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Relatório técnico CT-ISA

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CIRCUITO TECNOLÓGICO SOBRE

INOVAÇÃO E SUSTENTABILIDADE AGROPECUÁRIA

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

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Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

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© Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA)

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento | MAPA Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo | SDC

MAPA | SDC Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul

O IICA promove o uso justo deste material, pelo que se solicita sua respectiva citação 1ª edição 2014 Esta publicação também está disponível em formato eletrônico (PDF) no site institucional <www.iica.org.br>

C578a

Circuito Tecnológico sobre Inovação e Sustentabilidade Agropecuária Gerencial (1. : 2014 : Porto Alegre, RS) Anais do I Circuito Tecnológico sobre Inovação e Sustentabilidade Agropecuária Gerencial, 2014, Porto Alegre, RS / Organização [de] Itamar Pelizzaro. - PLZ: Porto Alegre, 2014. 112f. il 1. Agropecuária - Inovação Tecnológica. 2. Agropecuária Sustentabilidade. 3. Gestão agropecuária. I. Pelizzaro, Itamar II. Título. CDU – 631.152:636(81)

Ficha catalográfica elaborada pela bibliotecária Ana Cristina Prates CRB10/1499

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EXPEDIENTE Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Neri Geller Secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo Caio Tibério Dornelles da Rocha Diretor-Geral do IICA Víctor M. Villalobos Representante do IICA no Brasil Manuel Rodolfo Otero Presidente do Simers Claudio Affonso Amoretti Bier Vice-Presidente Carolina Luiza Rossato Hayashida Gilson Lari Trennepohl Mário Wagner Jalmar Martel Diretores secretários Siegfried Kwast Mathias Elter Diretor tesoureiro Flávio Geraldo Zacher Alexandre Appel

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Coordenador do CT-ISA Francisco Hercílio da Costa Matos

Editor executivo Itamar Pelizzaro PLZ Editora Ltda

Relações institucionais Jassira Castro

Editora-assistente Cassia Duarte

Coordenador de feira Rodrigo Rancheski

Projeto gráfico e editoração Pedro Dreher

Assessoria de imprensa Taís Teixeira

Reportagem Claudio Medáglia Jr. e Cassiano Scherner

Secretário Josias Portal

Fotos Roberto Vinicius e Divulgação

Assistente operacional Alfredo Medeiros

Revisão Plinio Nunes

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SUMÁRIO Lista de siglas ............................................................................................................................... 8 Editorial ....................................................................................................................................... 10 Espaço da Inovação .................................................................................................................. 15 Seminários temáticos – O conhecimento abre novas perspectivas à agropecuária ............. 29 1. Agricultura de Precisão – Aplicabilidade das Ferramentas 1.1 A evolução da tecnologia que revoluciona os campos do Brasil ............................. 30 1.2 O conhecimento é a chave para enfrentar os desafios produtivos ......................... 34 1.3 Como a Embrapa investe na agricultura de precisão .............................................. 38 2. Programa Inovagro – Inovação para produtividade e sustentabilidade 2.1 Programa Inovagro dá crédito para modernizar a produção ................................ 44 2.2 Crédito para fomento: Programa Inovagro ............................................................ 48 2.3 Boas práticas agropecuárias garantem novos mercados ..................................... 50 3. Plano ABC – Resultados da implantação 3.1 Os avanços do Plano ABC ...................................................................................... 54 3.2 Plano ABC nos Pampas: integração lavoura-pecuária ......................................... 57 3.3 Um caso de sucesso na região da Campanha ..................................................... 63 3.4 CNA lança portal com dicas sobre produção sustentável ..................................... 65 3.4 Programa ABC: crédito para a sustentabilidade no campo .................................. 68 4. Boas Práticas Agropecuárias – Foco no leite: responsabilidade do setor agropecuário na qualidade e segurança dos alimentos

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4.1 Leite: fomento para produção, transporte e beneficiamento ................................ 72 4.2 Ações para implantação do PAS Leite no Rio Grande do Sul .............................. 75 4.3 Projeto envolve capacitação em 14 propriedades .................................................77 4.4 Mapa formaliza pedido para prorrogar PSI ............................................................ 78 5. Oficinas de prospecção de negócios 5.1 Encontros possibilitam novas oportunidades para a inovação ............................. 80 6. Enquete – A voz do produtor rural ......................................................................................... 85 7. Anexos 7.1 Selo de Certificação de Inovação Tecnológica ...................................................... 96 7.2 Imprensa e visitantes ................................................................................................98 7.3 Sorteio de ordenhadeira ........................................................................................ 101 7.4 Participantes dos seminários temáticos e das oficinas de negócios ................. 102

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Lista de Siglas Aapresid – Associação Argentina de Produtores em Plantio Direto Anater – Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural APPCC – Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social Ceasa – Centrais de Abastecimento BPA – Boas Práticas Agropecuárias CEIP – Certificado Especial de Identificação e Produção CT-ISA – Circuito Tecnolólógico sobre Inovação e Sustentabilidade Agropecuária CESB – Comitê Estratégico Soja Brasil CNA – Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil Depros – Departamento de Sistemas de Produção e Sustentabilidade Depta – Departamento de Propriedade Intelectual e Tecnologia da Agropecuária Ecocitrus – Cooperativa de Citricultores Ecológicos do Vale do Caí Emater – Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária FAO – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura FLV – Frutas, legumes e verduras Ibrahort – Instituto Brasileiro de Horticultura IFSUL – Instituto Federal Sul-rio-grandense IN-62 – Instrução Normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento com normas para a produção do leite INIA – Instituto Nacional de Pesquisa Agropecuária do Uruguai

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Inovagro – Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária Inta – Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária da Argentina IPLF – Integração Pecuária, Lavoura, Floresta Mapa – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento PAS – Programa Alimentos Seguros Plano ABC – Agricultura de Baixo Carbono – Programa para Redução da Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura Pronaf – Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar Pronamp – Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural SDC – Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas Senac – Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial Senai – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Senar – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural Sesc – Serviço Social do Comércio Sesi – Serviço Social da Indústria SFA – Superintendência Federal da Agricultura Sipov – Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal Simers – Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul UFSM – Universidade Federal de Santa Maria Urcamp – Universidade da Região da Campanha

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EDITORIAL

Um futuro promissor Levar tecnologia para o campo é estimular as pequenas e as grandes indústrias de máquinas e implementos agrícolas para que nosso produtor rural tenha inovação em sua propriedade. Esta parceria que criou o Circuito Tecnológico sobre Inovação e Sustentabilidade Agropecuária não apenas uniu setor público e privado, por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul. O CT-ISA instituiu uma mudança na relação entre setor industrial e agropecuário, em que cabe ao Poder Público ser o indutor da melhoria contínua na agricultura. Benefícios socioeconômicos e ambientais, ganhos de produtividade por meio de inovação tecnológica, políticas de gestão e de agricultura de precisão mobilizaram o mercado agrícola brasileiro na Expointer. O CT-ISA se posicionou como importante fórum para entender e traduzir para a indústria as necessidades do produtor rural. Esta iniciativa movimenta um setor que cada vez mais se funda em boas práticas e busca produzir mais com menos recursos naturais. Hoje temos um cenário positivo no campo, com segurança jurídica, linhas de crédito suficientes e taxas de juros mais baixas. Nesse contexto, o CT-ISA se apresenta como mais uma ação para consolidar um futuro promissor para o agronegócio nacional.

NERI GELLER MINISTRO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO

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Parceria pela inovação A Expointer da inovação. É assim que o Simers classifica a 37º edição da maior feira agropecuária da América Latina. Nosso sindicato representa 65% da produção brasileira de máquinas e implementos agrícolas. Chegamos a essa posição com muito trabalho, dedicação, ousadia e insistência. Mas acreditamos que sozinhos não conseguimos ter êxito nos nossos objetivos. Precisamos de parceiros apaixonados e que sintam a necessidade de renovar e aumentar sempre o nosso negócio, que é a agricultura mecanizada para o pequeno, o médio e o grande produtor rural. A aproximação entre Simers e Mapa simboliza justamente este sentimento de inovação e pujança que se deseja levar para as lavouras do Brasil e do mundo. Esse primeiro projeto juntos resultou no Circuito Tecnológico sobre Inovação e Sustentabilidade Agropecuária (CT-ISA). Neste espaço, abrigamos tecnologia inédita, geração de conhecimento, palestras e seminários. Foi uma experiência muito positiva, na qual distribuímos o Selo de Certificação de Inovação Tecnológica para três empresas associadas. Com a assinatura do acordo de cooperação entre Simers e Mapa, com a presença do ministro Neri Geller, selamos com vitória essa primeira etapa que desejamos ser duradoura. Estamos preparados e ávidos pelos novos projetos.

CLAUDIO BIER PRESIDENTE DO SIMERS

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Fomento à agropecuária Fomento à inovação tecnológica e difusão de conhecimento foram a tônica desta parceria concretizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e o Simers durante a 37ª Expointer. Durante nove dias, em Esteio, com o trabalho da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC) e o apoio do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), estabelecemos o marco para um evento estratégico na agropecuária brasileira. O Circuito Tecnológico sobre Inovação e Sustentabilidade Agropecuária (CT-ISA) construiu um ambiente propício para a disseminação de informações com foco no desenvolvimento sustentável. Por meio de uma pauta com quatro eixos principais, fortalecemos conceitos e técnicas da agricultura de precisão e das boas práticas agropecuárias e amplificamos informações sobre as políticas públicas do Plano ABC e do Programa Inovagro. A iniciativa se revestiu de tal importância que o ministro Neri Geller já assinou termo de cooperação com o Simers para dar continuidade ao CT-ISA por mais quatro anos. Foi o início de uma dinâmica que envolve agricultores, indústrias de máquinas agrícolas e agentes públicos, procurando aprimorar o desempenho da propriedade rural e dar maior robustez ao setor frente ao cenário internacional.

CAIO ROCHA SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO AGROPECUÁRIO E COOPERATIVISMO

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MÁQUINAS E IMPLEMENTOS AGRÍCOLAS

ESPAÇO DA INOVAÇÃO

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Massey Fergunson A Massey Fergunson expôs o pulverizador MF9030, produto com grande capacidade produtiva e alta durabilidade que permite maior quantidade de hectares aplicados por dia com menor custo operacional. Outro destaque da marca foi o trator MF 7390, de 190cv, da série MF 7000 Dyna6, que integra modernidade, tecnologia e rentabilidade e tem como destaque a transmissão Dyna-6, com programação prévia e troca automática de marchas para determinada faixa de rotação e velocidade.

LS Tractor O conceito sul-coreano propõe tratores com componentes para melhorar a performance e a operacionalidade. A empresa apresentou modelos de 40cv a 100cv, equipados com tomada de força em três velocidades, sistema inversor de frente e ré sincronizado automático, superredutor, direção hidrostática ajustável, eixo blindado, menor raio de giro, maior vão livre (altura do solo de 50,7cm) e câmbio de 12 marchas. O consumo de combustível, em média 20% inferior ao de produtos similares.

Stara O Imperador 3100 é um pulverizador autopropelido com barras centrais, que mantêm a estabilidade em condições atípicas e em diversos tipos de terreno. A máquina é equipada com incorporador para defensivo no lava-frascos. Tem reservatório para 300 litros de água limpa, cabine com isolamento acústico, arcondicionado digital com filtro de carvão ativado, ampla visibilidade, banco com suspensão pneumática e CD player com USB. É equipado com o Topper 4500, controlador para agricultura de precisão.

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Suinorte A maternidade de manejo e alimentação fácil para suínos da Suinorte, de Braço do Norte (SC), é feita em aço inoxidável, o que não fere a matriz, e com sistema que libera ração na proporção adequada. Oferece conforto térmico gastando menos água, é mais higiênico, o que evita doenças e a necessidade de antibióticos, reduzindo custos e elevando a produtividade, com mais qualidade à carne. Com o sistema, os leitões ganham, em média, 1,5 quilo a mais do que no sistema convencional.

Agrovec A máquina para descascar mandioca (aipim) da Agrovec, de Novo Hamburgo (RS), oferece três velocidades e dois motores de baixo consumo para descascar a mandioca de maneira uniforme, retirando a pele e a casca. Como benefícios, evita acidentes no processo de descascar com faca e o desgaste físico do produtor. É mais eficiente e rápida, com capacidade de descascar de 15kg a 20kg por hora. A máquina agrega valor ao produto, já que a raiz descascada vale cerca de quatro vezes do que com casca.

Ipacol A empresa de Veranópolis (RS) mostrou a forrageira autopropelida CFA 2000, premiada no CTISA com o Selo de Inovação Tecnológica. A máquina foi fabricada depois de dois anos de pesquisa e desenvolvimento e conta com índice de 70% de nacionalização. A plataforma de corte tem 2 metros de largura e dois tambores. Tem como opcional uma segadeira de discos com condicionador de rolos e largura de trabalho de 3m20cm. O motor é Mercedes-Benz de 245 cv.

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Brasélio A fabricante de Massaranduba (SC) apresentou seu implemento IT-SAP, conhecido como “chupacabra”, que permite ao produtor de arroz efetuar os manejos necessários na cultura como adubar, semear e pulverizar os plantios. A máquina agora está equipada com rodas de aço estruturado de grande diâmetro, com garras variáveis ao terreno, adequadas ao uso em alagados. A articulação central permite ao rodado traseiro seguir o dianteiro mesmo em curvas.

Grazmec O implemento MTS 120 da empresa de Não-Me-Toque (RS) é utilizado para tratamento de sementes de modo uniforme, por meio de sistema elétrico para regulagem da rotação da roda líquida, descartando a regulagem por tesoura/fundo do copinho. O caracol de metal com borracha injetada não causa dano à semente. A graneleira é feita em polietileno, resistente à corrosão e de fácil limpeza. O implemento ainda tem rodízios que facilitam o transporte. Modelos disponíveis com uma ou duas caixas.

MV Ordenhadeiras Com sede em Porto Alegre (RS), a empresa produz e comercializa sistemas para produção de leite. Na sua linha constam itens como ordenhadeiras canalizadas, balde ao pé, transferidores, coletores, bombas, sistemas e peças e acessórios. Durante a Expointer, a MV doou uma ordenhadeira mecânica, que foi sorteada entre produtores rurais que participaram de pesquisa sobre políticas públicas do governo federal. Foi entregue na propriedade do vencedor do sorteio.

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Semeato As semeadoras múltiplas SHM da indústria de Passo Fundo (RS) têm alta precisão e robustez, ideais para pequenas e médias propriedades. O implemento efetua a semeadura direta de grãos graúdos (milho, soja, feijão, algodão - sem linter, sorgo e girassol) e grãos finos (trigo, aveia, arroz, cevada, canola). São dois modelos, de 13 e 14 linhas para grãos finos (espaçamento padrão de 17cm) e de cinco e sete linhas para grãos graúdos (espaçamento de 45cm). No CT-ISA, a empresa mostrou o modelo SHM 11/13.

Group Schumacher O grupo atende o mercado da América do Sul com um portfólio de sistemas e componentes para implementos de corte e enfardamento para todos os tipos de plataformas flexíveis. Os produtos carregam tecnologia alemã e equipam máquinas de diferentes marcas no Brasil. O Group Schumacher detém as marcas SCH, com o sistema de corte Easy Cut, erguedores de cultura, caixas de acionamento e molinetes, Rasspe, de noseadores, e MS e Radura, com soluções para sistemas de corte convencionais.

Intermaq Destinada para regiões sem energia elétrica ou com deficiência de abastecimento, a Ordenhadeira Canalizada permite a pequenos e médios produtores de leite acessarem uma tecnologia mais avançada do que os sistemas básicos balde ao pé. O sistema dispensa o uso de energia elétrica, reduz a necessidade de mão de obra, agiliza o processo de ordenha e reduz o tempo de envolvimento do ordenhador. Pode ser acionado por motor estacionário, tomada de força do trator ou energia elétrica.

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Videomakers - MovieSky O mapeamento aéreo de lavouras com uso de drones equipados com câmeras geotérmicas é uma revolução na agricultura de precisão. Hoje é acessível até para o pequeno produtor rural melhorar a produtividade. Ao mapear o solo e prepará-lo adequadamente, o pequeno produtor tem uma possibilidade real de se tornar sustentável. A Videomakers, em parceria com a MovieSky, tem mais de 30 anos de atuação na área agrícola e fornece cenas aéreas para essa nova aplicação. O serviço promete baixo custo e plena eficiência.

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Sulinox Com sede em Alvorada (RS), produz e comercializa bombas de vácuo, cercas elétricas, coletores de leite, ordenhadeiras canalizadas e balde ao pé, pulsadores eletrônicos e pneumáticos, sistema de gerenciamento de rebanhos, tanque refrigerador, transferidor de leite, unidade de limpeza com lavador e vagão misturador. A empresa tem como missão antecipar tendências e criar soluções de qualidade para o mercado, buscando ser referência na extração e refrigeração de leite.

Termoprol Zanotti Produz ampla gama de equipamentos para refrigeração e acumula conhecimento e engenharia de aplicação para auxiliar clientes e parceiros. Atua desde abril de 1982 na área de refrigeração comercial e industrial, com uma linha de produtos desenvolvidos com tecnologia própria. No CT-ISA, a empresa de Porto Alegre (RS) apresentou sistemas para transporte refrigerado a longas distâncias, túnel de congelamento e câmaras de grande porte e câmaras pequenas para resfriamento.

Fockink A indústria de Panambi (RS) exibiu a maquete de um sistema de irrigação de pivô central fixo com 1m40m de diâmetro. O modelo opera com torre fixa, indicado para irrigação em círculos ou em setores. Os pivôs funcionam por aspersão, podendo ser automatizados, contam com comando elétrico por meio de painéis de controle para todas as funções com leitura simplificada e de precisão. Os pivôs são em aço zincado, capazes de absorver arranques, tração e compressão.

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Japa Componentes Empresa fundada em 2001, em Garibaldi (RS), dedica-se à produção de equipamentos para a indústria de bebidas, como usinas extratoras de sucos naturais contínuas e semicontínuas, desengaçadeira de uvas, tanques para fermentação e estocagem, equipamentos para filtragem e envase de líquidos, equipamentos para microcervejaria, trocadores de calor e pasteurizados para líquidos e lavadoras de embalagens. Apresentou no CT-ISA alguns de seus produtos para agroindústrias.

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SEMINÁRIOS TEMÁTICOS

AGRICULTURA DE PRECISÃO APLICABILIDADE DAS FERRAMENTAS

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O conhecimento abre novas perspectivas à agropecuária

GILSON TRENNEPOHL Presidente da Stara e vice-presidente do Simers conduziu abertura de debates no CT-ISA Uma das ações do Circuito Tecnológico sobre Inovação e Sustentabilidade na Agropecuária (CT-ISA), realizado na Expointer 2014, a série de seminários temáticos proporcionou a oportunidade para divulgação de conhecimento para aplicação de tecnologias sustentáveis ao agronegócio. O CT-ISA realizou quatro seminários, abordando os temas Agricultura de Precisão, Programa Inovagro, Plano ABC e Boas Práticas Agropecuárias, com um tema por dia. A abertura dos seminários foi feita pelo vice-

presidente do Simers e presidente da Stara, Gilson Trennepohl, dando as boas-vindas ao público. Os encontros foram um espaço para apresentação e discussão de políticas públicas e receberam especialistas de diferentes visões sobre os temas e assuntos em pauta. A ênfase e o foco das palestras se centraram no resultado e na experiência da aplicação das políticas públicas e do conhecimento científico. O objetivo foi dar aos participantes informações sobre os ganhos que pode obter em seus negócios.

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OLAVO GABRIEL SANTI

Agrônomo, mestre em Engenharia Agrícola pela UFSM, diretor comercial da Drakkar Solos

A evolução da tecnologia que revoluciona campos do Brasil Para entender a importância e as peculiaridades da agricultura de precisão, é preciso conhecer um pouco das evoluções agrícolas ao longo dos anos, de um modo geral. Nesse contexto, diz o engenheiro agrônomo Olavo Gabriel Santi, diretor comercial da empresa Drakkar Solos, vivemos a Revolução Verde, o sistema de plantio direto, na década de 1990, o surgimento dos transgênicos e da biotecnologia, simultaneamente à agricultura de precisão, em meados dos anos 2000, e a agricultura da tecnologia da informação. Segundo ele, os primeiros estudos que com relatos do uso da agricultura de precisão no Rio Grande do Sul são de 1999,

na Coxilha Colorado, em Palmeira das Missões. No ano seguinte, iniciou-se, em Não-Me-Toque, o Projeto Aquarius, o primeiro grande projeto voltado à agricultura de precisão criado no Brasil. O empresário lembrou um gráfico elaborado pelo pesquisador argentino Rodolfo Bongiovanni, do INTA, em 2003, projetando a trajetória da agricultura de precisão até o ano de 2020 no mundo. Ali se verifica um entusiasmo inicial desde a década de 1990 até 2000. Todos acreditavam que essa era a solução dos problemas e que o caminho era adotar a agricultura de precisão. Mas até 2005, menos de 20% dos agricultores usava essa tecnologia, principalmente por barreiras

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seremos mais eficientes e obteremos maior rentabilidade. Mas, para isso, é importante pensar a propriedade como um todo”. Para ele, o manejo de irrigação é muito importante, especialmente por conta dos últimos anos de estiagem verificados no Rio Grande do Sul, no Brasil Central e na Bahia. Por isso, a irrigação é uma área que está recebendo grande atenção. Igualmente, assistência técnica atualizada e produtos de qualidade e bem posicionados têm grande relevância. E a gestão de pessoas será o definidor de quem permanecerá ou não na atividade. Um fator fundamental serão as tecnologias de agricultura de precisão, com mapeamento e máquinas interagindo para dar o resultado final eficiente. “Nesse sentido, é preciso avaliarmos quanto vale o nosso conhecimento na hora de projetar o desempenho de determinada cultura”, diz o diretor da Drakkar, que atende um cliente em Passo Fundo que obteve, em 2013, uma colheita de 87 sacas de soja por hectare em seus 32 hectares cultivados. Em outro mapa de produtividade, agora de uma lavoura de milho de 2012, com pivô central, na região de Cruz Alta, os números também são bastante interessantes, com média de 285 sacas de milho por hectare. Mas boa parte desse pivô central ultrapassou as 300 sacas por hectare.

Proporção de produtores

Prognóstico de adoção da AP no mundo 1 Teto de adoção devido a barreiras tecnológicas ou institucionais

0,8 0,6 0,4 0,2 0

Desânimo, devido à falta de apoio e à baixa Entusiasmo rentabilidade inicial

Novas descobertas permitem adoção total Primeiros a adotar

1990

1995

2000

2005

2010

2015

2020

Rodolfo Bongiovanni, INTA, 2013

como a falta de máquinas, financiamento e equipamentos. Foi em 2005, com o surgimento de uma série de empresas de prestação de serviços, que houve o primeiro boom na agricultura de precisão. Nos cinco anos seguintes, a tecnologia chegou a ser usada por cerca de 50% dos produtores rurais, em diferentes formas e estágios. Mas ali, novamente, houve uma estagnação em face da barreira das máquinas, uma vez que havia poucos equipamentos disponíveis para atender à demanda gerada. A partir de 2010, um novo crescimento no uso da agricultura de precisão deverá fazer essa tecnologia chegar a 100% dos produtores até 2020, de alguma forma e em todo tipo e tamanho de propriedade. O diretor da Drakkar observa que, para a obtenção de bons resultados com o uso de tecnologia, é preciso conhecimento. “Assim,

Produtividade em kg/ha

Produção de arroz na Fazenda Formosa, em São Gabriel (RS) 14.000

Introdução AP

Introdução da rotação soja/arroz

12.000

10.283 10.520

10.000

12.000 11.380

9.491 8.592

8.218

8.000

7.328

7.672 7.123

6.000

4.885 4.000 2.000

2003 2004

2004 2005

2005 2006

2006 2007 2007 2008

2008 2009

2009 2010 2011 2012 2010 2011 2012 2013

Meta

SAFRAS

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Na cultura do arroz, outro bom exemplo de evolução na produção vem da Fazenda Formosa, em São Gabriel. O crescimento do rendimento ocorreu a partir de 2006/2007, quando foi introduzida a rotação de culturas entre soja e arroz na várzea e foram alcançados 7,6 mil kg/ha. “Em 2010, quando entrou a agricultura de precisão, passamos de 10 mil kg/ha. A meta para 2014 era 12 mil kg/ha, o que foi alcançado nesta safra. A adoção de tecnologias, a entrada da agricultura de precisão e o uso de novos cultivares têm nos levado a resultados muito satisfatórios”, afirma. EXEMPLOS DE SUCESSO

a entrada da agricultura de precisão. Em Santo Augusto, a Sementes ASP alcançou recorde histórico de 265 sacas de milho por hectare e mais de 40 sacas de soja por hectare sob pivô central em 150 hec-tares. E ainda a Propriedade Schwening, de Rio Verde (GO), com 310 arrobas de algodão por hectare, em 120 hectares, com taxa variável de N, P, K e calcário, sendo a primeira safra de algodão nesse talhão. O Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB) divulgou levantamento feito nos Estados Unidos a respeito da importância de diferentes fatores no desempenho da produção de milho, como genética, nitrogênio, fungicidas e população. Analisados isoladamente, em alguns casos, houve até queda no rendimento. Mas o uso de todos os fatores combinados deu um resultado de 4.100 kg/ha. Todos os itens atuando juntos são responsáveis pelo resultado da produção, não somente a fertilidade ou o manejo de plantas.

Outros exemplos são a Agropecuária Capané, de Cachoeira do Sul, que obteve 223 sacas de milho por hectare na safra 2013/2014, quando o recorde anterior era de 198 sacas por hectare. A Estância Santa Marta, em São Borja, que antes da introdução da agricultura de precisão, retirava 600 bois em INFORMAÇÃO E VALOR setembro, com média de 400 quilos cada. Com a agricultura de precisão, a propriedade Com base nisso, confirma-se a frase cupassou a retirar 1.100 bois no final de julho, nhada pelo argentino Carlos Grosso, da Ascom 430 quilos de média e mais 600 bois no sociação Argentina de Produtores em Plantio final de setembro com 400 quilos. Direto (Aapresid), de que a rentabiUma produção maior que o dobro lidade é proporcional à quantidade Gerar do que se obtinha antes. de conhecimento por hectare. A RESULTADOS Também em São Gabriel, a agricultura de precisão não é Implementar Formosa Agropecuária obsomente uma coleta de daAÇÕES teve média de 13 mil quidos. Adquirir e processar los de arroz irrigado por dados é apenas a primeiTomar DECISÕES hectare, batendo pela ra etapa. É preciso inquinta vez consecuterpretar a informação Aplicar INTELIGÊNCIA tiva o recorde de para gerar conheprodução da procimento, aplicar priedade desde inteligência e Gerar CONHECIMENTO Interpretar as INFORMAÇÕES Adquirir e processar DADOS Adaptado pelo autor, IPNI, 2013

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tomar decisões para implementar ações que irão gerar resultados. Isso é o valor da informação. “Mas como transformar informação em valor? Um exemplo simples é o que foi verificado em uma lavoura de milho, na qual a calibragem do pivô central estava mal feita. O pivô não jogava água homogeneamente, e o produtor perdeu 25 sacas por hectare, em média. Em valores atuais, cerca de R$ 600,00 por hectare, o que pode ser o lucro da atividade”, lembra o empresário. Segundo ele, é preciso estar sempre atento para fazer a calibragem correta das máquinas antes de colocá-las no campo. “Não adianta fazer um mapa perfeito e ter uma assistência muito boa e aplicar o corretivo ou o adubo no solo em uma máquina que não está ajustada para dar o melhor resultado. Isso passa pelo técnico que está fazendo a calibragem”. Outro erro é a aplicação de calcário com vento. O resultado é que a parte reativa do calcário acaba se perdendo. O manejo de fungicidas para doenças de

final de ciclo também é fundamental nesse processo. Algumas ferramentas que estão sendo usadas no campo são as taxas variáveis de sementes e de formulados, tanto para soja quanto para milho. A leitura correta das condições de cada área e o acerto na preparação dos equipamentos permitem identificar as quantidades necessárias para alcançar o melhor em produtividade com o mínimo de insumos. Uma projeção feita nos Estados Unidos até 2016 mostra as ênfases que aquele país vem dando a determinados aspectos da atividade agrícola. A taxa variável de fertilizantes vai crescer muito, assim como o uso de mais de um fertilizante em taxa variável, ao mesmo tempo. Mas a amostragem de solos em imagens será o principal, sendo utilizada por mais de 80% dos produtores. Em síntese, a agricultura da informação já é uma realidade, e não existe um modelo único de ação. O sucesso está na atenção aos detalhes e na gestão das informações que podem agregar valor.

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ANTÔNIO LUIS SANTI

Engenheiro agrônomo, doutor em Ciências do Solo, professor da Univesidade Federal de Santa Maria

O conhecimento é a chave para enfrentar os desafios produtivos A década de 1980 foi muito importante para a atividade agrícola e permanece valiosa até hoje. Naquela época se dizia que o problema da lavoura poderia ser o produtor rural. Hoje, esse conceito ainda é válido. A análise é do engenheiro agrônomo Antônio Luis Santi, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul. Segundo ele, o Brasil enfrenta problemas seriíssimos com erosão. No sul do país, o solo fica sem cobertura no outono, após a cultura da soja e do milho, e isso está mexendo com os resultados das lavouras. Nesse contexto se insere a agricultura de precisão, que não é a única, mas é uma das grandes ferramentas para resolver boa parte dos problemas.

A primeira máquina de plantio direto no Brasil foi desenvolvida em 1972 pela empresa Imasa, de Ijuí. Já se procurava precisão em outros tempos, e, embora sem quantificar, é possível verificar que naquela época já se fazia uma grande busca por plantar e colher, tratando o solo com mais carinho. “A agricultura de precisão veio para nos ensinar a usar o solo com mais carinho e obter mais produtividade”. E não é por modismo que a tecnologia está chegando. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) tem preconizado, em termos de aumento de produção de alimentos no mundo, que é preciso ser mais efetivo, uma tarefa nada fácil. O sul do Brasil é especial no que

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diz respeito à expansão de áreas e intensificação de cultivo, como se verifica com a soja. Mas, segundo o professor, é necessário ser mais eficiente em gestão de sementes e fertilizantes, a lanço ou a linha, e outros produtos fitossanitários. AS ETAPAS FUNDAMENTAIS Conforme Santi, o cenário agrícola brasileiro é muito diversificado. Muitas práticas importadas da Europa não servem para o Brasil, e outras precisam de ajustes para funcionar aqui. Mas o resumo do conceito da tecnologia e da agricultura de precisão é o tripé que reúne maximização, otimização e preservação.” Temos de ter o conhecimento para diminuir o erro. Quando tenho informação, consigo ser mais clínico, e essa é uma das grandes vantagens da agricultura de precisão. Em 2004, tínhamos de fazer um talhão para experimentar e comparar. Hoje, felizmente, esse paradigma já foi rompido, pois não resta dúvida de que, em determinadas condições, não obteremos a produtividade e o rendimento recomendados”. A atividade rural é rodeada de desafios produtivos. E o mapa de colheita é uma das grandes ferramentas para superar esses desafios, utilizada em um dos momentos mais nobres da lavoura. Há duas etapas fundamentais: o plantio (e o manejo) e o momento da colheita. Uma referência permanente em relação aos índices produtivos são os Estados Unidos, especialmente na soja. E nossas médias não são ruins se confrontadas às deles. Um exemplo disso é uma comparação entre a empresa Kip Cullers, dos Estados Unidos, que na safra 2010 obteve 10,8 mil quilos de soja por hectare, e a Fazenda Vila Morena, em Boa Vista das Missões (RS). A segunda colheu, em 118 hectares, média de 71 sacas por hectare. Mas em alguns pontos da lavoura chegou a alcançar 114 sacas. Com isso, verificamos que a alta eficiência e produtividade já está presente

quase na totalidade das boas lavouras. Na imagem do gráfico acima, demonstrativa de uma lavoura de milho irrigada, em uma área do pivô, chegamos à produtividade de 383 sacas por hectare. Na média do pivô, que produziu em cem hectares, o produtor alcançou 324 sacas por hectare. O desafio produtivo está imposto, e a tecnologia está mostrando que ela está presente nas lavouras e que é possível fazer uma administração eficiente.

É NECESSÁRIO SER DETALHISTA Santi ressalta que, das ferramentas da agricultura de precisão, o primeiro elemento é a possibilidade de enxergarmos em que nível o produtor se encontra e quanto pode evoluir, se pode se inserir no contexto de alto rendimento ou não. Há 120 fatores de produção. Alguns definem o potencial médio e que são muito importantes, como pragas, doenças, plantas daninhas. Contra esses, é preciso fazer o manejo trivial. A agricultura de precisão se insere nesses fatores e nos que limitam a produção. “Não há como alcançarmos 100 sacas de soja e 300 sacas de milho sem uma gestão melhor da fertilidade. Faz muita diferença termos uma ou várias amostras de solo. Temos de ser mais detalhistas. Tenho convicção de que, nos próximos anos, precisaremos ter pelo menos quatro amostras por hectare para chegarmos a 100% de acerto”, diz Santi.

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Administrar a taxa variável de sementes é uma necessidade permanente. Antes mesmo da chegada do ano 2000 já se considerava o uso de 24 sementes de soja por metro. Hoje, há produtores usando 10, e outros falando em oito sementes por metro. Essa mudança é um sinalizador da quantidade e da qualidade de conhecimento agregado. A variabilidade entre plantas é um aspecto sobre o qual não há sombra de dúvidas. A agricultura de precisão está aí para ajudar a diminuir a variabilidade, tanto nas plantas quanto nos insumos. SENSORES PARA ADMINISTRAÇÃO Outra grande preocupação é a variação de produção de massa seca. A aveia preta é a principal cobertura de inverno do sul do Brasil. Chega-se a ter variação de quatro a nove toneladas de massa seca de aveia seca. Para dimensionar a importância dessa diferença, basta projetar seu impacto na integração lavoura/pecuária e o aporte de carga animal nos potreiros. Para o agrônomo da UFSM, é necessário diminuir essa variabilidade no inverno para aumentar a produção de milho e soja no verão. “Não é possível ter uma diferença tão representativa na aplicação de potássio ciclado, por exemplo. Teremos de evoluir nisso”. Uma ferramenta com grande potencial, já disponível para o cultivo da cana de açúcar e que está em estudo para outras culturas, é o uso de sensores para ajudar na administração dessa variação no inverno. Santi adverte para a necessidade de o produtor dar atenção à lavoura durante os 12 meses do ano. “Não podemos permitir que um hectare, que custa 700 sacas de soja, na compra, fique desocupado”. No que diz respeito a sistemas inteligentes, a grande oportunidade do produtor é ter disponível informação ano após ano e poder avaliar onde está acertando, onde está errando, bem como a tecnologia que pode usar e onde usar. Uma das ferramentas é o plano de rotação inteligente de cul-

turas. É possível posicionar estratégias de manejo de maneira variada. “Em uma fração de determinada área, onde se confirma o potencial do trigo, seguimos plantando essa cultura. Em outra, com erosão, semeamos aveia, pensando em cultivar milho no futuro. E em uma terceira, com baixa produtividade, problemas de compactação e armazenamento de água, optamos pela intervenção com nabo. É a tecnologia nos permitindo intervenções variáveis. Abre-se um novo leque de investimento, que é o posicionamento de estratégias. Isso é fantástico, pois nos permite uma nova visão agronômica”, diz Santi. Outro segmento que vem causando importantes perdas nas lavouras é o tráfego sem controle das máquinas sobre as áreas de cultivo antes do plantio, comprometendo a qualidade do solo e das plantas. Estudo de especialista da UFRGS na área da compactação aponta uma redução na produtividade de até 16% no milho, 13% na soja, 10% no sorgo, 10% no trigo, 23% na cevada e 20% na aveia. Segundo o agrônomo, não é possível enfrentarmos tamanho prejuízo pela falta de controle sobre o tráfego na propriedade. MAPEAR PLANTAS DANINHAS É OPÇÃO O sensoreamento também é uma opção de grande aplicabilidade, embora com algumas lacunas. “Trabalhamos com sensores de baixo custo, pensando no agrônomo que está no dia a dia no campo e quer tomar uma decisão in loco sem gerar mapa, em alguns casos, mas ser um pouco mais detalhista na intervenção, pensando em nitrogênio, que é um dos insumos que mais contaminam o meio ambiente e de maior custo. O sensoreamento tem grande espaço, mas precisa ainda de protocolos. Já conversamos com a Embrapa, que irá fazer, nos próximos anos, todo um desenvolvimento desse tipo de tecnologia”. O mapeamento de plantas daninhas é

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outra alternativa com grande potencial. Mesmo com o uso de sementes transgênicas, é preciso maior cuidado, pois há muitas plantas resistentes. Igualmente, o manejo de pragas é fundamental. “Em uma experiência, fizemos uma única aplicação de inseticida, comparado com o manejo tradicional do produtor, que fez três aplicações, e obtivemos grande resultado. Reduzimos o impacto ambiental e o prejuízo no bolso. A agricultura de precisão tem ajudado muito para aumentar a qualidade ambiental”. QUALIFICAÇÃO DE PESSOAL Santi relata experiência desenvolvida para a gestão da água em lavoura de arroz. “Usamos o momento do plantio do arroz e depois da colheita para fazer o levantamento altimétrico da área e gerar todas as taipas, as curvas de nível, no escritório, reduzindo a operação e dando melhor gestão na água do arroz irrigado. Há muitas possibilidades. É possível sair do trivial”.

A questão mais importante, em resumo, segundo ele, é saber quanto e onde o produtor está ganhando ou perdendo, para otimizar a atividade. “Com diferentes manejos, uma mesma área, de 127 hectares, cultivada com milho na safra 2008/2009, resultou em prejuízo de R$ 92,26 por hectare. Na safra seguinte, com soja, alcançou rentabilidade média de R$ 823,65. E no período seguinte, também com soja, chegou a R$ 1.728,28. Mais do que isso, determinadas porções dessa área renderam até R$ 2.400. A agricultura de precisão nos mostra isso com clareza e nos auxilia.” O pesquisador aponta, ainda, o valor da nanotecnologia no futuro da atividade agrícola. Mas, a par de todo o avanço tecnológico e das alternativas que se apresentam à nossa frente, Santi ressalta que é preciso qualificar o homem para poder lidar e aproveitar ao máximo esses avanços. “O maior gargalo na agricultura de precisão é qualificação de pessoal. Temos muito a evoluir a partir da agricultura de precisão.”

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NAYLOR BASTIANI PEREZ ENGENHEIRO AGRÔNOMO E PESQUISADOR DA EMBRAPA PECUÁRIA SUL

Como a Embrapa investe na agricultura de precisão A Embrapa sempre teve como desafio dei-xar claras as bases da agricultura de precisão, frente a tantas ocorrências de tecnologia, uso sofisticado de informação, equipamentos caros e da adoção em sistemas brasileiros e fora do país. Para a Embrapa, agricultura de precisão é respeitar as diferenças que ocorrem em um sistema de produção. Muito além do uso de um equipamento ou de tecnologias, é uma postura gerencial que leva em conta a variabilidade espacial para aumentar o retorno econômico e minimizar o efeito negativo ao ambiente. A rede de agricultura de precisão, hoje, conta com 21 unidades da Embrapa, com 214 pesquisadores no Brasil. Entre 2009 e 2013, a empresa aplicou R$ 3,6 milhões em 108 atividades de pesquisa, desenvolvimento

e inovação. São 50 instituições parceiras e colaboradoras e 15 campos experimentais em cinco projetos componentes dessa rede, que hoje está se desmembrando, também na área de automação. A Embrapa trabalha em diferentes Estados, desenvolvendo desde culturas anuais, perenes, sistemas integrados, produção de arroz e frutas, em um ambiente muito diverso. Por isso, foi necessária essa homogeneização de conceitos, que produzem grande impacto na empresa. É o que permeia as atividades de pesquisa. Para o uso da agricultura de precisão é preciso haver variabilidade. Além disso, o custo para realizar uma operação que considere essa intervenção localizada deve ser viável economicamente.

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Um trabalho feito nos Estados Unidos lançou as bases dentro da academia para a a-gricultura de precisão, referente à amostragem de solo e uso de calcário. De acordo com o estudo, nem todos os solos necessitam da mesma quantidade de calcário. A pesquisa mostra que, mesmo em uma simples parcela, encontram-se porções mais ou menos ácidas, exigindo volumes diferentes de calcário.

Isso mostra que 80% dos usuários da agricultura de precisão trabalham com correção e adubação a taxa variável, mas só 33% fazem uso do mapa de colheita. Sem falar em outras ferramentas, como pulverização e semeadura a taxas variadas, que também contribuem. O que tem de ser avaliado é como será entendido o que está acontecendo na lavoura se não se conhece a variação obtida na colheita.

CICLO CONTÍNUO DE APRIMORAMENTO

80

80 67

60 Frequência (%)

No estudo, o pesquisador tentava fazer um paralelo entre a necessidade de aplicação com sucesso no cultivo de trevos com diferentes exigências em relação à fertilidade do solo. Esse conceito já era apresentado em 1929, pela Universidade de Illinois. Sabe-se que a simplificação não é a solução. É preciso trabalho além das máquinas. Há alguns conceitos que o agricultor tem de levar ao técnico, na assistência. O que os pesquisadores defendiam era de que não cabe tentar adivinhar como é a variabilidade da fertilidade de uma determinada área. É preciso fazer a análise do solo. Por mais básico que isso pareça, em muitas situações essa prática é relegada ou subutilizada dentro de sistemas de produção. A partir desse trabalho, delimita-se o tripé da ação em agricultura de precisão: detecção da variabilidade, interpretação e planejamento e intervenção, com ciclo contínuo, sempre em busca do aprimoramento. E não importa se essa detecção é feita por drone, por máquina ou por sensoreamento orbital, remoto, próximo ao solo ou pela acurácia do agricultor. Esse profissional traz, desde seus ancestrais, a capacidade de ler a natureza, de entender a variabilidade e de trabalhar com informações que vão contribuir para outras camadas de informação obtidas a partir da tecnologia. As ações em agricultura de precisão estão focadas em amostras georreferenciadas de solo e aplicação a taxa variável de fertilizantes.

Atividades dos usuários de AP

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28 18

20 0

4 Correção do solo

Adubação Colheita

Pulverização Semeadura Irrigação

CONHECIMENTO MÚLTIPLO A Metade Sul do Rio Grande do Sul tem registrado grande crescimento da atividade agrícola. Naquela região, com solos de diferentes características e peculiaridades climáticas, a integração lavoura-pecuária é uma realidade. Nos mapas da próxima página, de três anos distintos, com soja, verifica-se modificações quanto às áreas mais e menos produtivas a cada incidência de La Niña ou de El Niño. Alguns trechos mostram certa estabilidade de baixa produção, mas há também mobilidade em relação às áreas de produção com potencial maior. Nessa área não foi feita nenhuma aplicação com taxa variável em nenhum desses anos. Poderíamos considerar outro tipo de variação, às vezes muito comum ao se trabalhar com maquinário inapropriado, que é aquela introduzida pelo próprio agricultor ano a ano. A pergunta que fica é: quando um sistema apresenta variabilidade suficiente para

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Mapas mostram produtividade na Metade Sul em três anos distintos

2012

Produtividade (ton/ha):

2013

Produtividade (ton/ha):

2014

Produtividade (ton/ha):

[0,34 / 1,08]

[0,79 / 1,88]

[0,11 / 1,89]

[1,08 / 1,29]

[1,88 / 2,13]

[1,89 / 2,33]

[1,29 / 1,48]

[2,13 / 2,32]

[2,34 / 2,59]

[1,48 / 2,69]

[2,32 / 2,80]

[2,59 / 3,20]

que sejam adotadas algumas ferramentas da agricultura de precisão? Resultados simulados por pesquisadores mostram que a agricultura de precisão se faz com pessoas e com distintos conhecimentos voltados para a solução de um problema comum. Ninguém detém o domínio exato de todas as tecnologias necessárias para alcançar a excelência. O conhecimento múltiplo da propriedade e das questões que a envolvem é fundamental. Rotação de culturas e outros conhecimentos básicos nunca serão substituídos pelo aparato tecnológico. Igualmente, as máquinas vêm evoluindo. É preciso equipamentos eficientes para executar uma agricultura de precisão adequada. Mas uma máquina precisa somente não resolve se quem a estiver manejando não tiver o conhecimento apropriado para isso. Da mesma forma, a amostragem. Entre os adotantes de agricultura de precisão entrevistados nos dois últimos anos, a maioria trabalha com uma amostragem de três a cinco hectares, pelo menos. As pesquisas apontam que uma amostra apenas por hectare deixa de ser efetiva na determinação da produtividade de determinada área, e existe um grande campo

a ser explorado. Conforme o pesquisador, esse avanço agronômico e em tecnologia trouxe mais esclarecimento aos produtores, já que estão fazendo mais amostras de solo em relação ao passado. Mas é preciso manter essa adoção em um nível crescente. Por outro lado, segundo ele, também há limitações. “Temos equipamento preciso, com taxa de erro calculada, dentro dos padrões, e sensores fazendo a leitora da biomassa para geração de um mapa de aplicação de nitrogênio dentro dos preceitos recomendados. No entanto, em algumas situações, mesmo com o trabalho afinado, o resultado não corresponde. Podemos ter áreas em que os insumos são aplicados em maior volume do que em outras, na semeadura a lanço, por conta da conformação da área de declividade. Ainda há limitações a serem superadas.” A produção é influenciada por fatores como topografia, cor do solo, textura, drenagem, espessura e características dos horizontes. E, agregando as informações de campo, imagens de satélite, fotografias aéreas, mapas de produtividade e histórico da área, será possível estabelecer locais para amostragens e delimitar zonas de manejo homogêneas.

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SEMINÁRIOS TEMÁTICOS

PROGRAMA INOVAGRO INOVAÇÃO PARA PRODUTIVIDADE E SUSTENTABILIDADE

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JOSÉ GUILHERME TOLLSTADIUS LEAL DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE SISTEMAS DE PRODUÇÃO E SUSTENTABILIDADE (DEPROS/SDC/MAPA)

Programa Inovagro dá crédito para modernizar a produção O agricultor brasileiro deve estar ciente dos aspectos de gestão e ter perfil de empreendedor, sob pena de acumular prejuízos. Ele precisa acompanhar os lançamentos tecnológicos e entender de logística, preço, mecanismo de mercado e riscos climáticos. Na gestão de pessoas, há a competição cada vez maior do emprego nas cidades, e falta mão de obra no campo. O produtor tem que estar ligado a uma cooperativa ou associação, ter adequação ambiental e, cada vez mais, atentar para a qualidade dos produtos agropecuários. Essas exigências têm levado o agricultor a agir de forma diferente. É claro que permane-

cem aqueles investimentos necessários para a produção. Mas, assim como o profissional da área hoje preocupa-se com solo, máquinas e equipamentos, ele precisa incorporar outros elementos em busca do sucesso. “Há 20, 25 anos, alguém tinha conta de celular? Tinha conta de internet? De TV a cabo? Esses itens começaram a ser incorporados às nossas famílias. Da mesma forma, isto se transpõe ao mundo rural. Hoje tem que ter um computador, um software específico de gestão, uma boa telefonia, com acesso à internet”, diz o diretor do Departamento de Sistemas de Produção e Sustentabilidade (Depros/SDC/Mapa).

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Em razão dessa nova realidade, José Guilherme Tollstadius Leal destaca a importância de o produtor investir nos avanços tecnológicos. “Quem não fizer isso fica para trás. Você tem que investir em equipamento para o seu sistema de gestão. A capacitação vai ficando mais complexa. Ela tem que ser destinada ao próprio agricultor, a sua família mas também aos trabalhadores, ou seja, à mão de obra”, diz. MUDANÇAS NA OFERTA DE CRÉDITO De acordo com o diretor, as novas regras ditadas pela evolução determinaram também mudanças na oferta de crédito. “A gente sempre diz que o agricultor está mudando, o mundo está mudando, e o crédito não pode ficar só na questão tradicional.” O programa Inovagro, que já tem mais de um ano, surgiu para apoiar a incorporação e O Programa Inovagro

> Apoiar investimentos necessários à incorporação de inovação tecnológica nas propriedades rurais, visando ao aumento da produtividade, à adoção de boas práticas agropecuárias e de gestão da propriedade rural, e à inserção competitiva dos produtores rurais nos diferentes mercados consumidores > Cultivo protegido: hortaliças, frutas, café > Adequação de instalações e quipamentos: suinocultura, avicultura e pecuária leiteira > Agricultura de precisão > Produção integrada, bem estar animal e boas práticas agropecuárias: pecuária de corte e leite > Genética animal > Gestão da propriedade: software e capacitação

a inovação tecnológica pelas propriedades rurais. A meta, com isso, é o aumento da produtividade e a adoção de boas práticas agropecuárias, com a finalidade de permitir a inserção dos produtores nos mercados. Em um primeiro momento, na safra passada e nesta também, os grandes temas financiados pelo Inovagro foram hortaliças, frutas, café, adequação de equipamentos para suinocultura e pecuária leiteira, agricultura de precisão, produção integrada, bemestar animal, boas práticas agropecuárias, genética animal e apoio à gestão de propriedade e à capacitação. Um exemplo de inovação está na plasticultura, que pode ter financiado um sistema de irrigação diferente, por inundação, em teste em área de floricultura em Holambra (SP). O modelo permite reaproveitamento e economia de água. Em relação ao tema Boas Práticas Agrícolas – BPA, José Guilherme ressalta que o Brasil tem um programa chamado Produção Integrada que pode ser financiado pelo Inovagro. “Neste programa, você não precisa conseguir certificado. Sendo assim, você incorpora agricultores para dentro do sistema. O Produção Integrada é uma evolução do manejo integrado de práticas. Está focado na produção de alimentos seguros. É de adesão voluntária e pesa muito na racionalização de insumos e adoção de boas práticas em todas as fases de produção.” Entre os exemplos de boas práticas agrícolas, ele citada o trabalho com propriedades que manipulam hortaliças. E dicas simples podem fazer toda a diferença, como orientar as pessoas a ter água potável para lavar as mãos. “Você vai trabalhar com alimentos, isso reduz o nível de contaminação. Estamos dando exemplos de boas práticas”, afirma. Outro exemplo destacado é o que está sendo desenvolvido pela Embrapa Hortaliças: uma barraquinha móvel para quem trabalha com hortaliças. “O pessoal colheu tomate e, em vez de deixar ao sol, usa esta

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barraca cujo custo é de R$ 400. Além da praticidade, é de fácil locomoção e melhora a qualidade do produto”. O FOCO É O SISTEMA DE GESTÃO O diretor também salienta a importância do sistema de gestão ao falar sobre uma lavoura que adota práticas de produção integrada. “Estive nessa área aqui e perguntei para quem gerencia a produção, que é uma família se foi difícil, e eles concordaram que foi um pouco difícil. Questionei se valeu a pena e me responderam que houve economia de fertilizante e de agrotóxico, que antes era aplicado à toa. O resultado foi que a propriedade começou a aplicar os produtos dentro do calendário depois de adotar um sistema de gestão.” Da mesma forma, pesquisa conduzida pela Universidade Federal de Viçosa sobre a implantação das zonas integradas do café mostra a redução de tempo e o aumento de produtividade, mantendo a qualidade das plantas, com a racionalização de fertilizantes. “Divide os padrões do campo conforme a característica do solo, idade da planta e faz a dedetização de acordo com a necessidade. Você nem sempre vai conseguir economizar, tampouco fazer a aplicação correta para dar a resposta adequada. Nós temos que sair desta questão de utilizar por calendários para saber a necessidade real da planta. Precisamos da ferramenta para trabalhar, mas ela tem que ser aplicada no momento correto”. No setor da pecuária, também é possível financiar boas práticas na área do leite. Segundo Leal, será analisada a qualidade do leite para a realização de um processo de implantação de novas metodologias com o agricultor. “É um programa modular. O produtor melhora uma parte. Daqui a um tempo, ele vai melhorar outra. Então é uma implantação gradual para que a gente possa avançar”, defende.

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JOÃO PAULO COMERLATO GERENTE DE AGRONEGÓCIOS DA SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DO BANCO DO BRASIL

Crédito para fomento: programa Inovagro Grandes mercados para produção de alimentos como a China e os Estados Unidos produzem 500 milhões de toneladas/ano, enquanto o Brasil está chegando aos 200 milhões de toneladas/ano. O país tem potencial para duplicar a área de produção, aproveitando áreas degradadas ou mal utilizadas. Nesta safra, o compromisso do Banco do Brasil, incluindo o programa Inovagro, é emprestar R$ 81 bilhões. Atualmente, a carteira agrícola do banco é de R$ 157 bilhões. O montante é dividido entre monocultura (R$ 28 bilhões), máquinas e implementos (R$ 19 bilhões), soja (R$ 13 bilhões), milho (R$ 6 bilhões) e cana (R$ 4 bilhões). Hortaliças e frutas, entre outros, ficam com R$ 85 bilhões. “Então, se a nossa carteira é de R$ 157 bilhões, mais de 60% dela vai girar”, diz João Paulo Comerlato, gerente de agronegó-

cios da Superintendência Regional do Banco do Brasil. Ele chama atenção também para o fator custo. “Isso vai determinar a rentabilidade do produtor. Por isso o produtor eficiente é o que vai se manter no mercado.” O programa Inovagro possibilita investimentos para inovação tecnológica nas propriedades, para aumentar a produtividade e as boas práticas na gestão. Segundo Comerlato, o programa é amplo. “A gente pode financiar tudo que está relacionado à gestão da propriedade, à computação, à tecnologia.” Os itens com os maiores financiamentos feitos no Rio Grande do Sul dizem respeito à automação e à adequação de instalações para os segmentos de avicultura, suinocultura e pecuária de leite, inclusive a aquisição integrada ou isolada de máquinas e equipamentos para essa finalidade.

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Segundo Comerlato, a pecuária de leite tem potencial de crescimento, em que se observa a necessidade de investimento em parcerias. “O tema de casa que precisamos fazer, talvez com auxílio do Simers e do Mapa, assim como o pessoal que faz fomento e assistência técnica, é articular uma ação em conjunto com os produtores.” Além disso, há também a alternativa de trabalhar com genética, também financiada pelo Inovagro. Há a aquisição de material genético (sêmen, embriões e oócitos), provenientes de doadores com certificado de registro e avaliação de desempenho ou, alternativamente, para pecuária de corte, com o certificado especial de identificação de produção – CEIP. Outra opção é a assistência técnica para elaborar, implantar, acompanhar e executar o projeto, limitada a 4% do valor total do financiamento. Outro ponto inclui o custeio associado ao projeto de investimento e aquisição de matrizes e reprodutores. O programa contempla a pecuária de corte e de leite. No primeiro caso, os animais devem ser registrados em Livro de Registro Genealógico de associações de criadores autorizados pelo Mapa e ter avaliação de desempenho que ateste a superioridade na raça em pelo menos uma característica ou ter Certificado Especial de Identificação e Produção (CEIP). Já no segundo, os reprodutores devem ser registrados e ter avaliação de desempenho que ateste ser positivo para produção de leite, e as matrizes devem ter sido avaliadas em pelo menos uma lactação fechada, em controle leiteiro oficial. Os programas Sistema de Produção Integrada Agropecuária PI-Brasil, Sistema Bem-Estar Animal, Programa Alimento Seguro das diversas cadeias produtivas e programa Boas Práticas Agropecuárias da Bovinocultura de Corte e Leite também são contemplados pelo Inovagro. Neste caso, basta acessar o site do Mapa, no qual estão as informações necessárias: www.agricultura.gov.br/animal/bem-estar-animal/medidas-e-aplicacoes

O Programa Inovagro Público-alvo: Produtores rurais e cooperativas de produção rural Limite financiável: até 100% Taxa de juros: 4% ao ano Teto: > Empreendimento individual: R$ 1 milhão, por beneficiário. > Empreendimento coletivo: R$ 3 milhões, respeitado o limite individual por participante. * O teto previsto para empreendimento individual pode ser elevado em até 100%, desde que os recursos adicionais sejam destinados exclusivamente para cultivos protegidos. Prazo: até 10 anos (até 3 anos de carência). Itens financiáveis > Aquisição, implantação e recuperação de equipamentos e instalações para proteção de cultivos inerentes ao segmento da olericultura, fruticultura, floricultura e cafeicultura. > Serviços de agricultura de precisão. > Automação e adequação de instalações para os segmentos de avicultura, suinocultura e pecuária de leite, inclusive a aquisição integrada ou isolada de máquinas e equipamentos para essa finalidade. > Programas de computadores para gestão, monitoramento ou automação. > Consultorias para a formação e capacitação técnica e gerencial das atividades produtivas implementadas na propriedade rural. > Itens ou produtos desenvolvidos no âmbito do Programa Inova-Empresa. > Aquisição de material genético (sêmen, embriões e oócitos) de doadores com certificado de registro e avaliação de desempenho ou, alternativamente, para pecuária de corte, com o certificado especial de identificação de produção – CEIP. > Assistência técnica para elaborar, implantar, acompanhar e executar o projeto, limitada a 4% do valor total do financiamento.

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EZEQUIEL VALLE COORDENADOR DO PROGRAMA BOAS PRÁTICAS AGROPECUÁRIAS BOVINOS DE CORTE DA EMBRAPA

Boas práticas agropecuárias garantem novos mercados Depois de uma longa discussão que envolveu diferentes entidades da área produtiva e representantes governamentais, foi criado o Programa Boas Práticas Agropecuárias BPA, com a meta de introduzir novas metodologias capazes de mudar o perfil do setor no país. “Não foi algo criado de forma instantânea e sim debatido com seriedade”, ressaltou o pesquisador Ezequiel Valle. O programa consiste em um conjunto de normas e procedimentos a serem observados pelo produtor de modo a assegurar ao mercado consumidor alimentos de qualidade, além de sistemas de produção economicamente viáveis e ambientalmente corretos. A introdução das normas pode trazer ganhos aos produtores tanto dentro quanto fora da

porteira. O ganho na propriedade consiste em três pontos: uso das tecnologias mais adequadas, redução dos custos de produção e aumento de produtividade e rentabilidade. Na outra ponta, o ganho fora da porteira é composto por itens como agregação de valor, acesso a mercados diferenciados, bônus programa Novilho Precoce MS, em Mato Grosso do Sul, e melhoria da imagem dos sistemas produtivos. “Não adianta nada uma propriedade rural mencionar que está no BPA se continua produzindo commodities. Então, é necessário aliar o sistema de produção com qualidade do produto”, ressalta. O pesquisador da Embrapa lembra que atualmente o Brasil busca exportar commodities para países como Rússia e Arábia

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O que são as BPA > Boas Práticas Agropecuárias (BPA) são um conjunto de normas e procedimentos a serem observados pelo produtor para assegurar ao mercado consumidor: > Oferta de alimentos seguros e de qualidade. > Sistemas de produção economicamente viáveis, socialmente justos e ambientalmente correto.

Saudita, mercados considerados diferenciados por melhor remunerarem. “Logicamente, agrega-se mais valor se for trabalhar nesses mercados ditos diferenciados que melhor remuneram o produtor”, afirma. Valle destaca os benefícios obtidos pelos produtores de Mato Grosso do Sul. “O Estado remunera o produtor rural que está produzindo qualidade só para novilho jovem. Ou seja, este incentivo fez com que aquele Estado se tornasse referência em melhoria da qualidade do rebanho.” Valle também ressaltou a importância de uma lista de verificação para conhecimento de todas as fases do sistema de produção. “Aonde é que eu vou focar os quesitos da propriedade é a pergunta que o avaliador fará”, diz. “Neste ponto, nós temos acompanhado todas as propriedades, e a gestão é o item mais crítico”, enfatiza o pesquisador da Embrapa. Conforme Valle, a partir da análise desses fatores, é que se identifica onde estão os gargalos, para posterior resolução. PROCESSOS DE AVALIAÇÃO Outro detalhe importante diz respeito aos critérios de atendimento das propriedades que participam do programa. “Não falamos em certificação por enquanto porque implica custos. O produtor rural só poderá se certificar quando tiver garantia de que na outra ponta ele terá remuneração, mas estamos nos encaminhando para a certificação.”

Para possa criar um sistema de avaliação, a Embrapa definiu processos. São as categorias bronze, prata e ouro. “Tem itens que são obrigatórios e outros, altamente recomendáveis. Dependendo do que o produtor pensar sobre isso, poderá se enquadrar em alguma dessas categorias”, explica. Um detalhe é que se trata de um processo de adesão voluntária, no qual não será exigido que ocorra de imediato, já que o produtor poderá ir se adequando conforme os recursos de que dispõem. “Até hoje, as propriedades que têm participado e que receberam algum atestado têm feito com recursos próprios. Por quê? Cada um tem seu passo. Então, há aqueles que resolvem não pegar dinheiro emprestado em banco e outros utilizam recursos próprios, dependendo do montante.” REGRAS CONQUISTAM PRODUTORES EzequielValledizaindaqueacriaçãodeprotocolos como BPA e o programa Inovagro são sinalizações que vêm do mercado. Após sua explanação, o coordenador convidou o presidente da Associação Sul-mato-grossense de Produtores de Novilho Precoce (ASPNP), médico veterinário Carlos Furlan, a apresentar seu depoimento sobre a adoção de BPA. “O que já ganhamos com as Boas Práticas Agropecuárias foi o tanto que ganhamos em qualidade, em desenvolvimento, em tecnologia e gestão, propiciando condições melhores aos nossos colaboradores, em personalizar nosso bem-estar animal. Portanto, o que vem agregar de valor é no dia a dia do manejo do nosso gado como um todo”, destaca. Furlan reforçou o comentário de Valle de que ainda são poucas as fazendas que satisfaçam uma futura demanda de carne para exportação com a certificação qualificada. “Tenho observado que as BPA têm se disseminado no Brasil inteiro.”

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SEMINÁRIOS TEMÁTICOS

PLANO ABC RESULTADOS DA IMPLANTAÇÃO

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ELVISON NUNES RAMOS

Agrônomo, coordenador de manejo sustentável dos sistemas produtivos do Mapa e gestor do Plano ABC

Os avanços do Plano ABC O Plano Nacional de Agricultura com Baixa Emissão de Carbono (ABC) é um conjunto de estratégias estabelecidas pelo governo federal para estimular a adoção de práticas sustentáveis na produção agropecuária. Em paralelo, a União criou o Programa ABC – uma linha de financiamento com menores taxas de juros, maior carência e maior prazo de pagamento, para promover a implantação das técnicas de agricultura e pecuária de baixo carbono. Para isso, foram criados planos ABC estaduais, respeitando as peculiaridades de cada região e o modo de desenvolver suas práticas. “Esse é um tema importantíssimo para a nossa agropecuária. Quem ainda não percebeu isso precisa começar a pensar no assunto. Hoje, com a redução do desma-

tamento, que era o maior emissor nacional de gases do efeito estufa, o setor agropecuário tornou-se um dos que mais emitem esses gases. Temos de dar uma resposta. A resposta é o Plano ABC nacional e nos Estados. Temos de mostrar que a agricultura tem potencial para reduzir as emissões”, diz o engenheiro agrônomo Elvison Nunes Ramos, coordenador de manejo sustentável dos sistemas produtivos do Mapa e gestor do Plano ABC em âmbito nacional. Segundo Ramos, independentemente de o cenário de aquecimento global se confirmar ou não, os sistemas sustentáveis de produção são benéficos para o setor, pois conservam os recursos naturais, elevam a renda do produtor rural e colocam a agropecuária na vanguarda desse processo. “O

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Sustentabilidade da agropecuária brasileira

População

(em milhões de habitantes)

Rebanho

(milhões de cabeças/ bovinos e bubalinos

1960 2010 70 58

Produção 17,2 (milhões de toneladas)

Brasil já se tornou um país de vanguarda nesse assunto, e nossos compromissos que estão no Plano ABC são voluntários”. Segundo o agrônomo, para percebermos o que essa sustentabilidade representa, hoje temos 772% de aumento na produtividade da produção de grãos na comparação entre 1960 e 2010. É um setor com uma responsabilidade muito grande, mas que detém tecnologia para isso. Tanto que, dos 12 planos setoriais para mitigação de gases do efeito estufa no país, o único que está em fase avançada de implementação é o da agricultura. “O que fazemos é usar tecnologias que poupam terras. A tecnologia de produção que temos hoje é altamente sustentável. Em 1977/1978, a produção e a área estavam no mesmo nível. A medida que vamos avançando no tempo, podemos ver, em 2012, que a área de produção se manteve relativamente a mesma, e a produtividade cresceu quase 700%. Além de poupar terras, diz Ramos, é possível recuperar pastagens, implantadas ou nativas, que foram degradadas. Conforme o agrônomo do Mapa, essa recuperação

190 204

+ 251%

150

+ 772%

significa disponibilizar áreas para outras atividades da produção, fibras, grãos e outros. ”Não precisamos avançar sobre áreas nativas. Temos como contornar essa situação e até quadriplicar a produção”. O marco legal do Plano ABC é a Lei 12.187/2009. No Decreto 7.390/2010, estão descritas as ações que deverão ser utilizadas na mitigação dos gases de efeito estufa, que devem ser revistas a cada dois anos, uma vez que o plano é sustentável. Atualmente, as seis tecnologias previstas são recuperação de pastagens, plantio direto, integração lavoura-pecuária, fixação biológica de nitrogênio, tratamento de dejetos animais e cultivo de florestas. Ramos explica que a Portaria Interministerial 984/2013 institui o Plano Setorial para Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura – Plano ABC Nacional. Em seu artigo 4º, estabelece que os ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e do Desenvolvimento Agrário criarão uma comissão para analisar novas propostas de sistema que possam ser inseridas no Plano ABC.

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Conforme Elvison Ramos, o governo federal disponibilizou neste ano R$ 4,5 bi-lhões para financiamentos pelo Programa ABC, com limite de R$ 2 milhões por CPF.Para florestas plantadas, o limite é de R$ 3 milhões por CPF ao ano. As condições são prazo para pagamento de oito a 15 anos, com seis anos de carência, dependendo do projeto. As taxa de juros variam de 4,5% ao ano, pelo Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), e 5% pelo Programa ABC.

Situação Plano ABC nos Estados

Neste ano safra, foram R$ 2,7 bilhões liberados aos produtores rurais. Centro-Oeste Sudeste Sul Norte Nordeste

37% 34% 10% 10% 8%

1,2 milhão de hectares

trabalhados com as tecnologias do ABC

R$ 562 milhões

usados pelo setor florestal para cerca de 150 mil hectares

Tecnologias e Programas

R$ 587 milhões

> Recuperação de Pastagens Degradadas Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) e SAFs > Sistema Plantio Direto (SPD) > Fixação Biológica do Nitrogênio (FBN) > Florestas Plantadas > Tratamento de Dejetos de Animais > Adaptação às Mudanças Climáticas

RR

para recuperação de pastagens degradadas, beneficiando 388 mil hectares

R$ 7,5 bilhões

liberados em quatro anos, para 25,4 mil contratos

AP

AM

PA

MA

CE

RN PB PE

PI AC

TO

RO

SE

BA

MT

GO

Em construção

MG

ES

MS

PR SC RS

Plano estadual publicado Plano estadual elaborado

DF

SP

AL

RJ

Todos os Estados e o Distrito Federal têm Grupo Gestor Estadual (GGE) estabelecido

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JAMIR LUIS SILVA DA SILVA

Engenheiro agrônomo, Embrapa Clima Temperado

Plano ABC nos Pampas: integração lavoura-pecuária A integração entre lavoura e pecuária é uma importante e eficiente ferramenta para aumentar a produtividade e diminuir os índices de carbono gerados na atividade agrícola desenvolvida no Rio Grande do Sul. No bioma Pampa, com sua diversidade de solo, clima e vegetação, a integração ocorre em três grandes grupos. Um deles é desenvolvido nas terras baixas, os sistemas integrados em torno da cultura do arroz. Isso porque o Estado tem uma peculiaridade muito grande em trabalhar com o arroz irrigado e responde por quase 100% do produto no Brasil. Segundo o engenheiro agrônomo e pesquisador da Embrapa Clima Temperado Jamir Luís Silva da Silva, essa particularidade cultural e econômica tem de

ser levada em consideração para que sejam identificados e adotados os sistemas de integração adequados. “Em cima das terras baixas, o arroz é o carro-chefe. Mas vamos integrar com pastagens, soja, milho, sorgo.” SISTEMAS EFICIENTES Outro modelo é desenvolvido nas chamadas terras altas. Silva observa que as áreas onde são contratados os maiores financiamentos do Programa ABC no Estado é na região das terras altas, associando sistemas de integração com a soja, embora uma parcela menor também ocorra na região da Mata Atlântica e no bioma Pampa. O agrônomo destaca que a adoção de

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sistemas silvipastoris são eficientes e rentáveis, desde que desenvolvidos com critério e atenção. “Outro ponto importante é o campo nativo, as pastagens, o nosso ambiente natural. Temos, no bioma Pampa, a maior área de pastagens naturais do Brasil. Mas essa área vem diminuindo significativamente.” No Censo do IBGE de 1980, tínhamos 14 milhões de hectares de pastagens naturais. No levantamento mais recente, em 2010, o número era de 8,5 milhões. Mas, atualmente, a realidade é ainda menor. Dados da Emater mostram que o Rio Grande do Sul tem entre 5 e 6 milhões de hectares, ainda, de pastagem nativa. O restante já foi incorporado por vários modelos de sistemas. “Temos de trabalhar em cima disso e usar esses sistemas integrados para termos boa produtividade animal sem degradar esse ambiente”, adverte Silva. Nesse exemplo, temos um ambiente

plantado com acácia no qual se verifica uma condição climática favorável aos animais, tanto no inverno quanto no verão, e, por outro lado, a ciclagem de nutrientes no solo. Há vários modelos, principalmente na parte mais nobre do Estado, onde são usadas forrageiras, como azevém e, principalmente, aveia, para cultura de cobertura. Mas muitos desses sistemas não incluem a pecuária. E os animais têm um papel muito importante no sistema de integração lavoura-pecuária, afirma o agrônomo. ANIMAIS NO MANEJO “Muitas vezes, o gado é considerado um problema no sistema. Mas hoje há muitas propriedades utilizando animais como uma ferramenta de manejo benéfica para o sistema. Porém, é preciso entender isso. Do

Animal e aceleração de ciclagem de nutrientes

Folhas e ramos caem no solo

Nutrientes se armazenam

Fezes e urina retornam nutrientes ao solo

Nutrientes trazidos de camadas profundas do solo

Nutrientes utilizados pela planta forrageira

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ponto de vista da ciclagem de nutrientes, o animal é um acelerador. Do ponto de vista da incorporação de material orgânico no solo, a partir da decomposição da palhada, o gado é um acelerador. Mas se trabalharmos mal o animal, podemos transformá-lo num compactador.”

outro lado, acabo causando compactação do solo. O animal é uma ferramenta de manejo em qualquer dos ambientes.” O quadro abaixo mostra que a concentração de carbono e a taxa anual de incorporação de carbono no solo é maior em áreas pastejadas na comparação com uma área sem pastejo, em propriedade localizada em A LOTAÇÃO NO CAMPO de Tupanciretã (RS). Exemplo claro é a importância do uso de Conforme Silva, esse é o ponto que tem gado em áreas com forrageira. O pesquisade ser levado em consideração quando se dor explica que quando o animal está cofala em plantio direto sobre pastagens. A mendo a planta forrageira, ele faz com que grande questão é sabermos qual o limite essa planta altere a relação entre carbono entre fazer do gado um compactador ou um e nitrogênio, muda a qualidade da forraagente benéfico à área. Isso dependerá do gem, mas também incorpore uma palhada nível de palhada que o produtor deixar. Pas- de mais fácil decomposição no solo, ativa sa pela altura de pastejo que será deixada a microflora, que vai levar à decomposição nessa palhada e tem relação com a carga mais rápida. Por outro lado, uma forrageira animal que vamos colocar. “E a carga animal cortada pelos animais vai ter crescimento da quem regula somos nós, os manejadores, os parte aérea e também criará mais raiz. técnicos. Temos de ter isso muito claro nos projetos que vamos elaborar”, avisa. CICLO CONTÍNUO DE APRIMORAMENTO Outro aspecto importante do ponto de vista de produtividade animal é a lotação de Do ponto de vista de produtividade e da campo. Uma lotação ajustada permitirá co- receita que o produtor vai obter, Silva destalher mais unidades de produção – leite, car- ca um levantamento feito entre os anos de ne, lã – se a área for trabalhada com lotação 2002 e 2010 com soja e integração com a mais baixa. “Então, se enchermos o campo pecuária. Neste perfil, fica evidente o melhor com gado, não vamos colher mais por ani- aproveitamento nas áreas com pecuária e mal. Isso ocorre até um certo limite. Depois pastejo moderado em relação àquelas que começam a diminuir drasticamente a produ- foram trabalhadas apenas com o grão. “O ção do animal e a produção do hectare. Por rendimento é o dobro em relação ao sistema sem pastejo quando pego o resultado da produção de carne e transformo em soja. Adição de carbono sob diferentes Assim, podemos colher duas lavouras denintensidades de pastejo em ILP sob tro do mesmo ano.” Plantio Direto após 5,5 anos O bioma Pampa apresentava, em 1980, Intensidade Concentração Taxa anual de florestas ombrófilas densa e mista, florestas de pastejo de carbono adição de C estacionais decidual e semidecidual, savanaMg/ha Mg/ha/ano -estépica, estepe, área de tensão ecológica e 10 cm 7,7 1,40 área de formações pioneiras. O Pampa tem por característica florística zonas de campo 20 cm 8,3 1,51 permeadas por galerias. Mas já em 2007, a 40 cm 8,7 1,59 vegetação remanescente era muito diferenSP 7,1 1,30 te. Dos 14 milhões de hectares que havia, Tupanciretã, Souza et al.,2007 restaram cerca de 6 milhões. Assim também

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Rendimento da soja em modelos de sistemas de iLP 40

Lavoura – sem pastejo Lavoura – pastejo moderado

SACOS POR ÁREA (SC/HA)

20

Lavoura + pecuária – pastejo moderado

00 80 60 40 20 0

2002

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

Ano

aconteceu com as flores as e outros ambientes que preservam a água e o solo. “Mas o que podemos fazer é manejar esse campo nativo e obter uma produção sustentável, diferente da que obtemos hoje. Não precisamos recuperar pastagens degradadas. Temos de recuperar a produtividade das pastagens nativas. Mas se temos erosão de espécies ou entrada de capim-annoni, aí é preciso recuperar, com um plano de recuperação.” Em um trabalho antigo, conduzido pela UFRGS, foi feito ajuste da carga animal. No

estudo, foi avaliada a produtividade. O ganho médio diário de peso dos animais saiu de 150 gramas e foi a 550 gramas em 10 anos da experiência, entre 1986 e 1997. “Somente ajustando a carga animal, reduzindo de 710 quilos produzidos por hectare para 380, ou seja, 0,8 unidade animal por hectare, aumento minha produção por animal de 150 gramas para 550 gramas. Com isso poderei abater um animal com pouco mais de dois anos com 420 quilos de peso”, compara Silva. Experiência desenvolvida na Fazenda Panorama, em Camaquã (RS), faz integra-

Resultados de manejo de campo nativo Fazenda Norama, em Camaquã (RS), Módulo Guajuvira 2 Balanço anual Produção (maio a abril) Kg/ha PV

Receita R$/ha

Preço venda R$/Kg PV

Desembolso R$/ha

Desembolso R$/Kg PV

Resultado R$/ha

2008-2009

741

1.824,06

2,46

955,00

1,29

896,06

2009-2010

862

2.188,52

2,54

704,00

0,82

1.484,52

2010-2011

533

1.493,46

2,80

405,40

0,76

1.088,06

2011-2012

873

2.880,36

3,30

1.319,56

1,51

1.560,80

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ção arroz-pastagem e conversão de área de acácia em pastagem e tem campo nativo. No campo, foram ajustadas a calagem e a adubação, assim como a carga animal, fazendo com que o gado tenha à disposição uma oferta de forragem de 3 a 4 vezes o que consome. Com uma boa sobra, os proprietários da área fizeram uma subsemeadura com plantio direto, sem mexer no solo, sem usar herbicida. No primeiro ano do teste foi o manejo da propriedade em 125 hectares como testemunha, que já tinha produtividade média de 294 quilos, com bom controle da carga animal, fazendo pastejo rotacionado. “Alteramos para pastejo com carga contínua e ajustamos a carga animal. Na área testemunha usávamos a metade da adubação de calagem, por uma questão de custo. Ao adotarmos a quantidade recomendada, em 10 hectares, obtivemos 882 quilos de peso vivo por hectare, entre abril de 2008 e março de 2009. Obtivemos aumento da média

por hectare de produtividade em campo nativo melhorado sem degradá-lo, melhorando com subsemeadura de azevém e de aveia, sem herbicida”, conta. A produção, de 2008 a 2012, subiu de 741 quilos por hectare para 873 quilos. A receita por hectare aumentou de R$ 1.824 para R$ 2.880. E, embora o desembolso tenha passado de R$ 1,29 por quilo de peso vivo para R$ 1,51, o resultado praticamente dobrou, de R$ 869 para R$ 1.560. EM TERRAS BAIXAS A introdução de pastagens em áreas de arroz exige prévia drenagem, calagem e fertilização do solo. As áreas que saem do arroz precisam ser adubadas, principalmente, para a produção de pastagens, para aproveitar o benefício do animal na ciclagem de nutrientes. O tempo de rotação é o ponto mais importante nas terras baixas. O recomendado é fazer por um ano ou dois e parar

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por três a quatro. O arroz tem de entrar no sistema ocupando até 25% da área. Segundo o agrônomo da Embrapa, dados do Instituto Nacional de Pesquisa Agropecuária do Uruguai (Inia), colhidos desde 1963, mostram que sistema que não inclui a pecuária é menos sustentável do que aquele que contempla essa atividade. Uma boa alternativa de melhoramento do solo ao final da colheita do arroz é o uso de ferramentas como o rolo-faca, permitindo incorporar a palhada sem virar o solo. Nesse exemplo, em uma propriedade de Camaquâ (RS), em 2009, a lavoura foi colhida em março. O rolo-faca foi passado em abril. Em 30 de junho começou o pastejo sobre azevém e leguminosas, com carga animal de 320 quilos por hectare. No dia 21 de agosto, na mesma pastagem, com uma carga animal de 520 quilos por hectare, o resultado foi um ganho médio diário de 1,2 quilo por novilho, resultando em 426 quilos de carne por hectare, com um custo operacional de R$ 2,70 por quilo vivo.

EMISSÃO DE METANO No sistema integrado, a emissão de gás metano produzida pela flatulência do gado é neutralizada, uma vez que a pastagem mais capta do que libera. Silva observa que são necessárias 94 árvores com até um ano de idade por hectare para compensar a emissão de metano de um bovino. Mas bastam apenas duas árvores de oito anos na mesma área para neutralizar o metano gerado por um boi de 450 quilos. O pesquisador afirma que a quantidade de carbono fixado com uma população de 250 árvores por hectare, que é a relação recomendada, também cresce muito na medida em que as plantas ficam mais maduras. “Árvores de um ano fixam oito toneladas de carbono equivalente no solo, enquanto árvores de oito anos produzem 58 toneladas por hectare”, diz. Segundo ele, o sistema pode ser desenvolvido permeando pastagem com acácia negra, citrus e erva-mate, entre outros.

Neutralização da emissão de metano em sistema silvipastoril: árvores x bovinos adulto de corte (450 Kg) 100 94,6

60

y = 22,173In (x) + 1,316 R2 = 0,9583

90

QUANTIDADE DE ÁRVORES

0,02069 ton. Ceq por árvore.ano-1

70 60

40 30

50 40

20

30 20

13,1 6,3

10 0

1

2

3

4,2 4

3,2 5

TONELADAS.HA-1

50

80

10 2,7

2,4

2,1

1,9

6

7

8

9

1,8 10

0

Árvores necessárias para neutralizar a emissão de 1 boi C fixado (t.Ceq) na madeira (250 árvores/ha)

LEITE et al., 2010; TSUKAMOTO FILHO, 2003

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RODOLFO CÉSAR FORGIARINI PERSKE ENGENHEIRO FLORESTAL, ASSISTENTE TÉCNICO REGIONAL DA EMATER NA REGIÃO DE BAGÉ (RS)

Uma fórmula de sucesso na região da Campanha Cases de sucesso de integração entre lavoura e pecuária foram apresentados pelo engenheiro florestal Rodolfo César Forgiarini Perske, da Emater, em Bagé e outros municípios da região da Campanha, no Rio Grande do Sul. Um dos exemplos foi a experiência que mesclou o eucalipto e o milho, em uma área de 35 hectares em Bagé. No primeiro ano, na safra 2005/2006, o eucalipto foi plantado com espaçamento de 4m por 1m50cm, enquanto o milho foi semeado em três fileiras no entrelinhamento do eu-calipto, com espaçamento de 80cm. “Foi uma alternativa eficiente de curto prazo na integração lavoura-floresta, uma vez que o eucalipto jovem permite boa oferta de sol e favorece o desenvolvimento de outras culturas paralelamente. Mesmo com uma

forte estiagem, foi possível colher 900 sacas de milho nessa área. Considerando que a cultura ocupou apenas a metade do local, o rendimento ficou em torno de 50 sacas/ha, o que para a região é acima da média, de 30 sacas /ha. Por outro lado, em 10 hectares onde havia apenas eucalipto, as plantas se desenvolveram menos. Isso mostra que a integração foi benéfica para as duas culturas”, conta Perske. A propriedade também aproveitou a área plantada com milho e eucalipto para a ovinocultura, com 200 animais em 54 hectares, utilizando a vegetação de campo. Na medida em que as árvores foram crescendo, já em 2006, foi possível colocar animais de maior porte. Assim, entraram 60 bovinos. No ano seguinte, também foi introduzida apicultura,

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com 20 caixas no início da floração, em abril. Após a colheita do milho, em 2006, foi plantada aveia na propriedade de perfil familiar, para a criação de suínos. APOSTA NO CONSÓRCIO No município de Caçapava do Sul (RS), houve o consorciamento entre eucalipto, mi-lho, melancia e aveia para pastoreio. Em outra área, no primeiro ano foi feito plantio de milho nas entrelinhas dos eucaliptos. No segundo ano foram usados braquiária, azevém, cornichão e gado com a silvicultura. Em Cerrito (RS), em uma área de 101 hec-tares, o consórcio foi feito entre eucalipto e sorgo e entre eucalipto e milho, ambos para a produção de silagem destinada à alimentação do gado leiteiro. O eucalipto ocupou 53 hectares da propriedade. Em todo o terreno, o produtor manteve 140 novilhas de leite e 70 ovinos com cria. Ali, foram plantados aveia e azevém em ruas com 10m de largura. A pastagem foi semeada no final de março, e o pastoreio teve início em agosto. “Um sinal do benefício ao gado e à produção é o que vimos no dia 18 de outubro de 2007, quando, sob uma temperatura de 25°C, no final da manhã, os animais procuravam e se acomodavam à sombra das árvores.” A introdução do gado em meio à floresta de eucalipto não causa dano às árvores. Por outro lado, diminui o custo da produção. Os animais mantêm a área limpa, fazendo a roçada, o que favorece o crescimento das plantas, uma vez que haverá menos competição com a grama. Além disso, em um eventual sinistro de fogo, as chamas serão baixas, não atingindo as árvores”, diz o engenheiro florestal. Em Candiota (RS), uma propriedade fez o consorciamento do eucalipto com sorgo, seguido pelo trigo e, posteriormente, girassol. Na sequência, o produtor plantou azevém e introduziu o gado. “Tudo é questão de estudar o arranjo que se adapta a cada situação.” A Emater regional de Bagé deu início a

seu projeto silvipastoril em 2003, em parceria com Urcamp, prefeitura, Emater, Embrapa, Mapa e Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSUL). Das 15 áreas, todas em pequenas propriedades, cinco foram iniciadas no primeiro ano. Em 2014, a experiência terá início em outras duas propriedades. Conforme Perske, a iniciativa testa plantio de uma série de culturas em diferentes arranjos de espaçamento. “Optamos por fileiras simples e espaçamentos com 8m, 16m, 24m e 32m. A ideia é verificar o tipo mais adequado a cada modelo de produção”. Resultados alcançados

familiares 17 pecuaristas beneficiados unidades de pesquisa: 2 Embrapa e Urcamp Recursos disponibilizados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento:

R$ 300 mil Implantação das árvores, pastagem de inverno, placas, cercas elétricas, combustível, assistência técnica etc

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ARNO JERKE JÚNIOR Coordenador técnico do Instituto CNA

CNA lança portal com dicas sobre produção sustentável O Instituto CNA tem como missão trabalhar em projetos em benefício do produtor com o objetivo de desenvolver a agricultura sustentável. Criado em 2009, o instituto é o membro mais novo do Sistema CNA, que congrega ainda a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). O foco é em projetos de pesquisa e programas inovadores para o segmento agropecuário. Um deles começou a ser elaborado no ano passado, com a ajuda de parceiros e foi lançado na Expointer 2014. É o portal Agrosustenta (www.agrosustenta.com.br). “O portal nasceu com o objetivo de levar algo a mais ao produtor rural no rumo da sustentabilidade. Sua finalidade é trazer informações sobre o que é sustentabilida-

de. Queremos, através do portal, passar ao produtor, na nossa interpretação, que sustentabilidade é uma coisa só: investimento. O desenvolvimento dos projetos sustentáveis, além de beneficiar o meio ambiente, instiga e favorece o desenvolvimento de práticas e tecnologias em benefício do bolso do produtor”, explica o coordenador técnico do Instituto CNA, Arno Jerke Júnior. A entidade trabalha em um projeto de sustentabilidade desde a Rio+20, evento realizado pelas Nações Unidas, em junho de 2012, no Rio de Janeiro, para debater o tema. Na ocasião foi lançada pela CNA a Política de Governança Climática da Agropecuária, com a intenção de encontrar mecanismo para fomentar o desenvolvimento de atividades agropecuárias com baixa emissão de carbono na atmosfera.

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O que o portal oferece

www.agrosustenta.com.br

> Informações acessíveis sobre sustentabilidade > Informações sobre o Programa ABC e como acessar o crédito > Informações sobre benefícios financeiros, econômicos e tecnológicos para tomada de decisão > Simulador de comparação entre projetos sustentáveis > Modelos e ferramenta de elaboração de projetos para implementação imediata das tecnologias ABC > Direcionamento dos projetos ao agente financeiro apoiador > Monitoramento da implantação dos projetos > Publicidade > Promoção do Programa ABC

CONSUMIDORES DO PORTAL > Produtores rurais > Projetista e extencionista > Agente financeiro > Governo federal (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Mapa) > Anunciantes

Segundo Jerke, o discurso ambiental é fundamental para o planeta, mas é preciso ainda criar mecanismos que permitam ao produtor rural exercer sua atividade de forma sustentável e pagar suas contas, desenvolver-se e gerar renda. Identificado o objetivo, o Instituto CNA começou a conversar com representantes do governo federal, da sociedade civil e com produtores para tentar entender como poderia ajudar no desenvolvimento das tecnologias preconizadas no Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono). COMO OBTER O MELHOR A questão em debate é definir as ações que devem ser adotadas para atuação no segmento agropecuário sem agredir o ambiente com a emissão de carbono. Outro fator de preocupação é identificar qual a medida mais eficiente e rentável em cada propriedade. “Precisávamos desenvolver uma ferramenta para que o produtor pudesse visualizar, dentro de alguns modelos estudados e ratificados pela Embrapa e pela assistência rural, projetos que fossem passíveis de comparação. O portal traz informações sobre o Plano ABC, o Programa ABC – que é a linha de crédito do plano, incluindo as tecnologias que são financiadas – e alguns modelos de projeto”, observa Jerke sobre a nova ferramenta disponível. No portal há projetos com base em estudo realizado pela Embrapa ou pelo Senar desenvolvidos no bioma Cerrado – os outros biomas ainda estão em desenvolvimento – que permitem identificar a diferença entre uma pecuária tradicional e uma que inclua plantio direto. O que é melhor? Integrar lavoura e pecuária com floresta ou fazer rotação entre capim e milho, por exemplo? O que é melhor financeiramente e o que é mais recomendável em cada caso específico? Qual o risco que está agregado em um ou em outro modelo?

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Segundo o coordenador do Instituto CNA, essas questões foram contempladas no portal para permitir que o produtor examine um tipo e outro de tecnologia, baseado num caso abstrato no bioma Cerrado com as outras áreas que serão construídas. “Posteriormente, para simular seu caso concreto, desenvolvemos uma ferramenta de comparação e de prospecção de projeto. Essa ferramenta irá facilitar a gestão da propriedade”, explica. FACILIDADE COM OS BANCOS Num segundo momento, a plataforma vai evoluir para a simulação de casos concretos dentro de um banco de dados. Então, serão aproveitados os estudos que formam uma vasta base de informações da Embrapa, sobre todos os biomas e atividades inovadoras, com a participação da Emater e de produtores rurais, para o desenvolvimento de análises de viabilidade econômica do Programa ABC para todos os biomas. A partir disso, o cliente poderá projetar sua situação pontual com elementos suficientes para verificar a viabilidade, o custo,

o rendimento e a eficácia. Ao longo da formatação do portal, foram identificados alguns gargalos contra a adesão ao Programa ABC. “Um deles é a relação com os bancos. Muitos não conhecem até mesmo a linha de crédito. O Banco do Brasil financia cerca de 90% dos projetos atualmente”, diz Jerke. Uma ferramenta criada permite a abertura de um cadastro detalhado pela internet, com todas as informações necessárias ao banco. Baseada nos dados de entrada, faz os cálculos da depreciação dos bens, da manutenção de bens existentes e da capacidade de endividamento do produtor, entre outros dados. Igualmente, a ferramenta poderá calcular os dados de saída, como cronograma de desembolso e custos operacionais. Ao final, o sistema imprime o projeto a ser encaminhado ao banco. “Assim, de forma detalhada, a própria instituição bancária pode identificar facilmente se o projeto é viável. E o produtor poderá identificar sua própria capacidade de desenvolvimento”, afirma Jerke.

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JOÃO PAULO COMERLATO GERENTE DE AGRONEGÓCIOS DA SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DO BANCO DO BRASIL

Programa ABC: crédito para a sustentabilidade no campo Cerca de 90% dos projetos do Programa ABC no país são financiados via Banco do Brasil, que tem recursos para atender às demandas sem depender do BNDES ou de outras instituições financeiras. Segundo o gerente de mercado de agronegócios do banco, João Paulo Comerlato, os valores são quase ilimitados para o programa, e a expectativa é de que nos próximos três ou quatro anos não haja dificuldades nesse segmento. “Neste último plano-safra, todas as linhas de financiamento tiveram aumento em suas taxas de juros, exceto o Programa ABC. Temos dinheiro abundante, prazos bem adequados. O programa financia até 100% do projeto, com taxa de juros de 4,5% ao ano para beneficiários do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e 5% ao ano para demais produtores”, diz. O prazo de pagamento varia conforme o flu-

xo de caixa projetado, podendo chegar a até 15 anos para pagar e até oito anos de carência, dependendo da finalidade do crédito. Atualmente, os Estados Unidos produzem 500 milhões de toneladas de grãos, assim como a China. “O Brasil está lutando para chegar às 200 milhões de toneladas, mas entendemos que nos próximos 50 anos o Brasil é que vai dar o crescimento e a sustentabilidade. Teremos grandes responsabilidades na produção de alimentos para o mundo. Com o programa, dizemos ao mercado internacional que estamos produzindo cada vez mais com sustentabilidade, com cuidados, com proteção e bem-estar animal, com respeito à natureza e à sociedade. Em 2050, a população mundial será de 9,1 bilhões de habitantes, e não enxergamos nenhum país com o potencial do Brasil para a produção de alimentos”, afirma.

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Comerlato observa que o Brasil é destaque e ocupa a ponta de cima no ranking de produção de uma série de culturas, como laranja, milho e soja. E que vai ser cada vez mais importante para a sociedade consumir alimentos produzidos de forma sustentável. “O Programa ABC veio, justamente, para nos proteger e mostrar que o Brasil vai fazer esse movimento no sentido da produção sustentável de alimentos.” UM PROJETO A LONGO PRAZO No último plano-safra, o Banco do Brasil financiou R$ 70 bilhões. Atualmente, a carteira do banco é de R$ 157 bilhões, mostrando um crescimento de 23,7% em 12 meses. Linhas de crédito saudáveis e interessantes. Nos últimos anos, o produtor tinha dificuldade em saber onde investir, com ofertas pelo Programa de Sustentação de Crescimento (PSI) a 2,5% ao ano, crédito para armazenagem a 3%, irrigação entre 3% e 4% e o Programa ABC, hoje, a 5%. Na carteira de agronegócios do BB, os destaques são a agricultura familiar – Pronaf, que financiou R$ 31,8 bilhões nos últimos 12 meses, com crescimento de 20,9%, o médio produtor, que emprestou R$ 20,2 bilhões, num aumento de 41%, e a agricultura de baixo carbono, com R$ 6,5 bilhões, com 51,4% de incremento no período.

Neste ano-safra, o compromisso do Banco do Brasil é financiar R$ 81,5 bilhões, um aumento na oferta de crédito de quase 170% em relação à safra 2008/2009, quando foram financiados R$ 30,4 bilhões pelo banco, além da adequação das taxas de juros. Desde 2011, o banco financiou mais de 1,8 mil projetos, sendo R$ 400 milhões só para o Rio Grande do Sul, onde, na última safra (2013/2014), fechou 528 propostas, totalizando R$ 80 milhões. “Há demanda para financiamentos visando à aquisição isolada de animais, como o banco sempre fez. Mas os programas governamentais estão sempre associados a um produto de manejo mais complexo. O Programa ABC não imagina o produtor financiando apenas um item, e sim o desenvolvimento de um projeto de longo prazo.” O Banco do Brasil dispõe de R$ 4,5 bilhões para o Programa ABC, com juros de 5% ao ano, e no Pronamp, com juros de 4,5%. Comerlato ressalta que a meta do Programa ABC é reduzir as emissões de gases de efeito estufa oriundas das atividades agropecuárias, reduzir o desmatamento, aumentar a produção agropecuária em bases sustentáveis, adequar as propriedades à legislação ambiental, além de ampliar a área de florestas cultivadas e estimular a recuperação de áreas degradadas.

Agronegócio no mundo / Protagonismo no Brasil Principais produtos

% participação no comércio mundial

Produção

Exportação

Suco de laranja

1º

1º

81%

Açúcar

1º

1º

50%

Complexo soja

2º

1º

39%

Café

1º

1º

27%

Milho

3º

2º

18%

Carne de frango

3º

2º

25%

Carne bovina

3º

2º

19%

Algodão

5º

5º

7%

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SEMINÁRIOS TEMÁTICOS

BOAS PRÁTICAS AGROPECUÁRIAS FOCO NO LEITE: RESPONSABILIDADE DO SETOR AGROPECUÁRIO NA QUALIDADE E SEGURANÇA DOS ALIMENTOS

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ANA LÚCIA DOS SANTOS STEPAN FISCAL FEDERAL AGROPECUÁRIA, MÉDICA VETERINÁRIA – MSC/PDAG/SFA-RS/MAPA

Leite: fomento para produção, transporte e beneficiamento Toda a cadeia leiteira no Brasil precisa de aperfeiçoamento. Essa necessidade foi exposta pela fiscal federal agropecuária Ana Lúcia dos Santos Stepan. “No cenário atual de produção de leite, o consumidor busca mais preço do que qualidade. A indústria foca no volume de produção, e são poucos os que remuneram por qualidade. E aqueles que remuneram por qualidade precisam de mais volume e pagam o mesmo em relação aos que precisam de leite por quantidade.” Em outra ponta, a fiscal federal se detém no que classifica como falta de profissionalismo de transportadores e produtores. “Muitos transportadores recebem por

volume transportado, compram leite, o que não é uma função desse profissional. E há a figura do produtor que produz um leite de baixa qualidade e com pouca segurança, além de ter pouca especialização”, diz. Esse cenário, segundo a veterinária, favoreceosurgimentocadavezmaisfreqüentenos noticiários de fraudes no leite. Para a servidora, esta é a hora para a adoção de ações positivas para o enfrentamento dos sérios problemas relacionados com a qualidade do produto. Em sua avaliação, há necessidade de mudança na filosofia dos envolvidos na cadeia do leite como primeiro passo para reverter essa situação problemática.

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Cenário atual Consumidor

Busca mais preço do que qualidade

Indústria

Foca no volume de produção (ociosidade) Não remunera por qualidade

Transportador

Falta de profissionalismo Recebe por volume transportado, compra leite

Produtor

Baixa qualidade e segurança do leite Pouca especialização e profissionalimso Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

“Há uma necessidade de parar de focar somente no volume. Temos que trabalhar também com a segurança e na qualidade do alimento”, afirma a fiscal. Ana Lúcia aponta algumas ações que podem ser implementas. No caso do consumidor, por exemplo, ela sugere que busque preço com qualidade e segurança, além de saber reconhecer produtos diferenciados. “Sobre as indústrias, é necessário que estas cada vez mais aumentem a verticalização e também exijam qualidade e segurança do produto”, diz. A fiscal também pede a profissionalização dos transportadores e seu comprometimento com a qualidade do leite. O mesmo é exigido do produtor por meio de maior especialização. “Só assim, com a participação de todos os elos da cadeia, é que vamos melhorar a qualidade do leite. Segundo os dados da Embrapa Gado de Leite, as ações para melhorar o alimento nas propriedades, na indústria e no transporte têm baixo custo.” Segundo a palestrante, o impacto dessas melhorias no preço do leite corresponde ao índice do custo de 1,2% da produção. “A questão que se apresenta é: como solucionar esses problemas identificados na cadeia do leite? O primeiro ponto é como cumprir os requisitos exigidos. O segundo diz respeito a quais os caminhos possíveis e viáveis para essa resolução.” Ana Lúcia diz também ser necessário avaliar se existem

ferramentas disponíveis e apoio do Estado, assim como estabelecer se as ferramentas disponíveis são eficientes, eficazes e efetivas. “Posteriormente, como, então, massificar as ferramentas validadas disponíveis? E, por fim, definir qual é o público-alvo.” AÇÃO TEM QUE ENVOLVER A TODOS O próximo passo seria o mapeamento dos produtores de leite, para, em seguida, adotar ações como a implementação e a utilização de procedimentos e tecnologias desde os elos primários de produção até as demais etapas das cadeias agroalimentares. “O que significa isto? Não adianta só trabalhar o produtor, o exportador, não adianta implantar programas na indústria. Temos, sim, que trabalhar com todos. E não pode ser uma ação só de governo, deliberando ao produtor de leite o que ele tem que fazer e ir embora. Tem que ser um programa contínuo”, destaca Ana Lúcia. A tradução desse processo está sintetizada no programa Boas Práticas Agrícolas (BPAs) em todos os elos da cadeia. “A implementação das BPAs proporcionam meios para que os produtores rurais atinjam e cumpram com as mais altas expectativas da indústria de alimentos e dos consumidores, agregando valor aos seus produtos, maximizando a renda e viabilizando a permanência do produtor e das empresas em suas atividades”, aponta Ana Lúcia.

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Situação desejada Segurança alimentar Segurança do alimento

Volume

Durante a explanação, foi apresentado um exemplo de projeto voltado para a melhoria do leite que busca promover, de forma robusta e permanente, a garantia da segurança e a melhoria da qualidade da maioria do leite e derivados produzidos, transportados e beneficiados no Brasil, por meio da capacitação de técnicos multiplicadores e implementação de BPAs. PROGRAMA BENEFICIARÁ RS A idéia do projeto consiste em proporcionar meios para o cumprimento dos requisitos de segurança e qualidade do leite estabelecidos na IN 62 (instrução normativa do Mapa). “Então, é o governo mostrando o caminho de como atingir aquele caminho que o próprio governo está dizendo como dever ser. Isto propiciará um mecanismo para coibir as fraudes do leite”, acredita a fiscal. Ana Lúcia afirma que trata-se de um projeto de Estado, de médio a longo prazo, estruturante da cadeia produtiva e com o foco e os objetivos centrados na qualidade e na segurança do leite brasileiro. O programa também poderá fornecer meios para que os produtores rurais cumpram os requisitos sanitários da legislação nacional e atendam às expectativas da indústria de alimentos e dos consumidores.

Qualidade

A gestão e a execução desse programa caberá ao Mapa e à Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). A executora será a Secretaria de Desenvolvimento e Cooperativismo. “A co-gestão caberá à Embrapa Gado e Leite e também a algumas universidades do país que estão nos ajudando.” Também participam empresas privadas sem fins lucrativos (associações, cooperativas etc) e entidades como Senar, Sebrae, Emater, produtores rurais, laticínios e cooperativas leiteiras, além de entidades públicas e privadas e certificadoras. Ana Lúcia informa que as fontes de recursos serão oriundas do Mapa e da Emater. E do setor privado, através do Sistema S (Senar, Sebrae nacional e seus associados) e também do produtor, por meio das empresas de laticínios e das cooperativas leiteiras. O programa já está em curso. Conforme o edital, o objetivo é selecionar projetos de assistência técnica, extensão rural e capacitação de produtores rurais, transportadores e agroindústrias da cadeia produtiva do leite para melhoria e garantia da segurança e da qualidade do leite produzido, armazenado, transportado e beneficiado. Os estados contemplados são Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

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LEONIR MARTELLO E ALEXANDRE FERRARI (ACIMA)

Ações para a implantação do PAS Leite no Rio Grande do Sul O Programa Alimentos Seguros (PAS) busca a produção de alimentos seguros ao longo de toda a cadeia produtiva com três metas: garantir a saúde dos consumidores, o negócio da indústria e a sustentabilidade dos produtores. Com a exposição desses objetivos, o médico veterinário Leonir Martello, coordenador nacional do PAS Leite do SenaiRS, abriu sua palestra, realizada em conjunto com seu colega, o engenheiro de alimentos Alexandre Ferrari. “O PAS vem sendo desenvolvido desde 1998, através de uma parceria entre o Senai e Sebrae. Ele tem a finalidade de disseminar e apoiar a implantação das ferramentas para a produção de alimentos seguros (as

Boas Práticas e o Sistema APPCC – Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle). Em 2003 entraram no programa o Senac, o Sesi e o Sesc e, a partir daí, iniciaram-se as atividades em elos da cadeia produtiva de alimentos, em todo país”, apontou Martello sobre a iniciativa que abrange o setor primário, a indústria, a comercialização, a distribuição e o consumidor. O PAS Leite teve início em 2003, quando uma parceria com a Embrapa Gado de Leite firmou o convênio PAS – Campo, que proporcionou, entre outros, a produção de cartilhas para os segmentos de leite, ovos e outros na área animal e a formação de multiplicadores.

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Visão do PAS-Leite > Adequar ou implantar BPF e o APPCC no laticínio > Possibilitar que os técnicos do laticínio acompanhem e apoiem as implantações (em todos os setores) > Capacitar os transportadores de forma a minimizar riscos > Implementar procedimentos importantes para segurança e qualidade (IN-62) na propriedade, com apoio do consultor > Registrar somente o necessário para demonstrar controles críticos na propriedade

A implantação do PAS Leite tem o propósito de aumentar a segurança e melhorar a qualidade do leite produzido no país. Esse programa está disponível para aplicação entre os produtores rurais, transportadores e indústrias de laticínios que integram a cadeia do leite em todo o Brasil. A intenção é oferecer as condições adequadas para atender aos requisitos do mercado e da lei nacional, especificamente a Instrução Normativa 62 (IN-62) do Ministério da Agricultura. No caso da implantação nos estados, o Rio Grande do Sul começa a ser contemplado agora com a implantação deste programa. Segundo Alexandre Ferrari, o objetivo é a implantação de BPF (Boas Práticas de Fábrica) e a APPCC (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle) no laticínio e possibilitar que os técnicos do setor acompanhem e apoiem a iniciativa (em todos os setores). Outra meta é capacitar os transportadores de forma a minimizar riscos e implementar procedimentos importantes para segurança e qualidade (IN-62) na propriedade, com apoio do consultor. A implantação do programa tem três etapas de atuação. A primeira destina-se a micro e pequenas empresas de laticínio, para a adoção de BFP e APPCC. Tem um total de

74 horas (27 teóricas e 47 práticas). A segunda corresponde a 68 horas (16 horas teóricas e 52 práticas). A etapa seguinte procura a capacitação dos transportadores. Nessa fase, o programa soma oito horas (quatro teóricas e quatro práticas). PROGRAMA BUSCA CONSCIENTIZAR Entre os assuntos abordados pelo programa, estão a composição do leite, os perigos que podem estar no alimento, os requisitos de boas práticas para o transporte, a sensibilização e conscientização sobre segurança e qualidade do leite. O programa inclui ainda o manejo de ordenha e refrigeração do produto, periodicidade de verificação do caminhão, a correta higiene e utilização de utensílios de coleta, o passo a passo da coleta de leite, o transportador como peça fundamental na manutenção da qualidade do leite, a conscientização da responsabilidade de transportar leite e a IN-62. Ferrari abordou também a implantação do PAS Leite na propriedade rural. A ideia, neste caso, é despertar os produtores para os conceitos de Boas Práticas e Procedimentos Operacionais necessários para obtenção do leite seguro e de qualidade e capacitar o produtor e seus indicados para realizarem as atividades de implantação em sua propriedade. Requisitos do PAS Leite Campo Gerais > Instalações > Saúde, segurança e treinamento do trabalhador > Controle de pragas Específicos > Segurança da água > Manejo de ordenha > Higiene e manutenção de equipamentos e tanque de refrigeração > Refrigeração e armazenamento do leite > Manejo sanitário > Produção e armazenamento de alimentos

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Projeto envolve capacitação em 14 propriedades A médica veterinária Ana Carolina Citollin, da gerência setorial do Agronegócio do Sebrae-RS, apresentou o projeto piloto PAS Leite, que envolve Sebrae, Senai e Mapa, além da Cooperativa Santa Clara. O trabalho envolve 14 propriedades rurais, um transportador responsável pela coleta e a indústria. “Essas propriedades produzem o leite tipo B, e uma das questões que nos chamaram a atenção foi a pos- ANA CAROLINA CITOLLIN sibilidade de podermos desenvolver um GERÊNCIA SETORIAL DO AGRONEGÓCIO SEBRAE-RS produto diferenciado”, explica. O projeto começará com aulas práticas O piloto PAS Leite no Campo e teóricas, entre setembro deste ano até janeiro de 2015. Em seguida, o produtor O projeto é uma parceria entre Sebrae, Senai, será avaliado e auditado para verificar se Mapa e Cooperativa Santa Clara, envolvendo 14 propriedades rurais cumpriu as Boas Práticas Agropecuárias 1 transportador (BPA), que o credenciará a receber o certificado de conclusão. “O transportador 1 indústria será capacitado pela equipe do Senar, já que esta entidade vinha trabalhando com Atividades > Os módulos 1 a 5 ocorrem de setembro de 2014 a Cooperativa Santa Clara na implanta- e janeiro de 2015, com cursos e consultorias. ção do projeto”, explicou. “Ao final, iremos ter todos os elos da cadeia capacitados e > O PAS Leite Transportador e Indústria terá poderemos ver, na prática, o resultado”, capacitação e boas práticas de fabricação e APPCC. detalhou a palestrante. O objetivo é obter melhoria na quali- > De fevereiro a abril de 2015 ocorrerão visitas nas dade do leite, para que tenha mais tempo propriedades para verificação, auditorias e entrega de prateleira, ou seja, um produto com de certificados de adequação. maior tempo de validade. “Estamos com expectativa de novos projetos, como este Resultados esperados Leite tipo B, pasteurizado piloto da Cooperativa Santa Clara. Esta- Qualidade do produto mos abertos para propostas de qualquer Conscientização da cadeia indústria”, falou. Ana Carolina lembrou que o Sebrae subsidia até 80% do valor do > Para 2015, está prevista a implantação programa para qualquer empresa, trans- de propriedades referência, novos projetos, continuidade das capacitações e atendimento à portador ou produtor que fature até R$ 3,6 IN 62, do MAPA milhões anuais.

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Mapa formaliza pedido para prorrogar PSI A prorrogação do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) para 30 de junho de 2015, atrelando-o ao período do Plano Safra, foi formalizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) com a área econômica do governo federal. A informação foi apresentada pelo diretor de Economia Agrícola da Secretaria de Política Agrícola do Mapa (Deagri/ SPA), Wilson Vaz de Araújo, durante sua participação no Circuito Tecnológico sobre Inovação e Sustentabilidade Agropecuária (CT-ISA), na Expointer. “Quanto mais rápido os produtores, as indústrias e as revendas tiverem conhecimento sobre as condições de contratação, mais tranquilidade terão para seu planejamento”, disse. A decisão sobre a prorrogação caberá ao Conselho Monetário Nacional. “O Mapa não quer a interrupção das contratações”, reforça o diretor de Economia Agrícola. O setor de máquinas e implementos reivindicava que a linha de financiamento fosse atrelada ao ano safra, que vai de 1º de julho a 30 de junho, porque o PSI está relacionado ao ano fiscal do governo. As taxas de juros, tanto para o PSI quanto para o Moderfrota, estão regulamentadas até 31 de dezembro, dentro do ano fiscal do governo. Assim, em dezembro indústrias e produtores ficam reféns da definição para os novos financiamentos, o que acaba resultando em uma parada de no mínimo 30 dias entre a reunião do Conselho Monetário Nacional, a publicação da portaria e a regulamentação do Banco Central. Sobre a política agrícola federal, Araújo

WILSON PAZ ARAÚJO DIRETOR DE POLÍTICA AGRÍCOLA DO MAPA lembrou que a produção de grãos cresceu 100% desde 2002, enquanto a área plantada aumentou 41%. Para este ano-safra, o dirigente ressaltou que governo oferecerá mais recursos para custeio, comercialização e investimento, melhores condições de acesso ao crédito e atualização dos preços mínimos de vários produtos. Dará ainda atenção especial ao médio produtor, mais incentivos para infraestrutura, logística, irrigação, inovação e desenvolvimento sustentável. Araújo também anunciou a transferência da política agrícola de florestas plantadas para o Mapa e lembrou que o programa Inovagro tem limite de financiamento anual de R$ 1 milhão (individual) e R$ 3 milhões (coletivo), com prazo de 10 anos, carência de três anos e juros de 4%.

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OFICINAS DE PROSPECÇÃO DE NEGÓCIOS

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CONVERSA DE EMPREENDEDORISMO PRODUTORES LEVARAM NECESSIDADES TECNOLÓGICAS ÀS INDÚSTRIAS ASSOCIADAS AO SIMERS

Encontros possibilitam novas oportunidades para a inovação Oficinas de prospecção de negócios promovidas no CT-ISA reuniram produtores rurais, com suas demandas de tecnologias, e fabricantes de máquinas e implementos agrícolas, que colheram os pedidos para analisar sua viabilidade. Durante três dias, no CT-ISA, estabeleceu-se o diálogo entre as duas pontas da cadeia produtiva rural para a busca por produtos tecnológicos, de base mecânica, inovadores na engenharia do produto e/ou no processo de aplicação. Os encontros buscaram identificar soluções tecnológicas para os produtores que enfrentam dificuldades para encontrar no mercado nacional equipamentos que respondam às suas necessidades na produção, seja de colheita, beneficiamento, transporte, armazenagem ou até distribuição. “As oficinas conciliam uma demanda

reprimida entre a produção tecnológica e os agricultores, e pretendemos identificar onde estarão as oportunidades para que se concretizem esta aproximação na busca da resolução dos problemas”, frisou Hercilio Matos, consultor do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers). A proposta é dar continuidade às oficinas na parceria entre o Simers e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) nas próximas edições da Expointer. Segundo os organizadores, o que atualmente se constitui em demanda reprimida de máquinas e equipamentos pode vir a ser o item a ser brindado com o Selo de Certificação de Inovação Tecnológica da próxima edição. Leia a seguir as necessidades apresentadas.

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OLIVEIRAS Frente a frente, produtores de oliveiras do Rio Grande do Sul e industriais trocaram ideias sobre os obstáculos para a cultura, que ocupa 1,2 mil hectares de plantios no Estado e está em expansão. O engenheiro Daniel Aued, administrador da Olivas do Sul, agroindústria familiar de Cachoeira do Sul (RS), explicou que não existe financiamento para a colheitadeira de azeitonas, uma máquina importada da Itália, cujas taxas de importação chegam a 60% do valor do equipamento. A máquina produz vibrações no tronco da árvore, derrubando as azeitonas, que caem em uma rede e são coletadas manualmente. “A colheita é o maior gargalo da nossa cadeia, e sem maquinário a cultura pode ser inviabilizada”, disse Aued. Marcelo Costi Pereira, da Costi Olivos, lembra que o risco de prejuízo na colheita é sempre presente. Como a extratora é importada, o recebimento de peças para manutenção pode demorar mais de 30 dias,

colocando em risco a produção. “A qualidade do azeite está diretamente ligada ao tempo em que a fruta é colhida e processada”, alertou Aued. Também é uma necessidade do setor uma máquina para fazer a poda das oliveiras. No processamento das olivas, há ainda oportunidades para a indústria brasileira produzir equipamento para esterilização das garrafas e para o tratamento da sansa, subproduto resultante do esmagamento da azeitona depois da extração do óleo. O Simers deverá formar um grupo de trabalho para analisar o desenvolvimento de equipamentos que atendam aos interesses dos produtores.

HORTALIÇAS A segunda oficina tratou sobre as necessidades de equipamentos para processamento de hortaliças. Participaram do encontro José Guilherme Tollstadius Leal, diretor do Departamento de Sistemas de Produção e Sustentabilidade (Depros), da Secretaria de

PAULO SCHINCARIOL, CARLOS SCHMIDT, HERCILIO MATOS E JOSÉ LEAL (A PARTIR DA ESQUERDA)

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Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Helcio Botelho, diretor do Departamento de Propriedade Intelectual e Tecnologia, Paulo Romano Schincariol e Carlos Schmidt, respectivamente diretor e presidente do Instituto Brasileiro de Horticultura (Ibrahort). Schmidt destacou que o Ibrahort nasceu em 2003, para que a cadeia produtiva de alimentos pudesse colaborar com o governo na definição de políticas agrícolas. “Temos que trabalhar com tecnologia com o intuito de baratear o custo dos alimentos”, afirmou. Entre as demandas do instituto, apontou desde pesquisas sobre o perfil do agricultor até as estruturas das Ceasas em todo o Brasil e novos implementos e máquinas agrícolas, especialmente para plantio, colheita e manuseio da terra para legumes, hortaliças e verduras. O processamento de hortaliças oferece potencial mercadológico para a indústria de máquinas. “Na Itália, 65% ERNESTO CARLOS KASPER, DA ECOCITRUS das hortaliças são processadas, enquanto no Brasil este índice é de apenas 3%, produtos orgânicos, e atualmente produz sumas, através de informação da Associação cos orgânicos e concentrados, óleos essenBrasileira de Supermercados, sabemos hoje ciais, biogás (GNVerde) e adubos orgânicos. que este nicho de mercado cresce de 18% a A Ecocitrus mantém dois biodigestores em 20%”, ressaltou. operação, gerando biogás e biofertilizantes. Um grupo de trabalho será criado para esEm sua participação na oficina do CT-ISA, tudar e encaminhar soluções que possibilitem Kasper afirmou que uma parceria com as inresolver os problemas enfrentados pelo setor dústrias ligadas ao Simers seria importante de hortaliças. para desenvolver equipamentos para transformar o biofertilizante líquido em produto que possa ser usado como qualquer outro adubo por todos os produtores rurais. O maior potencial de aproveitamento de resíduos hoje é Um dos fundadores e gerente de relações dos dejetos de suínos e aves. O consultor do Simers Hercilio Matos, resinstitucionais da Cooperativa de Citricultores Ecológicos do Vale do Caí (Ecocitrus), Ernes- saltou que será imprescindível para os into Carlos Kasper apresentou o caso de suces- dustriais realizar uma visita à Ecocitrus para so do empreendimento, criado em 1994. No começar o processo de pesquisa e deseninício, a cooperativa pretendia investir em volvimento de produtos para a cooperativa.

BIOFERTILIZANTES

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ENQUETE

PESQUISA SOBRE POLÍTICAS PÚBLICAS

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A voz do produtor rural Pesquisadores receberam os agricultores visitantes do Circuito Tecnológico sobre Inovação e Sustentabilidade na Agropecuária (CT-ISA) para ouvi-los sobre a aplicação e a difusão do Programa Inovagro e o Plano ABC.

Foram ouvidos cerca de 600 produtores rurais durante os nove dias da Expointer, de 30 de agosto a 7 de setembro, em Esteio (RS). Os resultados servirão para o aperfeiçoamento da comunicação dos gestores públicos com o público alvo.

MAPA SDC

Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento

Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo

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QUESTIONÁRIO PARA ENQUETE NO CT-ISA – EXPOINTER 2014

A) Perfil /qualificação do produtor e da propriedade: 1. Nome do agricultor (a):_____________ 2. Idade:________ anos.

a) b) c)

___________ hectares. ___________ hectares. ___________ hectares.

7. Quantas pessoas trabalham no(s) seu(s) estabelecimento(s): Total:______ Fixo(s): ______ Eventual(ais): ______

3. Natureza da sua entidade agrícola: Pessoa Física ( ) Pessoa Jurídica ( ) 4. Município(s)/Unidade(s) da Federação onde produz: a) _______________________ b) _______________________ c) _______________________ 5. Tamanho da(s) sua(s) propriedade(s): a) ___________ hectares. b) ___________ hectares. c) ___________ hectares. 6. Área(s) explorada(s):

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8. Quanto ao domínio, a condição que exerce sua atividade: a) Proprietário. b) Arrendatário. c) Posseiro, meeiro, parceiro. d) Outra forma (especifique): _________ 9. Cite as três principais explorações econômicas da(s) sua(s) propriedade(s): ________, ___________, ____________ 10. Conta com equipamentos mecânicos na propriedade: Sim ( ) Não ( ) 11. Se respondeu “Sim” na questão anterior, aponte a seguir quais: a) Trator (es): ____ unidades. Potências: _______ (em cv). Ano Fabricação: _____ b) Implementos agrícolas: Tipo: _____________________________ Quantas unidades: __________________ Tipo: _____________________________ Quantas unidades: __________________ Tipo: _____________________________ Quantas unidades: __________________ Tipo: _____________________________ Quantas unidades: __________________ c) Equipamentos: Tipo: _____________________________ Quantas unidades: __________________ Tipo: _____________________________ Quantas unidades: __________________ Tipo: _____________________________ Quantas unidades: __________________ Tipo: _____________________________ Quantas unidades: __________________

B) Sobre o Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (Plano ABC).

1) Você já teve a oportunidade de conhecer o Plano ABC: Sim ( ) Não ( ) 2) Se respondeu “Sim” no item anterior, indique a seguir como conheceu o Plano ABC: a) através do banco que opera. b) através da cooperativa que opera. c) através de entidade de assistência técnica/escritório técnico de projeto. d) através de rádio/televisão. e) através de jornal/revista. f) através de revenda de máquinas agrícolas/material agropecuário. g) através de vizinho/ parente /amigo. h) internet I) outra forma (especifique): __________ 3) Se respondeu “Sim” ao item 1, qual(ais) a(s) modalidade(s) de tecnologias previstas no Plano ABC que você conhece (ATENÇÃO: admite mais de uma resposta): a) Recuperação de Pastagens Degradadas – ABC Recuperação. b) Implantação e melhoramento de sistemas orgânicos – ABC Orgânico. c) Implantação e melhoramento de sistemas de plantio direto na palha – ABC Plantio direto. d) Implantação e melhoramento de sistemas de integração lavoura-pecuária, pecuária-floresta, lavoura-pecuária-floresta e sistemas agroflorestais – ABC Integração. e) Implantação, manutenção e melhoramento do manejo de florestas comerciais – ABC Florestas. f) Adequação ou regularização das propriedades rurais frente à legislação ambiental, inclusive recuperação de reserva legal e de áreas de preservação permanente, áreas degradadas, etc. – ABC Ambiental. g) Tratamento de Dejetos e resíduos oriundos da produção animal para a geração

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de energia e compostagem – ABC Tratamento de Dejetos. h) Estímulo ao uso da Fixação Biológica de Nitrogênio – ABC Fixação Biológica de Nitrogênio. 4) Você já participou de algum evento técnico de capacitação ou difusão de tecnologias sobre o Plano ABC: ( ) Sim ( ) Não 5) Se respondeu “Sim” ao item anterior, especifique: Onde: ____________________________ Quando: __________________________ Promovido por qual entidade: _________ 6) Qual(ais) das alternativas a seguir você acredita representar maiores dificuldades, para a implementação do Plano ABC (ATENÇÃO: admite mais de uma resposta): a) o próprio conhecimento sobre o Plano. b) a elaboração de projeto. c) as exigências bancárias. d) a falta de apoio técnico. e) a falta de mão de obra especializada para implementação. f) outras (especifique): _______________

c) Implantação e melhoramento de sistemas de plantio direto na palha – ABC Plantio direto. d) Implantação e melhoramento de sistemas de integração lavoura-pecuária, pecuária-floresta, lavoura-pecuária-floresta e sistemas agroflorestais – ABC Integração. e) Implantação, manutenção e melhoramento do manejo de florestas comerciais – ABC Florestas. f) Adequação ou regularização das propriedades rurais frente à legislação ambiental, inclusive recuperação de reserva legal e de áreas de preservação permanente, áreas degradadas etc. – ABC Ambiental. g) Tratamento de Dejetos e resíduos oriundos da produção animal para a geração de energia e compostagem – ABC Tratamento de Dejetos. h) Estímulo ao uso da Fixação Biológica de Nitrogênio – ABC Fixação Biológica de Nitrogênio. 9) Quanto ao limite dos recursos disponíveis no Plano ABC, para cada agricultor, conforme estabelece o Plano Agrícola e Pecuário do governo federal, você

7) Se respondeu “Sim” ao item 01, já promoveu algum investimento visando à implementação das tecnologias previstas no Plano ABC, em sua propriedade: ( ) Ainda não promovi investimentos. ( ) Sim, com créditos oficias. ( ) Sim, com recursos próprios. 8) Se já aplicou recursos com base nas tecnologias previstas pelo Plano ABC, aponte em qual(ais) modalidade(s) (ATENÇÃO: admite mais de uma resposta): a) Recuperação de Pastagens Degradadas – ABC Recuperação. b) Implantação e melhoramento de sistemas orgânicos – ABC Orgânico.

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considera: ( ) que os recursos são suficientes. ( ) que os recursos são insuficientes.

( ) exigibilidades em excesso. ( ) “reciprocidades” compulsórias. ( ) outros (especifique): ______________

10) Quanto aos juros aplicados nos financiamentos no Plano ABC, você considera: ( ) adequados à natureza dos investimentos. ( ) inadequados à natureza dos investimentos.

14) Você sabe o que é “Crédito Carbono”: ( ) Sim ( ) Não

11) Quanto aos prazos de carência e de amortização aplicados aos financiamentos disponíveis no Plano Agrícola e Pecuário do governo federal para o Plano ABC, você considera: ( ) prazos adequados à natureza dos investimentos. ( ) prazos inadequados à natureza dos investimentos. 12) Em relação ao agente financeiro, cite qual (ou quais) você recorre (ou já recorreu) para desenvolvimento de projeto com base nas tecnologias do Plano ABC: 13) Em relação ao agente financeiro, cite qual o maior entrave na relação bancária para implementação do Plano ABC: ( ) pouca agilidade.

15) A sua propriedade presta ou já prestou serviços ambientais: ( ) Sim ( ) Não 16) Se respondeu sim no item anterior, especifique qual(ais) tema(s): ( ) No controle de produção. ( ) Na gestão de recursos. ( ) No uso de recursos naturais. 17) O que você espera alcançar no futuro em relação às práticas tecnológicas previstas no plano ABC (ATENÇÃO: admite mais de uma resposta): a) Mais acesso às tecnologias, produtos e serviços. b) Mais uso de tecnologias sustentáveis. c) Mais melhoria ambiental. d) Mais produtividade. e) Mais qualidade de produto. f) Mais geração de renda.

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g) Mais conservação do solo/água. h) Mais remuneração pelos serviços prestados. i) Outras (especifique): ______________________

C) Sobre o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária INOVAGRO. 1) Você já teve a oportunidade de conhecer o Programa INOVAGRO: Sim ( ) Não ( ) 2) Se respondeu “Sim” no item anterior, indique a seguir como conheceu o Programa INOVAGRO: a) através do banco que opera. b) através da cooperativa que opera. c) através de entidade de assistência técnica/escritório técnico de projeto. d) através de rádio/televisão. e) através de jornal/revista. f) através de revenda de máquinas agrícolas/material agropecuário. g) através de vizinho/parente/amigo. h) internet h) outra forma (especifique): __________ 3) Se respondeu “Sim” ao item 1, qual(ais) da(s) modalidade(s) de financiamentos previstas no Programa INOVAGRO que você conhece (ATENÇÃO: admite mais de uma resposta): a) Aquisição, implantação e recuperação de equipamentos e instalações para proteção de cultivos inerentes ao segmento da olericultura, fruticultura, floricultura e cafeicultura. b) Serviços de agricultura de precisão, desde o planejamento inicial da amostragem do solo à geração dos mapas de aplicação de fertilizantes e corretivos.

c) Máquinas e equipamentos para automação e adequação de instalações nos segmentos de avicultura, suinocultura e pecuária de leite. d) Programas de computadores para gestão, monitoramento ou automoção. e) Consultorias para a formação e capacitação técnica e gerencial das atividades produtivas implementadas na propriedade rural. f) Aquisição de material genético (sêmen, embriões e oócitos), provenientes de doadores com certificado de registro e avaliação de desempenho ou, alternativamente para pecuária de corte, o certificado especial de identificação de produção – CEIP. g) Itens e projetos vinculados aos Sistemas de Produção Integrada Agropecuária PI-Brasil e Bem-Estar Animal, e aos Programas Alimento Seguro das diversas cadeias produtivas, e Boas Práticas Agropecuárias da Bovinocultura de Corte e Leite. h) Itens ou produtos desenvolvidos no âmbito do Programa de Inovação Tecnológica (INOVA-EMPRESA).

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d) a falta de apoio técnico. e) a falta de mão de obra especializada para implementação. f) outras (especifique): _______________ 7) Se respondeu “Sim” ao item 01, já promoveu algum investimento com base nos postulados do programa INOVAGRO, em sua propriedade: ( ) Ainda não promovi investimentos. ( ) Sim, com créditos oficiais. ( ) Sim, com recursos próprios.

i) Assistência técnica necessária para a elaboração, implementação, acompanhamento e execução do projeto, limitada a 4% (quatro por cento) do valor total do financiamento. 4) Você já participou de algum evento técnico de capacitação ou difusão de tecnologias sobre o Programa INOVAGRO: ( ) Sim ( ) Não 5) Se respondeu “Sim” ao item anterior, especifique: Onde: ____________________________ Quando: __________________________ Promovido por qual entidade:__________ 6) Qual(ais) das alternativas a seguir você acredita representar maiores dificuldades, para a implementação do Programa INOVAGRO (ATENÇÃO: admite mais de uma resposta): a) o próprio conhecimento sobre o Plano. b) a elaboração de projeto. c) as exigências bancárias.

8) Se já promoveu investimentos de recursos com base nos postulados do programa INOVAGRO, aponte em qual(ais) modalidade(s) (ATENÇÃO: admite mais de uma resposta): a) Aquisição, implantação e recuperação de equipamentos e instalações para proteção de cultivos inerentes ao segmento da olericultura, fruticultura, floricultura e cafeicultura. b) Serviços de agricultura de precisão, desde o planejamento inicial da amostragem do solo à geração dos mapas de aplicação de fertilizantes e corretivos. c) Máquinas e equipamentos para automação e adequação de instalações nos segmentos de avicultura, suinocultura e pecuária de leite. d) Programas de computadores para gestão, monitoramento ou automoção. e) Consultorias para a formação e capacitação técnica e gerencial das atividades produtivas implementadas na propriedade rural. f) Aquisição de material genético (sêmen, embriões e oócitos), provenientes de doadores com certificado de registro e avaliação de desempenho ou, alternativamente para pecuária de corte, o certificado especial de identificação de produção – CEIP. g) Itens e projetos vinculados aos Sistemas de Produção Integrada Agropecuária PI-Brasil e Bem-Estar Animal, e aos Programas Alimento Seguro das diversas

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cadeias produtivas, e Boas Práticas Agropecuárias da Bovinocultura de Corte e Leite. h) Itens ou produtos desenvolvidos no âmbito do Programa de Inovação Tecnológica (INOVA-EMPRESA). i) Assistência técnica necessária para a elaboração, implementação, acompanhamento e execução do projeto, limitada a 4% (quatro por cento) do valor total do financiamento. 9) Quanto ao limite dos recursos disponíveis no Programa INOVAGRO, para cada agricultor, conforme estabelece o Plano Agrícola e Pecuário do governo federal, você considera: ( ) que os recursos são suficientes. ( ) que os recursos são insuficientes. 10) Quanto aos juros aplicados nos financiamentos no Programa INOVAGRO, você considera: ( ) adequados à natureza dos investimentos. ( ) inadequados à natureza dos investimentos. 11) Quanto aos prazos de carência e de amortização aplicados aos financiamentos disponíveis no Plano Agrícola e Pecuário do governo federal para o Programa INOVAGRO, você considera: ( ) prazos adequados à natureza dos investimentos. ( ) prazos inadequados à natureza dos investimentos. 12) Em relação ao agente financeiro, cite qual (ou quais) você recorre (ou já recorreu) para desenvolvimento de projeto com base nas tecnologias do Programa INOVAGRO: 13) Em relação ao agente financeiro, cite qual o maior entrave na relação bancária para implementação do Programa INOVAGRO: ( ) pouca agilidade. ( ) exigibilidades em excesso. ( ) “reciprocidades” compulsórias. ( ) outros (especifique): _________________________________________________ 14) O que você espera alcançar no futuro em relação aos investimentos previstos no Programa INOVAGRO (ATENÇÃO: admite mais de uma resposta): a) Mais tecnologias. b) Mais produtividade. c) Mais qualidade de produto. d) Mais geração de renda. e) Mais gestão da produção. f) Outras (especifique): _____________________________________________

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ANEXOS

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Selo de Certificação de Inovação Tecnológica Na busca pela inovação, o Circuito Tecnológico sobre Inovação e Sustentabilidade na Agropecuária (CT-ISA) instituiu na 37ª Expointer o Selo de Certificação de Inovação Tecnológica, para reconhecer produtos e processos que tragam melhorias para a produção rural, com sustentabilidade. O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, visitou o CT-ISA e entregou a distinção a três indústrias. Foram premiados este ano as empresas Agrovec, de Novo Hamburgo, que lançou um equipamento para descascar mandioca; a Suinorte, de

Braço do Norte (SC), responsável pela elaboração de um sistema de manejo e alimentação fácil para matrizes suínas; e a Ipacol, de Veranópolis (RS), reponsável pela fabricação da única forrageira autopropelida do Brasil. Os organizadores do CT-ISA esperam criar normas e critérios para tornar a outorga do Selo de Certificação de Inovação Tecnológica uma atividade de rotina na relação entre Mapa e Simers. Na ocasião, o ministro assinou termo de cooperação técnica com o Simers para manter a parceria do CT-ISA por quatro anos.

ACORDO DE COOPERAÇÃO MINISTRO NERI GELLER; CLAUDIO BIER, PRESIDENTE DO SIMERS; E CAIO ROCHA, SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO AGROPECUÁRIO E COOPERATIVIMSO

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SUINORTE MINISTRO CONHECEU SISTEMA DE MANEJO E ALIMENTAÇÃO FÁCIL PARA MATRIZES SUÍNAS

AGROVEC EMPRESA DE NOVO HAMBURGO INVENTOU MÁQUINA DE DESCASCAR MANDIOCA

IPACOL FABRICANTE DE VERANÓPOLIS PRODUZ COLHEDORA DE FORRAGEM

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O CT-ISA recebeu visitantes de todo o Brasil e Exterior durante a 37ª Expointer, realizada de 30 de agosto a 7 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). Nestas imagens, um resumo da movimentação e do interesse do público em inovações tecnológicas do setor de máquinas e implementos agrícolas.

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ESPAÇO DO CT-ISA FOI VISITADO POR INVESTIDORES INTERNACIONAIS PARTICIPANTES DE RODADA DE NEGÓCIOS PROMOVIDA POR SIMERS E APEXBRASIL

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PRÊMIO À PRODUTIVIDADE EQUIPE DO CT-ISA E REPRESENTANTE DA MV ORDENHADEIRAS SORTEARAM MAQUINÁRIO PARA LEITE

Sorteio de ordenhadeira Como forma de agradecimento aos produtores rurais que responderam a um questionário sobre políticas públicas do governo federal, o CT-ISA sorteou uma ordenhadeira e um transferidor de leite no último dia da Expointer. O agricultor Daniel Fischer, 27 anos, morador do município de São Lourenço do Sul (RS), foi o vencedor do sorteio, que teve cerca de 600 participantes. Fischer recebeu, sem custos, em sua propriedade uma ordenhadeira mecânica da MV Ordenhadeiras e um transferidor de leite da Manufatura Brasil, produtos avaliados em R$ 4 mil. O assessor técnico do Simers, Hercilio Matos, conduziu o sorteio, acompanhado por representantes de empresas e da imprensa, e telefonou para comunicar o vencedor. Fischer contou que trabalha em uma proprieda-

de de 24 hectares, onde produz grãos e hortaliças. Com o prêmio, ele pretende melhorar a ordenha das 12 vacas que tem na fazenda. “Agora tenho tudo para começar a melhorar a produção de leite”, disse. O agricultor disse que visita a Expointer todos os anos e esteve no estande do CT-ISA no dia 5 de setembro, quando respondeu a um questionário sobre o programa Inovagro e o Plano ABC, do governo federal. Os produtos foram doados por empresas associadas ao Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers). A ordenhadeira mecânica, cedida pela MV Ordenhadeiras, está avaliada em R$ 3 mil. Já o transferidor de leite, doado pela Manufatura Brasil, custa em torno de R$ 1 mil.

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Participantes dos seminários temáticos no CT-ISA

Dia 1º de setembro de 2014 Seminário Agricultura de Precisão Aplicabilidade de ferramentas Nome

Entidade/Empresa

Cidade

Antônio Luiz Santi

UFSM

Santa Maria (RS)

Naylor Perez

Embrapa

Bagé (RS)

Olavo Gabriel Santi

Drakkar

Porto Alegre (RS)

William Wagner

Stara

Não-Me-Toque (RS)

Emerson Finkenauer

Agrocompany

Tapes (RS)

Diego Roberti

L.L Floriane e Filhos

Porto Alegre (RS)

André Luís Vian

UFRGS

Porto Alegre (RS)

Murilo Hendz de Jesus

UFRGS

Porto Alegre (RS)

Paulo Kreling Filho

Stara

Não-Me-Toque (RS)

Fabrício Vieira Juntolli

Mapa

Brasília (DF)

Charles Rui Teixeira

Vence Tudo

Ibirubá (RS)

Aramis Picinin Machado

Vence Tudo

Ibirubá (RS)

Roberto Bastos Kuhn

Agropecuária RRR

Uruguaiana (RS)

João Pedro Felin

UFRGS

Uruguaiana (RS)

Luiz Merer

Suinorte

Braço do Norte (SC)

Cláudio Lemaiinski

Drakkar

Porto Alegre (RS)

Sergio Reginaldo

SFA/Mapa-SC

Florianópolis (SC)

Ricardo Furtado

SFA/Mapa-RS

Porto Alegre (RS)

Marcos Behling

Tanagro S.A.

Montenegro (RS)

Eduardo Londero

Tanagro S.A.

Montenegro (RS)

Hercilio Matos

Simers

Porto Alegre (RS)

Eugênio Vanoni Filho

Simers

Porto Alegre (RS)

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Dia 2 de setembro de 2014 Seminário Programa Inovagro Inovação para produtividade e sustentabilidade Nome

Entidade/Empresa

Cidade

Carlos Furlan

Novilho Precoce

Bandeirantes (MS)

Lucieni Furlan

Novilho Precoce

Bandeirantes (MS)

Jamir Weber

Japa Componentes

Garibaldi (RS)

Wanessa Werner

Japa Componentes

Garibaldi (RS)

João Paulo Comerlato

Banco do Brasil

Porto Alegre (RS)

Leandro Weber

Japa Componentes

Garibaldi (RS)

Osvaldo Meneguzzi

-

Água Doce (SC)

Ines Meneguzzi

-

Água Doce (SC)

Sergio Reginaldo

Mapa-SC

Florianópolis (SC)

Luiz Meurer

Suinorte

Braço do Norte (SC)

Eduardo Garcia Teixeira

Simers

Porto Alegre (RS)

Luis Henrique

Rofran

Caxias do Sul (RS)

Rodrigo Francisquetti

Rofran

Caxias do Sul (RS)

Moises Schmidt

Simers

Porto Alegre (RS)

Eugênio Vanoni Filho

Simers

Porto Alegre (RS)

Alcides Nunes

Avercam

Água Doce (SC)

Arno Jerke Jr.

Instituto CNA

Brasília (DF)

Elvison Ramos

Mapa

Brasília (DF)

João Henrique Vasquez Osni Tadeu Lopes

Porto Alegre (RS) Utra-SM/SFA-RS/Mapa

Santa Maria (RS)

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Dia 3 de setembro de 2014 Seminário Plano ABC – Resultados da implantação Nome

Entidade/Empresa

Cidade

Arno Jerke Jr.

Instituto CNA

Brasília (DF)

Francisco Mello

Instituto CNA

Brasília (DF)

Diego Nascimento

Agricultor

Passo Fundo (RS)

Milton Bernardes

Gabinete Governador

Porto Alegre (RS)

João Paulo Comerlato

Banco do Brasil

Porto Alegre (RS)

Marcelo Takuji

CEF

Osasco (SP)

Carine Bidoni Lopes

Agência Safras

Porto Alegre (RS)

Marco Antônio Lucas

Embrapa Pecuária Sul

Bagé (RS)

Marcos Giesteira

CNA

Brasília (DF)

Maurício Chagas

Agrônomo

Itaqui (RS)

Dirceu Luiz Slongo

Emater

Porto Alegre (RS)

Rodolfo Perske

Emater

Porto Alegre (RS)

Alcedir dos Santos

SDR

Sant. Livramento (RS)

Edemar Valdir Streck

Emater

Porto Alegre (RS)

Joel Felix Rocha

MF

Brasília (DF)

Fernando Piegas

Agrobiz

Porto Alegre (RS)

José Braccini

Agrobiz

Porto Alegre (RS)

Fabíola Lopes

DDA/Seapa

Porto Alegre (RS)

Margô G. Antonio

Ageflor

Porto Alegre (RS)

Jackson de São José

Seapa

Porto Alegre (RS)

Kleiron Saggin

DDA/Seapa

Porto Alegre (RS)

Lídia Silveira Silveira

GIA

Porto Alegre (RS)

Sergio Reginaldo

Mapa

Florianópolis (SC)

Luiz Meurer

Suinorte

Braço do Norte (SC)

Andrea Parrilla

Mapa

Brasília (DF)

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Nome

Entidade/Empresa

Cidade

Richard Sabah

Apex-Brasil

Brasília (DF)

Hercilio Matos

Simers

Porto Alegre (RS)

Elvison Ramos

Mapa

Brasília (DF)

Davi Teixeira

SIA

Porto Alegre (RS)

Ari Paludo

Pal Energy

Cotiporã (RS)

Ramiro Silveira

Produtor rural

Arroio Grande (RS)

Eugênio Vanoni Filho

Simers

Porto Alegre (RS)

Gilson Wesfo

Pampeana

Pinheiro Machado (RS)

Dia 5 de setembro de 2014 Seminário Boas Práticas Agropecuárias Foco no leite: responsabilidade do setor agropecuário na qualidade e segurança dos alimentos Nome

Entidade/Empresa

Cidade

Hercílio Matos

Simers

Porto Alegre (RS)

Ana Lúcia Stepan

SFA-RS/Mapa

Porto Alegre (RS)

Carlos Machado

Ciepel/Simers

Porto Alegre (RS)

Cleber L.J. Podewil

Tangará Foods

Estrela (RS)

Gustavo Ullrich

Tangará Foods

Estrela (RS)

Magnos Moraes

Tangará Foods

Estrela (RS)

Rosana Cavalleri

Dália Alimentos

Encantado (RS)

Elisa Tesser

Dália Alimentos

Encantado (RS)

Mauro Aschebrock

Cooperativa Languiru

Teutônia (RS)

Thiago Schneider

Cooperativa Languiru

Teutônia (RS)

Fernando Steppemeier

Cooperativa Languiru

Teutônia (RS)

Martha Brandão

Agrovital

Glorinha (RS)

Lilian Müller

Cosulati

Pelotas (RS)

Nome

Entidade/Empresa

Cidade

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Daiane Corseti

Cosulati

Pelotas (RS)

Dejalmo dos Santos

Cosulati

Pelotas (RS)

Paula Müller Klaeesener

Sebrae-RS

Passo Fundo (RS)

Rafael Rossato Rubim

Sebrae-RS

Passo Fundo (RS)

Helena Pan Ruger

Mapa-RS

Porto Alegre (RS)

Valdecir Favero

C. Educativa SIC

Serafina Corrêa (RS)

Thais Tauffer

Cooperlate

Serafina Corrêa (RS)

Gabriela Vidmar

Cooperlate

Serafina Corrêa (RS)

Roberto Tebaldi

Cooperlate

Serafina Corrêa (RS)

Lívia K. Braun

SIM

Glorinha (RS)

Sonia Brito

SIM

Glorinha (RS)

Aline Roncato

Aplica Gestão e Qualidade

Novo Hamburgo (RS)

Cristina Zaffari Grecelle

Ulbra

Canoas (RS)

Andrea Troller Pinto

UFRGS

-

Lima Cavaletti da Silva

UFRGS

-

Dilson Beginatto

Italac

Passo Fundo (RS)

Tarcisio Karling

Laticínio Deale

Alm. Tamandaré (RS)

Ana Carolina Cittolin

Sebrae

Porto Alegre (RS)

Antonio Carlos Souza

Intermaq

Porto Alegre (RS)

José F. Werlang

Mapa

Porto Alegre (RS)

Eduardo Placido Ignácio

Autônomo

Cacequi (RS)

João Seibel

Coop. Santa Clara

Carlos Barbosa (RS)

Daniel Raota

MV Ordenhadeiras

Porto Alegre (RS)

Carlos Russo

BRF

Porto Alegre (RS)

Eugênio Vanoni Filho

Simers

Porto Alegre (RS)

Wilson Vaz de Araújo

Mapa/SPR

Brasília (DF)

Sandra Gomes

Group Schumacher

Esteio (RS)

106

ANEXOS.indd 106

18/09/2014 02:34:22


Dia 1º de setembro de 2014 Oficina de Prospecção de Negócios Produção, colheita e beneficiamento da oliva Nome

Entidade/Empresa

Cidade

Osmar Rosa

Tecnoplanta

Barra do Ribeiro (RS)

Diego Vidal

Videomakers

Porto Alegre (RS)

Valmor Gasperini

RGO Máquinas

Guaporé (RS)

Rafael Marchetti

Tecnolivas

Barra do Ribeiro (RS)

Valdemar Jaskulski

Intermaq

Porto Alegre (RS)

Luís Gustavo Pacheco

Mapa

Brasília (DF)

Fabrício Vieira Juntolli

Mapa

Brasília (DF)

Marcelo Costi Pereira

Costi Olivos

Porto Alegre (RS)

Alexandre Polli Nardin

Bem Viver

Porto Alegre (RS)

Ricardo Furtado

SFA-RS/Mapa

Porto Alegre (RS)

Daniel Aued

Olivas do Sul

Cachoeira do Sul (RS)

Luiz Meurer

Suinorte

Braço do Norte (SC)

Cristiano Duma

LS Mtron Brasil

Garuva (SC)

Thiago Vitola

Masal

S. Antônio da Patrulha

Jamir Weber

Japa Complementos

Garibaldi (RS)

Emerson Menezes

Prefeitura de Bagé

Bagé (RS)

Vinicius Pasquotto

Sipov/SFA-RS/Mapa

Santa Maria (RS)

Osni Tadeu Lopes

UTRA–SM/Mapa

Santa Maria

Arno Werlang

Olivais da Fonte

Formigueiro (RS)

Leandro Moretti

Agrovec

Novo Hamburgo (RS)

Hercilio Matos

Simers

Porto Alegre (RS)

Eugênio Vanoni Filho

Simers

Porto Alegre (RS)

107

ANEXOS.indd 107

18/09/2014 02:34:27


Dia 2 de setembro de 2014 Oficina de Prospecção de Negócios Demanda para processamento de hortaliças Nome

Entidade/Empresa

Cidade

Tiago Padilha

RGO Máquinas

Guaporé (RS)

Renato B. Souza

Mapa-RS

Porto Alegre (RS)

Diego Vidal

Videomakers

Porto Alegre (RS)

Marcelo Farilo

Group Schumacher

Porto Alegre (RS)

Leandro Weber

Japa Componentes

Garibaldi (RS)

Luiz Meurer

Suinorte

Braço do Norte (SC)

Fabrício Vieira Juntolli

Mapa

Brasília (DF)

Leonardo Souza

Termoporl

Porto Alegre (RS)

Helcio Botelho

Mapa/SDC/Depta

Brasília (DF)

Hercilio Matos

Simers

Porto Alegre (RS)

Paulo Schincariol

Ibrahort

São Paulo (SP)

Valmor Gasperini

RGO Máquinas

Guaporé (RS)

Leandro Moretti

Agrovec

Novo Hamburgo (RS)

108

ANEXOS.indd 108

26/09/2014 14:22:25


Dia 3 de setembro de 2014 Oficina de Prospecção de Negócios Demanda de equipamentos para secagem e peletização de biofertilizantes Nome

Entidade/Empresa

Cidade

Cleber Bartz

Simers

Porto Alegre (RS)

Newton Buss

Simers

Porto Alegre (RS)

Fernando Esser

Produtor rural

Jaguaruna (SC)

Osni Tadeu Lopes

SFA/RS-Mapa

Santa Maria (RS)

Artemir Busanello

-

Armazém (SC)

Nome

Entidade/Empresa

Cidade

Sergio Reginaldo

Mapa-SC

Florianópolis (SC)

Luiz Meurer

Suinorte

Braço do Norte (SC)

Eugênio Vanoni Filho

Simers

Porto Alegre (RS)

Hercilio Matos

Simers

Porto Alegre (RS)

109

ANEXOS.indd 109

26/09/2014 14:23:00


ANEXOS.indd 110

18/09/2014 02:34:58


ANEXOS.indd 111

18/09/2014 02:35:03


Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

CAPA.indd 2

18/09/2014 02:45:46


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