PORTE PAGO
| DIRETOR: Carlos dos Santos Almeida | Preço 1 euro | e-mail: info@jornaldabatalha.pt | www.jornaldabatalha.pt | MENSÁRIO Ano XXII nº 264 | Julho de 2012 |
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Variante paga tem vinte vezes menos trânsito que A19 gratuita W pág. 3
QUIOSQUE DA BATALHA De José Manuel Matos Guerra
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Bombeiros concretizam sonho de benemérita com 104 anos
Wpág. 15 Presidente do Benfica homenageado dia 17 na Batalha Luís Filipe Vieira inaugura casa do clube no concelho que apresenta novas modalidades.
Wpág. 6 Batalhense no centro da polémica com subsídios de Natal É natural da Batalha o presidente do Tribunal Constitucional, órgão que “ilegalizou” cortes nos subsídios de férias e Natal.
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Romana Marques cumpriu 104 anos de idade. Natural da Batalha, conseguiu concretizar o seu sonho com a ajuda da corporação batalhense. Ela é um exemplo de longevidade, num concelho onde a população idosa não para de crescer.
Confira 22 razões para escolher o concelho para as suas férias O Jornal da Batalha assinala 22 anos e deixa 22 dicas para as férias. Há muitas razões para desfrutar o concelho.
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Opinião Espaço Público
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_ Editorial
Baú da Memória
O encanto da velhice
Onde a Av. Nuno Álvares Pereira desembocava no Largo de D. João I Na sequência da fotografia publicada no número de Junho do “Jornal da Batalha” e que tirei sensivelmente no mesmo local, desembocadura da Av. D. Nuno Álvares Pereira no largo de D. João I, esta, tirada 30 ou 40 anos antes, muito possivelmente na década de 20 do século passado, dá-nos uma imagem que
é absolutamente estranha às novas gerações de chucha-rolhas. Devo-a à amabilidade do conterrâneo e amigo Alfredo José Saldanha de Barros. Do nosso lado esquerdo, a casa que foi de meu tio Manuel Santos e uma ponta do formosíssimo chafariz, obra de muita arte dos canteiros da Batalha, de
que ainda não perdi a esperança de ver reconstituído e de novo em frente do Mosteiro, e à nossa direita os paredões da avenida que então ainda não se denominava de Nuno Álvares, designação que lhe foi dada em 1931 por ocasião do 5º centenário da morte do Santo Condestável. Possíveis antepassados
dos batalhenses de agora, visitantes e os automóveis que começavam a generalizar-se, completam o quadro. Os trajos femininos ainda não tinham perdido de todo, ao contrário dos masculinos, as características regionais. José Travaços Santos
L Cartas
Não há dinheiro para arranjar a rotunda? Não posso deixar de apelar ao bom senso de quem tem alguma responsabilidade neste país. Todos sabem que foram gastos milhões, muitos milhões de euros, para construir a autoestrada, pouco fre-
Propriedade e edição Bom Senso - Edições e Aconselhamentos de Mercado, Lda. Diretor Carlos dos Santos Almeida (C.P. nº 2830)
quentada, que funciona como variante à Batalha. Já muito se falou dos problemas, sobretudo de falta de utilização, que atingem a via. Mas para mim há um facto muito simples que, salvo melhor enten-
dimento, me parece exemplificar como muitas vezes estes projetos de milhões esquecem pormenores que fazem toda a diferença. Falo da rotunda que dá acesso ao nó da Batalha da A19. Não sou especialista,
Redatores e Colaboradores Armindo Vieira, Carlos Valverde, João Vilhena, José Travaços Santos, José Rebelo, Carlos Ferreira, Manuel Órfão, José Bairrada, Graça Santos, Ana Fetal, Bárbara Abraúl Departamento Comercial Teresa Santos (962108783)
Jornal da Batalha
não faço orçamentos, mas não seria demasiado caro, acredito, dignificar a rotunda pejada de todo o tipo de ervas silvestres. Para além da má imagem, essas plantas dificultam a visibilidade. Seria assim tão
Redação e Contactos Rua Infante D. Fernando, lote 2, porta 2 B - Apart. 81 2440-901 Batalha Telef.: 244 767 583 - Fax: 244 767 739 info@jornaldabatalha.pt Contribuinte: 502 870 540 Capital Social: 5.000 € Gerência Teresa R. F. M. Santos e Francisco M. G. R. Santos (detentores de mais de 10% do Capital:
complicado passar a pavimentar as rotundas para evitar estes espetáculos deprimentes? Manuel Ferreira, Batalha
Teresa R. F. M. Santos e Francisco M. G. R. Santos) Depósito Legal Nº 37017/90 Insc. no SRIP da I.C.S. sob o nº 114680 Empresa Jornalística Nº 217601 Produção Gráfica Semanário Região de Leiria Rua D. Carlos I, 2-4 - 2415-405 Leiria-Gare Apartado 102 - 2401-971 Leiria Telef.: 244 819 950 - Fax 244 812 895
Nesta edição damos conta do caso de uma batalhense que nasceu no início do século passado e que preserva as suas memórias e uma cultura de generosidade para com as suas raízes. Em concreto, é benemérita dos Bombeiros da Batalha. Ela que descreve as agruras múltiplas que passou nesta já longa vida. Um exemplo a reter, certamente. É também o pretexto para analisarmos os dados que confirmam o que há muito se vem anunciando: a população do concelho (e do país, claro) está a envelhecer rapidamente. Sinal de que apesar das dificuldades, enquanto sociedade, temos conseguido melhorar a qualidade de vida e naturalmente estender a esperança média de vida. Mas estes indicadores convivem com a dura realidade que é demonstrada com a fraca natalidade. Existirá um vasto conjunto de fatores que concorrem para este resultado, mas no clima depressivo que atravessa a sociedade portuguesa, não será fácil encontrar razões para acrescentar “portugueses” à população existente. Mas se tal se perpetuar, Portugal que já é um dos países com maiores índices de envelhecimento do mundo, caminhará para um declínio cada vez mais acentuado. Algo a que não nos poderemos dar ao luxo de deixar acontecer. Por último, o Jornal da Batalha não pode deixar de enaltecer o esforço de dois jovens estudantes de fotografia da Escola Secundária da Batalha que em junho e julho estagiaram nesta publicação. Ao David Leal e ao David Moreira e ao professor Sérgio Barroso, o nosso agradecimento.
Impressão: Diário do Minho, Lda. Tiragem 3.000 exemplares Assinatura anual (pagamento antecipado) 10 euros Portugal ; 20 euros outros países da Europa; 30 euros resto do mundo.
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Atualidade Batalha
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Atualidade
Bombeiros homenageiam batalhense no seu 104º aniversário m Romana Sousa Marques tem 104 anos. Cumpridos dia 22 de julho. E tinha um sonho. Que os Bombeiros Voluntários da Batalha ajudaram a concretizar. Nasceu e cresceu na Batalha, mais concretamente na zona de Santo Antão, perto do Mosteiro da Visitação. Em 1974 perdeu o seu único filho. Nuno Álvares Pereira filho de Romana Marques, era aviador e em pleno conflito do Ultramar perdeu a vida. Foi sepultado em Peniche, mas Romana Marques há muito que pretendia que o corpo do seu filho viesse a ser sepultado em Leiria, terra onde Romana Marques passou a viver depois de casar. Há cerca de três anos, a corporação de bombeiros da Batalha decidiu ajudar a realizar esse seu sonho. “Desde então a dona Romana ficou-nos muito grata, era um sonho que tinha”, adiantou fonte da direção da corporação ao JORNAL DA BATALHA durante a festa de aniversário de Romana Marques, dia 22, no Lar Emanuel onde ela agora reside. Há vários anos que esta batalhense auxilia os bombeiros, sendo uma sua associada benemérita. Apoio financeiro e mesmo a doação de uma ambulância são al-
p Romana Marques (ao centro) com a fanfarra dos Bombeiros da Batalha guns dos gestos de generosidade que Romana Marques levou a cabo junto da associação humanitária batalhense. E, como vem sendo hábito nos últimos anos, vários elementos da direção dos bombeiros marcaram presença na festa da aniversariante. E não vieram sozinhos. A fanfarra dos bombeiros animou a festa. Romana Marques, que não se cansa de lembrar que é do tempo dos reis e de desejar que todos cheguem à idade que ela já cumpriu, deixou o agradecimento pela homenagem prestada. Apesar da idade, esta que porventura será a batalhense mais idosa, mantém-se lúcida, com autonomia na mobilidade. A idade apenas foi madrasta na capacidade de visão que já é diminuta. NÚMERO DE IDOSOS NÃO PARA DE AUMENTAR. A longevidade de Romana
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Marques é um exemplo de como a esperança média tem vindo a crescer entre nós, sendo que essa é uma tendência que deverá manter-se. As estatísticas demonstram o crescimento da população mais idosa, bem como daquela que usufrui de apoio estatal em regime de pensão por velhice. Efetivamente, de acordo com os dados estatísticos da plataforma Pordata, o ano passado o concelho da Batalha contava com 4.298 pensionistas, dos quais 2.861 beneficiavam de pensão por velhice. Os restantes pensionistas distribuíam-se por pensões de sobrevivência (965) e por invalidez (472). Não menos significativo é o facto de o número de pensionistas ter crescido de forma surpreendente nas últimas duas décadas. Em 1990, na Batalha existiam, no total, 2.790 pensionistas, menos que aqueles que
atualmente beneficiam de apoio pela velhice. De facto, no arranque da década de 90, existiam no concelho 1.799 pensionistas por velhice, 396 beneficiários de pensões de sobrevivência e 595 pensionistas por invalidez (o único item que desceu nos últimos anos). Ainda assim, apesar de ter aumentado de 30,4% (em 2001) para 32,2% da população do concelho no ano passado, a percentagem de pensionistas no concelho da Batalha está agora ligeiramente abaixo da média nacional, quando em 2001 se situava ligeiramente a cima. De facto, a média nacional de pensionistas em relação à população total era de 29,1% em 2001 e de 32,8% o ano passado. O certo é que as preocupações com o crescimento da população idosa no concelho estão já espelhadas num novo órgão concelhio.
O ano passado foi anunciada a criação da Comissão Municipal de Apoio ao Idoso (COMAI), projeto que pretende aproveitar as sinergias entre todos os equipamentos e instituições que de alguma forma podem prestar apoio aos idosos do concelho. O regulamento desta comissão esteve recentemente em apreciação pública. Um documento que atesta que a comissão se destina “a todos os idosos, com mais de 65 anos, que sejam residentes no concelho da Batalha e que se encontrem em situação de isolamento social, solidão, marginalização ou maus tratos e cuja situação apresente uma ameaça ao seu bem -estar e segurança. Podem ainda ser abrangidos pela COMAI outros adultos, com idade inferior a 65 anos, desde que se encontrem em situação de dependência”.
Há 120 idosos por cada 100 jovens Um indicador precioso para perceber, contudo, o peso relativo da comunidade idosa, passa por medir o índice de envelhecimento: um valor que permite perceber a relação entre a população idosa e a população jovem, definida habitualmente como o quociente entre o número de pessoas com 65 ou mais anos e o número de pessoas com idades compreendidas entre os 0 e os 14 anos. E aqui importa salientar que o concelho da Batalha com um valor de 120,7, apresenta um índice mais baixo que a média nacional que é de 128,6. Os dados são do ano passado, recolhidos durante o Censos 2011, levado a cabo pelo Instituto Nacional de Estatística. Contudo, este resultado é conseguido graças a relação mais equilibrada entre jovens e idosos na freguesia sede. De facto, na freguesia da Batalha, o índice de envelhecimento é de 95,8. Quer isto dizer que por cada 100 habitantes na freguesia que têm até 14 anos de idade, existem “apenas” 95,8 idosos. O reverso da medalha é a freguesia do Reguengo do Fetal. Aí, por cada 100 jovens, existem 199,6 idosos. São Mamede com 145,3 e Golpilheira com 130,9 completam o quadro concelhio.
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Atualidade Batalha
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Foto: David Leal
Governo decide encerrar escola de Casal Vieira
Apenas um em cada quatro veículos que usam a A19 é pesado m Governo admite que a Variante não protege o mosteiro. Dados revelam uma autoestrada com pouco uso.
No primeiro semestre deste ano, a receita das portagens da Variante da Batalha, autoestrada com a designação de A19, foi de 740.500 euros. Esses são os dados revelados pelo governo em resposta a uma questão colocada pelo deputado batalhense do PSD, Paulo Batista dos Santos. Em média, a cada mês que passou, aquela autoestrada que liga São Jorge a Leiria, rendeu 123.400 euros (verbas que ainda não refletem as cobranças coercivas dos automobilistas que passam sem pagar). Entretanto, a Estradas de Portugal já começou a divulgar dados sobre o tráfego naquela via
(para os meses de maio, junho e julho) e que revelam que o tráfego médio diário (TMD) foi de 2.484 veículos em maio, no troço São Jorge - Batalha. No troço Batalha - Leiria nesse mesmo mês TMD foi de 3.939 veículos. Já em junho, circularam em média, por dia 1.842 veículos entre São Jorge e Batalha e 2.783 entre Batalha e Leiria. Nos últimos dias de julho – na data de fecho desta edição – a média diária cifrava-se em 1.882 veículos dia entre São Jorge e Batalha e 2.825 da Batalha para Leiria. No troço entre São Jorge e Batalha – aquele que permite desviar trânsito da zona do Mosteiro da Batalha, sobretudo o trânsito pesado que é aquele que causa prejuízos – os números da EP permitem perceber que apenas 24% dos (poucos) veículos que transitam na A19, são pesados. Quanto ao volume de trân-
sito da A19, para o colocar em perspetiva, basta dar conta que segundo a EP, entre rotunda aérea de Leiria (junto ao hipermercado continente) e o nó da A19 que permite a ligação à Barosa e Marinha Grande – um troço sem portagens – circularam diariamente em média, no mês de maio, 51.500 veículos, vinte vezes mais que o trânsito que diariamente, nesse mês, usou a A19 entre São Jorge e Batalha. Entretanto, o próprio governo já admitiu que a A19 falhou no objetivo de proteger o Mosteiro da Batalha. “A construção da A19 não contribuiu para a diminuição do tráfego no IC2, pelo que não minimizou os impactos ambientais sobre o imóvel, como havia sido expectável”. É desta forma que o governo responde a uma outra questão colocada por Paulo Batista Santos. O deputado do PSD questionou, o secretário de Es-
tado da Cultura acerca da poluição ambiental a que o Mosteiro da Batalha está sujeito, resultante do excesso de tráfego próximo do monumento e ainda acerca de quais as medidas a tomar para reduzir este impacto, tendo em conta que a construção da A19 não resolveu o problema, como estava inicialmente previsto. De modo a minimizar a inexistência de resultados provenientes da construção da A19, o secretário de Estado da Cultura refere que o IGESPAR elaborou um plano para o arranjo da envolvente do Mosteiro da Batalha, cuja primeira fase já foi entregue à Câmara Municipal. A segunda fase prevê a criação de uma cortina vegetal, adjacente ao portal principal, de modo a minimizar os efeitos ambientais nocivos da intensa circulação rodoviária no IC2, nas proximidades do imóvel.
A escola do ensino básico de Casal Vieira, São Mamede, está na lista de estabelecimentos de ensino que o Ministério da Educação anunciou pretender encerrar. Em todo o país são 239 escolas do primeiro ciclo do ensino básico que vão encerrar no próximo ano letivo, num processo que irá continuar em 2013. O Ministério da Educação frisa no entanto que “em todos os casos, estes encerramentos decorrem em articulação com as respetivas autarquias, atendendo à melhoria da qualidade do ensino”. Tudo indica que escola do 1º CEB de Casal Vieira terá como opção o novo Centro Educativo de São Mamede, para onde poderão ser transferidos os alunos. Recordese que o Conselho Municipal de Educação da Batalha, bem como o Município, haviam decidido concordar com o encerramento da escola do 1º CEB do Casal Vieira, “pela alternativa de melhor oferta”, tendo defendido a manutenção da escola do 1º CEB da Torre, e do Jardim de Infância, o que para já parece ser assegurado.
Rodas de Aço na Golpilheira
A Golpilheira voltou a ser palco de mais uma corrida “Rodas de Aço”. Já com 12 edições, este ano foram cerca de 40 carros com rolamentos que aproveitaram ao máximo três rampas. Houve quem tivesse dificuldade em controlar o bólide, mas sem consequências de maior. A maior consequência foi mesmo mais um evento que enriqueceu as comemorações do 43.º aniversário do Centro Recreativo da Golpilheira.
Vespas na Batalha
A Associação “Clube Vespas à Nora” organizou a sua primeira concentração nacional em Cortes, Leiria no passado dia 14 de julho. Com a participação de cerca de 300 pessoas, o evento revelou-se um grande sucesso com a presença de mais de 200 vespas. Estiveram representados neste evento 20 Clubes de Vespas de várias localidades do país, sendo os mais distantes de Sines. A Batalha esteve na rota deste “vespeiro”, como atesta a foto.
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Batalha Atualidade
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Batalhense no centro da discussão política m A inconstitucionalidade do corte dos subsídios de férias e de natal foi decidida pelo órgão presidido por um batalhense.
É da Batalha e está no centro de uma das mais importantes decisões do ano. Rui Manuel Gens de Moura Ramos, presidente do Tribunal Constitucional, nasceu na Batalha a 30 de junho de 1950. E poucos dias depois do seu 62º aniversário, o órgão a que preside emitiu um acórdão que suscitou inúmeras reações. Aí, o Tribunal Constitucional considerou que a suspensão dos subsídios de férias e Natal, por ser feita apenas para os funcionários públicos, pensionistas e reformados, viola o “princípio da igual-
dade, consagrado no artigo 13.º, da Constituição”. Uma medida que implica que a suspensão do subsídio de férias e de natal dos funcionários públicos em vigor este ano, deixe de acontecer já em 2013. As reações a esta decisão, levaram mesmo a um esclarecimento por parte do presidente do Tribunal Constitucional. Em entrevista à Antena1, Rui Moura Ramos explicou que essa medida do lado da despesa viola o princípio da igualdade, porque chama determinados titulares de rendimento a contribuir e deixa de fora outros titulares de outros rendimentos que não os do trabalho em funções públicas. Os rendimentos de capitais, por exemplo, são um exemplo do que não é abrangido pela medida em causa, referiu. O certo é que esta relevante decisão, catapultou para o centro das atenções mediáticas, um batalhense
Celeiro aguarda por medição de radiações
cia membro do Conselho de Estado.
p Rui Moura Ramos que ocupa um dos mais relevantes cargos no país. Recorde-se que Rui Moura Ramos foi Juiz no Tribunal de Primeira Instância das Comunidades Europeias entre 18 de Setembro de 1995 e 31 de Março de
2003. Foi Juiz e Vice-Presidente do Tribunal Constitucional desde 2003. Foi eleito Presidente do Tribunal Constitucional em 4 de Abril de 2007, função que desempenha atualmente, sendo por inerên-
RAÍZES NA JUNTO AO MOSTEIRO. A infância de Rui Moura Ramos foi passada na vila da Batalha, junto ao Mosteiro. Recordemos o que recorda desses tempos e que transmitiu numa entrevista concedida ao jornal Região de Leiria em dezembro de 2004. “Nasci na Batalha, em frente à capela do fundador, numa casa que já não existe”. “A casa onde eu nasci ficava na rua principal. Eu atravessava a rua e estava no mosteiro”. Foi por lá que viveu até aos cinco anos de idade. “Depois, o meu pai, que era secretário da Câmara da Batalha, foi colocado diretor de um estabelecimento de menores em São Fiel, perto de Castelo Branco”. Mais tarde a família instalou-se em Leiria. “O meu pai foi colocado noutro estabelecimento, a prisão-escola, e aos sete anos estava em Leiria”.
bique em Portugal e junto do governo moçambicano, para que fosse possibilitada a vinda da estátua para a Batalha”, revelou dia 21 de julho, Carlos Henriques, vicepresidente do município, em mais uma homenagem a Joaquim Augusto Mouzinho de Albuquerque, levada a cabo pelo município e a Escola Prática de Cavalaria. A cerimónia ficou ainda marcada pela queda de um cavaleiro que no entanto, não ficou ferido.
O inovador sistema de medição dos campos elétricos e eletromagnéticos da subestação elétrica do Celeiro, perto da vila da Batalha, cuja instalação foi anunciada para o início deste ano, só deverá chegar ao terreno em finais de 2012. A medida era apresentada como essencial para fornecer transparência a uma situação que motivou protestos na localidade: os habitantes do Celeiro, vizinhos da subestação, há muito que contestavam a proximidade da infraestrutura, temendo eventuais perigos para a saúde. Para já, o sistema de monitorização continua a ser uma miragem. Fonte oficial da REN adianta que se espera que o novo sistema esteja em funcionamento até ao final do ano, confirmando que atualmente continua a ser testado.
Jazz chega ao Mosteiro É já dia 4 de agosto, sábado, que o Mosteiro da Batalha será palco de um concerto de jazz. Será a oportunidade para ver e ouvir o quinteto do Hot Club Portugal. O espetáculo arranca pelas 18 horas e tem o aliciante acrescido de ser gratuito (com a entrada condicionada à capacidade da sala). A iniciativa inserese no ciclo de concertos “Música nos Mosteiros” que decorre até setembro, promovido pela Direcção-Geral do Património Cultural.
Mouzinho motiva reivindicação com 20 anos O município da Batalha não desiste de conseguir que uma estátua equestre de Mouzinho de Albuquerque, herói militar português, natural do concelho, saia de Maputo, Moçambique e venha para a praça com o nome do militar na vila da Batalha. Há vinte anos que são desenvolvidos esforços nesse sentido, mas a autarquia não desiste. Em 1992, o executivo camarário “envidou todos os esforços junto da embaixada de Moçam-
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p Momento da queda do cavaleiro
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Museu finalista em concurso nacional
Mosteiro “descobre” Capela dos Sousas m Há aspetos esquecidos da história do monumento maior da Batalha. Em outubro, especialistas reúnem para aprofundar o conhecimento em torno de uma capela.
A Capela dos Sousas será um dos temas em principal destaque no colóquio/atelier que o Mosteiro da Batalha recebe a 13 e 14 de outubro. Trata-se de um evento que conta com a coordenação científica do historiador Saul António Gomes. “Da Investigação à Comunicação nos Monumentos”, é o mote central da iniciativa. É a própria organização que sublinha a relevância de um tema que reflete uma realidade ainda pouco co-
nhecida do público em geral: “O Mosteiro da Batalha consagrou-se, em grande medida, como panteão régio, de D. João I a D. João II. Esta realidade levou a que quase se esquecesse ter sido esta também a última morada não apenas dos frades pregadores que o habitaram em vida, mas ainda de uma aristocracia de corte. O testemunho mais notável de um tão interessante aspecto da história portuguesa é a Capela dos Sousas, cujo património, hoje disperso, cobre um arco temporal de três séculos (XV a XVII)”. Apesar de mal conhecida do público, acrescenta ainda a organização, “a história desta capela foi já objecto de estudo por diversos especialistas dos domínios da genealogia, da heráldica e da história da arte, que apresentarão os respectivos contributos num pri-
Talho
António Cerejo Rua António Cândido da Encarnação, nº 24 A 2440-036 Batalha Telefone: 244768405 Telefone (Residência): 244 765 872 Telemóvel: 967792920
meiro dia de colóquio”. O segundo dia será dedicado a exercitar competências e a aplicar estratégias comunicativas (visuais e textuais), com o objectivo de apresentar propostas de materiais interpretativos para a Capela dos Sousas. Este colóquio/atelier encontra-se aberto a todos, podendo interessar, em particular, a gestores e técnicos de património e museus, membros de associações culturais e de património, autarcas, estudantes e professores de história, história da arte, museologia e museografia, entre outros. A organização deste colóquio está a cargo do Mosteiro da Batalha, Museu da Comunidade Concelhia da Batalha e do Centro do Património da Estremadura. As inscrições podem ser realizadas no Mosteiro da Batalha.
O Museu da Comunidade Concelhia da Batalha (MCCB) classificou-se entre os finalistas do o Prémio “Novo Projecto Público”. O museu batalhense, juntamente com o Oceanário de Lisboa, ficou entre os finalistas deste concurso que teve como vencedor o Chalet e Jardim da Condessa D’Elda, promovido por “Parques de Sintra – Monte da Lua, S.A.”. Foi ainda atribuída uma menção honrosa ao projecto Valorização das Ruínas Romanas de Tróia, da Troiaresort – Investimentos Turísticos, S.A. A entrega dos prémios decorreu a 26 de junho, na Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa. A preocupação com a acessibilidade e a inclusão do “Museu de Todos”e a valorização da oferta turística da região foram os principais critérios que colocaram o MCCB entre os finalistas. Recorde-se que, em 2007, o projecto do Eco-parque Sensorial da Pia do Urso, também no concelho da Batalha, acarretou uma menção honrosa pelo Turismo de Portugal na Categoria Novo Projecto Público. De referir ainda que na edição de 2011 concorreram 150 projectos às oito categorias a concurso: Novo Projecto Privado; Novo Projecto Público; Requalificação
Projecto Privado; Requalificação Projecto Público; Serviços; Eventos; Sustentabilidade Ambiental; Qualidade do Serviço; às quais se acrescentou ainda o Prémio Especial Prove Portugal.
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Batalha Atualidade
Carros antigos e clássicos regressam em setembro m Vila volta a receber mais um encontro que promete trazer participantes de vários pontos do país. Está já agendada a segunda edição do Encontro Anual de Carros Antigos e Clássicos na vila da Batalha. Será no fim de semana de 1 e 2 de setembro. A organização, a cargo da empresa Victor Limousines, já revelou o programa. Assim, no dia 1, sábado, logo pela manhã, o espaço vizinho da exposição de automóveis contará com a animação de palhaços, especialmente para encantar a pequenada. A entrada no recinto vai ainda permitir saborear café “da avó” e filhós. Haverá mesmo uma caneca
com o logótipo do evento para apreciar o café, adianta a organização. Uma gincana de clássicos marca o início das atividades, que inclui uma passagem pela garrafeira Scorpions. Ás 13 horas decorrerá o almoço na Aldeia de Santo Antão .Pelas 14h45 está marcada uma “uma visita surpresa e um passeio divertido à beira mar”, aproveitando para uma visita ao pinhal de Leiria. Pelas 17h30 está programada, na Batalha, a atuação do Rancho Folclórico Rosas do Lena e do Rancho Folclórico do Penedo. Seguirse-á um “show aéreo”, conduzido pela Comandante Santiago, da Força Aérea .Será possível ainda, observar uma demonstração de voo de paramotores , paratrikes (parapentes). O resto da tarde e da noite estará a
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cargo da animação de Paulo Ferreira e Companhia Lda e de Dinis Brites, famoso pelo êxito “O pai da criança”. Haverá ainda tempo para a atuação do grupo 9 RITMOS, uma exibição de kuduro e o grupo TERRA NOVA. E entre as 18 e as 20 horas, a organização assegura um passeio de limusine pela vila da Batalha às crianças inscritas. No domingo, dia 2, logo
pela manhã decorrerá um novo passeio com paragem no centro de aventura Laserquest indoor O almoço será no restaurante Mosteiro do Leitão. Às 15 horas, já na Batalha, haverá a cerimónia de entrega de taças aos vencedores. As inscrições neste encontro podem ser efetuadas para geral@victorlimousines. net ou através do telefone 934090386.
Romance policial passa pela Batalha Há um homicídio. E a investigação que pretende descobrir o autor do crime também passa pela Batalha. A ação arranca em São Martinho do Porto, o homicídio acontece em Cascais e todo o enredo desvenda-se em Coimbra. Quem matou quem? Bem para responder a essa questão, o ideal será aproveitar para ler a primeira obra de David Faria, jovem de 30 anos, natural de São Jorge, mas a morar em Cancelas, Batalha. “Vidas duplas” é o nome da obra que agora é editada pela Jorlis. Trata-se de um romance policial, de 190 páginas, e que promete juntar a ação e o enredo, com factos históricos que marcaram a história mais recente do país. Este romance foi escrito em cerca de cinco anos e é apresentado – já depois do fecho desta edição – na Batalha no sábado, dia 28, no salão nobre da Câmara da Batalha.
Aluna premiada em Fátima Ana Pedroso, aluna do 8.º A do colégio de São Mamede, foi a vencedora, no Escalão A (3.º Ciclo) do Concurso de Escrita Criativa, promovido pelo Rotary Club de Fátima, com o patrocínio da empresa J. Justino das Neves, S.A.. A aluna recebeu um cheque no valor de 200 euros. A cerimónia de entrega decorreu no Hotel Fátima, após o jantar-palestra, que teve como orador convidado o reitor do Santuário de Fátima, Carlos Cabecinhas. Este ano, o concurso teve duas novidades: passou a ter um patrocínio e foi alargado aos alunos do 3.º Ciclo. Até aqui destinava-se apenas aos alunos do secundário.
s Opinião
Em tempos de interrogações sérias José Batista de Matos
Portugal, que é o nosso país, precisa de uma sacodidela à maneira da nossa responsabilidade, enquanto cidadãos deste país, velho país da Europa nos confins da Península Ibérica, aqui perto, junto ao Oceano Atlântico, um e outro cantados por poetas e prosadores, historiadores, santos e diabos. Assim nasceu e continua Portugal!... Doze anos depois do fim do século XX, nós os cidadãos, não soubemos organizar, desenvolver, escolarizar e fazer do nosso país o lugar cimeiro que desde 1242 teve no Mundo. Se é certo que a sua superfície é pequena, também sabemos que os seus reis, senhores, santos e almocreves deram, segundo a história universal, lições às grandes nações do planeta. Estas interrogações, jus-
Consultor do Consulado Geral de Portugal em Paris
tificadas de toda a maneira, devem servir para nos pôr questões sérias e interrogativas, de como poderemos organizar a nossa sociedade e, neste caso, a portuguesa, essa que nos interroga em permanência, como podemos chegar a esta complicada “vida”, sobretudo em relação à Europa, nossos companheiros do actual “infortúnio”. Efectivamente, depois de 900 anos de uma história fabulosa e brilhante ao mesmo tempo, aparecem no horizonte nuvens negras, carregadas de interrogações que têm paralisado os cérebros mais brilhantes dos nossos compatriotas. É certo que a ambição desmedida, segundo a nossa opinião, tem criado
fossos sem limites, que na sua finalidade têm causado desgostos incalculáveis nas gentes de Portugal, em especial nos mais humildes e pobres materialmente… Existe hoje efectivamente fome em Portugal!... É criminoso, anti-cristão e, ao mesmo tempo, impensável nas terras de Santa Maria! Mais de 2 milhões de lusitanos, residentes neste torrão nacional, têm que se socorrer das célebres cantinas sociais, para matar a fome a si e aos seus, enquanto uma série de “mamíferos” de colarinho branco, se pavoneiam com automóveis de 500.000 euros. Não têm vergonha nenhuma, porque temos um governo da mesma dimensão.
Jornal da Batalha
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Atualidade Batalha
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Festas da Batalha com concertos pagos e gala de folclore grátis m Depois da incerteza que chegou a reinar em torno da realização das Festas da Batalha, os festejos estão confirmados, arrancam a 11 de agosto e prolongamse até dia 15. Alterações nos locais dos espetáculos e a introdução de entradas pagas, são as principais novidades.
O folclore internacional e os nomes sonantes da música portuguesa são os principais atrativos do evento. Comecemos pelos concertos que abandonam o largo das Capelas Imperfeitas e decorrerão no antigo campo de futebol da vila. Mickael Carreira, Pedro Abrunhosa, Suzana e Tony Carreira, são os artistas que vão “desfilar” pelo palco. A grande novidade passa pela necessidade de pagar bilhete para assistir aos concertos: 4 euros por ingresso para maiores de 10 anos de idade. Assim, no dia 11, primeiro dia de festa, às 21h30, no Largo do Condestável, junto à estátua equestre nas imediações do Mosteiro da
Batalha, terá lugar a realização da XXVII edição da Gala Internacional de Folclore, organizada pelo Rancho Folclórico Rosas do Lena. Estão programadas as seguintes atuações: Espetáculo Etnográfico “A Batalha a Cantar e a Dançar da Quaresma a Santo António”; Rancho Folclórico Rosas do Lena; Grupo de Música e Danças - TRADICIONES (Venezuela); Rancho Folclórico de Silvares (Fundão); Grupo Folclórico UTAUTA (Lituânia); Rancho Regional das Lavradeiras de Carreço (Viana do Castelo); Grupo Folclórico ATABARA (Tenerife, Espanha) e Grupo Cossacos do VOLGA (Samara, Rússia). No dia seguinte, 12 de agosto, a animação tem início às 16 horas, na praça Mouzinho de Albuquerque, com a atuação dos alunos da Escola de Concertinas do Rancho Folclórico Rosas do Lena. À noite, Mickael Carreira promete trazer os seus maiores êxitos num espetáculo marcado para as 22 horas. A 13 de agosto, o palco do campo de futebol acolhe a atuação de Pedro Abrunhosa, acompanhado pelos “Comité Caviar”. Será a oportunidade para conferir os últimos êxitos deste músico, atualmente membro do júri do concurso televisivo “Ídolos”. No final,
o recinto abre-se aos sons eletrónicos com a participação do DJ Nuno Carreira, da 94FM. No feriado municipal, a 14 de agosto, os 627 anos sobre a batalha de Aljubarrota, são assinalados às 12 horas, na Capela do Fundador do Mosteiro, onde decorrerão as cerimónias civis e militares. Pelas 17 horas, decorre o Encontro Anual de Emigrantes do Concelho da Batalha, no Pavilhão Multiusos. À mesma hora, a Fanfarra dos Bombeiros Voluntários da Batalha percorrerá e animará as principais ruas da Batalha, decorrendo às 18h30, na Praça Mouzinho de Al-
buquerque, uma animação com o Grupo “Cossacos do VOLGA”, da Rússia. No campo desportivo, o Campo de Futebol sintético recebe também às 18h30, a primeira partida de mais uma edição do Torneio de
Futebol 11 Inter-freguesias em masculinos, cuja final decorrerá no dia 15, às 19 horas. DESPORTO NAS FESTAS. O serão da noite de 14 traz ao palco das Festas da Batalha
s Atividades económicas O Cónego Simões Inácio, recebe mais uma edição da Mostra das Atividades Económicas do Concelho, envolvendo a participação de mais uma de uma dezena de empresas/ associações de diversos sectores de atividade e também para a participação de algumas associações concelhias que no interior do recinto das festas servirão comidas ligeiras.
uma das vozes referência da música romântica do nosso país. Nascida na Batalha, Suzana, que entre outros projetos musicais, integrou a banda “Tentações”, trará à terra natal os seus mais recentes trabalhos. A animação prossegue depois com os sons eletrónicos dos DJs “Mister M” e “Banana”, da Rádio 94 FM. O último dia de festejos, 15 de agosto, reserva diversas atividades, tendo lugar, logo às 9h30, na Praça Mouzinho de Albuquerque, uma caminhada com 3,5 quilómetros à volta da vila da Batalha. Também às 9h30, desta feita na zona desportiva, decorre a V edição da Prova de Atletismo “Batalha Jovem” e uma hora depois, junto à Capela de São Jorge, Porto de Mós, tem início mais uma edição da Prova de Atletismo Mestre de Avis. Depois das atividades desportivas, as ruas da Batalha recebem um Desfile de Cabeçudos com o objetivo de recriar e recuperar as tradições das antigas festas e em que os cabeçudos eram figuras obrigatórias. O serão reserva, a partir das 22 horas, um dos concertos mais esperados das Festas da Batalha, com a presença de Tony Carreira e da sua banda, sendo esperados largos milhares de pessoas no recinto de espetáculos.
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Batalha Atualidade
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Jornal da Batalha
Conferência assinala 500 anos de Reguengo do Fetal m Uma conferência proferida pelo historiador Saúl António Gomes foi um dos momentos altos das comemorações dos 500 anos da criação da paróquia e freguesia de Reguengo do Fetal.
p Bispo de Leiria-Fátima (ao centro) esteve nas comemorações
p Monumento evocativo da efeméride
p Paróquia assinala meio milénio
p Saúl António Gomes e o presidente da junta Fernando Lucas
Fotos: David Moreira
O evento realizou-se com outras atividades, não menos importantes, no passado dia 24 de junho, como a inauguração de um monumento evocativo e de uma missa solene, celebrada pelo prelado da Diocese de Leiria-Fátima, D. António Marto. Na cerimónia, que teve lugar no Centro Pastoral Nossa Senhora dos Remédios, na sede da freguesia, o historiador sintetizou alguns dos documentos que serão transcritos num livro a editar ainda este ano, que tratará mais de quatro centenas de documentos e que se chamará “Reguengo do Fetal, Batalha – documentos da sua história”. A obra será “uma compilação de documentos, pois não há história sem documentação”, começou por referir Saúl António Gomes, que logo acrescentou que “tem documentos que vão desde o século XII ao século XIX”. Trata-se de “documentos onde encontramos a memória viva do Reguengo”, adiantou, pois “olhando para a história testa freguesia nestes documentos, ficamos a saber mais da história da região onde estamos inseridos, ou seja a região de Leiria”. Para o historiador, os proprietários da região foram elementos importantes na época, pois “é graças a eles que temos esta informação documental”, porque é “precisamente devido às transações que os documentos aparecem”. Enumera de seguida alguns dos proprietários
desta zona, sendo que “o maior proprietário seria o rei, como era compreensível” e uma fatia considerável da nobreza “também tinha aqui as suas terras”, porque sem ela “não seria elevada à categoria de paróquia”. Depois vêm as instituições da Igreja, a saber, o Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, o Mosteiro de Alcobaça, “que é mais rico em propriedades que o de Santa Cruz de Coimbra”, o de Santa Maria de Cós, e até dois mosteiros do norte do país, como o Mosteiro de São João de Tarouca e o Mosteiro de Rendufe e, por fim, o Mosteiro da Batalha. “A Mitra de Braga era também proprietária na zona, assim como a Mitra de Leiria e, até ao século XIX, o Município de Leiria e muitos proprietários livres”, refere Saúl António Gomes, justificando o interesse existente nestas terras. Em 1175 aparece um documento a falar do Reguengo e de Alpentende – nome dado
na época ao Rio Lena -, “mas é preciso ir até 1217, onde há uma doação relacionada com o Reguengo de Alpentende. Trata-se de uma doação do rei D. Afonso II para um seu oficial, o seu escanção mor, que tinha a responsabilidade dos vinhos do reino”, explica o historiador, adiantando que “Reguengo de Alpentende seria o que é hoje o Reguengo do Fetal”. Não tendo uma explicação para a origem do topónimo Magueixa, que “aparece algumas vezes na documentação”, o professor refere que o Reguengo se faz de “dois núcleos, o da Magueixa de um lado e o outro a zona do Reguengo do Fe-
tal”, ou seja faz-se de duas componentes a Torre e depois o vale. “E tudo gira em torno destes dois pólos, o primeiro com uma antiguidade arqueológica confirmada por elementos romanos” e o outro “pelas terras férteis do vale”. Muito mais foi referido na conferência de Saúl António Gomes que desperta o interesse para a obra que, entretanto, será apresentada e que contribuirá bastante para a história do Reguengo do Fetal. CINCO SÉCULOS DE HISTÓRIA. dia 24 de junho de 2012 foi um dia importante para a paróquia e freguesia
s Homenagem Duas instituições da freguesia foram alvo de homenagem por parte da Junta de Freguesia, devido “à sua contribuição para a o engrandecimento da freguesia”. Foram elas a empresa Unifato e o CPA - Centro Paroquial de Assistência.
de Reguengo do Fetal, pois comemorava-se a criação da paróquia e freguesia, no longínquo ano de 1512. Na ocasião o padre Nuno Gil, pároco da freguesia, referiu que se trata de “um acontecimento que nos deve alegrar e um momento de fazer uma avaliação”, para além de ser “um desafio para estarmos abertos e acolhermos a novidade, uma coisa que ainda não conhecemos, mas que muitas vezes nos mete medo”. Também o presidente da Junta de Freguesia, Fernando Lucas, se pronunciou sobre tão importante efeméride, dizendo que “são 5 séculos de história que representam muito para a nossa freguesia, com os seus costumes e tradições que representam muito para a nossa terra”. Por sua vez, António Lucas, presidente do Município da Batalha, salientou o facto de atualmente haver “uma ligação forte entre os reguenguenses que se en-
contram espalhados pelo mundo com a sua terra”, pois as novas tecnologias, especialmente a internet, “são bons veículos para que isso aconteça”. O autarca, referindo-se à nova reforma administrativa autárquica, lembrou ter havido pressões, na época, para a criação da freguesia, dizendo que “500 anos depois das pressões para a criação da freguesia, há pressão, não para a criação de freguesias, mas sim para a sua agregação”. Houve ainda uma missa solene, celebrada pelo bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, e o descerramento de um monumento evocativo da comemoração dos 500 anos da paróquia e freguesia de Reguengo do Fetal, que evoca os cinco séculos da existência da freguesia e a ligação que existe entre a palmeira da sede da freguesia e o Mosteiro da Batalha. Armindo Vieira
Jornal da Batalha
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Opinião
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Frei Francisco de Jesus Maria (Franciscano Reguengueiro que rejeitou ser Bispo) No “Jornal da Batalha”, de Abril de 2003, evocámos este ilustre, quão humilde, filho do Reguengo. Posteriores indagações permitemnos hoje, completar o nosso escrito de então, com novos dados acerca desta imponente figura da Igreja. Nascido no dia 19 de Janeiro de 1791, recebeu o nome de Manuel Francisco de Jesus Malícia. Foram seus pais Francisco Pedro e Teresa de Jesus, que pereceram sob as hostes da Invasão francesa às ordens do General Massena, deixando-o órfão e sem recursos, já seminarista em Leiria, pelo que o Bispo D. Manuel de Aguiar o acolheu sob sua protecção. Como no referido artigo escrevemos, julgamos não errar que ao benemérito bispo deverá ter pesado, para além da orfandade do seminarista, o ser ele do Reguengo, tendo em atenção que foi este prelado quem dotou o Santuário de Nª Srª do Fétal dos dois altares laterais extraídos da sua Sé, por motivos de remodelação do interior. Da muita estima que o bispo teve pelo seu pupilo, resultou tê-lo nomeado seu fâmulo e caudatário. Falecido o bispo, em 1815, foi o nosso biografado acolher-se no Convento Franciscano de Varatojo (Torres Vedras), onde tomou hábito no dia 13 de Julho de 1815 e professou no dia 14 de Julho de 1816 com o nome de Frei Francisco de Jesus Maria, tendo sido ordenado presbítero em 1817. A sua fulgurante carreira, pautase por sucessos contínuos, como ficou registado nos anais da Ordem. Assim, a 3 de Julho de 1827 foi eleito, por um triénio, Presidente e Mestre de Noviços findo o que partiu em missão para o Algarve, mercê de ser reconhecido como emérito pregador, de onde viria a regressar em Julho de 1831. Por obediência à Ordem, voltou para Coimbra, com o encargo de continuar a missionar naquele bispado, tendo-se demorado na Carapinheira até 1832. Foi, por essa altura, quando ainda em Coimbra, que o rei D. Miguel, sabedor da grande fama que tinha de virtuoso e possuidor de muita ciência, o quis conhecer. Deste contacto, achou por bem, o rei, nomeá-lo Bispo de Pinhel, no dia 7 de Janeiro desse ano de 1832, com apenas 39 anos incompletos, nomeação confirmada pelo ministro da Justiça em 31 desse mesmo mês. A sua humildade levou-o a recusar a honraria. Mas, o Rei teimou em querê-lo distinguir e no
dia 16 de Abril seguinte, por carta régia, nomeou-o Arcebispo de Braga. O documento que lhe foi dirigido, com a nomeação, é do seguinte teor: “El-Rei, Nosso Senhor, Tendo consideração às virtudes, Letras e mais qualidades recomendáveis q. concorrem na pessoa de V. Pde., Houve por bem Nomeá-lo Arcebispo da santa Igreja Metropolitana de Braga. O q. participa a V. Pde. Para que possa mandar tratar das suas habitações e expedição da Sua Bulla confirmativa: E pela Secretaria d’Estado dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça, Tem S.M. feito expedir Carta Régia de Apresentação, na forma do costume. Deos Guarde a V.Pde. Palácio de Queluz, em 16 de Abril de 1832. Luiz de Paula Furtado de Castro do Rio de Mendôça.” A confirmar a ordem régia transmitida, verifica-se o ofício, datado do dia 18 seguinte, enviado ao Arcebispo de Petra, Núncio Apostólico em Lisboa, que reza assim: “Sua Majestade Fidelíssima Tendo consideração às virtudes, Letras e mais qualidades recomendáveis que concorrem na pessoa de Frei Francisco de Jesus Maria, Religioso do Seminário de Santo António de Varatojo, Houve por bem Nomeá-lo Arcebispo da Santa Igreja Metropolitana de Braga: o que Sua Majestade Manda participar a V.Exª Para que pela Nunciatura se lhe expeção os despachos necessários para se passar na Corte de Roma a Sua Bulla Confirmativa. Palácio de Queluz, em 18 de Abril de 1823” E, assinava o mesmo tabelião real Luiz de Paula Furtado. (Cf.Cartas Régias, em BNL, Reservados Códice 9948, fls.4 e 13). Frei Francisco mostra-se indomável no seu propósito de recusa às honrarias. Invoca sistematicamente a sua incompetência para o alto cargo, recusando a nomeação régia. Quando teve conhecimento da nomeação para bispo de Pinhel estava em Coimbra com Frei José de Cristo para dar início a mais uma missão. Renunciou prontamente. É o próprio que, de seu punho conta a história dos factos: “Mas não me foi aceite a renúncia. Tornei a renunciar. E, como vagou então a Igreja de Braga, a resposta à dita segunda renúncia foi a nova nomeação. Renunciei logo. Neste tempo já tinha voltado para o Convento. Fui chamado a Lisboa pelo Ministro da Justiça. Sua Majestade nunca me quis falar, porque não queria aceitar a renúncia. Finalmente, fiz a minha última
renúncia, retirando-me de Lisboa para o Varatojo. Eis os termos da minha renúncia: Ilmº e Ex.mº Senhor Há dois meses que estou nesta Capital, mandado vir por S.M. Como a renúncia que fiz da minha nomeação para a Metrópole de Braga não tem podido ser apresentada a S.M. e me não tem sido possível apresentar-me ao mesmo Augusto Senhor, julgando que este negócio se prolongará por causa das circunstâncias actuais, certo de que mais longa demora na Corte é inútil, além de muito incómoda, aproveitando-me da licença que V.Exª me concedeu de voltar para Varatojo, sem demora me retiro para o dito convento. Digne-se V.Exª remeter para ali a resposta que El-Rei Nosso Senhor tiver por bem dar. Mas, Exmº Senhor, permita-me dizer-lhe que a melhor resposta, e mais útil para mim e sobretudo para o Arcebispado de Braga (que tanto tem sofrido com a falta de Prelado), é a eleição de outro Arcebispo. Pois eu sempre estive e estou na firme resolução de não aceitar a dignidade episcopal, porque sei com toda a certeza que é contra a minha consciência, da qual eu somente posso ser juiz verdadeiro.” A seguir, lembra que o rei não obriga ninguém a aceitar o Episcopado e informa que o seu guardião, Frei José de Nª Srª do Rosário, o mandou para a missão do Alentejo, começando em Outubro a missão em Estremoz. O Rei acabou por aceitar a renúncia, em 3 de Setembro desse ano de 1832. É o mesmo tabelião que o informou nestes termos: “Levei à augusta presença de ElRei Nosso Senhor a Representação em que V.Pde. tornando a expor as poderosas razões pelas quaes tinha suplicado a S.M. que Se dignasse escusa-lo de aceitar a Nomeação que O mesmo Senhor Tinha Feito da Pessoa de V.Pde. para bispo da Santa Igreja Cathedral de Pinhel, pedia ser igualmente escuso de aceitar nova Nomeação que Sua Majestade Fez de V.Pde. para Arcebispo da santa Igreja Primacial de Braga. E Sua Me. Me ordena q. participe a V.Pe. porquanto está certo das suas Virtudes e mais qualidades que o farião desempenhar o Episcopado com grande proveito do Serviço de Deos e bem do estado. D.s.G.e a V. Pde.. Palácio de Cachias em 3 de Setembro de 1832. Luiz de Paula Furtado de Castro do Rio Mendôça.” Se, uma recusa para Bispo da pe-
quena diocese de Pinhel poderia ser entendida como, a uma oferta pouco dignificante, já a recusa para arcebispo da Sé de Braga, considerada, ao tempo, como a Roma Portuguesa, onde o arcebispo ostenta o título de Primaz das Espanhas, outro significado não poderia ter que não fosse a muita humildade do franciscano reguengueiro. As suas virtudes eram cultivadas ao extremo. Uma vez recolhido ao seminário do Varatojo e nomeado seu professor, foi logo eleito Guardião no Capítulo realizado no dia 2 de Julho de 1833, lugar que desempenhou até à extinção do seminário em 1833 por ordem do governo liberal de D. Pedro IV que destronou o seu irmão, o Rei D. Miguel. O Convento foi saqueado e vendido a particulares. Os frades dispersaram-se logo no dia 25 desse mesmo Julho, tendo Frei Francisco embarcado para Itália em 2 de Agosto de 1834. Em Roma, onde se fixou, cedo se notabilizou pela oratória, a pontos de, na Quaresma de 1835, o Duque de Módena lhe ter solicitado que se deslocasse aos seus estados para fazer as pregações quaresmais. Não existindo conventos da Ordem, hospedou-se numa casa particular, tendo por companhia o irmão leigo Fr.António das Dores que o acompanhara desde o Varatojo. Finda a pregação, com licença do Duque, foi de peregrinação aos Lugares Santos por lá se demorando um ano. No regresso acomodou-se no Convento de S. Nicolau de Capri e, depois no de Guartalla, por mais dois anos. O Bispo diocesano, que muito apreciava a sua vida regular e suas letras, achou por bem incumbi-lo de ensinar Teologia Moral, nomeando-o a 19 de Maio de 1845, por um ano, Examinador e Juiz PróSinodal, nomeação que repetiu a 28 de Maio de 1846, a 25 de Maio de 1848, a 1 de Outubro de 149 e a 14 de Novembro de 1854. A 28 de Março de 1855. O novo Bispo de Capri, nomeou-o defensor dos matrimónios e seu Teólogo. O Vigário-Geral de Capri, a 1 de Outubro de 1856, ainda recorria a ele para obter pareceres sobre assuntos delicados e de melindre, dada a muita consideração em que o tinha, a par da estima que lhe demonstrava. Todos os que o conheciam o apreciavam como homem sábio e santo. Assim o testemunha uma carta do Ministro Provincial de Bolonha, datada de 27 de Feve-
Mapone
reiro de 1860, em resposta à que ele lhe escreveu em a 22 do mesmo mês, despedindo-se e participando o seu regresso a Portugal, assim como uma outra, longa, de 3 páginas cheias, escrita por Fr. Anselmo, Guardião do Convento de S. Nicolau de Capri, em 25 de Maio de 1860, elogiando-o nas vertentes de Frade, Padre, Director e Conselheiro. Esta carta foi-lhe enviada para o Seminário de Vescovile di Coira, Svizzera. Durante o exílio, jamais se esqueceu do seu Varatojo e do seu Reguengo. Logo que a situação em Portugal o permitiu regressou à Pátria e, de parceria com Frei Joaquim do E. Santo, com quem sempre manteve correspondência regular, comprou o seu velho Convento. Despediu-se do Ministro Provincial de Bolonha, de quem dependia o Convento de Capri e regressou ao Varatojo, agora que era seu e o restituira à Ordem, ali se fixando novamente como Guardão, no dia 2 de Julho de 1861, tarefa que desempenharia até ao dia 28 de Fevereiro de 1864, data em que foi ocupar o lugar de Presidente e Mestre de Noviços até 28 de Fevereiro de 1867. Visitava o Reguengo do Fétal para ver familiares, mormente seus sobrinhos, de entre eles João José Gomes Mendes, que foi o pai de outro reguengueiro ilustre, o jornalista Adelino Mendes. Sem nunca ter abandonado as pregações, faleceu aos 78 anos na enfermaria do Convento do Varatojo, no dia 1 de Julho de 1870 (Repare-se na coincidência de, ao longo de toda sua vida, o mês de Julho ser o de maiores efemérides), tendo sido sepultado no cemitério de Torres Vedras. Todavia, logo em 5 de Junho de 1875, os seus despojos foram exumados e trasladados para campa rasa no seu Convento do Varatojo, homenagem justa e merecida. É de Frei Joaquim do Espírito santo a última referência que fazemos: “Conheci suas anedotas com bastante sal de graça, e não enfastiava a sua conversação.” (Cf.Ms. “Óbitos de Varatojo, 16821890”, no Arquivo da Província da Ordem Franciscana, Armário I, 2, nº 75, fl 176)
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Batalha Aniversário
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22 ideias para aproveitar o melhor da Batalha m O Jornal da Batalha assinala este mês 22 anos de atividade. Pretexto para deixarmos 22 sugestões que espelham o que de melhor há no concelho. Dicas para aproveitar os 22 dias úteis de férias no mês de agosto. Fica a certeza que, ainda assim, há muitas outras razões para descobrir o concelho. Aproveite.
Mosteiro da Batalha. É o coração e a alma da Batalha. Incontornável conhecer este património da Humanidade e Maravilha de Portugal. É um autêntico e majestoso livro sobre a História de Portugal.
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Igreja Matriz do Reguengo do Fetal. Templo edificado em 1512, deixa transparecer a combinação barroca da fachada, do século XVIII. Lugar de devoção a Nossa Senhora do Fetal.
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que, embora reconstruída e alterada, subsiste no local onde inicialmente foi edificado um templo no século XV.
tem vários trilhos devidamente assinalados e um centro de apoio recentemente inaugurado. Aproveite para uma atividade desportiva com paisagens cativantes.
Zona Desportiva da Batalha. Espaço privilegiado para praticar desporto. Há campo de futebol, pista de atletismo e mesmo aparelhos de ginástica.
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Grutas da Moeda. Em Moita do Martinho estão as grutas descobertas em 1971. No local existe ainda um centro de interpretação: espaço interativo onde os visitantes podem encontrar respostas às múltiplas questões relacionadas com as Ciências da Terra, interagindo com equipamentos e exposições que facilitam o entendimento dos fenómenos geológicos e ambientais do Maciço Calcário Estremenho.
12 Museu da Comunidade Concelhia da Batalha. Ainda a “cheirar a novo”, este museu permite conhecer as raízes históricas e culturais do concelho e perspetivá-las à luz da história universal. Indispensável, sendo que está preparado para receber visitantes com necessidades especiais.
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Parque Eco-Sensorial da Pia do Urso. Em São Mamede, numa aldeia totalmente recuperada e que merece a visita, está o parque que permite um conjunto de experiências didáticas e pedagógicas. Também aqui há diversos equipamentos preparados para visitantes invisuais.
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Ponte da Boutaca. A dois passos do Mosteiro, a ponte é na verdade um viaduto construído na segunda metade do século XIX. Tem cabines de portageiro e permite uma vista deslumbrante sobre a vila e o Mosteiro.
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O que se passou antes e depois da Batalha de Aljubarrota? O Núcleo da 1ª Posição do Exército Português conta essas duas histórias: a do local que as tropas portuguesas ocuparam na manhã de 14 de Agosto de 1385 e o processo de construção do Mosteiro da Batalha. Situado perto da ponte da Boutaca, é essencial para perceber o mais importante momento histórico do concelho.
Se está no Reguengo do Fetal, por que não aproveitar para dar um mergulho. A piscina está aberta durante o verão e o espaço verde que a circunda assegura um dia bem passado. Sobretudo quando o calor aperta.
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Moinhos de São Mamede. Caso se aventure pelo planalto de São Mamede, não deixe de explorar a zona serrana. Aí descobrirá vários moinhos, alguns de madeira. Com sorte pode mesmo trocar impressões com quem ainda os mantém em funcionamento.
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Buraco Roto. Nas encostas do planalto de São Mamede, mas ainda na freguesia do Reguengo, existe um local de grande interesse arqueológico que no inverso se transforma nascente de água.
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Cavacas do Reguengo do Fetal. Os ovos e a farinha, e mais alguns ingredientes, assumem um aspecto e paladares únicos depois de cozidos no forno a lenha. Na aldeia do Reguengo pergunte onde as pode encontrar. Vale a pena.
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Pudim da Batalha. Bem, se os doces são parte das suas preferências, não deverá ser difícil encontrar nas pastelarias da vila da Batalha o pudim com o nome do concelho. Foi nos anos 30 do século passado que se começou a confecionar.
Ermida Senhor dos Aflitos, Golpilheira. Oportunidade para visitar uma capela
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Folclore e festas. Agosto é sabido, é mês de festas. Oportunidade para conferir as atividades do concelho, reencontrar velhos conhecidos e apreciar o folclore internacional e os últimos êxitos da música portuguesa.
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Mata do Cerejal, Alcanadas . É uma zona com uma fauna e flora bastante rica e diversificada. E oferece ao visitante paisagens arrebatadoras.
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Casa da Madalena. Fundado e administrado pelo Rancho Folclórico Rosas do Lena, que cumpre 50 anos em 2013, o Museu Etnográfico da Alta Estremadura – Casa da Madalena, reconstitui aspectos significativos da etnografia do norte estremenho. Encontra-o na Rebolaria.
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Percursos pedestres. Há cinco percursos pedestres para descobrir no concelho da Batalha. Com graus de dificuldade e contextos bem diferentes. Pode até calcorrear uma antiga linha de comboio.
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Pelourinho. Em boa verdade, o pelourinho da vila da Batalha já não existe. Foi demolido há cerca de meio século. Mas em 2000 foi inaugurada uma réplica pelo mestre Alfredo Ribeiro e por Pedro Coelho Oliveira. Visite na Rua D. Filipa de Lencastre, em plena vila da Batalha
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O Centro de BTT da Batalha. Se o BTT faz as suas delicias, aproveite a zona da Pia do Urso, em São Mamede. Aí exis-
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Pia da Ovelha. Na zona do Reguengo do Fetal existe uma parede natural como resultado da erosão dos calcários. É uma exsurgência, ou seja, um caudal que resulta de infiltrações diversas no maciço calcário
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Pontos de escalada. Há vários pontos onde essa atividade radical pode ser realizada. Especialmente na freguesia do Reguengo do Fetal. Se quer aventura e emoções fortes, não faltam opções.
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Jornal da Batalha
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Desporto Batalha
Golpilheira em terceiro lugar na Taça
Luís Felipe Vieira inaugura Casa do Benfica m Presidente do clube será homenageado dia 17 num jantar na Batalha. Entretanto a Casa do Benfica da Batalha está já a avançar com a criação das secções de atletismo e natação. Vai ainda surgir um novo grupo coral.
Na véspera do arranque de mais um campeonato nacional de futebol, Luís Felipe Vieira, presidente do Sport Lisboa e Benfica preside à inauguração da Casa do Benfica na Batalha. Será a 17 de agosto e o programa da inauguração contempla um jantar que vai contar com a presença de vários jogadores do clube. António Caseiro, presidente da direção da Casa do Benfica na Batalha, sublinha a relevância da presença do presidente do clube: “Demonstra da parte do presidente do Sport Lisboa e Benfica, Luís Filipe Vieira, a importância que a região Centro tem pelo seu número de associados, simpatizantes e sócios do clube, evidenciando um evento de real
importância pelo facto de a vinda ocorrer um dia antes do início do campeonato”. Luís Felipe Vieira é esperado na Batalha às 19 horas, e a inauguração decorrerá meia hora depois. No jantar, na Aldeia de Santo Antão, e que será de homenagem ao presidente do Benfica, estarão presentes os vice-presidentes Rui Cunha e Almeida Lima, acompanhados por Jorge Jacinto, diretor do departamento das Casas do Benfica. É ainda esperada a presença de jogadores do clube encarnado. A Casa do Benfica da Batalha entrou em funcionamento a 22 de outubro do ano passado e António Caseiro faz um balanço positivo destes primeiros meses de atividade. “Atualmente, fazem parte da Casa do Benfica da Batalha centenas de sócios e simpatizantes e muito nos vamos orgulhar de chegar ao primeiro milhar de associados durante a próxima época desportiva onde todos desejamos que o SLB conquiste o 33.º campeonato”, adianta. E sublinha uma característica deste espaço: “caracterizase também pela prática de boas condutas permitindo a todos frequentar o espaço independentemente do clube que mais simpatizam”. NOVAS MODALIDADES. Entretanto, a CBB acaba de
p Luís Filipe Vieira anunciar a criação de novas atividades, avançando com a criação das secções de atletismo e natação, para além da criação de um grupo coral. As inscrições já estão abertas. “As novas modalidades, duas desportivas e uma cultural, pretendem ampliar o leque de escolhas de atividades praticáveis no nosso concelho”, refere António
Caseiro. A ideia é abranger “pessoas de todas as idades, fomentando para os mais novos, a prática do desporto a ritmos de competição nunca descurando a importância que a formação académica tem e, para os mais velhos, pelos benefícios que o exercício físico acresce em termos de saúde”. Há ainda a possibilidade de os melhores
entre os melhores poderem ser alvo da atenção do Benfica. “Outra das razões passa por aproximar os melhores atletas das diferentes modalidades da CBB junto do Clube Sport Lisboa e Benfica nomeadamente pelos treinos de captação que o Clube faz, permitindo aos jovens do nosso concelho a demonstração de tais capacidades”, sublinha. A direção, explica António Caseiro, “desde sempre procurou juntar gregos e troianos, saliente-se, simpatizantes do Benfica e simpatizantes de qualquer outro clube. Como tal, a criação de novas modalidades, tais como, atletismo e natação, visa cobrir os demais interessados, independentemente do clube que mais simpatizem, dado que o facto importante é existir uma associação organizada e proativa ao ponto de criar as condições ideias para a prática dessas modalidades”. Está já em curso a contratação de um profissional credenciado na modalidade de atletismo e de natação, acrescenta. O responsável da CBB adianta que a sustentabilidade das novas modalidades está devidamente prevista, sendo que “aplicaremos parte dos recursos provenientes das quotas dos simpatizantes da CBB e receitas das iniciativas que a Casa periodicamente organiza”.
GPS e duas rodas ligam maravilhas Três maravilhas, duas rodas, um GPS e vontade de conhecer a região. Não é para já, mas pode começar a treinar. O GPS Raid “As Maravilhas da Região de Leiria” está concluído e será realizado a 13 e 14 de outubro,
numa organização da Airbike, com o objetivo de promover a região. “Há cerca de três anos que preparamos a prova. Fomos acrescentando pormenores e entendemos que devíamos mostrar as três maravilhas da região: Mos-
teiro da Batalha, Grutas de Mira de Aire e Arroz de Marisco da Praia da Vieira”, explica Alexandre Domingues, da Airbike - Associação de Ciclismo. Trata-se de uma prova, sem carácter competitivo, que se prolonga por dois
dias. No primeiro dia, com partida da Batalha, o percurso terá 100 km, com um desnível acumulado de 2.200 m, e passará pelo Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, Grutas de Mira de Aire, Porto de Mós, Pia do Urso, Reguengo
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do Fetal e Fórnea, enquanto o segundo dia, com 60 km e 1.000 m de desnível acumulado, será reservado para o rio Lis, da nascente à foz, e ao Arroz de Marisco. “Será um evento que promove muito bem a região”, salienta.
A equipa feminina de futsal do Centro Recreativo da Golpilheira, alcançou o terceiro lugar na disputa da Taça Nacional de Futsal Feminino, assegurando assim o feito de se encontrar no lote das três melhores equipas nacionais. A competição terminou a 30 de junho, com a vitória da equipa da Golpilheira, em casa, frente à Quinta dos Lombos (2-1) num jogo emotivo e que valeu pela demonstração de força perante uma das fortes candidatas ao título. Ao perder nos dois jogos que disputou com o Vermoin (vencedor da Taça) a turma liderada por Teresa Jordão terá hipotecado as hipóteses de chegar ao primeiro lugar. As “Golpilhas” chegaram ao fim desta competição, com três vitórias e três derrotas.
Demó vence torneio A equipa do Centro Recreativo e Jardim Infantil da Demó, São Mamede, sagrou-se a equipa vencedora da nona edição do Torneio de Futsal Município da Batalha que decorreu de 11 de junho a 7 de julho. Num jogo bastante disputado, a final opôs a equipa de São Mamede à Associação Recreativa e Cultural de Alcaidaria, tendo resultado final sido de 3 a 2. Neste torneio, a classificação geral foi a seguinte: 1º Lugar: C. R. Demó; 2º Lugar: A. R. C. Alcaidaria; 3º Lugar: C. R. Rebolaria; 4º Lugar: A. R. Amarense; 5º Lugar: A. R. Batalhense; 6º Lugar: S. R. Relvense; 7º Lugar: A. C. R. Calvaria de Baixo; 8º Lugar: C. R. Golpilheira; 9º Lugar: C. C. R. Qª do Sobrado; 10º Lugar: A. Tigre Shotokan K.; 11º Lugar: C. R. Pinheiros;12º Lugar: A. R. Garruchas; 13º Lugar: C. R. Alcanadas; 14º Lugar: S. R. Jardoeira.
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julho 2012
Jornal da Batalha
Jornal da Batalha
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Património Batalha
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Património
Mouzinho evocado na poesia popular Em 21 de Julho vêm mais uma vez à Batalha, para prestar homenagem à memória do patrono da sua Arma, Joaquim Mouzinho de Albuquerque, os militares da Escola Prática de Cavalaria, agora instalada na cidade de Abrantes. Em 21 de Julho de 1897 travouse, em Moçambique, a batalha de Macontene em que a Cavalaria comandada por Mouzinho teve um papel decisivo. Mas não é dessa batalha que vou tratar. Na sequência do apontamento nº 111, de Maio último, sobre “Romances, Rimances, Xácaras, Quadras Populares”, em que referi um dos poemas populares, neste caso de cariz épico, que evocam Mouzinho de Albuquerque, publico neste número parte de um, e apenas parte porque é muito extenso, nada menos que 44 quadras, em que se lamenta a sua trágica morte e se exalta a sua figura, e outro em que, a propósito da prisão do Gungunhana, se enaltecem os nossos soldados. O primeiro, “propriedade e original de Carlos d’Azevedo Praxêdas” e editado por “Azevedo, Rodrigues & Silva”, suponho que no Porto, o outro de autor desconhecido e vendido pelas feiras e mercados a 20 réis. Sobre o suicídio de Mouzinho, que o primeiro poema refere, há hoje muitas dúvidas, como nos dá conta o seu sobrinho-bisneto por afinidade Dr. António Mascarenhas Gaivão logo no primeiro capítulo da sua obra “MOUZINHO DE ALBUQUERQUE – Do sertão de Moçambique ao fausto das cortes europeias. Pelos caminhos da Honra, da Glória e da Pátria”, em 2008 pela “Oficina do Livro”. Na realidade, Mouzinho fôra atingido por dois tiros na cabeça e não apenas por um como seria habitual num caso de editada
Retumbam na capital Os sinos alegremente; De galas se veste a gente, N’um dia tão festival. O nome de Portugal Se levanta orgulhoso, Mais uma vez glorioso, Pela victoria alcançada, Que se deve à força armada, Ao exército brioso! Pelos feitos immortaes A Pátria nos recompensa! Fosteis punir uma offensa? Sois valentes e leaes, Affrontasteis p’rigos taes Com tanta abnegação, Que mereceis o galardão, Tão justamente sagrado, Na história consignado Aos defensores da Nação.
suicídio. E há outros motivos, relatados pelo autor, que levam a crer mais na hipótese de crime do que de suicídio. Mouzinho era uma figura incómoda para a classe política, sobretudo para as alfurjas onde se conspirava e congeminava planos para a conquista do Poder e para as quais o Herói era um obstáculo quase intransponível. A sua morte ocorre em 8 de Janeiro de 1902, na estrada de Benfica, em Lisboa, e pouco depois surgem as homenagens da alma popular traduzidas, entre outras formas, pela publicação e divulgação de verdadeiros rimances como o que se segue: Está o paiz de lucto Pela morte d’um valoroso, Suicidou-se o major Mousinho Que pr’a Pátria foi prestimoso. Foi nas estrada de Benfica Que elle se suicidou, Pegando no seu revólver Um só tiro disparou.
No paço na refeição Esteve bem despreocupado Sahiu depois a seu passeio Sem nada se ter notado O cocheiro, belo moço Que o coupé elle guiava Ao ouvir o estampido Em altos gritos bradava. Socorro, venham depressa Ver o caso sucedido, Mousinho de Albuquerque N’este coupé estendido. Ao circular o boato D’esta tragédia final, Correram logo os seus amigos Em direcção ao hospital. Foi uma scena comovente, Que a todos entristeceu Oh, saber-se em lisboa Que Mousinho que morreu!!! Almoçou bem satisfeito Esta infeliz creatura, Era a última refeição Da sua morte prematura.
Todavia ninguém diga O terminus do seu lema.
Todos os olhos choravam Desde o general ao soldado.
Oh Pátria que ‘stás de lucto E a bandeira portugueza, Perdeste um filho querido Em coragem e em braveza.
Lá descança sempre em paz No cemitério dos Prazeres Esse bravo militar Que deixou poucos haveres.
Foi um heróico a valer Militar bem prestimoso, Amou bem a sua Pátria Mas terminou desditoso. Estudante de valia Na Polytechnica cursou, Provou assim os seus feitos Que a Pátria bem amou. De todos era estimado Pois ninguém lhe queria mal Era amante do seu Povo E da família real. O seu nome é bem lembrado Numa plaga singela, Lembrem-se os meus leitores Dos feitos de Coolella.
Terminemos estes versos, Erguemos as mãos aos Céus Olvidemos as saudades E p’ra o finado, prece a Deus. Publicado ainda no ano de 1902. Passo ao segundo que corria numa folhinha e chegou a ser, com certeza, cantado pelos ceguinhos. Tinha o seguinte mote:
Às forças de terra e mar Damos vivas em geral! Viva o nobre Portugal, Que nos sabe contemplar! Mil graças nós vimos dar, Sinceras, do coração! A toda a expedição, Esse punhado de heroes!... Aceitae do povo, pois, O preito de gratidão. O feito de Chaimite que estes versos celebram tinham-se dado em 1895 (Dezembro), um mês depois de Coolela (Novembro), cerca de ano e meio antes de Macontene e seis anos antes da morte de Mouzinho. José Travaços Santos Apontamentos sobre a História da Batalha (113
Fotografia: Baixo-relevo do escultor
... Quantas vezes nos julgamos Na felicidade suprema,
Este audaz e grande heroe, Que p’ra nós é bem lembrado, Commo prémio aos seus serviços Do seu povo foi amado.
Acceitae d’um povo inteiro Calorosas ovações, Que honrasteis as tradições Do seu passado guerreiro! Desteis um golpe certeiro, Que a coragem avigora! Sois como os heroes d’outr’ora, Cujos nomes bem sabeis; O preito, que vós mereceis, Rende o paiz n’esta hora.
Foi um enterro imponente O d’esse bravo tão amado
Ao exército brioso, Aos defensores da Nação, Rende o paiz, n’esta hora, O preito de gratidão.
Leopoldo de Almeida representando a captura de Gungunhana.
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Batalha Necrologia / Publicidade
julho 2012
Jornal da Batalha
António Saraiva Sequeira
José Duarte Fernandes
Manuel Alexandre
78 anos 05.03.1934 - 10.07.2012 Batalha
“Jose Leiria” 19.03.1926 - 15.07.2012 Natural de: Marrazes - Leiria Picassinos – Marinha Grande
84 anos 09.03.1928 - 05.06.2012 Natural de: São Jorge – Calvaria de Cima Residente em: Pinheiros - Batalha Foi sepultado cemitério Batalha
Sua esposa: Luísa Lourenço Sequeira, filhos: António e Paulo Lourenço Sequeira e restantes familiares, na impossibilidade de o fazer pessoalmente, como era seu desejo, vêm de forma reconhecida, agradecer a todos os que os acarinharam nesta altura de profunda dor e sentimento de perda, bem como a todos os que acompanharam o Sr António até à última morada. Por tudo e a todos, muito obrigado. Tratou: Agência Funerária Santos & Matias, L.da – Batalha
Maria do Fetal Rodrigues Carreira 86 anos 05.04.1926 - 15.07.2012 Reguengo do Fetal - Batalha
Agradecimento Seus Filhos, Netos e restante família na impossibilidade de o fazerem pessoalmente como era seu desejo, vêm por este meio agradecer de forma especial a todas as pessoas de suas relações e amizade que neste momento de dor e tristeza manifestaram o seu pesar. A todos, o nosso muito obrigado. Tratou: Agência Funerária Espírito Santo - Batalha
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Agradecimento Seus Filhos, Netos e restante família na impossibilidade de o fazerem pessoalmente como era seu desejo, vêm por este meio agradecer de forma especial a todas as pessoas de suas relações e amizade que neste momento de dor e tristeza manifestaram o seu pesar. A todos, o nosso muito obrigado. Tratou: Agência Funerária Espírito Santo - Batalha
Agradecimento Sua Esposa, Filhos, Genro, Nora, Netos e restante família na impossibilidade de o fazerem pessoalmente como era seu desejo, vêm por este meio agradecer de forma especial a todas as pessoas de suas relações e amizade que neste momento de dor e tristeza manifestaram o seu pesar. A todos, o nosso muito obrigado. Tratou: Agência Funerária Espírito Santo - Batalha
Rui Ezequiel Pereira dos Santos
Carlos Manuel Alves Meneses
38 anos 11.07.1973 - 01.06.2012 Golpilheira - Batalha Foi sepultado cemitério Golpilheira
62 anos 16.08.1949 - 28.06.2012 Natural de: Ribeira de Baixo – Porto de Mós Residente de: Fazendas de Almeirim - Almeirim Foi sepultado no cemitério da Batalha
Agradecimento Seus Pais, Irmãos e restante família na impossibilidade de o fazerem pessoalmente como era seu desejo, vêm por este meio agradecer de forma especial a todas as pessoas de suas relações e amizade que neste momento de dor e tristeza manifestaram o seu pesar. A todos, o nosso muito obrigado. Tratou: Agência Funerária Espírito Santo - Batalha
Agradecimento Sua família, na impossibilidade de o fazer pessoalmente, como era seu desejo, vem por este meio agradecer a todas as pessoas de suas relações e amizade que, neste momento de dor e tristeza, manifestaram o seu pesar. A todos, o nosso muito obrigado. Reitera deste já o seu agradecimento aos que honrem com sua presença na eucaristia de 7º dia, em sufrágio de sua alma, que será celebrada quintafeira, dia 05 de Julho, pelas 20 horas, na Capela da Fonte do Oleiro. Tratou: Agência Funerária Espírito Santo - Batalha
Elvira Gomes Pires Cipriano
José Carreira Gomes
76 anos 10.11.1935 - 30.06.2012 Natural de: Tremoceira - Pedreiras Residente em: Cancelas - Batalha Foi sepultada no cemitério da Batalha
75 anos 25.06.1937 - 28.06.2012 Stº Antão - Batalha Foi sepultado no cemitério da Batalha
Agradecimento Sua família, na impossibilidade de o fazer pessoalmente, como era seu desejo, vem por este meio agradecer a todas as pessoas de suas relações e amizade que, neste momento de dor e tristeza, manifestaram o seu pesar. A todos, o nosso muito obrigado. Tratou: Agência Funerária Espírito Santo - Batalha
TERESA ANTUNES & SANTOS, FUNERÁRIA, Lda. Tel.: 244 704 324 / Telm: 917 258 679 Email: funerariasaomamede@gmail.com Sede: Rua José dos Santos, nº 2 São Mamede - Batalha
Serviço fúnebre completo Trasladações e Cremações Serviços de documentação ADSE, Segurança Social, Estrangeiro Funeral Social Micael Cantanhede 912 331 162 Paulo Pragosa 916 002 216 Marinha Grande | Batalha/São Jorge
Agradecimento Sua família, na impossibilidade de o fazer pessoalmente, como era seu desejo, vem por este meio agradecer a todas as pessoas de suas relações e amizade que, neste momento de dor e tristeza, manifestaram o seu pesar. A todos, o nosso muito obrigado. Tratou: Agência Funerária Espírito Santo - Batalha
Maria dos Anjos Moita Varino Mendes 61 anos 24.11.1950 - 20.06.2012 Casal do Marra – Batalha
Seu marido: Albino Mendes, filhos: Vitor e Marco Varino Mendes e restantes familiares, na impossibilidade de o fazer pessoalmente, como era seu desejo, vêm de forma reconhecida, agradecer todas as manifestações de carinho. Agradecem ainda a todas as pessoas que se dignaram estar presentes naquele que foi o último adeus, ou que de outra forma lhe prestaram homenagem. A todos, muito obrigado. Tratou: Agência Funerária Santos & Matias, L.da – Batalha
Funerária Santos & Matias, Lda. Serviços Fúnebres www.funerariasantosematias.pt.vu Telefone 244 768 685/244 765 764/967 027 733
E-mail: fune_santosematias@sapo.pt
Estrada de Fátima, nº 10 B - 2440-100 Batalha
Jornal da Batalha
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julho 2012
CARTÓRIO NOTARIAL DA BATALHA Notária: Sónia Marisa Pires Vala Certifico, para fins de publicação, que por escritura lavrada hoje, exarada de folhas dezassete a folhas dezanove, do Livro Cento e Oitenta e Três - B, deste Cartório. Maria Júlia Ribeiro Marques, NIF 169 874 419 e marido João dos Santos, NIF 167 954 300, casados sob o regime geral de bens, naturais, ela da freguesia de Cortes, ele da freguesia de Barreira, ambas do concelho de Leiria, residentes na Rua Principal, Azambujo, Cortes, Leiria, declaram que, com exclusão de outrem, são donos legítimos possuidores do seguinte: Verba quatro – Prédio rústico, sito em Várzea, freguesia de Reguengo do Fetal, concelho da Batalha, composto de vinha, cultura, tanchas e mato, com área de mil metros quadrados, a confrontar de Norte com Manuel Vicente Ribeiro, de Sul com António de Jesus Gomes, de nascente com José Vicente Ribeiro e de poente com Manuel Ferreira Romão, não descrito na Conservatória do Registo Predial da Batalha, inscrito na matriz sob o artigo 5.088, com o valor patrimonial de 15,29€. Verba cinco – Prédio rústico, sito em Serrado da Lagoa, freguesia de São Mamede, concelho da Batalha, composto de eucaliptal, com área de quatrocentos e vinte metros quadrados, a confrontar de norte com caminho, de sul com Alípio Gomes Tomás, de nascente com José Gomes do Rosário, e do poente com Adelino Silva Moniz, não descrito na Conservatória do Registo Predial da Batalha, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 1580, com o valor patrimonial para efeitos de IMT de 4,42€. Verba seis – Prédio rústico, sito no Covão da Figueira, Perulheira, freguesia de São Mamede, concelho da Batalha, composto de terra de pinhal e mato, com área de seiscentos e quarenta e seis metros quadrados, a confrontar de norte com José Vieira, e de sul, nascente e poente com Mário Oliveira, não descrito na Conservatória do Registo Predial da Batalha, inscrito na matriz sob o artigo 17.671, com o valor patrimonial de 529,72€. Que adquiriram o direito identificado na verba cinco e os prédios identificados nas verbas quatro e seis, no ano de mil novecentos e sessenta e três, por partilha verbal, por óbito de Joaquim Vicente Marques e mulher Júlia de Jesus Ribeiro, pais da mulher, residentes que foram no lugar de Amoreira, Cortes, Leiria, não dispondo o Justificantes de qualquer título formal para os registar na Conservatória, mas desde logo entraram na posse e fruição dos mesmos. Que na consequência daquela partilha verbal, possuem os identificados prédios e direitos prediais em nome próprio á mais de vinte anos sem a menor oposição de quem quer que seja desde o seu inicio, posse que sempre exerceram sem interrupção e ostensivamente com o conhecimento de toda a gente e a prática reiterada dos actos habituais de um proprietário pleno, ocupando e amanhando os prédios, deles recolhendo os frutos, tudo na convicção de exercer um direito próprio, conservação e defesa da propriedade, pagamento das contribuições e demais encargos, pelo que, sendo uma posse pacífica, contínua, pública e de boa fé durante aquele período de tempo, adquiriu os citados prédios e direitos prediais por USUCAPIÃO. Batalha, Vinte e três de Julho de dois mil e doze. A Notária Sónia Marisa Pires Vala
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s Notícias dos Combatentes
A crise e os combatentes Não pretendendo meternos em política a verdade é que, nos tempos que correm, devido à tão apregoada (e bem sentida…) crise que nos assola, e que tem servido de pretexto para nos irem ao “bolso” descaradamente, é difícil fugirmos ao tema, porque os combatentes também têm sido duramente atingidos pelo flagelo. Com efeito, se é verdade que os funcionários públicos, ainda no ativo ou já aposentados, têm sido os mais atingidos, devido aos cortes nos vencimentos, subsídios de natal e de férias, no privado a situação não está muito melhor, com o desemprego galopante que se observa e onde já se encontra cerca de um milhão de portugueses. Esta situação vai deixando a nossa sociedade cada vez mais deprimida e também possuída por um certo sentimento de revolta, quando se constata que, ao contrário do que nos vai sendo dito, a crise, de facto, não afeta todos por igual. Com efeito, enquanto centenas de milhares de
cidadãos têm de recorrer à ”sopa dos pobres” para terem uma refeição diária minimamente decente, continua a haver um grupo de privilegiados, quase todos ligados à política, com ordenados de centenas de milhares e até de milhões de euros por ano ou aposentados que, apesar de já auferirem reformas douradas, muitos deles continuam a beneficiar de mordomias de milhares de euros, a pretexto de serem cérebros imprescindíveis às empresas, mas que só lá vão meia dúzia de vezes por ano, não se sabe bem fazer o quê… a não ser receber o “cacau”, claro!... E uns quantos destes ainda têm o despautério de irem aparecendo na televisão a dizer-nos que temos de continuar a apertar o cinto e que os ordenados têm de baixar ainda mais! Que descaramento! É preciso não ter um pingo de vergonha! Ah! E também não nos podemos esquecer das subvenções vitalícias! Todas elas mensais, de mais de um a vários milhares de euros!
O curioso é que quem as recebe não é qualquer cidadão que descobriu ou fez algo de transcendente em favor das nossas gentes ou do desenvolvimento do nosso País; não é um soldado que cometeu atos de bravura numa guerra, salvando até a vida de muitos camaradas! Tanto quanto sabemos, estas subvenções são todas auferidas por políticos que, descaradamente, as atribuíram a si próprios!... Políticos estes que, na sua maioria, têm grande quota parte de responsabilidade pela situação em que o nosso Pais e os seus cidadãos se encontram. Pois é: quanto confrontamos este regabofe com os milhões de portugueses, incluindo milhares de combatentes, que não conseguem satisfazer as suas necessidades básicas e dos seus; quando somos confrontados, por camaradas nossos, com pedidos de ajuda para comprar medicamentos, imprescindíveis à sua sobrevivência, porque as comparticipações são cada vez menores, as taxas modera-
doras subiram cegamente e ainda por cima têm de tentar ajudar um filho desempregado e à subsistência dos netos; para além da tristeza, assola-nos a revolta, que temos dificuldade em calar… Como é o caso de hoje! E, caros concidadãos, isto não tem a ver com quem nos governa no presente, nem com partidarite política. A nossa triste realidade é que de há mais de trinta e cinco anos a esta parte tem sido cada vez mais difícil separar o trigo do joio. Só os facciosos ou os “boys” conseguirão sentirse em paz com o turbilhão que nos rodeia! Aos nossos cidadãos em geral e aos combatentes em particular, tentem usufruir, os que ainda o podem fazer, de uns dias calmos, à beiramar ou no campo, recarregando as “baterias” para enfrentarmos os próximos tempos, que ainda irão ser piores que os actuais. BEM HAJAM!
Jornal da Batalha, ed. 264, de 27 de Julho de 2012
CARTÓRIO NOTARIAL DE LEIRIA
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Docelina Carlos da Silva 85 anos 03.12.1926 - 09.07.2012 Jardoeira – Batalha
Seus filhos: Fernando e Elisa Carlos da Silva e restantes familiares, na impossibilidade de o fazer pessoalmente, como era seu desejo, vêm de forma reconhecida, agradecer todas as manifestações de carinho. Agradecem ainda a todas as pessoas que se dignaram estar presentes naquele que foi o último adeus, ou que de outra forma lhe prestaram homenagem. A todos, muito obrigado. Tratou: Agência Funerária Santos & Matias, L.da – Batalha
do Notário Pedro Tavares Certifico, para fins de publicação, que neste Cartório e no Livro de Notas para Escrituras Diversas nº 220-A de folhas vinte e nove a folhas trinta verso se encontra exarada uma escritura de Justificação Notarial no dia 16 de Maio de 2012. Outorgada por: Maria de Jesus Vieira, viúva, natural de Alqueidão da Serra, Porto de Mós, residente na rua Principal nº58, Perulheira, S. Mamede, Batalha, NIF 156 235 765, na qual disse: Que é dona possuidora do prédio urbano composto por habitação, com palheiro, barracão e arrecadação, com as áreas cobertas de quarenta e oito metros quadrados, vinte e quatro metros quadrados, vinte metros quadrados e quinze metros quadrados, respectivamente, e quintal com duzentos e cinquenta metros quadrados, sito em Demo, na freguesia de Alqueidão da Serra, do concelho de Porto de Mós, a confrontar do norte com Barreiro de Água, sul, poente e nascente com estrada pública, não descrito na Conservatória do Registo Predial de Porto de Mós, inscrito na matriz sob o artigo 1.098, com o valor patrimonial tributário de 1.703.98€, a que atribui igual valor. Que o referido prédio veio á sua posse por doação meramente verbal feita por seus pais João Vieira e Maria dos Anjos Vieira, residentes que foram em Alqueidão da Serra, por volta do ano de mil novecentos e noventa, sendo ela justificante já viúva a essa data. Que, assim, vem possuindo o referido prédio, como seu, há mais de vinte anos, como proprietária e na convicção de o ser, habitando-o, usufruindo dos anexos, fazendo nele pequenas obras e reparações, pagando as respectivas contribuições e impostos, posse que vem exercendo ininterrupta e ostensivamente, com o conhecimento de toda a gente e sem oposição de quem quer que seja, assim de modo pacífico, público e de boa fé, pelo que adquiriu por usucapião a propriedade sobre o aludido imóvel. Que dada a forma de aquisição originária não tem documentos que a comprovem. Que para suprir tal título vem pela presente escritura prestar estas declarações de justificação com o fim de obter no registo predial a primeira inscrição de aquisição do indicado prédio. Vai conforme ao original na parte fotocopiada não havendo na parte omitida nada que amplie restrinja, modifique ou condicione a parte fotocopiada. Maria Leonor de Almeida Pereira, funcionária do Cartório em epígrafe, no uso de competência cuja autorização pelo Notário respectivo foi publicado nos termos da lei sob o nº 128/3 a 31/01/2011, em Leiria, dezasseis de Maio de dois mil e doze. Jornal da Batalha, ed. 264, de 27 de Julho de 2012
CARTÓRIO NOTARIAL DA BATALHA Notária: Sónia Marisa Pires Vala Certifico, para fins de publicação, que por escritura lavrada hoje, exarada de folhas cento e trinta a folhas cento e dezasseis a folhas cento e dezassete, do Livro Cento e Oitenta e um - B, deste Cartório. Angelina Vieira da Silva, NIF 125 089 554 e marido José Carreira da Costa, NIF 114 268 584, casados sob o regime de comunhão de adquiridos, ambos naturais da freguesia de Reguengo do Fetal, concelho da Batalha, onde residem na Estrada de S. João, no lugar de Torre, declaram que com exclusão de outrem, são donos legítimos possuidores do prédio rústico, composto de terra de mato e eucaliptos, com área de nove mil qinhentos e oitenta e sete metros quadrados, sito em Chouso do Pisco, freguesia do reguengo do Fetal concelho da Batalha, a confrontar de norte com António Gomes Gaspar, de sul com caminho, de nascente com Maria da Conceição Pereira Romão e de poente com Pedro de Jesus Carreira, não descrito na Conservatória do Registo Predial da Batalha, inscrito na matriz predial rústica sob o artigo 10.141, com o valor patrimonial de € 207,34. Que adquiriram o identificado prédio, no ano de mil novecentos e oitenta, por doação verbal de José Pereira Romão e mulher Arminda do Rosário Vieira, tios da mulher, residentes que foram no referido lugar de Torre, Reguengo do Fetal, Batalha, não dispondo o Justificante de qualquer título formal para o registar na Conservatória, mas desde logo entraram na posse e fruição do mesmo. Que na consequência daquela doação verbal, possuem o identificado prédio em nome próprio á mais de vinte anos sem a menor oposição de quem quer que seja desde o seu inicio, posse que sempre exerceram sem interrupção e ostensivamente com o conhecimento de toda a gente e a prática reiterada dos actos habituais de um proprietário pleno, com o amanho da terra, recolha de frutos, conservação e defesa da propriedade, pagamento das contribuições e demais encargos, pelo que, sendo uma posse pacífica, contínua, pública e de boa fé durante aquele período de tempo, adquiriram o referido prédio por usucapião. Batalha, Vinte e três de Maio de dois mil e doze. A funcionária com delegação de poderes Lucília Maria Ferreira dos Santos Fernandes - 46/3 Jornal da Batalha, ed. 264, de 27 de Julho de 2012
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Batalha Economia
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Trabalhadores querem criar cooperativa que dê novo fôlego à Bonvida
Jornal da Batalha
s Fiscalidade
António Caseiro
m Grupo de funcio-
Pós-Graduação em Contabilidade Avançada e Fiscalidade Licenciatura em Contabilidade e Administração Técnico Oficial de Contas
Foto: Arquivo/Joaquim Dâmaso
nários acredita ser possível recuperar unidade fabril que fechou portas há quase um ano. A ideia passa por criar uma cooperativa e todos os funcionários estão “convidados” a participar.
Mestre em Fiscalidade
Pagamentos em dinheiro p Empresa fechou portas em setembro e está a decorrer um processo de insolvência
A criação de uma cooperativa é a aposta de um grupo de funcionários da Bonvida, empresa que encerrou portas no verão do ano passado. A empresa está atualmente em processo de insolvência e durante meses a maioria dos funcionários permaneceu à porta da empresa visando assegurar que o material e máquinas que por lá permaneciam não fossem retirados. Com o arrastar de um processo que em setembro cumpre um ano, os trabalhadores resolveram apresentar um projeto de viabilização da fábrica. Algo que seria conseguido através da
constituição de uma cooperativa. Aquela unidade fabril, de acordo com os trabalhadores, tinha a capacidade de produzir um milhão de peças, das quais cerca de metade eram destinadas à exportação. E será a convicção quando a viabilidade da fábrica que motiva a decisão de criar a cooperativa. Efetivamente, em setembro do ano passado, a Bonvida Porcelana, empresa situada na zona de Pinheiros, contava com aproximadamente 170 trabalhadores que foram informados pela entidade patronal de que estavam dispensados de se apresen-
Empresa de águas adota fatura eletrónica
Fim de semana de descontos na Célula B
A empresa Águas do Lena, responsável pelo fornecimento de água na rede pública do concelho, anunciou a disponibilização do serviço de fatura eletrónica. “O cliente passa a receber a fatura em formato PDF na sua conta de e-mail de uma forma mais rápida e sem preocupações”, explica a empresa. A adesão à fatura eletrónica pode ser realizada no sítio da empresa na internet: www.aguasdolena.pt
Um grupo alargado de comerciantes vai promover uma feira de stocks, com descontos até 70 por cento, em pleno centro da vila da Batalha. O evento decorre na Praça do Município, junto à Célula B, nos dias 4 e 5 de agosto: no primeiro dia das 10 às 23 horas e no dia 5, das 10 às 21 horas. Para além dos descontos que se prometem traduzir na aquisição de produtos a preços bem abaixo do normal preço
tarem ao serviço. Durante os meses que entretanto passaram, cerca de três dezenas de funcionários já rescindiram o contrato de trabalho com a empresa. Agora surge uma nova tentativa de viabilização, por parte dos trabalhadores. “Existe sintonia com a administradora da insolvência e aguardamos agora a análise do processo. Pensamos que, em setembro, ficaremos a saber se podemos ou não avançar com a cooperativa e, acreditamos, começar a trabalhar no próximo ano”, explicou Luís Filipe, porta-voz dos trabalhadores, citado pela
de mercado, a organização preparou um programa de animação para a praça. “Haverá insufláveis e animação infantil à disposição da pequenada. Para os pais, teremos no dia 4, pelas 21 horas, um espetáculo de dança rítmica a cargo do ginásio O2. No domingo, dia 5, a praça vai ser invadida com música hilariante levada a cabo por Vaskinho e Jonny”, explicam os organizadores. Confira a lista de comerciantes que participam na
agência Lusa. A quota por trabalhador está definida em 2.5000 euros e, “ além daqueles que estão desde setembro do ano passado à porta da empresa a proteger a massa insolvente, pretendemos alargar o convite aos restantes trabalhadores”, sublinhou. A “confiança neste projeto, talvez o melhor na Península Ibérica dentro da área da porcelana”, é a razão avançada para a aposta na criação de uma cooperativa que surge depois de no início de 2012 também os credores da Bonvida terem aprovado a viabilização da empresa.
Feira de Stocks: Afas Papelaria, Boutique Donna, Café Princesa, Cabeleireiro Nova Imagem, Condestável Papelaria, Crisvani, Dadi, Di Pantaloni, Evasão, Evidências, Genys Moda, Halcon Viagens, House Interiores, Inês Ferreira, Intimi, Jutina, Lavandaria Lavasec, Okasião, Ortopedia Proconforto, Quicas, Pizzaria Tentazione, Sapataria Vala e Sistemas.
A Lei n.º 20/2012, publicada no Diário da República, 1. ª série, n.º 93, de 14 de maio de 2012, foi a primeira alteração á Lei n.º 64-B/2011, de 30 de dezembro (Orçamento do Estado para 2012), no âmbito da iniciativa para o reforço da estabilidade financeira. A Assembleia da Republica decretou, nos termos da alínea g) do artigo 161.º da Constituição da República Portuguesa, entre outras medidas incluídas na presente lei no âmbito do combate à economia paralela, a imposição de limites para os pagamentos que as empresas fazem em dinheiro. A lei Geral Tributária permitia anteriormente os pagamentos respeitantes a faturas ou documentos equivalentes de valor igual ou superior a 20 vezes a retribuição mensal mínima (20 x € 485,00 = € 9.700,00), deveriam ser efetuados através de meio de pagamento que permita a identificação do respetivo destinatário, designadamente transferência bancária, cheque nominativo ou débito direto. Agora, a Lei n.º 20/2012, altera a Lei Geral Tributária, aprovada pelo Decreto-Lei n.º 398/98, de 17 de dezembro, dando nova redação ao n.º 3 do artigo 63.º- C – Contas bancárias exclusivamente afetas à atividade empresarial, da Lei Geral Tributária. Os pagamentos respeitantes a faturas ou documentos equivalentes de valor igual ou superior a € 1.000,00 devem ser efetuados através de meio de pagamento que permita a identificação do respetivo destinatário, designadamente transferência bancária, cheque nominativo ou débito direto, tornando mais facilmente a identificação do destinatário. Esta medida abrange as compras e vendas realizadas entre sujeitos passivos de IRC e de IRS que disponha ou devam dispor de contabilidade organizada.
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Batalha Saúde
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Y Opinião
Saúde
A Osteoartrose é a forma mais comum de reumatismo (Tratamento e alívio dos sintomas)
Hipertensão: um fantasma?
A Tensão Arterial (T.A.) é a medida da pressão que o sangue exerce contra a parede das artérias. Esta pressão é medida com ajuda de um aparelho – o esfigmomanómetro, que regista dois valores: Tensão Arterial Máxima ou Sistólica (valor observado quando o coração contrai e bombeia sangue para todo o corpo) e a Tensão Arterial Mínima ou Diastólica (quando o coração relaxa e se enche novamente de sangue). Este registo poderá ser feito no consultório, em casa pelo próprio doente, ou através de um exame denominado de MAPA. O MAPA é um exame que apenas poderá ser pedido pelo médico, quando existem indicações para tal. Os valores da Tensão Arterial aumentam com a
idade, uma vez que resultam do envelhecimento normal das artérias. À elevação dos valores da Tensão Arterial dá-se o nome de Hipertensão Arterial (H.T.A.). Pode ser classificada em três graus: I, II, III. Em Portugal estima-se que 42% dos portugueses sofram de HTA. Quanto mais alta a Tensão Arterial, maior o risco de Doença Cardiovascular (ex: Enfarte do Miocárdio, Acidente Vascular Cerebral…). A H.T.A. não se sente, mede-se! Em geral, é denominada de “doença silenciosa”, porque pode evoluir sem apresentar quaisquer sintomas. A T.A. varia durante o dia de acordo com as actividades que realizamos e pode subir bruscamente em situações muito específicas (pânico, uma
noticia repentina, stress). Torna-se assim necessário medir a tensão diversas vezes e em diferentes ocasiões para ter a certeza de que se é hipertenso. Para ser considerado hipertenso, o doente terá que ter uma TA ≥ 140/90mmHg em 3 avaliações e ocasiões diferentes. Para prevenir o aparecimento da HTA, devem aplicar-se um conjunto de medidas, nomeadamente: Alimentação equilibrada, rica em legumes e frutas, pobre em gorduras saturadas; Redução do consumo de sal (‹ 6 g/dia); Prática de Exercício físico regular (3x/semana, de 30-60 min); Evicção do tabaco; Redução da ingestão de bebidas alcoólicas e do stress. Após o diagnóstico de HTA, o cuidado para que
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as medidas acima citadas sejam cumpridas, deve ser ser redobrado… Se estas medidas (alteração do estilo de vida, utilizadas numa primeira fase) por si só não forem suficientes, o médico poderá prescrever um medicamento anti-hipertensor em doses adequadas a cada indivíduo. Cuide de si, o seu coração agradece! Sara Esteves
É uma das doenças mais frequentes sendo um dos principais fatores de incapacidade física na população mais idosa. A degeneração da cartilagem evolui para osteoartrose, provocando irregularidade e perda de elasticidade da articulação diminuindo a sua eficácia e contribuindo para a sua destruição adicional com o uso repetido estando sujeito a cargas traumáticas desenvolvendo processos inflamatórios e consequente instalação da dor pela deformação e limitação dos movimentos. Hoje em dia, o conceito mais ou menos enraizado, de que para a Osteoartrose não há respostas terapêuticas e que o melhor é suportar as dores, está ultrapassado. A primeira opção de tratamento para a artrose é sempre o tratamento conservador (não-cirúrgico) e somente em último caso deverá recorrer a cirurgia mas a escolha do tratamento deve ser decidida entre o paciente e o seu médico. Não existe uma terapêutica conservadora que possa curar ou inverter um processo degenerativo, no entanto, é possível diminuir a dor e a rigidez articular, assim como melhorar a capacidade funcional, proporcionando uma melhor qualidade de vida. O protocolo terapêutico deverá ser adaptado a cada caso particular, dependendo da gravidade da situação, natureza dos sintomas, idade, etc. A osteopatia oferece uma grande ajuda aos pacientes com artroses, uma vez que trabalha a articulação, tecidos, músculos, tendões, fáscias para que a articulação possa ter mais e melhor mobilidade. O tratamento é sintomático e tem como principal objetivo o alívio da dor, a restauração da função articular e a prevenção da incapacidade ou progressão da doença. O paciente é um protagonista ativo no seu programa terapêutico, por isso deverá sempre procurar um terapeuta que o oriente nas suas atividades diárias e em exercícios ativos e aeróbios como fundamentais para o combate á hipotrofia e aumento da resistência muscular. O Sulfato de Glucosamina e a Condroitina é eficaz no tratamento da artrose e alívio da dor. Tem ainda um efeito não direto sobre a inflamação porque embora não bloqueie a atividade da enzima, limita a sua expressão.
Interna do 2º ano de MGF
Paulo Almeida
USF- Condestável
Osteopata
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A partir de setembro Serviço de apoio domiciliário também aos fins-de-semana
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