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Meu trabalho é meu lazer - Ragga Drops

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JULIANO SACRAMENTO/ESP EM

>> quinta-feira, 9 de setembro de 2010

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Buchecha >> Arcade Fire >> Superdose >> Lauryn Hill Na Samba Tech rola até partida de totó entre um trabalho e outro

O Ragga Drops visitou três escritórios para provar que existe felicidade depois da faculdade Páginas 4 e 5


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FOTOS: JULIANO SACRAMENTO/ESP EM

ESTADO DE MINAS >> quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Esta é a sala onde os funcionários da Samba Tech se reúnem para jogar Playstation

Bruno Cambraia administra o Brasa’s Spetin com o apoio dos amigos

Estúdio Vorko: Daniel, Matheus e Lucas (na frente), Pil e Pedro (atrás)

MEU TRABALHO E MEU LAZER Acredite: o trabalho rende muito mais quando se está entre amigos

Uma vez, em pleno século 17, Voltaire, grande filósofo parisiense, disse: “O trabalho é, na maioria das vezes, o pai do prazer”. Pedimos desculpas ao iluminista por não concordar cem por cento com sua afirmação. Afinal, o que mais vemos por aí são casos de estafa, pessoas reclamando da tarefa que desempenham, da rotina pesada, de problemas com colegas inconvenientes, puxação de saco, de tapete e por aí vai. É por isso que tomamos a liberdade de fazer uma pequena adaptação à frase de Voltaire: “O trabalho deveria ser, na maioria das vezes, o pai do prazer”. Felizmente, existem pessoas que foram agraciadas com empregos tão bacanas que ir trabalhar não é o menor sacrifício. Esse, inclusive, é um dos raros casos em que um clichê se aplica: “Quem faz o que gosta, não sente que está trabalhando”.

DOIDINHOS PELA SAMBA Na sala de entrada da Samba Tech, em vez de uma mesa padrão

com aparelhos de telefone, papéis para recado e agendas, avistamos uma mesa de totó. Quem nos atende com sorriso de guia turístico e roupa de balada é Pedro Filizzola, de 22 anos, publicitário e gerente de comunicação da empresa. A Samba começou em 2004, distribuindo conteúdo digital para celulares e, hoje, detém uma plataforma para gestão e distribuição de vídeos online, com especialização em TV na internet, comunicação corporativa e transmissão ao vivo: “Essa tecnologia cuida da logística digital dos vídeos, desde o momento que ele é capturado até quando é tocado no player”, simplifica Pedro. Para você ter uma noção, a Samba cresceu tanto nesses seis anos que suas maiores concorrentes são apenas empresas internacionais. Falando em bom português, o sucesso é tanto que hoje a Samba tem clientes como SBT, O Boticário e sites como o dos times Atlético e Cruzeiro e o Portal Uai cravados no currículo da companhia. Interessante é pensar que

muito desse êxito vem do fato de que os funcionários da Samba são realmente felizes lá dentro. “Aqui é a extensão da minha casa. Se eu pudesse trazia um colchonete para cá”, confessa a publicitária Patrícia Queiroz, 22. Para falar a verdade, a gente também ficou com vontade de levar nosso colchonete pra Samba. Quem é que não gostaria de trabalhar em um lugar com um design inovador, paredes plotadas e quadros cheios de post-its coloridos? Sem contar com os outros ambientes legais, como a cozinha cheia de sofás, pufes, eletrodomésticos para quem quiser fazer um lanche rápido e um Playstation, onde os funcionários costumam jogar uma partida de FIFA Soccer entre um trabalho e outro. Até nas horas mais sérias o pessoal da Samba dá um jeito de descontrair: a sala de reuniões, que é denominada “Divã”, conta com um painel enorme baseado no jogo de estratégia War, onde são explanadas as metas a cumprir e as

já conquistadas pela empresa. Para Rodrigo Paolucci, 24, diretor de marketing, esse clima de descontração é fundamental para o bom funcionamento da empresa: “O incentivo dessa parte cultural é praticada pela Samba desde os seus primórdios. E o resultado não poderia ser melhor”. Ele descreve com empolgação os momentos de lazer que tem com os colegas de trabalho: “Aqui temos eventos como a noite da jogatina, quando varamos a madrugada jogando Playstation. E também rola a premiação do “Cara” do mês, que é um troféu oferecido em uma cerimônia improvisada para premiar aqueles funcionários que se destacaram naquele período”. Outro motivo de orgulho para Rodrigo é o reconhecimento do mercado, já que a Samba já ganhou prêmios como o de empreendedor do ano de 2009 pela revista Pequenas empresas, grandes negócios para o diretor geral Gustavo Caetano, além demenções em jornais e revistas do

mundo todo, como a Time e a Red Herring, que concedeu à Samba o título de uma das empresas mais inovadoras do mundo. Tá bom ou quer mais? Hoje, a Samba conta com 50 funcionários e não são poucos os que querem fazer parte dessa equipe. Patrícia, por exemplo, teve que desbancar os 77 candidatos que passaram por uma avaliação minuciosa para engrossar o time dos sonhos. “Aqui você não é mais um número, como costumamos ver em outras empresas maiores. E, ainda por cima, trabalhamos com amigos”, comenta Pedro, revigorando as energias em um dos confortáveis sofás da sala de descanso, enquanto se prepara para encarar mais trabalho.

ESPETINHO DOS AMIGOS Quem também soube conciliar perfeitamente trabalho com diversão é Bruno Cambraia, 24. O garoto, que desde as épocas de colégio curtia organizar festas com a galera, hoje é dono do Brasa’s

Spetin, bar especializado na venda de espetinhos em frente a uma universidade de Belo Horizonte. Formado em administração, hoje ele aplica os conhecimentos aprendidos em sala de aula para dirigir um dos pontos que atrai mais estudantes em busca de um momento de descontração entre uma aula e outra. “Um dos meus ex-professores sempre cita o meu negócio em sala de aula e até aconselha os alunos a escolherem o meu bar, caso decidam matar aula”, descontrai. Hoje, o Brasas conta com dois funcionários. Porém, antes da equipe oficial entrar em campo, era de costume ver os amigos de Bruno bem ali, atrás do balcão, ajudando o parceiro a servir a clientela. “Gostava tanto do clima daqui que saía do trabalho e vinha direto pra cá”, diz Daniel Starling, 27, que ainda dá as caras, seja para bater um papo com os amigos ou para relembrar seus tempos de balconista, que, aliás, se tratava de um trabalho puramente cola-

borativo. O que valia eram os momentos de risada regados a boa música, comida e bebida ao lado dos melhores amigos. Com um ótimo resultado no seu primeiro empreendimento e sem medo de pegar no batente, Bruno planeja ampliar os horizontes dos seus negócios. Para isso, é claro que Bruno convocou os amigos para ajudá-lo na próxima empreitada. Rafael Mendes, Felipe Rocha e Breno Franco são os mesmos parceiros que cresceram lotando os salões de festa de seus prédios e, ao lado de Bruno, conquistaram popularidade como uma turma animada. Hoje advogados e administradores, eles se unem para jogar futebol, fazer churrascos e... planejar negócios!

AMIGOS QUE CRIAM O escritório da Vorko Design inspira amizade só de olhar. É em uma sala descontraída que Daniel Gonçalves, 25, Lucas Caetano, 23, e Matheus Dias, 23, criam ilustrações, desenvolvem modelagens em 3D e

trabalham com tudo que se refere à identidade visual do cliente. A Vorko já fez trabalhos para a Sony, CineOP, Ragga (!), entre outros. Hoje, a jornada de trabalho dos garotos é de cerca de oito horas por dia, mas, no começo de tudo, eles chegaram a ficar 24 horas trabalhando lado a lado em prol do negócio que estava para nascer. Nessa época, os rapazes ainda não tinham escritório próprio e trabalhavam em um quarto na casa de Daniel. “Esse tempo foi importante, pois acabamos por ficar mais envolvidos no projeto e fortalecer a amizade”, comenta Daniel. A demanda de trabalho na Vorko cresceu tanto que mais dois funcionários estão lá dividindo o espaço, Pedro Hudson, 22, e Pil Ambrósio, 24. Não precisa nem de falar que os novos membros da trupe já entraram no clima e se divertem muito entre uma criação e outra: “Não sinto que vou trabalhar obrigado. Vou até quando não preciso”, conta Pil.


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Meu trabalho é meu lazer - Ragga Drops by Izabella Figueiredo - Issuu