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O futuro na ficção - Revista Ragga

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FUTURO

Como será o amanhã?

por Izabella Figueiredo

O futuro do homem desperta tanta curiosidade que não é raro ver roteiristas e autores assumirem o posto de videntes e incluírem, em suas obras, previsões marcantes. Algumas se concretizam, outras, irrealizadas, seguem alimentando o sonho dos espectadores — não custa torcer para aquele skate voador, um dia, existir.

FOTOS/IMAGENS: REPRODUÇÃO

Dos roteiros futurísticos, o que se realizou e o que continua sendo pura fantasia

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REALIDADE Em De volta para o futuro 2, filme de 1989 que se passa no ano de 2015, Marty (Michael J. Fox) está em uma lanchonete jogando fliperama com um consolepistola para impressionar duas crianças. Elas, por sua vez, fazem pouco caso quando descobrem que o jogo “ainda tem que usar as mãos”. Em 2011, já existe o Mindflex, um brinquedo da Mattel que utiliza ondas cerebrais para mover uma bolinha.

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Em 2001: uma odisseia no espaço, o que impressiona são as televisões individuais em assentos de voos longos com a possibilidade de escolha de diversos canais. Nascida nos anos 1980, hoje já é recurso comum para afastar o tédio provocado por voos internacionais.


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No clássico desenho animado Os Jetsons, dos anos 1960, é comum ver George Jetson e seu chefe se falarem por videoconferência. Hoje, além das populares webcams, o iPhone 4 deu o que falar com o Facetime, software exclusivo para a realização de videochamadas via celular.

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Em seu livro 1984, George Orwell põe o personagem Winston em total paranoia por suspeitar que estivesse sendo vigiado por câmeras. O nome do responsável pelas instalações de câmeras por toda a parte? Um ditador chamado Grande Irmão — ou Big Brother.

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No conto From the London times of 1904, publicado em 1898, o autor Mark Twain faz uma previsão perfeita do que viria a ser a internet: “Ligações de longa distância sem limite e a rotina do mundo para todos verem e ouvirem”.

Em As Patricinhas de Beverly Hills (1995), Cher (Alicia Silverstone) escolhe a roupa que usará com a ajuda de um software que tem catalogado todas as peças do seu armário e que possibilita combiná-las entre si. Basta um toque na tela para visualizar todos os itens disponíveis. Quinze anos depois do lançamento do filme, aplicativos como Closet e Wardrobe Manager para iPhone exercem exatamente a mesma função do programa de computador criado exclusivo para Cher. Basta fotografar as peças do seu armário e “experimentá-las” pela tela do celular. O touchscreen usado no filme (e que soou como elemento futurístico durante muito tempo) também está presente no filme Minority Report, de 2002 que se passa em 2054. Nunca imaginaríamos que o display visual acionado pelos dedos tornaria-se popular em tão pouco tempo.

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MERA FICÇÃO

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No filme No mundo de 2020, de 1973, nada é mais antiquado do que mastigar alimentos. O uso das “pílulas de comida” é lei para satisfazer a fome de uma Nova York futurista e com 40 milhões de habitantes. A pouco de 2020, a maioria não dispensa uma saborosa mastigação.

De acordo com 2001: uma odisseia no espaço, nos anos 2000 já teríamos uma enorme estação espacial e voos sem escala para o espaço. Considerando que, em 2011, ainda se discute a veracidade da chegada do homem à Lua, podemos dizer que, nesse ponto, o roteirista “viajou”.

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Em O 5º elemento, Blade Runner e De volta para o futuro 2, carros ganham uma segunda via de circulação: o céu. O que isso significaria? Placas flutuantes, desvio de nuvens e muitos, muitos acidentes aéreos por dia. Não se realizou. Ainda em De Volta para o futuro 2, o brinquedo dos sonhos de todo jovem que assistiu ao filme está longe de se concretizar: o fabuloso “Hover Board”, skate flutuante fabricado na ficção pela Mattel, nunca chegou às nossas prateleiras.

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Gattaca, de 1997, se passa no futuro e uma das tecnologias disponíveis mais impressionantes é a possibilidade de saber as qualidades de uma pessoa por meio do seu DNA. No filme, mulheres aproveitam a saliva dos homens que acabaram de beijar e levam a um laboratório para conferir se o cara é mesmo um “bom partido”.

Lançado em 1995, o filme Estranhos prazeres, que se passa em 1999 e prevê a hegemonia dos minidiscs, pecou duas vezes. Primeiro porque, no início dos anos 2000, o formato de arquivo MP3 já começava a tomar o lugar dos CDs. E outra: de acordo com o filme, esses mesmos minidiscs seriam usados para gravarmos qualquer tipo de sentimento. Esse recurso, infelizmente, ainda não existe. comente redacaoragga.mg@diariosassociados.com.br

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