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Jornal do Centro

02 | novembro | 2012

18

especial

UM JORNAL COMPLETO

Caça A caça tem raízes muito profundas. Se nos primórdios se caçava com o principal objetivo de alimentar, hoje em dia esta prática ganha contornos de paixão, desporto e uma mística muito própria. A caça é um ritual, que junta milhares de aficionados pelo país e que oferece aos praticantes momentos de ócio e

Viagem ao “mundo” da caça...

Licenças e é aqui que tudo coprimeiro passo a ter em conta Ter licenças apropriadas é o é obtida através da a aquisição da carta de caçador, da Natumeça. A licença de caça, para e prático no Instituto da Conservação realização de um exame teórico anos, tendo, após isso, e que tem validade até aos 60 reza e das Florestas (ICNF) ao caçador exercer cinco anos. Esta carta permite que ser validada de cinco em arma de fogo, arde caça nem ave de presa, com as seguintes práticas: sem arma a licença de uso e caso de uso de arma é necessária queiro-caçador e cetreiro. No na Policia de Sede um exame teórico e prático, porte de arma, também através a prática venatória (toda encontra-se habilitado para gurança Pública (PSP), aqui - visando captua procura, a espera e a perseguição a atividade - nomeadamente É também necessária cinegética). fauna da elemento rar, vivo ou morto, qualquer Freguesia. que é conseguida na Junta de por licença uma licença de cães de caça e complexo uma vez que é subdividido venatória), O mundo das licenças é vasto a época todo o território nacional, durante em caçar (permite nacional durante a época na respetiva região cinegética, licença regional (permite caçar nacional. Estas lipara não residentes em território venatória) e ainda a licença do Multibanco, junto Rede de Caixas Automáticas de Florestas cenças podem ser obtidas na dos serviços das Direções Regionais em terdos serviços centrais do ICNF, exceto a licença para não residentes e das Unidades de Gestão Florestal, exclusivamente junto do ICNF. ritório nacional que é obtida

caçar, pois, cada vez mais,

o desconhecimento das regras

pág. 10 > REGIÃO

põe em cau-

Ano 11 N.º 555

pág. 15 > EDUCAÇÃO

12, 20, 16, 410 são As armas de fogo de calibre São outro ponto a ter em atenção. tipo de caça que se da arma certa dependendo do alguns exemplos, pois a escolha o auxílio de cães tipos de caça: caça de salto (com pretende fazer. Vejamos alguns encontra-se sem e abate), caça de espera (o caçador o caçador procura, persegue um pássaro ou pombo estar num posto à espera que o auxílio de cães e apiado – caça grossa (num para que seja possível abater), entre numa determinada zona abate a presa), caça de determinado posto, o caçador, ez num local mas desta vez montaria (caçador apiado, com o que lhe foi atribuído por sorteio, aguarauxílio de matilhas e batedores, da que a caça se aproxime).

{

Semanário 2 a 8 de novembro 2012

pág. 08 > À CONVERSA

As armas

Espécies de caça no distrito

Paulo Neto

pág. 06 > ABERTURA

convívio. Caçar, como qualquer outro desporto, implica regras, meios técnicos, ecossistemas adaptados, economia, equipamentos, infraestruturas e sobretudo uma consciência que só se consegue com paixão e dedicação a esta prática. Va mos neste suplemento viajar pelo mundo da caça e perceber como tudo funciona…

querer que se perceba o porquê de Em primeiro lugar é fundamental desporto. sa o verdadeiro sentido deste

DIRETOR

pág. 02 > PRAÇA PÚBLICA

pág. 18 > ESPECIAL CAÇA

Pombos, Caça Menor: Rola-Comum, PerdizCoelho - Bravo, Raposa, Vermelha, Tordos e Pombos

pág. 20 > ECONOMIA

Caça Maior: Javali

1,00 Euro

pág. 23 > DESPORTO

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pág. 26 > CULTURA Publicidade

pág. 30 > SAÚDE

Especial Caça

Nuno André Ferreira

| Telefone: 232 437 461

SEMANÁRIO DA

pág. 28 > EM FOCO

Nesta N estta ed edição dição

REGIÃO DE VISEU

pág. 33 > CLASSIFICADOS

·

Rua Santa Isabel, Lote 3 R/C - EP - 3500-680 Repeses - Viseu ·

Novo acordo ortográfico

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Novo comandante da PSP de Viseu quer mais polícias na rua ∑ “Quase todos os agentes da PSP de Viseu estão a fazer o limite máximo”, Victor Rodrigues, à conversa com o Jornal do Centro | págs. 8 e 9


2

Jornal do Centro 02 | novembro | 2012

praçapública r

r

palavras

deles

Maria do Céu Sobral Geóloga mariasobral@gmail.com

Pensar o quotidiano

A. Gomes Professor de Filosofia

ro português anda a r O ‘comer gato por lebre’ ao comprar castanha que os espanhóis, há meia dúzia de anos, deitavam aos animais para consumo”

Fernando Ruas

Victor Rodrigues

Daniel Azevedo

Presidente da Cãmara Municipal de Viseu (Inauguração do crematório de Viseu, 30 de outubro)

Comandante da PSP de Viseu (Entrevista ao Jornal do centro nesta edição)

Produtor de castanha de Sernancelhe, em entrevista ao Jornal do Centro

Governo não se mostra sensível e não admite o diálogo perante um cenário de completo desespero e o estado de limite a que os empresários chegaram” na região

José Junqueiro Deputado do PS eleito por Viseu (Conferência de imprensa, 29 de outubro)

Uma luz de cultura No passado dia 26 teve lugar em Sernancelhe a segunda “tábua” do Ciclo de Colóquios Aquilino Ribeiro Tríptico Autobiográfico, com exploração literária da adolescência do escritor no Colégio da Lapa tendo como obra de fundo “Uma luz ao longe”. O contexto histórico e vivencial correspondente ao período descrito esteve a cargo de Paulo Neto (diretor da revista literária do Município de Sernancelhe “Aquilino”), que através de uma viagem fotográfica e de outros apontamentos nos transportou para a vida fora dos livros do escritor e a maneira como ela se reflectiu no percurso do mesmo. O Dr. Alberto Correia (Antropólogo, Investigador, Historiador e ex-director do Museu Grão-Vasco), também ele um Sernancelhense, brindounos com uma análise apurada das paisagens literárias que o escritor desenha na obra, paisagens que são facilmente identificadas e reconhecidas por nós conterrâneos. Mostrou-nos a

Paulo Neto

Opinião

Era bom que as [O crematório] é um upgrade numa cidade pessoas se começassem a mentalizar que que tem tudo” Viseu já não é uma cidade assim tão calma e começassem a tomar determinadas precauções”

mistura de emoções e sentimentos que se revelaram na escrita, resultado do seu percurso escolar conturbado no Colégio da Lapa, mas também pela sua relação com o espaço geográfico e contexto social que tendia a explorar. Aproximou-nos da obra por meio de um apelo aos nossos sentidos, reconhecendo através de fotografias das “Terras do Demo” as paisagens descritas e que tão bem conhecemos. Foi assim, uma luz de cultura para os presentes, alguns mais experientes no assunto, e outros que se tentou aliciar para a leitura de Aquilino Ribeiro,

como os alunos da Escola Profissional de Sernancelhe que marcaram presença. Como imagem de marca do concelho o grande escritor é, e deverá continuar a ser, altamente lembrado e reconhecido, através deste tipo de iniciativas. Que melhor maneira de lembrar e reconhecer um grande escritor, do que ler os seus livros? Estas iniciativas permitem a divulgação da obra a um vasto número de pessoas de estratos sociais vários, criando nelas uma aproximação ao contexto literário pelo reconhecimento dos temas, da linguagem usada e da geografia descrita. Foi visível na expressão dos presentes o contentamento por esta pequena luz de cultura, e a vontade de voltar para a terceira e última parte deste Ciclo de Colóquios. Esperemos que logo depois surja nova iniciativa com alusão ao escritor, pois é bastante óbvio que movimenta muitos seguidores, e que as gerações mais novas podem ser motivadas à sua leitura.

XXIV. Filósofos cães 1. Um cínico é, define o dicionário, uma pessoa dissoluta, sem pudor, insolente, obscena, um desavergonhado e desprezável. O conceito, este conceito bem negativo, é-nos familiar; mas transforma-se em estranho, quando sabemos que os cínicos foram filósofos gregos, que pertenceram a uma escola fundada por Antístenes, um discípulo de Sócrates, e que a origem etimológica de cínico é a palavra grega cynós, cujo significado é “do cão, relativo ao cão ou que se assemelha a um cão”. 2. Um dos cínicos mais conhecidos é Diógenes de Sínope (séc. V-IV a.C.), que levou vida... de cão: dormia num tonel usado frequentemente para abrigo dos cães, defecava e mijava e masturbava-se na praça pública... Não admira, assim, que, com alguma frequência, os cínicos sejam expulsos das histórias da Filosofia. Aqueles comportamentos não são

“normais” numa pessoa comum – muito menos, em filósofos. No entanto, o que o cínico pretende é, digamos assim, filosofar com o corpo todo – e não apenas “com a língua”, ao jeito de outros filósofos, como Platão. Como observa Peter Sloterdijk, os cínicos, subversivamente, “opõem uma reflexão essencialmente plebeia” à maneira aristocrática de conceber e transmitir o saber. E pretendem, desse modo, evidenciar o seu desprezo pelas convenções, a pouca importância das ilusões da vida social. 3. Os cínicos foram considerados, no seu tempo, modelos de virtude e sabedoria. Mestres na arte do desapego em relação a coisas e ideias supérfluas e inúteis. Das estórias que envolvem Diógenes, a mais conhecida é aquela em que o filósofo está a “apanhar” sol, quando dele se aproximou o imperador Alexandre Magno, que lhe disse: “pede-me o que quiseres”. Ao que Diógenes respondeu:

“Quero que não me faças sombra”. 4. A masturbação em público é particularmente significativa, a este respeito: masturbando-se no mesmo sítio onde se filosofa, Diógenes filosofa com a masturbação, sublinhando a naturalidade desse ato, face aos tabús e eufemismos da civilização – e face a atos, praticados em públicos, contrários às exigências da nossa natureza, como roubar dinheiro, as calúnias, a perseguição... Tudo o que é natural é respeitável e decente. Por que razão não aceitamos, culturalmente, a natureza, quando esta nos não provoca ne-

nhum dano? A vida correta é aquela em que temos as necessidades mais simples possíveis e as satisfazemos do modo mais simples. Se temos fome, comemos; temos sede, bebemos; por que havemos de nos esconder, quando se trata de desejos sexuais? Em palavras do próprio: “Ah! Se pudéssemos acabar com a fome apenas esfregando a barriga!” 5.Por síndrome de Diógenes designa-se uma doença caracterizada pelo desejo compulsivo, sobretudo de idosos, de acumular bens ou objetos descartados como lixo, e pela incapacidade de se desprender deles, mesmo quando são inúteis ou perigosos para a saúde. Sabendo que o verdadeiro Diógenes foi mestre na arte do desapego, aquela designação é ilustrativa do desprezo pela razão cínica. Nota: pode concordar ou discordar deste texto no blogue O meu baú (http://omeubau.net/filosofoscaes/)


OPINIÃO | PRAÇA PÚBLICA 3

Jornal do Centro 02 | novembro | 2012

números

estrelas

320

Afonso Abrantes Presidente da Câmara Municipal de Mortágua

Carlos Esteves Presidente da Câmara Municipal de Penedono

João Azevedo Presidente da Câmara Municipal de Mangualde

Festa da Lampantana.

Feira dos Santos.

Mercado do Magriço.

O número de viaturas fiscalizadas durante uma operação da PSP leva a cabo na cidade de Lamego. Na operação participaram cerca de 40 agentes das equipas de intervenção rápida, da fiscalização e da investigação criminal.

Importa-se de responder?

Está a pensar visitar alguma das feiras tradicionais que decorrem este fim-de-semana no distrito de Viseu? Vou à Feira dos Santos de Mangualde para comer as tradicionais febras de porco.

Não. Infelizmente vou estar a trabalhar. Gostava mesmo de ir à Feira dos Santos de Mangualde.

Armando Caessa

Carlos Dinis

Gestor de vendas

Bombeiro

Não posso ir, estou a trabalhar no fim-de-semana e não será possível.

Naturalmente, que irei à Feira dos Santos, em Mangualde, que tem grandes tradições e atrai imensa gente, não só pelo cariz da feira, mas também pela cultura que a mesma encerra. Tentarei também dar um salto a Lamego, onde decorre o IV Festival de Gastronomia do Douro, destinado aos amantes da boa mesa, um evento que valoriza os produtos tradicionais endógenos desta região duriense.

David Rodrigues

José Luis Araújo

Empresário

Jornalista

Opinião

Elísio Oliveira Economista

Economia Glocal – Quando as castanhas uivam A economia tem-se desenvolvido no sentido da sua maior integração mundial, da sua globalização. Os produtos são, cada vez mais, misturas complexas de componentes e de serviços de diferentes geografias e de diferentes saberes. A interdependência económica dos países é cada vez maior, os fluxos comerciais são cada vez mais volumosos, acompanhados por uma cada vez maior financeirização da economia global . Neste contexto, desenvolvem-se grandes empresas e operadores mundiais com agressivas dinâmicas de inovação e concorrência, como é o

caso dos automóveis, informática, telecomunicações,etc. No meio de toda esta complexidade e globalidade não podemos deixar perder a economia básica e de proximidade, a economia de base local. Vem esta reflexão a propósito da visita à festa da castanha de Sernancelhe, um bom exemplo de aproveitamento dos recursos endógenos. A preservação de soutos centenários, a plantação de novos castanheiros e a sua exploração, além dos aspectos ecológicos, dão respostas às necessidades económicas de muitas famílias, como rendimento principal ou com-

plementar. Estas actividades ancestrais podem enquadrar-se nos tempos actuais com semelhanças com os sectores mais modernos, enquadrando-se em cadeias de criação de valor e inovação. É curioso constatar que a partir da castanha, produto de consumo directo, se deriva também para o domínio da doçaria e confecção de refeições à base da castanha. Constata-se que esta actividade pode beneficiar da investigação científica, neste caso da universidade de Trásos-Montes e tecnológica, existindo já máquinas para a apanha da castanha. Este é também um exemplo onde as

autarquias podem ter um papel de suporte e apoio à dignificação das actividades tradicionais, pela dinamização de feiras e exposições, de marketing e de apoio logístico. O que está aqui dito sobre a castanha de Sernancelhe, podia estenderse à maçã de bravo de Esmolfe, ou de montanha de Armamar, sobre a cereja de Resende e Lamego ou sobre o queijo da serra, o vinho, etc., São produtos que sendo ícones das diferentes localidades são também, traços de identidade e que têm grandes potencialidades para ajudar a dinamizar o distrito.


4 PRAÇA PÚBLICA | OPINIÃO Editorial Diretor Paulo Neto paulo.neto@jornaldocentro.pt

Redação (redaccao@jornaldocentro.pt)

Emília Amaral, C.P. n.º 3955 emilia.amaral@jornaldocentro.pt

Gil Peres, C.P. n.º 7571 gil.peres@jornaldocentro.pt

Tiago Virgílio Pereira tiago.virgilio@jornaldocentro.pt

Paulo Neto Departamento Comercial comercial@jornaldocentro.pt

Diretor do Jornal do Centro paulo.neto@jornaldocentro.pt

Diretora: Catarina Fonte catarina.fonte@jornaldocentro.pt

Ana Paula Duarte ana.duarte@jornaldocentro.pt

Departamento Gráfico Marcos Rebelo marcos.rebelo@jornaldocentro.pt

Jornal do Centro 02 | novembro | 2012

Tempo de finados… 1.A Ecopista que liga três concelhos, Viseu, Tondela e Santa Comba Dão é uma obra tão relevante quão simbólica. No primeiro caso, para todos quantos privilegiam a comunhão com a natureza, o desporto de manutenção e a boa forma física. No segundo caso, pelo enfoque ecológico, acrescido do pressuposto de união e consenso firmado entre as três autarquias que a construíram. Por mais que não fosse, esta estrutura deveria merecer a atenção e o bem-querer de todos. Infelizmente, nalguns casos pontuais, tal não ocorre. Por vandalismo puro e boçal ignorância. Todos perdemos com o

seu desrespeito. Também a Radial de Santiago é uma obra bem pensada que proporciona um espaço aprazível de amplo proveito. É local de passeio e de “soft” exercício para muitos viseenses. Pena é ter ali a toda a sua longitude aquele ribeiro nauseabundo, foco infecto a pôr em causa a fruição da estimável área. 2.Se o CDS/PP de Viseu anda ao pau e à bulha – discretamente no seio das suas estruturas internas – numa guerrilha quase fratricida, arriscando-se a desbaratar o capital de mais-valia justamente ganho por Hélder Amaral, o PS encalhou na fase de todas as semanas dar-a-en-

tender-que-tem-mas-não-tem-umcandidato à edilidade viseense. Este folhetim ganha foros de tragicomédia e só será drama quando, num futuro próximo, assacarem responsabilidades pelo descalabro eleitoral. Por outro lado, o PSD “bebeu silêncio absoluto”. Ali, pelo Rossio, ouvese o zumbir de um mosquito. Mota Faria, o timoneiro da discrição, está como Penélope, paulatinamente urdindo a sua teia, num labor sem arremetidas vãs. Américo Nunes é quase presidente. Quase… 3.O que pode levar tanta gente, hoje, a buscar no anonimato a pretensa forma de intervenção ci-

Serviços Administrativos Sabina Figueiredo sabina.figueiredo@jornaldocentro.pt

Opinião

Estamos entregues à bicharada!

Impressão GRAFEDISPORT Impressão e Artes Gráficas, SA

Distribuição Vasp

Tiragem média 6.000 exemplares por edição

Sede e Redação Rua Santa Isabel, Lote 3 R/C EP - 3500-680 Repeses, Viseu • Apartado 163 Telefone 232 437 461 Fax 232 431 225

Fernando Figueiredo as1400480@sapo.pt

E-mail redaccao@jornaldocentro.pt

Internet www.jornaldocentro.pt

O papel da oposição, numa democracia consolidada, está hoje distante da definição simplista de que “o dever de uma oposição é nada propor, opor-se a tudo e de braços cruzados esperar a queda do governo. Por oposição, a dita oposição, tem que ser a voz dos sem voz, apresentar alternativas à vontade do poder, oposição por escrutínio e mais ainda uma crítica-parceiro-de-caminho na construção da urbe. Já em tempos revisitei este assunto, neste Jornal, e volto de novo ao tema porque os últimos episódios da política local têm sido pródigos na equação

de abuso e usurpação do poder por parte de quem governa e ausência de escrutínio e crítica por dever de quem deve ser oposição. Vamos então a recentes e breves factos para que não restem dúvidas sobre as afirmações atrás expressas: No início deste mês o PCP Viseu, organização que desconhecia ainda existir, veio denunciar a situação de 16 colaboradoras da empresa Fulgurauto, adjudicatária da limpeza de alguns espaços públicos da Câmara Municipal de Viseu, que estariam desde Abril deste ano, sem receber salários. Se bem me recordo, uma

semana antes o bom samaritano do Presidente da CMV tinha vindo a palco afirmar que acompanhava esse assunto e que decidiu reter os pagamentos feitos à empresa depois de ter descoberto (meio ano depois) que as funcionárias tinham salários em atraso. A resposta à denúncia feita pelo PCP da queixa da CMV no Tribunal de Trabalho sobre o pedido de penhora dos créditos da empresa foi feita na comunicação social, não pela Edilidade mas sim por Guilherme Almeida, na qualidade de Presidente da Concelhia PSD Viseu, que tomou a função de

recem feitos de goma adragante, que era uma moscambilha com que os nossos pais e avós colavam o cabelo, à laia do gel que hoje. Serve para se manterem unos, coesos e todos da mesma cor. E, sim, tomar decisões como, de facto, precisamos que sejam tomadas, é que não. Dar o exemplo nos cortes de vencimentos, de benesses, de despesas do Estado, nem pensar. Corrigir as assimetrias que se criaram com o revolução, o PREC e o desenfreado poder das centrais sindicais é coisa de que “nem falar”, tais os vínculos criados e o desnorte e desgoverno que tal obrigou. Só assim se entende e se justifica o como é que o mesmo homem tenha estado à frente de uma central sindical por décadas. Como se consegue alguém manter naquele patíbulo sem ser por força de uma ambição que não conhece dono? Muitas coisas mudaram para melhor e outras ao inverso. Mas, sobretudo não houve, a maioria das vezes, equilíbrio, equidade e sobriedade na decisão. Há mais distanciamento entre pobres e ricos do que

no tempo da “outra senhora”. Quem se lembra de coisas como: o prazer de ter a primeira caneta de tinta permanente, o primeiro relógio, o primeiro almoço no restaurante e até a roupita que se herdava de um irmão mais velho, ou de um primo? Hoje, ninguém tem este prazer. O fugaz que representa o “estrear” de uma qualquer coisa destas não tem semelhança com o de há anos. Na mesa só há bifinhos do lombo, batatas fritas e arroz. Aquilo que era frequente nas casas como a jardineira, a feijoada, as massadas de galinha guisada e outros pratos que faziam esticar o orçamento doméstico, acabaram. Os restaurantes apareceram como os cogumelos para dar vazão ao desespero das famílias esfaimadas e sem restrições de orçamento. Os restos de comida que outrora eram aproveitados para pratos sucedâneos deliciosos, como o “roupa velha” vão para o lixo, que se amontoa em mega toneladas à espera dos cada vez mais numerosos e gordos corvos. Os cães de casa têm de co-

Propriedade O Centro–Produção e Edição de Conteúdos, Lda. Contribuinte Nº 505 994 666 Capital Social 114.500 Euros Depósito Legal Nº 44 731 - 91 Título registado na ERC sob o nº 124 008 SHI SGPS SA

Gerência Pedro Santiago

Os artigos de opinião publicados no Jornal do Centro são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. • O Jornal reserva-se o direito de seleccionar e, eventualmente, reduzir os textos enviados para a secção “Cartas ao Director”.

Semanário Sai às sextas-feiras Membro de:

Associação Portuguesa de Imprensa

União Portuguesa da Imprensa Regional

Opinião

Sai uma crise Sai uma crise, entra outra. Mas o inverso não se verifica para nós, pobres “galitos”, como chamava às nossas tropas do Corpo Expedicionário na 1ª Grande Guerra o Marechal alemão Paul Von Hindenburg. Acabámos de empanturrar uma monumental tareia financeira e económica, e cheios de hematomas, escoriações e pensos mal colados aqui estamos, de braços meios erguidos, meio descidos, a tomar, agora, quantas merecemos pelo nosso comportamento nas eleições. Nós somos do melhor do mundo em muita coisa. Até nisto: não saímos de uma crise para entrar “nos eixos”, como todos os restantes. Nós saímos de uma e… entrámos noutra. Bom, de facto nem poderia ser de outra forma. Ninguém leva a sério o poder, tal como o conhecemos. Apesar da cara feia que nos mostram de quando em vez e da prosápia com que luzem os dentes nos inflamados discursos, os nossos governantes são moles, falhos de coragem e amarrados. Pa-


OPINIÃO | PRAÇA PÚBLICA 5

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dadã? Há uma proliferação de emails, cartas, telefonemas, sms anónimos que nos chegam à redacção, aos nossos endereços electrónicos pessoais, aos telemóveis, nos blogues, nas redes sociais… Um ser humano que não tem orgulho no seu nome não é merecedor do respeito de ninguém. Aquele que se esconde atrás do abjecto anonimato é um ser desprezível e cobarde acoitado na concha da perfídia e à sombra da impunidade, permitindo-se todos os dislates, ameaças, fanfarronices e iniquidades. Vivemos esta má era dos sabujos, era da decadência e da perda de todos os valores e referências morais. 4.Sernancelhe é um concelho que se

revitaliza com as sinergias que reinventa e implementa. A Festa da Castanha é disso exemplo. Um certame, romaria e arraial de boas práticas em torno do castanheiro e seu suculento fruto, que desde a gastronomia, aos concursos, à música, à literatura, ao desporto, aos projectos científicos com académicos da área da flora, põe a bulir este valeroso território das Terras do Demo, exaltando, dignificando e divulgando a Martaínha. E quando, em redor do evento e em prol do bom relacionamento entre câmaras de igual e diferente sensibilidade partidária, vemos autarcas de várias edilidades erguer a caneca de barro com a jeropiga da ocasião, homenageando o produto

festejado, percebemos que a castanha é mais que um fruto do milenar castanheiro, tornando-se num elemento congregador de quantos, antes da política, são homens de bem e beirões de raça. 5 . N o s p r óx i m o s d i a s t e r e m o s Mangualde com a secular Feira dos Santos, Penedono homenageando seu medieval Magriço e Mortágua, por batuta sábia de Afonso Abrantes, a trazer do passado a tradição da Lampantana, forjada pelo curso das invasões Francesas. Um distrito onde os bons exemplos proliferam, com as sinergias potenciadoras da capacidade de enfrentar os tempos difíceis, agitando a economia local, regional e nacional.

Presidente da Autarquia da qual é mero vereador do desporto e, apesar de estar careca (literal e figurativamente) de saber que Guilherme Almeida precisa da CMV como do pão para a boca não posso deixar de perguntar se isto é mera confusão momentânea ou usurpação de funções? A mesma pergunta deveria ter feito a oposição! O CDS não tem voz nesta altura, mas o PS pela voz de Lucia Silva, não só não o fez como ainda veio efesa patética pa a palco com a defesa da posição o com a reforma refor de não acordo adminisosta e votada na As trativa proposta Assembleia inar Municipall permitindo que o inarrável me lhe respondesse na mesm Guilherme mesma

letra confrontando-a com a posição favorável que terá tomado em sede de votação na Junta de Freguesia de que faz parte. Da parte do poder, a prepotência e a promiscuidade de funções fica por demais provada e caberá em próximo acto eleitoral punir convenientemente este despudor do camarada Guilherme. Da parte da oposição PS fica igualmente provada uma vez mais a incompetência e inabilidade política de Lucia Silva e da sua concelhia pelo que não se compreende porque espera para se demitir do cargo que não serve a ela nem ao eleitorado que a elegeu. O outro exemplo prende-se com a no-

tícia lançada na última a edincurso ção deste Jornal do concurso edida” para o SMAS “feito à medida” rquia de e trabalhado na Autarquia rrente venmodo a afastar a concorrente cedora colocando no seu lugar a te Américo filha do Vice-presidente Nunes. Esta situação a ser tal qual ra um grave veio a público configura ia da parte da abuso de poder e merecia oposição um veemente protesto e o das as acções desenvolvimento de todas abal resposta políticas que dessem cabal às dúvidas lançadas e ao esclareciosição da lemento total com a reposição galidade do concurso para o cargo

em causa. Uma semana seman depois, sinto-me quase capaz de apost apostar que nada nem atravesso ao caminho soninguém se atravessou m licitando à CMV o mais pequeno esclarecimento. No País é o que qu se vê e por cá o qu se não vê! Bem que se vê e o que P António Vieira, dizia o Pe. no “S “Sermão ao Bom Ladrão (1655): drão” “B “Basta, senhor, que eu, porque roubo em um barca, sou lauma drã e vós que roudrão, bais em uma armada, i sois imperador?”

ação porque a mer ração ue os donos (tios) cozinham comida que a e os dejectos tornam-se lhes faz caspa sos. Mal uma camisa muito mal cheirosos. começa a estar puídaa no colarinho ou ueza no rasto, um sapato a mostrar fraqueza omida, no é arremessado, junto com a comida, contentor. Virar um colarinho ou pôr meias solas é coisa de que muitos dos nossos filhos nunca ouviram falar. E no que respeita à privação do uso das viaturas em razão do absurdo preço que atingiu, pouco se vê. Não há gato-sapato que não tenha telemóvel, ou dois carros na garagem, ou que deixe de ir ao tasco ou restaurante no fim do dia confraternizar com os camaradas, ou que deixe de ir ver o futebol em estádios que nos custaram o que ainda andamos a pagar. Enfim, habituaram as nossas gentes a ter comportamentos de gente rica e a gastarem ser ter a ideia de que há, afinal, o amanhã. Quantos “patos-bravos” se vêm por aí, com carros milionários, que enterram todos os dias nas infernais filas de trânsito, com o único intui-

to de ostentar o que foi aproveitado “de ocasião” como os benefícios d quem de encaixoinfec taram em dormitórios infectos, sem lei, d sem higiene adequada e desenraizados da família da província com a qual deixaram de se dar quan quando passaram a ser is com: o caminho da cidade. Posto isto, que trilhámos, a cultura televisiva e publicitária que bebemos, o distanciamento de pre preceitos mais duros ou a exusão de regras re clusão vivenciais que os mais co velhos conheceram, a ridicularização da religião (mas deixam entrar o islamismo!!!) e tantíssimas asneiras na justiça, enfim, estamos tolhidos. Tolhidos de sentido crítico sério, honesto, criterioso e escorreito. Mas, prenhes de conceitos bebidos nos que gostam do “bota a baixo” a quem tem alguma coisa de mais, seja qual seja, ou só diferente, mas com o caviar à frente acompanhado de Dom Perignon. Esses que procuraram o Alentejo para o colonizarem em idas de Jeepões 4X4, onde encontraram tascas “giras” e o substrato para inventarem anedotas sobre quem, de peito aberto,

tão bem os acolheu. Vai longo o fado. E isto é mesmo fado. Mas, aqueles que têm dinheiro e “quase” se disponibilizam para nos adiantarem as troikanas tranches de que precisamos para não morrer à fome, esses vão, mesmo à chuva, para o trabalho em bicicletas ou a pé. Comem diariamente uma “sandocha” no trabalho, jantam em casa e não deitam os restos aproveitáveis ao lixo. Usam a roupa mesmo puída e usam calçado barato e cómodo para poderem ir ao supermercado com seus carrinhos de compras, aproveitando para fazer o exercício diário que os livra de doenças, em oposição ao hábito da ida até à tasca de carro, ou à comida fácil, gorda, venenosa que é o “fast-food” dos centros comerciais. E, se eles, que são os “donos” da massa, poupam, têm comportamentos comedidos e cuidados nos gastos, que vontade hão-de ter em emprestar dinheiro a um povo que, cegamente, quer continuar a gastar. Que tem os governantes que tem em todas as suas radiculares ligações. Que não aprova uma lei anti-corrup-

ção na Assembleia. Que impõe aos cidadãos um desfalque no seu budget e que mantém para eles todas as prerrogativas (como se não fossem também portugueses). Que, que, que… Não temos, nunca tivemos, nunca teremos arcaboiço financeiro para o “vidão” que estamos, todos, habituados a fazer. Somando, ainda, aqueles que nada fazem, nada produzem, nada criam e que vivem há anos, marginal e consentidamente às nossas custas, recusando trabalho, pedindo nas ruas, roubando onde podem ou destruindo a juventude com a venda de droga. Já agora, e mais uma vez, pagando cama, mesa e roupa lavada a criminosos presos enquanto os nossos idosos se arrastam pelas esquinas, sem dinheiro para comer nem para os medicamentos e abandonados pelos filhos que estoiraram o que era dos pais e hoje nem para si têm. Pode custar, é natural, mas temos que arrepiar caminho e repensar, com coragem, o que somos enquanto País e Povo/ Nação. Pedro Calheiros


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abertura

textos e fotos ∑ Tiago Virgílio Pereira

Quantos gramas de ouro vale a crise?

Nos últimos dois anos tem-se assistido a um “boom” de empresas em que o seu negócio é a compra e venda de ouro, essenci a l mente , m a s também de prata e platina. Seja novo, usado, com joias e até moedas, o negócio em que o vendedor obtém dinheiro “na hora” está a crescer exponencialmente. Em Viseu, há um ano a esta parte, o número de casas de compra ou compra e venda do metal precioso de cor amarela aumentou consideravelmente. E o fenómeno não passou despercebido aos viseenses. “Viseu é assim, funciona por modas. Se um tem os outros vão logo atrás. Mas desconfio que haja mercado para todos”, referiu Eunice Cruz, reformada de 76 anos. Esta nova tendência pode ser interpretada de duas formas: ou as pessoas optam por livrar-se do muito ouro que têm em casa, e que não dão uso, ou a crise que o país vive

obriga a vender peças preciosas. A verdade é que as duas hipóteses esbarram no mesmo fim: o de conseguir dinheiro de forma rápida e “fácil”. O Jornal do Centrou falou com João (nome fictício), momentos antes de vender ouro a uma empresa. “Preciso de pagar o empréstimo da casa e do carro e não posso pagá-los em ouro. Para além disso, tenho algumas dívidas que preciso saldar e por isso optei por vender todo o ouro que tenho em casa”, referiu. A primeira de compra e venda em Viseu. A “Ouroport” foi a primeira loja de compra e venda de ouro em Viseu. Instalou-se na cidade há cinco anos e o proprietário, Osmar Pereira, tem acompanhado a proliferação deste negócio com alguma “admiração”. “Antes, quando alguém tinha um café, o vizinho também queria ter. Hoje, passa-se o mesmo com as lojas de

venda e compra de ouro. Mas, o que mais me espanta, é que a maioria destas pessoas não tem conhecimento do ramo, não sabe o que é ouro e não tem formação”, explicou. Osmar Pereira, 64 anos, está no negócio há 25 anos. É ourives e já teve uma firma de produção de joias. Não tem dúvidas que “a conjuntura económica atual” é que move os vendedores de ouro, porque “é uma forma rápida de conseguir dinheiro”. Os vendedores, maiores de idade, têm de preencher uma ficha de entrada. A “mercadoria” é vendida após 21 dias, depois de passar pela Polícia Judiciária (PJ). É quase toda para derreter, o que Osmar aproveita é com a certeza de venda. “Há ourives e particulares que me pedem colares, brincos e anéis com algumas especificidades que eu guardo para fazer negócio”, referiu. O proprietário não quis revelar a faturação

média mensal da loja e, quanto ao valor do grama do ouro, referiu que pode comprar a 30 ou a 1000 euros. “Imagine-se que compro um anel de ouro que pesa dois gramas (64 euros) mas, que tem ainda um quilate de diamante (2000 euros). O preço de um grama de ouro custame 1032 euros”, aclarou. A “Ouroport” compra ouro, prata e platina. Osmar Pereira não tem dúvidas que, em breve, muitas casas vão encerrar e só aquelas que tiverem “uma boa estrutura montada vão sobreviver”. Enquanto isso não acontecer, quem ganha é o cliente porque “a concorrência é maior” e as lojas têm de pagar mais pelo grama. Só compra. A “Golden Time´s” estabeleceu-se em Viseu há cerca de três anos e meio. Só compra ouro, prata e platina. A esta loja, “vêm todo o tipo de pessoas: ricas, pobres, novos e mais velhos” que-

rem é sigilo e dinheiro “na mão”, explicou a funcionária, Cátia Miranda, 29 anos. O aparecimento de novas casas obrigou a loja a aumentar o preço do grama de ouro e de prata, que varia consoante o quilate e a cotação do dia. Devido à grande adesão de clientes, “a loja chega a comprar cerca de 50 mil euros de artefactos por mês”, disse Cátia Miranda. Desde o final do ano de 2011 e ao longo de 2012, o número de pessoas que aparecem a vender ouro “disparou em flexa”. Diariamente, a “Golden Time´s” atende 10 pessoas. A troca da peça pelo dinheiro é feita de imediato. Todas as semanas, o registo das peças é enviado para a PJ. A “Golden Time´s” de Viseu já comprou, sem saber, peças roubadas. “Nós não sabemos de onde vem a peça e não conhecemos a pessoa, por isso não desconfiamos. Acho que hoje, as pessoas sabem que há mais controlo e não arris-

cam tanto”, explicou a funcionária.

E os ourives? “O negócio praticado nas lojas de compra e venda de ouro, não é comparável àquele das ourivesarias, das joalharias e dos seus clientes”, disse Álvaro São Martinho, proprietário da “Ourivesaria Preciosa”, em Viseu. O qualificado e experiente ourives afirmou mesmo que “estas lojas não têm a classe e a competência das ourivesarias” e que “é triste que as leis do país permitam e facilitem a abertura deste tipo de lojas”. Álvaro São Martinho lembrou que “os proprietários/funcionários não têm qualquer formação técnica, nem tão pouco uma lupa para verificar o contraste e o toque do ouro e das pedras preciosas”. Em jeito de conclusão, avisou: “nesse negócio, o comprador aproveita-se sempre da situação precária do vendedor”.


Jornal do Centro

COMPRA E VENDA DE OURO | ABERTURA 7

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Cátia Miranda, 29 anos, funcionária da “Golden Time ´s”, exemplifica como identifica os metais e avalia a sua qualidade.

Comandante da PSP de Viseu fala em “vazio legal”

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Por toda a cidade de Viseu “nascem” lojas de compra e venda de ouro. Algumas das tradicionais ourivesarias, também já optam por comprar e vender ouro usado, que separam do ouro “novo”. A concorrência é grande e a luta entre as lojas intensifica-se. Todas as maneiras são boas para publicitar, até em automóveis.

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Alguns dos adereços que se podem encontrar nas lojas de compra e venda de ouro para avaliar os metais. Uma balança, uma pedra de toque para raspar os artefactos e alguns ácidos.

Ao semanário, Victor Rod rig ues, ga ra ntiu que a “PSP está a efetuar um controlo permanente das casas”, e, para isso, “faz um cruzamento de informações com as outras forças de segurança”. O Coma nda nte da PSP de Viseu disse ainda que “tem-se conseguido alguns bons resultados nessa matéria”, mas lembrou existir “um vazio legal” nessa matéria, nomeadamente no que concerne aos esta-

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belecimentos comerciais. “Antigamente, as ourivesarias estavam perfeitamente estabelecidas, nas cidades, por regra, a polícia conhecia os donos e havia um controlo maior, agora, quase todos os dias abre uma loja de compra e venda de ouro. Abrem e fecham e não existe grande controlo, nem há os registos que se deviam fazer”, explicou. Segundo o intendente, o trabalho da PSP é dificultado por-

que “as lojas não estão bem reguladas na lei”. O ideal seria que “só determinado tipo de pessoas pudesse comprar e vender ouro. Haveria registos de quem vendia e de quem comprava e só um menor número de estabelecimentos estaria habilitado a fazer isso. Desta forma, as pessoas tinham um sentido de cumprimento da lei mais acentuado e permitia-nos fazer um controlo muito melhor”, concluiu.


8 entrevista ∑ Emília Amaral fotos ∑ Nuno André Ferreira

Jornal do Centro 02 | novembro | 2012

à conversa

Víctor Rodrigues assumiu em outubro o cargo de comandante da PSP Viseu. Passou por Viseu em maio 2008 quase numa “operação relâmpago” já que, oito meses depois, foi destacado para comandar a polícia do Algarve. Sempre disse que gostou de estar em Viseu, e que não se importaria de regressar. Com 45 anos, natural de Moçambique, Victor Manuel Torres Rodrigues é um apaixonado pela instrução. Começou a carreira nesse campo, mas já passou por Faro, Portimão, Viana do castelo, Évora, Bósnia, Kosovo, Áustria, Moçambique, Cabo Verde em missões de comando. Conhecido como um bom comunicador, tem também uma larga experiência nesse campo. Como é que encontrou o comando da PSP de Viseu?

O comando está praticamente na mesma. Tenho mais dificuldades de pessoal do que tinha na época, com menos elementos do que devia ter e menos que em 2009. Mas, em termos estatísticos não estamos mal, as cidades de Viseu e de Lamego ainda são cidades calmas e mantêm índices de criminalidade baixos. Em 2009 a falta de efetivos já era para si uma preocupação...

Já era uma preocupação se bem que houve um esforço da direção nacional de tentar privilegiar estes comandos do interior. Mas como eram comandos que já estavam muito envelhecidos não tem sido suficiente essa injeção de elementos que vêm substituir os que entretanto passam à aposentação. Considera que houve um esforço do Governo para reforçar o comando de meios?

Sim. Por exemplo, em 20010/2012, o comando de Viseu recebeu de uma vez cerca de 17 elementos, coisa que não se passava em anos anteriores em que se recebiam 4/5. O certo é que têm passado muitos elementos à pré-aposentação e aposentação. Não direi que estamos com sérias dificuldades, mas estamos com dificuldades. A idade de grande parte dos agentes é apontada como um problema no comando de Viseu. Concorda?

O comando é um pouco envelhecido, a média de idade anda à volta dos 49 anos, o que é muito para um polícia. Se tivermos em conta um estudo [que é público] em que os polícias vivem cerca de 10 anos menos que o resto da população, significa que com 49 anos a maioria dos elementos do comando está na idade da reforma.

muito útil até para motivar os agentes que já cá estão há É uma preocupação por- muitos anos, porque sentem que nós com a idade ganha- que podem transmitir algo. mos experiência mas tamEncontrou desmotivação bém, sendo uma profissão como admitiu a Associação de grande desgaste, vai desSindical dos Profissionais da gastando os elementos. EmPolícia (ASPP) no início do bora tenha muito orgulho ano? dos elementos que aqui esComo em todo o lado, há tão verificando que mantêm uma grande disponibilidade pessoas mais motivadas e física, o que é certo é que co- pessoas menos motivadas. meçam a surgir os proble- O facto de conhecer grande mas de doenças, mazelas fí- parte das pessoas e elas me sicas e não estão nas melho- conhecerem, apenas posso dizer que fui muito bem reres condições. cebido e encontrei da parte Nestes três anos e meio o dos agentes vontade de traproblema acentuou-se? balhar e de fazer o seu serviEm termos de médias de ço o melhor possível. Claro idades mantem-se. que há alterações que já comecei a fazer e outras que Há comandos mais jovens? pretenderei fazer para coloSim. Em Faro, por exem- car o comando à minha forplo, tinha um comando mais ma de ser. jovem. Isso gera-lhe uma preocupação acrescida?

Que tipo de alterações?

Internas, de policiamenNão. Apercebemo-nos to pretendo libertar o máé que, ao longo dos anos, ximo possível de elementos grande parte da população para a rua. que concorria à polícia era Havia agentes a mais dentro essencialmente da zona cenda esquadra? tro/norte. E as pessoas quanNão. Estamos a trabalhar do ingressavam pediam colocação para os comandos no limite. O volume de trade origem. Sendo este um balho burocrático é muito comando que não tem mui- grande e temos muita gentos quadros, o quadro fica te a trabalhar para outras cheio rapidamente e os ele- instituições. Toda a gente mentos estão anos à espe- nos pede colaboração, nós ra para que abra uma vaga. temos o dever de colaborar Quando chegam a vir já têm com os tribunais o que nos ocupa bastante em termos mais de 40 anos. de diligências, desde notiEste problema pode-se resol- ficações, detenções, acomver? panhamento de indivíduos Eu acho que tem solução e de testemunhas a tribunal, embora se mexa sempre pedidos da Segurança Socom a tradição de coloca- cial, pedidos de solicitadores. ção por antiguidade. Ainda hoje (sexta-feira, dia 26) tenho um carro patruO responsável pela ASPP pro- lha ocupado a manhã toda pôs que Viseu recebesse agen- com ações de despejo. Isso tes da escola de alistados e que leva a que muitas vezes alconcretizassem aqui o período gum pessoal afeto à investiprobatório. Concorda? gação criminal tenha que esJá foi tentado. Nos anos 90 tar ocupado em diligências. fez-se uma experiência pilo- O expediente é muito, mas to. É uma solução que pes- o que quero é ver se reestrusoalmente me agrada. Nos turamos os serviços para aliúltimos anos parou-se com viar essa carga e conseguir essa experiência mas seria libertar agentes. Esta gestão é propositada?

“Pretendo libertar máximo possível elementos para a


VICTOR RODRIGUES | À CONVERSA 9

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Isso também motiva as equipas.

Motiva. Devo dizer que pedi um esforço às equipas de intervenção rápida para identificar os períodos de maior prospeção para a criminalidade, os dias, os locais. Pedi às equipas de intervenção rápida um esforço para trabalharem mais dias e mais noites e vi da parte deles motivação, porque gostam da sua profissão, gostam de se sentir uteis e, às vezes, basta saber motivar. Quase todos os agentes de Viseu estão a fazer o limite máximo, claro que depois sempre que possível são compensados. Encontrou falta de condições materiais na esquadra?

Temos viaturas suficientes em quantidade, não temos é em qualidade, em algumas áreas. Está a falar de viaturas velhas?

Sim. Com muitos quilómetros, já com grande desgaste… E a velha questão da falta de reboque, está resolvida?

Está resolvida e não está resolvida. Há um problema legal que levou a atrasar todo o processo. Assim que cheguei falei com a Direção Nacional a situação está para se resolver. Nós temos um reboque interno, o problema é que temos poucos elementos com carta para conduzir veículos daqueles e estou a tentar resolver isso com a direção nacional, para que seja possível enviar uma equipa de indivíduos para tirar essa carta, e depois criarmos uma equipa de reboque em permanência. Temos dois ou três indivíduos [habilitados a poder conduzir o reboque] que, por vezes, não estão disponíveis e atualmente não temos o contrato com a empresa civil.

o de rua”

Viseu e Lamego?

Não tem nada a ver um comando com o outro. No Algarve tinha oito subunidades. Era uma dimensão muito grande, o comando tem mais meios. Em Viseu e Lamego tenho duzentos e poucos homens, em Faro tinha quase 900. A população é completamente diferente, em Viseu a população é mais ou menos estável ao longo do ano, no Algarve as cidades quintuplicam a população no verão. Está a prever um aumento da criminalidade em Viseu face até à situação de crise do país?

Viseu ainda é uma cidade calma. Na minha opinião, Viseu é das cidades do país que mais tem crescido, com grandes acessibilidades e já não é a cidade tão pacata em termos de movimento como seria há 15 anos atrás. Mas não tem grande criminalidade. Há pequena criminalidade como em qualquer cidade do mundo. Quais são as principais ocorrências?

se algum furto em residência, à procura de objetos em ouro (ver opinião sobre aumento das casas de venda de ouro na seção “Abertura” deste edição). Em 2008 quando chegou admitiu que Paradinha era um foco preocupante. Recentemente, assim que chegou, uma das primeiras ações no Bairro. Porquê esta medida?

Aproveitou-se o facto de haver uma investigação em curso para fazermos uma operação de alguma dimensão e realmente mantém-se o problema. É sabido na cidade que temos dois bairros que nos merecem especial preocupação (bairro de Paradinha e bairro da Balsa) e pretendo assim manter algum controlo não pelos bairros em si, mas por alguma da população que lá reside e que está mais conotada com a criminalidade e já foi protagonista de vários crimes. Devemos ter em conta que há lá pessoas que querem segurança. É possível fazer mais alguma coisa por aqueles dois focos de criminalidade?

Os principais problemas Pode-se tentar sempre faque temos tido, é essencialmente o furto no interior de zer algo mais, mas não apenas a polícia, terão que ser viatura. todas as instituições. São siÉ o que mais tem aumenta- tuações sempre muito comdo? plexas mas de cada 10 pessoSim. Era bom que as pes- as que se dedicam à crimisoas se começassem a men- nalidade se conseguirmos talizar que Viseu já não é recuperar duas ou três para uma cidade assim tão cal- a sociedade já é bom. ma e começassem a tomar determinadas precauções, Encontrou os bairros mais degradados? porque esses furtos aconteNão creio que haja maior cem quando [os assaltantes] vêm coisas dentro do carro criminalidade. Nesse aspee regra geral partem os vi- to a polícia tem trabalhado dros para retirar o que está bem e estão perfeitamente controlados. no interior. É a isto que chama pequena criminalidade?

Sim. É expectável que a pequena criminalidade possa aumentar. E sabemos Tem havido falhas? que quando começa a faltar Evitamos fazer o reboque. a comida na mesa dos filhos Quando não é possível, po- as pessoas tendem a perder demos demorar um pou- um pouco a cabeça. De resco mais, mas tem-se feito. to, temos menos crimes este Penso que esta situação le- ano do que tivemos no ano gal mesmo do contrato com passado. uma empresa está praticaQue outros crimes se registam mente resolvida e, no início dentro dessa pequena criminado próximo ano, podemos lidade? arrancar logo com uma emO furto em estabelecipresa contratada. mento comercial tem ocorQue diferenças encontrou no rido e, embora não tenha Algarve e nestas duas cidades, aumentado muito, regista-

Já estudou o dossier do Contrato Local de Segurança (CLS) que está a funcionar desde 2010 na zona histórica da cidade de Viseu para levará mais agentes e durante mais horas para as ruas?

Acho que está a funcionar relativamente bem. É um facto que o interior do centro histórico está bem policiado e não temos tido grandes registos de criminalidade. No centro histórico há a chamada vida noturna e onde há vida noturna geralmente há a pequena criminalidade. Têm surgido várias denúncias

nismos que compõem o CLS, nomeadamente a Associação Comercial, a Câmara Municipal e a junta de freguesia. Essas reuniões deixaram de existir e alguns organismos já alertaram de que tal não devia ter acontecido. Qual é a sua opinião?

Claro que isso devia acontecer. Digamos que a Câmara na altura foi talvez a grande impulsionadora do Contrato Local de Segurança e creio que seria a entidade que poderia encabeçar este projeto juntamente com os restantes organismos. Gostava que se juntassem novamente à mesa?

Sim. Há sempre pequenos acertos a fazer. Na altura foi definido determinado tipo de policiamento que resultou nos objetivos, mas pode haver agora outro tipo de dificuldades e a necessidade de readaptar o modelo para fazer face a novos problemas que tenham surgido. Qual é a grande preocupação com o território da responsabilidade da PSP de Viseu?

É sempre a mesma. Que haja a menor criminalidade possível para que consigamos prestar um melhor serviço à população. Também sei que o sentimento de insegurança é sempre maior do que a realidade. E há um sentimento de insegurança em Viseu?

Eu creio que não. Se passarmos nas ruas às três/ quatro da manhã encontramos grupos de duas/três estudantes a ir apé para casa sem problemas. Acho que não há em Viseu um sentimento tão grande de insegurança. Mas, depois, como é uma cidade calma, quande atos de vandalismo e as do acontece um problema, pessoas dizem não entender é muito replicado e tem como é que isso acontece sempre um grande impacto. quando há um plano de segu- Acho que a cidade é segurança específico para aquela ra, a única coisa que quero é zona da cidade. Tem alguma contribuir ainda mais para explicação para isso? que esse sentimento persisNão pode haver um polí- ta e as pessoas tenham concia a cada porta. Agora, as fiança na polícia. pessoas quando saem à rua Os casos de droga que têm encontram os polícias. Não surgido permitem alguma tenho dados estatísticos leitura em especial? [para fazer comparações do Pelo que a investigação antes e depois do CLS] mas há locais que se conotavam criminal me tem dito e pecom a droga, etc e neste mo- las apreensões que são feitas não há apreensões em granmento estão limpos. des quantidades, o que há é Enquanto funcionou o Go- o pequeno traficante e regra verno Civil, havia reuniões geral estão quase todos bem regulares entre todos os orga- identificados.


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região Mercado Magriço dedicado à castanha “A economia local [de Penedono] sobrevive em grande parte à custa da comercialização da castanha”. A frase é da vice-presidente da Câmara Municipal de Penedono, Cristina Ferreira para justificar a decisão de dedicar a edição deste ano do Mercado Magriço à castanha. O concelho produz entre a 400 a 500 toneladas de castanha equivalente a cerca de 1,2 milhões de euros. Essa força da economia

local faz-se representar no Mercado Magriço, organizado pela Câmara de Penedono que está a decorrer pela terceira vez no Pavilhão Gimnodesportivo Municipal da vila, de hoje até domingo. A par da castanha, os 70 expositores levam ainda ao certame os restantes produtos agrícolas mais produzidos no concelho, assim como a pecuária, a gastronomia e a indústria. “O que diferencia O Mer-

Arquivo

Penedono ∑ Mostra de produtos locais decorre até domingo

A Câmara pretende estimular a economia local cado Magriço é o facto de os expositores serem todos do concelho e se apresen-

tarem apenas com produtos do concelho”, adianta Cristina Ferreira. Para

a autarca, a Câmara pretende que a mostra funcione como “um estímulo” na tentativa de evitar o “abandono da terra e da pecuária”. “É preciso que as autarquias caminhem ao lado a dos agricultores e dos empresários para os apoiar e incentivar”, reforça. Cristina Ferreira acrescenta que o Mercado Magriço consegue envolver toda a comunidade local à volta de um avento que

acontece uma vez por ano (mudou de maio para novembro), mas ao mesmo tempo os turistas e potenciais investidores. O Mercado Magriço conta ainda com uma programação cultural e de animação preenchida pelo concerto de Quim Barreiros (dia 2), o espetáculo Tributo a Michael Jackson (dia 3) e a apresentação do grupo Sons do Vinho (dia 4). Emília Amaral

Secular Feira dos Santos espalha-se pela cidade com nova dinâmica Há três séculos que Mangualde recebe a Feira dos Santos. “Servia como plataforma de encontro para a troca de produtos comerciais”, lembra o presidente da Câmara Municipal de Mangualde, João Azevedo, acrescentando que hoje, o certame de maior dimensão “é a história de Mangualde como sendo um grande centro de receção e de promoção dos produtos da região”. A Feira dos Santos, conhecida como a “feira das febras”, vai decorrer este sábado e domingo sob o lema “Da Tradição à Modernidade” e engloba cinco exposições de produtos diferentes, espalhadas

por vários lugares nobres da cidade. Esta nova roupagem da Feira dos Santos de Mangualde resultou de um projeto de remodelação que arrancou no ano passado fruto de uma aposta do executivo de João Azevedo, de captar novos visitantes ao certame. “É uma mistura do tradicional com o atual”, concretiza o autarca ao lembrar que “a feira estava a morrer lentamente” e “no ano passado provou que ganhou nova vida” com a ida de dezenas de milhares de pessoas a Mangualde. “Este ano queremos consolidar a experiência do ano passado com reforço,

nos produtos endógenos, no automóvel e nos produtos vermelhos como uma atividade que abre novas possibilidades aos jovens e menos jovens”, acrescenta. Na Feira dos Santos continua a ser possível comer as tradicionais febras num ambiente único de convívio, mas são várias as atividades culturais e gastronómicas a oferecer aos visitantes: VII Mostra de Artesanato Nacional, junto ao mercado municipal; “Mangualde Novos Sabores” - Mostra de produtos regionais, um espaço de promoção, deg ustação e la nça mento de novos produtos, no Largo Dr. Couto; “Agro-

Mangualde” com a III Mostra Agropecuária, na Av.ª Conde D. Henrique; “Artes&Ofícios” com a III Mostra de Pintura ao Ar Livre, no Largo Dr. Couto; “Manguald’Auto”, Exposição de automóveis, junto à COAPE e Rua Dr. José Marques; e “AniMangualde”, com animação de ruas nas várias artérias da cidade. No domingo haverá Música Celta, Workshop, e atuação do Coro do Puyen -Valey “Les Aniciens” de França. “A escolha de Mangualde para a TVI e a RTP realizar em aqui os seus programas, é um sinal de maior dimensão”, termina João Azevedo. EA Publicidade

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“Feira dos Santos à Mesa” de 2 a 4

∑ Em paralelo à Feira dos Santos de Mangualde está a decorrer desde hoje a “Feira dos Santos à Mesa”, junto dos restaurantes aderentes, assinalados pelo selo “Feira dos Santos à Mesa 2012”, que apresentarão uma ementa especial com pratos típicos regionais.


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12 REGIÃO

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Pelo Dão - Ordem Soberana dos Cavaleiros de Sto Urbano e S. Vicente O escopo das confrarias é definido pelo estatuto e, normalmente, incide na defesa e divulgação do seu ónus e, também, na recolha e tratamento do acervo que a cada está adstrito, mormente nas tradições, trajes, receitas de cozinha e da cultura que lhe está adstrita. Na região do Dão, a Ordem Soberana dos Cavaleiros de Sto Urbano e S. Vicente tem feito por cumprir a razão da sua existência e, mais uma vez, este ano, promoveu um Jantar de Gala onde foram apresentados vários vinhos de excelente gabarito e distinguidas, pela sua Ordem Honorífica e, como de costume, algumas pessoas e entidades. O mote foi “O Dão homenageia o Fado” tendo havido uma pequena palestra pela Sr.ª Dr.ª Rita Oliveira, representante da Direção do Museu do Fado e subordinada ao tema “O Vinho e o Publicidade

Fado”. As distinções foram atribuídas a produtores/ engarrafadores, a enólogos, a empresas, a investigadores, a profissionais de várias áreas e ao Fado, pelo relevo do seu desempenho. Houve entronizações e, entre os demais, o Padre Doutor Luís Miguel Figueira da Costa, que assumiu as funções de Capelão da Ordem (confrádica). Assim, além deste, foram entronizados: Suzana Maria Fernandes Redondo, Francisco José Correia Loureiro, Licínio Saraiva Marques, Álvaro Diogo Barba Meneses. As Distinções Honoríficas foram para: Paula Alexandra de Carvalho Fernandes (Prémio Engenheiro Alberto Vilhena: Excelência à Investigação), Osvaldo Amado (Prémio Engenheiro Magalhães Coelho: Excelência ao Enólogo). Ordem da Cruz de Sto

melhor se produziu, de propósito para este fim, nas Adegas Cooperativas de Penalva, Mangualde, Tázem, Silgueiros e Nelas. Este compromisso da direção e dos respetivos enólogos visa dar cobertura a uma faixa de mercado que pretende grandes encomendas e para as quais a maioria dos nossos produtores/ engarrafadores não está vocacionada, bem como a de dar escoamento ao que de bom produzem os Convidados, Confrades e Confreiras durante o conclave nossos viticultores/viniUrbano e S. Vicente: Vinhos; Quinta das Ca- de cultura temática com cultores, no Dão. É despojado de qualquer Classe Cavaleiro: Maria mélias; Udaca- União das Fado de Coimbra, por José Cristina Cunha Martins – Adegas Cooperativas do Daniel Vilhena e de Fado bairrismo, xenofobia ou Qta do Cerrado; Dão. Falado, por Guilherme regionalismo que hoje se Classe Oficial: Mário Salva comemorativa Gomes, que encantaram pode afirmar, sem receios, Louro Augusto Parreira do Mérito Gastronómico: com a denodada expres- a qualidade dos nossos vinhos, o empenho e alto esLouro; Restaurante Casa Arou- são artística revelada. Grande Colar - Placa de quesa. Um dos pontos altos pírito de profissionalismo Homenagem – FADO, PaSalva comemorativa deste Jantar/Conclave que tal representa e o bom trimónio Cultural Imate- do Mérito Profissional: foi, sem dúvida a apre- caminho que este sector rial da Humanidade. Carlos Fernando Mões. sentação, em absoluta da produtividade da nosSalva comemorativa do Salva comemorativa do estreia, daquele que vai sa Região tem vindo a triMérito Vinícola: Adega Mérito Empresarial: Gru- ser “o vinho” da UDACA, lhar. um “blend” elaborado Cooperativa de Vila Nova po Visabeira S.G.P.S. Pedro Calheiros de Tazem; Júlia Kemper Houve um momento com a junção do que de

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14 REGIÃO | TONDELA | VISEU | MANGUALDE | CASTRO DAIRE

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Opinião

Rui Coutinho Técnico Superior Escola Superior Agrária de Viseu rcoutinho@esav.ipv.pt

Nuno André Ferreira

JULGAMENTO

A Embaixador dos Emirados Árabes Unidos foi um dos entronizados no VII Capítulo

Confraria de saberes tem novos confrades Catedral ∑ Entronizados fizeram ‘acto de fé’ na defesa da cultural beirã A Confraria de Saberes e Sabores da Beira, “Grão Vasco” entronizou mais nove confrades com o grau de Comendador e 27 com o grau de Cavaleiro. O embaixador dos Emirados Árabes Unidos foi um dos entronizados no VII Capítulo Geral de Entronização que decorreu no sábado, nos claustros da Sé Catedral de Viseu. O presidente do Instit uo Politécn ico de Viseu, Ferna ndo Se-

bastião, o viseense João Paulo Ferreira, jornalista e comentador de econom ia da RT P, o encenador, Jorge Mendonça, Pedro Madeira, diretor do Jornal de Negócios, entre outras personalidades e instituições locais e nacionais , também juraram preservar, defender e divulgar a identidade cultural da região no que diz respeito ao seu património gastronómico e vínico.

“Saímos todos mais comprometidos com uma causa cujos objetivos visa m a pro moção da cultura tradiciona l da Beira e consequentemente de Portugal”, af irmou o grão-mestre da Confraria, António Lopes Pires durante a cerimónia. O grão-mestre reconheceu que depois da cerimónia “a instituição será mais rica nos diversos domínios da sua ação”.

Televisão de Castro Daire conta mais de 10 mil visitas num mês “Castro Daire TV” é nome do projeto lançado pelo município de Castro Daire que tem permitido promover e divulgar o concelho em diversos pontos do globo. O novo canal pode ser visto através da ligação online www.castrodaire.tv e no canal 220209 do MEO. Este canal de televisão, inaugurado há cerca de um mês, pretende que

castrenses e amantes do concelho, que se encontram longe do município, tenham a possibilidade de acompanhar as diversas iniciativas e eventos, sentindo-se mais perto e mais presentes da realidade de Castro Daire. O investimento inicial e os custos de manutenção são pouco significativos, prova do espírito empreendedor e dinâmico do município de Cas-

tro Daire. Desde o dia 21 de setembro, 10.883 pessoas já viram o canal. O projeto pretende estabelecer protocolos com as Escolas Profissionais e estabelecimentos de Ensino Superior de forma a proporcionar a algum estudantes da área de multimédia poderem estagiar no município, enriquecendo ainda mais esta realidade da “Castro Daire TV”. TVP

Tondela. A segunda sessão do julgamento de Cidália Calheiros foi adiada. Estava marcada para segundafeira, dia 29, no Tribunal de Tondela, mas o presidente do colectivo de juízes sentiu uma indisposição e decidiu marcar nova sessão para o dia 13 de novembro, às 9h15. Cidália Calheiros é acusada do homicídio da tia do marido, Maria Cília de Sousa, de 69 anos. Muitas dezenas de populares aguardavam por mais um capítulo do julgamento. Para a arguida, o adiamento representa “uma angústia acrescida”, uma vez que deseja “que tudo se resolva o mais depressa possível” porque “está farta de ser enxovalhada”. A florista Cidália Calheiros, 49 anos, começou a ser julgada no passado dia 13 e optou pelo silêncio. Foram ouvidos inpectores da PJ, testemunhas e a médica legista, que declarou “não poder afirmar, com certeza, a causa da morte”. O caso remonta a 15 de Julho de 2009.

APREENSÃO

Mangualde. O Núcleo Investigação e Apoio Vítimas Específicas do Coma ndo Territoria l de Viseu efetuou uma busca domiciliária, no dia 29, em Mangualde, no âmbito de processo de violência doméstica, e apreendeu uma arma de caça, de calibre 12mm. Um indivíduo, de 40 anos, foi constituído arguido. O processo continua em investigação.

APREENSÃO

Castro Daire. No âmbito de processo de violência doméstica, o Núcleo Investigação e Apoio Vítimas Específicas do Coma ndo Territoria l de Viseu, efetuou uma busca domiciliária, no dia 29, em Castro Daire, e apreendeu uma arma branca e um bastão extensível. Um indivíduo de 41 anos foi constituído arguido.

Licor da Beira ou Beirão O Licor Beirão é uma bebida que se perpetua ao longo de décadas. Este licor soubese impor e a pujança que hoje ostenta é o resultado de uma campanha de marketing mesuradamente concebida. Pa ra muitos especialistas na área do marketing alimentar, o Licor Beirão é um ícone, uma referência publicitá ria. Numa viagem que proponho pelas nossas recordações de infância, os placares de azulejos com a sua referência, a par do Nitrato do Chile, Mabor, Museu do Caramulo, a pontificar ainda em muitas das estradas nacionais, são marcos que atestam a indelével visão publicitária de então. As novas portagens n a s SCU T vão p or certo avivar a memória aos mais incautos. Pretender ter a ousadia de tentar desvendar a sua composição é perder-me num elevado número de especiarias e fragâncias, doseadas em quantidades certas para a sua elaboração. Uma verdadeira alquimia. Posso unicamente testemunhar que durante as férias familiares este licor é a nossaa bebida ão, quer de eleição, seja simplesm e n te b e bid a consergelada (conservada no congeervida lador), servida lo ou com gelo ático no mediático Caipirão.. O ensaio q u e pr op o nho é apenas e só o o de emprego fr utas poras, e tug uesas,

em especial da Beira, na elaboração de uma bebida que por norma me acompanha por alturas do São Martinho nas deslocações à Golegã. Um verdadeiro antídoto para as prolongadas e por vezes frias mas hilariantes noites junto do arneiro da feira a acompanhar as apetitosas castanhas. Necessitam para o efeito de possuir 5 litros de aguardente vínica de boa qualidade. Macerar um bom punhado de nozes e avelãs, deitar num garrafão de 10 litros, adicionar qb maçãs Bravo de Esmolfe, peras passa de São Bartolomeu, pêssegos, ameixas e figos secos e deixar repousar durante 2 a 3 meses. A g it a r per iod ic amente a mistura até verificar o desprendimento e a dissolução de todos estes compostos com a formação de uma massa homogénea. Findo o período (3 meses), passar a limpo a mistura e proceder a uma diluição, utilizando para o efeito a água. Isto é, por cada litro de licor adicionar 320 ml da solução descrita anteriorm anteriormente (licor conc concentrado), ac re scent sce a ndo 680 ml de água. Afinar a mistura com a adição a de açúcar a gosto, ficando ficand a bebida ne nestas condições com um tteor alcoólico de 25%. N Não se trata d do Licor Bei Beirão mas éc certamente u um licor da Beira.


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educação&formação Antigos alunos da Universidade Católica vão formar associação Um grupo de antigos académicos vai avançar com a criação da associação dos antigos alunos do Centro Regional das Beiras da Universidade Católica (CRBUC) sedeado em Viseu. A ideia saiu do primeiro encontro de antigos estudantes que decorreu no sábado, dia 27, nas instalações da Universidade. “Estiveram presentes neste encontra muitos elementos ligados à Associação Académica e alguns antigos presidentes da direção e ficou bem claro a neces-

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sidade da criação de uma associação de antigos estudantes”, confirmou Paula Teles, antiga dirigente academista e uma das organizadoras do encontro de sábado. Para a ex-aluna a futura associação será um “elemento que servirá de ligação à instituição e de reforço à mesma, para desta forma se valorizar o passado e ajudar a construir o futuro”. O presidente do CRBUC reforçou a importância do futuro organismo para a vida da instituição e mani-

DR

Encontro ∑ A ideia saiu do primeiro convívio entre ex-estudantes que decorreu no sábado

A

Os antigos alunos conviveram durante todo o dia na Universidade festou “total apoio” à criação da associação, sendo ele um antigo estudante, mais tarde docente e hoje dirigente da Universida-

de. O primeiro encontro de antigos estudantes do CRBUC juntou perto de 80 elementos. Um número

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“apenas representativo” para a organização que fez do momento “um dia pleno de mística”. A reunião começou com uma missa celebrada pelo Bispo da Diocese de Viseu, D. Ilídio Leandro, que tornou o momento simbólico ao reencontrar-se com jovens que desenvolveram com ele vários projetos direcionados a estudantes do ensino superior de Viseu. Após um almoço convívio nas instalações do CRBUC decorreu um encontro académico no auditó-

rio da Universidade com intervenções de antigos dirigentes associativos e a apresentação de um filme que recordou momentos de vivências académicas há duas décadas atrás. “Foram muitas as histórias que se relembraram, as experiências vividas, mas acima de tudo foi tónica dominante a boa formação transmitida por esta instituição”, reforçou Paula Teles. Emília Amaral emilia.amaral@jornaldocentro.pt


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Nuno André Ferreira

IPV recebe menos 5.600 milhões do Estado

Fernando Sebastião, presidente do Instituto Politécnico de Viseu (IPV), está preocupado com os novos cortes para as instituições de ensino superior que constam no Orçamento de Estado. “Com o agravamento ocorrido recentemente em mais oito por cento no Orçamento de Estado, adicionado ao corte inicial acordado de 3,2 por cento, resulta num impacto negativo para as instituições de ensino superior de mais de 11 por cento. No que tange ao (IPV), o impacto negativo destas medidas representa cerca de um milhão e quinhentos mil euros a menos na dotação orçamental do Instituto para o ano de 2013”, explicou. O agravamento nos cor tes (oito por cento) deve-se à reposição das verbas referentes ao subsídio de Natal e ao Publicidade

aumento de cinco por cento da Caixa Geral de Aposentações, cujo montante global da despesa atingirá um milhão e novecentos mil euros, recebendo a instituição novecentos mil euros para essas rubricas. O presidente do IPV disse ainda que “com os cortes orçamentais verificados nos últimos anos, o Instituto Politécnico de Viseu vai receber do Orçamento Geral do Estado, para 2013, menos cinco milhões e seiscentos mil euros do que recebeu em 2010. Ou seja, em 3 anos, o IPV sofreu uma redução de mais de 25 por cento do seu financiamento por parte do Orçamento Geral do Estado. Como é compreensível, os sucessivos cortes orçamentais acarretam enormes dif iculdades na gestão orçamental do Instituto Politécnico de Viseu”. concluiu. TVP

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“GIRAZINE” LANÇADA PARA DIVULGAR PROJETOS CULTURAIS

Este vício da robotica... Teve lugar em Antalya, na Turquia, entre 15 e 21 de outubro , um curso Europeu de formação de professores em “School Robotics” , onde, além de portugueses, estiveram presentes professores provenientes de diversos países europeus como França, Reino Unido, Polónia, Suécia, Itália, Grécia, Finlândia, Lituânia e Malta. Integrou o grupo de portugueses, Maria Isabel Ivo Gomes, que tem sido desde 2006 coordenadora do Clube de Robótica da Escola Secundária de Emídio Navarro. Este curso de robótica foi promovido pela “Hands-on Science Network” a qual resultou de um projecto homónimo apoiado pela Comissão Europeia no âmbito do programa Comenius 3, que tem como objectivo principal a promoção da literacia em ciência e tecnologia. Formadores experientes, provenientes de universidades europeias, Universidade do Minho e Universidade de Creta, proporcionaram aos professores dos diversos graus de ensino, básico, secundário e profissional, os conhecimentos e as ferramentas técnicas necessárias para um ensino de sucesso na área da robótica. O curso acrescentou uma mais valia ao ensino da ciência e tecnologia pois juntou grupos de professores de diferentes países da Europa que discutiram e

experimentaram com especialistas, expressandose na mesma linguagem científica. Também acrescentou uma parte lúdica ao processo de ensino aprendizagem. É muitas vezes esquecido que a ciência pode ser, e é, de facto, divertida. A robótica pode, efectivamente, tornar a aprendizagem mais atractiva. Paralelamente a este curso, realizou-se, em Antalya, Turquia, a conferência Hands-on Science deste ano, HSCI2012 - “9th International Conference on Hands-on Science - Science Education, Environment and Society: Reconnecting Society with Nature through Hands-on Science”, entre 17 e 21 de Outubro de 2012. O evento incluiu o “1st Children Summit on Hands-on Science and Environmental Education (HSCI-EE)” que teve lugar na Universidade Akdenitz em Antalya. A Associação “Handson Science, sediada em Vila Verde, teve o seu iní-

cio em Outubro de 2003, no âmbito do programa Sócrates - Comenius 3 da Comissão Europeia, e tem desenvolvido desde então, como rede europeia Comenius, um vasto leque de actividades visando uma melhor educação para a ciência nas escolas europeias. O seu principal objectivo é a promoção e o desenvolvimento do ensino da ciência e tecnologia e da literacia científica na Europa. Esta rede Comenius, estabelecida agora como uma Associação Internacional, engloba como membros, de forma institucional ou individual, mais de 200 escolas, várias universidades, associações nacionais e internacionais, centros de ciência e museus, NGO’s e empresas de praticamente todos os países da União Europeia e de outros países do mundo. O coordenador do projeto Rede Comenius “Hands-on Science”, é a Universidade do Minho, através do seu Departamento de Física.

Refletir sobre a cultura em Portugal, recorrendo à divulgação de projetos e dos protagonistas que os desenvolvem, é o objetivo central do projeto editorial que será lançado pela Associação Cultural Gira Sol Azul, no dia 9 de novembro, às 19h30, no espaço “Noite s D i u r n a s D e Um Par de Dois”, na Estrada Velha de Abraveses, em Viseu. Intitulada “Girazine”, a nova publicação pretende ser uma janela aberta para a arte, para as iniciativas que estão próximas e merecem visibilidade e para os agentes culturais com ligações à região, mas que produzem cultura dentro e fora do país. A publicação era já há muito uma vontade da Associação Cultural Gira Sol Azul que tem pautado a sua atividade pela criação de uma dinâmica própria, junto da comunidade e em parceria com diversas instituições. Ao longo das 24 páginas, a “Girazine” proporciona um encontro com a ilustração, com a fotografia, com a literatura, com a agenda cultural e com a música. Numa primeira fase, a publicação será editada numa plataforma online, mas a ambição, tendo em conta a aceitação da comunidade e das próprias empresas que se queiram envolver no projeto, será a de evoluir para a impressão da mesma.


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especial

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Caça

Viagem ao “mundo” da caça...

A caça tem raízes muito profundas. Se nos primórdios se caçava com o principal objetivo de alimentar, hoje em dia esta prática ganha contornos de paixão, desporto e uma mística muito própria. A caça é um ritual, que junta milhares de aficionados pelo país e que oferece aos praticantes momentos de ócio e convívio. Caçar, como qualquer outro desporto, implica regras, meios técnicos, ecossistemas adaptados, economia, equipamentos, infraestruturas e sobretudo uma consciência que só se consegue com paixão e dedicação a esta prática. Va mos neste suplemento viajar pelo mundo da caça e perceber como tudo funciona…

Em primeiro lugar é fundamental que se perceba o porquê de querer caçar, pois, cada vez mais, o desconhecimento das regras põe em causa o verdadeiro sentido deste desporto.

Licenças

As armas

Ter licenças apropriadas é o primeiro passo a ter em conta e é aqui que tudo começa. A licença de caça, para a aquisição da carta de caçador, é obtida através da realização de um exame teórico e prático no Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e que tem validade até aos 60 anos, tendo, após isso, que ser validada de cinco em cinco anos. Esta carta permite ao caçador exercer as seguintes práticas: sem arma de caça nem ave de presa, com arma de fogo, arqueiro-caçador e cetreiro. No caso de uso de arma é necessária a licença de uso e porte de arma, também através de um exame teórico e prático, na Policia de Segurança Pública (PSP), aqui encontra-se habilitado para a prática venatória (toda a atividade - nomeadamente a procura, a espera e a perseguição - visando capturar, vivo ou morto, qualquer elemento da fauna cinegética). É também necessária uma licença de cães de caça que é conseguida na Junta de Freguesia. O mundo das licenças é vasto e complexo uma vez que é subdividido por licença nacional (permite caçar em todo o território nacional, durante a época venatória), licença regional (permite caçar na respetiva região cinegética, durante a época venatória) e ainda a licença para não residentes em território nacional. Estas licenças podem ser obtidas na Rede de Caixas Automáticas do Multibanco, junto dos serviços centrais do ICNF, dos serviços das Direções Regionais de Florestas e das Unidades de Gestão Florestal, exceto a licença para não residentes em território nacional que é obtida exclusivamente junto do ICNF.

São outro ponto a ter em atenção. As armas de fogo de calibre 12, 20, 16, 410 são alguns exemplos, pois a escolha da arma certa dependendo do tipo de caça que se pretende fazer. Vejamos alguns tipos de caça: caça de salto (com o auxílio de cães o caçador procura, persegue e abate), caça de espera (o caçador encontra-se sem o auxílio de cães e apiado – estar num posto à espera que um pássaro ou pombo entre numa determinada zona para que seja possível abater), caça grossa (num determinado posto, o caçador, abate a presa), caça de ez num local montaria (caçador apiado, mas desta vez que lhe foi atribuído por sorteio, com o auxílio de matilhas e batedores, aguarda que a caça se aproxime).

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Espécies de caça no distrito

{

Caça Menor: Rola-Comum, Pombos, Coelho - Bravo, Raposa, PerdizVermelha, Tordos e Pombos Caça Maior: Javali


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CAÇA | ESPECIAL 19

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Opinião

Zona de Caça

A caça e o caçador

É também importante para que possa saber quais os locais apropriados à caça que pretende fazer. Existem as zonas de caça nacional (ZCN), a constituir em áreas que, dadas as suas características físicas e biológicas, permitam a formação de núcleos de potencialidades cinegéticas a preservar ou em áreas que, por motivos de segurança, justifiquem ser o Estado o único responsável pela sua administração; zonas de caça municipal (ZCM), que proporciona o exercício organizado da caça a um número maximizado de caçadores em condições particularmente acessíveis; zonas de caça turística (ZCT), privilegia o aproveitamento económico dos recursos cinegéticos, garantindo a prestação de serviços adequados; e por fim, as zonas de caça associativas (ZCA) que privilegiam o incremento Zonas de Caça no Distrito e manutenção do associativismo dos caçadores, conferindo-lhes a Concelhos Tipo de Zona possibilidade de exercerem a gestão cinegética. No quadro ao lado Armamar ZCM / ZCT apresentamos os locais, no distrito de Viseu, para a prática dos váCarregal do Sal ZCM rios tipos de caça. Castro Daire

Glossário Fauna cinegética - as aves e os mamíferos terrestres que se encontrem em estado de liberdade natural ou que tenham sido prédomesticados e submetidos a processos de reprodução em meios artificiais ou em cativeiro, mas que readquiram aquela condição ou os animais domésticos que perderam essa condição e que figurem na lista de espécies que seja anualmente publicada com vista à regulamentação da lei. Ato venatório – exercício de toda a atividade da caça, nomeadamente a procura, a espera e a perseguição, visando capturar, vivo ou morto, qualquer elemento da fauna cinegética.

CNCP - Confederação Nacional do Caçadores Portugueses ICNF - Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas

ZCM / ZCT / ZCA

Cinfães

ZCM / ZCA

Lamego

ZCM / ZCA

Mangualde

ZCM / ZCA

Moimenta da Beira

ZCM / ZCT / ZCA

Mortágua

ZCM / ZCA

Nelas

ZCM / ZCA

Oliveira de Frades

ZCM / ZCA

Penalva do Castelo

ZCM

Penedono

ZCM / ZCT / ZCA

Resende

ZCM / ZCA

Santa Comba Dão

ZCM

S. João da Pesqueira

ZCM / ZCT / ZCA

S. Pedro do Sul

ZCM / ZCA

Sátão

ZCM / ZCA

Sernancelhe

ZCM / ZCT / ZCA

Tabuaço

ZCM / ZCT

Tarouca

ZCM / ZCT

Tondela

ZCM / ZCA

Vila Nova de Paiva

ZCM

Viseu

ZCM / ZCA

Vouzela

ZCM

Fonte: www.icnf.pt

Clube Caçadores apresenta mais de 30 sugestões Arroz de perdiz com míscaros e javali na púcara são duas das iguarias que pode encontrar no Restaurante Clube Caçadores, localizado junto ao Aeródromo , em Viseu. Tal como o nome indica, este é um retiro privilegiado para quem gosta de apreciar pratos de caça. E a lista de espécies confeccionadas é vasta: veado, perdiz, faisão, coelho bravo, lebre e javali. A estes é preciso acrescentar uma outra ementa baseada nos sabores tradicionais da Publicidade

cozinha beirã. Além dos paladares ricos – são cerca de 30 as sugestões do cardápio – há espaço para degustar produtos tão característicos da região, como o míscaro e a castanha, ingredientes que não podem faltar na mesa. A acompanhar, um vinho tinto generoso, de preferência do Dão. Não podemos esquecer também as entradas que nos brindam ao início da refeição, nomeadamente os enchidos tostados, que combinam na perfeição com o

pão regional. À sobremesa, impõe-se a fruta e a doçaria variada, mas quem nos conquista é o requeijão com doce de abóbora. Com capacidade para perto de 150 pessoas, em várias salas, o Clube Caçadores dispõe de um ambiente intimista e de convívio. Diríamos que quase familiar. Para o aconchego que se sente em muito contribui a lareira que existe em cada uma das salas, e que faz as delícias dos clientes. Quem experimenta acaba sempre por voltar e

é frequente, graças às excelentes condições do espaço, encontrar grupos em amena confraternização. Esta é uma excelente proposta para almoços ou jantares de negócios, reuniões de grupo e até para uma ceia de Natal repleta de tentações. O restaurante, enquadrado num recanto de grande beleza e onde se privilegia o contacto com a Natureza, encerra apenas às quartas-feiras. No resto da semana, pode entregar-se aos prazeres de uma boa mesa. AM

A caça é um quase-instinto que nos corre nas veias e uma das mais gloriosas ligações cromossomáticas aos nossos antepassados. A sobrevivência de muitos deles, abastadas vezes, passou pelo acesso, mais ou menos fácil, a essa fonte de proteína que lhe estava vizinha, mas que nem sempre era fácil de alcançar. A capacidade inventiva do Homem veio trazendo uma mais fácil colheita dos “frutos do bosque” através das melhorias quer das armadilhas, quer das próprias armas. E, como não poderia deixar de ser, o caçador foi criando e afinando, para alimentar o seu egoísmo e dar fim ao efectivo cinegético, um pouco por todo o lado. Há selvagens que vão para o campo e atiram a tudo o que mexe. Sem risco direi que há mais “javalis” a caçar do que a ser caçados. Instalou-se, à laia tudo o resto, a sensação de que cada um pode fazer o que quer, sem dar a menor atenção aos outros. O alarve necessidade de competição e de insana afirmação levou para a caça um conjunto de gente com procedimentos que não são comungados, felizmente, por todos. Os verdadeiros caçadores de hoje, a séculos dos de antigamente, fruem da caça como uma actividade sã, em que preceitos vivenciais e legais são exaltados e cumpridos à risca. Parafraseando um bom amigo e velho companheiro de caça, de há décadas, «a caça é um acto de cerimónia, entre gente civilizada» em que cada um cumpre, com toda a rectidão, as normas educadas de conduta salutar e segue, escrupulosamente, a lei. A inobservância de regras, de preceitos, de normas, é tão prejudicial à caça como o tem sido no

resultado da avassaladora descida da qualidade no comportamento humano e da crescente libertinagem. Os resultados são, como sempre, a opressão daqueles que se quedam mudos e parados e o surgimento dos que, ainda que poucos, fazem um escarcéu danado, revoltados com os exageros de uns tantos que passam a imagem sarneta e pessonhenta de que são todos iguais. A manha que um caçador, repito caçador, tem de ter para poder sobreporse ao instinto de uma qualquer peça de caça é muito diferente da coragem que precisa um magarefe para limpar o “sebo” a um cabritinho de olhar meigo, apanhado entre os pulos da sua reguilice, ou do bacorinho que chafurda, animado, no relvão que lhe garante as minhocas ou as adoradas trufas. Há que distanciar os polos relativos à morte de animais e que os entender, sem perder de vista a contextualização a que ambos estão devidamente sujeitos e no que têm de diferente ou semelhante. A caça, por muito que custe a muitos, não é coisa para todos pelo terrorismo que representa o incumprimento incessante e incontrolado dos normativos legais. Curiosidades: .O perdigueiro foi, em tempos, proibido por decreto régio, por se saber do desgaste que provocava no efectivo venatório. .Outro decreto, este da legislatura anterior, permitia que se matassem 40 melros, por dia venatório. .A pólvora foi inventada para que os homens se pudessem caçar e matar mais fartamente e não para o exercício venatório. Pedro Calheiros


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economia GALA DE ENTREGA DE PRÉMIOS DE IDEIAS DE EMPREENDEDORISMO

TAVARES PROMOVE PROVA DE VINHOS EM LOJA DE ROUPA O grupo de lojas de pronto a vestir Tavares, em Viseu promove este sábado, dia 3, às 17h00, uma sessão de degustação de vinhos da região. A ideia é reunir os seus clientes, na própria loja, “proporcionando-lhes um momento agradável, e divulgando uma marca de vinhos de excelência, Pedra Cancela”, adianta a organização em comunicado. A empresa Francisco Tavares & Filhos foi criada em 1954 com a sua primeira loja na Rua Direita. Publicidade

O regresso da dicotomia Interior – Litoral (1)

Micaela Costa

A Associação Empresarial da Região de Viseu (AIRV) e o Conselho Empresarial do Centro (CEC) vão entregar os prémios do Concurso Regional de Ideias de Empreendedorismo da Rede de Incubadoras de Empresas da Região Centro (RIERC), durante uma gala marcada para o dia 9 deste mês, às 17h45, no Hotel Montebelo, em Viseu. A cerimónia que vai contar com diferentes momentos e participações, terá a presença do secretário de Estado da Economia e Desenvolvimento, Almeida Henriques, na sessão de encerramento. Durante o jantar, o jornalista Mário Augusto abordará o tema “O empreendedorismo na história do cinema”. EA

Clareza no Pensamento (http://clarezanopensamento.blogspot.com)

A Pedro Saraiva, presidente da CCDRC

CCDRC apresenta novos programas de incentivo às empresas Região Centro∑ Alargar o tecido empresarial é o grande objetivo Crescimento económico, inovação, zona centro e empreendedorismo foram os temas da ação de formação “Crer no Centro de Portugal”. O evento, realizado na Associação Empresarial da Região de Viseu (AIRV), terça-feira, 30, contou com a presença de Pedro Saraiva, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC). A ação teve como objetivo alertar os empresários presentes para o em-

preendedorismo e criação de novas empresas, na região centro. Durante a secção foram apresentados os novos programas de incentivo financeiro para criação de empresas, nas mais variadas áreas, tecnologia, investigação, comunicação, inovação, pequenas e médias empresas, programas de internacionalização empresarial e programas de contratação de estagiários. Para Pedro Saraiva “é importante que se traba-

lhe em equipa, em rede e com ambição e solidariedade, pois só assim é possível aumentar e melhorar o tecido empresarial de uma região bastante empreendedora”. A CCDR aposta no desenvolvimento da região centro e na divulgação destes incentivos pois acredita que “é importante usufruir destes programas para que o centro do país continue a crescer”, afirmou Pedro Saraiva. Micaela Costa

As alterações sociais, económicas ou mesmo físicas ocorridas no território são, em regra, lentas ou, pelo menos, mais lentas que a renovação dos ciclos políticos. Não é fácil observar, em 4 anos, essas mesmas alterações e, no entanto, elas estão permanentemente a ocorrer. Hoje já se fala nos problemas do despovoamento da maior parte do território nacional (sim, da maior parte do território!). Problemas esses que se têm vindo a acumular ao longo das últimas décadas, entrecortados com alguns episódios de sucessos demográficos (p.ex. o caso da região de Viseu, nos anos 90). Porque ocorre o despovoamento e porque ocorrem os “casos de sucesso”? Se um dado território for capaz de gerar modos de vida aceites pelas pessoas, isto é, se proporcionar empregos e rendimentos, bem como qualidade de vida crescente, é natural que as populações se fixem nesse território e nele queiram construir a sua vida e o futuro para os seus filhos. O País tem vindo a assistir à criação de condições que melhoram a qualidade de vida das populações (infraestruturas, equipamentos, serviços, etc.), independentemente da localização, e à destruição descontrolada do tecido económico, em particular no interior do País, com especial incidência a partir do início deste século, com a aceleração do processo de globalização. Sendo certo que, no contexto da UE, a estrutura económica portuguesa era aquela que se encontrava mais próxima da dos novos países parceiros do “jogo internacional”, países do Leste e asiáticos, a estrutura económica do interior era a que se encontrava ainda mais exposta a esta nova concorrência externa. E, nesta luta,

Alfredo Simões Docente na Escola Superior de Tecnologia de Viseu asimoes@estv.ipv.pt

perdemos. Perdemos na venda de produtos nos mercados e perdemos na capacidade de conservar e de continuar a atrair investimento estrangeiro. Enquanto o território junto às áreas urbanas do litoral pôde desenvolver alternativas (grandes empresas, empresas públicas, novas empresas de base tecnológica, serviços financeiros, de comunicações e outros), o resto do País não teve as mesmas condições: faltaram-lhe os centros de investigação e desenvolvimento tecnológico, frágil stock de capital humano qualificado, ausência de perspetiva estratégica para o seu desenvolvimento e, em consequência de tudo isto, perda de atratividade de grandes empresas e de capacidade de gerar iniciativas em setores que se afastassem da mira dos concorrentes asiáticos e do leste europeu. Não bastando tudo isto, ainda o País se viu sujeito a politicas desfavoráveis à valorização de actividades mais diretamente associadas ao território, agricultura e produção agro-alimentar (e assim aumentámos o défice externo!), floresta (floresta capaz de se valorizar com o território e não a eucaliptização que “explora” o território) e atividades conexas. Depois de uma breve ilusão no final do século passado, voltámos a ter de falar na dicotomia entre Interior e Litoral e os “custos da interioridade” voltam a estar de novo em cima da mesa. Ora, a acentuação das disparidades entre parcelas diferentes do território nacional gera ineficiências na economia e angústias na população. Importa, por isso, combater umas e outras. Para o efeito, é tão importante o papel do governo como o dos agentes locais – desde que comprometidos com estratégias comuns. (cont)


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INVESTIR & AGIR | ECONOMIA 21

02 | novembro | 2012

Gastronomia à prova em restaurantes de 19 concelhos do Douro A AE.HTDOURO Associação de Empresários, a Câmara Municipal de Lamego, o Turismo do Douro, a Escola de Hotelaria e Turismo do Douro/Lamego e a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego (IPV), voltam a promover em conjunto o Festival de Gastronomia do Douro durante 40 dias, de 31 de outubro a 9 dezembro. Dirigido aos restaurantes dos 19 concelhos inseridos na região do Douro, o evento que vai na quarta edição destina-se a promover a gastronomia duriense ao mesmo tempo que proporciona “animação e motivação adicioPublicidade Publicidade

DR

Festival ∑ 4ª edição decorre até 9 de dezembro

A A organização pretende também divulgar a região a partir da gastronomia nal para uma visita à região de novos clientes que assim podem usufruir do que de melhor tem para oferecer” adianta a organização em comunicado à

imprensa lembrando que este ano aderiram à iniciativa 40 restaurantes. O Douro é hoje reconhecido como uma região rica de ofertas gastronómicas

e vínicas únicas, tornando-se num destino gastronómico de referência, que o Festival de Gastronomia do Douro promove e incrementa desde 2009,

com o objetivo de alargar a oferta a outras áreas. “Em simultâneo esta é uma oportunidade para que novas iguarias e quiçá novos produtos e matérias-primas do Douro sejam descobertos e que cada ‘chefe’, cada restaurante, surpreenda os seus visitantes/clientes”, acrescente a organização. Armamar, Lamego, Penedono, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço e Tarouca são os concelhos do distrito de Viseu inseridos no projeto de promoção da gastronomia do Douro. Emília Amaral emilia.amaral@jornaldocentro.pt

FEIRA DA CASTANHA EM TENDAIS

No recinto da Escola de Fermentelos, na freguesia de Tendais, Cinfães começa hoje e prolongase até domingo, a IX Feira da Castanha, Produtos do S. Miguel e Artesanato. A iniciativa da Associação de Defesa e Promoção da Freguesia de Tendais é uma referência para a freguesia e para o próprio município, ao aliar a divulgação e promoção da castanha e produtos locais à música tradicional do concelho. A feira é inaugurada hoje, às 19h00, seguindose um baile popular com a orquestra “Os Cinfanenses”. Destaque ainda para o encerramento do evento com um magusto tradicional. EA


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22 ECONOMIA | INVESTIR & AGIR

02 | novembro | 2012

Daniel Azevedo, o 2º maior produtor de castanhas de Sernancelhe A Martaínha ∑ “Uma das melhores qualidades da castanha mundial” Daniel A zevedo, 4 2 a nos , é produtor da castanha martaínha e é da castanha que vive. Este a no a produção baixou entre 10 a 15% em relação ao ano passado. O que seg undo ele “se deveu à falta de água. Não choveu nem houve inverno nenhum. Por outro lado, a doença da tinta e do cancro também fizeram o seu estrago. Os incêndios agudizaram a seca e alguns produtores perderam árvores.” Quanto às vendas, Daniel Azevedo foi claro: “A mi-

foto legenda Sessenta expositores mostraram o que melhor se produz na freguesia de Silgueiros, Viseu, durante a segunda edição do certame “Sabores de Silgueiros”, que decorreu no domingo, no recinto da Adega Cooperativa local. A K’aime Eventos, promotora da iniciativa anunciou mais uma edição para 11 de novembro com “gra ndes novidades.

nha castanha vai toda para o MARL (Mercado Abastecedor da Região de Lisboa) e se eu em vez de 6 ou 7 toneladas produzisse 60 ou 70, o mercado interno absorvia-as todas.” E a exportação, quisemos saber? “ O Brasil é um dos principais mercados, com a Inglaterra. O mercado africano ainda consome pouco.” Que distingue a martainha da judia, por exemplo? “Em tamanho são muito parecidas. A judia é mais brilhante que a m a r ta í n h a . É m a is

ac a st a n h ad a . Q u a nto ao sabor, a martaínha é muito mais doce que a judia. Tal devese à qualidade da terra e à própria variedade do fruto”, acrescentou. Apesar de todas as vicissitudes , acorreram à Fei ra d a Ca st a n h a milhares de pessoas, o que prova o seu interesse... “Sim. Esta Feira traz muitas vantagens, sendo naturalmente a maior a promoção do produto. Vem mu it a gente de toda a parte. Uns por curiosidade, outros por divertimen-

to. No fim, ficam adeptos desta realidade. E daqui decorre que eu sou daqueles que continua a apostar na castanha, vejo futuro nela e melhores dias. Porém, o português anda a “comer gato por lebre” ao comprar castanha que os espanhóis, há meia dúzia de anos, deitavam aos animais para consumo. Este nicho de mercado devia ser mais protegido”, concluiu este agricultor/produtor sernacelhense. Paulo Neto

Tervol aposta em novos produtos e na exportação A Tervol, empresa do Grupo Albuquerque & Freitas, S.A. com sede em Viseu , apresenta uma nova gama de produtos originais para decoração de casas e jardins. Para a empresa “trata-se de uma excelente oportunidade de investimento e poupança para quem compra estes produtos”, afirma em comunicado. Os produtos – já disponíveis no mercado – são f loralias, árvores,

arbustos, pedrasbelcor e relva sintética que primam pela originalidade e inovação. Para além dos aspetos visuais e decorativos, caracterizam-se por resistirem às alterações climáticas e aos raios UV. Produzidos com matérias-primas de elevada qualidade, as floralias e relva sintética podem ser aplicadas em qualquer lugar; não necessitam de rega nem manutenção.


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Jornal do Centro 02 | novembro | 2012

desporto AGENDA FIM-DE-SEMANA FUTEBOL II LIGA PROFISSIONAL

Visto e Falado Vítor Santos vtr1967@gmail.com

12ª jornada

Sérgio Fonseca Jogador do Penalva do Castelo

Viseu 2001

Cartão FairPlay O fim-de-semana demonstrou que o clube continua a seguir um caminho correcto de ecletismo. No futebol feminino a equipa vai de vento em popa, e no rugby, a vontade com que os seus jovens sub 14 - rapazes e raparigas - se exibiram no Fontelo, dão garantias para o futuro. Estado de conservação de alguns campos de futebol

Cartão Vermelho O estado degradado de balneários, a água fria, os espaços minúsculos, a que são sujeitas crianças que gostam de jogar futebol, é situação a rever urgentemente em alguns campos.

-

Penafiel Marítimo B

Trofense Freamunde

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Oliveirense Arouca

Tondela Feirense Santa Clara

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Portimonense Sp. Covilhã Atlético

U. Madeira Naval 1º Maio

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Leixões V. Guimarães B

Benfica B Sp. Braga B

-

Sporting B Desp. Aves

II DIVISÃO NACIONAL SÉRIE CENTRO Gil Peres

Cartão FairPlay Aos 40 anos, Sérgio Fonseca faz questão de demonstrar, todos os fins de semana, que idade não joga futebol. O veterano jogador é “capitão” de equipa no Penalva do Castelo, e mantém intactas as características que fizeram dele um jogador de classe extra: capacidade física, atitude, qualidade de jogo e liderança.

Belenenses FC Porto B

7ª jornada - 04 Nov - 15h00

A Sérgio Fonseca, aos 40 anos, continua em grande forma Futebol - III Divisão Nacional

“Prendas” do Penalva dão ponto ao Oliveira de Frades Acabaram por ser duas “prendas” do Penalva do Castelo a dar dois golos aos homens da casa. Muito cedo na partida um auto-golo de Alfredo deu vantagem ao Oliveira de Frades, e mais tarde, já próximo do final, uma perda de bola infantil numa situação de ataque, permitiu um contra-ataque que acabou por ser letal e dar ao Oliveira de Frades o golo do empate. Pelo meio ficou o melhor futebol do Penalva. Equipa moralizada pela passagem à quarta elimi-

natória da Taça de Portugal, não se deixou abalar com o contratempo do auto-golo, e foi para cima do adversário, acabando por concretizar uma reviravolta no marcador, primeiro com um excelente golpe de cabeça de Dédé, e depois, já na segunda parte, o mesmo Dédé a disputar uma bola com o guarda-redes do Oliveira de Frades e o esférico a ficar à disposição do “capitão” Sérgio que empurro fácil de cabeça para as redes. Sérgio foi enorme na defesa do Penalva e uma

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Lusitânia

Cesarense

-

Nogueirense

Anadia

-

Pampilhosa

S.J. Ver

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BC Branco

Ac. Viseu

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Sousense

Tocha

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Bustelo

Coimbrões

-

Tourizense

Sp. Espinho

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Cinfães

III DIVISÃO NACIONAL SÉRIE C 4ª jornada - 07 Out - 15h00

Derrotas ∑ Sampedrense, Parada e Mortágua perderam Rogério Sousa, treinador do Penalva do Castelo, ainda hoje deve estar sem saber como é que não ganhou o jogo em Oliveira de Frades. Não que não haja mérito na forma como o Oliveira de Frades conseguiu o empate, fruto de uma atitude batalhadora ao longo dos 90 minutos. Teve sorte, é certo, mas fez por merecê-la. Mas o Penalva foi sempre mais equipa, teve melhores oportundiades, e praticou melhor futebol no sintético de Oliveira de Frades.

Operário

voz de comando aos seus companheiros de equipa. Os anos parece não pesarem no veterano jogador do Penalva. Foi um bom jogo, com duas equipas diferentes. Um Oliveira de Frades combativo mas menos esclarecido, e um Penalva que num misto de juventude e veterania exibiu um futebol de qualidade e fez mais por ganahr o jogo. Não o conseguiu porque, no futebol, ganha quem marca. Gil Peres

Aguiar Beira

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P. Castelo

-

Avanca

U. Lamas

-

Sampedrense

Oliv. Bairro

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Alba

GD Parada

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Salgueiros 08

-

Oliv. Frades

Grijó

Série D Sernache

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Mortágua

ASSOCIAÇÃO FUTEBOL DE VISEU DIVISÃO DE HONRA 07ª jornada - 04 Nov - 15h00 Tarouquense

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Viseu Benfica

Castro Daire Paivense Resende

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Fornelos Sp. Lamego Moim. Beira

Sátão Canas Senhorim Vouzelenses -

Mangualde Campia Sernancelhe

Lusitano Publicidade

Estarreja

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Molelos


24 DESPORTO | MODALIDADES FUTSAL PRIMEIRA VITÓRIA PARA O RIO DE MOINHOS No Nacional de Futsal da III Divisão, o Rio de Moinhos conquistou a sua primeira vitória, e logo fora de casa. Venceu no recinto do Futsal Azemeis por 4 a 3. Já o São Martinho de Mouros perdeu na deslocação ao Sangemil por 2 a 1. Na classificação o Rio de Moinhos subiu ao 9º lugar enquanto o São Martinho de Mouros está na penúltima posição com apenas 1 pontos. Na próxima jornada o Rio de Moinhos recebe o Lamas Futsal e o São Martinho de Mouros joga em casa com o Gondomar. Na série C o ABC de Nelas voltou às vitórias. Ganhou por 2 a 1 no Pavilhão do Mendiga e subiu ao 6º lugar com 6 pontos. Na próxima jornada o ABC de Nelas recebe o Mirando do Corvo.

AUTOMÓVEIS “PELOS CAMINHOS DE VISEU” A 18 de novembro vai decorrer o primeiro passeio turístico e cultural para automóveis clássicos “Pelos caminhos de Viseu”. A organização é da Associação Cultural, Recreativa e Social de Teivas e tem por objectivo a promoção do património turístico, cultural, ambiental, museológico e gastronómico do concelho de Viseu. O evento está pensado para ser realizado apenas uma vez por ano, e procura juntar todos aqueles que gostam de carros antigos e queiram apreciar o concelho de Viseu. Um passeio onde a velocidade e a competição ficam para plano secundário. Publicidade

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Torneio Regional de Rugby - Sub 14

Futuro está assegurado em Viseu Domingo de rugby em Viseu no que foi a primeira organização do clube viseense no ano de estreia na modalidade. Várias equipas participaram no relvado do campo José Alves Madeira, no Fontelo, nesta prova de sub-14. Equipas mistas a demostrarem que o rugby não é só para “homens de barba rija”. Viseu 2001, Tondela, CDUP, Académica de Coimbra, algumas das formações que evoluiram nesta competição. Foi o Torneio Regional de Inverno, no escalão sub-14, que juntou em Viseu várias dezenas de jovens praticantes numa modalidade que cada vez mais vai cativando praticantes e ganhando o seu espaço no desporto nacional. Em Viseu, o r ugby também está para f icar. GP

Clube Desportivo de Tondela

Oitavo em pontos, e em espetadores O s nú meros são d a Liga Portuguesa de Futebol Profissional: O Clube Desportivo de Tondela regista a oitava melhor assistência nos jogos em casa na II Liga. Os dados mais recentes divulgados pela LPFP apontam para 4578 espetadores, pagantes, nos cinco jogos realizados

no Estádio João Cardoso desde o início da época e a contar para o campeonato. A melhor assistência foi registada na primeira jornada, frente ao FC Porto B, com 1173 espetadores nas bancadas. Um oitavo luga r no ranking de espetadores, mas com algumas das

equipas já com seis jogos disputados em casa, pelo que a posição do Tondela poderá ser, em termos médios, ainda melhor que o oitavo lugar, numa competição onde competem 22 equipas. Uma posição idêntica à que ocupa no campeonato, onde soma 18 pontos. GP

A Febre Amarela, a claque do Tondela


DESPORTO | MODALIDADES 25

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Futsal Feminino

Futebol Feminino

Lusitano empata no Unidos e dá liderança ao Carbelrio

Uma vitória que fica para a história

A Trambelas travaram as hexacampeãs No Distrital de Viseu em futsal feminino, o Lusitano de Vildemoin h o s m ate r i a l i z o u a grande surpresa da jornada, e causou sensação, ao conseguir empatar a 2 golos no Pavilhão de São Pedro do Sul. Não é todos os dias que alguma equipa de futsal, em particular entre as de Viseu, consegue conquistar pontos no recinto das hexacampeãs distritais de futsal

e, porventura, as grandes candidatas a vencer mais um título distrital. Este empate conseguido pelas trambelas acaba por ser a demonstração que a modaldiade está em crescendo em Viseu e que já hoje há várias equipas capazes de bater o pé ao “todo poderoso” Unidos da Estação. Quem não se fez rogado e aproveitou a escorregadela do Unidos foi a formação do Car-

belrio. Venceu a Casa do Benfica de Mortágua por 7 a 2 e assumiu, isolada, a liderança da classificação, ao fim de quatro jornadas. Também o Penedono aproveitou o empate do Unidos e venceu, embora com dificuldade, a Naval de Viseu por 2 a 1, e manteve dessa forma a invencibilidade no campoenato, e a terceira vitória em outros tantos jogos já disputados.GP

ASSOCIAÇÃO FUTEBOL DE VISEU I DISTRITAL FUTSAL FEMININO 4ª jornada Unidos Estação 2 Lusitano 2 Oliv Frades 15 CB S.J. Pesqueira 0 Carbelrio 7 CB Mortágua 2 Naval Viseu 1 Penedono 2 Folgou: O Crasto 5ª jornada ( 10 Novembro) CB Mortágua

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Unidos Estação

Lusitano

-

Oliv Frades

CB S.J. Pesqueira -

O Crasto

Penedono

Carbelrio

-

Folga: Naval Viseu

A equipa de futebol feminino do Viseu 2001 vai construíndo a sua própria história. Depois de vitórias para a Taça de Portugal, e de um empate na ronda de abertura do Nacional de Futebol Feminino Promoção, à segunda jornada, a primeira vitória. Um triunfo alcançado em Ranhados, frente ao Murtoense, por duas bolas a zero, que se torna na primeira vitória de sempre do clube em campeonatos nacionais de Fute-

bol Feminino. Com esta vitória, o Viseu 2001 isolou-se no segundo lugar da série C com 4 pontos, menos dois que o Ferreirense que venceu o Esperança Atlético por 2 a 1 e assumiu o comando da classificação. No outro jogo da jornada 2, Eirolense e Cadima empataram a 2. Na próxima jornada, dia 4 de Novembro, o Viseu 2001 vai a Seia, equipa que folgou nesta segunda jornada. GP

II Divisão Nacional Futsal - Série A

Terminou empatado o derbi de Viseu No nacional de futsal da II Divisão, terminou empatado o dérbi distrital entre AJAB de Tabuaço e Viseu 2001. Jogo da 3ª jornada da série A, com o Viseu 2001 a defender a liderança enquanto a formação da casa procurava regressar às vi-

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tórias, depois da derrota no Lameirinhas. O resultado final acabou por ser um empate a 1 golo. Na classificação o Lameirinhas é líder isolado, com 9 pontos, com o Viseu 2001 na segunda posição com 7. A AJAB está

no 8º lugar com 4 pontos. Na próxima jornada, dia 11 de novembro, o Viseu 2001 recebe o Vale de Cambra enquanto a AJAB, no dia 10, vai jogar ao Boavista. Pausam os campeonatos para mais uma eliminatória da Taça de Por-

tuga l. Domingo, 4 de Novembro, o Viseu 2001 recebe o Covões no Pavilhão da Via Sacra, pelas 17h00. Quanto à AJAB de Tabuaço recebe o Covão Lobo enquanto o ABC de nelas joga amanhã, dia 3, no recinto do Vermoin. GP

A Viseu 2001 quer continuar na Taça


D Semana do Caloiro termina hoje

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culturas expos

A Semana do Caloiro termina hoje, dia 2, com Miguel Araújo (Azeitonas) como cabeça de cartaz. Os concertos acontecem no Pavilhão Multiusos, em Viseu, a partir das 22h00.

Arcas da memória

Destaque

Aquilino Ribeiro: O “Exílio” antes do primeiro

MANGUALDE ∑ Biblioteca Municipal Até dia 20 de novembro Exposição de fotografia “Vislumbres”, de Nuno Abrantes.

O Trigo Limpo Teatro ACERT apresenta hoje e amanhã, dias 2 e 3, às 21h45 e 16h00, “Árvore que Somos”, um espetáculo que celebra o apego à terra e,

sem exotismo ou paternalismo, reflecte sobre as gentes. “Procura transmitir sinais de uma relação de autenticidade com muitos nossos iguais, que nos

deixaram marcas distintivas do que somos e das inquietações que sentimos”, disse José Rui Martins, diretor artístico da ACERT e encenador da peça. TVP

Era pela entrada de Maio. Montado na égua “Inácia” que o Monge, de arrieiro, conduzia pelas arribas ligeiras que de Lomba de Baixo subiam até à Lapa, uma légua medida, das antigas, Amadeu repara nas courelas de centeio já apendoado, na flor do tojo a abrir à beira do caminho, no fresco viço da erva dos lameiros pontuados pelas flores das campainhas, nas maias amarelas que enfeitavam o efémero jardim plantado na ladeira. Amadeu julgava que, por ali, era ainda paraíso, mas não era. Perdida, vinda detrás dos outeiros, chegava, leda, uma canção de rapariga. Eva talvez, cantando a última canção. E logo, do viso da montanha, se descobria ao longe, recortado na luz que corria para poente, um medonho casarão, como aqueles que a tia Custódia pintava nas histórias dos reis antigos que lhe contava antes de adormecer. Mal deu conta que a mão sinistra de alguém o empurrava e não tardou que uma porta se fechasse, com estrondo, sobre a luz que a tarde ia apagando no Terreiro. A égua “Inácia” já não estava por ali, nem o bom do Monge, sumira-se o Manuel Loio e com ele se foram as inocentes brincadeiras da apanha dos grilos, do achar dos ninhos, do balançar aventuroso nos braços compridos de um castanheiro. Amadeu não era mais o menino de sua mãe. E passaram muitos anos antes que Amadeu (Aquilino

(M12) (Digital)

Sessões diárias às 14h20, 17h25, 21h10, 00h15* 007 Skyfall (M12) (Digital)

Sessões diárias às 13h50, 17h00, 21h00, 00h10* 007 - Skyfall (M12) (Digital)

Sessões diárias às 15h00, 17h55, 21h10, 00h05* Balas e Bolinhos 3 (M16) (Digital)

Sessões diárias às 13h30, 16h10, 18h50, 21h30, 00h05* Dos homens sem lei (M16) (Digital)

Sessões diárias às 11h00* (dom.), 13h30, 16ho5, 18h40 Astérix e Obélix: ao serviço de sua magestada VP (M6) (Digital 3D)

Sessões diárias às 14h20, 16h40, 19h10, 21h30, 23h45* Taken - a vingança (M12) (Digital)

PALÁCIO DO GELO Sessões diárias às 14h00, 16h25, 18h50, 21h40, ooh20* A casa do fim da rua (M16) (Digital)

Sessões diárias às 21h20, 23h55* Astérix e Obélix: ao serviço de sua magestada VO (M6) (Digital 3D)

Arquivo

TONDELA ∑ Mercado Velho Até dia 4 de novembro Exposição “Mundos à Parte”, de Nuno Loureiro, Diogo Rocha e Sandra Rocha. MOIMENTA DA BEIRA ∑ Biblioteca Municipal Aquilino Ribeiro Até dia 4 de novembro Exposição de caricaturas de André Carrilho. SANTA COMBA DÃO ∑ Junta de Freguesia de Treixedo Até dia 30 de novembro Exposição de fotografia “Santa Comba Dão no Feminino”, uma organização conjunta da Câmara Municipal, através da Biblioteca Municipal Alves Mateus, e da Universidade Sénior de Santa Comba Dão. VISEU ∑ Instituto Português do Desporto e Juventude Até dia 26 de novembro Exposição de cartoon “Participação Cívica”, de Miguel Rebelo.

A Música vencedora vai representar a diocese no “Festival Nacional da Canção”, em Fátima

Quinto “Festival Juvenil da Canção Religiosa” em Lamego Teatro Ribeiro Conceição∑ Convívio e partilha musical a partir das 21h30 O “Festival Juvenil da Canção Religiosa” é um evento que congrega grupos de jovens dos vários arciprestados da diocese, para um dia de convívio e partilha musical, que culmina num concerto onde cada grupo apresenta a sua canção. O Teatro Ribeiro Conceição,

em Lamego, recebe amanhã, dia 3, a quinta edição do evento, a partir das 21h30. Em cada ano é apresentado aos jovens o tema orientador do ano pastoral, sendo que cada canção deve ser inspirada nesse tema. “Ide e fazei discípulos em todas

VISEU FORUM VISEU

Sessões diárias às 14h00 Astérix e Obélix: ao serviço de sua magestada VP (M6) (Digital) Sessões diárias às 16h30, 19h05, 21h40, 00h20* Astérix e Obélix: ao serviço de sua magestada VO (M6) (Digital)

as nações” é o tema desta edição. O “Festival Jovem da Canção Religiosa” tem como principal objetivo, além de toda a partilha de experiências e alegrias, que a música vencedora represente a diocese de Lamego no “Festival Nacional da Canção”, em Fátima. TVP

Teatro

“Árvore que Somos”

roteiro cinemas

Sessões diárias às 21h20, 23h45* Ted

Jornal do Centro 02 | novembro | 2012

Sessões di��rias às 13h50, 16h20, 18h40 Brave VP (M4) (Digital)

Sessões diárias às 14h40, 17h50, 21h00, 00h10* Linhas de Wellington (M12) (Digital) Sessões diárias às 14h10, 16h45, 19h20, 21h50, 00h30* Para Roma, com amor (M12) (Digital)

Sessões diárias às 13h20, 15h30, 17h40, 19h50, 22h00, 00h30* Atividade paranormal 4 (M16) (Digital)

Legenda: * sexta e sábado

Alberto Correia Antropólogo aierrocotrebla@gmail.com

Ribeiro) nos contasse a longa história do seu estranho cativeiro no casarão bronco e sombrio. Mas, quando esse tempo veio, ele exorcizara já os pesadelos antigos, esquecera as raivas, os desamores, amaciara as dores. Ficara como memória benfazeja, resguardo de esperança ou estrela, a moldura de uma janela debruçada do alto sobre o arco de uma paisagem que corria entre o Nascente e o Sul feita de pinheiral esguio que apontava o céu, de caminhos abrindo sobre a lonjura do mundo, de uma nascente de rio que ele sabia que chegara ao mar, da neve caindo e o manto dela agasalhando ao jeito de mãe o corpo sofrido da terra. E, de memória ficara ainda a história da pastora que escondia nas dobras da capucha a imagem de uma “Senhora” que jurara vir do Céu, a enredada crónica do lagarto afogado com novelos que uma mulher levava para tecer e os fragmentos dos dramas de vida de tanta gente pintada nos quadradinhos pendurados na capela. E a luzinha que por milagre se acendeu nos baixos do Colégio onde perdido andou, “uma luz ao longe”, eterna luz que o alumiou e o caminho enfim achado para Norte. E o “ primeiro” exílio que findou.

Estreia da semana

Atividade paranormal 4 – Passados cinco anos do desaparecimento de Katie e Hunter, uma família suburbana começa a testemunhar estranhos acontecimentos quando uma mulher e o seu misterioso filho se mudam para o bairro.


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culturas Variedades

D “Édipo” no Viriato

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O Teatro Viriato, em Viseu, recebe a peça de teatro “Édipo”, pela companhia do Chapitô e encenado por John Mowat. O espetáculo está marcado para hoje, dia 2, a partir das 21h30.

Destaque

O som e a fúria

“The Supervisor no Lugar do Capitão

Guilherme Gomes lança audiobook “Odeapessoa” e o “Dizedor”, orgulham-se se apresentar o seu primeiro projecto em CD. Trata-se de um audiobook da “Mensagem” de Fernando Pessoa dito pelo viseense Guilherme Gomes. Pode ser adquirido online a partir dos sites: www.dizedor.pt e http:// dizedor.bigcartel.com/ product/audiobookmensagem-de-fernando-pessoa, pelo preço de 13 euros.

Maria da Graça Canto Moniz

Nuno André Ferreira

O rock alternativo da banda portuguesa The Supervisor é a aposta do restaurante/bar Lugar do Capitão, em Viseu, para a noite de amanhã, dia 3. O grupo volta ao lugar onde já atuou e revisita o trabalho discográfico “Hold”. O projeto lisboeta pretende que seja uma noite “tão especial e memorável” como a que tiveram na sua última visita. “Hold’’ é composto por 12 temas. Foi gravado por Eduardo Vinhas nos Golden Pony, misturado por Rui F.B. Pereira e masterizado em Phoenix nos estúdios SAE. A crítica considera a banda e o seu percurso como “‘’um dos mais interessantes projetos do rock/indie alternativo’’, justificado pelas “melodias intensas e progressivas, guitarras potentes e um som obscuro”. The Supervisor são André Banza na voz e guitarra, Pedro Ramalho na bateria, Renato Silva no baixo e voz e Rui Pereira na guitarra e teclas. TVP

Eid-al-Adha ou a Festa do Sacrifício

A Manuel Maria Carrilho, na apresentação da sua obra “Pensar o Mundo”

Carrilho apresenta livro em Viseu “Pensar o Mundo” ∑ Obra reúne mais de trinta anos dedicados ao pensamento O livro “Pensar o Mundo (Obras 1982-2012)” foi apre s ent ado p or Manuel Maria Carrilho, no Hotel Montebelo, em Viseu. A obra reúne mais de trinta anos dedicados ao pensamento. Rui Garcia, editor da publicação afirmou tratar-se de “um projeto em grande e que foi encarado como um imperativo cultural”. Numa apresentação descontraída,

foto legenda José Simões apresentou, na Pousada de Viseu, a obra “S. Tomé e Príncipe - Um paraíso ainda sem rumo”. Dezenas de pessoas, entre familiares, amigos e curiosos, assistiram à apresentação do livro que retrata um ensaio crítico, sob um olhar independente e sociológico, de um país que ainda não se libertou do processo da descolonização. TVP

os presentes falaram do mundo, da Europa, de Portugal, das mudanças e transformações dos últimos anos, do pensamento, da força de vontade de cada um, da moeda única, de política e de vários pensamentos que, para Manuel Maria Carrilho, “são uma urgência”. Foi na presença de amigos e da esposa, Bárbara Guimarães, que o

autor elogiou Viseu, a cidade onde nasceu e criticou o Governo: “há um desperdício de oportunidades e um adiamento dos problemas. A palavra responsabilidade é fundamental, há imensos contratempos mas há muitos problemas que poderiam prever-se se houvesse a tal responsabilidade”, concluiu. Micaela Costa

A segunda maior festa da religião Islâmica foi na passada sexta-feira, dia 26. Nesta ocasião, os muçulmanos celebram a determinação e vontade de Abraão em sacrificar a vida do seu filho, Isaac, como parte da sua aliança com Deus. É também o último dia da peregrinação a Meca (o último dos cinco pilares do Islão). Na semana que antecede o feriado, as pessoas compram carneiros vivos e conservam-nos em lugares improváveis, como em telhados, terraços, nos pátios de condomínios de luxo (!) e onde quer que haja espaço. Na rua, vemos ovelhas a tomarem táxis, a montar bicicletas e até mesmo em cima do autocarros fazendo o seu caminho até ao destino final. Mas, até lá, o animal é tratado com o maior dos cuidados. Nessa data, as famílias reúnem-se para celebrar o mais sagrado dos dias e, na hora certa, o líder da família, com uma faca afiada na mão, vira o animal para Meca, e diz: “Bismillah” (em nome de Deus). A lâmina é então rapidamente traçada na garganta do animal. Esta morte, seguramente não sem dor, é muitas vezes mais rápida do que explodir um parafuso de metal no crânio de um animal, como é feito nos matadouros ocidentais. Para os ocidentais, especialmente os americanos, a censura vai para o ritual sangrento do abate de um animal. É uma prática que é injustamente vilipendia-

da como bárbara por pessoas que não conseguem perceber o seu significado. Ainda que o leitor seja agnóstico ou ateu, há algo de muito importante neste ritual que todos podemos aprender: a simples ideia de que comer carne significa tirar uma vida (ainda que a de Isaac se tenha safado!). Ideia essa que, no lusco-fusco do nosso estimado standard “western” day, frequentemente não é lembrada – apenas por alguns moralmente corretos que, muitas vezes, metendo uma garfada de suculenta carne à boca, se lembram, num lamento resignado, desse mesmo gesto. Por isso, meu caro, quando pensar neste ritual não o julgue pelo sangue que é derramado. No mundo ocidental, derrama-mos mais sangue diariamente para colocar mais carne em cada mesa do que é consumido em qualquer outro momento da história do mundo. Pelo contrário, na celebração do Eid al-Adha, a vida do animal é preciosa e tratada com maior reverência do que qualquer hambúrguer já consumido. É um ato de responsabilidade e de respeito (o animal simboliza a ação de amor dos homens para com o divino). Quando me sentei para comer o dito cujo, durante o Eid al-Adha, senti-me privilegiada. Agradeço aos meus amigos muçulmanos por me deixarem partilhar este feriado com eles. Foi, realmente, uma refeição sagrada. Eid Mubarak.

Variedades

Apresentação da obra “Isto não é (só) Matemática” A livraria Bertrand do Palácio do Gelo, em Viseu, acolhe amanhã, dia 3, pelas 16h00, a apresentação pública do livro “Isto não é (só) Matemática”, uma edição em coautoria, com assinatura de Alexandre Aibéo, docente da Escola

Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu, e Pedro Aibéo, arquiteto. A apresentação da obra, editada pela Quid Novi e prefaciada por Nuno Markl, estará a cargo de Graça Martins e contará com a presença dos autores. TVP


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em foco Sernancelhe e a Festa da Castanha

Paulo Neto

Sernancelhe festejou com rijeza, animação, promoção e divulgação as suas “glórias”. Aquelas que a natureza proporcionou e as outras, que o homem soube inventar e erguer a patamares elevados de dignificação. A castanha é um dos ex-libris locais e em 2012, como vem sendo hábito nos últimos anos, a Festa da Castanha proporcionou três dias cheios de actividades: mostra dos produtos endógenos em diversas perspectivas, com realce para concursos, gastronomia e a comercialização da Martaínha. A cultura literária não foi esquecida, com um colóquio de temática aquiliniana; a musical fez-se ouvir com bandas, concertinas e ranchos e o desporto teve os seus pontos altos no passeio pedestre “Rota da Castanha e dos Castanheiros” e no passeio de BTT que, no domingo trouxe mais de 400 centenas de adeptos da modalidade ao concelho. Na abertura do certame esteve Adelino Augusto Bernardo, director regional-adjunto da DRAP. PN


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em foco

Paulo Pinto

Rota da Castanha e do Castanheiro - Passeio Pedestre e de BTT

O município de Vila Nova de Paiva, pelo Auditório Carlos Paredes, foi o anfitrião do “XIII Encontro de Comunicação Autárquica”, que decorreu no passado dia 25 de outubro. O encontro foi bem acolhido pelos técnicos dos municípios do distrito de Viseu e de vários outros pontos do país. Técnicos de comunicação, quadros executivos das autarquias, técnicos de Relações Públicas, de Turismo, de Informática, jornalistas, órgãos ligados à programação cultural, alunos do curso CEF de Multimédia do Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Paiva, e alunos do curso de Turismo do Instituto Politécnico de Viseu fizeram parte da lista de inscritos deste XIII encontro, que foi um sucesso e superou as expetativas.

DR

“XIII Encontro de Comunicação Autárquica” em Vila Nova de Paiva


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saúde e bem-estar Colóquio fala de stress de guerra A Associação Nacional dos Combatentes do Ultramar promove no próximo domingo, dia 4, a partir das 17h30, no Auditório Municipal de Moimenta da Beira, um colóquio sobre “Stress Pós-Traumático de Guerra” destinado a ex-combatentes e familiares. A iniciativa conta com o apoio da autarquia

e do Ministério da Defesa Nacional. Segundo a direcção nacional da Associação Portuguesa de Veteranos de Guerra, em Portugal cerca de 150 mil ex-combatentes sofrem deste problema caracterizado por depressão, dificuldade de concentração, instabilidade e dificuldade de controlo de impulsos.

Faltam cada vez mais médicos em Tondela

Alertas∑ Deputados do PS questionam ministro ∑ Carlos Marta quer Governo a tomar “medidas urgentes” O presidente da Câmara de Tondela, Carlos Marta (PSD) alerta que “têm que ser tomadas medidas muito urgentes” da parte do Governo para resolver o problema da falta de médicos no seu concelho. A falta de médicos para responder ao número de utentes registados em Tondela não é de agora. Nas últimas eleições legislativas, a população da freguesia de Lajeosa do Dão não foi às urnas em protesto pela falta de médico de família, tendo depois sido encontrada uma solução. Na semana passada os deputados do PS eleitos por Viseu questionaram o ministro da Saúde sobre os “graves problemas” sentidos ao nível dos cuidados de saúde primários

no concelho de Tondela, onde dizem haver 14.328 utentes sem médico de família. Acácio Pinto, José Junqueiro e Elza Pais, apresentam os números de uma tabela do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Dão Lafões III referente ao dia 10 de setembro e referem que, nessa data, na unidade de saúde do centro da cidade de Tondela havia 8.536 utentes sem médico, na de Canas de Santa Maria 2.825 e na do Campo/Caramulo 2.967, “o que perfaz, segundo a citada tabela, 14.328 utentes sem médico de família”. Para os parlamentares socialistas estes números colocam “o concelho de Tondela como o mais fustigado pela falta de

médicos na região Centro e, porventura, a nível nacional”. O presidente da Câmara adianta que o número de utentes sem médico de família não é tão elevado como divulga o Partido Socialista, revelando que são oito mil utentes afetados, mas reconhece que “o problema é complicado”. “Colocaram-se mais dois médicos, há o compromisso de uma transferência, mas esta semana reforma-se mais um médico, o de Molelos (José Pardal) sendo mais um problema”, concretiza. Carlos Marta diz que tem vindo a reunir com a Administração Regional de Saúde do Centro na tentativa de encontrar soluções, e vai havendo “compromissos”, mas

nesta altura admite que “o Governo tem que tomar medidas urgentes” e avança com a possibilidade de os médicos já reformados poderem continuar ao serviço. Para os deputados do PS a situação em Tondela “é de rutura total. Os socialistas estranham “o manto de silêncio” sobre esta situação de “completa degradação das condições de assistência médica às pessoas” ao nível dos cuidados de saúde primários. Os deputados questionam o ministro da Saúde se conhece o problema de Tondela e o que poderá acontecer no sentido de o resolver. Emília Amaral emilia.amaral@jornaldocentro.pt


Jornal do Centro

SAÚDE & BEM-ESTAR 31

02 | novembro | 2012

Opinião

A Consulta de higiene Oral - destartarização, Limpeza oral Ana Granja da Fonseca Odontopediatra, médica dentista de crianças CMDV Kids - anagranja@netcabo.pt

É simples de se fazer, e não dói. Para tal, são aplicados, se necessário anestesicos tópicos ou dessensibilizantes que aliviam a sensação de desconforto ou dor.Em determinadas situações e para um tratamento correcto, é necessário fazer alisamentos da raíz do dente, e para tal o médico dentista/higienista oral precisa de fazer uma limpeza mais “profunda”, ou seja, remover cálculo dentário e todas as bactérias que se acumulam na superfície da raiz do dente, que podem levar a inflamaçao gengival, perda da estrutura óssea e em casos mais avança-

dos, à perda do dente. Nestes casos também não há dor, pois este tratamento é realizados sob efeito de um anestésico de modo a não sentir nada. O ideal será que visite o seu Higienista Oral ou Médico Dentista o mais cedo possível para este detectar as doenças orais o mais precocemente para evitar grandes incómodos. Também terá oportun idade de aprender a melhor maneira de cuidar da sua higiene oral, evitando assim futuros problemas dentários, uma vez que passará concerteza a ter uma higiene oral mais regular e cuidada.

“Os Verdes” questionam o fim das consultas de diabetes em Mortágua O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar “Os Verdes”, questionou o Ministério da Saúde, através de requerimento entregue na Assembleia da República, sobre o fim das consultas regulares de diabetes no Centro de Saúde de Mortágua e sobre a falta de médicos de família na mesma unidade, o que, segundo o parlamentar “deixa de fora cerca de 600 utentes e faz dilatar o tempo de espera das consultas”. A Assembleia Municipal de Mortágua (AMM) aprovou por unanimidade uma moção de protesto, da bancada do Partido Socialista, contra a falta de médicos no Centro de Saúde de Mortágua (CSM).

O CSM atende cerca de 10 mil utentes segundo a moção, mais 2000 não residentes no concelho e dispõe atualmente de cinco médicos de família. Os autarcas adiantam que “faltam três médicos” na unidade de saúde. Após esta deliberação o deputado de “Os Verdes” pergunta ao Ministério da Saúde se “confirma a

insuficiência de médicos de família para os utentes abrangidos pelo Centro de Saúde de Mortágua” e se “está prevista a afetação de mais médicos de família ao centro de Saúde de Mortágua”. José Luís Ferreira quer igualmente conhecer as razões que levaram ao eventual cancelamento das consultas regulares de diabetes. EA

COLHEITA DE SANGUE NO INSTITUTO PIAGET

A Escola Superior de Saúde do Campus Universitário Jean Piaget de Viseu e o Centro Regional de Sangue de Coimbra do Instituto Português do Sangue promovem, dia 8 de novembro, uma colheita de sangue junto da comunidade Piaget. A iniciativa vai decorrer nas salas 107, 112 e 113 do Campus Universitário, das 9h00 às 13h00 e das 14h30 às 18h00.


Jornal do Centro

CLASSIFICADOS 33

02 | novembro | 2012

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INSTITUCIONAIS

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(Jornal do Centro - N.º 555 de 02.11.2012)

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34 CLASSIFICADOS

NECROLOGIA

02 | novembro | 2012

INSTITUCIONAIS

Ana Clara da Costa, 90 anos, viúva. Natural e residente em Rio de Loba. O funeral realizou-se no dia 26 de outubro, pelas 17:30 horas, para o cemitério de cemitério Velho de Rio de Loba.

2ª Publicação

2ª Publicação

Arminda Nunes Lopes da Costa, 81 anos, casada. Natural e residente em Santos Evos. O funeral realizou-se no dia 30 de outubro, pelas 16:30 horas, para o cemitério de Santos Evos. Alexandre Gonçalves Marino, 84 anos, viúvo. Natural e residente em Mundão. O funeral realizou-se no dia 30 de outubro, pelas 13:45 horas, para o cemitério de Mundão. Maria Celeste Rodrigues do Quental, 91 anos, viúva. Natural de Ribafeita e residente em Repeses. O funeral realizou-se no dia 31 de outubro, pelas 16:00 horas, para o cemitério Velho de Repeses. Agência Funerária Decorativa Viseense, Lda. Viseu Tel. 232 423 131 Etelvina Amaral, 79 anos, viúva. Natural e residente em Barbeita. O funeral realizou-se no dia 16 de outubro, pelas 17:30 horas, para o cemitério de Barbeita. (Jornal do Centro - N.º 555 de 02.11.2012)

Maria Rosa Teixeira Polónio, 81 anos, solteira. Natural e residente em Vildemoinhos. O funeral realizou-se no dia 18 de outubro, pelas 16:00 horas, para o cemitério de Vildemoinhos. Agência Funerária D. Duarte Viseu Tel. 232 421 952 Amélia Augusta de Almeida Cunha, 73 anos, casada. Natural de Rio de Loba e residente em Viseu. O funeral realizou-se no dia 27 de outubro, pelas 16:00 horas, para o cemitério de Viseu. Agência Funerária Abílio Viseu Tel. 232 437 542

(Jornal do Centro - N.º 555 de 02.11.2012)

António Duarte Amaral, 85 anos, casado. Natural e residente em Barreiros, Viseu. O funeral realizou-se no dia 27 de outubro, pelas 15:30 horas, para o cemitério de Barreiros.

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Agência Funerária Sátão Sátão Tel. 232 981 503 Albano Duarte Azevedo, 56 anos, solteiro. Natural e residente em Eiriz, Parada de Ester, Castro Daire. O funeral realizou-se no dia 30 de outubro, pelas 16:00 horas, para o cemitério de Parada de Ester. Agência Morgado Castro Daire Tel. 232 107 358 Publicidade


Jornal do Centro 02 | novembro | 2012

clubedoleitor

35

DEscreva-nos para:

Jornal do Centro - Clube do Leitor, Rua Santa Isabel, Lote 3, R/C, EP, 3500-680 Repeses, Viseu. Ou então use o email: redacao@jornaldocentro.pt As cartas, fotos ou artigos remetidos a esta seção, incluindo as enviadas por e-mail, devem vir identificadas com o nome e contacto do autor. O semanário Jornal do Centro reserva-se o direito de selecionar e eventualmente reduzir os originais.

FOTO DA SEMANA

HÁ UM ANO EDIÇÃO 503 | 4 DE NOVEMBRO DE 2011 Publicidade

Distribuído com o Expresso. Venda interdita.

DIRECTOR

Paulo Neto

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UM JORNAL COMPLETO

Semanário 4 a 10 de Novembro de 2011

pág. 02 > PRAÇA PÚBLICA pág. 06 > ABERTURA pág. 08 > À CONVERSA pág. 10 > REGIÃO pág. 16 > EDUCAÇÃO pág. 17 > SUPLEMENTO pág. 22 > ECONOMIA pág. 24 > DESPORTO pág. 27 > EM FOCO pág. 28 > CULTURA pág. 30 > SAÚDE pág. 32 > CLASSIFICADOS pág. 34 > NECROLOGIA pág. 35 > CLUBE DO LEITOR

Ano 10 N.º 503

1,00 Euro

SEMANÁRIO DA

REGIÃO DE VISEU

· www.jornaldocentro.pt | Repeses - Viseu · redaccao@jornaldocentro.pt · Rua Santa Isabel, Lote 3 R/C - EP - 3500-680 | Telefone: 232 437 461 · Fax: 232 431 225

Marcha lenta da revolta... 10 contra as portagens nas A25, A24 e A23 | página

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Nuno André Ferreria

∑ 500 viaturas, no maior protesto de sempre, rolaram

Leonel Monteiro

∑ Bem-vindo ao Mosteiro de Salzedas. ∑ “Não é por ter perdido estas eleições que deixo de ter a aspiração de ser presidente da Liga”. (Rebelo Marinho)

Um profissional despachado, este dos STUV, que ao ver uma “bicha” à sua frente não esteve com meias medidas: inversão de marcha em duplo traço contínuo, na circular externa, junto ao McDonald’s. Decerto, falou mais alto o respeito pelo cumprimento dos horários que o do código da estrada.

∑ Viseu protesta contra as portagens. ∑ Foram gastos cerca de 700 mil euros na Escola Grão Vasco. ∑ 3º Festival de Gastronomia do Douro. ∑ Módulo Geométrico ganha forma em Tondela. ∑ Empresário de Tondela é o melhor do mundo em tiro aos pratos. (José Gomes)

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(3) e (4) novembro : teatro

Árvore Que Somos TRIGO LIMPO TEATRO ACERT

Um espetáculo que celebra o apego à terra e, sem exotismo ou paternalismo, reflecte sobre a nossa gente. ..

Sáb, 3 Nov’12 às 21:45 Dom, 4 Nov’12, às 16:00 Auditório 1 60 min. · M/4 anos

A ACERT É UMA ESTRUTURA FINANCIADA POR

APOIO

ASSOCIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA DE TONDELA Rua Dr. Ricardo Mota, s/n 3460-613 Tondela +351 232 814 400 www.acert.pt


tempo

JORNAL DO CENTRO 02 | NOVEMBRO | 2012

Hoje, dia 2 de novembro, chuva moderada. Temperatura máxima de 12ºC e mínima de 9ºC. Amanhã, 3 de novembro, chuva moderada. Temperatura máxima de 13ºC e mínima de 9ºC. Domingo, 4 de novembro, céu com períodos de muito nublado. Temperatura máxima de 10ºC e mínima de 3ºC. Segunda, 5 de novembro, aguaceiros. Temperatura máxima de 9ºC e mínima de 2ºC.

Impresso em papel que incorpora 30 por cento de fibra reciclada, com tinta ecológica de base vegetal

∑agenda

Olho de Gato

Sexta, 2 novembro

Francisco José Viegas

Viseu ∑ O viseense, Carlos Almeida inaugura a exposição “Desnudarte” comemorativa dos 25 anos a pintar, no bar Fiel Seguidor.

Sábado, 3

Viseu ∑ festa de Outono da Associação Cultural, Recreativa e Social de Teivas, às 17h00 na sede da associação. os lucros revertem para a construção do Centro de Dia.

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Joaquim Alexandre Rodrigues joaquim.alexandre.rodrigues@netvisao.pt

Micaela Costa

Viseu ∑ Colóquio sobre arbitragem “avaliados e avaliadores para além do momento”, com a participação do presidente do Conselho de Arbitragem, da Federação Portuguesa de Futebol, Vitor Pereira, às 19h40, na sede da Associação de Futebol de Viseu.

http://twitter.com/olhodegato http://joaquimalexandrerodrigues.blogspot.com

A Cunha Lemos (vereador da autarquia de Viseu), Américo Nunes (vice-presi-

dente da Câmara de Viseu), Fernando Ruas (presidente da Câmara de Viseu) e Rui Ramos (gerente da Beira Cruz)

Viseu já tem crematório Investimento ∑ 500mil euros numa parceria publico-privada Foi inaugurado terça feira, 30, o crematório de Viseu por Fernando Ruas, presidente da Câmara Municipal de Viseu. “ Um e q u ip a m e n to muito solicitado e que se coaduna com os tempos modernos. Um upgrade numa cidade que tem tudo”, af irmou o

autarca. Um investimento publico-privado, de 500 mil euros, que para Rui Ramos, gerente da Beira Cruz Lda., empresa que detém a conceção, “é a prova de que um investimento deste tipo é positivo. A autarquia não tem encargos financeiros e ainda

recebe uma percentagem”. Rui Ramos acrescentou ainda que “esta é uma resposta ecológica e com menos custos para as famílias”. O crematório localiza-se no cemitério de Santiago, em Viseu. Micaela Costa

Em meados do ano passado, correram abaixo-assinados a exigirem a Passos Coelho a manutenção do ministério da cultura. Eu não dei para esse peditório por duas razões: — o pântano barrosista e socratista teve um ramalhete de ministros da cultura mas não teve o que importa: uma política cultural e recursos; até o prometido e reprometido 1% do orçamento para a cultura foi uma miragem; — ser secretaria de estado ou ser ministério é irrelevante, o que conta é a força política do titular; veja-se o caso das obras públicas no segundo governo de Sócrates: quem é que verdadeiramente mandava, o ministro Mendonça ou o secretário de estado Paulo “filhinho-dopapá” Campos? Por isso, é indiferente que Francisco José Viegas (FJV) tenha sido secretário de estado ou ministro da cultura. O importante é o que ele fez, ou não fez, nestes últimos dezasseis meses. Devo dizer que gosto do gosto de FJV pelos livros em geral e pelos policiais em particular, gosto do seu gosto por boa comida, bons vinhos e bons charutos; gosto até do seu “cantinho do hooligan”, transmitido daquele estádio ventoso ao lado da VCI para o blogue “A Origem das Espécies”. Na sua saída, importa fazer um balanço do que FJV fez na cultura, olhando para os dois dossiers mais melindrosos do seu mandato: o acordo ortográfico e a barragem do Tua. No acordo ortográf ico, FJV não aquentou nem arrefentou, limitou-se a tirar vapor ao caldeirão posto a ferver por Vasco da Graça Moura quando entrou para o CCB. Já na barbárie que Sócrates e Mexia engendraram para o vale do Tua, FJV foi pusilânime. Apesar das posições que tinha tido antes, chegado ao governo deixou que aquele crime avançasse. Portanto, o balanço é negativo. Será bom continuar a ler-se Francisco José Viegas. Quanto à sua nulidade na secretaria de estado da cultura, o melhor é esquecer.

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Jornal do Centro - Ed555