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ANÁLISE, CURADORIA E OPINIÃO DE VALOR Quinta-feira, 1º de outubro de 2026 | Ano 25 - Nº 4193 | R$ 5,00 (dia útil) R$ 9,00 (fim de semana)
RECONHECIMENTO REGIONAL
Top 100 celebra marcas do Vale Faltam seis dias para premiação das marcas e personalidades Marcas locais representam 97% das lembradas na pesquisa do Top 100. A quarta edição reúne empresários, gestores e representantes de instituições para reconhecer trajetórias e aproximar negócios da região. A cerimônia
de premiação ocorre na próxima quarta-feira, em 7 de outubro, às 19h, no Clube Tiro e Caça, em Lajeado. O prêmio contempla marcas de cinco setores e cinco personalidades mais lembradas por formadores de opinião.
PÁ G I N A | 5
PENSAR ELEIÇÕES
ORÇAMENTO 2027
Maneco defende obras em estradas com o Funrigs
Principais cidades projetam quase R$ 2 bi
Ex-prefeito de Taquari e secretário nacional da Reconstrução, o candidato a deputado estadual, Maneco Hassen (PT), destaca infraestrutura como principal gargalo para o desenvolvimento local. PÁ G I N A | 6
Seis maiores municípios do Vale do Taquari preparam metas e prioridades para aplicação de recursos. Destaque a Teutônia e Arroio do Meio, com crescimentos orçamentários próximos a 15%. PÁ G I N A | 3
OPINIÃO | RODRIGO MARTINI
OPINIÃO | VINI BILHAR
Perdemos 70 mil votos em 2022
Apoio à formação de leitores
Mais de 40 mil do Vale não votaram e quase 30 mil anularam ou votaram em branco.
Medical San patrocina 24ª edição do Festival do Livro do Colégio GA. LAUTENIR JUNIOR
DENTRO DE CASA, A FORÇA DO VAREJO
Vendas de móveis e eletrodomésticos avançam acima do varejo geral e acompanham expansão de lojas e novos investimentos comerciais no Vale PÁ G I N A | 7
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E D I TO R I A L
A B R E A S PA S
Reconhecer a força local
V
alorizar as empresas do Vale do Taquari é reconhecer a capacidade de construção que atravessa gerações. Cada negócio reúne trabalho, conhecimento e decisões de quem escolhe investir, gerar emprego e renda. Ao dar visibilidade a essas trajetórias, o Top 100 oferece referências para novos empreendedores e ajuda a comunidade a compreender o valor do que as marcas produzem. Nesta edição, 97% das marcas lembradas na pesquisa são locais. O dado revela a presença dos negócios regionais na memória dos formadores de opinião ouvidos pelo levantamento. Por trás dessa referência, há relações construídas ao longo do tempo entre empresas, trabalhadores, clientes e instituições. Preservar essa confiança exige compromisso diário com a qualidade e com as pessoas.
“Eu não corria para ser rápida. Eu corria para aliviar” A corrida entrou na vida de Ana Paula Purper quase por acaso, mas acabou se tornando parte importante de um processo de cuidado consigo mesma. Em busca de uma atividade que ajudasse a desacelerar a mente e sair da rotina sedentária, ela encontrou nas provas um espaço para respirar, enfrentar desafios e valorizar pequenas conquistas
ACERVO PESSOAL
um monte de coisas. Eu precisava pensar no próximo passo, na próxima respiração e em chegar até o final. Foi aí que percebi: eu não corria para ser rápida. Eu corria para aliviar.
Você lembra de algum momento em que percebeu que a corrida estava fazendo diferença na sua vida?
Foi naquela primeira prova. Quando eu cruzei a linha de chegada, pensei: “Eu consegui.” Pode parecer simples, eram só 3 quilômetros, mas para mim aquilo significou muito. Eu tinha passado boa parte da prova pensando que não ia conseguir e consegui. A partir dali comecei a pensar que, se eu consigo terminar uma corrida mesmo quando acho que não vou conseguir, também consigo enfrentar outras coisas.
Ezequiel Neitzke
ezequiel@grupoahora.net.br
O Vale tem razões para valorizar suas marcas e tem o dever de preparar o território onde as próximas serão construídas.” A proximidade entre quem empreende e quem vive no Vale também cria responsabilidades. Os proprietários compartilham com a comunidade as estradas, os serviços e os efeitos das crises. As enchentes expuseram essa condição e reforçaram a importância da cooperação. O associativismo faz parte da história e da identidade regional. Celebrar trajetórias também significa criar condições para outros negócios nascerem, crescerem e permanecerem. O Vale tem razões para valorizar suas marcas e tem o dever de preparar o território onde as próximas serão construídas. Filiado à
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O que mudou na sua rotina, na autoestima e na forma como você passou a enxergar a vida depois que começou a correr?
Como era sua vida e como você se sentia antes de começar a correr?
Comecei a me movimentar mais e a valorizar pequenas conquistas. Também mudei a forma como vejo meu próprio corpo. Eu não sou corredora profissional, estou muito longe disso. Não tenho o maior fôlego, caminho durante as provas e não corro por pace. Eu corro para aliviar. Hoje eu olho para uma prova e penso: “Eu vou conseguir.” Talvez eu caminhe, talvez demore, mas eu vou chegar.
Tinha uma rotina mais sedentária e estava procurando alguma atividade para começar a me movimentar mais e também ter um momento para mim. Eu queria alguma coisa que me ajudasse a desacelerar um pouco a cabeça e sair da rotina.
Em que momento percebeu que estava enfrentando a depressão e precisava buscar ajuda?
Foi um período em que percebi que precisava cuidar mais de mim e buscar ajuda profissional. Comecei meu acompanhamento e, dentro desse processo, também fui procurando atividades que pudessem contribuir para eu me sentir melhor. A corrida acabou entrando nesse caminho.
Como a corrida entrou na sua vida e o que fez você continuar?
Foi quase por acaso. Um dia apareceu no meu feed um Reels de uma mulher falando que corria para desacelerar a mente. Eu pensei: “Por que não?” Me inscrevi na Rústica de Natal, em Lajeado, em dezembro de 2025. Eram 3 quilômetros e eu não tinha preparação nenhuma. Na verdade, eu não
sabia muito bem o que estava fazendo. Só pensei: “Me inscrevi, agora vamos descobrir como vai ser.” E foi exatamente isso: muito suor, falta de ar, vontade de desistir e aqueles pensamentos de “o que eu estou fazendo aqui?”. Foram os primeiros 33 minutos mais longos da minha vida. Mas eu consegui terminar. E foi justamente isso que me fez continuar. Descobri que não precisava saber tudo antes de começar. Eu podia simplesmente tentar, aprender no caminho e ir melhorando aos poucos. Até hoje, às vezes, eu ainda não sei muito bem o que estou fazendo. Mas continuo indo. Depois daquela primeira prova, comecei a enxergar a corrida de uma forma diferente. Durante aqueles minutos eu não precisava pensar em
Hoje, o que significa para você calçar o tênis, participar de uma prova e cruzar a linha de chegada?
Hoje significa muito mais do que simplesmente correr. É um desafio que eu proponho para mim mesma. Eu não estou competindo com quem está do meu lado. Estou tentando superar a minha própria versão anterior. Quando eu vejo uma distância e penso “será que eu consigo?”, eu gosto de ir lá e descobrir. Talvez eu caminhe, talvez demore mais do que outras pessoas, mas eu vou tentando até chegar. E quando cruzo a linha de chegada, vem aquela sensação de: “Eu consegui, eu fui capaz.” E tem uma coisa que tornou tudo ainda mais especial: meu filho, que tem apenas 3 anos, começou a correr comigo.
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CONTAS PÚBLICAS
Seis maiores cidades do Vale projetam quase R$ 2 bilhões de orçamento Algumas administrações ainda buscam aval dos vereadores sobre as metas para 2027, em meio a audiências públicas e propostas de emendas. Municípios como Arroio do Meio e Teutônia conseguem reajustes acima da inflação JHON WILLIAN TEDESCHI
Legislativo. Encantado mantém o debate em aberto. Na segunda-feira, 28, ocorreu uma audiência pública para abordar o tema, mas o município estima um orçamento de R$ 188 milhões, cerca de R$ 10 milhões superior ao deste ano, aumento de 5,6%. De 2025 para 2026, a variação havia sido de 10%. “Para o ano que vem mantemos praticamente o reajuste inflacionário”, menciona o secretário de Gestão Financeira e Orçamentária, Klaus Schnack.
Menor aumento Jhon Willian Tedeschi jhon@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
O
último trimestre marca a definição das previsões de orçamentos que os municípios trabalham para o ano que vem. A primeira etapa é a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que delimita as metas e prioridades para as finanças públicas. Algumas das principais cidades do Vale alcançaram esta etapa, enquanto outras ainda elaboram as métricas junto ao Legislativo. O prazo para apresentação de emendas aos orçamentos terminou ontem. A partir disso, as propostas que não foram à votação, devem ser avaliadas nas próximas semanas. Somadas as projeções de Lajeado, Teutônia, Estrela, Arroio do Meio, Encantado e Taquari, o montante para 2027 supera R$ 1,9 bilhão. Ao considerar o projetado da inflação acumulada para 2027 (4,29%) medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), quatro das seis cidades avaliadas tiveram aumento superior ou próximo ao indicador. Duas delas preveem um valor pelo menos três vezes maior a esse percentual. Um dos municípios que
alcançam números recordes é Teutônia. Após uma alta de 14,2% no comparativo entre 2025 e 2026, o Executivo prevê um orçamento de R$ 320 milhões para o ano que vem, cerca de 13,9% superior. Com cenário parecido, aparece Arroio do Meio, que projeta aumentar o orçamento em 15%. Para este ano, o valor previsto foi de R$ 173,5 milhões, e para 2027, a quantia alcança os R$ 199,5 milhões. “Esse crescimento está direcionado a investimentos estratégicos, como a melhoria das vias rurais e urbanas, a habitação e o fortalecimento dos serviços públicos essenciais à nossa comunidade”, comenta a secretária da Fazenda do município, Natália Grassi.
Próximos à inflação O orçamento em Lajeado atinge um patamar histórico de valores absolutos em 2027. Cerca de 7% superior ao deste ano, o total previsto está em R$ 805 milhões. A aprovação ocorreu na terça-feira, 29, em meio a debates sobre destinação de recursos à educação infantil, principalmente. O valor considera também os R$ 100 milhões previsto para obras de infraestrutura, mediante contratação de financiamento bancário, já aprovados pelo
Abaixo da inflação, Estrela aponta um aumento no orçamento de 2,5%, ao prever R$ 274,8 milhões para o ano que vem. A votação está programada para a próxima segunda-feira, 5. O percentual menor, de acordo com a contadora do município, Sabrina Alberton Tedeschi, está influenciado por uma operação de crédito de R$ 7 milhões incluída no orçamento deste ano, situação não prevista para 2027, pois não há novas operações de crédito contratadas e ainda não liberadas. Ao desconsiderar esse valor, conforme a contadora, o crescimento seria de 5,3%. “Nos últimos anos estávamos com os orçamentos um pouco subestimados. Então, no ano passado e no ano retrasado tentamos trazer as previsões de receita um pouco mais próximas da realidade. Como agora estamos em um patamar mais próximo, o aumento tende a ser menor de um ano para o outro, basicamente a reposição da inflação”, explica.
Queda Taquari foi o único município entre os seis maiores do Vale que teve uma redução no orçamento. O montante previsto para este ano foi de R$ 151,4 milhões, enquanto a projeção de 2027 fica em R$ 132,6 milhões, valor 12,4% menor.
Entenda a LDO SABRINA ALBERTON TEDESCHI CONTADORA DE ESTRELA
NATÁLIA GRASSI SECRETÁRIA DA FAZENDA DE ARROIO DO MEIO
O orçamento público no Brasil funciona como um sistema integrado de planejamento dividido em três leis. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) define as metas e prioridades para a aplicação dos recursos dos municípios nos anos seguintes, além de orientar como o dinheiro público deve ser gasto no período. Ela deve obedecer ao previsto no Plano Plurianual (PPA), válido por quatro anos, enquanto a Lei Orçamentária Anual (LOA) especifica quanto será arrecadado e gasto ao longo dos 12 meses.
Orçamentos para 2027 Lajeado – R$ 805 milhões (+7,2) Teutônia – R$ 320 milhões (+13,9%) Estrela – R$ 274,8 milhões (+2,5%) Arroio do Meio – R$ 199,5 milhões (+15%) Encantado – R$ 188 milhões (+5,6%) Taquari – R$ 132,5 milhões (-12,4%)
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TIRO
LUTA PELO CONGRESSO NACIONAL
Entre abstenções, brancos e nulos, perdemos cerca de 70 mil votos em 2022 Os articulistas da região possuem “números mágicos” para a eleição de deputados federais no Vale do Taquari. A média de votos costuma ficar acima de 40 mil e abaixo de 90 mil para quem busca vaga no Congresso. É uma projeção, reforço, com base em estudos recentes e eleições passadas. Dito isso, o eleitor da região precisa se atentar a outros “números mágicos”. No caso, os recentes índices de abstenções e de votos nulos ou em branco no Vale do Taquari. Em 2022, mais de 40 mil eleitores da região decidiram não votar. E quase 30 mil anularam ou votaram em branco no momento de escolher o deputado federal. A
perda chega a quase 70 mil votos. São votos suficientes para eleger e garantir – pelas projeções mais otimistas, claro – ao menos um representante regional em Brasília. E se colocarmos na ponta do lápis os mais de 100 mil votos nossos a candidatos de fora, a matemática será ainda mais dura com o Vale. No próximo domingo, e diante dessas diferentes estatísticas – ou “números mágicos” –, os 294 mil eleitores aptos da região terão mais uma chance para decidir o futuro político do Vale do Taquari na capital federal. Eu decidi votar em um candidato a deputado federal da região. E você?
Zucco fala sobre estratégias e presenças em debates
Deputado federal, ex-lider da oposição no Congresso e candidato a governador do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL) participou do quadro “Café com Martini” e, entre opiniões e projetos de governo, um dos braços direitos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi questionado sobre a ausência em muitos debates e as críticas do próprio Grupo A Hora
e dos opositores a esses movimentos. “Em debates, tu tens dois minutos pra falar de saúde. Trinta segundos tu apanha de quem não tem dois dígitos nas pesquisas, trinta segundos para contra-atacar, e sobra pouco tempo pra tratar a saúde. O nível de interesse hoje dos debates é gerar recortes para a internet”.
rodrigomartini@grupoahora.net.br
RODRIGO MARTINI CPI DAS OBRAS EM LAJEADO
Procuradoria dos Prefeitos do MP/RS também ouve testemunhas A investigação do Ministério Público sobre as obras irregulares em Lajeado ultrapassou os limites da cidade e também está sob responsabilidade da Procuradoria da Função Penal Originária (PFPO), conhecida no meio jurídico como “Procuradoria dos Prefeitos”, e responsável principalmente por investigar ou conduzir casos envolvendo autoridades que possuem foro privilegiado. Na terça-feira da semana passada, às 14h, o vereador Ederson Spohr (MDB), o principal responsável por levar a público as denúncias de irregularidades na Secretaria de Obras e pedir a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), prestou depoimento virtual à Procuradoria dos Prefeitos do MP/RS. Spohr foi o secretário da CPI e não concordou com o relatório da investigação legislativa. Para ele, além do indiciamento do ex-prefeito Marcelo Caumo (o que por si só já provocou a Procuradoria dos Prefeitos) e os 11 demais servidores e ex-servidores públicos, o relatório da comissão que foi votado, aprovado e entregue ao MP deveria ter indiciado a atual prefeita Gláucia Schumacher (PP). Paralelo a isso, o MP da Comarca de Lajeado segue com a investigação em primeiro grau de todos os indiciados no relatório da CPI, além de verificar eventuais responsabilidades de outros agentes públicos e privados. E a expectativa pela decisão do promotor João Pedro Togni é alta.
- Governador Eduardo Leite (PSD) cumpre agenda hoje no Vale do Taquari. À tarde, ele visita as cidades de Bom Retiro do Sul e Muçum para entrega de moradias. E a expectativa é por novas cobranças regionais pela aplicação direta do R$ 1,5 bilhão do Funrigs nas rodovias do bloco 2. - Prefeita de Estrela, Carine Schwingel (União Brasil) solicitou alguns dias de férias nesta véspera do primeiro turno das eleições gerais. Segundo ela, é uma licença para “fazer campanha”. - Outros prefeitos e prefeitas estão mais presentes nas campanhas. E teve quem trocou recentemente de posicionamento, e outros ainda - Lula (PT), que em décadas passadas se notabilizou pela oratória, resolveu fugir do debate agendado para hoje à noite na Rede Globo. E a claque petista vai aplaudir a “nobre” decisão, é claro.
O peregrino das quintas-feiras aproveitou uma rara janela de sol nos últimos dias e foi conhecer a singela cascata na Linha Alto Vasco Bandeira, Vila Fão, no interior de Marques de Souza.
ASSESSORES EM LAJEADO
Reckziegel se defende Na câmara de Lajeado, o vereador Eder Spohr (MDB) afirmou ter filmado a assessora de Carlos Reckziegel (PSDB) “malhando na academia em horário de serviço”. Reckziegel respondeu: “O vereador afirmou que a filmou em uma academia
às 16h41min. O que ele não esclarece é que, naquele dia, eu havia autorizado a servidora a encerrar suas atividades a partir das 16h30min, justamente porque ela possuía horas acumuladas em razão de trabalho realizado além da jornada normal.”
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RECONHECIMENTO REGIONAL
Top 100 destaca o vínculo das marcas com o Vale ARQUIVO A HORA
Às vésperas da quarta edição, representantes de empresas e instituições avaliam o significado do prêmio regional. Cerimônia ocorre em 7 de outubro, no Clube Tiro e Caça Filipe Faleiro
filipe@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
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econhecer as marcas presentes na memória do Vale do Taquari e aproximar quem empreende na região. Nesta base se sustenta o propósito do Prêmio Top 100. O evento promovido pelo Grupo A Hora ocorre na próxima quarta-feira, 7 de outubro, a partir das 19h, no Clube Tiro e Caça, em Lajeado. A premiação contempla negócios de cinco setores e personalidades com atuação na comunidade, em uma noite de encontro entre empresários, gestores e representantes de instituições. Nesta edição, 97% das marcas lembradas na pesquisa são locais, informa o diretor-executivo do Grupo A Hora, Adair Weiss.
Premiação contempla negócios de cinco setores e personalidades com atuação destacada na comunidade regional ADAIR WEISS DIRETOR-EXECUTIVO DO GRUPO A HORA
Esse resultado está muito ligado à presença dos responsáveis das empresas. Nossa singularidade reside no fato de que os proprietários das marcas residem e atuam diretamente na região.” “Esse resultado está muito ligado à presença dos responsáveis das empresas. Nossa singularidade reside no fato de que os proprietários das marcas residem e atuam diretamente na região.” Criado para dar visibilidade aos negócios regionais, o Top 100 também busca oferecer referências a quem começa um negócio. Reunir marcas de diferentes segmentos permite reconhecer trajetórias, compartilhar experiências
e estimular novas gerações de empreendedores, frisa Weiss. “Quando uma região se reconhece e compreende sua força, ela se fortalece.” Esse vínculo passa pela formação de pessoas e pelas parcerias com a comunidade, realça o diretor do A Hora. “São percepções sobre o alcance do trabalho de cada organização, reunidas em uma pesquisa com formadores de opinião do próprio Vale.”
Apróximar negócios Além do reconhecimento individual, Weiss destaca a integração como uma das razões para reunir o setor produtivo. A troca de experiências entre empresas, avalia, ajuda a criar vínculos necessários para enfrentar problemas comuns. Infraestrutura e logística permanecem, na análise dele, como os principais obstáculos regionais, com impacto nos custos e na segurança das
Qual a importância do Top 100? Evânia Schneider Reitora da Univates
Cristiano Dickel Diretor do Hospital Bruno Born
Para uma instituição comunitária como a Univates, por exemplo, essa dimensão tem um significado ainda maior. Nossa atuação está diretamente vinculada ao território e às pessoas que o constituem, seja por meio da educação, da pesquisa, da inovação, da extensão ou das diferentes iniciativas que desenvolvemos em parceria com municípios, empresas, organizações e comunidades.”
É uma honra receber uma distinção que projeta e fortalece marcas regionais, e que evidencia a excelência e a relevância das organizações. A homenagem amplia a visibilidade, reforça a credibilidade e valoriza a dedicação do Hospital Bruno Born, assim como reafirma nosso compromisso com a excelência e com a comunidade que servimos.”
Glaucia Schumacher Prefeita de Lajeado e presidente da Amvat
Junior Sulzbach Diretor da STW Automação
O Top 100 é um projeto que reconhece e valoriza a trajetória das empresas e das pessoas que escolhem Lajeado e o Vale do Taquari para investir e que contribuem para o desenvolvimento da nossa região. Também é uma forma de prestigiar quem empreende gera empregos, escolhe criar raízes e acredita no potencial do nosso Vale.”
Quando fazemos isso dentro da região, o prêmio em si está demonstrando o que foi construído em cima da marca, a lembrança que tem na pessoa entrevistada na pesquisa. Remete ao trabalho da empresa, e se a premiação traz algum benefício, na verdade coroa o trabalho que executou de marca, foi bem feito nas condições que conseguimos alcançar perante as pessoas.”
operações. A experiência das enchentes reforçou a importância dessa articulação. “Nossa resiliência é fruto do nosso espírito associativista e cooperativista. Aprendemos a prosperar de forma coletiva. As enchentes apenas evidenciaram a importância dessa união.” Para o diretor-executivo do A Hora, o encontro recupera esse sentido de cooperação ao aproximar pessoas que, embora atuem em negócios distintos, dependem de condições semelhantes para crescer. “A construção de melhores estradas, o acesso à tecnologia e a representação regional em políticas públicas dependem de uma articulação conjunta.” A Macrovisão conduz a pesquisa pela terceira edição consecutiva. O formato apresentado para este ano
prevê questionários com cerca de 400 formadores de opinião, selecionados a partir de 1,2 mil indicados. O levantamento abrange as microrregiões de Arroio do Meio, Encantado, Estrela, Lajeado, Taquari e Teutônia. O estudo registra a marca que vem à memória do entrevistado no momento da pergunta. Ao explicar a metodologia, o diretor da Macrovisão, Lucildo Ahlert, destaca a resposta espontânea: “Não é uma questão de pensar, e sim o que vem à mente no momento da pergunta.” Desse levantamento saem os reconhecimentos por segmento e o destaque para a marca mais lembrada em toda a pesquisa. A escolha das cinco personalidades ocorre por outro processo: um comitê interno avalia os nomes, que precisam receber aprovação unânime dos integrantes.
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Quinta-feira, 1º de outubro de 2026
“O Vale foi a região mais destruída e precisa receber “Eu defendo que o dinheiro do caixa estadual uma parcela maior” seja aplicado nas obras” ENTREVISTA
AMANDA CABRAL
A Hora – Como tem sido a campanha e qual é a importância do movimento pelo voto em candidatos do Vale? Maneco Hassen – Esta eleição está mais tranquila, com menos pessoas nas ruas e menos agressões nas redes sociais. O debate está bom e produtivo. Na região, temos movimentos como o da CIC-VT e do próprio A Hora. Isso reflete um amadurecimento e uma conscientização da região, fruto de um trabalho construído nos últimos quatro anos. Esse sentimento de unidade regional para resolvermos as pautas em casa é fundamental. Acredito que os próximos quatro anos serão melhores em termos de conquistas para o Vale.
Maneco fechou a série de entrevistas com candidatos locais promovida no projeto Pensar Eleições
Ex-prefeito de Taquari e candidato a deputado estadual pelo PT, Maneco Hassen propõe usar recursos do Funrigs em obras rodoviárias, ampliar a formação profissional e manter os programas de reconstrução Filipe Faleiro
filipe@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
A
dvogado e ex-prefeito de Taquari, Maneco Hassen concorre a deputado estadual pelo PT. Aos 46 anos, apresenta a experiência em dois mandatos no Executivo municipal e na estrutura criada pelo governo federal para apoiar a reconstrução como credenciais para buscar uma vaga na Assembleia Legislativa. Hassen foi entrevistado no programa Frente & Verso, da Rádio A Hora 102.9. A sabatina encerra a série de entrevistas do projeto “Pensar Eleições – Desperta Vale do Taquari”, promovido pelo Grupo A Hora para incentivar candidaturas locais e recuperar a representatividade política da região. Na infraestrutura, o candidato defende o uso direto dos recursos
disponíveis no Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) para antecipar obras nas rodovias estaduais. Entre as prioridades, cita a duplicação da ERS-130, a melhoria dos acessos regionais e a construção da ponte entre Estrela e Cruzeiro do Sul. A prevenção às enchentes completa os principais eixos da candidatura. Hassen propõe manter os programas habitacionais, reconstruir pontes em cotas mais elevadas e prorrogar o Funrigs com critérios que vinculem os recursos à reconstrução e à redução dos riscos climáticos. O plano inclui ainda a ampliação dos cursos técnicos, o apoio à agricultura familiar e incentivos ao turismo. Hassen defende parcerias com o IFSul, a Univates e entidades empresariais para qualificar trabalhadores e estimular a permanência dos jovens na região.
Esse sentimento de unidade regional para resolvermos as pautas em casa é fundamental” MANECO HASSEN (PT)
TRAJETÓRIA Emanuel Hassen de Jesus, o Maneco Hassen, tem 46 anos, é natural de Taquari, advogado e pós-graduado em Desenvolvimento Local. Foi prefeito do município por dois mandatos, após ser eleito em 2012 e reeleito em 2016. Também presidiu a Famurs entre 2020 e 2021. Após as enchentes de 2024, atuou como secretário-executivo da estrutura criada pelo governo federal para apoiar a reconstrução do Rio Grande do Sul. Disputou uma vaga na Assembleia Legislativa em 2022 e volta a concorrer neste ano pelo PT,.
AH – Como pretende trabalhar as concessões e as obras nas rodovias estaduais? Maneco – Esse tema é prioridade absoluta, sobretudo depois das enchentes, quando quase perdemos a ponte da BR-386. Seria um caos. Ficamos isolados entre as partes alta e baixa do Vale, o que trouxe muitas dificuldades. Pela primeira vez, temos dinheiro disponível para as obras. Defendo que os recursos do caixa estadual sejam aplicados de imediato, sem passar por concessão privada. O modelo proposto levaria de dez a 15 anos para entregar obras que o Estado pode fazer em menos tempo. O valor é suficiente para duplicar a ERS-130, construir os acessos regionais e a ponte entre Estrela e Cruzeiro do Sul. Se houver concessão no futuro, que seja apenas para manutenção. AH – O que um deputado pode fazer para enfrentar a falta de mão de obra? Maneco – É necessário investir na qualificação das pessoas. Temos o IFSul em Lajeado, uma escola técnica federal e gratuita que pode ampliar a oferta de cursos conforme as demandas regionais. Também temos a Univates e as entidades empresariais, com as quais podemos firmar convênios para a formação profissional, sobretudo no turismo e na tecnologia. Vou trabalhar para incluir recursos no orçamento do Estado e buscar parcerias com o governo federal para capacitar os trabalhadores do Vale.
AH – Quais são suas propostas para a prevenção das enchentes e a continuidade da reconstrução? Maneco – As ações executadas já trouxeram resultados. Nas cheias recentes, com cotas entre 26 e 27 metros, tivemos de 80% a 90% menos famílias atingidas em Lajeado, Estrela, Arroio do Meio e Encantado por causa da retirada de moradias das margens dos rios. Temos entre 2 mil e 3 mil casas em construção, além dos programas de indenização. Também defendo a prorrogação do Funrigs, mas com critérios mais transparentes. O recurso precisa estar vinculado à reconstrução e à prevenção. O Vale foi a região mais destruída e precisa receber uma parcela maior dos investimentos. AH – Como pretende fortalecer o agronegócio e a agricultura familiar? Maneco – Nossa região tem uma estrutura diferenciada, baseada em pequenas e médias propriedades e em cooperativas de alimentos e energia muito fortes. Esse modelo distribui renda e gera empregos. Precisamos melhorar as estradas para reduzir o custo do transporte, apoiar o cooperativismo e incentivar a sucessão familiar rural. Também é fundamental agregar valor à produção primária dentro da própria região por meio de agroindústrias, frigoríficos e fábricas de ração. AH – Por que o eleitor deve votar em Maneco Hassen e qual será sua primeira ação após a eleição? Maneco – O eleitor me conhece há muitos anos. Fui prefeito de Taquari por oito anos, participei dos debates do Codevat e das rodovias e coordenei ações da estrutura criada pelo governo federal para apoiar a reconstrução. Minhas raízes estão aqui no Vale. Continuarei presente na região, nas redes sociais e nas ruas. Respondo a todos. Antes de existir lives, eu ia para o Facebook e respondia ao vivo todos os questionamentos. Essa transparência sempre vai existir. O trabalho recomeça na segunda-feira após a eleição. A posse ocorre em fevereiro, mas seguiremos trabalhando desde o resultado das urnas para dar andamento às demandas regionais.
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Quinta-feira, 1º de outubro de 2026
VAREJO NACIONAL
Móveis e eletros puxam movimento no comércio LAUTENIR JUNIOR
Vendas do segmento avançam acima do varejo geral e acompanham expansão de lojas e novos investimentos comerciais no Vale do Taquari Lautenir Junior
lautenir@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
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óveis e eletrodomésticos avançam em ritmo superior ao comércio varejista brasileiro em 2026. Até julho, as vendas do segmento acumulam alta de 2,6%, contra 1,8% do varejo em geral. EEm 12 meses, a diferença é ainda maior: móveis e eletrodomésticos acumulam crescimento de 3,9%, enquanto o comércio em geral registra alta de 1,6%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE. O resultado ocorre em um mercado de grande dimensão econômica. A indústria brasileira de móveis faturou R$ 92,1 bilhões em 2025. No setor eletroeletrônico, que inclui os fabricantes de eletrodomésticos, o faturamento chegou a R$ 272 bilhões. No Vale do Taquari, o comércio integra um setor terciário responsável por 51% a 55% da riqueza produzida na região, conforme levantamento da CIC Vale do Taquari. No Vale, o movimento das empresas acompanha o avanço das vendas. Em Lajeado,
Preferência por novas tecnologias e tendências é um dos fatores que mantém aquecido o segmento de móveis e eletrodomésticos.
FERNANDA SINDELAR
CINTIA AGOSTINI
ECONOMISTA
ECONOMISTA
Quando uma família troca um móvel ou um eletrodoméstico, o dinheiro circula entre a loja, fornecedores, transportadores, montadores e demais serviços relacionados à venda.”
Como móveis e eletrodomésticos ocupam uma faixa intermediária de preço, o parcelamento permite que consumidores adquiram produtos que seriam mais difíceis de comprar à vista”.
a Colombo abriu em junho uma nova unidade no bairro Conventos, enquanto a Solar inaugurou uma filial na cidade. A Mobília também reinaugurou a matriz após uma reformulação completa do espaço. Os movimentos ampliam a presença de redes e empresas do segmento no principal polo regional. Em Teutônia, o Atacadão dos Móveis prepara a instalação de uma unidade no Centro Comercial Teutônia ainda este ano. A Becker também transferiu a operação para uma nova estrutura em agosto. O espaço tem o dobro da área anterior.
Necessidade e renovação Para a economista Fernanda Sindelar, o comportamento do consumidor não pode ser explicado por um único fator. “A substituição de produtos que chegam ao fim da vida útil, a formação de novos lares, reformas e a busca por melhorias dentro de casa se combinam na decisão de compra”, explica. No caso dos móveis, ela destaca ainda uma característica própria do Vale do Taquari. As enchentes e outros eventos
climáticos provocam perdas e obrigam famílias a repor itens danificados. Mesmo quando o impacto de uma cheia é menor, permanece a necessidade de substituir produtos que tenham sido atingidos. “Quando uma família troca um móvel ou um eletrodoméstico, o dinheiro circula entre a loja, fornecedores, transportadores, montadores e demais serviços relacionados à venda. A manutenção desse consumo contribui para preservar empregos e movimentar a economia regional”, frisa.
Crédito amplia acesso aos bens A economista Cíntia Agostini acrescenta outro componente à equação: a mudança no perfil dos produtos disponíveis e das formas de compra. “Os eletrodomésticos incorporaram novas tecnologias, oferecem maior eficiência energética e apresentam recursos que estimulam a substituição dos equipamentos antigos”, observa. Nos móveis, a renovação das residências e a formação de novos núcleos familiares também mantêm uma demanda constante. Ao mesmo tempo, o comércio passou a disputar o consumidor com plataformas digitais, que permitem comparar preços e modelos e oferecem uma variedade maior de produtos. O crédito aparece como outro fator relevante. Como móveis e eletrodomésticos ocupam uma faixa intermediária de preço, o parcelamento permite que consumidores adquiram produtos que seriam mais difíceis de comprar à vista. Contudo, tem uma contrapartida. Cíntia ressalta que “a ampliação do crédito também está associada ao aumento do endividamento e da inadimplência das famílias”, o que pode limitar o consumo futuro.
NÚMEROS DO SETOR 3,9%
crescimento do segmento nos últimos 12 meses.
R$ 92,1 bilhões
faturamento da indústria brasileira de móveis em 2025.
R$ 272 bilhões
faturamento do setor eletroeletrônico em 2025.
COM A PALAVRA
Eduardo Gravina Presidente da Acil
O desempenho deste setor, mostra a capacidade dos empresários, de um segmento, de se reinventar diante das dificuldades. Quando o movimento diminui, eles buscam novas formas de vender, ajustam suas ofertas, negociam com fornecedores e investem no atendimento e nas condições de pagamento. Esse esforço ajuda a sustentar as vendas mesmo em um ambiente de consumo mais restrito e com a concorrência digital tão elevada no setor.”
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vinibilhar@grupoahora.net.br
VINI BILHAR
Medical San patrocina 24º Festival do Livro do GA
A
Medical San é patrocinadora do 24º Festival do Livro do Colégio Sinodal Gustavo Adolfo, em Lajeado. A cerimônia de abertura ocorreu na segunda-feira, 28, no Centro de Educação Básica
Gustavo Adolfo. A programação segue até 7 de outubro, nas duas unidades do colégio, Campus São Cristóvão e Unidade de Ensino Médio no Campus Univates, com atividades abertas ao público. O festival reúne ações literárias
e culturais e conta com espaço dedicado da Medical San, com ativações, distribuição de brindes e informações institucionais. Participaram da abertura o presidente e CEO do grupo, Mauro dos Santos Filho, a diretora executiva adjunta, Débora Calheirana dos Santos, além dos sócios-fundadores Ivanir dos Santos e Mauro dos Santos. Durante o evento, Mauro dos Santos Filho destacou a conexão da empresa com o Vale do Taquari, onde mantém parte significativa da operação. Segundo ele, a Medical San atua em 27 estados, possui operações internacionais e cerca de 300 colaboradores diretos na região, além de mais de 5 mil empregos indiretos. Para o diretor do colégio, Edson Wiethölter, o festival consolida 24 anos de incentivo à leitura, à cultura e à formação de novas gerações.
Acil faz encontro preparatório para expositores da Expovale + Construmóbil 2026 A Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) promove, no dia 6 de outubro, um encontro gratuito voltado aos expositores da Expovale + Construmóbil 2026. A atividade inicia às 18h30min, no Salão de Eventos da entidade, com o objetivo de orientar empresas e potencializar os resultados durante a feira. Durante o encontro, a comissão organizadora apresentará pontos do regulamento, horários, regras de abastecimento, montagem dos estandes e funcionamento da coleta seletiva. O momento também
será dedicado ao esclarecimento de dúvidas dos participantes, contribuindo para o alinhamento das operações durante o evento. A programação inclui ainda palestra com o consultor do Sebrae, Alexandre de Melo Abicht, com o tema “Como participar com sucesso”. A abordagem trará orientações práticas sobre organização de estandes, estratégias de relacionamento com o público e técnicas de vendas em feiras e eventos. As presenças devem ser confirmadas até sexta-feira, 2, pelo WhatsApp (51) 3011-6900. DIVULGAÇÃO
Indicadores
Dólar: R$ 5,17 | Ibovespa: 186.340,45
Certel reforça atendimento local e amplia proximidade com associados Com o objetivo de estreitar o relacionamento com seus associados, a Certel mantém uma rede de pontos de atendimento distribuída em sua área de atuação. A iniciativa busca oferecer mais comodidade, evitando deslocamentos longos e fortalecendo a presença da cooperativa nas comunidades. Atualmente, são 16 pontos de atendimento em 15 municípios, com funcionamento diário em
horário comercial. Além disso, outras quatro cidades contam com atendimento presencial em dias específicos, ampliando o alcance dos serviços prestados. Nesses locais, os associados podem acessar diferentes serviços, como emissão de segunda via de faturas, solicitação de ligação ou desligamento de energia, troca de titularidade e encaminhamento de auxílio pecúlio, entre outros atendimentos.
Em Lajeado, os bairros São Cristóvão e Conventos contam com pontos fixos. Também recebem os postos os municípios como Canudos do Vale, Marques de Souza. Forquetinha recebe atendimento às segundas-feiras. O vice-presidente da Certel, Daniel Luis Sechi, destaca que a iniciativa reforça o compromisso com o cooperativismo, garantindo atendimento ágil, acessível e próximo da comunidade.
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Zucco mira infraestrutura e prevenção para ampliar crescimento do Estado FELIPE NEITZKE
Entre as principais pautas de Zucco, está a defesa da utilização do Funrigs para aplicação nas rodovias
Candidato do PL ao governo estadual apresenta trajetória no Exército e no Legislativo e propõe mudanças em infraestrutura, Defesa Civil, investimentos e saúde
federal e também obteve a maior votação no Rio Grande do Sul. Na Câmara, assumiu a liderança da oposição. A trajetória no Legislativo é apresentada como base para a candidatura ao Palácio Piratini.
Aplicação de recursos
Karine Pinheiro
karine@grupoahora.net.br
VALE DO TAQUARI
A
plicação dos recursos do Funrigs, retirada de famílias de áreas de risco e reorganização da infraestrutura estão entre as principais propostas de Luciano Zucco (PL) para o governo do Estado. O candidato defende R$ 1,5 bilhão do fundo para obras rodoviárias, a prorrogação do mecanismo e uma estrutura permanente para a Defesa Civil. Na saúde, propõe fortalecer a atenção primária, regionalizar especialidades e ampliar a telemedicina. Natural de Alegrete, Zucco passou 27 anos no Exército Brasileiro e foi oficial da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman). A entrada na política ocorreu em 2017, após convite do então deputado Jair Bolsonaro para concorrer à Câmara. Até então, não tinha atuação partidária. “Cheguei à conclusão de que a política é uma missão”, afirma. Em 2018, foi eleito deputado estadual com a maior votação do Estado para o cargo. Em 2022, concorreu a deputado
O candidato cita dívida superior a R$ 100 bilhões com a União e déficit próximo de R$ 5 bilhões para elencar prioridades. “O cobertor está curto e o Estado endividado. Garantir a segurança climática é a prioridade número um”, afirma. Ele destaca a retirada de famílias de área de risco e melhorias em prevenção. Zucco também cita a aplicação de R$ 1,5 bilhão do Funrigs em duplicações, terceiras faixas, viadutos e sinalização. O candidato não se opõe às concessões de rodovias, mas defende mudanças no modelo apresentado pelo governo. Entre os pontos citados estão a falta de diálogo com prefeitos, a quantidade de pontos de cobrança por free flow e os valores. “Sou a favor de concessões. Normalmente esses modelos auxiliam o desenvolvimento regional”, pontua. A proposta é executar primeiro as obras com recursos públicos e, depois, discutir uma nova modelagem com a sociedade. A prorrogação do Funrigs também integra o plano. Zucco cita as necessidades de municípios atingidos pelas enchentes e a recuperação de rodovias.
Áreas de risco Na política habitacional e de prevenção, a proposta é retirar famílias de locais classificados como áreas de risco. Zucco cita o Compra Assistida, do governo federal, e o A Casa é Sua – Calamidade, do Estado, como programas que devem receber prioridade. O Funrigs também seria utilizado nessa frente. Para a Defesa Civil, o candidato defende uma estrutura permanente, com sistemas de monitoramento, alertas e testes dos protocolos. “Precisamos profissionalizar, ser capaz de atender as demandas nos sistemas de monitoramento e alerta”, afirma. Segundo Zucco, a prevenção deve seguir uma estratégia conjunta, com protocolos articulados entre as diferentes estruturas públicas.
Investimentos Na agenda econômica, a proposta concentra investimentos em infraestrutura, ferrovias, hidrovias e conectividade. Zucco cita 3,8 mil quilômetros de ferrovias no Estado, dos quais 921 estão ativos, e estima ampliação na utilização de hidrovias. “Precisamos de uma agenda de crescimento do Estado. Tem que ser uma agenda de infraestrutura”, afirma. Na saúde, o projeto reúne demandas de todas as regiões. A proposta prevê maior atenção à rede básica, aumento de repasses para hospitais, regionalização de especialidades e telemedicina. A intenção é reduzir deslocamentos de pacientes. “O foco deve ser na Atenção Primária, na Unidade de Saúde”, afirma.
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16ª EDIÇÃO
Jornada Ambiental debate preparo a desastres e ações de reconstrução Marcado para hoje, evento promovido pela Acil e Parceiros Voluntários reúne especialistas, autoridades da Defesa Civil e empresários para discutir estratégias de adaptação climática e sustentabilidade
DIVULGAÇÃO
MAURICIO LOPES, Sócioproprietário da Lopes Papéis Com o tema “Recomeço”.
CLÓVIS IVAN ALVES, Coordenador Regional da 8ª Coordenadoria Regional de Proteção e Defesa Civil Com o tema “Preparação Regional para resposta a Desastres: o que já foi feito e o que pode ser melhorado”.
eloisasilva@grupoahora.net.br
LAJEADO
O
GUILHERME GARCIA DE OLIVEIRA, Professor Adjunto da UFRGS Com o tema “estratégias de prevenção e redução de riscos a desastres na Bacia Hidrográfica do Rio Taquari-Antas“.
LUÍS MARCELO GONÇALVES MAYA, Coordenador da Proteção e Defesa Civil de Lajeado Com o tema “Plano de Contingência para Inundação – Preparação da Comunidade”.
Eloisa Silva
programa Viva o Taquari-Antas Vivo promove hoje, às 19h, na Acil, a 16ª Jornada Técnica Ambiental. Vinculado às ações da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) e da Parceiros Voluntários, o evento é voltado para gestores públicos, acadêmicos, biólogos e empresários interessados em implementar
PROGRAMAÇÃO
projetos e ações práticas frente aos desafios climáticos da região. A programação deste ano aborda temas cruciais como estratégias de prevenção e redução de riscos, contando com a participação do professor Guilherme Garcia de
Oliveira (UFRGS) e de representantes das defesas civis regional e municipal, além do relato de superação de empresários locais impactados pelas recentes cheias. “As Defesas Civis estão sempre na linha de frente das ações e o
Encontro ocorre na noite desta quinta-feira, na Acil, em Lajeado
professor Garcia trabalha com pesquisas relacionadas a desastres”, destaca a coordenadora da Parceiros Voluntários, Gilmara Scapini. A jornada se consolidou como
um ambiente propício para o surgimento de novas oportunidades econômicas e tecnológicas ao setor empresarial. Historicamente, debates promovidos nas edições anteriores resultaram em parcerias inéditas e na implementação de soluções sustentáveis diretamente na rotina das empresas da região.
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Busca por donos de imóveis nas zonas de arraste termina terça-feira Cidadãos que possuem casas listadas em edital do município devem comparecer para atendimento na Secretaria de Segurança Pública LAJEADO
Termina na próxima terça-feira, 6, o prazo para cadastramento de proprietários, sucessores e demais pessoas que possuam ou aleguem titularidade em imóveis localizados em zonas de arraste e áreas lindeiras de Lajeado. Por meio da Defesa Civil local, o município publicou o edital de
Chamamento Público para identificação destas pessoas. A ação integra as diretrizes do Plano Integrado de Requalificação Urbanística do Vale do Taquari, instituído por decreto estadual que tem como objetivo promover a desocupação permanente, limpeza e requalificação ambiental de áreas de arraste próximas ao leito do Rio Taquari. Os cidadãos que possuem imóveis listados no edital devem comparecer para atendimento na Secretaria de Segurança Pública, localizada na rua Júlio de Castilhos, nº 434. O chamamento é direcionado principalmente às pessoas vinculadas aos imóveis listados no edital, cujos titulares
ainda não foram localizados ou identificados pela administração municipal.
Quem deve procurar a prefeitura? Devem comparecer: – Proprietários de imóveis relacionados no edital; – Sucessores de proprietários; – Inventariantes; – Representantes legais; – Demais pessoas que aleguem possuir direitos sobre imóveis localizados nas Zonas de Arraste ou em áreas lindeiras.
Onde estão essas áreas? Os imóveis estão localizados nas áreas de arraste delimitadas pelo programa do governo do Estado em Lajeado. O edital apresenta a relação dos imóveis e seus respectivos endereços, incluindo áreas dos bairros Morro 25, Conservas, Hidráulica, Carneiros e Universitário.
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DIVULGAÇÃO
CICLISMO
COLÉGIO TEUTÔNIA RECEBE MAIS DE 400 ATLETAS NA 60ª ONASE Olimpíada Nacional da Rede Sinodal de Educação ocorre até sábado, com disputas de atletismo e xadrez
M
ais de 400 atletas, representando mais de 20 escolas da Rede Sinodal de Educação do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, estarão reunidos no Colégio Teutônia de hoje até sábado para a 60ª Olimpíada Nacional da Rede Sinodal de Educação (Onase). Nesta edição, as disputas serão realizadas nas modalidades de atletismo e xadrez, reunindo estudantes entre 14 e 18 anos, além de professores e treinadores que acompanham as delegações. Considerada o maior evento esportivo da Rede Sinodal, a Onase é realizada anualmente em uma das instituições integrantes da Rede e tem como objetivos fomentar a prática esportiva, promover a integração e forta-
lecer o espírito de cooperação e o sentimento de pertencimento entre os estudantes. As modalidades são alternadas entre as edições, intercalando atletismo e xadrez com esportes coletivos, como vôlei e basquete. A tradição teve início em 1954, quando a competição era denominada Olimpíada das Escolas Evangélicas e teve como primeira sede o Colégio Sinodal de São Leopoldo. Esta será a terceira vez que o Colégio Teutônia sedia a Onase. A instituição recebeu a 42ª edição, de atletismo e xadrez, em 2006, quando conquistou o 3º lugar geral. Em 2018, sediou a 54ª edição, também com as duas modalidades, edição em que o CT terminou como vicecampeão geral. A instituição também possui um título geral na história da competição. Em 2012, o Colégio Teutônia foi campeão da 48ª Onase, realizada no Colégio Evangélico Alberto Torres, em Lajeado. Para o professor e treinador da Equipe de Atletismo, Laudenor Brune, sediar novamente a com-
Em 2018, CT sediou a 54ª Onase, também com as modalidades de atletismo e xadrez, edição em que terminou
petição representa um momento especial para a comunidade escolar. “A Onase proporciona aos participantes dias de aprendizado, superação e trabalho em equipe, evidenciando o compromisso das instituições da Rede com a formação integral dos estudantes, que vai além do desempenho acadêmico, valorizando também o desenvolvimento físico, emocional e social”, destaca.
CONVIVÊNCIA E PERTENCIMENTO Durante os três dias, os participantes terão uma programação que vai além das disputas esportivas. A tradicional cerimônia de abertura contará com o desfile
das delegações e o acendimento da Tocha Olímpica, símbolo da união, da amizade e do respeito que integram os princípios da competição. Outro aspecto tradicional dos eventos da Rede Sinodal é a hospedagem dos estudantes em casas de famílias da comunidade escolar. Para o professor e coordenador das atividades extraclasse do Colégio Teutônia, Harry Baukat, a participação das famílias é fundamental para a realização do evento. “Agradecemos imensamente a cada família que se disponibilizou a acolher nossos jovens atletas. A participação e a generosidade de vocês fazem toda a diferença e mostram, mais uma vez, a força da nossa comunidade escolar”, afirma.
A diretora do Colégio Teutônia, Fabiane Dentee Wommer, também destaca o caráter educativo da competição. “Acreditamos no poder transformador do esporte, que não apenas promove a saúde e o bem-estar, mas também ensina valores como disciplina, trabalho em equipe e respeito. É uma experiência enriquecedora para todos os participantes”, ressalta.
PROGRAMAÇÃO A recepção das delegações ocorre hoje, das 15h às 17h. Na sequência, será realizado o congresso técnico, das 17h às 18h. A cerimônia de abertura está prevista para as 19h30min. Aa competições seguem até sábado, 3, quando ocorre o encerramento.
EQUIPE DO VALE SE DESTACA EM COMPETIÇÕES NACIONAIS DIVULGAÇÃO
A Associação Teutônia Ciclismo teve atletas em destaque em duas importantes competições nacionais. Representantes da equipe de Teutônia subiram ao pódio nos Jogos Escolares Brasileiros, em Brasília, e no Campeonato Brasileiro de Ciclismo de Estrada, reforçando a presença do ciclismo gaúcho em provas de alcance nacional. Nos Jebs, o atleta Lucas Luersen representou a ATC, o Colégio Teutônia e o Rio Grande do Sul nas provas de Sprint e Resistência. Entre os principais atletas escolares do país, conquistou o segundo lugar na prova de Resistência e o terceiro no Sprint. Os resultados são fruto de uma rotina de treinamentos e preparação que permitiu ao ciclista competir em alto nível na principal competição escolar do país.
Para a ATC, as conquistas também representam o trabalho desenvolvido pela equipe na formação e no desenvolvimento de novos atletas.
DESTAQUES No Campeonato Brasileiro de Ciclismo de Estrada, a ATC também teve resultados expressivos com Rodrigo Oliveira e Vera Oliveira. Na categoria Master B2, Rodrigo terminou na 11ª colocação e foi o melhor gaúcho da categoria. Vera, por sua vez, garantiu duas medalhas de bronze: uma na prova de Contrarrelógio Individual e outra na prova de resistência. Os resultados ampliam a presença da equipe teutoniense em competições de nível nacional e refletem o trabalho desenvolvido pelos atletas ao longo da temporada.
Nos Jebs, atleta Lucas Luersen representou a ATC, o Colégio Teutônia e o RS nas provas de Sprint e Resistência
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por Luciane Ferreira
Escola desenvolvia relógio de chás Com o objetivo de incentivar o uso de plantas medicinais, a Escola Municipal Henrique Emilio Griebler, de Forquetinha, desenvolveu o relógio de chás. O canteiro contava com 24 espécies que poderiam ser utilizadas ao longo do dia para aliviar sintomas como dor de cabeça e mal-estar. Cada planta ficava no horário mais adequado para consumi-la. O trabalho contou com apoio da Emater, dos professores e dos alunos.
Chazinho na hora certa para passar mal-estar
Rainha da terceira Idade Mais de 800 pessoas participaram da escolha da Rainha da Terceira Idade, promovida pelo projeto Conviver, de Lajeado. O salão do Clube Sete de Setembro lotou durante o evento. A eleita foi Terezinha Ulsenheimer, de 72 anos. Ela passaria a representar Lajeado em eventos por todo o estado. Terezinha Ulsenheimer (C), representaria Lajeado em eventos pelo estado
Hoje é - Dia da Pessoa Idosa - Dia Internacional da Música - Dia Mundial do Vegetarianismo - Dia Nacional do Vereador - Dia do Vendedor e do Representante Comercial Santo do dia: Santa Teresinha do Menino Jesus
Estudantes pintavam painel da prefeitura Numa iniciativa da professora de Desenho Maria Olemira Parisotto, estudantes do Castelinho pintaram o painel da prefeitura. A pintura da base ficou a cargo da administração de Lajeado. Já os materiais usados
pelos estudantes foram doados por comerciantes locais. Alunos e professora trabalharam no chamado painel da criatividade
Mario Quintana da feira do livro em Encantado Promovida pela Escola Estadual de 2º Grau, a 1ª Feira Regional do Livro (Ferel) contaria com a presença de, pelo menos, dois importantes escritores: Mario Quintana e Maria Dinorá da Luz de Prado. A programação previa sessões de autógrafos, lançamentos de livros e outras atividades culturais.
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FILIPE FALEIRO Jornalista colunafaleiro@grupoahora.net.br
ARTIGO
Uma nova temporada da série chamada bets
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assino, bingo, jogo do bicho. Tudo proibido. Em 2018, o governo Michel Temer abriu as portas para as apostas digitais. Um contrassenso sem tamanho. Se jogar dentro de um estabelecimento era tratado como risco, por que levar a roleta para o bolso de cada brasileiro? O estrago cabe nos números. Cerca de 28 milhões de pessoas com 14 anos ou mais apostaram em um ano. Dessas, 10,9 milhões apresentaram comportamento
de risco e 1,4 milhão chegou aos critérios graves do transtorno. A CNC estima que as bets retiraram R$ 143,8 bilhões do varejo entre janeiro de 2023 e março de 2026. Passaram os quatro anos do presidente Jair Bolsonaro e a jogatina continuou sem regulamentação e sem freio. O governo Lula chegou e regulou o setor. Cobrou R$ 30 milhões por autorização, criou impostos e transformou o vício em receita pública. Agora, de sopetão, está tudo proibido. Para início de conversa,
repito: jamais deveria ter sido permitido. Ponto, nova linha. E aí abre pano para diferentes interpretações. É ou não interesse eleitoral? Vai ou não voltar a ser permitido quando a Medida Provisória caducar (daqui quatro meses)? Existe caminho jurídico para compensação das empresas? E das pessoas que criaram vício (a chamada ludopatia)? Tem como responsabilizar as bets? Gostaria que fosse o fim. Desconfio do contrário. Começa agora uma nova temporada dessa história.
Ápice da democracia O que esperar do primeiro turno? De bate-pronto, digo: em 41 anos de redemocratização, esta eleição mede também a confiança da população no modelo de escolha e nas instituições. Em xeque está o Supremo Tribunal Federal. A liturgia se rompeu em disputas internas, decisões contraditórias e suspeitas que atingem a imagem dos guardiões da Constituição. Ainda assim, isso não retira a segurança do voto no domingo. A Justiça Eleitoral não começa e nem termina em Brasília. Está nos juízes e promotores próximos da comunidade, nos servidores dos cartórios, na fiscalização da
OAB e no trabalho dos mesários. Em duas décadas de cobertura jornalística nos vales do Rio Pardo e Taquari, não vi os magistrados eleitorais dos municípios curvados ao jogo político nacional. Antes da votação, cada urna emite a zerésima. Depois, produz o boletim com o resultado da seção. Testes de integridade, fiscalização partidária e registros públicos acompanham o processo. O Supremo ocupa o topo simbólico. A eleição acontece na base dos estados e das cidades, dentro de escolas, ginásios e salões comunitários. É ali que a democracia alcança seu ápice. Sem esperar salvadores de Brasília, o
FILIPE FALEIRO
Mestre em Psicologia – UFRGS
Ponto de inflexão
H
á um certo conceito muito interessante, cujo significado chama muita a atenção, justamente por ser compreendido a partir de vários pontos de vista. Chama-se “Ponto de Inflexão”, uma ideia oriunda do campo da matemática, mais precisamente no cálculo diferencial. Significa um ponto sobre uma curva, cuja curvatura troca de sinal, e a concavidade para cima muda para baixo. Ao mesmo tempo, essa concepção tem sentido na música, na qual a inflexão consiste na mudança de tom na voz e no canto. Ambas trazem algo em comum: um ponto estratégico como marco de uma mudança. Mas será que podemos ampliar esse conceito para o existencial aspecto de nossa vida? Todos nós temos um ponto de inflexão na vida, que são aquelas chamadas decisões especiais, capazes de mudar o rumo do roteiro até então traçado num momento de transformação. Tal aspecto conceitual é ilustrativo, porém, muitas vezes, visto como um ponto crítico, já que provoca uma desacomodação nem sempre bem-vinda e esperada. Em algum momento do nosso ciclo vital, somos surpreendidos pela necessidade de mudança nos rumos dos acontecimentos, sendo impelidos a uma nova maneira de ver e conceber as coisas. Uma quebra de paradigmas, pronta para nos catapultar para um novo estado de consciência. E o momento mais difícil sempre é o momento de mudar, porque representa o desconhecido, o que gera medo e falta de controle. O momento de decidir tem seu lado evolutivo, no sentido de nos proporcionar o pensamento sobre nossas escolhas, sem, simplesmente, seguirmos o fluxo das situações à deriva e inconscientes. Talvez seja bem mais do que Ortega y Gasset, maior filósofo espanhol do século XX, tenha dito: “Eu sou eu e minha circunstância”. Bem mais que isso, porque somos a energia e a força empregadas sobre as circunstâncias, a ponto de modificá-las para sempre. Não somos determinados, mas seres que precisam da mudança como parte integrante e permanente do crescimento em todas as suas dimensões, sejam elas físicas, energéticas, emocionais, sejam mentais e espirituais. Assim, o Ponto de Inflexão é o momento decisivo no qual decidimos viver, e não apenas existir, porque, a partir dele, exercemos a responsabilidade sobre a própria vida, de uma maneira consciente, e não como um mecanismo automático. Escrevemos nossa história, seja ela como for, com a coragem de saber que viver é inflexionar o habitual.
O ponto de inflexão é o momento decisivo no qual decidimos viver, e não apenas existir.”
país terá uma eleição soberana pelo trabalho de quem sustenta as instituições nos andares mais baixos da pirâmide da República.
Lembranças e recomeços FILIPE FALEIRO
CAROLINE LIMA SILVA
A 16ª Jornada Técnica Ambiental ocorre hoje, na Acil, a partir das 18h30min. A programação é muito relevante. Vai tratar sobre estratégias para reduzir riscos de desastres, preparo regional, planos de contingência. Um dos destaques para mim, é a história que será apresentada por Maurício Lopes. Estive diversas vezes na Papéis Lopes, na rua Bento Rosa. Naquele trecho também funcionavam Lajeadense Vidros e STW. Grandes indústrias ficaram destruídas pelas inundações. A imagem selecionada neste espaço fiz poucos dias depois da inundação de 2024. Depois, acompanhei as dificuldades da empresa para reorganizar a produção. Por isso, a fala de Maurício merece atenção. Recomeçar é mais do que retirar o barro e ligar as máquinas. Significa preservar empregos, recuperar clientes, buscar crédito e reconstruir a confiança.
Quinta-feira, 1º de outubro de 2026 Fechamento da edição: 18h
MÍN: 13º | MÁX: 22º
O tempo fica firme no Vale devido a aproximação de uma massa de ar mais seco e frio sobre o Estado.
FOTOS MATHEUS GIOVANELLA LASTE
REGIÃO ALTA |
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Nova Bréscia conclui asfalto até a divisa com Capitão Segunda parte da obra de R$ 5,2 milhões liga a Linha Estefânia ao limite entre os municípios; falta apenas a sinalização, prevista para outubro Matheus Giovanella Laste matheuslaste@grupoahora.net.br
REGIÃO ALTA
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pavimentação asfáltica entre a Linha Estefânia e a divisa de Nova Bréscia com Capitão foi concluída e a via já está liberada ao tráfego. Faltam apenas a pintura das faixas e a implantação da sinalização, etapa que será finalizada ainda em outubro. A obra, executada pela empresa Giovanella, recebeu investimento de R$ 5,2 milhões do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). A entrega oficial da via aos usuários deve ocorrer entre
outubro e novembro, segundo o prefeito de Nova Bréscia, Angelo Barbieri. Ele avalia que a execução foi rápida: as obras começaram em junho e, no fim de setembro, o asfalto já estava aplicado. O projeto foi dividido em duas etapas. A primeira asfaltou cerca de três quilômetros na própria Linha Estefânia. A segunda, iniciada em junho, seguiu da comunidade até o limite com o município vizinho, cerca de seis quilômetros. Para o prefeito, a obra é estratégica pela ligação que forma. “Essa é uma obra fundamental, pois vai ligar Nova Bréscia até o trevo de Arroio do Meio, todo asfaltado. Ela também cria uma rota de acesso à cidade de Encantado, passando pelo Cristo Protetor”, afirma. O asfalto também vai melhorar a mobilidade e a segurança dos usuários e contribuir para o escoamento da produção local. Barbieri destaca ainda o benefício para a Linha Estefânia. “Era um desejo antigo da comunidade e dos dois municípios. Ali temos um povo muito trabalhador que
Prefeito Angelo Barbieri na divisa com Capitão, a partir dali ainda falta a pavimentação de dois quilômetros para a ligação estar totalmente asfaltada
sempre contribuiu muito para Nova Bréscia e que agora pode desfrutar desse desenvolvimento”, salienta.
Trecho de chão em Capitão Do outro lado da divisa, a estrada ainda é de chão. Restam cerca de dois quilômetros em território de Capitão sem pavimentação. Com esse trecho asfaltado, todo o percurso entre Nova Bréscia e Arroio do Meio ficará pavimentado, o que, conforme o prefeito da Terra dos Churrasqueiros, encurtaria em cerca de 30 minutos o tempo de viagem até o município. “Tenho certeza de que o prefeito Maninho (Márcio André da Costa, MDB), de Capitão, também tem como prioridade asfaltar esse trecho restante, traz um grande benefício logístico para os dois municípios”, diz Barbieri. O prefeito também cita outras frentes viárias do município. Nos primeiros quatro anos de gestão, foi asfaltado o acesso a Coqueiro
Obra iniciou por Linha Estefânia e pavimentou seis quilômetros nos últimos três meses ANGELO BARBIERI
Baixo, e já foram concluídos trechos em direção a Linha Caçador e à Linha Tigrinho. Está em andamento obras na ERS-425, que liga Encantado a Nova Bréscia e Coqueiro Baixo, essa com foco na reforma do asfalto existente, e também há um projeto para a Linha Pinheiros. Segundo ele, com isso todas as ligações com os municípios vizinhos ficarão asfaltadas. “O nosso foco passa a ser o asfaltamento de estradas no interior. Isso gera economia com manutenção de patrolas, otimiza tempo e recursos financeiros, além de trazer conforto as comunidades e impulsionar o desenvolvimento local”, afirma o prefeito.
PREFEITO DE NOVA BRÉSCIA
Essa é uma obra fundamental, pois vai ligar Nova Bréscia até o trevo de Arroio do Meio, todo asfaltado. Ela também cria uma rota de acesso à cidade de Encantado, passando pelo Cristo Protetor.”
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Corrente do bem pelo turismo
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companhei com atenção o programa Negócios em Pauta, da Rádio A Hora, apresentado pelo colega Henrique Pedersini, no último sábado, no estúdio em Encantado. Deivis Fachi, Vanessa Goldoni, Fernanda Dalmoro e Niceia Cazara esmiuçaram o atual cenário do turismo de Encantado, que também reflete a realidade regional. Embora os desafios mais evidentes, como evitar a fuga dos turistas a qualquer previsão de chuva mais forte, ficou claro
no bate-papo que o trabalho em parceria entre os empreendimentos é fundamental para consolidar a cidade e a região como destino turístico de fato. Ninguém precisa crescer sozinho. Esse parece ser o entendimento comum entre os quatro empresários. E, nesse contexto, ganha força uma prática que faz diferença, um empreendimento indica o outro. Restaurantes apresentam pousadas, hotéis sugerem passeios, atrativos divulgam restaurantes e, juntos, procuram estimular o visitante a permanecer
Polarização até no elevador diogofedrizzi@grupoahora.net.br
DIOGO FEDRIZZI
por mais tempo na região. Essa rede de indicações também se estende a agências, guias e receptivos de outras cidades, que passam a apresentar aos turistas as opções de Encantado. No Cristo Protetor, por exemplo, materiais de divulgação de outros municípios do Vale ficam disponíveis aos visitantes. Com isso, podem aproveitar e conhecer vários destinos na mesma viagem. É uma espécie de corrente do bem do turismo. Quando um empreendimento ajuda a divulgar o vizinho, todos ganham.
Novos atrativos no Cristo Protetor
Cautela com o colete laranja
O Complexo do Cristo Protetor, em Encantado, prepara novos atrativos e investimentos para expandir a experiência dos visitantes. Entre as novidades está a criação de um memorial abaixo da escadaria e um miniauditório multimídia, ambientes voltados a resgatar a história de construção do monumento e abrigar eventos. A intervenção mais aguardada é a instalação de uma passarela nas costas da estátua, projetada para que os turistas possam caminhar e tocar no “manto” do Cristo Protetor. A dívida do financiamento contratado pela Associação Amigos de Cristo está em R$ 11,5 milhões. O resultado do complexo no primeiro semestre deste ano foi de R$ 2,6 milhões e parte do valor é usada no abatimento da dívida.
O colete laranja que identifica a Defesa Civil tornouse uma marca dos nossos agentes públicos desde as históricas enchentes. Virou símbolo de alerta, tensão. Nesse contexto, o prefeito de Encantado, Jonas Calvi (PSD), pretende ser mais cauteloso ao aparecer com o uniforme nos vídeos informativos divulgados nos canais digitais da prefeitura, ou até mesmo quando circula pela cidade e interior. A avaliação é de que a imagem em qualquer episódio de chuva ou elevação do nível do rio, pode transmitir uma sensação de gravidade maior do que a situação de fato exige. Prudente decisão!
A polarização política está tão enraizada no eleitor brasileiro que até o elevador de um supermercado de Encantado vira motivo de brincadeiras. É que os clientes que passam por lá são obrigados a “Fazer o L” para sair do estacionamento e acessar o estabelecimento. No contraponto, já houve quem solicitasse ao proprietário que acrescentasse um número 2 na tecla do segundo andar para garantir o equilíbrio. E, com certeza, tem aqueles que preferem a escada para fugir das polêmicas.
Eu pergunto Quantos candidatos do Vale do Taquari serão eleitos deputados no domingo?
Inteligência artificial nas escolas Encantado estuda a implantação de sistemas de inteligência artificial nas escolas. A proposta prevê uma chamada pública, ou seja, um processo para apresentar os desafios da rede municipal e convidar empresas, universidades e outras organizações a oferecer soluções de IA que possam ser testadas nas escolas. Entre as possibilidades estão os chamados “copilotos”. São ferramentas de IA que funcionam como assistentes dos professores, que ajudam, por exemplo, no planejamento de aulas, na criação de atividades e na adaptação de materiais para diferentes necessidades dos alunos. A palavra final continua sendo do professor. A iniciativa também prevê o uso de dados para apoiar intervenções pedagógicas e ferramentas para reduzir tarefas burocráticas. O projeto deverá contar ainda com proteção de dados, auditoria, supervisão humana e formação de professores, gestores, alunos e famílias. Também estão previstos livros sobre inteligência artificial na educação infantil e no ensino fundamental, envolvendo toda a comunidade escolar. A ideia é utilizar a tecnologia para ampliar a capacidade dos profissionais da educação e devolver tempo para o trabalho pedagógico.
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Quinta-feira, 1º de outubro de 2026 DIVULGAÇÃO
ROTA ALTERNATIVA
Guaporé busca apoio da EGR para manutenção de estrada usada como desvio por Anta Gorda Aumento de caminhões após bloqueio da ERS-129 exige manutenção frequente da via entre os dois municípios REGIÃO ALTA
Moradores realizaram uma manifestação no local, estrutura sofreu danos nas cheias e é motivo de cobranças constantes da comunidade
DRENAGEM URBANA
Moradores de Encantado contestam obra do Daer e pedem ponte nova Comunidade do Jacarezinho protestou após a chegada de módulos ao Argoleta e aponta que os pilares retêm troncos; vice-prefeito apoia passagem livre
ENCANTADO
A
chegada de materiais para uma intervenção na passagem sobre o arroio Argoleta provocou protesto de moradores do Jacarezinho ontem, 30. Um caminhão do Daer entregou, pela manhã, módulos de tubulação que seriam utilizados na ampliação da estrutura existente, com a instalação de mais um duto. A proposta, porém, é questionada pela comunidade. Os moradores entendem que o problema não está na capacidade de vazão do arroio, mas na própria configuração da passagem, que possui divisões e pilares no centro. Segundo eles, essas estruturas acabam retendo troncos, galhos e outros detritos levados pela água durante enxurradas. Parte desse material é carregada das áreas mais altas, especial-
mente da Linha Anitta. Quando os resíduos ficam presos na passagem, o escoamento é prejudicado e a água pode represar, avançando em direção aos imóveis próximos. Durante a manifestação, um dos moradores afirmou que a instalação de um novo duto não resolveria a situação. “O nosso problema são essas repartições no meio da ponte, que trancam o material, árvore, enfim. A gente vem da Linha Anitta, tem muita árvore e tranca. Aumentando mais um vão, não vai resolver absolutamente nada. Só vai trancar mais material ainda”, relatou. A comunidade defende que, em vez de ampliar a estrutura atual, seja construída uma nova ponte ou pontilhão com vão livre, sem pilares no meio. Para os moradores, a solução permitiria maior passagem da água e reduziria a possibilidade de bloqueios durante chuvas fortes.
Apoio do Executivo à comunidade O vice-prefeito Baixinho Orsolin acompanhou o protesto e declarou apoio à reivindicação. Conforme ele, o governo municipal precisou retirar, nesta semana, uma quantidade significativa de madeira que havia se acumulado junto à estrutura e comprometido o escoamento. “O que o pessoal está reivindicando é a coisa mais justa
AGOSTINHO ORSOLIN VICE-PREFEITO
Aqui o certo é fazer um pontilhão com passagem livre, sem uma estrutura no centro dela para ficar trancando a possível sujeira que possa passar por aqui numa enxurrada.” possível”, afirmou. Em seguida, defendeu a substituição da passagem atual por uma estrutura sem obstáculos centrais. “Aqui o certo é fazer um pontilhão com passagem livre, sem uma estrutura no centro dela para ficar trancando a possível sujeira que possa passar por aqui numa enxurrada”, declarou. Com os módulos já entregues no local, os moradores querem que a intervenção seja reavaliada antes do início da execução. A reivindicação é por uma solução que considere o acúmulo de materiais carregados pelas enxurradas e reduza o risco de novas obstruções e alagamentos na região.
O prefeito de Guaporé, Odair Rossetto, e o prefeito de Anta Gorda, Francisco David Frighetto, estiveram na terça-feira, 29, na sede da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), em Porto Alegre, para tratar das condições de trafegabilidade da estrada vicinal que liga os dois municípios. A reunião ocorreu em razão do aumento no fluxo de veículos pesados pelo trecho, que passou a ser utilizado como rota alternativa após o bloqueio da ponte da ERS-129, no quilômetro 82. A estrada é de chão batido e, segundo o governo de Guaporé, o movimento intensificado de caminhões tem exigido intervenções frequentes para garantir as condições de circulação. Durante o encontro com o diretor-presidente da EGR, Luís Fernando Pereira Vanacôr, Rossetto solicitou apoio para a preservação da via. “Fizemos o pedido de auxílio com horas-máquina para a manutenção constante da estrada entre Guaporé e Anta Gorda, principalmente em razão do
aumento no fluxo de caminhões provocado pela interrupção da ponte. Hoje, nossas máquinas precisam atuar diariamente no trecho, o que acaba comprometendo outros serviços necessários no município”, afirmou. Segundo o prefeito, a intenção é estabelecer uma parceria para ampliar a capacidade de manutenção da estrada enquanto a estrutura da ERS-129 permanece em restauro. Ele classificou a medida como uma solução paliativa para preservar a trafegabilidade do trajeto. Anta Gorda também apresentou demandas à EGR. O município encaminhou ofício solicitando a manutenção da estrada e melhorias na pavimentação asfáltica na área urbana, onde também ocorre o deslocamento dos veículos pesados que utilizam a rota alternativa. Além dos prefeitos, participaram da audiência o presidente da Câmara da Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari (CICVT), Ângelo César Fontana, e o responsável pela assessoria jurídica da prefeitura de Anta Gorda, Gustavo Mezzomo. DIVULGAÇÃO
Encontro ocorreu na sede da EGR em Porto Alegre e reuniu os prefeitos, o presidente da CIC-VT, Ângelo César Fontana e o advogado Gustavo Mezzomo
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ponte que dava acesso à ERS-433 foi interditada após danos na estrutura. Foi necessário sua demolição e uma nova estrutura está em construção. O gestor acredita que ela será liberada em mais alguns meses. Com isso, segundo ele, não será mais preciso ficar preocupado, a cada chuva, para saber se a estiva dará passagem.
Quase quatro meses após o início dos trabalhos, a rodovia segue aberta, mas as obras provocam dificuldades de deslocamento e exigem manutenção de acessos alternativos
Asfalto com Coqueiro Baixo
Matheus Giovanella Laste mateuslaste@grupoahora.net.br
RELVADO
A
recuperação da ERS433, principal rota de acesso a Relvado, segue em andamento quase quatro meses depois da assinatura da ordem de serviço, mas o município ainda não tem uma estimativa de conclusão. O prefeito Carlos Luiz Fraporti avalia que a obra transcorre ‘dentro da normalidade’. O secretário de Obras, Onei Giacomolli, confirma que o governo não recebeu nenhuma previsão de término, mas trabalha para minimizar os transtornos e agilizar o andamento dos trabalhos. A ordem de serviço foi assinada em junho, no Palácio Piratini, em Porto Alegre, com a presença do governador Eduardo Leite e de lideranças regionais. A obra é executada pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) no trecho de 16,6 quilômetros entre Relvado e Encantado, danificado pelas enchentes de 2024. O projeto prevê requalificação e reabilitação funcional do pavimento, melhorias na drenagem e na sinalização e a construção de 22 estruturas de contenção, com investimento previsto de R$ 77,64 milhões. O prefeito acredita que a obra esteja dentro do cronograma. “As equipes trabalham em várias frentes de drenagem e de contenções. O principal obstáculo ainda é o clima”, conta.
Máquinas precisaram construir acessos para manter o trafego de veículos em meio aos trabalhos
RODOVIA ESTADUAL
Recuperação da ERS-433 avança e mantém tráfego sem bloqueios em Relvado dos trabalhos, mas a obra causa dificuldades de deslocamento. Ele afirma que o município administra os impactos recuperando os acessos às estivas, que são duas e conectam Relvado a Encantado e
a Doutor Ricardo, além do acesso alternativo por meio de Coqueiro Baixo e Nova Bréscia. “Temos problema com o tempo, que ajuda a atrasar a obra, por isso auxiliamos como podemos
na manutenção. Esta é uma obra de essencial importância para o nosso município, por ser a rota principal, onde tudo acontece”, relata o prefeito. Na enchente de maio de 2024, a
Em paralelo, avança a pavimentação de cerca de 7 quilômetros entre Relvado e Coqueiro Baixo, cuja ordem de serviço foi assinada em 12 de maio. Com a ponte de acesso à ERS-433 interditada na enchente de 2024, esse trajeto foi a única ligação para chegar a Relvado naquele período. O contrato com a MATT Construtora Ltda., vencedora da licitação, prevê até 12 meses para a conclusão e investimento de cerca de R$ 15 milhões: R$ 8,6 milhões de convênio com a secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedur/RS) e o restante financiado por meio do contrato Finisa, firmado com a Caixa Econômica Federal. Segundo Giacomolli, a obra segue “dentro do cronograma, mas é difícil prever se a conclusão pode atrasar, porque tem chovido bastante. Nenhuma parte do trecho conta com pavimento pronto. O secretário informou que há 1,3 mil metros com rachão e travamento (rachão é uma pedra britada de grande porte usada na fundação de pavimentos, e o travamento é o preenchimento dos espaços vazios entre essas pedras com materiais menores para firmar a camada). FOTOS MATHEUS GIOVANELLA LASTE
Trânsito sem bloqueios, com dificuldades Segundo Fraporti, não houve bloqueio da rodovia desde o início
Obra prevê a construção de 22 estruturas de contenção, com investimento de mais de R$ 77 milhões
Projeto prevê requalificação e reabilitação funcional do pavimento nos mais de 16 quilômetros que conectam os municípios
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NOVO OLHAR
Turismo de Encantado quer mudar imagem do Vale após as enchentes FOTOS DIVULGAÇÃO
Empreendedores apontam que notícias sobre o clima ainda afetam o fluxo de visitantes e defendem comunicação capaz de mostrar que a região está pronta para receber turistas
Atrativos que se conectam Cristo Protetor Entre os novos projetos previstos no complexo estão um memorial, um miniauditório e uma passarela na parte posterior do monumento que possibilitará ao visitante tocar o manto de Cristo. A operação conta com 10 colaboradores fixos durante a semana e escala até 70 trabalhadores intermitentes nos finais de semana. Gariba Cabanas São duas cabanas em uma área de 7,5 hectares, com foco em hospedagem para casais e experiências personalizadas, como fogueira, piqueniques, massagens e música ao vivo.
Diogo Daroit Fedrizzi diogo@grupoahora.net.br
Casa Le Chiavi O restaurante tem capacidade para atender até 60 pessoas por turno e trabalha com uma proposta de cozinha local, com massas, risotos e carnes. O empreendimento integra uma propriedade familiar de 50 hectares, que também reúne o Olivas da Lagoa e o Refúgio Galli.
REGIÃO ALTA
O
turismo de Encantado enfrenta um desafio de reconstruir a imagem do Vale do Taquari perante quem está fora da região. Mesmo com empreendimentos em funcionamento, novos investimentos e um fluxo que reage positivamente aos períodos de tempo firme, os efeitos das enchentes ainda aparecem na decisão de quem pretende viajar. O assunto foi pauta do programa Negócios em Pauta, da Rádio A Hora. No Complexo Cristo Protetor, a oscilação é perceptível. Segundo a gestora Vanessa Goldoni, o movimento, que chegava a 20 mil ou 25 mil visitantes mensais, caiu para 11 mil em julho e ficou entre 12 mil e 13 mil em agosto. Em contrapartida, o feriadão de 7 de setembro levou 7 mil pessoas ao complexo em apenas três dias de céu ensolarado. Para Vanessa, o problema está também na maneira como o cenário climático é percebido por quem acompanha as notícias à distância. “O nível do rio sobe ou baixa, não importa se é 15 ou 17 metros, mas isso é muito divulgado e assusta quem vem de fora. Cria uma insegurança nas pessoas”, constata.
FERNANDA DALMORO, PROPRIETÁRIA DA GARIBA CABANAS
Eu busco mostrar diariamente nas redes sociais que os dias chuvosos também são belos para descansar nas nossas cabanas.”
A empresária Fernanda Dalmoro percebe a mesma mudança no comportamento dos turistas na Gariba Cabanas. Antes, os hóspedes costumavam reservar com meses de antecedência. Agora, a previsão do tempo passou a pesar mais na decisão e as reservas são feitas, muitas vezes, na última hora. “Eu busco mostrar diariamente nas redes sociais que os dias chuvosos também são belos para descansar nas nossas cabanas”, comenta.
É preciso virar a página Na avaliação de Deivis Fachi, sócio-proprietário da Casa Le Chiavi, o setor turístico precisa reforçar que a região está operacional e preparada para receber. Ele cita o conjunto formado pelo Cristo Protetor, Gariba Cabanas, Boulevard Encantado e demais atrações da Linha Garibaldi, no interior de Encantado. “As enchentes vieram, ponto, é página virada. Nós estamos 100% prontos para receber o cliente como estávamos antes”, garante. Fachi também chama atenção para uma característica pouco explorada na comunicação turística. Os empreendimentos estão em uma área elevada, com condições climáticas próprias em relação ao centro da cidade. “Temos um microclima peculiar: estamos a 400 metros de altitude em relação ao centro e com temperatura cerca
Complexo do Cristo Protetor teve queda nas visitações nos meses de julho e agosto
DEIVIS FACHI SÓCIO-PROPRIETÁRIO DA CASA LE CHIAVI
As enchentes vieram, ponto, é página virada. Nós estamos 100% prontos para receber o cliente como estávamos antes.” de 5 °C mais amena, com uma neblina charmosa que lembra a serra”, diz. A mudança na narrativa também é defendida por Niceia Cazara, gestora do Boulevard Encantado e integrante do Núcleo de Turismo em Ação da ACI-E. Com formação em Turismo e Hotelaria e experiência profissional em diferentes regiões do país, ela avalia que a comunicação precisa destacar as características positivas do destino. “Mau tempo ocorre no mundo inteiro. Precisamos tirar essa ideia negativa, parar com o drama e focar na comunicação positiva dos nossos pontos fortes”, reforça.
Boulevard Encantado Próximo de completar dois anos, o complexo reúne gastronomia, eventos e o espaço Multiverso, que apresenta o espetáculo “Cristo Protetor 360”. O Hotel Laghetto, que integra o empreendimento, está na fase inicial das obras. Também promove eventos corporativos e sociais fechados.
Nas duas cabanas da Gariba, dias chuvosos também são atraentes para os turistas
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www.coquetel.com.br (?) Night Shyamalan, cineasta
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© Revistas COQUETEL
Título de Age na defesa do Midas corpo contra doenças (mit. já adquiridas antes grega)
São ricas em ácidos Tipo de e-mail graxos corporativo com informações práticas Herbácea nativa da América Central Queridos
Aros de madeira que seguram o bordado
Praticar o preceito básico cristão
NOVO MODELO
Câmara aprova concessão do Ginásio do Parque
O verso da poesia de Olavo Bilac Apitar jogo de futebol
Truman Capote, escritor dos EUA
Andei à volta de (bairro) Forma de venda do café exportado
Asno, em inglês (?) adesiva: durex
Sensação arrepiante de medo
Balneário (?), cidade catarinense conhecida por suas baladas
DIVULGAÇÃO
Bater (as horas)
A vitamina da cera das abelhas
Letra que tem a forma da cruz
John (?), ator e exlutador
Aparelho para requentar comida Rápido, O sucesso de pouca em francês duração Ponto de origem de um ângulo (Geom.)
Artigo do comércio de plantas
Local cuja Abreviação estadia é de "exempaga por pli gratia" hora (lat.) Dispersão de gotas d'água Órgão do qual faz parte o Unicef Merecedor
Delimite Monges; frades Título de Madre Teresa (abrev.)
Muro, em francês Rival do MST (sigla) Homem que ensina
A letra que forma o símbolo "arroba"
Laticínio benéfico à flora intestinal Autor de "Navio Negreiro" (Lit.)
"(?) Deum", cântico católico
3/ass — mur. 4/cena — vite. 5/dália — nonos.
BANCO
A beneficiária do álibi (jur.)
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Solução I M G N E M T R I F I C A D O O E O A M A R A R B I T R A R L D I A C AM B O R I U T S O A R A S S I F I T A V H N A M I C R O O N D A S M U D A R E V N O V E R T I C E B O R R I F O E G L D T E R M I N E E O N U M O A T D O M E S T RE A I O G U R T E T I A S T R O A L V E S C
I G N
23/09 - 22/10
Virgem: Mudanças exigem atitude; conexões novas favorecem crescimento profissional e financeiro.
23/10 - 21/11
23/07 - 22/08
Leão: Fortaleça a carreira e avance nos planos. Viagens, amizades e mudanças em casa trarão conforto.
22/11 - 21/12
21/06 - 22/07
Câncer: Amor e projetos iluminam planos futuros. Proposta financeira surge; ouça a intuição antes de decidir.
Sagitário: Reflita sobre sentimentos e resolva assuntos antigos. Parcerias avançam; viagens ganham impulso.
22/12 - 19/01
21/05 - 20/06
Gêmeos: Organize a rotina pela manhã. Mais disposição e criatividade; uma novidade poderá mudar seus planos.
Escorpião: Amor, negócios e autoestima em alta. Expresse desejos, cuide do visual e aproveite seu magnetismo.
Capricórnio: Amigos ajudam a retomar projetos. Ajuste a rotina, e avance em acertos financeiros.
20/01 - 18/02
20/04 - 20/05
Touro: Diálogo fortalece relações e acordos. Carreira entram em foco; mudanças podem abrir boas oportunidades.
Libra: Novas amizades ampliam horizontes e o equilíbrio financeiro favorece oportunidades.
Aquário: Comunicação favorece negócios e contratos. Criatividade e parcerias impulsionam projetos.
19/02 - 20/03
21/03 a 19/04
Áries: Conversas e finanças ganham destaque. Novidades chegam à tarde; amor, criatividade e paixão estarão em alta.
23/08 - 22/09
HORÓSCOPO
Peixes: Viagens e estudos ampliam horizontes. Organize as finanças antes de assumir compromissos.
Projeto de Lei recebeu dez votos favoráveis após alterações sobre despesas de água e energia, seguros, segurança e uso comunitário do espaço ENCANTADO
A
Câmara de Vereadores de Encantado aprovou, na sessão de segunda-feira, 18, o Projeto de Lei nº 049/2026, de autoria do Executivo Municipal, que autoriza a concessão de uso do Ginásio Municipal de Esportes, no Parque João Batista Marchese, no Bairro Lambari. A proposta recebeu dez votos favoráveis após a análise de duas emendas apresentadas pelos parlamentares. O projeto estabelece que a concessão do espaço público ocorrerá por meio de processo licitatório, na modalidade concorrência, com critério de julgamento por melhor técnica, conforme a Lei Federal nº 14.133/2021. O contrato terá caráter não oneroso e prazo de até cinco anos, com possibilidade de prorrogação até o limite de dez anos, caso a medida seja considerada vantajosa para o governo municipal. Para Samuel da Silva (PSDB), a concessão trará melhorias para as pessoas que frequentam o ginásio. “Essa forma de concessão foi a mais ideal. Menos custo e despesa para o nosso município e o melhor atendimento à população”, comentou. Antes da votação do texto principal, os vereadores aprovaram duas alterações à proposta original do Executivo. As mudanças tratam das despesas com água e energia elétrica, das obrigações da futura concessionária, da cobrança em períodos de uso pelo Município e das condições para
utilização do ginásio por entidades locais.
Concessionária terá de pagar água e energia A primeira alteração foi proposta pela Emenda Modificativa nº 002/2026, de autoria dos vereadores Diego Pretto (PP) e Daiane Bergamaschi (PP). A matéria recebeu seis votos favoráveis e quatro contrários. O texto modificou a previsão inicial do projeto, que atribuía à concessionária 30% das despesas com água e energia elétrica. Com a emenda, a futura responsável pelo ginásio terá de arcar com 100% desses custos. A alteração também estabelece outras obrigações. A concessionária deverá contratar seguro patrimonial e de responsabilidade civil, garantir segurança em grandes eventos e reparar eventuais danos causados ao imóvel. O uso de outras áreas do Parque João Batista Marchese como estacionamento dependerá de autorização. A emenda, por outro lado, garante à concessionária o direito de exploração comercial do ginásio e de áreas externas contíguas durante a realização de eventos. “É um prédio, nós estamos concedendo um prédio. Acredito que o projeto com as nossas emendas ele fica mais claro. Pensando não só na viabilidade dele, mas também pensando no bem do patrimônio do município”, argumentou Pretto.
Emenda define cálculo de tarifas A segunda mudança ocorreu por meio da Emenda Aditiva nº 001/2026, apresentada pelos
Projeto teve aprovação unânime dos vereadores na sessão de segunda-feira, 28
vereadores Daniel Ângelo Passaia (União Brasil) e Aline Costa Ganasini (PSDB). A proposta foi aprovada por oito votos a dois. O dispositivo estabelece uma regra para os períodos em que o Município utilizar o ginásio por cessão gratuita. Caso as tarifas de água e energia elétrica apresentem variação superior a 10% nesses meses, a parcela devida pelo concessionário terá como base a média dos três meses anteriores de exploração comercial. A medida cria um parâmetro para o cálculo das despesas e busca evitar distorções nos valores cobrados durante os períodos de uso municipal.
Espaço terá uso gratuito para entidades O Ginásio Municipal possui área de 2.218 metros quadrados. O projeto mantém a gratuidade para eventos promovidos pelo Município e para atividades de entidades sociais, culturais e esportivas locais. Para utilizar o espaço, as instituições deverão fazer o agendamento com antecedência mínima de 30 dias. A fiscalização das condições de uso e das obrigações previstas no contrato ficará sob responsabilidade das secretarias municipais de Obras e de Turismo e Esporte. Com a aprovação das duas emendas e do texto principal, o Projeto de Lei nº 049/2026 segue para sanção do prefeito Jonas Calvi (PSD). Após essa etapa, a administração deverá dar continuidade aos procedimentos necessários para a publicação do edital e a realização da licitação que definirá a concessionária responsável pelo ginásio.
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Encantado estuda ampliação de módulos no Berçário Industrial Governo avalia orçamento para criar mais espaços de apoio a empresas e avança na preparação da área para um novo distrito industrial ENCANTADO
A
pós a inauguração do novo berçário industrial, o governo de Encantado estuda a viabilidade orçamentária para construir novos módulos industriais no município. A medida atende à crescente demanda do setor produtivo local por áreas estruturadas, explica o prefeito Jonas Calvi (PSD). “Devido à alta procura, projetamos a expansão da oferta de galpões. Estamos avaliando a construção de mais espaços, dependendo do nosso orçamento”, reforça o gestor. A nova estrutura foi planejada para abrigar e impulsionar até 13 empresas simultaneamente no bairro São José. O complexo substitui o antigo prédio de 1990 e dobra a capacidade anterior de atendimento, que contava com apenas seis salas comerciais no bairro Navegantes. O empreendimento oferece dez unidades de 72 metros quadrados, com suporte para a instalação de mezanino, e três módulos maiores de 120 metros quadrados. O espaço funciona como uma incubadora empresarial de apoio inicial aos novos negócios locais. A proposta é conceder suporte estrutural a empresas iniciantes durante a fase de consolidação. À medida que as marcas crescem
JONAS CALVI (PSD) PREFEITO DE ENCANTADO
Devido à alta procura, projetamos a expansão da oferta de galpões. Estamos avaliando a construção de mais espaços, dependendo do nosso orçamento.” e necessitam de áreas maiores, elas migram para outras regiões industriais da cidade. O movimento contínuo abre espaço para a entrada de novos empreendedores no local. Paralelamente aos estudos para novos módulos no berçário, o governo avança na preparação de uma área destinada a um distrito industrial completo. O futuro parque empresarial contará com pavimentação, rede elétrica, esgoto e abastecimento de água. MATHEUS LASTE
As muitas maneiras de ensinar e aprender
O
51º episódio de O Segredo da Infância discutiu as diferentes formas de ensinar e aprender. Com mediação de Ana Fausta Borghetti, facilitadora de processos de inovação, e participação da psicóloga Renata Baldo, o programa apresentado no estúdio do A Hora, em Encantado, abordou a influência do afeto, das relações e da autonomia no desenvolvimento infantil. Renata destacou que a aprendizagem não é exclusiva da infância. O desenvolvimento emocional influencia a capacidade de pensar e, consequentemente, de aprender. “O pensamento nem sempre está tranquilo ou liberado ou à disposição de aprender”, afirmou. Segundo ela, preocupações e conflitos podem ocupar o espaço necessário para a assimilação de novos conhecimentos. A questão ganha outra dimensão quando se considera a entrada precoce nas escolas. Ana Fausta lembrou que algumas instituições recebem bebês a partir dos quatro meses. Para ela, essa realidade exige atenção especial às condições de trabalho dos educadores e à proporção entre profissionais e crianças. A psicóloga explicou que, nessa fase, o cuidado também tem função essencial no desenvolvimento. Alimentar, trocar, colocar para dormir, conversar e oferecer colo são experiências que ajudam a construir vínculos. “O que essas educadoras estão fazendo ali é uma maternagem”, disse.
A profissional ressaltou ainda que cada criança vivencia o desenvolvimento de maneira singular. Embora determinadas etapas sejam comuns à espécie humana, fatores familiares, sociais e emocionais interferem na forma como cada indivíduo aprende. Essa diferença aparece também diante das dificuldades escolares. Renata citou o exemplo de uma criança que não consegue resolver um cálculo e conclui que é incapaz. Outra pode reconhecer a dificuldade e entender que ainda precisa aprender. Nesse processo, o professor tem papel importante para evitar que o erro se transforme em desistência. Para Ana Fausta, a experiência mostra a importância de colocar a criança no centro do processo. Ela defendeu ambientes nos quais estudantes de diferentes idades possam investigar assuntos de interesse próprio e aprender também com os colegas. A convidada relacionou essa autonomia ao conceito de curiosidade. O desejo de saber, segundo ela, começa cedo e pode ser estimulado ou inibido pelas experiências emocionais. Uma criança DIOGO FEDRIZZI
Ana Fausta e a psicóloga Renata Baldo
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Novo complexo tem capacidade para abrigar 13 empresas no bairro São José
Realização:
pode decorar conteúdos para atender às expectativas dos adultos, sem necessariamente experimentar o prazer de descobrir. Também lembrou a história de uma criança que, ao ser questionada pela mãe sobre o que havia aprendido na escola, respondeu: “A professora não me ensinou nada, fui eu que me aprendi”. Para as participantes, a frase traduz a autonomia de quem percebe que também é protagonista da própria aprendizagem. O debate passou ainda pela estrutura das salas de aula. Renata questionou a possibilidade de atender individualmente às necessidades de estudantes quando um único professor precisa acompanhar 40 crianças. Ainda defendeu mais escuta diante das reações infantis. Em vez de tratar uma dificuldade apenas como desobediência, propôs compreender o que a criança está vivendo. “Aceitar que cada uma aprende no seu ritmo já é um excelente começo para não paralisar a capacidade de pensar”, afirmou.
Assista acessando o link abaixo
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365 VEZES NO VALE
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365vezesnovaledotaquari@gmail.com
FÁBIO KUHN
Paradouro Santa Inês inaugura ampliações e aprimora atendimento em Mato Leitão
Baile da Primavera em Arroio do Meio
O Ginásio PA-Rural, em São Caetano, lotou no 28° Baile da Primavera promovido pelo Grupo de Danças Helmuth Kuhn. O evento já faz parte do calendário de Arroio do Meio e enaltece as tradicionais danças germânicas, herança dos imigrantes que aqui se instalaram. Um vídeo com alguns momentos da noite está disponível no Instagram do 365 vezes no vale (veja no QR Code).
O
Paradouro Santa Inês vem se consolidando como um dos principais pontos gastronômicos do Vale. Na sexta-feira, inaugurou as ampliações no empreendimento localizado às margens da RSC-453, em Mato Leitão. Além de aumentar a capacidade de atendimento para 100 clientes no espaço interno, passa a contar com o sistema de autosserviço, que permite aos clientes se servirem no bufê de doces, salgados e outras opções. Durante o evento, o sócio-pro-
prietário Joni Asmann se emocionou ao falar sobre a expansão da empresa fundada há 17 anos. Desde 2021 está instalada na RSC453, onde iniciou o atendimento presencial de “forma simples com seis cadeiras e vendendo pastéis para quem passava pela rodovia”, relembra Asmann. Ele administra a empresa ao lado do sócio Joel Ertel. Atualmente, conta com 45 funcionários diretos. Na área gastronômica, o paradouro é famoso pelas cucas artesanais e gourmets generosamente
recheadas. Tem um cardápio vasto de sanduíches, salgados, pastéis, tortas, doces e vários tipos de cafés. Também vende pizzas congeladas da linha premium encontradas apenas no local. No almoço, oferece opções de xis, prensado e outros lanches. Tem ainda um amplo espaço de mercearia com panificados, bolachas e diversos outros itens. O paradouro abre de segunda a sábado, das 7h às 19h. Mais informações e novidades podem ser conferidas no perfil @paradourosantaines no Instagram.
@rachellfj A Rachel Fernandes também conheceu o famoso Túnel Furado, de Roca Sales. O cenário com um buraco no topo do túnel férreo é um dos mais peculiares no trecho férreo do Vale. Use a #365_vezes_no_vale e compartilhe as belezas da região conosco!