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Espaço do Povo Ed79

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Espaço do Povo Espaço do Povo Brasil

Agosto 2021

Edição 79

Ano 12

Distribuição Gratuita

500 dias de ações de combate ao Covid-19 nas favelas brasileiras

Iniciativa visa impulsionar campanha de arrecadação de alimento para moradores em situação de vulnerabilidade Página 11 ARTIGO

A resposta do Brasil para a pandemia está nas favelas, por Gilson Rodrigues

PAG 03 EDITORIAL

O que você Cria como solução para sua comunicação?

PAG 02 ECONOMIA

Favela Brasil Xpress traz eficiência nas comunidades com sistema de logística

PAG 15W INOVAÇÂO

RETRATOS DA PANDEMIA

Relatos de moradores contam como a pandemia tem afetado. “A fome é a pior dor que tem! Só sabe quem sente”, diz um morador que está desempregado atualmente Página 19

ECONOMIA

Emprega Comunidades inaugura primeiro espaço coworking em Paraisópolis

Pesquisa aponta a realidade socioeconômica nas maiores favelas do país.

Iniciativa visa dar acesso a estrutura e oportunidades de empreender

Números de desempregados não têm aumento acentuado entre 2020 e 2021 e 43,8% das pessoas que foram demitidas começaram a empreender

Página 16

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2 TELEFONES ÚTEIS

EDITORIAL

O que você cria como solução para sua comunicação?

DISQUE DENÚNCIA DIREITOS HUMANOS - 100 CENTRAL DE ATENDIMENTO À MULHER - 180 POLÍCIA MILITAR - 190 POLÍCIA CIVIL - 197 BOMBEIROS - 193 SAMU - 192 EMERGÊNCIA DE TRÂNSITO - 188

SAÚDE E SERVIÇOS AMA PARAISÓPOLIS Tel: 3742-5394 UBS 1 - Tel: 3744-5822 UBS 2 - Tel: 3501-9031 UBS 3 - Tel:3742-3269 / 3742-1323 SASF VILA ANDRADE - Tel: 3742-6891 CRAS CAMPO LIMPO - Tel: 5841-4776 CREAS CAMPO LIMPO - Tel: 5814-7483 6ª DELEGACIA DE DEFESA DA MULHER - Tel: 5521-6068 DEFENSORIA PÚBLICA Tel: 3105-5799 MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - Tel: 3119-9000 PREFEITURA DE SÃO PAULO - 156

Foto: Reprodução

EMERGÊNCIA

EXPEDIENTE Espaço do Povo É uma publicação da Agência Paraisópolis EIRELI ME.

Diretor Jornalista Responsável Joildo Santos joildosantos@paraisopolis.org MtB 67099SP Redação Francisca Rodrigues franciscarodrigues@paraisopolis.org Camila Belchior camila@criabrasil.com.br Fotógrafo Caio Caciporé Designer Gráfico Alex Andrade Isabela Calado Anúncios e contato

11 977234537

Cria Brasil Instagram: @cria_brasil_ publicidade Facebook: Cria Paraisópolis Espaço do Povo Instagram: @espacodopovo Facebook: Jornal Espaço do povo Rua Herbert Spencer, 113 Paraisópolis São Paulo

Uma boa comunicação na empresa é fundamental, pois melhora a relação entre todos os colaboradores e aumenta o sucesso da organização.

Falar de comunicação não é tão simples quanto parece. Soa leve, mas ao se aprofundar, o assunto se torna um tanto quanto complexo, devido a contextualidade, fala, entendimento, expressão verbal, sonora e escrita. Comunicarse não é simplesmente falar, é ouvir, vai muito além. A comunicação é responsável por tudo aquilo que é transmitido, assim como fatos, ideias, informações, notícias, solicitações e o sucesso é ser recebido de forma absoluta. Ela cria realidades e possibilidades. Ela é a ferramenta com maior capacidade de coordenar ações em todos os sentidos que a vida permite. A comunicação tem poder, com ela é possível influenciar,

disseminar ideias, liderar, promover, articular e, principalmente, empoderar qualquer indivíduo. A comunicação eficaz é o ato de falar e ser compreendido. Em todas as suas formas. Além disso, a ela, alia-se a informação. A informação não se limita às notícias vistas em qualquer lugar. Ela deve ser selecionada e estudada ao ponto de atingir a verdade; e assim proliferada. A informação faz com que o ser humano jamais fique à mercê de outrem. Faz com que cada indivíduo adquira seus direitos por si só, como autônomo. Ela deve ser um direito garantido, assim como a alfabetização. Deve ser mundial e obrigatória. Juntos, trazem muito mais do que o conhecimento,

ela gera expertise, poder, autonomia. A agência Cria Brasil vê como solução para um país mais poderoso, a informação como direito a cada pessoa, do início ao fim da vida, o de se comunicar de forma eficaz e poder lutar com garra por tudo aquilo que acredita. E vencer! A Cria tem o intuito de disseminar o conhecimento somado à informação verídica; de fazer com que, nacionalmente, seja atingida em todas as classes sociais do país; mostrar que cada lugar possui uma necessidade diferente e podermos intervir, por meio da Joildo Santos Diretor de comunicação Agência Cria Brasil

comunicação, para que todos sejam atendidos, acolhidos e abraçados. Vemos o quão importante é agir de forma empática: falar, escrever e mostrar o quanto a comunicação faz diferença. Sejam nas favelas ou nos bairros nobres, as necessidades existem, a precariedade e a privação existem; assim como a solidariedade, o incentivo, o apoio, o auxílio, a proteção e a união. Elas existem. Isso é Brasil. “A comunicação é como o ar que a gente respira”.


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ARTIGO

A resposta do Brasil para a pandemia está nas favelas Por Gilson Rodrigues

No Brasil, a situação de pandemia, que deu seus primeiros sinais em março de 2020, atingiu as favelas desproporcionalmente. Essas comunidades de baixa renda espalhadas pelo país têm uma população de moradores que ultrapassa os 14 milhões, sendo majoritariamente composta por negros. São cidadãos que vivem em condições de completa miséria e à margem dos direitos básicos de acesso à higiene sanitária, educação e saúde. No território brasileiro, o quinto maior do mundo em extensão e cujas diferenças sócio-econômicas e populacionais são igualmente grandiosas, a COVID-19 já contaminou mais de 19 milhões de pessoas e vitimou mais de 554 mil. Isso nos confere um título de grandiosidade nada honroso: o de país com maior volume de casos e mortes. Após muitos contratempos, enfim, recebemos a vacina, e os grupos, considerados prioritários, estão sendo imunizados. Mas até que toda a população seja vacinada, é preciso seguir as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), que indicam o isolamento social somado as medidas de higiene, evitando-se, assim, a aglomeração de pessoas. Estas recomendações, no entanto, não são simples de serem executadas para uma grande parcela dessa população que vive nas favelas. Em média de seis a

dez pessoas ocupam um pequeno espaço e, em grande parte destes domicílios, o abastecimento de água é intermitente. Não há condições financeiras para que as famílias adquiram álcool gel e tampouco parem de trabalhar para aderir ao isolamento. Até aqui, nenhuma surpresa. A previsibilidade é que a mortalidade seja maior nestes territórios, fundamentada pela desigualdade social e pela falta de empenho dos setores públicos em olhar para as necessidades dos menos favorecidos. A solução encontrada para contornar a paralisia das autoridades, antes que a crise sanitária sem precedentes atinja ainda com mais crueldade os brasileiros que residem nas favelas, foi arregaçar as mangas e lutar. Esqueçam a imagem da favela que lembra cenários de guerra, com tiros e bombas - a realidade não é como nos filmes. Nas vielas estreitas dessas periferias, a imagem de hoje mostra pessoas munidas de uma imensa vontade de ajudar umas as outras. Na gigante América do Sul, há um muro invisível que impede que sejamos vistos pelo poder público, sendo assim, Paraisópolis criou 12 iniciativas para diminuir o impacto do novo coronavírus nas comunidades. Não desistimos da batalha diária. Sabendo do abandono do poder público, nos tornamos responsáveis por nosso microcosmos, ao mesmo

passo em que entoamos diariamente a mensagem: vidas negras importam! Taxadas com adjetivos reducionistas como violentas e marginais, as favelas são berços do ativismo há muito tempo. Excluídos do direito a serviços públicos, as comunidades estão habituadas a criar soluções para ter acesso à internet, saneamento, saúde e educação. Não à toa, em 2019 as favelas movimentaram 120 bilhões

de desemprego e construíram bancos de dados independentes pa­ra rastrear casos e mortes pelo novo coronavírus. Onde há diariamente a ausência do estado, nascem novas e pulsantes iniciativas. Para ajudar as mulheres diaristas dispensadas de seus trabalhos devido ao novo coronavírus, foram implementadas ações para “adotar” essas desempregadas, disponibili-

“No Brasil, a Covid-19 já contaminou mais de 19 milhões de pessoas e vitimou mais de 554 mil”. de reais (algo em torno de 30 bilhões de dólares), uma verdadeira potência econômica que merece ser reconhecida por suas qualidades. Até o momento, as ações adotadas nessa realidade paralela vieram justamente da força do Bloco de Líderes e Empreendedores Sociais das 10 maiores favelas do Brasil, intitulado G10 Favelas em uma alusão ao G20. Apoiados por essa iniciativa, líderes comunitários em alguns dos bairros mais atingidos pela pobreza do país, contrataram suas próprias ambulâncias, treinaram moradores voluntários para atuarem como brigadistas em casos de emergência, produziram marmitas para garantir a alimentação dos mais necessitados, criaram fun­dos

zando renda, cestas básicas e kits de higiene. Em apoio aos comerciantes locais, encorajamos que as pessoas comprassem, nesses estabelecimentos, as cestas básicas doadas. Na questão social, criamos a figura do Presidente de Rua. Só em Paraisópolis hoje são mais de 650. Cada morador se destaca como voluntário para monitorar a situação de saúde de um grupo próximo de vizinhos. Esse modelo, presente em mais de 16 estados, está se provando muito efetivo. E a partir de iniciativas como essas, estamos

combatendo a pior pandemia da história recente. A força de pessoas comuns, muitas delas também enfrentando seus próprios desafios, que não possuem grandes riquezas nem cargos representativos, ou seja, é a prova clara que a justiça social e o desenvolvimento de um país devem começar pela base da pirâmide. Se foi possível gerar nestas grandes comunidades uma situação de fortaleza em meio ao caos, é possível inspirar outras favelas e outros tantos cidadãos pelo mundo a fazer o mesmo. Estamos tentando criar a consciência para muito além das barreiras invisíveis que separam pobres e ricos, negros e brancos. O processo de organização para o pós-pandemia precisa começar agora, com um trabalho assistencial pensado para assegurar a sobrevivência da população menos favorecida: trabalhadores braçais, domésticas, pequenos empreendedores e comerciantes da periferia. Não podemos voltar ao normal, devemos fazer um “novo normal” que não aceite o abismo social entre as classes, não só no Brasil, mas em muitos países pelo mundo.

Gilson Rodrigues Presidente do G10 Favelas, empreendedor social, consultor e líder comunitário. Recentemente, lidera os Comitês das Favelas-presidentes de Rua, iniciativas de combate à pandemia do novo coronavírus para diminuir o impacto nas comunidades do Brasil.


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Campeões na pandemia www.g10favelas.com.br


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SAÚDE - CORONAVÍRUS

G10 Favelas realiza testagens para prevenção do Coronavírus

Aumento de casos de Covid-19 traz preocupação à população brasileira Brasil enfrenta pandemia por mais de um ano, enquanto isso, o vírus atinge as pessoas com mais velocidade do que a vacina Foto: Reprodução

Foto: Caio Caciporé/Cria Brasil

A comunidade recebeu um atendimento destinado a realização de testes diagnósticos de Covid-19

Brasil ultrapassa 525 mil mortes por covid 19.

Predikta Medicina Diagnosticada faz parceria com o G10 das Favelas.

Por Isabela Calado O desequilíbrio no acesso aos testes de Covid-19 nas favelas fez com que o G10 Favelas realizasse em Junho uma ação de teste populacional contra covid-19 gratuito em parceria com a Predikta Medicina Diagnóstica, que doou 5 mil testes de PCR, considerado o mais assertivo no diagnóstico da doença. A iniciativa ajuda a preservar a saúde dos moradores das cinco microrregiões que dividem a comunidade de Paraisópolis/SP — Fazendinha, Antonico, Brejo, Centro, Grotinho e Grotão — que muitas vezes não conseguem fazer o teste de PCR. A ação foi pensada de forma que não ocorresse aglomerações, por isso, foi planejado um cronograma de atendimento diário, baseado nas informações dos presidentes de rua. Foram instalados dois totens de testagem e a população que apresentou reação positiva já na triagem, foi encaminhado ao exame

PCR, além de solicitar que as 5 pessoas mais próximas ao suposto contaminado também fossem examinadas. Desde o início da pandemia, em 2020, o G10 Favelas conseguiu disponibilizar 33.400 mil testes de Covid-19 para comunidades de Paraisópolis, Vietnã, Heliópolis e Cidade Tiradentes, por parcerias e doações. Para Gilson Rodrigues, presidente do G10 Favelas ações emergenciais são importantes para a prevenção da propagação do Coronavírus, principalmente em locais mais afetados como as comunidades. “Essa testagem populacional contribuirá muito para o mapeamento do vírus e assim tomarmos medidas de contenção da expansão do covid-19 em Paraisópolis. Não podemos deixar de fazer ações emergenciais, pois isso evita um número maior de mortes pelo coronavírus na favela”, enfatiza Gilson Rodrigues.

Por Camila Belchior Sabemos que a saúde no Brasil é regida por diversos fatores, que incluem o clima, as necessidades da população, a interação com o meio ambiente e a disponibilização de hospitais e de verbas do poder público destinadas a este tema. Em um país tão grande como o nosso, devem também ser levadas em consideração as diferenças culturais das regiões. Ao mencionar o assunto ‘crise sanitária’, esta é a maior que vivemos nos tempos atuais, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Nos últimos

Pudim da Zuzu O MELHOR DE PARAISÓPOLIS FAÇA JA SEU PEDIDO PELO WHATS

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150 anos, o mundo sofreu 14 graves crises econômicas e, no momento, devido ao novo coronavírus, estamos passando pela quarta crise mundial mais forte, conforme o Banco Mundial. Muitas doenças foram deixadas de ser divulgadas pelos veículos transmissores devido a COVID-19 estar atuando com estatísticas cada vez maiores, tratando-se de número de con-taminados e número de mortes. O país ultrapassou 19 milhões de pessoas contaminadas, sendo que, em média, 13 milhões consegui-ram recuperação. Ainda assim, 530 mil mortes foram contabilizadas até início de maio deste ano. Número extremamente alto quando nos referimos às famílias, aos amigos e à vida, como um todo. Referente a comunidade de Paraisópolis, com dados de 20 de abril, foram registrados 4.234 casos positivos, o que representa 19,04% de pessoas conta-

minadas. Deste total, 303 óbitos. O micro-organismo Sars-CoV-2, nome oficial da COVID-19, afeta as pessoas de diferentes maneiras. A maioria das pessoas infectadas apresentaram os sintomas mais comuns, que são: febre, tosse e cansaço, porém já foram detectados sintomas incomuns, como: dores no corpo, desconforto, dor de garganta, diarreia, conjuntivite, dor de cabeça ou enxaqueca e perda de olfato e paladar. A parte boa da história é que o mundo está sendo vacinado contra esse novo vírus, que desde o início ocupa lugar tão triste na vida das pessoas. O Brasil aplicou a 1ª dose de vacinas contra a covid em mais de 111 milhões de pessoas e, destas, 29,5 milhões já incluem a segunda dose. O que representa 1% da população brasileira. A vacinação nada mais é do que uma forma segura e eficaz de proteção contra do-enças prejudiciais. Ele usa as defesas naturais do corpo para criar resistência a infecções específicas e tornar o seu sistema imunológico mais forte. É necessário que todo ser humano adote todas as medidas de prevenção necessárias para que não seja contaminado e, muito menos, espalhe a contaminação para seus entes. Ao mesmo tempo, que se continue a batalha pela assistência social e que a crise sanitária e econômica seja amenizada.


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6 SAÚDE - CORONAVÍRUS

Por que devo tomar a vacina Como tomar a vacina da Covid-19 para COVID19? Há muita “discussão” e opiniões nos grupos WhatsApp que influenciam. Mas um assunto importante como a decisão sobre tomar a vacina ou não, não pode vir de opiniões destes grupos, exceto se cientificamente confirmadas. A ciência trouxe a evolução assim como toda tecnologia e conforto nos dias de hoje, além disso aumentou a expectativa de vida (quantos anos em média vivemos) de 25 anos no ano 1800 para hoje, 2020, mais de 75 anos de vida no mundo. Isso mesmo, em 1800 morreríamos aos 25 anos de idade na média. Uns viveriam mais, muitos não passariam do primeiro ano de vida. Te dou alguns motivos para tomar a vacina: 1. PROTEÇÃO: Qualquer uma das vacinas aprovadas pela ANVISA garante proteção. A proteção percentualmente pode ser diferente pelo tipo de estudo feito, mas todas, sem exceção, comprovaram proteção principalmente contra formas graves. Isto significa que não terei a doença ou não terei a forma grave? Não. Pode ter, mas a chance é muito menor uma vez vacinado; 2. SALVAR VIDAS: com menos contaminados o vírus circula menos, diminuindo a chance de contágio. Por outro lado, com a diminuição dos casos graves a necessidade de UTI diminui, melhorando a oferta de leitos para quem precisa, dando mais

chances para quem precisa principalmente idosos; 3. REDUÇÃO DE SEQUELAS COVID: caso você tenha contraído a doença, mesmo assintomático. Estudo na Europa com 236.679 pacientes de COVID19 mostrou que um terço, ou seja, de cada 3, 1 pessoa desenvolveu algum distúrbio psicológico, sendo mais comuns ansie-

“Tomar a vacina ajuda a nos protegermos, proteger o próximo, nossa comunidade e nossos serviços de saúde.”

dade e depressão 6 meses após doença. Outro estudo mostrou que 10% das pessoas depois de 3 meses persistem com fraqueza, falta de ar e dores. 4. NÃO EXISTE TRATAMENTO EFICAZ AINDA: apesar dos diversos medicamentos testados no mundo, oficialmente e baseado na ciência, não há um medicamento realmente eficaz contra a COVID19. Muitos ainda

estão em testes, alguns mais promissores que outros, mas no mundo, somente a vacina mostrou segurança para conter a pandemia. 5. TODA VACINA PODE TER EFEITO COLATERAL: Grande medo das pessoas refere-se a efeitos colaterais. Eles existem, mas até hoje são amenos e os estudos mostraram muita segurança na vacina. Não importa qual damos aos nossos filhos, vacina de tétano ou gripe que tomamos anualmente, algum tipo de reação pode ocorrer. Mas a segurança de estarmos protegidos e proteger quem nós amamos é maior. Tomar a vacina ajuda a nos protegermos, proteger o próximo, nossa comunidade e nossos serviços de saúde. É uma decisão que salva e protege nossa vida e tem grande impacto na comunidade. Dr Francis Albert Fujii CREMESP: 104.852 Médico do Suporte Avançado de Vida do SAMU da Cidade de São Paulo e funcionário da MEDTRONIC Maior empresa de implantáveis

Foto: Reprodução

Por Dr Francis Albert Fujii

A conscientização sobre a importância da vacina contra a Covid-19.

em São Paulo

Confira o passo a passo para imunização, de acordo com as recomendações do governo estadual; algumas regras valem para todo o território nacional A pandemia de coronavírus causou muitos estragos na vida da população. Ansiedade foi o que muitos sentiram esperando a vacina que detenha de vez o coronavírus, única fórmula segura e eficaz que impedirá a propagação do vírus. Para tomar a vacina da Covid-19 o Ministério da Saúde orienta que as pessoas estejam précadastradas no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI) ou em unidades de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). No estado de São Paulo, qualquer pessoa que integre o público previsto na campanha pode realizar o précadastramento para a vacinação contra a Covid-19 no site - www. vacinaja.sp.gov.br , que pede nome completo, CPF, endereço completo, telefone e data de nascimento. Quais documentos preciso levar? No caso da população acima de 55 anos, é preciso apresentar um documento de identificação com foto e comprovante de residência da cidade de São Paulo.

Para os profissionais da educação das redes estadual, municipais, particulares e federal, é obrigatório o cadastro no site Vacina Já. O cadastro irá gerar um QRCode que deve ser apresentado no dia da imunização, junto com documento de identificação e comprovante de residência e documento que comprove vínculo empregatício na cidade de São Paulo. Para a população que se enquadra no grupo de pessoas com comorbidades, doenças crônicas que podem agravar a evolução da covid-19, é preciso a apresentação de alguns documentos que comprovem a condição médica, além do comprovante de residência e documento de identificação. Em São Paulo, gestantes e puérperas acima dos 18 anos também podem ser imunizadas. Para isso, é preciso um documento de identificação pessoal com foto, além de uma autorização médica escrita de um médico registrado, como o obstetra. Já no caso das puérperas, é preciso apresentar a certidão de nascimento da criança.


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EMPREGO & CARREIRA

Emprego e Desemprego no Brasil em fase de pandemia

Por Camila Belchior

Pesquisas da Fundação Getulio Vargas (FGV) mostram que o mercado de trabalho no Brasil obteve queda de 5,8 pontos em março deste ano. “A tendência de piora dos indicadores é justificada pelo agravamento do quadro da pandemia e as consequentes medidas restritivas”, explicou o economista da FGV Ibre Rodolpho Tobler em nota, entrevistado pela revista Isto É. Houve muito sofrimento na economia, como um todo. O PIB (Produto interno bruto) do Brasil chegou a registrar uma queda de 9,7% no segundo trimestre, o maior da história. Para que a situação melhore, precisamos que o andamento da vacinação seja mais acelerado. Isso fará com que os números sejam mais positivos a partir do segundo semestre de 2021. Em contrapartida, observamos também que existem áreas empregatícias onde estão precisando de mais profissionais, justamente devido à chegada da pandemia, a demanda de serviço aumentou muito. São algumas profissões em destaque, que os candidatos podem enfatizar os estudos: tecnologia, farmácia e pesquisa, vendas e desenvolvimento de negócios, e-commerce, conteúdos digitais,

Foto: Reprodução

Junto com o vírus, a pandemia trouxe para o Brasil o menor índice de desemprego no período de sete meses. Por outro lado, as áreas digitais ganharam força e tem aumentado número de contratações

O número de desemprego no Brasil é o maior em oito anos, um recorde histórico.

marketing digital, finanças, telemarketing, cargos de apoio à saúde, análise de dados, varejo e saúde mental. A tendência é que as vagas nessas áreas cresçam ainda mais, afinal são trabalhos nas quais os candidatos podem atuar em home office, ou seja, à distância, sem correr riscos de contaminação. Por isso a alfabetização digital tem ganhado muita força desde o último ano. Para retratar a situação nas comunidades brasileiras, nota que as profissões destacadas nesse momento de pandemia não fazem parte do contexto das favelas. Trabalhando na diminuição da desigualdade, o Emprega Comunidades, empresa de impacto social, conhecida como Linkedin da favela, existe desde 2017 com o objetivo de conectar as empresas

aos candidatos moradores das comunidades no Brasil. Rejane Santos, fundadora do Emprega Comunidades, fala um pouco sobre a situação atual e sobre o trabalho realizado pela empresa, “Quem consegue fazer home office não são as pessoas da comunidade, são os executivos. O índice de desemprego de quem mora na favela é muito mais alto comparado com quem mora no asfalto. Enquanto no asfalto tem 6 pessoas procurando emprego, na favela tem 20. É desproporcial”, afirma Rejane. A classe trabalhadora mais afetada com a pandemia, é quem atua em linhas de frente como em portarias, diaristas e domésticas. Por conta da alta demanda de demissões, foi lançada a campanha Adote uma

CAT (Centro de Apoio ao Trabalhador) e com o Governo do Estado de São Paulo; e com insti-tuições como Via Rápido, Senai, Sebrae, Grove e IBM, visto que o Emprega Comunidades atua com qualificação profissional, terceirização de mão de obra e agência de emprego, o que é perfeito para aumentar as oportunidades de variedade de vagas. Assim como em Paraisópolis, a maioria das comunidades está sofrendo com a falta de emprego e com a desigualdade social. O maior desafio dos líderes comunitários é de não deixar com que as famílias passem por extrema necessidade no quesito alimentação e higiene. No mais, a busca incessante por trabalho será cada vez maior.

Diarista, em parceria com o G10 Favelas, na qual o intuito é arrecadar doações. Até hoje, foram atendidas 1.032 famílias com cesta básica e kit de higiene e mais 150 famílias ajudadas com auxílio de 300 reais. Até um ano atrás, a Para adotar uma empresa atuava apenas diarista acesse: em São Paulo, nas comu- www.g10favelas.com.br nidades de Paraisópolis, Heliópolis e Vila Nova Esperança. Hoje, também está presente nos Estados de MG, RJ, PA e MA. Antes da expansão, o banco de dados possuía More próximo do metrô Giovanni 17 mil pessoas caGronchi e Vila das Belezas. dastradas e com Aptos 2 Dorm com ato de entrada a as demissões propartir de cem reais. venientes do covid-19, o número cresceu em 84%, realizando atendiVIRGINIA FLORA mento médio de CONTATO: (11) 9107-8278 60 pessoas ao dia. E-MAIL:VIRGINIAFLORA45@YAHOO.COM Rejane informa que IMOBILIARIA: B&C BROKERS GERENTE BELMONTE CRECI:164037 este ano já conseguiu parcerias com


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8 CULTURA

Festival reuniu cantoras da periferia na semana do dia das mulheres Favela Music exibiu sua criatividade cultural em forma de homenagens musicais às mulheres brasileiras, de 8 de março – dia internacional das mulheres - ao dia 14 de março / Foto: Caio Caciporé/Cria Brasil

que, inclusive, atraíram espectadores de diversas cidades e regiões. A ideia foi mudar um pouco o cenário rotineiro e criar uma celebração diferente para pessoas de todo o país. Daniel Cristóvão – criador da iniciativa Daniel Cristóvão e Mônica Farias apresentaram as live e coordenador da Rádio Nova ParaisópoPor Camila Belchior música e os artistas bra- lis - decidiu convidar Com o objetivo de sileiros têm de melhor. artistas nordestinos, apresentar a diversi- Como a comunidade principalmente do dade brasileira em for- de Paraisópolis é, baPará, Paraíba e Recife, ma de música, além da sicamente, constituída para compor a grade homenagem, o Favela por pessoas do norte de apresentações. O Music Mulheres tam- e do nordeste do Braevento aconteceu via bém obteve o intuito sil, foram convidados transmissão on-line e de retratar o que a artistas desses locais obteve todo o suporte

Por Camila Belchior

Uma exposição realizada por um grupo de fotógrafos e amantes da fotografia mostra olhares de diferentes locais de Paraisópolis, tais como becos, vielas, construções, casas, escadas, pessoas, enfim, tudo o que os olhos estão acostumados a ver no dia a dia, mas não com tanta ênfase e notoriedade. A exposição “Um Rolê no Paraíso” foi criada por Marcela Novais, 27 anos, e será recebida pela Galeria do Beco Visceral, que abriu as portas do espaço para se tornar galeria de exposições, de atividades artísticas,

de realização de oficinas culturais, de apresentações e de rodas para trocas de experiências sobre o universo da fotografia na periferia. De acordo com a fotógrafa, o projeto se deu pela junção de ideias dos moradores da comunidade, que são fotógrafos e artistas com o objetivo de aproximar e trazer novos ângulos e olhares sobre a comunidade de Paraisópolis através da fotografia. Pelo fato de estarmos vivendo uma fase em que se deve manter a distância social, o coletivo organizará

Foto: Beco - Por Marcela Novais

“Um Rolê no Paraíso” desperta o olhar de Paraisópolis através das fotografias

a criação de uma plataforma virtual, ou seja, será divulgado um site próprio para a exposição e será realizada via Live no Instagram @becovisceral no mês de Setembro.

necessário para haver apresentações dignas de cada artista, com qualidade. “Foi um evento nacional e com grande repercussão, no Pará, por exemplo, foi muito forte, trouxemos as nossas origens, temos sangue nordestino, nós somos porretas!” Riu Daniel, ao comentar sobre a iniciativa.” Brincadeiras à parte, tanto o Favela Music quanto o Favela Music Mulheres querem receber todos os tipos de artistas, não há distinção de ritmos ou

de pessoas, todos são bem-vindos e possuem espaço para mostrar a sua arte. “O céu é o limite”, completa. “Nada é por acaso e tudo é possível”, essa é a frase que Daniel deixa para incentivar os artistas a acreditarem em si mesmos e alcançarem cada objetivo mesmo que a vida faça com que seja necessário um trabalho paralelo para obter o sustento diário. “É importante nunca deixar de acreditar em seu potencial”, finaliza Daniel.

Vestido usado por Julia Gama, no Miss Universo, foi confeccionado por costureiras de Paraisópolis Pensando em trazer valor e visibilidade às profissionais da costura que atuam na comunidade de Paraisópolis, a Miss Brasil Julia Gama usou, no maior evento de beleza do mundo, um vestido confeccionado pelas costureiras da Costurando Sonhos Brasil. A Miss Brasil e atual 2ª colocada no Miss Universo conheceu a iniciativa no último natal e se encantou. Julia afirma que o mundo ainda tem um estigma muito forte de que a favela é pura marginalização, quando na verdade não é. “A favela é um polo cultural, movimenta a nossa economia, a gente tem aqui muitos talentos e são eles que eu quero poder mostrar”, diz Julia. Ela afirma que na comunidade de Paraisópolis existem profissionais de qualidade e

capacitados, que precisam ser mais valorizados e ter mais visibilidade, por isso ela levou esse vestido produzido em Paraisópolis ao maior evento de beleza do mundo. O Costurando Sonhos Brasil foi criada em 2017 por Maria Nilde e Suéli Feio, como um curso de capacitação, uma forma de ajudar mulheres em situação de vulnerabilidade social, muitas delas, inclusive, vítimas de violência doméstica. Suéli anuncia que é de grande valia poder fazer parte da produção de um evento tão grandioso como este e que está muito orgulhosa de sua equipe, “a moda realmente pode ser usada como uma ferramenta de transformação”.


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EDUCAÇÂO

Pesquisa inédita do G10 aponta dados sobre ensino à distância pós pandemia

Foto: Reprodução

Outdoor Social Inteligência ® revela que, apesar de 51% dos entrevistados acharem vantajoso o formato EAD, 60% têm receio sobre a aceitação do mercado de trabalho aos formados virtualmente

Apenas 83,4% afirmam que possuem internet em casa para acompanhar as aulas online.

Uma pesquisa inédita, encomendada pelo G10 Favelas, realizada pelo Outdoor Social Inteligência®, instituto de pesquisas especializado na classe C, revelou alguns hábitos de estudo durante a pandemia em favelas espalhadas pelo Brasil. Entre os destaques, 83,4% afirmam que possuem internet em casa para acompanhar as aulas online. Entre os que não possuem, 43% estão aguardando as escolas abrirem para retomar as atividades escolares. Segundo Emília Rabello, fundadora do Outdoor Social Inteligência, o número de moradores que afirmaram

ter acesso à internet também foi revelador para o próprio Instituto. Com isso, a especialista ressalta que essa é uma realidade específica do bloco de favelas com maior potencial econômico nacional. “O Brasil é muito extenso e dentro do nosso país há inúmeras realidades, o que não é diferente dentro das comunidades. A pesquisa mostra que as favelas do G10 estão mais conectadas, mas ainda assim, precisamos pensar nos que ainda não possuem conexão adequada. A educação é essencial para a formação das crianças e jovens do nosso país

e precisa chegar nas periferias”. “É essencial para o país compreender a realidade dos moradores do bloco G10, que compõe comunidades de todas as regiões. Oferecer dados reais e atualizados promove o desenvolvimento, porque é por meio dessas informações que conseguimos mapear oportunidades para sanar o que realmente precisa ser resolvido em nossas favelas”, explica Gilson Rodrigues, presidente do G10. A pesquisa também revela que a preferência pelo estudo à distância divide opiniões. 51%

acreditam que este modelo de ensino oferece mais vantagens, enquanto 49% não concordam, apontando mais desvantagens. Entre as vantagens, 55,6% citam a possibilidade de estudar em qualquer lugar. Neste ponto, a questão do tempo de deslocamento das periferias aos locais de estudo é um dos fatores que colabora para quem defende o EAD. Entre as desvantagens, 35,2% dos entrevistados falam que possuem dificuldades para acompanhar o conteúdo de forma não presencial. Aceitação do mercado de trabalho Apesar da preferência pelo formato, o ensino à distância ainda é um tabu para muitos, já que 60% dos entrevistados alegam temer o mercado de trabalho, pois acreditam que os formados em cursos presenciais terão mais oportunidades de contratação. Outros 23% acreditam que, independentemente de terem estudado presencialmente ou à distância, as oportunidades no mercado de trabalho continuarão as mesmas. Outro ponto relevante é que quase metade dos entrevistados, ou seja, 46%, afirmam que estudam ou fazem o

dever de casa na cama, 36% revelam que estudam em alguma mesa de refeição. Do restante, 8% realizam as atividades sentados no chão, 6% na varanda, 2% na sala de algum templo religioso, associação de moradores ou ONG do bairro, 1% no quintal e 1% na casa da avó ou algum parente com mais estrutura. Não foi citado um ambiente dedicado exclusivamente ao estudo. Cursos profissionalizantes 43,7% dos entrevistados acreditam que o ideal é que os cursos de profissionalização ofereçam vagas ou possibilidades de estágio após a conclusão. Perfil dos entrevistados A pesquisa ouviu 435 pessoas em comunidades dos municípios de Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife, Fortaleza, São Luís, Belém. 21,4% dos entrevistados trabalham por conta própria. 33% possuem ensino médio completo. 58% dos entrevistados são mulheres e 42% são homens. Na faixa etária, 25% possuem entre 15 e 24 anos. 24% mais de sessenta anos, mesma porcentagem dos que possuem entre 35 e 49 anos. 21% têm entre 25 a 34 anos e 6% 50 a 60.


Agosto 2021

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10 PRIMEIRA INFÂNCIA

No momento delicado que estamos vivendo, tempos de pandemia, onde fomos privados de muitas coisas de maneira abrupta, inseguranças quanto à nossa saúde e de pessoas queridas, instabilidade financeira e muitas incertezas, o fato é que crianças pequenas continuam se desenvolvendo, suas necessidades continuam as mesmas. E agora, longe dos espaços de convivência como as escolas, um ponto importante para pensarmos é que talvez tenhamos agora, até mais oportunidades de convívio familiar com nossos filhos, mas, ao mesmo tempo, enfrentando uma sobrecarga emocional que faz com que a presença necessária para cuidar de alguém, de nossos filhos, possa estar comprometida. Cuidar exige esforço, presença e disponibilidade emocional. Para podermos cuidar do outro, antes precisamos ter nossas necessidades atendidas. Pensando na divisão de papéis no contexto familiar, quando falamos dos cuidados com o bebê ou a criança pequena, automaticamente nos remetemos à figura da mãe. E a figura do pai? Trazer o conceito da

Foto: Reprodução

Cuidar de quem cuida em tempos de pandemia

É importante cuidar de si para cuidar do outro, principalmente em época de pandemia.

família, e, aqui me refiro a todas as possíveis configurações familiares, o papel do pai na rotina de cuidados com as crianças e não somente da dupla mãe e bebê, pode ser de grande ajuda num momento onde os níveis de estresse estão mais elevados e com as redes de apoio (avós, vizinhos, comunidade, serviços) menos acessíveis. Trazendo a metá fora da máscara de oxigênio do avião de colocar primeiro a máscara em você, antes

de colocar em seu filho! E aqui, trago essa reflexão para você que está à frente dos cuidados de uma criança... O que têm feito para si? Perceber nossos limites e pensar em estratégias que nos ajudem pode ser libertador. O que te acalma? O que te tranquiliza? Ligar para uma amiga? Acordar um pouco mais cedo e tomar um café antes de todos da casa acordarem? Ter algum momento só para você?... Uma caminhada? O autoconhecimento

nos ajuda a estabelecer esse espaço saudável entre nós e a criança, tão necessário na colocação de limites com respeito e construção de uma relação autêntica entre adulto e criança. Muitas sugestões de atividades surgiram nas redes sociais, convidando os pais para realizarem com seus filhos. Será que o adulto precisa estar entretendo a criança pequena o tempo todo? Vocês já pararam para pensar quantos momentos ao longo do dia a criança

pequena depende dos cuidados do adulto? Trocas de fraldas, banhos, refeições, trocas de roupa… Enfim, muitas oportunidades de aprendizagem que um adulto atento e disponível pode aproveitar e se conectar com a criança, “encher seu tanque” de afeto e segurança emocional que é a melhor maneira de garantirmos que nossas crianças continuem crescendo e se desenvolvendo em todo seu potencial.

Ana Maria Bastos Mãe do Theo e da Nina, especialista em crianças de 0 a 3 anos Infâncias do Brasil pelo Instituto Singularidades, acredita que se mudarmos o começo da história, mudaremos a história toda! Através do Descobrir Brincando atua com a capacitação de profissionais e famílias da Primeiríssima Infância.


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Agosto 2021 11

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Organizado pelo G10 Favelas, movimento Panelas Vazias visa impulsionar arrecadação de alimentos

Atetlas do Rugby de Paraisópolis são convocadas para as Olimpíadas de Tóquio Duas moradoras da comunidade de Paraisópolis, a Leila Silva e a Bianca Silva, jogadoras de rugby, estão entre as convocadas pela Confederação Brasileira de Rugby (CBRu) para disputar as Olimpíadas em Tóquio pela seleção brasileira. As atletas Leila e Bianca foram alunas do “Rugby para todos”, iniciado na comunidade de Paraisópolis há 17 anos. Deste projeto foram formados 2 equipe - “Leões de Paraisópolis” e “Leoas de Paraisópolis”, equipe onde as duas atletas iniciaram.

Paraisópolis recebe posto de atendimento Sebrae Aqui

No dia 1 de agosto, o G10 Favelas chegou a 500 dias de ações para mitigar os efeitos da pandemia dentro das comunidades, que já sofrem com a pouca infraestrutura e auxílio governamental. Foram diversos os motivos que levaram o Bloco de Líderes e Empreendedores de Impacto Social das Favelas a criar grandes campanhas para assistência à população local, com doação de cestas básicas e roupas, distribuição de marmitas, kits de higiene íntima e latas de leite em pó, por exemplo. Inicialmente, a implantação ocorreu em Paraisópolis, segunda maior favela

de São Paulo, e expandida posteriormente para diversas comunidades brasileiras. Sob a liderança de Gilson Rodrigues, as iniciativas foram criadas para estruturar o espaço em combate ao vírus e até formação de empreendedores das favelas, visando atenuar a crise econômica gerada. Além de fazer circular o dinheiro nas comunidades, promovem geração de renda e emprego. Os números dos resultados das ações falam por si. No Brasil foram produzidas e distribuídas cerca de 2 milhões de máscaras, 150 mil kits de higiene e 12 mil kits de combate à pobre-

za menstrual. Paraisópolis contou com 560 leitos para isolamento de moradores, com sintomas de COVID, em Centros de Acolhimento montados nas escolas E.E Maria Zilda Gamba Natel e E.E. Etelvina de Goes Marcucci, que posteriormente foram reformadas para voltar a receber os alunos. Uma ambulância que atendeu 10.900 pessoas, já que a chamada emergencial também é uma questão que requer atenção e até hoje traz apreensão para a população. Também foi realizado teleatendimento médico gratuito à distância, em parceria com

uma empresa de telemedicina. Até o momento, houve também a distribuição de cerca de 2 milhões de marmitas, 36 mil cartões de cesta-básica e mais de 1 milhão de cestas básicas. A luta continua diariamente para manter as ações emergenciais e construir alternativas para que a população recupere emprego e renda, se qualifique e possa empreender, proporcionando autonomia. Para ajudar a manter as ações o G10 Favelas mantem campanhas na internet, acesse g10favelas.com.br e saiba como ajudar.

A comunidade de Paraisópolis ganhou no mês de Maio a instalação do posto de atendimento do Sebrae Aqui, uma parceria do G10 Favelas e do Lar Sírio Pró-Infância. A população poderá contar com o atendimento presencial para receber orientações sobre abertura e melhoria da empresa, além de participar de palestras e cursos relacionados à gestão do próprio negócio. O presidente do G10 das Favelas, Gilson Rodrigues, destaca a importância do posto de atendimento “Sebrae Aqui” em Paraisópolis. “É uma iniciativa muito importante, pois dá condições para os moradores que queiram empreender. Uma forma de ajudar a população nesse momento é trazendo o SEBRAE para impulsionar a nossa economia local”, conclui Rodrigues. O posto de atendimento do Sebrae está na Rua Itamotinga, 100, no Pavilhão Social G10 Favelas, com atendimento das 9h às 17h, em um espaço para atendimentos coletivos, como palestras, oficinas e cursos.


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Youtubers lançam campanha contra fome em apoio ao G10 Favelas

Foto: Caio Caciporé/Cria Brasil

COMUNIDADE

Projeto de profissionalização “Através do Vidro 3.0”

Paraisópolis recebe arte em vidro para colorir a comunidade O comediante Marcelo Marrom pediu apoio ao G10 Favelas em sua conta no Instagram.

Cientes de que a pandemia trouxe enormes dificuldades para a população das comunidades, com a perda de empregos, fechamento de empresas, e impossibilidade de exercer suas profissões, um grupo de influenciadores da internet e artistas se mobilizou para lançar a campanha YOUTUBERS CONTRA A FOME, em parceria com o G10 FAVELAS, para pedir doações para compra de cestas básicas e alimentos. A campanha conta com influenciadores de peso como Mari e Iberê, criadores do canal Manual do Mundo, Vitor Santos do canal

Metaforando, além dos Youtubers Bibi Tatto, Marimoon, Cauê Moura, Lucas Inutilismo, Nina Secrets, Tatá Pereira, dentre outros. Além dos youtubers citados, artistas e humoristas também se mobilizaram para ajudarem na campanha, como Hélio de La Peña, Diogo Portugal, Mauricio Meirelles, Fabio Rabin e Marcelo Marrom, dentre outros nomes do cenários artístico. O principal veículo de comunicação está sendo o Instagram, mas os artistas e influenciadores poderão postar em outras plataformas também caso queiram, tais como Youtube, Facebook, Twitter ou Tik Tok.

A comunidade de Paraisópolis recebe a artista vítrea Debora Muszkat, que formou parceria com o G10 Favelas, para iniciarem o projeto Através do Vidro com propósito de propagar a transformação de vidro descartado em arte. O projeto deu vida à uma oficina com cerca de 40 alunos, eles tem aprendido o passo a passo de como transformar vidro em joias, decorações de ambientes, design e até mesmo arquitetura, que poderá ser espalhada pela favela, trazendo beleza e diversidade aos ambientes.

O intuito da oficina é de explorar a reciclagem, espalhar a sustentabilidade e aumentar o conhecimento, tanto quanto a empregabilidade. A oficina de ensino está acontecendo de forma teórica e prática e programada para ter a durabilidade de três meses. As aulas são dividas em duas turmas: uma às 14h e outra às 18h, às terças e quintas. Os interessados no curso ainda podem se dirigir ao Pavilhão Social do G10 Favelas para realizarem as inscrições, de segunda à sexta das 14h às 16h, procurar por Bruna

Mori ou Debora Muszkat. Para demonstrar a funcionalidade e a importância da reciclagem, Debora e sua equipe iniciaram os revestimentos de toda a entrada do Pavilhão Social dos G10 Favelas, em mosaicos de vidro. Debora Muszkat é artista plástica, desenhista, pintora e arte-educadora. Há 37 anos se dedica à reciclagem de vidro como meio de expressão artística. Endereço: R. Itamotinga, 100 - Paraisópolis São Paulo-SP, 05706320.


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Agosto 2021 13

COMUNIDADE

A voz abre caminho, trilhas, horizontes. Ela é uma f e r r a m e n t a encorpada que transforma a fala em algo “palpável”. E ela traz libertação, transformação, cura. Ser voz relevante em meio ao barulho é algo custoso, ainda mais, porque vivemos uma Era de muitas vozes que são anunciadas na velocidade da luz e multiplicadas de forma mais rápida que um vírus altamente contagioso. E te pergunto: Qual te representa? Qual te move? Qual desperta o desejo de falar? Tanto a voz quanto o exemplo são necessários independente por onde se começa o processo. O exemplo mostra uma possibilidade de caminho. As bandeiras que se

levantam começam por um mas arrastam muitos. A voz desafia, anuncia, revela, estimula. Aí, é natural ouvir aquela voz interior que nos afronta: Qual exemplo você está construindo em seu meio? Onde está a sua voz? Não digo sobre audiência e, sim, consistência. Não é sobre dimensão, é sobre valor que enraíza e floresce. Pode ser que seja uma batalha solitária, mas esteja certo que a história se perpetuará, inclusive à você, pois não basta apenas promover a evolução do outro antes de si mesmo. Posicionar-se é um ato humanitário principalmente quando os seus princípios não são corrompidos. E a vida nos testa diariamente, e as nossas respostas à elas são individuais,

Foto: Divulgação

A Voz (da consciência)

assim como será a colheita. É importante pensar sobre isso! Trazendo para a realidade, o momento nunca pediu tanto de nós, seres sociais! Como pode uma atitude básica ser discutida em rede nacional e em redes sociais como um apelo de sobrevivência? Por que temos que continuar “justificando o óbvio”?

É aterrorizante assistir que, mesmo num país adoecido ainda se discuta o ato indeclinável do uso de máscara, como uma forma de proteção contra um vírus devastador onde, muitos, o desafiam de “pulmão aberto”! E quem diria que seria bizarro, ainda, ver pessoas sem elas. Talvez, elas “até então” não tenham consciência do que essa atitude representa, de como

o descaso põe em risco a própria vida e a de todos que se tem acesso. Esse é o tipo de voz, exemplo que não precisaria de um “modelo a seguir”, deveria ser legítimo! Por que a dor do outro “ainda” não mexe com você? Por que as estatísticas “ainda” não foram suficientes para o despertar da Cristina

consciência? Por que estamos alienados? Por que dormimo? Se uma pandemia não foi capaz de conscientizar, o que mais é preciso acontecer? Onde está a Voz da sua consciência?

Criadora de Conteúdo para o @escritaqueconecta, turismóloga e Empreendedora


Agosto 2021

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14 PAIS E FILHOS

O que você espera para o futuro do seu filho?

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

A importância de estimular a criatividade da criança

Qual pai e mãe que se preze, não deseja que seus filhos tenham um futuro próspero, no sentido integral da palavra: Bem sucedidos. Bem sucedido emocionalmente, fisicamente, socialmente. Vamos combinar que se existisse um método pronto que nos garantisse este futuro já teríamos nos tornados adeptos e nos esforçaríamos em todas as proporções para assim fazer. Podemos como pais nos empenhar para garantir em alguma medida um bom futuro aos nossos filhos, proporcionando boa alimentação, bons estudos, oferecendo oportunidades únicas para se desenvolverem. No entanto, não há evidências comprovadas de que ainda assim serão prósperos em seu interior. Uma vida bem vivida não se baseia somente no que podemos oferecer

em condições externas, mas sim, primordialmente em condições internas. Como pais /mães/ cuidadores precisamos almejar que nossos filhos desenvolvam habilidades sócio-emocionais, isto é: Tenham Autonomia, sejam Perseverantes, Empáticos, Resilientes, Proativos, Inteligentes Emocionalmente, dentre outras características. Porque bem sabemos que a realidade da vida é que ela não é linear, é oscilante, crises são inevitáveis e angústias são inerentes ao ser. E para vencer a si mesmo e aos conflitos existenciais é de sumo valor priorizar o desenvolvimento destas capacidades psicológicas. O melhor caminho que temos para auxiliálos neste processo é a a utocomuni cação, isto é, uma conversa interior reflexiva (conosco mesmos), que nos oriente nas tomadas de decisões, nos posicione diante dos impasses, nos fazendo

Evelin Priscila Coutinho Psicóloga clínica, com especialização em psicologia positiva e ciência do bem estar e realização.

refletir antes de agir, NOS LEVANDO A TER AÇÕES COM PROPÓSITO NA EDUCAÇÃO DE NOSSOS FILHOS . Educar é uma palavra de origem Latim EDUCARE: que significa “fora” ou “exterior” e DUCERE, que tem o significado de “guiar”, “instruir”, “conduzir”. Já devem ter ouvido a célebre frase de Alice no país das maravilhas: Quem não sabe para onde ir... Qualquer caminho serve... Educar nos convida a ter propósitos, que são objetivos e metas traçadas. Quando isso não existe, vivemos no imediatismo e superficialidade da educação, sem uma rota definida. Por isso nossa autocomunicação na educação precisa estar fundada em respostas a estas perguntas: Quais caminhos me levam ao propósito do que anseio gerar em meus filhos? E assim nos empenhar em trilhar essa estrada da educação ajudando nossos filhos a desenvolver habilidades que concederão aptidão de serem PRÓSPEROS NA TOTALIDADE DO SER.

Estimular a criatividade das crianças no dia a dia é importante para o futuro.

A criatividade tem sido considerada uma habilidade não apenas desejável, mas fundamental para lidar com os desafios do século. Com os avanços tecnológicos, a diversidade cultural e as mudanças nos estilos de vida, é preciso desenvolver desde cedo a capacidade de criar e de adaptar, para ser capazes de enfrentar esse cenário de incertezas e transformações constantes. Para isso, os adultos, mães, pais e educadores, têm o papel de criar condições que proporcionem às crianças o desenvolvimento da imaginação, curiosidade, resiliência e flexibilidade, características muito ligadas à criatividade. Muitas vezes, a criativi-

dade é vista como um dom ou talento inato, pertencente a poucas pessoas que teriam o privilégio de ter nascido com ela. As pessoas dizem: “Não nasci criativo” ou “Não tenho criatividade”, outra crença é que a criatividade seria uma habilidade apenas dos grandes artistas, por isso, só essas pessoas deveriam desenvolvê-la. A criatividade é o grande potencial que o ser humano possui para enfrentar situações novas, criando soluções inéditas e se adaptando aos desafios. Todos têm um potencial criativo, mas seu desenvolvimento dependerá das oportunidades, experiências, nível de motivação e de estímulos que receber ao longo da vida.


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Agosto 2021 15

ECONOMIA

“Favela Brasil Xpress” traz eficiência nas comunidades com sistema de logística Por Camila Belchior

Com o principal objetivo de proporcionar uma logística participativa, social e inclusiva, o Favela Brasil Xpress foi criado para viabilizar a logística e colocar o CEP das favelas no E-commerce brasileiro. Utilizando a estrutura do sistema de presidentes de rua, a empresa foi criada para conectar os desconectados, oferecendo um mundo de oportunidades à porta de cada cidadão que vive em comunidades e em áreas de difícil acesso. O fato de não ser possível receber uma simples correspondência em casa já coloca milhares de pessoas em uma situação de vulnerabilidade que, em tempos de pandemia e fechamento do comércio, por exemplo, agrava a situação, visto que a única alternativa para o recebimento e envio de produtos são os serviços de entrega. É justamente nesse ponto que o Favela Brasil Xpress atua, independente do local ou CEP, não há distinção de territórios. Atualmente, a iniciativa tem revolucionado a região de Paraisópolis, uma das maiores favelas de São Paulo e já presta serviço para duas empresas de logística do Brasil: Loggie Correios. Essa parceria tem elevado consideravelmente a taxa de entrega de correspondências na comunidade, além de

Foto: Caio Caciporé/Cria Brasil

Iniciativa ameniza as barreiras existentes em relação a entrega de produtos e serviços

Favela Brasil Express realiza entregas pelas vielas de Paraisópolis.

gerar trabalho e renda para os moradores. O Favela Brasil Xpress faz parte de um pacote de ações do G10 Favelas que inclui mais nove iniciativas para impulsionar a economia nas comunidades do país. Trata-se de um ganho não somente para o morador/consumidor da favela e o comércio local, mas para as cidades como um todo, por oferecer uma circulação de bens e serviços mais integrada e sustentável, gerando receita e aumentando o potencial econômico dos municípios. Mas os planos não param por aí. “Nossa meta é utilizar a tecnologia de armários inteligentes e a criação de pontos avançados

e de grandes centros de distribuição para que tanto a indústria do varejo como o comércio local possam entregar seus produtos e serviços de forma ágil, veloz, eficiente e com o menor custo possível. Nosso foco está no e-commerce, mas não apenas em sermos um agente local para grandes embarcadores, mas sim uma transportadora que, verticalmente, conecta a indústria das favelas, e as favelas ao mundo, realidade que ainda é rara dentro das comunidades”, acrescenta Giva. No mês de abril, foi firmada mais uma parceria com a empresa Americanas, na qual oferece aos clientes uma plataforma on-

line de compras e variedade de produtos. Todas as aquisições são destinadas a um único local de distribuição e o Favela Brasil Xpress faz a separação dos produtos por região e realiza as entregas, numa média de 350 ao dia. Como a iniciativa está fazendo muito sucesso, há planos para que sejam instalados mais containers em Paraisópolis, além da ideia de expandir para as favelas de todo o Brasil. Americanas e Favelas Brasil Xpress Uma notícia muito boa para os moradores da comunidade chega em forma de entregas: as empresas Favelas Brasil Xpress e Americanas firmaram parceria para

que as compras realizadas via internet cheguem aos destinos mais difíceis da comunidade, assim como em becos e vielas. A importância de ações como esta é extremamente relevante, visto que os sistemas de entregas tradicionais não chegam às comunidades. Nesse caso, era preciso ir até um ponto específico de retirada, como os correios, por exemplo, para obter o produto comprado on-line. A parceria se deu por conta da necessidade, de ambas as empresas, de prestarem um serviço digno aos compradores, além da logística participativa, com compromissos de geração de renda e inclusão social. A comodidade gerada à comunidade está funcionando desde o início de abril. O volume de compras tem sido significativo, gerando uma média de 350 entregas ao dia. Para entendermos como funciona essa logística, as compras são destinadas aos containers instalados no Pavilhão Social do G10 Favelas, então são feitas as separações por região e bipagem dos produtos. A partir daí, as entregas saem aos seus destinos. A iniciativa está fazendo muito sucesso, por isso há o intuito de instalar mais containers em Paraisópolis e expandir para outros estados do Brasil, tornando-se uma ação social nacional.


Agosto 2021

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16 ECONOMIA

Paraisópolis recebe escola de beleza Foto: Divulgação

Em parceria com o G10 Favelas, projeto quer impactar 1.000 alunos para geração de emprego

Paraisópolis recebe escola de beleza.

A comunidade de Paraisópolis recebeu, no mês de Julho, uma escola de beleza com a missão de capacitar novos profissionais para o setor. A iniciativa é liderada pelo grupo BeautyFullBrasil em parceria com o G10 das Favelas, Belezinha Brasil, Alicerce Educação, Orange Trade, Schawskorpf e Bookys Brasil e ainda conta com o apoio da HCF Brasil, Intercoiffure,

Beauty Fair, MQ Professional, Cless Cosméticos, Hair Brasil, Van de Velde e Mocarzel Contabilidade. O projeto, que leva o nome de ‘Escola Beautyfull – A beleza de transformar vidas’ tem como principal objetivo modificar o atual cenário da educação na região oferecendo uma formação de qualidade para os moradores de Paraisópolis, já que segundo pesquisas

realizadas pelo grupo, o número de desempregados na comunidade aumentou em 35% nos últimos 3 meses. A nova escola oferecerá de forma gratuita aos novos profissionais capacitação nas áreas da escrita, matemática, habilidades socioemocionais, cortes de cabelo, escovação, tratamentos capilares, dentre outros. De acordo com Gilson Rodrigues, presidente do G10 das Favelas, o projeto foi pensado nos moradores de Paraisópolis e principalmente em incentivar a independência. “A escola de beleza “Beautyfull” foi criado para gerar oportunidades para moradores de comunidades que muita vontade de trabalhar com salão de beleza, porém, não possuem conhecimentos básicos para exercerem a função”, declara Gilson Rodrigues.

Emprega Comunidades inaugura primeiro espaço coworking em Paraisópolis Sabemos que a rotina da maior parte dos brasilieros sofreu alterações após a chegada da COVID-19. Pensando na população de favela que precisa fazer home office, o Emprega Comunidades, em parceria com o Senai, Zumbi dos Palmares e o G10 das Favelas inaugu-

rou o escritório Coworking, um espaço compartilhado no qual moradores podem usar para suas atiidades de trabalho de forma independente, utilizando a mesma estrutura física, com medidas preventivas, garantindo a segurança de todos. No escritório de inovação,

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os moradores vão dividir um espaço comum, propiciando um intenso fluxo de troca de ideias e vivências, criando a possibilidade para evoluir, prosperar e lucrar. “Quem está começando o seu negócio sabe que uma das principais preocupações é o investimento necessário para alugar ou comprar um escritório. O Emprega Comunidades preparou um ambiente estruturado para que o morador possa trabalhar de forma tranquila, basta agendar um horário”, comenta Rejane Santos. fundadora do Emprega Comunidades. Os agendamentos podem ser feitos de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, no Pavilhão Social G10 Favelas, Rua Itamotinga, 100.

Pesquisa aponta a realidade socioeconômica nas maiores favelas do país Pesquisa inédita realizada pelo Outdoor Social Inteligência® para o G10, grupo formado pelas favelas com maior potencial econômico do país, mostra que 57% dos entrevistados mantiveram o emprego durante a pandemia. Dos 43% que ficaram desempregados, 43,8% começaram a empreender no último ano como alternativa para manter a renda familiar. A pesquisa revela que, entre os novos empreendedores, 80,7% estão na informalidade. Contudo, 85% pretendem manter os negócios quando a pandemia acabar. Para auxiliar na divulgação, ou venda dos produtos, as redes sociais são as mais utilizadas. O Facebook lidera a preferência, com mais de 51,8%, seguido por WhatsApp, com 37,7% e Instagram, com 35,9%. A pesquisa também perguntou aos entrevistados quais são os tipos de trabalho que as pessoas das comunidades costumam procurar quando perdem o emprego. Vendedor ambulante se mantém como a primeira opção, segundo opinião de 57,9% dos entrevistados. Em seguida, de forma crescente, os entregadores de aplicativos de refeição, com 44,7%; e os motoristas de aplicativo, de acordo com 41,1% das pessoas ouvidas. Os números* demonstram um aquecimento das formas

de trabalho via aplicativo nas comunidades. O aumento no número de casos da COVID-19, somado às medidas restritivas de circulação e a diminuição do valor do auxílio emergencial, provocam um cenário crítico de crise socioeconômica no país. Porém, o otimismo segue crescente entre os moradores. Perguntados sobre a retomada de emprego ou novas oportunidades pós pandemia, o número sobe de 62% em 2020 para 72% em 2021. A pesquisa é de opinião pública sobre Periferia G10 - Ampliado Negócios e o Covid 19. Foi realizada pela empresa Outdoor Social®, que utilizou metodologias como: pesquisas telefônicas de junho de 2020 a abril de 2021, quantitativa por amostragem, tendo como base moradores na área do G10. Foram realizadas média de 400 entrevistas, sob o cálculo de uma margem de erro média de 5%, com 95% de nível de confiança. A comunidades pesquisadas foram:Cidade de Deus (AM), Pirambú (CE), Sol Nascente (DF), Coroadinho (MA), Aglomerado da Serra (MG), Baixada da Estrada Nova Jurunas (PA), Baixada da Condor (PA), Casa Amarela (PE), Rocinha (RJ), Complexo do Alemão (RJ), Complexo Maré (RJ), Rio das Pedras (RJ), Paraisópolis (SP) e Heliópolis (SP).


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Agosto 2021 17

TECNOLOGIA

Augusta Ada King, Mary Kenneth Keller e Katherine Johnson. Reconhece alguns desses nomes? Augusta foi a primeira programadora da história. Mary, a primeira mulher a receber um diploma de pós-graduação em computação. Já Katherine Johnson foi uma das funcionárias da Nasa que contribuiu para o projeto de lançamento do astronauta John Glenn para o espaço, em 1962 – a história é contada no filme “Estrelas Além do Tempo” (2016). Essas três mulheres fizeram história no segmento de tecnologia, mas não recebem o mesmo nível de reconhecimento que outros profissionais com feitos tão importantes quanto os delas, mas com uma diferença: são homens. Dados mais recentes mostram a disparidade entre homens e mulheres no setor de TI. Nas empresas do Vale do Silício (EUA), por exemplo, símbolos dos maiores avanços tecnológicos dos últimos anos, apenas 11% dos cargos executivos são ocupados por mulheres. Em companhias como Google, Facebook, Twitter e Apple, as mulheres compõem apenas 30% do quadro de colaboradores. Nossa realidade no Brasil também não é nada animadora: aqui, essas profissionais ocupam apenas 25% dos empregos em TI.

A conta não fecha desde a faculdade. Nas salas de aula, era comum conviver com grupos formados em sua maioria por homens. Mas, no ambiente profissional, sente-se ainda mais a falta de mulheres. Os obstáculos são diversos. Durante reuniões e apresentações, as mulheres têm muito mais dificuldade de serem ouvidas que os homens. Nossas ideias são menos levadas em consideração que as deles. Isso sem falar nos assédios, em sermos reduzidas a nossa aparência ou à maneira como nos portamos. Em cargos de liderança, uma mulher assertiva é considerada mandona. Ainda mais quando se é jovem, o esforço para se provar competente - ou tão competente quanto outro homem da equipe - é ainda maior. É uma questão histórica. Desde cedo, os homens são mais estimulados a pensar racionalmente, a tomar as decisões, a serem pragmáticos. Quando crescem, eles tendem a optar por áreas mais técnicas, ao contrário das mulheres, que ouvem desde os primeiros anos o quanto são naturalmente acolhedoras, sentimentais e idealistas. Não à toa, ocupamos a maior parte das profissões da área de humanas. A gente tenta se impor de alguma forma, seja retomando falas, tentando embasar

Foto: Divulgação

Mulheres na Tecnologia: até quando seremos vistas como um peixe fora d'água?

nossos argumentos de um jeito melhor ou até, eventualmente, adotando uma postura mais rígida. Uma hora ou outra, ignoramos. Entendemos que em nem todos os momentos cabe uma discussão. Respiramos fundo e seguimos acreditando e desempenhando nosso trabalho, pois foi para isso que dedicamos tantas horas de estudo. Além de ser uma questão justa de igualdade de gêneros, uma equipe diversificada, como encontramos na Neotix, traz novos olhares aos projetos que desenvolvemos. Cada um contribui com suas experiências profissionais, mas, muitas vezes, a vivência é importante para observarmos um tema de forma mais ampla. Essa troca de ideias é fundamental em empresas que querem crescer.

Quanto mais conseguirmos inspirar outras mulheres, mostrar que elas podem ocupar os cargos que quiserem, na área que desejarem, mais cedo teremos um ambiente igualitário nas empresas. Podemos criar programas de incentivo e capacitação, promover palestras de conscientização, aceitar mais mulheres em cargos de liderança e, principalmente, valorizá-las com salários

justos. Trabalhar com tecnologia é criar algo do zero pensando em melhorar a vida das pessoas. Para isso, é preciso ser apaixonado por mudanças, gostar de aprender constantemente e estar disposto a tirar ideias do papel. E, acima de tudo, nenhuma dessas características tem a ver com gênero. É hora de deixarmos de ser vistas como um peixe fora d’água!

Karen Cristina Pereira Lara é graduada em sistemas para internet, também possui pósgraduação em análise de dados com BI e BIG DATA.

*Sara Cavalcante Bernardino é Graduada em Design Gráfico, está se especializando em Design Digital e Novas Mídias.


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18 RELIGIÃO

Por Camila Belchior As grandes histórias motivacionais sempre passam por fortes superações. O conhecido pastor Igor Alexsander Gonçalves Amorim conta sua relevante missão de vida, até que chegou à comunidade de Paraisópolis. Nascido em Campina Grande, na Paraíba, Igor é o terceiro de quatro irmãos. Atualmente tem 26 anos, é Pastor evangélico e líder comunitário de Paraisópolis, viveu sua infância na periferia e aos 17 anos saiu de casa para morar em Foz do Iguaçu em busca de uma melhoria de vida, sua adolescência foi complicada por conta das drogas e das más influências, chegando em Foz do Iguaçu (PR) para morar com seu irmão, passou por necessidades, dormiu na rua, passou fome, mas não desistiu de sonhar. Infelizmente sofreu uma queda por causa de um

susto e teve que ficar por quase uma semana no hospital! Logo após a alta falou para seus familiares que teve um encontro com Deus! Desde então viajou por vários estados e países contando seu testemunho e sua mudança de vida depois do ocorrido! Em uma viagem missionária para São Paulo capital conheceu sua esposa Tamara, 27 anos, nascida em Iréce no interior da Bahia. Com 5 meses de vida sua mãe veio morar na zona leste, então se conheceram em uma igreja da capital paulista. São 5 anos de casados, pais do Gustavo, da Ana Luiza, da Beatriz e de um novo integrante da família que está chegando, o Murilo. Eles viajaram 5 estados e em chamados missionários até que foram à favela de Paraisópolis, onde viveram dias de muitas lutas e de muitas conquistas. Igor é pastor evangélico

Igor Alexandre, o Pastor do Funk, e sua esposa Tamara Amorim.

há 6 anos, possui um ministério próprio chamado Rompendo Fronteiras em Paraisópolis. A igreja faz um trabalho missionário no baile da DZ7, que realiza intermediação de conflitos, pronto-atendimento e conscientização humana. Eles já viajaram pelo Brasil em missões, levando o testemunho e a palavra de Deus àqueles que creem. A família de missionários se estabilizou no chamado de manter a igreja em Paraisópolis, mas atuam em comunidades carentes de todo país. Assim, em paralelo a todas as batalhas, finalmente é lançado o livro na qual o casal relata com detalhes esse chamado missionário, desde o início. Esse livro traz ao leitor a verdadeira dificuldade que a favela de Paraisópolis em São Paulo - SP enfrenta diariamente, contada por dois jovens missionários que precisaram enfrentar barreiras para tentar mudar essa realidade. Foi escrito por Igor Alexsander Gonçalves Amorim, 26 anos, conhecido como o pastor do funk, apelido dado pelos moradores da favela de Paraisópolis pelo fato de estar todas as madrugadas dentro do baile da Dz7 cuidando dos jovens; e por sua esposa Tamara Maiara Araújo Amorim, 27 anos, que luta todos os dias para ajudar seu marido nessa grande missão. Eles relatam na história que uma das maiores dificuldades foi continuar morando dentro da favela com os 2 filhos pequenos, Gustavo e a Beatriz. Eles sentem na pele tudo o que um morador passa diariamente para sobreviver.

Fotos: Divulgação

“Pastor do Funk” lança livro para falar sobre sua trajetória missionária em Paraisópolis

Autores falam da sua trajetórias em Paraisópolis

Como uma forma de comparação com a vida e que se alinha muito aos esforços vividos até hoje, Igor costuma pronunciar o ditado evangélico : Missão se faz com os joelhos que se dobram, as mãos que dão, e os pés que vão. O lançamento do livro ocorreu em maio de 2020 e a expectativa dos autores é de que essa história alcance milhares de vidas para que todos saibam a verdadeira realidade vivida dentro das comunidades do Brasil. O livro “Missão Paraisópolis” nasceu quando o pastor do funk realizou sua viagem missionária na favela de Paraisópolis-SP. A verdadeira realidade dos moradores e a falta de políticas públicas na favela, ele e a sua esposa perceberam que a missão seria maior do que

imaginavam. “Quando olhamos para o exterior deixamos de desfrutar o melhor que há no interior de tudo”, diz Tamara Maiara. Conhecemos o famoso baile funk da Dz7 e os seus problemas estruturais, então resolvemos cuidar daquelas pessoas que frequentam o baile. Ninguém disse que seria fácil e realmente não foi. Passamos muitas dificuldades até nos tornarmos moradores da favela de Paraisópolis, pois quem vê de fora não consegue sentir o que as pessoas de dentro vivem de verdade! Igor Alexander cita que “o lugar onde você está não tem o poder de transformar você, mas você tem o poder de mudar o lugar onde você está”. Para comprar o livro basta entra no site: https://abre.ai/c0sn


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Agosto 2021 19

RETRATOS DA PANDEMIA

Moradores de Paraisópolis contam dificuldades durante a pandemia estudo do Sebrae, 98% do setor ficou comprometido. Em comparação com abril de 2019, o mesmo mês de 2020 sofreu queda de 76% a 100% do faturamento, de acordo com empresários entrevistados. Segundo o jornal Correio Brasiliense, esta é a pior crise do setor nos últimos 20 anos. Sheila está sem trabalhar desde o início da quarentena e então procura meios para que consiga sustentar sua família e não deixar de alimentar sua filha, Kemilly, de três anos, por nenhum dia sequer. Ela diz que muitas vezes pode até realizar duas refeições ou menos ao dia, mas luta para garantir que sua filha consiga ingerir as frutas e os

Ele vive uma crise muito forte devido a chegada da COVID-19. Tem dois filhos: um de 21 anos, que começou a fazer ‘bicos’. E uma filha de 18 anos, que tem câncer, informa. “Os medicamentos são muito caros. Tenho minha filha que faz tratamento de câncer, é muito caro, então tenho que escolher: ou os remédios dela, ou comer. Muitas vezes já deixei de comer para comprar os medicamentos dela. O tratamento vai durar 5 anos e ainda estamos entrando no segundo”. Sivaldo relata a doença da filha com muita tristeza, mas, ao mesmo tempo, agradece por conseguir retirar marmita e cesta básica no G10 favelas, assim não haverá novamente essa substituição de alimentos por medicação. “A fome

é a pior dor que tem! Só quem sabe é quem sente”, completa. Estudos publicados pelo site Outras Mídias, entre os anos de 2017 e 2019, foram projetadas mais de 10 milhões de pessoas vivendo em situação de extrema fome. Em 2020, com a pandemia, a falta de comida na mesa virou uma realidade não somente para aqueles que estão em vulnerabilidade social, mas também para quem ‘se virava’ e tinha um trabalho mesmo que informal. “Muita gente vai morrer de fome, não só nessa comunidade, mas em todas as comunidades. Não está fácil! Carne, ninguém come mais, virou ouro! Tem muita gente trabalhando e não consegue se sustentar. A fome aqui está pior do

Moradora de Paraisópolis, Sheila Juliana

“A fome é a pior dor que tem! Só quem sabe é quem sente”, diz Sivaldo Monteiro, que está desempregado atualmente. Ele é morador de Paraisópolis. Trabalha com hipismo – modalidade da arte de montar à cavalo – já viajou muito por causa da profissão, mas devido a pandemia, está afastado de suas atividades profissionais. Está na fila do INSS, tentando aposentadoria, mas informa que a dificuldade em conseguir está muito grande, mesmo tendo pagado 500,00 reais por mês a vida inteira. Não se conforma. Esteve conosco pela primeira vez no G10 Favelas, com intuito de receber auxílio para complementar a alimentação da família.

alimentos necessários para manter a saúde nutricional que uma criança precisa. “Eu tiro meu sustento com ajuda da creche da minha filha, do G10 e também do serviço de reciclagem. Junto um pouquinho de latinha aqui, outro pouquinho de latinha ali e vou sobrevivendo”. Ela afirma que o fim do auxílio emergencial a prejudicou muito porque sem ele não tem como comprar misturas, verduras e frutas. Com a entrega de cesta básica e as marmitas distribuídas pelo G10 Favelas, Sheila consegue se manter até o final do mês. Até o mês de março, foram registradas mais de 322 mil mortes pela

Covid-19 no Brasil e média de 91,6% dos leitos estão ocupados para o tratamento do vírus. “A pandemia trouxe muitas perdas e muitas mortes, mas da minha parte, graças a Deus, não faleceu ninguém”, comenta. Sheila afirma que sua maior expectativa é de conseguir voltar a trabalhar em breve, isso a anima, pois descreve que os eventos que realizava eram muito legais, para mais de 800 pessoas. Inclusive ela conta também com a preocupação do chefe, que a procura de tempos em tempos para averiguar se está tudo bem com ela e a família e também oferece alguma ajuda que está ao alcance dele.

Fotos: Caio Cacipore

sofrimento e aumento da desigualdade. Ainda assim, encontramos guerreiras em meio ao caos. Como a Sheila Juliana, 31, auxiliar de cozinha na área de eventos. Este ramo foi um dos mais afetados pela pandemia. Segundo um

Fotos: Caio Cacipore

Por Camila Belchior Esta é mais uma história no qual a COVID-19 vem atuando como principal vilão nas comunidades brasileiras. O vírus traz consigo consequências drásticas para as famílias: desemprego, fome,

que a pandemia.” diz Sivaldo. O morador pede um alerta reforçado quanto aos cuidados que existiam nas comunidades até fevereiro de 2021, como por exemplo o plantão das ambulâncias. Essa iniciativa foi criada pelo G10 Favelas, como amparo, visto que as ambulâncias do poder público – SAMU - não

entram nas favelas. “estamos em um mundo perdido, no escuro. Lembram da gente na hora do voto”, finaliza. Para fazer a sua contribuição entre em contato com o Pavilhão Social G10 Favelas Através do site: www. g10favelas.com.br Ou para entrega no endereço: Rua Itamotinga, 100


Agosto 2021

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