#215 a revista do mundo gráfico Maio/Junho 2021 intergraficas.com.pt
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Que alterações na estrutura devem as empresas empreender? O que esperam os clientes dos seus fornecedores de impressão?
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Ficha técnica DIRECTORA ANA PAULA CECÍLIA REDACÇÃO ANA PAULA CECÍLIA anapcecilia@intergraficas.com.pt DESIGN E PAGINAÇÃO DESIGNGLOW geral@designglow.com FOTOGRAFIA ISTOCKPHOTO, ANTÓNIO CAMILO E LUÍS FILIPE COLABORADORES AUGUSTO MONTEIRO, JOÃO FELGUEIRAS, DANIEL FURET, DAVID ZAMITH E MARIA JOÃO BOM MARKETING E PUBLICIDADE PEDRO SILVA WEBMASTER RJ LIMITADA PROPRIEDADE ANA PAULA CORDEIRO CECÍLIA E CARLA CECÍLIA Rua José Isidro dos Santos, nº 3, 5º esq.; 2625-089 Póvoa de Santa Iria TEL. +351 21 804 15 28 TLM. 91 991 35 27 E-MAIL anapcecilia@intergraficas.com.pt SITE www.intergraficas.com.pt Nº DE CONTRIBUINTE 503 898 007 Nº DE REGISTO NO I.C.S. 114 507/97 DEPÓSITO LEGAL 220 938 TIRAGEM 2 000 exemplares PERIODICIDADE Bimestral IMPRESSÃO TIPOGRAFIA PRISCOS LDA R. de São Tomé 6, 4705-578 Priscos TEL. +351 253 672 473 E-MAIL administracao@tipografiapriscos.com Os artigos de opinião integrados nesta revista são da responsabilidade dos seus autores e não expressam necessariamente a opinião do editor.
Ana Paula Cecília Directora da Revista Intergráficas anapcecilia@intergraficas.com.pt
EDITORIAL INTERGRÁFICAS #215
DORMIR DESCANSADO...
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á poucos dias, entrei numa “discussão” com um produtor gráfico que está há mais de 20 anos no mercado, ligado ao mundo da publicidade e da impressão. A discórdia começou porque lhe disse que a indústria gráfica é muito especial, específica e diferente. O Pedro, (nome fictício) disse que não concordava. Percebi que mais de 20 anos a entrar em gráficas, a falar com empresários e profissionais, aprovar trabalhos e descobrir novos substratos não tinha sido suficiente para compreender o “core business” desta área. Numa indústria têxtil, podemos produzir mil pares de calças para um cliente em Itália e se existir uma devolução, falência imprevista, ou outro contra-tempo, a mercadoria não fica perdida porque felizmente, todas as pessoas têm pernas e os artigos podem ser vendidos a qualquer outro cliente em qualquer outro país do mundo. Na indústria gráfica todos os trabalhos são “taylor made”, cada cliente tem um objectivo único e a durabilidade está datada e não serve para mais ninguém. Não se produz um livro de um autor, e se encaminha para outro, não se imprime rótulos para garrafas de azeite de uma marca e se vende a outra, os cartazes de um concerto não servem para outro evento. Nesta indústria, cada produto, cada trabalho tem o cunho de quem o desenha e um dono único, e é como o cartão de cidadão, “pessoal e intransmissível”. A indústria gráfica é por isso especial, diferenciada, única e impregnada de contingências que levam a que poucos a entendam e, sobretudo a ela se dediquem. Nesta indústria o investimento é muito elevado. São tantas as variáveis, imponderáveis, dúvidas e incertezas que, tenho de sentir a maior admiração por todos os que dedicam a sua vida a esta área. A minha “discussão” com o produtor gráfico de quem sou amiga, acelerou quando se falou de futuro. Para ele, a indústria precisa de se modernizar. Para mim, a indústria precisa de se adaptar e criar sinergias. Para ele, os profissionais gráficos pararam no tempo. Para mim, os profissionais gráficos investiram como ninguém. Para ele, quem não abandonar o papel vai assistir à morte do negócio. Para mim, quem não conjugar o papel com novas tecnologias está a perder oportunidades. Para ele a impressão deve resumir-se a plataformas. Para mim as plataformas são só mais uma forma de chegar até aos clientes. Para ele, os profissionais gráficos devem ser apenas detentores de equipamentos e tecnologias gráficas. Para mim os gráficos devem ser consultores dos seus clientes em todos os momentos do negócio porque só assim poderão estar próximos e antecipar necessidades. Depois disto recebi um estudo lançado por um fabricante de tecnologia que corrobora o que penso. Assim, perguntei a alguns profissionais desta área se sentem que são consultores dos seus clientes. A verdade é que a definição de consultor pode ter diferentes apreciações. Ser consultor é cativar o cliente? Dar confiança? Garantir a melhor solução para cada projecto? Oferecer a tecnologia mais adequada? É ter uma resposta que vai além da qualidade de impressão, prazo de entrega, preço, inovação e cooperação? É fazer a “papinha toda”? Vivemos num tempo onde a fidelidade é um valor raro, mas tal como numa relação afectiva, também aqui é preciso cuidar e mimar. Para mim, ser consultor do cliente é permitir que este durma descansado e não sonhe em trocar-nos por outro alguém.
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OPINIÃO AUGUSTO MONTEIRO
Augusto Monteiro Presidente do Conselho de Administração da Grafopel augusto.monteiro@grafopel.pt
Inovação = Infinito sem limites
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RESTES A SOMAR 94 ANOS DE UMA VELHICE ESCORREITA - feliz de merecê-los como prémio à constância dos meus actos ao longo de todos estes anos, e com o deleite de saboreá-los usufruindo dos frutos de uma actividade que no início jurei abominar, acabando por entregar-me a ela de corpo e alma; um arrepiar caminho que me deu muitas alegrias, e me permitiu acompanhar no tempo a evolução de um sector de actividade, que viveu séculos petrificado num processo iniciado em 1450 por Gutenberg, e que sobreviveu até aos anos 70 do século passado – quero agradecer a Deus por esta graça, talvez como compensação pelos anos que me subtraíram na idade de ser criança. Recordo, sem nenhuma nostalgia, quando pela mão de um tio entrei pela primeira vez naquele casarão que era a Empresa Gráfica Apolino, uma das maiores litografias da época. Tinha 11 anos! Foi como se tivesse sofrido um castigo. Por necessidade, ou com o propósito de
As mudanças formam parte das nossas vidas. O importante é perceber o que nos trazem de positivo e implantá-las quanto antes, prevenindo consequências indesejáveis
dar início a uma carreira, roubaram-me anos de infância, perdidos, contrafeito, a ouvir de manhã à noite o barulho das ronceiras máquinas litográficas de marginação manual, o ruído ensurdecedor dos graneadores a limpar os desenhos gravados nas chapas de zinco; ao martelar constante das prensas de corte-e-vinco, de estampar e dourar; a sentir o odor do cheiro das tintas, a aspirar o pó do papel e as partículas da purpurina, que andavam pelo ar; a conhecer todo o tipo de papéis e, pelo tacto, a perceber a gramagem, e a aprender a fazer leque com as folhas de papel e contar às cinco de cada vez. Eram oito horas passadas numa angústia existencial, que adulterava o mundo dos meus sonhos – a liberdade e felicidade de ser criança até ao fim. A minha função era a de rapazinho de escritório, com as manhãs ocupadas a fazer o arquivo do expediente da véspera, levar recadinhos internos do escritório para as oficinas, onde o ambiente não era nenhum paraíso com pessoas cheias de compreensão e bondade. Era um mundo sem decoro, em que as pessoas, sem contemplações, gozavam comigo, nunca
OPINIÃO AUGUSTO MONTEIRO
me chamando pelo nome, mas sim por ganapo, moço de recados, rapazinho, catraio e outros motejos bem piores… É bem verdade que o ser humano é um animal de hábitos. Lentamente, fui sentindo não sei que sedução envolvente, que foi desfazendo e apaziguando a minha repulsa de ter de viver anos da minha vida emparedado de manhã à noite, numa actividade que não elegi, mas que me impuseram. Entretanto, fui crescendo na idade e na maturidade, e acompanhando o lento desenvolvimento de uma actividade que, anos a fio, viveu numa sonolência de morte, até ressuscitar desse letargo para novas revelações promissoras, diferentes de tudo o que até então se acomodara na retina. No início de 1950, feito o serviço militar, entrei para a firma Manuel Reis Morais & Irmão, para assumir a função de vendedor de equipamentos gráficos, papéis, tintas, etc. Na época, a tipografia era dominante no sector gráfico. Recordando as Drupas de 1951 e 1954, a linguagem era tipográfica. A quase totalidade dos equipamentos expostos eram para tipografia. O sistema permanecia enraizado. Na Drupa de 1958 a tendência mantinha-se. Minervas e Cilíndricas tipográficas dominavam a feira e falava--se da INVENCIBILIDADE DA TIPOGRAFIA. A litografia de Senefelder, percursora da impressão offset, inventada em 1789, mais de 300 anos depois de Gutenberg, utilizada principalmente para produzir músicas, mapas, gráficos e ilustrações, não retirou espaço ao processo tipográfico que, entretanto, foi passando por contínuos desenvolvimentos, continuando a ser o método de impressão dominante. Mas a evolução é um processo gradual de transformações que, sucessivamente, vem acontecendo desde os primórdios. E o sector gráfico, que até à Drupa de 1958 evoluía a passo de caracol, na Drupa de 1962 despertou para uma nova realidade: a viragem da tipografia para o offset. A apresentação na Drupa de 1962 da pequena máquina offset KOR, a uma cor,
no formato 40x57 cm, da Heidelberg, veio revolucionar a transição de um sistema para o outro. Esta foi a primeira grande revolução do sector gráfico, que desde então passou a falar offset, e a esquecer gradualmente a tipografia e a litografia. É verdade que a resistência às mudanças também faz parte da vida de muitas empresas, mesmo quando veem ameaçadas as suas zonas de conforto. O mais aconselhável é não resistirem e aceitarem a realidade das mudanças quando ocorrem, e adaptarem-se rapidamente aos novos cenários que elas produzem. As mudanças formam parte das nossas vidas. O importante é perceber o que nos trazem de positivo e implantá-las quanto antes, prevenindo consequências indesejáveis. O sistema litográfico, face ao avanço do offset, começa a perder terreno na década de 60. O processo offset é mais lento na preparação para a impressão, mas torna-se 50% mais rápido na produção. Nos finais dos anos 60, a impressão a cores torna-se mais popular e aumentam os trabalhos de publicidade e embalagem. A indústria química sofre aperfeiçoamentos, as tintas são melhoradas e o balanço água/tinta é alcançado mais facilmente. Muitos outros desenvolvimentos, anteriores e posteriores para as diversas áreas da indústria gráfica, como a Edição Electrónica, que tornou a composição a chumbo como algo do passado; a evolução
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em Desktop, estabelecendo a pré-impressão moderna, acabando com o monopólio da pré-impressão das empresas de reprodução; computadores processando grandes quantidades de dados gerados, com texto e imagem a poderem ser processados digitalmente, transformaram completamente a pré-impressão. Mudanças históricas e substanciais, que despontaram a indústria gráfica para um contexto de automatização nas várias fases da concepção e produção de bens e serviços. Na realidade actual, entre todos os sistemas de impressão em uso, a impressão offset (plana e rotativa) continua claramente na liderança, com uma participação à volta de 65 a 70% do mercado. É o sistema que oferece os melhores pré-requisitos para se manter como o método com mais potencial relativamente à qualidade e produtividade, até mesmo no futuro! Contrariando a premonição do Professor Catedrático Frank Romano, da Universidade de Rochester, E.U.A., que nos anos 90 do século passado futurava todas as gráficas a imprimir em digital no ano 2000, o sistema offset, pelo poder do seu actual potencial tecnológico, continua sendo o mais eficaz e rentável entre todos os outros processos de impressão. Gostaria de continuar a viver anos bastantes até ao dia m que o encontro digital/ offset fosse uma realidade. Chamar-me-iam Matusalém?
Na realidade actual, entre todos os sistemas de impressão em uso, a impressão offset (plana e rotativa) continua claramente na liderança, com uma participação à volta de 65 a 70% do mercado
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OPINIÃO JOÃO FELGUEIRAS
Dramática lição!
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UE SAUDADES DA MINHA INGENUIDADE DE 2019! Tinha tudo previsto e tudo planeado. Sentia-me seguro dos passos que dava. As contrariedades eram menores: concorrentes mais agressivos, a atacar com preços que ninguém compreende, a obrigarem a respostas mais elaboradas, para conseguir segurar a preferência dos clientes. De resto a vida evoluía mais ou menos de acordo com o esperado. Um dia, um chinoca, do outro lado do mundo, resolveu cozinhar um Morcego (que raio de gosto…) e a nossa vida mudou radicalmente. A uns mais do que a outros. Pessoalmente, não choro. Não tenho esse direito. Todos os dias tenho conhecimento de muitas desgraças pessoais, que fazem dos meus problemas coisa pouca. Esse é o verdadeiro drama: famílias que estavam bem e, de repente ficaram sem rendimentos e a depender da ajuda alheia para ter o que comer. Empresas que estavam a trabalhar, aparentemente bem e que, com os confinamentos, sofreram prejuízos irrecuperáveis. Estabelecimentos que fecharam e já não vão reabrir. Empregos perdidos. Pessoas com mais de 50 anos, abrangidas por despedimentos coletivos,
João Felgueiras General Manager Africa The Navigator Company joao.felgueiras@thenavigatorcompany.com
De tudo isto, retiro uma grande lição, na qual destaco uma palavra: Vulnerabilidade
que agora terão a maior dificuldade em voltar a encontrar emprego. A lista seria interminável. De tudo isto, retiro uma grande lição, na qual destaco uma palavra: Vulnerabilidade. Muito do que parecia sólido e seguro em 2019, desapareceu como resultado de uma canja de morcego. Vai ser certamente muito instrutivo observar, dentro de um mesmo sector de actividade e na mesma área geográfica, quais as empresas que se vão aguentar e quais as que vão sucumbir. Será especialmente interessante identificar as diferenças que permitem a umas sobreviver e levam outras ao colapso. Em alguns casos, estaremos a falar de reservas financeiras, que permitem aguentar mais tempo com graves quebras de rendimento. Noutros casos, poderemos estar a falar de outros factores que permitam a umas adaptarem-se a esta nova conjuntura das vendas online. Uma coisa é certa, sobreviveram melhor as empresas que se encontravam com uma situação mais robusta – mais preparadas para imprevistos – e tiveram mais dificuldades as empresas que já estavam aflitas antes da pandemia. É a velha história da tempestade no mar – resistem melhor as embarcações mais robustas e melhor preparadas. Para mim, a lição dramática que retiro de tudo isto, é que tenho que estar ainda muito mais preparado do que julgava. Muito do que parecia sólido, na realidade desapareceu muito mais depressa do que eu alguma vez tinha imaginado.
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OPINIÃO DANIEL FURET
Daniel Furet Director de Operações e Membro da Administração da Lidergraf daniel.furet@lidergraf.pt
2021 será melhor ou pior que 2020?
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STA É UMA QUESTÃO QUE NINGUÉM SABERÁ RESPONDER, pois a futurologia não se aplica a anos que dependem essencialmente de comportamentos de seres humanos. Está demonstrado que nós portugueses, conseguimos ser melhor do que os outros, mas só quando queremos, ou quando somos condicionados nos nossos quereres. Neste caso de pandemia passamos de bestas a bestiais, mas mesmo assim conseguimos sempre contornar a lei. Se não se pode viajar no dia tal, vamos no dia antes, etc. Isto tudo para dizer que este tipo de comportamentos, ou forma de estar na vida, implica seriamente nos nossos negócios, pois se uma empresa tiver um foco de contágio por um comportamento irresponsável, pode colocar em causa o futuro da empresa, essencialmente empresas que dependem do seu chão de fábrica.
Desta vez, foco-me, essencialmente neste tema da pandemia, porque esta ainda está longe de ser erradicada, e se nós não aprendemos nada neste último ano, podemos estar a colocar em causa todo o esforço que as empresas têm estado a fazer para continuar a laborar e manter os postos de trabalho intocáveis. Estamos fartos de estar condicionados, de não podermos estar com os nossos amigos, de não podermos jantar fora, de não podermos descansar da forma que mais gostamos, de praticar desporto de uma forma descontraída, de não podermos extravasar as nossas frustrações no meio de multidões gritando por aqueles que defendem as cores dos nossos clubes, sim é tudo muito chato, talvez para muitos algo nunca experimentado. Bem pior é ir parar a uma cama de hospital e não saber se se sai de lá com vida ou num estado irreconhecível, é ter o sentimento de perda dos entes queridos, é chegar ao posto de trabalho e o mesmo já não existir, isto sim, é algo que infelizmente já muitos
experimentaram e é disto que precisamos de fugir com toda a energia que temos. Hoje o nosso futuro depende de uma grande dose de paciência, depende dos nossos comportamentos como indivíduos, e, sobretudo, depende do acreditar que existe um grupo de pessoas dentro de cada organização que tem como o seu maior propósito garantir que o seu negócio se mantém firme e com capacidades de sobreviver neste anos que se seguem. Como em todas as situações, existem coisas boas e coisas más; como algo de bom, diria que este tempo trouxe-nos muito mais objectividade na forma de abordar as situações, menos perdas de tempo com deslocações e, sobretudo tomada de decisões mais ponderadas e baseadas em factos, deixando muito para trás as decisões impulsivas. Como aspecto mais negativo, o teletrabalho para quem trabalha na indústria. Estar afastado do local, desresponsabiliza as pessoas, não ter horários para cumprir, torna em muitos casos, ter menos predisposição para perseguir algo e deixamos de ter uma relação de intimidade com o nosso negócio e isso, é mau. Mas também existem oportunidades, já não digo de negócio, pois dentro da indústria gráfica, depende muito da área em que se está implementado, mas existem sobretudo oportunidades de melhoria na gestão de muitos dos recursos que estão aos nosso dispor, falamos na gestão dos recursos humanos, na maior flexibilidade dos mesmos, na gestão dos recursos do ferro que terão que ser mais aproveitados e sobretudo mais optimizados, falamos das manutenções preventivas que terão que ter um papel mais preponderante na não contratação de serviços externos. Aproveitar para rever fluxos de trabalho e formar as pessoas em áreas que estão com mais falhas quer no método que comportamentais, e penso que estas são medidas que podem tornar as empresas nesta possível retoma mais eficientes e eficazes. Resumindo, a pandemia ainda está longe de ter escrito os seus últimos capítulos, mas depende essencialmente da forma responsável e paciente como encaramos, o espirito de sacrifício. Este terá que existir para um bem maior. Se ficarmos condicionados mais um ano é melhor do que não ter nada para rescrever a história que se segue.
Breves 12 intergraficas.com.pt #215
NACIONAIS
Nova Gráfica e Letras Lavadas prestam homenagem às Mulheres com livro único! Para celebrar o dia da Mulher, a Nova Gráfica dos Acores e a Editora Letras lavadas produziram um livro único no seu conteúdo e formato. A ideia partiu de José Ernesto Rezendes, fundador e responsável pelas duas empresas, que quis assim prestar um tributo ao papel das mulheres na sociedade e na vida de todos nós. O lançamento teve lugar no dia mundial da Mulher, a 8 de Março, no espaço histórico da Livraria Letras Lavadas, situado no coração da cidade de Ponta Delgada, nos Açores. No âmbito do Dia Internacional da Mulher, a editora açoriana Letras Lavadas e a Nova Gráfica uniram esforços para assinalar tão importante data, com a elaboração de “Mulher — Coração da Liberdade”, um livro de poemas, escrito por trinta e quatro autores convidados de todo o território português, mulheres e homens, e de diferentes gerações. Nos poemas de “Mulher — Coração da Liberdade” é
abordada a questão da feminilidade e do ser mulher num mundo ainda patriarcal e machista, apesar dos grandes progressos já alcançados na sociedade ocidental; a maternidade; a mulher companheira, com sentidas declarações de amor; a infância; o amor e o desamor. Em todos eles são enaltecidos a força, a perseverança, a coragem e a resiliência das mulheres, mas também a sua doçura, amabilidade e companheirismo. O livro, em forma de coração é uma ideia original de Ernesto Rezendes, responsável pelas duas empresas e que, tem sido um empreendedor e dinamizador na área editorial, além de um profissional gráfico de elevado destaque nacional e internacional. A IG esteve presente no lançamento deste livro, que teve lugar em Ponta Delgada no dia, 8 de Março de 2021. Durante o evento foram homenageadas duas mulheres, uma do continente e outra da Região Autónoma dos Açores, Ana Paula Cecilia, directora da revista Intergraficas, pelo seu trabalho na divulgação do mundo da impressão e comunicação e por ter sempre exercido actividade num meio muito masculino, sem que isso fosse impedimento para a concretização profissional e, Susana Aguiar, pela imensa força e coragem na divulgação e cuidado para com a sua filha, a Inês, portadora de uma deficiência e que viveu, contra todas as probabilidades, 18 anos de uma vida feliz, tendo falecido há quatro meses. Susana Aguiar realizou algumas edições de corridas de cadeiras de rodas com crianças portadoras de deficiência e, espera agora poder inspirar outras pessoas com a sua história de vida e da sua filha. No lançamento e cerimónia de homenagem a estas mulheres e a todas as mulheres do mundo foram lidos poemas do livro Mulher - Coração da Liberdade.
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DreamMedia é a 14.ª melhor empresa para trabalhar em Portugal em 2021 A DREAMMEDIA FOI DISTINGUIDA pela consultora Great Place to Work como sendo o 14.º “melhor lugar para trabalhar em 2021”, na categoria das empresas com menos de 100 colaboradores, tendo ficado na 25.ª posição no ranking global
das empresas analisadas em Portugal. O anúncio das empresas distinguidas decorreu a dia 31 de março, numa cerimónia realizada em directo na página de Facebook da Great Place to Work. A empresa líder em publicidade em
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outdoors em Portugal foi distinguida, pelo segundo ano consecutivo, como um dos melhores lugares para trabalhar, voltando a receber uma distinção inédita no sector do marketing e publicidade. A dreamMedia integra assim um grupo restrito de 30 empresas reconhecidas pela qualidade do seu ambiente de trabalho, com base na avaliação feita pelos seus próprios colaboradores, entre mais de meia centena de instituições consideradas pela Great Place to Work, incluindo startups e multinacionais.
Faleceu Marco Morais sócio da Plotterzone sul
Acelerador de vendas atraiu profissionais concorrentes da área gráfica
A área de impressão ficou mais pobre com o desaparecimento de Marco Morais, Sócio Gerente da empresa Plotterzone Sul. Nascido em Julho de 1977, com apenas 44 anos de vida, Marco Morais integrava há vários anos a empresa Plotterzone, ocupando o cargo de sócio gerente da delegação de Lisboa, desde a sua fundação. A equipa da Plotterzone está profundamente consternada com o falecimento do seu colega e amigo, afirmando que o Marco era “um profissional de excelência, um bom colega, um amigo e um irmão de armas.” A relação de Marco Morais com a Plotterzone, ia muito para lá da área pessoal, ancorada numa forte amizade mas era também institucional, sendo este gerente da Plotterzone Sul. Segundo a administração da empresa, para o futuro, “o caminho a percorrer, será trilhado de acordo com aquilo que eram as pretensões do Marco.” A Plotterzone considera que o desaparecimento de Marco Morais é um momento de profunda dor e pesar e trata-se de uma perda irreparável.
Decorreu a primeira edição do projecto de Transformação “Acelerador de Vendas” dedicado ao sector da indústria gráfica. Desafiado por Edmundo Marques e Ana Paula Cecília, Paulo Porto, professor e destacado consultor para a área económica e de vendas, aceitou ministrar uma formação intensiva que foi acolhida com agrado por empresários e dirigentes de Portugal e Angola. Depois de ter desenvolvido este processo internamente em inúmeras empresas, de diferentes sectores, apenas com a sua própria equipa comercial e, com resultados designados como excelentes, Paulo Porto considerou como bastante interessante gerir esta formação, tendo como participantes empresas diferentes, e que trabalham o mesmo mercado, e que são potencialmente concorrentes entre si. “Isto não pode ser visto como ameaça, mas sim como oportunidade de partilha”, considerou o economista, para acrescentando ainda que “quem frequentou esta formação, sabe bem que é durante os períodos mais desafiantes que temos que nos preparar melhor para os anos vindouros. E que, se não o fizermos, outros o farão, e iremos ficar para trás…” Devido à actual questão pandémica, o curso decorreu online e conseguiu “juntar” pessoas que apesar de afastadas fisicamente, estiveram muito próximas em termos de características, nomeadamente resiliência, e vontade de evoluir e de aprender todos os dias. A formação teve lugar duas vezes por semana, das 8 às 10h da manhã, durante 10 semanas. O objectivo passou por conseguir que os profissionais que trabalham a área das vendas tenham agora uma nova abordagem ao mercado, novas ferramentas, métodos e processos que permitem chegar mais longe na prospeccção de clientes, na interacção, no acto da venda e manutenção dos mesmos. Um nova edição deste “Acelerador de Vendas” está já a ser preparada.
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Cartes reinventa os acabamentos de etiqueta com tecnologia exclusiva: JET D-SCREEN O departamento de investigação e desenvolvimento da CARTES, aproveitou a sua vasta experiência com a impressão tradicional de serigrafia e desenvolveu uma tecnologia de acabamento inovadora que permite fazer várias espessuras de relevos antes impossíveis de alcançar com tecnologias de tinta INKJET. O trabalho do operador foi simplificado ao máximo, permitindo a selecção da impressão com configurações pré-definidas, tornando assim a produção imediata e isenta de resíduos. A nova unidade JET D-SCREEN permite-lhe criar efeitos multinível de alto relevo e efeitos especiais tipo ouro fundido em 3D ou impressão Braille. Com uma única passagem pode personalizar e embelezar qualquer rótulo, sem custos elevados, e sem desperdício de materiais e com um arranque imediato. Os materiais impressos com o sistema JDS não precisam de ser envernizados ou pré-expostos a tratamentos especiais que possam modificar a “textura” do material ou o resultado do acabamento. A unidade tem um dispositivo de polimerização baseado num sistema híbrido de secagem LED/UV que permite o processamento sem alterar qualquer tipo de material, mesmo o mais sensível ao calor.
PKG-675i da Konica Minolta para impressão em embalagens de cartão cartonado A KONICA MINOLTA ACABA DE LANÇAR UMA NOVA SOLUÇÃO DIGITAL A JACTO DE TINTA PARA IMPRESSÃO EM EMBALAGENS DE PAPEL CARTONADO. A PKG-675I destina-se a fabricantes de embalagens e a proprietários de marcas que procuram uma solução de impressão digital nomeadamente para curtas tiragens, correspondendo às necessidades actuais, nomeadamente no e-commerce, canal de comercialização que está em crescimento e no qual a embalagem desempenha um papel essencial. A PKG-675i imprime a alta velocidade e a pedido embalagens apelativas que protegem, promovem e entregam o produto ao consumidor. Pelas suas características, as embalagens de cartão impressas no novo equipamento da Konica
Minolta podem ser utilizadas para produtos de sectores tão diversos como Saúde, Desporto, Cosmética ou Alimentar, ou seja, não ficam reservadas para expedição em caixas exteriores. De referir que o uso da tinta aquosa Memjet, que permite uma grande fidelidade da gama de cores, é aprovada pela FDA – Food and Drugs Administration para contacto indireto com alimentos. A PKG-675i é uma solução de impressão que permite criar designs de embalagens rápidos e personalizados, o que acelera o lançamento do produto no mercado e a reduzir o desperdício, ou seja, conjuga uma impressão digital de cores nas embalagens de cartão com uma produção eficiente, acessível e económica. Este equipamento da Konica Minolta ganha relevância face ao momento actual, já que o mercado
Breves INTERNACIONAIS
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das embalagens foi profundamente afectado pela COVID-19, e a expectativa do mercado é que muitas das mudanças permaneçam no médio-longo prazo. Embora os volumes de produção de embalagens em papel cartonado tenham diminuído durante o ano de 2020, prevê-se uma recuperação em linha com o comércio internacional. É na forma como os produtos estão a ser vendidos e distribuídos que se verificam as maiores mudanças. A pandemia acelerou a procura através do e-commerce e, por consequência, de embalagens em cartão ondulado. Fabricada pelo parceiro da Konica Minolta, MTEX NS, a PKG-675i imprime numa vasta gama de suportes, desde placas planas a caixas pré-cortadas, dobradas e coladas, até cerca de 16 mm de espessura. Inclui tecnologia VersaPass da Memjet para uma qualidade de imagem excepcional e longevidade da cabeça de impressão, e as velocidades de impressão são de 150 mm por segundo para 1.600 x 1.600 dpi de resolução ou 300 mm por segundo para 1.600 x 800 dpi de resolução. A PKG-675i é alimentada pelo controlador Caldera RIP. “O crescimento do e-commerce é uma das maiores tendências que vai definir a indústria de embalagens nos próximos anos, o que irá gerar um impacto muito significativo, em particular, no sector das embalagens de papel cartonado. Isto significa que existe a necessidade de reagir rapidamente, e com qualidade, no desenvolvimento de embalagens que resolvam os desafios inerentes à sua distribuição, mas também implica conseguir evitar o desperdício. A nova solução de impressão PKG-675i da Konica Minolta é altamente eficaz, assegura uma resposta à medida das necessidades dos fabricantes de embalagens, mas também dos proprietários de marcas, tendo sido concebida para corresponder às necessidades actuais e futuras do sector,” refere Hilário Galiano, PP & IP Sales Manager da Konica Minolta.
Epson lança nova impressora SC-F10000H de sublimação de tinta de 76 polegadas Após o lançamento da primeira impressora têxtil industrial de 76 polegadas em 2020, a Epson apresenta um novo modelo desta gama, a SC-F10000H. A impressora têxtil SC-F10000H eleva os padrões de produtividade com a possibilidade de escolher entre dois conjuntos de tinta diferentes, que garantem resultados da mais elevada qualidade para uma vasta variedade de aplicações, desde vestuário a decoração para o lar, artigos promocionais a cartazes. Uma primeira opção é CMYK com tintas fluorescentes originais cor-de-rosa e amarelo, uma solução ideal para roupa desportiva de alta gama e peças de vestuário que exijam uma reprodução nítida de cores. Uma segunda opção é CMYK com tintas ciano e magenta claro, que reduzem o granulado e os tons médios fortes, melhorando muito a qualidade final da impressão. E é especialmente evidente na aparência fotográfica onde exibem céus azuis e alguns tons de pele. Magí Besolí, Business Manager da Epson Ibérica, afirma que, “com o lançamento da SC-F10000 no ano passado, estabelecemos novos padrões para o sector de sublimação de tinta. Os clientes exigem tempos de entrega mais rápidos, rendimento constante, resultados de alta qualidade e fiabilidade. Com a nova SC-F10000H, os clientes podem aumentar a sua oferta de produtos nos mercados de roupa desportiva de alta gama, decoração para o lar e cartazes”. As principais características da SC-F10000H são: - CMYK + rosa e amarelo fluorescentes originais ou CMYK + ciano e magenta claro; alta velocidade de impressão até 245 m/h;- 6 cabeças de impressão PrecisionCore Micro TFP;- Tecnologia Precision Dot da Epson, ajuste fácil do papel, tecnologia de ajuste automático que inclui câmara RGB integrada;- secador, Sistema de controlo de tensão automático avançado (Ad-ATC) para uma alimentação de papel precisa e estável; Sistema de depósitos de tinta, peças substituíveis pelo utilizador; sistema de tinta de fácil utilização, Sistema de alimentação de papel preciso; Painel tátil LCD de 9 polegadas altamente intuitivo.
A SC-F10000H estará disponível a partir de julho de 2021
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CANON NOMEIA JAVIER T. DA VEIGA ADMINISTRADOR DELEGADO PARA PORTUGAL E ESPANHA... A CANON ANUNCIOU A INCORPORAÇÃO DE JAVIER TABERNERO DA VEIGA COMO NOVO ADMINISTRADOR DELEGADO PARA PORTUGAL e Espanha. A sua vasta experiência tecnológica e industrial permitirá à empresa impulsionar a sua liderança mundial enquanto parceira de referência em serviços de tecnologia de imagem. Com esta nomeação, a Canon espera fortalecer a sua posição de liderança e impulsionar o seu crescimento em serviços e tecnologias digitais em todas as suas áreas de negócio: câmaras, impressão comercial e profissional, soluções digitais, análise de vídeo e produtos industriais. Javier Tabernero da Veiga é formado em Engenharia Industrial pela Universidade Pontifícia Comillas (Madrid) e conta com um mestrado em Economia e Gestão de Empresas pela Universidade de Navarra (IESE). Nos seus mais de 28 anos de carreira profissional, alcançou êxitos importantes à frente de empresas internacionais, gerindo grandes projectos em multinacionais líderes nos seus sectores, como a Prosegur (onde foi responsável pela actividade em Portugal entre 2011 e 2020), Honsel AG ou TAFIME, alcançando resultados financeiros positivos e liderando alianças estratégicas. Javier Tabernero conta com um vasto percurso de assessoria estratégica em empresas como Everis, CVC, IO Digital, Alto ou Innovatech Advisors e fez também parte de diferentes órgãos de gestão de empresas e organizações como CoESS, ESTA, Aproser, EDCA, Tedfun, bem como em diferentes câmaras de comércio. Destaca-se ainda a gestão de acordos entre grandes multinacionais portuguesas e espanholas, como a Jerónimo Martins, Mercadona, Telefónica, Inditex ou Iberdrola. Para além do amplo conhecimento do mercado português e do nosso país, o executivo possui também uma vasta experiência nas áreas de Inteligência Artificial, Transformação Digital e Sistemas de Dados, áreas muito alinhadas com a estratégia de futuro da Canon.
Estádio do 1. FSV Mainz 05 da Bundesliga vai chamar-se
MEWA ARENA
Na próxima época, o estádio do clube da primeira divisão alemã, 1. FSV Mainz 05, vai ter um novo nome. A partir de julho 2021 o estádio vai chamar-se MEWA ARENA, pelo menos até 2026. A MEWA, líder mundial em gestão têxtil sedeada em Wiesbaden, Alemanha, e com 45 localizações em 14 países europeus, reforça assim a parceria de longa data com o clube vizinho. Para além dos direitos de nome, a MEWA recebe um pacote abrangente de serviços de publicidade e acolhimento. O novo contrato entre o 1. FSV Mainz 05 e a MEWA é, até à data, o auge da colaboração que começou em 2013. Desde então, a MEWA é parceira do clube e marca presença no estádio, primeiro através do MEWA LOUNGE e, desde 2019, também através da bancada MEWA. A estreita parceria assenta nas mesmas raízes regionais e nos mesmos valores, sobretudo no que diz respeito à sustentabilidade e à promoção de jovens talentos. Como primeiro clube com impacto neutro para o clima da Bundesliga, o Mainz 05 está empenhado, há mais de uma década, na protecção do ambiente e na comunicação de valores sustentáveis para um futuro melhor através dos seus projetos sociais para crianças e jovens. A MEWA define padrões na sustentabilidade sob o termo “Sharing têxtil” e a sua máxima é “usar sem possuir”. A empresa alemã disponibiliza às fábricas e oficinas panos de limpeza com sistema de reutilização e aposta em processos ecológicos nas suas instalações, como recuperação térmica, tratamento de águas residuais, reciclagem de matéria-prima e a economia de água limpa. A gestão responsável também se reflecte no crescimento contínuo da empresa familiar ao longo de mais de 110 anos. A MEWA apoia ainda, há já muitos anos, o desporto juvenil e instalações para crianças e jovens. “Sentimos muito orgulho por dar o nosso nome ao estádio de uma equipa tão empenhada e simpática», referiu Michael Kümpfel, director de marketing e vendas da MEWA.
INTERNACIONAIS
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C! Print Madrid altera data para 18 a 20 de Janeiro de 2022 A ORGANIZAÇÃO DA C! PRINT MADRID DECIDIU ADIAR O EVENTO PARA O INÍCIO DE 2022. A NOVA DATA DA 7ª EDIÇÃO DA C! PRINT MADRID SERÁ ASSIM DE 18 A 20 DE JANEIRO DE 2022. O contexto actual que o sector vive, a lenta retoma económica e um maior controle das questões relacionadas com a saúde, foram pontos decisivos para a mudança de datas. Pierre Mirlit, director da C! Print Madrid afirmou que, “depois de consultar os principais representantes do sector e opiniões sobre o mercado, foi decidido passar a feira para um momento mais oportuno, para o início de 2022, o que acompanhará a
actividade de uma forma mais rítmica.” Os visitantes que já se cadastraram receberão uma acreditação com as novas datas. Pablo Serrano, secretário-geral da Fespa Espanha, afirmou que, “depois do forte impacto da pandemia, com o sector com queda de actividade próximo dos 40% no final do 2020, a recuperação para este ano está a ser mais lenta
do que o esperado, tendo a recuperação sido de apenas 20% no final do primeiro semestre. O atraso na chegada da ajuda da UE derivada de fundos de próxima geração e a incerteza do impacto na economia da evolução positiva da vacinação, trava a recuperação do sector e a capacidade de investimento do mesmo que, esperamos esteja em pleno desempenho no início de 2022.”
Evento Virtual da Fujifilm Fujifilm Virtual 2021 Exhibition 2021
Junho 24
Participe no nosso evento virtual, durante o qual serão apresentados novos produtos e realizados vários seminários totalmente dedicados à rentabilidade e crescimento da impressão.
Julho 09
Para mais informação, pf visite: Believinginprint.Fujifilm.com
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SHOW-ROOM ANASISCOR
“UM SHOW-ROOM PARA TER OS CLIENTES CONNOSCO” A Anasiscor aproveitou os primeiros dias deste segundo desconfinamento e convidou os seus clientes para verem ao vivo equipamentos que podem ajudar nesta retoma do mercado de impressão.
A
ANASISCOR APROVEITOU A ABERTURA DO PÓS-CONFINAMENTO em início
de Abril e, realizou nas suas instalações da Abrunheira, em Sintra, um show-room que permitiu receber os clientes e mostrar o leque de equipamentos e produtos oferecidos pela empresa ao mercado. Leopoldo Lopes, o responsável máximo da empresa, e a sua equipa organizaram um show-room composto por equipamentos que abrangem diversos segmentos do mercado de impressão. O evento que tinha previsto decorrer durante 15 dias, de forma a manter visitas marcadas individualmente e assim respeitar as regras básicas de distanciamento social, acabou por ser alargado por mais quatro dias para poder receber pelo menos mais 20 clientes. Com uma lista que inicialmente incluiu 60 clientes/empresas, a Anasiscor conseguiu assim interagir com 80 clientes, considerando por isso esta iniciativa como um absoluto sucesso. Segundo Leopoldo Lopes, o facto deste evento cumprir todas as regras de higiene e segurança, de ter horários previamente definidos para cada cliente e ainda de ser possível dar atenção personalizada, demonstrando equipamentos ou produtos em que cada cliente está mais interessado, foram factores preponderantes na adesão registada. Para Leopoldo Lopes, “o objectivo do evento passou por ter os clientes connosco e mostrar lhes alguns dos equipamentos que comercializamos e com isso preparar o futuro próximo que todos desejamos seja melhor do que o último ano.”
Em exposição estiveram equipamentos de várias áreas da impressão
SHOW-ROOM ANASISCOR
Sobre o feedback que a empresa recebeu, logo após o envio do convite, o director geral da Anasiscor referiu que “foi excelente, já estamos há mais de um ano sem viagens, sem feiras, sem eventos e, todas as pessoas se mostraram disponíveis para ver o que temos de novo em matéria de tecnologia e novos equipamentos.” De entre todos os equipamentos em exposição aqueles que suscitaram maior interesse por parte dos visitantes foram o iEcho PK705 PLUS, Roaland LEF2-200 e MOLL. Entre os profissionais que visitaram o show room, estiveram representantes de grandes, médias e pequenas gráficas, bem como ateliers digitais. Pelo resultado positivo que foi possível atingir, a Anasiscor planeia dar continuidade a este género de eventos, sobretudo porque considera que tem o espaço necessário e adequado para o fazer, além da
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comodidade do estacionamento livre à sua porta e da representação de marcas como AGFA, DUPLO, Konica Minolta, ROLAND, RENZ, iECHO, BAGEL, MOLL, VIVID. “Sempre que a qualquer momento alguma destas marcas tiver um novo equipamento, estaremos disponíveis para o mostrar aos nossos clientes, porque sabemos que todos esperam alterações neste mercado, mas todos estão preparados para a necessária adaptação. A impressão vai continuar a existir, talvez um pouco mais no digital e menos no offset, mas terá o seu espaço. Esperamos repetir este evento em Outubro, data em que a Anasiscor comemora 30 anos de actividade.”
Show-room: Equipamentos em exposição • Duplo, um novo modelo, Duplo DC-618 de corte vinco e picote. • iECHO PK705 PLUS mesa de corte até 6mm, meio corte, vinco picote por ser um produto novo. • Roland 3 modelos VG2-640 com tintas TRUEVIS de impressão e corte de 1,6 metros de Largura, VF2-640 com tintas TRUEVIS de impressão e LEF2-200 com tintas UV para impressão de todo tipo de brindes. • KonicaMinolta novo modelo C4070 equipamento de produção de pequeno formato com bandeja de alta capacidade no formato 330x762 mm preparada para imprimir envelopes a papeis texturados até 400g. • Vivid laminadora de 1,6 meros para laminação de grande formato. • Impressoras 3D da marca Blocks • Da marca Americana MOLL a empresa optou por ter um equipamento em formato reduzido mas que permitiu mostrar aos cliente a forma fácil de aplicar fita Biadesiva de modo automático e fechar todo tipo de caixa ou envelopes com as imensas configurações que esta marca disponibiliza.
LIYU PLATINIUM PCT UV A PCT Platinium é um equipamento Rolo a Rolo, ideal para produzir trabalhos com elevada qualidade de impressão em materiais como PVC, Vinyl, Blacklit Film, Papel fotografia, entre outros. Secagem instantânea graças ao sistema de lâmpadas UV. Com uma largura de impressão máxima de 3300 mm, configuração de cabeças Konica Minolta ou Ricoh e resolução até 2880 dpis.
LIYU PLATINIUM Q-CUT
É uma plotter de corte plana que vem equipada com uma câmara de alta precisão. A profundidade da ferramenta de corte pode ser controlada com precisão através sistema automático AKI. O tampo de alumínio é constituído por células em favo de mel, que garantem a estabilidade da estrutura em correlação com a expansão/contração térmica. Cabeças de corte adaptáveis aos vários tipos de trabalho, ajuste de profundidade de corte, sistema de transporte e recolha automático, sistema de Corte continuo e dimensões ajustáveis.
LIYU QR 5000
A LIYU QR5000 é uma plotter rolo a rolo UV com 5 metros de área de impressão, foi projetada para garantir às empresas mais vantagem competitiva, através da rápida velocidade de produção e alta qualidade, permitindo assim dar resposta aos trabalhos mais exigentes de forma mais produtiva e rentável.
LIYU PLATINIUM KC UV
É uma plotter de impressão plana destinada a materiais regidos e flexíveis até 100 mm de espessura, indicada para setores como comunicação, publicidade, móveis, decoração, vidros, têxteis, entre outros. Através do sistema de vácuo elétrico o equipamento possibilita que os materiais sejam fixados ao tampo da mesa, garantindo máxima precisão durante o trabalho, devido à elevada estabilidade dos materiais é possível fazer impressões com qualidade fotográfica desde 1 mm de altura
LIYU Q3 UV HíBRIDA
O design preciso é uma das vantagens da plotter híbrida UV Led Q3, enquanto a compactação extrema torna o sistema fácil de implementar em qualquer ambiente de trabalho. O seu mecanismo exclusivo de abertura permite a passagem da versão rolo a rolo para a impressão plana, ampliando a superfície de trabalho. A plotter industrial Q3 vem equipada com sistema de sucção parcializado com 4 turbinas e rolo de pressão para o material na entrada e na saída. Além disso, a esteira de vácuo autonivelante permite estabilizar materiais rígidos amplamente utilizados para aplicações visualcom como dibond, forex e MDF, mantendo perfeitamente o nivelamento da impressão e minimizando distorções causadas por sistemas de correias fixas.
Pode ser configurada com cabeças de impressão com exemplo Kyocera, Konica minolta ou Ricoh que lhe conferem rigor, velocidade e alta precisão até 7 cores mais verniz. Resolução máxima de 2880 dpis, possibilidade até 16 cabeças, velocidade de impressão até 220m2/h, sensores de segurança e controlo de pressão negativa
Caldas da Rainha | Porto 262 836 172 | 220 997 439
info@dados.pt www.dados.pt www.liyuprinter.pt
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CASE STUDY DS SMITH
DS SMITH INSTALA NOVA IMPRESSORA DIGITAL SINGLE-PASS A DS Smith, empresa líder em soluções sustentáveis de packaging, acaba de instalar na sua fábrica de Lisboa a primeira impressora digital Single-Pass em Portugal, a EFI Nozomi C18000 Plus.
A nova máquina permitirá fornecer packaging 100% personalizado e sustentável, com qualidade de impressão fotográfica e prazos de entrega mais reduzidos, possibilitando ainda variações de imagem na mesma encomenda.
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om esta nova máquina a DS Smith expande a sua oferta aos clientes, já que a mesma permite produzir packaging personalizado, com qualidade de impressão fotográfica e prazos de entrega reduzidos. “Optámos por instalar a impressora em Lisboa principalmente devido à sua localização estratégica. A posição privilegiada, no centro do país, facilita a distribuição das soluções desenvolvidas com esta tecnologia”, afirma Jorge Requejo, Managing Director da DS Smith Packaging Lisboa, que destaca ainda a importância desta inovação, referindo que, “esta solução vem completar a vasta gama de produtos que actualmente a DS Smith oferece. Ajudará os nossos clientes a promoverem a sua marca, personalizando o seu packaging e mensagem, adaptando-se à sazonalidade da procura e melhorando a sua capacidade de resposta, assim como o impacto das
CASE STUDY DS SMITH
Quem é a DS Smith A DS Smith é um fornecedor líder global de cartão canelado, com operações de reciclagem e fabrico de papel. Com sede em Londres e membro do índice FTSE 100, a DS Smith foca-se na criação de soluções de embalagem sustentáveis e inovadoras em 34 países, nos quais emprega cerca de 30.000 pessoas. Combinando os conhecimentos das suas divisões de Packaging, Reciclagem e Papel, a DS Smith colabora com os clientes para oferecer soluções que reduzam a complexidade e proporcionem resultados ao longo de toda a cadeia de fornecimento. A sua história remonta ao negócio de fabrico de caixas de cartão, iniciado na década de 40, pela família Smith.
Esta inovadora impressora digital, única em Portugal, contribuirá de forma decisiva para a expansão da oferta da DS Smith Ibéria aos seus clientes suas promoções, com uma qualidade de impressão fotográfica e em quantidades adaptadas às suas necessidades”. Para a aquisição da impressora, a DS Smith recorreu à EFI, uma empresa com um vasto know how em impressão digital. Evandro Matteucci, EFI Building Materials and Packaging Vice President and General Manager, mostrou satisfação pela parceria estabelecida ao adiantar que, “estamos en-
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tusiasmados por ter a DS Smith como um dos nossos parceiros na construção do nosso caminho para a liderança digital no mercado do cartão canelado. Partilhamos os mesmos valores centrados nos clientes e, juntos, vamos garantir que tenham as soluções adequadas para o seu sucesso e crescimento”. Com esta nova aquisição, a DS Smith reforça a sua oferta em termos de impressão digital, passando a contar deste modo com quatro máquinas na Ibéria, sendo esta a primeira que utiliza a tecnologia single-pass. Esta tecnologia flexível e ágil permite a produção de packaging 100% personalizado e sustentável, caraterísticas que a tornam num aliado decisivo para as marcas que procuram diferenciar-se e adaptar-se a um mercado em constante mudança. A impressora digital EFI Nozomi C18000 Plus assegura qualidade, brilho, nitidez e um acabamento preciso, com resultados equivalentes à impressão offset. Cada vez mais se utiliza a impressão digital nas embalagens, uma vez que o packaging é uma das principais ferramentas usadas pelas marcas para construírem a sua identidade e se distinguirem da concorrência, tanto no ponto de venda como no e-commerce. Esta tecnologia, além de garantir uma elevada personalização, ao realizar a impressão em alta definição diretamente sobre o cartão, reduz os materiais de preparação necessários e simplifica os processos, levando, consequentemente, a uma redução dos prazos de entrega. Permite ainda uma melhor rastreabilidade dos produtos, bastante relevante para o setor do e-commerce, uma vez que possibilita a impressão de códigos individuais em cada embalagem, como, por exemplo, códigos QR. Tudo isto proporciona claras vantagens para a cadeia de fornecimento das empresas, uma vez que a produção é ajustada às suas necessidades; facilita a personalização do packaging em campanhas e acções promocionais; favorece uma rápida resposta no que respeita à produção de packaging com diferentes imagens ou códigos variáveis; e permite realizar entregas just-in-time, assim como protótipos e provas rápidas.
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PUBLICAÇÃO LIFT OFF
l = Resultados de
Impresión + Digita
N
marketing
OS ÚLTIMOS ANOS, A SAPPI EMPENHOU-SE EM ESTABELECER-SE como mais do
que apenas um fornecedor líder do mercado de papel, mas também como um dos principais defensores da indústria gráfica como um todo. Ao trabalhar com os seus clientes como parceiro de impressão totalmente empenhado no sucesso da imprensa, a empresa não tem medo de investir o seu dinheiro destinado ao marketing, apostando em ferramentas valiosas para mostrar a surpreendente eficácia da impressão para as marcas modernas. Lift Off é a mais recente destas ferramentas - uma nova publicação da Sappi que explora e explica como a combinação da impressão com o digital pode ser uma fórmula potente para transformar os resultados a nível de marketing. Afinal, há uma razão pela qual nove em cada dez pessoas se lembram de uma marca depois de receberem a sua publicidade nas suas caixas de correio. E pela qual as campanhas que utilizam revistas resultam numa melhoria de 161% na aquisição de clientes. Para além disso, a distribuição de catálogos impressos direcionados durante períodos de pico pode gerar um ROI entre 300% e 900%. E não há nenhuma razão pela qual as implicações estratégicas de marketing de factos como estes não devam ser utilizadas por mais marcas, anunciantes e empresas de consumo. Os artigos de reflexão, abordagens perspicazes e estudos de caso fascinantes da Lift Off fazem exactamente isso - ao mesmo tempo que fornecem conteúdos prontos para as empresas de impressão de todas as formas e tamanhos para utilizar como parte dos seus próprios esforços de marketing de conteúdos.
Sappi lança Lift Off e mostra o potencial do papel e conteúdos multimédia A Sappi está a oferecer ao mercado uma revista que é um exemplo claro de todo o potencial do papel e da sua conjugação com os elementos digitais.
Quando a impressão é utilizada como parte de uma campanha multimédia - a par e em conjunto com o digital - aumenta dramaticamente a eficácia do marketing
O facto é que quando a impressão é utilizada como parte de uma campanha multimédia - a par e em conjunto com o digital - aumenta dramaticamente a eficácia do marketing. Numa época pós-COVID emergente, isto é agora mais do que nunca verdade. É tempo de mais profissionais de marketing e mais marcas compreenderem e agirem de acordo com isto. A Lift Off nasceu para ajudar a desenvolver esforços para encorajar a fazer exactamente isso. Para mais ferramentas e informações sobre o valor único oferecido pela adição de impressão à oferta de marketing, visite sappipapers.com. E porque não encomendar também a sua própria cópia da Lift Off já que lá está?
PARCERIA PACKAGING
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Sappi e Indigo promovem juntas o uso de papel no mercado de embalagens flexíveis
A
PROCURA POR EMBALAGENS À BASE DE PAPEL RECICLÁVEL como
substituto de materiais menos sustentáveis está a aumentar e por isso, a Sappi líder em inovação na área do papel e a HP Indigo, líder em impressão digital, uniram-se para responder às necessidades de um mundo em constante mudança. Uma solução da Sappi, provou ter um excelente desempenho junto dos equipamentos de impressão digital da HP Indigo, eliminando a necessidade de revestimento ou laminados especiais e adicionais. A Sappi tem estado na vanguarda do desenvolvimento de soluções de embalagens inovadoras e sustentáveis há mais de dez anos e assim, afirmou que, com as suas propostas de embalagens de papel funcional, pode oferecer um material sustentável baseado em fontes renováveis que podem ser recicladas no fluxo do papel. Essa abordagem sustentável também se estende às várias funções integradas dos papéis funcionais da Sappi, como propriedades de barreira e selagem a quente. A HP Indigo, líder em impressão digital, tem investido constantemente em soluções que melhoram a sustentabilidade da produção de embalagens e está assim a colaborar com a Sappi para validar substratos de alta qualidade que podem responder aos requisitos dos clientes para reduzir o impacto da embalagem no meio ambiente, enquanto aproveita essa capacidade para fornecer embalagens de alta qualidade que procuram ter o mínimo de resíduos. Entre os novos desafios que estão a ser
colocados aos fabricantes encontra-se a produção de produtos em pequenas quantidades para empresas emergentes e pequenas marcas, a crescente procura por uma entrega mais rápida, uma variedade cada vez maior de produtos e uma tendência para campanhas mais personalizadas. A necessidade de contar com procedimentos de produção mais rápidos, personalizados e fiáveis é cada vez mais maior. PRODUÇÃO ELABORADA DE BOLSAS PARA ALIMENTOS
A Sappi e a HP Indigo, colocaram as suas tecnologias à prova para responder à procura dos fabricantes de alimentos. O desafio não era fácil: saquetas para sopas com uma base de papel especial. Além de cada uma das saquetas ter um design exclusivo e personalizado, prata e um amarelo invisível também tiveram que ser aplicados para proteger a marca. Era preciso um material que suportasse as diferentes etapas da impressão, o pós-processamento com envernizamento e selagem, e isso, claro, sempre com a sustentabilidade em primeiro lugar. A Sappi demonstrou ser o fabricante ideal para oferecer o material perfeito já
As saquetas, resultado desta parceria
que tem um dos mais vastos portfólios de soluções de embalagens sustentáveis. Para as saquetas de sopa, o Guard Gloss 4-OHG da Sappi foi escolhido numa gramagem de 91 g/m2. "Mais de 80% dos materiais de papel de alta barreira vêm de fontes renováveis. A solução de embalagem à base de papel elimina a necessidade de revestimentos especiais ou laminados adicionais e permite que os materiais sejam reciclados no fluxo de papel", sublinhou Kathrin Böhmüller, da área de vendas para Bens de Consumo e Autoadesivos da Sappi, ao mesmo tempo que destaca a adequação do papel para soluções de embalagens sustentáveis e flexíveis como esta. OS BENEFÍCIOS DA IMPRESSÃO DIGITAL
A HP Indigo cuidou do design elaborado das saquetas. O design personalizado das saquetas de sopa seladas de três lados (130 mm x 86 mm) foi desenvolvido no Centro de Experiência Gráfica em Barcelona. A equipa desenvolveu a arte final para as saquetas e seis designs diferentes e exclusivos foram criados, aproveitando os recursos patenteados de impressão de dados variáveis (VDP) da HP Indigo, para os diferentes sabores das sopas de vegetais. Uma impressora digital HP Indigo 6K com toda a gama de cores prata HP Indigo e tintas amarelas invisíveis especiais foi usada para o processo de impressão com recurso a várias tintas, a dados variáveis e personalização com seis referências diferentes.
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E
STA COLABORAÇÃO PRETENDE TRANSFORMAR DRAMATICAMENTE A FORMA COMO O FORNECIMENTO DE MATERIAL É FEITO AOS MILITARES EM OPERAÇÕES.
Como parte de um acordo colaborativo de Pesquisa e Desenvolvimento (CRADA), a NPS foi a primeira a receber, em dezembro, a instalação da impressora 3D de metal líquido, a Xerox ElemX, no campus da universidade. A solução da Xerox proporcionará a professores e alunos da NPS a possibilidade de exploração prática para encontrar novas formas de fornecer, on-demand, peças de metal e equipamentos produzidos através de impressão 3D. A cadeia de fornecimento militar está entre as mais complexas do mundo, e a NPS entende os desafios que os fabricantes enfrentam”, explica Naresh Shanker, director de tecnologia da Xerox. “Esta colaboração ajudará a NPS a impulsionar a adopção da impressão 3D em toda a Marinha dos Estados Unidos
IMPRESSÃO 3D XEROX
A Xerox e a Naval Postgraduate School anunciaram uma colaboração estratégica focada no avanço da pesquisa de manufactura aditiva, com enfoque especial na impressão 3D.
e fornecerá informações valiosas à Xerox que ajudarão a fornecer flexibilidade e resiliência à cadeia de fornecimento em clientes futuros Com o acesso ao mais recente equipamento de manufatura aditiva, o corpo docente e os alunos da NPS usarão a impressora Xerox ElemX para realizar pesquisas para Teses e para desenvolver novos recursos para a Marinha e o Corpo de Fuzileiros Navais. “Como universidade de pesquisa aplicada do Departamento da Marinha, a NPS combina a experiência operacional do aluno com a formação e pesquisa para desenvolver líderes com capacidade de inovação e conhecimento para usá-la”, refere a vice-almirante Ann Rondeau. Este esforço de pesquisa colaborativa com a Xerox e o uso das suas inovações de impressão 3D é um óptimo exemplo de como a NPS prepara os seus alunos militares para encontrarem novas abordagens para criar e fabricar capacidade instalada, onde quer que estejam. Desde a era da vela até à era nuclear, os militares da Marinha têm conseguido resolver e consertar coisas no mar para que a missão possa sempre ser terminada. Esta parceria adiciona capacidade estratégica para que, através da criatividade e da tecnologia, se construa uma Marinha para o século XXI.” “As cadeias de fornecimento globais deixam sectores como o aeroespacial, automóvel, Gás e Petróleo e outras indústrias pesadas, vulneráveis a riscos externos”, lembra Tali Rosman, vice-presidente para a área da Impressão 3D da Xerox. “O nosso objectivo é integrar a impressão 3D nas operações industriais e receber feedback em tempo real. Com a experiência aplicada na NPS, teremos dados para melhorar continuamente a ElemX.” A impressora Xerox ElemX usa fio de alumínio de baixo custo para fabricar peças prontas a usar que cumprem as mais rigorosas exigências operacionais. Esta capacidade de produzir peças de reposição confiáveis, apenas quando é necessário, diminui a dependência das cadeias de fornecimentos globais mais complexas e reduz os custos ocultos associados à fabricação tradicional. Ao fornecer as ferramentas digitais certas e a impressora de metal líquido, a Xerox está a ajudar a transformar, não apenas a cadeia de fornecimento, mas também a forma como o Departamento de Defesa (DoD) pensa operacionalmente.
TECNOLOGIA XEROX
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Xerox alarga Portfólio de Software com Aquisição da CareAR
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A plataforma de realidade aumentada ajuda as organizações a transformar a experiência de suporte e a satisfação dos clientes XEROX DÁ CONTINUIDADE AO ALARGAMENTO DO SEU PORTFÓLIO DE SOFTWARE com a aquisição da CareAR uma
empresa que trabalha no desenvolvimento de plataformas de realidade aumentada que permitem suporte em tempo real, melhorando a experiência dos clientes e dos colaboradores cuja função é a dar suporte no terreno. Com a solução da CareAR, os agentes e especialistas de suporte remotos podem visualizar virtualmente a situação e orientar uma solução através da utilização de um conjunto de ferramentas de realidade aumentada via PC desktop, tablets, smartphones ou óculos inteligentes, e interagir como se estivessem pessoalmente no local. Actualmente, um terço das chamadas de apoio técnico requerem assistência especializada remota para resolver problemas, mas nem sempre é fácil descrever o contexto ou explicar exatamente o que é necessário para chegar à resolução. Nesses casos, a resolução não é tão efectiva e pode causar atrasos, criando uma percepção negativa no cliente, até tendo em conta que o tempo de inactividade de um equipamento pode atingir custos elevados. “Estas soluções de software respondem a algumas das maiores necessidades dos clientes, gerindo o conteúdo, a transformação digital e as comunicações personalizadas. E agora foi adiciona-
Com a solução da CareAR, os agentes e especialistas de suporte remotos podem visualizar virtualmente a situação e orientar uma solução
da a realidade aumentada empresarial para oferecer uma gama ainda maior de soluções que respondam aos desafios dos clientes”, explica Steve Bandrowczak, presidente e director de operações da Xerox. A plataforma da CareAR integra-se perfeitamente com a solução de workflow ServiceNow, garantindo uma visibilidade global e uma abordagem end-to-end para melhor gestão de ordens de serviço e incidentes e melhoria na resolução de problemas. Para Asish Ramchandran, director da Deloitte Consulting, “a plataforma de realidade aumentada CareAR da Xerox possibilita que em conjunto estejamos mais aptos para oferecer a próxima geração de soluções para ajudar as organizações nos seus processos de transformação digital”.
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TECNOLOGIA CORTE DIGITAL
Brigal lança o novo modelo IECHO PK
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ONSIDERADO UM REVOLUCIONÁRIO SISTEMA DE CORTE DIGITAL total-
mente automático, o PK IECHO permite fazer perfuração, corte, semi-corte, vinco e estiramento, com a máxima precisão e de forma automática. Os novos equipamentos IECHO PK 1209 PRO e IECHO PK 1209 PRO MAX possuem uma mesa mais ampla permitindo uma área de corte de até 1200x900cm e permitindo cortar substratos de até 10mm de espessura. Como os modelos anteriores, estes também possuem sistema de alimentação automática com ventosas e saída automática para o empilhador, o que torna todo o processo de corte e acabamento praticamente autónomo. Estes modelos possuem um sistema de leitura de código QR que permite a troca de matrizes sem mesmo tocar na tela. Assim é possível planear o trabalho em cada dia. Segundo os responsáveis da Brigal, “depois de quase dois anos a distribuir e a prestar serviços técnicos aos equipamentos IECHO, podemos garantir que esta é uma solução de acabamento flexível e fiável, e que contribuiu para trazer resultados de curto prazo aos nossos clientes. O sucesso deste equipamento PK IECHO vai além desta automação e da sua versatilidade, pois permite realizar inúmeras aplicações sobre os mais diversos substratos, tanto em tiragens longas como curtas com uma velocidade de corte de até 1 m/segundo.” Este equipamento possui também
ferramentas de microperfuração, lâminas multiangulares, corte em V para embalagem e rodas de vincar de diferentes espessuras para proporcionar o vinco perfeito de acordo com o material. Tudo isto torna este modelo numa excelente ferramenta para a produção de obras comerciais, adesivos, cartões de visita, embalagens de pequeno porte, protótipos e maquetes, folhetos, etc. Amortizar o equipamento num curto período, como afirma Pepe Cordon, CEO da Fiselgraf é possível. “Desde o início vimos as múltiplas possibilidades e aplicações que nos permitiam em muitos trabalhos no ambiente digital. No nosso trabalho de embalagem permite-nos fazer verdadeiros modelos nos suportes onde se realiza o trabalho final, com muito bons acabamentos. Nos trabalhos de corte e vinco, tanto o corte quanto o vinco em meio corte permitem fazê-los sem ter que fabricar a matriz, o que representa um custo muito considerável, pois as matrizes de etiqueta, meio corte, costumam ter um custo
Nos trabalhos de corte e vinco, tanto o corte quanto o vinco em meio corte permitem fazê-los sem ter que fabricar a matriz, o que representa um custo muito considerável
elevado e em proporção ao volume de trabalho, podemos começar a carimbar imediatamente após a impressão, acelerando os tempos de produção tanto quanto possível. A cada dia que passa estamos a fazer mais trabalhos na máquina e com total confiança no seu resultado. Achamos que tem sido um uma aposta de sucesso no meio digital e que se paga em pouco tempo.”
CASE STUDY OKI
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OKI Pro1050: Melhorar a qualidade de impressão de rótulos
c
om o objetivo de reduzir os tempos de impressão de rótulos para clientes dos sectores alimentar e vinícola, a empresa de design e impressão Grafiche Morbegnesi decidiu investir numa solução de impressão interna de etiquetas. A impressora de etiquetas a cinco cores OKI Pro1050 foi a solução escolhida pela empresa italiana para a produção de rótulos in-house permitindo-lhe melhorar a sua oferta com tempos de produção mais rápidos e preços competitivos, bem como dar um passo em frente ao passar a disponibilizar uma vasta escolha de suportes de etiqueta. Desafio Com uma base de clientes constituída por empresas privadas e organismos públicos, a Grafiche Morbegnesi tem estabelecido desde 2008 novos patamares no design gráfico e na impressão. A empresa especializa-se na impressão offset e digital fornecendo todo o tipo de materiais gráficos aos seus clientes. No entanto para produzir etiquetas autocolantes estava dependente de um fornecedor de impressão externo e dos seus prazos de entrega que nem sempre satisfaziam os timings dos seus clientes. Para melhorar o seu processo de impressão de etiquetas e rótulos a empresa decidiu incorporar um equipamento que oferecesse qualidade de impressão profissional e lhe permitisse reduzir significativamente os prazos de entrega, dispor de maior flexibilidade, e optimizar custos. A solução Identificado o problema, era essencial que o novo equipamento de impressão oferecesse uma qualidade irrepreensível numa
grande variedade de suportes duráveis e resistentes a fim de reflectir a qualidade dos produtos a que se destinavam. Após conhecer a impressora de etiquetas OKI Pro1050 numa feira profissional e de ter assistido a uma demonstração na sede da OKI Itália, Enzo Salvato, proprietário da Grafiche Morbegnesi, ficou impressionado com as capacidades de processamento de suportes de etiquetas e com o baixo custo do equipamento. "Outros dispositivos no mercado estão limitados pela tecnologia de jacto de tinta, enquanto o equipamento OKI utiliza LED digital em conjunto com a tecnologia de toner seco que proporciona uma qualidade visivelmente superior”. Depois de instalada a OKI Pro 1050, a facilidade de utilização foi a primeira vantagem óbvia. A equipa conseguiu utilizar a nova impressora com apenas algumas horas de formação. A flexibilidade evidente
da Pro1050 que tanto pode dar resposta a pequenas encomendas como produzir milhares de etiquetas numa única tiragem, traduziu-se na capacidade de a empresa poder realizar trabalhos de etiquetas de diferentes formatos para empresas de qualquer dimensão. As grandes tiragens, que chegavam a demorar até um mês, passaram a ser concluídas em apenas dois dias. «A Pro1050 deu-nos novas capacidade que nos permitem aceder a novos mercados. Esta linha de negócios é bastante recente, mas os resultados já são muito promissores, o feedback dos clientes tem sido extremamente positivo tanto ao nível dos prazos de entrega como da melhoria na qualidade das etiquetas. Não descartamos a hipótese de adquirir outra impressora de etiquetas; assim que o negócio o exigir, a OKI será a nossa primeira escolha". conclui Salvato.
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WEBINAR HD4YOU
HD4YOU O PARCEIRO DOS GRÁFICOS DE EMBALAGENS Três webinares da Hiedelberg marcaram a entrada na Primavera e mostraram aos seus clientes as novidades em termos de tendências no mercado de embalagens e rótulos.
CRESCIMENTO DO MERCADO DAS EMBALAGENS e, especialmente, o seg-
mento da cartolina flexível faz parte do negócio principal da Heidelberg. Este fabricante oferece ao sector um portfólio de produtos que define tendências, sendo que, de forma regular vai acrescentando recentes inovações para responder às necessidades dos clientes bem como benefícios adicionais. Como parceiro, a Heidelberg pretende usar as suas plataformas digitais para partilhar informações úteis e, para além disso, responder às perguntas individuais dos seus clientes, numa troca interactiva. A Heidelberg lançou uma série de três webinars sob o slogan “HD4You” que analisaram as tendências na impressão de embalagens, mostraram soluções e ofereceram uma plataforma para uma troca de informação colectiva. Os webinars foram gratuitos e realizaram-se sempre às 8 horas da manhã e, novamente às 15 horas de Portugal, com a duração de uma hora. Depois dos webinares os participantes puderam colocar as suas perguntas sobre tópicos como fluxos de trabalho ou impressão e acabamento,
directamente aos especialistas presentes em três diferentes sessões designadas por, “Pergunte ao Especialista”. Os eventos estiveram direccionados para as gráficas de embalagens de todo o mundo e foram realizados em inglês. Os webinars foram também gravados e podem ser acedidos, pelos participantes inscritos ou, posteriormente, a qualquer momento. Os eventos tiveram início a 4 de março de 2021 com o webinar “Fiabilidade e eficiência na produção de embalagens”, que forneceu respostas para a questão: Que grau de automatização pode atingir a produção de caixas flexíveis? – desde o fluxo de trabalho inteligente à impressão navegada de embalagens e acabamento assistido por robot. A 25 de março de 2021, os participantes marcaram presença no webinar “Expanda os seus negócios para a produção de embalagens”. Neste evento puderam descobrir como é que uma gráfica comercial pode iniciar a impressão de caixas flexíveis bem como as etapas concretas e necessárias para fazer esta mudança. O terceiro e último teve lugar a 27 de
Abril de 2021 e teve como tema “Aplicações especiais em embalagens numa única passagem”. Com este evento, a Heidelberg mostrou como podem ser produzidas, com eficiência e apenas numa única passagem de impressão, as caixas flexíveis com efeitos especiais de acabamento. “Já com a virtual Innovation Week, realizada no outono passado, mostramos que mesmo em tempos difíceis permanecemos em contacto com os nossos clientes”, afirmou Ludwig Allgoewer, director de vendas e marketing da Heidelberg. Assim sendo, a Heidelberg continuará a usar as plataformas digitais para webinars e partilha de conhecimento. “Sabemos que o contacto pessoal entre cliente e fabricante é muito importante na indústria gráfica, porque cria e reforça a confiança. Assim que a situação o permitir, esperamos receber novamente os nossos clientes na fábrica. No entanto, consideramos as plataformas digitais um bom complemento para os eventos ao vivo, mesmo no futuro, principalmente para clientes de países mais distantes ”, explicou Ludwig Allgoewer. A Heidelberg reuniu um pacote completo de informações interessantes na sua página de internet (www.heidelberg. com). Aqui também encontrará os vídeos da Innovation Week que mostram as novidades de produtos para Embalagem, Comercial e Rótulo. Poderá encontrar mais e aprofundado conteúdo sobre a gama inovadora de soluções para impressão de embalagens em heidelberg. com/packaging. Os gráficos de etiquetas de todo o mundo puderam aprender tudo o que há para saber sobre a produção de etiquetas, entre 3 e 4 de março de 2021 com o “Gallus High Performance Day virtual”. Com este novo formato de evento, a Gallus apresentou os destaques do seu portfólio de impressoras digitais e convencionais. As sessões de demonstração foram seguidas por sessões de esclarecimento, onde os especialistas forneceram conhecimentos exclusivos.
DRUPA VIRTUAL
HEIDELBERG APRESENTOU IMPRESSÃO AUTÓNOMA NO VIRTUAL. DRUPA 2021
J
Á SE ADIVINHAVA QUE A DRUPA seria cancelada e a sua realização acabou por ser lançada para 2024. No entanto, a organização não deixou passar a data em branco e concretizou o que designou por virtual drupa, um evento online que reuniu fabricantes e clientes numa plataforma para mostrar as principais novidades dos expositores. A conferência de apresentação da Heidelberg decorreu a 23 de Abril e descreveu as oportunidades oferecidas às gráficas no uso da inteligência artificial. Os especialistas disponíveis estiveram a prestar esclarecimentos individuais no final do evento e a própria Heidelberg revelou que tem já em andamento os preparativos para outros eventos com clientes. A Heidelberg apresentou o portfólio de soluções para impressão autónoma na virtual.drupa 2021, que aconteceu
entre 20 e 23 de Abril, organizada pela Messe Düsseldorf. No Espaço de Exposição a Heidelberg fez apresentações sobre as inovações dos produtos nos segmentos comercial, rótulos e embalagens. Um dos destaques foi o conceito Push to Stop para impressão autónoma com soluções de ponta-a-ponta,
Um dos destaques foi o conceito Push to Stop para impressão autónoma com soluções de pontaa-ponta, que leva o conceito Smart Print Shop a um nível totalmente novo
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que leva o conceito Smart Print Shop a um nível totalmente novo. A Heidelberg também apresentou uma produção offset totalmente automatizada - desde a aceitação do trabalho até ao acabamento, incluindo a logística de chapas totalmente automática. Este opcional permite às gráficas do segmento comercial e de embalagem aumentar ainda mais a sua produtividade no formato extremamente popular, 70x100. A 23 de Abril, a Heidelberg mostrou aos visitantes da virtual.drupa as diferentes formas que as gráficas têm para se tornarem muito mais eficientes usando a inteligência artificial. Foi possível marcar sessões de esclarecimentos individuais sobre os diferentes tópicos, no Networking Plaza, com os especialistas da Heidelberg. A ferramenta Matchmaking da Messe Düsseldorf ajudou a reunir os parceiros de diálogo ideais com base no perfil, preferências e interesses. “Apesar de ser este ano um evento virtual, a drupa continua a ser um importante ponto de encontro para a nossa indústria. Estamos impressionados com o conceito e ficámos muito satisfeitos por fazer muitos e novos contactos e também por ver rostos novos e familiares ”, afirmou Ludwig Allgoewer, director de vendas globais e marketing da Heidelberg. “O Virtual.drupa é apenas um de uma série de eventos para clientes que teremos este ano. Em Março, iniciámos a série de webinars digitais HD4YOU. Em Junho, participaremos da feira China Print em Pequim e acompanharemos um evento digital para clientes na Europa. E após as férias de verão, haverá outro evento, a “Semana de Inovação” na fábrica de Wiesloch-Walldorf, em que os nossos clientes poderão assistir, desta vez, presencialmente”, acrescenta.
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CASE STUDY ESTUDIOS DURERO
ESTUDIOS DURERO USA DURST PARA IMPRESSÃO DE GUERNICA
feita por José Manuel Ballester
U
ma pintura mundialmente famosa retrabalhada pelo célebre fotógrafo e artista espanhol José Manuel Ballester e impressa por Durst é a atracção principal de uma exposição especial. Pela primeira vez, um Guernica modificado - originalmente pintado pelo artista Pablo Picasso - foi impresso em tamanho real usando impressão digital avançada e tecnologias de produção da Durst. Ballester alcançou reconhecimento internacional pela sua arte especial de interpretar pinturas famosas, eliminando humanos e animais. Guernica é uma pintura a óleo de 1937 sobre tela reconhecida como uma das obras mais conhecidas de Pablo Picasso, que morreu em 1973 e é considerada por muitos críticos de arte uma das pinturas anti-guerra mais comoventes e poderosas da história. O trabalho de Ballester, "Around Guernica, 2009/2020", é uma versão esvaziada da pintura de Picasso que transmite um olhar actualizado sobre o evento histórico e a tragédia humana. É agora uma peça central na exposição "2020/03/15 José Manuel Ballester", que esteve presente no Museu Guggenheim de Bilbao, e que mostrou a cidade de Bilbao durante o bloqueio. A exposição também incluiu uma selecção de fotografias de grande formato que reflectem as ruas e espaços desertos de Bilbao. Com "Around Guernica", Ballester acrescenta uma nova obra de arte ao projecto iniciado há mais de 10 anos, quando decidiu investigar os espaços arquitetónicos e naturais que circundam as histórias de algumas das obras mais importantes da história, como "The Meninas "ou" O Jardim das Delícias Terrestres ". Durante o bloqueio na última primavera, o artista recebeu permissão especial para se mover pela cidade deserta de Bilbao e capturar paisagens e imagens incríveis nunca antes vistas.
0 Museu Guggenheim de Bilbao abordou o cliente de longa data da Durst, a Estudios Durero, para a concretização deste desafio Estas imagens foram o primeiro passo de um projecto em colaboração com os Estudios Durero e o Museu Guggenheim de Bilbao, que culminou com uma exposição fotográfica, publicação de um livro e a primeira reprodução e exposição de "Around Guernica" ao público. Desta forma, Ballester adiciona uma obra de arte ao projecto Hidden Spaces, que inclui alguns dos temas transcendentais e universais para o ser humano. Neste contexto, o Museu Guggenheim de Bilbao abordou o cliente de longa data da Durst, a Estudios Durero, uma empresa
CASE STUDY ESTUDIOS DURERO
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José Manuel Ballester, o Museu Guggenheim de Bilbao e os Estudios Durero formaram uma equipa perfeita
que "imagina, cria e desenvolve novas formas de produção gráfica", para imprimir o Picasso retrabalhado num tecido de linho tecido à mão único com um branco especial revestimento fornecido pelo museu, especialmente para a tarefa. Este tinha uma dimensão total de 3,5 x 7,8 metros. A Estudios Durero e Ballester passaram um dia no Customer Experience Center na sede da Durst em Brixen, Itália, com o objectivo de imprimir a interpretação de Picasso Guernica numa máquina Durst Rho 512 de seis cores. Eles tinham apenas uma hipótese, já que o material disponível era suficiente para apenas uma tiragem, o que significava que nenhum teste de impressão do material final era possível. "Foi uma verdadeira honra para nós e para Durst desenvolver este projecto especial junto com José Manuel Ballester e o Museu Guggenheim de Bilbao", revelou o proprietário dos Estudios Durero, Ander Soriano. "Nenhuma outra empresa poderia ter
feito isso. Na obra original de Picasso e na reinterpretação de Ballester, a pintura usa uma gama muito ampla de tons de cinza e uma resolução muito alta em todos os seus tons, então a qualidade de impressão deve ser excepcionalmente alta para oferecer um verdadeiro valor à sua reprodução. E isso teria sido impossível sem a Durst Rho 512 6 C." Referindo-se a Durst, Ballester confessou que, “para lançar este projecto, neste contexto, tivemos muitos colaboradores e contar com a melhor tecnologia para tornar isso possível foi um privilégio.” Rafael Carbonell, diretor Executivo da Durst Iberica, afirmou que, "a Estudios Durero tem sido um cliente fiel e foi uma verdadeira honra para a Durst apoiar o Museu Guggenheim de Bilbao neste projecto especial. Quando estamos a imprimir apenas em preto, cinza e branco, a qualidade precisa ser excepcionalmente alta para dar às artes o seu verdadeiro valor. " Christian Harder, responsável da área
gráfica do Durst Group, considerou que, "em conjunto com a Durst Ibérica, estamos extremamente orgulhosos e felizes em receber Ballester e Soriano na nossa sede para testemunhar em primeira mão as nossas instalações. Os materiais de linho exclusivos foram especialmente preparados para esta impressão artística. Na realidade, isso significava uma oportunidade para mostrar que tudo era possível, mesmo sem nenhum teste de impressão. E os resultados falam por si. Os visitantes da exposição do museu ficaram maravilhados com a excelente qualidade de impressão."
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TEMA DE CAPA SER OU NÃO SER CONSULTOR
DE ESTAR PRÓXIMO
TEMA DE CAPA SER OU NÃO SER CONSULTOR
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ODE PARECER UMA QUESTÃO sem relevo já que à primeira vista e em resposta a pergunta se as empresas são consultoras dos seus clientes, todos os responsáveis, profissionais e gestores acabam por responder que sim, que o são. O problema é quando se questiona em que consiste essa mesma consultoria e qual o seu alcance ou objectivo. Na verdade, há anos que os especialistas falam na necessidade das empresas manterem uma proximidade com os clientes, de partilharem com eles técnicas, soluções, alternativas, tecnologias disponíveis, substratos, etc. E isso não foi totalmente descurado pelos gestores gráficos e muito menos pela área comercial mas a verdade, é que o que é praticado, está, na grande maioria afastado das reais necessidades dos clientes bem como daquilo que é a vida actual das sociedades. Ser ou não consultor dos clientes? Como dar essa resposta? Que alterações na estrutura devem as empresas empreender? Como preparar as equipas comerciais? O que esperam os clientes dos seus fornecedores de impressão? Falámos com alguns responsáveis gráficos sobre se consideram ser consultores dos seus clientes e de que forma o fazem e entrevistámos ainda o conhecido chefe Chakall, proprietário de um grupo na área da restauração, sobre a sua relação e expectivas acerca dos seus fornecedores de impressão.
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TEMA DE CAPA SER OU NÃO SER CONSULTOR
SER OU NÃO SER CONSULTOR DOS CLIENTES?
Ser consultor dos clientes? Devem os fornecedores de serviços de impressão estar mais próximos dos seus clientes e apoiar os seus projectos com ideias, apresentação de soluções e novas possibilidades tecnológicas?
CANON FEZ O ESTUDO E A IG FALOU COM ALGUNS PROFISSIONAIS GRÁFICOS RELACIONADOS COM O MUNDO DA IMPRESSÃO para saber de que forma estão a seguir esta
tendência internacional. Talvez já todos saibam que o caminho das empresas fornecedoras de impressão tem vindo a passar por uma maior proximidade aos seus clientes e a um suporte cada vez maior dos seus projectos. Não é surpresa para ninguém que hoje o paradigma da actividade gráfica mudou e que um dos aspectos mais relevantes, para além da tecnologia de vanguarda desta área, está relacionado com a forma de comunicar e com a apresentação das empresas fornecedoras de produtos e serviços de impressão. A velha versão de uma empresa de portas fechadas,
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visitada pelos clientes apenas para pedidos de orçamento deixou de existir. Hoje as empresas passaram a ter de abrir as portas e sair também elas da sua “caixa”, indo até aos seus clientes para lhes oferecer soluções que estes possam não conhecer. Há uma dinâmica inquestionável entre clientes e fornecedores e uma relação que implica esta dualidade entre quem pede apoio e quem sugere e dá a conhecer novas formas de fazer, novos substratos, novas aplicações, ferramentas e tecnologia. E se há alguns anos a relação com os clientes passava quase exclusivamente por um pedido de orçamento, uma adjudicação e uma visualização da prova final e, quanto muito, de uma observação do trabalho em máquina, hoje a realidade mudou e a relação entre cliente e fornecedor de impressão passa por novos diálogos e abordagens. Assim, alguns estudos têm vindo a ser elaborados por parte dos grandes fabricantes de tecnologia de impressão com o objectivo de perceber se esta aproximação é real e, de que forma pode ajudar as empresas que fornecem impressão a fortalecer as relações com os clientes. CRIAR VALOR PARA O CONSUMIDOR
A Canon Europa lançou recentemente resultados do seu mais recente Insight Report – “Criar Valor para o Consumidor”–, que revela as exigências em termos da mudança dos clientes de impressão, bem como as oportunidades inexploradas para os Fornecedores de Serviços de Impressão e os departamentos internos de impressão. O estudo descobriu que menos de 20% dos Fornecedores de Serviços de Impressão estão a preencher as necessidades dos seus clientes. Num momento em que as marcas se encontram sob maior pressão do que nunca para alcançar resultados, devido aos orçamentos de marketing estagnados ou em declínio, 80% delas afirmou que agradeceria receber feedbacks mais criativos por parte dos seus Fornecedores de Serviços de Impressão, o que representa uma clara oportunidade para o sector da impressão.
80
%
dos clientes de impressão expressa a necessidade de receber aportes mais criativos por parte dos seus fornecedores
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Focando-se na medição de resultados para provar o retorno sobre o investimento (ROI) das suas campanhas, as marcas derivaram para o digital, investindo 46% do seu orçamento em marketing online. No entanto, estão conscientes das limitações da implementação de campanhas apenas digitais, e também de que os consumidores estão a sofrer de fadiga quanto ao digital. As boas notícias são que quase todos os participantes neste inquérito (97%) afirmaram utilizar a impressão juntamente com outros meios de marketing, e quase metade (47%) implementa frequentemente campanhas integradas que envolvem impressão. Com mais de 33% do actual orçamento de marketing atribuído à impressão, esta é vista como o alicerce das campanhas de marca. Para além disso, 30% dos clientes de comunicação acredita que a impressão vai permanecer relevante, ou até ganhar mais relevância, nos próximos anos. As marcas necessitam de conseguir justificar o seu investimento nas estratégias de marketing que escolhem e, quando conseguem ver a eficácia da impressão, aumentam de bom grado a
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TEMA DE CAPA
86% afirma que agradeceria aconselhamento sobre como combinar a impressão com elementos digitais quota-parte desta no mix de comunicação. De facto, 40% dos representantes de marca inquiridos afirmaram que investiriam mais em impressão se os seus orçamentos fossem duplicados. No entanto, um em cada três afirmou que não possui os meios para mensurar as suas campanhas de impressão. Em resposta a isto, 86% afirmou que agradeceria receber aconselhamento quanto à combinação da impressão com elementos digitais para conseguir uma abordagem mais integrada. O estudo também revela que 80% das marcas procuram ideias novas e inovadoras junto dos seus Fornecedores de Serviços de Impressão, que possibilitem às suas campanhas alcançar os públicos-alvo. Na realidade, 75% dos representantes de marca inquiridos quer que os seus PSPs desempenhem um papel de maior consultoria. Considerando estas notícias positivas para o sector da impressão, os profissionais de impressão comercial bem-sucedidos serão aqueles que alterarem a forma como interagem com os seus clientes, através da partilha do seu conhecimento e também do seu reposicionamento enquanto consultores. Há aqui uma clara e inexplorada oportunidade de negócio: ampliar o seu valor para além da impressão e alterar as dinâmicas da relação com os seus clientes para conseguir crescimento. Num comentário sobre os resultados do Insight Report, Mathew Faulkner, EMEA Senior Marketing Manager, Professional Print Business da Canon, afirmou que, “O que fica claro com este estudo é que,
Metodologia do estudo Foram conduzidas entrevistas telefónicas exaustivas com uma agência de investigação independente e 235 senior marketing managers de organizações distintas quanto à dimensão e mercados verticais, em toda a EMEA, entre março e junho de 2020. A grande maioria deles (80%) era cliente final de impressão (inhouse na marca) e os restantes 20% de agências.
mesmo estando os Fornecedores de Serviços de Impressão a acertar nos básicos, há uma falha entre o que os clientes querem e o que lhes está a ser oferecido. Se utilizarem cada interacção com o cliente como uma oportunidade para demonstrar o seu conhecimento, os Fornecedores de Serviços de Impressão podem aportar valor e ajudar as marcas a maximizar a eficácia da impressão. Esta é também uma oportunidade para provar o ROI da impressão, demonstrando como ela pode ser utilizada para promover envolvimento ou incentivar acções em várias etapas do percurso do consumidor. Ao trabalhar de forma mais colaborativa com os seus clientes e ao saberem mais sobre as suas campanhas de marketing, os profissionais de impressão podem des-
cobrir mais oportunidades e mostrar aos clientes como estas podem ser integradas em campanhas de marca mais amplas. Em resultado, os Fornecedores de Serviços de Impressão conseguirão não apenas entregar as suas encomendas, como também criar valor para o consumidor indo além do que foi pedido.” Com base nestas descobertas, a Canon desenvolveu o seu Programa Canon Ascent, uma referência para formar Fornecedores de Serviços de Impressão e departamentos internos de impressão sobre como construir uma relação de trabalho próxima com os seus clientes e como desenvolver a sua oferta de forma a proporcionar serviços de valor acrescentado. Focando-se em apoiar os clientes a ter sucesso nos dias de hoje e também no futuro, o programa visa inspirar os profissionais com formação, workshops, orientação e partilha de conhecimentos numa comunidade. Dinamizado por especialistas do sector e também da Canon, oferece suporte a diversas funções de negócio, incluindo marketing e vendas, e proporciona perspectivas valiosas sobre uma variedade de tópicos e tendências. Por exemplo, os clientes podem receber indicações sobre como alcançar crescimento rentável através de marketing estratégico, aconselhamento sobre como desenvolver uma proposta de valor vencedora e assessoria individual sobre como implementar planos de negócio bem-sucedidos a longo prazo.
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TEMA DE CAPA SER OU NÃO SER CONSULTOR
José Colaço Colprinter À pergunta sobre se temos sido consultores dos nossos clientes, só posso responder que sim. Nós somos consultores dos nossos clientes devido à nossa experiência, pelo nosso saber e pelo conhecimento de variadas soluções. Creio que vamos Sílvia Antunes sempre fidelizando os nossos clientes porque esta forma de trabalhar faz Artipol com que se sintam seguros e tenham confiança no trabalho final. Mesmo outras empresas gráficas acabam Ser consultor faz parte daquilo que deve ser o nosso serviço. Não consideramos por recorrer à nossa ajuda e consulcomo algo extra. Os trabalhos gráficos derivam da criatividade e é importante tam-nos para a produção de alguns passar o conhecimento técnico aos criativos para que consigam concretizar os trabalhos mais complicado. Estamos novos projectos. Os criativos ajudam-nos a evoluir tecnicamente e muitas vezes sempre abertos e não temos receio ajudamos os criativos a descer um pouco à terra, ao que é possível no momento. da concorrência. É uma evolução conjunta e há uma fidelização natural que advém do reconhecimento de que esta interacção tem valor.
A PALAVRA DOS FORNECEDORES DE IMPRESSÃO São os empresários gráficos consultores dos seus clientes?
Na área do branding, normalmente a consultoria acaba por fazer parte do processo tanto dos novos projectos, como de rebranding
Paulo Alexandre Gráfica Miraventos Sim tenho sido consultor de alguns clientes, apoiando na optimização e na poupança, fazer mais com o mesmo budget, aconselhar os melhores suportes dos produtos a executar, participar nas reuniões de briefing e até dar opinião sobre a estratégia. Sim reconhecem, acabamos por perceber que em alguns clientes, antes de iniciarem uma campanha, já nos estão a pedir conselhos sobre as campanhas que irão lançar e nós sentimo-nos agradecidos pela confiança do cliente.
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Miguel Ângelo Pina Louresgráfica
Pedro Bastos Estúdio Gráfico 21
Sim… a gestão de clientes é uma das minhas funções dentro da LouresGráfica. Na minha opinião, o trabalho comercial tem A Estúdio Gráfico 21 sempre funcionou como consultor diferentes características que variam de gráfico dos seus clientes. Pelo facto de existir um descliente para cliente (pessoas) e aí cabe-nos conhecimento da parte de alguns clientes, em relação as a nós conseguir perceber cada um dos técnicas, (estampagem a frio, Verniz UV digital 3D) que perfis e ajustarmo-nos da melhor forma. usamos, isso obriga-nos a uma maior participação da Tentamos, sempre que possível, fazer um nossa parte, inclusivamente no processo criativo. trabalho de proximidade, quer seja através de visitas físicas (nos dias de hoje essa opção complicou-se) ou contactos através de outras plataformas, sempre com o intuito de e para quando chegar a altura em que o cliente precisar, seja o nosso nome que lhe venha á cabeça como sendo a empresa ideal que possa apresentar a melhor solução para resolver o seu problema. Sobre se os clientes reconhecem esse serviço em termos de fidelização, penso que o conceito de fidelização varia. Há clientes que fruto de uma parceria sustentada, têm preferência em trabalhar connosco e fazem-no quase em regime de exclusividade, não querendo com isto dizer que não sejam exigentes e não continuem ainda assim a estar atentos ao mercado. Há também clientes que analisam e escolhem trabalhar com 2 a 3 fornecedores e vão alternando entre eles, tendo por base diferentes factores, tais como o preço, prazos de produção, tipologia de trabalho etc… Em ambos os casos, ainda que de forma distinta consigo enquadrar aqui o conceito de fidelização, pois existe o reconhecimento do nosso serviço. Em contrapartida há clientes que fazem prospecções constantes ao mercado, consultando por vezes mais de 10 empresas, buscando única e exclusivamente o preço mais baixo. Nesses casos o conceito de fidelização simplesmente não existe. Ricardo Fonseca
Gráfica da Lixa
Vítor Vieira Áreagráfica Sim, temos sido consultor dos nossos clientes nos últimos anos. Isso é algo inato na nossa actividade, na medida em que a simples análise da técnica de impressão mais adequada para dar resposta aos diferentes projectos visando sempre a optimização do produto acabado com o melhor preço, é algo que praticamos todos os dias. Na área do branding, normalmente a consultoria acaba por fazer parte do processo tanto dos novos projectos, como de rebranding. Sobre o reconhecimento dos clientes e fidelização, acredito que sim, já que esse é o nosso intuito, acrescentando valor ao nosso serviço para assim fidelizar o cliente. Obviamente que haverá clientes que valorizam mais e outros menos, mas estou certo que é algo que levam em conta.
As questões colocadas são interessantes. No mercado onde estamos inseridos os nossos clientes são confrontados com pedidos de diversos tipos de serviços para incorporar nos produtos por eles produzidos. Somos consultados muitas vezes pelos clientes que procuram soluções. Dependendo do tipo de consulta, há, de uma forma resumida, duas soluções: se for da nossa área apresentamos soluções, desenvolvemos e fazemos protótipos; se não for reencaminhamos para empresas da área do serviço solicitado (clientes, fornecedores ou colegas gráficos). Há clientes que reconhecem este tipo de atitude e criam-se parcerias que funcionam, outros facilmente esquecem as ajudas que prestámos e trocam de fornecedores unicamente pelo preço esquecendo o cumprimento de prazos, qualidade do serviço e ultimamente até quantidades inferiores às facturadas.
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TEMA DE CAPA SER OU NÃO SER CONSULTOR
CLIENTES DAS EMPRESAS FORNECEDORAS DE IMPRESSÃO Miguel Mendonça Marques Produtor Gráfico Ser consultor na área da produção para as indústrias criativas, sempre se traduziu por uma relação de confiança entre os fabricantes do mercado e os produtores. Apesar de existir um acumular de conhecimento ao longo do tempo, também existe a questão de quem paga realmente o serviço de consultoria e, por isso, por não haver uma classe que defenda ou crie algum padrão de funcionamento, o mercado vai-se ajustando. Assim, a remuneração ou surge por parte do fabricante, negociando uma margem, ou com comissão no trabalho, ou será o cliente final a identificar aqui algum valor adicional ao trabalho realizado. Mas isto nem sempre é claro e, por isso, a situação do consultor não tem, muitas vezes, significado nos projetos. Quando o consultor aparece numa fase intermédia ou final do projeto, muitas vezes a sua mais valia de aconselhamento, traduz-se apenas por tentar obter um melhor preço ou até encontrar um melhor fornecedor. A realidade é que não existem bons trabalhos nem bons resultados sem uma boa produção e execução de excelência. Como cada vez mais a gestão, por várias razões, se foca na questão do menor custo e solução rápida, a intervenção do consultor é, muitas vezes, relegada para segundo plano. Isto faz com que o mercado recue por falta de conhecimento de novas soluções de produção, o que deixa, muitas vezes, a indústria a questionar a sua actuação. Se por um lado a competitividade obriga a investimentos continuados, muitas vezes essa mensagem, essa informação sobre o potencial dos novos equipamentos e soluções, não chega até ao mercado real. Quando se questiona a fidelidade dos clientes, arrisco dizer que isso é uma utopia, pois a relação estabelecida entre o que é consultor e o cliente, tem de se basear num conhecimento profundo das soluções de execução, numa solução de preço e, satisfação. Muitas vezes nada disto está nos projectos e isso descaracterizou o mercado. O cliente final ou agência, o que quer, é ter a melhor produção, ao melhor preço e, pensar que a solução vem só de um fabricante. Com isto, não existe espaço para alternativas ou verificação de várias soluções. O mercado define a oferta, mas será que os fabricantes definem como querem crescer? Não basta comprar máquinas que produ-
Quando se questiona a fidelidade dos clientes, arrisco dizer que isso é uma utopia, pois a relação estabelecida entre o que é consultor e o cliente, tem de se basear num conhecimento profundo das soluções de execução, numa solução de preço e, satisfação.
zam mais e melhor. Para atingir os objectivos é preciso ter uma resposta global de serviço e isso, pelo que tenho visto e vivido, percebo que a indústria não tem, porque não se tem adaptado. Quando falamos em inovação e investigação, não vejo nada a acontecer pois estas áreas não passam só por maquinas ou equipamentos, mas sim por soluções e acompanhamento. Bem sei que os mercados estão difíceis e não vão melhorar, e que as empresas têm de se defender da melhor forma, mas a verdade é que a melhor adaptação passa por mais e melhor conhecimento. Por isso, como consultor, entendo que, neste momento, a melhor forma de trabalhar é definir qual o objectivo e budget existente para só começar a olhar para o projecto e definir uma estratégia coerente para o mesmo. Muitas vezes fazemos todos trabalhos de consultoria, com bons resultados e, no final, não existe de volta, nem uma chamada telefónica para um simples obrigada. Não existe uma cultura de valorização deste tipo de serviço que é a consultoria. Ainda hoje alguns clientes me consultam para projectos, muitas vezes sem ponderar sobre o trabalho que está implícito para que se consiga resultados positivos. Desta forma, creio que há uma urgência na valorização do trabalho de consultoria, bem como na quantificação dos resultados finais. Pensando isto de outra forma, como um colega da área de produção audiovisual costuma dizer, “ se as ideias brilhantes senão tiverem uma boa execução, o resultado não existe”. Muitas vezes, a execução/produção não tem nada a ver com dinheiro. Um excelente exemplo, é o filme “O Tubarão”, em que no primeiro episódio quase não teve um budget digno desse nome e, ainda assim, atingiu resultados incríveis, quando comparados com outras produções milionárias. O resultado, como tudo o resto na nossa vida, não é linear, mas não é repetindo os mesmos discursos e caminhos que se atingem a inovação. Mas voltando novamente à terra, o serviço de consultor pode e deve ser promovido e incentivado, mesmo que, na realidade tanto as agências ou fabricantes queiram pagar esse serviço. Aquilo que ambos querem é trabalhar para vários fornecedores de forma profissional e com resultados reais. Se no meio desta equação isso der origem a uma relação melhor entre os protagonistas dos projectos, tanto melhor. É evidente que ser próximo ou consultor dos clientes não garante nada mas, pelo menos cria a percepção de que tudo funciona numa relação com base no win-win.
Soporset tem uma das gamas mais completas do mercado oferecendo tudo o que precisa para um desempenho ainda mais elevado. Como produto da The Navigator Company, o papel Soporset é produzido com tecnologia de ponta e sempre com foco no futuro. A mais recente oferta de altas gramagens supera todas as expetativas garantindo uma performance soberba. Principais características:
Desempenho superior Qualidade premium Elevada opacidade Consistência de qualidade Excelente formação do papel Brancura extrema
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GSM Disponível em offset e pré-impressão
BILHETES
CAPAS DE REVISTA
CONVITES
CARTÕES DE VISITA
EMBALAGENS DE PERFUME
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FAZENDO ACONTECER 5 formas de persuadir um cliente a ser ousado e inovador com a impressão
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STE ARTIGO FOI ESCRITO A PENSAR EM QUALQUER PESSOA QUE TENHA INVESTIDO NUMA NOVA TECNOLOGIA DE IMPRESSÃO que quer mostrá-la
mas não consegue chegar de modo fácil aos seus clientes e, sobretudo, não encontra quem esteja interessado em ser o primeiro a experimentar e retirar as devidas vantagens. Por outras palavras, se um profissional ou gestor gráfico tem uma nova solução a oferecer ao mercado, mas sabe que os seus clientes não reconhecem o valor da inovação dessa tecnologia de ponta, então tem um desafio pela frente e precisa de resolver essa questão.
Sou designer e concebo estratégias de comunicação que têm o design como tema central. Grande parte dos meios com os quais trabalho estão na área da embalagem e os meus clientes são geralmente empresas líderes de mercado, departamentos de marketing e responsáveis de grandes marcas com stocks em lojas de distribuição, como por exemplo, supermercados. Nos últimos anos, rendi-me aos benefícios da impressão digital e no facto desta tecnologia oferecer uma abordagem mais criativa e flexível aos diferentes profissionais de marketing, permitindo mudar a forma como usam
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a embalagem. Trabalhei bastante com a HP, experimentei de forma criativa os seus recursos de impressão digital e conversei com vários gráficos e marcas com quem estes trabalham. Conseguir que pessoas ocupadas "tentem algo novo" pode ser um trabalho árduo. Estas pessoas não são empreendedores, são profissionais que fazem negócios diariamente e que procuram atingir os seus objectivos com eficiência e eficácia e não estão disponíveis para abandonar abordagens já experimentadas e testadas. Assim, esta nem sempre é uma “venda” fácil - mas deixo aqui algumas sugestões baseadas no bom senso e na minha experiência de tentar persuadir os meus clientes a tentarem ser ousados, a tentar algo novo. Espero que aquilo que tenho vindo a observar e sentir na prática possa funcionar como princípios gerais para qualquer pessoa que esteja a tentar fazer com que os seus clientes experimentem algo novo, sejam inovadores e colham os respectivos benefícios. Ser um grande vendedor não se resume a muitos factores e habilidades (muitos dos quais eu não tenho), mas aqui está como tento fazer acontecer. 1. Encontre as oportunidades certas
“Aquilo” que você tem a oferecer não será certamente para todos os seus clientes. A maioria dos clientes ficará mais feliz sendo um seguidor de uma abordagem comprovada do que como inovador de algo menos experimentado e testado. Portanto, a primeira tarefa é encontrar entre os seus contactos aquelas pessoas que gostam de se sentir corajosas e que se inspiram em tentar algo diferente. O candidato ideal é alguém relativamente jovem que queira construir a sua reputação, mas experiente o suficiente para tomar as suas próprias decisões! Estes clientes também precisam de ser apaixonados pelo que estão a fazer porque, realmente desejam tornar melhor o seu trabalho e resultado final.Tendo encontrado essa pessoa com estas características, o que é raro, é preciso identificar e compreender duas coisas sobre a sua vida profissional. O que os mantém acordados à noite, e o que os faria pular da cama com entusiasmo?
Aquilo que você tem a oferecer não será certamente para todos os seus clientes. Depois de compreender o grande “problema” deles e as grandes questões, é muito importante perceber se a inovação que você está a querer mostra-lhes, pode ser resposta e pode funcionar como uma solução potencialmente inteligente. O princípio é simples - faça as perguntas certas às pessoas certas e ouça as respostas - procure o “win to win”. Outra coisa muito importante é que você mesmo tem de ter um espírito apaixonado, informado e inspirador. Você não vai convencer os outros se não estiver convencido e não tiver verdadeiramente encantado com aquilo que está a propor!
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2. Lidere pelo exemplo
Como disse Henry Ford, "Você não pode construir uma reputação com base no que se propõe a fazer." Para despertar o interesse, você precisará mostrar as aplicações bem-sucedidas da tecnologia que está a defender. A realidade é que, chegar a esses primeiros exemplos concretos muitas vezes vem do primeiro trabalho sendo "doado" para provar o seu valor. Em termos directos, deve colocar um pouco de si mesmo nesse jogo - o seu tempo e a sua energia. O trabalho para a Smirnoff que desenvolvi com a HP e os gêmeos Yarza surgiu depois de um e-mail que enviei à equipa de design da Diageo intitulado “Almoço grátis?” Nesse email, pedi-lhes simplesmemnte que me emprestassem uma marca na qual eu pudesse provar as capacidades do equipamento. Eu apenas pedi uma oportunidade para provarmos o nosso valor. Felizmente, eles responderam com um sim. 3. Explique o valor
"Podemos entregar melhor, mais rápido e mais barato, mas só podemos fazer dois desses de cada vez" é uma forma clássica
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de explicar a oferta aos clientes. Porém, cada vez mais os clientes estão a exigir "os três, por favor". O valor que a inovação pode trazer precisa de atingir vários alvos para que seu cliente se torne verdadeiramente interessado nela ... Em custo e velocidade, deve ser competitiva ou fornecer uma alternativa acessível aos processos típicos no contexto certo. É preciso produzir algo de qualidade igual ou superior às alternativas típicas. Em termos de aplicação, deve permitir que o cliente faça algo que não podia fazer antes. Este é o factor chave: como é que é possível 'melhorar o jogo' de forma criativa com o produto final. As pessoas vão pagar mais por isso? Adoram e compram mais? Como responderá a concorrência dos seus clientes quando confrontada com uma possibilidade que eles não podem oferecer? Se for possível, deve oferecer evidências comparativas contra esses pontos básicos, e assim, estará numa boa posição para ver como adaptar o seu argumento de venda ao cliente.
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Existem duas palavras mágicas que podem desbloquear o projecto proposto: “Esquema piloto”.
4. Reduza o risco
Apenas os imprudentes apostariam a sua carreira e o negócio principal ou marca numa nova abordagem não testada. Existem duas palavras mágicas que podem desbloquear o projecto proposto: “Esquema piloto”. Comece num registo mais pequeno, pense nos primeiros passos como uma experiência de baixo risco e assim, se isso falhar, a única coisa que realmente perderá será algum tempo e energia. Mas se funcionar, o processo pode ser revisto, simplificado e adaptado a projectos cada vez maiores. Crie confiança, aprenda com cada trabalho e isso trará, certamente, uma boa oportunidade de angariar mais trabalho e que este seja desenvolvido organicamente a partir do processo. 5. Unir forças
Seja com a concorrência, entre agências de publicidade, criativos ou entre fornecedores de soluções no mundo da impressão, todos estamos acostumados a uma abordagem de negócios "canalha". Com a inovação, passa a ser possível ven-
der fora dos limites e sair do bolo geral onde todos respondem ao seu cliente com os mesmos argumentos. Se aprender a jogar com novos fornecedores ou equipas mais importantes, é provável que obtenha soluções maiores e mais ousadas que podem realmente mudar o jogo frente ao seu cliente.A minha analogia passa por um vitral – um dos primeiros exemplos mundiais de comunicação de massas. Os engenheiros descobriram como fazer grandes buracos nas paredes para colocar vitrais. Os artesãos descobriram como colorir o vidro e transformá-lo, colocando imagens. E os tipos do “marketing” passaram a usar a inovação contando a história do “Eu sou a luz”. Se juntarmos todos estes argumentos vemos que foi possível ter um elemento muito inovador que antes nem existia e que passou a ser essencial e até moda. Quando quis divulgar o software SmartStream da HP que sustenta as suas soluções de impressão digital, eu
não teria chegado a lugar nenhum sem recrutar os talentos de um grande artista, Peter Blake, e um grande impressor de destaque, F.E. Burman, para ajudar a ligar todos os pontos. Juntamente com alguns criadores de software da HP Indigo, promovemos a tecnologia e iniciamos uma conversa sobre a relevância cultural da tecnologia. É este tipo de ligação entre pessoas que pode realmente mudar o negócio em que trabalhamos. Em jeito de conclusão, diria que o sucesso na promoção de qualquer salto radical em termos de tecnologia depende de valores humanos muito simples. É preciso ter paixão, ser positivo, adoptar novas tecnologias, estar aberto a novas e boas parcerias, trabalhar em equipa e dedicar-se verdadeiramente a responder aos desafios dos clientes. Dessa forma, estaremos bem preparados para dar início a novos negócios enquanto aproveitamos para tirar partido do processo, fazendo algo que se ama.
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ENTREVISTA CHAKALL
“UM FORNECEDOR DE IMPRESSÃO É FUNDAMENTAL NESTE NEGÓCIO” A IG falou com Chakall, o prestigiado Chefe de cozinha, para saber de que forma um fornecedor de impressão pode ser importante para o seu negócio.
O
O QUE ESPERA O GRUPO DE EMPRESAS QUE O CHAKALL DIRIGE, DE UM FORNECEDOR DE IMPRESSÃO?
Um fornecedor de impressão é, (ou pode ser!) um elemento fundamental num negócio de restauração. É parte integrante do próprio negócio e quando “acertamos” num fornecedor (seja de que ramo for) que complemente o nosso negócio, passa a fazer parte da equipa. Cresce connosco, caminha lado a lado. É sobretudo esperado de um fornecedor de impressão que seja capaz de nos solucionar problemas ou dificuldades, seja capaz de nos aconselhar as melhores soluções para cada caso, boa relação qualidade/preço,
Fotografia: @Direitos reservados/Galp
ENTREVISTA CHAKALL
que nos consiga acompanhar nos prazos pretendidos. E mais importante: que se sinta parte do próprio negócio: ou seja, que mais que um fornecedor regular com uma factura ao fim do mês, seja capaz de sentir também o nosso negócio, que faça parte da família.
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Faz muito mais sentido ter esse acompanhamento e essa relação de proximidade. No fim de contas, serão sempre esses a ficar connosco
COMO SELECCIONA ESSES FORNECEDORES?
Há duas formas de o fazer: ou por indicação de outros parceiros ou por consulta ao mercado e pesquisa. AS EMPRESAS GRÁFICAS COM QUEM TRABALHAM SÃO JÁ, DE ALGUMA FORMA, CONSULTORAS DOS VOSSOS PROJECTOS?
Algumas sim, outras não (porque nunca calhou ou porque não têm essa solução para apresentar). Privilegiamos mais, como é óbvio, as empresas que fazem acompanhamento, que nos vão apresentando soluções, tendências, novos materiais, etc, etc. Que se preocupam em perceber como os produtos estão a funcionar nos espaços, se se podem fazer ajustes, que nos visitam e percebem o que fazemos. Faz muito mais sentido ter esse acompanhamento e essa relação de proximidade. No fim de contas, serão sempre esses a ficar connosco a longo prazo, afinal “em equipa que ganha, não se mexe!”
Fotografia: @Direitos reservados/Galp
QUE GÉNERO DE TRABALHOS GRÁFICOS MAIS NECESSITAM DENTRO DO VOSSO GRUPO?
Bastante diversificados já que no nosso grupo temos várias tipologias de restaurantes: desde pizzarias a hamburguerias, passando por restaurantes de praia, entre outros. Temos desde espaços monoproduto como as hamburguerias
Chakburger a outros espaços com outras especificações como o El Bulo Social Club que é um restaurante de inspiração latina, com uma carta e um look & feel diferenciado. Assim, os materiais que necessitamos são muito vastos, como por exemplo no caso da Chakburger temos todo o packaging que acompanha a linha gráfica criada para o conceito. Noutros espaços foi necessário adaptar materiais a esta nova realidade da restauração mais dependente de take away e delivery que nos “obrigou” a repensar todo o material de apoio para chegar a casa das pessoas. Temos caixas, cartazes, flyers, copos, papel alimentar... um sem número de materiais que necessitamos para o dia a dia e que garantam o bom funcionamento dos espaços com uma imagem adequada e com garantias para o setor alimentar.
Privilegiamos as empresas que fazem acompanhamento, que nos vão apresentando soluções, tendências, novos materiais, etc, etc Fotografia: @Direitos reservados/Galp
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ENTREVISTA CHAKALL
Temos caixas, cartazes, flyers, copos, papel alimentar... um sem número de materiais QUALIDADE FINAL E ATÉ POUPAR RECURSOS?
Design:@sabotagevektor Produção:@designaqui.com
QUE TIPO DE RELAÇÃO MANTÉM OU GOSTARIA DE MANTER COM OS VOSSOS FORNECEDORES DE IMPRESSÃO?
Sempre de proximidade e de extrema confiança mútua. Acompanhamento constante e até algum “atrevimento” em apresentar propostas como se os espaços fossem também deles. Afinal, quando uma caixa de hamburguer é utilizada pelos nossos clientes é também a imagem desse fornecedor que chega a casa das pessoas. Será sempre, pela qualidade apresentada, uma extensão da empresa que a imprimiu. No nosso caso e porque o universo “by Chakall” é muito vasto pode também haver a vantagem de um bom fornecedor de impressão ficar associado não só aos espaços mas também a uma marca com alguma dimensão mediática... EXISTE ALGUMA SITUAÇÃO EM QUE OS VOSSOS FORNECEDORES DE IMPRESSÃO TENHAM PERMITIDO AGILIZAR PROJECTOS, MELHORAR A
Sim, sem dúvida. Posso dar um exemplo muito prático relativamente a isto. Em 2020 tivemos um pop-up Chakburger em Vilamoura. A nossa hamburgueria esteve durante um mês em Vilamoura numa food truck. As “portas” abriam a 3 de agosto, uma segunda feira e o orçamento geral só foi aprovado na quarta feira anterior às 11 da noite. Tínhamos as maquetes aprovadas mas ainda era necessário produzir materiais: vinilar a food truck, produzir todo o packaging - caixas de take away, papel alimentar, embalagens para batata frita, sacos de papel, etc, etc... Tudo isto foi produzido em 72 horas depois do ok final. Quando o orçamento final foi aprovado havia um pequeno problema adicional: produzir sacos de papel levaria pelo menos 2 semanas (os propostos tinham asas). Estávamos às portas de agosto o que não facilita em nada estas situações. O nosso fornecedor apresentou-nos uma alternativa que era produzir sacos sem essas asas. Isto poupou-nos tempo, dinheiro e não nos comprometeu o arranque do projecto. Naquela altura a nossa coordenação, o designer (que estava de férias, coitado!) e a gráfica estavam ligados 24 horas por dia quase e esta disponibilidade, rapidez de raciocínio, capacidade de resposta ajudou, e muito, ao sucesso do projecto. Em situações destas tu sabes com queres trabalhar e com quem contas!
a essa questão na pergunta anterior, inclusive. Do lado oposto, apresento outro exemplo. Quem de alguma forma trabalha nesta área ou já passou, por exemplo, pelo mundo editorial, sabe que os preços flutuam em função do valor do papel no mercado. Isso significa que o preço de um determinado produto pode variar. O preço de um saco de papel pode ser um e daqui a uns meses ser outro. Um dos nossos fornecedores há pouco tempo apresentounos um valor por saco muito diferente do preço anterior. A pessoa no nosso espaço que fez a encomenda não percebeu porque de repente estava a pagar mais 0,15€ por saco e o incrível é que ninguém lhe explicou do lado do fornecedor. É mais ou menos como responder a uma criança “porque sim” ou “porque não”, certo? Um bom acompanhamento por parte de um fornecedor também é isto: explicar um lado que o cliente pode não dominar. QUE CARACTERÍSTICAS DEVE TER O VOSSO, FORNECEDOR DE IMPRESSÃO?
Todas as mencionadas acima! Proximidade, interesse, confiança, fazer parte da solução, acompanhamento constante, criatividade...
O TRABALHO DE CONSULTORIA PERMITE DIFERENCIAR E ATÉ FAZER COM QUE A ESCOLHA RECAIA SOBRE UMA EMPRESA DE IMPRESSÃO EM DETRIMENTO DE OUTRA?
Claro, sem dúvida! Acho que respondi Design:@sabotagevektor Produção:@designaqui.com
I
A MPRESSÃO RE NVENTADA Dizem que a primeira impressão é sempre aquela que mais conta e o caso da nova Postmark AP 1170 não é exceção! Composta por uma cabeça HP FI-1000 de jato de tinta de alta resolução, com largura máxima de trabalho de 297mm e velocidade de impressão de até 27m/min, a Postmark AP 1170 é o seu parceiro ideal de negócios no setor de packaging, quer seja a imprimir embalagens cartonadas, bases de copos, guardanapos, madeira, cortiça ou até sacos de papel kraft com asa, a criatividade apenas está limitada pela sua imaginação! Outro fator determinante para o grande sucesso e aceitação deste equipamento caracterizase pela utilização de tintas de base aquosa, amigas do meio ambiente, que garantem elevada durabilidade e capacidade de resistência à água! Conte connosco para lhe apresentar soluções adequadas ao seu negócio e ajustadas ao que é o futuro das tendências de mercado e da impressão digital! Contamos com um vasto leque de equipamentos relativos a impressão digital de grande e pequeno formato e acabamento.
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PRINTHOUSE
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ENTREVISTA TIPOGRAFIA PRISCOS
“O QUE NOS DIFERENCIA DA CONCORRÊNCIA É A FORMA DE TRABALHAR” A Tipografia Priscos esta em Braga, é uma das mais destacadas gráficas do país, reconhecida pelo empenho, dedicação e qualidade de impressão. António e Carlos Gonçalves, pai e filho, dão vida a uma gestão feita de know-how e inovação que tem impulsionado o crescimento da empresa.
F
AZ UMA GESTÃO DIFERENTE DAS IDEIAS DEFENDIDAS PELOS GURUS DA GESTÃO GRÁFICA, sobretudo ao
fazer stock de papéis. A aposta na qualidade de impressão e a forma como recebe e trata os clientes, faz com que o “passa palavra” contribua para o crescimento da Tipografia Priscos. Como é que a Tipografia Priscos viveu e ultrapassou este último ano caracterizado pela pandemia? António Gonçalves – No início sentimos
alguma insegurança mas, aos pou
cos, demos vida a iniciativas para combater a situação que estávamos a viver e começámos a produzir viseiras para ajudar a comunidade. O objectivo foi ajudar a comunidade já que a venda foi muito pequena e a grande maioria da produção foi para oferta. Não fizemos layoff e estivemos sempre a trabalhar. No que se refere à facturação, registámos uma quebra muito insignificante face ao ano anterior, o que é residual. Isto foi possível porque no ano 2019 conseguimos fazer crescer a facturação. Não perdemos clientes, perdemos
quantidades. O consumo baixou e é claro que as empresas que antes vendiam mil unidades de um produto, passaram a vender metade, o que teve impacto nas encomendas dos produtos gráficos que necessitam. Uma das áreas onde sentimos um acréscimo de trabalho foi na embalagem. Felizmente temos uma empresa sólida, bem estruturada e organizada. Temos estado sempre atentos ao mercado, fizemos investimentos acertados e isso permitiu que não tivéssemos um desgaste financeiro. Esta situação apanhou-nos, felizmente, numa boa condição geral. A Tipografia Priscos tem uma gestão muito diferente da maioria das empresas e, até dos “ensinamentos” dos especialistas, que falam em não fazer stock de matérias primas...
Na Tipografia Priscos, vamos, nesta matéria, contra a corrente. Os economistas aconselham a que não se faça stock de matérias primas. Na Priscos, consideramos que devemos fazer stock. A vantagem, é que se um cliente precisa de um trabalho com muita urgência, podemos
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A vossa entrada na área da embalagem aconteceu de uma forma natural. Esta pandemia ajudou a impulsionar ainda mais essa área de produção?
Temos vindo a entrar lentamente nesta área de negócio. O que estamos a produzir mais, são as embalagens de luxo. Esta é uma tendência a que temos assistido, com os clientes a pedir embalagens com estampagem, vernizes, com valor acrescentado... Os clientes procuram-nos pela qualidade, sabem que estamos bem equipados para responder ao que pretendem. As embalagens mais simples não são a maioria dos pedidos e o nosso sucesso passa mais pela qualidade do produto que executamos. Temos uma Certificação FSC e PEFC, o que nos ajuda sobretudo a conquistar clientes que têm uma responsabilidade social e ambiental, embora na minha opinião, esta esteja ainda muito longe de atingir níveis desejáveis. Estes produtos têm um valor mais elevado e, por vezes, os clientes não querem pagar esse
Com a Certificação FSC e PEFC, temos conquistado clientes que têm responsabilidade social dar andamento ao processo e não precisamos esperar um ou dois dias pela matéria prima. Assumimos o compromisso. É claro que este stock de papel ocupa espaço em armazém e, já ganhámos e já perdemos dinheiro, com o stock. É tudo uma questão de gestão interna. Nós compramos o papel ao quilo e vendemos à folha, logo, é preciso saber fazer a gestão dos stocks. Sempre que me perguntam o porquê de fazer stocks, eu respondo que é uma opção com vantagens, mas também com riscos.
O que estamos a produzir mais, são as embalagens de luxo. Esta é uma tendência a que temos assistido, com os clientes a pedir embalagens com estampagem, vernizes e com valor acrescentado
preço. Há uma obrigação de certificação que se prende com a sustentabilidade das florestas. Considera que as empresas gráficas devem ser consultoras dos seus clientes?
Temos vários clientes que nos pedem ajuda mas, a grande maioria, quando chega até nós, já traz tudo muito definido em termos de design e métodos de impressão. Em cada 20 conselhos que damos, apenas um ou dois são aceites pelos clientes. Sempre que aconselhamos os clientes sobre alternativas, acabamos com um trabalho nas mãos, já que acabam por pedir novos orçamentos para cada novo item que sugerimos. Acabamos a dar
para que se consiga margem. Se não for assim, já não é possível ter essa rentabilidade e os preços serão muito superiores.
Neste momento, o meu filho tem todas as condições para assumir a empresa, se tal for necessário. Em conjunto, fomos tomando as decisões para que se inteirasse de todo o processo produtivo
esses novos orçamentos mas, na grande maioria, em mais de 90% dos casos, os clientes, acabam por fazer o trabalho inicial que já tinham previamente definido. E óbvio que os clientes procuram know-how, não procuram um “renting” de máquinas.
O meu filho Carlos começou pela base, pela produção, e tem hoje um conhecimento abrangente de todo o funcionamento da empresa. A área da gestão não é ainda o seu forte mas será o foco nos próximos tempos. Neste momento, o meu filho tem todas as condições para assumir a empresa, se tal for necessário. Em conjunto, fomos tomando as decisões necessárias para que se inteirasse de todo o processo produtivo e, em onze anos de empresa, adquiriu conhecimento e experiência para gerir e coordenar a Tipografia Priscos. Como funciona esta mistura entre o seu know-how e o “sangue novo” de quem já nasceu num mundo digital?
Quando fala em alugar equipamentos, isso é precisamente o que fazem as conhecidas plataformas web-to-print...
Sim, essas plataformas que estão no mercado têm outras práticas que não as das empresas gráficas. O conceito de alugar máquinas coloca-nos como um fornecedor de equipamento e essa possibilidade tem muitos itens a ter em conta, como o desgaste dos equipamentos, a formação dos colaboradores, os consumíveis, etc. A ideia de ter a gráfica alugada a uma plataforma, é interessante mas implica uma gestão muito específica. É possível vender online produtos impressos a preços muito baixos? É possível, na maior parte dos casos, com artigos standarizados, ou tiragens em série. Assistimos diariamente a muitas situações fora do comum, já vi casos em que o valor dos portes é bastante superior ao custo da mercadoria, e em alguns casos, são habilidades comerciais. As plataformas só existem porque as gráficas disponibilizam equipamentos, caso contrário essas entidades teriam de
Como é que está a sucessão na Tipografia Priscos, tendo em conta que o seu filho, Carlos Gonçalves está já a trabalhar na empresa?
investir em toda uma estrutura, o que não seria fácil. Através da web pode vender-se mais e chegar a um público mais alargado, mas os produtos têm de ser padronizados
Esta interacção é muito boa e, é uma mais valia, tanto para nós como para a empresa. Quem toma decisões tem de ter noção dos processos produtivos, da orçamentação e da gestão como um todo. Os trabalhos são todos diferentes, as máquinas têm processos distintos e é preciso conhecer muito bem cada um deles. Em Portugal, não existe uma grande oferta na área da formação gráfica e sabemos que é muito difícil encontrar pessoas formadas para trabalhar. A gestão torna-se difícil, faltam colaboradores com formação
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O que é que caracteriza a Tipografia Priscos e qual o seu posicionamento no mercado?
Na sua opinião, que tipo de apoios estatais deveriam as empresas gráficas ter, quer a nível global, quer a nível local?
Considero que antes de qualquer apoio estatal, esta indústria deveria poder beneficiar de uma formação digna e relevante, porque é aquilo que tanto precisamos. Na indústria gráfica, necessitamos dessa formação tanto na área da gestão como na área da produção. Quem faz um estágio não vem procurar um emprego, nem vem para ficar. Eu acho que se tivermos mais pessoas formadas e capazes isso será uma grande ajuda para o funcionamento das empresas. A área gráfica, apesar da sua complexidade, é mal remunerada e tem salários abaixo da média. Carlos Gonçalves - Em lugar desse di-
nheiro, creio que as empresas deveriam antes poder ter acesso a benefícios fiscais ou outros como alguma comparticipação para segurança social. Em alguns países
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comparticipação do total do investimento. Se recebermos 30%, é preciso ter em conta que 10% vai para a empresa que fez o projecto, o que significa que se este for de um milhão de euros, receberemos 200 mil euros. Isto é muito bom, mas resta saber se esse projecto estará devidamente estruturado. O objectivo deveria ser desenvolver o país e oferecer esse apoio, de forma igual, a todas as empresas. A forma de distribuição dos apoios, como é feita actualmente, é algo que não concordo. Há empresas que não fazem exportação e receberam apoios e, se esses apoios servem apenas para criar emprego, acabam por criar uma concorrência desleal.
para algumas áreas. Actualmente a área comercial como a conhecíamos até hoje caiu na ordem dos 70 por cento, é preciso tomar decisões e, enquanto indústria, temos de perceber que novas áreas queremos abraçar.
O que nos diferencia de toda a concorrência é a nossa forma de trabalhar, o modo como cumprimos os prazos de entrega, a qualidade, o entendimento... Os clientes procuram-nos pelo preço mas, sobretudo pela qualidade porque depois de trabalhar connosco sabem que têm solução para aquilo que pretendem. É claro que muitas vezes os clientes querem a nossa qualidade com os preços da concorrência mas, quando isso acontece, temos de saber perder e desistir. Não podemos trabalhar com clientes que apenas procuram preço e que não valorizam a qualidade. Os clientes procuram-nos pelo conhecimento, pela relação e pelo conforto que lhes oferecemos. E depois, como é evidente esse cliente acaba por fazer uso do passa-palavra porque é bem recebido e que tudo fazemos para que se sinta em casa.
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Se existisse a possibilidade de criar um cluster só para a exportação, eu concordaria europeus há incentivos à compra de equipamentos mais modernos, há benefícios e regalias fiscais e, por isso, vemos que as empresas têm a mais recente e moderna maquinaria e tecnologia. Concordaria com apoios para compra de equipamentos para exportação, por exemplo, ou para a criação de clusters para exportação? António Gonçalves - O que assistimos é
que os protagonistas desta indústria falam frente a frente sobre esta possibilidade, mas depois não há uma verdadeira união porque nem todos remam para o mesmo lado. Claro que se existisse a possibilidade de criar um cluster só para a exportação, eu concordaria se o Estado pudesse ajudar na aquisição de equipamentos porque isso visaria apenas o mercado externo. Na nossa região, o apoio que existe é pequeno, situa-se em cerca de 30% de
Quais são as perspectivas da Tipografia Priscos para os meses que faltam deste 2021?
Neste momento estamos a viver o dia-a-dia mas com a expectativa de que o mercado melhore. O consumo tem de aumentar para que o mercado recupere. Na área da impressão, os investimentos gráficos são ainda projectos que aguardam apoios de candidaturas, sobretudo para modernização do sector e apoios à pandemia. No fundo, o que está a acontecer é uma maior oferta de produtividade por conta do investimento em novos equipamentos no mercado onde existe já uma sobre capacidade de impressão. Aqui em Braga, os corpos de impressão passaram para mais do dobro em pouco tempo e o mercado não cresceu da mesma forma. Houve uma ideia generalizada de que a indústria gráfica daria dinheiro. Acho que 2021 será ainda um ano em stand-by para que se prepare uma verdadeira recuperação. Muitas gráficas pediram moratórias e, é claro que os investimentos foram também empurrados no tempo e adiados. Esperamos que 2021 seja pelo menos um ano de preparação, de adaptação e uma oportunidade para repensar a oferta e segmentos de mercado em que cada empresa quer manter-se ou entrar. Creio que 2022 será, definitivamente um ano de arranque da economia nacional e internacional e do mercado de impressão que, é sempre uma área paradigmática que antecipa ciclos de crescimento económico.
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ENTREVISTA NOVA GRÁFICA
“SOMOS CONHECIDOS
PELA QUALIDADE”
S
ediada em Ponta Delgada na ilha de São Miguel, a empresa que foi durante muitos anos gerida por Ernesto Resendes, tem agora no comando os seus dois filhos. Apesar disto, o gestor não se afastou e, continua a dar vida a muitos projectos de relevo. O mais recente, uma biblioteca com o seu nome no Espaço Cultural Natália Correia, em sido um desafio que ficará para o futuro. Como é que a Nova Gráfica tem enfrentado a Pandemia e todo a situação que tem obrigado à reorganização das empresas?
Na empresa fomo-nos adaptando aos poucos. Tivemos 28 colaboradores em layoff e, claro, recorremos aos apoios institucionais. Não sabíamos o que era uma pandemia e tivemos muitas dificuldades em termos de trabalho. O layoff durou seis meses mas a partir de Agosto do ano anterior, todos os colaboradores da empresa regressaram ao trabalho e o ritmo de produção acabou por estabilizar. É certo que esta região limita muito a exportação e a maior dificuldade reside no facto de estarmos essencialmente a trabalhar para o mercado dos Açores e não existir muita possibilidade de exportação. Apesar de tudo, estamos muito contentes com a motivação dos nossos colaboradores porque estes estão com um espírito de equipa muito positivo. Os nossos colaboradores são extraordinários, as pessoas uniram-se mais e a equipa é mesmo muito boa.
Dos Açores para o mundo, a Nova Gráfica é uma referência na área da impressão.
Com a Pandemia, sentiram uma quebra de produção?
Tivemos seis meses em que a baixa de produção foi mais de 50 por cento mas rapidamente, voltámos aos números habituais, em linha com a média de 2019. Durante o período de Natal trabalhamos um pouco mais mas houve aqui uma fase difícil que foi a campanha eleitoral e como se sabe, esse é um período em que as decisões param um pouco e não há tanto investimento público. Sobre este ano de 2021, como é que está a ver a paragem do turismo aqui na ilha? Acha que a vacina vai ajudar?
O turismo é muito importante para a nossa indústria e os serviços gráficos dependem desta área. O turismo baixou para 20 por cento em relação a anos anteriores mas acredito que com a vacina tudo pode melhorar. Esperamos que a partir de Junho, com a vacina, seja possível recuperar a situação e a actividade gráfica também
sinta esse impulso. Creio que será uma recuperação lenta e será preciso trabalhar bem esta área para que seja possível trazer turistas, mostrando que este é um lugar seguro e que cumpre as regras exigidas. Os clientes da Nova Gráfica são sobretudo clientes da área comercial?
Sim, os nossos clientes são maioritariamente oriundos da área comercial e, na empresa damos resposta a produtos institucionais, jornais, revistas, livros, embalagem…é um leque muito abrangente de produtos. Hoje as pessoas compram mais online. Sente que os vossos clientes estão a fazer mais uso dos meios digitais, dos QR Code ou Realidade Aumentada, por exemplo?
Aqui essa questão ainda não se coloca com muito ênfase. O papel continua a funcionar muito bem. Fazemos alguns livros escolares, sobretudo os de mate-
ENTREVISTA NOVA GRÁFICA
“A Letras Lavadas está no centro histórico de Ponta Delgada, num edifício do século XVIII, um espaço muito bonito” mática que contemplam já alguma interacção digital. O que acontece, é que os clientes hoje deslocam-se menos às nossas instalações porque enviam os ficheiros e aprovam online. No entanto, não perdemos clientes, antes pelo contrário. No Grupo temos uma gráfica, uma editora, a Publiçor, uma agência de publicidade e publicações e ainda uma livraria e Editora, a Letras Lavadas. Temos vindo a trabalhar desta forma diversificada e isso também tem permitido alimentar a empresa com produtos que o mercado precisa. Um dos produtos em que nos focámos, são aqueles que os
turistas mais precisam e que tem registado resultados muito positivos, nomeadamente os títulos sobre os Açores, ligados à fotografia e à sua história. Já ultrapassámos os 450 títulos editados de autores açorianos ou ligados aos Açores. Muitas pessoas que passavam por aqui, mesmo as que falam outras línguas, compravam livros em português sobre a história dos Açores mas, agora já é possível ter esses livros em inglês. Neste momento, temos já uma parceria com uma editora dos Estados Unidos, a Tagus Express, que faz parte de uma Universidade e que tem editado os clás-
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sicos da literatura dos Açores, em inglês para o mercado americano. Isto vem assim colmatar uma falha que existia no mercado e que se referia a essa oferta de literatura na língua inglesa. Detectámos essa necessidade por conhecer bem o mercado e contamos com uma distribuidora nacional que distribui em exclusivo os nossos produtos. A Editora tem 44 anos de existência e a livraria tem um ano e meio. Optámos por abrir a livraria no centro histórico de Ponta Delgada, num edifício do século XVIII. Trata-se de uma livraria moderna, com um espaço muito bonito e pensada para dar acesso a todos os que por ali passam, residentes e turistas. Quanto à agência de publicidade, temos clientes variados e estamos claramente vocacionados para trabalhar na área do turismo. Tal como disse, fazemos os guias turísticos que tiveram início em 1980. Há cerca de cinco anos, deixámos de fazer os guias que tinham uma oferta gratuita nos hotéis e passámos a fazer guias pagos, sem publicidade, mas com muita informação. A mais valia reside no facto de não ter publicidade. Sempre que estes guias esgotam, fazemos novos guias e podemos actualizar informações sobre serviços de restauração e de outros aqui dos Açores. Em termos de tecnologia, a Nova Gráfica conta com offset e impressão digital…
Sim, o nosso “core business” continua a centra-se na impressão offset, mas a verdade é que temos impressão digital desde 1999, sobretudo o digital de pequeno formato. Na área de impressão digital, posso dizer que fomos aprendendo com o tempo. No início, tivemos de ser nós a encaminhar os trabalhos para um ou outro processo, sem que existisse interferência do cliente. Com o tempo, os clientes foram percebendo da existência da impressão digital e das suas vantagens. Por vezes os livros esgotam e, com a impressão digital, temos a facilidade de fazer dez livros com uma qualidade muito idêntica ao offset e com um custo controlado. Se o cliente quer apenas uma curta tiragem, a impressão digital acaba por dar uma boa e rápida resposta.
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A Nova Gráfica pondera voltar a investir durante este ano de 2021?
Em termos de investimento, há sempre algo que é necessário e no nosso caso, há softwares que precisam de ser substituídos. Quanto a outros investimentos, é óbvio que já estão bem definidos como é o caso do CIP 3, da área de pré-impressão e também há as instalações que precisam de ser ampliadas. Estamos a trabalhar uma instalação industrial adaptada às necessidades actuais e em outros investimentos esporádicos que terão de ser pensados. Acredita que este ano de 2021 será um ano de retoma?
Tudo o que se perspectiva é que o segundo semestre seja de retoma e por isso, temos muita esperança que as coisas melhorem. É certo que este ano trará muitas mudanças mas creio que é essencial manter todos os cuidados. A Nova Gráfica é reconhecida pela qualidade do seu trabalho, por ter ganho muitos prémios pela execução de projectos de prestígio. A que se deve tais resultados?
A principal diferença dentro das empresas são as pessoas. Costumo dizer que uma empresa pode diferenciar-se da concorrência, nem que seja pela simpatia da sua recepcionista. Na Nova Gráfica, sabemos que somos diferentes das outras empresas, pelo trabalho apresentado, pela qualidade e porque o nosso lema é fazer igual aos que fazem bem. Somos conhecidos pela qualidade e os clientes sabem que se quiserem um trabalho de qualidade, de prestígio, encontram sempre resposta na Nova Gráfica. Uma gráfica situada numa ilha acaba por ver reduzida a sua capacidade de exportação…
Sim, pelo facto de estarmos numa ilha, acabamos limitados pela geografia. Ainda assim, fazemos trabalhos para outras ilhas, para os Estados Unidos, Europa e até para Portugal Continental. Na área comercial, já chegámos a contar com um parceiro que trabalhou a região de Lisboa, Algarve e Madeira mas, com a diminuição do trabalho de impressão a
A História da Nova Gráfica “Contamos com 38 anos de actividade no mercado. A empresa nasceu em 1982, começámos por trabalhar ainda em tipografia mas eu já vinha da área do offset e rapidamente passámos a este processo de impressão que nos levou, a partir daí a uma evolução muito rápida. Em 1999 entrámos na era digital com a aquisição de um equipamento da marca Xeikon, em 1996 ainda fazíamos muitos fotolitos fora mas depois adquirimos uma unidade de saída, passámos de máquinas artesanais para máquinas automatizadas, comprámos CTPs e sem dúvida que conseguimos atingir um patamar de autonomia e qualidade que nos distinguiu no mercado. Nasci na ilha de Santa Maria, os meus pais emigraram para o Canadá mas eu acabei por ficar por cá, a trabalhar em São Miguel, no maior jornal dos Açores, o “Açoriano Oriental”. Quando os pais emigravam, os filhos iam também, mas como eu já estava em São Miguel quis ficar. Acabei por comprar uma pequena Tipografia e a partir daí tudo foi evoluindo. A qualidade depende sempre das pessoas, do seu empenho, dedicação e tecnologia. Na Nova Gráfica apostamos por exemplo, há muito tempo, na certificação ambiental e na normalização da cor. Isso veio acrescentar formação e as pessoas habituaram-se a seguir os requisitos, o que foi fundamental para a empresa, para a nossa actividade e o fluxo de trabalho melhorou consideravelmente. Há alguns anos, quando se dizia às pessoas que iam fazer formação, estas ficavam muito preocupadas mas agora isso já não acontece e são elas que se disponibilizam. Hoje estarmos numa ilha não é impedimento para nada e podemos estar aqui e usufruir de formação que esteja a decorrer em qualquer parte do mundo.”
situação deixou de ser interessante. Actualmente mantemos alguns clientes no continente mas temos sempre a desvantagem da distância, já que o trabalho sai daqui pronto e, como segue de barco, pode demorar uma semana a chegar. Por vezes, trabalhamos com agências de publicidade
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do continente que têm grandes campanhas para ser aplicadas aqui na região e nos consultam. Como afirma, as empresas são as pessoas. Descreve a equipa da Nova Gráfica como fantástica mas, em relação a formação, qual a maior dificuldade que enfrentam as empresas desta região, sobretudo quando procuram “sangue novo”?
Os recursos humanos são sempre uma área extremamente difícil e aqui essa dificuldade aumenta. Há jovens que vão para o continente, tiram a sua licenciatura em Design Gráfico e acabam depois por ter uma entrada facilitada nas empresas aqui da ilha. Nas outras áreas, recrutamos pessoas e internamente damos essa formação. A maioria são colaboradores da Nova Gráfica que tiveram aqui o primeiro emprego, o que significa que entraram na empresa e acabaram por ficar até aos dias de hoje. O nosso colaborador mais velho tem 50 anos e trabalha aqui há 34. Na verdade, na Nova Gráfica damos oportunidade às pessoas e apostamos em estágios e em formação actualizada. A empresa sente a concorrência nesta e em outras ilhas?
Nos Açores, podemos dizer que existe essencialmente três grandes empresas gráficas. A Nova Gráfica pauta-se pela qualidade, serviço e preço. Temos capacidade para fazer todo o trabalho que o mercado dos Açores precisa mas, é claro que algum trabalho acaba por ser produzido no continente e mesmo na China. Os nossos clientes trabalham mais com o mercado local porque sabem que aqui têm a garantia da proximidade e qualidade final dos seus trabalhos. Em termos de projectos pessoais, passei a gerência da empresa para os meus filhos e desde essa altura, sou apenas sócio. Os meus filhos passaram a ter a total capacidade de tomada de decisões. Hoje são eles que decidem, têm outra mentalidade e eu estou muito satisfeito com este processo. No inicio existiu um choque de mentalidades porque estava habituado a gerir sozinho e delegar não era algo fácil para mim. Agora a empresa flui naturalmente.
3.500 livros impressos foram doados ao Centro Natália Correia que receberá um fundo com o nome de Ernesto Resendes Apesar de ter passado a gerência da empresa aos seus filhos, continua sempre activo e a pensar em projectos originais como o que se refere à doação de livros ao Centro Natália Correia...
Sim, é verdade. No ano de 2020 fizemos uma doação à Câmara Municipal de Ponta Delgada que comtempla o espólio de todos os livros impressos pela Nova Gráfica ao longo de 38 anos. A Câmara aprovou por unanimidade esta iniciativa,
gostou muito da ideia e foi desta forma que oferecemos 3.500 livros que estão já colocados no centro Natália Correia que receberá um fundo com o meu nome e o nome da Nova Gráfica. Todos os livros que faremos no futuro também integrarão o fundo e isso perpetuará a história da nossa empresa e a nossa memória. São estes pequenos gestos que contam, que fazem a diferença e se tornam importantes para a empresa e para a região.
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TENDÊNCIAS MERCADO DE IMPRESSÃO
PREVISÕES PARA O MERCADO DE IMPRESSÃO
PROFISSIONAL E INDUSTRIAL PARA 2021 Konica Minolta A Konica Minolta, como líder em serviços abrangentes de TI, destaca-se pela sua filosofia de consultoria, implementação e gestão de negócios. Com origem japonesa, a Konica Minolta apresenta uma ampla gama de equipamentos e soluções de impressão, quer para o mercado office, como para o de impressão profissional, assim como soluções disruptivas de gestão documental para optimizar e automatizar processos de negócio, implementação de soluções em infraestruturas de TI, segurança, ambientes virtuais ligados na cloud, entre outros. A inovação faz parte do ADN Konica Minolta, que aposta constantemente no desenvolvimento de novos produtos de acordo com as tendências do mercado. Através dos seus Business Innovation Centres, continua na vanguarda no que diz respeito à inovação trabalhando, continuamente, em investigação e desenvolvimento e através da colaboração com os seus clientes e parceiros. Essa vertente inovadora tem resultado no reconhecimento por parte de entidades de renome, como é o caso da Key Point Intelligence, que atribuiu o prémio “2018-2019 Buyers Lab PaceSetter award for Smart Workplace Vision”, sendo que a Konica Minolta foi a única na indústria ser reconhecida com esta categoria.
E
M 2021, O MERCADO DA IMPRESSÃO INDUSTRIAL, SOBRETUDO DE ETIQUETAS E EMBALAGENS, PERMANECERÁ RESILIENTE E CONTINUARÁ A DESEMPENHAR UM PAPEL IMPORTANTE.
Especialistas da Konica Minolta afirmam que crises como a que resulta da Covid-19 estão a acelerar tendências, nomeadamente o crescimento da automatização, do e-commerce e da transição do analógico para o digital. A aceleração da automatização permite uma linha de produção completa do início ao fim, bem como a procura por equipamentos de impressão que necessitem de operações menos complexas. O relatório “Western Europe Digital Label and Packaging Printer Forecast, 2020-2024” realizado pela IDC deixa claro que as marcas desempenharão um papel fundamental na mudança que estamos a assistir, através da transicção da impressão analógica para o digital, nomeadamente no sector das etiquetas. A impressão digital permite uma resposta mais rápida perante as exigências dos clientes, que se pode verificar ao longo de toda a cadeia de valor, desde o processo de produção até à rapidez com que os produtos chegam ao mercado.
TENDÊNCIAS MERCADO DE IMPRESSÃO
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a Konica Minolta confirmou esta tendência através de um estudo, já que os volumes de página impressos nos seus equipamentos AccurioLabel, por toda a Europa, cresceram 150% em comparação com o mês anterior. Com o aumento do teletrabalho e de escritórios locais, ofertas personalizadas e individualizadas terão cada vez mais procura. Um exemplo é o desenvolvimento da produção local, como o aumento de pequenas marcas de produção artesanal. A produção digital de etiquetas tem desempenhado um papel importante na cadeia de fornecimento deste tipo de tendências que se mostram inabaláveis. RÁPIDA ADAPTAÇÃO E RECUPERAÇÃO DO MERCADO
A impressão está a reinventar-se
A crise pandémica actual criou oportunidades, nomeadamente nos sectores das embalagens, rótulos, decoração, sinalética e têxtil
MAIOR PROCURA PELA TECNOLOGIA DIGITAL
Estudos indicam que há um aumento de pedidos e de aconselhamento sobre a transicção de equipamentos tradicionais de impressão de etiquetas para equipamentos de impressão digital. As gráficas tradicionais estão a ser forçadas a expandir a sua oferta de serviços de impressão à medida que os volumes de offset tradicional diminuem com o tempo. Olhando para o futuro, o sector de rótulos e etiquetas, por exemplo, continuará a suprir uma necessidade básica enquanto ferramenta vital para o fornecimento de informações importantes referentes a um produto. Os sectores alimentar e bebidas são apenas alguns dos que continuarão a ser áreas de crescimento para a impressão digital. Em março de 2020, em plena pandemia,
Um estudo realizado pela IDC, designado “Rescaldo da Covid-19 na impressão profissional e industrial” aposta que a crise pandémica actual criou oportunidades, nomeadamente nos sectores das embalagens, rótulos, decoração, sinalética e têxtil. Enquanto os volumes de impressão a jacto de tinta e toner caíram drasticamente durante o primeiro confinamento obrigatório, em toda a Europa, a indústria viu-se forçada a expandir a sua oferta de serviços de impressão digital de forma a manter-se relevante. O EMBELEZAMENTO DIGITAL É UM FACTOR CHAVE DE CRESCIMENTO
É um mercado que continuará a ser um impulsionador de crescimento chave no sector e, ao mesmo tempo, uma forma lucrativa dos fornecedores de serviços de impressão profissional e industrial destacarem-se da concorrência, à medida que o comportamento do consumidor se desenvolve nesse sentido. Perante estas tendências, a Konica Minolta continuará a apoiar as empresas ao disponibilizar um portfólio adequado às necessidades dos clientes. A empresa continuará a construir a sua presença digital, nomeadamente através do desenvolvimento de um Showroom Virtual, que permite conhecer as soluções na área da impressão profissional e industrial, funcionalidades e benefícios, através de uma experiência interactiva e adaptada à nova realidade.
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TENDÊNCIAS IMPRESSÃO DIGITAL PACKAGING
Impressão digital
A
Cada vez mais forte na embalagem EVOLUÇÃO E PROCURA POR PARTE DOS CLIENTES, bem
como as melhorias na qualidade e velocidade estão a acelerar a produção e impressão de embalagens. As primeiras linhas de impressão e transformação totalmente digitais para a produção de embalagens estão a nascer. Nos últimos vinte anos, a impressão digital de etiquetas ganhou fôlego e expandiu-se. Hoje, cada impressora está equipada com motores eletrofotográficos ou cabeçotes de jacto de tinta. Isso não é surpreendente porque as vantagens das tecnologias digitais de hoje são fortes. Imprimir, por exemplo, tiragens curtas é agora uma realidade (em comparação com processos tradicionais como flexografia ou offset), um factor de sucesso que corresponde e suporta totalmente a tendência de ciclos de vida de produtos de consumo cada vez mais curtos. Agora é a hora da embalagem entrar na arena digital. Claro que o número de impressoras digitais vendidas neste novo segmento ainda é muito inferior ao número de impressoras vendidas para a produção de etiquetas, mas tudo indica que é apenas uma questão de tempo. A crescente procura dos clientes está a influenciar as empresas, levando-as à diferenciação, individualização e personalização dos seus produtos. Um exemplo disso foi visto no início pela Coca-Cola, quando apresentou a Coke Light e a Coke Zero. As suas linhas expandiram-se significativamente e agora a Coca-Cola pode ser comprada sem açúcar, sem cafeína ou com sabor de framboesa, baunilha e limão sem açúcar. Todos esses produtos são subdivididos em dezenas de tamanhos e formatos (33cl, 1l, 1,25l, 1,5l, em garrafas PET, em vidro, em latas). Este é apenas um exemplo de como uma marca está a utilizar a proliferação de produtos para seu benefício. Os consumidores individuais estão a tornar-se mais específicos e procuram receber produtos que respondem às suas necessidades. "Share a Coke" demonstrou o sucesso da customização e da personalização em massa, depois de entrar com sucesso na mentalidade da geração Y e alcançar seguidores do movi-
TENDÊNCIAS IMPRESSÃO DIGITAL PACKAGING
mento "eu, eu e eu". "Share a Coke" é sem dúvida o exemplo de maior sucesso, no entanto, não é difícil encontrar uma infinidade de outras marcas que já oferecem os seus produtos numa ampla gama de sub-artigos vendidos em diferentes países, em vários formatos ou apresentações. A revolução das embalagens já começou e impacta não apenas as grandes empresas, mas também pequenos produtores de produtos como doces, bebidas energéticas ou cremes para a pele. Adicione-se a isto o crescimento do e-commerce e com ele o início da produção a pedido. A Krones, uma das empresas engarrafadoras líderes no mercado internacional, apresentou o "Bottling on Demand" na Drinktec em Munique,na Alemanha, em setembro de 2017, um conceito de produção e embalagem a pedido, permitindo que cada consumidor individual solicite uma bebida personalizada com sabor - laranja, para por exemplo, em
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-lhes criar a sua própria embalagem múltipla, apresentando apenas os sabores de que gostam. Milhares de outros produtos poderão um dia ser produzidos e vendidos também dessa forma, este é um método já utilizado com frequência na indústria automóvel, para reduzir custos de stock. Graças à embalagem digital, os produtos podem ser fabricados a pedido. Aproveitando os métodos digitais, as marcas e os seus fornecedores de impressão poderão testar novos produtos no mercado, usando tiragens flexíveis para limitar riscos e custos excessivos. A segunda razão para acreditar que a impressão digital se desenvolverá em todas as embalagens deve-se à tecnologia. Na última década, enormes melhorias na qualidade de impressão foram alcançadas. Seja em eletrofotografia ou jacto de tinta, os resultados em termos de resolução são impressionantes: aumentando de 600 para 1200 dpi. Esta é uma qualidade tão boa que apenas um olho atento pode distinguir uma renderização offset de uma renderização digital. Depois, há a velocidade de impressão que também ganhou ritmo. A HP Indigo abriu o caminho em 2012 com impressoras digitais como a HP Indigo 20000 e 30000, respectivamente, dedicadas a folhas de filme e cartão. Estes equipamentos podem atingir velocidades de 34m / minuto em 4 cores, até 45m / minuto no modo de 3 cores, com a 20000 e 3450 folhas / horas no modo de 4 cores ou até 4600 folhas hora no modo de emulação) com a 30000. Ultimamente, o jacto de tinta reagiu e recuperou. Os exemplos incluem a Fujifilm Jet Press 750S, lançada em setembro de 2018, capaz de imprimir 3600 folhas / hora em 4 cores, alegando ser a impressora digital de 4 cores mais rápida do mercado no formato B2. Em termos de impressão de bobines, a Kodak orgulha-se de ser a única a atingir uma velocidade de 300 m/minuto, para uma resolução de 600 dpi de largura, nomeadamente em bobinas de 650 mm com tecnologia Stream que está a desenvolver com integradores como a Uteco . A empresa americana, que propõe custos operacionais "muito competitivos" em relação à eletrofotografia, anunciou para a próxima drupa, agora adiada para 2024, uma resolução, que todos acreditam surgirá entretanto. Acima de tudo, graças à sua velocidade de impressão, pode competir directamente com os processos tradicionais. "Calculamos que até 20.000 metros quadrados é mais benéfico usar jacto de tinta, até que a flexografia se torne mais lucrativa", afirmou Dan Denofsky, director de parcerias OEM para a divisão digital. Para contextualizar, até recentemente, o cruzamento das curvas digital / convencional não ultrapassava 10.000 m2. Em tecnologias folha a folha, o que muitos profissionais colocam hoje em
Os consumidores individuais estão a tornar-se especiais porque querem produtos que respondem às suas necessidades formato de garrafa de vidro de 50cl, que depois é enviada em embalagens de 1, 4 ou 6 unidades, de acordo com a vontade do consumidor. Já imaginou as empresas que produzem iogurtes a responder a pedidos online dos seus consumidores, permitindo-
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TENDÊNCIAS IMPRESSÃO DIGITAL PACKAGING
5.000 folhas, pode aumentar para 10.000 folhas. O equilíbrio actual da indústria começa a ser desafiado à medida que a impressão digital, por muito tempo confinada a pequenas tiragens, evolui para tiragens mais longas e trabalhos de impressão cada vez maiores. Essa mudança de paradigma também ocorre porque o mercado já não é um território de especialistas. A abertura dos grandes equipamentos tradicionais ao digital, como é o caso da Koenig & Bauer, Heidelberg ou Bobst, diversifica a oferta de impressão, aumenta a concorrência e reduz os preços. Acima de tudo, a chegada desses fabricantes, traz, o know-how de impressão e o controle necessário sobre médias e grandes tiragens. A impressão em si não é tudo: para obter velocidade numa máquina, é preciso saber segurar e puxar a folha ou a bobina e os grandes fabricantes de impressoras também sabem exactamente como isso é feito. A terceira razão pela qual se acredita que o digital continuará a desenvolver-se está relacionado com o processo de embelezamento e transformação. Quando falamos de rótulos ou embalagens, a adição de dourado e estampagem é frequentemente uma exigência do cliente. Um exemplo disso é o mercado de cosmética, sobretudo com os perfumes e produtos de luxo. Isso também pode ser observado no mercado de massas, conforme demonstrado por certos rótulos de cerveja ou na embalagem de produtos de confeitaria de alta qualidade. Em breve, hologramas e marcas invisíveis serão adicionadas esteticamente como um meio de combater a falsificação e evitar negócios paralelos. Alguns mercados como os da área farmacêutica e tabaco são muito exigentes em relação a isso. Em breve, poderá ser necessário imprimir antenas RFID com tintas metálicas para aprimorar a embalagem e a experiência da marca, para torná-la mais comunicativa do que o que é oferecido actualmente com códigos QR. Não se pode esquecer que as embalagens actuais já podem ser enriquecidas por um conjunto muito interessante de tecnologias de empresas variadas como é a Scodix e a MGI, que são capazes de aprimorar digitalmente as embalagens dos clientes com efeitos visuais e tácteis (estampagem, metalização, verniz 3D) alcançados com velocidades de 4.000 a 5.000 folhas / hora. No corte e vinco, a Highcon faz o mesmo com um processo que chega a 5000 folhas/ hora. Embora ainda não seja uma realidade, podemos facilmente antever, a curto prazo, o aparecimentode linhas completas onde o material - filme, papel, ou cartão ondulado ou bobine - é sucessivamente impresso, embelezado e depois cortado e tudo isso implementado no contexto de um processo 100% digital. Crucialmente, isso será economicamente viável em tiragens de 20.000 m2 ou 20.000 folhas. Além desse volume, tudo isto continuará a ser mais viável com o uso de tecnologias flexográficas ou offset. Essa revolução na produção de embalagens, no entanto, exigi-
A revolução na produção de embalagens exigirá que os transformadores destas revejam todo o seu sistema de produção e ainda a cadeia de fornecimento
rá que os transformadores de embalagens revejam todo o seu sistema da cadeia de fornecimento. Com tiragens cada vez mais diversificadas - sejam pequenas, médias ou grandes - isso exigirá a revisão de vários fluxos de trabalho, materiais, consumíveis e produtos acabados que são completamente diferentes dos actuais. Serão necessários investimentos em Tecnologias de Informação e, também na área de recursos humanos (com novos conjuntos de competências). Isso é uma gestão de mudanças de "A a Z", tanto dos transformadores quanto dos seus clientes. Em 2016, o lema da drupa era "Toque o futuro”, mas em 2020 os visitantes estavam à espera de poder "abraçar o futuro". Com o adiamento, os fabricantes vão ter de mostrar soluções de outras formas alternativas, através da web, sobretudo. A transformação da indústria está, como muitas outras coisas, a acontecer mais rápido do que o esperado. O mercado está a avançar e a integrar com sucesso tendências importantes como a gestão digital por meio de palestras, discussões, visitas guiadas ou exposições visionárias - impulsos importantes que toda e qualquer empresa deveria incorporar mais cedo ou mais tarde. Então, sim, as primeiras linhas de impressão e transformação 100% digitais para produção de embalagens serão uma realidade em pouco tempo.
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TENDÊNCIAS RÓTULOS E ETIQUETAS
RÓTULOS E ETIQUETAS APANHAM BOLEIA DO “NOVO NORMAL”
A
PANDEMIA VEIO MOSTRAR QUE O MERCADO DE RÓTULOS E ETIQUETAS CONTINUA A CRESCER. Para além das
embalagens os rótulos e etiquetas estão a ganhar terreno, fruto de novos designs, de interacção com meios digitais e mesmo devido à integração de conteúdos que “falam” com o consumidor. A tendência é de crescimento. A moda está a ser levada tão longe e tão a sério que algumas empresas estão já a usar as etiquetas de peças de vestuário para manter diálogo com os consumidores, imprimindo mensagens únicas e susceptíveis de conter ofertas. Imagine comprar uma calças e ver na etiqueta uma mensagem do fabricante a desafia-lo a experimentar um novo modelo e oferecer-lhe um código para desconto de 25% na compra dessa peça de roupa. Agora pense nas inúmeras possibilidades que os rótulos oferecem quando integram QR Codes ou Realidade Aumentada e o consumidor passa a poder ver ali mesmo, no supermercado, um vídeo sobre as galinhas felizes que deram origem àquela caixa de ovos ou às vinhas de onde sai aquele vinho. É poderoso, não é? É precisamente isso que os departamentos de marketing estão a pensar e a fazer uso. E é precisamente isso que as empresas de impressão estão a oferecer ao mercado. Por um lado, os consumidores estão mais exigentes e atentos às acções desenvolvidas pelas marcas e, por outro, querem ter a certeza que os processos industriais usados no fabrico dos produtos são sustentáveis, seguros, inteligentes. Depois os consumidores também querem design e informação credível,
Com a questão do plástico, o mundo do papel tem visto surgir várias oportunidades para mostrar todas as suas qualidades e potencial sobretudo no que respeita às embalagens, rótulos e etiquetas. Entre as tendências que estão a marcar este segmento de mercado, o factor da sustentabilidade lidera sem nenhuma dúvida. O grande desafio é conseguir juntar a sustentabilidade à cadeia de produção e ter um custo final e valor de produto, que responda ao que os consumidores querem e ao que o ambiente exige. É óbvio que com a questão do plástico, o mundo do papel tem visto surgir vá-
TENDÊNCIAS RÓTULOS E ETIQUETAS
rias oportunidades para mostrar todas as suas qualidades e potencial. O plástico não vai desaparecer e na verdade foi com ele que a Humanidade conseguiu progredir a ponto de ir, por exemplo à Lua e de termos aviação e muitas outras áreas de engenharia. O que é preciso é perceber onde cabe o plástico e onde entra o papel. De entre as tendências que estão a dominar a área de rótulos, etiquetas e embalagens, para além da comunicação intrínseca e sustentabilidade, estes produtos estão a destacar-se pela enorme ajuda na vida diária das sociedades modernas. Com a pandemia e o confinamento, surgiram em força as compras online e mesmo as refeições take away ou entregas tipo Uber Eats. Tudo é embalado, tudo é rotulado, tudo é acondicionado. Estas são as boas notícias para os fabricantes de etiquetas, rótulos e embalagens que estão a procurar equipamentos mais rápidos, produtivos e eficientes. Ao contrário do que possa pensar-se, durante
o último ano a venda de equipamentos para impressão de etiquetas não caiu e, o próximo ano de 2021/2022 prevê um crescimento na aquisição por parte de empresas que já estão no negócio e outras que estão a preparar-se para entrar nele. Uma outra tendência no segmento de embalagens e rótulos diz respeito à fun-
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cionalidade. Alguns estudos mostram que os consumidores querem embalagens que possam ser reutilizáveis, com fechos que garantem a durabilidade e frescura do produto. Outro aspecto, é a dimensão da embalagem, que segundo os consumidores deve ser adequada ao transporte para casa e armazenamento nas suas prateleiras caseiras. Outro factor que marca a decisão de compra por parte do consumidor, é o apelo da embalagem ou do rótulo. Quanto mais atrativo for, quanto mais o design for impactante, maior a hipótese do produto de ser levado pelo consumidor. Na verdade, cada consumidor demora apenas dois segundos e meio a decidir sobre a escolha dos produtos no ponto de venda. A possibilidade de rastrear e obter controlo dos produtos por parte da empresa, em toda a linha de produção e cadeia logística até ao consumidor final através das etiquetas RFID, também é mais do que evidente, permitindo a gestão de stocks e desperdícios, segurança de produtos, etc. Desta forma, as novidades que têm surgido no mercado de etiquetas, alavancadas por um novo tipo de consumidor, por novos hábitos, necessidades e mesmo imposições ambientais, estão a contribuir para um crescimento continuo do mercado de rótulos e etiquetas. Já não se trata de ter apenas rótulos e etiquetas inteligentes, embalagens que comunicam pelo design e materiais, mas sim de ter um conjunto de produtos que estão em constante adaptação a um mercado dinâmico que acelerou no último ano por causa do “novo normal”.
Cada consumidor demora apenas dois segundos e meio a decidir sobre a escolha dos produtos no ponto de venda
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TENDÊNCIAS DESIGN RÓTULOS
AFINAL, ARRISCAR VALE A PENA! "Quem compra um vinho, ou conhece a adega, ou é cativado pelo rótulo"
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ÂNIA CRUZ INICIOU A SUA AVENTURA COMO DESIGNER NA ZDA IMAGEM E COMUNICAÇÃO NO ANO 2000 e ao longo do
seu percurso trabalhou marcas, como ELOS, GCT, AGRILOJA, SIDUL, LIDL, CAIXA AGRÍCOLA DE TORRES VEDRAS, NOVODIA CAFÉS, ADEGAMÃE, RIBERALVES, ÁGUAS DO VIMEIRO e muitas outras. Passou pela ETIC no curso de Design Gráfico, e no seu percurso profissional licenciou-se no ISEC em Design e Produção Gráfica, conta já com quase 20 anos de experiência em account, criativa, designer, arte finalista e com uma paixão por fotografia pelo meio. MESSAGE IN THE BOTTLE
“Pliiiiiim”, é aqui que começa todo o processo de criação de um rótulo: no exato momento que nos chega um email com o briefing do cliente. Nesta fase fico a conhecer as informações mais importantes sobre o vinho, nomeadamente qual a colheita, grau e nome ( bem, quando existe nome…). Não existe um briefing perfeito, mas é muito importante entender onde é que este vinho se vai encaixar e, qual o seu propósito no mercado. Tenho a sorte de manter uma relação direta com o cliente, esta facilidade de comunicação é crucial para discutir e trocar ideias, até porque é essencial conhecer a história daquele vinho e transpô-la numa imagem. Ainda que digam que um livro não se julga pela capa, a verdade é que quem compra o vinho, das duas uma: ou já conhece a Adega e o produto em si, ou em algum momento se sentiu cativado pelo design do rótulo.
Tânia Cruz Designer na ZDA Imagem e Comunicação
PESQUISA, PESQUISA, PESQUISA
Considero que o meu sentido de inovação e criatividade é bastante apurado, no entanto pesquisar é um passo fundamental para o sucesso de todo o processo. Contudo com alguns anos de experiência posso afirmar que “a internet não chega!!”, é preciso levantar o rabo da cadeira, não é Ana Paula? e ver pessoalmente. Nascem novas marcas e produtores a uma velocidade relâmpago e, como designer tenho de saber o que está a acontecer no mercado e acima de tudo acompanhar a evolução.
TENDÊNCIAS DESIGN RÓTULOS
Tive o privilégio de visitar a ProWine, a maior feira de vinhos do mundo e só posso dizer que vim de lá “maluuuuca!!”. É muito interessante ver com os nossos próprios olhos o que se faz no mercado a nível mundial. SAIR FORA, DENTRO DA CAIXA
A indústria do vinho é bastante conservadora, no entanto temos observado uma evolução: a preocupação em ser diferente e marcante está cada vez mais a entrar neste mercado. Quando se trata da própria marca é muito raro que os produtores arrisquem numa imagem arrojada e diferente, preferem jogar pelo seguro. Muitas vezes as Adegas comercializam os seus vinhos com rótulos diferentes para o canal HORECA, nesses casos estão mais recetivos a marcar a diferença. É compreensível, alavancar a marca de um vinho é um processo lento e gradual e por vezes os produtores têm receio que uma imagem disruptiva não seja bem aceite pelos consumidores. Por muito que por vezes queira propor designs diferentes e arrojados, a verdade é que temos de ter bom senso e construir uma relação honesta entre o rótulo e o vinho em si. Pode parecer controverso, mas
O mercado brasileiro é extremamente desafiante de trabalhar. O vinho no Brasil é um produto extremamente caro em comparação com Portugal. Quando desenvolvo rótulos para o povo brasileiro há duas estratégias: ou adapto a imagem à cultura deles, ou reforço gráficamente que é um produto português. Por norma tudo o que remete para Lisboa tem uma grande aceitação por parte dos brasileiros e é automaticamente associado a um produto de qualidade. Apesar de comprar vinho no Brasil ser sinónimo de status, tenho de ter sempre muito presente que o rótulo não deverá ser demasiadamente elaborado, para que não associem a um vinho demasiado caro, nem um rótulo demasiado simples, para não associarem a algo sem qualidade. Confuso, não é ? Bem vindos à vida de uma designer! Já o mercado chinês valoriza as medalhas, e prémios de que são portadores os vinhos. Por outro lado, os rótulos que desenvolvo para a Rússia têm uma grande aceitação quando a cultura portuguesa está bem vincada. Daí começar por dizer que o mercado da exportação não é estático, sem dúvida que nestes casos ter contacto direto com quem está ligado à exportação ajuda muito.
Quando se trata da própria marca é muito raro que os produtores arrisquem numa imagem arrojada e diferente, preferindo jogar pelo seguro o rótulo do vinho mais caro que desenvolvi é curiosamente o mais simples. Por norma, quanto mais alta a gama, maior a tendência de criar um enorme conceito, uma imagem cheia de pormenores e ainda adicionar acabamentos. No meu entender se estamos a falar de um produto de excelência temos de o deixar falar por si. Volto a frisar, é um tema controverso. MERCADO DA EXPORTAÇÃO
Acabamos um tema controverso e lá vamos nós para outro. O mercado da exportação depende muito de país para país.
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O DIGITAL, OS MILLENNIALS E A PANDEMIA
O digital invade os nossos dias a uma velocidade inimaginável. Cabe à indústria vitivinícola acompanhar as novas tendências de mercado. Neste momento quem não existe no digital, simplesmente não existe. Creio que a pandemia levou muitas marcas a uma aposta no mundo virtual, foram inúmeras as notícias que nos deram a conhecer que “aumentou o consumo de vinho durante as quarentenas”. Este aumento só foi possível porque as marcas se adaptaram e reinventaram para aquela que poderá ser uma das ferramentas de vendas mais eficazes do futuro. Contudo, estar próximo do cliente continua a ser um privilégio e uma mais valia para as marcas. Não podemos entupir o digital, talvez o recurso aos meios hoje ditos “tradicionais” seja o fator diferenciador e creio que será sempre a "lufada de ar fresco" que precisamos. Os vinhos têm sido utilizados como ferramenta de marketing: chamar a atenção dos potenciais consumidores, a 1ª compra baseada no visual, a 2ª na qualidade. Por isso, para uma geração que tem tanta informação à disposição vale tudo, diria que vale deixar muitos preconceitos de lado. Vou só referenciar que em tempo de pandemia Francisco Eduardo criou um rótulo que se tornou viral, porque tinha uma mensagem que todos nós pensamos e tivemos vontade de dizer inúmeras vezes. Através de um rótulo criou um elo de ligação com o consumir. Eu acho uma ideia de génio.Parabéns! Este é um exemplo bastante interessante que comprova o “vale tudo”, como diria Bruno Nogueira, uma ideia que tinha tudo para ir de c***. Afinal, arriscar vale a pena!
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TENDÊNCIAS PERSONALIZAÇÃO
"Bem vindos ao mundo da personalização" Voltámos ao tempo da mercearia: tratamos o cliente pelo nome, sabemos o que ele gosta, por isso só lhe mostramos o que ele está interessado
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OU DO TEMPO EM QUE A MINHA MÃE
ia à mercearia e o senhor que nos atendia, sabia o nosso nome, lembrava-se que a minha mãe gostava do fiambre fininho, do queijo flamengo e que as pastilhas de morango eram as minhas favoritas. Um atendimento super personalizado que só trazia vantagens. A nível emocional, esta recepção era muito calorosa e fazia-nos sentir especiais e únicos. Ele até podia fazer o mesmo com todo os outros clientes, mas isso não era problema, porque o importante é que o fazia connosco. O atendimento também era mais rápido, porque ele mostrava-nos apenas o que sabia que iriamos gostar! Era assim que acontecia em Portugal quando eu era pequenina, pelos mercados, mercearias, feiras, restaurantes etc. Nos anos seguintes, as invocações e os computadores trouxeram uma frieza no atendimentos, e passámos a ser nós que atestávamos o nosso carro, passámos a fazer compras e sozinhos gerimos o pagamento, fazendo correr as compras pelas maquinas self-service das grandes superfícies. Os preços eram mais baixos, havia mais oferta, mas era real a inexistência de simpatia humana. Os robots tomavam contam de tudo inclusive das nossas emoções. Deixámos de ter nome e eramos todos reconhecidos por números. Número de funcionário, número de cliente, número de afiliado, número de sócio, entre tantos
TENDÊNCIAS PERSONALIZAÇÃO
Sofia Novais de Paula Directora de marekting na Directimédia e Influencer com o blog "diário do um batom"
outros! As “mercearias” estavam a desaparecer e as nossas emoções também. As marcas e empresas começaram a sentir que estavam a perder a ligação com os seus clientes. Tratavam-nos a todos de forma igual e sem o menor afecto e por isso os clientes eram tudo menos fieis às marcas, porque deixara de haver relação. Assim, ou o produto era mesmo bom ou então os clientes procuravam um outro. Felizmente, há uns anos, algumas empresas
voltaram a olhar para as Bases de Dados e perceberam que estas tinham toda a informação sobre o cliente, e que esta poderia ser importante para que voltassem a conectar-se com ele. Nome, morada, país, contactos, datas de nascimento, género, consumo, etc. E a informação que não tinham, podiam trabalhar para a alcançar e desta forma conhecer ainda melhor o cliente. Com esse poder, as empresas poderiam comunicar com o cliente novamente, como se ele tivesse entrado na mercearia da minha infância. Trabalho em Marketing Directo na Directimedia há mais 20 anos e esse contacto com o cliente sempre foi importantíssimo para que consigamos obter bons resultados nas campanhas.
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Mostrar ao cliente que ele é importante, que sabemos o seu nome, que o conhecemos, sempre fez toda a diferença na comunicação, principalmente quando falamos com ele por carta, por email, ou por sms, longe de um balção, de um ponto de venda onde o contacto é físico e pode ser mais fácil de lidar. Outro grande ensinamento que o Marketing Directo me permitiu, foi testar campanhas, medir a campanha e facilitar a comunicação com os clientes, mais conhecido por flexibilidade. O Marketing Relacional veio acrescentar uma flexibilidade à comunicação, uma inovação e uma criatividade sem limites. A utilização ilimitada de variáveis numa campanha permitiu, de forma automática, tornar uma campanha complemente única. Enquanto que no Marketing Directo as variáveis usadas eram apenas de texto, agora é possível variar também as imagens, as cores, os gráficos conforme a informação existente na base de dados, de cada cliente. Isto é mágico tanto para quem cria a campanha, pois pode brincar com a criatividade e a informação da base de dados, como para quem a recebe, pois é surpreendido por uma campanha super personalizada à sua medida e necessidades. Voltámos ao tempo da mercearia: tratamos o Cliente pelo nome, sabemos o que ele gosta, por isso só lhe mostramos o que ele está interessado, podemos surpreende-lo as vezes que quisermos e, dificilmente ele irá trocar um bom serviço/ produto, uma excelente comunicação pela concorrência. Se repararem, as mercearias tradicionais estão a voltar em força aos bairros e quem não gosta de ser reconhecido, de fazer parte de uma comunidade, desde que não perca a sua personalidade, a sua individualidade, a sua intimidade? E assim funciona a personalização de uma campanha que pode trazer resultados muito superiores a uma campanha igual para todos os clientes. São investimentos que muitas empresas deviam arriscar para aumentar a relação, a fidelidade e as vendas aos seus clientes. Bem-vindos ao Mundo da Personalização, uma vez personalizado, para sempre personalizado!
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TENDÊNCIAS MERCADO/GRANDES FORMATOS
QUAIS AS TENDÊNCIAS PROMISSORAS EM GRANDES FORMATOS?
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OM A PANDEMIA E O CAOS QUE ESTAMOS VIVENDO NO MUNDO, AS EMPRESAS DE FORMA GERAL, ESTÃO VIVENDO SEUS PIORES MOMENTOS, SOBRETUDO O COMERCIO. Porém, o que tenho observado,
são oportunidades que estão vindo a tona na indústria da impressão de forma geral. Com o aumento do consumo de alimentos por delivery a indústria da impressão de embalagens ganhou um novo folego, assim como a indústria de rótulos e tantas outras. Para quem faz grandes formatos não é diferente. Existem oportunidades que permitem às empresas avançarem, com perspectivas de lucratividade e sustentabilidade dos negócios. A retomada do comércio precisa da comunicação visual através dos grandes formatos. É a melhor estratégia para atrair os clientes em Shoppings e lojas de rua. A minha sugestão é que esteja atento as novidades em materiais para impressão, especialmente em substratos rígidos, para poder oferecer vantagens para os clientes. Nos estudos de neuromarketing, fica clara a influência dos materiais de PDV ou POP (Ponto de venda) na decisão de compra das pessoas. Estabelecer uma conexão sensorial com os consumidores é o grande desafio dos estudiosos de marketing para garantir o sustento das empresas. No Brasil e no mundo, existem fortes vertentes de estudos sobre as inovações necessárias na comunicação visual da distribuição, dos pontos de venda dos mais variados mercados. Por exemplo: as redes de supermercados utilizam a mesma estratégia há mais de 40 anos. Faixas, cartazes e encartes de ofertas e sinalização que são descartadas no final do dia. O objetivo é tão somente gerar vendas em curto prazo. Os investimentos nestas estratégias são bastante altos. O custo de aquisição do cliente compromete a margem de lucro e a conta nem sempre fecha. Com isto, muitos estudos estão direcionando para novas estratégias da comunicação visual na distribuição utilizando das experiências sensoriais. O que isso tem a ver com minhas vendas de comunicação visual? TUDO! Procure conhecimentos sobre esses estudos e os direcionamentos que estão sendo pesquisados através de novos substratos aliados a versatilidade da impressão, principalmente as impressões UV. Comece com uma análise de substratos, uma lista de possíveis fornecedores. Assim, poderá ajudar essas redes de supermercados a mudarem o direcionamento das campanhas com a exper-
tise que VOCÊ tem no assunto. Quando começarem a ser lançados os primeiros projetos, você estará com tudo nas mãos e “anos luz” à frente do seu concorrente que nunca ouviu falar sobre isso. Se você é especialista em PDV (Ponto de Venda), faça um curso de Neuromarketing para ajudar seus clientes nas escolhas dos materiais. Eu fiz um curso recentemente, onde um dos temas era sobre displays nos supermercados. Os estudos revelam que nosso cérebro foi projetado para evitar linhas retas e pontiagudas, pois nosso instinto primário relaciona à algum perigo. Portanto, quando um display tem as formas arredondadas tem um nível de eficácia maior. Em um dos estudos, as vendas aumentaram 15%
Se você é especialista em PDV (Ponto de Venda), faça um curso de Neuromarketing para ajudar os seus clientes nas escolhas dos materiais
TENDÊNCIAS MERCADO/GRANDES FORMATOS
Luciana Andrade Directora da Revista brasileira Grandes Formatos
para a compra. É apaixonante estudar sobre os efeitos da comunicação visual nos consumidores e ajudar os clientes a traçarem as melhores estratégias através das ferramentas que você possui. Quanto mais conhecimento você tiver, mais “autoridade” terá. Vá além do conhecimento básico, raso, de atender simplesmente às demandas! Estude! Conhecimento é o ativo mais barato e com maior chance de retorno em curto prazo! O SONHADO MERCADO DA DECORAÇÃO!
Nos últimos 10 anos, os conceitos das necessidades pessoais apresentaram algumas tendências que vieram para ficar. As pessoas começaram a valorizar mais a vida em suas casas. Isso ficou evidente pela alta tendência dos condomínios clube para moradia. Ter tudo que se precisa em sua casa começou a fazer mais
na troca dos displays. Displays com mensagens educativas também vendem mais do que com mensagem de entretenimento. (O cérebro associa a mensagem a uma descoberta!). Esse nível de conhecimento sobre o impacto do que você vende faz com que seu cliente te veja como “AUTORIDADE” no assunto. Sua lucratividade está diretamente associada ao conhecimento que você e sua equipe têm sobre o que está vendendo, sem dúvidas, a concorrência se tornara irrelevante! Ainda sobre PDV, os estudos de marketing sinestésico comprovam que, quando a mensagem desperta no cliente um forte estímulo mental, gera uma espécie de emoção, e essa emoção será determinante
A esta nova fatia do mercado foi dado o nome de Homebody Economy – que parte do princípio das pessoas cuidarem dos seus lares como “templos” sentido. Pesquisas mostram também que, quanto maior o poder aquisitivo de uma pessoa, menos ela “coloca o pé no asfalto” – sim, isto foi estudado. O comportamento dos consumidores começou a despontar para outros interesses que antes não faziam sentido. Neste contexto, uma vertente importante que se evidenciou foi a utilização de materiais de decoração personalizados pe-
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las empresas de comunicação visual para decoração de ambientes. A pandemia chegou para acelerar esse processo, com o isolamento social as pessoas, de um modo geral, se viram obrigadas a trabalhar em home office. Estando em casa todo o tempo começaram a valorizar mais seus ambientes, tornando-os um local de acolhimento, segurança e conforto. A esta nova fatia do mercado foi dado o nome de Homebody Economy – que parte do princípio das pessoas cuidarem dos seus lares como “templos”. Muitas pesquisas mundiais sobre as tendências dos mercados que estarão em alta nos próximos anos, inclusive já em 2021, segundo o canal WGSN, apontam para a decoração personalizada. Mas veja, muitos empresários já estão direcionando fortes ações nesse mercado, principalmente com “vinis de paredes” como alternativa aos tradicionais papéis de parede. É um mercado realmente promissor. As opções de decoração utilizando recursos da comunicação visual são “personalizáveis” e muito mais económicas do que as opções existentes no mercado! Muitos arquitetos, decoradores e, mesmo os clientes finais, já utilizam dessas vantagens. Porém, a maioria dos clientes ainda se perde ao encontrar fornecedores. Que belo nicho aberto hein? Convido-o então a ir mais fundo: o que mais você conseguiria personalizar dentro de um ambiente residencial com a tecnologia e expertise que tem hoje? É somente vinil de parede? O que vejo, em muitas empresas, são pequenas iniciativas de tentar vender para o mercado de decoração. Colocam imagens de vinis aplicados nas redes e site, passam para o comercial que o custo desse material é o triplo, decoram a recepção e a sala de reuniões da empresa com vinis impressos nas paredes. As mais arrojadas fazem almofadas impressas para a recepção! Materiais para cozinhas, banheiros, pisos, salas, quartos, churrasqueiras, revestimentos de móveis, que transformam ambientes, renovam mobílias inteiras! As opções são tantas que, somente com esses materiais, é possível montar uma loja local. Certamente, você já viu as opções. Sugiro pesquisar todas as disponíveis, pois farão diferença na sua estratégia.
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TENDÊNCIAS IMPRESSÃO DE GRANDE FORMATO
IMPRESSÃO EM GRANDE FORMATO: A ERA DO DESIGN PERSONALIZADO Pedro Fragoso Responsável do Negócio de Impressão de Grande Formato HP Portugal
O COVID está a influenciar a forma como os designers trabalham com os fornecedores de serviços de impressão – e de formas surpreendentes
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ESMO ANTES DA PANDEMIA, O DESIGN GRÁFICO ESTAVA A TRANSFORMAR-SE CADA VEZ MAIS DE UM MUNDO LINEAR E ANALÓGICO PARA UM MUNDO DIGITAL E PROGRAMÁTICO. A impressão e o design
impresso não eram exceção a esta tendência, com a impressão digital personalizada a desempenhar um papel cada vez mais importante em áreas como o marketing e a experiência do cliente. A resposta à COVID-19 parece destinada a acelerar esta tendência. A sinalização pública desempenha um novo papel fundamental para ajudar as pessoas a sentirem que podem estar seguras e continuar a viver as suas vidas durante a pandemia. Nenhuma campanha de saúde pública significativa pode ser bem-sucedida a menos que o público tenha a informação certa, entregue de uma forma que seja fácil de compreender e de agir. Os profissionais de design e a impressão em grande formato são cruciais para que isso aconteça. Por exemplo, em junho deste ano, a HP associou-se à empresa tecnológica 3M para criar uma gama de modelos de sinalização de saúde pública para comunicar mensagens de saúde pública chave relacionadas com o COVID. Estes incluíam a distância
TENDÊNCIAS IMPRESSÃO DE GRANDE FORMATO
Uma resposta óbvia ao novo normal passa por criar impressoras de grande formato e outras ferramentas de design que sejam compactas, fáceis de operar e fáceis de manter social e conselhos sobre a importância da higiene das mãos - todos eles disponíveis para qualquer pessoa utilizar através do PrintOS e do Centro de Aplicações HP. Esta é uma forma de design - e especificamente design para impressão – que tem respondido aos desafios que todos temos vindo a enfrentar. Por muito importante que seja a necessidade urgente de informação a curto prazo sobre saúde pública, é provável que o design para impressão seja apenas a primeira de muitas formas em que a disciplina responde à paisagem de um mundo transformado. O DESIGN NUM MUNDO DISTRIBUÍDO
Em Nova Iorque, num dos principais centros mundiais de profissões relacionadas com design, como arquitetura e design gráfico, apenas oito por cento dos trabalhadores estão de volta ao escritório. Num inquérito recente aos trabalhadores
Em Nova Iorque, num dos principais centros mundiais de profissões relacionadas com design, como arquitetura e design gráfico, apenas oito por cento dos trabalhadores estão de volta ao escritório
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americanos, 69 por cento disseram que preferiam continuar a trabalhar a partir de casa. Como todas as outras, as profissões criativas devem agora encontrar uma forma de se adaptarem à nova realidade do trabalho remoto em equipas distribuídas. Um mundo em que os designers, os seus clientes e o seu público passam pelo menos tanto tempo em escritórios em casa como em estúdios, escritórios corporativos e espaços públicos. Este cenário vai tornar a flexibilidade e a personalização como factores mais importantes do que nunca. Uma resposta óbvia ao novo normal passa por criar impressoras de grande formato e outras ferramentas de design que sejam compactas, fáceis de operar e fáceis de manter, e que por isso são adequadas para utilização no escritório em casa. E, claro, estas impressoras devem também responder à procura intensificada de produtos fabricados de forma sustentável. Para muitas pessoas, o escritório em casa significa trabalhar no quarto livre. Em casas mais pequenas, isso pode até significar que esse espaço está já a ser utilizado como local de armazenamento ou alguma outra função adicional. O desafio então passa por criar impressoras que combinem a impressão em grande formato com um design compacto sem comprometer os pontos de sustentabilidade. Tais impressoras devem consumir menos tinta, devem fazer uso de materiais reciclados sempre que possível, e devem também ser fáceis de configurar, permitindo ao mesmo tempo uma colaboração fácil e eficaz. Felizmente, estas são precisamente as áreas priorizadas pela HP para desenvolvimento nas mais recentes impressoras HP DesignJet de grande formato. Quer se trate da estreita relação de trabalho de um diretor de arte e redator numa equipa criativa clássica, ou da interligação de um arquiteto e um engenheiro civil - o design industrial e as indústrias criativas dependem de profissionais qualificados que trabalham em estreita colaboração. Na nova realidade de trabalho distribuído, os profissionais criativos necessitam urgentemente de flexibilidade nas ferramentas de desenho e
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TENDÊNCIAS IMPRESSÃO DE GRANDE FORMATO
impressão para acomodar a necessidade de colaborar, partilhar e rever em tempo real - em todos os locais. Isto significa uma maior utilização de plataformas de armazenamento na cloud e de distribuição de conteúdos, mais fortemente integradas no processo de design do que nunca. A personalização de fluxos de trabalho, dispositivos e ferramentas de design para o trabalho distribuído - a partir de casa, do escritório e no local, tornar-se-ão também fatores críticos de sucesso para os criativos. As empresas devem adquirir os dispositivos e ferramentas de desenho necessários para se adaptarem a este novo estilo de trabalho mais cedo, em vez de mais tarde. Os utilizadores autorizados devem também poder enviar ficheiros de e para dispositivos distribuídos, tais como scanners e impressoras de grande formato. Isto permitirá aos profissionais criativos fazer a prova, marcação e emenda de ficheiros em tempo real, tal como fariam ao trabalhar no mesmo local. OS SERVIÇOS DE IMPRESSÃO DEVEM ENCONTRAR-SE COM OS CLIENTES ONDE ELES ESTÃO – ONLINE
Os fornecedores de serviços de impressão devem esperar um aumento da procura de sinalização e outros trabalhos de design. Em alguns locais, os regulamentos e orientações que regem o distanciamento social mudam quase semanalmente. É pouco provável que este cenário mude a curto ou médio prazo, uma vez que ainda existe claramente a necessidade de continuar a responder às últimas informações de saúde pública. Se, por exemplo, novas medidas de distanciamento social mudarem a forma como os compradores têm de se mover numa loja, há uma boa probabilidade de grande parte da atual sinalização promocional e informativa da loja poder ter
Os fornecedores de serviços de impressão devem esperar um aumento da procura de sinalização e outros trabalhos de design
de ser atualizada. Para conseguir este tipo de redesign e impressão rápidos, respeitando o distanciamento social com o cliente, as empresas de design terão de utilizar as mesmas funções de colaboração e desenho colaborativo remoto quando interagem com os clientes que os designers gráficos e arquitetos utilizam para colaborar remotamente. Os clientes devem ser capazes de informar a loja que disponibiliza o serviço de impressão, enviar ficheiros e marcar as alterações sem a necessidade de visitar realmente a loja. Devem ser capazes de imprimir - e permitir que outros imprimam - rascunhos e outros trabalhos em bruto numa gama de tamanhos, definições de qualidade, a partir de múltiplos locais durante o processo de finalização do desenho acabado. As lojas de impressão físicas que têm a tecnologia e a perícia para oferecer esta facilidade - para criar produtos de grande formato personalizados, de uma forma que se adapte perfeitamente às necessidades e práticas de trabalho pós-pandemia - serão as que prosperarão durante os próximos 12 meses. E mesmo para além deste período, porque a boa notícia é que o que nasce da necessidade pode muito bem revelar-se uma vantagem, a longo prazo. Mais personalização e “customização” significa menos desperdício, para começar, o que é bom para o resultado final e para o ambiente. Também não há qualquer razão para pensar que as práticas - quer nas práticas de design, quer nas tipografias profissionais - irão simplesmente regressar ao 'normal', uma vez que a pandemia tenha finalmente passado. Os clientes e colegas habituaram-se a digitalizar, imprimir, desenhar, emendar e colaborar a partir de qualquer lugar e é pouco provável que queiram regressar a formas mais restritivas de trabalho. Com as profissões de design a sofrerem uma grande mudança na forma como funcionam, aqueles investimentos concebidos para apoiar estas mudanças a longo prazo irão proporcionar retornos saudáveis muito depois de o COVID-19 ser um capítulo doloroso, mas felizmente fechado, dos livros de história.
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PAPEL LIVROS
A LEITURA EM SUPORTE PAPEL OU DIGITAL?
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uma iniciativa da Associação Cavaleiros de Gutenberg, juntamente com a Apigraf e Abigraf, foi realizado um webinar sobre o tema do livro eletrónico versus o livro físico e a leitura em papel ou digital. Com participantes de Portugal e Brasil, foi possível ouvir oradores ligados ao mundo da edição, impressão e comunicação. Diogo Alves de Sousa da Tecnimprensa fez a apresentação do evento, definiu o propósito, e lançou o debate. Jorge Castilho, director da Associação Portuguesa de Imprensa cumprimentou todos os participantes especialmente os do Brasil, desejando que esta pandemia termine para que assim seja possível que próximos eventos se façam de forma presencial e permitam uma aproximação entre todos. Jorge Castilho apresentou ainda os oradores principais, tendo anunciado João Scortecci, vice presidente da Abigraf e vice presidente da união brasileira de escritores, Rui Zink, escritor e professor na Faculdade Nova de Lisboa, autor de obra diversificada, entre outros, o romance “Hotel Lusitano”, “Apocalipse Now”, “O suplente”, e com obra traduzida no Brasil, inglês e hebraico e Lopes de Castro, presidente da Apigraf, bem como Carlo Di Giorgio da Abrigraf.
João Palmeiro
Presidente da Associação Portuguesa de Imprensa “Temos de gritar contra o facto das livrarias estarem fechadas durante as restricções da pandemia. Não podemos continuar assim. As livrarias fechadas mostram que se passa algo de tão grave que nem a livros podemos aceder. Jornais e revistas são também produtos que começaram em papel e são hoje produtos digitais. O mais importante não é saber que uns complementam outros, mas como o serão. Ler é uma actividade que precisa de ser treinada. Digo muitas vezes que não sei se a maior responsabilidade é escolher como lemos, se como escrevemos. O papel acompanha-nos há duzentos anos. Temos de perceber a diferenças entre os conteúdos, entre o que está por exemplo num jornal em papel e num jornal digital.”
PAPEL LIVROS
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Carlos di Giorgio Abigraf
“Este tema é extremamente oportuno quando o livro impresso parece estar em questão. O livro impresso sempre teve um papel preponderante na história da civilização. Nunca se duvidou da importância do papel impresso até à chegada das tecnologias digitais. A Abigraf é a favor da tecnologia digital e reconhece nela grandes vantagens e inquestionáveis avanços mas, somos absolutamente a favor do livro impresso. No Brasil, 30% dos leitores, nunca compraram um livro impresso. Os brasileiros têm um maior acesso ao livro impresso.”
Lopes de Castro
Presidente da APIGRAF “Acho que está em causa o papel e vou referir duas situações pessoais: Há relativamente pouco tempo, fui apresentado a um vice-reitor de uma universidade numa cerimónia pública. Quando lhe disse qual a minha actividade e o meu cargo, o referido reitor disse que eu seria, por pouco tempo, presidente da Apigraf porque segundo ele, o papel vai desaparecer em breve. Numa outra tomada de posse questionei o Ministro da Economia e Transicção Digital acerca da desmaterialização do livro escolar que, aparecia em segundo lugar numa lista de prioridades do Ministério em causa. Sinceramente não estava à espera da resposta, quando me informou que este modelo de salas de aulas não faz sentido, tal como o livro em papel que tem, segundo o ministro, de acabar. Aconselhou-me a reconverter a minha empresa. Virá daí a ideia de manter as livrarias fechadas durante a pandemia? Rui Zink afirmou que o livro infantil vai perdurar mas, se o livro escolar vier a ser desmaterializado, estamos a formar
não leitores. Esta é uma opção do governo português, sendo que ninguém na Europa está a fazer isto. Parece que a grande preocupação que têm é com as árvores e a sua protecção, quando na verdade a indústria do papel consome apenas 10 por cento do abate total de árvores, uma vez que mais de 60 por cento das árvores abatidas vão para a área de produção de energia. Depois ainda temos a questão do lixo eletrónico, um problema para as gerações futuras. Pessoalmente, prefiro ler em papel mas leio igualmente num tablet. Porque é que existe uma imposição que quer obrigar a que o papel desapareça, que quer forçar o desaparecimento do livro? Diariamente são editados 3.000 livros e, à escala planetária, a cada 30 segundos sai um livro novo. Em Inglaterra subiu o número de vendas em livrarias e em publicação de livros em papel. Tenho pena que na Europa só Portugal não edite nem venda mais do que em comparação com outros países.
João Alvim APEL
O livro eletrónico em Portugal não tem expressão. Não se desenvolveu ainda e, no imediato não tem significado. Temos de pensar que a origem da escrita tem muitos anos e escreveu-se em tábuas, papiros, etc e levou depois ao papel. Agora coloca-se a questão sobre se haverá uma transicção ou não. Mas é preciso pensar que ao longo do tempo em que há escrita a verdade é que os conteúdos atravessaram as diferentes formas e chegaram até nós. Não tenho resposta. Quem são os leitores dos livros eletrónicos? São os grandes leitores, aqueles que leem tanto em papel como em formato eletrónico. Gostam das duas versões e quando compram livros eletrónicos são na sua maioria livros de ficção sem interesse em guardar e apenas para uso imediato. Há aqui comportamentos que não são os que temos em mente sobre o livro eletrónico. Um livro requer tempo, pensamento, reflexão, interiorização e o livro em papel permite isso. A verdade é que o livro em papel, continua a ser uma grande invenção.
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PAPEL LIVROS
Paulo Scirteecci Escritor, Editor, Gráfico
“A vida de um editor de livros, de um gráfico e livreiro complica-se muito quando esse empresário também publica livros e eu faço isso há quarenta anos. Há dias em que acordo livreiro e outras em que acordo gráfico, mas com o hábito de escrever todas as manhãs, acordo escritor. Hoje estamos a discutir a leitura e esta passa pela comparação entre dois suportes. Gosto de dizer que tanto o livro eletrónico como o papel são suportes fantásticos. E duas leis que aprendi durante estes quarenta anos é que não existe leitura sem leitores e não existe leitores sem leitura. Eu, como leitor, não vejo problema na existência dos dois suportes porque depende sempre da situação onde me posiciono. O “eu editor”, não vê alegria em publicar livros eletrónicos porque não sinto o livro como ele é, já que para mim, o livro é emoção. A nossa editora já publicou mais de 300 livros eletrónicos mas temos 10 mil títulos de livros em papel. O “eu gráfico”, verifica uma diminuição das tiragens e um empobrecimento dos conteúdos das obras literárias. No Brasil, o livro eletrónico representa apenas 7 por cento e não vai sair disso. O que aconteceu é que houve uma recuperação do livro físico porque as pessoas passaram a comprar mais livros através da internet. Uma observação de mercado, permite perceber que a rede está infestada de edições grátis e com preços banalizados e isso é um problema. Acho que estamos a descuidar-nos do produto livro e dos seus conteúdos. O livro electrónico completa em 2021 50 anos, foi um projecto que começou em 1971 e na realidade, passaram todos estes anos e o livro em papel não acabou. Nos EUA, o auge chegou até um ponto em que por cada quatro livros em papel, um foi editado electronicamente, no entanto, as pessoas sentem a falta do toque e da credibilidade que o livro em papel tem. Tanto com o livro físico como com o livro eletrónico, as pessoas continuam a passar páginas. Vejo tudo como um suporte. Em jeito de conclusão, diria que o livro precisa de ser útil, não importando a plataforma. Agora cada um de nós terá a sua preferência e eu, pessoalmente, prefiro o livro impresso. É tudo uma questão de preferência que se dá pela mobilidade, acessibilidade, manuseio, toque, cheiro, registo, partilha... Eu acho que os livros são necessários!”
Rui Zink Escritor
Começo por referir que um dos problemas da internet é que esta é preguiçosa em relação às enciclopédias tradicionais. Com este novo universo, há muitas notícias falsas e o “corta e cola” é uma realidade. Sobre o suporte papel, considero que o importante não é a discussão entre este ou o digital. Muitos de nós usamos o telefone ou tablet para ler, mas isso não impede que usemos também o papel. Para lá desta guerra, devemos perceber que, neste momento, estamos a observar uma vitória do digital, mas é uma questão de espirro, a menos que queiramos viver para sempre em pandemia, porque só assim a vitória do digital se destaca. Viver é melhor do que fazer tudo por zoom. Acredito que vamos sair disto a dar valor ao que nos faltou e, por exemplo, as livrarias oferecem um produto de consumo como o livro, que propicia muito mais a criatividade do que o meio eletrónico.
O meio eletrónico é incrível, mas podemos fazer uma analogia com o futebol. É óbvio que vemos melhor as jogadas através da televisão, mas a experiência física é muito melhor. Outro exemplo passa pelo teatro e pelo cinema, que não são incompatíveis. Na minha opinião, se há livro que vai permanecer, será o livro infantil. O primeiro livro é fundamental, é lento, permite ser manuseado e é sabido que a leitura é melhor em papel. Depois, qualquer um de nós prefere rever textos em papel do que rever num écran. Acerca de exemplos onde o papel continua a dominar, destaco o caso de um hotel de luxo em São Tomé, em que houve uma modernização das suas instalações e que introduziu a chave eletrónica dos quartos. O problema, é que naquele país a eletricidade falha muitas vezes e em várias situações as pessoas acabavam por ser direccionadas aos quartos pela chave de mão, usada pela gerência.”
J. M. Lopes de Castro As conclusões
“Há os que olham para o papel como um inimigo Há os que olham para ele, como um complemento. A Elvira Fortunato investiga aquilo que o papel pode acrescentar, que pode ser sobretudo um transístor O papel é mais do que aquilo que estamos a falar. O papel que usamos é um bom suporte digital. Qualquer um que use QR code, Realidade aumentada pode ter acesso a conteúdos digitais a partir do papel. O papel recebeu tudo aquilo que existe no mundo digital. Hoje podemos complementar o mundo do papel e do digital e o que é preciso é que os deslumbrados digitais olhem melhor para o papel.”
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CASE STUDY PLM
Paixão por embalagens farmacêuticas e a nova geração de máquinas
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isando um maior crescimento, a empresa foi a primeira gráfica do segmento da embalagem, no ano passado, a investir numa Speedmaster XL 75-7 + L da nova geração 2020. Uma nova dobradora-coladora Diana Smart 115 do parceiro MK Masterwork completou o investimento nas mais recentes soluções de embalagem da Heidelberg. Ao utilizar tecnologias de ponta e inovadoras, a empresa está a provar que é possível aliar a alta qualidade e alta produtividade. “Para conseguirmos produzir as melhores caixas flexíveis para os nossos clientes, estamos constantemente à procura dos equipamentos mais inovadores”, explica Günther Berninghaus, a terceira geração da família à frente da empresa. “O nosso slogan “Para além da caixa” também diz isso mesmo, e temos orgulho de ainda continuarmos a independentes.” O tipógrafo e engenheiro de impressão que trabalham na empresa há 40 anos e dizem que “sempre investiram nas máquinas certas”. A PLM existe desde 1914, e tem como clientes empresas farmacêuticas de médio porte e fabricantes contratados na Alemanha, Áustria e Suíça, sendo responsáveis por 80% da sua produção. Os 20% restantes são divididos entre caixas flexí-
A Papierwerk Landshut Mittler, produz embalagens de alta qualidade que podem ser encontradas em todo o mundo e, de forma resumida definem-se em três palavras: qualidade, fiabilidade e paixão.
veis para cosméticos e bens de consumo em geral. A PLM também trabalha com um fabricante farmacêutico de renome internacional para desenvolver e produzir guias de cores complexas para garantir uma produção globalmente harmonizada. Desde 1996, a empresa está sediada em Wörth an der Isar - onde tem espaço suficiente para um processo de produção estruturado e crescimento futuro. “Focamos sempre e apenas numas únicas instalações, onde mantemos um alto nível de produtividade. Para além disso, investimos bastante em formação interna e estamos orgulhosos da nossa taxa de dez por cento nessa área”, diz Günther Berninghaus ao explicar a sua receita para o sucesso. E há outra coisa especial sobre esta empresa: quase metade dos 134 funcionários são mulheres. Parceria de sucesso com a Heidelberg A parceria entre a Heidelberg e a PLM remonta há décadas e como qualquer parceria de sucesso beneficiou ambos os lados. Por exemplo, a PLM foi um dos primeiros clientes piloto da Heidelberg, em 1992. Como cliente de teste no campo, a PLM esteve envolvida em vários projectos impor-
CASE STUDY PLM
recentemente, a Speedmaster XL 75-7+L da geração 2020. Todas as três máquinas de impressão funcionam a uma velocidade de 18.000 folhas/h e têm um formato de folha de 605 x 750 mm, que é perfeito para as empresas de embalagem. Antes de fazer este investimento, a PLM vasculhou o mercado das máquinas de impressão e chegou a considerar uma mudança para o formato seguinte. Mas cedo descobriu que outra Speedmaster XL 75 era a melhor solução. O que os conquistou foram as soluções inovadoras na nova geração 2020 - o conceito operacional simples com o novo Heidelberg User Experience (UX), a boa acessibilidade e a alta qualidade de impressão graças à unidade de tintagem perfeitamente optimizada nesta série de impressoras. Os grandes diâmetros dos
A nova geração 2020 Speedmaster XL 75 da Heidelberg e a nova MK Diana Smart 115 garantem qualidade superior com maior produtividade
tantes com a Heidelberg - seja a expansão da gama de substratos, a primeira unidade de verniz na Speedmaster SM 52, seja o sistema de medição da qualidade e cor em linha Prinect Inpress Control na Speedmaster CD 74. Outros testes de campo foram conduzidos no Prinect Press Center XL 3 e na lâmpada LED de luz do dia, que Günther Berninghaus diz que torna mais fácil aprovar folhas simplesmente mudando de D50 (5000K luz do dia) para D65 (6500K luz do dia). A PLM tem-se concentrado no formato médio 50x70 cm. Na área de impressão, está agora uma Speedmaster XL 75-6+L de 2008, bem como uma Speedmaster XL 755+L que foi comprada há três anos e, mais
Papierwerk Landshut Mittler produz caixas flexíveis de alta qualidade há décadas
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cilindros garantem que a cartolina é transportada suavemente ao longo da máquina de impressão. “Nós estamos numa boa posição com três impressoras quase idênticas da Heidelberg. Os impressores conseguem trabalhar em qualquer uma das máquinas de impressão que temos, operamos um processo de impressão padronizado e podemos oferecer aos nossos clientes uma produção rápida e sem defeitos”, afirma Günther Berninghaus, em resumo. “Para nós, neste momento, o formato médio é o ajuste perfeito. E isto está confirmado nos nossos cálculos de rentabilidade. Temos tempos de configuração mais rápidos, maior estabilidade de cor e uniformidade de cores em toda a folha, o que nos ajuda nas muitas pequenas tiragens que temos.” Todas as impressoras têm um contrato de serviço em vigor e os técnicos da Heidelberg são muito considerados na PLM. Os líquidos e auxiliares de lavagem são da gama Saphira. A produção trabalha em três turnos em todas as Speedmaster XL 75, sendo que na mais antiga, em alguns casos também trabalha aos fins-de-semana. No ano passado, devido a uma força de vendas activa e ao aumento de procura da indústria farmacêutica como resultado da pandemia de coronavírus tiveram um crescimento de 12%. O volume de negócios em 2020 foi de 20 milhões de euros. O crescimento adicional veio da crescente substituição das embalagens plásticas e das caixas monobloco de cartão. Estação de trabalho moderna e produtividade aumentada O director geral da gráfica, Günter Zöttl, está de olho nos ganhos de produtividade oferecidos pelas três impressoras. A nova Speedmaster XL 75 é 30% mais eficiente do que a impressora de 2008. A nova impressora também é 5% mais eficiente do que a de 2018. Em suma, o que diferencia a nova impressora da geração 2020 é a sua fiabilidade, estabilidade, qualidade e boa acessibilidade. “Quando pergunto aos meus impressores em qual impressora gostam mais de trabalhar, a resposta é sempre na nova Speedmaster”, revela Günter Zöttl. “Eles são grandes fãs do novo sistema de orientação do operador, e o novo ecrã táctil de 24 polegadas torna o trabalho mais di-
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CASE STUDY PLM
recto e simples.” A empresa também está a aproveitar a impressão navegada: o Intellistart 3 compara dois trabalhos e sugere a melhor abordagem de produção para a máquina de impressão. O Intelliline, sistema de orientação óptica por meio de barras de luz LED nas unidades de impressão, oferece excelente navegação e suporte ao sistema de assistência. As cores directas representam 80% das tintas usadas na PLM e o colorido dos trabalhos está a aumentar, o que significa mudanças frequentes de cores. Agora, isto é muito mais fácil com o novo Wash Assis-
Tempo de lavagem reduzido graças ao Assistente de Lavagem com inteligência artificial lio de produtos ao adicionar novas opções de colagem para as caixas flexíveis. A nova Diana também possibilitou aumentar ainda mais a qualidade e a produtividade.
tant e a sua inteligência artificial. O Wash Assistant selecciona o programa de lavagem correcto para a unidade de tintagem e sistema da molha, cauchús e cilindro de impressão baseado no trabalho a produzir e nos parâmetros da máquina de impressão. Ao lavar os rolos de tinta, o sistema pode, por exemplo, identificar quando muda de uma cor escura para uma clara e inicia o programa de lavagem ideal. Se necessário, pode até iniciar automaticamente uma limpeza profunda. Além de economizar tempo, economiza, também, líquido de lavagem e panos de limpeza. As unidades de tinta que não são utilizadas são continuamente alimentadas com líquido de proteção do
rolo através da nova função “Auto Protect”. Quando voltar a ter tinta novamente, a proteção do rolo é removida de forma totalmente automática através do fluxo de trabalho Intellistart 3, sem qualquer intervenção do operador. A média das tiragens é abaixo de 8.000 folhas. O principal material processado é a cartolina de fibra primária com gramagem entre 220 a 500 g/m². A produção também funciona em três turnos no acabamento, com quatro máquinas de corte-e-vinco e quatro dobradoras-coladoras da série Diana. A mais recente - uma Diana Smart 115 - é um investimento de substituição e está a expandir o portfó-
Espírito de equipa e boa colaboração Olhando para o futuro, a PLM deseja melhorar e expandir a integração entre os dados fornecidos pelas impressoras Heidelberg e o fluxo de trabalho da embalagem. Estes são também projectos para a próxima geração. Daniel, filho de Günther Berninghaus, é formado em administração de empresas e trabalha na empresa como Gestor Operacional há três anos. “Somos uma empresa com forte espírito de equipa, intercâmbio aberto e óptima colaboração - rápida, flexível e ágil”, resume ele. Estes atributos são fundamentais para atingir os objectivos traçados - continuar como uma empresa independente de dimensão média, com um negócio lucrativo que oferece aos seus clientes a melhor qualidade possível.
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TECNOLOGIA GRANDE FORMATO
FORA DE SÓ AS HP LÁTEX SÉRIE 700/800 A Plotterzone, foi o primeiro parceiro HP em Portugal a receber uma HP Látex 800W para o seu Showroom e foi também o primeiro distribuidor HP, a vender as primeiras duas unidades em Portugal. A empresa tem dado a conhecer as inúmeras vantagens da versatilidade e sustentabilidade destes novos produtos.
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epois de um ano de incertezas em toda a indústria de grandes formatos, a HP surge com novidades em várias gamas, com mais tecnologia, mais versatilidade e um maior contributo para uma produção mais sustentável e ecológica. A nova gama HP Látex é composta por quatro modelos – a HP Látex 700 e a 800, a 700W e a 800W. As duas últimas permitem a adição da tinta branca, que a marca refere como sendo a tinta mais branca disponível no mercado, por não amarelar ao longo do tempo, permitindo que as empresas de impressão produzam contornos mais claros e adicionem mais contraste a suportes mais escuros. Esta adição ao novo portfólio permitirá às empresas gráficas uma maior vantagem competitiva, podendo abraçar projectos
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SÉRIE?
mais ambiciosos e corresponder as elevadas expectativas dos clientes, oferecendo fluxos de trabalho rápidos que ajudam a cumprir os prazos, ao mesmo tempo em que aumentam a sua sustentabilidade. CONSUMÍVEIS E O SEGREDO DA TINTA BRANCA
As cabeças de impressão foram actualizadas, mais extensas, dimensionadas para depositar mais pigmento em cada gotícula, para permitir obter cores mais
O novo portfólio permitirá às empresas gráficas uma maior vantagem competitiva
vivas, atingindo velocidades de produção de até 36 m2/hora. Outro ponto que importa referir é que os modelos com tinta branca, contam com um sistema de recirculação e manutenção, em que a embalagem da tinta branca conta com dois recipientes, circulando a tinta entre os dois e através da máquina, por forma a impedir o depósito e a sedimentação nas tintas. As cabeças têm também uma manutenção automática a cada 30 minutos, o que impede que a
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TECNOLOGIA GRANDE FORMATO
A Plotterzone, instalou a primeira HP Látex 800W em Portugal, no norte do país
A Plotterzone irá realizar demonstrações do novo equipamento HP Látex, o primeiro em Portugal, que irão decorrer no Showroom da empresa, mediante marcação prévia
tinta seque, garantido que os nozzles não ficam obstruídos. INSTALAÇÃO DA PRIMEIRA HP LÁTEX 800W EM PORTUGAL
A Plotterzone, instalou a primeira HP Látex 800W em Portugal, no norte do país. “A principal característica que vimos nas impressoras látex é o facto de usarem uma tecnologia de impressão mais amiga do ambiente que se enquadra totalmente na nossa política de sustentabilidade. Além disso a tecnologia do branco fez-nos logo optar por esta nova versão de equipamentos. O branco foi sem dúvida o impulsionador na decisão de avançar. A possibilidade de se imprimir com branco abre um leque de oportunidades para imprimirmos em diversos materiais que usamos cuja cor de fundo não é o branco. Esta nova opção permite trazer mais competitividade no mercado”, revelou o cliente que recebeu a primeira HP Látex 800W, em Portugal. Para além disto, o cliente da Plotterzo-
desta nova máquina na nossa gama de equipamentos de impressão digital.” DEMONSTRAÇÕES SHOWROOM PLOTTERZONE
ne afirmou estar com elevadas expectativas em relação ao equipamento. “Temos programado o lançamento de novos produtos para promover a utilização de artigos mais sustentáveis na área do brinde, bem como do gift premium. Esperamos alcançar novas encomendas, novos mercados e novos clientes pela introdução
De modo a fazer frente a este “novo normal”, a Plotterzone irá realizar demonstrações do novo equipamento HP Látex, o primeiro em Portugal, que irão decorrer no Showroom da empresa, mediante marcação prévia. As demonstrações da HP Látex 800W serão acompanhadas por um especialista, através de uma apresentação do equipamento, amostras, infinitas possibilidades de aplicações e muito mais… Considerando que as empresas devem equipar-se para o sucesso, a Plotterzone revela estar totalmente preparada para elevar o nível do negócio dos seus clientes!
HEAVY WEIGHTS
FINE ARTS
Onde o papel vai ao encontro dos desafios de impressão mais artísticos e criativos. Para além de uma gramagem mais alta, os papéis Inaset Heavy Weight – produzidos pela The Navigator Company – têm excelentes parâmetros ópticos e físicos. A sua brancura e brilho, bem como a sua rigidez e opacidade, permitem uma ampla gama de aplicações de impressão. Este é um mundo de possibilidades para ir ao encontro de toda e qualquer necessidade da indústria de artes gráficas.
Inaset Plus Offset / Inaset Plus Laser
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NÓS SOMOS SERIGRAFIA
A INDÚSTRIA DE IMPRESSÃO COMO MANUFACTURA AVANÇADA? Impressão Serigráfica Funcional!
David Forrester Zamith
N
Ruy de Lacerda & Cª., S.A.
UM MUNDO IMPREVISÍVEL, cheio de incertezas no futuro, onde o reajuste entre a nova Localização e a antiga Globalização, nos está a mostrar Novos Caminhos, sendo que, nomeadamente na Europa, a Transformação Tecnológica já é um facto adquirido, como rumo certo a seguir: Re-Industrialização, Digitalização, Sustentabilidade e Qualificações! Os efeitos da pandemia nos ecossistemas de negócios mostram claramente que são díspares, enfrentando-se enormes riscos de sobrevivência ou, através de criatividade em aceleração, como já é bem patente em Portugal, a evoluírem positivamente em novas oportunidades? Antevê-se a queda de muitas empresas na Europa, nomeadamente PME´s, num “shakeout” transversal, nomeadamente nas áreas mais flageladas pela pandemia ou pela falta de uma Visão Estratégica de capitalização e de autonomia financeira, com crescendo de mais desigualdades e mais fricções? FACTOR-CHAVE 1: NOVA ESTRUTURA INDUSTRIAL AVANÇADA As empresas estruturalmente positi-
vas já estão antecipando um cenário de negócios em mudança com mais imperativos de desenvolvimento no futuro próximo, evitando assim esses cenários potencialmente negativos, críticos para manter a sustentabilidade e resiliência de médio-longo prazo para os seus negócios, procurando novos modelos com oportunidades de tendência para a Localização (logística e necessidades locais) mas sempre com o “foco” numa “nova estrutura industrial avançada” inovadora e em automação! As grandes linhas Europeias de hoje e no futuro próximo estão traçadas: • Re-Industrialização + 14 Ecosistemas! • PME´s! • Inovação Tecnológica e Automação! • Digitalização! • Sustentabilidade! • Economia Circular! • Requalificação dos Colaboradores! • Ligação da Indústria à Academia e aos Centros Tecnológicos! Ou seja, num “parar para pensar” e reanalisar os modelos negócio actuais,
olhando para o “chão da fábrica” e iniciando um “novo caminho”, como é o exemplo de muitas empresas portuguesas, em antecipação ou mesmo durante a pandemia, numa rota de investimentos com base em Inovação Tecnológica e Automação, pela Simplicidade contra a Complexidade, ancorados na Digitalização em todas as Etapas de Processo, bem como pela capacidade de dar resposta às novas exigências dos mercados através do domínio “em casa” pela aposta em diversas Tecnologias de Impressão e de Acabamentos? FACTOR-CHAVE 2: O QUADRO SERIGRÁFICO Os exemplos são cada vez mais evidentes, mesmo nos investimentos realizados em Portugal em período pandémico, por essa aposta na Inovação Tecnológica em Automação, da pré-impressão, impressão ao acabamento, colocando a máquina e a sua inteligência a favor do operador! Sen-
NÓS SOMOS SERIGRAFIA
do que para os utilizadores da Tecnologia de Impressão Serigráfica, crescente nas Aplicações Funcionais, o factor-chave é o Quadro Serigráfico (o ecrã e a reprodução do original), sendo verdade pelo número de investimentos realizados na Pré-Impressão Digital (tecnologias CtS), bem como em sistemas de tensionamento ou lavagem automáticos, mesmo em tempos de pandemia! O Quadro Serigráfico é o factor-chave, em uso nesta tecnologia de impressão, em segmentos Industriais de alta exigência como o da Indústria Automóvel, Electrónica Impressa, Têxteis, Cerâmica, Vidro, etc., sendo por isso imperioso considerar o seu elemento nº 1: a Tela! FACTOR-CHAVE 3: A TELA SERIGRÁFICA Ao basear-se na sua vasta experiência, a SEFAR® – líder global de mercado para Telas Serigráficas – pode garantir que todas as etapas da cadeia de valor sejam coordenadas entre si. Isso possibilita
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maximizar o potencial de fabricação do ecrã e produção de impressão serigráfica. A gama inclui telas de alto desempenho SEFAR® PME e por isso essas Industrias as seleccionam a nível global, como Telas Serigráficas com garantias de desempenho, reprodutibilidade, repetibilidade e durabilidade, fundamentais para as “altas exigências” dos mercados Industriais onde estão inseridas! Análises de custo-benefício ou de custo-eficácia são normas exigidas nos tempos de “Manufacturas Avançadas” ancoradas em tecnologias inovadoras e em automação digitalizada, em mercados cada vez mais exigentes, rigorosos e penalizadores de falhas ou incumprimentos, sendo uma vez mais verdade a expressão de que “o barato sai caro”? FACTOR-CHAVE 4: QUALIFICAÇÕES (SKILLS) E este caminho em Automação Digitalizada das “Manufacturas Avançadas”, quiçá único mas aliciante, implica uma análise sobre as Competências e Qualificações das Pessoas. Das Associações Industriais, COTEC ou WEF (Fórum Económico Mundial), todos apontam como prioridade a preparação dos colaboradores para o novo mundo que aí está! Antecipando-se que 50% de todos os funcionários precisarão de requalificação no futuro próximo, à medida que a adopção da tecnologia em automação seja implementada no “chão da fábrica”, num processo que se deseja passo a passo, mas contínuo! Pensamento crítico e resolução de problemas lideram a lista de conhecimentos que os empregadores acreditam que estarão em destaque nos próximos cinco anos! “A recompensa pela inovação tecnológica que define a nossa era actual pode ser aproveitada para liberar o potencial humano“, diz o fundador e Presidente executivo do Fórum Economico Mundial, Professor Klaus Schwab. Mas a própria disrupção tecnológica que está transformando o mercado do trabalho também pode ser um motivo central para a criação de novos e melhores empregos – ajudando-nos a ter novas habilitações, técnicas e de liderança?
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OPINIÃO MARIA JOÃO BOM
Maria João Bom Professora Assistente no Instituto Politécnico de Tomar, do Curso de Design e Tecnologia das Artes Gráficas mariajoaobom@ipt.pt
Tendências em design gráfico para o ano corrente
A
PAR DAS TENDÊNCIAS na impressão chegam ao mercado novas tendências em matéria de design gráfico, nomeadamente, estratégias como o uso do degradê, que havia sido posto de parte, durante alguns anos, e que agora regressa em força, mas de uma forma mais sofisticada, e concebido no Photoshop com o recurso a múltiplas máscaras. Outra tendência, em termos de logótipos, é o minimalismo que se vem acentuando de ano para ano. A tendência pode ser interessante, porém os resultados que daí advêm nem sempre são os melhores, uma vez que falta intervenção gráfica. O uso chapado da tipografia, por si só, não é capaz de representar o posicionamento estratégico de uma empresa
ou entidade, há que interpretar. Não se pode confundir minimalismo com pobreza tipográfica. A terceira tendência, de acordo com a equipa da Fastdezine, é a geometria, que parece estar a consolidar-se cada vez mais, sobretudo em matéria de marcas, parecendo remontar aos primórdios daquilo que ficou conhecido como Estilo Tipográfico Internacional. As tipografias geométricas e as excêntricas parecem fazer também o gosto dos designers gráficos presentemente, bem como a composição caótica e o design anti-funcionalista. O texto desconstruído ou em caligrama parece também fazer a delícia dos designers, que vão buscar a inspiração
a designers como o David Carson, mas também ao passado, nomeadamente à poesia simbolista e concreta, mesmo que tal não seja feito de forma consciente. Os efeitos visuais alcançados em diversas situações são de uma riqueza visual atroz, como o mostram os exemplos apresentados desenvolvidos por uma ex-aluna minha chamada Inês, na disciplina de Tipografia do Mestrado em Design Editorial do Instituto Politécnico de Tomar. Cromaticamente falando, outra das tendências do mercado são as cores dessaturadas, ou seja, as paletas suaves com tonalidades discretas, que parecem invocar o melhor da natureza. Talvez esta tendência seja uma consequência da COVID19, uma vez que o contexto que criou
OPINIÃO MARIA JOÃO BOM
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A distopia é outra tendência na arte urbana e no design gráfico, uma vez que o ambiente é propício a teorias de conspiração que pecam ou pelo excesso ou pelo defeito
não é propriamente de euforia ou de festa, o que parece fazer com que se rejeite a cor saturada ou gritante e pululante em termos visuais. Outra tendência, apesar dos recursos sofisticadíssimos que a impressão oferece, com estampagens, cortantes e vernizes impressionantes, é a bicromia, o uso de apenas duas cores. Um recurso com o qual se parece remontar aos grafismos passados de carácter ativista, e que agora, mais do que nunca, se aplicam à
Cromaticamente falando, outra das tendências do mercado são as cores dessaturadas, ou seja, as paletas suaves com tonalidades discretas
questão da natureza e das suas respectivas alterações climáticas. Existe também o gosto pela perspectiva e o 3D, uma tendência que se está a assinalar de forma crescente em matéria de sinalética, principalmente na construção de diretórios/mapas, mas também na construção de cartazes e outros meios de divulgação gráfica. A distopia é outra tendência na arte urbana e no design gráfico, uma vez que o ambiente é propício a teorias de conspiração que pecam ou pelo excesso ou pelo defeito. E, por fim, o motion graphics que faz, cada vez mais, parte do quotidiano dos portugueses. Estas são, de acordo com a equipa da Fastdezine as tendências em matéria de design gráfico para 2021, um ano que se adivinha cinzento e onde é posta a prova a criatividade, uma vez que se dão novamente importância aos valores que realmente importam. Mas a criatividade está a ser testada, e a história tem demonstrado que mesmo nos períodos mais negros da história se têm produzido materiais gráficos absolutamente extraordinários.
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HOMENAGEM DOMINGOS DIAS DA SILVA
DOMINGOS DIAS DA SILVA, A ARTE DA ENCADERNAÇÃO
U
M LIVRO QUE É UMA HOMENAGEM A UM HOMEM QUE COM AS SUAS MÃOS DEU VIDA À ENCADERNAÇÃO PERFEITA E ESPECIAL DE MILHARES DE LIVROS. Foi este o objectivo de José
Ernesto Resendes, o fundador da Nova Gráfica dos Açores que produziu um livro de homenagem a Domingos Dias da Silva, da Imprensa Portuguesa. Domingos Dias da Silva, é provavelmente o maior e melhor encadernador vivo do nosso país. Com 85 anos de idade, Domingos Dias da Silva foi homenageado em vida. Nem todos os grandes do universo, nem todos os talentosos que já pisaram este mundo tiveram direito a reconhecimento pela sua obra durante os anos em que viveram, mas felizmente, o encadernador e profissional gráfico da Imprensa Portuguesa, viu o seu trabalho eternizado nas páginas de um livro extraordinário, produzido pela Nova Gráfica dos Açores e idealizado por José Ernesto Resendes, o fundador e proprietário desta empresa gráfica. E se há livros que só valem pelo conteúdo e outros que se evidenciam pelo design e acabamento, este, é um livro que deixa todos os outros para trás, tanto pelo formato, como pelo conteúdo que alberga, as fantásticas imagens das obras produzidas pelas mãos de Domingos Silva e ainda pelos textos dedicados a uma vida voltada aos livros e ainda ao acabamento de elevado nível que a Nova Gráfica executou com mestria e carinho. José Ernesto Resendes diz que este livro foi uma forma de mostrar a admiração pelo empenho e dedicação que este exímio
José Ernesto Rezendes diz que etse livro foi uma forma de mostrar a admiração pelo empenho e dedicação que este exímio encadernador colocou em cada trabalho que passou pelas suas mão
encadernador colocou em cada trabalho que passou pelas suas mãos. O profissional gráfico que sempre considerou o talento de Domingos Dias da Silva como único, quis fazer este livro como se fosse um prémio de mérito e excelência, entregue em vida. No seu texto, escreveu sobre o mestre, recordando que em 2010, quando visitou as instalações da Imprensa Portuguesa com o objectivo de acompanhar a encadernação especial do livro “O barco e o sonho” de Manuel Ferreira, para oferecer ao então Presidente Barack Obama, teve o prazer de ter a companhia de Domingos Dias da Silva e de como isso o impressionou. José Ernesto Resendes contou ainda a admiração que tem por uma empresa que tendo sido fundada em 1968 continua a
manter um sucesso ininterrupto e que tudo isto o levou a querer fazer um livro de homenagem as este profissional de excelência. Para além destes fortes argumentos, o responsável da Nova Gráfica quis com este livro prestasse também uma homenagem aos outros encadernadores douradores Manuel Resendes e João de Deus Dâmaso, formados nas oficinas de São José e que exercem cargos de chefia na Tipografia Insular e Impraçor na Ilha de São Miguel Para integrar as páginas do livro, José Ernesto Resendes convidou alguns representantes da área de impressão para que também pudessem dar a sua visão e opinião sobre o trabalho deste excelente profissional. Entre os convidados
HOMENAGEM DOMINGOS DIAS DA SILVA
estão nomes como José Manuel Lopes de Castro, Presidente da Direcção Nacional Executiva da Apigraf, Augusto Monteiro, fundador e Presidente do Conselho de Administração da Grafopel, Guilhermino Pires, Professor Jubilado e Cavaleiro de Gutemberg, Alice Machado, Directora da Revista do Papel e Ana Paula Cecília, Directora da revista Intergráficas. O livro foi entregue em mãos por José Ernesto Resendes que, da Ilha de São Miguel trouxe alguns exemplares para um acto simbólico de homenagem que decorreu durante o mês de Março nas instalações da Imprensa Portuguesa.
Texto de Ana Paula Cecília sobre Domingos Dias da Silva SÃO AS MÃOS…
São as mãos que nos fazem, são as mãos que nos ligam, são elas que nos constroem, que nos erguem, que nos edificam. Um homem e as suas mãos, são capazes de grandes feitos, de dar um tecto, de assentar chão. São as mãos que nos guiam, as nossas, as dos outros, são o cabo que nos une, que executa as ideias, os pensamentos, as acções. Juntamos as mãos em oração, abrimos para pedir, enchemos para dar. São as mãos que tudo justificam, que acabam por aconchegar, por mimam, por amar. Pelas mãos de quem escreve correm as palavras não ditas que se estendem num papel, Pelas mãos de quem cozinha vai a vontade de partilhar a refeição, de não estar sozinha, de ter gente a cuidar. São as mãos de quem costura, de quem enfia a agulha, de quem tece, de quem cose, de quem arranja uma peça e alinha uma bainha. Pelas mãos passa uma vida, os calos de qualquer verdadeiro trabalhador, de quem corta a pedra, de quem arma, de quem dobra o ferro, suporta o calor, de quem o cimento usa, de quem delas abusa. Há nas mãos as rugas de uma vida, as marcas de cada agressão, das mil lavagens, das gretas, das quedas, de cada arranhão. Há nas mãos uma história escondida, episódios que só elas recordam, que ninguém sabe, momentos escondidos por alguma razão.
Podem as mãos também arremessar mas prefiro pensar que são sempre as mãos que insistem em cuidar, em um bom colo dar, que fazem nascer, que ajudam com dignidade a morrer, que tudo fazem para salvar. AS MÃOS DE DOMINGOS DIAS DA SILVA
Das mãos de Domingos Dias da Silva saíram obras sem par, trabalhos de grande valor, livros “imortais”. Quanto valem essas mãos, aquelas que cortaram, que dobraram, que cravaram e voltaram a pressionar, que numa minúcia sem fim, conseguiram tornar único cada exemplar? As suas mãos não têm preço possível, não são comparáveis a outras iguais. Não! As suas são as mãos geniais, são sábias, são as que vieram de outras vidas, de outras realidades, que trouxeram consigo os saberes dos antecessores, de filhos, de netos e pais.
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Na Imprensa Nacional Domingos da Silva eternizou obras de grandes autores, dos que ainda vivem, dos que já viveram e daqueles que nunca morreram. Em cada livro que encadernou, que coseu, que colou, que dourou, deixou amor a pairar, acrescentou carinho, deu abraços, deu beijinhos. Ninguém lhe nega a paixão, é impossível não ver, é impensável não reconhecer. A sua vida foi um romance, foi um conto de emoção, cada capítulo que nela escreveu teve sempre no centro a encadernação. Todos os gestos que aprendeu com mestria na execução são a prova, são atestado do imenso valor acrescentado que é por todos elogiado. É o melhor na sua arte, levou mais longe a boa impressão, deu-lhe a embalagem perfeita com cada magnifica encadernação. Um dia o seu trabalho esteve nas mãos de um Papa, outro dia em Espanha, entre Reis, na Coroa Real, atravessou o oceano, tornou-se presente, chegou à Sala Oval, às mãos de um presidente. Barack Obama recebeu um livro que guardou, foi o tamanho, o detalhe, o pormenor e o cheiro que o impressionou. O mais pequeno livro do mundo passou por cada dedo seu, com todo o cuidado foi concebido e acabado. Do Porto para o mundo cresceu um encadernador afamado, hoje reconhecido, hoje homenageado. De todo o seu legado, o maior, o mais belo trabalho está inscrito em cada capa, em cada marca, em cada lombada. E se em inúmeras capas de livros o nome de muitos autores gravou, era urgente retribuir, dar destaque, dar vida à sua obra, a sua vida eternizar. Domingos Dias da Silva não é um qualquer encadernador, é uma lenda viva no mundo da encadernação, é a prova de que ser o melhor só é possível quando existe paixão!
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NOVIDADES NO MUNDO DA IMPRESSÃO
O QUE HÁ DE NOVO NO MUNDO DA IMPRESSÃO
O adeus ao catálogo da IKEA Passaram sete décadas desde o momento em que famoso catálogo da IKEA foi produzido, até ao momento em que a empresa anunciou que vai deixar de o publicar, em papel, tal qual o conhecíamos. O objectivo desta decisão, tem segundo a IKEA, a adopçaõ de uma estratégia mais sustentável. De acordo com comunicado, lançado pela IKEA, esta decisão visa “virar a página da sua história e despedirse do seu catálogo, tanto na versão impressa, como digital - olhando para o futuro com entusiasmo”. O catálogo de 2021, que está em distribuição desde o verão 2020, “será o último a ser distribuído”, confirmou um porta-voz da Inter IKEA, Jakob Holmström. No seu Instagram a Ikea revelou que “a nossa visão sempre foi a de criar
um melhor dia a dia para a maioria das pessoas. Nos últimos 70 anos de Catálogo, vivemos algumas coisas juntos. Para muitos, muitas primeiras vezes. O primeiro bebé. O primeiro dia de escola. O primeiro dia na universidade. O primeiro emprego. A primeira casa. E agora, na hora de dizer adeus ao Catálogo, estamos prontos para virar a página, com a certeza de que muitas outras primeiras vezes se seguirão. Por isso, obrigado e, lembrem-se: “A maior parte das coisas ainda está por fazer. Um futuro glorioso!” (Ingvar Kamprad). Segundo Konrad Gruss, Managing Director da Inter IKEA Systems, “esta decisão foi um processo natural, tendo em conta o comportamento do nosso consumidor e as novas formas de aceder à informação. Vamos continuar a interagir, sempre com inspiração
para a casa, mas de novas formas.”, O Grupo IKEA divulgou um aumento global das vendas online em 45%, com o site a receber mais quatro mil milhões de visitas, o que acentua a decisão perante a mudança de comportamento dos consumidores. Recorde-se que o catálogo, foi lançado na Suécia em 1951 pelo fundador da IKEA, Ingvar Kamprad, sendo um dos produtos mais impressos no mundo e tendo mesmo alcançado o recorde da distribuição em 2016, com 200 milhões de exemplares em cerca de 50 países e em 32 idiomas. O último catálogo contou com 40 milhões de cópias, “Todos adoramos o Catálogo IKEA e o nosso principal objectivo daqui para a frente é proteger e respeitar o seu legado no futuro”, acrescenta Helena Gouveia, Country Marketing Manager da IKEA Portugal.
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Mortos enterrados em caixões de cartão Em Guaiaquil, no Equador, foi o cartão que resolveu um dos graves problemas da pandemia relacionado com o número avassalador de mortos por causa da Covid 19, em 2020. Assim, a Associação dos Papeleiros contribuiu pela primeira vez com 200 caixões de papelão. O Município da região agradeceu no Twitter à referida Associação, estimando que, na época viessem a ser necessários 2.000 caixões de cartão canelado para proporcionar “um funeral digno” a todas as vítimas mortais da pandemia. Em comunicado, a Câmara Municipal de Guaiaquil destacou o “gesto solidário”, acrescentando que
os caixões de cartão canelado contribuirão para dar “uma sepultura digna às pessoas falecidas durante a emergência sanitária”. Os caixões foram distribuídos pelos dois principais cemitérios da cidade e pelas forças policiais. A razão desta alternativa prendeu-se com o facto dos familiares das vítimas mortais se terem queixado publicamente da dificuldade em conseguir caixões tradicionais de madeira. A província em que se situa Guaiaquil registou até Abril de 2020, 1.648 dos 3.465 casos de contaminação no Equador e o número de vítimas mortais nessa data em Guayaquil foi de 122.
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Estudo sobre preferências em embalagens Entre algumas pesquisas europeias lançadas no ano de 2020, está uma da Two Sides sobre as preferências europeias em Packaging que indicaram que o tipo de embalagem é um factor de grande importância para os consumidores no ponto de venda. As embalagens de papel e cartão ocupam o primeiro lugar entre as preferências dos consumidores pelos seus atributos de sustentabilidade, incluindo o facto de serem compostáveis em casa (72%), ser melhor para o meio ambiente (62%) e ser mais fácil de reciclar (57%). Além disso, a embalagem de papel ou cartão é considerada o material mais reciclado, pois 30% dos consumidores consideram que a taxa de reciclagem na Europa é superior a 60% (quando na verdade 85% é actualmente a percentagem de embalagens de papel e cartão que são recicladas).
Cidade alemã instala modernas cápsulas nas ruas para proteger os sem-abrigo Há ideias que só nos transmitem sentimentos positivos. Esta, é uma delas, por se tratar de um projecto sustentável, quente e seguro. A ideia foi criada por um grupo de jovens. Com a situação do mundo cada vez mais instável e com uma pandemia a afectar os sonhos e projectos de muitas pessoas, é verdade que o número de Sem Abrigo tem crescido um pouco por todas as grandes cidades do planeta. Os motivos são variados mas a tendência é crescente e por isso, um grupo de jovens, tocados por esta realidade e pelas sua consequências e condições desumanas de vida das pessoas que fazem da rua a sua casa, decidiram dar um contributo valioso. Assim, para dar algum conforto e segurança, avançaram com a ideia de instalou diversas cápsulas pelas ruas onde os mais necessitados podem encontrar abrigo e proteger-se do frio. As pequenas casas foram instaladas a 8 de janeiro e são uma parceria com a empresa Ulmer Nest. A ideia além de excelente do ponto de vista dos valores humanos, ainda concentra em si a sustentabilidade como um dos seus objectivo. Cada cápsula é feita de madeira e aço e alimentada através de energia solar, resiste à humidade, à chuva, ao vento e ao frio. No interior há espaço para duas pessoas ou uma pessoa com um animal de estimação ou bagagem. O objectivo destas pequenas construções é que possam servir de abrigo temporário e não como uma habitação permanente. Desta forma, cada cápsula tem um sistema de rádio que permite aos ocupantes entrarem em contacto com os responsáveis do projecto e ainda um sensor que avisa os assistentes sociais quando os ocupantes saem do seu interior, para que o espaço possa ser higienizado. Este projecto já tinha sido experimentado em 2020 mas, face aos modelos do ano passado, as novas cápsulas trazem algumas melhorias como proteção contra a geada, que é frequente naquela zona e o isolamento foi também melhorado, o que permite que o interior seja agora mais quente e menos húmido.
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NOVIDADES NO MUNDO DA IMPRESSÃO
1ª casa impressa em 3D na Europa é um T2 e tem renda de 800 euros Depois do impacto que a impressão 3D tem tido em várias áreas industriais e de actividade, como por exemplo na indústria automóvel, aeronáutica, na área da medicina, no marketing e publicidade e mobilário urbano, chegou a vez da construção ver a sua primeira casa impressa. A Europa, concretamente os Países Baixos recebem assim aquela que é a primeira casa totalmente impressa em 3D e legalmente habitável. A casa foi construída em Eindhoven, nos Países Baixos, e vai ser ocupada por um casal de holandeses reformados, que paga uma renda de 800 euros por mês. O casal de lojistas reformados de Amesterdão recebeu a “chave digital” da casa na quinta-feira, que funciona com uma aplicação que permite abrir a porta através de um clique, mas só se muda em agosto. “É linda”, disse Elize Lutz, de 70 anos. “Dá a sensação de um bunker, é seguro”, acrescentou o marido, Harrie Dekkers, de 67. Elize e Harrie são os primeiros inquilinos de uma casa totalmente impressa em 3D na Europa, uma espécie de bangalô do futuro, inspirado no formato de uma rocha, com apenas dois quartos e 94 metros quadrados de área habitável. Segundo o The Guardian, a propriedade é a primeira de cinco casas planeadas pela construtora Saint-Gobain Weber Benelux para um terreno perto do canal Beatrix, no subúrbio de Bosrijk, em Eindhoven. Elize e Harrie, vão pagar 800 euros por mês para morar na propriedade por seis meses a partir do dia 1 de agosto, depois de se terem candidatado a um anúncio na Internet. “Vi o desenho desta casa e era exatamente como um jardim de um conto de fadas”, revelou a mulher. O actual valor de mercado das rendas é normalmente o dobro do pago pelo casal. Ao The Guardian, Bas Huysmans, presidente-executivo da Weber Benelux, uma ramificação de construção da empresa-mãe francesa Saint-Gobain falou sobre o projecto dizendo que “ Se ganhámos dinheiro com esta primeira casa? Não.
Esperamos perder dinheiro na casa número dois, três, quatro e cinco? Não. Com a impressão 3D é possível geral uma enorme criatividade e uma enorme flexibilidade no design.” Sobre o formato da casa, Huysmans, referiu que, “por que é que nos esforçamos tanto para imprimir esta “rocha”? Porque isso mostra perfeitamente que é possível fazer qualquer forma”. “Com a casa impressa em 3D, estamos a definir o mote para o futuro: a realização rápida de casas a preços acessíveis com controlo sobre a forma do próprio lar”, afirmou Yasin Torunoglu, vereador de habitação e desenvolvimento espacial do município de Eindhoven, citado pelo “The Guardian”. Nos últimos dois anos, foram construídas propriedades parcialmente impressas em 3D em França e nos Estados Unidos e novos projectos estão a surgir um pouco por todo o mundo. Mas a casa holandesa ultrapassa os rivais por ser a primeira propriedade legalmente habitável e alugada comercialmente em que as paredes de suporte foram construídas através da tecnologia de impressão em 3D.”É também a primeira que é 100% autorizada pelas
autoridades locais e que é habitada por pessoas que realmente pagam para viver nesta casa”, afirmou Bas Huysmans. A primeira casa concluída do Projecto Milestone, uma parceria com a Universidade de Tecnologia de Eindhoven e a corporação habitacional Vesteda, deveria ter sido colocada no mercado de locação em 2019, mas os desafios do projeto do arquiteto, que envolvia paredes externas suspensas, causaram atrasos. O método de impressão 3D envolve um enorme braço robótico com um bico que esguicha um cimento especialmente formulado, com uma textura semelhante à de chantili. O cimento é “impresso” de acordo com o projecto do arquiteto, adicionando camada sobre camada para criar uma parede e aumentar a sua resistência. O método é visto por muitas pessoas na indústria da construção como uma forma de cortar custos e danos ambientais, reduzindo a quantidade de cimento que é usado. A nova casa é composta por 24 elementos de betão que foram impressos camada por camada numa fábrica em Eindhoven, antes de serem transportados por um camião para o local de construção.