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JORNAL DA BATALHA EDIÇÃO SETEMBRO 2017

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Batalha Especial Eleições Autárquicas

setembro 2017

Jornal da Batalha

Autárquicas

Um deles é o futuro presidente do município m A lista SIM – Somos Batalha é única no concelho que não concorre associada a uma sigla política

Um destes quatro candidatos é o futuro presidente da Câmara Municipal da Batalha: José Valentim (CDU), Horácio Francisco (CDS-PP), Paulo Batista Santos (PSD) e Carlos Repolho (PS). Esta é a ordem pela qual as listas vão aparecer nos boletins de voto no dia das Eleições Autárquicas, 1 de outubro. Para fazer a escolha estão inscritos 14.106 eleitores no concelho – a maior parte na freguesia da Batalha, 7.409. Na freguesia de São Mamede são 3.402, na do

Reguengo do Fetal ascendem a 1.966 e na freguesia da Golpilheira são 1.329. Segundo os dados da Comissão Nacional de Eleições (CNE), há quatro candidaturas à câmara e assembleia municipais (CDU, CDS-PP, PSD e PS). A CDU não concorre nas freguesias da Golpilheira, São Mamede e Reguengo do Fetal e em São Mamede participam apenas o CDS-PP e o PSD. Em contrapartida, na freguesia da Batalha estão envolvidas cinco listas, uma das quais corresponde ao movimento de cidadãos SIM – Somos Batalha. A candidatura é liderada por António Santos Cardoso e a única no concelho que não concorre associada a uma sigla política. A média de idades dos 21 cabeças de lista, aos órgãos municipais e das freguesias, é de 54 anos. Armando Pi-

nheiro, 70 anos, é o mais velho e candidata-se pelo PS à liderança da junta da Batalha; enquanto Sérgio Simões e Patrícia Leal Rito, ambos de 36 anos e candidatos pelo CDS-PP às juntas do Reguengo do Fetal e de São Mamede, respetivamente, são os mais novos. Há quatro anos, o PSD ganhou as eleições com maioria absoluta na câmara e assembleia municipais, e no conjunto das assembleias de freguesia. Nas páginas seguintes, as quatro candidaturas apresentam as suas propostas ao (e)leitores. São textos enviados pelas candidaturas e publicados tal qual foram recebidos. Apenas questões de ordem gráfica poderão apresentar diferenças, relacionadas nomeadamente com a qualidade e tipo de fotos, e a dimensão dos textos.

Candidatos à câmara e freguesias - 2017 Câmara municipal

Assembleia municipal

Freguesia Batalha

José Valentim, 58 anos, pintor de João Crachat, 68 anos, automóveis (Batalha) contabilista (Porto de Mós)

CDS-PP

Horácio Francisco, 62 anos, gestor e consultor de empresas, ex gestor e liquidatário judicial (Batalha)

Elisabete Varino, 37 anos, Francisco Coutinho, 66 anos, assistente social (Casal do professor universitário (Batalha) Relvas)

PPD/PSD

Paulo Batista Santos, 48 anos, gestor (Batalha)

Júlio Órfão, 66 anos, professor aposentado/Ex-diretor do mosteiro (São Mamede)

Rosa Abraul de Sousa, 55 anos, empresária (Batalha)

Carlos Repolho, 48 anos, eng. agropecuário (Torrinhas)

Fernando Oliveira, 68 anos, enfermeiro (Batalha)

Armando Pinheiro, 70 anos, aposentado (Batalha)

José Valentim, 58 anos, pintor (Batalha)

António Santos Cardoso, 54 anos, carteiro (Casal do Relvas)

SIM Freguesia Golpilheira

Freguesia Reg. do Fetal

Concelho/freguesias Órgão

Ordem

Siglas

Partidos/Coligações

Batalha

CM

1

PCP-PEV

CDU - Coligação Democrática Unitária

Batalha

CM

2

CDS-PP

CDS - Partido Popular

Batalha

CM

3

PPD/PSD

Partido Social Democrata

Batalha

CM

4

PS

Partido Socialista

Batalha

AM

1

PPD/PSD

Partido Social Democrata

Batalha

AM

2

PCP-PEV

CDU - Coligação Democrática Unitária

Batalha

AM

3

CDS-PP

CDS - Partido Popular

Batalha

AM

4

PS

Partido Socialista

Batalha

AF

1

PCP-PEV

CDU - Coligação Democrática Unitária

Batalha

AF

2

CDS-PP

CDS - Partido Popular

Batalha

AF

3

PPD/PSD

Partido Social Democrata

Batalha

AF

4

SIM

SIM -Somos Batalha

Batalha

AF

5

PS

Partido Socialista

Reguengo do Fetal

AF

1

PPD/PSD

Partido Social Democrata

Reguengo do Fetal

AF

2

PS

Partido Socialista

Reguengo do Fetal

AF

3

CDS-PP

CDS - Partido Popular

São Mamede

AF

1

CDS-PP

CDS - Partido Popular

São Mamede

AF

2

PPD/PSD

Partido Social Democrata

Golpilheira

AF

1

PS

Partido Socialista

Golpilheira

AF

2

CDS-PP

CDS - Partido Popular

Golpilheira

AF

3

PPD/PSD

Partido Social Democrata

Fonte: CNE

Eleições autárquicas 2013 – Resultados

PCP-PEV

PS

Candidaturas à câmara e freguesias – 2017

Freguesia S. Mamede

PCP-PEV CDS-PP

Paulo Bagagem, 46 anos, formador/eng. civil (Golpilheira)

Sérgio Simões, 36 anos, empresário (Reguengo do Fetal)

Patrícia Leal Rito, 36 anos, professora (Perulheira)

PPD/PSD

Cristina Agostinho, 45 anos, gestora comercial (Cividade)

Horácio Sousa, 55 anos, Perito Avaliador Automóveis (Torre)

Marco Vieira, 43 anos, empresário da restauração (São Mamede)

PS

José Filipe, 64 anos, gerente (Batalha)

Paulo Soares, 51 anos,comercial (Torre)

Câmara municipal Lista % PPD/PSD 55,23 PS 15,74 CDS-PP 11,32 PCP - PEV 3,97 Totais 86,27 Em branco 8,38 Nulos 5,35 Votantes: 7.623 Inscritos: 14.172 (53,79%) Assembleia municipal Lista % PPD/PSD 54,62 PS 15,05 CDS-PP 12,3 PCP - PEV 4,54 Totais 86,52 Em branco 8,21 Nulos 5,27 Assembleia de freguesia Lista % PPD/PSD 52,6 CDS-PP 16,95 PS 14,95 PCP - PEV 2,66 Totais 87,17 Em branco 7,52 Nulos 5,31 Fonte: MAI (https://goo.gl/17Jsps)

Votos 4210 1200 863 303 6576 639 408

Pres. câmara 1 0 0 0 1

Votos 4164 1147 938 346 6595 626 402

Mandatos 14 3 3 1 21

Votos 4010 1292 1140 203 6645 573 405

Pres. Junta 4 0 0 0 4

Maioria abs. 1 0 0 0 1

Mandatos 24 6 9 1 40

Mandatos 5 1 1 0 7


Jornal da Batalha

Especial Eleições Autárquicas Batalha

setembro 2017

s

José Valentim No anterior mandato a presença dos eleitos da CDU nos órgãos autárquicos foi um contributo importante para o enriquecimento do debate e defesa das melhores políticas para o concelho. Como foram exemplo: o debate em torno da privatização da EGF, dinamizado pela CDU e que mereceu a aprovação de uma resolução consensual por todas as forças políticas com acento na Assembleia Municipal. Também a CDU se debateu contra a decisão do contrato de municipalização do ensino, tema apenas por força da intervenção da CDU mereceu um debate alargado e participado. A CDU defendendo os compromissos assumidos no seu programa eleitoral, soube ter sempre os superiores interesse da população e votou favoravelmente todas as propostas mesmo quando oriundas de outras forças partidárias. A CDU provou que é de confiança e que o voto na CDU não frustra as

expetativas do eleitor. O nosso objetivo eleitoral está relacionado com o nosso objetivo político central, dar mais força à CDU para que os trabalhadores e as populações do nosso concelho possam ter mais força na defesa dos seus interesses e aspirações. A CDU tem, em situações de maioria ou em minoria, provas dadas de que cumpre esse papel. Por isso o objetivo é naturalmente reforçar as posições da CDU nos diferentes órgãos autárquicos do concelho, não só porque isso constitui uma garantia para dar voz aos trabalhadores e às populações do Concelho da Batalha, mas também porque mais força à CDU significará mais força para fazer avançar a política de reposição de salários, pensões e direitos no plano nacional.

p José Valentim, 58 anos, pintor de automóveis, candidato à câmara municipal e junta da Batalha

s registo O nosso compromisso Trabalhar sempre em prol das populações. É com eles o nosso compromisso, e não com outros interesses económicos ou de grupo. Agir respeitando escrupulosamente os princípios da honestidade, do trabalho e da competência. Trabalharemos para garantir apoios à fixação de população, especialmente por via do apoio às atividades económicas e industriais, e em áreas como o turismo e o turismo rural, promovendo emprego de qualidade. Defenderemos os bens públicos, a começar pela água. Lutaremos para que o concelho da Batalha tenha uma rede de esgotos que cubra todo o concelho e todas as habitações. Apoiaremos a agricultura e os agricultores. Defenderemos a floresta, exigindo do Estado investimento, mas não esquecendo o papel da Câmara Municipal. Exigiremos maiores apoios ao associativismo e às camadas

Propriedade e edição Bom Senso - Edições e Aconselhamentos de Mercado, Lda. Diretor Carlos Ferreira (C.P. 1444) Redatores e Colaboradores Armindo Vieira, Carlos Ferreira e João Vilhena;

mais vulneráveis da nossa população. Iremos propor a criação de um polo de apoio às coletividades na vila da Batalha, à formação e à qualificação, à terceira idade e à juventude. Queremos melhorar a qualidade e frequência dos transportes públicos e requalificar a rede viária. Vamos apresentar soluções para melhorar a segurança no IC2, lutaremos pela utilização da A 19 sem custos, queremos novas ligações ao IC9 na freguesia de São Mamede e a ligação sua ligação à A1. Iremos propor a criação de ciclovias nos percursos de maior utilização de bicicletas e vamos propor medidas para controlar a poluição sonora e ambiental do IC2 na vila. Iremos defender o direito à saúde, com a abertura do SAP no Centro de Saúde da Batalha, com melhorias nos serviços de saúde em S. Mamede, Reguengo do Fetal e na Golpilheira vamos agir para garantir que o serviço de saúde funciona com um corpo clínico apropriado.

António Caseiro, António Lucas, Célia Ferreira, comendador José Batista de Matos e José Travaços Santos. Entidades: Núcleo da Batalha da Liga dos Combatentes, Museu da Comunidade Concelhia da Batalha e Unidade de Saúde Familiar Condestável/ Batalha. Departamento Comercial Teresa Santos (Telef. 918953440)

Redação e Contactos Rua Infante D. Fernando, lote 2, porta 2 B - Apart. 81 2440-901 Batalha Telef.: 244 767 583 - Fax: 244 767 739 info@jornaldabatalha.pt Contribuinte: 502 870 540 Capital Social: 5.000 € Gerência Teresa R. F. M. Santos e Francisco M. G. R. Santos (detentores de mais de 10% do Capital:

p João Crachat, 68 anos, contabilista, candidato à assembleia municipal

Teresa R. F. M. Santos e Francisco M. G. R. Santos) Depósito Legal Nº 37017/90 Insc. ERC sob o nº 114680 Empresa Jornalística Nº 217601 Produção Gráfica Semanário REGIÃO DE LEIRIA Rua Comissão de Iniciativa, 2-A, Torre Brasil, Escritório 312 - 3º Andar, Apartado 3131 - 2410-098 Leiria Telef.: 244 819 950 - Fax 244 812 895

Impressão: Diário do Minho, Lda. Tiragem 1.000 exemplares Assinatura anual (pagamento antecipado) 10 euros Portugal; 20 euros outros países da Europa; 30 euros resto do mundo. O estatuto editorial encontra-se publicado na página da internet www.jornaldabatalha.pt

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Batalha Especial Eleições Autárquicas

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Jornal da Batalha

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Batalha no Coração

Horácio Francisco, 62 anos, gestor e consultor de empresas, ex gestor e liquidatário judicial, candidato à câmara municipal

Francisco Coutinho, 66 anos, professor universitário, candidato à assembleia municipal (Ind.)

O Concelho da Batalha insere-se territorialmente na região da Alta Estremadura, razão pela qual, indiretamente, estamos ligados por diversas interdependências aos concelhos vizinhos. Contudo, a equipa das listas do CDS/ Independentes assume um ambicioso projeto para o nosso concelho, com a Batalha no Coração. A análise do mandato do executivo que agora termina, obviamente que é menos boa, uma visão genérica, sem particularizar, com medidas avulsas, executadas, salvo o devido respeito, sem planeamento e ordenamento. Nestes últimos 4 anos, em cada eleição as promessas foram sempre as mesmas e muito pouco se fez, a não ser política pouco ética, desumana, menos séria, com o esbanjamento de milhares de euros dos nossos impostos em futilidades, show off, festivaleiros, hipocrisia e demagogia. O nosso mandato será sempre desempenhado com a maior proximidade a todos os munícipes, total abertura à sociedade civil e de serviço público, com coerência, dignidade, seriedade, rigor, respeito e responsabilidade. Prometemos, trabalho, trabalho e mais trabalho, para encontrar soluções para os muitos problemas que preocupam e afetam as populações do nosso Concelho da Batalha. As listas do CDS/Independentes conseguiram, assim, na ótica do progresso e da inovação, uma

Elisabete Pereira Varino, 37 anos, assistente social, candidata à junta da Batalha (Ind.)

equipa forte, com “garra”, que tem métodos, movimentos e tempos e que é, para além de tudo, determinada, dinâmica, inovadora, constituindo, pois, um valor acrescentado fantástico e uma mais-valia, com provas dadas e capacidades demonstradas para a execução destes ambiciosos projetos de fazer a mudança, ou seja, com a Batalha no Coração, vamos trabalhar e lutar, para unificar e inovar. Deste modo, a Câmara vai mudar, a Batalha e os Munícipes vão Ganhar. Não temos dúvidas de que, após o dia 01 de Outubro, esta equipa irá fazer história, pautando-se pela diferença que o concelho da Batalha deseja e merece!Garantimos estar já a trabalhar para, assim que formos eleitos, tomar decisões inadiáveis que, em quatro anos, coloquem o município na rota da unificação, da ciência, da inovação e do desenvolvimento socioeconómico e industrial, nas suas diferentes dimensões e atividades. Defenderemos, acerrimamente, perante o poder central, seja ele qual for, o concelho e todos os munícipes; bens; micro, pequenas e médias empresas, comerciais, industriais, turísticas, ou de outros ramos de atividade. Promoveremos o desenvolvimento tecnológico, ambiental, sócio-cultural, educacional, social, desportivo, associativo, juventude. Pretendemos o progresso industrial, com a requalificação de

Paulo Bagagem, 46 anos, formador/eng. civil, candidato à junta da Golpilheira (Ind.)

espaços e a construção de novas áreas de localização empresarial, garante duma melhor qualidade de vida. Defenderemos a promoção da atividade agrícola de qualidade nas produções de maior significado; o aproveitamento do potencial turístico de todo o concelho, nas suas diversas vertentes, com a preservação e valorização do património histórico, cultural e paisagístico. Investiremos na melhoria da rede viária e na requalificação de núcleos urbanos das diversas freguesias, muitas em estado de calamidade. Pretendemos e lutaremos com determinação para que o nosso concelho tenha um desenvolvimento sustentado, que se afirme e destaque nesta região pela positiva, em diversas vertentes e domínios. Não confundimos desenvolvimento com crescimento ou com incremento e proliferação de construções. O desenvolvimento sustentado da nossa Batalha, para o qual queremos contribuir, é o mesmo que foi enunciado pelas Nações Unidas como aquele que “ permita a satisfação das necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações vindouras de satisfazer as suas necessidades”.

Sérgio Simões, 36 anos, empresário, candidato à junta do Reguengo do Fetal (Ind.)

Patrícia Leal Rito, 36 anos, professora, candidata à junta de São Mamede Batalha (Ind.)

s registo Este desenvolvimento sustentado assentará em três pilares fundamentais: 1 – Melhoria da qualidade ambiental, que passa pela conclusão do saneamento básico para todo o nosso concelho; a reflorestação efetiva das diversas zonas e seu ordenamento; a conservação dos recursos hídricos; a recuperação paisagística das pedreiras abandonadas e a monitorização das atuais; a eliminação de focos de poluição atmosférica, conhecidos de todos, alguns dentro das povoações, que prejudicam a qualidade de vida de todos os munícipes. 2 – Crescimento equilibrado do território, apoiado num plano de pormenor que resolva os constrangimentos do novo PDM e que potencie o ordenamento dos espaços urbanos, industriais, florestais agrícolas e ecológicos. Dizemos claramente que não queremos um crescimento desproporcionado de espaços urbanos ou industriais que condicione irremediavelmente o futuro. A nossa geração não tem que decidir sobre a utilização de todos os espaços. Vamos lutar para corrigir e reformular o atual PDM. 3 – Educação, Cultura e Desporto -apoiaremos o associativismo desportivo e outras iniciativas da sociedade civil, de modo a permitir que um maior número possa usufruir das diversas atividades. Acompanhar as diferentes escolas, quer na promoção da qualificação aos diversos níveis de ensino quer na promoção dos princípios cívicos e de cidadania ativa.


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Batalha Atualidade

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Jornal da Batalha

Aberto furo de água e cortadas árvores no Reguengo do Fetal m Constituíam um perigo iminente para a circulação rodoviária e transeuntes, uma vez que os troncos e os ramos invadiam o espaço aéreo da estrada

A Câmara da Batalha implementou no inicio do mês “medidas adicionais de proteção civil” ao nível da disponibilização de água às populações e bombeiros, através da construção de um furo na Torre e do corte de duas árvores de gran-

de porte no Reguengo do Fetal, ações que, segundo um comunicado do município, “representam um investimento global de 30 mil euros”. “O reforço de pontos de água públicos ainda no período crítico relativo aos incêndios florestais, que decorre até dia 30, representa uma opção estratégica e preventiva num espaço urbano que, pela sua localização junto a uma das maiores manchas florestais do concelho, entre a Maunça e Senhora do Monte, constitui uma zona de elevado risco de incêndio”, afirma a autarquia. As árvores abatidas no Reguengo do Fetal constituíam “um perigo iminente para a circulação rodoviá-

ria e transeuntes, uma vez que os troncos e os ramos invadiam o espaço aéreo da via”, onde transitam diariamente carros e peões, já que dá acesso a habitações, ao cemitério e à Ermida da Senhora do Fetal e Capelinha da Memória. E também neste local que passa a Procissão dos Caracóis do Reguengo do Fetal, integrada na festa de Nossa Senhora do Fetal, que recebe milhares de visitantes no último sábado deste mês. A Câmara da Batalha adianta que investe anualmente mais de 200 mil euros na proteção civil, com maior expressão no apoio aos Bombeiros, no projeto Prevenir Já, de parceria com o GIPS/GNR e ações de silvicultura preventiva.

p O furo de água foi aberto na Torre

Aumentada zona de proteção das pedreiras históricas

Alunos do 2ª ciclo têm manuais gratuitos

p Agrupamento de Escolas da Batalha p Pedreiras situam-se no Reguengo do Fetal A Câmara da Batalha anunciou em meados de agosto o aumento da área de proteção das pedreiras que serviram a construção do Mosteiro de Santa Maria da Vitória. A autarquia procedeu à fixação da Zona Especial de Proteção do Sítio de Interesse Municipal da Pedreira Histórica de Valinho do Rei e do Sítio de Interesse Municipal da Pedreira Histórica de Pidiogo, na freguesia de Reguengo do Fetal.

“As pedreiras históricas já estavam classificadas, mas apenas o sítio. Havia alguma pressão para a exploração de pedra, pelo que decidimos criar uma zona especial de proteção de 50 metros para que os locais ficassem salvaguardados”, explicou o presidente da câmara, Paulo batista Santos. O autarca revelou ainda que está a ser desenvolvido um projeto com especialistas da Universidade de Aveiro e com a Direção Ge-

ral do Património Cultural para ser criado um espaço “com potencial cultural e arqueológico que tem ligações com a construção do Mosteiro da Batalha”. Esta medida é uma forma de “preservar a origem arqueológica da pedreira” e “criar um novo ponto de interesse, com potencial turístico, que irá ajudar a contar a história da construção do mosteiro”, adiantou.

A câmara municipal anunciou no dia 8 de agosto que vai implementar, pelo segundo ano letivo consecutivo, um programa de bolsa de manuais escolares, garantindo a gratuitidade aos alunos do 2º ciclo do ensino básico que frequentam o ensino público, envolvendo 120 alunos. No ano letivo transato, tinha assegurado a gratuitidade dos manuais escolares dos alunos do 1º ciclo, alargando essa medida para o ano letivo de 2017/2018 aos alunos do

5.º e 6.º anos do ensino básico, uma vez que, por decisão da Assembleia da República, o Ministério da Educação garantirá a gratuitidade dos manuais escolares até ao 4.º ano do 1º ciclo. Para além dos manuais escolares, os alunos do pré-escolar do Agrupamento de Escolas da Batalha irão beneficiar do projeto “Sentir a Música”, ao nível pré-escolar, implementado no ano letivo passado, a realizar nos jardins de infância em com o Conservatório de Música

de Ourém e Fátima. O Projeto de Mediação e Gestão de Conflitos em Contexto Educativo, coordenado pelo docente universitário e especialista, José Duque Vicente, os alunos, professores e encarregados de educação tiveram ao dispor formas de intervenção baseadas no diálogo na comunicação. Estes projetos representam um investimento global superior a 50 mil euros.


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Opinião Espaço Público

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Jornal da Batalha

Baú da Memória Bombeiros, serviço, dedicação, sacrifício É da natureza humana ansiar e lutar por um mundo melhor, mas da mesma natureza surge inexplicavelmente a vontade de o tornar ainda pior. Aos cataclismos naturais continuam a juntar-se as tragédias provocadas pelo homem, fruto da diabólica crueldade, tantas vezes autodestrutiva, ou em nome das mais aberrantes ideologias, como sucede num

crescendo de violência do nosso tempo. Entre outras manifestações de puro ódio, mas a mais grave e mais odiosa de todas, estão os atentados contra a Humanidade perpetrados pelos extremistas do autoproclamado Estado Islâmico, subvertendo inclusivamente a imagem do Islão em que a maior parte dos crentes anseia, tanto como nós, pela paz e har-

monia entre os povos. Aliás, temos um bom exemplo na comunidade muçulmana portuguesa, pacífica e integrada na nossa escala de valores. Ora, não obstante este alarmante estado da sociedade contemporânea, há ainda homens e instituições empenhados na edificação do bem comum e no socorro desinteressado às populações nos momentos mais aflitivos, acudin-

do-lhes mesmo com risco da própria vida como neste doloroso momento em que ocorrem os maiores e mais devastadores incêndios que, como uma praga, têm transformado os nossos Verões num verdadeiro inferno. Mas não era precisa esta imagem de serviço, de dedicação e de sacrifício, (quantos Bombeiros já perderam a vida ou ficaram gravemente feridos no cumprimento das

suas funções?) das nossas Corporações, que se repete cada vez mais com maior frequência, para elas serem credoras do nosso respeito e da nossa admiração. Ao longo do ano a sua acção é contínua e benfazeja, porta única a que podemos recorrer a qualquer hora e está sempre disponível para nos valer. Na nossa comunidade municipal podemos gabar-

-nos de ter uma das mais prestigiosas Corporações do País, bem servida por gente dedicada e bem orientada por direcções e comandos capazes e empenhados. Se às páginas de um jornal competisse atribuir condecorações, os nossos Bombeiros Voluntários ostentariam para já a medalha de ouro do humanitarismo. José Travaços Santos

s Pestanas que falam Joana Magalhães

Partir e nunca sair de casa O hall de entrada preenche-se com sacos. Sacos de roupa. Sacos de louça. Sacos. Estou (novamente) de partida. Enquanto crescemos, ouvimos repetidamente que é importante “embarcar” em aventuras fora de casa quando somos jovens. Crescer, ganhar maturidade, independência, tudo isso é importante. Desenraizar. Mas,

na realidade, desenraizar enraíza-nos ainda mais. É a velha história do “só sabes o que tens quando o perdes”. Há uma coisa que se tornou indispensável para mim, nesta rotina semanal do “cá e lá” durante a experiência universitária, e que se prolongará pela vida profissional que vou começar brevemente: sopa. Ao longo dos últimos três anos a mi-

nha mala de fim-de-semana foi ficando cada vez mais pequena, a roupa já não voltava sempre para ser lavada, bem como a dose de comida, que foi diminuindo. Mas algo que nunca dispenso é a tupperware com a dose semanal de sopa. Feita pela mãe ou pelo pai, sopa vai sempre comigo. Mas porquê? Porque é que a sopa dos meus pais

é sempre melhor do que a minha? Na verdade, a resposta é muito simples. É a sensação de estar em casa. Porque todos os dias em minha casa, em Leiria, come-se sopa ao jantar e, por isso, fora de casa, comer sopa ao jantar é estar em casa. Mas é importante que a sopa saiba ao mesmo, se não perde-se o efeito. É como o cabrito assado com batatas no forno

da avó, que faz lembrar o almoço de Natal e as reuniões familiares. Tão importante como a sopa é o cheiro da roupa e do novo quarto. Amaciador de lavanda para a roupa e ambientadores de lavanda para o quarto – kit para ter o cheiro de casa, fora dela. No meio de tudo isto, o essencial é entender que o importante não é o que se

come nem o cheiro da roupa que se veste, mas sim as memórias que nos levam até casa, ao nosso lar.

s Opinião

Os jovens têm um papel fundamental na construção europeia Os jovens têm um papel fundamental na construção europeia. Uma Europa sem fronteiras, regida pelos valores-base europeus da paz, liberdade e solidariedade passa, em larga medida, pelo fortalecimento da cooperação entre os jovens europeus, bem como pelo reforço das políticas e iniciativas na área da juventude. A Comissão Europeia (CE) estabeleceu como uma das suas dez prioridades o apoio na luta contra o desemprego jovem. E foi a pen-

sar nos jovens que criou o Corpo Europeu de Solidariedade, um programa que oferece aos jovens entre os 18 e os 30 anos a oportunidade de participarem em atividades de solidariedade em toda a União Europeia. Sendo cidadãos ou residentes na União Europeia, inscrevem-se para trabalhar, estagiar ou fazer voluntariado em áreas que vão do ambiente à distribuição de alimentos por um período de dois meses a um ano. A ideia é dar resposta a situa-

ções difíceis em toda a Europa, promovendo e reforçando o valor da solidariedade. Portugal é o terceiro país na União Europeia com mais candidatos ao Corpo Europeu de Solidariedade. Agora, meio ano depois de a CE ter lançado este programa e na sequência do seu enorme sucesso e da resposta à oferta de estágios de voluntariado, desde que começou em março de 2017, estão também a aparecer milhares de postos de trabalho e de estágios.

Com o arranque desta vertente profissional, o Corpo Europeu de Solidariedade visa criar mais e melhores oportunidades e vem oferecer todo o seu potencial aos nossos jovens, constituindo uma experiência especialmente valiosa para os que se encontram na fase de início de carreira. Neste sentido, a Comissão dá o seu apoio a dois projetos, conduzidos pelos serviços públicos de emprego de Itália e França, que proporcionam empregos ou está-

gios em domínios relacionados com a solidariedade nos países da UE a, pelo menos, 6000 jovens. Deste modo, poderão desenvolver as suas competências e aumentar as suas futuras perspetivas no mercado de trabalho. A Europa precisa que os jovens trabalhem em conjunto para criar uma União de paz e solidariedade. Acredito que o futuro da Europa passa, assim, pelo aumento do investimento na educação e por uma maior preparação dos nossos ci-

Sofia Colares Alves Chefe da Representação da Comissão Europeia em Portugal

dadãos mais novos para o ingresso no mercado de trabalho. São os jovens que vão fazer a diferença, não só no futuro, mas já hoje.


Jornal da Batalha

Espaço Público Opinião

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s A opinião de António Lucas Presidente da Assembleia Municipal da Batalha

Eleições autárquicas de outubro Já abordei este tema há relativamente pouco tempo, mas regresso a ele pela sua atualidade e também pela sua importância para a vida da nossa comunidade. A vida autárquica é um tema sempre atual e deve ser muito mais participada do que tem sido até aqui pelos cidadãos. A primeira e mais importante participação cívica dos munícipes passa pela sua intervenção no ato eleitoral. É fundamental que todos votemos, que todos escolhamos as equipas que cada um considere mais competentes para a resolução equilibrada e menos onerosa dos problemas dos cidadãos deste concelho. Não existe qualquer dúvida de que o que se gastar a mais em “alhos” não se poderá gastar em “bugalhos”, e só não será assim se houver aumento de impostos, redução de serviços ou ainda degradação da qualidade dos serviços prestados aos cidadãos. Assim sendo,

será fundamental olharmos para as equipas no seu conjunto e para cada candidato individualmente, comparando a experiência de vida de cada um, a sua forma de se relacionar com os cidadãos, em campanha e depois da campanha, as suas competências profissionais, porque considero que no dia a seguir às eleições e terminada a campanha eleitoral, quem governa deve governar de forma exatamente igual para o “Zé” que apoiou os vencedores e para o “Manel” que apoiou os vencidos. Uns e outros são governo e oposição, mas também uns e outros são munícipes, e cada um detém os mesmos deveres e os mesmos direitos. A segunda passa pela participação popular nas assembleias municipais, que funciona como incentivo e responsabilização para os seus representantes naquele órgão, os deputados municipais. A crítica construtiva, a comunicação de

pequenos ou grandes problemas sentidos pelos cidadãos, a sugestão de investimentos/gastos necessários ao bem-estar da comunidade, serão certamente sempre bem-vindas, para qualquer eleito local que se preze, e ajudarão a equacionar soluções de forma mais objetiva e certamente menos onerosa para o erário público, logo para as finanças municipais e por consequência para os nossos impostos. Esta ideia é obviamente replicada para os executivos municipais e de freguesia, bem como para as assembleias de freguesia. Qualquer eleito local confrontado, pela positiva, pelos cidadãos, sente maior responsabilidade e esta aguça o empenho e a dedicação à causa pública. Quanto maior a participação dos cidadãos, maior eficácia terá a gestão pública. A terceira está relacionada com o empenho, dedicação e esforço que todos

os eleitos locais, governo ou oposição, devem dedicar à sua função. Todos foram eleitos, logo, todos têm responsabilidades. E a responsabilidade das oposições é tão grande como a responsabilidades dos governantes. Nada pior do que equipas que votam de cruz e de olhos fechados as propostas que surgem para votação, e isto aplica-se a maiorias e a oposições. Mas aqui, as oposições têm um papel preponderante e têm a obrigação de fiscalizar, acompanhar de perto e fazer propostas de novos projetos alternativos, de melhoria aos projetos apresentados pelas maiorias e em última análise terão sempre a faculdade de votarem contra e explicarem porquê, por via das declarações de voto. A oposição mais consciente e que melhor trabalha para os interesses do concelho não é aquela que vota contra, porque sim. É a que vota a favor nos pro-

jetos bons, a que vota contra nos projetos que considera maus e a que se abstém, nos projetos razoáveis em que as suas propostas não tenham sido consideradas. Isto demonstra estudo, trabalho e empenho. E alguém que é eleito e recebeu a confiança do povo, não é para andar por ali a votar projetos, propostas e orçamentos, sem os ter estudado conscientemente. Tudo isto dá trabalho, mas não acredito que alguém se apresente a eleições e não queira trabalhar em prol da comunidade que o elegeu. Oposições fortes, empenhadas e dedicadas à função obrigam e melhoram muito as performances de qualquer maioria. Assim sendo, o resultado final da gestão municipal será tanto melhor quanto for o trabalho das oposições.

s Diacrónicas Francisco André Santos

A sorte, formalizada Com o acabar do meu primeiro mestrado, recebi imensas felicitações. Pelo tempo que o demorei a fazer, comecei a imaginá-lo como uma formalidade. Algo que queria dar por terminado e finalmente passar à próxima fase. Sem querer tirar o mérito à disciplina de Ciência Política, eu já desde pequenino que sou mestre de Pokémon! Apesar de a minha Avó me ter apelidado de doutor depois de acabar a licenciatura, de certa maneira, abomino a ideia de ser doutor(ado). Volto a associar-me do irrisório: sempre que a Lufthansa ou outra companhia aérea me pergunta pelo meu título no formulário online, entro a bordo com o estatuto de Sr. Dr. No final do dia, consoante investigação cien-

tífica, um indivíduo não é capaz de ter mais de 150 relações. Para além dessas pessoas com quem conseguimos manter alguma ligação e que nos conhecem, um título será no mínimo semelhante à opção dada num website. Admitidamente sou um privilegiado. Respeitando a verdade da ciência, admito-lhe a mentira. Além da lógica da razão e as suas aplicações, procuro uma igualdade que não me obrigue à vergonha da minha sorte. Mas do meu pouco mais de metro e meio, continuo a ser obrigado a ver a vida por um canudo, à espera de um lugar, continuando cúmplice da decisão de mais velhos. Por sorte, deverá ser pouca razão de queixa. Não descuro os conhecimentos que ganhei com os

meus estudos. A verdade é que grande parte do material que estudei, há cerca de 10 anos, não estava disponível a toda a gente. A maioria desses livros e ensaios usados na investigação e no ensino são caros. Se bem que nos é dado acesso a esses documentos, às vezes eram um pouco aborrecidos. Recordo-me da surpresa dos meus colegas quando partilhei estudar através de vídeos do Youtube. Na altura, encontrei muitos poucos vídeos sobre a revolução Francesa, mas serviram-me. Nesta altura, não devem faltar opções sobre o assunto. Era um pouco mais difícil com os ensaios. Como é necessário citar diferentes autores (que pouco ou nada recebem para verem a sua investigação publica-

da) para se criar e justificar argumentos, acabava por ser frustrante não se ter a possibilidade de pagar e aceder a esses documentos. Mas descobri websites como o Gen.lib.rus.ec e Sci-hub.cc, que me permitiram o acesso gratuito a esses materiais (maioritariamente em inglês). Hoje em dia, completar uma disciplina passa a ser uma formalidade burocrática. Reconhecendo a genialidade da maioria dos meus Professores na transmissão destes mesmos conteúdos, sou obrigado a admitir que esses mesmos materiais que apresentam estão disponíveis na internet. Acedendo aos programas curriculares dessas disciplinas, um grupo de pessoas consegue facilmente organizar a sua aprendizagem.

Também descobri que grande parte do meu futuro está cingido a fazer documentos. Certo que são baseados numa diversidade de métodos e teoria, mas na mesma, documentos: relatórios, teses, cartas de motivação, apresentações, livros, análises, ensaios, e-mails, bases de dados, entre outros. Parece-me que toda e qualquer atividade começa por uma folha em branco em algum programa da Microsoft, que aprendi a usar muito antes da universidade. Não me parece muito difícil, e quando não sei, pergunto ao Google e aprendo a fazer. Talvez tenha facilidade com informática, ou talvez precise mesmo de, no mínimo, uma licenciatura para o efeito. No meio destas felicitações, visitei o meu Avô no

pitoresco Porto do Carro. Talvez tenha achado este novo título esquisito e por isso não tenha feito caso. Sem saber, deu-me a melhor reação que tive, com a minha sorte de voltar a ser o mesmo. “Ó Francisco, então e quando é que apareces por cá para te ir mostrar os pinhais?”. Cedo, tive que partir para Inglaterra… mas já devia ter aprendido com o meu Avô.


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s Fiscalidade

Incentivos à contratação Foi publicado o D. L n.º 72/2017, que regula a atribuição de incentivos à contratação de jovens à procura do primeiro emprego e de desempregados de longa duração e de muito longa duração, através de uma dispensa parcial ou isenção total do pagamento de contribuições para o regime geral de segurança social. Entra em vigor no dia 1/8/2017. De acordo com o diploma são “jovens à procura do primeiro emprego” as pessoas com idade até aos 30 anos, inclusive, que nunca tenham prestado a atividade ao abrigo de contrato de trabalho sem termo, não revelando para a qualificação de jovem à procura de primeiro emprego a anterior celebração de contrato de trabalho a termo ou o exercício de trabalho independente; por “desempregados de longa duração”, entendem-se as pessoas

que se encontrem inscritas no Instituto de Emprego e Formação Profissional, I.P., há 12 meses ou mais e, por “desempregados de muita duração”, as pessoas com 45 anos de idade ou mais, que se encontrem inscritas no IEFP, I.P há 25 meses ou mais. É dada uma isenção parcial do pagamento da contribuição para a segurança social para os jovens à procura do primeiro emprego e para os desempregados de longa duração, por períodos de 5 e 3 anos, respetivamente, e é atribuída uma isenção total do pagamento da contribuição para a segurança social, para os desempregados de muito longa duração por um período de 3 anos, de acordo com a Lei. A dispensa parcial do pagamento de contribuições prevê 2 modalidades: 1) Redução temporária de 50 % da taxa contributiva da

responsabilidade da entidade empregadora (EE), relativamente à contratação de jovens à procura do primeiro emprego, durante um período de cinco anos, e 2) Redução temporária de 50 % da taxa contributiva da responsabilidade da EE, relativamente à contratação de desempregados de longa duração, durante um período de três anos. A contratação de desempregados de muito longa duração beneficia da isenção temporária da taxa contributiva da responsabilidade da EE, durante um período de três anos. As condições para a atribuição de tal benefício são: 1) As entidades estejam devidamente constituídas e registadas; 2) Não tenham dívidas à Segurança Social e AT; 3) Não se encontrem em situação de atraso no pagamento das retribuições; 4) Celebrem contratos de

trabalho sem termo, a tempo inteiro ou parcial, com os trabalhadores referidos; e 5) No mês do requerimento, tenham um número total de trabalhadores superior à média dos trabalhadores registados nos 12 meses imediatamente anteriores. Esta Lei, unicamente aplicável aos contratos de trabalho sem termo, visa modificar a coerência da atribuição deste incentivo, tornando-o também num benefício para o trabalhador, através da introdução da ideia de portabilidade, que prevê que o incentivo seja atribuído ao trabalhador, logo, este mantém o direito à dispensa parcial ou à isenção total do pagamento de contribuições nas situações de contratações sem termo posterioras durante o período remanescente, mesmo que ocorra a cessação do contrato de trabalho sem termo por facto não

aplicável ao trabalhador antes do fim dos prazos afixados na Lei. Outra medida importante, estabelece que as EE, que empreguem por tempo indeterminado os trabalhadores a elas já vinculados por contrato a termo, ou cujos contratos a termo se convertam em contratos sem termo, possam beneficiar dos incentivos de uma dispensa parcial ou isenção total do pagamento de contribuições para o regime geral de Segurança Social, na parte relativa à EE. As EE, que desejem ter a dispensa parcial ou isenção total do pagamento de contribuições devem apresentar requerimento, através da Internet na Segurança Social, no prazo de 10 dias a contar da data de início do contrato de trabalho, apresentando cópia do contrato de trabalho. Este pedido deve ser ana-

António Caseiro Mestre em Fiscalidade Pós-graduação em Contabilidade Avançada e Fiscalidade Licenciatura em Contabilidade e Administração

lisado no prazo máximo de 20 dias. A isenção produz efeitos a partir da data de início do contrato de trabalho, determinando a correção oficiosa das declarações de remunerações desde a data de produção de efeitos da dispensa parcial ou isenção total do pagamento de contribuições.

Vila recebe novos contentores e papeleiras A empresa de Serviços Urbanos e Meio Ambiente SUMA vai instalar novos contentores de lixo e papeleiras no centro da Batalha, num investimento superior a 25 mil euros, suportados pela concessionária dos serviços de limpeza, recolha e transporte dos resíduos sólidos urbanos no concelho.

O desgaste causado pela “elevada utilização” justifica a medida, segundo a câmara municipal, que revelou o investimento no dia 12 deste mês. O município adianta, em comunicado, que “a empresa procederá à renovação do parque de viaturas ao nível da frota de camiões com unidade novas de últi-

ma geração, o que resultará numa qualidade ambiental assinalável, fruto da melhor insonorização e sobretudo da redução das emissões de CO2”. O processo de recolha de resíduos integrará ainda uma viatura de caixa reduzida, de modo a permitir o acesso a ruas estreitas ou com inclinação acentuada.

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s Crónicas do passado

O labirinto obscuro A entrada descomposta e velha daquelas escadas de madeira podre e carunchosa, não faziam prever o inferno e infortúnio que nos aguardava no cimo do primeiro patamar. O elevador parecia algo mais fiável apesar de tudo. Ao optarmos pela segunda hipótese podíamos estar condenados à paragem frequente dessa máquina enganosa e diabólica. O chão do pavimento era formado por tacos meio soltos. Avistámos as portas da desgraça, mas não tinham placa, nem sequer qualquer espécie de sinalização. Mesmo assim, corajosos decidimos bater à porta, com a virtude característica dos heróis gregos. As grades das masmorras abrem-se brus-

camente, sob o rangido da morte e a putrefação solta-se no ar batendo-nos de frente. Era o Caronte quem nos recebia. O ar impetuoso reinava numa capa de malogrado ceticismo. Julgavam estes seres que nós, vindos da Polis, éramos meros mortais incultos e insensatos. Não será fácil para o leitor imaginar o cenário que irei transcrever nestas linhas imaculadas. Quando Dante nos delegou a sua visão do inferno, nunca mencionou tamanha loucura ou grotesca infelicidade. Os demónios perfilavam-se diante de nós, envergando vestes escabrosas, só depois entendemos que se tratavam de almas caídas em desgraça naquele antro de

perdição, tão negro e obscuro, coberto por uma fraca iluminação. Mas já se encontravam moribundas, entregues a devaneios e funestas conversas. Nós tentámos manter a pose translucida da bondade e retidão. Os carrascos caminhavam de forma acelerada, transportando as almas penadas, que seguiam, quais cordeiros, o seu falso pastor. Esses monstros de muito mau gosto, traziam vestes de cores garridas, sem nenhuma conjugação possível. No local onde aguardávamos sentados, esperando a nefasta hora do castigo final, aos nossos pés repousava um tapete de incontáveis cores e pavorosa dissimetria, nem sequer

era digno da presença dos vivos, quanto mais da dos mortos. Peixes nadavam nas paredes brancas da caverna labiríntica. Um som ecoava nos nossos ouvidos, parecia ser a melodia mais lúgubre e vil que alguma vez alguém executou na História. Os minutos iam passando devagar, até se transformarem em quase uma hora de espera incansável. As perguntas eram mais que muitas. Onde Estávamos? Seria aquele o Reino de Hades ou de Nergal? O inferno? Nós partimos destemidos da nossa terra natal, com a esperança de descobrir um bom porto, mas em vez disso conhecemos os horrores e agruras de um ambiente perverso e delinquente,

onde os corvos ansiavam a nossa queda e subsequente delírio, para se regozijarem em festim, pela luta da nossa carne. Não queríamos isso, tudo menos isso. Tentamos desesperados a saída daquele calabouço hostil. Dirigimo-nos a um carrasco demasiado volumoso para as roupas que carregava, e dissemos as imortais palavras, que ainda hoje ecoam nos corredores daquele túnel sangrento. - Temos de nos ir embora, já temos coisas combinadas, e isto está a demorar. - Mas ainda não foram entrevistados – ripostava com voz cavernosa e malévola. - Não há problema, fica para a próxima – respondemos, nervosos.

Francisco Oliveira Simões Historiador

Saímos dali com uma rapidez anormal, pode ser que a próxima entrevista corra melhor. Nem todos os trabalhos são o inferno na terra, mas quando um já o é mesmo antes da entrevista é muito mau sinal.

s Espaço do Museu

Jornadas Europeias do Património 2017 – “Património e Natureza” Realiza-se, de 22 a 24 de setembro, mais uma edição das Jornadas Europeias do Património (JEP), este ano com o tema “Património e Natureza” e sua relação com as pessoas, as comunidades, os lugares e a História. A temática é mais uma chamada de atenção para o que acontece no mundo e para a necessidade de promover o desenvolvimento sustentável. Recorde-se que o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, celebrado no passado dia 18 de abril, adotou o tema “Património Cultural e Turismo Sustentável”, num alerta para a necessidade de defesa dos recursos naturais e para o impacto do aumento do turismo no mundo. As JEP são uma iniciativa conjunta do Conselho da Europa e da União Europeia e pretendem, com o tema deste ano, sublinhar que o desenvolvimento económico e social “deverá ser sustentável, não comprometendo definitivamente as

perspetivas de futuro; as alterações climáticas decorrentes do aquecimento global do planeta, e os fenómenos daí decorrentes, como cheias, deslizamentos de terras e incêndios, que começam a colocar em causa a permanência de muito património construído e natural para o futuro, obrigando a alocação de muitos recursos que poderiam ser dirigidos a áreas mais carentes e

urgentes”. Num ano especialmente negro no que toca a incêndios no nosso país, a reflexão instruída pelas JEP encara-se de extrema importância, numa chamada de atenção à proteção e preservação do nosso vasto património natural. O tema apela também à relevância de valorizar as expressões sociais, sejam elas rurais ou urbanas, e a

relação das comunidades com o seu território, enfatizando as manifestações culturais resultantes do cruzamento do património e da Natureza. As JEP assumem-se como um convite a explorar “a relação Património e Natureza como fonte de conhecimento, de criatividade e de recreação, com um enorme potencial para um desenvolvimento cultural, social

e económico equilibrado, no quadro de uma utilização sustentável”. Entende-se, portanto, que Património Cultural e Natureza devem ser encarados como um projeto dos cidadãos e que exige a participação de todos no seu conhecimento, na sua proteção e na sua vivência. O património é, pois, “um bem comum, não renovável, cuja conservação, proteção e valorização

cabe a toda a sociedade, devendo os cidadãos assumir também essa tarefa, nos lugares que habitam, em que trabalham e que visitam”. É esta consciencialização, reforçada pelas JEP, em jeito de apelo à participação cívica que os museus também procuram defender, preservando e valorizando os territórios e as suas comunidades. As Jornadas são um dos eventos culturais mais participados pelos cidadãos europeus. Em Portugal, todo o programa de iniciativas encontra-se disponível no sítio www.patrimoniocultural.gov.pt. Encontros, conferências, percursos pedestres, espetáculos são algumas das atividades promovidas neste âmbito. Município da Batalha MCCB (Museu da Comunidade Concelhia da Batalha)


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s AMHO A Minha Horta Célia Ferreira

Como combater pulgas e moscas Na data que vos escrevo estamos ainda em agosto, e aparecem as primeiras chuvas. Alguns não vão achar graça à sua vinda, mas na verdade todos precisamos muito da chuva, é ela que nos enche os reservatórios de água para que não nos falte esse bem tão precioso. Estas primeiras chuvas costumam estragar os figos, que daqui em diante já não têm grande forma de se conservar. Por cá uso secá-los no forno a baixa temperatura, inicialmente, e depois finalizar ao sol. Faço também compota de figo e no ano passado uma receita aprovada que foi figo inteiro em conserva de calda de açúcar. Aprovadíssima!

Nestes dias continuamos em época de colher a abundância dos nossos quintais e até de zonas selvagens. Os passeios com as crianças têm tido a intenção de colher as adoráveis amoras, que são mais saborosas se provenientes de silvas selvagens. Isto faz-nos lembrar o que as silvas têm de bom, pois passamos a maior parte do ano a desejar que não entrem nos nossos quintais. Mas como a natureza faz tudo bem feito, também elas têm os seus benefícios, mesmo até medicinais, para além dos frutos maravilhosos. Este ano apanhámos aos quilos. As plantações estão em plena produção, outras em

final e este mês podemos começar a antecipar algumas sementeiras de outono/inverno. Para controlar mosca braca da couve, faça o seguinte preparado: um litro de água, uma chávena de café de vinagre, uma colher de sopa de liquido da loiça ou sabão azul diluído. Pulverize as plantas com esta mistura. A mosca pode desaparecer logo, se tiver no inicio da infestação. Caso contrário, aplique a cada oito dias, até desaparecerem por completo. Contra pulgão, chá de arruda: num tacho coloque a ferver um litro de água, deite sobre ele as folhas e talos de arruda, deixe macerar

por 10 minutos, depois de arrefecer use diluído para pulverizar as plantas. Hortícolas para semear e/ou plantar ao ar livre: agriões, aipo, acelgas, alface de inverno, bróculos, cenouras, cebolas, cenouras, coentros, couves várias, coentros, espinafres, ervilhas, favas, nabos, nabiças, rabanetes, rúcula, salsa. Semear: amores-perfeitos, cravos, gipsófilas, calêndulas, miosótis, papoilas. Em bolbo: jacintos, narcisos e tulipas. Na horta posso cultivar bons alimentos e bons sentimentos! Boas colheitas.

s Tesouros da Música Portuguesa Por João Pedro Matos

O sexto sentido da Sétima Legião Se outra razão não houvesse, a Sétima Legião teria sempre um lugar entre os imortais da música portuguesa, por causa de algumas canções que deu à luz, entre as quais se encontram Sete Mares, Tão Só e Por Quem Não Esqueci. Constituída por Rodrigo Leão, Pedro Oliveira, Gabriel Gomes, Paulo Marinho, Ricardo Camacho, Francisco Menezes, Paulo Abelho e Nuno Cruz, a Sétima Legião soube aproveitar a sinergia de tão numeroso grupo para esmerar-se no que resultava da gravação em disco e que ficava cada vez mais apurado, de álbum para álbum. Assim, na sua génese encontramos o single Glória, datado de 1982, o qual se aproxima das sonoridades de Manchester e de projetos lendários como a Joy

Division ou os Durutti Column. Comparações à parte, rapidamente torna-se igual a si própria ao incorporar elementos da música tradicional portuguesa e amiúde recorrendo ao bombo, ao adufe e à gaita de foles. Isso mesmo verifica-se no álbum A Um Deus Desconhecido de 1984 e, três anos mais tarde, em Mar de Outubro, neste último disco valendo-se também da concertina de Gabriel Gomes. O grande sucesso comercial da banda chegaria em 1989 com a edição do longa duração De Um Tempo Ausente. Porto Santo, Navegar e, principalmente, Por Quem Não Esqueci foram tocadas nas rádios até à exaustão e contribuíram para que o grupo ganhasse toda uma nova legião de fãs. À margem da divulga-

HERCULANO REIS SOLICITADOR

ção na rádio e das tabelas de vendas, ficou Ascensão, tema belíssimo onde pontificavam as vozes de Teresa Salgueiro e de Francisco Ribeiro. No ano de 1992 chega aos escaparates o sucessor de Um Tempo Ausente. Sem ter a mesma ambição de escalar as tabelas de vendas, O Fogo continha motivos suficientes para chamar a atenção dos amantes da música moderna portuguesa e esses motivos chamavam-se A Norte do Mundo (com direito a teledisco), Os Dias do Futuro, A Voz do Deserto e Tão Só. Depois, foi necessário esperar sete anos para aparecer um novo disco, mas valeria a pena a espera. Receberia o nome de Sexto Sentido e seria o derradeiro trabalho de originais

da Sétima Legião, que encerraria a sua carreira com chave de ouro. Sexto Sentido abriu pistas para o novo milénio que então se aproximava, usando programações de computador, sintetizadores e samplers (amostras de sons) para dar uma nova roupagem a gravações de canções do Portugal profundo, recolhas muitas delas efetuadas pelo Prof. Ernesto Veiga de Oliveira. Entres os samplers contavam-se A Ceifa de Idanha, A Ceifa de São Pedro do Sul, a Lavra de Évora, A Ceifa de Vimioso, A Lavra de Torres Vedras e ainda gravações de música tradicional da Madeira. Recebido friamente pela crítica, que talvez esperasse um novo álbum de rock, Sexto Sentido conseguiu a proeza de vender mais no

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estrangeiro do que dentro do país. Não foi só pela tecnologia utilizada. O último disco da Sétima Legião é um tratado de música popular portuguesa vestido com roupagem futurista, e trata esse manancial de tradição com imenso respeito, dir-se-ia até com veneração. Porque este disco sempre esteve na origem da autenticidade do grupo, não admira que as vozes resultantes de recolhas de música popular substituam o vocalista da banda na maior parte das canções. É o fim do caminho para este coletivo que seguiu sempre um trajeto singular, construído entre a gravidade das bandas de Manchester e a euforia das terras de Trás-os-Montes, como se ambas estivessem próximas. Sexto Sentido marca o término

desse caminho. Aqui a modernidade abraça toda a tradição de um país, o país de uma banda que começou, naturalmente, na Fundação Atlântica.

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Património Divagação sobre D. Afonso V (E a Batalha) III Santa Joana, Princesa Filha e neta de reis, fui infanta da mais nobre linhagem que houve em Portugal. E esse condão herdei-o com tal grandeza que hoje sou princesa na eterna corte celestial. Antes de Roma, fui canonizada pelo Povo que já reconhecia as minhas santidade e pureza. Que outra infanta aspiraria a tal grau de nobreza? De três filhos de D. Afonso V e de D. Isabel de Coimbra, só dois sobreviveram: a Infanta D. Joana e o Príncipe Real D. João que haveria de ser o notável D. João II. Tinha D. Joana três anos e D. João cerca de sete meses quando sua mãe faleceu. Como já disse, o primeiro filho daquele régio casal também se chamou João. Falecido de muito tenra idade, veio a ser sepultado no Mosteiro de Santa Maria da Vitória, encontrando-se o seu túmulo, desde os anos 40 do século XX, nas Capelas Imperfeitas. É o que está mais próximo do do Rei D.

Duarte I e de sua mulher D. Leonor, seus avós. A Infanta D. Joana, cuja imagem reproduzo, com a devida vénia, do precioso estudo do Professor Doutor Saúl António Gomes sobre D. Afonso V, publicado em 2006 pelo “Círculo de Leitores”, pintura pertencente ao Museu Arqueológico de Aveiro, não estava destinada à vida religiosa, mas, antes era considerada uma garantia à permanência da dinastia de Avis e, por conseguinte, à da liberdade do Reino, como sucessora de seu irmão (D. João Príncipe Perfeito), no caso deste

falecer como já acontecera ao primogénito que acima referi, e nos três anos que medearam entre o seu nascimento e o do seu irmão (D. João II) teve o “título de princesa e herdeira do trono” (“D. Afonso V” do Professor Doutor Saúl António Gomes, pág. 97), deixando de o ser em 9 de Maio de 1455, data do nascimento do irmão. Mesmo com o novo herdeiro, o Povo temendo que lhe acontecesse algum percalço, opunha-se ao desejo por ela manifestado de ingressar num convento. E é curioso que tenha sido sobretudo o braço popular a mostrar-se receoso. Isto daria para várias conjecturas. O Povo queria-a casada e com descendência, para evitar pretensões estrangeiras ou mesmo nacionais mas pouco simpáticas às políticas que favoreciam o terceiro estado e que a dinastia de Avis encetara e tiveram cumes com D. João I e com Infante D. Pedro e haviam de voltar a ter com D. João II. D. Joana era uma mulher assaz inteligente, culta e com forte personalida-

de, aliás características da família de Avis, mantendo firmemente os seus propósitos. Não obstante, em 1471, com 19 anos, teve de assumir a regência do Reino na ausência temporária do seu pai e do seu irmão, empenhados na conquista da praça africana de Arzila. O seu destino final, depois do Mosteiro de Odivelas, será o Mosteiro de Jesus, em Aveiro, onde viveu alguns anos e morreu no final da casa dos trinta e veio a ser sepultada. Da família chegada de el-Rei D. Afonso V só ela não teve a última morada na Batalha. A evocá-la existe no nosso Mosteiro uma imagem de vulto, de madeira policromada, esculpida no século XVIII. Esteve até há pouco na capela de S. Miguel ou dos Sousas e está, agora, na capela mór. No reiunado de D. Afonso V deve ter sido feito o claustro, que é o segundo do Mosteiro (recordamos que ainda se haveria de construir um terceiro no tempo de D. João II e que em 1810/11 os soldados napoleónicos destruíram, servindo, nos anos 60 do século XIX, as

pedras que restaram para fazer a ponte da Boitaca), e que receberia o nome do monarca. Vindo ainda do reinado de D. Duarte, é mestre das obras do monumento Martim Vasques, autor ou um dos autores do segundo claustro. A Martim Vasques sucedeu o sobrinho Fernão de Évora, que se manteve à frente das obras durante a maior parte do citado reinado. Conforme diz o saudoso Dr. Sérgio Guimarães de Andrade em “Santa Maria da Vitória”, edição de 1992, do Instituto Português do Património Cultural, executada pela “ELO = Lisboa/Mafra”: “após a morte de Fernando de Évora (em 1477) surge um período de instabilidade directi-

s Casa da Madalena

Peça a peça, o Museu Etnográfico da Alta Estremadura Melhor seria dizer, vitrina a vitrina, e esta é a última vitrina, das da divisão de miniaturas do Museu Etnográfico, a referir. Nela estão expostas, no cimo, as burras dos serradores, espécie de cavalete improvisado que permitia a utilização das grandes serras braçais manejadas por dois homens, um em cima do cavalete e outro em baixo, para serrar os troncos das árvores. É curioso que nalgumas terras do Minho,

chamam, a estas serras, de Leiria, julgando eu que o nome lhe proviria por para o norte se terem deslocado serradores de terras leirienses. Também aí estão os homens que, na zona montanhosa da Alta Estremadura (Aire e Candeeiros), colhem e cortam em rectângulos o calcário serrano. Ao lado, o aparelho dos amoladores. Na segunda prateleira a contar de cima, uma charrua e uma tarara (para limpar cereais

e a azeitona) a que no norte chamam “limpadores”. Na seguinte, estão quatro arados de madeira, um deles o de camba ou castelhano. Segundo o Dr. Ernesto Veiga de Oliveira, na nossa freguesia de S. Mamede havia um arado com algumas especificidades, de que não cheguei a recolher nenhum exemplar nem tão pouco a ver. Como seria interessante e valioso o Museu Etnográfico da Rebolaria poder vir a expor um de-

les. Nas outras prateleiras estão enxadas de vários tipos, serras braçais e de carpinteiro, ancinhos, forquilhas, grades de madeira, todo um elucidativo conjunto de alfaias e ferramentas de que o nosso Povo se servia no trabalho agrícola e nas oficinas de antanho. No rés-do-chão do Museu iremos depois ver todas estas peças em tamanho natural. J.T.S.

va, com pelo menos quatro mestres de obras em cerca de 12 anos”. A estabilidade só se atingiria em 1490 com a nomeação, por D. João II, do possivelmente covilhanense Mateus Fernandes que continuo a não crer que fosse o mesmo que D. Afonso V demitiu por menos competência, substituindo-o por um tal João Rodrigues. Como se sabe, Mateus Fernandes dirigiu as obras até 1415, ano da sua morte, e veio a ser o criador do “Manuelino”, uma original resposta portuguesa no quadro do movimento renascentista. Até Outubro se Deus quiser. José Travaços Santos Apontamentos sobre a História da Batalha (174)


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Cultura Concelho poderá ter uma escola de música m As aulas serão no centro paroquial e terão a duração de três horas e meia por semana O Conselho Económico Paroquial da Batalha anunciou que está a receber inscrições no sentido de avaliar a possibilidade de criar uma escola de música orientada pelo Conservatório de Música e Artes do Centro: Ourém-Fátima. As inscrições estão aber-

tas até 15 deste mês e poderão ser feitas no Cartório Paroquial da Batalha, Quiosque da Batalha e na sacristia da igreja paroquial. “As aulas serão no centro paroquial e terão a duração de três horas e meia por semana. Mas, para puderem funcionar tem que haver alunos. O custo da mensalidade não será certamente muito elevado, dependerá muito do número de alunos”, explica um comunicado divulgado pelos

promotores da iniciativa. O Conservatório de Música e Artes do Centro: Ourém-Fátima assegurará as aulas e haverá formação musical e canto para todos e, para quem o desejar, ensino instrumental: órgão, piano, violino e viola; se necessário outros instrumentos. “Todos reconhecemos que a música pode ser de grande utilidade para a vida de qualquer pessoa. Não só ouvir, é o mínimo, mas sobretudo saber cantar ou tocar. É um dos meios mais

Ópera no mosteiro e na igreja matriz O programa “O.P.(us) Ópera no Património”, que tem a duração de três anos, está a promover uma série de concertos em monumentos de referência da região Centro, incluindo o Mosteiro da Batalha, Igreja Matriz da Batalha, Castelo de Leiria, Capela de S. Pedro e a Sé de Leiria. O projeto, com um investimento de 971.502 euros, cofinanciado pelo Centro 2020, assenta num conjunto de eventos de cariz operático associados ao património, à cultura e aos bens culturais da Batalha e Leiria, entre outros concelhos do centro, num total de 91 espetáculos por ano – este ano, em 2018 e 2019. A ópera está em destaque na Batalha, com a Visitação à Carmen, de G. Bizet, de 5 a 8 de outubro, com um programa em que se destaca a Visitação à Ópera de Mozart, dia 7 de outubro, às 21h30, nas capelas imperfeitas do Mosteiro de Santa Maria da Vitória. Ainda na vila, realiza-se o Requiem

p Momento do espetáculo registado em Pinhel Alemão, de Joannes Brahms, na Igreja Matriz, dia 08 de outubro, pelas 21h30. A programação, que assume o caráter de “festival” de quatro dias em cada concelho, “assenta na realização de 18 obras referenciais da história da música a partir de uma estrutura profissional que integra orquestra, coro, solistas, encontrando-se alinhado com uma estratégia regional que tem

como objetivo contribuir para a preservação dos valores naturais e culturais”. Para além das residências artísticas onde estão previstas realizações operáticas, concertos coral-sinfónicos e concertos de música de câmara no património, o programa contempla a realização de concertos pedagógicos para o público escolar, num total de 55 concertos por ano.

p O ensino abrangerá diversos tipos de instrumentos válidos para descontrair, para combater o “stress” de que tanta gente se queixa. Seguramente, há por aí muita gente com muitos dotes, mas nunca teve oportunidade de os reconhecer”,

referem os promotores da iniciativa - alguns membros da direção do Conselho Económico Paroquial da Batalha -, que contam com o apoio da câmara municipal e outras entidades.

Para outras informações, os interessados devem contactar: Mercês Monteiro, telefone 966548940 ou Joaquim Carrasqueiro, telefone 918703005.


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Batalha Atualidade

setembro 2017

Sub-20: Quinta do Sobrado disputa 1ª nacional de futsal m “Este será um grande desafio que abraçaremos com a garra e determinação”, diz a direção do clube

O Centro Cultural e Recreativo de Quinta do Sobrado e Palmeiros (CCRQSP), na Batalha, vai disputar o campeonato da 1ª Divisão Nacional de Futsal Juniores A (Sub-20), a partir do final deste mês, depois da desistência da equipa vencedora da fase de apuramento. “Os Indefectíveis”, equipa de Alhos Vedros - Setúbal, anunciou a suspensão do futsal no clube, abrindo portas à subida da equipa batalhense. “A convite da Associação de Futebol de Leiria/Federação Portuguesa de Futebol, o nosso escalão de juniores sub-20 irá competir na próxima época na 1ª Divisão Na-

cional, depois da desistência da equipa vencedora do grupo da 2ª fase de apuramento, onde alcançamos o 2º Lugar”, explica a direção do CCRQSP em comunicado. “Este será um grande desafio que abraçaremos com a garra e determinação que nos são características e certamente contaremos com o apoio de todos vós, sócios e simpatizantes”, adianta a direção do clube. Na disputa da 1ª Divisão Nacional de Futsal Juniores A (Sub-20), época de 2017/2018, o CCRQSP está integrado na série sul e tem como adversários os seguintes clubes: SÉRIE SUL 1. CF “Os Belenenses” 2. CA São Brás 3. CRC Quinta dos Lombos 4. AD Fundão 5. CCRQ Sobrado Palmeiros 6. CR Leões de Porto Salvo 7. Sporting CP 8. SL Benfica

Câmara renova protocolo com a UNL A Câmara da Batalha renovou o protocolo de colaboração com o Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais da Universidade Nova de Lisboa (UNL), para o desenvolvimento e participação do Agrupamento de Escolas da Batalha na designada Rede de Escolas de Excelência. O protocolo desenvolve-se até 2019 e representa um investimento municipal superior a 20 mil euros e prevê colaboração da equipa de Investigadores da UNL para o desenvolvimento do plano estratégico educativo municipal. A Rede de Escolas de Excelência (Rede ESCXEL) é um projeto que visa potenciar as competências dos municípios, das escolas e das comunidades, no sentido de concretizar a ideia de qualificação e de excelência educativa. Criada em 2008,

é coordenada a nível nacional por David Justino e conta com a colaboração de um grupo de investigadores do departamento de sociologia da UNL. Este projeto orienta se em função de um conjunto sistematizado de objetivos, designadamente: capacitar as escolas e as comunidades (alunos, professores, pais, cidadãos, decisores políticos) para a promoção da excelência educativa; capacitar tecnicamente e assessorar os municípios para a adoção de planos e estratégias de desenvolvimento educativo local; identificar, difundir e monitorizar as boas práticas escolares; desenvolver modelos de monitorização do desempenho e autoavaliação das escolas; produzir conhecimento científico sobre as dinâmicas educacionais, sociais e culturais locais.

p João Pires, reforço do plantel de Sub-20 CALENDÁRIO 1.ª jornada (30.09.2017): 1-3; 6-5; 4-7; 8-2 2.ª jornada (08.10.2017): 3-8; 5-1; 7-6; 2-4 3.ª jornada (15.10.2017): 3-5; 1-7; 6-2; 8-4 4.ª jornada (22.10.2017): 5-8; 7-3; 2-1; 4-6 5.ª jornada (29.10.2017): 5-7; 3-2; 1-4; 8-6 6.ª jornada (12.11.2017): 8-7; 2-5; 4-3; 6-1 7.ª jornada (19.11.2017): 7-2; 5-4; 3-6; 1-8

CARTÓRIO NOTARIAL DA BATALHA Notária: Sónia Marisa Pires Vala

Certifico. para fins de publicação. que por escritura lavrada hoje. exarada de folhas cento e treze a folhas cento catorze verso. do Livro Duzentos e Vinte e Quatro - B. deste Cartório. Ana Maria dos Santos Rodrigues, NIF 148 361 358 e marido Abel da Costa Pereira, NIF 176 950 818, casados sob o regime da comunhão geral, naturais, ela da freguesia de São Mamede, concelho da Batalha. ele da freguesia de Atouguia, concelho de Ourém, residentes na Estrada de Fátima, n°.879, Fontainhas da Serra, Atouguia. Ourém. declaram que com exclusão de outrem. são donos e legítimos possuidores do seguinte: UM — um oitavo indiviso do prédio rustico. composto de terra de cultura com oliveiras. sito em Roupeiro. freguesia de São Mamede. concelho da Batalha, descrito na Conservatória do Registo Predial da Batalha sob o numero mil oitocentos e oitenta e três/São Mamede, onde se mostra registada a aquisição do referido direito a favor de Gracinda Manuela dos Santos Pinheiro, pela apresentação vinte e seis, de um de agosto de mil novecentos e noventa e seis. inscrito na matriz rustica sob o artigo 2935. com o valor patrimonial correspondente de IMT de €143.90. DOIS — um oitavo indiviso do prédio rustico, composto de terra de cultura com oliveiras e pinhal, sito em Outeiro Morouço, freguesia de São Mamede. concelho da Batalha. descrito na Conservatória do Registo Predial da Batalha sob o numero mil oitocentos e oitenta e quatro/São Mamede. onde se mostra registada a aquisição do referido direito a favor de Gracinda Manuela dos Santos Pinheiro, pela apresentação vinte e seis, de um de agosto de mil novecentos e noventa e seis, inscrito na matriz rustica sob o artigo 15695, com o valor patrimonial correspondente de IMT de €62.28. Que eles justificantes. adquiriram os referidos direitos prediais no ano de mil novecentos e noventa e três. por compra verbal à referida Gracinda Manuela dos Santos Pinheiro. ao tempo. solteira. maior: Que. tendo a referida aquisição sido meramente verbal. não é possível aos justificantes exibir o respetivo título de aquisição. a fim de promover o respetivo registo predial a seu favor: Que, desde aquela data de mil novecentos e noventa e três. que os justificantes. estão na posse e fruição dos identificados direitos nos prédios. em nome próprio. portanto há mais de vinte anos. sem a menor oposição de quem quer que seja desde o seu inicio, posse que sempre exerceram sem interrupção e ostensivamente com o conhecimento de toda a gente e a prática reiterada dos atos habituais de um proprietário pleno, com o amanho da terra, recolha de frutos. conservação e defesa da propriedade. pagamento das contribuições e demais encargos. pelo que. sendo uma posse pacífica. contínua, pública e de boa fé durante aquele período de tempo. adquiriram os referidos direitos prediais por usucapião. Batalha, onze de setembro de dois mil e dezassete. A funcionária, com delegação de poderes Lucília Maria Ferreira dos Santos Fernandes - 46

Jornal da Batalha, edição 326 de 15 de setembro de 2017

Jornal da Batalha

EXTRACTO/JUSTIFICAÇÃO

CERTIFICO, narrativamente, para efeitos de publicação, que por escritura lavrada no dia dez de Agosto de dois mil e dezassete, no Cartório Notarial, sito na Avenida D. José Alves Correia da Silva, Edifício Vela Sul, número 2, primeiro andar C, freguesia de Fátima, no Concelho de Ourém, exarada de folhas oitenta e quatro, do livro de notas para escrituras diversas número “Trinta e Cinco– A”, ALBINO VIEIRA VICENTE, NIF 153.046.643 e mulher MARIA JULIA DE JESUS RIBEIRO, NIF 203.477.758, ambos naturais da freguesia São Mamede do concelho de Batalha, casados sob o regime da comunhão geral de bens, residentes na Travessa do Impasse Vicente, número 3, Casal Velho, na dita freguesia de São Mamede, titulares dos bilhetes de identidade, respetivamente, números 2556367, de 18/11/1999 e 4242190, de 18/11/1999, ambos emitidos pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.. PELO OUTORGANTE, FOI DITO: Que, são com exclusão de outrem, donos e legítimos possuidores dos seguintes prédios: a) Prédio rústico, sito em Casal Velho, na freguesia de S. Mamede, concelho de Batalha, composto por terra de cultura, com a área de quatrocentos e vinte metros quadrados, inscrito na matriz sob o artigo 4466, com o valor patrimonial tributário para IMT de € 127,77, ao qual atribuem para estes actos o valor de SETECENTOS E CINQUENTA EUROS, a confrontar do Norte com João da Silva, de Sul com Albino Vieira Vicente, de Nascente com Manuel Vicente e de Poente José Luís da Silva, não descrito na Conservatória do Registo Predial. b) Prédio rústico, sito em Casal Velho, na freguesia de S. Mamede, concelho de Batalha, composto por terra de cultura, com a área de setecentos e cinquenta metros quadrados, inscrito na matriz sob o artigo 4467, com o valor patrimonial tributário de € 225,03, ao qual atribuem para efeitos dos presentes actos o valor de SETECENTOS E CINQUENTA EUROS, a confrontar do Norte com Manuel Vieira Vicente, de Sul com Herminio Vieira Vicente, de Nascente com Manuel Vicente e de Poente Manuel da Silva Ribeiro, não descrito na Conservatória do Registo Predial. c) Prédio rústico, sito em Casal Velho, na freguesia de S. Mamede, concelho de Batalha, composto por pinhal com mato, com a área de dois mil duzentos e cinquenta metros quadrados, inscrito na matriz sob o artigo 4482, com o valor patrimonial tributário IMT de € 198,50, ao qual atribuem para efeito dos presentes actos o valor de SETECENTOS E CINQUENTA EUROS, a confrontar do Norte com João da Silva, de Sul com Manuel da Cunha Cristóvão, de Nascente com Manuel da Silva e de Poente Albino Vieira Vicente, não descrito na Conservatória do Registo Predial. d) Prédio rústico, sito em Cabeço da Moita, na freguesia de S. Mamede, concelho de Batalha, composto por quatro oliveiras, com a área de quatrocentos metros quadrados, conforme declaram, inscrito na matriz sob o artigo 6602, SECÇÃO T, com o valor patrimonial tributário de € 61,89, atribuindo para efeitos do presente acto o valor de SETECENTOS E CINQUENTA EUROS, a confrontar do Norte com caminho, de Sul com João da Silva, de Nascente com António Ribeiro e de Poente com caminho, não descrito na Conservatória do Registo Predial. Que, os referidos prédios vieram à posse do primeiro outorgante em mil novecentos e sessenta e dois, à data solteiro, maior, por doação verbal dos pais dele primeiro outorgante, Manuel Vicente e Agueda de Jesus, residentes que foram no lugar de Casal Velho, freguesia de S. Mamede, concelho de Batalha. Que, deste modo, após a referida doação verbal , passou de facto, a possuir os ditos prédios em nome próprio, tendo mandado cultivar, amanhar, plantar e colher seus frutos, tendo pago desde sempre os respetivos impostos, posse que sempre foi exercida por ele de forma a considerar tais prédios como seus, sem interrupção, intromissão ou oposição de quem quer que fosse, à vista de toda a gente do lugar e de outros circunvizinhos, sempre na convicção de exercer um direito próprio sobre coisa própria. Que, esta posse assim exercida ao longo de cinquenta e cinco anos, se deve reputar de pública, pacífica e contínua. Fátima, Cartório Notarial, 16 de Agosto de dois mil e dezassete A notária, Maria José Andrade Coutinho

Jornal da Batalha, edição 326 de 15 de setembro de 2017

CARTÓRIO NOTARIAL DA BATALHA Notária: Sónia Marisa Pires Vala

Certifico, para fins de publicação, que por escritura lavrada hoje, exarada de folhas setenta e nove a folhas oitenta, do Livro Duzentos e Vinte e Quatro - B, deste Cartório. João Manuel Carreira Pedro, NIF 115 209 093, solteiro, maior, natural da freguesia de São Mamede, concelho da Batalha, onde reside na Rua dos Adelinos, nº.3, no lugar de Lapa Furada, declara que, com exclusão de outrem é dono e legítimo possuidor do prédio rústico, composto de pinhal, com a área de noventa metros quadrados, sito no Casal da Ferreira, freguesia de São Mamede, concelho da Batalha, a confrontar de norte com Alípio Carreira de Oliveira, de sul com Manuel Carreira Pedro, de nascente com José Neves dos Reis e de poente com António Mendes Marques, não descrito na Conservatória do Registo Predial da Batalha, inscrito na matriz sob o artigo 15531, com o valor patrimonial para efeitos de IMT e atribuído de €22,11. Que, o justificante adquiriu o referido prédio, no ano de mil novecentos e noventa e quatro, por compra verbal a Vitorino Carreira da Silva, viúvo, residente na Estrada do Covão do Espinheiro, Lapa Furada, São Mamede, Batalha, não dispondo o justificante de qualquer título formal para o registar na Conservatória, mas desde logo entrou na posse e fruição do mesmo. Que em consequência daquela compra verbal, possui o identificado prédio em nome próprio há mais de vinte anos sem a menor oposição de quem quer que seja desde o seu inicio, posse que sempre exerceu sem interrupção e ostensivamente com o conhecimento de toda a gente e a prática reiterada dos actos habituais de um proprietário pleno, com o amanho da terra, recolha de frutos, conservação e defesa da propriedade, pagamento das contribuições e demais encargos, pelo que, sendo uma posse pacífica, contínua, pública e de boa fé, durante aquele período de tempo, adquiriu o identificado prédio por usucapião. Batalha, vinte e oito de agosto de dois mil e dezassete. A funcionária com delegação de poderes Lucilia Maria Ferreira dos Santos Fernandes - 46/5 Delegação de poderes autorizada pela Notária Sónia Marisa Pires Vala, publicada na Ordem dos Notários, em 03 de Fevereiro de 2015 (artº 8º do Dec. Lei 26/2004 de 4 de Fevereiro e artº6º da Portaria 55/2011 de 28 de Janeiro).

Jornal da Batalha, edição 326 de 15 de setembro de 2017


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