| DIRETOR: CARLOS FERREIRA | PREÇO 1 EURO | E-MAIL: INFO@JORNALDABATALHA.PT | WWW.JORNALDABATALHA.PT | MENSÁRIO ANO XXX Nº 368 | MARÇO DE 2021 |
PORTE PAGO
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PS apoia Movimento Independente, CDS não W Pág. centrais
Casos ativos descem Número de vítimas sobe
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Foto: Chuck Underwood © Pixabay
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março 2021
Jornal da Batalha
Espaço Público s A Opinião de António Lucas Ex-presidente da Assembleia Municipal da Batalha
Autárquicas e movimentos independentes Mais para o final deste ano iremos ter novamente eleições autárquicas. Todas as eleições são importantes, mas estas são ainda mais importantes pelo impacto das ações dos eleitos na nossa vida, pela proximidade aos candidatos, pelo conhecimento dos mesmos. A democracia precisa dos partidos, mas estes têm que proceder a uma grande limpeza e a fortes ações de formação para que a juventude passe a olhar para a política como serviço público e não ao serviço do público partidário, como infelizmente acontece vezes demais. E isto não acontece por acaso, acontece porque os jovens têm demasiados maus exemplos dentro da casa partidária. Uma boa parte, infelizmente ainda demasiada, dos eleitos, não tem vida profissional independente, o que é mau, porque tem tendência para se agarrar aos lugares, como lapas, porque não faz po-
lítica bem, mas para além disso, não sabe fazer mais nada. Deviam todos ter experiência profissional, ou no privado ou no público, mas admitidos por concurso leal e isento. Infelizmente, demasiados eleitos são uma coisa em campanha e mudam radicalmente a partir do dia da eleição. Na campanha os eleitores da sua geração tratam-nos por “tu”, a seguir às eleições exigem ser tratados por “Sr. presidente”. Na campanha fazem tudo e resolvem tudo, a seguir às eleições fazem o oposto e um simples processo de obras demora meses ou anos. Em campanha dizem estar sempre disponíveis para os cidadãos, a seguir às eleições passa a ser mais fácil falar com o 1º ministro do que com eles. Em campanha são uma simpatia para os trabalhadores, a seguir às eleições tratam-nos abaixo de cão. Em campanha oferecem tudo às coletividades e associações, a
seguir às eleições os dirigentes associativos têm de mendigar para que lhes sejam pagos os apoios devidos. Em campanha são pessoas muito simples, disponíveis e acessíveis, a seguir às eleições querem ser presidentes de tudo e mais alguma coisa! Acabando por não fazer nada de jeito em lado nenhum. Muitos mais exemplos poderia exemplificar, mas estes são suficientes para se perceber que as eleições autárquicas são importantes e que o que se faz em campanha deve ser bem escrutinado e não nos devemos deixar embalar por estes meses de simpatia e de distribuição a tudo e todos, de tudo e mais alguma coisa. À primeira todos caem, à segunda cai quem quer. O ditado é velho. Os partidos, na sua pior versão, aprovaram no Parlamento, à beira das últimas férias, um diploma que complica fortemente as candidaturas às câmaras por listas de indepen-
dentes. Mas de que têm medo as candidaturas partidárias? Quando os seus candidatos são bons e são gente disponível, competente e com provas dadas, não têm que ter qualquer receio, porque os seus eleitores/munícipes querem que eles continuem a governar bem o concelho. Já o mesmo não acontece com os que prestaram maus serviços aos seus munícipes, qua ndo se preocuparam muito mais com a sua imagem do que com a vida dos cidadãos, quando esbanjaram a seu belo prazer em projetos questionáveis o dinheiro dos impostos dos seus munícipes em vez de o utilizarem em projetos por todos utilizáveis, quando se preocuparam mais em andar permanentemente nas redes sociais do que trabalhar a resolver os problemas que afligem os seus concidadãos, estes sim, têm razões para estar preocupados e são os maiores apoiantes da referida legislação que com-
plica as candidaturas de cidadãos independentes. Não obstante, os maiores partidos ganharam medo dos cidadãos e convenhamos que devem mesmo ter medo dos cidadãos, e parece já terem decidido alterar a lei de forma a que as exigências para os grupos de cidadãos independentes não sejam muito diferentes das exigências para as listas partidárias. As eleições autárquicas são aquelas em que o que conta mesmo são as capacidades dos candidatos, a sua experiência de vida, a sua experiência profissional, a sua disponibilidade para os cidadãos, a sua capacidade para gerir os recursos humanos da autarquia, em suma, a sua palavra. Cada vez mais precisamos de gente de palavra, de gente com coluna vertebral e de gente disponível para gerir os recursos públicos com muito maior responsabilidade do que gere os seus próprios recursos, porque os seus, se
os gerir mal será apenas problema da sua família, mas ao invés, se gerir mal os recursos da autarquia, está a gerir mal o que é dele, mas também e especialmente o que é vosso, o que é nosso, e isso não é admissível. Por fim, congratulo-me muito com a redução dos infetados com o vírus da Covid-19, no país e particularmente no nosso concelho, apelando a que mantenhamos os cuidados de distância, uso de máscara e higienização das mãos, para que ultrapassemos com saúde mais este grande desafio. Tudo de bom para todos.
s Baú da Memória José Travaços Santos
Descobrimentos, Museus e a Língua Portuguesa A ilustrar este “Baú da Memória”, a capa do livro de Branquinho da Fonseca “As Grandes Viagens Portuguesas”, editado pela Manuscrito. Além do prefácio e de oportunas notas, Branquinho da Fonseca faz a selecção de textos que vão da narrativa de Álvaro Velho sobre o descobrimento do caminho marítimo para a Índia até ao relatório de Sacadura Cabral sobre a primeira viagem aérea Lisboa-Rio de Janeiro, passando pela carta do achamento da Terra do
Brasil de Pero Vaz de Caminha, pelo Itinerário da Viagem da Índia a Portugal de António Tenreiro, pela Peregrinação de Fernão Mendes Pinto, pelo Descobrimento do Grão-Catraio ou Reinos de Tibete de António de Andrade e pela Expedição Portuguesa ao Interior da África de Hermenegildo Capelo. É uma obra que devia ser muito divulgada, dando-a a conhecer sobretudo à gente mais nova. A propósito deste livro, vem à baila, outra vez, a fundação do Museu dos Desco-
brimentos, que é verdadeiramente escandaloso ainda não ter ido avante. Que povo somos nós que nos amedrontamos ante a investida de meia dúzia de extremistas que não respeitam o pioneirismo, a bravura e o sofrimento dos nossos antepassados que conseguiram levar avante uma verdadeira epopeia, a maior dos séculos XV e XVI? E de novo também o Museu da Língua Portuguesa, tornando a lembrar que o Brasil fundou dois, tendo o de São Paulo ardido há anos
o que originou um vigoroso movimento para levar avante a sua reconstrução, prevendo-se para Junho ou Julho que o “novo museu” seja inaugurado. Entretanto, o Brasil pediu a Portugal a doação de material museológico que possa ajudar a recompor o acervo da instituição, sendo de esperar que tenhamos correspondido ao pedido com entusiasmo e prontidão. E para quando, na pátria deste idioma comum a Portugal e ao Brasil, a fundação do seu museu?
Jornal da Batalha
Espaço Público Opinião
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s A Opinião de André Loureiro Vereador da Educação da Câmara da Batalha
Novas competências no domínio da saúde Aprovado em 30 de janeiro de 2019, o Decreto-lei 23/2019 que concretiza o quadro de transferência de competências para os órgãos municipais e para as entidades intermunicipais no domínio da saúde representou um passo importante para a concretização da descentralização administrativa prevista na Constituição da República Portuguesa. Estamos perante um diploma que abre um leque de novas possibilidades para que as câmaras municipais possam desempenhar o papel de promotoras da saúde e do bem-estar dos cidadãos. Por quê? Porque hoje sabemos que a nossa qualidade vida e longevidade dependem muito das condições de vida e da acessibilidade aos serviços
de saúde, para além de outros fatores externos, como por exemplo a qualidade do ar que respiramos e o modo como nos deslocamos, alimentamos, descansamos e nos relacionamos. Ou seja, a saúde e o bem-estar fazem parte de um ecossistema mais vasto e complexo no qual nos integramos e que tem um papel preponderante na saúde das comunidades. É por isso que a descentralização de competências é uma oportunidade para os municípios atuarem transversalmente ao nível deste ecossistema, adotando políticas municipais que promovam a saúde e a qualidade de vida das pessoas. Esta consciência é ainda mais evidente em períodos como aquele que vivemos
no quadro de uma pandemia com forte impacto na saúde, onde os fatores proximidade e capacidade de resposta surgem como decisivos na resposta às necessidades da população. No caso concreto do Município da Batalha esta decisão revelou-se essencial em duas vertentes principais: em primeiro lugar, a possibilidade de consolidar a relação de colaboração com a Unidade de Saúde Familiar e, igualmente relevante, a criação de condições para reabrir a Extensão de Saúde do Reguengo do Fetal e assim manter o nível de oferta de cuidados de saúde primários no concelho da Batalha. Estes dois fatores seriam, em minha opinião, razões suficientes para a câmara municipal avançar com mais este
desafio, mas creio que todos estaremos de acordo que o maior contributo que a autarquia poderá assegurar é garantir uma maior acessibilidade de todos aos serviços de saúde. Sei bem que esta decisão unânime dos órgãos municipais de acolher novas competências na área da saúde, e que foi este mês de março concretizada em definitivo com a assinatura de acordo entre o Ministério da Saúde e o Município da Batalha, conhece uma forte oposição de alguns sectores que entendem que esta responsabilidade cabe apenas ao Estado central e que os recursos da câmara deveriam ser orientados para mais estradas e outras infraestruturas. É uma visão que se entende, mas claramente ul-
trapassada. No passado, os autarcas orientavam as suas decisões para as grandes empreitadas, procurando assegurar a melhoria de algumas condições básicas para as populações mais desfavorecidas, num tempo em que prevalecia mais a dimensão da obra do que propriamente a sua utilidade. Hoje, entendo que o foco tem de estar em objetivos como a melhoria da saúde e do bem-estar da comunidade, devendo as autarquias aceitar a responsabilidade de resolver os problemas atuais das suas comunidades, sabendo que ao fazê-lo estas acabarão por reconhecer e recompensar a sua atitude proativa em prol da saúde e do bem-estar comum. Por todas estas razões
penso que é tempo de realizar a descentralização, antecipar necessidades futuras e ter capacidade de aceitar novos desafios. É tempo de mobilizar os principais agentes locais e nacionais a avançar com políticas municipais que correspondam verdadeiramente às necessidades e expectativas dos munícipes em matéria de saúde e bem-estar, tendo como último propósito pessoas felizes, saudáveis e realizadas.
s A Opinião de Dário Florindo Coordenador Financeiro do Núcleo Territorial de Leiria da Iniciativa Liberal
Iniciativa Liberal: uma esperança para a Batalha Preso entre séculos de uma “monarquia republicana” e o Estado Novo, Portugal conta atualmente com uma democracia refém do socialismo e social-democratas - duas faces da mesma moeda. Assim, sem surpresa, o Estado é agora o agente mais influente na economia, apresentando-se não como um árbitro, mas como o jogador principal. A adesão de Portugal à CEE em 1986 foi, num primeiro momento, um enorme sucesso e o PIB per capita aumentou consideravelmente até à introdução do Euro. Contudo, no meio do aparente sucesso, faltou planear e garantir o futuro. O nosso futuro. Quando analisados os últimos 20 anos, o PIB per capita per-
maneceu estagnado e estamos hoje no pódio dos mais pobres da UE. Na Batalha, a realidade dos números desenha semelhante fado com um poder de compra 15% abaixo da média nacional (INE,2019). Mas crueldade dos números não apaga a história do nosso concelho, que é marca de orgulho de todo um povo e confunde-se na identidade e no reconhecimento do “ser português”. Palco de grandes momentos históricos, como as lutas decisivas travadas há mais de 600 anos que garantiram a independência de Portugal, e casa do mais belo monumento do país, a Batalha merece estar no centro da discussão das políticas económicas e sociais a nível
Propriedade e edição Bom Senso - Edições e Aconselhamentos de Mercado, Lda. Diretor Carlos Ferreira (C.P. 856 A) Redatores e Colaboradores Armindo Vieira, Carlos Ferreira, João Vilhena, André Loureiro, António Caseiro, António Lucas,
nacional. No entanto, é quase exclusivamente pelo empenho dos seus cidadãos e empresários, que continuam incansavelmente a lutar pelo sucesso dos seus negócios, que a Batalha continua hoje a aparecer nos mapas de Portugal. Sem vocês, o nosso concelho seria apenas aquilo que as últimas décadas de governação revelaram: um concelho sem estratégia nem rumo, esquecido no meio de um palco de batalhas políticas efémeras, um concelho dependente de fenómenos turísticos dos seus vizinhos… enfim, uma Batalha sem futuro nem esperança. Assim, o debate em Portugal e na Batalha é cada vez mais sobre o fracasso do
Augusto Neves, Francisco Oliveira Simões, Joana Magalhães, João Pedro Matos e José Travaços Santos. Entidades: Núcleo da Batalha da Liga dos Combatentes, Museu da Comunidade Concelhia da Batalha e Unidade de Saúde Familiar Condestável/ Batalha. Departamento Comercial Teresa Santos (Telef. 918953440)
Estado, sobre a sua incapacidade de fornecer serviços e infraestruturas públicas de qualidade, num país em que quase um em cada dois euros produzidos vai para o Estado. Num país sem esperança, com um Estado endividado e intrusivo que oferece apenas uma carga fiscal em máximos históricos. Na política nacional, o PSD anseia (a tudo o custo) substituir-se ao PS que vai hipotecando o país à medida dos seus interesses. Também na Batalha, encontramos ora mestres com tiques de realiza (como se o poder fosse infinito), ora príncipes dos seus umbigos que servem bem, aqui e ali na dependência dos seus interesses. A social-democracia não
Redação e Contactos Rua Infante D. Fernando, lote 2, porta 2 B - Apart. 81 2440-901 Batalha Telef.: 244 767 583 - Fax: 244 767 739 info@jornaldabatalha.pt Contribuinte: 502 870 540 Capital Social: 5.000 € Gerência Teresa R. F. M. Santos e Francisco M. G. R. Santos (detentores de mais de 10% do Capital:
é distinguível, nem alternativa ao socialismo. O contraponto? O liberalismo. Um liberalismo centrado no cidadão e nos seus interesses. Que ignora o debate entre esquerda e direita, mas foca-se na capacitação e no fortalecimento das pessoas acima do Estado. Com políticas liberais, procuramos descentralizar e limitar a intervenção do Estado, devolver às pessoas a liberdade de escolha e aos empresários a vontade de investir e ver o esforço compensado na riqueza. É esta a visão que a Iniciativa Liberal traz a Portugal. Aqui na Batalha, muitos foram os que nas últimas eleições votaram pela mudança e escolheram a alternativa liberal. Estamos aqui! A
Teresa R. F. M. Santos e Francisco M. G. R. Santos) Depósito Legal Nº 37017/90 Insc. ERC sob o nº 114680 Empresa Jornalística Nº 217601 Produção Gráfica Bom Senso - Edições e Aconselhamentos de Mercado, Lda. Impressão: Fig - Indústrias Gráficas, Sa. Tiragem 1.000 exemplares
Iniciativa Liberal chegou à Batalha! Daqui em diante iremos apresentar a cada mês um tema, com propostas e soluções concretas para uma Batalha mais próspera, livre e com mais transparência na governação autárquica. Segue-nos nas redes sociais. Junta-te a nós! Por Portugal, pela Batalha, mais liberal, com futuro.
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O estatuto editorial encontra-se publicado na página da internet www.jornaldabatalha.pt
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Jornal da Batalha
Pandemia
Número de casos ativos desce após mês com aumento de vítimas mortais m No concelho foram abrangidas 900 pessoas integradas na primeira fase de vacinação, dirigida para utentes com mais de 50 anos, com patologias associadas, e para pessoas com 80 ou mais anos O número de pessoas falecidas no concelho da Batalha com Covid-19 aumentou para 18 no último mês, segundo o boletim sobre a pandemia divulgado no dia 12 de março pelo Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Leiria. No distrito de Leiria já não há concelhos sem registo de falecimentos, apresentando Castanheira de Pera (5) Pedrógão Grande (6), Nazaré (16) e a Batalha números mais baixos. No caso da Batalha, há ainda a registar a morte de um cidadão natural do município, mas residente no distrito de Aveiro. O concelho de Leiria apresenta o maior número de vítimas mortais (164), seguindo-se Caldas da Rainha (119) e Pombal (104). No que respeita aos casos ativos, a Batalha apresenta 26, havendo dez concelhos com números inferiores. O município Caldas da Rainha concentra 152 casos ativos, seguindo-se Leiria (71) e Peniche (66). Desde o início da pandemia, revistaram-se 790 casos confirmados no concelho da Batalha. Os municípios de Castanheira de Pera (166), Pedrógão Grande (196) e Figueiró dos Vinhos (414) são os menos afetados. Pelo contrário, Leiria (6.841), Pombal (3.271) e Alcobaça
Casos da doença confirmados no distrito Município Caldas da Rainha Leiria Peniche Alcobaça Pombal Batalha Porto de Mós Bombarral Marinha Grande Nazaré Ansião Figueiró Vinhos Castanheira Pêra Óbidos Alvaiázere Pedrógão Grande Total
Casos confirmados 2 709 6 841 1 703 2 918 3 271 790 1 436 566 1 671 700 1 178 414 166 613 461 196 25 633
Recuperados
Casos ativos
2 438 6 606 1 590 2 785 3 117 746 1 388 534 1 614 676 1 140 390 157 562 440 190 24 373
Falecimentos
152 71 66 56 50 26 15 13 11 8 4 4 4 2 1 0 483
119 164 47 77 104 18 33 19 46 16 34 20 5 49 20 6 777
Fonte: Comissão Distrital de Proteção Civil de Leiria, municípios e autoridades de saúde/Região de Leiria (12 março) (2.918) apresentam o maior número de pessoas infetadas desde março de 2020. O concelho tem um novo centro de vacinação, instalado na Exposalão, com quatro linhas de que podem duplicar em função das necessidades e capacidade até 500 pessoas por dia. O projeto é possível através de uma articulação entre a Direção-Geral de Saúde, a Unidade de Saúde Familiar Condestável (Batalha) e o Centro de Exposições da Batalha, que disponibiliza o espaço. Para além deste centro, a autarquia organizou um segundo ponto de vacinas no edifício da freguesia de São Mamede, por ser o local mais distante da sede do concelho e assim evitar deslocações à população, com capacidade para administrar 150 vacinas por dia. Para facilitar o acesso dos mais idosos à vacinação, a Câmara da Batalha está a disponibilizar um serviço de táxi gratuito, que funciona através de chamada telefónica, bem
assim desenvolve o apoio no contacto com os utentes para o processo de vacinação, através de comunicação telefónica ou no contacto direto nas suas residências. No concel ho fora m abrangidas 900 pessoas integradas na primeira fase de vacinação, dirigida a utentes com mais de 50 anos, com patologias associadas, e para pessoas com 80 ou mais anos de idade, incluindo os lares, profissionais de saúde e bombeiros, prevendo-se este número possa duplicar nas próximas duas a três semanas. A Batalha prepara o desconfinamento com a retoma campanha de testes rápidos à COVID-19 junto dos setores mais vulneráveis e garante a testagem no arranque das aulas No dia 11 de março, a autarquia anunciou que vai dar início à campanha de realização de testes rápidos à Covid-19 por antigénio e assegurar a testagem do pessoal não docente e
docente a exercer funções no pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico afeto às creches. A campanha inclui também os sectores mais vulneráveis e expostos como a construção civil, a indústria e a restauração e “resulta da aplicação da estratégia de prevenção no atual contexto da pandemia, com o intuito de prevenir o risco de contágio e de surgimento de surtos na comunidade”, explica o município. Os testes serão administrados nas instalações do Complexo Desportivo da Batalha (Zona Desportiva) e no edifício da Junta de Freguesia de São Mamede, devendo os interessados proceder à respetiva inscrição, gratuita, através do endereço https://teste-covid.batalhaonlife.pt “O projeto será faseado e gradual, estando previsto na primeira fase, para pessoas e atividades económicas prioritárias, atingir o objetivo de 1.600 testes. Nas fases subsequentes e
generalizadas a toda a população, poderão ser realizados até 500 testes por semana”, explica o residente da câmara municipal, Paulo Batista Santos. Entretanto, o autarca, também vogal do conselho diretivo da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), defendeu a inclusão nas prioridades de vacinação dos funcionários municipais afetos à educação e dos serviços de proteção civil. Para Paulo Batista Santos, “estes funcionários asseguram serviços essenciais e com um grau elevado de risco de contágio de Covid-19, em linha com o que sucede com outras profissionais já consideradas de risco e, no caso da educação, como fator de prevenção para a retoma do ensino pré-escolar e do 1º ciclo do ensino básico”. “No tocante aos serviços municipais de Proteção Civil, estes profissionais são equiparados nas suas atribuições aos corpos de bombeiros, pelo que é
compreensível que tenham o mesmo tratamento prioritário ao nível da vacinação”, conclui o autarca. A câmara municipal reforçou o programa “Batalha Solidária” com a disponibilização de refeições para ajudar famílias afetadas pela pandemia e também a restauração. Os restaurantes locais e as associações representativas do sector da restauração foram contactadas para celebrar um acordo de colaboração para o fornecimento em regime de take away das refeições necessárias e que se estimam, uma primeira fase, entre 900 a 1.500 no mês de arranque, correspondendo a um apoio inicial de 12 mil euros. O programa de apoio às refeições e à restauração está orientado para as famílias com rendimento “per capita” inferior ao salário mínimo nacional e que procedam à sua pré-inscrição junto dos serviços de ação social.
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Jornal da Batalha
Atualidade
Socialistas (nem todos) apoiam Raul Castro e centristas apresentam candidatura própria m O líder da concelhia, que se demitiu entretanto, e o vereador do PS na câmara estão contra o apoio à candidatura encabeçada pelo deputado. O CDS sondou António Lucas, que recusou candidatarse pelo partido O deputado Raul Castro garantiu o apoio do PS à sua candidatura a presidente do Município da Batalha, mas a decisão criou fissuras entre os socialistas: o presidente da concelhia demitiu-se e o vereador considera errada a decisão do partido. O CDS revelou, entretanto, que vai apresentar um candidato próprio. A maioria dos militantes socialistas da Batalha, reunidos no dia 17 de fevereiro, decidiu apoiar o movimento liderado pelo antigo presidente das câmaras da Batalha e Leiria, e atual deputado pelo PS na Assembleia da República, o que provocou a imediata demissão do líder da concelhia do PS, Augusto Neves. “O plenário de militantes decidiu apoiar Raul Castro, o que inviabilizou a apresentação de uma lista própria”, explicou Augusto Neves, ao Região de Leiria, apontando que, “pela primeira vez desde 1989, o PS vai sem bandeira às eleições”. Ao Jornal de Leiria, Augusto Neves, que apresentou a demissão no dia 18 de fevereiro, adiantou que a sua posição se justifica com “razões que se prendem com a falta de honestidade funcional por parte da maioria dos elementos da concelhia, que optou por apoiar a candidatura de Raul Castro sem qualquer contrapartida e em detrimento de uma candida-
p Raul Castro e Paulo Batista Santos confirmaram as respetivas candidaturas tura interna”. O presidente da federação distrital de Leiria do PS, Walter Chicharro, considerou, em declarações ao Região de Leiria, ser “natural” um apoio do partido à candidatura de Raul Castro. “Parece-me apenas natural a possibilidade do PS, a começar pelo Largo do Rato, apoiar um deputado à Assembleia da República eleito pelo PS e que é um histórico presidente de câmara”, refere. Sobre a decisão de Augusto Neves explica: “O responsável pela secção do PS Batalha propôs o seu nome para candidato a presidente da câmara e a secção reprovou essa candidatura, por isso a decisão de demissão do responsável parece-me natural”, afirma. O vereador do PS no Município da Batalha, Carlos Repolho, também discorda do apoio ao Movimento Independente: “Com a recusa do CDS e a forma habilidosa como Raul Castro conseguiu o apoio do PS, sem reunir e auscultar o seu órgão local, nomeadamente o presidente concelhio, nem o seu vereador eleito, tenho alguma curiosidade de ver que elementos vão compor esse designado Movimento Independente”, escreve num comunicado em que reage a
uma posição do CDS [Ver noutro local da notícia]. “Não vou apoiar, nem fazer parte de candidaturas que tenham como objetivos principais a vingança política, a intriga e defesa de interesses pessoais. A Batalha é mais importante que isso. Com esta atitude o PS nacional e distrital estão a desistir da Batalha, eu não vou seguir por essa via”, refere Carlos Repolho, no comunicado, datado de 23 de fevereiro. A concelhia do CDS da Batalha também já tomou uma posição pública, depois de ter saído “nos diversos órgãos de comunicação social o anuncio da candidatura de uma lista de independentes, dos dois anteriores presidentes de câmara, Raul Castro e António Lucas, dizendo que contavam com o apoio do PS e do CDS”. “É um facto que há um ano e, depois, há nove meses, o vereador do CDS, mandatado pela comissão política, abordou António Lucas no intuito de o convidar a voltar a recandidatar-se pelo CDS, obtendo a resposta de que por motivos de saúde e pessoais não poderia”, explicou em comunicado, no dia 22 de fevereiro, o presidente da concelhia, Américo Ribeiro. Por outro lado, assume que o partido foi contactado ”por
Raul Castro e António Lucas”, que reuniram com Horácio Francisco e Américo Ribeiro, com “o intuito de auscultar o CDS sobre se estaria disponível para apoiar as suas candidaturas”. Os dois antigos autarcas propuseram ”uma candidatura totalmente independente, sem siglas de partidos”, refere o comunicado, adiantando que “muito posteriormente surgiu também contacto do PSD, com essa abordagem, ao qual o CDS não respondeu”. Os militantes da concelhia do CDS, reunidos no dia 20 de fevereiro, “votaram por unanimidade serem contra os moldes propostos”, destacando que o partido sempre apresentou “candidaturas com listas próprias, sem quaisquer profissionais ou dependentes da política, na defesa apenas e só dos interesses dos munícipes no seu todo e de um município aberto e ao serviço de todos”. O CDS, “como partido responsável e a única oposição ao atual executivo neste mandato”, vai concorrer “com listas próprias a todos os órgãos nas próximas eleições autárquicas”, previstas para o último quadrimestre do ano, “determinado e confiante ao serviço de todos os munícipes e não ape-
nas dos interesses de ocasião de quem se encontre no poder”, refere Américo Ribeiro, adiantando que “não foi o CDS que entregou a governação do município nas mãos de quem atualmente tem a sua gestão”. Em reação a este comunicado, o vereador eleito pelo PS, Carlos Repolho, disse que “o CDS não é a única oposição ao atual executivo, como contrariamente foi referido pelo presidente dos centristas”. “Podia enumerar aqui as inúmeras ações minhas e dos elementos da assembleia municipal eleitos pelo PS, mas vou só lembrar que fui o único vereador que votou contra todos os orçamentos da câmara deste mandato, que é só o instrumento mais importante para a gestão do município”, refere em comunicado. “E quem não se lembra do protesto do grupo do partido socialista com o abandono de uma sessão da assembleia municipal pelo tratamento injusto que a junta da Golpilheira teve por parte do município? Houve provavelmente algum lapso de memória do CDS”, conclui o vereador socialista. O Movimento Independente, liderado por Raul Castro, “assume-se como uma estrutura plural, aberta a to-
dos os cidadãos. Congrega elementos sem partido e de diversas formações partidárias, em que se incluem simpatizantes e militantes do PSD”. Em reação ao titulo “Raul Castro e António Lucas contra PSD Batalha”, publicado pelo jornal Região de Leiria, o movimneto explicou que “não está contra nenhum partido político”, antes “pretende devolver a esperança ao concelho e pugnar pela participação cívica dos batalhenses nos destinos da autarquia e na construção do futuro da comunidade”. O movimento adianta que uma das razões da sua formação “é envolver as pessoas e as instituições nas decisões a tomar e eliminar a prática de gestão autocrática centrada no atual presidente da câmara, que nem sequer confia na sua própria equipa”. “Não nos motivam os cargos nem o mero exercício do poder. Queremos acabar com uma gestão autoritária, burocrática e desastrosa que, a muito breve prazo, trará graves consequências económicas e financeiras para o concelho; que afasta os cidadãos das instituições, agride os princípios do estado democrático e não respeita a liberdade nem a iniciativa de cada um”, adianta o movimento, cujo líder confirmou, entretanto, contar com o apoio de ex-autarcas, entre os quais António Lucas. Quanto ao PSD, o atual presidente do município, Paulo Batista Santos, candidata-se ao terceiro mandato consecutivo à frente dos destinos do concelho. Na perspetiva da concelhia social-democrata, “sob a liderança das equipas eleitas pelo PSD, no município e freguesias, a governação local é hoje um fator de progresso em que os batalhenses confiam e esperam respostas necessaria-
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Atualidade Batalha
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mente com conteúdo, ambição e renovadoras nas práticas de ação política”. “O tempo do governo de um homem só, do poder pelo poder, sem rumo certo, não faz parte da nossa cultura social, são comportamentos de um passado longínquo, bem como estão esgotadas as políticas sem consistência de um governo socialista cada vez mais em descrédito”, refere uma moção/recomendação aprovada pela concelhia no dia 27 fevereiro. “Esta consciência e pela determinação que sentimos nos batalhenses - que reclamam a continuação de uma governação credível e com ambição em melhorar a sua condição de vida nesta fase do combate à pandemia e no processo de desenvolvimento que se seguirá -, leva-nos a considerar que o PSD dispõe de condições para renovar a confiança nas próximas eleições autárquicas, vencer em todas as freguesias e a formar um novo governo local com a firme determinação de continuar a projetar o um futuro melhor para o concelho da Batalha”, concluem os social-democratas da Batalha.
Cadastro simplificado avança no município O Município da Batalha anunciou no dia 9 de março que vai começar a fazer a representação gráfica georreferenciada dos prédios rústicos, um investimento de 141 mil euros, com o apoio de fundos comunitários através do programa Centro 2020. “Este procedimento é essencial para fazer o registo dos terrenos de forma simples e gratuita através do cadastro predial simplificado e, por isso, um passo decisivo para que se possam identificar todos os prédios rústicos e os seus proprietários, em concelhos onde ainda não existe cadastro predial, como é o caso da Batalha”, explica o município em comunicado. No âmbito deste projeto será implementado, com a co-
laboração da câmara Municipal, o BUPi (Balcão Único do Prédio), uma plataforma desenvolvida para os cidadãos que, aliada a uma rede de balcões de proximidade, permite a identificação das propriedades de forma mais fácil e gratuita. Esta identificação é promovida por via da georreferenciação, que consiste na identificação de um terreno através de coordenadas geográficas. Com a georreferenciação das estremas sobre o mapa é possível definir quais os limites da propriedade e “garante-se uma mais fácil e eficaz proteção da sua propriedade”. Esta é uma medida articulada com várias áreas governativas e será executada nos próximos seis meses.
Acordo tripartido para “Pavilhão da Magueixa” A Assembleia Municipal da Batalha aprovou a definição de apoio financeiro para o acordo de parceria desenvolvido entre a câmara municipal, freguesia do Reguengo do Fetal e Centro Recreativo e Desportivo da Torre, para a concretização do “Programa de construção e dinamização de edifício de eventos desportivos e formação no lugar da Torre”. O programa de “construção e dinamização de edifício de eventos desportivos Pavilhão da Magueixa assume-se como um projeto integrado de regeneração urbana e valorização desportiva e cultural, combinando os recursos existentes e promovidos pelo CRDT, com a opção de investimento municipal na expansão e inovação
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em serviços públicos orientados para a qualidade de vida”, diz a autarquia em comunicado divulgado a 1 de março. Este acordo tripartido inédito “será uma oportunidade de realizar dois importantes objetivos de interesse público: proceder à requalificação e melhoramento do espaço desportivo existente, que já possui algumas instalações, nomeadamente balneários, bancadas e campo de jogos, embora os registando níveis visíveis de degradação sendo necessário uma intervenção profunda, e concretização de uma intervenção de regeneração urbana da envolvente onde se integra e espaço desportivo, numa área bem definida e central ao lugar da Torre”, explica a autarquia.
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116 mil euros para turismo da natureza O município da Batalha anunciou a aprovação de uma candidatura a fundos comunitários relativa a “intervenções associadas ao turismo da natureza” que representam um investimento de 116 mil euros, comparticipados em 85% pelo programa Portugal 2020. “As intervenções respeitam a percursos pedonais, uma zona escalada de Reguengo do Fetal e ao Ecoparque Sensorial da Pia do Urso, e compreendem a sinalética de percursos pedestres, requalificação das estações sensoriais e instalação de sinalética na parede de escalada”, explicou no dia 23 de fevereiro o município em comunicado. “A Aldeia da Pia do Urso constitui um ponto de interesse turístico nacional decorrente da recuperação de
uma aldeia antiga e da implementação de um parque temático e sensorial, adaptado a invisuais, acompanhado de um circuito pedestre”, explica. Quanto ao pedestrianismo, o projeto aprovado contempla, para além da renovação da sinalética dos percursos existentes, a marcação de dois novos percursos: Rota das Pedreiras Históricas do Mosteiro da Batalha (Reguengo do Fetal) e o Percurso Pedestre “Collippo ao Vale do Lena” (Golpilheira). A instalação de parede de escalada no Reguengo do Fetal “completa as intervenções associadas ao turismo da natureza”, explica a autarquia. A candidatura aprovada foi submetida em co-promoção com os outros nove municípios da CIM Região de Leiria.
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Jornal da Batalha
Aves da Batalha cumpriu os objetivos apesar da pandemia m “O crescimento do grupo, tanto em diversidade de atividades e iniciativas organizadas, como no número de pessoas envolvidas e alcançadas, tem-o guiado por um caminho que não era sequer imaginado” Ao longo do ano de 2020 o Grupo Aves da Batalha dinamizou 13 atividades, com distintos objetivos e em diversos locais do concelho. Entre elas, cinco saídas de campo diurnas para observação de fauna e flora e duas saídas no âmbito do projeto Vaca-loura. O grupo também lançou desafios através do Facebook, dos quais se destacam as duas edições do “À Descoberta da Batalha” e o “Aí à janela” e aderiu ainda ao projeto “Vaca-loura”, à iniciativa “Polinizadores de Portugal” e ao desafio “Invasora.pt”. No somatório das atividades e desafios participaram 130 pessoas. Este é um número inferior ao do ano de 2019 (300 pessoas), o que a organização justifica com “o período de pandemia e por não se terem realizado atividades com a comunidade escolar”. Em 2020 houve saídas de campo em Reguengo do Fetal, Mata do Cerejal, Alcanadas, vale do Lena (Brancas e Faniqueira) - menos uma saída do que em 2019.
No conjunto participaram de 52 pessoas. Por duas vezes, os batalhenses foram convidados para um censo relâmpago “À descoberta da Batalha”, que visou recolher informação sobre a biodiversidade. Para serem considerados, os registos tinham de ser inseridos na plataforma do “iNaturalist”. A primeira edição decorreu entre 7 e 14 de junho e contou com 20 participantes, que inseriram 435 registos, de 202 espécies. Destacam-se as 105 espécies de flora observadas. A segunda edição decorreu no outono (8 a 15 de novembro) e juntou 11 naturalistas, que inseriram 81 registos, de 40 espécies. Em finais de 2020, o grupo decidiu avançar com a construção de mais cinco caixas-ninho, tendo prevista a construção de um modelo para o peneireiro-vulgar, com madeira mais resistente e inspirado nos modelos criados pelo GREFA. O Grupo Aves da Batalha aderiu ainda a outros projetos ou atividades e desenvolveu ações de monitorização da biodiversidade (aves, mamíferos, répteis, anfíbios), de monitorização da flora autóctone e da flora exótica invasora, e concretizou parcerias (associação20por1linha). No âmbito da “ciência cidadã” esteve envolvido nos projetos “eBird” e “iNaturalist”. Fazendo uma retrospetiva, “o grupo está muito satisfeito porque muitos dos objetivos estabelecidos para 2020 foram cum-
p A observação de aves é uma das atividades do grupo pridos com sucesso”. Por exemplo, foi mantido o número de atividades realizadas e aumentou a diversidade de temas ambientais abordados. A pandemia dificultou o trabalho em alguns momentos, mas “foi um ano de grandes conquistas, tanto no número de espécies descobertas, como no número de pessoas envolvidas”. “Fruto de todo o trabalho e esforço realizados ao longo dos quase três anos de existência, são vários os desafios que se colocam no caminho. O crescimento do grupo, tanto em diversidade de atividades e iniciativas organizadas, como no número de pessoas envolvidas e alcançadas, tem-o guiado por um caminho que não era sequer imaginado. Pretende-se por isso continuar com o bom trabalho desenvolvido até ao momento, contribuindo dessa maneira para uma Batalha mais conhecedora e capaz de preservar a saúde do seu património natural”, afirma o grupo no dossier de balanço do ano.
Atividades para 2021 • Realizar saídas de campo tendo sempre em vista os diferentes grupos de espécies silvestre. • Promover iniciativas de “ciência cidadã” e manter a participação nos projetos aderidos em 2020. Se possível, aderir a novos projetos que surjam em 2021. • Através de iniciativas de informação e capacitação, incutir nos batalhenses um espírito de proatividade para as problemáticas que afetam negativamente o ambiente no concelho e no mundo: poluição, qualidade da água, exóticas invasoras, etc. • No que respeita às campanhas de recolha de lixo, existem locais do concelho onde, de forma crónica e continuada, são depositados lixo e entulho. Para acabar com este tipo de crimes contra o ambiente será necessário desenvolver uma estratégia conjunta que reúna os diferentes atores que gerem o território do concelho. • Monitorizar as caixas-ninho já instaladas e instalar algumas mais. Pretende-se com este projeto realizar atividades de sensibilização com as escolas. • Manter o trabalho de monitorização da fauna, em especifico da avifauna, e melhorar o conhecimento da distribuição de outras espécies que ocorrem no concelho. • Continuar a inventariação de árvores de grande porte do concelho. A classificação do “carvalho do Padre Zé” como árvore de interesse público é um dos grandes objetivos do grupo para 2021. • Pensar em estratégias que visem a valorização e proteção de áreas do concelho com elevado interesse biológico, como a Mata do Cerejal (Alcanadas), o Carvalhal do Reguengo do Fetal e a galeria ripícola que acompanha o rio Lena. • Continuar a desenvolver boas relações e parcerias com as diferentes entidades locais, como o poder administrativo, as escolas e as associações socioculturais.
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Opinião Batalha
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s Noticias dos Combatentes NCB
“Si vis Pacem Parabelum” “Si vis Pacem Parabelum”, é um provérbio romano que se pode traduzir como “se queres a paz, prepare-te para a guerra” - uma sociedade forte é menos provável de ser atacada por inimigos. As Forças Armadas (FFAA) de todo o mundo levam este provérbio à letra. Quando em paz, planeiam e executam os mais diversos tipos de treinos e exercícios, permitindo assim manter os seus militares treinados e actualizados em termos de técnicas, táticas e procedimentos com os seus aliados e preparados para intervir, em caso de necessidade. Durante este chamado período de paz, as FFAA são alvo frequente de ataques dos mais variados sectores da sociedade, questionando a sua utilidade e os seus gastos “exagerados”. Desde 1972, em que o estado alocou 4,5% do PIB para a defesa, que este orçamento tem vindo a decrescer até os 0,9% de
2019. Em 2021 será de 1,5%. Entretanto, se algo de positivo se pode retirar de tudo o que esta pandemia nos trouxe neste último ano foi, sem dúvida, voltar a colocar o debate da utilidade das FFAA para a nossa sociedade, mesmo em tempo de paz. A recente revisão do conceito estratégico de defesa nacional valorizou a noção do duplo uso das FFAA. Há muito usado por estas, não é mais do que procurar a rentabilização e a poupança económica através do emprego dos recursos militares para fins civis, sejam eles plataformas logísticas, meios navais, terrestres, aéreos, ou valências técnicas (médicas, comunicações, etc). Para o cidadão, a face visível deste duplo uso serão as missões de busca e salvamento no mar ou em terra, o apoio à protecção civil ou ao combate aos incêndios. Menos conhecida, será a
Força Rápida de Intervenção (FRI), cujo estado-maior coordena agora as operações relacionadas com o combate à pandemia de Covid 19. Erigida por um biénio, conta com militares de todas as FFAA no seu estado-maior, mas também com meios navais, terrestres e aéreos, de combate ou de apoio, sendo certificada com vista à sua interoperabilidade, através da realização de um exercício final, cujo objectivo é o
treino operacional conjunto dos três ramos, no planeamento e execução de operações simultâneas em território nacional e no estrangeiro, nomeadamente, em Operações de Evacuação de Não Combatentes (NEO). Num país que gasta apenas cerca de 16% do orçamento atribuído aos seus ramos em operações e manutenção, a questão do duplo uso assume cada vez mais relevância, face aos parcos re-
cursos disponíveis e às muitas prioridades existentes. Entretanto, acabou de chegar a Portugal a “Bojador”, a nova lancha adquirida pela GNR, a maior de sempre, que terá como missão principal o “controlo da fronteira externa marítima” e aumentar a sua capacidade de deteção e vigilância (Mas isto não cabia à Marinha!?...). Capaz de navegar em alto mar, custou 8,486 M€ e é a primeira de um lote
de quatro (as outras três de menor dimensão) que terão um custo adicional de 2,2 M€ cada, financiadas a 75% por fundos europeus. Serão usadas, também, em missões da agência FRONTEX, onde tanto a Marinha como a Força Aérea já participam, sendo que a primeira tem usado corvetas dos anos 60 e 70, a navegar por vezes em parcas condições, pois não dispõe de outros meios, que agora estão a ser atribuídos à GNR! Ou seja: de uma assentada, transformamos o conceito de duplo uso, em duplicação de meios, criando outra estrutura que irá custar muito caro ao erário público, ao mesmo tempo que se faz tábua rasa de 700 anos de história da Marinha ao serviço do país. A moral das tropas mantém-se, porém, como sempre, elevada. Caríssimas e caríssimos, por favor, não facilitem ainda com o desconfinamento
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Moinho de Vento aproveitou online para travar isolamento de famílias e crianças m Os responsáveis pela Centro Infantil Moinho de vento, gerido pela Associação de Propaganda e Defesa da Região da Batalha, que comemora este mês o 60º aniversário, fazem um balanço positivo do acompanhamento das crianças via Internet, mas também constatam que nada substitui o trabalho presencial Q u e i m p a c t o t eve o confinamento de 2020 no Centro Infantil Moinho de Vento? Válter Silva Pereira, diretor geral da APDRB: Num primeiro momento foi muito evidente uma sensação de incredulidade, pois estava a acontecer algo que nos parecia ficcional e trouxe incerteza e medo. Mas não nos paralisou! A equipa uniu-se e delineou um plano de ação de apoio às famílias. Foi uma decisão muito importante que obrigou a reajustes e aprendizagens, a desenvolver competências, a planear atividades online com as crianças. Por outro lado, a direção da APDRB foi até ao limite das suas possibilidades no valor do desconto nas comparticipações familiares e os pais perceberam e apoiaram-nos. Qual foi a relação com os pais e crianças? Edite Rodrigues, diretora técnica da creche: Começámos por aprender a trabalhar com a plataforma do Zoom. E com a ajuda de pais avançámos para o trabalho online com as famílias e crianças. Publicámos histórias que gravámos, fomos para as capoeiras e quintais mostrar os animais, as hortas, os animais de estimação. O importante era chegar às crianças. Os pais apreciaram muito a nossa dinâmica para que
a perda de contacto presencial tivesse o menor impacto possível. Sempre que possível participavam com os filhos. Cidália Sebastião, diretora pedagógica do pré-escolar: A preocupação com as crianças e com as famílias foi debatida pela equipa do ensino pré-escolar. Em conjunto definimos estratégias para que o afastamento físico e de algumas aprendizagens fosse minimizado. As educadoras de infância criaram mensalmente uma lista de atividades exequíveis em contexto familiar. À semelhança da valência de creche e CATL, as sessões Zoom aconteceram regularmente e a criação dos grupos no Whatsapp de cada sala também foi muito positiva nas partilhas de situações e aproximação às famílias. Carla Verdasca, diretora técnica do CATL: A equipa procurou realizar o apoio e atividades adequadas às necessidades das crianças e famílias, nomeadamente, apoio nos trabalhos de casa e no estudo de matérias, envio de sugestões de fichas de trabalhos, grupos semanais via Zoom para crianças, famílias e equipa se verem e partilharem de forma descontraída o seu dia-a-dia com e sem angústias, minimizando assim o impacto do distanciamento social. No período entre o primeiro e o atual confinamento houve alguma normalidade? Carla Verdasca: A palavra normalidade não se aplica a esse período, houve uma adaptação a novos procedimentos, atividades, vivências, de todas as partes, embora o equilíbrio entre essa adaptação e o bem-estar das crianças e famílias foi sempre a principal preocupação. Edite Rodrigues: Com a entreajuda e a criatividade das duplas (educadoras e auxiliares) as crianças em sala continuaram a ser muito felizes. As atividades continuaram a ser o mais possível di-
versificadas, com os mais diversos materiais e texturas e as nossas salas continuaram com os sorrisos/choros e traquinices próprios destas idades.
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Quais as maiores dificuldades que sentiram desde março de 2020? Válter Silva Pereira: Tivemos de fazer muitas alterações nas rotinas, nas entradas e saídas, no layout do centro infantil, na sinalética, no reforço de colaboradores com o apoio do IEFP, salas de isolamento sanitário, separação escrupulosa de grupos, a utilização de equipamentos de proteção individual. A formação sobre A Covid-19 foi importante, tal como a constante articulação com a Autoridade de Saúde Local. Mas um aspeto que não se deve desconsiderar é a dificuldade de comunicar com máscara e qual o impacto que isso poderá estar a ter no desenvolvimento da linguagem das crianças. E aspetos positivos que, ainda assim, foi possível reter? Válter Silva Pereira: Curiosamente, sentimos que estamos mais próximos das famílias. Contudo, o mais significativo foi termos mantido a ligação às crianças e estarmos presentes na sua vida. Acrescentaria também a confiança que os pais e a comunidade demonstram pelo trabalho que desenvolvemos. Talvez por isso mantivemos uma lista de espera com significado. Como correu o acompanhamento não presencial? Cidália Sebastião: O acompanhamento efetuado no primeiro confinamento foi uma experiência bem-sucedida, no entanto, após ser analisado e avaliado, em diversos órgãos que compõem a instituição achámos que poderíamos fazer ainda melhor. No início do segundo confinamento todas tínhamos muitas informações relativas às famílias, às crianças, às dificuldades dos professores no primeiro ciclo
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01 - Ana Santos 02 - Carla Verdasca 03 - Edite Rodrigues 04 - Válter Pereira 05 - Luís Tomás 06 - Nuno Santos 07 - Cidália Sebastião que nos permitiriam uma planificação mais adequada que favorecesse toda a comunidade escolar. Quais foram as estratégias seguidas para minimizar os efeitos negativos? Cidália Sebastião: A diversidade de estratégias incluiu atividades formais orientadas para a aprendizagem formal da leitura e da escrita, assim como momentos bastante lúdicos partilhados por todas as valências nas redes sociais. Um confinamento é algo “contranatura”, isto é, é um momento necessário face à gravidade da pandemia que ainda vivemos, mas é simultaneamente contrariar comportamentos e atitudes muito valorizáveis como: partilhar, emprestar, dar, cumprimentar, aproximar, conviver. Esta proximidade é benéfica para todos, especialmente para as crianças [O Moinho de Vento tem crianças com idades entre os
quatro meses e 10 anos]. Que atividades fazem? Cidália Sebastião: Há pais filmam ou fotografam situações engraçadas das crianças junto das galinhas, numa caminhada em família, a queda do primeiro dente, a conquista de andar de bicicleta sem o apoio das pequenas rodas, os fatos de carnaval, uma atividade de culinária. Muitos pais já perceberam a importância da forte ligação que deve existir entre escola e família e enviam-nos registos fotográficos ou vídeos de atividades que as equipas propuseram e que possuem uma intencionalidade educativa. Neste momento, os pais são os aliados mais poderosos com que podemos contar. Quais são os principais de saf ios que têm de enfrentar? Cidália Sebastião: Existe um desafio que, obrigatoria-
mente, tem de ser comum a toda a comunidade educativa: consciencialização da gravidade desta pandemia e não descurar os principais cuidados. As crianças são afetuosas, adoram demonstrar o carinho que têm por quem as rodeia, amigos e adultos de referência da sala, e neste momento os “beijos e abraços” são comportamentos a evitar. Também a partilha de brinquedos é minimizada assim como vedada a entrada de objetos desnecessários vindos de casa. Após o confinamento anterior cada criança apenas pode relacionar-se/conviver com as crianças do seu grupo. No caso dos educadores e outros colaboradores do centro infantil, manter o rigor e a exigência estabelecidos, nomeadamente a utilização do equipamento de proteção individual, exigência com as crianças, no desfasamento de horários e rotinas dos grupos. Manter os circuitos
Jornal da Batalha definidos para os fornecedores e proceder à desinfeção/ higienização de tudo o que é possível. Ana Santos, mãe: O maior desafio para os pais é conciliar o apoio aos filhos com a
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Atualidade Batalha
março 2021 vida profissional. Nem todas as famílias possuem os mesmos recursos económicos e/ou ajudas. Muitas vezes são “forçados” a fazer opções em relação a quem têm de acompanhar, o filho A ou o filho B. Estas decisões se-
rão sempre respeitadas sem qualquer juízo de valor pois é frequente famílias terem um filho em creche e outro em pré-escolar ou um em pré-escolar e outro em CATL o que gera sobreposição de horários. É também
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evidente a preocupação dos pais em auxiliar a comunidade educativa no objetivo comum de tentar facilitar a adaptação dos seus filhos a esta “nova normalidade”. É preciso consciencializar as crianças de que há novas regras que fazem agora parte do seu dia-a-dia. Carla Verda sca: No CATL, o principal desafio das crianças é estarem fechadas em casa, para os pais é acompanharem as aulas online e tudo o que envolve o ensino e para a equipa é não poder proporcionar atividades e aprendizagens espontâneas e em grupo. Edite Rodrigues: Para as crianças o maior desafio é não poderem brincar à vontade sem cuidado com isto ou com aquilo. Para os educadores o desafio é terem de usar todo o dia uma máscara, cuidar e fazer cumprir todas as regras da DGS.
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Ana Santos: Não poder contactar diariamente com quem passa mais tempo com os seus filhos, acaba por distanciar os pais da vida escolar e só uma estreita articulação por outras vias entre a escola e os pais, consegue minimizar o impacto deste distanciamento. O acompanhamento à distância superou as
expetativas por quê? Válter Silva Pereira: Quando iniciamos esta cruzada o objetivo era lutar contra o isolamento social das crianças e, nesse particular, as evidências têm sido muito positivas. Por outro lado, crescemos enquanto equipa, desenvolvemos competências e melhoramos a qualidade da relação que estabelecemos com as famílias. O que fazem as crianças em concreto? Carla Verdasca: Do CATL, um exemplo é o apoio, à distância, nos trabalhos escolares. Cidália Sebastião: O ensino pré-escolar além de propostas livres ou mais orientadas, mantêm via Zoom as sessões de treino de competências, música e inglês. Edite Rodrigues: As crianças da faixa etária de creche desenvolvem as suas competências brincando; através do desenvolvimento dos sentidos, agarrar/tocar, cheirar, ouvir e provar são todas as formas que estas crianças interagem com o ambiente que os envolve. No contexto da pandemia, como tem sido o acompanhamento presencial? Carla Verdasca: Com as crianças do 1º ciclo, o dia-a-
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-dia requer alguns procedimentos, mas onde as crianças colaboram, valorizam e acabam por ser bastante responsáveis com os seus cuidados, mas também com os dos outros. São atentos e compreendem a realidade que todo o mundo está a viver. Edite Rodrigues: Tivemos que ter alguns procedimentos que até então não eram necessários e tendo a tenra idade das crianças desta faixa etária, o adulto é que tem que as fazer e estar atento a todas as regras da DGS. As crianças aceitam e colaboram sem questionar, pois são pensadas com responsabilidade, mas no seguimento de uma brincadeira. Aos mais crescidos já são explicados os procedimentos e vão compreendendo que ações como ver a febre, trocar os sapatos e afins são para os proteger do vírus. Quantas crianças andam no Moinho de Vento e quantos profissionais se ocupam delas? Válter Silva Pereira: Temos 151 crianças (116 do oncelho da Batalha, 22 do concelho de Porto de Mós e 11 do concelho de Leiria). Contamos com 32 colaboradores internos - nesta fase - e com 10 colaboradores externos das áreas pedagógica e da saúde.
“São 60 anos ao serviço da região, da nossa terra e isso é um motivo de orgulho” A APDRB nasceu a 31 de março de 1961. Qual é, para si, a importância desta data? Nuno Costa Santos, presidente da direção da APDRB: É sempre um marco importante na vida de uma associação celebrar as bodas de diamante. No nosso caso, significa que são 60 anos ao serviço da região, da nossa terra e isso é um motivo de orgulho para os associados e os elementos dos órgãos sociais. Quanto ao segredo da nossa longevidade, penso que decorre do facto de darmos uma resposta nos planos cultural e social muito importantes que vão ao encontro das necessidades da comunidade.
Quais os projetos mais impor tantes que desenvolve? Nuno Costa Santos: O projeto mais visível é o Centro Infantil Moinho de Vento. Contudo prestamos apoio alimentar a famílias carenciadas no concelho e fazemos questão de continuar com as iniciativas de natureza cultural que sempre foram um traço da nossa identidade. Os novos projetos que queremos levar a cabo situam-se no nosso espaço natural: educação, cultura e apoio social. Quais são as principais dificuldades que a associação enfrenta?
Nuno Costa Santos: As nossas dificuldades estão, essencialmente, relacionadas com a nossa necessidade de crescimento. Precisamos de encontrar a melhor forma de crescer e contar com os apoios que, estou certo, merecemos. A nossa região precisa de nós. Como vai a associação comemorar o aniversário? Nuno Costa Santos: A APDR B tinha previsto um conjunto de iniciativas que podem estar comprometidas. Não sabemos como será a evolução da pandemia e em função disso veremos se a comemoração será mais pre-
sencial ou menos presencial. Todavia, será sempre próxima da comunidade e ao serviço da região da Batalha. Quais são os momentos mais impor tantes que recorda da APDRB? Luís Tomás Oliveira , um dos sócios fundadores e atual associado nº1: A aprovação dos estatutos, em 31 de maio de 1961, a cedência pelo município de “sala” para o funcionamento da APDRB, integração da Comissão das Festas da Batalha; 1ª Exposição Bibliográfica e Iconográfica do Concelho da Batalha, colóquios e palestras, concerto pela
Orquestra Gulbenkian, serões de música e poesia, concertos de Música Sinfónica, verbenas nos Santos Populares, encontros festivos entre sócios e famílias, Escola de Música e Orquestra Típica e Coral, colaboração com o Centro do Património da Estremadura e o Festival Internacional de Cinema e Filme Histórico da Batalha, entre muitas outras ações e projetos. O que tem de fazer a associação para assumir um papel mais relevante no concelho? Luís Tomás Oliveira: A APDRB foi, durante muitos a nos, considerada
uma instituição tão importante, pela sua atividade em prol do concelho, que tinha a honra de fazer parte da lista protocolar do Município da Batalha e era sempre convidada para as cerimónias, sessões ou quaisquer outros atos promovidas pela edilidade. Há em quase todos os “lugares” e sedes de freguesia associações recreativas que têm os seus programas próprios, quase todos financiados pelas autarquias locais (juntas) ou pelo município. Só com elementos concretos e em reuniões com os interessados nos poderíamos pronunciar.
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Saúde Em tempo de Covid, “contar carneirinhos” não chega Março é um mês de mudança, onde a primavera bate à porta e o sol começa, timidamente, a aparecer. Faz, por isso, sentido que grandes datas se assinalem neste mês: dia da mulher, dia do pai, dia mundial da água, dia mundial da poesia, entre outros. Porém, nunca imaginamos que passaria a ser o mês em que recordaríamos que, há exatamente um ano, teríamos o primeiro caso de Covid em Portugal, com todas as mudanças que isso trouxe consigo. Em pouco tempo, vimos todas as nossas rotinas (arrisco-me a dizer, confortáveis) serem abaladas, condicionando uma rápida adaptação a novas regras que mu-
davam a cada semana e que trouxeram consigo um impacto na saúde mental da população em geral. Considero, portanto, curioso uma outra data que se assina neste mês. Dia 15 de março celebra-se o Dia Mundial do Sono, esse aspeto tão importante da nossa saúde, mas que, dois confinamentos depois, se encontra profundamente negligenciado. Teletrabalho e telescola são sinónimo de maior tempo de ecrã, menos atividade física e maior desregulação de horários e o comprometimento de horas suficientes de sono e de qualidade do mesmo podem levar à sua principal consequência: a insónia.
A insónia define-se como experiência subjetiva de sono inadequado ou de qualidade limitada, apesar de existir uma oportunidade e condições adequadas para dormir, com prejuízo para o funcionamento social, ocupacional e de outras atividades diurnas. Pode, ainda, ser definida como uma dificuldade em iniciar o sono (insónia inicial), dificuldade em mantê-lo (insónia intermédia), acordar muito cedo (insónia terminal) ou, embora com menor frequência, por uma queixa de sono não restaurador ou de má qualidade. Torna-se, por isso, essencial que façamos aquilo a que chamamos de uma correta
higiene do sono, tendo em conta que um individuo com mais de 18 anos deve dormir entre 7 a 9 horas. Lembre-se que a regularidade é o mais importante e, portanto, deve deitar-se e levantar-se sempre à mesma hora, tal como em tempos normais. Os cuidados com o sono começam logo quando acorda, logo só deve vestir o pijama quando for dormir e não deve usá-lo durante o dia. Vista-se e prepare-se como se fosse sair e aproveite ao máximo a luz da manhã, mesmo que confinado em casa. O mesmo se adequa ao horário das refeições, devendo cumpri-los com a regularidade habitual. Se sentir necessidade de fazer
emitidas pelos ecrãs, nomeadamente do telemóvel, diminuem a produção da melatonina, a hormona do sono? Portanto, mantenha o telemóvel longe da cama e não veja televisão antes de dormir. Não esteja na cama mais de 20 a 30 minutos sem dormir a contar carneirinhos. Se não adormecer, levante-se, faça uma infusão, folheie uma revista ou livro e volte para a cama quando o sono voltar. Se tiver dúvidas, procure o seu médico! Ah e não se esqueça! Dia 20 é o Dia Internacional da Felicidade. Faça-lhe jus.
uma sesta, não deixe que ultrapasse os 20 minutos. Não se esqueça, também, de fazer pequenas pausas e que esse mesmo horário deve incluir a prática de algum exercício físico, mesmo que em casa – corpo são, mente sã. Evite tomar mais que dois cafés por dia, sendo o último ao almoço e evite a ingestão excessiva de álcool e de tabaco antes de dormir. Se para si o banho é um momento relaxante e não ativador, experimente tomar um antes de ir para a cama. Lembre-se que deve dormir num ambiente acolhedor e relaxante, controlando o ruído, luminosidade e temperatura. Sabia que as luzes
Patrícia Moreira Médica no Centro de Saúde da Batalha - USF Condestável, Batalha
, SA ACORDOS PARA OFTALMOLOGIA:
ADSE, ADMG, Multicare, Advancecare, Médis, SAD-PSP, SAD-GNR, SAMS Centro, SAMS Quadros, SAMS SIB, CGD, EDP-Sãvida
Cirurgia a Laser, Cataratas, Miopia, Diabetes, Glaucoma, Yag, Argon,
Retina, Córnea Exames complementares: OCT, Perimetria computorizada, Topografia Corneana, Microscopia Especular, Ecografia, Retinografia...sábado - manhã Oftalmologia...............................................Dr. Joaquim Mira............................. sábado - manhã
Dra. Matilde Pereira.. quinta - tarde/sábado - manhã
Dr. Evaristo Castro................................. terça - tarde
Dr. João Cardoso.............................. segunda - tarde
Otorrinolaringologia.................................Dr. José Bastos.................................... quarta - tarde Pneumologia/Alergologia.........................Dr. Monteiro Ferreira............................sexta - tarde Próteses Auditivas................................................................................................... quarta - tarde Psicologia Educacional/vocacional........ Dr. Fernando Ferreira...............quarta/sexta - tarde Testes psicotécnicos..................................Dr. Fernando Ferreira...............quarta/sexta - tarde Terapia da Fala...........................................Dra. Débora Franco.............................quinta - tarde Urologia.......................................................Dr. Edson Retroz..................................quinta - tarde
Ortóptica.....................................................Dr. Pedro Melo................................ sábado - manhã
Medicina Dentária
Outras Especialidades:
Cardiologia..................................................Dr. David Durão.....................................sexta - tarde Cirurgia Geral/Vascular.............................Dr. Carlos Almeida.................................sexta - tarde Clínica Geral................................................Dr. Vítor Coimbra................................ quarta - tarde Dermatologia............................................ Dr. Henrique Oliveira...................... segunda - tarde
Dra. Sâmella Silva
Terça/Quinta - Tarde Sábado - Manhã
Dra. Susana Frazão
Sexta-feira - Tarde
Electrocardiogramas...............................................................................segunda a sexta - tarde Endocrinologia............................................Dra. Cristina Ribeiro............segunda / terça - tarde Estética .......................................................Enf. Helena Odynets..............................sexta - tarde Ginecologia / Obstetrícia..........................Dr. Paulo Cortesão........................... segunda - tarde
Cirurgia Oral Implantologia
Neuro Osteopatia /Acumpunctura.........Tec. Acácio Mariano............................ quarta - tarde
Próteses Dentárias
(Aplicações estéticas, Terapêutica de Relaxamento, Ansiedade, Stress)
Ortodontia
Neurocirurgia.............................................Dr. Armando Lopes......................... segunda - tarde Neurologia..................................................Dr. Alexandre Dionísio..........................sexta - tarde Nutricionista...............................................Dra. Ana Rita Henriques........................ terça - tarde
Rx-Orto Telerradiografia
Ortopedia....................................................Dr. António Andrade....................... segunda - tarde
Rua da Ribeira Calva . Urbanização dos Infantes, Lote 6, r/c frente . BATALHA . Tel.: 244 766 444 . 939 980 426 . clínica_jm@hotmail.com
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Jornal da Batalha
s Crónicas do Passado Francisco Oliveira Simões
A Revolução Editorial Entrevista com Hugo Xavier No ano de 2015 presenciámos uma mudança no paradigma editorial português, com o aparecimento da editora E-Primatur. Assim começou o sistema de crowdfunding aplicado aos livros em Portugal. A paixão de dois editores por publicar obras desconhecidas do grande publico, aliada à falta de financiamento, levou a que os leitores fossem os próprios mecenas desses livros. O projeto tornou-se num sucesso retumbante e está espelhado em cada livraria deste país, através do design inteligente das capas e da qualidade de impressão. A primeira vez que vi um livro desta editora compreendi que algo de extraordinário estava a acontecer. A E-Primatur deu origem a duas outras chancelas, a BookBuilders, dedicada a História, Política e a novos autores, e a Livros B, focada na ficção mais olvidada dos portugueses. O facto desta plataforma ter sido criada por leitores ávidos, preocupados com todas as vertentes que compõem a produção livreira, reflete-se bem quando folheamos os seus tomos. Qualquer obra nas suas mãos torna-se instantaneamente num objeto artístico. Podia referir os vários autores que publicaram e que estão a ter grande visibilidade, mas são tantos que não caberiam neste jornal. Sabendo de todo este épico, convidei o editor Hugo Xavier, que criou a E-Primatur juntamente com Pedro Bernardo, para nos revelar mais sobre o contributo marcante do seu trabalho no panorama editorial português, confessando-me como admirador do catálogo que construíram. Como teve a ideia de fundar a editora E-Primatur? A ideia deste novo projeto veio curiosamente de desilusões editoriais. O meu processo começou numa pequena editora, como assistente editorial, logo quando saí da faculdade. Depois, criei a Cavalo de Ferro com uma pes-
soa que conheci nessa editora, que foi um projeto que me deu muitas alegrias. Entretanto, chegou aquele momento em que é preciso mais investimento para crescer. E, como nenhum de nós tinha investimento para esse crescimento, durante algum tempo existiu um sobrecarregamento de trabalho. Em 2008 apanhámos com a crise económica, que fez cair as vendas cerca de 30%, que nos pôs numa situação muito complicada. Eu acabei por sair em 2009, porque o meu sócio tinha uma ideia de continuação da editora diferente da minha. Saí com a consciência de que muitas vezes este é o grande problema dos pequenos projetos individuais, a capacidade de crescimento economicamente estável é sempre complexa. Em 2010 consigo entrar para o grupo Babel através de um convite. Neste grupo tive a experiência inversa, onde trabalhava por conta de outrem num projeto editorial, que supostamente tinha uma dimensão maior do que aquilo que na realidade teve. Portanto, foram duas experiências diametralmente opostas. Eu acabo por sair da Babel no final de 2011 com outros editores por questões financeiras do grupo editorial. Tive um período de meditação de quase quatro anos, no final de 2011 até ao final de 2015, em que me encontrei com várias pessoas que queriam fazer projetos editoriais. Fui falando com o Pedro Bernardo, que estava na altura a sair do grupo Almedina, onde trabalhava desde os anos 90. Nós sentimos que num grande grupo podemos fazer mais coisas do que queremos fazer, mas depois vamos constantemente sendo desiludidos por uma espécie de sabotagem não intencional dentro da própria empresa onde estamos. O desafio que tínhamos em 2015 era construir um projeto em que houvesse um sistema financeiro que permitisse um crescimento sustentado, mas onde nós conseguíssemos manter o controlo sobre aquilo que estávamos a fazer.
Quais foram as inspirações para criarem este novo projeto editorial? Olhei para muito do que se fazia lá fora, em termos de novos projetos, como a Pushkin Press, uma editora inglesa que tem uma coleção feita por regime de subscrição. Depois encontrei outra editora inglesa, a & Other Stories, que funciona por crowdfunding, mas associada a grupos de leitura. Nos EUA também havia outra editora que funcionava com um sistema de crowdfunding mais próximo do nosso. Portanto, a junção de várias destas ideias passou pelo reconhecimento que teríamos de adotar um processo incomum em Portugal, no que respeita à cultura. Do nosso lado havia a consciência que isto demoraria até que tivesse algum reconhecimento. Sabíamos que os que contribuíssem para o projeto iam começar a promovê-lo. Porque nós, os leitores, movemo-nos por afinidades, nós conhecemos pessoas que têm gostos semelhantes aos nossos. Portanto, tinha de ser esse o caminho. Que benef ícios traz o c r owd fu n d i n g p a r a a E-Primatur? O crowdfunding serviu para dois propósitos: ter um certo apoio financeiro; e maior circulação de informação acerca dos livros. Passado um ano, um amigo meu que trabalhava na Fnac dizia-me que cada livro nosso que chegava ao mer-
cado tinha um impacto que nenhum livro, mesmo das grandes editoras, tinha. Parecia que toda a gente estava à espera dele. Isto significava que a informação tinha circulado. Além de termos um reconhecimento do mercado em termos de vendas, como conseguimos algo inédito, uma nova editora, com apenas sete livros publicados no primeiro ano, com três livros eleitos por várias publicações como melhores do ano. O que quer dizer que criámos uma certa expetativa nos livros que tínhamos publicado. A forma de comunicar com o público era através de uma imagem de coesão ou conceito visual, para mantermos a mesma identidade. Foram a primeira editora a traduzir diretamente do Árabe para o português “As Mil e Uma Noites”. Sente que têm um papel revolucionário na indústria livreira em Portugal? É um bichinho de leitor. Desde que comecei a ler costumava ver traduções feitas a partir de outras traduções de outras línguas. Sobretudo, porque nós sabemos muito bem, que não só perdemos coisas, como há tradutores que inventam. Isso acontecia muito na história da tradução em França. Aliás recentemente houve um interregno grande na publicação das obras de Haruki Murakami para francês, porque o autor percebeu que os tradutores faziam acrescentos
Historiador
e cortes nas suas obras, por isso proibiu a sua tradução durante onze anos. Como leitor eu sabia que havia muito a fazer nessa área, custava-me muito estar a ler grandes obras que não eram traduzidas do original. Lembro-me de ter comprado em alfarrabistas as obras do Prémio Nobel sueco Pär Lagerkvist, que tinham saído na Editorial Estúdios Cor nos anos 60 e 70, que dizia na ficha técnica que tinha sido traduzido do original sueco por José Saramago, que não sabia sueco. Sempre me incomodou esta questão e pensava que se um dia fosse editor o que podia fazer para contornar isto. Seria assim tão difícil encontrar tradutores das línguas originais? Nalguns casos é mesmo. Sempre que há a possibilidade de fazer a tradução do original, ela deve ser feita. Na maior parte das traduções até conseguimos muitas vezes apoios das embaixadas e de outras instituições. No caso recente de “As Mil e Uma Noites” e noutras traduções, pus em prática um projeto antigo que eu tinha, que era fazer um sistema misto de pagamento, pagando uma verba mais baixa do que o normal, mas depois pagamos uma percentagem de venda da obra. Os tradutores já receberam mais dinheiro com as suas traduções do que se tivessem recebido o valor equivalente ao que seria normal. Quando eu cheguei à Cavalo de Ferro o objetivo era traduzir tudo o que podíamos do original. Fizemos a primeira tradução literária do japonês para português nos mais de 500 anos que temos de ligação com o Japão, só havendo um tradutor em Portugal, o Professor António Barrento, da FLUL. Também traduzimos do checo, do russo, do servo-croata, do búlgaro, do romeno, chinês, línguas escandinavas, entre outras. Obviamente que quis continuar esta identidade na E-Primatur. Nesta linha traduzimos August Strindberg, Selma Lagerlöf, Nikolai Gogol e muitos outros autores. Confesso que me orgulho de saber que foi muito devido
ao papel da Cavalo de Ferro que as outras editoras começaram a fazer traduções do original. Houve uma mudança de mentalidades. Hoje em dia há muitas editoras a publicar os mesmos livros, como recentemente se tem visto com as obras “1984” e “Quinta dos Animais”, de George Orwell. Sei que vos aconteceu algo parecido quando editaram a imortal obra de T. E. Lawrence, “Os Sete Pilares da Terra”. Existem autores muito desconhecidos do público português e a E-Primatur tem feito um trabalho louvável ao descortinar nomes tão sonantes como August Strindberg ou Mikail Bulgakov. Como vê esta falta de originalidade do mundo editorial? Lanço também as sugestões de publicação das obras P. G. Wodehouse e Evelyn Waugh. Sim, mas é também um reflexo da falta de cultura dos nossos leitores. Ou seja, se eu fosse cumprir o meu objetivo primário como editor, só publicava autores desconhecidos em Portugal. Era o meu sonho. Porque somos um negócio, temos de sobreviver financeiramente. Como nós temos um público leitor que só lê os títulos que conhece, temos de conciliar nomes conhecidos e desconhecidos, para que o leitor se sinta à vontade para confiar nas palavras e escolhas do editor. A E-Primatur tenta ter um catálogo equilibrado para chegar aos vários leitores. Faz parte do meu trabalho fazer listas de autores que quero publicar, Evelyn Waugh está lá e é perfeitamente possível publicar o P. G. Wodehouse. A BookBuilders costuma editar novos autores. Como
Jornal da Batalha os descobrem? Quando é que que vão publicar poesia? Tivemos uma proposta de um colaborador nosso, que está ligado à poesia durante muitos anos e que é poeta, para nos apresentar uma chancela de poesia. Neste momento estamos a contemplar esta perspetiva, mas ainda estamos à espera de dados mais concretos. A BookBuilders está aberta para aceitar novos autores e projetos. Nós reduzimos o número de originais que aceitamos por ano, porque não conseguimos fazer o acompanhamento que os novos autores merecem, como as grandes editoras fazem. Existe muita gente cheia de qualidade em Portugal, mas infelizmente não temos a capacidade para os projetar. Adorava publicar mais do que se tem escrito. O panorama editorial afirma no geral que os livros de contos não têm mercado. Mas o vosso catálogo demonstra exatamente o oposto. Qual a importância da ficção curta no mercado editorial? Esse é um mito editorial, que também está na mente de alguns dos compradores das grandes livrarias. Um bom livro de contos, bem trabalhado, vai vender tanto como um romance. A ideia dos contos interligados, que unifique a narrativa pela época ou tema, no espírito de “As Mil e Uma Noites” ou o “Manuscrito Encontrado em Saragoça”, terá sempre mais sucesso. A publicação de “História do Declínio e Queda do Império Romano”, de Edward Gibbon, está a granjear um enorme sucesso entre os leitores. Para quando a edição de livros de História de autores portugueses? Isso é algo que começamos a fazer. No ano passado publicámos um livro “Uma História da ETA”, do investigador Diogo Noivo. Existe uma desatualização da nossa academia relativamente à realidade do mercado e à realidade internacional. Desde há muitos anos que os mercado de língua inglesa e francesa dominam a publicação de História, sempre dirigida ao grande público, com uma escrita apelativa. Faltam mais publicações sobre a nossa História e biografias de personalidades portuguesa ainda desconhecidas.
Opinião Batalha
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s Espaço do Museu
D. Pedro, o Infante das Sete Partidas Nascido a 9 dezembro de 1392, em Lisboa, D. Pedro é conhecido pelos historiadores como um ilustre infante que caiu nos “infortúnios da intriga”. Filho de D. João I e de D. Filipa de Lencastre, recebeu esmerada educação, tendo aprendido latim, leis e ciências. Devido à sua ação junto do seu pai e irmãos na conquista de Ceuta, foi agraciado com o Ducado de Coimbra, tendo-lhe sido atribuídas as terras do Baixo Mondego até à faixa litoral de Aveiro. Em 1425, partiu em viagem, circulando até 1428, pelos grandes centros políticos, económicos e culturais europeus da época. Com o cognome “Infante das Sete Partidas”, aproveitou para, durante este período, atualizar os seus conhecimentos, procurando soluções inovadoras para os problemas do seu país. Estabeleceu relações com as coroas internacionais, tendo negociado o seu casamento com Isabel de Urgel (filha do Conde da Catalunha), com quem teve sete filhos. Promoveu ainda o matrimónio de sua irmã Isabel com a coroa de Borgonha. Nestas viagens, terá ainda apurado o seu sentido cultural, adquirindo o livro de Marco Polo (que continha informações sobre a China e suas riquezas) e um mappa mundi com o traçado das principais rotas comerciais com o Oriente. Regressado a Portugal, Pedro estabeleceu-se no seu Ducado, contribuindo para o desenvolvimento económico e social daquela região. Compôs o seu livro “O Tratado de virtuosa benfeitoria”, onde expõe estratos sociais do reino, tendo traduzido obras de autores latinos. Após a morte do rei D. Duarte, D. Pedro, seu irmão, assumiu o trono junto com a viúva, a rainha D. Leonor (o príncipe herdeiro, Afonso V, ainda era me-
nor de idade). Pedro rapidamente se apressou a dominar a coroa, com apoio dos seus irmãos e elementos da nobreza. Durante a sua regência, o Infante D. Pedro concedeu os primeiros subsídios à exploração do Oceano Atlântico e impulsionou a continuidade das obras do Mosteiro da Batalha. Em 1446, entregou o reino ao seu sobrinho Afonso V de Portugal que, influenciado pelos nobres desafetos dos ideais do antigo regente (encabeçados pelo seu tio bastardo Afonso -Duque de Bragança), exigiu o afastamento total do governo do reino ao Infante D. Pedro. Esta ação viria a culminar na Batalha de Alfarrobeira (20 de maio de 1449) que resultou na morte do Infante. Por ter sido considerado traidor, o seu corpo terá sido alvo de ritual de desonra, sendo sepultado três dias após a sua morte. Foi graças à ação da sua filha, a esposa do rei D. Afonso V, que, mais tarde, foi trasladado para o seu túmulo, na Capela do Fundador do Mosteiro da Batalha, recebendo a insígnia “Desir” - desejo (em representação do seu desejo em governar o reinado). Este é pois, mais um infante da ínclita Geração, cujos restos mortais estão sepultados no Mosteiro da Batalha e a quem nos temos dedicado nesta coluna. Reforça-se a proposta de vista à Capela do Fundador do Mosteiro, assim que possível, e também ao MCCB, com o convite a conhecer mais sobre a sobre a riqueza patrimonial do nosso concelho.
Município da Batalha MCCB (Museu da Comunidade Concelhia da Batalha)
Fontes: Ramos, R; Sousa, B; Monteiro, N: História de Portugal -8.ª Edição: Esfera dos Livros; 2009 Mattoso, J. Sousa, A: História de Portugal Vol Ii; Círculo de Leitores; 1993
António Caseiro
Mestre em Fiscalidade Pós-Graduação em Contabilidade Avançada e Fiscalidade Licenciatura em Contabilidade e Administração
ALOJAMENTO LOCAL
Centro Comercial Batalha, 1º Piso, Esc 2, Edifício Jordão, Apartado 195, 2440-901 Batalha Telemóvel: 966 797 226 Telefone: 244 766 128 • Fax: 244 766 180 Site: www.imb.pt • e-mail: caseiro@imb.pt
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Jornal da Batalha
Património
Alberto Sardinha, uma das maiores figuras da cultura em Portugal Círio Caminho a descontar pecados em cada passo, em busca do santo da minha devoção, mas há pecados sem remissão e não encontro a ermida, ardendo o círio em vão. Caminho. Só a penitência, nem sempre voluntária, vem dar sentido à peregrinação. O Dr. José Alberto Sardinha é um dos raros etnomusicólogos portugueses e, indiscutivelmente, o maior da actualidade. Com investigação aturada, pode dizer-se que por todo o País, dela deu conta em diversas obras, que tem vindo a publicar há decénios, todas volumosas e significativamente ilustradas. Além dos volumes, vários com centenas de páginas como é o caso de “Tradições Musicais da Estremadura”, com seiscentas e trinta e sete, reuniu em CDs parte substancial das duas recolhas como é o caso dos 6 CDs “Portugal Raízes Musicais”, editados pelo “Jornal de notícias” do Porto, ou os três discos da Antologia Nacional, “Recolhas Musicais da Tradição Oral” acompanhados da respectiva análise etnográfico-musical e “Idanha-a-Nova – Toques e Cantares da Vila”, um CD editado pela Emi-Valentim de Carvalho. Mas todas as suas obras vêm acompanhadas por gravações que, no conjunto, nos proporcionam sons seculares da maior parte do nosso País, muitos que se vão apagando dia a dia. Além das obras já citadas, o Dr. José Alberto Sardinha publicou “A Viola Campa-
niça – O Outro Alentejo”, “Braga na Tradição Musical – A Rusga de São Vicente”, As Tunas do Marão”, “As Origens do Fado” e “Danças Populares no Corpus Christi de Penafiel” que é um estudo, que julgo único, sobre as manifestações populares que integravam as procissões do Corpo de Cristo em todo o País. Embora pareça estranho no nosso tempo, o Povo, organizado em corporações de ofícios, dançava nestes actos religiosos. Havia o baile dos pedreiros, dos ferreiros, das floreiras, dos pauzinhos, dos sapateiros, dos velhos, dos turcos, este uma verdadeira representação da luta entre os infiéis (turcos) e os cristãos. (Mais estranho e curioso é que de Leiria se deslocou a Lisboa, em 1602, uma “chacota”, que designava tanto o conjunto como a dança, para participar na procissão organizada pelos Jesuítas).
Em constante actividade, investigando, proferindo palestras e continuando a preparar obras que sairão em breve, entre elas uma dedicada aos acordeões, concertinas e harmónios na Estremadura, o Dr. Alberto Sardinha assumiu também funções como a de coordenador do ciclo “Sons da Tradição” da EXPO 98, tendo então realizado um notabilíssimo trabalho. É de referir, sublinhando, que muitos músicos como Amélia Muge ou Né Ladeiras usaram as suas gravações como base de trabalho. Para nós, estremenhos, é obra para frequente consulta as “Tradições Musicais da Estremadura”, dedicando à nossa região e muito particularmente à Batalha inúmeras páginas. Durante algum tempo tive a honra de o acompanhar, dele recebendo proveitosas lições. Nas suas recolhas com-
pleta-as e ilustra-as com as fotografias dos informadores e a sua identificação. Já bastantes anos depois desta publicação, voltou à Batalha onde, em 1 de Maio de 2012, em casa de D. Júlia Silva Vieira Frazão, no Casal do Alho, gravou rimances e diversas cantigas da tradição local, aproveitando também para gravar Joaquim Ruivo e as concertinas e harmónios do Rosas do Lena. Nesse mesmo dia esteve em casa do Professor José Ribeiro de Sousa, na Maceira, que entrevistou (creio que foi a última entrevista concedida pelo autor desse outro monumento da etno-musicolgia portuguesa). Desse encontro reproduz-se a fotografia que ilustra este apontamento. Foi um encontro entre duas grandes figuras da nossa Cultura. A obra do Professor Ribeiro de Sousa
“Cancioneiro de Entre Mar e Serra da Alta Estremadura”, mil duzentas e cinquenta páginas sobre a arte, a inventiva e a sensibilidade populares, deve ser assinalada como uma das mais importantes publicadas não só na região como no País. Porque é justo registar, também, a excelente coordenação editorial foi do Maestro Joaquim Vicente Narciso. Mas voltando ao Dr. José Alberto Sardinha, é inacreditável como o notabilíssimo etno-musicólogo não teve ainda o reconhecimento do Poder, passados tantos anos do início da sua brilhante e invulgar carreira, preservando exaustivamente e divulgando um sector importantíssimo da nossa Cultura.
a destruição do Padrão dos Descobrimentos, em Belém. No fundo, entende-se a atitude: é preciso desmotivar o Povo Português, enegrecendo-lhe o passado, para certos sectores minoritários chegarem ao Poder ou, pelo menos, poderem influenciá-lo. Um Povo desmemoriado ou envergonhado pelos actos dos seus antepassados é facilmente dominado. E é isso que se pretende. Escusado é dizer que se na nossa História há actos reprováveis, muito que se podem entender à luz de outras épocas, a maior parte são lições de coragem, pioneirismo, de sacrifício, de engenho inventivo. E são estes, que o Padrão dos Descobrimentos recorda e enaltece.
Um País em decadência José Travaços Santos
Custou-me a acreditar, mas houve quem sugerisse
Apontamentos sobre a História da Batalha (215)
Jornal da Batalha
Opinião Batalha
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s À Mesa Ana Caseiro
“Terra e Mar” Começo por me apresentar. Chamo-me Ana Costa Caseiro, cozinheira no restaurante Muralhas, localizado em Andreus, Leiria. Estudei no Agrupamento de Escolas da Batalha e depois na Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia a licenciatura Restauração e Catering, tive oportunidade de estagiar e trabalhar com chefs como Vítor Sobral (Tasca da Esquina), Miguel Laffan (Land’s Vineyards), Diogo Rocha (Mesa de Lemos) e José Avillez (Bairro do Avillez). Nas seguintes edições vou apresentar várias receitas de fácil realização dando valor ao produto regional e nacional e à sazonalidade dos alimentos, aos restaurantes da re-
gião, praticas e tradições gastronómicas, desde entradas, pratos principais e sobremesas. Nas receitas vou falar em técnicas e de termos de cozinha como cortes de alimentos, tipos de confeção e conservação dos mesmos. A primeira receita é um clássico de “Terra e Mar”, onde homenageamos o porco Malhado de Alcobaça. Foi desenvolvido pela população Malhado de Alcobaça (MA) e pelo veterinário Joaquim Inácio Ribeiro ao cruzarem porcos bísaros açorianos com porcos ingleses das raças Berkshire e Yorkshire. Tem características musculares idênticas à raça bísara de cor branca e preta. É a terceira raça suína autóctone portuguesa
Cozinheira
atrás da raça Alentejana e Bísara. Há criadores desta raça em toda a zona do oeste desde Alcobaça até Oeiras. Atualmente o porco Malhado de Alcobaça está a ser promovido pela Federação Portuguesa das Associações de Suinicultores, pela Associação dos Agricultores da Região de Alcobaça com o objetivos de desenvolver a divulgação, certificação e registo de marca. A seguinte receita “Terra e Mar” com batata doce assada serve para duas pessoas. Ingredientes: 400 gramas de carne de porco cachaço 8 unidades de camarão 30/40 3 dentes de alho
1 Pimento vermelho Pickels de cebola e cenoura q.b. Azeite q.b. Louro 2 folhas Pimenta preta q.b. Picante q.b. Coentros frescos 1 molho Vinho branco q.b. 500 gramas de batata doce laranja 1 laranja Preparação: Cortar a carne em cubos (tamanho tipo rojões) com cerca de 2cm, descascar o camarão deixando a cauda e a cabeça. Picar o alho em brunesa (cubos pequenos), cortar cerca de meio pimento vermelho em juliana (tipo de corte em tiras) e picar os coentros. Lavar bem as batatas doces em água corrente por-
que vão ser assada com casca, cortar em gomos e temperar com sumo de uma laranja, sal fino, pimenta moída, um dente de alho picado finamente, folha de louro e fio de azeite, envolver tudo. Colocar dentro do forno a assar cerca de 35/40 minutos a 170º grau. Dispor uma frigideira a aquecer, colocar fio de azeite e quando tiver quente colocar a carne, o alho e o louro a fritar, mexer de minuto a minuto. Passado cerca de 5/6 minutos refrescar o sauté (frigideira) com vinho branco e deixar reduzir o vinho para assim criar um molho. De seguida colocar o camarão já descascado dentro da frigideira e deixe cozinhar cerca de 2
minutos, temperar com sal quanto basta e picante ao gosto. Quando o corpo do camarão começa a criar a letra “C” é porque esta confecionado. Desligar do lume e terminar com coentros frescos e pickles a gosto. Espero que gostem desta receita e aceito sugestões sobre a zona região, desde restaurantes, iguarias, costumes gastronómicos e tradições.
s Tesouros da Música Portuguesa João Pedro Matos
Pedro Caldeira Cabral e as memórias da guitarra A guitarra é um instrumento com uma História, tão longa quanto rica. Não admira que entre nós tenha surgido um grande vulto da guitarra portuguesa que é também um erudito sobre a sua História. É uma referência no desbravar do reportório antigo da guitarra, como sobre o reportório de diversos instrumentos de cordas. O seu nome é Pedro Caldeira Cabral. Mas, por ora, fixemo-nos na guitarra. Ela pertence a um ramo que surgiu no seio da família dos alaúdes e a guitarra portuguesa, especificamente, desenvolveu-se a partir de um instrumento de cordas antigo, o cistro. Não podemos esquecer que a origem destes instrumentos situa-se a oriente, concretamente na Ásia Central. A gittern, uma espécie de guitarra antiga, é mencionada no célebre livro Contos de Cantuária, da autoria de Chaucher. Na Península Ibérica a guitarra
conquistou grande popularidade e, no século XVI, apareceu toda uma geração de executantes e compositores. Quanto à guitarra portuguesa, ela adquire notoriedade por volta do século XVIII e, no século seguinte, ela aparece já associada ao fado, o que vem acontecendo até aos nossos dias. Na contemporaneidade, destacam-se executantes como António Chainho ou Jorge Fontes. E é neste contexto que se destaca Pedro Caldeira Cabral, pela sua entrega e dedicação ao estudo da guitarra portuguesa, desenvolvendo um conjunto de gravações sem paralelo. Também não esquece a música antiga, porque a recria com textos da época, mesmo alguns dedicados a ser acompanhados por alaúde. Em 2020, Pedro Caldeira Cabral completou setenta anos de idade. Voltando ao princípio, ele recebeu as primeiras lições de guitarra portuguesa ainda
na infância. Aliás, o gosto pela música apareceu como um dom quase natural, na medida em que a sua família o cultivava, e assim não surpreende que aos catorze anos acompanhasse já com a sua guitarra fadistas tão importantes como Teresa Tarouca ou Maria Teresa de Noronha. Em meados da década de sessenta do século passado, inicia a sua atividade como músico profissional e atua em várias casas de fado, ao lado de artistas de renome: com Vicente da Câmara, com João Braga e, principalmente, Fernando Alvim com quem se estreia em público. Não descura, no entanto, os seus estudos de música clássica. Frequenta o conservatório e vai a palestras e seminários promovidos por compositores contemporâneos de renome como Jorge Peixinho ou Jordi Savall. Foi assim, de forma natural que, a partir da década de setenta, começa a interpretar peças de com-
positores clássicos, desde Carlos Seixas a Bach. Pedro Caldeira Cabral já havia colaborado em discos de vários músicos quando, em 1982, lança o seu primeiro álbum a solo, sob o título de Encontros. E, no ano seguinte, o disco A Guitarra Portuguesa nos Salões do Século XVIII. Assume-se, definitivamente, como musicólogo e investigador de música erudita, mormente ao formar o grupo de música medieval La Batalla, o qual edita em 1984 o álbum Cantigas d’amigo. Este grupo surgiu em paralelo com um projeto de dinamização do Mosteiro da Batalha, projeto que muito deve ao especialista em História da Arte, o Dr. Sérgio Guimarães de Andrade (já agora, nunca é demais recordar este especialista e o seu trabalho no Museu Nacional de Arte Antiga). A música de La Batalla foi muito bem recebida e abriu caminho para que a música
antiga chegasse ao grande público. O Festival de Guitarra Portuguesa, realizado no âmbito da EXPO 98, não só foi por si produzido, como contou com a sua direção artística. E, em 2003, lança o disco Memórias da Guitarra Portuguesa, onde se debruça mais uma vez sobre a guitarra do século XVIII. Por tudo isto, o trabalho de Pedro Caldeira Cabral é de elevado valor, não só como intérprete
da guitarra portuguesa, mas também como musicólogo e erudito, que tem estudado profundamente a História da Música em Portugal.
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Batalha Opinião
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s Fiscalidade
MARIA JOSÉ ANDRADE COUTINHO
Notária
Férias fiscais e outros temas Acaba de ser publicada no dia 26 de fevereiro de 2021 a Lei n.º 7/2021, que veio reforçar as garantias dos contribuintes e a simplificação processual. Alterando a Lei Geral Tributária (LGT), o Código do Procedimento e de Processo Tributário, o Regime Geral das Infrações Tributárias (RGIT) e outros atos legislativos. De realçar o magnífico trabalho que está a ser desenvolvido pela Bastonária da Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC), nestes últimos anos, graças à dedicação e à capacidade de intervenção, que muito contribuiu para o prestígio cada vez maior dos contabilistas certificados (CC): criando-nos melhor qualidade de vida; reconhecimento junto do poder político; da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT); do tecido empresarial e sociedade civil. Cito a Bastonária da OCC. Dr. ª. Paula Franco “trata-se de um dia histórico e uma revolução na vida dos contabilistas. Sinal claro do respeito crescente pelos contabilistas certificados por parte do poder político e sociedade civil”. Em 25 anos de profissão vão os CC, finalmente, já em agosto de 2021, passar a gozar férias como deve ser e
merecemos. A lei n.º 7/2021 aditou à LGT, o Art.º 57.º-A, nos termos do qual as obrigações tributárias, cujo prazo termine durante o mês de agosto, podem ser cumpridas até ao último dia desse mês, por exemplo, o prazo para entrega e pagamento das declarações do IVA ou declarações de remunerações, é diferido atá ao final do mês, seja ou não dia útil, e sem quaisquer acréscimos ou penalidades. Este diferimento de prazos reporta-se apenas às obrigações tributárias. Os prazos que caiam no mês de agosto transitam para setembro, impedindo que, por ausência dos contribuintes ou dos contabilistas, possam existir situações de incumprimento. Os prazos relativos aos atos do procedimento administrativo tributário, previstos no Art.º 54.º da LGT (com exceção feita à liquidação de tributos efetuada pela AT), da resposta a pedidos de esclarecimento da AT ou audições prévias passam para o primeiro dia útil dom mês de setembro. Os prazos relativos às inspeções tributárias são suspensos durante o mês de agosto, o que quer dizer que as notificações cujo prazo termina durante este mês, o prazo suspende-se no dia 31
de julho e continua a contar a partir de 1 de setembro; as notificações recebidas durante o mês de agosto, o prazo só começa a contar no dia 1 de setembro. Até agora, o Art.º 24.º n.º 3 da LGT estabelecia que o CC podia ser responsabilizado subsidiariamente pela violação dos seus deveres de regularidade técnica nas áreas contabilísticas e fiscal ou de assinatura das declarações. A AT podia, caso o sujeito passivo não tivesse património para pagar as suas dívidas, responsabilizar o CC se tivesse havido a violação daqueles deveres. Cabia à AT a prova, salvo os casos de crime e de atuação dolosa do CC. Sobre a decisão de dispensa e atenuação das coimas – Art.º s 29.º a 32.º e 70.º do RJIT, o processo vai passar a ser mais claro e objetivo. Nos termos do Art.º 29.º, n.º 2 do RJIT, no caso de inexistir prejuízo para a receita tributária e a falta tiver sido regularizada, não é aplicada coima. Se a infração não foi regularizada, o contribuinte é notificado para a sua regularização e informar que pode requer a redução e coima, ou seja, quer a redução da coima, quer a dispensa têm que ser requerida pelo infrator. Este novo regime é
Extrato / Justificação
António Caseiro Membro da Assembleia Representativa da OCC Mestre em Fiscalidade Pós-graduação em Contabilidade Avançada e Fiscalidade Licenciatura em Contabilidade e Administração
sem dúvida mais claro e objetivo e muito mais benéfico para o contribuinte e entra em vigor apenas em janeiro de 2022. A Lei n.º 7/2021, alterou a alínea o) do n.º 3 do Art.º 59.º da LGT estipulando expressamente que aqueles formulários devem ser disponibilizados “em formato que permita o seu preenchimento e submissão”. Passou a existir uma clarificação de disponibilização dos formulários para cumprimento das obrigações declarativas anuais de IRS e IRC. Se os formulários não são disponibilizados com 120 dias de antecedência são alargados os prazos pelos dias de atraso.
s AMHO A Minha Horta
Minhocas a transformar os resíduos orgânicos O mês de março é aquele em que apetece ir para a horta todos os dia. Tudo parece começar a desapontar nesta altura - é ele que nos traz a primavera e com ela as primeiras flores dos nossos quintais a desapontar. Este é o mês de sementeiras e plantações por excelência. É o momento de terminar as podas de inverno, principalmente das árvores que tenham estado em dormência e que começam agora a abrolhar. É o momento de melhorar a estrutura do solo, pode ser
Jornal da Batalha
adicionado erva seca (palha) caso o solo seja muito compacto. E claro adicionar matéria orgânica, por cá tenho as minhocas a transformar os resíduos orgânicos da cozinha em composto. Por cá vou catando os caracóis que se resguardam nas paredes e muros, para controlar a sua população e não abusarem no consumo das minhas plântulas, e os patos e as galinhas acham um excelente petisco. Relembro a importância de ter o cuidado de juntar diferentes plantas nos can-
teiros, conforme tabela que já foi apresentada em outra edição do jornal. Porque algumas beneficiam de outras no seu crescimento e desenvolvimento Hortícolas para semear e/ ou plantar ao ar livre: abóboras, agrião, aipo, alfaces, alho francês, batatas, beldroegas, beringelas, beterrabas, broculos, calêndulas, cebolas, cebolinho, cenouras, coentros, couves-flôr, couves-repolho, espinafres, feijão, funcho, luzerna, malaguetas, melancias, melão, milho, nabiças, nabos, orégãos, pepi-
Célia Ferreira
nos, pimentos, salsa, tomates, rabanetes, rúcula. Jardim, semear: amores perfeitos (só os de flor pequena é que são os naturais e pode comer as suas flores), cravos, crisântemos, dálias, bocas de lobo, capuchinhas (estas são excelentes para circundar a nossa horta), agrião de jardim. Arbustos e árvores de fruto para plantar: Amoreiras, arandos, framboesas, groselheiras, mirtilos, morangueiros, videiras. Na horta cultivamos alimentos e sentimentos! Boas colheitas.
CERTIFICO, narrativamente, para efeitos de publicação, que por escritura de Justificação lavrada no dia cinco de Março de dois mil e vinte e um, no Cartório Notarial de Fátima, a cargo da notária Maria José Andrade Coutinho, sito na Avenida Beato Nuno, Edifício Parque dos Pastores, número 23, freguesia de Fátima, concelho de Ourém, exarada de folhas trinta e nove a folhas quarenta e um do livro de notas para escrituras diversas número “Cinquenta e Quatro - A”: PRIMEIROS: Júlio da Silva Rodrigues, NIF 116.272.376, e Alzira Pereira Neves Rodrigues, NIF 140.513.035, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, naturais ele da freguesia de São Mamede, concelho da Batalha, ela da freguesia de Aljustrel, concelho de Fátima, residentes na Rua do Tear, número 17, Moita do Martinho, freguesia de São Mamede, concelho da Batalha, titulares dos cartões de cidadão números 04322218 8ZX3 válido até 02/12/2029 e 07549476 0ZX2 válido até 18/07/2021 emitidos pela República Portuguesa. PELOS PRIMEIROS OUTORGANTES, FOI DITO: Que, são donos e legítimos possuidores dos seguintes bens: 1) Um/vinte avos do Prédio Rústico, composto por terra de cultura, pinhal e mato, sito em Moeda, inscrito na matriz sob o artigo rústico 3691, da freguesia de São Mamede, concelho da Batalha (desconhece-se a proveniência do Artigo Matricial), com o valor patrimonial actual de 8,05€. Que, o referido prédio não está descrito na conservatória do Registo Predial, tem uma área de mil quatrocentos e cinquenta metros quadrados, a confrontar de Norte, de Sul e de Nascente com José Luís da Silva e de Poente com Adelino Gregório Valente. Que, a quota no referido prédio veio à posse dos primeiros outorgantes em mil novecentos e noventa e nove por doação verbal de Adelina Carreira Rosa, casada que foi com António Mendes Tomás, sob o regime da comunhão geral, residentes que foram na Estrada das Milheiriças número 13, freguesia de São Mamede, concelho da Batalha, entretanto já falecidos. Que, deste modo, após a referida doação verbal passaram, de facto, a possuir o dito prédio em nome próprio, tendo pago desde sempre os respectivos impostos, cultivando e plantando árvores, amanhando a terra, posse que sempre foi exercida por eles de forma a considerarem tal prédio como seu, sem interrupção, intromissão ou oposição de quem quer que fosse, à vista de toda a gente do lugar e de outros circunvizinhos, sempre na convicção de exercer um direito próprio sobre coisa própria. Que, esta posse assim exercida ao longo de vinte e dois anos se deve reputar de pública, pacífica e contínua. 2) Prédio Rústico, composto por terreno com seis oliveiras, sito em Moita do Martinho – Relveiro, inscrito na matriz sob o artigo rústico 4214, da freguesia de São Mamede, concelho da Batalha (desconhece-se a proveniência do Artigo Matricial), com o valor patrimonial actual de 3,52€. Que, o referido prédio não está descrito na conservatória do Registo Predial, tem uma área de duzentos e dez metros quadrados, a confrontar de Norte com caminho, de Sul e de Nascente com António Carreira Germano e de Poente com Manuel Carreira Germano. Que, o referido prédio veio à posse dos primeiros outorgantes em mil novecentos e noventa e nove por doação verbal de Manuel Mendes Marques no estado de viúvo, residente que era no lugar de Moita do Martinho, freguesia de São Mamede, concelho da Batalha, entretanto já falecido. Que, deste modo, após a referida doação verbal passaram, de facto, a possuir o dito prédio em nome próprio, tendo pago desde sempre os respectivos impostos, cultivando e plantando árvores, amanhando a terra, posse que sempre foi exercida por eles de forma a considerarem tal prédio como seu, sem interrupção, intromissão ou oposição de quem quer que fosse, à vista de toda a gente do lugar e de outros circunvizinhos, sempre na convicção de exercer um direito próprio sobre coisa própria. Que, esta posse assim exercida ao longo de vinte e dois anos se deve reputar de pública, pacífica e contínua. Assim, na falta de melhor título, os primeiros outorgantes, adquirem os mencionados prédios para seu o património, por usucapião, que aqui invocam, por não lhe ser possível provar pelos meios extrajudiciais normais. Fátima, Cartório Notarial, 08 de Março de dois mil e vinte e um. A Notária Maria José Andrade Coutinho
Jornal da Batalha, edição nº 368 de 15 de março de 2021
Jornal da Batalha
Necrologia Batalha
março 2021 MARIA JOSÉ ANDRADE COUTINHO | Notária Extrato / Justificação
Guilhermina Ferreira
(85 anos) N. 05-04-1935 - F. 04-03-2021 Pinheiros, Batalha AGRADECIMENTO Seu filho, noras, netos e restante família na impossibilidade de o fazer pessoalmente, como era seu desejo, vêm de forma reconhecida, agradecer todas as manifestações de carinho, nesta altura de profunda dor e sentimento de perda, bem como agradecer a todos os que acompanharam a sua querida familiar até à última morada, esperando agora que descanse em paz. Eternamente nos nossos corações… Até um dia… Tratou: Funerária Santos & Matias – Batalha e Porto de Mós (Loja Dom Fuas)
José dos Reis Moreira
(80 anos) N. 06-12-1940 - F. 07-03-2021 Casal do Quinta, Batalha AGRADECIMENTO Sua esposa, filho e restante família na impossibilidade de o fazer pessoalmente, como era seu desejo, vêm de forma reconhecida, agradecer todas as manifestações de carinho, nesta altura de profunda dor e sentimento de perda, bem como agradecer a todos os que acompanharam a sua querida familiar até à última morada, esperando agora que descanse em paz. Aqueles que amamos não morrem… Apenas partem antes de nós… Tratou: Funerária Santos & Matias – Batalha e Porto de Mós (Loja Dom Fuas)
Maria Júlia Monteiro Jordão Bastos (93 anos) N. 03-02-1928 - F. 09-03-2021 Casal do Azemel, Batalha
AGRADECIMENTO Suas filhas, enteados, netos e restantes familiares, na impossibilidade de o fazer pessoalmente, como era seu desejo, vêm por este meio agradecer a todas as pessoas amigas que ao longo do tempo demonstraram carinho e preocupação e que agora, na hora do adeus a acompanharam até à sua última morada. Para sempre nos nossos corações e nas nossas lembranças. Descansa em paz Tratou: Funerária Santos & Matias – Batalha e Porto de Mós (Loja Dom Fuas)
Ricardo Oliveira Cristino
(43 anos) N. 06-11-1977 - F. 06-03-2021 Jardoeira, Batalha
CERTIFICO, narrativamente, para efeitos de publicação, que por escritura de Justificação lavrada no dia cinco de Março de dois mil e vinte e um, no Cartório Notarial de Fátima, a cargo da notária Maria José Andrade Coutinho, sito na Avenida Beato Nuno, Edifício Parque dos Pastores, número 23, freguesia de Fátima, concelho de Ourém, exarada de folhas quarenta e dois a folhas quarenta e três do livro de notas para escrituras diversas número “Cinquenta e Quatro - A”: PRIMEIROS: Emílio Marques Carreira, NIF 192.424.440 e Maria Olinda dos Prazeres, NIF 192.386.719, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, naturais ele da freguesia de São Mamede, concelho da Batalha, ela da freguesia de Fátima, concelho de Ourém, residentes na Rua da Lagoa, número 7, Moita do Martinho, referida freguesia de São Mamede, titulares dos cartões de cidadão números 04456929 7ZX1 e 08360266 6ZX4 válidos até 06/01/2030 emitidos pela República Portuguesa. PELOS PRIMEIROS OUTORGANTES, FOI DITO: Que, são donos e legítimos possuidores do seguinte bem: Prédio Rústico, composto por terra de cultura com sete oliveiras, sito em Malhada, inscrito na matriz sob o artigo rústico 4268, da freguesia de São Mamede, concelho da Batalha (desconhece-se a proveniência do Artigo Matricial), com o valor patrimonial actual de 6,28€, ao qual atribuem igual valor. Que, o referido prédio não está descrito na conservatória do Registo Predial, tem uma área de mil cento e quarenta metros quadrados, a confrontar de Norte com Adelino Carreira Rodrigues, de Sul com Manuel Carreira Rodrigues, de Nascente com Caminho e de Poente com Emílio Rodrigues Carreira. Que, o referido prédio veio à posse dos primeiros outorgantes em mil novecentos e noventa e nove por compra verbal a Hermínio Carreira Rodrigues e Maria da Glória Ribeiro da Silva, casados sob o regime da comunhão geral, residentes que foram em Rua de São Martinho, número 29, Moita do Martinho, freguesia de São Mamede, concelho da Batalha. Que, deste modo, após a referida compra verbal passaram, de facto, a possuir o dito prédio em nome próprio, tendo pago desde sempre os respectivos impostos, cultivando e plantando árvores, amanhando a terra, posse que sempre foi exercida por eles de forma a considerarem tal prédio como seu, sem interrupção, intromissão ou oposição de quem quer que fosse, à vista de toda a gente do lugar e de outros circunvizinhos, sempre na convicção de exercer um direito próprio sobre coisa própria. Que, esta posse assim exercida ao longo de vinte e dois anos se deve reputar de pública, pacífica e contínua. Assim, na falta de melhor título, os primeiros outorgantes, adquirem o mencionado prédio para seu o património, por usucapião, que aqui invocam, por não lhe ser possível provar pelos meios extrajudiciais normais. Fátima, Cartório Notarial, 08 de Março de dois mil e vinte e um. A Notária: Maria José Andrade Coutinho
Jornal da Batalha, edição nº 368 de 15 de março de 2021
Manuel Mariano Alexandre “Serrano“ (86 anos) N. 19-08-1934 - F. 13-03-2021 Mouratos, Batalha
AGRADECIMENTO Seus pais, irmão, esposa, filhas e restante família agradecem o carinho e a presença na cerimónia do seu ente querido, apesar de não podermos agradecer individualmente a todas as pessoas que de alguma forma manifestaram o seu apoio neste momento difícil, nenhuma palavra e gesto de carinho foi esquecido e nós queremos expressar nestas sinceras palavras que foi muito reconfortante sentir que vocês estiveram connosco.
AGRADECIMENTO Sua esposa, filhos, noras, netos e restante família agradecem o carinho e a presença na cerimónia do seu ente querido, apesar de não podermos agradecer individualmente a todas as pessoas que de alguma forma manifestaram o seu apoio neste momento difícil, nenhuma palavra e gesto de carinho foi esquecido e nós queremos expressar nestas sinceras palavras que foi muito reconfortante sentir que vocês estiveram connosco.
A todos, o nosso muito obrigado… Tratou: Funerária Espirito Santo - Telf.: 916511369
A todos, o nosso muito obrigado… Tratou: Funerária Espirito Santo - Telf.: 916511369
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CARTÓRIO NOTARIAL DA BATALHA Notária: Sónia Marisa Pires Vala Certifico, para fins de publicação, que por escritura lavrada hoje, exarada de folhas cento e quarenta e quatro a folhas cento e quarenta e seis, do Livro Duzentos e Sessenta - B, deste Cartório. Maria Fernanda Gomes Carreira Pires, NIF 136 611 427 e marido Albertino Gomes Pires, NIF 136 611 419, casados sob o regime da comunhão adquiridos, ambos naturais da freguesia de São Mamede, concelho da Batalha, lá residentes na Rua das Cobranças, nº 5, Perulheira, declaram que com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores do prédio rústico, composto de terra pinhal com mato, com a área de mil quinhentos e trinta e nove metros quadrados, sito em Casal do Gil, freguesia de São Mamede, concelho da Batalha, a confrontar de norte com caminho, de poente com Manuel Pereira dos remédios, de sul com Miguel Gomes Tomás e de nascente com Aníbal Vieira Gomes, não descrito na Conservatória do Registo Predial da Batalha, inscrito na matriz sob o artigo 4766, com o valor patrimonial de IMT de €53,05. Que, a justificante mulher adquiriu o identificado prédio, por doação verbal de seus pais António Gomes Carreira e mulher Carminda de Jesus Gomes, residentes que foram em Casal do Gil, freguesia de S. Mamede, Batalha, no ano de mil novecentos e oitenta e seis, atualmente já falecidos. Que, sendo a transmissão do identificado prédio meramente verbal, não dispõem de título formal para o registar na Conservatória, mas desde logo entrou na posse e fruição do mesmo. Que em consequência daquela doação verbal, possuem o referido prédio em nome próprio há mais de vinte anos sem a menor oposição de quem quer que seja desde o seu início, posse que sempre exerceu sem interrupção e ostensivamente com o conhecimento de toda a gente e a prática reiterada dos atos habituais de um proprietário pleno, com o amanho da terra, recolha de frutos, conservação e defesa da propriedade, pagamento das contribuições e demais encargos, pelo que, sendo uma posse pacífica, contínua, pública e de boa-fé, durante aquele período de tempo, adquiriram o dito prédio por usucapião.
Batalha, vinte e quatro de fevereiro de dois mil e vinte e um. A funcionária com delegação de poderes Liliana Santana dos Santos - 46/6 Jornal da Batalha, edição nº 368 de 15 de março de 2021
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