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Afinal há outra estrada

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Advanced Rider Training 2010

Afinal hรก outra Estrada por TwoWheelsTouring

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Índice Com lama pelos peitos

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A criança reguila em nós

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À Mesa de Jantar

7

Do Amazonas para Alter do Chão

8

Volteio circense

10

No Escurinho do Cinema

12

Mãos ao Ar!

14

Próximo desafio…

16

Ficha técnica

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Com lama pelos peitos

Naquele momento, parecia que a terra se preparava para engolir a moto, e tudo o mais que viesse. Na manhã fresca, do topo do trilho de terra ensolarado, a moto investe para a descida íngreme procurando terra firme, sem sucesso. A luta e a resistência resulta fatal e o sufoco da papa mole e castanha deixa vexadas décadas de engenharia germânica. A HP2 estava agora silenciada, enterrada a meia altura; outrora onde ressoava o pujante e orgulhoso exército bávaro, paira agora o silêncio que nem a folhagem dos eucaliptos se atreve a ofender. Ali, em torno da baleia encalhada, aqueles cinco principiantes em todoo-terreno imaginam destino semelhante ao da cavalgada de pata partida em terra de vaqueiros. Em cada troca de olhares não existia resposta e pouco mais que guiador e assento emergem agora do cenário de luta. Mas, afinal, o que torna um viajante de moto um verdadeiro aventureiro?

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A criança reguila em nós

Dois dias antes, a VFR negociava os 5km de prólogo que ligam a estrada nacional à Herdade do Monte Redondo. Imaginem dois diabinhos aos pulos, cada um em seu ombro; o da esquerda responde por Roady e veste cabedal da cabeça aos pés e as joelheiras raspadas no alcatrão. Já de Muddy, à direita, praticamente só se vêm os olhinhos de tanta lama e terra que leva em cima. Até então este não era mais que um suspiro e conseguíamos ouvi-lo em viagem ao cruzarmos uma estrada pequena e sinuosa, de pedra ou lama “Por ali, vira agora!” mas enquanto vira a cabeça e olha para trás, fixa a estrada que fica cada vez mais pequena até desaparecer, deixando cair o lábio inferior. Roady tem vivido melhores dias ultimamente e, de quando em quando, até vai à catedral no Estoril ou em Portimão, onde parece um miúdo pequeno às voltas e às voltas. Duas almas ansiosas e outras tantas malas descarregam o peso no pneu de estrada que aproveita para soltar a veia dançarina ao ritmo das curvas, descidas e regos lamacentos da estrada de terra batida. À chegada ao portão principal, uma imagem tirada de uma brochura ilustrada: dois

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cavalos acompanham-nos galopando a nosso lado sobre um fundo de pôr-do-sol. Ainda nem há 3 meses, uma prenda de Natal fez renascer em mim o mesmo miúdo que saltitava de olhos no embrulho em forma de bicicleta. Nem os meses de chuva que ameaçaram até bem perto da data atenuaram o entusiasmo. Olhando para trás apercebo-me da sorte que tenho pela minha companheira de vida não só alinhar em férias de moto, como também me encorajar a aprender mais e a sermos ainda mais afoitos e ambiciosos. Quando Março finalmente chega, é como um urso que acorda, sacode e endireita-se, de céu azul e nuvem na lapela, cabelo despenteado pela brisa leve e fresca. Do Inverno chuvoso ficaram os terrenos e caminhos ensopados e os cursos de água despertos, cheios de promessas. Os últimos anos têm sido abençoados por jornadas de férias onde procuramos chegar por estradas pavimentadas a destinos interessantes, seguindo as rotas de muitos e conhecendo os destinos de demasiados. Damos por nós a passar por estradas que crescem na nossa imaginação, tolhidas pela natureza “estradista” da montada que escolhemos. As VFR, não sendo óptimas em nada, são boas em quase tudo mas não me convidam a galgar terra e pedra, especialmente com malas e pendura. Mas a questão permanece: “E se fossemos por ali?” frequentemente respondida por um “Com esta moto não dá.” ou com um ainda mais premente “Eu, andar fora-de-estrada? Nem faço ideia de por onde começar!” Ao elencarmos os potenciais destinos de férias em moto para este ano agudiza-se a situação: Turquia, Irlanda e Escandinávia. Qualquer um destes fazem-se com a nossa moto mas começa a sentir-se que não é a mesma coisa. Já para não falar em destinos como Sudoeste Asiático ou América do Sul. Conforme cruzamos os portões da Herdade, Muddy mal se aguenta com tanta antecipação e ansiedade. Roady parece ter mirrado, e em cada buraco e rego de lama parece tenso e encrespado. Durante os próximos dias vamos seguramente encontrá-lo fechado no quarto, “com o burro preso”.

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À Mesa de Jantar

Negociar em moeda estranha numa fronteira longínqua, a mim, deixame uma comichão que espero saciar. «Então o que leva na carrinha?», questiona o guarda da alfândega na África saariana. «Cocaína para as criancinhas!». Quem viaja com Enrique tem de estar preparado para os calafrios e adrenalina que este nível de interacção provável com os autóctones proporciona. O estilo mais descontraído é evidente e isso sobressai no grupo reunido à volta da mesa e, como com qualquer português que se preze, se vivem momentos memoráveis, enquanto se recorda as aventuras passadas recentes. Onde tudo parecia perdido e, com o distanciamento que apenas o tempo permite, se soltam gargalhadas e deixa nos olhos um brilho, uma recordação. «Lembras-te quando estava tudo resolvido com a papelada na fronteira e o galego decide discutir com o guarda?» podia ser uma das frases que ouvíamos Carlos, recordando como Enrique se revela nos momentos mais inoportunos.

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Do Amazonas para Alter do Chão

Como as coisas boas e genuínas, a Dominator é uma moto simples, melhor descrita em poucas palavras. Sob o generoso depósito, outrora vermelho vivo, 28 litros de diversão e bons momentos, martelados em cada 650cc e vividos nos suficientes 50bhp de potência. Na experiência que os muitos quilómetros lhe ofereceram, consegue olhar de frente para as BMW e KTM, por cima das protecções de punho e da ocular remendadas, como uma cicatriz que conta histórias e inspira o respeito. Os suportes montados no guiador não escondem segredos: «Sou viajada e conheço o Mundo; e tu? Onde queres ir hoje?», parece perguntar. Toda ela respira promessas de aventura, apta a superar o desafio que lhe for traçado, no seu bater barítono compassado do único cilindro. Diferentes percursos trouxeram diferentes pessoas e motos a uma experiência partilhada. Ao ver que um dos participantes trouxe uma 1150GS, Carlos não pode estar mais satisfeito. A saudosa moto está ali e aproveita para conduzir o briefing prático em cima dela, sobre o descanso central. Em redor de

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ambos, assistimos com um misto de pasmo e fascínio à dança que se seguiu, durante a qual o dono da moto deixa escapar um ocasional arrepio, agravado com o baloiçar de uma lado para o outro. Nos últimos anos tenho investido em ganhar conhecimento de forma mais estruturada em condução em estrada. São me naturais as referências às noções de equilíbrio, de posicionamento do corpo, distribuição de massa e jogo de forças no bailado que só faz sentido a dois entre a moto e o piloto. Com alguma persistência tenho treinado no dia-a-dia essas técnicas de condução e, posso mesmo afirmar com orgulho, as incorporo já de forma mecânica e subconsciente nos percursos com a VFR, tendo ganhos claros na fluidez e segurança na estrada. «Então, quando curvo, onde deve estar o meu peso?» lança Carlos para a aula. «Do lado de dentro!», afiancei com a convicção que as horas de treino e formação e os 250 mil quilómetros me granjearam, apenas para ser logo contrariado por um «Do lado de fora!» vindo da minha esquerda. Caiu-me tudo com a confirmação do meu “oponente” «Exactamente: queremos o peso do lado de fora.». Eu sabia que partiria do zero para a condução fora de estrada, mas estava longe de imaginar que estava, afinal, em terreno negativo. Refaço-me do choque e esforço-me por manter uma abertura de espírito reconhecendo os argumentos físicos elucidados. Mas estou convencido? Nem por sombras.

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Volteio circense

Se escutarmos com atenção conseguimos ouvir a risada da relva e da lama da pista, como dois miúdos à espera das incautas vítimas da sua partida. É neste cenário de questões e dúvida pessoal que descemos à pista oval, vestida com as cores da época, a terra saturada com um manto verde viçoso, pontuada por manchas de malmequeres, brancos e amarelos. É a festa das flores que nos diz «Bem-vindos ao palco das festividades próximas!». Os poejos desafiam o pungente aroma do combustível e, por momentos, ninguém quer saber o quão bucólico o cenário é. No curto caminho acontecem os primeiros trambolhões devidos à irregularidade do terreno, sulcado pelas chuvas recentes em ribeiros improvisados onde outrora reconheceríamos um caminho. Virado a Poente, um dominó de maxi-trails e outras quasi-maxi aguarda as palavras de sabedoria, como bálsamo para a urticária. «Ai, Ai, Ai!» grita Carlos, enquanto a HP2 tomba sobre o flanco esquerdo «E agora?». Não há volta a dar: mais tarde ou mais cedo, isto vai acontecer por isso

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mais vale saber o que fazer. Não é o momento para bravatas ou afogadilhos: toca a ventilar e soltar o vernáculo mais cabeludo digno de uma peixeira do Bulhão em pleno acto de bênção do inspector da ASAE em dia de praça. Mais do que o exercício físico exigente que pode ser levantar um manatim de 300kg, retemos a mensagem da postura a ter, da calma e da ponderação. Face ao desafio seguinte, teria dificuldade em levar a sério quem me dissesse que, com apenas uma mão-cheia de minutos a conduzir fora-deestrada, vou conseguir circular como numa parada de demonstração da Brigada de Trânsito (os das motos, não os pançudos), de perna no ar e trocando para cá e para lá, ora à Amazonas ora com ambos os pés de um lado da moto. E não é que conseguimos? Não um, nem dois, mas todos, grandes e pequenotes. Depois de tamanha prova de fé, todo o cepticismo sucumbe e a confiança, naquele senhor de capacete e desenvoltura em duas rodas, dispara. «Venha de lá tudo o mais!», pode ser o que vai na cabeça de qualquer um dos infiéis agora convertidos. Sou agora obrigado a reconhecer que, da estrada para fora dela, muita coisa muda e as Leis da Física precisam de outra atenção e, principalmente, do benefício da abertura de mente. Enquanto rodamos e giramos, qualquer espectador trautearia uma de duas bandas sonoras: «Roda Roda Vira, Roda Roda Vem” e o clássico saxofone da série Benny Hill em passinho apressado. De rabo espetado para fora da moto e olhos no imaginário centro de uma roda progressivamente mais pequena, a Fé volta a fazer das suas. Como por magia a moto faz o que queremos e alegremente seguimos caminho

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No Escurinho do Cinema

Reunidos à volta da grande mesa antiga de cabeças de tigre talhadas em madeira, um almude de gente partilha experiências. O jantar servido no andar de cima em soalho de madeira descansava nos bandulhos de vinte projectos de aventureiros e seus mestres. Sobre a mesa, depois de devidamente depenicados digestivos e tomadas as injecções de cafeína prescritas pelo médico de família, um contraste de modernidade permite-nos projectar as imagens do dia. Os menos afortunados consolaram-se imortalizando momentos que não favorecem ninguém em filme e fotografia. Depois da barrigada alimentícia, os comensais têm espaço para outra de riso. A oferta é variada e para todos os gostos, desde rabos espetados, figuras apalhaçadas de pescoço hirto e esticado até a coreografias que vistas do céu evocariam tauromaquia interdita na maioria dos países civilizados. Acrescenta-se assim outra dimensão arrebatadora a toda a experiência, onde o espírito de grupo encanta e o gado vizinho e adormecido espanta. À vez, todos saltam para a ribalta, personagens de paródias onde cada um é protagonista. A pé, mas sempre com a protecção que apenas um

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capacete promete, no meio de tanta gente desvairada, Carlos esforça-se genuinamente e com uma entrega inquestionável à missão de evangelizar a manada de filisteus. Já os ímpios, cépticos e resistentes, enterram os instintos no buraco mais fundo do casaco, e aderem à histeria da rodaviva. As filmagens têm o condão de capturar mesmo aqueles que aspiram ao anonimato e é quando estamos nesse estado de alheamento que as surpresas são potenciadas. Bem no meio do carrossel de ombros encolhidos e mãos nos bolsos, Enrique esquiva-se, deambulando pela viagem que liderará dentro de poucas semanas ao Norte de África, na qual parece ainda haver uma vaga. Fazem parte do nosso grupo os aventureiros que idealizaram o projecto “Coração na Guiné”1. Joel e José Miranda partilham o objectivo de levar ajuda hospitalar até a um dos países mais pobres do Mundo, contribuindo para reforçar a missão que Joel já vem conduzindo nos últimos anos. Com ela pretendem-se equipar unidades básicas de prestação de serviços médicos às populações carenciadas. A viagem de moto vale pela dimensão mediática que acrescenta, já que seria estranho acreditar que nas malas de 40 litros viajaria o apoio que faria a diferença, em lugar dos contentores expedidos. Ao presenciar toda a virtude deste projecto, acabo a questionar-me sobre os motivos das minhas viagens e do contributo que poderia estar a dar.

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O projecto pode ser melhor conhecido e divulgado em http://www.coracaonaguine.com/

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Mãos ao Ar!

Fomos assaltados e levaram-nos tudo: desde as inseguranças aos stresses patetas. Com o corpo balanceado para a frente e o acelerador aberto numa mudança baixa, atacamos a subida íngreme de terra solta, sem a tracção que gostaríamos de ter. Depois do cimo, objectivo desejado, é uma incógnita e importa não ficar a meio. Mas e quando o motor luta e acaba por perder a batalha? No engasgo dos gritos de vitória da gravidade, agarramo-nos o melhor que podemos e ao que está mais à mão: o guiador. O equilíbrio é precário e, de costas voltadas para a queda, desesperamos por imobilizar a moto e a nós. «Mas que raio?!», pensamos enquanto a moto insiste em escorregar, deslizando: «Mas se estou a travar porque não paras, moto do demónio?!» Da roda da frente não pareço ter muita ajuda, sem peso e tracção; conforme olho para a mão da esquerda reparo no aperto desesperado da embraiagem. Mentalmente começo a escolher para que lado me atirarei: «Aquelas silvas têm um ar fofinho», «Para ali não, que posso querer voltar a andar» ou ainda «E se um dia ainda quiser ter filhos?»; imagino também os mortais à retaguarda eminentes da moto em modo acrobata.

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São estes os meus pensamentos, enquanto descanso à sombra dos pinheiros no cimo do trilho, absorvendo a lição bem pensada e metódica que Carlos se esforça por tornar clara. Recriei na minha cabeça todas aquelas situações que, mais tarde ou mais cedo, me aconteceriam caso tivesse optado por dedicar a outras coisas. Passo a passo, a explicação transforma uma situação delicada e de inquietação num evento controlado e normal. Foi neste cenário que a HP2 encontrou um leito barrento e sufocante, enquanto nos preparávamos para o exercício. Insistir em puxá-la para cima apenas iria contribuir para aquele Jaguar que o nosso quiropráta anda de olho desde há algum tempo. Badalando-a de um lado para o outro, alargamos o buraco candidato a campa de moto, o suficiente para que deitada a possamos rodar sobre a cabeça do motor Boxer. Com as rodas fora do sulco cavado, recordamos as lições recentes sobre como levantar morsas e outros paquidermes, deixando para mãos experientes o resto da tarefa, já com o motor ressuscitado. Ainda que as técnicas aprendidas sejam surpreendentemente simples e eficazes, a principal mensagem que retenho levo-a para a vida: é preciso calma e descontracção e uma atitude positiva face às aparentes contrariedades que estar vivos nos atira para a frente. E, acima de tudo, personifico a frase iluminada de Séneca «A sorte acontece quando a preparação encontra a oportunidade». Já eu prefiro a versão adaptada: «Quanto melhor preparado estou, mais sorte tenho.»

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Próximo desafio…

Marrocos: os dois numa 1150GS…mas não levamos só o Muddy. Março 2010 - Portugal, Espanha e Marrocos: 3 Países em 9 dias de viagem - 3.500km

Lembram-se daquela vaga? Já não há. “Yeah!”, gritam em uníssono Roady e Muddy.

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Ficha técnica

Quem é a MotoXplorers2, afinal? De um grupo de aventureiros de moto, surgiu a ideia de desafiar mais gente a encontrar nesse estilo de viajar uma oportunidade de viver a vida, em vez de a ver passar. “E se aprendêssemos para ensinar outros a ficarem melhor preparados para viajar assim também?”. Resultado: organizam viagens, expedições e organizam cursos de mecânica e preparação para viagens, para além de experiências como esta para aprender técnicas de condução fora-de-estrada, à imagem dos BMW Advanced Rider Training. Simples, não é? E resulta.

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Mais informação em http://www.motoxplorers.com

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