| DIRECTOR: Carlos dos Santos Almeida | Preço 1 euro | e-mail: info@jornaldabatalha.pt | www.jornaldabatalha.pt | MENSÁRIO Ano XX nº 232| Novembro de 2009 |
PORTE PAGO
W pág. 3
Gripe A faz a primeira vítima mortal no concelho
De José Manuel Matos Guerra
• Totobola • Totoloto • Loto 2 • Lotarias • Raspadinhas • Euromilhões
Lotaria do Natal: 1º prémio
7.500.000 euros em 19/12/2009
adquira já o seu bilhete ou inscreva-se na nossa sociedade Largo Mestre Mateus Fernandes APARTADO 24 Telf: 244 767 720 Fax: 244 767 228 2440-901 BATALHA
W págs. 15 a 19
Wpág. 7 Chucha-rolhas celebram 25 anos de bairrismo Este sábado, dia 21, voltam a juntar-se os batalhenses que assinalam um quarto de século a brincar com uma disputa com Porto de Mós.
Wpág. 6 Deputados contestam nova linha no Celeiro
Arquivo / Joaquim Dâmaso
100 anos de histórias A imprensa na Batalha cumpre um século de existência. Conheça a história de 100 anos de jornalismo.
Bloco de Esquerda e PSD questionam o governo sobre linha de muito alta tensão que vem de Lavos até à Batalha e que está a gerar polémica.
Wpág. 4 Abstenção “elege” vereador da oposição Nas últimas eleições autárquicas, os eleitores que decidiram ficar em casa acabaram por desempenhar um papel decisivo na distribuição de mandatos.
Wpág. 12 Novo hotel quer levar golfe às escolas O hotel Villa Batalha já abriu portas. São nove milhões de euros de investimento, inovação q.b. e a aposta no turismo residencial de longa duração.
2
Opinião Espaço Público
Novembro 2009
_ editorial
Baú da Memória
Estatuto Editorial
Feira e Mercados da Batalha Em 1389 D. João I criou a Feira de Santa Maria de Agosto, feira franca e com a duração de oito dias a realizar anualmente em meados de Agosto, à volta do dia 15, dia da Assunção de Nossa Senhora. Compreende-se a necessidade e a urgência da criação desta feira, logo pouco depois do início da construção do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, que o mesmo é dizer: início da povoação a que haveria de chamar-se primeiro de Santa Maria da Vitória ou simplesmente da Vitória e depois Batalha, porque era fundamental fornecer à população dos obreiros do Mosteiro tudo aquilo indispensável à sua vida e também começar a fomentar a agricultura e as nascentes oficinas locais. Além da importante feira por cada ano, não tenho conhecimento até ao princípio do século XVIII do mercado semanal, mas é natural que o tivesse havido. Do que há notícia é de
D. João V o ter criado, franco e livre, realizando-se à quarta-feira. Este mercado mais tarde passou a fazer-se ao Domingo, fixando-se, em meados do século XX, à segundafeira. É curioso saber que
quando se realizava ao Domingo, o descanso do comércio era à quarta-feira. O mercado ocupou vários espaços da Vila: a maior parte dos produtos, que incluía muito principalmente os agrícolas, mas tam-
Y rectificação
Ciclo de eleições
Na última edição do Jornal da Batalha, na peça “Colégio de S. Mamede - uma Eco-Escola rumo ao futuro”, na segunda linha do segundo parágrafo, publicou-se do seguinte modo a frase “… uma vês que «reconhece o trabalho no ano lectivo transacto…»”, quando deveria ser “…uma vez que «reconhece o trabalho no ano lectivo transacto…»” . Aqui fica rectificação e o nosso pedido de desculpas.
Após as eleições autárquicas, todos os líderes políticos dizem perante a comunicação social que não perderam. Todos ganharam mesmo aqueles que perderam uma quantidade considerável de autarquias, e outras muito perto de as perderem. Todos cantam vitória. É preciso ter humildade democrática e aceitar as vitórias e as derrotas, e que o tempo de enfiar a carapuça ou mandar areia para os olhos do povo já lá vai. O povo evoluiu politicamen-
Propriedade e edição Bom Senso - Edições e Aconselhamentos de Mercado, Lda. Director Carlos dos Santos Almeida (C.P.nº 2830) Coordenador Armindo Vieira (C.P. nº 6771)
te muito mais do que muitos políticos. Os políticos deviam lembrar-se mais vezes, e não só um mês antes das eleições, que o povo é que lhe dá o poder, mas também é o povo que lho tira. Tivemos eleições recentemente, e a forma como os responsáveis formam as listas para concorrerem às eleições deixa muito a desejar. Em minha opinião, as listas deveriam ser preparadas ao longo dos mandatos, preparar as pesso-
Redactores e Colaboradores Carlos Valverde, João Vilhena, José Travaços Santos, José Rebelo, Carlos Ferreira, Manuel Órfão, José Bairrada, Graça Santos, Ana Fetal, Bárbara Abraúl Departamento Comercial Henriqueta Ligeiro
Jornal da Batalha
bém ferramentas, alfaias agrícolas, correaria, louças de barro, cestaria, latoaria, carne, roupas, ourivesaria, etc., vendia-se na praça do Município, desde 1898 denominada praça de Mouzinho de Albuquerque,
as, ver quem tem melhores condições. O que tem acontecido é que vêm a correr convidar tudo e todos, aparentemente sem critérios definidos, uns dias antes de terminar o prazo legal de apresentação das mesmas listas. Para muitos detentores do poder, o bom político, não é aquele que tem opinião própria, que tem iniciativa, capacidade, que têm intenção apenas e só de colaborar e participar construtivamente, mas sim aquele que diz que sim ou
Redacção e Contactos Rua Infante D. Fernando, lote 2, porta 2 B - Apart. 81 2440-901 Batalha Telef.: 244 767 583 - Fax: 244 767 739 info@jornaldabatalha.pt Contribuinte: 502 870 540 Capital Social: 5.000 € Gerência Teresa R. F. M. Santos e Francisco M. G. R. Santos (detentores de mais de 10% do Capital:
o peixe chegou a vender-se, conforme indiquei no “Baú da Memória” de Setembro, pelos fins do século XIX e princípios do XX, no largo fronteiro ao Monumento, o gado no Rossio, hoje largo de Goa, Damão e Diu, para no princípio dos anos 40 do século XX passar para a Praça Nova, então adquirida pela Câmara Municipal e presentemente designada de Praça 14 e Agosto de 1385 (a gloriosa data em que se consolidou a Independência Pátria), onde se estão a concluir obras de profunda remodelação. Para aí também haveria de passar a praça do peixe para pavilhões construídos com o material dos demolidos edifícios que se ergueram no morro em frente do Mosteiro e que se destinavam ao hospital. A fotografia, à volta dos anos 20 do século 20, mostra o mercado da praça Mouzinho de Albuquerque José Travaços Santos
1. O Jornal da Batalha é um jornal mensal. 2. O Jornal da Batalha tem como preocupação dominante a defesa dos valores. 3. O Jornal da Batalha é um jornal independente de quaisquer forças políticas e/ou económicas. 4. O Jornal da Batalha rege-se, única e exclusivamente, pelos valores e princípios deontológicos que norteiam o exercício de uma Comunicação Social livre, democrática, aberta e responsável. 5. O Jornal da Batalha assume-se como palco privilegiado da reflexão necessária ao desenvolvimento do concelho da Batalha. 6. O Jornal da Batalha é pluralista na opinião. 7. O Jornal da Batalha é um espaço aberto a todas as opiniões, conscientes sobre temas de interesse para a região onde se insere. O Director
que não dependendo exclusivamente das ordens. Estas eleições autárquicas demonstraram que muitas pessoas pensavam terem o seu castelo bem guardado e garantido, indiferentes às opiniões sugestões e até a sinais bem visíveis de descontentamento. Não é bem assim. Mais uma vez o povo dá-lhes o poder e o mesmo tira-lhe o poder. Ninguém é obrigado fazer o que não pode, não sabe, ou nem se lembra, mas também ninguém é obrigado a prometer. Falar verdade é cada vez
Teresa R. F. M. Santos e Francisco M. G. R. Santos) Depósito Legal Nº 37017/90 Insc. no SRIP da I.C.S. sob o nº 114680 Empresa Jornalística Nº 217601 Produção Gráfica Semanário Região de Leiria Rua D. Carlos I, 2-4 - 2415-405 Leiria-Gare Apartado 102 - 2401-971 Leiria Telef.: 244 819 950 - Fax 244 812 895
mais importante. Resta-me desejar muito sucesso a todos os eleitos nos seus mandatos, e aqueles que não venceram dizer-lhe que em democracia é assim uns perdem outros ganham, mas que é preciso demonstrar ideias, debater opiniões, projectos etc. É importante até para os que vencem, haver alternativa de escolha, e para isso existe o voto. Luís Oliveira (enviado por correio electrónico)
Impressão: Mirandela, S.A. Rua Rodrigues Faria 103, 1300-501 Lisboa Tiragem 3.000 exemplares Assinatura anual (pagamento antecipado) 10 euros Portugal ; 20 euros outros países da Europa; 30 euros resto do mundo.
Jornal da Batalha
Novembro 2009
Actualidade Batalha
3
Actualidade
Gripe A faz a primeira vítima mortal no concelho m Um homem de 58 anos morreu no passado dia 12. O vírus da gripe A, aliado a complicações de saúde que já faziam parte do seu historial, determinaram o desfecho fatal
Um doente infectado com o vírus da gripe A (H1N1), de 58 anos, morreu no passado dia 12 no Hospital de Santo André, em Leiria, anunciou a unidade de saúde. De acordo com a agência Lusa, o paciente era da Batalha. “A Direcção Clínica do Hospital de Santo André lamenta informar a morte de um doente que se encontrava internado na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) deste hospital com infecção pelo vírus H1N1”, refere um comunicado da unidade de saúde. Segundo o mesmo comu-
p A vítima, da Perulheira, São Mamede, faleceu no Hospital de Leiria nicado, o doente, que “tinha antecedentes de hipertensão arterial e obesidade mórbida”, deu entrada na UCI “no dia 01 de Novembro com o diagnóstico de pneumonia bilateral e insuficiência respiratória grave, o que determinou, desde
logo, a necessidade de ventilação assistida e suporte hemodinâmico”. O hospital revela ainda que “a pesquisa do vírus H1N1 se revelou positiva, tendo sido iniciada de imediato a terapêutica adequada”, sendo que “não há refe-
rência a qualquer contacto prévio do doente com um médico”. “O estado de saúde do doente agravou-se entretanto, tendo entrado em falência multiorgânica a 07 de Novembro”, acrescenta o hospital, adiantando
que “o doente faleceu hoje às 07:55, sendo a causa da morte pneumonia pelo vírus H1N1, com falência multiorgânica”. Citada pelo jornal Correio da Manhã, Maria dos Anjos Oliveira, esposa de Martinho Francisco (a vi-
tima mortal, da Perulheira, São Mamede) a situação do marido vinha provocando muita angustia na família. Foi na sequência de uma paragem cardíaca que acabou por sucumbir na manhã de dia 12, pelas 07h55 com uma “pneumonia pelo vírus H1N1, com falência multiorgânica”. Martinho Francisco tinha antecedentes de hipertensão arterial e obesidade mórbida e começou a ter tosse e dificuldade em respirar. “Nunca teve febre, mas o seu estado foi piorando “até um pulmão deixar de trabalhar e o outro ficar com um problema”, disse a mulher, citada pelo Correio da Manhã. O homem de 58 anos tinha sido hospitalizado no passado dia 1 de Novembro com “diagnóstico de pneumonia bilateral e insuficiência respiratória grave, o que determinou desde logo a necessidade de ventilação assistida e suporte hemodinânimco”, de acordo com o Hospital de Leiria.
António Lucas eleito presidente de comunidade intermunicipal O presidente da Câmara Municipal da Batalha, António Lucas (PSD), foi eleito presidente do conselho de administração da Comunidade Intermunicipal do Pinhal Litoral (CIMPL), sendo os vice-presidentes os autarcas de Marinha Grande e Porto de Mós, ambos eleitos pelo PS. António Lucas, Álvaro
Pereira (Marinha Grande) e João Salgueiro (Porto de Mós) foram eleitos por unanimidade dia 11. Por decisão dos presidentes de Câmara, a presidência da CIMPL é rotativa e por ordem alfabética dos municípios que a compõem, e o mandato é de um ano, ocorrendo agora uma excepção na sequência da en-
trada de novos autarcas. Com as eleições autárquicas de 11 de Outubro, o PS passou a ser o partido a deter maior número (três em cinco) de autarquias no Pinhal Litoral. O PS conquistou ao PSD a Câmara de Leiria e à CDU o município da Marinha Grande, mantendo a autarquia de Porto de Mós.
Já o PSD continuou com a liderança na Batalha e em Pombal. António Lucas afirmou que “a prioridade das prioridades é colocar em velocidade cruzeiro a contratualização dos fundos comunitários negociada com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro”.
“São cerca de 36 milhões de euros do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) que corresponde a mais de 50 milhões de euros de investimento disseminado pelo território de cada um dos concelhos”, explicou o responsável. O autarca adiantou que outra prioridade passa pela
“implementação da Rede Urbana para a Competitividade e Inovação do Pinhal Litoral”, que prevê 15 milhões de euros de investimento, dez dos quais milhões do FEDER. Segundo António Lucas, este projecto inclui iniciativas no âmbito da recuperação urbanística e do ponto de vista ambiental.
4
Batalha Actualidade
Novembro 2009
Jornal da Batalha
Abstenção decide quem se senta no executivo m Oposição ganhou terreno, mas maioria PSD conseguiu crescer no número de votos. Confuso? Nem tanto. A “culpa” é dos novos abstencionistas nas autárquicas de 11 de Outubro. Se é verdade que todos os partidos ganharam eleitores para a Câmara da Batalha em relação a 2005 - de uns singelos cinco votos suplementares para o PSD, aos 214 para o PS – não deixa de ser evidente que foi o crescimento da abstenção que ditou a distribuição dos lugares no executivo. Com mais mil eleitores que em 2005, mas com apenas mais 200 pessoas a efectivamente acorrer às urnas, a oposição ganhou espaço. Ironicamente, quem decidiu ficar em casa, acabou por influenciar o resultado final da composição de um executivo que poucos duvidavam viesse a ser dominado pelo PSD. Com a vitória certa, ainda assim, o PSD perdeu um vereador, o PS manteve aquele que tinha e o crescimento de quase 200 votos conseguido pelo CDS-PP aliado com a abstenção, garantiu o regresso daquela força política ao executivo. Nas freguesias, ficou tudo como estava e na Assembleia Municipal, o PS conseguiu roubar um deputado ao PSD. (Ver texto com nome dos eleitos) Oposição sem pelouros, vaga de renovação na assembleia mu-
nicipal, meia mudança no executivo camarário e tudo na mesma na presidência das juntas de freguesia. De forma sintética este é o panorama saído da cerimónia de tomada de posse dos autarcas do concelho, no dia 19 de Outubro. As promessas de continuar o trabalho iniciado em mandatos anteriores, foram outra das tónicas sublinhadas. Apenas cinco dos 21 deputados municipais eleitos para o novo mandato, transitam do mandato anterior, sendo totalmente novos os rostos da oposição. Na vereação, há duas novidades na maioria PSD: José Duarte e Cíntia Silva. Na oposição, a diferença reside no regresso do CDS, com Horácio Moita Francisco. Sobra ainda a certeza de que não existirão pelouros distribuídos pela oposição, ao contrário do que sucedeu há quatro anos, altura em que o único vereador da oposição, Francisco Meireles (PS) partilhou o pelouro da Saúde. E porquê? “A questão não se colocou uma vez que temos mais uma pessoa em permanência e não se justificava distribuir pelouros pelos restantes vereadores”, explica o presidente reeleito. Ao núcleo de três elementos em permanência da maioria, que inclui o presidente António Lucas, Cíntia Silva e Carlos Henriques, foram entregues formalmente os pelouros. No discurso da tomada de posse, o presidente reeleito deixou o recado para as diferentes famílias políticas, sublinhando a convicção de que “se puxarmos todos para o mesmo lado será
mais fácil” assegurar o desenvolvimento do concelho. Antes, já José Vieira dos Reis, o novo presidente da Assembleia Municipal, tinha apelado para “a colaboração de todos” para que a missão autárquica fosse bem sucedida. Na intervenção que marcou o arranque do seu quarto mandato à frente da autarquia, António Lucas pediu uma agilização dos procedimentos burocráticos e lembrou os 25 milhões de euros de projectos autárquicos, na sua maioria com financiamento assegurado, prometendo obra nestes últimos quatro anos no poder. OS NOVOS ELEITOS PRESIDENTE: - António José Martins de Sousa Lucas VEREADORES: - Cíntia Manuela da Silva - Carlos Alberto de Oliveira Henriques - Graça Maria Henriques Pereira - Francisco Meireles Cardoso - José Tiago Ferreira Couto Duarte - Horácio Moita Francisco
s Pelouros definidos Está definida a distribuição de pelouros no novo executivo camarário da Batalha. Cíntia Silva, número dois na lista do PSD, é agora vereadora em regime de permanência, contando com os pelouros da Acção Social, Cultura, IPSS e Saúde. Já Carlos Henriques, número três na lista social-
democrata liderada por António Lucas, está a desempenhar as funções de vereador igualmente em regime de permanência e tem a seu cargo os pelouros das Operações Urbanísticas, Educação, Associativismo, Ambiente e Salubridade. As restantes áreas de intervenção municipal ficam sob a alçada do presidente reeleito, António Lucas.
ASSEMBLEIA MUNICIPAL DA BATALHA: PRESIDENTE: - José Vieira dos Reis DEPUTADOS MUNICIPAIS: SECRETÁRIOS: - Paulo Jorge Frazão Batista dos Santos - Colette Pedrosa de Sousa - Luís Miguel Chagas Vieira Martins - António dos Reis Ferreira - Nelson Luís Monteiro Guerra - Alberto de Matos - Mariana Cecília Ligeiro Justo - João Manuel Guerra Bastos - Maria Irene Moreira de Sousa - Luís Miguel Ribeiro Ferraz - Tânia Marisa Correia Oliveira - Raquel Maria Cunha Ferreira - Henrique Amado Carvalho - Nuno Miguel Costa Monteiro - António Joaquim Soares Zeferino - Tânia Sofia Pereira de Oliveira - Paulo Fernando Romão Encarnação - António Carlos Costa Jordão - Cristóvão Mira Ribeiro - Leonor Ferreira Faustino PRESIDENTES DE JUNTA: - Germano Santos Pragosa Junta da Batalha - Carlos Alberto Monteiro dos Santos - Junta da Golpilheira - António Fernando Martins de Sousa Lucas - Junta do Reguengo do Fètal - Silvestre Pereira Carvalhana Junta de São Mamede
Votos % Eleitos BATALHA – Câmara Municipal PSD 5710 68,26 5 PS 1182 14,13 1 CDS-PP 1001 11,97 1 CDU 141 1,69 0 Abstenção 5231 38,47 BATALHA – Assembleia Municipal PSD 5118 61,18 14 PS 1392 16,64 4 CDS-PP 1227 14,67 3 CDU 193 2,31 0 Abstenção 5231 38,47 BATALHA (freguesia) PSD 2209 55,88 PS 812 20,54 CDS-PP 474 11,99 BE 159 4,02 CDU 70 1,77 Abstenção 2751 41,04 Presidente: Germano Pragosa (PSD) GOLPILHEIRA PSD 637 63,45 PS 249 24,80 CDS-PP 75 7,47 Abstenção 362 26,50 Presidente: Carlos Santos (PSD) REGUENGO DO FETAL PSD 728 56,61 PS 255 19,83 CDS-PP 231 17,96 Abstenção 843 39,60 Presidente: António Fernando Lucas (PSD) SÃO MAMEDE PSD 1106 52,12 CDS-PP 902 42,51 Abstenção 1275 37,53 Presidente: Silvestre Carvalhana (PSD)
HERCULANO REIS SOLICITADOR Tratamos de toda a documentação do ramo automóvel
Rua Infante D. Fernando, Lote 3, 1ºA
2440 BATALHA
Tel. 244 767 971
Estrada Nacional nº 1 - Apartado 179 Santo Antão - 2440-901 Batalha Tel.: 244 768710 - Móvel: 917585327 - Fax.: 244 768810
Jornal da Batalha
Novembro 2009
Actualidade Batalha
Refeições já não são acompanhadas por nutricionista m Depois do caso da “lagarta” a autarquia anunciou a contratação de um nutricionista. Ano e meio depois, esse acompanhamento já não decorre
Já não há nutricionista mas a qualidade das refeições está controlada. A garantia é dada por António Lucas, presidente da Câmara da Batalha, face à ausência de nutricionista ao serviço da autarquia. A contratação de um nutricionista tinha sido uma das medidas anunciadas pela autarquia em 2008, de-
pois da crise causada pela lagarta alegadamente encontrada num prato de sopa servido às crianças do primeiro ciclo. Uma refeição confeccionada no Centro Recreativo na Golpilheira. O caso da lagarta nunca foi conclusivo. Ainda assim, a autarquia decidiu prontamente contratar um nutricionista, uma das medidas incluídas num pacote de decisões tendentes em assegurar a qualidade das refeições. Contudo, pouco mais de um ano depois da “crise” das refeições, a nutricionista já não está ao serviço. António Lucas explica que a contratação daquela técnica “prendia-se com a necessidade de dar formação nas diversas instituições que fornecem a alimenta-
ção às crianças e essa formação foi feita e vai continuar”. Por outro lado, “foram preparadas ementas e a formação foi realizada, é um trabalho que está feito”. António Lucas acrescenta que não foi a autarquia que dispensou os serviços da nutricionista, mas sim foi a técnica que optou por outra situação a nível profissional. E “neste momento não sentimos a necessidade de uma nutricionista”, explica. Assegura ainda que “a qualidade das refeições é acompanhada e a situação está perfeitamente controlada”.
seguramente posteriores à segunda metade do século XVI”, explicou à Agência Lusa o director do mosteiro, Júlio Órfão. Advertindo que nesta matéria há “mais hipóteses do que verdades adquiridas”, Júlio Órfão realçou, contudo, “alguns avanços” no estudo dos “graffiti”, resultado do trabalho de historiadores de que destacou Saul António Gomes e Jorge Estrela. Segundo o responsável, estão identificados dois grupos de “graffiti” no mosteiro.
“Um conjunto localizado sobretudo no Claustro Real e um pouco por todo o monumento, também no exterior, nas Capelas Imperfeitas”, disse, acrescentando que terão sido desenhados “provavelmente com um ponteiro, talvez de argila, em que deixa o dióxido de ferro no calcário branco e brando, que depois vai tomando esta tonalidade avermelhada”. E se estes são os mais antigos do mosteiro, o mesmo não se poderá dizer dos “graffiti” que habitam o Claustro de D. Afonso V,
Associativismo em debate O IV Fórum do Associativismo do Concelho da Batalha, decorre no próximo dia 28, das 14h00 às 17h30, na Escola Básica de Crespos, São Mamede. A iniciativa, que assume o papel de um fórum de discussão, contará com representantes do Teatro Regional da Serra do Montemuro, SAMP e Associação do Bairro dos Anjos. Serão assinados Protocolos de Apoio ao Desporto Federado.
Amália homenageada
Paredes do Mosteiro vista à lupa Letras, antropónimos, cruzes de Santa Maria, um rosto humano ou uma cegonha são alguns dos muitos “graffiti” que ilustram há 500 anos as paredes interiores e exteriores do Mosteiro da Batalha, monumento Património Mundial da UNESCO desde 1983. A agência Lusa deu este mês especial destaque a esta forma de “arte” nas paredes do monumento maior do concelho. “É precisamente baseado mais no tipo de letra que surge que nos leva a afirmar que estes ‘graffiti’ não serão
5
avança a agência Lusa. “É um conjunto de pedras de traçaria, em que o ‘graffiti’ já nos aparece bem gravado”, esclareceu Júlio Órfão, anotando que estes últimos serão posteriores ao século XVI. Admitindo que as imagens tenham sido executadas pelos trabalhadores do monumento, Júlio Órfão adiantou que nesta matéria aqueles dois historiadores divergem “relativamente aos grupos etários e até às categorias profissionais” que as fizeram. Citando Saul António Go-
mes, referiu que “seria aceitável referenciar estes ‘graffiti’ como apontamentos basicamente juvenis”. Já o investigador Jorge Estrela, “até pela associação que faz da figura de muitos barcos a técnicas da construção naval - a parte inferior dos barcos é muito semelhante em alguns casos com as abóbadas do monumento - provavelmente estará a referir-se a um tipo de trabalhador mais maduro e com alguma experiência profissional”.
Com o intuito de homenagear a vida e obra de Amália Rodrigues, no próximo dia 20, é apresentado no Auditório Municipal o recital “Amália Sempre - 10 Anos da Morte da Fadista”, um espectáculo da Associação “Vox Angelis”. Este concerto, com os principais Fados da artista, pretende recriar o ambiente musical dos anos 40 até aos anos 80. A entrada é gratuita.
Batalha no porta “A minha rua” O Município da Batalha adere ao portal “A minha rua”, um serviço online que permite reportar variadas situações relativas a espaços públicos, desde a iluminação, jardins, passando por veículos abandonados ou electrodomésticos danificados. Para saber como, basta aceder ao endereço do Município da Batalha, em www.cm-batalha.pt, e clicar na área “A Minha Rua”. O serviço é gratuito.
António Caseiro TOC nº280 Pós Graduação em Contabilidade Avançada e Fiscalidade Centro Comercial Batalha, 1º Piso, Esc 2, Ediİcio Jordão, Apartado 195, 2440-901 Batalha Telemóvel: 966 797 226 • Telefone: 244 766 128 • Fax: 244 766 180 • Site: www.imb.pt • e-mail: imblda@mail.pt
6
Batalha Actualidade
Novembro 2009
Deputados contestam linha de alta tensĂŁo e IC9
m A linha de muito alta tensĂŁo Batalha/ Lavos estĂĄ sob fogo cruzado por parte do BE e PSD. O traçado do IC9 tambĂŠm nĂŁo escapa Ă s crĂticas.
Deputados do PSD e do Bloco de Esquerda na Assembleia da República questionaram o Governo sobre a linha de muito alta tensão que, vinda de Lavos, chegarå à subestação do Celeiro, Batalha. Primeiro, os bloquistas, pela mão de Rita Calvårio e Heitor de Sousa (este último eleito por Leiria), para alÊm de questionarem sobre uma eventual revisão do traçado proposto para a linha na zona de Pousos, interrogam sobre a possibilidade de rever os traçados e concentração de linhas no Celeiro, bem como a redução da subestação
local. Cinco dias depois do Bloco de Esquerda, no passado dia 11 de Novembro, quatro deputados do PSD – entre eles o batalhense Paulo Batista dos Santos – instam o governo a explicar em que ponto estĂĄ o estudo sobre os campos electromagnĂŠticos na envolvente da subestação da Batalha e quais as suas conclusĂľes. Questionam igualmente sobre o afastamento de habitaçþes da linha Batalha/ Lavos, bem como quais as medidas de minimização do impacto da linha, propostas pela REN. Entretanto, no passado dia 9, os parlamentares do BE voltaram a interpelar o Governo, desta feita sobre o impacto do IC9 na Batalha. Em concreto, levantam a questĂŁo sobre os “impactos ambientais conhecidos e extremamente negativosâ€? do traçado do IC9, nas populaçþes de Celeiro, Vale Freixo e Perulhal. Os bloquistas referem mesmo
a previsĂvel destruição de habitaçþes e a proximidade de muitas outras Ă via, com o ruĂdo, vibraçþes e emissĂľes consequentes. CĂ‚MARA QUER TRAÇADO REVISTO. “O ambiente pode ser compensado mas o impacto psicolĂłgico nas famĂlias nĂŁoâ€?. A frase ĂŠ de AntĂłnio Lucas, presidente da Câmara da Batalha, e sintetiza a preocupação do municĂpio em relação ao impacto do traçado do ItinerĂĄrio Complementar 9 (IC9) nas populaçþes. O novo executivo camarĂĄrio decidiu apelar a Dulce PĂĄssaro, nova ministra do Ambiente, para que reveja o chumbo do nĂł do Celeiro, em sede de Declaração de Impacto Ambiental. A razĂŁo ĂŠ simples. Para poupar uma ou duas centenas de carvalhos de pequeno porte, prejudica-se a qualidade de vida de duas dezenas de famĂlias, refere. O novo nĂł proposto implica a demo-
$PNFSDJBMJ[BĂŽĂ?P F 3FDJDMBHFN EF $POTVNĂ“WFJT JOGPSNĂˆUJDPT $PN B HBSBOUJB EPT QSPEVUPT 0 $ 1 HNCI
3VB EF -FJSJB r $JWJEBEF r (PMQJMIFJSB r #"5"-)" 5FMFG 'BY r 5FMFN
lição de habitaçþes, o que significa um transtorno acrescido para os moradores. JĂĄ o impacto negativo do nĂł agora chumbado poderia ser compensado com a replantação dos carvalhos, numa zona onde existem milhares. “NĂłs queremos o IC9, ĂŠ uma obra importante, mas nĂŁo o queremos Ă custa da estabilidade das pessoasâ€?, reforça AntĂłnio Lucas. “HĂĄ pessoas que me ligam a chorar por causa desta questĂŁoâ€?, refere ainda. Agora, num ofĂcio enviado Ă nova ministra do Ambiente, ao secretĂĄrio de Estado das Obras PĂşblicas, Estradas de Portugal, AgĂŞncia Portuguesa do Ambiente e Provedor de Justiça, o autarca apela Ă reavaliação do chumbo do nĂł do Celeiro. “Espero que a senhora ministra do Ambiente seja sensĂvel a este tipo de situaçþesâ€?, reforça.
Jornal da Batalha
Bens da Contibatalha vĂŁo a leilĂŁo A leiloeira Jopril, da Amadora, tem em mĂŁos a venda dos bens da Contibatalha. SĂŁo duas fracçþes, uma com 114 metros quadrados e uma outra de 108 metros quadrados, local onde funcionava o gabinete de contabilidade. EstĂĄ ainda Ă venda o recheio dos escritĂłrios que estĂŁo intactos, compostos por secretĂĄrias; cadeirĂľes, armĂĄrios de arquivo, mesa de reuniĂľes, computadores com monitores e teclados. Em finais de Setembro decorreu a assembleia de credores, nĂŁo tendo sido apresentado um plano de recuperação. A alienação das instalaçþes da empresa e respectivo recheio, a cargo de uma leiloeira de Almada, ĂŠ a Ăşltima oportunidade para realizar algumas verbas para os cerca de 50 credores que se habilitaram a beneficiar dos resultados do processo de insolvĂŞncia. O imĂłvel tem como credor a Caixa de CrĂŠdito AgrĂcola Mutuo da Batalha – uma vez que existia uma hipoteca a favor desta instituição – e a venda do recheio deverĂĄ ser canalizada, sobretudo, para pagar aos antigos funcionĂĄrios do gabinete de contabilidade. Ainda assim, nem mesmo a propriedade do imĂłvel ĂŠ uma questĂŁo pacĂfica, havendo uma fracção que nĂŁo estĂĄ no nome da empresa e estĂĄ hipotecada a um outro banco. Mais certa parece ser a dificuldade de muitos dos clientes da empre-
sa virem a receber alguma compensação em resultado da venda destes que sĂŁo os Ăşnicos bens da Contibatalha. NĂŁo hĂĄ IVA recuperĂĄvel, mas antes um eventual crime de burla ou de abuso de confiança, explica Carlos Vieira, administrador da insolvĂŞncia da Contibatalha que entende que, neste caso, o fisco deveria abrir uma excepção tendo em conta o “alarme socialâ€? que esta situação implicou localmente, considerando os valores em causa como “custo fiscalâ€?. No entender deste responsĂĄvel, caso nĂŁo sejam implementadas medidas mais rigorosas para controlar as contas das prĂłprias empresas de contabilidade, o caso da Batalha pode repetir-se. “Se nĂŁo se tomarem medidas ao nĂvel da Câmara de TĂŠcnicos Oficiais de Contas, da Segurança Social e das Finanças para se legislar ou criar directivas que impeçam que as empresas de contabilidade depositem as verbas entregues pelos clientes, este tipo de situaçþes vai repetir-seâ€?, assegura. No caso concreto da Contibatalha, se a crise internacional nĂŁo tem entrado em cena, Carlos Vieira acredita que a situação se poderia ter perpetuado pois os valores envolvidos eram muito altos, graças aos depĂłsitos de valores de clientes da empresa de contabilidade. A crise arrefeceu a circulação de verbas e a bolha rebentou.
Jornal da Batalha
Novembro 2009
Batalha Actualidade
450 anos da morte do Infante D. Henrique passam pela Batalha
Crise não afasta Chucha-rolhas dos festejos dos 25 anos
m A Batalha está na rota das comemorações dos 450 anos sobre a morte do Infante D. Henrique
Em Novembro do próximo ano comemoram-se no nosso país 450 anos sobre a morte do Infante D. Henrique que, “terão os seu início na vila da Batalha, onde o Infante Navegador se encontra sepultado”, anunciou Maria Helena Coelho, Professora da Universidade de Coimbra e presidente da Sociedade Portuguesa de Estudos Medievais (SPEM) durante a cerimónia de apresentação, na Batalha, no passado dia 6, das Actas das VI Jornadas Luso-Espanholas de História Medieval, co-organizadas pela SPEM e pela Sociedad Española de Estúdios Medievales, e que versavam o tema “A Guerra e a Sociedade na Idade Média”. Na ocasião e falando das Jornadas, a presidente da SPEM destacou os cená-
p Maria Helena Coelho no uso da palavra rios onde decorreram as mesmas, sobretudo “os consagrados monumentos de Alcobaça e Batalha”, para além do Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota. A historiadora, depois de referir que os volumes agora editados têm algumas omissões “porque alguns dos oradores não entregaram os respectivos documentos”, salientou o facto destas publicações enriquecerem “o conhecimento sobre as temáticas apresentadas”, uma vez que se
“descobriram novos dados muito significativos sobre a Batalha de Aljubarrota”, tendo sido traçados “diversos cenários”. Antes, porém, Carlos Henriques, vereador da Câmara Municipal da Batalha, em representação do presidente, congratulou-se por “receber tão importante acto”, uma vez que se trata de “uma honra para o concelho”. Recorde-se que as VI Jornadas Luso-Espanholas de História Medieval, se iniciaram no Centro de Inter-
pretação da Batalha de Aljubarrota, em São Jorge, e tiveram sessões em Porto de Mós, Alcobaça e Batalha, onde estiveram distintos académicos portugueses e espanhóis, profundos conhecedores da Idade Média. As Jornadas contaram com os apoios das Câmaras de Alcobaça, Batalha, Leiria e Porto de Mós. Armindo Vieira
Milhares de escuteiros homenageiam São Nuno Milhares de escuteiros de todo o país participaram no último dia 8 na missa de acção de graças pela canonização de S. Nuno de Santa Maria. Debaixo de chuva intensa, a celebração decorreu junto do Mosteiro de Santa Maria da Vitória
e foi promovida pelo pelo Corpo Nacional de Escutas (CNE), que tem São Nuno como seu patrono. De acordo com a Junta Regional de Leiria do CNE, “esta foi uma forma de mostrar ao país a alegria e o orgulho que sentem pela re-
cente elevação a santo de S. Nuno. A celebração teve como momento alto a transmissão da eucaristia pela TVI e posterior participação no programa “8ª Dia”, feito em directo do mesmo local. Este momento foi seguido da representação de um auto
Queres ter uma surpresa no teu seguro? Pede já a tua simulação! Rafael Santo Agente de Seguros Tlm: 926730650
Trav. 25 Abril nº58C R/C Jardoeira 2440-370 Batalha
7
sobre a vida do santo.” Estiveram presentes cerca de 6 mil escuteiros, oriundos de todo o país. A celebração foi promovida pela Junta Central do CNE, tendo a parte logística sido coordenada pela Junta Regional de Leiria.
Nem a crise parece estar a roubar “chucha-rolhas” ao convívio habitual de batalhenses que sorriem perante esta alcunha que, em tempos, até poderia ter sido mal recebida. A pouco menos de uma semana do convívio – agendado para este sábado, dia 21, a partir das 19h30, na Aldeia de Santo Antão – a comissão organizadora contava já com 150 inscrições (o ano passado foram 140 participantes) e esperavam ainda pelos participantes de última hora. Este também não é um jantar qualquer. Afinal, será o 25º convívio de chucha-rolhas. Maria Alzira Jordão, da comissão organizadora, adianta que além do serviço de apoio aos pais com crianças, “com as adequadas brincadeiras”, este ano haverá uma surpresa para assinalar a efeméride. Mas lembra que o orçamento é limitado e que, consequentemente, a celebração das “bodas de prata” será efectuado de forma simples. Contudo o que aguça a curiosidade, e prepara o sorriso de quem se depara com a expressão que dá nome ao jantar, é saber
qual a origem da denominação “Chucha rolhas”. Apesar de não existirem certezas, há uma forte possibilidade da luta pela instalação de uma comarca, travada por Batalha e Porto de Mós, tenha determinado a expressão. Porto de Mós ficou com a comarca, e os seus habitantes deixaram a Batalha a “chuchar na rolha”. O certo é que a expressão foi adoptada pelos naturais da vila, com sentido de humor, e foi mesmo aproveitada para uma cuidada operação de marketing, ainda o século passado estava no seu início. Na altura, o comerciante Alfredo Barros criou uma rolha furada que dentro tinha rolo de fotografias do Mosteiro. Era a Batalha numa rolha. A título pessoal, Maria Alzira Jordão admite que o convívio poderia fazer sentido se fosse mais espaçado no tempo, uma vez que corre o risco de se tornar repetitivo. Ainda assim, assume que o bairrismo batalhense continua vivo. No seu caso, mesmo quando viajo “não posso estar muito tempo ausente da Batalha. Gosto muito da sombra do Mosteiro”.
8
Novembro 2009
Largo 14 de Agosto Batalha
Jornal da Batalha
Novo largo no coração da vila estreia em Dezembro
p Largo 14 de Agosto com mais espaço pedonal e estacionamento automóvel mais ordenado
m É uma autêntica revolução num largo emblemático da vila da Batalha. Afinal trata-se do espaço urbano baptizado com a data que marcou a história do concelho e do país: 14 de Agosto de 1385.
Projecto debatido e conceptualizado há alguns anos, a requalificação e valorização do largo em causa está a entrar na fase final. Trata-se de uma obra com um valor base de 970 mil Euros e a obra foi desenvolvida no terreno por uma empresa batalhense: a Asibel (ver texto na página seguinte) O Largo deverá estar concluído em meados do próximo mês, estima a Câmara da Batalha. António Lucas, presidente da autarquia, admite que diversas circunstâncias acabaram por arrastar o prazo de conclusão da obra, mas que aquele espa-
ço está agora em fase final de conclusão. O presidente do município explica ainda que aquela intervenção teve como principal preocupação devolver o espaço à utilização pedonal e a criação de condições para que o espaço tenha outras utilizações. “Deverão surgir esplanadas com alguma dimensão, e o espaço será dotado do devido estacionamento automóvel”. Entende que “teremos uma valorização urbanística substancial que permitirá a melhor utilização do espaço público e a rentabilização dos espaços privados que poderão aproveitar para melhorar os seus serviços e terão novas oportunidades de negócio”. Entretanto, no próximo ano deverá avançar a venda em hasta pública dos lotes destinados a habitação. A conjuntura económica pouco favorável determina o adiar dessa hasta pública. Para além de pretender que os privados contem com saúde financeira para a operação, a autarquia diz-se empenhada em conseguir
que o retorno financeiro da operação comparticipe a intervenção no espaço público. De acordo com a memória descritiva do projecto aprovado, a área de loteamento ascende a mais de 6000 metros quadrados e os espaços verdes e de utilização colectiva totalizam 1065 metros quadrados. A requalificação urbanística do Largo 14 de Agosto leva em linha de conta a estruturação dos elementos construídos, primeiramente em função da EN 356, bem como em função do desenvolvimento do Rio Lena. De acordo com o gabinete que projectou a intervenção – a Vão Arquitectos Associados – a intervenção pretende tirar partido das várias componentes urbanas. Por um lado, procura seguir “o movimento de torção do alinhamento de fachadas das construções de um e de outro lado da EN356, num claro sentido de continuidade do quarteirão e depois organiza as suas novas construções em paralelo com o rio Lena assumindo
uma relação de contiguidade com este”. Desta forma, explicam, obtém-se o fecho do quarteirão, por um lado, e por outro uma frente de rua em paralelo com o rio. Nota ainda para o facto de a renovação do largo compreender trabalhos de marcação do desenho de pavimento para que se acentue
a geometria do Largo, dando aproveitamento a materiais existentes como a calçada grossa, a redução da área de circulação viária, a disciplinarização do estacionamento por meio de marcações no pavimento e utilização de marcos cilíndricos em ferro, o aumento da área pedonal por acrésci-
mo do espaço público complementar da área de construção, a integração de faixas de arborização entre os edifícios existentes no largo e a integração das empenas de topo dos edifícios de habitação colectiva como suporte de grandes elementos publicitários.
s requalificação em números ( de acordo com o projecto) Área de loteamento: 6007.54 m2 Espaços verdes e de utilização colectiva: 1065.11 m2 Área a faixa de rodagem, passeios e estacionamento público: 2093.99 m2 Área destinada a equipamentos de utilização colectiva: 1259.83 m2 Total de fogos: 24
Jornal da Batalha
Novembro 2009
Largo 14 de Agosto Batalha
9
“Sinto um orgulho especial” Quais os principais desafios inerentes à requalificação do Largo 14 de Agosto, sentidos pela vossa empresa? Qualquer obra representa sempre um desafio, seja pela sua complexidade pelo seu prazo de execução ou ainda pela sua localização. No caso em questão, a Requalificação Urbanística do Largo 14 de Agosto e envolvente, foi o somatório das últimas duas considerações, já que, para além do prazo ser algo apertado e isto em função daquilo que veio a ser o desenvolvimento dos trabalhos, estes mesmos trabalhos realizaram-se numa malha urbana perfeitamente consolidada ao nível de comércio e serviços, havendo a necessidade da minimização de eventuais prejuízos e contrariedades para a população residente e habituais frequentadores da área intervencionada. Por fim a todos estes fac-
tores condicionantes previstos e contornados desde o início, juntaram-se os imponderáveis e indefinições resultantes de alterações necessárias ao melhoramento e optimização da ideia inicial proposta. Que papel tiveram outras empresas do Concelho e da região nesta obra? Como é de calcular um papel importante. Desde o fornecimento de todo o material pré-fabricado em betão para as várias redes de infra-estruturas, passando pelos materiais de natureza calcária, utilizados em várias fases da obra, nomeadamente ao nível das camadas base da rede viária, e pavimentos em calçada, que foram fornecidos por empresas do Concelho, até noutras actividades e fornecimentos, tais como no paisagismo, infra-estruturas de gás, fornecimento de betão pronto, tubos em PP, etc.,
onde empresas limítrofes do concelho contribuíram para o resultado final. Sente algum tipo de orgulhos especial, por realizar este tipo de intervenção no concelho, que é também sede da Asibel? Como administrador de uma empresa que está no mercado para contribuir para o desenvolvimento do País sinto orgulho de todas as obras realizadas, sejam elas das mais simples às mais complexas e feitas em qualquer ponto da zona de intervenção que estipulamos ser a nossa. Em relação à Requalificação Urbanística do Largo 14 de Agosto e envolvente, que julgo ser a maior intervenção de requalificação alguma vez feita no Concelho, é evidente que sinto um orgulho especial em juntar ao currículo da empresa mais esta importante obra na área da requalificação de urbanis-
p Álvaro Jacinto, administrador da Asibel mo, que é uma das vertentes em que a empresa se especializou. A Asibel é apontada como umexemplodeempreendedorismo além fronteiras. Por que razão decidiram avançar com a internacionalização das vossas actividades? Não posso esconder que o avanço para o estrangeiro, no caso concreto da Asibel estamos presentes em Marrocos, se deveu a factores conjunturais. A constante e contí-
nua degradação de mercado das obras públicas em Portugal, no que refere a obras postas a concurso os preços praticados nas mesmas que em muitos casos reflectem o desespero de uma carteira diminuta, e por último mas não menos importante, as dificuldades provocadas pelo constante atraso nos pagamentos das mesmas pela maior parte dos Donos de Obra, foram motivos mais do que suficientes para, após uma prospecção e estudo analítico do mercado internacional, amadurecer a ideia e criar as condições necessárias à intervenção ao referido mercado. De que forma o sector, no qual se integra a Asibel, está a encarar os desafios saídos da crise internacional, que também atingiu o País? A Asibel está inserida numa área de actividade que é uma das principais molas reais
da economia do nosso País. A crise internacional que se abateu sobre os vários mercados e que de forma mais ou menos acentuada afectou a nossa economia levou a que de algum modo as empresas menos saudáveis do sector ficassem pelo caminho. Ultrapassar esta fase crítica da conjuntura nacional e internacional é um desafio que passa pela procura de novos mercados, pela optimização e rentabilização dos recursos próprios existentes nas empresas, pela melhoria das condições de acesso ao crédito, e por fim a concessão de acordos que permitam a actividade das empresas de um sector que contribui com 5,3 por cento do PIB do País e 10,7 por cento de emprego. Por fim, dizer que a economia de Portugal só crescerá de forma significativa e visível se a aposta na actividade da construção for clara e inequívoca.
10
Batalha Cultura
Novembro 2009
Pedreiras Históricas do Mosteiro classificadas
Cultura
Biblioteca Itinerante da Batalha em Espanha A Biblioteca Itinerante da Batalha esteve presente, de 23 a 25 de Outubro, no IV Congresso Nacional de Bibliotecas Moveis, em Léon. Este encontro, organizado pela ACLEBIM (Associação de Profissionais de Bibliotecas Moveis), contou com onze bibliobus de diversas localidades de Espanha, tais como, Caja de Madrid, Segovia, Zamora, Región de Múrcia, Deputación de Palencia, Soria, Madrid e duas de Castilla e Léon. Portugal esteve representado pelas Bibliotecas da Batalha, Proença-a-Nova e Coimbra. Estes congressos são realizados com objectivo intercultural, bem como a partilha de experiências e informação para a melhoria dos serviços, dando visibilidade ao papel importante que as Bibliotecas Itinerantes apresentam junto da comunidade, bem como a sua responsabilidade social. Em Espanha o funcionamento destas Bibliotecas é autónomo, enquanto que,
p Biblioteca da Batalha esteve num congresso em Espanha no nosso país, são um complemento das bibliotecas fixas. A conferência centrouse nos serviços prestados por estas, salientando-se a promoção e divulgação do livro e da leitura por via digital, inclusive o blog. Dois dos pontos mais altos deste congresso, passaram pela exposição da história das itinerantes da Alemanha pelo Chefe de departamen-
to de Bibliobus da Biblioteca de Munique, Siegfried Kalus e por Gonzalo Moure, escritor e promotor do projecto “Bubisher”. Este conta com a participação de voluntários de todo o mundo, que levam o conhecimento a campos de refugiados, no Saará, permitindo o sonho àqueles que o não têm. Durante o congresso foram ainda atribuídos
prémios a três Bibliobuses: Prémio de instituição a Comunidade de Madrid, Generalitat de Cataluña y Diputación de Barcelona e prémio pessoa a Nuno Marçal, Biblioteca Móvel de Proença-a-Nova, pelo seu compromisso profissional e social para com os mais desfavorecidos. Com um serviço de 50 anos, a Biblioteca Itinerante
da Batalha, tem vindo a sofrer alterações no seu percurso e no seu público. Contudo, alterar a sua rotina não significa, necessariamente, mudar os objectivos. O seu propósito mantém-se. Levar e elevar conhecimentos a todos, principalmente aos mais desprovidos. Estes necessitam de apoio e estímulos, que a Biblioteca não podia nem queria, negar. Surgem assim novos itinerários e novos horários de forma a chegar a um maior número de leitores, que por diversos motivos não conseguem usufruir do serviço durante o horário diurno. A Autarquia pretende alargar o serviço a outros públicos e ao horário nocturno indo ao encontro dos potenciais leitores. Neste sentido a biblioteca passará, já a partir de Novembro, pelos locais considerados pontos de concentração do potencial público. Marta Antunes e Vera Miguel Técnicas de Biblioteca em Espanha
Percursos da Biblioteca Itinerante da Batalha De modo a fazer chegar o empréstimo de livros, CDs e DVDs a mais leitores, a Biblioteca Itinerante da Batalha (BIB), iniciou a realização de percurso nocturnos, em complemento de outros diurnos já existentes. Os novos itinerários da BIB, contemplam visitas a colectividades de cultura e recreio, bem como a instituições de Solidariedade Social, Centros de Saúde, Fábricas e Juntas de Freguesia. Os serviços disponíveis nestas deslocações refe-
rem-se ao empréstimo gratuito de livros, revistas, diverso material multimédia, designadamente CDs e DVDs e, ainda, o acesso à Internet. ITINERÁRIOS DIURNOS: Dia 2 de Dezembro, pelas 11,00 horas, Santa Casa da Misericórdia da Batalha. Dia 9 de Dezembro, pelas 14,00 horas, Centro de Saúde da Golpilheira/Centro Recreativo da Golpilheira; 15,00 horas, Centro de Convívio de Alcaidaria; e 15,45 horas, Centro Paroquial de
Jornal da Batalha
Assistência de Reguengo do Fetal; (15h45). Dias 17 de Novembro e 15 de Dezembro, pelas 09,30 horas, Centro Social e Cultural da Paróquia de São Mamede; 12,30 horas, Matcerâmica/Faianças Ideal de Vale de Ourém; 12,45 horas, Value Ceramic; 13,25 horas, Derone. ITINERÁRIOS NOCTURNOS: Dia 2 de Dezembro, pelas 19,45 horas, Centro Recreativo da Calvaria de Baixo; 20,15 horas, Sociedade Recreativa Relvense
de Casal do Relvas; 20,45 horas, Centro Recreativo dos Pinheiros; 21,15 horas, Centro Recreativo do Casal do Marra; 22,00 horas, Centro Recreativo da Quinta do Sobrado; e 22,30 horas, Centro Recreativo das Brancas. Dia 7 de Dezembro, pelas 19,45 horas, Junta de Freguesia Batalha; 20,30 horas, Centro Recreativo da Rebolaria, 21,00 horas, Associação Cultural e Desportiva de Rio Seco; 21,30 horas, Centro Recreativo da Torre; e 22,00 horas Centro Re-
creativo das Alcanadas. Dias 16 de Novembro e 14 de Dezembro, pelas 20,00 horas, Perulheira; 20,40 horas, Centro Recreativo do Casal do Meio/Centro Recreativo de Casal dos Lobos; e 21,30 horas, Centro Recreativo de Barreira de Água. Os horários indicados poderão sofrer alterações, mediante o número de leitores atendidos em cada paragem.
O Município da Batalha vai iniciar o processo de classificação de Interesse Público das Pedreiras Históricas do Mosteiro da Batalha. De acordo com a deliberação camarária do passado dia 19 de Outubro, o processo deverá ser desencadeado por António José Menezes Teixeira, arqueólogo do Município. Segundo a proposta da Divisão Cultural do Município da Batalha, a necessidade desta medida prendese com os trabalhos que estão ali a ser desenvolvidos, com vista à criação de “mais um percurso pedestre no Concelho, dedicado às Pedreiras históricas do Mosteiro”, o que se considera ser de “grande importância histórica e turística”, pois deverá complementar uma visita ao Mosteiro de Santa Maria da Vitória. A classificação visa ainda “salvaguardar e perpetuar o seu inegável papel histórico e, em simultâneo, potenciar turisticamente estes recursos naturais”, refere a mesma proposta. A escolha das Pedreiras de Valinho do Rei, Pidiogo (Pia do Diogo) e Reguengo do Fetal, pois é destas unidades que se trata, não terá sido casual apontando-se, para tal escolha, “as propriedades oolíticas da rocha, constituídas por um fino e denso agregado de oolíticos equidimensionais e muito pequenos e perfeitos”, pode ler-se na proposta apresentada. Para além das pedreiras indicadas, é pedida também a classificação dos seus Cais de Embarque.
Jornal da Batalha
Novembro 2009
Ensino Batalha
11
Educação
A Secundária da Batalha na Europa No presente ano lectivo, a Escola Secundária da Batalha viu pela primeira vez aprovadas as suas duas candidaturas aos Programas de Aprendizagem ao Longo da Vida: Programa Leonardo Da Vinci – Parcerias Leonardo da Vinci – e Programa Comenius – Parcerias entre Escolas Multilaterais –, com a duração de 2 anos lectivos. Estes projectos promovem a interculturalidade, a aprendizagem/trabalho colaborativo e a aproximação entre os jovens. O projecto Leonardo da Vinci intitula-se “Mobile Tecnologies in Vocational Teaching and Education” e visa explorar a utilização das tecnologias móveis nos cursos profissionais, através do desenvolvimento de recursos educativos para os mesmos (ex.: pda, telemóveis, ipod). Os países envolvidos são Portugal, Escócia, Roménia, Polónia e Alemanha. O projecto Comenius, designado de “Steps to Improve the Environment”, visa essencialmente, sensibili-
p Comitiva de professores visitou a Pia do Urso zar a comunidade escolar para as questões ambientais e perceber de que forma os diferentes países desenvolvem actividades que promovam a qualidade ambiental. Os países participantes são
Portugal, Espanha, Finlândia, Reino Unido e Chipre. O objectivo da Escola, em colaboração com o CCEMS (Centro de Competência Entre Mar e Serra), é formar professores e alunos para
o uso dos sensores e PDA, com a finalidade de realizar a geo-referenciação de dados ambientais. Estes projectos, coordenados pela professora Miguela Fernandes, possibi-
litam aos alunos e professores envolvidos todo um trabalho colaborativo, assim como a oportunidade de contactar com os seus pares estrangeiros e de aprender a sua língua e cul-
Dia das Bruxas em São Mamede O Departamento de Línguas Estrangeiras do Colégio de São Mamede levou a efeito, no passado dia 31 de Outubro, a comemoração do Dia das Bruxas ou Halloween, que contou este ano com o envolvimento dos Encarregados de Educação. Segundo uma nota enviada à nossa redacção, foi organizado “um desfile no campo de jogos da escola, tendo em vista a presença dos Encarregados de Educação”, para além da “decoração exterior da escola”, que contou também com a participação da Academia de Dança e Teatro da Escola.
O desfile, “apresentado pelos professores Isabel Mendes e Telmo Campos, caracterizados a rigor”, como se lê na referida nota, decorreu em duas modalidades: Escola e Família. “Cada uma das modalidades foi atentamente observada pelo júri constituído pelo Presidente da Junta de Freguesia de São Mamede, Silvestre Carvalhana, pelos professores Ricardo Sá e Manuela Santos, pela exaluna Maria Gonçalves e pela representante dos Encarregados de Educação, Stéphanie Cornec”, acrescenta o documento.
A comemoração desta actividade reveste-se de particular interesse, na medida em que, “estando os alunos a estudar uma língua estrangeira, é importante que conheçam, para a respeitarem, a cultura desses países”, pois “uma aproximação à língua faz-se, também, por uma aproximação à cultura”, lê-se no documento enviado. O Dia das Bruxas ou Halloween, é uma comemoração de origem tradicional, que ocorre todos os anos no dia 31 de Outubro, nos países anglo-saxónicos, com especial relevância nos Estados
Unidos, Canadá, Irlanda e Reino Unido, tendo como base e origem, as celebrações pagãs dos antigos povos celtas. De acordo com manuscritos históricos a origem do Halloween remonta às tradições dos povos que habitaram a Gália, onde hoje geograficamente estão Portugal, Espanha e a Itália, e as ilhas da GrãBretanha, entre os anos 600 A.C. e 800 D.C., embora com diferenças em relação às actuais abóboras ou da famosa frase “trick-or-treat”, exportada pelos Estados Unidos, que popularizaram a comemoração.
tura. Promovem a formação dos alunos como indivíduos pertencentes a uma sociedade global, desenvolvendo a sua auto-estima e a tolerância pelas diferenças culturais e sociais. No âmbito do projecto Comenius, estiveram na Escola Secundária da Batalha, de 21 a 24 de Outubro, 5 professores dos países participantes, com o objectivo de aprimorar o desenvolvimento do projecto. A Câmara Municipal da Batalha proporcionou aos professores uma visita guiada ao Concelho, nomeadamente, uma visita ao Museu Etnográfico da Alta Estremadura – Casa da Madalena e ao Parque Ecosensorial da Pia do Urso. O feedback obtido pelos professores visitantes foi muito positivo. Gostaram muito da Batalha e, consequentemente, regressarão ao nosso Concelho em Maio de 2011, desta vez com alunos.
12
Batalha Economia
Novembro 2009
Jornal da Batalha
Economia
m É um investimento de
Durante o jantar comemorativo dos 50 anos da Região de Turismo de Leiria/Fátima, que teve lugar no passado dia 10 de Outubro, num hotel em Monte Real, foram homenageadas diversas instituições, empresas e personalidades que se têm destacado nos contributos ao desenvolvimento desta região de turismo. Da Batalha foram homenageados, José Travaços Santos (Rancho Folclórico Rosas do Lena), Aldeia de Santo Antão (Eng.º Almeida Monteiro), Manuel Poças das Neves (Jornalista e Escritor) e Adega Cooperativa da Batalha (Ricardo Borges), tendo o presidente do Pólo de Leiria/Fátima, David Catarino, enaltecido a acção dos homenageados em prol do desenvolvimento turístico da região. Recorde-se que a Região de Turismo de Leiria foi criada em 1958, pela área dos concelhos de Leiria, Batalha, Marinha Grande, Porto de Mós e Vila Nova de Ourém, passando por várias designações, como Comissão Regional de Turismo de Leiria, Região de turismo de Leiria – Rota do Sol e Região de Turismo de Leiria/Fátima, esta em 1998.
nove milhões de euros, localizado a 500 metros do Mosteiro da Batalha e inaugurou a 30 de Outubro.
O Hotel Villa Batalha situa-se junto ao rio Lena e aposta num nível de conforto superior que inclui a opção de residência prolongada. “Queremos alta qualidade, procuramos dar ao cliente uma experiência diferente”, afirma José Monteiro, administrador. A construção moderna, com materiais de topo e vasta tecnologia, previu espaços amplos, luz, respeito pelo ambiente e eficiência energética. Dos 93 quartos, todos com acessibilidade especial, 39 são suites. As amenidades incluem restaurante à la carte, bar, cinema, biblioteca, salas de reunião e conferência, piscina interior aquecida, spa, ginásio de manutenção, ténis e padel, golf pitch & putt e putting green, solário natural panorâmico e esplanada ribeirinha. A obra arrancou em 2007 e vale actualmente 35 postos de trabalho. HOTEL OFERECE GOLF ÀS ESCOLAS “Queremos quebrar o mito de que o golfe é um desporto elitista e convidar os alunos da região a virem jogar golfe, como actividade extracurricular”, afirma o administrador José Monteiro. O empresário fala em pitch and putt: é um desporto em crescimento por toda a Europa. Semelhante ao golfe, usa um sistema próprio de handicap e regras específicas. No Villa Batalha, existem seis buracos e a prova implica a realização de três voltas. Trata-se de um desporto exigente do ponto de vista técnico, ideal para aperfeiçoamento, manutenção e aprendizagem do golfe. O hotel disponibiliza
ainda um putting green, a zona final de ataque ao buraco. Está prevista a realização de torneios de pitch and putt e o lançamento de um programa de cooperação com os estabelecimentos de ensino, de modo a envolver crianças e jovens na prática desportiva utilizando as infra-estruturas do hotel. O Villa Batalha oferece também ginásio, piscina interior, percuso pedonal em 20 mil metros quadrados de áreas verdes e campos de padel e de ténis (relvado). No último caso, trata-se do quarto court do concelho (os restantes são municipais) e viabiliza a realização de competições oficiais na Batalha. O hotel situa-se junto à zona desportiva do concelho, com sintético para futebol e piscinas, o que proporciona as condições ideais para acolher estágios de atletas profissionais de várias modalidades individuais e colectivas. Ao mesmo tempo, o hotel quatro estrelas superior, vira-se para a comunidade, abrindo todas as valências do empreendimento à utilização externa, do golfe ao spa, passando pelo restaurante e salas de conferência. Mais: o hotel propõe-se integrar os clientes no quotidiano e funcionar como sala de visitas do município, uma espécie de centro cultural. Este espírito está presente em todas as facetas do funcionamento do Villa Batalha, incluindo no relacionamento com os hóspedes. “Vamos ao detalhe”, promete o director Nuno Rasteiro, considerando que “o grande desafio” da equipa que lidera “é a diferenciação”. Através de “um serviço muito personalizado”, a excelência é o objectivo mínimo a atingir, a par com uma identidade muito própria. “Tudo [no hotel] tem que contar uma história ao cliente”, explica Nuno Rasteiro.
Sérgio Claro
Vila tem hotel de nove milhões
Turismo homenageia batalhenses
Jornal da Batalha
Novembro 2009
Aricop comemora 33 anos m Associação de construtores assinalou mais um aniversário e fez o ponto de situação de um sector abalado pela crise O “alargamento de acordos com vista à atribuição de condições comerciais preferenciais junto de diversas entidades”, assim como “uma parceria com uma empresa de serviços móveis de saúde no trabalho” para os associados, foi anunciado por Paulo Gonçalves, presidente da Aricop – Associação Regional dos Industriais de Construção e Obras Públicas de Leiria, durante o jantar comemorativo do 33º aniversário da Associação, que juntou mais de três centenas e mais de associados e que teve lugar no passado dia 7. O responsável referiu estar satisfeito com a revisão de coeficientes de localização, pois assim “poder-seá combater o agravamento dos encargos nas empresas, imposto pelo Código do Regime Contributivo da
Segurança Social”, que é “mais um constrangimento às empresas do sector”. Acrescenta, contudo que irá “manter a aposta nas acções de formação”, dum modo especial para a “sensibilização para a higiene e segurança no trabalho, medições, orçamentos e outras relacionadas com o betão armado ou implantação de obra”. Apesar de se encontrar satisfeito com a nomeação de novo Ministro das Obras Publicas, no caso, António Mendonça, o dirigente dizse “optimista no que respeita à recuperação do sector”, embora saliente o facto de a estratégia do Governo ter de passar por um “grande apoio às pequenas e médias empresas da construção e obras públicas, que são as principais geradoras de riqueza de emprego na região e no País”. Por sua vez, o presidente da Assembleia Geral da Aricop, João Batista dos Santos, depois de considerar a “actual conjuntura económicofinanceira extremamente preocupante”, o que tem feito com que “grande número de empresas, tivessem sido
alvos de processos de falência ou insolvência” o que levou à “cessação da actividade com consequente encerramento e aumento de desemprego”. Este responsável, incentivou os empresários à “luta e reivindicação de soluções ajustadas para os problemas”, apresentando o exemplo da persistência pela revisão de coeficientes de localização, cuja “quantificação provocava graves distorções na determinação do valor patrimonial dos imóveis”. Também, no uso da palavra, o presidente do Instituto da Construção e do Imobiliário (InCI), António Flores de Andrade, falou de “um protocolo de cooperação que está a ser preparado com Luanda”, que poderá permitir “melhores condições às empresas portuguesas a actuar em Angola”, prevendo-se também a criação de uma delegação do InCI na capital daquele país, com vista a “ajudar os empreiteiros”. Armindo Vieira
Três décadas no comércio de ourivesaria Foi no dia 10 de Dezembro de 1979 que a Ourivesaria Coruchéu, da Batalha, abriu as suas portas, sob a gerência de Alfredo José Saldanha Barros. Precisamente há 30 anos. A abertura deste estabelecimento, por um elemento de uma família de conceituados comerciantes, ligada ao comércio de artigos regionais, deve-se ao facto de se tratar um ramo pouco explorado na Batalha e, ao mesmo tempo devido ao seu pai “possuir já um estabelecimento de artigos re-
gionais e comércio misto, onde também comercializava pratas”, como referiu ao nosso jornal, Alfredo José Barros. Durante estas três décadas este negócio já “conheceu melhores dias”, como explicou o comerciante, pois tem “decrescido, especialmente nos últimos anos”, por força da “crise mundial e nacional”, no entanto, está a notar-se “uma ligeira melhoria, talvez por se aproximar a época natalícia”. Por outro lado, a aposta
na “diversidade do artigo, sobretudo destinado à classe mais jovem” e também a uma diversidade relacionada com a moda, poderá contribuir para a melhoria do ramo”, adiantou Alfredo José Barros, acrescentando que “também fazemos um trabalho sério e o cliente gosta de um bom atendimento”. Quanto ao futuro, o comerciante batalhense acredita “que o próximo ano seja melhor que o actual”. Armindo Vieira
14
publicidade batalha
Novembro 2009
Cartório Notarial da Batalha Notária: Sónia Marisa Pires Vala
Cartório Notarial de Vieira do Minho Notária Susana Sousa
Certifico, para fins de publicação, que por escritura lavrada hoje, exarada de folhas oitenta e uma a folhas oitenta e duas, do livro Cento e cinquenta e Quatro –B, deste Cartório. Francisco José da Silva Frazão, NIF 195 896 688, solteiro, maior, natural da freguesia de Maceira, concelho de Leiria, residente na Rua Vieira de Matos, nº 9, no lugar de Casal do Quinta, freguesia e concelho da Batalha, declara que, com exclusão de outrem, é dono e legítimo possuidor do prédio urbano, composto de casa de habitação de rés-do-chão, anexos e logradouro, em condições deficientes de habitabilidade, com a área coberta de duzentos e setenta e dois vírgula vinte e cinco metros quadrados, e logradouro com a área de dois mil seiscentos e sessenta e sete vírgula setenta e cinco metros quadrados, sito na Rua Vieira de Matos, no lugar de Casal do Quinta, freguesia e concelho da Batalha, a confrontar de norte com estrada, de sul com ribeiro, de nascente com herdeiros de José de Matos Frazão e de poente com herdeiros de José Frazão, não descrito na Conservatória do Registo Predial da Batalha, e inscrito na matriz predial em nome do justificante, no artigo 8.724, com o valor patrimonial e atribuído de € 11.100,00. Que adquiriu o referido prédio por doação verbal de Francisco da Piedade Frazão e mulher Beatriz Luísa Silva Frazão, residentes no referido lugar de Casal do Quinta, no ano de mil novecentos e oitenta e oito, portanto há mais de vinte anos, sem que no entanto ficasse a dispor de titulo formal, mas desde logo entrou na posse e fruição do mesmo. Que em consequência daquela doação verbal possui o identificado prédio em nome próprio há mais de vinte anos sem a menor oposição de quem quer que seja desde o seu inicio, posse que sempre exerceu sem interrupção e ostensivamente com o conhecimento de toda a gente e a prática reiterada dos actos habituais de um proprietário pleno, ocupando o prédio, nele depositando e guardando materiais e bens de consumo, tudo na convicção de exercer um direito próprio, conservação e defesa da propriedade, pagamento das contribuições e demais encargos, pelo que, sendo uma posse pacífica, contínua, pública e de boa fé durante aquele período de tempo, adquiriu o citado prédio por usucapião. Que afirma sob a sua inteira responsabilidade que o prédio ora justificado, nada tem a ver com o prédio descrito na Conservatória do Registo Predial da Batalha sob o número seis mil novecentos e setenta e seis/Batalha. Batalha, trinta de Outubro de dois mil e nove. A funcionária com delegação de poderes. Assinatura ilegível
Certifico, para efeitos de publicação, que por escritura do dia seis de Novembro de dois mil e nove, lavrada a folhas um do livro Catorze-A, deste Cartório, que: António Vieira Pedro e mulher Belmira Vieira de Carvalho, casados sob o regime de comunhão geral, ambos naturais da freguesia de S. Mamede, concelho da Batalha, residentes no Lar da Santa Casa da Misericórdia, freguesia e concelho de Vieira do Minho, contribuintes 131794892 e 131794884. São donos e legítimos possuidores com exclusão de outrem do seguinte prédio: Prédio Rústico, denominado “Cabeço Moinho Alveiro”, sito em lugar de mesmo nome, composto por terra de cultura, freguesia de S. Mamede, concelho da Batalha, com a área 950 m2, a confrontar do norte, sul e poente com Câmara Municipal e do nascente com Manuel Vieira Pedro, inscrito na actual matriz em nome do justificante sob o artigo 9508 e na anterior omisso, não descrito na Conservatória do Registo Predial da Batalha. Que este prédio adveio à sua posse, por doação de seus pais e sogros Joaquim Pedro e mulher Maria do Fetal Piedade Vieira, residentes que foram no lugar de Casal de Vieira, da dita freguesia de S. Mamede, em data que não podem precisar do ano de mil novecentos e sessenta, sem contudo ser reduzida a escritura pública. Que, desde essa data, têm possuído o dito prédio em nome próprio e sem a menor oposição de quem quer que seja, desde o seu início, posse que sempre exerceram sem interrupção e ostensivamente, à vista e com conhecimento de toda a gente e traduzida no amanho da terra, roçando os seus matos e cortando as lenhas de árvores e suportando os inerentes custos, bem como em todos os demais actos materiais de fruição, pagando os respectivos impostos, sendo, por isso, uma posse pacífica, porque exercida sem violência, contínua e pública. Como esta posse, assim exercida, o foi sempre de forma correspondente ao exercício do direito de propriedade, acabaram por adquirir o prédio por usucapião, o que invocam para justificar o direito de propriedade para fins de registo predial, dado que este modo de aquisição não pode ser comprovado extrajudicialmente de outra forma. Declarações estas confirmadas por três testemunhas. Está conforme o original. Vieira do Minho, seis de Novembro de 2009. A Notária, Susana Sousa
Jornal da Batalha, ed. 232 de 16 de Novembro de 2009
Cartório Notarial da Batalha Notária: Sónia Marisa Pires Vala Rectifica-se o extracto publicado no Jornal da Batalha, de dezassete de Setembro de dois mil e nove, referente a escritura de Justificação de vinte e quatro de Junho de dois mil e nove, exarada a folhas sessenta e três, do livro de notas para escrituras
diversas número Cento e quarenta e nove –B, onde Manuel Gomes Gregório e mulher Arminda Ribeiro Pereira, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, residentes em Barreirinho Velho, São Mamede, Batalha, se declaram donos e legítimos possuidores de doze trinta avos do prédio rústico, sito em Cova Alta, freguesia de São Mamede, concelho da Batalha, inscrito na matriz predial rústica sob o artigo 1.322, no sentido de passar a constar que
Jornal da Batalha, ed. 232 de 16 de Novembro de 2009
o referido prédio tem a área de quatro mil quinhentos e cinquenta metros quadrados. Que em tudo o mais confirmam o inicialmente exarado. Está conforme o original. Batalha, dois de Novembro de dois mil e nove. A funcionária com delegação de poderes. Assinatura ilegível Jornal da Batalha, ed. 232 de 16 de Novembro de 2009
Tribunal Judicial de Ourém 2º. Juízo Anúncio 1ª. Publicação Processo: 200/1993 E x e c u ç ã o Ordinária N/ Referência: 1505866 Data: 02-11-2009 Exequente: António Vicente dos Reis e outro(s)… Executado: Salvador Carreira Ribeiro Nos autos acima identificados, correm éditos de 30 dias, contados da data da segunda e última publicação do anúncio, citando Contitular: Maria Adelina Joaquina Ribeiro, domicilio: Rua dos Adelinos – S/n, São Mamede, 2495-025 São Mamede, de que foi ordenada a penhora do direito pertencente ao executado Salvador Carreira Ribeiro, NIF 122549813, BI – 2514809, Endereço: rua Poeta José M Cruz, Lt 115, 1º Esq., 2400-000 Leiria, para garantia de pagamento de € 56.458,52, juros e custas, ficando com esse direito penhorado e à ordem destes autos, nos termos do disposto no artº 862º do CPC. Fica ainda notificado(a), de que pode no prazo de 10 dias, fazer as declarações que entender quanto ao direito do executado e ao modo de o tornar efectivo. Bens Penhorados: - 1/8 indiviso do prédio rústico situado em Chou da Porta, freguesia de São Mamede, concelho da Batalha, composto de pinhal e mato, com a área total de 1.200 m2, a confrontar, no todo do norte com Manuel Gomes da Conceição, nascente caminho, sul Manuel Ribeiro Tomás e poente Manuel Carreira Ribeiro, descrito na Conservatória do Registo Predial da Batalha, sob o nº 289 da freguesia de São Mamede, inscrito na matriz rústica da freguesia de São Mamede sob o artigo 3.459, com o valor patrimonial correspondente de 0,52 €. - 1/16 indiviso do prédio rústico situado na Mosqueira, freguesia de São Mamede, concelho da Batalha, composto por terra de semeadura e pinhal, com a área total de 1,410 m2, a confrontar, no todo do norte com caminho, sul José Marques Júnior, nascente José Rodrigues da Rosa e poente Manuel Carreira Ribeiro e outro, descrito na Conservatória do Registo Predial da Batalha, sob o nº 291 da freguesia de São Mamede, inscrito na matriz rústica da freguesia de São Mamede sob o artigo 15.978, com o valor patrimonial correspondente de 1,05 €. O Juiz de Direito, Dr(a). Jorge Manuel Simões da Silva de Almeida O Oficial de Justiça, Paula P. Marques Jornal da Batalha, ed. 232, de 16 de Novembro de 2009
Jornal da Batalha
ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA DE BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DO CONCELHO DA BATALHA CONVOCATÓRIA Nos termos do Art.º 37º e 41º dos Estatutos da Associação, convocam-se todos os Associados desta Associação, para a Assembleia Geral Ordinária, que terá lugar no dia 21 de Dezembro (segunda-feira), pelas 20:30 horas, no Quartel, com a seguinte Ordem de Trabalhos: Ponto Primeiro Apreciação e votação do Plano de Actividades e Orçamento para o ano de 2010; Ponto Segundo Aprovação da proposta de nomeação da Associada Romana de Sousa Marques, como Benemérita; Ponto Terceiro Outros assuntos de interesse para a Associação. Caso à hora marcada não esteja presente a maioria absoluta dos Associados, a Assembleia realizar-se-á meia hora mais tarde (21 horas), em segunda convocação, com os Associados presentes, nos termos do nº 1 do Art. 42ºdos Estatutos da Associação. Nota: Todos os documentos referentes à Ordem de trabalhos e que serão apreciados poderão ser consultados na página de Internet da Associação (www.bvbatalha.pt). Batalha, 09 de Novembro de 2009 A Presidente da Assembleia Geral, Colette Pedrosa de Sousa
Cartório Notarial de Manuel Fontoura Carneiro Rua Francisco Serra Frazão, lote B, 4º r/c dto 2480-337 Porto de Mós Certifico para fins de publicação, que por escritura de justificação celebrada neste Cartório Notarial, no dia vinte e dois de Outubro de dois mil e nove, exarada a folhas oitenta e uma do Livro de Notas para “Escrituras Diversas” Cento e Noventa – A, deste Cartório: Carminda Cordeiro Gomes da Silva ou Carminda Cordeiro Gomes e marido Joaquim da Silva, casados sob o regime da comunhão geral de bens, naturais ela da freguesia de Calvaria de Cima, ele da freguesia de S. Pedro, ambas do concelho de Porto de Mós, residentes na Rua da Moagem, 13, Casais de Além, Calvaria de Cima, Porto de Mós, declararam: Que são donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrem, do seguinte bem: OITO: Prédio rústico, sito em Pouchana, freguesia e concelho da Batalha, composto de mato e bastio, com a área de mil e trezentos metros quadrados, a confrontar do norte com Alfredo das Neves Barateiro, do sul com António da Silva Cordeiro, do nascente com caminho público e do poente com António Carreira (pedreiro), não descrito na Conservatória do Registo Predial da Batalha, inscrito na matriz em nome do justificante marido sob o artigo 5964, com o valor patrimonial de € 1,26. Que o prédio relacionado sob a verba OITO veio à sua posse por compra verbal a João Carvalho e esposa Luísa de Jesus Carreira, residentes em Calvaria de Cima, Porto de Mós, compra essa que teve lugar no ano de mil novecentos e sessenta e oito. Embora não tenham título formal de aquisição do prédio relacionado sob a verba OITO, foram eles que sempre o possuíram, desde aquela data até hoje, logo há mais de vinte anos, em nome próprio, defenderam a sua posse, pagaram os respectivos impostos, gozaram todas as utilidades por ele proporcionadas, cuidaram-no e conservaram-no, cultivaram e colheram os seus frutos sempre com o ânimo de quem exerce direito próprio, sendo reconhecidos como seus donos por toda a gente, fazendo-o ostensivamente, e sem oposição de quem quer que seja, posse essa de boa-fé, por ignorarem lesar direito alheio, pacífica, porque sem violência, contínua e pública, por ser exercida sem interrupção e de modo a ser conhecida pelos interessados. Tais factos integram a figura jurídica da usucapião, que os justificantes invocam como causa de aquisição do referido prédio relacionado sob a verba OITO, por não poderem comprovar a sua aquisição pelos meios extrajudiciais normais. Conferida, está conforme. Cartório Notarial de Manuel Fontoura Carneiro, vinte e dois de Outubro de dois mil e nove. A colaboradora com delegação de poderes. Ana Paula Mendes Jornal da Batalha, ed. 232 de 16 de Novembro de 2009
Tribunal Judicial de Ourém 2º. Juízo Anúncio 1ª. Publicação Processo: 200/1993 - Execução Ordinária - N/ Referência: 1505912 Data: 02-11-2009 Exequente: António Vicente dos Reis e outro(s)… Executado: Salvador Carreira Ribeiro Nos autos acima identificados, correm éditos de 30 dias, contados da data da segunda e última publicação do anúncio, citando herdeiros ou sucessores incertos do Contitular: Domingos da Conceição Tomaz Ribeiro Escola, domicilio: Milheirices, São Mamede, 2495-026 São Mamede de que foi ordenada a penhora do direito pertencente ao executado Salvador Carreira Ribeiro, NIF 122549813, BI – 2514809, Endereço: rua Poeta José M Cruz, Lt 115, 1º Esq., 2400-000 Leiria, para garantia de pagamento de € 56.458,52, juros e custas, ficando com esse direito penhorado e à ordem destes autos, nos termos do disposto no artº 862º do CPC. Fica ainda notificado(a), de que pode no prazo de 10 dias, fazer as declarações que entender quanto ao direito do executado e ao modo de o tornar efectivo. Bens Penhorados: - 1/8 indiviso do prédio rústico situado em Chou da Porta, freguesia de São Mamede, concelho da Batalha, composto de pinhal e mato, com a área total de 1.200 m2, a confrontar, no todo do norte com Manuel Gomes da Conceição, nascente caminho, sul Manuel Ribeiro Tomás e poente Manuel Carreira Ribeiro, descrito na Conservatória do Registo Predial da Batalha, sob o nº 289 da freguesia de São Mamede, inscrito na matriz rústica da freguesia de São Mamede sob o artigo 3.459, com o valor patrimonial correspondente de 0,52 €. - 1/16 indiviso do prédio rústico situado na Mosqueira, freguesia de São Mamede, concelho da Batalha, composto por terra de semeadura e pinhal, com a área total de 1,410 m2, a confrontar, no todo do norte com caminho, sul José Marques Júnior, nascente José Rodrigues da Rosa e poente Manuel Carreira Ribeiro e outro, descrito na Conservatória do Registo Predial da Batalha, sob o nº 291 da freguesia de São Mamede, inscrito na matriz rústica da freguesia de São Mamede sob o artigo 15.978, com o valor patrimonial correspondente de 1,05 €. O Juiz de Direito, Dr(a). Jorge Manuel Simões da Silva de Almeida O Oficial de Justiça, Paula P. Marques Jornal da Batalha, ed. 232, de 16 de Novembro de 2009
Jornal da Batalha
Novembro 2009
Imprensa: uma aventura com cem anos No passado dia 31 de Outubro comemorou-se o aniversário da primeira edição do primeiro jornal publicado no concelho da Batalha. E não foi um aniversário qualquer. É que o primeiro jornal publicado na Batalha, intitulado “A Batalha Nova”, saiu no dia 31 de Outubro de 1909. Completaram-se 100 anos. Cumpre-se assim um século de existência de imprensa no nosso concelho, uma data que, pelo simbolismo que encerra, merece amplo destaque. Com este trabalho, coordenado pelo jornalista Armindo Vieira, o Jornal da Batalha pretende dar conta do essencial destes cem anos de actividade em prol da divulgação da realidade local, bem como da importante tarefa de assegurar o pluralismo apesar das vicissitudes que a História por vezes impôs a esta nobre actividade. O Jornal da Batalha é, orgulhosamente, um dos actores nesta actividade centenária entre nós. Enfrenta, tal como os seus pares, desafios sérios, sendo a inversão da cada vez mais anunciada crise na imprensa, apenas um deles. Não temos dúvidas de que a imprensa livre será um desafio a perpetuar para o próximo século, também no nosso concelho. Da nossa parte, com duas décadas de trabalho efectuado, resta-nos reiterar o voto de confiança na importância da informação livre de proximidade, assente na necessidade de privilegiar a identidade e a diversidade. E porque essa nossa tarefa, tal como de todos os órgão de comunicação do concelho, é uma verdadeira e estimulante aventura, deixamos-lhe um resumo do que foi este primeiro século a informar através dos vários jornais que marcaram a história do concelho. Carlos S. Almeida Director Jornal da Batalha
Especial Imprensa
15
A Batalha Nova, o primeiro jornal Com o título de “A Batalha Nova” apareceu, no último dia de Outubro de 1909, o primeiro jornal do concelho da Batalha, com uma periodicidade quinzenal. “Fundado e dirigido por Álvaro Sampaio e administrado por José Maria da Silva”, como explica refere Travaços Santos, em artigo publicado no Jornal da Batalha, na sua edição de Setembro de 2005, o novo jornal batalhanse era composto e impresso “na Imprensa Comercial, à Sé, em Leiria,
tipograf ia ainda existente na nossa capital de distrito”. No seu editorial, intitulado “A Regeneração d’uma Villa” e assinado pel’A Redacção, podia ler-se: “É a primeira vez que, na vila da Batalha, se inicia a publicação de um jornal; e, grande é a nossa ousadia ao tentarmos fazê-lo, pois que é empresa demasiadamente grande, tal empreendimento, em meio tão restrito e acanhado. É nosso fim especial, o levantamento da vila da Batalha, que estando hoje verdadeiramente desacreditada, pelos factos anormais aqui sucedidos, procura sair do descrédito, para onde foi arrastada pelo procedimento quase infame de quem pretendeu aniquilá-la. O pequeno jornal A BATALHA NOVA feito e apresentado, a público, com o fim de defender o pequeno torrão que o vai perfilhar e ver nascer, desprezando política, aborrecendo intrigas e desprezando ódios, caminhará
de cabeça levantada, na defesa da Batalha, procurando separar ou fazer separar o que
nela há de bom do que constitui o bloco da discórdia, de desordem, de intriga e de mentira.” Álvaro Máximo de Sousa Freitas Sampaio, de seu nome completo, nasceu na Batalha em 1 de Outubro de 1883, filho de José Teodoro de Sousa e de D. Maria da Piedade de Freitas Sampaio e Sousa. Este batalhense “foi professor da Escola António Cândido da Encarnação, pertença
da Santa Casa da Misericórdia, farmacêutico estabelecido na praça Mouzinho de Albuquerque, onde hoje é a “Fotovisão”, e presidente da nossa Câmara Municipal”, diz Travaços Santos. Foram quinze os números publicados, datando o último de 29 de Maio de 1910. Com quatro páginas, sendo a primeira dedicada aos chamados “artigos de fundo” e a última reservada aos anúncios, apesar de a partir do 4º. número, entrarem nesta outras secções com notícias diversas e outros assuntos. As restan-
tes páginas reservavamse às notícias e secções diversas. Curiosos eram os anúncios publicados n’A Batalha Nova, nomeadamente o do “Unguento de S. Lázaro”, com a indicação de o seu depósito geral ser na “Pharmacia Central”, na praça de Mouzinho de Albuquerque, na Batalha, a farmácia de Álvaro Sampaio. Os anúncios das casas comerciais de José Maria da Silva, António Maria da Silva e de Alfredo Mendes da Costa são uma constante do primeiro ao último número, aparecendo também, a partir do número 6, o do estabelecimento de Manuel de Almeida Ferreira.
16
Especial Imprensa
O rio Lena dá título a novos jornais Com o título “Ecos do Lena” surge, na segunda quinzena de Julho de 1918, na vila da Batalha, um outro jornal, quinzenário, de que se publicaram treze números. Este jornal foi fundado por João Travassos Mendonça Santos, na altura jovem batalhense – tinha 20 anos - a estudar em Lisboa, na Faculdade de Direito, e por Francisco Moniz Ramos, também jovem batalhense. Este jornal, que trazia por debaixo do título a frase “Pela Pátria – Pela República”, publicou-se regularmente até à segunda quinzena de Dezembro de 1918, publicando-se mais tarde um outro número, distribuído gratuitamente, em 6 de Julho de 1921. No primeiro número apareciam, junto ao título, F. Moniz como editor e João Santos como administrador. O investigador batalhense, Travaços Santos, nos seus Apontamentos, publicados na edição de Novembro de 2005, do Jornal da Batalha, refere que “A partir do nº. 2, da primeira quinzena de Agosto de 1918, João T. Santos é designado por
Novembro 2009
director e administrador e F. Moniz por editor. A dupla mantém-se até ao fim com excepção do nº. 6, da segunda quinzena de Setembro de 1918, em que aparece como director Ventura Franca, e do número desgarrado de 6 de Julho de 1921, em que é mencionado director e editor M. Santos”. Uma curiosidade deste quinzenário batalhense, é a dos problemas havidos com a censura existente na época. Por exemplo, o número 5 foi apreendido às ordens da censura, e, em alguns números seguintes, como o oito, aparecem espaços em branco “correspondentes aos cortes da censura de então”, como explica Travaços Santos, que adianta estar-se então “no consulado de Sidónio Pais e nos finais da 1ª. Guerra Mundial”. O investigador batalhense aponta no mesmo artigo que a epidemia da pneumónica, de que a maioria dos leitores terá ouvido falar, é referida no número oito do jornal “Ecos do Lena”, do seguinte modo: “Inf luenza Pneumónica – Continua grassando neste concelho com bastante intensidade, sem que ninguém tivesse tomado providências, a terrível febre pneumónica. Neste últimos dias têm-se registado bastantes casos fatais, subindo
o número de óbitos talvez a mais de 40 em todo o concelho. Aqui na vila apenas há a registar um caso fatal, que já mencionámos no número anterior (tratava-se de Adolfo Pereira dos Santos, falecido em 10 de Outubro de 1918), não obstante encontrarem-se de cama muitas pessoas atacadas, mas com carácter benigno.”. Depois disto e no número seguinte, eram pedidas providências ao concelho “para se evitar a propalação da epidemia, e divulgava a forma de tratar a perigosa gripe”, diz o articulista. Travaços Santos adianta ainda os destaques publicitários do “Ecos do Lena”, que eram “os anúncios do Hotel Ramos, então a curta distância da Capela do Fundador, no edifício, creio, que era da família Monteiro ou veio a ser depois, hotel da propriedade da «Viúva de João Ramos»; da casa de ferragens de Guilherme Marques Pereira, de Leiria; da Companhia de Seguros Extremadura de Leiria; da Companhia de Seguros “A Glória Portuguesa”, de Lisboa, mas com delegado em Leiria, e da Tipografia Central de Leiria, propriedade de António Mendes Barata, onde o jornal era composto e impresso”.
Jornal da Batalha
“A Voz do Lena” Afirmando-se como um jornal de propaganda e defesa dos interesses do concelho, aparece a 15 de Outubro de 1922, uma nova publicação, esta denominada “A Voz do Lena”. Este quinzenário é dirigido e administrado por João Travaços de Mendonça Santos que, como refere o investigador José Travaços Santos, em artigo publicado na edição de Dezembro de 2005, do Jornal da Batalha, “acabava de completar a licenciatura na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa”, e editado pelo batalhense António Ramos de Oliveira. Este jornal batalhense publicou-se até ao número 13, cuja data de saída foi a 30 de Abril de 1923. Travaços Santos fala da curiosidade de ambos os jornais que tinham o Lena no título, terem “um fundador comum e eram iniciativa de jovens batalhenses na casa dos vinte anos”. No editorial, ali chamado como comunicado da redacção, depois de se referir que davam “a mesma orientação que seguíamos há quatro anos” (no anterior jornal), pois faziam-no “sem loucas pretensões, e aparecemos modestos mas dispostos a tudo”.
Jornal da Batalha
Novembro 2009
Durante a existência deste quinzenário, falou-se das eleições administrativas, que se realizaram em 12 de Novembro e da eleição da comissão municipal política do Partido Republicano Português para a qual foram eleitos membros efectivos, alguns ilustres batalhenses. O último número de “A Voz do Lena”, o número 13, datado de 30 de Abril de 1923, reproduzia uma entrevista, publicada no diário “O Século” no dia 20 do mesmo mês, sobre os projectos da Câmara batalhense em que “avultam a abertura e conservação de estradas, o embelezamento da Vila, a iluminação eléctrica pública e particular (que só na década de 30 se viria a concretizar) e a modificação do Código de Posturas Municipais motivada, sobretudo, pelo agravamento do custo de vida e pela falta de meios que afectava então os municípios”, como explica Travaços Santos. “A Voz do Lena” foi composto e impresso na Tipografia Central de Leiria e tinha a administração e a redacção no desaparecido largo de D. João I (largo fronteiro do Mosteiro) e tinha como anunciantes as seguintes casas: Oficina de Ourivesaria e Relojoaria de José Pedro Vieira Santos, de Leiria, a Casa Comercial de Oliveira
Especial Imprensa
& Ramos (Loja dos Rapazes), na Praça de Mouzinho de Albuquerque, na Batalha, Havaneza do Socorro do batalhense Manuel de Sousa e Silva, na rua da Palma, em Lisboa, Domingos Alves Branco, com ferragens em Leiria, Alfredo Barros (editor de vistas do Monumento), na Batalha, Viúva de Alfredo Mendes, na Batalha, e Francisco Alves do Espírito, também na Batalha.
José Travaços Santos, em artigo publicado na edição de Dezembro de 2005, do Jornal da Batalha, “O Defensor Batalhense” era uma “jornal com apresentação gráfica cuidada, foi composto e impresso na primeira tipografia instalada na nossa Vila, de que era proprietário António do Vale que se retirou, anos depois, para a Marinha Grande”.
O Jornal do Reguengo
O Defensor Batalhense Com o título acima indicado apareceu, no dia 5 de Maio de 1946, o único número do quarto jornal publicado na vila da Batalha. Tratava-se um jornal com propriedade e edição do tipógrafo António do Vale, sendo redactor, com funções de direcção, o saudoso batalhense António do Rosário Matias, livreiro que fundou a primeira livraria, a “Saitam”, na Batalha. Segundo o investigador batalhense,
“O Jornal do Reguengo”, apareceu ao público pela primeira vez em 1 de Novembro de 1965, sob a direcção de Manuel Poças das Neves (Mapone), um “ilustre jornalista e escritor reguengueiro”, como refere Joaquim Ribeiro Gomes Calado, no seu livro “Reguengo do Fetal – Contributos para o estudo históricoetnográfico duma freguesia plurissecular”. Refere ainda que o último número foi publicado dez anos depois. O último número traz a data de Maio de 1978, embora tenha acabado a sua publicação regular, uns números antes. Em Maio de 2008, ao Jornal da Batalha,
17
Manuel Poças das Neves falou-nos do jornal (ver entrevista no site do Jornal da Batalha).
Imprensa de São Mamede Depois da vila da Batalha, é a freguesia de São Mamede que se destaca pela publicação de mais projectos editoriais. Foram aqui editados três, a saber: “O Povo Mártir de São Mamede”, “Voz da Minha Terra” e “O Caminheiro”. Com o título de “O Povo Mártir de São Mamede”, apareceu um jornal, de que foram publicados somente dois números, a 12 de Novembro e a 9 de Dezembro de 1922. Este jornal, que se intitulava semanal, apresentava como director e editor António José, proprietário Francisco de Oliveira, ambos de Vale de Ourém, e administrador Emílio Ribeiro. Assinada pel’A Redacção, a sua apresentação intitulava-se “O nosso programa”, e começava por afirmar “O nosso programa sintetisa-se: dizer a Verdade. Doa a quem doer. O brado do oprimi-
Jornais, no século de “A Batalha Nova”
José Travaços Santos Historiador
Há anos, pessoa amiga, já falecida, confidenciou-me que aprendera a ler nos jornais. E a escrever. Por isso conservara sempre a letra de forma na sua escrita. Um jornal é uma influente instituição de cultura. Para além de informar (com clareza, verdade e independência) tem a função de formar culturalmente os seus leitores, constante enciclopédia que lhes pode fornecer uma infindável soma de conhecimentos, o que evidentemente nem sempre se faz e que nem todos fazem, mas nem por isso deixa de ter em si
essa natureza e a capacidade de a desenvolver. Também pelo modelo da sua postura e pelas preocupações cívicas e sociais, que tiver, pode ser formador de cidadãos. O surgimento do primeiro jornal batalhense, “A Batalha Nova”, fez em 31 de Outubro cem anos, foi um acto simultaneamente de cultura e de intervenção cívica. O seu fundador e director, Álvaro Sampaio, descendente duma velha família batalhense que chegou a ter solar no Picoto, freguesia da Golpilheira, era uma figura
de referência. Professor, ensinou na Escola António Cândido da Encarnação, criada no seu tempo e entregue à Santa Casa da Misericórdia, farmacêutico, diplomado em Lisboa, cidade onde terminou os seus dias, e presidente da Câmara Municipal do nosso concelho, viveu uma das épocas mais conturbadas da História Pátria. O seu jornal percorre os últimos dois anos do curtíssimo reinado de D. Manuel II, e, como um espelho, reflecte aquele período que foi de plena liberdade, de muitos excessos no seu uso, de critica
tantas vezes violenta e de análise apaixonada dos factos e figuras. Na Batalha de então, onde a preocupação pela cultura não devia ocupar muitos espíritos, o jornal pretende ser uma pedrada no charco. Acabam, o jornal e o fundador, por vir a ressentir-se da ousadia. Um século depois, “A Batalha Nova” transformou-se num marco histórico da nossa Vila. Não só por isso, mas muito principalmente por isso, o seu fundador ficará como uma figura emblemática daquela época.
18
Especial Imprensa
Novembro 2009
do ha-de ter sua hora. Assim nos ensina a Bíblia”. Estes dois números de “O Povo Mártir de São Mamede”, relatavam algo do que se terá passado aquando da criação da freguesia de São Mamede, em grande parte, desmembrada da de Reguengo do Fetal. Algumas notas publicadas neste jornal são referidas por Júlio Órfão, na colectânea de autores intitulada “História e Tradições da Freguesia de São Mamede”, editada pelo Município da Batalha, em Junho de 2006, no texto “São Mamede da Serra: Traços da sua História – II”. Mas, “Mapone”, pseudónimo de Manuel Poças das Neves, no seu livro “Charneca do Algar d’Água – História duma Guerra Intestina no concelho da Batalha (Suas origens e consequências)”, editado em Agosto de 2007, apelida este jornal de “panfleto” e adianta “(…)Da leitura inflamada, estilo panfletário, conclui-se ter sido sobrepensado por quem estaria mais interessado em deitar achas na fogueira, do que inclinado à defesa conciliatória dos interesses patrimoniais…”.
Jornais da paróquia Como boletim paroquial, apareceu em Novembro de 1964, em São Mamede, em formato de jornal “A Nossa Terra”. Sem periodicidade certa, deste pequeno jornal foram publicados seis números até ao mês de Novembro de 1968. Segundo o texto de apresentação, “… este pequeno jornal que será para os filhos ausentes desta freguesia a voz da sua querida terra natal. Será para os nossos ausentes a recordação da sua casa construída ou no cimo destes montes ou nos vales destas montanhas…”. Como se vê, este pequeno jornal seria o elo de ligação entre São Mamede e os sãomamedenses que se encontravam fora, sobretudo no estrangeiro. Quase um ano depois, em Setembro de 1969, aparece um novo jornal da Paróquia com o título “O Caminheiro” – jornal que ainda hoje existe -, já com indicação da periodicidade e com a identificação da propriedade – Fábrica da Igreja de São Mamede -, do director e redactor – Pe.
Manuel de Sousa Antunes -, e da gráfica onde era composto e impresso na E.T do Refúgio da Mãe do Céu, de Fátima. Esta série de o Caminheiro durou até Junho de 1975, talvez, porque o seu responsável, teve medo de algumas consequências relacionadas com a revolução de 25 de Abril de 1974. A verdade é que o último número publicado foi no sexto mês de 1975. A partir do segundo número desta série, o jornal foi impresso nas Oficinas Gráficas da Prisão-Escola de Leiria. Alguns anos depois, com a entrada de um novo pároco para a orientar os destinos religiosos da paróquia de São Mamede, surge a ideia de se procurar o ressurgimento do Caminheiro. É então que, pela mão do novo pároco, Pe. Joaquim Almeida Baptista, aparece, em Abril de 1981, o primeiro número da 2ª Série do “Caminheiro” que, até aos dias de hoje não mais deixou de se publicar. Por determinação do Bispo da Diocese de Leiria-Fátima, substitui o Pe Joaquim
Jornal da Batalha
Baptista o Pe António Ramos que, a partir de Novembro de 1989 passou a dirigir o jornal da Paróquia de São Mamede, o “Caminheiro” que se publicará “enquanto não der prejuízo”, como nos explica o padre António Ramos, uma vez que “os paroquianos, quer estejam fora ou na freguesia, recebem-no gratuitamente”. Contudo, se “o entenderem poderão contribuir com donativos para o mesmo”, acrescenta o sacerdote, referindo que “expedimos mensalmente perto de 500 exemplares para sãomamedenses que estão fora da freguesia, incluindo os que estão no estrangeiro”. O pároco de São Mamede entende que este tipo de imprensa, assim como toda a imprensa regional “é muito importante para manter os laços com as origens”, sendo que, mesmo nas aldeias “muitos dos habitantes só lêem este tipo de jornais”. Esta segunda série do Caminheiro começou por ser impressa na Gráfica de Leiria, passando a sê-lo, de há um tempo a esta parte, na Tipografia de Fátima.
Imprensa regional: uma missão
Luís Miguel Ferraz Director do Jornal da Golpilheira
A imprensa regional desempenha um papel fundamental de informação de proximidade, no retrato do país real nas suas situações, pessoas e valores – etnográficos, históricos, sociais e humanos. É também um contributo insubstituível para a formação e a literacia das pessoas mais afastadas dos hábitos de leitura e da cultura, pois o “jornal da terra” é lido com interesse, por falar da sua realidade, da sua gente, dos seus usos e costumes. E porque, no mundo globalizado, é o meio mais apto para uma visão local dos assuntos “gerais”, para acrescentar ao debate a opinião dos actores e autores da comunidade concreta. Mas é um trabalho com cada vez mais árduo. Com a evolução
tecnológica galopante dos últimos anos, as grandes empresas de comunicação deram um salto de gigante na informatização das redacções, na melhoria gráfica dos produtos e nas estratégias de promoção. Muitos pequenos jornais não acompanharam essa exigência, pela falta de recursos económicos ou de formação profissional. Mas há os que o conseguiram e prestam um serviço de qualidade. Refiro a este propósito a injustiça de algumas políticas para a comunicação social. Com o argumento do “profissionalismo”, apoiam-se apenas os projectos que têm certo número de funcionários, que publicam certo número de exemplares, que obedecem a exigências que só
os grandes conseguem cumprir. Acontece, por exemplo, no acesso ao “Incentivo à Modernização Tecnológica” ou ao “Incentivo à Leitura” (ex-Porte Pago). Mesmo que tenha qualidade e seja uma mais-valia local, um pequeno jornal de aldeia ou comunidade fica afastado dos apoios estatais para se modernizar ou para chegar aos leitores. Neste cenário, a sobrevivência está dependente do apoio que consiga angariar junto de assinantes, empresas e instituições. Só é viável se houver essa identificação com as pessoas e o correspondente financiamento, às vezes mais como ajuda ao “seu” jornal do que pela contrapartida publicitária. E mesmo assim, nalguns casos, só contando com trabalho voluntário e não remunera-
do dos seus “fazedores”. Foi este espírito de serviço à informação e à formação local que levou à fundação do Jornal da Golpilheira, há 13 anos. Continua a ser esse o nosso propósito, especialmente focado nesta freguesia do concelho da Batalha. Embora sem outros apoios, o carinho dos leitores e patrocinadores locais permite-nos continuar e é o incentivo a melhorarmos cada vez mais. Porque encaramos o desenvolvimento social como missão que é também nossa.
Jornal da Batalha
Novembro 2009 W pág. 8
W pág. 8
W pág. 8
Via vai desviar trânsito da frente do Mosteiro de Santa Maria da Vitória
Um eleitor votou, sem o poder fazer, na freguesia da Golpilheira
Especialistas nacionais e estrangeiros estiveram na conferência
Variante da Batalha arranca em Setembro deste ano
PORTE PAGO
Há um voto a mais nas eleições europeias
Debate sobre alta tensão não descansa moradores
PORTE PAGO
QUIOSQUE DA BATALHA
Câmara apela ao governo para ajudar empresas lesadas com burla
W pág. 10
W pág. 16
W pág. 15
EDP fala em curto-circuitos e populares afirmam que foram explosões
Investimento privado de nove milhões de euros na recta final.
Jovem Paula Costa obteve as melhores classificações no último ano lectivo
Estrondos assustam população do Celeiro
| DIRECTOR: Carlos dos Santos Almeida | Preço 1 euro | e-mail: info@jornaldabatalha.pt | www.jornaldabatalha.pt | MENSÁRIO Ano XIX nº 227 | Junho de 2009 |
W pág. 9
Novo hotel abre portas em Outubro
Secundária distingue melhores alunos
| DIRECTOR: Carlos dos Santos Almeida | Preço 1 euro | e-mail: info@jornaldabatalha.pt | www.jornaldabatalha.pt | MENSÁRIO Ano XX nº 230 | Setembro de 2009 |
págs. g 4a7 Wp
QUIOSQUE DA BATALHA
De José Manuel Matos Guerra De José Manuel Matos Guerra
• Lotarias • Totoloto • Raspadinhas • Euromilhões
• Lotarias • Totoloto • Raspadinhas • Euromilhões
Largo Mestre Mateus Fernandes APARTADO 24 Telf: 244 767 720 Fax: 244 767 228 2440-901 BATALHA
Largo Mestre Mateus Fernandes APARTADO 24 Telf: 244 767 720 Fax: 244 767 228 2440-901 BATALHA
W págs. 4 e 5
Livros ao domicílio têm meio século
Wpágs. 11 a 15
Wpág. 8 “Festa dos caracóis” regressa à freguesia do Reguengo do Fetal
37 conselhos para ajudar o planeta e melhorar a sua qualidade de vida Suplemento especial subordinado ao tema do Ambiente deixa dicas para o quotidiano e sublinha o trabalho que várias instituições estão a realizar nesta área.
Candidatos apresentam razões para votar neles a 11 de Outubro
Rede de Mosteiros tem 15 milhões de euros para investir
A primeira edição do Jornal da Batalha saiu mês de Julho de o s no m á ç u 1990, sob a direcção i E s m idatos de Aurélio Gonsalves d os candnidato mais jovem? E os? que, no seu editorial a ca ulhere Qual é o os são m a o? Quant que chamou Pórtico, mais idos o? Qual sã ia fregues ue clube Q De que ? explicava as razões m ve jo ? ura mais que lêem candidat am? O oi do aparecimento ap l mo se de futebo vorita? Co a praia fa os? su at a deste mensário. id l nd ua Q 200 ca os mais de chamam “… Este periódico aparece, não com o intuito de ocupar o lugar de outras publicações existentes no Distrito e que, ao longo dos anos têm focado nas suas colunas, sempre com interesse e carinho, os problemas da Batalha, mas sim com o propósito | DIRECTOR:
PORTE
Carlos dos
Santos Almeid
a | Preço
1 euro |
e-mail: info@
jornaldabatal
ha.pt | www.j
ornald
PAGO
.3a8 W págs
XX nº 231
| Outubro
de 2009
|
UE QUI OSQ ALH A DA BAT Manuel De José
Matos Guerra
• Lotarias to • Totolo dinhas • Raspa ilhões • Eurom
APARTADO 228
24
Fernandes Mateus 244 767 Largo Mestre 767 720 Fax: Telf: 244 BATALHA 2440-901
11 Wpág.
ira o de pedre Reabilitaçãmil euros custa 270
inha ra da Barros iInvest A Pedrei a reabilitada. vai ser euros visa 270 mil ística mento de ão paisag renaturalizaç . do espaço
9 Wpág.
o do Celeir Moradores -se em plena manifestam Municipal Assembleia
ores de morad Um grupo Celeiro protes do ões de do lugar más condiç última na tou pelas localidade vida na bleia Munida Assem ação elécsessão e subest cipal. IC9 razões do descon as trica são ento. tentam
12 Wpág.
bancário Novo balcão ad” “spre ção promete para habita negativo
funcionar ys tem a SeO Barcla dia 28 de passado balcão na desde o uma novo margem tembro, a. Uma à vila da Batalh va no crédito negati “armas” de lucro é uma das habitação agência. da nova
Autoridades preparam chegada da pandemia de Gripe A ao concelho
Câmara contra refeições do Agrupamento entregues a privados A medida está a ser preparada pela Direcção Regional de Educação do Centro e esbarra na oposição do executivo camarário.
Jornal da Batalha, 20 anos de história Ano | MENSÁRIO abatalha.pt
Wpág. 20
Wpág. 9
O Mosteiro da Batalha congrega uma rede de monumentos que vão apostar na melhoria do produto turístico para atrair visitantes e melhorar o estado de preservação do património. O investimento vai chegar, também, à Batalha.
EO/MB
O Jornal da Golpilheira apareceu como tal em Dezembro de 2000, sucedendo ao “Das Duasuma”, um jornal mensal dirigido por Luís Miguel Ferraz e Adélio Amaro e que se reportava às freguesias de Golpilheira e Barreira, que teve o seu início em Outubro de 1996. O Jornal da Golpilheira, tal como o seu antecessor, é propriedade do Centro Recreativo da Golpilheira e de publicação mensal e tem-se pautado por trazer à estampa tudo o que se passa na freguesia da Golpilheira ou a ela diga respeito. Dirigido por Luís Miguel Ferraz, que tem como adjunto Manuel Carreira Rito, este mensário da Golpilheira, conta com alguns colaboradores que constituem o Clube de Jornalismo do Centro Recreativo da Golpilheira.
Dia 25 arrancam as tradicionais festas em honra de Nossa Senhora do Fetal, conhecidas por incluírem procissões nocturnas iluminadas com cascas de caracóis.
Com uma dezena de casos suspeitos mas não confirmados, o concelho continua a passar ao lado da pandemia. As instituições preparam-se para a doença.
Wpág. 7
Jornal da Golpilheira
19
Especial Imprensa
Agradecimentos:
de citar os aspectos mais importantes do dia-adia da “Vila Heróica”, através duma publicação “mesmo sua”. O Jornal da Batalha “nasceu” com propriedade “Edições Diana, Publicações e Representações, Lda”, tendo como Editor, Francisco Santos e Coordenador, Carlos Valverde. A partir da edição de Março de 1991, a propriedade é detida por Teresa Rita Ferreira Marques dos Santos e a partir da edição de Janeiro de 1994 da empresa “criada para o efeito” Bom-Senso, Edições e Aconselhamento de Mercado, Lda. A partir da edição de Julho de 2000, quando o Jornal da Batalha completa dez anos de publicações ininterruptas, assume a direcção, o jornalista Carlos dos Santos Almeida, que ainda o dirige.
Para a elaboração deste trabalho foi necessária a colaboração de várias pessoas alheias à nossa redacção, como por exemplo, José Travaços Santos, Júlio Órfão, João Ramos, Luís Miguel Ferraz, Manuel Poças das Noves (Mapone) e Padre António Ramos. A todos agradecemos reconhecidamente.
Inovar para crescer
João Palmeiro Presidente da Associação Portuguesa de Imprensa
A Imprensa no concelho da Batalha, que este ano completa o seu 100º aniversário, mantendo, assim, viva a sua importante missão junto dos leitores, leva-nos não só celebrar, mas também reflectir sobre a Imprensa Regional em Portugal e o seu papel, principalmente num momento de grandes desafios tecnológicos, de mercado e de regulação, como o que estamos a atravessar. A Imprensa, e a Comunicação Social em geral, estão a passar por uma fase em que a quantidade de legislação que nos afecta vem, tanto da Comissão Europeia como do Governo Português, isto sem esquecer os desafios que os Novos Media colocam aos meios tradicionais impressos e, também, as restrições à Publicidade. Como exemplo da legislação do Governo Português que pode afectar gravemente o nosso negócio (e também a transparência da informação ao público),
aponto o novo Código dos Contratos Públicos, que tem por objectivo agregar um conjunto de sítios da Internet, a publicação de anúncios sobre os Concursos Públicos. Acredito que qualquer regulamentação que desencoraje ou constitua obrigação que faça perder a identidade própria da mensagem publicitária de cada marca, através da inserção de informação obrigatória que limite a criatividade e a diferenciação da mensagem, como por exemplo nos casos dos índices energéticos para os electrodomésticos ou para emissões de CO2 dos motores dos automóveis ou ainda para a especificação exaustiva de produtos bancários ou financeiros, resultará numa enorme diminuição do financiamento da nossa indústria e, ao mesmo tempo, traduz-se num atentado à Liberdade de Expressão (tanto editorial como comercial), sendo que,
não podemos esquecer que a Publicidade é um sector vital para a manutenção da independência, diversidade e viabilidade económica da Imprensa. Face a estas restrições, o posicionamento da Imprensa passa por fazer uso das possibilidades proporcionadas pelas novas tecnologias, utilizandoas para explorar a sua imagem de marca cada vez mais apoiada na credibilidade e qualidade de informação, passando a estar cada vez mais on-line, produzindo mais conteúdos suportados na multimédia e fomentando a interacção com o público. A Imprensa Regional, neste caso o “Jornal da Batalha”, dado o seu forte papel nas comunidades – cada vez mais activo na defesa da cultura e da língua Portuguesa, tem de ser estimulada como veículo de promoção da leitura e de mais literacia dos media. É um elemento de democratização da
informação, elo de ligação entre aqueles que estão fora e as suas terras de origem, único meio de saber o que acontece localmente, porta privilegiada para o desenvolvimento económico e trocas empresariais e turísticas, é informação de proximidade que deve permanecer como tal, não deixando por isso de se modernizar, de responder aos novos desafios e de enfrentar todas as restrições e dificuldades que podem surgir. Ao completar um século de existência, a imprensa na Batalha tem o direito e a obrigação de levantar a sua voz contra projectos perigosos ou insensatos como poderá ser o incluído no Programa de Governo recentemente apresentado que prevê a criação de rádios e jornais comunitários… Termino afirmando que todos estes desafios e ameaças só podem ser ultrapassados com inovação, modernização e cooperação empresarial.
20
Batalha
Novembro 2009
Jornal da Batalha
Saúde
Diabetes um problema de saúde pública m Comemora-se dia 14 de Novembro o Dia Mundial da Diabetes. Apesar de todos os esforços desenvolvidos até agora, a diabetes continua a ser um problema de saúde pública, estando rapidamente a tomar proporções epidémicas.
Em 2007 o número de diabéticos em Portugal era de 648 mil, sendo que a nível Mundial se estima este valor que seja superior a 246 milhões. Prevendo-se que esses valores em 2025 sofram aumentos significativos: 1 milhão em Portugal e 380 milhões em todo mundo! A diabetes mellitus é uma doença crónica, de longa evolução, que se caracteriza por uma alteração no metabolismo dos hidratos de carbono, proteínas e lípidos devida a uma secreção insuficiente de insulina pelo pâncreas, a uma resistência à acção desta hormona ou pela associação dos dois motivos. É cada vez mais considerada uma doença vascular, pelas implicações que tem quer a nível macro quer micro vascular. A hiperglicémia constitui um verdadeiro tóxico endotelial!
Existem fundamentalmente dois tipos de diabetes. A diabetes tipo 1, que ocorre nos jovens e onde os factores genéticos são os grandes responsáveis pelo aparecimento da doença e a diabetes tipo 2, que surge na idade adulta, geralmente em indivíduos com peso excessivo. Nestes, ainda que também possam existir factores genéticos no aparecimento da doença, são o sedentarismo e os excessos alimentares os grandes responsáveis pelo aparecimento da doença. No indivíduo adulto os sintomas da doença são escassos, podendo no entanto haver sintomas de polidipsia (sede excessiva), poliúria (aumento da quantidade de urina), fadiga, perda de peso, tendência para infecções, etc.. Pelo contrário, estes sintomas surgem de forma exuberante nos jovens diabéticos tipo 1, permitindo um diagnóstico rápido da doença e o início do seu tratamento com insulina e a adopção de medidas higieno–dietéticas. Apenas uma pequena percentagem de diabéticos (5-10%) pertence a este grupo. A grande maioria de doentes diabéticos pertence ao grupo 2 e a doença vai na maior parte dos casos tendo uma evolução lenta, sendo que, no momento do
diagnóstico podem já existir complicações. A diabetes não compensada é causa de grande impacto na saúde. Assim: constitui a 1ªcausa de insuficiência renal, 1ªcausa de cegueira, 1ª causa de amputações não traumáticas, 4ªcausa de morte, aumenta 2 a 4 vezes o risco de doença cardiovascular e de acidente vascular cerebral. No mundo morrem, por ano 3 milhões de diabéticos devido às suas complicações. A prevenção e o diagnóstico precoce constituem as melhores armas de combate à doença Assim é necessário prevenir para evitar a doença (prevenção primária), adquirindo hábitos de vida saudável, que passam por ter uma alimentação saudável, pelo combate ao sedentarismo, pela prática do exercício físico, pelo abandono do tabaco, pela diminuição da quantidade de sal na comida. O diagnóstico precoce é também uma arma importantíssima. Assim os doentes com risco acrescido de vir a ter diabetes, devem para além das medidas preventivas atrás mencionadas, procurar o seu Médico para fazer o despiste da doença, pois como atrás referido ela é muitas vezes silenciosa. O diagnóstico precoce é fundamental para diminuir
CLÍNICA DE MEDICINA DENTÁRIA DA BATALHA CONSULTAS DE 2.ª S A SEXTAS DAS 9.30 H ÀS 12.30 H E DAS 14.00 H ÀS 19.00 H
AOS SÁBADOS DE MANHÃ
Assistência exclusivamente médica Rua António Cândido Encarnação - EDIFÍCIO JORDÃO
1º Piso - Sala 5 - 2440 BATALHA - Telef. 244 767 593
a incidência das complicações da diabetes, rastreando mais precocemente as pessoas que apresentam factores de risco acrescido para o desenvolvimento desta doença: idade superior a 45 anos, existência de familiares em 1º grau com diabetes, obesidade ou excesso de peso, história de diabetes gestacional, hipertensão arterial, dislipidémias, obesidade abdominal, perímetro abdominal, existência de doença
cardíaca previa, anomalias da glicemia em jejum e tolerância diminuída à glicose prévias. Se é um diabético já diagnosticado lembre-se que todas as medidas atrás apontadas continuam a fazer todo o sentido, assim como o cumprimento rigoroso da terapêutica que lhe foi instituída, não esquecendo a dieta. Um bom controlo metabólico e controlo rigoroso de outros factores como a
hipertensão e a dislipidémia, colesterol e trigliceridos são fundamentais para a prevenção das complicações da diabetes (prevenção secundária) A prevenção é a melhor arma. Todos juntos na luta contra a diabetes. Ana Barros Coordenação Distrital Diabetes Agrupamento de Centros de Saúde Pinhal Litoral 2
Jornal da Batalha
Publicidade
Novembro 2009
21
SERVIÇO DE ATENDIMENTO COMPLEMENTAR Consulta Médica e Apoio de Enfermagem Equipa Médica especializada em Urgência Hospitalar
RADIOLOGIA
Tac, Raio-x, Ecografia, Eco-doppler, Mamografia e Osteodensitometria
ESPECIALIDADES
Psicologia e Neuropsicologia – Dra. Célia Filipe Nefrologia – Dr. Pedro Maia Pediatria – Dr. Vítor Póvoa Endocrinologia – Dr. Serafim Rosas Cardiologia/Doenças do Coração – Dr. Alexandre Antunes Consultas Médicas de Cardiologia Exames complementares de diagnósƟco: Prova de esforço/Holter/MAPA/Electrocardiograma
Estudo do Sono Estudos poligráficos do sono em ambulatório Polissonografia convencional
Pneumologia – Dr. Orlando Santos Consultas Médicas de Pneumologia Exames complementares de DiagnósƟco: Espirometria/Provas funcionais respiratórias completas/Testes cutâneos de Alergia Neurologia – Dra. Pureza Dias Psiquiatria – Dr. Cláudio Laureano Ginecologia/Obstetrícia – Dra. Andreia Antunes Urologia – Dr. António Oliveira
Medicina Interna Medicina Dentária
Medicina Dentária geral, EdodonƟa, OrtodonƟa, Periodontologia, Odontopediatria, Oclusão, Implantologia (Acordos para Medicina Dentária com Médis, PT-ACS, Serviços Sociais CGD e SAMS/Quadros)
Unidade de Medicina Física e de Reabilitação Enfermagem Sessões de Acupunctura – Enf. Vítor Lopes Centro Hospitalar Nº Sra. da Conceição – Rua Principal, nº 26 – Brancas, 2440-090 Batalha Telefone 244 769 430 Fax 244 769 439 – email geral@centrohospitalarbatalha.com
Cardiologia Cirurgia geral e Vascular
Dr. João Cristovão Dr. Nuno Rama
(tratamento de varizes)
Clínica Geral Dermatologia Endocrinologia Gastroenterologia Ginecologia e Obstetrícia Medicina Dentária Medicina Desportiva Medicina Estética Medicina no Trabalho Neurologia Nutrição Oftalmologia Otorrinolaringologia Ortodontia (aparelhos dentários) Ortopedia e Traumatologia Pediatria Podologia Psicologia e Neuropsicologia Psiquiatria Terapia da fala Tratamento da dor Urologia Enfermagem Aulas de Preparação para o Parto Electrocardiogramas
Dra. Delfina Carvalho, Dr. Manuel Carvalho, Dr. Manuel Orfão Dr. Álvaro Machado Dr. Miguel Melo Dr. Rui Mesquita Dra. Fátima Matias, Dr. Gonçalo Ramos Dra. Ana Freitas Dra. Delfina Carvalho, Dr. Manuel Carvalho, Dr. Manuel Orfão Dr. Tropa de Sousa, Dr. Francisco Domingues Dr. Manuel Carvalho Dr. Alfredo Sá Dra. Patrícia Coelho, Dr. Francisco Domingues Dra. Filipa Ponces Dra. Maria do Carmo Migueis Dr. Nuno Oliveira Dr. Ernesto Moura, Dr. José Mouzinho Dr. António Cruz Dra. Anabela Vieira Dr. Tiago Santos Dr. António Cabeço Dra. Andreia Salvador Dr. Tropa de Sousa Dr. Crisóstomo
Rua D. Maria Júlia Sales Zuquete, nº31 - Moinho de Vento 2440-041 Batalha Tel: 244 765 700 E-Mail: polidnuno@sapo.pt
22
Batalha Cultura
Novembro 2009
Jornal da Batalha
Património
Malfeitorias dos invasores napoleónicos na Batalha (1) Há dois séculos as tropas de Napoleão andaram por cá e fizeram das suas. Isto dito assim, e visto à distância de tantos anos, parece coisa de somenos importância. Mas não foi. Atingiu foros de uma das maiores tragédias vividas pelo Povo Português, só comparável aos sessenta anos de domínio dos castelhanos. Os crimes dos franceses foram muitos e graves e, bem observados, assemelham-se muito a genocídios. Houve populações dizimadas. Um horror que os nossos antepassados tiveram de suportar, sabe-se lá com quantos sofrimentos! Duas das invasões francesas, a primeira comandada por Junot e a terceira comandada por Massena, ambos famigerados no pior sentido, chegaram às terras da Batalha. A última, a pior das duas, reduziu a população da paróquia da Batalha de 2447 indivíduos para 1505 e destruiu 367 habitações. Directamente os invasores assassinaram 41 batalhenses, 901 pessoas morreram de fome e de doenças e 307 tiveram de abandonar os seus lares. São informações fornecidas pelo “O Couseiro”. Curioso é verificar que desde a destruição do então recém-construído Hospital de D. Manuel de Aguiar, em Leiria, logo na primeira invasão, na Batalha continuou a funcionar o seu velho e pequeníssimo hospital de Santa Maria da Vitória, fundado em 1427. Creio que na altura já estaria instalado no edifício que ainda existe, na antiga estrada para a Quinta do Sobrado, onde se pretende agora erguer uma instituição para hospedagem de jovens e de investigadores da história local e do Mosteiro. Contudo, deve preservar-se, e os arquitectos apresentarão a melhor
forma de o fazer, a memória física desta várias vezes secular unidade hospitalar, que tantos serviços prestou à população. A propósito, transcrevo duma “Relação Exacta da Casa da Misericórdia da Vila da Batalha”, datada de 3 de Maio de 1821, e subscrita pelo Vigário Padre José Vieira Neto, em funções de escrivão da Mesa e na ausência do provedor, o seguinte excerto: (…) como também (socorre) todos os mais pobres e Militares que transitam na estrada que fica próxima a esta Vila, os quais tem sempre curado e tratado e a respeito dos ditos Militares nunca mandou certidão à respectiva tesouraria para o embolso da sua despesa, tendo suprido tudo pelos rendimentos da Casa, pois este foi o primeiro Hospital que se pôs em exercício nesta Província, fora das linhas de defesa quando evacuou o Exército francês inimigo, sendo então da maior utilidade aos doentes dispersos do nosso Exército, como foi notório, pois nem em Leiria havia arranjos alguns (…)”. Um dos principais alvos da Vila foi, como é natural, o Mosteiro. Gentes que hostilizavam abertamente a Religião, trataram logo de profanar o Monumento e, buscando tesouros que por ali estivessem escondidos, tudo revolveram, vasculharam os sítios mais recônditos e rebentaram túmulos. O dos Condes de Miranda do Corvo, na capela de S. Miguel (junto á porta lateral) ainda hoje tem sinais do estrago provocado. Por sua vez, o corpo, até ali incorrupto, de D. João II, depositado num ataúde de madeira na Capela de Nossa senhora do Pranto (linda expressão portuguesa nesta invocação da Santíssima Virgem) ou da Piedade, foi tirado do cai-
p Vista norte do Mosteiro e da Vila em gravura que nos dá sensivelmente a ideia de como seria a Batalha por altura das invasões francesas. O aglomerado de edifícios vizinhos do Claustro de D. Afonso V e das Capelas Imperfeitas deve ser o do Claustro de D. João III, incendiado em 1811. xão e quase destruído. Sobre o túmulo de D. João II diz o Cardeal Saraiva na sua notabilíssima “Memória Histórica sobre as Obras do Real Mosteiro de Santa Maria da Victoria chamado vulgarmente da Batalha” (1827): “(…) Passando pela capela mór à outra que lhe fica imediatamente para o lado da Epístola, e que é dedicada a nossa senhora da Piedade (em outro tempo N. S. do Pranto), achamos aí o túmulo, em que estão depositados os restos do senhor D. João II, como já em tempo de Frei Luís de Sousa (séc XVI/ XVII), e muito antes, estava o seu corpo, trasladado da sé de Silves em 1499. Subia-se a este túmulo por sete degraus de madeira postos em quadrado, chapeados de bronze; e a caixa externa do túmulo, que sobre eles estava, e também era de madeira, e do mesmo modo chapeada, tinha três chaves de que eram depositários o prior do convento, o sacristão mor e um padre dos mais anciãos. Achamos em lembrança antiga que a duqueza de Aveiro, visitando o túmulo em 1544, o mandara reformar do sobredito modo. “O que é certo e indubitável é que ali estava e esteve,
por mais de 300 anos, inteiro o corpo daquele soberano, que nós mesmo, no ano de 1809, por benigna condescendência do prior que então era, vimos, e com nossas mão apalpámos não lhe achando outro defeito mais que a extremidade do rosto, na barba, já um pouco gastada do tempo. Na invasão do exército francês, em 1810, padeceu este respeitável depósito os efeitos da barbaridade com que a soldadesca sacrilegamente violou todos os Reais túmulos; e hoje se conservam os restos informes, que a religiosa piedade do actual benemérito prior (que também o era então) o P. M. Fr. Francisco Henriques de Faria, pôde recolher de entre ruínas e entulho, e que ali tornou a depositar, reformando os degraus e caixa de madeira, tal como ora (1827) existe (…)”. Ainda resta, à guarda do Mosteiro, a tampa de madeira do ataúde. O corpo de D. João II foi em 1901 trasladado para o seu túmulo de pedra calcária na Capela do Fundador. Outro dos túmulos danificados pelos franceses, conforme no-lo refere o Cardeal Saraiva, foi o de D. Diogo Lopes de Sousa.
“(…) Segue-se finalmente a última capela da parte da Epístola, próxima à porta travessa da igreja (…) O que porém não se pode negar é que se vê ali aberto no grosso da parede do lado da Epístola um grande arco e dentro dele o belo e magnífico mausoléu de Diogo Lopes de Sousa, conde de Miranda, e quarto governador da Relação do Porto, obrado de mosaico, em mármore preto, que parece não ser muito antigo. Assenta sobre três leões de bela escultura, cujas mão repousam sobre uns ovados de mármore preto, e tem por cima de todo o mausoléu o escudo de armas desta ilustre família com coroa ducal, tudo na mesma matéria e artifício. “NA face do túmulo havia uma larga inscrição latina em letras maiúsculas, de que somente existem os princípios e fins das nove linhas de que se compunha, e por onde se vê ainda que continha o nome e elogio daquele fidalgo: mas como a soldadesca arrombasse o monumento por esta mesma face, está hoje o rombo fechado de argamassa, e desapareceu a inscrição (…)”. Outra informação do autor regista o que se passou no topo sul do transepto, junto à porta lateral: “(…) Ultimamente: no outro topo fronteiro (fronteiro ao topo norte, onde estava o altar de Jesus com o retábulo que hoje está nas Igreja das Trinas, ao Rato, em Lisboa), entrando a porta travessa da igreja, vê-se na parede do lado esquerdo a inscrição latina, de que fala o cronista (Frei Luís de Sousa) no fim do cap. XXV, mas está a pedra despedaçada, e lascada do fogo que aí fizeram os soldados franceses, que nos não foi possível ler o seu conteúdo, e nem ao menos conhecer se com efei-
to se referia à trasladação da senhora D. Filipa, como Frei Luís de Sousa afirma no mesmo lugar”. Ora, chegados aqui, após cuidadosa leitura (e muito difícil leitura, dado o estado em que se encontra a pedra) da inscrição, feita recentemente pelo historiador Professor Doutor Saul António Gomes, confirmase que nele se refere a trasladação de D. Filipa de Lencastre. Aguardemos, porém, o que o notável historiador tem para dizer sobre o assunto e que parece conter novidades. Dado o espaço, que me é dado no Jornal, não permitir mais por hoje, continuaremos, se Deus quiser, no próximo número,
Consultas: “Memória Histórica sobre as Obras do Real Mosteiro de Santa Maria da Victoria chamado vulgarmente da Batalha”, por D. Fr. Francisco de S. Luís (Cardeal Saraiva). A edição é datada de 1827 e feita, em Lisboa, na “Typographia da Academia Real das Sciências”; “Relação Exacta da Casa da Misericórdia da Vila da Batalha”, datada de 3 de Maio de 1821 e subscrita pelo Vigário José Vieira Neto, transcrita no nº 4, Novembro de 1980, dos “Cadernos da Vila Heróica”. A “Relação” está no Arquivo da Misericórdia; “O Couseiro”, (Memórias do Bispado de Leiria); “História de Portugal”, Vol. VII (1807-1832), do Prof. Doutor Joaquim Veríssimo Serrão. Apontamentos sobre a História da Batalha (82) José Travaços Santos
Jornal da Batalha
Publicidade
Novembro 2009
23
Óbitos João Carlos da Silva Crespo, de 33 anos, casado com Inês Matias Moreira, era natural de Moita da Roda e residia em Arrabal, Leiria. Faleceu no dia 6 de Outubro, no Carregado e foi a sepultar no cemitério de Arrabal, Leiria. César Ribeiro, de 77 anos, viúvo de Maria de Lurdes Moreira de Sousa Ribeiro, era natural de Golpilheira e residia nos Estados Unidos da América. Faleceu no dia 7 de Outubro, nos Estados Unidos e foi a sepultar no cemitério de Golpilheira. Emília Batista Franco, de 92 anos, casada com José Batista Franco, era natural da freguesia de Reguengo do Fetal e residia em Alcanadas, Reguengo do Fetal. Faleceu no dia 9 de Outubro, no Hospital de Santo André, em Leiria e foi a sepultar no cemitério de Alcanadas.
Acidália Novais Silva Batalha N. 04.10.1915 - F. 05.11.2009 Seus filhos, noras, netos, bisnetos e restantes familiares, na impossibilidade de o fazer pessoalmente, como era seu desejo, vêm agradecer reconhecidamente todo o apoio que sentiram nesta altura de dor e sentimento de perda. Agradecem também a todos aqueles que acompanharam a sua ente querida até à última morada e lhes manifestaram o seu pesar. Um bem-haja a todos
Maria de Lurdes Henriques Grosso, de 88 anos, casada com António dos Santos Vieira Jordão, era natural da freguesia de Batalha e residia em Golpilheira. Faleceu no dia 16 de Outubro, no Hospital de Santo André, em Leiria e foi a sepultar no cemitério de Golpilheira.
António da Encarnação Carvalho, de 80 anos, casado com Maria Gomes Morais Carvalho, era natural de Reguengo do Fetal e residente em Reguengo do Fetal. Faleceu no dia 17 de Outubro, em Reguengo do Fetal e foi a sepultar no cemitério de Reguengo do Fetal. António José Soares Moreira, de 49 anos, solteiro, era natural da freguesia de Reguengo do Fetal e residente em Rio Seco, Reguengo do Fetal. Faleceu no dia 24 de Outubro, no Hospital de Santo André, em Leiria e foi a sepultar no cemitério de Torre. Maria Henriques Ascenso, de 83 anos, viúva de Joaquim Monteiro da Silva, era natural da freguesia de Pataias e residia em Casal do Quinta, Batalha. Faleceu no dia 25 de Outubro, no Hospital de Santo André, em Leiria e foi a sepultar no cemitério de Batalha. Tratou: Agência Funerária Santos & Matias, L.da – Batalha
Reguengo do Fetal - Batalha 17.08.1929 - F. 17.10.2009
A família reconhecida, agradece a todas as pessoas que se dignaram estar presentes ou que de outra forma lhes prestaram homenagem. Um bem-haja a todos.
Francisco Reis dos Santos
Rui Manuel Oliveira Grosso Valentina da Conceição Matos, de 86 anos, viúva de Francisco da Costa, era natural da freguesia de Porto de Mós (S. Pedro) e residia em Fonte do Oleiro, Porto de Mós. Faleceu no dia 16 de Outubro, em Fonte do Oleiro e foi a sepultar no cemitério de Fonte do Oleiro.
António Encarnação Carvalho
F. 17.10.2009
8º Ano de Falecimento Aqueles que amamos nunca morrem, Apenas partem antes de nós. E tu querido filho partiste para uma viagem sem regresso. Recordamos-te com muita saudade. Os teus Pais e Irmã Descansa em Paz
Recordação de eterna saudade de sua esposa e filhas no 2º aniversário do seu falecimento.
NOVENA INFALÍVEL Ao Divino Espírito Santo, ao Menino Jesus e Sua Santíssima Mãe e Santo António. Ó Jesus que disseste: Pede e receberás, procura e acharás, bate e a porta se abrirá. Por intermédio de Maria Vossa Mãe Santíssima eu bato, procuro e vos rogo que minha prece seja atendida. (Menciona-se o pedido); Oh! Jesus que disseste: Tudo o que pedires ao Pai em Meu nome Ele atenderá. Com Maria, Vossa Santa Mãe, humildemente rogo ao Pai, em Vosso nome, que a minha prece seja seja ouvida. Menciona-se o pedido. Oh! Jesus que disseste: O céu e a terra passarão mas a minha palavra não passará. Com Maria, Vossa Mãe bendita, eu confio que a minha oração seja ouvida. Menciona-se o pedido. Rezar 3 Avé-Marias e uma Salvé-Rainha. Em casos urgentes esta novena deverá ser feita em 9 horas seguidas. Publicar a Oração assim que receber a graça. Agradeço a graça recebida. EL
FARMÁCIAS DE SERVIÇO Farmácia Ferraz Lg. Paulo VI, Batalha Telefone 244 765 124
Farmácia Moreira Padrão R. D. Filipa de Lencastre, Batalha Telefone 244 765 449/244 767 683
30/11 a 06/12 14/12 a 20/12 23/11 a 29/11 07/12 a 13/12
Maria Henriques Ascenso Casal do Quinta - Batalha N. 20.12.1925 - F. 25.10.2009 Seu filho, António José Mendes Rainho, nora, netos e restantes familiares, na impossibilidade de o fazer pessoalmente, como era seu desejo, vêm de forma reconhecida agradecer todo o carinho e apoio que sentiram nesta altura de dor e sentimento de perda. Agradecem ainda a todos aqueles que acompanharam a sua ente querida até à última morada, esperando agora que descanse em Paz. Por tudo e a todos, um bem-haja. Tratou: Agência Funerária Santos & Matias, L.da - Batalha
Maria do Rosário Monteiro da Silva (Ti Quitas) Quinta do Sobrado - Batalha N. 04.06.1916 - F. 02.11.2009 Suas filhas, filho, netos, bisnetos e restante família na impossibilidade de o fazer pessoalmente como era seu desejo vêm por este meio agradecer a todas as pessoas que os acarinharam neste momento de dor e tristeza ou de outra forma manifestaram o seu pesar. A família reconhecida agradece todas as demonstrações de solidariedade, pela perda do seu ente querido. A todos, muito obrigado.
Volume 2
Tratou: Funerária Nacional - Cerfuni Lda
José Carlos de Sousa Pinheiro
Funerária Santos & Matias, Lda. Telefone 244 768 685/244 765 764 967 027 733
E-mail: fune_santosematias@sapo.pt
Até 31 de Dezembro
Estrada de Fátima, nº 10 B 2440-100 Batalha
N. 12/06/1951 - F. 21/11/2006 Arneiro - Batalha Foi no dia 21 de Novembro 2006 que, de forma inesperada, nos deixou este nosso querido familiar. Decorrido que foi mais um ano de saudade e mágoa, a sua memória, feita de muitos afectos, sofrimentos e evocações, permanece bem viva nos nossos sentimentos, bem como em todos os momentos mais sensíveis da nossa vida. Na passagem desta efeméride, com a dor a apertar-nos profundamente, lembramos e homenageamos este querido familiar, na certeza que a sua atribulada vivência na terra será justamente recompensada pelo conforto da justiça divina.
24
Publicidade
Novembro 2009
Jornal da Batalha