carcara.car.blog
ano I ∙ #1 ∙ dez/2019
R E V I S T A CARCARÁ
PELEJA Orlando Ângelo comenta MP que desobriga registro de jornalistas ESPECIAL Cordel sobre canonização de Irmã Dulce
Bolsonaro:
O mito do Salvador da Pátria
Fenômenos populares de voto e aceitação, insurgem pós-grandes crises que machucam a nação e acomete em rupturas que alteram a percepção.
Ao tratar da iminência da Medida Provisória que altera a CLT por vantagem irrisória, mostraremos precedentes parecidos na história.
Toda essa divisão que acompanhou o país por estes últimos anos faltaram pingos nos ís e os excessos dos dois lados foram cruéis e hostis.
Ainda sobre essa escória, uma peleja foi travada com o professor Orlando sobre a medida citada que desobriga o registro pra jornalistas, cilada!
Quem vê hoje até diz que tudo foi superado: um político militar ao alto posto elevado, mas Brasil e brasileiro segue inda desconfiado.
Um mês após canonizada Dulce, filantropa e freira, o anjo bom da Bahia primeira santa brasileira tem cordel especial sobre sua vida inteira.
Nesse primo enunciado que Carcará cá propõe, analisaremos pontos que o Governo impõe, medidas impopulares e coisas as que o sobrepõe.
Para acertar de primeira precisa-se muita sorte, Carcará que hoje estreia nasceu para ser um norte entre um gênero popular e o erudito: um aporte
Carcará se predispõe a tratar com coerência em prosa e em poesia temas em efervescência no cenário nacional com critério e coerência.
Carcará em si é forte mas não apenas um nome representa o nordestino que luta, que passa fome, que supera, que resiste, e que pega, mata e come!
Xilogravura da Capa: Erivaldo Ferreira da Silva (Arte Original) CARCARÁ DEZEMBRO DE 2019 2
11. ano I ∙ #1 ∙ dez/2019
O mito do Salvador da Pátria
4.
R E V I S T A CARCARÁ
Motes para esta edição
Varal 4 Peleja _ Entrevista com
10.
Orlando Ângelo
Jornalista e Professor
6 Mote _ Bolsonaro: o mito do salvador da Pátria
Reportagem de Capa
9 Repente _ O Plano Guedes e outros assuntos
6.
10 Especial _ Anjo Bom da Bahia Um cordel sobre a freira que se tornou a primeira santa nascida no Brasil
11 Mais _ Construtive Journalism
Reportagem sobre a abordagem positiva no jornalismo e seu impacto
9. A Revista Carcará foi produzida para o Laboratório de Produção Gráfica e Digital REDAÇÃO E PROJETO GRÁFICO da Universidade Estadual da Paraíba UEPB) Joab Aguiar Freire sob a supervisão da professora Adriana Alves SUPERVISÃO Rodrigues e como resultado da pesquisa A Comunicação na Literatura de Cordel: o folheto Adriana Alves Rodrigues como fonte de informação jornalística (UEPB/ EDIÇÃO ELETRÔNICA PIBIC/CNPq) (2018/2019) sob a orientação do carcara.home.blog professor Orlando Angelo da Silva EDIÇÃO, DIAGRAMAÇÃO,
Xilogravura da logo: José Francisco Borges (Xilogravura assinada emoldurada 24x30cm)
CARCARÁ DEZEMBRO DE 2019 3
JOAB FREIRE
Peleja
Orlando Ângelo
“Medida tresloucada do presidente” Jornalista, professor universitário e chefe do Departamento de Comunicação Social da Universidade Estadual da Paraíba debate pontos da Medida Provisória 905, a Carteira Verde Amarela, apresentada pelo presidente Bolsonaro que, entre outras mudanças, revoga critérios para exercício de profissões, como o Decreto-Lei 972, de 1969, e a Lei 6.615, de 1978 que versão sobre a obrigação de registro profissonal para jornalistas. TEXTO JOAB FREIRE CARCARÁ DEZEMBRO DE 2019 4
MP desobriga registro para jornalistas A Medida Provisória pelo governo criada para criar mais empregos à uma faixa limitada até 29 anos dita a mais prejudicada. A MP já citada, Contrato Verde Amarelo ou 905 já foi batida em martelo pelo Jair Bolsonaro dando início ao ‘duelo’. Transitará em paralelo no Congresso Nacional em uma comissão mista a pauta neoliberal que discutirá o tema para assim dar o aval Como MP é legal em 20, já em janeiro, começa a vigorar ela no Brasil inteiro se nada for alterado antes do dia primeiro. Os pontos no financeiro que mudam com a Medida vão desde a contratação à jornada exercida e altera alguns critérios que antes era exigida. Uma mudança trazida que merece ser revista é a desobrigação do registro de jornalista que enfraquece a profissão em nosso ponto de vista. À luz do tema: a revista Carcará chama ao debate, professor Orlândo Angelo, que alguns pontos rebate e traz a luz alguns pontos sobre esse disparate.
CARCARÁ Professor, essa MP, feita pelo presidente, retira a obrigação do registro inerente à prática do jornalismo, como o senhor a sente? ORLÂNDO ANGÊLO Eu entendo que essa MP é uma agressão aos jornalistas profissionais do Brasil. A gente sabe que o Governo atual não se entende muito bem com a imprensa porque é um governo ditatorial que não tem diálogo e acha que tudo se resolve à bala. Nem o governo militar, pelo contrário, o governo militar criou a legislação que funcionou até hoje, foi capaz de uma agressão tão grande. CARCARÁ Como atuante da área,
como o senhor percebe a intervenção do Estado nas pautas que a concebe: primeiro foi o diploma, e sem registro, se concebe?
ORLÂNDO ANGÊLO Há algum tem-
po, o diploma de jornalismo também sofreu uma agressão quando o STF decidiu que para exercer a profissão desobrigou o diploma, então a nossa profissão que já é bastante invadida, sofre mais um golpe, de forma que o governo com essa medida tenta exterminar a profissão de jornalista. Se não há obrigação de diploma nem registro profissional, ela não existe. CARCARÁ E no Governo do Lula,
também teve uma polêmica mas a do STF, qual sua visão sistêmica dessa queda do diploma? Mudou a vida acadêmica?
ORLÂNDO ANGÊLO Tivemos uma oportunidade grande no Governo Lula e entendemos que o Governo Lula cedeu à pressão dos grandes grupos de comunicação, pois já está tudo pronto para a criação do Conselho Federal de Jornalistas, que corresponderia ao Conselho Federal de Medicina, etc. Se tivesse feito isso, nós estaríamos garantidos e imunes a todo esse tipo de medida com o objetivo de prejudicar nossa profissional, como a queda do diploma e agora o fim do registro profissional.
Eu acredito que é uma medida violenta contra uma profissão que tem um compromisso social muito grande. Nos cursos de comunicação e jornalismo, isso causa desmotivação, para os jovens que querem exercer a profissão, paradoxalmente, a queda do diploma não foi suficientemente forte para afastar os estudantes, temos turmas iniciantes com 42 anos, os jovens querem ser jornalistas, eles veem no jornalismo uma profissão que pode trabalhar pela sociedade. Não sei como vai ficar agora se essa medida tresloucada do presidente da República e sua equipe passar no Congresso Nacional. Acredito que não passe, mas por si só é uma medida nociva à várias profissões, dentre as quais, a profissão de jornalista.
CARCARÁ DEZEMBRO DE 2019 5
O ANO DO MITO Eleito como o Salvador da Pátria, Jair Bolsonaro, não cumpriu nem metade do prometido para os cem primeiros dias de governo e amarga crise política e econômica. TEXTO JOAB FREIRE
Nisultuitrum publiam spie dii senam elinc iam hortem spici coervis sicessi derrissiliam ad fatrae, enatus, consil videpotam in ve, erris etrum plicaet acem potastis ad conducid consus, pribus terobsentiae hoc, que fecrus? Pala L. Nam dium dum fatum ora iacidella derfirmistre factero popos, Catquam nemus, pra vir imissulem novenate et, temovis siliis bontest erferetiena, quis facriceror ari sum pes cludepo tabemur ad is. Od condi, nem
ne te patorem rebatil vastaredo, nique pullart uropotimum tus fur, in stra, o te ductandem hor quide es eres ego ut Caturordit nos la inpra, servidendet, nonsignost dere alicute, quam, numum medeffre in hala coneque prei sedo, te, et L. Habentrum in pra L. Culii publiquam dicio condam idii publicaequam ideatiu squodica re iusquemus, convo, Casterit. Otimus audam esimus, con re iam sente alarior udentiam sultorum nequam menihilla
senampr ortidelis. Sum morum, cons effrecre, peris es et vivercerius, nos esendes, utu caes crei ficaet patala no. Ad intes maionsulla ca; num inihilicit inc tabus bonsulica in Itatio ia venat, C. con deo peritam tiuscre coniquo ina, ete, catero tervigi lnessul cer anum consi spio, quam omnenicaequi ia virmili camplic tandamerum ac tastre, Ti. cus tuissum. Ave, o C. Fultife cruderi, qua aucii poentia consupierum se aude demurbis, quidestra vere,
CARCARÁ DEZEMBRO DE 2019 6
AGÊNCIA BRASIL
O mito do Bolsonaro só amplia a cada dia com a falta de traquejo, a fraca a economia, más relações com o mundo, mas quem não apostaria? Se ele mesmo dizia, que não entendia nada que faria uma equipe infalível e ousada mas hoje só perde apoio e governa à canetada.
consimis, cricatudes? Palarem tem. Habemorumus, nonfecerum pultium iam tabus omnem re nitam tius, cae achuissulis audet; estil vis o is. Romnirmilius intemeriam mus; efac terratra, octus M. Hos imus, crit forum periost iam primus; in inves vid renat verum pra, C. Veheberia etorem sigilicae ma, qui fue id Catudes feredo, facericulin di poendiis. Nos, quam is partem ilnequium molum eo, me nori prorit. Heme consulvivas rei crece-
rem senatum ti, simora perfece riorte, tasdam non pubit furoribus, tur aude escientia int, nonsuperor hos con senteriocum tem derfic tatuamdit factus? Ni publica perferit; nostes ervitum ca; et? Que cae moveres bondum ommo nonemursul utea vera occiem tertem Romnost pri clutem diem esterevid iam perei sulica issultui condem auctatam oratabe resilis, que erem tem, deesenam senturb itilnem ego in Ita menatienduc morum
CARCARÁ DEZEMBRO DE 2019 7
ocupiortis, simpre inemus? Senterit aucondica milis esimius pondium re et es vicae tea rectum ala vil tationsul hossa L. Bendum sulicau dactanum. Cenessentiam et publium immolus? quiu ex sendam erobus, nihil huspecr imussene cionere, stritique vit accisque fuide quam audessentem adduciam ta, te condacta et; nostrarit diis. ex mus in sus huste est pesilici serobsena, clegit, menatus, quis inatret odienic omnihilium quos morae pubitrum sena, ficon Etris ius. Es! Si pravoltus con tus, sidetis alegit vast quitilis furni intrum obuntiam unti, silis con tela rentem iam hui sed senater iocaet in auconsus An te det, vis et acidemu lerit; nos nerdi, sulicio manunimor auctude ta mus cerfec virissint? Nihici sulvit; nonsim te vit. Vas bonsult uroriam in Etricae dionsusulus, arenest postrario, mor Es! Si pravoltus con tus, sidetis alegit vast quitilis furni intrum obuntiam unti, silis con tela rentem iam hui sed senater iocaet in auconsus An te det, vis et acidemu lerit; nos nerdi, sulicio manunimor auctude ta mus cerfec virissint? Nihici sulvit; nonsim te vit. Vas bonsult uroriam in Etricae dionsusulus, arenest postrario, mor
o plano guedes Pacote sem proteção a mais pobres provoca resistência até em liberais do Congresso TEXTO Afonso Benites
P
arte do Congresso Nacional tem demonstrado boa vontade com relação ao pacote econômico enviado pelo Governo Jair Bolsonaro ao Legislativo nesta semana. Mas há resistências até entre os apoiadores das três propostas de emendas constitucionais entregues na terça-feira pela equipe de Paulo Guedes. A principal crítica é a de que faltou povo nas propostas, ou seja, faltaram ações sociais que visem diretamente a população pobre e extremamente pobre —esta última faixa atingiu 13,5 milhões neste ano. Uma das avaliações feitas à reportagem é que a lógica do plano do ministro da Economia, Paulo Guedes, segue sendo a dos anos de ditadura militar, no qual acreditava-se que bastava melhorar os índices econômicos para gerar mais empregos e retirar a população da pobreza.
CARCARÁ DEZEMBRO DE 2019 8
AGÊNCIA BRASIL
Qual é o preço da carne? Qual é? Diga a mim, freguês! Mas melhor se perguntar, quanto é o voto da vez? Se for pra mirar no escuro, quanto pagam para vocês? É nítido, agora vês, Que o Brasil é complexo? Não há milagre econômico, ou uma solução sem nexo que melhore nossa vida do nada, é desconexo!
Um item que ficou nebuloso, a priori, é o que desvincula o Benefício de Prestação Continuada (BPC) do salário mínimo, pago para idosos ou portadores de necessidades especiais cuja renda familiar seja de um quarto de salário mínimo per capita. Na terça-feira, quando convocou uma coletiva para tratar do pacote econômico, o ministro Paulo Guedes disse que o BPC não seria alterado a pedido de Bolsonaro, pois o presidente não queria “mexer com os velhinhos”, logo depois da reforma da Previdência. Ou seja, Guedes tinha essa intenção, mas desistiu a pedido do presidente, que deixou a matemática fiscal de lado para fazer o cálculo político de uma medida impopular como essa. Porém, no projeto protocolado no Senado e assinado pelo líder do Governo, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), há uma alteração que rende desentendimentos. Na PEC do Pacto Federativo, consta no artigo 8º, que serão revogados “o art. 58 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias”. Esse artigo 58 trata do compromisso com a reposição do poder aquisitivo do BPC para beneficiários “na data da promulgação da Constituição”, em 5 de outubro de 1988. Hoje, porém, o benefício está regido pelo artigo 203 da Constituição, que descreve “a garantia de um salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover à própria manuten-
ção ou de tê-la provida por sua família, conforme dispuser a lei”. Entre os congressistas, também há os que criticam a medida que pretende reduzir em um quinto o número de municípios brasileiros, os que reclamam da fusão dos gastos mínimos obrigatórios da saúde com a educação, da inclusão dos gastos com os inativos nessa contabilidade (ainda que o Governo tenha prometido recuar deste item), e os que se queixam da proteção de categorias consideradas a cúpula do funcionalismo público nos casos de crises econômicas. Uma das PECs, a Emergencial, prevê o congelamento da ascensão funcional de todos os servidores, excetuando-se os magistrados, membros do Ministério Público, diplomatas, militares e policiais. “De maneira geral, as medidas são positivas porque elas dão flexibilidade ao gestor. Mas incluir os gastos com inativos no mínimo de saúde e educação é uma excrescência”, avaliou o deputado Felipe Rigoni (PSB -ES). Uma análise preliminar elaborada por técnicos de um gabinete compartilhado entre Vieira, Rigoni e a deputada Tabata Amaral (PDT-SP), mostra que, apesar de considerarem o atual pacote positivo, ainda falta um pedaço da proposta econômica.
CARCARÁ DEZEMBRO DE 2019 9
Cordel SANTA DULCE DOS POBRES O ANJO BOM DA BAHIA texto Carlos Aires
OSID
Peço a Deus a sublime inspiração Pra narrar em poema de cordel, Sobre a vida e a canonização De uma Freira baiana tão fiel Irmã Dulce dos Pobres é seu nome Seu legado é enorme e não se some Pois na luta incansável contra a fome Soube bem acatar o seu papel.
Parecia ser tão fragilizada Irmã Dulce, porém era tão forte! Nessa luta excessiva, exagerada, Seu intuito era sempre dar suporte, Ao menor que vivia abandonado, Ao pedinte faminto e flagelado, Ao que em droga já estava viciado, Ajudava encontrar seu rumo norte.
Como um bom general em seu quartel Irmã Dulce lutava bravamente! Enfrentava a batalha mais cruel Protegendo o pedinte e o carente, Ajudar os mendigos foi seus planos, Pra tirá-los dos torpes desenganos, Começou muito cedo, aos treze anos, Dando abrigo e apoio àquela gente. Ajudava ao que estava doente
Apesar de conter pequeno porte Foi gigante Irmã Dulce em sua ação, Pra que a plebe, pudesse dar aporte, Deus doou-lhe um enorme coração! Alentada, audaz e destemida, De coragem imensa e desmedida, Em defasa dos pobres dava a vida, No fiel cumprimento da missão.
Com remédio comida e agasalho, Foi um “anjo da guarda” certamente, Sem jamais cometer um ato falho, Muitas vezes sendo incompreendida, Irmã Dulce seguiu de fronte erguida, Dando amparo a pessoa desvalida, Fez da causa dos pobres seu trabalho.
Irmã Dulce na sua formação Foi dileta e honrada professora, Porém não prosseguiu na profissão Preferiu ser dos pobres protetora, Com a sua coragem sem limites Ia à busca de auxílio nas elites, Persistia arriscando seus palpites, Como uma insistente transgressora.
Seguiu firme sem procurar atalho Irmã Dulce na sua caminhada, Não temia entrave ou atrapalho Nem espinhos, naquela longa estrada, Enfrentou desagrados, dissabores, Mágoa, afronta, tristeza e desamores, Mas, colheu nos jardins as belas flores, No extenso trajeto da jornada.
Com a alma bastante acolhedora Irmã Dulce tentava na verdade, Ser aquela ferrenha defensora Dos humanos, pregando a igualdade, Conversando fazia seus desdobres, Implorando a ajuda dos mais nobres, Pra doar suprimentos para os pobres, Dependentes da sua caridade.
CARCARÁ DEZEMBRO DE 2019 10
Editor e fundador do site SóNotíciaBoa, Rinaldo de Oliveira propõe um dia com só disseminação de conteúdos positivos. Com o Dia da Notícia Boa, jornalista visa substituir as fake news pelas good news TEXTO Anderson Scardoelli
fotos publicas
Em época de fake news, editor valoriza good news
Há nove anos, o jornalista Rinaldo de Oliveira estava cansado de só acompanhar notícias sobre tragédias e afins. Dessa forma, ao lado da mulher, a também jornalista Andrea Fassina, ele teve a ideia de criar um projeto de comunicação que fosse pelo caminho oposto. Onde violência, mortes e demais pautas “amargas” não tivessem vez. Com isso, em 9 de agosto de 2011, a imprensa brasileira passava a contar com o site SóNotíciaBoa. Espaço que até hoje ignora as bad e fake news para enaltecer as good news. Nos últimos anos, porém, Rinaldo de Oliveira e toda a equipe do SóNotíciaBoa têm trabalhado para a produção e distribuição de assuntos positivos irem além das páginas do próprio site. Nem que seja ao menos durante o período de 24 horas, uma vez por ano. Para isso, foi pensada — há alguns anos — a criação do “Dia da Notícia Boa”. A data escolhida não poderia ser outra: a que marca o aniversário do veículo de comunicação online. Na edição 2019, é contar com apoio de internau-
tas e outros players de mídia, com a ignoração (mesmo que momentânea) de temas ruins e promoção da hashtag #DiaDaNoticiaBoa. Dia da Notícia Boa O projeto do Dia da Notícia Boa ganha força, conforme destaca Rinaldo de Oliveira em entrevista exclusiva à reportagem do Portal Comunique-se, ao passo em que o site também se fortalece cada vez mais, tanto em audiência quanto na parte comercial. Em termos de alcance, o SóNotíciaBoa contou com 1,5 milhão de visitantes em junho, com mais de 2,5 milhões de páginas visualizadas no período, segundo divulgado pelo próprio editor. Na parte de rentabilização, conta com uma empresa parceira e ações de branded content. Sobre o Dia da Notícia Boa, os destaques publicados ao longo de nove anos de SóNotíciaBoa e os desafios de se dedicar ao projeto em que só conteúdos positivos têm vez, Rinaldo de Oliveira conversou com a reportagem do Portal Comunique-se.
CARCARÁ DEZEMBRO DE 2019 11
CARCARÁ DEZEMBRO DE 2019 12