadas a apurar qualquer denúncia de crimes. A atuação dos órgãos federais de segurança pública estão guiadas por uma portaria conjunta do Ministério da Justiça e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No âmbito do programa Seu Voto Importa, da Justiça Eleitoral em nível nacional, a PRF pode disponibilizar serviço de transporte individual gratuito para eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida, mediante solicitação judicial.
DÉBORA GERHARDT DE MARQUE JUÍZA DA 29ª ZONA ELEITORAL
Nesse sentido o desafio é organizar o fluxo dos trabalhos e estabelecer as competências de cada um”.
Como informar irregularidades As irregularidades de campanha e no dia da eleição podem ser denunciadas à Justiça Eleitoral e ao Ministério Público pelo sistema Pardal. Até às 15h da sexta-feira, 3.849 registros foram feitos no Rio Grande do Sul. Destes, 64 foram em municípios do Vale do Taquari. Lajeado teve o maior número de casos, com 26 denúncias. A predominância dos casos envolve candidaturas a deputado estadual ou federal. No domingo a possibilidade de informar este tipo de situação se mantém. Para o registro, o cidadão pode utilizar o portal ou o aplicativo para iOS e Android, e fazer a autenticação pelo e-Título ou pelo Gov.br. A denúncia pode ser acompanhada de fotos, vídeos ou áudios que comprovem a ocorrência relatada.
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O país dividido diante das urnas
Visões antagônicas marcam as últimas duas eleições e, mais uma vez, o primeiro turno tem como favoritos Lula e Flávio Bolsonaro. Terceira via tem dificuldade em alcançar o eleitorado
Disputa entre direita e esquerda prolonga o embate político de 2022, enquanto denúncias, críticas ao STF e dificuldades do cotidiano pesam na escolha do eleitor. Especialistas analisam o desgaste dos radicalismos e os limites entre enfrentar adversários e rejeitar as regras democráticas Filipe Faleiro
filipe@grupoahora.net.br
PAÍS
O
confronto entre os campos políticos ligados a Lula e Bolsonaro permanece. Depois de 41 anos do fim do Regime Militar, o país chega a mais uma eleição com o debate sobre projetos de governo perdendo espaço para ataques, denúncias e dúvidas sobre a atuação de autoridades. Para quem acompanha a disputa por votos sem se identificar com algum lado, a insistência nesse embate aumenta a distância da política e um sentimento de cansaço. É o que afirma o cientista político e professor da Escola de Humanidades da PUC-RS, Augusto Neftali. Para ele, o PT preserva a liderança da esquerda, enquanto o movimento associado a Bolsonaro reúne diferentes siglas da direita, com a coordenação do PL. “A eleição ocorre entre essas
forças, mas a preocupação está no momento em que os ataques deixam os candidatos e se voltam contra as regras da escolha.” Neste sentido, o risco de fragilizar a democracia é quando as suposições de fraude no voto ultrapassam os atores políticos e alcança setores não politizados, seja no eleitorado ou em instituições apartidárias. “Pela primeira vez, vemos muita pressão sobre o STF (Supremo Tribunal Federal). Há dez anos, ninguém sabia o nome dos ministros da corte. Hoje, grupos associam um ou outro como amigo ou inimigo.” A consequência é aumentar os questionamentos sobre os resultados do pleito. Na avaliação dele, desacreditar o voto antes de aceitá-lo como expressão da vontade dos eleitores abre caminho para conflitos. “O complicado do ponto de vista democrático é quando essas questões não são usadas para discutir como melhorar a democracia, mas sim como argumentos para enfraquecê-la e deslegitimar o processo.” Ainda que haja um esgotamento em relação aos escândalos e crise institucional, na hora do voto, emprego, renda, serviços públicos e valores pessoais continuam sendo mais decisivos. “As eleições serão marcadas mais pelas questões econômicas imediatas e por valores subjetivos do que por temas institucionais complexos.”
Matriz da divisão A polarização atual tem raízes na crise de 2015 e 2016, afirma o cientista político Augusto Neftali. O impeachment de Dilma Rousseff e a Lava Jato marcaram
AUGUSTO NEFTALI DE OLIVEIRA CIENTISTA POLÍTICO DA PUCRS
“O complicado do ponto de vista democrático é quando essas questões não são usadas para discutir como melhorar a democracia, mas sim como argumentos para enfraquecê-la.” uma ruptura na organização dos partidos. Neftali chama esse período de “era crítica”, quando acontecimentos de grande impacto alteram as forças que disputam o poder. No passado, a partir dos anos de 1990, PT e PSDB concentravam a competição pela Presidência. Na leitura do pesquisador, os dois procuravam ampliar apoio entre eleitores de centro. “Era uma polarização que tendia ao centro, com aproximação ideológica e um ambiente político de certo modo mais tranquilo.” A crise de confiança depois dos escândalos abriu espaço para o crescimento do bolsonarismo, realça Nefteli. “O PT atravessou o período e permaneceu como principal força da esquerda, enquanto o novo polo opositor reuniu grupos de direita em diferentes partidos”.
O cientista político considera que a eleição mostra sinais de saída da fase mais aguda. “É uma eleição que ainda se coloca nos termos da polarização, mas já tem elementos que indicam a saída desse momento crítico e o restabelecimento de um sistema partidário a partir de uma configuração menos fragmentada”.
“Mostrar o pior do outro” Para o advogado especialista em direito eleitoral Fábio Gisch, a campanha nacional se sustenta em ataques. “Não é mostrar o que eu tenho de bom, mas que o outro é pior”. Neste sentido, toda a campanha se concentra na busca por falhas, acusações e episódios capazes de prejudicar o outro lado. O projeto de país, avalia, fica em segundo plano. “Qualquer coisa vira motivo. Vou abrir uma hipótese. Um candidato é flagrado jogando um toco de cigarro no chão. Isso vira corte, com ameaça de processo por crime ambiental”. Como efeito, o direito de escolha, o uso de recursos, as estruturas partidárias e a militância se posiciona mais no sentido de fortalecer narrativas do que debater .“O que deveria ser principal, o voto, acaba sendo uma chancela final para algo pré-definido. Não há um processo de troca de ideias, de análise de projetos, de avaliação.” No eleitor não identificado, há um processo de perda de confiança, acredita Gisch. Na avaliação do jurista, o desgaste aumenta quando o cidadão percebe tratamentos diferentes perante a lei. “É difícil para o eleitor ver
CESAR GOES DOUTOR EM SOCIOLOGIA
“Todos prometem a mesma coisa: acabar com a fome, aumentar os recursos para educação, saúde, segurança, habitação e saneamento. Então, que raios acontece que as alternativas políticas não convergem nessa direção?” escândalos com os poderosos e não acontece nada. Aquele pai ou mãe que enfrentam um processo judicial, perdem o sono, precisam se desdobrar para quitar uma dívida, enquanto milhões e milhões são usados como moedas de troca e fica por isso mesmo.”
Confiança no andar de baixo O jurista Marco Mejía retoma a crítica diante da atuação e a exposição da cúpula do Judiciário federal. Porém, ao avaliar a segurança do processo eleitoral, volta o olhar para o trabalho de magistrados, promotores, cartórios e mesários nos municípios. É nessa estrutura que deposita confiança para a condução do pleito.
iretas Já” ao radicalismo de 2022
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Outubro de 2006 Lula buscava a reeleição e tinha Geraldo Alckmin (PSDB) como principal rival. Ao todo, foram oito candidatos. O primeiro turno foi em 1º de outubro de 2006. O petista, mais uma vez com José Alencar como vice, teve 48,6% dos votos. O tucano ficou com 41,6%. No segundo turno, Lula conseguiu mais de 58 milhões de votos (60,8%). Alckmin fez 37,5 milhões (39,1%)
Houve 22 candidatos (seriam 23, a candidatura de Sílvio Santos foi indeferida). O segundo turno, em 17 de dezembro de 1989, teve Fernando Collor de Mello (PRN) e Luís Inácio Lula da Silva (PT). A campanha de “Caçador de Marajás”, de Collor, venceu com mais de 35 milhões de votos (53% do eleitorado)
Sexta eleição
Outubro de 2010 O PT lança a sucessora de Lula. Dilma Rousseff forma chapa com Michel Temer. Ao todo eram nove candidatos. O principal rival dos petistas, mais uma vez era o PSDB, com José Serra. No primeiro turno, em 3 de outubro de 2010, Dilma teve 46,1% das preferências. Serra com pouco mais de 32%. O segundo turno foi em 31 daquele mês. Com vitória do PT. Foram mais de 55 milhões de votos (56% do eleitorado)
Segunda eleição
3 de outubro de 1994 Foram oito candidatos (seriam 11, houve três registros indeferidos). Fernando Henrique Cardoso (PSDB) venceu no primeiro turno. O ministro da Economia do governo de Itamar Franco (vice-presidente de Collor, que renunciou). FHC alcançou mais de 34 milhões de votos. Um total de 54,2% do eleitorado. Lula ficou em segundo, com pouco mais de 17 milhões de votos (27,07%).
Sétima eleição
Outubro de 2014 Dilma Rousseff repete dobradinha com Michel Temer. O principal rival é Aécio Neves (PSDB). No total, 11 postulantes ao Planalto. O primeiro turno foi em 5 de outubro. A votação foi a mais equilibrada na história da redemocratização. A decisão, em 26 de outubro, teve 54,5 milhões de votos em Dilma (51,6%) e pouco mais de 51 milhões em Aécio (48,3%).
Terceira eleição
4 de outubro de 1998
Foram sete candidatos. Na quarta tentativa, Luís Inácio Lula da Silva (PT) venceu no segundo turno. Para tanto, fez uma coalização com o PL de José de Alencar. No primeiro, dia 6 de outubro, teve 46% da preferência dos eleitores. No segundo turno, contra José Serra (PSDB), conseguiu uma ampla vantagem. Lula se tornou presidente com mais de 52 milhões de votos (61,2%)
Nona eleição
Ao todo, 13 candidatos. A disputa teve a ascensão de Jair Bolsonaro (PSL). Ao lado dele, o general Hamiltou Mourão (PRTB). Marcou a perda de espaço do PSDB, que teve Geraldo Alckimin como postulante. O PT foi representado pelo ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. O primeiro turno foi em 7 de outubro. Bolsonaro fez 49,2 milhões de votos (46,03%). E Haddad, com 31,3 milhões (29,2%). A vitória do ex-capitão do Exército se confirmou em 28 de outubro. Bolsonaro fez mais de 57,7 milhões de votos (55,1%).
Ao todo, 13 candidatos. A disputa teve a ascensão de Jair Bolsonaro (PSL). Ao lado dele, o general Hamiltou Mourão (PRTB). Marcou a perda de espaço do PSDB, que teve Geraldo Alckimin como postulante. O PT foi representado pelo ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. O primeiro turno foi em 7 de outubro. Bolsonaro fez 49,2 milhões de votos (46,03%). E Haddad, com 31,3 milhões (29,2%). A vitória do ex-capitão do Exército se confirmou em 28 de outubro. Bolsonaro fez mais de 57,7 milhões de votos (55,1%).
Outubro de 2018
Outubro de 2002
Outubro de 2018
Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL) vão para o segundo turno. No primeiro, em 2 de outubro, Lula recebe 48,4% dos votos válidos, contra 43,2% de Bolsonaro. A decisão ocorre em 30 de outubro, na disputa mais apertada desde a redemocratização.
Outubro de 2022
inou com a reeleição so (PSDB) também nte da época de quatro anos de votos (53%). ele ano, o PT se a Leonel Brizola. A s de votos (31,7% do
Quarta eleição
Oitava eleição
Oitava eleição
Total de 12 candidatos. Culminou com a reeleição de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) também em primeiro turno. O presidente da época conseguiu superar a votação de quatro anos antes. Com quase 36 milhões de votos (53%). Lula ficou em segundo. Naquele ano, o PT se coligou com o PDT. O vice era Leonel Brizola. A dupla conseguiu 21,4 milhões de votos (31,7% do eleitorado)
11, houve três do Henrique Cardoso rno. O ministro Itamar Franco e renunciou). FHC de votos. Um total ficou em segundo, es de votos (27,07%).
Outubro de 2010
Sexta eleição
Dezembro de 1989
O PT lança a sucessora de Lula. Dilma Rousseff forma chapa com Michel Temer. Ao todo eram nove candidatos. O principal rival dos petistas, mais uma vez era o PSDB, com José Serra. No primeiro turno, em 3 de outubro de 2010, Dilma teve 46,1% das preferências. Serra com pouco mais de 32%. O segundo turno foi em 31 daquele mês. Com vitória do PT. Foram mais de 55 milhões de votos (56% do eleitorado)
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ezembro de 1989, o (PRN) e Luís Inácio a de “Caçador com mais de 35 itorado)
Lula buscava a reeleição e tinha Geraldo Alckmin (PSDB) como principal rival. Ao todo, foram oito candidatos. O primeiro turno foi em 1º de outubro de 2006. O petista, mais uma vez com José Alencar como vice, teve 48,6% dos votos. O tucano ficou com 41,6%. No segundo turno, Lula conseguiu mais de 58 milhões de votos (60,8%). Alckmin fez 37,5 milhões (39,1%) 23, a candidatura de
Outubro de 2006
Quinta eleição
isputas ao longo das eleições
O desafio de conviver com a divergência permanece depois da contagem. Para o economista e ex-reitor da Univates, Ney Lazzari, a experiência acumulada desde o fim do Regime Militar mostra que os instrumentos democráticos permitem corrigir erros e substituir autoridades. “Os problemas da democracia “Nas comarcas dos municípios e brasileira, como a polarização, em segunda instância, não vi na mi- as tensões entre os Poderes e a nha vida juízes corruptos”, afirma. desconfiança nas instituições, Mejía destaca a proximidade desses não serão resolvidos com atalhos profissionais com as comunidades e autoritários, mas com mais e mais inclui o Ministério Público e a OAB transparência e democracia”. entre os agentes que acompanham Lazzari defende a liberdade de e fiscalizam o processo. expressão,Movimentos a imprensa livre, umà ligados Quanto descontrole ao cenário denos polarizaJudiciário independente e eleições direita no país ganharam da inflação, gastos ção, considera que ele, por si só, periódicas força comoacondições para partir de 2013. e na gestão pública, o outro modePrincipal momento foi representa risco democracia. preservar esse caminho. lo não volta a ascender. “Oà liberalismo impeachment conflitos deproposta ideias, dede posições, Essasdurante garantias permitem aode se“Os credencia com mais Dilma Rousseff de ideologias são necessários. O eleitor continuar a cobrar depois austeridade. Essas formas se suceque não podemos perder é o foco da de escolher os representantes. O dem e se desgastam.” prudência do discurso.” doutor em sociologia Cesar Goes O reflexo aparece com a perda de demos cair na vala comum. São conamplia essade responsabilidade força das siglas tradicionais e dos ceitos difíceis serem compreendipara o período entre as eleições, próprios políticos. “Vemos muito dos hoje.” Promessas e quando a população precisa deste descrédito hoje.” Em cima disso, ressalta queenhá contrar espaçomais para influenciar um discurso permanenteas interesses decisões dos ligados eleitos. a uma deentre grupos Consciência Doutor em sociologia, Cesar As dificuldades acabam terminada corrente não devido às tecGoes relaciona o conflito político nologias. com o resultado, ressalta. “Em “Uma grande parte das atual ao motivo, cenário acredita de desigualdade princípio, democrátiO outro Dalmáz, pessoas quetoda nãodisputa se posicionava nacional e também pela memória história de começou ca é dura, em especial pós-eleições está relacionado à pouca a cobrar. Começou a disdo país. Na avaliae sobretudo A daautoritarismo população. “Conhecemos pouco cutir política.para Nasquem redesperde”. sociais, ção História, dele, escolher representantes argumenta, não pode exsobre Política e Economia. é sederrota, aproximaram daquelas grupos parte daapopulação cluir uma parcela da sociedade da A pouco geraçãoquando que começou votar em com mais afinidade.” permanece sem acesso a direitos vida pública nem tornar impossí89 carregava consigo a esperança de Como consequência, manifestabásicos de qualidade e semmelhoespaço ções velse o diálogo com quem venceu. poder escolher os candidatos tornaram mais comuns. “O influenciar o governo. É também para voz respara preparados.” que era algo típico depreservar partidos eacordistância aparece nas não rentes de quem discordamais que vinculadas Lazzari deNaEssa medida que os projetos ideológicas promessas de campanha. fende a continuidade das liberdaderam certo, surgiram outras“Todos gera- a esquerda também viraram ferraprometem mesma coisa: acabar mentas des democráticas. “A experiência ções que não avivenciaram o período dos seus críticos.” a fome, aumentar os recursos histórica quemarcado ditaduras decom restrição política e censura, arO ano demostra 2013 foi por para educação, saúde, segurança, não eliminam os problemas: gumenta. “Neste cenário, discursos protestos. O que permaneceuapeao infraestrutura, habitaçãoas e saneanas silenciam quem os denuncia”. autoritários, de centralizar deci- longo dos anos subsequentes. “Hamento. que em raios acontece sões e dar Então resultados curto prazo via uma massa de pessoas desconassedutor. alternativas políticas não seque torna Vimos nos últimos tentes e que acharam na corrupção convergem direção?” anos pessoas nessa levantando faixas em uma necessidade de cobrar mudanGoes, o impasse favorPara de intervenção militar.está Um epi- ças. O curioso é que tudo ocorreu nos interesses que grupo sódio contraditório e cada que se explica em um momento de grande NEY atuação representa nos privilégios que as das políticas e da Justiça.” LAZZARI pela memóriaecurta e o pouco conheECONOMISTA mudanças representam. Ampliar cimento.” Para ele, neste momento polío acesso a direitos básicos exige tico, há uma relativização dessa enfrentar setores que resistem à cobrança por transparência, ética “Eleitor passional problemas perda de poder, diz. e de“Os conduta dos políticos. “Depen“Não guardo ilusão com o terrelativiza conceitos” de do seguidor. A corrupção é ruim da democracia mo polarização. Prefiro pensar em dependendo de quem pratica e de brasileira, como temos uma do processo em quem Para radicalização o cientista político Fredi Cacondena. Infelizmente direção um quadrousado anti demomargo, o asentimento como umaairracionalidade. O eleitor paspolarização, crático”. capital político de antipetismo se sional relativiza conceitos. É capaz Na avaliação sociólogo, a as tensões entre enfraquece. Junto do com isso, os próde pedir pena de morte para um descrença dede parte do eleitorado prios conceitos esquerda e direita ladrão de galinha, mas defende seu os Poderes e a não envolve apenas diferenças também não estão claros. “Não po- político de estimação.” entre candidatos, mas também desconfiança nas quem consegue ser ouvido e ter instituições, não as demandas atendidas depois da eleição. serão resolvidos “Quando o voto não se traduz em melhorias na vida, cresce a com atalhos distância entre o cidadão e as autoritários.” instituições. Assim, para aqueles
Quinta eleição
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Depois do resultado
Primeira eleição
Dilma Rousseff repete dobradinha com Michel Temer. O principal rival é Aécio Neves (PSDB). No total, 11 postulantes ao Planalto. O primeiro turno foi em 5 de outubro. A votação foi a mais equilibrada na história da redemocratização. A decisão, em 26 de outubro, teve 54,5 milhões de votos em Dilma (51,6%) e pouco mais de 51 milhões em Aécio (48,3%).
“Hoje o discurso é polarizado ao extremo. Isso é muito infantil. Sinceramente, divergências são salutares. O que não podemos perder é o foco da prudência do discurso.”
Principais disputas ao longo das eleições
Outubro de 2014
JURISTA
que ficam alijados do jogo, resta a desconfiança”. O efeito, ressalta, varia conforme as condições de vida: grupos com renda, direitos e influência distintos não enfrentam uma crise da mesma maneira.
Sétima eleição
MARCO MEJÍA
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O que pode e não pode no domingo Documento com foto é indispensável para a votação. Lei permite uso de cola impressa com os números dos candidatos e proíbe que o eleitor vá até a cabine com celular
O que é proibido
Manifestação individual e silenciosa: O eleitor pode usar camisetas, broches, adesivos e bandeiras para mostrar sua preferência por candidatos ou partidos de forma isolada;
Celular na cabine: É proibido entrar na cabine de votação com celulares, câmeras ou filmadoras; os aparelhos devem ser desligados e deixados com os mesários;
Uso de cola eleitoral: É permitido levar um papel com os números dos candidatos anotados para facilitar a digitação na urna; Vestimenta casual: É permitido votar de bermuda e chinelo, desde que não se usem trajes de banho (como sunga ou biquíni);
Maira Schneider
mairaschneider@grupoahora.net.br
Auxílio na votação: Eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida podem contar com a ajuda de uma pessoa de sua escolha para votar.
VALE DO TAQUARI
O
s eleitores vão às urnas neste domingo para escolher deputados federal e estadual, dois senadores, governador e presidente da República. Para agilizar o processo de votação, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) orienta que os votantes levem uma cola com os números dos candidatos, verifiquem previamente o local de votação e apresentem documento oficial com foto. A votação ocorre das 8h às 17h, no horário de Brasília. Eleitores que estiverem na fila até o horário de encerramento terão garantido o direito de votar. A legislação eleitoral proíbe o ingresso na cabine de votação com telefone celular e veda manifestações coletivas de apoio a candidatos, bem como a realização de propaganda eleitoral no dia do pleito. A restrição também se aplica aos mesários, que não podem utilizar roupas ou objetos que caracterizem propaganda política. Domingo não é dia de pedir voto. A restrição alcança diferentes formas de propaganda e busca garantir que o eleitor chegue à urna sem novas ações destinadas a influenciar sua escolha.
O que é permitido
No 1º turno das Eleições 2026, a eleitora e o eleitor farão seis escolhas na urna eletrônica.
Boca de urna e pedidos de voto: É proibido pedir votos, tentar convencer eleitores ou fazer propaganda eleitoral no dia do pleito; Manifestação coletiva: São proibidas aglomerações de pessoas com roupas padronizadas ou bandeiras que caracterizem ato coletivo de campanha; Comícios e carreatas: Não é permitido realizar comícios, passeatas, caminhadas ou usar altofalantes/amplificadores de som; Distribuição de brindes e material: É proibido distribuir santinhos, camisas, bonés ou qualquer brinde de campanha; Porte de armas: É proibido portar armas a menos de 100 metros das seções de votação.
Pode levar uma colinha? Sim. O eleitor pode levar uma anotação em papel com os números dos candidatos para consultar na hora de votar.
Bebidas alcoólicas são permitidas
Quem precisa votar? No Brasil, o voto é obrigatório para brasileiros alfabetizados maiores de 18 e com menos de 70 anos. Para pessoas analfabetas, jovens de 16 e 17 anos e acima dos 70 anos, o voto é facultativo.
Horário A votação ocorre das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. O eleitor deve conferir previamente o local de votação e levar um documento oficial de identificação.
Como descubro o local de votação? O local de votação pode ser consultado pelo e-Título, Portal do TSE ou WhatsApp Tira Dúvidas. No portal, basta acessar “Autoatendimento ao Eleitor” e a opção “Onde votar”.
Quais documentos são válidos? O eleitor deve apresentar um documento de identificação oficial com foto.
SÃO aceitos carteira de Identidade Nacional (CIN); carteira Nacional de Habilitação (CNH); identidade social; passaporte; carteira de categoria profissional reconhecida por lei; carteira de trabalho física.
NÃO são aceitos certidões de nascimento e de casamento; carteira de trabalho digital.
A chamada Lei Seca Eleitoral não é uma regra federal única, mas uma decisão tomada individualmente por cada Estado. No Rio Grande do Sul, por exemplo, o consumo e a venda ocorrem normalmente. De acordo com o TRE-RS, o Estado não aplica a vedação desde 1994.
Título irregular, posso votar?
Não, quem está com o título de eleitor irregular (cancelado ou suspenso) não pode votar. Após o período eleitoral, a situação pode ser resolvida de forma online no Portal do TSE pela aba de Atendimento Eleitoral ou pelo aplicativo e-Título.
Preciso do cadastro biométrico para votar?
Não, não é obrigatório ter feito o cadastro biométrico para votar nas eleições de 2026, de acordo com o TSE. Você pode votar normalmente se o seu título de eleitor estiver em dia com a Justiça Eleitoral, mesmo sem as digitais cadastradas.
Se eu não votar, o que acontece?
O eleitor sujeito ao voto obrigatório que não comparecer às urnas deve justificar a ausência ou, caso não apresente a justificativa ou ela não seja aceita, quitar a multa eleitoral.
Como justifico minha ausência?
O eleitor que não votar pode justificar a ausência pelo e-Título ou por requerimento específico. O prazo é de até 60 dias após cada turno, que são considerados eleições independentes.
O que acontece caso não se regularize a situação eleitoral? Quem não regularizar a situação eleitoral pode enfrentar restrições para assumir cargos públicos, participar de concursos, obter documentos e emitir a certidão de quitação eleitoral.
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A Hora mobiliza equipes no Vale, capital e Zona Sul Mais de 100 profissionais do Grupo A Hora se dividem os municípios. Cobertura começa às 6h, integra rádio, portal, redes sociais e impresso e acompanha votação, apuração e desempenho dos candidatos locais Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
D
as primeiras movimentações nos locais de votação até a definição dos eleitos, os profissionais do Grupo A Hora estarão mobilizados neste domingo, 4, em uma cobertura que deve ultrapassar 15 horas. Repórteres, jornalistas, técnicos, produtores e apresentadores se dividem entre as principais cidades do Vale do Taquari, nos estúdios, e Porto Alegre para acompanhar cada etapa das Eleições 2026. No rádio e em live, a programação especial começa às 6h e segue até a divulgação dos resultados. Equipes nas ruas acompanham o movimento nos locais de votação e abastecem, ao mesmo tempo, rádio, portal e redes sociais. Em Porto Alegre, uma equipe acompanha os comitês dos candidatos ao governo do Estado. Coordenador da Central de Jornalismo, Felipe Neitzke destaca que a integração das plataformas permite ampliar a entrega ao longo de todo o dia. Durante a apuração, a programação acompanha as atualizações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com atenção especial ao desempenho dos candidatos do Vale à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados. “É uma grande cobertura, tanto em número de profissionais envolvidos quanto pela responsabilidade de
FERNANDO WEISS DIRETOR EDITORIAL E DE PRODUTOS DO GRUPO A HORA
Cada vez mais nos esforçamos para ser um canal completo, para que os eleitores e a comunidade regional tenham acesso, por meio das ferramentas e plataformas do A Hora, a tudo que desejam e precisam.”
pleito. “O primeiro ponto é uma equipe ainda mais qualificada para entregar conteúdo de qualidade e manter a audiência por dentro de todos os cenários”, destaca. A mobilização deste domingo representa a etapa final de um trabalho iniciado há mais de um ano. Ao longo do período, o projeto Pensar Eleições 2026 abriu espaço para demandas regionais, entrevistas, debates e acompanhamento dos candidatos. O portal mantém uma página dedicada ao projeto
Cobertura em Pelotas Enquanto mais de 50 profissionais atuam na operação concentrada no Vale do Taquari, a cobertura eleitoral do grupo também mobiliza a equipe na Zona Sul do estado. A estrutura do A Hora do Sul, em Pelotas, acompanha o processo eleitoral da região com equipes de jornalismo, produção e técnica e programação pela rádio.
e reúne conteúdos produzidos durante o processo eleitoral.
Informação em meio ao excesso Diretor Editorial e de Produtos do Grupo A Hora, Fernando Weiss avalia que a dimensão da cobertura também acompanha uma responsabilidade maior do jornalismo diante da circulação de informações falsas. “O jornalismo profissional existe, justamente, para dar curadoria a tudo que cerca o pleito”, afirma. Segundo Weiss, o componente emocional de um dia de eleição aumenta a procura por informações apuradas e confiáveis. A proposta, conforme o diretor,
ONDE A REPORTAGEM VAI ESTAR
levar informação precisa e com agilidade”, afirma Neitzke. O trabalho não termina no domingo. Na manhã de segundafeira, uma edição extra do Jornal A Hora chega aos assinantes com os resultados, detalhes do pleito e as primeiras análises do cenário definido pelas urnas.
Apuração voto a voto Uma das novidades deste ano está no ambiente digital. O portal do Grupo A Hora terá um painel integrado ao sistema do TSE, com atualização da apuração em tempo real. A ferramenta permite acompanhar a evolução dos votos enquanto as equipes produzem informações e análises sobre os cenários regional, estadual e nacional. Para Neitzke, a tecnologia amplia uma estrutura que também chega mais preparada ao
Equipe em Porto Alegre
Lajeado/Arroio do Meio: Caetano Pretto, Cicero Copello, Estevão Heisler, Filipe Faleiro, Gabriel Santos, Karine Pinheiro, Mateus Souza e Vini Bilhar. Estrela: Daniély Schwambach e Joilson Pereira. Teutônia: Lautenir Júnior. Encantado/ Muçum: Diogo Fedrizzi e Matheus Giovanella Laste. Taquari: Maira Schneider. Venâncio Aires: Ezequiel Neitzke. Porto Alegre: Jhon Willian Tedeschi, Daniel Félix e Jean Costa.
é fazer com que rádio, portal, redes sociais e jornal trabalhem de forma integrada. “Cada vez mais nos esforçamos para ser um canal completo, para que os eleitores e a comunidade regional tenham acesso, por meio das ferramentas e plataformas do A Hora, a tudo que desejam e precisam”, destaca. A cobertura também mantém atenção sobre a representatividade política regional. O tema acompanha o Grupo A Hora desde eleições anteriores e ganhou força neste ano com o movimento Teu Voto, Nosso Vale, articulado por entidades regionais. Conforme Weiss, a mobilização busca estimular a discussão sobre a presença de representantes do Vale nos espaços de decisão estadual e federal.
Equipe no Vale do Taquari
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CENÁRIO REGIONAL
Saúde mental desafia rede de cuidado do Vale Região tem 73 leitos com projeção de chegar a 86, em nove hospitais. Especialistas defendem reforço da atenção primária para evitar que a emergência seja a porta de entrada para o tratamento Lautenir Junior
lautenir@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
A
emergência tem se tornado a porta de entrada para uma parcela significativa dos pacientes com transtornos mentais no Vale do Taquari. No Hospital Ouro Branco, em Teutônia, 55% das pessoas internadas por problemas de saúde mental em 2026 chegaram diretamente pelo pronto atendimento. Apenas 6% foram encaminhadas pela Atenção Primária. O dado expõe um dos principais desafios da rede: identificar o sofrimento antes que ele evolua para uma situação de crise. O cenário foi discutido nessa semana, durante o 5º Café com o HOB, promovido pelo Hospital Ouro Branco. O encontro reuniu representantes da saúde pública, assistência social e profissionais do próprio hospital para discutir prevenção, tratamento e os impactos do aumento da demanda sobre os serviços. “É uma epidemia já
Pela região
37 municípios atendidos pela 16ª CRS 73 leitos em oito hospitais 8 CAPS na região 7 alcance de leitos após ampliação em Cruzeiro do Sul estabelecida”, afirmou o diretor médico e técnico do Hospital Ouro Branco, Guilherme Vogt, ao abordar o crescimento dos transtornos mentais. Para ele, a doença mental representa “o mal do século 21”. A pressão aparece nos números do hospital. Foram 96 internações em saúde mental em 2026, com permanência média de 16 dias. A instituição mantém dez leitos específicos para esse atendimento e recebe pacientes de diferentes municípios da região.
O perfil dos internados também ajuda a dimensionar o problema. Dependência de álcool e outras drogas representa 38% dos principais diagnósticos registrados pelo serviço. A depressão responde por 32%. Homens representam 68% das internações e mulheres, 32%. A maior parte dos pacientes está na faixa adulta. Pessoas entre 30 e 59 anos representam 65% das internações. Jovens de 18 a 29 anos são 15%, assim como pessoas com mais de 60 anos. Adolescentes entre 12 e 17 anos correspondem a 5%. A concentração de casos não está restrita a uma determinada área da cidade. Canabarro aparece com 32% das internações e moradores do interior representam 10%. Para o diretor do Hospital Ouro Branco, Gilson Silveira, o aumento da procura não permite estabelecer um único perfil de paciente. A demanda aparece em diferentes idades e contextos e chega ao hospital, muitas vezes, em estágio avançado.
“Não há uma solução mágica” O diretor defende uma resposta que ultrapasse os limites do hospital. “O cuidado precisa envolver desde os serviços de assistência social até a família. O problema aparece inclusive LAUTENIR JUNIOR
O assunto foi tema de encontro promovido pelo Hospital Ouro Branco, em Teutônia
depois da internação, quando o paciente recebe alta e encontra dificuldade para retornar ao próprio ambiente familiar”, diz. A situação também se reflete na fila por leitos. Conforme o hospital, a espera na região de referência costuma ficar entre dez e 15 pacientes. Em determinados períodos, a fila interna chega a 20 pessoas. Os encaminhamentos passam pelo sistema estadual de regulação e dependem da disponibilidade de vagas. Silveira também aponta a judicialização como um dos obstáculos enfrentados pelos hospitais. Há situações em que decisões judiciais determinam uma internação mesmo sem disponibilidade de leito ou de equipe especializada em número suficiente para atender o paciente.
86 leitos para uma região de 37 municípios O Hospital Ouro Branco faz parte de uma estrutura regional formada por nove hospitais e 81 leitos destinados à saúde mental. Após o descredenciamento do Hospital Estrela, a distribuição inclui Arroio do Meio, Boqueirão do Leão, Encantado, Lajeado, Roca Sales, Teutônia, Taquari e Progresso. São 13 leitos no Hospital São José, de Arroio do Meio; quatro no Hospital Dr. Anuar Elias Aesse, de Boqueirão do Leão; dez no Hospital Santa Terezinha, de Encantado; 13 no Hospital Bruno Born, de Lajeado; oito na Sociedade Beneficente Roque
GILSON SILVEIRA DIRETOR DO HOSPITAL OURO BRANCO
O problema aparece inclusive depois da internação, quando o paciente recebe alta e encontra dificuldade para retornar ao próprio ambiente familiar.”
Gonzales, de Roca Sales; 11 no Hospital Ouro Branco; dez no Hospital São José, de Taquari; e quatro no Hospital Santa Isabel, de Progresso, com projeção para receber mais seis. O Hospital Santa Isabel, de Progresso, foi recentemente habilitado para o atendimento com quatro leitos. Em Cruzeiro do Sul, uma nova unidade está em fase de implantação com mais sete. Mesmo com a oferta regional de leitos, a demanda ainda supera a capacidade disponível em determinados momentos. A coordenadora de Saúde Mental da 16ª Coordenadoria Regional de Saúde, Ariane Jaques, estima que cerca de 15 usuários aguardem atualmente por internação na região. Na macrorregião, o número chega a
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Antes do hospital A 16ª CRS atende 37 municípios. A estrutura regional conta com oito Centros de Atenção Psicossocial, os CAPS. Lajeado concentra três serviços: CAPS I, CAPS Álcool e Drogas e CAPS Infantil. Também existem unidades em Estrela, Teutônia, Taquari e Encantado. Arroio do Meio possui um ambulatório especializado e está em processo de habilitação de um CAPS. Nos municípios menores, onde a população não atende aos critérios para implantação de um centro próprio, a estratégia passa pelo fortalecimento da atenção primária. É nesse ponto que entram as equipes multiprofissionais AcompanhaRAPS. Desde 2025, 14 equipes passaram a atuar em 14 municípios da região, com apoio estadual e presença junto às unidades básicas de saúde. Internações são impulsionadas principalmente por dependência de álcool e drogas e depressão
ARIANE JAQUES COORDENADORA DE SAÚDE MENTAL DA 16ª COORDENADORIA REGIONAL DE SAÚDE
A internação é o nível mais complexo e deve ser utilizada quando os outros recursos da rede não conseguem mais dar conta daquele quadro.”
aproximadamente 35. “A gente precisa olhar para essa fila com cuidado. A internação é o nível mais complexo e deve ser utilizada quando os outros recursos da rede não conseguem mais dar conta daquele quadro”, afirma Ariane. Para a coordenadora, o desafio não está apenas na oferta de leitos, mas em fazer com que o usuário seja acompanhado antes de chegar a uma situação de crise. “O nosso desafio é fortalecer o cuidado antes da internação. A atenção primária tem um papel muito importante na identificação dos casos, no acompanhamento e também no encaminhamento quando é necessário um cuidado mais especializado”, conclui.
Leitos à saúde mental pelo Vale
A rede ainda conta com 46 oficinas terapêuticas financiadas pelo Estado, distribuídas em 32 dos 37 municípios. A proposta é ampliar as possibilidades de acompanhamento no próprio território.
7
4 +6
Cruzeiro do Sul conquistou, em setembro leitos. O projeto está em fase de implantação
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em implantação
8 Boqueirão do Leão
4
11 13 Cruzeiro do Sul
Ao todo, a rede conta com
73
13 11
leitos em funcionamento nos municípios do Vale
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GESTÃO ESTRATÉGICA
“Propósito é o principal catalisador de resultado” DANIÉLY SCHWAMBACH
QUEM É FRANCISCO JOSÉ DIEL * Diretor-executivo da Sicredi Ouro Branco RS/MG * 27 anos de atuação no cooperativismo * Mais de 15 anos na liderança de pessoas * Bacharel em Direito * Mestre em Cooperativas e Organizações Complexas e Plurais pela PUC-PR * MBA em Gestão Estratégica de Pessoas e Negócios pela FGV * Atua na gestão executiva e na implementação do planejamento estratégico da cooperativa * Sicredi Ouro Branco RS/MG: mais de 122 mil associados * R$ 8,5 bilhões em recursos administrados * 36 agências
Com 27 anos de cooperativismo, Francisco José Diel compartilha experiências com cerca de 150 empresários e lideranças em Estrela e relaciona propósito, estratégia e governança à sustentabilidade dos negócios Daniély Schwambach daniely@grupoahora.net.br
ESTRELA
A
ntes de definir metas ou projetar crescimento, uma empresa precisa compreender por que existe. A provocação conduziu a Reunião-Almoço da Cacis nessa sexta-feira, 2, diante de cerca de 150 empresários e lideranças na Società Italiana Fiori Dei Piani. Diretor-executivo da Sicredi Ouro Branco RS/MG, Francisco José Diel levou ao encontro expe-
FRANCISCO JOSÉ DIEL DIRETOR EXECUTIVO DA SICREDI OURO BRANCO RS/MG
Para mim, o propósito é o principal catalisador de resultado das organizações. Mas resultados que são sustentáveis, resultados que são de longo prazo” riências de 27 anos no cooperativismo e mais de 15 na liderança de pessoas. Para ele, propósito não se confunde com objetivo nem representa um conceito distante do desempenho de uma organização. “Para mim, o propósito é o principal catalisador de resultado das organizações. Mas resultados que são sustentáveis, resultados que
são de longo prazo”, afirma. Diel explica que objetivos mudam conforme o contexto, enquanto a razão de existir precisa servir de referência para as escolhas. Durante a palestra, Diel contou que, certa vez, uma funcionária responsável pela limpeza de um hospital foi questionada sobre qual era o trabalho dela. A resposta foi: “Eu ajudo a salvar vidas.” O exemplo, segundo ele, mostra uma profissional que compreendeu o propósito do próprio trabalho para além da função que exercia. Ao manter o ambiente hospitalar limpo e em condições adequadas, também participa do cuidado com os pacientes. “As pessoas precisam encontrar o significado além da tarefa”, destaca. A reflexão independe da posição ocupada dentro de uma empresa. Cabe às lideranças, afirma Diel, ajudar cada pessoa a perceber a contribuição do próprio trabalho dentro de uma construção maior. Em entrevista à Rádio A Hora 102.9 durante o programa O Vale em Pauta, antes do encontro, Diel reforçou que declarar uma razão
Diel levou ao encontro experiências de 27 anos no cooperativismo e mais de 15 na liderança de pessoas
de existir não basta. “O propósito organizacional não deve ser apenas um cartaz na parede da empresa ou um discurso das lideranças. Ele precisa ser percebido pelos colaboradores e pela sociedade”, afirma.
Mudanças exigem escolhas O Vale do Taquari também entrou na reflexão. Ao recordar a infância em Estrela, Diel comparou a antiga relação dos moradores com as cheias ao temor provocado pelos eventos climáticos extremos. “As pessoas têm medo quando começa a chover”, comenta. O exemplo demonstra a velocidade das transformações. “As coisas não são mais como elas eram. Elas acontecem de forma muito mais rápida.” Nesse cenário, lideranças precisam compreender o contexto e preparar as empresas
* Presença em 77 municípios do RS e de MG
para responder às mudanças. Depois do propósito, entra a estratégia. Diel a define como o caminho que transforma significado em direção, estabelece prioridades e orienta a aplicação dos recursos. “Não dá para fazer tudo”, destaca. O mapa estratégico ajuda a organizar essas escolhas, enquanto a governança define responsabilidades e dá coerência à execução.
Além do financeiro Resultado econômico continua indispensável, mas não encerra a discussão. Diel aponta três dimensões que precisam caminhar juntas: econômica, social e ambiental. No encerramento da entrevista, resumiu a discussão em uma pergunta aos participantes: “Qual é o legado que nós estamos deixando para as próximas gerações?”. Para Diel, esse legado ultrapassa patrimônio e números. Também está na forma como as lideranças conduzem pessoas, tomam decisões e impactam a sociedade.
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NA EXPECTATIVA
Empresa mantém conclusão de nova ponte sobre o Forqueta para dezembro DIVULGAÇÃO
em razão de um período de paralisação das atividades por questões técnicas. A empresa, com sede em Xaxim/SC, venceu a licitação realizada em 2025.
Retomada ocorreu em agosto
Obra foi retomada após período de paralisação, mas avanço é afetado por problemas operacionais e pela sequencia de elevação do rio Cicero Copello
cicero@grupoahora.net.br
MARQUES DE SOUZA/TRAVESSEIRO
A
construção da nova ponte definitiva sobre o rio Forqueta, entre Travesseiro e Marques de Souza, segue em andamento, mas em ritmo abaixo do esperado. A estrutura, que substituirá a ponte destruída pela enchente de
Previsão original estabelecia a entrega da ponte até 22 de outubro de 2026 GILMAR SOUTHIER PREFEITO
Poderia estar mais avançada. Está em andamento, em perfuração. Teve problemas em um compressor, mas está andando. Não na velocidade que gostaríamos, mas a obra segue em andamento”. maio de 2024, tem prazo contratual para conclusão o dia 31 de
dezembro de 2026. Segundo o prefeito de Travesseiro, Gilmar Southier, os trabalhos avançam atualmente na etapa de perfuração para a execução das fundações e vigas. Ele afirma que a expectativa do município era de um ritmo mais acelerado. “Poderia estar mais avançada. Está em andamento, em perfuração. Teve problemas em um compressor, mas está andando. Não na velocidade que gostaríamos, mas a obra segue em andamento”, relata. A previsão original estabelecia a entrega da ponte até 22 de outubro de 2026. O prazo foi prorrogado por dois meses após a empresa responsável, a Zanco Construtora, solicitar a extensão
Depois de aproximadamente dois meses de paralisação, os trabalhos foram retomados em 24 de agosto. Na ocasião, a empresa reorganizou o canteiro no lado de Marques de Souza e iniciou a montagem da balsa que daria suporte aos equipamentos utilizados nas perfurações do leito do rio. Em setembro, a obra entrou em uma nova etapa, com o início da perfuração das estacas e da execução dos pilares. A fundação está sendo executada pela KCC Perfurações Especiais, empresa de São Paulo contratada pela Zanco para os serviços de maior complexidade técnica. O andamento da construção, foi afetado pelas condições climáticas. Conforme informações divulgadas pela prefeitura de Marques de Souza, as enchentes registradas na região provocaram perdas de materiais e equipamentos utilizados na obra, incluindo maquinário transportado por balsa. Alguns itens precisaram ser repostos e trazidos de São Paulo.
Subida do rio As condições do rio Forqueta também voltaram a interferir na rotina da região em setembro. No dia 21, mais de 100 milímetros de chuva foram registrados em diferentes pontos de Marques de Souza em 24 horas, provocando alagamentos, deslocamento de
terra e interdições. Na segunda-feira, 28 de setembro, a elevação do Forqueta fez com que a ponte baixa, utilizada como ligação provisória entre os municípios, fosse interditada e submergisse. A pinguela também foi fechada em razão das condições de acesso. A sequência de episódios evidencia a importância da conclusão da nova travessia definitiva, principalmente porque a ligação original foi destruída durante a enchente de maio de 2024. Desde então, a população depende de estruturas provisórias e de rotas alternativas em períodos de elevação do nível do rio.
Estrutura Orçada em R$ 12,6 milhões, a nova ponte conta com recursos federais repassados por meio da Defesa Civil Nacional. O projeto prevê uma estrutura de 161 metros de comprimento e 10,4 metros de largura, com sete pilares. A obra começou oficialmente em novembro de 2025, após a instalação do canteiro e a execução dos serviços preliminares. Antes da construção da nova estrutura, foi necessária a demolição e retirada de partes remanescentes da antiga ponte que permaneciam no leito do Rio Forqueta. Com o prazo contratual estendido até 31 de dezembro, os próximos meses serão decisivos para o avanço das fundações, montagem dos elementos estruturais e conclusão da travessia. A expectativa dos municípios é que, superadas as interferências climáticas e operacionais, o cronograma possa avançar de forma contínua até a entrega da nova ligação entre Travesseiro e Marques de Souza.
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Tecnologia, genética e gestão norteiam futuro da cadeia leiteira Lautenir Junior
lautenir@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
N
a última década, 55 mil famílias deixaram de produzir leite de forma comercial no Estado, segundo levantamento da Emater/RS-Ascar. Embora represente queda de 65% no total de propriedades dedicadas a atividade, os números de produção seguem em crescimento, confirmando uma tendência debatida há décadas: a exigência de investimentos em tecnologia, genética e uma gestão cada vez mais profissional. A edição mais recente do podcast do Agro 360 avaliou o cenário e os desafios da cadeia leiteira. Durante décadas, produzir leite no Rio Grande do Sul esteve associado à rotina de pequenas propriedades familiares. Essa realidade ainda existe, mas passa por uma transformação profunda. Milhares de famílias deixaram a atividade, enquanto as que permaneceram aumentaram a produtividade e, em muitos casos, a escala. Entre 2015 e 2025, mais de 55 mil produtores deixaram de produzir leite comercialmente no Estado. O número caiu de aproximadamente 83 mil para 28,9 mil estabelecimentos. Ao mesmo tempo, foram produzidos 3,844 bilhões de litros em 2025, praticamente o mesmo volume de 2023, quando chegaram a 3,837 bilhões de litros, mesmo diante dos impactos das enchentes de 2023 e 2024. O número de animais produtivos também recuou, de 769 mil para 742 mil. Ainda assim, a produção se manteve. A produtividade média passou de 16,3 litros por animal/dia em 2023 para 17 litros em 2025. No mesmo período, o volume médio diário por estabelecimento avançou de 317,2 para 363,8 litros. Os dados fazem parte de levantamento da Emater/RSAscar em 385 municípios, com participação de 571 famílias. A decisão de abandonar a atividade raramente ocorre por uma causa única. Entre os fatores internos estão a penosidade da atividade (66,4%), a falta de mão de obra familiar (61,3%) e o desinteresse dos filhos (37,8%). Do lado externo, aparecem o preço do leite (79,3%), o custo dos insumos
JOÃO ALFREDO SAMPAIO
GILBERTO PICCININI DÁLIA ALIMENTOS
EMATER
Tínhamos aproximadamente 83 mil produtores em 2015. Hoje estamos em 28,9 mil. Mas a produtividade aumentou. Se existem menos animais e a produção se manteve estável, significa que houve aumento de produtividade.”
O antigo ‘tirador de leite’ praticamente não existe mais. Hoje temos um produtor que precisa ter capacidade de tomar decisões, assumir riscos, dormir sabendo que talvez as contas não tenham fechado naquele mês.”
(66,7%) e a contratação de mão de obra (30,3%).
Gilberto Piccinini; do zootecnista e extensionista da Emater/RSAscar João Alfredo Sampaio; e do técnico em agropecuária, produtor rural e representante comercial da Cooperagri Mauro Eduardo Aschebrock. Para os participantes, a redução no número de propriedades é resultado de uma transformação percebida há décadas e que aproxima o leite de outros segmentos do agronegócio, como
Mudança já estava no horizonte O cenário foi tema do podcast Agro 360, promovido pelo Grupo A Hora na última quarta-feira, com participação do presidente do Conselho de Administração da Dália Alimentos e produtor rural,
suinocultura e avicultura. A mudança também aparece no perfil das propriedades. Atualmente, 63,8% dos produtores produzem até 300 litros por dia e respondem por 23,5% do leite gaúcho. Outros 29,2% produzem entre 301 e mil litros e representam 39,5% da produção. Apenas 6,8% ultrapassam mil litros por dia, mas respondem por 36,9% do leite.
Pequena propriedade, grandes decisões Para Piccinini, a transformação impõe um desafio especial ao Vale do Taquari, onde predominam
propriedades menores e há pouca disponibilidade de terra. Quem pretende permanecer precisa encontrar formas de produzir mais sem necessariamente ampliar a área própria. “Uma das alternativas é o arrendamento de terras vizinhas. Uma propriedade que deixou o leite pode continuar produzindo milho, pastagem ou forragem para outra que ampliou o rebanho”, observa. Em vez de representar apenas o fim de uma propriedade produtiva, a saída de um vizinho pode abrir espaço para expansão. O produtor precisa calcular quantos animais cabem na área, quanto alimento consegue produzir e quanto precisará comprar. Também pode utilizar dejetos como fertilizante e buscar áreas de vizinhos para crescer. Para Piccinini, a divisão de pequenas propriedades entre herdeiros pode comprometer a escala e a viabilidade econômica do negócio. Nesse cenário, herança e gestão precisam ser tratadas como questões distintas.
O produtor como gestor A profissionalização aparece como um dos pontos centrais do futuro. A ordenha manual deu lugar a sistemas canalizados e automatizados, o resfriamento evoluiu, equipamentos mecanizaram tarefas e sistemas de confinamento permitem trabalhar com mais animais em áreas menores. Genética,
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Quem fica precisa estar preparado – A cadeia leiteira está presente em 451 municípios e movimenta Valor Bruto da Produção estimado em R$ 9,5 bilhões por ano. Apesar da redução no número de produtores, o leite mantém forte peso econômico e social. – A Emater atende 55 municípios a partir do escritório regional de Lajeado e enfrenta, segundo o extensionista, limitações de estrutura e de profissionais. Entre as alternativas estão dias de campo, demonstrações práticas e visitas técnicas, que permitem apresentar soluções diretamente nas propriedades e adaptá-las à realidade de cada produtor. – A mudança na cadeia, portanto, não significa apenas menos produtores. O campo está se reorganizando. A tendência é de continuidade da concentração da produção, com propriedades mais eficientes e profissionalizadas. Nesse processo, tecnologia, geração de renda, sucessão familiar e permanência das famílias no meio rural passam a estar diretamente relacionados. – Para permanecer, a propriedade precisa combinar tradição e inovação, escala e eficiência, tecnologia e gestão. O leite continua saindo da porteira todos os dias. A diferença é que, para seguir competitivo, cada litro precisa carregar cada vez mais conhecimento.
MAURO EDUARDO ASCHEBROCK COOPERAGRI
Nós migramos para o compost barn. Por quê? Por se tratar de uma propriedade pequena e por causa dos dejetos. Dessa forma conseguimos trabalhar com muitos animais por hectare. É uma realidade para propriedades menores”.
O desafio de manter os jovens Tecnologia para aumentar eficiência A evolução tecnológica também responde à falta de mão de obra. Com famílias menores e menos pessoas dispostas a trabalhar diariamente na atividade, a mecanização passa a ser necessidade. Um exemplo vem da experiência de Aschebrock. A propriedade familiar, em Teutônia, trabalha com cerca de 70 vacas em produção e mais de 60 animais jovens. Diante da limitação de área, a família adotou o sistema de compost barn para ampliar a escala. A estrutura utiliza uma cama de material orgânico, melhora o conforto dos animais e facilita o manejo. “O sistema exige planejamento para o aproveitamento dos dejetos e da cama e pode ser combinado a tecnologias de separação de sólidos e líquidos, biodigestores e geração de energia”. A questão ambiental entra no mesmo cálculo econômico. Os dejetos passam a representar fonte de nutrientes para a propriedade. Nitrogênio, fósforo e potássio podem reduzir a necessidade de fertilizantes químicos, desde que o manejo seja adequado. Quanto maior o rebanho, maior a quantidade de resíduos. Se a propriedade não cresce na mesma proporção, é preciso encontrar soluções para armazenar, tratar e utilizar esse material.
alimentação e controle sanitário também passaram a ter papel decisivo na eficiência. Para Piccinini, o antigo “tirador de leite” dá lugar a um produtor que precisa tomar decisões, avaliar riscos e acompanhar indicadores. A propriedade passa a exigir uma visão empresarial, com controle de custos, produtividade e investimentos. Isso não significa abandonar a tradição familiar, mas somar conhecimento acumulado a
informação técnica e gestão. É preciso saber quanto custa produzir, contabilizar a própria mão de obra, avaliar investimentos e projetar o negócio. O preço do leite é apenas uma variável. Mercado, juros e insumos estão fora do controle do produtor. Alimentação, reprodução, genética, sanidade, mão de obra, produtividade e organização da propriedade podem ser trabalhadas.
A sucessão é outro ponto decisivo. O desinteresse dos filhos foi citado por 37,8% dos entrevistados como fator associado à saída da atividade. Mas sucessão não precisa significar simplesmente substituir o pai pelo filho. Para os participantes, a continuidade depende também da capacidade de transformar a propriedade em um negócio atrativo para as novas gerações. Piccinini defende uma visão baseada na continuidade do negócio e na participação dos jovens.
Em pequenas propriedades, dividir a terra entre vários herdeiros pode reduzir ainda mais a escala. Manter a propriedade unida, por outro lado, exige diálogo, planejamento e definição de papéis. Herdeiro e gestor não são necessariamente a mesma pessoa. O filho pode participar da gestão, trabalhar em outra atividade e manter vínculo com a propriedade ou assumir funções específicas. A diversificação de renda, observada há décadas em propriedades europeias, também pode contribuir para manter a família ligada ao campo.
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RODOVIAS DA REGIÃO
Enchentes adiam conclusão de reforma na ponte da ERS-129 GABRIEL SANTOS
EGR projeta a entrega entre 15 e 20 de outubro da passagem sobre o Rio Guaporé. Na ERS-130, em Lajeado, autarquia elabora licitação para vias paralelas à rodovia Filipe Faleiro
filipe@grupoahora.net.br
MUÇUM
A
elevação do Rio Guaporé entre agosto e setembro adia a conclusão da reforma no pilar da ponte da ERS-129, entre Muçum e Encantado. A nova data para entrega está prevista para até 20 de outubro Com isso, a volta do trânsito de caminhões depende dessa etapa e de condições que permitam às equipes voltar a trabalhar. Veículos leves e pedestres podem atravessar. Conforme o diretor-presidente da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), Luis Fernando Vanacor, as enchentes do Rio Guaporé e o represamento provocado pelo Taquari causaram uma perda de quase uma semana e meia no cronograma inicial. A subida da água exigiu a retirada e a limpeza de andaimes e fôrmas. Até quarta-feira, quase metade do pilar estava submersa, e a correnteza impedia a aproximação dos trabalhadores e da balsa. “Precisamos apenas de alguns dias de tempo bom, sem nova elevação do rio”, realça Vanacor.
LUIS FERNANDO VANACOR DIRETOR-PRESIDENTE DA EGR
A subida da água exigiu a retirada e a limpeza de andaimes e fôrmas. Até quarta-feira, quase metade do pilar estava submersa, e a correnteza impedia a aproximação dos trabalhadores e da balsa. Precisamos apenas de alguns dias de tempo bom, sem nova elevação do rio”
Obras e prazos
• Ponte da
Enquanto aguardam a redução do nível, as equipes trabalham sete dias por semana na preparação das estruturas em terra. De acordo com ele, falta executar a concretagem final para permitir a normalização do tráfego pesado.
R$ 12 milhões em Lajeado A avaliação técnica e jurídica para construir as vias marginais da ERS-130, entre os bairros Montanha, Florestal e o entron-
camento com a BR-386, está concluída. Vanacor estima investimento de R$ 12 milhões e prevê a publicação do edital nesta semana ou na próxima. “O edital de licitação será publicado ainda nesta semana ou, no mais tardar, na próxima”, afirma Vanacor.
Passarela com projeto separado A ligação para pedestres entre os bairros próximos à BRF, em
Trânsito leve e de pedestres está liberado na passagem sobre o Rio Guaporé. Caminhões precisam fazer o desvio por Roca Sales
Lajeado, terá processo próprio. O governo municipal elabora o projeto para repassá-lo à EGR, responsável por encaminhar a contratação. Vanacor diz que a passarela envolve uma estrutura de metal e concreto e não integra o mesmo projeto das ruas laterais. “A expectativa é lançar a licitação da passarela até o final do ano.”
ERS-129
conclusão estimada entre 15 e 20 de outubro, condicionada ao nível do rio.
• Marginais
da ERS-130
edital previsto para esta semana ou a próxima; investimento estimado em R$ 12 milhões.
• Passarela perto
da BRF
projeto em elaboração pelo governo municipal; licitação prevista até o fim do ano.
Projeto quer transformar a história dos Monges do Pinheirinho em série ou filme Projeto será feito com recursos da Política Nacional Aldir Blanc e busca valorizar a memória, a cultura e a identidade do Vale do Taquari
ENCANTADO
A Secretaria Municipal de Turismo, Cultura e Esporte lançou um Chamamento Público para seleção de propostas culturais audiovisuais que integrarão a produção de uma obra audiovisual de média-metragem ou websérie com a temática “Monges do Pinheirinho”. A iniciativa é viabilizada com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, por meio de um Plano de Ação. A pro-
posta é fomentar a produção audiovisual no município, incentivar a participação de agentes culturais e fortalecer a cadeia produtiva da cultura e do audiovisual na região. O projeto tem como referência os Monges do Pinheirinho, tema ligado à história e à cultura do Vale do Taquari. A obra audiovisual deverá abordar diferentes aspectos relacionados a essa memória regional, incluindo fé, cultura popular, conflitos sociais, memória coletiva, ancestralidade e identidade cultural.
De acordo com a Secretaria Municipal de Turismo, Cultura e Esporte, a iniciativa representa uma oportunidade para que produtores e agentes culturais contribuam para o registro, a preservação e a divulgação de histórias que fazem parte da identidade da região. As propostas selecionadas receberão apoio financeiro por meio da celebração de Termo de Execução Cultural com o Município de Encantado e deverão integrar a realização da obra au-
diovisual de referência “Monges do Pinheirinho”.
Participação Os interessados devem consultar o edital completo e seus anexos para conferir as categorias disponíveis, requisitos, documentação necessária, critérios de seleção e prazos para apresentação das propostas. A íntegra do Chamamento Público está disponível no site oficial do município, em www. encantado.rs.gov.br.
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Caravana A Voz da Profecia chega a Lajeado neste domingo WILLIAN VIEIRA/DIVULGAÇÃO
Equipe já havia passado pelas cidades de Alegrete e Santa Maria em julho deste ano
Encontro ocorre no dia 4 de outubro na Magic Club, com o quarteto Arautos do Rei e o pastor Gilson Brito Maira Schneider
maira@grupoahora.net.br
LAJEADO
A
Caravana Voz da Profecia chega a Lajeado neste domingo, 4, com uma programação que reúne música cristã e reflexões bíblicas. O evento ocorre às 17h, na Magic Club, no Centro, e contará com a participação do quarteto Arautos do Rei e do pastor Gilson Brito, apresentador do programa A Voz da Profecia, da TV Novo Tempo. A passagem pelo Vale integra uma série de apresentações realizadas no RS. Antes de chegar a Lajeado, a caravana passou por Santo Ângelo e Ijuí. A proposta é reunir tanto pessoas que já frequentam igrejas quanto aquelas interessadas em conhecer mais sobre a fé cristã. A empresária Maristela Etgeton destaca a relevância da atração musical. “Esse é um quarteto muito especial, é um dos quartetos mais conhecidos no Brasil. Ele existe há 60 anos e já está na 38ª formação.
Então, fica o convite para quem gosta de boa música, música sacra, gospel e espiritual, tanto a capela quanto instrumental. Tem um compromisso especial para conhecer o Arautos do Rei. É algo inédito aqui, pela primeira vez na nossa região”, afirma. O pastor Maurício Silva ressalta que o objetivo da iniciativa é promover um momento de integração e fortalecimento espiritual para as famílias. “É um programa não somente para adultos. O Quarteto Arautos do Rei canta para crianças, jovens e adolescentes, com vários estilos e ritmos musicais e esse é o propósito: vir a Lajeado para abençoar nossa cidade e todas as famílias.” Além da proposta religiosa e musical, o evento terá caráter solidário. Conforme Maristela, os alimentos arrecadados serão destinados à Agência Social Adventista (ASA), que desenvolve ações
de assistência social na região. “A entrada é gratuita, mas as pessoas que participarem são convidadas a trazer um quilo de alimento não perecível. Os alimentos arrecadados serão destinados à ASA, que atende famílias necessitadas e entidades de Lajeado e de toda a região.”
Mensagem que atravessa gerações A Voz da Profecia é um ministério da Igreja Adventista do Sétimo Dia que iniciou as transmissões pelo rádio no Brasil em 1943, apresentado pelo pastor Roberto Rabello. . Ao longo das décadas, o projeto ampliou sua atuação para outros meios de comunicação. Hoje, também conta com uma versão televisiva, apresentada pelo pastor Gilson Brito na Novo Tempo.
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Administração municipal atinge metas fiscais no 2º quadrimestre de 2026 Resultado do período de maio a agosto de 2026 fechou com positivo
DIVULGAÇÃO
Os resultados apresentados demonstram o acompanhamento responsável das contas públicas e o cumprimento das metas fiscais previstas para o período”
TAQUARI
A
administração municipal fez nessa quartafeira, 30, na câmara de vereadores, a audiência pública de avaliação das metas fiscais referentes ao segundo quadrimestre de 2026. A apresentação atende ao disposto na Lei de Responsabilidade Fiscal e tem como objetivo dar transparência à execução do orçamento municipal e demonstrar o cumprimento das metas fiscais. Conforme os dados apresentados, a receita total prevista para o exercício de 2026 é de R$ 151,37 milhões. No período analisado, foram arrecadados R$ 50,36 milhões, correspondentes a 99,81% da programação financeira prevista para o período (de maio a agosto), que era de R$ 50,459 milhões. Entre as receitas correntes, que somaram R$ 47,547 milhões no período, o resultado ficou 8,96% acima da meta estabelecida na programação financeira. As transferências correntes representaram a principal fonte de recursos, com R$ 39,272 milhões realizados. A receita patrimonial também apresentou desempenho acima do
RENATO SANTOS NUNES RESPONSÁVEL PELO CONTROLE INTERNO
Relatório foi apresentado durante audiência no Legislativo municipal
projetado, alcançando R$ 696 mil, 27,42% acima da previsão para o período.
Tributos Na arrecadação tributária, foram registrados R$ 6,263 milhões. Entre os principais tributos, o ISSQN apresentou arrecadação de R$ 2,501 milhões, enquanto o IPTU alcançou R$ 1,688 milhão e o ITBI, R$ 348,29 mil. O relatório aponta que o de-
sempenho do IPTU foi impactado positivamente pela atualização do cadastro imobiliário do Município, enquanto o resultado do ISSQN está relacionado, entre outros fatores, às ações de combate à sonegação e à atualização da legislação municipal. Nas transferências correntes, o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) registrou R$ 13,28 milhões no período, enquanto as transferências do SUS somaram R$ 6,70 milhões. Já a cota-parte do ICMS alcançou R$ 6,82 milhões. As receitas de capital totalizaram R$ 2,81 milhões, correspondendo
Teutônia oferece curso gratuito de Marketing Pessoal para jovens Capacitação será feita pela Secretaria de Assistência Social e Habitação em parceria com o Senac, e contará com 35 participantes TEUTÔNIA
Ampliar oportunidades, incentivar a qualificação e preparar os jovens para os primeiros passos no mercado de trabalho. Com esse propósito, Teutônia, por meio da Secretaria de Assistência Social e Habitação, promove, em parceria com o Senac, um curso profissionalizante gratuito de Marketing Pessoal, destinado a jovens de 14 a 17 anos. A formação contará com 35 alunos inscritos e terá início no dia 6 de outubro, com aulas durante
todo o mês de outubro, totalizando 40 horas de capacitação. Os encontros serão às terças e quintas-feiras, das 18h às 22h, no Creas, no bairro Centro Administrativo. Ao longo do curso, os participantes terão contato com conteúdos voltados ao desenvolvimento pessoal e profissional, trabalhando aspectos como comunicação, postura, apresentação pessoal, relacionamento interpessoal e preparação para situações do cotidiano e do mundo do trabalho. A iniciativa busca oferecer aos adolescentes ferramentas para que possam desenvolver potencialidades e ampliar as possibilidades para o futuro, aproximando-os também de novas oportunidades de inserção profissional. Para garantir a participação dos jovens, a Secretaria de Assistência Social e Habitação disponibilizará
transporte gratuito de ida e volta durante o período do curso.
Aproximação com as empresas Além da formação, o curso terá um momento especial ao final da capacitação. Durante a formatura, empresas serão convidadas a participar para conhecer os jovens que concluíram o curso e estabelecer um primeiro contato com os participantes. A proposta é aproximar os estudantes do setor empresarial e possibilitar que as empresas conheçam os jovens que estão se preparando para ingressar no mercado de trabalho, inclusive para identificar possíveis oportunidades de participação em programas de Jovem Aprendiz.
a 41,32% do valor programado para o período. A maior parcela foi proveniente das transferências de capital.
Despesas Na execução das despesas, o Município registrou R$ 47,504 milhões em despesas liquidadas no período, equivalente a 92,39% do valor programado para o período, de R$ 51,41 milhões. As despesas correntes totalizaram R$ 36,690
milhões, enquanto as despesas de capital somaram R$ 10,813 milhões. Entre os investimentos, foram liquidados R$ 8,839 milhões, correspondentes a 87,70% do valor programado para o quadrimestre. O relatório também apresenta os valores destinados a pessoal e encargos sociais, juros e encargos da dívida, outras despesas correntes e amortização da dívida pública. “Os resultados apresentados demonstram o acompanhamento responsável das contas públicas e o cumprimento das metas fiscais previstas para o período”, destaca o responsável pelo controle interno, Renato Santos Nunes.
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Fim de semana,3 e 4 de outubro de 2026 LAURA MALLMANN
ROTEIRO PELA REGIÃO
Casal alemão visita escola de Forqueta e compartilha experiências com alunos Andrea e Kristian Wolf conheceram estudantes que têm a língua alemã na grade curricular. Eles também passaram por Lajeado e Encantado Gabriel Santos
gabriel@grupoahora.net.br
ARROIO DO MEIO
A
língua alemã deixou de ser apenas conteúdo de sala de aula e ganhou sotaque, histórias e experiências durante uma atividade ocorrida nesta semana,na Escola Municipal Professor Arlindo Back, no distrito de Forqueta. Pela primeira vez no Vale do Taquari, o casal alemão Andrea e Kristian Wolf esteve na instituição para conversar com alunos do ensino fundamental e compartilhar aspectos da cultura, dos costumes e do cotidiano da Alemanha. Moradores de Urbar, município localizado na região do Hunsrück, próximo ao Rio Reno e à região da Loreley, os visitantes aprovei-
Única do município É muito importante para os alunos terem essa vivência com pessoas estrangeiras e, principalmente, poderem conversar com pessoas que são da própria Alemanha” LEDA MÁRCIA FISCHER PROFESSORA
taram a passagem pelo Vale do Taquari para conhecer diferentes locais da região. Durante a estadia, visitaram pontos turísticos de Lajeado e Encantado e, na manhã de ontem, participaram do encontro com os estudantes de Forqueta. A atividade contou com momentos de conversa, músicas e interação entre os visitantes e os alunos. Os estudantes tiveram a oportunidade de conhecer mais sobre a realidade de uma comunidade alemã, além de colocar em prática conhecimentos adquiridos durante as aulas de língua alemã.
A Escola Professor Arlindo Back é a única instituição da rede municipal de Arroio do Meio que mantém a língua alemã na grade curricular. A atividade foi coordenada pela professora Leda Márcia Fischer, que destaca a importância de proporcionar aos estudantes experiências que ultrapassem o conteúdo trabalhado em sala de aula. “É muito importante para os alunos terem essa vivência com pessoas estrangeiras e, principalmente, poderem conversar com pessoas que são da própria Alemanha. É uma oportunidade de eles perceberem que a língua que aprendem aqui na escola também faz parte do cotidiano de outras pessoas e de conhecerem, por meio dessa troca, um pouco mais da cultura, dos costumes e da realidade de quem vive lá”, destaca Leda. A presença de Andrea e Kristian Wolf também proporcionou uma troca cultural entre os visitantes e a comunidade escolar. Além de conhecerem a realidade da escola e dos estudantes, os alemães puderam ter contato com uma comunidade que mantém vivas tradições ligadas à imigração e ao idioma alemão. GABRIEL SANTOS
Saúde em Ação busca facilitar o acesso da comunidade aos serviços de saúde aos sábados
Secretaria de Saúde promove ação especial neste sábado Iniciativa ocorre das 8h às 14h, no Posto de Saúde Central LAJEADO
A administração municipal, por meio da Secretaria da Saúde, promove neste sábado, 3, mais uma edição do Saúde em Ação, iniciativa que amplia o acesso da população aos serviços de saúde com atendimentos em dois sábados por mês em unidades do município. A atividade deste sábado será no Posto de Saúde do Centro, das 8h às 14h. Entre os serviços ofertados neste sábado, estão a vacinação para todos os públicos, a realização de testes rápidos para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs),
exames citopatológicos, avaliação odontológica e participação da Coordenadoria de Direitos da Mulher e do Centro de Referência de Atendimento à Mulher. O Saúde em Ação é uma iniciativa da Sesa, que busca facilitar o acesso da comunidade aos serviços de saúde aos sábados, especialmente para quem tem dificuldade de comparecer às unidades durante a semana. Ao longo do ano, a ação ocorre mensalmente em duas unidades de saúde, seguindo um cronograma que alterna entre o Posto de Saúde do Centro e unidades dos bairros.
Programação Saúde em Ação: Posto de Saúde do Centro Data: 3 de outubro Horário: 8h às 14h
Serviços disponíveis: - Vacinação para todos os públicos - Testes rápidos para ISTs para toda a população - Exames citopatológicos (para pessoas que tem o posto do Centro como referência) - Avaliação Odontológica da Lista de Espera das Próteses (para pessoas que tem o posto do Centro como referência) - Participação da Coordenadoria de Direitos da Mulher e do Centro de Referência de Atendimento à Mulher
Calendário de atendimentos aos sábados em 2026:
Atividade contou com momentos de conversa, músicas e interação entre os visitantes e os alunos
3 de outubro – Posto de Saúde do Centro 17 de outubro – Posto de Saúde do Novo Tempo (bairro Santo Antônio) 7 de novembro – Posto de Saúde do Centro 28 de novembro– Posto de Saúde do São Cristóvão 5 de dezembro – Posto de Saúde do Centro 19 de dezembro – Posto de Saúde do Montanha
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Fim de semana,3 e 4 de outubro de 2026
MARCOS FRANK
ARTIGO
UMAS & OUTRAS
A intolerância mútua
CARLOS MARTINI Administrador
CIRCULANDO POR AÍ
D
ifícil de entender certas decisões jurídicas a respeito de importantes empreendimentos projetados, em fase de implantação e alguns até já em funcionamento aqui pelas bandas da província de São Pedro. Passa por um novo porto oceânico projetado, uma nova importante unidade de produção de celulose, mais um parque de energia eólica no litoral e chega até na exploração de fosfato e outros minerais lá pelas bandas de Caçapava e Lavras do Sul. Desde os tempos do império que o aproveitamento desses veios minerais ocorre por ali e nas imediações. Vai desde o carvão mineral até o calcário, passando por cobre, basalto, areia e podendo chegar até as chamadas terras raras da tabela periódica num futuro talvez não muito distante Dá a impressão que pra cada solução econômica encontrada arranjam um problema, mas essa também pode ser apenas mais uma mera “sensação”.
POTENCIAL DE CONSUMO Pode ser interessante conferir um pouco de perto a mais recente edição do Índice de Potencial de Consumo, individualizado por município pelo IPCMaps. As informações geradas por
essa régua de medição sócioeconômica podem ser úteis, como todas costumam ser.
SALVO MELHOR JUÍZO Não é de hoje que muitas decisões oriundas de determinados togados das altas cortes jurídicas tupiniquins aparentam ser altamente seletivas e oportunistas, meio que ao sabor das conveniências. E, a cada dia que passa, elas parecem tornar-se mais escancaradas na defesa de interesses específicos, ampliando a insegurança jurídica. E não somente em ambientes político-institucionais, mas em diversos outros setores da sociedade. Entre os mortais comuns vai se ampliando a sensação de viver num verdadeiro pantanal de possíveis ilegalidades imprevistas. Tipo assim: em maior ou menor escala, de um jeito ou de outro, por ação ou omissão, 100% da população pode vir a ser considerada como fora da lei. Do jeito que a coisa vai qualquer dia desses capaz de a própria Constituição ser considerada como inconstitucional. Mas talvez essa seja apenas uma mera “sensação” de um neófito, como diria uma ilustre comunicadora falando sobre os pilas que vão pouco a pouco se esfarelando na guaiaca.
TODO VOTO É RELEVANTE Nessa altura do campeonato é meio difícil deixar de abordar temas políticos, por isso vai mais pitaco. Todo voto é importante e para todos os cargos eletivos, mas nessa eleição talvez seja ainda mais relevantes do que nas anteriores também os votos destinados especificamente às duas vagas de senadores e a de deputado federal. E não somente por eventuais emendas orçamentárias. Afinal num Estado dito Democrático e de Direito cabe ao poder legislativo a aprovação ou rejeição de normas legais válidas para toda a sociedade e é nas casas legislativas que deve repousar o poder decisório maior, principalmente a nível federal. E essa definitivamente não é uma mera “sensação”.
DIVIDE ET IMPERA Dividir para conquistar. Não é de hoje que determinados eixos de poder buscam sistematicamente gerar ou ampliar divisões sociais internas, reforçando o tradicional “nós contra eles”, ao mesmo tempo em que buscam atar outros cordões sociais que apresentem alguma potencial congruência nos aspectos político-ideológicos. Nada de novo nisso, embora nem sempre as melancias se ajeitam como esperado no rodar da caroça.
SAIDEIRA LIVRE PENSAR
Três coisas não voltam atrás: a flecha disparada, a palavra proferida e a oportunidade perdida. (Autoria incerta)
CINE BRASIL APRESENTA Cadeiras Vazias (duplo com) Santinha Eleitoreira
Neto pro nôno: - E aí vô, vai votar no domingo? - Claro, enquanto as pernas agüentarem, tô nessa! - Já escolheu os candidatos? - Sim, até já fiz uma colinha, prá não me atrapalhar na hora. - Tudo gente boa? - Sim, assim como a imensa maioria dos candidatos, com raras exceções. - Quais raras exceções? - Os que se mostram muito bons em parecer ruins...
Médico Neurocirurgião
“Em política nada se perde e nada se transforma , tudo se corrompe.” Millôr Fernandes
V
iver no Brasil atual é testemunhar o triunfo silencioso de um pesadelo filosófico. Vou explicar melhor: sob o pretexto de uma democracia hiperconectada e vibrante, pulsa uma engrenagem invisível que faria os filósofos Alexis de Tocqueville e John Stuart Mill reconhecer suas piores previsões materializadas. Tocqueville, quando analisou os primórdios da democracia americana, alertou para o perigo do despotismo democrático, que diferente dos despotismos antigos, marcados pela violência e pela força bruta de um único tirano, se estabelece com o consentimento dos próprios cidadãos, sob a fachada da soberania popular. No Brasil atual, esse despotismo despiu-se das velhas fardas históricas para vestir a roupagem da vigilância mútua e do igualitarismo. O efeito colateral dessa paixão pela igualdade é ela transformar-se em um desejo feroz de nivelamento. O cidadão, exausto e dividido pelo individualismo que Tocqueville tanto temia, recolhe-se à sua bolha privada, a sua vida pessoal e familiar e desiste de participar da esfera pública. Se isso já acontece nas reuniões de condomínio, imagine na vida pública. Por isso ocorre um consentimento tácito em deixar que o Estado, as corporações de tecnologia e os novos tribunais morais gerenciem a existência, trocando a árdua responsabilidade da liberdade pela anestesia do conformismo, onde o esforço máximo acaba sendo votar e esquecer em quem se votou. É nesse deserto de reflexão que a “tirania da maioria” de Tocqueville encontra o seu complemento mais sombrio na “tirania da opinião prevalente”de Stuart Mill. Muito tempo antes das redes sociais, Mill já sabia que a coerção social pode ser mais terrível do que a opressão política, pois penetra muito mais profundamente na alma, deixando poucos meios de fuga. No cenário brasileiro, a discordância tornou-se um pecado capital. As redes sociais, que prometiam a democratização da palavra, operam em um sistema paranoico onde todo mundo vigia todo mundo. Nesse pesadelo contemporâneo não se guilhotina mais o corpo como se fazia na revolução francesa,mas sim castra-se a mente e o pensamento crítico. Nesse assustador novo mundo, o indivíduo que ousar questionar o dogma da sua própria tribo é prontamente exilado do convívio social e econômico. O debate público, que Mill defendia como o único oxigênio capaz de manter a verdade viva, mas que Umberto Eco advertia que seria ocupado pelo idiota, foi substituído por um jogo de espelhos e linchamentos consensuais. Ao final quando todas as vozes minoritárias ou divergentes são silenciadas pelo medo do cancelamento ou pela força do algoritmo, a própria verdade petrifica-se em preconceito e slogan. O resultado é uma estagnação intelectual disfarçada de barulho, onde se grita muito, mas não se pensa quase nada. O aspecto mais sombrio dessa realidade é que a opressão não é imposta de cima para baixo por um ditador clássico; ela é ativamente cultivada pela própria população. Os cidadãos entregam voluntariamente sua autonomia em troca do calor confortável do rebanho ideológico. A liberdade no Brasil não está morrendo devido a um golpe dramático na calada da noite, mas sim pelo sussurro constante e diário da intolerância mútua.
No cenário brasileiro, a discordância tornou-se um pecado capital”
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Fim de semana, 3 e 4 de outubro de 2026
Usuários cobram agilidade na construção de passarela e sinalização no entorno da BRF Trecho da ERS-130 concentra circulação de trabalhadores e registra acidentes no acesso à indústria LAJEADO
M
otoristas que trafegam pela ERS130, no trecho próximo à BRF, em Lajeado, cobram agilidade na implantação de uma nova passarela e de melhorias na sinalização e segurança viária. O local concentra o deslocamento
de funcionários das indústrias instaladas na região e registra ocorrências de trânsito, principalmente nas proximidades do acesso à BRF. Um dos casos ocorreu na manhã desta quinta-feira, 2, quando o morador do bairro Centenário, Celso Machado, 51 anos, se envolveu em um acidente no entroncamento da ERS-130 com a rua Carlos Spohr Filho, na saída do bairro Moinhos. O veículo em que ele estava foi atingido por outro automóvel na rotatória de acesso ao frigorífico. Apesar do impacto, Machado não sofreu lesões. Segundo ele, acidentes no ponto são recorrentes e reforçam a necessidade de intervenções para organizar o trânsito e garantir mais segurança aos usuários da rodovia. Além das colisões, o movimento de pedestres também preocupa. Funcionários das empresas instaladas nas pro-
ximidades utilizam a ERS-130 para atravessar de um lado para o outro da rodovia, situação que aumenta o risco de atropelamentos. Mais recentemente, um caso desse tipo também foi registrado no trecho. A situação deve receber uma intervenção da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR). No mês passado, a estatal confirmou que prepara a construção de uma nova passarela no km 69 da ERS-130. O projeto será desenvolvido em parceria com a administração de Lajeado, enquanto a execução ficará sob responsabilidade da EGR, com recursos provenientes da praça de pedágio de Cruzeiro do Sul. Conforme o presidente da EGR, Luís Fernando Vanacôr, a previsão é encaminhar o edital para licitação da obra até dezembro deste ano. A intervenção busca oferecer uma alternativa
segura para a travessia de pedestres e reduzir os riscos no trecho de grande movimentação.
Vias marginais Além da passarela, a EGR prepara outra intervenção na ERS130, com a implantação de vias marginais em dois trechos de Lajeado. A primeira ligação será entre a saída da Avenida dos 15 e a BR-386, no bairro Florestal. No sentido oposto, a obra será executada no bairro Montanha, entre a BR-386 e o acesso à rua Armando Weissheimer. O edital para contratação dos serviços deve ser publicado até a próxima semana. O orçamento previsto para a obra é de aproximadamente R$ 12 milhões. As intervenções fazem parte de um conjunto de medidas da estatal previstas para melhorar a circulação, a segurança e os acessos ao longo da ERS-130. GABRIEL SANTOS
Acidentes nas imediações de frigorífico motivam pressão para melhor estrutura para travessias
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TRADIÇÃO GAÚCHA
Enart reúne talentos de dez regiões Parque do Chimarrão recebe etapa classificatória nos dias 10 e 11 de outubro, com apresentações em diferentes modalidades artísticas Ezequiel Neitzke
ezequiel@grupoahora.net.br
VENÂNCIO AIRES
A
Capital do Chimarrão volta a receber um dos principais eventos do tradicionalismo gaúcho. Nos dias 10 e 11 de outubro, o Parque Municipal será palco de mais uma etapa Inter-regional do Encontro de Artes e Tradição Gaúcha (Enart). Pelo segundo ano consecutivo, a Capital do Chimarrão será sede da competição, que reúne representantes de diferentes Regiões Tradicionalistas em busca de uma vaga na grande final. A programação terá como
DIVULGAÇÃO
principal atração as Danças Tradicionais, disputadas nas categorias Força A e Força B, no Ginásio Poliesportivo. O espaço, no entanto, será apenas um dos pontos de concentração do evento. Outras áreas do parque receberão provas de modalidades individuais e coletivas, entre elas declamação, dança de salão, chula, instrumental e interpretação vocal. Além das apresentações, a etapa tem papel decisivo na temporada do tradicionalismo. Os classificados garantem presença na final do Enart, prevista para novembro, em Santa Cruz do Sul. O festival é considerado uma das principais competições de arte amadora da América Latina.
Programação diversificada A estrutura montada no Parque do Chimarrão permitirá que diferentes modalidades ocorram simultaneamente durante o fim de semana. Enquanto as invernadas ocupam o Poliesportivo, os demais espaços serão destinados às apre-
sentações individuais e às outras categorias artísticas. A realização envolve o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), a Fundação Cultural Gaúcha, a 24ª Região Tradicionalista e a Prefeitura de Venâncio Aires. A escolha do município como sede ocorre pelo
segundo ano consecutivo, após a realização da etapa em 2025. A entrada para acompanhar as apresentações será gratuita. Com a realização do evento, Venâncio volta a se colocar no calendário de grandes encontros do tradicionalismo estadual e deve
Estrutura montada no Parque do Chimarrão permitirá que diferentes modalidades ocorram simultaneamente durante o próximo fim de semana
receber participantes, familiares e público durante os dois dias de programação.
CTG prepara viagem ao Uruguai para levar dança gaúcha a encontro internacional Grupo de 11 casais, de diferentes faixas etárias, representará o Querência do Arroio do Meio no 5º Encuentro Tradicionalista Internacional, em Tacuarembó ARROIO DO MEIO
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CTG Querência do Arroio do Meio, de Arroio do Meio, se prepara para cruzar a fronteira e levar a cultura gaúcha ao Uruguai. Em novembro, um grupo formado por 11 casais de diferentes faixas etárias participará do 5º Encuentro Tradicionalista Internacional, em Tacuarembó. A iniciativa integra o projeto “Querência, Dança e Andança”, viabilizado por meio do edital FAC Mobilidade, que destinou R$ 80 mil à proposta.
Batizado de Querência sem Fronteiras, o grupo reúne integrantes das categorias juvenil, adulta e veterana. Até a viagem, os dançarinos intensificam a preparação para apresentar um repertório que reúne danças tradicionais, campesinas, de salão e de facões. A proposta começou a ser construída no fim do ano passado, a partir de uma sugestão apresentada por um grupo de dançarinos. A vice-patroa do CTG, Claudete Rempel, buscou informações sobre festivais internacionais junto a Jeferson Valente de Barros, delegado brasileiro da Associação Folclórica Latino-Americana (Afla). Entre as opções apresentadas, o grupo escolheu o evento realizado no Uruguai. “Montamos a proposta e enviamos para o Edital FAC e, para nossa alegria, fomos contemplados”, destaca Claudete, que é uma das responsáveis pela idealização e coordenação do projeto.
DIVULGAÇÃO
Grupo reúne integrantes das categorias juvenil, adulta e veterana
Preparação Os ensaios regulares ocorrem aos domingos, às 19h, na sede do CTG. Com a proximidade do evento, a rotina também ganhou encontros extras nas noites de sexta-feira. A preparação envolve
diferentes modalidades de dança e conta com a orientação de instrutores. Além da participação na programação oficial do encontro, a viagem prevê atividades em escolas, oficinas e momentos de
integração com representantes de outros países. A intenção é apresentar elementos da tradição gaúcha e, ao mesmo tempo, conhecer manifestações culturais de outros grupos folclóricos da América Latina.
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www.coquetel.com.br
Fim de semana,3 e 4 de outubro de 2026
© Revistas COQUETEL
Queixa Acessório Premiado filme de Fábio Barreto com registrada de arapós condicio- Gloria Pires e Patricia Pillar roubos nado
Segmento Primeira de reta de Perto, em Pigmento esposa de poliedros inglês verde das Henrique plantas (Geom.) VIII
Metro (símbolo) Perfume; cheiro Ave de rapina
(?)7, portal da Rede Record de TV
Batida com frutas Placa bacteriana calcificada (Odont.) (?) privilegiado: proteção de cargos
Grande pedra de moinho Órgão da ONU (sigla) É traçada no GPS
Gás essencial à vida (símbolo) Gigante mitológico A terra do carimbó
Iniciativa tem como objetivo incentivar a mobilidade ativa e valorizar o uso consciente dos espaços. Atividade inicia às 10h e segue até as 17h
Em (?) de: em proveito de
Variante da linhagem da covid
Quarto, em inglês
LAJEADO
O
Período da matinê Ente folclórico Integrante do reality "A Fazenda" (fem.)
Trabalhador de batalhões
A piscina ideal para crianças
Forma do ângulo de 90 graus
Flor símbolo do México Além do mais Implora; roga Investiga irregularidades políticas
Sintoma de gases intestinais
Marcelo D2, rapper carioca Empréstimo (?), recurso de aposentados
Peça que fixa lembretes na geladeira (?)-7, grupo dos países ricos
4/açor — near — room. 5/delta — órion. 6/aresta. 10/o quatrilho.
BANCO
Adélia Prado, escritora brasileira
CTC promove “Dia Sem Carro” com programação especial
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Solução
Clube Tiro e Caça (CTC) promove neste sábado, 3, das 10h às 17h, uma experiência diferente. Trata-se de dia inteiro dedicado ao bem-estar, à convivência e ao aproveitamento dos espaços do clube de uma nova forma. É o Dia Sem Carro, uma proposta que transforma áreas normalmente destinadas à circulação de veículos em ambientes de lazer, movimento e conexão. A iniciativa tem como objetivo incentivar a mobilidade ativa e valorizar o uso consciente dos espaços, promovendo um ambiente mais leve, seguro e acolhedor para todas as idades. Durante o evento, o Clube se transforma em um grande cenário de experiências ao ar livre, com atividades distribuídas por diversos pontos. A programação foi pensada para envolver toda a família, reunindo opções que vão desde práticas esportivas e recreativas
até atividades culturais e educativas. Entre os destaques estão os aulões esportivos, como tênis, skate e outras modalidades, além de alongamento e yoga, que convidam os participantes a se movimentarem e cuidarem da saúde de forma dinâmica e acessível. Para o público infantil, a diversão é garantida com brinquedos infláveis, brincadeiras interativas, pintura artística, oficinas criativas e atrações como escultura de balões, bolhas gigantes e atividades conduzidas por recreadores. Também estão previstas ações lúdicas que incentivam a criatividade e a interação entre as crianças.
Conscientização ambiental O evento também abre espaço para iniciativas voltadas à conscientização ambiental, com oficinas educativas sobre compostagem, reciclagem e separação
de resíduos, além da presença de feira com produtos orgânicos e artesanais. A proposta é estimular hábitos mais sustentáveis de forma leve e prática, conectando lazer e aprendizado. Outro destaque é a valorização da convivência. Ao longo do dia, os associados poderão circular livremente pelo Clube, redescobrindo seus espaços, participando das atividades e aproveitando momentos de descanso, interação e lazer ao ar livre. A programação ainda contará com apresentações artísticas e atrações que prometem tornar o ambiente ainda mais acolhedor e vibrante. Para a organização, o Dia Sem Carro é um convite para desacelerar, se reconectar e viver o Clube de um jeito diferentre, com mais presença, mais movimento e mais encontros. A recomendação é que os participantes venham preparados para aproveitar o dia ao máximo, com roupas confortáveis e disposição para explorar tudo o que o CTC terá a oferecer. DIVULGAÇÃO
A C O C O R R E N C I A C O Q U E T E L T N U S A RO M A T A R T A R O R R T A Ç F M I F O R O O R I O N L I P R O L A D E L T A T A R DE R S A R H O A A P E O A A D O R M L C L A M A P O L I C I A L G T A P I M Ã C O N S I G N A D O 23/09 - 22/10
Virgem: Cuidado ao tratar assuntos delicados. Organize prioridades no trabalho e aproveite novas oportunidades.
23/10 - 21/11
23/07 - 22/08
Leão: Tenha paciência nas conversas familiares. Disposição favorece cursos, viagens e novos interesses.
22/11 - 21/12
21/06 - 22/07
Câncer: Fortaleça a segurança afetiva e financeira. Harmonia familiar dará confiança para avançar na carreira.
Sagitário: Reflita antes de decidir. Diálogo ajuda nas parcerias e questões financeiras; estudos avançam.
22/12 - 19/01
21/05 - 20/06
Gêmeos: Organize as finanças e planeje estudos ou viagens. Equilibre vida social, rotina e cuidados pessoais.
Escorpião: Comunicação e magnetismo estarão fortes. Organize prioridades e abra espaço para viagens.
Capricórnio: Esclareça responsabilidades financeiras. Diálogo e carinho ajudam a resolver mal-entendidos.
20/01 - 18/02
20/04 - 20/05
Touro: Conversas favorecem encontros e amizades. Confie na intuição e avance nos projetos profissionais.
Libra: Controle gastos em convites e encontros. Confiança e boas conexões favorecem carreira.
Aquário: Diálogo ajuda a alinhar trabalho e parcerias. Criatividade favorece projetos.
19/02 - 20/03
21/03 a 19/04
Áries: Reencontros e família trazem respostas. Reflita sobre o futuro e dê forma a novos projetos.
23/08 - 22/09
HORÓSCOPO
Peixes: Novas ideias chegam por estudos ou contatos distantes. Respeite seus limites.
Programação foi pensada para envolver toda a família, reunindo opções que vão desde práticas esportivas e recreativas até atividades culturais e educativas
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Fim de semana,3 e 4 de outubro de 2026
TÊNIS
@LEOFOTOJORNAL/DIVULGAÇÃO
LAJEADO OPEN TERÁ ESTREIA DE ÁRBITRO LOCAL NA EDIÇÃO 2026 Éder Arruguetti fará sua primeira atuação como árbitro de cadeira no torneio, que terá novamente o uruguaio Rodolfo Curutchet como supervisor indicado pela World Tennis
DIVULGAÇÃO
Selo R17 começa a disputa por uma vaga na semifinal do sub-20
FUTSAL
Caetano Pretto
caetano@jornalahora.net.br
A
organização do Lajeado Open 2026 divulgou a equipe de arbitragem que estará à frente da quinta edição do torneio, que será realizada de 16 a 22 de novembro, no Clube Tiro e Caça, em Lajeado. Entre as novidades está a estreia do árbitro lajeadense Éder Arruguetti como árbitro de cadeira na competição. Com trajetória ligada ao tênis e à arbitragem na região, Arruguetti terá, pela primeira vez, a responsabilidade de atuar diretamente nas partidas do Lajeado Open como árbitro de cadeira. A presença também representa a valorização de profissionais formados e atuantes no cenário regional dentro de uma competição que integra o calendário internacional do tênis profissional. A equipe terá novamente o uruguaio Rodolfo Curutchet, que retorna a Lajeado como supervisor indicado pela World Tennis. Com experiência internacional na função, Curutchet já integrou a equipe de arbitragem do Lajeado Open e será responsável por acompanhar os procedimentos técnicos e a condução da arbitragem durante a competição. A composição da equipe reforça o padrão técnico exigido em uma competição internacional e acompanha a evolução do Lajeado Open. Desde sua criação, o torneio amplia sua presença no calendário esportivo regional e coloca Lajeado no mapa do tênis profissional.
Com trajetória ligada ao tênis e à arbitragem na região, Éder Arruguetti terá a responsabilidade de atuar diretamente nas partidas do Lajeado Open como árbitro de cadeira
QUINTA EDIÇÃO Em 2026, o Lajeado Open terá novamente a categoria ITF M25, uma das etapas do circuito profissional da Federação Internacional de Tênis (ITF). A competição reunirá atletas de diferentes países em busca de pontos para o ranking mundial da ATP e da premiação de US$ 30 mil. A realização de um torneio desse nível também proporciona ao público do Vale do Taquari a possibilidade de acompanhar de perto atletas que disputam o circuito profissional e conhecer a rotina de uma competição internacional. Ao longo de sua trajetória, o Lajeado Open também se tornou um espaço de aproximação entre o esporte profissional e a comunidade. A programação do torneio inclui iniciativas voltadas ao público e ações que buscam estimular o contato de crianças, jovens e moradores da região com o tênis. O torneio já recebeu atletas que posteriormente ganharam destaque no cenário nacional e internacional, entre eles João Fonseca, além de nomes como Gustavo Heide e Guto Miguel. A presença desses jogadores em
diferentes momentos da competição contribuiu para aproximar o público regional de atletas em formação e de profissionais que integram o circuito mundial. Outro aspecto que marca a trajetória do evento é a realização de ações de incentivo à participação feminina, atividades para crianças e iniciativas de integração com instituições de ensino e a comunidade. Dessa forma, o Lajeado Open busca ir além das partidas e utilizar o esporte como ferramenta de formação, relacionamento e desenvolvimento regional. A edição de 2026 também contará com uma estrutura voltada para atletas, equipes técnicas, profissionais da arbitragem, imprensa e público, movimentando diferentes setores durante o período de realização da competição. Além da dimensão esportiva, o torneio contribui para a movimentação econômica e turística de Lajeado e do Vale do Taquari, envolvendo serviços de hospedagem, alimentação, transporte e comércio durante os dias de competição. O Lajeado Open é realizado em parceria com a Associação Leopoldense de Esporte e Cultura, com apoio da Confederação Brasileira de Tênis (CBT), Federação Gaúcha de Tênis (FGT) e International Tennis Federation (ITF), além do Governo Federal, Ministério do Esporte e Lei de Incentivo ao Esporte.
REGIÃO TEM DISPUTA POR VAGAS NO GAUCHÃO DE BASE Ezequiel Neitzke
ezequiel@grupoahora.net.br
As equipes do Vale do Taquari entram em quadra neste fim de semana por jogos decisivos do Gauchão de Futsal de Base. A rodada reúne confrontos pelas oitavas e quartas de final, com times da região em busca de vagas na sequência da competição. O Acessus Grêmio volta à quadra neste domingo, 4, para confirmar a classificação às quartas de final. Depois de vencer o jogo de ida por 3 a 2, a equipe enfrenta o adversário em Sananduva, às 18h30min. O time do Vale joga pelo empate para avançar de fase. Em Venâncio Aires, a ASF recebe a ASR Futsal neste sábado, 3, às 15h, no ginásio da Coopeva. O confronto é válido pelas oitavas de
final do sub-15. Na partida de ida, disputada fora de casa, a equipe da Capital do Chimarrão venceu por 4 a 3 e precisa agora confirmar a vantagem diante da torcida. No sub-17, a ASF também busca uma vaga nas quartas de final. A equipe recebe o Brilhante, de Pelotas, neste domingo, às 19h, no Poliesportivo do Parque do Chimarrão. No primeiro confronto, o time venâncio-airense venceu por 6 a 4. Um empate é suficiente para garantir a classificação. Já no sub-20, a ONG Selo R17 começa a disputa por uma vaga na semifinal. O time enfrenta o Passo Fundo Futsal neste sábado, às 20h, no Poliesportivo do Parque do Chimarrão, em Venâncio Aires. A partida abre a série das quartas de final.
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@FOTODOFARIAS/DIVULGAÇÃO
REGIONAL CERTEL/SICREDI
O QUE LEVA O TORCEDOR AO ESTÁDIO?
Levantamento de 57 partidas aponta média de 361 pagantes e mostra influência de confronto, mando de campo, clima, calendário e transmissões na presença do público Ezequiel Neitzke
ezequiel@grupoahora.net.br
O
futebol amador ainda é capaz de movimentar arquibancadas, comunidades e grupos de torcedores pelo Vale do Taquari. Mas o que faz o público sair de casa em uma tarde de domingo para acompanhar uma partida do Regional Certel/Sicredi? Um levantamento realizado a partir dos dados de 57 jogos da fase classificatória da Série A de 2026 ajuda a responder parte dessa pergunta. No período analisado, os confrontos reuniram 20.596 pagan-
tes, uma média de 361 torcedores por partida. Quando considerado o público total informado pelos clubes, o número chega a 28.498 pessoas, ou 500 por jogo. A mediana ficou em 350 pagantes, o que significa que metade das partidas teve público abaixo desse número e a outra metade acima. A análise mostra que não existe um único fator capaz de explicar a presença nas arquibancadas. O tamanho do confronto, o mando de campo, as condições climáticas, o calendário e a existência de transmissão aparecem associados a diferenças importantes no movimento dos estádios.
BRASIL PUXA MÉDIA EM CASA Entre os 19 clubes analisados, todos tiveram três partidas como mandantes, o que permite uma comparação direta. O Brasil, de Marques de Souza, registrou a maior média de público pagante em seus jogos em casa: 724 pessoas por partida. Foram 2.173 pagantes nos três compromissos como mandante. O número não ACERVO PESSOAL
depende exclusivamente de uma partida fora da curva. No confronto contra o Internacional, foram 655 pagantes; diante do Minuano, 500; e no duelo com o Tiradentes, 1.018. Para Tiago Rother, presidente do Esporte Clube Brasil, a identificação da cidade com a equipe é um dos principais fatores de mobilização. “Marques de Souza gosta de futebol, gosta do Brasil e ama o Regional. Isso automaticamente já mobiliza toda a comunidade”, afirma. A divulgação ocorre principalmente pelas redes sociais e pela comunicação direta. O clube utiliza o Instagram, grupos de WhatsApp e o tradicional boca a boca. Quando a partida é considerada importante, a mobilização aumenta. “As pessoas querem ver jogos bons e jogos grandes. Então, automaticamente, a comunidade se mobiliza para esse dia”, explica Rother. O dirigente cita o confronto contra o Tiradentes como exemplo de uma partida que despertou expectativa. Para ele, o interesse também ultrapassa os limites do município. “O adversário é importante. Brasil e Tiradentes era um jogo que todas as pessoas queriam ver. O Vale do Taquari queria acompanhar”, relata. Sobre esse jogo, o mandatário abre os números. Foram comercializados 70 fardos de água, 140 fardos de cerveja, 50 fardos de refrigerante e cerca de 700 pastéis.
TRABALHO COMEÇA DURANTE A SEMANA
Leandro Schneider, o “Xaveirinho” acompanhou todos os jogos do Brasil na fase classificatória
A presença do público também depende de uma estrutura preparada para receber os torcedores. No Brasil, a organização começa na segunda-feira, com a definição de demandas como bebidas, cozinha e manutenção do gramado. No sábado, são colocadas as bandeiras e as redes, além da pintura do campo. No domingo, a
Com média de 724 pagantes por partida Brasil terminou a fase classificatória com maior público entre os 19 clubes
equipe faz os últimos ajustes nos vestiários, banheiros e espaços de atendimento. Rother estima que a torcida do Brasil seja formada tanto por moradores de Marques de Souza quanto por visitantes. Segundo ele, a recepção é parte da identidade que o clube procura construir. “A nossa missão é tratar bem as pessoas, os torcedores e os visitantes, para que sintam vontade de voltar ao Brasil”, diz. A relação com o público também aparece na trajetória de Leandro Schneider, o “Xaveirinho”. Ele acompanhou todos os jogos do Brasil nesta edição do Regional, em casa e fora. Para o torcedor, estar junto ao alambrado é parte da experiência e também uma forma de apoiar os atletas. “A emoção de estar no alambrado junto da torcida, cantar, apoiar, vibrar a cada lance e sentir aquela energia da arquibancada faz toda a diferença. Os atletas sabem que não estão sozinhos. Como eu falo para a nossa torcida: o Brasil não joga sozinho”, afirma. A participação de Schneider
vai além dos dias de partida. Ele conta que a preparação envolve tarefas como pintura, organização do campo, cozinha e copa. A rotina mudou nos últimos anos, com a antecipação de boa parte do trabalho para o sábado. “O que aprendi com essa diretoria é que, em dia de evento, não se corre. Isso deixa o dia mais leve”, relata.
TORCIDA ACOMPANHA TAMBÉM FORA DE CASA Se os números mostram que o Brasil tem força como mandante, a presença da torcida nas viagens revela outra dimensão do vínculo com o clube. Schneider recorda uma partida em Guaporé, disputada em um dia frio e chuvoso, na qual cerca de 120 torcedores viajaram desde Marques de Souza. “Viagem longa, dia chuvoso e frio. Tu chegar lá e ver o pessoal da cidade não tem preço”, conta. O deslocamento exigiu ainda uma parada de aproximadamente três horas na rodovia durante o retorno. Mesmo com o cansaço, a experiência permaneceu entre as lembranças marcantes da
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VISI AGÊNCIA/DIVULGAÇÃO
campanha. O torcedor diz que acompanha o time pelos atletas, pela comissão técnica e pela própria torcida, mas também valoriza a oportunidade de conhecer outros municípios e sociedades esportivas. Ele cita Poço das Antas como uma comunidade com características semelhantes às de Marques de Souza, especialmente pela organização do clube e pela participação dos torcedores. A presença de público fora de casa também aparece nos dados. O Brasil teve média aproximada de 678 pagantes como visitante, número próximo ao registrado nos jogos em seu estádio.
CLIMA PESA, MAS NÃO EXPLICA TUDO A temperatura também foi observada no levantamento, mas os dados indicam que não é possível estabelecer uma relação direta entre frio ou calor e tamanho do público. A oitava rodada, disputada sob chuva e possibilidade de temporal, teve a menor média do levantamento. Foram apenas 124 pagantes por partida. Na rodada anterior, com temperatura de 27°C e tempo ensolarado, a média chegou a 424.
FERIADO NÃO SIGNIFICA ESTÁDIO CHEIO O calendário também aparece como um elemento relevante. A quinta rodada, inicialmente prevista para 6 de setembro, ocorreu em um período de feriadão e teve média de 261 pagantes por jogo. Nos demais 48 confrontos analisados, a média ficou próxima de 380. A diferença representa cerca de 31% menos pagantes no período do feriadão. No público total, a média foi de 385 pessoas, contra aproximadamente 522 nos demais jogos. Por outro lado, a rodada disputada no Dia dos Pais apresentou uma das maiores médias da competição: 430 pagantes e 572 pessoas de público total por partida. Entre os jogos daquele domingo estavam Serrano x Imigrante, com 667 pagantes; Brasil x Internacional, com 655; Tiradentes x Poço das Antas, com 550; e Estudiantes x Taquariense, com 500. Os números mostram que o
1ª 1ª FASE FASEEM EM NÚMEROS NÚMEROS • 57 jogos analisados
• 20.596 pagantes
• 28.498 público total
• 361
média de pagantes por jogo
• 500
média de público total
calendário, isoladamente, não determina o comportamento do torcedor. O adversário e a atratividade dos confrontos também entram nessa equação.
TRANSMISSÃO E PÚBLICO CAMINHAM JUNTOS Outro dado que chama atenção é a relação entre transmissão e público. Das 57 partidas analisadas, 37 tiveram algum tipo de transmissão ou cobertura registrada e 20 não tiveram. Nos jogos com transmissão, a média foi de 384 pagantes e 532 pessoas de público total. Nos confrontos sem transmissão, os números caíram para 320 pagantes e 441 de público total. A diferença foi de aproximadamente 20% nos pagantes e 21% no público total.
PAGANTES X PÚBLICO GERAL A diferença entre o público pagante e o público geral está na presença de pessoas que entram nos estádios sem pagar ingresso. Entre elas estão associados dos clubes, jogadores, acompanhantes dos atletas e alguns membros da comunidade que têm acesso liberado. Assim, enquanto o público pagante contabiliza apenas quem compra ingresso, o público geral considera todas as pessoas presentes nas partidas, incluindo aquelas que não pagaram para entrar.
Torcida faz um verdadeiro show nas arquibancadas das praças de esportes
MAIORES PÚBLICOS PAGANTES • 1º — Cruzeiro x Brasil: 1.050 (1º de agosto) • 2º — Brasil x Tiradentes: 1.018 (20 de setembro) • 3º — Taquariense x Gaúcho Teutônia: 700 (1º de agosto) • 4º — Serrano x Imigrante: 667 (9 de agosto) • 5º — Brasil x Internacional: 655 (9 de agosto)
PIORES PÚBLICOS PAGANTES • 1º — Minuano x Cruzeiro: 50 (27 de setembro)
TRANSMISSÃO TRANSMISSÃO COM TRANSMISSÃO: 384 pagantes por jogo 532 de público total SEM TRANSMISSÃO: 320 pagantes por jogo 441 de público total DIFERENÇA: +20% de pagantes nos jogos com transmissão.
• 2º — Imigrante x Gaúcho Teutônia: 70 (20 de setembro)
POR PORRODADA RODADA
• 3º — Gaúcho Progresso x Juventude Westfália: 70 (27 de setembro)
1º rodada
• 4º — Canabarrense x 11 Amigos: 103 (27 de setembro) • 5º — Poço das Antas x Juventude Guaporé: 114 (27 de setembro)
MÉDIA DE PAGANTES Brasil — 724 pagantes Cruzeiro — 593 Internacional — 481 Serrano — 451 Estudiantes — 423 Gaúcho Teutônia – 405 São Luiz – 400 Tiradentes – 394 Juventude Guaporé – 378
Taquariense – 376 Poço das Antas – 376 Boavistense – 343 Canabarrense - 302 Juventude Westfália - 264 11 Amigos – 250 Nova Berlim – 207 Gaúcho Progresso - 173 Imigrante – 173
Minuano – 150
(abertura, sol e 24ªC) – 518 pagantes
2ª rodada
(dia dos pais, nublado e 14ªC) – 433 pagantes
3ª rodada
(16 de agosto, sol e 28ºC) – 376 pagantes
4ª rodada
(23 de agosto, sol e 15ºC) – 323 pagantes
5ª rodada
(6 de setembro, sol e 10ºC) – 261 pagantes
6ª rodada
(13 de setembro, nublado e 17ºC) – 395
pagantes
7ª rodada
(20 de setembro, sol e 27ºC) – 423 pagantes
8ª rodada
(27 de setembro, temporal e 20ºC) – 124
pagantes
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Fim de semana,3 e 4 de outubro de 2026
GAUCHÃO SUB-17
DIVULGAÇÃO
PINHEIROS E GUARANI DECIDEM VAGA NAS QUARTAS DE FINAL Equipes do Vale entram em campo neste sábado em busca da classificação na competição estadual Ezequiel Neitzke
na terceira colocação do Grupo C, com 11 pontos. Foram três vitórias, dois empates e uma derrota, com nove gols marcados e seis sofridos. O adversário encerrou a fase classificatória na quarta posição do Grupo A. O Glória somou dez pontos, com três vitórias, um empate e duas derrotas. Foram 12 gols marcados e 11 sofridos.
ezequiel@grupoahora.net.br
R
epresentantes de Taquari e Venâncio Aires, Pinheiros e Guarani entram em campo neste sábado em busca de uma vaga nas quartas de final do Gauchão sub17. As duas equipes do Vale terão o fator casa a favor nos confrontos eliminatórios. Em Taquari, o Pinheiros recebe o Glória, de Vacaria, às 15h. A equipe terminou a primeira fase
GUARANI RECEBE O OSORIENSE Em Venâncio Aires, também às 15h, o Guarani encara o Osoriense, de Osório, no Estádio Edmundo Feix. O time venâncio-airense fez uma campanha de destaque na primeira fase e terminou na segunda colocação do Grupo B, com 13 pontos. Em seis partidas, foram quatro vitórias, um empate e uma derro-
ta. O Guarani marcou nove gols e sofreu apenas três, tendo uma das defesas menos vazadas da competição. O Osoriense avançou na quarta colocação do Grupo B, com seis pontos. Foram duas vitórias e quatro derrotas, com sete gols marcados e 16 sofridos.
OUTROS CONFRONTOS A rodada também terá outros seis duelos pelas oitavas de final. O Cruz Alta recebe o Ivoti, enquanto o Guarany de Bagé enfrenta o Tamoio. Safurfa e Apafut se enfrentam, assim como Igrejinha e Novo Horizonte. Nova Prata encara o Soledade, e Panambi recebe o Americano. Nesta fase o confronto ocorre em jogo único. Empate leva a decisão para os pênaltis. DIVULGAÇÃO
Juventus, Ceat/Bira e Associação Vôlei Venâncio (AVV) representam a região em competições de base, com partidas em Porto Alegre, Nova Petrópolis e Venâncio Aires
VOLEIBOL
VALE TERÁ TRÊS EQUIPES EM DISPUTAS PELO ESTADUAL O fim de semana será de decisões e confrontos importantes para equipes do Vale do Taquari no Campeonato Estadual de Voleibol. Neste sábado, Juventus, Ceat/Bira e Associação Vôlei Venâncio (AVV) representam a região em competições de base, com partidas em Porto Alegre, Nova Petrópolis e Venâncio Aires. Pelo Estadual Sub-14 Feminino – Divisão Especial, a Juventus disputa a rodada na Sogipa, em Porto Alegre. A equipe de Teutônia está na chave B e terá pela frente adversários da chave D: Grêmio Náutico União, de Porto Alegre, Bento Vôlei, de Bento Gonçalves, e Recreio da Juventude, de Caxias do Sul. Os confrontos começam às 9h e serão disputados em melhor de três sets.
Em Taquari, o Pinheiros recebe o Glória, de Vacaria, no sábado, às 15h
SUB-19 FEMININO Também a partir das 9h, a IECLB, em Nova Petrópolis, recebe os jogos do Campeonato Esta-
dual Sub-19 Feminino – Divisão Especial. O Vale será representado por Ceat/Bira, de Lajeado, e Juventus, de Teutônia. As equipes enfrentam Ginástica NH, de Novo Hamburgo, APV, de Caxias do Sul, Nova Vôlei, de Nova Petrópolis, e Grêmio Náutico União, de Porto Alegre. A rodada reúne equipes de diferentes regiões do Estado em busca de avanço na competição.
AVV JOGA EM VENÂNCIO No masculino Sub-19 – Divisão Especial, a rodada ocorre no Parque do Chimarrão, em Venâncio Aires. A Associação Vôlei Venâncio recebe, a partir das 10h, Nova Vôlei, de Nova Petrópolis, e Colégio Sinodal, de São Leopoldo. A rodada em casa representa uma oportunidade para a AVV contar com o apoio da torcida e buscar bons resultados diante dos adversários.
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CARAS NOVAS
ANCELOTTI PROMOVE SETE MUDANÇAS E ABRE ESPAÇO PARA JOVENS NO BRASIL RAFAEL RIBEIRO/CBF
de Raphinha, que deixou a concentração após sofrer uma lesão muscular na coxa direita. Vinicius Júnior completa o setor ofensivo. A formação trabalhada por Ancelotti mantém o 4-3-3 utilizado na vitória sobre a Austrália. A ideia é dar sequência a um modelo de jogo, mas, ao mesmo tempo, ampliar o conhecimento sobre os atletas convocados.
OPORTUNIDADE PARA OS JOVENS
Seleção Brasileira enfrenta a Índia neste sábado, em Calcutá, no último compromisso da Data Fifa Caetano Pretto caetano@jornalahora.inf.br
A
Seleção Brasileira encerra neste sábado a primeira Data Fifa do novo ciclo para a Copa do Mundo de 2030. Depois de empatar com a Austrália no primeiro amistoso e vencer os australianos por 4 a 2 no segundo encontro, o Brasil
enfrenta a Índia, às 11h, no Salt Lake Stadium, em Calcutá. Para o confronto, o técnico Carlo Ancelotti prepara uma equipe bastante modificada e deve aproveitar a oportunidade para observar jogadores que tiveram poucos minutos nesta convocação. O treinador italiano ensaiou uma escalação com sete alterações em relação ao time que iniciou a vitória sobre a Austrália. Pedro Morisco aparece como novidade no gol, enquanto Matheuzinho assume a lateral direita. Na defesa, Arthur Dias foi testado ao lado de Marquinhos, e Douglas Santos deve ocupar a
Jovens como Gabriel Bontempo devem ganhar mais espaço na partida contra a Índia
lateral esquerda. No meio-campo, Gabriel Bontempo ganha nova oportunidade entre os titulares. Bruno Guimarães também foi observado, mas deve ser preservado. Andrey Santos foi utilizado em seu lugar em parte da atividade e pode ganhar minutos diante dos indianos. No ataque, Estêvão retorna ao time titular e Pedro foi testado como centroavante na vaga
A partida contra a Índia marcará a estreia de dois jogadores pela Seleção: Pedro Morisco e Arthur Dias. A estratégia faz parte do processo de renovação iniciado por Ancelotti após a Copa do Mundo de 2026. Dos 26 jogadores chamados para esta Data Fifa, oito eram estreantes. O treinador italiano também vem destacando a importância de acompanhar atletas mais jovens pensando no próximo Mundial. “Não é uma prova para eles. É uma oportunidade”, afirmou Ancelotti ao falar sobre o confronto com a Índia. O treinador procura evitar que os jogadores encarem a partida como uma avaliação definitiva. A intenção é observar características, dar experiência internacional e aumentar o número de alternativas disponíveis para o decorrer do ciclo.
PEDRO GANHA ESPAÇO A ausência de Raphinha abre uma possibilidade diferente no setor ofensivo. Pedro foi testado como referência no ataque e pode começar a partida. Endrick
também foi utilizado durante o treinamento e aparece como alternativa para o decorrer do confronto. A disputa entre os dois representa uma das situações que Ancelotti pretende acompanhar. Pedro oferece maior experiência, enquanto Endrick é visto pela comissão técnica como uma opção de características físicas e técnicas diferentes. Ao lado deles, Vinicius Júnior deve ser mantido. Estêvão, por sua vez, ganha nova oportunidade e pode atuar pelo lado direito, formando um trio ofensivo diferente daquele utilizado diante da Austrália. O provável time titular tem: Pedro Morisco; Matheuzinho, Marquinhos, Arthur Dias e Douglas Santos; Danilo, Andrey Santos e Gabriel Bontempo; Estêvão, Pedro e Vinicius Júnior.
ÚLTIMO TESTE DO ANO NA ÁSIA O duelo contra a Índia encerra a Data Fifa de outubro. Depois do compromisso em Calcutá, a Seleção volta a campo em novembro, novamente na Ásia, para enfrentar Japão e Singapura. O período é tratado por Ancelotti como uma fase de observação. Ainda sem competições oficiais no horizonte imediato, o treinador utiliza os amistosos para ampliar o número de jogadores avaliados e encontrar alternativas para diferentes situações de jogo.
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por Luciane Ferreira
Projeto Autor Presente mobilizava 600 estudantes Em uma das atividades do projeto Autor Presente, desenvolvido pela Secretaria de Educação de Lajeado, 600 estudantes puderam conhecer e conversar com os escritores Marcelo Spalding e Pablo Morenno. Os dois estiveram em escolas dos bairros Santo André, Conventos, Moinhos D’Água e Carneiros.
Alunos puderam interagir com os autores durante a atividade em quatro escolas
Eleições de 2006 em Lajeado Nas eleições gerais de 2006, o município de Lajeado, participou do pleito para escolher representantes nos cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual.
De Lajeado, concorreram Luís Fernando Schmidt (PT), a deputado federal, e José Inácio Peixoto (PDT), a estadual. Schmidt já havia atuado como deputado estadual e posteriormente veio a ser prefeito do município.
Quando Lajeado escolheu o prefeito em 1976 As eleições municipais no Brasil em 1976 ocorreram em 15 de novembro. Dentre os 3.967 municípios existentes no país, 95% elegeram prefeitos, vice-prefeitos e vereadores, enquanto os demais escolheram apenas membros do Poder Legislativo. Estavam aptos a votar aproximadamente 30 milhões de eleitores. Em 1976 havia duas correntes opositoras: Aliança Renovadora Nacional (Arena), liderada pelo general-presi-
dente Ernesto Geisel. A sigla adversária era PMDB - Partido do Movimento Democrático Brasileiro, sob a liderança do então deputado federal Ulysses Guimarães . Na eleição de 1976, a Arena conquistou 115 prefeituras, enquanto o MDB elegeu 89 prefeitos. Em Lajeado, Darci José Corbellini (MDB) foi eleito prefeito. Seu adversário foi Ney Santos Arruda (Arena).
Sábado é - Dia Mundial do Dentista - Dia Nacional das Abelhas Santo do dia: Santos Mártires de Cunhaú e Uruaçu
Arruda foi candidato pela Arena
Corbelini foi prefeito eleito em Lajeado
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Fim de semana, 3 e 4 de outubro de 2026
HENRIQUE PEDERSINI
ROGÉRIO WINK
ARTIGO
Jornalista
Ao anoitecer, o futuro do Vale!
Antes da música DIVULGAÇÃO
S
e as expectativas se concretizarem, a região não será mais a mesma quando a tarde deste domingo for embora. Isso graças aos 300 e tantos mil eleitores e sua compreensão sobre: espaços e reais perdidos por sermos incapazes de colocar um, dois ou cinco porta-vozes na mesa dos grandes debates. Neste caso, entre as 55 vagas da Assembleia Legislativa ou 31 da Câmara dos Deputados. Foi, passou! Domingo pode e
precisa ser diferente. No “cardápio” tem nomes de direita, esquerda, centrão, novato, veterano… Mas milhares de toques na urna precisam dizer: “Este que é daqui me representa”. Os motivos? Bom, todos sabemos e vamos reforçá-los aos eleitos e cobrar que a confiança alcançada se converta em uma fatia da nossa região no Piratini e até no Congresso. Ter deputado ou não representa uma distância maior do que ir até Porto Alegre ou Brasília pedir
algo. É estar lá, com tudo que isso proporciona. Será um domingo histórico! De democracia, de mensagem local ao mundo da política que o Vale do Taquari existe e quer crescer, que desejamos ser vistos como grandes também entre os que decidem e são votados. Se formos eficientes e sensatos, domingo agora mesmo passa a existir, quem sabe, uma bancada simbólica com o DNA, voz e cara da nossa região. Votemos nos nossos!
“Pingos nos is” sobre os assessores, Néco! Presidente da Câmara de Vereadores de Lajeado, Néco Santos (PL): será preciso agir e este pode ser um dos grandes legados de sua gestão no comando do Legislativo da maior cidade do Vale. Crie ou modifique as regras sobre a rotina dos assessores em cada um dos 15 gabinetes. O problema persiste na casa faz algum tempo e permaneceu com
algumas inconsistências no mandato de vários presidentes. Porém, alguém precisa dar o primeiro passo para acabar com esta falta de normativas sobre os horários, funções e vida paralela em horário de expediente. Os salários, pagos com recursos públicos, são substanciais e não podem ser contrapartida a um serviço incompleto ou ineficaz.
Se a responsabilidade será repassada a cada vereador ou cria-se um conjunto de regras únicas, confesso que não sei qual o melhor método. Mas esta sucessão de denúncias e uma forma de trabalho que abre margem para interpretações não fica bem para o setor público local. Eu, no lugar do senhor, interviria.
pelo atual governo, a Projeta Eventos. Se há irregularidade, que se apure. E, se não há, que o vereador de oposição se retrate e assuma consequências pelos apontamentos feitos. • Pelas bandas de Encantado, passada a eleição deste domingo e do próximo dia 25 de outubro, tem quem quer dar início aos preparativos para disputa municipal. Isso
envolve convites para filiações, troca no comando de partidos e até novas alianças, dizem… • Por fim, o governo de Lajeado precisa de um plano de contingência para o trânsito em dias de enchentes como a desta semana. Apenas com a avenida Senador Alberto Pasqualini como opção entre bairros, teve muita tranqueira, acidentes e bate-boca. Eu mesmo vi.
Rapidinho… • É tendência. Dois candidatos ao governo do Estado avançam para o segundo turno. E os outros dois? Anunciarão apoio imediato? Vão abrir margem para negociação? Deixarão livres os correligionários? • Na Câmara de Lajeado, Éder Spohr (MDB) disse que a colega Paula Thomas (PSDB) é sócia oculta de uma empresa contratada
Empreendedor e comunicador, apresentador do programa “O Meu Negócio”, da Rádio A Hora 102.9
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á muitos anos assisti, em Curitiba, a uma palestra do maestro João Carlos Martins. Foi daquelas experiências que ficam. Em suas apresentações corporativas, conduz o público por uma jornada que começa nos bastidores da música clássica e termina em lições aplicáveis a equipes. Além da sua história de vida, havia uma orquestra no palco e, em determinado momento, ele convida executivos da plateia para pegar a batuta e reger os músicos. Era interessante observar. Mesmo com um leigo na regência, a orquestra conseguia tocar. Eram bons músicos, conheciam seus instrumentos e sabiam o que fazer. Mas só até certo ponto. Quando se buscava precisão e interpretação, aparecia a importância vital do maestro. Lembrei dessa experiência numa conversa com Edson Wiethölter, diretor do Colégio Gustavo Adolfo, que é músico e maestro. Ele usa na prática essa relação entre música e liderança e me trouxe uma definição que gostei muito: o maestro rege na frente da música. Segundo Wiethölter, antes de levantar a batuta, ele precisa conhecer profundamente a obra e saber o que pretende entregar. Deve imaginar o resultado antes de ouvi-lo. Na regência acontece a mesma coisa. O maestro dá a entrada antes de o músico tocar, indica a intensidade antes de ela acontecer e antecipa movimentos para que todos trabalhem de forma sincronizada. Nas empresas não é diferente. O líder precisa enxergar à frente, saber onde quer chegar e fazer a equipe entender isso. Continua Wiethölter: outra questão são os músicos. Quanto melhor o conjunto, maior a possibilidade de uma grande apresentação. Bons profissionais puxam os demais para cima. Mas o maestro também precisa perceber onde estão as dificuldades. Na empresa também temos que olhar para onde está o ponto que limita o resultado coletivo. E tem o ensaio. A orquestra sabe que chegará o dia de subir ao palco. Até lá existe preparação, repetição e correção. Mesmo os melhores ensaiam. Nas empresas, queremos alta performance, mas nem sempre dedicamos tempo suficiente para preparar e desenvolver as pessoas. Por fim, uma constatação importante: os músicos percebem rapidamente quando o maestro não está preparado. Numa empresa acontece exatamente a mesma coisa. A equipe sabe quando o líder conhece o negócio, tem segurança e sabe onde quer chegar. Não é a batuta que faz o maestro. Assim como não é o cargo que faz o líder. Talvez uma das boas lições dessa história seja perceber que nem tudo sobre liderança se aprende em livros, cursos ou salas de reunião. Muitas vezes, boas ideias estão diante de nós, em situações aparentemente distantes do mundo empresarial. Uma orquestra, um maestro e seus músicos podem ensinar muito sobre preparação, sintonia, confiança e trabalho em equipe. Basta estar atento para perceber essas conexões e, principalmente, ter disposição para trazê-las para a prática. Afinal, uma boa ideia só ganha valor quando consegue sair da reflexão e entrar no nosso dia a dia. Fica uma pergunta: você está regendo antes da música ou apenas correndo atrás dela?
Não é a batuta que faz o maestro. Assim como não é o cargo que faz o líder.”
Fim de semana,3 e 4 de outubro de 2026 Fechamento da edição: 18h
MÍN: 8º | MÁX: 30º
O tempo permanece firme em grande parte do dia, e o sol aparece com nebulosidade variada.
A HORA | 3 OUTUBRO DE 2026
Sorriso além da foto O que existe por trás de uma arcada dentária alinhada e por que o aparelho é apenas parte do tratamento
Vínculos familiares em tempos de polarização Em ano eleitoral, diferenças políticas podem sair das urnas e chegar à mesa de casa, colocando à prova relações construídas ao longo de anos; psicóloga explica como lidar com conflitos sem transformar a divergência em ruptura
ENVATO
A
política deixou de ser assunto restrito às eleições. Dentro de casa, a escolha de um candidato pode virar motivo de discussão, provocar afastamentos e até fazer com que certos assuntos sejam evitados para preservar a paz à mesa. Mais do que uma disputa entre posições políticas, a psicóloga Tainá Gross Stürmer (CRP 07/45131) explica que essas diferenças envolvem visões de mundo, pertencimento, identidade e aquilo que cada pessoa considera justo, aceitável ou intolerável. “Dentro da família isso pode ganhar ainda mais força porque são vínculos atravessados por uma história muito anterior à discussão política. Existem expectativas, lugares ocupados por cada um, identificações, ressentimentos e conflitos que podem ser reativados”, ressalta. Diante de uma posição política muito distante, surge o estranhamento de perceber que alguém próximo enxerga o mundo por uma perspectiva diferente. Segundo a profissional, isso pode provocar decepção e até a sensação de não reconhecer mais aquele núcleo familiar. Ainda assim, as diferenças não precisam levar necessariamente ao rompimento. Para a psicóloga, relações suficientemente boas comportam posições distintas quando permanece o reconhecimento do outro como alguém legítimo. O problema surge quando a conversa deixa de ser uma troca e passa a produzir ataques pessoais, humilhações, ameaças ou medo. “Quando a conversa passa a ser marcada por ataques pessoais, humilhação, ironias, 2
desqualificação, ameaças, tentativas de silenciamento ou quando uma pessoa começa a evitar encontros familiares por medo do que irá acontecer, já não estamos falando apenas de uma discordância política”, reforça. Há ainda situações que não podem ser reduzidas a uma simples diferença de opinião. “Há falas e posicionamentos que deixam de operar apenas no campo da preferência ou da visão de mundo e passam a atingir a dignidade, a existência ou os direitos de determinados grupos. Quando isso acontece, o impacto sobre o vínculo tende a ser muito mais profundo”, salienta.
O debate possível Em meio à velocidade das redes sociais, respostas prontas e recortes de discursos podem acabar reduzidas a certezas imediatas. Para Tainá, esse ambiente empobrece a conversa justamente porque discutir política exige tempo, escuta e disposição para lidar com contradições. “Debater não é relativizar tudo, e isso precisa ser nomeado com clareza. Mas, fora disso, conseguir sustentar a diferença, perguntar, escutar e argumentar continua sendo uma capacidade fundamental da experiência
humana”, afirma. Nesse cenário, ela propõe trocar a necessidade de vencer pela disposição de compreender o que está em discussão. Isso não significa aceitar qualquer comportamento em nome da família. Reconhecer os próprios limites também faz parte desse processo. Em encontros familiares, por exemplo, pode ser necessário combinar que determinados assuntos não serão abordados, reduzir temporariamente a frequência das reuniões ou escolher situações em que a aproximação seja mais confortável. Quando a discussão já provocou um rompimento, a retomada não precisa reproduzir a relação que existia antes. Tainá considera necessário reconhecer o que aconteceu, abrir espaço para falar sobre o que machucou, admitir excessos e compreender como o episódio foi vivido pelo outro. Mudança de opinião também não precisa ser condição para uma reaproximação. O que pode ser recuperado, segundo a psicóloga, é a capacidade de enxergar a pessoa para além da posição política que ela defende. A ideia se aproxima do pensamento do psicanalista Donald Winnicott, citado pela
PARA PRESERVAR O VÍNCULO Escolha os assuntos: definir temas que serão evitados pode proteger a convivência; Respeite limites: discordar é possível. Ataques, humilhações e ameaças ultrapassam a divergência; Escute antes de responder: o objetivo não precisa ser convencer o outro, mas compreender o que está em jogo para cada pessoa; Aceite novos contornos: depois de um conflito, preservar o vínculo pode significar reduzir a intimidade ou estabelecer novos limites.
psicoóloga: maturidade não significa ausência de conflito. Nos vínculos, isso também pode significar suportar diferenças quando há respeito e disposição para preservar o encontro. Em alguns casos, a aproximação terá novos contornos. “Menos intimidade, mais cautela ou encontros mais espaçados não significam necessariamente o fim de um laço. Podem ser, justamente, as condições encontradas para que ele continue existindo”, conclui.
Debater não é relativizar tudo, e isso precisa ser nomeado com clareza. Mas, fora disso, conseguir sustentar a diferença, perguntar, escutar e argumentar continua sendo uma capacidade fundamental da experiência humana” Taína Gross Stürmer psicóloga
ENVATO
O que contribui Força e equilíbrio Atividades orientadas podem contribuir para manter a capacidade de realizar tarefas cotidianas. Independência Fazer pelo idoso apenas o que ele não consegue realizar sozinho ajuda a preservar sua participação na rotina.
Além da reabilitação, fisioterapia ajuda a manter autonomia Atuação preventiva busca manter força, equilíbrio e confiança para que o idoso continue realizando atividades do cotidiano com segurança e independência
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isioterapia não começa necessariamente depois de uma queda, uma cirurgia ou uma perda de movimento. Na terceira idade, o trabalho também pode ser preventivo, com foco em preservar capacidades que permitem ao idoso manter uma rotina ativa e independente. A fisioterapeuta Eluana Schneider (CREFITO-5 460503F), que atua no Sunday Village
Care, em Fazenda Vilanova, destaca que esse cuidado parte de uma avaliação ampla da funcionalidade. “É preciso ter um olhar amplo para o idoso, que considere não apenas músculos e articulações, mas também a cognição, os sentimentos e a forma como ele se relaciona com a própria vida. Tudo isso é fundamental.”, salienta. Por isso, exercícios voltados ao ganho e à manutenção da força, além do treinamento de equilíbrio, fazem parte da prevenção. O objetivo não é apenas melhorar o desempenho físico, mas oferecer condições para que o idoso continue realizando aquilo que é capaz de fazer.
Confiança A confiança também entra
Casa segura Iluminação adequada, circulação livre e apoio em locais de risco reduzem obstáculos aos deslocamentos. Confiança para se movimentar O medo de cair pode fazer com que a pessoa evite atividades e passe a se movimentar cada vez menos. Vínculos ativos
nesse processo. Segundo a profissional, mostrar ao paciente que ele consegue realizar determinadas tarefas, respeitando seus limites, ajuda a preservar a segurança para se movimentar. O receio de cair, por exemplo, pode levar à redução das atividades e, consequentemente, a uma rotina cada vez mais restrita. O impulso de ajudar pode levar parentes e cuidadores a fazer pelo idoso tarefas que ele ainda consegue executar. Para Eloana, permitir que a pessoa realize essas atividades dentro de suas possibilidades é uma maneira de preservar sua autonomia e seu protagonismo. “Muitas vezes, através do cuidado, a gente quer fazer pelo idoso: ‘Deixa que eu faço, eu vou ali’. Mas, se ele consegue fazer, deixa que ele faça. É importante permitir que ele continue sendo ENVATO
Conversas, encontros e participação na vida familiar ajudam a manter o idoso conectado às pessoas e às decisões que fazem parte de sua vida.
ele, que preserve sua essência”, salienta. O cuidado também se estende ao ambiente. Tapetes soltos, pouca iluminação, escadas sem corrimão e objetos difíceis de alcançar podem aumentar a dificuldade para circular pela casa. Banheiros e quartos merecem atenção especial, assim como a organização dos espaços para facilitar os deslocamentos.
Relacionamento A fisioterapeuta acrescenta que o cuidado com o idoso também passa pela maneira como familiares e cuidadores se relacionam com ele no dia a dia. Mais do que identificar dificuldades ou oferecer ajuda, é importante ouvir suas histórias e reconhecer sua trajetória. “Permita que continue sendo protagonista da própria vida”, orienta. Eluana reforça que participar das decisões da família e manter contato com outras pessoas ajuda o idoso a continuar ocupando um lugar ativo nas relações. Por isso, estar presente não significa apenas acompanhar suas necessidades, mas também criar espaço para que ele conte, opine, escolha e participe da vida
É preciso ter um olhar amplo para o idoso, que considere não apenas músculos e articulações, mas também a cognição, os sentimentos e a forma como ele se relaciona com a própria vida. Tudo isso é fundamental” Eluana Schneider
fisioterapeuta
ao redor. “Quando você está presente, consegue enxergar muito além daquilo que está acontecendo naquele momento. Você olha para a pessoa como um todo, para a história que ela tem, para aquilo que ainda pode viver”, conclui.
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Antes do resultado, o diagnóstico Aparência do sorriso é apenas uma parte da equação: antes de corrigir, alinhar ou recorrer às lentes, é preciso considerar a mordida, o crescimento da face e a relação entre as estruturas
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á pacientes que chegam ao consultório com uma foto salva no celular para servir de referência. Na imagem, um sorriso branco, regular e simétrico traduz uma ideia bastante difundida de perfeição dentária. Para a ortodontista Teraine Forster (CRO/RS 26297), porém, reproduzir aquela aparência nem sempre é possível — ou necessário. Por trás do que parece uma questão exclusivamente estética podem existir alterações na posição dos dentes, na mordida ou na relação entre as arcadas. A fotografia, então, deixa de ser um modelo a ser copiado. Torna-
A gente constrói a criança para não precisar reformar o adulto. Quanto antes conseguirmos trabalhar a prevenção, melhor. Assim, se houver necessidade de alguma correção mais adiante, na adolescência ou na vida adulta, ela tende a ser menos severa” Teraine Forster, ortodontista
A escolha entre alinhadores, aparelhos ou outros recursos depende do que a avaliação revela — e não apenas do resultado estético desejado pelo paciente
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se o ponto de partida para uma conversa sobre aquilo que não aparece na tela: como os dentes se encaixam, quais movimentos precisam ser realizados e qual abordagem faz sentido para aquela pessoa. “É o que eu digo: a gente não vai tratar apenas a boca, mas olhar para a pessoa como um todo. Então, precisamos sentar, conversar e conhecer o contexto em que ela chega, os tratamentos pelos quais já passou e tudo o que envolve aquela insatisfação”, salienta. A indicação, por isso, não nasce necessariamente no primeiro minuto da consulta. Antes de definir uma conduta, a profissional reúne informações sobre a saúde bucal, examina as estruturas envolvidas e analisa as características do caso. O encontro funciona como uma espécie de consultoria inicial para definir os próximos passos. “Em situações de dor ou alguma urgência, a gente atende primeiro essa necessidade, porque ela passa na frente de qualquer outro procedimento. Fora essas, a gente mantém a primeira consulta como
Na infância, alterações na mordida podem ser acompanhadas enquanto as estruturas da face ainda estão em crescimento, o que amplia as possibilidades de intervenção
etapa inicial do tratamento.”
O aparelho é o meio Chegar ao consultório já decidido por um determinado modelo também não significa que aquela será a solução. A variedade de recursos disponíveis pode alimentar a impressão de que basta escolher entre diferentes versões de aparelhos, quando a lógica do tratamento parte de outro lugar. A indicação considera a alteração que precisa ser corrigida, o resultado esperado e as características de cada caso. Em algumas situações, inclusive, a solução pode estar além da ortodontia. “Talvez seja necessário outro tratamento, um processo reabilitador. Então, primeiro a gente precisa fazer esse filtro e
trazer o paciente para a realidade do que é possível para aquele caso. A partir daí, se for indicado, dá para começar as correções e pensar também na parte estética. Como eu digo, o aparelho é o meio pelo qual o profissional vai chegar ao resultado.”
Alinhador invisível Entre as opções disponíveis, os alinhadores transparentes ganharam espaço para quem procura uma alternativa discreta durante a correção da posição dentária. Teraine trabalha com o sistema Invisalign e explica que a escolha depende das características do caso, embora a rotina e as preferências do paciente também possam entrar na decisão. Removíveis, os dispositivos podem ser retirados para as
FOTOS: PAULO CARDOSO
refeições e para a higiene. A discrição, entretanto, não elimina a necessidade de disciplina: o resultado depende também da frequência de uso. “A gente trabalha com uma média de pelo menos 22 horas por dia. Eu brinco com os meus pacientes: no bolso ele não alinha dente. Ele precisa estar na boca, precisa estar usando.” O planejamento é feito de forma digital e considera a movimentação de cada elemento ao longo do tratamento. A proposta é estabelecer previamente a direção e a extensão dos movimentos antes da execução. “A gente precisa planejar dente por dente: qual movimento queremos fazer, quantos milímetros e em que direção. Com o avanço do digital, conseguimos reproduzir esse planejamento de uma maneira muito mais precisa”, comenta. Não existe, contudo, um prazo único para chegar ao resultado. A duração varia conforme a complexidade e as características individuais. “Tudo depende do caso. Quanto mais complexa é a correção, maior tende a ser o tempo de tratamento.”
Continuidade após retirada A retirada do aparelho
marca o fim de uma etapa, não necessariamente do acompanhamento. Depois da movimentação, entra em cena a contenção, utilizada para ajudar a manter os dentes na posição alcançada e reduzir a possibilidade de recidiva. “A contenção é essencial. Depois que removemos o aparelho, tudo o que fizemos foi por meio de estímulos: movimentamos os dentes, estimulamos a formação óssea e produzimos adaptações na boca e na face. Quando esse estímulo termina, precisamos consolidar o resultado e manter o dente naquela posição.” Movimentação dentária não deixa de existir simplesmente porque o tratamento terminou. A remodelação dos tecidos contínua ao longo da vida e pode contribuir para pequenas mudanças de posição. Por isso, Teraine defende a manutenção prolongada da contenção. A peça também precisa ser acompanhada. Contenções fixas podem se soltar ou perder a adaptação; modelos móveis sofrem desgaste e podem precisar ser substituídos. Em determinadas situações, uma contenção mal ajustada pode até provocar uma movimentação indesejada. “É preciso acompanhar para preservar o resultado. A contenção tem que estar bem adaptada
e funcional. Com o tempo, dependendo do material, pode ser necessário trocar, refazer ou ajustar. Esse acompanhamento é essencial para dar longevidade ao resultado.” Antes de esperar o aparelho Embora também atenda adolescentes e adultos, a profissional diz ter uma atenção especial à ortodontia infantil. Para ela, observar o crescimento desde cedo permite identificar alterações e, quando houver indicação, intervir antes que elas se tornem mais complexas. “A gente constrói a criança para não precisar reformar o adulto. Quanto antes conseguirmos trabalhar a prevenção, melhor. Assim, se houver necessidade de alguma correção mais adiante, na adolescência ou na vida adulta, ela tende a ser menos severa.” O primeiro contato com o dentista, segundo a dentista, pode acontecer a partir do nascimento do primeiro dente, quando entram orientações sobre higiene e cuidados com a dentição. Entre os 4 e 5 anos, ela recomenda também uma consulta com o ortodontista para observar a formação da arcada. “Muita gente ainda pensa que precisa esperar nascerem todos os dentes permanentes para procurar o ortodontista. Mas não é preciso. Nessa idade, já conseguimos perceber algumas
características que merecem atenção e acompanhar como elas evoluem.” Quando há indicação de intervenção, o cuidado não necessariamente passa por um aparelho convencional. A abordagem pode envolver a ortopedia dos maxilares e aspectos ligados ao crescimento das estruturas da face. “Nessa fase, a gente consegue trabalhar alguns estímulos para guiar o crescimento, melhorar a posição da língua, o selamento dos lábios e a função da musculatura. Não é simplesmente colocar um aparelho. É olhar para o desenvolvimento daquela criança.” Esse olhar inclui funções como mastigação, fala e respiração. Crianças que dormem de boca aberta ou roncam com frequência, por exemplo, podem merecer uma investigação mais cuidadosa. Esses sinais têm diferentes possíveis causas e não devem ser atribuídos automaticamente a uma alteração dentária. “Isso pode estar relacionado a alterações no palato. Quando essa estrutura é mais estreita, por exemplo, a língua pode não encontrar a posição adequada. Se a passagem de ar pelo nariz também estiver prejudicada, a criança pode adotar a respiração oral, criando uma sequência de alterações. Por isso, nem sempre a questão está restrita aos dentes.”
Uma janela que não dura para sempre Na infância, as estruturas ainda estão em crescimento e apresentam maior capacidade de adaptação. É nesse período, conforme Teraine, que determinados estímulos podem favorecer mudanças que seriam mais complexas posteriormente. “Quando a criança é pequena, o osso é mais maleável e responde muito bem aos estímulos. Ele consegue se remodelar. Uma criança de 5 anos com mordida aberta, por exemplo, pode apresentar aquele espaço entre os dentes da frente. Nessa fase, se retirarmos o hábito que está contribuindo para essa alteração, o próprio crescimento pode favorecer a correção.”
A mordida aberta ocorre quando os dentes anteriores não se encostam durante o fechamento da boca. A origem pode variar, assim como a conduta indicada para cada criança. “Se a gente não dá esse estímulo no momento certo, essa estrutura vai se formando e se consolidando. Mais adiante, pode ser que apenas o aparelho não seja suficiente. Em determinados casos, pode ser necessário recorrer a outras abordagens, inclusive à cirurgia ortognática”, conclui.
ORTODONTIA EM NÚMEROS Cerca de 40% da população brasileira precisaria de tratamento ortodôntico para correção de má oclusão, segundo a OMS. Em torno de 68,4% das crianças brasileiras avaliadas em estudo apresentaram necessidade de algum tipo de intervenção ortodôntica preventiva. São mais de 33 mil especialistas em Ortodontia estão registrados no Brasil, segundo o Conselho Federal de Odontologia. A especialidade reúne o maior número de profissionais entre as áreas reconhecidas pela entidade.
CUIDADOS RECOMENDADOS Acompanhamento é parte do tratamento: depois da retirada do aparelho, alguns cuidados ajudam a preservar a posição dos dentes e a saúde bucal; Use a contenção: ela ajuda a manter os dentes na posição alcançada após a movimentação ortodôntica; Faça revisões: contenções fixas e móveis podem sofrer desgaste, perder a adaptação ou precisar de ajustes e substituição. Mantenha a higiene: a limpeza cuidadosa dos dentes e da contenção reduz o acúmulo de placa e ajuda a prevenir problemas bucais.
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Do Havaí a Lajeado, Poke conquista espaço na gastronomia local Sugestão do chef : Poke de Salmão + Quinoa 150 g de quinoa 100 g de salmão 30 g de repolho roxo 30 g de cenoura 30 g de alface americana 20 ml de shoyu light 5g de nori 5 g de castanha de caju
concentrar quantidades elevadas de sódio, açúcar e gordura quando usados em excesso. Ingredientes como cream cheese, maionese, cebola crispy e outros acompanhamentos fritos também aumentam a densidade energética da refeição. “Não se trata de eliminá-los, mas de considerar proporção e frequência”, comenta. Salmão e atum estão entre as proteínas mais associadas ao poke e oferecem diferentes nutrientes. O salmão é fonte de proteína e de ômega-3, especialmente EPA e DHA, além de vitamina D e outros micronutrientes. O atum também fornece proteína de alta qualidade, vitamina B12 e selênio.
Personalização Na Ilha Poke, a possibilidade de combinar ingredientes orienta a
Luana Griebeler nutricionista
desafios foi desvincular os dois. Muitas pessoas ainda os confundem por terem alguns ingredientes semelhantes, porém, a preparação e a entrega final são totalmente diferentes”, comenta. Três anos depois do início das atividades, a Ilha Poke vende cerca de 200 unidades por semana e inaugurou um novo espaço na Rua Arno Johann, 230, bairro Universitário, em Lajeado, onde além de oferecer mais conforto pretende ampliar o cardápio.
Preparo combina ingredientes frescos e diferentes possibilidades de montagem, enquanto atenção às escolhas define o equilíbrio nutricional da refeição
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ores, texturas, contrastes de sabores e temperaturas se encontram na mesma tigela. O arroz serve de base para combinações que podem reunir peixe, frutas, vegetais, molhos e diferentes complementos, criando uma refeição que se transforma a cada escolha. É nessa mistura de possibilidades que está o Poke, prato de origem estadunidense que ganhou o mundo ao incorporar novas formas de preparo e se adaptar a diferentes hábitos alimentares. A estética colorida das tigelas, a lógica do
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fast casual e a possibilidade de personalizar a refeição ajudaram a levar a preparação para além das praias do Havaí. No Brasil, o Poke ganhou espaço nos últimos anos, mas ainda era pouco conhecido em Lajeado quando a Ilha Poke iniciou as atividades, em abril de 2023. Proprietário do estabelecimento e um dos responsáveis pela preparação, André Dickel conta que a ideia surgiu a partir de uma percepção sobre o mercado local. “Já conhecíamos o produto e percebemos que ele teria bastante potencial na cidade. Vimos que havia poucas opções de delivery saudável que oferecessem opções como salmão, camarão e atum, e enxergamos nisso uma oportunidade”, recorda. O passo seguinte era apresentar ao público uma proposta ainda pouco familiar e, aos poucos, criar o hábito de consumir. Também era preciso romper a associação imediata entre o Poke e o sushi. “Um dos nossos principais
O equilíbrio está na montagem O Poke permite combinar diferentes grupos de alimentos em um mesmo bowl. Para a nutricionista Luana Griebeler (CRN 21011), essa versatilidade é justamente um dos pontos que podem tornar a refeição nutritiva. Arroz ou quinoa podem fornecer carboidratos; salmão, atum, frango ou tofu entram como fontes de proteína; vegetais, frutas e sementes ampliam a variedade de fibras, vitaminas, minerais e compostos bioativos. Não existe, porém, uma combinação única que funcione para todos. As quantidades e escolhas precisam considerar objetivos, rotina, nível de atividade física e necessidades individuais. “Um bom princípio é pensar em equilíbrio e variedade, em vez de tentar montar o ‘Poke perfeito’”, afirma a profissional. A atenção também passa pelos complementos. Molhos podem
construção do cardápio. Segundo o proprietário, a proposta parte da identidade do bowl havaiano e valoriza combinações que preservam o frescor e destacam as características naturais dos ingredientes. “Pensamos muito nas combinações de sabores, buscando trazer o frescor e, ao mesmo tempo, destacar a qualidade natural dos ingredientes”, afirma. A montagem individual também permite diferentes escolhas dentro da mesma proposta. Através da personalização, o cliente consegue definir a sua alimentação, podendo seguir um plano alimentar e encaixar o poke na sua rotina. Dickel acrescenta que o cardápio também contempla opções para pessoas com restrições à lactose e ao glúten.
SUCO ROSA (para mais energia e saúde) Ingredientes - ½ beterraba pequena crua - 1 laranja - Suco de ½ limão - 1 pedaço pequeno de gengibre - 150 a 200 ml de água - Gelo a gosto
Eveline Bald – Nutricionista CRN2 10385 – Nutrição de precisão e Saúde Intestinal
Além da balança: o que os exames revelam sobre a sua saúde
Quando pensamos em acompanhamento nutricional, é comum imaginar dieta, peso e medidas. Mas a Nutrição também olha para algo que nem sempre conseguimos enxergar no espelho: como o organismo está funcionando. É aí que os exames laboratoriais se tornam importantes aliados. Glicose, insulina, hemoglobina glicada, colesterol, triglicerídeos, ferro, ferritina, vitamina B12, vitamina D, função da tireoide, marcadores hepáticos e renais são alguns exemplos de informações que, quando avaliadas em conjunto com sintomas, alimentação, sono, atividade física, histórico familiar e fase da vida, ajudam a construir uma visão mais completa da saúde. Um resultado isolado, porém, raramente conta toda a história. Uma pessoa pode apresentar exames dentro dos valores de referência e ainda relatar cansaço, alterações intestinais, dificuldade para controlar o
peso ou queda no rendimento. Da mesma forma, uma alteração laboratorial não significa necessariamente que um único alimento ou nutriente seja o responsável. Por isso, interpretar exames não deveria ser apenas procurar valores dentro das referências. Na prática clínica eles podem ajudar a identificar fatores que merecem atenção e orientar estratégias mais individualizadas. Alterações na glicemia e na insulina, por exemplo, podem direcionar um olhar mais cuidadoso para a qualidade e distribuição dos carboidratos, fibras, atividade física e sono. Mudanças no perfil lipídico podem levar à avaliação do consumo de gorduras, fibras e alimentos ultraprocessados, além de outros fatores metabólicos. O mesmo acontece com vitaminas e minerais. Antes de suplementar, é importante entender se realmente existe necessidade, investigar possíveis causas de alterações
Um olhar sobre nosso maior patrimônio
Modo de preparo Bata todos os ingredientes no liquidificador e sirva em seguida. Se possível, não coe, preservando melhor as fibras da preparação. Por que essa combinação? A beterraba é fonte natural de nitratos, compostos envolvidos na produção de óxido nítrico e na função vascular. As frutas acrescentam vitamina C e outros compostos bioativos, enquanto o gengibre completa a combinação com sabor, frescor e melhora da digestão.
e considerar alimentação, absorção intestinal, medicamentos e condições individuais. E existe outro ponto fundamental: exames não substituem uma boa avaliação clínica. Eles são parte de um conjunto de informações. A evolução da ciência também tem ampliado esse olhar. Hoje, dependendo do caso, avaliações relacionadas à composição corporal, microbiota e características genéticas podem complementar a investigação. Mas nenhum exame deve ser interpretado sozinho ou utilizado como promessa de diagnóstico ou resultado. Cuidar da saúde é conectar os pontos: o que você sente, como você vive e pensa, o que você come e o que o seu organismo está mostrando. Mais do que buscar exames “perfeitos”, o objetivo deve ser utilizar essas informações para prevenção, acompanhamento e escolhas de saúde mais conscientes.
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365 VEZES NO VALE
Patrocínio
365vezesnovaledotaquari@gmail.com
FÁBIO KUHN
Turismo a cavalo:
@josyfabres
experiência conecta visitantes à natureza de Encantado
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riado em 2018, o Centro de Equoterapia e Equitação Abraço Forte, em Encantado, nasceu de uma necessidade familiar e, ao longo dos anos, ampliou sua atuação para também se tornar uma opção de experiência turística no município. A história começou a partir da experiência de Ilca Trucolo, conhecida como Pupi, com o filho Mateus, hoje com 18 anos. Diagnosticado com autismo com três anos idade, ele teve contato com a equoterapia em Porto Alegre. A experiência despertou na família o interesse em criar um espaço
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semelhante em Encantado. A partir daí, Pupi e o irmão Rafael Gomes estruturaram o centro, inicialmente com o objetivo de utilizar o cavalo como agente terapêutico. O turismo surgiu em um segundo momento com o boom gerado pelo Cristo Protetor.
Passeios a cavalo pela terra o Cristo O centro de equoterapia criou roteiros por trilhas nas imediações da Linha Chiquinha e leva os turistas para mirantes e pontos de beleza natural genuína. Os
passeios a cavalo duram cerca de uma hora e podem ser feitas por crianças de qualquer idade e até por pessoas que tenham limitações físicas. Não há necessidade do visitante saber cavalgar. Antes de sair para a trilha, a pessoa recebe orientações e faz um treinamento no picadeiro. O objetivo não é apenas montar. Durante a visita, os participantes também podem conhecer os animais, escovar e alimentar os cavalos e aprender mais sobre o universo da equitação. Por questões de segurança, os passeios são realizados em grupos reduzidos. Normalmente, Rafael acompanha até três visitantes por vez. Entre os locais utilizados nos roteiros estão o Caminho do Sol com mirante de frente ao Cristo. Também existem opções dentro da própria área do empreendimento, como a Trilha dos Macacos e o Caminho da Eco. Uma característica da experiência é evitar a repetição dos trajetos para quem retorna ao local. Conforme Rafael, novos caminhos podem ser escolhidos para proporcionar uma experiência diferente a cada visita. Mais informações sobre o empreendimento podem ser obtidas no @equoabracoforte ou pelo WhatsApp 51 99848-5116.
A Josiane Fabres Costa nos apresenta um dos cenários religiosos mais bonitos do estado. O Convento São Boaventura está localizado em Daltro Filho, interior de Imigrante. Chama atenção pela imponente estrutura erguida em pedras de grés e o belo jardim que a cerca.
@crisbruchh A queda de água dessa foto é um achado da Cristiane Bruch. Se chama Cascata do Refúgio e fica no interior de Doutor Ricardo. Ótima dica aos aventureiros nos períodos mais quentes do ano.
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