BATEKOO Plataforma de entretenimento, empreendedorismo, cultura e comunidade preta, periférica e LGBTQIAP+ que busca propor narrativas do cenário cultural brasileiro. Nasceu como uma festa em Salvador (BA), consolidou-se em São Paulo e hoje tem edições em diferentes cidades. instagram: @batekoo
RALACHÃO
DE 2 A 7 DE JULHO DE 2024 CONFIRA A AGENDA EM ITAUCULTURAL.ORG.BR coordenação editorial
Kety Nassar
conselho editorial
André Furtado, Andreia Schinasi, Carlos Antonio Moreira Gomes, Elizabete Oliveira, Galiana Brasil, Natalia Souza e Vinícius Murilo de Souza editor de texto
Duanne Ribeiro produção editorial
Pamela Rocha Camargo revisão
Karina Hambra e Denise Yumi (terceirizadas) projeto gráfico
Mily Mabe
pesquisa e mapeamento
Guilherme Soares Dias (fundador do Guia Negro)
Evento cultural dedicado ao público negro, LGBTQIAP+ e periférico. “De preto pra preto, respeitem nossos espaços!” é o slogan da festa, que costuma ter cerca de dez horas e pelo menos dez atrações. O objetivo, segundo os organizadores, é reunir os mais diversos tipos de pessoas, enfatizando estilos de músicas populares entre a comunidade preta. Já são mais de 200 edições, que reuniram mais de 90 mil pessoas. instagram: @ralachao
DISCOPEDIA
SLAM DA GUILHERMINA
Festa dedicada 100% ao uso e à valorização do vinil, comandada por @djdandan, @_djmarco_ e @djnyack. Criada em 2012, tem como lema “Música preta de todas as formas” e acontece sempre às terças, das 19 horas às 23 horas, na Central, ao lado do Terminal Bandeira, no Centro de São Paulo. instagram: @_discopedia
O coletivo periférico “reexiste” desde 2012, promovendo a leitura e a poesia falada em recitais e batalhas toda última sexta-feira do mês, na Praça Guilhermina, na Zona Leste. instagram: @slamdaguilhermina
ESCOLAS DE SAMBA Os ensaios das escolas de samba costumam reunir a comunidade para uma feijoada e a execução dos sambas-enredos. Os encontros são semanais, de agosto a fevereiro. Destaque para Vai-Vai, Peruche, Nenê de Vila Matilde e Camisa Verde e Branco, escolas formadas em quintais de famílias pretas e que costumam homenagear a negritude em seus sambas-enredos. instagram : @vaivaioficial @peruche_1956 @nenedevilamatildeoficial @camisaverdeweb
FESTA E COLETIVO AMEM Coletivo de artes negras formado por criadores LGBTQIAP+ que fomentam eventos como Parada preta, Ball Vera Verão, Pajuball e Kiki ball afrodiaspórica. instagram: @paradapreta @coletivoamem @ballveraverao @pajuball @kikiballafrodiasporica
AFROJAM SP Projeto musical que celebra a música de artistas pretos independentes sob a insígnia “celebração e protagonismo: das tradições ao afrofuturismo”. O projeto estreou em 2019, inspirado nos antigos clubes de jazz, onde nasceram as jams. Ocorre na segunda terça-feira de cada mês, no Mundo Pensante, na Bela Vista. instagram: @afrojamsp
O botequim, que fica na Barra Funda, recebe rodas de samba de quarta a domingo. A Velha Guarda da escola Camisa Verde e Branco costuma se apresentar por lá. instagram: @botecodadonatati
APARELHA LUZIA Quilombo urbano fundado pela artista Erica Malunguinho. Fica no bairro Campos Elíseos e abre de sexta a domingo, com DJs, shows autorais e lançamento de livros e documentários, além de desfiles. instagram: @aparelhaluzia
POR GUILHERME SOARES DIAS A capital paulista é um dos lugares mais interessantes para estar em contato com a cultura negra no Brasil, berço e potencializador de ritmos pretos. Há mais de uma dezena de espaços e festas que reúnem público e música negros, em seus diferentes estilos, como funk, rap, samba rock, dancehall, samba e hip-hop. Na cidade, cerca de 43% das pessoas se declaram de cor preta ou parda, o que significa que são 4,9 milhões de negros em um total de 12 milhões. Em Salvador, cerca de 83% dos 2,4 milhões de moradores se declaram negros. Assim, a capital baiana conta com uma parcela percentual maior de negros em relação a São Paulo, que, contudo, possui um maior número de habitantes negros. E quem está na capital paulista terá sempre uma opção de lugar ou festa preta para ir. > Guilherme Soares Dias é jornalista, fundador da plataforma de afroturismo Guia Negro e viajante.
MAMADI
BAILE DO HELIPA Toda sexta e sábado, das 22 horas às 5 horas, este baile funk acontece na Rua do Pacificador (próximo à Caixa Econômica, na região conhecida como Adriana, no bairro Cidade Nova Heliópolis). Um paredão de carros com som toca música em diferentes lugares, no que é chamado de “primeiro fluxo de rua de São Paulo”. A festa também recebe DJs e conta com um baile LGBTQIAP+. instagram: @bailedohelipa.ofc
BOTECO DA DONA TATI
FESTAS E LUGARES PRETOS NA CIDADE DE SÃO PAULO
FEIRA PRETA Idealizada por Adriana Barbosa, e realizada há mais de 20 anos. Em maio de 2024, o evento reuniu cerca de 40 mil pessoas em dois dias, no Parque Ibirapuera. instagram: @feirapretaoficial
EXPO INTERNACIONAL DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA Expo internacional Dia da Consciência Negra, realizada pela Prefeitura de São Paulo no mês de novembro. Criada há três anos, reúne shows, feira de empreendedores e rodas de conversa. instagram: @consciencianegrasp
Com música pop e pista, o Mamadi fica no entorno da Praça Franklin Roosevelt, no Centro de São Paulo, e serve litrão e caipirinha gelados, reunindo jovens negros e LGBTQIAP+ na rua. instagram: @mamadifood
CENTRO CULTURAL AFRIKA Este bar, restaurante e centro cultural apresenta a cultura africana em sua pluralidade. Fica no bairro do Bixiga. instagram: @centro_cultural.afrika
LAVAGEM DA 13 DE MAIO A tradicional lavagem da Rua Treze de Maio, no Bixiga, é promovida pelo bloco afro Ilú Obá De Min no Dia da Abolição da Escravatura (13 de maio), desde 2006. Segundo o grupo, o ato simbólico é também um ato político, já que denuncia a falsa abolição. instagram: @iluoba
PLAYLISTS Ouça uma seleção de músicas inspirada nas festas pretas de São Paulo, com curadoria da equipe do Todos os Gêneros.
TODOS OS GÊNEROS: MOSTRA DE ARTE E DIVERSIDADE 2024 NEGRITUDES O pensamento de Lélia Gonzalez e Sueli Carneiro, entre outros autores, nos ensina: raça também estrutura gênero. A interseção entre esses âmbitos produz subjetividades e condições de vida próprias, de modo que podemos dizer que ser negro, ser LGBTQIAP+ e ser negro e LGBTQIAP+ comportam recortes da realidade que demandam abordagens atentas às suas especificidades. É nesse eixo e com esse foco que a 11ª edição de Todos os gêneros: mostra de arte e diversidade se desdobra em 2024. Com uma programação que abrange música, performance, teatro, dança, debates, oficina e um percurso pelos pontos históricos da população negra em São Paulo, a mostra traz uma perspectiva multifacetada do que é ser negro, reforçando que negritude se diz no plural. E, nesse panorama de sensibilidades e temáticas – entre as quais a história e a epistemologia, além das questões de gênero –, um tema se destaca: a festa. As festas são elementos centrais da cultura. São elas tanto celebração, entretenimento, prazer e quebra da rotina quanto expressão, construção de comunidades e vivências de si. Essa multiplicidade de sentidos dos espaços festivos é especialmente vívida quando consideramos a história dos grupos negro e LGBTQIAP+ na São Paulo do século XX. Por meio das festas foi possível vivenciar alegria, liberdade, resistência e invenção. Do Carnaval aos bailes black, das boates da “década bicha” à comunidade ballroom, as populações marginalizadas abriram brechas em mecanismos opressivos, afirmando, de si para si, o que desejavam ser. Ao trazer, no contexto da experiência negra, esse olhar para a festa, Todos os gêneros convida a ver as negritudes como felicidade e luta. Acesse a agenda da mostra Todos os gêneros em itaucultural.org.br. Nesta publicação, confira o mapeamento “Festas e lugares pretos na cidade de São Paulo”, trabalho do jornalista Guilherme Soares Dias que aponta como a história da qual falamos um pouco – entre diversão e luta – segue sendo feita. Veja também entrevistas com os convidados das edições anteriores da mostra pelo link bit.ly/playlist-todososgeneros. E acompanhe nossa agenda em itaucultural.org.br. Itaú Cultural