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ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR Quarta-feira, 2 de setembro de 2026 | Ano 25 - Nº 4172 | R$ 5,00 (dia útil) R$ 9,00 (fim de semana)
DIAGNÓSTICO DO DAER
Mapa das pontes revela dois alertas
Dos mares à resiliência
KARINE PINHEIRO
Relatório avalia condições de 16 estruturas Após as enchentes, o Daer mapeou 12 pontes e quatro viadutos. O estudo exige obra na ligação entre Roca Sales e Encantado e mantém o Arroio Castelhano,
em Venâncio Aires, sob atenção. As outras 14 estruturas seguem sem alerta especial. O diagnóstico orientará as próximas ações nas rodovias. PÁ G I N A | 1 1
PENSAR ELEIÇÕES 2026
Matteus Amaral defende o turismo como prioridade Candidato a deputado federal pelo PP abre série de entrevistas na Rádio A Hora 102.9. Estreante na política, ex-BBB fixou residência em Lajeado e se compromete com a região na busca por vaga em Brasília. PÁ G I N A | 5
OPINIÃO | RODRIGO MARTINI
Fuga de candidatos e a campanha local Juliana e Zucco lideram as pesquisas mas evitam o confronto de ideias. Postura enfraquece apoiadores do Vale.
PÁ G I N A | 7
ENSINAMENTOS AO VALE
Em palestra no Teatro Univates, velejador Beto Pandiani abordou planejamento, capacidade de adaptação e gestão de riscos
FROTA PÚBLICA
RECURSOS EM 2027
Aposta em elétricos para economia e adaptação
ICMS: 24 cidades do Vale projetam queda
CADERNO | G8
PÁ G I N A | 6
2 | A HORA
Quarta-feira, 2 de setembro de 2026
E D I TO R I A L
A B R E A S PA S
Impacto nos cofres
O
índice provisório de participação dos municípios no rateio do ICMS para 2027 traz um alerta importante para o Vale do Taquari. Das 38 cidades da região, apenas 14 projetam aumento na participação. Para as demais, a perspectiva é de menos recursos em um momento no qual as demandas por investimentos e serviços públicos permanecem elevadas. Os números ajudam a dimensionar um efeito das enchentes que nem sempre aparece com a mesma dramaticidade das imagens da destruição. A interrupção da produção, das vendas e da circulação de mercadorias deixou consequências que continuam a surgir nos indicadores econômicos. O desastre passou, mas parte de sua conta segue chegando aos cofres públicos.
A consolidação de empresas e a criação de condições para novos investimentos reforçam uma lição conhecida” A situação exige atenção. Colinas, por exemplo, prevê nova queda expressiva e busca contestar os dados. O prazo para recursos é importante para corrigir eventuais inconsistências antes da definição dos índices. Confirmados os percentuais, porém, será preciso adequar planejamentos a uma realidade de maior restrição. Por outro lado, o desempenho de Paverama demonstra o peso da atividade econômica na arrecadação. A consolidação de empresas e a criação de condições para novos investimentos reforçam uma lição conhecida: desenvolvimento econômico e capacidade de investimento público caminham juntos. O desafio regional vai além de administrar perdas. Exige recuperar empresas, estimular novos negócios e reconstruir a capacidade produtiva atingida pelas enchentes.
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“Me sinto parte de cada uma das entidades tradicionalistas” DIVULGAÇÃO
O comunicador Rafael Corrêa, 43, foi o escolhido para ser o homenageado na Semana Farroupilha de Venâncio Aires em 2026 Ezequiel Neitzke
ezequiel@grupoahora.net.br
Quando começou sua ligação com o tradicionalismo e o que fez essa paixão se tornar parte da sua vida?
A ligação com o tradicionalismo gaúcho foi herdada de meu pai, que apresentava programas de rádio voltados à cultura local, despertando um grande apreço e o conhecimento sobre a música regional. Os cavalos e a lida campeira desde cedo fizeram parte da minha vida. Depois de ter meu primeiro cavalo, passei a frequentar ativamente entidades tradicionalistas pelas cidades onde morei, cheguei inclusive a competir em provas de laço. Ao lado do meu pai e atuando como locutor, acompanhei de perto diversos festivais de música gaúcha, como o renomado Carijo da Canção Gaúcha, em Palmeira das Missões, o que expandiu significativamente minha bagagem na música nativista.
O que significa ser escolhido como homenageado da Semana Farroupilha?
Significa uma honra muito grande, ainda mais por não ser filho desta terra e depois de 17 estando aqui, vivendo intensamente o tradicionalismo através do rádio, circulando no meio das entidades tradicionalistas na terra do chimarrão, defendendo os nossos costumes, acreditando na força do nosso povo que forjou esse estado, me sinto feliz e honrado em ser reconhecido por ter sido escolhido para representar os festejos farroupilha de Venâncio Aires.
Qual foi o momento mais marcante da sua trajetória no tradicionalismo e por que ele ficou tão marcado?
O momento mais marcante foi o batizado do meu filho Bento dentro do CTG Querência da Mata, em Mato Leitão. Tinha esse sonho desde o primeiro filho, Theodoro, bem como da segunda filha Alice, ambos batizados em igrejas católicas, com os trajes típicos, porém não em espaço tradicionalista e nem com missa crioula, em função de regramentos da igreja católica. No terceiro filho, houve a oportunidade, que me deixou muito feliz. Com uma linda missa crioula realizada pelo padre Aldo, que também já foi patrono da semana farroupilha de Venâncio Aires.
Quem foram as pessoas que mais influenciaram você nessa caminhada?
Foram várias pessoas que me influenciaram, meu pai, com certeza, por viver o tradicionalismo no meio radiofônico, seguir o legado dele no rádio, me deixa feliz e honrado. Minha avó, que me deu meu primeiro cavalo, aos 12 anos de idade, realizando um sonho de criança. Meu tio Luiz que carregava de caminhão o meu cavalo e me levava aos rodeios, bem como seu irmão que me ensinou a laçar. E o Quito Rodoviário, que
era um grande laçador de Horizontina, que passava a cavalo na frente da casa da minha avó, com éguas quarto de milha, sempre bem encilhadas, ao ver, admirava, imaginava que seria como ele e teria um cavalo bonito como os dele.
Na sua visão, o que precisa ser feito para aproximar as novas gerações da cultura gaúcha? Na minha opinião, a questão da convivência, estar no meio, com pessoas que vivem a nossa cultura, o tradicionalismo. Penso que seria interessante as escolas terem espaço na sua grade curricular para falar e viver a cultura gaúcha. Também que o MTG, sem perder a essência, tentasse aproximar-se mais da linguagem dos jovens.
O que você quer deixar como legado no tradicionalismo?
Depois de algumas tentativas, neste ano, Venâncio vai viver a “Aldeia Farrapa” e eu fico feliz em estar fazendo parte deste momento. O legado seria relacionado à união entre as entidades tradicionalistas, ressaltando a importância de nos unirmos em prol do bem comum, fortalecendo assim, o tradicionalismo. É uma alegria muito grande poder circular por todas as entidades do município e me sentir parte de cada uma delas.
A HORA | 3
Quarta-feira, 2 de setembro de 2026
Denúncias de irregularidades eleitorais no Vale representam 1,5% do total no RS JHON WILLIAN TEDESCHI
Sistema desenvolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebe informações sobre crimes e infrações em geral que estejam ligados às eleições. Na região, Lajeado tem o maior número de casos, com seis, todos regularizados Jhon Willian Tedeschi
jhontedeschi@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
C
rimes eleitorais e irregularidades ligadas às eleições podem ser denunciadas à Justiça Eleitoral e ao Ministério Público. O sistema chamado Pardal permite que essas informações sejam registradas pelas autoridades e tabuladas para acesso geral. A ferramenta está disponível à população desde o dia 16 de agosto, e pela primeira vez permite detalhamento sobre os tipos de infrações levadas ao poder público. A pouco menos de um mês do primeiro turno das eleições, o Rio Grande do Sul tem 725 registros. O Vale do Taquari reúne 1,5% das denúncias, com 11 comunicações ao todo. Lajeado, com seis denúncias, lidera os números na região. Ao considerar Venâncio Aires, que teve cinco casos informados, o número vai a 16. A juíza da 29ª Zona Eleitoral de Lajeado, Débora Gehrardt de Marque, pontua que não há processos criminais em andamento. “No Pardal tivemos apenas situações de propaganda eleitoral”, acrescenta, sobre a utilização do sistema. Ela ainda cita ter determinado a regularização das situações ocorridas no âmbito da zona eleitoral. De acordo com o promotor do Ministério Público (MPRS), Diego Prux, os casos apontados foram de propaganda irregular na sede do comitê central. “Nos casos analisados, verificou-se que houve o imediato cumprimento da determinação judicial, de modo que a situação se resolveu sem maiores consequências, como a necessidade de aplicação de multa.” Em nível estadual, os cargos mais denunciados são deputados estadual e federal. Os comunicados de irregularidades para estes candidatos representam 75% do
Registros de irregularidades podem ser feitas via aplicativo e pelo portal do sistema Pardal
total. O Vale do Taquari supera essa tendência, com 10 dos 11 casos sendo dos concorrentes a estas vagas. Nas eleições gerais de 2022, somados os dois turnos, a região teve 173 registros, 82 deles em Lajeado. O número superou o pleito anterior, em 2018, quando foram feitas 26 denúncias.
DADOS DO PARDAL
Sobre o sistema
POR MUNICÍPIO
O dispositivo foi criado em 2014 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e exige que o usuário se identifique pelo e-Título ou pela plataforma Gov.br. A regulamentação do uso para as eleições gerais deste ano ocorreu em julho e define os parâmetros de funcionamento, tanto por aplicativo, quanto por navegador. A identidade do denunciante permanece protegida por sigilo, independente do formato da comunicação. O Pardal pode ser utilizado para comunicar diversos tipos de infrações eleitorais, como as relativas à propaganda eleitoral, compra de votos, uso da máquina pública, crimes eleitorais, doações e gastos eleitorais. Também podem ser informados problemas no ato de votar, sobretudo qualquer irregularidade relativa ao funcionamento na urna eletrônica (defeito, mau funcionamento, etc.).
Em 2026 725 denúncias no RS 86 municípios com registro 11 denúncias no Vale do Taquari
Arvorezinha – 2 Bom Retiro do Sul – 2 Encantado – 1 Lajeado – 6
POR CARGO Deputado Estadual – 4 Deputado Federal – 6 Partido/Coligação/Federação – 1
IRREGULARIDADE Vias Públicas – 3 Propaganda na Internet – 2 Outdoors e Outdoors Eletrônicos – 2 Bens Públicos – 1 Bens Particulares – 3 Três baixadas do sistema Oito em andamento
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Quarta-feira, 2 de setembro de 2026
SEM ZUCCO E BRIZOLA?
TIRO
Fuga dos debates também desprestigia (e enfraquece) candidatos locais
RODRIGO MARTINI
É
Infâmia em Brasília
inacreditável, caro eleitor. Mas, é a dura realidade. O candidato e a candidata que lideram as pesquisas de intenção de votos para o governo do Rio Grande do Sul não querem participar do debate projetado para os eleitores das regiões do Vale do Taquari e do Vale do Rio Pardo. Só Luciano Zucco (PL) e Juliana Brizola (PDT), hoje os favoritos para o sempre acirrado segundo turno, rejeitaram os insistentes convites das redações do Grupo A Hora e do Grupo Folha do Mate e não participarão do tradicional confronto de ideias sobre as nossas dores e desafios regionais. É uma pena. Perde o eleitor, perdem os próprios candidatos, perde a democracia e perde a
imprensa. Aliás, também perdem os candidatos (as) a deputado estadual e federal da região que pertencem aos quadros do PL, PP, Novo, Podemos, Republicanos, Democrata, PDT e PT. A fuga dos debates desprestigia diretamente todos os candidatos filiados às siglas coligadas a Zucco e Juliana. Enfraquece todas as campanhas regionais. Afinal, se nossos candidatos (as) não conseguem atraí-los ao debate do Vale do Taquari, o que esperar da relação durante um possível mandato no Piratini? Ora, das duas uma. Ou nossos candidatos não possuem prestígio suficiente para trazer os líderes das chapas ao debate público em nossa região, ou eles compactuam com a ardilosa fuga.
Free flow na... 287
rodrigomartini@grupoahora.net.br
São tantas as manchetes e novidades no Caso Banco Master que o mais prudente é aguardar alguns dias para digerir tantas barbaridades. Mas, e só para resumir um pouco da infâmia desmascarada nesse histórico dia 1º de setembro, observem esse relato sem precedentes: o ministro do STF, André Mendonça, tem em mãos um relatório em que a própria Polícia Federal diz que o banqueiro Daniel Vorcaro enviou uma mensagem ao também Ministro do STF, Alexandre de Moraes, pedindo proteção do chefe da própria Polícia Federal e ainda do procurador-geral da República. E isso é só a pontinha do iceberg…
- O governo de Estrela anuncia para o dia 16 de setembro, às 9h, a sessão pública para o edital de contratação de “empresa especializada para implantação, disponibilização, operação assistida, manutenção e suporte de sistema de estacionamento rotativo público”. - Em Encantado, a Secretaria de Turismo projeta a concessão de espaços do Parque João Batista Marchese. Para isso, busca exemplos no Parque da Oktoberfest, em Santa Cruz do Sul, e no Parque de Eventos da Festa Nacional da Uva, em Bento Gonçalves, dois grandes centros de evento no RS. - O governo de Venâncio Aires vai insistir em uma parceria com a Univates para alguns atendimentos e gerenciamentos no Hospital São Sebastião Mártir. Não é simples. Mas, se bem acordado, pode ser benéfico para ambas as partes e, sobremaneira, aos pacientes e estudantes. - Ainda sobre debates, é bom lembrar que só o Partido Liberal (PL) – à época representado pelo então candidato a governador Onyx Lorenzoni – não compareceu ao debate promovido pelo Grupo A Hora nas eleições gerais de 2022. Será mesmo que a sigla vai repetir a dose em 2026?
CAMPANHA DE EX-BBB
Os cálculos de Matteus Amaral para chegar ao Congresso
ECONOMIA EM ESTRELA
Horas extras? Só com autorização prévia da prefeita!
Em entrevista à Rádio Gazeta, a direção da Concessionária Rota de Santa Maria anuncia estudos para substituir o atual (ou antigo) sistema de cobrança nas praças de pedágio da RSC-287 pelo modelo free flow, que permite a passagem dos veículos sem a necessidade de parada e com cobrança automáti-
ca. A mudança está entre os temas analisados na revisão quinquenal do contrato de concessão e pode ocorrer a curto ou médio prazo. É um caminho sem volta. Ah, e a empresa também avalia descontos progressivos para quem utiliza com frequência os trechos pedagiados.
O governo de Estrela publicou decreto na segunda-feira para regulamentar e endurecer a autorização de horas extras pelos servidores públicos da administração direta do município. E a regra é clara: dependerá de prévia e expressa autorização da prefeita, ressalvadas situações excepcionais e devidamente justificadas. Segundo Carine Schwingel (UB), a medida visa o corte de gastos. “Com a queda de receitas e aumento da demanda, precisamos nos adaptar”, resume ela.
Natural do Alegrete e morador de Lajeado faz pouco mais de um ano, Matteus Amaral (PP) se posiciona como candidato do Vale e foi o primeiro entrevistado do projeto Pensar Eleições 2026. E, apesar de tentar se “descolar” um pouco da pecha de “ex-BBB” durante a entrevista, ele sabe (e todos sabem) que a vitrine do reallity é, hoje, o seu principal ativo na campanha a deputado federal. Ele possui mais de quatro milhões
de seguidores. Os gaúchos somam 20% desse montante – cerca de 800 mil seguidores são do RS. Um número considerável. Pelos cálculos do candidato, será preciso algo em torno de 70 mil votos para ser eleito pelo sistema proporcional (voto de legenda) ou 110 mil para garantir a cadeira por conta própria. A peleja é dura. Mas, e mesmo que Mateus não seja apenas um “ex-BBB”, ser um “ex-BBB” ajuda e muito em uma disputa tão acirrada.
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Quarta-feira, 2 de setembro de 2026
“Turismo não é só lazer, “Estou comprometido é uma ferramenta em ajudar o Vale do de desenvolvimento” Taquari a se desenvolver”
ENTREVISTA | MATTEUS AMARAL • CANDIDATO A DEPUTADO FEDERAL
RODRIGO GALLAS
Candidato a deputado federal, Matteus Amaral (PP) defende setor como motor econômico e propõe estudos técnicos e preventivos para enfrentar o drama das enchentes na região Mateus Souza
mateus@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
D
as telas para o Congresso. Conhecido no país após se destacar em um dos principais reality shows do Brasil, Matteus Amaral busca, agora, um novo desafio na sua trajetória. Natural de Alegrete e residente em Lajeado desde o ano passado, se propõe a representar a região no parlamento federal e conta com sua força digital para alcançar o objetivo. A sabatina com Amaral abriu a rodada de entrevistas do projeto “Pensar Eleições — Desperta Vale do Taquari”, promovido pelo Grupo A Hora. A iniciativa visa dar visibilidade aos candidatos federais e estaduais radicados no Vale, além de estimular o
Matteus Amaral aponta o turismo regional como uma de suas prioridades
T R A J E TÓ R I A Estreante na política, Matteus Amaral tem 30 anos. Natural de Alegrete, chegou a estudar Engenharia Agrícola, mas não concluiu a graduação. Ganhou notoriedade em 2024, ao participar do reality show Big Brother Brasil, na TV Globo. Foi o vice-campeão da 24ª edição, entre 26 participantes, e levou prêmio de R$ 150 mil para casa. Nas redes sociais, como influenciador, conta com mais de 4 milhões de seguidores. No ano passado, filiou-se ao PP e decidiu disputar as eleições de outubro.
debate e a conscientização. O objetivo principal é unificar forças eleitorais para eleger parlamentares que tenham ligação umbilical com o Vale e superar a carência recente de representação regional. Na entrevista, Matteus elegeu o turismo regional e o enfrentamento de desastres climáticos como prioridades de sua atuação. Após estudar Engenharia Agrícola, o candidato afirma que seu aprendizado acadêmico e de campo oferece suporte técnico para formular soluções de contenção de cheias. Ele defende
DESAFIO O candidato abordou ainda a sucessão rural e manifestou preocupação com o envelhecimento populacional nos minifúndios regionais de leite e suínos. Para reter os jovens, defende investimentos em infraestrutura no campo e diversificação econômica. A proposta é integrar a agricultura familiar ao turismo de experiência para gerar novas fontes de renda para que as futuras gerações enxerguem viabilidade na propriedade.
A Hora: O que levou Matteus Amaral para a política e quais são as propostas que você defende? Matteus Amaral: Eu confesso para vocês que eu não tinha vínculo nenhum com política antes de entrar no Big Brother. Hoje, vejo que tudo passa pela política. E, ao conviver com pessoas em São Paulo, veio um estímulo de que eu poderia ser um representante gaúcho. Eu sou um cara que vivi até meus 27 anos a realidade do homem do campo. AH: Por que os eleitores do Vale do Taquari podem confiar no Matteus como um candidato local? Matteus: Eu acredito muito que o Vale do Taquari é uma região superdesenvolvida, de povo trabalhador e cheio de oportunidades. Uma bandeira principal para mim é o turismo regional, de valorização das pessoas da terra. Com a reforma tributária a partir de 2027, precisamos trazer turistas para consumirem dentro do município. AH: Por que tu apostou nesse tema (turismo) como o central para a tua campanha? Matteus: Eu vivi experiências incríveis, morei em São Paulo e viajei pelo Brasil e pelo mundo.
Vi o quanto temos um potencial gigantesco de turismo aqui As pessoas têm o entendimento de que turismo é lazer, mas o turismo transforma regiões. Quero usar isso como uma ferramenta para ajudar a desenvolver o nosso estado. AH Qual vai ser a tua relação com essa região se tu fores eleito? Matteus: Eu quero muito deixar um coordenador regional aqui para ter um contato direto com vocês e construirmos juntos. Estou comprometido em ajudar o Vale do Taquari a se desenvolver. Sou egresso da engenharia agrícola e me dói muito a questão dos eventos climáticos e das enchentes aqui na região. AH: Como é que era o projeto? Matteus: O projeto de irrigação. Eu já estudava esse tema. O Vale do Taquari sofre com essa carga d’água que vem baixando rápido desde as cabeceiras. É preciso um estudo bem aprofundado das bacias. Meu objetivo é armazenar a água excedente da enchente em locais estratégicos, prevenir e ter um projeto de prevenção efetivo e fazer obra pública na beirada do rio onde pega enchente todos os anos é colocar dinheiro fora.
AGENDA Próximas entrevistas Hoje 15h30min Tenente Hampel (Democrata) Amanhã 15h30min Felipe Força Tarefa (Podemos)
usar as emendas de forma mais preventiva, aplicando os recursos de forma estratégica no estudo integrado das bacias hidrográficas locais.
Resiliência climática, turismo e sucessão rural são temas tidos como prioridades ao candidato
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Terça-feira, 2 de setembro de 2026
MENOS RECURSOS
Vale reduz participação no rateio do ICMS
DIVULGAÇÃO
Apenas 14 cidades registraram variação positiva no IPM para 2027. Índice provisório ainda pode ser contestado por prefeituras. Na região, Paverama é principal destaque
Entenda – Conforme determina a Constituição Federal, 25% de toda a arrecadação dos estados com o ICMS, após as devidas destinações constitucionais, pertence aos municípios. O IPM é o indicador utilizado para a distribuição destes recursos no Estado, determinando a quota-parte de cada uma das 497 cidades gaúchas. O IPM definitivo será divulgado apenas em dezembro.
Mateus Souza
mateus@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
D
ados divulgados pela Receita Estadual, apontam o índice provisório (IPM) de participação de cada município gaúcho no rateio da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para o próximo ano. No Vale do Taquari, das 38 cidades, apenas 14 projetam aumento, enquanto as demais registram variação negativa. Conforme o levantamento divulgado pela Receita, o principal destaque regional fica por conta de Paverama. O município de 8,1 mil habitantes ficou em 30º no ranking estadual, o melhor desempenho da região. A variação, de 7,6%, foi bem superior às das cidades que aparecem na sequência da lista, casos de Tabaí (4,5%) e Imigrante (4,2%). O resultado anima a prefeita Michele Vargas. Para ela, o diferencial está na fábrica da Fruki Bebidas, hoje a maior empresa instalada no município, bem como dos investimentos em terraplanagem para integrados. “Com certeza a Fruki impacta muito nesse desempenho. Atribuímos muito a ela esse crescimento e trabalhamos muito para fortalecer nossas empresas”, salienta. A consolidação do empreendimento, para a gestora, também pode servir para atração
– Os recursos do ICMS representam, em média, 20% do total das receitas dos municípios gaúchos, o que torna a apuração do IPM essencial para o planejamento orçamentário, sobretudo nas cidades pequenas.
Com pouco mais de 8 mil habitantes, Paverama busca se desenvolver após chegada de investimentos
Apesar dos auxílios emergenciais temporários recebidos por cidadãos e empresas, os negócios ficaram sem vender nesse período, ficaram sem produzir e tudo isso vai impactando nos próximos períodos.” CINTIA AGOSTINI PRESIDENTE DO CODEVAT
de mais negócios ao município, sobretudo às margens da BR386. “Estamos no coração do RS, próximos da capital e da Serra. Temos muita área para
desenvolvimento. Acredito que no próximo ano vamos manter esses índices e seguiremos colhendo os bons frutos”.
Recurso Por outro lado, entre as cidades com pior resultado no rateio, está Colinas, cuja retração da arrecadação com o imposto passa de 12%, seguida por Capitão (-11,9%) e Relvado (-10%). Todas estão entre as 20 piores variações gaúchas. Outras 24 prefeituras do Vale terão baixas nos cofres públicos em 2027. Prefeito de Colinas, Marcelo Schröer, confirma que o município estuda recorrer do índice apresentado pela Receita. “Já contatamos a empresa que presta assessoria nesta área para esclarecimentos e também para entrar com recurso. Essa redução é bem preocupante”, argumenta. É o segundo ano consecutivo que o município apresenta uma significativa variação negativa. Entre as seis cidades mais populosas da região, apenas Encantado projeta incremento nas receitas com o ICMS, ao fechar o índice provisório com variação de 2%. O maior IPM do Vale, em números absolutos, é o de Lajeado, que aparece em 23º no RS. A partir da publicação do IPM provisório, no último dia 26, foi aberto prazo de 30 dias para que os municípios apresentem
eventuais contestações e impugnações aos dados. O prazo vai até 25 de setembro. Com isso, os recursos serão julgados e culminarão com a posterior publicação dos percentuais definitivos.
Impacto de 2024 Para a economista e presidente do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat), Cintia Agostini, a perda de arrecadação de boa parte dos municípios da região encontra explicação nas enchentes de 2023 e 2024. Lembra que, em regra, a maioria das administrações tinham acréscimo de recursos, mas nos últimos períodos essa
realidade mudou. Conforme Cintia, entre 70% a 80% do ICMS está diretamente ligado à compra e venda dos produtos e transações. “A nossa população não se alterou, basicamente. Apesar dos auxílios emergenciais temporários recebidos por cidadãos e empresas, os negócios ficaram sem vender nesse período, ficaram sem produzir e tudo isso vai impactando nos próximos períodos”, lembra. Essa paralisia econômica resultou no aumento do endividamento tanto de pessoas físicas quanto de CNPJs na região Para a economista, o recuo nos indicadores de arrecadação representa, “claramente e infelizmente, o efeito enchente nos nossos negócios.”
MARCELO SCHRÖER
MICHELE VARGAS
PREFEITO DE COLINAS
PREFEITA DE PAVERAMA
Já contatamos a empresa que presta assessoria nesta área para esclarecimentos e também para entrar com recurso.”
Estamos no coração do Rio Grande do Sul, próximos da capital e da Serra. Temos muita área para desenvolvimento.”
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Quarta-feira, 2 de setembro de 2026
ENSINAMENTOS AO VALE
ENTREVISTA BETO PANDIANI • VELEJADOR
Beto Pandiani leva “É no imponderável que experiências do mar para a viagem real acontece” reflexão sobre desafios KARINE PINHEIRO
Palestra no Teatro Univates reuniu relatos de oito expedições e abordou planejamento, uso de recursos, resiliência e mudanças climáticas Karine Pinheiro
karine@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
E
xperiências acumuladas em oito expedições marítimas serviram de ponto de partida para uma reflexão sobre escolhas, planejamento e capacidade de adaptação. O velejador e palestrante Beto Pandiani apresentou, ontem, no Teatro Univates, em Lajeado, a palestra “Indo longe para chegar perto”, promovida pelo Grupo A Hora. Ao longo de 45 anos de navegação, Pandiani passou meses em embarcações sem cabine, motor, energia, banheiro ou cama. A ausência de recursos básicos exigiu planejamento para viagens que chegaram a durar de oito a dez meses. A experiência mudou a relação do velejador com água, alimento e energia. Segundo Pandiani, o mar não
permite decisões por impulso. A preparação começa antes da partida e segue durante toda a expedição. Em uma embarcação aberta, cada recurso precisa ser calculado para evitar desperdícios e garantir a permanência no oceano. A primeira grande expedição ocorreu em 1994, com a travessia entre Ilhabela, no litoral paulista, e Miami, nos Estados Unidos. A viagem durou 289 dias e incluiu trechos dos principais rios da América do Sul durante o período de cheias. Desde então, Pandiani realizou oito expedições. Em 2022, completou a travessia da Passagem Noroeste, acima do Círculo Polar Ártico. A experiência deu origem a um documentário sobre mudanças climáticas. Pandiani relata que o contato direto com regiões polares ampliou a percepção sobre os efeitos das alterações ambientais. O velejador relaciona o derretimento do Ártico a impactos em diferentes partes do planeta, inclusive em regiões que enfrentaram desastres climáticos, como o Vale do Taquari. A partir da observação em campo, defende mudanças nos hábitos de consumo de água, energia e produtos.
O velejador relaciona o derretimento do Ártico a impactos em diferentes partes do planeta, inclusive em regiões que enfrentaram desastres climáticos, como o Vale
Experiência como aprendizado Além das questões ambientais, a palestra abordou medo, isolamento, liderança, trabalho em equipe e gestão de riscos. Para Pandiani, enfrentar condições fora do controle ajuda a reconhecer limites e desenvolver capacidade de decisão. “O oceano é o lugar mais imponderável que podemos pisar no planeta, por ser elemento líquido”, afirma. A proposta do encontro também esteve ligada ao cenário enfrentado pela sociedade. Para Fernando Weiss, diretor Editorial e de Produtos do Grupo A Hora, ouvir experiências de superação pode ajudar na reflexão sobre desafios econômicos, políticos, sociais e climáticos. “A gente atravessa um momento muito delicado da economia, da política, das questões ambientais. Dentro dessa pressão, é importante parar, pensar, refletir e aprender com quem já passou por dificuldades e desafios”, destaca.
Por que escolher realizar essas travessias em um barco sem cabine? Tradicionalmente, quem realiza viagens de volta ao mundo ou grandes travessias utiliza barcos cabinados. O nosso barco é extremamente simples: consiste em dois cascos, uma lona e a vela. Não temos motor, energia elétrica, banheiro ou camas. Essa escolha partiu de uma curiosidade genuína: “Será que é possível realizar isso?”. Queríamos responder a essa pergunta para nós mesmos. Como nenhuma dessas viagens havia sido feita antes nesses moldes, elas foram inéditas e nunca repetidas. Para garantir a segurança em 1993, quando começamos, decidimos ir em dois barcos idênticos. Se um mastro caísse ou um barco virasse, o outro estaria lá para rebocar ou prestar apoio.
Como estruturar a logística de um projeto pioneiro e sem referências anteriores? Foi um processo puramente empírico. Testávamos as soluções e, se não dessem certo, mudávamos o rumo. Nossas principais dúvidas foram sanadas na prática, durante a própria viagem, pois não havia como prever as respostas antes de partir. Embora eu já velejasse há muito tempo e dominasse a embarcação em águas conhecidas, o mar aberto impõe outra realidade, com ondas, mau tempo e a necessidade de navegar no escuro. Naquela época, os aparelhos de GPS eram enormes, consumiam muita bateria e não exibiam mapas, mostravam apenas coordenadas de latitude e longitude. Tínhamos que ligar o aparelho rapidamente, anotar as coordenadas e localizá-las fisicamente em uma carta náutica de papel. À noite, avançávamos guiados pela bússola, por uma lanterna e pela sensibilidade de ler a direção do vento e o comportamento das ondas. Diante de tantas variáveis, quais foram os maiores imprevistos enfrentados Na primeira expedição, cometemos muitos erros por falta de experiência. Bati o barco contra um coral e quase afundamos, o mastro caiu três vezes e a estrutura principal
quebrou em duas ocasiões. Consertávamos tudo de maneira improvisada nas paradas. No entanto, passamos a perceber que tudo o que podia dar errado acontecia no lugar certo. Quando quebrávamos, éramos obrigados a buscar ajuda local, encontrávamos pessoas incríveis para fornecer peças de reposição, dormíamos nas casas e recebíamos dicas cruciais para a sobrevivência que jamais teríamos se o barco não tivesse apresentado falhas. É no imponderável que a viagem real acontece. Como é a preparação para lidar com tempestades severas em mar aberto? A única saída é continuar velejando. Durante a nossa travessia de Viña del Mar, no Chile, em direção à Ilha de Páscoa, fomos surpreendidos na metade do caminho por uma tempestade severa ao anoitecer, com ventos fortes soprando na direção oposta ao nosso destino. A solução foi baixar as velas e deixar o barco correr a favor do vento, mesmo sabendo que estávamos retornando em direção à América do Sul. Voltamos por 10 a 12 horas consecutivas, mas, ao amanhecer, o vento acalmou, o sistema meteorológico normalizou e pudemos retomar a rota original. Esse se processo assemelha muito à vida, pois não adianta lutar contra forças infinitamente maiores do que nós. Às vezes, é preciso recuar, fazer uma pausa e retomar o rumo no momento oportuno. Qual mensagem você deixa para a sociedade diante do cenário de crise climática? A grande revolução começa na mudança de comportamento e de hábitos individuais. Não se trata de adotar posturas extremistas, mas de praticar o consumo consciente no cotidiano. Gestos simples como racionar água, economizar energia doméstica e repensar o consumo geram um impacto coletivo imenso se praticados em larga escala. A preservação e a consciência ambiental não são alcançadas por meio de discussões hostis, mas sim por meio de um processo educativo profundo. Mudar a si mesmo é o único caminho real para transformar o mundo ao nosso redor.
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vinibilhar@grupoahora.net.br
VINI BILHAR
Sicredi amplia crédito para veículos e lança canal no WhatsApp
A
Sicredi Ouro Branco RS/MG promove durante setembro a campanha “Acelera com Sicredi: seu sonho na direção certa”, com condições especiais para financiamento de veículos novos e seminovos. A iniciativa permite crédito de até 100% do valor conforme a tabela FIPE, ampliando o acesso dos associados à aquisição. Durante o período, os interes-
sados podem procurar revendas de veículos ou atendimento direto nas agências da cooperativa para avaliar as melhores opções de crédito. A ação integra a estratégia de oferecer soluções financeiras alinhadas aos diferentes momentos de vida dos associados. A campanha é válida até 30 de setembro e contempla apenas a área de atuação no Rio Grande do Sul.
Como complemento, o Sicredi lançou um canal oficial no WhatsApp com foco em economia e investimentos. A plataforma reúne conteúdos, análises de especialistas e informações em tempo real, com linguagem acessível. A proposta é aproximar o público de conteúdos técnicos e reforçar o papel da cooperativa como fonte confiável para tomada de decisão financeira.
CONEXÃO APL
PAULO CARDOSO
Q 10 Salgadinhos cresce e amplia mercados no Vale
A participação no Conexão APL destacou a trajetória da Q 10 Salgadinhos, marca da Kananda Indústria de Produtos Alimen-
tícios, que completa 25 anos em 2026. Fundada como negócio familiar no bairro Aimoré, a empresa produzia menos de dez pacotes por dia em 2001. Hoje, o volume chega a 15 toneladas diárias, com diversificação de produtos além da batata, ainda principal matéria-prima. Gerente industrial e filha da fundadora, Fernanda Graeff destaca que parcerias têm sido decisivas para a expansão e conquista de novos mercados. Ao mesmo tempo, reforça que o atendimento próximo ao cliente segue como diferencial competitivo ao longo da história da empresa.
Outro avanço importante foi a reestruturação logística. Antes com 95% das operações terceirizadas, a Q 10 passou a operar majoritariamente com frota própria, garantindo mais qualidade e apresentação dos produtos nos pontos de venda. A empresa também avança na internacionalização, com 15% da produção destinada ao Uruguai e novos mercados no radar. A estreia na Expoagas 2026 marcou a presença da marca em um dos principais eventos do setor, ampliando conexões e oportunidades dentro do Arranjo Produtivo Local.
Case Hour reúne empresários e destaca trajetórias em Teutônia A CIC Teutônia realizou a segunda edição do Case Hour Empresarial de 2026, reunindo cerca de 80 participantes em sua sede. O encontro teve como foco a troca de experiências, networking e geração de negócios entre empresas da região. Quatro cases locais foram apresentados dentro do tema “Os Desafios da Jornada Empresarial: Passado, Presente e Futuro”: CS Informática, Pizzaria Pasta Luna, Mamãe e Eu Moda Gestante e Infantil e Arlete Campos Fotografia. Cada empreendedor compartilhou sua trajetória, destacando desafios, decisões estratégicas e aprendizados ao longo dos anos. Entre os pontos em comum,
surgiram temas como adaptação ao mercado, valorização das equipes, inovação nos modelos de negócio e proximidade com o cliente. Também foram abordados desafios atuais, como a escassez de mão de obra e a necessidade de desenvolvimento de lideranças. Após as apresentações, os participantes integraram um bate-papo coletivo, aprofundando questões do ambiente empresarial. A programação encerrou com momento de integração entre os presentes. A iniciativa busca fortalecer o ecossistema local, estimular conexões e valorizar histórias empreendedoras do município e região.
Indicadores
Dólar: R$ 5,15 | Ibovespa: 179.722,48
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RAFAEL SCHEEREN GRÜN/DIVULGAÇÃO
CIVISMO E TRADIÇÃO
Semana da Pátria valoriza história e raízes culturais Tema deste ano aborda os Sete Povos das Missões e os 400 anos do início das missões jesuíticas no Rio Grande do Sul Maira Schneider
mairaschneider@grupoahora.net.br
LAJEADO
A
Semana da Pátria foi aberta oficialmente na manhã de ontem e contou com apresentações da banda da Escola Municipal de Ensino Fundamental São Bento e do Coral da Sociedade Lajeadense de Atendimento à Criança
e ao Adolescente (Slan). Durante a programação, estão previstas atividades voltadas à valorização da história, da cultura e das raízes brasileiras e gaúchas. Neste ano, as comemorações têm como tema os Sete Povos das Missões, em referência aos 400 anos do início das missões jesuíticas no Rio Grande do Sul. Para a secretária de Educação de Lajeado, Adriana Vetorello, a escolha do tema permite relacionar o conteúdo trabalhado nas escolas com a história e a formação cultural do Estado. Segundo ela, as atividades buscam estimular nos estudantes a reflexão sobre pertencimento, identidade e responsabilidade cidadã. “A escola oportuniza, ela é o espaço da aprendizagem, para que os estudantes reflitam sobre esse sentimento de pertencimento, de
Abertura da Semana da Pátria reuniu autoridades e apresentações musicais em cerimônia que destacou a valorização da cultura, da história e das raízes brasileiras
olhar as nossas origens, os povos que vieram antes e a cultura que deixaram”, afirma. Nas escolas municipais, a programação será desenvolvida principalmente até sexta-feira, com atividades internas relacionadas ao tema. A proposta é integrar conteúdos históricos e culturais às atividades pedagógicas. Adriana também destaca que a Semana da Pátria ocorre em um período próximo à Semana Farroupilha, permitindo uma conexão entre a história nacional e a formação do Rio Grande do Sul. Para ela, as duas datas podem ser utilizadas como momentos de aprendizado
sobre cidadania e participação social.
Do passado ao futuro A prefeita Gláucia Schumacher também ressaltou a relação entre passado, presente e futuro durante a cerimônia. Para ela, conhecer a trajetória das gerações anteriores é uma forma de compreender a construção do município, do Estado e do país, mas a responsabilidade pelas próximas etapas cabe à sociedade atual. “Nós chegamos aqui porque
tivemos um passado. Tivemos nossos pais, nossos avós, nossos bisavós. E assim foi construindo toda a história. Mas agora o tempo é nosso. Nós estamos aqui e seremos responsáveis pelo futuro da nossa cidade, do nosso Estado e da nossa nação”, declarou. A programação da Semana da Pátria segue até segunda-feira, 7, véspera do feriado da Independência do Brasil. Em seguida, as atividades cívicas e culturais dão espaço às celebrações da Semana Farroupilha, mantendo a sequência de ações voltadas à história e às tradições do Rio Grande do Sul.
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DIRETO AO PONTO
RITUAL DE GESTÃO CAPACIDADE Liderança na prática: o DE DECISÃO equilíbrio entre cultura, agilidade e visão de mercado DEIVID TIRP
Garcia enfatizou o valor dos rituais de gestão, como reuniões periódicas de alinhamento e acompanhamento rigoroso de indicadores de desempenho, a exemplo de taxas de retenção, satisfação do cliente (NPS) e eficiência de processos. Na avaliação do especialista, a cultura de valorização do trabalho presente na região do Vale do Taquari representa um diferencial competitivo para o desenvolvimento de lideranças e a consolidação de negócios de alto rendimento.
Gabriel Garcia apontou que equipes maduras se diferenciam pela capacidade de tomar decisões pragmáticas e manter a disciplina operacional. Segundo o diretor da Dale Carnegie, o cenário atual exige clareza do papel do líder, que precisa proteger regras, cumprir combinados e gerenciar a complexidade das relações humanas sem buscar apenas a aprovação dos subordinados.
ENTREVISTA Alexandre Dullius | diretor fundador da Run More Gabriel Garcia | diretor do Dale Carnegie Vale do Taquari
“A capacidade de racionalizar os problemas é o que permite tomar decisões mais eficientes”
Diretor da Run More, Alexandre Dullius e o diretor do Dale Carnegie Vale do Taquari, Gabriel Garcia participaram do progrma “O Meu Negócio”, nessa segunda-feira
Em entrevista a Rogério Wink, Alexandre Dullius, da Run More, e Gabriel Garcia, da Dale Carnegie Vale do Taquari, debatem a maturidade na gestão corporativa Paulo Cardoso
paulo@grupoahora.net.br
LAJEADO
A
evolução dos modelos de gestão no setor produtivo exige das empresas mais do que adaptação tecnológica ou leitura rápida de mercado: demanda maturidade na condução de pessoas e coragem na tomada de decisões estratégicas. O tema “Liderança na prática” orientou a conversa comandada por Rogério Wink, no programa Meu Negócio. O debate reuniu o diretor-fundador da Run More, Alexandre Dullius, e o diretor do Dale Carnegie Vale do Taquari, Gabriel Garcia, para analisar como a cultura
organizacional, a gestão de portfólio e a estrutura de times determinam a longevidade dos empreendimentos. Com três décadas de atuação, a Run More – marca de moda esportiva sediada em Estrela – construiu sua trajetória fundamentada no planejamento produtivo antecipado e no alinhamento constante com o mercado final. Dullius destaca que a competitividade do setor exige trabalhar com ciclos de criação longos. Enquanto a equipe comercial encerra as vendas da coleção de verão, a área de estilo consolida a linha de inverno e desenvolve o planejamento para o verão do ano seguinte. Essa antecedência requer dinamismo operacional, garantido pelo modelo de produção puxada pelas vendas. Dullius relembra um ponto de virada decisivo na história da empresa: a otimização do portfólio. Ao identificar que a abundância de opções gerava ruído comercial e fabril, a empresa reduziu a oferta de mais de 4 mil SKUs para um catálogo otimizado em torno de 2 mil itens, com lançamentos
DICA DO WINK Escute! Como se comunicar de forma eficaz - Dale Carnegie Livro reúne estratégias para melhorar a comunicação, reduzir conflitos e fortalecer relações, com orientações sobre linguagem corporal, perfis de interlocutores e técnicas para compreender melhor diferentes situações.
intercalados por coleções cápsula. A medida resultou em ganho de eficiência industrial e clareza para os lojistas, sem perda em faturamento. Para respaldar essa estrutura, a contratação e a retenção de talentos são pilares centrais. A governança da marca combina a experiência dos fundadores com a oxigenação promovida por novos profissionais e gestores formados internamente. A transição e a delegação de responsabilidades garantem a continuidade dos processos, mantendo os valores da empresa como diretriz.
Rogério Wink: Qual é o grande negócio da Run More hoje? Alexandre Dullius: Moda esportiva. Entender sobre interpretar moda, gerar expectativa, curiosidade e desejo no consumidor. A nossa premissa é que o trabalho de amanhã tem que ser sempre melhor que o de hoje. Gabriel Garcia: O que o mercado wellness percebeu para exigir essa mudança de postura? Alexandre Dullius: A expertise de fabricar moda facilita a produção de wellness, lifestyle e comfy. Em 2001, o pulo do gato foi migrar para tecidos com elasticidade. Hoje, aliamos tecnologia e bases planas para surpreender o cliente. Rogério Wink: O bom líder precisa ser o “queridinho” da equipe? Gabriel Garcia: Categoricamente não. A posição de liderança serve para manter combinados e proteger as regras do negócio. Liderar é ter a responsabilidade de gerenciar pessoas e buscar resultados reais. Rogério Wink: Como sustentar a agilidade decisória no topo da organização? Alexandre Dullius: Ouvindo o mercado e tendo ao redor pessoas mais qualificadas que você. Quando há divergências na mesa, a experiência e o sentimento do negócio orientam a decisão final
com responsabilidade. Gabriel Garcia: O que diferencia as empresas que se mantêm no topo? Gabriel Garcia: A consistência nos rituais de gestão e a maturidade da equipe. O líder precisa estar no dia a dia, acompanhando indicadores, mantendo a caixa sob controle e vivendo a operação. Rogério Wink: Qual é a principal dica para o desenvolvimento de novos líderes? Gabriel Garcia: Saber escutar o que não está sendo dito explicitamente. A capacidade de ouvir com atenção e racionalizar os problemas é o que permite tomar decisões mais seguras e eficientes.
A posição de liderança serve para manter combinados e proteger as regras do negócio. Liderar é ter a responsabilidade de gerenciar pessoas e buscar resultados reais. GABRIEL GARCIA
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DIAGNÓSTICO DAS PONTES
Daer define duas prioridades entre 16 passagens no Vale
DETALHES DO RELATÓRIO A classificação representa a necessidade de intervenção indicada pelo Daer neste levantamento. A cor verde significa acompanhamento de rotina, e não dispensa futuras inspeções.
GABRIEL SANTOS
Relatório indica intervenção imediata na ponte entre Roca Sales e Encantado e monitoramento no Arroio Castelhano, em Venâncio Aires. Outras 14 permanecem no acompanhamento de rotina
INTERVENÇÃO IMEDIATA Uma estrutura • Rio Taquari, km 65,63, ERS-129 - Ligação entre Roca Sales e Encantado. Parte do revestimento das estacas foi removida pela água. O tráfego está limitado a veículos com peso bruto total de até 24 toneladas. MONITORAMENTO E RECUPERAÇÃO PREVENTIVA Uma estrutura • Arroio Castelhano, km 44,97, ERS-130 - Interior de Venâncio Aires, no trecho em direção a São Miguel, em Cruzeiro do Sul. O Daer não identifica risco imediato, mas prevê serviços preventivos nos próximos meses.
Filipe Faleiro
filipe@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
O
raio-x sobre pontes administradas pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) estabelece duas prioridades entre 16 pontes e viadutos inspecionados. A travessia sobre o Rio Taquari, entre Roca Sales e Encantado, exige intervenção imediata, enquanto a ponte do Arroio Castelhano, no interior de Venâncio Aires, ficará sob monitoramento e posterior recuperação preventiva. O levantamento começou depois das inundações de 2024 e integra a estratégia do Plano Rio Grande para orientar os serviços de manutenção e antecipar intervenções nas estruturas rodoviárias. As inspeções abrangem sete passagens na ERS-129, cinco na ERS-130 e duas na ERS-332. A relação encaminhada pelo Daer também inclui dois acessos estaduais fora dessas três rodovias. Ao todo, a equipe avaliou 12 pontes e quatro viadutos. Diretor de Infraestrutura da Federação das Empresas de Transporte e Logística do RS (Fetransul) e integrante do conselho do Daer, Paulo Ziegler, afirma que o relatório detalha as inspeções e identifica as estruturas com mais risco de interrupção. O documento também orienta as ações de manutenção preventiva debatidas pelo departamento. A análise técnica coloca a ponte de Roca Sales como a única estrutura que demanda obra imediata. A travessia sobre o Arroio Castelhano está sob observação e receberá serviços nos próximos meses. Nas outras 14 estruturas, o Daer não encontrou situações que exijam atenção especial neste momento. Pontes e viadutos permanecem no acompanhamento
de rotina das equipes técnicas.
Correnteza remove proteção das estacas Na ponte entre Roca Sales e Encantado, as enchentes de 2023 e 2024 e o evento de junho deste ano retiraram parte do revestimento que protege as estacas. Esses elementos transferem o peso da estrutura para o solo e ficam sujeitos à força da água, ao impacto dos materiais carregados pelo rio e à erosão. A recomposição evita que a exposição prolongada acelere a deterioração das fundações. O Daer classifica o trabalho como preventivo. O método será semelhante ao adotado depois das enchentes de 2024, quando outras estacas da mesma ponte precisaram de recuperação. “A intervenção busca preservar os elementos da estrutura e garantir condições adequadas de segurança para a circulação de veículos”, afirma o departamento, em resposta à reportagem. O Daer não prevê, neste momento, a interrupção completa da passagem. Veículos com peso bruto total de até 24 toneladas continuam autorizados a atravessar. Caminhões acima desse limite devem usar rotas alternativas ou outras rodovias. A restrição deve permanecer entre 45 dias e dois meses. O período considera o tempo necessário para acessar as fundações,
A intervenção busca preservar os elementos da estrutura e garantir condições adequadas de segurança para a circulação de veículos.” recuperar o revestimento e instalar os reforços.
Arroio Castelhano fica sob observação A segunda estrutura destacada no diagnóstico cruza o Arroio Castelhano, na ERS-130. A ponte fica no interior de Venâncio Aires, no trecho não pavimentado entre Vila Mariante e São Miguel, em Cruzeiro do Sul. O problema também atinge o revestimento de proteção das estacas. “Não há risco imediato”, afirma o Daer. Ainda assim, o departamento manterá o monitoramento e pretende iniciar, nos próximos meses, serviços preventivos de recuperação estrutural. Entre as outras estruturas da ERS-130 aparecem as pontes sobre os arroios Chafariz e Sampaio. A primeira está na divisa entre Linha Chafariz e Vila Mariante, em Venâncio Aires. A
Relatório do Daer analisa condições das pontes. Entre os pontos com mais atenção, estão pontes na região alta do Vale e na ligação da parte de várzea, em Bom Retiro do Sul, Cruzeiro do Sul e Venâncio Aires
segunda fica na região de Bom Fim, em Cruzeiro do Sul.
Outras 14 pontes em boas condições Na ERS-129, o levantamento começa em Bom Retiro do Sul, passa por Colinas, Roca Sales e Encantado e avança até a divisa entre Casca e São Domingos do Sul. Além da ponte sobre o Rio Taquari, foram vistoriadas as estruturas dos arroios Ribeiro, da Areia e da Seca, a ponte sobre o Rio São Domingos e dois viadutos sobre a ferrovia. Na ERS-332, as equipes avaliaram as pontes dos arroios Jacarezinho e Jacaré, ambas em Encantado. A primeira fica na saída do município em direção à parte alta. A segunda está adiante, no trecho próximo à região de Linha São Roque. Os dois viadutos da ERS-130 ficam no trecho inicial da rodovia, em General Câmara. A relação também inclui pontes em acessos estaduais de Capão do Leão e Ivoti. O conjunto, portanto, ultrapassa o Vale do Taquari e alcança estruturas atendidas por diferentes superintendências do Daer.
ACOMPANHAMENTO DE ROTINA 14 estruturas • ERS-129 - Arroio Ribeiro, km 11,29: Bom Retiro do Sul. - Arroio da Areia, km 13,56: trecho de Bom Retiro do Sul em direção a Estrela. - Viaduto sobre a ferrovia, km 51,69: Colinas. - Arroio da Seca, km 53,66: Colinas. - Viaduto sobre a ferrovia, km 62,65: Roca Sales. - Rio São Domingos, km 174,36: divisa entre Casca e São Domingos do Sul. • ERS-130 - Viaduto sobre a ferrovia, km 3,26: General Câmara, no trecho inicial da rodovia. - Viaduto sobre a ferrovia, km 16,32: General Câmara, em direção a Vila Mariante. - Arroio Chafariz, km 41,52: divisa entre Linha Chafariz e Vila Mariante, em Venâncio Aires. - Arroio Sampaio, km 60,41: região de Bom Fim, em Cruzeiro do Sul. • ERS-332 - Arroio Jacarezinho, km 3,28: Bairro Jacarezinho, em Encantado. - Arroio Jacaré, km 5,49: Encantado, no trecho em direção a Linha São Roque. • ACESSOS DE LIGAÇÃO ENTRE REGIÕES - Arroio Teodósio, km 1,29: acesso entre a BR-293 e Capão do Leão. - Arroio Capim, km 2,87: acesso entre a BR-116 e Ivoti, em direção à Colônia Japonesa.
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FOTOS: ESTEVÃO HEISLER
De vitrine do agronegócio a palanque eleitoral Em visita à Expointer, candidato à Presidência relembra trajetória como autor best-seller, defende o fim da polarização e afirma que, se eleito, doará o salário de chefe do Executivo Estevão Heisler
centraldejornalismo@grupoahora.net.br
ESTADO
N
a corrida pelo Palácio do Planalto, o médico, psiquiatra e escritor Augusto Cury (Avante) esteve ontem na Expointer para defender uma proposta focada na pacificação nacional e na gestão de emoções como alternativa à polarização política. Questionado sobre a rápida ascensão do seu nome nas pesquisas de intenção de voto e a consolidação como principal representante da terceira via, o candidato compara o fenômeno atual ao sucesso de seus livros nas últimas décadas. Segundo Cury, o crescimento da pré-candidatura não deriva de alianças tradicionais ou marketing ostensivo, mas de uma mobilização orgânica do eleitorado. “Esse fenômeno foi totalmente espontâneo. Milhões de pes-
Força das agroindústrias O Pavilhão da Agricultura Familiar da Expointer reúne 509 expositores nesta edição, dos quais 41 são do Vale do Taquari. Entre os representantes estão a Agroindústria Favo de Mel, de Marques de Souza, com produtos como mel com e sem favo, pólen e própolis; a Agroindústria Slaifer, de Encantado, que leva à feira geleias e licores de diferentes sabores; o Viveiro GM, de Travesseiro, especializado na produção de gerânios e outras plantas; e a Agroindústria Bom Retiro, com cucas e bombons recheados.
soas postando, fazendo vídeos, percebendo que nós temos que pacificar essa nação”, afirmou. O autor reitera que sua trajetória literária – com mais de 40 milhões de cópias vendidas no Brasil e publicação em mais de 90 países – serviu como base para a conexão imediata com a população. Durante a passagem pela feira agropecuária, o candidato reforçou seu discurso de conciliação ao citar encontros regionais e agendas recentes, como uma visita à Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. Para Cury, a urgência do país reside em superar a “necessidade neurótica de poder” e a rivalidade extrema entre polos ideológicos. “Mais de 90% das dores das pessoas não têm cor partidária. Divergir é a beleza da democracia, mas nós podemos estar juntos sentados numa mesma mesa”, defendeu, usando como metáfora a convivência respeitosa entre torcedores de Grêmio e Inter no RS.
Sicredi encerrou o primeiro mês do novo ciclo do Plano Safra liberando R$ 5,6 bilhões
Presidenciáveis na Expointer
Doação de salário Cury busca marcar posição ao afirmar que sua entrada na política não visa dividendos financeiros, status social ou projeção pessoal. Ele declarou que, caso consiga “furar a bolha” e alcançar o Palácio do Planalto, pretende abrir mão do subsídio do cargo e implementar medidas rigorosas de uso do dinheiro público. “O salário de presidente, se nós chegarmos lá, vai para financiar duas microempresas de alunos de escola pública por mês”, garantiu o candidato. Cury acrescentou ainda que combinou com a esposa a abstenção do uso do cartão corporativo para despesas pessoais. “Não estou aqui para ser o presidente da República; estou aqui para ser o maior empregado da nação.”
Augusto Cury (Avante): Visitou a Expointer nessa terça-feira, 1º, reuniu-se com a Farsul e falou sobre dificuldades financeiras e saúde mental no campo. Romeu Zema (Novo): Passou pelo Parque Assis Brasil no domingo, 30, para conversar com produtores. Flávio Bolsonaro (PL): Tem agenda marcada na feira nesta quarta-feira, 2, com visitas a entidades e reuniões políticas. Ronaldo Caiado (PSD): Possui pré-agenda prevista para sábado, 5, no Rio Grande do Sul, incluindo passagem pelo evento.
R$ 5,6 bilhões no Plano Safra O Sicredi encerrou o primeiro mês do novo ciclo do Plano Safra liberando R$ 5,6 bilhões. Com relação ao mesmo período do ano passado, houve incremento de 6% nas liberações, quando foram concedidos R$ 5,3 bilhões. Em número de operações, a primeira instituição financeira cooperativa do Brasil realizou, em julho, 27,2 mil contratações em todo o país, sendo que somente o Rio Grande do Sul representou quase 60% desse total, com aproximadamente 16 mil e R$ 1,8 bilhão de concessão de crédito. “O Sicredi é a principal instituição financeira privada no fomento ao agronegócio no Brasil, e os
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): Não tem previsão de comparecer à feira. Fará comício na capital dia 11 de setembro.
resultados, mesmo que parciais, do atual Plano Safra comprovam nossa relevância para o desenvolvimento do setor. Nossa presença, que alcança mais de 2,2 mil municípios brasileiros, reafirma o propósito e o compromisso de estar sempre próximo dos associados, apoiando seus projetos e fortalecendo a economia local e regional”, destaca o presidente da Central Sicredi Sul/ Sudeste, Márcio Port. Na Sicredi Integração RS/MG, a carteira Agro administra mais de R$ 530 milhões. No último Plano Safra (2024/2025), a Sicredi Integração RS/MG destinou mais de R$ 250 milhões em crédito Agro.
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TEATRO E OFICINAS
Caravana da educação ambiental vai a Encantado Escola Municipal Batista Castoldi recebe programação nesta quarta-feira ENCANTADO
A
Escola Municipal de Ensino Fundamental Batista Castoldi, localizada no bairro Palmas, receberá a 25ª edição da Caravana Educame. A atividade integra o programa Educação Ambiental na Escola, uma iniciativa do Grupo A Hora. As instituições de ensino das redes pública, municipal e estadual, e particular recebem apresentação teatral e oficinas temáticas. A programação desta quartafeira, em Encantado, começa às 8h30, com apresentação da peça “Educa-me, por quê?”. De forma lúdica, o personagem chamado “Por Que?” aborda temas sobre preservação ambiental, destinação correta de resíduos e cuidados com a natureza. A Escola Batista Castoldi atende
145 alunos do pré ao 9º ano. Entre as ações e projetos voltados ao meio ambiente, a diretora Alexandra Kipper destaca a reciclagem de resíduos e a horta. Conforme a diretora, como a escola tem projetos ambientais, a expectativa é que o Educame agregue ainda mais em conhecimento e motivação. “O teatro e ações lúdicas colaboram muito no aprendizado, pois ensinam por meio do divertimento e interação.” Alexandra acredita que apresentar os conteúdos de forma dinâmica e interativa, iniciativas como o teatro do Educame tornam o processo educativo mais envolvente e significativo. Depois do espetáculo, a turma do 4º ano participará da oficina “Bacia Hidrográfica Taquari-Antas. E os estudantes do 5º ano terão atividade com o tema “Repórter Ambiental Mirim”. DIVULGAÇÃO
Ação de hoje vai ao encontro de projetos desenvolvidos na instituição
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Publicações Legais
(51) 3710-4200
A HORA | 15 PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS
Quarta-feira, 2 de setembro de 2026
www.coquetel.com.br
MOBILIDADE URBANA
Município inicia obras para melhorar segurança na Benjamin Constant Projeto prevê dez novos retornos e fechamento de cruzamentos em trecho da avenida, com investimento de R$ 1,2 milhão RAFAEL GRUN/DIVULGAÇÃO
© Revistas COQUETEL Atividade Apelido do Local de aprendizaprofissio- persona- gem do futuro chef nal regida gem Thomas A. Ander- Desapela CLT son em "Matrix" (Cin.) bitado
Estrutura corporal (?)-branco, ave coanelar formada por mum no dois ossos do quadril Brasil Remédios que reduzem tensão Resumo
Folha de flandres
Consentir; concordar Mistura de cereais com frutas secas rica em fibras
Estado natal de Antônio Calmon (sigla) Salto
Período como abril Lamentosas
"(?) e a Gaivota", filme Chão
Parte do pão Pode ser de mascar
Constantes; assíduos Agência que lançou a sonda Kepler
Provê; abastece Fécula de mingau Anagrama de "era"
Chimarrão frio
Luiza Interlenghi, historiadora brasileira
Recife circular Marte, em inglês
A comilona da "Turma da Mônica" Lodo
Região do Brasil Dar (?) em: ignorar
Agência Nacional de Águas (sigla)
Voar, em italiano (?) Fabian, cantora Pó fino de copiadoras Fibra da cordoaria Pessoa rica (pop.)
Sistema operacional da Apple (sigla) O maior continente do mundo
3/neo. 4/mars — olmo. 5/anuir. 6/tererê — volare.
BANCO
1
Solução O E E C A L M A N T E S S I N O P S E R C A N U I R O L M O A O L T M E S T U L G O M A A G R A N O L A R D A M F O R N E CE P U L O S A G U T E R E R E S U L L I M A G A L I V O L A R E A N S I S A L L A R A C A M T O N E R C A S A C A A S IA
Intervenções abrangem trechos entre as ruas Selma Weissheimer e Carlos Kronhardt
23/09 - 22/10
Virgem: Questões financeiras do grupo exigem delicadeza. Evite emprestar dinheiro; à noite, o controle volta.
23/10 - 21/11
Leão: Documentos e processos avançam com ajuda. Resolva pendências e um assunto financeiro trará alívio.
22/11 - 21/12
Câncer: Evite forçar situações. Comunicação objetiva favorecerá o trabalho; cuide do corpo e preserve energia.
Sagitário: Resolva pendências financeiras com paciência. Negociações podem trazer dinheiro.
22/12 - 19/01
redobrar a atenção devido aos trabalhos com o uso de máquinas pesadas e caminhões. O cronograma de obra prevê a conclusão dos trabalhos em cinco meses. O investimento da administração de Lajeado será de R$ 1,2 milhão.
Gêmeos: Reveja gastos em projetos. Organize as contas, desacelere e planeje uma viagem a dois.
Escorpião: Adie viagem ou curso. Cuide do corpo, ouça um amigo e ganhe tempo antes de decidir.
Capricórnio: Planeje uma viagem a dois e cuide da intimidade. Ouça os envolvidos em conflitos.
20/01 - 18/02
• Imediações da Av. Carlos Kronhardt
Touro: Encare conversas com diplomacia. Atrasos serão passageiros e o carinho de alguém alegrará o fim do dia.
Libra: Não responda impulsivamente a cobranças. Reserve tempo para pensar na carreira e encerrar ciclos.
Aquário: Reserve momentos de privacidade e autocuidado. Seja diplomático e objetivo nas reuniões.
19/02 - 20/03
• Imediações da Rua Hermes Jaeger
21/03 a 19/04
• Imediações da Rua Zeno Schmatz
20/04 - 20/05
• Imediações da Rua 25 de Fevereiro
Áries: Tenha paciência com família e passado. Organize o trabalho e boas notícias financeiras podem surgir.
21/05 - 20/06
• Imediações da Rua Selma Weissheimer
HORÓSCOPO
21/06 - 22/07
Novos retornos (no sentido do Montanha a Conventos)
23/07 - 22/08
A
Secretaria de Obras iniciou ontem as obras de mobilidade urbana que consistem na construção de novos retornos e o fechamento de cruzamentos onde há maior risco de acidentes na avenida Benjamin Constant. As intervenções ocorrerão entre as vias Selma Weissheimer e Carlos Kronhardt, abrangendo os bairros Montanha, Jardim Botânico, Bom Pastor, Moinhos da Água e Conventos. Ao todo, serão construídos 10 retornos, considerando que serão feitos retornos para os dois sentidos da avenida em cinco locais. O objetivo do investimento é oferecer maior segurança no trânsito ao longo deste trecho, uma vez que em razão da topografia da Av. Benjamin Constant, alguns locais onde há cruzamentos a visibilidade dos motoristas que precisam cruzar a avenida fica prejudicada, oferecendo maior risco de acidentes.
A fim de aumentar a segurança para os motoristas e pedestres, foi realizada uma análise dos locais mais propícios a receberem os novos retornos, bem como onde deverão ser fechados permanentemente alguns cruzamentos e pontos de retorno. As obras consistem na escavação dos locais onde serão executados os retornos, recomposição com rachão, base, pavimentação asfáltica, instalação de meio-fio, sinalização viária horizontal e vertical, incluindo faixas de segurança, bem como fechamento dos outros pontos de cruzamentos com terra e grama, e instalação de meio-fio. O primeiro ponto a receber a intervenção ocorre nas imediações do entroncamento da Benjamin Constant com a Rua Selma Weissheimer, onde será construído o primeiro ponto de retorno, nos dois sentidos da avenida. Os trabalhos iniciais se dão com a escavação do canteiro central e movimentações de terra, razão pela qual os motoristas precisam
23/08 - 22/09
LAJEADO
Peixes: Controle os gastos com lazer e família. Planeje melhor o orçamento e espere novas entradas de dinheiro.
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Quarta-feira, 2 de setembro de 2026
ATLETISMO
JAQUE WEBER MIRA 1.500 METROS POR VAGA OLÍMPICA Atleta de Teutônia aposta em nova metodologia e em um ciclo de preparação mais controlado para buscar, em 2027 e 2028, a classificação para Los Angeles Ezequiel Neitzke
ezequiel@grupoahora.net.br
A
corrida por uma vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 2028 já faz parte do planejamento de Jaqueline Weber. Aos 31 anos e com 21 dedicados ao atletismo, a atleta vive o terceiro ciclo olímpico da carreira e decidiu mudar a estratégia em relação à preparação para Paris 2024. O foco agora está nos 1.500 metros, prova que considera mais adequada às suas características. Jaque explica que 2026 foi planejado como um período de controle da carga competitiva. Ao contrário dos anos anteriores, quando acelerou a preparação em busca de resultados internacionais, ela optou por permanecer mais tempo no Brasil e preservar o corpo antes de dois anos decisivos. “2027 e 2028 vão ser dois anos em que eu vou permanecer boa parte do meu ano fora de casa”, afirmou. A previsão é de uma rotina intensa de viagens pela Europa e pelos Estados Unidos, com competições em busca de tempos e pontos no ranking mundial. O próximo ano será marcado por competições importantes, como os Jogos Pan-Americanos e o Campeonato Mundial. Para Jaque, será também o momento
DIVULGAÇÃO
de transformar em resultados o trabalho feito nos últimos dois anos.
FOCO NA PROVA Embora tenha nos 800 metros a prova de que mais gosta de competir, Jaque entende que os 1.500m oferecem o caminho mais realista para uma classificação olímpica. A decisão veio após uma análise das características físicas da atleta e do potencial de evolução na distância. A atleta disputou o Mundial de Budapeste, em 2023, nos 1.500m, mas ainda não teve uma temporada internacional dedicada à distância. Segundo ela, essa margem de evolução pode ser um diferencial na busca pela vaga. A preparação também passa por provas mais longas. Ainda neste ano, Jaque pretende disputar uma corrida de 5 quilômetros em Nova York, além de uma prova de milha. O objetivo é fortalecer a resistência, característica que considera importante para melhorar o desempenho nos 1.500 metros.
UM SEGUNDO PODE MUDAR TUDO No alto rendimento, pequenos detalhes fazem diferença. Por isso, Jaque passou a contar com uma estrutura maior de preparação no Praia Clube, de Uberlândia, que dispõe de equipe multidisciplinar. Entre os trabalhos previstos estão avaliações de biomecânica para corrigir detalhes da passada e da corrida. A expectativa é obter ganhos que podem parecer pequenos para quem acompanha o esporte de fora, mas que são decisivos em provas de meio-fun-
do. “Meio segundo, um segundo, no alto rendimento pode fazer bastante diferença”, explicou. A atleta também adotou uma nova metodologia de treinamento, em parceria com Thiago Moraes, treinador ligado à escola de Luís Alberto, que trabalhou com o bicampeão olímpico Joaquim Cruz. O processo exigiu adaptação, mas Jaque afirma ter alcançado os melhores treinos da carreira.
ATÉ 90 QUILÔMETROS POR SEMANA A rotina de uma atleta profissional de meio-fundo vai muito além das provas. Jaque relata que chega a correr cerca de 90 quilômetros por semana, distribuídos em 10 a 12 sessões de treinamento.
A rotina inclui corrida, trabalhos de velocidade, musculação, alimentação e descanso. Em determinados períodos, são dois treinamentos por dia. A atleta também destaca uma diferença em relação ao corredor amador, a possibilidade de dedicar a maior parte do dia à preparação. “Meu foco principal do meu dia é o meu treino”, resume.
FUTURO PÓS LOS ANGELES A Olimpíada de 2028 não representa necessariamente o fim da carreira. Jaque planeja se casar com Fabiano Peçanha em novembro deste ano e afirma que pretende ter filhos após os Jogos de Los Angeles. A ideia é retornar às competi-
Embora tenha nos 800 metros a prova de que mais gosta de competir, Jaque entende que os 1.500 metros oferecem o caminho mais realista para uma classificação olímpica
ções em 2029 e construir um novo ciclo, com os Jogos Pan-Americanos de 2031 entre os objetivos. Uma eventual tentativa de classificação para os Jogos de Brisbane, em 2032, será avaliada ao longo do caminho. Depois da carreira, a atleta também pretende continuar ligada ao esporte. Entre os planos estão a ampliação da Associação Medalha de Ouro (AMO), projeto social que coordena de forma voluntária, e iniciativas voltadas à corrida e à formação de novos atletas. “O atletismo me deu tudo o que eu tenho, o atletismo é o que eu sou”, declarou.
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Quarta-feira, 2 de setembro de 2026
FUTSAL
RUGBY
CENTAUROS GARANTE VAGA NO ACESSO DO SUPER 12 LUCAS FARIAS/FOTODOFARIAS/DIVULGAÇÃO
Equipe de Estrela fecha Gauchão com classificação nacional e projeta formação do elenco para a próxima temporada Ezequiel Neitzke
ezequiel@grupoahora.net.br
A
última rodada do Campeonato Gaúcho de Rugby confirmou o Centauros, de Estrela, no Acesso do Super 12 Nacional de 2027. A classificação representa o retorno da equipe ao cenário nacional após a ausência na atual temporada.
A fase classificatória terminou com Farrapos e Brummers na disputa pelo título estadual. Charrua e Colonos disputarão a Prata, enquanto o Serra Gaúcha encerrou a competição na última colocação. O Centauros, por sua vez, assegurou a vaga no Acesso da principal competição nacional. Para o presidente e jogador Alex Achernar da Rosa Wendt, a classificação tem um significado
Classificação representa o retorno da equipe ao cenário nacional após a ausência na atual temporada
especial para o clube. “É voltar para onde não deveríamos ter saído”, resume. Além da classificação coletiva, o Centauros também teve destaque individual. Maiquel Neumann, o “Simba”, terminou o campeonato como tryman da competição, re-
TORNEIO REÚNE 24 EQUIPES EM ENCANTADO forçando a participação da equipe entre os principais destaques do estadual. Com a vaga garantida para 2027, a direção já volta as atenções para a montagem do grupo. A prioridade nos próximos meses será a captação de novos atletas e o retorno de jogadores que atuam por empréstimo em outras equipes. “Vamos buscar jogadores que estão no Serra, Guaíba, Universitário e Antíqua para ter um elenco forte na próxima temporada”, afirma Wendt. O planejamento, no entanto, depende do calendário e da situação dos atletas emprestados. Como o Centauros não disputou o Super 12 neste ano, cerca de 20 jogadores do clube foram inscritos por outras equipes na competição nacional. “Como o Centauros não participou este ano, os atletas puderam ser inscritos por outras equipes. Temos atletas jogando pelo Brummers, Charrua, Desterro, Farrapos e Serra Gaúcha”, explica o presidente. A definição do retorno desses jogadores ainda depende do encerramento da temporada nacional. Segundo Wendt, as equipes que contam com atletas do Centauros seguem com compromissos até setembro e outubro. “Ainda não estamos 100% definidos sobre isso. Como estamos com 20 atletas emprestados em clubes que estão jogando o Super 12 este ano, está difícil de alinhar. Todos esses times ainda estão vivos, com calendário cheio para setembro e outubro.”
Campeonato Municipal inicia nesta sexta-feira, no Ginásio do Parque João Batista Marchese e envolve representantes de dez comunidades
A bola começa a rolar nesta sexta-feira, 4, pelo Campeonato Municipal de Futsal de Encantado. A primeira rodada ocorre no Ginásio de Esportes do Parque João Batista Marchese e reúne atletas de diferentes comunidades, além de familiares e torcedores. Nesta edição, 24 equipes participam da competição nas categorias Livre, Veteranos e Sub-16. Os times representam dez comunidades do município e disputam o campeonato ao longo das próximas semanas. Além da disputa dentro das quatro linhas, a competição busca fortalecer a integração entre as comunidades. Os jogos criam espaços de convivência para atletas, famílias e torcedores, aproximando diferentes gerações por meio do esporte. A prática esportiva também contribui para a saúde e o bem-estar, além de estimular valores como disciplina, respeito, cooperação e espírito de equipe. Esses princípios ultrapassam as quatro linhas e reforçam o papel do campeonato como instrumento de convivência comunitária. A organização é da Liga Encantadense de Esporte Amador, com apoio da Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte.
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Quarta-feira, 2 de setembro de 2026
por Luciane Ferreira
Lixeiras incrementam ações pelo meio ambiente A Escola Municipal Princesa Isabel, de Arroio do Meio, foi recompensada com lixeiras por
ter participado do projeto Raízes, da Certel. Os estudantes plantaram mudas ao redor da escola. E
com as lixeiras para cada tipo de resíduo poderiam separar corretamente os materiais.
Alunos produzem livro sobre amizade
Hoje é - Dia do Repórter Fotográfico - Dia do Florista Santo do dia: Santa Dorotéia
Publicação passou a fazer parte do acervo da biblioteca municipal
Os alunos da 4ª série do Colégio Estadual de Ilópolis escreveram um livro sobre amizade. A obra se chamava “Ser amigo é…” Os estudantes doaram exemplares para biblioteca pública do município.
Prefeito homenageia pai com nome de escola
O então prefeito de Lajeado, Alípio Hüffner, inaugurava uma escola na localidade de Forquetinha. Em homenagem ao pai, deu o nome à instituição de Escola Adolfo Hüffner.
Autoridades e comunidade participaram da inauguração
Separação dos resíduos ficaria melhor e mais prática
A HORA | 19
Quarta-feira, 2 de setembro de 2026
KARINE PINHEIRO Jornalista
ARTIGO
Machado de Assis
teria um perfil nas redes?
M
achado de Assis teria um perfil nas redes sociais? A pergunta parece deslocada. Afinal, o escritor morreu em 1908, muito antes de existirem smartphones, algoritmos ou qualquer possibilidade de transformar a rotina em publicação. Machado, em suas obras, observava aquilo que menos muda no ser humano: a vaidade, a aparência, a necessidade de reconhecimento e a preocupação com o olhar dos outros. Se estivesse entre nós, talvez ele não se surpreendesse tanto com as redes. Mudaram as ferramentas, a velocidade e o alcance. No entanto, a vontade de ser visto continua. Antes de existir Instagram, as pessoas já construíam versões de si mesmas. A roupa comunicava posição. A reputação podia abrir ou fechar portas. Havia sempre uma preocupação com aquilo que os outros pensariam. E em seus personagens, a aparência raramente aparece apenas como um detalhe. Ela está ligada ao desejo de reconhecimento, ao medo do julgamento e à necessidade de ocupar determinado lugar diante da sociedade. Os personagens observam e são observados. Julgam e são julgados. Contam histórias sobre si mesmos e tentam controlar a maneira como serão lembrados. Não é difícil encontrar alguma familiaridade com o presente. Nas redes sociais, cada pessoa pode construir uma pequena vitrine. Escolhe fotografia, enquadramento, legenda, momento que merece aparecer e o que permanece fora da tela. Também há liberdade para apagar, editar e esconder. O perfil se transforma em uma espécie de narrativa pessoal.
Toda narrativa tem escolhas Talvez seja aí que Machado de Assis pudesse encontrar uma de suas maiores curiosidades. Não nas fotografias, mas naquilo que
existe por trás delas. O que faz alguém escolher determinada imagem para mostrar? Por que algumas experiências precisam ser compartilhadas? Em Dom Casmurro, Bentinho conta a própria história. O leitor acompanha a narrativa e os acontecimentos pela perspectiva do personagem e precisa lidar com uma dúvida que atravessa o livro: até que ponto podemos confiar em quem conta a história? Nas redes, somos um pouco narradores de nós mesmos. Escolhemos o que contar. Apresentamos ângulos. Construímos uma sequência de imagens que, juntas, formam uma interpretação sobre quem somos. Isso não significa que toda publicação seja falsa. A questão é outra, nenhuma fotografia mostra uma vida inteira. Nenhum comentário consegue traduzir completamente uma experiência.
Ainda assim, julgamos Uma imagem basta para formar uma impressão. Talvez Machado encontrasse aí um dos aspectos mais interessantes da vida contemporânea. A sociedade que ele observava também era movida pela reputação. A diferença é que, naquela época, o julgamento circulava em círculos sociais mais restritos. Hoje, pode alcançar milhares de pessoas em poucos minutos. A tecnologia ampliou o palco, mas não necessariamente mudou os personagens. Continuamos querendo aprovação. Continuamos tentando parecer
CARLOS CYRNE
interessantes, inteligentes, bem-sucedidos, felizes ou corretos. Talvez a principal diferença seja que agora podemos acompanhar o julgamento em tempo real. O reconhecimento ganhou métricas. Machado talvez se divertisse com essa contradição. Um escritor interessado nas pequenas vaidades humanas encontraria um laboratório inesgotável nas redes sociais. Poderia observar quem precisa ser admirado, quem não suporta ser contrariado, quem muda de opinião diante do público, quem transforma uma opinião em identidade e quem passa mais tempo construindo uma imagem do que tentando compreender a própria realidade. Machado de Assis provavelmente teria muito a dizer sobre isso. Afinal, se existe algo que ele ensinou é que, por trás da aparência, existe uma história que merece ser investigada. E, nas redes sociais, a pergunta mais importante é quem estamos tentando convencer que somos.
Escolhemos o que contar. Apresentamos ângulos. Construímos uma sequência de imagens que, juntas, formam uma interpretação sobre quem somos. Isso não significa que toda publicação seja falsa. A questão é outra, nenhuma fotografia mostra uma vida inteira”.
Presidente da Fuvates
Andrea Doria, inteligência artificial e a arte de escutar
E
m uma conversa com o colega Marcelo Petter, durante um comentário sobre os usos da Inteligência Artificial, lembrei de qua há quase quarenta anos, a Legião Urbana gravou em “Andrea Doria” uma inquietação que continua reconhecível: o desejo de encontrar alguém diante de quem possamos falar sem medo de que nossas palavras retornem, mais tarde, transformadas em julgamento ou arma. O mundo mudou muito desde 1986. A necessidade, nem tanto. Talvez isso ajude a entender um hábito que, parece, se tornou cada vez mais comum: conversar com ferramentas de inteligência artificial não apenas para tirar dúvidas, resumir textos ou organizar tarefas, mas também para organizar pensamentos. Pessoas recorrem a um chatbot para contar como foi o dia, ensaiar uma conversa difícil, colocar em palavras uma preocupação ou simplesmente pensar em voz alta. À primeira vista, há algo de estranho nisso. Criamos máquinas capazes de conversar e começamos a procurá-las para satisfazer uma necessidade profundamente humana: ser escutados sem medo. Não é difícil compreender o apelo. Falar com outra pessoa sempre envolve algum risco. Podemos ser mal interpretados, interrompidos, ridicularizados. Uma confidência pode escapar. Uma fragilidade revelada num momento de confiança pode reaparecer numa discussão meses depois. Há também o receio menos dramático, mas muito presente, de incomodar: será que estou falando demais? Será que a outra pessoa tem paciência? Será que vai passar a me enxergar de outra forma depois disso? Uma inteligência artificial não se ofende, não perde a paciência e não guarda ressentimento. Não participa do grupo de amigos, não encontra nossos parentes no supermercado e não transforma uma conversa em fofoca. Há, portanto, uma espécie de liberdade social na interação com a máquina. Podemos formular uma ideia de maneira ruim e tentar outra vez. Podemos admitir uma dúvida que pareceria boba. Podemos testar palavras antes de pronunciá-las diante de alguém que realmente importa. Isso não transforma a IA em terapeuta, amigo ou confidente perfeito. Muito menos significa que toda conversa com um serviço digital seja absolutamente privada: cada plataforma possui suas próprias regras sobre armazenamento e tratamento de dados. Também há algo que a tecnologia não oferece por inteiro: a presença de outra pessoa, com história, afeto, responsabilidade e capacidade de compartilhar conosco as consequências da vida real. Mas talvez seja justamente aí que a questão fique mais interessante. Em vez de perguntar apenas por que tanta gente está conversando com máquinas, poderíamos perguntar o que essas conversas revelam sobre as pessoas. Se alguém se sente mais livre para admitir um medo diante de uma tela do que diante de um amigo, talvez o fenômeno não fale somente sobre o avanço da tecnologia. Talvez fale sobre a escuta que temos oferecido uns aos outros. Quantas vezes respondemos antes de compreender? Quantas vezes usamos a vulnerabilidade alheia como argumento? Quantas vezes uma pessoa deixa de falar não porque lhe faltam palavras, mas porque lhe falta um lugar seguro para dizê-las? Há uma ironia nisso. Durante muito tempo, imaginamos que o maior desafio das máquinas seria aprender a falar como nós. Talvez estejamos descobrindo que parte do encanto está no contrário: elas parecem, até em certos momentos, saber calar, receber uma frase e devolver uma pergunta sem disputar o centro da conversa. Não porque compreendam a nossa vida como outra pessoa compreenderia, mas porque foram construídas para permanecer ali enquanto continuamos falando. Essa disponibilidade, mesmo artificial, diz muito sobre a escassez de atenção no cotidiano. A tecnologia costuma ser apresentada como algo que muda nossos hábitos. Às vezes, porém, ela apenas ilumina necessidades antigas. “Andrea Doria” pertence a outro tempo, mas a inquietação que atravessa a canção permanece atual. Queremos alguém diante de quem possamos baixar a guarda. É curioso que uma das respostas encontradas pelo nosso tempo seja uma máquina. Talvez a pergunta mais importante, então, não seja até onde a inteligência artificial conseguirá imitar uma boa conversa. Talvez seja outra: o que nós, humanos, ainda precisamos aprender sobre escutar alguém sem transformar aquilo que ouvimos em munição?
Uma área de alta pressão favorece o tempo firme no Vale.
Quarta-feira, 2 de setembro de 2026 Fechamento da edição: 18h
MÍN: 10º | MÁX: 22º
FILIPE FALEIRO
Boqueirão do Leão • Canudos do Vale • Cruzeiro do Sul • Forquetinha • Marques de Souza, Progresso • Santa Clara do Sul • Sério
Quarta-feira, 2 de setembro de 2026
Cruzeiro do Sul acelera política climática com frota de elétricos Três automóveis passam a atender pacientes na cidade e em viagens regionais. Compra de R$ 470 mil integra ações adotadas após as enchentes e pode reduzir em R$ 80 mil o gasto anual com combustível Filipe Faleiro
filipe@grupoahora.net.br
CRUZEIRO DO SUL
T
rês veículos 100% elétricos passam a integrar a frota de Cruzeiro do Sul. Os automóveis serão usados pela Secretaria Municipal da Saúde no transporte de pacientes dentro da cidade, para municípios da região e em viagens a Porto Alegre. Segundo a administração municipal, os três automóveis formam a maior frota própria de veículos leves elétricos entre as prefeituras gaúchas. A escolha, no entanto, ultrapassa a reno-
vação dos carros. O município inclui a compra em uma política de resiliência construída depois dos desastres de 2023 e 2024. Prefeito de Cruzeiro do Sul, Cesar Leandro Marmitt, afirma que as enchentes mudaram a análise sobre obras, compras públicas e planejamento urbano. O processo ganhou força após a participação do município nos debates climáticos relacionados à COP30. “Fomos para lá de uma maneira e voltamos de outra, com outro pensamento. Você começa a interagir com o assunto, entender e ver as necessidades diante das mudanças climáticas e do aquecimento global”, realça. A dimensão das tragédias ambientais no município foi preponderante para criação de uma política pública voltada aos conceitos de resiliência climática e sustentabilidade, diz Marmitt. Para ele , a gestão pública precisa contribuir na redução dos gases do efeito estufa e estar adaptada para eventos extremos. “A gente reclama da enchente, reclama das cheias e fala do calor. Então comecei a me perguntar: o que nós estamos fazendo? A iniciativa partiu daí, de começar a fazer a nossa parte”, diz o prefeito. O governo municipal inves-
tiu R$ 470 mil na compra. A estimativa inicial aponta uma redução de R$ 80 mil por ano no consumo de combustível, menores despesas com manutenção, redução das emissões e melhoria no transporte dos pacientes também entram no cálculo.
Conjunto de medidas Engenheira ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Tanara Schmidt, reforça que os carros 100% elétricos estão dentro de um conjunto de ações. A mudança está na inclusão de critérios ambientais nas decisões. “Sabemos que os três veículos não vão resolver a questão climática. A mudança ocorre quando as políticas públicas passam a considerar o impacto ambiental e as emissões. Estamos melhorando a frota municipal com um olhar à sustentabilidade. A escolha avalia a economia no abastecimento e na manutenção, mas também a redução das emissões”, frisa Tanara. Outras frentes incluem o plantio de árvores nativas nas margens do rio, a proteção dos recursos hídricos, o uso de energia solar, o projeto do parque esponja no Passo de Estrela e a
Entrega dos veículos foi feita nesta semana. Município calcula economia de R$ 80 mil por ano em combustível e desgaste com uso de elétricos
SOBRE A FROTA
adoção de concreto em pavimentações.
Destaques O parque esponja prevê uma área capaz de absorver e reter parte da água da chuva. A proposta busca reduzir o escoamento para ruas, redes de drenagem e cursos de água durante os períodos de maior precipitação. No Distrito Industrial, o município projeta usar concreto em trechos de pavimentação. Tanara afirma que o material retém menos calor do que o asfalto e pode reduzir em até 15°C a temperatura da superfície, conforme as condições do local. “Não é uma ação isolada. Diante de todo o cenário que o município vivenciou, estamos com diversas iniciativas ligadas ao planejamento, à arborização, às energias renováveis, à proteção da água e à mobilidade de baixo carbono”, resume.
Saúde concentra o uso A Secretaria da Saúde receberá os três veículos porque mantém uma das maiores rotinas de deslocamento da frota municipal, diz o prefeito. Os carros têm capacidade para quatro
• TRÊS VEÍCULOS Todos os automóveis são 100% elétricos. • INVESTIMENTO de R$ 470 mil • ECONOMIA ESTIMADA PELO GOVERNO EM COMBUSTÍVEL E DESGASTE R$ 80 mil por ano • USO Os carros atenderão deslocamentos urbanos, regionais e viagens a Porto Alegre.
passageiros e serão usados tanto na área urbana quanto no transporte para consultas, exames e tratamentos. Os trajetos incluem Lajeado, Estrela, Teutônia, Porto Alegre e outros municípios de referência. Pacientes de hemodiálise e pessoas que precisam de atendimento contínuo estão entre os públicos previstos.
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Quarta-feira, 2 de setembro de 2026 DIVULGAÇÃO
Piquetes têm até sexta para garantir espaço no acampamento DIVULGAÇÃO
Entre as atividades já confirmadas está Tibúrcio da Estância, que participa da abertura da Semana Farroupilha
Acampamento Farroupilha terá cinco dias de atrações Evento ocorre de 16 a 20 de setembro, na Praça Dr. Anuar Elias Aesse, com música, cultura e atividades para valorizar as tradições gaúchas BOQUEIRÃO DO LEÃO
Após a repercussão positiva da edição de 2025, o Acampamento Farroupilha retorna em 2026 com uma programação ampliada. De 16 a 20 de setembro, a Praça Dr. Anuar Elias Aesse, no Centro, será palco de atividades voltadas à cultura, aos costumes e às tradições gaúchas. A programação é organizada pela Administração Municipal, por meio das Secretarias de Turismo e Cultura e de Educação.
A proposta é repetir a integração entre entidades, grupos tradicionalistas, estudantes, famílias e comunidade que marcou a primeira edição. Entre as atrações já confirmadas está Tibúrcio da Estância, que participa da abertura da Semana Farroupilha. A expectativa é de cinco dias de atividades, com música, encontros e ações para diferentes públicos. Além de fortalecer a programação tradicionalista, o evento busca aproximar a comunidade das manifestações que fazem parte da identidade cultural do município. As demais atrações, horários e atividades ainda serão anunciados pela organização nos próximos dias. A programação ocorre de 16 a 20 de setembro, na Praça Dr. Anuar Elias Aesse, no Centro.
Além dos shows, a programação terá atividades voltadas aos estudantes e à comunidade, bem como o tradicional desfile de cavalarianos pelas principais ruas do Centro
Cadastro integra os preparativos para a Semana Farroupilha, que começa no dia 13 com a chegada da Chama Crioula
CRUZEIRO DO SUL
O
s interessados em participar do Acampamento Farroupilha 2026 têm até sexta-feira, 4, para fazer a inscrição. O cadastro ocorre na
Secretaria Municipal da Educação, Cultura e Esportes (Smece), junto à Casa do Morro. O atendimento é realizado à tarde até quinta-feira. Na sexta, último dia para o cadastro, o serviço ocorre apenas pela manhã. Os interessados devem procurar o servidor Marcos Marmitt, conhecido como “Roxo”. O Acampamento Farroupilha será instalado no Parque Poliesportivo, no Centro. O local também receberá o palco das principais apresentações musicais. A proposta é aproximar o público dos piquetes e ampliar a integração entre as comunidades durante os festejos. Em caso de chuva, os shows serão transferidos para o Ginásio Orlando Eckert. A programação da Semana Farroupilha começa no dia 13 de setembro, com a chegada da Chama Crioula. Entre as atrações já confirmadas estão o Grupo Luz de Candieiro, na sexta-feira, 18, e Madison Motta e banda, no sábado, 19. As atividades seguem até o feriado Farroupilha, no domingo, 20. Além dos shows, a programação terá atividades voltadas aos estudantes e à comunidade, bem como o tradicional desfile de cavalarianos pelas principais ruas do Centro. A Smece deve divulgar nos próximos dias a programação completa, à medida que novas atrações e atividades forem confirmadas.
Desfile da Pátria mobiliza mais de 50 instituições Programação deve reunir mais de 2 mil pessoas na Rua General Neto e terá como tema a história, a identidade e o futuro do município DIVULGAÇÃO
CRUZEIRO DO SUL
Concentração ocorre na Rua Visconde do Rio Branco, em frente à EMEI Trenzinho Alegre. A partir das 9h
A cidade se prepara para celebrar a Independência do Brasil com o Desfile Cívico de 7 de Setembro. A programação ocorre a partir das 9h, na Rua General Neto, e deve reunir mais de 2 mil pessoas entre estudantes, integrantes de entidades, instituições e comunidade. A organização é da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esportes (Smece), sob coordenação da secretária Roselene Marmitt. O desfile deste ano terá como tema “Cruzeiro do Sul: Nossa História, Nossa Identidade, Nosso Futuro”, com foco na
valorização da trajetória do município, das pessoas que contribuíram para seu desenvolvimento e das perspectivas para os próximos anos. A programação busca reforçar o sentimento de pertencimento, a cidadania e o respeito à diversidade. Escolas, associações, grupos culturais, organizações não governamentais, forças de segurança e outras instituições foram convidadas a participar. Cerca de 50 entidades confirmaram presença. Cada participante pode preparar uma apresentação ligada à sua área de atuação, desde que respeite o tema definido para o desfile.
A concentração ocorre na Rua Visconde do Rio Branco, em frente à EMEI Trenzinho Alegre. A partir das 9h, os participantes seguem pela Rua General Neto, em uma programação que reúne diferentes segmentos da comunidade para celebrar a Independência do Brasil e a história local. Em caso de chuva no dia 7, o desfile será transferido para 12 de setembro, sábado, às 16h. Se as condições climáticas também impedirem a realização nessa data, a programação será remarcada para 7 de novembro, às 17h, dentro das atividades do mês de aniversário do município.
A HORA
Quarta-feira, 2 de setembro de 2026
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Desfile de 7 de Setembro aborda o tema paz e cidadania Evento ocorre na Avenida 28 de Maio e terá a estreia da Banda Marcial Mirim, formada por cerca de 15 alunos do Ensino Fundamental SANTA CLARA DO SUL
O
tradicional Desfile Cívico de 7 de Setembro terá como tema a paz e a cidadania. Com o lema “Semeando Paz, Cultivando Cidadania”, a programação ocorre na segunda-feira, 7 de setembro, a partir das 9h, na Avenida 28 de Maio. O evento deve reunir escolas, entidades, autoridades e comunidade em uma celebração que busca ir além da Independência do Brasil.
A proposta deste ano coloca em destaque valores como respeito, empatia, diálogo, solidariedade e responsabilidade social. A intenção é estimular uma reflexão sobre o papel de cada cidadão na construção de uma sociedade mais justa e humana. Escolas e entidades estão convidadas a participar da programação e poderão abordar o tema na organização e decoração dos grupos. As instituições interessadas devem confirmar presença até 31 de agosto, por meio dos canais oficiais da Prefeitura. A concentração está prevista para a Avenida 28 de Maio, entre as ruas Quinze de Novembro e Sete de Setembro, além da Rua Quinze de Novembro. O desfile começa no cruzamento da Avenida 28 de Maio com a Rua Sete de Setembro e segue pela avenida até as proximidades da Rua Alberto Schabbach. O público poderá acompanhar
DIVULGAÇÃO
as apresentações ao longo do trajeto. O protocolo oficial e a concentração das autoridades serão realizados em frente à Paróquia São Francisco Xavier.
Banda Marcial Mirim estreia no desfile A principal novidade desta edição será a estreia da Banda Marcial Mirim. O grupo reúne cerca de 15 alunos do Ensino Fundamental e amplia a participação das novas gerações nas atividades musicais, culturais e cívicas do município. A Banda Marcial de Santa Clara do Sul também estará presente e acompanhará o desfile pela Avenida 28 de Maio. A participação dos dois grupos reforça a valorização da música e busca aproximar crianças e adolescentes da tradição mantida pela banda no município.
Escolas e entidades estão convidadas a participar da programação e poderão abordar o tema na organização e decoração dos grupos
Memorial das Soberanas será inaugurado DIVULGAÇÃO
A história e a representatividade das soberanas ganharão um espaço especial de preservação e valorização. Na quinta-feira, 3, às 19h30min, a Prefeitura promove a inauguração do Memorial das Soberanas, em evento aberto ao público junto à sede da Administração Municipal. O espaço recebeu o nome da ex-soberana Margarete Barkert, falecida em março deste ano. Margarete foi rainha de Santa Clara do Sul em 2010 e passa a ser homenageada de forma permanente por meio do memorial, que preservará parte importante da história das cortes do município. O Memorial das Soberanas reúne os vestidos de todas as cortes desde 2010, permitindo que a comunidade conheça e relembre os diferentes trajes que, ao longo dos anos, representaram Santa Clara do Sul em eventos locais e regionais.
Novos trajes da atual corte
Espaço homenageia a ex-rainha Margarete Barkert e reúne vestidos das cortes desde 2010; evento também terá apresentação dos novos trajes das soberanas e novidades da SantaFlor 2027
Inauguração do Memorial das Soberanas, apresentação dos novos trajes de passeio e de gala da atual corte e apresentação do novo presidente da SantaFlor 2027 SANTA CLARA DO SUL
A programação do dia 3 também será marcada pela apresentação oficial dos novos trajes de passeio e de gala da atual corte de soberanas, eleita em março deste ano e formada pela rainha Emili Angnes e pelas princesas Rafaela Scherer e Paola Gomes. Os novos vestidos foram criados
pela estilista e consultora de imagem Lizara Sangaletti, de Arvorezinha, especialmente para representar a identidade, a história e as características de Santa Clara do Sul. A apresentação será a primeira oportunidade para a comunidade conhecer oficialmente os trajes que acompanharão as soberanas durante seu reinado.
SantaFlor 2027 Outro momento da noite será dedicado à SantaFlor 2027. Durante o evento será apresentado oficialmente o novo presidente da feira municipal, dando início a mais uma etapa de preparação para a próxima edição. A SantaFlor é um dos principais eventos de Santa Clara do Sul e tem como propósito apresentar e valorizar as potencialidades industriais, comerciais e agropecuárias do município, além de promover a cultura, o turismo e a integração da comunidade. A solenidade de inauguração contará com a presença de autoridades e empresários, além das ex-soberanas de Santa Clara do Sul, que estão sendo especialmente convidadas para participar deste momento de valorização da história do município. Toda a comunidade também está convidada a prestigiar a programação.
4 | A HORA
Quarta-feira, 2 de setembro de 2026
Base do Samu entra na fase de acabamentos Estrutura terá 64 metros quadrados e deve ampliar a cobertura de atendimento de urgência MARQUES DE SOUZA
A
s obras da Base Descentralizada de Suporte Básico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), junto à Unidade Básica de Saúde Dr. Juca, no Centro, avançam para a etapa de acabamentos. O reboco já foi concluído e a equipe iniciou a colocação dos pisos e os acabamentos dos banheiros.
Na sequência, os trabalhos incluem a execução da parte elétrica, pintura, instalação das esquadrias e colocação dos móveis. Conforme o prefeito Fábio Mertz, o cronograma segue dentro do planejamento e a expectativa é concluir a estrutura conforme o prazo previsto. “A nova base contribuirá para respostas mais rápidas e eficientes em situações de acidentes e emergências, proporcionando mais segurança para a população de Marques de Souza e também para as comunidades da região.” A nova unidade deve ampliar a cobertura do Samu no Vale do Taquari e reduzir o tempo de resposta em ocorrências de urgência. Além de Marques de Souza, a estrutura poderá beneficiar municípios vizinhos, como Travesseiro e Coqueiro
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Baixo, e dar suporte aos atendimentos registrados na BR-386. Até então, Lajeado concentrava uma estrutura desse tipo na região, responsável pelo atendimento de 32 municípios do Vale do Taquari.
Investimento A Base Descentralizada de Suporte Básico do Samu terá cerca de 64 metros quadrados. O investimento é de R$ 242,5 mil, com recursos próprios do município. A estrutura será preparada para receber a equipe e a unidade móvel. Os profissionais serão custeados pelo Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Taquari (Consisa), enquanto a ambulância ficará sob responsabilidade do governo federal.
Comunidade ajuda a definir atrações da Expofeira DIVULGAÇÃO
Base Descentralizada de Suporte Básico do Samu terá cerca de 64 metros quadrados. O investimento é de R$ 242,5 mil, com recursos próprios do município
Município oferece castração gratuita Programa terá investimento de R$ 85 mil e deve atender mais de 150 cães e gatos até o fim do ano CRUZEIRO DO SUL
Estrutura pretende reunir diferentes públicos ao longo dos quatro dias com atrações diversas
Pesquisa aberta até domingo permite escolher o show nacional e as bandas que irão compor a programação do evento, marcado para novembro de 2027 PROGRESSO
A organização da V Expofeira e do IV Festival com Humor já prepara a programação dos eventos, que ocorrem de 25 a 28 de novembro de 2027. Como novidade, a comunidade pode participar da definição das atrações musicais por meio de uma pesquisa online. O formulário permite que moradores de Progresso e da região indiquem preferências para o show nacional e as bandas que irão se apresentar no lonão. A votação segue aberta até domingo, dia 23 de
agosto, e pode ser acessada no link disponível no site da prefeitura. Segundo a comissão organizadora, a participação popular busca aproximar a programação dos interesses do público. A proposta é garantir que moradores e visitantes tenham voz na escolha das atrações e contribuam para a construção do evento.
A estrutura pretende reunir diferentes públicos ao longo dos quatro dias, com atrações voltadas ao entretenimento, negócios e valorização da produção local e regional.
Feira reúne diferentes setores
Paralelo à Expofeira, o Festival de Progresso com Humor chega à quarta edição. A principal mudança deste ano está no formato. O evento deixa de ser uma competição e passa a receber artistas já consagrados na área do humor. A alteração busca ampliar a experiência do público e transformar o festival em um dos destaques da programação. Com nomes reconhecidos no cenário do humor, a expectativa da organização é garantir uma noite de entretenimento e muitas risadas aos espectadores.
Reconhecida como um dos principais eventos comerciais, industriais e de serviços da região, a Expofeira terá exposição de veículos, máquinas e implementos, além de praça de alimentação, shows com artistas locais e atrações nacionais. A programação também reserva espaço para talentos da comunidade.
O programa de castração gratuita de cães e gatos vai até o fim deste ano. A iniciativa conta com R$ 85 mil de uma emenda impositiva e tem como prioridade as fêmeas, além de machos em situação de rua. A estimativa é atender mais de 150 animais. Os interessados devem fazer o cadastro na Secretaria Municipal da Agricultura, responsável por
organizar a lista de atendimentos. Os procedimentos serão realizados pela clínica veterinária Cruzeiro Pet, por meio de convênio com o Consisa (Consórcio Intermunicipal de Saúde). Segundo o secretário da Agricultura, Gersom Kolling, a ação busca reduzir o abandono de animais, prevenir doenças e contribuir para a saúde pública. O programa também deve beneficiar famílias que não têm condições de custear o procedimento. Para a Administração Municipal, a iniciativa representa um avanço nas políticas de bem-estar animal e reforça a responsabilidade do município com o controle populacional de cães e gatos. DIVULGAÇÃO
Festival muda formato
Para a Administração Municipal, a iniciativa representa um avanço nas políticas de bem-estar animal