O espetáculo Este espetáculo é fruto da pesquisa da La Cascata Cia. Cômica sobre a dramaturgia cômica tendo como estrutura, a paródia e o esquete clássico da palhaçaria: O Caveirão. Outro ponto estrutural desta comédia foi universo pop dos anos 80, buscando em sua trilha sonora, figurinos e referências cinematográficas a base para construção de situações cômicas. Os anos 80 foram inesquecíveis para o mundo da moda, do cinema e da música por diversas razões: criou tendências, lançou novos clássicos, enfim foi uma década muito irreverente e divertida. Mansão 80 traz a cena várias características dessa década, de uma maneira cômica e divertida, para que ela não caia no esquecimento. O riso sempre foi um dos enfoques mais reveladores do homem exatamente pelos vínculos estreitos que mantém com seus desejos, sonhos e temores. Serve assim como válvula de escape, alívio, catarse, além de levar alegria e risadas ao público através da comicidade e do jogo dos palhaços Sossego, Olivia e Thompson, o espetáculo Mansão 80, que foi feito para pais/filhos e avôs/netos, tenta trazer ao público lembranças dessa década e convida os pais/avos a dialogarem com seus filhos/netos sobre suas memórias dessa década tão especial.
Sinopse Os palhaços Sossego, Olindo Thompson e Olivia formam uma atrapalhada equipe que foi contratada para fazer a mudança de uma mansão que esconde um segredo. Inspirada na cultura dos anos 80, essa divertida comédia faz uma menção aos ícones dessa irreverente década. Bem Vindos a Mansão80.
Ficha Técnica Criação e Dramaturgia: Jean de Oliveira, Renato Jr, Dani Mazoub, e Marcio Douglas. Direção: Marcio Douglas Elenco Jean de Oliveira: Sossego Jonas di Paula: Olindo Thompson Dani Mazoub: Olivia participação especial Renato Jr/ Willian de Souza : Caveirão Figurinos: Ivani de Melo Sonoplastia: Marcio Douglas, Jean de Oliveira e Renato Jr. Cenário e Adereços: La Cascata Cia. Cômica Produção: Jean de Oliveira
A Cia. A La Cascata Cia. Cômica é um grupo que tem como foco de pesquisa de trabalho a linguagem cômica e o aprofundamento na máscara do palhaço. Este caminho é a busca de expressões artísticas onde o arte do riso se manifeste.
Para tanto, utiliza elementos concernentes a esta linguagem e sua pesquisa que nasce no teatro de rua e encontra na linguagem do circo, revela uma maneira particular de ver o mundo, com os olhos de quem acredita que o riso diminui a distância entre as pessoas. É tendo o ofício do riso como caminho e o palhaço como caminhante que surge La Cascata Cia. Cômica.
Breve Histórico da Cia. Criada em 2005 com o foco na linguagem do palhaço. Neste ano estreia o espetáculo “Precisa-se de um Mané”. A partir de 2008 elabora a oficina de palhaços “O Palhaço em três tempos” com edições nos anos seguintes até 2014. Em 2009 estreia o espetáculo “Mãos à Obra” com Adriano Laureano e Marcio Douglas e em 2012” estreia “Kung fu Clowns” com Renato Junior, Orlando Sales e Marcio Douglas. Em 2012 cria a UPI - Unidade de palhaçaria Intensiva de atuação em hospitais públicos de não José dos Campos-SP A partir de 2014 cria a “Academia de Palhaços” espaço de treinamento semanal da arte do palhaço. E em 2015 mergulha no universo sombrio do palhaço com o espetáculo: “Animo Festas”
Diretor Marcio Douglas Palhaço, ator, diretor teatral, criador da La Cascata Cia. Cômica, integrante dos Doutores da Alegria-SP desde 2004 e co- fundador do Teatro da Rua Eliza em São José dos Campos. Teve formação teatral através de cursos livres, oficinas e na prática do ofício. Estudou e trabalhou, entre outros, com Sebastião Milaré, Alexandre Matte, Cacá Carvalho, Ednaldo Freire, Luís Alberto de Abreu. A partir de 1999 dedica-se ao ofício do palhaço participando oficinas e cursos com: Cristiane Paoli-Quito, Ana Luiza Cardoso, Adelvane Néia, Ésio Magalhães (Barracão Teatro), Marcio Libar (Teatro de Anônimo), Léris Clombaione (Itália) , Michael Christensen ( Big Apple Circus - EUA), Beth Lopes e Roger Avanzi (palhaço Picolino II).
Últimos trabalhos em Teatro ""Mansão 80" - 2016 - (diretor) - “Roda Besteirológica dos Doutores da Alegria” 2015 - (Palhaço e cenógrafo) ;Animo Festas” 2015 - (diretor, autor e palhaço); A “Nau dos Desterrados” 2014
(diretor); “Roda
Besteirológica dos Doutores da Alegria” 2014- (Palhaço e cenógrafo) “Kung-Fu Clowns” 2012 (diretor, palhaço e figurinista), “Aqui Trem! Histórias da Ferrovia” 2010 (diretor); “Mãos à Obra” (palhaço e cenógrafo); “Bang-Bang à Pastelana” 2009 (diretor); “Maravilhosas Historias para Albak” (diretor); “ Cadê Kika?” 2007 (diretor); “Lurdes e Mércia em: As estrelas do Oriente” 2007 (diretor); Auto da infância” 2007 (ator); “Vamos brincar de médico” 2006 (palhaço); “Precisa-se de um Mané” 2005 (palhaço, autor e cenógrafo e diretor)
Crítica Rodrigo Morais Leite São José dos Campos "Mansão 80", do grupo La Cascata Cia. Cômica, é um espetáculo de palhaços que, como tal, apresenta um argumento simples: uma trupe de carregadores, contratada para desocupar uma mansão, se vê às voltas com a assombração de um antigo morador. Nesse meio-tempo, além de esvaziar a casa, caberia aos três membros da equipe limpar a moldura dos quadros pendurados nas paredes e encontrar um misterioso LP (long play) escondido no local. Daí decorre, como requer a linguagem do palhaço, boa parte da graça do espetáculo, sustentada, quase sempre, na oposição entre a figura dominante do Clown Branco, que procura realizar a missão delegada, e os chamados Augustos, aqueles que, devido à sua estultice, impedem que ela se realize. Dentro desse esquema, dir-se-ia, “clássico”, "Mansão 80" revela, além de competência na realização dos números tradicionais – como o da escada, por exemplo – uma criatividade considerável na criação de gags próprias, algumas se convertendo em verdadeiros achados cômicos. Contudo, extrapolando a estrutura relativamente fechada da palhaçaria, "Mansão 80" tem como seu grande “trunfo humorístico” a sátira que apresenta à cultura dos anos oitenta, donde se explica o título da obra e a inclusão de um LP como pretexto para a ação. Repleta de referências à “década perdida”, como quadros que retratam figuras simbólicas da época ou canções que são verdadeiros hinos dessa geração, "Mansão 80" realiza algo, em princípio, difícil: entreter completamente um público que não chegou, nem de longe, a vivenciar o período parodiado. Ou seja, um público que não chegou a perder o sono por causa do Freddy Krueger, não dançou ao som de Michael Jackson nas festinhas da escola e também não teve Patrick Swayze como um de seus grandes galãs, para ficar em algumas menções diretas ou indiretas presentes no espetáculo. Do ponto de vista deste crítico, isso acontece porque tais referências culturais não compõem um quadro à parte dentro da estrutura da obra, mas, ao contrário, se atrelam a ela à guisa de mote no jogo proposto pelos palhaços Sossego, Meio Quilo e a palhaça Olívia. Exemplo dessa consonância entre a citação e o jogo de cena se encontra, especialmente, na parte em que Olívia e Sossego parodiam o filme "Dirty Dancing" (no Brasil, "Ritmo Quente", de 1987), ao som, claro, de "Time of my Life". Mesmo não se conhecendo esse famoso número de dança, a cara daquela década, a maneira como o casal o satiriza não deixa de ser hilária, valendo-se, para isso, da expectativa em torno do momento no qual o cavalheiro deveria erguer e sustentar a dama no ar, tal como acontece no filme. Última obra produzida pelo grupo joseense, que há anos vem se especializando na comicidade clownesca, "Mansão 80" é o resultado de uma pesquisa dedicada, que visa, sem dúvida, a excelência na área. Tomando-se como índice de aferição a alegria estampada no público que compareceu ao Cine Santana para assisti-la, dentro da programação do 32º Festivale, só se pode afirmar que o La Cascata, no sentido acima exposto, encontra-se à altura de sua aspiração. Por Rodrigo Morais Leite (Doutorando e mestre em Artes Cênicas pela Unesp, onde desenvolve pesquisa nas áreas de crítica e história do teatro brasileiro. Lecionou teoria teatral na Escola Livre de Teatro de Santo André e na Escola Viva de Artes Cênicas de Guarulhos)
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