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MagMisericórdia 17

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EDIÇÃO N.º 17 JULHO 2021

Dia da Criança

Surpresas para as crianças da freguesia

Bairro Alto Ao encontro de equilíbrios

Miradouro de Santa Catarina

Mais seguro

Simone de Oliveira Conta como é viver na Misericórdia há 47 anos


Índice

Educação

Dia da Criança na Misericórdia

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Cidadania

Bodas Sacerdotais

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Reportagem

Miradouro de Santa Catarina mais seguro

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Espaço Público

Há futuro para o Bairro Alto?

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Entrevista

Simone de Oliveira

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Cultura

“Encontros com o Mar e o Universo” exposição de Sebastião Burnay

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Higiene Urbana

Rede de oleões inteligentes

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Espaço Público

Chafariz da Glória e Fonte do Miradouro de S. Pedro de Alcântara/Jardim António Nobre

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Património

Chafariz de São Paulo volta a ter água

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Ficha Técnica Propriedade: Junta de Freguesia da Misericórdia Largo Dr. António de Sousa de Macedo, 7 D 1200-153 LISBOA Direção: Carla Madeira Redação: Gabinete de Comunicação da JFM Fotografia: Junta de Freguesia da Misericórdia Produção: Expocertame - Publicidade e Design Lda. Tiragem: 11 000 exs. Depósito Legal: 409793/16

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Editorial

Carla Cristina Ferreira Madeira

Caro/a leitor/a Muitas das mais distintas e conhecidas personalidades da nossa sociedade escolheram a freguesia da Misericórdia para viver. Simone de Oliveira, destacada figura da nossa cultura e mulher de convicções, é uma delas. Estivemos à conversa com a artista, que nos contou como é, para si, residir na freguesia há 47 anos, e partilhou muitos episódios da sua vida. A Praça das Flores, recentemente requalificada, foi o palco para uma conversa franca e aberta que poderá ler nesta edição. Falámos também com Vigília da Ascensão e Catarina Teixeira, fundadoras da associação de moradores “Voz do Bairro”. As freguesas deram-nos conta das alterações sentidas em Santa Catarina em resultado das obras de requalificação realizadas e das medidas implementadas no jardim do miradouro do Adamastor. Nesta edição damos-lhe ainda a conhecer as intervenções realizadas mais recentemente no espaço público, nomeadamente a reabilitação do Chafariz da Glória e da Fonte do Miradouro de S. Pedro de Alcântara/ Jardim António Nobre e recordamos o Chafariz de São Paulo. Porque é necessário conhecer e valorizar o nosso património coletivo, fazemos também uma breve resenha

histórica de cada um destes espaços de água e da sua importância na história da freguesia. A história é fundamental para compreender o presente e construir o futuro. Foi sob este auspicio que decorreu a iniciativa “Há Futuro para o Bairro Alto?”, promovida pela AMBA (Associação de Moradores do Bairro Alto). Um debate onde foi possível discutir e refletir com residentes e comerciantes sobre a realidade atual e as perspetivas de futuro do Bairro Alto e da freguesia da Misericórdia. As crianças são o maior bem do presente e os donos do futuro. Foi com enorme satisfação que, a 1 de junho, assinalámos o Dia da Criança. Este ano, além da oferta didática com que brindámos todas as crianças das nossas escolas, decidimos surpreender as mais pequenas com uma iniciativa que aliou diferentes expressões artísticas e incentivou a imaginação, a cultura e a criatividade. Estes são alguns dos temas desta edição que convido a conhecer. Boa leitura.

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Junta de Freguesia

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA

EXECUTIVO Carla Cristina Ferreira Madeira (PS) PRESIDENTE Pelouros: Coordenação Geral; Intervenção Social e Saúde, Participação e Cidadania; Educação; Obras, Espaço Público, Licenciamento e Fiscalização; Espaços Verdes; Habitação; Imagem, Comunicação e Informação; Recursos Humanos e Serviços Jurídicos ​Atendimento (mediante marcação prévia): Quartas-Feiras das 15h00 às 17h00 carla.madeira@jf-misericordia.pt

PRESIDENTE Maria Irene dos Santos Lopes (PS) 1.º SECRETÁRIO Reinaldo Alexandre Madeira Carvalho (PS/Independente)

2.º SECRETÁRIO Ricardo Filipe de Araújo Jorge Rodrigues (PS)

VOGAIS Partido Socialista (PS) Eunice Gonçalves Carlos Medrano Victor Simão Mendes Godinho ​ CDS - Partido Popular (CDS-PP) Helena Margarida Dias de Ayala Botto Nogueira Pinto Duarte Nuno de Canha Noronha da Câmara Vasconcellos ​ Partido Social Democrata (PSD) António Miguel Gomes Mota Pinto de Abreu Nuno Henrique Faria Coelho ​ Partido Comunista Português (PCP) Ana Sara Camarinha da Cunha e Souza Pinto José Alberto Valério Diniz ​ Bloco de Esquerda (BE) Cátia Severino

HORÁRIOS DELEGAÇÕES SEDE: 10:00 – 13:00 e 14:00-17:00 (dada a situação da COVID-19 as delegações da Atalaia, Cordoeiros e São Marçal encontram-se encerradas)

Carla Sofia Lopes de Almeida (PS) VOGAL - SUBSTITUTA LEGAL DA PRESIDENTE Pelouros: Educação; Serviços de Secretaria; Atendimento; Recenseamento Eleitoral; Serviços Administrativos; Segurança e Proteção Civil; Higiene Urbana Atendimento (mediante marcação prévia): Sexta-Feira das 15h00 às 17h00 carla.almeida@jf-misericordia.pt Alberto Francisco Bento (PS) SECRETÁRIO Pelouros: Mobilidade e Transportes; Economia Local e Empreendedorismo Atendimento (mediante marcação prévia): Quinta-Feira das 15h00 às 17h00 alberto.bento@jf-misericordia.pt Domingos José Chaves Alvarez (PS) TESOUREIRO Pelouros: Finanças e Património; Juventude; Desporto Atendimento (mediante marcação prévia): Segunda-Feira das 18h30 às 20h00 domingos.alvarez@jf-misericordia.pt Luísa Silva Rodrigues (PCP) VOGAL Pelouros: Cultura Atendimento (mediante marcação prévia): Quarta-Feira das 15h00 às 17h00 luisa.rodrigues@jf-misericordia.pt

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ESTOU AQUI ADULTOS A Polícia de Segurança Pública tem por missão garantir a segurança de adultos que, pelas mais variadas razões, possam sofrer alguma desorientação na via pública. As pulseiras ESTOU AQUI - ADULTOS são dirigidas a pessoas que, em função da idade ou de patologia, possam ficar desorientadas ou inconscientes, ainda que momentaneamente, na via pública. Para mais informações contacte uma Esquadra da PSP ou aceda ao site:

https://estouaquiadultos.mai.gov.pt/Pages/Home.htm

ESTOU AQUI CRIANÇAS A Polícia de Segurança Pública e restantes parceiros sabem a importância que o seu filho tem na sua vida. O Programa ESTOU AQUI!® foi desenhado para que nunca perca um momento da presença dos seus filhos. Para mais informações contacte uma Esquadra da PSP ou aceda ao site:

https://estouaqui.mai.gov.pt/Pages/Home.htm

Imagem de Michael Bußmann por Pixabay

PROGRAMA ESTOU AQUI!


Educação

Dia da Criança na Misericórdia No passado dia 1 de junho, as crianças de todas as escolas da freguesia da Misericórdia viveram um dia muito especial, cheio de surpresas e alegria. O dia começou com uma lembrança preparada pelo serviço educativo da Junta de Freguesia, juntamente com os professores. Ao chegar à escola, todas as crianças do Jardim de Infância e do Ensino Básico tinham uma surpresa na sala, um kit de Pequeno Agricultor da Science4you. Com este presente educativo, a Junta de Freguesia pretende desafiar as crianças a explorar todas as curiosidades da agricultura orgânica, ensinando a plantar frutas e legumes e aprendendo como é que estas se alimentam. Uma excelente atividade para ser realizada em família, onde poderão ser exploradas as questões da biodiversidade. mag misericórdia / julho 2021

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Educação

A emoção e a fantasia marcaram o Dia da Criança dos mais pequenos frequentadores do Jardim de Infância das escolas Padre Abel Varzim e Gaivotas. Os alunos viveram uma manhã mágica com muitas histórias contadas pelos atores do grupo Estórias com Asas, projeto de leituras encenadas que pretende cruzar de um modo criativo a literatura e o teatro. Numa viagem onde tudo foi possível e que estimulou a imaginação, os fregueses mais pequenos conheceram um peixe destemido, um gato-boi com nome de artista, muitos pirilampos e o Mundo ao Contrário.

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Cidadania Patriarcado de Lisboa

Bodas Sacerdotais O Senhor Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, esteve no dia 29 de junho na Igreja de Santa Catarina para celebrar as bodas de prata de ordenação sacerdotal do Padre Pedro Boto e do Padre Jorge Anselmo, das Paróquias de Santa Catarina do Monte Sinai e Nossa Senhora das Mercês. O Padre Pedro Boto tomou a iniciativa de convidar todos os elementos do seu curso, Curso de S. Bento, para celebrarem juntos os 25 anos de ordenação sacerdotal, ocorrida no dia 29 de junho de 1996. Ao todo, foram oito os sacerdotes a celebrar as bodas de prata. Em nome de todos os sacerdotes, e relembrando o dia da ordenação e do compromisso assumido nesse dia, o Padre Pedro Boto, aproveitou a ocasião para agradecer a todos o apoio que tem recebido ao longo dos anos, principalmente no último ano e meio em que tem atravessado dificuldades devido a doença. “Aos irmãos e irmãs aqui presentes, aos nossos pais, aos que já partiram, aos que no último ano e meio me têm acompanhado neste calvário da doença, da qual tiro lições. Quero agradecer aos padres e Diácono aqui presentes e àqueles que fizeram parte da nossa história; agradecer às entidades presentes, à Senhora Presidente da Junta e executivo, às entidades civis e de segurança aqui presentes; agradecer ao Senhor Patriarca D. Manuel Clemente e na sua pessoa agradecer ao Senhor Cardeal D. António Ribeiro que nos ordenou e ao Senhor Cardeal D. José Policarpo que nos acompanhou. Que Deus a todos recompense e encha de bênçãos do Céu. Um obrigado a todos.” A junta de freguesia deseja muitos parabéns ao Padre Pedro e ao Padre Jorge, por estes 25 anos ao serviço das comunidades que acompanham.

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Reportagem

Miradouro de Santa Catarina Com uma privilegiada vista sobre o Tejo, o Miradouro de Santa Catarina, que é agora um espaço de harmonioso convívio entre visitantes e locais, tem sido palco de transformações recentes. Desde o início da década de 2000 que a sua popularidade foi aumentando, atraindo cada vez mais gente, de dia e de noite e trazendo mudanças ao bairro. Tráfico de droga, ruído excessivo, estacionamento abusivo e vandalismo tornaram-se queixas frequentes dos moradores à autarquia. A CML, em 2018, apresentou um projeto para a requalificação e valorização urbanística e ambiental do jardim do Adamastor. O projeto, além de reforçar a estrutura verde e de criar uma espécie de anfiteatro sobre a cidade, previa ainda a colocação de um gradeamento por forma a evitar o arremesso de objetos (garrafas, pedras e até mobiliário) para os prédios circundantes, situação que acontecia muito frequentemente sobretudo durante a noite. O projeto, depois de uma ampla discussão pública e política que envolveu a também a comunidade local, foi aprovado por todos os órgãos do município, designadamente a junta e assembleia de freguesia, a câmara e a assembleia municipal. Ainda que alvo de críticas por um conjunto de cidadãos que se mobilizaram em defesa da ideia de um 10

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Adamastor público e permanentemente aberto, o anúncio camarário foi apoiado pelos habitantes de Santa Catarina. Cansados de ter a sua qualidade de vida e património cultural ameaçados, os moradores organizados na associação “A Voz do Bairro”, mobilizaram-se e entregaram na Assembleia Municipal, em outubro de 2018, uma petição pela requalificação do miradouro, suportando a iniciativa do executivo. A Junta de Freguesia deu um parecer positivo à proposta camarária, com duas condições: reforço do policiamento e implementação de videovigilância. As duas condições da Junta Freguesia foram contempladas, sendo já possível verificar a quase permanência da Polícia Municipal e o aumento de frequência das rondas da PSP no local. Também o sistema de videovigilância foi aprovado pelo Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Antero Luís, em comunicado do Governo, de março deste ano. Em outubro de 2019, o espaço foi devolvido à cidade após a intervenção municipal, que reabilitou a escultura em mármore azul do Adamastor, feita por Júlio Vaz Júnior, em 1927. Na obra foi também intervencionado o jardim, onde foi plantada nova vegetação, bem como a envolvente deste, com bancos em pedra, criando um local privilegiado para contemplar Lisboa e o Tejo.


Hugo Silva Hugo Silva

Hugo Silva

Hugo Silva

mais seguro Vigília da Ascensão, 69 anos, e Catarina Teixeira, de 77 anos, são fundadoras da “Voz do Bairro” e acompanham o processo desde a primeira hora. Mobilizaram-se a recolher assinaturas e intervieram na Assembleia Municipal, aquando da discussão da petição.

Hugo Silva

Vigília, nascida e criada na Rua do Sol a Santa Catarina, faz uma avaliação positiva da intervenção da autarquia. Para além de mais seguro, o espaço está mais aprazível, com “o atual gradeamento a inserir-se no anfiteatro que foi criado. Era um jardim e agora é um lugar feito para usufruir da vista.” Catarina, moradora no bairro há 18 anos, lembra que ”a praia dos idosos era o Adamastor, vinham aqui apanhar sol e estar nos momentos de lazer. Começaram a vir os turistas e isto começou a mudar. Isso sentiu-se na higiene urbana (…), nas festas” que não deixavam dormir. Agora está melhor e frisa que “o gradeamento está muito bem porque protege a vegetação do jardim”. Ambas as moradoras veem com bons olhos o anúncio das novas medidas que, juntamente com a reabilitação do espaço, contribuem para um melhor ambiente social na zona. Fonte da Junta de Freguesia afirma que o patrulhamento e a videovigilância trazem mais segurança e bem-estar, respondendo aos anseios dos moradores. mag misericórdia / julho 2021

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Intervenção Social

Testagem gratuita O Plano Municipal de Testagem de #Lisboa à COVID 19, a funcionar nas farmácias, foi alargado, passando a oferecer um número de testes ilimitados a todos, sejam ou não residentes. Houve ainda um reforço dos postos móveis de testagem. Farmácia Jardim Real Rua D. Pedro V, 123-125 213 240 419 farmaciaprogresso.principereal@gmail.com Farmácia Albano Rua da Escola Politécnica, 57-59 213 426 750 farmacia.albano@gmail.com Farmácia Príncipe Real Rua da Escola Politécnica, 16 213 425 455 gloria.fpr@netcabo.pt Farmácia Conde Barão Calçada Marquês de Abrantes, 36-A 213 964 238 claudia.r.magalhaes@gmail.com Mais informações em: www.lisboa.pt/lisboaprotege/saude

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Espaço Público

Há futuro para o Bairro Alto? A casa de cultura Brotéria promoveu um debate, coorganizado com a AMBA (Associação de Moradores da Freguesia da Misericórdia) sob o mote “Há Futuro para o Bairro Alto?”. A iniciativa teve como oradores: Carla Madeira, presidente da Junta de Freguesia da Misericórdia, Luís Paisana da Associação de Moradores do Bairro Alto e Hilário Castro da Associação de Comerciantes do Bairro Alto, tendo sido moderada pelo Padre Francisco Mota. Num momento em que se assinalam 507 anos desde a sua fundação, discutiu-se a importância de um plano para o futuro Bairro Alto. Carla Madeira afirmou a vontade de melhorar a qualidade de vida para quem mora e para quem visita, lembrando que é importante haver um equilíbrio entre moradores e comerciantes. As palavras de Luís Paisana foram no mesmo sentido: “Privilegiamos um comércio de proximidade e não de venda de álcool para a rua. [Temos de] trazer vida diurna para o Bairro Alto.” Hilário Castro referiu que o setor do comércio atravessa um período dramático, com dificuldade de manutenção de espaços e postos de trabalho. Para o presidente da associação de comerciantes, este é o momento certo de melhorar o bairro, e é também necessário dinamizar a sua vertente diurna. Luís Paisana alertou para um processo de despovoamento do Bairro Alto, a par das dificuldades do comércio local que se vai tornando menos diverso, o que por sua vez diminui

a qualidade de vida dos ainda moradores. O dirigente da AMBA foi também muito crítico do Licenciamento Zero, medida que facilita a abertura de negócios, mas impede a autarquia de fazer alguma regulação da atividade económica. Sobre a sintonia entre a Junta de Freguesia, os moradores e os comerciantes, Carla Madeira lembrou o acompanhamento e aconselhamento jurídico prestados pela junta às pessoas vítimas de despejos, nos últimos anos e fez questão ainda de afirmar que o novo regulamento de horários de estabelecimentos comerciais só foi possível graças a um permanente diálogo entre todos. mag misericórdia / julho 2021

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Entrevista

Simone de Oliveira

Simone de Oliveira, começou a cantar para curar a tristeza. Aos 19 anos, depois de ter sido vítima de violência doméstica por parte do marido, sofreu de depressão e foi aconselhada a distrair-se. Inscreveu-se no Centro de Preparação de Artistas da Emissora Nacional e, com 20 anos, estreou-se a cantar em público no primeiro Festival da Canção Portuguesa. Ficou em terceiro lugar na primeira edição do Grande Prémio TV da Canção Portuguesa com o tema “Olhos nos Olhos”. No ano seguinte vence com “Sol de Inverno”. Mas é em 1969 que canta o maior êxito da sua carreira, pelo qual ainda é conhecida por todos os portugueses: a “Desfolhada Portuguesa”, tema com que venceu o Festival RTP da Canção e que a consagrou. Aos 83 anos, tem uma carreira recheada, também como atriz. Fez teatro, cinema, televisão e revista e gravou dezenas de discos. Tem dois filhos, Pedro e Eduarda e é viúva do ator Varela Silva, com quem foi casada 23 anos. Conversámos com Simone na Praça das Flores, onde nos falou de como é morar há 47 anos na freguesia da Misericórdia. Simone é, para muitos, sinónimo de liberdade. Como viveu este último ano e meio em que tivemos tantas restrições aos movimentos? Quando não saímos de casa porque não pode ser, tudo bem. Agora, quando não podemos sair porque está proibido, dá logo vontade de descer as escadas! Mas estive em casa, habituei-me. Tenho uma casa pequena. Às vezes é um bocadinho claustrofóbica, mas moro ali há 47 anos e não é agora que eu saio dali. Fui para aquele prédio morar com o meu marido, o Varela, para o primeiro andar. Um dia, ao fim de alguns anos, a porteira disse-nos que um apartamento no último piso, que era um pouco maior, tinha vagado. A renda eram seis contos (30 euros) e nós, no primeiro andar pagávamos cinco. Para a época, era caro. Mas lá fomos. Depois de ele morrer continuei ali. Fiz obras para mudar o aspeto da casa, mas continuei ali. Tirei portas, fiz arcos, mudei janelas. Não para apagar, porque eu acho que não se apaga uma vida de 23 anos com a pessoa de quem se gostou e com quem se viveu tantos anos, mas para pelo menos aliviar um bocadinho aquela pressão. Durante três anos andei com a cabeça a bater nas paredes, estava sempre à espera de ouvir a chave na porta. Foi um grande companheiro. Tem muitas memórias vividas neste bairro. Sim. Algumas histórias bem caricatas passaram-se aqui. Eu e o Varela já vivíamos maritalmente havia 17 anos, quando ele me pediu em casamento. Foi pedir aos meus filhos a autorização para casar comigo. Eu, que a princípio lhe disse que estava doido, aceitei e lá marcámos o casamento para 7 de setembro, porque o Varela fazia 60 anos no dia 15 e queria casar ainda com 59. No dia, apanhou um táxi para me ir buscar e irmos juntos para a conservatória, que era ali no Camões, e pergunta-lhe o taxista: “Ó senhor Varela, vai casar, mas é com a senhora Simone, não é? “Responde-lhe 14

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o Varela: “Mas homem, é para isso que temos de ir a casa buscá-la!” E faz vida de bairro? Sim. Havia perto de casa, no largo, uma mercearia, um lugar de frutas, que era do senhor António e onde fui anos seguidos. Entretanto passou a restaurante e é o filho do senhor António que agora está à frente desse lugar. Encomendo comida muitas vezes de lá, porque já não tenho paciência para cozinhar. Já fiz tanta sopa, tanto rosbife! A minha farmácia é a mesma de sempre. Basta telefonar para lá e encomendar aquilo de que preciso. Durante anos vim aqui à Praça das Flores, à peixaria. Agora tenho uma pessoa que me leva as compras a casa.

Durante anos vim aqui à Praça das Flores, à peixaria. Agora tenho uma pessoa que me leva as compras a casa. Gosta de viver aqui? Gosto muito. Só tenho pena de não haver sardinheiras nas janelas. Não tenho uma varanda, que era o meu sonho, para ter sardinheiras. Neste último ano as rotinas ficaram mais limitadas, passámos muito tempo em casa. Faço muita renda, ponto cruz. A minha filha tem uma toalha bordada por mim. Um dos meus netos mais velhos, também. O André tem o elevador de Santa Justa bordado a preto e branco, o Tomás pediu uma janela do Bairro Alto. Para o mais novo é que já não tive olhos para fazer.


Hugo Silva


Hugo Silva

Entrevista

Sou uma boa assistente de televisão, vejo séries policiais na Fox Crime e o canal da ópera, Mezzo. Há uns dias, vi a maravilhosa Traviatta, interpretada por uma cantora ótima: a mulher ali a morrer fantástica e eu a pensar “como é que ela consegue dar estas notas assim encostada?”. A televisão faz-me muita companhia. Deixo-a ligada, quando saio de casa, para quando regressar não sentir o silêncio. Gosto muito também de ouvir música. Ouço o Camané, a Carminho, a Raquel Tavares. E tenho uma paixão pelo Aznavour. Tenho vários espetáculos dele em DVD. Quando estou mais triste, ponho fado. Mas digo logo para mim: “Mariazinha, só ouves dois ou três.” E gosto muito de ver coisas musicais! À noite ando no YouTube à procura de programas como o The Voice.

A televisão faz-me muita companhia. Deixo-a ligada, quando saio de casa, para quando regressar não sentir o silêncio Foi um período difícil para todos. Sentiu-se isolada? Os três primeiros meses foram muito complicados, embora eu viva sozinha há 25 anos. Nem a casa do meu filho Pedro, 16

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que mora em Alvalade, eu fui. Agora, já vou. A minha filha Eduarda e um dos meus netos vivem fora. Mas tenho quatro ou cinco amigos, daqueles fiéis, que telefonam todos os dias. Somos mais de telefonar do que ir a casa uns dos outros. Nunca fui de ir a casa dos outros, mas acho que também nunca tive muito tempo para fazer essas coisas. Aos 23 anos já tinha dois filhos, que criei sozinha, apenas com a ajuda dos meus pais, enquanto eles foram vivos. Sempre foi muito independente. O pai dos meus filhos, com todo o respeito, nunca me deu nenhuma ajuda, rigorosamente nada. Tive de trabalhar a vida toda para criá-los e para que nunca lhes faltasse nada. Foi a cantar que lhes paguei os estudos, as faculdades. Foi com o meu trabalho que consegui chegar aqui. Também porque o público português me tratou muito bem, mas eu trabalhei, trabalhei, trabalhei. Comecei a cantar aos 19 anos e nunca mais parei. Fui a todos os lados para cantar: Roma, Brasil, Argentina, Toronto, São Paulo, Moçambique. A Praça das Flores é um lugar especial. Deu um concerto aqui, pelo III aniversário da Freguesia da Misericórdia. Sim, em setembro de 2016. Um concerto fantástico, com o meu querido amigo e diretor artístico, Nuno Feist. Só eu e ele, ao piano, em palco. Estava a praça cheia de gente, foi uma noite muito bonita. Na altura em que ainda usava saltos altos, não usava bengala! E estava vestida de preto.


Hugo Silva

Como diria a Ivone Silva, “Com um vestido preto, nunca me comprometo”. Aos 83 anos continua a cantar. Sim, continuo a ter uma belíssima voz. Vou manter as aulas de canto até ao fim dos meus dias. Uma vez por semana, vou à casa do professor, onde ele tem um estúdio. Felizmente, não tenho medo nenhum de cantar o que quer que seja, onde quer que seja! Já não tenho é paciência para o cabeleireiro, para as pinturas, para as mudanças de vestido. Levei a vida toda a fazer isso. Tem concertos marcados na agenda? Estou reformada e canto quando me apetece e quando me pagam. Tenho um espetáculo para fazer, no Alentejo, a 8 de agosto. Evidentemente com todas aquelas distâncias de segurança a que a pandemia obriga. Mas quero, algures depois disso, fazer um último espetáculo, e deixar de cantar. Quero sair pela porta grande, não quero nada do “coitadinha, olha como ela era e como está agora”. Não sei quando será. Mas sei que repertório quero e que tem de ser com o meu querido Nuno Feist. Não sei se será possível, mas gostaria que fosse no Coliseu. Quero ter convidados. Músicos. Devo muito aos músicos. Um espetáculo que assinala uma carreira de grandes êxitos. Para si a Desfolhada foi o marco que foi para o país? “Quem faz um filho, fá-lo por gosto”! Não me mataram neste país porque não calhou. Eu não fui a primeira escolha para interpretar a Desfolhada, fui a quarta, porque as outras três não quiseram cantar aqueles versos. O Zé Carlos (Ary dos Santos) foi à minha procura, “Onde é que anda aquela mulher, aquela grande?” Era eu. E pergunta: “Você é capaz de dizer isto?” E eu disse-lhe que sim, e cantei. E até hoje, a canção ficou como um hino de liberdade. Ouvi coisas horríveis, fui insultada enquanto cantava. E cheguei a responder: “Se o senhor não faz um filho por gosto, é porque não pode ou não sabe”. Não me podia calar! Diz tudo o que pensa? É muito difícil não dizer o que penso, mas hoje tenho mais cuidado. Então, de vez em quando, digo para mim: ”Simone, tem calma”.

Foi uma vida extraordinária, quer no bom, quer no mau É hora de balanço? Eu tenho uma saudade lavada! Não me queixo porque já usei saltos e agora já não posso. Foi o tempo que passou e aceito isso tudo com a maior das tranquilidades. Sem raiva, sem pena. É a vida. Já não estou tão ativa como estava, mas não faz mal. Foi uma vida extraordinária, quer no bom, quer no mau. Tenho tudo o que são prémios e condecorações, não quero mais. Muito obrigada ao povo deste país, que me tem tratado muito bem. Agora vou querer continuar a cantar quando me apetecer. mag misericórdia / julho 2021

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Cultura

Hugo Silva

“Encontros com o Mar e o Universo” exposição de Sebastião Burnay No passado dia 15 de junho, a junta de freguesia da Misericórdia inaugurou uma exposição no Miradouro de Santa Catarina, intitulada “Encontros com o Mar e o Universo”, patente ao visitante durante um mês. Com poemas e fotografias de Sebastião Burnay, um artista nascido no Bairro da Bica e atualmente a viver em Timor-Leste, esta exposição exortou-nos a observar o oceano de uma forma mais profunda tentando descobrir toda a sua riqueza e silêncio. Apaixonado pela lusofonia, a maior influência literária de Sebastião Burnay é sem dúvida o mar. Confrontado nos areais com muita poesia que queria ser escrita, decidiu fotografar e documentar esses momentos épicos, quase temendo nunca mais os encontrar. O miradouro do Adamastor foi escolhido para acolher esta mostra por ser um espaço histórico, simbolicamente ligado ao mar: dali se avista o oceano e os locais de onde marinheiros e navegadores sempre partiram para outros destinos. A inauguração da exposição contou com a presença da vogal da Cultura, Luísa Rodrigues, dos pais do autor e de Chalo Correia, amigo e artista que brindou os presentes com uma breve atuação musical. 18

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Hugo Silva

Sebastião Burnay

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Higiene Urbana

Rede de oleões inteligentes Uma rede de oleões inteligentes para recolha de óleos alimentares usados começou a ser instalada em Lisboa, num total de 160 equipamentos que vão permitir aos cidadãos registar os depósitos em tempo real. Estes equipamentos já chegaram também à Misericórdia e encontram-se situados junto às eco-ilhas instaladas nos seguintes arruamentos: Travessa do Carvalho, Rua Dom Luis I, Travessa de Santa Catarina, Largo do Barão Quintela, Praça do Príncipe Real, Praça das Flores e Rua Ruben António Leitão. Os Oleões Smart S+, concebidos pela Hardlevel, estão equipados com tecnologia IoT (Internet of Things), com um sistema de sensor que permite saber em tempo real o estado de enchimento dos equipamentos. É também possível interagir com o munícipe através de uma App (RENO®), podendo assim contabilizar os seus depósitos de óleo alimentar usado.

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Espaço Público

Espaços de água reabilitados Chafariz da Glória A Junta de Freguesia da Misericórdia está a reabilitar o Chafariz da Glória, devolvendo-o ao seu território. Este elemento histórico foi restaurado e reativado, com sopros de água a funcionarem em circuito fechado de forma a promover a boa gestão hídrica, uma vez que o abastecimento de água potável já é uma realidade na totalidade das habitações. A intervenção, no valor de 33.600€, foi financiada pela Câmara Municipal de Lisboa e executada pela junta de freguesia da Misericórdia, ao abrigo dos Contratos de Delegação de Competências. Singelo e despido da opulência e magnificência que outros chafarizes da cidade de Lisboa manifestam, o Chafariz da Calçada da Glória não recebeu por parte da historiografia a mesma atenção que outros congéneres mais elaborados. Todavia, certo é que estes equipamentos urbanos estavam encarregues de uma importante missão, à qual a componente estética era perfeitamente alheia: o abastecimento de água à população numa época em que o acesso a água potável não se limitava ao girar de uma torneira no conforto do lar. Testemunho da sua função e eficácia são as fotografias de início a meados do século XX, ora representando aspetos da vida quotidiana de então, no qual o papel dos aguadeiros era fundamental, ora ilustrando o progressivo abandono e falta de manutenção destes equipamentos, o que se revela pela progressiva perda das suas torneiras.

Fonte do Miradouro de S. Pedro de Alcântara/Jardim António Nobre Alvo de uma intervenção de reabilitação por parte da Junta de Freguesia, a fonte do Miradouro de S. Pedro de Alcântara voltará a jorrar água. Obra do escultor Faustino José Rodrigues, a fonte de mármore de planta recortada foi projetada por Carlos Mardel e veio dos jardins do Palácio da Bemposta, em 1835, para a alameda construída no patamar superior do Miradouro de S. Pedro de Alcântara. A fonte estava em pleno funcionamento até à sua desativação em 2017, no âmbito das obras emergenciais de contenção da encosta do miradouro, quando teve de ser esvaziada. Estando já concluídos os trabalhos de contenção, o monumento será totalmente restaurado, com trabalhos de reparação das fissuras, limpeza e tratamento anti-graffiti. Serão também repostas e modernizadas todas as instalações hidráulicas e eletromecânicas de forma a promover o consumo responsável de água e recuperar a sua monumentalidade. A obra, que iniciou no mês de julho, resulta de um investimento de 52.000€, financiada pela Câmara Municipal de Lisboa e executada pela junta de freguesia da Misericórdia, ao abrigo dos Contratos de Delegação de Competências. mag misericórdia / julho 2021

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Tiago Fonseca

Património

Chafariz de São Paulo volta a ter água Após décadas inativo, o chafariz da Praça de São Paulo voltou a ter água, recuperando a sua função de abastecimento. Construído em 1849 para abastecer marítimos, várias instituições, entre as quais a Casa da Moeda, e uma feira que se realizava no local, a fonte, que é também obelisco, foi concebida pelos arquitetos Reinaldo Manuel dos Santos e Malaquias Ferreira Leal e pelo canteiro António dos Santos e o estucador Manuel Rodrigues Lata. De arquitetura neoclássica, o chafariz em cantaria de calcário liós foi agora reabilitado pela Junta de Freguesia da Misericórdia. A obra foi acompanhada pela Divisão de Salvaguarda de Património Cultural da CML, DGPC e EPAL e foi patrocinada pela marca de bebida Bombay Sapphire, não tendo tido qualquer custo para o erário público. 22

mag misericórdia / julho 2021


Informações úteis FARMÁCIAS

SERVIÇOS

FARMÁCIA AÇOREANA 213 961 330 Largo do Conde Barão, 2

APRIM – CENTRO DIA COM APOIO DOMICILIÁRIO 213 901 185 Rua de São Marçal, 7

BIBLIOTECA E ARQUIVO HISTÓRICO DA SANTA CASA DA MISERICÓRDIA 213 235 738 Largo Trindade Coelho

CENTRO SOCIAL SÃO BOAVENTURA 213 403 320 Rua de São Boaventura, 111

ACADEMIA PORTUGUESA DE EX-LIBRIS 213 423 173 Rua do Jasmim, 14 - 1º

CENTRO DE APOIO FAMILIAR – CAF 213 240 520 Rua da Rosa, 277 R/C

UNIVERSIDADE SÉNIOR UNISABER ESPAÇO SÉNIOR 918 924 293 Rua da Rosa, esquina da Travessa da Boa-Hora

FARMÁCIA ANDRADE 213 241 670 Rua do Alecrim, 125 FARMÁCIA BARRETO 213 427 284 Rua do Loreto, 28 FARMÁCIA CAMÕES 213 473 589 Praça de Luís de Camões, 24 FARMÁCIA CENTRAL 213 420 389 Rua de São Paulo, 108 FARMÁCIA CONFIANÇA 213 952 401 Praça das Flores, 59 FARMÁCIA MOZ TEIXEIRA 213 900 670 Rua Poço dos Negros, 115 FARMÁCIA PROGRESSO 213 240 419 Rua Dom Pedro V, 123 SAÚDE CENTRO DE ENFERMAGEM E CLÍNICA DO BAIRRO ALTO 213 421 547 Travessa Poço da Cidade, 38 -1ºD HOSPITAL DE JESUS 213 934 700 Travessa Arrochela HOSPITAL ST. LOUIS 213 216 500 Rua Luz Soriano, 182 UNIDADE DE SAÚDE FAMILIAR 213 405 550 Rua da Ribeira Nova, 1 CLÍNICA DE SANTOS 210 109 500 Largo do Conde Barão, 36 SEGURANÇA PSP – 3ª ESQUADRA – BAIRRO ALTO 213 403 410 | 217 654 242 Travessa da Água da Flor

NOTA: Devido à pandemia de covid-19 alguns destes estabelecimentos podem ter horário reduzido.

CENTRO DE RECEÇÃO DE RESÍDUOS DO MERCADO DA RIBEIRA 213 462 966 Avenida 24 de Julho – Mercado da Ribeira CENTRO SOCIAL PAROQUIAL DE SANTA CATARINA 213 224 150 Calçada do Combro, 84-96 ESTAÇÃO DOS CTT DAS CORTES 210 471 616 Calçada da Estrela, 33 ESTAÇÃO DOS CTT DO CHIADO 213 223 701 Praça Luís de Camões, 20 INSTITUTO SÉNIOR DA ASSOCIAÇÃO DAS COMUNICAÇÕES 966 304 418 Praça do Príncipe Real, 13 - 2º MINISTÉRIO DA ECONOMIA E DO EMPREGO 213 245 400 Rua da Emenda, 87-91; Rua da Horta Seca, 13-19 MINISTÉRIO DO AMBIENTE 213 231 500 Rua de O Século, 63 POSTO DE LIMPEZA DA BOAVISTA 213 463 184 Rua D. Luís I, 10 UNIDADE DE DESENVOLVIMENTO E INTERVENÇÃO DE PROXIMIDADE UDIP TEJO 213 943 800 Travessa do Olival A Santos, 1 ACADEMIA DAS CIÊNCIAS DE LISBOA 213 219 730 Rua da Academia das Ciências, 19 BIBLIOTECA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DA ARTE FOTOGRÁFICA 213 467 659 Rua das Chagas, 17 - 2ºDTO.

SERVIÇOS DA JUNTA DE FREGUESIA SEDE DA JUNTA DE FREGUESIA ​213 929 800/02/05 e-mail: geral@jf-misericordia.pt Largo Doutor António de Sousa Macedo, 7D Horário: segunda a sexta das 10h00 às 13h00 e 14h00 às 17h00 (mediante marcação) DELEGAÇÃO DA ATALAIA ​213 423 632 | 213 424 772 ​Rua da Atalaia, 157 B T ​ emporariamente encerrado DELEGAÇÃO DOS CORDOEIROS ​213 461 040 Rua dos Cordoeiros, 50 T ​ emporariamente encerrado DELEGAÇÃO DE S. MARÇAL ​213 425 982 Rua de São Marçal, 7, T ​ emporariamente encerrado LOJA SOCIAL SOL ​Rua Nova da Piedade torneja com a Rua de São Bento Horário: segunda a sexta 10h00 às 13h00 e 14h00 às 16h00 POSTO DE HIGIENE URBANA 211 358 195 Rua Eduardo Coelho PARQUE POLIVALENTE DE SANTA CATARINA ​213 420 121 Calçada do Combro, 82 A GINÁSIO DE SÃO PAULO 213 461 040 Rua do Instituto Industrial, 12 GINÁSIO DE SÃO MARÇAL 213 425 982 Rua de São Marçal, 7

BIBLIOTECA CAMÕES 218 172 360 Largo do Calhariz, 17- 1ºESQ.

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