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DJs de iPhone - Ragga Drops

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>> quinta-feira, 31 de marco de 2011 BRUNO SENNA/ESP. EM

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O DJ Gregório Kuwada incrementa apresentações com o smartphone

Com aplicativos de instrumentos, profissionais e amadores experimentam novos sons Páginas 4 e 5


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ESTADO DE MINAS >> quinta-feira, 31 de marco de 2011

MUSICA TOCADA A DEDO Com os novos aplicativos oferecidos pela Apple, não há limites para a produção nas plataformas iPhone e iPad Guitar. Com eles puderam sintetizar o som do baixo, bateria e guitarra, que despertou a curiosidade não somente dos passageiros do metrô que estavam presentes na gravação do vídeo como dos internautas que foram conferir a performance on-line. Até a própria Apple chegou a abordar os rapazes e uma parceria entre os dois está sendo discutida.

O estudante e DJ Gregório Kuwada usa o iPhone para dar uma roupagem diferente naquilo que é convencional

O crescimento da popularidade dos aplicativos que permitem “tocar” instrumentos com um simples toque na tela do telefone vem crescendo nos últimos anos. O primeiro aplicativo dessa gama, o Pianist, foi criado em 2008. Mark Terry, diretor da companhia MooCow, desenvolvedora do aplicativo, tem orgulho do trabalho. “O Pianist foi lançado em fevereiro de 2008, antes mesmo de a App Store ser inaugurada. Nessa época, os usuários tinham que hackear seus telefones com o jailbrake para obter nosso software, que era dado de graça. Ele foi o primeiro aplicativo musical para iPhone e provavelmente o primeiro piano touchscreen em qualquer plataforma”, relembrou. O sucesso de Pianist foi tão grande (ele foi baixado por cerca de 250 mil pessoas) e criou tanto estardalhaço que a MooCow resolveu criar outros aplicativos semelhantes. Aos poucos foi colocando ao alcance do público o Drummer (bateria), o Guitarist (guitarra) e Band (coleção completa de instrumentos virtuais). “Um dia, a Apple me telefonou dizendo que eles amaram a versão gratuita de Band e de repente me vi em um palco me apresentando para o mundo no WWDC (Conferência Anual de Desenvolvedores da Apple). Naquela época, usar um iPod Touch ou iPhone para criar música era uma ideia romântica. Deve ser por isso que a Apple quis que eu apresentasse os aplicativos para os demais”, relatou Terry.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

PIANISTA DE CELULAR

BRUNO SENNA/ESP. EM

Damon Albarn é um músico consagrado, que aproveitou seu tempo livre para fazer música, mas a criação no iPad e no iPhone não está restrita a quem já provou que é bom compositor. O estudante de jornalismo e DJ Gregório Kuwada, de 22 anos, usa o aplicativo Beatmaker para incrementar as apresentações do Double Trouble, um projeto que ele faz com dois amigos, no qual experimenta sons e possibilidades em todas as plataformas disponíveis. “Os efeitos dão um diferencial nas músicas que eu toco. A resposta do público é sempre positiva porque o Beatmaker dá uma roupagem diferente naquilo que é convencional”, afirma. Para ele, uma das maiores vantagens do programa é a facilidade na hora de usá-lo. “É muito fácil. Basta abrir o app simultaneamente com o iTunes e pressionar os botões de efeito. É bem tranquilo”, diz. O app usado pelo DJ não é um instrumento, mas um estúdio musical personalizado. O programa traz mais de 170 instrumentos e sons de bateria, desde sintetizadores a sons de orquestra, combinando várias ferramentas responsáveis por efeitos em músicas conhecidas, mas que jamais estiveram ao alcance do grande público. Assim como Gregório, a banda Atomic Tom começou sua experiência de músicos de celular brincando com os aplicativos do telefone. Eles já faziam músicas com instrumentos, mas depois de três extensos anos em busca de projeção, o quarteto do tradicional Bairro Brooklyn, em Nova York, só fez sucesso depois de postar um vídeo inusitado no YouTube. Eles tocaram todo o single Take me out em um metrô, usando somente aplicativos para iPhone em vez de instrumentos. O vídeo atingiu 1,5 milhão de visualizações e o single disparou para a 86ª posição na lista de músicas mais baixadas do iTunes. Para gravar o vídeo, usaram vários aplicativos, como Shred, Drum meister e Pocket

Quem aproveitou o lançamentos dos instrumentos mesmo foi Fernando Biagioni, de 27, que vem utilizando aplicativos musicais do iPhone para dar um toque diferencial a um projeto musical que está executando. O fotógrafo mineiro, que residente em Firenze, na Itália, diz que “não é nenhum mestre na arte de usar aplicativos para compor músicas”, mas reconhece que “eles têm ajudado a incrementar o trabalho dando um toque diferente à música”. A verdade é que não existe uma fórmula certa para dominar os aplicativos e, assim como Fernando, você não precisa ser nenhum expert para começar a criar novos sons ou imprimir sua personalidade nas suas músicas favoritas. Basta ter um iPhone ou iPad, baixar os programas e começar a brincar.

REPRODUÇÃO

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Depois de criar a banda Gorillaz inteiramente em 2D, Damon Albarn (abaixo à esquerda) está lançando um disco feito no iPad

Você já deve ter ouvido falar da banda virtual Gorillaz. Comandada por quatro membros ficcionais 2D, Murdoc, Nicals, Noodle e Russel, as canções de sucesso da banda sempre foram feitas usando instrumentos e algumas intervenções eletrônicas convencionais. Depois de três álbuns de muito sucesso, seu último disco – lançado na internet em dezembro de 2010 e com previsão de lançamento nas lojas em abril deste ano –, The fall veio com um toque especial. Todas as músicas foram criadas no iPad. Em entrevista ao site oficial da banda, o músico Damon Albarn, um dos idealizadores do Gorillaz, explica que o novo disco foi inteiramente criado usando aplicativos e alguns poucos instrumentos adicionais durante o tempo livre que tinha entre um show e outro da turnê mais recente da sua banda Blur. “Em vez de ficar olhando pras paredes, ficava compondo”, relata. A reação da crítica e público a The fall não poderia ser melhor. A revista britânica New Musical Express disse: “Damon aterrissa com seus companheiros virtuais e assume o iPad, criando o melhor álbum do Gorillaz até agora”. Além do sucesso de crítica, os fãs também aprovaram. “Um álbum completo feito com aplicativos para iPad é muito curioso e inovador. Mal posso esperar para escutar o resultado final”, afirma Diego Nacif, de 16 anos.

O app Pianist reproduz a imagem e som de um teclado real


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DJs de iPhone - Ragga Drops by Izabella Figueiredo - Issuu