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Irrigazine #96

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A agricultura irrigada brasileira avança para um cenário de maior complexidade e exigência técnica

Os dados climáticos apresentados nesta edição reforçam uma tendência já observada no campo: temperaturas mais elevadas, aumento da demanda hídrica e, sobretudo, maior irregularidade na distribuição das chuvas. Mais do que volumes totais, a variabilidade passa a ser o principal fator de atenção no planejamento agrícola.

Nesse contexto, a irrigação amplia seu papel. De ferramenta de suporte à produtividade, consolida-se como elemento estratégico para garantir estabilidade e previsibilidade ao longo do ciclo produtivo.

A gestão da água, por sua vez, ganha protagonismo. A análise sobre reservatórios com geomembranas evidencia a importância do armazenamento como componente essencial da segurança hídrica. Ao mesmo tempo, reforça a necessidade de projetos bem dimensionados e execução técnica criteriosa, fundamentais para assegurar a confiabilidade dessas estruturas.

Paralelamente, soluções de baixo volume, como abordado no artigo sobre Xerigation, destacam a evolução da eficiência no uso da água, com sistemas cada vez mais adaptados às diferentes aplicações e demandas.

O setor também segue dinâmico fora da porteira. A Fenicafé 2026 reafirmou a relevância da tecnologia e da gestão na cafeicultura irrigada, enquanto a Agrishow se aproxima como vitrine das principais inovações em automação, digitalização e uso racional de recursos.

Este conjunto de temas reflete um momento de amadurecimento da irrigação no Brasil, em que tecnologia, planejamento e gestão caminham de forma integrada.

Boa leitura.

DIREÇÃO

Denizart Pirotello Vidigal denizart@irrigazine.com.br

JORNALISTA

Bruna Fernandes Bonin MTB 81204/SP

COLABORAÇÃO

José Giacoia Neto

EDITORAÇÃO E CAPA

André Feitosa

PRODUÇÃO/ PROJETO GRÁFICO

Interação - Comunicação e Design

FOTOS/IMAGENS

Divulgação | Arquivo Netafim Imagens: INMET | Internet

Capa: Reservatorito-PolimantagroNortene

REVISÃO

Denizart Vidigal Barufe

CONTATO

Comercial e Editora AGROS Ltda. comercial@irrigazine.com.br

ASSINATURAS

Débora Pirotello Vidigal WhatsApp: (17) 99612-1224 revista@irrigazine.com.br Acesse irrigazine na internet: www.irrigazine.com.br

A Revista Irrigazine não se responsabiliza pelo conteúdo dos artigos assinados o pelas opiniões emitidas pelos entrevistados, fontes e dos anúncios publicitários.

“Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o SENHOR teu Deus é contigo, por onde quer que andares.” Josué 1:9

Como o clima está redesenhando a irrigação no Brasil

O clima mudou — e continua mudando. Diante desse novo cenário, a Irrigazine lança uma série especial de reportagens para analisar como as transformações climáticas estão in uenciando diretamente a agricultura irrigada no Brasil.

Inovações Tecnológicas

Reservatórios com geomembranas: entre a segurança hídrica e a responsabilidade técnica no campo

A agricultura irrigada brasileira vive um momento de amadurecimento. Se, por muitos anos, o foco esteve concentrado na e ciência dos sistemas de aplicação de água, hoje a discussão avança para um ponto igualmente estratégico: a garantia de disponibilidade hídrica ao longo de todo o ciclo produtivo.

Fenicafé 2026 apresenta programação com foco em tecnologia, mercado e inovação na cafeicultura

A Fenicafé, principal feira de irrigação voltada à cafeicultura no Brasil, foi realizada entre os dias 13 e 16 de abril, em Araguari (MG), reunindo especialistas, pesquisadores e produtores para discutir os desafios e as tendências do setor.

A abertura contou com a presença de lideranças da cafeicultura e autoridades, marcando o início de quatro dias dedicados à troca de conhecimento, inovação e geração de negócios.

Na terça-feira (14), a programação abordou temas ligados à fisiologia e nutrição do cafeeiro, além de mercado e exportação. Especialistas também discutiram o cenário da cafeicultura nacional e as perspectivas para as próximas safras, considerando os impactos das condições climáticas. O dia foi encerrado com uma análise do mercado global, destacando o protagonismo do Brasil na produção de café.

Na quarta-feira (15), o destaque foi o Simpósio Brasileiro de Pesquisa em Cafeicultura Irrigada, com debates sobre gestão da irrigação, segurança hídrica e a relação entre água, carbono e produtividade. A programação também trouxe conteúdos voltados à pesquisa aplicada e tecnologias para aumento da produtividade, incluindo o avanço do café canéfora.

O último dia (16) foi dedicado a temas como fertilidade do solo, fitossanidade e estratégias para produzir mais com eficiência. Especialistas apresentaram novas abordagens para elevar a produtividade e a qualidade das lavouras.

Ao longo de toda a programação, a Fenicafé reforçou seu papel como um dos principais espaços de difusão de conhecimento técnico na cafeicultura brasileira, integrando ciência, tecnologia e produção. Além das palestras, o evento contou com exposição de máquinas, equipamentos e oportunidades de negócios.

Agrishow 2026 evidencia tecnologias para um agro mais sustentável

Em um cenário global cada vez mais orientado por práticas sustentáveis, a Agrishow, principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, destaca em sua 31ª edição soluções que apoiam o produtor na adoção de operações mais eficientes e no uso racional de recursos naturais.

Máquinas, equipamentos e sistemas apresentados no evento permitem maior controle das atividades no campo, com base em dados e maior precisão operacional. Tecnologias como Inteligência Artificial (IA), drones, monitoramento por satélite e modelos digitais de lavoura contribuem para reduzir desperdícios, otimizar insumos e melhorar a tomada de decisão.

O avanço dessas soluções acompanha as exigências do mercado internacional. Dados do DataLab da Serasa Experian apontam crescimento de 155% nas regulamentações ligadas à

agenda ESG na última década, com destaque para regras como o Regulamento Europeu de Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), que exige comprovação de origem e rastreabilidade de produtos destinados à União Europeia.

Além das inovações tecnológicas, a Agrishow também adota práticas sustentáveis em sua organização, com iniciativas de reaproveitamento de resíduos, apoio a instituições sociais de Ribeirão Preto (SP) e ações voltadas à inclusão no mercado de trabalho.

“A cada edição, buscamos ampliar as ações relacionadas à agenda ambiental, social e de governança, pois temos um compromisso com o agronegócio, com a comunidade e com o país. Queremos mostrar que é possível aliar desenvolvimento a práticas responsáveis”, afirma Liliane Bortoluci, diretora da Informa Markets, organizadora da Agrishow.

Netafim leva inovação e experiência em irrigação para a Agrishow 2026

Empresa reforça protagonismo no uso eficiente da água e aposta em interação com o produtor durante a maior feira do agro da América Latina

A Netafim participa da Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), reforçando seu papel como referência em irrigação no Brasil. Mais do que apresentar produtos, a empresa aposta na feira como um espaço estratégico de conexão com produtores e profissionais do agro.

Com soluções que atendem desde a agricultura familiar até grandes áreas, a companhia leva tecnologias de irrigação localizada e um portfólio completo de Digital Farming, voltado a mais de 100 cultivos. A proposta é aproximar tecnologia e campo, mostrando na prática como aumentar a produtividade com uso racional da água.

Segundo Michele Silva, diretora de marketing da

Netafim Brasil, o país vive um movimento crescente de democratização da irrigação, ampliando o acesso a essas soluções. A empresa atua em projetos que vão desde grandes agroindústrias até propriedades familiares, com sistemas adaptados a diferentes realidades produtivas.

Presença tradicional na Agrishow, a empresa também utiliza o evento para fortalecer parcerias e gerar negócios. Em 2026, a expectativa é ampliar essa atuação, acompanhando a demanda por soluções mais eficientes e sustentáveis no campo.

Estande: B20b

Com novo hub, Komet transforma o Brasil em centro estratégico da irrigação mundial

A irrigação deixou de ser apenas uma ferramenta de suporte para se tornar um dos pilares estratégicos da agricultura moderna e poucas empresas acompanharam essa transformação tão de perto quanto a Komet Irrigation.

Fundada na década de 1950, na Europa, a companhia iniciou sua trajetória voltada à irrigação em fruticultura e viticultura, em um cenário em que a mecanização agrícola ainda engatinhava. Ao longo das décadas seguintes, evoluiu junto com o setor, investindo no desenvolvimento de aspersores em polímero e soluções de alta performance que a consolidaram como referência global em tecnologia de aplicação.

A partir dos anos 1970, com a expansão para novos mercados e a atuação em sistemas de maior escala, a Komet fortaleceu sua presença internacional. Já nos anos 2000, entrou em uma nova fase estratégica ao ampliar seu portfólio para o segmento de pivô central, acompanhando o avanço da agricultura mecanizada em larga escala.

Mais recentemente, diante da crescente pressão por eficiência hídrica, previsibilidade produtiva e sustentabilidade, a empresa passou a direcionar seus investimentos para automação, engenharia aplicada e soluções orientadas por dados — movimento que marca a transição de uma fabricante de equipamentos para uma provedora de tecnologia voltada à performance da irrigação.

É nesse contexto que a multinacional austríaca amplia sua presença no Brasil com a criação de um departamento de Engenharia de Aplicação e Sistemas Digitais em Paulínia (SP). A iniciativa é liderada por Gustavo Hossri, engenheiro agrônomo e gerente geral da empresa para a América Latina e Caribe.

A nova estrutura conta com o Komet Experience Hub, um centro tecnológico de última geração voltado a testes, treinamentos e demonstrações. Em conjunto, o hub e o departamento têm como foco o desenvolvimento de soluções digitais capazes de gerar informações estratégicas para o produtor, contribuindo para otimizar o desempenho da irrigação, elevar a produtividade e aumentar a rentabilidade no campo.

Para Hossri, os avanços em irrigação terão papel decisivo no futuro da agricultura. “Nosso laboratório foi concebido para

estabelecer novos padrões tecnológicos, desenvolver métricas inéditas e levar o setor a um novo patamar de precisão, eficiência e operação inteligente”, afirma.

As soluções desenvolvidas pela equipe buscam ampliar a visibilidade e o controle sobre os sistemas de irrigação, conectando o desempenho no campo a dados em tempo real. A proposta é apoiar propriedades de diferentes portes a operar com mais eficiência, sustentabilidade e segurança na tomada de decisão.

Brasil como eixo estratégico

Nos últimos anos, a presença da Komet no Brasil avançou de forma consistente, acompanhando a evolução do próprio mercado de irrigação. Em um intervalo de sete anos, a empresa alcançou cerca de 35% de participação no segmento de pivôs de irrigação, consolidando-se como um dos principais players do setor.

O desempenho reforça a escolha do país como base para o novo centro tecnológico e evidencia o papel do Brasil como ambiente estratégico para validação e desenvolvimento de soluções.

“O Brasil é estratégico para a companhia, mas as inovações desenvolvidas aqui têm aplicação global”, destaca Hossri. Segundo ele, o conhecimento gerado no país deve contribuir diretamente para ganhos de eficiência em sistemas de irrigação ao redor do mundo.

O Komet Experience Hub abriga um laboratório moderno para avaliação de desempenho de aspersores, além de oferecer capacitação técnica para engenheiros e produtores e ferramentas de diagnóstico em tempo real para monitoramento contínuo dos sistemas.

A equipe também conta com Antonio Pires de Camargo, exprofessor e ex-chefe do Laboratório de Hidráulica e Irrigação da Unicamp, reforçando a conexão entre ciência e prática no campo. Para ele, o hub representa “um ponto de encontro entre o conhecimento científico e as demandas reais da produção agrícola”, com impacto que ultrapassa o mercado brasileiro.

O espaço já recebeu visitantes em experiências imersivas de longa duração, e um evento oficial de lançamento está previsto para 2026, reunindo autoridades, especialistas, produtores e parceiros.

Eficiência como resposta ao novo cenário climático

Em escala global, a agricultura enfrenta o desafio de manter a produtividade diante da instabilidade climática e da pressão por uso mais racional dos recursos naturais. No Brasil, a produção de grãos deve ultrapassar 330 milhões de toneladas em 2025, enquanto o etanol se aproxima de 30 bilhões de litros — números que reforçam a importância de sistemas de irrigação cada vez mais confiáveis e eficientes.

Nesse contexto, a evolução da tecnologia de aplicação ganha protagonismo. Mais do que irrigar, o desafio passa a ser aplicar água com precisão, no momento certo e na quantidade

adequada.

As soluções desenvolvidas pela Komet buscam responder a essas demandas, promovendo ganhos em produtividade, melhor gestão hídrica e maior estabilidade produtiva ao longo do ano.

“Nossa abordagem une engenharia global e conhecimento local. Sustentabilidade e rentabilidade caminham juntas, e nosso objetivo é fornecer ferramentas, dados e capacitação para que os produtores se adaptem às mudanças e melhorem seus resultados em qualquer região do mundo”, ressalta Hossri.

Com o novo departamento e o hub tecnológico, a empresa reforça o posicionamento do Brasil como um polo de inovação em irrigação, ampliando a troca de conhecimento em sua rede global e contribuindo para o avanço da agricultura de precisão com foco no uso eficiente da água.

Fertimatic 9000 eleva o padrão da fertirrigação automatizada no campo

O Fertimatic 9000 é a única solução completa de fertirrigação automatizada para pivôs centrais no Brasil, integrando preparo, dosagem e aplicação de insumos em um único sistema com controle preciso, monitoramento contínuo e conectividade 24/7.

A tecnologia permite controle em tempo real das operações e reduz significativamente a dependência de mão de obra, ao automatizar todo o processo e minimizar falhas humanas. Outro destaque é o sistema de autocalibração, que aumenta a precisão da aplicação e garante mais segurança e rentabilidade no campo.

Entre os diferenciais estão o controle via IHM DUX, sensores de vazão e pressão e a integração com a plataforma BePrecise, possibilitando rastreabilidade completa e gestão inteligente da fertirrigação. A solução é voltada para médios e grandes produtores que buscam alta performance operacional com menos desperdício. Desenvolvido em parceria entre Pro Solus e BePrecise, o sistema une robustez industrial e inteligência agronômica em uma solução integrada.

O público que visitar a Agrishow terá a oportunidade de conhecer de perto o Fertimatic 9000 no estande da Pro Solus.

Rodrigo Dal Sasso, CEO da empresa Beprecise

Com déficit hídrico superior a 700 mm, Usina Santa Adélia investe em irrigação e atinge até 160 t/ha

Em uma região marcada por déficits hídricos intensos e frequentes, a irrigação por gotejamento passou a ser peça-chave na estratégia produtiva da Usina Santa Adélia, em Pereira Barreto (SP), no Polo Igaraí. Desenvolvido em parceria com a Netafim, referência mundial e pioneira em irrigação por gotejamento, o projeto trouxe mais previsibilidade à produção, reduziu a exposição aos riscos climáticos e abriu caminho para ganhos consistentes de produtividade e competitividade.

Segundo Cássio Pagiaro, diretor agrícola da usina, o investimento em irrigação foi impulsionado diretamente pelos desafios climáticos da região. “Aqui são situações bastante difíceis, com déficits hídricos muito grandes, e isso faz com que a gente não tenha previsibilidade da matériaprima que vamos ter. A irrigação por gotejamento vem justamente para cobrir essa lacuna”, afirma.

De acordo com ele, o histórico climático reforça essa necessidade. “Normalmente nós temos um déficit hídrico

de 700 a 800 mm e, nos últimos anos, de cada cinco safras, praticamente quatro tiveram problemas maiores do que o déficit normal da região”, explica. Nesse contexto, a irrigação passou a ser uma ferramenta indispensável para garantir estabilidade produtiva ao longo da safra.

A experiência da usina está alinhada à avaliação técnica do setor. Para Caio Carvalho, diretor da Canaplan, a irrigação deve ser encarada como uma estratégia de mitigação de riscos diante das mudanças climáticas. “A produtividade baseada no canavial de sequeiro vem sofrendo com os déficits hídricos que têm caracterizado o processo de mudança climática. A irrigação, em primeiro lugar, precisa ser vista como um processo de seguro, para evitar grande volatilidade durante a safra”, analisa.

Na Santa Adélia, esse impacto já é percebido no planejamento industrial. “A irrigação por gotejamento proporciona essa previsibilidade da cana disponível para a safra. O retorno econômico da operação tem se confirmado, e por isso seguimos ampliando os investimentos para garantir maior regularidade na produção”, destaca Pagiaro.

O projeto começou com 1.076 hectares irrigados, mesmo sem experiência prévia da usina em sistemas dessa magnitude. “Iniciamos com um projeto de 1.076 hectares sem a experiência necessária para algo dessa escala. Sem o suporte da Netafim isso não seria possível. Nos tornamos parceiros e, a partir dessa parceria, seguimos aprendendo até hoje a irrigar cana”, relata.

Segundo o diretor agrícola, o aprendizado vai além da instalação do sistema. “Irrigar cana não é apenas implantar o equipamento e fornecer água. Existe um manejo muito intenso por trás disso, e a usina tem evoluído bastante nesse processo”, afirma. Ele também destaca o envolvimento da equipe: “A sensação é de um aprendizado muito positivo e de um trabalho conjunto que permitiu implantar o sistema em tempo recorde”.

Ao analisar os resultados, Caio Carvalho ressalta o impacto direto da irrigação na competitividade. “Nós vimos cana

Sistema de gotejamento aliado ao manejo adequado contribui para estabilidade produtiva e eficiência no uso de recursos no canavial Foto: Arquivo Netafim

planta, cana soca e um crescimento extraordinário. A capacidade competitiva é outra. Estamos falando de um canavial que pode produzir, em média, entre 140 e 160 toneladas por hectare ao longo de 10 a 12 cortes”, afirma. Além do aumento de produtividade, a irrigação também influencia os custos. “Considerando uma diferença de pelo menos 40 toneladas por hectare em relação ao sequeiro ao longo de 10 cortes, a cana irrigada acaba apresentando um custo por tonelada menor do que a cana de sequeiro”, explica Pagiaro.

Para Carvalho, esse fator é determinante em um setor exposto à volatilidade e sem subsídios. “O Brasil não tem subsídio. O produtor só vai existir se for competitivo. Em um cenário de déficit hídrico constante, que limita o crescimento da produção e da produtividade, a irrigação é essencial”, avalia. Ele acrescenta que a redução da variabilidade produtiva traz ganhos estratégicos: “A irrigação reduz a volatilidade da cana moída no dia a dia,

gerando vantagens importantes para o planejamento e para a comercialização”.

Outro diferencial do gotejamento, segundo o consultor, é a eficiência no uso de recursos. “Quando se pensa em irrigação, é fundamental avaliar se ela utiliza menos água e se permite integrar tecnologia ao processo, reduzindo o consumo de diesel, aumentando a sustentabilidade e, ao mesmo tempo, elevando a produtividade”, afirma.

Com expectativa de longevidade de até 13 ou 14 cortes e retorno do investimento em poucos ciclos, o projeto da Usina Santa Adélia reforça a irrigação como uma estratégia fundamental para enfrentar condições climáticas adversas. “Mais cedo ou mais tarde, todos nós vamos estar falando do que hoje é considerado inovação como algo do passado”, conclui Carvalho, ao destacar o papel da tecnologia na competitividade futura do setor sucroenergético.

Gestão inteligente da irrigação impulsiona produtividade com solução da Bermad na Agrishow

A Bermad marca presença na Agrishow apresentando o BERMAD BIC 2500, um sistema de gerenciamento de culturas desenvolvido para atender às demandas da agricultura moderna com eficiência e flexibilidade.

A solução foi concebida como uma plataforma modular, versátil e expansível, permitindo ao produtor otimizar o uso de recursos essenciais como água, energia, insumos químicos e mão de obra. Com isso, o sistema contribui diretamente para o aumento da produtividade,

da qualidade das culturas e da rentabilidade das operações agrícolas.

Voltado a diferentes perfis de cultivo e escalas de produção, o BIC 2500 se destaca pela capacidade de integrar e automatizar processos, promovendo uma gestão mais precisa e sustentável da irrigação.

Os visitantes da feira poderão conhecer de perto a tecnologia e conversar com a equipe técnica da empresa no estande B21A1.

Nortène participa da Agrishow

2026 com um portfólio voltado à eficiência hídrica e à proteção da produção no campo

A presença na principal vitrine de tecnologia agrícola do país reforça a estratégia da empresa em ampliar o acesso a soluções técnicas de alto desempenho, alinhadas às demandas crescentes por sustentabilidade e gestão racional dos recursos naturais.

Entre os destaques, a Nortène apresenta as geomembranas Polimanta Agro, indicadas para impermeabilização de reservatórios, canais e sistemas de captação de água. As soluções contribuem para reduzir perdas, aumentar a segurança operacional e melhorar o aproveitamento hídrico em diferentes escalas de produção.

Na Agrishow 2026, o Grupo Nortène convida produtores, consultores e profissionais do setor a conhecer de perto suas tecnologias e discutir caminhos para uma agricultura mais eficiente e sustentável.

Com atuação consolidada e pioneira no mercado, a empresa oferece ainda geocompostos drenantes, drenos verticais, lonas para silagem, filmes agrícolas para cultivo protegido, silos bolsa e soluções para o manejo do algodão. O portfólio atende não apenas o agronegócio, mas também projetos de engenharia civil, mineração e obras ambientais, ampliando o alcance das tecnologias desenvolvidas.

Stand A21B2

Bermad BIC 2500

Como o clima está redesenhando a irrigação no Brasil

O clima mudou — e continua mudando. Diante desse novo cenário, a Irrigazine lança uma série especial de reportagens para analisar como as transformações climáticas estão influenciando diretamente a agricultura irrigada no Brasil

Ao longo das próximas edições, a série irá explorar o histórico recente das condições climáticas, as projeções para diferentes regiões do país e os principais fenômenos que vêm alterando o regime de chuvas, as temperaturas e a disponibilidade hídrica. Sempre com base em dados de instituições oficiais, o objetivo é traduzir essas mudanças em informação aplicada, conectando o cenário climático às decisões práticas no campo.

Mais do que compreender tendências, a proposta é mostrar como o clima tem redesenhado a forma de produzir e porque a irrigação se torna cada vez mais estratégica diante de um ambiente agrícola mais instável e desafiador.

O comportamento climático observado nos primeiros meses do ano já antecipa tendências importantes para o restante de 2026. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) indicam que o trimestre foi marcado por temperaturas persistentemente elevadas e irregularidade na distribuição das chuvas, reforçando um padrão que vem se consolidando no país nos últimos anos.

Mais do que eventos isolados, o que se observa é a continuidade de um cenário climático mais instável, com impactos diretos sobre o planejamento agrícola e, especialmente, sobre a gestão da irrigação.

Calor persistente e pressão sobre as culturas

Entre janeiro e março, grande parte das regiões produtoras do país registrou temperaturas acima da média histórica. No Centro-Oeste, estados como Mato Grosso e Goiás enfrentaram períodos prolongados de calor intenso, com destaque para municípios como Sorriso e Rio Verde, onde

os termômetros ultrapassaram os 35 °C em diversos dias consecutivos, com picos próximos de 38 °C.

No Sudeste, o cenário se repetiu em polos agrícolas importantes, como Uberlândia e Ribeirão Preto, onde as temperaturas ficaram, em média, 2 °C a 4 °C acima da normal climatológica em vários períodos do trimestre.

Esse aumento das temperaturas intensifica a evapotranspiração, que, segundo estimativas técnicas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), pode crescer entre 5% e 15% em cenários de calor prolongado.

Reflexo direto na irrigação:

• Aumento da demanda hídrica

• Redução da eficiência do uso da água em condições de manejo inadequado

• Necessidade de ajustes mais frequentes na lâmina de irrigação

Chuvas: volume não é o problema — distribuição é

Embora algumas regiões tenham registrado volumes acumulados dentro ou até acima da média, a principal característica do trimestre foi a má distribuição das chuvas. No MATOPIBA, especialmente em áreas como Luís Eduardo Magalhães, o acumulado trimestral ficou próximo de 600 a 800 mm, dentro da normalidade. No entanto, grande parte desse volume ocorreu em eventos concentrados, com episódios superiores a 80 mm em um único dia, seguidos por períodos de até 10 a 15 dias sem precipitação significativa.

Com clima mais instável, a irrigação se torna ferramenta essencial para garantir produtividade no campo

No Sudeste, regiões do interior paulista e mineiro também apresentaram janelas de déficit hídrico durante a própria estação chuvosa, com registros de precipitação 20% a 40% abaixo da média em períodos críticos, mesmo quando o acumulado total do mês se manteve próximo da normalidade.

Na prática, isso significa:

• Maior dificuldade no planejamento do manejo hídrico

• Necessidade de acionamento da irrigação mesmo em períodos chuvosos

• Maior risco de estresse hídrico em fases críticas das culturas

Eventos extremos mais frequentes

Outro destaque do trimestre foi a ocorrência de eventos climáticos extremos em diferentes regiões do país, reforçando a tendência de maior variabilidade.

No Rio Grande do Sul, o excesso de chuvas resultou em acumulados superiores a 250 mm em poucos dias em algumas áreas, impactando diretamente as condições de solo, dificultando operações agrícolas e aumentando riscos de erosão e perda de nutrientes.

Já no Centro-Oeste e em áreas do Nordeste, períodos de estiagem dentro da estação chuvosa trouxeram preocupação adicional aos produtores, com déficits

hídricos acumulados que chegaram a 30% em relação à média histórica em determinadas localidades.

Esse contraste — excesso em algumas regiões e escassez em outras — evidencia um cenário cada vez mais desafiador para a gestão hídrica.

Irrigação como resposta imediata ao clima

Diante desse cenário, a irrigação tem sido acionada com maior frequência e em momentos antes considerados atípicos. Mesmo em regiões com histórico de boa distribuição de chuvas, o uso da irrigação como ferramenta de segurança produtiva se intensifica.

Levantamentos da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) indicam que a demanda por água para irrigação pode aumentar em até 20% em anos com maior irregularidade climática, especialmente em regiões de agricultura intensiva.

Esse comportamento reforça uma mudança importante: a irrigação deixa de ser complementar e passa a ser estratégica e preventiva.

Além disso, cresce a necessidade de:

• Monitoramento climático mais preciso

• Uso de dados para tomada de decisão

• Integração entre clima, solo e sistema de irrigação

O que esperar para os próximos meses

As condições observadas no primeiro trimestre indicam um ano com alta variabilidade climática, exigindo maior atenção dos produtores e técnicos.

Segundo análises da Agência Nacional de Águas e Saneamento

Básico (ANA), a tendência é de continuidade desse padrão, com possibilidade de anomalias de temperatura entre +1,5 °C e +2,5 °C ao longo do ano em diversas regiões, além de manutenção da irregularidade das chuvas. Para o setor, isso representa:

• Maior pressão sobre os recursos hídricos

• Necessidade de eficiência no uso da água

• Planejamento mais dinâmico ao longo do ciclo produtivo

Leitura estratégica do trimestre

Mais do que um retrato pontual, o primeiro trimestre de 2026 funciona como um indicativo claro do novo cenário climático brasileiro: menos previsível, mais extremo e tecnicamente mais exigente.

Nesse contexto, a irrigação se consolida como uma das principais ferramentas para garantir estabilidade produtiva, exigindo não apenas expansão, mas evolução em eficiência, manejo e inteligência no uso da água.

Mapas de precipitação total prevista indicam projeções de chuvas no trimestre, fundamentais para o planejamento da irrigação Imagem: INMET

Reservatórios com geomembranas: entre a segurança hídrica e a responsabilidade técnica no campo

A agricultura irrigada brasileira vive um momento de amadurecimento. Se, por muitos anos, o foco esteve concentrado na eficiência dos sistemas de aplicação de água, hoje a discussão avança para um ponto igualmente estratégico: a garantia de disponibilidade hídrica ao longo de todo o ciclo produtivo. É nesse cenário que os reservatórios construídos com geomembranas ganham protagonismo,

Reservatório Geomembrana Nortene

não apenas como solução técnica, mas como ferramenta de gestão.

Armazenar água deixou de ser uma alternativa e passou a ser uma necessidade. Em regiões onde o regime de chuvas é concentrado, captar o excedente do período chuvoso e utilizá-lo de forma planejada na estiagem é o

que separa sistemas resilientes de operações vulneráveis. A geomembrana entra como elemento central dessa equação ao garantir que o volume armazenado permaneça, de fato, disponível quando mais se precisa. Ao impedir perdas por infiltração, ela transforma o reservatório em um ativo confiável, capaz de sustentar a produção mesmo diante de irregularidades climáticas.

Mais do que eficiência, há também uma dimensão ambiental relevante. A possibilidade de construir reservatórios fora de áreas sensíveis, como nascentes e zonas de preservação permanente, contribui para aliviar a pressão sobre os mananciais naturais. Em vez de depender exclusivamente da captação direta em rios ou aquíferos em momentos críticos, o produtor passa a operar com uma lógica mais equilibrada, armazenando água quando há abundância e reduzindo a retirada quando o recurso se torna escasso.

Do ponto de vista técnico, as vantagens são consistentes.

A geomembrana, especialmente a de PEAD, apresenta elevada resistência mecânica, estabilidade química e longa vida útil, características que a tornam adequada para diferentes realidades produtivas. Sua aplicação permite a construção de reservatórios em variados formatos e dimensões, adaptando-se às condições de relevo e à demanda hídrica de cada propriedade. Além disso, ao manter a água isolada do solo, contribui para preservar sua qualidade, evitando contaminações e garantindo maior segurança no uso agrícola.

No entanto, é justamente nesse ponto — onde a tecnologia parece consolidada — que surge um alerta importante. Um recente episódio de rompimento de reservatório com geomembrana trouxe à tona uma discussão que, embora conhecida no meio técnico, nem sempre recebe a devida atenção no campo: essas estruturas exigem engenharia criteriosa.

Há uma tendência perigosa de tratar reservatórios como obras simples, quando, na realidade, envolvem uma série de variáveis críticas. O comportamento do solo, a inclinação dos taludes, o sistema de drenagem, o controle de pressões internas e, sobretudo, a qualidade da instalação da geomembrana são fatores determinantes para a segurança da estrutura. Pequenas falhas na execução — uma solda mal-feita, uma base mal preparada ou um dimensionamento inadequado — podem evoluir silenciosamente até comprometer todo o sistema.

O rompimento de um reservatório não representa apenas a perda de água. Ele pode causar danos ambientais, prejuízos econômicos significativos e até implicações legais para o produtor. Por isso, seguir normas técnicas, adotar projetos bem dimensionados e contar com profissionais qualificados

não deve ser visto como custo adicional, mas como parte essencial do investimento.

No fim das contas, os reservatórios com geomembranas simbolizam bem o momento atual da irrigação no Brasil: um setor que dispõe de tecnologias eficientes, mas que precisa avançar continuamente em gestão e responsabilidade. A capacidade de armazenar água com segurança é, sem dúvida, um diferencial competitivo. Mas ela só se concretiza plenamente quando sustentada por critérios técnicos sólidos.

Em um ambiente cada vez mais desafiador, onde produzir mais com menos recursos é imperativo, a água armazenada com planejamento e responsabilidade deixa de ser apenas um insumo — e passa a ser um verdadeiro seguro produtivo.

Reservatório Geomembrana Nortene - Lem (Luis Eduardo Magalhães)

Irrigação de baixo volume para paisagismo - Xerigation® - Parte II

José Giacoia Neto - Engenheiro Agrícola, M.Sc. em Irrigação e Drenagem (UFV) e MBA em Gestão Comercial (FGV). Agriculture International Business Manager Global, Rain Bird

Dando continuidade a nosso artigo sobre Xerigation, vamos tratar neste capítulo dos emissores abrangentes.

Agora iremos apresentar os mais simpáticos e populares emissores de baixo volume: Os Borbulhadores, os Microsprays e os Sprays autocompensantes.

São muitas vezes preferidos aos gotejadores devido ao fato de oferecerem visualização da água sendo aplicada e permitirem que grande parte da instalação seja enterrada, proporcionando uma instalação discreta. São bonitos e agradáveis de ver em funcionamento.

a.Borbulhadores

Os Borbulhadores são emissores extremamente versáteis e que permitem um grande número de aplicações e de instalações. Eles podem ser pontuais e/ou abrangentes. Possuem aplicação principal em jardins pequenos, vasos, jardineiras. Podem irrigar plantas isoladas ou maciços de plantas. Temos dois modelos básicos:

Borbulhador de respingo: Geralmente disponível em modelos de 1800 e de 3600. Lançam a água em forma de pequenos jatos com gotas de maior diâmetro do que os sprays. Ideal para uso em jardineiras suspensas, vasos e pequenos jardins. Possuem raio e vazões reguláveis. O raio de alcance pode ser ajustado de 0 a 80 cm e a vazão de 0 a 49 L/h (litros por hora). Esta regulagem é que permite sua aplicação nos jardins e vasos das mais variadas formas e dimensões. Eles possuem a vantagem de formarem vários bulbos disponibilizando água para as raízes das plantas.

Borbulhador do tipo “Sombrinha”: Este emissor realmente é o que mais faz jus ao nome, pois dependendo da regulagem, assume a forma de bolha. Pode também ser utilizado em jardineiras para irrigar várias plantas, mas a sua aplicação ideal é na irrigação de pequenos arbustos, árvores e plantas isoladas. Seu raio máximo de alcance é menor e sua vazão pontual é maior. Possuem raio de alcance de 0 a 0,60 m e vazão variando de 0 a 132,5 L/h. Portanto, é recomendado para plantas que necessitam de alta taxa de aplicação de água e irrigação em pequenos espaços de tempo, como jabuticabeiras.

Fig. 1. Fotos de Borbulhadores tipo “Respingo” em duas configurações de instalação

b. Micro Sprays

Os microsprays também possuem possibilidade de ajustes de raios e são versáteis e possuem as mais diversas aplicações. Podem ser utilizados em pequenos jardins, casas de vegetação, pequenos gramados, pomares e plantios densos. São viáveis em jardins de dimensões maiores de onde são aplicados os borbulhadores, uma vez que possuem maiores raio de alcance (até 4 m) e podem ser instalados com maiores espaçamentos entre emissores. Temos três modelos básicos:

Microsprays de jato cheio: Possuem a emissão de água como se fossem aspersores sprays, porém com vazão baixa e diâmetro de gotas pequeno. Temos três ângulos de atuação: 900, 1800 e 3600. Em altas pressões podem emitir uma névoa e sua aplicação passa a ser para irrigação de casas de vegetação e estufas. O modelo de 3600 é o mais versátil de todos e pode até se transformar em um borbulhador através de sua regulagem. Possuem raio de alcance variando de 0 a 4,1 metros e vazão variando de 0 a 117 lph.

Microspray raiado: Possuem emissão de água em forma de jatos direcionados: Ideal para floreiras e também para maciços de plantas. Possuem raio de alcance até 4 m e vazão de 117 lph.

São os emissores que possuem melhor desempenho para aplicação em frutíferas e pomares não gramados. A título de curiosidade são também utilizados para resfriamento de telhados.

Fig. 2. Foto de Borbulhador tipo “Sombrinha”
Fig. 3. Foto de Microsprays com válvula reguladora de vazão e raio
Fig. 4. Foto de Microspray de jato cheio e em 180 graus

Microspray nebulizador: Possui aplicação específica e funciona apenas para nebulização. Emite água em forma de cone de névoa, com no máximo 1,2 m de diâmetro. São ideais para casas de vegetação, viveiros e principalmente para paredes verdes externas como na imagem a sequir.

c. Sprays Autocompensados.

Apesar de não ser um produto novo, ainda é pouco conhecido e utilizado. Trata-se da única categoria de bocal para aspersores sprays que é compensada. Ou seja, não

apresenta variação de vazão a diferentes pressões.

Isso oferece uma gama de aplicações incríveis em diversos tipos de instalação. Por ser autocompensado, ele pode ser utilizado em setores com sprays tradicionais ou até mesmo com rotores onde a pressão pode chegar a 3,5 bares e ele continua mantendo sua precipitação e sem deformar o padrão de aplicação de água.

Ele possui quatro modelos em relação a ângulos de atuação: 90o, 180o, 270o e 360o.

O raio também possui dois ajustes específicos: 80 e 120 cm com um simples giro na parte superior.

8. Tabelas técnica de desempenho de cada modelo a cada modelo de ajuste de raio de alcance

Fig. 5. Foto de Microspray raiado
Fig. 6. Foto de microspray nebulizador em um muro verde externo
Fig. 7. Foto de bocal Spray Autocompensado

8. Tabelas técnica de desempenho de cada modelo a cada modelo de ajuste de raio de alcance

Fig. 9. Bocal spray autocompensado em estaca flexível de polietileno

Fig. 9B. Bocal Spray Autocompensado instalado em um aspersor spray de 15 cm de elevação (6 polegadas)

Este bocal possui várias formas de instalação para poder se adaptar a diferentes necessidades de instalação. Ele pode ser instalado em estacas flexíveis ou mesmo diretamente em um corpo de aspersor spray.

Geralmente em áreas limites e para não afetar a estética do paisagismo ou mesmo proteger contra vandalismo, utilizamos a instalação escamoteável que é com o uso de aspersores sprays.

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