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B

actérias: Problema ou solução???

Bactéria: ser unicelular, procarionte... Sempre que ouvimos seu nome repugnamos, fazemos cara feia e até mesmo relacionamos às bactérias doenças, problemas de saúde e a culpamos por freqüentes infecções hospitalares. Essas bactérias! Realmente elas causam doenças sérias como, por exemplo, a sífilis e a gonorréia, sexualmente transmissíveis, a tuberculose, pneumonia, cólera, tétano, entre outras. Mas será que as bactérias são isoladamente responsáveis por isso? Como sabemos a população cresce a cada ano e faz mau uso dos recursos ambientais, causando danos e trazendo problemas graves à ela própria, como as doenças! Os resíduos da atividade humana começam a se acumular e os recursos naturais estão se tornando cada vez mais escassos e uma das nossas maiores preocupações é com o fornecimento de energia. A civilização moderna está voltada para um alto consumo de energia, que provém de combustíveis fósseis, como carvão mineral e petróleo, que são fontes não-renováveis de energia e, além disso, sua queima libera uma enorme quantidade de gases poluentes na atmosfera, agravando ainda mais o problema ambiental pelo qual estamos passando. Uma fonte alternativa e ecologicamente correta de obtenção de energia é o BIOGÁS, produzido principalmente por bactérias. As bactérias podem nos salvar de um problema ambiental! O biogás é uma mistura gasosa, combustível, resultante da fermentação anaeróbica da matéria orgânica (decomposição de matéria orgânica, em meio anaeróbico, por bactérias). Essa mistura gasosa é composta, essencialmente, por metano (CH4), com valores entre 55 a 65% e por dióxido de carbono (CO2) com aproximadamente 35 a 45%. A produção do biogás é naturalmente encontrada em pântanos, aterros, esgotos, mas também pode ser obtido através de biodigestores. Recentemente vários países do continente europeu têm realizado programas de disseminação do uso de biodigestores. De construção relativamente simples tais biodigestores funcionam com mistura de água, esterco animal e ou fibras vegetais como capim, cascas etc. Suas principais funções são garantir um meio anaeróbico favorável a biodigestão, permitir a alimentação sistemática da matéria orgânica e a coleta e armazenamento do gás produzido. Os resíduos líquidos e sólidos resultantes do processo formam um biofertilizante de excelente qualidade e larga aplicabilidade na agricultura. O biogás pode ser usado em fogões, motores, lâmpadas e geladeiras a gás, podendo ser considerado uma das fontes energéticas mais econômicas e de fácil aquisição pelas pequenas propriedades rurais. POEMA “É uma trágica festa emocionante! A bacteriologia inventariante Toma conta do corpo que apodrece... E até os membros da família engulham, Vendo as larvas malignas que se embrulham No cadáver malsão, fazendo um s” Monólogo de uma Sombra (Eu e outros poemas) Augusto dos Anjos Engulhar: causar nojo Malsão: maligno, mau, mórbido, daninho Professora Caroline Bortolozzo Duci - Biologia

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E

feito estufa, problema do homem!

Uma hipótese ousada sugere que as práticas agrícolas de nossos ancestrais dispararam o aquecimento global milhares de anos antes de começarmos a queimar carvão e andar de automóveis. Hoje a prática agrícola continua devastando grandes regiões florestais impedindo a ocorrência da reciclagem do CO2, um dos principais vilões do efeito estufa. Esse fenômeno foi intensificado com o surgimento das indústrias, das usinas termoelétricas movidas a carvão mineral, das tecnologias responsáveis pela queima do petróleo, da intensificação das queimadas. Esses fatores são responsáveis por alterações nos ecossistemas. Correntes oceânicas no Atlântico Norte carregam calor dos trópicos para o norte, mantendo os invernos amenos na Europa ocidental. Com a intensificação do efeito estufa, as temperaturas despencam na região e o clima fica como o do Alasca, ocasionando problemas para a agricultura ao redor do mundo e bloqueio das rotas de navegação com o congelamento das águas. Um outro exemplo está relacionado com a água da chuva, reciclada pelas plantas (absorvidas pelas raízes e devolvida ao ar pela transpiração nas folhas), que alimenta boa parte da precipitação responsável pelo abastecimento dos cinturões verdes do planeta. A ação do Mega Efeito Estufa promove alterações climáticas causadoras de pequenos períodos de secas que faz muitas plantas definhar até morrer, e a chuva reciclada desaparece. Essa estiagem potencializada transforma-se em uma seca severa e duradoura trazendo problemas econômicos e sociais, pois com as terras secas não é possível sustentar a lavoura, assim a fome afeta aqueles que não adquirem grãos remanescentes no mercado mundial. Uma maneira de tentarmos amenizar esse problema seria a utilização dos biocombustíveis, que diminuiriam a emissão de gases poluentes na Esquema do efeito estufa atmosfera pelos automóveis e pelas indústrias. Creio que realmente chegou a hora de nos preocuparmos com o tal EFEITO ESTUFA, ou então, arquemos com as conseqüências, que podem piorar.

Derretimento do gelo no topo das montanhas

Professor Paulo Roberto Mori (Paulada) - Biologia

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Brasil e seu I.D.H - Será que melhoramos?

Melhoramos, mas nem tanto. Em meados de 2005, a mídia brasileira divulgou com certo entusiasmo nosso novo IDH. Para aqueles que não se lembram o que é o IDH, vai a dica: IDH significa Índice de Desenvolvimento Humano e é um cálculo realizado pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) para verificar os diferentes níveis de desenvolvimento dos países de nosso planeta. Este índice é composto basicamente pelo cálculo de três dados distintos que se referem às sociedades como um todo. São eles: a longevidade da população, indicando qual é a expectativa de vida em cada nação, o que nos mostra o nível em que se encontram os seus sistemas de saúde públicos; a escolaridade da população, no qual é analisado quantos anos em média têm de estudo os cidadãos de cada país, o que nos mostra o quanto o Estado investe no acesso à rede de ensino, desde o período de alfabetização até o ensino superior; e finalmente, o PIB – Produto Interno Bruto – per capita, ou seja, a renda produzida durante o ano pelo país dividida pelo número de seus habitantes. Este dado avalia o quanto é produzido pela economia do país e como esta riqueza é distribuída. Nosso país está evoluindo no que diz respeito ao IDH. IDH superior a 0,801 IDH entre 0,751 e 0,800 Nesta última análise, referente ao ano de 2003, o Brasil IDH entre 0,701 e 0,750 permanece na mesma posição em relação às outras IDH entre 0,651 e 0,7800 IDH inferior a 0,650 177 nações avaliadas. Assim como no ano anterior, garantimos a 63ª posição, bem à frente dos miseráveis países africanos, porém atrás de outros países latino Dados: PNDU/2000 americanos, como o Uruguai, Chile, Argentina, Cuba e México. Dados: IBGE Também foi constatado que houve melhorias tanto no sistema de saúde quanto no de educação, mas o mesmo não pode ser dito quanto à nossa distribuição de renda. No que diz respeito ao sistema de saúde pública, melhoramos nossos indicadores de mortalidade infantil e de expectativa de vida. Atualmente, nossa mortalidade infantil está em 27 para cada 1000 nascidos e nossa expectativa de vida em 71,3 anos. Para mera constatação, segundo o IBGE, no ano 2000, nossa expectativa de vida era de 70,4 anos, ou seja, em um curto espaço de tempo, este dado evoluiu em um ano a mais de vida, o que é expressivo tendo em vista a numerosa população de nosso país. Os números de nossa escolaridade também são positivos. A taxa de analfabetismo decresce a cada ano. De 1998 até 2003, esta taxa diminuiu 2,2% e temos atualmente 11,6% da população acima de 15 anos analfabeta. O nível de escolaridade, por sua vez, aumenta, e temos atualmente 24,8% da população com elevada escolaridade, ou seja, com mais de 11 anos de estudo. Um dado interessante ainda a ressaltar sobre a escolaridade é a predominância das mulheres em todos os graus de instrução. Mas vamos ao dado que nos descontenta: nossa distribuição de renda. A renda per capita diminuiu nos últimos anos. Além disso, a distribuição da riqueza nacional está cada vez pior. As causas alegadas para este decréscimo centram-se na alta taxa de juros, na dificuldade de crédito pela população e sua conseqüente queda no poder de consumo. Saindo da teoria e caminhando para a prática temos também graves problemas como o enriquecimento ilícito, a discrepância de nosso sistema tributário e a corrupção descontrolada. Com isso, os degraus entre os ricos e os pobres ficam mais altos, a desigualdade aumenta e a classe média paga o seu preço com elevados impostos e reduzidos benefícios sociais, justificando sua insatisfação.

Professor Marcelo Henrique Maestrelli (Morrinho) - Geografia.

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E

nergia, potência e suas unidades

A potência de um aparelho elétrico nos fornece a rapidez das transformações de energia realizadas por ele. Por exemplo, um chuveiro elétrico de 4.000 W (watt = joule/segundo) transforma, a cada segundo, 4.000 joules de energia elétrica em térmica (calor) que são utilizados no aquecimento da água. Assim sendo, potência, energia e tempo são grandezas físicas que se relacionam da seguinte forma: P=

ΔE Δt

ΔE = P . Δt

No sistema internacional de unidades (S.I.) as grandezas energia (ΔE ), tempo (Δt) e potência (P) são medidas em joule (J), segundo (s) e watt (W) respectivamente. Qual seria então a energia consumida por um chuveiro elétrico de 4.000 W ao longo de um banho de 15 minutos? • • • •

P = 4.000 W Δt = 15 min. = (15.60) s = 900 s ΔE = ??? ΔE = P . Δt ΔE = 4.000.900= 3.600.000 J

Analisando o resultado acima, chegamos a conclusão de que a utilização da unidade J (joule) para o consumo de energia elétrica no cotidiano não seria muito viável, afinal, teríamos que trabalhar constantemente com valores absurdamente altos. Para isso utilizamos como unidade usual de energia o kWh, assim sendo, mediremos respectivamente , e P nas unidades quilowatt-hora (kW), hora (h) e quilowatt (kW). Veja como seria realizado o cálculo com as unidades acima: • • • •

P = 4.000 W = 4 kW Δt = 15 min. = (15/60) h = 1/4 h ΔE = ??? ΔE = P . Δt ΔE = 4.(1/4) = 1 kWh

Bem mais simples, não?! Outra unidade de energia existente é a caloria (cal). CUIDADO, nunca confunda calorias com calorias médica ou alimentar (Cal), estas que se encontram impressas em embalagens de alimentos ou em metas de dietas. Cada caloria alimentar ou médica é equivalente a 1.000 calorias. 1 Cal = 1 kcal = 1.000 cal 4 kJ Se levarmos em conta que necessitamos diariamente, em média, de 2.000 Cal (2.000 kcal) para a realização de nossas atividades cotidianas e manutenção de nossas funções vitais, qual seria a potência do corpo humano? • • •

ΔE = 2.000 Cal = 2.000.000 cal = 8.000.000 J Δt = 1 dia = ( 1 . 24) h = (1. 24. 60 ) min = (1.24.60.60 ) s = 86.400 s P = ??? P=

ΔE Δt

P=

8.000.000J 8.400s

= 92,6 W

Logo, se fossemos comparados a um aparelho elétrico teríamos a potência próxima a de uma lâmpada incandescente comum. Assim sendo, percebemos que no momento de utilizarmos uma unidade cabem a nós: bom senso e análise da situação. Professor Franco Giagio - Física Professor Marco Alberto Perez- Física

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C

hapéu ou sorvete?

A prova do ENEM sempre traz questões envolvendo cálculos de volumes de sólidos notáveis! Aí vão algumas fórmulas e dicas úteis! • Volume do paralelepípedo reto retângulo: V = a.b.c a, b e c são as dimensões do paralelepípedo. • Volume do cubo: V = a3 a é a medida da aresta do cubo.. • Volume de prismas e cilindros: V = Ab.h Ab e h são, respectivamente, a área da base e a altura do sólido. • Volume de pirâmides e cones: V = 1 .Ab.h 3 Ab e h são, respectivamente, a área da base e a altura do sólido. • Volume de esferas: V = 4 .p.R3 3 R é o raio da esfera. Dica: Cuidado com líquidos dentro de recipientes cônicos!

h

h h 2 Fig.1

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Fig.2

Observe o recipiente cônico (Fig.1) na posição vertical e perceba que a água atinge metade de sua altura. O volume do líquido é 8 vezes menor que o volume do recipiente! Percebendo, por semelhança, que o raio do cone que representa o líquido é metade do raio r do cone que representa o recipiente tiramos tal conclusão. (Veja cálculos abaixo) Vrecipiente = 1 .p.r3.h e Vlíquido = 1 .p.( r )3.( h ) = 1 .p.r3.h (8 vezes menor). 3 3 24 2 2 Desafio: Imagine que o recipiente seja tampado, virado e colocado na posição vertical de boca para baixo (Fig.2). Você seria capaz de calcular a nova altura atingida pelo líquido em função de h?

Resposta: h.(2- 3 7 ) 2 Professor Terence Bonato - Matemática.

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F

Lex!!! Álcool ou gasolina?

Um dos temas mais manjados quando o assunto é vestibular é o tal do EFEITO ESTUFA. Bom, não custa nada relembrar. Trata-se de um excesso de CO2 (gás carbônico) que provoca o AQUECIMENTO GLOBAL em nossa atmosfera. O efeito estufa é facilmente sentido quando entramos em um carro que ficou estacionado por várias horas exposto ao Sol. O que sentimos? Um calor infernal! O que fazemos? Abrimos a janelinha do carro e nos refrescamos com o delicioso vento que bate a nossa cara. Pois é, mas o Planeta Terra não tem janelinha para abrir e justamente por isso precisamos escolher com sabedoria o combustível utilizado seja qual for a situação. Álcool ou gasolina?! Eis a questão! Analisemos primeiramente a combustão do álcool: C2H5OH + 3O2 2CO2 + 3H2O Um mol de álcool libera 2 mols de gás carbônico. Isso, nas condições ambientes, é de aproximadamente 49 litros. Quando essa análise é feita por quilograma de álcool queimado, o resultado é 1.065 litros de CO2. Agora analisemos a gasolina: 2C8H18 + 25O2 16CO2 + 18H2O Um mol de gasolina libera 8 mols de gás carbônico. Isso, nas condições ambientes, é de aproximadamente 195 litros. Quando essa análise é feita por quilograma de gasolina queimada, o resultado é 1.715 litros de CO2. Analisando sob esse ponto de vista, concluímos que a utilização do álcool ao invés da gasolina é benéfico ao planeta. Só precisamos parar de queimar a cana para produzir o álcool, caso contrário toda essa análise cai por água abaixo. Cabe neste momento lembrar que a gasolina contém enxofre, o qual ocasiona CHUVA ÁCIDA pela formação do ácido sulfúrico (H2SO4); e, portanto, quando o assunto é MEIO AMBIENTE, o álcool sai na frente. Porém, a questão que realmente interessa aos proprietários de carros flex se encontra no momento do abastecimento, Álcool ou Gasolina? Se por um lado o valor pago atualmente pelo litro do álcool é inferior ao pago pelo litro da gasolina, não podemos nos esquecer que, ao optar pela segunda opção, o veículo apresentará um melhor desempenho. Tal fato pode ser explicado principalmente pela diferença entre o calor de combustão de cada substância. A energia liberada pela combustão da gasolina é superior àquela fornecida pela mesma quantidade de álcool, proporcionando maior consumo por parte do veículo movido a álcool. O consumidor que deseja poupar seu bolso deve ficar atento ao valor pago por quilômetro rodado em cada uma das opções. Para isso, basta utilizar a relação abaixo: Valor do quilômetro rodado (R$/km) =

Preço do litro de combustível (R$/L) Desempenho do veículo(km/L)

A tabela abaixo exemplifica uma possível situação: Álcool Gasolina

Preço do litro de Álcool (R$/L) Desempenho com Álcool (km/L) Preço do litro de Gasolina (R$/L) Desempenho com Gasolina (km/L)

1,30 10 2,50 12,50

Na situação acima, o motorista estaria pagando R$ 0,13 pelo quilômetro rodado com álcool, enquanto pagaria R$ 0,20 se optasse pelo derivado do petróleo. Uma economia de sete centavos por quilômetro rodado. Caso pensássemos em uma viagem de 400 km, a economia chegaria a R$ 28,00. É importante lembrar que assim como o preço da gasolina depende de fatores externos, como o preço do petróleo; o valor do álcool também sofre grande variação por fatores como época do ano (dependência da safra) e consumo do mercado interno. Professor Franco Giagio - Física Professor Carlos Henrique de Oliveira (Rocky) - Química

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uper dica de uso de linguagem

O Enem é um exame diferente pois avalia algumas competências, habilidades que o aluno do Ensino Médio já deve ter adquirido durante a sua vida escolar. No que se refere à Língua Portuguesa, observam-se as algumas competências: • Dominar a norma culta; • Construir e aplicar conceitos de várias áreas do conhecimento; • Selecionar, organizar, relacionar, interpretar dados. Quantos às habilidades referentes à linguagem, temos: • • • •

Relações entre textos literários e o contexto histórico, social, político ou cultural; Recursos expressivos usados; Valorizar as diversidades etnoculturais e artísticas; Explorar as relações entre as linguagens coloquial e culta.

Com a finalidade de avaliar essas competências e habilidades, são apresentadas questões que enfocam a ambigüidade, a coesão, a coerência , o uso das variantes lingüísticas e o uso de alguns mecanismos lingüísticos sejam eles de ordem sintática ou morfológica. Exemplo de questão que abordou a duplicidade de sentido (ambigüidade): Título do texto: CAMPANHA CONTRA A VIOLÊNCIA DO GOVERNO DO ESTADO ENTRA EM NOVA FASE. O aluno deveria encontrar a reescritura do texto que eliminasse a ambigüidade: Campanha do Governo do Estado contra a violência entra em nova fase. Para você, aluno, apresentar um bom desempenho, é importante ler atentamente os textos, procurando interpretar os dados, os recursos expressivos ou mesmo o uso de determinados mecanismos lingüísticos tais como: pronomes, preposições, conjunções. Observe o trecho de um texto de Marina Colasanti: “Na verdade não existem meninos DE rua. Mas existem meninos NA rua.” Veja que a mudança da preposição “de” para “na” altera o sentido do texto, a preposição “de” confere uma idéia de origem, os meninos vieram da rua, no entanto, a escritora não concorda com esse posicionamento e diz que esses meninos estão na rua, como se essa fosse apenas uma passagem. O Enem avalia o texto nos termos apontados acima, ou seja, quais implicações o uso de um mecanismo lingüístico, de um vocábulo ou de um recurso expressivo traz para o texto.

Meninos de rua em São Paulo

Professora Cíntia Bartolomeu Garcia - Língua Portuguesa

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enascimento Cultural

Os temas ligados às artes e ao pensamento são bem comuns nas provas do ENEM na parte de História. Um tema muito difundido este ano em revistas, documentários e até em função da polêmica do livro e filme O Código Da Vinci foi o Renascimento Cultural. Esse movimento artístico-cultural e filosófico está inserido na Idade Moderna, período de transição do Feudalismo para o Capitalismo e, portanto, caracterizado pelas grandes transformações políticas (Absolutismo), religiosas (Reformas Protestantes), sociais (ascensão da burguesia) e econômicas (Capitalismo). Surgido na Itália no século XIV, o Renascimento Cultural procurou fazer um resgate da cultura greco-romana, valorizando a Antigüidade Clássica e “olhando” com um certo preconceito para a Idade Média. O que explica a Itália ter sido o berço do Renascimento? A Itália possuía vigorosa tradição artístico-cultural pela herança do Império Romano, recebia também, por meio do comércio intenso naquela região, influências das civilizações bizantina e árabe, e, por fim, possuía uma rica burguesia mercantil que buscava status social por meio do financiamento das artes, prática que ficou conhecida como mecenato. Os renascentistas procuravam valorizar o homem (Antropocentrismo), a sabedoria e o conhecimento (Humanismo), procuravam uma explicação racional para os fenômenos e tudo o que ocorria à sua volta (Racionalismo), valorizavam a beleza das formas e a perspectiva (Naturalismo), prezavam a busca do prazer (Hedonismo) e se contrapunham ao teocentrismo medieval pregado pela Igreja Católica (Anticlericalismo). O Homem Vitruviano de Leonardo Da Vinci (Monalisa) é um dos maiores nomes do Renascimento, Leonardo Da Vinci junto com Michelangelo (Pietà e o teto da capela Sistina), Rafael Sanzio (Madonas), Donatello (David), Botticelli (Alegoria da Primavera), Nicolau Copérnico (teoria heliocêntrica – O sol como centro do Universo) e Maquiavel (O Príncipe). Embora tenha surgido na Itália, o Renascimento se difundiu para outras regiões da Europa. Alguns exemplos: - Países Baixos: Erasmo de Rotterdam (Elogio à loucura), Jan Van Eyck (Cônjuges Arnolfini II) e Hieronymus Bosch (O Jardim das delícias) - Alemanha: Hans Holbein (retrato de Erasmo de Rotterdam); - Inglaterra: William Shakespeare (Romeu e Julieta) e Thomas Morus (Utopia); - França: François Rabelais (Gargântua e Pentagruel); - Portugal: Luís de Camões (Os Lusíadas); - Espanha: Miguel de Cervantes (Dom Quixote de la Mancha). Todos esses autores e obras revelam o acentuado espírito crítico da época, valorizam-se os feitos humanos e as línguas nacionais.

Curiosidade Os renascentistas faziam muitas críticas à Idade Média e à Igreja Católica por meio de suas obras. Porém, para continuarem recebendo financiamentos da Igreja Católica por meio do Mecenato e evitarem as perseguições da Santa Inquisição, os pintores procuravam fazer essas críticas por meio de mensagens subliminares ou uso de metáforas. No quadro A Criação de Adão de Michelangelo, Adão está recebendo o toque divino para ganhar vida, mas se você observar atentamente, perceberá que Michelangelo procurou demosntrar que é o cérebro (Razão) que dá vida ao homem. A Criação de Adão, Michelangelo

Professor Alexandre Koizimi Ambo (Xico) - História

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FOLHETO ENEM 2008