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Verão com estilo japonês

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ESTADO DE MINAS

● D O M I N G O , 9 D E N O V E M B R O D E 2 0 1 4 ● EDITOR A: Anna Marina ● E - M A I L : f e m i n i n o . e m @ u a i . c o m . b r ● T E L E F O N E : ( 3 1 ) 3 2 6 3 - 5 2 6 0

Feminino &

MASCULINO

DESIGN Irmãos Campana lançam linha de casa, abrem exposição na Suécia e sonham com trabalho para população. PÁGINA 8

FERNANDO LASZLO/DIVULGAÇÃO

Verão

Marca Virgílio Couture aposta no japonismo de festa para criar sua nova coleção

com estilo japonês MICHEL WILLIAM/DIVULGAÇÃO

Dos mineiros Virgílio Andrade e Izabela Starling, a Virgílio Couture aposta no conceito exclusivo de “street festa”, que mescla muito brilho e urbanismo. Para a nova coleção, a marca foi buscar na Terra do Sol Nascente referências como quimonos, tatuagens Yazuka e animais, com o mood oriental, como o tigre e a carpa, para estampar tecidos como seda, musselina e crepe. PÁGINA 6


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FEMININO& MASCULINO FOTOS: MICHEL WILLIAM/DIVULGAÇÃO

❚ POP COUTURE Unindo o bordado à estamparia, marca Virgílio Couture tenta introduzir nacionalmente o conceito de ‘street festa’ com seus vestidos e conjuntos supertrabalhados

Noite ganha

NOVOS BRILHOS A expressão “street festa” pode parecer nova para você, mas já estava previamente escolhida na cabeça do mineiro Virgílio Andrade quando decidiu lançar em 2012 sua marca, Virgílio Couture. Oriundo de Patos de Minas, o rapaz queria desafiar a moda com um conceito incomum: “Produzir peças que as pessoas pudessem usar das festas às ruas sem muita alteração nas composições. A ideia era misturar estampas a bordados, mas fugindo daquela coisa de nude com brilhos, dos vestidões de contos de fada”, conta. No mesmo ano, Virgílio foi convidado por André Hidalgo para mostrar seu trabalho na Casa de Criadores Verão 2013 – grande evento sediado em São Paulo, lançador de novos estilistas da moda brasileira. “Recebi ótimas críticas e a imprensa me conheceu. Pude, então, mostrar meu trabalho”, relembra Virgílio. Sempre à procura de novas oportunidades, Virgílio já havia mandado o material de apresentação de sua marca para Tereza Santos, que o convidou para fazer sua primeira participação no Ready to Go Verão 2014, estande

coletivo do Minas Trend que divulga novos talentos da moda para o público e permite colocar suas criações à venda. Das cinquenta peças-conceito expostas, Virgílio não vendeu nenhuma. “Tereza havia me advertido que não se costuma vender muito de primeira, mas mesmo assim me chateei”, relembra. Depois do mau desempenho do seu primeiro Minas Trend, Virgílio começou a cogitar a reestruturação da Virgílio Couture. “Alguma coisa devia estar errada.” Coincidentemente, surgiu Izabela Starling, colega de faculdade de moda em Belo Horizonte e amiga de longa data que propôs a Virgílio exatamente o que ele queria: reformular toda a marca, mas sem perder o DNA original que misturava estampas a bordados. “Acho que o que faltava em mim sobrava em Izabela, que além de ser ótima criadora tinha uma boa noção de gestão financeira. É que Virgílio tem um gene underground criativo incrível e eu adorava a ideia de criar uma moda festa mais versátil, mostrando um lado pop”, explica Iza. Estava feita a sociedade.

OUTROS CAMINHOS Já com residência estabelecida em São Paulo, foi em um pequeno quarto dos fundos que a recente dupla produziu junta a primeira coleção, a ser apresentada na edição outono-inverno da Ready to Go. Apesar das condições amadoras, o que se ouviu é que a marca arrancou suspiros. A parceria com Izabela só veio para somar e a coleção da dupla veio do jeito que crítica e público queriam: bem mais vendável, apostando em bordados típicos de moda/festa, mesclados com estampas, inspirados no art nouveau de Alphonse Mucha e influências militares. Era claro que a má fase havia passado e a marca arrasou nas vendas, comercializando para Curitiba, Salvador e Recife. Com um novo foco voltado para a área comercial, não cabia mais para a Virgílio Couture investir em desfiles, por isso a marca optou por não participar do line-up da última edição da Casa de Criadores, da qual já havia participado três vezes. “Queríamos investir em outras plataformas e não estávamos mais focados em desfiles. Queríamos trabalhar a marca nacionalmente e por isso não podíamos mais participar da Casa de Criadores”, diz Izabela. “A saída, entretanto,

foi superamigável”, reforçam. Hoje, o sonho de Izabela e Virgílio de ascender a marca e tornar o “street festa” conhecido no país parece estar se concretizando. A participação da marca na última edição do Minas Trend foi memorável: já contava com um estande exclusivamente seu e as vendas superaram as expectativas. “Começamos a penetrar em grandes multimarcas internacionais, como a Empório HD e Dona Santa, e pode também ser encontrada em mais de 25 pontos de venda em todo o Brasil”, comemoram. Além disso, o velho quartinho onde foram confeccionadas as peças naquela edição de outono-inverno já virou história. Virgílio Couture tem seu espaço no Fashion Room, showroom de marcas premium localizado em São Paulo, e agora já conta com uma confecção, dois funcionários fixos e 300 funcionários terceirizados, entre bordadeiras e costureiras. As peças variam de R$ 1mil a R$ 5mil e podem demorar até 40 dias para ser bordadas. “Acho que o público se identifica com o nosso DNA, que está na estamparia. Buscamos estampas diferenciadas, que fogem do vestido tradicional. Por isso acho que não temos concorrentes”,

gaba-se a dupla, pronta para desbravar o Brasil.

VERÃO SOL NASCENTE Para o

verão 2015, a marca foi buscar suas inspirações no Japão. Peças que lembram quimonos e até a tatuagem yakuza (processo em que se “fecha” o corpo com tinta) está refletida nas estampas e aplicações da nova coleção. O trabalho forte da etiqueta de bordar por cima das estampas, redesenhando-as, também entra no tom oriental. As estampas da vez são as carpas, tigres, cobras e pássaros fênix, elementos presentes na cultura oriental. Os desenhos assumem faceta mais delicada nas mãos da ilustradora Heloísa Etelvina. Além dos vestidos, conjuntos de saias e blusas assumem recortes em uma modelagem que lembra as vestes asiáticas. Muita seda, musseline e crepes transitam entre as peças, que recebem acabamento diferenciado com bainha de lenço. Amarrações, detalhes em plumas e transparência garantem feminilidade para a proposta “street festa”. Na cartela de cores, azul, vermelho, preto, rose e nude. ODANGO COLETIVO/DIVULGAÇÃO

IZABELLA FIGUEIREDO

Virgílio e Izabela: parceria de sucesso que começou com uma proposta de restruturação da marca


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Verão com estilo japonês by Izabella Figueiredo - Issuu