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ANO XI - EDIÇÃO: NO 116 SÃO PAULO/SP - JANEIRO/2023
A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Mobilidade e Trânsito (SMT) e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), pretende expandir o projeto da Faixa Azul para mais 220 km em vias importantes da cidade. O projeto-piloto implantado na Avenida 23 de Maio completou um ano na última quarta-feira (25) sem registros de mortes nas vias e trechos onde a faixa autorizada e acompanhada pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) foi implantada. “Acabei de autorizar a extensão da Faixa Azul para mais 220 km. Isso é experimental, algo inédito no Brasil. Depende de autorização da Senatran, mas com os resultados que a gente teve aqui [Avenida 23 de Maio], sem óbito, é óbvio que teremos a autorização”, explicou o prefeito Ricardo Nunes. Para ampliação do projeto serão feitos estudos de viabilidade em vias como a Aveni-
da Ipiranga, Avenida Senador Queirós, Avenida do Estado, Avenida Rangel Pestana, Viaduto Dona Paulina, Rua Maria Paula, Viaduto Jacareí, Viaduto 9 de Julho, Avenida São Luís, Marginal Tietê, Marginal Pinheiros, Avenida 23 de Maio, Avenida Rebouças, Rua da Consolação, Radial Leste, Avenida Washington Luís, Avenida Rubem Berta, Avenida Senador Teotônio Vilela, Avenida Guarapiranga, Avenida Aricanduva, Avenida Eliseu de Almeida, Avenida Francisco Matarazzo, Avenida Salim Farah Maluf, Avenida Edgar Facó e Avenida Inajar de Souza. Outra novidade é a contratação de novos agentes para CET. “Nós temos hoje 1.200 agentes da CET. Estamos equipando os agentes com as câmeras para poder reforçar a segurança deles e a fiscalização do trânsito. Já autorizei a contratação de mais 200 agentes”, afirmou o prefeito.
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Faixa Azul será ampliada e deve chegar a 220 Km de vias da capital
LUANA PIOVANI
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Ação depende da autorização da Secretaria Nacional de Trânsito. Projeto na Avenida 23 de Maio completou um ano sem o registro de mortes nas vias e trechos com a faixa
São Paulo registra aumento de homicídios dolosos e de estupros em 2022 Em 2022, o número de homicídios dolosos (com intenção de matar) tiveram alta de 4,7% com relação a 2019 no estado de São Paulo , atingindo o maior patamar de casos desde 2018. Divulgado hoje (26) pela Secretaria Estadual de Segurança Pública ( SSP ) de São Paulo, o dado mostra que uma pessoa foi morta a cada três horas no estado. Em todo o ano de 2022 foram registrados 2.909 homicídios dolosos, que fizeram 3.044 vítimas - o número de vítimas varia porque, em cada caso, mais de uma pessoa pode ter sido morta. Em 2018, foram 2.949 casos, com 3.106 vítimas. A secretaria tem com-
parado os números de 2022 com o ano de 2019, ano anterior à pandemia do novo coronavírus, alegando que o isolamento social pode influenciar no balanço. Em 2019, foram registrados 2.778 casos de homicídios, que fizeram 2.906 vítimas. A SSP não informou o que explica esse aumento, mas disse que o secretário Guilherme Derrite vai conceder uma entrevista coletiva amanhã para falar sobre esses números. Estupro Além dos homicídios dolosos, os estupros também tiveram aumento em todo o estado. O total de estupros, seja de vulneráveis seja de
adultos, aumentou 1,9%, passando de 12.374 para 12.615 registros. Foi o segundo maior número de casos de estupro da série histórica, iniciada em 2001. Até então, o maior número de casos de estupros havia sido registrado em 2012, quando foram abertas 12.886 ocorrências. Furtos Os furtos em geral também aumentaram, passando de 522.167 ocorrências em 2019 para 564.940 no ano passado. Este foi o segundo maior número de furtos em geral da série histórica, atrás apenas do ano de 2005, quando foram registradas 564.960 ocorrências. Já em relação aos latrocínios (roubo seguido
de morte), o estado fechou o ano de 2022 em queda de 7,3%, passando de 192 casos em 2019 para 178 no acumulado do ano passado. Também houve queda no número de roubos em geral, que passaram de 255.397 para 245.900, ou seja, 9.497 ocorrências a menos. Dezembro Considerando-se apenas o mês de dezembro, o número de homicídios dolosos apresentou queda de 2,7% no estado paulista, com a notificação de 286 casos, oito a menos que a comparação com o mesmo mês de 2019. Já os estupros aumentaram, passando de 916 para 964 casos. Fonte: Agência Brasil