ebook 3º Oficina para auditores
Conceitos e conexões
A 3ª Oficina SGSA para auditores, no ano de 2022, trouxe um alinhamento do propósito do QUE NOS UNE! E o que nos une é o universo Food Safety. A palavra que resume isso vem do grego koinonia, que significa participação ou compartilhamento do que temos em comum.
O resultado desse material para o 3ºano de Oficina SGSA demonstra parceria entre diversas pessoas que amam o que fazem e contribuem diariamente na construção de processos mais robustos, com o intuito de promover informações relevantes para o cenário das indústrias. Compartilhar experiências e momentos com os colegas auditores nos faz acreditar que o resultado desta tipo de reflexão ou estudo crítico sobre alguns princípios SGSA, nos direciona à Epistemologia.
O estudo de caso com os auditores, é a interpretação dos cenários com o qual nos deparamos e cada um tem sua perspectiva baseada em seus recursos fundamentalistas, o que chamamos de hermenêutica. Boa leitura!
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Atualização e impactos da nova versão da ISO22003-1
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O JWG 36 foi criado em 2017 para revisar a ISO 22003:2013, com uma convocação conjunta do TC34/SC17 representado por Kylie Sheehan (SA- Austrália) e CASCO representado por Alister Dalrymple (AFNOR France). O grupo de trabalho contou com 103 especialistas e decidiu desenvolver uma segunda parte da Norma baseada na ISO/IEC 17065:2012. Em 2019 o CD da Parte 1 foi colocado em espera para aguardar as votações da Parte 2 e assim ambas partes puderam seguir seu desenvolvimento paralelamente. A ISO 22003-1 continuou tendo como base a ISO/IEC 17021-1, estabelecendo requisitos para organismos que fornecem auditoria e certificação de sistemas de gestão com foco em segurança de alimentos. O grupo de trabalho decidiu que ela seria uma Norma completa e não mais uma Especificação Técnica. A ISO 22003-2, por sua vez, abrange requisitos para organismos que fornecem avaliação e certificação de produtos, processos e serviços, incluindo uma auditoria do sistema de segurança de alimentos. Sendo assim, esta Norma não é aplicável para as empresas que realizam testes ou inspeções sozinhas, é necessário precisa ter o componente do sistema de gestão. A votação para o DIS (Draft International Standards) foi aberta em Agosto de 2021 e fechada em Novembro de 2021. O texto final começou a ser preparado em dezembro de 2021 considerando os comentários recebidos na votação. Como a porcentagem de votos foi alta para as duas partes (1 e 2), não será necessário mais nenhuma discussão e a previsão dada pela palestrante para publicação, no dia da Oficina, era meados de Abril de 2022.
Nota de atualização da Organização: Norma publicada em Junho/2022
Em resumo, as maiores mudanças foram:
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Inclusão da definição do termo “Estudo HACCP” no item 3.2. Este termo é usado no Anexo de cálculo de dimensionamento e que houveram dúvidas sobre sua definição. O item 7.1.3 inclui requisito para que os avaliadores de auditores tenham conhecimento em técnicas de avaliação como as definidas no Anexo B da 17021. Os itens 8.3 e 8.4 incluíram orientação adicional para o uso da logomarca. Houve muitos rearranjos realizados na seção 9 mas sem muitas mudanças embora algumas delas sejam significativas. Os rearranjos da seção 9 se deram pela necessidade de realinhamento com a atualização da ISO 17021 e com a separação dos temas relacionados a processos abordados agora na PARTE 2 da ISO 22003. Dentre as mudanças significativas na seção 9 pode-se citar: A inclusão de tempo separado para preparação da auditoria e elaboração do relatório no cálculo do dimensionamento da auditoria (atividade). Mudanças para Multisite: a fórmula para definir o tamanho da amostragem das categorias A e B é diferente da fórmula para categorias E, F e G; requisitos para lidar com as não conformidades identificadas nos sites e seu impacto na certificação e atividades de acompanhamento; novos requisitos sobre a seleção da amostra (por exemplo, 25% das mesmas deve ser selecionado aleatoriamente) Houve mudanças menores nos Anexos: Anexo A Definição de categoria e subcategoria. Requisito que define que o auditor e equipe auditora tenham competência para categoria e subcategoria. Exclusão da referência única das Normas da série ISOTS22002-X, os donos de esquemas de certificação podem referenciar os PPRs que utilizam a norma como base do seu esquema. Inclusão das subcategorias: BIII referente à “Manuseio pré-processo de produtos vegetais” e C0 referente à “Conversão primária animal”. Separação de grupos por categoria H (Serviços), I (Produção de material de embalagem) e J (Equipamento). Remoção das subcategorias D e G, que são mantidas agora somente como categorias pertencentes aos grupos “Processamento de alimentos para humanos e animais” e “Varejo, transporte e Estocagem” respectivamente. Mudanças em alguns exemplos e nas referências do rodapé.
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Anexo B Houve mudança na sua estrutura. O texto está mais organizado, dividido em 3 partes - B1 (Requisitos de resultados de auditoria), B2 (Determinação do tempo da auditoria) e B3 (Cálculo do tempo mínimo de auditoria). Incluído requisito para ser levado em consideração na determinação do tempo de auditoria: Requisitos das Normas e Esquemas. Referência específica sobre multisite Referência específica sobre auditorias combinadas ou integradas. Algumas mudanças na tabela de cálculo foram citadas como: divisãopor subcategorias e não mais por categorias; a coluna para redução de 0,25HD para sistemas certificados não existe mais, alteração no agrupamento do número de colaboradores e alteração no tempo mínimo de auditoria. Anexo C Redução do número de funções para ficar alinhamento com a ISO/IEC17021-1 Incorporado o ANexo A da ISO/IEC 17021-1 IncorporadasCompetências Específicas em Segurança de Alimentos em adição às Competências Gerais. Kyalie comentou que uma forma de avaliar as ações de adequação dos Organismos de Certificação para atendimento aos novos requisitos deste Anexo C, seria fazer um mapa de referência cruzada com a versão 2013. Anexo E Removido, pois é abordado agora na ISO 22003-2 Palestra finalizada por Kylie com a abordagem que as empresas de alimentos têm agora uma escolha entre SGSA ou Produto + SGSA, os donos de esquemas de certificação têm escolha entre ISO 22003-1 ou ISO 22003-2, e os Organismos de Certificação possuem obrigações e oportunidades. Os participantes fizeram perguntas que foram claramente respondidas pela palestrante. Uma delas, relacionada à remoção dos exemplos da categoria K – Pesticidas, Drogas, Fertilizantes, Produtos de Limpeza, para a qual Kylie indicou que, embora não sejam mais citados nos exemplos, não houve mudança, uma vez que ainda estão contidos no escopo da ISO 22000. A palestrante foi clara ao responder a última pergunta mencionando que todos os requisitos da ISO/IEC 17021-1 devem ser aplicados, assim como os requisitos 22003 para a condução de auditorias de estágio 01.
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Análise de Risco
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A abordagem do tema se deu a fim de esclarecer algumas confusões de conceitos que costumamos ver na prática pelas empresas e profissionais que atuam na área de segurança de segurança de alimentos. A análise de risco é utilizada para estimar os riscos para a saúde humana, bem como para identificar e implementar medidas adequadas para controlá-los. As informações e evidências que a análise de risco produz são essenciais para que os reguladores tomem decisões eficazes, que melhorem os resultados de segurança de alimentos e a saúde pública. Também ajuda a indústria a abordar questões de segurança dos alimentos, utilizando os resultados da análise de risco e avaliações de risco durante os estudos APPCC, baseando assim as conclusões em informações científicas sólidas. O Codex Alimentarius define perigo como “um agente biológico, químico ou físico com potencial para um efeito adverso à saúde”. O risco é entendido como “uma função da probabilidade de um efeito adverso à saúde e da gravidade do efeito como consequência de um perigo”. Embora vários desses perigos já sejam reconhecidos e atendidos pelos controles de segurança de alimentos, vários fatores influenciam em sua ocorrência, alterando assim o risco que eles oferecem. Três componentes distintos fazem parte da análise de risco: gerenciamento de risco, avaliação de risco e comunicação de risco. A iteratividade dessas partes é essencial para que uma análise de risco seja bem-sucedida.
Figura 1: Componentes genéricos da análise de risco
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O processo de análise de risco inicia-se com a gestão preliminar de risco, onde se busca definir o(s) problema(s), articular os objetivos da análise e identificar as questões a serem abordadas e respondidas pela avaliação de risco, quando e se for necessário. O gerenciamento de riscos e a avaliação de riscos devem ser realizadas com total transparência e com intenso diálogo entre as diversas partes interessadas. A análise de risco culmina com a implementação de medidas de mitigação de risco e posterior monitoramento de sua eficácia por governos, setor privado e outras partes interessadas. A análise de risco é composta por inúmeras iterações e repetições de etapas entre gerenciamento de risco, comunicação e avaliação, envolvendo interação incessante entre gestores, avaliadores e outras partes interessadas. O Manual de Procedimentos da Comissão do Codex Alimentarius afirma que uma análise de risco deve: • seguir uma abordagem estruturada, reunindo os três componentes; • basear-se nas melhores evidências científicas disponíveis; • ter uma aplicação consistente, independentemente do tipo de perigo ou país; • ser desenvolvido em um processo aberto, transparente e bem documentado; • ser transparente sobre incertezas e variáveis; • ser avaliado e revisado conforme apropriado e com base em informações novas e atualizadas. Embora a responsabilidade pela segurança na cadeia produtiva de alimentos seja compartilhada por todos, desde a produção até o consumo, é obrigação do governo fornecer um ambiente institucional e regulatório para o controle de alimentos. Para que um processo de análise de risco seja bem-sucedido, é desejável que exista um sistema de segurança de alimentos no país e/ou região com os seguintes elementos [AM1]A palavra aqui é ITERAÇÕES, que significa uma sucessão de vai e vens e atividades que são executadas simultaneamente.
• leis, políticas, regulamentos e padrões; • instituições com responsabilidades claramente definidas para gestão de alimentos e controle de saúde pública; • capacidade de produção científica; • abordagem de gestão integrada; • inspeção e certificação; • laboratórios de diagnóstico e análise; • definição de padrões; • infraestrutura e equipamentos; • capacidade de monitoramento e estrutura para tal; • vigilância da saúde em questões relacionadas à alimentação e consumo de alimentos;
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• capacidade de reagir a emergências; • treinamento; • informação pública, educação e comunicação. Estruturas nacionais e internacionais para análise de risco A análise de risco em segurança de alimentos é realizada por autoridades em nível nacional, regional e internacional. Em nível internacional, os comitês do Codex que recomendam padrões de segurança de alimentos (Comitê de Higiene de Alimentos, Comitê de Contaminantes de Alimentos, Comitê de Resíduos de Pesticidas, Comitê de Resíduos de Medicamentos Veterinários em Alimentos, Força-Tarefa sobre Resistência Antimicrobiana) atuam como gerenciadores de risco. A avaliação de risco é feita pela tríade de órgãos de especialistas da FAO/OMS: JECFA (Comitê Conjunto de Especialistas em Aditivos para Alimentos), JMPR (Reunião Conjunta sobre Resíduos de Pesticidas) e JEMRA (Reunião Conjunta de Especialistas em Avaliação de Risco Microbiológico). Avaliações de risco adicionais podem ser conduzidas por consultores especializados e membros de governos que realizam seus próprios projetos. As responsabilidades de implementar as recomendações de gerenciamento de risco do Codex são dos países. A nível nacional, as autoridades nacionais de segurança de alimentos são responsáveis por realizar todo o processo de análise de risco. É importante notar que os componentes da análise de risco internacional são aplicáveis em nível nacional. Estruturas nacionais e internacionais para análise de risco Quando os gestores de risco identificam um problema de segurança de alimentos, inicia-se o gerenciamento de risco, um processo com uma estrutura sistemática, consistente e simples de entender. A Figura 2 ilustra a estrutura genérica do gerenciamento de riscos. Deve ser funcional em situações de longo prazo (por exemplo, o desenvolvimento de padrões científicos internacionais e nacionais) e situações de curto prazo (por exemplo, reação a um surto de doença).
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Figura 2: Estrutura genérica de um processo de gerenciamento de risco. Após a detecção de um problema de segurança dos alimentos, as informações científicas disponíveis são compiladas em um perfil de risco, que orientará o curso das ações subsequentes. Se necessário, uma avaliação de risco será solicitada pelos gestores de risco. Nesse caso, uma boa comunicação com os avaliadores de risco é primordial, principalmente para garantir que o escopo da avaliação de risco é razoável e realizável, e para definir quais perguntas devem ser respondidas. A decisão dos gestores de solicitar uma avaliação de risco é influenciada por fatores como classificação de prioridade de risco à saúde, urgência, necessidades regulatórias e disponibilidade de recursos e dados. É provável que uma avaliação de risco não seja solicitada quando o risco já estiver bem descrito, se a questão da segurança dos alimentos for relativamente simples, se a questão da segurança dos alimentos não for uma preocupação regulatória ou não estiver sujeita a mandato regulatório, ou se uma resposta urgente não é necessária. Em diferentes regiões e processos, os perigos e, posteriormente, as questões de segurança de alimentos podem ser mais preocupantes do que em outros. Portanto, um processo de priorização pode fornecer um ranking e auxiliar na decisão de realizar uma análise de risco. Avaliação de risco A base científica de uma análise de risco é a avaliação de risco. Quando uma população é exposta a um perigo por um determinado período, existe a possibilidade de efeitos adversos à saúde. A caracterização desses efeitos é o principal objetivo da avaliação de risco. A capacidade de modelar os impactos relativos de diferentes medidas de controle de risco é uma das grandes qualidades da avaliação de risco. É importante ressaltar que há situações em que a avaliação não é praticável, necessária ou acessível. Em outros casos, pode ser tomada a decisão de usar uma abordagem científica que não inclua uma avaliação de risco.
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Figura 3: Estrutura genérica dos componentes de uma avaliação de risco. Quando for aprovada a solicitação de uma avaliação de risco, os gestores de risco devem solicitar aos órgãos científicos competentes a constituição de uma equipe de especialistas. As questões a serem respondidas pela avaliação devem ser feitas considerando o escopo do projeto e os recursos disponíveis e, em última instância, nortear a metodologia utilizada pelos avaliadores. Características gerais da avaliação de risco Uma avaliação de risco deve ser objetiva e imparcial e apenas informações cientificamente sólidas devem reger seus resultados. Ao documentar o processo, os avaliadores de risco devem descrever em detalhes o raciocínio científico e os dados empregados, expondo quaisquer vieses que possam influenciar a condução ou os resultados da avaliação de risco e declarar todas as suposições claramente. A separação entre avaliação e gestão deve ser mantida sempre que possível, para que a ciência permaneça independente da influência de políticas e valores regulatórios. Um alto grau de comunicação e interação entre gestores de risco e avaliadores de risco deve ser mantido para garantir a eficácia da análise de risco. Às vezes, faltam os dados necessários para obter estimativas quantitativas e, às vezes, há incertezas significativas nos modelos usados para representar o processo que contribui para o risco. Para lidar com a incerteza da informação, um conjunto de valores possíveis é usado. Nesse contexto, a variabilidade e a incerteza são de grande relevância. A variabilidade é a característica de fenômenos que diferem de uma observação para outra. A incerteza é a qualidade de ser conhecido, devido a dados inadequados ou compreensão incompleta dos fenômenos. Os avaliadores de risco devem descrever explicitamente as incertezas contidas nas estimativas de risco e suas origens e a influência das premissas no grau de incerteza dos resultados. Finalmente, é importante que a avaliação de risco seja revisada por pares.
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A comparação com processos que utilizaram diferentes julgamentos e suposições pode resultar em novas ideias e perspectivas e reforça a transparência. Metodologia de avaliação de risco As metodologias de avaliação de risco variam de acordo com o tipo de perigo (químico, físico ou biológico), o cenário de segurança de alimentos, o tempo e os recursos disponíveis. A avaliação de risco geralmente consiste de quatro etapas (Figura 3) e após a identificação do perigo a ordem dessas tarefas não é fixa devido à natureza altamente iterativa do processo. I) Identificação de perigo A identificação de um perigo de interesse é um passo importante na avaliação de risco, pois permite aos avaliadores estimar os riscos que dele advêm. II) Caracterização de Perigo Esta fase é caracterizada pela descrição da natureza e extensão dos efeitos adversos à saúde conhecidos por estarem associados ao perigo identificado. Os avaliadores estabelecem, sempre que possível, a relação dose-resposta para diferentes níveis de exposição ao perigo nos alimentos e a probabilidade de efeitos adversos. III) Avaliação da exposição Na avaliação da exposição, a quantidade do perigo consumido pelos indivíduos das populações expostas é caracterizado. Os dados sobre os níveis do perigo nas matériasprimas, ingredientes e o ambiente determinam a variação dos perigos ao longo da cadeia de produção. Esses dados são combinados com os padrões de consumo das populações para estimar a exposição ao perigo durante um determinado período de tempo. IV) Caracterização do risco Nesta fase, os resultados das etapas anteriores são integrados para gerar uma estimativa de risco. A caracterização de risco geralmente inclui relatórios sobre outros aspectos da avaliação de risco, como classificações comparativas com riscos de outros alimentos, impactos no risco de cenários hipotéticos e outros trabalhos científicos necessários para reduzir as lacunas de conhecimento. Os resultados das avaliações de risco podem variar de qualitativos a quantitativos, com vários formatos intermediários. Nos resultados qualitativos, são utilizados termos descritivos como alto, médio ou baixo.
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Em termos quantitativos, há representações numéricas e possível inclusão de incerteza numérica. Os formatos intermediários são chamados de semiquantitativos. Seleção das Opções de Gerenciamento de Riscos Esta fase, embora idealmente conduzida após o final da avaliação de risco, muitas vezes começa na própria fase de avaliação e é progressivamente reiterada à medida que novas informações se tornam disponíveis. Conforme mencionado anteriormente, às vezes é necessário implementar medidas preliminares de gerenciamento de risco antes mesmo que a avaliação de risco seja finalizada, pois há necessidade de proteger a saúde da população. Esta fase consiste em várias subetapas distintas: I) Identificar as opções de gerenciamento disponíveis II) Avaliar as opções de gerenciamento identificadas III) Selecionar uma (ou mais) opções de gerenciamento de risco Implementação da Decisão de Gerenciamento de Risco Esta etapa pode ser realizada por uma variedade de partes interessadas relevantes, mas geralmente é a indústria que tem a responsabilidade primária pela implementação de controles de segurança de alimentos (regulatórios e voluntários). Cabe aos órgãos governamentais verificar o cumprimento das normas pela indústria. Para alguns perigos, a implementação de medidas de controle pela indústria pode não ser prática ou economicamente eficaz. Nessas circunstâncias, são definidos programas governamentais ou mesmo ações conjuntas entre governo e indústria. Também é possível usar opções não regulatórias, como informações ao usuário sobre determinadas práticas ou programas para garantir a segurança dos produtos e/ou seus ingredientes Monitoramento e revisão O monitoramento e a revisão visam determinar a eficácia das medidas de gerenciamento de risco escolhidas e verificar se há efeitos não intencionais ou imprevistos. A execução desta fase é uma ação conjunta de órgãos governamentais e indústria, e a vigilância em saúde pública é realizada pelas autoridades nacionais de saúde pública. O gerenciamento de riscos, no entanto, não termina quando a decisão é tomada e implementada. As decisões devem passar por revisões periódicas, principalmente
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quando novas informações surgem com descobertas, avanços científicos ou mesmo dados coletados durante a inspeção de acompanhamento das medidas de gerenciamento de risco aplicadas. Finalmente, pode-se determinar a necessidade de iniciar um novo ciclo de análise de risco. Comunicação de risco Comunicação de risco é “a troca iterativa de informações e opiniões ao longo do processo de análise de risco sobre o risco, fatores de risco e percepção de risco entre avaliadores de risco, gestores de risco, consumidores, indústria, comunidade acadêmica e outras partes interessadas, incluindo a explicação dos resultados da avaliação de risco e a base das decisões de gerenciamento de risco”. A comunicação de risco é um componente integral da análise de risco e auxilia na transmissão e coleta de informações relevantes entre a equipe de avaliação e as partes interessadas. A comunicação bem-sucedida é um pré-requisito para a eficácia dos processos de gerenciamento e avaliação e contribui para a transparência da análise de risco, promovendo maior compreensão e aceitação das decisões de gerenciamento de risco. Em situações de emergência, a comunicação eficaz entre os participantes é fundamental para ajudar as pessoas a entender os riscos e tomar decisões informadas. Quando há menos urgência, a comunicação sólida e iterativa geralmente eleva a qualidade das decisões de gerenciamento de risco. Avaliação de Risco versus APPCC O termo avaliação de risco é frequentemente usado no contexto da implementação da Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) na produção de alimentos. O APPCC é uma ferramenta para avaliar os perigos e estabelecer sistemas de controle com foco na prevenção, em vez de depender de testes do produto final. A análise de perigos é aplicada de acordo com o primeiro princípio do APPCC para identificar perigos nas matérias-primas, no ambiente e no processo de produção e, portanto, decidir quais são significativos para a saúde. Esta avaliação é de natureza mais qualitativa. A avaliação de risco é a estimativa qualitativa e/ou quantitativa, incluindo as incertezas associadas, da probabilidade de ocorrência e gravidade de efeitos adversos à saúde conhecidos ou potenciais em uma determinada população com base na identificação do perigo, caracterização do perigo e avaliação da exposição. Ou então, a probabilidade de que potenciais efeitos nocivos à saúde ocorram devido à presença de um perigo nos alimentos. O resultado das avaliações de risco pode fornecer subsídios para o APPCC, mas é um processo distinto dele. O APPCC se aplica ao nível do produtor/fabricante, enquanto as avaliações de risco são feitas pelos governos. As autoridades públicas são responsáveis por abordar os riscos para a saúde pública. As organizações são obrigadas a gerenciar os riscos de segurança de alimentos.
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Portanto, o resultado final da avaliação de risco, a caracterização final do risco, é realmente diferente da análise de perigo. O único termo em comum entre APPCC e análise de risco é a identificação de perigos, que é o início do estudo em ambas as metodologias.
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Nanotoxicologia de Nanomateriais
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O que é nanotecnologia e o que são estas estruturas, nanomateriais? O termo “nano” é utilizado para descrever partículas muito pequenas as quais apresentam ampla aplicação científica e industrial no sentido da manipulação de átomos. Esta manipulação ocorre em escalas nanométricas – bilionésima parte do metro e com tamanhos definidos entre 1 a 100 nanômetros para quaisquer dimensões x/y/z e tem como objetivo a obtenção de materiais com características de interesse específico. Já a nanotoxicologia, de modo bem resumido, concentra sua abordagem nos efeitos e controle da concentração (dose) e tempo de contato com o nanomaterial, pois sempre haverá uma dose de referência. O cerne dos trabalhos de base nanotecnológica está na exploração de propriedades da matéria, seja na busca por aumento das superfícies reativas, razão superfície-volume e eficiência com respostas a sinais óptico-eletrônicos. Os estudos sobre o efeito tóxico dos nanomateriais vêm crescendo à medida que são utilizadas nanotecnologias. Muitos destes estudos estão associados à caracterização das nanoestruturas, sua distribuição de tamanho, composição química, presença de impurezas, graus de agregação e/ou aglomeração, reatividade de superfície, morfologia e níveis de toxicidade. E, não menos importante, a composição das biomoléculas do meio reativo, ou seja, a composição do ambiente em que os nanomateriais estão presentes. É urgente a necessidade de uma reação ao possível uso não regulamentado de novos nanomateriais, no sentido de entender o grau de exposição ambiental e humana. É interessante destacar que agregados cristalinos em dimensão de nanoescala têm características bem específicas, a exemplo das propriedades condutoras dos metais passando a semicondutoras. Surgem fenômenos físico-químicos que são aproveitados pela indústria e pela medicina. Quanto ao risco ao manipulador de tais nanomateriais, existe um potencial de biopersistência no organismo e esse assunto vem sendo investigado por vários grupos no mundo. Certamente, as fábricas precisam se equipar com aparatos de nanossegurança – questão a se preocupar! Não seria diferente para o setor fabril de alimentos. É comum dar ênfase às propriedades em nanoescala remontando ao negócio de alimentos, eletrônica, materiais de construção, polímeros e nanomedicina, devido às propriedades magnéticas e elétricas, que estão em alta na nanotecnologia. Podemos citar o grafeno, com diversas aplicações industriais e as nanopartículas de ouro aplicadas na medicina.
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E sobre marcos regulatórios de nanotecnologia? Já possuímos décadas desde o marco regulatório. Acredita-se que haverá atualizações, baseadas nos vários estudos publicados. O tema nanotoxicologia é de extrema relevância visto que traz informações importantes sobre o risco de nanopartículas transpassarem a pele humana e atravessarem nossos tecidos, ou seja, podem causar possíveis danos por outras vias além das vias aéreas (por inalação). As principais rotas de entrada são pulmão, intestino e, possivelmente, pele, bem como supostos outros alvos (fígado, coração e cérebro). Nanomateriais podem acessar o núcleo celular e podem penetrar a barreira hematoencefálica. A questão é que estruturas biológicas diversas interagem com nanomateriais ao dispor seus corpos citoplasmáticos, inclusive nas organelas de células vegetais. Estudos na área de botânica abordam interações entre semicondutores de Quantum Dots e paredes celulares.
Perguntas realizadas ao palestrante: Em auditoria, como poderia ser abordado o tema? Na área de alimentos, atualmente, a aplicação de nanoestruturas estão voltadas para embalagens com marcadores que, na presença de microorganismos, mudem de cor, embalagens inteligentes e sprays em frutas como uma película de proteção. É importante verificar se foram identificados pelas empresas os dados relevantes sobre o nanomaterial que elas estão dosando, concentrações de referência, a morfologia, etc. Verificar se foram identificadas pelas empresas as regras da ANVISA, FDA para proteger funcionários e a população. Nanoplásticos são considerados nanopartículas? Se sim, contaminam peixes e nos contaminam pela bioacumulação? Sim, e já existem estudos sobre o seu efeito sobre a vida aquática, contaminação e bioacumulação. Efeitos tóxicos sobre mitocôndrias de animais marinhos, como o efeito do polietileno (PE).
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Complementando a pergunta sobre estudos e preocupação com a presença de nanoplásticos no meio ambiente: O tema “nanoplástico” vem sendo amplamente discutido na comunidade científica e artigos diversos já foram publicados. Segue abaixo o link (DOI.: https://doi.org/10.1016/j.envint.2021.106504) com um review - Nano and microplastic interactions with freshwater biota – Current knowledge, challenges and future solutions aceito em março 2021 pela revista Environment International, o qual aborda resinas como nanoplásticos de PE, PP, PET e PS. No mais, medidas de controle e monitoramento devem ser estabelecidas pelo estado, articulando seus órgãos ambientais, instituições de pesquisa e de normatização com o objetivo de manter os sistemas produtivos “nanosseguros”. Ações de padronização, auditorias de processos de produção que envolvam nanotecnologias serão decisivas para mitigar riscos advindos de produtos nanoengenheirados. Quanto aos nanoplásticos serem considerados nanopartículas, será importante entender essa terminologia tão citada atualmente. Já se atribuem escalas para microplásticos e também para nanoplásticos, ver artigo DOI.: https://doi.org/10.1016/j.envint.2021.106504, tipicamente, mas não exclusivamente, abaixo de 100 nanômetros em uma de suas dimensões. Bem, a expressão nanotecnologia foi originada quando Norio Taniguchi, pesquisador da Universidade de Tokio, denominou um novo campo da engenharia de materiais (TANIGUCHI, 1974). Quando a matéria passa a ser na estreita faixa de 1 a 100 nm, as propriedades físicas e químicas dos materiais mudam consideravelmente em função de tamanho, formato e distância entre nanoestruturas (ROBENSON, 2006). Desde 2000, a National Science Foundation (NSF) define nanotecnologia de forma mais ampla, citando, além das propriedades modificadas e controle nanoscópico, a integração de nanodispositivos em materiais, sistemas e arquiteturas macroscópicas, sem perda das propriedades derivadas da nanoestruturação. A nanotecnologia deve contemplar aspectos como: o entendimento e controle da matéria e processos em nanoescala, tipicamente, mas não exclusivamente, abaixo de 100 nanômetros em uma ou mais dimensões, onde o aparecimento de fenômenos dependentes de tamanho permite novas aplicações; e a utilização das propriedades dos materiais em nanoescala que são diferentes das propriedades dos átomos individuais, moléculas, ou dos materiais macroscópicos, criando materiais, dispositivos e sistemas que exploram essas novas propriedades (MANSFIELD et al., 2017). A população mundial ultrapassou os sete bilhões e espera-se que continue a crescer no futuro próximo (UNFPA, 2012). Dessa forma, demandam-se tecnologias que aumentem produtividade agrícola e industrial em harmonia ecológica e com a qualidade de vida. Faz-se necessário sintetizar materiais por meio de técnicas que preservem o meio ambiente e que sejam economicamente viáveis. Como resultado, métodos e insumos da experimentação convencionais, da manipulação de organismos,
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da biotecnologia e da nanotecnologia cedem espaço à convergência entre nanotecnologia e biologia originando um campo de nanobiotecnologias que incorpora processos bioquímicos e biofísicos. A nanobiotecnologia é definida como uma área de considerável conexão entre ciências da vida e saúde (LEACH, 2014). Neste sentido as nanopartículas estão recebendo muita atenção por suas propriedades físico-químicas quando em nanoescala, são empregadas na agricultura e estão se mostrando importantes como nanocompostos (MANZER et al., 2015). Existem alternativas para reduzir o uso de plásticos petroquímicos e por consequência reduzir o acúmulo de nanoplásticos oriundos de matrizes convencionais-petróleo-. É o caso do “PE verde”, que é sintetizado a partir do etanol da cana-de-açúcar e assim promove menor pegada carbônica, já que gases do efeito estufa são recuperados com o crescimento do canavial. Entretanto este “PE verde” ainda possui ligações C-C covalentemente fortes e no máximo tornam estes plásticos oxibiodegradáveis (microparticulados após ataque por microorganismos), mesmo sendo oriundos de cana-de-açúcar. Uma alternativa é o plástico biodegradável, como o PHB (polihidroxibutirato) que se decompõe em pouco tempo e totalmente em CO2 e água, quando exposto a ambientes e aterros ricos em microorganismos. Ao contrário de plásticos e potenciais nanoplásticos convencionais petroquímicos, os quais passam centenas de anos para se decompor quando expostos aos mesmos microorganismos. LEACH, R. Co-Nanomet Consultation on a European Strategy for Nanometrology. Fundamental principles of engineering nanometrology, Elsevier, 2014. MANSFIELD, E.; DEBRA, L.K.; DAISUKE, F.; MARCEL, V.D.V. Nanotechnologies, Metrology and Standardization of Nanotechnology: Protocols and Industrial Innovations. International Organization for Standardization (ISO) Technical Committee, 1 ed., Wiley, 229, 2017. MANZER, H.; SIDDIQUI, M.H.; AL-WHAIBI, F.M. Nanotechnology and Plant Sciences, Nanoparticles and Their Impact on Plants. Suiça, Springer, 2015. ROBENSON, J.D. Nanotechnology and the USPTO. National Association of Patent Practitioners, 2006. TANIGUCHI, N.; ARAKAWA, C.; KOBAYASHI, T. On the basic concept of'nanotechnology. Proceedings of the International Conference on Production Engineering, v. 2, p. 18-23, 1974. UNFPA, Fundo de População das Nações. Unidas. Relatório sobre a Situação da População Mundial, 2012.
Existem protocolos de liberação por órgãos competentes de cada país? Existem alguns indicadores de alta exposição e sem toxicidade (NOAEL) com um fator de incerteza que é calculado. Exemplo citado sobre legalidade em países referente ao controle estabelecido redução da presença de prata na água pelo uso de filtros com este material.
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Complementando a pergunta a respeito de marcos regulatórios e controles de produtos de base nanotecnológica já adotados pelo Brasil, como estamos? Quais os protocolos mais comuns para a liberação de uma substância ou composto manipulado por nanotecnologia no Brasil? Nos últimos anos o Brasil vem adotando iniciativas importantes no sentido da regulamentação de produtos de base nanotecnológica. Além de estarmos formando mestres e doutores especializados em nano, o MCTI estimula desde a década de 90 a discussão sobre o estabelecimento de um marco legal para nanotecnologia no país. Veja no artigo publicado em setembro de 2021, link https://www.sengers.org.br/noticia/5829/artigo-brasil-avanca-na-regulacao-eregulamentacao-sobre-nanotecnologia. Tínhamos, até 2020, a portaria 245 do MCTI/2012, como única regulamentação vigente até o presente momento. Em 19/02/2020 a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) aprovou o marco legal da nanotecnologia brasileira através do Projeto de Lei n° 880, no link https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2020/02/19/marco-legal-dananotecnologia-avanca, referente ao assunto no senado brasileiro. Seria interessante, também, o acesso ao artigo A NOVA LEGISLAÇÃO DA NANOTECNOLOGIA NO BRASIL- UM ESTUDO DO RECENTE PROJETO DE LEI Nº 880 QUE CRIA A PRIMEIRA LEI NO BRASIL SOBRE NANOTECNOLOGIA disponível no link http://engemausp.submissao.com.br, que esclarece a trajetória brasileira sobre o tema. Existem, neste projeto de lei, diversas propostas com princípios e normas, entre os quais introduz novos conceitos na Lei de Inovação Tecnológica. O texto prevê, por exemplo, a IBN -Iniciativa Brasileira de Nanotecnologia, uma política nacional “com o objetivo de criar, integrar e fortalecer ações governamentais para promover o desenvolvimento científico e tecnológico da nanotecnologia”. O projeto inclui ainda o Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologias (SisNano), com caráter multiusuário e de acesso aberto a instituições públicas e privadas. São laboratórios já credenciados com especificação do NanoReg (consórcio com mais de 50 instituições internacionais, criado em 2017 pela EU, em conformidade com OECD). Também indico fortemente a aquisição ou acesso ao livro do Leandro Berti, é uma obra com uma abordagem completa, didática e bastante útil para quem deseja conhecer nanossegurança, inclusive conhecer técnicas de caracterização de nanoestruturas. Atualmente, os protocolos adotados para liberação dessas substâncias e produtos nano seguem os mesmos critérios daqueles para produtos químicos/farmacêuticos processados, ou seja, a partir de apresentação dos seus MSDS’s, especificação técnica, Código CAS etc e particularidades sanitárias, de biossegurança que atendam a cada país. Como eu já havia comentado, será importante os auditores buscarem orientações e especificações de conformidade publicadas pelo NanoReg, aqui no Brasil representado pelo NanoReg Brasil no INMETRO, bem como informarem-se junto aos laboratórios credenciados do SisNano, no Brasil, a exemplo dos instalados no(a): CETENE (PE), EMBRAPA, UFRGS, USP, FURG, UFMG, UNICAMP.
3º OFICINA SGSA IQUALY
Quando, durante o processo de auditoria, for evidenciado que a empresa produz ou faz uso de produtos de base nanotecnológica. Como considerar na análise do APPCC, se será perigo: físico, químico ou biológico? Considerar perigo químico. A principal característica do perigo químico é ser um contaminante de origem/natureza “química”, (e os nanomateriais são comercializados como produtos químicos, suspensões, pós etc) que oferecerá risco ao consumidor caso ultrapasse limites admissíveis de concentração (ppm por exemplo). Atualmente, os riscos químicos são mitigados devido ao monitoramento e verificação dos perigos químicos associados a metais pesados, moléculas de defensivos agrícolas ou moléculas diversas, produtos de limpeza etc. Por outro lado, a análise APPCC para perigos físicos avaliará o risco à segurança do alimento devido ao rompimento do objeto/equipamento/da peça e/ou liberação de partes dele(a) em direção ao alimento, por exemplo. Este perigo confirma-se como físico, pois estará associado a análises de macroscopia e microscopia. A verificação do perigo físico estará atrelada à natureza física do material, seus componentes, seus fragmentos e/ou partes cujas dimensões poderão provocar acidentes e riscos durante o consumo. Nota da Organização: Devido a complexidade do tema e interesse dos participantes, a Organização solicitou ao palestrante a disponibilização de informações mais detalhadas, desta forma, a Oficina publicou na Revista Iqualy um artigo sobre o tema escrito pelo palestrante Arnaldo César Dantas dos Santos Andrade,DSc e revisado por Profa. DSc. Patricia M.A. Farias da UFPE.
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Controle de processo e incertezas de medição e sua aplicação no SGSA
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Na sua palestra o Dr Igor Olivares abordou os tipos de Sistemas de Gestão da Qualidade para laboratórios. São comumente usados a norma NBR ISO/IEC 17025 em laboratórios de ensaio de rotina e BPL- Boas Práticas de Laboratório - para laboratórios de pesquisa. No caso da ISO/IEC 17025, o Inmetro tem a responsabilidade de acreditar os laboratórios que optarem por esta decisão. No caso de BPL, o Inmetro faz o reconhecimento, monitorando os laboratórios de pesquisa. Um processo de acreditação difere do processo de certificação. A acreditação é o reconhecimento da competência de uma entidade para executar determinada atividade. Assim, não só laboratórios são acreditados, como também certificadoras para que possam avaliar as diversas normas: NBR ISO 22000, NBR ISO 9001, etc, concedendo a certificação. Para a acreditação das certificadoras, estas devem seguir os requisitos da NBR ISO/IEC 17021. A estrutura básica da NBR ISO/IEC 17025:2017 é a apresentada abaixo:
Em uma pesquisa realizada entre laboratórios privados, públicos e educacionais as maiores dificuldades na implementação são a estimativa da incerteza, a validação de métodos e controle de qualidade.
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Para assegurar o fornecimento de dados com qualidade, os laboratórios devem implementar medidas como: Uso de métodos validados; Uso de procedimentos internos de controle de qualidade; Participação em ensaios de proficiência; Aplicação de sistemas de qualidade como a ISO/IEC 17025. Apesar destas medidas, ainda há necessidade de demonstração de seus resultados, principalmente em relação à concordância com os resultados de outros laboratórios. Isto pode ser atendido com a medição da incerteza. Segundo o VIM – Vocabulário Internacional de Metrologia, a incerteza é um parâmetro associado ao resultado de uma medição, que caracteriza a dispersão de valores que poderiam ser razoavelmente atribuídos ao mensurando. O mensurando é o objeto da medição. A grandeza específica submetida à medição. O cálculo da incerteza é definido em vários manuais, protocolos e legislações internacionais. Não há um único processo para o cálculo da incerteza e a ISO/IEC 17025 estipula que em certos casos, a natureza do método de ensaio estabelece que deve haver um cálculo rigoroso, válido metrológica e estatisticamente. Nestes casos, o laboratório deve, ao menos, tentar identificar todos os componentes da incerteza e fazer uma estimativa e deve garantir que a forma de reporte do resultado não dê uma ideia errada da incerteza. A estimativa razoável deve ser baseada no conhecimento do desempenho do método e no escopo de medição e deve utilizar experiência prévia e dados de validação.
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De acordo com o Guia EURACHEM/CITAC, o cálculo da incerteza envolve 4 etapas básicas: 1. A especificação do mensurando 2. A identificação das fontes de incerteza (figura abaixo) 3. Quantificação dos componentes da incerteza 4. Cálculo da incerteza combinada
A NBR ISO/IEC 17025 também requer que uma regra de decisão seja estabelecida quando o cliente do laboratório solicita um parecer a respeito do resultado obtido para uma determinada amostra. Nem todos os laboratórios acreditados dão este parecer e esta condição deve ficar acordada com o cliente já na contratação dos serviços. A regra de decisão deve ser acordada entre as partes. A regra de decisão descreve como a incerteza de medição é considerada ao declarar a conformidade com um requisito especificado (Guidelines on Decision Rules and Statements of Conformity – ILAC 2019).
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Dois exemplos foram usados para ilustrar a decisão sobre resultados de laboratórios em condições diferentes de dano ao usuário. 1. As lamas de estação de tratamento de água podem ser usadas como fertilizantes de solos. O cádmio é um dos metais tóxicos mais problemáticos no ambiente e o respectivo limite superior nas lamas está fixado em 2,00 mg/kg. O resultado analítico obtido foi 1,82 mg/kg. Com o cálculo da banda de guarda, o limite de decisão resultou em 1,84 mg/kg. Neste caso, não podemos ter nenhuma probabilidade estatística de contaminação e, portanto, consideramos o limite de especificação menos a banda de guarda.
2. A regra de decisão pode ser estabelecida para reduzir o risco de se punir um inocente na justiça. Um exemplo é a medição de álcool no sangue em uma amostra retirada de um motorista. Na Suécia o limite superior permitido é de 0,200 mg/g. O resultado analítico obtido foi 0,221 mg/g. A largura da banda de guarda calculada foi 0,020 mg/g. Neste caso, não podemos ter nenhuma probabilidade estatística de condenar uma pessoa sendo ela inocente. Assim, a banda de guarda é adicionada à especificação do limite superior.
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Potabilidade da Água
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Apresentação teve foco nas mudanças das legislações de potabilidade da água, em especial a mudança da portaria de consolidação 05 de 2017 para a GM/MS Nº 888 de 2021
O palestrante abordou as principais alterações na nova portaria, onde podemos destacar mudanças nos textos das definições, alterações nas responsabilidades das autoridades públicas e dos responsáveis pelos sistemas de abastecimento de água, adequações nos escopos analíticos de monitoramento e seus VMPs (Valor Máximo Permitido) e mudanças nos Planos de Amostragem. A Portaria 888, assim como a anterior PRC nº5 Anexo XX, é aplicada aos responsáveis pelos Sistemas de Abastecimento de Água (Ex: Concessionárias) ou pelas Soluções Alternativas Coletivas de Abastecimento de Água (Ex: Poços Artesianos em empresas). Apesar de não se aplicar aos estabelecimentos consumidores (empresas, condomínios, hospitais), a Portaria é a principal referência normativa sobre os padrões de potabilidade. Para esclarecer, essa Portaria 888 se aplica a toda água destinada ao consumo humano, distribuída coletivamente por meio de sistema, solução alternativa coletiva e individual de abastecimento de água ou carro-pipa, deve ser objeto de controle e vigilância da qualidade da água.
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O palestrante comentou também sobre os parâmetros de potabilidade que sofreram alteração. 1) Contagem de Bactérias Heterotróficas: Foi retirada a recomendação em monitorar o parâmetro Contagem de Bactérias Heterotróficas (antigo Art. 28). A análise de Contagens de Bactérias Heterotróficas era utilizada para avaliar a integridade do sistema de distribuição (reservatório e rede) e seu limite recomendado era de 500 UFC/ml. 2) Turbidez (Art.28) A frequência para monitorar a Turbidez na saída do tratamento pós-desinfecção (fonte subterrânea) mudou de 2x por semana para 1x por semana na nova Portaria. O VMP na saída do tratamento para pós-desinfecção de água subterrânea é 1 uT. Além disso, foi incluído o processo por filtração em membranas. Quando a SAA ou SAC não tiver como monitorar os leitos filtrantes de forma separada, a Portaria permite que seja monitorada a mistura, desde que se comprove a impossibilidade de fazer de forma individualizada.
3) Escherichia coli e Esporos de Bactérias Aeróbias (Art. 29) Uma das grandes novidades da Portaria foi a troca dos ensaios de Giardia e Cryptosporidium por Esporos de Bactérias Aeróbias para mananciais superficiais. Esse ensaio é realizado quando for identificada média geométrica móvel dos últimos 12 meses de monitoramento maior ou igual a 1.000 escherichia coli/100ml. Na prática não muda nada para quem possui poços artesianos, visto que essa é uma determinação para responsáveis de sistemas de água superficial.
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4) Residuais de Desinfetante (Art. 32) Continua sendo obrigatória a manutenção de, no mínimo, 0,2 mg/L de cloro residual livre ou 2 mg/L de cloro residual combinado, ou de 0,2 mg/L de dióxido de cloro em toda a extensão do sistema de distribuição (reservatório e rede). Entretanto, a nova portaria inclui a obrigatoriedade de se manter também teores mínimos de desinfetante nos pontos de consumo. Removeram a recomendação de manutenção de teor máximo de cloro residual livre de 2 mg/L. O VMP para esse parâmetro continua sendo 5 mg/L. O artigo 31 traz a frequência de monitoramento em mananciais subterrâneos conforme abaixo:
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5) Compostos Isocianuratos Clorados (Art. 34) Se forem utilizados desinfetantes de compostos isocianuratos clorados (Exemplo: Tricloro), o padrão a ser monitorado será cloro residual livre. 6) Radioatividade (Art. 37) A antiga Portaria, solicitava-se a análise de Rádio 226 e 228. Na nova Portaria, o que se pede é realizar inicialmente uma triagem (por meio de Alfa Total e Beta Total) para avaliar se existem indícios de material radioativo na água. 7) Nitrito e Nitrato (Art.39) De maneira geral, o Valor Máximo Permitido (VMP) desses parâmetros não foi alterado. Entretanto, segundo o Art.39, agora deve-se somar as razões de cada um divididas pelo seus VMPs (informado no Anexo 9) e a soma não deve exceder 1. Vale ressaltar que os resultados individuais de cada parâmetro ainda devem atender seus VMPs respectivos, conforme tabela abaixo:
8) pH: Removeu-se a faixa de recomendação para valores de pH que era de 6,0 a 9,5 na antiga portaria (Art. 39º). Os valores de pH que aparecem são para orientar sobre o tempo de contato nos processos de desinfecção por Cloro tanto em água superficial (Anexo 3) como em água subterrânea (Anexo 6), visto que é sabido que o valor de pH interfere no poder de desinfecção do mesmo O palestrante comentou sobre os Planos de amostragem trazendo: Frequência de Monitoramento de Cianobactérias em mananciais superficiais de abastecimento de água (anexo 12)
1) Número mínimo de amostras e frequência para o controle de qualidade de água de abastecimento (SAA), para fins de análises físicas e químicas, em função do ponto de amostragem, população abastecida e do tipo de manancial - conforme alterado pela Portaria 2472 de 28/09/2021 (anexo 13)
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2) Número mínimo de amostras mensais para controle de qualidade de água de abastecimento (SAA) para fins de análises bacteriológicas, em função da população abastecida (anexo 14).
3) Número mínimo de amostras e frequências mínimas de amostragem para controle de qualidade da água de solução alternativa coletiva (SAC), para fins de análises físicas, químicas e microbiológicas, em função do tipo de manancial e ponto de amostragem (anexo 15)
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Para facilitar nossa compreensão, o palestrante comentou sobre as alterações das tabelas de padrão de potabilidade.
Anexo 09- Inorgânicos
Como se pode observar na tabela acima, tiveram poucas alterações nos parâmetros inorgânicos, com três mudanças nos Valores Máximos Permitidos (VMPs) e apenas a remoção do parâmetro Cianeto.
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Anexo 09- Orgânicos
Houve alterações consideráveis nos Valores Máximos Permitidos (VMPs), sendo removidos alguns parâmetros e acrescidos outros como a Epicloridrina que está bastante presente em resinas e é moderadamente tóxica assim como um carcinógeno.
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Anexo 09- Orgânicos
Como se pode observar na tabela acima, houve o acréscimo de cerca de dezoito parâmetros, com algumas alterações nos Valores Máximos Permitidos (VMPs)
Anexo 09- Subprodutos da Desinfecção
Como se pode observar na tabela acima, houve poucas alterações nos parâmetros subprodutos da desinfecção, com uma mudança no Valor Máximo Permitido (VMP) de Clorito e acréscimo de parâmetros importantes como o 2,4 diclorofenol, o clorato e o N-nitrosodimetilamina.
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Anexo 09- Orgânicos
Anexo 10- Cianotoxina
Na tabela podem-se observar poucas alterações nos parâmetros de Cianotoxinas. Os Valores Máximos Permitidos (VMPs) se mantiveram e foi acrescentado o parâmetro Cilindrospermopsinas. Vale ressaltar que o monitoramento deste parâmetro é para mananciais superficiais
Anexo 11- Organolépticos
Como se pode observar na tabela de parâmetros organolépticos, foram alterados alguns Valores Máximos Permitidos (VMPs) e foi removido o parâmetro Surfactantes.
O palestrante apresentou um esquema visual das alterações das análises da Portaria de Consolidação 05 com a Portaria 888.
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1) Visualização das análises
2) Visualização das metodologias pelos laboratórios
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Como contribuição final, nos trouxe a conclusão de que praticamente a Portaria de Consolidação 05, anexo XX está dentro da nova Portaria 888, tanto métodos de análises, como consequentemente os custos de análises.
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GRUPO 1 PRINCÍPIO Posicionamento Justo
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Principio Posicionamento Justo
Integridade: Convém que os auditores e a(s) pessoa(s) que gerenciam um programa de auditoria: — desempenhem seu trabalho eticamente, com honestidade e responsabilidade; — somente realizem atividades de auditoria se forem competentes para isso; — realizem seu trabalho de uma maneira imparcial, isto é, mantenham-se justos e sem tendenciosidade em todas as suas interações; — sejam sensíveis a quaisquer influências que possam ser exercidas sobre o seu julgamento enquanto estiverem realizando uma auditoria. — Convém que os auditores sejam independentes da atividade que está sendo auditada quando for praticável, e convém que ajam em todas as situações de uma tal modo que estejam livres de tendenciosidade e conflitos de interesse. — Para auditorias internas, convém que os auditores sejam independentes da função que está sendo auditada, se praticável. — Convém que os auditores mantenham objetividade ao longo do processo de auditoria para assegurar que as constatações e conclusões de auditoria sejam baseadas apenas nas evidências de auditoria. — Para pequenas organizações, pode não ser possível que auditores internos tenham total independência da atividade que está sendo auditada, porém convém que seja feito todo o esforço para remover a tendenciosidade e encorajar a objetividade. - Apresentação justa: Constatações, conclusões e relatórios devem ser verdadeiros e precisos. Boa comunicação, clara, completa, precisa e objetiva. Reporte de qualquer divergência ou intercorrência digna de nota nos relatórios.
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Principio Posicionamento Justo
Muita atenção deve ser dada ao processo de questionamento e obtenção das evidências, de modo a garantir a imparcialidade, apresentação justa e objetividade da avaliação. Uma boa dica é mesclar perguntas desafio, com perguntas abertas e em seguida perguntas fechadas apenas para confirmação. Não é possível avaliar todo o sistema de uma só vez, por isso deve-se realizar a amostragem. Por este motivo, deve ficar claro para o auditado que o resultado da auditoria é uma “fotografia”. Lembrando que uma vez seguido os princípios de auditoria, é esperado que em condições similares, conclusão similares sejam alcançadas. O auditor realizará uma verificação formal documentada, voltada a identificar pontos fortes e conformidade; Deve realizar esta tarefa de forma amigável e apoiadora. As características e competência para ser um bom auditor foram revisadas, ficando os requisitos de competência mais genéricos. No entanto as principais características esperadas permanecem as mesmas: o auditor deve ser ético, ter mente aberta, ser diplomático, observador, perceptivo, versátil, tenaz, decisivo, auto confiante, firme aberto, a melhorias, culturalmente sensível e colaborativo. Dentre as habilidades, o auditor deve ser capaz de analisar as informações, ter boa comunicação, apresentar boa maturidade e profissionalismo, devendo ainda saber organizar bem o tempo disponível.
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Cenário A Equipe de Segurança de Alimentos foi questionada sobre prevenção da contaminação cruzada. Para ambas as fábricas, uma planta baixa com os fluxos de movimentação foi apresentada, porém em ambos os processos fabris a equipe não levantou perigos devido a possivel cruzamento na análise de perigos e medidas de controle no APPCC. Como você avaliaria esta situação? Conforme para ambas Não conforme para ambas Conforme para a Fábrica 2 e não conforme para 1 Precisa de mais informações para decidir? Quais considerações o grupo levantaria?
Conclusões É necessário investigar mais. Seria importante observar na prática que realmente não há contaminação cruzada. A planta baixa não é um documento suficiente para evidenciar o não levantamento do perigo no plano de APPCC. É importante considerar as atividades de suporte como manutenção, limpeza e outros PPRs. Se não está no plano, como ter a evidência de que o perigo foi realmente considerado e dado como não razoavelmente provável.
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GRUPO 2 PRINCÍPIO Abordagem baseada em Evidência
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Principio Abordagem baseada em Evidências
MÉTODO RACIONAL PARA ALCANÇAR CONCLUSÕES DE AUDITORIA CONFIÁVEIS E REPRODUZÍVEIS EM UM PROCESSO SISTEMÁTICO DE AUDITORIA.
Convém que a evidência de auditoria seja verificável.
Convém que no geral ela seja baseada em amostras da informação disponíveis, uma vez que uma auditoria é conduzida durante um período de tempo finito e com recursos limitados. Convém que o uso apropriado de amostras seja aplicado, uma vez que esta situação está intimamente relacionada à confiança que pode ser depositada nas conclusões de auditoria. A auditoria fornece ênfase à evidencia de auditoria e não a boatos ou achismos; CONFORMIDADE NÃO CONFORMIDADE OPORTUNIDADE DE MELHORIA;
O nível de detalhamento das evidências objetivas coletadas ao longo da auditoria deve ser apropriado, legível e abrangente, de modo que possam ser usados para revisar a auditoria e para confirmar a decisão de certificação
Trilha de auditoria é a coleção de evidências referentes à um tema específico e o caminho percorrido passo a passo pelo auditor na busca dessas evidências Uma trilha pode percorrer vários processos
Trilhas diferentes podem chegar às mesmas evidências
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Principio Abordagem baseada em Evidências
EVIDÊNCIA É ALGO CONCRETO QUE SE CONSEGUE IDENTIFICAR E RASTREAR, PORÉM É ALGO TAMBÉM QUE SE PODE OBTER ATRAVÉS DE RACIOCINIO LÓGICO. PRINCÍPIOS MATEMÁTICOS, POR EXEMPLO, SÃO EVIDÊNCIAS: “A SOMA DE TODOS OS ÂNGULOS INTERNOS DE UM TRIÂNGULO DA 180O NÃO IMPORTA QUAL O TIPO DE TRIÂNGULO. “BASEADO EM UM DETERMINADO PRINCÍPIO É EVIDENTE QUE...” Atenção constante se tal entendimento é um fato x inferência x julgamento.
O Organismo de Certificação pode alocar um auditor para realizar uma auditoria extraordinária para avaliar as ações que uma empresa certificada está tomando para tratar uma ocorrência impactante ao SGSA (exemplo RASFF – Rapid Alert System for Food and Feed) comunicada ao OC em tempo adequado pela própria empresa. Considerando que esta atividade está na sua agenda, você precisaria se preparar previamente, tomando conhecimento da ocorrência e estabelecendo a estratégia e abordagem que adotará durante esta auditoria extraordinária. No exemplo de ocorrência (cenário fictício) descrito no próximo slide, quais seriam os passos da sua trilha de auditoria?
3º OFICINA SGSA IQUALY
Principio Abordagem baseada em Evidências
Cenário para estudo de caso: Certificadora foi informada pela empresa certificada sobre uma RASFF emitida sobre uma suposta adulteração do resultado do parâmetro Pesticida em um laudo emitido pela empresa que acompanhou o produto na exportação para Europa. O produto está bloqueado pelas autoridades Europeias. A empresa informou que está tomando as ações necessárias para tratar a ocorrência. Considere que sua auditoria extraordinaria ocorrerá duas semanas após a empresa ter comunicado a certificadora.
Para qual(is) tema(s) do SGSA (independente da Norma) você iniciaria uma trilha de auditoria?
Liderança
Tratamento de NC (Ação Corretiva)
Qual(is) evidência(s) objetivas de auditoria você buscaria?
Quais são os valores da empresa relacionados à ética declarados e reais. Tempo de gestão da liderança atual. Comprometimento com SGSA. Sistemáticas estabelecidas para tomada de decisões
Tratativa da Não Conformidade, incluindo investigação da(s) causa(s) e plano de ação. Quais ações foram tomadas em relação à liderança do laboratório. Considerações dadas para esta ocorrência nos programas internos de Prontidão e Resposta à Emergências, Gestão de Crises, Recolhimento.
Como, Onde e/ou com Quem você buscaria essa(s) evidência(s)?
Por que você buscaria essa(s) evidência(s)?
Prioridade
Código de conduta e ética da organização. Entrevista com Alta Direção ou Gerencia da QA e CQ Políticas, Manuais, Procedimentos e Matrizes de Responsabilidades e Autoridades Registros e Atas de reuniões
Confirmar o envolvimento ou não da AD na ocorrência e procedência do ocorrido Entender se houve uma mudança recente na conduta da liderança ou se este tipo de conduta já ocorre há mais tempo.
1
Registro da ocorrência no relatório de Não Conformidade do sistema da empresa Procedimentos envolvidos.
Avaliar se a sistemática do SGSA de tratamento de NCs está implementada Avaliar se as causas identificadas são coerentes Avaliar se as correções tomadas estão proporcionais ao ocorrido em termos de rigorosidade e abrangência e se ações corretivas foram planejadas para evitar recorrência.
2
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Para qual(is) tema(s) do SGSA (independente da Norma) você iniciaria uma trilha de auditoria?
Qual(is) evidência(s) objetivas de auditoria você buscaria?
Confiabilidade do laboratório: - Utilização de métodos oficiais ou validados. - Evidências de BPL implementado. - Evidências de acreditação ISO17025. - Gestão de Resultados e liberação de laudos - Sistemática de liberação de produtos - Autoridades e responsabilidades - Gestão de mudanças Mudanças recentes que possam ter alterado a sistemática ou responsáveis do laboratório Competência do laboratório interno
Informações sobre a ocorrência: - Resultado da Contraprova - Metodologia usada e sua validação - Laudo em questão (suposto fraudado) - Informações sobre a liberação do laudo em questão. - Registros e informações que deram base para elaboração do laudo. - Responsabilidades e autoridades envolvidas na análise e laudo em questão - Registros das análises (sistemas eletrônicos e dados de bancada) - Sistemática de transcrição de dados de laudos externos para laudos internos.
Como, Onde e/ou com Quem você buscaria essa(s) evidência(s)?
Por que você buscaria essa(s) evidência(s)?
Prioridade
No próprio laboratório através de: - Entrevista com Analistas e líderes - Avaliação dos registros disponíveis no laboratório. Cruzando informação com laudo original do laboratório externo Cruzando informações com o resultado da análise da contraprova.
Confirmar a confiabilidade do laboratório Confirmar questões de princípios e ética aplicadas pela liderança Procedência da ocorrência declarada pelo cliente (ou autoridade legal do país destino) Conformar a imparcialidade do processo Confirmar se realmente houve adulteração interna dos resultados pelo laboratório interno
3
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Para qual(is) tema(s) do SGSA (independente da Norma) você iniciaria uma trilha de auditoria?
Gestão de serviços (laboratório externo)
Qual(is) evidência(s) objetivas de auditoria você buscaria?
Confiabilidade do laboratório: - Utilização de métodos oficiais ou validados. - Evidências de BPL implementado. - Evidências de acreditação ISO17025. - Gestão de Resultados e liberação de laudos - Autoridades e responsabilidades - Histórico de ocorrências envolvendo este laboratório
Como, Onde e/ou com Quem você buscaria essa(s) evidência(s)?
Por que você buscaria essa(s) evidência(s)?
Prioridade
Através da documentação de qualificação do prestador de serviço
Confirmar confiabilidade do laboratório. Avaliar possível relação com fraude originada pelo laboratório externo contratado
4
Avaliar quais produtos estão envolvidos na ocorrência. Rastreabilidade e tratamento do produto NC
Programa de Prevenção a Fraude
Registros de rastreabilidade Registro de liberação/ aprovação do laudo Abrangência em outros produtos
Avaliação de vulnerabilidades Equipe VACCP Plano de mitigação Gestão do programa Códigos de condutas internos
Gestão fornecedores – matéria prima agrícola
Laudo de pesticida da MP referente ao produto alvo do alerta. Sistema de qualificação de fornecedores
Atividades de Verificação
Quais são os parâmetros de liberação Qual é a frequência de análise de contaminantes Qual é a sistemática de verificação do atendimento ao nível aceitável.
Sistemas de registros operacionais da empresa
Avaliar se houve uma segregação do produto
Entrevista com o responsável CQ
Avaliar se a empresa identificou a necessidade de realizar recolhimento e se necessário recall do(s) produto(s) afetado(s).
2
Procedimento Plano VACCP Entrevista responsável QA
Avaliar se foram identificados riscos de fraudes internas no processo do laboratório. 5 Avaliar se existem ações de mitigação em relação ao tipo de fraude em questão.
Procedimento Relatório da última auditoria de 2ª parte realizada.
Entender a profundidade de nível de informação exigida do fornecedor como frequência de envio de laudo e confiabilidade das informações fornecidas pelo mesmo.
5
Entrevista com ESA Entrevista com responsável QA Registros de Atas de reuniões, relatório, laudos e sistema eletrônicos de dados.
Avaliar a capacidade do sistema de verificação do SGSA de identificar problemas.
4
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GRUPO 3 PRINCÍPIO Abordagem baseada em Risco
3º OFICINA SGSA IQUALY
Convém que a abordagem baseada em risco influencie substancialmente o planejamento, a condução e o relato de auditorias, para assegurar que as auditorias sejam focadas em assuntos que sejam significativos para o cliente de auditoria e para alcançar os objetivos do programa de auditoria.
Princípio Abordagem baseada em Risco
Uma habilidade requerida ao auditor é a capacidade de entender os tipos de riscos e oportunidades associados à auditoria e os princípios da abordagem baseada em risco para auditar. Sigamos além das competências profissionais, as diretrizes de cada OC alinhado com suas lideranças de topo e sempre o que é o correto, pois o correto é o que se deve sempre ser feito e não as “inferências/querências”.
3º OFICINA SGSA IQUALY
1.
RISCO DE SER TENDENCIOSO (FOCAR NA TRILHA APENAS COM BASE EM SUA PRÓPRIA EXPERIÊNCIA)
CENÁRIOS DE AUDITORIA
DECISÃO DOS AUDITORES
Análise do cenário
A. Numa auditoria do SGSA, o auditor priorizou-se no plano da auditoria de food safety a área de ETE ao invés de focar no processo envase, etapa após kill step, com manuseio e riscos de contaminações cruzadas. Pelo risco do erro da carga horária em áreas que não são significativas nos processos, quais soluções que propomos?
B. Quando relatos na reunião de fechamento não agregam valor à direção/dono da área e se arrastam em discussões. Como nos prepararmos objetivamente para este consolidado? Qual o risco para o SGSA e qual seria sua tomada de decisão?
2.
A. O auditor não direcionou sua auditoria com foco no processo crítico à Segurança de Alimentos pela falta de competência, em relação à experiência e conhecimento do processo auditado. Falhando portanto no plano de auditoria. O grupo comentou sobre a importância dos auditores serem transparentes com o OC (Organismo de Certificacao) quando o mesmo o designa para uma atividade de auditoria em um escopo onde não há experiência e conhecimento para que não haja o risco de uma condução de auditoria superficial nas áreas críticas para o SGSA.
B. O grupo comentou sobre os riscos das reuniões de fechamento das auditorias terem muitos elogios sobre o SGSA onde há bastante não conformidades a serem tratadas. Afinal, a organização acaba tendo a percepção de que seus consultores são exagerados na condução das atividades de implementação ou manutenção do SGSA. Outro ponto abordado foi que a certificadora pode acabar recebendo contestações no pós-entrega do relatório de auditoria ou até mesmo, fazer com que a empresa auditada leve para o lado pessoal as NC’s apontadas no processo de auditoria, pois a abordagem do fechamento da auditoria não condiz com o relatório apresentado.
RISCO DE NÃO CONTROLAR O TEMPO DE AUDITORIA ((NÃO OTIMIZAR A TRILHA DE AUDITORIA)
CENÁRIOS DE AUDITORIA
Amostragem inapropriada no processo de auditoria. Ou seja, ao invés de seguir uma trilha, por ex. no simulado de rastreabilidade, verificando todos os controles de processos amostralmente; há anotações de vários lotes de insumos e embalagens no almoxarifado que na rastreabilidade exercitada já se poderia averiguar isto tudo e muito mais, tais como, homologação de fornecedores e gestão de materiais adquiridos, ensaios pelo CQ, gestão de estoques, FIFO/FEFO, treinamento de colaboradores, documentos e registros disponíveis e adequadamente preenchidos, dentre outros. Como dar a visão de que uma única amostra de produto acabado se permite conduzir em sua totalidade a auditoria. Qual o risco para o SGSA e qual seria sua tomada de decisão?
DECISÃO DOS AUDITORES
Os grupos informaram que Independente do tempo de auditoria, podemos começar pela rastreabilidade e o recall em outro momento. Observar se os documentos estão preenchidos, mas não sendo esta a única evidência, para que seja uma boa amostragem é importante solicitar 3 fontes de informações distintas. Solicitar a completa rastreabilidade no início da auditoria e a partir daí seguir uma trilha, mas cuidar porque só essa amostragem não demonstra a realidade da empresa. Buscar verificar e observar nas áreas, a aplicação real dos critérios estabelecidos pela empresa com as atividades in loco. Buscar coletar mais informações (amostragem na fonte de informação da condução de auditoria) nos processos críticos do que nos processos que não impactam tanto a S.A Afinal, qual o risco do foco da amostragem pequena? Conduzirmos uma AUDITORIA SUPERFICIAL apenas por exemplo pela simulação de rastreabilidade. Há a necessidade de ampliar a amostragem para aprofundar informações relevantes ao SGSA.
3º OFICINA SGSA IQUALY
3.
RISCO DA OMISSÃO DE UM NC (LEGALIDADE X RISCOS)
CENÁRIOS DE AUDITORIA
DECISÃO DOS AUDITORES
Respostas dos auditores foi dividida entre
A. Um investimento da ordem de milhões em reformas estruturais para PPR’s/BPF’s pode ser mitigado por medidas paliativas uma vez bem embasadas por avaliações robustas de riscos? Por ex.: Legalmente ou recomendado por normas de certificações pisos com paredes com cantos arredondados, mas se mesmo com a angulação de 90º estiverem sem acúmulos de sujidades pela frequência de limpezas intensificadas, isto é aceito?
B. Uma empresa de embalagens para alimentos, possui mais de 600 tipos de estruturas. O plano de investimento da organização prevê um cronograma de análises para atendimento das RDCs vigentes de 3 anos. O critério para encaminhar as embalagens para obtenção das análises de migração foi feito com base em solicitação de cliente e volume de produção. Qual o risco para o SGSA e qual seria sua tomada de decisão?
4.
· Visão de um grupo foi de que se é lei tem ser atendida e portanto, sustenta-se a NC. · Outra parte de auditores comentou que se basearia no risco. Por exemplo em não gerar a NC para canto não arredondado, pois buscaria evidencias de atendimento de conformidade através das medidas paliativas como canto de 90º mantido limpo e avaliariam o plano de investimento com recursos para adequações de infra-estrutura (aprovisionamento). Caso não haja este tipo de evidências, sustentariam a NC. Foi comentado que a maioria das empresas não atende esse requisito legal, inclusive empresas certificadas GFSI. A VISA encara como conforme. O segundo cenário, foi provocado com a informação de que a empresa havia destinado 2 milhões para ajustes da infra-estrutura da empresa e portanto, não teriam como realizar todas as análises de migrações de cada estrutura porque isso significaria aumentar mais 10 milhões de reais no investimento para obter a certificação (impacto no negócio de necessidade de uma parte interessada) · Visão de um grupo foi de que se é lei tem que ser atendida e portanto, sustenta-se novamente a NC. · Outra parte de auditores comentou que se basearia no risco pois compreendem que as análises são caras. - Parte dos auditores aceitariam o CRITÉRIO com base no risco de cada estrutura. Que a empresa conduza as análises de migração por tipo de produto produzido, com coerência dos impactos de processos como a temperatura. - Outra parte, aceitariam UM CRONOGRAMA com critério categorizado pelo pior cenário, com orientação pelo laboratório com análise de migração.
RISCO ASSOCIADOS À RECURSOS/COMUNICAÇÃO/CONFIDENCIALIDADE /AUDITORIA REMOTAS/HÍBRIDAS
CENÁRIOS DE AUDITORIA
A. Em quais situações a auditoria documental apenas (auditor de “ar condicionado”) pode ser aceita? Pecisamos interrelacionar com observações de campo/gravadas e entrevistas individuais/grupos mesmo na pandemia? Há diretrizes de cada norma para não poder ser 100% remoto (falta de reconhecimento pela GFSI)? O que estamos, enquanto auditores de OC’s praticando? B. Como garantir um bom trabalho de auditorias remotas ou híbridas sem TIC (por ex.: sinal de internet ruim), mesmo com testes prévios? C. Em quais condições os compartilhamentos de dados da auditoria com o auditor para o seu celular pessoal devem ser atendidos?
DECISÃO DOS AUDITORES A. Nem todos os clientes podem receber auditoria remota ou híbrida do ponto de vista sanitário. Mesmo quando todos querem. Para aquelas empresas que possuem um histórico ruim, com muitas NC’s não devem receber apenas auditorias remotas. Os auditores se posicionaram que num cenário de pandemia e impossibilidade de auditar in loco, essa auditoria mesmo que não seja abrangente e que gere confiança no processo auditado, é melhor do que não ter nenhuma auditoria. Foi unânime o comentário de que auditar a planta e processos não funcionam na remota. B. Os auditores comentaram que conduziram auditorias remotas com uso de recursos como grupos de whatsapp e 90% dos casos não tiveram problemas com a empresa enviar ou compartilhar seus dados. Os vídeos foram enviados para o celular particular do auditor. C. Se houver apagão/queda de energia? Risco está na interferência da ferramenta de comunicação e não dar para continuar o processo, a auditoria será reagendada em outra data. Várias ferramentas podem ser usadas em panes: Skype, Teams, Whatsapp disponibilizados pelo celular da empresa. E em caso de prorrogarem a auditoria deve-se atentar sobre até quando é possível prorrogar pois há previsto em contrato a data limite.
3º OFICINA SGSA IQUALY
Momento painel de Discussão Não Interativo
3º OFICINA SGSA IQUALY
Como todos os anos a Oficina SGSA para Auditores, como uma forma de aumentar o número de temas abordados, inclui no seu programa o Painel Não Interativo onde os auditores podem dar sua opinião e contribuir com as harmonizações. Este ano o Momento Painel foi realizado através do envio de um formulário aos participantes antes da data do evento. No formulário foram feitas algumas perguntas. Obtivemos 23 respostas, as quais apresentaremos abaixo.
2. A nova lei sobre proteção de dados pessoais tem dificultado a coleta de evidências nas auditorias, pois as empresas aproveitam esta situação e se recusam a disponibilizar informações ao auditor.
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3. As imagens do CFTV gravadas podem ser usadas como evidências retroativas em uma auditoria. Exemplo, o auditor pode solicitar uma gravação de um dia especifico para buscar uma evidencia?
4. Cyber ataques estão sendo muito recorrentes, esta deve ser uma preocupação considerada no SGSA. Para tratar esta questão no SGSA, a empresa deverá incluir este tema como parte do Food Defense ou como parte do procedimento de prontidão e respostas às emergências.
5. Durante uma auditoria você é informado que a empresa passou por um ataque cibernético 2 dias antes da auditoria (o OC não foi previamente avisado) e que quase todos os dados estão indisponíveis no momento, pois ainda estão trabalhando a recuperação das informações. Qual seria sua ação?
3º OFICINA SGSA IQUALY
7. 100% dos materiais de contato desde o contato com a MP até a embalagem primária do PA precisam ser descritos na extensão necessária para a análise de perigos, conforme itens previstos na ISO22000, independentemente do tipo de alimento ou do tempo de contato.
3º OFICINA SGSA IQUALY
8. Materiais de contato plásticos, celulósicos e elastoméricos são isentos de análises de migração (total e específica) quando em contato com Alimentos secos e não gordurosos. Demais requisitos aplicáveis para materiais de contato (descrição, atendimento à lista positiva, critério de aceitação) são pertinentes e devem estar presentes no SGSA. Entretanto, para materiais metálicos não revestidos (exemplo tanques, tubulação, etc) a análise de migração é requerida mesmo para alimentos secos não gordurosos conforme RDC 498/21.
9. Análises de produto acabado demonstrando atendimento da IN 88 /21 são evidências suficientes para demonstrar o atendimento relacionado a introdução destes contaminantes pelo material de contato (metálico) para demonstrar atendimento à RDC 498/21
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11. Quando um equipamento foi fabricado fora do Brasil e apresenta laudos ou declarações de inocuidade do material de contato conforme legislações internacionais (FDA e Europeia) estes são evidências suficientes na condução da análise de perigos de superfície de contato.
12. Considerando que os protocolos de SGSA falam do desenvolvimento de um Monitoramento Ambiental com base no risco, se a empresa defende que não tem risco microbiológico devido às características do produto, podemos considerar como requisito Não Aplicável para perigo microbiológico. Exemplo: processo de fabricação de óleo refinado.
13. Considerando que os protocolos de SGSA falam do desenvolvimento de um Monitoramento Ambiental com base no risco, se a empresa defende que não tem risco de contaminação alergênica devido às características do produto e processo, podemos considerar como requisito Não Aplicável para perigo alergênico.Exemplo: empresa que não possui ingredientes alergênicos manipulados na fábrica, porém, nas áreas de alimentação (copas e refeitórios) são consumidos alimentos alergênicos (pão, leite, etc).
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14. Como no Brasil há apenas padrão de contaminantes radiológico para água e alguns vegetais (ex. cenoura, batata, beterraba) a empresa deve obrigatoriamente no HACCP fazer referência à padrões internacionais (legislações como FDA e Europeia ou literaturas). Exemplo: https://www.fda.gov/media/72014/download
15. No item 8.5.1.5.3 Descrição dos processos e ambiente de processamento: “A equipe de segurança de alimentos deve descrever, na extensão necessária à condução da análise de perigos”. A alínea (a) cita o termo “leiaute das instalações”, a evidência de atendimento a este requisito pode ser uma descrição e não necessariamente precisa de um desenho.
Nota de atualização da organização: A IN 88/21 citada foi revogada pela IN 160 de 1º de Junho de 2022
3º OFICINA SGSA IQUALY
3º OFICINA SGSA IQUALY
Assim como a 2a Oficina SGSA para auditores, nossa 3a Oficina foi realizada no formato online. E também como nos anos anteriores, recebemos feedbacks dos apoiadores e participantes que nos fazem continuar nossa jornada!
Acreditamos no conhecimento multimodal e utilizamos nossa linguagem verbal para construção deste material, que é o resultado de tudo o que falamos e pensamos no dia da Oficina, transcrito neste material não verbal (visual).
Apesar de sabermos que a IA (Inteligência Artificial) tem trazido transformações e soluções incríveis para pessoas e empresas, ainda buscamos manter nossas conexões humanas porque acreditamos que o aprendizado está diretamente ligado ao processo de cognição coletiva.
Nesse momento B.A.N.I (do inglês Brittle, Anxious, Nonlinear and Incomprehensible) ou F.A.N.I (Frágil, Ansioso, Não Linear e Incompreensível), passados 2 anos de pandemia e seguido por um cenário de guerra na Rússia, sabemos que o algoritmo jamais perguntará o que não é pensado. E é justamente o que a Oficina SGSA procura obter de resultado perante discussões tão interessantes com um grupo de pessoas totalmente imersas no mundo Food Safety.
Para a 4a Oficina, esperamos continuar contando com as contribuições que recebemos a fim de fortalecermos o que valorizamos: nossos elos e nossas conexões!
3º OFICINA SGSA IQUALY
Participaram do Evento
Ana Pelegrino Luciana Heredia Denise Campos Raquel Gisele Capiotto Rafaelle Araújo Cinthia Camacho Paula Francelino Cintia Malagutti Eb Chiarini Fernanda Kuboyama Ubiratan Carla Otsuki
Maurício Kamei Daniella Clareto Milena Fernandes Elisa Medeiros Débora Dias Maria de Fátima Boaratti Marcos José Gomes Viana Silvano Santos André Teixeira Michaela Knorr
Silvana Borges Mendonça Maria Juliana Leonardo Alves Pinto Andrea Angela Missaglia Nathalia Pailo de Oliveira Alexandra Nadia Azevedo Daniela Lopes Aydana Pires Erika Cardoso Daniela lopes Moira Iqualy
3º OFICINA SGSA IQUALY
Palestrantes, Facilitadores e Apoiadores
3º OFICINA SGSA IQUALY
Palestrantes, Facilitadores e Apoiadores
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Certificadoras apoiadoras
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Convidados
Apoio
3º OFICINA SGSA IQUALY
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