Espaço do Povo São Paulo Janeiro 2018
Edição 71
Ano 10
Distribuição Gratuita
Aluno da EMEF Perimetral integra equipe vencedora de iniciativa promovida pela NASA Natan Cardoso, faz parte do projeto que trata de um composto formado por cimento e pó de plástico verde CULTURA “Fiquei muito feliz que minhas peças foram expostas na China. É muito gratificante ter este reconhecimento!”, afirma o artista que participou da exposição
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VOLUNTARIADO Qual é o seu dom? Rede Communio realiza troca de serviços no consumo colaborativo
Página 06 EDUCAÇÃO Ong Casa da Amizade realiza trabalho em área mais vulnerável de Paraisópolis desde 1995
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Cerca de 15 alunos da escola EMEF Perimetral, da 6ª a 8ª série, participaram da seleção dos projetos
TERCEIRA IDADE
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ESPORTE
No Centro Dia do Idoso são priorizadas pessoas com vulnerabilidade e cadastradas no CadÚnico. O equipamento recebe pessoas com 60 anos ou mais de ambos os sexos que necessitam de cuidados durante o dia. Página 03
Cerca de 30 crianças participam das aulas de tênis na Rua Wilson. O projeto tem despertado cada vez mais o interesse da garotada.
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3 TERCEIRA IDADE
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Centro Dia do Idoso: espaço com proteção e cuidado
Decorações, Bolos e Salgados
75
25
3501-2055
95834-7373
Rua Dr. Jerônimo De Campos Freire, 350 JOIDO SANTOS 49 quarta-feira, 11 de outubro de 2017 17:36:01
Idosos participam de atividade recreativa e de coordenação motora no Centro Dia da Vila Andrade. Por Isabela Calado
O envelhecimento populacional é um dos maiores desafios da saúde pública contemporânea. E o Centro Dia do Idoso veio para atender essa necessidade, na qual recebe pessoas com 60 anos ou mais de ambos os sexos que necessitam de cuidados durante o dia e que à noite voltam para suas casas, mantendo assim os vínculos sociais e familiares. “O Centro Dia foi criado com a perspectiva daquele idoso que está mais debilitado e precisa de uma atenção maior, com cuidado mais específico, mas que não precisa ficar 24h. Por exemplo, ele não perdeu o vínculo familiar e não pode ficar sozinho em casa, pois precisa de
uma atenção,” explica Genice Leite dos Santos, ex-Supervisora de Assistência do Campo Limpo. Inaugurado em dezembro de 2016, a unidade de Paraisópolis funciona das 7h às 19h e está de portas abertas para atender o público dos distritos da Vila Andrade, Campo Limpo e Capão Redondo. Lá os idosos contam com um espaço adequado, são acompanhados por profissionais de equipe multidisciplinar, recebendo total assistência, fazem refeição e desenvolvem atividades culturais, esportivas e se socializam com pessoas da mesma faixa etária. “Os idosos passam o dia aqui, têm todos os cuidados com enfermeira, psicólogo, as-
sistente social, atividades importantes para eles. A noite voltam para a convivência com a família,” conclui Genice Leite. O Centro Dia do Idoso tem capacidade de atendimento de 30 pessoas. São priorizados os idosos com mais vulnerabilidade e cadastrado no CadÚnico. Rejane dos Santos, Gerente responsável pela gestão do Centro Dia, explica que a entrada para o projeto acontece por meio do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), da região onde o idoso mora, ou pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). “É feito uma primeira análise e depois nossa assistente social vai
fazer uma visita. Hoje temos uma equipe com Gerente, Administrativo, psicólogo, nutricionistas, terapeuta ocupacional, 10 cuidadores e enfermeiro, auxiliar de cozinha e da limpeza”. Benice de Aragão Correio, 85 anos, menciona que aquele espaço é fundamental para ela. “Para mim isso aqui é uma família. Quando tem feriado ou chega o final de semana sinto muita falta, não vejo a hora de voltar”, conta a frequentadora do programa. O serviço tem um carro que busca e leva aqueles idosos que a família não consegue fazer o trajeto. O Centro Dia do Idoso fica localizado na Rua Tamotinga - s/n, Vila Andrade.
Óticas
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4 EDUCAÇÃO
Ong Casa da Amizade realiza trabalho em área mais vulnerável de Paraisópolis desde 1995
27/11/2017
Esporte foi implantado para incentivar os adolescentes irem no reforço.
Aprovado.jpg
Por Isabela Calado
https://mail.google.com/mail/u/0/#inbox/15fdeec31cb1b1dd?projector=1
A Casa da amizade começou há 22 anos, para ser mais preciso no ano de 1995, quando Mônica Mation e seu marido participavam da distribuição de sopão próximo ao Portal do Morumbi, 100 para as famílias vulne95 ráveis. Nesse projeto conhe75 ceram uma família de uma mãe com quatro filhos que passavam 25 muitas dificuldades. Sentiram vontade de 5 conhecer onde eles moravam e foi então 0 que chegaram na re-
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gião do Grotão, em Paraisópolis. Depois tiveram uma ideia de fazer algo por essa comunidade. “Montamos uma feira gratuita, todos os sábados, com frutas e verduras, tínhamos um apoio de um supermercado e depois com o CEASA. Nisso percebemos que vinham muitas crianças e fizemos um parquinho em frente a casinha que foi construída em regime de mutirão. Aos poucos fomos percebendo que as crianças
Casa da Amizade trabalha paralelamente com as escolas da comunidade
precisavam de atividades”, lembrou Mônica Mation, diretora da entidade. No final do ano de 2014 optaram por redirecionar o projeto de doação de frutas e verduras para a Educação. As crianças que moravam na região do Grotão frequentemente ficavam sozinhas no contra turno escolar pois, em geral, fazem parte de famílias chefiadas por
nei por esse projeto. Aqui contamos com aula de reforço 3 vezes por semana, programa de esporte e aula de dança para as crianças e as mães. Pela falta de interesse dos adolescentes no reforço canalizamos outras opções como esporte e a dança”. A Casa da Amizade faz um trabalho paralelo com a escola onde o aluno estuda, para saber como
Mônica Mation, idealizadora da ONG com uma parte da equipe.
mulheres que trabalham fora para suprir necessidades básicas. Então foi criado turmas de reforço escolar para ajudar essas crianças de 6 até 18 anos. Para a professora Ana Paula, os seus 10 anos trabalhando no projeto fez ela se apaixonar pelo trabalho realizado. “Durante todo esse tempo que estou aqui me apaixo-
está o comportamento deles na sala de aula e no que precisa ser trabalhado com cada um. Por conta do incêndio que ocorreu no dia 08 de maio de 2016 a entidade está em um endereço provisório, na Rua Itanga, viela Deus é Amor, 703 – Paraisópolis, próximo ao viaduto sobre a Av. Hebe Camargo.
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6 VOLUNTARIADO
Rede Communio usa o ”dom” como moeda de troca
100 95 75
Cristian Martins, Luiza Nascimento, Danira Tavares, Shirley Lamberti, Ivan Nepomucemo. 25 Por Francisca Rodrigues
JOIDO SANTOS 10 quarta-feira, 25 de janeiro de 2017 16:15:14 Point do Acarajé da Mila
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AVENIDA HEBE CAMARGO, 23 PRÓXIMO AO AMA PARAISÓPOLIS JOIDO SANTOS 54 quinta-feira, 26 de outubro de 2017 17:19:38
5 “Qual é o seu dom?” é a pergunta que Ivan 0 Nepomucemo faz ao abordar pessoas com o 100 objetivo de recrutar novos voluntários para a 95 Rede Communio. Uma, duas ou três horas. Não 75 importa quanto tempo o voluntário vai dedicar ao próximo, o importante é fazer parte da rede e aju25 dar quem precisa. Com princípios na igreja 5 católica, a Rede Communio foi criada em 2013 0 pelo empresário Daniel Domeneghetti. Hoje, conta com cerca de 350 pessoas cadastradas, que oferecem diversos tipos de serviços, que vão desde atendimento psicológico até aulas de zumba. “Só neste ano foram realizados 837 atendimentos até a primeira quinzena de outubro”, orgulha-se Ivan Nepomucemo. O gestor operacional explica que todo o processo de organização, conta-
tos e cadastros são realizados por uma equipe composta por ele, Luiza Nascimento Lima, coordenadora de atendimento, e Cristian Martins de Souza Leon, Coordenador de suporte. A rede colaborativa de troca de serviços funciona da seguinte forma: Uma pessoa se candidata para ser voluntário em uma determinada área, não importa qual. Esta mesma pessoa pode se tornar beneficiário e escolher entre os diversos serviços que são oferecidos, como dentista, ortopedia, pedreiro, cozinheira, jornalista, publicitário, que podem ser realizados na sede da Communio ou em um espaço negociado com os envolvidos. As aulas de zumba, de ginástica e de inglês são realizadas no prédio do Cáritas Santa Suzana, local onde também fica a sede da rede. Ao se cadastrar no site,
o usuário informa quanto tempo deseja dedicar ao serviço prestado. De acordo com Ivan a ideia é que quem participa da rede tanto ofereça quanto consuma serviços nela disponibilizados. A troca dos serviços acontece de acordo com a demanda e não, necessariamente, precisa ser para a mesma pessoa que o atendeu. “O beneficiário automaticamente entra como voluntário para ajudar o próximo. Não importa qual a função que vai desenvolver. Não importa se não tem formação. A pessoa pode arrumar uma casa, consertar alguma coisa. É o dom dela que vai usar para ajudar o próximo. Se vai ser ativada, ou não, vai depender da demanda”, explica Ivan, que cita um caso de um pai que solicitou um psicólogo para o filho e se voluntariou para
colocar pisos. “O atendimento aconteceu e, dois meses depois, um voluntário solicitou o serviço e se tornou beneficiário”. A fonoaudióloga, Danira Tavares, uma das voluntárias, dedica seu tempo livre ao atendimento às crianças com dificuldades de leitura e de fala. São oferecidas seis sessões para cada paciente. “Eu gosto muito de ajudar as pessoas”, afirma Danira, que acredita que esta é a forma de devolver à sociedade o investimento que teve em sua formação em fonoaudiologia, em uma universidade pública. Há um ano prestando atendimento na Communio, a psicóloca Shirlei Aparecida Lamberti Amado já era voluntária na Ong Cáritas Santa Suzana quando ficou sabendo da rede, por meio de uma amiga. A psicóloga oferece oito sessões por paciente e em casos que necessitam de mais tempo, Shirlei auxilia no encaminhamento para unidades de saúde que fazem atendimento gratuito ou realiza o chamado pacote social, em que o paciente paga um valor acessível. Entre as ações da Communio também estão o Núcleo Esperança nas Lágrimas (NEL), que oferece atendimento gratuito com psicólogos voltado para pais e mães que perderam os filhos, oportunidades de empregos e parcerias com empresas que oferecem serviços a um custo mais baixo. Para utilizar os serviços da Communio, basta se cadastrar no site: redecommunio.com.br
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7 COLUNA TOM SANDERSON
ESPORTE
Considerado um esporte de elite, tênis é praticado na rua em Paraisópolis Foto: Arquivo Pessoal
Todo domingo crianças praticam tênis na Rua Wilson. Por Francisca Rodrigues
Jogar futebol na rua é uma prática muito comum na periferia, mas nas ruas de Paraisópolis outro esporte tem ganhado adeptos. Considerado um esporte de elite que só é praticado, em sua maioria, pela garotada em clubes particulares, o tênis tem despertado cada vez mais o interesse de crianças da comunidade, graças a iniciativa de Rogério Cordeiro da Hora, 31. Ex-funcionário do Espaço Esportivo Cultural BM&F Bovespa, Rogério ficou desempregado no final do ano passado após encerramento das atividades do projeto social. Porém, toda vez que encontrava um ex-aluno na rua sempre era questionado sobre quando daria aula novamente. “A criançada me cobrava muito na rua. Elas perguntavam quando iriam voltar a ter as aulas de tênis”, Comenta o professor. Incentivado por amigos do projeto “Faça uma criança sorrir”,
que realiza atividades recreativas gratuitas para crianças na Rua Wilson, Rogério decidiu se juntar ao grupo, formado por Lucivaldo Leite, Luciana Rocha, Vitor Hugo Campos, Marcos Damasceno e Márcio Damasceno, e começou a ensinar a criançada da comunidade. Ele afirma que ainda demorou um pouco para realizar a ação porque, como estava desempregado, não tinha condições de comprar os equipamentos necessários. Com ajuda de amigos, recebeu algumas doações de raquetes e bolas de tênis e juntou R$ 400 para comprar uma rede. Todo domingo, recebe cerca de 30 crianças que participam das aulas. “Trabalhamos com a parte lúdica é mais para a criança ter a vivência com o tênis”, comenta Rogério. A transformação por meio do tênis Rogério tinha nove anos quando teve seu primeiro contato com o tênis. Em 1996,
conheceu o esporte por influência do irmão, foi ele quem o levou para trabalhar em uma quadra no Portal do Morumbi pegando bolinhas de tênis, antes de se tornar professor. Esta era uma forma que os irmãos tinham de ganhar dinheiro para ajudar em casa. “Meu grande ídolo era meu irmão. Ele virou professor e pensei em ser como ele. Comecei como pegador, virei rebatedor e depois virei professor”. “Por causa do tênis hoje eu sou um ser humano melhor, conheci muitas pessoas boas e pude aprender com cada uma delas”. Assim como teve a oportunidade, Rogério quer proporcionar o mesmo para outras crianças e fazer com que elas tenham acesso ao esporte. “Meu sonho é poder abrir um projeto social aqui em Paraisópolis com o tênis. Porque é um esporte elitizado e não é todo mundo que tem acesso”, finaliza.
Para gringo ver Não sou um turista como os que acham que favela é ‘legal’ e fazem visitas como uma espécie de safari com o sofrimento dos outros e depois volta para sua vida de luxo na gringolândia. Eu moro aqui. Tenho sorte que minha existência em Paraisópolis não foi tão difícil como a maioria dos moradores, mas nesses três anos morando aqui, passei alguns dos mesmos problemas. Entre eles, esperando anos para receber vaga na creche para meus filhos, também minha sogra com o direito a moradia, lidando com um sistema público de saúde frustrante e vários outros. Não vou mentir. Quando estávamos na Inglaterra e pensamos em voltar para o Brasil, minha mulher, a Larissa, perguntou se eu queria morar perto da sua mãe em Parai-
sópolis, eu fiquei com minhas dúvidas. Não foi nada de preconceito. Se você tem ainda, tire esse pensamento seu que todos os gringos são ricos. Não somos. Não sou. Na verdade sou de uma região do norte da Inglaterra que hoje em dia é uma das mais pobres na Europa graças a Margaret Thatcher e seu neoliberalismo que destruiu nossa indústria e sociedade há mais de 30 anos. Mas tudo bem, não fique preocupado, pois não vou usar esse espaço para colocar e impelir uma agenda política. Não tenho nenhuma! E nesse momento em que o Brasil está não precisamos de mais uma pessoa falando sobre o assunto sem fim - pelo menos um gringo. Mas não sou cego e, com certeza, vi as dificuldades piorando nesse tem-
Tom Sanderson
Jornalista e professor de inglês do Sheffield. Nasceu na Inglaterra e mora em Paraisópolis desde 2014.
po que estou vivendo aqui e vou continuar comunicando o que eu vejo em Paradise City. Pensava mais sobre se esse bairro seria seguro pra mim - alguém que obviamente não é daqui imagina isso. Aprendi bem rápido que não tinha nada pra temer, porque todo mundo me recebeu de braços abertos. Sou muito grato por isso e, agora, que meus filhos já cresceram um pouco e ficam menos dependentes, a hora chegou pra ajudar a comunidade de alguma forma, começando com essa coluna e outros planos que tenho. Espero que gostem de mim fazendo parte do seu jornal e apresentando outra percepção e outra vista do seu lar. Para quem quer conversar comigo, estou sempre à disposição.
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8 EDUCAÇÃO
Aluno da EMEF Perimetral integra equipe vencedora de iniciativa promovida pela NASA
Natan Cardoso está entre os aprovados. Por Francisca Rodrigues
O resultado do Projeto Garatea, elaborado pela NASA para dar oportunidade a estudantes apresentarem projetos envolvendo química e física
e que possam ser utilizados pela estação espacial, foi divulgado no dia 14 de dezembro, e o estudante da rede municipal de ensino está entre os integrantes do grupo
escolhido. Natan Cardoso é aluno da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Perimetral, da Diretoria Regional de Ensino (DRE) Campo Limpo, e cursava o oitavo ano. Natan conta que, antes do projeto, não tinha muito interesse pela área, porém o contato com os colegas do grupo e as descobertas advindas do projeto colaboraram para que ele tivesse mais conhecimento na área das Ciências. “Eu já tinha ouvido falar da NASA, mas
não sabia o que era uma estação espacial. Eu não conhecia muito bem, mas agora, com esse projeto, estou passando a conhecer melhor”, afirma. O adolescente continuará acompanhando o projeto nos próximos meses, durante as experiências na estação espacial, e no ano que vem começará um curso de Cientista Aprendiz no colégio Dante Alighieri. O projeto ainda teve supervisão de duas professoras da EMEF Perimetral, Camila Mafra Uva e Ana Luisa Pisani, e se trata de um composto formado por cimento e pó de plástico verde, elaborado para possibilitar a construção de estruturas extraterrenas. A substância será enviada à estação espacial para a realização de testes que avaliarão se o composto se solidificará o suficiente
Partes dos alunos da escola Perimetral que participam do projeto.
para ser usado em ambientes de microgravidade. A participação dos alunos da EMEF de Paraisópolis Cerca de 15 alunos da escola EMEF Perimetral, da 6ª a 8ª série, participaram da seleção dos projetos para serem enviados diretamente para a Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) e testado por um astronauta norte -a m e ric ano. A iniciativa foi realizada com escolas da cidade de São Paulo e faz parte do Missão Garatéa, mesmo consórcio
espacial que planeja a primeira missão lunar brasileira, com lançamento marcado para 2021. Esta é a primeira vez que estudantes brasileiros participam do Programa de Experiências para Voo Espacial (SSEP, na sigla em inglês), ação anual do governo norte-americano em conjunto com a Nasa para engajar a comunidade estudantil em experimentos educacionais realizados no espaço. A Câmara de Comércio BrasilFlórida intermediou a entrada do Brasil no programa.
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CULTURA
Paraisópolis na China: Bienal de arquitetura expõe trabalho de artistas da comunidade
Por Francisca Rodrigues
As obras dos artistas plásticos Estevão da Conceição, mais conhecido como o Gaudí Brasileiro, e
Edinaldo da Silva, o Berbela, foram expostas na Bienal de Urbanismo e Arquitetura, organizada conjuntamente pelo
foram expostas na China. É muito gratificante ter este reconhecimento!”, afirma o artista que participou da exposição, mas não escondeu sua alegria em poder mostrar seu trabalho do outro lado do mundo Convidados como curadores urbanos, Gilson Rodrigues e Franklin Lee organizaram a instalação intitulada de Paraisópolis das Artes, que também conteve quadros do Estevão da Conceição, feitos com pedras, tampas de garrafa, entre outros materiais recicláveis, além de fotografias dos artistas e de projetos sociais, como o Ballet Paraisópolis. Iniciada em 15 de dezembro do ano passado, a Bienal vai até fevereiro deste ano em seu local principal, a cidade velha de Nantou, Shenzhen, e chama a atenção para a vila urbana, um produto único da urbanização da China . Desenvolvido a partir dos campos anteriores do Urbanismo
\ Arquitetura, esta Bienal dá seu primeiro passo oficial no campo da arte com três grandes setores, Global , Vila e Arte Fazendo Cidades. Há mais de 230 participantes de mais de 25 países e regiões, incluindo China, Estados Unidos, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Espanha, Holanda, Croácia, Turquia, Israel, Austrália, Brasil, Porto Rico, México, Líbano, Coréia do Sul, Japão, Vietnã, Hong Kong, Macau e Taiwan, etc. Estão incluídos na lista os melhores escritórios de arquitetos e arquitetos do mundo, estudiosos de renome em arquitetura e planejamento urbano, artistas internacionais e domésticos bem estabelecidos, organizações e agências de arte, faculdades, universidades e instituições no país e no exterior. Participantes diversificados de múltiplas origens levam obras de multi-colisões em urbanismo, arquitetura e artes, incluindo
Foto: Franklin Lee
Foto: Franklin Lee
À direita,W Gilson Rodrigues um dos organizadores da exposição Paraisópolis das Artes
curador e crítico Hou Hanru, arquitetos e sócios fundadores da URBANUS Liu Xiaodu e Meng Yan. Para a exposição, Berbela confeccionou uma Paraisópolis de lata com todos os detalhes possíveis que remetem à comunidade. A maquete, com aproximadamente 2,00 x 1,00 m divididas em 4 partes, e mais 25 peças variadas feitas de ferro foram enviadas para Shenzhen, uma das maiores e mais importantes cidades da China. “ Fiquei muito feliz que minhas peças
Visitantes observam obra produzida pelo artista plástico Berbela.
um grande número de obras criadas recentemente para a Cidade Velha de Nantou e esta Bienal. As categorias de obras abrangem uma ampla gama de campos, incluindo amplas obras de arte pública e arquitetônicas, vídeos, pinturas, multimídia, literatura e artes comportamentais, etc. Com base na estrutura espacial do local principal na cidade velha de Nantou, mais de 200. Os trabalhos estão espalhados por todas as ruas e becos, praças verdes, edifícios residenciais e de fábricas da cidade, interpretando conjuntamente o tema das Cidades, Crescer na Diferença com uma multidimensional, pioneira e crítica, inclusive inclusiva e terra-a-terra atitude. Ao mesmo tempo, o modo tradicional de exibição singular será continuamente quebrado e dará lugar à participação e à interação como um meio importante para a exposição.
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SAÚDE BUCAL
Quem tem medo de dentista? Odontofobia é um te sinta a agulha no Cabe tanto ao protermo utilizado para momento de aplicar fissional a percepção definir o medo ou pa- o anestésico local, o destes sinais quanto vor ao tratamento que tornava a expe- ao paciente em avisar odontológico. Infe- riência bastante dife- ao dentista o seu deslizmente é bastante rente da que temos conforto. Pois em muicomum nos deparar- hoje. tos casos pessoas que mos com pessoas que Nossa cultura muitas sentem medo tendem sentem esse medo ou vezes ressalta esse a fugir do tratamento ficam ansiosas com as medo através de fil- ou postergar a visiconsultas. Para este mes, desenhos ani- ta ao dentista, o que medo não existe faixa mados, ou até mesmo é prejudicial tanto a etária, tanto crianças pais que tiveram ex- saúde bucal como a como adultos podem periências negativas saúde sistêmica do apresentar esta fobia. que passaram essas paciente porque amE para essas pessoas experiências aos seus bas se conectam. o medo e todas as filhos, dando continui- A odontofobia pode reações que ele de- dade a esta situação. ser prevenida, para sencadeia não é uma Bem sabemos que crianças quanto mais opção, é real e muitas muitos tratamentos cedo forem acostuvezes incontrolável. odontológicos apre- madas ao tratamento Geralmente a odon- sentam procedimen- odontológico, menotofobia está relacio- tos dolorosos, invasivos res serão as chances nada a outras fobias e muitas vezes desa- de desenvolver a focomo medo de agu- gradáveis tais como o bia, recomendamos lhas, medo de médique os pais levem cos, de pessoas vesseus filhos ainda beO paciente pode tidas com jalecos solicitar explicação bês para fazerem o brancos, medo de acompanhamento dos procedimentos com o odontopehospitais ou medo de sentir dor. diatra antes mesmo ao dentista. O medo do tratados primeiros dentimento geralmente re- tratamento de canal, nhos nascerem. sulta de experiências a extração dentária, a Os pais não devem negativas diretas ou raspagem de tártaro incitar medo nas indiretas e/ou trau- entre outros, e muitas crianças, pelo contrámas vividos anterior- pessoas se sentem vul- rio a ida ao dentista mente em consultó- neráveis ou totalmen- deve ser apresentarios odontológicos. E te sem controle quan- da como um hábito isto deve-se ao fato do estão sentados na importante e positivo de que antigamen- famosa cadeira do para se ter um sorriso te não tínhamos a dentista. Um relacio- bonito e saudável. mesma odontologia namento apático de Já em adultos a cura de atualmente, com profissional e paciente desta fobia pode ser pensamentos de pre- também pode dar iní- conquistada e a meservação do elemen- cio a este medo, pois lhor alternativa é reto dentário, com pre- não haverá confiança conhecer e enfrentar venção de doenças neste relacionamen- a situação que pode bucais, com adultos to. ser através da ajuda acostumados a fre- Pessoas com odon- profissional de psicóloquentar o consultório tofobia podem apre- gos ou psiquiatras em odontológico desde a sentar alguns sintomas alguns casos a prescriinfância, sem traumas mentais e/ ou físicos ção de medicamene desconhecendo a que são: sudorese, tos é necessária. dor de dente cariado. náuseas, tremores, Prezar por um relaNão apresentávamos pânico, respiração cionamento de conas mesmas tecnolo- ofegante, palidez, re- fiança mútua com o gias e artifícios para flexo de fuga, tensão dentista também é reduzir ou eliminar por muscular, sentir as ex- importante, quando completo o descon- tremidades das mãos não se tem confiança forto dos tratamentos e dos pés frias, bati- no profissional, não há ou até mesmo não mento cardíaco ace- nada de errado em permitir que o pacien- lerado, entre outros. procurar outro profis-
sional que atenda as suas expectativas. O paciente também pode solicitar explicação dos procedimentos ao dentista, a clareza da explicação do que está sendo feito sempre gera confiança no trabalho do profissional Pode-se fazer também a solicitação ao dentista que favoreça o ambiente do consultório o tornando mais agradável possível com músicas tranquilas, com “bolas de estresse” que o paciente pode apertar para
aliviar a ansiedade e também pode solicitar que alguém de sua confiança o acompanhe durante o tratamento. Alguns profissionais da odontologia estão habilitados para realizar a hipnoterapia que permitirá que o fóbico entre em contato com o seu medo e reprograme sua resposta a ele. Algumas técnicas de relaxamento também podem ser utilizadas, como a respiração profunda ou a meditação, antes ou durante o tratamento.
Dra. Juliana Gomes
Cirurgiã Dentista - Faculdades Metropolitanas Unidas - Pós Graduando em Periodontia - São Leopoldo Mandic
Avise seu dentista sempre que estiver sentindo dor ou desconforto, para que ele tome as devidas providências para não ocorrer novamente. Investir em prevenção é sempre a melhor alternativa, pois a grande maioria dos problemas bucais podem ser prevenidos com visitas periódicas ao dentista. Ir ao dentista pelo menos duas vezes ao ano evita tratamentos mais complexos e dolorosos no futuro.
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12 DIREITO DO CONSUMIDOR
O que fazer se seu nome for negativado indevidamente? Foto: Reprodução
corrija ou mesmo impeça a inclusão do seu nome no cadastro, conforme prevê o Código de Defesa do Consumidor. Ademais a inadimplência é um problema frequente apontado nas relações comerciais, mas
o consumidor inadimplente deve saber que lhe é garantido o direito de não ser exposto a ridículo e de não sofrer qualquer tipo de constrangimento ou ameaça na cobrança de seus débitos. Por fim, para lim-
par o nome inscrito indevidamente no SPC e Serasa o consumidor pode entrar com uma ação de indenização por danos morais, solicitando liminarmente que seu nome seja retirado do cadastro de inadimplente.
Gabriela Guerra Existem consumidores que são incluídos no cadastro de inadimplentes, sem nunca terem comprado ou negociado com fornecedores que solicitaram a inscrição. A empresa ou pessoa que solicitou a inclusão do consumidor será responsabilizada por danos morais e danos materiais caso a inscrição seja indevida, ou
seja, sem justa causa, sem aviso prévio ou com informação incorreta. Esta responsabilidade somente fica excluída quando for comprovado que o consumidor é responsável pela atualização cadastral ao fornecedor, apontando o débito ou quando comprovada a comunicação por outro meio.
A abertura de qualquer tipo de cadastro, ficha de dados pessoais e de consumo deve ser comunicada por escrito ao consumidor, quando não solicitada por ele. Além disso, esta comunicação deve ser feita de forma eficaz, oferecendo ao consumidor a possibilidade de exercer seu direito à defesa, em tempo hábil, para que
Bacharel em direito pelas Faculdades Metropolitanas Unidas, inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil em 2008. Especializada em Direito a Saúde pela Escola superior de Advocacia - ESA, Pós Graduada em Direito do Consumidor pela Fundação Getúlio Vargas – FGV.
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Helena Santos
A pernambucana Risolene José da Silva Santos, mais conhecida como Helena Santos, 68 anos, mora em Paraisópolis desde 1968, quando tinha
12 anos de idade. “Aqui conheci meu marido, na qual fui casada durante 32 anos, tive meus filhos tudo aqui. Eles cresceram, se casaram e agora tenho meus
netos. Quando cheguei em Paraisópolis meu primeiro emprego foi na Imobiliária Raimundo Martins, que ficava na Giovanni Gronchi. Depois decidi abrir minha própria imobiliária dentro da comunidade. No início, a quantidade de casas dava para contar nos dedos. Tinham umas famílias muito conhecidas como a do Zé Mineiro, a do seu Napo com dona Conceição, que vendiam miúdo de
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Paraisópolis
boi na carroça, e a do Loro. Tinha também a casa do Bilino, onde fui morar quando cheguei aqui. Energia e água não tínhamos, lembro que eu carregava uma lata d´àgua na cabeça, tanto para uso em casa quanto para beber. A luz era de lampião e de vela. Escola tínhamos apenas uma, que era a escola Professor Homero dos Santos Fortes, depois foram construídas mais escolas e creches. Aqui não tinha nada disso, ago-
ra é uma metrópole. Eram poucas casas construídas de alvenaria, havia mais barracos, mas cada mês que passava víamos uma casa diferente. Como tudo era distante, eu sempre tive disposição para ajudar, socorrer e até mesmo ir atrás de coisas públicas, tenho um sentimento de gratificação por poder fazer isso. Hoje aqui está bem diferente, muito progresso e muito sucesso, mas, na
minha visão, Paraisópolis está precisando de moradia, saúde, escolas, hospital e pavimentação. Viver e sobreviver aqui é uma das melhores coisas e estamos de braços abertos para quem quiser vir, mas ainda temos alguns problemas que realmente existem em um grande bairro”.
Participe também. Envie sua foto para memorias@paraisopolis.org e nos conte a sua história!
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14 REFLEXÕES DO COTIDIANO
Olá Caro Leitor Muito Prazer! Este é o meu primeiro texto e, na verdade, ele é mais uma das minhas reflexões do cotidiano - aquelas conversas que temos com os nossos botões. Eu sou da era da datilografia - Ixi, me fez lembrar que não concluí o curso -, do papel de carta, dos telefonemas cheios de emoção, das “cartas” - ôhhh saudade. Lembrome, quando criança, que chegara a Era dos Telefones Fixo e a minha vizinha foi a que abriu os trabalhos na vizinhança! Um dia, pedi a uma colega de classe para ligar lá e pedir pra falar comigo. Quando chegava na casa da vizinha, toda a família estava na sala para acompanhar o evento. Era assim, pessoal, um
Cristina Josefa
momento de emoção falar ao telefone! Ouvir o telefone tocar então, quase que não se atendia para ouvir vários daqueles Trim Trim Trim!! (risos, ao imaginar a cena). No namoro, o meio de comunicação mais utilizado - depois do presencial - eram “As Cartas”. Elas eram perfumadas, cheia de detalhes, pois toda a emoção do ato de escrever tinha que estar muito bem representado! Obs.: Receber uma carta escrita a próprio punho na era digital é o ápice de demonstração de: O quão você é especial! É diferente! Representa! O tempo mudou! O tempo urge! O tempo virou artigo de luxo! A Era digital chegou para facilitar! Otimizamos tempo, fazemos negócios, resolvemos pendên-
cias, aceleramos processos, vendemos ... nos relacionamos! É nesse ponto que queria trazer para reflexão e auto análise. A maneira como nos portamos diz muito sobre nós! Como temos usado essas ferramentas? Qual o nosso limite oferecido e almejado? Como tiramos conclusões diante dos 2 Tiques sem respostas, de um Ok, de um joinha, de uma resposta curta quando queríamos uma resposta longa, de.... etc, etc, etc.. A impressão que tenho é que passamos mais tempo tentando desvendar questões do que vivendo. Precisamos ter cuidado com tudo isso. Não sabemos o que se passa do lado de lá, em qual situação o outro se encontra. Apenas queremos o nosso desejo atendi-
É uma entusiasta do Turismo de Aventura e encantada pela Natureza. Atuou no Teatro. Conectada com a arte em suas diversas estações. Profissional do segmento de turismo, empreendedora, mentora e tem como Mestria o Ato de aconselhar.
do, a nossa imediatez correspondida, a nossa necessidade suprida. Na Era Digital, não podemos dormir no ponto, mas quando o assunto refere-se a relacionar-se com o outro é preciso cautela. Chego a pensar que o método retrô protegia, preservava muito mais....porém, o tempo não recua e precisamos adaptar-nos. Noto que, hoje, algumas relações - em suas várias nuances - tem início, às vezes o meio nem chega a existir e pula-se para a etapa do fim com fórceps - sem anestesia! Isso machuca, fere e deixa feridas. Reflitamos sobre como fazemos uso do online em nossas relações. Quando bem usado, fortalece e, quando mal administrada destrói, como num passe de mágica. Chegamos a criticar a criação de Robôs, mas em muitas vezes agimos como tal!
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NOTA DE ESCLARECIMENTO
Modo de Preparo
Bolo de laranja Ingredientes 1 laranja inteira com casca 3 ovos 1 1/2 copo de açúcar 1 1/2 copo de farinha de trigo 1 colher de sopa de fermento em pó 1 copo de óleo Obs: copo de 200 ml
1- Lave bem a laranja, corte em quatro pedaços. Tire a parte branca do meio e as sementes. 2- Bata no liquidificador: a laranja, os ovos e o óleo. 3- Acrescente o açúcar e bata novamente. Em seguida a farinha de trigo e bata de novo. 4- Por último acrescente o fermento em pó e bata mais um pouco. 5- Unte uma forma com buraco no meio (24 cm) e coloque a massa. 6- Asse em forno pré- aquecido a 200°C por aproximadamente 45 minutos. Após 30 minutos é possível abrir o forno fazendo o teste com o palito. O bolo estará pronto quando o palito sair limpo.
O Mosteiro São Geraldo de São Paulo, mantenedor das Obras Sociais, vem ao longo de 52 anos trabalhando com afinco para cumprir sua missão, criando condições e oportunidades para que crianças, adolescentes, jovens e suas famílias, possam crescer culturalmente e socialmente. O trabalho é realizado com muito amor e respeito em suas diferentes unidades no entorno do Morumbi. É com profundo pesar, que comunicamos a impossibilidade de darmos continuidade na totalidade do atendimento de nossos assistidos na unidade do CCT Paraisópolis. A razão que nos levou a tal decisão, foi exclusivamente de ordem econômica, derivada do alto custo para mantermos a qualidade dos serviços prestados a esta população assistida pelo Mosteiro nesta longa trajetória. Desta forma encerramos parte de nossas atividades, para que com dignidade possamos manter a qualidade do atendimento as crianças e adolescentes que continuarão sendo atendidas nas diferentes unidades das Obras Sociais do Mosteiro São Geraldo. Estamos juntamente com a Secretaria
de Assistência e Desenvolvimento Social, nos empenhando em busca de novas entidades/organizações, que possam acolher nossas crianças, adolescentes e jovens, dando continuidade nesse importante projeto. Seguem nossos atendimentos para o ano de 2018: CEI SER - localizado em Paraisópolis: CEI atendimento a 164 crianças de 0 a 5 anos em período integral e no Centro de Integração 100 crianças e adolescentes de 0 a 14 anos no período noturno. Centro Social Dona Diva - localizado no Jardim Ampliação: CEI atendimento a 140 crianças de 0 a 5 anos em período integral e CCA 120 Crianças de 6 a 14 anos no contra turno escolar. CCT Paraisópolis - localizado em Paraisópolis: CEI Santa Escolástica: 264 crianças de 0 a 5 anos em período integral. CEI Dom José Gaspar - localizado em Vila Morse: CEI 158 crianças de 0 a 3 anos Serão mantidos os atendimentos terapêuticos e odontológicos em nossa Sede no Morumbi, para as crianças vinculadas as unidades das Obras Sociais. Dom Lucas Coelho Diretor das Obras Sociais Mosteiro São Geraldo de São Paulo
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16 SAÚDE
Casos de suicídio no estado de São Paulo crescem 30% e os homens são as maiores vítimas Por Isabela Calado
O suicídio no Brasil já faz mais vítimas que a AIDS e mata mais do que vários tipos de câncer e, mesmo assim, muitas pessoas ainda não discutem o assunto e têm medo de encarar as doenças psicológicas que, muitas vezes, levam à morte. Nos últimos anos, a taxa de suicídio no estado de São Paulo cresceu 30% e os homens são as maiores vítimas. Segundo uma pesquisa recente da Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil, a cada 100 mil pessoas, quase sete tiraram a própria vida no ano de 2012. Além disso, para cada suicídio podem ter ocorrido mais de 20 outras tentativas que não deram certo. Para a psicóloga do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) adulto de Osasco, Juliana Moreira, os
dados sobre suicídio são todos incertos, pois é subnotificado esse tipo de ocor-
perceber algumas alterações de comportamento, de rotina, de humor, teor
rência pelo fato de muitas pessoas não relatarem. Mas com essas sub informações a OMS traz que a cada 40 segundos 1 pessoa morre por suicídio no mundo. “Os indícios são muitas vezes comportamento e falas adulterado, e o interesse da pessoa que muda. Não são todas as pessoas que dão sinal, para quem é bem próximo é possível
de conversas e até ausência delas”, explica a psicóloga. Definir um perfil de suicídio é difícil, mas geralmente pessoas que tem transtorno de personalidade e de humor, depressivo, em situação de vulnerabilidade profunda, que sofreram violência, assedio e abusos são um recorte populacional que tem propensão ao suicídio, maior do que outros recortes de po-
pulação. Pessoas que tem entrado nessa estatística são entre 16 a 29 anos. Segundo a OMS 9 em cada 10 casos poderiam ser prevenidos. É necessário a pessoa buscar ajuda e atenção de quem está à sua volta. Tem sido um mal silencioso, pois as pessoas fogem do assunto e, por medo ou desconhecimento, não veem os sinais de que uma pessoa próxima está com ideias suicidas. “Uma indicação importante é que to-
das as pessoas que falam de suicídio podem se suicidar, devemos tratar com atenção. O importante é fazer uma escuta, acolhimento sem recriminar e tentar entender sem colocar soluções práticas e comparações. Deve encaminhar para uma atenção especializada e não procurar solucionar sozinho, principalmente quando se trata de jovens”, complementa a especialista. O recorte populacional que tem mais inci-
dência de tentativa ou o suicídio são adolescentes e jovens. Pessoas que tem entrado nessa estatística são entre 16 a 29 anos. Os homens muitas vezes tentam e conseguem, já as mulheres tentam e tem as frustrações. Ninguém mergulha nesse sentimento horrível por escolha própria, ninguém quer se sentir assim e ninguém deseja continuar nesse estado. Por isso, é necessário compreender e conversar sobre isso.