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Irrigazine #97

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Editorial

Junho é um mês especial para o setor. Em 15 de junho celebramos o Dia Nacional da Agricultura Irrigada, uma data que nos convida a refletir sobre o papel estratégico da irrigação na produção de alimentos, na segurança alimentar e na sustentabilidade da agricultura brasileira.

Nesta edição, a Irrigazine destaca na capa um tema de grande relevância para o agronegócio nacional: a citricultura irrigada. Em um cenário de crescente irregularidade climática, o artigo “O grande salto da citricultura irrigada” demonstra como o conhecimento climático, o manejo adequado da água e o uso inteligente da tecnologia podem transformar desafios em oportunidades, elevando produtividade, qualidade e rentabilidade dos pomares.

Também damos continuidade à série técnica sobre Xerigation®, chegando ao terceiro capítulo dedicado à irrigação de baixo volume para paisagismo. O tema amplia a visão sobre o uso eficiente da água, mostrando que inovação e sustentabilidade estão presentes não apenas na agricultura, mas também nos projetos paisagísticos e urbanos.

Outro destaque desta edição é a continuidade da série especial sobre clima e irrigação. Desta vez, abordamos os impactos dos fenômenos El Niño e La Niña na gestão da água no campo. Com eventos climáticos cada vez mais intensos e imprevisíveis, compreender essas oscilações tornou-se fundamental para o planejamento agrícola e para a tomada de decisões relacionadas à irrigação.

A edição também apresenta uma importante novidade para o setor: o lançamento do SBMI-PMP, Sistema Brasileiro de Manejo da Irrigação para Pequenos e Médios Produtores. Desenvolvido por meio da parceria entre o MIDR, a Universidade Federal de Sergipe e a Irriplus, o aplicativo representa um avanço significativo na democratização do acesso ao manejo técnico da irrigação, disponibilizando gratuitamente uma ferramenta moderna e acessível para auxiliar produtores na tomada de decisão e no uso eficiente da água.

Complementam esta edição reportagens sobre inovação tecnológica, monitoramento de áreas irrigadas por satélite e inteligência artificial, além de acontecimentos que evidenciam o dinamismo e o potencial de crescimento da agricultura irrigada no Brasil.

Mais do que uma tecnologia, a irrigação é uma ferramenta de adaptação, resiliência e desenvolvimento. Ao celebrarmos o Dia Nacional da Agricultura Irrigada, renovamos nosso compromisso de levar informação técnica de qualidade, contribuindo para que produtores, técnicos e empresas estejam cada vez mais preparados para os desafios do presente e do futuro.

Boa leitura!

DIREÇÃO

Denizart Pirotello Vidigal denizart@irrigazine.com.br

JORNALISTA

Bruna Fernandes Bonin MTB 81204/SP

COLABORAÇÃO

José Giacoia Neto | Everardo

Chartuni Mantovani | Gregório

Guirado Faccioli | Fernando Braz

Tangerino Hernandez | Camilo Lázaro Medina

EDITORAÇÃO E CAPA

André Feitosa

PRODUÇÃO/ PROJETO GRÁFICO

Interação - Comunicação e Design

FOTOS/IMAGENS

Flickr CNA (Wenderson Araújo) Divulgação\Nelson | Irrigazine Divulgação

REVISÃO

Denizart Vidigal Barufe

CONTATO

Comercial e Editora AGROS Ltda. comercial@irrigazine.com.br

ASSINATURAS

Débora Pirotello Vidigal WhatsApp: (17) 99612-1224 revista@irrigazine.com.br Acesse irrigazine na internet: www.irrigazine.com.br

A Revista Irrigazine não se responsabiliza pelo conteúdo dos artigos assinados o pelas opiniões emitidas pelos entrevistados, fontes e dos anúncios publicitários.

“Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o SENHOR teu Deus é contigo, por onde quer que andares.” Josué 1:9

Se a irrigação parasse hoje, o que faltaria na mesa dos brasileiros?

O arroz servido no almoço, as frutas consumidas no café da manhã, a salada presente no prato e até a xícara de café do dia a dia têm algo em comum: a irrigação.

Celebrado em 15 de junho, o Dia da Agricultura Irrigada...

El Niño, La Niña e seus impactos na irrigação: como

A agricultura sempre conviveu com as variações do clima. No entanto, nos últimos anos, produtores rurais de diferentes regiões do Brasil têm enfrentado um cenário marcado por eventos mais intensos, chuvas irregulares e períodos prolongados de calor e estiagem.

O grande salto da citricultura irrigada

O manejo da irrigação nas pequenas e médias áreas irrigadas - A solução do SBMI-PMP

Irrigação

Aqua Plastic celebra sete anos de história com evento especial para clientes e parceiros

A Aqua Plastic promoverá, no dia 26 de junho, um evento especial para celebrar seus sete anos de atuação. Realizado em São Paulo (SP), o encontro reunirá clientes, parceiros, fornecedores e convidados em uma noite dedicada à comemoração de uma trajetória marcada por crescimento, inovação e fortalecimento de relacionamentos.

Com o tema “Noite Inesquecível”, a celebração foi planejada para proporcionar uma experiência completa aos participantes, com atrações, gastronomia,

networking e momentos de confraternização. A programação também contará com uma campanha promocional exclusiva, oferecendo condições especiais aos convidados presentes no evento.

Ao completar sete anos de mercado, a Aqua Plastic reforça seu compromisso com a qualidade, a inovação e a construção de parcerias duradouras. A iniciativa também representa uma oportunidade para agradecer a confiança de clientes e parceiros que contribuíram para a consolidação da empresa ao longo de sua história.

Brasil tem potencial para liderar a irrigação mundial, mas enfrenta gargalos para expandir o setor

O Brasil reúne condições para se tornar o maior mercado de irrigação do mundo nos próximos anos. Atualmente, o país possui cerca de 11 milhões de hectares irrigados, mas o potencial estimado pela Rede Nacional da Agricultura Irrigada (Renai) chega a 55 milhões de hectares. Para especialistas do setor, o avanço da agricultura irrigada será impulsionado principalmente pela necessidade de garantir estabilidade produtiva diante das mudanças climáticas e da crescente demanda global por alimentos.

Apesar desse cenário promissor, a expansão da irrigação ainda encontra limitações importantes. A principal delas é o acesso ao crédito. Com juros elevados e financiamentos mais restritos, muitos produtores acabam adiando investimentos em sistemas de irrigação, mesmo reconhecendo os benefícios da tecnologia para reduzir riscos e aumentar a produtividade.

Outro fator que dificulta o crescimento do setor está

relacionado à infraestrutura. Em diversas regiões agrícolas, especialmente nas áreas mais afastadas dos grandes centros, a oferta de energia elétrica ainda é insuficiente para atender à crescente demanda dos projetos de irrigação. Além disso, especialistas apontam que a legislação relacionada ao armazenamento e ao uso da água torna mais complexa a construção de reservatórios e a obtenção de outorgas, limitando o aproveitamento do potencial hídrico disponível.

Além das questões econômicas e estruturais, a irrigação também enfrenta resistência ligada à cultura produtiva de parte dos agricultores. Segundo pesquisadores, muitos produtores ainda adotam a tecnologia apenas após registrar perdas provocadas por estiagens e irregularidades climáticas. A expectativa é que, com maior segurança jurídica, acesso a financiamento e ampliação da conscientização sobre os impactos das mudanças climáticas, a irrigação deixe de ser vista como uma solução emergencial e passe a integrar o planejamento estratégico das propriedades rurais.

ABID organiza missão para Holanda

Após o sucesso das Missões Técnicas Internacionais realizadas pela ABID em destinos estratégicos como Califórnia e Espanha, a Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem (ABID) lança sua nova iniciativa internacional:

Missão Técnica Internacional à Holanda, a ser realizada no período de 05 a 11 de julho de 2026. A missão será desenvolvida com foco na agricultura de alta tecnologia, uso eficiente da água, produção em ambiente protegido e logística e inovação aplicada ao agro, proporcionando uma experiência única de imersão em um dos sistemas agrícolas mais avançados do mundo.

A Holanda é reconhecida globalmente como uma potência agrícola, mesmo com seu território reduzido, sendo referência em produtividade, sustentabilidade, logística e inovação tecnológica, além da relevância para o Brasil, diante dos desafios relacionados à segurança hídrica e expansão sustentável da agricultura irrigada.

O prazo final para inscrição é até o dia 19 de junho de 2026, às 18h (horário de Brasília-DF), maiores detalhes no site da www.abid.org.br

1ª Cavalgada Minas Verde reúne produtores, tecnologia e confraternização em Piumhi (MG)

A 1ª Cavalgada Minas Verde foi marcada por um dia de integração entre produtores rurais, parceiros e profissionais do agronegócio em Piumhi, MG.

Durante a programação, a equipe da Minas Verde Irrigação apresentou soluções para irrigação e manejo eficiente da água em parceria com empresas como a Netafim e Bauer destacando alternativas para aumentar a produtividade e a sustentabilidade das propriedades rurais.

Além do conteúdo técnico, o encontro fortaleceu o relacionamento entre clientes, parceiros e amigos da empresa, encerrando-se em clima de confraternização com um almoço especial preparado para os participantes.

Segundo os organizadores, o sucesso da primeira edição reforça a importância de iniciativas que unem tradição, convivência e inovação no campo, deixando expectativa para os próximos encontros promovidos pela Minas Verde Irrigação.

EP Agro Summit 2026 reuniu especialistas para debater o futuro do agro

O EP Agro Summit reuniu em Piracicaba (SP), lideranças e especialistas para discutir os desafios e as perspectivas do agronegócio brasileiro. Durante o evento, a ABIMAQ coordenou um painel sobre o cenário do setor de máquinas agrícolas. trazendo dados e análises com base nos resultados da Agrishow 2026.

O gerente executivo da ABIMAQ, Carlos Eduardo de Marchi, apresentou dados da Agrishow 2026, onde o fluxo de visitantes na feira ficou dentro do esperado, porém a intenção de negócios apresentou queda de 22% em relação ao ano anterior. Entre os principais fatores apontados estão as incertezas do cenário internacional, a oscilação no preço das commodities e o impacto das altas taxas de juros no crédito rural.

Representando a Câmara Setorial de Equipamentos para Armazenagem de Grãos da ABIMAQ, o vice-presidente José Viscardi chamou atenção para o déficit de armazenagem no país, especialmente nos estados de Mato Grosso, Goiás e Rio Grande do Sul. Atualmente, 85% dos armazéns brasileiros estão localizados em áreas urbanas e apenas 15% dentro das propriedades rurais, cenário que aumenta perdas logísticas e custos com transporte e intermediação. Nos Estados Unidos, por exemplo, cerca de 66% da capacidade estática de armazenagem está nas fazendas, diretamente nas mãos dos produtores. Segundo Viscardi, seriam necessários investimentos de aproximadamente R$ 15 bilhões por ano apenas para impedir o aumento do déficit brasileiro.

Já o presidente da Câmara Setorial de Irrigação da ABIMAQ, Cristiano Gatti Del Nero, destacou o potencial de expansão da irrigação no país. Segundo Del Nero, o Brasil possui cerca de 44 mil pivôs de irrigação, enquanto apenas o estado de Nebraska, nos Estados Unidos, conta com aproximadamente 66 mil. Del Nero ressaltou ainda o impacto social da irrigação. Um estudo inédito conduzido pela ABIMAQ, em parceria com GPP/USP/ESALQ, mostrou que polos de irrigação oferecem remunerações significativamente mais altas do que os demais municípios rurais. Na Bahia, por exemplo, os rendimentos são, em média, 68,6% superiores. Entre os principais gargalos para o crescimento do setor, Del Nero destacou, os juros elevados e a disponibilidade de energia elétrica, reforçando a necessidade de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento da irrigação no país.

Presidente da CSEI-ABIMAQ, Cristiano Del Nero | Foto: Irrigazine

Sinergia estratégica: Netafim e Yara criam centro de capacitação em fertirrigação

Em um cenário marcado por maior pressão por produtividade, oscilações climáticas, aumento do custo dos insumos e necessidade crescente de previsibilidade no campo, a fertirrigação desponta como uma das principais evoluções do manejo agrícola no Brasil. Com o objetivo de acelerar a adoção dessa prática no país, a Yara, líder mundial em nutrição de plantas, e a Netafim, líder global em irrigação por gotejamento e agricultura de precisão, anunciam uma parceria estratégica voltada ao desenvolvimento do mercado, geração de conhecimento técnico e ampliação do acesso dos produtores às tecnologias de irrigação e nutrição integrada.

O objetivo é claro: transformar a Eficiência no Uso da Água (EUA) e a Eficiência no Uso de Nutrientes (EUN) em pilares de rentabilidade e resiliência climática.

Destaques Técnicos da Parceria:

• Capacitação em Sumaré: Lançamento de um Centro de Capacitação em Fertirrigação (previsto para o 2º semestre de 2026), focado em treinar consultores e produtores na operacionalização de sistemas integrados.

• Polos Regionais: Expansão para áreas estratégicas como o Triângulo Mineiro, São Paulo, Espírito Santo e Bahia, adaptando as soluções às demandas de diferentes fitotecnias (café, citros, grãos e hortifrúti).

• Nutrição de Precisão: Foco na redução da lixiviação de

nutrientes e na otimização da quimigação, garantindo que o aporte nutricional acompanhe exatamente a curva de absorção da cultura.

• Digital Farming: Integração de sensores de solo e clima com sistemas de automação para um manejo baseado em dados reais, minimizando o estresse hídrico e nutricional.

Para o irrigante, essa parceria reduz a defasagem tecnológica entre a instalação dos equipamentos de irrigação e a entrega de resultados agronômicos. A integração direta entre o sistema de irrigação e o programa de nutrição permite uma descarbonização da produção, alinhando o agro brasileiro às metas globais de sustentabilidade.

Se a irrigação parasse hoje, o que faltaria na mesa dos brasileiros?

O arroz servido no almoço, as frutas consumidas no café da manhã, a salada presente no prato e até a xícara de café do dia a dia têm algo em comum: a irrigação. Celebrado em 15 de junho, o Dia da Agricultura Irrigada é uma oportunidade para refletir sobre a importância de uma tecnologia que transformou a produção agrícola brasileira e se tornou fundamental para garantir a oferta de alimentos, a geração de renda no campo e a adaptação da agricultura aos desafios climáticos.

Embora muitas vezes passe despercebida pelos consumidores, a irrigação está presente em grande parte dos alimentos produzidos no país. Além de favorecer a produtividade, ela permite maior previsibilidade das safras e contribui para o abastecimento ao longo do ano.

Em um cenário marcado por temperaturas mais elevadas, eventos climáticos extremos e chuvas cada vez mais irregulares, a irrigação ganhou uma nova dimensão. Se antes era vista principalmente como uma ferramenta de apoio à produção, hoje é considerada estratégica para a sustentabilidade da agricultura brasileira.

A água por trás dos alimentos

Poucos consumidores sabem, mas diversos alimentos essenciais para a dieta dos brasileiros dependem da irrigação para alcançar níveis adequados de produtividade e qualidade.

É o caso do arroz irrigado, responsável por grande parte da produção nacional do cereal, especialmente na Região Sul. Frutas, hortaliças, café, feijão, trigo e diversas culturas de alto valor agregado também utilizam sistemas irrigados em diferentes etapas do cultivo.

Em algumas regiões, a irrigação acompanha todo o ciclo produtivo; em outras, é utilizada apenas nos períodos de menor disponibilidade hídrica. Essa flexibilidade permite que as lavouras mantenham seu potencial produtivo mesmo diante das oscilações climáticas.

A presença da irrigação nessas culturas ajuda a garantir maior regularidade na oferta de alimentos, reduzindo os impactos causados por períodos de estiagem e outras adversidades climáticas.

No Dia da Agricultura Irrigada, uma reflexão sobre o papel da irrigação na produção de alimentos, na segurança alimentar e no abastecimento do país | Foto: Divulgação

Tecnologia para produzir melhor

A necessidade de produzir com maior eficiência tem impulsionado a adoção de tecnologias cada vez mais avançadas no campo. Atualmente, sistemas de irrigação incorporam recursos que auxiliam na tomada de decisão e no manejo adequado da água.

Sensores, estações meteorológicas, monitoramento remoto e ferramentas de agricultura digital permitem que a irrigação seja realizada de forma precisa, fornecendo às plantas apenas a quantidade necessária de água. O resultado é maior eficiência operacional e melhor aproveitamento dos recursos hídricos.

O Brasil reúne condições favoráveis para ampliar sua área irrigada de forma sustentável, respeitando a disponibilidade hídrica e as características de cada região. O avanço do setor depende da expansão do acesso à tecnologia, da modernização dos sistemas e do fortalecimento de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento da agricultura irrigada.

O papel da ABID

Ao longo das últimas décadas, a Associação Brasileira

de Irrigação e Drenagem (ABID) tem acompanhado a evolução da agricultura irrigada no país, contribuindo para a disseminação de conhecimento técnico, o debate sobre políticas públicas e a promoção do uso eficiente da água.

Para a entidade, o Dia da Agricultura Irrigada representa não apenas uma celebração das conquistas do setor, mas também uma oportunidade para reforçar a importância da irrigação para o futuro da agricultura brasileira.

Da água no campo ao alimento na mesa

Em um momento em que o mundo discute segurança alimentar, mudanças climáticas e sustentabilidade, a irrigação assume um papel cada vez mais estratégico. Mais do que uma tecnologia agrícola, ela se consolida como uma ferramenta essencial para apoiar a produção de alimentos e fortalecer a capacidade da agricultura de enfrentar cenários climáticos cada vez mais desafiadores.

Por isso, celebrar o Dia da Agricultura Irrigada também é reconhecer a importância de uma tecnologia que, muitas vezes de forma invisível, está presente em boa parte dos alimentos consumidos diariamente pelos brasileiros.

Foto: Divulgação

Nelson Irrigação Brasil completa uma década impulsionando eficiência e inovação no campo

Instalada em Mogi Mirim (SP) desde 2016, a Nelson Irrigação Brasil tornou-se referência em soluções para irrigação mecanizada Foto: Divulgação\Nelson

Em 2026, a Nelson Irrigação Brasil celebra 10 anos de atuação no país, consolidando uma trajetória marcada pela expansão da irrigação tecnificada e pelo fortalecimento de sua presença junto aos produtores rurais. Parte da norteamericana Nelson Irrigation Corporation, referência mundial em soluções para irrigação, a empresa instalou sua subsidiária brasileira em Mogi Mirim (SP) em 2016, com o objetivo de estreitar o relacionamento com clientes, distribuidores e parceiros estratégicos.

A chegada ao Brasil ocorreu em um momento em que a agricultura nacional já demonstrava elevado potencial para expansão da área irrigada. Segundo João Laurino Neto, gerente-geral da Nelson Irrigação Brasil, a decisão de estabelecer uma operação própria no país foi resultado de uma estratégia global voltada para mercados considerados essenciais para o crescimento da agricultura irrigada.

“O Brasil já apresentava um enorme potencial de expansão da irrigação, aliado a uma agricultura altamente tecnificada e competitiva. A criação da subsidiária permitiu maior proximidade com o mercado, além de oferecer suporte técnico local e uma logística mais eficiente”, destaca.

Os primeiros anos de operação exigiram adaptação a um cenário marcado por desafios econômicos, tributários e pelas particularidades regionais da agricultura brasileira.

A diversidade de culturas, condições climáticas e sistemas produtivos demandou uma atuação próxima dos produtores para compreender diferentes realidades e desenvolver soluções adequadas a cada necessidade.

Ao longo desse processo, a empresa identificou características que ajudaram a direcionar sua estratégia no país. “Aprendemos rapidamente que o produtor brasileiro valoriza tecnologia, confiabilidade e suporte técnico de qualidade. Esses fatores reforçaram nossa proposta de valor e contribuíram para o crescimento da marca no mercado nacional”, afirma Laurino.

Consolidação e crescimento

Entre os principais marcos da trajetória da Nelson no Brasil está a consolidação da empresa como referência em irrigação mecanizada de alta performance, especialmente em sistemas de pivô central. Outro destaque foi a ampliação da rede de distribuidores e parceiros em

Inovação e durabilidade estão entre os diferenciais das soluções da Nelson para irrigação agrícola

Foto: Divulgação\Nelson

diferentes regiões produtoras.

A empresa também expandiu sua base instalada em diversas culturas, incluindo grãos, café, batata, citros, olerícolas e pastagens, além de investir continuamente em capacitação técnica e treinamento de profissionais do setor.

Segundo Laurino, o avanço da irrigação no Brasil acompanha a crescente necessidade de previsibilidade produtiva diante das oscilações climáticas. “A agricultura brasileira está cada vez mais profissionalizada. A irrigação se tornou uma ferramenta essencial para garantir estabilidade produtiva e maior segurança ao produtor”, ressalta.

Tecnologia voltada à eficiência

Atualmente, a Nelson oferece no mercado brasileiro soluções para irrigação mecanizada por pivô central, carretel enrolador, sistemas localizados por microaspersão, aspersão convencional, além de válvulas de controle, segurança e automação.

De acordo com a empresa, um dos principais diferenciais das tecnologias desenvolvidas pela Nelson está na combinação entre precisão, uniformidade de aplicação e eficiência energética.

“O grande diferencial está na confiabilidade e na precisão. São produtos desenvolvidos para trabalhar com alta eficiência e manter uma aplicação uniforme ao longo do tempo. Isso contribui diretamente para a produtividade e para o uso sustentável dos recursos”, explica o executivo. A adaptação das soluções às diferentes condições encontradas no território brasileiro também faz parte da estratégia da companhia. Aspectos como tipo de solo, clima, velocidade do vento e características das culturas são

considerados na configuração dos sistemas de irrigação.

Uso racional da água e energia

O avanço da irrigação no país tem sido acompanhado por uma preocupação crescente dos produtores com a eficiência hídrica e energética. O aumento dos custos de produção e a necessidade de utilizar os recursos naturais de forma mais racional têm impulsionado a busca por tecnologias capazes de reduzir desperdícios sem comprometer a produtividade.

Nesse cenário, a Nelson aposta em soluções de baixa pressão e alta eficiência, além de orientação técnica para otimizar o desempenho dos equipamentos já instalados nas propriedades.

“Existe uma preocupação real em usar melhor a água e reduzir os custos com energia. É uma evolução clara do mercado, e a tecnologia tem papel fundamental nesse processo”, observa Laurino.

Perspectivas para o futuro

Para os próximos anos, a expectativa da empresa é seguir ampliando sua participação no mercado brasileiro, acompanhando o crescimento da agricultura irrigada e a demanda por sistemas cada vez mais eficientes.

Os investimentos em inovação, treinamento e fortalecimento da rede de parceiros devem continuar sendo prioridades estratégicas. “O Brasil é um mercadochave para a Nelson. Acreditamos no enorme potencial de expansão da irrigação e pretendemos continuar contribuindo para esse desenvolvimento com tecnologia, capacitação e proximidade com os produtores”, conclui.

Monitoramento via satélite e IA aprimora mapeamento de áreas irrigadas no Brasil

A Embrapa Territorial desenvolveu uma metodologia inovadora que utiliza imagens de satélite e Inteligência Artificial (IA) para mapear o crescimento ou a redução anual das áreas agrícolas efetivamente irrigadas no Brasil. A ferramenta foi criada para atender uma demanda do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), que busca acompanhar a evolução da irrigação nos polos irrigados e avaliar a efetividade das políticas públicas voltadas ao setor.

O método se diferencia por identificar as áreas que realmente receberam irrigação em determinado período, independentemente da existência de equipamentos instalados. Segundo o analista da Embrapa Territorial Rafael Mingoti, “o objetivo é registrar o uso efetivo da tecnologia e não apenas a infraestrutura disponível nas propriedades. Para isso, a equipe utiliza índices de umidade do solo obtidos por meio de imagens gratuitas do satélite Sentinel-2, combinados com algoritmos de Inteligência Artificial”.

Um dos desafios enfrentados pelos pesquisadores foi distinguir a umidade proveniente da irrigação daquela causada pelas chuvas, especialmente em regiões como Goiás, onde muitos produtores utilizam a irrigação durante o período chuvoso para minimizar os impactos dos veranicos. A solução encontrada foi combinar diferentes indicadores, como padrões de formato e distribuição das áreas agrícolas, permitindo uma identificação mais precisa das áreas irrigadas.

Outra inovação está na medição da área irrigada. Em vez de utilizar apenas a contagem de pixels das imagens de satélite, o método emprega técnicas de vetorização com dados de radar, desenhando os contornos reais das áreas irrigadas e reduzindo distorções na estimativa de tamanho. De acordo com Mingoti, a tecnologia proporciona resultados mais precisos e confiáveis para o monitoramento territorial.

A metodologia já foi aplicada em cinco polos de irrigação localizados nos estados de Goiás e Mato Grosso. Os mapeamentos dos polos Planalto Central e Vale do Araguaia, em Goiás, já foram entregues ao MIDR, enquanto os resultados dos polos Sul, Médio Norte e Araguaia-Xingu, em Mato Grosso, estão em fase de validação. No Planalto Central de Goiás, o levantamento apontou um aumento de aproximadamente 7 mil hectares de áreas irrigadas entre 2023 e 2024.

Para o MIDR, a disponibilidade de informações atualizadas é fundamental para orientar investimentos e acompanhar o desenvolvimento regional promovido pela irrigação. A expectativa é que os dados gerados pela Embrapa sejam incorporados ao Sistema Nacional de Informações sobre Irrigação (Sinir), fortalecendo a gestão do setor e contribuindo para ações voltadas à segurança alimentar, geração de renda e uso sustentável dos recursos hídricos.

Monitoramento via satélite auxilia o acompanhamento da irrigação e o planejamento de políticas públicas para o setor | Foto: Flickr CNA (Wenderson Araújo)

El Niño, La Niña e seus impactos na irrigação: como os fenômenos climáticos influenciam a gestão da água no campo

A agricultura sempre conviveu com as variações do clima. No entanto, nos últimos anos, produtores rurais de diferentes regiões do Brasil têm enfrentado um cenário marcado por eventos mais intensos, chuvas irregulares e períodos prolongados de calor e estiagem. Nesse contexto, fenômenos climáticos como El Niño e La Niña ganham ainda mais relevância, influenciando diretamente a disponibilidade hídrica, o planejamento agrícola e a necessidade de irrigação.

Esta é a segunda reportagem da série especial Clima e Irrigação, que aborda os principais fenômenos climáticos que vêm transformando a gestão da água na agricultura brasileira.

Ao longo das próximas edições, a Revista Irrigazine trará um panorama geral de como secas, eventos climáticos extremos e mudanças nos regimes de chuva estão impactando a produção agrícola e ampliando a importância da irrigação como ferramenta de adaptação.

Embora ocorram naturalmente, El Niño e La Niña exercem forte influência sobre o regime de chuvas e as temperaturas em diversas partes do planeta, incluindo o território brasileiro. Seus efeitos variam de uma região para outra, mas, em comum, trazem desafios crescentes para a gestão eficiente da água no campo.

O que são El Niño e La Niña?

Os dois fenômenos fazem parte de um mesmo sistema climático conhecido como Oscilação Sul-El Niño (ENSO, na sigla em inglês), caracterizado por alterações na temperatura das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial.

O El Niño ocorre quando essas águas apresentam aquecimento acima da média histórica. Já a La Niña é caracterizada pelo resfriamento anormal da mesma região oceânica.

Embora a alteração aconteça a milhares de quilômetros

do Brasil, ela modifica a circulação atmosférica global, interferindo diretamente na formação de nuvens, nos padrões de chuva e nas temperaturas observadas em diferentes regiões do país.

Segundo Gilvan Sampaio, meteorologista e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o El Niño resulta de uma complexa interação entre oceano e atmosfera, capaz de alterar significativamente os padrões climáticos em diversas regiões do planeta. O especialista destaca que o fenômeno influencia diretamente a circulação atmosférica e, consequentemente, a distribuição das chuvas e das temperaturas observadas no Brasil.

Impactos diferentes em cada região

Os efeitos de El Niño e La Niña não ocorrem de forma uniforme no território nacional. Dependendo da intensidade do evento e da região analisada, os impactos podem variar significativamente. Durante episódios de El Niño, o Sul do Brasil costuma registrar volumes de chuva acima da média, aumentando o risco de enchentes, alagamentos e dificuldades para operações agrícolas. Em contrapartida, áreas do Norte e parte do Nordeste tendem a enfrentar redução das precipitações e maior risco de estiagem.

No Centro-Oeste e em parte do Sudeste, os efeitos costumam estar associados à irregularidade das chuvas, com períodos de precipitação concentrada alternados com intervalos mais secos.

Já durante a La Niña, o comportamento geralmente se

A variabilidade climática tem levado produtores a intensificar o monitoramento e o manejo da irrigação em diferentes regiões do Brasil Foto: Divulgação

inverte. O Sul passa a enfrentar maior probabilidade de estiagens, enquanto regiões do Norte registram aumento das chuvas. O Centro-Oeste e o Sudeste podem apresentar comportamento mais variável, com ocorrência de veranicos mesmo durante a estação chuvosa.

Essa variabilidade climática afeta diretamente o planejamento das atividades agrícolas, tornando mais difícil prever a disponibilidade de água ao longo do ciclo produtivo. De acordo com especialistas do INPE, os impactos regionais podem variar significativamente conforme a intensidade e a duração de cada evento climático.

O reflexo na irrigação

Se antes a irrigação era vista principalmente como uma ferramenta para suprir períodos de seca, hoje ela assume papel estratégico na gestão dos riscos climáticos.

A irregularidade das chuvas observada durante eventos de El Niño e La Niña faz com que produtores precisem acionar sistemas de irrigação mesmo em meses tradicionalmente considerados chuvosos. Além disso, temperaturas mais elevadas aumentam a evapotranspiração das culturas, ampliando a demanda hídrica e exigindo ajustes frequentes no manejo da irrigação.

Nesse contexto, a irrigação passa a ser reconhecida não apenas como tecnologia produtiva, mas também como instrumento de adaptação climática. Estudos da Embrapa apontam que sistemas irrigados aumentam a resiliência das propriedades rurais diante dos eventos climáticos extremos e contribuem para reduzir a vulnerabilidade das lavouras às secas e à irregularidade das chuvas.

Entre os principais impactos observados nas propriedades rurais estão:

• Aumento da frequência de irrigação;

• Maior demanda por monitoramento climático;

•Crescente importância do armazenamento de água;

• Maior atenção à eficiência dos sistemas irrigados.

Em algumas regiões, produtores já relatam a necessidade de utilizar a irrigação como ferramenta complementar mesmo durante períodos historicamente úmidos, evidenciando a transformação dos padrões climáticos observados nas últimas décadas.

Mudanças climáticas ampliam os desafios

Embora El Niño e La Niña sejam fenômenos naturais, pesquisadores alertam que o aquecimento global pode potencializar seus efeitos.

“O El Niño potencializa os eventos extremos provocados pelo aquecimento global”, afirma o pesquisador do INPE Gilvan Sampaio.

A avaliação é compartilhada por Francisco Aquino, climatologista da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que observa uma atmosfera cada vez mais favorável à ocorrência de eventos severos. Segundo o pesquisador, o aquecimento global e o El Niño atuam de forma combinada, aumentando a intensidade dos eventos meteorológicos observados em diferentes regiões.

Dados recentes mostram que o aumento das temperaturas globais favorece chuvas mais intensas em algumas regiões e períodos mais secos em outras. Segundo Gilvan Sampaio, a atmosfera mais aquecida passa a reter maior quantidade de vapor d’água, aumentando a frequência de eventos extremos.

Na prática, isso significa que produtores rurais precisam se preparar para cenários de maior instabilidade climática, independentemente da fase do ENSO.

Planejamento como ferramenta de adaptação

Diante de um ambiente climático cada vez mais imprevisível, o acesso à informação tornou-se uma das principais ferramentas para a tomada de decisão no campo.

Acompanhamento de previsões climáticas, monitoramento da umidade do solo, uso de sensores e sistemas inteligentes de irrigação são algumas das estratégias que ajudam produtores a responder de forma mais eficiente às mudanças nas condições ambientais.

Mais do que garantir produtividade, a irrigação passa a desempenhar papel fundamental na adaptação da agricultura brasileira aos novos desafios climáticos. Em um cenário de maior frequência de extremos, compreender os efeitos de El Niño e La Niña deixa de ser apenas uma questão meteorológica e passa a fazer parte da gestão estratégica da água. Afinal, em um clima cada vez mais instável, a capacidade de antecipar riscos e utilizar os recursos hídricos de forma eficiente pode ser determinante para a sustentabilidade e a competitividade da produção agrícola.

Gráfico: Irrigazine

O grande salto da citricultura irrigada

O estado mais industrializado do Brasil é agro, e de acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA/APTA) e Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, o agronegócio paulista exportou aproximadamente US$ 26,7 bilhões em 2025 (40,5% de todas as exportações) e manteve a liderança como o maior exportador do agronegócio brasileiro e somente na exportação de suco de laranja foram US$ 2,98 bilhões, mantendo São Paulo como líder mundial (ANGELO, OLIVEIRA; GHOBRIL, 2025).

A citricultura se moderniza, expande além do estado do São Paulo e o Mato Grosso do Sul ganha relevância e encontra condições climáticas muito semelhantes ao Noroeste Paulista, com elevadas taxas de evapotranspiração e irregularidade das chuvas, exigindo investimentos em sistemas de irrigação especialmente nos novos plantios. Investir em sistemas de irrigação exige planejamento, não sendo uma ação de motivação instantânea, mesmo diante de uma seca recorrente, e ainda diante da irregularidade das chuvas. Em 2024, no Noroeste Paulista, foram 174 dias seguidos sem chuvas, elevando de 91 para 97 dias consecutivos sem chuva como média da região, que produz citros de forma expressiva (Figura 1) e Cassilândia, 170 dias.

São quatro os passos que definem a agropecuária irrigada, desde o Desafio de decidir pelo investimento, a Ponte, o Grande Salto e finalmente, a Euforia. Na citricultura moderna, profissionalizada, os novos plantios devem ser adequadamente planejados para se iniciarem com os sistemas de irrigação - especialmente neste momento em que os preços das frutas mostram fragilidade e o aumento da qualidade e da produtividade é a única via realista para reduzir custos de produção, por unidade produzida -, mas em outras culturas, ainda há que se convencer o Produtor de Alimentos à investir, e, da percepção à realidade da segurança hídrica, existe ainda uma distância que para aproximá-la, argumentos consistentes devem serem utilizados, desde aspectos climáticos à financeiros. Por isso esta fase é chamada de Desafio, o de estar convencido que não há outro caminho para a sustentabilidade da produção de alimentos, à não ser investir em sistemas de irrigação.

As condições climáticas extremas exigem ações para mitigação - que é o agir agora para reduzir as causas dos problemas enfrentados que reduzem a produtividade e evitar que eles piorem e aqui estamos falando no investimento em sistema de irrigação - e resiliência - que é o estar preparado para enfrentar os desafios, se adaptar e se recuperar mais rápido, quando usamos todo o conhecimento agronômico e tecnológico com sabedoria nos sistemas de irrigação implantados, se configurando no Grande Salto - que juntos, geram um futuro mais forte, produtivo e sustentável.

Assim, este artigo tem como objetivo esclarecer os elementos climáticos envolvidos no passo Grande Salto para se chegar à Euforia, transformando dados em informações e ações que leve à indução floral e menor abortamento de flores e à melhor qualidade e maior produtividade dos citros, e para isso, é imperativo a caracterização climática, baseada em estações agrometeorológicas, onde as variáveis fundamentais à serem medidas são chuva, temperatura, umidade relativa, radiação global e velocidade do vento, que juntas permitirão estimar a Evapotranspiração de Referência (ETo) pela equação de PenmanMonteith, reconhecida como a mais precisa atualmente. A temperatura dependente da radiação global, tem papel decisivo no abortamento de flores e entendê-la no tempo, junto com a Evapotranspiração da Cultura (ETc) é a base do conhecimento para o sucesso da indução floral pelo sistema de irrigação.

Se em média são 96 dias consecutivos sem chuva igual ou superior à 10 milímetros no Noroeste Paulista, como se caracteriza a distribuição de chuvas na região onde você está produzindo? Neste artigo são utilizados os dados da Estação Populina, que faz parte da RANP - Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista, que tem no Canal CLIMA da UNESP sua parte visível (clima.feis. unesp.br), que tem média histórica de chuva de 1.227 mm anual (com dezembro os meses mais chuvosos, julho e agosto os mais secos e média de 99 dias consecutivos sem chuva - Figuras 2 e 3) e Evapotranspiração de Referência (ETo) média anual de 3,5 mm/dia, com menor taxa em junho (2,3 mm/dia) e maior em setembro, outubro e novembro (4,2 mm/dia). Pela Figura 3 se observa uma curiosidade, em 5.455 dias registrados, não choveu em 50 dias neste período, sendo 16 dias em julho, 12 dias em agosto, 10 em junho, 6 em maio, 3 em setembro, 2 em abril e no dia 7 de outubro.

(1) | Camilo Lázaro Medina(2)
Figura 1 - Dias consecutivos sem chuva no Noroeste Paulista

FIGURA 2 - Dias consecutivos sem chuva igual ou superior à 10 mm em Populina

Quando se combina os valores médios diários das chuvas e da evapotranspiração médios históricos no Balanço Hídrico (Figura 4) se percebe com clareza a quantidade de dias do cultivo de citros com déficit hídrico (120 dias) e, portanto, a necessidade do investimento em sistemas de irrigação para a sustentabilidade da atividade. Neste caso se usou o Coeficiente de Cultura (Kc) de 0,8 para se compor a Evapotranspiração da Cultura (ETc) e se considerou o Fator de Consumo de 50% para um Argissolo (CAD = 1,0 mm/cm, Profundidade Efetiva do Sistema Radicular de 60 cm) - predominante na região - como crítico para se calcular a Evapotranspiração Atual (ETa), que representa a redução de 18% em relação à ETc, exatamente no período entre 26 de junho e 26 de outubro (Figuras 4 e 5), quando as chuvas voltam com expressão e à partir de 22 de setembro se iniciaria à recuperação do armazenamento da água no solo e o florescimento natural aconteceria em outubro, quando após se ter mais que 50% da CAD (Capacidade de Água Disponível), à depender do nível de estresse, de 7 à 20 dias se tem o início do inchamento das gemas e emissão das brotações florais, que definirá a produtividade potencial. A ETa é no máximo o valor da ETc quando em adequado armazenamento de água no solo, e menor que a ETc quando em déficit hídrico.

FIGURA 4 - Balanço Hídrico diário calculado com Evapotranspiração de Referência (ETo, mm/dia) e da chuva (mm/dia) média histórica em Populina

Contudo, o maior risco de abortamento de flores e frutos acontece em até 70-80 dias desde a emissão floral e esta é a fase de desenvolvimento crítico que ocorre exatamente no período de elevação da temperatura entre o período do Solstício de Inverno e o de Verão quando a radiação caminha para máxima, e em 47,3% dos dias se registra temperatura máxima entre 32 e 36ºC, ou seja, o florescimento natural, dependente das chuvas, é de extremo risco por enfrentar na fase inicial do desenvolvimento dos frutos em condições ambientais extremas (radiação, temperatura e evapotranspiração) e somente o uso dos sistemas de irrigação tem a capacidade de mitigar e trazer a resiliência à estas condições. Não se discuti neste artigo, qual o sistema de irrigação mais adequado, mas sim, como eles podem trazer a resiliência à estas condições climáticas. Importa menos o sistema de irrigação, e sim, o que eles podem fazer pela sustentabilidade da produção dos citros.

FIGURA 3 - Média diária da Evapotranspiração de Referência (ETo, mm/dia) e da chuva (mm/dia) em Populina - SP

Se vai investir em irrigação, a única via realista para fugir da seca (aqui definida como número de dias superior à média histórica de 99 dias) em 43% dos últimos 14 anos (Figura 2), quando inclusive, dos 6 anos, ela aconteceu por 5 anos seguidos (2017-2021) e da temperatura e evapotranspiração elevadas passe-se ao passo Ponte, quando se escolhe o sistema e a configuração que deve ser baseada em análise da evapotranspiração e econômica para a definição da lâmina de projeto, que é a capacidade do sistema de entregar água e permitir versatilidade no passo Grande Salto, que começa logo após a Entrega Técnica do sistema de irrigação.

O que se chama de Grande Salto, é quando, o Irrigante, conhecedor dos elementos climáticos e da fisiologia da planta e das demandas evapotranspirativas (ETc), da capacidade do sistema e do sistema tarifário, consegue com o manejo adequado da irrigação, superar as expectativas de produção e chegar então, na fase da Euforia pelo resultado alcançado. No caso dos citros há um conhecimento chave que é a possibilidade de induzir o florescimento pelo uso do sistema de irrigação, estimulado após a imposição (no caso do irrigado) de um período controlado de déficit hídrico, cuja intensidade e duração devem ser suficientes

para promover alterações fisiológicas favoráveis à diferenciação das gemas vegetativas em reprodutivas. Dessa forma, a resposta da planta está relacionada não apenas à ocorrência do estresse hídrico, mas também ao seu acúmulo ao longo do tempo.

Como saber se a gema está “madura” para esta indução? Com o monitoramento do armazenamento de água no solo, pelo uso de estações agrometeorológicas ou de tensiômetros (junto com a Curva de Retenção), pela medição em bomba de pressão ou Câmara de Sholander do potencial total de água total nas folhas ou ainda pelo uso de satélites para a estimativa do NDVI ou da ETa e assim acompanhar a evolução do estresse hídrico. O

FIGURA 5 - Temperatura Máxima e Radiação Global média diária histórica em Populina

conhecimento técnico sobre o solo ou planta, ou combinados, e o uso do sistema de irrigação, faz a diferença entre os profissionais e por isso esta fase ou passo é chamado de Grande Salto, pois depende de dados, transformados em informações para a correta decisão e aqui, para efeitos práticos será usado o balanço hídrico aplicado à 2026.

Baseado nas informações das Figuras 3 e 5, do ponto de vista climático o ideal seria fazer a indução próximo ou partir do dia 15 de maio e a lógica é ter o desenvolvimento inicial das flores e frutos com menores taxas de evapotranspiração (recomposição do armazenamento ideal com menos água) e menores temperaturas médias, quando nos 80 dias seguintes historicamente se teria a evapotranspiração média de 2,5 mm/dia (200 mm no total), temperatura máxima média de 29,7ºC e radiação global média de 12,7 MJ/m2.dia, condições adequadas para desenvolvimento dos frutos com menor probabilidade de abortamento. Se a indução acontecer em 1 de julho por exemplo, em termos médios históricos a evapotranspiração média saltaria para 3,3 mm/dia (+30%), temperatura máxima média para 31,8ºC (+7%) e a radiação global média para 15 MJ/m2.dia (+18%).

A pergunta agronômica é, em todos os anos a gema está “madura” para ser induzida em 15 de maio? Obviamente não! Mas como saber? Usando uma das técnicas de monitoramento acima! A Figura 6 ilustra o balanço hídrico em dois pomares adultos no município de Populina até o dia 7 de junho, com a mesma ETo, mas com chuvas diferentes, e aqui vai uma informação importante, a ETo pode vir de uma estação próxima, mas todo Produtor de

FIGURA 6 - Balanço hídrico diário em duas propriedades em Populina.

Alimentos deve ter um pluviômetro para chamar de seu, seja manual, seja automático, mas é necessário em cada propriedade.

No Pomar A, o déficit hídrico começa em 21 de abril e neste período de 47 dias o armazenamento médio de água no solo é de 27%, reduzindo em 54% sua taxa de evapotranspiração (1ETa/ETc) e ao longo de 2026, o solo esteve em 77 dias com a umidade acima da Capacidade de Campo (excesso). Já no Pomar (B), ambos sob a mesma ETo, após entrar em déficit hídrico em 22 de abril e com frutas a serem colhidas, o Citricultor optou por sucessivas irrigações (70 mm) para garantir qualidade à fruta que chegaria ao mercado e estabeleceu intermitência ao armazenamento de água no solo, com 36 dias efetivos de déficit hídrico dos 48 dias contados desde o início do déficit e assim, a taxa de evapotranspiração (1-ETa/ETc) reduziu apenas 21%, o armazenamento médio de água no solo está em 41%, o que leva a pensar que talvez as gemas ainda não estejam “maduras” para serem induzidas, se comparadas com o Pomar A.

As situações acima levam ao entendimento de que nada substitui à adequada observação de campo, mas que deve ser lastreada em informações técnicas, e é desejável que outro método de observação, como a avaliação do Potencial de Água Total (folhas, Bomba de Pressão), do NDVI (folhas, satélite) ou a ETa medida (folha, satélite), seja utilizado como informação complementar. Após a indução floral que inicia o passo Grande Salto, a irrigação deve seguir baseada na estimativa da Evapotranspiração da Cultura (ETc) pela multiplicação da Evapotranspiração de Referência (ETo) pelo Coeficiente de Cultura (Kc = 0,8) dos citros (ETc = ETo x Kc) e como uma conta corrente, a ETc representa a saída da água e as entradas são as chuvas e irrigações e, é importante manejar com o entendimento de que jamais deve se ter um armazenamento de água no solo superior à 100% (umidade superior à Capacidade de Campo) pelo uso da irrigação, apenas pelas chuvas, não deixar entrar em déficit hídrico e uso de irrigação mais frequentes em dias de elevada temperatura no período inicial(80 dias), lembrando da máxima, que se “evapotranspira, não esquenta”, ou seja, promovendo a evapotranspiração da cultura, a temperatura do dossel será menor e assim, menor será o abortamento de flores e frutos no período mais crítico. Trata-se de balanço de energia, onde a radiação que chegou e ficou será usada para aquecer o solo ou a atmosfera ou evapotranspirar.

Dando um Grande Salto, se chega à Euforia da citricultura irrigada e se protege dos preços baixos pela elevação da produtividade e da qualidade dos frutos. E é neste momento crítico que não dura para sempre que se deve investir para se preparar antecipadamente para os bons preços que novamente chegarão. E na hora de investir em um sistema de irrigação, muitos pensam apenas no preço, muitas vezes encarado como custo, mas tratase de investimento e assim, a escolha de um sistema de irrigação, uma vez equalizadas as diferentes propostas deve ser feita em uma análise conjunta de vários fatores, começando pelos aspectos do projeto (bom ou adequado projeto, relação investimento versus custeio, respeito às bases hidráulicas), assistência técnica,

garantia, idoneidade da revenda, qualidade, tecnologia e solidez da empresa fabricante e finalmente o preço.

Por fim, mesmo sabendo que irrigar é preciso para a sustentabilidade do negócio de produzir alimentos, mitigando as questões ligadas ao clima, pois água e fertilizantes são fatores que podem levar à produtividade potencial, mas, alcançá-la depende de ações aplicadas ao solo, à planta e o manejo aplicado ao sistema de produção, e nunca devemos negligenciá-los.

Referências

ANGELO, J.A.; OLIVEIRA, M.D.M.; GHOBRIL, C.N. Balança Comercial dos Agronegócios Paulista e Brasileiro, Primeiro Semestre de 2025. Análises e Indicadores do Agronegócio, São Paulo, v.20, n.7, p.1-19, jul. 2025. Disponível em: https://iea.agricultura.sp.gov.br/out/TerTexto.php?codTexto=16301. Acesso em: 06/06/2026

SÃO PAULO.

(1)Fernando Braz Tangerino Hernandez, Engenheiro Agrônomo, Professor Titular da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira (www.feis. unesp.br/irrigacao) e divulga dicas sobre agricultura irrigada e agroclimatologia semanalmente no PodIrrigar - o podcast da agropecuária irrigada - em https:// podcast.unesp.br/canal/13/pod-irrigar

(2)Camilo Lázaro Medina, Engenheiro Agrônomo, Fisiologista, Fundador do GCONCI - Grupo de Consultores em Citrus e Conplant.

O manejo da irrigação nas pequenas e médias áreas irrigadas - A solução do SBMI-PMP

O manejo da irrigação é fundamental para o desenvolvimento de uma agricultura irrigada sustentável. O Brasil possui uma atividade agrícola que exige alta tecnologia nessa área, pois o clima tropical permite o plantio durante o ano todo, com múltiplas possibilidades de rotação e esquemas de produção. Devido a essa demanda, o país está entre os mais avançados do setor, integrando sistemas de gestão (softwares), sensores, equipamentos de medição e automação aplicados em condições reais de campo, tanto na produção intensiva quanto na extensiva.

Um manejo tecnificado necessita de uma boa plataforma digital para organizar e integrar as informações. Esses sistemas simplificam a programação da irrigação para usuários não especializados, tornando-se instrumentos importantes para a transferência de tecnologia de forma objetiva e constante. Esse processo engloba etapas que permitem ao produtor tomar decisões diárias mais adequadas, definindo a estratégia ao longo da safra. Isso inclui determinar o momento ideal para irrigar, a lâmina de água, o tempo de aplicação e a eficiência do sistema — ações que impactam diretamente a otimização do uso de água, energia e insumos, além de aumentar a produtividade, consolidar boas práticas e reduzir o custo de produção.

Existe um consenso técnico de que duas lacunas importantes podem comprometer o desenvolvimento e a aplicação dessa prática. Em primeiro lugar, falta um software de alto nível tecnológico voltado para o ensino do tema em universidades, institutos federais e cursos técnicos. Em segundo lugar, e talvez como o fator mais limitante, há carência de um sistema operacional de ponta direcionado a pequenos e médios irrigantes. Nesse contexto, surge o SBMI-PMP (Sistema Brasileiro de Manejo da Irrigação para Pequenos e Médios Produtores), desenvolvido em parceria pelo Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR), pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) e pela empresa Irriplus (uma startup de base tecnológica graduada pelo CENTEV/UFV).

A agricultura irrigada de pequeno porte, caracterizada por propriedades de média e pequena escala, geralmente apresenta menor poder aquisitivo, o que exige o apoio de plataformas públicas. O ponto crucial é a disponibilidade de uma tecnologia adequada que permita uma implantação simples pela assistência técnica pública e privada — como a Emater, a Cati, órgãos

estaduais, o Senar e empresas de insumos. Como a atividade envolve a interação diária entre solo, água, clima, planta e fatores operacionais durante os 365 dias do ano, não existe uma receita pronta; há a necessidade real de um sistema técnico e profissional, mas que seja simples de implantar e fácil de utilizar no dia a dia, para orientar as decisões do pequenos e médios irrigantes.

O SBMI-PMP é um aplicativo para os sistemas Android e iOS (Apple), de fácil instalação e uso, cujo acesso será disponibilizado na plataforma gov.br em local a ser divulgado. O sistema exige e apresenta informações detalhadas sobre o solo, o clima, a cultura e o método de irrigação utilizado, permitindo escolher entre aspersão, microaspersão, gotejamento, autopropelido e pivô central. O aplicativo também determina a lâmina de água e o tempo de irrigação, otimizando o uso desse recurso e promovendo a sustentabilidade.

Para facilitar o uso por parte do pequeno e médio produtor, informações sobre tipos de solo e de culturas já estão previamente cadastradas, embora possam ser editadas e alteradas. No sistema, a caracterização do solo é representada pela disponibilidade total de água que pode ficar armazenada; assim, com dados sobre os teores de areia, silte e argila, a ferramenta quantifica essa disponibilidade.

Além disso, está disponível no SBMI-PMP uma base de clima virtual para todo o Brasil com um grid de 0,1º de latitude por 0,1º de longitude, totalizando aproximadamente 78.000 estações virtuais. O sistema identifica automaticamente a estação mais próxima da propriedade, mas o produtor também pode inserir dados meteorológicos locais, caso os tenha. Por ser um aplicativo acessível, o SBMI-PMP permitirá que qualquer pequeno e médio produtor utilize uma ferramenta de tomada de decisão baseada no que há de mais avançado na ciência do manejo de irrigação, representando um marco para a agricultura sustentável brasileira.

Finalizando, trata-se de um sistema inovador para o manejo da irrigação de pequenas e médias áreas, pois integra facilidade operacional a um modelo técnico e profissional de manejo da irrigação, de uso público e sem custo.

Irrigação de baixo volume para paisagismo - Xerigation® - Parte III

e Drenagem (UFV) e MBA em Gestão Comercial (FGV). Agriculture International Business Manager Global, Rain Bird

EMISSORES PONTUAIS

Gotejadores:

O primeiro emissor de baixo volume inventado foi o gotejador. Ele foi concebido em Israel e sua primeira aplicação foi, obviamente, para irrigação agrícola. Os gotejadores foram inventados no início dos anos 60.

Como o próprio nome diz, trata-se de um emissor que emite gotas para realizar a irrigação. Sua instalação é realizada de forma a aplicar água diretamente na zona radicular das plantas. No nosso caso aplicamos água diretamente em uma planta podendo ela estar fazendo parte de um jardim ou isolada em um vaso.

Como em irrigação para jardins procuramos sempre a discrição nas instalações temos diversas formas de instalar estes emissores. Antes, vamos apresentar os modelos existentes de gotejadores:

I. Gotejador unitário ou botão:

Estes produtos são comercializados separadamente ou vendidos já inseridos nas tubulações. É o modelo de gotejador mais indicado para irrigação de vasos e/ou plantas

isoladas (arbustos e árvores), dentro de um projeto de paisagismo. São comercializados em vários modelos e fabricantes e possuem vazão específica de trabalho. Por exemplo: Existem modelos de diversas vazões nominais no mercado podendo variar de 1,0 lph até 96 lph.

I.1. Existem dois modelos em relação a forma de instalar:

a. Modelo de inserção, que possui um lado que perfura e entra em um túbulo ou mangueira de polietileno.

b. Gotejadores roscáveis que são para utilização diretamente em PVC. Este modelo é mais popular na América do Norte, no Brasil não se utiliza.

I.2. Outra divisão de modelos na forma que o gotejador controla a saída de água:

a. Gotejadores Autocompensantes: gotejadores que dentro de uma faixa de pressão fornecem a mesma vazão. A compensação é realizada geralmente por uma membrana interna que se deforma de acordo com a variação de pressão e restringe a saída de água mantendo a vazão de saída constante.

Os emissores auto compensastes necessitam de uma pressão mínima para começarem a atuar. Dependendo do modelo a pressão mínima pode ser de 0,6 bares, sendo o mais comum 1,0 bar.

Fig. 1. Imagens de gotejadores autocompensados de inserção
Fig. 2. Foto de gotejador de rosca

Fig. 3. Imagem de gotejador autocompensante explodida mostrando a membrana de compensação interna

b. Gotejadores Regulares ou Turbulentos: gotejadores que com a variação de pressão há uma variação na vazão. Estes gotejadores possuem um caminho tortuoso interno para regular o fluxo e manter a vazão constante a uma determinada pressão.

4.

I.3. Instalação

Em paisagismo existem diversas maneiras de instalar os gotejadores de botão. Tudo depende do tipo de aplicação e utilização.

7. Instalação com gotejador na mangueira, microtubo, estaca e difusor na ponta

Eles podem ser instalados diretamente numa mangueira de polietileno. Também existe a a opção de instalar derivando da mangueira cega e levar um microtubo e ter uma estaca para fixação e o gotejador na ponta.

I.Recomendado para uso enterrado.

Em áreas públicas e áreas com risco a vandalismo ou mesmo alto tráfego de pessoas e animais o mais recomendado é enterrar a tubulação de polietileno, instalar o gotejador no polietileno, conectar um microtubo de colocar uma estaca na ponta com um difusor para proteger contra entrada de partículas e insetos. A única parte que fica externa é o microtubo e a estaca.

Mesmo se ocorrer algum dano, o gotejador permanece intacto e a saída de água mantém a compensação.

II. Gotejadores de múltiplas saídas.

Os gotejadores de múltiplas saídas possuem as mesmas opções e modelos dos gotejadores de botão. Apenas possuem uma opção mais de instalação que é com o emissor dentro de uma caixa de válvula.

Geralmente são vendidos com uma saída somente aberta e de acordo com a necessidade se abre mais saídas

Fig.
Imagem de gotejador turbulento
Fig. 5. Instalação diretamente na mangueira
Fig. 6. Instalação com microtubo e estaca com gotejador na ponta
Fig.

Emissor de múltiplas saídas. Modelo de inserção e modelo roscável

9.

de instalação de emissores de múltiplas saídas dentro de caixas plásticas

Estes emissores são especificados para várias situações.

a. Irrigação de mais de uma planta da mesma espécie. Através de um microtubo, se leva água a cada planta e podemos irrigar até seis unidades com um emissor somente.

b. Mudança de taxa de aplicação ao longo do crescimento da planta. Árvores e arbustos possuem grande diferença de necessidade de água em cada etapa de desenvolvimento e a área explorada pelas raízes. O emissor de múltiplas saídas pode ser instalado com apenas uma saída aberta e ir abrindo mais saídas de acordo com o crescimento da planta.

c. Irrigação simultânea de plantas com diferentes necessidades hídricas. O emissor de múltiplas saídas oferece a flexibilidade de fornecer diferentes taxas de aplicação de água por planta, utilizando quantidades distintas de saída para cada planta.

Fig. 10. Detalhe de projeto com emissor de múltiplas saídas

Fig. 8.
Fig.
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