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Jornal Espaço do Povo #20

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Espaço ÿ do Povo 11 Paraisópolis

Ed. 20

São Paulo - Janeiro/Fevereiro de 2012 - Ano V

Compromisso com a verdade. Um jornal a serviço da comunidade.

Enchente e incêndio na região do Antonico desabriga famílias em Paraisópolis

Isaac Bezerra

Olhares de Paraisópolis

Centenas de moradores da região do Córrego do Antonico ficaram desabrigados após as chuvas do início de janeiro. A maioria dos moradores da região próxima ao córrego serão removidos para o início das obras de urbanização. As obras já deveriam ter começado, mas ainda não foi apresentado um cronograma exato dessa parte do projeto.

Três casas foram completamente destruídas no incêndio que ocorreu no último dia 2 na Rua José Mariotto Ferreira, na região do Antonico em Paraisópolis. Uma quarta foi atingida, mas de acordo com os representantes da Prefeitura e do Corpo de Bombeiros não houve nenhum comprometimento na estrutura, não oferecendo assim nenhum tipo de risco aos moradores.

Págs. 10 e 11

Pág. 13

AMA Paraisópolis já realiza 200 atendimentos diários, saiba quais serviços são oferecidos na unidade

Antonio Carrero

PMSP

Pág. 9

Diretoria da União dos Moradores é empossada para mandato de 3 anos

Págs. 4, 5 e 6


Editorial

Um jornal sintonizado com os interesses da comunidade

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Espaço do Povo - Jan/Fev 2012 - 2

Paraisóp

olis

Jornal Espaço do Povo inicia o ano a todo vapor trazendo uma série de novidades que buscam ampliar e diversificar o seu conteúdo, tornando-o cada vez mais conectado com a comunidade e os fatos e demandas que atingem cada um dos moradores de Paraisópolis. Neste ano comemoramos também 5 anos de existência retratando de forma precisa as lutas e avanços que a comunidade tem conquistado durante esse tempo, tais como as obras da urbanização, a luta pelo hospital e o Metrô. Dentre as novidades estão a criação da seção de classificados a preços populares, para que você leitor possa oferecer algum produto ou serviço, alugar ou vender veículo ou imóvel e tenha no Espaço do Povo um parceiro ideal. Os nossos anúncios tiveram os preços reduzidos para permitir que os pequenos e médios comerciantes locais - tão importantes para nossa comunidade - possam divulgar suas ofertas e serviços em um jornal com qualidade editorial e compromisso. Realização Parceiros Para melhorar e diversificar a nossa pauta, inauguramos nesta edição UNIÃO E a publicação de uma crônica com nosso já constante parceiro Vagner de Rádio MUITA LUTA Nova ParaisóPolis Alencar, que morou muitos anos aqui e atualmente escreve sobre nossa 87,5 FM realidade para o Blog Mural da Folha.com. Sem esquecer que, desde Novembro de 2011 estamos publicando a charge “De Olho na Nova Paraisópolis”, trazendo para o jornal assuntos da vida da comunidade tratadas com bom humor e criatividade. E levando em consideração nossa preocupação em estar mais próximo do que acontece em nosso dia a dia, passamos a contar com uma repórter que terá o papel de retratar os acontecimentos em cima dos fatos, fazendo com que nossas matérias sejam mais vivas e abordem as demandas e acontecimentos da comunidade. Nestes anos acumulamos parceiros e amigos preocupados com nossa comunidade e que sempre nos pediram espaço para expor seu ponto de vista. Parceiros que já contribuem e atuam para que Paraisópolis seja cada vez melhor. E neste momento buscamos abrir espaço para que eles possam publicar suas opiniões e abrir o debate sobre áreas que nos afetam a toda A CENTRAL DE NOTÍCIAS DA COMUNIDADE hora, isso acontecerá através do Conselho de Colaboradores, a partir da Expediente próxima edição. E para comemorar nosso aniversário de 5 anos, faremos uma premiação Espaço do Povo é uma publicação da Agência de Comunicação Paraisópolis. Os procurando destacar as mais importantes figuras de diversos setores que artigos assinados são de responsabilidade de seus autores. contribuem, não só para o Jornal Espaço do Povo, mas principalmente para nossa comunidade, esse será o prêmio Paraisópolis que dá certo. Diretor Joildo Santos - joildo@paraisopolis.org Nossos acontecimentos passam a estar mais na ordem do dia, seja no jornal impresso ou no site do jornal, essa é a prioridade e contamos com Diretor de Redação André Santana vocês para concretizá-la.

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Gilson Rodrigues - Presidente Todos Unidos por Uma Nova Paraisópolis F

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UNIÃO DE MORADORES E DO COMÉRCIO DE

20 de Fevereiro - apartir das 18h rua herbert spencer - rua do homero

Agência Paraisópolis

Redação Flaviane Fernandes, Ricardo Cifas

Colaboradores desta edição Isaac Bezerra, Vagner de Alencar

Joildo Santos é vice-presidente da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis, Membro do Conselho Gestor do CEU Paraisópolis, Diretor da Rádio Nova Paraisópolis 87,5 FM e Diretor do Jornal Espaço do Povo. joildo@paraisopolis.org

Charge Thiago lado B Anúncios e contato jornal@paraisopolis.org / 3501-3039 http://jornal.paraisopolis.org http://twitter.com/EspacoDoPovo http://facebook.com/EspacoDoPovo


Espaรงo do Povo - Jan/Fev 2012 - 3


Comunidade

Espaço do Povo - Jan/Fev 2012 - 4

Diretoria da União dos Moradores é empossada no CEU Paraisópolis com presença de moradores e autoridades

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o último dia 11, ocorreu a posse da nova diretoria da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis. Gilson Rodrigues, que foi reeleito presidente da entidade, assume agora a gestão do período de 2012 a 2014. A cerimônia de posse da nova diretoria contou com a presença do prefeito da cidade de São Paulo, Gilberto Kassab, dos secretários municipais da Educação, Alexandre Schneider, e o adjunto do Trabalho, Luís Antônio de Medeiros Neto; além de representantes das secretarias de Saúde, Assistência Social e Habitação. O presidente reeleito da União dos Moradores, ressaltou durante a cerimônia o crescimento vivido pela comunidade nos últimos anos. Segundo Gilson, as mudanças em Paraisópolis só foram possíveis a partir da unidade construída no último período e graças ao apoio das entidades e parcerias com o Poder Público. Gilson Rodrigues relembrou que foi a força e capacidade de mobilização da comunidade, liderada pela União de Moradores que garantiu a construção do Metrô em nossa região. Antonio Carrero

Cerimônia contou com apresentação do Ballet Paraisópolis

Antonio Carrero

Com a mudança de estádio sede para a Copa do Mundo para Itaquera, a Linha 17 - Ouro, deixou de ser prioritária para o governo e ficou sem data para a construção. Na época, a União dos Moradores realizou uma intensa mobilização para a garantia da construção.“Uma comunidade com quase 100 mil habitantes precisa de uma alternativa de transporte de qualidade. E é por isso que vamos garantir a construção do Metrô antes da Copa”, destacou Gilson. Para o presidente da entidade, é necessário avançar ainda mais nas mudanças. E isso só será possível com uma grande união da comunidade. Ele destacou ainda as principais necessidades de Paraisópolis, tais como criação de vagas em creches e a construção do Hospital Geral de Paraisópolis. “Para a Urbanização estar completa, Paraisópolis precisa de Hospital”, disse Gilson.

“Vocês tem o respeito de São Paulo” afirmou Prefeito Kassab durante a posse da diretoria Kassab relembrou que seu mandato tem um grande compromisso com a comunidade. Ele destacou a participação dos seus secretários das mais diversas pastas na construção de uma Nova Paraisópolis. Ele disse ainda haver um “laço” especial com a comunidade. “Um laço que nos une, que é maior até do que São Paulo. Que se chama Paraisópolis”, disse. O prefeito destacou que daqui há um ano, ele não estará mais na administração municipal, mas, afiançou que será portador das demandas da comunidade. “Vou continuar com vocês, quem quer que seja o prefeito, cobrando as melhorias da comunidade”. “Vocês tem o respeito de São Paulo. E nossa presença aqui, representa o respeito de milhões de brasileiros que vivem em nossa cidade”. Kassab cobrou ainda do secretário de Educação as realizações da Prefeitura em Paraisópolis. O secretário de Educação de São Paulo, Alexandre Schneider, ao saudar a nova diretoria da União apontou que este foi o período onde mais se construiu escolas em Paraisópolis. Schneider relembrou ainda

que uma das maiores características da União dos Moradores é a de “cobrar do Poder Público o que foi prometido”. Ele destacou que a Prefeitura agora busca locais para a instalação de novas creches para resolver o problema da falta de vagas na comunidade. Também prestigiaram a posse da União, empresários e entidades parceiras, tais como representações dos bancos, Santander, Bradesco e Banco do Brasil, FIESP e TIM; entidades de trabalhadores, mulheres e do movimento negro, associações de moradia de diversas regiões do estado de São Paulo, além do presidente do Partido Pátria Livre (PPL) do estado de São Paulo, Miguel Manso, e da presidente da Federação das Mulheres Paulista (FMP), Lídia Correa. Gilson Rodrigues foi reeleito numa eleição que contou com a participação de mais de 3 mil pessoas, ocorrida no mês de dezembro do ano passado. Durante o evento ocorreram as apresentações da Orquestra Filarmônica de Paraisópolis e do Ballet Paraisópolis, projetos culturais realizados pela União dos Moradores.


Comunidade

Espaço do Povo - Jan/Fev 2012 - 5 Antonio Carrero

Antonio Carrero

Secretário Antonio Medeiros - Adjunto do Trabalho, Gilson Rodrigues, Prefeito Gilberto Kassab, Secretário Alexandre Schneider - Educação, Conrado Trajano - Subprefeito do Campo Limpo, Professor Eduardo de Oliveira - Presidente do Congresso Nacional Afro Brasileiro - CNAB

Wagner - Bradesco, Valdir Martins- Banco do Brasil, Gilson Rodrigues, Paulo Laverde - Banco do Brasil e José Maria do Bradesco Antonio Carrero

Antonio Carrero

Juliana Gonçalves, presidente da Associação das Mulheres de Paraisópolis destaca a importância do trabalho feito em parceria com a União dos Moradores

Felipe Massa doa uniforme para Leilão da Escola do Povo Antonio Carrero

Gilson Rodrigues e o Berbela com uma de suas obras Antonio Carrero

Diretores e colaboradores da União dos Moradores

Gilson Rodrigues recebeu das mãos de Heloisa Santana, do Banco Santander, o macacão de corrida do piloto Felipe Massa, patrocinado pela empresa. O uniforme é um dos objetos doados para o próximo leilão do Instituto Escola do Povo, que será realizado este ano.


Cultura

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Com apoio da TIM, jovens do Ballet Paraisópolis vão para a Escola Bolshoi A empresa de telefonia TIM, realizou a entrega dos cheques para dois jovens participantes do Ballet Paraisópolis, que foram selecionados para integrar a Escola Bolshoi do Brasil, com sede em Santa Catarina. O auxílio tem como objetivo possibilitar a permanência dos jovens na escola do mais conceituado grupo de dança do mundo. Os jovens, Luiz Gustavo e Danilo Pereira, que viajaram no início desse mês para Joinville, terão este apoio financeiro para que possam custear seus estudos na escola. O Ballet Paraisópolis é um dos projetos culturais realizados pela União dos Moradores. Durante a cerimônia de posse da nova diretoria o apoio financeiro foi entregue pelos representantes da TIM São Paulo, Camila Zoé, Carol e César, aos estudantes junto à professora Mônica Tarragó, coordenadora do Ballet Paraisópolis e Gilson Rodrigues. Em entrevista à Rádio Nova Paraisópolis, no programa Mistura Musical, da locutora Lindalva Santos, os estudantes fizeram um resgate da sua trajetória, e de quanto batalharam para atingir este objetivo. Eles demonstraram ainda grande expectativa para o futuro. Os bailarinos agradeceram também à TIM pelo apoio e confiança que lhes fora dado. A Escola do Teatro Bolshoi no Brasil é a única Escola do

Antonio Carrero

Camila Zoé - TIM, Luiz Gustavo, Carol - TIM, Danilo Pereira, César - TIM Mônica Tarragó - Ballet Paraisópolis e Gilson Rodrigues

Bolshoi fora da Rússia. Seu ideal é o mesmo da Escola Coreográfica de Moscou, criada em 1773, que é proporcionar formação e cultura por meio do ensino da dança, para que seus alunos tornem-se protagonistas da sociedade. A cidade de Joinville, em Santa Catarina, sedia o projeto de inclusão social para crianças e jovens. Hoje os formados pelo Bolshoi Brasil trabalham no mundo todo. Quinze bailarinos continuam em Joinville trabalhando na Cia. Jovem da Escola.

Quarteto da Orquestra Filarmônica de Paraisópolis se apresenta durante a cerimônia de posse Antonio Carrero


Espaço do Povo - Jan/Fev 2012 - 7

Cultura

Você sabia que em Paraisópolis há uma Luthieria? Paraisópolis já possui um serviço pouco conhecido, uma Luthieria, oficina especializada onde se constrói, conserta e afina diversos instrumentos

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araisópolis abriga uma série de prestadores de serviços especializados, um deles está localizado na Rua das Jangadas próximo ao ponto final da lotação de Santo Amaro. Este local abriga uma espécie rara de trabalho, a Luthieria, a arte de construção e reparos de instrumentos musicais como guitarras, baixo, contra – baixo entre outros, que passam pelas mãos de Alcides Lima. Alcides conta que aprendeu o ofício com o seu amigo Diorgenes Gomes. “Eu conheci o Diorgenes através de um evento na nossa igreja, eu o convidei para tocar

lá e ele me disse que era Luthier, e como já havia gostado de ter trabalhado nessa área, fiz o curso, e aqui estamos trabalhando juntos.” Diorgenes é citado por seu amigo como alguém que teve a oportunidade de ter trabalhado com o falecido Ladessa, considerado um dos maiores nomes da Luthieria de São Paulo. Alcides conta que os clientes são os próprios moradores de Paraisópolis, entre eles estão, os que gostam de tocar, os que possuem estúdios de gravação dentro da comunidade e especialmente por aqueles que possuem bandas de forró ou rock.

“Eu já levei meu cavaquinho lá para trocar as tarrachas, gostei e recomendo”. Afirma o sambista Andrezinho Paraisópolis. A Luthieria funciona há 9 meses, e o desejo de Alcides e Diorgenes é que outros clientes de outras regiões também conheçam o trabalho que eles oferecem. “Ainda não atendemos o público de fora porque não fizemos nenhum marketing, mas estamos nos adaptando para isso”. Além de construir e consertar, eles fazem o que chamam de regulagem, ou seja, ajustam os instrumentos para se tornarem mais confortáveis.

Isaac Bezerra

Alcides Lima na Luthieria de Parasópolis

CEU sedia etapa da São Paulo Exposamba No último dia 14 de janeiro, o CEU Paraisópolis sediou uma das etapas da São Paulo Exposamba, competição que reúne mil autores de novos sambas de todo o país. Nesta etapa, foram 10 sambas apresentados ao público que compareceu ao teatro do CEU. O júri da etapa foi composto por representantes de diferentes iniciativas culturais da comunidade, entre eles, Paulo Rydlewski, maestro da Orquestra Filarmônica de Paraisópolis. O primeiro músico a subir ao palco foi Diego Augusto, que cantou o pagode “Eu peço a Deus”, com mais um integrante do Grupo Tabakana. A canção, uma espécie de oração, inclui frases de motivação como “Que eu possa aprender com vitórias e não com derrotas”. Em seguida, foi a vez do cantor Everaldo Oliveira iniciar o samba “Festa de uma nação”, que diz: “No samba, não tem preconceito de raça e de cor”. Ele acabou como um dos semifinalistas. O outro classificado foi o grupo de

G1.com.br

São Vicente, Eskina do Samba, com “Peço arrego”. O grupo tem oito anos de formação, um CD demo gravado e se apresenta em casas noturnas de São Vicente e Santos.“Estou muito contente, nosso trabalho sempre foi muito bom”, afirmou o percussionista veterano Genário Vila Nova. O colega Alessandro Simeão, também percussionista, disse que o nível dos candidatos estava bom e que o samba, como disse uma das letras apre-

sentadas, “agoniza, mas não morre” A tarde do sábado contou, ainda, com a música “Esquenta”, interpretada por Cleiton Dias, que fala sobre amor. “Escrevo sempre junto com a melodia, de madrugada. Crio personagens e uma história na cabeça antes”, disse. Outro destaque foi a cantora Ivânia Catarina, com “Deixa o meu santo em paz”, do compositor e amigo Carlos Gomes. Úni-

ca mulher do CEU Paraisópolis a subir ao palco, ela teve um ótimo desempenho e foi bastante aplaudida. Cem pré-selecionados foram classificados para a segunda fase da competição, dos quais ficarão 40, depois 20 e, por fim, cinco vencedores - eleitos por um júri (de professores, alunos, representantes da terceira idade e músicos) e por votação popular na internet. A premiação para os primeiros lugares – segundo o júri e a internet, que terão resultados separados – será de R$ 35 mil. Os segundos lugares recebem R$ 25 mil cada, os terceiros R$ 20 mil, os quartos R$ 15 mil e os quintos R$ 10 mil. Haverá, ainda, um prêmio de R$ 7,5 mil para o compositor revelação e para o melhor intérprete escolhidos pelo júri. A São Paulo Exposamba é coordenada pela Fábrica do Samba, com apoio do governo do Estado de São Paulo, da Prefeitura de São Paulo e incentivo cultural do Ministério da Cultura.


Cultura

Espaço do Povo - Jan/Fev 2012 - 8

O acesso à cultura é um direito de todos

O

acesso a cultura é um direito assegurado por lei e é um dos pilares para o pleno desenvolvimento do ser humano. Está comprovado que juntamente com a educação formal, o acesso a cultura garante uma formação mais completa exercitando o senso crítico e estético além de melhorar a capacidade de raciocínio e sociabilidade. A oportunidade de frequentar cinemas, teatros, shows, balés, escolas de música e artes é um direito de todos os cidadãos e um dever do Estado porém o que se constata é que as políticas públicas ainda são insuficientes e não asseguram para as pessoas de baixa renda que vivem nas comunidades o acesso a estruturas e ações culturais. Hoje, a comunidade de Paraisópolis conta com 80 a 100 mil

teatrosantacatarina.com

moradores, segundo organizações que atuam aqui, e aproximadamente 60 mil de acordo com o IBGE. Desta população, destaca-se de maneira clara a grande quantidade de jovens e adolescentes na faixa etária de 10 a 25 anos.

Esse grande contingente de jovens e adolescentes dispõe de muitas horas de tempo livre, uma vez que nenhuma escola de Paraisópolis oferece ensino integral, e não existem clubes para prática de esportes públicos ou privados,

tampouco teatros ou cinemas comerciais. A possibilidade de se frequentar parques e shoppings da região são pequenas pelo alto custo do transporte público e dos preços das entradas. Também apenas uma parte muito reduzida desses jovens possui emprego fixo, estando a maioria desempregada, vivendo de bicos, muitas vezes na própria comunidade, ou que sequer entraram no mercado de trabalho. Este cenário revela o alto grau de vulnerabilidade das crianças e jovens que vivem em Paraisópolis que pela falta de espaços e políticas culturais públicas, não tem a oportunidade de ter uma formação plena para poder desenvolver o seu potencial por completo e de forma saudável. Devemos nos organizar para conseguir mudar essa realidade.

Paraisópolis precisa de ações culturais permanentes A falta de acesso a estruturas e políticas culturais públicas é um dos principais problemas enfrentados hoje pela população de Paraisópolis. Mesmo com a urbanização, que nos últimos 5 anos vem transformando a comunidade através de diversas obras, ainda falta uma política cultural definida que envolva todas as esferas de governo (municipal, estadual e federal) e que busque a criação e ampliação de espaços culturais para suprir a enorme demanda e reverter o déficit cultural que hoje existe na comunidade. De acordo com os levantamentos disponíveis, 97% da população de Paraisópolis não tem acesso a cultura, o que inclui até o cinema. Além de assustador, esse número destaca ainda mais a falta de políticas para tornar a cultura acessível para a comunidade. Mesmo tendo estruturas culturais dentro do CEU (Através dos espetáculos, exibição de filmes, Teatro e Dança Vocacional) e da ETEC, ainda há poucos espaços culturais públicos dentro da comunidade.

Para tentar reverter esse quadro diversas ONGs, associações e grupos organizados realizam ou já realizaram diversos projetos e iniciativas culturais, como o Barracão dos Sonhos, o Instituto Entreatos (ambos Pontos de Cultura do Governo Estadual), Projeto Einstein na Comunidade (com o Sarau de Paraisópolis, através do ProAc do Governo Estadual) União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis (com o Ballet de Paraisópolis - via ProAc e a Orquestra Filarmônica de Paraisópolis através da Lei Rouanet), entre outros. Todos esses projetos são realizados através de editais e leis de incentivos públicos e privados e tem sido a forma de se estruturar um trabalho cultural dentro da comunidade sem uma ação permanente dos governos. No entanto, é primordial que se amplie esses trabalhos e se criem estruturas capazes de reverter esse cenário. Faltam cinemas, teatros, auditórios, salas de concerto, escolas de música, arte e cinema, museus e bibliotecas em nossa região. Não somente isso, faltam cursos

e escolas profissionalizantes na área cultural pois dentro da comunidade existe uma série de artistas, grupos, bandas e artesãos que não têm a oportunidade de mostrar seu trabalho e se capacitar. Paraisópolis é cheia de talentos e essas estruturas, além de fortalecerem as ações já realizadas, são essenciais para assegurar o pleno desenvolvimento desses artistas, assim como da comunidade.

Se você tem um projeto e não sabe para onde mandá-lo, segue abaixo alguns editais e leis de incentivo que podem te ajudar a concretizá-lo - Municipal: VAI (Valorização de Iniciativas Culturais) http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/ - Estadual: Proac (Programa de Ação Cultural) http://www.cultura.sp.gov.br/ - Federal: Lei do Audiovisual, Lei Rouanet http://www.cultura.gov.br/site/


Saúde

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AMA de Paraisópolis já realiza 200 atendimentos/dia

E

m funcionamento a cerca de três meses, a AMA – Assistência Médica Ambulatorial de Paraisópolis, tem como função realizar atendimentos de casos de baixa e média complexidade. Hoje são mais de 200 atendimentos realizados por dia. A população da comunidade conta com os serviços da AMA que é 24 horas. E esse é um diferencial, que beneficia a comunidade, pois oferece atendimento após o horário comercial de trabalho. É importante destacar que, diferentemente de um hospital, a AMA não realiza internações ou cirurgias mais complexas. A AMA não possui uma estrutura para atendimento como a de um pronto socorro, que é preparado para receber emergências. O objetivo da AMA, é justamente, o desafogamento dos prontos-socorros, pois casos simples como dor de

garganta, febre, dor de cabeça entre outros que não são considerados graves, recebem o atendimento nesses locais sem ser necessário o deslocamento até um hospital. A AMA é diferente também de um Posto de Saúde, que realiza consultas pré-agendadas, vacinação, fornece medicamentos, dentista e faz coleta de exames. Ela tem papel importante ainda para a descoberta de diagnósticos de doenças mais graves. A partir do primeiro atendimento realizado, os médicos da unidade podem encaminhar os pacientes para tratamento em hospital ou internação. Segundo Rodrigo Ribeiro, responsável técnico da AMA, também são realizados procedimentos como inalação, medição e medicação para febre. Outra característica são os atendimentos a adultos

Fique atento! O atendimento na AMA Paraisópolis é 24 horas Serviços oferecidos Casos de baixa e média complexidade, tais como: dor de garganta, febre, dor de cabeça, aferição de pressão arterial e sinais vitais, inalação. Em casos de maior complexidade, os moradores são transferidos para serviços capazes de atendê-los. Rua Silveira Sampaio, nº 160 Tel.: (11) 3742-5394

Prefeitura SP

que prevalecem comparados ao número de atendimentos infantis. De acordo com Rodrigo, são realizados em média duzentos atendimentos, sendo que as emergências são encaminhadas para o hospital do Campo Limpo, o que segundo ele acaba sobrecarregando o atendimento desse hospital que atende à outras regiões da capital.

A equipe da AMA é formada por três clínicos em todos os períodos, além de contar com o apoio de três enfermeiros na parte da manhã e três na parte da tarde, somam-se a esses profissionais dez técnicos de enfermagem no período da manhã e dez no período da tarde, e dois pediatras, além de seis técnicos que atendem a cada plantão.

Eleição do Conselho Gestor da AMA Paraisópolis INSCRIÇÃO DOS CANDIDATOS DE 01/02 a 15/02 Local: AMA Paraisópolis Horário: de Segunda a sábado das 08h00 as 12h00 com Marisa Trazer cópia do RG e comprovante de residência DATA DA ELEIÇÃO: 29/02

Venha trabalhar em uma empresa que investe em seus colaboradores e oferece muitos benefícios. Seja um representante de Atendimento da AlmavivA do Brasil. Buscamos pessoas com idade a partir de 18 anos, ensino médio completo ou cursando o último ano. Seja um novo talento e adquira experiência profissional. Compareça de segunda a sexta feira das 8 às 18 horas e sábado das 8 às 13 horas na Rua General Carneiro, 175 - Centro


Comunidade

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Enchentes deixam desabrigados na comunidade

N

os últimos dias, a comunidade de Paraisópolis passou por mais uma grave enchente. Centenas de moradores da região do Córrego do Antonico ficaram desabrigados após as chuvas do último período. A maioria dos moradores da região do córrego serão removidos para o início das obras de urbanização. As obras já deveriam ter começado, mas ainda não foi apresentado um cronograma exato dessa parte do projeto. Ao todo, deverá haver a remoção de 693 residências, segundo as estimativas apresentas pela Secretaria de Habitação. O morador Manédio dos Santos, que mora no local há 4 anos, disse que jamais havia passado por uma enchente tão grave como essa. “Perdi tudo, fogão, geladeira, comida. Estou sem nada mesmo”, disse.

“Fui ao Canteiro de obras e eles pediam para eu retornar depois de 5 dias para receber o dinheiro do aluguel social. Enquanto isso não tenho outra alternativa”, apontou o morador. “Quando percebi a água já estava no meio das pernas. O jeito foi pegar o que deu e colocar em cima do telhado pra não ficar sem nada”, disse Maria dos Remédios, que tem dois filhos. Segundo informou Gilson Rodrigues, a União dos Moradores solicitou a Prefeitura o atendimento das famílias desabrigadas. “Não podemos deixar que essas famílias fiquem desabrigadas. A União dos Moradores, assim que tomou conhecimento do ocorrido, cobrou que todos fossem atendidos com rapidez e que a obra de urbanização da região seja

Sidney Rodrigues

realizada o mais rápido possível”, afirmou Gilson Rodrigues. “A Prefeitura nos garantiu que as famílias da região serão

encaminhadas para o aluguel social e permanecerão nele, até a construção dos apartamentos”, ressaltou o presidente da União.

Entulho de reformas e móveis velhos jogados na rua se transformam em problema para a comunidade Dentre os principais problemas que enfrentamos em nossa comunidade está a questão do lixo. O problema, não é exclusivo de Paraisópolis e atinge toda a cidade e traz graves consequências aos moradores de São Paulo. A ausência de uma política pública para resolver essa questão, que é a coleta seletiva, programa de reciclagem em toda a cidade e descarte adequado de entulho é, sem dúvida, um grande desafio a ser solucionado por São Paulo e seus mais de 11 milhões de habitantes. A responsabilidade pelo lixo é de todos e não exclusividade do Poder Público ou entidades sociais. O descarte inadequado do entulho, infelizmente, se tornou uma prática um tanto comum em nosso bairro. É comum vermos nas esquinas e saídas

Sidney Rodrigues

de vielas, entulho, móveis quebrados e lixo se acumulando. Esta não é uma ação de todos moradores, mas de poucas pessoas, que acabam prejudicando toda

a comunidade. Quem precisa descartar entulho e deseja fazê-lo de forma correta tem, como única alternativa, o aluguel de caçambas, que custam muito caro. O que tor-

na a tarefa ainda mais difícil. Está previsto no Programa de Urbanização a construção de um EcoPonto e uma central de triagem de recicláveis, a comunidade aguarda o início de operação destes equipamentos públicos, para reduzir o impacto desses problemas. Além do lixo, uma novidade e até agora exclusiva acontece em Paraisópolis, carros abandonados estão sendo utilizados para o descarte de entulho. É comum vermos por todo o bairro, carros velhos cheios de lixo, que só fazem piorar a situação. Uma das formas de amenizar o problema é só colocar o lixo para fora nos dias de coleta. A população também deve denunciar a falha no atendimento de coleta. O telefone do Alô Limpeza é 3397-1723.


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Crônica

Quando a chuva passar Por Vagner de Alencar

S

e todos os dias fossem ensolarados, Ana Iris Ferreira da Silva decerto seria mais feliz. Feliz não pela presença imponente do sol, mas pela da ausência da chuva. Sim, Ana Iris não gosta da chuva. Houve um tempo em que temporal era sinônimo de terra molhada. Um tempo onde não existiam tantas enxurradas como hoje em dia e em que um chuvisco fazia perder simplesmente – e apenas – uma escovinha no cabelo. O drama do alagamento De seus 32 anos de idade, nove deles foram dedicados a Paraisópolis. É na viela sem nome que Ana Iris vê, quando a chuva avança, a força da água arrastar os móveis, os eletrodomésticos e, principalmente, seus sonhos mais ternos. E mesmo que o lar onde resida tenha sido custeado com o suor de seu próprio dinheiro – sem ter que carecer o desembolso de algumas notas de cem reais para viver ali – esse mesmo lugar lhe tem causado dores. Dores por não saber como será a sua vida depois de cada alagamento. Se 2012 está fadado ao fim do mundo, para algumas famílias de Paraisópolis ele já dá os primeiros sinais. É o que conta Ana Iris, que revela terem sido estas chuvas de janeiro as mais cruéis desde os últimos anos; responsáveis, literalmente, pela água até o pescoço. Por sorte, ao lado dos filhos de 7 e 8 anos, a dona de casa salvara – além das crianças – alguns quilos de alimentos, mas o mesmo não pode ser dito quanto a sua geladeira e ao seu fogão. Do vizinho conseguiu um pequeno armário que agora armazena os poucos pacotes de comida restantes. Na casa de dois cômodos e um banheiro Ana Iris habita com os dois filhos. No beco escuro, ela reparte o

pelas águas imundas do “Antonico”. Como querer nem sempre é poder, ele não tem podido contra o alagamento. Encosta-se na parede e para alguns segundos. Não é preciso ser vidente para adivinhar o que está escondido por detrás dos olhos tristes. No rosto curvado, é tão simples quanto melancólica a expressão de seu rosto Antonico, o vizinho ingrato que expressa um “Não, eu não consigo Ana Iris e o vizinho compartilham mais viver aqui!”. o pesar de conviver com o “Antonico” – o córrego –, que corta parte da Janeiro, sempre a mesma situacomunidade, passando por algumas ção das principais vias. Lá vem a rua Iriri, a Melchior Giola, a Rudolf Lutze... Há poucos metros da viela sem Às famílias que moram próximas e nome fica a pequenina rua com nome sobre o córrego ingrato lhes sobram a de político. É ali, na viela Mário Covas, incerteza do amanhã e a indignidade que dona Lurdes abre a porta, enquanto do agora. separa os baldes entupidos de roupa “Como alguém pode viver num limpa que acabara de lavar. Ela mora lugar desse?”, o vizinho de Ana Iris numa área considerada de risco, onde se pergunta em lamento, enquanto mais cedo ou mais tarde os moradores caminha pelo piso abarrotado de lama. terão de ser realocados – primeiro ao Ele acabara de chegar do trabalho. aluguel social, até a disponibilização Apreensivo, precisa abrir a porta, mas dos apartamentos (em construção por sem querer encará-la em degradação meio do projeto de urbanização na sofrimento com o vizinho que também perdera grande parte dos pertences. Após a força da chuva, ficou a franqueza, mas também a certeza de que bens materiais carregados pela enxurrada podem ser recuperados; a vida, não.

comunidade). Embora a chuva tenha inundado a casa de dois cômodos, onde moram oito pessoas, ela não pensa em sair dali – ou ao menos não deseja isso. A inquietação que a move é a de“como pode viver uma família tão numerosa em um apartamento tão pequeno?”, mesmo que os metros quadrados em comparação a sua casa sejam praticamente idênticos. Dona Lurdes reluta, mas confessa que ter de pagar um tanto de dinheiro para a conta de luz, outro para a água, mais um bocado para o condomínio e sei lá mais para o quê, foge de suas condições financeiras, mas, sobretudo, da realidade a qual não se sente pertencer. Ao que parece, dona Lurdes prefere conviver com o vizinho “Antonico” a olhar Paraisópolis do topo do apartamento que, ao menos no cadastro das assistentes sociais, lhe está garantido. Se o verão é sinônimo de calor e sol, é ele quem, principalmente a cada mês de janeiro, traz as fortes chuvas da estação. O mesmo período que encharca as casas dos moradores de Paraisópolis é, também, o que seca aquilo que pôde ser salvo da enchente. Enquanto uns preferem separar-se do vizinho “Antonico”, outros hesitam em se apartar do lar que nem sempre é tão doce assim, mas onde, no final de semana, reúne os parentes para um churrasco, para um bate papo ou para festejar o simples fato de existir. Que a essas famílias em Paraisópolis lhes possam ser garantidos os direitos básicos à cidadania, como o de chegar em paz em casa sem ter de preocupar-se, depois de um cansativo dia de trabalho, com a faxina causada pela imundíce trazida pela chuva, com o bem-estar dos filhos e, principalmente, sem o desassossego por terem de refazer suas vidas depois de cada alagamento.


Comunidade/Economia

Espaço do Povo - Jan/Fev 2012 - 12

Jornada da Habitação reúne projetos de São Paulo e de outros seis países, 3 e 4 de Março acontece em Paraisópolis

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o último dia 27 de janeiro, teve início a Primeira Jornada da Habitação da Cidade de São Paulo. A abertura ocorreu no Centro Cultural São Paulo, o evento destaca seis projetos municipais com feiras, exposições, palestras, workshops e debates nos bairros, dialogando com projetos de cidades de outros seis países – Roma (Itália), Medellín (Colômbia), Nairóbi (Quênia), Mumbai (Índia), Moscou (Rússia) e Bagdá (Iraque). Nos dias 28 e 29 a jornada chegou ao Jardim São Francisco,

na Zona Leste. Depois, o evento percorrerá, sempre em dois dias de cada mês, o Cantinho do Céu e Paraisópolis, Bamburral, Heliópolis e a região central. “Procuramos abarcar todas as regionais da Secretaria Municipal de Habitação e escolhemos os projetos mais emblemáticos”, comenta Elisabete França. Entre os seis projetos escolhidos, estão Paraisópolis, Heliópolis e São Francisco – as três maiores áreas em urbanização na Cidade. Bamburral, que também faz parte da lista, é a primeira favela que será urbanizada com recursos obtidos pela venda de créditos de carbono (certificados emitidos por quem reduz a emissão de gases de efeito estufa que podem ser negociados no mercado internacional). Nos dias 3 e 4 de Março será a vez da comunidade de

Paraisópolis receber a Jornada da Habitação fique atento e participe das atividades, informese pelo site paraisopolis.org (que publicará a programação assim que estiver disponível), Rádio Nova Paraisópolis 87,5 FM <http://novaparaisopolisfm.com. br>

PARTICIPE 3 e 4 de Março em Paraisópolis

AES Eletropaulo substituiu 12.579 chuveiros no Complexo Paraisópolis Iniciativa contribui para reduzir em até 30% o valor da fatura de energia A AES Eletropaulo substituiu de plástico instalada no chão do

gratuitamente 12.579 chuveiros convencionais por aparelhos mais econômicos nas comunidades de Paraisópolis, Jardim Colombo e Porto Seguro. A distribuidora investiu R$ 7 milhões na ação, que contribui para reduzir em até 30% o valor das faturas de energia elétrica. Os equipamentos fabricados pela Rewatt - empresa de Belo Horizonte, funcionam integrados com recuperadores de calor, que pré-aquecem a água antes de chegar ao chuveiro. O aquecimento é realizado em até 20 segundos por uma plataforma

banheiro, em formato de tapete, que conta com sistema de calor de alumínio acoplados. A ação também teve como foco o uso consciente da energia elétrica. “Além de ajudar o meio ambiente, as famílias percebem a diferença na hora de pagar a conta de energia. Tivemos ainda a preocupação de orientar a população sobre como economizar eletricidade”, explica José Cavaretti, gerente de novos mercados da AES Eletropaulo. O projeto durou 18 meses e contou com a participação de

15 agentes multiplicadores das próprias comunidades. Esses agentes visitaram os moradores, esclareceram as dúvidas e fizeram o cadastro das famílias interessadas em receber o benefício, além de acompanhar a instalação dos chuveiros. “O engajamento dos moradores foi fundamental para o sucesso da iniciativa e para entendermos as necessidades do local”, concluiu Cavaretti. “Essa iniciativa da Eletropaulo em contratar e com o apoio do SENAI qualificar a mão de obra da própria comunidade garantiu o sucesso da execução

do projeto, além de contar com o acompanhamento da União dos Moradores durante todo esse processo”, diz Rejane dos Santos, coordenadora das equipes de campo.


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Comunidade

Incêndio atingiu 3 moradias na região do Antonico Três casas foram completamente destruídas no incêndio que ocorreu no último dia 2 na Rua José Mariotto Ferreira, na região do Antonico em Paraisópolis. Uma quarta foi atingida, mas de acordo com os representantes da Prefeitura e do Corpo de Bombeiros não houve nenhum comprometimento na estrutura, não oferecendo assim nenhum tipo de risco aos moradores. O fogo teve início por volta das 16 horas, um vizinho tentou apagá-lo, mas acabou alastrando-se para as outras casas. O Corpo de Bombeiros suspeita de um possível vazamento de gás, já os moradores acreditam que pode ter sido motivado por um curto circuito. Em duas das casas atingidas, não restou nada, tudo foi consumido pelas chamas, entre as perdas estão eletrodomésticos, roupas, calçados,

Isaac Bezerra

alimentos e documentos. Estiveram presentes no local além do CorpodeBombeiros,adefesacivil,CRAS, a Guarda Metropolitana e representantes da União de Moradores de Paraisópolis que ajudaram no encaminhamento e orientaram os prejudicados pelo incêndio qual seria o atendimento devido que a Prefeitura oferece a eles. Os instruíram a permanecerem em casas de parentes até o dia seguinte, quando seria feito o atendimento pelo Canteiro Social da Urbanização. Na manhã seguinte aconteceram visitas das assistentes sociais e definiuse que os moradores seriam beneficiados com o Aluguel Social. Agora resta a eles encontrarem uma casa, feito isso eles terão acesso ao benefício até que sejam disponibilizadas unidades habitacionais.

Venha fazer parte da Escola do Povo O Instituto Escola do Povo está selecionando novos colaboradores para o cargo de ALFABETIZADOR para as novas turmas, que começam neste semestre. Requisitos: - Maior de 18 anos - Ensino Médio completo - Morar em Paraisopólis

IO C Í N O I T A I IMED

Todos os interessados devem comparecer à sede da Escola do Povo Rua Herbert Spencer, nº 113 (antiga Farmácia do Carlos) Segundas às sextas-feiras das 9 às 17 horas Maiores Informações (11) 3744-3742

É você que decide aonde quer chegar!


Variedades

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CEU é Show terá apresentações em Paraisópolis Este ano, os 45 Centros Educacionais Unificados (CEUs) e o Centro de Convivência Educativo e Cultural de Heliópolis se firmam definitivamente no roteiro cultural de São Paulo com a temporada 2012 do projeto CEU é Show. Realizada pela Secretaria Municipal de Educação pelo terceiro ano consecutivo, a iniciativa leva cultura de qualidade a todas as regiões da capital, com mais de 800 shows e espetáculos teatrais aclamados pelo público e sucessos de crítica. O CEU é Show foi criado em setembro de 2010. Em sua primeira edição realizou 88 apresentações musicais gratuitas nos centros educacionais, unindo em um mesmo palco grupos musicais que nasceram no entorno dos CEUs com artistas como Negra Li, Arnaldo Antunes, Paula Lima e Edgar Scandurra. Em 2011, a ideia foi ampliar o trabalho e, além de shows de Mallu Magalhães, Zeca Baleiro, Marcelo Camelo, CPM22, Mariana Aydar, entre outros, a programação

passou a contar com sucessos do teatro, como 45 Minutos, com Caco Ciocler; O Amor e Outros Estranhos Rumores, com Débora Falabella; Escola de Mulheres com Oscar Magrini; e Aurora da Minha Vida; aumentando ainda mais a oferta de uma programação cultural gratuita e de qualidade, totalizando 720 atrações gratuitas.

Programação do CEU é Show em Paraisópolis Quem tem Medo do Curupira? Clássicos do Circo 06/03 e 07/03 14h 23/02 10h e 14h Parlapatões Clássicos do Circo reúne alguns dos mais divertidos números cômicos e circenses de diversos espetáculos da trajetória de vinte anos dos Parlapatões. Um grande show de variedades que festeja o repertório do grupo em números para crianças, mas que também divertem os adultos.

O musical, com texto e direção musical do cantor e compositor Zeca Baleiro, mostra Saci, Caipora, Boitatá, Curupira e Iara indo se aventurar numa viagem até a cidade. A partir daí, desenrola-se uma trama “rocambolesca, com direito a aparições de um índio pop e aculturado, um lenhador cético e um pé de jacarandá fugitivo.

E também: 1º de Abril 18h – Rappin Hood 9 e 10 de Abril – Espetáculo Espectros 1º de Maio – Mariângela Zan 2 de Maio – Ângela Ro Ro O CEU Paraisópolis se localiza na Rua Doutor José Augusto Souza e Silva, s/nº

Limite de faturamento do Empreendedor Bom Prato de Paraisópolis tem previsão Individual passa a R$ 60 mil de inauguração para o mês de fevereiro Limite passa de R$ 36 mil para R$ 60 mil. A partir de 2012 esse público também contará com mais simplificações Desde janeiro começou valer o novo teto da receita bruta anual do Empreendedor Individual, que passou de R$ 36 mil para R$ 60 mil, conforme a Lei Complementar 139/11. Hoje já existem no Brasil mais de 1,8 milhões de Empreendedores nesta categoria. Além de ter o faturamento até o valor máximo do teto, é necessário para ser caracterizado como empreendedor individual pessoas que não são sócias em outras empresas e que tenham ou não um empregado registrado e que ganhe o piso da categoria ou um salário mínimo. A formalização desse público é feita por meio do Portal do Empreendedor www. portaldoempreendedor.gov.br A Lei complementar também cria simplificações, entre elas, a possibilidade de alteração e cancelamento do cadastro, a qualquer momento, pela internet.Amedida

já está regulamentada pelo Comitê Gestor da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Para o gerente de Políticas Públicas do Sebrae, Bruno Quick, esses avanços permitirão que o empreendedor individual tenha mais espaço para crescer, subir na escala empresarial e se tornar microempresa. Além disso, abre caminho para simplificar a vida das empresas em geral. “OEmpreendedorIndividualcaminha para inaugurar por completo uma forma de as empresas se relacionarem com o Estado, resgata o pressuposto da boa fé e simplifica procedimento, liberando tempo e recursos para as empresas se desenvolverem”, explica.

Além de refeições, a população será beneficiada com internet gratuita por meio do posto Acessa São Paulo O programa estadual Bom Prato, co- rios, o Governo de São Paulo investirá ordenado pela Secretaria de Desenvolvi- R$ 240 mil. A expectativa é que a unidamento Social – SEDS, planeja a expan- de comece a funcionar em fevereiro, sersão da rede de restaurantes populares vindo 300 cafés da manhã e 1.500 almoem 2012. Uma das comunidades bene- ços balanceados e de alto valor nutritivo. Além disso, será disponibilizado ficiadas será a de Paraisópolis, na capital paulista. O convênio foi assinado no internet gratuita por meio do posto último dia 27/12 pelo secretário Rodrigo Acessa São Paulo (parceria com a SeGarcia e Edemar João Tomazeli, presi- cretaria de Gestão) e cursos de qualifidente da Agência Brasileira de Serviços cação profissional na área de cozinha, e Saúde – ABRASA que gerenciará o do Via Rápida Emprego (da Secretaria serviço.“Essa é uma boa oportunidade de Desenvolvimento Econômico). Com a formalização da parceria, para os moradores de nossa comunidade terem acesso a refeições de qualidade a o Estado garante recursos para dois preço baixo”, afirma Gilson Rodrigues, anos de atendimento, totalizando cerPresidente da União dos Moradores de ca de R$ 2 milhões. Em um ano, serão servidas cerca de 430 mil refeições Paraisópolis. Para reformar o espaço já escolhido balanceadas a baixo custo. O almoço – localizado na Rua Ernest Renan, 1.000 custa para o beneficiado R$ 1,00 e o – e adquirir os equipamentos necessá- café da manhã apenas R$ 0,50.


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Classificados

O Jornal Espaço do Povo contará, a partir dessa edição, com uma novidade: a sua seção de Classificados. Com preços simbólicos, a partir de R$ 10,00 os classificados serão uma excelente oportunidade para que toda a comunidade possa divulgar o que quiser, desde a compra e venda de produtos, locação e venda de imóveis e veículos, vagas de emprego, até o oferecimento de serviços de pedreiro, pintor, eletricista, costureira, etc. Interessados em anunciar devem comparecer à Rua Ernest Renan, 1366 - na sede da União dos Moradores Segunda à Sexta das 9h às 17h ou pelo telefone (11) 3501-3039

Variedades

O Sarau de Paraisópolis volta dia 25 No último sábado de fevereiro, dia 25, aconterá mais um Sarau de Paraisópolis a partir da 18 horas. Desta vez será abordada a obra de Carlos Drummond de Andrade, grande poeta mineiro, com especial atenção à obra A ROSA DO POVO. Além da poesia, terá apresentações de teatro e música. Local: Programa Einstein na Comunidade de Paraisópolis Endereço: Rua Ernest Renan, 1068

Classificados Espaço do Povo

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O Jornal Espaço do Povo é uma publicação mensal que tem o objetivo de informar o público da comunidade de Paraisópolis e região sobre os mais diversos assuntos que interessam a região desde 2007. É missão do Jornal Espaço do Povo prestar serviços à comunidade com reportagens sobre responsabilidade social, mercado de trabalho, urbanização do bairro, saúde, ou seja, informar sobre fatos que afetam diretamente a vida das pessoas na comunidade. Especificaçoes técnicas Periodicidade: Mensal Tiragem: 20 mil exemplares Região: Complexo Paraisópolis Tamanho: 32cmx27,5cm

Distribuição • Comércio local • Pontos de ônibus e lotações • Entidades e associações assistenciais • Câmara Municipal • Assembléia Legislativa • Autoridades Municipais, Estaduais e Federais

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